Makários – Romanos | A. 16 | A fidelidade de Deus na história de Israel (9.14-33) | Susie Lee
24/04/2026
Makários – Romanos | A. 16 | A fidelidade de Deus na história de Israel (9.14-33) | Susie Lee
Módulo Avançado: Romanos
Aula 16
A fidelidade de Deus na história de Israel
Romanos 9.14-33
Susie Lee
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เฮ [música] >> [música] [música] >> เ Opa, boa noite. Sejam bem-vindos a mais uma aula aqui do Macários, eh, Macários Avançado. E a gente vai falar hoje sobre a fidelidade de Deus na história de Israel. Mas esse tema aí tá bem ligado à questão da soberania divina. E aí não tem como a gente deixar de pensar na liberdade humana também. Então fiquem ligados aí, chamem o pessoal paraa gente poder falar um pouquinho mais sobre essa questão. Semana passada, eh, na aula passada, o Saão deu um pouquinho, né, da começou o capítulo e vamos dar continuidade, então, hoje a esse capítulo nove, tá bom? Então, pessoal, aqui Paulo falando de São Paulo. Chegem mais, vamos começar a nossa aula com o pessoal. Vamos lá. Hoje a gente vai falar então sobre Romanos 914 a 33. E nesse trecho, né, a gente vai falar sobre essa questão da soberania de Deus, tá bom? Hoje a gente vai tocar nesse assunto bastante difícil, bastante complexo, mas a gente precisa entender aqui como funciona eh o esse essa parte de Romanos, né? Então, a gente vai falar hoje da soberania de Deus. Mas na lá no capítulo 10 vai falar da responsabilidade humana. Então tá totalmente interligado e vai falar logo depois sobre a restauração de Israel. Seria assim o destino, né? Qual é o plano final para Israel em Romanos 11. Então hoje a gente vai falar sobre essa questão da liberdade de Deus que ele a liberdade que ele tem na escolha, né? aqui. Isso a gente chama de soberania, a questão da promessa, a questão da descendência física ou descendência de sangue, né? Eh, o oleiro e o barro, que são as coisas que são eh eh trazidas como exemplos dessa questão da justiça de misericórdia. E aí vocês vão ver lá no capítulo 10, a justiça pela fé ou pelas obras. vai aparecer a questão da necessidade de pregação e do ouvir. Quer dizer, existe essa necessidade de se pregar e de ouvir e a questão da desobediência de Israel, tá? E aí isso é retomado ou continuado eh na no capítulo 11 com o remanescente fiel pela graça, a metáfora da oliveira, né? Nós gentios somos enxertados e questão do mistério da salvação de todo Israel. E aí no final desse eh desse bloco, né, seria o louvor à sabedoria de Deus, né? Então Deus é louvado por quem ele é, pela sabedoria que ele tem, né, em todo esse trabalho que ele faz. Então, hoje a gente vai falar um pouquinho sobre essa questão em Romanos 9, o contexto, né, que é o dilema de Israel, a questão inicial entre a promessa e a rejeição. A gente vai falar sobre a misericórdia de Deus, né? Eh, a reflexão sobre essa questão de Romanos, que Romanos 14 a 16 vai trazer aí. É interessante como ele dá como exemplo uma resposta ao faraó a questão do endurecimento e depois logo em seguida vai trazer a figura do oleiro e do barro, né? soberane absoluta do criador. Os vasos de misericórdia vai trazer o cumprimento de Oséias, o remanescente, a pedra de tropeço. E aí a gente vai falar um pouquinho sobre essa aplicação prática. Eh, então o que que traz essa questão do dilema de Israel? Então, vamos ler ali pra gente poder entender. Começamos no capítulo 9, versículo 14, né? Então, depois de tudo aquilo que foi falado, então que diremos? Acaso Deus é injusto? Aí ele diz: "De maneira nenhuma, pois ele diz a Moisés: "Terei misericórdia de quem eu quiser. Terei eh ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão." Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus. Então, eh, essa é a questão muito difícil da gente pensar. Por quê? É uma questão que não cabe na nossa lógica, porque muitas vezes, a maioria das vezes, nós enxergamos a questão do ponto de vista humano. E aí Paulo parece que expressa essa angústia, né? Uma angústia por Israel. A promessa falhou? Não, mas há existe uma tensão entre essa escolha, né, de Israel e a incredulidade. Então aqui a gente vai ver essa questão da angústia de Paulo, eh, que traz por ele ser do povo um peso profundo diante da rejeição eh de Cristo eh da parte do seu povo, né? Então, essa questão eh que vem sempre à nossa mente e eu acho que muitas vezes nós vamos trazer também como um questionamento a Deus é que será que Deus tem falhado? Será que Deus tarda? Será que Deus não tem cumprido a sua promessa, né? Então são questionamentos que a gente faz o tempo todo eh enquanto humanos. Eh, não é eh proibido fazer essa esse questionamento, mas é interessante a gente entender aqui o que a palavra traz, né? O que Paulo vai dizer eh como resposta. Então, a resposta é: Deus é injusto? De modo nenhum, tá? Por quê? Porque essa questão da escolha, o que a gente pode chamar de eleição, ela não depende do desejo ou do esforço humano, mas de Deus, do Deus que mostra misericórdia. E a palavrinha aqui usada é, tá? A soberania de Deus é baseada na sua compaixão e não no mérito humano. Então, qual que é a questão maior que tá envolvida aqui? A questão maior é que eh todo mundo está perdido. Então, ã, o ser humano, a gente precisa voltar à questão do ser humano e da a questão do pecado. Então, um ser humano pecou, né? Então isso não tem a ver diretamente com a justiça, mas tem a ver com a questão do pecado, que eh o ser humano desejou ser como Deus e se opôs a Deus diretamente, né, lá em Adão. E a partir daí a gente vê uma coisa importante que acontece. Eh, o Sa falou na na aula passada sobre a questão da da eh de que nós todos estamos envolvidos juntos. Então, não é uma questão de você culpar alguém, mas nós todos, eh, o Adão é como se fosse um representante do ser humano, é o representante do ser humano. Então, todos nós pecamos junto com ele. E aí traz a questão da ruptura. Ruptura com Deus, ruptura com o próximo, ruptura consigo mesmo, ruptura com a a criação. E o próprio Romanos vai falar que o salário do pecado é a morte. a morte que atinge toda a humanidade, eh, toda, eh, todo mundo animal e vegetal, é uma realidade eh material, espiritual, tanto uma morte física, morte espiritual e morte eterna, como a gente conhece, tá? Então, a nossa situação é que não existe nenhum justo. Então, o nosso salário, o salário de todo ser humano, é a morte. A gente não tem salvação. E aí o que tá trazendo aqui é que quando a gente vê do ponto de vista de Deus, ele é soberano na escolha. Então ele pode escolher eh a quem ele quer salvar. Então isso é muito importante. Por quê? Porque claro que ele conhece todas as coisas, ele sabe por ele é Deus. Ele é totalmente onisciente, totalmente onipotente e onipresente, tá? Então, nesse caso, ele sabe quem vai eh escolher a ele e quem não vai. Então, não só existe a escolha dele, mas também existe um trabalho humano, uma escolha humana, eh, por receber ou não. Isso foi dado ao ser humano. Então, eh, uma coisa que a gente não pode, eh, se esquecer é que não depende do mérito humano. Tudo isso é um sinal de misericórdia e de compaixão de Deus. É isso que Paulo vai trazer aqui. Eh, e a resposta muito interessante aqui de Paulo é, eh, ele não dá uma resposta lógica, uma resposta que vai dar assim: "Olha, eh, isso é assim, isso é assado." Ele vai trazer uma figura lá do Antigo Testamento num momento crucial, tá? E nesse momento crucial, aquilo que aconteceu com o faraó, que é a questão de ter sido levantado como faraó, o poder de Deus que levantou essa pessoa para esse momento, mas ao mesmo tempo essa resistência, tá, humana, eh, contra Deus, mas que também, eh, lá Em êxodo, aparece as duas coisas. Aparece que o próprio faraó endurece o coração e que o Deus vai endurecer o coração de faraó. Então, são as duas coisas. A, o que a gente não tem como saber é como elas se relacionam, como isso acontece. Então, a gente vai saber que o faraó é levantado para mostrar o poder de Deus, tá? Então, existe essa questão do endurecimento tanto da parte de Deus quanto da parte do faraó. E aí um eh comentarista, o Douglas M vai dizer que o ato judicial passivo de endurecimento também acontece aqui. E aí vem a soberania divina de endurecer a quem quer também, tá? Endurecer o coração de quem quer também. Então existe essa existem essas duas questões envolvidas que a gente não tem o poder de saber, a capacidade de saber como elas têm, qual que é o peso delas, como elas funcionam, como elas vão funcionar também lá para a questão da salvação. Nesse caso, ele tá falando da do dessa escolha, né, de Deus, que nem sempre é para a salvação, mas ele pode escolher para honra. No caso, como eh a gente viu na aula passada, Deus escolheu Jacó em vez de Esaú, né, para continuar a sua promessa. Justamente por quê? Porque o Esaú seria a quem todos desejariam ter e ser, né? porque ele é o primeiro filho, é de quem tudo eh todas as bênçãos cairiam sobre ele. Eh, ele seria a pessoa de quem se esperaria muito. E é interessante que Deus vai usar justo aquele, eh, escolhe quem, de quem não se espera nada, né? aquele que é frágil para que eh somente a soberania de Deus, a graça de Deus, aquilo que Deus faz, que é o agir dele na vida de Jacó, é que apareça. Então Deus vai fazer isso muitas vezes, essa troca, né, eh, do primogênito e de que Deus usa a quem não de que aquela pessoa de quem não se espera nada, isso vai acontecer o tempo todo. E aí vem essa analogia do oleiro, a questão da soberania e da responsabilidade. Então, o oleiro ele detém toda a autoridade, autoridade absoluta sobre a criação para moldar segundo a sua vontade, né? E o barro, o barro não tem esse direito de questionar por ele tá em total dependência das mãos do oleiro, do que ele deseja fazer. Então ele não tem essa eh nem capacidade de entender o que tá acontecendo e nem a capacidade de questionar o aquele que é o criador, tá? Então, os vasos eles são criados com um propósito, seja para honra, seja para uso comum. Isso vai depender justamente do plano divino, plano de Deus. Em outras palavras, a gente pode falar aí sobre essa questão da soberania de Deus. Então, quer dizer, Paulo afirma aqui que o direito do criador de dispor da criação, quer dizer, ele pode criar da forma que ele quiser. E aí o argumento do barro, o barro não foi formado. O barro, o barro formado não pode questionar quem o fez e para que o fez, né? Mas existe um propósito, propósito da glória. Os vasos de ira existem também para manifestar a riqueza da graça. Talvez a gente não entenda a as coisas logicamente. Por isso que Paulo também não vai tentar entender, porque isso não cabe na nosso entendimento. Então, não é possível que a gente, na lógica do ser humano tão limitado, a gente consiga entender essa lógica de Deus ou o trabalho, o agir de Deus, o plano de Deus que é muito maior, é muito acima de qualquer coisa que a gente possa pensar ou imaginar. E aí, eh, Romanos 9 vai trazer a questão lá na frente. Depois quando ele fala aqui, eh, do oleiro, ele vai falar, né? Mas vamos ler aqui só pra gente poder caminhar juntos na palavra, né? Então, ele diz, a questão eh da escritura diz ao faraó: "Eu levantei exatamente com esse propósito, mostrar em você o meu poder e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra". Então, Deus, a partir daqu daquela questão da do endurecimento do coração do faraó, eh, quem ia ser conhecido? O Deus verdadeiro. Por quê? Porque todos aquel aquelas pragas eram, na verdade, os deuses que eles acreditavam. Então, nesse momento, ele tem um propósito de ter sido levantado e ter eh o seu o seu coração endurecido. Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer e endurece aquele que ele quer. Mas algum de vocês me dirá: "Então, por que Deus ainda nos culpa? Pois quem resiste a sua vontade?" Olha que interessante. Então, o ser humano, ele não tem nada eh o que reclamar porque ele não tem culpa. Mas quem é você, ô homem, para questionar a Deus? É interessante a a a questão aqui que ele vai trazer. Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que formou: "Por que me fizeste assim?" O oleiro não tem direito de fazer do mesmo barro um um vaso para fins nobres e outro para uso deshonroso. E se Deus querendo mostrar a sua ira ou tornar conhecido o seu poder, suportou com grande paciência os vasos de sua ira preparados paraa destruição. dizer se ele fez isto para tornar conhecidas as riquezas de sua glória, aos vasos de sua misericórdia, a quem preparou de antemão para tua para sua glória. Eh, ou seja, a nós a quem também chamou, não apenas dentre os judeus, mas também dentre os gentios. Então, quando a gente lê aqui, a gente vai tentar entender o que que ele tá falando. Ele não tá simplesmente assim falando: "Vocês precisam calar a boca, vocês não podem reclamar". Mas a ideia que ele traz é, quer dizer, o barro ele entende alguma coisa do que eh Deus tá fazendo? É mais ou menos a questão que Jó, né, eh, vai ouvir de Deus lá nos no último capítulo, né, nos últimos. Ele vai ouvir de Deus. Você entende onde você estava quando eu estava criando o mundo? Onde você estava quando eu ã fiz o o chão que você pisa, o céu que você vê, né? Ele vai falar de todas as coisas até o animal que vocês temem tanto aí. Eh, eu criei e eu brinco com ele, né? Então, eh, a grandiosidade de Deus diante daquilo que a gente pode pensar ou imaginar. quer dizer, aquilo que eu tenho aqui diante dos meus olhos ou aquilo que eu consigo pensar, aquilo que eu consigo questionar, não chega nem assim perto daquilo que Deus está fazendo. Então você não vai entender. É essa questão. Então, não adianta o vaso, o vaso depende completamente desse plano, dessa desse propósito de Deus, né, daquele que tá fazendo do oleiro. Então, ele não tem, na verdade, a capacidade de questionar. não quer dizer que ele está proibindo a gente de questionar, mas ele diz: "Por mais que você tente entender, você não vai entender. Então, permaneça em mim." Então, eh, só entenda que eu sou o Deus todo- poderoso, mas o Deus que tem misericórdia, aquele que tá demonstrando algo que vocês não encontram em lugar algum, vocês vão encontrar em mim, que é essa graça, essa misericórdia que tá fazendo de vocês pessoas que deveriam morrer. Vocês deveriam ser destruídos completamente, mas eu tô trazendo vocês, né, para perto de mim. Então, entendam que os meus propósitos estão totalmente assim longe daquilo que vocês podem pensar ou imaginar. Então, na verdade, no fundo, no fundo, tudo, tudo que ele tá fazendo tem um propósito de mostrar a sua graça, tanto eh as coisas difíceis que a gente, por exemplo, como ser humano, a gente nunca ia aguentar de uma criação, de alguma criatura nossa. Mas Deus até os vasos da ira, ele aguenta, suporta com paciência para que a misericórdia e a graça dele, a glória dele se manifeste de modo pleno. É isso que está dizendo, tá? E aí a gente pode prosseguir adiante com coisas que a gente não entende muito bem por que estão aqui, né? Aí, logo depois dessa questão dos vasos, né, conhecidos como vasos da da sua glória, os vasos de misericórdia, como ele fala, ele vai chegar a questão daquele que ele chama, não apenas dentre os judeus, mas daqueles que eles chamam entre o meu os gentios. Pessoal, isso é uma misericórdia tamanha, uma graça tamanha, porque ele não tem o dever de fazer isso. Dá para entender? Deus não teria o dever de criar o ser humano, de restaurar o ser humano, porque o ser humano decidiu estar longe de Deus. Então ele não tem esse dever de fazer nada pelo ser humano, mas ele decide salvar, decide chamar. E aí ele traz uma coisa muito interessante. Ele vai trazer aqui essa questão dos do remanescente. Como ele vai trazer? Ele vai trazer a ideia que aparece em Oséias, que confirma a inclusão dos gentios, agora chamados de filhos do Deus vivo. Ele vai falar de Isaías, apontando paraa preservação desse remanescente Israel em meio à desobediência. E ele vai também falar de Israel, a nação preservada da destruição total através do remanescente escolhido. Olha que espetacular a a maravilhosa graça de Deus. Então, ele vai falar do cumprimento de tudo aquilo que foi falado, das promessas que foram feitas. Ele falhou, não falhou. Ele simplesmente tá cumprindo tudo que ele disse. E ele vai trazer aqui como prova, né, daquilo eh que ele disse lá em Oséias. Deus chama o meu povo de meu povo, quem não era meu povo. Misericórdia divina ultrapassa qualquer fronteira étnica, qualquer fronteira religiosa, incluindo aquele que não era povo, os gentius que eram escolhidos, mostrando que a questão da eleição ou da escolha, na verdade depende desse chamado divino. Então ele chama a gente, né, de daquilo que a gente não é, né? Então ele vai falar que chamarei meu povo a quem não é meu povo. Chamarei minha amada a quem não é minha amada. Tá? E acontecerá que no mesmo lugar em que se lhes declarou: "Vocês não são meu povo, eles são chamados de filho de do Deus vivo." Então isso é algo tão profundo, tão profundo, que a gente não tem como eh é um mistério. É, essa é a questão, é um grande mistério que a gente não tem a capacidade de dar conta disso, né? Então, eu acho que vale a pena a gente pensar nessa questão se eh as coisas, né, que a gente eh tem que lidar da questão do problema do mal, daquilo. E a gente tem que lidar com um mistério tão grande que eh envolve a soberania divina, o arbítrio humano e essa questão do problema do mal. Então, o que que a gente pode falar? Que a soberania divina ela é absoluta. A gente não tem como, não existe um limite para Deus. Nada pode surpreender esse Deus, tá? Quando a gente fala de Deus, tem que ficar bem claro. Deus é Deus. É aquele Deus criador de todas as coisas. Ele é o todopoderoso. Ele é o ser soberano e absoluto do universo. Então, e a gente a gente tem que entender que o todo o nosso universo não é egocêntrico ou, né, centrado no ser humano, mas teocêntrico. Teocêntrico. Por quê? Porque Deus é o centro de todas as coisas. tudo move através do próprio Deus, né? E aí o ser humano tá aonde nisso, né? Apesar de do homem ter sido eh atingido, né, ter pecado, né, de várias coisas hoje limitarem o ser humano, o homem tem a sua liberdade preservada. Foi algo que Deus deu de presente pro ser humano. Ele foi criado à imagem de Deus. Ele ainda é capaz de fazer escolhas, tá? E aí ele tá sendo chamado a crer. Crer no quê? crer na obra que foi feita, naquilo que Deus me demonstrou da misericórdia máxima do Deus próprio que veio ao mundo, se fez carne, morreu na cruz e ressuscitou. Por quê? Para você e eu termos essa escolha, não sermos mais escravos do pecado, como nós falamos na nossa última aula, tá? Então, eh, a gente hoje, ser humano, que não consegue enxergar isso, que não recebe isso como verdade, ele simplesmente é um morto vivo, tá? O homem não pode crer sem a ação especial da graça de Deus na sua vida. Então, o próprio Deus precisa nos ajudar, que ele faz isso através do Espírito Santo hoje que vive em nós. Então, como é que a questão do mal, como é que o problema do mal se resolve? E aí a gente tem que entender que mesmo sendo soberano, Deus não é o autor do mal. Ele não é autor do pecado. Então, você e eu, nós não temos o direito de culpá-lo ou de cobrar de Deus essa questão da culpa pelo próprio pecado que nós cometemos. Não foi Deus que cometeu, fomos nós que cometemos. Então, essa justiça que existe em Deus, Deus é santo, Deus é justo. Então, a gente sabe que esse mal que surgiu, né, através do pecado do humano, ele no final, apesar de desse pecado hoje subsistir como um mal, por trazendo mal sobre mal, né? Então, porque o mal nasce do próprio mal e aí vai dando frutos do mal, né? Isso a gente vive hoje uma sociedade injusta. A gente mesmo vive, a gente tem consequências de todo o pecado, de todo o mal que a gente mesmo faz, a gente mesmo produz, tá? E isso Deus vai realmente transformar em glória no futuro, tá? Então, quando a gente entende que a gente é um ser finito, mas capaz de fazer uma escolha real, a gente também tem a participação, tá? H, nesse processo. Então, a soberania de Deus, ela é ensinada em toda a Bíblia, não é só aqui. O problema teológico é o relacionamento, eh, que existe entre a soberania de Deus e a salvação humana, né? Então, essa é uma questão que envolve um negócio chamado mistério, gente. E esse mistério não cabe a nós eh desvendar. Ela vai continuar com o mistério. É impossível a gente entender, tá? Agora, o que vai acontecer é que através desse chamado divino que fala em Oséias e a aceitação, a a resposta do ser humano a esse amor de Deus, aí é muito interessante que Deus traz toda a salvação, toda obra torna eh real na vida dessa pessoa e ela Ela é chamada de meu povo, ela é chamada de minha amada, como ele fala. E aí a gente pode ver em Isaías, como ele vai falar na nos versículos seguintes, é em 27, Isaías exclama com relação a Israel: "Embora o número dos israelitas seja como a areia do mar, apenas o remanescente será salvo, pois o Senhor executará na terra a sua sentença rápida e definitivamente. Como anteriormente disse Isaías, se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendentes, já estaríamos como Sodoma, semelhantes a Gomorra. Então, que que quer dizer isso, pessoal? Isso é muito sério. A profecia de Israías, Isaías diz a que fala sobre a questão do remanescente que será salvo conforme a promessa. Por quê? Quem entrar nessa aliança com Deus, assim como foi no Antigo Testamento, Deus escolhe, Deus trata e é chamado. As pessoas são chamadas. Esse chamado é para todos, mas quem responde a esse chamado, quem é fiel, que permanece fiel a esse chamado, né, que obedece a aliança, que entra nesse nessa aliança, esse é o remanescente. Existe o remanescente de Israel e existe o remanescente nosso também. Agora, a questão do julgamento e sobrevivência. Olha que interessante. Deus poderia ter destruído a todos, assim como aconteceu lá em Noé, né? Eh, ele podia ter eh destruído toda a humanidade, mas ele não quis. Ele falou: "Eu amo a minha criação, eu amo a humanidade e eu quero salvar, eu quero continuar com esse projeto, com essa obra junto com o ser humano. Então, é muito interessante que a escolha de Noé foi misericórdia, foi graça para poder manter o ser humano até hoje, ser humano vivo e continuar com o trabalho, a obra dele na vida do ser humano. Então, o que ele vai falar? vai falar, se Deus tivesse destruído tudo, a gente seria como Sodoma e Gomorra, teria sumido do mapa. a gente não existiria mais, teria sido completamente destruído. Então, é muito, muito especial a gente poder entender isso. Não é injustiça, ao contrário, é a justiça mais misericórdia. Sem essa misericórdia seria impossível alcançar a justiça que a gente precisa alcançar, a perfeição que precisava ser alcançada, que a lei mostra só Jesus podia fazer. Então, Jesus alcançou essa perfeição. E aí, através dele, Deus nos dá misericórdia de continuarmos salvos, de continuarmos a história de Deus que ele quer continuar a escrever através da gente. Então, não é sangue, não depende do se você é eh descendente de alguém, no caso o Israel tá falando de descendência. Então, a gente tem eh uma ideia de que se a gente nasce na igreja, se a gente nasce e no meio evangélico, se a gente tem uma eh isso nos dá segurança para alguma coisa, ele tá falando, não existe essa segurança. Por quê? Você precisa entrar na promessa. Você precisa ter essa salvação, essa promessa divina garantida através de Cristo Jesus, através daquilo que já foi feito através da misericórdia e graça de Deus, tá? Então, pessoal, é assim, é profundo demais. E até esse mistério é muito importante a gente manter. Por quê? Porque senão a gente vira dono da verdade, a gente vira o próprio Deus, a gente vai eh sobe a nossa cabeça achando que a gente pode decidir alguma coisa e Deus não vai permitir que isso aconteça. Somente Deus tem essa prerrogativa. Somente ele pode fazer isso, tá? E aí, e aí ele diz lá no versículo 30, que diremos então? Os gentios que não buscavam justiça, obtiveram uma justiça que vem da fé. Mas Israel, que buscava uma lei que trouxesse justiça, não a alcançou. Por que não? Porque não a buscava pela fé, mas como se fosse por obras. Eles tropeçaram na pedra de tropeço. É loucura isso. Então, é a mesma coisa que se entende lá da escolha de Esaú e Jacó, né? Não Esaú, mas Jacó. Por quê? Porque o que que tá acontecendo aqui? Os gentios alcançaram uma justiça, mas pela fé. Enquanto Israel tropeçou na pedra. Quem é essa pedra? É Cristo, tá? Por quê? Porque vai revelar aquilo que é alcançável somente pela fé e não por obras. Então isso não se restringe a Israel. Porque eh aqui tá falando de Israel como povo escolhido, como povo, povo da promessa, mas isso se eh eh adequa, vamos dizer assim, eh é é real para todos nós, tá? Então, a justiça dos gentios, na verdade é pela fé que eles alcançaram. Pela fé em quem? naquilo que Cristo fez, né, na misericórdia e na graça de Deus. Então, na verdade, o que é que vai falar? É aquilo que a própria Bíblia nos fala em Efésios, que a salvação vem pela graça e pela fé, para que vocês não se gloriem, para que vocês não achem que as coisas são alcançáveis através das suas obras. E essa é a questão maior. Então, Israel persegue a lei tentando alcançar a justiça, mas ela não consegue atingir. Por quê? Porque no fundo, no fundo, eles querem alcançar através de si mesmos, através das suas próprias obras, achando que isso vai acontecer. Então isso não é aplicado só a Israel, mas aplicado a todo o povo da promessa. Então você e eu, se você entender que você através das suas boas obras, através daquilo que você é bom e você consegue fazer, eh, você consegue alcançar essa justiça de Deus e você não crer, não receber completamente essa graça e, inclusive descansar em Cristo e nessa graça, você tá fora. Você vai justamente tropeçar na na pedra como eles que é Cristo. Porque Cristo acabou com tudo isso. Cristo trouxe justamente o cumprimento de toda a justiça, todas as leis, tudo que foi falado anteriormente. Então, fé versus obras, a tensão final entre fé e obras como causa. Então, o grande a grande questão envolvida aqui é se você está eh você tá diante de Deus pela fé ou pelas obras, você tá tentando chegar diante de Deus. Não existe caminho através das obras somente por Cristo. Tanto é que ele vai dizer: "Eu sou o único caminho, a verdade e a vida". Então, sem ele é impossível chegar a Deus, é impossível alcançar. E aí de novo, os gentios alcançaram a justiça pela fé, enquanto Israel buscou a lei. Cristo é a pedra de tropeço, pedra eh angular, né? E aí essa questão volta do endurecimento, a obstinação por você tentar, né, ir contra a salvação. Esse endurecimento vem novamente quando você deixa ou não quer crer. dizer, deixa de crer em Cristo como único Senhor, o único Salvador possível para chegar a Deus, para alcançar a graça, a justiça, né, e a salvação, tá? Então, ah, é impossível, pessoal. A única coisa que a gente precisa saber, a gente é barro. A gente não pode nada sem Deus, sem Jesus. A gente precisa depender completamente dele. E Romanos vai dizer isso com todas as palavras, de todas as formas possíveis, tá? E aí acontece essa questão do paradoxo da justiça, tá? É a cegueira das obras. Então, quem vai ficar buscando aí, né, a própria justiça que é cega, tá? Ele continua pecador, ele continua buscando, ele nunca vai alcançar. E a justiça pela fé, que aquele que até aquele que tava fora desse quadro, né, dos alcançáveis, eles foram, eles alcançaram a justiça sem nem procurar. Por quê? É a fé que fez. Então, não é questão de falha de Deus, é a questão da falha do ser humano que não responde a essa justiça da que vem pela fé e não por obras, tá? Então é muito, muito importante. A gente consegue através de Cristo, a gente consegue ter uma confiança sem nenhum envergonhamento. A gente não tem mais, tá? Quando a gente crê em Cristo, nessa pedra eh de Sião, a pedra angular, esse Deus todo- poderoso que fez a obra através de Cristo, seu filho, então a gente nunca será envergonhado. Então essa é uma promessa que oferece o quê? A de novo, né? Vem a aliança. Você quer entrar nessa aliança? Porque essa aliança contém salvação e justificação. Se você quer entrar nessa aliança, é somente e somente, tão somente ter fé em Jesus Cristo, tá? Enquanto a rejeição, quando você rejeita a Cristo, rejeita a obra feita por ele, só há destruição, só existe queda, tá? Então, a tendo essa certeza no Messias, a gente pode se aproximar de Deus com confiança, sem nenhuma vergonha, tá? E aí a gente pode entender o que que Paulo vai falar aqui. Ele vai eh até o final dizer: "Está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e uma rocha que faz cair, e aquele que nela confia jamais será envergonhado." Então, você e eu, nós estamos dentro dessa promessa, entramos dentro desse povo, desse chamamento, nesse chamado de Deus para viver com ele através da fé e dentro dessa aliança que é feita, né, eh, com o seu povo, através do seu amor, né? E aí a gente pode ter essa síntese, né, essa esse entendimento que Paulo une a soberania divina, a responsabilidade humana. Não existe só a soberania divina. Por quê? Porque Deus deu essa liberdade pro humano. Então, quando ele deu essa liberdade pro humano, então você eu, nós vamos decidir, nós vamos escolher, né? Claro que Deus entende, Deus sabe de tudo, mas a salvação é um dom que exige uma humildade. Olha que interessante, uma humildade profunda. Quer dizer, se a gente não entende que Deus é o único todooderoso e ele é soberano e eu não posso absolutamente fazer nada diante da morte, da destruição, do eh do salário do pecado. Eu não tenho nada a oferecer a esse Deus. Eu não tenho nada. Eu não posso nem não tenho capacidade de questionar esse Deus. Imagine oferecer alguma coisa. Então, a única forma é a fé. Então, é interessante porque aqui existe um equilíbrio bíblico entre a soberania e a responsabilidade humana. Então não adianta, pessoal, não adianta a gente tentar desvendar esse mistério. A gente vai ficar com uma teologia do saci pererê, com uma perna só. nunca vai ser completa. Existe um equilíbrio. Mesmo que a gente não entenda exatamente como funcionam as duas coisas, em que medida, como é que a soberania humana funciona em relação à responsabilidade humana, isso é real. Existe a culpabilidade humana. O homem é culpável por sua incredulidade. Mesmo, olhe, preste atenção, mesmo que você tenha sido chamado. Então, se você é chamado, você precisa responder a esse chamado para entrar na promessa e para você viver uma vida santificada. Quer dizer, você precisa caminhar junto com Deus. Não é assim, você eu faço, eu falo amém um dia, eu levanto a mão um dia e vivo de qualquer forma. Isso não é real, tá? Então você só entrou para valer, você vive dentro dessa promessa. Se você caminha com Jesus, você vai errar, vai errar, mas no meio de tudo isso, você tem a possibilidade de volta. você tem a possibilidade de pedir perdão. Então, a caminhada com Deus tem que ser real, né? O dom da graça, né? O dom da graça é completamente pela fé, é uma graça soberana, tá? Então, não existe nenhuma possibilidade de mérito humano. E aí o que que a gente tem que evitar? Evitar orgulho, gente, evitar um fatalismo, esperar passivamente. Ai, eu já sou salvo, então eu não preciso fazer nada, eu já sou não, eu eu não sou salvo. Então eu tenho que então parar com esse negócio do fatalismo. Parece que já foi determinado, você não precisa fazer absolutamente, não pode fazer absolutamente nada. Mentira, você precisa ser ativo. Por quê? Porque Deus deu a missão pra gente fazer. Então essa missão é de reconhecer Cristo como Senhor e Salvador e falar dessa boa nova para as pessoas até que ele volte. Então a nossa missão é viver o reino. Não acaba simplesmente numa questão que a gente reduz tudo a questão da salvação, não é verdade? Tá? E a resposta humilde é a resposta adequada, né, diante dessa soberania, desse, né, chamamento divino também. Tá bom? Então, algumas coisas importantes eh que a gente precisa fazer é viver realmente com humildade diante do oleiro soberano. A sua vida e a minha vida dependem completamente de Deus. Nós não temos o controle de absolutamente nada. Se você acha que tem algum tipo de controle, se você acha que você pode fazer alguma coisa sozinho, sem Deus, sem Cristo, guiando você, orientando você, né, que a gente precisa cada dia ficar mais parecido com ele, sem o Espírito Santo incomodando você, você ouvindo o que ele tem a dizer. Isso não é possível. E fim do mérito próprio, parar, abandonar essa confiança que a gente tem naquilo que a gente pode fazer. Ah, se eu for paraa igreja tantas vezes, ah, se eu for orar ou rezar tantas vezes, ou se eu fizer isso, se eu fizer aquilo, se eu entregar isso para Deus, Deus vai fazer isso. Não vai, pessoal. Não existe mérito. Não existe nada que você possa fazer. que aumente o amor de Deus, porque ele já é muito grande, ele já é infinito por você e não há nada que você pode fazer que diminua esse amor de Deus. Então, parem, parem de chorar mingar e vivam a realidade com Deus, né? É isso que a palavra tá falando pra gente. Descanso na misericórdia. A gente precisa descansar nessa misericórdia divina, porque não depende da gente. A gente é pecador. A gente pode sim voltar para Deus, pedir perdão se a gente errou, se a gente reconhecer esse erro. Mas não existe nada que a gente possa fazer para alcançar a justiça divina, porque é completamente soberana. a misericórdia de Deus, tá? Então, é muito importante, pessoal. É, é assim, é uma das coisas mais importantes da gente entender eh esse Deus agindo na nossa vida e trazendo a sua misericórdia todos os dias, tá? Então vamos parar por aqui a nossa exposição e a gente vai responder algumas perguntas, né? Então, muito boa noite a todos aí que tão junto com a gente de vários lugares. Muito bom ver vocês. Fê, Mauro, Lubnética, Vittor, Maria Lúcia, Davi, Fabiana, eh, Manuel, Paulo, né, Terezinha, o Saão tava aí, não sei se ele ainda tá, Elis, né? Samuel, Fred, tá todos aí. Então, olandra, né? Então, vamos lá. Temos algumas perguntas aqui. Eh, Davi, você é novo por aqui, né? Eh, onde encontra o curso de teologia? Pode entrar no nosso canal. Eu vou colocar aqui ensinoibnu p com.br. Tá? Então essa é a nossa página, mas você encontra todos, isso aí tá organizadinho, né? Mas você encontra todos os nossos cursos de teologia que a gente tem mais de 50 agora aqui no nosso canal do YouTube, tá bom? Então vamos lá. Eh, F pergunta aqui: "Como harmonizar a justiça divina que escolhe soberaneamente, sem basear-se em obras? Com objeção levantada com pelo próprio apóstolo sobre Deus culpar o homem, se ele endurece a quem eh tem reduzir. Eh, a questão aqui, Fe, não é questão da culpa, tá? Então, não é, eh, essa é uma pergunta que a gente levanta, né? Então, por que que Deus culpa a gente? A questão é que a gente culpa a Deus por algo que ele não fez. Eh, por isso que eu eh expliquei, na verdade, a nossa condição seria todo mundo ser destruído. A gente não tem nem a capacidade de questionar essa essa essa essas possibilidade. Por quê? Porque a gente só peca. E a gente como ser humano, tudo é culpável pra gente. A a culpa é nossa. Só que o problema nosso é que a gente fica do ponto de vista do ser humano, querendo trazer essa objeção para Deus, falando que Deus culpa o ser humano, né? A, o Senhor endureceu no coração. Não, ele não vai fazer isso no sentido o que ele faz é ao contrário, ele tem misericórdia para levantar o ser humano, para salvar o ser humano. Isso não reduz em nada a liberdade humana. Então, como a gente entende é que é complicado, porque a gente não vai entender. Isso é isso é justamente aquele negócio do mistério, tá? Então, cabe eh aqui o Paulo fala, cabe ao homem obedecer os mandamentos e temer ao Senhor. Correto? Por quê? obedecer aos mandamentos. A gente já falou isso em outras aulas, mas as leis de Deus, que a gente chama de lei, chama de mandamento, são boas, mostra o caráter dele. Isso eu tô falando de leis éticas, porque as leis cerimoniais, que era a maneira que Deus teve para ensinar o seu povo a se aproximar de Deus cada vez mais para ele poder morar no meio do seu povo. Isso a gente não precisa fazer mais. Por quê? Jesus terminou, fez tudo. Ele cumpriu com tudo que tinha que cumprir. Então, todas as leis foram cumpridas. O que a gente precisa fazer é em Cristo entender que a gente tem todo isso hoje. A gente tem acesso direto a Deus. Só que a gente precisa entender que a gente precisa caminhar no caminho certo, né? A gente precisa ir pro caminho certo. Caminho certo, qual que é? É cada vez pare, ficar mais parecido com Jesus. E isso com certeza não é dizer agora que eu sou salvo, eu posso fazer o que eu quiser. Com certeza não é isso. Então o grande problema do ser humano é que ele quer continuar no seu próprio caminho depois que ele acha que teve algum tipo de salvação. E aí no final das contas ele vai procurar fazer as suas próprias obras e achar que lá no final ele depende dessas próprias obras, porque ele vai criando as suas regras, eles vai criando novas coisas e e caminhos. Só que esses caminhos nenhum leva a Deus, somente Cristo. É isso que ele tá querendo dizer aqui, tá? Eh, Carla fala, há uma tensão entre soberania de Deus e livre arbítrio do ser humano. Percebemos quando há um e outro, mas não entendemos. Na verdade, às vezes a gente nem percebe. Por quê? Porque tudo é soberania de Deus. Não existe um limite da soberania de Deus. O que a gente não entende como funciona dentro dessa soberania o nosso a nossa responsabilidade. O o que a gente precisa fazer simplesmente é isso, obedecer aquilo que Deus fala para obedecer, porque é uma orientação boa que mostra o seu caráter e a gente vai caminhar por esse caráter eh que leva a Deus. Então, é bonito como ele constrói tudo, é bonito como ele criou tudo isso, apesar da nossa maldade, apesar da nossa rejeição, at apesar da gente dar as costas para ele o tempo todo, né? Dizer que a gente quer ser independente, tá? Eh, a pergunta é: fé, até quando Deus terá paciência e misericórdia? Até o final, né? Até o final dos tempos. Então, naquele tempo, ele vai voltar para julgar e aí não vai ter mais possibilidade da gente se arrepender. Então, a gente vai ter que fazer isso agora, tá? Eh, não precisamos pensar que depender totalmente de Jesus seria anular a nós mesmos. Claro que não. Eh, Carla, a gente nunca anula a gente. Por quê? Deus criou a gente a imagem e semelhança de Deus. Ele, será que ele criou para anular a gente? Claro que não. E é tão, tão lindo e maravilhoso como ele age. Por quê? Porque quando Deus age na nossa vida, ele é age de maneira pessoal. Ele não anula nada na gente. Ele simplesmente ele chama para vivermos o que ele tem de mais bonito, para participar da felicidade dele, para participar da graça dele, para participar do amor dele, para receber tudo aquilo que ele tem de melhor pra gente. E a gente não vai entender isso, a gente nunca vai conseguir entender isso, tá? Eh, Carla pergunta: "É possível resistir ao chamado até onde a atenção, a soberania, eh, e a o livre arbítrio vai?" É o que eu falei, não existe essa tensão, tá? A tensão eh é na nossa do nosso jeito, né? É que a gente não vai entender isso. Mas sim, é possível. Por isso que as pessoas resistem, sim, não eh não atendem ao chamado de Deus. Agora, o que a gente não vai entender é é como funciona isso, tá? Como funciona esse essa onisciência de Deus e soberania de Deus e essa respons, né, esse do ser humano, a capacidade dele de escolher, tá? A gente só não entende a medida disso, como funciona a relação disso, tá? As práticas no cotidiano estão relacionadas com as disciplinas espirituais? Sim. Então, por quê? Porque como é que você vai conhecer a Deus sem ler a Bíblia? Como é que você vai ter intimidade com Deus sem orar? Como é que você vai ouvir aquilo que ele tem a dizer se de eh você não lê a palavra? Porque ele deixou toda a vontade dele, na verdade, lá. Então, é impossível a gente andar com Deus sem eh entender que isso envolve eh a a leitura da Bíblia, o entendimento, estudo, eh a oração, né? Eh, realmente ser humilde para poder ouvir aquilo que Deus tem a dizer, porque ele fala com a gente, né? porque ele é o Deus criador, mas é um Deus relacional, pessoal, né? Então é muito precioso, pessoal, isso. Tá bom? Eh, Carla pergunta aqui também, nós sempre estamos tentando fazer as coisas segundo a nossa visão. Exatamente. Em vez de descansar em Deus, sofremos de ansiedade. Seria semelhante ao pecado inicial, quando Adão e Eva queriam conhecer o bem e o mal. Hã, eu acho que de certa forma sim e não, porque o tamanho daquilo que você faz todos os dias pode não ter eh o tamanho, né, dessa dessa decisão que foi tomar, seguir a Deus ou não. Então, por exemplo, eu vou escolher eh ganhar hoje, trabalhar muito sem Deus, com ansiedade e trabalhar descansando em Deus, entendendo que Deus tá no controle de tudo. Isso não vai me levar a a apartamento, a a separação com Deus, né? Então tem que tomar cuidado aí com essa questão. Então a gente pode tomar muitas decisões sem aprender a descansar em Deus, mas isso não tem a ver com a salvação, não tem a ver com essa questão, né, do pecado mais eh de independência de Deus, né? Tá bom? Eh, aqui tem uma questão. A Sandra pergunta, poderia explicar o versículo 21 sobre Deus fazer um um vaso para honra e outro para deshonra, né? Então, olha que interessante. Ah, vamos lá voltar. O que que diz? H, o oleiro não tem o direito de fazer o mesmo barro, do mesmo barro, um vaso para fins nobres e outro vaso para uso desonroso ou a gente podia falar uso eh corriqueiro, comum, né? Não precisa ser, eu posso fazer uma coisa, por exemplo, eu sou oleiro, tá? uma oleira, ela pode fazer, eu tô fazendo um vaso, eu vou fazer um vaso para colocar, para receber ã pessoas assim nobres, pessoas que eu entendo como importantes. Outro vaso, outra eh outro tigela ou que eu fiz é para uso comum no meu dia a dia. Isso não pode ser uma decisão própria, decisão do oleiro. É isso que Paulo tá querendo dizer. Quer dizer, Deus não pode decidir fazer alguns de um jeito e outros de outro jeito. É uns com um dom dessa forma, um talento dessa forma, um, né, o uso de uma forma diferente, eh, e outros de outra forma. Claro que pode. Ele é soberano. É isso que ele tá querendo dizer. A gente se atenta muito pra questão da honra e deshonra, não é isso? Eh, ele tá falando de o separar para usos diferentes. É isso que ele tá querendo dizer, tá? E a gente pode sim fazer, assim como a gente, por exemplo, a gente vai tá fazendo algo, um estudo. Eu escolho alguns alguns versículos, alguns algum alguns textos para usar, assim como se eu sou uma artista, escolho alguns para pintar, cores eh especiais para pintar e outros não. Então, é a mesma coisa, pessoal. Mas a gente tá falando de seres humanos, a gente tá falando de pessoa. Então não quer dizer desonra no sentido que a gente pensa que, ah, e você então é feito para deshonra, não. Você é feito para uso comum, né, para uso específico. E outra pessoa pode ter sido, né, o e pode ser usada num ambiente, assim como tem pessoas que são usadas em ambientes assim específicas, especiais, hã, às vezes como os profetas foram escolhidos, né, isso é algo diferenciado. Eh, e a gente precisa reclamar disso, essa é a questão. A gente pode reclamar disso? Não, porque é da soberania de Deus. Agora, isso é ruim? Não, pessoal, a gente tem que entender que todo mundo foi feito a imagem e semelhança de Deus. Quer dizer, Deus ama da mesma forma. Então, você e eu e todas as pessoas, até aquela pessoa que eu posso ter dificuldades de amar mais, Deus ama. Deus ama muito, tá? E a salvação ele estendeu para essa pessoa também. Por isso que eu, na verdade, não tenho direito de odiar essa pessoa. Eu não tenho o direito de eh reclamar nesse sentido, porque todos são amados. Já viu gente que não tem nada a ver nem crê em Deus e tem um talento sobrenatural? Assim que a gente fala: "Nossa, como uma pessoa pode ter um talento desse?" Porque é criatura de Deus, porque Deus fez a imagem e semelhança. Eh, aquilo que a gente tem na cabeça, que são tensões, gente, é besteira que a gente fica brigando um com o outro. Isso não serve de nada, porque isso não diminui o amor de Deus por você. Deus ama da mesma forma. Deus ama muito, infinitamente, que é impossível você diminuir qualquer coisa. Isso é que você precisa entender. Então, a soberania de Deus não deixa a gente menor, não deixa a gente, ah, nossa, eu agora tô preso a a Deus, não posso fazer nada que eu quero. Imagina, é em Deus que você tem a liberdade plena. Jesus morreu para que você recuperasse a liberdade, você fosse liberto da escravidão do pecado. Então é absurdo essas coisas que o pessoal fica discutindo. A gente é amado por Deus e amado profundamente. Então, se você entender que você é feito à imagem de Deus e amado profundamente por esse Deus, não tem que temer. Você não tem que ficar tão preocupado, né? Você consegue descansar, você consegue se achegar Deus com toda a fé que ele permitiu a você que você tenha, né? Então, chegue hoje a Deus e ore e busque eh a Deus. Fale para ele que eu quero viver conforme a tua vontade. Me ajuda, me ensine, né? Me ensina. Então, isso é o que a gente pode fazer, tá? cada vez mais buscar a Deus, amar e agradecer pela infinita misericórdia e maravilhosa graça que ele nos deu e viver cada dia de maneira humilde, sem tentar controlar o mundo e as coisas que estão ao nosso redor e as pessoas que estão ao nosso redor. Não vire para Deus, porque Deus ele tem o caminho melhor para você, tá? E ele pode fazer coisas tão lindas através de você. Então, essa é terminando aqui um capítulo tão difícil, tão complexo e que é um mistério tão grande que a gente nunca vai entender. E vocês vão ainda ver sobre essa questão da responsabilidade humana, né? Então, guardem isso. Deus ama você e não tem nada que tire isso de você se você responder a esse amor com a sua fé. Se você se colocar diante de Deus, falar: "Eu quero andar com ele, com o Senhor", tá? Deus abençoe a todos. a gente já tá no final da aula e que a gente continue aí caminhando pela fé. E gratos todos os dias pela misericórdia e graça e ainda mais que se renova a cada manhã, tá? Deus abençoe a todos e uma boa noite.