Conferência Fiel / RR | A Oração na Vida da Igreja | Tiago Santos
23/04/2026
Conferência Fiel / RR | A Oração na Vida da Igreja | Tiago Santos
Conferência Fiel Portugal / RR 2026 – Ritmos da Graça
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Fonte: Ministério Fiel
Legendas automáticas:
Cabe-me a mim o grande privilégio e honra de apresentar o próximo orador, o pastor Tiago Santos, casado com a irmã Helen, tem três filhos. Ele é um dos pastores da Igreja Batista da Graça em São José dos Campos, Brasil. É o diretor executivo do Ministério Fiel e é também um dos cofundadores do seminário Martin Busser Brasil. e de muitas coisas que eu podia dizer, deixem-me destacar duas em relação a este a este homem. Aqui a perguntar quantos alunos nós temos? >> Não têm 500 e >> 420. [risadas] >> Ah, duas coisas. >> Duas coisas. Uma é amor. Amor pelo Senhor Jesus e amor pela sua igreja. Queridos irmãos, devia ser essencial para nós que um homem qualificado para ensinar e para pregar o evangelho tenha que ser um homem de igreja e que ama a sua igreja. E o Tiago é um exemplo perfeito de amor pela igreja. Número dois, generosidade. Lembram-se daquele daquele livro autoridade que eu vos recomendei e vou recomendar mais uma vez esta noite, porque o livro é muito é muito bom. O Tiago é um excelente exemplo do exercício de de autoridade. Ele não sente necessidade de chamar a atenção para si próprio. Ele não tem que se colocar em bicos de pés. As pessoas que estão à volta dele prosperam e ele serve. O Tiago é um servo e esta conferência é também o resultado da generosidade do ministério fiel através de homens como o Tiago Santos. Pastor Gils estou a ser verdadeiro, >> justo, a exagerar, amor e generosidade. E, portanto, meu querido irmão, é um privilégio mais uma vez ter-te connosco. Obrigado pelo teu serviço entre nós. Vamos orar. Pai do céu, nós vimos a ti mais uma vez esta hora, porque é de ti que nós queremos ouvir. Um homem irá pregar, mas vemo-lo como um instrumento teu. E por isso nós te pedimos que estejas com ele. Nós te pedimos que o revistas do poder do Espírito Santo para que tudo aquilo que ele disser à tua à tua palavra, mas que ele também pregue com poder e que nós tenhamos a capacidade para o ouvir. Ó Pai, nós vimos confiadamente porque tu deste o teu filho para a nossa salvação. e tu e o filho enviaram o espírito santo aos nossos corações. E por e por isso nós vimos a ti como nosso pai e oramos no nome do senhor Jesus. Amém. >> Amém. >> Muito obrigado, querido pastor Tiago Oliveira. Nós temos assim essa relação de amizade que foi instantânea desde que nos conhecemos. E os irmãos sabem que uma das coisas que amigos fazem é sempre fazer fazer pilharia um com o outro, né? E eu sempre espero uma pilha de de Thaago porque eu faço com ele também. Mas e eu acho que foram exageradas essas palavras, mas elas me comooveram e comoveram e eu quero quero agradeccê-las. Elas foram generosas. Muito obrigado, meus irmãos. Eh, nós temos uma uma missão, na verdade eu tenho uma missão é muito grande aqui. E importante, eu quero pedir que os irmãos me sustentem com as suas orações e sejam muito pacientes comigo, porque embora eu eh entenda que essa palavra que tem a oferecer seja simples e direta, ela talvez não seja assim tão breve como eu gostaria que fosse. ver os irmãos logo verão, e aqueles que já me conhecem sabem que eu tenho o alguns dons. Um dos dons que tenho é de ser prolixo. Outro dom é que às vezes eu sou enfadonho também. Vamos pedir que eu não use os dois de uma vez só, ou um ou outro pelo menos. Mas nós falaremos de oração. E a minha palavra aos irmãos então com diso será simples e direta. E eu quero argumentar, como nós já ouvimos, e está aqui a minha proposição aos pregadores aqui da casa, que oração é adoração. Uma proposição bem simples, breve. Oração é adoração. Oração é culto. As nossas orações são expressão da nossa adoração ao Senhor e do culto que devotamos ao nosso Deus trino. E e oração é coisa que a gente aprende rápido na vida cristã, não é mesmo? É. É daquelas primeiras disciplinas que nós aprendemos como crentes, não é? Eh, aliás, como é que se dá a apropriação da fé quando a gente se converte, quando a gente ouve uma mensagem que fala tão fundo ao coração, não é? E todos nós aqui vivemos essa experiência. Talvez alguns marcadamente, como acontece em alguns casos. Em outros, porque talvez crescemos na igreja, não soubemos exatamente, não é o momento em que Deus nos chamou, mas o facto é que todos nós passamos pelo momento em que nos apropriamos da fé. E normalmente fazemos esta apropriação da fé meio de uma oração. Nós oramos, recebemos a palavra e respondemos com uma oração. E às vezes uma oração bem simples. Senhor, ajuda este pobre e miserável pecador. Eu preciso de salvação. Eu preciso de graça. Simples assim. Senhor, eu não entendo muito da tua palavra. Eu não entendo ainda muito das doutrinas, mas mas eu quero seguir o Senhor. Eu quero quero seguir o Senhor. E e por muitas vezes é assim, uma simples oração que nós iniciamos a nossa vida cristã. Será que você se lembra da sua primeira oração? Ou talvez das suas primeiras orações? Talvez se fizer um esforço e olhar assim perspectiva lá pro passado, não é? você consiga se lembrar daqueles seus primeiros passos na fé, ainda engatinhando como um bebê na fé. E talvez você se lembre de algumas das suas orações. Às vezes eu faço esse esforço, eu gosto de trabalhar com memória e voltar lá atrás no passado, não é? E bem, eh, algo que faço com bastante frequência também é autodepreciação e, portanto, isso é algo que me ajuda muito a na autodepreciação, porque quando eu volto no passado, eu lembro de algumas coisas tolas. né? E às vezes até das orações simples e que hoje talvez eu não as fizesse, não é? mas que de alguma maneira me trouxeram até aqui e e que fizeram de mim quem eu sou e que Deus na bondade dele recebeu e que que ele ouviu. Então, às vezes até aquelas coisinhas pequenininhas que nos embaraçam lá do passado, do comecinho da nossa caminhada de fé, são talvez a coisa mais milagrosa que aconteceu na nossa experiência, a nossa conversão, né? E e a conversão é exatamente esse senso que a gente tem de uma graça poderosa que age no coração da gente, que transforma a vida da gente e que muda a vida da gente e que dá um novo curso e uma nova direção para todas as coisas. É oração faz isto. É, é a oração é o reconhecimento da nossa miséria diante de Deus. É o dobrar aqueles joelhos que até então estavam enrijecidos e e que de pessoas que olhavam até até então para si mesmas. e apenas para aquilo que este mundo pode oferecer. Mas agora olha para cima, olha pro céu. E mesmo aquela oração, talvez dos primeiros dias, as mais simples, as mais simples, eh, vão sinalizar pra gente e esse ritmo da graça, sabe? esse movimento da graça de Deus na vida da gente, que que transformou a vida da gente. Você que que é pastor está aqui, você sabe disso, porque e você já evangelizou, você já pregou, você já discipulou e quantas vezes você ajudou uma pessoa a fazer a sua primeira oração, a falar com Deus, não é? E talvez você tenha dito para aquela pessoa, olha, vamos orar, senta aqui ao meu lado, quero orar com você. Talvez você tenha ensinado alguém a orar, não é? e ajudou aquela pessoa a expressar esse culto ao Senhor, esta adoração, essa dependência de Deus pelas suas primeiras palavras de oração ao Senhor. E e um pequenino na fé começa a expressar essa fé, a derramar o seu coração diante de Deus, quem sabe por meio até mesmo da sua ajuda. Talvez você se lembre disso, porque a oração é exatamente isto, meus irmãos. Esta primeira disciplina que o [roncando] cristão nos envolve é a apropriação da fé que nós colocamos diante de Deus. E esta é a razão pela qual o crente ora. É, é por isso que nós somos, aliás, chamados a orar. Mais do que isso, fomos criados para orar, como aliás já temos ouvido aqui nesta conferência. fomos criados para desfrutar de um tipo de comunhão tão íntima com Deus que implica essa comunicação da alma que ele criou para com o criador, para com o nosso Senhor. Eu lembro da da minha própria formação eh dos pastores que me ajudaram a orar. Pastor Ja era um homem de oração, um inglês que eu já conheci como um homem idoso no Brasil, dedicava muitas horas a orar pelo povo de Deus. E sabe que o o povo de Deus faz assim, o os monges eles tinham uma expressão que dizia assim: "Oar é labutari", que orar é trabalhar, não é? E e com isso ele estava dizendo que o ato da oração em si mesmo já é uma obra, é um trabalho importante que se faz diante de Deus. Mas eu penso que na nossa fé protestante a gente pode incorporar um pouco mais ou colocar, encarnar um pouco mais essa ideia e dizer que o nosso orário é labutári que a oração é um trabalho que também nos leva a trabalhar, que nos mobiliza e que produz frutos. Então eu lembro de pastor Jax orando pelos membros da nossa igreja e em seguida, sabe o que ele fazia? Ele pegava uma bicicleta, uma Calo 10. Não sei se os irmãos têm aqui esse tipo de bicicleta. É aquela que tem aquele guidom assim arredondado. Aquele homem idoso, ele usava uma presilha, como bom inglês, uma presilha aqui nas calças para que ela não enroscasse naquela corrente cheia de gracha. E depois de passar tempo a orar, ele montava naquela bicicleta e ia visitar os membros da igreja. Então, a oração que produzia trabalho, quer dizer, que mobilizava, que levava, ele se preocupava com os irmãos, colocava a vida deles diante de Deus e então saía para visitá-los. Eu lembro das orações do pastor Ricardo. Pastor Ricardo era um homem muito diferente de pastor Jaques, também um dos pastores fundadores de nossa igreja. Ele é quem começou esta conferência aqui em 2001. 2001. antes de começar esta conferência aqui, ele orou por ela. Pastor Ricardo era um homem de oração e ele já era um homem que expandia horizontes, que quebrava barreiras. Ele orou por Moçambique antes de chegar a Moçambique. Orou por Angola antes de chegar a Angola. Ele orou por lugares onde ele mesmo nem chegou, mas o ministério fiel chegou, como Guen Abissal, como São Tomé e Prinf e tantos outros países ou comunidades de língua portuguesa onde esse ministério tem aportado e distribuído seus ensinos e seus livros, procurado agregar pastores, ajudar as igrejas. A oração é um trabalho que leva a gente a trabalhar. E eu pude ver isso na minha própria formação e aprendi muito com esses homens sobre o valor da oração. E eu eu gostaria de, já que a nossa meditação nesta tarde é sobre a oração na vida da igreja, eu gostaria de de trazer sete princípios de oração. Sete. E no sétimo vai ser um pouco mais longo. E nele só, pastor Thiago Oliveira, seja bom, seja paciente comigo. É só nele que eu vou trabalhar a oração na dimensão da vida da igreja. Então, os irmãos vão ter que ficar comigo até eu chegar lá, até o sete, pra gente poder chegar no tema dessa tarde. Espero que eu não seja enfadonho, porque prolixo os irmãos já viram que serei. Vamos lá. Evangelho de Lucas, capítulo 11, verso 1. Os irmãos entendam que eu não farei uma exposição do texto. Estou, eu citarei vários textos bíblicos hoje. Acontece algo extraordinário aqui. O texto diz assim: "De uma feita estava Jesus orando." Tradutor aqui, ele não era muito português, ele podia ter usado o infinitivo a orar em certo lugar. Quando terminou um dos seus discípulos e pediu: "Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos." Gente, que que texto bonito é este. É pequenininho esse trechinho que li, mas tem coisa muito bonita aqui pra gente pensar. É, primeiro eu quero dizer que esse é um pedido muito especial. Este é um pedido muito bonito, não é? É, é uma boa oração para todos nós também. uma oração que nós podemos fazer, pedir ao Senhor, Senhor, ensina-nos a orar, ensina-nos a falar com o Senhor. É interessante porque esses discípulos que fazem esta petição a Jesus, eles tinham feito petições muito tolas. A a escritura registra alguns dos pedidos deles, não é? Há ocasião em que um queria que o Senhor Jesus mandasse raios e trovões do céu para consumir pessoas com as quais eles se viram irritados. Outros estavam pedindo para sentar à direita e à esquerda e discutindo entre si qual era o maior entre eles, não é? Alguns dos pedidos dos discípulos foram ruins, mas este pedido, particularmente, é um pedido muito bonito, não é? E quando eles fazem um pedido assim, eles glorificam o seu Senhor. E Jesus é alguém que atende orações, que glorifica o nome dele. E quando eles pedem isso ao Senhor, eles estão glorificando Jesus. E ele então ensinou os discípulos a orarem. E nós temos o registro de Lucas, não é? em que ele ensina esta oração que nós chamamos de Pai Nosso. Mas eu não vou entrar no texto da oração propriamente dito. Eu eu queria eh só focar um pouco no pedido desses discípulos, porque é muito interessante. Nós estamos lidando com um povo judeu aqui, israelitas, eh, que cresceram, que nasceram, que viveram na fé judaica, eh, em comunidades, comunidades que oravam. A, a oração era algo muito comum para eles desde a infância. E eles viam seus vizinhos orando e os seus pais a orarem e frequentavam as sinagogas. E também pelo menos uma vez ao ano eles iam ao templo que era chamada casa de oração. E o judeu piedoso, como aliás a gente vê no livro de Daniel, capítulo 6, verso 10, era alguém que orava com frequência. Ele dedicava muito tempo para as orações, pelo menos três vezes ao dia. Mas os discípulos notaram que havia algo diferente nas orações do Senhor Jesus Cristo, algo que eles desconheciam. E eles querem aprender, eles querem incorporar isso. É notável o pedido que eles fazem a Jesus, não é? É uma boa oração que eles fazem aqui a Jesus. E nós podemos aprender também com Jesus a observar esse padrão de Cristo, das Escrituras, algo que ele mesmo praticava para imitá-lo. É, é o que eles queriam fazer era exatamente isso, imitar o Senhor Jesus Cristo para que a gente possa, como ele, então, derramar as almas diante de Deus nas nossas orações. O pedido dos discípulos revela que um desejo que eles tinham de desfrutar um tipo de comunhão com o Pai semelhante à comunhão que Jesus tinha. E nós, como discípulos de Jesus, não podemos desejar nada menos do que isso. A nossa oração deve ser como a dos discípulos, a de que possamos desfrutar em Deus do tipo de comunhão que Jesus mesmo tinha. Por isso é muito ruim. É, é uma lástima. Eu diria que quando nos nossos cultos nós não oramos, ou quando fazemos orações frias ou vazias ou destituídas de conteúdo ou destituídas de vida, ou às vezes as duas coisas, porque o povo de Deus é um povo que ora, é um povo que coloca o seu coração diante de Deus. E Jesus então fala com eles e ele os ensina, não é? E é interessante porque a palavra que o evangelista usa para oração aqui é a palavra que significa trazer para perto, não é? E é exatamente isso. É a ideia de que nós nos aproximamos de Deus e que Deus mesmo se aproxima de nós quando nós oramos. Então, deixa eu destacar sete breves princípios da oração. A primeira primeira coisa que eu quero destacar, o primeiro princípio é que oração é comunhão. Oração é comunhão. Oração é proximidade com Deus. E e nós fomos feitos filhos de Deus em Cristo Jesus com o propósito de nos aproximarmos dele mesmo. Não não como quem se aproxima de um governante ou de um rei poderoso, não. Mas como quem se aproxima de um pai, um filho que se aproxima de um pai. Sabe, nós brasileiros não somos dados a a muito protocolos, não é? Eh, pouco tempo atrás, por exemplo, faleceu aí a rainha da Inglaterra e muitas muitas pessoas importantes e governantes vieram para atender aquele eh serviço funerário que que segue um rito muito bem estabelecido, não é? E não é não é raro que os brasileiros não se aj, não é? O brasileiro é o que aquele que às vezes vai tocar uma coisa que não pode ser tocada, não é? é aquele que talvez não vai seguir exatamente aquela regra que foi estabelecida, que às vezes tem uma certa inquietude, não é? E bem, eh, basta os irmãos observarem os brasileiros que aqui estão nesse país, não é? E eu eu me incluo eh entre estes. É assim, não é? E é verdade que em certas situações esse tipo de pompa, de circunstância é é algo necessário. São protocolos que tm o seu lugar. Mas sabe de uma coisa? A escritura nos ensina que na nossa relação com Deus, nós desfrutamos um tipo de comunhão que dispensa esse tipo de formalidade. Com Deus não é assim. Nós não temos protocolos engessados. É, é verdade que precisamos nos dirigir a Deus de forma apropriada, reconhecendo a sua majestade, reconhecendo a sua glória, reconhecendo a a sua magnanimidade, mas nós podemos chegar diante de Deus e dizer assim: "Pai, é assim que Jesus ensina os discípulos, pai. Pai nosso. Eh, o apóstolo Paulo lá em Romanos capítulo 8 verso 15, ele vai dizer que era assim que os que que nós nos aproximamos de Deus. Aba, uma expressão muito afetuosa de de um filhinho que chega diante do seu papai. Nós lembramos sim da majestade, da glória, dos grandes atributos de Deus. Somos reverentes na linguagem, na admiração, no encanto que a gente tem diante de Deus, na transcendência de Deus. Mas Jesus nos ensina que podemos chegar diante dele como um pai. Olha, quando eu tenho filhos já crescidos, não é? Mas quando eu era pequeno, quando, perdão, quando eles eram pequenos, quando eram crianças e queriam falar comigo, eles não chegavam assim, se eu estivesse talvez se sentado vendo um programa de televisão, e eles não chegariam assim no seu pai dizendo algo mais ou menos assim: "Estimado reverendíssimo altaneiro, senhor progenitor, governador desta família, mestre do lar, senhor da poltrona, obrador do controle remoto, Hum. Meu filho chegava e dizia assim: "Papai, conta uma história. Papai, fica aqui comigo. É assim. Nosso pai que está no céu tem o prazer na oração dos seus filhos, nas palavras dos seus filhos que que são elevadas diante dele, que que expressam a nossa admiração, não é? mas que também lembram que nós somos filhos, que desfrutamos de um relacionamento paternal com ele e que somos assim profundamente amados por Deus. Deus quer que nós o tratemos assim com esse tipo de familiaridade que nos ensina que temos e desfrutamos de uma comunhão muito plena, muito viva, muito real, muito paternal, muito filial com Deus. O segundo ponto que eu queria destacar da oração é que a oração é aliança. Aliança. Na oração, nós somos lembrados que esse Deus, o nosso pai, com quem agora nós desfrutamos de um tipo de intimidade e comunhão, fez uma aliança consigo mesmo. Ele prometeu que eh formaria um povo para si, que salvaria esse povo e que desfrutaria de uma relação com esse povo. Então, quando nós oramos, nós podemos lembrar que Deus é o Senhor da história. É verdade. Ele é o criador de todas as coisas e sustentador de toda a vida na Terra, mas ele também é o Senhor da nossa história. Em Isaías 40 temos um texto maravilhoso que descreve os grandes feitos de Deus, a sua majestade, o seu poder, como Deus é capaz de segurar o oceano todo. Nós estamos aqui, né, neste país que é banhado por todo oceano Atlântico, né? Imagine que o profeta lá na antiguidade, ele olhava pra missidão dos mares, talvez do Mediterrâneo, não é? e dizia que Deus podia segurar oceano na concha da sua mão. E reconhecendo assim a sua grandeza, a sua majestade. Só que no finalzinho desse texto, do capítulo 40 de Isaías, nós temos algo sensacional em que Deus diz que o nosso direito não está escondido diante dos olhos dele, que mesmo sendo tão grandioso, tão poderoso, que que Deus sabe de todas as coisas pelas quais nós passamos, as suas lutas, as minhas lutas, as coisas secretas que se passam no coração da gente, as lá no Brasil a gente fala os perrengues, os perrengues que a gente tem. Deus conhece. O nosso direito não está oculto diante de Deus. Ele sabe do sofrimento. Ele sabe de palavras que às vezes a gente não é capaz de balbuciar. Ele as conhece todas porque ele tem um compromisso com o seu povo. Sabe, há um texto muito sensacional no livro de Isaías, ah, perdão, de Malaquias, em que Deus pronuncia uma sentença, uma sentença para com o seu povo. Sabe o que ele diz? Ele diz assim: "A minha sentença é esta: "Mo vocês na verdade, Deus está a puxar a orelha do povo porque eles ofereciam um culto que era desagradável diante de Deus. Mas Deus, ele faz referência à aliança que ele tem com o seu povo, desde Abraão, de Isaque, de Jacó. E ele ele traz a memória do seu povo pós-esílico esse esse relacionamento pactual que ele estabeleceu com o povo. E ele chama esse povo para para voltar a esse relacionamento, que é um relacionamento marcado por amor. E é por isso que ele diz: "Eu amo vocês, eu não mudo. Eu continuarei amando vocês." E é por isso então que quando nós oramos, nós podemos ter os nossos corações consolados. com a certeza de que nós estamos em uma relação pactual com Deus e que Deus nunca se esquece de nós e das nossas lutas e das nossas necessidades. Nós esquecemos as coisas. Uma coisa que eu ouvia, pastor Gilson ensinando em nossa igreja e agora eu reproduzo, não é? Mas eu dou o crédito, ele tá aqui, né? Eu tenho de dar. Se ele não tivesse, talvez ele não desse. Mas ele num certa ocasião falou assim: "Escute, como são, como é o nome dos seus avós?" E aí talvez algumas pessoas são capazes de dizer o nome completo dos seus avós, tá? Aí dos seus bisavós, diz o nome completo deles. Será que os irmãos aqui conseguem se lembrar o nome dos seus bisavózs? Completo. E dos trisavóz? E dos tetraavóz? Bastam duas ou três gerações para que aqueles que Deus usou, para que a gente chegasse exatamente aqui nesse lugar, sejam completamente esquecidos. Nós esquecemos. Nós esquecemos. Deus não esquece. Isto é aliança. É um pacto que Deus tem consigo mesmo de que ele nunca vai se esquecer de nós. Há um terceiro princípio importante sobre a oração, que é a fé. Fé. Oração é fé. Orante é aquele que reconhece que a oração por si só é um próprio milagre da parte de Deus. Já parou para pensar nisso? Nós fizemos várias orações aqui neste local. Neste local, algumas das nossas orações foram pronunciadas aqui em um microfone. Eu vou falar sobre isso ainda, mas algumas delas nós as fizemos apenas aqui. Não é isto? Eu vi um grupo de pessoas a orar aqui abraçadas ontem à noite. Achei uma cena muito bonita, tocante, mas eu não ouvi que essa oração tava fazendo. E ao mesmo tempo tinha outra pessoa orando aqui. E sabe o que é isso? Isso é um milagre. É um milagre. Nós evangélicos em certas tradições que desenvolvemos passamos a a emular o pedido dos fariseus lá. do tempo do Senhor Jesus Cristo e buscar sinais da da glória divina que sejam visíveis e perceptíveis. E às vezes a gente deixa de ver o sinal mais evidente que Deus coloca diante de nós. Aliás, era muito grave quando pediam um sinal para Jesus, quando Jesus era o próprio sinal do céu. E eles queriam o sinal do céu, eles estavam diante do sinal do céu e não se davam conta que estavam diante do sinal do céu. que nós temos as orações, que são palavras que às vezes nós balbuciamos e às vezes nós nem as dizemos e elas chegam diante do trono do Deus Altíssimo, criador dos céus e da terra, sustentador da vida e do universo. Deus ouve orações. E se nós cremos nisto e afirmamos que cremos, isto é fé. Oração é fé. É a confiança de que o Deus criador está a ouvir cada palavrinha, cada pensamento, cada balbuciar da alma chega diante do trono do Deus todo- poderoso. Quantas orações sobem a Deus neste exato instante, ao mesmo tempo. Isto é sensacional. Oração é fé. Ela nos chama à fé, a um tipo de reconhecimento de um sinal poderoso, um milagre que Deus realiza, que nos permite falar com ele. Nós não temos sinais visíveis na oração. Temos os nossos pensamentos, temos os nossos afetos e somos chamados a crer que Deus ouve, que Deus vê aquilo que nós mesmos não vemos e não ouvimos. Porque a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção dos fatos que se não vem. Nós quando oramos, nos aproximamos de Deus sem ver, sem sinais, só com esta disciplina, com este ato de intencionalidade, de obediência. Nós falamos com Deus e pela fé cremos que ele ouve mais do que isso. Pela fé, isso é muito ousado. Nós cremos que Deus age na história, Deus age na vida, que Deus intervém. Pedimos por curas, pedimos por salvação, pedimos por tantas coisas para que Deus haja. E nós então falamos isso para Deus e estamos ali à expectativa de que Deus atenda. Quarto princípio é que oração é dependência. Então, só pra gente não esquecer, oração é comunhão, oração é aliança, oração é fé, oração é dependência. Vamos, que tal vocês me ajudarem aqui? Vamos lá juntos. Comunhão. Vamos lá. Comunhão. Todos falam comunhão, aliança, fé, dependência. Muito obrigado. Vocês me ajudaram muito. Muito obrigado. E Jesus dá um exemplo disto para todos nós, porque ele dependia do Pai para todas as coisas. Tudo que ele fazia quando ele for foi escolher os seus apóstolos, ele orou. Antes de ser batizado, ele orou. Quando ele foi tentado no deserto, ele orou. Quando João Batista morreu, ele orou. Quando ele mesmo estava para morrer, ele orou. naquele jardim terrível, no momento mais angustiante, na hora mais difícil, Jesus orou. Porque a oração expressa um tipo de dependência que a gente reconhece ter de Deus. É, é a ideia de nós submetermos à nossas grandes decisões e o nosso próprio ministério às mãos do Senhor. Jesus era homem, quer dizer, nossa constituição plena da humanidade e e ele nos seus dias na terra enfrentava certos limites que nós mesmos enfrentamos na nossa humanidade. Ele foi tentado em todas as coisas, diz o texto em Hebreus. E a oração foi a fonte de consolo, foi fonte de força do Senhor Jesus Cristo. Ele dependia desta comunhão que ele tinha com Deus, dessa certeza de que Deus tinha aliança com ele, da fé que a oração produz no coração e orava. Sabe, eu recentemente, um amigo com quem conversava dizia que a gente se esquece que Deus responde às orações e às vezes a gente confia demais na experiência. Nós pastores, aliás, temos às vezes até o hábito de fazer isso, que é muito curioso, deveria ser o contrário. Talvez sejamos tentados a confiar na experiência, porque já fizemos algumas coisas muitas vezes, muitas vezes. E às vezes pensamos que basta a gente repetir aquilo que a gente já fez, que as coisas vão dar certo. Pode ser que a gente negligencie a oração e esqueça de tudo que Deus chama a gente para fazer, que o nosso ministério, aliás, é um ministério de oração, porque a oração vai sempre nos colocar numa posição de humildade diante de Deus, de humildade e de dependência diante do Senhor. Pastores que estejam talvez lidando com pressões o ministério, sabe o que você faz? Ore. Ore. Fale com o Senhor. Críticas, oposição. Ore. Quantas vezes você já colocou isso diante de Deus? Insistentemente, perseverantemente em oração. Situações difíceis, talvez familiares adoentados, tentações. Coloque diante de Deus em oração. Saiba dizer para si mesmo: "Eu preciso orar sobre isto". Ontem mesmo eu conversava com o meu colega, pastor Daniel, que é colega de presbitério. Ele ia pregar numa igreja lá em Valparaíso, Santo André, e ele disse: "Eu li esse texto, eu trabalhei nesse texto, mas eu não tô ainda me sentindo com condições de pregar esse texto." Aí eu mandei um áudio para ele, falei assim: "Você já orou? Já orou?" Ele falou assim: "Já, mas eu vou orar mais". Ele me respondeu em seguida. Foi assim: "Deus abençoa muito a pregação. Eu precisava orar. Precisava orar porque oração é dependência. Ainda tem um quinto princípio de oração, que oração é perseverança. Nós aprendemos com Jesus. Oração é lugar de perseverança. Jesus era alguém que que orava perseverantemente. O apóstolo Paulo nos ensina na epístola aos Tessalonicenses, capítulo 5, que a igreja toda é chamada a orar sem cessar, indicando que nós precisamos manter uma disciplina de orações com foco, com disposição. Nesse sentido, eu aqui acompanho a frase dos monges orar laabotar, orar a trabalhar. E esse trabalho é algo que nós somos todos convocados a fazer. É, há um mandamento da palavra de Deus. Sabe por quê? É fácil a gente se desanimar, é fácil a gente se desinteressar, se distrair no meio das orações. Aliás, a gente faz isso muito facilmente. Hoje a nossa sociedade é extremamente visual, não é? A gente tá sempre com esse essa coisinha aqui, olha, na mão. Sempre tem uma coisa chamando a atenção da gente. Aliás, mesmo um serão é uma coisa que é difícil da gente e sentar, parar, ouvir, refletir, porque a gente tem informações hoje muito rápidas, muito ágeis, muito visuais, não é? no celular da gente, na nos aparelhos audiovisuais que nós temos, essas esses estímulos todos nos deixam mais ansiosos e impacientes e e isso afeta inclusive a nossa vida de oração, nessa leitura das escrituras e tudo mais. E por vezes a gente se vê muito distraído, não é? Incapaz de de manter até mesmo um raciocínio eh que seja lógico e coerente. Você já se viu assim, não é? Às vezes a gente tá com sono, né? E aí a gente começa uma oração, né, e não sabe onde ela termina, né, né? Parece uma ex-presidente do Brasil, né? A palavra vem antes do pensamento e aí a gente começa a falar e aí de repente você não sabe mais o que vai falar, né? E às vezes a gente fica assim distraído, a mente da gente vai embora, né? E e a gente precisa eh talvez sabe de uma coisa na perseverança das orações, quem sabe aqui um um conselho. Usa aquilo que te distrai como o tema da sua oração. Que tal? Pode ser que você está a orar e tem alguma coisa que vem toda hora. Mentira. Isso pode ser talvez o assunto pelo qual você deva orar naquele instante. Talvez isso ajude, não é? Mas nós aprendemos a orar nos salmos que estão repletos de orações que são muito honestas, algumas delas muito desconcertantes até, né, como palavras que são colocadas ali, que às vezes trazem incerteza, que trazem dúvidas, que trazem medos, que trazem ansiedades. O salmista ora muitas vezes assim, ele começa e termina sempre glorificando o Pai, mas ele abre e rasga o coração dele diante de Deus. Porque nós somos chamados a fazer orações que sejam assim honestas diante de Deus. E por isso nós podemos trazer as inquietações, nós podemos trazer aquelas dúvidas ou talvez até as distrações que a gente tem nas orações da gente, não é? E isso vai ajudar a gente a ter uma disciplina que, não é, transforma todas as situações da vida, os pequenos dilemas do dia a dia, como um bom tema de oração e orações, quem sabe breves que poderão nos ajudar nisto. Orar sem cessar é tornar todas as questões da vida, das experiências que nós vivemos como parte das nossas orações. Sexto princípio, oração também é saber ouvir o não de Deus, porque às vezes Deus diz não pra gente, sabe? Eh, ouvir o não de Deus é alguma coisa que deveria fortalecer mais a esperança da gente. Parece até um pouco estranho isso, não é? Porque às vezes Deus vai dizer não para você, ele vai dizer não para mim. Quantas vezes nós já ouvimos o não de Deus? Quantas vezes você já ouviu o nome de Deus pelo silêncio, pela falta daquela resposta específica que tu esperavas? Olha, Moisés implorou a graça de Deus pedindo que Deus o permitisse vir à terra prometida. E Deus disse: "Não, basta não. Não só você não vai pisar na terra prometida, mas você vai ver e vai morrer bem aqui." Ou [risadas] seja, disse não, ainda matou Moisés logo em seguida. Cuidado, às vezes alguns nãos de Deus podem trazer algum tipo de resultado desse tipo assim, não é? Ele ainda disse: "Ó, Josué, tá vendo aquele moço ali?" Pois é, ele vai, mas você não vai. Tá lá em Números 27, [roncando] Jeremias vai dizer que os seus olhos se encheram de lágrimas, que se desfizeram como água, porque Deus afastou dele o consolador e e então ele diz assim: "Eu clamo, eu grito". E é como se Deus não admitisse a oração dele. O apóstolo Paulo pediu três vezes que Deus lhe retirasse um espinho da carne. E Deus disse: "Não, disse não." Porque às vezes Deus diz não. Mas eu acabei de dizer que quando Deus diz não, isso deveria estimular em nós a esperança. Por quê? Moisés não entrou na terra prometida, mas ele viu Cristo glorificado naquele monte da transfiguração. Jeremias não viu a cidade libertada, mas no seu livro ele registrou assim: "Senhor, tu reinas eternamente e o teu trono subsiste de geração em geração. Israel foi liberto, foi liberto do seu cativeiro, voltou pra sua terra. O apóstolo Paulo, é verdade, não teve aquele espinho retirado da carne, mas ele declarou que o viver é Cristo e o morrer é ganho. E ele reconheceu que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. E ele ainda disse assim: "Eu aprendi a estar contente em todas as coisas porque Deus disse não para ele." Então, o não de Deus muitas vezes será esperança para nós, porque Deus sabe mais, Deus conhece mais, Deus entende mais. Nós não vemos todas as coisas, nós não sabemos todas as coisas, nós não entendemos todas as coisas. E por isso aí eu volto para um dos pontos que nós dependemos daquele que sabe, que vê e que conhece todas as coisas. Porque às vezes o não dele é sim, o sim que a gente não vê, que a gente não entende, que a gente não conhece. E por fim, agora sim, Thaago, vamos chegar na no ponto da nossa mensagem. Oração é ministério. E esse é o sétimo ponto com o qual eu quero concluir, dizendo que eu quero voltar paraa minha primeira frase, a proposição que eu trouxe, não é? Lembra? Oração é adoração. Foi assim que comecei. Oração é culto. E eu até mencionei que orações no nosso culto quando são destituídas de vida ou de conteúdo, isso fazem mal pro povo de Deus. Eu quero dizer para você que é pastor e que está aqui e destacar que a oração faz parte do seu ministério. Os apóstolos entenderam isso muito bem, não é? Eles estavam se viram muito atarefados, não é? Entenderam que precisavam separar tempo para se dedicar ao ministério da palavra e ao ministério da oração. A diaconia foi estabelecida justamente por causa disso, como a gente vê lá em Atos capítulo 6. E é muito curioso que muitos pastores hoje, não é, achem como se fosse executivos da igreja, não é? Tem pastor, executivo, pastor diácono, pastor que é administrador e que faz de tudo, menos orar. Menos orar. Precisa resolver todos os problemas da igreja. Alguns lá no Brasil querem até consertar o portão da igreja, arrumar o telhado da igreja. Outros querem administrar a igreja como se fosse uma grande corporação. Muitas vezes se vem cansados e sobrecarregados e não oram. Mas na escritura nós temos esse modelo dos apóstolos que deixaram essas atividades de lado para que pudessem dedicar as orações. Porque a oração é parte do ministério pastoral, é parte do ministério de servir o povo de Deus. É algo que é significativo na vida da igreja na medida em que os pastores modelam isso pros membros da igreja. Quer dizer, a oração cumpre um papel didático muito importante, pedagógico muito importante. Quando o pastor é preciso na sua doutrina, quer dizer, ele está dedicado ao ministério da palavra, ele dá doutrina e ele ora diante da sua igreja. Ele é conhecido como um pastor que ora, que dobra os seus joelhos, que gasta o seu tempo com a oração. Isso vai servir de modelo para toda a igreja, para toda a congregação, porque oração é ministério. É parte do chamado do pastor e parte do chamado de toda a igreja. E se temos aqui pastores que quem sabe não tenham orado ou não ven orando no seu ministério, eu quero dizer que se isto acontece, você deva se arrepender e voltar-se ao Senhor em oração, porque isso é uma grande negligência, uma grande negligência da chamada de Deus para você. Lembra que o apóstolo Paulo chama Timóteo para ser um modelo, um padrão para os demais da igreja? A igreja vai aprender a orar com seus pastores. Ela vai aprender a orar com você, pastor. É verdade que todos nós somos sacerdotes. Todos chegamos diante do Pai. Não há distinção entre pastores e membros da igreja. Mas os pastores, tendo sido chamados para se dedicar exclusivamente ao estudo da palavra e das orações, devem prover os modelos pelos quais os membros da igreja poderão aprender e crescer na sua própria vida de oração. O Dr. Joe Bick e um grande conhecedor do puritanismo, ele diz isto, que os ministros puritanos em particular quando oravam, ensinavam a sua igreja por meio das orações públicas, por meio da sua oração pastoral. E assim toda a congregação aprende um padrão de oração que encoraja a igreja a assimilar um vocabulário bíblico e repleto de significado, de conteúdo. Eu tive a oportunidade de participar de um dos cultos, aliás, mais uma vez lá em Grand Rapids, da igreja do pastor Joe Bick. Achei isso então impressionante, como na oração pastoral, eh, ele vai dedicar, chega a dedicar 20, 25, às vezes 30 minutos. Isto foi desconcertante para mim, foi inquietante, porque às vezes nós fazemos orações muito breves porque queremos chegar logo na próxima parte. A gente quer chegar logo na parte da pregação ou dos cânticos ou talvez preencher um espaço de tempo por meio das orações. Ali nós, eu eu me deparei com um homem de Deus que ora antes de orar, que dedica tempo de oração para preparar a sua oração pública pastoral que vai levar diante do povo de Deus. Oração que é muito cuidadosamente pensada, que é produzida, que é escrita, que é feita com o propósito de ensinar o povo de Deus. Os discípulos pediram ao Senhor Jesus Cristo, ensina-me a orar. É interessante uma passagem muito marcante e que nós encontramos em João, capítulo 11. Eu quero fazer um breve destaque dessa passagem para vocês. Eh, lá no verso 41, 40, 41 do capítulo 11, vocês lembram? Sei que os irmãos conhecem muito de Bíblia aqui e os irmãos vão lembrar essa passagem em que o Senhor Jesus Cristo realiza um grande milagre, que é a ressurreição de Lázaro. E veja só que interessante, ele pede que a pedra seja removida. Então, ele faz uma oração muito simples e breve diante de Deus. E ele diz assim: "Tiraram a pedra e Jesus levantou os olhos para o céu e disse: Pai, graças te dou porque me ouviste." Esta foi a oração do Senhor Jesus. Agora veja o verso 42. João fez essa anotação. Aliás, eu sempre sabia que me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. Tá vendo que Jesus tá dizendo a Deus aqui? que João percebeu que Jesus fez uma oração pública, todos ouviram, foi uma oração simples, é verdade? Com o propósito de que, por meio da oração que ele fez, a multidão ouça suas palavras dirigidas a Deus e creiam em Deus. E isto então nos ensina, o Senhor Jesus Cristo assim nos ensina que as nossas orações também cumprem este papel de despertar a fé no coração, de ajudar as pessoas a entenderem quem é Deus, o que Deus é capaz de fazer. E aqui Jesus então diz isto: "Eu orei assim, eu sei que o Senhor me ouve sempre, mas eu tô orando alto para que todos ouçam, para que eles ouçam com esse propósito mesmo. Ouçam e creiam. Creiam que tu me enviaste. Creiam que a tua palavra é verdadeira. Então, dificilmente, meus irmãos, a igreja que você pastoreia terá uma vida de oração mais expressiva do que a tua própria. Mais expressiva do que a tua própria. Você deseja que a sua igreja ore, seus cultos sejam repletos de oração significativa, que glorificam ao Pai e que ensinam por meio das palavras que nós levamos a Deus? Então você precisa dar um exemplo, modelar isto, sendo alguém que ora, que fala ao Senhor, que ajuda a igreja, que ajuda os jovens da igreja, os pequenos na fé, a orar pra glória de Deus Pai e pro bem daquela igreja, palavras que glorificam a Deus. Sabe, eu eh tenho aprendido muito com esse homem que está sentado ali, pastor Gilson, ao longo de duas décadas e meia nós temos estado juntos na mesma igreja e e depois que eu integrei o presbitério, já perto de 15 anos, isso tempo passa, né? Eh, eu lembro que nós numa das nossas reuniões de presbitério falávamos sobre os nossos cultos e nós temos um culto na nossa igreja dedicado à oração as quartas-feiras e eu tava tentando ser prático ali. O pastor Thago tem razão, eu amo muito minha igreja e quero pensar sempre mês e servi-la melhor. E naquela ocasião eu disse assim: "Olha, essas nossas reuniões de quarta-feira estão pouco frequentadas". Eu comecei a razoar. né? E dizem: "Olha, as reuniões de quarta-feira são as coisas que os americanos criaram lá no século XIX. Não sei se a gente precisa manter esse mesmo padrão, não é? Quem sabe a gente a gente possa pensar em fazer grupos menores e fui dando ideias, mas no fim eu tava quase que advogando para que a gente parasse com as reuniões de quarta-feira de oração. Mas vocês estão recebendo pastor Gilson aqui nesse país, vocês vão perceber que quando ele fica emocionado, ele treme o queixo dele assim, ó. Às vezes é porque ele tá bravo. Ele já começou a tremer o queixo. Quando eu falei aquilo, ele falou assim: "Ixe, lá no Brasil a gente fala assim: "Caiu a casa". A coisa ficou feia aqui para mim. Ele disse assim: "Desde que essa igreja foi fundada, não há uma única quarta-feira e que o povo de Deus não tenha vindo aqui para orar. O povo vem aqui para orar." E aquilo falou muito com o meu coração, porque embora a gente pudesse pensar em meios eficientes de ter, e eu não não advogava o fim das orações, a verdade é que eh nós temos um calendário que favoreça intencionalmente o tempo de oração. É algo que vai de alguma maneira e aí são os ritmos, né? Aqui nós temos até os mosteiros que eles, as horas das orações, eles têm tm a ver com os o ritmo do mar. Os irmãos sabem disso porque nós somos seres de ritmos. Ouvimos essa palavra muito boa, pastor Thago, aqui Thaago, aqui logo na abertura da conferência, não é? E bem, nós nós esses esses arranjos que nós fazemos, eles têm a sua sabedoria, sabe? Uma vez na semana eu separo esse tempo para orar com a igreja, com os irmãos. E esse tipo de coisa vai ensinar a igreja o valor das orações, o valor de nós dedicarmos esse tempo para colocar diante de Deus as nossas aflições, as nossas angústias, os nossos anseios como povo de Deus, uns com os outros, uns pelos outros, um ao lado do outro. É, é nesse espírito, irmãos, que nós precisamos orar em nossos cultos, no nosso ajuntamento de adoração ao Senhor, porque a oração é um ato de adoração. Esse é o meu único ponto. Adoração é um culto ao Senhor. O apóstolo Paulo, aliás, ele situações como parte do culto lá em Primeira Timóteo, capítulo 2, verso 1, quando ele diz que as orações devem ser feitas com ações de graça, as intercessões em favor de todos os homens, as autoridades, etc. Ele está trazendo o elemento da oração como parte integral do culto. Nós temos na nas escrituras dos salmos que são essa grande escola de oração. E eu quero que os irmãos atentem para isso, que as orações dos nossos cultos, elas cumprem esse papel de ensinar a igreja, de promover a fé no coração. E é por isso, aliás, que nós precisamos ser muito cuidadosos com as palavras que nós pronunciamos, com a maneira como nós nos dirigimos a Deus. É verdade que ele é nosso pai. Podemos falar com intimidade com Deus. Do outro lado, nós precisamos rechear as nossas orações com conteúdo. Por isso que os salmos são muito maravilhosos, que eles nos provagem da fé, a linguagem da oração que vai nos ajudar a a falar apropriadamente diante de Deus. Lembra que eu falei que às vezes quando fazemos orações temporâneas, isso é sempre um risco, né? As palavras podem chegar antes do pensamento. No Brasil a gente usa muitos clichês nas orações. Sabe o que é o clichê? Às vezes são interjeições que a gente cria para que entre uma palavra e outra ou um pensamento e outro a gente faça uma pausa, né? Porque nas orações públicas às vezes a gente faz assim. Então, muitas vezes, um dos clichês usado é chamar Deus de Pai ou de Deus mesmo, muitas vezes. Ó Deus, obrigado ó Deus, porque ó Deus, o Senhor, ó Deus tem, ó Deus me ajudado, ó Deus, assim e assim a gente vai. Imagine, Tiago, se eu fosse conversar contigo, dissesse: "Tiao, bom dia, Thago, porque Thago, eu gostaria, Thago, de Thiago ir Thaago para Thaago ali, Thago na no pastelari de Belém, Thago, porque os pastéis Thiago de Belém, Thiago são muito gostosos. ficaria estranho, não ficaria? Às vezes as nossas orações públicas, nós nos dirigimos a Deus assim, não é? usando essas interjeições, usando esses clichês. E e porque a gente tem na Bíblia esse essa escola de oração que são os salmos, as orações do Senhor Jesus Cristo, as orações dos apóstolos que usam essas palavras elevadas, inspiradas para falar com Deus, de Deus para Deus mesmo. Nós podemos com pastores, com membros maduros das nossas igrejas também nos servir dessa riqueza que temos nas Escrituras para que as nossas orações sejam modeladas pela palavra de Deus. que elas cheguem com peso, com significado, é verdade, com aquelas as nossas emoções, os nossos afetos, eles precisam estar juntos ali, não é? E cumpr esse papel de ensinar toda a igreja, de ajudar os nossos irmãos a orarem. Eu lembro quando a primeira vez que estive em Angola, pastor Jon estava comigo, inclusive, foi no ano de 2004, não é? país tava voltando da guerra civil, quase todo destruído. Nós visitamos igrejas. Eu me lembro de ter participado de um culto com muitas orações e essas orações eram muito emotivas, mas muito repetitivas e quase que sem conteúdo nenhum, não é? E ainda que de alguma maneira talvez expressassem uma verdade do coração de um amor sincero, ainda assim elas não ajudavam a igreja a entender quem Deus é as coisas que ele faz e é capaz de fazer. E é por isso que nós precisamos então encher o nosso coração, nossa mente com a palavra de Deus para que esta palavra molde publicamente nas nossas orações o ensino que deve ser que nós queremos que chegue ao coração do povo. Olha as orações do apóstolo Paulo em Efésios, capítulo primeiro. Ele vai dizer assim: "Eu eu oro para que vocês tenham o pleno conhecimento de Cristo, para que o espírito, olha a poesia, ilumine os olhos do vosso coração para vocês terem um conhecimento pleno de Cristo, porque isso vai dar esperança para vocês. Isso é que vai sustentar vocês, isso que vai sustentar a igreja." Ontem nós ouvimos isso na conversa pastoral. Pastor Tiago falava que o culto é essencial, é uma responsabilidade dos pastores, porque forma e informa a maneira como as pessoas fazem as coisas. Se nós queremos que as nossas igrejas orem, precisamos rechear o nosso culto com orações que sejam repletas da palavra de Deus, intencionais, dirigidas a Deus paraa glória dele e pro bem do nosso povo. E que Deus nos ajude nisto, que Deus, o nosso Senhor, ajude os irmãos, ajude a cada um de nós a atentarmos para esses lindos princípios de oração que nós encontramos, esses sete h a mais. Mas eu queria destacar esses sete bonitos princípios de oração que vão ajudar a gente a fazer orações que sejam significativas, ricas e que abençoem o povo de Deus, que modelem orações pros lares, que modelem orações paraas devocionais, que modelem orações para os pequenos grupos na igreja, que modelem orações que de alguma maneira vão fazer o povo de Deus ser conhecido como o povo que ora. Que Deus abençoe vocês, abençoe a cada um de nós. Vamos orar. Senhor, nós te bendizemos em Jesus Cristo, o Senhor das nossas almas, nosso Salvador, que nos ensina a orar. E pedimos, como os discípulos pediram, Senhor, ajude-nos nas nossas orações, ensina-nos a orar para que as nossas orações cheguem diante do teu povo, cheguem diante da igreja e que façam a diferença na caminhada do povo, para que o povo aprenda mais de ti, para que os olhos do coração sejam iluminados para o pleno conhecimento de Cristo e cresçamos na esperança e na fé. Senhor, ser com o teu povo que aqui está, se com os meus queridos irmãos deste maravilhoso país, das igrejas em Portugal. Que a tua graça esteja muito presente e crescente e que as orações, aliás, sejam uma evidência desta visita especial do teu espírito em cada congregação, cada igreja aqui representada e daqueles que também, porventura não puderam estar aqui. Que o nome de Jesus seja honrado e glorificado por meio das nossas orações. Amém.