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A fé vem pelo ouvir

Conferência Fiel / RR | O Membro e a Igreja, A Igreja e o Membro | Joel Bueche Lopes

Conferência Fiel / RR | O Membro e a Igreja, A Igreja e o Membro | Joel Bueche Lopes

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Conferência Fiel Portugal / RR 2026 – Ritmos da Graça

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Legendas automáticas:

Meus irmãos, é um prazer neste momento
apresentar o pastor Joel Lopes, já
conhecido e muito conhecido de nós.
Aquelas informações gerais que nós já
sabemos, nós casamos no mesmo ano, temos
o mesmo número de filhos,
mas não casamos um com o outro.
Foralmente. [risadas]
>> Clarifiquei só para que não restassem
dúvidas.
>> Clarificar os termos. Exato. Mas pastor
Joel Lopes é uma referência pessoal,
portanto é uma referência para mim, para
a nossa igreja. é um homem que que tem
lutado pela verdade do evangelho ali na
zona sul, mas que se tem expandido para
todo o Portugal e até para fora do país.
E, portanto, Deus nos tem abençoado com
a sua vida, Deus nos tem abençoado com o
seu ministério, pelo qual nós estamos
muito, muito gratos, do qual estão aqui
muitas pessoas eh da sua igreja e que eu
tenho aprendido amar também eh e tenho
conhecido, tenho tido esse privilégio. E
por isso agora nós vamos ouvir a palavra
do Senhor. Ele eh não entendam que isto
é bajulação de forma alguma, apesar dele
ser meu professor de mestrado, mas
[risadas]
mas é claramente tem sido uma bção e nós
queremos que o Senhor o abençoe agora
porque apesar disto tudo ele tem sido
uma bção porque tem sido usado por Deus
e é isso que nós queremos rogar neste
momento, que Deus o use para nosso
benefício, para nossa edificação, para
louvor e glória do nome do Senhor.
Então, vamos orar. Senhor Deus, nós
louvamos, louvamos-te porque tu mereces
a glória, a honra e por isso, neste
momento, depois de termos ento canções
em resposta à tua palavra, queremos
voltar a ouvi-la. Abençoa o teu servo,
usa-o para a tua glória, para a nossa
edificação. Abençoa a sua família
também, a sua, o seu ministério. Senhor,
abençoa e abençoa-nos a nós. Em nome de
Jesus, nós oramos. Amém. Obrigado, Jas.
Então, boa noite a todos. Graça e paz do
Senhor Jesus.
Nós pensarmos em meios de graça, fora do
contexto
de um entendimento,
de uma prática, de uma vida de membresia
bíblica.
É uma ideia que é estranha a forma como
Deus projetou, como Deus desenhou a vida
cristã para ser vivida.
Agora, geralmente nós não pensamos de
uma forma imediata, de uma forma
explícita, em membresia,
como um conceito diretamente associado
aos instrumentos que Deus concedeu ao
seu povo para crescerem em graça e a
maturidade cristã. Ou seja, geralmente
não associamos membresia aos meios de
graça de forma clara, de forma
explícita, de forma imediata.
O conceito mais próximo a que
habitualmente nós nos referimos é o da
comunhão. E naturalmente estas duas
coisas estão ligadas.
Agora, se nós pensarmos nos meios de
graça, como David Mattis trabalha logo
no início do livro, se nós pensarmos nos
meios de graça como a canalização
que leva a água aos moradores de um
prédio, por exemplo, nós podemos pensar
na membresia, usando a mesma analogia,
podemos pensar na membresia como a
infraestrutura
que dá suporte, que dá proteção e que dá
condução aos canos que levam da água que
levam a graça de Deus.
A canalização nas casas ou nos prédios,
ela é colocada ou em rossos ou em tetos
falsos ou então em espaços que são
previamente preparados para o efeito. E
é essa estrutura, essa infraestrutura
que vai permitir que a água então chegue
corretamente de uma forma protegida, de
uma forma bem direcionada às torneiras
das casas dos moradores. Então, nessa
infraestrutura, a canalização é
suportada. Mais uma vez, a canalização é
protegida e a canalização é dirigida
a fim de que cada um possa receber a
melhor água possível.
E a membresia é exatamente esse ambiente
estrutural otimizado
que dá suporte, que protege e que dirige
os benefícios nutritivos da graça de
Deus para a alma de cada membro do corpo
do Senhor.
Podemos, no entanto, pensar numa outra
analogia, numa analogia do próprio
Senhor Jesus,
muito conhecida, acredito que da maioria
aqui. Uma analogia que Jesus fez a
partir da videira e dos seus ramos em
João capítulo 15.
Agora, nós não podemos nos aproximar
dessa comparação feita por Jesus sem
termos em consideração
uma vida comunitária de compromisso
mútuo
como parte daquilo que Jesus quer
ensinar a partir desta parábola. Esta
parábola não pode ser dissociada de uma
vida comunitária.
O contexto da passagem, a própria
passagem mostra-nos exatamente que a
vida que vem de Jesus, que se apresenta
como a videira, que vai para os ramos,
que dá frutos, a vida que vem de Jesus
acontece num ambiente que é de
pluralidade
e não de individualismo.
Então, convido-vos a abrirem João,
capítulo 15
e leremos do versículo 1
até ao 17
e depois veremos alguns aspectos desta
passagem, algumas observações.
Então, João, capítulo 15, versículo 1,
e diz assim:
"Eu sou a videira verdadeira e o meu pai
é o agricultor.
Todo o ramo que está em mim e não dá
fruto, ele o corta.
E todo o ramo que dá fruto, ele o limpa
para que dê mais fruto.
Vós já estais limpos pela palavra que
vos tenho falado. Permanecei em mim e eu
permanecerei em vós. O ramo não pode dar
fruto por si mesmo se não permanecer na
videira. Assim também vós, se não
permanecerdes em mim. Eu sou a videira
verdadeira. Eu sou a videira. Vós sois
os ramos. Quem permanece em mim e eu
nele, esse dá muito fruto, porque sem
mim nada podeis fazer. Quem não
permanece em mim é jogado fora e seca à
semelhança do ramo.
Esses ramos são recolhidos, jogados no
fogo e queimados.
Se permanecerdes em mim e as minhas
palavras permanecerem em vós, pedi o que
quiserdes e vos será concedido. Meu Pai
é glorificado nisto, em que deis muito
fruto e assim sereis meus discípulos.
Como o Pai me amou, assim, assim também
eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se
obedecerdes aos meus mandamentos,
permanecereis no meu amor. Do mesmo modo
que eu tenho obedecido aos mandamentos
do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu
vos tenho dito estas coisas para que a
minha alegria permaneça em vós e a vossa
alegria seja plena.
O meu mandamento é este: Amai-vos uns
aos outros, assim como eu vos amei.
Ninguém tem maior maior amor do que
aquilo que dá a própria vida pelos seus
amigos. Vós sois meus amigos se fizerdes
o que vos mando.
Já não vos chamo de servos, pois o servo
não sabe o que o seu Senhor faz, mas eu
vos chamo amigos, pois vos revelei tudo
quanto ouvi do meu Pai. Não fostes vós
que me escolhestes? Pelo contrário, eu
vos escolhi e vos designei a ir e dar
fruto e fruto que permaneça, a fim de
que o Pai vos conceda tudo quanto lhe
pedirdes em meu nome. Isto vos ordeno,
amai-vos uns aos outros. até aqui.
E já repararam como nós encontramos
nesta passagem
os meios de graça que temos vindo a
falar ao longo destes dias aqui
encontramos os meios de graça, todos
presentes nesta famosa, nesta
conhecidíssima
passagem.
Encontramos a palavra que limpa. Vós
estais limpos, diz Jesus. a palavra que
limpa, mas a palavra que também
estabelece os mandamentos, aquele que
obedece aos mandamentos.
Então, encontramos a palavra,
encontramos a oração que podemos fazer
ao Pai e que sabemos que ele ouve,
coloca as condições para sabermos que
que Deus atenderá àquilo que nós lhe
pedirmos e encontramos também a comunhão
em amor de uns para com os outros. Estes
três elementos estão presentes nesta
famosa passagem.
Agora, reparem também numa das palavras
que é mais repetida em toda a passagem,
permanecer.
O conceito de permanência permeia todo
este texto, toda esta secção que
acabamos de ler. O pai e o filho estão
unidos, assim como os cristãos estão
unidos ao filho e ao pai e estão unidos
uns aos outros.
Qual é o fim? Qual é o objetivo? Qual é
a finalidade? O fim é uma alegria que
seja completa, que seja plena.
E aqui o conceito de permanência, ele
aponta claramente para a união do
cristão com Cristo, a qual será
necessariamente refletida na unidade com
todos aqueles que estão também unidos a
Cristo.
Então, o conceito de união, o conceito
de permanência
e o conceito de amor estão ligados,
estão indissociavelmente ligados como
duas ideias necessárias da realidade de
uma e de outra.
Vemos neste texto, o pai amou filho,
o filho ama o pai, o filho permanece
no amor do pai e a vida do pai então é
eternamente comunicada ao filho. Na sua
natureza humana,
a plena obediência do filho aos
mandamentos do pai falo permanecer nessa
união de vida de amor e de alegria. É o
que Jesus nos diz.
Nesta analogia da videira, Jesus ensina
que a vida do Pai e do Filho é também
comunicada àqueles que estão unidos ao
Filho. E o filho está unido ao pai.
Esses que foram eleitos por Cristo, é o
que Jesus diz, foram escolhidos, foram
eleitos por ele, foram alvos do seu amor
sacrificial. Da mesma forma que o filho
é alvo do amor do pai e o pai ama o
filho. Esse amor foi derramado para os
eleitos. Os que estão unidos a Cristo
são aqueles que foram amados por ele
e que nós vemos eles amam Jesus de
volta.
Esse amor responsível a Jesus é
manifesto,
é tornado visível através do quê?
Da obediência aos seus mandamentos. Al
que nós encontramos
por todas as escrituras do antigo ou
novo testamento
e que essencialmente se resumem em quê?
Em amor.
Amar a Deus
e amar ao próximo.
É uma dança de amor neste texto que nós
encontramos. E a vida frutífera, os
frutos que esta analogia mostra e que
pretende transmitir, a vida frutífera
nasce, reside, é alimentada e cresce
neste mesmo amor em que uns estão nos
outros,
aqueles que permanecem a Jesus e aqueles
que estão ligados uns aos outros.
A realidade da unidade no Deus triuno,
Deus Pai, Filho e Espírito, é revelada
no amor existente entre estas três
pessoas. E esse amor, volto a dizer
outra vez, transbordou em direção aos
eleitos através do sacrifício de Jesus.
E dessa forma, aqueles que estão unidos
a Jesus e recebem dele vida, recebem
vida de Jesus, são alvo dessa vida de
Jesus, irão transbordar essa vida para
outros. E e o transbordar dessa vida
para outros é manifestação de amor para
com os outros. Eles doam-se a si mesmos
uns aos outros. Isto é, o amor em
doar-se, em sacrificar-se pelo outro.
Ou seja, o que nós encontramos aqui é um
fluxo constante de vida que sai de uns
para os outros, do pai para o filho,
do filho para os discípulos, para os
crentes. E dos crentes para quem?
uns para os outros. É vida, é fluxo de
vida.
Esse amor mútuo, essa vida que flui é
uma evidência da vida que eles recebem
de Cristo. A vida só pode vir dele. E
por isso, man afirmar-se que se está em
Jesus implica que haja vida a sair para
quem está à volta. Quem permanece em
Cristo naturalmente, consequentemente,
tem que permanecer
nos irmãos.
A união com Cristo implica
necessariamente em união com os irmãos.
E o elo dessa união é o amor.
E o amor é comunicação de vida, é dádiva
do próprio para o bem-estar do outro. É
dar-se para o outro.
Agora reparem que na medida em que o
discípulo de Jesus vive essa vida de
amor mútuo, ou seja, na medida em que
ele frutifica, porque isto é dar fruto,
na medida em que ele frutifica, ele
recebe a promessa de que Deus ouve as
suas orações, Deus atende as suas as
suas orações, Deus responde às suas
orações.
Reparem isto aqui. Na medida em que o
cristão dá da sua própria vida aos seus
irmãos, ele está a alimentar a sua
comunhão com Deus.
Deus ouve as suas orações. Deus responde
às suas orações. Ou seja, na medida em
que ele tem comunhão com com os irmãos,
ele alimenta a sua comunhão com Deus.
A comunhão com os irmãos faz-nos
permanecer na comunhão com o Pai.
E a comunhão com o Pai é o que nos faz
permanecer na comunhão
com os irmãos.
Está tudo interligado. É um círculo
virtuoso.
Permanecer nos irmãos tanto reflete que
nós permanecemos em Cristo quanto nos
faz permanecer em comunhão com Deus. Se
nós não nos doarmos aos irmãos,
não há fruto. Não temos vidas
frutíferas.
Não temos comunhão com Deus. Deus não
ouve as nossas orações. E oração é
comunhão, como vimos há pouco.
Significa assim o quê? Significa que os
mandamentos de Deus revelados na
palavra, as orações que são feitas,
ouvidas e respondidas, o permanecer em
Cristo, os frutos, tudo isso está
indissociavelmente ligado à vida
comunitária.
À realidade de que nós pertencemos ao
corpo de Cristo, estamos ligados uns aos
outros, a todos os seus membros. É na
vida conjunta da igreja que vida me é
comunicada.
Que vida fresca, constante, refrescante
é derramada à minha alma. que graça me é
oferecida num ritmo regular, num ritmo
seguro, como já vamos ver a seguir, para
alimentar a minha caminhada individual
com Cristo. Ou seja, eu não posso ter
caminhado, não posso ter vida de Cristo
se eu não tiver vida com o corpo de
Cristo.
Não posso ter vida individual com Cristo
se eu não ter não tiver vida conjunta
com Cristo.
Os meios de graça estão todos
interligados. E esta é uma ideia que
precisa de sair aqui desta nossa
conferência. Eles eles são
indissociáveis.
Começa na palavra que nos limpa. Sim,
foi a palavra que nos limpou. Nós
respondemos a ela com fé, mas
imediatamente somos inseridos na família
da fé, recebendo vida, mas fazendo o quê
mais? Passando vida.
tudo num organismo muito vivo. Por por
isso é que esta analogia é excelente. É
tudo um organismo vivo, dinâmica,
não é uma lista de tarefas mecânicas e
mecanizadas.
E nós estarmos mergulhados nesta dança
de amor, experimentar união com Cristo,
com os ramos, receber vida nova, vida
abundante de Cristo e dos outros e
passar aos outros também é o que traz o
quê? Verdadeira alegria e satisfação.
É isso que traz realização.
Nós fomos feitos para amar, amar a Deus
e ao próximo. E não seremos nunca
verdadeiramente alegres. Uma alegria
existencial, não uma alegria dependente
de circunstâncias, mas uma alegria
fundamental. Essa alegria não existirá
se nós não tivermos ligados a Cristo e
ao corpo de Cristo.
E meus irmãos, não há nada mais
prazeroso no mundo inteiro do que estar
intencionalmente envolvido e mergulhado
nessa comunicação constante e
maravilhosa de graça.
Estamos unidos a todos os que estão
unidos a Cristo.
Recebemos vida de Cristo. Podemos passar
vida aos irmãos. A seiva percorre toda a
videira.
Assim é exatamente nesta união com
Cristo e uns com os outros que iremos
promover o crescimento na vida cristã
uns dos outros. Iremos trazer graça à
vida uns dos outros. Iremos promover
frutos, o amor, as boas obras.
Como é que os outros irão promover esse
crescimento em mim se eu não estiver com
eles? Não acontece. Como é que
manifestaríamos de forma prática e
concreta
amor se não estivermos com os
destinatários do amor? Porque para amor
ter que acontecer, tem que haver um
sujeito ativo e sujeito passivo, aquele
que dá e aquele que recebe.
E é isso que acontece dentro da própria
trindade.
Como é que responderei a necessidades de
quem eu não conheço necessidades?
Como é que verei as minhas próprias
necessidades supridas se eu não estou
com quem as possa vir a suprir?
Como é que eu vou falar a palavra que
edifica se eu não tenho quem a ouça? E
assim nós podíamos continuar.
E é por esta razão que, como já ouvimos,
encontramos a exortação feita pelo autor
da carta aos Hebreus
que o pastor David Metis já partilhou.
Pensemos em como nos estimular uns aos
outros, ao amor e às boas obras. Não
abandonemos a prática de nos reunir,
como é costumo de alguns, mas pelo
contrário, animemo-nos uns aos outros
quanto mais vezes que o dia se aproxima.
Hebreus 10 24 e 25.
E é por causa disso que Deus nos deu
uma das maiores dádivas que nós podemos
ter na vida, a igreja local.
Para que tenhamos comunhão
e para que a nossa alegria seja o quê?
completa, plena, como escreveu João
depois também na primeira epístola, para
que a vossa alegria seja completa.
Precisamos da igreja local. Todos nós
precisamos da igreja local.
Ao sermos unidos a Cristo, nós somos
unidos a todos os que estão unidos a
Cristo. Entramos na família de Deus,
somos feitos membros do corpo do Senhor
Jesus. Somos unidos a todos aqueles que
professam a sua fé em Jesus. Agora, eu
não posso, eu não tenho condições de me
reunir ao mesmo tempo com todos os
crentes de todos os lugares, de todas as
eras ao mesmo tempo. Isso não dá, não
funciona.
Eu preciso reunir-me com irmãos num dado
momento e num dado local. E é aí que
entra a igreja local como expressão da
igreja universal.
E podemos definir a igreja local da
seguinte forma. E aqui vou usar uma
definição de Manikov e de Architing.
Eles dizem assim:
"Uma igreja, e prestem [roncando]
atenção, uma igreja é uma congregação de
cristãos batizados que entraram em
aliança para se reunir semanalmente para
ouvirem a pregação da Bíblia, celebrar
as ordenanças, amar os santos,
testemunhar aos perdidos e em tudo isso
glorificar a Deus." Vou repetir. Uma
igreja é uma congregação de cristãos
batizados que entraram em aliança para
se reunir semanalmente para ouvirem a
pregação da Bíblia, celebrar as
ordenanças, amar os santos, testemunhar
aos perdidos e em tudo isso glorificar a
Deus.
A igreja é uma assembleia. A igreja é
uma reunião de pessoas. Essa é a própria
definição da palavra igreja. Agora, que
pessoas se reúnem?
Pessoas que professaram a sua fé em
Jesus Cristo, vivem vidas transformadas
à luz dessa fé, que viram a sua fé e
esses frutos da sua fé serem
reconhecidos, afirmados por outros que
já professam a sua fé e vivem vidas
transformadas.
É uma comunidade que está unida por
causa e em torno do evangelho, em que
uns afirmam, reconhecem a fé uns dos
outros e se comprometem em continuamente
fazerem promover, crescer ainda mais a
fé uns dos outros.
Essa é a ordem de Jesus em Mateus 18,
que nós conhecemos muito bem quando
Jesus comissiona os seus discípulos a
fazerem outros discípulos,
tanto pela afirmação da fé de alguém que
se converte por meio do batismo,
como pelo aperfeiçoamento da fé através
do ensino de todas as coisas que Jesus
ensinou
e que é sinalizado pela participação na
seia do Senhor.
Então, tanto para o início da comunhão
pelo batismo, como pela manutenção da
comunhão, pela sua continuidade através
da ceia, a fim de que haja o
reconhecimento da profissão de fé e de
outros frutos, tanto para batismo como
para a ceia, tem que existir o
conhecimento da pessoa que está a fazer
essa profissão de fé. Tem que saber quem
é. Ou seja, aquela profissão de fé,
aquelas afirmações que são feitas, são
feitas por uma pessoa X.
Aqueles frutos são de uma pessoa X. Ou
seja, o que temos aqui é uma delimitação
de espaço ou de pessoa, de identidade,
de quem é reconhecido pelos outros como
sendo parte ou não sendo parte, como
fazendo a profissão de fé correta ou
vivendo a vida correta em função dessa
profissão de fé. Isso é o que nos é
ensinado pelo Senhor Jesus como
exercício das chaves do reino que foram
entregues à igreja.
E quando existe uma comunidade de
pessoas que afirmam a fé umas das
outras, em que os reconhecem, legitimam
a profissão de fé, os frutos uns dos
outros e em conjunto dizem que seguem
Jesus, afirmam seguir Jesus, então esta
vida que falamos de João 15, a vida da
videira, a seiva, tem de fluir uns para
os outros. Permanecer em Cristo implica
permanecer uns nos outros, amar uns aos
outros como Cristo nos amou.
Agora, esse amor não é um conceito
abstrato,
não é uma coisa que eu sinto só, não é
meramente uma emoção.
Ele materializa-se, ele concretiza-se,
como vimos nesta passagem, que dá vida
pelos outros.
Manifesta-se então em atitudes, em ações
concretas.
Os mandamentos de Deus, então, para que
o seu povo não tem apenas um aspecto
vertical, mas também horizontal.
É por isso que o Novo Testamento vai
concretizar de forma bastante clara, de
uma forma bastante explícita, várias
responsabilidades mútuas, uns para os
outros, uns com os outros, os uns e os
outros que nós encontramos no Novo
Testamento. Estas responsabilidades
mútuas que devem ser assumidas de um
membro para com os outros, dos outros
membros para com o membro.
E é nessa obediência a essas
responsabilidades explícitas e claras do
Novo Testamento, essas responsabilidades
mútuas. É nessa obediência daquilo que
Deus exige de nós que nós vamos de facto
manifestar se estamos ou não unidos à
videira, se estamos ou não unidos a
Jesus. Por outras palavras, podemos
colocar desta forma. Vejam, é através de
uma membresia significativa,
através de uma membresia intencional,
que nós evidenciamos que estamos ligados
a Cristo e que recebemos graça contínua
e fresca para as nossas almas, porque
ela não é só para nós, ela é para ela é
para ser passada para outros através de
nós, tal como recebemos de outros para
nós próprios.
Todos nós que afirmamos estar unidos a
Jesus,
temos necessariamente de obedecer estes
mandamentos de uns para com os outros,
que é o mesmo que dizer que temos que
assumir este compromisso com os outros
que afirmam estar unidos a Jesus e eles
connosco.
É nesse ambiente seguro,
nesse ambiente protegido,
que iremos beneficiar de uma forma
otimizada,
otimizada da palavra, da oração e da
própria comunhão.
Palavra, oração e comunhão florescem
numa vida de uns e outros assumida
explicitamente de uns para com os
outros. Isso é membresia.
A membresia, este compromisso de uns
para com os outros é um ambiente seguro
e protegido para o crescimento da nossa
conformação à imagem de Jesus. Vejam, é
o ambiente
onde todos nós, uns e os outros vamos
zelar por aquilo que é pregado no
domingo, por aquilo que é ensinado na
igreja, por aquilo que o pregador vai
trazer, por aquilo que é o ensino da
nossa igreja, se está ou não em
concordância com aquilo que nós
afirmamos
é isto que nós acreditamos, é isto que é
são teologicamente,
ou seja, a partir de uma delimitação
teológica que é clara e assumida
explicitamente entre todos E então aí
temos segurança, temos proteção de que
esse meio de graça que é a palavra está
protegido e vem a nós da forma mais pura
possível, de acordo com aquilo que nós
entendemos ser a sã doutrina.
A membresia é o ambiente também onde
estimula a vida de oração uns dos outros
e uns pelos outros,
em que nos permite porque conhecemos,
porque temos compromisso, porque temos
intimidade, podemos orar de forma
informada, de forma específica.
Aquele irmão X perdeu o emprego. Eu
conheço, eu sei como é que o coração
dele está. Eu posso orar de forma
específica, não só para que ele tenha um
emprego, mas como é que o seu coração
está a reagir e e como é que ele pode
responder essa realidade em que está
inserido. É o ambiente onde também, como
já vimos há pouco, onde também se modela
a vida de oração quando nós reunimos no
culto e ouvimos outros a orarem e
concordamos com eles.
É um ambiente também onde dentro de uma
delimitação teológica clara para todos
afirmamos um só Senhor, uma só fé, um só
batismo. Nutrimos relacionamentos de
amizade intencionais em torno e a partir
do evangelho, a fim de nos ajudarmos uns
aos outros a sermos mais parecidos com
Jesus. E nós chamamos isso de quê?
Discipulado.
O que implicará em cuidarmos uns dos
outros, exortarmos uns aos outros,
encorajarmos uns aos outros.
é o ambiente também onde iremos promover
a proteção da santidade e da pureza da
igreja, não permitindo que pessoas
permaneçam de uma forma obstinada a
desobedecer a Jesus. E por isso, quando
nós não virmos de uma forma persistente,
de uma forma contínua, depois de várias
tentativas amorosas, pacientes de
restauração, quando não vemos fruto de
um ramo, nós deixamos de ter condições
de afirmar
que ele está o quê? Usando a analogia,
deixamos de ter condições de dizer que
ele está ligado à videira, que é o que
Jesus nos vai dizer lá em Mateus 18.
Não temos mais condições de afirmar a
vida de fé daquela pessoa. E isto é
aquilo que nós chamamos de disciplina.
Então, este ambiente de uma agricultura
intencional que é otimizada para dar
fruto implica compromisso.
É obediência aos mandamentos de Deus de
amarmos uns aos outros. Isso está claro.
Também tem que ficar claro que não é
facultativo,
não é um extra na minha vida cristã, não
é opcional.
E reparem nisto aqui também, porque às
vezes a armadilha pode estar aqui também
não é sujeito a estados emocionais e
circunstanciais
uns aos outros. Não é se eu me sinto
nas condições apropriadas para me doar
aos outros.
É uma aliança. E tal como no casamento,
não pode depender de estados emocionais.
Se os nossos casamentos dependessem de
estados emocionais, já não estaríamos
casados há muito tempo.
É uma aliança, um compromisso diante de
Deus e diante uns dos outros.
E nós encontramos imperativos bíblicos
diante dos quais quando temos o
imperativo temos que responder, temos
que dar uma resposta.
E por isso é útil, é importante que
tenhamos esses imperativos organizados,
claros, explícitos,
de uma forma tangível, a fim de nós
sabermos com o que é que nos
comprometemos
para com os nossos irmãos e também
podermos saber o que é que podemos
esperar dos nossos irmãos.
E nesse sentido, é por causa disso que
algumas igrejas não só têm como
documento de resumo, organização e
sistematização
o ensino das escrituras,
as doutrinas em que devemos como igreja
querer juntos, crer em conjunto, como
também igrejas têm documentos
onde está de forma explícita, de forma
clara, de forma organizada a forma como
devemos de viver e nos comprometer uns
com os outros. Por outras palavras,
algumas igrejas vêm como fundamental
para a sua saúde, para a sua vitalidade,
não só terem uma confissão de fé que
sistematiza aquilo em que se deve
querer, como também uma aliança de
membresia ou pacto de igreja que
sistematiza a forma como devemos viver
uns com os outros.
Como eu já disse, ficou claro e eu sei
que há algumas coisas, estou a ser
repetitivo, mas é intencional.
Os membros são chamados a se
responsabilizar uns pelos outros.
Eles entram em aliança de cuidado múo.
Agora, como é que este cuidado se
materializa na prática?
É aqui que um documento como o pacto da
igreja é muito útil.
Ele concretiza de forma explícita, de
forma organizada aquilo que o Novo
Testamento espera que nós vivamos como
igreja, como membros uns dos outros.
E dessa forma, a nossa comunhão como o
meio, a forma de recebermos vida, de
recebermos renovo, graça contínua da
parte de Deus por estarmos ligados à
videira, é dessa forma que isso é
potencializado, que é protegido
e que é sustentado pelo caminho.
Então, convido-vos a nós olharmos de uma
forma breve para um exemplo de aliança
de membresia que nós podemos e devemos
ter nas nossas igrejas locais para
beneficiarmos
de uma forma otimizada,
potencializada,
protegida e sustentada dos meios de
graça.
Então, convido-vos a olharmos para uma
aliança de membresia. Deixa-me ainda
dizer que este tipo de documento, este
tipo de compromisso não é algo recente
inventado recentemente na história da
igreja. Outros, bem antes de nós, lá
para trás, perceberam a utilidade de um
compromisso formal, explícito de aliança
na igreja local. Se olharem para a
história da igreja, vão encontrar.
Aliás, eles mesmos viam a própria
definição de igreja local dentro dos
termos de aliança.
A igreja local é uma aliança.
Vamos então a um exemplo de aliança de
membresia. Iremos fazer esta caminhada
por partes com comentários
muito breves em alguns dos parágrafos.
Haveria bastantes comentários e
prolixos,
espero que não enfadonhos, mas prolixos
extensos para fazer a cada um dos
parágrafos da aliança de membresia, mas
para isso precisaríamos de uma
conferência inteira para estudar pacto
de membresia
ou um livro só sobre isto. Acho que dava
para fazer um livro inteiro só sobre
isto.
E começa assim o seguinte exemplo de
pacto de igreja.
Tendo sido, como acreditamos, lavados
pela graça divina a arrependermo-nos e a
crermos no Senhor Jesus Cristo e
entregarmnos a ele. E tendo sido
batizados após a nossa profissão de fé,
em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo, renovamos agora, confiando na sua
ajuda misericordiosa, solenemente e com
alegria, a nossa aliança uns com os
outros. Vejam como o ponto de partida
desta aliança mútua
é o quê? É o arrependimento
e a fé colocada no Senhor Jesus.
E o consequente testemunho público dessa
fé, o batismo.
Assim, com entrada na comunhão da
igreja, cada membro vai entrar em
aliança uns com os outros,
uns aos outros, uns aos outros. Novo
Testamento, como é que devas ver uns com
os outros? como é que devemos ver uns
com os outros? Temos que responder esse
mandamento. Não podemos ficar
indiferentes. É um mandamento, é para
obedecer. Não é facultativo. É para
dizermos sim. é para empenharmos as
nossas vidas nisso.
Então, a partir desse momento em que, de
facto, dizemos: "Sim, vamos responder a
isto que Deus nos pede,
vamos responder aos uns aos outros,
estamos a entrar num compromisso,
estamos a entrar numa aliança uns com os
outros, sabendo
aquilo que os outros esperam de mim e
aquilo que eu posso esperar dos outros,
para que todos nós possamos crescer na
fé e continuemos a afirmar a fé uns dos
outros
e sinalizamos essa realidade de
permanência.
Como por meio da ceia do Senhor é
continuação da afirmação, não só da
minha aliança, de da minha comunhão com
Jesus, que tomo do pão e do vinho, mas
também da minha aliança com todo o corpo
de Jesus. Não dá para querer ter
Jesus sem ter sem ter a noiva pela qual
Jesus morreu. Isso é impossível.
Próximo ponto diz assim:
"Trabalharemos e oraremos pela unidade
do espírito no vínculo da paz."
E depois há textos de apoio que no caso
Efésios capítulo 4 1 a 3. É por isso que
eu digo que dava para escrever um livro,
porque agora poderíamos trabalhar os
textos, mas para isso tínhamos que ficar
aqui ainda uns dias.
Então, este primeiro ponto é muito claro
e é muito explícito. Os membros assumem
diante uns dos outros que irão se
esforçar, irão trabalhar, irão se
empenhar
em ações, em orações, para que a unidade
seja preservada.
E reparem que o tipo de unidade que se
procurará manter a partir desta
afirmação, deste compromisso,
a unidade que se procurará manter é a
unidade que é a do espírito, ou seja, em
torno daquilo que é espiritual. A
unidade, a comunhão é partir do
evangelho. É no evangelho. E meus
irmãos, aqui é fácil nós nos iludirmos
ainda por cima numa cultura como a
nossa, que é calorosa, uma cultura
portuguesa que gosta de estar junto e
ainda mais os irmãos brasileiros, isso é
ainda mais potenciado e e intenso.
É fácil nós nos iludirmos quanto a
termos comunhão por causa de só
gostarmos estar juntos por afinidades
pessoais, culturais, por gostarmos de
fazer um churrasco juntos e comermos uma
boa picanha.
a outras coisas.
Agora, também é fácil nós permitirmos
que, por motivos carnais, por motivos
pecaminosos, por motivos frívolos,
secundários, a unidade seja destruída e
surja divisão e discensão. Isso é
extremamente fácil. Quem está numa
igreja, nem que seja uma semana, já
consegue perceber isso. Qualquer motivo
pode ser motivo para divisão.
E num ambiente assim, seja um ambiente
onde se confunde comunhão com aquilo que
é de facto comunhão que é em torno do
evangelho. Seja um ambiente onde por
motivos carnais pecaminosos e de coisas
frívolas e supérfas se permite divisão
num ambiente assim.
Será que há proteção dos meios de graça?
Será que há potencialização dos meios de
graça? Será que a fé do cristão é
renovada ou é atrapalhada?
Então, terá sempre de existir uma
intencionalidade
para a manutenção da unidade do espírito
pelo vínculo da paz. Essa unidade já nos
é dada à partida. João 15. Estamos
unidos a Cristo. Estamos unidos uns aos
outros. Esta é a unidade. O que o texto
bíblico nos pede, o que Paulo nos pede
é: preservem, guardem essa unidade. Ou
seja, o potencial que nós temos para
fazer é o quê? é estregar a unidade.
Então, é preservem, lutem, arregacem as
mangas e trabalhem. Vai ser preciso
trabalhar pela unidade. E quando nós
dizemos isto uns aos outros e diante de
Deus, estamos a dizer: "Eu vou me
esforçar para trabalhar e orar pela
unidade." Meu irmão, quando foi a última
vez que tu oraste pela unidade da tua
igreja local?
E se for proporcional a todas as vezes
que nós fazemos comentários, reclamações
e murmurações, que é o que exatamente
provoca divisão, acho que nós
gastaríamos horas a orar pela unidade se
fosse proporcional.
Então quando nós, vejam, isto é muito
sério. Esta é uma aliança. Da mesma
forma que a aliança que fazemos com o
nosso cônjuge de amores incondicional,
na alegria, na tristeza, em todos os
momentos, esta é uma aliança muito
séria. Eu vou trabalhar, eu vou me
esforçar pela unidade. Ou seja, quando
há coisas que estão a atrapalhar a
unidade, eu vou identificar, eu vou
fazer a minha parte, eu vou orar.
Uma frase tão pequena.
mas que protege exatamente a
potencialização e a segurança dos meios
de graça para o nosso crescimento. Outro
outro parágrafo,
caminharemos juntos em amor fraternal,
como convém aos membros de uma igreja
cristã. Exercer um cuidado afetuoso e
vigilância uns pelos outros e
ademestaremos e exortaremos uns aos
outros fielmente conforme a ocasião
exigir. E aqui há vários textos
bíblicos.
Aqui nós vemos o amor que se manifesta
num cuidado que é preocupado,
que sabe, que se informa e que se coloca
no lugar do outro.
Um amor que é carinhoso,
que é afetuoso, que é gentil, que é
bondoso, que é proativo
e ademestações.
Quando nós nos estamos a afastar de uma
vida de obediência, quando nós nos
estamos, quando nós estamos a esmorecer
na fé, isso acontece com todos.
Nós podemos contar com as exortações dos
irmãos que nos amam e que assumiram a
aliança diante de Deus e para comigo de
que vão me ademestar quando Deus tiver a
me afastar na fé.
E não é maravilhoso ter essa segurança
dessa admoestação amorosa que virá a
mim, dessa exortação?
Será que isso não é a graça do bom
pastor para as nossas almas, a fim de
assegurar que nos mantemos fiéis?
E reparem como o famoso texto em que
Jesus lida com a disciplina, visando a
restauração daquele que está no pecado,
num crescendo de obstinação, sempre
envolvendo mais pessoas para que aquela
pessoa se arrependa. O aquilo que vem
imediatamente desse texto é uma das
histórias preferidas
das nossas congregações,
do pastor que deixa as ovelhas para ir
buscar aquela que se perdeu.
Como é que o pastor faz isso? Como é que
ele vai buscar a ovelha que se está a
perder, que está a esmerecer na fé, que
está a permitir pecados na sua vida?
Como é que ele faz? através da igreja,
através da exortação, da ademestação.
Isso é o bom pastores, a ir buscar, a
trazer.
E quando nós assumimos este compromisso,
este pacto de membresia, nós estamos a
dizer isso. Quando eu vir um irmão meu
no pecado, eu quero ser o instrumento do
bom pastores
para restaurá-lo. E da mesma forma eu
espero que os meus irmãos em Cristo, que
a minha congregação, quando eu estiver a
esmorcer na fé e a me afastar dos
caminhos do Senhor, Deus os use para me
trazer de volta.
Isto não é uma graça a nos ser dada,
derramada para a nossa alma. É.
Parágra, parágrafo seguinte.
Não abandonaremos a nossa reunião, nem
negligenciaremos a oração por nós mesmos
e pelos outros. Então, temos aqui dois
aspectos. Temos a reunião,
o culto, o estar junto com o povo de
Deus, em que a palavra é lida, a palavra
é explicada, a palavra é cantada, a
palavra é orada e a palavra é
representada nas ordenanças e vem a nós,
vem para as nossas almas para nos
refrescar, para nos levantar, para nos
encantar com Jesus, para encantar as
nossas almas.
É quando estamos juntos e o culto, como
disse há pouco David Mattis, o domingo é
o nosso dia preferido. O domingo é o meu
dia preferido, mas de longe
estar com a igreja do Senhor, ouvir o
povo de Deus a cantar é das perícias
mais maravilhosas na face da terra. Uma
igreja que canta, que canta alto, que
canta as verdades das escrituras,
edifica as nossas almas. É impossível
ficarmos indiferentes de uma igreja que
cante bem. É impossível.
é palavra que está a ser cantada
e vemos ali os meios de graça no culto,
mas também estamos a dizer que ok, eu
não vou abandonar os cultos, ou seja, só
uma razão muito forte, fortíssima, é que
me vai impedir de cultuar com os meus
irmãos. Não vou deixar de me reunir com
os meus irmãos no dia do Senhor por
questões frívolas, por questões
superficiais. É o que estamos a afirmar
aqui.
E afirmamos também que não vamos
negligenciar a oração por nós e pelos
outros. Vida de oração já já se falou
aqui.
Agora vejam,
quando temos claro membresia, o conceito
de membresia, existe uma delimitação
clara de quem são os ramos que estão
ligados à videira. Como eu disse há
pouco, nós podemos orar de forma
específica, de forma concreta,
por irmãos meus.
E aqui pode ajudar muito nós termos um
caderno de membros, um diretório de
membros que temos lá as fotografias dos
membros da igreja com os seus nomes
e ao longo das próximas semanas ou meses
eu vou orar por cada um dos membros.
Mesmo aquele irmão que eu não conheço
tão bem ou que eu vejo o seu rosto e
ainda não memorizei o seu nome, ali, eu
vou memorizar o nome, vou orar. E se eu
não sei bem como orar, eu vou orar por
coisas que eu sei que o Novo Testamento
pede que nós oremos e que todos os
crentes devem ter. Mas depois quando eu
estiver com ele no culto, já não é só um
rosto desconhecido, eu já associam o
nome, já posso conversar com ele, já
posso perguntar, irmão, como é que eu
posso orar melhor por si?
Então aqui estamos a comprometer a orar
mais esforçar-nos emos por educar
aqueles que em qualquer momento
estiverem ao nosso cuidado na instrução
e a demonstração do Senhor e através de
um exemplo puro e amoroso buscar a
salvação da nossa família e dos nossos
amigos.
Este também é um grande compromisso.
Quando estamos na igreja, podemos ter a
certeza que aqueles que são membros da
igreja, os pais, por exemplo, é um
exemplo, os pais que são membros na
igreja estão ali a assumir que vão
educar os seus filhos nos caminhos do
Senhor. Isso é trazer graça. Isso é ser
meio de graça para os seus filhos.
Mais
regozijar-nos emos com a felicidade uns
dos outros e esforçar-nos emos com
ternura e compaixão por carregar os
fardos e as tristezas uns dos outros.
Meus irmãos, é muito fácil as nossas
almas ficarem abatidas e desanimadas por
variadíssimos motivos, uns mais
espirituais, outros menos espirituais. É
muito fácil as nossas almas ressecarem
em amargura e descontentamento, sofrerem
com ansiedades, com angústias. É muito
fácil acontecer por variadíssimas
razões. Agora, com uma membresia
comprometida, nós podemos estar seguros
de que não estamos entregues a nós
próprios e que temos que caminho
connosco, ombro a ombro, lado a lado.
E também temos aqui um antídoto para
aquilo que muitas vezes destrói a
unidade da igreja. Quando eu digo: "Eu
vou me alegrar com a felicidade do
outro, eu estou a dizer que eu não vou
murmurar ou ter inveja por o outro ter
aquilo que eu tanto gostaria de ter e
vou b começar a falar e a minar e a
destruir."
Então, vejam como isso alimenta a
comunhão da igreja, nós assumirmos este
compromisso.
Buscaremos com a ajuda divina viver com
prudência no mundo, renunciando à
impiedade, aos desejos mundanos. E
lembrando-nos de que assim como fomos
voluntariamente sepultados pelo batismo
e resultados da sepultura simbólica,
temos agora a obrigação especial de
levar uma vida nova e santa. Aqui eu
estou a assumir o compromisso de que eu
vou lutar por um testemunho público lá
fora adequado.
Ou seja, eu vou viver de forma digna que
corresponda àquilo que é a minha igreja
local e o Jesus que a minha igreja local
ama e serve.
Isto protege a pureza da igreja, o
testemunho público da igreja.
Mais trabalharemos juntos pela
continuidade de um ministério evangélico
fiel nesta igreja. Ao sustentarmos a sua
adoração, as ordenanças, disciplina e
doutrinas. Contribuiremos com alegria e
regularidade para o apoio do ministério,
as despesas da igreja, o socorro aos
pobres e a propagação do evangelho por
todas as nações. Reparem como é num
ambiente estruturado de compromisso que
nós garantimos a proteção daquilo que é
ensinado, a correta aplicação das
ordenanças, o saudável e amoroso
exercício da disciplina, tudo coisas
essenciais para nós recebermos graça.
Vamos manter isso, vamos sustentar
financeiramente isso tudo.
E depois quando nos mudarmos deste local
continua unir-nos assim que possível a
alguma outra igreja onde possamos levar
a cabo o espírito deste pacto e os
princípios da palavra de Deus.
E termina que a graça do Senhor Jesus
Cristo, o amor de Deus, a comunhão do
Espírito Santo estejam com todos nós.
Amém. Este é um exemplo de pacto, de
compromisso. Tudo a partir de textos
bíblicos. a forma como devemos viver uns
com os outros de forma sistematizada,
organizada, clara, explícita.
E meus irmãos, eu quero concluir com
encorajamento a nós nos dedicarmos
intencionalmente e diligentemente,
esforçadamente aos membros da nossa
igreja local,
porque é aí que nós vamos experimentar a
alegria incomparável que vem de
recebermos vida e de repassarmos vida,
de estarmos ligados a Cristo e uns aos
outros, de fazermos parte desta dança de
amor.
Quando uma igreja local é seriamente
comprometida com uma membresia saudável,
é uma alegria profunda e real estar com
a igreja local.
Ela nos anima, ela nos transforme, ela
nos renova, ela nos corrige, ela nos
levanta, ela nos faz amar mais Cristo e
ser mais como Cristo, a igreja local.
E agora quero também encorajar para
terminar os meus colegas pastores que
estão aqui
a lerem mais sobre isto, sobre
membresia, sobre pacto de igreja,
aliança de membresia e a fazerem aquilo
que for necessário através do ensino, da
paciência para levarem as vossas
igrejas, caso ainda não tenham isto, a
levarem as vossas igrejas a viverem uma
vida de membresia estruturada, porque é
isso que vai potencial
Como eu disse, vai potencializar, vai
proteger e vai sustentar os meios de
graça para que tenhamos mais prazer em
Cristo, mais amor a Cristo e, por isso,
mais conformação a Cristo. Vamos orar.
Senhor Deus, nós
damos-te graças.
Damos-te graças, Senhor, porque nós não
precisamos de andar às escuras.
Temos tudo aquilo que nós precisamos
revelado na tua palavra para que
possamos experimentar esta alegria
plena, existencial que nada no mundo
oferece, nada.
Mas tu nos dás, nos dás no filho, nos
dás uns nos outros.
Por isso, Senhor Jesus,
ajuda-nos a amarmos aqueles que tu
amaste,
aqueles por quem desta vida que nós
possamos dar a vida também de uma forma
concreta, específica.
Para isso, ajuda-nos a mergulhar nos
imperativos que tu nos dás para a nossa
vida de igreja local
e a usarmos
aquilo que possa ser útil para promover
exatamente isso.
Senhor, é aí, é nessa vida, nesse fluxo
de vida, nessa dinâmica de vida, nessa
dinâmica de amor que nós experimentamos
alegria,
nos tornamos mais como Jesus.
abençoa-nos nesse empreendimento.
Abençoa cada um dos meus colegas
pastores que estão a procurar trabalhar
com as suas igrejas locais desta forma.
Que tu abençoes, que tu faças prosperar
a obra das suas mãos para a própria
saúde da igreja e para a glória do teu
nome e para o testemunho do mundo lá
fora, porque é exatamente nessa unidade
que o mundo saberá que somos teus
discípulos.
Muito obrigado.
Te agradecemos
no nome de Jesus. Amém.

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