NÃO SEJA SÓ UM EXPLICADOR DA BÍBLIA
30/04/2026
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Então vamos lá, vamos começar aqui esta aula que eu chamei de A visão de Tim Keller sobre pregação. Eu comecei com essa frase de Tim Keller, onde logo na sua introdução ele diz o seguinte: "Podemos distinguir pelo menos três níveis de ministério da palavra na Bíblia". Então o Tin Keller, ele enxerga três níveis ou três tipos, eu acho níveis melhor, como ele mesmo coloca, você vai já entender, de Ministério da Palavra. Ou seja, o ministério da palavra, ele pode atuar nesses três níveis aqui que o Keller vai colocar. O nível um trata sobre isso aqui que o Timel cita na página 28. Paulo conclama todos os crentes para que a palavra de Cristo habite ricamente em vós e para que em toda sabedoria ensinai aconselhai uns aos outros. Colossenses 3:16. Todo cristão deve ser capaz de ministrar tanto o ensino de dascalia, a palavra comumente usado para instrução, quanto a admoestação, a notel no notel ou a gente fala às vezes aquele aconselhamento notético vem dessa palavra, uma palavra comumente usada para conselho veemente que muda a vida, por meio dos quais são transmitidos a outros os ensinamentos da Bíblia. Então, seja pela didascalia, a instrução, o ensino, ou seja, pelo aconselhamento, nós estamos ensinando a palavra de Deus. Isso deve ser feito com cautela, ainda que de modo informal, em conversas geralmente individuais. Essa é a forma mais fundamental de ministério da palavra. Nós vamos chamá-la de nível um. Então, no nível um, o Tinkeller coloca esse nível de Colossenses 3:16, onde a palavra de Deus habita ricamente entre nós, nas nossas relações, nas nossas conversas, né, num ensino ali informal, num aconselhamento mais informal, na comunhão dos crentes, nas relações dos crentes. Se você vive igreja, você deve já ter experimentado esse nível um. pessoas que estão conversando, se encontrando, às vezes conversas mais informais, às vezes conversas um pouco mais dirigidas, mas conversas e um ambiente de igreja, de igreja, onde a palavra é ensinada informalmente, naturalmente, né? Às vezes de forma mais intencional, não. Esse é o nível um, o nível onde todos os crentes devem estar envolvidos, tá? A palavra de Cristo habita ricamente em nós, através de nós, nas nossas relações. Todos os crentes estão envolvidos aqui. Ensinai, aconselhai uns aos outros. Todos os membros de igreja estão nesse nível um. O nível três, vamos pular para o três logo porque é o outro extremo desse espectro de níveis do ministério da palavra. No nível três, o Tin Kelell diz o seguinte: "Na extremidade mais formal, então nós fomos do informal nível um, ao mais formal nível três, estão os sermões, a pregação pública e a exposição da Bíblia perante um grupo de pessoas reunidas, que chamaremos então de nível três. O livro de Atos nos dá muitos exemplos extraídos, principalmente do ministério de Pedro e de Paulo, embora inclua também um discurso de Estevon, que provavelmente sintetiza seu ensino inovador. Em Atos são apresentados tanto esses [música] discursos públicos, que poderíamos quase dizer do ponto de vista de Lucas, o autor, que o desenvolvimento da igreja cristã primitiva e o desenvolvimento da pregação ou de sua pregação foram uma coisa só. Então, Tinquela está chamando de nível três, a pregação pública, a pregação ali de púlpito, a exposição da Bíblia perante um público que está reunida. Ní ele cita os exemplos das pregações que são registradas no livro de Atos, de Atos dos [música] Apóstolos. E esse então é o nível mais formal. Saímos das conversas e dos relacionamentos, fomos para o púlpito, vamos colocar dessa forma. Mas existe um nível dois também. E sobre o nível dois, Tinell diz o seguinte: "Há, entretanto, um nível dois de ministério da palavra, que pode ser situado entre as conversas informais de todo cristão e os sermões formais. Quando Pedro fala de dons espirituais, ele usa dois termos muito genéricos. Primeiro Pedro 4, né, 10 e 11. O primeiro deles é o termo para falar. Todo cristão precisa compreender a mensagem da Bíblia, bem o suficiente para explicá-la e aplicá-la a outros cristãos e a seu próximo em situações informais e pessoais. Nível um. Contudo, no nível dois, há muitas outras maneiras de pôr em prática o Ministério da Palavra que exigem mais preparo e técnicas de apresentação, mas que não consiste na pregação de sermões, que é o nível três. Atualmente, o nível dois poderá incluir a escrita, [música] a postagem em blogs, aulas, pequenos grupos, né, condução de pequenos grupos, mentoria, moderação de fóruns, discussões abertas sobre questões de fé. Então, nesse nível dois, o Tinkel coloca algumas atividades que não são tão informais quanto essas conversas e relacionamentos de todos os cristãos, nem tão formais quanto a pregação de púlpito. Elas estão aqui nesse meio. É a condução de um pequeno grupo, né? O estudo bíblico num pequeno grupo, estudo bíblico numa reunião com outro propósito, né? Escrever, dar uma aula na igreja, uma mentoria, uma moderação de uma mesa redonda, de um de um debate, discussões abertas, né? um fórum de alguma coisa. Esses são momentos que a igreja organiza ou que a igreja tem como prática, que estão nesse meio termo aqui entre a informalidade das conversas e a formalidade do púlpito. E esses também são ministérios da palavra, ministério de ensinos muito importantes. E aí o Tim Keller faz essa divisão para dizer que todos esses níveis são importantes, mas para focar o livro dele e o conteúdo dele, principalmente nível dois e nível três, ou seja, nesse meio termo da informalidade entre a formalidade desse nível dois, pequenos grupos, ensinos, né? ah, talvez conversas mais formais, fóruns, debates, escritas em blog, enfim, e o púlpito. Esses dois ministérios da palavra nesses níveis são o alvo aqui deste livro, pregação. Então você é um líder de pequeno grupo que dá o seu estudo no pequeno grupo, que dá a sua palavra no pequeno grupo, você dá aulas, aula de EBD, aula para adultos, aula para crianças, você dirige algum tipo de encontro específico sobre algum tema, um fórum, você escreve pra igreja, você escreve devocionais, você escreve alguma coisa, você participa de um mentoria ou discipulado, é para você. Isso aqui é para todos esses que estão no nível dois e no nível três. Quando Tin Kelly apresenta esses níveis, ele faz questão de lembrar e deixar muito claro essa frase aqui e esse conceito que eu coloquei. O Ministério Público específico da pregação é insubstituível. Então você poderia olhar para esses três níveis do Keller e pensar: "Ah, então uma igreja pode existir apenas no nível um, apenas no nível dois e vamos viver assim mesmo, que tá de boa, tá tranquilo, vamos seguir." Mas ele diz que o ministério da palavra, ou seja, o nível três, não tem substitutos. Olha o que ele diz na página 32 sobre isso. Quem já pregou em igreja sabe que há uma diferença qualitativa também entre o sermão e um estudo, ou mesmo entre um sermão e uma palestra. Um rápido levantamento do discurso de Pedro, dos discursos de Pedro, de Estevão, de Paulo nos livros de Atos, mostra o poder extraordinário da pregação quando afirmada como palavra de Deus, proferidas por meio da autoridade ímpar que o Espírito de Deus pode proporcionar para uma assembleia pública de adoração. Adam consegue equilibrar bem as coisas quando diz que o ministério do evangelho da igreja deve ser, abre aspas centrado no púlpito, mas não restrito a ele. Então, é claro que o ministério de ensino, o ministério da palavra, o ministério de evangelismo, ele não tá restrito ali, concentrado apenas no púlpito, mas ele deve estar baseado no púlpito e centrado ao redor do púlpito. Não há substitutos para a pregação pública de púlpito na igreja. O Tiquell deixa isso claro, eu concordo 100% com ele, né? A March Lloyd Jones defendeu muito isso. O Tin Keller que está sendo influenciado demais por Lord Jones quando ele fala isso. E o púlpito é algo insubstituível. Aliás, nós precisamos ter na nossa mente essa diferença entre uma pregação e uma aula, uma pregação e uma palestra, uma pregação e um estudo. São coisas diferentes. Marc Lloyd Jones aqui, eu sempre vou fazer referência a ele, né? Que para mim um dos principais livros sobre pregação que existe, bateu muito na tecla e focou muito que a pregação para além da exposição do texto, ela é uma pregação com fogo, com intensidade e como ele diz, né? pregação é teologia em chamas, é a lógica pegando fogo, é o raciocínio eloquente. Então ele falou muito dessa eloquência empoderada pelo Espírito Santo de Deus. L fala muito sobre o papel do Espírito Santo na pregação. Você vai ver que Tin Keller também foi influenciado demais por isso, que ele fala da autoridade do pregador. O púlpito, essa reunião formal em torno do púlpito e da palavra e da pregação concede uma autoridade ao pregador que não é comum a uma aula ou uma palestra. O púlpito ele é autoritativo sobre as pessoas e isso, né, faz diferença. Poder do Espírito Santo, trazendo uma eloquência, uma teologia em chamas e autoridade do pregador. E o Tin Keller, ele vai focar muito que uma pregação, diferente de uma palestra, né? Não que a palestra, não que a aula não tenha isso, não possa ter isso, mas a pregação faz de modo mais incisivo, mais penetrante, é que ela deve falar ao coração das pessoas, ela deve falar à cultura das pessoas, ela deve incomodar o coração, ela deve buscar atingir as emoções e o coração, ela deve confrontar a cultura e buscar respostas para essa cultura. Tincale foca muito nisso. Logicamente ele fala também do poder do espírito, mas é por isso que eu digo que esses dois livros aqui eles se complementam. Nós precisamos ir entendendo o que é uma pregação e a diferença de uma pregação para esses outros momentos de ensino na igreja, ok? Então, a pregação não tem substitutos. Inclusive, tem gente por aí que anda substituindo a pregação por outras coisas. Por favor, não entrem nessa nessa cultura, tá? Vamos então agora, né? Já que a gente já definiu esses níveis e para quem é tudo aquilo que o Timot Keller vai falar nesse livro, vamos para esta pergunta. O que é uma boa pregação? E o interessante é que ao fazer essa pergunta, o Tim Keller, ele olha para Atos capítulo 16. Deixa eu abrir aqui Atos 16 verso 14, onde ele mostra esse episódio, famoso episódio com Lídia para falar daquilo que é uma boa pregação. Então, se você tiver com a sua Bíblia aí também, ou se você tiver no computador, no celular, enfim, no tablet, puder abrir a Bíblia aí também pra gente acompanhar, faça isso. Então, Atos 16:14 diz o seguinte, né? A partir do verso 11, Paulo está viajando, ele está navegando, né, de Troade, depois Samotrácia, Neápolis, Filipos. E aí ele chega a essa região onde no sábado ele sai da cidade para a beira do rio e ali parece haver um lugar de oração e ele então fala, ele prega, ele evangeliza mulheres que estão ali. E há uma mulher chamada Lídia da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, ou seja, né, ela já conhece, né, o Deus dos hebreus, dos judeus, ela já segue mais ou menos assim, ela é uma prosélita, ela está próximo já desse Deus e ela escutava Paulo. E o texto diz que o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. [música] E depois disso, Lídia é batizada, ou seja, ela se converteu. O Senhor abriu o seu coração. E quando Tim Keller começa com esse texto, ele quer dizer algo muito poderoso. Uma boa pregação é resultado do agir de Deus. Esse é o grande segredo para Tin Keller. Ele diz na página 13, embora a diferença entre um mau sermão e um bom sermão seja sobretudo responsabilidade do pregador, a diferença entre uma boa pregação e uma pregação excelente depende principalmente da ação do Espírito Santo no coração do ouvinte, bem como do pregador. A mensagem em Filipos veio de Paulo, mas o efeito do sermão sobre os corações veio do espírito. Talvez você esteja ansioso para aprender o segredo da pregação excelente. Como eu prego como te kelle, pastor? Como é que eu faço aí para ser um pregador excelente como Lloy Jones, como Paulo? Talvez você esteja procurando isso como se fosse um conjunto de instruções que estabelece uma prática disciplinada. Desse modo, você poderia quase sempre pregar maravilhosamente bem. É só repetir esse método, só pegar essa fórmula de bolo. Eu seria aqui tipo um coaching de pregação para você, mas eu não sou logicamente e eu não tô ensinando você a esse método que sempre vai dar certo. Pelo contrário, né? Não posso lhe dar essa fórmula de Stamin Keller. Ninguém pode, porque esse segredo repousa nas profundezas dos sábios planos divinos e do poder do Espírito de Deus. Então, sim, é nossa responsabilidade sermos bons pregadores. Nós nos preparamos para isso. Nós nos preparamos para ser bons pregadores, pregadores melhores, pregadores que vão explicar melhor a palavra de Deus, aplicar melhor, enfim, ilustrar melhor, falar melhor. É para isso que nós estamos estudando. Mas lá no fundo, lá na última instância, o que vai fazer diferença para você ter uma ótima pregação, uma pregação excelente, uma pregação que transforma as pessoas, é o poder do Espírito Santo, é Deus agindo nos ouvintes e no pregador. E por isso nós dependemos totalmente dele. Esse é o grande segredo para Tim Keller. Mas ele não esquece da participação humana. Na página 14, 15, ele diz assim: "Essa distinção poderá levá-lo a supor que os comunicadores cristãos nada precisam fazer, a não ser explicado o texto bíblico e que cabe a Deus fazer o resto." Esse é um equívoco e um reducionismo perigoso da tarefa da pregação. Você pode pensar: "Ah, se é assim, então vou só explicar o texto lá, explico do jeito que eu entendi, de qualquer maneira, ou só lá falar mesmo e aí Deus faz o resto." Não é assim, esse é o equívoco. Primeiro manual de pregação cristã, Agostinho escreveu que fazia parte dos deveres dos pregadores não apenas o probarem, instruir e provar, mas também o delectarem, prender a atenção e encantar e o flectar, comover as pessoas e levá-las à ação. Então veja que Agostino trabalha em três áreas, o ensino, a explicação, mas o encanto, o prender a atenção. O pessoal chamou de ser magnético. Tem muita gente que usa essa expressão, né? como dar uma palestra, como criar um vídeo, como ter uma fala magnética, né? Agostinho já estava falando disso, né? De prender a atenção e encantar e o de emoção, envolver, comover as pessoas. Então, explicar, encantar e comover. O pregador tem que ser, ó, abre para fazer essas três coisas: explicar, encantar, prender atenção e comover. Se você não faz isso, cara, se você só sabe explicar, e é isso que o Tin vai falar muito nesse livro, se você é um mero explicador de texto, as pessoas vão perder o interesse. Ninguém vai aguentar você falar por 10, 15 minutos, imagine por 30, 40, por uma hora. Se você não mexe com as emoções das pessoas, elas não vão despertar pra necessidade de mudanças. Se você não fala o coração delas, se elas não estão envolvidas emocionalmente ali, isso vai surtir pouco efeito sobre a vida delas, de arrependimento, de mudança, de decisão. Lembre que a explicação mais a comoção, ela gera um grande poder, né? E aqui o chamado não é você ser um manipulador de emoções, não é isso, mas é você saber tocar o coração das pessoas da maneira correta, de maneira bíblica e no meio da explicação, você falar com as pessoas ao coração delas. Como é que a gente vai fazer isso? Calma, tem um capítulo e uma aula só sobre isso e Tinkel vai falar muito sobre isso pra frente. Olha o que Calvino diz, Tinele cita ele. A eloquência não destoa de forma alguma da simplicidade do evangelho, quando não recorre ao desdém para transmiti-lo, quando se submete a ele e também o serve como criada a sua patroa, né? Como uma criada a sua patroa. Mar L Jones fala muito isso, né? Ele acabou de dizer aqui, tá na sua contracapa do livro aqui, né? Que pregação a é uma lógica pegando fogo. Logic on fire. Inclusive é o nome do documentário sobre Lloyd Jones é o Reloquente. Então é eloquência, é lógica, é teologia, tudo isso é empoderada pelo espírito e transmitida com autoridade, com emoção, com poder, com vigor. Isso é a pregação, gente. Nós precisamos aprender a fazer isso, logicamente no estilo de cada um, mas fazendo isso de maneira intencional. Uma outra característica de uma boa pregação pro Tin Keller é que ela precisa pregar a Cristo. E ele diz que talvez não haja mais, talvez não haja passagem mais importante na Bíblia sobre pregação do que Primeiro Coríntios, capítulo 1, do 18 ao capítulo 2, verso 5. Vamos dar uma olhadinha nesse texto. Abra sua Bíblia comigo aí em Primeira Coríntios, capítulo 1, verso 18. diz o seguinte: "Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós que somos salvos, ela é poder de Deus". Lembra desse texto? Lembra desse contexto? Então ele continua escrevendo aqui que Deus diz: "Destruirei a sabedoria dos sábios, aniquilarei a inteligência dos inteligentes". Ele fala da sabedoria de Deus e que Deus achou por bem salvar os que creem por meio da loucura da pregação, né? E aí os judeus perdem sinais, os gregos buscam sabedoria, mas nós pregamos o quê? Aqui é o centro do argumento de Tim Keller. Verso 18, a palavra da cruz. Verso 23, [música] nós pregamos o Cristo crucificado. Essa é a pregação de Paulo. Essa é a pregação dos apóstolos. Essa é a pregação cristã. É o centro da pregação cristã, que é escândalo para os judeus, loucura para os gentios, mas para os que foram chamados [música] Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus. Nós pregamos a Cristo por quê? Porque ele é o poder de Deus e a sabedoria de Deus. Portanto, sabedoria e poder, as duas coisas na pregação, as duas coisas acontecem quando nós estamos centralizados em Jesus Cristo, que é a base dessas coisas, tanto da sabedoria quanto do poder do Senhor. Então, por isso que Tin Keller fala muito desse texto como talvez a passagem mais importante sobre pregação. E ele diz que para Paulo existe apenas um tópico, Jesus. Para onde quer que nos voltemos na Bíblia, Jesus é o assunto principal. Portanto, esse é o poder do pregador cristão, falar sobre Jesus. É assim que se transmite não apenas uma palestra informativa, mas um sermão que transforma vidas. Não se trata meramente de falar de Cristo, mas de mostrá-lo, de demonstrar sua grandeza e revelá-lo como alguém que é digno de louvor e de adoração. [música] Se eu fizermos, o Espírito nos ajudará, porque essa é a sua grande missão no mundo. Então, quer tá lembrando aqui de João capítulo 14, 15, 16, que fala que o ministério do espírito, a função do espírito como espírito da verdade é ensinar as palavras de Jesus, é ensinar sobre Jesus, é revelar Jesus a nós. Então, se a pregação está indo no mesmo caminho do ministério do Espírito, o espírito vai agir na pregação. Nós estamos ensinando a Cristo, as palavras de Cristo, revelando a Cristo. Esse é o ministério do Espírito. Portanto, o espírito está ali atuando junto conosco na pregação. Um outro ponto fundamental de uma ótima pregação para Team Keller, do que é uma boa pregação, é a característica da pregação falar ao coração e à cultura. Ou como eu coloquei aqui, pregando ao coração cultural. Ele diz na página 19 a 21 o seguinte: "Não esgotamos a rica teologia da pregação dessa passagem, porque ela continua. Quando Paulo fala da pregação que transforma vidas, ele não está se limitando ao mundo interior dos ouvintes, ele está observando também a cultura em que vivem". Então, voltando lá pro texto, né? Ele prega a Cristo, verso 23, porque ele está pregando tanto a judeus que pedem sinais como a gregos que buscam sabedoria. E ele apresenta Jesus Cristo tanto como resposta a esses que pedem pelos sinais, como respostas a esses que pedem por sabedoria. Ele é o poder de Deus para os que pedem sinais. Ele é a sabedoria de Deus para os que pedem sabedoria. Então Paulo está, né, contextualizando o aplicando o evangelho e falando de Jesus às demandas, aos anseios, às perguntas, aos corações que estão emergidos nas culturas diferentes, tanto a judeus quanto a gregos. E é por isso que ele fala aqui que nós devemos observar a cultura em que os ouvintes vivem, onde esses corações estão. Para alcançar as pessoas de Stin Keller, os pregadores do evangelho devem desafiar a narrativa da cultura em pontos de confrontação e, por fim, recontar essa narrativa, por assim dizer, revelando como suas aspirações mais profundas pelo bem só podem ser realizadas em Cristo. Tineller foi um mestre fazer isso, né, gente? Por isso que esse livro é tão importante. Assim como Paulo, cabe-nos convidar as pessoas e atraí-las por meio das aspirações de sua cultura, chamando-as para que venham a Cristo a verdadeira sabedoria e a verdadeira justiça, o verdadeiro poder e a verdadeira beleza. Então tinha que estar dizendo, a cultura tem as suas narrativas. As pessoas estão buscando as realizações, o bem nessas narrativas. E você deve confrontar essas narrativas, mostrar onde elas estão errando, onde elas não estão alcançando esse propósito do bem. e mostrar que esses propósitos eles só podem ser alcançados em Jesus Cristo dentro dessas culturas. Como fazer isso, pastor? Vai ter um capítulo e uma aula sobre isso. Tin Keller vai falar muito sobre isso no livro. Então, pregar ao coração dos ouvintes, o coração cultural. Aqui eu deixei o resumo então das duas tarefas da pregação. Segundo Team Keller, existem duas tarefas do pregador. A primeira, anunciar o mistério de Deus, pregar fielmente o texto bíblico e não opiniões pessoais. Apontar para Jesus Cristo. A primeira tarefa é pregar o texto bíblico. Quando eu vou ao púlpito, eu não tô levando ideologias políticas, não tô levando as minhas opiniões pessoais, eu tô não tô levando filosofias. Eu posso até usar de várias dessas coisas culturais para falar, mas eu estou levando uma mensagem principal que é a palavra de Deus, o texto bíblico. E fazendo isso, eu devo também apontar para Jesus. Essa é a primeira tarefa da pregação. A segunda, tanto a judeus como a gregos. Primeiro Cortios 1:24. Pregar de forma persuasiva, envolvendo a cultura e tocando os corações. Então você prega fielmente e você também prega tocando os corações, falando a cultura, confrontando a cultura de forma persuasiva. Então são essas as duas tarefas que o pregador precisa, precisa aprender e a fazer. E aí o Tin Keller, ele divide o livro dele justamente nessas duas tarefas. A primeira parte foca na primeira tarefa, servindo a palavra. Ele diz, então pregando a palavra, pregando o evangelho sempre, pregando Cristo em todas as escrituras. A segunda parte do livro foca na segunda tarefa. Pregar o evangelho de forma persuasivo, envolvendo a cultura, falando ao coração, tocando os corações. Então ele vai pra segunda parte, pregando Cristo a cultura, a pregação e a mente moderna, pregando Cristo ao coração, né? Então é isso que nós vamos aprender ao longo dessa imersão. Essas duas tarefas aqui que eu estou resumindo para você. Mais uma frase sobre pregando ao coração cultural. Preste atenção nisso aqui, é muito importante. São essas as duas tarefas da pregação e há uma chave para ambas. Qual é a chave de pregar fielmente o texto bíblico e pregar ao coração e à cultura? Pregar a Cristo. É isso que une essas duas tarefas. É isso que fundamenta essas duas tarefas. Essa não é uma tarefa distinta a ser acrescentada às outras duas. Antes é a essência de como cada uma deve ser executada. Ou seja, pregar a Cristo não é um terceiro ponto, uma terceira tarefa. É como essas duas tarefas devem ser executadas. Portanto, [música] há duas coisas que devemos fazer. À medida que pregamos, devemos servir e amar a verdade da palavra de Deus e também servir e amar as pessoas diante de nós. Servimos a palavra ao pregar o texto claramente e pregando o evangelho o tempo todo, alcançamos as pessoas pregando para a cultura e para o coração. Em seguida, vem a parte que Deus deve fazer. Ele ilumina a palavra para os nossos ouvintes pela demonstração do poder [música] do espírito. Primeiro Coríntios 2:4. O último capítulo de Tinquel, então, é sobre o poder do Espírito Santo, o papel do Espírito Santo. Primeira parte do livro, pregar fielmente a palavra. Segunda parte do livro, pregar o coração e a cultura. E a terceira parte, o poder e ação do [música] Espírito Santo. A menos que preguemos Jesus e não um conjunto de morais da história, princípios atemporais ou bons conselhos, as pessoas jamais compreenderão ou amarão a [música] palavra de Deus. Se você não está pregando a Cristo, você está no máximo dando palestras ou lições de moral, falando sobre princípios, bons conselhos, algo [música] que um palestrante, que um filósofo, até um coach pode fazer, mas não você, não você pregador. Você foi chamado para pregar a Jesus Cristo. E a menos que você faça isso, as pessoas não vão compreender ou amar a palavra de Deus. Eu espero que tenha sido edificante para você, como tem sido para mim. Estude, leia o livro se você puder e nós nos vemos então na próxima aula. Até lá.