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Desvendando os MISTÉRIOS da RESSURREIÇÃO DE JESUS com Rodrigo Silva – PARTE 2

Desvendando os MISTÉRIOS da RESSURREIÇÃO DE JESUS com Rodrigo Silva – PARTE 2

Desvendando os MISTÉRIOS da RESSURREIÇÃO DE JESUS com Rodrigo Silva – PARTE 2

Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?

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A morte e ressurreição de Jesus são pilares da fé cristã e levantam questões profundas. Dando continuidade aos conteúdos da Semana Santa e Páscoa 2026, neste estudo com Rodrigo Silva, você vai entender os mistérios da ressurreição de Jesus, a cronologia dos “três dias e três noites”, a descida à mansão dos mortos e a ressurreição dos santos em Mateus 27. Com base na arqueologia e na Bíblia, o conteúdo analisa evidências históricas, o terremoto na crucificação e o verdadeiro significado desses eventos.

Também exploramos o estado dos mortos, a antropologia hebraica, a parábola do rico e Lázaro e a interpretação de Lucas 23.43, trazendo uma explicação bíblica clara sobre vida após a morte, alma e ressurreição.

Capítulos:
00:00 Introdução aos mistérios da ressurreição de Jesus
04:10 Ressurreição dos santos
13:40 Terremoto na crucificação de Jesus
17:28 Estado dos mortos e antropologia hebraica
44:18 Parábola do rico e Lázaro + Lucas 23.43

Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!

#rodrigosilva #rodrigosilvaarqueologia #ExclusivoRodrigoSilva

Legendas automáticas:

Olá,
você que me segue no Rodrigo Silva
Arqueologia. Nós estamos de volta pro
nosso bate-papo semanal que já está
rotineiro. Isso é muito bom, uma boa
rotina. o nosso bate-papo sobre bíblia,
teologia, religião, arqueologia,
assuntos afins. E você sabe que aqui
todo o conteúdo é feito com muito
carinho para você, com muita
responsabilidade e respeito pela opinião
do outro que discorda da gente. Aliás, o
que eu estou apresentando hoje é a
continuidade de uma temática da semana
passada, onde eu respondi várias
perguntas a respeito dos últimos dias da
vida de Jesus. Se você não assistiu,
então depois você pode assistir porque o
vídeo tá salvo aqui no YouTube lá. Aí eu
expliquei, por exemplo, e como é que
podemos conciliar a ideia de que Jesus
passou três dias e três noites no seio
da terra, leia-se, 72 horas, sendo que
ele ficou ali morto apenas de
sexta-feira, 3 horas da tarde, até as
primeiras horas do domingo. Não dão 72
horas. Então, como é que a gente pode
explicar isso? Explicamos também um
pouquinho o que significa aquela parte
do credo que fala que quando Jesus
morreu, ele desceu aos infernos. ou numa
tradução h mais recente a mansão dos
mortos. Então você pode assistir lá e
naquela live eu já deixei sinalizado que
não daria tempo de eh explicar todas as
perguntas que foram feitas e que eu
deixaria algumas para essa semana.
Então, hoje eu estou cumprindo aqui o
nosso acordo. São perguntas que vocês
fazem nas redes sociais. E muita gente
perguntou, por exemplo, sobre aquela
história de que quando Jesus
ressuscitou, uma multidão ressuscitou
junto com ele. Você nunca ouviu falar
disso? Está no Evangelho. Eu vou mostrar
para você. Nós vamos ler aqui no
Evangelho de Mateus. O texto tem uma
aparente incongruência. Nós vamos
explicá-la aqui, vamos analisar a luz do
grego, da dos comentários, dos teólogos
e vamos entender quem são esses que
ressuscitaram com Jesus, onde eles estão
hoje. E aqueles que não ressuscitaram
com Jesus estariam onde? Eu vou também
novamente falar um pouco sobre esse
descer a mansão dos dos mortos para
entender o que que é a mansão dos
mortos, como os mortos estão do lado de
lá de acordo com a Bíblia Sagrada, de
acordo com a antropologia hebraica que
forma a Bíblia. E vamos responder também
algumas questões bíblicas curiosas, como
por exemplo, a misteriosa parábola do
rico e Lázaro, aquela que diz que havia
um homem chamado Lázaro e um rico. A
Bíblia não fala o nome do rico, mas a
tradição o chama de dives. E que ambos
morreram e no mundo do além eles
trocaram de papel. O rico acabou sendo
atormentado, enquanto Lázaro, o pobre,
estava sendo h enaltecido
eh ali ao lado de Abraão e também no
chamado seio de Abraão, que alguns
interpretam como sendo paraíso. O que
significa isso? Vamos estudar tudo à luz
da palavra de Deus, com muita cautela,
com muito eh muito cuidado para que você
possa entender, tá certo? Se você gosta
do conteúdo desse canal, então por
favor, deixa o seu like, ele é muito
bem-vindo. Se inscreva aqui também. É
importante ter a sua inscrição. O
YouTube reconhece isso como algo eh que
valoriza o canal e nos ajuda a chegar a
mais pessoas. É interessante que é um
grupo considerável de internautas que
consomem fidedignamente toda semana o
conteúdo do canal, mas por alguma razão
ainda não se inscreveram nele. Então, se
você consome é porque vê aqui alguma
coisa que vale a pena você gastar um
tempo assistindo. Então, se inscreva e
deixe o seu comentário. Ele é muito
bem-vindo. Mesmo que for uma ideia
discordante da minha, desde que
apresentada com educação, será muito
bem-vinda. uma sugestão, algo que
podemos melhorar, uma pergunta que você
gostaria que eu tratasse aqui, fique
tranquilo que no momento oportuno nós
vamos tocar na sua questão. E também me
siga lá no Instagram, nas outras redes
sociais. O Instagram é a mesmo daqui,
Rodrigo Silva Arqueologia, fácil de
encontrar, tá certo? Então vamos lá a
primeira pergunta de hoje. Enquanto eu
bebo a minha água aqui,
você pode chamar outras pessoas então
para participarem. A primeira questão
que muita gente já tinha feito desde a
segunda-feira da semana passada, mas por
tempo eu deixei para tratar hoje, é a
respeito dessa multidão que ressuscitou
por ocasião da morte de Jesus. Eu vou
ler a passagem eh para vocês. Ela está
aqui no Evangelho de Mateus.
É um texto curioso e apenas Mateus fala
a respeito disso. Mateus capítulo,
só um segundinho aqui. Mateus
capítulo 27 versículo 65 em diante, diz
assim: "Quando Jesus morre, eu vou ler o
verso eh 50 também. E Jesus, clamando
outra vez em alta voz, entregou o
espírito, ou seja, ele morreu. E eis que
o véu do santuário se rasgou em duas
partes, de alto a baixo. A terra tremeu,
as rochas se partiram e os túmulos se
abriram, e muitos corpos de santos já
falecidos
ressuscitaram.
E saindo dos túmulos depois da
ressurreição de Jesus, entraram na
cidade santa e apareceram a muitos. Essa
é a passagem da Bíblia. Eu vou colocá-la
inclusive
aqui na tela, eh, para falar dessas
pessoas que ressuscitaram com Jesus. A
passagem está aqui.
A primeira dúvida que faz é isso. Pera
aí. Parece que o céu se rasga de alto a
baixo. Isso na sexta-feira, quando Jesus
é morto. As pedras se fenderam, a terra
tremeu, tudo isso na sexta-feira e os
sepulcros abriram-se e muitos corpos de
santos que tinham dormido. É
interessante essa expressão, vou voltar
a falar dela no decorrer do nosso
bate-papo aqui, muitos corpos de santo
que tinham dormido. Então, dormir é um
eufemismo bíblico para a morte.
é um eufemismo. Aqui na Nova Almeida
atualizada, eles deram uma atualizada no
texto e fala: "Muitos corpos de santos
já falecidos, mas no original grego,
retomando a o matiz eh semita, eh o
grego diz que muitos corpos de santos
que tinham dormido foram ressuscitados".
Então, aparentemente, isso aconteceu na
sexta-feira. Só que aí o texto fala: "E
saindo dos sepulcros depois da
ressurreição de Jesus, entraram na
cidade santa e apareceram a muitos".
Então, eh, como é que a gente explica
isso? Veja bem, na morte de Jesus tem o
terremoto, pedras fendidas, sepulcros
abertos, corpos ressuscitaram.
E é interessante que esse texto, essa,
esse verbo ressuscitário está no
auristo, quer dizer, uma ação pontual,
resultaram de uma vez só. Aí tem um
intervalo implícito que é quando Jesus
no Sabbat, ele está ali na sepultura. É
o famoso desceu a mansão dos mortos. No
domingo, após a ressurreição de Jesus,
eles saem dos sepulcros e aparecem na
cidade há muitos. E a Bíblia não fala
mais nada a respeito deles. Eh, se eles
continuaram vivos por um tempo na Terra,
aqui, pelo menos nessa passagem, não
fala. Mas nós vamos interpretar esse
texto à luz de outras passagens do Novo
Testamento para ver se a gente consegue
ter pelo menos umas uma um
direcionamento
de quem seriam esses santos e o que
aconteceu com eles. A primeira forma que
nós temos de entender essa aparente
confusão do texto, porque o texto dá a
entender que eles ressuscitam na
sexta-feira, mas só saem do túmulo no
domingo depois da ressurreição de Jesus.
Eh, como é que a gente pode entender
isso? É realmente um texto complexo. As
interpretações dos comentaristas variam
de comentário para comentário. Uma
hipótese que eu vejo seria a questão da
pontuação, que eu vou até usar para
falar de outra passagem bíblica daqui a
pouquinho. Sabe que o grego antigo não
tinha pontuação nem separação entre as
palavras, era tudo escrito contínuo.
Você vai ver ainda nesse nosso bate-papo
eh alguns manuscritos bíblicos, como é
que eles escreviam tudo um ao lado da
outra, palavra por palavra, sem
separação. E aí uma forma que nós temos
de entender é que essa pontuação que
você está vendo, por exemplo, e eis que
o véu do templo rasgou-se em dois,
vírgula, de alto a baixo, ponto e
vírgula, e a Terra tremeu, vírgula, e as
pedras se fenderam, ponto e vírgula.
Essa é uma pontuação do editor moderno.
E alguns casos a pontuação do editor
moderno não está correta porque ela faz
sentido, mas em alguns ela pode ser
dúbia, ou seja, o a frase pode ser
pontuada de outra maneira. Vou até
colocar uma uma forma jocosa de ilustrar
isso. Não sei quando vocês ouviram falar
de uma história contada por Rui Barbosa,
eh, que ele remetia ao obocage, aquele
famoso, eh, obocácio, né, como alguns
dizem, que era aquele famoso, eh,
escritor europeu que escrevia peças de
teatro e e poemas com um tom eh até
anedótico, erótico, sempre criticando o
establishment, a política e tudo mais. E
numa dessas versões atribuídas a à
Bocagem, mas contada supostamente por
Rui Barbosa, diz que o Bocag havia
escrito numa parede, é uma lenda, é
claro, mas ilustra o que eu quero dizer,
ele escreveu numa parede a frase: "Eh,
matar o rei não é pecado".
Aí alguém pegou e falou assim: "Olha,
vamos prender o bocá porque ele está ele
está incitando a população a matar o
rei". E quando prenderam, ele falou
assim: "Não, é porque eu não pontuei o
texto". Na verdade, o que eu queria
dizer é o seguinte: matar o rei,
interrogação, não é pecado.
Ou seja, você vê que a mesma frase,
dependendo da pontuação, pode ter um
sentido diferente. Matar o rei não é
pecado. Matar o rei não é pecado. E a
continuidade dessa dessa episódio
atribuído a Rui Barbosa diz que o Rui
Barbosa disse: "O perigo de não
atentarmos paraa pontuação vale até para
verdades bíblicas. Eu posso tomar uma
das maiores verdades do cristianismo
quando o anjo diz a aqueles que chegam
ao túmulo: "Ressuscitou, não está aqui".
E eu posso ler aquilo de uma maneira
completamente herética, como se o anjo
dissesse: "Ressuscitou". Não está aqui.
Perceberam? Então, esses exemplos que eu
dei são apenas para ilustrar como que
realmente uma pontuação pode fazer
diferença. Então, uma hipótese com a
qual eu trabalho, mas devo advertir
vocês, a solução que eu vou dar aqui não
é definitiva,
ela não é um consenso entre todos os
acadêmicos, tá certo? É uma
possibilidade.
A possibilidade é que originalmente,
como o texto não tinha pontuação, nós
talvez pudéssemos ler um pouquinho
diferente, pudéssemos ler assim.
Ah, vou começar a parte aqui. Muitos
corpos de santos que tinham dormido
foram ressuscitados. Perdão, vou ler um
pouquinho antes. Eh, diz o seguinte: "Na
sexta-feira, o vel do santuário
rasgou-se em dois, de alto a baixo. A
terra tremeu, as pedras se fenderam.
Ponto.
Ah, e os sepulcros se abriram. Ponto.
Tudo sexta-feira. Muitos corpos de
santos que tinham dormido foram
ressuscitados e saindo dos sepulcros
depois da ressurreição de Jesus entraram
na cidade. Se eu colocar um ponto ali ou
uma separação entre a o verbo abriram-se
e a continuidade muitos corpos, eu
poderia dizer que tudo que está do
abriram-se para trás aconteceu na
sexta-feira. Na sexta-feira Jesus morre,
eh as a terra treme, as pedras se fendem
e os túmulos são abertos.
Mas os santos só vão ressuscitar no
domingo.
E quando eles ressuscitam, é como se o
túmulo deles fosse aberto. Mas o o
porque muitos deles, considerando que
eram eh mortos, talvez de muitas eras,
talvez os ossos já estavam apenas os
ossos ali. O corpo já tinha entrado em
em decomposição, só estavam os ossos.
Então imagina que o túmulo abriu. Na
semana passada eu mostrei alguns túmulos
para vocês, como eram na época bíblica.
Então era uma caverna. Então, pode ser
que o túmulo rachou e os ossos ficaram
lá, mas no domingo, depois da depois da
ressurreição de Jesus, muitos deles
voltaram à vida e entraram na cidade e
apareceram a muitos. Essa é uma
possibilidade. A outra possibilidade que
alguns comentaristas colocam é que eles
ressuscitaram na sexta-feira mesmo, mas
ficaram ainda no túmulo até domingo para
só ressuscitarem, para só saírem do
túmulo no domingo. Essa explicação,
embora muitos eruditos a a fazem, ela
parece meio estranha para mim, porque
Deus ia ressuscitar alguém na na
sexta-feira para ele ficar dentro do
túmulo lá três dias. Não, não faz muito
sentido. Então, uma hipótese que eu
tenho é que o véu do santuário se rasga
na sexta-feira, a terra treme, as pedras
se fendem, os sepulcros abrem com aquele
tremor, com aquele terremoto. E no
domingo ossos que estavam ali recobram a
vida, ressuscitam
e aparecem para muitas pessoas, tá
certo?
E para nós continuarmos a entender a
importância disso, deixe-me primeiro
contar para vocês um elemento curioso
que foi apresentado por análises eh de
geólogos recentes. Tem artigos
científicos sobre o que eu vou falar.
Eh, esse aqui é um túmulo ah da época
bíblica que está em Jerusalém. Esse
túmulo é aproximadamente do segundo ou
terceiro século antes de Cristo. E ele
está em Jerusalém. Por que que eu
escolhi esse túmulo aqui? Porque ele
traz algumas coisas muito interessantes.
Esse é o chamado túmulo de Jazom. E
olhem, essa aqui é a parte externa dele.
Ou seja, quando Jesus andou por
Jerusalém, ele viu esse túmulo porque
ele já estava construído ali. E vocês
estão notando que tem duas entradas
nele. Era o túmulo de alguém muito rico.
E dentro do túmulo, essa parte que está
à esquerda, que tem dois ferros no teto,
você vê que entre um ferro e outro há
uma fissura no teto. Então, todos os
geólogos que analisaram essa fissura
perceberam que é fissura de terremoto.
E eles fizeram várias análises de outros
túmulos ali em torno de Jerusalém e
viram que realmente vários deles têm
sinais de terremoto. Como vocês está
vendo isso, ele foi totalmente
soterrado. E eles conseguem medir até
quando esse terremoto aconteceu. e uma
análise feita. Aí vocês estão vendo que
tem uma parede e tem um outra uma outra
rocha por dentro assim com várias
linhas. Pois é, essa linha que vocês
estão vendo subsequente aí são depósito
de material
a partir de de terremoto. Tem o
terremoto, todo o material vai se
assentando ali, vão formando camadas.
Camadas. Então o evento C e o evento B
são dois terremotos que foram mapeados.
Um terremoto aconteceu no ano 31 de. Cr.
E o outro terremoto aconteceu algum
momento perto do ano 30, 31 a 33 depois
de Cristo. E muitos dizem que foi
provavelmente no ano 31.
Eh, curioso que é exatamente um
terremoto registrado em Jerusalém
num possível ano em que Jesus foi
crucificado, mapeado hoje por geólogos e
um terremoto que mostra vários túmulos
em redor de Jerusalém rachados ou
trincados, mostrando que realmente
Mateus não falou uma bobagem. Muitos
túmulos ressuscitaram. É lógico, vamos
ser aqui muito eh coerentes com o
argumento. Esse essa pesquisa que eu
mostrei para vocês geológica, ela só
mostra que quando Jesus morreu,
provavelmente houve um terremoto
ali na região. Terremoto este que foi
registrado pelos evangelistas e é
confirmado hoje por análises sísmicas e
geológicas da região. Tá bom?
O que que o argumento não prova? Então,
ele prova que o eh ele argumenta que ah
quando Mateus fala de pedras
fendendo-se, eh eh túmulo rachando,
Mateus poderia estar assim falando uma
verdade histórica. Agora, o que que esse
achado não prova? Ele não prova que
Jesus ressuscitou, que houve mortos
ressuscitando. Então, a gente tem que
ser cuidadoso em apresentar a evidência
e também o alcance dela, o que que é
possível implicar a partir dessa
evidência e não forçar a evidência a
dizer o que ela não está dizendo. Agora,
você entendeu então que provavelmente
esses motos ressuscitaram então segundo
alguns comentaristas, na sexta-feira, eu
acredito que eles ressuscitaram no
domingo depois de Jesus. Na sexta-feira
foi o abalo dos túmulos deles. Mas de
qualquer maneira todos nós temos a a
consciência de que na morte de Jesus ou
por ocasião da morte ressurreição de
Jesus houve terremoto e ressurreição de
mortos.
Aí a pergunta teológica que nós fazemos
é por quê? Por que que esses mortos
ressuscitaram ali? Para onde eles foram?
Aí nós vamos estudando a Bíblia,
comparando passagem com passagem, texto
com texto. Existe uma citação de Efésios
4, verso 8 acerca do Salmo 68, quando
fala: "Subiste às alturas, levaste
cativo o cativeiro, recebeste dons entre
os homens". E muitos comentaristas
entendem que essa expressão levaste
cativo o cativeiro é uma maneira de
dizer que Jesus agora vencera a morte.
E ao vencer a morte Jesus leva para
junto de Deus Pai uma amostra dos
primeiros redimidos pelo seu sangue a
partir da sua morte. Tá certo? Na
cultura de eh de Israel tinha uma festa
muito importante,
a festa próxima na época do Pentecostes,
né? E a festa das primícias.
Acho bonito que tá por de trás essa
festa das primícias. Como a maioria das
pessoas eram agricultoras, elas tinham a
o costume ou o dever religioso,
cívico-religioso, de pegar a primeira
colheita ou os primeiros grãos, que eram
os de melhor qualidade, era o indício
que a colheita seria farta. Os primeiros
grãos eles colhem e entregam para pro
templo de Jerusalém. Isso indica que
eles estavam reconhecendo que Deus
merece o melhor,
que a primeira coisa que eu tenho que
separar dos meus dos meus ganhos é a
parte de Deus. É interessante, né? A
gente nunca faz isso. A gente sempre
quer deixar a parte de Deus ou da
caridade para depois. A ideia eu ajudo.
Deixa eu pagar primeiro minhas contas.
Se sobrar algum dinheiro, eu ajudo. Não
é bem assim. Primeiro Deus.
Então, parece que essa festa das
primícias, chamam primícias, das
primeiras colheitas, essa festa também
tinha um paralelo de tipologia com o
próprio Jesus. Então, como a humanidade
é a colheita de Cristo, tanto é que no
Apocalipse o o juízo final é visto como
sendo Cristo vindo nas nuvens com uma
foice na mão. Ele tem na a foice. Então,
a foice porque ele vai colher. Na
parábola do joio e do trigo fala que
havia o joio e o trigo e que não podiam
separá-los antes da colheita final.
Então, Cristo, antes da colheita final
apresenta pro Pai as primeiras as
primícias, os primeiros que ele que ele
salvou pelo seu sangue. Essa é a ideia,
tá certo?
Agora aqui eu tenho um problema com
aquela ideia de que Jesus foi pregar
para os mortos, como alguns interpretam
a descida de Jesus para a mansão dos
mortos. Lembra que eu mencionei na
semana passada? Permitam-me voltar
aquele tema. a ideia do estado
intermediário. Se você nunca ouviu falar
nessa expressão, vou explicar. Estado
intermediário é como muitos teólogos eh
e e estudiosos da Bíblia interpretam o
que acontece com os mortos depois da
morte, eh, depois da sua morte, eh no
que diz respeito à imortalidade da alma.
Eles acreditam assim, explicando de uma
maneira muito singular, porque há também
variações nessa explicação. E desde a
morte do primeiro ser humano, que foi
Abel,
até o último que morreu antes de Jesus
render o espírito, todos que morreram
desde Abel até o último, antes de Jesus
render o espírito, eh eles estariam num
estado intermediário. Deixa eu voltar
para cá para explicar isso para vocês.
Depois eu eu coloco de novo na tela. um
estado intermediário. E por que que é
chamado estado intermediário? Porque não
é um estado definitivo.
Esse estado intermediário é o sheol que
eu falei na semana passada, tá certo? É
o sheol, é o mundo dos mortos. E esse
mundo dos mortos seria dividido entre os
de Deus e os que não são de Deus. Todos
no.
Os que são de Deus estariam no paraíso,
no cheolo. Então o cheolo seria uma
parte do, perdão, paraíso seria uma
parte do cheolo. Os que não são de Deus
estariam já sofrendo horrores nesse
momento. Sendo assim, quando Jesus
morre, o espírito dele desce de acordo
com essa crença até o Sheol e ali ele
prega os espíritos em prisão. E a
maneira como eles lêem aquele texto de
Pedro, que eu já expliquei para vocês,
refere-se a outra coisa, a Jesus através
de Noé, falando lá no no dilúvio, mas
diz que ele prega essas pessoas e aí ele
permite que aqueles santos que estavam
nesse paraíso tenham agora acesso à
presença de Deus. E o paraíso, que então
era um estado intermediário, agora tem
um desdobramento. O paraíso agora é a
contemplação de Deus. Significa que
desde Abel, que morreu salvo até o
último salvo, antes de Jesus respirar,
nenhum salvo tinha a contemplação da
presença de Deus, porque eles estavam
num estado intermediário. Mas uma vez
que Jesus morre na cruz e vai até lá
resgatar essas almas, elas agora saem
desse estado intermediário que elas têm
agora acesso a estarem na presença de
Deus, os mortos. Só que essa mesma ideia
do estado intermediário, ela é confusa
porque ela continua dizendo que até a
ressurreição final todos estarão no
estado intermediário.
Percebeu? Bom, se todos estarão no
estado intermediário, qual a diferença
então de antes da cruz para depois da
cruz? Aí eu volto agora na tela para
você entender. Eles compreendem o
seguinte, ó. Então, o Sheol ou Ades é o
paraíso onde todos estariam ali, não é
isso? Quando Jesus morre na cruz do
Calvário, é a parte em vermelho aqui,
ele desce ao Ades e tira do Ades as
almas de todos aqueles que tinham sido
salvos e os conduz à presença de Deus,
ao paraíso. Ao paraíso. Só que mesmo
essa presença de Deus ainda é
provisória. Por isso a continuidade da
expressão estado intermediário, porque
só na ressurreição final, quando essas
almas dos salvos receberem os seus
corpos, é que elas poderiam estar na
plenitude da presença de Deus e da
eternidade, tá certo? Aí vem os outros
elementos, a transferência e a
consumação. É assim que os que acreditam
na imortalidade da alma ensinam. Eu
tenho várias dificuldades com isso que
eu vou apresentar para vocês daqui a
pouquinho. Eh, uma delas é essa. Bom, se
a pessoa precisa da ressurreição final
para estar na presença ativa de Deus,
então aqueles que ressuscitaram com
Jesus, eles receberam corpos, então eles
não estão mais no estado intermediário.
Fica sem sentido isso, porque se o
estado intermediário dura até a
ressurreição final e aqueles que
ressuscitaram com Jesus já
experimentaram a ressurreição final por
ocasião ali da ressurreição do Senhor,
então eles já estão na situação final.
Como é que funciona o estado
intermediário para eles? Segundo, se
Jesus ao morrer leva até Deus Pai as
primícias daqueles que ele salvou e de
acordo com essa teoria imortalista,
todos os que foram salvos no Antigo
Testamento são agora apresentados por
ele a Deus. Qual a necessidade das
primícias?
Qual a necessidade de ressuscitar apenas
alguns, sendo que todos os demais estão
na presença de Deus?
É por essas razões que muit
respeitosamente a doutrina do estado
intermediário ela não faz muito sentido
para mim porque raciocina se como ensina
a doutrina do estado intermediário de
Abel até o último que morreu antes de
Jesus respirar na cruz, todos agora
estão na presença de Deus porque Jesus
deu essa oportunidade paraas almas deles
quando os tirou lá do Sheol.
Então, por que que ele ressuscitou
alguns? Não faz sentido. Alguns já estão
agora na presença de Deus em corpo
físico, outros ainda são em espírito.
Repito que isso não faz muito sentido.
Eh,
mas da onde que eu tirei, de onde você
tirou, Rodrigo, essa ideia de que Jesus
apresenta as primícias? Bom, de Primeira
Coríntios, capítulo 15, versículos 20 a
23, onde Paulo fala: "Cristo ressuscitou
dentre os mortos, sendo ele as primícias
dos que dormem, cada um na sua própria
ordem". Então veja bem, cada um na sua
própria ordem. Primeiro Cristo,
as primícias em segundo lugar, depois os
que são de Cristo na sua vinda.
Então aqui a Bíblia é muito clara.
Primeiro ressuscita Cristo, depois as
primícias, que são aquele grupo que
ressuscitou com ele por ocasião da sua
ressurreição, mencionadas em Mateus 24.
E depois os que são de Cristo na sua
segunda vinda. Então, até a segunda
vinda de Jesus não haverá ressurreição
generalizada do povo de Deus para a
glória. E aqui não fala nada das almas
daqueles que não ressuscitaram e que
estariam já na presença de Deus.
Fica estranho. Então você vê que a
doutrina do estado intermediário coloca
uma coisa que não está no texto. Hebreus
capítulo 12 versículo 22 a 24 também
fala aos espíritos dos justos
aperfeiçoados e a Jesus mediador da nova
aliança. É interessante que quando você
vai para Hebreus 11:40
ali também fala que aqueles mortos do
Antigo Testamento ainda não estavam
aperfeiçoados sem nós.
Mas tem um grupo agora mencionado como
já estando aperfeiçoados. são aqueles
que ressuscitaram com Jesus depois da
sua ressurreição.
Há alguns comentaristas do apocalipse
que até presumem que quando você vai a
Apocalipse capítulo 4
e você tem essa descrição aqui, olha,
Apocalipse capítulo 4, quando fala do
trono de Deus, diz o seguinte, eh,
só um minutinho.
Espírito do trono, quatro seres
viventes.
Aqui diz assim, olha, eh,
hum, só um segundinho que ainda não é
esse versículo que eu quero.
Esmeralda, aqui, olha, ao redor do
trono, perdão, não falei o versículo,
né? Olha o verso 4. Ao redor do trono
havia também 24 anciãos e neles estavam
estavam sentados 24 anciãos vestidos de
branco e com coroas de ouro na cabeça.
Eh, a cena que João viu provavelmente
era algo parecido com isso. Em torno do
trono de Cristo, 24 anciãos vestidos de
branco. E há muitos comentaristas do do
livro do Apocalipse que chamam atenção
para alguns detalhes. A Bíblia, eh,
nunca anjo recebe coroa.
Os que têm coroa, especialmente no
apocalipse, são os redimidos. Anjo não
tem coroa. Então, aqui eu estou falando
de seres humanos. Eles são chamados de
anciãos.
Eles fazem parte do mesmo movimento de
João, porque eh eles estão junto com
João ali, eles consolam João, eles
explicam para João alguma coisa, eles
adoram a Deus. Então, é um grupo de
seres humanos que está no céu. O número
24 não deve ser tomado como número
literal, porque pode ser apenas um
múltiplo do número 12, que na Bíblia é
símbolo do povo de Deus. 12 filhos de
Israel, 12 tribos de de Israel, 12
portas na Nova Jerusalém, 12 apóstolos
de Cristo. Então, 12 é o número do povo
de Deus, tá certo? 144.000 é 12 x 12 x
1000. Então você tem 24, ou seja, um
grupo do povo de Deus que já estava ali
contemplado por João. E por isso, alguns
comentaristas se perguntam se esses eh
24 anciãos não seriam aqueles que
ressuscitaram
e entraram com Cristo na presença de
Deus. Então, alguns presumem que os que
ressuscitaram com Cristo são os 24
anciãos mencionados aqui, tá certo? Eh,
agora você fala assim: "Tá bom, Rodrigo,
mas por que que você não acha que os
demais que morreram, que não fazem parte
desses que ressuscitaram com Jesus, não
estariam agora na presença de Deus?"
Como é que a gente pode explicar isso?
Então, vamos lá.
Para entender o estado das pessoas da
morte, o que que acontece com elas, o
que que a Bíblia ensina? E esse
pensamento não é só meu, só da igreja a
qual eu pertenço, não. Tá bom? Hans Wolf
é um que que fala muito a respeito
disso, Oscar Kuman, Clark Pinock, que
são autores protestantes de larga
envergadura. Ah, no ramo católico nós
temos, por exemplo, Pouso, embora ele
não defenda isso, mas tem todo um
tratado de Pouso muito interessante. É
um, acho que ele é jesuíta, já faleceu,
ele era espanhol e ele faz todo um
tratado a respeito da da imortalidade da
alma na no catolicismo. E ele também
acentua que na teologia católica tem
realmente uma discrepância, porque se o
credo diz: "Creio na ressurreição da
carne",
então se as pessoas já estão hoje na
presença de Deus no céu, qual a
necessidade da ressurreição da carne?
Uma coisa parece anular a outra. Se
todos nós já depois da morte vamos
imediatamente pro céu, pro paraíso,
para estar na nova Jerusalém, com os
anjos, com os santos, com os entes
queridos que a morte levou, se
imediatamente fomos pro céu depois
disso. Então, não há necessidade de no
final Deus ressuscitar os salvos que
morreram, porque já estão com ele.
Não faz sentido. Ou você acredita na
ressurreição da carne ou na imortalidade
da alma. Porque se a imortalidade da
alma não precisa da carne para poder
estar na eternidade com Deus, então fica
desnecessário. Não há explicação
teológica que dê conta de qual o porquê
da ressurreição. E e qualquer explicação
é fadada ao fracasso. Porque se alguém
falar o seguinte: "Não, mas é porque é o
seguinte, enquanto os nossos corpos não
forem ressurretos, a nossa alma não
ficará completa, tá? Mas então quer
dizer que você já pode estar na presença
de Deus de uma maneira incompleta? E
onde é que está a base bíblica disso?
Que a alma sem o corpo está incompleta.
Você vê que são inferências sobre
inferências. Então vamos começar lá do
Gênesis para entendermos qual é a
antropologia que a Bíblia apresenta, ou
seja, qual é a a receita do ser humano
de acordo com a Bíblia.
Quando você vai no livro do Gênesis, que
fala o modo como Deus criou o homem, eu
vou ler aqui na na tradução em
português, depois vou falar desses
termos em hebraico, ah, que que aparecem
aí. A Bíblia diz assim, Gênesis capítulo
2, Gênesis capítulo 2, versículo 7.
Então, o Senhor Deus formou o homem do
pó terra.
Então ele formou o homem do pó da terra,
ele soprou nas narinas o fôlego de vida
e o homem se tornou alma vivente. Então
Deus formou o homem yadá ou yatsá. Deus
forma o homem yatsá do pó da terra,
sopra nas narinas o fôlego de vida e o
homem se torna um alma vivente. Se eu
pegar os termos hebraicos que aparecem
aqui e jogar na tela, seria o seguinte.
Olha, pó da terra.
Tá certo? Pó da terra, a far. Então você
tem a palavra far, pó da terra. Você tem
a palavra fôlego de vida,
a nichmatim,
fôlego de vida, nmatim.
Aí o homem se torna alma vivente. Nefes
raiá.
Ficou confuso. Então talvez essa
ilustração vai me vai facilitar para
você.
Imagina uma lâmpada.
Se a lâmpada tem a junção da energia
elétrica, lâmpada mais energia elétrica
é igual a luz.
Entendeu a comparação? Lâmpada mais
energia elétrica é igual a luz. Se eu
tirar energia elétrica, eu não tenho
luz. Se eu tirar a lâmpada, eu não tenho
luz. A luz é o resultado da junção da
lâmpada com a energia elétrica. Agora eu
volto no slide anterior. Pó da Terra.
Mais fôlego de vida é igual à alma
vivente. Se eu tirar o pó da terra, não
tem alma vivente. Se eu tirar o fôlego
de o fôlego de vida, não tem alma
vivente.
Então, nota que o homem não é, ele não
tem uma alma, ele é uma alma.
Perceba que ele é uma alma vivente.
Ele é uma alma vivente, que é o
resultado da junção do pó da terra mais
do fôlego de vida. O pó da terra é o
corpo, o fôlego de vida é o ar que nós
respiramos que vem de Deus. E a junção
dos dois é que gera alma vivente. Então,
diferente do que diz a cultura popular,
a alma vivente não é um fantasminha que
vive a poro do corpo. Porque assim como
a luz só surge de lâmpada mais
eletricidade, a alma vivente é o
resultado de fôlego de vida mais pó da
terra. Se o pó da terra, se se a pessoa
não tem o pó da terra, que é o que é o,
o corpo, ele não pode ter ser alma
vivente. Então o Gênesis já fala que a
alma é o resultado dessas duas coisas.
Tanto é que no Novo Testamento várias
vezes eh usa a expressão assim: "As
almas que ali estavam e na nenhuma
situação espírita são as pessoas".
Alguém pode talvez a a eh abjetar minha
minha afirmação dizendo: "Não, mas
várias vezes na Bíblia apresenta assim:
"A minha alma tem sede do Deus vivo".
Como se a alma fosse algo dele. Mas
lembre que o hebraico bíblico, uma
palavra tem vários significados. A
palavra nefash pode significar alma,
pode significar eh garganta, pode
significar pessoa, pode significar vida.
Vida. Então, quando fala: "A minha alma
tem seja do Deus vivo, a minha vida".
Mas no Gênesis, a alma vivente, ela é o
resultado desses dois outros elementos
de Deus que são que são misturados, tá
bem? E tem várias passagens na Bíblia
que deixam entender que os mortos não
podem estar ainda na presença beatífica
de Deus, exceto aqueles que passaram
pela ressurreição, como é o caso
daqueles que morreram e ressuscitaram
com Jesus ali, de acordo com o Evangelho
de Mateus. Olha essa passagem de
Eclesiastes, capítulo 9, versículo 5 e
versículo 10. Os vivos sabem que
morrerão, mas os mortos não sabem coisa
nenhuma. Tudo o que a tua mão encontrar
para fazer, faz-o com todo o teu poder,
porque não há obra, nem projetos, nem
conhecimento, nem sabedoria no cheolo
para onde tu vais. Então você vê aquela
ideia do estado intermediário que as
almas estão conscientes no cheolo, não
faz sentido à luz de Eclesiastes.
Ah, outra passagem que eu poderia
mencionar para vocês é o Salmo 146,
verso 4, que diz: "Parte o seu espírito
e ele volta ao pó". Naquele mesmo dia
perecem todos os seus pensamentos. Muita
gente lê essa passagem do Salmo, falou o
seguinte: "Olha, quando o Espírito para
Deus, então significa que nós voltamos
conscientemente para Deus". Mas olha o
que que o Salmo fala. Quando o espírito
sai do corpo, parte o seu espírito, ele
volta ao pó e naquele dia morrem todos
os seus projetos. Ele não tem mais nada
para executar. Eh, o Salmo 115:17 também
reforça: "Os mortos não louvam ao
Senhor, nem os que descem ao silêncio,
tá certo? Os mortos não louvam ao
Senhor, nem aqueles que descem ao
silêncio. Então, eh, nesse sentido, eu
posso dizer para vocês que não faz e eh
senso para mim dizer que as pessoas
estão na presença de Deus, nem na época
do Antigo Testamento, nem hoje. Vamos
ler mais algumas passagens da Bíblia
para não ficar preso apenas algumas.
Olha que curioso, como que o Novo
Testamento sempre fala da morte. Aí eu
retomo aquela fala minha lá no início do
eufemismo. É uma dormição.
O nosso amigo Lázaro dorme, disse Jesus,
mas vou despertá-lo.
Jesus lhes falou da morte de Lázaro.
Primeiro Tessalonicenses 4:13 e 14. Não
queremos, irmãos, que ignoreis a
respeito dos que dormem.
Os mortos são chamados os que dormem.
Daniel 12 verso 2. Muitos dos que dormem
no pó da terra ressuscitarão.
Atos 7:60 e depois o 13:36.
Eh, Estevão adormeceu.
E quando fala de Davi, Davi, depois de
servir a sua geração, adormeceu.
Então, veja que a Bíblia sempre compara
a morte a um sono.
E olha que interessante essa questão de
Davi. Quando você vai pro Salmo 2 versos
29 a 34, na pregação ali é dito o
seguinte, irmãos, na pregação de
Estevão, irmãos, é me listo dizer com
franqueza a respeito do patriarca Davi,
que morreu e foi sepultado, e o seu
sepulcro está entre nós até o dia de
hoje. Porque Davi não subiu aos céus.
Raciocine comigo. Davi não subiu aos
céus. De acordo com a doutrina do estado
intermediário,
Davi, ao morrer, teria sua alma num
estado intermediário consciente até que
Jesus fosse ali e o resgatasse para o
paraíso.
E ele continua no paraíso hoje, na
presença de Deus. Só que a Bíblia fala
que Davi não subiu aos céus.
Se ele não subiu aos céus na época em
que Estevão estava falando, nessa época
Jesus já tinha morrido e ressuscitado. A
suposta ida dos mortos do Antigo
Testamento para a presença de Deus já
teria acontecido de acordo com a
teologia do estado intermediário. Mas a
Bíblia fala: "Davi não subiu aos céus. A
sua sepultura tá conosco até hoje. Sendo
assim, para mim não faz sentido a
questão do do estado intermediário, tá
bom? Eh, apenas para vocês entenderem um
pouco essa essa dinâmica, como é que ela
funciona e porque eu acredito que as
pessoas quando elas morrem, elas dormem
no pó da terra até a segunda vinda de
Cristo. Porque é estranho, Paulo fala
que nós não vamos preceder os que dormem
se Deus permitisse que uns entrassem na
glória antes dos outros, exceto aquele
caso excepcional dos que ressuscitaram
com Jesus, que ali está na Bíblia.
Eh, seria uma coisa complicada.
Imagine uma uma mãe piedosa, cristã, que
morreu de câncer e deixou o marido viúvo
com suas filhinhas e essa mulher estaria
agora na presença de Deus. Mas como é
que ela vai estar curtindo a presença de
Deus vendo a família dela sofrendo aqui
na terra?
Não faz sentido. Uma vez que eu coloquei
isso numa palestra, alguém objetou
dizendo assim: "Olha, eh, mas você tem
que entender que na presença de Deus ela
não tem memória das coisas que acontecem
aqui." Bom, se ela não tem memória das
coisas que acontecem aqui, então
significa que ela tá na presença de
Deus, mas ela não tem nem noção do
pecado.
Como é que ela vai ter noção do que é
eternidade, a redenção se ela não tem
memória das coisas daqui? Não faz
sentido isso.
Você sabia que os primeiros cristãos
foram os que deram para o lugar dos
mortos o nome de cemitério? Pode
pesquisar depois no numa I
numa enciclopédia. Você vai ver a
palavra cemitério, coemité em grego,
significa dormitório.
E esse nome foi o nome que os primeiros
cristãos usaram para se referir ao lugar
dos mortos. dormitório. Os pagãos que
acreditavam em mortalidade da alma
chamavam de necrópolis.
Falar necrópole, cidade dos mortos
ou catacumba, né? O lugar onde lá lá
embaixo foi um apelido que eles deram
pros túmulos cristãos, mas os cristãos
mesmos chamavam de coemitérium,
dormitório. Aí a pergunta que eu faço é:
por que os cristãos chamariam de
dormitório o lugar dos mortos
se eles eh eh não entendessem a morte
como um sono? Aliás, aquela passagem que
eu li para vocês também de eh
Tessalonicenses, ela é curiosa também,
porque quando Paulo fala eh do estado
dos mortos na na vinda do Senhor, ele
coloca de maneira muito clara primeira
eh Primeira Tessalonicenses 4, versículo
13. Irmãos, não queremos que vocês
ignorem a verdade a respeito dos que
dormem, para que não fiquem
entristecidos como os demais que não têm
esperança. Pois se cremos que Jesus
morreu e ressuscitou, assim Deus também,
mediante Jesus trará na companhia dele
os que dormem. E pela palavra do Senhor
ainda lhes declaramos o seguinte: nós,
os vivos, os que ficarmos até a vinda de
Jesus, de modo nenhum precederemos os
que dormem. Porque o Senhor mesmo, dada
a sua palavra de ordem, ouvida a voz do
arcanjo ressoada a trombeta de Deus,
descerá do céu e os mortos em Cristo
ressuscitarão
primeiro. Numa outra passagem, Paulo
fala o seguinte: "Porque será como num
abrir e fechar de olhos ao soar da
última trombeta,
um abrir e fechar de olhos". Então, para
quem morreu, ele pode ficar dois dias
morto antes de Jesus voltar ou 700 anos
morto antes de Jesus voltar. Para ele
vai ser um abrir e fechar de olhos, uma
piscada. Ele não vai sentir o tempo
passar porque ele tá inconsciente
e assim todos entraremos na glória de
Deus para sempre. Agora tem uma passagem
que ela parece contradizer tudo que eu
falei.
Ela está em Lucas, capítulo 16.
É uma parábola curiosa que é a parábola
do rico e Lázaro ou o rico e o mendigo.
Lucas capítulo 16 verso 19 em diante diz
assim: "Ora, havia certo homem rico que
se vestia de púrpura e de linho
finíssimo e que se alegrava todos os
dias com grande ostentação havia também
certo mendigo chamado Lázaro, coberto de
feridas, que ficava deitado à porta da
casa do rico. Ele desejava alimentar-se
das migalhas que caíam da mesa do rico,
e até os cães vinham lamber-lhe as
feridas. E aconteceu que o mendigo
morreu e foi levado pelos anjos para os
junto de Abraão. Na no grego traz para o
seio de Abraão. Morreu também o rico e
foi sepultado no inferno. Estando em
tormentos, o rico levantou os olhos e
viu ao longe Abraão e Lázaro junto dele.
Então, gritando, disse: "Pai Abraão,
tenha misericórdia de mim
e mande que Lázaro molhe a ponta do dedo
em água e me refresque a língua, porque
estou atormentado nesse fogo."
Mas Abraão disse: "Filho, lembre-se que
você recebeu os seus bens durante a sua
vida, enquanto Lázaro só teve males.
Agora, porém, ele está consolado aqui
enquanto você está em tormentos. E além
de tudo, há um grande abismo entre nós e
vocês, de modo que os que querem passar
daqui até vocês não podem nem os de lá
passar para cá." Então o rico disse:
"Pai, eu peço que mande Lázaro à minha
casa paterna, porque tenho cinco irmãos,
para que lhes dê testemunho, a fim de
que não venham também para esse lugar de
tormento." Abraão respondeu: "Eles têm
Moisés e os profetas, ouçam-nos". Mas
ele insistiu: "Não, pai Abraão. Se
alguém dentre os mortos for até lá, eles
irão se arrepender." Abraão, porém, lhes
respondeu: "Se não ouve Moisés e os
profetas, também não se deixarão
convencer, mesmo que ressuscite alguém
dentre os mortos.
Uau! Isso aqui parece ir na contramão de
tudo, tudo que eu falei para vocês, mas
vamos por partes.
Mesmo teólogos que ah defendem a
imortalidade da alma, como Bruce, que eu
podia mencionar aqui, ah, para mencionar
os os evangélicos, ou Fitz Maia para
representar os católicos aqui, que é um
especialista no Evangelho de Lucas. Eh,
esses teólogos e outros que eu poderia
mencionar admitem que essa parábola não
pode ser colocada como uma fundamentação
da doutrina da imortalidade da alma por
várias razões. Primeiro porque ela vai
na contramão da imortalidade da alma,
como ela é defendida por aí. Quer
exemplos? Quando o rico suplica Abraão
assim: "Ó pai Abraão, manda que Lázaro
com a ponta do seu dedo toque na água e
me refresque a língua.
Isso é tátil. Dedo, água, espírito, não
tem dedo, não tem língua para não tem
esse negócio de toque na ponta da minha
língua. Esse tocar é algo concreto, como
esse celular aqui, ó. Tá certo? Ó, toque
na ponta da minha língua. Isso não faz
sentido para uma leitura imortalista,
porque não teria como um espírito tocar
noutro espírito. Eh, segundo dá, se eu
for levar o pé da letra essa parábola,
eu tenho outra dificuldade aqui.
Significa que aqueles mortos que estão
na presença de Deus, eles conseguem ver
os ímpios do outro lado já agora e os
ímpios o tempo todo, o que também não
faz sentido.
Eh, como é que a gente interpreta isso
aqui? alguma algumas coisas têm chamado
atenção do dos acadêmicos. Uma delas é
justamente o início dessa parábola. Sabe
por quê? O meu primeiro doutorado foi
sobre o evangelho de Lucas. Eu estudei
muita coisa sobre Lucas e uma coisa que
chamou atenção é que em todas as
parábolas de Jesus em Lucas há um
preâmbulo mais ou menos assim: "Então
passou Jesus a falar-lhes por parábolas,
dizendo, então Jesus proferiu uma
parábola dizendo. Então Jesus disse aos
seus discípulos e assim por diante."
Quer ver? Eh, deixa eu pegar aqui aqui,
ó. Por exemplo, capítulo 18. Jesus lhes
contou uma parábola para mostrar como
deveriam ir. Então, Jesus contou uma
parábola. Eh, no outro diz assim, deixa
eu pegar uma outra parábola qualquer
para ele, eh, para vocês aqui. Olha, eh,
Jesus continuou, certo homem tinha dois
filhos.
Antes de falar, Jesus continuou, fala
assim: "Eh, Jesus lhes contou esta
parábola, dizendo: "Qual dentre vós é o
homem?"
A única parábola do Evangelho de Lucas
que não tem essa introdução
indicando que Jesus contou foi essa
aqui. Ela começa seca, ela não tem
aquele preâmbulo esperado. E Jesus
proferiu-lhes uma parábola dizendo: "E
Jesus, para ilustrar o reino falou isso.
Não, nenhum ou continuou Jesus vem seco.
Ora, havia certo homem rico."
Isso chamou atenção de vários exegetas.
Por que que é o único lugar onde a
parábola não tem uma introdução de
autoria de Cristo, de fala de Cristo? A
explicação provavelmente vem de uma tese
defendida por esse cavaleiro aqui, Hugo
Grassman, alemão, erudito em Novo
Testamento. E ele fez uma pesquisa muito
bem feita e essa pesquisa ainda está
valendo até hoje acerca de um papiro
egípcio.
Eh, vou mostrar para vocês esse papiro
aqui. Olha esse papiro egípcio, mas há
outras versões da história que eu vou
contar para vocês. E esse papiro
egípcio, ele tem muitas semelhanças com
a parábola do rico e Lázaro. E Hugo
Grassman percebeu essas semelhanças.
Eh, ele então publica essa análise e
esse papiro egípcio ele dá seria um
conto egípcio datado de aproximadamente
do so século antes de Cristo, mas ele é
um manuscrito do primeiro século antes
de Cristo, uma cópia, não é? E é um
conto de um egípcio chamado Setné. e o
seu filho si o eh Siri de Memphis, que
narra a história de um mendigo que morre
morre sem honras e um rico que é
sepultado com pompa.
E lá no além tem a inversão de valores.
Então, a história dele é o seguinte, eh,
o Siri,
um dia estava pro pai dele, era um
menino muito bom, eh, o filho único e
tudo mais, muito sábio. E o pai dele um
dia estava com ele num lugar lá e viram
duas pessoas sendo sepultadas, um rico
cheio de pompa, vestido de linho
finíssimo, que é uma expressão que
aparece aqui também fala do rico que
vestia de púrpura e linho finíssimo, a
mesma expressão.
E o pobre foi jogado numa valeta sem
nenhuma, nenhum elogio, sem nenhuma eh
eh emoção, nada. Aí o o pai virou pro
filho, o o Sebne, e fala assim, Setne
fala assim: "Tá vendo, meu filho? É bom
ser rico o máximo que você puder e
honrado pelos homens. Porque se você for
rico e honrado pelos homens, você
continuará sendo honrado na sua morte.
Mas você não se preocupar em ajuntar
dinheiro, em ter sucesso, prosperidade,
você não vai ter nenhum respeito na
vida, nem na hora da morte que eles te
jogam no buraco. Aí o filho vira pro pai
e fala assim: "Não, pai, o senhor tá
enganado.
Por que que o senhor não não vem comigo
até Amduat, que é o reino dos mortos?"
Aí aquele texto egípcio começa a dizer
que agora o Pai desce para o reino dos
mortos.
E quando ele chega lá diante de Osires,
diante dos deuses egípcios, ele vê que o
papel inverteu. Ele vê que aquele rico
estava sendo atormentado, enquanto
aquele pobre estava sendo aplaudido. Aí
o pai desesperado volta e comenta com o
filho dele que é o parente.
Esse detalhe é importante. Meu filho,
que bom que você me alertou como é no
mundo dos mortos, que é diferente do que
a gente vê aqui. Temos que ensinar isso
para toda a nossa família.
Aí você percebe muitas semelhanças entre
essa história egípcia e a parábola de
Jesus. A hipótese de Hugo Grassman
Daisman também falou alguma coisa nesse
respeito, é que esta e outras histórias
parecidas circulavam no Egito
Ptolomaida. Verdade. Tem muitas
histórias parecidas ali. Essa não é a
única não. Até uma crítica que fizeram a
Hugo Grassman, que tem alguns detalhes
dessa história que a parábola de Jesus
tá contradizendo, mas não que a parábola
de Jesus se baseia nessa história
específica, mas talvez numa cultura que
havia na época, especialmente em Memphes
em Alexandria. E de Alexandria, dos
cinco bairros que havia em Alexandria,
dois eram de judeus. Então, Hugo
Grassman acredita, Daisman também, que
muitos judeus herdaram essa essa lenda
ali em Alexandria e trouxeram para
Jerusalém.
De modo que havia também na época de
Jesus muita gente que ganhava o coração
dos dos das pessoas com supostas idas ao
mundo dos mortos. Talumaturgos faziam
demais isso. Eles consultavam mortos e
diziam ter tido uma viagem mística ao
mundo dos mortos. Alguns colocavam que
entraram no barco do caronte a
semelhança
de Heracles, que foi até ao mundo do
inferno lá e enfrentou o cébero e viu
como era as coisas. Então essa história
eh eh havia e Jesus então não tira uma
parábola de si mesmo,
mas ele repete
uma história popular que havia. E
repito, essa interpretação não é minha,
não. Tem muito teólogo de várias
confissões religiosas que afirmam isso.
Jesus estava esboçando nessa parábola
um conto recorrente na comunidade que
ele vivia, que muitos judeus acreditavam
na imortalidade da alma. Lembra que
quando Jesus veio andando nas águas, os
discípulos gritaram pensando que era um
fantasma. E sendo assim,
qual que é a ideia que nós temos? Eh,
Jesus aplica aqui uma técnica rabínica
interessante
que ele repete a tese da pessoa e muda o
final para mostrar a incongruência do
argumento.
Jesus muda a parábola no final.
pel fato de não ser uma das suas
parábolas, aí justifica o fato de ter
começado, ora havia um homem, mas Jesus
muda, porque nas outras versões o
sujeito volta do do mundo dos mortos
para contar o que acontece ali, mas na
versão de Jesus não. Ele fala: "É
impossível que alguém volte." E quando o
sujeito, não, mas deixa eu voltar para
falar paraos meus parentes
a semelhança de Setney, que voltou para
conversar com o filho dele sobre o mundo
dos mortos, aqui é impossível voltar. E
a ênfase de Jesus é: eles têm a lei e os
profetas que os ouçam. Eles têm a lei e
os profetas.
A lei e os profetas eram nas escrituras
na época de Jesus. É o que chamamos de
Antigo Testamento. Porque se eles não
ouvem a lei, os profetas, isto é, se
eles não ouvem o Antigo Testamento, nem
que se alguém vier dentre os mortos vai
convencê-los.
E talvez a lição de moral disso para nós
hoje é: ora, se você não estudar a
Bíblia, você vai se converter. É pelo
testemunho de alguém que diz que falou
com os mortos,
foi até o mundo dos mortos e voltou.
Você tem a Bíblia, é a Bíblia que basta.
Não, uma mensagem psicografada ou o
testemunho de alguém que falou que foi
ao inferno e volta pregando como é que
ele viu as pessoas lá no inferno e
voltou, que ele teve no inferno, que ele
viu os mortos. Jesus falou: "Não, eles
têm a ler os profetas, porque se eles
não se convertem por esse livro, eles
não vão se converter pelo testemunho de
alguém, um taumaturgo, que foi lá ao
mundo dos mortos e voltou". Tá certo? É
essa a explicação que nós temos da
parábola do rico e Lázaro. Ela não
defende mortalidade da alma. Eh, eu
tenho mais um assunto aqui para passar
para vocês. Se vocês estão gostando,
então deixa o seu comentário aí. Que que
você tá achando das explicações, se elas
estão claras, se você tá conseguindo
acompanhar com a Bíblia, tá anotando e
se você quer mais explicações bíblicas,
você quer aprofundar mais no texto, eu
vou convidar você a fazer parte dos meus
alunos da plataforma Bíblia comentada.
Já está aqui na descrição do vídeo como
é que você pode se inscrever, tá certo?
E tem, olha, tem mais de 400 aulas ali.
Há outros teólogos que participam, nós
explicamos a Bíblia, você vai conhecer a
Bíblia e todos os dias eu tenho um
estudo bíblico de 5 a 8 minutos adequado
à sua realidade. Então, se você não tem
muito tempo, não se preocupe, porque nós
temos algo de acordo com o pouco de
tempo que você tem. Então, seja meu
aluno na Bíblia comentada, não é caro,
não é difícil de participar e você vai
ter uma enciclopédia teológica. Aí a
última explicação que eu quero dar hoje
é com relação a outra passagem que
também parece ir na contramão do que eu
ensinei sobre a imortalidade da alma. Do
que eu ensinei não do que eu li na
Bíblia, né? Porque eu só li o que estava
no texto. Se a Bíblia fala que os mortos
não sabem coisa nenhuma, como eu falei,
que eles dormem até a volta de Jesus,
como é que eu explico Lucas 23:43?
Quando Jesus disse ao bom ladrão, dito
bom ladrão, né? Eh, em verdade lhe digo
que hoje você estará comigo no paraíso.
Esse aqui é um texto que muita gente
levanta. Olha, Jesus prometeu que
naquele dia ele levaria o ladrão para
pro paraíso consigo. Como é que a gente
explica essa passagem então da promessa
de Jesus ao ladrão na cruz? Vamos
estudar aqui essa questão. Isso por
coincidência foi o tema da minha tese de
doutorado eh na Universidade Católica,
tá bom? Quando eu eu fiz ali sobre Lucas
23:43. Para explicar para você isso aqui
de maneira muito simples, eu vou
relembrar o que eu falei da pontuação no
texto antigo. Lembra que eu falei que o
texto grego não tinha pontuação nem o
hebraico? Então em grego você lê assim:
Ameno semeron metemu metremu entito,
traduzindo em verdade ou amém. Amém. Em
verdade e te digo hoje, comigo estarás
no paraíso.
Lendo assim, essa frase admite duas
leituras, igual lá atrás ilustrei, né?
Matar o rei não é pecado. Matar o rei
não é pecado. Eu posso ler letra A. Em
verdade te digo hoje. Hoje eu te digo,
tu estarás comigo no paraíso. Ou em
verdade te digo que hoje estarás comigo
no paraíso. Na primeira leitura, Jesus
estava o o Semeron, que é a palavra hoje
em grego, estaria enfatizando o dito de
Cristo. Hoje eu te digo, você estará
comigo no paraíso. Na segunda leitura,
Jesus está prometendo que naquele dia eu
sujeito iria pro paraíso. E antes de
você falar, Rodrigo, você tá forçando o
texto. Essa primeira leitura, ela é
ridícula em primeiro lugar porque é um
pleonasmo.
Se eu tô falando, é lógico que é hoje. É
a mesma coisa de falar descer para cima,
subir para baixo, eh não, perdão, subir
para cima, descer para baixo, sair para
fora. Não faz sentido isso. E em segundo
lugar, você também pode, eh, eh,
responder dizendo que aqui no texto,
pelo menos na tradução em português, tá?
Em verdade lhe digo que hoje estará no
paraíso. De trás para frente, a primeira
questão é que esse Q
que está aqui na tradução Nova Almeida
atualizada em várias bíblias, ele não
está no original. No original está amen,
em verdade. Soi a ti, leo a ti, digo
Semeron hoje.
Met eu, não tem a preposição roti. Aí
não está amenso e lego roti semeron. Se
tivesse o rotier, realmente não tinha
escapatória.
Em verdade digo que hoje se trata de um
paraíso, mas no grego não tem sequ. Ele
foi colocado pelo tradutor. E a
pontuação também é de de cunho do
tradutor, não faz parte do original. O
original está a dúbio, tá certo? Aí você
pode falar: "Tá, então como é que a
gente pode e eh entender isso? Eu vou
mostrar para você primeiro as cópias que
nós temos de de Lucas. E nós temos uma
coisa interessante, eu até anotei na
minha tese aqui dos
351 manuscritos gregos que nós temos de
Lucas, 348 mantiveram o texto sem
pontuação, ou seja, dúbio, dúbio. Mas
nós temos pelo menos três testemunhos
gregos e sete versões antigas que se
posicionaram
sugerindo uma leitura que resolva essa
anfibologia. Isso aí. E vamos ver quais
são esses manuscritos. Primeiro lugar,
você tem o Códex Vaticano, que é um
texto do quto século, que ele parece que
resolveu a a leitura. Tô colocando
apenas aqueles que se posicionaram
diante de leitura. o ciríaco curatoriano
que traduz inequivocamente: "Amém, eu te
digo a ti hoje que estarás comigo no
jardim do Édenem". sem ambiguidade.
Então veja o Códex Vaticano que vou
mostrar para você, dá a entender que em
verdade digo hoje. Ponto, tu estás
comigo no paraíso. O síco curatoriano,
eu te digo hoje a ti, você estará comigo
no paraíso. E de eh versões antigas, nós
temos pelo menos três versões que
oscilam na pontuação. E a três escolha.
O que que é escolha, Rodrigo? São
anotações que ficam à margem de
manuscritos bíblicos que eh não afirmam,
mas testemunham a possibilidade da
leitura. Em verdade digo, hoje tu
estarás no paraíso. E não que hoje
estarás no paraíso. E os pais da igreja
também temos João Cassiano, eh, Ezíquio
de Jerusalém, Teofiláquio, Dionísio e
outros mais que registram ou discutem a
leitura que liga Semeron ao verbo de
fala.
Antes que alguém depois fala assim:
"Rodrigo, está sendo desonesto
academicamente, porque muitos dos pais
da igreja que ele cita aí, eles defendem
a leitura que diz que o ladrão foi pro
paraíso naquele dia." Isso é verdade.
Mas eu não estou tomando esses pais da
igreja que eu registrei para falar que
eles defendem essa leitura que eu estou
apoiando. Eu digo apenas que eles
admitem que na época dele deles havia
pessoas que liam como eu estou propondo
que se leia hoje, tá certo? Essa que é a
minha argumentação. Então, como eu
falei, os manuscritos são vagos. Tem um
manuscrito também do século X, é o 319,
que ele também pontua como eu sugiro. Aí
já tem pontuação nesse manuscrito
bíblico, tá bom? É verdade. Te digo hoje
que tu estarás no paraíso e não que hoje
estará no paraíso. É um esse manuscrito
eu não peguei tanto na minha tese de
doutorado porque era um manuscrito
tardio, media no final da Idade Média,
início da Idade Moderna já século XV,
século X aproximadamente.
E nós temos alguns textos até vou contar
para vocês uma coisa que na minha tese
eu falei de um jeito, mas um colega
teólogo falou: "Olha, acho que você tem
que voltar isso aqui. Eu apresento na na
tese, entre os manuscritos que pontuam o
texto, eu cito o Codex Bez do sexto
século
pontuando o texto contrário àquilo que
eu estou defendendo."
Então eu tenho o manuscrito tá aí na
tela para vocês e embaixo eu tenho
escrever em grego porque eu não vou
conseguir ler aqui em cima sem óculos.
Tá escrito assim, ó. De ró a de ró.
Porém ró Jesus é o nome de Jesus. Está
abreviado. E pen disse ao ele to e e
plonti ao que estava ao seu lado.
Tarse coragem.
Semeron hoje met emuent
paraitsu. Aí muitos comentaristas
entendem que a tradução seria: Disse
porém Jesus a ele o que estava ao seu
lado. Coragem, porque hoje você estará
comigo no paraíso. Mas um colega falou
assim: "Olha, já que não tem a partícula
aqui, você pode ler de outra maneira.
Coragem hoje, coragem hoje". É como se
fala assim, aguenta mais um pouquinho,
você estará comigo no paraíso. E esse
manuscrito não estaria necessariamente
defendendo a a outra leitura. é uma
possibilidade, mas também não posso. Eh,
há alguns também que argumentam assim:
"Olha, quando você fala do do ciríaco eh
curetoniano,
de fato, ele diz eh em verdade te digo
hoje,
ponto. Você estará comigo no jardim do
Éden, mas você tem que contar para as
pessoas também que tem um outro ciríaco
sinaítico que traz a versão que você não
aprova. É verdade, ele é mais antigo que
o círíaco curetoniano. Só que eh aqui tá
até como é que ele diz? Eu como não se
lía eu precisei de uma transliteração.
Seria amen ou amar. Digo aná. Eu digo
eu. Lac. Ati. Ati. Diam.
Diam. que hoje
a mi comigo comigo ter bada da
hoje você estará no paraíso. Então qual
que é o problema aqui? Deixa eu contar
para vocês. Eu tenho que ser muito
honesto com as falas. Eu tenho dois
manuscritos sííacos antigos do quto ou
5inº século, embora eles possam ser eh
copiados de um manuscrito do segundo
século. Um manuscrito ciríaco eh mais
antigo diz: "Em verdade te digo que hoje
você vai estar no paraíso". No outro
diz: "Em verdade te digo hoje que você
estará no paraíso." Percebeu a
diferença?
Eh, então muita gente fala: "Olha, o
mais antigo é que deve ser levado em
consideração, mas isso é um erro, porque
a gente sabe que em crítica textual não
necessariamente o manuscrito mais antigo
é o mais correto. E em segundo lugar, eu
tenho um livro aqui de Bruce Metzger, o
texto do Novo Testamento, onde ele
analisa esses textos e ele fala que
embora o texto chamado sinaítico, que é
um texto sííaco mais antigo, ele ele
seja mais antigo do que o outro, em
muitos lugares o curetoniano,
que defende aquela leitura que eu estou
colocando, ele está menos corrompido do
que o primeiro. tá aqui na página na
página 96 e 97 do livro The Text of the
New Testament de Matsge. Então,
a gente tem essa questão aí que temos
que levar em consideração, tá bom? Eu
vou mostrar para vocês as duas fotos dos
manuscritos aí. O que está à esquerda é
o manuscrito sinaítico, o o síco
sinaítico. E o outro é o ciríaco
curetoniano, que tem esse nome por causa
de cureton, que era o o sujeito que o
descobriu. Aí a gente tem o códex
sinaídico escrito em grego, que é outro,
e ele não tem pontuação. Esse pontinho
vermelho que tá aí, eu não sei porque
que ele apareceu na hora que eu copiei a
a a imagem, mas não liguem para ele,
não. Olha que tá tudo escrito, escripto
contínua, não tem separação entre as as
palavras. Então esse texto ele não me
ajuda em nada a decidir qual a melhor
leitura de Lucas 23:43, porque ele
e todos os demais 348 manuscritos gregos
no Novo Testamento estão dúbios. Então
eu só tô trabalhando com aqueles que
realmente se posicionaram. Aí eu tenho o
Códex Vaticano. O Códex Vaticano parece
que se posicionou porque tão vendo onde
está a setinha aí? Esse é um cdex do
quarto século. Eh, na linha de cima tem
aparecendo um C e um H. Tão lendo na
linha de cima C e H. lá no finalzinho,
na verdade, a palavra c e aqui na
setinha meron, que é hoje em grego. Aí
depois do semeron, tem um pontinho aí
embaixo, a gente chama de hipostigme. Em
grego, hipostigme é um tipo primitivo de
pontuação que, embora os manuscritos não
tivessem pontuação, parece que algum
tipo primitivo já tinha ali em alguns
manuscritos. Vou mostrar esse aqui mais
ampla aqui. Olha aí. Sem meron. Aí tá em
verdinho só para vocês verem onde tá o
pontinho e em cima a mesma a mesma letra
ampliado do Códex Vaticano. Então a
leitura é: "Em verdade te digo hoje
ponto.
Tu estarás comigo no paraíso." É assim
que esse texto define. Eh, eu usei
inclusive esse essa argumentação na na
minha tese, mas ela não é uma uma uma
argumentação conclusiva. Ela é uma
evidência que aponta pra leitura que eu
estou falando, mas não é que eu provei
agora, ela faz parte do conjunto. Ela me
mostra que naquela época do quto século
havia copistas que entendiam que a
leitura correta de Lucas deveria ser:
"Em verdade digo hoje tu estarás comigo
no paraíso." E não o contrário.
Mas eu tenho também falar com vocês que
apareceu um argumento muito sincero,
muito interessante e por não dizer
sincero na internet de Itard Victor. não
o conheço, mas eu li um artigo dele
sobre isso, apareceu para mim na
internet esses dias procurando e um
artigo cheio de bibliografia, ele tá
reagindo até a uma publicação adventista
e foi um artigo respeitoso, isso é para
mim a primeira coisa, acadêmico. E ele
levantou uma lebre interessante que na
época da minha tese eu nem tinha
discutido isso. Ele levanta o seguinte,
veja bem, dizer que aquele ponto ali do
texto do Códex Vaticano é uma prova de
que deveria que o o copista queria que o
texto fosse lido desse jeito, como
acabei de explicar, não faz sentido pelo
seguinte: Aquele manuscrito está repleto
de pontos em lugares errados. Por
exemplo, essa passagem aí de cima é
aquela passagem que eu li para vocês
antes que fala que o véu do santuário
rasgou de véu abaixo. E onde a setinha
vermelha está mostrando, tem a palavra
na que é santuário e meson.
Se isso aí for realmente um ponto, uma
pontuação primitiva, isso demonstra duas
coisas. diz o Itart Víctor e ele tem
razão no primeiro momento, demonstra que
ou copista
era analfabeto,
ele só tava copiando sem saber o que
tava copiando, sabe? Analfabeto, eu
posso copiar japonês e não sei japonês,
só vou copiando as letras, mas não sei o
que tá copiando. É nesse sentido que
pode parecer estranho, né? Copista
analfabeto, você pode copiar as letras
sem saber o que tá copiando, porque
senão não faz sentido eu dizer assim:
"Então, o vel do santuário se rasgou".
ponto no meio. Não faz sentido realmente
aquela hipótese ali no meio. E ele dá
outros exemplos no artigo dele que eu
também quero levantar para vocês aqui.
Ele dá, eu vou só citar dois, mas ele dá
outros exemplos. Aqui nós temos a
palavra aromatá, que é a palavra aromas.
E a setinha tá mostrando aí, ó, Roma. Aí
tem um pontinho, tá? Aí ficou pior do
que a primeiro exemplo, porque agora o
ponto está no meio da sentença.
Como é que eu poderia responder a essa
observação do Víctor que num primeiro
momento faz sentido?
A primeira, eu vou dar essa resposta em
dois níveis. A primeira delas é que nós
temos que recordar que há várias
passagens, por exemplo, em Romanos
capítulo 7, capítulo 8, que mostram o
hipóstigma colocado, os hipóstigma, que
seria o plural, eh, em situação de
pontuação coerente, várias. E quando
você tem o hipostigma ou hipóstigme é o
ponto embaixo, significa uma vírgula.
Quando você tem o o stigme mese, é um
pontinho no meio e o stigme teleia é um
pontinho em cima indicando vírgula,
ponto e vírgula e ponto final.
Mas você pode falar: "Tá, Rodrigo, mas e
os outros pontos que o Victor mostrou?"
Aí eu vou eh chamar atenção para você
para outros dois estudos perdão, voltei
demais aqui sobre o o texto ali de eh
do Vaticano. Houve pelo menos quatro
redatores dele. E ao que tudo indica,
cada redator que ouve do texto foi um
revisor do texto anterior.
E também no século XI, de acordo com
alguns, outros colocam até no século X,
houve uma outra revisão do texto.
Então, em 2000, eh, Philipin e Paul
Carn, que inclusive é da Biblioteca
Apostólica, que tem uma original desse
manuscrito que eu mencionei para você,
eles realizaram um trabalho pioneiro,
examinando diretamente o codice, porque
na minha tese eu tenho a foto dele.
Lembro quando eu fui fazer esse
doutorado, deixa eu voltar aqui. Foi um
você não sabe como é que foi eu rodando
nas bibliotecas da Europa, inclusive na
biblioteca do Vaticano, para conseguir
essa cópia aqui no final.
Olha aqui,
foi uma luta para conseguir isso aqui.
Eu tinha que entrar numa sala que tinha
os manuscritos e fazer uma leitura ainda
eh com uma umas fitas assim, uma coisa
tremenda. Hoje eu não precisaria sair do
Brasil para fazer essa tese, que eu
tenho tudo em alta resolução na
internet, mas o fato é que esses dois
perceberam que eh existe um tipo de
pontuação e algumas letras pela
coloração são letras letras do
manuscrito original do quto século e
outras são acréscimos
que foram feitos posteriormente.
Eh, houve uma uma
contestação, desculpa, ficou contextado,
tem um erro de português aí, perdão.
Houve uma contestação recente de Gordon
Ali e outros autores, que também fizeram
uma leitura eh com microscópio
infravermelho de várias partes do
manuscrito do Códex sinaítico. Eles
dizem que esses eh textos são bem
posteriores. Então, o que que eles
notam? Estão vendo aí a letrinha capa?
Tem dois pontinhos do lado dela. Aqui
tem várias fotografias que eles tiraram
e eles examinaram o tipo de tinta que
estava ali e descobriram que tanto a
tinta mais escura como a mais clarinha
eram, tá vendo? Tem dois pontos aí do
lado. Esses dois pontos indicam o
seguinte, que o sujeito quando copiou
isso, ele reconhecia que havia outros
manuscritos bíblicos com outras
leituras. Então ele só sinalizou ali com
dois pontos do lado. E esses dois pontos
não fazem parte do manuscrito original,
mas foram feitos posteriormente, bem lá
na frente, talvez 1000 anos depois,
cerca de 1500 depois de Cristo. Eh, aqui
nós temos duas imagens do manuscrito,
uma imagem que você tem, como eu
conseguiria fotografar na época, com as
letras quase apagadas. E aqui uma imagem
agora, eh, sem estragar o material, onde
você vê um ômega em cima e um ôicro
embaixo, onde o copista, olhe bem, tinha
um manuscrito antigo, alguém depois
pegou e passou uma tinta por cima das
letras que estavam desbotando. Olha que
interessante, as letras estavam
desbotando. Então, alguém chegou e
passou tinta por cima e também revisou o
texto. E nos lugares que ele havia
encontrado um erro, por exemplo, essa
palavra aqui que eu não sei qual é
porque tem e nor nor nor nor norra, né?
Deveria ser com ômega e não com omicron.
Então ele deixou o omôicron embaixo com
a letra antiga, com a tinta antiga, já
desbotando, e escreveu a correção em
cima.
Olha aqui outro exemplo que você pode
ver. Olha aqui, olha as letras com a
correção.
Muito interessante esse trabalho. Essa
foto para mim é a mais clara, porque
você vê aqui, olha, correção. Por
exemplo, a foto que tá na esquerda, você
tem o éil que parece com e aí o T que tá
em cima é a letra tal,
corrigindo a letra teta.
É uma revisão do manuscrito anterior.
Entre a letra mais apagada embaixo e a
de cima tem quase 1000 anos. Foi isso
que o Gordon descobriu. Mas ele não
apresentou necessariamente uma uma uma,
como se diz, uma contradição
do dos estudos anteriores. O que foi
descoberto anteriormente é o seguinte,
que aqueles dois pontos eram sinais de
crítica textual.
E os pontos que aparecem no meio das
letras, que o Víctor falou: "Olha, eh,
esses pontos aqui são pontuação errada,
não eram pontuação." Nós temos pelo
menos quatro hipóteses de quais, o que
significariam aqueles pontos que
aparecem no meio das palavras. Não
parecem ligar nada a lugar nenhum.
Parecem realmente um hipótigme, mas não
são. Eles podem ser pontos para indicar
hesitação na escrita. Quando o copista
falou: "Pera aí que eu tô na dúvida como
é que é. Eu vou botar um pontinho aqui
para que depois o pessoal saiba que essa
aqui eu tô na dúvida. Ele põe um ponto
marcando aquilo ali ou tentativa de
corrigir ou ajustar letras, mas ele
ainda estava em dúvida. Olha, por
exemplo, uma prova que pode ser
tentativa de corrigir ou ajustar letras
está no na imagem da da direita. Você
tem um H, que é a letra ETA, H, o C, que
é o sigma, e olha que o C tem um
pontinho dentro dele, tem dois Cs, um
sombreado ao outro, tá bem?
dá indicar que alguém fez já uma
correção no passado, mas um terceiro
editor estava na dúvida, ele colocou um
pontinho ali. Então isso não é um
hipósterma. É isso que eu acho que eh eh
nós temos que também entender, que não
são pontuações aqui, são eh eh
demonstração de dúvida textual ou ainda
uma revisão feita pelo próprio escrito
escriba ou por um corretor posterior.
Sendo assim, eu interpreto que nós temos
no manuscrito do Vaticano dois tipos de
pontuações.
pontinhos hipóstigma, que significam
realmente pontuação
e pontinhos que são apenas elementos de
crítica textual. Eu tô na dúvida se a
palavra é essa mesma, se como é que eu
corrijo isso aqui. Eu ponho um pontinho
ali ou um revisor, vai anotando o que
que ele já revisou. Só isso. Aí você
pode perguntar e como é que nós sabemos
então quando o pontinho é realmente um
ponto de de
pontuação mesmo? ou como ele é apenas
uma um sinal de crítica textual. Aí eu
tenho duas maneiras de verificar isso.
Letra A, verificar se aquele ponto está
fazendo sentido numa pontuação ou se ele
está no meio de uma palavra. Essa é uma
essa é uma forma de diferenciar uma
coisa com outra. E a segunda, lembrando
que a pontuação é primitiva,
se aquele ponto está vazado no tipo de
de tinta
que Gordon e outros autores
interpretaram como sendo uma tinta
posterior, ou se ele está vazado na
mesma tinta original do quto século,
que são pontos colocados em épocas
diferentes, por mãos diferentes. É isso
que o o o outro artigo que eu li, em que
pese o meu elogio a estrutura do artigo,
eu discordo respeitosamente.
Existe uma carta do Vaticano muito
interessante. Duas cartas foram mandadas
pro Vaticano. Eu tenho a cópia das duas,
mas só mostrar uma aqui. Essa carta foi
enviada perguntando se o ponto que está
em Lucas 23:43, ele é da tinta original
ou da tinta posterior, quando o
manuscrito foi reescrito, tá certo? Por
cima. E a resposta deles é a tinta eh eh
do ponto que aparece parece ser, veja
que eles também não colocaram com a
certeza absoluta no meu lado. Parece ser
da mesma tinta do texto que foi feito no
quto século.
Na outra carta que eu acabei não
colocando a cópia para vocês, eles são
mais incisivos, é a tinta do quarto
século.
E o Philip ele também chegou à conclusão
que naquele caso ali é a tinta do quarto
século. E nos outros trabalhos de
Gordon, isso aí não foi examinado. Então
precisamos ainda de um outro exame agora
com todos os pontos que aparecem no
manuscrito. Eu também tenho que ser
honesto que isso não foi feito. De modos
que eu tenho uma prova absoluta para
longe de qualquer questionamento que o
que o Códex do Vaticano lê como eu estou
propondo. Não, eu tenho um forte
indício. Vocês entenderam? Eu não gosto
daquela visão apologética, fal assim,
não, isso aqui tá para além de qualquer
refutação, só o idiota que não entende
isso? Não, não. Eu estou sendo coerente
com vocês. Eu tenho uma forte
argumentação. Tanto é que eu ganhei um
título doutorado defendendo isso aí, mas
não é o único argumento que eu uso, nem
é um argumento conclusivo para longe de
qualquer questionamento, tá certo?
Então, que mais que eu posso falar para
argumentar se eu não puder, se eu não
tivesse o o texto do Vaticano? Primeiro
que várias vezes na Bíblia, no Novo
Testamento, principalmente no nos
Evangelhos, o hoje significa o dia da
salvação. Jesus fala muito isso. Por
exemplo, em verdade lhes digo, porque
hoje se cumpriu essa escritura, hoje
aconteceu isso, hoje entrou salvação
nessa casa, hoje nasceu o Salvador, que
é Cristo, o Senhor. Então tem um
elemento sotereológico ali. E quando
alguns falam, tá, Rodrigo, é a questão
do pleonasmo.
Lucas é o autor do Novo Testamento que
tem mais semitismos no seu texto. O que
que é semitismo, Rodrigo? Quando ele
escreve em grego, com caracteres
próprios da língua hebraica e aramaica.
Se você pegar o Antigo Testamento,
especialmente o livro de Deuteronômio,
você vai ver demais a palavra Semeron,
ou melhor, Riom em hebraico, hoje usado
como ênfase do verbo que está antes. Por
exemplo, guardarás o o os estatutos e os
mandamentos que te ordeno hoje,
tá certo? que te ordeno hoje. Essas
palavras que te ordeno hoje,
sempre que eu te ordeno hoje, guardará
os mandamentos e os juízos que te ordeno
hoje para cumprir. Você tem várias vezes
isso, não só no livro de Deuteronômio,
mas em várias outras passagens. E o que
que eu notei? Eu peguei todas as
passagens do Antigo Testamento, onde o
advérbio Semeron ou Rom estava entre
dois verbos, todas as passagens. Depois
eu peguei essas passagens e vi como a
Septoaginta, uma tradução grega do
Antigo Testamento, as traduzia. E notei
que com exceção de dois ou três
ocasiões, entre mais de 270 que essa
condição acontecia, em todas as outras,
o advérbio semmero, quando está entre
dois verbos, ele sempre qualifica o
verbo da antecedência.
Isso está assim em várias passagens. Foi
até uma regra gramatical que eu descobri
do grego coinê. Quando o advérbo
Semmeron aparece entre dois verbos, ele
sempre qualifica o verbo anterior quando
ele aparece de maneira dúbia entre dois
verbos. Para evitar a anfibologia você
teria que ter um roti aqui, um q que não
existe. Todas as passagens,
Deuteronômio, por exemplo, o mandamento
que te ordeno hoje cumprirás. Não fala
assim: "O mandamento que te ordeno hoje
cumprirás. O mandamento que eu te ordeno
hoje".
Te proponho
dois caminhos.
Então, Lucas, tendo um tendo um
antisemitismo, não, perdão, tendo um
semitismo na sua palavra, em verdade
digo hoje, reproduzindo as palavras de
Jesus em aramaico.
E tem mais um detalhe, aquilo que nós
consideramos um pleonasmo, um vício de
linguagem na nossa língua, no hebraico,
é é elegante.
Porque eu já vi gente argumentando
assim, que bobagem. Verdade. Digo, hoje
não faz sentido isso. Não faz sentido em
português, mas no hebraico fazia. O
hebraico é cheio de pleonasmos. Por
exemplo, olha o apocalipse. Eh, para que
para que como é que é? Todo aquele que
eh ouvindo ouça.
O espírito diz: "Aquele que tem ouvidos
para ouvir, ouça." Olha que pleonasma.
Aquele que tem ouvidos para ouvir, ora,
ouvido não é para ver, ouvido não é para
cheirar. ouvida para ouvir. Aquele que
tem ouvidos para ouvir, ouça.
Quando Jesus ressuscita Lázaro, no
original tá assim: "Lázaro, sai para
fora."
Então, sempre é elegante usar o
pleonasmo nas línguas hebraicas e
aramaicas. E o Novo Testamento grego
herda isso ao dizer: "Em verdade, digo
hoje", como está no Deuteronômio. Então,
eh, mas um último argumento que eu
queria dar para vocês aqui é que quando
Jesus eh aparece para Maria Madalena,
ele fala assim: "Não me detenhas porque
ainda não subi para o meu pai". Ora,
se Jesus prometeu ao ao aquele ladrão,
"Hoje estarás comigo no paraíso". quer
dizer, na presença de Deus, mas ele
mesmo só subiu ao Pai depois de
ressurreto.
Não faz sentido, então, a promessa na
sexta-feira,
porque se ele prometeu, hoje estás em
paraíso, mas ele encontra Maria Madalena
no domingo e fala: "Não me deten porque
ainda não subi para o meu pai". Então
como é que o ladrão foi e ele não?
Se Jesus durante o intermédio entre a
sua morte e ressurreição, foi até o
Sheol e tirou as almas dali e as levou
até a presença de Deus Pai, por que que
ele falou com Maria Madalena? Eu ainda
não subi para o meu pai.
Outro detalhe, a palavra paraíso sempre
aparece na Bíblia como a promessa
futura. O livro de Hebreus, capítulo 11,
fala dos santos que morreram sem obter
ainda o cumprimento da promessa, mas
pela doutrina da do estado
intermediário, eles já teriam obtido o
cumprimento da promessa, porque eles já
estariam na presença de Deus.
É por essas e outras razões que eu
entendo que eh Jesus não prometeu pro
ladrão que iria pro paraíso naquele dia.
Jesus falou: "Em verdade digo hoje.
Hoje eu te digo, você estará comigo no
paraíso." Tá certo? E o que aconteceu
com esse ladrão que morreu salvo? Bom,
ele está dormindo no pó da terra até o
dia da ressurreição, quando todos
recuperaremos aqueles que estiverem
mortos, recuperaremos a nossa
consciência, estaremos para sempre com o
Senhor. Agora, mesmo que você não
concorde com isso que eu falei, tem uma
coisa que eu acho que a gente pode ficar
em como um acordo. Nós temos que estar
no paraíso com Cristo.
não aceito outro destino para mim e
minha família, a não ser estar para
sempre com o Senhor que eu tanto amo,
o Senhor que eu tanto almejo ver. E eu
tenho certeza que independente da sua
confissão religiosa, da sua leitura da
Bíblia, você também deseja ver Jesus.
Você tem saudades do paraíso, não é?
Então, nesse ponto, eu quero estar lá.
Você também quer estar no céu comigo e
com Jesus? Então, aceitemos a Cristo
como nosso salvador pessoal, leamos a
Bíblia, tenhamos a nossa convicção
sempre com respeito por aquele que pensa
diferente de nós. Deus abençoe você, um
grande abraço e até o nosso próximo
encontro. Ah, e não esqueça de se
inscrever aqui no canal e também na
plataforma Bíblia comentada. Eu quero
estudar a Bíblia com você. Um abraço.
Até lá.

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