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POR QUE É TÃO DIFÍCIL ORAR? – SACHA MENDES

POR QUE É TÃO DIFÍCIL ORAR? – SACHA MENDES

POR QUE É TÃO DIFÍCIL ORAR? – SACHA MENDES

Mesmo sendo uma prática central da vida cristã, muitas pessoas encontram grande dificuldade em manter uma vida constante de oração. Mas por que algo tão essencial pode parecer tão difícil na prática? Neste video, Sacha Mendes aborda os desafios da disciplina da oração e explica por que tantos cristãos lutam para desenvolver uma vida de oração consistente.

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Legendas automáticas:

Falando essas questões de problemas e
dificuldades, é fácil a gente ver as
pessoas tendo lutas para orar. Acho que
o título é muito propício também. A luta
da oração. Muitas vezes é uma batalha
pra gente ter uma vida de oração e
buscar o Senhor em oração. Mas quais são
os motivos dessas dificuldades que as
pessoas têm, que nós muitas vezes temos
com a oração? Quais são os mais comuns?
E eu acho que basicamente, né, tem a ver
com o conhecimento raso e superficial de
Deus, né? Se a oração é uma conversa com
Deus, quando desconhecemos o caráter
dele, nossa vida de oração é bagunçada.
E não só pela ausência da oração, mas
também orações distorcidas, né? Um outro
aspecto que eu acho que a gente consegue
tirar até da própria leitura do livro,
né? Ele faz uma citação do Richard Sibs
que eu achei fascinante, né? Ele coloca
assim: "Se tivermos fé, oraremos. Quanto
mais fé, mais oração. Quanto maior a fé,
maior a oração." Então, a ausência de
oração, a dificuldade de oração tem a
ver com uma crise de fé, uma crise do
conhecimento de Deus, né? Ah, e é
interessante, né, que lendo o livro, né,
você vai ficando atento ao assunto, né,
e eu recebi hoje inclusive um artigo do
Voltemos ao Evangelho sobre oração. E o
autor coloca, né, podemos afirmar que
cremos em Deus com nossos lábios, mas
nossa falta de oração revela que na
prática vivemos como se tudo dependesse
de nós, né? É o ateísmo prático, né?
>> Ol. Aham. a gente vive uma vida de ateu
prático, embora a gente confesse que crê
em Deus, mas na real a nossa prática é
um ateísmo. Ah, ateísmo prático, né? Ah,
de tudo depende de nós, né?
>> Nossa. E você, essa questão de a gente
olhar e pensar, então, que tudo depende
de nós, isso tem conexão também com a
oração ser uma dificuldade muitas vezes
por causa do orgulho? Você acha que o
orgulho ou a falta de humildade,
reconhecer a dependência do Senhor é um
dos problemas comuns que as pessoas
enfrentam na oração?
>> Ah, sem dúvida, né? E a gente vive uma
cultura, né? O espírito do nosso século,
ele é muito pragmático, né? Ah, ele é
muito independente. A gente a gente é
treinado, né? Até de uma forma
imperceptível a depender dos nossos
esforços, né? Você tá com fome, você vai
até o supermercado, né? você não tem
dinheiro, você pega um empréstimo, né?
As coisas estão difíceis, você renegocia
a dívida, né? E então a gente tem
soluções práticas, né? Que torna a nossa
vida melhor. Eu não tô dizendo que essas
coisas são ruins, mas sutilmente, né?
Elas cultivam em nós um coração que é
cada vez mais distante em depender do
Senhor versus o que era num passado não
muito distante, né? Em que se não
houvesse chuva, não havia plantil, não
havia colheita. e havia fome, né, se não
houvesse, enfim, né, e assim por diante,
né? Então, é, eu vejo que a gente a
gente luta, né, com uma série de
aspectos que nos desliga da dependência
de Deus por causa do nosso egoísmo, o
nosso orgulho de sermos suficientes em
nós mesmos, né?
Mais uma vez tem conexão que você tava
falando da falta de conhecimento de
Deus, porque quando nós conhecemos mais
a Deus, vemos a grandeza dele, vemos
como ele é necessário para tudo que nós
fazemos e aí reconhecemos também a
partir dele quem nós somos e quanto o
quanto nós precisamos dele para as
menores coisas do dia a dia. E como você
falou dessa sociedade pragmática que nós
vivemos, isso é muito nítido, realmente.
E parece que a gente sempre faz assim,
né? a gente resolve tudo como você citou
e aí quando não tem mais nada que a
gente possa fazer, aí finalmente a gente
chega e diz: "Não, agora está nas mãos
de Deus", né? Só tá nas mãos de Deus
quando a gente fez tudo que a gente
podia. Não, não sobrou nada. Aí a gente
diz: "Agora tá nas mãos de Deus. Agora
vamos orar um pouco porque eu não tenho
mais nada para resolver. Enquanto eu
posso fazer, eu faço
>> e depois é que eu deixo para Deus". É
mais ou menos isso, né? Muitas vezes.
>> Ou ou só Deus mesmo, hein? Agora só
Deus. Ué, mas antes era quem, né?
Exatamente. Exatamente. Por isso que eu
acho que essa questão da humildade, ela
tá muito ligada a ao que você falou do
problema do conhecer mais ao Senhor. E
essas duas coisas, elas nos impedem
muito, criam muitas dificuldades da
gente orar. Eu acho que inclusive tem a
ver com a dificuldade inicial também na
caminhada cristã. Eu eh percebo como uma
dos momentos mais difíceis para as
pessoas orarem é no início da caminhada,
quando elas estão ainda conhecendo mais
sobre quem Deus é, como quem elas são e
mais sobre a prática de oração. E ainda
tem muito disso, de quebrar esse coração
orgulhoso e pragmático que tá querendo
resolver tudo pelas forças do próprio
braço para então entender que a oração
ela não deveria ser algo que a gente faz
só no final, mas algo que a gente faz
antes mesmo de começar a agir, né? Eu
acho que essa ordem, né, onde a oração
se encontra, demonstra muito da nossa
vida com o Senhor. Você concorda?
>> Sim, [música] com certeza. Com certeza,
né? E aí a importância do orar sem
[música] cessar, né? A gente vai jogando
as nossas breves e constantes orações ao
Senhor.

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