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A fé vem pelo ouvir

Ali estão os Decretos de Deus – Apocalipse 5:5,6 | Josemar Bessa

Ali estão os Decretos de Deus  – Apocalipse 5:5,6 | Josemar Bessa

Ali estão os Decretos de Deus – Apocalipse 5:5,6 | Josemar Bessa

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Legendas automáticas:

Esse é o domingo de Páscoa, né? O
domingo da ressurreição.
E ontem eu estava pensando em que
passagem da ressurreição eu eu gostaria
de falar amanhã com a igreja. E é óbvio
que nós temos várias, mas uma das
passagens
eh preferidas do meu coração é sobre a
ressurreição, sobre o Cristo ressurreto.
Eu acho que é o que aqui nos ensina
coisas mais profundas, doces e incríveis
de Cristo, que é Apocalipse 5 verso 5 e
6,
que diz assim: "E disse-me um dos
anciãos:
Não chores, que o leão da tribo de Judá,
a raiz de Davi, que venceu para abrir o
livro e desatar os seus sete selos.
>> [roncando]
>> E olhei e ess que estava no meio do
trono e dos quatro animais viventes, e
entre os anciãos um cordeiro que havia
sido morto. E tinha sete chifres e sete
olhos, que são os sete espíritos de Deus
enviados a toda a terra. Há momentos que
a realidade espiritual se mostra de
forma brutal, não é? Não no sentido
ruim. E eu acho que essa é uma das dos
momentos mais brutais assim com que ela
se mostra. João vê um livro.
O livro está fechado. Não só fechado,
está selado, guardado na mão direita
daquele que assenta no trono. Então
imagina um livro, um livro fechado na
mão direita de Deus.
Quem tem acesso a um livro, assim, não é
um detalhe decorativo dessa visão, é o
sinal de que nada da história está
solto.
Por incrível que pareça, esse é o livro
dos decretos de Deus. E há cristãos que
não acreditam nos decretos eternos de
Deus. Acham que Deus vai improvisando
durante a história
e o futuro então não está deriva. Nunca
esteve desde a eternidade. Tudo foi
decretado por Deus. Ele diz: "Eu farei
toda a minha vontade. Os acontecimentos
do mundo não nascem do acaso da vontade
humana ou da fúria das trevas. Não, não,
não, não. Tudo está sobre o decreto de
Deus. Mas então quando você pensa todos
os decretos, Deus estão na sua mão
direita,
toda a história, a posição de cada átomo
em cada lugar, em toda a história, todas
as coisas,
mas esse é o problema. O livro está
fechado e não basta que o livro exista.
Ah, é preciso que alguém o abra. E o
drama da visão não é falta de poder
bruto. Não é bem assim que o livro tem
um peso que ninguém consiga segurar. A
questão não é essa que é levantada,
[roncando] é falta de dignidade.
Ah, falta alguém santo bastante, digno,
o bastante
forte, o bastante glorioso, o bastante.
E é aí que o céu inteiro nos ensina uma
lição que a carne odeia aprender. E
quanto mais lugar tem o humanismo
secular dentro da igreja, a igreja
também. A igreja visível.
Ah,
a criação inteira é insuficiente,
mesmo que toda ela se juntasse,
mesmo no céu não há criatura. A história
não é que está em 8 bilhões de pessoas
no mundo hoje, as os bilhões que vieram
antes e a vontade de um monte de pessoas
e no final vamos ver o que vai dar. Não,
não, não. A criação inteira é
insuficiente,
não é digna, não é como o martelo do
Thor na na ficção que ninguém consegue
levantar o martelo, não porque ele pese,
mas porque você tem que ser digno.
Então, a visão começa com o livro
selado, não um objeto apenas, é uma
revelação concentrada.
Ali estão todos os decretos de Deus
desde toda a eternidade.
Quem quem põe em andamento esses
decretos? Quem é o único que pode
realmente fazer esses decretos cada um
deles ser exatamente como foram
decretados?
Ali está a história que Deus decretou.
Ele diz: "Eu anuncio o fim desde o
princípio." Então, tá a história toda.
Ali está a a a o que governa todas as
coisas na história e o que cumpre. Por
isso, sem eh eh o o fim será como ele
determinou, como ele decretou. Ali está
o desenrolado juízo. Ali está a
redenção, a cruz,
eh a queda,
a queda dos ímpios, a preservação da
igreja, a consumação final de todas as
coisas,
tudo está ali. Mas o livro está fechado
e esse é o primeiro golpe no orgulho da
criatura.
Não está nas nossas mãos a história.
Os decretos de Deus nunca esteve nas
mãos da criação, nem na terra, nem no
céu.
O homem moderno imagina que grande parte
do problema do mundo é a falta de
acesso, falta dados, falta de
conhecimento, falta de tecnologia, falta
de interpretação.
Ou então nós temos problemas eh
biológicos,
como se a salvação pudesse vir por mais
informação, mais leitura, mais análise,
mais domínio técnico,
mais um dia nós consertarmos os
problemas bioquímicos, resolvermos eh
neuroses.
Mas em Apocalipse 5, o problema não é
que ninguém entende o livro,
que ninguém poderia entender o livro. O
problema é que ninguém é digno de
abri-lo,
nem no céu. Imagine, criaturas, a ideia
de que o desfecho final da história,
estar às mãos do homem é a coisa mais
arrogante e mais distante da palavra de
Deus.
Nem no céu
quem nunca pecou é digno. Ah, e essa é a
ferida. Há um anjo forte proclamando com
grande voz: "Quem é digno?
Ele não está perguntando quem é curioso.
Ah, ah, como somos curiosos.
Quem é inteligente? Quem é poderoso? Mas
quem é digno? É algo mais alto. Então, o
universo todo fica quieto.
Os homens que falam muito, homens
caídos, estão mudos. Quem é digno?
Mas até o céu, criaturas viventes,
querubins, serafins, potestades,
emudece. Nem no céu, nem na terra, nem
debaixo da terra, ninguém pode abrir,
ninguém pode olhar, ou seja, a história
não está nas mãos das criaturas.
Seu início, seu meio e seu fim.
Ninguém pode tomar para si o direito de
penetrar nos decretos de Deus e conduzir
a história. Ninguém está conduzindo a
história, a não ser
um
a ideia de que eu, você, todos nós
somados, estamos conduzindo a história,
que impérios estão, que os nossos livres
arbítrios estão.
É parte dessa arrogância. Isso quer
dizer que a limitação da criatura não é
apenas natural.
Na criatura caída ela também moral, né?
Não se trata apenas de incapacidade,
trata-se de indignidade.
O homem não está só desinformado. A
miséria do homem não é desinformação, é
desqualificação.
O pecado não nos fez apenas ignorantes,
nos fez impróprios para estar diante do
trono como intérpretes da vontade divina
ou como executores.
A mesma raça que quis ser como Deus
agora não pode sequer tocar no livro de
Deus.
A mesma humanidade que sonhou com
autonomia agora chora diante de um
documento que não pode abrir. A história
não está nas nossas mãos. A minha
história não está. A história de ninguém
está. Ninguém é digno de tocar
esses decretos.
Então esse churo de João é profundo. Ele
não chora como quem perdeu uma
informação. Ah, agora a gente não vai
saber o que estava no livro. Ele chora
como quem percebe que se ninguém abre o
livro, a história está fechada para as
criaturas.
E a esperança do mundo estará para
sempre além do alcance de todas as mãos
criadas
no céu e na terra.
É o colapso, eu diria esse texto, da
autoconfiança
espiritual.
A ideia de que alguma coisa decretada
por Deus está a cargo, ao alcance ou a
dignidade de alguma criatura, que dirá
de criaturas caídas. Nenhum impérito
pode abrir o império pode abrir o livro.
Nenhum filósofo, nenhum sacerdote,
nenhum humanista secular,
nenhum que é especialista na alma
humana,
nenhum anjo pode abrir, nenhum santo por
si mesmo pode abrir.
Ah, porque nele mesmo ele nada mais é do
que o fruto de algo que Deus fez. Então,
a criação inteira é pequena demais para
os segredos de Deus, para os seus
decretos. Ele diz: "Eu anunciei, eu
farei, eu anuncio o fim, eu vou fazer
toda a minha vontade." É isso. Enquanto
alguém eh ainda acha que há em si
recursos, mérito, força ou luz
suficiente, ainda não entendeu a
gravidade da cena que João está vendo.
Por que que ele chorou tanto?
Nada no decreto de Deus se move por
talento
da criação, por capacidades, seja elas
quais forem que você queira atribuir a
elas. O conselho de Deus eh não se rompe
como se fosso.
A história não é entregue nas mãos dos
pecadores. Os pecadores não estão
definindo a história, não estão
definindo nada.
Primeiro o céu cala a criatura,
só depois ele apresenta o redentor.
Primeiro, todo mundo tem que ficar
quieto, mesmo no céu, quem é digno?
Quem vai levantar a voz? Quem vai dar um
argumento porque não acha isso ou aquilo
correto ou justo?
Então, o universo inteiro é pequeno
demais para abrir os segredos de Deus,
os decretos de Deus, cumpri-los.
Ele anuncia o fim porque ele fará e só
ele faz. Então quando o choro atinge o
ponto máximo, vem essa palavra de
consolo. Não chore. Essa ordem não nasce
do sentimentalismo. Para de chorar, não
adianta, não é? Nice de uma vitória.
João não deve parar de chorar porque
está exagerando,
porque está chorando muito, porque tem
que entender. João deve parar de chorar
porque existe de fato alguém que é
digno, alguém sobre qual a história é.
>> [roncando]
>> Então vem a grande declaração: Eis o
leão da tribo de Judá, a raiz de Davi
que venceu. Tudo nessa linguagem cria
uma expectativa de força majestosa. Leão
fala de realeza,
poder, domínio, coragem, superioridade,
triunfo.
E a tribo de Judá carrega a promessa
real.
A raiz de Davi aponta para o cumprimento
do ungido do Senhor, de um rei esperado,
de um rei messiânico
para
aquele em quem a aliança não falhou.
Então, João ouve uma linguagem de
conquista,
de vitória avaçaladora,
linguagem de reino, linguagem de
vitória. Mas quando ele se vira e olha,
ele não vê o leão, como diz: "Eis o leão
da tribo de Judá. Ele vê um cordeiro em
pé como tendo sido morto. Aqui está uma
das revelações mais profundas de toda a
escritura. O céu anuncia um leão,
o céu mostra um cordeiro. Não há
contradição, a glória. Cristo não vence,
apesar de ser cordeiro, ele vence como
cordeiro.
Isso desmonta todas as nossas
imaginações
e eh carnais sobre poder, que é são tão
intrínsecas ao homem que até hoje a
igreja acredita que quanto mais poder
ela tiver, é como vai prosperar o reino
de Deus, não é? Então, o homem caído
entende força como imposição visível,
esmagamento imediato, triunfo sem
ferida, domínio sem sacrifício.
Isso é triunfo. Mas o céu revela que o
centro da vitória de Cristo é exatamente
a sua entrega sacrificial,
é exatamente o oposto. O cordeiro
carrega marcas, não é um cordeiro
abstrato, não é um símbolo da da da de
uma fragilidade eh eh vago. Essas marcas
que ele carrega é são marcas do seu
assassinato. Para sempre nós vamos ver
as marcas.
A glória de Cristo não apaga a cruz. Ela
não é apesar da cruz, ela é a cruz.
A majestade do redentor não remove as
marcas da sua obediência até a morte.
Jesus não se envergonha das marcas da
sua obediência. Acho que isso toca tão
profundamente em todos nós. Normalmente
nós não gostamos da marca da obediência
em nossas vidas. Queremos obedecer a
Deus, mas então as pessoas podem nos
achar ignorantes. Não queremos essa
marca.
Muito do que não se obedece a Deus é com
medo das marcas da obediência.
As marcas que as pessoas vão poder ver.
o julgamento que elas vão poder fazer a
respeito. Tem muitas pessoas diz assim:
"Ah, não consigo evangelizar". Por quê?
Porque tem medo. É uma ordem, mas eu
posso receber marcas por causa disso.
Que cara tolo, que cara fanático, que
cara atrasado.
Então, eu não gosto. Mas esqueça, Jesus
não se envergonha dessas marcas. Ele vai
levar as marcas da sua obediência ao Pai
para todo sempre.
Isso significa que a redenção não é um
apêndice da glória, é uma expressão da
glória. Jesus em glória está com essas
marcas.
O filho de Deus não veio apenas com
poder para subjulgar, vem com santidade
para obedecer,
com amor para se entregar, com mansidão
para sofrer, com firmeza para ir até o
fim, mesmo suando o sangue, com
dignidade para morrer sem deixar de ser
senhor.
O leão da tribo de Judá não abandona a
sua majestade ao tornar-se o cordeiro.
na nesse momento ele ele meio que deixa
a dignidade do do e e a majestade do
leão e e eh se torna um cordeiro. Não,
não, não. Ele manifesta essa majestade
de Leão
da forma mais alta,
porque a maior força não é a que destrói
inimigos. É óbvio que Jesus pod destruir
Satanás e todas as coisas sem a cruz.
é o que vence o mal, satisfaz a justiça,
derrota Satanás, suporta a ira, redime
pecadores,
glorificando a Deus. O mundo admira a
força que mata. O céu canta a força que
se oferece. O céu olha pro cordeiro que
foi morto, ora pro cordeiro ressurreto,
mas que traz as marcas da morte. O mundo
celebra a conquista sem seu próprio
sangue. O evangelho exalta o rei que
venceu derramando seu sangue. E repare,
o cordeiro está de pé. Foi morto, mas
está de pé. Foi oferecido, mas não foi
derrotado. Ele sacrificou, foi
sacrificado, mas permanece vivo. A morte
o tocou, mas não reteve. Esse é o
domingo da ressurreição. Ah, o
sacrifício não terminou em tragédia,
terminou em triunfo. Por isso João deve
parar de chorar.
Essa é a razão. Porque a resposta para a
impotência da criação não é: vamos
melhorar a criatura. O que a visão? O
que o o que está acontecendo está
dizendo o seguinte: não há ninguém
digno,
nem na terra, nem no céu. Ninguém é
digno. Então você podia pensar, qual a
solução para isso? Elevarmos a criatura,
colocarmos a criatura num lugar mais
alto e ir elevando ela até que alguém
seja digno. Mas a resposta, essa
impotência da criação não é uma criatura
melhorar ou melhorar a criatura. é
Cristo crucificado e vitorioso. Toda a
esperança da igreja está nessa visão.
Não há uma visão mais tremenda do Cristo
ressurreto.
Nossa salvação não repousa na força
eh eh humana moralizada.
Ou seja, não há nada na história de
nenhum daqueles que vão estar para
sempre, os benditos do Pai, que tudo não
estava decretado naquele livro. E quem
realizou, por isso é digno de abrir, é o
cordeiro. Nada pode ser atribuído a
eles. Não há nenhuma dignidade para a
criatura.
Repous no leão cordeiro, no rei
sacrificial, no vencedor ferido, no
Senhor que triunfou na cruz. Então você
vê, essa é a tese que sustenta tudo mais
de tudo que precisamos saber. a respeito
de quem Deus é. A partir daqui, a
mensagem inteira se organiza em torno de
uma verdade central.
Há em Jesus Cristo, por isso ele é
digno. Uma uma admirável união de coisas
que não há em mais nenhum ser.
Não apenas muitas excelências, não
apenas excelências grandes, mas
excelências que os olhos humanos
aos nossos olhos parecem coisas
impossíveis de existir ou de coexistir
em alguém. Em qualquer outro ser, você
vai ver essas coisas separadas
ou não claramente assim, mesmo em estado
de perfeição. Não há plenitude. Isso é
decisivo porque grande parte dos erros
espirituais nasce exatamente de uma
tentativa de simplificar Cristo. A maior
eh uma das maiores tentações que a
igreja tem é de alguma maneira
simplificar Cristo, fazê-lo menor.
Alguns queem que Cristo é forte,
mas não é manso.
Então, falam muito sobre a força, tal,
as mensagens são assim. Ah, mas
não manso. Outros querem um Cristo
manso, mas aí ele não é santo. Ele é
sentimental, é piegas, passa por cima
dos pecados, dá um jeito.
Alguns querem a majestade,
mas sem a ternura.
Outros querem um acolhimento que, ah,
hoje é tão isso é tão falado, né? Uma
igreja acolhedora. A gente quer um
Cristo acolhedor, a gente quer
acolhimento,
mas sem a verdade.
Alguns querem o rei que governa, outros
querem o cordeiro que consola.
Mas o Cristo real não pode ser mutilado.
Ele não é meio leão e meio cordeiro,
como se houvesse uma divisão nele, que
parte é leão e parte é cordeiro. Ele é
plenamente leão e plenamente cordeiro.
Isso é misterioso e maravilhoso.
Entenda, Jesus, eh, Deus, não é, ele não
é um conjunto de atributos. Nós só
fazemos isso porque
eh é a maneira com que nossa mente
precisa organizar para entender as
coisas,
mas não é o seu. O ser de Deus é
simples.
Ah, ele não é a soma de amor, mais
justiça, mais eh eh poder, mais
santidade, mais glória, mais
onipotência, que quando tudo somado dá
Deus.
Ele é plenamente tudo. Ele é totalmente
amor. Ele é totalmente santo. Ele não é
uma mistura,
não é uma soma dessas coisas.
Sua mansidão não enfraquece sua
majestade. Ele não deixa de ser
majestoso para ser manso. Ele é
totalmente manso, mas é totalmente
majestoso.
Ele é totalmente amor, mas ele é
totalmente justo.
Ele é todo misericórdia, mas ele é todo
santo e justo. Não é uma soma, não é um
pouco de misericórdia, mas amor, eu acho
que tem mais amor do que santidade. Eu
acho que tem mais amor do que ira, sabe?
Sua justiça não diminui sua graça. Sua
graça nunca vai suavizar sua justiça.
Sua santidade não impede a sua
proximidade, mas sua condescendência não
diminui sua glória. Nossa proximidade
dele ainda tem que levar, enxergá-lo
como um Deus terrível.
Ele é o Deus
de amor e é o Deus que dura coisa é cair
nas mãos do do Deus vivo. Não é porque
ele não é uma soma. Ele é totalmente
terrível, totalmente amor, totalmente
manso e totalmente cheio de majestade,
totalmente cheio de glória. Não é um
pouco de todas essas coisas somadas, ele
é simples.
Ah,
essa é a beleza singular de Deus e
manifesta-se de uma maneira tremenda em
Cristo, já que ele é o Deus homem. No
homem, quando aparece grande poder,
aparece um orgulho. Queridos, é muito
difícil muito poder sem um nível de
orgulho. Quando aparece ternura, ah,
sabe, esses cristãos mais ternos, um
homem tal, e então aparece fraqueza.
Então começa a dar um jeito, então
começa, então a verdade já não importa
tanto, porque a gente tem que ser
acolhedor.
Você vê quando aparece justiça, muitas
vezes falta misericórdia. Aí o cara é só
um trovão.
Aí ele só pensa em que sabe que tal
chamarmos fogo do céu para cair sobre as
pessoas, esse mundo terrível.
E quando aparece misericórdia,
então ele sacrifica a verdade. Ah, a
gente tem que ser misericordioso. Não
podemos ser tão radicais.
Quando aparece a autoridade,
aí desaparece a humildade.
Mas em Cristo não há carência
compensada, não há virtude parcial, não
há um equilíbrio precário, um equilíbrio
entre a justiça e a misericórdia, um
equilíbrio entre a ira e a mansidão. Não
há o equilíbrio.
a perfeição inteira. Ele é totalmente
todas essas coisas.
Nele tudo que é infinitamente alto em
Deus encontra a expressão perfeita. Ele
é a imagem perfeita do Pai e nele tudo
que o pecador mais desesperadamente
precisa encontra a resposta. E ele mesmo
é a fonte da água da vida e o lago de
fogo.
Por isso ele é incomparável. Não há
outro assim no céu, não há outro assim
na terra. Não há outro assim entre os
homens, anjos, profetas, reis,
sacerdotes, com quem comparareis?
Tudo que neles aparece em fragmento,
nele aparece em plenitude. Plenamente
manso, plenamente justo, plenamente
amor, plenamente irado contra o mal.
Tudo que eh neles aparece como sombra,
nele aparece insubstância. E essa união
de excelência não é curiosidade
teológica, não é, é a própria base da
nossa salvação.
Sempre eh eh você vê a Bíblia diz assim:
"Ele é cheio de graça e de verdade.
Normalmente quando a pessoa ah não, nós
temos que ser graciosos, logo quer
sacrificar a verdade.
As duas coisas parecem incompatíveis,
não é?
Se ele fosse apenas manso, o pecado não
seria vencido.
Se ele fosse apenas justos, então todos
estariam condenados.
Se fosse apenas gracioso, sem satisfazer
a justiça, Deus deixaria de ser justo ou
teria que ser menos justo.
Se fosse apenas Deus, se assumir nossa
natureza, ele não poderia ser nosso
representante.
Ele precisaria ser totalmente Deus e
totalmente homem. Se fosse apenas homem,
então ele não teria dignidade para nos
salvar.
a toda
todos aqueles que o Pai deu a ele, mas
ele é o mediador perfeito, o único em
quem a glória de Deus e a necessidade do
pecador se encontram sem nenhuma
ruptura.
Cristo
ressuscitado. E é por isso que o coração
regenerado não apenas usa Cristo, ele o
admira,
ele o adora.
É a beleza, é o tesouro,
é o encanto. Sua transformação acontece
ao contemplá-lo
de glória em glória. Ele se ele se curva
diante dessa beleza moral, teológica,
redentora, incomparável.
O filho de Deus está continuamente
pensando eh com os olhos fixos no autor
consumador da sua fé. Por causa disso, a
alma começa a respirar quando vê que a
suficiência do Salvador é tão vasta
e infinitamente maior do que a miséria
do pecador.
Então, a primeira parte nos coloca
diante de duas realidades.
De um lado, a criatura cala, falha e
chora. É tudo que nós temos, calar a
boca.
Não é como João vê a nossa completa
indignidade e chorar amargamente.
Mesmo no céu. Essa é a experiência de
João. E ao mesmo tempo
ver um redentor que aparece, vence e
basta. Você não pode ter só uma das
coisas. Você não pode ter só eh aquele
que vê o redentor, que vence, que basta.
Mas aí então você não não essas tuas
coisas estão ligadas.
A criatura sempre diante dessa
realidade, da realidade dos decretos de
Deus, da sua completa incapacidade e
depravação, a criatura cala, falha e
chora. Só quando o homem vê que ninguém
no universo poderia abrir o livro, nemum
serafim
é digno. Começa a entender a glória do
único que pode, começa a vê-lo como não
vê mais nada. Vê-lo infinitamente maior
que o céu e que qualquer coisa. Nunca
mais vai vê-lo como alguém que me ajuda
no meu casamento, alguém que me ajuda
nos meus projetos.
Vê a sua dignidade, seu tamanho
infinito.
Uma das coisas mais difíceis para mente
caída é aceitar plenitude. Nós sempre
preferimos reduzir, separar,
simplificar.
Mesmo a ideia de santidade para muitos é
ver o defeito dos outros para poder
dizer assim: "Pelo menos eu não sou
desse jeito".
Classificar Deus segundo nossas medidas
pequenas.
Quantas vezes você ouve um cristão
dizendo: "Eu não posso imaginar um Deus
que faça isso ou faça aquilo",
né? Ele acha que Deus é produto da nossa
imaginação.
Um dos mandamentos é exatamente esse,
que você está proibido de imaginar Deus.
Sua melhor imaginação é muito a quem do
que Deus é.
Pensamos que grandeza e proximidade não
combina, que santidade e misericórdia
vivem tensão.
Então, achamos que Deus vive em tensão
entre sua misericórdia e sua santidade.
Você misericordioso, agora eu vou
mostrar minha santidade. Que que vai
vencer essa batalha? Porque o ser humano
é assim, ele é constituído de partes
que condescendência
eh eh eh
demais nós pensamos diminui. Mas em
Cristo tudo isso é desmentido. Nele a
glória não se empobrece ao descer.
A glória resplandece na própria descida.
E quanto mais alto ele é, mais
assombroso se torna o fato de que ele
tenha vindo.
Cristo é exaltado acima
de toda medida
da criação. Toda criação junta não vale
nada perto de Cristo. Não há nenhuma
dignidade na soma dela em relação a
Cristo. a ideia de que uma gota de
Cristo e eh eh valia o que nós somos.
Uma gota de Cristo vale mais que o cosmo
inteiro.
Ele não é apenas maior que os homens,
não é apenas mais puro que os profetas,
mais dignos que os reis. Ele está acima
de todo principado, todas as coisas,
porque tudo foi criado para ele, por ele
e por causa dele. Os decretos de Deus
foram feitos por causa dele, não por
causa de mim.
Não é sobre mim. Tudo que para nós
parece elevado ainda é pó diante de
Deus. As coisas mais elevadas e o céu
dos céus, então diante dele são como pó.
Toda a glória criada só tem reflexo
emprestado. Todas as coisas, todo cosmo
é só um reflexo emprestado. Não tem um
brilho próprio.
Toda autoridade terrena é sombra. Todo o
poder do universo é dele.
Eu já disse isso. Quando diz que Deus
tem todo o poder, não diz que ele tem
mais poder do que outros. Diz que o
poder que todo mundo usa é dele.
O poder que faz você tá vivo é dele, não
é teu. O poder que faz você respirar é
dele, não é teu. O poder do sol é dele,
o poder de Satanás é dele, todo poder
pertence a ele.
Enquanto ele queira dar o poder de
Josemar respirar. Josemar não tem poder
para respirar.
Mas Cristo é o filho eterno, rei dos
reis, o Senhor dos senhores. Aquele
diante de quem os impérios nascem por
causa dele, por ele, para ele, diante de
quem as multidões são como uma gota no
balde, como diz o profeta, diante de
quem a própria criação subsiste. E ainda
assim ele se inclinou. Isso é um
espanto,
porque nós conhecemos a lógica do
orgulho. Basta o homem subir um degrau
para ele começar a olhar para os outros
daquele degrau para baixo e se sentir
melhor.
Basta possuir um pouco mais para
imaginarse que é melhor por causa das
suas posses.
A gente tem essas expressões: "Eu venci
na vida". O outro perdeu, ele tem menos
que eu.
Basta ter algum nome, algum posto, algum
brilho para exigir distância,
honra, deferência, reverência. Não posso
me aproximar tanto, não é? O pecador se
engrandece com nada, não é? Cristo,
porém, sendo infinitamente
alto, não se torna inacessível, ele se
torna acessível.
É incrível. Sua altura não produz
frieza.
Sua majestade não produz desprezo.
Aquilo que é totalmente indigno. Sua
glória não gera indiferença. Ele vê o
pequeno, ele vê o pobre, ele vê o
desprezado, ele vê o que nada é.
Vê o que não conta na soma do mundo. Mas
do que isso?
Ele se aproxima.
Não foi o clamor, não foi o desejo dos
homens que fez Deus descer. Os homens
nunca o desejaram.
Não apenas observa a miséria humana de
longe. Não apenas reconhece a dor do
pecador como quem faz um geste, um gesto
nobre, não é? Ele entra, ele assume, ele
desce, ele toma a nossa natureza, ele
aceita a nossa condição de fraqueza sem
pecado para salvar pecadores.
O Altíssimo entra na história. O santo
toca leprosos, o Senhor recebe crianças.
O glorioso se senta à mesa com homens
que mesmo os outros homens consideravam
indignos. O criador anda entre criaturas
que se rebelam contra ele enquanto ele
andava no mundo. Cada pecado do mundo
era um pecado contra ele. Sua cores
desescendência vai ainda mais fundo. Ele
não apenas vem, ele se entrega. Aquele
que era digno de ser servido, vem para
servir.
Tudo
é incrível demais. Aquele que era digno
de toda honra vem para sofrer toda
vergonha.
Aquele que habitava a glória veio para
carregar nossas maldições.
Isso é condescendência verdadeira. Não é
um teatro moral, não é um gesto
simbólico, não é um afeto distante, é
uma descida real.
Quanto mais alto você vê Cristo, mais
absurda parece a sua descida. Se a cada
dia você não fica mais espantado e
achando mais absurdo
para nós, mais enigmático, mais inefável
Cristo ter descido, você não tem parado
para contemplar Cristo, que é a única
coisa que pode te mudar, te santificar,
não é? Te mudar de um grau de glória
para outro. E quanto mais profunda você
vê sua descida, mais gloriosa você vê
sua altura, mas você vê belezas nele que
são que pareciam ser incompatíveis.
O coração humano sempre tentou separar o
que Deus uniu, não só no casamento, né?
Queremos um Deus acolhedor.
Ah, a nossa geração quer um Deus
acolhedor. A maioria das pessoas quando
vem conversar com você querem um Deus
acolhedor, mas não queremos um Deus
santo. Nós gostamos de separar o que
Deus uniu. Então, queremos um Deus
severo, alguns,
desde que a severidade cai sobre os
outros. Jonas, no meio do seu livro diz
assim: "Do Senhor vem a salvação." Mas
ele não queria que essa salvação fosse
prosivitas.
Não queria. Pros outros, justiça. Para
mim, Senhor, tem misericórdia.
Não me trate segundo os meus erros. E
aquele ali não trata ele com justiça.
Trata segundo os erros dele. Oscilamos
entre indulgência e terror, entre
permissividade e dureza, entre
sentimentalismo religioso e medo bruto.
Mas Cristo destrói essas falsas
alternativas.
Nele há justiça perfeita.
Ele nunca vai dizer que um pecado é
pequeno. Ele sempre acha que o pecado
merece o inferno. Ele sempre acha que o
pecado é o mal infinito. Ele acha que o
pecado vale sempre o derramar do sangue
mais santo como a única forma de
cobri-lo. Ele não acha que você pode
cobrir o pecador simplesmente amando
ele, dando um tapa em suas costas, como
algumas pessoas.
Não sabe, não, não suaviza.
Ele não rebatiza o mal com nomes
elegantes.
Ele chama mal de mal, trevas de trevas.
Não eh transforma o pecado em fraqueza
neutra, em tropeço superficial, em
doenças eh emocionais
ou em perfeição administrável que dá
para gerir. Cristo vê o pecado como ele
é uma afronta infinita contra Deus.
Rebelião moral, corrupção profunda,
desordem
real da criatura diante do Criador,
rouba a glória de Deus e merece
a justiça infinita de Deus.
Ele ama a santidade com amor absoluto e
ele odeia o mal como você não pode
imaginar.
Ele é aquele Deus que aí diz que nem
pode contemplar o mal, nem o céu é santo
aos seus olhos. Sua pureza não conhece
gradação defeitumosa.
Sua retidão não negocia com nenhuma
parte das trevas. Sua justiça nunca
cochila. Sua santidade não pode ser
subornada. E, no entanto, a graça
abundante nele não é incrível, não é
espantoso. Há pouca graça em nosso
coração.
Nós pecadores devíamos ser cheios de
graça uns para com os outros, mas não.
Mas em Jesus, essas duas coisas estão
lá. Não é uma graça rasa, decorativa,
não uma graça que passa por cima do
problema como se a culpa não importasse.
Não, não, ele não passa por cima de
jeito nenhum. Mas graça verdadeira,
graça forte, graça custosa, graça capaz
de alcançar o pecador, justamente porque
não despreza a justiça de Deus, junto,
justamente com o intuito eh eh a
a o impulso de glorificar totalmente o
nome de Deus, que é deshonrado por cada
pecado.
Esse é o ponto central. Cristo não salva
afrouxando a santidade divina, se
tornandoos menos santo, bom e então
permissivo. Ele não estava fingindo que
a lei foi muito dura, que Moisés foi
muito duro, que era muito duro, que isso
é muito duro. Ele salva satisfazendo o
que a lei exige, [tosse]
o que a justiça exige. Ela não é
exagerada.
Ele atravessa o fogo santo da retidão
divina.
e honra totalmente a lei.
Ele confirma a seriedade do pecado. Ele
soa sangue, ele derrama seu sangue,
mostrando assim: "É tão sério o pecado.
Só a morte do Deus eterno poderia
resolvê-lo.
Ele nunca o diminui. A cruz não prova
que Deus leva o pecado menos a sério.
Não lá,
prova que Deus o leva infinitamente a
sério, de tal maneira que se ele vê ele
sobre o seu filho, ele derramará sua
ira. Há pessoas que têm sempre uma ideia
de que Deus não derramará a sua ira
sobre o homem. Porque eu não sei, ele
derramou sobre o seu filho.
As pessoas têm Deus tão pouco em conta e
Cristo que eles acham totalmente que
Deus derramaria sua ira em seu filho,
mas não no homem pecador.
Por isso, a graça de Cristo é tão
gloriosa, porque ela não nasce às custas
da justiça,
não nasce à custas de achar o inferno
exagerado.
Ela brilha justamente para honrar essa
realidade,
essa dignidade do nome de Deus. A
miséria em Cristo não é um acidente, é,
e eh eh
é uma escolha.
E a misericórdia de Cristo não é um
acidente emocional em Deus. De repente
eu fiquei muito emocionado, aí resolvi
ajudar, perdoar como se algo externo,
como a gente disse, tivesse feito isso.
Não, não é uma obra santa, uma graça
justa, uma compaixão que não corrompe a
verdade, mas que magnifique a verdade,
que magnifique o nome de Deus. É assim
que ele salva. O Salvador não é menos
santo para salvar. Ele salva como o
santo
sacrificado.
Ele nunca relativiza o mal, nunca. Ele
nunca usa o humanismo secular para
explicar o mal no nosso coração. Do
coração vem os adultérios, as mentiras,
os pecados. Não vem de fora, não vem de
um distúrbio biológico, vem do coração,
vem da alma,
vem da fonte
central do homem.
Ele perdoa sem mentir. Ele absolve sem
profanar o tribunal de Deus. E é por
isso que nele
até o principal dos pecadores pode
encontrar esperança.
Não porque a culpa seja pequena. Ele não
tá dizendo que a culpa eh as culpas não
são tão grandes, mas porque a
suficiência do redentor é imensa. Só uma
graça que passou pela justiça pode
sustentar a consciência.
Nos mostrar um Deus imenso, santo, puro
e misericordioso. Só um perdão comprado
com sangue pode calar a acusação da lei
de Satanás. Só um Cristo absolutamente
justo pode dar descanso verdadeiro ao
culpado. Quando o homem cai
e quando o homem caído tenta imaginar
Deus,
você nunca pensaria em Cristo, não é?
Porque você cria caricaturas.
Nunca mais diga: "Eu não posso conceber
que Deus faça isso e aquilo". Você se
colocou acima de Deus e resolveu
julgá-lo
baseado na tua justiça. Um tá pro
imundo.
Quando o homem caído tenta imaginar
Deus, sempre é uma caricatura que
aparece.
Ou ele inventa um Deus indulgente,
que sorri para tudo, tolera tudo, acolhe
tudo e já não possui uma santidade, que
é um fogo que consome.
Ou ele inventa um Deus severo, distante,
duro, impiedoso, diante de quem só resta
medo nu e condenação sem esperança, ou a
ideia louca de que pode de alguma
maneira eh ter algum mérito que possa
fazer ele escapar disso. Essas imagens
são falsas, duas, mas ambas agradam a
carne em momentos diferentes.
O orgulho gosta do primeiro. Quer um
Deus domesticado,
quer um céu sem juízo,
quer misericórdia sem arrependimento,
quer acolhimento, sem quebrantamento,
não é? Ah, como é comum hoje? A igreja
me aceita como eu sou.
O que a pessoa tá dizendo o seguinte, eu
vou ser sempre assim,
sou aceito,
que a salvação sem humilhação.
E o desesperado imagina o oposto, né? Vê
apenas ira, vê apenas distância, vê
apenas sentença. Pensa que sua
misericórdia já o colocou eh eh eh
já já se esgotou e que a miséria do
pecador já colocou para sempre ele fora
da compaixão, do alcance.
Cristo desfaz essas duas ilusões. Nele o
pecador não encontra um Deus frouxo.
Encontra santidade real, luz real,
verdade real, pureza real que expõe. Ele
não vai diminuir seu pecado para te
salvar. Não vai dizer que você é menos
mal do que você é. Não vai dizer que sua
justiça não é trapo imundo. Ele vai
dizer a verdade.
É uma pureza que expõe, uma justiça que
pesa, uma majestade que derruba. Cristo
não foi enviado para massagear a
autopercepção humana ou sua autoestima.
Ele vem como luz do mundo e luz que não
negocia com nenhuma treva. onde ele
entra, as máscaras começam a cair, o
mérito humano apodrece e se mostra a
coisa mais insuportável para Deus, a
ideia de que o homem merece alguma
coisa. A religião orgulhosa perde
brilho. A autodefesa do coração não tem
nenhuma força. Se você tem alguma
justificativa humana, humanista para
qualquer mal em você, você
não compreende
o Deus verdadeiro. Mas dele o pecador
também não encontra um Deus sem
misericórdia.
Encontra compaixão, encontra graça,
encontra acolhimento para o quebrantado,
não para o duro que diz: "Vai me aceitar
como eu sou".
encontra sangue suficiente para culto,
encontra mansidão para os cansados e
sobrecarregados, encontra perdão que
humilha, mas não para destruir, para
curar. Essa é a beleza dessa união.
Cristo humilha o orgulho, mas ele cura o
desespero.
E isso ao mesmo tempo. Parece que
humilhar o nosso orgulho ia produzir só
desespero.
Se ele fosse apenas santo, então era o
que aconteceria. O pecador seria
esmagado. Se fosse apenas
misericordioso, o pecador permaneceria
iludido sobre a gravidade do mal.
Mas nele a santidade fere
para sarar. A verdade expõe para
libertar a justiça. Cala toda vanglória
para que nenhuma a salvação que ele fez
não deixa nenhum homem se gloriar em
nada. Se gloria no pouquinho, zero
vírgula. Não é mais o evangelho. A graça
levanta o que a justiça condenaria
porque a própria justiça diz: "Estou
satisfeita". Não porque ela fica
contrariada.
E é por isso que mutilar Cristo é perder
tudo, é perder todo o evangelho.
Ele tem essas belezas múltiplas.
Quem quer só acolhimento vai perder a
verdade.
Quem está numa igreja, quem abre sua
Bíblia, quem diz que se relaciona com
Deus, só quer acolhimento, vai perder a
verdade.
Mas quem quer só severidade vai perder o
consolo.
Quem recorta o Salvador segundo sua
conveniência vai ficar sem Salvador
nenhum. Ele não é recortável.
A alma só encontra descanso quando vê
Cristo como ele é, alto, transcendente e
próximo.
Estranho, né?
Santo,
odeio o pecado
e gracioso, coisa que os pecadores têm
dificuldade
de mostrar.
Justo,
mas misericordioso,
terrível para o pecado. Qual é o terror
do pecado? É o Deus.
e
ao mesmo tempo precioso para o pecador
que ele chama. Só esse Cristo inteiro
salva. Então aqui a mensagem começa a
purificar nossos conceitos. Cristo não
cabe em categorias pobres do homem
caído.
Realmente nossas mentes nos levariam
para um lado ou para o outro. Nunca nos
dariam essa revelação
de quem ele é. Ele é maior do que nossos
eh contrastes mal resolvidos, mais santo
do que imaginamos e mais gracioso do que
poderíamos esperar. Então, o argumento
agora se torna ainda mais profundo.
Não estamos mais apenas diante de
qualidades que nossa mente costuma
separar.
Estamos diante de excelências que
pareciam impossíveis estarem na mesma
pessoa,
porque entre nós,
como vimos, grandeza expulsa humildade,
majestade.
Quanto mais majestoso,
mais se é oposto a ser manso, porque é
majestade.
Autoridade costuma
resistir a obediência. Que a autoridade
ama obedecer. Agora, quem obedeceu mais
feliz do que Jesus?
Em Cristo acontece o contrário. Nele o
que em nós vive em conflito, nele vive
em perfeita harmonia.
O que no homem caído se corrompe em
Cristo resplandece. A misericórdia dele
nunca se corrompe em fraqueza.
A justiça dele nunca se corrompe em
falta de misericórdia. O que em qualquer
outro pareceria incoerência nele é essa
beleza que não existe igual esse
tesouro. É por isso que ele não pode ser
comparado com ninguém. Com quem você o
compararia? Ele não é um homem elevado,
não é um santo excepcional, não é uma
criatura sublime, ele é Deus e homem.
E justamente por isso, sua glória não
destrói sua humildade. Sua majestade não
anula sua mansidão. Seu senhorio não
cancela o fato dele ser o maior ser a
sua alegria em obedecer.
Cristo possui então essa glória
infinita. É isso que Paulo tá dizendo
quando nós contemplamos a glória de
Deus. contemplar essas belezas de
Cristo. Há pessoas que eh eh parece
quando fala assim, contemplando a glória
de Deus na face de Cristo, nós crescemos
de glória em glória. Ela não sabe o que
que está sendo dito.
É olhar para isso, é deixar isso encher
sua mente todo dia, cada vez mais a
beleza encantadora dele. E não apenas
recebe honra, ele é digno dessa honra
por natureza. Ele merece.
Não apenas participa de dignidade, ele a
possui.
Ele é eternamente digno. A adoração no
céu não engrandece. Toda adoração do céu
só está reconhecendo quem ele é.
Os anjos não o tratam como um entre
muitos. Os céus não cerca como um servo
nobre. Ele está no centro da adoração.
Toda adoração que você vê no céu tem
Cristo como centro.
Ele é a expressão exata do ser de Deus,
aquele a quem se deve a mesma honra, não
é? E a única visão perfeita que você vai
ter de Deus por toda a eternidade. Essa
é a sua altura.
Mas então vem um espanto. Aquele que é
adorado nos céus foi totalmente
humilhado na terra, mas isso não
destruiu. Essa é a sua escolha.
Não é uma humildade teatral,
não é uma posse religiosa, não é um
gesto calculado para impressionar. Ele é
manso e humilde,
estável,
santo. Interiormente. A humildade de
Cristo não nasceu da insegurança,
da fraqueza, não nasceu da
inferioridade, não nasceu da carência
psicológica,
não nasceu de nenhuma dessas coisas.
nasceu da sua perfeição
moral.
Ele sabe quem ele é. Ele não depende de
nada fora dele para saber quem ele é.
Ele não precisa de nada fora dele para
construir uma autoestima.
Ele sabe da onde veio, para onde vai.
sabe que o pai lhe havia entregue todas
as coisas e exatamente por isso podia
abaixar-se sem medo.
Só quem não precisa provar nada consegue
se humilhar assim.
Ele viveu longos anos em obscuridade,
aceitou a simplicidade da vida comum,
passou a maior parte da vida vivendo uma
vida que muitas pessoas falavam: "Isso
aí não é uma vida que glorifica Deus,
ficar a maior parte da vida simplesmente
vivendo, trabalhando." Ele viveu anos
assim, andou entre os homens sem exigir
pompa, suportou ser visto como alguém
ordinário,
não correu atrás do prestígio, não
construiu imagem. O Deus homem escolheu
o caminho da pequenez visível, o caminho
de que nenhum olho não espiritual
poderia ver qualquer tipo de grandeza.
Recebeu os fracos, lavou os pés, serviu
os discípulos lentos. Eh, não ficou 3
anos depois os discípulos não tinham
entendido nada. Há pessoas que elas
ficaram 20 anos sem entender uma uma
verdade bíblica. Depois que elas
entendem, elas sai e brigando com todo
mundo que não entendeu de uma maneira
como se todo mundo tivesse que entender
rápido quando ela levou 30 anos.
Veja a beleza disso em nós. Algum brilho
costuma produzir vaidade. Alguma posição
costuma começar a gerar dureza. Mas ele,
quanto maior glória, mais é admirável em
sua humildade. O que nos espanta não é
apenas que ele seja exaltado,
é que ele tenha se abaixado tanto, sendo
tão exaltado.
Ah, ele ser exaltado já é um espanto,
mas quando o ser mais exaltado se
humilha mais, então isso é um espanto
que nós não podemos compreender. Aquele
que podia exigir tudo serviu.
Normalmente, quanto mais você tem
direitos,
menos você serve.
São seus direitos.
A nossa cultura adora falar em direitos.
Então, aquele que podia exigir tudo,
tinha todo direito, serviu. Aquele que
podia esmagar, suportou. É, às vezes nós
suportamos poder, somos fracos,
mas ele não suportava por causa disso.
Aquele que era digno de toda reverência
aceitou ser tratado com todo desprezo,
que é o oposto que ele merecia. Isso
revela que a humildade de Cristo não é
um detalhe bonito da sua personalidade,
é parte da sua perfeição
como redentor. É por isso que Paulo diz
que não queria nenhuma justiça que
viesse da lei. Imagine você receber a
justiça de Cristo.
E isso também expõe o nosso coração,
queridos.
Todas essas coisas ele experimentou
voluntariamente,
porque nós queremos glória sem
humildade, importância sem abaixamento,
reconhecimento sem serviço.
Mas Cristo mostra que a verdadeira
grandeza não se prova em autopromoção,
prova-se em santa disposição de descer.
Se você não depende daquelas coisas para
tirar o seu a sua identidade, não é?
como ele não precisava. E há uma
diferença entre fraqueza e mansidão.
Quase sempre nós costumamos confundi-la.
Ah, o homem natural confunde essas duas
coisas. acha que manso é o que não
consegue reagir. Então ele é manso, é
uma pessoa mansa, ele é fraco, ele não
consegue reagir. E
manso é aquele que cede porque não tem
força e que se cala porque foi vencido.
Mas isso não é mansidão. Isso pode ser
medo, pode ser covardia, pode ser
exaustão, pode ser fraqueza.
A mansidão de Cristo é outra coisa. É
majestade sob controle.
Ele não cala a boca e fica mudo porque
não tem palavras, não tem resposta,
porque foi vencido no raciocínio. Ele é
o Senhor do universo. O marl obedece, os
demônios trem diante dele. A doença
recua. A morte ouve sua voz. A natureza
está em suas mãos. O reino da terra
existe debaixo do seu governo.
Nada o ameaça de verdade. Não há ameaças
para Cristo. Nada o surpreende, nada o
desestabiliza. E ainda assim ele ele
anda em quietude entre os homens. Ele
pode ficar quieto.
É majestade sobre controle.
Ele não precisa levar a voz para parecer
forte. Não precisa encenar indignação
para firmar autoridade e sua santidade.
Não precisa provarilidade espiritual por
violência de linguagem. Sua presença
carrega peso sem histeria.
Seu poder não é nervoso.
Sua santidade não é destemperada.
Ele é insultado, mas não perde a
dignidade. É desprezado, mas não perde o
domínio de si. O domínio próprio
é cercado por dureza, injustiça,
mentira, crueldade,
mas nunca é arrastado por a fúria dos
seus inimigos.
Ele não responde como um pecador ferido
no ego.
Ele nunca sente, ele nunca se sente
ferigo no seu ego.
Não reage como alguém dominado pela
necessidade de se defender. Não entra
nenhum jogo da carne, porque esse é o
jogo da carne. Ele permanece inteiro.
Essa mansidão não torna mole, não torna
indeciso, não faz desistir, não faz
fugir.
Ele está indo com o rosto determinado em
direção
a pior coisa de todas as coisas.
Ele sabe ser firme, sabe denunciar
hipocrisia, sabe pronunciar ais contra
líderes religiosos orgulhosos, sabe
entrar no tempo e purificá-lo, sabe
falar com autoridade que corta, mas até
a sua firmeza é santa.
Não é uma explosão carnal. Aguentei,
aguentei, mas não aguento mais. Era a
gota que faltava. Não é irritação
descontrolada, não é ressentimento, é
pureza em movimento, é verdade ardendo,
mas nunca ardendo,
pecando.
E quando chega a hora extrema, a sua
mansidão se torna ainda mais
impressionante. No círculo de soldados
que zombam, na multidão que rejeita, no
tribunal injusto, na caminhada pro
madeiro, na cruz, ele continua sendo
sempre ele mesmo.
Poderia responder com juízo, poderia
responder de qualquer forma.
Lhe sobra poder, lhe sobra governo que
estão sobre os seus ombros
e
só ele pode ser tão poderoso e tão manso
assim. O homem fraco explode porque
perdeu o controle. E homem orgulhoso
explode porque sente que seu ego foi
ameaçado.
Cristo permanece manso porque reina até
sobre si mesmo.
E essa mansidão é preciosa para nós
porque mostra que o Salvador dos
pecadores não é caprichoso, não é
instável, não é temperamental, não era e
não é.
Ele é forte bastante para acolher os
fracos, mas nunca ser vencido pela
fraqueza deles.
É santo bastante para confrontar o
pecado sem deixar de ser manso com o
quebrantado.
Aqui chegamos a um dos pontos então mais
profundos de todos. Que nós temos passar
tão rápido. O mesmo Cristo que possui
domínio sobre todas as coisas vive em
perfeita obediência.
Isso a primeira vista parece paradoxal,
porque em nossa experiência quem manda
não obedece
uma coisa ou outra. Se alguém é a
autoridade máxima, então ele não
obedece. Quem governa não se submete.
Quem tem autoridade nunca assume o lugar
de servo. Mas em Cristo, senhoria e
obediência coexiste sem fissura. Não é
que ele é parte senhor e parte
obediente. Ele é totalmente senhor. E o
coração dele totalmente obediente.
Ele é soberano. Tudo foi criado por meio
dele, para ele. Nada escapa isso. Não
existe nada fora da sua sustentação. Ele
não recebe autoridade como quem adquire
eh por esforço moral durante tempos. Ele
possui isso por direito. Ele nunca
passou a possuir isso. Não foi algo que
ele fez que lhe deu direito a isso.
E ainda assim, vindo ao mundo como
mediador, ele vive em submissão perfeita
à vontade do Pai.
Isso não diminui.
Essa submissão perfeita mostra a sua
perfeição.
Ele não obedece porque é inferior em
essência. obedece porque assumiu
voluntariamente a missão de ser o
redentor daqueles que o Pai deu a ele.
Obedece como um filho encarnado, obedece
como segundo Adão, obedece como
representante do seu povo. Obedece eh
para que aquela obediência seja a
obediência de todos aqueles que o Pai
deu a ele. Obedece onde o primeiro homem
se rebelou. Obedece onde Israel falhou.
Obedece onde todos nós nos desviamos,
cada um pelos nossos próprios caminhos.
E sua obediência não é parcial, não é
obediência em pontos fáceis, não é
obediência, sabe? Eu posso obedecer
aqui, posso obedecer aqui, aqui, mas
isso aqui já tá mais difícil de
obedecer.
Não, não, não, não. Não é submissão que
está subordinada a determinadas
circunstâncias. Não é fidelidade
enquanto o caminho é leve. A sua
obediência não tem limite.
Até o peso infinito e extremo do cálice,
a obediência dele abraça. Contudo, não
seja feita a minha vontade. Ele mesmo
diz: "Eu sempre faço o que agrada o meu
pai. Ou seja, todo o meu ser tem um
desejo de agradá-lo.
Não vivo para me agradar. Isso nunca
pode ser dito por nenhum homem além dele
no mundo. Nós obedecemos mal, nós
obedecemos tarde, nós obedecemos
parcialmente,
nós misturamos interesse próprio na
nossa obediência, medo, orgulho ou
conveniência. E o ponto mais alto dessa
e eh eh obediência aparece exatamente
onde a alma treme, diante do sofrimento
que se aproxima. Ele ora, ele geme, ele
sente o peso real do cálice,
mas não seja como eu quero. Isso não é
resignação. Você vê, é obediência santa.
O rei obedece,
estranho, né? O Senhor se submete, o
soberano se oferece. E nisso ele não
deixa de reinar.
Ele ainda está reinando quando está se
humilhando, quando está na cruz.
É justamente em sua obediência que só
realiza a brilha de forma mais pura.
Porque ele reina não só sobre mares e
demônios,
reina também na direção perfeita da
própria
vontade humana santa total dele,
totalmente entregue ao Pai. Ele está
sempre reinando sobretudo. Aqui está uma
das grandes belezas do evangelho. Nossa
salvação não não depende apenas da morte
de Cristo,
depende também da sua obediência.
Ele não apenas pagou a culpa, ele
cumpriu a justiça para que nós
recebêssemos
não só uma ficha limpa, mas uma ficha
com obediência perfeita, amor perfeito,
tudo perfeito.
Por isso
a esperança
para nós, por isso compreender quem ele
é. Ah, queridos, não é que isso talvez
leve a entender as doutrinas da graça,
vê que tudo mais seria totalmente
ofensivo ao que ele é.
Isso nos obriga a olhar para Cristo com
reverência.
Nada nele é reduzido. Não é que a
misericórdia é grande e a justiça é
pequena. Nada nele é reduzido. Nada nele
é superficial. Nada nele é quebrado.
Nada nele está pela metade. Sua glória é
inteira. Sua humildade também.
Sua mansidão é inteira. Sua obediência é
inteira. Tudo nele é santo. Tudo nele é
belo.
Seu senhorio é perfeito. Sua submissão
também é.
Então essa mensagem toca o nervo central
da glória de Cristo. Quando chega aqui,
né, vimos quem ele é, agora vemos como
essa glória aparece nos seus atos.
Porque a beleza de Cristo Deus está
apenas em suas qualidades, pensando
nelas de uma maneira eh abstrata. Está
na forma como elas brilham na história,
na encarnação, na vida, na cruz. E aqui
está o escândalo do evangelho.
O escândalo santo do evangelho se torna
mais intenso.
Aquilo que parece rebaixá-lo
o exalta.
Aquele que parece escondê-lo o
manifesta.
Aquilo que parece ser a sua deshonra
máxima será cantado para sempre. Em
Cristo, a humilhação não apaga a glória.
A humilhação se torna o teatro da
glória. Eis que eu vi um cordeiro como
havia sido morto.
A encarnação é uma das coisas mais
assombrosas que a mente pode contemplar.
O filho eterno não visita a criação. Ele
entra nela. Não apenas envia socorro.
Ele vem pessoalmente.
Aquele que estava acima de todas as
coisas, aquele que não tem começo,
assume um nascimento.
Aquele que não depende de nada, aceita
fome, cansaço, aceita depender de ar,
[roncando] de comida, de sono.
Isso não significa perda da sua
divindade, significa revelação da sua
condescendência.
E veja como ele vem, não entra no mundo
com grandeza. Tudo que
tudo que é manifesto aqui são aquelas
realidades, muitas realidades que no
céu, apesar de estarem nele, iam parecer
abstratas, porque não não ter como
aparecer da forma prática,
com sua obediência, sua submissão.
O mundo costuma associar glória, a
cenário, status, aparato, visibilidade,
grandeza, tudo nele
é revela como a mente de Deus é
totalmente oposta a mente humana. Ali
está ele, um bebê, os anjos cantaram, a
glória se moveu sobre essa cena linda e
ao mesmo tempo de pobreza.
Deus não precisa do brilho do mundo.
Nunca pense que nós, você,
individualmente, a igreja ou o mundo
pode dar alguma coisa a Deus. Deus não
depende do brilho do mundo. É totalmente
irrelevante, porque ele é a luz, ele é o
brilho. Ele é o brilho de si mesmo.
Mostra que Deus não pensa como nós.
Mostra que o poder de Cristo não depende
dessa moldura humana. mostra que a
humildade eh do cenário não altera a
majestade da sua pessoa, porque ele é
inteiramente
essas coisas.
Quando Cristo entra em seu ministério
público, a mesma união de excelência
continua brilhando.
Ele entra entre homens como cordeiro,
mas em tudo que ele faz, ele mostra que
é um leão.
Sua vida externa não impressiona a
carne.
Ele não se move como uma celebridade.
Não vive cercado de pompa. Ele conhece
pobreza, rejeição, cansaço, eh desprezo,
conhece dureza, ingratidão
daqueles que foram por ele abençoados. E
ele atravessa tudo isso com uma mansidão
admirável,
a ternura em cada aproximação dele, eh,
de cada de cada homem quebrado. Ele não
esmaga a cana quebrada, ele não apaga o
pavio que fumega. A sua presença não é
predatória. Sua presença sempre é
redentora, toca leprosos, recebe
crianças, enfim. Mas o mesmo Cristo que
anda assim entre os homens rasga o véu
da sua humilhação em atos de majestade
divina.
Ele fala e o mar se cala, ele fala e o
morto levanta. Ele manifesta. Esse é o
leão.
O leão fala pro mar ficar quieto e o mar
fica.
Fala pra morte soltar as mandíbulas da
morte soltar alguém e ela solta.
Esse é o leão. Essa
é a manifestação
do leão.
Ali estava o Senhor da criação
caminhando em forma de serva e ali
estava ao mesmo tempo, a autoridade
absoluta coberta
com essa humildade. Ele todo o tempo é
cordeiro e é leão. Ele não é uma mistura
deles.
Porque se vísemos só a sua ternura,
você poderia achar que pode domesticar
Cristo.
Se víssemos só o seu poder, poderíamos
fugir sem esperança.
Mas em sua vida pública, em tudo que ele
faz, você vê doçura e autoridade,
paciência e majestade.
Até suas repreensões são santas, seus
milagres são compassivos.
A sua firmeza sempre é cheia de pureza.
Sua mansidão carrega
uma autoridade. O homem costuma separar
tudo que Cristo une.
E muitas pessoas, mesmo na igreja,
desejam aquilo que Cristo uniu. Desejam
separar o que Cristo uniu. Quer ternura.
Não gostam da verdade, falam que a
verdade é dura.
Ou verdade sem ternura.
Ah, a verdade é essa. Não há nenhuma
ternura. Cristo mostra ambas. Seu
coração é manso, mas sua mão é poderosa.
Sua voz consola, mas sua palavra julga o
mundo.
Seu amor acolhe, mas sua santidade
expõe.
A cruz é o centro desse paradoxo,
porque ela é o centro da glória. A cruz
é a razão pela qual Deus fez o mundo.
Porque no calvário tudo parece dizer
derrota e tudo é vitória.
Rejeitado, traído, julgado, espancado,
ridicularizado, pregado, as trevas
parecem avançar, zombar, vencer,
esmagar. O poder romano executa, a
religião corrompida consente com a
execução. Tudo sugere que o justo está
sendo consumido pela violência no mundo.
Mas o evangelho nos obriga a olhar mais
uma vez e de novo e de novo para a cruz,
porque é ali que ele está vencendo.
cruz não tem não, não é aquele acidente
trágico, não é um colapso, não é a
vitória momentânea do mal sobre o homem
bom.
É o ponto exato em que o cordeiro se
oferece e por isso mesmo o leão triunfa.
Satanás é derrotado não pela força
bruta,
ele existe,
se move em Deus,
não por relaxamento da santidade que ele
é vencido,
não pelo
pelo uma condescendência, mas pelo
pagamento real da culpa diante de Deus.
O pecado realmente merece ira, merece o
inferno.
Todo pecado, todo homem.
Não vamos fazer a eh falar do pecado
merecendo a ira de Deus até que a gente
ame alguém. E aí então a gente começa a
achar que aquela pessoa de alguma
maneira merecia outra coisa.
Ali a paz aberta. Porque a barreira
moral entre Deus e o pecador não pode
ser removida por emoção religiosa. Na
cruz ela é tratada. Cristo carrega o que
não era seu, sofre pelo que não
praticou, é ferido por pecadores, é
ferido por Deus.
Essa é a força da cruz.
Mas o maior poder de Cristo aparece em
sua disposição de ir até o fim a si
mesmo. Ele não vence descendo da cruz,
mas ficando na cruz. Ele não vence se
poupando, mas se entregando.
Por isso, o Calvário é ao mesmo tempo,
tribunal e trono. Tribunal porque ali o
pecado foi realmente julgado. Trono
porque ali o rei conquistou todas as
coisas. É um lugar estranho. A cruz é um
lugar único. É um lugar que vai ser
cantado para sempre. devia nos
eh nos emocionar até as entranhas todo
dia.
O inferno pensou estar triunfando, mas o
céu estava definitivamente
eh eh vencendo. A morte pensou est
devorando a vida, mas a vida entrou na
morte para
eh rasgá-la
a partir de dentro. A cruz é o lugar
onde a aparente derrota de Cristo se
torna a derrota real de tudo o que
deshonra a Deus, tudo queou sua glória e
tudo em nós mesmos que nos condenava. E
por fim,
depois de mostrar a beleza de Cristo, a
glória de Cristo, a união incomparável
dessas excelências,
há uma admiração. Não basta achar tudo
isso belo, queridos.
Não basta reconhecer que isso é
profundo. Não basta concordar que há
algo singular no leão e no cordeiro. É
preciso ir até ele. Porque a visão
celestial não foi dada para satisfazer
nossa curiosidade religiosa e nos dá
apenas a opinião correta. Foi dada para
nos conduzir eh a Cristo exaltado,
a um cordeiro no trono. E é isso que
muda tudo. Quando Cristo aparece no céu,
em sua glória, ele aparece em triunfo
real. Ele venceu, ele prevaleceu o
decreto de Deus
que era todo sobre ele, foi cumprido por
ele, vai acontecer só por causa dele.
Ninguém mais vai poder dizer algo
naquele livro fui eu que botei. Tem ali
tudo foi Cristo, sabe? Os decretos de
Deus. Então tudo ele, mas tem uma uma um
nome ali que foi eu que coloquei,
tem umas letras ali que são minhas.
Há algo profundamente comovente em tudo
isso, não é? Ele ocupa o centro da
história, mas ele também ocupa o centro
do juízo. Ele ocupa o centro da
redenção. Ele ocupa o centro da graça.
Ele culpa o centro da condenação como
juiz.
E então ele ocupa o centro da adoração.
Mas há algo profundamente, como eu
disse, comovente. Ele permanece
cordeiro. Você vê no céu, não é que
finalmente ele diz: "Agora eu vou
mostrar como eu sou o leão". Não, ele
continua cordeiro para sempre.
Como eu disse, essas coisas são o que
ele é de maneira indivisa. O céu não
apaga esse nome. A exaltação, a
exaltação infinita não esconde suas
feridas.
A glória não dissolve o sacrifício, o
triunfo não elimina as marcas da coroa
de espinho, dos pregos.
Ele é o cordeiro que foi morto para
sempre. Para sempre.
Não é que finalmente essa história pode
ficar para trás.
Essa parte horrível e terrível, nossos
pecados. Tem pessoas acham que nós não
lembrado que foi. Como como céu poderia
ser céu se não soubéssemos quem Cristo
é. Não existe esse lugar.
O céu é o cordeiro que foi morto,
exaltado para sempre.
O céu é o lugar onde meu coração se
deleita exatamente porque eu sei porque
ele foi morto.
Porque eu sei para sempre o pecador que
fui, o que eu merecia. E quando eu olho
para aquelas marcas, eu vejo que eu sou
parte delas,
do que o feriu.
Isso significa que sua obra redentora
não foi um episódio secundário
que agora passou e vamos viver a
eternidade,
vamos deixar essas coisas para trás.
Não, não. A cruz é a glória cantada no
céu, porque ele para sempre é o
cordeiro.
Não foi uma fase provisória que ficou
para trás, não foi um corredor escuro,
mas que finalmente nos levou a lugares
brilhantes e vamos deixar a escuridão
para trás. A redenção não é uma
interrupção da majestade de Cristo. Ela
é o ápice da sua majestade. A cruz.
A redenção pertence à própria
manifestação dessa majestade. O Cristo
exaltado continua sendo o Cristo
crucificado.
O leão continua sendo o cordeiro que foi
morto.
Ele é o cordeiro crucificado, não
sentido de continua sofrendo, não é? Mas
crucificado no sentido de que carrega
para sempre a identidade daquele que se
entregou.
A glória do céu não remove a memória
santa do Calvário. Pelo contrário, ela
eterniza. Isso é maravilhoso. Isso
precisa e eh e é a coisa mais preciosa
para o pecador.
É vermos para sempre ele como cordeiro,
como leão, mas como cordeiro.
É vermos para sempre as marcas da morte.
Porque significa que o trono do universo
não está ocupado por alguém que jamais
entrou na nossa miséria,
para que sua beleza infinita fosse
mostrada de uma maneira que jamais seria
mostrada, a glória da sua graça. Não
está ocupado o trono eh por um ser
distante, estranho, a humilhação, a dor,
alheio, a culpa. Lá vai estar no centro
do universo, como está alguém que
experimentou mais dor do que todos nós
juntos?
Alguém que foi mais humilhado do que
todos nós juntos. Alguém que conheceu
todas as misérias mais do que nós jamais
conheceremos.
Alguém que conheceu mais
a aflição do que todos os que estão no
inferno.
Está oculpada por aquele que veio até o
fundo do vale, aquele que conheceu
rejeição, aquele que suportou vergonha.
O trono não o tornou menos acessível em
misericórdia. do trono não fez esquecer
a obra pela qual ele resgatou o seu povo
para sempre.
Sua exaltação não vai ser a substituição
da sua mansidão redentora. Ele continua
para sempre sendo o cordeiro manso,
enquanto é o leão indomável.
É a consagração eterna dessa mansidão em
glória. Isso quer dizer que o governo do
universo está nas mãos do redentor, nas
mãos do mediador, do cordeiro. O mesmo
que morreu reina.
O que reina é infinitamente humilde,
é todo poderoso e manso.
E isso deveria encher a igreja de
espanto e descanso. Ah, queridos, como
eu disse, as pessoas muito dificilmente
t coragem de dizer na cara de alguém:
"Eu não confio em você". Mas os cristãos
muuit das vezes dizem isso, não é uma
coisa assim: "Ah, eu não consigo confiar
em Cristo". Como assim? Como alguém que
passe tempos aos pés da cruz ou
contemplando Cristo?
Nada nele é arbitrário, desalmado.
Nós amamos sua soberania. Nós temos medo
de soberania, de um ser, de uma pessoa
soberana, porque nós temos medo dela ser
injusta, má. Não há nenhuma razão para
os cristãos terem tanto medo da
soberania de Cristo.
Tem medo do quê? Ela vai degenerar em
maldade, em justiça.
Ele permanece em todas as coisas como
glorioso. Esse problema do homem não é
carência de recursos. A gente viu o
problema do homem só tem uma uma coisa.
O problema do homem é uma carência desse
Cristo,
cordeiro e leão. O fraco precisa de
força e Cristo é o leão. Não uma força
abstrata, uma energia religiosa. Força
real, força que vence a morte, vence
Satanás, vence o desespero. Força, força
que sustenta o santo. Força que rompe
cadeias,
força que nos faz perseverar.
Força que persevera até o fim. Mas o
culpado precisa da expiação do cordeiro.
Não um símbolo vago, mas um sangue de
verdade derramado. Uma ira de verdade
derramada. O perdido precisa de
acolhimento e Cristo recebe pecadores.
Não porque o pecado seja pequeno, mas
porque o seu sangue é suficiente. O
pecador também precisa da justiça
satisfeita. Precisa da que a lei não
tenha nada para dizer contra ele.
Você vê
nele a porta foi aberta. Por isso você
precisa da sua força como leão e de tudo
que ele é como um cordeiro. Ninguém pode
te ajudar.
Nenhuma ideologia, nenhuma, nenhuma
ideia humanista pode ajudar a sua alma.
Olha o tamanho do que sua alma precisa.
Fora de Cristo, a culpa continua. Você
pode chamar ela do distúrbio que você
quiser. Fora de Cristo, o diabo continua
acusando, a lei continua te condenando.
Mas em Cristo há suficiência.
Suficiência para o pior pecador.
Suficiência para o medo mais escuro.
Suficiência para hoje. Suficiência para
o dia da morte. Suficiência para o dia
do juízo.
E é por isso que a fé não é um
complemento do que fazemos. A fé é um
abandono de toda pretensão,
se jogando somente em Cristo.
Aqui a mensagem deixa de de de apenas
descrever Cristo, porque o maior perigo
espiritual não é somente rejeitar Cristo
abertamente, é tentar receber um Cristo
que não é tudo que ele é.
O coração humano adora recortar o
Salvador, como eu disse, que é um manso,
mas não santo, que é eh eh eh
alguém que não que que ajude, que
console, mas que não rene. Quero um
Cristo que console, mas não governe. que
é um Cristo que perdoe, mas não exige eh
eh eh eh eh
que você se renda completamente,
mas esse Cristo não existe, porque você
tá querendo que ele seja ou leão ou
cordeiro. Portanto, o pecado não será
acariciado, mas será coberto
como leão
e cordeiro, como rei, como sacrifício,
como salvador e como Senhor.
Isso fere o nosso orgulho, porque se
Jesus não é tudo isso, nossa maldade é
tão grande que só esse ser que está
muito além das nossas capacidades
pode lidar com o que somos. É isso que o
domingo da ressurreição fala. Essa é a
visão de João, do Cristo ressurreto.
Só isso fez ele parar de chorar, porque
sem Cristo, mesmo no céu, só haveria
pranto.
Mas o que faz João parar de chorar não é
porque o homem será melhorado, é porque
ele pode ver o cordeiro e o leão. Vamos
ficar de pé.
Santo Deus, eu me aproximo sem defesa,
sem razão. [música]
Tu me vês nos detalhes, [canto]
no segredo do coração,
[música] nos pequenos pensamentos,
nas palavras [canto]
que eu soltei.
Teu [música] espírito me chama,
confessa.
E eu confessei,
não escondo minha [música][canto] culpa,
não maquio minha dor.
Contra ti [música][canto] eu pequei
contra o teu santo amor.
Mas que [música] atos minha raiz,
um querer [canto]
desalinhado.
Eu [música] preciso de limpeza. Eu
preciso [canto] ser
lavado.
[música] Cordeiro, [canto] minha
justiça,
fim do meu tribunal.
Eu largo a autojustiça, [canto]
me rendo ao teu final.
[canto] Jesus [música]
tem misericórdia.
Jesus,
vem me [música][canto] purificar.
Teu sangue fala mais alto que o meu
pecado a gritar. [grito]
Minha [música] única [canto] defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça.
[canto]
Eu descanso no teu amor.
>> Tua misericórdia [música][canto]
é melhor.
Tua [música] misericórdia [canto]
é meu lar.
>> Rei dos reis, eu me prostro. [música]
Tu és luz [canto] e eu sou pó.
Quando eu tento ser neudo, [canto] eu
[música] não terco em mim só.
Autonomia [canto]
é mentira,
autossuficiência
[música]
também.
Tu és fonte, tu és vida.
[música] Sem ti nada me sustém.
Eu
não venho com curríco, [música][canto]
venho com mãos sem ter. Não confio no
meu choro, [canto] nem o meu
vencer. [música]
Eu confio na firmeza do teu [música]
pacto, ó Senhor. [canto]
Tua aliança é selada no cordeiro
[música]
[canto]
redentor.
Restaura [música][canto] minha alegria,
tua salvação em mim.
Sustenta-me com espírito [canto]
pronto até o fim.
Jesus [música]
tem misericórdia. [canto]
Jesus [música]
vem me [canto] purificar.
Teu sangue fula mais alto [música] que o
meu pecado a gritar.
A minha única defesa [música][canto]
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro
[canto][música] a tua graça.
Eu [música][canto] descanso no teu amor.
Inclina [música] o meu coração.
Ensina-me a [canto] obedecer.
Dá-me um espírito pronto, [música]
mais doce do meu querer. Guarda-me
[canto]
na [música] tentação,
na rotina e na aflição.
Tua graça me [canto][música] carrega,
tua mão me põe de pé
no chão.
Tu me defines, [música]
Cristo,
não [música][canto] o meu pior
momento.
Tu me sustentas, [música][canto]
Cristo.
Não meu desempenho.
[música]
Tu és minha [canto]
esperança,
eu descanso, meu perdão.
>> [música]

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