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NÃO SEJA SÓ UM EXPLICADOR DA BÍBLIA

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Legendas automáticas:

Então vamos lá, vamos começar aqui esta
aula que eu chamei de A visão de Tim
Keller sobre pregação. Eu comecei com
essa frase de Tim Keller, onde logo na
sua introdução ele diz o seguinte:
"Podemos distinguir pelo menos três
níveis de ministério da palavra na
Bíblia". Então o Tin Keller, ele enxerga
três níveis ou três tipos, eu acho
níveis melhor, como ele mesmo coloca,
você vai já entender, de Ministério da
Palavra. Ou seja, o ministério da
palavra, ele pode atuar nesses três
níveis aqui que o Keller vai colocar. O
nível um trata sobre isso aqui que o
Timel cita na página 28. Paulo conclama
todos os crentes para que a palavra de
Cristo habite ricamente em vós e para
que em toda sabedoria ensinai aconselhai
uns aos outros. Colossenses 3:16. Todo
cristão deve ser capaz de ministrar
tanto o ensino de dascalia, a palavra
comumente usado para instrução, quanto a
admoestação, a notel no notel ou a gente
fala às vezes aquele aconselhamento
notético vem dessa palavra, uma palavra
comumente usada para conselho veemente
que muda a vida, por meio dos quais são
transmitidos a outros os ensinamentos da
Bíblia. Então, seja pela didascalia, a
instrução, o ensino, ou seja, pelo
aconselhamento, nós estamos ensinando a
palavra de Deus. Isso deve ser feito com
cautela, ainda que de modo informal, em
conversas geralmente individuais. Essa é
a forma mais fundamental de ministério
da palavra. Nós vamos chamá-la de nível
um. Então, no nível um, o Tinkeller
coloca esse nível de Colossenses 3:16,
onde a palavra de Deus habita ricamente
entre nós, nas nossas relações, nas
nossas conversas, né, num ensino ali
informal, num aconselhamento mais
informal, na comunhão dos crentes, nas
relações dos crentes. Se você vive
igreja, você deve já ter experimentado
esse nível um. pessoas que estão
conversando, se encontrando, às vezes
conversas mais informais, às vezes
conversas um pouco mais dirigidas, mas
conversas e um ambiente de igreja, de
igreja, onde a palavra é ensinada
informalmente, naturalmente, né? Às
vezes de forma mais intencional, não.
Esse é o nível um, o nível onde todos os
crentes devem estar envolvidos, tá? A
palavra de Cristo habita ricamente em
nós, através de nós, nas nossas
relações. Todos os crentes estão
envolvidos aqui. Ensinai, aconselhai uns
aos outros. Todos os membros de igreja
estão nesse nível um. O nível três,
vamos pular para o três logo porque é o
outro extremo desse espectro de níveis
do ministério da palavra. No nível três,
o Tin Kelell diz o seguinte: "Na
extremidade mais formal, então nós fomos
do informal nível um, ao mais formal
nível três, estão os sermões, a pregação
pública e a exposição da Bíblia perante
um grupo de pessoas reunidas, que
chamaremos então de nível três. O livro
de Atos nos dá muitos exemplos
extraídos, principalmente do ministério
de Pedro e de Paulo, embora inclua
também um discurso de Estevon, que
provavelmente sintetiza seu ensino
inovador. Em Atos são apresentados tanto
esses [música] discursos públicos, que
poderíamos quase dizer do ponto de vista
de Lucas, o autor, que o desenvolvimento
da igreja cristã primitiva e o
desenvolvimento da pregação ou de sua
pregação foram uma coisa só. Então,
Tinquela está chamando de nível três, a
pregação pública, a pregação ali de
púlpito, a exposição da Bíblia perante
um público que está reunida. Ní ele cita
os exemplos das pregações que são
registradas no livro de Atos, de Atos
dos [música] Apóstolos. E esse então é o
nível mais formal. Saímos das conversas
e dos relacionamentos, fomos para o
púlpito, vamos colocar dessa forma. Mas
existe um nível dois também. E sobre o
nível dois, Tinell diz o seguinte: "Há,
entretanto, um nível dois de ministério
da palavra, que pode ser situado entre
as conversas informais de todo cristão e
os sermões formais. Quando Pedro fala de
dons espirituais, ele usa dois termos
muito genéricos. Primeiro Pedro 4, né,
10 e 11. O primeiro deles é o termo para
falar. Todo cristão precisa compreender
a mensagem da Bíblia, bem o suficiente
para explicá-la e aplicá-la a outros
cristãos e a seu próximo em situações
informais e pessoais. Nível um. Contudo,
no nível dois, há muitas outras maneiras
de pôr em prática o Ministério da
Palavra que exigem mais preparo e
técnicas de apresentação, mas que não
consiste na pregação de sermões, que é o
nível três. Atualmente, o nível dois
poderá incluir a escrita, [música]
a postagem em blogs, aulas, pequenos
grupos, né, condução de pequenos grupos,
mentoria, moderação de fóruns,
discussões abertas sobre questões de fé.
Então, nesse nível dois, o Tinkel coloca
algumas atividades que não são tão
informais quanto essas conversas e
relacionamentos de todos os cristãos,
nem tão formais quanto a pregação de
púlpito. Elas estão aqui nesse meio. É a
condução de um pequeno grupo, né? O
estudo bíblico num pequeno grupo, estudo
bíblico numa reunião com outro
propósito, né? Escrever, dar uma aula na
igreja, uma mentoria, uma moderação de
uma mesa redonda, de um de um debate,
discussões abertas, né? um fórum de
alguma coisa. Esses são momentos que a
igreja organiza ou que a igreja tem como
prática, que estão nesse meio termo aqui
entre a informalidade das conversas e a
formalidade do púlpito. E esses também
são ministérios da palavra, ministério
de ensinos muito importantes. E aí o Tim
Keller faz essa divisão para dizer que
todos esses níveis são importantes, mas
para focar o livro dele e o conteúdo
dele, principalmente nível dois e nível
três, ou seja, nesse meio termo da
informalidade entre a formalidade desse
nível dois, pequenos grupos, ensinos,
né? ah, talvez conversas mais formais,
fóruns, debates, escritas em blog,
enfim, e o púlpito. Esses dois
ministérios da palavra nesses níveis são
o alvo aqui deste livro, pregação. Então
você é um líder de pequeno grupo que dá
o seu estudo no pequeno grupo, que dá a
sua palavra no pequeno grupo, você dá
aulas, aula de EBD, aula para adultos,
aula para crianças, você dirige algum
tipo de encontro específico sobre algum
tema, um fórum, você escreve pra igreja,
você escreve devocionais, você escreve
alguma coisa, você participa de um
mentoria ou discipulado, é para você.
Isso aqui é para todos esses que estão
no nível dois e no nível três. Quando
Tin Kelly apresenta esses níveis, ele
faz questão de lembrar e deixar muito
claro essa frase aqui e esse conceito
que eu coloquei. O Ministério Público
específico da pregação é insubstituível.
Então você poderia olhar para esses três
níveis do Keller e pensar: "Ah, então
uma igreja pode existir apenas no nível
um, apenas no nível dois e vamos viver
assim mesmo, que tá de boa, tá
tranquilo, vamos seguir." Mas ele diz
que o ministério da palavra, ou seja, o
nível três, não tem substitutos. Olha o
que ele diz na página 32 sobre isso.
Quem já pregou em igreja sabe que há uma
diferença qualitativa também entre o
sermão e um estudo, ou mesmo entre um
sermão e uma palestra. Um rápido
levantamento do discurso de Pedro, dos
discursos de Pedro, de Estevão, de Paulo
nos livros de Atos, mostra o poder
extraordinário da pregação quando
afirmada como palavra de Deus,
proferidas por meio da autoridade ímpar
que o Espírito de Deus pode proporcionar
para uma assembleia pública de adoração.
Adam consegue equilibrar bem as coisas
quando diz que o ministério do evangelho
da igreja deve ser, abre aspas centrado
no púlpito, mas não restrito a ele.
Então, é claro que o ministério de
ensino, o ministério da palavra, o
ministério de evangelismo, ele não tá
restrito ali, concentrado apenas no
púlpito, mas ele deve estar baseado no
púlpito e centrado ao redor do púlpito.
Não há substitutos para a pregação
pública de púlpito na igreja. O Tiquell
deixa isso claro, eu concordo 100% com
ele, né? A March Lloyd Jones defendeu
muito isso. O Tin Keller que está sendo
influenciado demais por Lord Jones
quando ele fala isso. E o púlpito é algo
insubstituível. Aliás, nós precisamos
ter na nossa mente essa diferença entre
uma pregação e uma aula, uma pregação e
uma palestra, uma pregação e um estudo.
São coisas diferentes. Marc Lloyd Jones
aqui, eu sempre vou fazer referência a
ele, né? Que para mim um dos principais
livros sobre pregação que existe, bateu
muito na tecla e focou muito que a
pregação para além da exposição do
texto, ela é uma pregação com fogo, com
intensidade e como ele diz, né? pregação
é teologia em chamas, é a lógica pegando
fogo, é o raciocínio eloquente. Então
ele falou muito dessa eloquência
empoderada pelo Espírito Santo de Deus.
L fala muito sobre o papel do Espírito
Santo na pregação. Você vai ver que Tin
Keller também foi influenciado demais
por isso, que ele fala da autoridade do
pregador. O púlpito, essa reunião formal
em torno do púlpito e da palavra e da
pregação concede uma autoridade ao
pregador que não é comum a uma aula ou
uma palestra. O púlpito ele é
autoritativo sobre as pessoas e isso,
né, faz diferença. Poder do Espírito
Santo, trazendo uma eloquência, uma
teologia em chamas e autoridade do
pregador. E o Tin Keller, ele vai focar
muito que uma pregação, diferente de uma
palestra, né? Não que a palestra, não
que a aula não tenha isso, não possa ter
isso, mas a pregação faz de modo mais
incisivo, mais penetrante, é que ela
deve falar ao coração das pessoas, ela
deve falar à cultura das pessoas, ela
deve incomodar o coração, ela deve
buscar atingir as emoções e o coração,
ela deve confrontar a cultura e buscar
respostas para essa cultura. Tincale
foca muito nisso. Logicamente ele fala
também do poder do espírito, mas é por
isso que eu digo que esses dois livros
aqui eles se complementam. Nós
precisamos ir entendendo o que é uma
pregação e a diferença de uma pregação
para esses outros momentos de ensino na
igreja, ok? Então, a pregação não tem
substitutos. Inclusive, tem gente por aí
que anda substituindo a pregação por
outras coisas. Por favor, não entrem
nessa nessa cultura, tá? Vamos então
agora, né? Já que a gente já definiu
esses níveis e para quem é tudo aquilo
que o Timot Keller vai falar nesse
livro, vamos para esta pergunta. O que é
uma boa pregação? E o interessante é que
ao fazer essa pergunta, o Tim Keller,
ele olha para Atos capítulo 16. Deixa eu
abrir aqui Atos 16 verso 14, onde ele
mostra esse episódio, famoso episódio
com Lídia para falar daquilo que é uma
boa pregação. Então, se você tiver com a
sua Bíblia aí também, ou se você tiver
no computador, no celular, enfim, no
tablet, puder abrir a Bíblia aí também
pra gente acompanhar, faça isso. Então,
Atos 16:14
diz o seguinte, né? A partir do verso
11, Paulo está viajando, ele está
navegando, né, de Troade, depois
Samotrácia, Neápolis, Filipos. E aí ele
chega a essa região onde no sábado ele
sai da cidade para a beira do rio e ali
parece haver um lugar de oração e ele
então fala, ele prega, ele evangeliza
mulheres que estão ali. E há uma mulher
chamada Lídia da cidade de Tiatira,
vendedora de púrpura, temente a Deus, ou
seja, né, ela já conhece, né, o Deus dos
hebreus, dos judeus, ela já segue mais
ou menos assim, ela é uma prosélita, ela
está próximo já desse Deus e ela
escutava Paulo. E o texto diz que o
Senhor lhe abriu o coração para que
estivesse atenta ao que Paulo dizia.
[música] E depois disso, Lídia é
batizada, ou seja, ela se converteu. O
Senhor abriu o seu coração. E quando Tim
Keller começa com esse texto, ele quer
dizer algo muito poderoso. Uma boa
pregação é resultado do agir de Deus.
Esse é o grande segredo para Tin Keller.
Ele diz na página 13, embora a diferença
entre um mau sermão e um bom sermão seja
sobretudo responsabilidade do pregador,
a diferença entre uma boa pregação e uma
pregação excelente depende
principalmente da ação do Espírito Santo
no coração do ouvinte, bem como do
pregador. A mensagem em Filipos veio de
Paulo, mas o efeito do sermão sobre os
corações veio do espírito. Talvez você
esteja ansioso para aprender o segredo
da pregação excelente. Como eu prego
como te kelle, pastor? Como é que eu
faço aí para ser um pregador excelente
como Lloy Jones, como Paulo? Talvez você
esteja procurando isso como se fosse um
conjunto de instruções que estabelece
uma prática disciplinada. Desse modo,
você poderia quase sempre pregar
maravilhosamente bem. É só repetir esse
método, só pegar essa fórmula de bolo.
Eu seria aqui tipo um coaching de
pregação para você, mas eu não sou
logicamente e eu não tô ensinando você a
esse método que sempre vai dar certo.
Pelo contrário, né? Não posso lhe dar
essa fórmula de Stamin Keller. Ninguém
pode, porque esse segredo repousa nas
profundezas dos sábios planos divinos e
do poder do Espírito de Deus. Então,
sim, é nossa responsabilidade sermos
bons pregadores. Nós nos preparamos para
isso. Nós nos preparamos para ser bons
pregadores, pregadores melhores,
pregadores que vão explicar melhor a
palavra de Deus, aplicar melhor, enfim,
ilustrar melhor, falar melhor. É para
isso que nós estamos estudando. Mas lá
no fundo, lá na última instância, o que
vai fazer diferença para você ter uma
ótima pregação, uma pregação excelente,
uma pregação que transforma as pessoas,
é o poder do Espírito Santo, é Deus
agindo nos ouvintes e no pregador. E por
isso nós dependemos totalmente dele.
Esse é o grande segredo para Tim Keller.
Mas ele não esquece da participação
humana. Na página 14, 15, ele diz assim:
"Essa distinção poderá levá-lo a supor
que os comunicadores cristãos nada
precisam fazer, a não ser explicado o
texto bíblico e que cabe a Deus fazer o
resto." Esse é um equívoco e um
reducionismo perigoso da tarefa da
pregação. Você pode pensar: "Ah, se é
assim, então vou só explicar o texto lá,
explico do jeito que eu entendi, de
qualquer maneira, ou só lá falar mesmo e
aí Deus faz o resto." Não é assim, esse
é o equívoco. Primeiro manual de
pregação cristã, Agostinho escreveu que
fazia parte dos deveres dos pregadores
não apenas o probarem, instruir e
provar, mas também o delectarem, prender
a atenção e encantar e o flectar,
comover as pessoas e levá-las à ação.
Então veja que Agostino trabalha em três
áreas, o ensino, a explicação, mas o
encanto, o prender a atenção. O pessoal
chamou de ser magnético. Tem muita gente
que usa essa expressão, né? como dar uma
palestra, como criar um vídeo, como ter
uma fala magnética, né? Agostinho já
estava falando disso, né? De prender a
atenção e encantar e o de emoção,
envolver, comover as pessoas. Então,
explicar, encantar e comover. O pregador
tem que ser, ó, abre para fazer essas
três coisas: explicar, encantar, prender
atenção e comover. Se você não faz isso,
cara, se você só sabe explicar, e é isso
que o Tin vai falar muito nesse livro,
se você é um mero explicador de texto,
as pessoas vão perder o interesse.
Ninguém vai aguentar você falar por 10,
15 minutos, imagine por 30, 40, por uma
hora. Se você não mexe com as emoções
das pessoas, elas não vão despertar pra
necessidade de mudanças. Se você não
fala o coração delas, se elas não estão
envolvidas emocionalmente ali, isso vai
surtir pouco efeito sobre a vida delas,
de arrependimento, de mudança, de
decisão. Lembre que a explicação mais a
comoção, ela gera um grande poder, né? E
aqui o chamado não é você ser um
manipulador de emoções, não é isso, mas
é você saber tocar o coração das pessoas
da maneira correta, de maneira bíblica e
no meio da explicação, você falar com as
pessoas ao coração delas. Como é que a
gente vai fazer isso? Calma, tem um
capítulo e uma aula só sobre isso e
Tinkel vai falar muito sobre isso pra
frente. Olha o que Calvino diz, Tinele
cita ele. A eloquência não destoa de
forma alguma da simplicidade do
evangelho, quando não recorre ao desdém
para transmiti-lo, quando se submete a
ele e também o serve como criada a sua
patroa, né? Como uma criada a sua
patroa. Mar L Jones fala muito isso, né?
Ele acabou de dizer aqui, tá na sua
contracapa do livro aqui, né? Que
pregação a é uma lógica pegando fogo.
Logic on fire. Inclusive é o nome do
documentário sobre Lloyd Jones é o
Reloquente. Então é eloquência, é
lógica, é teologia, tudo isso é
empoderada pelo espírito e transmitida
com autoridade, com emoção, com poder,
com vigor. Isso é a pregação, gente. Nós
precisamos aprender a fazer isso,
logicamente no estilo de cada um, mas
fazendo isso de maneira intencional. Uma
outra característica de uma boa pregação
pro Tin Keller é que ela precisa pregar
a Cristo. E ele diz que talvez não haja
mais, talvez não haja passagem mais
importante na Bíblia sobre pregação do
que Primeiro Coríntios, capítulo 1, do
18 ao capítulo 2, verso 5. Vamos dar uma
olhadinha nesse texto. Abra sua Bíblia
comigo aí em Primeira Coríntios,
capítulo 1, verso 18. diz o seguinte:
"Certamente a palavra da cruz é loucura
para os que se perdem, mas para nós que
somos salvos, ela é poder de Deus".
Lembra desse texto? Lembra desse
contexto? Então ele continua escrevendo
aqui que Deus diz: "Destruirei a
sabedoria dos sábios, aniquilarei a
inteligência dos inteligentes". Ele fala
da sabedoria de Deus e que Deus achou
por bem salvar os que creem por meio da
loucura da pregação, né? E aí os judeus
perdem sinais, os gregos buscam
sabedoria, mas nós pregamos o quê? Aqui
é o centro do argumento de Tim Keller.
Verso 18, a palavra da cruz. Verso 23,
[música]
nós pregamos o Cristo crucificado. Essa
é a pregação de Paulo. Essa é a pregação
dos apóstolos. Essa é a pregação cristã.
É o centro da pregação cristã, que é
escândalo para os judeus, loucura para
os gentios, mas para os que foram
chamados [música] Cristo é o poder de
Deus e a sabedoria de Deus. Nós pregamos
a Cristo por quê? Porque ele é o poder
de Deus e a sabedoria de Deus. Portanto,
sabedoria e poder, as duas coisas na
pregação, as duas coisas acontecem
quando nós estamos centralizados em
Jesus Cristo, que é a base dessas
coisas, tanto da sabedoria quanto do
poder do Senhor. Então, por isso que Tin
Keller fala muito desse texto como
talvez a passagem mais importante sobre
pregação. E ele diz que para Paulo
existe apenas um tópico, Jesus. Para
onde quer que nos voltemos na Bíblia,
Jesus é o assunto principal. Portanto,
esse é o poder do pregador cristão,
falar sobre Jesus. É assim que se
transmite não apenas uma palestra
informativa, mas um sermão que
transforma vidas. Não se trata meramente
de falar de Cristo, mas de mostrá-lo, de
demonstrar sua grandeza e revelá-lo como
alguém que é digno de louvor e de
adoração. [música]
Se eu fizermos, o Espírito nos ajudará,
porque essa é a sua grande missão no
mundo. Então, quer tá lembrando aqui de
João capítulo 14, 15, 16, que fala que o
ministério do espírito, a função do
espírito como espírito da verdade é
ensinar as palavras de Jesus, é ensinar
sobre Jesus, é revelar Jesus a nós.
Então, se a pregação está indo no mesmo
caminho do ministério do Espírito, o
espírito vai agir na pregação. Nós
estamos ensinando a Cristo, as palavras
de Cristo, revelando a Cristo. Esse é o
ministério do Espírito. Portanto, o
espírito está ali atuando junto conosco
na pregação. Um outro ponto fundamental
de uma ótima pregação para Team Keller,
do que é uma boa pregação, é a
característica da pregação falar ao
coração e à cultura. Ou como eu coloquei
aqui, pregando ao coração cultural. Ele
diz na página 19 a 21 o seguinte: "Não
esgotamos a rica teologia da pregação
dessa passagem, porque ela continua.
Quando Paulo fala da pregação que
transforma vidas, ele não está se
limitando ao mundo interior dos
ouvintes, ele está observando também a
cultura em que vivem". Então, voltando
lá pro texto, né? Ele prega a Cristo,
verso 23, porque ele está pregando tanto
a judeus que pedem sinais como a gregos
que buscam sabedoria. E ele apresenta
Jesus Cristo tanto como resposta a esses
que pedem pelos sinais, como respostas a
esses que pedem por sabedoria. Ele é o
poder de Deus para os que pedem sinais.
Ele é a sabedoria de Deus para os que
pedem sabedoria. Então Paulo está, né,
contextualizando o aplicando o evangelho
e falando de Jesus às demandas, aos
anseios, às perguntas, aos corações que
estão emergidos nas culturas diferentes,
tanto a judeus quanto a gregos. E é por
isso que ele fala aqui que nós devemos
observar a cultura em que os ouvintes
vivem, onde esses corações estão. Para
alcançar as pessoas de Stin Keller, os
pregadores do evangelho devem desafiar a
narrativa da cultura em pontos de
confrontação e, por fim, recontar essa
narrativa, por assim dizer, revelando
como suas aspirações mais profundas pelo
bem só podem ser realizadas em Cristo.
Tineller foi um mestre fazer isso, né,
gente? Por isso que esse livro é tão
importante. Assim como Paulo, cabe-nos
convidar as pessoas e atraí-las por meio
das aspirações de sua cultura,
chamando-as para que venham a Cristo a
verdadeira sabedoria e a verdadeira
justiça, o verdadeiro poder e a
verdadeira beleza. Então tinha que estar
dizendo, a cultura tem as suas
narrativas. As pessoas estão buscando as
realizações, o bem nessas narrativas. E
você deve confrontar essas narrativas,
mostrar onde elas estão errando, onde
elas não estão alcançando esse propósito
do bem. e mostrar que esses propósitos
eles só podem ser alcançados em Jesus
Cristo dentro dessas culturas. Como
fazer isso, pastor? Vai ter um capítulo
e uma aula sobre isso. Tin Keller vai
falar muito sobre isso no livro. Então,
pregar ao coração dos ouvintes, o
coração cultural. Aqui eu deixei o
resumo então das duas tarefas da
pregação. Segundo Team Keller, existem
duas tarefas do pregador. A primeira,
anunciar o mistério de Deus, pregar
fielmente o texto bíblico e não opiniões
pessoais. Apontar para Jesus Cristo. A
primeira tarefa é pregar o texto
bíblico. Quando eu vou ao púlpito, eu
não tô levando ideologias políticas, não
tô levando as minhas opiniões pessoais,
eu tô não tô levando filosofias. Eu
posso até usar de várias dessas coisas
culturais para falar, mas eu estou
levando uma mensagem principal que é a
palavra de Deus, o texto bíblico. E
fazendo isso, eu devo também apontar
para Jesus. Essa é a primeira tarefa da
pregação. A segunda, tanto a judeus como
a gregos. Primeiro Cortios 1:24. Pregar
de forma persuasiva, envolvendo a
cultura e tocando os corações. Então
você prega fielmente e você também prega
tocando os corações, falando a cultura,
confrontando a cultura de forma
persuasiva. Então são essas as duas
tarefas que o pregador precisa, precisa
aprender e a fazer. E aí o Tin Keller,
ele divide o livro dele justamente
nessas duas tarefas. A primeira parte
foca na primeira tarefa, servindo a
palavra. Ele diz, então pregando a
palavra, pregando o evangelho sempre,
pregando Cristo em todas as escrituras.
A segunda parte do livro foca na segunda
tarefa. Pregar o evangelho de forma
persuasivo, envolvendo a cultura,
falando ao coração, tocando os corações.
Então ele vai pra segunda parte,
pregando Cristo a cultura, a pregação e
a mente moderna, pregando Cristo ao
coração, né? Então é isso que nós vamos
aprender ao longo dessa imersão. Essas
duas tarefas aqui que eu estou resumindo
para você. Mais uma frase sobre pregando
ao coração cultural. Preste atenção
nisso aqui, é muito importante. São
essas as duas tarefas da pregação e há
uma chave para ambas. Qual é a chave de
pregar fielmente o texto bíblico e
pregar ao coração e à cultura? Pregar a
Cristo. É isso que une essas duas
tarefas. É isso que fundamenta essas
duas tarefas. Essa não é uma tarefa
distinta a ser acrescentada às outras
duas. Antes é a essência de como cada
uma deve ser executada. Ou seja, pregar
a Cristo não é um terceiro ponto, uma
terceira tarefa. É como essas duas
tarefas devem ser executadas. Portanto,
[música] há duas coisas que devemos
fazer. À medida que pregamos, devemos
servir e amar a verdade da palavra de
Deus e também servir e amar as pessoas
diante de nós. Servimos a palavra ao
pregar o texto claramente e pregando o
evangelho o tempo todo, alcançamos as
pessoas pregando para a cultura e para o
coração. Em seguida, vem a parte que
Deus deve fazer. Ele ilumina a palavra
para os nossos ouvintes pela
demonstração do poder [música] do
espírito. Primeiro Coríntios 2:4. O
último capítulo de Tinquel, então, é
sobre o poder do Espírito Santo, o papel
do Espírito Santo. Primeira parte do
livro, pregar fielmente a palavra.
Segunda parte do livro, pregar o coração
e a cultura. E a terceira parte, o poder
e ação do [música] Espírito Santo. A
menos que preguemos Jesus e não um
conjunto de morais da história,
princípios atemporais ou bons conselhos,
as pessoas jamais compreenderão ou
amarão a [música] palavra de Deus. Se
você não está pregando a Cristo, você
está no máximo dando palestras ou lições
de moral, falando sobre princípios, bons
conselhos, algo [música] que um
palestrante, que um filósofo, até um
coach pode fazer, mas não você, não você
pregador. Você foi chamado para pregar a
Jesus Cristo. E a menos que você faça
isso, as pessoas não vão compreender ou
amar a palavra de Deus. Eu espero que
tenha sido edificante para você, como
tem sido para mim. Estude, leia o livro
se você puder e nós nos vemos então na
próxima aula. Até lá.

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