O Colapso que você Precisa – João 1:9-14 | Josemar Bessa
20/04/2026
O Colapso que você Precisa – João 1:9-14 | Josemar Bessa
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
capítulo 1, verso de 9 a 14. Eh, nessa semana que passou, no meio da semana, não sei que dia foi, eu botei um vídeo na internet que o título é eh eh uma definição, a definição mais profunda do meu pecado. E hoje de manhã, Mateus pregando falou sobre uma espécie de anatomia do ser humano, não é? Eu queria continuar eh nesse mesmo nesse mesmo tema, apesar do vídeo lá de durar mais de 2 horas, não é? Há coisas que eu queria ter falado e não falei e vou aproveitar, vou aproveitar agora. Diz assim aqui o texto a partir do nove. Ali estava a luz verdadeira que ilumina a todo homem que vem ao mundo. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele e o mundo não conheceu. Veio para o que era seu e os seus não receberam. Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus aos que creem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o verbo se fez carne e habitou entre nós. E vimos a sua glória como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. Há palavras que você pode até não conhecer o significado, mas nós temos que entender que entender o significado de palavras define, como eu já disse aqui certa vez, define o que você vê ou não vê. você parece que nossos olhos podem ver tudo que eles podem ver, independente eh de entendermos ou não palavras, não é? Parece que é algo desconectado, mas não é. A verdade é que a nossa capacidade de ver está totalmente eh ligada a nosso vocabulário, não é? E de tal maneira que eu lembro que eu coloquei como exemplo quando falei sobre isso, estava falando sobre Apocalipse, né? Se você, esses dias, eu tava vendo uma imagem por cima da Amazônia, é inacreditável, né? Aquele aquele mundo verde sem fim. Então, se você me colocar lá na no meio durante um dia inteiro e depois se perguntar o que que eu vi, eu vou dizer: "Eu vi um monte de árvore." Mas o que mais você viu? Não era árvore, galho, tronco, folha, tudo verde. É um mar verde, era tudo, tudo árvore. Então é, foi o que eu vi mesmo mesmo se eu ficar lá o dia inteiro. Por quê? Porque eu não tenho vocabulário, eu não consigo ver as diferenças. E eu não consigo ver a diferença porque não tenho vocabulário. Se eu soubesse, eu podia então escrever um livro por tudo que eu vi. cada espécie de árvore, tantas espécies que eu vi e como eh elas funcionam, como não funcionam. Então, passar aquele dia na floresta seria incrível, mas eu não consegui ver nada disso porque eu não tenho vocabulário para isso. Nos últimos dois meses, eu vi uma quantidade enorme de vídeos, documentários, podcasts sobre alpinismo. Ainda tô ouvindo. Eu sou assim, tem épocas que eu ouço muito sobre um assunto. Então, no início eu não entendia quase nada. Porque eles têm um linguajar lá que e esses alpinistas de montanha de 5.000, 6.000, 7.000 ou 8.000 1000 m, né, que são as mais altas do nosso pequeno planeta. Eles têm uma linguagem que você no início não consegue entender o que estão dizendo, mas depois que você vai vendo, vai vendo, vai entendendo o que que as coisas querem dizer. Quando você vê o próximo, e o próximo tá no 10º, no 20º documentário, e então você já consegue eh ouvir e eh ouvir muito mais do que você ouvia no início, entender, porque você tem um vocabulário agora eh sobre aquele assunto. As versões da Bíblia são assim, elas não são só versões porque tem frases diferentes. Elas foram feitas muit das vezes pensando em quem você queria atingir. E quando você quer atingir mais pessoas, você faz uma versão com menos palavras. Então você vai ter, sei lá, uma revista e corrigida que tem 14.000 palavras em português, mas aí muita gente vai ler e não vai entender muitas palavras que estão lá. Então para ajudar as pessoas fazem uma versão com 9.000 1000 palavras diferente só a NVI, mais pessoas vão entender. Mas é óbvio que tem suas suas eh vantagens e desvantagens. Quanto mais você empobrece o vocabulário, mais você não tá detalhando realmente as coisas. Então, palavras são assim, eh, você, eh, há há palavras, como eu tava falando de botânica e alpinismo, porque se você não entender, não faz nenhuma diferença na sua vida, mas há outras que, infelizmente, se você não entender, é como se houvesse um apagão na vida. Assim, você olha para a vida, olha para tua vida, olha paraa tua alma, olha para eh os teus sentimentos, olha e você não entende muito as coisas. E há palavras que são podem ser ornamentais, mas há palavras que não, elas são estrutura. Sem elas a realidade desmonta e o homem eh eh às vezes de propósito tira essas palavras do seu vocabulário e faz ele enxergar muito menos. E a igreja tem feito isso junto com o mundo. Então a palavra pecado é uma dessas palavras. O homem moderno tenta banir ela. Ele acha ela dura. Muitos cristãos, muitas igrejas também acha ela antiga, acha ela incômoda, ela é religiosa demais, ela não se encaixa com humanismo secular de jeito nenhum. Mas quando nós tentamos apagar essa palavra e aí depois tentamos entender o mundo sem ela, eh, você não consegue, você não jogou luz para o mundo, você escureceu o homem e a alma do homem. É como eu na floresta sem o vocabulário, todas aquelas belezas estão mais escuras para mim. A realidade não está sendo vista direito, mas o pecado é uma palavra muito mais importante do que tod todas essas, porque sem essa palavra a culpa vira química, minha tristeza vira química, minha ansiedade vira química. Eu digo dizendo que creio em Deus, que sou, na verdade, só matéria. Matéria que funciona bem e matéria que funciona mal. Eu digo que existe um Deus, mas na prática eu sou um ateu. Eu sou um ateu prático. Eu acredito que tudo resume-se a matéria, que a matéria se juntou, a matéria funciona bem, a matéria funciona mal e um dia a matéria e eh eh eh essa química para de funcionar, eu morro e volto a, sei lá, a fazer parte do chão, das coisas. É isso. E muitos cristãos nunca diriam isso, mas eles explicam a vida assim, porque tiraram essa palavra. E só que a vida real não aceita essa mentira por muito tempo, porque você pode eh tirar a palavra, mas o mal continua ali, o sangue continua ali, a opressão continua, a consciência continua e o homem quer fugir da palavra, mas não consegue fugir daquilo que aquela palavra nomeia. Quem dera se nós baníssemos o pecado, nós realmente baníssemos o mal do mundo ou o mal de nós mesmos. O fato de eu ser ignorante sobre a Amazônia não faz a Amazônia não ser complexa, só faz eu ser ignorante. Ela ainda continua sendo o que é. Toda a linguagem terapêutica da nossa cultura para o pecado, banindo ele, falando só sobre mal funcionamento, não é? eh dos nossos corpos eh não não lidam com o mal nem no mundo, nem com o mal em nós. E toda área séria da vida exige vocabulário. Quem entra num campo sem aprender sua linguagem tropeça em tudo. Eu tava falando do mundo do alpirismo, mas qualquer mundo desse que você entrar, se você não conhece a linguagem, você tropeça em tudo, fala um monte de coisas desconexas com a realidade. Eu já disse que os esquimos t nove palavras diferentes para a neve. Mas para mim neve é neve. Mas eles vem a diferença. Eles sabem que não é tudo neve simplesmente. Então eles têm nomes. Isso não quer dizer que quando eu digo que tudo é neve, que é tudo igual. É, eu não consigo ver a diferença. Eu não tenho vocabulário. Então está e eh eh eh eh na fé isso acontece. A igreja pode estar tão cega quanto o mundo quando ela perde o vocabulário. Há palavras básicas sem as quais o evangelho fica irreconhecível. Deus, graça, fé, salvação, pecado, propiciação, expiação, soberania. Muitas pessoas que falam de graça e acham que Deus deve a graça a alguém, não seria justo ele não mostrar graça a esse. Então, essa pessoa não sabe o que quer dizer graça. O que ela tá falando é um atuado de bobagens, porque ela não sabe o que vocabulário eh que ela está usando. Seria eu falando lá sobre os os os temas do alpinismo. A graça não pode ser merecida. Não dar graça a alguém não pode ser injusto. Graça é exatamente dar o que as pessoas não merecem. Ninguém merece a graça. Deus não pode ser injusto não dando graça. Deus só pode ser injusto não dando justiça. [roncando] Se essa palavra é removida, o pecado, todo o resto pede profundidade. Todo o evangelho é falso. Porque quando o pecado some, Cristo vira apenas um exemplo. E é um exemplo muito pequeno, porque vai que minha química é muito ruim, vai que a os processos químicos do meu cérebro não funcionam direito e meus hormônios não estão direito e nada tá direito e mesmo o exemplo dele seria nada. Mas sem o pecado Cristo vê o mundo, nos dá um exemplo e a graça vira um reforço emocional a todos os outros apoios emocionais que nós temos. E a fé vira ferramenta de bem-estar. Como posso viver melhor a vida? Não é sobre Cristo ser melhor que a vida. como Cristo eh eh pode se somar a a todas as outras coisas para me dar uma boa vida. Mas nada disso é cristianismo. Isso é uma religião domesticada. Mantivemos o nome, mas perdemos e tudo porque perdemos um uma palavra. É uma versão limpa, socialmente aceitável. O mundo gosta. fala que os cristãos são relevantes, são eh eh não são atrasados, não são fundamentalistas, porque eles não falam em pecado, uma fé sem juízo, sem ruptura, sem necessidade de novo nascimento, sem espanto, sem eh eh espanto com o escândalo da cruz, sem a ofensa. O problema é que o pecado é uma palavra ofensiva. Ela confronta o homem moderno onde ele mais quer proteção. O homem, o que ele mais quer, o homem moderno, é autonomia moral. Eu faço o que eu quero fazer. E ninguém pode dizer que isso está errado ou certo. A palavra pecado estraga tudo. O homem aceita que ele é limitado. O homem aceita que ele é frágil. O homem aceita que ele eh pode ser ferido. Ele até aceita se você falar que às vezes ele é contraditório, mas ele não aceita. A ideia de ser culpado. Ele vê tudo errado no mundo e na sua vida, mas ele certamente não é culpado. Porque culpa moral mexe com tribunal, mexe com responsabilidade, mexe com prestação de contas e mexe com Deus diante de quem ninguém pode se justificar. Com charme, com trauma, com uma história triste, nem com retórica. Você simplesmente não pode enganá-lo sobre a maldade. E é por isso que a palavra incomoda tanto. Ela não permite que o homem se descreva apenas como: "Ah, eh, eu sou um processo e é muito confuso, muito difícil o processo, as minhas interações com as pessoas, os processos químicos da minha mente, todas essas coisas." Ela diz que há desordem. Eh, a palavra pecado diz, "Há uma desordem moral em você". Nem o mundo, nem o seu corpo. Você, aquilo que você é, ela disse que o problema não está em nossa volta, está em nós, na tua vontade. Tua vontade é má. Teus afetos, teu problema está na rebelião contra Deus, na sua recusa de Deus ser Deus. E sem essa palavra, o mal sempre será explicado. Tire a palavra pecado e você vai explicar sempre o mal na tua vida. É por isso que as pessoas aceitam. Você pode dizer que ela tem qualquer tipo de distúrbio. Você pode dizer que ela tem todo tipo de problema, mas com tanto eh que isso ajude ela explicar o mal nela e abliterar obliterar o a a ideia de de de culpa, ela vai ficar bem com isso. E um mal explicado nunca pode ser realmente curado, queridos. No máximo você pode administrar, pense todos os males que a gente chama de de de com nomes terapêuticos. A gente diz o quê? Vou ter que administrar minha raiva, vou ter que administrar eh esse esse meu meu e esse meu temperamento, vou ter que administrar essa química que não tá funcionando tão bem no meu meu cérebro. E a gente vai reembalar, a gente vai psicologizar, politizar, sofisticar. Mas nós nunca vencemos. É impossível vencer aquilo que nós sequer nomeamos. O que não nomeamos fica invisível para nós. O evangelho não começa adulando nome, o homem começa dando nome à sua condição. E isso é misericórdia. Se o fim do texto aqui foi, ele é cheio de graça e misericórdia. E a maior misericórdia da da verdade de Deus é chegar primeiro nos falando a verdade sobre nós, sobre nosso ser. E não gostamos de um médico que não meie o que nós temos. Nós sabemos que falsear eh a nossa condição será pior. A fé cristã não pede que o homem goste dessa palavra antes de ouvi-la. Ah. pede que cada um de nós encare a realidade que ela traz. Porque só quando o pecado volta a ter nome, a graça volta a ter peso. A graça tem pouco peso na igreja desses dias. As pessoas são salvas não é pela graça, é porque elas tomaram a decisão de serem salvas. E a graça não é grande coisa quando tudo que eu tenho são distúrbios. Porque eu preciso de pena. Eu eu mereço pena. Estou doente. Eu tô doente. Não há culpa moral que a graça cobre. Não é nada demais alguém tratar alguém doente com a condescendência de como tratamos pessoas que a sua fraqueza é só um problema que não tem nada a ver com ela, como é a nossa gripe, não é? E só quando o homem entende a sua ruína, entende porque Cristo não veio apenas para ensinar. Não veio para dar dicas psicológicas, não veio para dar passos de como controlar nossa raiva e como controlar nossos desejos. Ele veio nos salvar. Ele veio nos salvar do que nós somos. E quem erra aqui não está errando. Ah, a pessoa está com o evangelho, mas tá aqui meio fora. Não, não, não. Está errando o centro do evangelho. Está errando a razão pela qual Deus veio ao mundo. Está razando, errando na razão pela qual existe uma cruz. Portanto, esse erro é fatal, não é? E erra no coração do evangelho. O homem moderno, então, não nega facilmente a existência do mal. Apesar disso, ele vê demais para isso. Nós vemos demais o tempo todo. Vemos guerra, abuso, genocídio, corrupção, violência doméstica, exploração, crueldade organizada. Vemos corrupção e criamos um monte de leis para tentar conter isso. O problema não é enxergar o mal, o problema é querer explicá-lo sem culpa moral. O problema é tentar fazer algo impossível, explicar o mal dos homens sem culpa, sem o pecado. Durante muito tempo, a tentação foi essa, reduzir o mal a mecanismos. É tudo uma questão de biologia, de evolução, extinto. Então, é trauma, é ambiente, é o sistema, é a cultura, é a educação falha. Se todos fossem educados, então tudo seria diferente, como se quem é educado fosse diferente. Ah, é desigualdade, é o condicionamento, como se o ser humano fosse apenas a soma das pressões que ele recebeu e a soma do mal funcionamento do seu organismo. E como se ninguém fosse realmente responsável, é apenas previsível. essa pessoa acabou fazendo só o que ela faria mesmo por causa da biologia dela, por causa da do ambiente dela, por causa da psicologia dela. Essa ideia parece compassiva no começo, parece sofisticada e parece até humilde, como quase todas as ideias diabólicas, mas no fundo ela esvazia a realidade moral do mundo. Porque se ninguém responde verdadeiramente pelo mal do mundo, pelo mal na nossa vida, então o mal não é injustiça, é apenas uma disfunção. Essa pessoa é disfuncional. Aquela é uma família disfuncional. O mundo é disfuncional. Nossos corpos são disfuncionais. A química do meu cérebro é disfuncional. Você vê, não há injustiça mais. Se alguém mata a sua mãe, então foi alguma disfunção, mas aí você não gosta muito disso. Quando isso é explicado assim, você começa a pensar em termos de justiça e injustiça, mas isso não funciona quando o mal foi banido. Se ninguém é culpado, então ninguém é propriamente perverso. É apenas produto de vários fatores que ele mesmo não controlou. Quem controla a sua própria biologia? Quem controla onde nasce? Quem controla quem são seus pais? Que país nasce? Que oportunidades tem? Se toda atrocidade pode ser dissolvida em circunstâncias, então a dor das vítimas também é dissolvida. Você não é uma vítima de nada, porque quem perpetou o mal contra você só tinha uma disfunção. Seu sofrimento perde o quê? Densidade moral. sua ferida, deixa de clamar por justiça o sangue de Abel. Deus falou para Caim, o sangue de Abel clama por justiça desde a terra. Mas não haveria nenhuma injustiça. Tudo aquilo era porque Caim era disfuncional, era porque o ambiente se tornou de repente, não é? Eh, eh, eh, terrível demais com o pecado e com a maldição. A explicação sem juízo nunca consola quem sangrou. explica alguém a quem uma uma guerra matou toda a sua família, eh, que simplesmente aquilo era tudo disfunção de todo mundo, que ninguém tem responsabilidades. E é aqui que a cultura se divide contra si mesma. Ela quer denunciar horrores. Nunca houve uma cultura que queira tanto denunciar horrores, mas ela quer denunciar como a linguagem que bane o mal. E ela é contraditória, quer chamar certas coisas de intoleráveis. É a cultura da indignação. Tá todo mundo indignado. Indignado com quê? Ah, quer exigir justiça. Mas justiça como se todo mundo está só com uma disfunção, mas ao mesmo tempo quer evitar a ideia do pecado. Quer ter tribunal sem culpa. Mas para que serve um tribunal se ninguém é culpado? quer acusação, mas ninguém pode ser réu. Como haverá acusação sem um réu? Paulo escreve Romanos 1 e acusa todo mundo. Todos pecaram. Então não gostamos, não queremos acusação, não queremos réu, mas queremos acusar. É o que as a internet faz o tempo todo, não funciona. Sem pecado, a palavra injustiça se perde. Sem pecado, o mal perde espessura. O mal não existe. Ah, sem pecado, a história perde seriedade moral. E sem seriedade moral, o sofrimento humano é diminuído. É só um processo. É o que tem que ser. Porque quando você diz que o opressor não podia evitar, você não apenas tenta explicar o opressor pr eh a culpa ser diluída. Você diminui a gravidade do que foi feito contra o oprimido. Você pode tentar tirar a culpa de quem mata um filho no ventre, mas você diminuiu a gravidade do ser que foi brutalmente morto. A Bíblia não permite essa fuga. Ela leva a maldade humana a sério demais para tratá-la como uma mera falha de programação. Sabe? Entrou um vírus no sistema. Às vezes até as as IAIS eles eles usam essa expressão, começou a alucinar, né? Começa a fazer umas coisas, a gente pode querer que explicar assim. E existe influências externas na nossa vida. Ah, o mundo, a Satanás, as pessoas. É óbvio que nós somos influenciados pelo que vem de fora, mas só porque nós somos eh há uma concupiscência interna que se liga com o que está fora. Queridos, há essa essa coisa muito mais profunda do que a própria a própria história da nossa vida e as os acontecimentos e as influências ou mesmo o diabo. A escritura insiste em algo que em nossa época quer esquecer o homem aja a partir de um coração moralmente caído. O mal não está fora dele. Ele não é uma máquina apenas condicionada e que começa a funcionar mal, gerando medo, ansiedade, egoísmo, orgulho, toda hora emocionalmente fragilizado, com todas as pessoas que esbarram nela. Tudo isso está eh eh criando disfunções. A Bíblia vê a dor do ferido, também vê a culpa do agressor. A ver a a a Bíblia vê a culpa de todos nós, sem exceção. Ela não confunde misericórdia com relativização moral. Deus não mostrou sua misericórdia dizendo: "Tudo bem, eu sei que vocês são fracos, tá tudo bem, eu vou passar por cima disso." Ele mostrou misericórdia numa cruz. Ele não relativizou nenhum mal, nem quando esse mal foi colocado sobre seu filho. Ele nunca relativiza o mal, nunca fale de misericórdia como relativização do mal ou a diminuição, começando no vocabulário e acabando tentando apagar isso com a linguagem de disfunção do nosso mundo. A Bíblia não chama trevas de nuance da vida. chama trevas de trevas. E ela não trata a rebelião como uma limitação. Coitado, os homens são limitados, os homens são rebeldes. Conhecendo Deus como Deus, não glorificaram como Deus, nem foram gratos. E o homem contemporâneo quer manter o horror diante do mal, quer ficar horrorizado diante da injustiça, mas ele não acredita em réu. Ele fala em injustiça, mas vê sua disfunção. É uma contradição sem fim. Quer conservar a chama da sua indignação moral enquanto diz que o ser humano é só produto do seu ambiente, da sociedade que é composta de homens. E essa chama não pode ficar de pé sozinha. Você não pode se indignar num mundo onde ninguém é culpado de nada. Todos são vítimas de muitas coisas internas e externas, biológicas e psicológicas. Se não há pecado, mal vira apenas um problema técnico. E você sabe o que que a gente faz com problema técnico? Não é? Eh, o problema técnico não merecem arrependimento, transformação. Você leva lá no cara lá, olha só, deu deu um problema aqui no no no meu iPad, ele não tá funcionando direito. E o cara vai tentar consertar por ninguém vai pedir que o iPad se arrependa porque de repente deixou o seu dono na mão, não conseguiu funcionar direito, ele deve um problema. Ah, vamos ver se a esses problemas técnicos, essas disfunções técnicas, esses problemas técnicos na alma não são consertados ou pelo menos reparados em parte. Só que o mundo não está pedindo ajuste. O mundo geme justiça. Mesma criação, a Bíblia diz, está com dores de parto, esperando a manifestação da glória dos filhos de Deus. A justiça só permanece de pé quando o pecado continua tendo nome, cada um dele, cada um sem nome terapêutico, não é? É óbvio que o mundo muitas vezes eh eh também teve um problema com a palavra pecado saindo da boca de cristãos, porque usaram a palavra para de alguma maneira dizer que ainda mais quando você tenta falar sobre o pecado de maneira humanista, querendo que o mundo aceite, você distorce tanto que faz o mundo enxergar a ideia de que você tá dizendo que você é melhor do que eles. Eu creio, você não. Eu me humilhei, você não. Eu fui humilde, você não. Eu sou melhor. Sou cristão porque sou melhor. Você não é. Você é pior. E é óbvio que isso também eh eh ajuda eh na barreira, porque você tá e eh e eh usando isso como um rótulo dos melhores e dos piores e fica parecendo que realmente, apesar de de problemas, eu fui melhor que você. Então, eu tenho um destino diferente. Eu tenho um destino eh eterno, diferente. E então o outro se defende eh com a a ideia que foi passada de que o evangelho, por exemplo, está dizendo que as pessoas melhores, as que se endireitam, as que vivem uma vida melhor, recebem algo de Deus. E porque aquela pessoa não quis fazer isso? Então ela não. Então a doutrina cristão do pecado não autoriza a arrogância. Nossa, ela destrói nossa arrogância. Essa é a beleza severa da visão bíblica. Ela preserva a seriedade do mal sem destruir eh aquilo que o homem foi criado para ser, não é? Com alta dignidade de ser algo que reflita a glória de Deus. Não reflete mais como devia refletir, mas ainda carrega algo dessa imagem. Então, eh, só a escritura consegue fazer isso sem mentir em nenhum dos lados, nem banalizar o mal sem adorar a dignidade humana como se ela anulasse a culpa e sem usar a culpa para apagar a dignidade do outro, dizendo que eu de alguma maneira sou eh melhor. A cruz se torna indispensável, porque o diagnóstico que abre caminho paraa cura começa dizendo que todo mundo é culpado. A cruz impede que eu use essa palavra para me exaltar, porque eu nunca posso falar do pecado. Eu nunca posso pregar sobre o pecado de uma maneira que eu pareça melhor na fita. A cruz impede que eu use essa palavra assim, que eu use o pecado para esmagar alguém, para de alguma maneira dizer que eu eh tenho algo em mim melhor do que os outros, que existe uma elite moral no mundo. Quando a palavra vem sem a cruz, ela fere, ela endurece. Quando vem atravessada pela cruz, ela humilha e salva, né? O mundo tem razão em desconfiar da palavra se ela é usada sem a verdade, sem o sangue, sem o que Paulo diz, não há diferença. O remédio não é abandonar a palavra, é recuperar a a a aquilo que ela tem de de real, que sem ela nada mais pode ser explicado de tão fundamental que ela é. Então, você nunca pode denunciar um pecado ou denunciar o pecado como se você também não fosse parte eh daquilo e que a tua salvação é devida totalmente a nenhuma bondade que há em você, que você não é melhor do que os outros que estão caídos. Se há alguma diferença, ela foi totalmente externa a você e totalmente imerecida. Portanto, quem denuncia o mal se excluindo, é óbvio que está deturpando na mente das outras pessoas o que é o mal, como a Bíblia o coloca. Ah, então o homem não consegue viver sem uma doutrina do mal. A única questão é qual doutrina ele vai eh colocar. A cultura tenta manter essa indignação sem culpa. E é ridículo a indignação sem culpa. A religião caída tenta manter a culpa sem misericórdia. parecendo que algumas pessoas são salvas porque são melhores do que as outras. E isso também banalizou a realidade do mal em nós. A escritura, ela se recusa aos dois erros. Ela dá ao mal o seu nome verdadeiro e dá o pecador a eh nenhuma chance de se vangloriar sobre o outro. Quando Paulo diz sobre como Deus escolheu quem ele salva, ele diz para que ninguém se glorie na sua presença. Nunca devemos falar sobre o pecado como se nós estivesse de alguma maneira moralmente acima das outras pessoas. Ou seja, nunca podemos pregar o pecado sem Cristo e este crucificado como única solução. Só assim a injustiça não é banalizada e só assim o homem não é desfigurado. Então, o coração do homem ama dividir, separar, classificar. Bons de um lado, maus do outro. Você vê que eh no último dia não vai ter os bons para cá, os maus para lá. Ou a graça salvou ou o homem foi o que ele foi em si mesmo. Os que estão salvos não foram melhores, foram benditos do Pai. Então, eh, a ideia de que os limpos estão aqui, ali, os contaminados, Cristo entra no mundo e destrói essa arrumação. Ele não só confirma nossa tabela, ele quebra tudo e diz: "Tá todo mundo igual. Então, quando falamos do mal, quando falamos do pecado, nós não estamos só denunciando que o mundo não pode usar eh eh colocar disfunção. Você eu, principalmente, não podemos explicar o mal em nós de nenhuma outra forma e nem colocar qualquer solução que afague o humanismo nem um pouquinho, porque nunca a solução esteve em homem nenhum. Diante dele, a distância entre o religioso e o irreligioso não é uma distância decisiva. A distância do mais moral pro menos, pro mais imoral, ela pode ser aquelas vidas boas ou não pro melhor convívio social, mas não diante de Deus. A distância decisiva é outra, é estar nele ou estar fora dele. Ter sido nascido de Deus ou continuar apenas na carne, recebê-lo, porque ele eh nos tirou de nós mesmos e nos fez, estando nós mortos, ele nos fez ressuscitar ou rejeitá-lo. É por isso que o evangelho humilha tanto, porque ele não apenas condena o vício escandaloso, ele desmascara todo mundo. E aí ele antes a lei condena todo mundo. Não nada mais democrático do que a verdade de Deus. Ela condena todo mundo. E ao condenar todo mundo, para que nenhuma boca, né, se abra, para que todos fiquem calados diante da lei. É o que Paulo diz. todo mundo, ninguém se levanta. Então, o texto é duro porque ele corta para os dois lados, não corta só eh aqueles que nós acharíamos que eh são realmente piores. João disse que a verdadeira luz veio ao mundo e o mundo não reconheceu. Esse é o pecado, não é? Isso é grave, mas a a criação olhando para o criador e não percebendo quem ele é, a obra olhando para o autor e tratando ele como estranho. A criatura respirando o ar dele, vivendo no chão dele, usando os dons dele, respirando o ar dele, comendo o pão dele, mas cega para ele. Mas o golpe não para aí aqui no texto, né? O texto também diz que ele veio para o que era seu e os seus não o receberam. Agora a lâmina entra no campo daqueles que receberam uma revelação especial como Israel. Não é mais apenas o mundo em sua distância, é a casa, a aliança, a familiaridade. Não houve diferença no fim. Não houve diferença entre judeus e egípcios, judeus e babilônios. Ninguém o recebeu. Ninguém. É o povo que tinha as promessas, as escrituras, o culto, a história, a linguagem sagrada. Gente de perto, gente treinada, gente acostumada ao nome de Deus. E justamente essa gente falha tão terrivelmente como quem não tinha nada. A luz vê o mundo e o mundo não recebeu e o que eram seus também não receberam. Ninguém. Não há diferença. Não houve diferença. Perceba os escândalo. Uns não reconhecem, outros não recebem. Uns estão fora da estrutura religiosa, não é lá o mundo todo. Outros estão dentro dela. Uns vivem uma linguagem sem fé. não esperavam as promessas de Deus a Abraão. Outros viviam cercados por ela, mas ambos, sem exceção, não viram nenhuma beleza em Cristo. Todos, todos, todos estão voltados para si mesmos. Isso destrói uma ilusão muito querida ao coração humano, adquirir a proximidade eh com as coisas de Deus seria suficiente para nos mudar, não é? Você pode estar longe e perdido e pode estar perto e perdido também. Pode haver distância geográfica do culto, como existia do mundo inteiro naqueles dias. E pode haver distância espiritual dentro do culto mais próximo possível. Pode haver uma cegueira na rua e pode haver cegueira no banco da igreja. A nossa cultura é humanista, a igreja também é. Pode haver rejeição na reverência vazia ou na irreverência. Esse é o diagnóstico bíblico. O problema do homem não está primeiro em seu endereço moral externo. Não está em nenhum lugar onde ele nasceu, em nenhuma família em que ele foi criado, em nenhum acontecimento na sua vida. Está na raiz interior que não vê, é incapaz de ver beleza no filho de Deus. Paulo diz que o Deus desse século cegou os olhos dos homens. O homem é incapaz de ver. Não importa para quem Cristo venha, ele vê o mundo e o mundo não recebeu. Ele veio para os que eram seus e os seus também não receberam. Tudo porque aquela palavra sempre foi uma palavra meio maldita no coração do homem, culpa. Por isso a Bíblia não permite simplificações. Ela não diz que o problema está só nos pagãos, nos libertinos, nos religiosos, nos hostis. Não diz que a solução está automaticamente nos corretos, nos instruídos. nos bons que sabem os termos certos. Ela diz que sem a graça todos erram, cada um pelo seu próprio caminho. Ela não diz que todos precisam de um ajuste técnico, porque todos estão disfuncionais. Diz que todos pecaram. A religião sem novo nascimento não resolve isso. No máximo organiza melhora a aparência. É o que as pessoas estão tentando fazer. Assim que elas estão lidando com a raiva, com medo, com orgulho. São disfunções, não é? Quem sabe outro ser humano consegue consertar a nossa. Eles que não conseguem consertar deles. Eles não sabem lidar com seu orgulho, com seu medo, com sua ansiedade, com seu medo da morte, mas eles vão nos ajudar. No máximo nós educamos o comportamento um pouco, no máximo refinamos a linguagem, mas como nós podemos gerar, como o homem pode gerar em si mesmo olhos para verem a glória de Deus? Ele era a luz do mundo e o mundo não recebeu. O mundo falha, os seus falham, a religião falha e a religião eh a a ir religião falha e a religião falha também. O mundo falhou e os que eram seus também não o receberam. Isso significa que ninguém pode se esconder atrás de um grupo em que nasceu. Ninguém pode culpar grupo nenhum. Aí eu nasci nesse grupo, por isso eu sou assim. Não, não. Se você podia nascer em qualquer lugar, em qualquer grupo, em qualquer família, isso não mudaria. não mudaria aquilo que é mais importante sobre o que tem definido quem você é. A pergunta final não é de que lado você veio. A pergunta final é: você foi chamado por Deus? Você vê que João começa a falar sobre nascimento, novo nascimento, não é? E é fácil imaginar que o problema real esteja eh nos casos externos. É fácil nos escandalizarmos com os escândalos públicos, colapsos morais evidentes, vícios nos pecados que envergonham rapidamente eh diante das pessoas do mundo. Mas o evangelho faz algo mais perturbador. Ele pega um homem admirável e diz: "Se você não nascer de novo, você não vai ver o reino de Deus". Nicodemos não era um retrato de desordem escancarada. Ele era o contrário. Era o homem respeitável, sério, moral, oculto, disciplinado, conhecedor das escrituras, honrado entre os seus, respeitado, não era um cínico, não era um debochado, não era um rebelde de vitrine, era um homem decente. E ainda assim, Cristo não lhe oferece apenas um ajuste. disse: "Você tá com alguns problemas técnicos, algumas disfunções, Nicodemos, você vai ter que lidar com as suas disfunções." Jesus disse: "Se você não nascer de novo". É a mesma coisa. Jesus não propôs uma melhora, não pede um pequeno refinamento espiritual, não diz: "Você está quase lá, Nicoda, perto dos outros, suas disfunções foram bem tratadas. Você é um cara com com a alma bem organizada já, mas ainda tem uma coisinha que a gente vai resolver aí com algumas sessões aqui. Você volta aqui algumas vezes para conversar comigo. Diz algo muito mais devastador. João 3:7. É necessário nascer de novo. Isso é uma sentença. É o diagnóstico de Deus. Todo mundo vai lá fala: "O que que eu tenho?" Você tá morto. E eu? Você também. Mas eu aqui que sou assim, morto. Mas só esse diagrama morto. Morto é assim. Se todos os difuntos do cemitério perguntasse o que que eles têm, a resposta era: "Tá morto." E nós não gostamos disso porque a morte é o salário do pecado. E tá todo mundo morto e por isso todo mundo morre. É o colapso de toda esperança apoiada na descência humana. nas disfunções humanas, nos problemas técnicos que algum técnico um dia vai resolver. Porque nascer de novo não é apenas polir a vida antiga, não é trocar hábitos, não é descobrir os meus traumas, não é acrescentar fervor. Há uma estrutura que é boa, mas tá meio disfuncional. Não é tomar um homem bom e um homem melhor e tornar cada vez ele melhor. É começar do nada, do zero. Você tem que nascer de novo e você não pode nascer de novo. Nem na primeira vez, nem na vida biológica, você mesmo podia produzir um nascimento. Agora nós estamos falando de algo infinitamente maior. É admitir que diante de Deus a herança religiosa não basta, a moralidade não basta, a disciplina não basta, reputação não basta, a abertura intelectual não basta, o currículo espiritual não basta, nada basta, não é um problema técnico, não é uma disfunção, nada em nós tem força para recomendar nossa alma diante do santo. E essa é toda a agonia da alma. Ela foi feita para o santo. Ela não tem uma disfunção. Ela está perdida, está na escuridão. Mas ainda assim a luz veio o mundo e o mundo amou mais as trevas. Isso só mostra o tamanho da depravação do coração. Ah, esse ponto ofende profundamente os religiosos junto com o mundo. Como eu disse, é uma democracia aqui, né? ofende todo mundo. Porque você pode eh alguém disse assim, mas para mim, né, você não pode, eu tava falando hoje de manhã, alguém eh você não pode atribuir nem 0,009% da salvação do homem a algo que ele fez. Não pode. Ah, porque primeiro toda a glória não seria de Deus. Em segundo lugar, a alma humana só precisa disso para se gabar diante do outro. Eu tenho 0,009 que eu sou melhor que você. É suficiente. A alma humana, o coração humano, o ego humano é tão, é tão voltado para si mesmo que qualquer coisa que você dê a ele é o suficiente. Ah, é o suficiente para ele se gloriar. E mas é justamente essa revolução do evangelho. Cristo não chama apenas o homem eh excessivamente eh estragado, não é? Ele diz que todo mundo igualmente não tem disfunções a serem curadas, estão completamente arruinados. O novo nascimento, então é um veredito divino contra toda pretensão humana. Nada bom pode nascer de você. Nada da carne só nasce o que a carne. Só do espírito pode nascer o que é espírito. Por isso que na sua salvação não pode ter nada nascido de você. Porque se tivesse nascido em você era carne. 0,00 era carne. E nenhuma carne vai se gloriar diante de mim. E nenhuma carne, nem zero vírgul alguma coisa anseia por Deus. A luz vê o mundo e a carne o rejeita. Ela em sua totalidade. Então a obra é é obra do espírito. Não é evolução do velho homem, não é o tratamento das suas disfunções, é criação de vida nova, não é prêmio para você ter 0,009% melhor do que alguém. é um milagre para o morto. Por isso, Nicodemos é tão importante, porque ele destrói a fantasia de que o problema da alma é apenas é falta de esforço moral ou aprendermos a lidar melhor com nossas disfunções. E o problema é mais fundo, é e é é uma questão de natureza. Não podemos desejar a luz porque amamos as trevas. É uma incapacidade. Queremos estar porque não temos o aparelho moral. adequado, mas por causa dos nossos amores, é raiz, é coração. Então, quando a Bíblia diz que não há diferença, ela não está apagando as distinções visíveis que nós vemos na sociedade, que faz a sociedade ser eh cada vez pior. Ela não está dizendo que toda conduta é igual em seus efeitos horizontais ou históricos. Elas não são iguais, não é? Ela não está dizendo que não existe grau de perversidade nas ações humanas. Existe. Ela está dizendo algo ainda mais profundo diante de Deus. Ninguém possui vantagem moral que possa fazê-lo melhor diante dele. É isso. Esse ponto humilha. E é por isso que nós não gostamos do pecado. Nós até poderíamos usar a palavra pecado se isso nos deixasse de uma maneira melhor em relação a outros. Mas como o pecado é de verdade, todos nós corremos para o o humanismo secular para abraçar suas disfunções, porque o coração caído vive de compração. Ele sempre precisa de alguém abaixo de si. Por isso que Deus disse: "Não, nenhuma carne vai se gloriar, nada. A salvação é os piores. Eu não vou deixar nada para a carne, porque o coração caído, ele vive disso de comparação. Ele compara suas posses, compara a sua inteligência, compara eh a sua beleza física, ele compara, ele compara tudo. Porque o o coração caído vive de comparação. Ele sempre precisa de alguém abaixo, sempre precisa de um grupo ou de de de pessoas que ele possa olhar e dizer: "Eu sou melhor do que isso". sempre precisa de uma caricatura conveniente para se sentir mais limpo, mais lúcido, mais digno, mais civilizado, mais correto. É assim na cultura, é assim na política, é assim na academia, é assim na arte. E muitas vezes, infelizmente, é assim na igreja, onde devia ser muito mais fácil dizer: "Não há ninguém que faça o bem". Mas não é assim. A maior parte da igreja diz que as pessoas salvas são salvas porque elas fizeram alguma coisa, não porque Deus fez alguma coisa decisiva, final. A visão pré-evangélica do pecado usa o mal do outro para fabricar a sua identidade própria. O mal do outro mostra que eu sou melhor, que eu sou bom. Olha para certos pecadores e pensa: "Eu não sou assim. Eu não faço isso. Eu posso até não ser grande coisa, mas perto disso aí eu sou bem melhor. Olha para certas ruínas e as transforma em espelhos de exaltação. Nós começamos a comparar nossas trevas. Perde essas trevas aí. Minha treva não tão escura. Mas quando a doutrina bíblica do pecado entra de verdade na alma, isso se quebra porque ela não permite mais que eu olhe para o outro como um espécie inferior. Pecadores, todos, sem exceção. Não existem pecadores, mas pecadores, no sentido de que eh alguns possam escapar dessa condição ou até queiram, não é? Ela não deixa tratar o pecador como um bicho estranho, uma anomalia. Ela não me permite construir minha dignidade sobre a vergonha alheia. Ela me obriga a reconhecer que a mesma raiz da rebelião do assassino vive em mim. o orgulho, o ódio, a autocentralização. Hoje todo mundo chama todo mundo de narcisista, porque eu acho que o outro quer fazer porque ele quer, mas aí eu tô chamando ele narcisista porque eu queria que ele fizesse o que eu quero. E devia ficar evidente que essa é a raiz do pecado humano. Ah, mas não. Talvez eh eh isso me obriga a reconhecer que a mesma raiz de rebelião vive em mim e vive no outro, apesar de frutos serem diferentes e graças a Deus, não é? Nem todos os frutos serem iguais, senão a vida seria impossível. E é a graça comum de Deus que impede isso. Eh, as sementes estão em mim, as mesmas. O orgulho, não é, em mim pode gerar pouca coisa. Eu sou, não sou importante. Talvez se eu fosse o homem mais poderoso do mundo, meu orgulho ia causar um mal enorme. Se eu tivesse todo poder, se eu tivesse sentado numa cadeira que me dá poder para não só eh eh falar mal do outro, mas botar ele na cadeia, então talvez eu usasse o meu poder. E esse reconhecimento não diminui a seriedade do mal, é aprofunda. que agora eu não o enxergo só como uma manchete externa em ninguém. É muito profundo. Eu enxergo como uma realidade que atravessa a raça humana inteira, sem exceção, em todo lugar, inclusive o meu peito e mais profundamente em meu peito, já que nem meu peito eu posso ver como não vejo no peito de ninguém. E aí que algo belo acontece. A doutrina que mais humilha é a que mais humaniza. Ela me humilha porque me tira do pedestal, mas ela me humaniza porque ela me devolve a capacidade de ver o outro como pessoa, não como rótulo. Estamos na mesma ruína, não é? E todos precisamos desesperadamente da graça. Em vez de ter problemas com as doutrinas da graça, não vemos nenhuma outra saída para ele, nem para mim, nem para ninguém. Isso produz quebrantamento, não produz desumanização, produz compaixão, não produz uma elite espiritual, como se nós tivéssemos alcançado algum conhecimento, porque de alguma maneira nós somos mais perceptivos do que os outros. produz a humildade do mendigo que achou o pão. É isso. O evangelho não me dá licença para olhar de cima para ninguém, mesmo depois de estar vivendo anos guiado por Deus nesse mundo. Porque ele tira de mim a escada. Quando eu vejo o meu próprio abismo, paro de transformar todas as outras pessoas em degrau para subir, para me sentir melhor, para criar minha identidade. Quando percebo que fui alcançado por misericórdia, perco o direito de ser cínico e cruel com os outros, como se fosse uma bondade minha que me trouxesse a qualquer lugar que eu tenha chegado. Essa é uma das marcas mais profundas do novo nascimento. Ele não apenas muda a nossa relação com Deus, muda nosso olhar para o próximo. E quando a gente realmente viu o nosso próprio abismo, nós não estamos medindo nosso abismo com o abismo dos outros. Nós sabemos que todos nós nascemos nesse eh abismo e o problema do homem é mais fundo do que parece, mais fundo do que o hábito, mais fundo do que o comportamento, mais fundo do que disfunções, mais fundo do que seus seus eh eh eh eh sua biologia não está funcionando, mas é muito difícil se desapegar disso e abraçar eh tão totalmente a culpa. Quando o texto fala da ruína humana, ele não começa descrevendo em primeiro plano uma lista de regras quebradas, não começa com catálogo de infrações. Qual o problema do mundo? É que a luz não é amada aqui. Ele não tá falando sobre as regras que nós quebramos, não é sobre não, não. O código moral de Deus foi violado. Não, não, é muito pior. Começa com uma pessoa rejeitada. Não é que nós desobedecemos Deus, nós o rejeitamos, não gostamos, não queremos um rei em nossa vida, não queremos alguém que diga como nós devemos viver. A luz veio e não foi reconhecida. O filho veio e não foi recebido. O criador entrou em seu mundo e o mundo não se curvou diante dele. Isso é decisivo. Não porque o mundo passou a ser o que é depois disso, porque ele já tinha feito isso há tempos atrás. mostra que o pecado na sua essência não é apenas uma transgressão legal, é uma recusa relacional. É que revela a raiz do mal em nosso coração. Não gostamos da luz. É dizer não ao Deus vivo, é tratar o autor como intruso. É achar que crime é muito pior do que pecado. O texto nos força a ver que o centro do mal não é simplesmente uma lei quebrada, mas um rei recusado. Isso muda tudo. Porque quando pensamos no pecado apenas como infração, ainda podemos preservá-lo na área técnica da nossa vida. Eu não cometo isso, não cometo aquilo, não cometo aquilo outro. Podemos tratá-lo como um desvio pontual, como um erro localizado, mas a escritura não nos deixa fazer isso. Ela vai no centro e ela pergunta: "Quem está no trono na sua vida? Quem define para você o que é o bem e o mal?" Quando essa pessoa define isso é mal, você abandona, você odeia o mal. Quem está definido todo dia para você o que é bom e o que é mau? Qual são os argumentos que você usa? Quando você sente um sentimento em relação a alguém, você deixa essa pessoa definir esse sentimento seu é mau. Você que se arrepender dele. Ou você o justifica, ou você diz que eh devido suas suas seus eh problemas bioquímicos ou suas disfunções, você não teria como reagir de outra forma. Quem tem a palavra final no que é bom e no que é mau para você. Quem governa a consciência? Quem ocupa o lugar de glória? Quem recebe toda a glória? E a resposta natural do coração caída é terrível. Eu, no fundo, eu estou definindo o que é bom e é mau para mim. E isso é o que o pecado faz. Ele não quer apenas alguma liberdade prática, ele quer centralidade. Ele não quer apenas margem de escolha, ele quer soberania. Porque a soberania é a coisa mais ofensiva para o mundo e para a igreja. Porque é isso que o homem queria ser soberano. Ele não quer apenas respirar longe de Deus por um momento. Ele quer existir como se Deus fosse dispensável. A criatura recusa o criador, o possuído eh eh eh o possuído recusa o o dono. Ah, o feito recusa o que o fez. É assim, o sustentado recusa aquele que o sustenta. E no lugar da dependência se instala essa ideia de autonomia. No lugar da gratidão se instala a exigência. É o que Paulo diz. Não lhe foram gratos. Mas isso continua, não é? Continua no mundo e continua às vezes na igreja, na linguagem. Perder aquela única palavra do vocabulário faz você perder tudo. No lugar da reverência se instala o autogo. E isso e essa troca, o homem tira Deus do centro e coloca ele mesmo ali. Isso é o pecado. Tudo que ele faz só é aquilo que está saindo dessa fonte. que é o coração humano. Tira Deus do trono e se senta nele. Não faz isso com palavras às vezes se você é como Nicodemos. Ah, mas com linguagem ou sem linguagem, essa é a estrutura. Minha vontade primeiro, meu juízo, primeiro, minha paz primeiro, meu projeto primeiro, minha leitura da vida primeiro. Porque Deus disse isso? Não acredito. Isso aí é uma disfunção. É o que Deus disse que isso aqui é pecado? Não, não, não acho isso. Acho que a opinião do filósofo tal diz outra coisa sobre a minha alma, sobre o que eu tô sentindo, sobre porque eu sou assim. E quando isso acontece, todo o resto começa a brotar. Mentiras brotam. Começamos ter que mentir de todas as formas para mostrar bondade em nós. Luxúria brota, avareza brota, crueldade, inveja, autocompaixão, autopiedade, justiça própria, as comparações, os pecados visíveis são frutos. A raiz do pecado é a troca de trono. Quem foi colocado no trono? Eu já falei que todos nós temos um pequeno rei Herodes no coração. Nascemos assim que quer matar o outro que diz que é rei. Quando ele ouviu dizer, ó, a gente veio porque nasceu o rei. Como assim nasceu o rei? Eu sou o rei. As pessoas gostam, elas não gostam de ouvir sobre o pecado, porque essas são as palavras do rei que diz que moralmente ela é culpada, porque ele não é apenas o que a gente faz, não é um mau comportamento, não é disfunção, é insurreição espiritual. É óbvio que isso faz a gente ficar o quê? Frustrado, porque não somos de verdade o que falamos que somos. Isso nos faz ficar ansiosos, com medo. Não controlamos o que fingimos que controlamos. Nos faz ficar tristes, deprimidos, arrasados, indo para a morte. Tudo que fingimos ser o tempo todo, está no controle, ser o capitão da nossa alma, não somos. E enquanto isso não for visto, nada será entendido corretamente. Nem a gravidade da culpa, nem a grande necessidade da graça, nem o senso de maravilha com a graça. Porque Cristo não veio apenas melhorar pessoas desorganizadas, disfuncionais, veio resgatar rebeldes que continuariam rebeldes para sempre, a não ser que algo interviesse, não exteriormente, não sociedade, mas no centro. da sua própria vida. Então, para entender o pecado de verdade, é preciso voltar ao princípio, ao Éden, ao jardim, a abundância, a comunhão, pai sem rachadura, criação boa, homem cercado de Dávida. O que faltava o homem? o trono mesmo ali o coração caiu. Isso já nos ensina algo importante. O pecado não nasceu da falta, não nasceu do ambiente, não nasceu do corpo não funcionando direito, não nasceu de uma disfunção bioquímica, não nasceu. Pecado nasceu no Éden para se você não acredita nisso, então abandone, vá, abrace, abrace o materialismo ateu, viva como se você fosse matéria eh que foi organizada por acaso e que tá se desfazendo. Viva o horror disso, sem eh fingir que é horror, porque isso só seria o que é. O pecado não nasceu da escassez. O pecado não nasceu de traumas. O pecado não nasceu de disfunções, de famílias disfuncionais. Muita gente lê a queda e pensa apenas no gesto externo. Comeram fruto, quebraram a ordem, violaram a regra assim, mas isso não toca o centro. Não é essa queda. A questão nunca foi apenas o fruto. A questão era Deus será Deus. Esse é o problema. É o mesmo problema. É o que o pecado é. E você vê, ele não nasceu de nada, nada externo ao homem. O homem estava no jardim do Éden. Ou o homem julgará por si mesmo o que merece e o que não merece, o que é bom e o que é mau, ou ele eh não estará satisfeito. É, é isso. Essa é a profundidade da cena. Quando o coração humano começa a ponderar se obedecerá ou não, ele já caiu. Ele já está dizendo: "Eu mesmo posso julgar o que é bom e o que é mau." Quando Deus disse que o homem não poderia lidar com isso, é porque o homem não pode. O mal, isso, esse próprio desejo é mal. O mal governa. Antes do ato houve a troca interior. Antes da transgressão visível houve essa rebelião invisível. Porque o simples devo obedecer ou não já é desobedecer. Quando eu penso se devo ou não, eu já estou pensando por quê? Por que não eu defino o que é bem e o que é mal? Porque pressupõe que o homem tem o direito de avaliar a legitimidade de Deus ou a legitimidade da ordem divina. Eu tava falando hoje de manhã no início do culto que ama a história de Raab. Ela ela não quis entender todos os significados de colocar a fita vermelha. Deus mandou. Parece uma obediência insignificante, mas essa é a essência do que o pecado é. Se eu mesmo não me convencer de que algo é mal e como eu julgo que é bom o que é mal, então eu não posso obedecer. Ora, esse podia ser o problema do Éden. O que que tem comer um fruto? Não tem. Não é. Só se está dizendo quem é Deus e quem não é Deus. pressupon que Deus precisa de algum modo se justificar diante da criatura. Quando você não entende algo que Deus disse, mas tá claro que ele disse, você aceita. É por isso que Paulo quando vê a arrogância de um homem, não o desejo humilde de compreender algo, ele diz: "Quem és tu, homem? Que replicas a Deus? Não é essa a essência do pecado? Quem és tu para achar que ele tem que se justificar?" E no instante que isso acontece, o centro se rompeu. A alma que foi feita para Deus já não é mais inclinada para ele. Voltou-se para si. Deus já não é mais recebido como santo, cuja palavra encerra a questão. O que que Deus disse? Disse isso. Tá, é isso. Não comerás, não comerás. Deus disse que não há ninguém que faça o bem. Ninguém faz o bem. É óbvio que eu posso entender isso, mas se eu tivesse dificuldade inicial, isso não faria nenhuma diferença. [roncando] Sua autoridade vira matéria de deliberação. E sempre que a autoridade de Deus vira a matéria de eu deliberar se aquilo eh eu posso entender ou não aquilo, eu já rejeitei aquilo, eu já troquei de lugar no trono. Isso é a essência da queda. O homem não queria apenas um fruto, ele queria autonomia de decidir o que ele quisesse e questionava o direito de Deus. Queria existir sem depender, sem se curvar, sem receber o jardim do Éden como um dom. Um dom que ele não merecia. Não é que Deus dá coisas que ninguém merece nesse mundo caído, não. Deus sempre dá coisas que ninguém merece. Um anjo merece ser anjo. Um serafim merece serim. Merece como ele nem existia antes de ser criado. No fundo, o homem queria ser como Deus. No fundo, essa é a essência. Gênesis 3:5. [roncando] Isso continua acontecendo o tempo todo, né? O pecado raramente começa com uma explosão externa, começa com movimento secreto de independência no nosso coração. Não é um problema biológico, não é um problema externo. Tudo isso nasceu num ambiente perfeito. Começa quando o coração passa a tratar a vontade de Deus como uma, entre outras opções. Assim que eu penso nas outras opções, eu já decidi quem escolhe no fim o que é bom e o que é mau. mesmo. Estou olhando minhas opções, o que Deus falou, o que eu sinto, o que o mundo diz, o que o humanismo diz. Começa quando a pergunta deixa de ser o que Deus disse e passa a dizer isso que ele disse, me serve como agora é mais útil ou menos útil? Vai fazer eu me sentir bem ou me sentir mal? Começa quando a autoridade divina é filtrada pelo meu desejo. Deus falou algo e eu desejo outra coisa. E quando eu filtro o que ele disse, pelo que eu desejo, então já é a revelação dessa realidade. Por isso a queda começa antes da mordida. O ato apenas revela que o coração já tinha abraçado a si mesmo. A mão só executa o que a alma já escolheu. Cada ato nosso foi muito antes a paixão do nosso coração. Nós seguimos nossos amores. Nesse sentido, você vê, o homem não é obrigado a pecar. Ele peca porque quer. Ele é obrigado a pecar porque seu coração ama as trevas. Ele sempre vai para um lado só. Não tem jeito. É a sua própria natureza. E ele não pode usar a sua própria, o resultado da sua própria rebelião como desculpa para ela. O corpo só segue o que o centro já decidiu. Isso nos humilha porque impede de reduzir o pecado ao comportamento visível dos outros, ao que os outros nos fizeram. A sociedade ou nossos corpos. é o cúmulo do cinismo. Falarmos que nossos medos, ansiedades, eh, tem a ver com um defeito em nossos corpos. Nós sabemos o que sentimos. Nós não queremos às vezes ver porque sentimos aquilo, nem queremos fazer as perguntas. Por que eu me sinto assim em relação a isso? Porque não gostamos das respostas. mostra que a rebelião pode estar viva muito antes do gesto na vontade que se autonomiza, a vontade que só brincou com a possibilidade de ver outras opções sem ser o que Deus disse. Sintroniza no pensamento, no afeto que quer eh independência na imaginação. Cada uma dessas coisas é um ensaio da fuga de Deus. Tudo é pecado. O pecado começa a ir no desejo de existir sem reverência, exigir eh eh viver sem eh eh não vou dizer nem adoração e rendição alegre, mas rendição nenhuma na recusa de ser criatura. E se a queda começou assim, a cura vai precisar ser mais fundo do que o comportamento ou o ambiente ou os nossos corpos. Se a queda aconteceu quando nossos corpos eram perfeitos, se aconteceu quando o ambiente era perfeito, se aconteceu quando a dor não existia, nenhuma dessas coisas pode ser a raiz do mal em nós. O mal em nós é a raiz de todas essas outras coisas. Portanto, de nós não pode vir nenhuma solução. Também há uma forma de pecado que todo mundo reconhece com facilidade, que é a rebelião aberta, essa forma real, ela é grave, é destrutiva, mas é óbvio que é só uma maneira do pecado se expressar. Existe outra forma de expulsar Deus do templo. É tentar ser limpo por fora e depois dizer que Deus de alguma maneira te deve alguma coisa. é ter uma vida de oração e achar que Deus te deve algo a respeito disso. É obedecer a Deus e achar que Deus tá ficando em dívida porque você deu alguma coisa a ele para depois você receber que você realmente fez algo para Deus e ele então agora deve alguma coisa que o pecado veste roupa da devoção. E a pessoa não quebra muitas regras, não regras externas, né? não vive em desordem pública, ora, serve, aprende, contribui, mantém aparência. Só que esse é um método muito eh esperto do pecado, ser quem ele é, não é? Em vez de dizer, farei o que eu quero ela diz: "Farei tudo certo para que Deus me dê o que eu quero o que eu quero ainda é o que está me conduzindo. Em vez de fugir da religião, usa a religião. Em vez de rejeitar a moral, instrumentaliza a moral para o que eu quero." Em vez de quebrar regras para seu próprio Senhor, guarda regras pelo mesmo motivo para ser seu próprio Senhor. Eu te obedeço, então tu faz isso. Se tu não fizer isso, eu vou ficar decepcionado, vou ficar frio, não vou estar interessado. Eu faço minha parte, então que Deus faça parte dele. Eu fiz isso. Então por que que Deus não está fazendo isso? Eu [roncando] vivi certo, então minha história deveria seguir o roteiro certo. Eu fiz certo. Meu casamento tinha que acontecer dessa forma. Minha vida tinha que ser dessa forma. Senão eu estou decepcionado, não consigo lidar. Percebo o veneno. Não há amor reverente. É negociação, não é adoração, é uso, não é rendição. É tentativa de controle. Controlar Deus de um trono no qual eu sentei é a mesma coisa ainda. Paulo tá dizendo, não há diferença. Você vê, não há diferença nenhuma. E isso revela o quê? Muitas vezes, eh, se revela exatamente pela minha apatia, quando não acontece as coisas como eu quero, porque eu estou apático para orar, porque as coisas estão dando errado, porque a vida não é mais como eu quero. E a minha, o meu fervor tinha a ver com o que eu esperava que fazendo aquilo Deus fizesse em troca. Quando a vida não sai como a pessoa imaginou, o coração explode. Quando o coração não recebe a resposta desejada, nasce um ressentimento. Quando outros menos corretos parecem estar recebendo mais, aí nasce aquilo que a Zaf disse: "Eu tive inveja dos ímpios". Eles falam: "Haha". Eles em vão eu purifiquei minhas mãos porque eles não estão fazendo nada disso e parece que a vida deles está melhor que a minha. Por quê? Porque ali o ídolo é exposto. A pessoa não obedecia porque Deus era digno, obedecia porque queria um resultado. Não obedecia porque havia um ó profundidade ou meu cálice transborda em todas as situações. Não servia o Senhor como Senhor. Servia a própria expectativa usando Deus como meio. Não é diferente o pecado religioso do irreligioso. Isso é pecado tanto quanto a desobediência aberta. É diferente na forma. Você vê Deus está olhando pra raiz. Ou eu tento tomar o trono a força, o que é ridículo, ou tento manipular Deus, o que é ridículo também. Ou eu não dou nada, ou eu dou para receber alguma coisa. Quase todo mundo que era de igrejas da teologia da prosperidade, depois não querem dar um centavo pro reino de Deus. Fica evidente que ele não mudou. Ele dava porque achava que Deus ia devolver. Quando ele descobre que não pode comprar Deus com dinheiro, o dinheiro dele então é para ele. Ele não mudou nada. Ele dá um graças a Deus porque descobriu que não tem que dar dinheiro. A relação dele com dinheiro ainda é a mesma. É a mesma. Não houve nenhuma libertação, não houve entendimento. E por isso que a Bíblia não nos deixa descansar nem na religião, nem na religiosidade. Ela fere os dois, os dois lados, o irreligioso e o religioso, o supostamente espiritual e o não. Desmascara o libertino e diz para Nicodemos: "Você tem que nascer de novo". Isso é profundamente eh pastoral no diagnóstico correto, porque há muita gente presa a essa segunda forma de rebelião, não é? O coração não se curvou. O coração não se curvou. E aí você vai encontrar uma razão pro teu coração não ter sido curvado. O mundo lá vai dizer que, e o a igreja também tá dizendo isso, né? que é um um um disfunção, que é o ambiente, que é porque o mundo foi assim, o pai foi assim, sua bioquímica não funciona. As pessoas na igreja vão dizer que é porque elas ficaram decepcionadas com os crentes, com os pastores, com as igrejas. Todo mundo tem alguém para culpar. Mas a questão é, não está sendo como eu quero de nenhuma forma. Até a moralidade pode servir assim a a ao que o pecado é para você ver como o pecado é abrangente. Por isso não basta perguntar, estou obedecendo? É preciso perguntar por quê? Não é suficiente perguntar: "Eu oro, eu leio a Bíblia. Por que eu leio? Por que eu oro? Por amor, por reverência, por fé ou é por controle? ou é pela mesma razão que todas as pessoas fazem todas as coisas. Sem essa pergunta, a alma pode permanecer profundamente rebelde enquanto parece perfeitamente alinhada. Ah, o evangelho não confronta só o homem de determinadas ações e atitudes. É nisso que ele faz todo mundo ficar igual. Não fere apenas a rebeldia. Ele fere a obediência que não é produzida por uma nova vida, totalmente operada por Deus. Então, é uma forma de você ser contra Deus de uma maneira supostamente espiritual e ser contra Deus de uma maneira totalmente eh claramente rebelde a ele. Mas no fundo isso não faz diferença. Ah, você organiza sua vida, a reputação e transforma toda a sua obediência num grande banco de méritos e fica muito chocado quando as coisas não acontecem como você queria. E você não vai dizer nunca isso em voz alta, mas vive como se dissesse: "Eu fiz minha parte, mas Deus não está fazendo a dele. Portanto, eu não tenho estímulo. Eu não posso dizer que meu cálice transborda. Por quê? Por causa disso. Ah, eu obedeci, eu servi, eu me guardei. Percebo a inversão, parece devoção, mas é controle. Isso só mostra quão profundo é o pecado, como não é uma disfunção, como não é o nosso ambiente, como não é nada. Sempre é uma questão de controle, no Édem perfeito. E agora a alma não está dizendo: "Seja feita a tua vontade". Ela está dizendo com um vocabulário mais fino: "Eu obedeci para que minha vontade fosse feita. Eu ainda quero o trono." Nada, nada mudou. Como isso se revela? pela frustração, ah, pela ira contra providência, pela sensação profunda de ter sido lesado. Não falamos diretamente que foi Deus, mas minha vida não é o que devia ser. Certamente eu posso começar a culpar a várias coisas, porque não tem coragem direto de acusar Deus. Mas quem me botou naquela família? Ah, se eu não consigo lidar com meus medos, é porque quem me me fez dessa forma? Quem me fez nascer assim? Quem me fez com esse temperamento? Quem fez a minha bioquímica ruim? Hã? Quando a vida não sai como a pessoa esperava, o coração acusa. Quando a oração não produz o resultado desejado, o coração endurece. Quando a enfermidade chega, quando o casamento não vem, quando o filho se afasta, quando a carreira falha, quando o sofrimento entra sem pedir licença, a alma murmuradora começa a falar e o que ela diz revela tudo. Isso não era para acontecer comigo. Eh, eu não merecia isso. Depois de tudo que eu fiz, depois de tudo que eu entreguei, essas frases não são apenas um desabafo, não é? Elas são um diagnóstico. Isso é um pecado. Você vê muito antes de ser um fruto em nossa vida. Mas Deus não se vende. Não há Deus não é um gerente de méritos. Ele não tá contando méritos no céu. Deus não responde a nenhuma barganha. A bondade que vira moeda já perdeu o que é bondade. Paulo diz: "Então, não há quem faça o bem. O homem só pode fazer o bem se o seu coração fosse inclinado totalmente para Deus, mas o homem não é inclinado para Deus. E se Deus não fizer isso, ele não pode fazer. A tentativa de domesticar Deus com eh qualquer coisa que seja, só mostra o mal, o mal profundo do pecado. Não é nenhum problema no ser humano que é a raiz do mal nele mesmo. O humanismo é só uma desculpa para todas essas coisas, como muit das vezes o evangelho que não é centrado na graça soberana também é. Enquanto o coração cobrar, ainda não se curvou. Enquanto o coração achar que ele tem que entender tudo para então aceitar, o coração não se curvou. Outro sinal é que a relação que foi trocada é mais visível, menos disfarçada às vezes, mais cruel, não é? Talvez eh menos limpo por fora, mas todos estão no mesmo lugar, não é? E sempre que você dá um passo para cima, fora do evangelho da graça, você começa a olhar os outros que estão abaixo do degrau que você acha que subiu como estando abaixo. Você começa a pensar: "Eu levo Deus a sério e eles não". E isso deu a mim eh fez diferença diante de Deus. Perceba o veneno. A obediência que deveria ser quebrar o orgulho é um palco para comparação. A moralidade que deveria produzir mansidão vira uma armadura de frieza. A espiritualidade que deveria descer o homem do pedestal vira uma escada para outro tipo de pedestal. Nesse ponto, o ego não é curado, né? é vestido com linguagem bíblica respeitável, religiosa, zelo, como um homem lá quer revestir o seu pecado com roupas da disfunção, eh, do que a sociedade é, mas continua sendo o ego mesmo, continua querendo distinção, continua precisando de contraste. Isso é profundamente contrário ao evangelho. Sem uma definição correta e bíblica do pecado, realmente o evangelho não se afasta um pouco do que ele é. Ele se perde completamente. Não importa quão piedoso o homem pareça. Quem realmente entendeu o pecado não usa o pecado dos outros para inflar o seu peito em nada. Se o homem entendeu o que o pecado é, então se ele acha que pode usar o pecado do outro para sentir qualquer coisa a respeito de si mesmo, só mostra quão profundo o pecado é em si mesmo. A justiça própria faz o contrário, então, do que seria, o que era para ser. A justiça própria sempre precisa de uma plateia inferior, sempre está olhando para baixo. Você vê quando Paulo diz: "Eu sou o principal dos pecadores", ele tá falando o seguinte. Ele tava dizendo que ele olhou o pecado de todo mundo, o coração de todo mundo e viu que o dele era pior. Ele tava dizendo o seguinte: "Não tem ninguém abaixo de mim. Eu não olho para baixo olhando para ninguém. Por isso, eh, o evangelho faz essa diferença radical. Ele é totalmente não centrado no homem. O evangelho é o exato oposto do pecado. Por isso você não pode misturar o evangelho com nenhuma teoria humana. Toda teoria humana flui da ideia humana de que ele é um ser independente que pode olhar mesmo para Deus e colocar lá os parâmetros pelo qual as coisas devam ser julgadas. E o pior é que esse pecado costuma passar eh despercebido. Ah, e então, sem enxergar o pecado assim, a vida mais piedosa pode nada mais ser do que uma vida de pecados e coberta então de um engano pior do que a escuridão mais descarada. Então, o evangelho tem uma força que escandaliza todo mundo. As pessoas na igreja são são tão chocadas com a graça soberana de Deus quanto o mundo é. Porque de alguma maneira quem tá na igreja acha que é diferente do mundo por algo que ela fez. Quando alguém vem e diz: "Não foi o que você fez". Ela fica com raiva. Ela não pode aceitar. Ela não entende. Deus chama os de longe, o de perto. Deus tá dizendo o seguinte: os que não conheci, ele veio para o que era o para o mundo. Os que estavam longe não conheciam nada. Eles não quiseram, não é óbvio. Mas os que eram seus também não quiseram. Não, não houve diferença. Todos recepcionam um rei para o seu coração da mesma maneira. Todos querem sentar no seu próprio trono. Chama um homem religioso perdido em sua independência explícita e chama o homem religioso perdido em sua independência organizada. Ainda é independência. Os dois precisam depor as armas. O primeiro luta de forma aberta. Não quero um rei. Quer autonomia sem disfarce, quer prazer sem orio, não é? quer direção sem mandamento. Se não há mandamento, não há culpa, não há pecado. Quer construir a identidade longe de Deus. A segunda e o segundo luta de maneira mais sutil, não abandona uma prática, não foge de um campo espiritual, mas quer continuar no comando, quer dizer o que é aceitável ou não em Deus. quer manter Deus por perto, desde que Deus não mexa no seu trono, desde que não diga que a diferença entre ele e o outro é zero, é só a misericórdia de Deus. E é por isso que Cristo precisa vir aos dois, aos de longe, aos de perto, aos de perto para arrancá-lo da rebeldia respeitável, como Israel tinha. e aos de de longe para eh eh libertá-los da sua rebeldia eh eh descarada. Mas tanto uma quanto a outra, só o chamado soberano de Deus pode lidar. Ambos resistem ao reinado de Deus. Ambos ten pecado como mestre, mestre dos seus amores. Um pela desordem, outro pelo controle. ou se afunda em pecados que a sociedade reconhece. Eh, até a sociedade às vezes reconhece algumas coisas como ruína ou endurece nos pecados que a religião costuma chamar de maturidade. Confundir pecados com ações fazse perder totalmente a noção do que o pecado é, do que o evangelho é, do que nós pregamos, de como nós vemos os outros. está perto definitivamente não basta. O homem nasceu em guerra com Deus, a mente humana nasceu em inimizade contra Deus. Se você tiver perto, isso não muda. Ainda vai expressar a sua inimizade de uma maneira assim: "Olha, isso aqui é o que eu aceito, isso aqui é o que eu acho tolerável em Deus e no que pode ser verdade ou não." Por isso o Cristo não vem apenas corrigir comportamento, vem exigir rendição, vem chamar pecadores, mas não aqueles que fazem coisas que todo mundo concorda que são mais, mas aqueles que compreendem o pecado lá no seu lugar mais profundo. pecado, o pecado que nasce num lugar perfeito, o pecado que nasce no lugar sem doença, o pecado que nasce no lugar onde não tinha bioquímica errada, o pecado que sabe Adão não ficou com medo, se escondeu, porque de repente foi desorganizada a sua química cerebral, foi culpa. E ambos precisam dizer: "Não sou meu, não tenho trono." O final da oração do Pai Nosso seria um resumo do coração regenerado, né? Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. A glória toda é tua. Como Deus disse lá no final de Primeira Coríntios 1, para que ninguém se glorie na minha presença. Então essa é a rendição. Se você ora de fato, a oração do Pai Nós como vimos que ordena toda a vida, o final só pode ser esse, pois teu é o reino. Tu és o rei. Tu estás no trono, teu é o poder e tua é a glória e para sempre. Essa é a descrição do oposto do pecado. Qualquer coisa que se manifeste da maneira mais espiritual e boa possível, que não seja isso, então ainda é meramente pecado. E o pecado não mora só na sarjeta, ele mora na igreja. O pecado pode cantar, pode servir, pode citar, pode obedecer e ainda assim continuar sentado no trono. Por isso o evangelho não chama apenas os visivelmente perdidos, chama todo mundo e diz: "Se Deus não usar da sua graça, então estão todos debaixo da culpa". Você não vai conseguir confundir Deus dizendo para ele que tinha disfunções. Você não pode confundir o autor da vida, o criador da sua alma. Perceba o movimento. A cura não começa quando o homem melhora, começa quando ele recebe o poder de se tornar filho de Deus. Isso não tem nada a ver com o que ele faz. Jesus logo aqui na frente vai dizer: "Olha, os que nasceram não da vontade da carne, nem da vontade do homem. O vento, o espírito trabalha como quer tudo isso, tudo isso de todos os lados fere o orgulho humano, fere aqueles que estão lá totalmente rebelde. E férias aqueles que querem uma uma religiosidade que ainda está no mesmo lugar de o homem está lá no trono no fim. Como assim? O espírito age como quer e o que eu faço? Queremos dizer: "Eu mudei, agora vai. Dessa vez serei digno. Muitas pessoas pensam que serão salvos porque Deus salvou ela, assim, perdoou ela e agora deixou com ela. Então ela vai, dessa vez, ela vai ser digna até o fim, até o último dia, até a hora da morte. E por isso que ela vai ser salva. Não é Deus que faz os santos perseverar, é ele mesmo. Nem no início, nem durante o evangelho tem nada a ver com o nosso desempenho. Porque a linguagem do desempenho não é a linguagem do evangelho. O evangelho tem mudanças significativas, totais, porque o centro é mudado e tudo que muda flui desse centro. Portanto, não tem nenhuma raiz daquela daquilo que impulsionava o homem em pecados deliberados ou em sua suposta piedade. É o homem realmente ter visto que não há nenhum nenhum fundamento para ele ser aceito baseado nele mesmo. Ele vê que o pecado não era um problema do seu corpo, do seu ambiente, era um problema do seu coração, do seu trono e de quem estava sentado nele. Um rebelde. Então você nunca mais vem. Você diz a Deus: "Eu não venho com obras, eu não venho com moeda, eu não venho com argumento, eu venho com o filho de Deus. Só. E qual a diferença? Não tem diferença entre eu e aquelas. Não tem diferença. Somos todos iguais. Só há uma diferença. Cristo. Isso é humilhante para o ego, porque encerra toda a autossalvação no início, no meio, durante, na hora da morte. Não existe autossalvação em momento algum, do início ao fim. Fecha a porta para a barganha espiritual. O pecador é recebido só por causa de Cristo. Isso muda tudo. Porque nesse ato do dom de Deus, da fé, Deus não entrega apenas perdão jurídico, entrega filiação, não mais condenação, concede lugar, concede um novo coração, concede uma nova relação, o homem sai do trono e isso é a beleza. Ah, o evangelho nunca nos deixa do lado de fora, porque nunca nos deixa entregues de novo a nós mesmos. Se você perder em todo vocabulário todas as palavras da piedade, só a palavra pecado, você perdeu tudo. Se ele foi redefinido, se ele tiver uma pintura sequer do humanismo secular, se você chamar qualquer pecado por outro nome, você perdeu o evangelho. E essa não é só o risco da nossa geração, é óbvio, mas a nossa geração tá sando cada vez mais sofisticada em criar eh um evangelho que é completamente vazio de verdade, porque nós não gostamos da culpa e nós gostamos do que o humanismo secular fala sobre a culpa, nossa culpa. culpa dos nossos filhos, culpa da humanidade. Tudo isso é devastador para o orgulho humano, não é? Nós aceitamos um empurrão, um reforço, uma iluminação, uma inspiração, mas admitir que nós precisamos de um milagre, que nada mais do que isso é o suficiente para transformar nossos corações de maldade para luz, de trevas para luz. É um pouco demais. Mas o texto não deixa espaço para ambiguidade. Os filhos de Deus não surgem da carne, não são fruto da linhagem, nascem de Deus e só assim eles podem dizer finalmente o que dirige a vida deles todas. O verbo virou gente e habitou entre nós e vimos a sua glória. Você vê que ele começa dizendo o quê? Ele veio para o que era seu. Os seus não receberam, veio para o mundo e o mundo não recebeu o seu mundo. Então o homem não participou de nada, não se recriou. O novo nascimento é dom. O ato é de Deus. A intervenção eh não foi feita por nenhum braço humano e ela acaba com o a a rebelião aberta e a rebelião espiritual dela, né, para nós, acaba com a ilusão de que alguns se convertem porque são mais nobres, mais sensíveis, mais humildes, melhores dos que não dos queos que não se convertem. Se alguém nasceu de Deus, então foi Deus, porque o que é nascido da carne é carne. João resume tudo em poucas palavras. Como é fácil perder tudo quando tudo é explicado de novo, de novo, de novo, em cada linha de toda a Bíblia, de todo o Novo Testamento. Deus gera o que o homem não consegue gerar. Deus criou que o a carne não pode produzir. E é por isso que a salvação é tão segura. E é por isso que a perdição é tão definitiva. Ela não repousa em nenhum ponto sobre o braço humano. E tudo que repousa sobre o maço humano está perdido. Ele pode dar outros nomes, pode banir, tentar lidar com a culpa. Isso gera o que mais? Mais medo, mais ansiedade, mais horror diante da morte. todas essas coisas que aumentam na nossa geração. Mas a cura, a cura é essa. Aquele que é a palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória. Glória como do unigênito, vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. Chega, queridos. Nós não podemos concordar com isso, com essas verdades supostamente e de repente acharmos que somos melhores do que quem não as enxergou, porque isso seria uma contradição. Nós temos que ter uma vida coerente com isso e lidar com todos os problemas da nossa alma coerente com o evangelho. Estamos brincando com a única fonte de salvação que esse mundo vai conhecer agora e para sempre. Vamos ficar de pé. Santo Deus, eu me aproximo sem defesa, sem razão. Tu me vês nos detalhes, no segredo do coração, nos pequenos [música] pensamentos, nas palavras que [canto] eu soltei. Teu [música] espírito me chama, confessa. E eu confessei, não escondo [música][canto] minha culpa, não maquio minha dor. Contra ti [música][canto] eu pequei contra o teu santo amor. Mas que atos minha raiz, um querer [canto] desalinhado. Eu preciso [música] de limpeza. Eu preciso ser lavado. [música] Cordeiro, minha justiça, [canto] fim do meu tribunal. [música] Eu largo a autojustiça, [canto] me rendo ao teu final. Jesus, [música] tem misericórdia. [canto] >> [música] >> Jesus, vem me [canto] purificar. Teu sangue fala mais alto que o [canto] meu pecado a gritar. [grito] Minha [música] única [canto] defesa é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. [canto] Eu descanso no teu amor. [música] >> Tua misericórdia [canto] é melhor. Tua misericórdia [música][canto] é meu lar. >> Rei dos reis, eu [música] me prostro. Tu és luz e eu sou [canto] pó. Quando eu tento ser meu dono, [música] eu no terco em mim só. Autonomia [canto] é mentira, autossuficiência [música] também. Tu és fonte, tu és vida. Sem ti nada me sustém. Eu não venho [música] com curríco, [canto] venho com mãos sem ter. Não confio no meu choro, [canto] nem o meu vou [música] vencer. Eu confio na firmeza do teu [canto][música] pacto, ó Senhor. Tua aliança é selada [música] no cordeiro [canto] redentor. Restaura [música][canto] minha alegria, tua salvação em mim. [música] Sustenta-me com espírito pronto até o fim. Jesus tem misericórdia. [música][canto] Jesus vem me purificar. Teu sangue fula mais alto que o meu pecado a gritar. A minha única defesa [música][canto] é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a [música][canto] tua graça. Eu [canto] descanso no teu amor. [música] Inclina [canto] o meu coração, ensina-me a obedecer. Dá-me um espírito pronto, [música] mais doce do [canto] meu querer. Guarda-me na tentação, [música] na rotina e na [canto] aflição. Tua graça me carrega, tua mão me põe [música] de pé no chão. Tu [música] me defines, Cristo, [canto] não o meu pior [música] momento. [canto] Tu me sustentas, [música][canto] Cristo. Não meu desempenho. [música][canto] Tu és minha esperança, meu descanso, [música][canto] meu perdão. Em ti eu vivo [música] de novo. Pecador [canto] na redenção. Jesus tem misericórdia. [música][canto] Jesus vem me purificar. Eu sei me f mais alto que [música] o meu teado agitar. A minha única defesa é a cruz ao teu [música] favor. Eu adoro a tua graça. [canto] [música] Eu descanso no teu. >> Adoro [música][canto] adoro. [música] Salvador. [canto] >> Tua misericórdia. [música] Meu [canto] sustento, [música] [canto] meu canto. Oh.