O Jejum que agrada a Deus (Mateus 6.16-18) | Rev. Allison Kayter
21/04/2026
O Jejum que agrada a Deus (Mateus 6.16-18) | Rev. Allison Kayter
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Meus queridos irmãos, graça e paz. Abra a sua Bíblia, por favor, no Evangelho no qual escreveu Mateus, no capítulo de número 6. Nossa leitura nessa noite será do versículo de número 16 até o versículo de número 18. Para nós que já temos há um bom tempo caminhado no Evangelho de Mateus, ainda estamos no sermão do monte e nós já vimos diversas correções do Senhor, quanto a postura, quanto a ação, nos mais variados assuntos que dizia respeito à vida espiritual e três são específicos que diziam respeito à prática da justiça. Nós já falamos a respeito de dois deles. Um deles, primeiramente, é o dar esmolas, que é o exercício da caridade. Depois nós falamos sobre a correção que Jesus traz sobre a verdadeira oração. E na de hoje o objetivo é nós falarmos e trazermos uma correta interpretação sobre o jejum. E o nosso texto nessa noite é então Mateus, no capítulo de número 6. O versículo é o versículo de número 18. E assim nos diz a palavra do Senhor: "Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfeguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuram. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu pai em secreto. E teu pai, que vem secreto te recompensará. Graças te damos, Senhor Jesus, por toda a condução do culto ao Senhor até este momento. Obrigado pela leitura da tua palavra. Obrigado pelos louvores entoados ao teu nome. Agora nos assentamos, abrimos as nossas Bíblias e queremos ouvir a exposição da tua palavra. Ser compassivo conosco, a mim como ministro, ao teu povo que que escuta, mas não apenas escuta, mas deseja ser praticante da dessa verdade, daquilo que o Senhor tem a nos ensinar. Ser conosco. Nós dependemos do Senhor e a Ti oramos no nome de Jesus. Amém. Por quanto tempo Moisés jejuou e orou ao Senhor durante quando subiu ao monte Sinai? Foram 40 dias. 40 dias e 40 noites. Moisés orou e jejuou ao Senhor quando subiu ao monte para poder falar com Deus e ouvir Deus falar. Quando o Senhor trouxe de volta a arca da aliança, mostrando ao povo quão poderoso era e quão fáho era Israel, Samuel convocou jejum e orações. E eles jejuaram orando a Deus, confessando os seus pecados. Quando Neemias descobriu que os muros de Jerusalém haviam sido todos derrubados, que os seus irmãos israelitas estavam vulneráveis e deshonrados, diz a Bíblia que ele orou e jejuou. Quando havia sentença de morte para os judeus, Esté clamou aos seus compatriotas para para que orassem e jejuassem, porque ela intercederia ao rei por todos eles. Antes de voltar da Babilônia com os exilados, Esdras proclamou um jejum, pedindo a Deus que os acompanhassem na volta para casa. No início do ministério do nosso Senhor Jesus, ele foi ao deserto e ele também passa 40 dias e 40 noites jejuando e orando ao Pai. A igreja orou e jejuou para enviar Paulo e Barnabé para o campo missionário. Paulo e Barnabé oraram e jejuaram para escolher os presbíteros para as igrejas que estavam plantando. E que o que cada um desses exemplos deixa bem claro para nós é oração e jejum. Oração e jejum, sempre caminhando junto. E eu digo, irmãos, que a oração ela pode até ser vista em nossas vidas, mas será que nós podemos dizer o mesmo a respeito do jejum? Será que você pode dizer o mesmo na sua vida a respeito do jejum? Qual foi a última vez que você jejuou? Responde para si. Talvez tristemente eu tenho que perguntar: "Alguma vez você já jejuou? Alguma vez você jejuou?" Irmãos, por que que nós falamos tão pouco dessa que é uma disciplina espiritual tão presente nas Escrituras e tão presente na vida cristã? Hoje parece que nós fazemos jejum do jejum. Nós jejuamos de jejuar. Caiu em desuso, deixou de ser uma realidade para muitos cristãos. E nós não estamos falando de algo qualquer, de algo que é um detalhe, mas algo que é uma disciplina espiritual, na qual as escrituras mostram para nós, irmãos, vários e vários exemplos. Nós acabamos de ver alguns deles aqui, falei de poucos, há muitos mais. O jejum no contexto bíblico era uma realidade, era inclusive uma um dos três pilares da religião ao qual nós temos tratado aqui nesse capítulo seis. dar esmolas, oração e o jejum para você ser de fato um crente piedoso. Essas três obras de justiça precisavam ser vistas na sua vida. Havia um jejum que era obrigatório a todo o povo de Israel. Isso lá no Antigo Testamento, Deus exigia que esse jejum no dia da expiação. Todos precisavam ofertar ao Senhor um jejum nesse dia. Mas o povo realizava para além disso. Os fariseus, por exemplo, tinham como norma jejuar segunda, toda segunda e quinta-feira. E eu não tô falando que esse é o padrão, que tem de ser assim, mas o fato é que o jejum está presente nas escrituras e ele é importantíssimo pra vida cristã. Se você não tem feito, se você nunca fez, você tá deixando de desfrutar de algo ao qual o Senhor Jesus não apenas ensinou, quanto ele mesmo praticou na sua vida. Então, vamos deixar claro, o jejum bíblico, ele é bíblico e ele é requerido de todo cristão. Se nós olharmos, e eu sei que a sua Bíblia tá aberta no versículo, logo no início do versículo de número 16, ele vai abrir dizendo: "Quando jejuardes". E você sabe o que que isso implica? Isso implica que quando jejuardes implica que vocês vão jejuá, vocês farão isso. Você sabe qual é a aplicação? Jejum é uma bênção que nos leva, irmãos, a um relacionamento mais íntimo de quebrantamento aos pés do Senhor. A grande questão é que eu posso fazê-lo da de maneira errada. Eu posso praticar o jejum de maneira equivocada, que é justamente a questão aqui do nosso texto. O jejum, irmãos, que deveria ser um momento de humilhação, um momento de dependência, de busca por Deus, havia se tornado algo para se autopromover, algo para que os o nome da pessoa, a pessoa que estava fazendo, fosse elevado. E exatamente isso que Jesus confronta no nosso texto. Jesus não confronta o jejum, Jesus confronta a motivação que está por trás daqueles que estavam praticando essa obra de jejum, essa essa prática de justiça que é o jejum. Eu gostaria então, irmãos, de analisando o nosso texto, explorar aqui três movimentos cruciais que Cristo apresenta. Primeiro, nós vamos ver o que que não é jejum. Então, nós veremos como fazer um jejum que agrada a Deus e, por fim, em quem nós apoiamos para poder fazer o jejum. Primeiramente, então, o que que não é o jejum? Primeiro, jejum, irmãos, não é exibição espiritual. É o que o versículo 16 vai trazer para nós. Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto com fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Por que que o Senhor Jesus fala isso? Os escribas e fariseus, que são aqueles recriminados pelo Senhor Jesus aqui no nosso texto, são aqueles mesmos que a gente já viu, tocam trombetas quando vão dar oferta, quando vão ajudar os pobres. Então, faziam questão de mostrar, olha eu ajudando o pobre, selfie para poder ajudar o necessitado. Esses homens que colocavam-se em lugares de destaque no momento das orações, esses mesmos homens, quando eles iam jejuar, eles faziam o possível para mostrar para todo mundo que eles estavam jejuando. Então, o que que eles faziam? Eles colocavam cinzas, jogavam cinzas na sua cabeça, que era sinal de humilhação. Eles deixavam de se lavar, eles desfiguravam o rosto. E você pode imaginar, né? Talvez o um momento que não só do jejum, mas momento que você tá com muita fome, que o rosto chega a a ficar fundos veios aqui do rosto. Eles faziam questão, faziam questão de fazer aparência de piedade, aparência. Nós estamos jejuando. Aqueles homens, eles tinham um objetivo, ser visto pelos homens, ser aplaudidos pelos homens. Não estavam, queridos, atrás da glória. O objetivo ao fazer o jejum a glória do Senhor. Eles estavam atrás, não era da comunhão com Deus. Eles estavam atrás de elogios. Eles estavam atrás de elogios. Eles queriam que cada pessoa que passasse por eles no mercado dissesse talvez assim: "Olha, veja, nossa, puxa como esse homem é um homem piedoso. Veja, veja o quanto ele se sacrifica pelo Senhor. Esse é o objetivo desses homens. Mas não era para Deus que eles estavam se sacrificando. Não era para o Senhor o seu sacrifício, o seu jejum. O próprio texto diz para nós para parecer aos homens que jejuam. E aqui que é que aqui está o problema. O público para o jejum era os homens, não era o Senhor. O objetivo não era a glória do Senhor. O objetivo era os homens. Eles não estavam jejuando para Deus, eles estavam jejuando para pessoas. E aí, queridos, isso nada mais é do que trocar a aprovação do criador do universo pelo elogio dos vizinhos. Compensa? Será que compensa? E talvez a gente pode olhar e falar assim: "Puxa vida, nossa, pastor Alice, que hipócritas, não é? como eles podem fazer isso? E é verdade e correta a nossa indignação. Mas vamos ser sinceros, quantas vezes eu e você, nós não fazemos o mesmo com uma roupagem diferente? O mesmo. Talvez a gente não coloque jogue cinza sobre a nossa cabeça. Talvez a gente não desfigure o rosto para dar impressão de que nós estamos jejuando. Mas às vezes a gente espiritualiza tudo para parecer mais santo. Nós fazemos questão de contar sobre as nossas aventuras espirituais. Eu fui, eu fiz, aconteceu. Nós postamos e aquela postagem nas redes sociais que sutilmente indica que nós estamos lendo a Bíblia, que nós estamos orando, é o desejo de que pessoas saibam o quanto que nós estamos sacrificando. Veja como ele é um homem que se sacrifica pelo reino. E nós temos muit das vezes nutrindo essa motivação dentro dos nossos corações. Você percebe o quanto que a autopromoção espiritual ela é terrível, mas ela também é sutil de que nós podemos, irmão, ser seduzidos e por vezes estar em busca de de aplausos sem mesmo perceber. Criticamos os hipócritas fariseus, mas às vezes fazemos o mesmo. A hipocrisia, irmãos, é o câncer da vida espiritual, porque ela alimenta o ego exatamente no momento em que a gente tá mortificando, no momento em que se faz o jejum, né? O jejum serve para matar o eu, mas o hipócrita naquele momento o que ele tá fazendo é inflar o eu. Se a motivação dele é ser visto, ele não está se mortificando. Ele não está colocando, esmagando a sua própria carne, porque ele está inflando a sua carne, inflando o seu ego. Existe sempre, irmãos, uma tentação constante de transformar a intimidade com Deus em uma vitrine. E deixa eu te falar, intimidade não é coisa para ser exposta. É por isso que é intimidade. Essa é a raiz da palavra. Jesus é direto. Jesus é direto. Ele diz: "Eles já receberam a recompensa. Querem elogios, querem aprovação humana? Recebam. Mas isso é tudo que vocês terão. Quando a gente olha para as escrituras é diferente. Jejum praticado na Bíblia, irmãos, tinha sempre algo em comum. Quebrantamento. Quebrantamento se trata de humilhar o nosso eu, o nosso ego, o nosso orgulho. Nós deixamos de nos alimentar fisicamente para que possamos ser alimentados espiritualmente. Reverendo Hernandes diz que jejuar é abster-se do bom para alcançar o melhor. Nós nos abstemos, irmãos, de um alimento físico de maneira temporária para que a nosso, para que o nosso espírito, para que a nossa alma seja então fortalecida e alimentada pelo Senhor. O jejum é essencialmente a disciplina de dizer não ao corpo para dizer sim mais profundo ao nosso espírito. É um reconhecimento, irmãos, de que, embora nós precisemos, sim, do pão, de um pão físico para sobreviver, nós não vivemos apenas dele, mas nós vivemos, irmãos, de toda a palavra que sai da boca de Deus. É o que Jesus diz e é o que nós trazemos para nós. O povo de Deus, ele se humilha. O povo de Deus jejua, se humilhando, se humilhando pelos seus pecados. A gente vê isso, Neemias, irmãos, reuniu, reuniu o povo com jejum e pano de saco e fez confissões pelos seus pecados. Depois, né, depois da pregação de Jonas lá em Nínive, os ninivitas se arrependeram, proclamaram jejum. Logo após a sua conversão, Paulo fica ali um período de três dias sem comida e bebida. Guarde isso no seu coração. Propósito do jejum obter determinada reputação. Não é para que olhem para nós e diga: "Veja o quanto que esse homem, essa mulher é especial porque ela jejua, não." Mas é expressar a nossa humildade, o nosso quebrantamento, a nossa busca de crescimento, de de fortalecimento espiritual diante do Deus todo-pereroso. Então, jejum de forma alguma exibição espiritual. Se você tem feito jejum e você faz questão de contar para todo mundo, obrigado, não, não quero um café porque eu estou jejuando. Você está talvez chamando atenção para si. Cuidado com isso. Jejum também não é, irmãos, e é necessário que eu fale isso, uma forma de fazer regime, porque tem gente que eu tô precisando emagrecer mesmo, deixa eu aproveitar e colocar um contexto espiritual numa necessidade física que eu tenho. Não é isso, irmãos. Acredite, tem gente que acha que é que jejum é forma de fazer regime. Não muito tempo atrás, uma cantora de de destaque no meio gospel lá de BH, que não convém falar o nome, diz que pastor gordinho precisa jejuar mais porque não combina com o ministério está acima do peso. Mentirosa. Não é isso de jeito nenhum. E ela falou, falou também das mulheres, não é isso. Mas o que que uma pessoa, irmãos, como essa, ela quer dizer quando ela solta uma frase? O que que ela tem em mente quando ela fala, solta uma frase dessas? Que o jejum é a oportunidade de perder uns quilinhos. É claro que se eu me absteri de alimento, eu tenho a tendência maior de perder peso. Mas o jejum, irmãos, é disciplina espiritual. Se você tá fazendo isso com a motivação de, ah, eu vou juntar o útil, o agradável, irmãos, puxa vida, você tá perdendo aquilo que é propósito, aquilo que é de fato a motivação. E é uma disciplina espiritual, não pretexto para regime. Aliás, se a minha motivação é perder peso com jejum, que glória que eu estou dando ao Senhor? Que foco eu estou tendo com a glória do meu Senhor? Se você quiser perder peso, tem outros meios para isso. Pratique um esporte, abandone o sedentarismo, tem alimentação saudável, mas não faça de algo que é espiritual. Não faça tendo benefícios, né, tendo em vista outros tipos de benefícios. jejum bíblico, ele não tem esse propósito. Então, o jejum, ele não é uma exibição espiritual, ele não é uma forma de nós fazermos regime. Jejum também não é, queridos, uma garantia de resultados imediatos, muito menos moeda de troca com o Senhor. E esse é um problema que nós temos de pessoas que acreditam que o jejum é um meio, né, de destravar certas bênçãos com o Senhor. Já ouvi a respeito disso. É um problema sério. Alguns pensam, pensam que fez o jejum, agora é só esperar, como se o jejum fosse um mecanismo, uma chave para poder abrir as portas celestiais. Chuvas de bênção seja derramada sobre a sua vida. Não, não, não, não, senhor. Jejum não é moeda de troca. Eu te dou, Senhor, eu te dou horas de jejum, então o Senhor faz aquilo que eu quero. Ou então eu fiz o jejum, amanhã eu espero que a minha bênção chegue e bata na minha porta. Não é, não há esse intuito. Jejum não é uma forma, irmãos, de nós torcermos o braço de Deus em favor de de obter favores, né? Para obter favores. Jejum não é magia. Jejum não é moeda de troca para que você ganhe alguma promoção no seu trabalho. Você ganhe alguma coisa, o carro, a vaga de emprego. Ah, eu vou jejuar para que o Senhor me dê essa esposa. Não é essa finalidade do jejum nas escrituras. Jejuum não é moeda de troca, não é garantia nenhuma de que você terá resultados imediatos ao que tem clamado ao Senhor. Não faça, porque quando eu faço isso, irmãos, quando eu quero usar de moeda de troca, eu estou lidando com o Senhor como um gênio da lâmpada e não como um Senhor dos senhores, né? Aquele que está sentado no trono. Não. Cristo Jesus não é um gênio da lâmpada. Mas então, pastor, como é que eu faço um jejum que vai agradar? O que que as escrituras têm para poder dizer para nós? é a continuação do nosso texto da correção que o Senhor Jesus Cristo faz. Texto no versículo 17 vai dizer: "Tu, porém, tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lave o rosto, com fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu pai em secreto, e teu pai que vem em secreto te recompensará". Jesus aqui, irmãos, apresenta um contraste que é radical com aquilo que estava sendo praticado. Vai jejuar? Jesus diz: "Aja naturalmente, viva normalmente, ungir a cabeça, lavar o rosto." Aqui, isso aqui é prática de higiene, principalmente para aquele povo ali da Palestina do primeiro século. São práticas diárias de higiene, de cuidado pessoal que tinha. Isso é o que significa ungir a cabeça, lavar o rosto. Era o equivalente, irmão. Você sabe o que é um tomar um banho. Tome um banho, pinte o seu cabelo, coloca um perfume agradável, ou seja, viva sua vida, aja de maneira natural. A instrução de Jesus é o oposto daquilo que estava sendo praticado. Finja, Jesus tá dizendo, finja que não está jejuando. Nada de cara batida, nada de aparência dramática. Até andando com dificuldade ali. Ai, que aconteceu alguma coisa. Ah, não, não, não se preocupe, é porque eu estou jejuando. Ah, irmãos, Deus sabe a nossa motivação. Nada de aparência dramática, nada de espiritualidade teatral, que é tudo que Jesus condena, irmãos, todo esse capítulo de número seis aqui, o jejum verdadeiro, ele não precisa de anúncio. E você sabe por quê? Porque ele não é horizontal. Se ele fosse horizontal, seria pros homens. O jejum, ele é sempre na vertical. Ele é uma prática de relacionamento com o nosso Deus. O objetivo é que o seu sacrifício seja um segredo entre você e o seu pai. Mais uma vez, nós estamos falando de algo que é íntimo. Nós estamos falando de intimidade. Quando nós jejuamos em segredo, irmãos, nós estamos dizendo pro Senhor assim: "Pai, Senhor, eu não preciso que ninguém saiba disso. O Senhor é suficiente para mim. Não estou fazendo esse jejum com outra intenção, senão o porque eu tenho fome do Senhor." É o que Piper vai dizer. O jejum é fome por Deus. E você sabe o que que há de abençoador nisso aqui, irmãos? É de que há uma recompensa para isso. Há uma recompensa da parte do Senhor. O texto bíblico vai dizer: "E teu Pai que vê em secreto te recompensará e ainda fará isso publicamente. Jesus nos assegura, irmãos, algo aqui que é muito claro para nós, irmãos. Jesus nos assegura que Deus é um observador atento. Quando você acha, irmãos, que ninguém está vendo, eu eu vou falar para quem? Quem vai ficar sabendo que eu fiz um jejum? Quem vai ficar sabendo que eu dei aquela esmola pro necessitado? Quem vai ficar sabendo disso? O Senhor, irmãos, nos contempla em cada uma das nossas obras, em cada uma das coisas que nós fazemos. E ele não ignora a disciplina dos seus filhos. Ele vê e ele vê no secreto. Note quantas vezes, e eu fiz questão, né, quando a gente abriu o capítulo seis, eu fiz questão de de mostrar isso pros irmãos. Quantas vezes Jesus usa a palavra secreto aqui neste capítulo? Ele tá falando sobre disciplinas espirituais e ele faz questão de falar sobre secreto, dar esmolas em secreto, orar em secreto, jejuar em secreto. E isso revela algo profundo que eu sei que você já pegou. Deus está mais interessado, irmãos, no que acontece no secreto do que o que acontece no público, principalmente olhando pr pra nossa vida de maneira individual. Claro, nós estamos reunidos como um só povo diante do Senhor, erguendo as nossas vozes em adoração. É verdade. Mas nós também estamos aqui individualmente levantando as nossas vozes em adoração. Senhor, Deus nos vê como um povo, mas Deus nos vê na nossa pessoalidade. Deus nos vê porque ele se relaciona conosco como um povo, mas ele sabe o seu nome. Ele sabe quem você é. Ele sabe das suas dores. Ele sabe das suas angústias. Ele sabe das suas batalhas. O Senhor conhece e nos e nos vê, irmãos, e se relaciona conosco, sabendo que aquele é o Gustavo, que aquele é e esse homem é o pastor Edgar. É isso. O Senhor nos conhece dentro das nossas pessoalidades. Deus tá mais interessado no secreto do que o que o que acontece no público. E talvez a gente pergunte assim: "Mas por será?" Porque o secreto, irmãos, o secreto vai revelar quem de fato nós somos. Não é o público. No público nós podemos atuar, mas um secreto, irmãos, nós somos quem de fato nós somos. E o Senhor vê, Mara, o Senhor vê cada oração, cada levantar de madrugada, o Senhor vê cada jejum que o seu marido não sabe, que a sua esposa não viu, que os seus filhos não perceberam. O Senhor vê cada uma dessas coisas. Muit das vezes a gente se sente só nas nossas lutas, né? A gente sente que as nossas orações parece que bate no no teto, orações que não sobem, que os nossos sacrifícios diante do Senhor não são invisíveis. Parece que não há a manifestação do Senhor. Mas Jesus, irmãos, nos garante, é uma garantia que o Pai que habita o lugar secreto, irmãos, ele está lá e ele vê e ele percebe e ele tá atento e ele é o Deus que recompensa a cada uma dessas da das obras que nós fazemos. Ele tá no silêncio da sua fome, na quietude da madrugada de oração, na sua decisão de não revidar, irmãos, a ofensa que é levantada contra você. Queridos, o Senhor vê e glória seja dado a ele por isso. Não há nada que nós façamos que o Senhor não veja. E mais do que isso, como eu disse pros irmãos, ele não apenas vê, mas ele promete recompensa. Olha o finalzinho desse texto, por favor. Texto bíblico vai dizer: "E teu pai que vem secreto te recompensará publicamente." Que recompensa que é essa, pastor? E a gente já lidou com isso nos outros versículos, irmãos. E a gente tem que tomar muito cuidado quando a gente vai falar dessa recompensa, porque a recompensa que vem da parte do Senhor raramente é material, financeira, como pregam por aí. A recompensa, irmãos, que Deus dá e aquela que de fato nós precisamos desejar e e abraçar é Ele mesmo. O Senhor é recompensa. É mais intimidade com Deus, é mais sensibilidade espiritual, é mais alegria na presença do Pai. Esse é o Deus extraordinário que nós servimos. Falamos sobre o que não é o jejum. Nós falamos como fazer um jejum que agrada a Deus. E agora, irmãos, por fim, existe alguém que dá sentido ao nosso jejum. Eu repito, existe alguém que dá sentido ao nosso jejum. Se nós terminássemos esse sermão agora, facilmente, facilmente, ele estaria dentro de um sermão moralista do tipo: "Jeju direito, jeju". Sim, sim. Ah, eu quero que você entenda que sim, nós precisamos jejuar mais. Nós precisamos jejuar da maneira correta. Eu quero que fique claro que Jesus está mostrando para nós que somos o seu povo, a prática do jejum. Não apenas isso. A gente lembra que ele jejuou e jejuou da maneira correta. Quer dizer, você quer um exemplo do que que é o jejum da maneira correta? É aquele que nós encontramos em Cristo Jesus. Não por causa da sua extensão, não que você tenha que jejuar 40 dias, não. Não, mas Mateus 4 mostra esses princípios do jejum para nós. Jeju, Jesus jejua 40 dias no deserto e ele está a sós com o Pai. Não há plateia, não há aplausos, não há performance. Ali, irmãos, nós vemos o verdadeiro jejum, uma dependência total de Deus Pai, uma submissão à sua santa vontade, uma rejeição da autopromoção. E tudo isso feito, sabe onde? No secreto. Tudo feito no no secreto. Enquanto os hipócritas jejuavam para serem vistos, Cristo jejua quando ninguém está olhando. Ninguém está olhando. Perceba, irmãos, que Jesus não é Jesus não é apenas o modelo. Ele é o padrão perfeito que nós jamais alcançaríamos pelas nossas próprias forças. Jamais alcançaríamos. É por isso, irmãos, que no nosso texto Jesus não ensina só sobre o que fazer. Aqui, irmãos, o nosso texto não é sobre comportamento, mas é um apontamento. Quando Jesus diz essa e todo esse texto que nós lemos aqui, irmãos, Jesus está apontando para si. Cristo é o jejuador perfeito. Nós não somos. Quando a gente lê Mateus 6, talvez ao ouvir falar sobre o jejum, a nossa tendência é: "Hum, puxa vida, eu preciso melhorar o meu jejum, eu preciso jejuar mais". Mas Jesus, irmãos, vai muito mais fundo do que apenas comportamento, do que apenas uma prática de disciplina espiritual. Jesus está expondo idolatria. É o que está no nosso texto. O problema aqui, irmãos, não é só o que os hipócritas estavam jejuando errado. O problema é que eles faziam isso para ser visto. E isso nada mais é do que querer atrair a glória para si. Isso é idolatria. Isso é pecado contra Deus Pai, contra o nosso Senhor. Jesus não está apenas, irmãos, corrigindo práticas, mas ele está revelando um coração caído. O quanto que o nosso coração é caído, o quanto, irmãos, o quanto que de fato nós carecemos de um Salvador. Perceba, não é só um chamado a uma disciplina espiritual, é também, mas é um chamado, irmãos, antes disso, ao arrependimento, para que eu e você, irmãos, nos arrependamos. Arrependamos, irmãos, de todas as vezes que nós agimos de maneira espiritual, tentando atrair a glória para nós e não para o nosso Senhor. Não é só, irmãos, instrução sobre como fazer um bom jejum, mas uma amostra de como nós podemos fazer de coisas espirituais um meio paraa glorificação de nós mesmos. Então você tá presente lá na na oração e você se gaba disso, você se orgulha disso, você se orgulha de fazer parte do coral, do grupo de louvor, você se orgulha de fazer parte daqueles que recebem, dos diáconos, dos presbíteros, dos pastores. Você atrai a glória para si, deixando o Senhor de lado. Esse é o momento, irmãos, que nós somos chamados a nos envergonhar diante do Senhor e nos arrepender dos nossos pecados. Porque isso nada mais é do que trazer coisas espirituais, fazer de coisas espirituais o meio de exaltar o nosso próprio nome, de exaltar a nós mesmos. E aí, queridos, nós chegamos à conclusão que nós precisamos, nós precisamos de um salvador. Quem de nós, irmãos, nunca caiu em algum desse pecado, desses pecados? Quem de nós nós precisamos de um salvador? Nós não ajudamos, e é isso que o capítulo 6 tá mostrando para nós, nós não ajudamos os necessitados de maneira correta. Os nossas as nossas orações, elas podem ser pecaminosas. As que isso, pastor? As nossas orações. Sim, a gente viu isso quando a gente viu sobre como não orar. As nossas orações, as nossas ofertas podem ser dadas de maneira incorreta, nossas orações podem ser pecaminosas. Os nossos jejuns, como nós estamos vendo hoje, não são santos. Nós precisamos desesperadamente de um salvador. E ele veio. Aleluia. E ele veio. Jesus é este homem. Jesus é este homem. Jesus, irmãos, não viveu apenas como exemplo. Eu quero que tudo o que foi dito, Jesus não viveu apenas como exemplo. Jesus viveu em nosso lugar. Jesus viveu em nosso lugar, onde nós falhamos, buscando os aplausos dos homens, vivendo de aparência, sendo espiritualmente superficiais. Cristo foi e é perfeito e para sempre será. totalmente sincero em tudo que fez, totalmente puro nas suas motivações. E essa justiça, irmãos, ela é acreditada a nós. Não quando a gente age bem, não quando a gente jejua corretamente, mas essas essa justiça ela vem e ela é acreditada a nós, irmãos, quando nós cremos em Cristo Jesus pela fé, quando nós nos tornamos, quando nós tomamos, irmãos, tomamos como verdade, tomamos a obra da cruz, aquilo que Cristo fez como verdade absoluta, nós nos apropriamos, irmãos, de todas essas bênçãos pela fé em Cristo Jesus. Interesse não é que você saia daqui apenas com a ideia do que eu preciso jejuar mais, mas que você saia daqui dizendo: "Senhor, eu nem sei jejuar, Senhor, como eu preciso do Senhor. E graças a Deus eu tenho a ti. O Senhor habita em mim. Que verdade maravilhosa que o Senhor se se faz presente em minha vida. Ô meu irmão, eu e você não somos aceitos por Deus porque nós jejuamos corretamente, mas porque Cristo viveu perfeitamente por nós. Essa é a boa nova do evangelho. Por causa dele, somente dele nós podemos chamar Deus de pai. Por causa dele nós podemos nos achegar ao Santo dos Santos confiadamente. Por causa dele, nós fomos feitos filhos de Deus. E e que saber disso muda tudo. Muda tudo. Muda até mesmo a forma, o nosso entendimento sobre o jejum. Porque enquanto as religiões por aí que também fazem os seus jejuns, os seus jejuns, ela, eles dizem: "Jejue para ser aceito, o evangelho diz: "Você já é aceito, agora você jejue como resposta desse amor." Você entende que é a ordem dos fatores altera drasticamente o resultado. Não é jejuar para que então o Senhor me aceite, mas porque o Senhor me aceitou e porque eu tenho saudades do meu noivo, saudades do Messias, saudades de Cristo. Então eu jejuo mortificando o meu ego, mortificando o meu orgulho, crescendo em santidade diante da presença do Senhor. Isso muda tudo. Já somos aceitos pelo Senhor. Aceitos pelo Senhor. Isso transforma completamente a prática espiritual. Agora, irmãos, se tudo isso é verdade, jejum já não é mais pesado, já não é mais performance, não é para impressionar, mas é um ato de gratidão, é um ato de dependência, é um ato de amor de nossa parte. Eu queria, me permita concluir, eu quero concluir com algumas aplicações bem pontuais ao meu e ao seu coração. Primeiro, queridos, de tudo que você ouviu, examine as suas motivações. Examine as as suas motivações. Peça ao Espírito Santo para esquadrinhar o seu coração antes de qualquer prática espiritual. Seja você ser caridoso, dando esmolas, ajudando ao necessitado, seja você fazendo as suas orações, pergunte ou ou mesmo jejum, pergunte: "Eu estou fazendo isso para quem no fim das contas? Eu estou fazendo isso para Deus ou estou fazendo isso para os outros?" Eu subi nesse púlpito para agradar a quem? A homens ou ao Senhor? Eu estou cantando, eu estou servindo, eu estou fazendo o que estou fazendo? Para quem? Quem é o alvo da minha adoração? Amanhã você, ah, talvez não por causa do feriado, mas no seu trabalho você levanta para poder trabalhar, você levanta para se para estudar, você levanta para cuidar do seu lar, para cuidar da sua casa. Por que que você faz o que você faz? Peça ao Senhor. Senhor, examine as minhas motivações. Por que que eu tenho feito o que eu fiz? O o que eu tenho feito? Peça ao Espírito Santo para que te mostre verdadeiramente se as suas motivação motivações estão na pessoa correta, na pessoa, no lugar correto aos pés do Salvador Jesus. Segundo, valorize o secreto. Se no primeiro ponto a gente tem um chamado a examinar as nossas motivações, o segundo é para que você valorize o secreto. Eu sei, irmãos, que cada vez mais secreto fica difícil para nós. Parece que onde que a gente vai tem uma câmera, né? Parece que onde que vai. Antigamente a única câmera era a fofoqueira da rua. Hoje, irmãos, tudo quanto é canto, tem alguém olhando, tem alguém vendo, tem, entra pro seu quarto, oreo Senhor, faça no secreto, adore o Senhor, construa uma vida diante dos pés do Senhor, que ninguém veja. Não tem que ver, não tem que saber quanto tempo você ora, quantas orações você fez, quantos jejuns você praticou ao nome santo do Senhor em nome de Jesus. Você não tem, não construa uma vida com Deus que ninguém vê. Secreto é o que rege essas três disciplinas que está diante de nós. Daris esmolas, a oração e jejum. Não transforme, querido, não transforme a sua vida espiritual, a sua devoção em espetáculo. Intimidade é intimidade. Intimidade a gente não expõe, é porta fechada entre você e o seu senhor. Então você chamado, nós somos chamados a examinar as nossas motivações, somos chamados a valorizar o secreto, ter a nossa vida, queridos, de maneira particular, as nossas intimidades com os nossos com o nosso Senhor. E por fim, nós somos chamados a descansar no homem perfeito que é Jesus Cristo. Nós somos chamados a descansar nele. Você não é aceito. Mais uma vez, você não é aceito por Deus porque você faz orações extraordinárias. Puxa vida, como V, como Watson ora bem? Não, não é sobre isso. Não é sobre as suas orações perfeitas, não é sobre o quão caridoso você é. Não é sobre o quanto que que suas costas tá, sua barriga tá até funda, de tanto jejum que você faz pro nome do Senhor. Não é, não somos aceitos por Deus porque jejuamos corretamente, mas porque Cristo viveu perfeitamente por mim e por você. Nós podemos ir diante do Senhor dizendo: "Senhor, tu me conhece. Tu sabes que eu sou falho. Tu sabes que eu sou imperfeito. Sabe o que Jesus vai falar? Eu sei. Não precisava nem falar. Precisava sim. Ele quer ouvir, mas o fato é que ele sabe. E ao mesmo tempo que ele sabe, ele diz assim: "Foi exatamente dessa maneira. Por isso que eu desci do céu. Morreu numa cruz, perdoou os nossos pecados. Ao terceiro dia ressuscitou e hoje vive e reina para todo sempre. เ