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A fé vem pelo ouvir

O Colapso que você Precisa – João 1:9-14 | Josemar Bessa

O Colapso que você Precisa – João 1:9-14  | Josemar Bessa

O Colapso que você Precisa – João 1:9-14 | Josemar Bessa

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Legendas automáticas:

capítulo 1, verso de 9 a 14.
Eh,
nessa semana que passou, no meio da
semana, não sei que dia foi, eu botei um
vídeo na internet que o título é eh
eh uma definição, a definição mais
profunda do meu pecado. E hoje de manhã,
Mateus pregando falou sobre uma espécie
de anatomia do ser humano, não é? Eu
queria continuar eh nesse mesmo nesse
mesmo tema, apesar do vídeo lá de durar
mais de 2 horas, não é? Há coisas que eu
queria ter falado e não falei e vou
aproveitar, vou aproveitar agora. Diz
assim aqui o texto a partir do nove. Ali
estava a luz verdadeira que ilumina a
todo homem que vem ao mundo.
Estava no mundo e o mundo foi feito por
ele e o mundo não conheceu. Veio para o
que era seu e os seus não receberam. Mas
a todos quantos o receberam, deu-lhes o
poder de serem feitos filhos de Deus aos
que creem no seu nome, os quais não
nasceram do sangue, nem da vontade da
carne, nem da vontade do homem, mas de
Deus.
E o verbo se fez carne e habitou entre
nós. E vimos a sua glória como a glória
do unigênito do Pai, cheio de graça e de
verdade. Há palavras que você pode até
não conhecer o significado,
mas nós temos que entender que entender
o significado de palavras define, como
eu já disse aqui certa vez, define o que
você vê ou não vê. você parece que
nossos olhos podem ver tudo que eles
podem ver, independente
eh de entendermos ou não palavras, não
é? Parece que é algo desconectado, mas
não é. A verdade é que a nossa
capacidade de ver está totalmente eh
ligada a nosso vocabulário, não é? E de
tal maneira que eu lembro que eu
coloquei como exemplo quando falei sobre
isso, estava falando sobre Apocalipse,
né? Se você, esses dias, eu tava vendo
uma imagem por cima da Amazônia, é
inacreditável, né? Aquele aquele mundo
verde sem fim. Então, se você me colocar
lá na no meio durante um dia inteiro e
depois se perguntar o que que eu vi, eu
vou dizer: "Eu vi um monte de árvore."
Mas o que mais você viu? Não era árvore,
galho, tronco, folha, tudo verde. É um
mar verde, era tudo, tudo árvore. Então
é, foi o que eu vi mesmo mesmo se eu
ficar lá o dia inteiro. Por quê? Porque
eu não tenho vocabulário,
eu não consigo ver as diferenças. E eu
não consigo ver a diferença porque não
tenho vocabulário.
Se eu soubesse, eu podia então escrever
um livro por tudo que eu vi. cada
espécie de árvore, tantas espécies que
eu vi e como eh elas funcionam, como não
funcionam. Então, passar aquele dia na
floresta seria incrível, mas eu não
consegui ver nada disso porque eu não
tenho vocabulário para isso. Nos últimos
dois meses, eu vi uma quantidade enorme
de vídeos, documentários, podcasts sobre
alpinismo. Ainda tô ouvindo. Eu sou
assim, tem épocas que eu ouço muito
sobre um assunto. Então, no início eu
não entendia quase nada. Porque eles têm
um linguajar lá que e esses alpinistas
de montanha de 5.000, 6.000, 7.000 ou
8.000 1000 m, né, que são as mais altas
do nosso pequeno planeta.
Eles têm uma linguagem que você no
início não consegue entender o que estão
dizendo, mas depois que você vai vendo,
vai vendo, vai entendendo o que que as
coisas querem dizer. Quando você vê o
próximo, e o próximo tá no 10º, no 20º
documentário, e então você já consegue
eh ouvir e eh ouvir muito mais do que
você ouvia no início, entender, porque
você tem um vocabulário agora eh sobre
aquele assunto. As versões da Bíblia são
assim, elas não são só versões porque
tem frases diferentes. Elas foram feitas
muit das vezes pensando em quem você
queria atingir. E quando você quer
atingir mais pessoas, você faz uma
versão com menos palavras. Então você
vai ter, sei lá, uma revista e corrigida
que tem 14.000 palavras em português,
mas aí muita gente vai ler e não vai
entender muitas palavras que estão lá.
Então para ajudar as pessoas fazem uma
versão com 9.000 1000 palavras diferente
só a NVI, mais pessoas vão entender. Mas
é óbvio que tem suas suas eh vantagens e
desvantagens. Quanto mais você empobrece
o vocabulário,
mais você não tá detalhando realmente as
coisas.
Então, palavras são assim, eh, você, eh,
há há palavras, como eu tava falando de
botânica e alpinismo, porque se você não
entender, não faz nenhuma diferença na
sua vida, mas há outras que,
infelizmente, se você não entender, é
como se houvesse um apagão na vida.
Assim, você olha para a vida, olha para
tua vida, olha paraa tua alma, olha para
eh os teus sentimentos, olha e você não
entende muito as coisas.
E há palavras que são
podem ser ornamentais, mas há palavras
que não, elas são estrutura. Sem elas a
realidade desmonta
e o homem eh eh às vezes de propósito
tira essas palavras do seu vocabulário e
faz ele enxergar muito menos. E a igreja
tem feito isso junto com o mundo. Então
a palavra pecado é uma dessas palavras.
O homem moderno tenta banir ela. Ele
acha ela dura. Muitos cristãos, muitas
igrejas também acha ela antiga, acha ela
incômoda, ela é religiosa demais, ela
não se encaixa com humanismo secular de
jeito nenhum. Mas quando nós tentamos
apagar
essa palavra e aí depois tentamos
entender o mundo sem ela, eh, você não
consegue, você não jogou luz para o
mundo, você escureceu o homem e a alma
do homem. É como eu na floresta sem o
vocabulário,
todas aquelas belezas estão mais escuras
para mim. A realidade não está sendo
vista direito, mas o pecado é uma
palavra muito mais importante do que tod
todas essas, porque sem essa palavra a
culpa vira química, minha tristeza vira
química, minha ansiedade vira química.
Eu digo dizendo que creio em Deus, que
sou, na verdade, só matéria.
Matéria que funciona bem e matéria que
funciona mal. Eu digo que existe um
Deus, mas na prática eu sou um ateu. Eu
sou um ateu prático. Eu acredito que
tudo resume-se a matéria, que a matéria
se juntou, a matéria funciona bem, a
matéria funciona mal e um dia a matéria
e eh eh eh
essa química para de funcionar, eu morro
e volto a, sei lá, a fazer parte do
chão, das coisas. É isso. E muitos
cristãos nunca diriam isso, mas eles
explicam a vida assim, porque tiraram
essa palavra. E só que a vida real não
aceita essa mentira por muito tempo,
porque você pode eh tirar a palavra, mas
o mal continua ali, o sangue continua
ali, a opressão continua, a consciência
continua e o homem quer fugir da
palavra, mas não consegue fugir daquilo
que aquela palavra nomeia. Quem dera se
nós baníssemos o pecado, nós realmente
baníssemos o mal do mundo ou o mal de
nós mesmos.
O fato de eu ser ignorante sobre a
Amazônia não faz a Amazônia não ser
complexa, só faz eu ser ignorante. Ela
ainda continua sendo o que é. Toda a
linguagem terapêutica da nossa cultura
para o pecado, banindo ele, falando só
sobre mal funcionamento, não é? eh dos
nossos corpos eh não não lidam com o mal
nem no mundo, nem com o mal em nós. E
toda área séria da vida exige
vocabulário.
Quem entra num campo sem aprender sua
linguagem tropeça em tudo. Eu tava
falando do mundo do alpirismo, mas
qualquer mundo desse que você entrar, se
você não conhece a linguagem, você
tropeça em tudo, fala um monte de coisas
desconexas com a realidade.
Eu já disse que os esquimos t nove
palavras diferentes para a neve. Mas
para mim neve é neve. Mas eles vem a
diferença. Eles sabem que não é tudo
neve simplesmente. Então eles têm nomes.
Isso não quer dizer que quando eu digo
que tudo é neve, que é tudo igual. É, eu
não consigo ver a diferença. Eu não
tenho vocabulário. Então está e eh eh eh
eh
na fé isso acontece. A igreja pode estar
tão cega quanto o mundo quando ela perde
o vocabulário. Há palavras básicas sem
as quais o evangelho fica
irreconhecível. Deus, graça, fé,
salvação, pecado, propiciação, expiação,
soberania.
Muitas pessoas que falam de graça e
acham que Deus deve a graça a alguém,
não seria justo ele não mostrar graça a
esse. Então, essa pessoa não sabe o que
quer dizer graça. O que ela tá falando é
um atuado de bobagens, porque ela não
sabe o que vocabulário eh que ela está
usando. Seria eu falando lá sobre os os
os temas do alpinismo.
A graça não pode ser merecida. Não dar
graça a alguém não pode ser injusto.
Graça é exatamente dar o que as pessoas
não merecem. Ninguém merece a graça.
Deus não pode ser injusto não dando
graça. Deus só pode ser injusto não
dando justiça.
[roncando] Se essa palavra é removida,
o pecado, todo o resto pede
profundidade. Todo o evangelho é falso.
Porque quando o pecado some, Cristo vira
apenas um exemplo.
E é um exemplo muito pequeno, porque vai
que minha química é muito ruim,
vai que a os processos químicos do meu
cérebro não funcionam direito e meus
hormônios não estão direito e nada tá
direito e mesmo o exemplo dele seria
nada. Mas sem o pecado Cristo vê o
mundo, nos dá um exemplo e a graça vira
um reforço emocional a todos os outros
apoios emocionais que nós temos. E a fé
vira ferramenta de bem-estar. Como posso
viver melhor a vida? Não é sobre Cristo
ser melhor que a vida. como Cristo eh eh
pode se somar a a todas as outras coisas
para me dar uma boa vida. Mas nada disso
é cristianismo. Isso é uma religião
domesticada.
Mantivemos o nome, mas perdemos e tudo
porque perdemos um uma palavra. É uma
versão limpa, socialmente aceitável. O
mundo gosta. fala que os cristãos são
relevantes, são eh eh não são atrasados,
não são fundamentalistas, porque eles
não falam em pecado, uma fé sem juízo,
sem ruptura, sem necessidade de novo
nascimento, sem espanto,
sem eh eh
espanto com o escândalo da cruz, sem a
ofensa. O problema é que o pecado é uma
palavra ofensiva.
Ela confronta o homem moderno onde ele
mais quer proteção. O homem, o que ele
mais quer, o homem moderno, é autonomia
moral. Eu faço o que eu quero fazer. E
ninguém pode dizer que isso está errado
ou certo. A palavra pecado estraga tudo.
O homem aceita que ele é limitado. O
homem aceita que ele é frágil.
O homem aceita que ele eh pode ser
ferido. Ele até aceita se você falar que
às vezes ele é contraditório,
mas ele não aceita.
A ideia de ser culpado.
Ele vê tudo errado no mundo e na sua
vida, mas ele certamente não é culpado.
Porque culpa moral mexe com tribunal,
mexe com responsabilidade, mexe com
prestação de contas e mexe com Deus
diante de quem ninguém pode se
justificar.
Com charme,
com trauma, com uma história triste, nem
com retórica. Você simplesmente não pode
enganá-lo sobre a maldade.
E é por isso que a palavra incomoda
tanto. Ela não permite que o homem se
descreva apenas como: "Ah, eh, eu sou um
processo e é muito confuso, muito
difícil o processo, as minhas interações
com as pessoas, os processos químicos da
minha mente, todas essas coisas." Ela
diz que há desordem. Eh,
a palavra pecado diz, "Há uma desordem
moral em você".
Nem o mundo, nem o seu corpo. Você,
aquilo que você é, ela disse que o
problema não está em nossa volta, está
em nós, na tua vontade. Tua vontade é
má. Teus afetos,
teu problema está na rebelião contra
Deus, na sua recusa de Deus ser Deus. E
sem essa palavra, o mal sempre será
explicado. Tire a palavra pecado e você
vai explicar sempre o mal na tua vida. É
por isso que as pessoas aceitam. Você
pode dizer que ela tem qualquer tipo de
distúrbio.
Você pode dizer que ela tem todo tipo de
problema, mas com tanto eh que isso
ajude ela explicar o mal nela e
abliterar obliterar o a a ideia de de de
culpa, ela vai ficar bem com isso. E um
mal explicado nunca pode ser realmente
curado, queridos. No máximo você pode
administrar,
pense todos os males que a gente chama
de de de
com nomes terapêuticos. A gente diz o
quê? Vou ter que administrar minha
raiva, vou ter que administrar eh esse
esse meu meu e esse meu temperamento,
vou ter que administrar essa química que
não tá funcionando tão bem no meu meu
cérebro. E a gente vai reembalar, a
gente vai psicologizar, politizar,
sofisticar.
Mas nós nunca vencemos.
É impossível vencer aquilo que nós
sequer nomeamos. O que não nomeamos fica
invisível para nós. O evangelho não
começa adulando nome, o homem começa
dando nome à sua condição. E isso é
misericórdia.
Se o fim do texto aqui foi, ele é cheio
de graça e misericórdia. E a maior
misericórdia
da da verdade de Deus é chegar primeiro
nos falando a verdade sobre nós, sobre
nosso ser. E
não gostamos de um médico que não meie o
que nós temos. Nós sabemos que falsear
eh a nossa condição será pior. A fé
cristã não pede que o homem goste dessa
palavra antes de ouvi-la. Ah.
pede que cada um de nós encare a
realidade
que ela traz. Porque só quando o pecado
volta a ter nome, a graça volta a ter
peso. A graça tem pouco peso na igreja
desses dias. As pessoas são salvas não é
pela graça, é porque elas tomaram a
decisão de serem salvas.
E a graça não é grande coisa quando tudo
que eu tenho são distúrbios.
Porque eu preciso de pena. Eu eu mereço
pena. Estou doente. Eu tô doente. Não há
culpa moral
que a graça cobre.
Não é nada demais alguém tratar alguém
doente com a condescendência
de como tratamos pessoas que a sua
fraqueza é só um problema que não tem
nada a ver com ela, como é a nossa
gripe, não é? E só quando o homem
entende a sua ruína, entende porque
Cristo não veio apenas para ensinar.
Não veio para dar dicas psicológicas,
não veio para dar passos de como
controlar nossa raiva e como controlar
nossos desejos. Ele veio nos salvar.
Ele veio nos salvar do que nós somos.
E quem erra aqui não está errando. Ah, a
pessoa está com o evangelho, mas tá aqui
meio fora. Não, não, não. Está errando o
centro do evangelho. Está errando a
razão pela qual Deus veio ao mundo. Está
razando, errando na razão pela qual
existe uma cruz. Portanto, esse erro é
fatal, não é? E erra no coração do
evangelho. O homem moderno, então, não
nega facilmente a existência do mal.
Apesar disso, ele vê demais para isso.
Nós vemos demais o tempo todo. Vemos
guerra, abuso, genocídio, corrupção,
violência doméstica, exploração,
crueldade organizada.
Vemos corrupção
e criamos um monte de leis para tentar
conter isso. O problema não é enxergar o
mal, o problema é querer explicá-lo sem
culpa moral.
O problema é tentar fazer algo
impossível, explicar o mal dos homens
sem culpa,
sem o pecado. Durante muito tempo, a
tentação foi essa, reduzir o mal a
mecanismos. É tudo uma questão de
biologia, de evolução, extinto. Então, é
trauma, é ambiente, é o sistema, é a
cultura, é a educação falha. Se todos
fossem educados, então tudo seria
diferente, como se quem é educado fosse
diferente. Ah, é desigualdade, é o
condicionamento, como se o ser humano
fosse apenas a soma das pressões que ele
recebeu e a soma do mal funcionamento do
seu organismo.
E como se ninguém fosse realmente
responsável,
é apenas previsível. essa pessoa acabou
fazendo só o que ela faria mesmo por
causa da biologia dela, por causa da do
ambiente dela, por causa da psicologia
dela. Essa ideia parece compassiva no
começo, parece sofisticada e parece até
humilde,
como quase todas as ideias diabólicas,
mas no fundo ela esvazia a realidade
moral do mundo. Porque se ninguém
responde verdadeiramente pelo mal do
mundo, pelo mal na nossa vida, então o
mal não é injustiça, é apenas uma
disfunção.
Essa pessoa
é disfuncional.
Aquela é uma família disfuncional.
O mundo é disfuncional.
Nossos corpos são disfuncionais.
A química do meu cérebro é disfuncional.
Você vê, não há injustiça mais. Se
alguém mata a sua mãe, então foi alguma
disfunção, mas aí você não gosta muito
disso. Quando isso é explicado assim,
você começa a pensar em termos de
justiça e injustiça, mas isso não
funciona quando o mal foi banido. Se
ninguém é culpado, então ninguém é
propriamente perverso. É apenas produto
de vários fatores que ele mesmo não
controlou.
Quem controla a sua própria biologia?
Quem controla onde nasce? Quem controla
quem são seus pais? Que país nasce? Que
oportunidades tem? Se toda atrocidade
pode ser dissolvida em circunstâncias,
então a dor das vítimas também é
dissolvida.
Você não é uma vítima de nada, porque
quem perpetou o mal contra você só tinha
uma disfunção.
Seu sofrimento perde o quê? Densidade
moral. sua ferida, deixa de clamar por
justiça o sangue de Abel. Deus falou
para
Caim, o sangue de Abel clama por justiça
desde a terra. Mas não haveria nenhuma
injustiça. Tudo aquilo era porque Caim
era disfuncional, era porque o ambiente
se tornou de repente, não é? Eh, eh, eh,
terrível demais com o pecado e com a
maldição. A explicação sem juízo nunca
consola quem sangrou.
explica alguém
a quem uma uma guerra matou toda a sua
família, eh, que simplesmente aquilo era
tudo disfunção de todo mundo, que
ninguém tem responsabilidades.
E é aqui que a cultura se divide contra
si mesma. Ela quer denunciar horrores.
Nunca houve uma cultura que queira tanto
denunciar horrores, mas ela quer
denunciar como a linguagem que bane o
mal. E ela é contraditória, quer chamar
certas coisas de intoleráveis.
É a cultura da indignação. Tá todo mundo
indignado. Indignado com quê?
Ah, quer exigir justiça. Mas justiça
como se todo mundo está só com uma
disfunção,
mas ao mesmo tempo quer evitar a ideia
do pecado. Quer ter tribunal sem culpa.
Mas para que serve um tribunal se
ninguém é culpado?
quer acusação, mas ninguém pode ser réu.
Como haverá acusação sem um réu?
Paulo escreve Romanos 1 e acusa todo
mundo. Todos pecaram. Então não
gostamos, não queremos acusação, não
queremos réu, mas queremos acusar. É o
que as a internet faz o tempo todo, não
funciona. Sem pecado, a palavra
injustiça se perde.
Sem pecado, o mal perde espessura. O mal
não existe.
Ah, sem pecado, a história perde
seriedade moral. E sem seriedade moral,
o sofrimento humano é diminuído.
É só um processo.
É o que tem que ser. Porque quando você
diz que o opressor não podia evitar,
você não apenas tenta explicar o
opressor pr eh a culpa ser diluída. Você
diminui a gravidade do que foi feito
contra o oprimido.
Você pode tentar tirar a culpa de quem
mata um filho no ventre, mas você
diminuiu a gravidade do ser que foi
brutalmente
morto.
A Bíblia não permite essa fuga. Ela leva
a maldade humana a sério demais para
tratá-la como uma mera falha de
programação. Sabe? Entrou um vírus no
sistema. Às vezes até as as IAIS eles
eles usam essa expressão, começou a
alucinar, né? Começa a fazer umas
coisas, a gente pode querer que explicar
assim. E
existe influências
externas na nossa vida. Ah, o mundo, a
Satanás,
as pessoas. É óbvio que nós somos
influenciados pelo que vem de fora, mas
só porque nós somos eh há uma
concupiscência interna que se liga com o
que está fora. Queridos,
há essa essa coisa muito mais profunda
do que a própria a própria história da
nossa vida e as os acontecimentos e as
influências ou mesmo o diabo. A
escritura insiste em algo que em nossa
época quer esquecer o homem aja a partir
de um coração moralmente
caído.
O mal não está fora dele. Ele não é uma
máquina apenas condicionada e que começa
a funcionar mal, gerando medo,
ansiedade, egoísmo, orgulho, toda hora
emocionalmente fragilizado, com todas as
pessoas que esbarram nela. Tudo isso
está eh eh criando disfunções.
A Bíblia vê a dor do ferido, também vê a
culpa do agressor.
A ver a a a Bíblia vê a culpa de todos
nós,
sem exceção. Ela não confunde
misericórdia com relativização moral.
Deus não mostrou sua misericórdia
dizendo: "Tudo bem, eu sei que vocês são
fracos, tá tudo bem, eu vou passar por
cima disso." Ele mostrou misericórdia
numa cruz.
Ele não relativizou nenhum mal,
nem quando esse mal foi colocado sobre
seu filho. Ele nunca relativiza o mal,
nunca fale de misericórdia como
relativização do mal ou a diminuição,
começando no vocabulário e acabando
tentando apagar isso com a linguagem de
disfunção do nosso mundo. A Bíblia não
chama trevas de nuance da vida.
chama trevas de trevas. E ela não trata
a rebelião como uma limitação. Coitado,
os homens são limitados, os homens são
rebeldes.
Conhecendo Deus como Deus, não
glorificaram como Deus, nem foram
gratos.
E o homem contemporâneo quer manter o
horror diante do mal, quer ficar
horrorizado diante da injustiça, mas ele
não acredita em réu.
Ele fala em injustiça, mas vê sua
disfunção. É uma contradição sem fim.
Quer conservar a chama da sua indignação
moral enquanto diz que o ser humano é só
produto do seu ambiente, da sociedade
que é composta de homens.
E essa chama não pode ficar de pé
sozinha. Você não pode se indignar num
mundo onde ninguém é culpado de nada.
Todos são vítimas de muitas coisas
internas e externas,
biológicas e psicológicas.
Se não há pecado, mal vira apenas um
problema técnico. E você sabe o que que
a gente faz com problema técnico? Não é?
Eh, o problema técnico não merecem
arrependimento,
transformação. Você leva lá no cara lá,
olha só, deu deu um problema aqui no no
no meu iPad, ele não tá funcionando
direito. E o cara vai tentar consertar
por ninguém vai pedir que o iPad se
arrependa porque de repente deixou o seu
dono na mão, não conseguiu funcionar
direito, ele deve um problema. Ah, vamos
ver se a esses problemas técnicos, essas
disfunções técnicas, esses problemas
técnicos na alma não são consertados
ou pelo menos reparados em parte. Só que
o mundo não está pedindo ajuste.
O mundo geme justiça. Mesma criação, a
Bíblia diz, está com dores de parto,
esperando
a manifestação da glória dos filhos de
Deus. A justiça só permanece de pé
quando o pecado continua tendo nome,
cada um dele, cada um sem nome
terapêutico, não é? É óbvio que o mundo
muitas vezes eh
eh
também teve um problema com a palavra
pecado saindo da boca de cristãos,
porque usaram a palavra para de alguma
maneira dizer que ainda mais quando você
tenta falar sobre o pecado de maneira
humanista, querendo que o mundo aceite,
você distorce tanto que faz o mundo
enxergar a ideia de que você tá dizendo
que você é melhor do que eles.
Eu creio, você não. Eu me humilhei, você
não. Eu fui humilde, você não. Eu sou
melhor. Sou cristão porque sou melhor.
Você não é. Você é pior.
E é óbvio que isso também eh eh ajuda eh
na barreira, porque você tá e eh e eh
usando isso como um rótulo dos melhores
e dos piores e fica parecendo que
realmente, apesar de de problemas, eu
fui melhor que você. Então, eu tenho um
destino diferente.
Eu tenho um destino eh eterno,
diferente.
E
então o outro se defende eh
com a a ideia que foi passada de que o
evangelho, por exemplo, está dizendo que
as pessoas melhores, as que se
endireitam, as que vivem uma vida
melhor, recebem algo de Deus. E porque
aquela pessoa não quis fazer isso? Então
ela não. Então a doutrina cristão do
pecado não autoriza a arrogância.
Nossa,
ela destrói nossa arrogância. Essa é a
beleza severa da visão bíblica. Ela
preserva a seriedade do mal sem destruir
eh
aquilo que o homem foi criado para ser,
não é? Com alta dignidade de ser algo
que reflita a glória de Deus. Não
reflete mais como devia refletir, mas
ainda carrega algo dessa imagem.
Então, eh, só a escritura consegue fazer
isso sem mentir em nenhum dos lados, nem
banalizar o mal sem adorar a dignidade
humana como se ela anulasse a culpa e
sem usar a culpa para apagar
a dignidade do outro, dizendo que eu de
alguma maneira sou eh melhor. A cruz se
torna indispensável,
porque o diagnóstico que abre caminho
paraa cura começa dizendo que todo mundo
é culpado.
A cruz impede que eu use essa palavra
para me exaltar, porque eu nunca posso
falar do pecado. Eu nunca posso pregar
sobre o pecado de uma maneira que eu
pareça melhor na fita.
A cruz impede que eu use essa palavra
assim, que eu use o pecado para esmagar
alguém, para de alguma maneira dizer que
eu eh tenho algo em mim melhor do que os
outros, que existe uma elite moral no
mundo. Quando a palavra vem sem a cruz,
ela fere, ela endurece. Quando vem
atravessada pela cruz, ela humilha e
salva, né? O mundo tem razão em
desconfiar da palavra se ela é usada sem
a verdade, sem o sangue, sem o que Paulo
diz, não há diferença.
O remédio não é abandonar a palavra, é
recuperar a a a
aquilo que ela tem de de real,
que sem ela nada mais pode ser explicado
de tão fundamental que ela é. Então,
você nunca pode denunciar um pecado
ou denunciar o pecado como se você
também não fosse parte eh daquilo e que
a tua salvação é devida totalmente a
nenhuma bondade que há em você, que você
não é melhor do que os outros que estão
caídos.
Se há alguma diferença, ela foi
totalmente externa a você e totalmente
imerecida.
Portanto, quem denuncia o mal se
excluindo, é óbvio que está deturpando
na mente das outras pessoas o que é o
mal, como a Bíblia o coloca. Ah, então o
homem não consegue viver sem uma
doutrina do mal. A única questão é qual
doutrina ele vai eh colocar. A cultura
tenta manter essa indignação sem culpa.
E é ridículo a indignação sem culpa. A
religião caída tenta manter a culpa sem
misericórdia.
parecendo que algumas pessoas são salvas
porque são melhores do que as outras. E
isso também banalizou
a realidade do mal em nós. A escritura,
ela se recusa aos dois erros. Ela dá ao
mal o seu nome verdadeiro e dá o pecador
a eh nenhuma chance de se vangloriar
sobre o outro.
Quando Paulo diz sobre como Deus
escolheu quem ele salva, ele diz para
que ninguém se glorie na sua presença.
Nunca devemos falar sobre o pecado como
se nós estivesse de alguma maneira
moralmente acima das outras pessoas.
Ou seja, nunca podemos pregar o pecado
sem Cristo e este crucificado como única
solução. Só assim a injustiça não é
banalizada e só assim o homem não é
desfigurado.
Então, o coração do homem ama dividir,
separar, classificar. Bons de um lado,
maus do outro.
Você vê que eh no último dia não vai ter
os bons para cá, os maus para lá. Ou a
graça salvou ou o homem foi o que ele
foi em si mesmo.
Os que estão salvos não foram melhores,
foram benditos
do Pai. Então, eh, a ideia de que os
limpos estão aqui, ali, os contaminados,
Cristo entra no mundo e destrói essa
arrumação. Ele não só confirma nossa
tabela, ele quebra tudo e diz: "Tá todo
mundo igual.
Então, quando falamos do mal, quando
falamos do pecado, nós não estamos só
denunciando que o mundo não pode usar
eh eh colocar disfunção. Você eu,
principalmente, não podemos explicar o
mal em nós de nenhuma outra forma
e nem colocar qualquer solução
que afague o humanismo nem um pouquinho,
porque nunca a solução esteve em homem
nenhum.
Diante dele, a distância entre o
religioso e o irreligioso
não é uma distância decisiva.
A distância do mais moral pro menos, pro
mais imoral, ela pode ser aquelas vidas
boas ou não pro melhor convívio social,
mas não diante de Deus.
A distância decisiva é outra, é estar
nele ou estar fora dele.
Ter sido nascido de Deus ou continuar
apenas na carne, recebê-lo, porque ele
eh nos tirou de nós mesmos e nos fez,
estando nós mortos, ele nos fez
ressuscitar ou rejeitá-lo. É por isso
que o evangelho humilha tanto, porque
ele não apenas condena o vício
escandaloso,
ele desmascara todo mundo.
E aí ele antes a lei condena todo mundo.
Não nada mais democrático do que a
verdade de Deus. Ela condena todo mundo.
E ao condenar todo mundo, para que
nenhuma boca, né, se abra, para que
todos fiquem calados diante da lei. É o
que Paulo diz. todo mundo, ninguém se
levanta. Então, o texto é duro porque
ele corta para os dois lados, não corta
só eh aqueles que nós acharíamos que eh
são realmente piores. João disse que a
verdadeira luz veio ao mundo e o mundo
não reconheceu.
Esse é o pecado, não é?
Isso é grave, mas a a criação olhando
para o criador e não percebendo quem ele
é, a obra olhando para o autor e
tratando ele como estranho.
A criatura respirando o ar dele, vivendo
no chão dele, usando os dons dele,
respirando o ar dele, comendo o pão
dele, mas cega para ele.
Mas o golpe não para aí aqui no texto,
né? O texto também diz que ele veio para
o que era seu e os seus não o receberam.
Agora a lâmina entra no campo daqueles
que receberam uma revelação especial
como Israel. Não é mais apenas o mundo
em sua distância, é a casa, a aliança, a
familiaridade.
Não houve diferença
no fim.
Não houve diferença entre judeus e
egípcios, judeus e babilônios.
Ninguém o recebeu. Ninguém. É o povo que
tinha as promessas, as escrituras, o
culto, a história, a linguagem sagrada.
Gente de perto,
gente treinada, gente acostumada ao nome
de Deus. E justamente essa gente falha
tão terrivelmente
como quem não tinha nada. A luz vê o
mundo e o mundo não recebeu e o que eram
seus também não receberam.
Ninguém. Não há diferença. Não houve
diferença. Perceba os escândalo. Uns não
reconhecem,
outros não recebem.
Uns estão fora da estrutura religiosa,
não é lá o mundo todo. Outros estão
dentro dela.
Uns vivem uma linguagem sem fé. não
esperavam as promessas de Deus a Abraão.
Outros viviam cercados por ela, mas
ambos, sem exceção,
não viram nenhuma beleza em Cristo.
Todos, todos, todos estão voltados para
si mesmos. Isso destrói uma ilusão muito
querida ao coração humano, adquirir a
proximidade
eh com as coisas de Deus seria
suficiente para nos mudar,
não é? Você pode estar longe e perdido e
pode estar perto e perdido também. Pode
haver distância geográfica do culto,
como existia do mundo inteiro naqueles
dias. E pode haver distância espiritual
dentro do culto
mais próximo possível. Pode haver uma
cegueira na rua e pode haver cegueira no
banco da igreja. A nossa cultura é
humanista, a igreja também é.
Pode haver rejeição na reverência vazia
ou na irreverência.
Esse é o diagnóstico bíblico. O problema
do homem não está primeiro em seu
endereço moral externo.
Não está em nenhum lugar onde ele
nasceu, em nenhuma família em que ele
foi criado, em nenhum acontecimento na
sua vida. Está na raiz interior que não
vê, é incapaz de ver beleza no filho de
Deus.
Paulo diz que o Deus desse século cegou
os olhos dos homens. O homem é incapaz
de ver. Não importa para quem Cristo
venha, ele vê o mundo e o mundo não
recebeu. Ele veio para os que eram seus
e os seus também não receberam. Tudo
porque aquela palavra sempre foi uma
palavra meio maldita no coração do
homem, culpa.
Por isso a Bíblia não permite
simplificações. Ela não diz que o
problema está só nos pagãos, nos
libertinos, nos religiosos, nos hostis.
Não diz que a solução está
automaticamente nos corretos, nos
instruídos.
nos bons que sabem os termos certos. Ela
diz que
sem a graça todos
erram,
cada um pelo seu próprio caminho.
Ela não diz que todos precisam de um
ajuste técnico, porque todos estão
disfuncionais.
Diz que todos pecaram.
A religião sem novo nascimento não
resolve isso. No máximo organiza melhora
a aparência.
É o que as pessoas estão tentando fazer.
Assim que elas estão lidando com a
raiva, com medo, com orgulho. São
disfunções, não é? Quem sabe outro ser
humano consegue consertar a nossa.
Eles que não conseguem consertar deles.
Eles não sabem lidar com seu orgulho,
com seu medo, com sua ansiedade, com seu
medo da morte, mas eles vão nos ajudar.
No máximo nós educamos o comportamento
um pouco, no máximo refinamos a
linguagem, mas como nós podemos gerar,
como o homem pode gerar em si mesmo
olhos para verem a glória de Deus?
Ele era a luz do mundo e o mundo não
recebeu. O mundo falha, os seus falham,
a religião falha e a religião eh a a ir
religião falha e a religião falha
também. O mundo falhou e os que eram
seus também não o receberam. Isso
significa que ninguém pode se esconder
atrás de um grupo em que nasceu.
Ninguém pode culpar grupo nenhum.
Aí eu nasci nesse grupo, por isso eu sou
assim. Não, não. Se você podia nascer em
qualquer lugar, em qualquer grupo,
em qualquer família, isso não mudaria.
não mudaria aquilo que é mais importante
sobre
o que tem definido quem você é. A
pergunta final não é de que lado você
veio. A pergunta final é: você foi
chamado por Deus?
Você vê que João começa a falar sobre
nascimento, novo nascimento, não é?
E é fácil imaginar que o problema real
esteja
eh nos casos externos.
É fácil nos escandalizarmos com os
escândalos públicos, colapsos morais
evidentes, vícios nos pecados que
envergonham rapidamente eh diante das
pessoas do mundo. Mas o evangelho faz
algo mais perturbador. Ele pega um homem
admirável e diz: "Se você não nascer de
novo, você não vai ver o reino de Deus".
Nicodemos não era um retrato de desordem
escancarada. Ele era o contrário. Era o
homem respeitável, sério, moral, oculto,
disciplinado,
conhecedor das escrituras, honrado entre
os seus, respeitado, não era um cínico,
não era um debochado, não era um rebelde
de vitrine, era um homem decente.
E ainda assim, Cristo não lhe oferece
apenas um ajuste. disse: "Você tá com
alguns problemas técnicos, algumas
disfunções, Nicodemos,
você vai ter que lidar com as suas
disfunções."
Jesus disse: "Se você não nascer de
novo".
É a mesma coisa. Jesus não propôs uma
melhora, não pede um pequeno refinamento
espiritual, não diz: "Você está quase
lá, Nicoda, perto dos outros, suas
disfunções foram bem tratadas. Você é um
cara com com a alma bem organizada já,
mas ainda tem uma coisinha
que a gente vai resolver aí com algumas
sessões aqui. Você volta aqui algumas
vezes para conversar comigo. Diz algo
muito mais devastador. João 3:7. É
necessário nascer de novo. Isso é uma
sentença. É o diagnóstico de Deus. Todo
mundo vai lá fala: "O que que eu tenho?"
Você tá morto.
E eu? Você também.
Mas eu aqui que sou assim, morto.
Mas só esse diagrama morto. Morto é
assim. Se todos os difuntos do cemitério
perguntasse o que que eles têm, a
resposta era: "Tá morto."
E nós não gostamos disso porque a morte
é o salário do pecado.
E tá todo mundo morto e por isso todo
mundo morre.
É o colapso de toda esperança apoiada na
descência humana.
nas disfunções humanas, nos problemas
técnicos que algum técnico um dia vai
resolver.
Porque nascer de novo não é apenas polir
a vida antiga, não é trocar hábitos, não
é descobrir os meus traumas,
não é acrescentar fervor. Há uma
estrutura que é boa, mas tá meio
disfuncional.
Não é tomar um homem bom e um homem
melhor e tornar cada vez ele melhor. É
começar do nada, do zero. Você tem que
nascer de novo e você não pode nascer de
novo. Nem na primeira vez, nem na vida
biológica, você mesmo podia produzir um
nascimento. Agora nós estamos falando de
algo infinitamente maior.
É admitir que diante de Deus a herança
religiosa não basta, a moralidade não
basta, a disciplina não basta, reputação
não basta,
a abertura intelectual não basta, o
currículo espiritual não basta, nada
basta,
não é um problema técnico,
não é uma disfunção,
nada em nós tem força para recomendar
nossa alma diante do santo.
E essa é toda a agonia da alma. Ela foi
feita para o santo.
Ela não tem uma disfunção.
Ela está perdida,
está na escuridão.
Mas ainda assim a luz veio o mundo e o
mundo amou mais as trevas. Isso só
mostra o tamanho da depravação
do coração. Ah, esse ponto ofende
profundamente os religiosos junto com o
mundo. Como eu disse, é uma democracia
aqui, né? ofende todo mundo.
Porque
você pode eh alguém disse assim, mas
para mim, né, você não pode, eu tava
falando hoje de manhã, alguém eh você
não pode atribuir nem 0,009%
da salvação do homem a algo que ele fez.
Não pode.
Ah, porque primeiro toda a glória não
seria de Deus. Em segundo lugar, a alma
humana só precisa disso para se gabar
diante do outro. Eu tenho 0,009 que eu
sou melhor que você.
É suficiente. A alma humana, o coração
humano, o ego humano é tão, é tão
voltado para si mesmo que qualquer coisa
que você dê a ele é o suficiente.
Ah, é o suficiente para ele se gloriar.
E
mas
é justamente essa revolução do
evangelho. Cristo não chama apenas o
homem eh
excessivamente
eh
estragado, não é? Ele diz que todo mundo
igualmente
não tem disfunções a serem curadas,
estão completamente
arruinados.
O novo nascimento, então é um veredito
divino contra toda pretensão humana.
Nada bom pode nascer de você. Nada da
carne só nasce o que a carne.
Só do espírito pode nascer o que é
espírito. Por isso que na sua salvação
não pode ter nada nascido de você.
Porque se tivesse nascido em você era
carne. 0,00 era carne. E nenhuma carne
vai se gloriar diante de mim. E nenhuma
carne, nem zero vírgul alguma coisa
anseia por Deus. A luz vê o mundo e a
carne o rejeita. Ela em sua totalidade.
Então a obra é é obra do espírito. Não é
evolução do velho homem, não é o
tratamento das suas disfunções, é
criação de vida nova, não é prêmio para
você ter 0,009%
melhor do que alguém. é um milagre para
o morto. Por isso, Nicodemos é tão
importante, porque ele destrói a
fantasia de que o problema da alma é
apenas é falta de esforço moral ou
aprendermos a lidar melhor com nossas
disfunções.
E o problema é mais fundo, é e é é uma
questão de natureza.
Não podemos desejar a luz porque amamos
as trevas.
É uma incapacidade.
Queremos estar porque não temos o
aparelho moral. adequado, mas por causa
dos nossos amores,
é raiz, é coração. Então, quando a
Bíblia diz que não há diferença, ela não
está apagando as distinções visíveis que
nós vemos na sociedade, que faz a
sociedade ser eh cada vez pior. Ela não
está dizendo que toda conduta é igual em
seus efeitos horizontais ou históricos.
Elas não são iguais, não é? Ela não está
dizendo que não existe grau de
perversidade nas ações humanas. Existe.
Ela está dizendo algo ainda mais
profundo diante de Deus. Ninguém possui
vantagem moral que possa fazê-lo melhor
diante dele.
É isso. Esse ponto humilha. E é por isso
que nós não gostamos do pecado. Nós até
poderíamos usar a palavra pecado se isso
nos deixasse de uma maneira melhor em
relação a outros.
Mas como o pecado é de verdade, todos
nós corremos para o o humanismo secular
para abraçar suas disfunções,
porque o coração caído vive de
compração. Ele sempre precisa de alguém
abaixo de si. Por isso que Deus disse:
"Não,
nenhuma carne vai se gloriar, nada. A
salvação é os piores. Eu não vou deixar
nada para a carne, porque o coração
caído, ele vive disso de comparação. Ele
compara suas posses, compara a sua
inteligência, compara eh a sua beleza
física, ele compara, ele compara tudo.
Porque o o coração caído vive de
comparação. Ele sempre precisa de alguém
abaixo, sempre precisa de um grupo ou de
de de pessoas que ele possa olhar e
dizer: "Eu sou melhor do que isso".
sempre precisa de uma caricatura
conveniente para se sentir mais limpo,
mais lúcido, mais digno, mais
civilizado, mais correto.
É assim na cultura, é assim na política,
é assim na academia, é assim na arte.
E muitas vezes,
infelizmente, é assim na igreja, onde
devia ser muito mais fácil dizer: "Não
há ninguém que faça o bem". Mas não é
assim. A maior parte da igreja diz que
as pessoas salvas são salvas porque elas
fizeram alguma coisa,
não porque Deus fez alguma coisa
decisiva, final. A visão pré-evangélica
do pecado usa o mal do outro para
fabricar a sua identidade própria. O mal
do outro mostra que eu sou melhor, que
eu sou bom.
Olha para certos pecadores e pensa: "Eu
não sou assim. Eu não faço isso. Eu
posso até não ser grande coisa, mas
perto disso aí eu sou bem melhor. Olha
para certas ruínas e as transforma em
espelhos de exaltação.
Nós começamos a comparar nossas trevas.
Perde essas trevas aí. Minha treva não
tão escura. Mas quando a doutrina
bíblica do pecado entra de verdade na
alma, isso se quebra porque ela não
permite mais que eu olhe para o outro
como um espécie inferior. Pecadores,
todos,
sem exceção.
Não existem pecadores,
mas pecadores, no sentido de que eh
alguns possam escapar dessa condição ou
até queiram, não é? Ela não deixa tratar
o pecador como um bicho estranho,
uma anomalia.
Ela
não me permite construir minha dignidade
sobre a vergonha alheia.
Ela me obriga a reconhecer que a mesma
raiz da rebelião do assassino vive em
mim. o orgulho, o ódio,
a autocentralização.
Hoje todo mundo chama todo mundo de
narcisista,
porque eu acho que o outro quer fazer
porque ele quer, mas aí eu tô chamando
ele narcisista porque eu queria que ele
fizesse o que eu quero.
E
devia ficar evidente que essa é a raiz
do pecado humano.
Ah, mas não.
Talvez eh eh
isso me obriga a reconhecer que a mesma
raiz de rebelião vive em mim e vive no
outro, apesar de frutos serem diferentes
e graças a Deus, não é? Nem todos os
frutos serem iguais, senão a vida seria
impossível. E é a graça comum de Deus
que impede isso. Eh, as sementes estão
em mim, as mesmas.
O orgulho, não é, em mim pode gerar
pouca coisa. Eu sou, não sou importante.
Talvez se eu fosse o homem mais poderoso
do mundo, meu orgulho ia causar um mal
enorme.
Se eu tivesse todo poder, se eu tivesse
sentado numa cadeira que me dá poder
para não só eh eh falar mal do outro,
mas botar ele na cadeia, então talvez eu
usasse o meu poder.
E esse reconhecimento não diminui a
seriedade do mal, é aprofunda. que agora
eu não o enxergo só como uma manchete
externa em ninguém. É muito profundo. Eu
enxergo como uma realidade que atravessa
a raça humana inteira, sem exceção,
em todo lugar,
inclusive o meu peito
e mais profundamente em meu peito, já
que nem meu peito eu posso ver como não
vejo no peito de ninguém.
E aí que algo
belo acontece. A doutrina que mais
humilha é a que mais humaniza. Ela me
humilha porque me tira do pedestal, mas
ela me humaniza porque ela me devolve a
capacidade de ver o outro como pessoa,
não como rótulo. Estamos na mesma ruína,
não é?
E
todos precisamos desesperadamente da
graça.
Em vez de ter problemas com as doutrinas
da graça, não vemos nenhuma outra saída
para ele, nem para mim, nem para
ninguém. Isso produz quebrantamento, não
produz desumanização, produz compaixão,
não produz uma elite espiritual, como se
nós tivéssemos alcançado algum
conhecimento,
porque de alguma maneira nós somos mais
perceptivos do que os outros.
produz a humildade do mendigo que achou
o pão.
É isso.
O evangelho não me dá licença para olhar
de cima para ninguém, mesmo depois de
estar vivendo anos
guiado por Deus nesse mundo. Porque ele
tira de mim a escada. Quando eu vejo o
meu próprio abismo, paro de transformar
todas as outras pessoas em degrau para
subir, para me sentir melhor, para criar
minha identidade.
Quando percebo que fui alcançado por
misericórdia, perco o direito de ser
cínico e cruel com os outros, como se
fosse uma bondade minha que me trouxesse
a qualquer lugar que eu tenha chegado.
Essa é uma das marcas mais profundas do
novo nascimento.
Ele não apenas muda a nossa relação com
Deus, muda nosso olhar para o próximo.
E quando a gente realmente viu o nosso
próprio abismo, nós não estamos
medindo nosso abismo com o abismo dos
outros.
Nós sabemos que todos nós nascemos nesse
eh abismo e o problema do homem é mais
fundo do que parece, mais fundo do que o
hábito, mais fundo do que o
comportamento, mais fundo do que
disfunções, mais fundo do que seus seus
eh eh eh eh sua biologia não está
funcionando,
mas é muito difícil se desapegar disso e
abraçar
eh
tão totalmente
a culpa. Quando o texto fala da ruína
humana, ele não começa descrevendo em
primeiro plano uma lista de regras
quebradas, não começa com catálogo de
infrações. Qual o problema do mundo?
É que a luz não é amada aqui.
Ele não tá falando sobre as regras que
nós quebramos, não é sobre não, não. O
código moral de Deus foi violado. Não,
não, é muito pior.
Começa com uma pessoa rejeitada.
Não é que nós desobedecemos Deus, nós o
rejeitamos, não gostamos, não queremos
um rei em nossa vida, não queremos
alguém que diga como nós devemos viver.
A luz veio e não foi reconhecida. O
filho veio e não foi recebido. O criador
entrou em seu mundo e o mundo não se
curvou diante dele. Isso é decisivo. Não
porque o mundo passou a ser o que é
depois disso, porque ele já tinha feito
isso há tempos atrás.
mostra que o pecado na sua essência não
é apenas uma transgressão legal, é uma
recusa relacional.
É que revela
a raiz do mal em nosso coração. Não
gostamos da luz.
É dizer não ao Deus vivo, é tratar o
autor como intruso. É achar que crime é
muito pior do que pecado.
O texto nos força a ver que o centro do
mal não é simplesmente uma lei quebrada,
mas um rei recusado. Isso muda tudo.
Porque quando pensamos no pecado apenas
como infração, ainda podemos preservá-lo
na área técnica da nossa vida. Eu não
cometo isso, não cometo aquilo, não
cometo aquilo outro.
Podemos tratá-lo como um desvio pontual,
como um erro localizado,
mas a escritura não nos deixa fazer
isso. Ela vai no centro e ela pergunta:
"Quem está no trono na sua vida?
Quem define para você o que é o bem e o
mal?" Quando essa pessoa define isso é
mal, você abandona, você odeia o mal.
Quem está definido todo dia para você o
que é bom e o que é mau?
Qual são os argumentos que você usa?
Quando você sente um sentimento em
relação a alguém, você deixa essa pessoa
definir esse sentimento seu é mau. Você
que se arrepender dele. Ou você o
justifica, ou você diz que eh devido
suas suas seus eh problemas bioquímicos
ou suas disfunções, você não teria como
reagir de outra forma. Quem tem a
palavra final no que é bom e no que é
mau para você. Quem governa a
consciência? Quem ocupa o lugar de
glória? Quem recebe toda a glória? E a
resposta natural do coração caída é
terrível. Eu, no fundo, eu estou
definindo o que é bom e é mau para mim.
E isso é o que o pecado faz. Ele não
quer apenas alguma liberdade prática,
ele quer centralidade.
Ele não quer apenas margem de escolha,
ele quer soberania. Porque a soberania é
a coisa mais ofensiva para o mundo e
para a igreja. Porque é isso que o homem
queria ser soberano.
Ele não quer apenas respirar longe de
Deus por um momento. Ele quer existir
como se Deus fosse dispensável.
A criatura recusa o criador, o possuído
eh eh eh
o possuído recusa o o dono. Ah,
o feito recusa o que o fez. É assim, o
sustentado recusa aquele que o sustenta.
E no lugar da dependência se instala
essa ideia de autonomia. No lugar da
gratidão se instala a exigência.
É o que Paulo diz. Não lhe foram gratos.
Mas isso continua, não é? Continua no
mundo e continua às vezes na igreja, na
linguagem.
Perder aquela única palavra do
vocabulário faz você perder tudo. No
lugar da reverência se instala o autogo.
E isso e essa troca, o homem tira Deus
do centro e coloca ele mesmo ali. Isso é
o pecado.
Tudo que ele faz só é aquilo que está
saindo dessa fonte.
que é o coração humano.
Tira Deus do trono e se senta nele. Não
faz isso com palavras às vezes se você é
como Nicodemos. Ah,
mas com linguagem ou sem linguagem, essa
é a estrutura. Minha vontade primeiro,
meu juízo, primeiro, minha paz primeiro,
meu projeto primeiro, minha leitura da
vida primeiro. Porque Deus disse isso?
Não acredito. Isso aí é uma disfunção.
É o que Deus disse que isso aqui é
pecado? Não, não, não acho isso. Acho
que a opinião do filósofo tal diz outra
coisa sobre a minha alma, sobre o que eu
tô sentindo, sobre porque eu sou assim.
E quando isso acontece, todo o resto
começa a brotar. Mentiras brotam.
Começamos ter que mentir de todas as
formas para mostrar bondade em nós.
Luxúria brota, avareza brota, crueldade,
inveja, autocompaixão, autopiedade,
justiça própria, as comparações,
os pecados visíveis são frutos.
A raiz do pecado é a troca de trono.
Quem foi colocado no trono? Eu já falei
que todos nós temos um pequeno rei
Herodes no coração. Nascemos assim que
quer matar o outro que diz que é rei.
Quando ele ouviu dizer, ó, a gente veio
porque nasceu o rei. Como assim nasceu o
rei? Eu sou o rei. As pessoas gostam,
elas não gostam de ouvir sobre o pecado,
porque essas são as palavras do rei
que diz que moralmente ela é culpada,
porque ele não é apenas o que a gente
faz, não é um mau comportamento, não é
disfunção, é insurreição espiritual. É
óbvio que isso faz a gente ficar o quê?
Frustrado, porque não somos de verdade o
que falamos que somos. Isso nos faz
ficar ansiosos, com medo. Não
controlamos o que fingimos que
controlamos.
Nos faz ficar
tristes, deprimidos, arrasados, indo
para a morte. Tudo que fingimos ser o
tempo todo, está no controle, ser o
capitão da nossa alma, não somos.
E enquanto isso não for visto, nada será
entendido corretamente. Nem a gravidade
da culpa, nem a grande necessidade da
graça, nem o senso de maravilha com a
graça. Porque Cristo não veio apenas
melhorar pessoas desorganizadas,
disfuncionais,
veio resgatar rebeldes
que continuariam rebeldes para sempre, a
não ser que algo interviesse, não
exteriormente, não sociedade, mas no
centro. da sua própria vida. Então, para
entender o pecado de verdade, é preciso
voltar ao princípio, ao Éden, ao jardim,
a abundância, a comunhão, pai sem
rachadura, criação boa, homem cercado de
Dávida. O que faltava o homem?
o trono
mesmo ali o coração caiu. Isso já nos
ensina algo importante. O pecado não
nasceu da falta, não nasceu do ambiente,
não nasceu do corpo não funcionando
direito, não nasceu de uma disfunção
bioquímica,
não nasceu.
Pecado nasceu no Éden
para se você não acredita nisso, então
abandone, vá, abrace, abrace o
materialismo ateu, viva como se você
fosse matéria eh que foi organizada por
acaso e que tá se desfazendo. Viva o
horror disso, sem eh fingir que é
horror, porque isso só seria o que é.
O pecado não nasceu da escassez. O
pecado não nasceu de traumas. O pecado
não nasceu
de disfunções, de famílias
disfuncionais.
Muita gente lê a queda e pensa apenas no
gesto externo. Comeram fruto, quebraram
a ordem, violaram a regra assim, mas
isso não toca o centro. Não é essa
queda. A questão nunca foi apenas o
fruto. A questão era Deus será Deus.
Esse é o problema. É o mesmo problema. É
o que o pecado é.
E você vê, ele não nasceu de nada, nada
externo ao homem. O homem estava no
jardim do Éden.
Ou o homem julgará por si mesmo o que
merece e o que não merece, o que é bom e
o que é mau, ou ele
eh
não estará satisfeito. É, é isso. Essa é
a profundidade da cena. Quando o coração
humano começa a ponderar se obedecerá ou
não, ele já caiu. Ele já está dizendo:
"Eu mesmo posso julgar o que é bom e o
que é mau."
Quando Deus disse que o homem não
poderia lidar com isso, é porque o homem
não pode. O mal, isso, esse próprio
desejo é mal. O mal governa.
Antes do ato houve a troca interior.
Antes da transgressão visível houve essa
rebelião invisível. Porque o simples
devo obedecer ou não já é desobedecer.
Quando eu penso se devo ou não, eu já
estou pensando por quê?
Por que não eu defino o que é bem e o
que é mal?
Porque pressupõe que o homem tem o
direito de avaliar a legitimidade de
Deus ou a legitimidade da ordem divina.
Eu tava falando hoje de manhã no início
do culto que ama a história de Raab. Ela
ela não quis entender todos os
significados de colocar a fita vermelha.
Deus mandou. Parece uma obediência
insignificante, mas essa é a essência do
que o pecado é.
Se eu mesmo não me convencer de que algo
é mal e como eu julgo que é bom o que é
mal, então eu não posso obedecer.
Ora, esse podia ser o problema do Éden.
O que que tem comer um fruto? Não tem.
Não é. Só se está dizendo quem é Deus e
quem não é Deus.
pressupon que Deus precisa de algum modo
se justificar diante da criatura. Quando
você não entende algo que Deus disse,
mas tá claro que ele disse, você aceita.
É por isso que Paulo quando vê a
arrogância de um homem, não o desejo
humilde de compreender
algo, ele diz: "Quem és tu, homem? Que
replicas a Deus? Não é essa a essência
do pecado?
Quem és tu para achar que ele tem que se
justificar?"
E no instante que isso acontece, o
centro se rompeu. A alma que foi feita
para Deus já não é mais inclinada para
ele. Voltou-se para si. Deus já não é
mais recebido como santo, cuja palavra
encerra a questão. O que que Deus disse?
Disse isso. Tá, é isso. Não comerás, não
comerás. Deus disse que não há ninguém
que faça o bem. Ninguém faz o bem. É
óbvio que eu posso entender isso, mas se
eu tivesse dificuldade inicial, isso não
faria nenhuma diferença.
[roncando]
Sua autoridade vira matéria de
deliberação. E sempre que a autoridade
de Deus vira a matéria de eu deliberar
se aquilo eh eu posso entender ou não
aquilo, eu já rejeitei aquilo, eu já
troquei de lugar no trono. Isso é a
essência da queda. O homem não queria
apenas um fruto, ele queria autonomia de
decidir o que ele quisesse
e questionava o direito de Deus.
Queria existir sem depender, sem se
curvar, sem receber o jardim do Éden
como um dom. Um dom que ele não merecia.
Não é que Deus dá coisas que ninguém
merece nesse mundo caído, não. Deus
sempre dá coisas que ninguém merece. Um
anjo merece ser anjo. Um serafim merece
serim. Merece como ele nem existia antes
de ser criado.
No fundo, o homem queria ser como Deus.
No fundo, essa é a essência. Gênesis
3:5. [roncando]
Isso continua acontecendo o tempo todo,
né? O pecado raramente começa com uma
explosão externa, começa com movimento
secreto de independência no nosso
coração.
Não é um problema biológico, não é um
problema externo.
Tudo isso nasceu num ambiente perfeito.
Começa quando o coração passa a tratar a
vontade de Deus como uma, entre outras
opções. Assim que eu penso nas outras
opções, eu já decidi quem
escolhe no fim o que é bom e o que é
mau. mesmo. Estou olhando minhas opções,
o que Deus falou, o que eu sinto, o que
o mundo diz, o que o humanismo diz.
Começa quando a pergunta deixa de ser o
que Deus disse e passa a dizer isso que
ele disse, me serve como agora é mais
útil ou menos útil? Vai fazer eu me
sentir bem ou me sentir mal?
Começa quando a autoridade divina é
filtrada pelo meu desejo.
Deus falou algo e eu desejo outra coisa.
E quando eu filtro o que ele disse, pelo
que eu desejo, então já é a revelação
dessa realidade. Por isso a queda começa
antes da mordida. O ato apenas revela
que o coração já tinha abraçado a si
mesmo.
A mão só executa o que a alma já
escolheu. Cada ato nosso foi muito antes
a paixão do nosso coração.
Nós seguimos nossos amores.
Nesse sentido, você vê, o homem não é
obrigado a pecar. Ele peca porque quer.
Ele é obrigado a pecar porque seu
coração ama as trevas. Ele sempre vai
para um lado só. Não tem jeito. É a sua
própria natureza. E ele não pode usar a
sua própria, o resultado da sua própria
rebelião como desculpa para ela.
O corpo só segue o que o centro já
decidiu. Isso nos humilha porque impede
de reduzir o pecado ao comportamento
visível dos outros, ao que os outros nos
fizeram.
A sociedade ou nossos corpos.
é o cúmulo
do cinismo.
Falarmos que nossos medos, ansiedades,
eh, tem a ver com um defeito em nossos
corpos.
Nós sabemos o que sentimos.
Nós não queremos às vezes ver porque
sentimos aquilo, nem queremos fazer as
perguntas. Por que eu me sinto assim em
relação a isso? Porque não gostamos das
respostas.
mostra que a rebelião pode estar viva
muito antes do gesto na vontade que se
autonomiza, a vontade que só brincou com
a possibilidade de ver outras opções sem
ser o que Deus disse.
Sintroniza no pensamento, no afeto
que quer eh independência na imaginação.
Cada uma dessas coisas é um ensaio da
fuga de Deus.
Tudo é pecado. O pecado começa a ir no
desejo de existir sem reverência,
exigir eh eh viver sem eh eh não vou
dizer nem adoração e rendição alegre,
mas rendição nenhuma
na recusa de ser criatura.
E se a queda começou assim, a cura vai
precisar ser mais fundo do que o
comportamento ou o ambiente ou os nossos
corpos. Se a queda aconteceu quando
nossos corpos eram perfeitos, se
aconteceu quando o ambiente era
perfeito, se aconteceu quando a dor não
existia, nenhuma dessas coisas pode ser
a raiz do mal em nós. O mal em nós é a
raiz de todas essas outras coisas.
Portanto, de nós não pode vir nenhuma
solução. Também
há uma forma de pecado que todo mundo
reconhece com facilidade, que é a
rebelião aberta, essa forma real, ela é
grave, é destrutiva, mas é óbvio que é
só uma maneira do pecado se expressar.
Existe outra forma de expulsar Deus do
templo. É tentar ser limpo por fora e
depois dizer que Deus de alguma maneira
te deve alguma coisa. é ter uma vida de
oração e achar que Deus te deve algo a
respeito disso. É obedecer a Deus e
achar que Deus tá ficando em dívida
porque você deu alguma coisa a ele para
depois você receber que você realmente
fez algo para Deus e ele então agora
deve alguma coisa que o pecado veste
roupa da devoção.
E a pessoa não quebra muitas regras, não
regras externas, né? não vive em
desordem pública, ora, serve, aprende,
contribui, mantém aparência.
Só que esse é um método muito eh
esperto do pecado, ser quem ele é, não
é? Em vez de dizer, farei o que eu quero
ela diz: "Farei tudo certo para que Deus
me dê o que eu quero
o que eu quero ainda é o que está me
conduzindo.
Em vez de fugir da religião, usa a
religião. Em vez de rejeitar a moral,
instrumentaliza a moral
para o que eu quero."
Em vez de quebrar regras para seu
próprio Senhor, guarda regras pelo mesmo
motivo para ser seu próprio Senhor.
Eu te obedeço, então tu faz isso. Se tu
não fizer isso, eu vou ficar
decepcionado, vou ficar frio, não vou
estar interessado.
Eu faço minha parte, então que Deus faça
parte dele.
Eu fiz isso. Então por que que Deus não
está fazendo isso? Eu [roncando]
vivi certo, então minha história deveria
seguir o roteiro certo. Eu fiz certo.
Meu casamento tinha que acontecer dessa
forma. Minha vida tinha que ser dessa
forma. Senão eu estou decepcionado, não
consigo lidar. Percebo o veneno. Não há
amor reverente. É negociação, não é
adoração, é uso, não é rendição. É
tentativa de controle. Controlar Deus
de um trono no qual eu sentei é a mesma
coisa ainda. Paulo tá dizendo, não há
diferença. Você vê, não há diferença
nenhuma. E isso revela o quê? Muitas
vezes, eh, se revela exatamente pela
minha apatia, quando não acontece as
coisas como eu quero,
porque eu estou apático para orar,
porque as coisas estão dando errado,
porque a vida não é mais como eu quero.
E a minha, o meu fervor tinha a ver com
o que eu esperava que fazendo aquilo
Deus fizesse em troca.
Quando a vida não sai como a pessoa
imaginou, o coração explode. Quando o
coração não recebe a resposta desejada,
nasce um ressentimento.
Quando outros menos corretos parecem
estar recebendo mais, aí nasce aquilo
que a Zaf disse: "Eu tive inveja dos
ímpios". Eles falam: "Haha". Eles em vão
eu purifiquei minhas mãos porque eles
não estão fazendo nada disso e parece
que a vida deles está melhor que a
minha. Por quê?
Porque ali o ídolo é exposto.
A pessoa não obedecia porque Deus era
digno, obedecia porque queria um
resultado.
Não obedecia porque havia um ó
profundidade ou meu cálice transborda em
todas as situações. Não servia o Senhor
como Senhor. Servia a própria
expectativa usando Deus como meio.
Não é diferente o pecado
religioso do irreligioso. Isso é pecado
tanto quanto a desobediência aberta. É
diferente na forma. Você vê Deus está
olhando pra raiz.
Ou eu tento tomar o trono a força, o que
é ridículo, ou tento manipular Deus, o
que é ridículo também.
Ou eu não dou nada, ou eu dou para
receber alguma coisa. Quase todo mundo
que era de igrejas da teologia da
prosperidade, depois não querem dar um
centavo pro reino de Deus. Fica evidente
que ele não mudou. Ele dava porque
achava que Deus ia devolver. Quando ele
descobre que não pode comprar Deus com
dinheiro, o dinheiro dele então é para
ele.
Ele não mudou nada.
Ele dá um graças a Deus porque descobriu
que não tem que dar dinheiro.
A relação dele com dinheiro ainda é a
mesma. É a mesma.
Não houve nenhuma libertação,
não houve entendimento.
E por isso que a Bíblia não nos deixa
descansar nem na religião, nem na
religiosidade. Ela fere os dois, os dois
lados, o irreligioso e o religioso, o
supostamente espiritual e o não.
Desmascara o libertino e diz para
Nicodemos: "Você tem que nascer de
novo".
Isso é profundamente eh
pastoral
no diagnóstico correto, porque há muita
gente presa a essa segunda forma de
rebelião, não é? O coração não se
curvou.
O coração não se curvou. E aí você vai
encontrar uma razão pro teu coração não
ter sido curvado. O mundo lá vai dizer
que, e o a igreja também tá dizendo
isso, né? que é um um um
disfunção, que é o ambiente, que é
porque o mundo foi assim, o pai foi
assim, sua bioquímica não funciona. As
pessoas na igreja vão dizer que é porque
elas ficaram decepcionadas com os
crentes, com os pastores, com as
igrejas. Todo mundo tem alguém para
culpar. Mas a questão é, não está sendo
como eu quero
de nenhuma forma. Até a moralidade pode
servir assim a a
ao que o pecado é para você ver como o
pecado é abrangente.
Por isso não basta perguntar, estou
obedecendo? É preciso perguntar por quê?
Não é suficiente perguntar: "Eu oro, eu
leio a Bíblia. Por que eu leio? Por que
eu oro?
Por amor, por reverência, por fé
ou é por controle?
ou é pela mesma razão que todas as
pessoas fazem todas as coisas.
Sem essa pergunta, a alma pode
permanecer profundamente rebelde
enquanto parece perfeitamente
alinhada. Ah, o evangelho não confronta
só o homem
de determinadas ações e atitudes. É
nisso que ele faz todo mundo ficar
igual. Não fere apenas a rebeldia.
Ele fere a obediência que não é
produzida por uma nova vida,
totalmente operada por Deus.
Então, é uma forma de você ser contra
Deus
de uma maneira supostamente espiritual e
ser contra Deus de uma maneira
totalmente eh claramente rebelde a ele.
Mas no fundo isso não faz diferença. Ah,
você organiza sua vida, a reputação e
transforma toda a sua obediência num
grande banco de méritos e fica muito
chocado quando as coisas não acontecem
como você queria. E você não vai dizer
nunca isso em voz alta, mas vive como se
dissesse: "Eu fiz minha parte, mas Deus
não está fazendo a dele. Portanto, eu
não tenho estímulo.
Eu não posso dizer que meu cálice
transborda. Por quê? Por causa disso.
Ah, eu obedeci,
eu servi, eu me guardei. Percebo a
inversão, parece devoção, mas é
controle.
Isso só mostra quão profundo é o pecado,
como não é uma disfunção, como não é o
nosso ambiente, como não é nada.
Sempre é uma questão de controle, no
Édem perfeito. E agora
a alma não está dizendo: "Seja feita a
tua vontade". Ela está dizendo com um
vocabulário mais fino: "Eu obedeci para
que minha vontade fosse feita.
Eu ainda quero o trono." Nada, nada
mudou. Como isso se revela? pela
frustração,
ah, pela ira contra providência, pela
sensação profunda de ter sido lesado.
Não falamos diretamente que foi Deus,
mas minha vida não é o que devia ser.
Certamente eu posso começar a culpar a
várias coisas, porque não tem coragem
direto de acusar Deus.
Mas quem me botou naquela família?
Ah,
se eu não consigo lidar com meus medos,
é porque quem me me fez dessa forma?
Quem me fez nascer assim? Quem me fez
com esse temperamento? Quem fez a minha
bioquímica ruim? Hã? Quando a vida não
sai como a pessoa esperava, o coração
acusa. Quando a oração não produz o
resultado desejado, o coração endurece.
Quando a enfermidade chega, quando o
casamento não vem, quando o filho se
afasta, quando a carreira falha, quando
o sofrimento entra sem pedir licença,
a alma murmuradora começa a falar
e o que ela diz revela tudo. Isso não
era para acontecer comigo. Eh, eu não
merecia isso. Depois de tudo que eu fiz,
depois de tudo que eu entreguei, essas
frases não são apenas um desabafo, não
é? Elas são um diagnóstico.
Isso é um pecado. Você vê muito antes de
ser um fruto em nossa vida.
Mas Deus não se vende. Não há Deus não é
um gerente de méritos. Ele não tá
contando méritos no céu. Deus não
responde a nenhuma barganha.
A bondade que vira moeda já perdeu
o que é bondade. Paulo diz: "Então, não
há quem faça o bem.
O homem só pode fazer o bem se o seu
coração fosse inclinado totalmente para
Deus, mas o homem não é inclinado para
Deus. E se Deus não fizer isso, ele não
pode fazer.
A tentativa de domesticar Deus com eh
qualquer coisa que seja, só mostra o
mal, o mal profundo do pecado. Não é
nenhum problema no ser humano que é a
raiz do mal nele mesmo.
O humanismo é só uma desculpa para todas
essas coisas, como muit das vezes o
evangelho que não é centrado na graça
soberana também é.
Enquanto o coração cobrar, ainda não se
curvou. Enquanto o coração achar que ele
tem que entender tudo para então
aceitar, o coração não se curvou.
Outro
sinal é que a relação que foi trocada é
mais visível, menos disfarçada às vezes,
mais cruel, não é? Talvez
eh menos limpo por fora, mas todos estão
no mesmo lugar, não é?
E
sempre que você dá um passo para cima,
fora do evangelho da graça, você começa
a olhar os outros que estão abaixo do
degrau que você acha que subiu como
estando abaixo. Você começa a pensar:
"Eu levo Deus a sério e eles não". E
isso deu a mim eh
fez diferença diante de Deus. Perceba o
veneno. A obediência que deveria ser
quebrar o orgulho é um palco para
comparação.
A moralidade que deveria produzir
mansidão vira uma armadura de frieza. A
espiritualidade que deveria descer o
homem do pedestal vira uma escada para
outro tipo de pedestal.
Nesse ponto, o ego não é curado, né? é
vestido com linguagem bíblica
respeitável, religiosa, zelo, como um
homem lá quer revestir o seu pecado com
roupas da disfunção,
eh, do que a sociedade é, mas continua
sendo o ego mesmo, continua querendo
distinção, continua precisando de
contraste. Isso é profundamente
contrário ao evangelho.
Sem uma definição correta e bíblica do
pecado, realmente o evangelho não se
afasta um pouco do que ele é. Ele se
perde completamente. Não importa quão
piedoso o homem pareça.
Quem realmente entendeu o pecado não usa
o pecado dos outros para inflar o seu
peito em nada.
Se o homem entendeu o que o pecado é,
então se ele acha que pode usar o pecado
do outro para sentir qualquer coisa a
respeito de si mesmo, só mostra quão
profundo o pecado é em si mesmo.
A justiça própria
faz o contrário, então, do que seria, o
que era para ser. A justiça própria
sempre precisa de uma plateia inferior,
sempre está olhando para baixo. Você vê
quando Paulo diz: "Eu sou o principal
dos pecadores", ele tá falando o
seguinte. Ele tava dizendo que ele olhou
o pecado de todo mundo, o coração de
todo mundo e viu que o dele era pior.
Ele tava dizendo o seguinte: "Não tem
ninguém abaixo de mim. Eu não olho para
baixo olhando para ninguém.
Por isso,
eh,
o evangelho faz essa diferença radical.
Ele é totalmente não centrado no homem.
O evangelho é o exato oposto do pecado.
Por isso você não pode misturar o
evangelho com nenhuma teoria humana.
Toda teoria humana flui da ideia humana
de que ele é um ser independente que
pode olhar mesmo para Deus e colocar lá
os parâmetros pelo qual as coisas devam
ser julgadas.
E o pior é que esse pecado costuma
passar eh despercebido.
Ah,
e então, sem enxergar o pecado assim, a
vida mais piedosa pode nada mais ser do
que uma vida de pecados
e
coberta então de um engano pior do que a
escuridão mais descarada.
Então, o evangelho tem uma força que
escandaliza todo mundo. As pessoas na
igreja são são tão chocadas com a graça
soberana de Deus quanto o mundo é.
Porque de alguma maneira quem tá na
igreja acha que é diferente do mundo por
algo que ela fez. Quando alguém vem e
diz: "Não foi o que você fez". Ela fica
com raiva.
Ela não pode aceitar. Ela não entende.
Deus chama os de longe, o de perto. Deus
tá dizendo o seguinte: os que não
conheci, ele veio para o que era o para
o mundo. Os que estavam longe não
conheciam nada. Eles não quiseram, não é
óbvio. Mas os que eram seus também não
quiseram. Não, não houve diferença.
Todos recepcionam um rei para o seu
coração da mesma maneira. Todos querem
sentar no seu próprio trono.
Chama um homem religioso perdido em sua
independência explícita e chama o homem
religioso perdido em sua independência
organizada. Ainda é independência.
Os dois precisam depor as armas. O
primeiro luta de forma aberta. Não quero
um rei.
Quer autonomia sem disfarce, quer prazer
sem orio, não é?
quer direção sem mandamento. Se não há
mandamento, não há culpa, não há pecado.
Quer construir a identidade longe de
Deus. A segunda e o segundo luta de
maneira mais sutil, não abandona uma
prática,
não foge de um campo espiritual, mas
quer continuar no comando, quer dizer o
que é aceitável ou não em Deus.
quer manter Deus por perto, desde que
Deus não mexa no seu trono, desde que
não diga que a diferença entre ele e o
outro é zero, é só a misericórdia de
Deus. E é por isso que Cristo precisa
vir aos dois, aos de longe, aos de
perto, aos de perto para arrancá-lo da
rebeldia respeitável,
como Israel tinha. e aos de de longe
para eh eh libertá-los da sua rebeldia
eh eh descarada. Mas tanto uma quanto a
outra, só o chamado soberano de Deus
pode lidar.
Ambos resistem ao reinado de Deus. Ambos
ten pecado como mestre, mestre dos seus
amores.
Um pela desordem, outro pelo controle.
ou se afunda em pecados que a sociedade
reconhece. Eh, até a sociedade às vezes
reconhece algumas coisas como ruína ou
endurece nos pecados que a religião
costuma chamar de maturidade.
Confundir
pecados com ações fazse perder
totalmente a noção do que o pecado é, do
que o evangelho é, do que nós pregamos,
de como nós vemos os outros.
está perto definitivamente
não basta. O homem nasceu em guerra com
Deus, a mente humana nasceu em inimizade
contra Deus. Se você tiver perto, isso
não muda.
Ainda vai expressar a sua inimizade de
uma maneira assim: "Olha, isso aqui é o
que eu aceito, isso aqui é o que eu acho
tolerável em Deus e no que pode ser
verdade ou não." Por isso o Cristo não
vem apenas corrigir comportamento, vem
exigir rendição,
vem chamar pecadores, mas não aqueles
que fazem coisas que todo mundo concorda
que são mais, mas aqueles que
compreendem o pecado lá no seu lugar
mais profundo.
pecado, o pecado que nasce num lugar
perfeito, o pecado que nasce no lugar
sem doença, o pecado que nasce no lugar
onde não tinha bioquímica errada, o
pecado que
sabe Adão não ficou com medo, se
escondeu, porque de repente foi
desorganizada a sua química cerebral,
foi culpa.
E ambos precisam dizer: "Não sou meu,
não tenho trono." O final da oração do
Pai Nosso seria um resumo do coração
regenerado, né? Pois teu é o reino, o
poder e a glória para sempre.
A glória toda é tua. Como Deus disse lá
no final de Primeira Coríntios 1, para
que ninguém se glorie na minha presença.
Então essa é a rendição. Se você ora de
fato, a oração do Pai Nós como vimos que
ordena toda a vida, o final só pode ser
esse, pois teu é o reino. Tu és o rei.
Tu estás no trono,
teu é o poder e tua é a glória e para
sempre.
Essa é a descrição do oposto do pecado.
Qualquer coisa que se manifeste da
maneira mais espiritual e boa possível,
que não seja isso, então ainda é
meramente pecado.
E o pecado não mora só na sarjeta, ele
mora na igreja.
O pecado pode cantar, pode servir, pode
citar, pode obedecer e ainda assim
continuar sentado no trono.
Por isso o evangelho não chama apenas os
visivelmente perdidos, chama todo mundo
e diz: "Se Deus não usar da sua graça,
então estão todos debaixo da culpa".
Você não vai conseguir confundir Deus
dizendo para ele que tinha disfunções.
Você não pode confundir o autor da vida,
o criador da sua alma.
Perceba o movimento. A cura não começa
quando o homem melhora, começa quando
ele recebe o poder de se tornar filho de
Deus. Isso não tem nada a ver com o que
ele faz. Jesus logo aqui na frente vai
dizer: "Olha,
os que nasceram não da vontade da carne,
nem da vontade do homem.
O vento, o espírito trabalha como quer
tudo isso, tudo isso de todos os lados
fere o orgulho humano, fere aqueles que
estão lá totalmente rebelde. E férias
aqueles que querem uma uma religiosidade
que ainda está no mesmo lugar de o homem
está lá no trono no fim. Como assim? O
espírito age como quer e o que eu faço?
Queremos dizer: "Eu mudei, agora vai.
Dessa vez serei digno. Muitas pessoas
pensam que serão salvos porque Deus
salvou ela, assim, perdoou ela e agora
deixou com ela. Então ela vai, dessa
vez, ela vai ser digna até o fim, até o
último dia, até a hora da morte. E por
isso que ela vai ser salva. Não é Deus
que faz os santos perseverar, é ele
mesmo.
Nem no início, nem durante o evangelho
tem nada a ver com o nosso desempenho.
Porque a linguagem do desempenho não é a
linguagem do evangelho.
O evangelho tem mudanças significativas,
totais, porque o centro é mudado
e tudo que muda flui desse centro.
Portanto, não tem nenhuma raiz daquela
daquilo que impulsionava o homem em
pecados deliberados ou em sua
suposta piedade.
É o homem realmente ter visto que não há
nenhum nenhum fundamento
para ele ser aceito baseado nele mesmo.
Ele vê que o pecado não era um problema
do seu corpo, do seu ambiente, era um
problema do seu coração, do seu trono e
de quem estava sentado nele.
Um rebelde.
Então você nunca mais vem. Você diz a
Deus: "Eu não venho com obras, eu não
venho com moeda, eu não venho com
argumento, eu venho com o filho de Deus.
Só. E qual a diferença? Não tem
diferença entre eu e aquelas. Não tem
diferença.
Somos todos iguais.
Só há uma diferença. Cristo.
Isso é humilhante para o ego, porque
encerra toda a autossalvação no início,
no meio, durante, na hora da morte. Não
existe autossalvação
em momento algum, do início ao fim.
Fecha a porta para a barganha
espiritual.
O pecador é recebido só por causa de
Cristo. Isso muda tudo. Porque nesse ato
do dom de Deus, da fé, Deus não entrega
apenas perdão jurídico, entrega
filiação, não mais condenação, concede
lugar, concede um novo coração, concede
uma nova relação, o homem sai do trono
e isso é a beleza.
Ah, o evangelho nunca nos deixa do lado
de fora, porque nunca nos deixa
entregues de novo a nós mesmos.
Se você perder em todo vocabulário todas
as palavras
da piedade, só a palavra pecado, você
perdeu tudo.
Se ele foi redefinido, se ele tiver uma
pintura sequer do humanismo secular, se
você chamar qualquer pecado por outro
nome, você perdeu o evangelho.
E essa não é só o risco da nossa
geração, é óbvio, mas a nossa geração tá
sando cada vez mais sofisticada
em criar eh
um evangelho que é completamente vazio
de verdade, porque nós não gostamos da
culpa e nós gostamos do que o humanismo
secular fala sobre a culpa, nossa culpa.
culpa dos nossos filhos,
culpa
da humanidade.
Tudo isso é devastador para o orgulho
humano, não é? Nós aceitamos um
empurrão, um reforço, uma iluminação,
uma inspiração,
mas admitir que nós precisamos de um
milagre,
que nada mais do que isso é o suficiente
para transformar nossos corações de
maldade para luz, de trevas para luz. É
um pouco demais.
Mas o texto não deixa espaço para
ambiguidade. Os filhos de Deus não
surgem da carne, não são fruto da
linhagem, nascem de Deus e só assim eles
podem dizer finalmente o que dirige a
vida deles todas. O verbo virou gente e
habitou entre nós e vimos a sua glória.
Você vê que ele começa dizendo o quê?
Ele veio para o que era seu. Os seus não
receberam, veio para o mundo e o mundo
não recebeu o seu mundo.
Então o homem não participou de nada,
não se recriou. O novo nascimento é dom.
O ato é de Deus. A intervenção eh não
foi feita por nenhum braço humano
e ela acaba com o a a rebelião aberta e
a rebelião espiritual
dela, né, para nós, acaba com a ilusão
de que alguns se convertem porque são
mais nobres, mais sensíveis, mais
humildes,
melhores dos que não dos queos que não
se convertem.
Se alguém nasceu de Deus, então foi
Deus, porque o que é nascido da carne é
carne.
João resume tudo em poucas palavras.
Como é fácil perder tudo quando tudo é
explicado de novo, de novo, de novo, em
cada linha de toda a Bíblia, de todo o
Novo Testamento.
Deus gera o que o homem não consegue
gerar. Deus criou que o a carne não pode
produzir. E é por isso que a salvação é
tão segura.
E é por isso que a perdição é tão
definitiva.
Ela não repousa em nenhum ponto sobre o
braço humano. E tudo que repousa sobre o
maço humano está perdido. Ele pode dar
outros nomes, pode banir, tentar lidar
com a culpa. Isso gera o que mais? Mais
medo, mais ansiedade, mais horror diante
da morte. todas essas coisas que
aumentam na nossa geração.
Mas a cura, a cura é essa.
Aquele que é a palavra tornou-se carne e
viveu entre nós. Vimos a sua glória.
Glória como do unigênito, vindo do Pai,
cheio de graça e de verdade. Chega,
queridos. Nós não podemos concordar com
isso, com essas verdades supostamente e
de repente acharmos que somos melhores
do que quem não as enxergou, porque isso
seria uma contradição.
Nós temos que ter uma vida coerente com
isso e lidar com todos os problemas da
nossa alma coerente com o evangelho.
Estamos brincando com a única fonte de
salvação que esse mundo vai conhecer
agora e para sempre. Vamos ficar de pé.
Santo Deus, eu me aproximo sem defesa,
sem razão.
Tu me vês nos detalhes, no segredo do
coração,
nos pequenos [música]
pensamentos,
nas palavras que [canto] eu soltei.
Teu [música] espírito me chama,
confessa.
E eu confessei,
não escondo [música][canto] minha culpa,
não maquio minha dor.
Contra ti [música][canto] eu pequei
contra o teu santo amor.
Mas que atos minha raiz,
um querer [canto]
desalinhado.
Eu preciso [música]
de limpeza. Eu preciso ser
lavado.
[música] Cordeiro, minha justiça,
[canto]
fim do meu tribunal. [música]
Eu largo a autojustiça, [canto]
me rendo ao teu final.
Jesus, [música]
tem misericórdia. [canto]
>> [música]
>> Jesus,
vem me [canto] purificar.
Teu sangue fala mais alto que o [canto]
meu pecado a gritar. [grito]
Minha [música] única [canto]
defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça. [canto]
Eu descanso no teu amor. [música]
>> Tua misericórdia [canto] é melhor.
Tua misericórdia [música][canto]
é meu lar.
>> Rei dos reis, eu [música] me prostro.
Tu és luz e eu sou [canto] pó.
Quando eu tento ser meu dono, [música]
eu no terco em mim só.
Autonomia [canto] é mentira,
autossuficiência
[música]
também.
Tu és fonte, tu és vida.
Sem ti nada me sustém.
Eu
não venho [música] com curríco, [canto]
venho com mãos sem ter. Não confio no
meu choro, [canto] nem o meu vou
[música] vencer. Eu confio na firmeza do
teu [canto][música] pacto, ó Senhor.
Tua aliança é selada [música] no
cordeiro [canto]
redentor.
Restaura [música][canto] minha alegria,
tua salvação em mim. [música]
Sustenta-me com espírito
pronto até o fim.
Jesus
tem misericórdia. [música][canto]
Jesus
vem me purificar.
Teu sangue fula mais alto que o meu
pecado a gritar.
A minha única defesa [música][canto]
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a
[música][canto] tua graça.
Eu [canto] descanso no teu amor.
[música] Inclina [canto] o meu coração,
ensina-me a obedecer.
Dá-me um espírito pronto, [música]
mais doce do [canto] meu querer.
Guarda-me na tentação, [música]
na rotina e na [canto] aflição.
Tua graça me carrega,
tua mão me põe [música] de pé
no chão.
Tu [música] me defines,
Cristo, [canto]
não o meu pior [música]
momento. [canto]
Tu me sustentas,
[música][canto]
Cristo.
Não meu desempenho. [música][canto]
Tu és minha esperança,
meu descanso, [música][canto] meu
perdão.
Em ti eu vivo [música]
de novo.
Pecador [canto]
na redenção.
Jesus
tem misericórdia.
[música][canto]
Jesus
vem me purificar.
Eu
sei me f mais alto que [música] o meu
teado agitar.
A minha única defesa
é a cruz ao teu [música] favor. Eu adoro
a tua graça.
[canto]
[música]
Eu descanso
no teu.
>> Adoro [música][canto]
adoro.
[música]
Salvador. [canto]
>> Tua misericórdia. [música]
Meu [canto]
sustento,
[música]
[canto] meu canto.
Oh.

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