AULIVE: ENTENDENDO HEGEL DE MANEIRA CRÍTICA (COLOCANDO A DIALÉTICA EM PÉ!)
01/04/2026
AULIVE: ENTENDENDO HEGEL DE MANEIRA CRÍTICA (COLOCANDO A DIALÉTICA EM PÉ!)
Pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] pela [música] verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade. de uma utopia. Livres do rio ao mar. Um sonho pelo dia da paz entre nós. [música] Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. [música] Fé, ciência do mundo, luz, testemunho, [música] ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia útil até a vitória [música] final. Filosofia, economia, sociedade e [música][canto] religião. Praticamos diplomada, fazemos propaganda e agitação. [música] Fé, ciência do mundo, luzes, testemunho, ser da terra, o sal. [música] Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Segundos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Pela verdade, [música] pela vida, pela luta popular, pela realidade, uma utopia. Livres do [música] rio ao mar, um sonho pelo dia da paz entre nós. [música] Guerraos senhores, ouçam nossa voz. O pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história é que pessoas têm que estar em condições e viver para fazer história. [música] Ciência do mundo. Luz. Testemunos ser da terra o sal. Seguimos [música] trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho, ser da terra, [música] o sal. Segueos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [música] [música] Ciência do mundo, luz desh da terra, [canto] o sal. Seguimos trazendo [música] a boa nova todo dia útil até a vitória final. [música] >> [música] [música] >> Fala aí, minha gente. Bom dia. Bom, tudo bem com vocês? Tá bom. [música] Espero e desejo que sim. Bchar um pouquinho o som aqui. [música] Bom dia. Tudo bem? Bora lá para mais um conteúdo totalmente excelente. Totalmente excelente. [música] Pera aí. Probleminhas técnicos que eu tive com a minha câmera. É, acho que deu certouum. [música] Começar bem o dia. Estão me ouvindo bem? Pera aí. Bom dia, William. Como é que você tá, meu querido? Tudo bem? Espero desejo que sim. Bom dia. Bom dia. Bom dia, Rubens. Uau! Ai, caraca, abriu aqui o bagulho. Bom dia, Rubens. Bom dia. H baristas e não baristas, porque aqui nós somos inclusivos. Nós aceitamos todo tipo de pessoa, até aquelas que dizem que não tomam café. E tudo bem, sobreviveremos, não é mesmo? Pera aí. P. Bom dia, querido Vittor. Querido Víor, como é que você tá, meu querido? Tudo bem, querido Vittor Vilassa? Bom dia, Deus abençoe. Tamos junto, meu querido. Que bom que você está com nós. Papear mais um pouquinho. Façam como o Víor e sejam membros, membras, membras, membrrezinha aqui do canalzinho. Afinal, se você torna membro, membro, membro, membrezinha aqui do canalzinho, você tem acesso ao nosso grupo exclusivo no WhatsApp, em que a gente troca bastante ideia, uma comunidade bastante ativa, sensível, qualificada, com papo saudável, tal qual aqui rola o nosso chatzinho nas lives, mas também com conteúdos exclusivos por lá. Além de você ter acesso a conteúdos exclusivos aqui no nosso canalzinho, né? Você pode assistir os nossos cursos, cursos totalmente excelentes, como evangélicos e política no Brasil, Marx e Religião, como fazer o seu projeto de pesquisa, leituras exclusivas de textos que não foram traduzidos pro português, que a gente tem aqui também, além de outros vídeos de conteúdos mais que são bem bacanas, filosofia latino-americana e pá. Então, tem bastante coisa aí. Você pode ficar dias e dias e dias e dias assistindo o bagulho, dizendo que, dizendo que é apenas por R$ 4,99, ou seja, não dói para ninguém porque é menos que um cafezinho. Então, estamos aí, chega com nós, seja você também membro, membra, membro, membreia do canalzinho. E se você já tá aqui, não esquece também de divulgar para alguém ser membro, membro, membro, membresia do canal, porque é a membresia que sustenta esse canalzinho aqui, porque ele é um canal pequeno, irrelevante, [risadas] como a gente já percebeu, mas que tem um conteúdo bem legal e que sustenta é uma membresiazinha, então fica aí naquele esquema. E esse mês até o dia 10, faltam apenas 6 para finalmente finalmente o YouTube pagar nós, porque mês passado ele não pagou também. Foi um mês mais curto, mas é a vida. Ai gente, bom dia, bom dia, bom dia, bom dia. Aproveita aí para fazer parte da nossa membresia totalmente excelente. Buenos dias querido Víor. Oakai, como é que você tá? Gente bonita que só tem gente bonita sempre, pessoas lindas. Bo boa, Gabriel, bom dia. Estávamos agora mesmo na nosso grupinho, como o Gabriel comentou aqui, escalando a seleção brasileira, porque nós também nós temos um certo apreço pelo esporte praticado no Brasil e no mundo, esporte mais praticado pela humanidade chamado futebol, né? Temos um certo apreço por isso aí. Então, importante a gente escalar a seleção brasileira, sabendo que o Anchelote não tá nem aí para isso. Bom dia, querido Rubens, que eu já dei bom dia. Hoje a live vai ter 5 horas, só assim para dar uma introdução ao Hegel. 5 horas introduzindo o Hegel. Caramba. [risadas] Ah, não. Vai ser da hora. Você vão curtir. Hoje é primeiro de abril, então na verdade a live vai ser sobre Não, obrigadeira. Imagina, né? faz um bait de Hegel. Chega a galera aí fissurada para entender, né? Três pessoas interessadas em Hegel no mundo e aí vai chegar aí correndo feliz da vida, né? Feliz da vida vai chegar a galera chegando. E aí a gente fala que é um bait, na verdade é primeiro de abril e não vai ter regel, ninguém vai mostrar o regel aqui. Brincadeira porque vai, apesar de ser primeiro de abril, a gente não fez esse bait não. Mas que ia ser engraçado, ia. Bom dia, querido Kevin. Bom dia aos corintianos mais italianos que o Anchelote. Kevin é um corintiano, é um brasileiro mais italiano que o Anchelote. A gente tá ali defendendo futebol arte e o cara querendo meter três volantes, cinco zagueiro, esquema árvore de Natal, a lá Milan de 2000 e alguma coisa e não não pera aí, [risadas] querido. Fazer o watch. Bom dia. Que ser que fazer? Fazer o quê? Fazer o watch. Eu sustento esse canal irrelevante. Muito obrigado por apoiar a gente, querido. Fazer o quê? Porque é necessário. Bom dia a todos. Bom dia a todos. Ô louco. Nosso querido ou querida, nossa querida Ana Reis 13 presenteou com 20 assinaturas. É gente para caramba, 20 assinaturas. Então assim, parabéns você aí que acabou de ser presenteado pela Ana Reace e grato de coração, Ana, pelo carinho. Deus abençoe. [risadas] Nossa, valeu demais. Que da hora. E se você aí caiu aleatoriamente também ganhando esse presentinho aí de Ana Reis, você pode acabar se tornando membrezinha do canal, não tem problema. Manda o e-mail aqui, ó. Cadê? Você manda aqui no e-mail o seu o seu zap, se você quiser, e eu adiciono você lá no nosso canal. É claro que eu vou verificar o seu nome, né? Se você é a pessoa que se refere à membresia. Então você coloca lá quem que é você e o seu canal para poder e o seu zap, né? o seu número de telefone para quem você o seu número de telefone para eu saber porque na hora que eu olhar aqui quem que tá participando do canal para eu poder adicionar as pessoas adequadamente e você foi abençoado pela Ana. Ana aqui abençoando os irmãos. Muito obrigado, Ana, Deus te abençoe muito. Caramba, que legal. Então, né, pra gente poder se ajudar, pô. Valeu mesmo, de coração. Não esperava por iso. 5 horas de introdução. É muita introdução. A gente vai introduzir muito, dá para introduzir muitas coisas em 5 horas. herdeiro do chat. [risadas] É, aparentemente, ou uma pessoa muito trabalhadora que desfruta aí, tem conseguir os trabalho e tá conseguindo compartilhar com a galera. Distribuição de renda. Fala aí, meu querido Thiago. Bom dia. Bom dia a todos baristas e não baristas da América Latina inteira, de toda Latinoamérica. Buenos dias. Obrigado, Ana Reis. Muito obrigado. Fazer o ótimo também. Tô. Bom dia, Felipe. Felipe, primeira pessoa santificada em vida aqui no nosso canalzinho. Beatificado. Felipe Souza na igreja barista, primeira igreja barista do YouTube. Bom dia, Jones. Pouco, porque Jones aqui faz um cuidado integral com seu corpo, cérebro e demais órgãos, o que é muito importante. Então, façam, imitem o Jones. Não ser bem para pecado. Simples assim. É, não sei, talvez. Daqui a pouco vamosar. Falei o homem comprometido. É gente aqui tudo vagabundando e o moço comprometido. Mangit boy. Gostei do seu nome. A dialética, como diria o professor professor apontando pro shell. A dialética apontando pro chel. [roncando] É, meu amigo, o que me lembra de uma piada horrível. Não é uma piada, é coisa de criança, mas eu contei pra minha filha. Obviamente quando eu era criança, meu pai me contou essa que era: "Você sabe o que é o Shell? Olha a pasima que você vê, né? Coisinhas para contar pr as crianças. Você quer ser um tiozão, uma tiazona de churrasco? Ou tem um filho, uma filha, sobrinho, sobrinha, quer fazer aquele agrado pra criança aí? Quer saber o que é o ché? Olha para chima que você vê. Ou você fala assim: "Você sabe o que é um é um fuio, é um buiaco na paed". Aí a criança ri também. Tem que aprender isso para divertir as crianças. Você não pode contar isso com um adulto, que o adulto vai rir da sua cara. Ele vai falar: "Meu Deus do céu, que coisa ridícula". Mas a criança se diverte. Então a gente tem que agradar as crianças, especialmente você tem uma criança em casa. Eu tenho uma. Recomendo. Bom dia. Bom dia, Diogo. [risadas] Acordei com o e-mail dizendo que recebi assinatura no canal do Ian Neves de presente. Que inesperado. Parabéns, querido Diogo. Foi abençoado pro canal de [risadas] então aproveite aí. Agora, a única coisa chata é você acordar recebendo e-mail, né? Podia ser com despertador, podia não precisar acordar porque você ia estar num dia de folga, podia ser qualquer outra coisa mais interessante, mas aí chega uma notificação, você preocupado que aconteceu alguma coisa, chegou um boleto, com algum desastre aconteceu, teu nome tá no Serasa. Sei lá o que aconteceu, você olha lá e não, era só um e-mail dizendo que você foi presenteado. Poderia ter chegado na hora do almoço, mas parabéns. Não esqueçam de dar like na live. É, eu sempre esqueço disso também. Então, Felipe, muito obrigado por lembrar. [risadas] Nosso querido Gustavo, como está, Gustavo? Muito obrigado pelo carinho. Entendendo, Hegel, existe uma história que Hegel está até hoje no purgatório, sabia? Não sabia não. Não fui informado dessa, dessa fofoca. Diz que ele havia dito que escreveria um sistema tão complexo que só ele e Deus entenderiam. É, ele escreveu de modo que ninguém devesse entender mesmo. Mas a gente hoje vai se esforçar para fazer isso acontecer. A gente vai se esforçar. Claro que eu não vou fazer isso sozinho, afinal não sou Deus nem tão capaz assim, mas Katia Columenares é diz nosso querido fazer o watch. Eu estava viajando e passei por sede campestre da igreja barista. Só achei engraçado que não era a primeira sede campestres da igreja barista. [risadas] É, o pessoal precisa aí dar uma melhorada nos nomes. Regel morreu e aguarda no purgatório a melhor conversa da vida dele com Deus sobre seu trabalho. O problema é que nem Deus entendeu e agora Regel é mantido no purgatório, pois ele está com vergonha. Tem que ficar envergonhado mesmo. Tem uma piada, não é uma piada, uma anedota, né, que conta que Hegel tava dando aula uma vez. M anedota e os estudantes, né, discípulos de Hig, alunos de Hig, porque aparentemente ele também era um bom professor, tinha bastante gente que seguia ele de perguntaram para ele assim, eh, ele deu uma [ __ ] de uma aula assim, algum estudante, os estudantes falaram: "Ó, mas professor, legal, mas a realidade não é assim, os fatos não são assim, não se dão assim os fatos." Aí eu diz: "Então mude os fatos que o problema não é a minha lógica. Problema são os fatos. Mude-se os fatos." Isso vai entrar na nossa brincadeira. Entender regra de maneira crítica? Pergunta Diogo. Nem de maneira crítica eu entendo. Não, não vai, vai, vai ser legal. Vai ser legal. Diz nosso querido Jones Miguel: "Eu vou fazer essas piadas pro meu vô". Talvez ele ria. Talvez ele ria. Porque a gente vai ficando mais velho, a gente vai lembrando a pureza da criança. [risadas] Então é legal. P. Bom dia, querida Jéssica. Como é que você tá? Tudo bem? Espero, desejo que sim. Espero que o papo hoje seja bacana. Já a gente começa ele essa introdução. Pessoal aí chegando, né? Aqueles 15 minutinhos de trânsito no tráfego na internet. Bom dia, Diogo, novamente. E tem gente que ainda diz que Deus não existe. Como eu recebi essa assinatura? Boa explicação. Como será? Não sei. Inexplicável. Ana Reis, minha querida, que se tornou membro, membra, membresia desse canalzinho por seis meses. Deus te abençoe. Professor, no caso, talvez seja eu. Já leu Bert and Russell? Já não muito. Li algumas coisas. Eu tive um contato com o Russell por tabela, eh, porque na verdade foi foi num foi numa disciplina na graduação em que a gente teve um uma passada por [música] pela galera ali do do final do século XIX, começo do século XX na Inglaterra. Essa parada tudo foi onde eu tive contato com a galera interessante inclusive. Mas assim, foi muito por tabela. E o que eu mais me foquei depois foi ler aqueles textinhos pequenos interessantes que ele fala sobre socialismo critica Marx de certo ou critica o socialismo, né, de um certo sentido esquisito, apesar dele ser meio pá esquerda, progressístico. Então tive um contato ruim, não foi um contato bom. Então de todo mal teria que ler mesmo, estudar para poder falar sim, manjo de Bertand Brussell, mas foi tudo por tabelinha e textos curtos. Então ficarei na dívida. Mas de todo modo sempre traga Brussell para nós. A gente tem que colocar os intelectuais e os nossos conhecimentos arcabolsos em contato, né? Então cada um tem uma paradinha nessa pergunta, querida Jéssica, você viu a o vídeo da Laura sobre Vargas? Não vi, mas eu vi a Tamb e fiquei sabendo que ela fez o correto, uma crítica a Varcas. do ponto de vista radical de quem anda de skate, ela tá linha correta. Então eu também tô com ela. A Laura normalmente linha correta, né? Impressionante, diferente de uma galera aí. Fazer o pô, fechou. Pro fechou tios queridos carapa. Buenos dias. E eu digo buenos dias carapa. Como é que você tá meu bom? Tudo bem? Bom dia. Espero desejo que esteja tudo bem por aí. Eu acho que dessa vez cara eu acertei como se faz um merchan. Depois você vê se eu acertei, que você é o nosso consultor de marketing digital qualificado aqui. Você puxa minha orelha. Pergunta fazer o watch. Te passaram regel na graduação? Passaram. Passaram aqui no Hegel. Eh, passaram, passaram. Mas eu vou dizer que na graduação Regel não me pegou tanto. Não me interessei. Eu fui me interessar depois. Depois eu comecei a me interessar mais velho, a gente se interessa pro Hegel. E aí eu fui me interessar pro Hegel mais velho. Então não foi naquele momento. Ixi, teve algum problema com a minha bateria que tava carregando e parou de carregar. Xi, já vou ter que dar um talento aqui porque deu pau, mas já eu resolvo isso. Esse computador aqui, tá? Que tá, mas no momento que da graduação eu não me interessei muito. Eu lembro de conectar um pouco com as Eu eu gostei do início porque eu ainda tava muito influenciado por debates teológicos do das primeiras leituras que a gente fez de Hegel, porque a gente não foi direto para os textos das cabeças, né? A gente começou com os textos teológicos de Hegel, de como ele discutia trindade para entender como ele vai desenvolvendo o sistema a partir daí depois. E eu achei interessante, isso foi na na graduação em filosofia, mas aí na hora começou a ir para as outras paradas, eu comecei a ficar meio não faz sentido para mim. Mas aí pós-graduação, né, indo já pro mestrado, eu comecei a me interessar e aí eu comecei a estudar, especialmente porque eu tava tendo que ler Marx e aí o pessoal obriga a gente quando você vai ler Marx fala: "Você tem que ler". Aí a gente vai batendo cabeça, batendo cabeça, batendo cabeça, batendo cabeça. Eu acho que eu só fui ter um contato mais decente que eu falo, talvez eu consiga fazer um comentário a respeito. Faz uns 2026 agora. Doutorado eu defendi em 2023, então faz uns 4 anos, 5 anos, que aí eu falei: "Pô, acho que agora eu consigo fazer comentário sobre Hegel". Mas ainda não tinha trazido aqui pro canal. Poucas coisas a gente comentou. Acho que um, tem um um vídeo aqui no canal que eu leio um trecho da minha tese em que eu faço um comentário a ciência da lógica de Hegel. Eh, mas só, mas é um comentário curto também, mas assim, não que eu vá me esforçar aqui para ser um grande regeliano, né? Contei para vocês inclusive na semana, no nesse ano, final do ano passado, né, que eu fui convidado para dar uma palestrinha pro encontro de um grupo de estudo de regelianos, né, Hegels, de regelianos e eh lá na Federal do ABC de estudo sobre Hegel. E aí eles param para falar sobre a a recepção de Hegel aqui na América Latina. Aí eu peguei um autor específico que trabalha Hegel, que é o Franzin Kelamert e o meu orientador do mestrado que era o Daniel Passareli, também foi convidado para falar sobre Dussell e Hegel. E a gente fez um bem bolado lá, um bate-papo, uma palestra, um debate, foi muito legal e eu fui morrendo de medo, achando que o pessoal de Hegel ia ficar bravo comigo, mas eles gostaram [risadas] muito e acharam muito interessante a leitura. Eu falei: "Pô, talvez eu consiga começar a falar sobre isso". Aí nessa semana relendo uns textos aí eu falei: "Pô, acho que eu vou trazer isso pro canalzinho, já que tá na pique do estudo aqui, vou trazer pra galera". Acho que vai ser legal. A gente tá na internet, Bruno diz Carapa. Saber tudo por tabelinha é saber tudo aí não é legal. Bom dia, Guinaldo. Tudo bom, meu querido? Como é que você tá? Espero desejo que bem. Bom dia, carapa do marketing. É ele mesmo. Diz nos quer do Diogo. Ver a tamb na internet é sinônimo de já ter visto e poder criticar. É, mas eu não faço isso. Diz Jéssica é o autor obscurantista que dizem que dizem não, tem uma pessoa específica que fala isso, que é o nosso querido Peter Evil. O Pedro Ivo fala, né? Ou escreve de maneira obscurantista. E é verdade, porque o Hegel escreve de um jeito incompreensível, né? Aí a gente tem que organizar as coisas porque Jesus Cristo, aquilo ali é horrível de ler por muitos motivos. E tem que fale que o MST não tem atuação. Eu nem sei do que que a gente tá falando agora, mas é isso. >> É, pois é, John Mick, eu tinha colocado o bagulho da bateria que tava funcionando direito, mas agora parou de funcionar. Eu olhei aqui pra bateria e parou de carregar do nada. Então vou ter que trocar de novo o carregador, sei lá. É a vida, né? Exatamente. Passaram aqui, não passaram rega, passaram aqui no rega. Trocadilho sempre me pega. Diz nosso querido Thago, que eu tenho um livro sobre a vida de Jesus que chama a vida de Jesus. É, acho que foi bem claro nesse momento, não foi de muito oburantista, né? Autoexlicativo, mas será que ele tem mesmo? Ai, ai. Diz nosso querido Thiago: "Extos religiosos são a base do sistema dele. Estudei um pouco via comentadores e facilita muito para continuar não entendendo." Exato. Se você quiser continuar perdido, você faz exatamente isso. Você lê os textos de na ordem que o pessoal diz para você ler e você fala: "Continua sem entender nada". Mas cara, falando em ordem de leitura, hoje a gente vai fazer, vai ler um texto da Katia Colmenares, que é uma grande estudiosa de Rigra, uma mexicana brilhante, para mim, uma das filósofas mais brilhantes da geração atual da América Latina. Ela é genial, assim, aprendo muito com ela. Ela é genial, genial, genial. Tem um trabalho muito, muito massa. E ela estuda, estudou Friedrich Hegel por muito tempo, né, Willam Friedrich Hegel. E ela faz uma proposta de leitura que vai na linha do que o Juan Rossé Bautista Segales fazia e que o próprio Rinkelammer te dá uma dica que é muito boa. Ela vai numa ordem de de leitura factual de Hegel, ou seja, não da construção lógica, mas tentando acompanhar não na construção lógica do sistema, mas tentando acompanhar a partir do problema que ele tá querendo resolver e esse problema que ele quer resolver, como ele desenvolve a lógica dele. E aí isso inverte o modo de lei Hegel. É muito legal, muito legal. Vocês vão vai ser muito massa assim, vão curtir. Diz nosso querido Rubens: "Ser alemão já não ajuda muito." É, eles têm uma mania de escrever difícil que eu não sei entender. Ah, agora entendi. Faz watch, a Laura é cria do MST. Agora faz sentido. Faz sentido. Faz sentido que você fala. Querida Ana Reis, obrigada ao ICL por ter me apresentado ao prof. Ai, Ana, é você? >> [risadas] >> Perdão, agora eu saquei. [risadas] Pô, que legal que você tá aqui também. Então, estamos nos encontrando muitos cantos diferentes. Que da hora. Que da hora. Bem-vinda ao nosso canalzinho. Um pouquinho diferente do nosso contato formal no ambiente do CL, mas obrigado, obrigado pelo carinho e, pô, que legal, CL, pós abrindo portas. Muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado pelo carinho. Esses contatos são complicados aqui. Nosso querido Diogo, olha o Rubens aí, duas das lives do polígrafo. Ah, é, vocês se encontrar em outros canais, né? Vocês precisam começar a ratear menos esses canais do YouTube. Deus tá engajada. Engajar no canal crente. Mas pera aí, ó. Eu vou pegar o o o carregador aqui para trocar para não dar problema e a gente e já venho aqui no nante, tá? Um instantezinho só para garantir que não vai dar ruim. A gente baixa o livro, já começa a ler o nosso tema da live de hoje. Estamos animados hoje. É muito regel para ler. Pera aí, rapidão. Aí foi, deu. Tchum. É o algoritmo unindo a galera. É, o algoritmo faz coisas incríveis e coisas terríveis também, mas dá certo, né? Mas vamos lá, vamos lá que nós vamos falar sobre Hegel na América Latina ou a partir de uma intelectual latino-americana, nossa querida Ktia Colmenares para diz nossa querida Jéssica. Engraçado que conhecer via youtuber Hegel, você fica mais confuso sobre Hegel, mas se for Kant você tem dor de cabeça de tanto pensar sobre o que ele reflete sobre as coisas. [risadas] É isso. É verdade. Não, não vou negar que temos problemas aí. Mas deixa eu pegar aqui o nosso textinho da Katia. Katia Colmenares, ela é uma filósofa mexicana que eu gosto demais, que me ensinou muito. E na verdade o trabalho dela, o do Juan Rossé Bautista e do Fran que me auxiliaram muito a ler Higel de uma maneira mais interessante que tem isso também, né? A gente tem uma parada de de leitura de filósofo e de filósofa querendo só entender o que ele disse, o que ela disse e tal. Mas tem uma parada e quem tá aqui no nosso canalzinho faz um tempo e tá lá na na membresia também, tem uma parada importante que é a gente tem que ler intelectuais como caixinha de ferramenta. É um instrumento para análise da realidade. O mais importante é a realidade que você tem que enfrentar, o problema que você tem que enfrentar e não o intelectual pelo intelectual, tá ligado? Não, o o pensador pelo pensador, o pensamento pelo pensamento, mas cara, qual que é o problema que eu tenho que resolver? E isso ajuda muito a gente trabalhar melhor os autores e as autoras. Você tem esse crio, lógico que você não vai perder de linha tentar entender o que a pessoa diz, mas você vai tentar entender o que disse para ver como resolve o seu problema e não só por ele mesmo, por ela mesma, né? Então isso faz com que alguns trabalhos que a gente tem lido, especialmente na América Latina, potencializem muitas leituras, façam com que o negócio fique outro nível. E aí é legal de papear nesse sentido e facilita também a compreensão mesmo. Eh, essa linha pragmática auxilia muito, me auxilia muito. Diz nossa querida Ana Reis: "Queria que o profe falasse sobre Espinose, sobre a visão dele e de Deus". Ixe, isso aí vai render sete, sete lives. Mas a ideia é muito boa, Ana. Eu acho que, na verdade, vou até chamar um amigo meu, amigo meu, para trocar essa ideia. Ia ser massa, porque esses dias, por causa da pozinza, né? Por causa da posse, especialmente pelos pelo nosso querido professor filósofo italiano. E aí eu falei: "Pô, tem tanta coisa aqui que tem que recuperar, né?" E tem um texto de Marx interessantíssimo em que ele faz uma citação de Espinosa que dá uma chavezinha legal também para ler alguns textos dele. Então me acendeu uma luzinha desde que eu comecei a acompanhar essas esses conteúdos ali da posse para poder dar o suporte e tal. E eu acho que eu vou chamar um amigo meu pra gente trocar essa ideia. E ia ser legal. Não vou dizer que uma ideia é muito boa e não é fácil entender aquilo ali. Meu Jesus Cristo, que coisa complicada. Mas é legal. É massa. A ideia é muito boa. Chamou um camarada meu voltar a fazer as entrevistas aqui que eu tô devendo algumas inclusive e acho que isso já facilitaria bem. Diz nosso querido Diogo Hegel é um autor que eu fico muito inseguro de falar sobre. Já ouvi tantas coisas e li sobre ele, mas sempre aparece um professor especialista que diz: "Isso tá errado, que não tá dizendo isso". É, não, você tem noção, por exemplo, a maior estrutura que a gente tem sobre Heg, né, que é o tese, antítese e síntese, essa estrutura tripartite dos discípulos dele, né, que criaram esse sistema, essa formalização, tem nada a ver com propriamente dito que Hegel fez. [risadas] Então, já começou errado nos discípulos. Eh, e essas esse esquema, né, não tese, antítese, síntese e tal, não sei o que não, mano. Isso aí mais atrapalha do que ajuda. O movimento é muito mais interessante, complexo, não é simples, não é essa formulazinha. Então, já começa a ir por esse problema. Isso é uma coisa. A outra, a gente acha essa posição da insegurança, ela é ruim se ela vira, como no meu caso, vira e síndrome de impostor, né, que aí não é bom porque você sabe do bagulho, mas você não quer falar por problemas que só com terapia a gente resolve. Mas por outro lado ela é boa no segin no seguinte sentido, fala daquilo que você sabe, daquilo que você não sabe, você não fala. Daquilo que você não sente confortável para falar sobre, é melhor não falar mesmo, chamar alguém para trocar ideia. fica mais na manha. Eu acho que o grande problema é a galera querer falar sobre tudo. Aí dá problema. Melhor é chamar alguém, dar pedir buscar apoio para onde a gente se sente seguro, né? Eh, olha, onde a gente não se sente seguro e falar daquilo que a gente consegue. Então, às vezes aparece um em aula umas paradas que, pô, isso aqui eu não sei resolver, não faço ideia. E falar sem problema, não faço ideia. e puxa alguma coisa que você tem no seu arcabolso que possa tentar contribuir, mas só daquilo que a gente sabe. Essa segurança é importante. Tem uma frase que eu deturpo do do Witgens também, eu deturpo. Não significa isso, que é o Vitginst, o Vitginst fala, né? daquilo que não se pode falar deve se calar. Não é no sentido de conhecimento. Outra parada, ele tá falando sobre linguagem e relação entre linguagem e mundo, essa coisa toda. Mas eu deturpo ela para dizer: "Ó, você não sabe do bagulho, fica quieto." [risadas] É uma coisa boa e isso vale para mim também. Diz o nosso querido Juan Gabriel, bom dia, Bruno Ren Quid, eu gosto dos seus trocadilhos sempre. Bom dia, meu querido. Tudo bem com você? Bolívia perdeu. Eh, Miguelito tá triste. Eu também, porque a história de Miguelito é legal, a história da Bolívia é legal e quem ganhou foi o Iraque. E o Iraque vai pra Copa, o que faz com que nos Estados Unidos nós tenhamos Irã e Irá participando da Copa do Mundo. Vai ser um clima interessante. Diz nosso querido Rubens. Tracante, tem que escutar ler. Mário Ariel González porta. Cara, o o o Gonzales é muito bom, cara. Gonzalo Sport é muito bom. Eu tive duas aulas com ele porque eu tinha um professor que era orientando, orientar foi orientado por ele e aí levou ele para dar duas aulas pra gente. Foi muito massa. As aulas dele foram bem legais, bem interessantes. Diz: "Nosso querido Gabriel, tu usa o James para sua visão pragmática, Bruno?" Menos. Utilizam mais John Dewy, John Dewy e o próprio Richard Hort, mas não nos resultados que eles chegam, senão no método. Eu utilizo muito, muito mesmo. Menos o James. O James foi o primeiro pragmático que me chamou atenção, mas eu uso mais o John Dey como método mesmo e o Richard Hort que eu acho que aperfeiçoa ainda mais o método do Dewy, torna, torna mais palpável. Inclusive diz nosso querido Jok: "Também tenho muito interesse em Espinosa. O Peter Evil me deu vontade de conhecê-lo mais. Eh, Pedro, em relação aos filósofos, diz querido do Gabriel, as pessoas levam eles como fã clube ou usando como militância, não como visão crítica". Exato. Aí é um problema, né? E tem a ver com a própria estrutura da universidade, né? Porque ela funciona a partir de pesquisas especializadas e cada um vai se especializando num autor, numa autora. Eu sou comentador de alguém. pela estrutura que a gente tem na universidade brasileira em especial, né, com o método que é importante ter, que é o método de leitura estrutural do texto, importante, fundamental, não se pode abandonar, mas ele não resume o que é o trabalho filosófico. Mas aqui o método virou a filosofia, né? Você comentar bem um autor significa que você é um especialista. E aí a gente virou especialista em Kant, né? A pergunta não é o que você estuda, é quem, [risadas] não é qual problema você quer resolver, é você especialista em qual autor, em qual autora, porque é uma bobagem, né? uma burriça. Qual problema você tá resolvendo? Qual filosofia você quer trabalhar? Sei lá, faz mais sentido. Diz nosso querido Diogo, eu faço terapia para lidar com síndrome de impostor. Eu também, mas não é o caso com eu não conheço pessoa. É, também não é fácil. A Itália tá fora. Ah, mas a Itália tá fora faz 20 anos, coitada. Coitadinha dela, né? Diz nosso querido Rubens, Fitgenstein é sobre epistemologia, não é? Linguagem epistemologia. Sim, essa frase é meio dizendo que se é algo que não se pode obter conhecimento sobre melhor não perder tempo com isto, né? Mais do que isso, é que tem coisa que não dá para falar mesmo. Aí grande problema é esse, nomeal não falável. Pô, vem saí me deu uma dor de cabeça danada na faculdade. Tosquido do Rubens, tem algum livro específico de Kant desse Ariel? Cara, deve ter. Eu tinha um dele que foi publicado pela Loiola que era bem legal. Eu isso só não lembro o título. Eh, Mário Porta. Mário Porta livro. Cadê? Ah, eu tinha um dele da Loiola que era bem bom, cara. Eu não tô achando. Pô, mas para Cante também é bom. Meu queridíssimo Fernando Costa Matos, tradutor aí da Vozes Tricant, também é muito bom, cara. Ele é muito bom, pô. Eu não não tô achando o livro que eu tinha. Era um livro bem bom, mas tem um livrinho dele aqui que o pessoal tá dizendo que é o pensamento de Emanuel Kant, mas não era isso que eu tinha lido dele. Introdução pensamento de de Kante que é isso. Pensamento de Kant, o pensamento de Emanuel Kant. É isso. Tem esse liv de introdução massa. Pô, mas tinha um do Fernando Costa Matos também que é bem legal. Aliás, o Fernando Costa Matatos, excelente professor. Estudos neocantianos, eu li também era esse da Loiola que eu tinha, mas não é introdutório. Que bobagem. O Fernando Costa, o Fernando Costa Matatos, cara, que é lá da UFBC, ele tradutor de Kante pela vozes, as últimas traduções, acho que da Crítica da Razão Pura. Ele é muito bom também. Eu fui estagiário dele, trabalhei como estagiário dele, um programa de assistência ao docente, chamava Prad, depois virou programa assistência ao ensino pra e eu era, foi na minha primeira, primeiro estágio na federal do ABC como bolsista e como era bolsista tinha que dar contrapartida, contrapartida era fazer estágio. Fiz estágio com ele, meu primeiro estágio com ele lá. Foi muito legal, cara. Era uma turma muito boa, na molecada, firmeza demais. E foram aulas excelentes que nós tivemos lá. Marcou muito. Somos amigos até hoje. Não só eu e o Fernando, mas eu e a galera que tava na naquela turma. Aquela turma era muito legal. Putz, que turma legal. Sou gente boa demais. Mas é isso. Vamos direto para o nosso texto sobre Hegel, finalmente. Foi muito massa, pô. Tô lembrando das aulas que eu dei lá. Foi bem legal. Pera aí, eu apanhando aqui da tecnologia para não perder o costume. Oxe, a Xi é uma espinosista bem boa. É totalmente excelente. das melhores do planetinha que nós temos, Marilina Chaoin, assim como a outra professora que eu tive, discípula dela em certo sentido, que é a Luciana Zaterca. Luciana Zaterca, cara, eu tive uma aula de Espinosa com ela que foi sensacional. A Luciana Zaterca tem uma habilidade impressionante da aula lendo, deixando a gente preso de tão interessante que é. Porque tem gente que dá aula lendo e você fala: "Ih, que preguiça da bexiga". É a dela não era? Ela dava aula lenda de um jeito que ficava, meu Deus do céu, que aula incrível. Era impressionante. Mas vamos lá, esse nosso textinho. Vamos ver aqui o nosso querido texto. Se nada der errado, serão dois trechos da tese de doutorado da nossa querida Katia Colmenares. E pera aí. Uh, deu errado aqui o bagulho. Te acho da Ktia. Cátia Colimenares, que é a tese de doutorado dela na Universidade Autônoma Metropolitana de Stapalapa, no México. Um papo que não é muito comum da gente encontrar por aqui não, viu? Então assim, totalmente excelente. E o título é para uma ciência da lógica crítica, ponto de interrogação. Eu gosto desse negócio do espanhol que eles já avisam que é uma pergunta antes de você ver. Eu acho que a gente poderia adotar isso, porque assim, às vezes você tá lendo uma frase, especialmente desses filósofos incompreensível que é uma pergunta, só que você não sabe ainda que é uma pergunta. Então você vai lendo como se fosse um uma assertiva e aí no final vem um monte de interrogação. Aí você tem que reler a frase para chegar que era uma pergunta. Se já tem um aviso antes que é uma pergunta facilita muito a leitura. Vocês concordam? Eu acho que a gente tinha que adotar esse sinalzinho aí. Ajuda muito. Você adota o sinalzinho que avisa que é uma pergunta, você já lê a próxima sentença numa pergunta. Se você não avisa, você vai ter que voltar trabalho, a favor da língua espanhola nesse sentido. Elementos para uma crítica da razão transontológica. Nome bonito, né? Nome bonito. E aí o pessoal da ontologia vai ficar maluco, o pessoal que não gosta de ontologia vai ficar maluco. Mas dane-se. A gente já tem que fazer aqui [risadas] esse opção. O título já é interessante, né? elementos para uma crítica transontológica pelo fato de que ela quer superar os limites da ontologia, o que não significa abandonar a ontologia. Então, ela vai tentar combinar a manutenção de ontologia com superação transontológica. Eu colocaria só uma crítica de ontologia, mas hoje em dia o pessoal entende crítica como abandono, rechaço, essas coisas tod, né? Então é isso. Diogo, concorda comigo? Tem que ter um aviso que é uma pergunta no início. Facilita muito, né? Facilita. E também desculpem, também acho a língua espanhola é superior nesse ponto. É uma excelente adaptação. Exato. É superior nesse ponto, mas ela tem um problema em outro que é um problema que quem percebeu foi o ariano Suasuna. O Ariano Suasuna percebeu que a língua espanhola ela tem um problema em relação à língua portuguesa que ela sempre cria uma sílaba a mais para as palavras. Então manhã, manhã na precisa. Manhã já resolve do manhã na, né? Então tem várias palavrinhas que você vai pegar e tem um uma sílaba mais. Fala não, por que por que que você botou essa sílaba mais? Tira que aí o olhando sua percebe várias ele vai citando uma atrás da outra que tem esse uma sílabazinha a mais, né? O povo resolvia antes, manhã já tá resolvido. Deve ser algum algum ancestral mineiro do Ariano Suassaçu, né? Porque é isso, eu faço isso. Em Minas o pessoal levou tão a sério esse negócio de encortar palavra, né? você diminuir as sílabas e a gente conversa praticamente monossilapicamente. Cada palavra tem no máximo duas sílabas e aí você emenda uma na outra e dá o que dá. Ô fi, pega para ti de bada pi, né? Pi ti bada pi mi. Ô filho, pega para a tia o milho debaixo da pia. Ô filho, pega para ti de badapi. Olha, é complicado, mas facilita a conversa, acelera consideravelmente. Elementos para uma crítica da razão transontológica dessa nossa querida Katia Colmenares, Lisarraga, mas a gente usa só o nome, Katia Colmenares, né? Eh, doutora em humanidades na linha de filosofia moral e política. E quem que foi o orientador dela? Leiam aqui o orientador dela, Dr. Henrique Dussel Ambrosini ou Henrique Dussell. Sim, meus queridos. Sim, meus queridos. Cátia Columenárias, orientada pelo Henrique Dúciel em sua tese de doutorado no ano da graça de 2014, um ano antes de eu entrar no meu mestrado. Que coisa. Não concordo com o Vinícius. O minerez é uma língua superior. Qual? Não há qualquer dúvida a respeito disso. Uma palavra sintetiza a frase. Então, frases complexas que fazem você pensar a vida inteira. São estruturas, né, gramaticais que não tem nenhum sentido, mas que, né, como é que você traduz, por exemplo, eh, tem base um trem desse? Como é que traduz isso para outra língua? Tem base um trem desse? Não dá para traduzir. É, é, é um uma expressão única. Tem base um trem desse, cara? Isso é maravilhoso. É maravilhoso. Diz querido Diogo. Henrique Dúciel. Nunca ouvi falar nesse canal sobre, quase nunca, né? [risadas] Cada quarta, cada três quarta-feira uma tem Henrique Dúzio. Pois é, o Henrique Dúciel que foi orientador da Kátia nesse no trabalho dela de doutorado. Nuno também é bom demais. E tem as gradações de Nu, né? Nunó. Mas a a Cátia, Ktia Columenares, Henrique Dúcio, foi a tese aí defendida. Tem até fotinho da Ktia aqui. A Cátia Colmenares, ah, tá disponível, obviamente, né? E ela dedicou pro pro professor Dúcio, tá disponível a a tese dela fácil de encontrar na internet, até a gente já falou o título dela. Só vamos dar uma olhadinha na estrutura do sumário para entender qual que é a proposta, né? que é interessante isso aqui. Eh, primeira parte é o método dialético de Hegel, no qual ela pretende então apresentar como ela trabalha o método, mas ela já apresenta de maneira muito sintética, não vai fazer um um trabalho exaustivo. E por que que ela faz isso? Porque a tese dela de licenciatura e a tese dela de de mestrado foram em regla apresentando o método regeliano. Então ela assume do tipo, ó, eu já trabalhei isso assim, não é que eu comecei ontem, tô trabalhando isso há anos, então trabalho regra desde a graduação, graduação, licenciatura, mestrado, agora doutorado. Então assim, beleza? Vou aqui sinteticamente apresentar para maiores aprofundamentos e ela cita os trabalhos dela pro pessoal dar uma buscada. Então ela consegue sintetizar muito bem também, porque ela trabalha muito tempo. Eh, e aqui, né, introdução ao problema que a gente vai ler, qual deve ser o começo da ciência. A gente vai ler um trechinho disso. Se nada der errado, a gente vai pegar essas duas partes aqui, começo fático e começo lógico, beleza? pra gente poder aqui discutir e se nada der errado, a gente vai dar um pulinho aqui para a inversão da dialética de regra no capital de Marx. A gente vai fazer um um salto, mas aí é um uma discussão outra. O mais interessante aqui vai ser esse começo, né? Porque o título desta live é Hegel, ciência e lógica. E aqui a gente vai ver qual deve ser o começo da ciência. E essa pergunta, qual deve ser o começo da ciência? É a pergunta que Hegel faz nos três volumes, né, para iniciar os três livros ou os três volumes da ciência da lógica. De onde se começa a ciência? Essa é a pergunta um dele lá. Qual, onde é que começa? Como é que começa? Certo? Beleza. >> Então vai ser ela vai partir daí desse problema de Helo para poder discutir posteriormente a própria filosofia regeliana de maneira crítica. E eu acho que isso vai auxiliar a gente a trabalhar alguns temas aqui. Show. Bom demais. Depois vocês de umas procurad, tá em espanhol, tá? Mas daí a gente vai traduzindo daquele jeito e no final dá tudo certo e vitória do trabalhador. Vamos pular direto aqui para a parte que sim nos interessa aqui. Primeira parte, o método dialético de Hegre. Tudo bem? Preparados para entrar nessa pira insana? Eu vou ler esse trechinho porque ele é importante, né? Já que a gente vai tratar um autor que é tão complicado, que ele não é simples, é importante a gente considerar essas preliminares, né, essas apresentações preliminares de qual a estrutura da argumentação da da Ktia por uma questão de honestidade, inclusive. Exato. O Ruben diz aqui, né? Hoje em dia com chefe de um lado e o texto do outro, dá para traduzir partes difíceis de boa. Dá, dá. Isso tá tranquilo. E não, não tendo chatt, você acompanha a live que a gente faz aqui tradução simultânea, mas vamos lá. Lendo aqui o trechinho da Katia, né? Só pra gente ser honesto com a proposta, pra gente poder trabalhar adequadamente, poderia pular dieta paraas assertivas, sim, mas aí eu acho que não seria honesto. Nessa primeira parte apresentaremos uma exposição crítica da filosofia de Hegel. concretamente, interessa-nos mostrar, ainda que apenas de maneira representativa, como se gesta ou se gere, né, como é gerada a filosofia regueliana, como funciona seu método dialético, quais são os princípios sobre os quais ela se funda, que conceito de ciência pressupõe e quais são algum eh algumas das consequências teóricas e práticolíticas que conlleva seu desenvolvimento ou que carrega seu desenvolvimento. Ou seja, a gente não vai ler só a lógica pela lógica, ciência pela pela ciência. é perceber que desta lógica e desta ciência, de seu método, dessa estruturação sistemática de regra, a gente tem acompanhada uma política, a gente tem acompanhado ali um uma determinação prática, ainda que H Regelo se negue a mostrá-la ou apresentá-la, ou mesmo se a gente não considerar que ele tá negando, que ele desconsidere, ou seja, que ele seja ignorante a respeito de da próprio projeto político com o qual ele tá comprometido. que eu desconfio e duvido muito, mas aí cada um com seu cada qual. O problema que subja a essa exposição crítica é mostrar que a definição do conteúdo dos conceitos lógicos que Hegel faz tem suas implicações e consequências políticas, que é o que cometer agora, né? O esforço dela é mostrar que o conteúdo desse conceito lógico, o conteúdo desse método, o conteúdo desse pensamento tem implicações políticas. Então, para isso, primeiro, ela vai expor o método, discutir o início da ciência, de onde a ciência parte, discutir o desenvolvimento da lógica apresentada por Hegel para mostrar, ó, tem um comprometimento político aqui. É um conteúdo importante para poder desenvolver a crítica. Não é uma crítica abstrata e alheia à realidade. E esse é um dos pontos também. Qual a dificuldade da gente trabalhar com pensamento de regra? é que ele já apresenta o pensamento dele desconectado da realidade na qual ele tá inserido. Ele já apresenta como se fosse uma discussão sistemática, abstrata. Se a gente recupera qual é o ponto de partida fático real, o chão no qual ele tá produzindo, o sistema faz sentido. Os encadeamentos lógicos têm mais clareza, eles não ficam tão obscuros. Mas Reglo não apresenta pra gente. Ele não tá trabalhando com história assim da história dele. Ele não tá lhe apresentando quais são os problemas que ele tá enfrentando. Isso acaba ficando escondido. E aí por parte culpa dos leitores, né, intérpretes da gente, por parte o próprio filósofo também não tá ajudando. Então, beleza. Veja, uma conexão de ciência lógica com uma realidade específica, com uma resolução de um problema concreto. A lógica carrega sempre uma compreensão da política. Essa é uma sentença que a Kátia tá querendo, tá mostrando aqui e que ela vai tentar sustentar na tese. Então, a gente sempre apresenta a lógica, que é a um pensamento lógico, uma sistematização lógica, um método, carrega sempre uma compreensão política. Então, ela vai aqui colocar um um elemento fundamental. pergunta ao nosso querido Gustavo. Nossa, quase como se um texto sem contexto vira pretexto. Perfeitamente. Talvez alguém tenha dito isso em algum momento, não é? Texto fora de contexto vira pretexto. Isso aqui é um bordão do nosso canal. Nós sempre vamos utilizá-lo. Texto fora de contexto é pretexto. A gente utilizava paraa Bíblia, mas parece que aqui também funciona para reglos, né? E o e as leituras de filósofos e filósofos muitas vezes passam por aí, especialmente dos filósofos, né? que das filosofas o pessoal gosta de marcar bastante o contexto, mas de filosofoso o pessoal ignora que existe história, existe contexto, o problema ser resolvido, né? Parte direta paraas abstrações e os sistemas além do do bem, do mal e do da realidade. É isso. Texto fora de contexto vira pretexto. A gente vai evitar esse problema aí. Excelente lembrança. Então, esta exposição nos permitirá assentar as bases sobre as quais se compreende se compreenderá em que consistiu a inversão do método regueliano que levou a cabo Marx, né, que Marx levou no capital. Então, entender esse passo a passo paraa Kátia, a proposta dela, né, de entender que toda a lógica tem uma política, permite entender a inversão que Marx faz do próprio método regueliano, do próprio pensamento regeliano, que é coisa que a gente discutiu, por incrível que pareça, nas últimas duas lives desse canal, ainda que você não tenha prestado atenção, mas presta atenção, então, presta atenção. E se você não assistiu, eu recomendo que você assista porque foram bem boas. A última especial era explicitamente a Dialética de Marx, tá? tá na tamb o bagulho, então, né? Dá uma lida lá. Então isso vai fortalecer essa ideia de compreender o processo de inversão num movimento simples, né? Bem complexo, mas interessantíssimo. Já faz anos, né, que temos trabalhado sobre a lógica de Hel, pela qual queremos advertir que o presente trabalho não pretende ser de nenhuma maneira uma exposição exaustiva de HL. Estamos conscientes do que isso significaria, que alguém disse aqui, né, que seria 5 anos aqui para introduzir Hig. Unicamente retomaremos aqueles elementos que, a nosso juízo, contribuam para fazer inteligível a crítica de Marx e sua contribuição para reflexão sobre o método. OK? Então, ela ainda fez mais uma delimitação, mais uma explicação aqui pra gente ser justo, porque ela quer trabalhar Hegel e para entender essa inversão de marcas. Então, o trabalho não é um esforço exaustivo sobre Hegel. E aí ela vai indicar, ler meus trabalhos anterior que vocês vão ver lá o que que eu tô falando sobre reglas. Aqui eu já quero fazer a superação. Então meio que a Cátia já tá trabalhando num projeto desde sempre um projeto largo de pesquisa, que é estudar bem regel para entender a superação que Marx faz de regra. E aí eu vou dar uma dica aqui, depois vocês podem procurar no YouTube que tem curso de tem aulas, na verdade, né, aulas online da Ktia sobre esse tema, sobre essa operação que Marx faz diante do pensamento de regra. E é interessantíssimo, ainda que você não concorde, ainda que você discuta, ainda que o projeto político que ela apresenta explicitamente porque é honesta, com o qual ela tá comprometido, ela tem um projeto político comprometido, claro, ela é honesta quanto a isso. Ainda que você discorde deste projeto com qual ela tá comprometida, a discussão a respeito do pensamento de Hegel, a discussão a respeito da superação de Marx é fundamental, é excelente e traz contribuições necessárias pro nosso tempo. Pra gente desenvolver o pensamento marxista, pra gente desenvolver o pensamento sobre a realidade, pra gente entender o pensamento regeliano, todo esse passo, beleza? Então assim, bala show, vitória, trabalhador. Fica a dica aí para depois acompanhar a Kátia, ela tem um canalzito aqui que também tem muito conteúdo interessante. Bom dia, Borduna. Tudo bem? Salve aí, Dorduna. Dando um salve para nós, tudo aqui do chat. Então, fica a dica. Vamos lá. [limpando a garganta] Uma exposição um pouco mais detalhada sobre a obra de Hegel temos apresentado nas duas teses precedentes que elaboramos. Aqui apenas retomaremos de maneira crítica algumas das conclusões obtidas nesses trabalhos para mostrar os elementos que incitaram a Marx a empreender uma desmistificação de sua dialética. E aqui ela usa perfeitamente o vocabulário do próprio Marx. Marx indica que a dialética regeliana ela é mistificada. Ela tem que ser desmistificada. Tem que tirar o velstico, tem que fazer desanuviar, tirar a fumaça, a nuvem, tirar o a neblina que tá diante dos nossos olhos com esse pensamento h regiliano, com esse modo de perceber a realidade e tal. Desmistificar Hegel, desmistificar sua dialética. No pós-fácil, a segunda edição do Capital, Marx fala isso assim explicitamente. Dialética de Heg, ele tá ali, tem uma parada muito massa, mas tá mistificada, né? Então tem que desmistificar, tirar o misticismo que tá ali presente no sentido negativo do termo. E aí aqui, só para não deixar passar, ela indicou, né, os trabalhos anteriores. Os trabalhos são eh a essa aqui da tese de da Ktia, né? O começo da ciência, o começo da ciência em Hegel, certo? tese publicada em 2007 para obtenção da licenciatura e a do mestrado que é da lógica regeliana a crítica ética de Franz Rossensweig que também é um filósofo muito pouco estudado no Brasil, Rosinfik, que é um cara muito interessante, é um um fenomenólogo, ético, crítico, a regel, bem interessante. Crítico com a filosofia moderna em certos sentidos, dependendo do do modo como a gente for trabalhar de tradição judaica, né, do início do século XX, final do século XI, começo do século XX. em que você tem uma leva de autores, eh, especialmente de tradição judaica, que são críticos da daquela modernidade ascendente, uns muito radicalizados, outros menos, no caso de Rosinweig é menos, eh, mas como Emanuel Evinas e tal, e que é uma galera que acaba também sendo muito perseguida, não só teoricamente, mas praticamente graças ao que acontece na primeira metade do século XX [roncando] na Europa Ocidental com o nazismo, né? Então, interessante conhecer esse tipo de pensamento. Então, da lógica regeliana, a crítica ética de Fran Rosenfig, que é a tese dela de mestrado 2010. E aqui o o o doutorado que a gente tá lendo em que ela, ó, eu já discuti no anterior aqui, eu só vou apresentar já as conclusões, beleza? Então, vamos lá, tranquilos? Introdução à problemática. Qual deve ser o começo da ciência? Vamos lá. contextualizamos para não ter texto fora de contexto, para ser pretexto. Honestamente, apresentamos aqui junto da Cátia quais são seus objetivos pra gente poder então discutir o tema e uma abordagem única, única desse pensamento que eu acho que vale demais da gente eh conhecer. Belê? Então bora lá. Pá, deixa eu ajeitar aqui. É isso aqui. Introdução à problemática. Qual deve ser o começo da ciência? Essa é a pergunta que Hegel faz no início da ciência da lógica. [roncando] Aqueles três livros complicadíssimo de se ler, né? com a doutrina do ser, a doutrina do conceito e a doutrina da essência, cada um dos volumes. Essa é a pergunta com a qual Hegel inicia a ciência da lógica. Então, qual deve ser o começo da ciência e com a qual introduz a reflexão sobre a necessidade que tem a que a ciência tende de se desenvolver a partir de uma fundamentação sólida, a partir de seu começo, pois é um processo que desde o princípio deve ser autoconsciente. Então, Hegel quer entender qual é o ponto de partida da ciência, onde se começa a fazer ciência, onde ela começa para poder desenvolver uma ciência, um conhecimento, um saber que seja autoconsciente, ou seja, que não se perca de si mesmo, que saiba seu início, saiba o que está fazendo e o projeto lançado, início, meio e fim, seja autoconsciente desse movimento todo. Então ele quer recuperar qual é o fundamento de qualquer ciência, o seu ponto de partida, para poder de maneira autoconsciente desenvolver melhor, superar, né, nesse progresso constante do próprio saber, do próprio conhecimento, da própria ciência na história, na realidade. Então, consciente, autoconsciente desse processo, qual o ponto de partida? Qual o começo da ciência? qual deve ser o começo da ciência para poder desenvolver uma reflexão que deixe esse conhecimento, o pensamento, a razão, o nome que você quiser dar. Eh, quase que que acompanhando o processo em sua totalidade. Obviamente que não faz, mas quase que tentando ser autoconsciente no processo. Enquanto se desenvolve na história, percebe o que tá fazendo sempre. A pergunta pelo começo da ciência não é uma pergunta primeira na ordem na qual se sucedem as perguntas no proceder científico, senão que é a posteriore. Essa afirmativa aqui da Ktia já é maravilhosa. Vou até sair um pouquinho da tela, tirar aqui o texto. Veja o que ela diz. A pergunta sobre o início da ciência, ela não é a primeira pergunta feita sobre a ciência. ou a ciência não se faz essa pergunta no primeiro momento. O conhecer o mundo, a ciência sobre o mundo não parte da discussão sobre hum qual o primeiro passo para fazer ciência. Essa questão ela é posterior, ela vem depois a pergunta sobre o ponto de partida da ciência depois que a ciência já está sendo realizada, percebe? Ela já tá resolvendo um problema. O conhecimento já se deparou com um problema na realidade, precisa encontrar uma solução e começa então a desenvolver ciência. Depois que tá desenvolvendo a ciência, pode haver um momento em que para e fala: "Ué, qual o ponto de partida de qualquer ciência possível? Vou fazer uma reflexão ou uma autorreflexão de foi iniciada. Pode parecer uma questão básica ou até óbvia, mas ela não é. Porque aquelas leituras que se fazem do pensamento de Hegel, que já vai direto pro sistema, já vai direto pra lógica, já vai direto para toda a estrutura do pensamento, sem considerar qual é o problema a partir do qual ele desenvolveu a ciência, que precisou dessa autorreflexão, desconsideram exatamente o ponto primeiro da ciência, que não é o ponto lógico, é o ponto fático ou factual ou a realidade, o problema que ele tem que resolver. Ele partiu de um problema, tá sendo resolvido e depois que está sendo resolvido, ele vai, eita, né? Como, qual o ponto de partida dessa ciência? Só que veja que o retorno não é pro fato ou pro problema. Vai para um ponto lógico, abstraído sobre o próprio processo do conhecimento. E aí você tem um descolamento da realidade acontecendo e do sistema lógico sendo desenvolvido, da ciência da lógica sendo construída. E aí é por isso que Regelo não precisa apresentar esse fato. E aí se você lê sem um cuidado crítico, você parte direto dessa sistema lógico, desse sistema sendo desenvolvido, sem perceber, pô, a ciência parte da da realidade, a ciência parte de um problema factual, o ponto de partida dela não é a estrutura lógica. A estrutura lógica e autorreflexão vem posterior. E aí o pessoal já vai ler regel sem considerar qual foi o ponto de partida factual. Vai direto pro ponto de partida lógico. Legal, né? Então quando ela faz essa afirmação, ela já vai puxar o fiozinho que e faz o castelo cair. Ela vai pegar aquela pontinha que tá ali solta, vai fazer assim, e vai brum. Vem tudo abaixo. Por quê? Porque ó gente, uma coisa, ponto um, uma coisa é o ponto de partida lógico da ciência, outra coisa é o ponto factual da ciência. Eu acho sensacional. Eu acho muito mais parece uma obviedade, mas é muito importante da gente recuperar. Bota o pezinho no chão, saca? Diz o nosso querido Rubens, a ciência precisa já ter um grau de autoconhecimento sobre a própria ciência. Depois de um processo, já estar em curso, você pergunta: "Como esse processo acontece?" É, mas é um passo posterior. Concorda? Esse é o grande ponto. Ela vem depois, a autorreflexão sobre o conhecimento, ela vem depois de já estar em desenvolvimento. Ela é um passo segundo. Diz nossa querida Ana Reis. Acho que foi a eh foi a observação. Foi excelente. Foi boa, muito boa. Beleza. Eu acho massa isso aqui. Já me já já vale o pensamento, já vale o dia, né? Cadê? Cadê? Cadê? Onde é que compartilho? Ih, sumiu meu bagulho. Ah, não tô conseguindo botar a tela de volta. Ah, volta. foi [risadas] [roncando] o normal é que primeiro se faça efetivamente ciência e somente depois se reflita sobre seus princípios, seus conteúdos, sua metodologia e, em geral, sua fundamentação. Porque em primeira instância a ciência não pensa a ciência mesma, senão que a ciência pensa inicialmente a realidade em virtude de contribuir de alguma maneira à reprodução da vida humana e somente depois se volta ou retorna reflexivamente sobre si mesma como uma mediação para depurar-se, para a E veja, isso é sensacional. Primeiro você vai resolver um problema em virtude de ou buscando contribuir paraa reprodução da vida humana. Você vai resolver esse problema porque você tá ali num processo de de reprodução, de resolver problemas para manter-se em vida. Aí depois você volta para pensar sobre o ponto de partida da ciência. Isso é sensacional. Aí você vai inclusive voltar para essa reflexão para aperfeiçoar esse desenvolvimento que já está em curso. Você vai retornar pro pro para uma reflexão de como é que eu comecei a pensar sobre isso, né? Como é que eu encontrei essa resolução de problemas depois que ela já está em curso, que ela já está em desenvolvimento. Ela não precisou de ter uma reflexão sobre a ciência para poder começar a ser ciência. Ela vem depois tomar consciência do que fez e obter melhores resultados em sua apreensão da realidade, né? que isso que ela vai pretender fazer essa reflexão, tomar consciência sobre o que tem feito e tentar eh aperfeiçoar, né, a apreensão da realidade, melhorar seus resultados, ser mais eficiente. O modo em que procedeu Hegel para a construção de sua filosofia não foi distinto do que temos descrito, pois antes de se perguntar por qual deveria ser o começo da ciência e seu verdadeiro procedimento, suas perguntas se dirigiram diretamente à compreensão de sua realidade concreta. Então veja, vamos considerar isso que a Cátia colocou pro próprio Regel. Ele não começou pensando ciência pela ciência, ele começou resolvendo um problema sobre a verdade. Ele na compreensão do que tá acontecendo na sua história, na sua realidade concreta, ele quer resolver problemas concretos. Então vamos retornar a isso e ao modo em que em que poderia contribuir prática e efetivamente a transformação da vida social e política da Alemanha de seu tempo. Porque em última instância é isso. Hegando na ciência pela ciência pro além. Ele quer resolver os problemas da Alemanha de seu tempo. E nessa resolução de problemas, ele assume uma posição diante dos fatos, diante dessa realidade social, diante da reprodução da vida humana que se dá nesta sociedade para resolver esses problemas, para que essa sociedade se mantenha, que a vida humana nessa organização social da Alemanha de seu tempo persista. Então, na hora que ele vai fazer a reflexão sobre a lógica, na hora que ele vai fazer uma reflexão sobre a ciência, está implicada a resolução dos problemas da Alemanha de seu tempo e o projeto ao qual esse ele se alia para poder resolver esse problema. Ele se alinha a um projeto, ele se alinha a uma expectativa sobre a realidade da Alemanha e como ele quer resolver esses problemas, essa situação. Então, na hora que ele faz isso, ele já está implicando a lógica, a ciência, todo seu sua discussão epistemológica. Há essa condição política e há esta realidade a qual ele quer enfrentar os problemas que ele quer resolver. Pô, vou dar um exemplo interessante aqui. Durante a pandemia era muito comum a gente ouvir a seguinte frase que eu entendi o motivo da frase, tá? Eu não tô aqui negando a importância dela, ó. Não é uma questão de uma questão de preferência, questão de ciência. Que é ciência? É defesa da da neutralidade da ciência. Então, a galera que tava defendendo a linha correta de vacina, né, de cuidados de saúde, de o básico de você ter que fazer o lockdown, coisas simples e óbvias, isso aqui é ciência, não são de preferência política em certo sentido, tá? Tá correto, mas a defesa não era porque eh essa ciência tá conectada com as necessidades de reprodução da vida humana, era uma defesa de uma ciência neutra. Como se o próprio processo de produção científica, de organização dessas vacinas, de desenvolvimento de vacina, de organização da vida social, não estivesse conectado com uma uma estrutura e um modo de produção específico, capitalista. Então, o desenvolvimento de vacina não é porque tá tendo grandes investimentos e aportes pensando na reprodução da vida humana. Também o desenvolvimento de vacina envolve empresas disputando, também envolve mercado capitalista, também envolve um tipo de de comprometimento com uma manutenção de modo de produção e de organização da sociedade que não se dá por produzir o vacino e vamos distribuir pra humanidade. Distribuos, produzimos vacínio e vamos vender e é mercado e marca disputando. Você tomou qual? A Pizer a Junen, você tomou a não sei o que ou a não sei o quê. Aí Cuba tendo que produzir vacina própria autóctony sem ter insumos suficientes para tal e fazendo milagre de conseguir produzir uma vacina autóctony, porque ela não podia ter acesso e comprar vacinas pelo bloqueio. Então toda essa estrutura de desenvolvimento de ciência e tudo mais também tá conectada com essas condições e os projetos ao qual você se compromete. Vai saca? Então coisas a gente pensar aí, né? Pergunta ao nosso querido Rubens, mas Hegel tenta ser universalista, não tenta? Tenta pegar o que criou e colocar isso como válido para todo tempo, história? Sim, ele tenta. Isso gera alguns problemas também, não todos. Todos os problemas, inclusive o problema de quem vai ler Hegel como se fosse um oráculo divino e que vai assumir que o que ele tá dizendo tá certo, tá correto. Então não faz uma leitura crítica do pensamento regueliano e assume seu pensamento como universalista. Aí vai ter problema para caraca dali paraa frente. Muito problema, muito problema, né? Então você tem toda a razão, obviamente. Beleza, voltando. Somente depois teria que levar a cabo uma reflexão explícita sobre a ciência mesma, né? depois de resolver os problemas no qual ele tá tentando da da realidade alemã, da política do seu tempo. É isso que o Hegel tá enfrentando. Depois ele vai fazer uma reflexão sobre a ciência num segundo momento e sua metodologia em virtude de responder de melhor maneira a problemática de sua realidade histórica. O que queremos pôr em relevo ou destacar ou pôr como relevância, né? Como o que queremos destacar é que a intenção com a qual H Reg Hegel empreende sua reflexão científica foi desde o início estritamente sociopolítica. Ou seja, não é uma lógica pela lógica, ciência pela ciência. Nós temos aqui uma conexão com a realidade, com comprometimento com um tipo de realidade de sociedade, de projeto político. Tem um projeto que acompanha essa lógica, esse método e essa coisa toda. Tudo bem? diz nosso querido Carapa: "Mas esse universalismo era uma característica, entre aspas, europeia, podemos dizer assim, não sei se só europeia, mas eles conseguiram levar a um nível avançado de compreensão universalista e de falta de espaço paraa diversidade. Isso pode acontecer em vários territórios, mas eles conseguiram elevar em em graus avançados, né? Eles realmente tinham a capacidade de considerar que eles são o umbigo do mundo e o bastião da história. Impressionante. Quer dizer, o que desde o início quis fazer, Hegel quis fazer foi política e não assim filosofia. Aqui uma provocação de Cátia, eu não sei se eu colocaria nesse sentido tão assertivo, mas para ela dizer, ó, ele queria fazer política, não era filosofia pela filosofia. Aí eu concordo. Se for queria fazer política e não filosofia, aí eu tenho problema. Mas na o contexto aqui é ele queria tava implicado uma política, tava implicado um projeto e não só a filosofia pela filosofia, como muitas vezes leitores fazem com regra e aí fica mais complicado ainda em certo sentido. A realidade política de seu tempo foi a que no a que o levou a fazer ciência e filosofia. Então isso é importante também contextualizar, levar paraa realidade, realidade histórica, material, comprometimento dos sujeitos com determinados projetos, né? Fundamental. Teve um cara que sacou isso e meio que expôs isso de maneira muito clara, chamado Marx, mas tudo bem, vamosá. A partir do que poderíamos distinguir dois tipos de começos da ciência, o começo fático ou factual, eh, a partir do qual se começa efetivamente a pesquisa científica e o começo lógico ou científico, com o qual se começa a exposição propriamente dita. Então, uma coisa é o início pactual da pesquisa e outra é o início lógico científico, com o qual começa a própria exposição da ciência ou do pensamento, do desenvolvimento desse pensamento. Isso tá bem claro, inclusive numa própria frasezinha do querido Carl Marx, em que ele diz: "Uma coisa é o modo de pesquisar ou de investigar e outra coisa é o modo de expor a investigação. Por isso ele faz tantas reflexões metodológicas em seus rascunhos e às vezes até em seus textos finalizados. Ele faz muitas recuperações metodológicas porque ele tá preocupado com o modo de expor o que ele pensou. E Marcos, inclusive nessa passagem, agora eu não me lembro se tá nos grundres. Eu acho que tá nos grundres. Uma coisa é o modo de pesquisa, outra é o modo de ou tá no pós-fácil. Agora tô em dúvida. Tá dando tilt aqui. Eu tô confundindo dois textos, mas o que tá dito tá no mesmo texto. Não lembro se tá em um ou outro. Agora já foi mal. Mas ele ele fala assim: "Uma coisa é o modo de de pesquisar, outra coisa é o modo de expor." São dois modos, né? São dois duas etapas diferentes. E aí ele fala: "E se você expõe de um modo muito claro, muito bem organizado, parece dá a sensação de que o pensamento está refletindo e apresentando claramente a realidade, como se fosse ali explícita. O pensamento é só refle, não é nem reflexo, é eco da realidade, assim, é a mesma coisa. ele conseguiu acompanhar a realidade, o real já tá aqui e tal. Então, Marcos fala: "Se você consegue expor tão bem assim, parece dá essa sensação, mas é uma sensação, tá nos grundres, a discussão metodológica do nicho dos grundes, lembrei, fala: "Mas isso é uma percepção, é um ponto ali, um sensação de que é a realidade que tá sendo refletida explicitamente, mas é o pensamento sendo exposto de um modo adequado. E você não pode confundir esses dois âmbitos. Não pode confundir esses dois âmbitos. Marx entende plenamente que a racionalidade, o conhecimento, a ciência, a razão é limitada. Limitada porque somos seres biologicamente determinados. a gente tem fome, a gente tem sede, a gente tem eh uma estrutura social específica, a gente tem um modo de produção. Claro, esse modo de produção determina a vida, a a consciência, né, no texto de 1859, na contribuição à crítica, na contribuição à crítica economia política, uma primeira versão ali do capital, vamos dizer assim, se a gente quiser, ele diz isso claramente no prefácio. Ele fala, ó, não é a consciência que determina a vida social, não é? Mas é a história, vida social, organização econômica que determina a consciência. Ele sabe que a consciência é limitada, que nós somos seres biológicos finitos e que é impossível você refletir em pensamento, em ideias, em se em conhecimento, a própria realidade em sua infinitude, na sua ilimitação. Não tem como. Então, uma coisa é o modo de pesquisa, outra é o modo de exposição, mas se você expõe muito bem adequadamente, parece que você tá refletindo a realidade, que você entendeu ela como funciona. Mas o Marcos fala: "Não entendeu". Não é assim, gente. Uma coisa coisa, outra coisa é outra coisa. uma boa, uma boa exposição de maneira adequada te auxilia muito a manejar a realidade, a resolver problemas, né? Ele até fala nesse texto, eh, a que o movimento tem que ser constante de pesquisa, que você transpõe, né, traduz os problemas pesquisados pra cabeça e da cabeça você organiza para expor de maneira adequada, mas o movimento continua. você não agora expôs de maneira adequada e resolveu a realidade, não. Agora vai ter que um novo processo de ciclo crítico. Novamente você vai pegar esse resultado e vai passar por essa crítica, considerando fundamentalmente a história, a realidade material, ela é determinante paraa produção de ciência e não a ciência pela ciência. O resultado de um pensamento, ele não tá tá resolvido ali por ele mesmo. O processo da história, do desenvolvimento histórico, da reorganização da vida social, vai alterar necessariamente esses próprios resultados. Então, a gente vai constantemente produzir ciência. Mas aí é uma dica, diz aqui nosso querido Thiaco, mas a intenção dos idealistas era responder Kant no campo epistemológico e metafísico também. Essa afirmação dela excluindo a filosofia. Achei estranho. É, então eu também não curto como ela colocou. Eu entendo no contexto porque ideia dizer, ó, não é filosofia pela filosofia, tem uma política implicada, que o problema é esse, achar que que a resposta, a mesma resposta de Hegel a Kant ou qualquer outro intelectual se desse apenas no âmbito epistemológico e não estivesse envolvido com a resolução dos problemas reais do tempo dele, os problemas políticos ali vigientes, econômicos e os projetos aos quais ele se alça. Entende? Essa ciência, ela é desenvolvida depois de tentar resolver problemas. E esses problemas estão conectados a projetos políticos, a modos de organizar a vida e tentar garantir uma reprodução de vida humana. Esse é o ponto. Então, [roncando] simplesmente ignorar que a filosofia não é o que ela faz, portanto, que ela tá considerando Hegel como filósofo. Óbvio que tá fazendo uma discussão sobre ciência, mas o ponto é você achar que é só isso e não considerar a parte política. É que na frase ele ficou bem assertivo. Diz o nosso querido Carapa: "Por isso que a direita eh só aceita terra?" Talvez. Talvez. E mesmo não aceita mais, tá? Assim, se você for pegar como vem, como eu faço parte desse mundo crente, no mundo crente o pessoal vai caçando quem é o pai do do mal do mundo, né? E e aí o pai do mal do mundo, esses tempo aí que o pessoal fica falando sobre marxismo cultural, começa em Hegel. E Reg Hegel começou a destruição do planeta. É, conservador é maluco. E aí pega pega lá frases soltas ou uma leitura feita com orelha no ea usar outro feita com Hegel, né? Uma leitura feita com Hegel do próprio Regel. E aí o com o próprio Regel do Regel do Hegel. E aí eles fazem uma leitura de que Regel é o mal do mundo. Começa ali a destruição da dialética e de não sei o quê. Uma loucura. Então, nem a direita conservadora entende o que ela tá falando. Fala qualquer porcaria. Retórica, diz o nosso querido Rubens, né? Nem só retórica, retórica faz parte, mas também é uma exposição adequada no próprio âmbito científico mesmo das conclusões, né? Dos resultados que você chega. É, diz nosso querido Gabriel, tese, antítese, síntese, blá blá blá blá blá blá. É, e aí vai a bobagem até de bobagem. E aí o aí daí pra frente é só para trás, não tem o que fazer. Triste, triste, mas a gente vai sobreviver, eu acho. Mas é discutir com esse pessoal também, esses chapéu de alumínio é complicado. Aquele mano que direto tá em podcast, Taços Lurgo, maluco, completamente maluco. E ele fala umas grosas dessas. Chapéu de alumínio doido. Mas vamos lá. A pergunta com a qual o Regel dá início à ciência da lógica, né, de qual é o começo da ciência, refere-se claramente ao começo lógico ou científico, não alfático. Isso é claro, claro, mas a gente tem que considerar isso. Mas recordemos que a imersão de Hegel na ciência filosófica no começo com a ciência da lógica, eh não começa com a ciência da lógica, perdão, não começa com a ciência da lógica, senão muito antes. Então, Heg, ele não começa a sua reflexão filosófica e o seu sistema com a ciência da lógica. Ele não começa a falar, vou fazer um um sistema filosófico, começar discutindo ciência da lógica o método e como se desenvolve o pensamento. Não, essa produção sobre a ciência da lógica, o método, essa coisa vem lá na frente, vem lá pro final. A filosofia de Hegel começa em outro ponto. A gente já comentou aqui sobre os escritos teológicos, né? Mas aí vamos considerar que os escritos teológicos de Hegel não sejam propriamente do âmbito filosófico, senão leituras deles de um texto sagrado e as coisa maluca que ele faz para inclusive desenvolver seu método. Mas onde ele começa a fazer o seu sistema filosófico? Qual o ponto de partida do sistema filosófico dele? A gente tem que considerar faticamente, né, na história e faticamente qual que é o problema que ele inicia seu sistema. Hegel empreende faticamente a tarefa da ciência como resultado do diagnóstico que faz da realidade alemã de sua época e concretizou sua contribuição à transformação moral e espiritual e política de seu povo no sistema da ciência que haveria de formar posteriormente. Então ele parte de uma análise da realidade alemã, os problemas éticos, morais, políticos, espirituais da Alemanha que ele quer resolver. E aí ele vai desenvolver uma ciência. Quando ele tá desenvolvendo essa ciência, essa filosofia, querendo resolver esses problemas da Alemanha com diagnóstico que ele tá fazendo, ele daí vai fazer a autorreflexão do começo da ciência. Mas qual é o fato, qual é o ponto de partida de Hegel para desenvolver sua lógica e sua ciência? É aqui que a gente quer chegar. Bom dia, querida Érica. Como é que você tá? Tudo bom, Érica Bispo, tudo bom? Que bom que você tá aqui com a gente. Fico sempre feliz com desaparece, de verdade, de coração. Valeu pelo carinho. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Hoje tô aqui falando de reg. Que coisa, não é? Muita loucura pro dia só. Aí, Gabriel mandando um bom dia para a professora Érica Bispo, inclusive acompanha Érica Bispo. A maturação do desse projeto significou para Hegel, né, transformar a necessidade Bedrfs adoro alemão, que né, um sotaque excelente alemão, de saber no saber efetivo, de saber no saber efetivo da ciência como necessidade. Agora só Jesus na causa. Not not, como é que fala isso aqui? Nothing kite, lógica. Na necessidade lógica. Ohô meu Deus. A maturação desse projeto significou para ele é transformar a necessidade de saber no saber efetivo da ciência como necessidade da lógica. Então é uma inversão. Significou para ele transformar a necessidade de saber. Nós temos uma necessidade de saber que foi transformada no saber efetivo da ciência, eh, da ciência ante a necessidade eh cadê o saber efetivo da ciência como necessidade lógica. Então, ele inverteu a necessidade de saber como a ciência tendo que partir de uma necessidade lógica. É uma inversão. Primeiro você tem a necessidade de saber, que é o que acontece, um problema que você tem que resolver. E aí ele inverteu, ele transforma essa necessidade de saber em uma lógica que vai ser necessária para o saber. A autorreflexão vai conduzir essa inversão. Tudo bem? Beleza. Então, tenho que resolver um problema. Eu tenho uma necessidade de saber, de fazer uma boa análise da realidade para poder resolver esse problema. Começo a ser empreitada. Depois de começar essa empreitada, eu desenvolvi certos pensamentos, certas resoluções para para esse problema, certa ciência, né? Porque não é só pensamento, conhecimento, é ciência, resolução prática de um problema. Depois que eu comecei a encontrar essas resoluções, eu, pô, mas para ser mais eficiente, qual é o ponto de partida desse pensamento? Aí a transformação de uma necessidade de saber numa lógica necessária para o saber. É uma transformação interessante, um passo cuidadoso que a gente tem que ter aqui. É delicado, sutil, complexo, mas bom. Isso é, Hegel começou a fazer ciência diante da necessidade de compreender sua realidade concreta e a partir dessa busca eh partiu para o para a disposição lógica e sistemática de sua filosofia ou a construção lógica e sistemática de sua filosofia. Hegel começa a fazer ciência diante da necessidade de compreender sua realidade concreta e a partir dessa busca eh iniciou ou partiu pro pro pra construção lógica e sistemática de sua filosofia, mas começa com a necessidade de compreender a realidade depois da sistematização. O que queremos enfatizar é que a necessidade lógica da ciência encontra seu começo fático e real, precisamente em uma realidade concreta, sociopolítica e histórica, que está necessitada de ser compreendida para transcender as contradições que impedem o desenvolvimento e ou a reprodução da vida da comunidade humana em questão. Isso aqui é genial, né? Então, desculpem, tô na dúvida se eu entendi ainda de tão sutil. É, não, você deve ter entendido. É que é meio óbvio, mas é necessário falar o óbvio. Que acontece é o seguinte, o ponto de partida é fático, histórico, político. O começo tá aí. E esse começo ele necessita de uma resolução, ele exige uma resolução. E aí você vai buscar essa resolução. Na busca por essas resoluções, você vai ver contradições. Contradições que precisam ser superadas para garantir que o desenvolvimento e a reprodução da vida da comunidade seja mantido. E é isso que Hegel vai fazer. Ele vai desenvolver sua ciência depois de encontrar um problema na realidade que ele quer solucionar e superar as contradições existentes. Superar as contradições não pelas contradições para que a lógica fique funcionando perfeitamente. Ele quer superar as contradições que impedem o desenvolvimento da comunidade na qual ele faz parte. E para encontrar essa solução, ele vai se comprometer com um tipo de projeto, com um tipo de de maneira de resolver. E não é uma maneira só dele, é com quem ele se alinha para manter ou transformar a ordem vigente, a reprodução social. E aí ele vai começar a desenvolver a ciência lógica dele. É transformar uma necessidade que a gente tem de conhecimento, necessidade de conhecer para resolver problema, permanecer em vida. A transformação em uma necessidade lógica de como conhecer. Mas o ponto de partida é a necessidade real, histórica, [roncando] que precisa ser superada. as contradições reais e históricas que estão impedindo o desenvolvimento da vida humana. A gente só não pode inverter as coisas, achar que é uma questão lógica puramente. Diz nosso querido Rubens, começo histórico. Isso. Um problema real no mundo real. Isso. A partir desse problema real, você faz ciência até encontrar uma solução. Sim. E para fazer ciência, ele criou uma lógica. É por aí. Por aí. Depois que ele está realizando uma ciência sobre o mundo para resolver os problemas, ele vai fazer uma reflexão sobre o ponto de partida de uma ciência. Aí ele vai buscar esta lógica, mas ele já tá em curso porque ele quer aperfeiçoar esse conhecimento, ele quer aperfeiçoar a resolução de problemas. É isso. Diz nosso querido Gabriel para justificar o status qu no caso dele. Exato. Aí é o ponto o ponto que vai Marx vai chegar em Hegel, né? e no próprio pensamento da Economia Política. Vou até aqui parar um pouquinho que acontece, que que Marx vai perceber que essa lógica reggueliana e esse modo de conhecer, que todo esse desenvolvimento dessa filosofia, ela tá extremamente conectada à manutenção de uma ordem política vigente, uma ordem econômica específica. Ela se alinha a um tipo, o Gabriel chamou aqui de status qu, a um tipo e de vida, de organização da comunidade que mantém a ordem existente, mantém essa regra aqui do jogo. Ele busca resoluções de problemas para essa manutenção, para reprodução desta forma social de uma de seu tempo. Tudo bem, Marcos? você perceber, pô, esse modo de de pensar perceber o mundo, esse modo de raciocinar, essa dialética que tá de ponta cabeça, ela não tá percebendo qual é o ponto de partida efetivo, a realidade histórica e material, que quando você coloca nesse plano, você vai colocar a regra de ponta cabeça, ele vai voltar, porque ele tava desenvolvendo sua filosofia sem considerar o ponto de partida fático, real, é só o ponto de partida lógico. Aí Marcos fala: "Pom, o método é brilhante, só que ele tá partindo da lógica pela lógica e não do ponto de vista fático." E aí ele vai fazer uma inversão de regra, por exemplo, botar, ele fala, regra tá de ponta cabeça, precisa botar ele de pé. É brilhante. [roncando] E aí, eh, Marx vai fazer então uma crítica a partir desse dessa posição, que é a mesma coisa que Marx vai fazer diante da economia política burguesa. Por que que é uma crítica da economia política burguesa? Essa economia política burguesa, ela, como Marx diz no prefácio, a contribuição da crítica da crítica economia política de 59. Essa economia política burguesa, ela é ela descreve a anatomia desta sociedade. Ele fala, deve-se buscar anatomia da sociedade humana na economia política. Ele vai lá e vê é a descrição de como funciona esta sociedade civil aqui. Sociedade civil funciona assim ou sociedade burguesa funciona assim. Aí Marcos fala: "Pronto, tá me apresentando aqui a anatomia, só que ele não tá me apresentando o corpo, não tá me apresentando o fundamento. Eu vou olhar agora para criticar essa explicitação de como funciona esse negócio aqui. Eu vou explicitar como se dá a base material histórica para confrontar, porque a explicação do funcionamento do mercado como mão invisível, a explicação da circulação de mercadorias, como faz a ou explicação do forma da propriedade privada, a explicação de não sei o quê, OK, me explica o funcionamento dessa sociedade civil, mas não explica efetivamente como funciona essa economia na produção e reprodução da vida humana, que na hora que ele joga pra vida dos trabalhadores, na hora que ele joga pra sociedade, o sujeito vivo, ele Ele percebe que a circulação de mercadorias, essa explicação, não dá conta de planejar e intervir na realidade para garantir umas condições de produção e reprodução da vida a médio longo prazo, a fazer uma intervenção real para que não seja a organização da vida social em busca do capital, mas organização da vida social em busca da vida humana comum. Então ele vai conseguir fazer essa inversão a no mesmo processo de colocar riga de ponta de de, né, tá de ponta cabeça, botar ele de pé. Ele vai pegar a crítica da economia política burguesa e vai inverter ela, fala: "Cara, ela só ela apresenta como funciona, mas ela não me dá instrumentos de ciência sobre a realidade paraa intervenção da nela. Ela só dá uma manutenção desse sistema em funcionamento, mas não me apresenta o fundamento desse sistema para que eu possa fazer intervenções de transformação da realidade e que eu faça com que o modo de produção não se mantenha por si mesmo, mas que a gente consiga transformar ele ou colocar ele no lugar dele como meio paraa realização da vida humana e não como fim. O capital é um é tratado na sociedade burguesa como um fim. O capital para Marx é se tornar um meio. O meio é ser superado, inclusive, entende? a diferença. Isso é genial, cara. E isso começa de um processo de onde começa ciência, onde começa a lógica. Por isso que eu gosto muito das discussões sobre marxismo sem ciência. Eu sustento que, óbvio que sim, mas nesse sentido que eu tô falando aqui, em que ele faz uma crítica econômica ou crítica da economia política burguesa, que apenas apresenta o funcionamento desse negócio, mas não dá o fundamento que garanta a intervenção com outro objetivo que não a produção e reprodução de capital. É ciência, porque em ciência é intervenção na realidade, intervenção para transformação em prol da vida humana que produz ciência, né? Óbvio, porque se é uma ciência que produz ciência para destruir a vida humana, ela é burra. Não sei se o pessoal já pensou, mas eles são humanos, né? Não seja burro. Diz nossa querida Érica, quando leio Hegel, eu me pergunto se aprendi a ler ou não. Eita, sujeito difícil. É, ele ele ele complica a nossa vida. A gente fica em dúvida se a gente é alfabetizado e escreve de jeito difícil, horrível. Desculpem-se, uma metaanálise do processo de solução de problemas, talvez. Nunca pensei nesses termos, mas são excelentes termos. Diz nosso querido Diogo, essa ideia é bem importante para o marxismo, né? Sim, perfeitamente. Não sou. É, mas eu sou. Não, [risadas] você vê como a gente é inclusivo aqui. [roncando] Lenin, o materialismo imperiocriticismo, lidando com o machismo, vai nessa linha de estão defendendo ordem burguesa. Sim, sim. Ah, tem reflexões interessantíssimas de Lenin nesse sentido que a gente poderia discutir um dia. Quer dizer, uma filosofia que é construída para defender a ordem de uma sociedade burguesa, se eu entendi bem, o idealismo serve para defesa da burguesia, para Lenin. É isso também. É exatamente isso. Porque quando a gente fala, é que é difícil, né? Quem fala idealismo não é o próprio idealista, né? O idealista não fala: "Oi, eu sou um idealista". Quem chama o idealista de idealista é quem tá ofendendo o coitado. Então, você vai ofender alguém, vai ser o idealista. Mas qual que é a questão de chamar alguém de idealista? É porque ele não percebe as fundamentos ou as condições reais para qualquer realização da atividade histórica humana. e parte de estruturas lógicas ou de pensamentos que estão conectados a um tipo, a uma forma social específica, a manutenção de uma ordem e não seus fundamentos. Marx, cara, ele dá uma virada tão bizarra no pensamento eh ocidental. É tão bizarro que a gente não tem cada dia me surpreendo mais assim, no século XIX, quando você pega a a passagem da sessão da maisvia absoluta para mais valia relativa, ou é o contrário, já esqueci [roncando] a passagem no capital, em que ele fala assim: "O capitalismo ou o capital, o capital, né, o capital apenas desenvolve as forças produtivas destruindo, solapando as fontes de riqueza, a terra e o trabalhador. Esta frase no século XIX não foi entendida e talvez durante o século XX inteiro, quase. Talvez agora a gente esteja entendendo. É entender que só há desenvolvimento tecnológico, desenvolvimento de forças produtivas no capitalismo, destruindo as únicas duas fontes de riqueza possível, a vida humana e a natureza, o meio no qual a gente tá. Se você destrói o meio, não tem vida humana para poder permanecer. Se você destrói vida humana, não tem por ninguém para realizar a economia, não tem ninguém para gerar riqueza e nem usufruir dela. As duas fontes de riqueza é terra e trabalhador, é vida humana e natureza. Se você destrói uma delas, não tem por funcionar qualquer ciclo econômico. Marx percebeu isso e ele constrói todo uma crítica à economia política burguesa pensando nas condições de produção, reprodução e desenvolvimento da vida humana. Essa frase é o Dúciel que vai utilizar, mas ela encaixa muito bem. E Dúcio nem fala que Marx fala isso propriamente dito, mas é isso que se que tá ali. Você virar a economia e qualquer organização de modo de produção, não para produzir, reproduzir capital, mas para produzir, reproduzir a vida como critério. E aí você faz intervenções sistemáticas a sistemas que estão funcionando, que estão destruindo essas condições de reprodução. Isso é brilhante. Isso é brilhante. Só que você pega do sistema lógico, qual que é a graça de um do desses liberal ou melhor, tem muito liberal sensato, mas vamos pegar mais os Biruleab, né, os neoliberal e os Ancap Maluco, eles entram em discussões lógicas de sistemas lógicos e de explicação de veja, mas é porque se você interfere aqui no porcentagem de não sei o quê, se você entende que o ser humano é não sei o que não sei o quê. E e numa abstração tão genérica para explicar como funciona um sistema de mercados, uma teoria de não sei o que lá, a impossibilidade de você calcular tudo, absolutamente tudo, a todo momento que todo mundo sabe que é impossível, [ __ ] Mas o ponto não é esse. O ponto é que se você não faz intervenções constantes, você destrói as condições de produção e reprodução da vida. Então não seja burro, porque não existe sistema automático que por si mesmo conduz ao bem comum. Então eles jogam em em um nível tão abstrato de argumentação e de discussões que impede perceber o básico. Se você não tá vivo, não existe função para mercado animal. Se não tem ser humano para produzir, para consumir, não tem, porque existe qualquer instituição. Então a base da economia é a vida humana. Ponto. Ponto. Daí para frente não tem o que discutir intervenções sistemáticas em sistemas de mercado para garantir as condições de produção, reprodução da vida humana. Ponto. Ponto. Isso é ciência, isso é lógico, isso é racional, isso é inteligente. Qualquer outra coisa que negue isso é burrice. Aí eles vão jogar para aforismo, eles vão jogar para abstração, eles vão dar uma de miim, né, falando um monte de palavra que junta não tem sentido nenhum para porque não dá para lidar com a realidade óbvia. [risadas] Então é importante, né? Eu joguei baixo, né? Joguei lá, joguei, joguei mal. Joguei longe. Mas é isso. Diz o nosso querido Rubens, segue o modelo lógico, mas modelo lógico é limitado por não levar certas variáveis sem consideração. Exatamente. Quando o capitalismo surgiu, não devia ter ecologia. Ainda não tinha. Esse é o ponto. Marx para mim é o primeiro cara que bota esse isso no jogo. Só se desenvolve destruindo as duas fontes de riqueza, terra e trabalhador. Você não pode destruir terra e não pode destruir trabalhador, porque se destruir as duas coisas, você não tem como garantir a reprodução no dia seguinte. O cara sacou, pô. no século XIX. Aí o meu coração, como é que eu não vou ser marxista? Hoje em dia a questão ambiental se tornou central, óbvio, porque não é nem a questão ambiental, a questão da vida humana, tipo assim, é [risadas] porque às vezes e eu óbvio que você tá certo, Rubins, mas é que o ponto assim, a gente vê isso, às vezes, a questão ambiental parece uma coisa fora, né? Tipo, é é a nossa vida assim, se você não tem ar para respirar, né? >> [risadas] >> Tipo, é tão óbvio, gente, pelo amor de Deus, é tão óbvio. Mas a gente tem que falar essas obviedades, porque o a estrutura na qual se reproduz esse sistema, esse modo de vida e tal, não sei o que lá, ela rouba a gente dessa compreensão do ponto de partida factual e não lógico de desenvolvimento de ciência. diz o nosso querido Diogo, eu não tenho uma grande leitura em Marx, mas quando li a biografia dele do Zé Paulo Neto, minha cabeça virou do avesso. É genial. É, Zé Pelo Neto é uma excelente introdução, um cara muito legal, né? Eu gosto dele, um velho fofo. Diz querido Jones Miguel: "Uma vez me falaram que Marx acredita que a história é a única real ciência, porque ela analisa as contradições da interação do homem trabalho e natureza. É verdade isso ou está equivocado?" Eu não lembro de Marx dizer que a história é única realciência, mas ele diz que com a história nós tiramos o véu místico da nós tiramos, tiramos o véu místico que nos impede de lidar com a realidade. A história nos ajuda a fazer isso. Eu aprendi isso lendo Marques, especialmente na primeira parte do capital, quando ele vai começar a falar sobre o fetismo da mercadoria, ele fala: "Ó, para você desanoviar os as coisas místicas que estão lá diante da gente, a história é fundamental. Bota na história, bota na história que a gente começa a quebrar as essências que existem por aí, né? As essências humanas. O ser humano é um ser egoísta por natureza. O ser humano é um ser que pensa só no seu próprio interesse por natureza. É um ser, é um indivíduo, filhote de chocadeira, nasceu como cogumelos. Não. E essas coisas você quebra com a história, você bota a história no jogo, você quebra essas místicas, né, de essência e tal. Então, aí eu concordaria nesse sentido. Em outros eu tenho que ver. Diz aos queridos Diogo, eu era antimarx até Leucabra. É, pronto. Você vê Zé Paulo Neto faz cumprindo sua função. [risadas] Pergunta nosso querido Jon Miguel. Não diz, né? Posso ser colocado de uma forma errada também por estou perguntando. Fica em paz, não tem formas erradas, nós estamos aí e tal. Diz nosso Rubens respondendo a Jon Miguel. Até onde ser a frase vai no sentido de a história é a mãe de todas as ciências. Isso porque todas as ciências fazem parte de um momento histórico evoluente, Rubins. Estamos aí. Diz nosso Ri. Sim, somos animaizinhos também, mas um animal cabeçudo. É um animal que se tornou muito [ __ ] pelo E a gente se tornou porque a gente se descolou da realidade, assim, não é uma só questão de ideias fluindo, né? O desenvolvimento das forças produtivas permitiu essa sensação de que a gente consegue controlar tudo, a gente consegue guiar o aumento infinito da produtividade, né? a gente consegue fazer um realizações exponenciais ao infinito. A desenvolvimento do modo de produção e das forças produtivas permitiu isso. De modo que na própria física, na própria matemática, começam a surgir durante o século XVII eh cálculos infinitesimais, modos de tentar calcular quantidades absurdas que nós não somos capazes de fazer na realidade. Por quê? Porque potencialmente o modo de produção abriu essa porta. A escala de produtividade, a escala de consumo, a escalada de tudo, você desenvolve em em volumes bizarros. É por isso que vai surgir cálculos assintóticos, né? Cálculos aproximativos. Você vai fazer cálculos com quantidades tão bizarras que vai ser assintótico, vai ser por aproximação, mas que te possibilita fazer o cálculo e fazer planejamento. O nome do cara que fez esse cálculo era, eu lembro que o RIP era o nome de um jogador de futebol, Sterling. Era o nome de jogador de futebol. Sterling, acho que é James Sterling, algo assim. Sterling, né? escocês britânico. Sterling faz é um dos primeiros a formular esse lance dos cálculos assintóticos que vai ser assumido pela economia política, inclusive pelo nosso querido Adam Schmith. Inclusive tem uma biografia do Adam Smith. Adam, putz, eu não lembro agora quem é o autor, ó. uma biografia gringa, boa para caramba, cara, que ele vai citando, né, a formação da escola de Glasgow, onde o Smith vai se desenvolver, vai tal formar toda a estrutura da escola real britânica. Eh, e aí o Sterling é citado entre essa galera ali como um dos caras que teve uma grande influência pro desenvolvimento da economia, exatamente por essa capacidade de cálculos assintóticos, que é o que a economia liberal vai se amar isso, porque, cara, você vai começar a fazer cálculos de de mercado, de produtividade, assim ao infinito. E essa sensação de produzir ao infinito, realizar ao infinito, te dá a ideia de que você consegue fazer tudo, você tem controle sobre as coisas. E aí deu merda. [risadas] É, a gente se tornou um animalzinho complicado depois disso aí. É só ver do século XIX para cá o nível de destruição global, de poluição, de aquecimento, essa coisa toda foi assim. Tem a ver com o desenvolvimento das forças produtivas, especificamente sobre capitalismo. Então assim, sim, o mal do nossa, o mal da nossa vida é o capitalismo. Se não tiver para ar para todos, diz nosso querido Borduna, vamos faturar para eh quem pode pagar. Exatamente. Ar premium. Água premium. Sim. [risadas] Ar Montepelier. Pelg. Aplus. A silver e [limpando a garganta] sei lá que nome mais vai ter. É. É a vida, né? O cara entendeu. Você só precisa decorar. É, já fez, né? Eu você tem bri, entendeu, mano? Agora a gente só precisa fazer, o cara escreveu o bagulho, a gente só precisa entender, Gabriel. Mas com o exército industrial de reserva, isso importa pro burguês? Não, porque o burguês tá cagando. O burguês, ele tá ali preocupado em quê? Em capital. Canalha. Diz nosso querido Diogo, eu fiz um super chat agora, fui cobrado, mas não apareceu. Me confirma se recebeu aqui. Não recebeu. Então, o pessoal te cobrou e te roubou. Roubou. O YouTube, o senhor YouTube, o senhor roubou o nosso querido Diogo. O senhor está faturando em cima do Diogo sem mandar para nós aqui o bagulho. Senhor YouTube te roubou. Não fui eu, juro. Senhor YouTube. Canalha. Canalha. Senhor YouTube. Diz, querido Vinícius ar do ar top [risadas] sabor ar. Ai, meu Deus. Daí paraa frente é só para trás. Mas vamos pouquinho. Mas é legal, não é assim? Eu sei que eh falar Hegel, né, no no Senhor YouTube fumou o seu bem. [risadas] O falar sobre Hegel, né? Ciência lógica em Hegel, a gente entra naquele, vai entrar naquele bagulho obscurantista e tal. Mas no caso aqui a gente preparar o terreno para discutir as questões lógicas. Essa discussão aqui já do fático e do lógico pro início da ciência já é brilhante, já desarma um monte de coisa. Beleza? Perdão. Agora bem, diz nossa querida Ktia Colmenares, ã, ó, deixa eu fazer um trem aqui, comprar. [risadas] É, hoje tá bom o nosso rolê aqui. Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Botar isso aqui. Bom, bora lá. Ah, ih, perdi alguma parada aqui. É, vai pagar pela porcentagem de ar no de oxigênio no ar. Oh, Jesus Cristo. Agora bem, queremos destacar que Hegle só vai se interessar pelo começo lógico. Começo e só vai se interessar pelo começo lógico. O começo fático não merecerá nenhuma reflexão ulterior, né? Ele não vai se desdobrar pelo ponto de partida sobre a realidade que ele tem que enfrentar. ele vai se preocupar muito mais com o interesse, com o início lógico da ciência e não o início real, histórico, material. Quem vai começar com essa discussão sobre histórico, início histórico, material real, vai ser um carinha chamado Marx. Ficará abandonado como uma anedota superada pela necessidade lógica da ciência. De todo modo, nós pretendemos mostrar não somente que nenhum dos começos eh secundário, nem deveria ser deixado de lado na reflexão sobre o conceito da ciência em Higger, senão que a compreensão do começo fático será fundamental para penetrar inclusive a significação conceitual do começo lógico de Heg. Beleza, já tá tranquilo. Não é para abandonar um ou outro. Você tem que fazer reflexão lógica, você tem que fazer reflexão fática, você só não pode abandonar uma ou outra. Opa, chegou aqui, ó. O YouTube salvou você. Presenteei com uma assinatura do Bruno Recal. Alguém foi presenteado. Deus abençoe. [risadas] Muito obrigado, Diogo, pelo carinho, mano. Aí, ó, depois você falou o YouTube me estornou. Ah, é isso, YouTube, seu canal. [risadas] [limpando a garganta] Vamos lá. O modo de introduzir o tema, a modo de introduzir o tema, começaremos esboçando a relação que há entre o começo lógico e o começo fático para mostrar que a ciência, em última instância, é uma atividade humana que surge em uma realidade sociopolítica e histórica específica e se faz eh feita para uma realidade sociopolítica histórica específica. Porque nos fatos não se faz ciência ou filosofia por uma necessidade lógica. Nos fatos não se faz por necessidade lógica. ou teórica, senão que grifem essa frase na vida de vocês. A ciência não começa por uma necessidade lógica, senão que a necessidade lógica encontra precisamente sua relevância diante da necessidade humana de buscar a verdade para vivê-la no âmbito do social e do político. Necessidade lógica tem tem sua relevância necessária, né? A necessidade lógica tem relevância diante da necessidade humana de buscar a verdade para vivê-la no âmbito do social e do sócio político ou da político. Cara, isso é muito importante, meus amigos. Isso é muito importante. A relevância da da ciência ou de reflexão sobre a necessidade lógica, a relevância do necessidade lógica, relevância de pensar logicamente é a necessidade de viver a verdade dentro da sociedade e da política específica na qual você tá resolvendo seus problemas. Tem critério de verdade. Posso ouvir um amém? >> [risadas] >> Cara, isso é muito importante. A verdade foi tão surrada, coitada. Apanhou tanto esses tempos. De nit para cá, pessoal abandonou a verdade. Mas tem uma coisa importante, é verdade que você precisa est vivo para continuar seus projetos. Se você não tiver vivo, não dá. É verdade que pro dia seguinte tem que ter ar, tem que ter água, tem que ter comida, tem que ter abrigo, né, meus amigos? Tem que ter, tem que é verdade. Não, não dá para você negar uma verdade. É uma verdade que se você não tá vivo, não tem porque continuar fazendo as coisas. Tem que garantir as condições de viver. Só que essa verdade, ela não é uma verdade abstraída. Ela é vivida na realidade social e política e não na realidade lógica. A verdade ela é vivida social e politicamente. Tudo bem, [risadas] cara. Isso é muito bom. Pronto. O Borduna fez um comentário aqui da da da zoeira que eu sei que tem conectado com o nosso querido Peter Evil, né, que deve tá muito feliz nesse momento. Eh, aqui, ó, não se come múltiplas antologias. Então, qual que é o ponto da da Cátia? Vocês lembram o subtítulo do texto? É elementos para uma transontologia, né, papai? Transontologia, uma crítica transontológica. Por quê? Qual que é o ponto? Eu fal, cara, tem ontologias diversas. S tem do ponto de vista lógico, de conhecimento da realidade, de modo de vida, tem. Mas não é só isso, não é só ontologias, cada uma no seu mundinho, né? Não é só compreensões sobre o ser espalhadas por aí. Existe algo comum a tudo quanto é ser humano, que é tá vivo. Você tem que tá vivo. Essa verdade, ela é vivida ou a seu modo de compreender a realidade é vivida social e politicamente. E essa sociedade, essa política precisa de condições para garantir a produção e reprodução da vida. Essas condições é modo de produção. Modo de produção é economia. Tem que organizar a vida econômica de uma sociedade para ela que para ela poder ter a ontologia que achar bacana. ou que na verdade é uma ontologia que surge dessa realidade social, mas você precisa de condições específicas. Ou seja, existe verdade, tem critério material e vivo de verdade, que é tem que garantir as condições de produção e reprodução da vida das pessoas que têm suas ontologias, porque se não tiver garantido, você pode ter a ontologia que você quiser. Amanhã não tem dia seguinte, não tem por se ter esse bagulho. Então, é é não rechaçar a discussão sobre ontologia ou múltiplas ontologias, eu sei o que lá, mas também não é abraçar como se não tivesse critério de verdade, é superar essas limitações que estão impedindo a gente de pensar, de entender a realidade, de resolver problema. [ __ ] isso aqui é genial. Obrigado, Cátia Comenares. Da hora, né, pô? Eu acho bom demais. Eu me animo. Isso é bom demais. Qualidade, qualidade. [risadas] O processo que descreve a relação entre ambos os começos da ciência em Hegel, o começo fático e o começo lógico, nesta ordem, poderia ser representado retrospectivamente da seguinte maneira. Então, vamos lá. Representação do começo fático pro começo lógico. Os seres humanos se constituem subjetivamente a partir de uma comunidade histórica de vida que objetiva, um tipo de relação intersubjetiva ou estrutura de reconhecimento mútuo entre seus membros. Você se constitui em comunidade. A comunidade é condição para você existir. E ela só se mantém porque ela objetiva projetos reais e efetivos na história que garantam as condições de manutenção dessa sociedade que é realizada entre pessoas, entre sujeitos. Parece óbvio, mas isso aqui já desmonta 75% da produção filosófica ocidental que esquece da realidade, né? Que parte dos fiotes de chocadeira. Isto quer dizer que os sujeitos autoconscientes se constituem a partir de uma consciência do nós que media sua compreensão no sentido de ser o mundo e funda suas instituições sociais e políticas. Esta consciência do nós configura a racionalidade de uma determinada tradição ou cultura, né? Mesmo a criatura que acha que o que o que o como é que é o nome? que o ser humano é um indivíduo isolado, filhote de chocadeira. Mesmo essa pessoa, ela considera um nós, que é a sociedade que considera os humanos como indivíduos isolados uns dos outros. Esse nós não dá para ser negado do ponto de vista fático, mas do ponto de vista lógico dá, mas do fático não. Então, por isso é importante recuperar o ponto de vista fático, é o começo fático da da ciência. A racionalidade de uma determinada cultura ou tradição surge então em um contexto de uma realidade intersubjetiva que clama para si reprodução de seu mundo da vida. Hegel se deu conta de que a racionalidade na qual havia configurado a Alemanha no final do século XVII estava deixando de se corresponder historicamente com a necessidade sociopolítica de seu povo, eh, pelo qual o jovem pensador empreendeu uma tarefa de conceber e desenvolver uma racionalidade ou melhor eh a melhor da com a melhor fundação possível em sua interpretação da racionalidade. a superar, eh, reproduzia a fragmentação social e política, né? Então, em sua interpretação, a racionalidade eh a ser superada reproduzia a fragmentação sociopolítica. Ele tava percebendo que tinha uma racionalidade que tava ali eh fragmentando essa sociedade propriamente, tava reproduzindo uma compreensão equivocada. Então ele queria contribuir. Mas calma aí que eu quero chegar numa parte mais interessante. O os princípios e normas sobre os quais se assentavam as instituições imperantes eram por demais arbitrárias e começavam a se revelar caducas, velhas, carcomidas. Isso significava para Hegel que a transformação da realidade sociopolítica da Alemanha passava pela transformação da racionalidade de seu povo. Isso é, citação destacada, a mudança objetiva e intersubjetiva dependia da mudança da subjetividade alemã. Ele considerava que a própria racionalidade do seu povo tava complicada, já não tava dando conta das próprias instituições, car comidas e velhas. Então tinha que ter uma nova maneira de pensar e de perceber a realidade. Vai trazer aí uma contribuição para essa moral, para esse espírito, para esse pensamento do seu tempo, do seu povo. À medida que H Regel avança em sua pesquisa, se enfrenta a necessidade de produzir uma racionalidade verdadeiramente fundada para levar a cabo a reflexão filosoficamente sistemática. Somente então advertiu a necessidade de conceber um sistema de ciência, pois se a razão deveria ser o seu fundamento, esta necessitava autofundamentar-se lógica e necessariamente como um todo do saber, o que significava também autoproduzir a razão com o saber absoluto, quer dizer incondicionado. Seu sistema da ciência é então a resposta ao diagnóstico que fez realidade de seu tempo histórico. Eu preciso de uma ciência que funde-se a si mesma, que se apresente ali, né, como resolução para todos os problemas. E a aposta de Hegel vai por aí, por uma reformulação da subjetividade alemã, da racionalidade alemã. Precisa superar as contradições vigentes. Beleza? Na filosofia regiliana, o fim lógico último da ciência é a ideia absoluta como compreensão lógica da realidade, enquanto que seu fim fático é um retorno à realidade concreta da Alemanha do começo do século XIX, como realidade compreendida, sabida e projetada a partir da ideia eh que dessa realidade encarna como autocompreensão de si mesmo. É uma complicação dourada, mas o esforço é compreender a si mesmo, fazer essa reflexão lógica da racionalidade da ciência para conseguir fundar uma subjetividade capaz de compreender a sua realidade e superá-la. Ele quer fazer um diagnóstico cada vez mais adequado para poder superar as contradições das instituições velhas carcomidas que ele tá vendo na realidade alemã. Então a aposta vai ser refundar a subjetividade alemã. a racionalidade alemã para superar esses problemas que ele está vendo nesta realidade, compreender cada vez melhor e superar essas questões. Então, uma ciência que se funda para superar os problemas existentes no seu tempo. Quando se faz abstração do começo fático da ciência na obra de Hegel, se esconde o conteúdo concreto das perguntas que dão origem à sua filosofia e tira de contexto aquilo que Hegel estava tematizando. continuação ou na continuidade da pesquisa, veremos a relevância do começo fático, sua relação com o começo lógico e algumas das consequências do começo da ciência de Hegel em sua filosofia prático-política. E aí eu vou ler só um trechinho do começo fático, só um trechinho porque o tempo está exíguo. [risadas] O começo fático da ciência. A Alemanha de Hegel vivia um grande estancamento econômico, político e social devido sua desintegração. A falta de identidade de projeto mantinha a população alemã sem perspectivas e a mercê dos interesses da nobreza e o poder da Igreja Protestante. Esse cenário contrastava dramaticamente com o crescimento pujante da revolução industrial que vivia em Inglaterra e com a expansão de um capitalismo que prometia finalmente ah sanar as necessidades humanas mediante a produção massiva de mercadorias a baixo preço. A modernidade se desenvolve por toda a Europa como um projeto civilizatório mais promissor e seduzia rapidamente as juventudes famintas de uma mudança da antiga idiossincracia. Então veja que essa contextualização já bota em relevo tranquilamente porque que Hegel vai fazer o sistema dele, porque ele quer superar as contradições de seu tempo para resolver os problemas da Alemanha. desenvolvimento industrial na Inglaterra, um atraso econômico, político, social ou mesmo um estancamento, né, que ela colocou ali, uma estagnação. Estagna é melhor a palavra, estagnação econômica, social e política na Alemanha. Eh, tá tudo travado, tá tudo parado, a juventude sem perspectivas. Olha pro desenvolvimento da do cap da revolução industrial inglesa, pro que tá acontecendo no desenvolvimento industrial em outros países na Europa. Fala, pô, a gente tem que acompanhar esse processo aí. Estamos para trás, ficamos para trás, fomos abandonados. Ai meu Deus. [risadas] Certo? E aí Hor vê essas contradições e quer então fazer essa superação. Nessa resolução dessa questão fática, deste contexto, ele vai buscar depois de discutir filosofia do direito, porque ele quer resolver o problema moral, espiritual, institucional da Alemanha como primeira ciência, buscar uma autoconsciência para tentar refundar a subjetividade alemã para uma nova racionalidade para superar essas questões de seu tempo. Essa estagnação. Agora a gente assenta uma discussão que parece abstrata, universal e absoluta, perdida, para qual é o objetivo desta filosofia. Agora, a ciência tem sentido, tem um propósito, né? À luz desse contexto, o pensamento de Hegel foi maturando ou amadurecendo em virtude de contribuir ao ressarcimento das divisões internas ou restabelecimento das divisões internas da sociedade alemã através da formulação de um claro projeto político social e viabilizar seu desenvolvimento. A análise do desenvolvimento de sua obra nos mostra eh que a tinta de sua reflexão era abertamente política, né? O o oi cara, como é que eu vou traduzir isso? Hum. Verniz. Não, não vou conseguir traduzir. O aspecto vai um aspecto de sua reflexão era abertamente político. É claro, né? Aquilo que mais lhe preocupava era a ideia de encontrar um princípio unificador a partir do qual poderia resolver as diferenças e contradições sociopolíticas. Pronto, daí começa. Fala, meu querido Harold. Harold top 10. Bom dia. Que está servindo conceito? Tudo tá servindo aqui. E [risadas] estamos servindo aqui muito conceito. Aqui é open bar de conceito. Eh, cadê? Google a autora ciência da lógica da emancipação parece algo cabuloso. É maravilhoso. É maravilhoso. É a Ktia Colmenares. Cátia Colmenares. Esse PDF aqui você pode encontrar de duas maneiras. Dando o Google, porque dá para achar a tese dela fácil, ou virando membro do canal [risadas] que eu mando lá no grupinho do Zap. Mas tá fácil, cara. mandar o Google a tá liberado no noitório da Universidade Autônoma Metropolitana de Estapalapa, no México, a tese da Cátia Columenares. A condição social de sua família lhe permitiu ter uma perspectiva muito particular, pois ao pertencer à nascente burguesia alemã, sua família não contava nem com propriedade da terra, nem com títulos nobres, né? Ou de nobreza ou mobiliários. Nobiliários. já escreveu errado aqui em títulos imobiliários com os quais asseguraram a posição social eh imobiliários. Suas eh seus pais eram pessoas cultas que, como muitos de seus contemporâneos, abraçaram os ideais da ilustração ou do iluminismo, com a consciência de que somente através da educação e da cultura poderiam conseguir uma uma ascensão social. Diante da falta de posição política, né, talvez privilégio político ou econômico, a partir do qual se firmar, o conhecimento se converteu para incipientes, para a incipiente burguesia em um novo critério de valorização moral espiritual. Essa nova situação nos permite entender porque há uma coincidência entre o surgimento da burguesia e o estabelecimento da razão como princípio de vida moderna. O burguês necessita se afirmar a si mesmo e a partir de si mesmo, de modo que buscará o fundamento dentro de si, mesmo que o situe, por um lado, em igualdade de condições frente à nobreza, e, por outro, que lhe permita ascender mais além dela a partir da nova estrutura de valores que a burguesia empeçava a eh começava a impor. E aí a gente vai entender uma valorização nobiliário, tá certo? Então eu que tô errado. Perdão, fazer você tá correto e eu tô errado. Eu fiquei confuso. Perdão. Nova estrutura de valores que a burguesia começa a impor, né? Então aqui a própria discussão sobre a valorização moral da razão, do conhecimento da ciência, né? Como análise brilhante de Weber nesse sentido de entender que a posição antiga dos religiosos ou da validação moral da sociedade era da religião, né? quando ele analisa a o desencantamento do mundo e que quem vai assumir essa posição de moralidade dentro de um mundo moderno, potencialmente laico, né, potencialmente sem religião, porque a gente sabe que ela não acaba e nem acabou até hoje, vai ser a ciência, vai aparecer como esse conversor moral de legitimidade moral pro pensamento, pra posição, pras ações, pra tomada de decisão. E uma ciência no caso burguesa, tá? não é ciência neutra, a gente sempre vai chamar atenção disso, mas o Weber vai chamar atenção, vai perceber isso. E então no no caso é a posição de validação moral a partir da ciência que assume esse local de determinação dos valores em uma sociedade moderna burguesa dentro do projeto de ilustração ou de Iluminismo. Isso não invalida, pelo amor de Deus, a discussão sobre racionalidade ou de verdade, como a gente falou aqui. É entender como o jogo se dá, porque é uma questão também social e de reprodução social, beleza? Isso também vira poder ou espaço de poder, né? Até Hobbs, inclusive quando vai falar sobre os poderes, né? Ele diversifica lá os poderes, né? As possibilidades de poder que você tem, o poder da riqueza, o poder do exército, o poder de não sei o quê. Um dos poderes é o da ciência. E para hobbs em defesa dos nobres, o poder da ciência é um poder menor, né? [risadas] Então isso tá no jogo também. Então para quem quiser saber, é o capítulo 10 de O Leviatã. É bem legal esse texto. Como [roncando] iremos vendo à medida que avançamos em nosso trabalho, o projeto da modernidade é um projeto eminentemente burguês e Hegel o empunhará com a ideia de elaborar a fundamentação pertinente que lhe permite fazer factível, tornar factível. Última parte aqui que a gente vai ler. Depois de muitas tentativas insatisfatórias de desenvolver um pensamento claro de sua realidade, em 1801, Hegel se encontra com seu amigo Shellin em Iena. Que que bonito. Foram tomar um café em Iena, Hegel e Shellin, onde se incorpora a discussão universitária com um texto que eh depois daria a chave para desenvolver sua própria filosofia. Trata-se do texto a diferença entre o sistema de Fict e de Shellin. Nessa obra, Hegel volta se volta sobre preocupações, mas a partir da discussão que então se levava a cabo no círculo intelectual de Iena e que girava em torno da obra de Kant e o problema da fundamentação. Veja, é uma discussão teórica, uma discussão abstrata, uma discussão universitária, mas conectada com a realidade de seu tempo. Respondo à posição de Shellin, Hegel dispõe ou coloca que a obra de seu amigo constitui uma superação tanto do idealismo subjetivo de Kant e Fict como do realismo, pois haveria mostrado que ambas as posições expressam a experiência própria do conhecer, mas desde pontos de vista contrapostos. Shellin teria revelado que o conhecimento é, na realidade algo mais complexo do que a mera unilateralidade de ambas as posições e coloca que a contradição se encontra na consciência que conhece. Nesse sentido, quando a consciência está no nível do entendimento, então vê contradição, mas quando se eleva para o nível da razão, é capaz de compreender a unidade da diferença, porque a razão capta a realidade em sua causalidade, organicidade e unidade, reconstruindo o racional, eh, racional ou logicamente os vínculos que existem no real. E desse modo, a razão é capaz de mostrar, por exemplo, que a parte se relaciona com o todo ou que o positivo se relaciona sempre com o negativo de alguma maneira. Aqui é uma discussão epistemológica maravilhosa, né, sobre conhecimento e tudo mais. Eu não vou aprofundar nela agora nesse momento, apesar de ser interessantíssima que mexe com o meu coraçãozinho. Mas em última instância, um debate sobre a busca pela essa unificação na compreensão da realidade para melhor manejá-la, inclusive. Então a gente vai percebendo esse esforço de unicidade, que é isso que a Kátia vai tentar fazer pra gente, para ter uma racionalidade unificadora e não fragmentária ou que não reproduza no pensamento a o que Hegalo percebe como fragmentariedade da própria realidade alemã que impede sua contr que é uma contradição que impede seu desenvolvimento. Então, ó, Kant, eh, para na leitura de Shellin, que Hegel tá comentando, né? antes vai reduzir o problema do conhecimento aqui por uma questão unilateral, né, de um certo idealismo e tal ou racionalismo. Aí para ele fic vai reduzir para um realismo. Shelling é capaz de unificar os dois diferenciando o âmbito do entendimento que consegue reconhecer na realidade as contradições e as oposições, mas o do conhecimento que nas oposições consegue encontrar as conexões existentes e formar unidade. Movimento aqui de maneira muito sintética e generalista. do que a Cátia comentou, do que Hegle teria feito com a leitura de Kant, de Fict e que a gente chega aqui nesse esforço de unificar, de ter uma ciência da lógica, uma racionalidade unificadora, porque para Regel o problema é esse. A realidade alemã está fragmentada, a sociedade alemã está contraditória, impedindo sua produção, reprodução e mesmo desenvolvimento. A partir desse momento, para Hegel, começa a ser claro que essa é uma tarefa pendente e necessária, desenvolver uma filosofia da razão para transcender as contradições e conseguir uma compreensão absoluta da realidade. A razão se tornou, para Regio unificador a partir do qual poderia rearticular uma realidade social aparentemente caótica e fragmentária, né? no nível do entendimento caótica fragmentária, no nível da compreensão, que consegue entender as conexões entre os opostos dessa contradição e fragmentariedade. Agora, bem, é necessário advertir que a ideia de razão que Hegel começou a perseguir, então, eh, se dava claramente desde as nascentes das relações burguesas ou desde os nascimentos das relações burguesas. Eu queria só pular para uma parte aqui nesse momento que aqui vai ser uma discussão interessantíssima, mas eu queria achar o trecho em que a Kátia comenta da primeira obra de Heg depois dessa de Fit. Hum. Será que tá aqui ou tá mais para baixo? Tá em outro canto. Ah, eu não vou achar agora nesse momento porque senão eu vou me perder e eu preciso finalizar esse negócio. Mas o que vai acontecer é o seguinte, seguinte, seginte. até parar aqui a a reprodução. Hegel, então, vai buscar uma solução unificadora. A razão vai vir por esse motivo e isso vai ficar expresso ou muito claro quando o Hegel vai discutir política, que é um texto bem pouco discutido da filosofia h regeliana, mas que é um ponto de partida, inclusive que conecta com o elemento fático de seu de seu sistema filosófico, a filosofia do direito de Regão. A filosofia do direito de regla é o primeiro esforço que ele tem para entender, fazer um diagnóstico e tentar buscar soluções para o estado alemão e a sociedade alemã. Ele não começa da economia, ele começa pensando na política como direito, como estado e sociedade civil. E aí ele quer buscar essas soluções naquele momento. Então a sua ciência tem como primeiro ponto de partida no sistema filosófico esse diagnóstico e tentar resolver esses problemas. Mas vai avançando de modo que essa reflexão também vai se aprofundando. Então, faz a ciência da lógica, faz não sei o que, faz não sei o quê, vai desenvolvendo esse negócio todo para chegar onde? Filosofia do direito para resolver esses problemas. O que ele quer resolver é o Estado alemão, a sociedade civil alemã. Mas para isso, na cabeça dele, precisa de uma racionalidade que compreenda essa fragmentariedade e a supere factualmente, não só logicamente, não uma discussão lógica, uma discussão factual para resolver esses problemas. E aí resulta, em última instância na filosofia do direito de regra. Vai resultar aí vai chegar nesse nessa questão, discutindo todo esse esforço para chegar na filosofia do direito de Hegel. A filosofia do direito regra começa a busca de alternativa política. Qual é a solução? Qual o projeto reggueliano? Tá lá. A lógica, a ciência, a fenomenologia do espírito. Toda essa discussão vai resultar e vai chegar aonde? na filosofia do nessa proposta de Hig para resolver os problemas da Alemanha de seu tempo. Aí Marx quando vai começar sua crítica à filosofia regaliana, ou melhor, quando ele começa a fazer suas discussões sobre economia, ele diz no prefácio a contribuição da economia política, né, de 1859, olha, pela primeira vez eu tive que resolver os problemas da econômicos, a primeira vez que eu tive que enfrentar questões econômicas, sendo versado em direito, mas gostando de filosofia, foi escrever um artigo sobre a questão do roubo da lenha. As pessoas camponeses sempre iam lá num terreno para pegar a lenha pro inverno, mas chegou um dia que eles chegaram lá para pegar a lenha do inverno e tomaram sarrafo da polícia. Apanharam até umas horas, a gente morreu aquela desgraça toda porque ali virou uma propriedade privada. e eu tive que resolver pela primeira vez enfrentar o problema econômico. Escrevi um artigo sobre o caso do roubo da lenha. Partir dali eu entendi que eu não deveria buscar que eu precisava entender quais eram os fundamentos dos problemas a serem resolvidos nessa sociedade alemã emergente. E aí ele fala: "Então eu fui tirar as minhas questões num livro que eu não publiquei, que era crítica à filosofia do direito de Hegra. Fui buscar em Regan qual eram as soluções que ele tava encontrando ali pro estado sociedade civil alemã, fazendo uma crítica, uma leitura crítica. E eu percebi que o problema não era político. Eu achei que o problema era político. Achei que o problema era filosofia. Achei que o problema era religião, achei que o problema era político, mas eu descobri que não. O problema é aí ele fala: "Esse livro da filosofia do direito de regra eu não publiquei, mas eu publiquei o prefáciil. Introdução à crítica filosofia do direito de regla de 1844 nos análisis francoalemães. Quando ele vai para esse texto, quando ele publica esse texto, esse texto começa com a crítica da religião, já está resolvida na Alemanha. A filosofia já tá resolvida, a gente tem um problema sério. E as últimas páginas, os últimos trechos desse texto, Marx publica correndo ali no final, onde aparece pela primeira vez a palavra proletariado, onde pela primeira vez ele começa a falar sobre classe trabalhadora e ele fala: "Olha, o problema na Alemanha não é uma discussão idealista, não é um problema filosófico, é um problema econômico." Só que ele não tem elementos para fazer isso, mas ele percebe o problema econômico a partir da crítica à filosofia do direito de Hegel, que é o resultado da produção filosofia da filosofia regeliana. Esse resultado não é a consequência lógica, é o ponto de partida fático, porque ele queria resolver isso, por isso desenvolveu sua lógica, sua fenomenologia, o pensamento todo. E aí Marx pega então a filosofia do J regida pro seu pensamento crítico a própria filosofia regeliana. E aí ele faz o caminho inverso novamente, põe regel ponto cabeça. Em vez dele ir lá pro pensamento de de dessa discussão, né? Fix, Shellin, não sei quem, não sei quem. Fenomenologia do espírito, ciência da lógica, filosofia do direito. Ele vai filosofia do direito e vai daí para trás. [risadas] [roncando] E aí fazendo uma crítica agora, percebendo, cara, o ponto de partida que é econômico, não é a consciência que determina a vida social, é a vida social, vida econômica que determina a consciência. Regel, não percebeu isso. Os teóricos do seu tempo não perceberam isso. Ele sacou. O ponto de partida de ciência é genial. Isso é genial, meus amigos. Isso aqui é brilhante. Aí vai jogar fora dialética regeliana? Não, ele não vai jogar fora dialética regeliana. Ele vai manter a dialética regeliano, mas agora invertida, ele utiliza o método regeliano. Ele até fala, né, no quando ele refaz na segunda versão do capital, quando ele refaz a os primeiros capítulos, na verdade refaz quase o livro todo, mas tudo bem. Quando ele refaz e coloca o fetismo da mercadoria, ele percebeu que precisava discutir isso, ele fala ali, inclusive eu coqueteei com o vocabulário regeliano, eu utilizei o método, eu utilizei essa discussão, mas agora diferente com o rea que tava de ponto cabeça, eu boto ele de pé. Agora faz sentido porque o ponto de partida da ciência não é lógico, ele é fático, ele é real, ele é histórico, ele é material, isso é brilhante, isso é genial, isso aqui é papo sofisticado. Beleza, curtiram? Espero que sim. Foi massa, foi massa. É verdade. Diz aqui o nosso querido Rubens, um culto à racionalidade. Esticar a corda no máximo pro outro lado. Mas quem tinha a capacidade de fazer ciência em 1700 era só elite mesmo. É lógico que era. Vixe, não tenha dúvida. Diz nosso querido fazer o watch. O texto do roubo da lenha tá lá no curso de marx religião, que é muito bom. Exatamente. Se você quiser fazer o curso Marx e Religião, se torna membro, membra, membro, membrinia aqui do canal, que tem o curso Marx e Religião, que é totalmente excelente. São nove aulas, se eu não me engano, bem boas, modéstia parte. Tos escrito Thiago caramba, agora eu entendi. Não sei o que você entendeu, mas espero que tenha feito sentido. Agora faz sentido colocado dessa forma. Estou em epifania. [risadas] Que bom, que bom que foi útil. Diz as coisas do Rens. Bom demais. E fazer o watch fez um excelente fazer o watch. [risadas] É, perdão, o vídeo. É que esse horário é horrível mesmo. É que é o único horário que eu tenho na semana. É quarta-feira de manhã. É o único horário que eu tenho. E nem toda, né? Porque o último eu nem consegui porque eu tava num trampo fora e aí quebra tudo. Depois vou reastirar a live de nosso querido Vinícius. no trampo é toda hora a atenção ia pro saco. É, eu sei. Perdão, perdão. Nós vamos tentar melhorar. Vamos tentar melhorar. Mas é isso, meu povo querido. Cá estamos. Cá estamos. Espero que vocês tenham Hoje é quarta-feira, mas é praticamente quinta-feira. Simbolicamente quinta-feira, né? É simbolicamente quinta-feira. Então, se quarta-feira já é praticamente fim de semana, quinta-feira, quarta-feira, que é uma quinta-feira prefer, meu amigo, nós estamos aqui já sonhando com o descanso do sábado, com descanso da sexta, com descanso do domingo, com alegria feliz, porque o sonho de todo trabalhador é o fim de semana. Por isso que a gente tem que acabar a escala com 6 por um, inclusive, para aumentar fim de semana. Se for quarto, 4x3, melhor ainda. Quanto mais fim de semana, melhor. E a nossa esperança é superar semana. >> [risadas] >> Valeu, meu. Tamamos juntos. Estamos junto. V aqui do Harold Top 10. Minha hipótese é que a dialética regelana não favorece os girondinos jacumbinos, mas em especial os seus colhotes. Não há estado que mantenha de pé com universal concreto. Não faço ideia. Não consigo sustentar tal hipótese, mas também não consigo negá-la. O que significa fica na hipótese. Ah, talvez virar tese. Trampando vendo o Bruno, diz nosso senhor Diogo. É isso. E esperando o fim de semana, aguardando ansiosamente. Diz nosso querido Ederson. Tá bem honesto. Tem que acabar o trampo. Não, pera. Não é é complicado, né? Tem que acabar ou não tem que acabar? Não pode acabar, mas tem que acabar. Ai, é difícil é trabalhador. Diz nosso querido Rubins. Valeu demais. Vai pedir dinheiro antes de ir embora? Manda dinheiro. [risadas] Não ia, mas vou vou pedir. Então, se você tiver de bobeira e tiver sobrando uma merreca qualquer, não esqueça que tem a chave Pix. Você pode acabar contribuindo com nós. A chave Pix, a chave Pinks aí para ajudar nós. [risadas] Mas tá aí a chave Pix aí perdida, aleatória e a gente consegue superar eles e sobreviver, né? Tá aí se tiver sobrando uma merreca aí. Mas é isso, totalmente excelente. Estamos aí, pô. Ah, totalmente excelente. Totalmente excelente. Estamos junto. Que bom que o papo Mas graças a Kátia Comenares, né? Inclusive, um beijo a Kátia Comenares. Obrigado pela sua tese, porque que tese [ __ ] que bagulho bom. A Cátia é maravilhosa. Dizos queridos, fazer o watch. 11 horas da manhã de uma quarta-feira, semana praticamente encerrada. Não, uma quarta-feira de uma semana que só tem c qu dias. Hum. Hum. Vitória, obrigado. Sexta-feira santa, totalmente excelente. Valeu, Érica, tamo junto. [suspirando] Ai, semana praticamente acabou. Quase, quase. Sempre no quase. Tá quase lá, mas estamos chegando. Mas é isso, minha gente. Quase lá, quase chegando. Quase chegando. Mas a gente também não precisa se desesperar de maneira nenhuma. Na verdade, a gente tem que ficar feliz. Semana praticamente acabando. Sexta-feira santa tá chegando aí. É feriado. Tem sábado, tem domingo, tem dia para tentar descansar, para pegar trânsito para quem vai viajar, para sofrer no trânsito da volta para quem vai viajar e voltar. Os bbate volta por aí. Mas de todo modo nós estaremos por aí direto trazendo a boa nova, né? Aliás, esqueci. Já que é fim de semana, já que é [música] feriado, não esqueça de estar com gente que você gosta, com quem você ama, com quem você quer dar carinho, quem você quer receber carinho. Cuidem-se, cuidem-se uns dos outros, umas das outras. Seguimos a vida trazendo aqui a boa nova todo dia [música] útil. Boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo boa nova todo [música] dia útil >> até a vitória final. >> [música] >> Valeu, minha gente. Fiquem bem. Deus abençoe. Falou, até mais. É nós, hein? Se cuidem, bebam como se divirtam, mas com moderação. É nós. Valeu. >> [música]