Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Conferência Fiel / RR | A Oração na Vida da Igreja | Tiago Santos

Conferência Fiel / RR | A Oração na Vida da Igreja | Tiago Santos

Conferência Fiel / RR | A Oração na Vida da Igreja | Tiago Santos

Conferência Fiel Portugal / RR 2026 – Ritmos da Graça

Editora Fiel Portugal: https://editorafiel.pt/
Rede Reformada: https://redereformada.org/

Acompanhe as nossas redes sociais! ⬇️

— Editora Fiel Portugal —
Instagram:  https://www.instagram.com/editorafielportugal/
Facebook:  https://www.facebook.com/EditoraFielPortugal

— Rede Reformada —
Instagram:  https://www.instagram.com/redereformada/
Facebook:  https://www.facebook.com/redereformada

Legendas automáticas:

Cabe-me a mim o grande privilégio e
honra de apresentar o próximo orador, o
pastor Tiago Santos, casado com a irmã
Helen, tem três filhos. Ele é um dos
pastores da Igreja Batista da Graça em
São José dos Campos, Brasil. É o diretor
executivo do Ministério Fiel e é também
um dos cofundadores do seminário Martin
Busser Brasil. e de muitas coisas que eu
podia dizer, deixem-me destacar duas em
relação a este a este homem. Aqui a
perguntar quantos alunos nós temos?
>> Não têm 500 e
>> 420. [risadas]
>> Ah,
duas coisas.
>> Duas coisas.
Uma é amor. Amor pelo Senhor Jesus e
amor pela sua igreja.
Queridos irmãos,
devia ser essencial para nós que um
homem qualificado para ensinar e para
pregar o evangelho tenha que ser um
homem de igreja e que ama a sua igreja.
E o Tiago é um exemplo perfeito de amor
pela igreja.
Número dois, generosidade.
Lembram-se daquele daquele livro
autoridade que eu vos recomendei e vou
recomendar mais uma vez esta noite,
porque o livro é muito é muito bom. O
Tiago é um excelente exemplo do
exercício de de autoridade. Ele não
sente necessidade de chamar a atenção
para si próprio. Ele não tem que se
colocar em bicos de pés. As pessoas que
estão à volta dele prosperam e ele
serve. O Tiago é um servo e esta
conferência é também o resultado da
generosidade do ministério fiel através
de homens como o Tiago Santos. Pastor
Gils estou a ser verdadeiro,
>> justo,
a exagerar,
amor e generosidade.
E, portanto, meu querido irmão, é um
privilégio mais uma vez ter-te connosco.
Obrigado pelo teu serviço entre nós.
Vamos orar.
Pai do céu, nós vimos a ti mais uma vez
esta hora,
porque é de ti que nós queremos ouvir.
Um homem irá pregar,
mas vemo-lo como um instrumento teu.
E por isso nós te pedimos que estejas
com ele. Nós te pedimos que o revistas
do poder do Espírito Santo para que tudo
aquilo que ele disser à tua à tua
palavra,
mas que ele também pregue com poder
e que nós tenhamos a capacidade para o
ouvir.
Ó Pai, nós vimos confiadamente porque tu
deste o teu filho para a nossa salvação.
e tu e o filho enviaram o espírito santo
aos nossos corações.
E por e por isso nós vimos a ti como
nosso pai
e oramos no nome do senhor Jesus. Amém.
>> Amém.
>> Muito obrigado, querido pastor Tiago
Oliveira.
Nós temos assim essa relação de amizade
que foi instantânea desde que nos
conhecemos.
E os irmãos sabem que uma das coisas que
amigos fazem é sempre fazer fazer
pilharia um com o outro, né? E eu sempre
espero uma pilha de de Thaago porque eu
faço com ele também.
Mas e eu acho que foram exageradas essas
palavras, mas elas me comooveram e
comoveram e eu quero quero
agradeccê-las. Elas foram generosas.
Muito obrigado,
meus irmãos. Eh, nós temos uma uma
missão, na verdade eu tenho uma missão é
muito grande aqui. E importante, eu
quero pedir que os irmãos me sustentem
com as suas orações e sejam muito
pacientes comigo, porque embora eu eh
entenda que essa palavra que tem a
oferecer seja simples e direta, ela
talvez não seja assim tão breve como eu
gostaria que fosse.
ver
os irmãos logo verão, e aqueles que já
me conhecem sabem que eu tenho o alguns
dons. Um dos dons que tenho é de ser
prolixo.
Outro dom é que às vezes eu sou
enfadonho também.
Vamos pedir que eu não use os dois de
uma vez só, ou um ou outro pelo menos.
Mas nós falaremos de oração.
E a minha palavra aos irmãos então com
diso será simples e direta. E eu quero
argumentar, como nós já ouvimos, e está
aqui a minha proposição aos pregadores
aqui da casa, que oração é adoração. Uma
proposição bem simples, breve. Oração é
adoração. Oração é culto.
As nossas orações são expressão da nossa
adoração ao Senhor e do culto que
devotamos ao nosso Deus trino. E e
oração é coisa que a gente aprende
rápido na vida cristã, não é mesmo? É. É
daquelas primeiras disciplinas que nós
aprendemos como crentes, não é? Eh,
aliás, como é que se dá a apropriação da
fé quando a gente se converte, quando a
gente ouve uma mensagem que fala tão
fundo ao coração, não é? E todos nós
aqui vivemos essa experiência. Talvez
alguns marcadamente, como acontece em
alguns casos. Em outros, porque talvez
crescemos na igreja, não soubemos
exatamente, não é o momento em que Deus
nos chamou, mas o facto é que todos nós
passamos pelo momento em que nos
apropriamos da fé. E normalmente fazemos
esta apropriação da fé meio de uma
oração.
Nós oramos, recebemos a palavra e
respondemos com uma oração. E às vezes
uma oração bem simples. Senhor, ajuda
este pobre e miserável pecador. Eu
preciso de salvação. Eu preciso de
graça. Simples assim. Senhor, eu não
entendo muito da tua palavra. Eu não
entendo ainda muito das doutrinas, mas
mas eu quero seguir o Senhor. Eu quero
quero seguir o Senhor. E e por muitas
vezes é assim, uma simples oração que
nós iniciamos a nossa vida cristã. Será
que você se lembra da sua primeira
oração?
Ou talvez das suas primeiras orações?
Talvez se fizer um esforço e olhar assim
perspectiva lá pro passado, não é? você
consiga se lembrar daqueles seus
primeiros passos na fé, ainda
engatinhando como um bebê na fé. E
talvez você se lembre de algumas das
suas orações. Às vezes eu faço esse
esforço, eu gosto de trabalhar com
memória e voltar lá atrás no passado,
não é? E bem, eh, algo que faço com
bastante frequência também é
autodepreciação e, portanto, isso é algo
que me ajuda muito a na autodepreciação,
porque quando eu volto no passado, eu
lembro de algumas coisas tolas. né? E às
vezes até das orações simples e que hoje
talvez eu não as fizesse, não é? mas que
de alguma maneira me trouxeram até aqui
e e que fizeram de mim quem eu sou e que
Deus na bondade dele recebeu e que que
ele ouviu.
Então,
às vezes até aquelas coisinhas
pequenininhas que nos embaraçam lá do
passado, do comecinho da nossa caminhada
de fé, são talvez a coisa mais milagrosa
que aconteceu na nossa experiência,
a nossa conversão,
né? E e a conversão é exatamente esse
senso que a gente tem de uma graça
poderosa que age no coração da gente,
que transforma a vida da gente e que
muda a vida da gente e que dá um novo
curso e uma nova direção para todas as
coisas.
É oração faz isto. É, é a oração é o
reconhecimento da nossa miséria diante
de Deus. É o dobrar aqueles joelhos que
até então estavam enrijecidos
e e que de pessoas que olhavam até até
então para si mesmas.
e apenas para aquilo que este mundo pode
oferecer. Mas agora olha para cima, olha
pro céu.
E mesmo aquela oração, talvez dos
primeiros dias, as mais simples,
as mais simples,
eh, vão sinalizar pra gente
e esse ritmo da graça, sabe? esse
movimento da graça de Deus na vida da
gente, que que transformou a vida da
gente. Você que que é pastor está aqui,
você sabe disso, porque e você já
evangelizou, você já pregou, você já
discipulou e quantas vezes você ajudou
uma pessoa a fazer a sua primeira
oração, a falar com Deus, não é? E
talvez você tenha dito para aquela
pessoa, olha, vamos orar, senta aqui ao
meu lado, quero orar com você. Talvez
você tenha ensinado alguém a orar, não
é? e ajudou aquela pessoa a expressar
esse culto ao Senhor, esta adoração,
essa dependência de Deus pelas suas
primeiras palavras de oração ao Senhor.
E e um pequenino na fé começa a
expressar essa fé, a derramar o seu
coração diante de Deus, quem sabe por
meio até mesmo da sua ajuda. Talvez você
se lembre disso, porque a oração é
exatamente isto, meus irmãos. Esta
primeira disciplina que o [roncando]
cristão nos envolve é a apropriação da
fé que nós colocamos diante de Deus. E
esta é a razão pela qual o crente ora.
É, é por isso que nós somos, aliás,
chamados a orar. Mais do que isso, fomos
criados para orar, como aliás já temos
ouvido aqui nesta conferência. fomos
criados para desfrutar de um tipo de
comunhão tão íntima com Deus que implica
essa comunicação
da alma que ele criou para com o
criador, para com o nosso Senhor.
Eu lembro da da minha própria formação
eh dos pastores que me ajudaram a orar.
Pastor Ja
era um homem de oração, um inglês que eu
já conheci como um homem idoso no
Brasil,
dedicava muitas horas a orar pelo povo
de Deus. E sabe que o o povo de Deus faz
assim, o os monges eles tinham uma
expressão que dizia assim: "Oar é
labutari", que orar é trabalhar, não é?
E e com isso ele estava dizendo que o
ato da oração em si mesmo já é uma obra,
é um trabalho importante que se faz
diante de Deus. Mas eu penso que na
nossa fé protestante a gente pode
incorporar um pouco mais ou colocar,
encarnar um pouco mais essa ideia e
dizer que o nosso orário é labutári que
a oração é um trabalho que também nos
leva a trabalhar, que nos mobiliza e que
produz frutos. Então eu lembro de pastor
Jax orando pelos membros da nossa igreja
e em seguida, sabe o que ele fazia? Ele
pegava uma bicicleta, uma Calo 10. Não
sei se os irmãos têm aqui esse tipo de
bicicleta. É aquela que tem aquele
guidom assim arredondado. Aquele homem
idoso, ele usava uma presilha, como bom
inglês, uma presilha aqui nas calças
para que ela não enroscasse naquela
corrente cheia de gracha.
E depois de passar tempo a orar, ele
montava naquela bicicleta e ia visitar
os membros da igreja. Então, a oração
que produzia trabalho, quer dizer, que
mobilizava, que levava, ele se
preocupava com os irmãos, colocava a
vida deles diante de Deus e então saía
para visitá-los. Eu lembro das orações
do pastor Ricardo.
Pastor Ricardo era um homem muito
diferente de pastor Jaques, também um
dos pastores fundadores de nossa igreja.
Ele é quem começou esta conferência aqui
em 2001.
2001. antes de começar esta conferência
aqui, ele orou por ela. Pastor Ricardo
era um homem de oração e ele já era um
homem que expandia horizontes, que
quebrava barreiras. Ele orou por
Moçambique antes de chegar a Moçambique.
Orou por Angola antes de chegar a
Angola. Ele orou por lugares onde ele
mesmo nem chegou, mas o ministério fiel
chegou, como Guen Abissal, como São Tomé
e Prinf e tantos outros países ou
comunidades de língua portuguesa onde
esse ministério tem aportado e
distribuído seus ensinos e seus livros,
procurado agregar pastores, ajudar as
igrejas.
A oração
é um trabalho que leva a gente a
trabalhar. E eu pude ver isso na minha
própria formação e aprendi muito com
esses homens sobre o valor da oração. E
eu eu gostaria de, já que a nossa
meditação nesta tarde é sobre a oração
na vida da igreja, eu gostaria de de
trazer sete princípios de oração. Sete.
E no sétimo vai ser um pouco mais longo.
E nele só, pastor Thiago Oliveira, seja
bom, seja paciente comigo. É só nele que
eu vou trabalhar a oração na dimensão da
vida da igreja. Então, os irmãos vão ter
que ficar comigo até eu chegar lá, até o
sete, pra gente poder chegar no tema
dessa tarde.
Espero que eu não seja enfadonho, porque
prolixo os irmãos já viram que serei.
Vamos lá.
Evangelho de Lucas, capítulo 11, verso
1. Os irmãos entendam que eu não farei
uma exposição do texto. Estou, eu
citarei vários textos bíblicos hoje.
Acontece algo extraordinário aqui.
O texto diz assim: "De uma feita estava
Jesus orando." Tradutor aqui, ele não
era muito português, ele podia ter usado
o infinitivo a orar em certo lugar.
Quando terminou um dos seus discípulos e
pediu: "Senhor, ensina-nos a orar, como
também João ensinou aos seus
discípulos." Gente, que que texto bonito
é este. É pequenininho esse trechinho
que li, mas tem coisa muito bonita aqui
pra gente pensar. É, primeiro eu quero
dizer que esse é um pedido muito
especial. Este é um pedido muito bonito,
não é? É, é uma boa oração para todos
nós também. uma oração que nós podemos
fazer, pedir ao Senhor, Senhor,
ensina-nos a orar, ensina-nos a falar
com o Senhor. É interessante porque
esses discípulos que fazem esta petição
a Jesus, eles tinham feito petições
muito tolas.
A a escritura registra alguns dos
pedidos deles, não é? Há ocasião em que
um queria que o Senhor Jesus mandasse
raios e trovões do céu para consumir
pessoas com as quais eles se viram
irritados. Outros estavam pedindo para
sentar à direita e à esquerda e
discutindo entre si qual era o maior
entre eles, não é? Alguns dos pedidos
dos discípulos foram ruins, mas este
pedido, particularmente, é um pedido
muito bonito, não é? E quando eles fazem
um pedido assim, eles glorificam o seu
Senhor. E Jesus é alguém que atende
orações, que glorifica o nome dele. E
quando eles pedem isso ao Senhor, eles
estão glorificando Jesus. E ele então
ensinou os discípulos a orarem. E nós
temos o registro de Lucas, não é? em que
ele ensina esta oração que nós chamamos
de Pai Nosso.
Mas eu não vou entrar no texto da oração
propriamente dito. Eu eu queria eh só
focar um pouco no pedido desses
discípulos, porque é muito interessante.
Nós estamos lidando com um povo judeu
aqui, israelitas,
eh, que cresceram, que nasceram, que
viveram na fé judaica, eh, em
comunidades,
comunidades que oravam. A, a oração era
algo muito comum para eles desde a
infância. E eles viam seus vizinhos
orando e os seus pais a orarem e
frequentavam as sinagogas. E também pelo
menos uma vez ao ano eles iam ao templo
que era chamada casa de oração. E o
judeu piedoso, como aliás a gente vê no
livro de Daniel, capítulo 6, verso 10,
era alguém que orava com frequência. Ele
dedicava muito tempo para as orações,
pelo menos três vezes ao dia. Mas os
discípulos notaram que havia algo
diferente nas orações do Senhor Jesus
Cristo, algo que eles desconheciam. E
eles querem aprender, eles querem
incorporar isso. É notável o pedido que
eles fazem a Jesus, não é? É uma boa
oração que eles fazem aqui a Jesus.
E nós podemos aprender também com Jesus
a observar esse padrão de Cristo, das
Escrituras, algo que ele mesmo praticava
para imitá-lo. É, é o que eles queriam
fazer era exatamente isso, imitar o
Senhor Jesus Cristo para que a gente
possa, como ele, então, derramar as
almas diante de Deus nas nossas orações.
O pedido dos discípulos revela que um
desejo que eles tinham de desfrutar um
tipo de comunhão com o Pai semelhante à
comunhão que Jesus tinha.
E nós, como discípulos de Jesus, não
podemos desejar nada menos do que isso.
A nossa oração deve ser como a dos
discípulos, a de que possamos desfrutar
em Deus do tipo de comunhão que Jesus
mesmo tinha.
Por isso é muito ruim. É, é uma lástima.
Eu diria que quando nos nossos cultos
nós não oramos,
ou quando fazemos orações frias
ou vazias
ou destituídas de conteúdo ou
destituídas de vida, ou às vezes as duas
coisas,
porque o povo de Deus é um povo que ora,
é um povo que coloca o seu coração
diante de Deus. E Jesus então fala com
eles e ele os ensina,
não é? E é interessante porque a palavra
que o evangelista usa para oração aqui é
a palavra que significa trazer para
perto, não é? E é exatamente isso. É a
ideia de que nós nos aproximamos de Deus
e que Deus mesmo se aproxima de nós
quando nós oramos. Então, deixa eu
destacar sete breves princípios
da oração. A primeira primeira coisa que
eu quero destacar, o primeiro princípio
é que oração é comunhão. Oração é
comunhão. Oração é proximidade com Deus.
E e nós fomos feitos filhos de Deus em
Cristo Jesus
com o propósito de nos aproximarmos dele
mesmo. Não não como quem se aproxima de
um governante ou de um rei poderoso,
não. Mas como quem se aproxima de um
pai,
um filho que se aproxima de um pai.
Sabe, nós brasileiros não somos dados a
a muito protocolos,
não é? Eh, pouco tempo atrás, por
exemplo, faleceu aí a rainha da
Inglaterra e muitas muitas pessoas
importantes e governantes vieram para
atender aquele eh serviço funerário que
que segue um rito muito bem
estabelecido, não é? E não é não é raro
que os brasileiros não se aj,
não é? O brasileiro é o que aquele que
às vezes vai tocar uma coisa que não
pode ser tocada, não é? é aquele que
talvez não vai seguir exatamente aquela
regra que foi estabelecida, que às vezes
tem uma certa inquietude, não é? E bem,
eh, basta os irmãos observarem os
brasileiros que aqui estão nesse país,
não é? E eu eu me incluo eh entre estes.
É assim, não é? E é verdade que em
certas situações esse tipo de pompa, de
circunstância é é algo necessário. São
protocolos que tm o seu lugar. Mas sabe
de uma coisa? A escritura nos ensina que
na nossa relação com Deus, nós
desfrutamos um tipo de comunhão que
dispensa esse tipo de formalidade. Com
Deus não é assim. Nós não temos
protocolos engessados. É, é verdade que
precisamos nos dirigir a Deus de forma
apropriada, reconhecendo a sua
majestade, reconhecendo a sua glória,
reconhecendo a a sua magnanimidade,
mas
nós podemos chegar diante de Deus e
dizer assim: "Pai,
é assim que Jesus ensina os discípulos,
pai. Pai nosso. Eh, o apóstolo Paulo lá
em Romanos capítulo 8 verso 15, ele vai
dizer que era assim que os que que nós
nos aproximamos de Deus. Aba, uma
expressão muito afetuosa
de de um filhinho que chega diante do
seu papai.
Nós lembramos sim da majestade, da
glória, dos grandes atributos de Deus.
Somos reverentes na linguagem, na
admiração, no encanto que a gente tem
diante de Deus, na transcendência de
Deus. Mas Jesus nos ensina que podemos
chegar diante dele como um pai.
Olha, quando eu tenho filhos já
crescidos, não é? Mas quando eu era
pequeno, quando, perdão, quando eles
eram pequenos, quando eram crianças
e queriam falar comigo, eles não
chegavam assim, se eu estivesse talvez
se sentado vendo um programa de
televisão,
e eles não chegariam assim no seu pai
dizendo algo mais ou menos assim:
"Estimado reverendíssimo altaneiro,
senhor progenitor,
governador desta família, mestre do lar,
senhor da poltrona,
obrador do controle remoto,
Hum. Meu filho chegava e dizia assim:
"Papai,
conta uma história.
Papai, fica aqui comigo.
É assim.
Nosso pai que está no céu tem o prazer
na oração dos seus filhos, nas palavras
dos seus filhos que que são elevadas
diante dele, que que expressam a nossa
admiração, não é? mas que também lembram
que nós somos filhos, que desfrutamos de
um relacionamento paternal com ele e que
somos assim profundamente amados por
Deus. Deus quer que nós o tratemos assim
com esse tipo de familiaridade que nos
ensina que temos e desfrutamos de uma
comunhão muito plena, muito viva, muito
real, muito paternal, muito filial com
Deus. O segundo ponto que eu queria
destacar da oração é que a oração
é aliança.
Aliança. Na oração, nós somos lembrados
que esse Deus, o nosso pai, com quem
agora nós desfrutamos de um tipo de
intimidade e comunhão, fez uma aliança
consigo mesmo. Ele prometeu que eh
formaria um povo para si, que salvaria
esse povo e que desfrutaria de uma
relação com esse povo. Então, quando nós
oramos,
nós podemos lembrar que Deus é o Senhor
da história.
É verdade. Ele é o criador de todas as
coisas e sustentador de toda a vida na
Terra, mas ele também é o Senhor da
nossa história. Em Isaías 40 temos um
texto maravilhoso que descreve os
grandes feitos de Deus, a sua majestade,
o seu poder, como Deus é capaz de
segurar o oceano todo. Nós estamos aqui,
né, neste país que é banhado por todo
oceano Atlântico, né? Imagine que o
profeta lá na antiguidade, ele olhava
pra missidão dos mares, talvez do
Mediterrâneo, não é? e dizia que Deus
podia segurar oceano na concha da sua
mão. E reconhecendo assim a sua
grandeza, a sua majestade. Só que no
finalzinho desse texto, do capítulo 40
de Isaías,
nós temos algo sensacional
em que Deus diz que o nosso direito não
está escondido diante dos olhos dele,
que mesmo sendo tão grandioso, tão
poderoso, que que Deus sabe de todas as
coisas pelas quais nós passamos,
as suas lutas, as minhas lutas, as
coisas secretas que se passam no coração
da gente, as lá no Brasil a gente fala
os perrengues, os perrengues que a gente
tem.
Deus conhece. O nosso direito não está
oculto diante de Deus. Ele sabe do
sofrimento. Ele sabe de palavras que às
vezes a gente não é capaz de balbuciar.
Ele as conhece todas porque ele tem um
compromisso com o seu povo. Sabe, há um
texto muito sensacional no livro de
Isaías, ah, perdão, de Malaquias,
em que Deus pronuncia uma sentença, uma
sentença para com o seu povo. Sabe o que
ele diz?
Ele diz assim: "A minha sentença é esta:
"Mo vocês na verdade, Deus está a puxar
a orelha do povo porque eles ofereciam
um culto que era desagradável diante de
Deus.
Mas Deus, ele faz referência à aliança
que ele tem com o seu povo, desde
Abraão, de Isaque, de Jacó. E ele ele
traz a memória do seu povo pós-esílico
esse esse relacionamento pactual que ele
estabeleceu com o povo. E ele chama esse
povo para para voltar a esse
relacionamento, que é um relacionamento
marcado por amor. E é por isso que ele
diz: "Eu amo vocês,
eu não mudo. Eu continuarei amando
vocês."
E é por isso então que quando nós
oramos, nós podemos ter os nossos
corações consolados. com a certeza de
que nós estamos em uma relação pactual
com Deus e que Deus nunca se esquece de
nós e das nossas lutas e das nossas
necessidades. Nós esquecemos as coisas.
Uma coisa que eu ouvia, pastor Gilson
ensinando em nossa igreja e agora eu
reproduzo,
não é? Mas eu dou o crédito, ele tá
aqui, né? Eu tenho de dar. Se ele não
tivesse, talvez ele não desse.
Mas ele num certa ocasião falou assim:
"Escute,
como são, como é o nome dos seus avós?"
E aí talvez algumas pessoas são capazes
de dizer o nome completo dos seus avós,
tá? Aí dos seus bisavós, diz o nome
completo deles. Será que os irmãos aqui
conseguem se lembrar o nome dos seus
bisavózs? Completo. E dos trisavóz?
E dos tetraavóz?
Bastam duas ou três gerações para que
aqueles que Deus usou, para que a gente
chegasse exatamente aqui nesse lugar,
sejam completamente esquecidos. Nós
esquecemos.
Nós esquecemos. Deus não esquece.
Isto é aliança. É um pacto que Deus tem
consigo mesmo de que ele nunca vai se
esquecer de nós. Há um terceiro
princípio importante sobre a oração, que
é a fé. Fé. Oração é fé.
Orante é aquele que reconhece que a
oração por si só é um próprio milagre da
parte de Deus. Já parou para pensar
nisso? Nós fizemos várias orações aqui
neste local. Neste local,
algumas das nossas orações foram
pronunciadas aqui em um microfone. Eu
vou falar sobre isso ainda, mas algumas
delas nós as fizemos apenas aqui. Não é
isto? Eu vi
um grupo de pessoas a orar aqui
abraçadas ontem à noite. Achei uma cena
muito bonita, tocante, mas eu não ouvi
que essa oração tava fazendo. E ao mesmo
tempo tinha outra pessoa orando aqui.
E sabe o que é isso? Isso é um milagre.
É um milagre.
Nós evangélicos em certas tradições que
desenvolvemos passamos a a emular o
pedido dos fariseus lá. do tempo do
Senhor Jesus Cristo e buscar sinais da
da glória divina que sejam visíveis e
perceptíveis. E às vezes a gente deixa
de ver o sinal mais evidente que Deus
coloca diante de nós. Aliás, era muito
grave quando pediam um sinal para Jesus,
quando Jesus era o próprio sinal do céu.
E eles queriam o sinal do céu, eles
estavam diante do sinal do céu e não se
davam conta que estavam diante do sinal
do céu. que nós temos as orações, que
são palavras que às vezes nós
balbuciamos e às vezes nós nem as
dizemos e elas chegam diante do trono do
Deus Altíssimo, criador dos céus e da
terra, sustentador da vida e do
universo. Deus ouve orações. E se nós
cremos nisto e afirmamos que cremos,
isto é fé. Oração é fé. É a confiança de
que o Deus criador está a ouvir cada
palavrinha, cada pensamento, cada
balbuciar da alma
chega diante do trono do Deus todo-
poderoso.
Quantas orações sobem a Deus neste exato
instante, ao mesmo tempo. Isto é
sensacional. Oração é fé. Ela nos chama
à fé, a um tipo de reconhecimento de um
sinal poderoso, um milagre que Deus
realiza, que nos permite falar com ele.
Nós não temos sinais visíveis na oração.
Temos os nossos pensamentos, temos os
nossos afetos e somos chamados a crer
que Deus ouve,
que Deus vê aquilo que nós mesmos não
vemos e não ouvimos. Porque a fé é a
certeza das coisas que se esperam e a
convicção dos fatos que se não vem.
Nós
quando oramos, nos aproximamos de Deus
sem ver, sem sinais,
só com esta disciplina, com este ato de
intencionalidade, de obediência.
Nós falamos com Deus e pela fé cremos
que ele ouve mais do que isso. Pela fé,
isso é muito ousado. Nós cremos que Deus
age na história, Deus age na vida, que
Deus intervém. Pedimos por curas,
pedimos por salvação, pedimos por tantas
coisas
para que Deus haja. E nós então falamos
isso para Deus e estamos ali à
expectativa de que Deus atenda.
Quarto princípio é que oração é
dependência. Então, só pra gente não
esquecer, oração é comunhão, oração é
aliança, oração é fé, oração é
dependência. Vamos, que tal vocês me
ajudarem aqui? Vamos lá juntos.
Comunhão. Vamos lá. Comunhão. Todos
falam comunhão,
aliança, fé, dependência. Muito
obrigado. Vocês me ajudaram muito. Muito
obrigado.
E Jesus dá um exemplo disto para todos
nós, porque ele dependia do Pai para
todas as coisas. Tudo que ele fazia
quando ele for foi escolher os seus
apóstolos, ele orou. Antes de ser
batizado, ele orou. Quando ele foi
tentado no deserto, ele orou. Quando
João Batista morreu, ele orou. Quando
ele mesmo estava para morrer,
ele orou.
naquele jardim terrível,
no momento mais angustiante,
na hora mais difícil, Jesus orou.
Porque a oração expressa um tipo de
dependência que a gente reconhece ter de
Deus.
É, é a ideia de nós submetermos à nossas
grandes decisões e o nosso próprio
ministério às mãos do Senhor. Jesus era
homem, quer dizer, nossa constituição
plena da humanidade e e ele nos seus
dias na terra enfrentava certos limites
que nós mesmos enfrentamos na nossa
humanidade. Ele foi tentado em todas as
coisas, diz o texto em Hebreus. E a
oração foi a fonte de consolo, foi fonte
de força do Senhor Jesus Cristo. Ele
dependia desta comunhão que ele tinha
com Deus, dessa certeza de que Deus
tinha aliança com ele, da fé que a
oração produz no coração
e orava.
Sabe, eu recentemente, um amigo com quem
conversava dizia que a gente se esquece
que Deus responde às orações
e às vezes a gente confia demais na
experiência.
Nós pastores, aliás, temos às vezes até
o hábito de fazer isso, que é muito
curioso, deveria ser o contrário.
Talvez sejamos tentados a confiar na
experiência, porque já fizemos algumas
coisas muitas vezes,
muitas vezes.
E às vezes pensamos que basta a gente
repetir aquilo que a gente já fez, que
as coisas vão dar certo. Pode ser que a
gente negligencie a oração
e esqueça
de tudo que
Deus chama a gente para fazer, que o
nosso ministério, aliás, é um ministério
de oração,
porque a oração vai sempre nos colocar
numa posição de humildade diante de
Deus,
de humildade e de dependência
diante do Senhor.
Pastores que estejam talvez lidando com
pressões o ministério, sabe o que você
faz? Ore.
Ore. Fale com o Senhor. Críticas,
oposição.
Ore. Quantas vezes você já colocou isso
diante de Deus? Insistentemente,
perseverantemente em oração.
Situações difíceis, talvez familiares
adoentados,
tentações.
Coloque diante de Deus em oração.
Saiba dizer para si mesmo: "Eu preciso
orar sobre isto". Ontem mesmo eu
conversava com o meu colega, pastor
Daniel, que é colega de presbitério. Ele
ia pregar numa igreja lá em Valparaíso,
Santo André, e ele disse: "Eu li esse
texto, eu trabalhei nesse texto, mas eu
não tô ainda me sentindo com condições
de pregar esse texto." Aí eu mandei um
áudio para ele, falei assim: "Você já
orou?
Já orou?" Ele falou assim: "Já, mas eu
vou orar mais".
Ele me respondeu em seguida. Foi assim:
"Deus abençoa muito a pregação. Eu
precisava orar.
Precisava orar porque oração é
dependência.
Ainda tem um quinto princípio de oração,
que oração é perseverança.
Nós aprendemos com Jesus.
Oração é lugar de perseverança. Jesus
era alguém que que orava
perseverantemente. O apóstolo Paulo nos
ensina na epístola aos Tessalonicenses,
capítulo 5, que a igreja toda é chamada
a orar sem cessar, indicando que nós
precisamos manter uma disciplina de
orações com foco, com disposição. Nesse
sentido, eu aqui acompanho a frase dos
monges orar laabotar, orar a trabalhar.
E esse trabalho é algo que nós somos
todos convocados a fazer. É, há um
mandamento da palavra de Deus. Sabe por
quê? É fácil a gente se desanimar, é
fácil a gente se desinteressar, se
distrair no meio das orações. Aliás, a
gente faz isso muito facilmente. Hoje a
nossa sociedade é extremamente visual,
não é? A gente tá sempre com esse essa
coisinha aqui, olha, na mão. Sempre tem
uma coisa chamando a atenção da gente.
Aliás, mesmo um serão é uma coisa que é
difícil da gente e sentar, parar, ouvir,
refletir, porque a gente tem informações
hoje muito rápidas, muito ágeis, muito
visuais, não é? no celular da gente, na
nos aparelhos audiovisuais que nós
temos, essas esses estímulos todos nos
deixam mais ansiosos e impacientes e e
isso afeta inclusive a nossa vida de
oração, nessa leitura das escrituras e
tudo mais. E por vezes a gente se vê
muito distraído, não é? Incapaz de de
manter até mesmo um raciocínio
eh que seja lógico e coerente. Você já
se viu assim, não é? Às vezes a gente tá
com sono, né? E aí a gente começa uma
oração, né, e não sabe onde ela termina,
né, né? Parece uma ex-presidente do
Brasil, né? A palavra vem antes do
pensamento
e aí a gente começa a falar e aí de
repente você não sabe mais o que vai
falar, né? E às vezes a gente fica assim
distraído, a mente da gente vai embora,
né? E e a gente precisa eh talvez sabe
de uma coisa na perseverança das
orações, quem sabe aqui um um conselho.
Usa aquilo que te distrai como o tema da
sua oração. Que tal? Pode ser que você
está a orar e tem alguma coisa que vem
toda hora. Mentira. Isso pode ser talvez
o assunto pelo qual você deva orar
naquele instante. Talvez isso ajude,
não é? Mas nós aprendemos a orar nos
salmos que estão repletos de orações que
são muito honestas, algumas delas muito
desconcertantes até, né, como palavras
que são colocadas ali, que às vezes
trazem incerteza, que trazem dúvidas,
que trazem medos, que trazem ansiedades.
O salmista ora muitas vezes assim, ele
começa e termina sempre glorificando o
Pai, mas ele abre e rasga o coração dele
diante de Deus. Porque nós somos
chamados a fazer orações que sejam assim
honestas diante de Deus. E por isso nós
podemos trazer as inquietações, nós
podemos trazer aquelas dúvidas ou talvez
até as distrações que a gente tem nas
orações da gente, não é? E isso vai
ajudar a gente a ter uma disciplina que,
não é, transforma todas as situações da
vida, os pequenos dilemas do dia a dia,
como um bom tema de oração e orações,
quem sabe breves que poderão nos ajudar
nisto. Orar sem cessar é tornar todas as
questões da vida, das experiências que
nós vivemos como parte das nossas
orações. Sexto princípio,
oração também é saber ouvir o não de
Deus, porque às vezes Deus diz não pra
gente,
sabe? Eh, ouvir o não de Deus é alguma
coisa que deveria fortalecer mais a
esperança da gente. Parece até um pouco
estranho isso, não é? Porque às vezes
Deus vai dizer não para você, ele vai
dizer não para mim. Quantas vezes nós já
ouvimos o não de Deus?
Quantas vezes você já ouviu o nome de
Deus pelo silêncio,
pela falta daquela resposta específica
que tu esperavas? Olha, Moisés implorou
a graça de Deus pedindo que Deus o
permitisse vir à terra prometida. E Deus
disse: "Não, basta
não. Não só você não vai pisar na terra
prometida, mas você vai ver e vai morrer
bem aqui." Ou [risadas] seja,
disse não, ainda matou Moisés logo em
seguida. Cuidado, às vezes alguns nãos
de Deus podem trazer algum tipo de
resultado desse tipo assim,
não é?
Ele ainda disse: "Ó, Josué, tá vendo
aquele moço ali?" Pois é, ele vai, mas
você não vai.
Tá lá em Números 27, [roncando] Jeremias
vai dizer que os seus olhos se encheram
de lágrimas, que se desfizeram como
água, porque Deus afastou dele o
consolador e e então ele diz assim: "Eu
clamo, eu grito".
E é como se Deus não admitisse a oração
dele. O apóstolo Paulo pediu três vezes
que Deus lhe retirasse um espinho da
carne. E Deus disse: "Não,
disse não."
Porque às vezes Deus diz não.
Mas eu acabei de dizer que quando Deus
diz não, isso deveria estimular em nós a
esperança. Por quê?
Moisés não entrou na terra prometida,
mas ele viu Cristo glorificado naquele
monte da transfiguração.
Jeremias não viu a cidade libertada,
mas no seu livro ele registrou assim:
"Senhor, tu reinas eternamente e o teu
trono subsiste de geração em geração.
Israel foi liberto, foi liberto do seu
cativeiro, voltou pra sua terra. O
apóstolo Paulo, é verdade, não teve
aquele espinho retirado da carne, mas
ele declarou que o viver é Cristo e o
morrer é ganho. E ele reconheceu que o
poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza.
E ele ainda disse assim: "Eu aprendi a
estar contente em todas as coisas porque
Deus disse não para ele."
Então, o não de Deus muitas vezes será
esperança para nós, porque Deus sabe
mais, Deus conhece mais, Deus entende
mais. Nós não vemos todas as coisas, nós
não sabemos todas as coisas, nós não
entendemos todas as coisas. E por isso
aí eu volto para um dos pontos que nós
dependemos daquele que sabe, que vê e
que conhece todas as coisas. Porque às
vezes o não dele é sim, o sim que a
gente não vê, que a gente não entende,
que a gente não conhece.
E por fim, agora sim, Thaago, vamos
chegar na no ponto da nossa mensagem.
Oração é ministério.
E esse é o sétimo ponto com o qual eu
quero concluir, dizendo que
eu quero voltar paraa minha primeira
frase, a proposição que eu trouxe, não
é? Lembra? Oração é adoração. Foi assim
que comecei.
Oração é culto.
E eu até mencionei que orações no nosso
culto quando
são destituídas de vida ou de conteúdo,
isso fazem mal pro povo de Deus. Eu
quero dizer para você que é pastor e que
está aqui
e destacar que a oração faz parte do seu
ministério.
Os apóstolos entenderam isso muito bem,
não é? Eles estavam se viram muito
atarefados, não é? Entenderam que
precisavam separar tempo para se dedicar
ao ministério da palavra e ao ministério
da oração. A diaconia foi estabelecida
justamente por causa disso, como a gente
vê lá em Atos capítulo 6.
E é muito curioso que muitos pastores
hoje, não é, achem como se fosse
executivos da igreja, não é? Tem pastor,
executivo, pastor diácono, pastor que é
administrador e que faz de tudo, menos
orar. Menos orar.
Precisa resolver todos os problemas da
igreja.
Alguns lá no Brasil querem até consertar
o portão da igreja, arrumar o telhado da
igreja. Outros querem administrar a
igreja como se fosse uma grande
corporação.
Muitas vezes se vem cansados e
sobrecarregados e não oram. Mas na
escritura nós temos esse modelo dos
apóstolos que deixaram essas atividades
de lado para que pudessem dedicar as
orações. Porque a oração é parte do
ministério pastoral, é parte do
ministério de servir o povo de Deus. É
algo que é significativo na vida da
igreja na medida em que os pastores
modelam isso pros membros da igreja.
Quer dizer, a oração cumpre um papel
didático muito importante, pedagógico
muito importante.
Quando o pastor é preciso na sua
doutrina, quer dizer, ele está dedicado
ao ministério da palavra, ele dá
doutrina e ele ora diante da sua igreja.
Ele é conhecido como um pastor que ora,
que dobra os seus joelhos, que gasta o
seu tempo com a oração. Isso vai servir
de modelo para toda a igreja, para toda
a congregação, porque oração é
ministério. É parte do chamado do pastor
e parte do chamado de toda a igreja.
E se temos aqui pastores que quem sabe
não tenham orado ou não ven orando no
seu ministério, eu quero dizer que se
isto acontece, você deva se arrepender e
voltar-se ao Senhor em oração, porque
isso é uma grande negligência,
uma grande negligência da chamada de
Deus para você.
Lembra que o apóstolo Paulo chama
Timóteo
para ser um modelo, um padrão para os
demais da igreja? A igreja vai aprender
a orar com seus pastores.
Ela vai aprender a orar com você,
pastor. É verdade que todos nós somos
sacerdotes. Todos chegamos diante do
Pai. Não há distinção entre pastores e
membros da igreja. Mas os pastores,
tendo sido chamados para se dedicar
exclusivamente ao estudo da palavra e
das orações, devem prover os modelos
pelos quais os membros da igreja poderão
aprender e crescer na sua própria vida
de oração.
O Dr. Joe Bick e um grande conhecedor do
puritanismo, ele diz isto, que os
ministros puritanos em particular quando
oravam, ensinavam a sua igreja por meio
das orações públicas,
por meio da sua oração pastoral.
E assim toda a congregação aprende um
padrão de oração
que encoraja a igreja a assimilar um
vocabulário bíblico e repleto de
significado, de conteúdo. Eu tive a
oportunidade de participar de um dos
cultos, aliás, mais uma vez lá em Grand
Rapids, da igreja do pastor Joe Bick.
Achei isso então impressionante, como na
oração pastoral,
eh, ele vai dedicar,
chega a dedicar 20, 25,
às vezes 30 minutos.
Isto foi desconcertante para mim, foi
inquietante,
porque às vezes nós fazemos orações
muito breves porque queremos chegar logo
na próxima parte.
A gente quer chegar logo na parte da
pregação ou dos cânticos ou talvez
preencher um espaço de tempo por meio
das orações. Ali nós, eu eu me deparei
com um homem de Deus que ora antes de
orar, que dedica tempo de oração para
preparar a sua oração pública pastoral
que vai levar diante do povo de Deus.
Oração que é muito cuidadosamente
pensada, que é produzida, que é escrita,
que é feita com o propósito de ensinar o
povo de Deus.
Os discípulos pediram ao Senhor Jesus
Cristo, ensina-me a orar. É interessante
uma passagem muito marcante e que nós
encontramos em João, capítulo 11. Eu
quero fazer um breve destaque dessa
passagem para vocês.
Eh,
lá no verso 41, 40, 41 do capítulo 11,
vocês lembram? Sei que os irmãos
conhecem muito de Bíblia aqui e os
irmãos vão lembrar essa passagem em que
o Senhor Jesus Cristo realiza um grande
milagre, que é a ressurreição de Lázaro.
E veja só que interessante, ele pede que
a pedra seja removida. Então, ele faz
uma oração muito simples e breve diante
de Deus. E ele diz assim:
"Tiraram a pedra e Jesus levantou os
olhos para o céu e disse: Pai, graças te
dou porque me ouviste." Esta foi a
oração do Senhor Jesus.
Agora veja o verso 42. João fez essa
anotação. Aliás, eu sempre sabia que me
ouves,
mas assim falei por causa da multidão
presente, para que creiam que tu me
enviaste.
Tá vendo que Jesus tá dizendo a Deus
aqui? que João percebeu que Jesus fez
uma oração pública,
todos ouviram, foi uma oração simples, é
verdade?
Com o propósito de que, por meio da
oração que ele fez, a multidão ouça suas
palavras dirigidas a Deus e creiam em
Deus.
E isto então nos ensina, o Senhor Jesus
Cristo assim nos ensina que as nossas
orações também cumprem este papel de
despertar a fé no coração, de ajudar as
pessoas a entenderem quem é Deus, o que
Deus é capaz de fazer.
E aqui Jesus então diz isto: "Eu orei
assim, eu sei que o Senhor me ouve
sempre, mas eu tô orando alto para que
todos ouçam, para que eles ouçam com
esse propósito mesmo. Ouçam e creiam.
Creiam que tu me enviaste. Creiam que a
tua palavra é verdadeira.
Então, dificilmente, meus irmãos, a
igreja que você pastoreia terá uma vida
de oração mais expressiva do que a tua
própria.
Mais expressiva do que a tua própria.
Você deseja que a sua igreja ore,
seus cultos sejam repletos de oração
significativa, que glorificam ao Pai e
que ensinam por meio das palavras que
nós levamos a Deus? Então você precisa
dar um exemplo, modelar isto, sendo
alguém que ora, que fala ao Senhor, que
ajuda a igreja, que ajuda os jovens da
igreja, os pequenos na fé, a orar pra
glória de Deus Pai e pro bem daquela
igreja,
palavras que glorificam a Deus.
Sabe, eu
eh tenho aprendido muito com esse homem
que está sentado ali, pastor Gilson,
ao longo de duas décadas e meia nós
temos estado juntos na mesma igreja e
e depois que eu integrei o presbitério,
já perto de 15 anos, isso tempo passa,
né?
Eh, eu lembro que nós numa das nossas
reuniões de presbitério falávamos sobre
os nossos cultos e nós temos um culto na
nossa igreja dedicado à oração as
quartas-feiras
e eu tava tentando ser prático ali. O
pastor Thago tem razão, eu amo muito
minha igreja e quero pensar sempre mês e
servi-la melhor. E naquela ocasião eu
disse assim: "Olha, essas nossas
reuniões de quarta-feira estão pouco
frequentadas".
Eu comecei a razoar.
né? E dizem: "Olha, as reuniões de
quarta-feira são as coisas que os
americanos criaram lá no século XIX. Não
sei se a gente precisa manter esse mesmo
padrão, não é? Quem sabe a gente a gente
possa pensar em fazer grupos menores
e fui dando ideias, mas no fim eu tava
quase que advogando para que a gente
parasse com as reuniões de quarta-feira
de oração. Mas vocês estão recebendo
pastor Gilson aqui nesse país, vocês vão
perceber que quando ele fica emocionado,
ele treme o queixo dele assim, ó.
Às vezes é porque ele tá bravo.
Ele já começou a tremer o queixo. Quando
eu falei aquilo, ele falou assim: "Ixe,
lá no Brasil a gente fala assim: "Caiu a
casa".
A coisa ficou feia aqui para mim. Ele
disse assim:
"Desde que essa igreja foi fundada, não
há uma única quarta-feira e que o povo
de Deus não tenha vindo aqui para orar.
O povo vem aqui para orar."
E aquilo falou muito com o meu coração,
porque embora a gente pudesse pensar em
meios eficientes de ter, e eu não não
advogava o fim das orações, a verdade é
que eh nós temos um calendário que
favoreça
intencionalmente o tempo de oração. É
algo que vai de alguma maneira e aí são
os ritmos, né? Aqui nós temos até os
mosteiros que eles, as horas das
orações, eles têm tm a ver com os o
ritmo do mar. Os irmãos sabem disso
porque nós somos seres de ritmos.
Ouvimos essa palavra muito boa, pastor
Thago, aqui Thaago, aqui logo na
abertura da conferência,
não é? E bem, nós nós esses esses
arranjos que nós fazemos, eles têm a sua
sabedoria, sabe? Uma vez na semana eu
separo esse tempo para orar com a
igreja, com os irmãos.
E esse tipo de coisa vai ensinar a
igreja
o valor das orações,
o valor de nós dedicarmos esse tempo
para colocar diante de Deus as nossas
aflições, as nossas angústias, os nossos
anseios como povo de Deus,
uns com os outros, uns pelos outros, um
ao lado do outro.
É, é nesse espírito, irmãos, que nós
precisamos orar em nossos cultos, no
nosso ajuntamento de adoração ao Senhor,
porque a oração é um ato de adoração.
Esse é o meu único ponto. Adoração é um
culto ao Senhor. O apóstolo Paulo,
aliás, ele situações como parte do culto
lá em
Primeira Timóteo, capítulo 2, verso 1,
quando ele diz que as orações devem ser
feitas com ações de graça, as
intercessões em favor de todos os
homens, as autoridades, etc. Ele está
trazendo o elemento da oração como parte
integral do culto.
Nós temos na nas escrituras dos salmos
que são essa grande escola de oração. E
eu quero que os irmãos atentem para
isso, que as orações dos nossos cultos,
elas cumprem esse papel de ensinar a
igreja,
de promover a fé no coração. E é por
isso, aliás, que nós precisamos ser
muito cuidadosos com as palavras que nós
pronunciamos, com a maneira como nós nos
dirigimos a Deus. É verdade que ele é
nosso pai. Podemos falar com intimidade
com Deus. Do outro lado, nós precisamos
rechear as nossas orações com conteúdo.
Por isso que os salmos são muito
maravilhosos, que eles nos provagem
da fé, a linguagem da oração que vai nos
ajudar a a falar apropriadamente diante
de Deus. Lembra que eu falei que às
vezes quando fazemos orações
temporâneas, isso é sempre um risco, né?
As palavras podem chegar antes do
pensamento.
No Brasil a gente usa muitos clichês nas
orações. Sabe o que é o clichê? Às vezes
são interjeições que a gente cria para
que entre uma palavra e outra ou um
pensamento e outro a gente faça uma
pausa,
né? Porque nas orações públicas às vezes
a gente faz assim.
Então, muitas vezes, um dos clichês
usado é chamar Deus de Pai ou de Deus
mesmo, muitas vezes. Ó Deus, obrigado ó
Deus, porque ó Deus, o Senhor, ó Deus
tem, ó Deus me ajudado, ó Deus, assim e
assim a gente vai. Imagine, Tiago, se eu
fosse conversar contigo, dissesse:
"Tiao, bom dia, Thago, porque Thago, eu
gostaria, Thago, de Thiago ir Thaago
para Thaago ali, Thago na no pastelari
de Belém, Thago, porque os pastéis
Thiago de Belém, Thiago são muito
gostosos.
ficaria estranho, não ficaria? Às vezes
as nossas orações públicas, nós nos
dirigimos a Deus assim, não é? usando
essas interjeições, usando esses
clichês. E e porque a gente tem na
Bíblia esse essa escola de oração que
são os salmos, as orações do Senhor
Jesus Cristo, as orações dos apóstolos
que usam essas palavras elevadas,
inspiradas para falar com Deus, de Deus
para Deus mesmo. Nós podemos com
pastores, com membros maduros das nossas
igrejas também nos servir dessa riqueza
que temos nas Escrituras para que as
nossas orações sejam modeladas pela
palavra de Deus.
que elas cheguem com peso, com
significado, é verdade, com aquelas as
nossas emoções, os nossos afetos, eles
precisam estar juntos ali, não é? E
cumpr esse papel de ensinar toda a
igreja, de ajudar os nossos irmãos a
orarem. Eu lembro quando a primeira vez
que estive em Angola, pastor Jon estava
comigo, inclusive, foi no ano de 2004,
não é? país tava voltando da guerra
civil, quase todo destruído. Nós
visitamos igrejas. Eu me lembro de ter
participado de um culto com muitas
orações e essas orações eram muito
emotivas,
mas muito repetitivas
e quase que sem conteúdo nenhum,
não é? E ainda que de alguma maneira
talvez expressassem uma verdade do
coração de um amor sincero, ainda assim
elas não ajudavam a igreja a entender
quem Deus é as coisas que ele faz e é
capaz de fazer.
E é por isso que nós precisamos então
encher o nosso coração, nossa mente com
a palavra de Deus para que esta palavra
molde publicamente
nas nossas orações
o ensino que deve ser que nós queremos
que chegue ao coração do povo. Olha as
orações do apóstolo Paulo em Efésios,
capítulo primeiro. Ele vai dizer assim:
"Eu eu oro para que vocês tenham o pleno
conhecimento de Cristo, para que o
espírito, olha a poesia, ilumine os
olhos do vosso coração
para vocês terem um conhecimento pleno
de Cristo,
porque isso vai dar esperança para
vocês. Isso é que vai sustentar vocês,
isso que vai sustentar a igreja."
Ontem nós ouvimos isso na conversa
pastoral.
Pastor Tiago falava que o culto é
essencial, é uma responsabilidade dos
pastores, porque forma e informa a
maneira como as pessoas fazem as coisas.
Se nós queremos que as nossas igrejas
orem, precisamos rechear o nosso culto
com orações
que sejam repletas da palavra de Deus,
intencionais,
dirigidas a Deus paraa glória dele e pro
bem do nosso povo.
E que Deus nos ajude nisto, que Deus, o
nosso Senhor, ajude os irmãos, ajude a
cada um de nós a atentarmos para esses
lindos princípios de oração que nós
encontramos, esses sete h a mais.
Mas eu queria destacar esses sete
bonitos princípios de oração que vão
ajudar a gente a fazer orações que sejam
significativas, ricas e que abençoem o
povo de Deus, que modelem orações pros
lares, que modelem orações paraas
devocionais, que modelem orações para os
pequenos grupos na igreja, que modelem
orações que de alguma maneira vão fazer
o povo de Deus ser conhecido como o povo
que ora. Que Deus abençoe vocês, abençoe
a cada um de nós. Vamos orar.
Senhor, nós te bendizemos em Jesus
Cristo, o Senhor das nossas almas, nosso
Salvador, que nos ensina a orar. E
pedimos, como os discípulos pediram,
Senhor, ajude-nos nas nossas orações,
ensina-nos a orar para que as nossas
orações cheguem diante do teu povo,
cheguem diante da igreja e que façam a
diferença na caminhada do povo, para que
o povo aprenda mais de ti, para que os
olhos do coração sejam iluminados para o
pleno conhecimento de Cristo e cresçamos
na esperança e na fé. Senhor, ser com o
teu povo que aqui está, se com os meus
queridos irmãos deste maravilhoso país,
das igrejas em Portugal. Que a tua graça
esteja muito presente e crescente e que
as orações, aliás, sejam uma evidência
desta visita especial do teu espírito em
cada congregação, cada igreja aqui
representada e daqueles que também,
porventura não puderam estar aqui. Que o
nome de Jesus seja honrado e glorificado
por meio das nossas orações. Amém.

Tags: