Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

AULIVE: ENTENDENDO HEGEL DE MANEIRA CRÍTICA (COLOCANDO A DIALÉTICA EM PÉ!)

AULIVE: ENTENDENDO HEGEL DE MANEIRA CRÍTICA (COLOCANDO A DIALÉTICA EM PÉ!)

AULIVE: ENTENDENDO HEGEL DE MANEIRA CRÍTICA (COLOCANDO A DIALÉTICA EM PÉ!)

Pix: [email protected]

🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5073270231924736

Legendas automáticas:

[música]
pela [música] verdade, pela vida, pela
luta popular, pela realidade. de uma
utopia. Livres do rio ao mar. Um sonho
pelo dia da paz entre nós. [música]
Guerra aos senhores, ouçam nossa voz.
[música]
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho,
[música] ser da terra, o sal. Seguimos
trazendo a boa nova. Todo dia útil até a
vitória [música] final.
Filosofia,
economia, sociedade e [música][canto]
religião.
Praticamos
diplomada, fazemos propaganda e
agitação. [música]
Fé, ciência do mundo, luzes, testemunho,
ser da terra, o sal. [música] Seguimos
trazendo a boa nova, todo dia útil até a
vitória final.
Segundos
trazendo a boa nova todo dia útil até a
vitória final.
Pela verdade, [música] pela vida, pela
luta popular, pela realidade, uma
utopia. Livres do [música] rio ao mar,
um sonho pelo dia da paz entre nós.
[música]
Guerraos senhores, ouçam nossa voz.
O pressuposto de toda a existência
humana e, portanto, de toda a história é
que pessoas têm que estar em condições e
viver para fazer história.
[música] Ciência do mundo. Luz.
Testemunos ser da terra o sal. Seguimos
[música] trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho,
ser da terra, [música] o sal. Segueos
trazendo a boa nova, todo dia útil até a
vitória final.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final. [música]
[música] Ciência do mundo, luz desh da
terra, [canto] o sal.
Seguimos trazendo [música] a boa nova
todo dia útil
até a vitória final.
[música]
>> [música]
[música]
>> Fala aí, minha gente. Bom dia. Bom,
tudo bem com vocês?
Tá bom. [música]
Espero e desejo que sim. Bchar um
pouquinho o som aqui. [música]
Bom dia. Tudo bem? Bora lá para mais um
conteúdo totalmente excelente.
Totalmente excelente. [música]
Pera aí. Probleminhas técnicos que eu
tive com a minha câmera. É, acho que deu
certouum. [música]
Começar bem o dia. Estão me ouvindo bem?
Pera aí.
Bom dia, William. Como é que você tá,
meu querido? Tudo bem? Espero desejo que
sim. Bom dia. Bom dia. Bom dia, Rubens.
Uau! Ai, caraca, abriu aqui o bagulho.
Bom dia, Rubens. Bom dia. H baristas e
não baristas, porque aqui nós somos
inclusivos. Nós aceitamos todo tipo de
pessoa, até aquelas que dizem que não
tomam café. E tudo bem, sobreviveremos,
não é mesmo?
Pera aí. P.
Bom dia, querido Vittor. Querido Víor,
como é que você tá, meu querido? Tudo
bem, querido Vittor Vilassa? Bom dia,
Deus abençoe. Tamos junto, meu querido.
Que bom que você está com nós. Papear
mais um pouquinho. Façam como o Víor e
sejam membros, membras, membras,
membrrezinha aqui do canalzinho. Afinal,
se você torna membro, membro, membro,
membrezinha aqui do canalzinho, você tem
acesso ao nosso grupo exclusivo no
WhatsApp, em que a gente troca bastante
ideia, uma comunidade bastante ativa,
sensível, qualificada, com papo
saudável, tal qual aqui rola o nosso
chatzinho nas lives, mas também com
conteúdos exclusivos por lá. Além de
você ter acesso a conteúdos exclusivos
aqui no nosso canalzinho, né? Você pode
assistir os nossos cursos, cursos
totalmente excelentes, como evangélicos
e política no Brasil, Marx e Religião,
como fazer o seu projeto de pesquisa,
leituras exclusivas de textos que não
foram traduzidos pro português, que a
gente tem aqui também, além de outros
vídeos de conteúdos mais que são bem
bacanas, filosofia latino-americana e
pá. Então, tem bastante coisa aí. Você
pode ficar dias e dias e dias e dias
assistindo o bagulho, dizendo que,
dizendo que
é apenas por R$ 4,99, ou seja, não dói
para ninguém porque é menos que um
cafezinho. Então, estamos aí, chega com
nós,
seja você também membro, membra, membro,
membreia do canalzinho. E se você já tá
aqui, não esquece também de divulgar
para alguém ser membro, membro, membro,
membresia do canal, porque é a membresia
que sustenta esse canalzinho aqui,
porque ele é um canal pequeno,
irrelevante, [risadas] como a gente já
percebeu, mas que tem um conteúdo bem
legal e que sustenta é uma
membresiazinha, então fica aí naquele
esquema. E esse mês até o dia 10, faltam
apenas 6 para finalmente finalmente o
YouTube pagar nós, porque mês passado
ele não pagou também. Foi um mês mais
curto, mas é a vida.
Ai gente, bom dia, bom dia, bom dia, bom
dia. Aproveita aí para fazer parte da
nossa membresia totalmente excelente.
Buenos dias querido Víor. Oakai, como é
que você tá? Gente bonita que só tem
gente bonita sempre, pessoas lindas.
Bo boa, Gabriel, bom dia. Estávamos
agora mesmo na nosso grupinho, como o
Gabriel comentou aqui, escalando a
seleção brasileira, porque nós também
nós temos um certo apreço pelo esporte
praticado
no Brasil e no mundo, esporte mais
praticado pela humanidade chamado
futebol, né? Temos um certo apreço por
isso aí. Então, importante a gente
escalar a seleção brasileira, sabendo
que o Anchelote não tá nem aí para isso.
Bom dia, querido Rubens, que eu já dei
bom dia. Hoje a live vai ter 5 horas, só
assim para dar uma introdução ao Hegel.
5 horas introduzindo o Hegel.
Caramba.
[risadas]
Ah, não. Vai ser da hora. Você vão
curtir. Hoje é primeiro de abril, então
na verdade a live vai ser sobre Não,
obrigadeira. Imagina, né? faz um bait de
Hegel. Chega a galera aí fissurada para
entender, né? Três pessoas interessadas
em Hegel no mundo e aí vai chegar aí
correndo feliz da vida, né? Feliz da
vida vai chegar a galera chegando. E aí
a gente fala que é um bait, na verdade é
primeiro de abril e não vai ter regel,
ninguém vai mostrar o regel aqui.
Brincadeira porque vai, apesar de ser
primeiro de abril, a gente não fez esse
bait não. Mas que ia ser engraçado, ia.
Bom dia, querido Kevin. Bom dia aos
corintianos mais italianos que o
Anchelote. Kevin é um corintiano, é um
brasileiro mais italiano que o
Anchelote. A gente tá ali defendendo
futebol arte e o cara querendo meter
três volantes, cinco zagueiro, esquema
árvore de Natal,
a lá Milan de 2000 e alguma coisa e não
não pera aí,
[risadas]
querido. Fazer o watch. Bom dia. Que ser
que fazer? Fazer o quê? Fazer o watch.
Eu sustento esse canal irrelevante.
Muito obrigado por apoiar a gente,
querido. Fazer o quê? Porque é
necessário.
Bom dia a todos. Bom dia a todos. Ô
louco. Nosso querido ou querida, nossa
querida Ana Reis 13 presenteou com 20
assinaturas. É gente para caramba, 20
assinaturas. Então assim, parabéns você
aí que acabou de ser presenteado pela
Ana Reace e grato de coração, Ana, pelo
carinho. Deus abençoe. [risadas] Nossa,
valeu demais. Que da hora. E se você aí
caiu aleatoriamente também ganhando esse
presentinho aí de Ana Reis, você pode
acabar se tornando membrezinha do canal,
não tem problema. Manda o e-mail aqui,
ó. Cadê?
Você manda aqui no e-mail o seu
o seu zap, se você quiser, e eu adiciono
você lá no nosso canal. É claro que eu
vou verificar o seu nome, né? Se você é
a pessoa que se refere à membresia.
Então você coloca lá quem que é você e o
seu canal para poder e o seu zap, né? o
seu número de telefone para quem você o
seu número de telefone para eu saber
porque na hora que eu olhar aqui quem
que tá participando do canal para eu
poder adicionar as pessoas adequadamente
e você foi abençoado pela Ana. Ana aqui
abençoando os irmãos. Muito obrigado,
Ana, Deus te abençoe muito. Caramba, que
legal.
Então, né, pra gente poder se ajudar,
pô. Valeu mesmo, de coração. Não
esperava por iso. 5 horas de introdução.
É muita introdução. A gente vai
introduzir muito, dá para introduzir
muitas coisas em 5 horas.
herdeiro do chat.
[risadas] É, aparentemente, ou uma
pessoa muito trabalhadora que desfruta
aí, tem conseguir os trabalho e tá
conseguindo compartilhar com a galera.
Distribuição de renda.
Fala aí, meu querido Thiago. Bom dia.
Bom dia a todos baristas e não baristas
da América Latina inteira, de toda
Latinoamérica. Buenos dias.
Obrigado, Ana Reis. Muito obrigado.
Fazer o ótimo também. Tô. Bom dia,
Felipe. Felipe, primeira pessoa
santificada em vida aqui no nosso
canalzinho. Beatificado. Felipe Souza na
igreja barista, primeira igreja barista
do YouTube. Bom dia, Jones.
Pouco, porque Jones aqui faz um cuidado
integral com seu corpo, cérebro e demais
órgãos, o que é muito importante. Então,
façam, imitem o Jones.
Não ser bem para pecado. Simples assim.
É, não sei, talvez.
Daqui a pouco vamosar. Falei o homem
comprometido. É gente aqui tudo
vagabundando e o moço comprometido.
Mangit boy. Gostei do seu nome. A
dialética, como diria o professor
professor apontando pro shell. A
dialética apontando pro chel. [roncando]
É, meu amigo, o que me lembra de uma
piada horrível. Não é uma piada, é coisa
de criança, mas eu contei pra minha
filha. Obviamente quando eu era criança,
meu pai me contou essa que era:
"Você sabe o que é o Shell? Olha a
pasima que você vê,
né?
Coisinhas para contar pr as crianças.
Você quer ser um tiozão, uma tiazona de
churrasco? Ou tem um filho, uma filha,
sobrinho, sobrinha, quer fazer aquele
agrado pra criança aí?
Quer saber o que é o ché? Olha para
chima que você vê. Ou você fala assim:
"Você sabe o que é um é um fuio, é um
buiaco na paed". Aí a criança ri também.
Tem que aprender isso para divertir as
crianças. Você não pode contar isso com
um adulto, que o adulto vai rir da sua
cara. Ele vai falar: "Meu Deus do céu,
que coisa ridícula". Mas a criança se
diverte. Então a gente tem que agradar
as crianças, especialmente você tem uma
criança em casa. Eu tenho uma.
Recomendo.
Bom dia. Bom dia, Diogo. [risadas]
Acordei com o e-mail dizendo que recebi
assinatura no canal do Ian Neves de
presente. Que inesperado. Parabéns,
querido Diogo. Foi abençoado pro canal
de [risadas] então aproveite aí. Agora,
a única coisa chata é você acordar
recebendo e-mail, né? Podia ser com
despertador, podia não precisar acordar
porque você ia estar num dia de folga,
podia ser qualquer outra coisa mais
interessante, mas aí chega uma
notificação, você preocupado que
aconteceu alguma coisa, chegou um
boleto, com algum desastre aconteceu,
teu nome tá no Serasa. Sei lá o que
aconteceu, você olha lá e não, era só um
e-mail dizendo que você foi presenteado.
Poderia ter chegado na hora do almoço,
mas parabéns.
Não esqueçam de dar like na live. É, eu
sempre esqueço disso também. Então,
Felipe, muito obrigado por lembrar.
[risadas]
Nosso querido Gustavo, como está,
Gustavo? Muito obrigado pelo carinho.
Entendendo, Hegel, existe uma história
que Hegel está até hoje no purgatório,
sabia? Não sabia não. Não fui informado
dessa, dessa fofoca. Diz que ele havia
dito que escreveria um sistema tão
complexo que só ele e Deus entenderiam.
É, ele escreveu de modo que ninguém
devesse entender mesmo. Mas a gente hoje
vai se esforçar para fazer isso
acontecer.
A gente vai se esforçar. Claro que eu
não vou fazer isso sozinho, afinal não
sou Deus nem tão capaz assim, mas Katia
Columenares é
diz nosso querido fazer o watch. Eu
estava viajando e passei por sede
campestre da igreja barista. Só achei
engraçado que não era a primeira sede
campestres da igreja barista. [risadas]
É, o pessoal precisa aí dar uma
melhorada nos nomes.
Regel morreu e aguarda no purgatório a
melhor conversa da vida dele com Deus
sobre seu trabalho. O problema é que nem
Deus entendeu e agora Regel é mantido no
purgatório, pois ele está com vergonha.
Tem que ficar envergonhado mesmo. Tem
uma piada, não é uma piada, uma anedota,
né, que conta que Hegel tava dando aula
uma vez.
M anedota e os estudantes, né,
discípulos de Hig, alunos de Hig, porque
aparentemente ele também era um bom
professor, tinha bastante gente que
seguia ele de perguntaram para ele
assim, eh, ele deu uma [ __ ] de uma aula
assim, algum estudante, os estudantes
falaram: "Ó, mas professor, legal, mas a
realidade não é assim, os fatos não são
assim, não se dão assim os fatos." Aí eu
diz: "Então mude os fatos
que o problema não é a minha lógica.
Problema são os fatos. Mude-se os
fatos."
Isso vai entrar na nossa brincadeira.
Entender regra de maneira crítica?
Pergunta Diogo. Nem de maneira crítica
eu entendo. Não, não vai, vai, vai ser
legal. Vai ser legal. Diz nosso querido
Jones Miguel: "Eu vou fazer essas piadas
pro meu vô". Talvez ele ria. Talvez ele
ria. Porque a gente vai ficando mais
velho, a gente vai lembrando a pureza da
criança. [risadas]
Então é legal.
P. Bom dia, querida Jéssica. Como é que
você tá? Tudo bem? Espero, desejo que
sim. Espero que o papo hoje seja bacana.
Já a gente começa ele essa introdução.
Pessoal aí chegando, né? Aqueles 15
minutinhos de trânsito no tráfego na
internet. Bom dia, Diogo, novamente. E
tem gente que ainda diz que Deus não
existe. Como eu recebi essa assinatura?
Boa explicação.
Como será?
Não sei. Inexplicável.
Ana Reis,
minha querida, que se tornou membro,
membra, membresia desse canalzinho por
seis meses. Deus te abençoe. Professor,
no caso, talvez seja eu. Já leu Bert and
Russell? Já não muito. Li algumas
coisas. Eu tive um contato com o Russell
por tabela,
eh, porque na verdade foi foi num foi
numa disciplina na graduação
em que a gente teve um uma passada por
[música] pela galera ali do do final do
século XIX, começo do século XX na
Inglaterra. Essa parada tudo foi onde eu
tive contato com a galera interessante
inclusive.
Mas assim, foi muito por tabela. E o que
eu mais me foquei depois foi ler aqueles
textinhos pequenos interessantes que ele
fala sobre socialismo critica Marx de
certo ou critica o socialismo, né, de um
certo sentido esquisito, apesar dele ser
meio pá esquerda, progressístico. Então
tive um contato ruim, não foi um contato
bom. Então de todo mal teria que ler
mesmo, estudar para poder falar sim,
manjo de Bertand Brussell, mas foi tudo
por tabelinha e textos curtos. Então
ficarei na dívida. Mas de todo modo
sempre traga Brussell para nós. A gente
tem que colocar os intelectuais e os
nossos conhecimentos arcabolsos em
contato, né? Então cada um tem uma
paradinha nessa
pergunta, querida Jéssica, você viu a o
vídeo da Laura sobre Vargas? Não vi, mas
eu vi a Tamb e fiquei sabendo que ela
fez o correto, uma crítica a Varcas. do
ponto de vista radical de quem anda de
skate, ela tá linha correta. Então eu
também tô com ela. A Laura normalmente
linha correta, né? Impressionante,
diferente de uma galera aí.
Fazer o pô, fechou. Pro fechou
tios queridos carapa. Buenos dias. E eu
digo buenos dias carapa. Como é que você
tá meu bom? Tudo bem? Bom dia. Espero
desejo que esteja tudo bem por aí. Eu
acho que dessa vez cara eu acertei como
se faz um merchan.
Depois você vê se eu acertei, que você é
o nosso consultor de marketing digital
qualificado aqui. Você puxa minha
orelha.
Pergunta fazer o watch. Te passaram
regel na graduação?
Passaram.
Passaram aqui no Hegel.
Eh, passaram, passaram. Mas eu vou dizer
que na graduação Regel não me pegou
tanto. Não me interessei. Eu fui me
interessar depois.
Depois eu comecei a me interessar mais
velho, a gente se interessa pro Hegel. E
aí eu fui me interessar pro Hegel mais
velho. Então não foi naquele momento.
Ixi, teve algum problema com a minha
bateria que tava carregando e parou de
carregar.
Xi,
já vou ter que dar um talento aqui
porque deu pau, mas já eu resolvo isso.
Esse computador aqui, tá? Que tá, mas no
momento que da graduação eu não me
interessei muito. Eu lembro de conectar
um pouco com as Eu eu gostei do início
porque eu ainda tava muito influenciado
por debates teológicos do das primeiras
leituras que a gente fez de Hegel,
porque a gente não foi direto para os
textos das cabeças, né? A gente começou
com os textos teológicos de Hegel, de
como ele discutia trindade para entender
como ele vai desenvolvendo o sistema a
partir daí depois. E eu achei
interessante, isso foi na na graduação
em filosofia, mas aí na hora começou a
ir para as outras paradas, eu comecei a
ficar meio não faz sentido para mim. Mas
aí pós-graduação, né, indo já pro
mestrado, eu comecei a me interessar e
aí eu comecei a estudar, especialmente
porque eu tava tendo que ler Marx e aí o
pessoal obriga a gente quando você vai
ler Marx fala: "Você tem que ler". Aí a
gente vai batendo cabeça, batendo
cabeça, batendo cabeça, batendo cabeça.
Eu acho que eu só fui ter um contato
mais decente que eu falo, talvez eu
consiga fazer um comentário a respeito.
Faz uns 2026 agora. Doutorado eu defendi
em 2023,
então faz uns 4 anos, 5 anos, que aí eu
falei: "Pô, acho que agora eu consigo
fazer comentário sobre Hegel". Mas ainda
não tinha trazido aqui pro canal. Poucas
coisas a gente comentou. Acho que um,
tem um um vídeo aqui no canal que eu
leio um trecho da minha tese em que eu
faço um comentário a ciência da lógica
de Hegel.
Eh, mas só, mas é um comentário curto
também, mas assim, não que eu vá me
esforçar aqui para ser um grande
regeliano, né? Contei para vocês
inclusive na semana, no nesse ano, final
do ano passado, né, que eu fui convidado
para dar uma palestrinha pro encontro
de um grupo de estudo de regelianos, né,
Hegels, de regelianos e eh lá na Federal
do ABC de estudo sobre Hegel. E aí eles
param para falar sobre a a recepção de
Hegel aqui na América Latina. Aí eu
peguei um autor específico que trabalha
Hegel, que é o Franzin Kelamert e o meu
orientador do mestrado que era o Daniel
Passareli, também foi convidado para
falar sobre Dussell e Hegel. E a gente
fez um bem bolado lá, um bate-papo, uma
palestra, um debate, foi muito legal e
eu fui morrendo de medo, achando que o
pessoal de Hegel ia ficar bravo comigo,
mas eles gostaram [risadas] muito e
acharam muito interessante a leitura. Eu
falei: "Pô, talvez eu consiga começar a
falar sobre isso". Aí nessa semana
relendo uns textos aí eu falei: "Pô,
acho que eu vou trazer isso pro
canalzinho, já que tá na pique do estudo
aqui, vou trazer pra galera". Acho que
vai ser legal.
A gente tá na internet, Bruno diz
Carapa. Saber tudo por tabelinha é saber
tudo
aí não é legal. Bom dia, Guinaldo. Tudo
bom, meu querido? Como é que você tá?
Espero desejo que bem. Bom dia, carapa
do marketing. É ele mesmo. Diz nos quer
do Diogo. Ver a tamb na internet é
sinônimo de já ter visto e poder
criticar. É, mas eu não faço isso. Diz
Jéssica é o autor obscurantista que
dizem que dizem não, tem uma pessoa
específica que fala isso, que é o nosso
querido Peter Evil. O Pedro Ivo fala,
né? Ou escreve de maneira obscurantista.
E é verdade, porque o Hegel escreve de
um jeito incompreensível, né? Aí a gente
tem que organizar as coisas porque Jesus
Cristo, aquilo ali é horrível de ler
por muitos motivos.
E tem que fale que o MST não tem
atuação. Eu nem sei do que que a gente
tá falando agora, mas é isso.
>> É, pois é, John Mick, eu tinha colocado
o bagulho da bateria que tava
funcionando direito, mas agora parou de
funcionar. Eu olhei aqui pra bateria e
parou de carregar do nada. Então vou ter
que trocar de novo o carregador, sei lá.
É a vida, né?
Exatamente. Passaram aqui, não passaram
rega, passaram aqui no rega.
Trocadilho sempre me pega. Diz nosso
querido Thago, que eu tenho um livro
sobre a vida de Jesus que chama a vida
de Jesus. É, acho que foi bem claro
nesse momento, não foi de muito
oburantista, né? Autoexlicativo, mas
será que ele tem mesmo?
Ai, ai. Diz nosso querido Thiago: "Extos
religiosos são a base do sistema dele.
Estudei um pouco via comentadores e
facilita muito para continuar não
entendendo." Exato. Se você quiser
continuar perdido, você faz exatamente
isso. Você lê os textos de na ordem que
o pessoal diz para você ler e você fala:
"Continua sem entender nada". Mas cara,
falando em ordem de leitura, hoje a
gente vai fazer, vai ler um texto da
Katia Colmenares, que é uma grande
estudiosa de Rigra, uma mexicana
brilhante, para mim, uma das filósofas
mais brilhantes da geração atual da
América Latina. Ela é genial, assim,
aprendo muito com ela. Ela é genial,
genial, genial. Tem um trabalho muito,
muito massa. E ela estuda, estudou
Friedrich Hegel por muito tempo, né,
Willam Friedrich Hegel.
E ela faz uma proposta de leitura que
vai na linha do que o Juan Rossé
Bautista Segales fazia e que o próprio
Rinkelammer te dá uma dica que é muito
boa. Ela vai numa ordem de de
leitura factual de Hegel, ou seja, não
da construção lógica, mas tentando
acompanhar
não na construção lógica do sistema, mas
tentando acompanhar a partir do problema
que ele tá querendo resolver e esse
problema que ele quer resolver, como ele
desenvolve a lógica dele. E aí isso
inverte o modo de lei Hegel. É muito
legal, muito legal. Vocês vão vai ser
muito massa assim, vão curtir.
Diz nosso querido Rubens: "Ser alemão já
não ajuda muito." É, eles têm uma mania
de escrever difícil que eu não sei
entender. Ah, agora entendi. Faz watch,
a Laura é cria do MST. Agora faz
sentido. Faz sentido. Faz sentido que
você fala.
Querida Ana Reis, obrigada ao ICL por
ter me apresentado ao prof. Ai, Ana, é
você?
>> [risadas]
>> Perdão, agora eu saquei.
[risadas]
Pô, que legal que você tá aqui também.
Então, estamos nos encontrando muitos
cantos diferentes. Que da hora. Que da
hora. Bem-vinda ao nosso canalzinho. Um
pouquinho diferente do nosso contato
formal no ambiente do CL, mas obrigado,
obrigado pelo carinho e, pô, que legal,
CL, pós abrindo portas. Muito obrigado,
muito obrigado, muito obrigado pelo
carinho.
Esses contatos são complicados
aqui. Nosso querido Diogo, olha o Rubens
aí, duas das lives do polígrafo. Ah, é,
vocês se encontrar em outros canais, né?
Vocês precisam começar a ratear menos
esses canais do YouTube.
Deus tá engajada. Engajar no canal
crente. Mas pera aí, ó. Eu vou pegar o o
o carregador aqui para trocar para não
dar problema e a gente e já venho aqui
no nante, tá? Um instantezinho
só para
garantir que não vai dar ruim. A gente
baixa o livro, já começa a ler o nosso
tema da live de hoje. Estamos animados
hoje. É muito regel para ler. Pera aí,
rapidão.
Aí foi, deu.
Tchum.
É o algoritmo unindo a galera. É, o
algoritmo faz coisas incríveis e coisas
terríveis também, mas dá certo, né? Mas
vamos lá, vamos lá que nós vamos falar
sobre Hegel na América Latina
ou a partir de uma intelectual
latino-americana,
nossa querida Ktia Colmenares
para
diz nossa querida Jéssica. Engraçado que
conhecer via youtuber Hegel, você fica
mais confuso sobre Hegel, mas se for
Kant você tem dor de cabeça de tanto
pensar sobre o que ele reflete sobre as
coisas. [risadas]
É isso. É verdade. Não, não vou negar
que temos problemas aí. Mas deixa eu
pegar aqui o nosso textinho da Katia.
Katia Colmenares,
ela é uma filósofa mexicana
que eu gosto demais,
que me ensinou muito. E na verdade o
trabalho dela, o do Juan Rossé Bautista
e do Fran que me auxiliaram muito a ler
Higel de uma maneira mais interessante
que tem isso também, né? A gente tem uma
parada de de leitura de filósofo e de
filósofa querendo só entender o que ele
disse, o que ela disse e tal.
Mas tem uma parada e quem tá aqui no
nosso canalzinho faz um tempo e tá lá na
na membresia também, tem uma parada
importante que é
a gente tem que ler intelectuais como
caixinha de ferramenta. É um instrumento
para análise da realidade. O mais
importante é a realidade que você tem
que enfrentar, o problema que você tem
que enfrentar e não o intelectual pelo
intelectual, tá ligado? Não, o o
pensador pelo pensador, o pensamento
pelo pensamento, mas cara, qual que é o
problema que eu tenho que resolver? E
isso ajuda muito a gente trabalhar
melhor os autores e as autoras. Você tem
esse crio, lógico que você não vai
perder de linha tentar entender o que a
pessoa diz, mas você vai tentar entender
o que disse para ver como resolve o seu
problema e não só por ele mesmo, por ela
mesma, né? Então isso faz com que alguns
trabalhos que a gente tem lido,
especialmente na América Latina,
potencializem muitas leituras, façam com
que o negócio fique outro nível.
E aí é legal de papear nesse sentido e
facilita também a compreensão mesmo. Eh,
essa linha pragmática auxilia muito, me
auxilia muito.
Diz nossa querida Ana Reis: "Queria que
o profe falasse sobre Espinose, sobre a
visão dele e de Deus". Ixe, isso aí vai
render sete, sete lives. Mas a ideia é
muito boa, Ana. Eu acho que, na verdade,
vou até chamar um amigo meu, amigo meu,
para trocar essa ideia. Ia ser massa,
porque esses dias, por causa da pozinza,
né? Por causa da posse, especialmente
pelos pelo nosso querido professor
filósofo italiano. E aí eu falei: "Pô,
tem tanta coisa aqui que tem que
recuperar, né?"
E tem um texto de Marx interessantíssimo
em que ele faz uma citação de Espinosa
que dá uma chavezinha legal também para
ler alguns textos dele. Então me acendeu
uma luzinha desde que eu comecei a
acompanhar essas esses conteúdos ali da
posse para poder dar o suporte e tal.
E eu acho que eu vou chamar um amigo meu
pra gente trocar essa ideia. E ia ser
legal. Não vou dizer que uma ideia é
muito boa e não é fácil entender aquilo
ali. Meu Jesus Cristo, que coisa
complicada. Mas é legal. É massa. A
ideia é muito boa. Chamou um camarada
meu voltar a fazer as entrevistas aqui
que eu tô devendo algumas inclusive e
acho que isso já facilitaria bem.
Diz nosso querido Diogo Hegel é um autor
que eu fico muito inseguro de falar
sobre. Já ouvi tantas coisas e li sobre
ele, mas sempre aparece um professor
especialista que diz: "Isso tá errado,
que não tá dizendo isso". É, não, você
tem noção, por exemplo,
a maior estrutura que a gente tem sobre
Heg, né, que é o tese, antítese e
síntese,
essa estrutura tripartite dos discípulos
dele, né, que criaram esse sistema, essa
formalização,
tem nada a ver com propriamente dito que
Hegel fez. [risadas]
Então, já começou errado nos discípulos.
Eh, e essas esse esquema, né, não tese,
antítese, síntese e tal, não sei o que
não, mano. Isso aí mais atrapalha do que
ajuda. O movimento é muito mais
interessante, complexo, não é simples,
não é essa formulazinha.
Então, já começa a ir por esse problema.
Isso é uma coisa. A outra, a gente acha
essa posição da insegurança, ela é ruim
se ela vira, como no meu caso, vira e
síndrome de impostor, né, que aí não é
bom porque você sabe do bagulho, mas
você não quer falar por
problemas que só com terapia a gente
resolve. Mas por outro lado ela é boa no
segin no seguinte sentido, fala daquilo
que você sabe, daquilo que você não
sabe, você não fala. Daquilo que você
não sente confortável para falar sobre,
é melhor não falar mesmo, chamar alguém
para trocar ideia. fica mais na manha.
Eu acho que o grande problema é a galera
querer falar sobre tudo. Aí dá problema.
Melhor é chamar alguém, dar pedir buscar
apoio para onde a gente se sente seguro,
né?
Eh, olha, onde a gente não se sente
seguro e falar daquilo que a gente
consegue. Então, às vezes aparece um em
aula umas paradas que, pô, isso aqui eu
não sei resolver, não faço ideia. E
falar sem problema, não faço ideia. e
puxa alguma coisa que você tem no seu
arcabolso que possa tentar contribuir,
mas só daquilo que a gente sabe. Essa
segurança é importante. Tem uma frase
que eu deturpo do do Witgens também, eu
deturpo. Não significa isso, que é o
Vitginst, o Vitginst fala, né? daquilo
que não se pode falar deve se calar. Não
é no sentido de conhecimento. Outra
parada, ele tá falando sobre linguagem e
relação entre linguagem e mundo, essa
coisa toda. Mas eu deturpo ela para
dizer: "Ó, você não sabe do bagulho,
fica quieto." [risadas]
É uma coisa boa e isso vale para mim
também. Diz o nosso querido Juan
Gabriel, bom dia, Bruno Ren Quid, eu
gosto dos seus trocadilhos sempre. Bom
dia, meu querido. Tudo bem com você?
Bolívia perdeu. Eh, Miguelito tá triste.
Eu também, porque a história de
Miguelito é legal, a história da Bolívia
é legal
e quem ganhou foi o Iraque.
E o Iraque vai pra Copa,
o que faz com que nos Estados Unidos nós
tenhamos Irã e Irá participando da Copa
do Mundo.
Vai ser um clima interessante.
Diz nosso querido Rubens. Tracante, tem
que escutar ler. Mário Ariel González
porta. Cara, o o o
Gonzales é muito bom, cara. Gonzalo
Sport é muito bom. Eu tive duas aulas
com ele porque eu tinha um professor que
era orientando, orientar foi orientado
por ele e aí levou ele para dar duas
aulas pra gente. Foi muito massa. As
aulas dele foram bem legais, bem
interessantes.
Diz: "Nosso querido Gabriel, tu usa o
James para sua visão pragmática, Bruno?"
Menos. Utilizam mais John Dewy, John
Dewy e o próprio Richard Hort, mas não
nos resultados que eles chegam, senão no
método. Eu utilizo muito, muito mesmo.
Menos o James. O James foi o primeiro
pragmático que me chamou atenção, mas eu
uso mais o John Dey como método mesmo e
o Richard Hort que eu acho que
aperfeiçoa ainda mais o método do Dewy,
torna, torna mais palpável. Inclusive
diz nosso querido Jok: "Também tenho
muito interesse em Espinosa. O Peter
Evil me deu vontade de conhecê-lo mais.
Eh, Pedro,
em relação aos filósofos, diz querido do
Gabriel, as pessoas levam eles como fã
clube ou usando como militância, não
como visão crítica". Exato. Aí é um
problema, né? E tem a ver com a própria
estrutura da universidade, né? Porque
ela funciona a partir de pesquisas
especializadas e cada um vai se
especializando num autor, numa autora.
Eu sou comentador de alguém. pela
estrutura que a gente tem na
universidade brasileira em especial, né,
com o método que é importante ter, que é
o método de leitura estrutural do texto,
importante, fundamental, não se pode
abandonar, mas ele não resume o que é o
trabalho filosófico. Mas aqui o método
virou a filosofia, né? Você comentar bem
um autor significa que você é um
especialista. E aí a gente virou
especialista em Kant, né? A pergunta não
é o que você estuda, é quem,
[risadas]
não é qual problema você quer resolver,
é você especialista em qual autor, em
qual autora, porque é uma bobagem, né?
uma burriça. Qual problema você tá
resolvendo? Qual filosofia você quer
trabalhar? Sei lá, faz mais sentido.
Diz nosso querido Diogo, eu faço terapia
para lidar com síndrome de impostor. Eu
também, mas não é o caso com eu não
conheço pessoa. É, também não é fácil. A
Itália tá fora. Ah, mas a Itália tá fora
faz 20 anos, coitada. Coitadinha dela,
né? Diz nosso querido Rubens,
Fitgenstein é sobre epistemologia, não
é? Linguagem epistemologia. Sim, essa
frase é meio dizendo que se é algo que
não se pode obter conhecimento sobre
melhor não perder tempo com isto, né?
Mais do que isso, é que tem coisa que
não dá para falar mesmo. Aí grande
problema é esse, nomeal não falável.
Pô, vem saí me deu uma dor de cabeça
danada na faculdade.
Tosquido do Rubens, tem algum livro
específico de Kant desse Ariel? Cara,
deve ter. Eu tinha um dele que foi
publicado pela Loiola que era bem legal.
Eu isso só não lembro o título.
Eh,
Mário Porta.
Mário Porta
livro.
Cadê?
Ah,
eu tinha um dele da Loiola que era bem
bom, cara. Eu não tô achando.
Pô, mas para Cante também é bom. Meu
queridíssimo
Fernando Costa Matos, tradutor aí da
Vozes Tricant, também é muito bom, cara.
Ele é muito bom,
pô. Eu não não tô achando o livro que eu
tinha. Era um livro bem bom, mas tem um
livrinho dele aqui que o pessoal tá
dizendo que é o pensamento de Emanuel
Kant, mas não era isso que eu tinha lido
dele. Introdução pensamento de
de Kante que é isso. Pensamento de Kant,
o pensamento de Emanuel Kant. É isso.
Tem esse liv de introdução massa. Pô,
mas tinha um do
Fernando Costa Matos também que é bem
legal.
Aliás, o Fernando Costa Matatos,
excelente professor.
Estudos neocantianos, eu li também era
esse da Loiola que eu tinha, mas não é
introdutório. Que bobagem. O Fernando
Costa, o Fernando Costa Matatos, cara,
que é lá da UFBC, ele tradutor de Kante
pela vozes, as últimas traduções, acho
que da Crítica da Razão Pura.
Ele é muito bom também. Eu fui
estagiário dele, trabalhei como
estagiário dele, um programa de
assistência ao docente, chamava Prad,
depois virou programa assistência ao
ensino pra e eu era, foi na minha
primeira, primeiro estágio na federal do
ABC como bolsista e como era bolsista
tinha que dar contrapartida,
contrapartida era fazer estágio. Fiz
estágio com ele, meu primeiro estágio
com ele lá. Foi muito legal, cara. Era
uma turma muito boa, na molecada,
firmeza demais. E foram aulas excelentes
que nós tivemos lá. Marcou muito. Somos
amigos até hoje. Não só eu e o Fernando,
mas eu e a galera que tava na naquela
turma. Aquela turma era muito legal.
Putz, que turma legal. Sou gente boa
demais.
Mas é isso. Vamos direto para o nosso
texto sobre Hegel, finalmente.
Foi muito massa, pô. Tô lembrando das
aulas que eu dei lá. Foi bem legal.
Pera aí,
eu apanhando aqui da tecnologia para não
perder o costume.
Oxe,
a Xi é uma espinosista bem boa. É
totalmente excelente. das melhores do
planetinha que nós temos, Marilina
Chaoin, assim como a outra professora
que eu tive, discípula dela em certo
sentido, que é a Luciana Zaterca.
Luciana Zaterca, cara, eu tive uma aula
de Espinosa com ela que foi sensacional.
A Luciana Zaterca tem uma habilidade
impressionante da aula lendo, deixando a
gente preso de tão interessante que é.
Porque tem gente que dá aula lendo e
você fala: "Ih, que preguiça da bexiga".
É a dela não era? Ela dava aula lenda de
um jeito que ficava, meu Deus do céu,
que aula incrível. Era impressionante.
Mas vamos lá, esse nosso textinho. Vamos
ver aqui o nosso querido texto.
Se nada der errado, serão dois trechos
da tese de doutorado
da nossa querida Katia Colmenares.
E pera aí. Uh, deu errado aqui o
bagulho. Te acho
da Ktia. Cátia Colimenares,
que é a tese de doutorado dela na
Universidade Autônoma Metropolitana de
Stapalapa,
no México.
Um papo que não é muito comum da gente
encontrar por aqui não, viu? Então
assim, totalmente excelente.
E o título é
para uma ciência da lógica crítica,
ponto de interrogação. Eu gosto desse
negócio do espanhol que eles já avisam
que é uma pergunta antes de você ver. Eu
acho que a gente poderia adotar isso,
porque assim, às vezes você tá lendo uma
frase, especialmente desses filósofos
incompreensível que é uma pergunta, só
que você não sabe ainda que é uma
pergunta. Então você vai lendo como se
fosse um uma assertiva e aí no final vem
um monte de interrogação. Aí você tem
que reler a frase para chegar que era
uma pergunta. Se já tem um aviso antes
que é uma pergunta facilita muito a
leitura. Vocês concordam? Eu acho que a
gente tinha que adotar esse sinalzinho
aí. Ajuda muito. Você adota o sinalzinho
que avisa que é uma pergunta, você já lê
a próxima sentença numa pergunta. Se
você não avisa, você vai ter que voltar
trabalho,
a favor da língua espanhola nesse
sentido.
Elementos para uma crítica da razão
transontológica. Nome bonito, né? Nome
bonito. E aí o pessoal da ontologia vai
ficar maluco, o pessoal que não gosta de
ontologia vai ficar maluco. Mas dane-se.
A gente já tem que fazer aqui [risadas]
esse opção. O título já é interessante,
né? elementos para uma crítica
transontológica pelo fato de que ela
quer superar os limites da ontologia, o
que não significa abandonar a ontologia.
Então, ela vai tentar combinar a
manutenção de ontologia com superação
transontológica. Eu colocaria só uma
crítica de ontologia, mas hoje em dia o
pessoal entende crítica como abandono,
rechaço, essas coisas tod, né? Então é
isso. Diogo, concorda comigo? Tem que
ter um aviso que é uma pergunta no
início. Facilita muito, né? Facilita. E
também desculpem, também acho a língua
espanhola é superior nesse ponto. É uma
excelente adaptação. Exato. É superior
nesse ponto, mas ela tem um problema em
outro que é um problema que quem
percebeu foi o ariano Suasuna. O Ariano
Suasuna percebeu que a língua espanhola
ela tem um problema em relação à língua
portuguesa que ela sempre cria uma
sílaba a mais para as palavras.
Então manhã,
manhã na precisa. Manhã já resolve do
manhã na, né? Então tem várias
palavrinhas que você vai pegar e tem um
uma sílaba mais. Fala não, por que por
que que você botou essa sílaba mais?
Tira que aí o olhando sua percebe várias
ele vai citando uma atrás da outra que
tem esse uma sílabazinha a mais, né? O
povo resolvia antes, manhã já tá
resolvido. Deve ser algum algum
ancestral mineiro do Ariano Suassaçu,
né? Porque é isso, eu faço isso. Em
Minas o pessoal levou tão a sério esse
negócio de encortar palavra, né? você
diminuir as sílabas e a gente conversa
praticamente monossilapicamente.
Cada palavra tem no máximo duas sílabas
e aí você emenda uma na outra e dá o que
dá. Ô fi, pega para ti de bada pi, né?
Pi ti bada pi mi.
Ô filho, pega para a tia o milho debaixo
da pia. Ô filho, pega para ti de badapi.
Olha, é complicado,
mas facilita a conversa, acelera
consideravelmente.
Elementos para uma crítica da razão
transontológica dessa nossa querida
Katia Colmenares,
Lisarraga, mas a gente usa só o nome,
Katia Colmenares, né? Eh, doutora em
humanidades na linha de filosofia moral
e política. E quem que foi o orientador
dela? Leiam aqui o orientador dela, Dr.
Henrique Dussel Ambrosini ou Henrique
Dussell.
Sim, meus queridos.
Sim, meus queridos. Cátia Columenárias,
orientada pelo Henrique Dúciel em sua
tese de doutorado no ano da graça de
2014,
um ano antes de eu entrar no meu
mestrado. Que coisa. Não concordo com o
Vinícius. O minerez é uma língua
superior. Qual? Não há qualquer dúvida a
respeito disso. Uma palavra sintetiza a
frase. Então, frases complexas que fazem
você pensar a vida inteira. São
estruturas, né, gramaticais que não tem
nenhum sentido, mas que, né, como é que
você traduz, por exemplo, eh,
tem base um trem desse? Como é que
traduz isso para outra língua? Tem base
um trem desse? Não dá para traduzir. É,
é, é um uma expressão única. Tem base um
trem desse, cara? Isso é maravilhoso.
É maravilhoso. Diz querido Diogo.
Henrique Dúciel. Nunca ouvi falar nesse
canal sobre, quase nunca, né? [risadas]
Cada quarta, cada três quarta-feira uma
tem Henrique Dúzio. Pois é, o Henrique
Dúciel que foi orientador da Kátia nesse
no trabalho dela de doutorado.
Nuno também é bom demais. E tem as
gradações de Nu, né? Nunó. Mas a a
Cátia, Ktia Columenares, Henrique Dúcio,
foi a tese aí defendida. Tem até fotinho
da Ktia aqui. A Cátia Colmenares,
ah, tá disponível, obviamente, né? E ela
dedicou pro pro professor Dúcio, tá
disponível a a tese dela fácil de
encontrar na internet, até a gente já
falou o título dela. Só vamos dar uma
olhadinha na estrutura do sumário para
entender qual que é a proposta, né? que
é interessante isso aqui.
Eh,
primeira parte é o método dialético de
Hegel, no qual ela pretende então
apresentar como ela trabalha o método,
mas ela já apresenta de maneira muito
sintética, não vai fazer um um trabalho
exaustivo. E por que que ela faz isso?
Porque a tese dela de licenciatura e a
tese dela de de mestrado foram em regla
apresentando o método regeliano. Então
ela assume do tipo, ó, eu já trabalhei
isso assim, não é que eu comecei ontem,
tô trabalhando isso há anos, então
trabalho regra desde a graduação,
graduação, licenciatura, mestrado, agora
doutorado. Então assim, beleza? Vou aqui
sinteticamente apresentar para maiores
aprofundamentos e ela cita os trabalhos
dela pro pessoal dar uma buscada. Então
ela consegue sintetizar muito bem
também, porque ela trabalha muito tempo.
Eh, e aqui, né, introdução ao problema
que a gente vai ler, qual deve ser o
começo da ciência.
A gente vai ler um trechinho disso. Se
nada der errado, a gente vai pegar essas
duas partes aqui, começo fático e começo
lógico,
beleza? pra gente poder aqui discutir e
se nada der errado, a gente vai dar um
pulinho aqui para a inversão da
dialética de regra no capital de Marx. A
gente vai fazer um um salto, mas aí é um
uma discussão outra. O mais interessante
aqui vai ser esse começo, né? Porque o
título desta live é Hegel, ciência e
lógica. E aqui a gente vai ver qual deve
ser o começo da ciência. E essa
pergunta, qual deve ser o começo da
ciência? É a pergunta que Hegel faz nos
três volumes, né, para iniciar os três
livros ou os três volumes da ciência da
lógica. De onde se começa a ciência?
Essa é a pergunta um dele lá. Qual, onde
é que começa? Como é que começa? Certo?
Beleza.
>> Então vai ser ela vai partir daí desse
problema de Helo para poder discutir
posteriormente
a própria filosofia regeliana de maneira
crítica. E eu acho que isso vai auxiliar
a gente a trabalhar alguns temas aqui.
Show.
Bom demais. Depois vocês de umas
procurad, tá em espanhol, tá? Mas daí a
gente vai traduzindo daquele jeito e no
final dá tudo certo e vitória do
trabalhador. Vamos pular direto aqui
para a parte que sim nos interessa
aqui. Primeira parte, o método dialético
de Hegre.
Tudo bem? Preparados para entrar nessa
pira insana? Eu vou ler esse trechinho
porque ele é importante, né? Já que a
gente vai tratar um autor que é tão
complicado, que ele não é simples,
é importante a gente
considerar essas preliminares, né, essas
apresentações preliminares de qual a
estrutura da argumentação da da Ktia por
uma questão de honestidade, inclusive.
Exato. O Ruben diz aqui, né? Hoje em dia
com chefe de um lado e o texto do outro,
dá para traduzir partes difíceis de boa.
Dá, dá. Isso tá tranquilo.
E não, não tendo chatt, você acompanha a
live que a gente faz aqui tradução
simultânea,
mas vamos lá.
Lendo aqui o trechinho da Katia, né? Só
pra gente ser honesto com a proposta,
pra gente poder trabalhar adequadamente,
poderia pular dieta paraas assertivas,
sim, mas aí eu acho que não seria
honesto.
Nessa primeira parte apresentaremos uma
exposição crítica da filosofia de Hegel.
concretamente,
interessa-nos mostrar, ainda que apenas
de maneira representativa, como se gesta
ou se gere, né, como é gerada a
filosofia regueliana, como funciona seu
método dialético, quais são os
princípios sobre os quais ela se funda,
que conceito de ciência pressupõe e
quais são algum eh algumas das
consequências teóricas e práticolíticas
que conlleva seu desenvolvimento ou que
carrega seu desenvolvimento. Ou seja, a
gente não vai ler só a lógica pela
lógica, ciência pela pela ciência. é
perceber que desta lógica e desta
ciência, de seu método, dessa
estruturação sistemática de regra, a
gente tem acompanhada
uma política, a gente tem acompanhado
ali um uma determinação prática, ainda
que H Regelo se negue a mostrá-la ou
apresentá-la, ou mesmo se a gente não
considerar que ele tá negando, que ele
desconsidere, ou seja, que ele seja
ignorante a respeito de da próprio
projeto político com o qual ele tá
comprometido. que eu desconfio e duvido
muito, mas aí cada um com seu cada qual.
O problema que subja a essa exposição
crítica é mostrar que a definição do
conteúdo dos conceitos lógicos que Hegel
faz tem suas implicações e consequências
políticas, que é o que cometer agora,
né? O esforço dela é mostrar que o
conteúdo desse conceito lógico, o
conteúdo desse método, o conteúdo desse
pensamento tem implicações políticas.
Então, para isso, primeiro, ela vai
expor o método, discutir o início da
ciência, de onde a ciência parte,
discutir o desenvolvimento da lógica
apresentada por Hegel para mostrar, ó,
tem um comprometimento político aqui. É
um conteúdo importante para poder
desenvolver a crítica. Não é uma crítica
abstrata e alheia à realidade. E esse é
um dos pontos também. Qual a dificuldade
da gente trabalhar com pensamento de
regra? é que ele já apresenta o
pensamento dele desconectado da
realidade na qual ele tá inserido. Ele
já apresenta como se fosse uma discussão
sistemática, abstrata.
Se a gente recupera qual é o ponto de
partida fático real, o chão no qual ele
tá produzindo, o sistema faz sentido. Os
encadeamentos lógicos têm mais clareza,
eles não ficam tão obscuros. Mas Reglo
não apresenta pra gente. Ele não tá
trabalhando com história assim da
história dele. Ele não tá lhe
apresentando quais são os problemas que
ele tá enfrentando. Isso acaba ficando
escondido.
E aí por parte culpa dos leitores, né,
intérpretes da gente, por parte o
próprio filósofo também não tá ajudando.
Então, beleza.
Veja, uma conexão de ciência lógica com
uma realidade específica, com uma
resolução de um problema concreto.
A lógica carrega sempre uma compreensão
da política. Essa é uma sentença que a
Kátia tá querendo, tá mostrando aqui e
que ela vai tentar sustentar na tese.
Então, a gente sempre apresenta a
lógica, que é a um pensamento lógico,
uma sistematização lógica, um método,
carrega sempre uma compreensão política.
Então, ela vai aqui colocar um um
elemento fundamental.
pergunta ao nosso querido Gustavo.
Nossa, quase como se um texto sem
contexto vira pretexto. Perfeitamente.
Talvez alguém tenha dito isso em algum
momento, não é? Texto fora de contexto
vira pretexto. Isso aqui é um bordão do
nosso canal. Nós sempre vamos
utilizá-lo. Texto fora de contexto é
pretexto. A gente utilizava paraa
Bíblia, mas parece que aqui também
funciona para reglos, né? E o e as
leituras de filósofos e filósofos muitas
vezes passam por aí, especialmente dos
filósofos, né? que das filosofas o
pessoal gosta de marcar bastante o
contexto, mas de filosofoso o pessoal
ignora que existe história, existe
contexto, o problema ser resolvido, né?
Parte direta paraas abstrações e os
sistemas além do do bem, do mal e do da
realidade. É isso. Texto fora de
contexto vira pretexto. A gente vai
evitar esse problema aí.
Excelente lembrança.
Então, esta exposição nos permitirá
assentar as bases sobre as quais se
compreende se compreenderá em que
consistiu a inversão do método
regueliano que levou a cabo Marx, né,
que Marx levou no capital. Então,
entender esse passo a passo paraa Kátia,
a proposta dela, né, de entender que
toda a lógica tem uma política, permite
entender a inversão que Marx faz do
próprio método regueliano, do próprio
pensamento regeliano, que é coisa que a
gente discutiu, por incrível que pareça,
nas últimas duas lives desse canal,
ainda que você não tenha prestado
atenção, mas presta atenção, então,
presta atenção. E se você não assistiu,
eu recomendo que você assista porque
foram bem boas. A última especial era
explicitamente a Dialética de Marx, tá?
tá na tamb o bagulho, então, né? Dá uma
lida lá. Então isso vai fortalecer essa
ideia de compreender o processo de
inversão num movimento simples, né? Bem
complexo, mas interessantíssimo.
Já faz anos, né, que temos trabalhado
sobre a lógica de Hel, pela qual
queremos advertir que o presente
trabalho não pretende ser de nenhuma
maneira uma exposição exaustiva de HL.
Estamos conscientes do que isso
significaria, que alguém disse aqui, né,
que seria 5 anos aqui para introduzir
Hig.
Unicamente retomaremos aqueles elementos
que, a nosso juízo, contribuam para
fazer inteligível a crítica de Marx e
sua contribuição para reflexão sobre o
método. OK? Então, ela ainda fez mais
uma delimitação, mais uma explicação
aqui pra gente ser justo, porque ela
quer trabalhar Hegel e para entender
essa inversão de marcas. Então, o
trabalho não é um esforço exaustivo
sobre Hegel. E aí ela vai indicar, ler
meus trabalhos anterior que vocês vão
ver lá o que que eu tô falando sobre
reglas. Aqui eu já quero fazer a
superação. Então meio que a Cátia já tá
trabalhando num projeto desde sempre um
projeto largo de pesquisa, que é estudar
bem regel para entender a superação que
Marx faz de regra. E aí eu vou dar uma
dica aqui, depois vocês podem procurar
no YouTube que tem curso de tem aulas,
na verdade, né, aulas online da Ktia
sobre esse tema, sobre essa operação que
Marx faz diante do pensamento de regra.
E é interessantíssimo, ainda que você
não concorde, ainda que você discuta,
ainda que o projeto político que ela
apresenta explicitamente porque é
honesta, com o qual ela tá comprometido,
ela tem um projeto político
comprometido, claro, ela é honesta
quanto a isso. Ainda que você discorde
deste projeto com qual ela tá
comprometida, a discussão a respeito do
pensamento de Hegel, a discussão a
respeito da superação de Marx é
fundamental, é excelente e traz
contribuições necessárias pro nosso
tempo. Pra gente desenvolver o
pensamento marxista, pra gente
desenvolver o pensamento sobre a
realidade, pra gente entender o
pensamento regeliano, todo esse passo,
beleza? Então assim, bala show, vitória,
trabalhador. Fica a dica aí para depois
acompanhar a Kátia, ela tem um canalzito
aqui que também tem muito conteúdo
interessante. Bom dia, Borduna. Tudo
bem? Salve aí, Dorduna. Dando um salve
para nós, tudo aqui do chat.
Então, fica a dica.
Vamos lá. [limpando a garganta]
Uma exposição um pouco mais detalhada
sobre a obra de Hegel temos apresentado
nas duas teses precedentes que
elaboramos. Aqui apenas retomaremos de
maneira crítica algumas das conclusões
obtidas nesses trabalhos para mostrar os
elementos que incitaram a Marx a
empreender uma desmistificação de sua
dialética. E aqui ela usa perfeitamente
o vocabulário do próprio Marx. Marx
indica que a dialética regeliana ela é
mistificada. Ela tem que ser
desmistificada. Tem que tirar o
velstico, tem que fazer desanuviar,
tirar a fumaça, a nuvem, tirar o a
neblina que tá diante dos nossos olhos
com esse pensamento h regiliano, com
esse modo de perceber a realidade e tal.
Desmistificar Hegel, desmistificar sua
dialética. No pós-fácil, a segunda
edição do Capital, Marx fala isso assim
explicitamente.
Dialética de Heg, ele tá ali, tem uma
parada muito massa, mas tá mistificada,
né? Então tem que desmistificar,
tirar o misticismo que tá ali presente
no sentido negativo do termo. E aí aqui,
só para não deixar passar, ela indicou,
né, os trabalhos anteriores. Os
trabalhos são
eh a essa aqui da tese de da Ktia, né? O
começo da ciência, o começo da ciência
em Hegel, certo? tese publicada em 2007
para obtenção da licenciatura e a do
mestrado que é da lógica regeliana a
crítica ética de Franz Rossensweig que
também é um filósofo muito pouco
estudado no Brasil, Rosinfik, que é um
cara muito interessante, é um um
fenomenólogo, ético, crítico, a regel,
bem interessante. Crítico com a
filosofia moderna em certos sentidos,
dependendo do do modo como a gente for
trabalhar de tradição judaica, né, do
início do século XX, final do século XI,
começo do século XX.
em que você tem uma leva de autores, eh,
especialmente de tradição judaica, que
são críticos da daquela modernidade
ascendente, uns muito radicalizados,
outros menos, no caso de Rosinweig é
menos, eh, mas como Emanuel Evinas e
tal, e que é uma galera que acaba também
sendo muito perseguida, não só
teoricamente, mas praticamente graças ao
que acontece na primeira metade do
século XX [roncando] na Europa Ocidental
com o nazismo, né? Então, interessante
conhecer esse tipo de pensamento. Então,
da lógica regeliana, a crítica ética de
Fran Rosenfig, que é a tese dela de
mestrado 2010. E aqui o o o doutorado
que a gente tá lendo em que ela, ó, eu
já discuti no anterior aqui, eu só vou
apresentar já as conclusões, beleza?
Então, vamos lá,
tranquilos? Introdução à problemática.
Qual deve ser o começo da ciência? Vamos
lá. contextualizamos para não ter texto
fora de contexto, para ser pretexto.
Honestamente, apresentamos aqui junto da
Cátia quais são seus objetivos pra gente
poder então discutir o tema e uma
abordagem única, única desse pensamento
que eu acho que vale demais da gente
eh
conhecer. Belê? Então bora lá.
Pá, deixa eu ajeitar aqui. É isso aqui.
Introdução à problemática. Qual deve ser
o começo da ciência? Essa é a pergunta
que Hegel faz no início da ciência da
lógica. [roncando] Aqueles três livros
complicadíssimo de se ler, né? com a
doutrina do ser, a doutrina do conceito
e a doutrina da essência, cada um dos
volumes.
Essa é a pergunta com a qual Hegel
inicia a ciência da lógica. Então, qual
deve ser o começo da ciência e com a
qual introduz a reflexão sobre a
necessidade que tem a que a ciência
tende de se desenvolver a partir de uma
fundamentação sólida, a partir de seu
começo, pois é um processo que desde o
princípio deve ser autoconsciente.
Então, Hegel quer entender qual é o
ponto de partida da ciência, onde se
começa a fazer ciência, onde ela começa
para poder desenvolver uma ciência, um
conhecimento, um saber que seja
autoconsciente, ou seja, que não se
perca de si mesmo, que saiba seu início,
saiba o que está fazendo e o projeto
lançado, início, meio e fim, seja
autoconsciente desse movimento todo.
Então ele quer recuperar qual é o
fundamento de qualquer ciência, o seu
ponto de partida, para poder de maneira
autoconsciente desenvolver melhor,
superar, né, nesse progresso constante
do próprio saber, do próprio
conhecimento, da própria ciência na
história, na realidade. Então,
consciente, autoconsciente desse
processo, qual o ponto de partida? Qual
o começo da ciência? qual deve ser o
começo da ciência para poder desenvolver
uma reflexão que deixe esse
conhecimento, o pensamento, a razão, o
nome que você quiser dar. Eh, quase que
que acompanhando o processo em sua
totalidade. Obviamente que não faz, mas
quase que tentando ser autoconsciente no
processo. Enquanto se desenvolve na
história, percebe o que tá fazendo
sempre.
A pergunta pelo começo da ciência não é
uma pergunta primeira na ordem na qual
se sucedem as perguntas no proceder
científico, senão que é a posteriore.
Essa afirmativa aqui da Ktia já é
maravilhosa. Vou até sair um pouquinho
da tela, tirar aqui o texto. Veja o que
ela diz.
A pergunta sobre o início da ciência,
ela não é a primeira pergunta feita
sobre a ciência.
ou a ciência não se faz essa pergunta no
primeiro momento.
O conhecer o mundo, a ciência sobre o
mundo não parte da discussão sobre hum
qual o primeiro passo para fazer
ciência.
Essa questão ela é posterior, ela vem
depois
a pergunta sobre o ponto de partida da
ciência depois que a ciência já está
sendo realizada,
percebe? Ela já tá resolvendo um
problema. O conhecimento já se deparou
com um problema na realidade, precisa
encontrar uma solução e começa então a
desenvolver ciência. Depois que tá
desenvolvendo a ciência, pode haver um
momento em que para e fala: "Ué, qual o
ponto de partida de qualquer ciência
possível?
Vou fazer uma reflexão ou uma
autorreflexão
de foi iniciada.
Pode parecer uma questão
básica ou até óbvia, mas ela não é.
Porque aquelas leituras que se fazem do
pensamento de Hegel, que já vai direto
pro sistema, já vai direto pra lógica,
já vai direto para toda a estrutura do
pensamento, sem considerar qual é o
problema a partir do qual ele
desenvolveu a ciência, que precisou
dessa autorreflexão, desconsideram
exatamente o ponto primeiro da ciência,
que não é o ponto lógico, é o ponto
fático ou factual ou a realidade, o
problema que ele tem que resolver. Ele
partiu de um problema, tá sendo
resolvido e depois que está sendo
resolvido, ele vai, eita, né? Como, qual
o ponto de partida dessa ciência? Só que
veja que o retorno não é pro fato ou pro
problema. Vai para um ponto lógico,
abstraído sobre o próprio processo do
conhecimento. E aí você tem um
descolamento da realidade acontecendo e
do sistema lógico sendo desenvolvido, da
ciência da lógica sendo construída. E aí
é por isso que Regelo não precisa
apresentar esse fato. E aí se você lê
sem um cuidado crítico, você parte
direto dessa sistema lógico, desse
sistema sendo desenvolvido, sem
perceber, pô, a ciência parte da da
realidade, a ciência parte de um
problema factual, o ponto de partida
dela não é a estrutura lógica. A
estrutura lógica e autorreflexão vem
posterior.
E aí o pessoal já vai ler regel sem
considerar qual foi o ponto de partida
factual. Vai direto pro ponto de partida
lógico.
Legal, né? Então quando ela faz essa
afirmação, ela já vai puxar o fiozinho
que e faz o castelo cair. Ela vai pegar
aquela pontinha que tá ali solta, vai
fazer assim, e vai brum. Vem tudo
abaixo. Por quê? Porque ó gente, uma
coisa, ponto um, uma coisa é o ponto de
partida lógico da ciência, outra coisa é
o ponto factual da ciência.
Eu acho sensacional. Eu acho muito mais
parece uma obviedade, mas é muito
importante da gente recuperar. Bota o
pezinho no chão, saca?
Diz o nosso querido Rubens, a ciência
precisa já ter um grau de
autoconhecimento sobre a própria
ciência. Depois de um processo, já estar
em curso, você pergunta: "Como esse
processo acontece?" É, mas é um passo
posterior. Concorda? Esse é o grande
ponto. Ela vem depois, a autorreflexão
sobre o conhecimento, ela vem depois de
já estar em desenvolvimento. Ela é um
passo segundo.
Diz nossa querida Ana Reis. Acho que foi
a eh foi a observação. Foi excelente.
Foi boa, muito boa.
Beleza. Eu acho massa isso aqui. Já me
já já vale o pensamento,
já vale o dia, né? Cadê? Cadê? Cadê?
Onde é que compartilho? Ih, sumiu meu
bagulho.
Ah, não tô conseguindo botar a tela de
volta. Ah, volta. foi [risadas]
[roncando]
o normal é que primeiro se faça
efetivamente ciência e somente depois se
reflita sobre seus princípios, seus
conteúdos, sua metodologia e, em geral,
sua fundamentação.
Porque em primeira instância a ciência
não pensa a ciência mesma, senão que a
ciência pensa inicialmente a realidade
em virtude de contribuir de alguma
maneira à reprodução da vida humana e
somente depois se volta ou retorna
reflexivamente sobre si mesma como uma
mediação para depurar-se, para a E veja,
isso é sensacional. Primeiro você vai
resolver um problema em virtude de ou
buscando contribuir paraa reprodução da
vida humana. Você vai resolver esse
problema porque você tá ali num processo
de de reprodução, de resolver problemas
para manter-se em vida. Aí depois você
volta para pensar sobre o ponto de
partida da ciência.
Isso é sensacional.
Aí você vai inclusive voltar para essa
reflexão para aperfeiçoar esse
desenvolvimento que já está em curso.
Você vai retornar pro pro para uma
reflexão de como é que eu comecei a
pensar sobre isso, né? Como é que eu
encontrei essa resolução de problemas
depois que ela já está em curso, que ela
já está em desenvolvimento. Ela não
precisou de ter uma reflexão sobre a
ciência para poder começar a ser
ciência. Ela vem depois
tomar consciência do que fez e obter
melhores resultados em sua apreensão da
realidade, né? que isso que ela vai
pretender fazer essa reflexão, tomar
consciência sobre o que tem feito e
tentar eh aperfeiçoar, né, a apreensão
da realidade, melhorar seus resultados,
ser mais eficiente.
O modo em que procedeu Hegel para a
construção de sua filosofia não foi
distinto do que temos descrito, pois
antes de se perguntar por qual deveria
ser o começo da ciência e seu verdadeiro
procedimento, suas perguntas se
dirigiram diretamente à compreensão de
sua realidade concreta. Então veja,
vamos considerar isso que a Cátia
colocou pro próprio Regel.
Ele não começou pensando ciência pela
ciência, ele começou resolvendo um
problema sobre a verdade. Ele na
compreensão do que tá acontecendo na sua
história, na sua realidade concreta, ele
quer resolver problemas concretos. Então
vamos retornar a isso
e ao modo em que em que poderia
contribuir prática e efetivamente a
transformação da vida social e política
da Alemanha de seu tempo. Porque em
última instância é isso. Hegando na
ciência pela ciência pro além. Ele quer
resolver os problemas da Alemanha de seu
tempo. E nessa resolução de problemas,
ele assume uma posição diante dos fatos,
diante dessa realidade social, diante da
reprodução da vida humana que se dá
nesta sociedade para resolver esses
problemas, para que essa sociedade se
mantenha, que a vida humana nessa
organização social da Alemanha de seu
tempo persista.
Então, na hora que ele vai fazer a
reflexão sobre a lógica, na hora que ele
vai fazer uma reflexão sobre a ciência,
está implicada a resolução dos problemas
da Alemanha de seu tempo e o projeto ao
qual esse ele se alia para poder
resolver esse problema.
Ele se alinha a um projeto, ele se
alinha a uma expectativa sobre a
realidade da Alemanha e como ele quer
resolver esses problemas, essa situação.
Então, na hora que ele faz isso, ele já
está implicando a lógica, a ciência,
todo seu sua discussão epistemológica.
Há essa condição política e há esta
realidade a qual ele quer enfrentar os
problemas que ele quer resolver.
Pô, vou dar um exemplo interessante
aqui.
Durante a pandemia era muito comum a
gente ouvir a seguinte frase
que eu entendi o motivo da frase, tá? Eu
não tô aqui negando a importância dela,
ó. Não é uma questão de uma questão de
preferência, questão de ciência. Que é
ciência? É defesa da da neutralidade da
ciência.
Então, a galera que tava defendendo a
linha correta de vacina, né, de cuidados
de saúde, de o básico de você ter que
fazer o lockdown, coisas simples e
óbvias, isso aqui é ciência, não são de
preferência política em certo sentido,
tá? Tá correto, mas a defesa não era
porque eh essa ciência tá conectada com
as necessidades de reprodução da vida
humana, era uma defesa de uma ciência
neutra. Como se o próprio processo de
produção científica, de organização
dessas vacinas, de desenvolvimento de
vacina, de organização da vida social,
não estivesse conectado com uma uma
estrutura e um modo de produção
específico, capitalista. Então, o
desenvolvimento de vacina não é porque
tá tendo grandes investimentos e aportes
pensando na reprodução da vida humana.
Também o desenvolvimento de vacina
envolve empresas disputando, também
envolve mercado capitalista, também
envolve um tipo de de comprometimento
com uma manutenção de modo de produção e
de organização da sociedade que não se
dá por produzir o vacino e vamos
distribuir pra humanidade. Distribuos,
produzimos vacínio e vamos vender e é
mercado e marca disputando. Você tomou
qual? A Pizer a Junen, você tomou a não
sei o que ou a não sei o quê.
Aí Cuba tendo que produzir vacina
própria autóctony sem ter insumos
suficientes para tal e fazendo milagre
de conseguir produzir uma vacina
autóctony, porque ela não podia ter
acesso e comprar vacinas pelo bloqueio.
Então toda essa estrutura de
desenvolvimento de ciência e tudo mais
também tá conectada com essas condições
e os projetos ao qual você se
compromete.
Vai saca? Então coisas a gente pensar
aí, né?
Pergunta ao nosso querido Rubens, mas
Hegel tenta ser universalista, não
tenta? Tenta pegar o que criou e colocar
isso como válido para todo tempo,
história? Sim, ele tenta. Isso gera
alguns problemas também, não todos.
Todos os problemas, inclusive o problema
de quem vai ler Hegel como se fosse um
oráculo divino e que vai assumir que o
que ele tá dizendo tá certo, tá correto.
Então não faz uma leitura crítica do
pensamento regueliano e assume seu
pensamento como universalista. Aí vai
ter problema para caraca dali paraa
frente. Muito problema, muito problema,
né? Então você tem toda a razão,
obviamente.
Beleza,
voltando.
Somente depois teria que levar a cabo
uma reflexão explícita sobre a ciência
mesma, né? depois de resolver os
problemas no qual ele tá tentando da da
realidade alemã, da política do seu
tempo. É isso que o Hegel tá
enfrentando. Depois ele vai fazer uma
reflexão sobre a ciência num segundo
momento e sua metodologia em virtude de
responder de melhor maneira a
problemática de sua realidade histórica.
O que queremos pôr em relevo ou destacar
ou pôr como relevância, né? Como o que
queremos destacar é que a intenção com a
qual H Reg Hegel empreende sua reflexão
científica foi desde o início
estritamente sociopolítica. Ou seja, não
é uma lógica pela lógica, ciência pela
ciência. Nós temos aqui uma conexão com
a realidade, com comprometimento com um
tipo de realidade de sociedade, de
projeto político. Tem um projeto que
acompanha essa lógica, esse método e
essa coisa toda. Tudo bem?
diz nosso querido Carapa: "Mas esse
universalismo era uma característica,
entre aspas, europeia, podemos dizer
assim, não sei se só europeia, mas eles
conseguiram levar a um nível avançado de
compreensão universalista e de falta de
espaço paraa diversidade. Isso pode
acontecer em vários territórios, mas
eles conseguiram elevar em em graus
avançados, né? Eles realmente tinham a
capacidade de considerar que eles são o
umbigo do mundo e o bastião da história.
Impressionante.
Quer dizer, o que desde o início quis
fazer, Hegel quis fazer foi política e
não assim filosofia. Aqui uma provocação
de Cátia, eu não sei se eu colocaria
nesse sentido tão assertivo, mas para
ela dizer, ó, ele queria fazer política,
não era filosofia pela filosofia. Aí eu
concordo. Se for queria fazer política e
não filosofia, aí eu tenho problema. Mas
na o contexto aqui é ele queria tava
implicado uma política, tava implicado
um projeto e não só a filosofia pela
filosofia, como muitas vezes leitores
fazem com regra e aí fica mais
complicado ainda em certo sentido.
A realidade política de seu tempo foi a
que no a que o levou a fazer ciência e
filosofia. Então isso é importante
também contextualizar, levar paraa
realidade, realidade histórica,
material, comprometimento dos sujeitos
com determinados projetos, né?
Fundamental. Teve um cara que sacou isso
e meio que expôs isso de maneira muito
clara, chamado Marx, mas tudo bem,
vamosá.
A partir do que poderíamos distinguir
dois tipos de começos da ciência, o
começo fático ou factual,
eh, a partir do qual se começa
efetivamente a pesquisa científica e o
começo lógico ou científico, com o qual
se começa a exposição propriamente dita.
Então, uma coisa é o início pactual
da pesquisa e outra é o início lógico
científico, com o qual começa a própria
exposição da ciência ou do pensamento,
do desenvolvimento desse pensamento.
Isso tá bem claro, inclusive numa
própria frasezinha do querido Carl Marx,
em que ele diz:
"Uma coisa é o modo de pesquisar
ou de investigar e outra coisa é o modo
de expor a investigação. Por isso ele
faz tantas reflexões metodológicas em
seus rascunhos e às vezes até em seus
textos finalizados.
Ele faz muitas recuperações
metodológicas porque ele tá preocupado
com o modo de expor o que ele pensou.
E Marcos, inclusive nessa passagem,
agora eu não me lembro se tá nos
grundres. Eu acho que tá nos grundres.
Uma coisa é o modo de pesquisa, outra é
o modo de ou tá no pós-fácil. Agora tô
em dúvida.
Tá dando tilt aqui. Eu tô confundindo
dois textos, mas o que tá dito tá no
mesmo texto. Não lembro se tá em um ou
outro. Agora já foi mal.
Mas ele ele fala assim: "Uma coisa é o
modo de de pesquisar, outra coisa é o
modo de expor." São dois modos, né? São
dois duas etapas diferentes. E aí ele
fala: "E se você expõe de um modo muito
claro, muito bem organizado, parece dá a
sensação de que o pensamento está
refletindo e apresentando claramente a
realidade, como se fosse ali explícita.
O pensamento é só refle, não é nem
reflexo, é eco da realidade, assim, é a
mesma coisa. ele conseguiu acompanhar a
realidade, o real já tá aqui e tal.
Então, Marcos fala: "Se você consegue
expor tão bem assim, parece dá essa
sensação, mas é uma sensação, tá nos
grundres, a discussão metodológica do
nicho dos grundes, lembrei, fala: "Mas
isso é uma percepção, é um ponto ali, um
sensação de que é a realidade que tá
sendo refletida explicitamente, mas é o
pensamento sendo exposto de um modo
adequado. E você não pode confundir
esses dois âmbitos.
Não pode confundir esses dois âmbitos.
Marx entende plenamente que a
racionalidade, o conhecimento, a
ciência, a razão é limitada. Limitada
porque somos seres biologicamente
determinados. a gente tem fome, a gente
tem sede, a gente tem eh uma estrutura
social específica, a gente tem um modo
de produção. Claro, esse modo de
produção determina a vida, a a
consciência, né, no texto de 1859,
na contribuição à crítica, na
contribuição à crítica economia
política, uma primeira versão ali do
capital, vamos dizer assim, se a gente
quiser, ele diz isso claramente no
prefácio. Ele fala, ó,
não é a consciência que determina a vida
social,
não é? Mas é a história, vida social,
organização econômica que determina a
consciência. Ele sabe que a consciência
é limitada, que nós somos seres
biológicos finitos e que é impossível
você refletir em pensamento, em ideias,
em se em conhecimento, a própria
realidade em sua
infinitude, na sua ilimitação. Não tem
como. Então, uma coisa é o modo de
pesquisa, outra é o modo de exposição,
mas se você expõe muito bem
adequadamente, parece que você tá
refletindo a realidade, que você
entendeu ela como funciona. Mas o Marcos
fala: "Não entendeu". Não é assim,
gente. Uma coisa coisa, outra coisa é
outra coisa. uma boa, uma boa exposição
de maneira adequada te auxilia muito a
manejar a realidade, a resolver
problemas, né? Ele até fala nesse texto,
eh, a que o movimento tem que ser
constante de pesquisa,
que você transpõe, né, traduz os
problemas pesquisados pra cabeça e da
cabeça você organiza para expor de
maneira adequada, mas o movimento
continua. você não agora expôs de
maneira adequada e resolveu a realidade,
não. Agora vai ter que um novo processo
de ciclo crítico. Novamente você vai
pegar esse resultado e vai passar por
essa crítica, considerando
fundamentalmente a história, a realidade
material, ela é determinante paraa
produção de ciência e não a ciência pela
ciência. O resultado de um pensamento,
ele não tá tá resolvido ali por ele
mesmo. O processo da história, do
desenvolvimento histórico, da
reorganização da vida social, vai
alterar necessariamente esses próprios
resultados. Então, a gente vai
constantemente produzir ciência. Mas aí
é uma dica,
diz aqui nosso querido Thiaco, mas a
intenção dos idealistas era responder
Kant no campo epistemológico e
metafísico também. Essa afirmação dela
excluindo a filosofia. Achei estranho.
É, então eu também não curto como ela
colocou. Eu entendo no contexto porque
ideia dizer, ó, não é filosofia pela
filosofia, tem uma política implicada,
que o problema é esse, achar que que a
resposta, a mesma resposta de Hegel a
Kant ou qualquer outro intelectual se
desse apenas no âmbito epistemológico e
não estivesse envolvido com a resolução
dos problemas reais do tempo dele, os
problemas políticos ali vigientes,
econômicos e os projetos aos quais ele
se alça. Entende? Essa ciência, ela é
desenvolvida depois de tentar resolver
problemas. E esses problemas estão
conectados a projetos políticos, a modos
de organizar a vida e tentar garantir
uma reprodução de vida humana.
Esse é o ponto. Então, [roncando]
simplesmente ignorar que a filosofia não
é o que ela faz, portanto, que ela tá
considerando Hegel como filósofo. Óbvio
que tá fazendo uma discussão sobre
ciência, mas o ponto é você achar que é
só isso e não considerar a parte
política. É que na frase ele ficou bem
assertivo.
Diz o nosso querido Carapa: "Por isso
que a direita eh só aceita terra?"
Talvez. Talvez. E mesmo não aceita mais,
tá? Assim, se você for pegar como vem,
como eu faço parte desse mundo crente,
no mundo crente o pessoal vai caçando
quem é o pai do do mal do mundo, né? E e
aí o pai do mal do mundo, esses tempo aí
que o pessoal fica falando sobre
marxismo cultural, começa em Hegel.
E Reg Hegel começou a destruição do
planeta.
É, conservador é maluco. E aí pega pega
lá frases soltas ou uma leitura feita
com orelha no
ea usar outro feita com Hegel, né? Uma
leitura feita com Hegel do próprio
Regel. E aí o com o próprio Regel do
Regel do Hegel. E aí eles fazem uma
leitura de que Regel é o mal do mundo.
Começa ali a destruição da dialética e
de não sei o quê. Uma loucura. Então,
nem a direita conservadora entende o que
ela tá falando. Fala qualquer porcaria.
Retórica, diz o nosso querido Rubens,
né? Nem só retórica, retórica faz parte,
mas também é uma exposição adequada no
próprio âmbito científico mesmo das
conclusões, né? Dos resultados que você
chega.
É, diz nosso querido Gabriel, tese,
antítese, síntese, blá blá blá blá blá
blá. É, e aí vai a bobagem até de
bobagem. E aí o aí daí pra frente é só
para trás, não tem o que fazer. Triste,
triste, mas a gente vai sobreviver, eu
acho. Mas é discutir com esse pessoal
também, esses chapéu de alumínio é
complicado. Aquele mano que direto tá em
podcast, Taços Lurgo, maluco,
completamente maluco. E ele fala umas
grosas dessas. Chapéu de alumínio doido.
Mas vamos lá.
A pergunta com a qual o Regel dá início
à ciência da lógica, né, de qual é o
começo da ciência, refere-se claramente
ao começo lógico ou científico, não
alfático. Isso é claro, claro, mas a
gente tem que considerar isso. Mas
recordemos que a imersão de Hegel na
ciência filosófica no começo com a
ciência da lógica, eh não começa com a
ciência da lógica, perdão, não começa
com a ciência da lógica, senão muito
antes. Então, Heg, ele não começa a sua
reflexão filosófica e o seu sistema com
a ciência da lógica. Ele não começa a
falar, vou fazer um um sistema
filosófico, começar discutindo ciência
da lógica o método e como se desenvolve
o pensamento. Não, essa produção sobre a
ciência da lógica, o método, essa coisa
vem lá na frente, vem lá pro final. A
filosofia de Hegel começa em outro
ponto. A gente já comentou aqui sobre os
escritos teológicos, né? Mas aí vamos
considerar que os escritos teológicos de
Hegel não sejam propriamente do âmbito
filosófico, senão leituras deles de um
texto sagrado e as coisa maluca que ele
faz para inclusive desenvolver seu
método. Mas onde ele começa a fazer o
seu sistema filosófico? Qual o ponto de
partida do sistema filosófico dele? A
gente tem que considerar
faticamente, né, na história e
faticamente qual que é o problema que
ele inicia seu sistema.
Hegel empreende faticamente a tarefa da
ciência como resultado do diagnóstico
que faz da realidade alemã de sua época
e concretizou sua contribuição à
transformação moral e espiritual e
política de seu povo no sistema da
ciência que haveria de formar
posteriormente. Então ele parte de uma
análise da realidade alemã, os problemas
éticos, morais, políticos, espirituais
da Alemanha que ele quer resolver. E aí
ele vai desenvolver uma ciência. Quando
ele tá desenvolvendo essa ciência, essa
filosofia, querendo resolver esses
problemas da Alemanha com diagnóstico
que ele tá fazendo, ele daí vai fazer a
autorreflexão do começo da ciência. Mas
qual é o fato, qual é o ponto de partida
de Hegel para desenvolver sua lógica e
sua ciência? É aqui que a gente quer
chegar. Bom dia, querida Érica. Como é
que você tá? Tudo bom, Érica Bispo, tudo
bom? Que bom que você tá aqui com a
gente. Fico sempre feliz com desaparece,
de verdade, de coração. Valeu pelo
carinho. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Hoje
tô aqui falando de reg. Que coisa, não
é? Muita loucura pro dia só.
Aí, Gabriel mandando um bom dia para a
professora Érica Bispo, inclusive
acompanha Érica Bispo.
A maturação do desse projeto significou
para Hegel, né, transformar a
necessidade Bedrfs adoro alemão, que né,
um sotaque excelente alemão, de saber no
saber efetivo, de saber no saber efetivo
da ciência como necessidade. Agora só
Jesus na causa.
Not
not, como é que fala isso aqui? Nothing
kite, lógica. Na necessidade lógica. Ohô
meu Deus. A maturação desse projeto
significou para ele é transformar a
necessidade de saber no saber efetivo da
ciência como necessidade da lógica.
Então é uma inversão. Significou para
ele transformar a necessidade de saber.
Nós temos uma necessidade de saber que
foi transformada
no saber efetivo da ciência, eh, da
ciência ante a necessidade eh cadê o
saber efetivo da ciência como
necessidade lógica. Então, ele inverteu
a necessidade de saber como a ciência
tendo que partir de uma necessidade
lógica. É uma inversão. Primeiro você
tem a necessidade de saber, que é o que
acontece, um problema que você tem que
resolver. E aí ele inverteu, ele
transforma essa necessidade de saber em
uma lógica que vai ser necessária para o
saber.
A autorreflexão vai conduzir essa
inversão. Tudo bem?
Beleza. Então, tenho que resolver um
problema. Eu tenho uma necessidade de
saber, de fazer uma boa análise da
realidade para poder resolver esse
problema. Começo a ser empreitada.
Depois de começar essa empreitada, eu
desenvolvi certos pensamentos, certas
resoluções para para esse problema,
certa ciência, né? Porque não é só
pensamento, conhecimento, é ciência,
resolução prática de um problema. Depois
que eu comecei a encontrar essas
resoluções, eu, pô, mas para ser mais
eficiente, qual é o ponto de partida
desse pensamento? Aí a transformação de
uma necessidade de saber numa lógica
necessária para o saber. É uma
transformação interessante, um passo
cuidadoso que a gente tem que ter aqui.
É delicado, sutil, complexo, mas bom.
Isso é, Hegel começou a fazer ciência
diante da necessidade de compreender sua
realidade concreta e a partir dessa
busca eh partiu para o para a
disposição lógica e sistemática de sua
filosofia ou a construção lógica e
sistemática de sua filosofia. Hegel
começa a fazer ciência diante da
necessidade de compreender sua realidade
concreta e a partir dessa busca eh
iniciou ou partiu pro pro pra construção
lógica e sistemática de sua filosofia,
mas começa com a necessidade de
compreender a realidade depois da
sistematização.
O que queremos enfatizar é que a
necessidade lógica da ciência encontra
seu começo fático e real, precisamente
em uma realidade concreta, sociopolítica
e histórica, que está necessitada de ser
compreendida para transcender as
contradições que impedem o
desenvolvimento e ou a reprodução da
vida da comunidade humana em questão.
Isso aqui é genial, né? Então,
desculpem, tô na dúvida se eu entendi
ainda
de tão sutil. É, não, você deve ter
entendido. É que é meio óbvio, mas é
necessário falar o óbvio. Que acontece é
o seguinte, o ponto de partida é fático,
histórico, político. O começo tá aí.
E esse começo ele necessita de uma
resolução, ele exige uma resolução. E aí
você vai buscar essa resolução. Na busca
por essas resoluções, você vai ver
contradições. Contradições que precisam
ser superadas para garantir que o
desenvolvimento e a reprodução da vida
da comunidade seja mantido. E é isso que
Hegel vai fazer. Ele vai desenvolver sua
ciência depois de encontrar um problema
na realidade que ele quer solucionar e
superar as contradições existentes.
Superar as contradições não pelas
contradições para que a lógica fique
funcionando perfeitamente. Ele quer
superar as contradições que impedem o
desenvolvimento da comunidade na qual
ele faz parte.
E para encontrar essa solução, ele vai
se comprometer com um tipo de projeto,
com um tipo de de maneira de resolver. E
não é uma maneira só dele, é com quem
ele se alinha para manter ou transformar
a ordem vigente, a reprodução social. E
aí ele vai começar a desenvolver a
ciência lógica dele. É transformar uma
necessidade que a gente tem de
conhecimento, necessidade de conhecer
para resolver problema, permanecer em
vida. A transformação em uma necessidade
lógica de como conhecer. Mas o ponto de
partida é a necessidade real, histórica,
[roncando]
que precisa ser superada. as
contradições reais e históricas que
estão impedindo o desenvolvimento da
vida humana.
A gente só não pode inverter as coisas,
achar que é uma questão lógica
puramente.
Diz nosso querido Rubens, começo
histórico. Isso. Um problema real no
mundo real. Isso. A partir desse
problema real, você faz ciência até
encontrar uma solução. Sim. E para fazer
ciência, ele criou uma lógica. É por aí.
Por aí.
Depois que ele está realizando uma
ciência sobre o mundo para resolver os
problemas, ele vai fazer uma reflexão
sobre o ponto de partida de uma ciência.
Aí ele vai buscar esta lógica, mas ele
já tá em curso porque ele quer
aperfeiçoar esse conhecimento, ele quer
aperfeiçoar a resolução de problemas.
É isso.
Diz nosso querido Gabriel para
justificar o status qu no caso dele.
Exato. Aí é o ponto o ponto que vai Marx
vai chegar em Hegel, né? e no próprio
pensamento da Economia Política. Vou até
aqui parar um pouquinho que acontece,
que que Marx vai perceber que essa
lógica reggueliana
e esse modo de conhecer, que todo esse
desenvolvimento dessa filosofia, ela tá
extremamente conectada à manutenção de
uma ordem política vigente, uma ordem
econômica específica. Ela se alinha a um
tipo, o Gabriel chamou aqui de status
qu, a um tipo e de vida, de organização
da comunidade que mantém a ordem
existente, mantém essa regra aqui do
jogo. Ele busca resoluções de problemas
para essa manutenção, para reprodução
desta forma social
de uma de seu tempo. Tudo bem, Marcos?
você perceber, pô, esse modo de de
pensar perceber o mundo, esse modo de
raciocinar, essa dialética que tá de
ponta cabeça, ela não tá percebendo qual
é o ponto de partida efetivo, a
realidade histórica e material, que
quando você coloca nesse plano, você vai
colocar a regra de ponta cabeça, ele vai
voltar, porque ele tava desenvolvendo
sua filosofia sem considerar o ponto de
partida fático, real, é só o ponto de
partida lógico. Aí Marcos fala: "Pom, o
método é brilhante, só que ele tá
partindo da lógica pela lógica e não do
ponto de vista fático."
E aí ele vai fazer uma inversão de
regra, por exemplo, botar, ele fala,
regra tá de ponta cabeça, precisa botar
ele de pé.
É brilhante. [roncando] E aí, eh, Marx
vai fazer então uma crítica a partir
desse dessa posição, que é a mesma coisa
que Marx vai fazer diante da economia
política burguesa. Por que que é uma
crítica da economia política burguesa?
Essa economia política burguesa, ela,
como Marx diz no prefácio, a
contribuição da crítica da crítica
economia política de 59. Essa economia
política burguesa, ela é ela descreve a
anatomia desta sociedade.
Ele fala, deve-se buscar anatomia da
sociedade humana na economia política.
Ele vai lá e vê é a descrição de como
funciona esta sociedade civil aqui.
Sociedade civil funciona assim ou
sociedade burguesa funciona assim. Aí
Marcos fala: "Pronto, tá me apresentando
aqui a anatomia, só que ele não tá me
apresentando o corpo, não tá me
apresentando o fundamento. Eu vou olhar
agora para criticar essa explicitação de
como funciona esse negócio aqui. Eu vou
explicitar como se dá a base material
histórica para confrontar, porque a
explicação do funcionamento do mercado
como mão invisível, a explicação da
circulação de mercadorias, como faz a ou
explicação do forma da propriedade
privada, a explicação de não sei o quê,
OK, me explica o funcionamento dessa
sociedade civil, mas não explica
efetivamente como funciona essa economia
na produção e reprodução da vida humana,
que na hora que ele joga pra vida dos
trabalhadores, na hora que ele joga pra
sociedade, o sujeito vivo, ele Ele
percebe que a circulação de mercadorias,
essa explicação, não dá conta de
planejar e intervir na realidade para
garantir umas condições de produção e
reprodução da vida a médio longo prazo,
a fazer uma intervenção real para que
não seja a organização da vida social em
busca do capital, mas organização da
vida social em busca da vida humana
comum.
Então ele vai conseguir fazer essa
inversão a no mesmo processo de colocar
riga de ponta de de, né, tá de ponta
cabeça, botar ele de pé. Ele vai pegar a
crítica da economia política burguesa e
vai inverter ela, fala: "Cara, ela só
ela apresenta como funciona, mas ela não
me dá instrumentos de ciência sobre a
realidade paraa intervenção da nela. Ela
só dá uma manutenção desse sistema em
funcionamento, mas não me apresenta o
fundamento desse sistema para que eu
possa fazer intervenções de
transformação da realidade e que eu faça
com que o modo de produção não se
mantenha por si mesmo, mas que a gente
consiga transformar ele ou colocar ele
no lugar dele como meio paraa realização
da vida humana e não como fim. O capital
é um é tratado na sociedade burguesa
como um fim. O capital para Marx é se
tornar um meio. O meio é ser superado,
inclusive,
entende?
a diferença.
Isso é genial, cara. E isso começa de um
processo de onde começa ciência, onde
começa a lógica. Por isso que eu gosto
muito das discussões sobre marxismo sem
ciência. Eu sustento que, óbvio que sim,
mas nesse sentido que eu tô falando
aqui,
em que ele faz uma crítica econômica ou
crítica da economia política burguesa,
que apenas apresenta o funcionamento
desse negócio, mas não dá o fundamento
que garanta a intervenção com outro
objetivo que não a produção e reprodução
de capital.
É ciência, porque em ciência é
intervenção na realidade,
intervenção para transformação em prol
da vida humana que produz ciência, né?
Óbvio, porque se é uma ciência que
produz ciência para destruir a vida
humana, ela é burra.
Não sei se o pessoal já pensou, mas eles
são humanos, né? Não seja burro.
Diz nossa querida Érica, quando leio
Hegel, eu me pergunto se aprendi a ler
ou não. Eita, sujeito difícil. É, ele
ele ele complica a nossa vida. A gente
fica em dúvida se a gente é alfabetizado
e escreve de jeito difícil, horrível.
Desculpem-se, uma metaanálise do
processo de solução de problemas,
talvez. Nunca pensei nesses termos, mas
são excelentes termos.
Diz nosso querido Diogo, essa ideia é
bem importante para o marxismo, né? Sim,
perfeitamente. Não sou. É, mas eu sou.
Não, [risadas]
você vê como a gente é inclusivo aqui.
[roncando] Lenin, o materialismo
imperiocriticismo,
lidando com o machismo, vai nessa linha
de estão defendendo ordem burguesa. Sim,
sim. Ah, tem reflexões
interessantíssimas de Lenin nesse
sentido que a gente poderia discutir um
dia. Quer dizer, uma filosofia que é
construída para defender a ordem de uma
sociedade burguesa, se eu entendi bem, o
idealismo serve para defesa da
burguesia, para Lenin. É isso também. É
exatamente isso. Porque quando a gente
fala, é que é difícil, né? Quem fala
idealismo não é o próprio idealista, né?
O idealista não fala: "Oi, eu sou um
idealista". Quem chama o idealista de
idealista é quem tá ofendendo o coitado.
Então, você vai ofender alguém, vai ser
o idealista. Mas qual que é a questão de
chamar alguém de idealista? É porque ele
não percebe as fundamentos ou as
condições reais para qualquer realização
da atividade histórica humana. e parte
de estruturas lógicas ou de pensamentos
que estão conectados a um tipo, a uma
forma social específica, a manutenção de
uma ordem e não seus fundamentos.
Marx, cara, ele dá uma virada tão
bizarra no pensamento
eh ocidental. É tão bizarro que a gente
não tem cada dia me surpreendo mais
assim,
no século XIX, quando você pega a a
passagem da sessão da maisvia absoluta
para mais valia relativa, ou é o
contrário, já esqueci [roncando]
a passagem no capital, em que ele fala
assim: "O capitalismo
ou o capital, o capital, né, o capital
apenas desenvolve as forças produtivas
destruindo,
solapando
as fontes de riqueza, a terra e o
trabalhador.
Esta frase no século XIX
não foi entendida e talvez durante o
século XX inteiro, quase.
Talvez agora a gente esteja entendendo.
É entender que só há desenvolvimento
tecnológico, desenvolvimento de forças
produtivas no capitalismo, destruindo as
únicas duas fontes de riqueza possível,
a vida humana e a natureza, o meio no
qual a gente tá. Se você destrói o meio,
não tem vida humana para poder
permanecer. Se você destrói vida humana,
não tem por ninguém para realizar a
economia, não tem ninguém para gerar
riqueza e nem usufruir dela. As duas
fontes de riqueza é terra e trabalhador,
é vida humana e natureza.
Se você destrói uma delas, não tem por
funcionar qualquer ciclo econômico. Marx
percebeu isso e ele constrói todo uma
crítica à economia política burguesa
pensando nas condições de produção,
reprodução e desenvolvimento da vida
humana. Essa frase é o Dúciel que vai
utilizar, mas ela encaixa muito bem.
E Dúcio nem fala que Marx fala isso
propriamente dito, mas é isso que se que
tá ali. Você virar a economia e qualquer
organização de modo de produção, não
para produzir, reproduzir capital, mas
para produzir, reproduzir a vida como
critério. E aí você faz intervenções
sistemáticas a sistemas que estão
funcionando, que estão destruindo essas
condições de reprodução. Isso é
brilhante. Isso é brilhante.
Só que você pega do sistema lógico, qual
que é a graça de um do desses liberal ou
melhor, tem muito liberal sensato, mas
vamos pegar mais os
Biruleab, né, os neoliberal e os Ancap
Maluco, eles entram em discussões
lógicas de sistemas lógicos e de
explicação de veja, mas é porque se você
interfere aqui no porcentagem de não sei
o quê, se você entende que o ser humano
é não sei o que não sei o quê. E e numa
abstração tão genérica para explicar
como funciona um sistema de mercados,
uma teoria de não sei o que lá, a
impossibilidade de você calcular tudo,
absolutamente tudo, a todo momento que
todo mundo sabe que é impossível, [ __ ]
Mas o ponto não é esse. O ponto é que se
você não faz intervenções constantes,
você destrói as condições de produção e
reprodução da vida. Então não seja
burro, porque não existe sistema
automático que por si mesmo conduz ao
bem comum. Então eles jogam em em um
nível tão abstrato de argumentação e de
discussões que impede perceber o básico.
Se você não tá vivo, não existe função
para mercado animal. Se não tem ser
humano para produzir, para consumir, não
tem, porque existe qualquer instituição.
Então a base da economia é a vida
humana. Ponto. Ponto. Daí para frente
não tem o que discutir intervenções
sistemáticas em sistemas de mercado para
garantir as condições de produção,
reprodução da vida humana. Ponto. Ponto.
Isso é ciência, isso é lógico, isso é
racional, isso é inteligente. Qualquer
outra coisa que negue isso é burrice. Aí
eles vão jogar para aforismo, eles vão
jogar para abstração, eles vão dar uma
de miim, né, falando um monte de
palavra que junta não tem sentido nenhum
para porque não dá para lidar com a
realidade óbvia. [risadas] Então é
importante, né? Eu joguei baixo, né?
Joguei lá, joguei, joguei mal. Joguei
longe.
Mas é isso. Diz o nosso querido Rubens,
segue o modelo lógico, mas modelo lógico
é limitado por não levar certas
variáveis sem consideração. Exatamente.
Quando o capitalismo surgiu, não devia
ter ecologia. Ainda não tinha. Esse é o
ponto. Marx para mim é o primeiro cara
que bota esse isso no jogo.
Só se desenvolve destruindo as duas
fontes de riqueza, terra e trabalhador.
Você não pode destruir terra e não pode
destruir trabalhador, porque se destruir
as duas coisas, você não tem como
garantir a reprodução no dia seguinte. O
cara sacou, pô.
no século XIX.
Aí o meu coração, como é que eu não vou
ser marxista?
Hoje em dia a questão ambiental se
tornou central, óbvio, porque não é nem
a questão ambiental, a questão da vida
humana, tipo assim, é [risadas] porque
às vezes e eu óbvio que você tá certo,
Rubins, mas é que o ponto assim, a gente
vê isso, às vezes, a questão ambiental
parece uma coisa fora, né? Tipo, é é a
nossa vida assim, se você não tem ar
para respirar,
né?
>> [risadas]
>> Tipo, é tão óbvio, gente, pelo amor de
Deus, é tão óbvio. Mas a gente tem que
falar essas obviedades, porque o a
estrutura na qual se reproduz esse
sistema, esse modo de vida e tal, não
sei o que lá, ela rouba a gente dessa
compreensão do ponto de partida factual
e não lógico de desenvolvimento de
ciência.
diz o nosso querido Diogo, eu não tenho
uma grande leitura em Marx, mas quando
li a biografia dele do Zé Paulo Neto,
minha cabeça virou do avesso. É genial.
É, Zé Pelo Neto é uma excelente
introdução, um cara muito legal, né? Eu
gosto dele, um velho fofo.
Diz querido Jones Miguel: "Uma vez me
falaram que Marx acredita que a história
é a única real ciência, porque ela
analisa as contradições da interação do
homem trabalho e natureza. É verdade
isso ou está equivocado?" Eu não lembro
de Marx dizer que a história é única
realciência, mas ele diz que com a
história nós tiramos o véu místico
da nós tiramos, tiramos o véu místico
que nos impede de lidar com a realidade.
A história nos ajuda a fazer isso. Eu
aprendi isso lendo Marques,
especialmente na primeira parte do
capital, quando ele vai começar a falar
sobre o fetismo da mercadoria, ele fala:
"Ó, para você desanoviar os as coisas
místicas que estão lá diante da gente, a
história é fundamental. Bota na
história, bota na história que a gente
começa a quebrar as essências que
existem por aí, né? As essências
humanas. O ser humano é um ser egoísta
por natureza. O ser humano é um ser que
pensa só no seu próprio interesse por
natureza. É um ser, é um indivíduo,
filhote de chocadeira, nasceu como
cogumelos. Não. E essas coisas você
quebra com a história, você bota a
história no jogo, você quebra essas
místicas, né, de essência e tal. Então,
aí eu concordaria nesse sentido. Em
outros eu tenho que ver.
Diz aos queridos Diogo, eu era antimarx
até Leucabra. É, pronto. Você vê Zé
Paulo Neto faz cumprindo sua função.
[risadas]
Pergunta nosso querido Jon Miguel. Não
diz, né? Posso ser colocado de uma forma
errada também por estou perguntando.
Fica em paz, não tem formas erradas, nós
estamos aí e tal. Diz nosso Rubens
respondendo a Jon Miguel. Até onde ser a
frase vai no sentido de a história é a
mãe de todas as ciências. Isso porque
todas as ciências fazem parte de um
momento histórico evoluente, Rubins.
Estamos aí.
Diz nosso Ri. Sim, somos animaizinhos
também, mas um animal cabeçudo. É um
animal que se tornou muito [ __ ] pelo E
a gente se tornou porque a gente se
descolou da realidade, assim, não é uma
só questão de ideias fluindo, né? O
desenvolvimento das forças produtivas
permitiu essa sensação de que a gente
consegue controlar tudo, a gente
consegue guiar o aumento infinito da
produtividade, né? a gente consegue
fazer um
realizações exponenciais ao infinito.
A desenvolvimento do modo de produção e
das forças produtivas permitiu isso. De
modo que na própria física, na própria
matemática, começam a surgir durante o
século XVII eh cálculos infinitesimais,
modos de tentar calcular quantidades
absurdas que nós não somos capazes de
fazer na realidade. Por quê? Porque
potencialmente o modo de produção abriu
essa porta. A escala de produtividade, a
escala de consumo, a escalada de tudo,
você desenvolve em em volumes bizarros.
É por isso que vai surgir cálculos
assintóticos, né? Cálculos
aproximativos. Você vai fazer cálculos
com quantidades tão bizarras que vai ser
assintótico, vai ser por aproximação,
mas que te possibilita fazer o cálculo e
fazer planejamento.
O nome do cara que fez esse cálculo era,
eu lembro que o RIP era o nome de um
jogador de futebol, Sterling. Era o nome
de jogador de futebol. Sterling, acho
que é James Sterling, algo assim.
Sterling, né?
escocês britânico. Sterling faz é um dos
primeiros a formular esse lance dos
cálculos assintóticos que vai ser
assumido pela economia política,
inclusive pelo nosso querido Adam
Schmith. Inclusive tem uma biografia do
Adam Smith.
Adam,
putz, eu não lembro agora quem é o
autor, ó. uma biografia gringa, boa para
caramba, cara, que ele vai citando, né,
a formação da escola de Glasgow, onde o
Smith vai se desenvolver, vai tal formar
toda a estrutura da escola real
britânica. Eh, e aí o Sterling é citado
entre essa galera ali como um dos caras
que teve uma grande influência pro
desenvolvimento da economia, exatamente
por essa capacidade de cálculos
assintóticos, que é o que a economia
liberal vai se amar isso, porque, cara,
você vai começar a fazer cálculos de de
mercado, de produtividade, assim ao
infinito. E essa sensação de produzir ao
infinito, realizar ao infinito, te dá a
ideia de que você consegue fazer tudo,
você tem controle sobre as coisas. E aí
deu merda. [risadas]
É, a gente se tornou um animalzinho
complicado depois disso aí. É só ver do
século XIX para cá o nível de destruição
global, de poluição, de aquecimento,
essa coisa toda foi assim. Tem a ver com
o desenvolvimento das forças produtivas,
especificamente sobre capitalismo. Então
assim, sim, o mal do nossa, o mal da
nossa vida é o capitalismo.
Se não tiver para ar para todos, diz
nosso querido Borduna, vamos faturar
para eh quem pode pagar. Exatamente. Ar
premium. Água premium. Sim. [risadas]
Ar Montepelier.
Pelg.
Aplus.
A
silver
e [limpando a garganta] sei lá que nome
mais vai ter.
É. É a vida, né? O cara entendeu. Você
só precisa decorar. É, já fez, né? Eu
você tem bri, entendeu, mano? Agora a
gente só precisa fazer, o cara escreveu
o bagulho, a gente só precisa entender,
Gabriel. Mas com o exército industrial
de reserva, isso importa pro burguês?
Não, porque o burguês tá cagando. O
burguês, ele tá ali preocupado em quê?
Em capital.
Canalha.
Diz nosso querido Diogo, eu fiz um super
chat agora, fui cobrado, mas não
apareceu. Me confirma se recebeu aqui.
Não recebeu. Então, o pessoal te cobrou
e te roubou. Roubou. O YouTube, o senhor
YouTube, o senhor roubou o nosso querido
Diogo. O senhor está faturando em cima
do Diogo sem mandar para nós aqui o
bagulho.
Senhor YouTube te roubou. Não fui eu,
juro. Senhor YouTube. Canalha. Canalha.
Senhor YouTube. Diz, querido Vinícius ar
do ar top
[risadas]
sabor ar. Ai, meu Deus. Daí paraa frente
é só para trás.
Mas vamos pouquinho.
Mas é legal, não é assim? Eu sei que eh
falar Hegel, né, no no
Senhor YouTube fumou o seu bem.
[risadas]
O
falar sobre Hegel, né? Ciência lógica em
Hegel, a gente entra naquele, vai entrar
naquele bagulho obscurantista e tal. Mas
no caso aqui a gente preparar o terreno
para discutir as questões lógicas. Essa
discussão aqui já do fático e do lógico
pro início da ciência já é brilhante,
já desarma um monte de coisa.
Beleza? Perdão.
Agora bem, diz nossa querida Ktia
Colmenares,
ã, ó, deixa eu fazer um trem aqui,
comprar. [risadas]
É, hoje tá bom o nosso rolê aqui.
Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Botar isso aqui.
Bom, bora lá.
Ah, ih, perdi alguma parada aqui.
É, vai pagar pela porcentagem de ar no
de oxigênio no ar. Oh, Jesus Cristo.
Agora bem, queremos destacar que Hegle
só vai se interessar pelo começo lógico.
Começo e só vai se interessar pelo
começo lógico. O começo fático não
merecerá nenhuma reflexão ulterior, né?
Ele não vai se desdobrar pelo ponto de
partida sobre a realidade que ele tem
que enfrentar. ele vai se preocupar
muito mais com o interesse, com o início
lógico da ciência e não o início real,
histórico, material. Quem vai começar
com essa discussão sobre histórico,
início histórico, material real, vai ser
um carinha chamado Marx.
Ficará abandonado como uma anedota
superada pela necessidade lógica da
ciência. De todo modo, nós pretendemos
mostrar não somente que nenhum dos
começos eh secundário, nem deveria ser
deixado de lado na reflexão sobre o
conceito da ciência em Higger, senão que
a compreensão do começo fático será
fundamental para penetrar inclusive a
significação conceitual do começo lógico
de Heg. Beleza, já tá tranquilo. Não é
para abandonar um ou outro. Você tem que
fazer reflexão lógica, você tem que
fazer reflexão fática, você só não pode
abandonar uma ou outra. Opa, chegou
aqui, ó. O YouTube salvou você.
Presenteei com uma assinatura do Bruno
Recal. Alguém foi presenteado. Deus
abençoe.
[risadas] Muito obrigado, Diogo, pelo
carinho, mano.
Aí, ó, depois você falou o YouTube me
estornou. Ah, é isso, YouTube, seu
canal. [risadas]
[limpando a garganta]
Vamos lá.
O modo de introduzir o tema, a modo de
introduzir o tema, começaremos esboçando
a relação que há entre o começo lógico e
o começo fático para mostrar que a
ciência, em última instância, é uma
atividade humana que surge em uma
realidade sociopolítica e histórica
específica e se faz eh feita para uma
realidade sociopolítica histórica
específica. Porque nos fatos não se faz
ciência ou filosofia por uma necessidade
lógica. Nos fatos não se faz por
necessidade lógica. ou teórica, senão
que grifem essa frase na vida de vocês.
A ciência não começa por uma necessidade
lógica, senão que a necessidade lógica
encontra precisamente sua relevância
diante da necessidade humana de buscar a
verdade para vivê-la no âmbito do social
e do político.
Necessidade lógica
tem tem sua relevância necessária, né? A
necessidade lógica tem relevância diante
da necessidade humana de buscar a
verdade para vivê-la no âmbito do social
e do sócio político ou da político.
Cara, isso é muito importante, meus
amigos. Isso é muito importante. A
relevância da da ciência ou de reflexão
sobre a necessidade lógica, a relevância
do necessidade lógica, relevância de
pensar logicamente
é a necessidade de viver a verdade
dentro da sociedade e da política
específica na qual você tá resolvendo
seus problemas. Tem critério de verdade.
Posso ouvir um amém?
>> [risadas]
>> Cara, isso é muito importante. A verdade
foi tão surrada, coitada. Apanhou tanto
esses tempos. De nit para cá, pessoal
abandonou a verdade. Mas tem uma coisa
importante, é verdade que você precisa
est vivo para continuar seus projetos.
Se você não tiver vivo, não dá. É
verdade que pro dia seguinte tem que ter
ar, tem que ter água, tem que ter
comida, tem que ter abrigo, né, meus
amigos? Tem que ter, tem que é verdade.
Não, não dá para você negar uma verdade.
É uma verdade que se você não tá vivo,
não tem porque continuar fazendo as
coisas.
Tem que garantir as condições de viver.
Só que essa verdade, ela não é uma
verdade abstraída. Ela é vivida na
realidade social e política e não na
realidade lógica. A verdade ela é vivida
social e politicamente.
Tudo bem,
[risadas]
cara. Isso é muito bom. Pronto. O
Borduna fez um comentário aqui da da da
zoeira que eu sei que tem conectado com
o nosso querido Peter Evil, né, que deve
tá muito feliz nesse momento.
Eh, aqui, ó, não se come múltiplas
antologias. Então, qual que é o ponto da
da Cátia? Vocês lembram o subtítulo do
texto? É elementos para uma
transontologia, né, papai?
Transontologia, uma crítica
transontológica. Por quê? Qual que é o
ponto? Eu fal, cara, tem ontologias
diversas. S tem do ponto de vista
lógico, de conhecimento da realidade, de
modo de vida, tem.
Mas não é só isso, não é só ontologias,
cada uma no seu mundinho, né? Não é só
compreensões sobre o ser espalhadas por
aí. Existe algo comum a tudo quanto é
ser humano, que é tá vivo.
Você tem que tá vivo.
Essa verdade, ela é vivida ou a seu modo
de compreender a realidade é vivida
social e politicamente. E essa
sociedade, essa política precisa de
condições para garantir a produção e
reprodução da vida. Essas condições é
modo de produção. Modo de produção é
economia. Tem que organizar a vida
econômica de uma sociedade para ela que
para ela poder ter a ontologia que achar
bacana. ou que na verdade é uma
ontologia que surge dessa realidade
social, mas você precisa de condições
específicas. Ou seja, existe verdade,
tem critério material e vivo de verdade,
que é tem que garantir as condições de
produção e reprodução da vida das
pessoas que têm suas ontologias, porque
se não tiver garantido, você pode ter a
ontologia que você quiser. Amanhã não
tem dia seguinte, não tem por se ter
esse bagulho. Então, é é não rechaçar a
discussão sobre ontologia ou múltiplas
ontologias, eu sei o que lá, mas também
não é abraçar como se não tivesse
critério de verdade, é superar essas
limitações que estão impedindo a gente
de pensar, de entender a realidade, de
resolver problema.
[ __ ]
isso aqui é genial. Obrigado, Cátia
Comenares.
Da hora, né, pô? Eu acho bom demais. Eu
me animo. Isso é bom demais. Qualidade,
qualidade. [risadas]
O processo que descreve a relação entre
ambos os começos da ciência em Hegel, o
começo fático e o começo lógico, nesta
ordem, poderia ser representado
retrospectivamente da seguinte maneira.
Então, vamos lá. Representação do começo
fático pro começo lógico.
Os seres humanos se constituem
subjetivamente a partir de uma
comunidade histórica de vida que
objetiva, um tipo de relação
intersubjetiva ou estrutura de
reconhecimento mútuo entre seus membros.
Você se constitui em comunidade. A
comunidade é condição para você existir.
E ela só se mantém porque ela objetiva
projetos reais e efetivos na história
que garantam as condições de manutenção
dessa sociedade que é realizada entre
pessoas, entre sujeitos. Parece óbvio,
mas isso aqui já desmonta 75% da
produção filosófica ocidental que
esquece da realidade, né? Que parte dos
fiotes de chocadeira.
Isto quer dizer que os sujeitos
autoconscientes se constituem a partir
de uma consciência do nós que media sua
compreensão no sentido de ser o mundo e
funda suas instituições sociais e
políticas. Esta consciência do nós
configura a racionalidade de uma
determinada tradição ou cultura, né?
Mesmo a criatura que acha que o que o
que o como é que é o nome? que o ser
humano é um indivíduo isolado, filhote
de chocadeira. Mesmo essa pessoa, ela
considera um nós, que é a sociedade que
considera os humanos como indivíduos
isolados uns dos outros. Esse nós não dá
para ser negado do ponto de vista
fático, mas do ponto de vista lógico dá,
mas do fático não. Então, por isso é
importante recuperar o ponto de vista
fático, é o começo fático da da ciência.
A racionalidade de uma determinada
cultura ou tradição surge então em um
contexto de uma realidade intersubjetiva
que clama para si reprodução de seu
mundo da vida. Hegel se deu conta de que
a racionalidade na qual havia
configurado a Alemanha no final do
século XVII estava deixando de se
corresponder historicamente com a
necessidade sociopolítica de seu povo,
eh, pelo qual o jovem pensador
empreendeu uma tarefa de conceber e
desenvolver uma racionalidade
ou melhor eh a melhor da com a melhor
fundação possível em sua interpretação
da racionalidade. a superar, eh,
reproduzia a fragmentação social e
política, né? Então, em sua
interpretação, a racionalidade
eh a ser superada reproduzia a
fragmentação sociopolítica. Ele tava
percebendo que tinha uma racionalidade
que tava ali eh
fragmentando essa sociedade
propriamente, tava reproduzindo uma
compreensão equivocada. Então ele queria
contribuir. Mas calma aí que eu quero
chegar numa parte mais interessante.
O
os princípios e normas sobre os quais se
assentavam as instituições imperantes
eram por demais arbitrárias e começavam
a se revelar caducas, velhas,
carcomidas.
Isso significava para Hegel que a
transformação da realidade sociopolítica
da Alemanha passava pela transformação
da racionalidade de seu povo. Isso é,
citação destacada, a mudança objetiva e
intersubjetiva dependia da mudança da
subjetividade alemã. Ele considerava que
a própria racionalidade do seu povo tava
complicada, já não tava dando conta das
próprias instituições, car comidas e
velhas. Então tinha que ter uma nova
maneira de pensar e de perceber a
realidade. Vai trazer aí uma
contribuição para essa moral, para esse
espírito, para esse pensamento do seu
tempo, do seu povo.
À medida que H Regel avança em sua
pesquisa, se enfrenta a necessidade de
produzir uma racionalidade
verdadeiramente fundada para levar a
cabo a reflexão filosoficamente
sistemática.
Somente então advertiu a necessidade de
conceber um sistema de ciência, pois se
a razão deveria ser o seu fundamento,
esta necessitava autofundamentar-se
lógica e necessariamente como um todo do
saber, o que significava também
autoproduzir a razão com o saber
absoluto, quer dizer incondicionado.
Seu sistema da ciência é então a
resposta ao diagnóstico que fez
realidade de seu tempo histórico. Eu
preciso de uma ciência que funde-se a si
mesma, que se apresente ali, né, como
resolução para todos os problemas. E a
aposta de Hegel vai por aí, por uma
reformulação da subjetividade alemã, da
racionalidade alemã. Precisa superar as
contradições vigentes. Beleza?
Na filosofia regiliana, o fim lógico
último da ciência é a ideia absoluta
como compreensão lógica da realidade,
enquanto que seu fim fático é um retorno
à realidade concreta da Alemanha do
começo do século XIX, como realidade
compreendida, sabida e projetada a
partir da ideia eh que dessa realidade
encarna como autocompreensão de si
mesmo. É uma complicação dourada, mas o
esforço é compreender
a si mesmo, fazer essa reflexão lógica
da racionalidade da ciência para
conseguir fundar uma subjetividade capaz
de compreender a sua realidade e
superá-la.
Ele quer fazer um diagnóstico cada vez
mais adequado para poder superar as
contradições das instituições velhas
carcomidas que ele tá vendo na realidade
alemã.
Então a aposta vai ser refundar a
subjetividade alemã. a racionalidade
alemã para superar esses problemas que
ele está vendo nesta realidade,
compreender cada vez melhor e superar
essas questões. Então, uma ciência que
se funda para superar os problemas
existentes no seu tempo.
Quando se faz abstração do começo fático
da ciência na obra de Hegel, se esconde
o conteúdo concreto das perguntas que
dão origem à sua filosofia e tira de
contexto aquilo que Hegel estava
tematizando.
continuação ou na continuidade da
pesquisa, veremos a relevância do começo
fático, sua relação com o começo lógico
e algumas das consequências do começo da
ciência de Hegel em sua filosofia
prático-política.
E aí eu vou ler só um trechinho do
começo fático,
só um trechinho porque o tempo está
exíguo. [risadas]
O começo fático da ciência.
A Alemanha de Hegel vivia um grande
estancamento econômico, político e
social devido sua desintegração.
A falta de identidade de projeto
mantinha a população alemã sem
perspectivas e a mercê dos interesses da
nobreza e o poder da Igreja Protestante.
Esse cenário contrastava dramaticamente
com o crescimento pujante da revolução
industrial que vivia em Inglaterra e com
a expansão de um capitalismo que
prometia finalmente
ah sanar as necessidades humanas
mediante a produção massiva de
mercadorias a baixo preço. A modernidade
se desenvolve por toda a Europa como um
projeto civilizatório mais promissor e
seduzia rapidamente as juventudes
famintas de uma mudança da antiga
idiossincracia.
Então veja que essa contextualização já
bota em relevo tranquilamente porque que
Hegel vai fazer o sistema dele, porque
ele quer superar as contradições de seu
tempo para resolver os problemas da
Alemanha. desenvolvimento industrial na
Inglaterra,
um atraso econômico, político, social ou
mesmo um estancamento, né, que ela
colocou ali, uma estagnação. Estagna é
melhor a palavra, estagnação econômica,
social e política na Alemanha.
Eh, tá tudo travado, tá tudo parado, a
juventude sem perspectivas. Olha pro
desenvolvimento da do cap da revolução
industrial inglesa, pro que tá
acontecendo no desenvolvimento
industrial em outros países na Europa.
Fala, pô, a gente tem que acompanhar
esse processo aí. Estamos para trás,
ficamos para trás, fomos abandonados. Ai
meu Deus.
[risadas]
Certo? E aí Hor vê essas contradições e
quer então fazer essa superação. Nessa
resolução dessa questão fática, deste
contexto, ele vai buscar depois de
discutir filosofia do direito, porque
ele quer resolver o problema moral,
espiritual, institucional da Alemanha
como primeira ciência, buscar uma
autoconsciência para tentar refundar a
subjetividade alemã para uma nova
racionalidade para superar essas
questões de seu tempo. Essa estagnação.
Agora a gente assenta uma discussão que
parece abstrata, universal e absoluta,
perdida, para qual é o objetivo desta
filosofia.
Agora, a ciência tem sentido,
tem um propósito, né?
À luz desse contexto, o pensamento de
Hegel foi maturando ou amadurecendo em
virtude de contribuir ao ressarcimento
das divisões internas ou
restabelecimento das divisões internas
da sociedade alemã através da formulação
de um claro projeto político social e
viabilizar seu desenvolvimento. A
análise do desenvolvimento de sua obra
nos mostra
eh que a tinta de sua reflexão era
abertamente política, né? O o oi
cara, como é que eu vou traduzir isso?
Hum.
Verniz. Não, não vou conseguir traduzir.
O aspecto vai um aspecto de sua reflexão
era abertamente político. É claro, né?
Aquilo que mais lhe preocupava era a
ideia de encontrar um princípio
unificador a partir do qual poderia
resolver as diferenças e contradições
sociopolíticas.
Pronto, daí começa.
Fala, meu querido Harold. Harold top 10.
Bom dia. Que está servindo conceito?
Tudo tá servindo aqui. E [risadas]
estamos servindo aqui muito conceito.
Aqui é open bar de conceito.
Eh, cadê? Google a autora ciência da
lógica da emancipação parece algo
cabuloso. É maravilhoso. É maravilhoso.
É a Ktia Colmenares. Cátia Colmenares.
Esse PDF aqui você pode encontrar de
duas maneiras. Dando o Google, porque dá
para achar a tese dela fácil, ou virando
membro do canal [risadas] que eu mando
lá no grupinho do Zap. Mas tá fácil,
cara. mandar o Google a tá liberado no
noitório
da Universidade Autônoma Metropolitana
de Estapalapa, no México, a tese da
Cátia Columenares.
A condição social de sua família lhe
permitiu ter uma perspectiva muito
particular, pois ao pertencer à nascente
burguesia alemã, sua família não contava
nem com propriedade da terra, nem com
títulos nobres, né? Ou de nobreza ou
mobiliários. Nobiliários. já escreveu
errado aqui em títulos imobiliários com
os quais asseguraram a posição social eh
imobiliários. Suas eh seus pais eram
pessoas cultas que, como muitos de seus
contemporâneos, abraçaram os ideais da
ilustração ou do iluminismo, com a
consciência de que somente através da
educação e da cultura poderiam conseguir
uma uma ascensão social. Diante da falta
de posição política, né, talvez
privilégio político ou econômico, a
partir do qual se firmar,
o conhecimento se converteu para
incipientes, para a incipiente burguesia
em um novo critério de valorização moral
espiritual. Essa nova situação nos
permite entender porque há uma
coincidência entre o surgimento da
burguesia e o estabelecimento da razão
como princípio de vida moderna. O
burguês necessita se afirmar a si mesmo
e a partir de si mesmo, de modo que
buscará o fundamento dentro de si, mesmo
que o situe, por um lado, em igualdade
de condições frente à nobreza, e, por
outro, que lhe permita ascender mais
além dela a partir da nova estrutura de
valores que a burguesia empeçava a eh
começava a impor. E aí a gente vai
entender uma valorização
nobiliário, tá certo? Então eu que tô
errado. Perdão, fazer você tá correto e
eu tô errado. Eu fiquei confuso. Perdão.
Nova estrutura de valores que a
burguesia começa a impor, né? Então aqui
a própria discussão sobre a valorização
moral da razão, do conhecimento da
ciência, né? Como análise brilhante de
Weber nesse sentido de entender que a
posição antiga dos religiosos ou da
validação moral da sociedade era da
religião, né? quando ele analisa a
o desencantamento do mundo e que quem
vai assumir essa posição de moralidade
dentro de um mundo moderno,
potencialmente laico, né, potencialmente
sem religião, porque a gente sabe que
ela não acaba e nem acabou até hoje, vai
ser a ciência, vai aparecer como esse
conversor moral de legitimidade moral
pro pensamento, pra posição, pras ações,
pra tomada de decisão. E uma ciência no
caso burguesa, tá? não é ciência neutra,
a gente sempre vai chamar atenção disso,
mas o Weber vai chamar atenção, vai
perceber isso. E então no no caso é a
posição
de
validação moral a partir da ciência que
assume esse local de determinação dos
valores em uma sociedade moderna
burguesa dentro do projeto de ilustração
ou de Iluminismo. Isso não invalida,
pelo amor de Deus, a discussão sobre
racionalidade ou de verdade, como a
gente falou aqui. É entender como o jogo
se dá, porque é uma questão também
social e de reprodução social,
beleza?
Isso também vira poder ou espaço de
poder, né? Até Hobbs, inclusive quando
vai falar sobre os poderes, né? Ele
diversifica lá os poderes, né? As
possibilidades de poder que você tem, o
poder da riqueza, o poder do exército, o
poder de não sei o quê. Um dos poderes é
o da ciência. E para hobbs em defesa dos
nobres, o poder da ciência é um poder
menor, né?
[risadas] Então isso tá no jogo também.
Então para quem quiser saber, é o
capítulo 10 de O Leviatã. É bem legal
esse texto. Como [roncando] iremos vendo
à medida que avançamos em nosso
trabalho, o projeto da modernidade é um
projeto eminentemente burguês e Hegel o
empunhará com a ideia de elaborar a
fundamentação pertinente que lhe permite
fazer factível, tornar factível.
Última parte aqui que a gente vai ler.
Depois de muitas tentativas
insatisfatórias de desenvolver um
pensamento claro de sua realidade, em
1801, Hegel se encontra com seu amigo
Shellin em Iena. Que que bonito. Foram
tomar um café em Iena, Hegel e Shellin,
onde se incorpora a discussão
universitária com um texto que eh depois
daria a chave para desenvolver sua
própria filosofia. Trata-se do texto a
diferença entre o sistema de Fict e de
Shellin. Nessa obra, Hegel volta se
volta sobre preocupações,
mas a partir da discussão que então se
levava a cabo no círculo intelectual de
Iena e que girava em torno da obra de
Kant e o problema da fundamentação.
Veja, é uma discussão teórica, uma
discussão abstrata, uma discussão
universitária, mas conectada com a
realidade
de seu tempo.
Respondo à posição de Shellin, Hegel
dispõe ou coloca que a obra de seu amigo
constitui uma superação tanto do
idealismo subjetivo de Kant e Fict como
do realismo, pois haveria mostrado que
ambas as posições expressam a
experiência própria do conhecer, mas
desde pontos de vista contrapostos.
Shellin teria revelado que o
conhecimento é, na realidade algo mais
complexo do que a mera unilateralidade
de ambas as posições
e coloca que a contradição se encontra
na consciência que conhece.
Nesse sentido, quando a consciência está
no nível do entendimento,
então
vê contradição, mas quando se eleva para
o nível da razão, é capaz de compreender
a unidade da diferença, porque a razão
capta a realidade em sua causalidade,
organicidade e unidade, reconstruindo o
racional, eh, racional ou logicamente os
vínculos que existem no real. E desse
modo, a razão é capaz de mostrar, por
exemplo, que a parte se relaciona com o
todo ou que o positivo se relaciona
sempre com o negativo de alguma maneira.
Aqui é uma discussão epistemológica
maravilhosa, né, sobre conhecimento e
tudo mais. Eu não vou aprofundar nela
agora nesse momento, apesar de ser
interessantíssima que mexe com o meu
coraçãozinho.
Mas em última instância, um debate sobre
a busca pela essa unificação na
compreensão da realidade para melhor
manejá-la, inclusive. Então a gente vai
percebendo esse esforço de unicidade,
que é isso que a Kátia vai tentar fazer
pra gente, para ter uma racionalidade
unificadora e não fragmentária ou que
não reproduza no pensamento a o que
Hegalo percebe como fragmentariedade da
própria realidade alemã que impede sua
contr que é uma contradição que impede
seu desenvolvimento.
Então, ó, Kant, eh, para na leitura de
Shellin, que Hegel tá comentando, né?
antes vai reduzir o problema do
conhecimento aqui por uma questão
unilateral, né, de um certo idealismo e
tal ou racionalismo. Aí para ele fic vai
reduzir para um realismo. Shelling é
capaz de unificar os dois diferenciando
o âmbito do entendimento que consegue
reconhecer na realidade as contradições
e as oposições, mas o do conhecimento
que nas oposições consegue encontrar as
conexões existentes e formar unidade.
Movimento aqui de maneira muito
sintética e generalista. do que a Cátia
comentou, do que Hegle teria feito com a
leitura de Kant, de Fict e que a gente
chega aqui nesse esforço de unificar, de
ter uma ciência da lógica, uma
racionalidade unificadora, porque para
Regel o problema é esse. A realidade
alemã está fragmentada, a sociedade
alemã está contraditória, impedindo sua
produção, reprodução e mesmo
desenvolvimento.
A partir desse momento, para Hegel,
começa a ser claro que essa é uma tarefa
pendente e necessária, desenvolver uma
filosofia da razão para transcender as
contradições e conseguir uma compreensão
absoluta da realidade. A razão se
tornou, para Regio unificador a partir
do qual poderia rearticular uma
realidade social aparentemente caótica e
fragmentária, né? no nível do
entendimento caótica fragmentária, no
nível da compreensão, que consegue
entender as conexões entre os opostos
dessa contradição e fragmentariedade.
Agora, bem, é necessário advertir que a
ideia de razão que Hegel começou a
perseguir, então, eh, se dava claramente
desde as nascentes das relações
burguesas ou desde os nascimentos das
relações burguesas. Eu queria só pular
para uma parte aqui nesse momento que
aqui vai ser uma discussão
interessantíssima,
mas eu queria achar o trecho em que a
Kátia comenta da primeira obra de Heg
depois dessa de Fit.
Hum. Será que tá aqui ou tá mais para
baixo? Tá em outro canto.
Ah, eu não vou achar agora nesse momento
porque senão eu vou me perder e eu
preciso finalizar esse negócio. Mas o
que vai acontecer é o seguinte,
seguinte, seginte. até parar aqui a a
reprodução.
Hegel, então, vai buscar uma solução
unificadora. A razão vai vir por esse
motivo e isso vai ficar expresso ou
muito claro quando o Hegel vai discutir
política, que é um texto bem pouco
discutido da filosofia h regeliana, mas
que é um ponto de partida, inclusive que
conecta com o elemento fático de seu de
seu sistema filosófico, a filosofia do
direito de Regão.
A filosofia do direito de regla é o
primeiro esforço que ele tem para
entender, fazer um diagnóstico e tentar
buscar soluções para o estado alemão e a
sociedade alemã.
Ele não começa da economia, ele começa
pensando na política como direito, como
estado e sociedade civil.
E aí ele quer buscar essas soluções
naquele momento. Então a sua ciência tem
como primeiro ponto de partida no
sistema filosófico esse diagnóstico e
tentar resolver esses problemas.
Mas vai avançando de modo que essa
reflexão também vai se aprofundando.
Então, faz a ciência da lógica, faz não
sei o que, faz não sei o quê, vai
desenvolvendo esse negócio todo para
chegar onde? Filosofia do direito para
resolver esses problemas.
O que ele quer resolver é o Estado
alemão, a sociedade civil alemã. Mas
para isso, na cabeça dele, precisa de
uma racionalidade que compreenda essa
fragmentariedade e a supere
factualmente,
não só logicamente, não uma discussão
lógica, uma discussão factual para
resolver esses problemas.
E aí resulta, em última instância na
filosofia do direito de regra. Vai
resultar aí vai chegar nesse nessa
questão, discutindo todo esse esforço
para chegar na filosofia do direito de
Hegel. A filosofia do direito regra
começa a busca de alternativa política.
Qual é a solução? Qual o projeto
reggueliano? Tá lá.
A lógica, a ciência, a fenomenologia do
espírito. Toda essa discussão vai
resultar e vai chegar aonde? na
filosofia do nessa proposta de Hig para
resolver os problemas da Alemanha de seu
tempo.
Aí Marx
quando vai começar
sua crítica à filosofia regaliana, ou
melhor, quando ele começa a fazer suas
discussões sobre economia,
ele diz no prefácio a contribuição da
economia política, né, de 1859,
olha,
pela primeira vez eu tive que resolver
os problemas da econômicos, a primeira
vez que eu tive que enfrentar questões
econômicas, sendo versado em direito,
mas gostando de filosofia, foi escrever
um artigo sobre a questão do roubo da
lenha.
As pessoas camponeses sempre iam lá num
terreno para pegar a lenha pro inverno,
mas chegou um dia que eles chegaram lá
para pegar a lenha do inverno e tomaram
sarrafo da polícia. Apanharam até umas
horas, a gente morreu aquela desgraça
toda porque ali virou uma propriedade
privada. e eu tive que resolver pela
primeira vez enfrentar o problema
econômico. Escrevi um artigo sobre o
caso do roubo da lenha. Partir dali eu
entendi
que eu não deveria buscar
que eu precisava entender quais eram os
fundamentos dos problemas a serem
resolvidos nessa sociedade alemã
emergente.
E aí ele fala: "Então eu fui tirar as
minhas questões num livro que eu não
publiquei, que era crítica à filosofia
do direito de Hegra.
Fui buscar em Regan qual eram as
soluções que ele tava encontrando ali
pro estado sociedade civil alemã,
fazendo uma crítica, uma leitura
crítica. E eu percebi que o problema não
era político. Eu achei que o problema
era político. Achei que o problema era
filosofia. Achei que o problema era
religião, achei que o problema era
político,
mas eu descobri que não. O problema é
aí ele fala: "Esse livro da filosofia do
direito de regra eu não publiquei, mas
eu publiquei o prefáciil. Introdução à
crítica filosofia do direito de regla de
1844 nos análisis francoalemães.
Quando ele vai para esse texto, quando
ele publica esse texto, esse texto
começa com a crítica da religião, já
está resolvida na Alemanha.
A filosofia já tá resolvida, a gente tem
um problema sério. E as últimas páginas,
os últimos trechos desse texto, Marx
publica correndo ali no final, onde
aparece pela primeira vez a palavra
proletariado, onde pela primeira vez ele
começa a falar sobre classe trabalhadora
e ele fala: "Olha, o problema na
Alemanha não é uma discussão idealista,
não é um problema filosófico, é um
problema econômico."
Só que ele não tem elementos para fazer
isso, mas ele percebe o problema
econômico a partir da crítica à
filosofia do direito de Hegel, que é o
resultado da produção filosofia da
filosofia regeliana.
Esse resultado não é a consequência
lógica, é o ponto de partida fático,
porque ele queria resolver isso, por
isso desenvolveu sua lógica, sua
fenomenologia, o pensamento todo. E aí
Marx pega então a filosofia do J regida
pro seu pensamento crítico a própria
filosofia regeliana. E aí ele faz o
caminho inverso novamente, põe regel
ponto cabeça. Em vez dele ir lá pro
pensamento de de dessa discussão, né?
Fix, Shellin, não sei quem, não sei
quem. Fenomenologia do espírito, ciência
da lógica, filosofia do direito. Ele vai
filosofia do direito e vai daí para
trás.
[risadas]
[roncando] E aí fazendo uma crítica
agora, percebendo, cara, o ponto de
partida que é econômico, não é a
consciência que determina a vida social,
é a vida social, vida econômica que
determina a consciência. Regel, não
percebeu isso. Os teóricos do seu tempo
não perceberam isso. Ele sacou.
O ponto de partida de ciência
é genial. Isso é genial, meus amigos.
Isso aqui é brilhante. Aí vai jogar fora
dialética regeliana? Não, ele não vai
jogar fora dialética regeliana.
Ele vai manter a dialética regeliano,
mas agora invertida, ele utiliza o
método regeliano. Ele até fala, né, no
quando ele refaz na segunda versão do
capital, quando ele refaz a os primeiros
capítulos, na verdade refaz quase o
livro todo, mas tudo bem. Quando ele
refaz e coloca o fetismo da mercadoria,
ele percebeu que precisava discutir
isso, ele fala ali, inclusive eu
coqueteei com o vocabulário regeliano,
eu utilizei o método, eu utilizei essa
discussão,
mas agora diferente com o rea que tava
de ponto cabeça, eu boto ele de pé.
Agora faz sentido porque o ponto de
partida da ciência não é lógico, ele é
fático,
ele é real, ele é histórico, ele é
material,
isso é brilhante, isso é genial, isso
aqui é papo sofisticado. Beleza,
curtiram? Espero que sim. Foi massa, foi
massa.
É verdade. Diz aqui o nosso querido
Rubens, um culto à racionalidade.
Esticar a corda no máximo pro outro
lado. Mas quem tinha a capacidade de
fazer ciência em 1700 era só elite
mesmo. É lógico que era. Vixe, não tenha
dúvida. Diz nosso querido fazer o watch.
O texto do roubo da lenha tá lá no curso
de marx religião, que é muito bom.
Exatamente. Se você quiser fazer o curso
Marx e Religião, se torna membro,
membra, membro, membrinia aqui do canal,
que tem o curso Marx e Religião, que é
totalmente excelente. São nove aulas, se
eu não me engano, bem boas, modéstia
parte. Tos escrito Thiago caramba, agora
eu entendi. Não sei o que você entendeu,
mas espero que tenha feito sentido.
Agora faz sentido colocado dessa forma.
Estou em epifania.
[risadas]
Que bom, que bom que foi útil. Diz as
coisas do Rens. Bom demais. E fazer o
watch fez um excelente fazer o watch.
[risadas] É, perdão, o vídeo. É que esse
horário é horrível mesmo. É que é o
único horário que eu tenho na semana. É
quarta-feira de manhã. É o único horário
que eu tenho. E nem toda, né? Porque o
último eu nem consegui porque eu tava
num trampo fora e aí quebra tudo. Depois
vou reastirar a live de nosso querido
Vinícius. no trampo é toda hora a
atenção ia pro saco. É, eu sei. Perdão,
perdão. Nós vamos tentar melhorar.
Vamos tentar melhorar. Mas é isso, meu
povo querido. Cá estamos. Cá estamos.
Espero que vocês tenham Hoje é
quarta-feira,
mas é praticamente quinta-feira.
Simbolicamente quinta-feira, né? É
simbolicamente quinta-feira. Então, se
quarta-feira já é praticamente fim de
semana, quinta-feira,
quarta-feira, que é uma quinta-feira
prefer, meu amigo, nós estamos aqui já
sonhando com o descanso do sábado, com
descanso da sexta, com descanso do
domingo, com alegria feliz, porque o
sonho de todo trabalhador é o fim de
semana.
Por isso que a gente tem que acabar a
escala com 6 por um, inclusive, para
aumentar fim de semana. Se for quarto,
4x3, melhor ainda. Quanto mais fim de
semana, melhor. E a nossa esperança é
superar semana.
>> [risadas]
>> Valeu, meu. Tamamos juntos. Estamos
junto. V aqui do Harold Top 10. Minha
hipótese é que a dialética regelana não
favorece os girondinos jacumbinos, mas
em especial os seus colhotes. Não há
estado que mantenha de pé com universal
concreto. Não faço ideia.
Não consigo sustentar tal hipótese, mas
também não consigo negá-la. O que
significa fica na hipótese.
Ah, talvez virar tese.
Trampando vendo o Bruno, diz nosso
senhor Diogo. É isso. E esperando o fim
de semana, aguardando ansiosamente. Diz
nosso querido Ederson. Tá bem honesto.
Tem que acabar o trampo. Não, pera. Não
é é complicado, né? Tem que acabar ou
não tem que acabar? Não pode acabar, mas
tem que acabar. Ai, é difícil é
trabalhador. Diz nosso querido Rubins.
Valeu demais. Vai pedir dinheiro antes
de ir embora?
Manda dinheiro.
[risadas]
Não ia, mas vou vou pedir. Então, se
você tiver de bobeira e tiver sobrando
uma merreca qualquer, não esqueça que
tem a chave Pix. Você pode acabar
contribuindo com nós. A chave Pix, a
chave Pinks aí para ajudar nós.
[risadas]
Mas tá aí a chave Pix aí perdida,
aleatória e a gente consegue superar
eles e sobreviver, né? Tá aí se tiver
sobrando uma merreca aí. Mas é isso,
totalmente excelente. Estamos aí, pô.
Ah, totalmente excelente. Totalmente
excelente. Estamos junto. Que bom que o
papo Mas graças a Kátia Comenares, né?
Inclusive, um beijo a Kátia Comenares.
Obrigado pela sua tese, porque que tese
[ __ ] que bagulho bom. A Cátia é
maravilhosa.
Dizos queridos, fazer o watch. 11 horas
da manhã de uma quarta-feira, semana
praticamente encerrada. Não, uma
quarta-feira de uma semana que só tem c
qu dias. Hum. Hum. Vitória, obrigado.
Sexta-feira santa, totalmente excelente.
Valeu, Érica, tamo junto.
[suspirando]
Ai, semana praticamente acabou. Quase,
quase. Sempre no quase. Tá quase lá, mas
estamos chegando. Mas é isso, minha
gente. Quase lá, quase chegando. Quase
chegando. Mas a gente também não precisa
se desesperar de maneira nenhuma. Na
verdade, a gente tem que ficar feliz.
Semana praticamente acabando.
Sexta-feira santa tá chegando aí. É
feriado. Tem sábado, tem domingo, tem
dia para tentar descansar, para pegar
trânsito para quem vai viajar, para
sofrer no trânsito da volta para quem
vai viajar e voltar. Os bbate volta por
aí. Mas de todo modo nós estaremos
por aí direto trazendo a boa nova, né?
Aliás, esqueci. Já que é fim de semana,
já que é [música] feriado, não esqueça
de estar com gente que você gosta, com
quem você ama, com quem você quer dar
carinho, quem você quer receber carinho.
Cuidem-se, cuidem-se uns dos outros,
umas das outras. Seguimos a vida
trazendo aqui a boa nova todo dia
[música] útil. Boa nova, todo dia útil
até a vitória final.
Seguimos trazendo boa nova todo [música]
dia útil
>> até a vitória final.
>> [música]
>> Valeu, minha gente. Fiquem bem. Deus
abençoe. Falou, até mais. É nós, hein?
Se cuidem, bebam como se divirtam, mas
com moderação.
É nós. Valeu.
>> [música]

Tags: