Cristãos podem ser partidários? – T04EP08
23/04/2026
Cristãos podem ser partidários? – T04EP08
“Cristão que mexe com política estraga o testemunho.”
“Política e religião não se discutem, senão dividem a igreja.”
“Crente não pode ser partidário.”
Essas frases parecem humildes e espirituais… mas será que são bíblicas?
No Episódio 8 da 4ª temporada do Página Virada, continuando o livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain), a gente encara três objeções muito comuns ao envolvimento cristão na política:
“envolver‑se com política mancha o testemunho cristão”;
“divisões políticas prejudicam a unidade da igreja”;
“cristãos não deveriam ser partidários”.
Neste episódio, conversamos sobre:
– a diferença entre mau testemunho pessoal e o simples fato de o evangelho ofender e confrontar;
– por que o problema não é a política em si, mas o pecado e a hipocrisia, em qualquer área da vida;
– o que a Bíblia diz sobre unidade na verdade – e por que não podemos sacrificar a verdade em nome de uma “paz” artificial;
– o “teste da escravidão”: se cristãos não devessem impor nada, deveriam ter ficado calados diante da escravidão?;
– quando a divisão é triste e pecaminosa (orgulho, partidarismo cego) e quando ela é necessária (para defender princípios inegociáveis, como vida e dignidade humana);
– o que é, de fato, partidarismo idólatra e o que significa escolher um lado apenas porque, imperfeitamente, se aproxima mais da cosmovisão bíblica;
– por que a igreja não pode ceder à pressão cultural por silêncio e neutralidade, e como isso fortalece ideologias anticristãs.
Se você já ouviu (ou repetiu) que “política estraga o testemunho” ou que “crente não deve se envolver pra não dividir a igreja”, esse episódio é um convite pra pensar à luz da Palavra – não de slogans culturais.
📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain
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Na sua opinião, qual dessas frases mais atrapalha a igreja hoje:
“política estraga o testemunho”, “política divide a igreja” ou “crente não pode ser partidário”? Comenta aqui embaixo.
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Legendas automáticas:
Então, você que tem perguntado qual o lado que a gente defende ou qual a escolha que a gente faz, deixa eu te dizer, nós fazemos a nossa escolha pautada em princípios e valores bíblicos e nós olhamos para candidato A e B e observamos quais estão mais perto da verdade e honra mais o Senhor. Não é que A e B é perfeito, mas que nós escolhemos alguém que através de princípios bíblicos vai fazer melhor para o povo e vai honrar o nome do Senhor, né? A verdade bíblica nunca deve ser sacrificada no altar da unidade artificial. Nunca. É tipo assim, não deixa esse assunto para lá porque vai dividir nossa igreja. Então vamos envolver com esse assunto de escravidão. >> Isso. O cristão não pode silenciar. É, >> não vamos envolver com política não, porque isso aqui vai trazer briga pra igreja, então vamos ficar quieto. Não é isso que a gente vê. >> Não, vamos. >> Boa noite, seja bem-vindo a mais um episódio do Página Virada, onde nós estamos discutindo sobre o livro de Natasha, Quando a Cultura odeia você. E hoje nós vamos falar sobre unidade, testemunho e partidarismo, verdades difíceis que a cultura não quer que você perceba. Quando nós observamos isso, nós já falamos no nosso último episódio sobre duas objeções ao envolvimento cristão na política, sobre a questão de que o cristão tá buscando poder e de que ele tá querendo impores. Mas nós vamos falar de mais três hoje. Você já ouviu isso? Ser cristão, envolver-se com política, estraga o testemunho. Estraga mesmo. Outra política e religião não se discute porque isso divide a igreja. É algo que nós ouvimos muito. Cristãos não podem ser partidários. Frases como essa parecem humildes, espirituais, piedosas. No entanto, quando nós vamos avaliá-las à luz da Escritura e da tradição reformada, percebemos que são mais slogans culturais e não doutrinas bíblicas. Então, hoje nós vamos expor essas objeções frágeis. Envolver-se com política mancha o testemunho cristão. Divisões políticas prejudicam a unidade da igreja e os cristãos não deveriam ser partidário. E vamos ver como que elas na prática silenciam a igreja e fortalece ideologias cristãs. O envolvimento político, de fato, ele macula o testemunho cristão. Ele mancha a nossa identidade, a nossa característica. O nome que nós carregamos, Gustavo, o envolvimento político é capaz de manchar o seu testemunho cristão diante do mundo? Passou, infelizmente tem alguns políticos, né, que eles hipócritas, né, que eles têm um discurso e quando entra no poder, a ação é totalmente diferente. Às vezes a gente se sente envergonhado com essa turma aí. >> Sim, sim. >> Mas também temos vários exemplos de políticos que nos orgulham. por se tornarem estadistas e com mentalidade do bem comum, de administrar bem a nação, com integridade. Então, essa não pode ser uma objeção pra gente não se envolver em política. Eh, o mau testemunho não é só na política, mas em todas as esferas da sociedade, né? muitas vezes eh no no seu negócio, muitas vezes eh na própria igreja, a pessoa tá dando mau testemunho e o cristão verdadeiro, ele tem que se ele tem que se preocupar com o seu testemunho, mas a gente não pode falar: "Ah, não vou envolver em política porque isso pode marchar o testemunho da igreja". Isso não é argumento válido, porque a gente, apesar de ter maus exemplos, a gente tem que se envolver em política e ser luz na política e e mudar a realidade eh até mesmo do nosso povo e e com o nosso poder eh muitas vezes eh influenciar de tal forma a nação que deixa um legado para todos, para todas as gerações que virão a seguir. >> Uhum. >> Mas cabe a igreja orar bastante por aqueles que estão nessa posição, né? >> É, porque assim, é uma posição de muito destaque, ela é uma pessoa pública, >> então acaba que o mau testemunho tem um impacto muito maior. >> Sim. >> Então, a pessoa que tá lá, é um cristão verdadeiro, ela tem que tá coberta de oração. >> E o e o diabo ele vai tentar mais? Essa pessoa >> acaba que tenta mais por pelo impacto maior. A mesma coisa, por exemplo, um pastor cair em pecado, o impacto é muito maior do que uma pessoa que não tem tanta expressão na igreja. >> Sim. >> E um político que se diz cristão, quando ele dá um mau testemunho, realmente o impacto é muito grande. >> Ele tem que ele tem a capacidade de de representar toda uma comunidade, uma igreja, uma denominação, né? >> É. E que a gente fica receoso fica, né? a gente falou no episódio passado de pessoas de alta posição que tem o o nome de cristão e e às vezes até nossa denominação. A gente fica esse hoje a gente tem que orar por ele. >> Sim. Sim. porque são eh cargos de altíssima responsabilidade, exposição. >> Eu acho interessante que a Natasha, ela faz uma pergunta muito importante, eh, principalmente no que concerne essa questão do será que a política a afasta o cristão do evangelho, dá um mau testemunho pro evangelho, ela faz a seguinte pergunta: devemos esconder aquilo que acreditamos apenas para ser aceitos? É o grande problema que ninguém quer ser perseguido, quer ser ridicularizado. Eh, e muitas vezes a gente se abstém com esse por causa desse medo. >> Uhum. Querendo ou não, o evangelho ofende. >> É >> isso aí é uma marca clara do evangelho. O evangelho vai ofender, o evangelho vai trazer implicações. O evangelho vai tirar você da sua zona de conforto, o evangelho vai mexer na sua vida. para que você seja diferente. Então, a política e o envolvimento cristão deve ser um um bom testemunho e uma forma, inclusive da gente demonstrar que sim, podemos ter bom governantes, estadistas. A Baniper, por exemplo, foi um estadista extraordinário e que trouxe toda uma transformação para um contexto da época. Você vê como que a reforma trouxe valores e princípios ali na Europa. Então nós como cristãos e e da tradição reformada, nós precisamos pegar esses valores e de fato nos envolver com a política, mas com um bom nome, com um bom testemunho, que na realidade não mancha. A cruz vai ofender, a verdade vai confrontar, a santidade incomoda. E Paulo, inclusive, foi chamado de perturbador da cidade, né? a gente tem textos bíblicos e isso. Então, o grande problema não é o envolvimento cristão na política. Qual que é o grande problema? Então, grande problema é que a gente muitas vezes, que nem eu falei, a gente não quer envolver porque a gente é difícil de você ser perseguido, ridicularizado. Eh, >> você vai se expor, né? É a exposição, o político, ele é muito mais exposto. Basta ver quem você, quem se candidata, eles começa a a revirar a vida do cara e tirar todos os podres, né? >> Então é uma pessoa muito exposta. >> Eh, então muitas vezes a gente quer se preservar, ter nossa privacidade, porque o político ele é um homem público. >> Sim. Sim. >> É uma pessoa que não tem privacidade. >> Não tem. E tudo que ele faz, os holofotes estão em cima. Eu fico pensando, >> os holofotes é a oposição observando a vida dele 24 horas por dia. >> Sei o que que você me fez pensar. Imagina o apóstolo Paulo depois de convertido, chegando nas igrejas para falar de Cristo pros cristãos, que que o povo falava de Paulo? >> Ah, não, você não me recuso. >> Você é um vira casaca. Ananias fez isso, né? falou assim: "Eu vou lá orar para ele." Não, o senhor não tá entendendo. Ele mata os outros, eu vou lá, vou morrer também. >> É, então pensa assim, como pessoa que se propõe a ser um político, um cristão político, >> Aham. >> Ele ele tem que prezar muito pelo bom testemunho dele, pela integridade na vida dele. >> Sim. >> Porque os holofotes estão focados nele e muito, muitas vezes estão focados mais nele do que no cristão. >> Sim. Ele tem muito mais holofote focando nele. Então, a pessoa que tem que ter uma vida exemplar. >> E uma coisa, não dá para separar a fé dele das consequências. Ele ele é tido como um moralista, né? E todo mundo que é um moralista, ele as pessoas ficam vigiando o moralista de perto ali para ver o mínimo deslize dele para poder jogar na cara dele. Sim. >> Para ver se acha alguma incoerência no comportamento dele, né? Ai, mas é tão conservador, tão tradicional. né? Ó o passado, né? >> Ó o julgamento que ele faz dos outros. Olha aí o que que ele pratica. Isso a gente tem que perceber que o evangelho ele transforma a nossa realidade, mas isso não exime a gente das consequências de um mundo quebrado. Sempre o mundo, as pessoas vão se opor aos valores bíblicos, as nossas posições. Inclusive, Jesus deixou muito claro, se o mundo odiou a mim, quanto mais a vocês, quanto mais. A gente não quer sair da nossa zona de conforto. A gente não quer ir pro espaço, pro pro debate público. A gente não quer de fato pro confronto, porque a gente tá muito acomodado. A verdade é essa. Nós estamos muito acomodados. E aí nós esquecemos que o nosso testemunho é para ser salda terra e luz do mundo. Sal ele gera sabor, ele retarda apodrecimento, ele traz beleza. E e qual que é a beleza que a gente tá fazendo nessa esfera pública? A gente prefere acreditar nesse clichê que não ser político ou envolver com política é um mau testemunho pra igreja. É um mau test. A gente a gente prefere acreditar nessa falácia do que de fato dizer assim: "Não, nós temos que nos envolver com os nossos princípios e valores. E porque de fato a fé me chama a agir, me chama a demonstrar e e é isso que eu tenho que fazer. É isso que eu tenho que fazer. Só que querendo ou não, se a gente for olhar para isso, eh, a fé divide. Uhum. A verdade divide. Então, eh, André, toda divisão é mal nesse sentido? >> Não, ela não é má. Toda divisão é má. É claro que uma divisão sempre causa traumas, né? Mas existem divisões que que acabam sendo boas, né? E e nesse caso são as divisões que em que a a vamos dizer a comunidade, a congregação percebe que tem um pecado ali, né? Tem um pecado e tem a a a aquele grupo que tá cometendo aquele pecado, tá tá fugindo da verdade, né? E ela não se arrepende, ela não aceita, ela ela quer persistir fora da verdade. Então, quando tem essa separação, eh, não é uma separação ruim, né? Agora, o ruim é é que as pessoas muitas vezes elas eh abrem mão de confrontar os pecados que estão ocorrendo dentro da da comunidade, da sua igreja ali, em nome de uma de uma unidade da igreja que é vazia, né, com o nome de manter a igreja unida, eh >> evitar conflito, >> evitar o conflito, Ela deixa o problema de lado, evita problema ali, não vamos conversar sobre esse assunto. Eh, e aí ao não conversar sobre esse assunto, ela não entra no debate político, né? Eu não vou entrar no debate político porque eu não quero causar um cisma na igreja, >> né? Vamos botar assim em termos de Brasil, né? >> Uhum. Eh, tem uma, você sabe que tem uma quantidade grande de pessoas que t uma orientação mais à esquerda na nessa igreja e você sabe que tem uma outra quantidade grande de pessoas que tm orientação mais à direita. Não vamos tocar nesse assunto, né, para para não que para que não haja divisão. Ah, até tudo bem. tem algum momento que com com vai dar certo, né, não tocar, mas quando as pessoas tiverem defendendo conceitos de esquerda, que são totalmente antibíblicos, anticristão, eh você vai deixar de confrontar essas pessoas em prol de manter a unidade, vão deixar elas permanecer no erro. Você não vai agir com amor para com elas, demonstrando o erro delas simplesmente para não haver uma divisão dentro da igreja, >> né? É complicado, né? >> Sim. E e aí me fez pensar a própria posição da igreja de ser a política, se a gente olhar nesse sentido, ela tá certa ou tá errada? Ixe, agora eu joguei hã a política ou é sabedoria e sensatez? Acho que a questão >> a questão não é partidária. A igreja não tem que, ah, eu sou do partido tal, eu sou do partido tal. Agora tem princípios que são inegociáveis. >> Isso é >> princípios bíblicos. Você não precisa ser político, partidária para defender princípios. >> Legal. Isso mesmo. >> Entendeu? >> É que quando Deus nos chama a nos posicionarmos em relação à verdade, não necessariamente, institucionalmente, não é posicionar em relação a um partido específico, >> até porque os partidos t inúmeras pessoas ali dentro, né? >> Sim. tem políticos ali dentro que vão provavelmente, possivelmente compartilhar a mesma fé que a gente, mas tem outras pessoas que não. E e uma vez que você associa a um partido específico, um um desliz que aquele partido dá, a imagem vai vai junto, né? >> Eu fiz essa pergunta, inclusive por conta disso, que as pessoas ficam assim, eh, mas vocês não definem um lado, nem A, nem B. Na realidade, nós estamos sendo sensatos. A a posição da igreja presteriana em se político é deixar bem claro que ela não define um partido, porém ela tem princípios e valores que quando o cristão aplica, querendo ou não, ele vai escolher um lado. >> O lado que mais se aproxima da palavra de Deus. Não quer dizer que aquele lado é perfeito. >> Uhum. Eu acho que essa é a falta, porque alguns cristãos, vamos dizer, eh, que são mais extremos, vão dizer: "Não, você tem que se posicionar, você tem que escolher um lado". E aí acaba perdendo a identidade, acaba esquecendo isso. Quando na realidade nós nos posicionamos e fazemos isso, mas com base em princípios. se isso, querendo ou não, vai trazer divisão. Então, talvez de todas as a a as oposições que as pessoas >> eh que ela coletou aqui como oposições, >> talvez é que tenha um pouco de verdade seja essa, porque às vezes a a questão política vai causar uma divisão mesmo, >> vai causa, >> porque se ela for tocar em questões morais, por exemplo, vida, dignidade humana, sexualidade, justiça, ela vai causar divisão indesejada. vai >> a verdade vai fazer isso. >> Mas olha só, eh é uma coisa interessante, porque você eh se isso ocorre é porque dentro da membresia da igreja você tem distorções de cosmovisões. >> Sim. É, tem gente que tá com a cosmovisão muito enviezada pro secularismo. >> Uhum. >> Pro modanismo. E e e tá com a >> leite embaçada. Falta ir no offdown. Vou dar uma lustradinha, né? Pega uma página da Bíblia e dá uma lustrada assim da >> ou então se concentrou em dois, três pontos que inclusive podem ser válidos, ficou com eles e deixou de considerar todos os outros. Então tá assim, tá meio que preferindo, sabe aquela coisa, né? O que os olhos não vê, o coração não feiismo, né? Então assim, eu nem quero saber dos pontos restantes, porque esses aqui são muito, eu considero que é exato, sãoos são muito caros e às vezes em certa medida, eh, esses pontos defendidos podem inclusive coincidir com princípios bíblicos, não na sua totalidade, mas em certos pontos. Aí a pessoa concentrou ali e ela colocou na cabeça que está convicta de que está agindo enquanto cristão por defender aquilo, >> mas não está indo a fundo dos demais pontos que precisam ser considerados. Isso vale tanto para um lado quanto pro outro. >> Mas mas dentro do do do da da do que ela coloca que >> que isso é uma coisa que as pessoas alegam, né, que que o risco da da da divisão dentro da igreja, né? Eu gostei muito da frase que ela colocou aqui, que ela como se fosse um eh uma sugestão de um versículo que não existe, né? A Bíblia nunca sugere que devemos sacrificar a verdade para alcançar algum tipo de acordo coletivo educado em nome de uma unidade vaga. >> É assim, eu acho que contenda eh dentro da igreja nunca é legal, né? A Bíblia ela mesmo condena qualquer tipo, as contendas que às vezes acontecem na igreja. >> Sim. Agora tem, a gente precisa escolher nossas lutas, nossas brigas, porque tem coisas que são innegociáveis. Sim, >> tá? Por exemplo, eu tenho um irmão mais à esquerda que na visão dele eh o estado eh maior ele beneficia mais as pessoas mais pobres. O estado maior é um estado melhor na visão dele, mas no dia que começar a defender aborto, ele tem que ser combatido. >> Uhum. Uhum. Mas às vezes ele tem uma posição política que ele vê um lado que ele acha que é mais positivo naquele lado, aspecto político. >> Uhum. >> Ele só vê por aquele lado também. >> Não, tudo bem. >> É, a gente pode >> Tudo bem, mas ele começou a defender aborto dentro da igreja, isso tem que ser combatido. Uhum. >> E aí vai causar divisão. >> Sim. >> Um outro exemplo, >> isso é innegociável. Aham. Com os princípios que nós temos cristão. Um outro exemplo que eu acho que eu já falei no no temporada passada é o caso da assistência. A os partidos de esquerda gostam muito da assistência social. >> É. >> Aí é justo. Fal assim: "Olha, eu acho que tem que ajudar imediatamente os menos forcidos". E tem aquele de direita que acha, não, eu acho que é mais correto ensinar a pessoa uma profissão e ela >> a aprender. São debates justos. né? >> Sim, debate justos eles não isso aí não envolve a a a uma divergência teológica, uma divergência, né? >> Não, mas observa o que o Gustavo falou. Ele falou uma coisa muito interessante. >> Isso não deve ser motivo de briga entre as pessoas. Vamos pensar. A pessoa tá tão cega ou cega ou enxergando só para aquele lado, nem vamos falar que tá cego, mas tá enxergando tanto para aquele lado que ele acha assim: "Não, aquilo que aquele político faz é bom, embora seja uma ideologia que, à luz de princípios bíblicos nós não aceitamos." E mas ele vê aquele ponto bom, mas aí vai chegar um ponto que vai tocar em princípios e valores. >> Uhum. como, por exemplo, do aborto. Aí, nesse caso, essa divisão é uma divisão bíblica. >> O Mas sabe o que que acontece? >> E que não pode negociar. Quando chega em época de eleição da concorrência política, >> tem determinados temas que são espinhosos, que quando o político se posiciona nesse determinado tema, ele sabe que necessariamente ele vai dividir o o público, ele vai perder voto, >> ele vai perder voto. Então, tem determinados eh eh candidatos que evitam tocar nesse assunto. Fica ali no no na neutralidade, né? Porque assim, por mais que ele tenha as convicções pessoais dele e uma vez estando no poder, ele vai batalhar para que aquilo siga, né? Mas assim, eu não vou perder uma massa de votantes. Então eu não toco nesse assunto agora. E aí o cristão de cá, tô batendo o microfone aqui, não deve ter feito algum ruído. >> O cristão de cá >> que considera os aspectos positivos, como o Gustavo falou, né, de um de uma assistência ao mais ao mais pobre, na hora dele dialogar com você, ele vai falar o seguinte: "Não, mas ele nunca falou que ele é favorável ao aborto ou que é isso, aquilo outro?" A gente não sabe >> que ele defende essa pauta. >> É, então assim, a gente não sabe. Enquanto eu não tiver certeza, eu estou preferindo >> ir com ele, >> porque eu percebo que ele tem um olhar, né, mais acolhedor em relação aos menos favorecidos. E de igual modo, às vezes, alguém de lado um pouco mais conservador, né, que tem as convicções que podem coincidir com que aquilo que a gente acredita, mas se ele for muito enfático, se ele for muito, né, >> ele vai também, ele vai também perder as vozes de lá, então ele acaba pondo, né, algumas coisas assim no meio termo. Então, inevitavelmente põe panos quentes, >> panos quentes. São políticos, né? >> É, é. Mas é, então a divisão, por um lado, ela é boa, ela é bíblica, desde que eu estou defendendo a verdade, princípios bíblicos e morais, >> mas é também existem divisões que são desnecessárias. O outro lado também é verdade. Que tipos de divisões são desnecessárias quando elas são causadas pelo orgulho, pela nossa arrogância, né? Existem divisões na igreja que são totalmente desnecessárias, são assuntos secundários que dividem igrejas. >> Sim, >> esse tipo de contenda tá errado. Agora, se entra, por exemplo, heresia na igreja, >> Uhum. O, a liderança tem que se posicionar, >> isso pode gerar divisão, >> isso e tem que defender a verdade sempre. Eu acho que um motivo fútil, Gustavo, e hoje tá muito presente e as pessoas falam isso de forma até bem aberta. Vou me manter no assunto esquerda, direita. Eh, a gente falou sobre temas, eu falei sobre a questão eh do auxílio, né? Auxílio mais pobre. você falou sobre eh eu esqueci agora que falou mais ou menos isso, né? >> Também >> então assim, gente, isso aqui não tem nada a ver com teologia, são ideias diferentes de como solucionar um problema. >> Uhum. >> Mas dentro disso aqui, as pessoas falam assim: "Eu não converso com esquerdista, >> eu não converso. Aí o outro lado é fascista". >> Fascista, é, >> né? E aí você tem uma igreja dividida com uma questão que não tem nada a ver com o universo de Cristo. >> Sim. >> Sabe, houve uma divisão, houve uma divisão por partidarismo, mas um partidarismo >> é cego, porque não deveria envolver a a aesia da igreja esse tipo de assunto, não? E e e é muito importante o que Natasha mostra para nós, inclusive dentro dessa perspectiva, é que a unidade ela é baseada na verdade, mas não na minha verdade, não na sua verdade, baseada na palavra de Deus, ainda mais no mundo que a gente vive e de um relativismo, de um pluralismo. Que tipo de verdade é essa? Não, não é a verdade da minha crença, é a verdade que a Bíblia defende. Mas é é, mas olha só, isso que eu falei é uma coisa que ela está até a par de uma verdade bíblica, porque ela não entra nesse nesse ângo, né? E as pessoas têm >> afirmado isso a rodo. Eu não converso mais com fulano porque ele é de esquerda. Eu não converso mais com fulano porque ele é de direita. >> Ou até mesmo assim estabelecem alguns parâmetros, né, para para se defender ou ou rejeitar determinado candidato a partir de de algumas coisas que colocou ali na balança, né? Não necessariamente esse candidato tem que se levantar para falar que ele defende a família tradicional. Se ele não afirmar isso em nenhum ponto, eu nem considero as demais questões que ele tá propondo, entendeu? Então as pessoas vão colocando algumas condições para dizer se aquele candidato passa no crio ou não. É. >> E e às vezes vão complementando, igual o Gustavo falou, né? Pega o que tá na na a essência daquilo que a gente acredita. Eh, não estou dizendo que não defender a família tradicional, né? como o mundo enxerga e como a gente entende. Eh, então que não não seja importante, mas aí às vezes aquele candidato porque falou algo que ele sabe que vai ganhar um monte de voto, já agradou, porque cheque, cheque o primeiro ponto aqui, né? Eu não tô nem olhando mais para o que mais ele tem para propor. E às vezes essa pessoa vai ter coisas que vão ser contrárias. >> É. E e é legal isso porque em que sentido? Tem uma parte boa nesse negócio, porque tem gente também que seja de esquerda ou de direita, são chato para dedelão, >> porque na realidade eles querem impor as coisas em você >> e aí você recebe figurinha, você recebe umas coisas que tipo assim é chato >> e não admite você >> e não admite, não aceita na realidade vira uma guerra. >> Uhum. >> Quando na realidade não é esse os nossos valores, não é esse os nossos princípios. E é legal porque a Natasha agora dentro dessa dessa ideia de que a unidade ela baseada na verdade, ela vai dividir, mas existem divisões que são desnecessárias, em que ela falou para nós também que o envolvimento político, é claro, ele mancha o testemunho desde que a pessoa não deêu um testemunho, porque querendo ou não, ele é ele é o uma pessoa vista, uma vez uma pessoa contemplada. Ela vai pegar tudo isso e vai colocar dentro mais uma vez daquele teste da escravidão por a inconsistência dessas observações. E e Gustavo, o que que ela diz acerca disso, desse absurdo, por exemplo, de que o testemunho é manchado quando o cristão envolve na política e de que a política causa divisão? Olha, o teste da escravidão, como disse o André no episódio passado, é bem é muito interessante pra gente eh quebrar essas objeções, né? Por exemplo, escravidão nos Estados Unidos, porque ela tá falando do contexto americano aqui, né? >> Sim. >> Eh, você pode ter certeza que existia muitos protestantes brancos, talvez no sul do país, que defendiam veementemente a escravidão, porque eles tinham benefício financeiro com isso. >> Sim. E os cristãos que se posicionaram contra, provavelmente geraram algum tipo de divisão nas igrejas. >> Sim. >> Não foi um assunto fácil de lidar porque envolvia questão financeira de estrutura, de negócio, de comércio. E o fim da escravidão poderia levar falência alguns. Você imagina ter um um trabalhador escravo, >> o benefício que aquele indivíduo não tinha, entendeu? Então, teste escreve não mostra que pode haver divisão na igreja. Sim, >> sim. >> Mas tudo bem. Você tá defendendo um princípio. Você aquele aquele protestante crente ali do sul dos Estados Unidos que defendia escreve dele tava errado >> porque ele tava pensando, se >> ele tava, ele tava explorando o ser humano, >> ele tava errado. >> Então tudo bem, pode haver contendas e divisões na igreja quando eh eh existe esse tipo de confronto político. Esse teste é uma evidência disso, >> bem claro, né? É, >> é legal que você falou inclusive que existem pessoas que defendiam a escravidão e pessoas que se opunham a ela por benefícios financeiros. >> Só que o cristão, com base na verdade tem que lutar pelo que é justo e pelo que é correto. >> Isso. >> E ela deixa isso bem claro, né? A verdade bíblica nunca deve ser sacrificada no altar da unidade artificial. Nunca. É tipo assim, não deixa esse assunto para lá porque vai dividir nossa igreja. Então não vamos envolver com esse assunto de escravidão, não. >> Isso. O cristão não pode silenciar. >> Não vamos envolver com política não, porque isso aqui vai trazer briga pra igreja, então vamos ficar quieto. >> Não é isso que a gente vê. >> É, não vamos tratar de certos temas. Aliás, hoje ainda tem outro ponto, né? Não vamos tratar de certo tema, certos temas, porque além de provocar e divisão, né? Tem potencial para gerar divisão na igreja. tá na rede social, vai tá lá no YouTube. Aí pronto, a igreja vai ser cancelada. >> Printra, >> não. E aí entra entra mais uma pergunta para nós, olhando para isso. Então, o cristão não deveria ser partidário? >> Partidarismo não é o nosso foco, né? Não é o nosso foco, até porque não nós não vamos encontrar nesse mundo caído um um partido em que a gente possa assinar embaixo, né? e da nossa carta branca, né? Vá lá, partido, me represente. >> Esse não seria o problema da falta da distorção hoje muito grande? Fal assim: "Esse aqui me representa, mas >> é esse é o problema, né? Esse é o problema. >> A falta do senso crítico." >> Convenço. O o Gustavo fez uma confissão noss episódios passados. Como é que foi, Gustavo? Assim, eu achei tão forte aquilo. >> É porque acaba que você vira partidarista mesmo, principalmente momentos pré-eleição, principalmente presidencial. Foi, foi, foi o que ele falou, que que o mundo ia acabar. >> Achou que o mundo fosse acabar. A gente tá aqui discutindo, tá tudo certo. Tá tudo certo. Então assim, é um pecado, porque realmente eu confiei que se um lado ganhasse era o fim para todos. >> Quer dizer, a situação não é tão favorável assim, mas não tá, tá ruim, mas não tá péssimo, né? >> Tá ruim, mas não tá bom. Tá ruim, mas não tá horroroso, né? É, não é um tesour, né? >> Ninguém passando fome. >> A questão do partidarismo que eu acho mais complicado assim, eh, e olha só, eu vou falar isso aqui porque às vezes as pessoas podem não compreender. Nós estamos falando de partidarismo, a gente tá falando de a pessoa abraçar >> um lado, um espectro político e e de forma cega. Não estamos falando que a pessoa não possa se filiar a um partido, gente. Não estamos falando disso. A pessoa pode se filiar a um partido. >> Não. E nem e a gente nem tá falando também que a pessoa não possa defender, votar em determinado partido ou escolher o partido. Isso, isso por si só não é errado. Oxe, o que o cristão precisa fazer, ele tem que olhar, vamos pegar assim, aquele espectro político ou aquele partido, vamos falar assim, porque precisa pegar, por exemplo, nesse contexto do livro, lá nos Estados Unidos tem três partidos, né? >> Eh, basicamente dois, >> democrata são três. Democrato, é democrata republicano, >> republicano e independentes. >> Acho que é isso, né? Não sou >> e mais uns uns umas milezas lá que não tem. Então, eh, até perdi o que eu ia falar. >> Então, vamos lá. Então, olha só, então, se você o o cristão, ele tem que pegar assim, olha, esse partido aqui, essa corrente aqui, ela tem mais pontos comuns com aquilo que eu dentro da minha fé cristã acredito seu correto. >> Por isso, isso, isso, isso, isso >> por isso. Então eu vou, enquanto eles estiverem nesse estilo aqui, eu vou seguir com esse partido. O partido se torna errado quando esse partido faz uma coisa errada. E aí você, vamos usar a expressão mais normal, você dá aquela passada de pano, ignora as coisas errada e não, não, isso é normal. >> Dos males o menor. >> Dos males, o menor, entendeu? Aí você ignora as coisas que aquele >> é você ignora as coisas errada que aquela corrente que você tá voltando tá fazendo de errado para você não abrir mão do seu orgulho de falar: "Não, eu sou de cá". Isso. Então, se o correto é o, e eu eu entendo que o correto é o cristão, tudo bem, você se posicionou politicamente, sendo de direita ou de esquerda, mas você como cristão, você tem que ter o senso de quando aquele lado fizer uma coisa errada que vai contra a sua fé, você não vai defendê-lo. >> E você vai se posicionar, vai deixar bem claro. >> Se posicionar, vai ficar bem claro. E outra coisa também que assim isso aconteceu demais nas últimas duas eleições presidenciais, eh, é da igreja cometer esse erro de falar assim: "É santo quem vota em tal e é pecador quem vota em em em no outro". >> Então assim, isso não tá certo. Isso não é bíblico de forma alguma. Primeiro porque não vai ter nesse mundo caído, volto a falar, um partido que represente fielmente >> isso e que seja composto de pessoas que são vai ter essa não vai ter essa composição 100% >> temente a Deus, porque um um partido desse nem consegue ganhar. >> Não tem que ser santo. >> Se você encontrar, >> não pertence a esse mundo. >> A verdade eu não pertence a esse mundo. você for pensar na perfeição é do outro de outro rei. >> Não, se você encontrou esse partido, dá uma olhadinha e vê se você não já morreu. Você tá no céu. >> Mas assim, o que eu acho muito interessante é que do ponto de vista reformado, partidarismo em si, ele não é problema. Ele não é, o problema é quando eu idolatro um partido. Então, vamos lá. Nós nós que estamos aqui, nós temos um lado na política. >> Temos. >> Uhum. Nós temos um lado, aquele que está mais perto de princípios e valores bíblicos. Mas o meu lado, por exemplo, ele é perfeito? Ah, não é. >> É isso que as pessoas acho que não conseguem enxergar. >> É porque você tem duas dois extremos. Ou você vai com unhas e dentes na cola daquele partido, né? Ou então não, eu não converso sobre política. Isso aí você vai para outro extremo. >> Aí você vai para outro extremo. >> Mas na realidade até >> é, eu não eu não condeno tanto essa pessoa porque mas eu eu fui muita época da minha vida eu fui essa pessoa f assim falar que de política eu não nem entendo desse assunto não gosto, quero nem intrometer, >> deixa para lá. Quando na realidade eu estava errado. Por quê? Porque a a as pessoas querem enfiar em nós a sua identidade, a sua posição, mas não querem pensar. >> Uhum. >> Elas não querem pegar e falar assim: "Não, vamos analisar o partido da esquerda". Ó, ele tem coisas boas, mas olha, algumas ideologi algumas pautas que ele defende, nós não defendemos. >> Uhum. É, tem hora que vai ser por eliminação. >> Não, nós temos aqui a direita que, querendo ou não, ela tem princípios, ela tem valores, mas tem hora que parece que ela omite aqui, ela erra aqui, >> falta um pouco de amor aqui, >> falta um pouco aqui. E >> falta aquilo que eu chamo de meio termo. >> Uhum. >> O que que é o meio termo? Não é a pessoa em cima do muro, né? Porque Luter fala: "Quem tá em cima do muro é do capeta já. Não é a pessoa em cima do muro, >> mas é aquele que >> é aquele que sabe equilibrar entre o o o >> questões justas que tem coração em pensar no povo, mas que ao mesmo tempo é >> firme nos nos propósitos >> firme. A gente precisa disso. O dia que a gente conseguir isso é que Jesus voltou. É, eu assim, se a gente acha que o fato de evitar o assunto nem quer saber de negócio de política, a gente tá agindo de forma mais correta do que aquele outro que defende unhas e dentes, não não pense que você está >> errou, >> que o senhor está orgulhoso do seu servo, né? É porque não é esse o ponto. A gente tem que procurar saber, a gente tem que procurar se informar e e por mais que ninguém veja isso, os partidos e os candidatos publicam lá, né, suas suas propostas de governo, né? Por que que a gente não vai atrás para procurar saber? uma análise, faz uma análise, mas assim, eh, também não pode ser condenado pelo fato de às vezes as vésperas da eleição ainda não ter tomado uma decisão. Eu particularmente digo que já teve eleição, que eu tomei minha decisão na urna, na urna, e ainda fiquei segurando fila >> porque assim, eu já tinha ido para um lado e pro outro tantas vezes >> que eu falei: "Senhor, é, agora eu vou ter que me posicionar." e me posicionei, mas antes disso me perguntasse, eu era muito honesta em falar assim: "Eu ainda não sei, não é porque eu não tô querendo evitar, é porque de um lado eu olho para isso, isso, isso, isso, isso, aquilo que é eu sou favorável, mas tem isso, isso, isso, aquilo aqui para mim que não dá, >> não desce, >> não desce. Eu não consigo >> fechar casamento, entendeu? Eu foi confessar a minha maior dificuldade e aí vou até demonstrar o meu aspecto político e eu vou demonstrar a minha dificuldade porque eu quero falar para as pessoas assistirem a terceira temporada do Página Virada. >> Ah, anterior, né? >> É porque nós conversamos muito a respeito ali, eh, do que que a humanidade foi tramando contra a os cristãos. ideologic, >> o que ideologicamente o que o cristão representa, o que ele é de estorvo paraa implantação daquilo que eles querem. E aí você tem que tomar muito cuidado. Será que se eu votar de aqui, eu não vou est criando condições para que eh eu não digo que o o cara ali, o o governador, o o a pessoa que eu votei imediatamente, faça, mas os seus assessores ao redor, os seus ministros, os seus secretários vão começar a criar políticas que não são políticas que vão favorecer ofrecer o cristão e o cristianismo. E como eu falei no episódio passado, são coisas que às vezes vão progredir para que você perca a sua liberdade de expressar sua fé e ter e ter um momento de culto eh legal, vamos dizer assim. Você pode ter aquele momento de culto na sua cidade. Eu me preocupo muito com isso. O eu acho que uma coisa bem interessante também acerca disso é que a gente vê o púlpito da nossa igreja não como um palanque político, né? Por isso que a gente não deixa, eh, geralmente em anos de política sempre o candidato aparece aí >> para para >> apresentar sua proposta. >> É, e aí tem pastores que que eu não vejo errado também o pastor orar pelo candidato, desde que não coloque ele lá na frente. >> Uhum. Tem pastores que chamam lá na frente inclusive e e fala e tudo. Eu discordo porque na realidade o culto não é para isso. O candidato inclusive vai lá para ter o seu nome citado. Isso é triste. Isso é uma vergonha. Isso para mim não entra na minha cabeça em maneira alguma dentro de um culto. Dentro de um culto. Mas eu posso reservar uma parte do culto para orar pelas autoridades? Sim, é bíblico. Toda autoridade foi instituída por Deus. >> Ou mesmo orientar a igreja, né, sobre como ela deve se portar. >> Isso. Isso. >> Durante, na hora de votar. >> Sim. Sim. >> Na hora de se manifestar. >> E é isso que >> na hora de fazer postagens políticas. >> E é isso que a igreja preseriana faz. Por isso que ela deixa muito claro, ó, nós não defendemos um partido, mas nós devemos prinfendemos princípios e valores. São esses aqui. Agora você escolhe o seu candidato. A responsabilidade é sua, cada cabeça, sua sentença. >> Você é responsável pela escolha que você faz. >> E no final das contas, quem escolheu foi Deus. >> Sempre. >> Só que nós cristãos temos que pensar assim: qual lado mais honra o Senhor? >> É. Qual lado mais glorifica o Senhor? Por mais que eu possa não concordar com ele na totalidade. >> Uhum. >> Então, um cristão pode eh eh se envolver na política, um cristão pode e eh se filiar a um partido? Claro que pode, não é pecado nenhum. >> Uhum. >> Só que ele tem que lembrar de uma coisa, que tipo de testemunha ele tá dando? Porque, querendo ou não, ele tá carregando o nome de Cristo, o testemunho dele. Ele tem que lembrar que a verdade sempre tem que ser a pauta dele. >> Uhum. >> A base dele tem que ser a verdade. Ele não pode negociar ela, seja por status, seja por nome. E ele não pode. >> Independente se o partido decidiu que vai votar nessa linha, ele não vai acompanhar o partido. >> Não vai. Ele vai negar, ele vai ir contra. >> É. e vai batalhar para que aquilo não siga adiante, né? Também >> eu acho que tem isso. >> Então, a igreja não pode ceder a pressão cultural que exige silêncio, neutralidade e muito menos a ausência política. Quando o cristão se omite, nós já temos falado acerca disso, o mal prospera, mas quando os cristãos falam, o bem comum é promovido, mesmo que isso cause rejeião. Então, a questão principal não é se o cristão pode ou não deve participar da política. Mas a maneira como ele participa, o nome que ele carrega, quais são os valores que ele defende e assim nós podemos sim. Então você que tem perguntado qual o lado que a gente defende ou qual a escolha que a gente faz, deixa eu te dizer, nós fazemos a nossa escolha pautada em princípios e valores bíblicos. E nós olhamos para candidato A e B e observamos quais estão mais perto da verdade e honra mais o Senhor. Não é que A e B é perfeito, mas que nós escolhemos alguém que através de princípios bíblicos vai fazer melhor para o povo e vai honrar o nome do Senhor, trazendo leis justas que governam e que conduzem. Então nós temos sim um lado. Agora você vai descobrir ele à luz da palavra de Deus. vai ver como que esse lado é definido. E que bom, obrigado por você acompanhar a gente até o próximo episódio em que nós vamos falar como que a gente pode pegar toda essa bagagem que nós temos aprendido sobre o cristão. Na realidade, tá? Tá numa cultura e eh vergonhosa, mas como ele pode se envolver sendo sal, sendo luz do mundo, eh através de testes que a a Natasha vai trazer para que a gente possa então trazer a verdade à tona e glorificar o nome do Senhor. Deixe seu comentário, compartilhe. Curta, não deixa aí de participar conosco. Até o próximo episódio, se Deus quiser. >> Até já. >> Tchau. >> O Gustavo começou a falar, falou: "O Gustavo tá bravo agora coisa. Mas você que