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A fé vem pelo ouvir

Makários – Romanos | A. 16 | A fidelidade de Deus na história de Israel (9.14-33) | Susie Lee

Makários – Romanos | A. 16 | A fidelidade de Deus na história de Israel  (9.14-33) | Susie Lee

Makários – Romanos | A. 16 | A fidelidade de Deus na história de Israel (9.14-33) | Susie Lee

Módulo Avançado: Romanos
Aula 16
A fidelidade de Deus na história de Israel
Romanos 9.14-33
Susie Lee

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Opa, boa noite. Sejam bem-vindos a mais
uma aula aqui do Macários,
eh, Macários Avançado. E a gente vai
falar hoje sobre a fidelidade de Deus na
história de Israel. Mas esse tema aí tá
bem ligado à questão da soberania
divina. E aí não tem como a gente deixar
de pensar na liberdade humana também.
Então fiquem ligados aí, chamem o
pessoal paraa gente poder falar um
pouquinho mais sobre essa questão.
Semana passada, eh, na aula passada, o
Saão deu um pouquinho, né, da começou o
capítulo e vamos dar continuidade,
então, hoje a esse capítulo nove, tá
bom? Então, pessoal, aqui Paulo falando
de São Paulo.
Chegem mais,
vamos começar a nossa aula
com o pessoal.
Vamos lá. Hoje a gente vai falar então
sobre Romanos 914 a 33.
E nesse trecho, né, a gente vai falar
sobre essa questão da soberania
de Deus, tá bom? Hoje a gente vai tocar
nesse assunto bastante difícil, bastante
complexo, mas a gente precisa entender
aqui como funciona eh o esse essa parte
de Romanos, né? Então, a gente vai falar
hoje da soberania de Deus. Mas na lá no
capítulo 10 vai falar da
responsabilidade humana. Então tá
totalmente interligado e vai falar logo
depois sobre a restauração de Israel.
Seria assim o destino, né? Qual é o
plano final para Israel em Romanos 11.
Então hoje a gente vai falar sobre essa
questão da liberdade de Deus que ele a
liberdade que ele tem na escolha, né?
aqui. Isso a gente chama de soberania, a
questão da promessa, a questão da
descendência física ou descendência de
sangue, né? Eh, o oleiro e o barro, que
são as coisas que são eh eh trazidas
como exemplos dessa questão da justiça
de misericórdia. E aí vocês vão ver lá
no capítulo 10, a justiça pela fé ou
pelas obras. vai aparecer a questão da
necessidade de pregação e do ouvir. Quer
dizer, existe essa necessidade de se
pregar e de ouvir e a questão da
desobediência de Israel, tá? E aí isso é
retomado ou continuado eh na no capítulo
11 com o remanescente fiel pela graça, a
metáfora da oliveira, né? Nós gentios
somos enxertados
e questão do mistério da salvação de
todo Israel. E aí no final desse eh
desse bloco, né, seria o louvor à
sabedoria de Deus, né? Então Deus é
louvado por quem ele é, pela sabedoria
que ele tem, né, em todo esse trabalho
que ele faz. Então, hoje a gente vai
falar um pouquinho sobre essa questão em
Romanos 9, o contexto, né, que é o
dilema de Israel, a questão inicial
entre a promessa e a rejeição. A gente
vai falar sobre a misericórdia de Deus,
né? Eh, a reflexão sobre essa questão de
Romanos, que Romanos 14 a 16 vai trazer
aí. É interessante como ele dá como
exemplo uma resposta ao faraó a questão
do endurecimento
e depois logo em seguida vai trazer a
figura do oleiro e do barro, né?
soberane absoluta do criador. Os vasos
de misericórdia vai trazer o cumprimento
de Oséias, o remanescente,
a pedra de tropeço. E aí a gente vai
falar um pouquinho sobre essa aplicação
prática.
Eh, então o que que traz essa questão do
dilema de Israel? Então, vamos ler ali
pra gente poder entender. Começamos no
capítulo 9, versículo 14, né?
Então, depois de tudo aquilo que foi
falado, então que diremos? Acaso Deus é
injusto? Aí ele diz: "De maneira
nenhuma, pois ele diz a Moisés: "Terei
misericórdia de quem eu quiser. Terei eh
ter misericórdia e terei compaixão de
quem eu quiser ter compaixão." Portanto,
isso não depende do desejo ou do esforço
humano, mas da misericórdia de Deus.
Então, eh, essa é a questão muito
difícil da gente pensar. Por quê? É uma
questão que não cabe na nossa lógica,
porque muitas vezes, a maioria das
vezes, nós enxergamos
a questão do ponto de vista humano. E aí
Paulo parece que expressa essa angústia,
né? Uma angústia por Israel. A promessa
falhou? Não, mas há existe uma tensão
entre essa escolha, né, de Israel e a
incredulidade. Então aqui a gente vai
ver essa questão da angústia de Paulo,
eh, que traz por ele ser do povo um peso
profundo diante da rejeição eh de Cristo
eh da parte do seu povo, né? Então, essa
questão eh que vem sempre à nossa mente
e eu acho que muitas vezes nós vamos
trazer também como um questionamento a
Deus é que será que Deus tem falhado?
Será que Deus tarda? Será que Deus não
tem cumprido a sua promessa, né? Então
são questionamentos que a gente faz o
tempo todo eh enquanto humanos. Eh, não
é eh
proibido fazer essa esse questionamento,
mas é interessante a gente entender aqui
o que a palavra traz, né? O que Paulo
vai dizer eh como resposta. Então, a
resposta é: Deus é injusto? De modo
nenhum, tá? Por quê? Porque essa questão
da escolha, o que a gente pode chamar de
eleição, ela não depende do desejo ou do
esforço humano, mas de Deus, do Deus que
mostra misericórdia.
E a palavrinha aqui usada é, tá? A
soberania de Deus é baseada na sua
compaixão
e não no mérito humano. Então, qual que
é a questão maior que tá envolvida aqui?
A questão maior é que eh todo mundo está
perdido. Então, ã, o ser humano, a gente
precisa voltar à questão do ser humano e
da a questão do pecado. Então, um ser
humano pecou, né? Então isso não tem a
ver diretamente com a justiça, mas tem a
ver com a questão do pecado, que eh o
ser humano desejou
ser como Deus e se opôs a Deus
diretamente, né, lá em Adão. E a partir
daí a gente vê uma coisa importante que
acontece. Eh, o Sa falou na na aula
passada sobre a questão da
da
eh
de que nós todos estamos envolvidos
juntos. Então, não é uma questão de você
culpar alguém, mas nós todos, eh, o Adão
é como se fosse um representante do ser
humano, é o representante do ser humano.
Então, todos nós pecamos junto com ele.
E aí traz a questão da ruptura. Ruptura
com Deus, ruptura com o próximo, ruptura
consigo mesmo, ruptura com a a criação.
E o próprio Romanos vai falar que o
salário do pecado é a morte. a morte que
atinge toda a humanidade,
eh, toda, eh, todo mundo animal e
vegetal, é uma realidade eh material,
espiritual, tanto uma morte física,
morte espiritual e morte eterna, como a
gente conhece, tá? Então, a nossa
situação é que não existe nenhum justo.
Então, o nosso salário, o salário de
todo ser humano, é a morte. A gente não
tem salvação. E aí o que tá trazendo
aqui é que quando a gente vê do ponto de
vista de Deus, ele é soberano na
escolha. Então ele pode escolher
eh a quem ele quer salvar. Então isso é
muito importante. Por quê? Porque claro
que ele conhece todas as coisas, ele
sabe por ele é Deus. Ele é totalmente
onisciente, totalmente onipotente e
onipresente,
tá? Então, nesse caso, ele sabe quem vai
eh escolher a ele e quem não vai. Então,
não só existe a escolha dele, mas também
existe um trabalho humano, uma escolha
humana, eh, por receber ou não. Isso foi
dado ao ser humano. Então, eh, uma coisa
que a gente não pode, eh, se esquecer é
que não depende do mérito humano. Tudo
isso é um sinal de misericórdia e de
compaixão de Deus. É isso que Paulo vai
trazer aqui. Eh, e a resposta muito
interessante aqui de Paulo é,
eh, ele não dá uma resposta lógica, uma
resposta que vai dar assim: "Olha, eh,
isso é assim, isso é assado." Ele vai
trazer uma figura
lá do Antigo Testamento num momento
crucial, tá? E nesse momento crucial,
aquilo que aconteceu com o faraó, que é
a questão de ter sido levantado como
faraó, o poder de Deus que levantou essa
pessoa para esse momento, mas ao mesmo
tempo essa resistência,
tá, humana, eh, contra Deus, mas que
também, eh, lá Em êxodo, aparece as duas
coisas. Aparece que o próprio faraó
endurece o coração e que o Deus vai
endurecer o coração de faraó. Então, são
as duas coisas. A, o que a gente não tem
como saber é como elas se relacionam,
como isso acontece. Então, a gente vai
saber que o faraó é levantado para
mostrar o poder de Deus, tá? Então,
existe essa questão do endurecimento
tanto da parte de Deus quanto da parte
do faraó. E aí um eh comentarista, o
Douglas M vai dizer que o ato judicial
passivo de endurecimento também acontece
aqui. E aí vem a soberania divina de
endurecer
a quem quer também, tá? Endurecer o
coração de quem quer também. Então
existe essa existem essas duas questões
envolvidas que a gente não tem o poder
de saber, a capacidade de saber
como elas têm, qual que é o peso delas,
como elas funcionam,
como elas vão funcionar também lá para a
questão da salvação. Nesse caso, ele tá
falando da do
dessa escolha, né, de Deus, que nem
sempre é para a salvação, mas ele pode
escolher para honra. No caso, como eh a
gente viu na aula passada, Deus escolheu
Jacó em vez de Esaú, né, para continuar
a sua promessa. Justamente por quê?
Porque o Esaú seria a quem todos
desejariam
ter e ser, né? porque ele é o primeiro
filho, é de quem tudo eh todas as
bênçãos cairiam sobre ele. Eh, ele seria
a pessoa de quem se esperaria muito. E é
interessante que Deus vai usar justo
aquele, eh, escolhe quem, de quem não se
espera nada, né? aquele que é frágil
para que eh somente a soberania de Deus,
a graça de Deus, aquilo que Deus faz,
que é o agir dele na vida de Jacó, é que
apareça. Então Deus vai fazer isso
muitas vezes, essa troca, né, eh, do
primogênito e de que Deus usa a quem não
de que aquela pessoa de quem não se
espera nada, isso vai acontecer o tempo
todo. E aí vem essa analogia
do oleiro, a questão da soberania e da
responsabilidade. Então, o oleiro ele
detém toda a autoridade, autoridade
absoluta sobre a criação para moldar
segundo a sua vontade, né? E o barro, o
barro não tem esse direito de questionar
por ele tá em total dependência das mãos
do oleiro, do que ele deseja fazer.
Então ele não tem essa eh nem capacidade
de entender o que tá acontecendo
e nem a capacidade de questionar o
aquele que é o criador, tá? Então, os
vasos eles são criados com um propósito,
seja para honra, seja para uso comum.
Isso vai depender justamente do plano
divino, plano de Deus. Em outras
palavras, a gente pode falar aí sobre
essa questão da soberania de Deus.
Então, quer dizer, Paulo afirma aqui que
o direito do criador de dispor da
criação, quer dizer, ele pode criar da
forma que ele quiser. E aí o argumento
do barro, o barro não foi formado. O
barro, o barro formado não pode
questionar quem o fez e para que o fez,
né? Mas existe um propósito, propósito
da glória. Os vasos de ira existem
também para manifestar a riqueza da
graça. Talvez a gente não entenda a as
coisas logicamente. Por isso que Paulo
também não vai tentar entender, porque
isso não cabe na nosso entendimento.
Então, não é possível que a gente, na
lógica do ser humano tão limitado, a
gente consiga entender essa lógica de
Deus ou o trabalho, o agir de Deus, o
plano de Deus que é muito maior, é muito
acima de qualquer coisa que a gente
possa pensar ou imaginar.
E aí, eh, Romanos 9 vai trazer a questão
lá na frente. Depois quando ele fala
aqui, eh, do oleiro, ele vai falar, né?
Mas vamos ler aqui só pra gente poder
caminhar juntos na palavra, né? Então,
ele diz, a questão eh da escritura diz
ao faraó: "Eu levantei exatamente com
esse propósito, mostrar em você o meu
poder e para que o meu nome seja
proclamado em toda a terra". Então,
Deus, a partir daqu daquela questão da
do endurecimento do coração do faraó,
eh, quem ia ser conhecido? O Deus
verdadeiro. Por quê? Porque todos aquel
aquelas pragas eram, na verdade, os
deuses que eles acreditavam. Então,
nesse momento, ele tem um propósito de
ter sido levantado e ter eh o seu o seu
coração endurecido. Portanto, Deus tem
misericórdia de quem ele quer e endurece
aquele que ele quer. Mas algum de vocês
me dirá: "Então, por que Deus ainda nos
culpa? Pois quem resiste a sua vontade?"
Olha que interessante. Então, o ser
humano, ele não tem nada eh o que
reclamar porque ele não tem culpa. Mas
quem é você, ô homem, para questionar a
Deus? É interessante a a a questão aqui
que ele vai trazer. Acaso aquilo que é
formado pode dizer ao que formou: "Por
que me fizeste assim?"
O oleiro não tem direito de fazer do
mesmo barro um um vaso para fins nobres
e outro para uso deshonroso. E se Deus
querendo mostrar a sua ira ou tornar
conhecido o seu poder, suportou com
grande paciência os vasos de sua ira
preparados paraa destruição.
dizer se ele fez isto para tornar
conhecidas as riquezas de sua glória,
aos vasos de sua misericórdia, a quem
preparou de antemão para tua para sua
glória. Eh, ou seja, a nós a quem também
chamou, não apenas dentre os judeus, mas
também dentre os gentios. Então, quando
a gente lê aqui, a gente vai tentar
entender o que que ele tá falando. Ele
não tá simplesmente assim falando:
"Vocês precisam calar a boca, vocês não
podem reclamar". Mas a ideia que ele
traz é, quer dizer, o barro ele entende
alguma coisa do que eh Deus tá fazendo?
É mais ou menos a questão que Jó, né,
eh, vai ouvir de Deus lá nos no último
capítulo, né, nos últimos.
Ele vai ouvir de Deus. Você entende onde
você estava quando eu estava criando o
mundo? Onde você estava quando eu ã fiz
o o chão que você pisa, o céu que você
vê, né? Ele vai falar de todas as coisas
até o animal que vocês temem tanto aí.
Eh, eu criei e eu brinco com ele, né?
Então, eh, a grandiosidade de Deus
diante daquilo que a gente pode pensar
ou imaginar. quer dizer, aquilo que eu
tenho aqui diante dos meus olhos ou
aquilo que eu consigo pensar, aquilo que
eu consigo questionar,
não chega
nem assim perto daquilo que Deus está
fazendo. Então você não vai entender. É
essa questão. Então, não adianta o vaso,
o vaso depende completamente
desse plano, dessa desse propósito de
Deus, né, daquele que tá fazendo do
oleiro. Então, ele não tem, na verdade,
a capacidade
de questionar. não quer dizer que ele
está proibindo a gente de questionar,
mas ele diz: "Por mais que você tente
entender, você não vai entender. Então,
permaneça em mim."
Então, eh, só entenda que eu sou o Deus
todo- poderoso, mas o Deus que tem
misericórdia,
aquele que tá demonstrando algo que
vocês não encontram em lugar algum,
vocês vão encontrar em mim, que é essa
graça, essa misericórdia que tá fazendo
de vocês pessoas que deveriam morrer.
Vocês
deveriam ser destruídos completamente,
mas eu tô trazendo vocês, né, para perto
de mim. Então, entendam que os meus
propósitos estão totalmente
assim longe daquilo que vocês podem
pensar ou imaginar. Então, na verdade,
no fundo, no fundo, tudo,
tudo que ele tá fazendo tem um propósito
de mostrar a sua graça, tanto
eh as coisas difíceis que a gente, por
exemplo, como ser humano, a gente nunca
ia aguentar de uma criação, de alguma
criatura nossa. Mas Deus até os vasos da
ira, ele aguenta, suporta com paciência
para que a misericórdia e a graça dele,
a glória dele se manifeste de modo
pleno. É isso que está dizendo, tá? E aí
a gente pode prosseguir adiante
com coisas que a gente não entende muito
bem por que estão aqui, né? Aí, logo
depois dessa questão dos vasos, né,
conhecidos como vasos da da sua glória,
os vasos de misericórdia, como ele fala,
ele vai chegar a questão daquele que ele
chama, não apenas dentre os judeus, mas
daqueles que eles chamam entre o meu os
gentios.
Pessoal, isso é uma misericórdia
tamanha, uma graça tamanha, porque ele
não tem o dever de fazer isso. Dá para
entender? Deus não teria o dever de
criar o ser humano, de restaurar o ser
humano, porque o ser humano decidiu
estar longe de Deus. Então ele não tem
esse dever de fazer nada pelo ser
humano, mas ele decide
salvar, decide chamar. E aí ele traz uma
coisa muito interessante. Ele vai trazer
aqui essa questão dos do remanescente.
Como ele vai trazer? Ele vai trazer a
ideia que aparece em Oséias, que
confirma a inclusão dos gentios, agora
chamados de filhos do Deus vivo. Ele vai
falar de Isaías, apontando paraa
preservação desse remanescente Israel em
meio à desobediência. E ele vai também
falar de Israel, a nação preservada
da destruição total através do
remanescente escolhido.
Olha que
espetacular
a a maravilhosa graça de Deus. Então,
ele vai falar do cumprimento de tudo
aquilo que foi falado, das promessas que
foram feitas. Ele falhou, não falhou.
Ele simplesmente tá cumprindo tudo que
ele disse. E ele vai trazer aqui como
prova, né, daquilo eh que ele disse lá
em Oséias.
Deus chama o meu povo de meu povo, quem
não era meu povo. Misericórdia divina
ultrapassa qualquer fronteira étnica,
qualquer fronteira religiosa,
incluindo aquele que não era povo, os
gentius que eram escolhidos, mostrando
que a questão da eleição ou da escolha,
na verdade depende desse chamado divino.
Então ele chama a gente, né, de daquilo
que a gente não é, né? Então ele vai
falar que chamarei meu povo a quem não é
meu povo. Chamarei minha amada a quem
não é minha amada. Tá? E acontecerá que
no mesmo lugar em que se lhes declarou:
"Vocês não são meu povo, eles são
chamados de
filho de do Deus vivo." Então isso é
algo tão profundo, tão profundo, que a
gente não tem como
eh é um mistério.
É, essa é a questão, é um grande
mistério que a gente não tem a
capacidade de dar conta disso, né?
Então, eu acho que vale a pena a gente
pensar nessa questão se eh as coisas,
né, que a gente eh tem que lidar da
questão do problema do mal, daquilo. E a
gente tem que lidar com um mistério tão
grande que eh envolve a soberania
divina, o arbítrio humano e essa questão
do problema do mal. Então, o que que a
gente pode falar? Que a soberania divina
ela é absoluta.
A gente não tem como, não existe um
limite para Deus. Nada pode surpreender
esse Deus, tá? Quando a gente fala de
Deus, tem que ficar bem claro. Deus é
Deus. É aquele
Deus criador de todas as coisas. Ele é o
todopoderoso.
Ele é o ser soberano e absoluto do
universo. Então, e a gente a gente tem
que entender que o todo o nosso universo
não é
egocêntrico ou, né, centrado no ser
humano, mas teocêntrico.
Teocêntrico.
Por quê? Porque Deus é o centro de todas
as coisas. tudo move através do próprio
Deus, né? E aí o ser humano tá aonde
nisso, né? Apesar de do homem ter sido
eh atingido, né, ter pecado, né, de
várias coisas hoje limitarem o ser
humano, o homem tem a sua liberdade
preservada. Foi algo que Deus deu de
presente pro ser humano. Ele foi criado
à imagem de Deus. Ele ainda é capaz de
fazer escolhas, tá? E aí ele tá sendo
chamado a crer. Crer no quê? crer na
obra que foi feita, naquilo que Deus me
demonstrou da misericórdia máxima do
Deus próprio que veio ao mundo, se fez
carne, morreu na cruz e ressuscitou. Por
quê? Para você e eu termos essa escolha,
não sermos mais escravos do pecado, como
nós falamos na nossa última aula, tá?
Então, eh, a gente hoje, ser humano, que
não consegue enxergar isso, que não
recebe isso como verdade, ele
simplesmente é um morto vivo, tá? O
homem não pode crer sem a ação especial
da graça de Deus na sua vida. Então, o
próprio Deus precisa nos ajudar, que ele
faz isso através do Espírito Santo hoje
que vive em nós. Então, como é que a
questão do mal, como é que o problema do
mal se resolve?
E aí a gente tem que entender que mesmo
sendo soberano, Deus não é o autor do
mal. Ele não é autor do pecado. Então,
você e eu, nós não temos o direito de
culpá-lo ou de cobrar de Deus essa
questão da culpa pelo próprio pecado que
nós cometemos. Não foi Deus que cometeu,
fomos nós que cometemos. Então, essa
justiça
que existe em Deus, Deus é santo, Deus é
justo. Então, a gente sabe que esse mal
que surgiu, né, através do pecado do
humano, ele no final, apesar de desse
pecado hoje subsistir como um mal, por
trazendo mal sobre mal, né? Então,
porque o mal nasce do próprio mal e aí
vai dando frutos do mal, né? Isso a
gente vive hoje uma sociedade injusta. A
gente mesmo vive, a gente tem
consequências de todo o pecado, de todo
o mal que a gente mesmo faz, a gente
mesmo produz, tá? E isso Deus vai
realmente transformar em glória no
futuro, tá? Então, quando a gente
entende que a gente é um ser finito,
mas capaz de fazer uma escolha real, a
gente também tem a participação,
tá? H, nesse processo. Então, a
soberania de Deus, ela é ensinada em
toda a Bíblia, não é só aqui. O problema
teológico é o relacionamento,
eh, que existe entre a soberania de Deus
e a salvação humana, né? Então, essa é
uma questão que envolve um negócio
chamado mistério, gente. E esse mistério
não cabe a nós eh desvendar. Ela vai
continuar com o mistério. É impossível a
gente entender, tá? Agora, o que vai
acontecer é que através desse chamado
divino que fala em Oséias e a aceitação,
a a resposta do ser humano a esse amor
de Deus, aí é muito interessante que
Deus traz toda a salvação, toda obra
torna
eh real na vida dessa pessoa e ela Ela é
chamada de meu povo, ela é chamada de
minha amada, como ele fala. E aí a gente
pode ver em Isaías, como ele vai falar
na nos versículos seguintes, é em 27,
Isaías exclama com relação a Israel:
"Embora o número dos israelitas seja
como a areia do mar, apenas o
remanescente será salvo, pois o Senhor
executará na terra a sua sentença rápida
e definitivamente.
Como anteriormente disse Isaías, se o
Senhor dos Exércitos não nos tivesse
deixado descendentes,
já estaríamos como Sodoma, semelhantes a
Gomorra.
Então, que que quer dizer isso, pessoal?
Isso é muito sério. A profecia de
Israías, Isaías diz a que fala sobre a
questão do remanescente
que será salvo conforme a promessa. Por
quê? Quem entrar nessa aliança com Deus,
assim como foi no Antigo Testamento,
Deus escolhe, Deus trata e é chamado. As
pessoas são chamadas. Esse chamado é
para todos, mas quem responde a esse
chamado, quem é fiel, que permanece fiel
a esse chamado, né, que obedece a
aliança, que entra nesse nessa aliança,
esse é o remanescente.
Existe o remanescente de Israel e existe
o remanescente nosso também.
Agora, a questão do julgamento e
sobrevivência. Olha que interessante.
Deus poderia ter destruído a todos,
assim como aconteceu lá em Noé, né? Eh,
ele podia ter eh
destruído toda a humanidade, mas ele não
quis. Ele falou: "Eu amo a minha
criação, eu amo a humanidade e eu quero
salvar,
eu quero continuar com esse projeto, com
essa obra junto com o ser humano. Então,
é muito interessante que a escolha de
Noé foi misericórdia,
foi graça para poder manter o ser humano
até hoje, ser humano
vivo e continuar com o trabalho, a obra
dele na vida do ser humano. Então, o que
ele vai falar? vai falar, se Deus
tivesse destruído tudo, a gente seria
como Sodoma e Gomorra, teria sumido do
mapa. a gente não existiria mais, teria
sido completamente destruído. Então, é
muito, muito especial a gente poder
entender isso. Não é injustiça, ao
contrário,
é a justiça
mais misericórdia.
Sem essa misericórdia
seria impossível alcançar a justiça que
a gente precisa alcançar, a perfeição
que precisava ser alcançada, que a lei
mostra só Jesus podia fazer. Então,
Jesus alcançou
essa perfeição. E aí, através dele, Deus
nos dá misericórdia de continuarmos
salvos, de continuarmos a história de
Deus que ele quer continuar a escrever
através da gente. Então, não é sangue,
não depende do se você é eh descendente
de alguém, no caso o Israel tá falando
de descendência. Então, a gente tem eh
uma ideia de que se a gente nasce na
igreja, se a gente nasce e no meio
evangélico, se a gente tem uma eh isso
nos dá segurança para alguma coisa, ele
tá falando, não existe essa segurança.
Por quê? Você
precisa entrar na promessa.
Você precisa ter essa salvação, essa
promessa divina garantida
através de Cristo Jesus, através daquilo
que já foi feito através
da misericórdia
e graça de Deus, tá? Então, pessoal, é
assim, é profundo demais.
E até esse mistério é muito importante a
gente manter. Por quê? Porque senão a
gente vira dono da verdade, a gente vira
o próprio Deus, a gente vai eh sobe a
nossa cabeça achando que a gente pode
decidir alguma coisa e Deus não vai
permitir que isso aconteça. Somente Deus
tem essa prerrogativa. Somente ele pode
fazer isso, tá? E aí, e aí ele diz lá no
versículo 30, que diremos então? Os
gentios que não buscavam justiça,
obtiveram uma justiça que vem da fé. Mas
Israel, que buscava uma lei que
trouxesse justiça, não a alcançou.
Por que não? Porque não a buscava pela
fé, mas como se fosse por obras. Eles
tropeçaram na pedra de tropeço.
É loucura isso. Então, é a mesma coisa
que se entende lá da escolha de Esaú e
Jacó, né? Não Esaú, mas Jacó. Por quê?
Porque o que que tá acontecendo aqui? Os
gentios alcançaram uma justiça, mas pela
fé. Enquanto Israel
tropeçou na pedra. Quem é essa pedra? É
Cristo, tá? Por quê? Porque vai revelar
aquilo que é alcançável somente pela fé
e não por obras. Então
isso não se
restringe a Israel. Porque eh aqui tá
falando de Israel como povo escolhido,
como povo, povo da promessa, mas isso se
eh eh
adequa, vamos dizer assim, eh é é real
para todos nós, tá? Então, a justiça dos
gentios, na verdade é pela fé que eles
alcançaram. Pela fé em quem? naquilo que
Cristo fez, né, na misericórdia e na
graça de Deus. Então, na verdade, o que
é que vai falar? É aquilo que a própria
Bíblia nos fala em Efésios, que a
salvação vem pela graça e pela fé, para
que vocês não se gloriem, para que vocês
não achem que as coisas são alcançáveis
através das suas obras. E essa é a
questão maior. Então, Israel
persegue a lei tentando alcançar a
justiça, mas ela não consegue atingir.
Por quê? Porque no fundo, no fundo, eles
querem alcançar através de si mesmos,
através das suas próprias obras, achando
que isso vai acontecer. Então isso não é
aplicado só a Israel, mas aplicado a
todo o povo da promessa. Então você e
eu, se você entender que você através
das suas boas obras, através daquilo que
você é bom e você consegue fazer, eh,
você consegue alcançar essa justiça de
Deus e você não crer, não receber
completamente essa graça e, inclusive
descansar
em Cristo e nessa graça, você tá fora.
Você
vai justamente
tropeçar na na pedra como eles que é
Cristo. Porque Cristo acabou com tudo
isso. Cristo trouxe justamente o
cumprimento de toda a justiça, todas as
leis, tudo que foi falado anteriormente.
Então, fé versus obras, a tensão final
entre fé e obras como causa. Então, o
grande a grande questão envolvida aqui é
se você está eh você tá diante de Deus
pela fé ou pelas obras, você tá tentando
chegar diante de Deus. Não existe
caminho através das obras somente por
Cristo. Tanto é que ele vai dizer: "Eu
sou o único caminho, a verdade e a
vida". Então, sem ele é impossível
chegar a Deus, é impossível alcançar. E
aí de novo, os gentios alcançaram a
justiça pela fé, enquanto Israel buscou
a lei. Cristo é a pedra de tropeço,
pedra eh angular, né? E aí essa questão
volta do endurecimento, a obstinação
por você tentar, né, ir contra a
salvação. Esse endurecimento vem
novamente quando você deixa ou não quer
crer. dizer, deixa de crer em Cristo
como único Senhor, o único Salvador
possível para chegar a Deus, para
alcançar a graça, a justiça, né, e a
salvação, tá? Então, ah, é impossível,
pessoal.
A única coisa que a gente precisa saber,
a gente é barro.
A gente não pode nada sem Deus, sem
Jesus. A gente precisa depender
completamente dele. E Romanos vai dizer
isso com todas as palavras, de todas as
formas possíveis,
tá? E aí acontece
essa questão do paradoxo da justiça, tá?
É a cegueira das obras. Então, quem vai
ficar buscando aí, né, a própria justiça
que é cega, tá? Ele continua pecador,
ele continua buscando, ele nunca vai
alcançar. E a justiça pela fé, que
aquele que até aquele que tava fora
desse quadro, né, dos alcançáveis,
eles foram,
eles alcançaram a justiça sem nem
procurar. Por quê? É a fé que fez.
Então, não é questão de falha de Deus, é
a questão da falha do ser humano que não
responde a essa justiça
da que vem pela fé e não por obras, tá?
Então é muito, muito importante. A gente
consegue através de Cristo,
a gente consegue ter uma confiança
sem nenhum envergonhamento. A gente não
tem mais, tá? Quando a gente crê em
Cristo, nessa pedra eh de Sião, a pedra
angular, esse Deus todo- poderoso que
fez a obra através de Cristo, seu filho,
então a gente nunca será envergonhado.
Então essa é uma promessa que oferece o
quê? A de novo, né? Vem a aliança. Você
quer entrar nessa aliança? Porque essa
aliança contém salvação e justificação.
Se você quer entrar nessa aliança, é
somente e somente, tão somente ter fé em
Jesus Cristo, tá? Enquanto a rejeição,
quando você rejeita a Cristo, rejeita a
obra feita por ele, só há destruição, só
existe queda, tá? Então, a tendo essa
certeza no Messias, a gente pode se
aproximar de Deus com confiança, sem
nenhuma vergonha, tá?
E aí a gente pode entender o que que
Paulo vai falar aqui. Ele vai eh até o
final dizer: "Está escrito: Eis que
ponho em Sião uma pedra de tropeço e uma
rocha que faz cair, e aquele que nela
confia jamais será envergonhado."
Então, você e eu, nós estamos dentro
dessa
promessa, entramos dentro desse povo,
desse chamamento, nesse chamado de Deus
para viver com ele através da fé e
dentro dessa aliança que é feita, né,
eh, com o seu povo, através do seu amor,
né? E aí a gente pode ter essa síntese,
né, essa esse entendimento que Paulo une
a soberania divina, a responsabilidade
humana. Não existe
só a soberania divina. Por quê? Porque
Deus deu essa liberdade pro humano.
Então, quando ele deu essa liberdade pro
humano, então você eu, nós vamos
decidir, nós vamos escolher, né?
Claro que Deus entende, Deus sabe de
tudo, mas a salvação é um dom que exige
uma humildade. Olha que interessante,
uma humildade profunda. Quer dizer, se a
gente não entende que Deus é o único
todooderoso e ele é soberano e eu não
posso absolutamente fazer nada
diante da morte, da destruição,
do eh do salário do pecado.
Eu não tenho nada a oferecer a esse
Deus. Eu não tenho nada. Eu não posso
nem não tenho capacidade de questionar
esse Deus. Imagine oferecer alguma
coisa. Então, a única forma é a fé.
Então, é interessante porque aqui existe
um equilíbrio bíblico entre a soberania
e a responsabilidade humana. Então não
adianta, pessoal, não adianta a gente
tentar desvendar esse mistério. A gente
vai ficar com uma teologia do saci
pererê, com uma perna só. nunca vai ser
completa. Existe um equilíbrio. Mesmo
que a gente não entenda exatamente como
funcionam as duas coisas, em que medida,
como é que a soberania humana funciona
em relação à responsabilidade
humana,
isso é real. Existe a culpabilidade
humana. O homem é culpável por sua
incredulidade.
Mesmo, olhe, preste atenção, mesmo que
você tenha sido chamado. Então, se você
é chamado, você precisa responder a esse
chamado para entrar na promessa e para
você viver uma vida santificada. Quer
dizer, você precisa caminhar junto com
Deus. Não é assim, você eu faço, eu falo
amém um dia, eu levanto a mão um dia e
vivo de qualquer forma. Isso não é real,
tá? Então
você só entrou para valer, você vive
dentro dessa promessa. Se você caminha
com Jesus, você vai errar, vai errar,
mas no meio de tudo isso, você tem a
possibilidade de volta. você tem a
possibilidade de pedir perdão. Então, a
caminhada com Deus tem que ser real, né?
O dom da graça,
né? O dom da graça é completamente pela
fé, é uma graça soberana, tá? Então, não
existe nenhuma possibilidade de mérito
humano. E aí o que que a gente tem que
evitar?
Evitar orgulho, gente, evitar um
fatalismo, esperar passivamente. Ai, eu
já sou salvo, então eu não preciso fazer
nada, eu já sou não, eu eu não sou
salvo. Então eu tenho que então parar
com esse negócio do fatalismo. Parece
que já foi determinado, você não precisa
fazer absolutamente, não pode fazer
absolutamente nada. Mentira, você
precisa ser ativo. Por quê?
Porque Deus deu a missão pra gente
fazer. Então essa missão é de
reconhecer Cristo como Senhor e Salvador
e falar dessa boa nova para as pessoas
até que ele volte. Então a nossa missão
é viver o reino. Não acaba simplesmente
numa questão que a gente reduz tudo a
questão da salvação, não é verdade? Tá?
E a resposta humilde é a resposta
adequada, né, diante dessa soberania,
desse, né, chamamento divino também. Tá
bom? Então, algumas coisas importantes
eh que a gente precisa fazer é viver
realmente com humildade diante do oleiro
soberano. A sua vida e a minha vida
dependem completamente de Deus. Nós não
temos o controle de absolutamente nada.
Se você acha que tem algum tipo de
controle, se você acha que você pode
fazer alguma coisa sozinho, sem Deus,
sem Cristo, guiando você, orientando
você, né, que a gente precisa cada dia
ficar mais parecido com ele, sem o
Espírito Santo incomodando você, você
ouvindo o que ele tem a dizer.
Isso não é possível.
E fim do mérito próprio, parar,
abandonar essa confiança que a gente tem
naquilo que a gente pode fazer. Ah, se
eu for paraa igreja tantas vezes, ah, se
eu for orar ou rezar tantas vezes, ou se
eu fizer isso, se eu fizer aquilo, se eu
entregar isso para Deus, Deus vai fazer
isso. Não vai, pessoal. Não existe
mérito. Não existe nada que você possa
fazer. que aumente o amor de Deus,
porque ele já é muito grande, ele já é
infinito por você e não há nada que você
pode fazer que diminua esse amor de
Deus. Então, parem, parem de chorar
mingar e vivam a realidade com Deus, né?
É isso que a palavra tá falando pra
gente. Descanso na misericórdia. A gente
precisa descansar nessa misericórdia
divina, porque não depende da gente. A
gente é pecador. A gente pode sim voltar
para Deus, pedir perdão se a gente
errou, se a gente reconhecer esse erro.
Mas não existe
nada que a gente possa fazer para
alcançar a justiça divina, porque é
completamente
soberana.
a misericórdia de Deus, tá? Então, é
muito importante, pessoal. É, é assim, é
uma das coisas mais importantes da gente
entender eh esse
Deus
agindo na nossa vida e trazendo a sua
misericórdia todos os dias, tá? Então
vamos parar por aqui a nossa exposição e
a gente vai responder algumas perguntas,
né? Então, muito boa noite a todos aí
que tão junto com a gente de vários
lugares. Muito bom ver vocês. Fê, Mauro,
Lubnética,
Vittor, Maria Lúcia, Davi, Fabiana,
eh, Manuel, Paulo, né, Terezinha, o Saão
tava aí, não sei se ele ainda tá, Elis,
né? Samuel, Fred, tá todos aí. Então,
olandra, né? Então, vamos lá. Temos
algumas perguntas aqui. Eh, Davi, você é
novo por aqui, né? Eh, onde encontra o
curso de teologia? Pode entrar no nosso
canal. Eu vou colocar aqui
ensinoibnu
p
com.br.
Tá? Então essa é a nossa página, mas
você encontra todos, isso aí tá
organizadinho, né? Mas você encontra
todos os nossos cursos de teologia que a
gente tem mais de 50 agora aqui no nosso
canal do YouTube, tá bom?
Então vamos lá. Eh, F pergunta aqui:
"Como harmonizar a justiça divina que
escolhe soberaneamente, sem basear-se em
obras? Com objeção levantada com pelo
próprio apóstolo sobre Deus culpar o
homem, se ele endurece a quem eh
tem reduzir. Eh, a questão aqui, Fe, não
é questão da culpa, tá? Então, não é,
eh, essa é uma pergunta que a gente
levanta, né? Então, por que que Deus
culpa a gente? A questão é que a gente
culpa a Deus por algo que ele não fez.
Eh, por isso que eu eh expliquei, na
verdade, a nossa condição seria todo
mundo ser destruído. A gente não tem nem
a capacidade
de questionar essa essa essa essas
possibilidade. Por quê? Porque a gente
só peca. E a gente como ser humano, tudo
é culpável pra gente. A a culpa é nossa.
Só que o problema nosso é que a gente
fica do ponto de vista do ser humano,
querendo trazer essa objeção para Deus,
falando que Deus culpa o ser humano, né?
A, o Senhor endureceu no coração. Não,
ele não vai fazer isso no sentido o que
ele faz é ao contrário, ele tem
misericórdia
para levantar o ser humano, para salvar
o ser humano. Isso não reduz em nada a
liberdade humana. Então, como a gente
entende é que é complicado, porque a
gente não vai entender. Isso é isso é
justamente aquele negócio do mistério,
tá? Então, cabe eh aqui o Paulo fala,
cabe ao homem obedecer os mandamentos e
temer ao Senhor. Correto? Por quê?
obedecer aos mandamentos. A gente já
falou isso em outras aulas, mas as leis
de Deus, que a gente chama de lei, chama
de mandamento, são boas,
mostra o caráter dele. Isso eu tô
falando de leis éticas, porque as leis
cerimoniais, que era a maneira que Deus
teve para ensinar o seu povo a se
aproximar de Deus cada vez mais para ele
poder morar no meio do seu povo. Isso a
gente não precisa fazer mais. Por quê?
Jesus terminou, fez tudo. Ele cumpriu
com tudo que tinha que cumprir. Então,
todas as leis foram cumpridas. O que a
gente precisa fazer é em Cristo entender
que a gente tem todo isso hoje. A gente
tem acesso direto a Deus.
Só que a gente precisa entender que a
gente precisa caminhar no caminho certo,
né? A gente precisa ir pro caminho
certo. Caminho certo, qual que é? É cada
vez pare, ficar mais parecido com Jesus.
E isso com certeza não é dizer agora que
eu sou salvo, eu posso fazer o que eu
quiser. Com certeza não é isso. Então o
grande problema do ser humano é que ele
quer
continuar no seu próprio caminho depois
que ele acha que teve algum tipo de
salvação.
E aí no final das contas ele vai
procurar fazer as suas próprias obras e
achar que lá no final ele depende dessas
próprias obras, porque ele vai criando
as suas regras, eles vai criando novas
coisas e e caminhos. Só que esses
caminhos nenhum leva a Deus, somente
Cristo. É isso que ele tá querendo dizer
aqui, tá?
Eh, Carla fala, há uma tensão entre
soberania de Deus e livre arbítrio do
ser humano. Percebemos quando há um e
outro, mas não entendemos. Na verdade,
às vezes a gente nem percebe. Por quê?
Porque tudo é soberania de Deus. Não
existe um limite da soberania de Deus. O
que a gente não entende
como funciona dentro dessa soberania
o nosso a nossa responsabilidade.
O o que a gente precisa fazer
simplesmente é isso, obedecer
aquilo que Deus fala para obedecer,
porque é uma orientação boa que mostra o
seu caráter e a gente vai caminhar por
esse caráter eh que leva a Deus. Então,
é bonito como ele constrói tudo, é
bonito como ele criou tudo isso, apesar
da nossa maldade, apesar da nossa
rejeição,
at apesar
da gente dar as costas para ele o tempo
todo, né? Dizer que a gente quer ser
independente, tá? Eh, a pergunta é: fé,
até quando Deus terá paciência e
misericórdia? Até o final, né? Até o
final dos tempos. Então, naquele tempo,
ele vai voltar para julgar e aí não vai
ter mais possibilidade da gente se
arrepender. Então, a gente vai ter que
fazer isso agora, tá? Eh, não precisamos
pensar que depender totalmente de Jesus
seria anular a nós mesmos. Claro que
não. Eh, Carla, a gente nunca anula a
gente. Por quê? Deus criou a gente a
imagem e semelhança de Deus. Ele, será
que ele criou para anular a gente? Claro
que não. E é tão, tão lindo e
maravilhoso como ele age. Por quê?
Porque quando Deus age na nossa vida,
ele é age de maneira pessoal.
Ele não anula nada na gente. Ele
simplesmente
ele chama para vivermos o que ele tem de
mais bonito, para participar da
felicidade dele, para participar da
graça dele, para participar do amor
dele, para receber tudo aquilo que ele
tem de melhor pra gente. E a gente não
vai entender isso, a gente nunca vai
conseguir entender isso, tá?
Eh, Carla pergunta: "É possível resistir
ao chamado até onde a atenção, a
soberania, eh, e a o livre arbítrio
vai?" É o que eu falei, não existe essa
tensão, tá? A tensão eh é na nossa do
nosso jeito, né? É que a gente não vai
entender isso. Mas sim, é possível. Por
isso que as pessoas resistem, sim, não
eh não atendem ao chamado de Deus.
Agora, o que a gente não vai entender é
é como funciona isso, tá? Como funciona
esse essa onisciência de Deus e
soberania de Deus e essa respons, né,
esse do ser humano, a capacidade dele de
escolher, tá?
A gente só não entende a medida disso,
como funciona a relação disso, tá?
As práticas no cotidiano estão
relacionadas com as disciplinas
espirituais? Sim. Então, por quê? Porque
como é que você vai conhecer a Deus sem
ler a Bíblia? Como é que você vai ter
intimidade com Deus sem orar? Como é que
você vai ouvir aquilo que ele tem a
dizer se de eh você não lê a palavra?
Porque ele deixou toda a vontade dele,
na verdade, lá. Então, é impossível a
gente andar com Deus sem eh entender que
isso envolve eh a a leitura da Bíblia, o
entendimento, estudo, eh a oração, né?
Eh, realmente ser humilde para poder
ouvir aquilo que Deus tem a dizer,
porque ele fala com a gente, né? porque
ele é o Deus criador, mas é um Deus
relacional, pessoal, né? Então é muito
precioso, pessoal, isso. Tá bom? Eh,
Carla pergunta aqui também, nós sempre
estamos tentando fazer as coisas segundo
a nossa visão. Exatamente. Em vez de
descansar em Deus, sofremos de
ansiedade. Seria semelhante ao pecado
inicial, quando Adão e Eva queriam
conhecer o bem e o mal.
Hã, eu acho que de certa forma sim e
não, porque o tamanho daquilo que você
faz todos os dias pode não ter eh o
tamanho, né, dessa dessa decisão que foi
tomar, seguir a Deus ou não. Então, por
exemplo, eu vou escolher
eh ganhar hoje, trabalhar muito sem
Deus, com ansiedade e trabalhar
descansando em Deus, entendendo que Deus
tá no controle de tudo. Isso não vai me
levar a
a apartamento, a a separação com Deus,
né? Então tem que tomar cuidado aí com
essa questão. Então a gente pode tomar
muitas decisões sem aprender a descansar
em Deus, mas isso não tem a ver com a
salvação, não tem a ver com essa
questão, né, do pecado mais eh de
independência de Deus, né? Tá bom?
Eh, aqui tem uma questão. A Sandra
pergunta, poderia explicar o versículo
21 sobre Deus fazer um um vaso para
honra e outro para deshonra, né? Então,
olha que interessante. Ah, vamos lá
voltar. O que que diz?
H, o oleiro não tem o direito de fazer o
mesmo barro, do mesmo barro, um vaso
para fins nobres e outro vaso para uso
desonroso ou a gente podia falar uso eh
corriqueiro, comum, né? Não precisa ser,
eu posso fazer uma coisa, por exemplo,
eu sou oleiro, tá? uma oleira, ela pode
fazer, eu tô fazendo um vaso, eu vou
fazer um vaso para colocar, para receber
ã
pessoas assim nobres, pessoas que eu
entendo como importantes.
Outro vaso, outra eh outro tigela ou que
eu fiz é para uso comum no meu dia a
dia.
Isso não pode ser uma decisão própria,
decisão do oleiro. É isso que Paulo tá
querendo dizer. Quer dizer, Deus não
pode decidir fazer alguns de um jeito e
outros de outro jeito. É uns com um dom
dessa forma, um talento dessa forma, um,
né, o uso de uma forma diferente,
eh, e outros de outra forma. Claro que
pode. Ele é soberano. É isso que ele tá
querendo dizer. A gente se atenta muito
pra questão da honra e deshonra, não é
isso? Eh, ele tá falando de o separar
para usos diferentes. É isso que ele tá
querendo dizer, tá? E a gente pode sim
fazer, assim como a gente, por exemplo,
a gente vai tá fazendo algo, um estudo.
Eu escolho alguns alguns versículos,
alguns algum alguns textos para usar,
assim como se eu sou uma artista,
escolho alguns para pintar, cores eh
especiais para pintar e outros não.
Então, é a mesma coisa, pessoal. Mas a
gente tá falando de seres humanos, a
gente tá falando de pessoa. Então não
quer dizer desonra no sentido que a
gente pensa que, ah, e você então é
feito para deshonra, não. Você é feito
para uso comum, né, para uso específico.
E outra pessoa pode ter sido, né, o e
pode ser usada num ambiente, assim como
tem pessoas que são usadas em ambientes
assim específicas, especiais, hã, às
vezes como os profetas foram escolhidos,
né, isso é algo diferenciado.
Eh, e a gente precisa reclamar disso,
essa é a questão. A gente pode reclamar
disso? Não,
porque é da soberania de Deus. Agora,
isso é ruim? Não, pessoal, a gente tem
que entender que todo mundo
foi feito a imagem e semelhança de Deus.
Quer dizer, Deus ama da mesma forma.
Então, você e eu e todas as pessoas, até
aquela pessoa que eu posso ter
dificuldades de amar mais, Deus ama.
Deus ama muito, tá? E a salvação ele
estendeu para essa pessoa também. Por
isso que eu, na verdade, não tenho
direito de odiar essa pessoa. Eu não
tenho o direito de eh reclamar nesse
sentido, porque todos são amados.
Já viu gente que não tem nada a ver nem
crê em Deus e tem um talento
sobrenatural?
Assim que a gente fala: "Nossa, como uma
pessoa pode ter um talento desse?"
Porque é criatura de Deus, porque Deus
fez a imagem e semelhança. Eh, aquilo
que a gente tem na cabeça, que são
tensões, gente, é besteira que a gente
fica brigando um com o outro. Isso não
serve de nada, porque isso não diminui o
amor de Deus por você. Deus ama da mesma
forma. Deus ama muito, infinitamente,
que é impossível você diminuir qualquer
coisa. Isso é que você precisa entender.
Então, a soberania de Deus não deixa a
gente menor, não deixa a gente, ah,
nossa, eu agora tô preso a a Deus, não
posso fazer nada que eu quero. Imagina,
é em Deus que você tem a liberdade
plena. Jesus morreu para que você
recuperasse a liberdade, você fosse
liberto da escravidão do pecado.
Então é absurdo
essas coisas que o pessoal fica
discutindo. A gente é amado por Deus e
amado profundamente.
Então, se você entender que você é feito
à imagem de Deus e amado profundamente
por esse Deus, não tem que temer. Você
não tem que ficar tão preocupado,
né? Você consegue descansar, você
consegue se achegar Deus com toda a fé
que ele permitiu a você que você tenha,
né? Então, chegue hoje a Deus e ore e
busque eh a Deus. Fale para ele que eu
quero viver conforme a tua vontade. Me
ajuda, me ensine, né? Me ensina.
Então, isso é o que a gente pode fazer,
tá? cada vez mais buscar a Deus,
amar e agradecer pela
infinita misericórdia e maravilhosa
graça que ele nos deu e viver cada dia
de maneira humilde, sem tentar controlar
o mundo e as coisas que estão ao nosso
redor e as pessoas que estão ao nosso
redor. Não vire para Deus, porque Deus
ele tem o caminho melhor para você, tá?
E ele pode fazer coisas tão lindas
através de você. Então, essa é
terminando aqui um capítulo tão difícil,
tão complexo e que é um mistério tão
grande que a gente nunca vai entender. E
vocês vão ainda ver sobre essa questão
da responsabilidade humana, né?
Então, guardem isso. Deus ama você e não
tem nada que tire isso de você se você
responder a esse amor com a sua fé. Se
você se colocar diante de Deus, falar:
"Eu quero andar com ele, com o Senhor",
tá? Deus abençoe a todos. a gente já tá
no final da aula e que a gente continue
aí caminhando pela fé. E
gratos todos os dias pela misericórdia e
graça e ainda mais que se renova a cada
manhã, tá? Deus abençoe a todos e uma
boa noite.

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