Conferência Fiel / RR | Sessão Final | Gilson Santos
23/04/2026
Conferência Fiel / RR | Sessão Final | Gilson Santos
Conferência Fiel Portugal / RR 2026 – Ritmos da Graça
Editora Fiel Portugal: https://editorafiel.pt/
Rede Reformada: https://redereformada.org/
Acompanhe as nossas redes sociais! ⬇️
— Editora Fiel Portugal —
Instagram: https://www.instagram.com/editorafielportugal/
Facebook: https://www.facebook.com/EditoraFielPortugal
— Rede Reformada —
Instagram: https://www.instagram.com/redereformada/
Facebook: https://www.facebook.com/redereformada
Fonte: Ministério Fiel
Legendas automáticas:
Vamos orar. Pai nosso que estás nos céus, continuamos na tua presença, continuamos a querer ouvir a tua voz. E por isso nós te pedimos que nos des capacidade neste momento. Depois de já muitas palestras, vários dias, nós te pedimos também que no meio do cansaço tu dê a capacidade de concentração, a capacidade de continuar a ouvir, que o Espírito Santo possa usar o teu servo, que o possa usar mesmo no meio das suas fraquezas e dificuldades. mas que o possa usar de forma poderosa enquanto ele fala e enquanto nós ouvimos. Continua a fazer essa obra em nós, ó Pai. Nós te pedimos no nome do Senhor Jesus. Amém. Meus amados irmãos, que privilégio chegamos ao fim desta conferência e me sinto particularmente muito encorajado por tudo que vivi aqui. Estou a viver e acentuou em nós, em Nadiri e a mim, o amor aos irmãos, o amor à obra de Cristo aqui neste país, ao norte do estado do Rio de Janeiro, onde nascemos, um pastor foi pregar na zona rural, uma igreja numa pequena aldeia. E ao fim do culto da manhã, foram à casa de uma família para almoçar. casal, cinco filhos, o menor 6 anos, Joãozinho. e todos comiam com alegria, menos Joãozinho, que estava ali com aspecto não muito satisfeito, eh, com a a face assim meio caída e aquilo começou a incomodar o pai. A certa altura o pai falou assim: "Joãozinho, João Marcos, meu filho, o que há com você? Todos aqui estamos comendo. Tua mãe e eu. Seus irmãos comem como sempre. Só você não está a comer. Por quê? E Joãozinho levantou o olho assim e falou: "O pastor comeu meu pedaço". Sabe uma uma chatiça da gente pregar por último numa conferência como essa? é que todo mundo já comeu o nosso pedaço. Exatamente isso. Mas, eh, na verdade eu não pretendia nunca, nem pretendo mesmo, eh, trazer qualquer palavra muito original nesse momento. que eu gostaria que nós nos propuséssemos aqui é uma espécie de voo panorâmico de que nos oferecesse alguma unidade para tudo quanto nós ouvimos aqui. Por isso, sobre alguns aspectos, eu peço que que você perdoe alguma eventual repetição ou algumas repetições. E para isso eu preciso lembrar a todos aqui que Deus repete coisas na Bíblia. Eu acho que faremos bem voltar alguns conceitos novamente. Peço que acompanhe a leitura que faremos em Atos 2, 42 a 47. Atos capítulo 2, 42 a 47. Atos capítulo 2, 42 a 47 diz assim: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão e no partir do pão e nas orações e em Toda a alma havia temor e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. e vendiam as suas propriedades e fazendas e repartiam com todos segundo cada um necessitasse. E perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. que todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. Nós vivemos num mundo marcado pela perda de ritmo. Se Se você for pastor, vem amanhã. Esposa de pastor, vem amanhã. Vamos considerar isto. Vivemos num tempo marcado pela perda de ritmo. Os dias já não têm cadência clara. As semanas misturam-se, [risadas] o descanso é invadido pelo trabalho e a mente permanece continuamente estimulada. Dormimos mal, alimentamos-nos de forma irregular, vivemos sob pressão constante e o corpo recente-se. Quando os ritmos naturais são quebrados, surgem cansaço, a ansiedade, a desordem. Mas o que muitas vezes não percebemos é que a alma também sofre. A vida espiritual torna-se fragmentada. Nós oramos quando sobra tempo. Ouvimos a palavra de forma esporádica. Relacionamos-nos superficialmente na igreja. perdemos constância, profundidade, estabilidade. E a questão inevitável ao fim desta conferência é: se o corpo depende de ritmo para viver bem, não dependerá também a alma de ritmos estabelecidos por Deus. O texto que temos aqui diante de nós nos conduz a Jerusalém no contexto do Pentecostes. Após a descida do Espírito Santo, como está aqui dos versos de 1 a 13, deste mesmo capítulo, o apóstolo Pedro proclama com clareza e profundidade o mesmo Pedro, que dias atrás ali em Jerusalém estava escondido, com medo, temeroso, e, aliás, negara a Cristo dias antes. >> [roncando] >> Ah, acontece algo extraordinário. O resultado é profundo. Os ouvintes são compungidos e perguntam: "Que faremos?" E Pedro responde com o chamado ao arrependimento, ao batismo e à promessa do Espírito. Cerca, irmãos, cerca de 3.000 pessoas recebem a palavra, são batizadas e agregadas. E é precisamente esse novo povo que nós encontramos aqui nesse texto diante de nós. Geograficamente nós estamos em Jerusalém, no coração do judaísmo, com a comunidade reunindo-se tanto no templo quanto nas casas. Historicamente, tratam-se dos primeiros momentos da igreja. E esse texto funciona como um sumário para nós, porque não descreve um episódio isolado, mas um padrão de vida da comunidade nascente, uma vida marcada, ou ainda melhor, vidas marcadas por perseverança, comunhão e crescimento sob a soberana. de Deus. [limpando a garganta] Se Deus criou a vida com ritmo, que pretendemos ver amanhã, também ordenou a vida espiritual com ritmos. Atos 2 mostra que a igreja cresce, se mantém saudável quando vive sob ritmos ordinários da graça estabelecidos pelo próprio Deus. E a gente vai ver isso aqui em três movimentos. Primeiro, a palavra que nos fundamenta. Segundo, a igreja que nos molda. Terceiro, a oração que nos sustenta. E a partir disto, tentaremos responder à seguinte pergunta central: Como nós podemos viver hoje em Portugal, século XX, os ritmos da graça que caracterizaram a igreja primitiva. Não são três práticas isoladas. Já os irmãos que me antecederam foram suficientemente claros nisso, mas dimensões orgânicas da mesma vida sob a graça. Primeiro lugar, a palavra que nos fundamenta. Veja aí o verso 42. E perseveravam na doutrina dos apóstolos. O verbo é perseveravam, que indica uma constância deliberada. Observem, irmãos, não é entusiasmo inicial, mas é uma continuidade estruturada. A igreja nasce ali verso 41, mas no verso 42 ela adquire forma. Perseveravam na doutrina. Palavra grega de daqu. Conteúdo objetivo, ensino normativo. Não se trata de meras experiências religiosas dispersas, mas de verdade revelada, apostólica, centrada em Cristo. Como aliás está lá no verso 36, na pregação do apóstolo Pedro. A igreja é numa linguagem reformada clássica, a igreja é criatura verbe, ou seja, criatura da palavra. A fé é gerada pelo anúncio, como diz o apóstolo em Romanos, capítulo 10. E a saúde da comunidade eh depende da permanência intencional minha, nossa, vossa, de todos. Nesse ensino, sem a palavra não há fundamento. Sem doutrina, a comunhão degenera em mera afinidade emocional. O primeiro ritmo da graça é nós permanecermos firmes na revelação. Agora veja em segundo lugar a igreja que nos molda. Estamos aqui no início desta igreja, debaixo da influência da promessa do espírito que o Senhor Jesus é ressurreto, glorificado, envia como prometera. e na e perseveravam na comunhão e no partir do pão e nas orações. A palavra cria um povo visível, como já trouxe aqui o pastor Joel, uma comunhão concreta, coinonia, comunhão que não é mera cordialidade, mas o texto desenvolve essa realidade. E todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Aqui, irmãos, eu preciso ser cauteloso aqui, porque a fé produz partilha real e eles se fala até na venda de propriedades. E a questão aqui não é instituir um sistema econômico permanente, não é? é algo mais profundo, ou seja, revela de fato uma uma prioridade espiritual ou um princípio. Ou seja, qual o princípio? A vida do corpo supera a posse individual, ou seja, a vida orgânica do corpo de Cristo está para além dos meus interesses individuais. Este é o princípio aqui e é o batismo. O batismo é pressuposto, aliás, não não só é pressuposto no texto, mas é claro, no verso 41 afirma que foram batizados. Portanto, os que perseveravam haviam sido publicamente incorporados. Ou seja, o batismo, que é a marca eh eh de entrada visível nesta comunidade aliançada, nessa comunidade pactual. A igreja não é uma adesão invisível, ela é uma é resultado de uma incorporação concreta. E o partir do pão. E no partir do pão ou partindo pão em casa. E aqui nós já encontramos a dimensão sacramental. A seia não é acessório devocional. A ceia, irmãos, é ritmo nutritivo da comunidade, da igreja. Se o batismo inicia a vida visível na igreja, o partir do pão a sustenta. Seia batismo, seia templo e casas. O [roncando] templo aqui, templo dos judeus, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa. Há culto público e comunhão doméstica. Jerusalém é o cenário histórico. O templo a essa altura ainda é frequentado. Mas algo importante aqui já acontece. A identidade messiânica já está definida. A identidade para a qual aquele templo com os seus rituais, com os seus símbolos, com os seus procedimentos litúrgicos, a agora já não faz mais sentido. A identidade messiânica já está definida. A igreja ela é moldada nesse espaço comum. A graça forma um povo, não apenas indivíduos. Deus nos salva em um povo. E aí, em terceiro lugar, observem, irmãos, a oração. E perseveravam. nas orações, capítulo versículo 42 e mais à frente, versículo 47, louvando a Deus. Observe o plural, orações, porque sugere prática regular, estruturada, comunitária. Irmãos, a oração [roncando] é respiração da igreja. Sem sem a oração, a palavra torna-se discurso. Sem oração, a comunhão degenera-se ou se torna organização. O versículo final aqui é decisivo. Observe. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja, aqueles que se haviam de salvar. Dois elementos merecem atenção aqui. O tempo imperfeito do verbo. Acrescentava o Senhor. Ação contínua. O Senhor acrescentava. O Senhor estava a acrescentar. ou no nosso gerúndio brasileiro chatíssimo, insuportável, aos ouvidos dos irmãos, o senhor estava sempre acrescentando [roncando] o senhor, o crescimento não é produzido pela técnica da comunidade. É o Senhor. A igreja persevera e o Senhor acrescenta. Ela organiza-se, ele salva. E a oração mantém viva esta consciência daquela palavra que ontem falava o pastor Jonatas, dependência. Dependência. Ou seja, historicamente nós estamos no Pentecostes em Jerusalém. Textualmente estamos agora no desdobramento do sermão de Pedro. Teologicamente nós vemos o padrão fundacional da igreja. E o ciclo que temos aqui nesta passagem é simples. A palavra é proclamada. Pessoas creem e são batizadas. A igreja persevera em comunhão e sacramentos. Ela vive em oração constante e o Senhor acrescenta continuamente. Isso aqui não se trata de modelo utópico, mas de retrato apostólico. Ou seja, o nosso texto não descreve aqui um entusiasmo passageiro, mas uma estrutura permanente, ou seja, a igreja cresce quando vive sobu, palavra que fundamenta, igreja que molda, oração que sustenta. E quando esses ritmos permanecem, o resultado [roncando] não é mera vitalidade organizacional, é crescimento orgânico, soberanamente operado pelo Senhor. E a pergunta que nos cabe agora pensarmos nesses minutos é a seguinte: como podemos viver hoje os ritmos da graça de que tanto falamos aqui, que aliás é o nosso tema, que caracterizam ou que caracterizaram a igreja primitiva. E para isso, contrariando muitos dos atuais modelos de crescimento de igreja, o que quero propor aos irmãos é que, na verdade, a o nosso desafio não é buscar nenhuma inovação, mas um retorno. Não se trata de descobrir algo novo, mas de recuperar o que Deus já estabeleceu. Em primeiro [roncando] lugar, nós vivemos os ritmos da graça quando damos primazia real à palavra. A igreja primitiva perseverava na doutrina dos apóstolos. E aqui um ponto para nós. Hoje o problema raramente é ausência de acesso a palavra de Deus, mas a ausência de centralidade da palavra de Deus. Ou seja, a palavra está disponível, aliás, como nunca antes, a palavra de Deus esteve tão disponível. A gente até esquece na igreja, os diáconos da nossa igreja precisam até juntar, reunir da nossa igreja lá no Brasil, precisa até reunir aquele aquelas Bíblias. E porque as pessoas até esquecem, porque temos a palavra disponível, mas nem isso não significa que ela está a governar as nossas vidas. Dar primazia à palavra não é apenas lê-la, mas organizar a vida à sua volta. É permitir que ela confronte, corrija e forme. É passar por um consumo eh não mais ocasional, mas para uma permanência deliberada na Escritura. Quantas decisões nós tomamos sem referência à palavra de Deus? Quantas semanas atravessamos sem ser moldados por ela? Nós precisamos, irmãos, reordenar a vida pessoal e a vida comunitária, que para que a palavra deixe de ser um elemento entre outros e volte a ser eh o eixo estruturante da igreja. Palavra. Em segundo lugar, nós vivemos os ritmos da graça quando nos comprometemos com a igreja visível. Ah, pastor Just, mas a minha igreja é formada de só gente hipócrita. Bem-vindo. Sempre cabe mais um, sabe? Não é esse o problema. O problema é mais ao fundo. Nós muitas vezes não estamos dispostos a assumir o custo de uma comunhão real com a igreja, de pessoas pecadoras, sim, com seus desafios. A fé que diz aqui, estavam juntos e tinham tudo em comum. A fé que nasce da palavra conduz à comunhão concreta. Aqueles que perseveravam haviam sido batizados, foram incorporados visivelmente. E hoje nós somos tratados, às vezes somos sugeridos a viver uma fé individualizada, sem vínculos reais. Frequentamos, mas não pertencemos. Assistimos, mas não participamos. Mas a igreja não é um ambiente opcional. A igreja é o corpo do nosso Senhor Jesus Cristo, ainda que com as suas chagas e marcas. que está carente do nosso servir abnegado e amoroso e não das nossas reticências e não das nossas censuras frequentes tomadas de justiça própria. é o corpo onde a vida cristã acontece. Nós precisamos passar da lógica da mera presença para a lógica da pertença. A comunhão exige tempo. A comunhão exige proximidade, vulnerabilidade, compromisso. Queria lançar esse desafio. Assuma a igreja. Assuma, ame a igreja. Não, não faça da igreja apenas um percurso instrumental. E pastor jovem não não lide. Hoje perguntaram-me aqui que conselho eu daria a um pastor jovem? Aí pensei, aí eu pensei, deixa pensar aqui, que que eu daria a mim um conselho se eu voltasse a ter lá 23 anos quando comecei o ministério pastoral. E e eu disse: "Jovem pastor, a igreja não é apenas o lugar onde você serve. A igreja é o corpo de Cristo da qual você é membro. faz parte. [roncando] Terceiro lugar, nós vivemos os ritmos da graça quando participamos conscientemente dos meios instituídos e no partir do pão. [roncando] A vida da igreja inclui o ritmo sacramental. O batismo marcou a entrada. A mesa sustenta o caminho e a ser do Senhor deve ser por nós aguardada. Nós devemos nos preparar para aquele momento. Não é um momento periférico, mas é central. Nela a graça é selada. Cristo é proclamado, a comunhão é renovada. No entanto, nós corremos o risco de participar de forma mecânica. sem preparação, sem discernimento, nós precisamos recuperar a reverência, a reverência no melhor sentido da palavra aqui, a consciência e a alegria da participação e nos aproximarmos-nos da mesa com fé viva. com coração examinado e com esperança renovada. Que nós ansiemos por participar da mesa do Senhor. Que nós nos alegremos quando testemunhamos as profissões de fé e os batismos. Em quarto lugar, nós vivemos os ritmos da graça quando cultivamos. E o verbo cultivar aqui é intencional, uma vida de oração constante. E nas orações louvando a Deus, penso que é unânime aqui. o nosso reconhecimento que talvez dos mais graves pecados que nós cometemos em nossa geração. E observe que estou a dizer nossa geração, é que nós oramos pouco. A oração, como disse lá atrás, é a respiração da igreja. E onde ela falta, a vida espiritual sufoca. E hoje o que acontece? A oração é frequentemente substituída por atividade. Falamos sobre Deus, trabalhamos para Deus, mas oramos pouco a Deus. E a igreja primitiva orava de forma contínua, comunitária, estruturada. Precisamos restaurar o lugar da oração no secreto e em conjunto, não como último recurso. Ah, não tenho mais nada para fazer. Olha, não posso fazer nada por você, mas posso orar. OK. Oração, último recurso, não como primeiro movimento orar. Nós vivemos os ritmos da graça quando dependemos do Senhor para o crescimento. Observem aqui. E todos os dias, que coisa extraordinária. Que Deus nos dê a graça de vivermos um tempo assim. Porque o nosso Deus é o mesmo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja, aqueles que se haviam de salvar. Aqui está o ponto decisivo. O crescimento aqui era obra de Deus. A igreja persevera, organiza, se serve, mas ela não produz vida. Como já vimos a palavra anterior, quem quem produz é o Senhor, quem acrescenta é o Senhor. Nós somos esses canais, esses condutores, esses alinhamentos da condução da vida. Mas hoje nós somos tentados, não é verdade, irmãos? Sejamos honestos. Nós somos tentados a substituir dependência por estratégia. fidelidade por eficácia aparente. Nós precisamos abandonar o ativismo ansioso e recuperar uma confiança serena. A nossa responsabilidade é a fidelidade aos meios. O resultado pertence a Deus. Precisamos eh marcar o ritmo, viver os ritmos. O resultado pertence a Deus. Os ritmos da graça não são extraordinários, são ordinários. Mas quando nós negligenciamos o ordinário, nós perdemos o essencial. Esse é o ponto. E quando nós recuperamos o ordinário, Deus opera o extraordinário. Então, se a palavra volta ao centro, se a igreja volta a ser vivida, se a oração volta a ser respirada, e é esse o nosso desafio, não saímos aqui com peso menor que este. Que a palavra volte ao centro, que a igreja volte a ser vivida. Que a oração volte a ser respiração. Que seja isto, que estes sejam os ritmos como os nossos movimentos de sístole e de ástule. Sejam um ritmo da vida. Eu gosto desse, gosto de música, então eu sou incuravelmente alguém que gosta da música. E nós temos aqui cinco excelentes músicos. Eu não vou chamar de banda. Como chama banda? >> Hein? Não, não sei. O grupo de música >> Dom e Companhia. >> E OK. Joel e Companhia. [risadas] Agora imagina o seguinte, vamos imaginar aqui uma coisa, já que falei Joel, vamos usá-lo então como board expiatório. Os outros eu não conheço muito bem, vai que eu tenho algum problema. Então vamos lá. Imagine que Joel, ao longo da música deixou de seguir o compasso. No início ainda consegue acompanhar a melodia, mas pouco a pouco ele perde o tempo. Adianta-se os os quatro demais se irritam que músicos têm ouvidos muito sensíveis e ele atrasa-se e a música torna-se confusa, pesada, desordenada. Peço a todos que amam o pastor Joel, que lembrem-se apenas uma comparação. O problema não está na música, mas na perda do ritmo. Agora imagine esse mesmo músico Joel reencontrando compasso. Ou seja, irmãos, não há necessidade dele inventar a roda. [roncando] Ah, não há necessidade de inventar uma nova melodia. Basta voltar ao ritmo certo e ao fazê-lo, tudo se alinha novamente. A harmonia regressa, a beleza reaparece, a música volta a fazer sentido, eles começam a cantar juntos e o músico quando canta junto é uma coisa extraordinária. Um faz ali, outro faz o arranjo aqui, outro inventa um negocinho aqui. E aí resulta uma coisa bela, porque também entro as individualidades no coletivo. Assim também nós, irmãos, o que nós estamos mais a precisar é de recuperarmos o ritmo certo, entendem? os meios certos intencionalmente precisamos reencontrar o ritmo. E aqui nesse texto não nos apresenta uma igreja extraordinária por causa de métodos, mas uma igreja ordenada pelos ritmos da graça. Perseveravam na palavra, viviam em comunhão concreta, participavam dos meios instituídos por Deus, se deleitavam nisto, oravam continuamente e o Senhor acrescentava E agora não esqueça, no centro de tudo está Cristo, o Senhor exaltado, [roncando] que continua a realizar a sua obra em Atos. Neste segundo volume escrito por Lucas, ele que por sua obra concede o espírito que forma o seu povo, que sustenta a sua igreja. Irmão, irmã, é [roncando] ele quem quem fala pela palavra. É ele quem reúne o seu corpo. É ele quem acrescenta a igreja, os que se salvam. É ele quem ouve. Por não ser, como já foi dito aqui, não apenas o principal falante, mas também o maior ouvinte. É ele quem ouve. responde às orações. É o Senhor Jesus Cristo, o mesmo vivo, cabeça da igreja, que hoje está no trono, a quem nós aqui neste lugar nos lembramos que somos corpo dele. Jesus Cristo. Os ritmos da graça não são, em última análise, técnicas espirituais. São expressões da vida de Cristo na sua igreja. Preciso terminar lembrando, nós vivemos num tempo desritado, mas Deus, na sua bondade não nos deixou sem direção. Ele já nos deu os meios, ele já nos mostrou o caminho, já estabeleceu o ritmo. A questão não é o que falta à igreja. A questão é, estamos a viver o que Deus já nos deu? Essa é a questão. Nós estamos a viver realmente o que Deus já nos deu. Voltemos, portanto, irmãos, voltemos aos ritmos da graça, a palavra que nos fundamenta, a igreja que nos molda, a oração que nos sustenta, não com ansiedade, mas com fidelidade. e em rigor, não para produzir resultados, mas para depender do Senhor. E ao fazermos isto, nós podemos descansar na promessa silenciosa, mas firme e todos os dias. acrescentava ao Senhor, a igreja, os aqueles que se haviam de salvar. Meus irmãos, vamos fazer a nossa música bem feita e vamos entregar ao espírito de Deus os resultados, dependendo dele. Que o Senhor nos abençoe. Amém. Vamos orar. Senhor nosso Deus, nós reconhecemos que muitas vezes temos vivido fora do ritmo que o Senhor mesmo estabeleceu. Perdoa-nos pela dispersão, pela negligência, ora pela indolência, ora pela autossuficiência. Leva-nos de volta à tua palavra. Firma-nos na comunhão da tua igreja. Ensina-nos a perseverarmos na oração. Ensina-nos novamente essas primeiras lições do alfabeto. Ensina-nos a perseverarmos em oração. Forma em nós uma vida ordenada por tua graça. Faz-nos depender de ti em todas as coisas. E segundo a tua boa vontade, nós pedimos e nós confiamos. Acrescenta a tua igreja, aqueles que se hão de salvar e que vejamos isto para a glória do Senhor, em nome de Jesus. Amém.