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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: LULA ENTRE A CRÍTICA, A AUTOCRÍTICA E A NOSSA ESQUERDA NA HISTÓRIA

🔴AULIVE: LULA ENTRE A CRÍTICA, A AUTOCRÍTICA E A NOSSA ESQUERDA NA HISTÓRIA

🔴AULIVE: LULA ENTRE A CRÍTICA, A AUTOCRÍTICA E A NOSSA ESQUERDA NA HISTÓRIA

pix: [email protected]

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Legendas automáticas:

[música]
pela [música] verdade, pela vida, pela
luta popular, pela realidade. Uma
utopia, livres do rio ao mar. Um sonho
pelo dia da paz entre nós. [canto]
[música] Guerra aos senhores, ouçam
nossa voz.
Fé, ciência do [música] mundo, luz,
testemunho, ser da terra, o sal.
Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia
útil até a vitória [música] final.
Filosofia, [música] economia, sociedade
e religião.
Praticamos [música]
diplomada, fazemos propaganda e
agitação. Fé, [música] ciência do mundo,
luzes, testemunho, ser da terra, o sal.
[música] Seguimos trazendo a boa nova,
todo dia útil até a vitória final.
[música]
Seguimos trazendo boa nova todo dia útil
até a vitória final.
[música]
Pela verdade, pela vida, pela luta
popular, pela realidade, uma utopia.
[música]
Livres do rio ao mar. Um sonho pelo dia
da paz entre nós.
Guerra aos [música] senhores, ouçam
nossa voz.
O pressuposto [música]
de toda a existência humana e, portanto,
de toda a história é que pessoas têm que
estar em condições e viver para fazer
história.
[música]
Ciência do mundo. Luz. Testemun ser da
terra [música] o sal. Seguimos trazendo
a boa nova todo dia útil até a vitória
final.
Fé, [música] ciência do mundo, luz,
testemunho da terra, o sal. Seguimos
trazendo a boa [música] nova, todo dia
útil até a vitória final.
Seguimos [música] trazendo a boa nova,
todo dia útil até a vitória final.
Ciência do mundo, luz, testemunho da
terra, o sal.
>> [música]
>> Seguimos trazendo a boa nova [música]
todo dia útil
até a vitória final.
>> [música]
[música]
>> Bom dia, tudo bem? [música]
Como é que vocês estão?
Espero desejo bem. [música] Bom dia,
querido Rubens. Bom dia. Bom dia. Bom
dia.
Receba este [música] like. Recebo.
Recebo. Oh, buchada baixudas.
Receba o like. Bom dia. Bom dia. Bom
dia.
Como é que vocês estão? Tudo em paz com
vocês?
Bom dia, querido Gabriel. Olha esse
melhor. Boa madrugada.
Ai gente,
pela primeira vez o pessoal do grupo de
membresia do WhatsApp da Primeira Igreja
Barista conseguiu perder o senso de
humor no dia de hoje. [música]
Quando a gente falar que é 8 horas da
madrugada é uma piadoca. [música]
Mas vocês sabem disso só pra gente
continuar tendo papo. [roncando] Fantom
dia querido William. Bom dia, meu bom.
Tudo bem com você? Espero deseja que
sim. Eh, bom dia, querido fazer o watch?
Fazer o quê? Que ia ser fazer o quê?
Fazer o watch. Diz fazer o what?
Se falasse do galo, eu nunca mais
entrava aqui. Da missa do galo às 8
horas da madrugada.
É, cara, eu só vou comentar que eu
só lamento, né, os últimos
últimas coisitas ditas tão
complicadinhas, né? Bom dia, bom dia.
Bom dia, querida Jéssica. Tudo bem com
você? Como é que você tá? Tá bem? Espero
desejo que sim. Que bom que você tá aqui
com a gente mais uma vez.
Boa madrugada, diz nosso querido
Templário 4528. Bom dia, querido
Templário 4528. Como foi hoje pela manhã
despertar e levar mais ou menos 1 hora e
25 minutos para colocar toda a armadura
dos pés das cabeças e ainda carregar
todo esse chumbo nas costas? Mais uma
espada, mais um escudo. Trabalho, hein?
Bom dia.
Bom dia, Brunão. Bom dia, Rubens. Bom
dia, chat. Bom dia, chat. Chat saudável,
agradável. Nossa, minha rinicha atacada.
Vou espirrar logo logo. Digo, boa
madrugada. Exatamente.
Pergunta da qua Jéssica de maneira
crítica e ácida. O que é economia que tá
o fim da escala 6 por1? Toma essa
pedrada. Tem toda a razão. Não, eu acho
que vai ser muito massa o papo hoje
porque a gente vai comentar algo que
passa por aí, viu? Passa mesmo.
Diz aos cirário, é que falar madrugada
na hora que nós acordamos para trabalhar
é exato. N é que na verdade assim é um
É, eu sei, a gente madruga todos os
dias, mas como a gente vai estar com
sono até a hora de dormir de novo, é um
longo período de madrugada.
[risadas]
Diz querido Gabriel. Coisas pesadas. Só
em horário comercial pós madrugada.
Exatamente. No caso de falar, né, do do
querido falo galo, perdão, escapou, foi
sem querer. Falo galo. Foi um
trocadalho. Só para não perder aqui. O
Rubens falou: "Receba o like". E eu
falei: "Eu receba". Comecei aqui minha
prática da glossolalia na Piadoca. Eu
respeito absolutamente essa experiência,
pelo amor de Jesus Cristo. Mas né? O
êxtase, pessoal zoa no nosso mundo
crente, [roncando] pessoal brinca tal,
mas é um êxtase coletivo, acontece
mesmo. Efetivamente as pessoas têm essas
experiências, a grossurar ali do falar
em línguas, né? Aí eu brinquei o
chúrias, mas eu gostava que a gente
fazia umas piadoas. Eu vou aqui porque
tem bastante gente que não é crente ou
não é pentecostal e não conhece, não
conhece esse universo. Vou apresentar
ele para vocês.
Que é, por exemplo, você não sabe o que
falar na hora de falar em línguas? Não
tá participando êxtase. Falou chupa bala
house
siri anda lá na praia ou o que eu mais
gosto senta na vassoura e anda.
É cada bobagem que a gente faz. Bom dia,
querido Rafa. Viralata Vulso. Sigam
inclusive o canal do Rafa.
Vira lata. Como é que você tá, mano?
Tudo bom? Faz tempo que a gente não
troca ideia, né? Jesus Cristo, sou uma
péssima pessoa. Bom dia, mano. Um
excelente dia pra gente.
Ah, bom dia.
Diz querido Templário. Madrugada é da
hora que você acordou até a hora que
voltar a dormir. É, aparentemente
a gente tá tendo pouco tempo fora da
madrugada. Nossa. Ai, rinite,
mudou o tempo aqui em São Paulo.
Bateu aquele fresco de manhã e meu nariz
tá que tá.
Ai, desgraça.
Uh,
bom dia, querido Thaago. Como é que você
tá? E Thago diz: "Bom dia baristas e não
baristas da América Latina, de toda
Latina América. Bom dia.
Ai,
e um trago de café. Um trago de café
para nosotros.
E diz que fazer o watch receba luva
version." Ah, é o recebo.
Tem isso também.
Mas vamos lá, tem muita coisa
acontecendo nesse mundo. Eu não consigo
acompanhar tanto meme que eu já não sei
se o Luva tá ultrapassado, se ele ainda
tá ativo,
se ele é uma pessoa considerada no meio
da internet, se ele não é considerado.
Não dá para saber.
As coisas mudam rápido, as bolhas
também.
Ai, desculpa, gente. Renite tá embaçado.
Deixa eu pegar o nosso textinho. Hoje
teremos textinho e eu queria também
separar um outro materialzinho bacana.
Hoje teremos texto, obviamente por
introdução a economia
pur e simples.
[risadas]
Eh,
devia ser um textinho legal. Eu tinha
pensado num texto e mudei ontem à noite
a ideia do texto.
Peguei outro,
mas que vocês vão gostar.
>> [roncando]
>> Diz nossa querida Jéssica. Nossa, aqui
no Nordeste a escada vulgo zona da
convergência tá só jogando chuva,
principalmente no litoral. Tá tenso,
rapaz. Sabia não. Eita Deus. Aí quebra.
Aí quebra. Excesso de chuva também
quebra.
Caramba, aqui deu uma esfriadinha esses
dias. Mas é assim, é engraçado que fica
frio, ficou ar gelado, mas o sol quente
durante o dia. Então você fica naquele
clima do Vou ficar gripado, né? Ficar no
meio do caminho. [roncando]
Diz querido templário. Já acordei com
dor de cabeça, nariz escorrendo e se
tocar o nariz errado, ele sangra. Rapaz,
tá bom o seu nariz, hein? Ele pode ser
trocado. É uma ideia.
Substitua esse nariz imediatamente.
Experiência mais comum um paulista. ou
do palulista ou paulistano. É, é, cara.
Vence na cidade de São Paulo é uma
tristeza. Eu não tinha rinite, não tinha
sinusite até mudar para cá. Aí você vem
para cá, que acontece? Ai, tristeza,
poluição,
fumaça.
Ah, coisa horrível.
Escrito do Gabriel tá em queda, perdeu o
hype, o coitado do Lua, né? É, mas deve
ter perdido hype melhor que nós, porque
a gente nem hype teve. Vitória do Lua,
parabéns, Luva.
>> [roncando]
>> Perdão. Diz nosso querido Thiago. Bruno,
compra um spray nasal, chama B. Caraca,
pera aí. Budesonida.
[risadas]
Nominho complicado. É excelente para nós
que temos rinite, etc. É, não, eu
preciso comprar uma empresa de nasal
mesmo. Faz esse tempo que eu não
utilizo. Budezonida. Nome bonito, né?
Ele vai entrar na minha lista de
medicamentos necessários, cara. Muitos
[música] medicamentos.
Hoje é papo deia.
Quem que éia? Deia e Neymar na copa. Que
que éia?
Eu sou completamente perdido. Neymar na
Copa.
[risadas] Ai gente, perdão, perdão. Não.
Quem ainda é o maluco que acha que é
viável isso, né? Que ainda Gente dá uma
vergonha alheia ver o coitado do menino
Nei jogar, porque é uma tristeza
monstro. Mas
infelizmente
tem que ser o dodói da cabeça, né,
gente? Para achar que menino Nei vai.
Não dá não dá não dá dá. Vagabundo tá lá
dá.
É fazer o watch tá complicado, cara.
Budesonida não funciona comigo. Espero
que funcione comigo.
Disse nosso querido templário. Eu morei
um ano na cidade de São Paulo e nunca
mais me recuperei. É, cara, destrói a
gente. Sinusite, rinite, todos os it
possível, né? Horrível. É, precisamos de
ar e não temos ar nessa cidade. Mas cá
estamos. Cá estamos. Cá estamos. E se
você tiver chegando por aqui
posteriormente ao vivo ou
assincronamente no não ao vivo
assistindo a gravação, não esquece de
você curtir esse vídeo, comentar para
engajar, espalhar a palavra por aí, né?
Sai compartilhando, porque às vezes eu
falo espalhar a palavra por aí, o
pessoal não entende. É que você pode
compartilhar. Ah, não gostei muito dessa
live, mas tem outras que você pode ter
gostado. Então, quer dizer, tem uma
variação aí interessante de de recursos
para você poder fazer. Então,
compartilha esse vídeo por aí. O
conteúdo aqui do canalzinho é bacana
e considera ser membro, membra, membro,
membrezinha aqui do nosso canal, porque
nós temos conteúdos exclusivos para
você, para você e para todas as outras
pessoas que também são membros, membras,
membros de membresia aqui do nosso
canalzinho, que são cursos, cursos que a
gente tem disponível, vídeos que a gente
tem compartilhado ali com reflexões
bastante interessantes, modestia a
parte, além da possibilidade de você se
inscrever no nosso canalzinho do
WhatsApp, né? E um canal exclusivo aqui
paraa membresia do canal. Inclusive, se
você tiver já como uma empresia e ainda
não mandou o e-mail aqui, que
curiosamente é a mesma chave do Pix,
manda dizendo qual é o seu
usuário no, né, o seu nickname aqui no
no YouTube, mais o seu celular pra gente
poder te adicionar lá no nosso grupinho
do WhatsApp. é um é um grupo bem
saudável, um chat muito bacana, pessoal
inteligente para caramba, que troca uma
ideia muito, muito legal, muito
divertida, a gente ri, a gente fala
bobagem e a gente aproveita e desfruta
dessa parceria. Cria uma pequena rede
aqui da nossa igreja barista, primeira
igreja barista aqui do YouTube e também
no WhatsApp. Então, considera ser
membro, membro, membro, membresia do
canal e também curtir aí os cursos de
marx e religião, evangélicos e política
no Brasil, como fazer projeto de
pesquisa, filosofia na América Latina,
mais um monte de coisa aí. Fechou?
Então, vale a pena. Vale bem a pena. Tem
um papo muito, muito, muito legal.
E aqui, tá? Obrigado. Fazer o watch,
fazer o watch, né? Nosso querido. Ah,
não, não é fazer o what, foi o
templário. Templário 4528, que apesar de
ser templário está conosco. É um
templário do bem. Tô brincando. Se não
posso perder essa oportunidade, querido.
Mas é, ele tá no nosso grupo do
WhatsApp, né? Então, o grupo do WhatsApp
da membresia é muito bom, viu, gente? É
muito bom. Eu fico feliz quando as
pessoas dizem isso. Nossa, único grupo
que a gente não fica maluco. É, a gente
consegue ter um papo minimamente
funcional também,
então vale a pena.
É uma narração meme que viralizou para o
gol bonito no Insta e TikTok. Ah, eu não
sabia. Tô aqui perdido, ó. Diz nosso
querido Kevin. Bom dia, Kevin. Kevin,
como é que você [risadas] tá, mano? Bom
dia. Bom dia aos baristas, a baristas e
não baristas. Bom dia, querido Kevin,
que já está dinisizado. Tenho certeza.
Tenho certeza, querido Kevin já está
dinisizado
e disz fazer o watch. Único grupo que
não tem briga. É claro que não. Nós
estamos reunidos em torno do café. O
café dita tudo.
Nos traz paz, alegria, ansiedade,
taquicardia e nós nos apoiamos.
Diz nosso querido Gabriel, estou usando
o curso de pesquisa eh para fazer o meu
trabalho, não de pesquisa. para fazer um
trabalho e basicamente matéria de
metodologia da ciência e ABNT.
Aí o nosso conteinho exclusivo para mim
mesia sendo útil. Ô, espero que seja
legal mesmo, porque modeste à parte,
modeste à parte, sendo muito modesto
mesmo, esse essa abordagem que eu fiz
ali nesse curso de como fazer o projeto
de pesquisa,
eh, é o que eu tenho trabalhado faz uns
anos já e é de maneira relativamente
didática e acessível, vamos dizer assim,
né? sem perder a qualidade, de explicar
algumas diferenças que muitas vezes em
metodologia científica que a gente tem
na universidade, em outros espaços, não
fala, não, não trabalha adequadamente,
só aponta os itens, mas não trabalha de
maneira orgânica e nem o processo de
fazer pesquisa. Então, eu fiquei muito
feliz esse meio que eu encontrei de como
traduzir isso de uma outra maneira, né?
a diferença entre um problema de
pesquisa pro objeto de pesquisa, quando
você delimita o objeto, você não perde o
problema, né? O tema geral que você tem,
[roncando]
a construção da metodologia a partir do
objeto, né? Você entender qual objeto e
buscar uma metodologia adequada. Pô, eu
achei que ficou bem legal, assim,
modeste a parte ficou bem bacana. E
claro, incentivando as pessoas a
pesquisarem com vontade, com tesão, com
desejo, com alegria, porque você vai
pesquisar para que fazer com tristeza,
né? fazer coisa que você não gosta aí
não.
Diz nosso querido Kevin: "Me prometeram
Dinis, entregar um carile". Ironia.
[risadas] Calma, eu já entendi o plano
do Dinis. É que eu é que eu não quero
ficar aqui
que dizendo que eu manjo de tudo, uma
tudologia opinológica generalizada. Mas
eu já entendi o plano do Diniz. A meta
do Diniz é a seguinte, ele tinha mais ou
menos uns quê? 16 jogos. É, 10, 16
jogos, né? entre 10 e 16 jogos até a
Copa, desde que ele assumiu 15 jogos,
sei lá.
A meta é segura até a pausa pra Copa o
que der, porque não vai dar para
treinar, não vai dar para fazer nada.
Fecha a casinha,
pausa pra Copa, é um mês e tanto de
treinamento.
Aí pós copa vem o dinismo e aí a gente
vai ter os nossos momentos de alegria e
de profunda tristeza, né? a montanha
russa virá, graças a Deus. Mas eu acho
que vai ser uma boa montanha russa,
porque esse primeiro momento aqui tá bem
sólido, né? Tá bem consolidado. Acho que
vai ser muito importante arrancar pelo
menos o empate com o Vasco, pelo menos
agora que o Vasco tá animadinho, apesar
de ter um tropeço essa semana. E a gente
vai conseguir
respirar um pouco. Arrancar o empate com
o Vasco. Tá bem na na Libertadores.
A gente vai ficar tranquilo. Segura ali
para pra
Copa. Treina na Copa. Após Copa a gente
vê o que acontece.
Faz sentido, né? Eu acho que é esse o
plano.
Diz nosso querido templário mesmo
aqueles que não consomem o café são
cafezados
e pacificados. Eu sou a prova disso.
Isso no nosso grupo de Brasilia.
Exatamente. Você não precisa ser um
bebedor de café. Você pode ser um
barista que gosta de outras coisas.
[risadas] Não tem problema. Viva o
barismo internacionalista.
Internacionalista e interbebidista. N a
bebida que melhor lhe aprouver o xadrez
5D, o Dinis. Exato. Excelente estratégia
que é na minha cabeça, né? Ele pode ter
outro plano completamente diferente.
Exatamente, Gabriel. O homem tem um
plano. Confia. É, ele é maluco,
cara. Foi genial a estratégia de
comunicação do Corinthians no dia do
de apresentar o Dinis como maluco, um
bando de dor. Ah, aí ele ganhou a gente.
Eu já era dinisista, então eu não
precisava ser ganho, mas os não dinisas
foram pegos por essa estratégia de
marketing agressiva.
Desculpem isso. Barista simpatizante.
Exatamente. Exatamente. Pergunta nosso
querido Kevin, hoje tem react de texto?
Sim, hoje tem react de texto. Eu vou
pegá-lo. Já separei ele aqui, inclusive.
Nós vamos lê-lo. Leloei mololô.
Leloei molololho. Mas eh eu queria ver
se eu encontrava antes um trechinho de
um vídeo
também. Não tem react só de texto, é um
react de vídeo.
Mas eu não sei se eu vou conseguir. Eu
não, eu ia separar ele ontem e eu não
consegui porque por falta de tempo
mesmo, cara. Tá uma correria maluca na
minha vidinha e eu tô complicado. Não tô
conseguindo me organizar adequadamente
para separar os materiais que eu
gostaria de discutir,
mas eu queria pegar.
Pera aí, pera aí, pera, pera, pera, pera
aí. Ih, cadê esse bagulho aqui?
Ah, não, não vou achar. Vai ter que ser
na íntegra mesmo. Eu mandei pro pessoal
do nosso
do nosso grupo lá do do WhatsApp.
Pera aí,
tem umas coisas, cara, que a gente não
tem noção ou que a gente esquece, né?
Aqui,
ó, essa semana teve muitas, muitos,
muitas ações eh do nosso querido
presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Painho tava aí esses dias rodando por
aí, mundo afora, como deve ser.
E ele participou de um encontro, né,
entre lideranças
progressistas, seja lá o que isso
signifique,
do mundo. E fez um discurso incrível,
né? Um incrível discurso. Foi assim, eu
fico
irritado
o como esse discurso não não engaja, não
viraliza, não é utilizado pelas mídias.
A gente sabe os motivos. Eu não quero
discutir os interesses da mídia
hegemônica, todo mundo aqui já tá
cansado de saber, mas como mesmo dentro
de um âmbito de esquerda, a gente
[limpando a garganta] não reflete isso,
mesmo que seja criticamente, não traz um
conteúdo desse na íntegra, saca? Não
bota pro jogo o que tá sendo discutido
ali, o que tá sendo conversado.
Quando Bolsonaro ou quando Flávio,
quando Eduardo, quando qualquer um
desses idiotas vai num congresso
conservador, o maluco chega lá e fala
qualquer grosélia e viraliza para todo
canto é lado. Aí a esquerda reproduz que
nem uma insanidade, aquele bando de
grosélia que eles estão falando nesses
encontros de conservador fascista que
tem por aí.
Aí o presidente do país vai no encontro
de lideranças progressistas mundiais,
seja lá o que significa esse
progressista.
Eh, e mete um discurso brilhante assim,
um negócio para ser pensado, para ser
ouvido, para ser reproduzido.
E na mídia de esquerda mesmo mais
radicalizada, mesmo na mídia hegemônica,
o é pífia, pífia a repercussão, é pífia
o a divulgação do que tá sendo falado. O
escândalo é mais legal. A gente se rende
muito fácil para algoritmo, cara. P se
rende muito fácil pro pro pra polêmica,
pro não sei o que lá. pouco do reforço,
da análise do discurso de maneira
crítica. Eu só não vou fazer uma análise
inteira do discurso porque ele tem 25
minutos. É maravilhoso. Inclusive a
melhor parte é quando o Lula abandona o
telepromptero e vai direto pro discurso
freestyle. Maravilhoso. Maravilhoso.
Mas
eh
mas não vai dar para fazer. Mas eu vou
pegar um trecho de uma entrevista que o
Lula deu recentemente pro El País,
que eu acho que vale a pena pegar um
trechinho que a gente tem que entender
as dimensões do que a gente tá falando,
né? Eu sou filiado à unidade popular
pelo socialismo e sou muito crítico a
muitas das medidas, obviamente, da
esquerda institucionalizada a LAAPT.
Ah, cara, teve muita cagada no meio do
caminho, continua um monte de problema
que tem que ser tensionado. Nosso sonho
é comunismo, é revolução, é o bagulho
todo, mas pé no chão e bom senso do que
dá para fazer, né? Assim, não seja
burro.
Analise, analise bem a conjuntura.
E
com todos os gostos e contragostos, o
que temos de esquerda, seja lá o que
significa também essa categoria, a gente
atencionouas várias ela várias vezes
aqui, é o governo dos trabalhadores, do
partido dos trabalhadores, é Lula, é a
grande liderança que nós temos, é o cara
que tem conseguido fazer um mínimo de
enfrentamento extrema direita no âmbito
institucional. Então tem que usar dentro
desse jogo saber fazer estratégias,
saber atuar, saber, né, criticamente
trabalhar adequadamente para você
inclusive fortalecer sua posição,
ainda que de oposição mais à esquerda,
né, ou mais radicalizado, sei lá, que
nome o pessoal utiliza hoje em dia. O
ponto é dentro de toda essa dinâmica,
dentro de todo dentro de todo esse
contexto, não se pode tratar a esquerda
construída nesse país como se você
tivesse conversando com o adolescente do
ensino médio,
como se você tivesse lidando com gente
que chegou agora no parquinho para
brincar.
E a nossa, eu, essa crítica, ela é muito
importante, cara. Se vocês puderem
reproduzir, não o vídeo, a crítica,
conversar com os coleguinhas, né? Porque
nós somos aqui um grupo bem nichado e
que acaba tendo redes de contato com
gente, mas a esquerda radicalizada tal
como nós. Mas se a gente puder papear
com os nossos coleguinhas e poder
divulgar isso, divulgue isso.
Não trate a esquerda que construiu
este país
minimamente civilizado,
com desrespeito, ingenuidade, ou ainda
como se fosse um adolescente, como se
fosse um alguém assim formação, né?
achando que a gente vai fazer a mágica.
Não, tem que ter bom senso, tem que
respeitar a história, entender a
história e o tamanho das coisas. Eu já
falei aqui uma vez, eu fui entender o
tamanho do Lula assim, eu já, né, quando
eu fui para fora deste país, quando eu
tive a oportunidade de ir para outros
lugares, aí você vai entendendo porque
você para de observar desde o seu
umbigo, desde o seu bairro, [risadas]
perdão, desde essas conversas comuns e
amplia a visão,
mantenha sua posição crítica, né, como
local. Ou então eu vou conversar com
alguém de fora e falar: "Oh, mas temos
problemas no nosso país e vou indicar
aqui as limitações e as contradições."
Mas eu quando eu tiver aqui no nosso
país vendo as contradições e os
problemas, eu vou lembrar: "Gente, mas
olha o que tá acontecendo em cenário
internacional, olha o que tá acontecendo
num num contexto maior, entendeu? Então
assim, saiba trabalhar com mínimo de bom
senso, né? Saiba ler o seu tempo, né?
Tem uma expressão bíblica que é
importante. Discernir os tempos. Você
tem que saber discernir o tempo que você
tá vivendo. A palavra discernir é
importante, tenha discernimento, a
capacidade de filtrar o que tá
acontecendo e tomar uma boa decisão, tom
uma boa postura, né? Então eu vou
reproduzir aqui com vocês um trechinho
dessa entrevista pro El País porque vale
a pena, porque a gente tem que relembrar
o tamanho das coisas e fazer pequenos
apontamentos e comentários críticos aqui
nesse passo a passo, tá? Então isso é
[limpando a garganta] importante, muito
importante. A galera tá perdendo a mão,
a galera não tá entendendo.
Tá lendo muito mal conjuntura, muito
mal, assim, muito mal mesmo. Tá achando
que é só uma disputa de internet ou de
torcida e não tá entendendo o que que tá
acontecendo nesse planeta. Porque o
problema não é o Brasil, o umbigo
eleitoral do Brasil. O problema é o
planeta,
né? Vamos lá.
>> [limpando a garganta]
>> Hã, deixa eu pegar aqui antes de diz
nosso querido Fazer Watch. É uma liga
entre partidos de esquerda pelo mundo.
Não sei o que que é, mas deve ser uma
liga
esquerda liga.
Porque o porque o Lula é internacional e
é diferente do Nacional. Foi o que
comunismo me disse. Não, o pior é que
ele tem posturas distintas mesmo. E
porque ele tá jogando jogos distintos.
Meu Deus do céu. Ai,
se eu vou negociar,
se eu for fazer uma negociação num
ambiente empresarial, eu vou ter que
falar de um jeito em que eu consiga
estrategicamente
ser influente no linguajar e no espaço
desse ambiente empresarial. Se eu vou
conversar no sindicato, na organização
dos trabalhadores, eu vou falar de outro
modo, óbvio, porque eu tenho que
entender como fazer com que as coisas
funcionem, se articulem. Se eu vou
trocar uma ideia eh onde eu dou aula no
quilombo, é é outro papo, é outro modo
de construir a ideia, é outro modo de
construir as concepções, é outro modo de
se relacionar com o discurso, com a
interpretação do tempo, do espaço, com
os problemas que são vigentes, que é
diferente em cada ambiente que você tá.
Pelo amor de Deus, gente, isso é bom
senso, tá ligado? Não dá para você achar
que é vou me apegar a valores, a valores
imateriais.
intangíveis aí, eternos e eles vão me
guiar. Ai meu Deus, não, vocês o pessoal
acha que tá no no anime, tá ligado? Não,
gente, pelo amor de Deus. Bom senso, bom
senso, né? A política não é os amigos
que a gente faz no caminho.
Dizqueiro templário progressista igual.
Não ferem tanto os direitos humanos
assim. É, minimamente respeitam as
convenções de Genebra. Bom dia, querido
Borduna. Tudo bem com você? Espero
desejo que sim. Lura maior que B. Mas
não tem nem dúvida, né? Não precisa nem
Ah, não precisa nem brincar, gente, pelo
amor de Deus.
Bot nunca será, nunca será,
nunca será. Bom dia, Cléber. Como é que
você tá, mano? Bom dia, querido Cléber
Lauer, que bom que você estar aqui com a
gente mais uma vez, né? Importante.
Importante. Pergunta nosso querido
Rubens. Bruno, você viu como da
Argentina? Sim, afundada. Vi alguns
algumas entrevistas dos abre aspas
jubilados. Fecha aspas. E é muito, muito
triste a situação. Desesperadora, meu
amigo. Desesperadora,
desesperadora.
E não é de hoje. Pô, eu tive um camarada
que é padre, tem um camarada, né, que é
padre,
que apanhou que nem um condenado numa
última manifestação trabalhista que teve
lá.
foi detido, ficou todo machucado, tudo
quebrado, porque os caras estão
arrebentando economicamente e
policialmente
falando. Então, um negócio meio
complicado, bem complicado, né? Não está
fácil, não está fácil.
É, mano, quem diria, né, que seguir
receita de maluco ia dar errado.
Mas vou mostrar para vocês, né?
Importante a gente ter noção de algumas
coisas, que às vezes a gente perde essas
noções e noção a não pode perder.
Hã,
fazer uma pausa aqui, porque a gente vai
vai fazer essa vai ver essa entrevista,
mas aqui não é para ver entrevista para
ficar só
na Universidade Federal do ABC tem uma
torre vermelha bem no centro na na no
campo São Bernardo e o pessoal chama
carinhosamente aquela torre de pau do
Lula, né? A gente não tá aqui para ficar
puxando o saco do Lula e nem para ficar
aqui admirando o pau do Lula, a torre
torre. A gente tá aqui para fazer o quê?
A gente tá aqui para ver essa
entrevista, para criticamente entender a
história e conjuntura ao mesmo tempo,
tá? Esse é o nosso objetivo. Então vou
vou fazer isso daí.
[risadas]
Camarada padre maior que o candidato
padre.
[risadas]
Excelente,
excelente, excelente, excelente.
Ai, ai, ai, ai, ai. Camara da P igual
candidato. Pô, ó o comentário, meu
querido Templário, que eu não vou
revelar o nome, apesar de sabê-lo.
Lembra desse seu comentário mais paraa
frente, por favor, pelo seguinte,
a gente vai discutir a economia, o que é
economia e vai ter tudo a ver com esse
teu comentário aqui que ele tá, nosso
querido Templário disse, se essa
situação da Argentina servir de algo que
seja como régua para não chegar a este
ponto ao Brasil. Então, mas isso alguns
humanos vão dizer que tem a ver com
narrativas, né? Ai meu Deus, porque o o
pessoal ANCAP do Ancapistão maluco,
liberal e tal, não sei o que lá e
conservador Biruleab, tudo vão achar que
a Argentina tá boa por causa do PIB, por
causa de certos indicadores, por causa
de ações do MLE. E a gente vai olhar,
falar a situação dos trabalhadores,
fala: "Nossa, que bosta". Aí alguém vai
dizer: "Isso é uma questão das
narrativas e eu vou sustentar aqui. Não
é uma questão de narrativa, é uma
questão de ciência.
Ciência. Preste atenção no que eu vou
dizer aqui. Isso é sério mesmo. Fico
aqui fazendo pirradoca, mas é sério. É
uma questão de ciência. Ciência
é a gente disputar verdade, o que é
científico
no âmbito da economia. O que é ciência?
É isso que a gente tem que tá tá em jogo
aqui para interpretar Argentina e Milei.
Beleza?
breve a gente volta aqui. Esse ponto
aqui vai ser muito, muito, muito
importante. Ciência não é uma questão de
narrativos, gente. Uma questão de
ciência de verdade. Ah, eu não aguento
mais ouvir a frase, é porque é questão
de narrativas, narrativa de Vamos deixar
quieto.
Questão de ciência, ciência. A gente já
vai conversar sobre isso.
Bom dia, querido Ryan Rian. Ryan, como é
que você [risadas] tá, mano? Tudo bem?
Bom dia, meu querido. Espero que você
esteja bem. Bora lá, bora ver o nosso
querido papito painho
falando.
Lula,
a questão é a seguinte, ele vai falar um
negócio aqui e a gente vai acompanhar a
entrevista dele pro El País, tá? Você
vai ter o companheiro vice-chancelé da
Alemanha, você vai ter o vi primeiro
ministro do Reino Unido, você vai ter
ministra de assuntos da Palestina, você
vai ter o ministro da justiça da
República Dominicana e você vai ter o
Heider, que é o secretário
subsecretário geral para a política
pública da Ouro. E qual é a alternativa
que aquele grupo vai ofrecer nesse mundo
onde, vamos dizer tudo gira em torno ao
Trump, ao que os Estados Unidos e aquela
política [risadas] unilateraliza?
>> Nós não vamos fazer uma reunião ante
Trump.
>> Pronto, aí já começa a pausa aqui.
Preste atenção. Teve a reunião agora
dessas lideranças progressistas
mundiais, vamos dizer assim, lá em
Barcelona, né? seja lá o que isso
signifique, porque é um balaio de
aliança, amplí, como é a
uma chapa de aliança amplíssima, né?
Frente amplíssima, uma frente amplíssima
global.
Eh, mas olha a pergunta da jornalista. O
que que vocês vão fazer como alternativa
num mundo que gira em torno de Trump? a
resposta de um presidente de um país
estadista que sabe o que está fazendo em
seu lugar e para dirigir a fala do nosso
da nossa querida jornalista que faz uma
pergunta de senso comum e de highlight e
de, né, produção de manchete.
Olha, a reunião não é anti Trump. Azar
do Trump. Exatamente. O Ruben disse
aqui, já mandou um [ __ ] Trump.
[risadas]
É tipo isso, me deixa trabalhar. Não, a
gente não vai fazer isso. A ideia não é
ser anti Trump. A ideia é propor algo. A
ideia é lidar com o mundo, não com um
idiota. É que ele foi muito polido, né?
A ideia é lidar com o mundo, resolver os
nossos problemas, não com esse imbecil.
Ele está presidente de um país. Ele não
é um umbigo do mundo. Larga a mão, minha
gente.
Já começa aí. Esta fala, ela pode
parecer uma coisa extremamente simples,
mas ela já é um enfrentamento. É toda
estrutura de como é repercutido em tudo
quanto é jornal o que o Trump fez, o que
o Trump não fez. O pessoal diz: "Ah, ele
não é um rei". Mas todo mundo lida com
ele como se ele fosse. Lida como se as
ações tivessem desse tipo de posição.
Não é, não trata como o presidente dos
Estados Unidos, não trata como cargo mal
ocupado. E aí fazer a crítica ao cargo
mal ocupado. Trata como indivíduo Trump,
que por suas vontades faz o que quer e
que daí a gente então tem que lidar com
esse indivíduo, que ele é bom ou mau,
você gosta, não. Ele ocupa um cargo,
ele tem algo mais profundo e mais
importante a ser discutido aqui. é
relações entre nações, não entre
sujeitos.
Então o homem aqui já começa a colocar
brincadeira.
[risadas]
Exatamente. Jéssica frente comicamente
grande contra o fascismo.
[risadas]
Exatamente.
É uma excelente, uma excelente
expressão.
>> Nós vamos fazer uma reunião para
discutir a democracia,
tá? fazer a reunião para fazer uma
avalia uma avaliação correta aonde é que
a democracia errou
e o que ela tem que fazer para se
consertar.
É isso.
Eu eu lembro de uma história.
Vou lhe contar uma história. Quando o
Franço
foi eleito,
quando o Franço
foi
>> Pera aí que eu vou até parar antes da
história, porque essa história é muito
boa. Mas veja, a gente vai falar o nosso
problema é discutir a democracia e onde
ela errou. Veja, não é uma exaltação da
democracia. O Lula tá se colocando como
um crítico da democracia liberal.
eleito pela democracia liberal burguesa.
A gente tem que discutir onde é que a
gente errou, cara. Tem que discutir
quais são os limites aqui das nossas
ações. Excelente.
Nada a acrescentar. Ah, mas é porque
também não teve vontade de fazer não sei
o quê. O PT não fez não sei o quê. O
discut sem crise. Sem crise. Pega este
conteúdo, esta fala deste querido e
fala. E ao invés de você fazer, olha,
mas olha o que ele na verdade faz. assim
assim se tensiona, potencializa, fala:
"Ó, tá certo, esta demografinha
é uma desgraça limitada. Como é que a
gente faz para melhorar isso aqui? Ela
não tá popular de verdade.
É, você tá discutindo o mesmo conteúdo,
tá tenscionando da mesma maneira, mas ao
invés de ser burro, de atirar na única,
no único vidrozinho que te separa dos
animais do zoológico malucos que estão
raivosos para se alimentar de você, né?
Porque é mais ou menos isso que funciona
hoje, a nossa frente amplíssima
brasileira, que mistura tudo de um tanto
para tentar sei lá o quê, que inclui
parte dos trabalhadores e é em
referência à presidência de Lula, é o
único vidrozinho que a gente tem que
separar a gente dos animais, daqueles
animais maluco, aqueles animais ferozes,
completamente ensandecidos, do fascismo.
Aí você quebra esse vidro, sabe o que
acontece com você que como eu de um
partido pequeno? [risadas] Você que quer
ser um revolucionário, mas que a gente
não consegue nem pagar nossos boletos
direito. Como diz a famosa música do
hemicida, quer mudar o mundo, mas não só
tem água na geladeira. Sabe o que
acontece com a gente? Inclusive minha
geladeira tava aberta que tava com
problema na porta. Acabei de ver e
fechei ela. Ainda bem. Sabe o que
acontece com a gente? A gente se lasca.
Então você tem que analisar direito.
Vamos fazer a crítica. Vamos
potencializando esse vidro que a gente
tem e fortalecendo a gente do lado de
cá, meu amigo,
por favor, né? Como é que uma fala dessa
não reproduz pra gente tensionar? Fala:
"Olha, tá certo, ele o que falou tá
certo." Inclusive, ele tá muitas vezes
rendido a essa dinâmica dessa dessa
democracia liberal, dessa burguesia, não
sei o que lá. E tá reproduzindo essa
parada, tem que tensionar, tem que
potencializar. Mas isso tá correto. Ó,
os limites. Tem que tem que fazer uma
autocrítica, como está dizendo o nosso
querido Gabriel. Exatamente. Essa
autocrítica e disz fazer o what? Eu
discutir a democracia. É isso.
É. E o templário tem toda a razão. É a
frente anífa que Gramish defende. E é
isso. Não é à toa que essa teoria
antifascista do Gram se torna a
realidade de 1939. É. É exatamente isso,
certo?
Exatamente. E cit recitando uma com ex
sem coragem de lavar a louça. É por aí,
pô. Então assim, bom senso, tá ligado? A
gente tem que ter esse bom senso,
inclusive para filtrar como a gente vai
discursar, como a gente vai interpretar
o mundo, como a gente vai discutir com
os camaradas,
entender qual é a sua prioridade, qual é
a urgência, é mobilização popular,
tensionamento, ganhar tempo, ou é dan?
Ai, mano,
faz parte da estratégia você ver e
calcular qual é a capacidade de força
que você tem, quais são os recursos que
você tem. Não é só achar que na vontade,
na gritaria, a gente consegue, pelo amor
de Jesus Cristo. Mas vamos lá.
>> Eleito o presidente da França,
a gente
>> Ah, é, esqueci, eu até perdi o contexto,
né? Ó, então o que que o o Lula tá
dizendo agora? Quando François Rolando,
né, François Holand foi eleito
presidente da França. Então, François
Rolland foi eleito presidente da França.
Que que aconteceu? Então, pra gente
entender o tamanho das coisas, é
importante isso.
>> Tava fazendo aqui no Rio de Janeiro em
ponto internacional.
A Dilma era presidenta da República
e o Françoan pediu uma conversa comigo
e na conversa ele perguntou assim para
mim: "Ô, ô Lula, o que que você acha que
eu tenho que fazer
para que meu governo dê totalmente
certo?"
>> Eu não quero me atentar nesse momento à
pergunta,
ou, aliás, a resposta. Quero me atentar
a quem está perguntando
o presidente
da França
dentro da geopolítica global
historicamente determinada,
historicamente construída, das relações
de colonização de centro e periferia,
um presidente
de uma nação do centro
europeia
vem é o Brasil,
país grande,
país com uma forte economia, mas de
periferia, tem uma posição periférica
dependente,
marcadamente pelas relações de
dependência, fruto de colonização, essa
coisa toda. do ar e do alto do racismo e
das relações de superioridade arrogante
de um europeu diante de um
latino-americano.
O presidente da França
vai até o ex-presidente da República
Brasileira,
um país periférico, dependente,
que não tá no centro
e vai e que é sindicalista, né?
Sindicalista.
operário vindo do fiofó do mundo.
Este presidente francês desta posição
vai ter com ele para perguntar que que
eu faço pro meu governo dar certo?
Não me importa nesse momento a resposta.
Eu quero, não entendo o tamanho da
posição dessa dessa liderança
num cenário global
e é daqui do nosso da nossa terrinha
com esse grau de influência.
Isso não é história banal. Olha o
tamanho disso e só vai ampliar na
história. Mas é porque a gente vai
conversar sobre os limites da democracia
burguesa, os limites do PT, os limites
do Lula, a as contradições e mesmo
muitas vezes as ações antitrabalhadoras
que não atendem as nossas necessidades e
muito menos um projeto revolucionário
que nós gostaríamos. Verdade. [risadas]
E o ponto é, a gente olha isso e vai
querer conversar como se a gente tivesse
discutir, como se a gente tivesse
falando com moleque, como se tivesse
falando com alguém do ensino médio, como
se a gente tivesse, não respeita a
história, o tamanho disso é exatamente,
é gigante,
gente. E é impensável, é impensável em
qualquer outro lugar do mundo isso, uma
história dessa acontecesse. A gente não
tem noção disso. a gente se
autointerpreta sem considerar esse essa
potência,
entende?
É gigantesco. Gigantesco é a gente ter
hoje um operário, um sindicalista
que vira presidente da República,
enfrentando no cenário global um
bilionário presidente dos Estados
Unidos.
Meu irmão,
não é só uma questão de símbolo, de
representação, é uma questão histórica,
material. efetiva. Tem um sindicalista
que enquanto presidente da República
enfrenta um bilionário que está sentado
na cadeira de presidente de outro
estado, inclusive do estado pelicamente
mais potente e economicamente ainda na
liderança do planeta.
Consegue ler esse cenário ou será que é
difícil, né? Consegue entender o que tá
acontecendo ou será que a gente vai
ficar só no né e né? Não, mas também não
fez o que eu gosto. Mas também não fez o
que deveria? Não, mas eu acho que, cara,
entenda as condições, qual é a raridade
na história da humanidade de algo assim
acontecer?
Em que outro lugar do planeta algo assim
acontece
na história humana?
Um sindicalista
fruto da luta de trabalhadores, da
organização eleitoral de um partido
vindo da luta sindical, acende a
presidência, dá conselho para presidente
na França, sendo ex-presidente já e hoje
enfrenta o maior império do planeta,
declaradamente diante de um cara que é
bilionário, que tá executando seu poder
lá como presidente.
Pelo amor de Deus, interpretemos
corretamente este momento e este lugar e
esta história Jesus Cristo.
Quando na história isso aconteceu,
entende?
Não pode tratar com desden. Não pode.
Ai, vamos criticar com qualidade, com
maturidade, com cérebro, com dérebro,
por favor.
É exatamente. É muito triste o Lula ser
reconhecido muito mais na gringa do que
aqui no Brasil. É. Não. E a gente tem
que criticar aqui dentro, tem que fazer
mostrar as contradições. É o que eu
comentei quando eu vou lá para quando
converso com alguém de fora ou pude ir
lá para fora, falo: "Não, mas tem uma
porrada de problema lá dentro. Mas isso
não apaga o papel desempenhado e a
história realizada. Analisar
criticamente, cara, saber o que que dá
para fazer, o que não dá para fazer. Diz
o Ruben, né? Mais luta de classe que
isso tá difícil. Pois é. Pois é.
[risadas]
Mas luta de classe é chamamento para
luta. Não, brincadeira. Eu odeio isso,
né? Venha você também para luta de
classes. Luta de classes é só quando eu
faço. [risadas]
[roncando]
Diz e com discurso de alimentar quem tem
forme. Exatamente. O monstro tá
diz nosso querido Borduna, só
conseguiria ver algo parecido com
Mandela ou José Mjica. É, e é isso
mesmo. Lá fora, o Lula é tratado no
nível Mandela, assim, Mandela
brasileiro. Eu ouvi uma expressão
semelhante, inclusive, de um camarada
uma vez quando fui preso, tal como qual
Mandela com o camarada de fora, né? E é
meio que isso mesmo. Mas vamos lá. O
Roland perguntou para ele, né? Que que
ele tem que fazer pro governo dar certo?
O presidente da França perguntou pro
ex-presidente do Brasil que era um
sindicalista que que ele deveria fazer
pro governo dar certo? Eu falei: "Pora,
Françoan, eu vou dar um conselho.
Você se lembra do discurso que você fez
para ganhar as eleições?"
Então, coloca o seu discurso na cabeça
cabeceira da cama, que todo dia quando
você levantar você leia o que você falou
para você não esquecer,
[risadas]
né? Então veja, a democracia ela tem que
ser isso. Eu não posso fazer um
discurso, eu não posso fazer uma eleição
progressista e depois querer governar
conservadoramente.
>> Pronto. Inclusive, a gente pode pegar
esta fala do não escrito e falar: "Pô,
Lula, então tem que ser mais
progressista, porque tem espaços aí na
própria agenda do partido e de como tem
sido conduzida certas áreas do nosso do
país que estão sendo extremamente
conservadoras ou que estão reproduzindo
eh questões dentro da própria dinâmica
neoliberal. Tem que fazer. Mas ó a
diferença da gente fazer isso a partir
do discurso, trazendo a referência,
trazendo o cara, reforçando o papel de
uma esquerda que faz minimamente uma
blindagem para que a gente consiga,
inclusive se fortalecer lado de cá e eu
simplesmente saí tacando pedra, querendo
atirar nas únicas barreiras que a gente
tem. assim, é completamente diferente,
absolutamente diferente, absolutamente
diferente. Então, é importante a gente
ter isso em em consideração. Por
exemplo, a mobilização da galera na
diante da questão do do rio Tapajós.
Excelente, cara. excelente. Teve uma
ação junto a uma empresa gringa, quer
fazer um um projeto que atinge
comunidades tradicionais, atinge os
indígenas e tal, houve uma mobilização,
a galera conseguiu puxar o freio e
excelente, é isso mesmo, porque diz que
ia fazer parte de uma atuação pelo pelos
povos originários, pois mantém a sua
posição.
Isso não significa achar que eu tenho
que ser o destruir tudo que tá aí, pô. E
foi na base de luta de organização
popular. Sim. Tencionando pra esquerda.
É, tá, tá tudo certo. Agora, ao mesmo
tempo, sempre que é possível utilizar
esse discurso a nosso favor, sempre que
é possível utilizar essa estrutura a
nosso favor, analisar bem a conjuntura
que a gente esteja junto, pô. Simples
assim, cara.
Simples assim.
O povo não tem por entender.
Eu tenho que ter noção de
responsabilidade na hora de fazer o
discurso e na hora de governar.
Por exemplo, eu tenho uma tese econômica
muito simples, [roncando]
né?
Se um país como o Brasil tiver pouca
gente ganhando muito dinheiro, o
resultado é miséria.
Mas se tiver muita gente ganhando coco,
o resultado é fortalecimento da
democracia e do bem-estar da população.
O nosso problema é começar a ter noção
de que a democracia falhou.
na construção do chamado estado de
bem-estar social da população.
>> E veja, é um discurso liberal, não é um
discurso revolucionário. É óbvio que
não. Há um discurso extremamente
limitado. É óbvio que é. Mas o esforço
desgraçado que é para você conseguir um
mínimo, que é dignidade,
é o ele falou do ganhar pouco, né? Muita
gente ganhando pouco, a gente gera
riqueza.
E é verdade,
pouca gente ganhando muito e aí miséria.
É verdade.
É uma tese ainda dentro da estrutura
liberal, é óbvio, mas ao menos garante
dignidade, a garante tempo. Não realiza
o projeto que eu gostaria,
revolucionário, barroco, rococó, que
acaba com o bagulho todo. Mas isso não
dá para fazer mesmo. Amanhã não vai
rolar. E não é pela nossa vontade, né?
Deu vontade. Aqui a gente organiza o
pessoal e aí uma um grupo dirigente faz
a revolução acontecer. Revoluções não
são dirigidas antes, elas são
posteriormente de realizadas. É depois
que você tem uma mobilização popular,
depois que você tem uma situação
específica que aí eclode algo que não
estava previsto. Não estava previsto,
não estava no cálculo. E aí, eita, agora
a gente precisa dar orientação para esse
negócio aqui. É o contrário. E gente,
pelo amor de Deus, o próprio Gustavo
Machado, ele sempre lembra isso. Eu acho
legal ele lembrar isso do Len duas
semanas dentro da revolução falando numa
universidade lá. Eu não vou ver
provavelmente uma revolução duas semanas
antes lá da da revolução de outubro ali.
Eu provavelmente não vou ver os
trabalhadores fazendo isso. Por quê?
Porque ninguém tava vendo o que ia
acontecer. Porque a gente não tem
controle sobre essas situações. Ninguém
tá controlando. Se tivesse controlando
tava fácil, pô. É, o pessoal acha que é
que tá brincando de war, né? Acho que tá
brincando de de Age of Empire. [risadas]
É jogo de estratégia. Você não é só eu
mobilizar esse cara aqui, esse aqui,
aqui. O negócio acontece. Não, cara.
mobilização popular e faísca paraa
revolução. A gente não a gente não faz,
a gente não tem controle sobre isso. Por
isso que é uma revolução, não é uma
transformação, não é uma reforma, não é
uma dirigência programada, ela acontece.
E aí o que se faz no dentro de um
projeto revolucionário é fortalecer a
classe trabalhadora. classe trabalhadora
fortalecida, organizada, que atua, tem
consciência de como de como atuar,
quando atuar, como deve atuar, faz os
enfrentamentos e a gente se organizos,
desses escopos. Simples assim. Ah, uma
tese liberal é e um liberalismo mínimo
que dá um esforço danado pra gente
conseguir respirar. Parece que o pessoal
não tem boleto para pagar.
Parece que não sabe que quando corta
algum um algum recurso de benefício
social diminui o comércio que você tem
ali, a padaria, o negócio que você
vende, o serviço que você presta,
diminui. Porque porque o pessoal tá sem
grana para comprar.
Aí você não vai conseguir pagar seus
boletos. Bem-vindo ao mundo.
Ah, se não tem um programa como Minha
Casa, Minha Vida, eu não tinha a casa,
eu não tinha esse teto que eu estou
nesse exato momento.
Não tinha.
Não teria como eu acessar um um lugar
para poder morar, para poder viver.
Então, as pessoas perdem a noção disso
aí. Na internet é fácil, porque você
pode se abstrair da realidade e falar o
que você quiser. Você pode achar que é
uma discurseira e não considera a
realidade.
A pessoa tem o direito de ter gás em
casa sem precisar pagar a fortuna que é
um o bujão de gás. Pelo amor de Deus,
gente.
Ah, vai tá dentro da dinâmica liberal.
Sim, mas as pessoas precisam viver. A
menos que você considere no seu cálculo
de discurseira que abstrai tudo aqui
também, né? [ __ ] Quanto mais
lascado, mais puto o pessoal fica assim.
Parabéns, gênio. Aí é criança passando
fome, sem acesso à creche, sem acesso à
alimentação adequada na creche, eh, sem
poder ter casa para morar, sem ter
espaço ou ter alguma gratuidade de
transporte, porque os caras vão cortar,
vão eliminando, sem ter aumento real de
salário mínimo, sem ter acesso à mínima
de renda. Ah, que legal, que bacana, né?
Assim, [ __ ] velho, parece que não
nunca botou o pé no na na bagaceira. Ou
se botou agora, respira e tá bem azar
dos outros. Ah, não, mano. Entendeu? Não
pode, não pode. É muito fácil da
distância. É muito fácil. É muito fácil.
Então, eh,
ah, é o mínimo, é o dentro da dinâmica
liberal. E o Lula tá falando, a gente
não, a democracia, como ela tá colocada,
a democracia não deu conta do estar do
bem-estar social. Então, a gente tem que
discutir como fazer isso. Essa é uma
janela. Olha, janela de oportunidade pro
tensionamento à esquerda.
Não do tensionamento à esquerda para
todo mundo é errado, eu que tô certo.
Tensionamento à esquerda é, olha a
janelinha aí, dentro do espaço
institucional tem o maluco falando que a
democracia dá um problema.
Exatamente, Rubens. E o governo tentando
restatizar as distribuidoras para baixar
o preço do gás na ponta. Ninguém divulga
igual, é, não divulga, porque se rende
inclusive essa dinâmica de rede. A gente
tá falando numa bolha de classe média
que consome internet e que tem tempo
para consumir internet, inclusive nós
aqui, né?
Eh, que para fazer o algoritmo render,
você tem que ficar sempre na polêmica,
você tem que ficar sempre na oposição
nessa e não tem o conteúdo gerado, não
tem a reflexão mínima, né?
Ah, mas ai que saco. Diz ao querido R.
É, acho que discordo desse ponto. O
estado de bem-estar foi uma configuração
muito específica em um determinado
período histórico do centro do
capitalismo, mas entendi o ponto dele. É
corretíssimo.
A gente pode discordar concordando,
discordância, mas o ponto é saber fazer
esse jogo de tensionamento.
Importante. Mas vamos lá mais um
pouquinho.
em muito lugar falhou no campo da
educação,
falhou no campo da saúde,
tá? Então nós vamos saber, nós
precisamos, ao invés de fazer uma
reunião para criticar os outros, nós
temos onde é que nós falhamos e onde é
que a gente pode consertar, qual é a
narrativa que a gente vai contar pra
juventude?
Por que que eu tenho que induzir um
jovem a acreditar na política?
Mais autocrítica, menos ataque.
>> Não é só mais autocrítica, não é nem
ataque. É mais fazer autocrítica correta
das coisas que não deram certo e fazer
proposta das coisas que nós acreditamos
que vai dar certo.
[risadas]
Ai que coisa incrível, né? Lula fazendo
ciência. Exatamente. [risadas]
Que coisa incrível, né? Que coisa
incrível, né?
Ah, fazer out fazer autocrítica. Que
coisa incrível. Eu eu vou pegar um
último trechinho dessa entrevista e a
gente já vai pro nosso react de texto.
Eh,
cadê
o
a importância? Ai, cara,
menos ataque. A, não tá nem preocupado
com ataque. Pera aí, pera aí, pera aí.
Hã,
pera aí, pera aí, pera aí, pera aí.
Deixa eu pular o três.
Ah,
aqui.
Lá vai, lá vai, lá vai. O último
trechinho aqui. Fala, meu querido Igor,
como é que você tá? Bom dia, meu bom.
Tudo bem? Espero desejo que sim. Vamos
mais aqui um trechinho.
Mas estamos acompanhando aqui. Papito,
papito falando, [risadas]
painho falando. Vamos lá. Vamos lá. Eh,
vamos lá paraa pergunta do jornalista.
Pergunta interessantíssima, né?
Perguntando assim: "Será o Lula o único
leninista? Nunca vi nenhum [risadas]
web comunista fazendo autocrítica." Mas
é que também aí eu vou defender agora
esse ponto do web e comunista. Ele não
precisa fazer autocrítica
porque ele não tá executando nenhum
poder em lugar nenhum, né?
Ele tá só fazendo agitação e propaganda,
tal qual nós aqui nesse momento. Então,
para que que ele vai fazer autocrítica?
Não tá precisando executar poder, né?
E isso aqui não é um, não é diminuir,
tá? Fazer um comentário importante. Isso
aqui não é diminuir quem tá na atuação
da internet, mas a gente tem que
entender o que a gente faz na internet.
é discurso, é agitação e propaganda, não
é execução de poder. Execução de poder
você faz por meio das instituições
estabelecidas. Quando você senta na
cadeirinha para executar poder, é outra
coisa. Quando você tem que tomar decisão
para onde vai um recurso,
como você aloca, como eu tive que fazer
trabalhando como política pública,
trabalhava no planejamento de política
pública para atendimento de população em
situação de rua.
A gente tinha o dobro de população em
situação de rua em relação à quantidade
de eleitos disponíveis
para abrigamento aqui aqui na cidade de
São Paulo. Como é que eu alo? De onde eu
tiro o recurso?
Como eu atendo essa população?
A
a terceira pasta com maior orçamento das
secretarias no município é de
assistência social.
Só que a assistência social não vai só
paraa população estação de rua, vai para
toda pessoa que precisa de assistência.
E a população vulnerável, quem diria,
né? 80% da cidade precisa de algum tipo
de assistência. Como é que eu administro
esse recurso, esse orçamento?
Se eu boto para um, eu tiro para outro.
Se eu dirijo para um grupo, outro fica
sem. E não, não tem impressora de de
dinheiro, tá?
Não é botar põe as máquinas e as
impressoras de moeda para fazer.
[risadas]
[ __ ] que pariu.
Concreto não se faz com moeda, tá? Viga
não se faz com moeda.
Ai
meu Deus. Levantar um um centro de
acolhida não se faz com emissão de
dinheiro num numa impressora. Não se faz
assim. Não se faz. Isso tem uma péssima
informação para vocês, não se faz. O
colchão especial, específico para
atender a população em situação de rua,
que tem que ter um um tipo de de
cobertura adequada pro colchão para não
ter infestações, não dá para fazer
imprimindo dinheiro, não dá. Manda do
Pix. Não, não, não, não brota. Não
brota, cara. Então, o orçamento vai para
um lado, né?
O orçamento vai para um lado e eu vou
ter que tirar de alguém.
Na hora que você senta para executar
poder, a brincadeira é outra. Na hora
que você tem que tomar decisão e o
coração fica acelerado, você entra em
quase crise de pânico, talvez eu tenha
vivido isso, porque você vai ter que
tomar uma decisão que gente vai ser
afetada. Vai ter que tomar uma decisão
que tem um grupo adversário seu que tá
querendo massacrar a população em
situação de rua e o teu trabalho é
evitar que isso aconteça, é que essa
população seja atendida e você vai ter
que fazer enfrentamentos por orçamento,
por espaço, por políticas adequadas, por
discursos. por provar cientificamente o
que vale mais a pena ou não
enfrentar o o interesse imobiliário. Não
é porque deu vontade, meus amigos. É é
[ __ ] mano.
Sentar para executar poder, a
brincadeira é outra.
É outra.
Então a gente vou aqui, tô defendendo.
Não, o Raia tá dizendo que eu fui
defender, acabei debochando. Não, eu tô
defendendo. Ah, vou exigir autocrítica
dos web comunistas e dos ou dos web
trabalhistas ou dos web crentes ou dos
webs webs. Não, cara, não. Que não tá
nem executando poder. A gente faz
agitação, a gente faz propaganda, a
gente discursa, produz conteúdo, mas
isso não executa poder, [ __ ] O o que
executa poder é outra coisa. É
instituição estabelecida. É na hora que
você senta na cadeirinha, aí a
brincadeira é diferente. A brincadeira é
muito diferente. É muito diferente.
Não é ver número passando em tela, tá?
Não é, não é, é outra coisa. É outra
coisa.
É, já me dá até gatilho de lembrar as
reunião que a gente participava, só
bagaceira.
Eh,
executar poder é diferente.
Então, tem que saber se a minha posição
na internet é agitação e propaganda, é
produzir conteúdo. Eh, eh, eu tenho que
entender quem eu legitimo quando eu
produzo conteúdo, quem eu deslegitimo, a
quem eu potencializo e a quem não.
Tentar minimamente entender os efeitos
positivos e negativos daquilo que eu tô
fazendo. Quem se beneficia disso?
É diferente.
Produzir conteúdo, discurso, propaganda
não é a mesma coisa que executar poder.
São duas instâncias completamente
diferentes.
Discurso legitima, discurso da
justificativa. Discurso organiza as
ideias, potencializa, mas é
completamente diferente de executar
poder.
Se há alguma autocrítica a ser feito,
não é uma autocrítica do tipo, ah,
deveria ter feito isso, aquilo. ou não é
de tá sabendo que essa é a minha função
no jogo, como que eu jogo, porque há uma
divisão aqui de trabalho de militante,
há uma organização distinta, quem tá
executando poder e quem não,
quem tá organizado em partido e quem
não.
Uma coisa você ter que organizar e gerir
um partido ou até organizar e gerir um
canal. É diferente. Eu só tô cuidando de
um canal aqui. Super fácil. Eu boto esse
bagulho para gravar, torço para cair
alguma renda no final do mês para pagar
o Streamyard. Se não paga, eu tô [ __ ]
[risadas] eu não consigo manter o canal
funcionando, porque é um canal pequeno.
É fácil. É fácil. Organizar um partido é
outra coisa. Organizar um coletivo é
outra coisa.
É outra coisa.
Então assim, vou nem exigir autocrítica,
não vou.
Só entenda qual é a sua função no jogo.
Simples assim.
Simples assim. Mas é complicado, pô. É
complicado.
Só comprar mais leitos é fácil. Só
comprar mais. Ai, cara, a galera não tem
noção não. Mas vamos lá. Vamos lá. Vamos
lá. Vamos aqui para o nosso querido
painho que tá em cargo de execução do
poder. Então, tem que fazer autocrítica
mesmo, tem que ser criticado, mas a
gente tem que entender o que que é tomar
decisão, né? É, é diferente. É
diferente. Mas vamos lá. A pergunta do
jornalista, né? Qual que é o pior
momento da carreira do nosso querido
Luiz Inácio?
>> E mirando hacia atrás, ele momento de
sua carreira, qual foi? Estuve
>> Não, não
>> é,
>> faltou aqui a tradução simultânea, né?
Qual foi o pior momento da sua carreira
política, né? Foi o momento que você
teve preso, né? Que você teve na prisão.
Aí o Lula mete um. Não, não, não. A
prisão foi suave.
Diferente de um saco de cocô aí que não
consegue ficar no lugar que tem ar
condicionado, né? [risadas] Tem
atendimento odontológico, alimentação
adequada, cuidadinho, aí não consegue.
Mas o Lula falou: "Não, não, prisão foi
fácil, ó. Prisão tirei de letra
mata. O pior, [risadas]
o pior momento da, da minha carreira, no
fundo, no fundo, foi a primeira eleição
que eu perdi em 82 pro governo do estado
de São Paulo.
O meu partido só tinha 2 anos. Era a
primeira vez que eu tinha sido candidato
majoritário
e a gente juntava tanta gente na rua,
tanta gente na rua que eu comecei a
acreditar que eu ia ganhar as eleições.
[risadas]
Comecei a acreditar que ia ganhar as
eleições.
Então eu eu era eh era uma figura, era
um metalúrgico, um operário, candidato a
governador.
Era uma novidade [limpando a garganta]
muito grande nesse país.
E eu brinco muito, eu dava muito
autógrafo
e eu acho que eu não tive a quantidade
de voto que eu tive de que eu dava de
autógrafo.
>> E com certeza não teve. Então cara,
olha, olha que exatamente
[risadas]
Lula novinho se iludindo. Não, e por
quê? A gente mobilizava muita gente, a
gente via muita gente na rua. Achei que
eu ia ganhar. Tá fácil. São milhões,
milhares de pessoas. E cara, milhares de
pessoas ali nos anos 80 se juntar na rua
com Partido Trabalhador, sindicalismo.
Eh, tem que ser bravo, meu amigo. Tem
que ter uma organização estruturada ali
muito grande. Tô dando autógrafo que eu
nem sei mais quanto autógrafo eu tô
dando. É gente para caramba. Agora vai,
agora dá.
Ganhar eleição não é por quantidade de
pessoas que te seguem ou que você dá
autógrafo ou que te admiram. O pessoal
admirou o Lula, mas não votou nele.
Pessoal achava super legal. Tamo junto.
Porque a banda toca de outro jeito,
mano.
Mas vamos lá. Lula aprendeu com essa
história. Ele achou que ele ia ganhar,
mas é só achou mesmo.
Eu fiquei muito decepcionado. Eu cheguei
a pensar em desistir da política,
sabe? E aí tem uma conversa minha com o
Fidel Castro e foi em 82.
>> Se vocês quiserem eu boto no replay, tá?
Eu ia desistir da política, mas aí teve
uma conversa minha com Fidel Castro.
Eu
[risadas]
queria ter um dia ter conversado com o
Fidel ser um sonho da minha vez. não ia
nem conseguir conversar, ia ficar
babando. Falei: "Fidu". Provavelmente é
o líder que eu mais admiro assim de de
verdade assim admiro demais sobre tempo
que esse homem, o que esse cara faz, ele
era brilhante, mano. Ele tinha um, é, é
muito completo,
jogador completo. Fidelito era um
jogador completo, bandante
impressionante. Então, aí ele tava lá,
né? O dia tava lá conversando com o
Fidel, né?
85. Eu tava conversando com o Fidel Cat.
Eu falei: "Olha, ô Fidel,
>> ele queria saber como é que tava o meu
partido." Falei: "Ó, Fidel,
em 85 tava conversando com o Fidel,
tinha pensado em desistir, né? Tava lá
fazendo um nada aí, né? A gente se
trombou. Foi, faz tempo que eu não te
vejo também. Faz tempo que eu não te
vejo, Fidel. Vamos tomar um café lá em
casa. Bora. Sentaram para trocar uma
ideia, como se fosse uma terça-feira,
sol à tarde. E o Fidel: "E aí, como é
que tá o partido? Como é que tá as
coisas? E Lula desiludido, jovem. Falei:
"É,
perdi a eleição. [ __ ] [ __ ] Achei que
achei que ia ganhar. Achei que ia
ganhar. [limpando a garganta]
Cara, tá falando de uma conversa entre
[risadas] um candidato, não era nem
presidente nem nada, 85. Candidato
derrotado de um partido dos
trabalhadores sindicalista conversando
com ninguém mais, ninguém menos que
senhor Fidel Castro.
[ __ ] [risadas] velho. Ai, será que
esse homem teve um impacto na esquerda
latino-americana? Ah, quase nenhum, né?
Quase nenhum. Esse aí a recuado. Ai, meu
Deus do céu. Vamos lá.
>> Então, eu tô pensando em desistir porque
eu fui candidato e só tive 1.250.000
votos. F Lula, você conhece
algum lugar do mundo?
que o operário ainda teve 1.256.000
votos. [risadas]
Não.
Vocês conhecem
algum lugar no mundo
em que um operário
na primeira eleição que participa tem
1.256.000
1 votos no ano da graça de 1985
para governador de São Paulo.
Esse é o tamanho, meu Jesus Cristo.
A gente esquece, a gente acha que a
gente tá com
nós que nascemos no final dos anos 80,
começo dos anos 90, crescemos os anos
2000 durante o governo Lula, assistindo
aqueles dulos de de dinheiro no Jornal
Nacional, né, de Lava-Jato, de não sei o
quê, de petrolão, de piipi, poó pó. A
gente se acostumou a tratar o Lula como
se ele não tivesse essa história. A
gente se acostumou a tratar a velha
guarda como se fosse uma parada dos
meninos. Aí a gente pode sair criticando
e falando qualquer groséria. Afinal, a
gente aprendeu, né? Você aprendeu que no
jornal você pode falar qualquer coisa,
você pode fazer piada falando que ah,
ele é bêbado, é cachaceiro, a gente não
sei o que lá. A gente aprendeu a fazer
isso, né? Agora a gente não usa, né?
Bêbadoo, cachaceiro, não sei o que lá.
Não, mas a gente trata com esse mesmo
grau de ingenuidade, desrespeito e sem
noção da história.
Critica, mas não trata como se tivesse
falando com um menino, com com um
moleque de um ensino médio, com alguém
que começou agora a brincadeira, sabe?
Não pode, gente. Tá errado.
Não pode. Não pode. E eu tô falando de
alguém que crítico. Não pode, cara. Não
pode.
História de militância aqui. A gente tá
falando uma conversa entre Fidel Castro
e Lula. E o Fidel aqui. Obrigado Fidel,
como disse o Rubens, né? Obrigado,
Fidel. Obrigado, Fidel. Porque se não
fosse fidel a gente painho aí depois
disputando e conseguindo mesma coisa. E
diz Kevin, né? Um operário que teve 60
milhões exatamente de votos para ser
presidente. Cinte,
[ __ ] velho.
Ah, meu Deus do céu. Diz nosso querido
Lucas. Dela os números, porém o
capitalismo prevaleceu e nos trouxe pro
Bolsonaro. Mas minha gente, tem toda a
razão, querido Luk. Inclusive, bom dia,
faz tempo que você não tá por aqui. Mas
o ponto é esse. Existe uma coisa chamada
história.
E a história não é só o que ficou para
trás, é as condições que a gente tem
para atuar hoje. E tem condição que não
dá para levar adiante e tem limite.
E eu entendendo o limite, eu falo: "Pô,
a gente tem que ultrapassar esse limite
aí, pô, tem que ser melhor do que isso
daí que foi feito. Pô, essas reformas aí
são limitadas, pô. Esse governo aí se
rendeu a certo um um a um âmbito de de
projeto neoliberal. Verdade, verdade,
verdade. Temos que superar. Quais são as
condições históricas que a gente tem?
E não é quais são as condições
históricas que a gente tem. Ah, então
abraço petismo. Não, quais são as
condições históricas que a gente tem?
Então, qual é a atuação que a gente vai
fazer para que na história seja
possível? a gente tem uma classe mais
organizada, uma pressão mais forte dos
trabalhadores, as possibilidades que nós
temos de atuação. E é isso,
porque a gente não faz as coisas porque
deu vontade, não faz as coisas porque
quer
executar poder dentro de uma estrutura é
outra coisa, meu Jesus Cristo.
É diferente.
A brincadeira é diferente.
Então isso é importante. e nosso querido
Igor, querido Igor, Bruno, mas a crítica
não se baseia justamente nas medidas do
Lula não fazer injusto essa história?
Sim e não. Sim. [roncando] Na medida que
eu falo: "Pô, esse cara fez parte dessa
esquerda que nos inspirou a um sonho
revolucionário maior do que o que tá
sendo realizado." E aí eu abraço, falou:
"Realmente, o nosso sonho era muito
maior do que isso que foi que nos
limites que a gente atingiu." Agora, a
gente atingiu os limites dentro do
possível, do factivo e do viável e
fazendo coisas, inclusive
extraordinárias,
inéditas na história de um país de 500
anos, com 300 anos de escravidão, 200
anos de bagaceira para ter um primeiro
presidente à esquerda no início do
século XX e em 20 anos a gente tinha
outro país.
Então assim, é entender essa história,
entender o que foi feito dentro da
factibilidade, dentro do que foi viável
e a gente pode potencializar.
E a gente agora então tem que ver os
limites. Não quero mais que isso. Eu não
sou petista, eu não sou filiado ao
Partido dos Trabalhadores. Sou filhado
da unidade popular pelo socialismo. Isso
extremamente recuado o Partido dos
Trabalhadores. Extremamente recuado,
extremamente entregue por uma dirigência
que se adaptou a essa vida de classe
média, uma galera que se adaptou aí com
essa dinâmica liberal e neoliberal. Só
quero o mínimo. Desgraça. Eleitoreiro
para caceta, fez aliança até com o
diabo. O modo de dizer, pelo amor de
Deus, o crente corta isso aqui e aí fala
isso. Fez aliança com com todo, faz uma
frente amplíssima. Dentro do possível,
acho uma desgraça,
acho limitadíssimo.
Isso não significa que eu não tenho que
considerar que são adultos na sala
tomando decisão e discutindo e tratar o
jogo tal com o respeito que ele merece.
E os meus adversários com respeito que
eles merecem.
A gente dá mais valor para as atuação
malucada de bolsonarista do que paraa
atuação consistente da esquerda.
A gente valoriza mais as imbecilidades
feitas pela direita e pelo fascismo do
que a consistência realizada pela
esquerda,
do que as vitórias conquistadas dentro
desses espaços.
Aí a gente tem que rever, né? Pô, a
gente tá sendo muito burro, cara.
a gente não tá entendendo muito, não tá
discernindo o tempo, né? Eh, a gente,
cara, isso é importante, isso é
importante. Reflexões fundamentais é
limitadíssimo, lógico que é, óbvio que
é. Quero mais, mas o meu sonho de querer
mais não implica então all in ou nada.
Não,
que que dá para fazer? E tem adulto na
sala, né? Tem uma galera aí que eu vou
vou aqui, eu não gosto de fazer bateção
de boca na internet, mas me irrita muito
assim, né? Uma parada que eu fico muito
triste, para não dizer puto, mas triste
com a posição, por exemplo, dos caras
chamados autodenominados, né? Web
trabalhista, sei lá que nome que eles
vão dar agora, tipo o Tamiro, crep e
tal.
Pô, esses dias, cara, eu vendo genuíno
trocando ideia, foi um trecho só, mas o
trecho que eu assisti já foi o
suficiente para eu ficar enfurecido.
Genuíno trocando ideia com um mano lá,
não sei se era o Tamiro, era o CRP,
pouco importa m agora nesse momento.
e os caras tratando
o que este homem, liderança da esquerda
brasileira fez, como se tivesse
conversando com um adolescente ou com
alguém que utiliza internet, consome
conteúdo do YouTube.
Aí esses mesesquest fazendo esse
bagulho, eu falo: "Mano, este senhor de
cabelos brancos está se sujeitando a
fazer isso porque ele sabe papel que tá
sendo jogado dentro dessas redes de um
conteúdo completamente absurdo,
deslocado, com papo rebaixado para
caramba, sem considerar história, sem
considerar aquilo que é factível, o que
é possível, com um menino que deve ter a
minha idade, ou mais novo que eu, talvez
mais novo que eu, tenho 37, não sei
quantos anos os meninos tem,
que a gente não fez a unha do que esse
Esses caras fizeram, a gente não não
sentou na cadeirinha para executar
poder. A gente não fez uma luta rebelde,
não pegou em arma, não fez [ __ ]
nenhuma.
Mas acha que não que tá. Isso não é
dizer: "Ah, olha, então tem ficar lá bem
na a nuca do moço e abraçando ele com
carinho." Não, mas você tem que
considerar a história o que foi feito, o
que está sendo feito, o que é possível
ser feito. E aí você troca ideia em
outro nível, eleva essa conversa,
procura os espaços em que dá pra gente
atuar mais. Sabe, saiba fazer aliança,
saiba na discordância, saber não afundar
o barco no que você tá, no qual você tá
navegando, né? Sim.
E aí é rida,
eu fico triste mesmo. Eu falo: "Gente,
não pode fazer isso, não pode. Tratar
uma liderança como essa que a gente tá
assistindo aqui falar ou qualquer outra
dessas velha guarda que fez coisas que a
gente seria incapaz de fazer e que se a
gente tá hoje conseguindo desenrolar
algum trampo aqui, é porque esses caras
fizeram bagulho imenso aí. do lado nosso
lado radical, né? A esquerda. Olha pro
paraas paradas que Malsetung fez as boas
e as ruins. Den Shelpin fez as boas e as
ruins. Lenin fez as boas e as ruins. St
fez as boas e as ruins. Sei quem fez as
boas e as ruins é falar: "Não, mas tem
que entender também porque isso foi
necessário, porque depois que aí a gente
passa um panaço para vários problemas
porque depois olha o que vem". Mas na
hora de analisar a nossa história, a
gente não fala: "Cara, mas a gente só tá
aqui por isso que foi feito antes." Aí
na nossa história não vale. Aí você põe
fogo em tudo. Aí perna para que te
quero, azar do seu, tal. E aí aí a gente
se lasca,
a gente se enfraquece. É muito assim,
mas é muito. Diz o nosso querido Luk
Acab. Lukit Acab.
Bom estar de volta, camarada. Obrigado
pelas tuas lives que irão ajudar nosso
povo mudar isso para nosso povo, nossas
25 pessoas que vão assistir com a gente,
nós 25 teremos um bom papo.
[risadas]
Desculpem, até porque se você vai com
muita sede ao pote e dá errado, pode até
queimar a a imagem do partido e minar as
ações futuras. Perfeitamente. Entender o
contexto histórico é relevante para
manter o projeto de pé? Perfeitamente,
perfeitamente.
Diz querido Uber. Entendi perfeitamente
seu ponto, mano. Obrigado por isso. Não,
tamo junto. É, é que eu e eu não
discordo de você. Você tá plenamente
correto, cara. Acho que essa é uma parte
importante do papo, tá ligado? Você tá
certíssimo. Por quê? Porque, pô, não tá
fazendo jus aquilo que a gente esperava.
Lógico que não. Mas agora tem que olhar
também o que dá para o que dá para
fazer, né? A diferença do que eu espero
e gostaria daquilo que dá para
acontecer. [risadas] Eu adoraria amanhã
acordar. Eu adoraria amanhã acordar e
falar: "Caraca, eu consegui pagar a
dívida do cartão que eu adquiri no
período que eu tava desempregado".
Mas isso não vai acontecer, eu espero,
né? Eu sonho, adoraria. Mas aí chega o
meu salário e é consumido pela vida
cotidiana, eu falo: "É,
não vai dar.
Queria mais, [risadas]
mas não vai dar. Infelizmente eu
esperava mais, né? Ou fiz o doutorado,
espero agora receber milhões. Não, meu
irmão, você pode sonhar, mas não vai,
não vai. Ao contrário, a gente é
extremamente precarizado. Na verdade,
acho, tem um número bem baixo de pessoas
que tem doutorado que consegue uma um
salário adequado, uma posição adequada.
Maioria até abandona a academia. Eis um
caso aqui que tá praticamente quase
fazendo isso, porque é assim que
funciona o jogo, né? Então assim, uma
coisa é a minha expectativa, a outra é a
realidade.
Diz nosso querido Kevin, é reconhecer
tanto os os efeitos quanto os limites.
Perfeitamente, perfeitamente.
Diz nosso querido Rubens, liderança
durante a ditadura. Exatamente.
Exatamente.
Diz Nossa Jéssica. Bruno não entra em
contato com esse povo web trabalhista.
Tavam atacando a Laura no Twitter. Base
deles é puro. É, mas você atacou a
Laura, tá errada, né? A Laura é a única
linha correta que a gente tem sempre. A
mulher não erra aí errado. Tá os outros.
[risadas]
Concordo com você. Fazerte, pô. Pote só
as coisas ruim. Porque boa não teve. Não
teve mesmo. Aí foi, né?
Diz nosso querido Rubens, baralho. Pode
crer. Os caras passa pano por Stal e o
Lula só pedrada. Não tinha visto esse
esse lado ainda. É, mas é. Ué, é, pô. Aí
a gente olha pra história dos outros
vale. A nossa não é viralatismo para
caceta, né? Ah, viralatismo de esquerda.
É o viralatismo vermelho. [risadas]
Nós o povo, nós os 25 do povo soviético
barista. Exatamente. Nós 25
sobreviveremos. Azar nosso. Não adiantou
de nada. Precisava ser mais gente, mas
tudo bem. Diz Ran Ryan. Não, o web
comunismo é ainda paspano, mas agora os
trabalhistas estão se afundando em
alianças duvidosas para desar. Ah, eu
também o que a gente, o pessoal brinca
de web e comunismo, tal, eu adoraria
trocar ideia. Adoro, na verdade, poder
ter espaço para trocar ideia, para poder
tenscionar. E eu acho que é saudável. Eu
acho que é a bobagem a gente ficar no só
no ataque pelo ataque, naquela gritaria
maluca. É saudável o debate, ele é
fundamental, os tensionamentos, a gente
entender as estratégias. Seria legal
discutir estratégia, né, comum,
planejamento adequado.
Massa demais. Qual é a função da
produção de conteúdo na internet? Isso é
um discurso, uma discussão que não tem,
né? Assim, qual é a função da produção
de conteúdo na internet? É conscientizar
a classe trabalhadora? É gerar revolta.
Gerar revolta não precisa de conta na
internet. Só ter que acordar todo dia
4:30 da manhã com o celular despertando,
você já tá puto. Desce pro ponto de
ônibus, não tem uma alma viva, você fica
com medo para ver se vai passar duas,
dois caras numa moto. Aí você fala:
"Eita, [ __ ] 5 horas da manhã indo pro
trabalho, ainda tenho que ficar com medo
dois caras numa moto. O pão de ônibus
aqui vazio, tem uma alma viva nesse
lugar.
Já tô puto. Chego no trabalho cansado
depois de pegar um trânsito danal porque
as ruas tudo esburacada aqui no no no
estado de Tapicirica. 1 hora20 para
chegar no trampo. Chega no trampo
exausto com ônibus cheio, puto. Chega lá
começa a trabalhar e é pressão atrás de
pressão ficar puto. Tem que diminuir o
horário do almoço porque você vai
conseguir só comer 35 minutos. Porque os
outros tanto você vai ter que gastar
recuperando um trampo aí que você não
fez ou tendo que ir no banco resolver
algum problema que você não conseguiu
fazer pelo aplicativo. Tem que ir na
agência, mas a agência fica no cu do
mundo. Você tem 25 minutos para
resolver. Corre lá, você vai e volta
puto. Aí você passa trabalho, puto. Já
tá puto, já tá revoltado.
[risadas] Não é, não é o conteúdo da
internet que chamar revoltado. Ah, não.
O pessoal só vai ficar puto depois de
quer assistir meu vídeo. As pessoas já
estão cansadas. A gente tá puto. O que a
gente precisa agora é organizar essa
brincadeira. tem noção do que tá
acontecendo, tem um conteúdo adequado,
reflexivo, que auxilie, ah, mas não gera
engajamento, a gente não ganha esses
se vai gerar, então cria rede com a
extrema direita, mas não seja burro de
atacar quem quem ainda faz um mínimo de
proteção pra gente, né? Qual que é o
papel da produção de conteúdo na
internet? É importante discutir esse
papo. A Laura fez um vídeo, fez um vídeo
ou falou num podcast? Foi no podcast. A
Laura, já que a gente comentou da Laura,
acho que podcast que foi,
eu acho que foi no do Felipe Leão,
eu acho que foi, que ela falou sobre a
produção de conteúdo na internet. A
gente não vai ganhar. Ela tá certa.
Esse algoritmo aqui vai trabalhar pra
gente? Não vai, pô. Então, tem que
entender qual é a função dessa produção
de conteúdo aqui, com quem que a gente
vai conversar, qual é a bolha que a
gente atinge, os limites que a gente tem
nela.
E qual que qual é o efeito que a gente
espera, né? Importante,
perdão.
Eh,
sério mesmo? Caraca, nem tinha visto
isso. Graças a Deus eu não vi.
Hum.
Diz o nosso querido Gabriel, mas o web é
comunismo vê a aa a socialdemocracia
como inimigo. A a lá social fascismo.
Ah, mas aí a burrice ela impera às
vezes. Mas não é todo mundo também. Tem
gente que faz isso, tem gente que não
faz. Eu acho que não vou colocar no
mesmo balaio.
Isso é verdade. Querido Templário, eu
concordo com você. É inacreditável como
a Rosa Luxemburgo acertou uma quantidade
absurda de teorias revolucionárias que
ela desenvolveu em 1900. Todos os
acertos endereçados à contemporaneidade
de hoje em dia. É, auxilia muito, é uma
ferramenta importante. Muitos momentos
eu acho que escapa um pouco para um
certo idealismo esperançoso demais, mas
porém contudo, todavia é verdade.
Recurso pouco utilizado.
Diz Jéssica: "A teoria do social
fascismo errada". Exatamente, a tese tá
errada. Eh, tem livro do Lenin sobre e
se chama esquerdismo, doença infantil do
do da qual é esquerdismo, doença
infantil do comunismo, né? A, já não
lembro mais. Como disseram no grupo
barista, radicalismo performático
abstrato, [risadas]
galera esquece a história e fica num
discurso eh num discurso apartado. Que
palavras bonitas que vocês estão
utilizando hoje do que é possível dentro
das condições reais, políticas. É
verdade, é, é verdade, é verdade.
[risadas]
[suspirando]
Exatamente, por Mas aquela, Exatamente.
A Laura não só produz conteúdo da
internet, né? Ela milita. Milita
efetivamente. Isso faz muita diferença
também.
Mas é isso. E eu perdi aqui o que que eu
tinha feito. Pronto. Agora só, pô, eu
perdi todo momento. Eu acho que não vai
dar para fazer o react de texto, tá? F
só um trechinho. Eu, ou seja, eu fiz um
clickbait completamente bait, né? Eu
falei ia falar sobre economia, não falei
nada de economia até agora, mas vamos
terminar aqui a fala do nosso querido
Painho falando sobre o o papo dele com
Fidel, né? Em que lugar do mundo tem um
operário sindicalista que conseguiu
1.256.000 votos? Não existe nenhum lugar
do mundo. Existe lugar nenhum do mundo.
Então, meu caro, continua na vida
política.
Isso isso me motivou a perceber que eu
não tinha sido tão fragulosamente
derrotado.
Eu fui o quarto colocado [risadas]
>> ainda. Eu não quero.
>> Com
200 e não sei quantos mil votos fica em
quarto lugar. [risadas]
Eu acho impressionante, cara. Pera aí,
pera aí. Ih, por que que eu não apareci
de volta aqui? Ah,
e eu queria botar um Ai, mano, tem um
último trecho também. Eu acho que eu vou
abandonar. Eu vou ter que mudar a TAMB
desse vídeo aqui.
>> Quero perder a chance de perguntar.
Esqueci aqui.
>> Vinícius e a Espanha. Eu acho
americano.
So I just started freestyle and tested
my m and this is what I did right Tudo
junto. [canto]
Ih, deu pau, deu pau.
Travou tudo aqui. Pera aí.
Aí,
pera aí, pera aí, pera aí. Travou tudo.
Ah.
Pronto, última paradinha aqui. É,
voltei, voltei, voltei. Deu pau aqui,
deu, travou tudo. Meu computador tá
daquele jeito, né? Vocês já estão
ligado, mas ó, vou vou colocar aqui o
último trechinho. Eu vou ter que mudar a
tamb desse vídeo. Eh, eu ia falar sobre
economia, enganei
vocês, mas é que a ideia era essa, mas
demorei mais tempo do que eu imaginava
no nosso papo. [risadas]
Ai, perdão, perdão. Fui moleque, errei.
Fui moleque. Foi mal. Fui moleque.
Agora vai, hein? Agora vai, agora vai.
do 3 e ó o o entrevistador vai perguntar
como é que é sua relação com o primeiro
ministro da Espanha, Pedro Sanchez
perguntar qual é sua relação com
presidente com Pedro Sánchez.
Olha,
[limpando a garganta] a minha relação
com a Espanha
tem um histórico
meu com a Espanha, que é o seguinte:
Ah, eu tenho muita relação
com a Espanha.
Vocês tinam nos anos 80 o primeiro
>> veja, ele não tá respondendo só com
Pedro Sanchez, né? Ele falou: "Fica de
clickbait, de sacanagem". Não, vou vou
ter que mudar também. Ele não falou
sobre o só o o ministro Pedro Santos,
ele vai falar agora com a relação dele
com a Espanha. O homem já saltou no
tempo, né, e no espaço e na geografia e
subtraiu o sujeito e está lidando agora
com a entidade Espanha.
>> Ministro espanhol,
eh, que é o
>> Suáz. Suárez,
>> Adolfo Soares. Hum. Esse cidadão era
tido como homem conservador.
>> É,
>> mas ele veio ao Brasil. Eu estava
condenado pela lei de segurança nacional
e ele fez questão
de brigar com os militares para que eu
pudesse ser atendido por ele.
O primeiro ministro
da Espanha nos anos 80
vem ao Brasil,
uma agenda provavelmente diplomática.
E ele fala: "Quero conversar com o
Lula". O Lula era presidente? Não, ele
era tinha algum cargo político?
era uma liderança sindical que estava
cerceado pela lei de segurança nacional.
E o primeiro ministro da Espanha, um
chefe de estado,
fala pros chefes de estado brasileiros
da ditadura militar, quero falar com
esse sindical, esse sindicalista
que está aí sobre perseguição de vocês.
Exijo falar com ele.
Vocês estão entendendo o tamanho disso
aqui, a história disso aqui?
Qual que é a liderança popular no
planeta
que sem tá ocupando o cargo de chefe de
estado consegue um feito desse? E a
gente não tá falando de o primeiro
ministro progressista de esquerda, sei
lá, Barrococó, caviar, não. Ele tá
falando de um cara que inclusive é
considerado conservador,
Adolfo Soares.
Aí vai fazer uma crítica como se tivesse
conversando com o menino de ensino
médio. Ó o tamanho disso, meu Jesus
Cristo.
Pensa, pô.
Pensa que que a gente, do que que a
gente tá falando
de uma liderança sindical, de
organização de um partido de base
trabalhadora
nos anos 80.
Essa história a gente tem que conhecer,
tem que reconhecer, tem que entender.
E não é para ficar sendo urfanista, para
fazer que nem um monte de aí um monte de
cabeça branca do PT fisiológico lá que
fica fazendo isso só para ficar lambendo
o Lula e para conseguir espaço dentro da
estrutura, né? fica lá e olha porque
nunca fez nada também fica se apoiando
no homem e nas outras lideranças que
fez. Não, não é para ficar lambendo,
cara. É para você entender com quem você
tá lidando, você entender a história do
seu país, a história do cara que ocupa o
cargo de presidente do seu país. Entenda
para daí fazer uma crítica adequada.
Entenda para saber a hora de hum segurar
um pouquinho aqui.
Entender melhor o que tá acontecendo.
Vamos lá.
Ó o tamanho disso, pô.
Depois dele, o R Schmith
aqui do Brasil e vigiu dos militares ter
uma conversa comigo. Isso nos anos 80
>> não foi um, foram dois
chefes de estado pedido nos anos 80 para
conversar com o sindicalista contra a
ditadura militar, né?
Ou seja, falou: "Ó, ele tá sancionado aí
pela lei de segurança nacional, mas a
gente quer falar com ele."
>> Depois eu tive uma belíssima relação com
Felipe Gonz.
Depois eu tive a relação muito boa com o
sapateiro.
Tem muito muito muito muito com Pedro
Scho e tive boa relação com Asnar. Asnar
conservador.
>> Muito boa relação com a Sabe por quê?
Porque a relação quando você é chefe de
estado, ela não tem muito a ver, sabe,
da sua afinidade ideológica pessoal.
Hum. Porque o chefe de estado não coloca
o seu desejo ideológico na frente das
conversações?
Isso é um adulto
sior, vivido,
maduro, militante, capaz de dizer algo
muito simples. Quando você tá sentado na
cadeirinha de execução de poder, sabe o
que você faz? A cadeirinha é mais
importante do que você.
O papel desempenhado,
ele não é a mesma coisa das suas
vontades e dos seus desejos.
É outra coisa.
Simples assim,
só que difícil assim.
É simples, deveria ser óbvio, mas não é
fácil. Sentou na cadeirinha de execução
de poder, a brincadeira é outra. Como a
gente já comentou aqui,
cara, simples, eu como chefe de estado
não é a minha preferência ideológica.
Ah, então eu só vou conversar agora com
o pessoal que é do mesmo. Eu tô como
chefe de estado, vou ter que sentar para
trocar ideia com todo mundo. E de novo é
aquele lance, passa pano para Stalin
trocando ideia com o moço do bigode, mas
não passa pano, né, na hora de uma
relação simples entre dois chefes de
estado sobre uma mínima estrutura
democrática burguesa que a gente tem.
entende
qual que é o o bloqueio mental de
entender a realidade da política assim
aí? Ah, não, porque o cara tava tinha um
bigode bonito e tava do mesmo lado aqui,
mais radicalizado que eu, né? Então eu
vou entender que a história exigiu dele
sentar com o outro maluco lá. Mas na
hora que vai ver a realidade do nosso
tempo, da nossa história, no nosso país,
na nossa terra, não entende qual que é a
necessidade de sentar com maluco e
conservador, de ir lá trocar ideia com o
laranja vaca, de conseguir fazer um uma
conversa com com [risadas]
uma frente amplíssima, né? Aí não, aí aí
aí não pode aí aí não, entendeu, gente?
Assim, pô, usa um critério saudável, um
critério de verdade, um critério mais
científico para você usar o mesmo peso
para as medidas. né? Os mesmos pesos e
as mesmas medidas. Dois peso e duas
medidas é desonestidade.
Dois pesos e duas medidas não te ajuda a
entender a história, nem a lidar com
ela. Pelo amor de Deus,
usem os mesmos pesos e as mesmas
medidas. A nossa crítica é importante,
né? É fundamental, cara.
Fundamental.
Vamos lá.
Eu tive problema com de esquerda.
com Evo Morales, sabe? Era meu
companheiro, companheiro que eu que eu
>> Tudo que eu quero na vida era o sucesso
dele, que terminou agora com o fracasso
de setores progressistas da Bolívia.
Mas então que inclusive é um case a ser
estudado os farcassos do dos setores da
esquerda Bolívia brigando entre si, né,
para ver quem é seu dirigente morin e se
autofagocitou e se destruiu por uma
série de contradições dentro do do
da da do como é que é o nome do partido?
Meu Deus. Ai tava na ponta da língua o
nome. O Mir Não, não é que Miro que eu é
o
meu Deus. Ah, já já vou lembrar. Mas né?
Então assim,
mas o Mass obrigado, obrigado, obrigado,
Rubens. É o masso se autofagocitou, né?
Depois de uma quartelada, um monte de
coisa que a direita fez é completamente
equivocada.
E bom, e aí acontece, né? Tum. Hum.
Deixa eu fechar aqui depois do clickbait
que aparentemente eu criei sem querer.
Foi um clickbait culposo, sem a intenção
de clickbaitar.
Peço desculpas. Ia fazer um react de
texto e não fiz. Ai, que sacanagem.
Propus um bagulho, falei que ia ser
economia, não falei de economia, enganei
todo mundo, mas não foi de propósito,
não. É porque a gente acabou se
empolgando aqui. Aí culpa minha,
culpa minha.
Mas só para não deixar passar, o texto
que eu ia ler
é uma coletânia.
mandar
é tem uma proposta
já tem tema tema, tem esse esse
lá chamado democracia e totalitarismo.
Eh,
bem,
cadê? Chegar no primeiro capítulo
aqui,
parte um, né? Economia e reprodução da
vida humana. E é esse primeiro capítulo
aqui. São 10 páginas, problemas atuais
da economia política. E eu queria ler
ele pelo quê, [música] né? Ixi, o áudio
foi embora. Perdão, perdão, perdão,
perdão. E agora melhorou? Perdão.
Ei, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí.
O áudio foi embora. E aí, lasca,
a internet hoje tá contra nós. Eu ia ler
esse trechinho aqui, esse, né? Problemas
atuais da economia política, que é o
liv, cara, é muito legal esse texto
aqui. Muito bom, muito bom, muito bom. E
por quê? porque ele faz uma crítica e
como eu comentei,
h,
como eu comentei lá no comecinho
a partir do que tinha dito nosso querido
Fando
sobre Argentina, né, que a gente tá na
bagaceira, pessoal, ah, que o Brasil
aprenda com o caso do Mi, mas aí é uma
questão de narrativas porque é extrema
direita, os o Hancistão e não sei quem
vai dizer que foi bom e tal. E a gente
tem que mostrar que foi ruim e eu vou
sustentar. Não é uma questão de de
narrativas, é uma questão de ciência.
Ciência
ciência econômica.
E aí, por isso o tema hoje seria o que é
a economia pura e simples. E aí o texto
seria essa leitura aqui, problemas
atuais da economia política. É um artigo
que o Franço publicou, inclusive numa
aula que ele deu, que virou artigo,
é muito bom. Ele dá uma repassada sobre
a fundação do campo da economia e os
fundamentos da discussão da economia
política. E cara, é bom, velho, porque
ele vai distinguir a construção de uma
ciência, né? A construção da ciência e
um critério para você considerar qual é
uma ciência adequada e uma ciência
inadequada para você realizar ações e
planejamentos, né? É bom, cara. É bom, é
bom, é bom, é bom. É muito bom.
Vou ver se eu consigo pegar um trichinho
aqui
e que inclusive nossa, conecta com muita
coisa que a gente tava conversando aqui.
Ah, a gente vai ver aqui, ó, os sempre
citado, o sempre citado pelo Ancapistão,
né? Bombaverk. Não, porque o Bombavert,
não porque o o Mis, não, porque o Rayek,
ele refutou Marcos, ele relutou Marx,
ele refundou Marx, [risadas]
ele respirou Marx.
Ai, que triste. A gente vai fazer uma
leitura muito interessante para crítica
e autocrítica. Eu queria pegar um
trechinho aqui só para resumir um
pouquinho. Ah,
o que que a gente vai fazer, né, na
nossa leitura? Vai ter que ser na semana
que vem, né? Então vai ser massa aqui.
Ah, destacamos, né, aqui no artigo, né,
eh, por sua vez, que vamos contrapor
duas polaridades. Então, quais serão as
polaridades contrapostas? Por um lado,
pensamento burguês e, por outro,
pensamento socialista, referindo-nos a
opções que dizem respeito ao sistema
econômico, a partir das quais tais
pensamentos são elaborados.
Com isso, sustentamos que existem tais
opções, ainda que o teórico
correspondente não as explicite e
inclusive não as reconheça,
temos que tratar de utilizar essas
denominações de burguês ou socialista em
termos objetivos, sem mesclar com elas,
né, o demasiadamente e de imediato
nossas próprias opções pessoais. Então,
é fazer uma análise sobre economia,
distinguindo uma economia liberal e uma
economia socialista, mas ao fazer
análise, não mesclar as duas coisas e
nem confundir, na verdade,
especificamente com as nossas
preferências pessoais, fazer uma
análise. Por quê? Porque se eu for
analisar uma economia liberal, eu
analiso sobre os critérios liberais para
poder fazer uma crítica, entender se ela
funciona ou não adequadamente a partir
de uma opção político-econômica liberal.
Aí eu faço uma ciência crítica sobre
esse liberalismo, tá? atingindo ou não
uma socialista dentro dos critérios
socialistas. E aí depois a minha
posição, vamos dizer assim, de
preferência ideológica, eu posso a
partir da análise dentro dos critérios
da economia liberal, mostrar se ela tá
sendo efetiva ou não em seus objetivos,
dizer: "Mas ela é insuficiente nesse
quesito, mas eu tenho que indicar se ela
está sendo ou não, atingindo ou não seus
objetivos dentro da própria dinâmica
liberal. E dentro do socialismo a mesma
coisa". Pô, isso aqui é um
sofisticadíssimo, uma questão de
ciência.
Vou criticar a Argentina porque ela não
está atingindo seus objetivos dentro
inclusive de uma economia liberal.
[risadas]
Milei: "Ah, mas olha os números e tal,
mas ele não tá atingindo inclusive os
objetivos dele dentro de uma dinâmica
liberal, [risadas] do que se espera de
uma economia liberal.
A gente salta a qualidade da crítica.
Não é simplesmente dizer: "Você é de
esquerda, você é de direita". Não, não,
não. Dentro do próprio âmbito da ciência
econômica. Vamos discutir esse essa
brincadeira aqui.
Por outro lado, introduzimos a
polaridade e é uma polaridade excelente
aqui, né? De um lado é essa polaridade
política, do outro é uma polaridade
teórica, que aí vem pro uso da ciência.
Economia política de um lado e teoria
econômica neoclássica de outro. Por quê?
Porque o que a gente chama de economia
hoje é fruto dessa dessa dessa cisão que
acontece no final do século XIX, se
potencializa durante a primeira metade
do século XX, em que se cria uma ciência
em inglês economics para ser equivalente
a physics ou matematics.
Então, uma ciência econômica que seria
pura e simples, distante, por exemplo,
de uma
eh
ai, perdão, que eu vrar
distante de uma economia política que
não considera apenas a operação dentro
de um sistema de mercado, mas é outra
coisa. E aí são duas ciências com
objetivos distintos e que operam de
maneira distinta. E eu não posso
confundir essas duas coisas. Não é uma
questão de narrativa, uma questão de
ciência, de fundação de ciência
epistemológica em última instância.
E é aí que o jogo fica legal, porque é
aí inclusive que a gente desmonta essas
bobagens ditas aí pelo Hancapistão. E eu
nem falo sobre o Ancapistão na internet
porque ele é muito desqualificado. Os
mais qualificados mesmo no âmbito da
acadêmico, né? A análise que segue
partirá dessa segunda polaridade sem
identificá-la a priori com a primeira.
Então, a gente vai discutir ciência
entre ciência econômica e teoria
econômica.
Aliás, entre economia política, perdão,
já foi o ato falho, entre economia
política e teoria econômica. essa
polaridade,
essa teoria econômica construída a
partir do da escola neoclássica e a
gente vai discutir o âmbito
epistemológico dessa polaridade. E aí a
brincadeira fica diferente. Isso vai ter
que ser na semana que vem, porque eu
preciso trabalhar. [risadas]
Isso é importante.
Tá bom. Exatamente isso. Nosso querido
Augusto Victor. Excelente. Excelente.
[risadas]
Uma das coisas e bom, brabo demais. uma
coisas bem óbvias e ao mesmo tempo
sofisticadas. Exatamente. É óbvio, né? É
óbvio, cara. O dia que eu falei isso
numa aula no doutorado de economia
política de verdade, eu falei isso, a
galera
e não é, ninguém tinha se atentado por
isso, velho. Ninguém tinha se atentado.
O meu orientador achou brilhante quando
eu botei isso no texto, ele leu e falou:
"Faz sentido".
[risadas] Tipo, tipo, cara, qual que é o
problema? O pessoal analisa economia
soviética ou economia socialista de
qualquer tipo usando os critérios da da
economia liberal. Aí fala: "É, não tá
sendo eficiente, ô animal, não tá sendo
eficiente porque você tá esperando um
tipo de de critério para avaliação
econômica, né? Uma ciência específica
economia específica. Você não pode
brincar com a outra. Você, como você
disse aqui, meu querido Augusto, é
examinar habilidade do pássaro em voar e
do peixe em nadar. Exatamente. Eu vou
falar: "Ai, o peixe peixe tá errado, não
voa, né? Não tá atingindo o objetivo de
voar o peixe. Sim, mas ele nem serve
para isso.
[risadas]
Ele não vive nesse ambiente. É. Ih, o
pássaro, ó. Tadinho do pássaro. Pássaro
não tá conseguindo viver debaixo da
terra. Hum.
Não tem como, entendeu? Ai, aí que tá,
[risadas]
aí que tá, aí que tá a brincadeira. Mas
é isso, meus amigos. Muito obrigado,
quero Romes. Um bom trabalho para vocês
também.
Aproveitem aí, hoje é quinta-feira.
Quinta-feira. Ixe, quem fez, fez no
final do dia, hein? [risadas] Obrigado,
gente. Estamos junto. Semana que vem,
então, a gente vem, vou ter que mudar a
tambqu. Semana que vem, a gente vem com
a TAMB adequada, mas tem um excelente,
excelente, excelente, excelente fim de
semana. E esse fim de semana eu estarei
fora, estarei numa atividade lá em Belo
Horizonte.
Então, quem te for de BH, dá para colar
lá no Centro de Estudos Bíblicos Minas
Gerais que fica em Ribeirão das Neves.
Você tem que fazer uma inscrição lá com
o pessoal no Instagram, dá para achar
essas coisas. Eu vou estar por lá com o
pessoal lá de Santos Estudos Bíblicos de
Minas Gerais. E aí vocês podem colar lá
quem for de BH, mas tem que se
inscrever, hein? Eu acho que ainda tá tá
aberto pra inscrição. É uma atividade
chamada A Casa do Povo e a galera do
Cebi precisa de apoio. Então se você
tiver uma merreca sobrando aí, apoia o
pessoal do Cebi. Eles têm uma casa lá
bem bacana, um espaço de estrutura muito
legal, mas que estão passando por
perrengues financeiros consideráveis,
porque militância [música] não é fácil.
Mas é isso, beleza, minha gente? Fiquem
bem, aproveitem aí o fim de semana,
desfrutem a quinta-feira, façam tudo que
der para fazer, porque quem fez fez e
amanhã, quem não fez não faz mais. Já
sabemos disso. E nesse reflexão animada
pro fim de semana, nós seguiremos aqui
na semana que vem [música] sempre
até a vitória final.
Seguimos trazendo [música] boa nova todo
dia útil.
>> Até a vitória final.
>> Até a vitória final. Até a vitória
final, minha gente. [música] Fiquem bem,
descansem, se cuidem, desfrutem na vida,
sejam com pessoas legais e espalhem essa
palavra para aí. Divulga esse vídeo,
curte para engajar, comenta, vira
membro, membra, member, porque é o que
sustenta esse canal, é uma membresia. e
aguardando para ver se a gente consegue
fazer o YouTube pagar nós. Tamo junto.
Valeu, tchau.
>> [música]

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