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A fé vem pelo ouvir

Cristãos podem ser partidários? – T04EP08

Cristãos podem ser partidários? – T04EP08

Cristãos podem ser partidários? – T04EP08

“Cristão que mexe com política estraga o testemunho.”
“Política e religião não se discutem, senão dividem a igreja.”
“Crente não pode ser partidário.”

Essas frases parecem humildes e espirituais… mas será que são bíblicas?

No Episódio 8 da 4ª temporada do Página Virada, continuando o livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain), a gente encara três objeções muito comuns ao envolvimento cristão na política:

“envolver‑se com política mancha o testemunho cristão”;
“divisões políticas prejudicam a unidade da igreja”;
“cristãos não deveriam ser partidários”.

Neste episódio, conversamos sobre:

– a diferença entre mau testemunho pessoal e o simples fato de o evangelho ofender e confrontar;
– por que o problema não é a política em si, mas o pecado e a hipocrisia, em qualquer área da vida;
– o que a Bíblia diz sobre unidade na verdade – e por que não podemos sacrificar a verdade em nome de uma “paz” artificial;
– o “teste da escravidão”: se cristãos não devessem impor nada, deveriam ter ficado calados diante da escravidão?;
– quando a divisão é triste e pecaminosa (orgulho, partidarismo cego) e quando ela é necessária (para defender princípios inegociáveis, como vida e dignidade humana);
– o que é, de fato, partidarismo idólatra e o que significa escolher um lado apenas porque, imperfeitamente, se aproxima mais da cosmovisão bíblica;
– por que a igreja não pode ceder à pressão cultural por silêncio e neutralidade, e como isso fortalece ideologias anticristãs.

Se você já ouviu (ou repetiu) que “política estraga o testemunho” ou que “crente não deve se envolver pra não dividir a igreja”, esse episódio é um convite pra pensar à luz da Palavra – não de slogans culturais.

📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain

✉️ Participe da conversa
Na sua opinião, qual dessas frases mais atrapalha a igreja hoje:
“política estraga o testemunho”, “política divide a igreja” ou “crente não pode ser partidário”? Comenta aqui embaixo.

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Legendas automáticas:

Então, você que tem perguntado qual o
lado que a gente defende ou qual a
escolha que a gente faz, deixa eu te
dizer, nós fazemos a nossa escolha
pautada em princípios e valores bíblicos
e nós olhamos para candidato A e B e
observamos quais estão mais perto da
verdade e honra mais o Senhor. Não é que
A e B é perfeito, mas que nós escolhemos
alguém que através de princípios
bíblicos vai fazer melhor para o povo e
vai honrar o nome do Senhor, né? A
verdade bíblica nunca deve ser
sacrificada no altar da unidade
artificial. Nunca. É tipo assim, não
deixa esse assunto para lá porque vai
dividir nossa igreja. Então vamos
envolver com esse assunto de escravidão.
>> Isso. O cristão não pode silenciar. É,
>> não vamos envolver com política não,
porque isso aqui vai trazer briga pra
igreja, então vamos ficar quieto. Não é
isso que a gente vê.
>> Não, vamos.
>> Boa noite, seja bem-vindo a mais um
episódio do Página Virada, onde nós
estamos discutindo sobre o livro de
Natasha, Quando a Cultura odeia você. E
hoje nós vamos falar sobre unidade,
testemunho e partidarismo, verdades
difíceis que a cultura não quer que você
perceba. Quando nós observamos isso, nós
já falamos no nosso último episódio
sobre duas objeções ao envolvimento
cristão na política, sobre a questão de
que o cristão tá buscando poder e de que
ele tá querendo impores.
Mas nós vamos falar de mais três hoje.
Você já ouviu isso? Ser cristão,
envolver-se com política, estraga o
testemunho. Estraga mesmo. Outra
política e religião não se discute
porque isso divide a igreja. É algo que
nós ouvimos muito. Cristãos não podem
ser partidários. Frases como essa
parecem humildes, espirituais, piedosas.
No entanto, quando nós vamos avaliá-las
à luz da Escritura e da tradição
reformada, percebemos que são mais
slogans culturais e não doutrinas
bíblicas. Então, hoje nós vamos expor
essas objeções frágeis. Envolver-se com
política mancha o testemunho cristão.
Divisões políticas prejudicam a unidade
da igreja e os cristãos não deveriam ser
partidário. E vamos ver como que elas na
prática silenciam a igreja e fortalece
ideologias cristãs. O envolvimento
político, de fato, ele macula o
testemunho cristão.
Ele mancha a nossa identidade, a nossa
característica. O nome que nós
carregamos,
Gustavo, o envolvimento político é capaz
de manchar o seu testemunho cristão
diante do mundo?
Passou, infelizmente tem alguns
políticos, né, que eles hipócritas, né,
que eles têm um discurso e quando entra
no poder, a ação é totalmente diferente.
Às vezes a gente se sente envergonhado
com essa turma aí.
>> Sim, sim.
>> Mas também temos vários exemplos de
políticos que nos orgulham.
por se tornarem estadistas e com
mentalidade
do bem comum, de administrar bem a
nação, com integridade.
Então, essa não pode ser uma objeção pra
gente não se envolver em política.
Eh, o mau testemunho não é só na
política, mas em todas as esferas da
sociedade, né? muitas vezes eh no no seu
negócio,
muitas vezes eh na própria igreja, a
pessoa tá dando mau testemunho
e o cristão verdadeiro, ele tem que se
ele tem que se preocupar com o seu
testemunho, mas a gente não pode falar:
"Ah, não vou envolver em política porque
isso pode marchar o testemunho da
igreja". Isso não é argumento válido,
porque a gente, apesar de ter maus
exemplos, a gente tem que se envolver em
política e ser luz na política e e mudar
a realidade
eh até mesmo do nosso povo e e
com o nosso poder eh muitas vezes eh
influenciar de tal forma a nação que
deixa um legado para todos, para todas
as gerações que virão a seguir.
>> Uhum.
>> Mas cabe a igreja orar bastante por
aqueles que estão nessa posição, né?
>> É, porque assim, é uma posição de muito
destaque, ela é uma pessoa pública,
>> então acaba que o mau testemunho tem um
impacto muito maior.
>> Sim.
>> Então, a pessoa que tá lá, é um cristão
verdadeiro, ela tem que tá coberta de
oração.
>> E o e o diabo ele vai tentar mais? Essa
pessoa
>> acaba que tenta mais por pelo impacto
maior. A mesma coisa, por exemplo, um
pastor cair em pecado, o impacto é muito
maior do que uma pessoa que não tem
tanta expressão na igreja.
>> Sim.
>> E um político que se diz cristão, quando
ele dá um mau testemunho, realmente o
impacto é muito grande.
>> Ele tem que ele tem a capacidade de de
representar toda uma comunidade, uma
igreja, uma denominação, né?
>> É. E que a gente fica receoso fica, né?
a gente falou no episódio passado de
pessoas de alta posição que tem o o nome
de cristão e e às vezes até nossa
denominação. A gente fica esse hoje a
gente tem que orar por ele.
>> Sim. Sim. porque são eh cargos de
altíssima responsabilidade, exposição.
>> Eu acho interessante que a Natasha, ela
faz uma pergunta muito importante, eh,
principalmente no que concerne essa
questão do será que a política a afasta
o cristão do evangelho, dá um mau
testemunho pro evangelho, ela faz a
seguinte pergunta: devemos esconder
aquilo que acreditamos
apenas para ser aceitos? É o grande
problema que ninguém quer ser
perseguido, quer ser ridicularizado.
Eh, e muitas vezes a gente se abstém com
esse por causa desse medo.
>> Uhum. Querendo ou não, o evangelho
ofende.
>> É
>> isso aí é uma marca clara do evangelho.
O evangelho vai ofender, o evangelho vai
trazer implicações. O evangelho vai
tirar você da sua zona de conforto, o
evangelho vai mexer na sua vida. para
que você seja diferente.
Então, a política e o envolvimento
cristão deve ser um um bom testemunho e
uma forma, inclusive da gente demonstrar
que sim, podemos ter bom governantes,
estadistas. A Baniper, por exemplo, foi
um estadista extraordinário e que trouxe
toda uma transformação para um contexto
da época. Você vê como que a reforma
trouxe valores e princípios ali na
Europa. Então nós como cristãos e e da
tradição reformada, nós precisamos pegar
esses valores e de fato nos envolver com
a política, mas com um bom nome,
com um bom testemunho, que na realidade
não mancha. A cruz vai ofender, a
verdade vai confrontar, a santidade
incomoda. E Paulo, inclusive, foi
chamado de perturbador da cidade, né? a
gente tem textos bíblicos e isso. Então,
o grande problema não é o envolvimento
cristão na política. Qual que é o grande
problema? Então,
grande problema é que a gente muitas
vezes, que nem eu falei, a gente não
quer envolver porque a gente é difícil
de você ser perseguido, ridicularizado.
Eh,
>> você vai se expor, né? É a exposição, o
político, ele é muito mais exposto.
Basta ver quem você, quem se candidata,
eles começa a a revirar a vida do cara e
tirar todos os podres, né?
>> Então é uma pessoa muito exposta.
>> Eh, então muitas vezes a gente quer se
preservar, ter nossa privacidade, porque
o político ele é um homem público.
>> Sim. Sim.
>> É uma pessoa que não tem privacidade.
>> Não tem.
E tudo que ele faz, os holofotes estão
em cima. Eu fico pensando,
>> os holofotes é a oposição observando a
vida dele 24 horas por dia.
>> Sei o que que você me fez pensar.
Imagina o apóstolo Paulo depois de
convertido,
chegando nas igrejas para falar de
Cristo pros cristãos, que que o povo
falava de Paulo?
>> Ah, não, você não me recuso.
>> Você é um vira casaca. Ananias fez isso,
né? falou assim: "Eu vou lá orar para
ele." Não, o senhor não tá entendendo.
Ele mata os outros, eu vou lá, vou
morrer também.
>> É, então pensa assim, como pessoa que se
propõe a ser um político, um cristão
político,
>> Aham.
>> Ele ele tem que prezar muito pelo bom
testemunho dele, pela integridade na
vida dele.
>> Sim.
>> Porque os holofotes estão focados nele e
muito, muitas vezes estão focados mais
nele do que no cristão.
>> Sim.
Ele tem muito mais holofote focando
nele. Então, a pessoa que tem que ter
uma vida exemplar.
>> E uma coisa, não dá para separar a fé
dele das consequências.
Ele ele é tido como um moralista, né? E
todo mundo que é um moralista, ele as
pessoas ficam vigiando o moralista de
perto ali para ver o mínimo deslize dele
para poder jogar na cara dele. Sim.
>> Para ver se acha alguma incoerência no
comportamento dele, né? Ai, mas é tão
conservador, tão tradicional.
né? Ó o passado, né?
>> Ó o julgamento que ele faz dos outros.
Olha aí o que que ele pratica. Isso a
gente tem que perceber que o evangelho
ele transforma a nossa realidade, mas
isso não exime a gente das consequências
de um mundo quebrado.
Sempre o mundo, as pessoas vão se opor
aos valores bíblicos, as nossas
posições. Inclusive, Jesus deixou muito
claro, se o mundo odiou a mim, quanto
mais a vocês, quanto mais. A gente não
quer sair da nossa zona de conforto. A
gente não quer ir pro espaço, pro pro
debate público. A gente não quer de fato
pro confronto, porque a gente tá muito
acomodado. A verdade é essa. Nós estamos
muito acomodados.
E aí nós esquecemos que o nosso
testemunho é para ser salda terra e luz
do mundo. Sal ele gera sabor, ele
retarda apodrecimento, ele traz beleza.
E e qual que é a beleza que a gente tá
fazendo nessa esfera pública?
A gente prefere acreditar nesse clichê
que não ser político ou envolver com
política é um mau testemunho pra igreja.
É um mau test. A gente a gente prefere
acreditar nessa falácia do que de fato
dizer assim: "Não, nós temos que nos
envolver com os nossos princípios e
valores. E porque de fato a fé me chama
a agir, me chama a demonstrar e e é isso
que eu tenho que fazer.
É isso que eu tenho que fazer. Só que
querendo ou não, se a gente for olhar
para isso, eh,
a fé divide.
Uhum. A verdade divide. Então, eh,
André, toda divisão é mal nesse sentido?
>> Não, ela não é má. Toda divisão é má. É
claro que uma divisão sempre causa
traumas, né? Mas existem divisões que
que acabam sendo boas, né?
E e nesse caso são as divisões que em
que a a vamos dizer a comunidade, a
congregação percebe que tem um pecado
ali, né? Tem um pecado e tem a a a
aquele grupo que tá cometendo aquele
pecado, tá tá fugindo da verdade, né? E
ela não se arrepende, ela não aceita,
ela ela quer persistir fora da verdade.
Então, quando tem essa separação,
eh, não é uma separação ruim, né?
Agora, o ruim é é que
as pessoas muitas vezes elas eh abrem
mão de confrontar os pecados que estão
ocorrendo dentro da da comunidade, da
sua igreja ali, em nome de uma
de uma unidade da igreja que é vazia,
né, com o nome de manter a igreja unida,
eh
>> evitar conflito,
>> evitar o conflito, Ela deixa o problema
de lado, evita problema ali, não vamos
conversar sobre esse assunto.
Eh, e aí ao não conversar sobre esse
assunto, ela não entra no debate
político, né? Eu não vou entrar no
debate político porque eu não quero
causar um cisma na igreja,
>> né? Vamos botar assim em termos de
Brasil, né?
>> Uhum. Eh, tem uma, você sabe que tem uma
quantidade grande de pessoas que t uma
orientação mais à esquerda na nessa
igreja e você sabe que tem uma outra
quantidade grande de pessoas que tm
orientação mais à direita.
Não vamos tocar nesse assunto, né, para
para não que para que não haja divisão.
Ah, até tudo bem. tem algum momento que
com com vai dar certo, né, não tocar,
mas quando as pessoas tiverem defendendo
conceitos de esquerda, que são
totalmente antibíblicos, anticristão,
eh você vai deixar de confrontar essas
pessoas em prol de manter a unidade, vão
deixar elas permanecer no erro. Você não
vai agir com amor para com elas,
demonstrando o erro delas simplesmente
para não haver uma divisão dentro da
igreja,
>> né? É complicado, né?
>> Sim. E e aí me fez pensar a própria
posição da igreja de ser a política,
se a gente olhar nesse sentido,
ela tá certa ou tá errada?
Ixe, agora eu joguei
hã a política ou é sabedoria e sensatez?
Acho que a questão
>> a questão não é partidária. A igreja não
tem que, ah, eu sou do partido tal, eu
sou do partido tal. Agora tem princípios
que são inegociáveis.
>> Isso é
>> princípios bíblicos. Você não precisa
ser político, partidária para defender
princípios.
>> Legal. Isso mesmo.
>> Entendeu?
>> É que quando Deus nos chama a nos
posicionarmos em relação à verdade, não
necessariamente, institucionalmente,
não é posicionar em relação a um partido
específico,
>> até porque os partidos t inúmeras
pessoas ali dentro, né?
>> Sim. tem políticos ali dentro que vão
provavelmente, possivelmente
compartilhar a mesma fé que a gente, mas
tem outras pessoas que não. E e uma vez
que você associa a um partido
específico,
um um desliz que aquele partido dá, a
imagem vai vai junto, né?
>> Eu fiz essa pergunta, inclusive por
conta disso, que as pessoas ficam assim,
eh, mas vocês não definem um lado, nem
A, nem B. Na realidade, nós estamos
sendo sensatos. A a posição da igreja
presteriana em se político é deixar bem
claro que ela não define um partido,
porém ela tem princípios e valores que
quando o cristão aplica, querendo ou
não, ele vai escolher um lado.
>> O lado que mais se aproxima da palavra
de Deus. Não quer dizer que aquele lado
é perfeito.
>> Uhum. Eu acho que essa é a falta, porque
alguns cristãos, vamos dizer, eh, que
são mais extremos, vão dizer: "Não, você
tem que se posicionar, você tem que
escolher um lado". E aí acaba perdendo a
identidade,
acaba esquecendo isso. Quando na
realidade nós nos posicionamos
e fazemos isso, mas com base em
princípios. se isso, querendo ou não,
vai trazer divisão.
Então, talvez de todas as a a as
oposições que as pessoas
>> eh que ela coletou aqui como oposições,
>> talvez é que tenha um pouco de verdade
seja essa, porque às vezes a a questão
política vai causar uma divisão mesmo,
>> vai causa,
>> porque se ela for tocar em questões
morais, por exemplo, vida, dignidade
humana, sexualidade, justiça, ela vai
causar divisão indesejada. vai
>> a verdade vai fazer isso.
>> Mas olha só, eh é uma coisa
interessante, porque você eh se isso
ocorre é porque dentro da membresia da
igreja você tem distorções de
cosmovisões.
>> Sim.
É, tem gente que tá com a cosmovisão
muito enviezada pro secularismo.
>> Uhum.
>> Pro modanismo. E e e tá com a
>> leite embaçada.
Falta ir no offdown.
Vou dar uma lustradinha, né? Pega uma
página da Bíblia e dá uma lustrada assim
da
>> ou então se concentrou em dois, três
pontos que inclusive podem ser válidos,
ficou com eles e deixou de considerar
todos os outros. Então tá assim, tá meio
que preferindo, sabe aquela coisa, né? O
que os olhos não vê, o coração não
feiismo, né? Então assim, eu nem quero
saber dos pontos restantes, porque esses
aqui são muito, eu considero que é
exato, sãoos são muito caros e às vezes
em certa medida, eh, esses pontos
defendidos
podem inclusive coincidir com princípios
bíblicos, não na sua totalidade, mas em
certos pontos. Aí a pessoa concentrou
ali e ela colocou na cabeça que está
convicta de que está agindo enquanto
cristão por defender aquilo,
>> mas não está indo a fundo dos demais
pontos que precisam ser considerados.
Isso vale tanto para um lado quanto pro
outro.
>> Mas mas dentro do do do da da do que ela
coloca que
>> que isso é uma coisa que as pessoas
alegam, né, que que o risco da da da
divisão dentro da igreja, né? Eu gostei
muito da frase que ela colocou aqui, que
ela como se fosse um eh uma sugestão de
um versículo que não existe, né? A
Bíblia nunca sugere que devemos
sacrificar a verdade para alcançar algum
tipo de acordo coletivo educado em nome
de uma unidade vaga.
>> É assim, eu acho que contenda eh dentro
da igreja nunca é legal, né? A Bíblia
ela mesmo condena qualquer tipo, as
contendas que às vezes acontecem na
igreja.
>> Sim. Agora tem, a gente precisa escolher
nossas lutas, nossas brigas, porque tem
coisas que são innegociáveis. Sim,
>> tá? Por exemplo, eu tenho um irmão mais
à esquerda que na visão dele eh o estado
eh maior ele beneficia mais as pessoas
mais pobres.
O estado maior é um estado melhor na
visão dele, mas no dia que começar a
defender aborto, ele tem que ser
combatido.
>> Uhum. Uhum.
Mas às vezes ele tem uma posição
política que ele vê um lado que ele acha
que é mais positivo naquele lado,
aspecto político.
>> Uhum.
>> Ele só vê por aquele lado também.
>> Não, tudo bem.
>> É, a gente pode
>> Tudo bem, mas ele começou a defender
aborto dentro da igreja, isso tem que
ser combatido. Uhum.
>> E aí vai causar divisão.
>> Sim.
>> Um outro exemplo,
>> isso é innegociável. Aham. Com os
princípios que nós temos cristão. Um
outro exemplo que eu acho que eu já
falei no no temporada passada é o caso
da assistência. A os partidos de
esquerda gostam muito da assistência
social.
>> É.
>> Aí é justo. Fal assim: "Olha, eu acho
que tem que ajudar imediatamente os
menos forcidos". E tem aquele de direita
que acha, não, eu acho que é mais
correto ensinar a pessoa uma profissão e
ela
>> a aprender. São debates justos.
né?
>> Sim, debate justos eles não isso aí não
envolve a a a uma divergência teológica,
uma divergência, né?
>> Não, mas observa o que o Gustavo falou.
Ele falou uma coisa muito interessante.
>> Isso não deve ser motivo de briga entre
as pessoas. Vamos pensar. A pessoa tá
tão cega ou cega ou enxergando só para
aquele lado, nem vamos falar que tá
cego, mas tá enxergando tanto para
aquele lado que ele acha assim: "Não,
aquilo que aquele político faz é bom,
embora seja uma ideologia que, à luz de
princípios bíblicos nós não aceitamos."
E mas ele vê aquele ponto bom, mas aí
vai chegar um ponto que vai tocar em
princípios e valores.
>> Uhum. como, por exemplo, do aborto. Aí,
nesse caso, essa divisão é uma divisão
bíblica.
>> O Mas sabe o que que acontece?
>> E que não pode negociar. Quando chega em
época de eleição da concorrência
política,
>> tem determinados temas que são
espinhosos,
que quando o político se posiciona nesse
determinado tema, ele sabe que
necessariamente ele vai dividir o o
público, ele vai perder voto,
>> ele vai perder voto. Então, tem
determinados eh eh candidatos que evitam
tocar nesse assunto. Fica ali no no na
neutralidade,
né?
Porque assim, por mais que ele tenha as
convicções pessoais dele e uma vez
estando no poder, ele vai batalhar para
que aquilo siga, né? Mas assim, eu não
vou perder uma massa de votantes. Então
eu não toco nesse assunto agora. E aí o
cristão de cá, tô batendo o microfone
aqui, não deve ter feito algum ruído.
>> O cristão de cá
>> que considera os aspectos positivos,
como o Gustavo falou, né, de um de uma
assistência ao mais ao mais pobre, na
hora dele dialogar com você, ele vai
falar o seguinte: "Não, mas ele nunca
falou que ele é favorável ao aborto ou
que é isso, aquilo outro?" A gente não
sabe
>> que ele defende essa pauta.
>> É, então assim, a gente não sabe.
Enquanto eu não tiver certeza, eu estou
preferindo
>> ir com ele,
>> porque eu percebo que ele tem um olhar,
né, mais acolhedor em relação aos menos
favorecidos. E de igual modo, às vezes,
alguém de lado um pouco mais
conservador, né, que tem as convicções
que podem coincidir com que aquilo que a
gente acredita, mas se ele for muito
enfático,
se ele for muito, né,
>> ele vai também, ele vai também perder as
vozes de lá, então ele acaba pondo, né,
algumas coisas assim no meio termo.
Então, inevitavelmente
põe panos quentes,
>> panos quentes. São políticos, né?
>> É, é.
Mas é, então a divisão, por um lado, ela
é boa, ela é bíblica, desde que eu estou
defendendo a verdade, princípios
bíblicos e morais,
>> mas é também existem divisões que são
desnecessárias. O outro lado também é
verdade. Que tipos de divisões são
desnecessárias quando elas são causadas
pelo orgulho, pela nossa arrogância, né?
Existem divisões na igreja que são
totalmente desnecessárias, são assuntos
secundários que dividem igrejas.
>> Sim,
>> esse tipo de contenda tá errado. Agora,
se entra, por exemplo, heresia na
igreja,
>> Uhum. O, a liderança tem que se
posicionar,
>> isso pode gerar divisão,
>> isso e tem que defender a verdade
sempre. Eu acho que um motivo fútil,
Gustavo, e hoje tá muito presente
e as pessoas falam isso de forma até bem
aberta. Vou me manter no assunto
esquerda, direita.
Eh, a gente falou sobre temas, eu falei
sobre a questão eh do auxílio, né?
Auxílio mais pobre. você falou sobre
eh eu esqueci agora que falou mais ou
menos isso, né?
>> Também
>> então assim, gente, isso aqui não tem
nada a ver com teologia, são ideias
diferentes de como solucionar um
problema.
>> Uhum.
>> Mas dentro disso aqui, as pessoas falam
assim: "Eu não converso com esquerdista,
>> eu não converso. Aí o outro lado é
fascista".
>> Fascista, é,
>> né? E aí você tem uma igreja dividida
com uma questão que não tem nada a ver
com o universo
de Cristo.
>> Sim.
>> Sabe, houve uma divisão, houve uma
divisão por partidarismo, mas um
partidarismo
>> é cego, porque não deveria envolver a a
aesia da igreja esse tipo de assunto,
não?
E e e é muito importante o que Natasha
mostra para nós, inclusive dentro dessa
perspectiva, é que a unidade ela é
baseada na verdade, mas não na minha
verdade, não na sua verdade, baseada na
palavra de Deus, ainda mais no mundo que
a gente vive e de um relativismo, de um
pluralismo. Que tipo de verdade é essa?
Não, não é a verdade da minha crença, é
a verdade que a Bíblia defende. Mas é é,
mas olha só, isso que eu falei é uma
coisa que ela está até a par de uma
verdade bíblica, porque ela não entra
nesse nesse ângo, né? E as pessoas têm
>> afirmado isso a rodo.
Eu não converso mais com fulano porque
ele é de esquerda. Eu não converso mais
com fulano porque ele é de direita.
>> Ou até mesmo assim estabelecem alguns
parâmetros, né, para para se defender ou
ou rejeitar determinado candidato a
partir de de algumas coisas que colocou
ali na balança, né? Não necessariamente
esse candidato tem que se levantar para
falar que ele defende a família
tradicional. Se ele não afirmar isso em
nenhum ponto, eu nem considero as demais
questões que ele tá propondo, entendeu?
Então as pessoas vão colocando algumas
condições para dizer se aquele candidato
passa no crio ou não. É.
>> E e às vezes vão complementando, igual o
Gustavo falou, né? Pega o que tá na na a
essência daquilo que a gente acredita.
Eh, não estou dizendo que não defender a
família tradicional, né? como o mundo
enxerga e como a gente entende. Eh,
então que não não seja importante, mas
aí às vezes aquele candidato porque
falou algo que ele sabe que vai ganhar
um monte de voto, já agradou, porque
cheque, cheque o primeiro ponto aqui,
né? Eu não tô nem olhando mais para o
que mais ele tem para propor. E às vezes
essa pessoa vai ter coisas que vão ser
contrárias.
>> É. E e é legal isso porque em que
sentido? Tem uma parte boa nesse
negócio, porque tem gente também que
seja de esquerda ou de direita, são
chato para dedelão,
>> porque na realidade eles querem impor as
coisas em você
>> e aí você recebe figurinha, você recebe
umas coisas que tipo assim é chato
>> e não admite você
>> e não admite, não aceita na realidade
vira uma guerra.
>> Uhum.
>> Quando na realidade não é esse os nossos
valores, não é esse os nossos
princípios. E é legal porque a Natasha
agora dentro dessa dessa ideia de que a
unidade ela baseada na verdade, ela vai
dividir, mas existem divisões que são
desnecessárias, em que ela falou para
nós também que o envolvimento político,
é claro, ele mancha o testemunho desde
que a pessoa não deêu um testemunho,
porque querendo ou não, ele é ele é o
uma pessoa vista, uma vez uma pessoa
contemplada. Ela vai pegar tudo isso e
vai colocar dentro mais uma vez daquele
teste da escravidão por a inconsistência
dessas observações. E e Gustavo, o que
que ela diz acerca disso, desse absurdo,
por exemplo, de que o testemunho é
manchado quando o cristão envolve na
política e de que a política causa
divisão? Olha,
o teste da escravidão, como disse o
André no episódio passado, é bem é muito
interessante pra gente eh quebrar essas
objeções, né? Por exemplo, escravidão
nos Estados Unidos, porque ela tá
falando do contexto americano aqui, né?
>> Sim.
>> Eh, você pode ter certeza que existia
muitos protestantes brancos, talvez no
sul do país, que defendiam veementemente
a escravidão, porque eles tinham
benefício financeiro com isso.
>> Sim. E os cristãos que se posicionaram
contra, provavelmente geraram algum tipo
de divisão nas igrejas.
>> Sim.
>> Não foi um assunto fácil de lidar porque
envolvia questão financeira de
estrutura, de negócio, de comércio. E o
fim da escravidão poderia levar falência
alguns. Você imagina ter um um
trabalhador escravo,
>> o benefício que aquele indivíduo não
tinha, entendeu? Então, teste escreve
não mostra que pode haver divisão na
igreja. Sim,
>> sim.
>> Mas tudo bem. Você tá defendendo um
princípio. Você aquele aquele
protestante crente ali do sul dos
Estados Unidos que defendia escreve dele
tava errado
>> porque ele tava pensando, se
>> ele tava, ele tava explorando o ser
humano,
>> ele tava errado.
>> Então tudo bem, pode haver contendas e
divisões na igreja quando eh eh existe
esse tipo de confronto político.
Esse teste é uma evidência disso,
>> bem claro, né? É,
>> é legal que você falou inclusive que
existem pessoas que defendiam a
escravidão e pessoas que se opunham a
ela por benefícios financeiros.
>> Só que o cristão, com base na verdade
tem que lutar pelo que é justo e pelo
que é correto.
>> Isso.
>> E ela deixa isso bem claro, né? A
verdade bíblica nunca deve ser
sacrificada
no altar da unidade artificial.
Nunca. É tipo assim, não deixa esse
assunto para lá porque vai dividir nossa
igreja. Então não vamos envolver com
esse assunto de escravidão, não.
>> Isso. O cristão não pode silenciar.
>> Não vamos envolver com política não,
porque isso aqui vai trazer briga pra
igreja, então vamos ficar quieto.
>> Não é isso que a gente vê.
>> É, não vamos tratar de certos temas.
Aliás, hoje ainda tem outro ponto, né?
Não vamos tratar de certo tema, certos
temas, porque além de provocar e
divisão, né? Tem potencial para gerar
divisão na igreja.
tá na rede social, vai tá lá no YouTube.
Aí pronto, a igreja vai ser cancelada.
>> Printra,
>> não. E aí entra entra mais uma pergunta
para nós, olhando para isso. Então, o
cristão não deveria ser partidário?
>> Partidarismo
não é o nosso foco, né? Não é o nosso
foco, até porque não nós não vamos
encontrar nesse mundo caído um um
partido em que a gente possa assinar
embaixo, né? e da nossa carta branca,
né? Vá lá, partido, me represente.
>> Esse não seria o problema da falta da
distorção hoje muito grande? Fal assim:
"Esse aqui me representa, mas
>> é esse é o problema, né? Esse é o
problema.
>> A falta do senso crítico."
>> Convenço. O o Gustavo fez uma confissão
noss episódios passados. Como é que foi,
Gustavo? Assim, eu achei tão forte
aquilo.
>> É porque acaba que você vira
partidarista mesmo, principalmente
momentos pré-eleição, principalmente
presidencial. Foi, foi, foi o que ele
falou, que que o mundo ia acabar.
>> Achou que o mundo fosse acabar. A gente
tá aqui discutindo, tá tudo certo.
Tá tudo certo. Então assim, é um pecado,
porque realmente eu confiei que se um
lado ganhasse era o fim para todos.
>> Quer dizer, a situação não é tão
favorável assim, mas não tá,
tá ruim, mas não tá péssimo, né?
>> Tá ruim, mas não tá bom. Tá ruim, mas
não tá horroroso, né? É, não é um
tesour, né?
>> Ninguém passando fome.
>> A questão do partidarismo que eu acho
mais complicado assim, eh, e olha só, eu
vou falar isso aqui porque às vezes as
pessoas podem não compreender. Nós
estamos falando de partidarismo, a gente
tá falando de a pessoa abraçar
>> um lado, um espectro político e e de
forma cega. Não estamos falando que a
pessoa não possa se filiar a um partido,
gente. Não estamos falando disso. A
pessoa pode se filiar a um partido.
>> Não. E nem e a gente nem tá falando
também que a pessoa não possa defender,
votar em determinado partido ou escolher
o partido.
Isso, isso por si só não é errado. Oxe,
o que o cristão precisa fazer, ele tem
que olhar, vamos pegar assim, aquele
espectro político ou aquele partido,
vamos falar assim, porque precisa pegar,
por exemplo, nesse contexto do livro, lá
nos Estados Unidos tem três partidos,
né?
>> Eh, basicamente dois,
>> democrata são três. Democrato, é
democrata republicano,
>> republicano e independentes.
>> Acho que é isso, né? Não sou
>> e mais uns uns umas milezas lá que não
tem. Então, eh, até perdi o que eu ia
falar.
>> Então, vamos lá. Então, olha só, então,
se você o o cristão, ele tem que pegar
assim, olha, esse partido aqui, essa
corrente aqui, ela tem mais pontos
comuns com aquilo que eu dentro da minha
fé cristã acredito seu correto.
>> Por isso, isso, isso, isso, isso
>> por isso. Então eu vou, enquanto eles
estiverem nesse estilo aqui, eu vou
seguir com esse partido.
O partido se torna errado quando esse
partido faz uma coisa errada.
E aí você, vamos usar a expressão mais
normal, você dá aquela passada de pano,
ignora as coisas errada e não, não, isso
é normal.
>> Dos males o menor.
>> Dos males, o menor, entendeu? Aí você
ignora as coisas que aquele
>> é você ignora as coisas errada que
aquela corrente que você tá voltando tá
fazendo de errado para você não abrir
mão do seu orgulho de falar: "Não, eu
sou de cá". Isso. Então, se o correto é
o, e eu eu entendo que o correto é o
cristão,
tudo bem, você se posicionou
politicamente, sendo de direita ou de
esquerda, mas você como cristão, você
tem que ter o senso de quando aquele
lado fizer uma coisa errada que vai
contra a sua fé, você não vai
defendê-lo.
>> E você vai se posicionar, vai deixar bem
claro.
>> Se posicionar, vai ficar bem claro. E
outra coisa também que assim isso
aconteceu demais nas últimas duas
eleições presidenciais,
eh, é da igreja cometer esse erro de
falar assim: "É santo quem vota em tal e
é pecador quem vota em em em no outro".
>> Então assim, isso não tá certo. Isso não
é bíblico de forma alguma. Primeiro
porque não vai ter nesse mundo caído,
volto a falar, um partido que represente
fielmente
>> isso e que seja composto de pessoas que
são vai ter essa não vai ter essa
composição 100%
>> temente a Deus, porque um um partido
desse nem consegue ganhar.
>> Não tem que ser santo.
>> Se você encontrar,
>> não pertence a esse mundo.
>> A verdade eu não pertence a esse mundo.
você for pensar na perfeição é do outro
de outro rei.
>> Não, se você encontrou esse partido, dá
uma olhadinha e vê se você não já
morreu. Você tá no céu.
>> Mas assim, o que eu acho muito
interessante é que do ponto de vista
reformado, partidarismo em si, ele não é
problema. Ele não é, o problema é quando
eu idolatro um partido. Então, vamos lá.
Nós nós que estamos aqui, nós temos um
lado na política.
>> Temos.
>> Uhum.
Nós temos um lado, aquele que está mais
perto de princípios e valores bíblicos.
Mas o meu lado, por exemplo, ele é
perfeito? Ah, não é.
>> É isso que as pessoas acho que não
conseguem enxergar.
>> É porque você tem duas dois extremos. Ou
você vai com unhas e dentes na cola
daquele partido, né? Ou então não, eu
não converso sobre política. Isso aí
você vai para outro extremo.
>> Aí você vai para outro extremo.
>> Mas na realidade até
>> é, eu não eu não condeno tanto essa
pessoa porque mas eu eu fui muita época
da minha vida eu fui essa pessoa f assim
falar que de política eu não nem entendo
desse assunto não gosto, quero nem
intrometer,
>> deixa para lá. Quando na realidade eu
estava errado.
Por quê? Porque a a as pessoas querem
enfiar em nós a sua identidade, a sua
posição, mas não querem pensar.
>> Uhum.
>> Elas não querem pegar e falar assim:
"Não, vamos analisar o partido da
esquerda". Ó, ele tem coisas boas, mas
olha, algumas ideologi algumas pautas
que ele defende, nós não defendemos.
>> Uhum.
É, tem hora que vai ser por eliminação.
>> Não, nós temos aqui a direita que,
querendo ou não, ela tem princípios, ela
tem valores, mas tem hora que parece que
ela omite aqui, ela erra aqui,
>> falta um pouco de amor aqui,
>> falta um pouco aqui. E
>> falta aquilo que eu chamo de meio termo.
>> Uhum.
>> O que que é o meio termo? Não é a pessoa
em cima do muro, né? Porque Luter fala:
"Quem tá em cima do muro é do capeta já.
Não é a pessoa em cima do muro,
>> mas é aquele que
>> é aquele que sabe equilibrar entre o o o
>> questões justas que tem coração em
pensar no povo, mas que ao mesmo tempo é
>> firme nos nos propósitos
>> firme. A gente precisa disso. O dia que
a gente conseguir isso é que Jesus
voltou. É, eu assim, se a gente acha que
o fato de evitar o assunto nem quer
saber de negócio de política, a gente tá
agindo de forma mais correta do que
aquele outro que defende unhas e dentes,
não não pense que você está
>> errou,
>> que o senhor está orgulhoso do seu
servo, né? É porque não é esse o ponto.
A gente tem que procurar saber, a gente
tem que procurar se informar e e por
mais que ninguém veja isso, os partidos
e os candidatos
publicam lá, né, suas suas propostas de
governo, né? Por que que a gente não vai
atrás para procurar saber? uma análise,
faz uma análise, mas assim, eh, também
não pode ser condenado pelo fato de às
vezes as vésperas da eleição ainda não
ter tomado uma decisão. Eu
particularmente digo que já teve
eleição, que eu tomei minha decisão na
urna, na urna, e ainda fiquei segurando
fila
>> porque assim, eu já tinha ido para um
lado e pro outro tantas vezes
>> que eu falei: "Senhor, é, agora eu vou
ter que me posicionar."
e me posicionei, mas antes disso me
perguntasse, eu era muito honesta em
falar assim: "Eu ainda não sei, não é
porque eu não tô querendo evitar, é
porque de um lado eu olho para isso,
isso, isso, isso, isso, aquilo que é eu
sou favorável, mas tem isso, isso, isso,
aquilo aqui para mim que não dá,
>> não desce,
>> não desce. Eu não consigo
>> fechar casamento, entendeu? Eu foi
confessar a minha maior dificuldade e aí
vou até demonstrar o meu aspecto
político
e eu vou demonstrar a minha dificuldade
porque eu quero falar para as pessoas
assistirem a terceira temporada do
Página Virada.
>> Ah, anterior, né?
>> É porque nós conversamos muito a
respeito ali, eh, do que que a
humanidade foi tramando contra
a os cristãos. ideologic,
>> o que ideologicamente o que o cristão
representa,
o que ele é de estorvo paraa implantação
daquilo que eles querem. E aí você tem
que tomar muito cuidado. Será que se eu
votar de aqui, eu não vou est criando
condições
para que eh eu não digo que o o cara
ali, o o governador, o o a pessoa que eu
votei imediatamente, faça, mas os seus
assessores ao redor, os seus ministros,
os seus secretários vão começar a criar
políticas
que não são políticas que vão favorecer
ofrecer o cristão e o cristianismo. E
como eu falei no episódio passado, são
coisas que às vezes vão progredir para
que você perca a sua liberdade de
expressar sua fé e ter e ter um momento
de culto eh
legal, vamos dizer assim. Você pode ter
aquele momento de culto na sua cidade.
Eu me preocupo muito com isso. O eu acho
que uma coisa bem interessante também
acerca disso é que a gente vê o púlpito
da nossa igreja não como um palanque
político, né? Por isso que a gente não
deixa, eh, geralmente em anos de
política sempre o candidato aparece aí
>> para para
>> apresentar sua proposta.
>> É, e aí tem pastores que que eu não vejo
errado também o pastor orar pelo
candidato, desde que não coloque ele lá
na frente.
>> Uhum.
Tem pastores que chamam lá na frente
inclusive e e fala e tudo. Eu discordo
porque na realidade
o culto não é para isso.
O candidato inclusive vai lá para ter o
seu nome citado. Isso é triste. Isso é
uma vergonha.
Isso para mim não entra na minha cabeça
em maneira alguma dentro de um culto.
Dentro de um culto. Mas eu posso
reservar uma parte do culto para orar
pelas autoridades? Sim, é bíblico. Toda
autoridade foi instituída por Deus.
>> Ou mesmo orientar a igreja, né, sobre
como ela deve se portar.
>> Isso. Isso.
>> Durante, na hora de votar.
>> Sim. Sim.
>> Na hora de se manifestar.
>> E é isso que
>> na hora de fazer postagens políticas.
>> E é isso que a igreja preseriana faz.
Por isso que ela deixa muito claro, ó,
nós não defendemos um partido, mas nós
devemos prinfendemos princípios e
valores. São esses aqui. Agora você
escolhe o seu candidato. A
responsabilidade é sua, cada cabeça, sua
sentença.
>> Você é responsável pela escolha que você
faz.
>> E no final das contas, quem escolheu foi
Deus.
>> Sempre.
>> Só que nós cristãos temos que pensar
assim: qual lado mais honra o Senhor?
>> É.
Qual lado mais glorifica o Senhor? Por
mais que eu possa não concordar com ele
na totalidade.
>> Uhum.
>> Então, um cristão pode eh eh se envolver
na política, um cristão pode e eh se
filiar a um partido? Claro que pode, não
é pecado nenhum.
>> Uhum.
>> Só que ele tem que lembrar de uma coisa,
que tipo de testemunha ele tá dando?
Porque, querendo ou não, ele tá
carregando o nome de Cristo, o
testemunho dele. Ele tem que lembrar que
a verdade sempre tem que ser a pauta
dele.
>> Uhum.
>> A base dele tem que ser a verdade. Ele
não pode negociar ela, seja por status,
seja por nome. E ele não pode.
>> Independente se o partido decidiu que
vai votar nessa linha, ele não vai
acompanhar o partido.
>> Não vai. Ele vai negar, ele vai ir
contra.
>> É. e vai batalhar para que aquilo não
siga adiante, né? Também
>> eu acho que tem isso.
>> Então, a igreja não pode ceder a pressão
cultural que exige silêncio,
neutralidade e muito menos a ausência
política. Quando o cristão se omite, nós
já temos falado acerca disso, o mal
prospera, mas quando os cristãos falam,
o bem comum é promovido, mesmo que isso
cause rejeião. Então, a questão
principal não é se o cristão pode ou não
deve participar da política. Mas a
maneira como ele participa, o nome que
ele carrega, quais são os valores que
ele defende e assim nós podemos sim.
Então você que tem perguntado qual o
lado que a gente defende ou qual a
escolha que a gente faz, deixa eu te
dizer, nós fazemos a nossa escolha
pautada em princípios e valores
bíblicos. E nós olhamos para candidato A
e B e observamos quais estão mais perto
da verdade e honra mais o Senhor. Não é
que A e B é perfeito, mas que nós
escolhemos alguém que através de
princípios bíblicos vai fazer melhor
para o povo e vai honrar o nome do
Senhor, trazendo leis justas que
governam e que conduzem. Então nós temos
sim um lado. Agora você vai descobrir
ele à luz da palavra de Deus. vai ver
como que esse lado é definido. E que
bom, obrigado por você acompanhar a
gente até o próximo episódio em que nós
vamos falar como que a gente pode pegar
toda essa bagagem que nós temos
aprendido sobre o cristão. Na realidade,
tá? Tá numa cultura e eh vergonhosa, mas
como ele pode se envolver sendo sal,
sendo luz do mundo, eh através de testes
que a a Natasha vai trazer para que a
gente possa então trazer a verdade à
tona e glorificar o nome do Senhor.
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Curta, não deixa aí de participar
conosco. Até o próximo episódio, se Deus
quiser.
>> Até já.
>> Tchau.
>> O Gustavo começou a falar, falou: "O
Gustavo tá bravo agora coisa. Mas você
que

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