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A fé vem pelo ouvir

Conferência Fiel / RR | Sessão Final | Gilson Santos

Conferência Fiel / RR | Sessão Final | Gilson Santos

Conferência Fiel / RR | Sessão Final | Gilson Santos

Conferência Fiel Portugal / RR 2026 – Ritmos da Graça

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Legendas automáticas:

Vamos orar.
Pai nosso que estás nos céus,
continuamos na tua presença,
continuamos a querer ouvir a tua voz.
E por isso nós te pedimos que nos des
capacidade neste momento.
Depois de já muitas palestras,
vários dias, nós te pedimos também que
no meio do cansaço tu dê a capacidade de
concentração,
a capacidade de continuar a ouvir,
que o Espírito Santo possa usar o teu
servo,
que o possa usar mesmo no meio das suas
fraquezas e dificuldades.
mas que o possa usar de forma poderosa
enquanto ele fala e enquanto nós
ouvimos.
Continua a fazer essa obra em nós, ó
Pai. Nós te pedimos no nome do Senhor
Jesus. Amém.
Meus amados irmãos, que privilégio
chegamos ao fim desta conferência
e me sinto particularmente muito
encorajado
por tudo que vivi aqui. Estou a viver e
acentuou em nós, em Nadiri
e a mim, o amor aos irmãos,
o amor à obra de Cristo aqui neste país,
ao norte do estado do Rio de Janeiro,
onde nascemos,
um pastor foi pregar na zona rural,
uma igreja numa pequena aldeia.
E ao fim do culto da manhã, foram à casa
de uma família para almoçar.
casal, cinco filhos, o menor 6 anos,
Joãozinho.
e todos comiam
com alegria,
menos Joãozinho,
que estava ali com aspecto não muito
satisfeito,
eh, com a a face assim meio caída
e aquilo começou a incomodar o pai.
A certa altura o pai falou assim:
"Joãozinho, João Marcos, meu filho, o
que há com você?
Todos aqui estamos comendo.
Tua mãe e eu.
Seus irmãos comem como sempre.
Só você não está a comer. Por quê?
E Joãozinho
levantou o olho assim e falou:
"O pastor comeu meu pedaço".
Sabe uma uma chatiça da gente pregar por
último numa conferência como essa?
é que todo mundo já comeu o nosso
pedaço.
Exatamente isso.
Mas, eh, na verdade eu não pretendia
nunca, nem pretendo mesmo, eh, trazer
qualquer palavra muito original nesse
momento.
que eu gostaria que nós nos
propuséssemos aqui é uma espécie de voo
panorâmico
de que nos oferecesse alguma unidade
para tudo quanto nós ouvimos aqui.
Por isso, sobre alguns aspectos,
eu peço que que você perdoe alguma
eventual repetição ou algumas
repetições. E para isso eu preciso
lembrar a todos aqui que Deus repete
coisas na Bíblia.
Eu acho que faremos bem voltar alguns
conceitos novamente. Peço que acompanhe
a leitura que faremos em Atos 2, 42 a
47.
Atos capítulo 2, 42 a 47.
Atos capítulo 2, 42 a 47 diz assim:
"E perseveravam na doutrina dos
apóstolos
e na comunhão
e no partir do pão e nas orações
e em Toda a alma havia temor e muitas
maravilhas e sinais se faziam pelos
apóstolos.
E todos os que criam estavam juntos
e tinham tudo em comum.
e vendiam as suas propriedades e
fazendas e repartiam com todos segundo
cada um necessitasse.
E perseverando unânimes todos os dias no
templo
e partindo o pão em casa, comiam juntos
com alegria e singeleza de coração,
louvando a Deus e caindo na graça de
todo o povo.
que todos os dias
acrescentava o Senhor à igreja
aqueles que se haviam de salvar.
Nós vivemos num mundo marcado pela perda
de ritmo. Se Se você for pastor, vem
amanhã. Esposa de pastor, vem amanhã.
Vamos considerar isto.
Vivemos num tempo marcado pela perda de
ritmo.
Os dias já não têm cadência clara.
As semanas misturam-se,
[risadas] o descanso é invadido pelo
trabalho
e a mente permanece continuamente
estimulada.
Dormimos mal,
alimentamos-nos de forma irregular,
vivemos sob pressão constante
e o corpo recente-se.
Quando os ritmos naturais são quebrados,
surgem cansaço,
a ansiedade,
a desordem. Mas o que muitas vezes não
percebemos é que a alma também sofre.
A vida espiritual torna-se fragmentada.
Nós oramos quando sobra tempo.
Ouvimos a palavra de forma esporádica.
Relacionamos-nos superficialmente
na igreja.
perdemos constância,
profundidade,
estabilidade.
E a questão inevitável ao fim desta
conferência é: se o corpo depende de
ritmo para viver bem, não dependerá
também a alma de ritmos estabelecidos
por Deus.
O texto que temos aqui diante de nós nos
conduz a Jerusalém no contexto do
Pentecostes.
Após a descida do Espírito Santo, como
está aqui dos versos de 1 a 13, deste
mesmo capítulo, o apóstolo Pedro
proclama com clareza e profundidade
o mesmo Pedro, que dias atrás ali em
Jerusalém estava escondido, com medo,
temeroso, e, aliás, negara a Cristo dias
antes.
>> [roncando]
>> Ah, acontece algo extraordinário. O
resultado é profundo.
Os ouvintes são compungidos e perguntam:
"Que faremos?"
E Pedro responde com o chamado ao
arrependimento,
ao batismo e à promessa do Espírito.
Cerca, irmãos, cerca de 3.000 pessoas
recebem a palavra, são batizadas e
agregadas.
E é precisamente esse novo povo que nós
encontramos aqui nesse texto diante de
nós.
Geograficamente nós estamos em
Jerusalém,
no coração do judaísmo,
com a comunidade reunindo-se tanto no
templo quanto nas casas.
Historicamente,
tratam-se dos primeiros momentos da
igreja.
E esse texto funciona como um sumário
para nós,
porque não descreve um episódio isolado,
mas um padrão de vida da comunidade
nascente, uma vida marcada, ou ainda
melhor, vidas marcadas
por perseverança,
comunhão e crescimento
sob a soberana.
de Deus.
[limpando a garganta]
Se Deus criou a vida com ritmo, que
pretendemos ver amanhã, também ordenou a
vida espiritual com ritmos.
Atos 2 mostra que a igreja cresce, se
mantém saudável quando vive sob ritmos
ordinários da graça estabelecidos
pelo próprio Deus. E a gente vai ver
isso aqui em três movimentos.
Primeiro, a palavra que nos fundamenta.
Segundo, a igreja que nos molda.
Terceiro, a oração que nos sustenta. E a
partir disto, tentaremos responder à
seguinte pergunta central: Como nós
podemos
viver hoje
em Portugal,
século XX,
os ritmos da graça que caracterizaram a
igreja primitiva.
Não são três práticas isoladas. Já os
irmãos que me antecederam foram
suficientemente claros nisso, mas
dimensões
orgânicas
da mesma vida sob a graça.
Primeiro lugar, a palavra que nos
fundamenta. Veja aí o verso 42.
E perseveravam
na doutrina dos apóstolos.
O verbo é perseveravam,
que indica uma constância
deliberada. Observem, irmãos, não é
entusiasmo inicial, mas é uma
continuidade estruturada.
A igreja nasce ali verso 41, mas no
verso 42 ela adquire forma.
Perseveravam na doutrina.
Palavra grega de daqu. Conteúdo
objetivo,
ensino normativo.
Não se trata de meras experiências
religiosas dispersas, mas de verdade
revelada,
apostólica,
centrada em Cristo. Como aliás está lá
no verso 36, na pregação do apóstolo
Pedro.
A igreja é
numa linguagem reformada clássica, a
igreja é criatura verbe, ou seja,
criatura da palavra.
A fé é gerada pelo anúncio, como diz o
apóstolo em Romanos, capítulo 10. E a
saúde da comunidade
eh depende da permanência
intencional
minha, nossa, vossa, de todos. Nesse
ensino, sem a palavra não há fundamento.
Sem doutrina, a comunhão degenera em
mera afinidade emocional.
O primeiro ritmo da graça
é nós permanecermos
firmes
na revelação.
Agora veja em segundo lugar a igreja que
nos molda. Estamos aqui
no início
desta igreja, debaixo da influência
da promessa do espírito que o Senhor
Jesus é ressurreto, glorificado,
envia como prometera.
e na e perseveravam
na comunhão
e no partir do pão e nas orações.
A palavra cria um povo visível, como já
trouxe aqui o pastor Joel, uma comunhão
concreta,
coinonia,
comunhão
que não é mera cordialidade,
mas o texto desenvolve essa realidade. E
todos os que criam estavam juntos e
tinham tudo em comum. Aqui, irmãos, eu
preciso ser cauteloso aqui, porque a fé
produz partilha real e eles se fala até
na venda de propriedades. E a questão
aqui não é instituir um sistema
econômico permanente, não é?
é algo mais profundo, ou seja, revela de
fato uma uma prioridade espiritual ou um
princípio. Ou seja, qual o princípio? A
vida do corpo supera a posse individual,
ou seja, a vida orgânica do corpo de
Cristo está para além dos meus
interesses individuais. Este é o
princípio aqui
e é o batismo.
O batismo é pressuposto, aliás, não não
só é pressuposto no texto, mas é claro,
no verso 41 afirma que foram batizados.
Portanto, os que perseveravam
haviam sido publicamente
incorporados.
Ou seja, o batismo, que é a marca eh eh
de entrada visível nesta comunidade
aliançada,
nessa comunidade pactual.
A igreja não é uma adesão invisível, ela
é uma é resultado de uma incorporação
concreta.
E o partir do pão.
E no partir do pão
ou partindo pão em casa. E aqui nós
já encontramos a dimensão sacramental.
A seia não é acessório devocional.
A ceia, irmãos, é ritmo nutritivo
da comunidade, da igreja.
Se o batismo inicia a vida visível na
igreja, o partir do pão a sustenta.
Seia batismo, seia
templo e casas.
O [roncando] templo aqui, templo dos
judeus, perseverando unânimes todos os
dias no templo e partindo o pão em casa.
Há culto público e comunhão doméstica.
Jerusalém é o cenário histórico. O
templo a essa altura ainda é
frequentado. Mas algo importante aqui já
acontece.
A identidade messiânica já está
definida. A identidade para a qual
aquele templo com os seus rituais, com
os seus símbolos, com os seus
procedimentos litúrgicos, a agora já não
faz mais sentido. A identidade
messiânica já está definida.
A igreja
ela é moldada nesse espaço comum.
A graça forma um povo,
não apenas indivíduos.
Deus nos salva em um povo.
E aí, em terceiro lugar, observem,
irmãos,
a oração.
E perseveravam.
nas orações, capítulo versículo 42 e
mais à frente, versículo 47, louvando
a Deus.
Observe o plural, orações,
porque sugere prática regular,
estruturada,
comunitária.
Irmãos, a oração
[roncando] é respiração da igreja.
Sem sem a oração,
a palavra torna-se discurso.
Sem oração, a comunhão degenera-se
ou se torna organização.
O versículo final aqui é decisivo.
Observe. E todos os dias
acrescentava o Senhor à igreja, aqueles
que se haviam de salvar. Dois elementos
merecem atenção aqui. O tempo imperfeito
do verbo. Acrescentava o Senhor. Ação
contínua. O Senhor acrescentava. O
Senhor estava a acrescentar. ou no nosso
gerúndio brasileiro chatíssimo,
insuportável, aos ouvidos dos irmãos, o
senhor estava sempre acrescentando
[roncando]
o senhor,
o crescimento não é produzido pela
técnica da comunidade. É o Senhor.
A igreja persevera
e o Senhor acrescenta.
Ela organiza-se,
ele salva.
E a oração mantém viva esta consciência
daquela palavra que ontem falava o
pastor Jonatas, dependência.
Dependência.
Ou seja, historicamente nós estamos no
Pentecostes em Jerusalém. Textualmente
estamos agora no desdobramento do sermão
de Pedro. Teologicamente nós vemos o
padrão fundacional da igreja. E o ciclo
que temos aqui nesta passagem é simples.
A palavra é proclamada.
Pessoas creem e são batizadas.
A igreja persevera em comunhão e
sacramentos. Ela vive em oração
constante e o Senhor acrescenta
continuamente.
Isso aqui não se trata
de modelo utópico,
mas de retrato apostólico.
Ou seja, o nosso texto não descreve aqui
um entusiasmo passageiro, mas uma
estrutura permanente, ou seja, a igreja
cresce quando vive sobu,
palavra que fundamenta, igreja que
molda, oração que sustenta. E quando
esses ritmos permanecem,
o resultado [roncando]
não é mera vitalidade organizacional,
é crescimento
orgânico,
soberanamente operado pelo Senhor.
E a pergunta que nos cabe agora
pensarmos nesses minutos é a seguinte:
como podemos viver hoje
os ritmos da graça de que tanto falamos
aqui, que aliás é o nosso tema,
que caracterizam
ou que caracterizaram a igreja
primitiva. E para isso,
contrariando
muitos dos atuais modelos de crescimento
de igreja, o que quero propor aos irmãos
é que, na verdade, a o nosso desafio não
é buscar nenhuma inovação, mas um
retorno.
Não se trata de descobrir algo novo, mas
de recuperar o que Deus já estabeleceu.
Em primeiro [roncando] lugar, nós
vivemos os ritmos da graça quando damos
primazia real à palavra.
A igreja primitiva perseverava na
doutrina dos apóstolos. E aqui um ponto
para nós.
Hoje o problema raramente é ausência de
acesso
a palavra de Deus, mas a ausência de
centralidade
da palavra de Deus. Ou seja, a palavra
está disponível, aliás, como nunca
antes, a palavra de Deus esteve tão
disponível.
A gente até esquece na igreja, os
diáconos da nossa igreja precisam até
juntar, reunir da nossa igreja lá no
Brasil, precisa até reunir aquele
aquelas Bíblias. E porque as pessoas até
esquecem, porque temos a palavra
disponível,
mas nem isso não significa que ela está
a governar as nossas vidas.
Dar primazia à palavra não é apenas
lê-la, mas organizar a vida à sua volta.
É permitir que ela confronte, corrija e
forme. É passar por um consumo eh não
mais ocasional, mas para uma permanência
deliberada na Escritura.
Quantas decisões nós tomamos
sem referência à palavra de Deus?
Quantas semanas atravessamos sem ser
moldados por ela?
Nós precisamos, irmãos,
reordenar a vida pessoal e a vida
comunitária, que para que a palavra
deixe de ser um elemento entre outros e
volte a ser eh o eixo estruturante da
igreja.
Palavra.
Em segundo lugar,
nós vivemos os ritmos da graça quando
nos comprometemos com a igreja visível.
Ah, pastor Just, mas a minha igreja é
formada de só gente hipócrita.
Bem-vindo. Sempre cabe mais um,
sabe?
Não é esse o problema.
O problema é mais ao fundo.
Nós muitas vezes
não estamos dispostos a assumir o custo
de uma comunhão real com a igreja,
de pessoas pecadoras, sim, com seus
desafios.
A fé que diz aqui, estavam juntos e
tinham tudo em comum. A fé que nasce da
palavra conduz à comunhão concreta.
Aqueles que perseveravam haviam sido
batizados, foram incorporados
visivelmente.
E hoje
nós somos tratados, às vezes somos
sugeridos a viver uma fé
individualizada,
sem vínculos reais.
Frequentamos,
mas não pertencemos.
Assistimos, mas não participamos.
Mas a igreja não é um ambiente opcional.
A igreja é o corpo do nosso Senhor Jesus
Cristo, ainda que com as suas chagas e
marcas.
que está carente
do nosso servir abnegado e amoroso
e não das nossas reticências e não das
nossas censuras frequentes tomadas de
justiça própria.
é o corpo
onde a vida cristã acontece.
Nós precisamos passar da lógica da mera
presença para a lógica da pertença.
A comunhão exige tempo.
A comunhão exige proximidade,
vulnerabilidade,
compromisso.
Queria lançar esse desafio.
Assuma a igreja.
Assuma, ame a igreja.
Não, não faça da igreja apenas um
percurso instrumental.
E pastor jovem não não lide. Hoje
perguntaram-me aqui que conselho eu
daria a um pastor jovem?
Aí pensei, aí eu pensei, deixa pensar
aqui, que que eu daria a mim um conselho
se eu voltasse a ter lá 23 anos quando
comecei o ministério pastoral.
E e eu disse:
"Jovem pastor,
a igreja não é apenas o lugar onde você
serve.
A igreja é o corpo de Cristo da qual
você é membro.
faz parte.
[roncando] Terceiro lugar, nós vivemos
os ritmos da graça quando participamos
conscientemente
dos meios instituídos
e no partir do pão.
[roncando]
A vida da igreja inclui o ritmo
sacramental. O batismo marcou a entrada.
A mesa sustenta o caminho e a ser do
Senhor deve ser por nós aguardada. Nós
devemos nos preparar para aquele
momento. Não é um momento periférico,
mas é central. Nela a graça é selada.
Cristo é proclamado, a comunhão é
renovada.
No entanto, nós corremos o risco
de participar de forma mecânica.
sem preparação,
sem discernimento,
nós precisamos
recuperar a reverência, a reverência no
melhor sentido da palavra aqui, a
consciência e a alegria da participação
e nos aproximarmos-nos da mesa
com fé viva.
com coração examinado
e com esperança renovada.
Que nós ansiemos
por participar
da mesa do Senhor.
Que nós nos alegremos
quando testemunhamos as profissões de fé
e os batismos.
Em quarto lugar, nós vivemos os ritmos
da graça
quando cultivamos. E o verbo cultivar
aqui é intencional, uma vida de oração
constante.
E nas orações
louvando a Deus,
penso que é unânime aqui.
o nosso reconhecimento
que talvez dos mais graves pecados que
nós cometemos em nossa geração.
E observe que estou a dizer nossa
geração, é que nós oramos pouco.
A oração, como disse lá atrás, é a
respiração da igreja. E onde ela falta,
a vida espiritual sufoca. E hoje o que
acontece?
A oração é frequentemente substituída
por atividade.
Falamos sobre Deus, trabalhamos para
Deus, mas oramos pouco a Deus.
E a igreja primitiva
orava de forma contínua,
comunitária,
estruturada.
Precisamos restaurar o lugar da oração
no secreto e em conjunto,
não como último recurso.
Ah, não tenho mais nada para fazer.
Olha, não posso fazer nada por você, mas
posso orar.
OK.
Oração, último recurso,
não
como primeiro movimento
orar.
Nós vivemos os ritmos da graça
quando dependemos do Senhor
para o crescimento.
Observem aqui.
E todos os dias, que coisa
extraordinária.
Que Deus nos dê a graça de vivermos um
tempo assim.
Porque o nosso Deus é o mesmo.
E todos os dias
acrescentava o Senhor à igreja,
aqueles que se haviam de salvar.
Aqui está o ponto decisivo.
O crescimento aqui era obra de Deus. A
igreja persevera, organiza, se serve,
mas ela não produz vida.
Como já vimos a palavra anterior, quem
quem produz é o Senhor, quem acrescenta
é o Senhor. Nós somos esses canais,
esses condutores, esses alinhamentos da
condução da vida.
Mas hoje nós somos tentados, não é
verdade, irmãos?
Sejamos honestos. Nós somos tentados a
substituir dependência
por estratégia.
fidelidade
por eficácia aparente.
Nós precisamos
abandonar o ativismo ansioso e recuperar
uma confiança serena.
A nossa responsabilidade
é a fidelidade aos meios.
O resultado pertence a Deus.
Precisamos eh marcar o ritmo, viver os
ritmos.
O resultado pertence a Deus.
Os ritmos da graça não são
extraordinários,
são ordinários.
Mas quando nós negligenciamos o
ordinário, nós perdemos o essencial.
Esse é o ponto.
E quando nós recuperamos o ordinário,
Deus opera o extraordinário.
Então, se a palavra volta ao centro,
se a igreja volta a ser vivida,
se a oração volta a ser respirada,
e é esse o nosso desafio,
não saímos aqui com peso menor que este.
Que a palavra volte ao centro,
que a igreja volte a ser vivida.
Que a oração volte a ser respiração.
Que seja isto,
que estes sejam os ritmos
como os nossos movimentos de sístole e
de ástule.
Sejam um ritmo da vida.
Eu gosto desse, gosto de música, então
eu sou incuravelmente alguém que gosta
da música.
E nós temos aqui cinco excelentes
músicos.
Eu não vou chamar de banda. Como chama
banda?
>> Hein? Não, não sei. O grupo de música
>> Dom e Companhia.
>> E OK. Joel e Companhia. [risadas]
Agora imagina o seguinte, vamos imaginar
aqui uma coisa,
já que falei Joel, vamos usá-lo então
como board expiatório.
Os outros eu não conheço muito bem, vai
que eu tenho algum problema. Então vamos
lá.
Imagine que Joel,
ao longo da música
deixou de seguir o compasso.
No início ainda consegue acompanhar a
melodia,
mas pouco a pouco ele perde o tempo.
Adianta-se
os os quatro demais se irritam
que músicos têm ouvidos muito sensíveis
e ele atrasa-se
e a música torna-se confusa,
pesada,
desordenada.
Peço a todos que amam o pastor Joel, que
lembrem-se apenas uma comparação.
O problema não está na música,
mas na perda do ritmo.
Agora imagine esse mesmo músico Joel
reencontrando compasso.
Ou seja, irmãos, não há necessidade dele
inventar a roda.
[roncando] Ah, não há necessidade de
inventar uma nova melodia.
Basta voltar ao ritmo certo
e ao fazê-lo, tudo se alinha novamente.
A harmonia regressa, a beleza reaparece,
a música volta a fazer sentido, eles
começam a cantar juntos e o músico
quando canta junto é uma coisa
extraordinária. Um faz ali, outro faz o
arranjo aqui, outro inventa um negocinho
aqui. E aí resulta uma coisa bela,
porque também entro as individualidades
no coletivo.
Assim também nós, irmãos,
o que nós estamos
mais a precisar
é de recuperarmos
o ritmo certo, entendem?
os meios certos
intencionalmente
precisamos reencontrar o ritmo.
E aqui nesse texto
não nos apresenta uma igreja
extraordinária por causa de métodos,
mas uma igreja ordenada pelos ritmos da
graça.
Perseveravam na
palavra,
viviam em comunhão
concreta,
participavam dos meios instituídos por
Deus,
se deleitavam nisto,
oravam continuamente
e o Senhor acrescentava E agora não
esqueça,
no centro de tudo está Cristo,
o Senhor exaltado, [roncando]
que continua
a realizar a sua obra em Atos.
Neste segundo volume
escrito por Lucas,
ele que por sua obra concede o espírito
que forma o seu povo,
que sustenta a sua igreja.
Irmão,
irmã,
é [roncando] ele quem quem fala pela
palavra.
É ele quem reúne o seu corpo.
É ele quem acrescenta a igreja, os que
se salvam.
É ele quem ouve.
Por não ser, como já foi dito aqui, não
apenas o principal falante, mas também o
maior ouvinte.
É ele quem ouve. responde às orações.
É o Senhor Jesus Cristo,
o mesmo
vivo,
cabeça da igreja,
que hoje está no trono,
a quem nós aqui
neste lugar
nos lembramos que somos corpo
dele.
Jesus Cristo.
Os ritmos da graça não são,
em última análise, técnicas espirituais.
São expressões
da vida de Cristo
na sua igreja.
Preciso terminar lembrando,
nós vivemos num tempo desritado,
mas Deus, na sua bondade
não nos deixou sem direção.
Ele já nos deu os meios,
ele já nos mostrou o caminho,
já estabeleceu o ritmo.
A questão não é
o que falta à igreja.
A questão é, estamos a viver
o que Deus já nos deu?
Essa é a questão.
Nós estamos a viver realmente o que Deus
já nos deu.
Voltemos, portanto, irmãos,
voltemos
aos ritmos da graça,
a palavra que nos fundamenta,
a igreja que nos molda,
a oração que nos sustenta,
não com ansiedade,
mas com fidelidade.
e em rigor, não para produzir
resultados,
mas para depender do Senhor.
E ao fazermos isto,
nós podemos descansar
na promessa silenciosa,
mas firme
e todos os dias.
acrescentava ao Senhor,
a igreja,
os aqueles que se haviam de salvar.
Meus irmãos, vamos fazer
a nossa música
bem feita
e vamos entregar ao espírito de Deus os
resultados,
dependendo dele.
Que o Senhor nos abençoe. Amém. Vamos
orar.
Senhor nosso Deus,
nós reconhecemos que muitas vezes temos
vivido fora
do ritmo que o Senhor mesmo estabeleceu.
Perdoa-nos pela dispersão,
pela negligência,
ora pela indolência, ora pela
autossuficiência.
Leva-nos de volta à tua palavra.
Firma-nos na comunhão da tua igreja.
Ensina-nos a perseverarmos na oração.
Ensina-nos novamente essas primeiras
lições do alfabeto.
Ensina-nos a perseverarmos em oração.
Forma em nós
uma vida ordenada por tua graça.
Faz-nos depender de ti em todas as
coisas.
E segundo a tua boa vontade, nós pedimos
e nós confiamos.
Acrescenta a tua igreja,
aqueles que se hão de salvar
e que vejamos isto
para a glória do Senhor,
em nome de Jesus. Amém.

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