Ali estão os Decretos de Deus – Apocalipse 5:5,6 | Josemar Bessa
21/04/2026
Ali estão os Decretos de Deus – Apocalipse 5:5,6 | Josemar Bessa
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Esse é o domingo de Páscoa, né? O domingo da ressurreição. E ontem eu estava pensando em que passagem da ressurreição eu eu gostaria de falar amanhã com a igreja. E é óbvio que nós temos várias, mas uma das passagens eh preferidas do meu coração é sobre a ressurreição, sobre o Cristo ressurreto. Eu acho que é o que aqui nos ensina coisas mais profundas, doces e incríveis de Cristo, que é Apocalipse 5 verso 5 e 6, que diz assim: "E disse-me um dos anciãos: Não chores, que o leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e desatar os seus sete selos. >> [roncando] >> E olhei e ess que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes, e entre os anciãos um cordeiro que havia sido morto. E tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra. Há momentos que a realidade espiritual se mostra de forma brutal, não é? Não no sentido ruim. E eu acho que essa é uma das dos momentos mais brutais assim com que ela se mostra. João vê um livro. O livro está fechado. Não só fechado, está selado, guardado na mão direita daquele que assenta no trono. Então imagina um livro, um livro fechado na mão direita de Deus. Quem tem acesso a um livro, assim, não é um detalhe decorativo dessa visão, é o sinal de que nada da história está solto. Por incrível que pareça, esse é o livro dos decretos de Deus. E há cristãos que não acreditam nos decretos eternos de Deus. Acham que Deus vai improvisando durante a história e o futuro então não está deriva. Nunca esteve desde a eternidade. Tudo foi decretado por Deus. Ele diz: "Eu farei toda a minha vontade. Os acontecimentos do mundo não nascem do acaso da vontade humana ou da fúria das trevas. Não, não, não, não. Tudo está sobre o decreto de Deus. Mas então quando você pensa todos os decretos, Deus estão na sua mão direita, toda a história, a posição de cada átomo em cada lugar, em toda a história, todas as coisas, mas esse é o problema. O livro está fechado e não basta que o livro exista. Ah, é preciso que alguém o abra. E o drama da visão não é falta de poder bruto. Não é bem assim que o livro tem um peso que ninguém consiga segurar. A questão não é essa que é levantada, [roncando] é falta de dignidade. Ah, falta alguém santo bastante, digno, o bastante forte, o bastante glorioso, o bastante. E é aí que o céu inteiro nos ensina uma lição que a carne odeia aprender. E quanto mais lugar tem o humanismo secular dentro da igreja, a igreja também. A igreja visível. Ah, a criação inteira é insuficiente, mesmo que toda ela se juntasse, mesmo no céu não há criatura. A história não é que está em 8 bilhões de pessoas no mundo hoje, as os bilhões que vieram antes e a vontade de um monte de pessoas e no final vamos ver o que vai dar. Não, não, não. A criação inteira é insuficiente, não é digna, não é como o martelo do Thor na na ficção que ninguém consegue levantar o martelo, não porque ele pese, mas porque você tem que ser digno. Então, a visão começa com o livro selado, não um objeto apenas, é uma revelação concentrada. Ali estão todos os decretos de Deus desde toda a eternidade. Quem quem põe em andamento esses decretos? Quem é o único que pode realmente fazer esses decretos cada um deles ser exatamente como foram decretados? Ali está a história que Deus decretou. Ele diz: "Eu anuncio o fim desde o princípio." Então, tá a história toda. Ali está a a a o que governa todas as coisas na história e o que cumpre. Por isso, sem eh eh o o fim será como ele determinou, como ele decretou. Ali está o desenrolado juízo. Ali está a redenção, a cruz, eh a queda, a queda dos ímpios, a preservação da igreja, a consumação final de todas as coisas, tudo está ali. Mas o livro está fechado e esse é o primeiro golpe no orgulho da criatura. Não está nas nossas mãos a história. Os decretos de Deus nunca esteve nas mãos da criação, nem na terra, nem no céu. O homem moderno imagina que grande parte do problema do mundo é a falta de acesso, falta dados, falta de conhecimento, falta de tecnologia, falta de interpretação. Ou então nós temos problemas eh biológicos, como se a salvação pudesse vir por mais informação, mais leitura, mais análise, mais domínio técnico, mais um dia nós consertarmos os problemas bioquímicos, resolvermos eh neuroses. Mas em Apocalipse 5, o problema não é que ninguém entende o livro, que ninguém poderia entender o livro. O problema é que ninguém é digno de abri-lo, nem no céu. Imagine, criaturas, a ideia de que o desfecho final da história, estar às mãos do homem é a coisa mais arrogante e mais distante da palavra de Deus. Nem no céu quem nunca pecou é digno. Ah, e essa é a ferida. Há um anjo forte proclamando com grande voz: "Quem é digno? Ele não está perguntando quem é curioso. Ah, ah, como somos curiosos. Quem é inteligente? Quem é poderoso? Mas quem é digno? É algo mais alto. Então, o universo todo fica quieto. Os homens que falam muito, homens caídos, estão mudos. Quem é digno? Mas até o céu, criaturas viventes, querubins, serafins, potestades, emudece. Nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, ninguém pode abrir, ninguém pode olhar, ou seja, a história não está nas mãos das criaturas. Seu início, seu meio e seu fim. Ninguém pode tomar para si o direito de penetrar nos decretos de Deus e conduzir a história. Ninguém está conduzindo a história, a não ser um a ideia de que eu, você, todos nós somados, estamos conduzindo a história, que impérios estão, que os nossos livres arbítrios estão. É parte dessa arrogância. Isso quer dizer que a limitação da criatura não é apenas natural. Na criatura caída ela também moral, né? Não se trata apenas de incapacidade, trata-se de indignidade. O homem não está só desinformado. A miséria do homem não é desinformação, é desqualificação. O pecado não nos fez apenas ignorantes, nos fez impróprios para estar diante do trono como intérpretes da vontade divina ou como executores. A mesma raça que quis ser como Deus agora não pode sequer tocar no livro de Deus. A mesma humanidade que sonhou com autonomia agora chora diante de um documento que não pode abrir. A história não está nas nossas mãos. A minha história não está. A história de ninguém está. Ninguém é digno de tocar esses decretos. Então esse churo de João é profundo. Ele não chora como quem perdeu uma informação. Ah, agora a gente não vai saber o que estava no livro. Ele chora como quem percebe que se ninguém abre o livro, a história está fechada para as criaturas. E a esperança do mundo estará para sempre além do alcance de todas as mãos criadas no céu e na terra. É o colapso, eu diria esse texto, da autoconfiança espiritual. A ideia de que alguma coisa decretada por Deus está a cargo, ao alcance ou a dignidade de alguma criatura, que dirá de criaturas caídas. Nenhum impérito pode abrir o império pode abrir o livro. Nenhum filósofo, nenhum sacerdote, nenhum humanista secular, nenhum que é especialista na alma humana, nenhum anjo pode abrir, nenhum santo por si mesmo pode abrir. Ah, porque nele mesmo ele nada mais é do que o fruto de algo que Deus fez. Então, a criação inteira é pequena demais para os segredos de Deus, para os seus decretos. Ele diz: "Eu anunciei, eu farei, eu anuncio o fim, eu vou fazer toda a minha vontade." É isso. Enquanto alguém eh ainda acha que há em si recursos, mérito, força ou luz suficiente, ainda não entendeu a gravidade da cena que João está vendo. Por que que ele chorou tanto? Nada no decreto de Deus se move por talento da criação, por capacidades, seja elas quais forem que você queira atribuir a elas. O conselho de Deus eh não se rompe como se fosso. A história não é entregue nas mãos dos pecadores. Os pecadores não estão definindo a história, não estão definindo nada. Primeiro o céu cala a criatura, só depois ele apresenta o redentor. Primeiro, todo mundo tem que ficar quieto, mesmo no céu, quem é digno? Quem vai levantar a voz? Quem vai dar um argumento porque não acha isso ou aquilo correto ou justo? Então, o universo inteiro é pequeno demais para abrir os segredos de Deus, os decretos de Deus, cumpri-los. Ele anuncia o fim porque ele fará e só ele faz. Então quando o choro atinge o ponto máximo, vem essa palavra de consolo. Não chore. Essa ordem não nasce do sentimentalismo. Para de chorar, não adianta, não é? Nice de uma vitória. João não deve parar de chorar porque está exagerando, porque está chorando muito, porque tem que entender. João deve parar de chorar porque existe de fato alguém que é digno, alguém sobre qual a história é. >> [roncando] >> Então vem a grande declaração: Eis o leão da tribo de Judá, a raiz de Davi que venceu. Tudo nessa linguagem cria uma expectativa de força majestosa. Leão fala de realeza, poder, domínio, coragem, superioridade, triunfo. E a tribo de Judá carrega a promessa real. A raiz de Davi aponta para o cumprimento do ungido do Senhor, de um rei esperado, de um rei messiânico para aquele em quem a aliança não falhou. Então, João ouve uma linguagem de conquista, de vitória avaçaladora, linguagem de reino, linguagem de vitória. Mas quando ele se vira e olha, ele não vê o leão, como diz: "Eis o leão da tribo de Judá. Ele vê um cordeiro em pé como tendo sido morto. Aqui está uma das revelações mais profundas de toda a escritura. O céu anuncia um leão, o céu mostra um cordeiro. Não há contradição, a glória. Cristo não vence, apesar de ser cordeiro, ele vence como cordeiro. Isso desmonta todas as nossas imaginações e eh carnais sobre poder, que é são tão intrínsecas ao homem que até hoje a igreja acredita que quanto mais poder ela tiver, é como vai prosperar o reino de Deus, não é? Então, o homem caído entende força como imposição visível, esmagamento imediato, triunfo sem ferida, domínio sem sacrifício. Isso é triunfo. Mas o céu revela que o centro da vitória de Cristo é exatamente a sua entrega sacrificial, é exatamente o oposto. O cordeiro carrega marcas, não é um cordeiro abstrato, não é um símbolo da da da de uma fragilidade eh eh vago. Essas marcas que ele carrega é são marcas do seu assassinato. Para sempre nós vamos ver as marcas. A glória de Cristo não apaga a cruz. Ela não é apesar da cruz, ela é a cruz. A majestade do redentor não remove as marcas da sua obediência até a morte. Jesus não se envergonha das marcas da sua obediência. Acho que isso toca tão profundamente em todos nós. Normalmente nós não gostamos da marca da obediência em nossas vidas. Queremos obedecer a Deus, mas então as pessoas podem nos achar ignorantes. Não queremos essa marca. Muito do que não se obedece a Deus é com medo das marcas da obediência. As marcas que as pessoas vão poder ver. o julgamento que elas vão poder fazer a respeito. Tem muitas pessoas diz assim: "Ah, não consigo evangelizar". Por quê? Porque tem medo. É uma ordem, mas eu posso receber marcas por causa disso. Que cara tolo, que cara fanático, que cara atrasado. Então, eu não gosto. Mas esqueça, Jesus não se envergonha dessas marcas. Ele vai levar as marcas da sua obediência ao Pai para todo sempre. Isso significa que a redenção não é um apêndice da glória, é uma expressão da glória. Jesus em glória está com essas marcas. O filho de Deus não veio apenas com poder para subjulgar, vem com santidade para obedecer, com amor para se entregar, com mansidão para sofrer, com firmeza para ir até o fim, mesmo suando o sangue, com dignidade para morrer sem deixar de ser senhor. O leão da tribo de Judá não abandona a sua majestade ao tornar-se o cordeiro. na nesse momento ele ele meio que deixa a dignidade do do e e a majestade do leão e e eh se torna um cordeiro. Não, não, não. Ele manifesta essa majestade de Leão da forma mais alta, porque a maior força não é a que destrói inimigos. É óbvio que Jesus pod destruir Satanás e todas as coisas sem a cruz. é o que vence o mal, satisfaz a justiça, derrota Satanás, suporta a ira, redime pecadores, glorificando a Deus. O mundo admira a força que mata. O céu canta a força que se oferece. O céu olha pro cordeiro que foi morto, ora pro cordeiro ressurreto, mas que traz as marcas da morte. O mundo celebra a conquista sem seu próprio sangue. O evangelho exalta o rei que venceu derramando seu sangue. E repare, o cordeiro está de pé. Foi morto, mas está de pé. Foi oferecido, mas não foi derrotado. Ele sacrificou, foi sacrificado, mas permanece vivo. A morte o tocou, mas não reteve. Esse é o domingo da ressurreição. Ah, o sacrifício não terminou em tragédia, terminou em triunfo. Por isso João deve parar de chorar. Essa é a razão. Porque a resposta para a impotência da criação não é: vamos melhorar a criatura. O que a visão? O que o o que está acontecendo está dizendo o seguinte: não há ninguém digno, nem na terra, nem no céu. Ninguém é digno. Então você podia pensar, qual a solução para isso? Elevarmos a criatura, colocarmos a criatura num lugar mais alto e ir elevando ela até que alguém seja digno. Mas a resposta, essa impotência da criação não é uma criatura melhorar ou melhorar a criatura. é Cristo crucificado e vitorioso. Toda a esperança da igreja está nessa visão. Não há uma visão mais tremenda do Cristo ressurreto. Nossa salvação não repousa na força eh eh humana moralizada. Ou seja, não há nada na história de nenhum daqueles que vão estar para sempre, os benditos do Pai, que tudo não estava decretado naquele livro. E quem realizou, por isso é digno de abrir, é o cordeiro. Nada pode ser atribuído a eles. Não há nenhuma dignidade para a criatura. Repous no leão cordeiro, no rei sacrificial, no vencedor ferido, no Senhor que triunfou na cruz. Então você vê, essa é a tese que sustenta tudo mais de tudo que precisamos saber. a respeito de quem Deus é. A partir daqui, a mensagem inteira se organiza em torno de uma verdade central. Há em Jesus Cristo, por isso ele é digno. Uma uma admirável união de coisas que não há em mais nenhum ser. Não apenas muitas excelências, não apenas excelências grandes, mas excelências que os olhos humanos aos nossos olhos parecem coisas impossíveis de existir ou de coexistir em alguém. Em qualquer outro ser, você vai ver essas coisas separadas ou não claramente assim, mesmo em estado de perfeição. Não há plenitude. Isso é decisivo porque grande parte dos erros espirituais nasce exatamente de uma tentativa de simplificar Cristo. A maior eh uma das maiores tentações que a igreja tem é de alguma maneira simplificar Cristo, fazê-lo menor. Alguns queem que Cristo é forte, mas não é manso. Então, falam muito sobre a força, tal, as mensagens são assim. Ah, mas não manso. Outros querem um Cristo manso, mas aí ele não é santo. Ele é sentimental, é piegas, passa por cima dos pecados, dá um jeito. Alguns querem a majestade, mas sem a ternura. Outros querem um acolhimento que, ah, hoje é tão isso é tão falado, né? Uma igreja acolhedora. A gente quer um Cristo acolhedor, a gente quer acolhimento, mas sem a verdade. Alguns querem o rei que governa, outros querem o cordeiro que consola. Mas o Cristo real não pode ser mutilado. Ele não é meio leão e meio cordeiro, como se houvesse uma divisão nele, que parte é leão e parte é cordeiro. Ele é plenamente leão e plenamente cordeiro. Isso é misterioso e maravilhoso. Entenda, Jesus, eh, Deus, não é, ele não é um conjunto de atributos. Nós só fazemos isso porque eh é a maneira com que nossa mente precisa organizar para entender as coisas, mas não é o seu. O ser de Deus é simples. Ah, ele não é a soma de amor, mais justiça, mais eh eh poder, mais santidade, mais glória, mais onipotência, que quando tudo somado dá Deus. Ele é plenamente tudo. Ele é totalmente amor. Ele é totalmente santo. Ele não é uma mistura, não é uma soma dessas coisas. Sua mansidão não enfraquece sua majestade. Ele não deixa de ser majestoso para ser manso. Ele é totalmente manso, mas é totalmente majestoso. Ele é totalmente amor, mas ele é totalmente justo. Ele é todo misericórdia, mas ele é todo santo e justo. Não é uma soma, não é um pouco de misericórdia, mas amor, eu acho que tem mais amor do que santidade. Eu acho que tem mais amor do que ira, sabe? Sua justiça não diminui sua graça. Sua graça nunca vai suavizar sua justiça. Sua santidade não impede a sua proximidade, mas sua condescendência não diminui sua glória. Nossa proximidade dele ainda tem que levar, enxergá-lo como um Deus terrível. Ele é o Deus de amor e é o Deus que dura coisa é cair nas mãos do do Deus vivo. Não é porque ele não é uma soma. Ele é totalmente terrível, totalmente amor, totalmente manso e totalmente cheio de majestade, totalmente cheio de glória. Não é um pouco de todas essas coisas somadas, ele é simples. Ah, essa é a beleza singular de Deus e manifesta-se de uma maneira tremenda em Cristo, já que ele é o Deus homem. No homem, quando aparece grande poder, aparece um orgulho. Queridos, é muito difícil muito poder sem um nível de orgulho. Quando aparece ternura, ah, sabe, esses cristãos mais ternos, um homem tal, e então aparece fraqueza. Então começa a dar um jeito, então começa, então a verdade já não importa tanto, porque a gente tem que ser acolhedor. Você vê quando aparece justiça, muitas vezes falta misericórdia. Aí o cara é só um trovão. Aí ele só pensa em que sabe que tal chamarmos fogo do céu para cair sobre as pessoas, esse mundo terrível. E quando aparece misericórdia, então ele sacrifica a verdade. Ah, a gente tem que ser misericordioso. Não podemos ser tão radicais. Quando aparece a autoridade, aí desaparece a humildade. Mas em Cristo não há carência compensada, não há virtude parcial, não há um equilíbrio precário, um equilíbrio entre a justiça e a misericórdia, um equilíbrio entre a ira e a mansidão. Não há o equilíbrio. a perfeição inteira. Ele é totalmente todas essas coisas. Nele tudo que é infinitamente alto em Deus encontra a expressão perfeita. Ele é a imagem perfeita do Pai e nele tudo que o pecador mais desesperadamente precisa encontra a resposta. E ele mesmo é a fonte da água da vida e o lago de fogo. Por isso ele é incomparável. Não há outro assim no céu, não há outro assim na terra. Não há outro assim entre os homens, anjos, profetas, reis, sacerdotes, com quem comparareis? Tudo que neles aparece em fragmento, nele aparece em plenitude. Plenamente manso, plenamente justo, plenamente amor, plenamente irado contra o mal. Tudo que eh neles aparece como sombra, nele aparece insubstância. E essa união de excelência não é curiosidade teológica, não é, é a própria base da nossa salvação. Sempre eh eh você vê a Bíblia diz assim: "Ele é cheio de graça e de verdade. Normalmente quando a pessoa ah não, nós temos que ser graciosos, logo quer sacrificar a verdade. As duas coisas parecem incompatíveis, não é? Se ele fosse apenas manso, o pecado não seria vencido. Se ele fosse apenas justos, então todos estariam condenados. Se fosse apenas gracioso, sem satisfazer a justiça, Deus deixaria de ser justo ou teria que ser menos justo. Se fosse apenas Deus, se assumir nossa natureza, ele não poderia ser nosso representante. Ele precisaria ser totalmente Deus e totalmente homem. Se fosse apenas homem, então ele não teria dignidade para nos salvar. a toda todos aqueles que o Pai deu a ele, mas ele é o mediador perfeito, o único em quem a glória de Deus e a necessidade do pecador se encontram sem nenhuma ruptura. Cristo ressuscitado. E é por isso que o coração regenerado não apenas usa Cristo, ele o admira, ele o adora. É a beleza, é o tesouro, é o encanto. Sua transformação acontece ao contemplá-lo de glória em glória. Ele se ele se curva diante dessa beleza moral, teológica, redentora, incomparável. O filho de Deus está continuamente pensando eh com os olhos fixos no autor consumador da sua fé. Por causa disso, a alma começa a respirar quando vê que a suficiência do Salvador é tão vasta e infinitamente maior do que a miséria do pecador. Então, a primeira parte nos coloca diante de duas realidades. De um lado, a criatura cala, falha e chora. É tudo que nós temos, calar a boca. Não é como João vê a nossa completa indignidade e chorar amargamente. Mesmo no céu. Essa é a experiência de João. E ao mesmo tempo ver um redentor que aparece, vence e basta. Você não pode ter só uma das coisas. Você não pode ter só eh aquele que vê o redentor, que vence, que basta. Mas aí então você não não essas tuas coisas estão ligadas. A criatura sempre diante dessa realidade, da realidade dos decretos de Deus, da sua completa incapacidade e depravação, a criatura cala, falha e chora. Só quando o homem vê que ninguém no universo poderia abrir o livro, nemum serafim é digno. Começa a entender a glória do único que pode, começa a vê-lo como não vê mais nada. Vê-lo infinitamente maior que o céu e que qualquer coisa. Nunca mais vai vê-lo como alguém que me ajuda no meu casamento, alguém que me ajuda nos meus projetos. Vê a sua dignidade, seu tamanho infinito. Uma das coisas mais difíceis para mente caída é aceitar plenitude. Nós sempre preferimos reduzir, separar, simplificar. Mesmo a ideia de santidade para muitos é ver o defeito dos outros para poder dizer assim: "Pelo menos eu não sou desse jeito". Classificar Deus segundo nossas medidas pequenas. Quantas vezes você ouve um cristão dizendo: "Eu não posso imaginar um Deus que faça isso ou faça aquilo", né? Ele acha que Deus é produto da nossa imaginação. Um dos mandamentos é exatamente esse, que você está proibido de imaginar Deus. Sua melhor imaginação é muito a quem do que Deus é. Pensamos que grandeza e proximidade não combina, que santidade e misericórdia vivem tensão. Então, achamos que Deus vive em tensão entre sua misericórdia e sua santidade. Você misericordioso, agora eu vou mostrar minha santidade. Que que vai vencer essa batalha? Porque o ser humano é assim, ele é constituído de partes que condescendência eh eh eh demais nós pensamos diminui. Mas em Cristo tudo isso é desmentido. Nele a glória não se empobrece ao descer. A glória resplandece na própria descida. E quanto mais alto ele é, mais assombroso se torna o fato de que ele tenha vindo. Cristo é exaltado acima de toda medida da criação. Toda criação junta não vale nada perto de Cristo. Não há nenhuma dignidade na soma dela em relação a Cristo. a ideia de que uma gota de Cristo e eh eh valia o que nós somos. Uma gota de Cristo vale mais que o cosmo inteiro. Ele não é apenas maior que os homens, não é apenas mais puro que os profetas, mais dignos que os reis. Ele está acima de todo principado, todas as coisas, porque tudo foi criado para ele, por ele e por causa dele. Os decretos de Deus foram feitos por causa dele, não por causa de mim. Não é sobre mim. Tudo que para nós parece elevado ainda é pó diante de Deus. As coisas mais elevadas e o céu dos céus, então diante dele são como pó. Toda a glória criada só tem reflexo emprestado. Todas as coisas, todo cosmo é só um reflexo emprestado. Não tem um brilho próprio. Toda autoridade terrena é sombra. Todo o poder do universo é dele. Eu já disse isso. Quando diz que Deus tem todo o poder, não diz que ele tem mais poder do que outros. Diz que o poder que todo mundo usa é dele. O poder que faz você tá vivo é dele, não é teu. O poder que faz você respirar é dele, não é teu. O poder do sol é dele, o poder de Satanás é dele, todo poder pertence a ele. Enquanto ele queira dar o poder de Josemar respirar. Josemar não tem poder para respirar. Mas Cristo é o filho eterno, rei dos reis, o Senhor dos senhores. Aquele diante de quem os impérios nascem por causa dele, por ele, para ele, diante de quem as multidões são como uma gota no balde, como diz o profeta, diante de quem a própria criação subsiste. E ainda assim ele se inclinou. Isso é um espanto, porque nós conhecemos a lógica do orgulho. Basta o homem subir um degrau para ele começar a olhar para os outros daquele degrau para baixo e se sentir melhor. Basta possuir um pouco mais para imaginarse que é melhor por causa das suas posses. A gente tem essas expressões: "Eu venci na vida". O outro perdeu, ele tem menos que eu. Basta ter algum nome, algum posto, algum brilho para exigir distância, honra, deferência, reverência. Não posso me aproximar tanto, não é? O pecador se engrandece com nada, não é? Cristo, porém, sendo infinitamente alto, não se torna inacessível, ele se torna acessível. É incrível. Sua altura não produz frieza. Sua majestade não produz desprezo. Aquilo que é totalmente indigno. Sua glória não gera indiferença. Ele vê o pequeno, ele vê o pobre, ele vê o desprezado, ele vê o que nada é. Vê o que não conta na soma do mundo. Mas do que isso? Ele se aproxima. Não foi o clamor, não foi o desejo dos homens que fez Deus descer. Os homens nunca o desejaram. Não apenas observa a miséria humana de longe. Não apenas reconhece a dor do pecador como quem faz um geste, um gesto nobre, não é? Ele entra, ele assume, ele desce, ele toma a nossa natureza, ele aceita a nossa condição de fraqueza sem pecado para salvar pecadores. O Altíssimo entra na história. O santo toca leprosos, o Senhor recebe crianças. O glorioso se senta à mesa com homens que mesmo os outros homens consideravam indignos. O criador anda entre criaturas que se rebelam contra ele enquanto ele andava no mundo. Cada pecado do mundo era um pecado contra ele. Sua cores desescendência vai ainda mais fundo. Ele não apenas vem, ele se entrega. Aquele que era digno de ser servido, vem para servir. Tudo é incrível demais. Aquele que era digno de toda honra vem para sofrer toda vergonha. Aquele que habitava a glória veio para carregar nossas maldições. Isso é condescendência verdadeira. Não é um teatro moral, não é um gesto simbólico, não é um afeto distante, é uma descida real. Quanto mais alto você vê Cristo, mais absurda parece a sua descida. Se a cada dia você não fica mais espantado e achando mais absurdo para nós, mais enigmático, mais inefável Cristo ter descido, você não tem parado para contemplar Cristo, que é a única coisa que pode te mudar, te santificar, não é? Te mudar de um grau de glória para outro. E quanto mais profunda você vê sua descida, mais gloriosa você vê sua altura, mas você vê belezas nele que são que pareciam ser incompatíveis. O coração humano sempre tentou separar o que Deus uniu, não só no casamento, né? Queremos um Deus acolhedor. Ah, a nossa geração quer um Deus acolhedor. A maioria das pessoas quando vem conversar com você querem um Deus acolhedor, mas não queremos um Deus santo. Nós gostamos de separar o que Deus uniu. Então, queremos um Deus severo, alguns, desde que a severidade cai sobre os outros. Jonas, no meio do seu livro diz assim: "Do Senhor vem a salvação." Mas ele não queria que essa salvação fosse prosivitas. Não queria. Pros outros, justiça. Para mim, Senhor, tem misericórdia. Não me trate segundo os meus erros. E aquele ali não trata ele com justiça. Trata segundo os erros dele. Oscilamos entre indulgência e terror, entre permissividade e dureza, entre sentimentalismo religioso e medo bruto. Mas Cristo destrói essas falsas alternativas. Nele há justiça perfeita. Ele nunca vai dizer que um pecado é pequeno. Ele sempre acha que o pecado merece o inferno. Ele sempre acha que o pecado é o mal infinito. Ele acha que o pecado vale sempre o derramar do sangue mais santo como a única forma de cobri-lo. Ele não acha que você pode cobrir o pecador simplesmente amando ele, dando um tapa em suas costas, como algumas pessoas. Não sabe, não, não suaviza. Ele não rebatiza o mal com nomes elegantes. Ele chama mal de mal, trevas de trevas. Não eh transforma o pecado em fraqueza neutra, em tropeço superficial, em doenças eh emocionais ou em perfeição administrável que dá para gerir. Cristo vê o pecado como ele é uma afronta infinita contra Deus. Rebelião moral, corrupção profunda, desordem real da criatura diante do Criador, rouba a glória de Deus e merece a justiça infinita de Deus. Ele ama a santidade com amor absoluto e ele odeia o mal como você não pode imaginar. Ele é aquele Deus que aí diz que nem pode contemplar o mal, nem o céu é santo aos seus olhos. Sua pureza não conhece gradação defeitumosa. Sua retidão não negocia com nenhuma parte das trevas. Sua justiça nunca cochila. Sua santidade não pode ser subornada. E, no entanto, a graça abundante nele não é incrível, não é espantoso. Há pouca graça em nosso coração. Nós pecadores devíamos ser cheios de graça uns para com os outros, mas não. Mas em Jesus, essas duas coisas estão lá. Não é uma graça rasa, decorativa, não uma graça que passa por cima do problema como se a culpa não importasse. Não, não, ele não passa por cima de jeito nenhum. Mas graça verdadeira, graça forte, graça custosa, graça capaz de alcançar o pecador, justamente porque não despreza a justiça de Deus, junto, justamente com o intuito eh eh a a o impulso de glorificar totalmente o nome de Deus, que é deshonrado por cada pecado. Esse é o ponto central. Cristo não salva afrouxando a santidade divina, se tornandoos menos santo, bom e então permissivo. Ele não estava fingindo que a lei foi muito dura, que Moisés foi muito duro, que era muito duro, que isso é muito duro. Ele salva satisfazendo o que a lei exige, [tosse] o que a justiça exige. Ela não é exagerada. Ele atravessa o fogo santo da retidão divina. e honra totalmente a lei. Ele confirma a seriedade do pecado. Ele soa sangue, ele derrama seu sangue, mostrando assim: "É tão sério o pecado. Só a morte do Deus eterno poderia resolvê-lo. Ele nunca o diminui. A cruz não prova que Deus leva o pecado menos a sério. Não lá, prova que Deus o leva infinitamente a sério, de tal maneira que se ele vê ele sobre o seu filho, ele derramará sua ira. Há pessoas que têm sempre uma ideia de que Deus não derramará a sua ira sobre o homem. Porque eu não sei, ele derramou sobre o seu filho. As pessoas têm Deus tão pouco em conta e Cristo que eles acham totalmente que Deus derramaria sua ira em seu filho, mas não no homem pecador. Por isso, a graça de Cristo é tão gloriosa, porque ela não nasce às custas da justiça, não nasce à custas de achar o inferno exagerado. Ela brilha justamente para honrar essa realidade, essa dignidade do nome de Deus. A miséria em Cristo não é um acidente, é, e eh eh é uma escolha. E a misericórdia de Cristo não é um acidente emocional em Deus. De repente eu fiquei muito emocionado, aí resolvi ajudar, perdoar como se algo externo, como a gente disse, tivesse feito isso. Não, não é uma obra santa, uma graça justa, uma compaixão que não corrompe a verdade, mas que magnifique a verdade, que magnifique o nome de Deus. É assim que ele salva. O Salvador não é menos santo para salvar. Ele salva como o santo sacrificado. Ele nunca relativiza o mal, nunca. Ele nunca usa o humanismo secular para explicar o mal no nosso coração. Do coração vem os adultérios, as mentiras, os pecados. Não vem de fora, não vem de um distúrbio biológico, vem do coração, vem da alma, vem da fonte central do homem. Ele perdoa sem mentir. Ele absolve sem profanar o tribunal de Deus. E é por isso que nele até o principal dos pecadores pode encontrar esperança. Não porque a culpa seja pequena. Ele não tá dizendo que a culpa eh as culpas não são tão grandes, mas porque a suficiência do redentor é imensa. Só uma graça que passou pela justiça pode sustentar a consciência. Nos mostrar um Deus imenso, santo, puro e misericordioso. Só um perdão comprado com sangue pode calar a acusação da lei de Satanás. Só um Cristo absolutamente justo pode dar descanso verdadeiro ao culpado. Quando o homem cai e quando o homem caído tenta imaginar Deus, você nunca pensaria em Cristo, não é? Porque você cria caricaturas. Nunca mais diga: "Eu não posso conceber que Deus faça isso e aquilo". Você se colocou acima de Deus e resolveu julgá-lo baseado na tua justiça. Um tá pro imundo. Quando o homem caído tenta imaginar Deus, sempre é uma caricatura que aparece. Ou ele inventa um Deus indulgente, que sorri para tudo, tolera tudo, acolhe tudo e já não possui uma santidade, que é um fogo que consome. Ou ele inventa um Deus severo, distante, duro, impiedoso, diante de quem só resta medo nu e condenação sem esperança, ou a ideia louca de que pode de alguma maneira eh ter algum mérito que possa fazer ele escapar disso. Essas imagens são falsas, duas, mas ambas agradam a carne em momentos diferentes. O orgulho gosta do primeiro. Quer um Deus domesticado, quer um céu sem juízo, quer misericórdia sem arrependimento, quer acolhimento, sem quebrantamento, não é? Ah, como é comum hoje? A igreja me aceita como eu sou. O que a pessoa tá dizendo o seguinte, eu vou ser sempre assim, sou aceito, que a salvação sem humilhação. E o desesperado imagina o oposto, né? Vê apenas ira, vê apenas distância, vê apenas sentença. Pensa que sua misericórdia já o colocou eh eh eh já já se esgotou e que a miséria do pecador já colocou para sempre ele fora da compaixão, do alcance. Cristo desfaz essas duas ilusões. Nele o pecador não encontra um Deus frouxo. Encontra santidade real, luz real, verdade real, pureza real que expõe. Ele não vai diminuir seu pecado para te salvar. Não vai dizer que você é menos mal do que você é. Não vai dizer que sua justiça não é trapo imundo. Ele vai dizer a verdade. É uma pureza que expõe, uma justiça que pesa, uma majestade que derruba. Cristo não foi enviado para massagear a autopercepção humana ou sua autoestima. Ele vem como luz do mundo e luz que não negocia com nenhuma treva. onde ele entra, as máscaras começam a cair, o mérito humano apodrece e se mostra a coisa mais insuportável para Deus, a ideia de que o homem merece alguma coisa. A religião orgulhosa perde brilho. A autodefesa do coração não tem nenhuma força. Se você tem alguma justificativa humana, humanista para qualquer mal em você, você não compreende o Deus verdadeiro. Mas dele o pecador também não encontra um Deus sem misericórdia. Encontra compaixão, encontra graça, encontra acolhimento para o quebrantado, não para o duro que diz: "Vai me aceitar como eu sou". encontra sangue suficiente para culto, encontra mansidão para os cansados e sobrecarregados, encontra perdão que humilha, mas não para destruir, para curar. Essa é a beleza dessa união. Cristo humilha o orgulho, mas ele cura o desespero. E isso ao mesmo tempo. Parece que humilhar o nosso orgulho ia produzir só desespero. Se ele fosse apenas santo, então era o que aconteceria. O pecador seria esmagado. Se fosse apenas misericordioso, o pecador permaneceria iludido sobre a gravidade do mal. Mas nele a santidade fere para sarar. A verdade expõe para libertar a justiça. Cala toda vanglória para que nenhuma a salvação que ele fez não deixa nenhum homem se gloriar em nada. Se gloria no pouquinho, zero vírgula. Não é mais o evangelho. A graça levanta o que a justiça condenaria porque a própria justiça diz: "Estou satisfeita". Não porque ela fica contrariada. E é por isso que mutilar Cristo é perder tudo, é perder todo o evangelho. Ele tem essas belezas múltiplas. Quem quer só acolhimento vai perder a verdade. Quem está numa igreja, quem abre sua Bíblia, quem diz que se relaciona com Deus, só quer acolhimento, vai perder a verdade. Mas quem quer só severidade vai perder o consolo. Quem recorta o Salvador segundo sua conveniência vai ficar sem Salvador nenhum. Ele não é recortável. A alma só encontra descanso quando vê Cristo como ele é, alto, transcendente e próximo. Estranho, né? Santo, odeio o pecado e gracioso, coisa que os pecadores têm dificuldade de mostrar. Justo, mas misericordioso, terrível para o pecado. Qual é o terror do pecado? É o Deus. e ao mesmo tempo precioso para o pecador que ele chama. Só esse Cristo inteiro salva. Então aqui a mensagem começa a purificar nossos conceitos. Cristo não cabe em categorias pobres do homem caído. Realmente nossas mentes nos levariam para um lado ou para o outro. Nunca nos dariam essa revelação de quem ele é. Ele é maior do que nossos eh contrastes mal resolvidos, mais santo do que imaginamos e mais gracioso do que poderíamos esperar. Então, o argumento agora se torna ainda mais profundo. Não estamos mais apenas diante de qualidades que nossa mente costuma separar. Estamos diante de excelências que pareciam impossíveis estarem na mesma pessoa, porque entre nós, como vimos, grandeza expulsa humildade, majestade. Quanto mais majestoso, mais se é oposto a ser manso, porque é majestade. Autoridade costuma resistir a obediência. Que a autoridade ama obedecer. Agora, quem obedeceu mais feliz do que Jesus? Em Cristo acontece o contrário. Nele o que em nós vive em conflito, nele vive em perfeita harmonia. O que no homem caído se corrompe em Cristo resplandece. A misericórdia dele nunca se corrompe em fraqueza. A justiça dele nunca se corrompe em falta de misericórdia. O que em qualquer outro pareceria incoerência nele é essa beleza que não existe igual esse tesouro. É por isso que ele não pode ser comparado com ninguém. Com quem você o compararia? Ele não é um homem elevado, não é um santo excepcional, não é uma criatura sublime, ele é Deus e homem. E justamente por isso, sua glória não destrói sua humildade. Sua majestade não anula sua mansidão. Seu senhorio não cancela o fato dele ser o maior ser a sua alegria em obedecer. Cristo possui então essa glória infinita. É isso que Paulo tá dizendo quando nós contemplamos a glória de Deus. contemplar essas belezas de Cristo. Há pessoas que eh eh parece quando fala assim, contemplando a glória de Deus na face de Cristo, nós crescemos de glória em glória. Ela não sabe o que que está sendo dito. É olhar para isso, é deixar isso encher sua mente todo dia, cada vez mais a beleza encantadora dele. E não apenas recebe honra, ele é digno dessa honra por natureza. Ele merece. Não apenas participa de dignidade, ele a possui. Ele é eternamente digno. A adoração no céu não engrandece. Toda adoração do céu só está reconhecendo quem ele é. Os anjos não o tratam como um entre muitos. Os céus não cerca como um servo nobre. Ele está no centro da adoração. Toda adoração que você vê no céu tem Cristo como centro. Ele é a expressão exata do ser de Deus, aquele a quem se deve a mesma honra, não é? E a única visão perfeita que você vai ter de Deus por toda a eternidade. Essa é a sua altura. Mas então vem um espanto. Aquele que é adorado nos céus foi totalmente humilhado na terra, mas isso não destruiu. Essa é a sua escolha. Não é uma humildade teatral, não é uma posse religiosa, não é um gesto calculado para impressionar. Ele é manso e humilde, estável, santo. Interiormente. A humildade de Cristo não nasceu da insegurança, da fraqueza, não nasceu da inferioridade, não nasceu da carência psicológica, não nasceu de nenhuma dessas coisas. nasceu da sua perfeição moral. Ele sabe quem ele é. Ele não depende de nada fora dele para saber quem ele é. Ele não precisa de nada fora dele para construir uma autoestima. Ele sabe da onde veio, para onde vai. sabe que o pai lhe havia entregue todas as coisas e exatamente por isso podia abaixar-se sem medo. Só quem não precisa provar nada consegue se humilhar assim. Ele viveu longos anos em obscuridade, aceitou a simplicidade da vida comum, passou a maior parte da vida vivendo uma vida que muitas pessoas falavam: "Isso aí não é uma vida que glorifica Deus, ficar a maior parte da vida simplesmente vivendo, trabalhando." Ele viveu anos assim, andou entre os homens sem exigir pompa, suportou ser visto como alguém ordinário, não correu atrás do prestígio, não construiu imagem. O Deus homem escolheu o caminho da pequenez visível, o caminho de que nenhum olho não espiritual poderia ver qualquer tipo de grandeza. Recebeu os fracos, lavou os pés, serviu os discípulos lentos. Eh, não ficou 3 anos depois os discípulos não tinham entendido nada. Há pessoas que elas ficaram 20 anos sem entender uma uma verdade bíblica. Depois que elas entendem, elas sai e brigando com todo mundo que não entendeu de uma maneira como se todo mundo tivesse que entender rápido quando ela levou 30 anos. Veja a beleza disso em nós. Algum brilho costuma produzir vaidade. Alguma posição costuma começar a gerar dureza. Mas ele, quanto maior glória, mais é admirável em sua humildade. O que nos espanta não é apenas que ele seja exaltado, é que ele tenha se abaixado tanto, sendo tão exaltado. Ah, ele ser exaltado já é um espanto, mas quando o ser mais exaltado se humilha mais, então isso é um espanto que nós não podemos compreender. Aquele que podia exigir tudo serviu. Normalmente, quanto mais você tem direitos, menos você serve. São seus direitos. A nossa cultura adora falar em direitos. Então, aquele que podia exigir tudo, tinha todo direito, serviu. Aquele que podia esmagar, suportou. É, às vezes nós suportamos poder, somos fracos, mas ele não suportava por causa disso. Aquele que era digno de toda reverência aceitou ser tratado com todo desprezo, que é o oposto que ele merecia. Isso revela que a humildade de Cristo não é um detalhe bonito da sua personalidade, é parte da sua perfeição como redentor. É por isso que Paulo diz que não queria nenhuma justiça que viesse da lei. Imagine você receber a justiça de Cristo. E isso também expõe o nosso coração, queridos. Todas essas coisas ele experimentou voluntariamente, porque nós queremos glória sem humildade, importância sem abaixamento, reconhecimento sem serviço. Mas Cristo mostra que a verdadeira grandeza não se prova em autopromoção, prova-se em santa disposição de descer. Se você não depende daquelas coisas para tirar o seu a sua identidade, não é? como ele não precisava. E há uma diferença entre fraqueza e mansidão. Quase sempre nós costumamos confundi-la. Ah, o homem natural confunde essas duas coisas. acha que manso é o que não consegue reagir. Então ele é manso, é uma pessoa mansa, ele é fraco, ele não consegue reagir. E manso é aquele que cede porque não tem força e que se cala porque foi vencido. Mas isso não é mansidão. Isso pode ser medo, pode ser covardia, pode ser exaustão, pode ser fraqueza. A mansidão de Cristo é outra coisa. É majestade sob controle. Ele não cala a boca e fica mudo porque não tem palavras, não tem resposta, porque foi vencido no raciocínio. Ele é o Senhor do universo. O marl obedece, os demônios trem diante dele. A doença recua. A morte ouve sua voz. A natureza está em suas mãos. O reino da terra existe debaixo do seu governo. Nada o ameaça de verdade. Não há ameaças para Cristo. Nada o surpreende, nada o desestabiliza. E ainda assim ele ele anda em quietude entre os homens. Ele pode ficar quieto. É majestade sobre controle. Ele não precisa levar a voz para parecer forte. Não precisa encenar indignação para firmar autoridade e sua santidade. Não precisa provarilidade espiritual por violência de linguagem. Sua presença carrega peso sem histeria. Seu poder não é nervoso. Sua santidade não é destemperada. Ele é insultado, mas não perde a dignidade. É desprezado, mas não perde o domínio de si. O domínio próprio é cercado por dureza, injustiça, mentira, crueldade, mas nunca é arrastado por a fúria dos seus inimigos. Ele não responde como um pecador ferido no ego. Ele nunca sente, ele nunca se sente ferigo no seu ego. Não reage como alguém dominado pela necessidade de se defender. Não entra nenhum jogo da carne, porque esse é o jogo da carne. Ele permanece inteiro. Essa mansidão não torna mole, não torna indeciso, não faz desistir, não faz fugir. Ele está indo com o rosto determinado em direção a pior coisa de todas as coisas. Ele sabe ser firme, sabe denunciar hipocrisia, sabe pronunciar ais contra líderes religiosos orgulhosos, sabe entrar no tempo e purificá-lo, sabe falar com autoridade que corta, mas até a sua firmeza é santa. Não é uma explosão carnal. Aguentei, aguentei, mas não aguento mais. Era a gota que faltava. Não é irritação descontrolada, não é ressentimento, é pureza em movimento, é verdade ardendo, mas nunca ardendo, pecando. E quando chega a hora extrema, a sua mansidão se torna ainda mais impressionante. No círculo de soldados que zombam, na multidão que rejeita, no tribunal injusto, na caminhada pro madeiro, na cruz, ele continua sendo sempre ele mesmo. Poderia responder com juízo, poderia responder de qualquer forma. Lhe sobra poder, lhe sobra governo que estão sobre os seus ombros e só ele pode ser tão poderoso e tão manso assim. O homem fraco explode porque perdeu o controle. E homem orgulhoso explode porque sente que seu ego foi ameaçado. Cristo permanece manso porque reina até sobre si mesmo. E essa mansidão é preciosa para nós porque mostra que o Salvador dos pecadores não é caprichoso, não é instável, não é temperamental, não era e não é. Ele é forte bastante para acolher os fracos, mas nunca ser vencido pela fraqueza deles. É santo bastante para confrontar o pecado sem deixar de ser manso com o quebrantado. Aqui chegamos a um dos pontos então mais profundos de todos. Que nós temos passar tão rápido. O mesmo Cristo que possui domínio sobre todas as coisas vive em perfeita obediência. Isso a primeira vista parece paradoxal, porque em nossa experiência quem manda não obedece uma coisa ou outra. Se alguém é a autoridade máxima, então ele não obedece. Quem governa não se submete. Quem tem autoridade nunca assume o lugar de servo. Mas em Cristo, senhoria e obediência coexiste sem fissura. Não é que ele é parte senhor e parte obediente. Ele é totalmente senhor. E o coração dele totalmente obediente. Ele é soberano. Tudo foi criado por meio dele, para ele. Nada escapa isso. Não existe nada fora da sua sustentação. Ele não recebe autoridade como quem adquire eh por esforço moral durante tempos. Ele possui isso por direito. Ele nunca passou a possuir isso. Não foi algo que ele fez que lhe deu direito a isso. E ainda assim, vindo ao mundo como mediador, ele vive em submissão perfeita à vontade do Pai. Isso não diminui. Essa submissão perfeita mostra a sua perfeição. Ele não obedece porque é inferior em essência. obedece porque assumiu voluntariamente a missão de ser o redentor daqueles que o Pai deu a ele. Obedece como um filho encarnado, obedece como segundo Adão, obedece como representante do seu povo. Obedece eh para que aquela obediência seja a obediência de todos aqueles que o Pai deu a ele. Obedece onde o primeiro homem se rebelou. Obedece onde Israel falhou. Obedece onde todos nós nos desviamos, cada um pelos nossos próprios caminhos. E sua obediência não é parcial, não é obediência em pontos fáceis, não é obediência, sabe? Eu posso obedecer aqui, posso obedecer aqui, aqui, mas isso aqui já tá mais difícil de obedecer. Não, não, não, não. Não é submissão que está subordinada a determinadas circunstâncias. Não é fidelidade enquanto o caminho é leve. A sua obediência não tem limite. Até o peso infinito e extremo do cálice, a obediência dele abraça. Contudo, não seja feita a minha vontade. Ele mesmo diz: "Eu sempre faço o que agrada o meu pai. Ou seja, todo o meu ser tem um desejo de agradá-lo. Não vivo para me agradar. Isso nunca pode ser dito por nenhum homem além dele no mundo. Nós obedecemos mal, nós obedecemos tarde, nós obedecemos parcialmente, nós misturamos interesse próprio na nossa obediência, medo, orgulho ou conveniência. E o ponto mais alto dessa e eh eh obediência aparece exatamente onde a alma treme, diante do sofrimento que se aproxima. Ele ora, ele geme, ele sente o peso real do cálice, mas não seja como eu quero. Isso não é resignação. Você vê, é obediência santa. O rei obedece, estranho, né? O Senhor se submete, o soberano se oferece. E nisso ele não deixa de reinar. Ele ainda está reinando quando está se humilhando, quando está na cruz. É justamente em sua obediência que só realiza a brilha de forma mais pura. Porque ele reina não só sobre mares e demônios, reina também na direção perfeita da própria vontade humana santa total dele, totalmente entregue ao Pai. Ele está sempre reinando sobretudo. Aqui está uma das grandes belezas do evangelho. Nossa salvação não não depende apenas da morte de Cristo, depende também da sua obediência. Ele não apenas pagou a culpa, ele cumpriu a justiça para que nós recebêssemos não só uma ficha limpa, mas uma ficha com obediência perfeita, amor perfeito, tudo perfeito. Por isso a esperança para nós, por isso compreender quem ele é. Ah, queridos, não é que isso talvez leve a entender as doutrinas da graça, vê que tudo mais seria totalmente ofensivo ao que ele é. Isso nos obriga a olhar para Cristo com reverência. Nada nele é reduzido. Não é que a misericórdia é grande e a justiça é pequena. Nada nele é reduzido. Nada nele é superficial. Nada nele é quebrado. Nada nele está pela metade. Sua glória é inteira. Sua humildade também. Sua mansidão é inteira. Sua obediência é inteira. Tudo nele é santo. Tudo nele é belo. Seu senhorio é perfeito. Sua submissão também é. Então essa mensagem toca o nervo central da glória de Cristo. Quando chega aqui, né, vimos quem ele é, agora vemos como essa glória aparece nos seus atos. Porque a beleza de Cristo Deus está apenas em suas qualidades, pensando nelas de uma maneira eh abstrata. Está na forma como elas brilham na história, na encarnação, na vida, na cruz. E aqui está o escândalo do evangelho. O escândalo santo do evangelho se torna mais intenso. Aquilo que parece rebaixá-lo o exalta. Aquele que parece escondê-lo o manifesta. Aquilo que parece ser a sua deshonra máxima será cantado para sempre. Em Cristo, a humilhação não apaga a glória. A humilhação se torna o teatro da glória. Eis que eu vi um cordeiro como havia sido morto. A encarnação é uma das coisas mais assombrosas que a mente pode contemplar. O filho eterno não visita a criação. Ele entra nela. Não apenas envia socorro. Ele vem pessoalmente. Aquele que estava acima de todas as coisas, aquele que não tem começo, assume um nascimento. Aquele que não depende de nada, aceita fome, cansaço, aceita depender de ar, [roncando] de comida, de sono. Isso não significa perda da sua divindade, significa revelação da sua condescendência. E veja como ele vem, não entra no mundo com grandeza. Tudo que tudo que é manifesto aqui são aquelas realidades, muitas realidades que no céu, apesar de estarem nele, iam parecer abstratas, porque não não ter como aparecer da forma prática, com sua obediência, sua submissão. O mundo costuma associar glória, a cenário, status, aparato, visibilidade, grandeza, tudo nele é revela como a mente de Deus é totalmente oposta a mente humana. Ali está ele, um bebê, os anjos cantaram, a glória se moveu sobre essa cena linda e ao mesmo tempo de pobreza. Deus não precisa do brilho do mundo. Nunca pense que nós, você, individualmente, a igreja ou o mundo pode dar alguma coisa a Deus. Deus não depende do brilho do mundo. É totalmente irrelevante, porque ele é a luz, ele é o brilho. Ele é o brilho de si mesmo. Mostra que Deus não pensa como nós. Mostra que o poder de Cristo não depende dessa moldura humana. mostra que a humildade eh do cenário não altera a majestade da sua pessoa, porque ele é inteiramente essas coisas. Quando Cristo entra em seu ministério público, a mesma união de excelência continua brilhando. Ele entra entre homens como cordeiro, mas em tudo que ele faz, ele mostra que é um leão. Sua vida externa não impressiona a carne. Ele não se move como uma celebridade. Não vive cercado de pompa. Ele conhece pobreza, rejeição, cansaço, eh desprezo, conhece dureza, ingratidão daqueles que foram por ele abençoados. E ele atravessa tudo isso com uma mansidão admirável, a ternura em cada aproximação dele, eh, de cada de cada homem quebrado. Ele não esmaga a cana quebrada, ele não apaga o pavio que fumega. A sua presença não é predatória. Sua presença sempre é redentora, toca leprosos, recebe crianças, enfim. Mas o mesmo Cristo que anda assim entre os homens rasga o véu da sua humilhação em atos de majestade divina. Ele fala e o mar se cala, ele fala e o morto levanta. Ele manifesta. Esse é o leão. O leão fala pro mar ficar quieto e o mar fica. Fala pra morte soltar as mandíbulas da morte soltar alguém e ela solta. Esse é o leão. Essa é a manifestação do leão. Ali estava o Senhor da criação caminhando em forma de serva e ali estava ao mesmo tempo, a autoridade absoluta coberta com essa humildade. Ele todo o tempo é cordeiro e é leão. Ele não é uma mistura deles. Porque se vísemos só a sua ternura, você poderia achar que pode domesticar Cristo. Se víssemos só o seu poder, poderíamos fugir sem esperança. Mas em sua vida pública, em tudo que ele faz, você vê doçura e autoridade, paciência e majestade. Até suas repreensões são santas, seus milagres são compassivos. A sua firmeza sempre é cheia de pureza. Sua mansidão carrega uma autoridade. O homem costuma separar tudo que Cristo une. E muitas pessoas, mesmo na igreja, desejam aquilo que Cristo uniu. Desejam separar o que Cristo uniu. Quer ternura. Não gostam da verdade, falam que a verdade é dura. Ou verdade sem ternura. Ah, a verdade é essa. Não há nenhuma ternura. Cristo mostra ambas. Seu coração é manso, mas sua mão é poderosa. Sua voz consola, mas sua palavra julga o mundo. Seu amor acolhe, mas sua santidade expõe. A cruz é o centro desse paradoxo, porque ela é o centro da glória. A cruz é a razão pela qual Deus fez o mundo. Porque no calvário tudo parece dizer derrota e tudo é vitória. Rejeitado, traído, julgado, espancado, ridicularizado, pregado, as trevas parecem avançar, zombar, vencer, esmagar. O poder romano executa, a religião corrompida consente com a execução. Tudo sugere que o justo está sendo consumido pela violência no mundo. Mas o evangelho nos obriga a olhar mais uma vez e de novo e de novo para a cruz, porque é ali que ele está vencendo. cruz não tem não, não é aquele acidente trágico, não é um colapso, não é a vitória momentânea do mal sobre o homem bom. É o ponto exato em que o cordeiro se oferece e por isso mesmo o leão triunfa. Satanás é derrotado não pela força bruta, ele existe, se move em Deus, não por relaxamento da santidade que ele é vencido, não pelo pelo uma condescendência, mas pelo pagamento real da culpa diante de Deus. O pecado realmente merece ira, merece o inferno. Todo pecado, todo homem. Não vamos fazer a eh falar do pecado merecendo a ira de Deus até que a gente ame alguém. E aí então a gente começa a achar que aquela pessoa de alguma maneira merecia outra coisa. Ali a paz aberta. Porque a barreira moral entre Deus e o pecador não pode ser removida por emoção religiosa. Na cruz ela é tratada. Cristo carrega o que não era seu, sofre pelo que não praticou, é ferido por pecadores, é ferido por Deus. Essa é a força da cruz. Mas o maior poder de Cristo aparece em sua disposição de ir até o fim a si mesmo. Ele não vence descendo da cruz, mas ficando na cruz. Ele não vence se poupando, mas se entregando. Por isso, o Calvário é ao mesmo tempo, tribunal e trono. Tribunal porque ali o pecado foi realmente julgado. Trono porque ali o rei conquistou todas as coisas. É um lugar estranho. A cruz é um lugar único. É um lugar que vai ser cantado para sempre. devia nos eh nos emocionar até as entranhas todo dia. O inferno pensou estar triunfando, mas o céu estava definitivamente eh eh vencendo. A morte pensou est devorando a vida, mas a vida entrou na morte para eh rasgá-la a partir de dentro. A cruz é o lugar onde a aparente derrota de Cristo se torna a derrota real de tudo o que deshonra a Deus, tudo queou sua glória e tudo em nós mesmos que nos condenava. E por fim, depois de mostrar a beleza de Cristo, a glória de Cristo, a união incomparável dessas excelências, há uma admiração. Não basta achar tudo isso belo, queridos. Não basta reconhecer que isso é profundo. Não basta concordar que há algo singular no leão e no cordeiro. É preciso ir até ele. Porque a visão celestial não foi dada para satisfazer nossa curiosidade religiosa e nos dá apenas a opinião correta. Foi dada para nos conduzir eh a Cristo exaltado, a um cordeiro no trono. E é isso que muda tudo. Quando Cristo aparece no céu, em sua glória, ele aparece em triunfo real. Ele venceu, ele prevaleceu o decreto de Deus que era todo sobre ele, foi cumprido por ele, vai acontecer só por causa dele. Ninguém mais vai poder dizer algo naquele livro fui eu que botei. Tem ali tudo foi Cristo, sabe? Os decretos de Deus. Então tudo ele, mas tem uma uma um nome ali que foi eu que coloquei, tem umas letras ali que são minhas. Há algo profundamente comovente em tudo isso, não é? Ele ocupa o centro da história, mas ele também ocupa o centro do juízo. Ele ocupa o centro da redenção. Ele ocupa o centro da graça. Ele culpa o centro da condenação como juiz. E então ele ocupa o centro da adoração. Mas há algo profundamente, como eu disse, comovente. Ele permanece cordeiro. Você vê no céu, não é que finalmente ele diz: "Agora eu vou mostrar como eu sou o leão". Não, ele continua cordeiro para sempre. Como eu disse, essas coisas são o que ele é de maneira indivisa. O céu não apaga esse nome. A exaltação, a exaltação infinita não esconde suas feridas. A glória não dissolve o sacrifício, o triunfo não elimina as marcas da coroa de espinho, dos pregos. Ele é o cordeiro que foi morto para sempre. Para sempre. Não é que finalmente essa história pode ficar para trás. Essa parte horrível e terrível, nossos pecados. Tem pessoas acham que nós não lembrado que foi. Como como céu poderia ser céu se não soubéssemos quem Cristo é. Não existe esse lugar. O céu é o cordeiro que foi morto, exaltado para sempre. O céu é o lugar onde meu coração se deleita exatamente porque eu sei porque ele foi morto. Porque eu sei para sempre o pecador que fui, o que eu merecia. E quando eu olho para aquelas marcas, eu vejo que eu sou parte delas, do que o feriu. Isso significa que sua obra redentora não foi um episódio secundário que agora passou e vamos viver a eternidade, vamos deixar essas coisas para trás. Não, não. A cruz é a glória cantada no céu, porque ele para sempre é o cordeiro. Não foi uma fase provisória que ficou para trás, não foi um corredor escuro, mas que finalmente nos levou a lugares brilhantes e vamos deixar a escuridão para trás. A redenção não é uma interrupção da majestade de Cristo. Ela é o ápice da sua majestade. A cruz. A redenção pertence à própria manifestação dessa majestade. O Cristo exaltado continua sendo o Cristo crucificado. O leão continua sendo o cordeiro que foi morto. Ele é o cordeiro crucificado, não sentido de continua sofrendo, não é? Mas crucificado no sentido de que carrega para sempre a identidade daquele que se entregou. A glória do céu não remove a memória santa do Calvário. Pelo contrário, ela eterniza. Isso é maravilhoso. Isso precisa e eh e é a coisa mais preciosa para o pecador. É vermos para sempre ele como cordeiro, como leão, mas como cordeiro. É vermos para sempre as marcas da morte. Porque significa que o trono do universo não está ocupado por alguém que jamais entrou na nossa miséria, para que sua beleza infinita fosse mostrada de uma maneira que jamais seria mostrada, a glória da sua graça. Não está ocupado o trono eh por um ser distante, estranho, a humilhação, a dor, alheio, a culpa. Lá vai estar no centro do universo, como está alguém que experimentou mais dor do que todos nós juntos? Alguém que foi mais humilhado do que todos nós juntos. Alguém que conheceu todas as misérias mais do que nós jamais conheceremos. Alguém que conheceu mais a aflição do que todos os que estão no inferno. Está oculpada por aquele que veio até o fundo do vale, aquele que conheceu rejeição, aquele que suportou vergonha. O trono não o tornou menos acessível em misericórdia. do trono não fez esquecer a obra pela qual ele resgatou o seu povo para sempre. Sua exaltação não vai ser a substituição da sua mansidão redentora. Ele continua para sempre sendo o cordeiro manso, enquanto é o leão indomável. É a consagração eterna dessa mansidão em glória. Isso quer dizer que o governo do universo está nas mãos do redentor, nas mãos do mediador, do cordeiro. O mesmo que morreu reina. O que reina é infinitamente humilde, é todo poderoso e manso. E isso deveria encher a igreja de espanto e descanso. Ah, queridos, como eu disse, as pessoas muito dificilmente t coragem de dizer na cara de alguém: "Eu não confio em você". Mas os cristãos muuit das vezes dizem isso, não é uma coisa assim: "Ah, eu não consigo confiar em Cristo". Como assim? Como alguém que passe tempos aos pés da cruz ou contemplando Cristo? Nada nele é arbitrário, desalmado. Nós amamos sua soberania. Nós temos medo de soberania, de um ser, de uma pessoa soberana, porque nós temos medo dela ser injusta, má. Não há nenhuma razão para os cristãos terem tanto medo da soberania de Cristo. Tem medo do quê? Ela vai degenerar em maldade, em justiça. Ele permanece em todas as coisas como glorioso. Esse problema do homem não é carência de recursos. A gente viu o problema do homem só tem uma uma coisa. O problema do homem é uma carência desse Cristo, cordeiro e leão. O fraco precisa de força e Cristo é o leão. Não uma força abstrata, uma energia religiosa. Força real, força que vence a morte, vence Satanás, vence o desespero. Força, força que sustenta o santo. Força que rompe cadeias, força que nos faz perseverar. Força que persevera até o fim. Mas o culpado precisa da expiação do cordeiro. Não um símbolo vago, mas um sangue de verdade derramado. Uma ira de verdade derramada. O perdido precisa de acolhimento e Cristo recebe pecadores. Não porque o pecado seja pequeno, mas porque o seu sangue é suficiente. O pecador também precisa da justiça satisfeita. Precisa da que a lei não tenha nada para dizer contra ele. Você vê nele a porta foi aberta. Por isso você precisa da sua força como leão e de tudo que ele é como um cordeiro. Ninguém pode te ajudar. Nenhuma ideologia, nenhuma, nenhuma ideia humanista pode ajudar a sua alma. Olha o tamanho do que sua alma precisa. Fora de Cristo, a culpa continua. Você pode chamar ela do distúrbio que você quiser. Fora de Cristo, o diabo continua acusando, a lei continua te condenando. Mas em Cristo há suficiência. Suficiência para o pior pecador. Suficiência para o medo mais escuro. Suficiência para hoje. Suficiência para o dia da morte. Suficiência para o dia do juízo. E é por isso que a fé não é um complemento do que fazemos. A fé é um abandono de toda pretensão, se jogando somente em Cristo. Aqui a mensagem deixa de de de apenas descrever Cristo, porque o maior perigo espiritual não é somente rejeitar Cristo abertamente, é tentar receber um Cristo que não é tudo que ele é. O coração humano adora recortar o Salvador, como eu disse, que é um manso, mas não santo, que é eh eh eh alguém que não que que ajude, que console, mas que não rene. Quero um Cristo que console, mas não governe. que é um Cristo que perdoe, mas não exige eh eh eh eh eh que você se renda completamente, mas esse Cristo não existe, porque você tá querendo que ele seja ou leão ou cordeiro. Portanto, o pecado não será acariciado, mas será coberto como leão e cordeiro, como rei, como sacrifício, como salvador e como Senhor. Isso fere o nosso orgulho, porque se Jesus não é tudo isso, nossa maldade é tão grande que só esse ser que está muito além das nossas capacidades pode lidar com o que somos. É isso que o domingo da ressurreição fala. Essa é a visão de João, do Cristo ressurreto. Só isso fez ele parar de chorar, porque sem Cristo, mesmo no céu, só haveria pranto. Mas o que faz João parar de chorar não é porque o homem será melhorado, é porque ele pode ver o cordeiro e o leão. Vamos ficar de pé. Santo Deus, eu me aproximo sem defesa, sem razão. [música] Tu me vês nos detalhes, [canto] no segredo do coração, [música] nos pequenos pensamentos, nas palavras [canto] que eu soltei. Teu [música] espírito me chama, confessa. E eu confessei, não escondo minha [música][canto] culpa, não maquio minha dor. Contra ti [música][canto] eu pequei contra o teu santo amor. Mas que [música] atos minha raiz, um querer [canto] desalinhado. Eu [música] preciso de limpeza. Eu preciso [canto] ser lavado. [música] Cordeiro, [canto] minha justiça, fim do meu tribunal. Eu largo a autojustiça, [canto] me rendo ao teu final. [canto] Jesus [música] tem misericórdia. Jesus, vem me [música][canto] purificar. Teu sangue fala mais alto que o meu pecado a gritar. [grito] Minha [música] única [canto] defesa é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. [canto] Eu descanso no teu amor. >> Tua misericórdia [música][canto] é melhor. Tua [música] misericórdia [canto] é meu lar. >> Rei dos reis, eu me prostro. [música] Tu és luz [canto] e eu sou pó. Quando eu tento ser neudo, [canto] eu [música] não terco em mim só. Autonomia [canto] é mentira, autossuficiência [música] também. Tu és fonte, tu és vida. [música] Sem ti nada me sustém. Eu não venho com curríco, [música][canto] venho com mãos sem ter. Não confio no meu choro, [canto] nem o meu vencer. [música] Eu confio na firmeza do teu [música] pacto, ó Senhor. [canto] Tua aliança é selada no cordeiro [música] [canto] redentor. Restaura [música][canto] minha alegria, tua salvação em mim. Sustenta-me com espírito [canto] pronto até o fim. Jesus [música] tem misericórdia. [canto] Jesus [música] vem me [canto] purificar. Teu sangue fula mais alto [música] que o meu pecado a gritar. A minha única defesa [música][canto] é a cruz, é o teu favor. Eu adoro [canto][música] a tua graça. Eu [música][canto] descanso no teu amor. Inclina [música] o meu coração. Ensina-me a [canto] obedecer. Dá-me um espírito pronto, [música] mais doce do meu querer. Guarda-me [canto] na [música] tentação, na rotina e na aflição. Tua graça me [canto][música] carrega, tua mão me põe de pé no chão. Tu me defines, [música] Cristo, não [música][canto] o meu pior momento. Tu me sustentas, [música][canto] Cristo. Não meu desempenho. [música] Tu és minha [canto] esperança, eu descanso, meu perdão. >> [música]