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A fé vem pelo ouvir

O Jejum que agrada a Deus (Mateus 6.16-18) | Rev. Allison Kayter

O Jejum que agrada a Deus (Mateus 6.16-18) | Rev. Allison Kayter

O Jejum que agrada a Deus (Mateus 6.16-18) | Rev. Allison Kayter

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
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Legendas automáticas:

Meus queridos irmãos, graça e paz.
Abra a sua Bíblia, por favor, no
Evangelho
no qual escreveu Mateus, no capítulo de
número 6. Nossa leitura nessa noite será
do versículo de número 16 até o
versículo de número 18. Para nós que já
temos
há um bom tempo caminhado no Evangelho
de Mateus, ainda estamos no sermão do
monte e nós já vimos diversas correções
do Senhor, quanto a postura, quanto a
ação, nos mais variados assuntos
que dizia respeito à vida espiritual e
três são específicos que diziam respeito
à prática da justiça.
Nós já falamos a respeito de dois deles.
Um deles, primeiramente, é o dar
esmolas, que é o exercício da caridade.
Depois nós falamos sobre a correção que
Jesus traz sobre a verdadeira oração. E
na de hoje o objetivo é nós falarmos e
trazermos uma correta interpretação
sobre o jejum. E o nosso texto nessa
noite é então Mateus, no capítulo de
número 6. O versículo é o versículo de
número 18.
E assim nos diz a palavra do Senhor:
"Quando jejuardes,
não vos mostreis contristados como os
hipócritas,
porque desfeguram o rosto com o fim de
parecer aos homens que jejuram. Em
verdade vos digo que eles já receberam a
recompensa. Tu, porém, quando jejuares,
unge a cabeça e lava o rosto, com fim de
não parecer aos homens que jejuas, e sim
ao teu pai em secreto. E teu pai, que
vem secreto te recompensará. Graças te
damos, Senhor Jesus, por toda a condução
do culto ao Senhor até este momento.
Obrigado pela leitura da tua palavra.
Obrigado pelos louvores entoados ao teu
nome. Agora nos assentamos, abrimos as
nossas Bíblias e queremos ouvir a
exposição da tua palavra. Ser compassivo
conosco, a mim como ministro, ao teu
povo que que escuta, mas não apenas
escuta, mas deseja ser praticante da
dessa verdade, daquilo que o Senhor tem
a nos ensinar. Ser conosco. Nós
dependemos do Senhor e a Ti oramos no
nome de Jesus. Amém.
Por quanto tempo Moisés
jejuou e orou ao Senhor durante quando
subiu ao monte Sinai? Foram 40 dias. 40
dias e 40 noites. Moisés orou e jejuou
ao Senhor quando subiu ao monte para
poder falar com Deus e ouvir Deus falar.
Quando o Senhor trouxe de volta a arca
da aliança, mostrando ao povo quão
poderoso era e quão fáho era Israel,
Samuel convocou jejum e orações. E eles
jejuaram orando a Deus, confessando os
seus pecados. Quando Neemias descobriu
que os muros de Jerusalém haviam sido
todos derrubados, que os seus irmãos
israelitas estavam vulneráveis e
deshonrados, diz a Bíblia que ele orou e
jejuou. Quando havia sentença de morte
para os judeus, Esté clamou aos seus
compatriotas para para que orassem e
jejuassem, porque ela intercederia ao
rei por todos eles. Antes de voltar da
Babilônia com os exilados, Esdras
proclamou um jejum, pedindo a Deus que
os acompanhassem na volta para casa. No
início do ministério do nosso Senhor
Jesus, ele foi ao deserto e ele também
passa 40 dias e 40 noites jejuando e
orando ao Pai. A igreja orou e jejuou
para enviar Paulo e Barnabé para o campo
missionário. Paulo e Barnabé oraram e
jejuaram para escolher os presbíteros
para as igrejas que estavam plantando. E
que o que cada um desses exemplos deixa
bem claro para nós é oração e jejum.
Oração e jejum, sempre caminhando junto.
E eu digo, irmãos, que a oração ela pode
até ser vista em nossas vidas, mas será
que nós podemos dizer o mesmo a respeito
do jejum? Será que você pode dizer o
mesmo na sua vida a respeito do jejum?
Qual foi a última vez que você jejuou?
Responde para si. Talvez tristemente eu
tenho que perguntar: "Alguma vez você já
jejuou? Alguma vez você jejuou?"
Irmãos, por que que nós falamos tão
pouco dessa que é uma disciplina
espiritual tão presente nas Escrituras e
tão presente na vida cristã? Hoje parece
que nós fazemos jejum do jejum. Nós
jejuamos de jejuar. Caiu em desuso,
deixou de ser uma realidade para muitos
cristãos. E nós não estamos falando de
algo qualquer, de algo que é um detalhe,
mas algo que é uma disciplina
espiritual, na qual as escrituras
mostram para nós, irmãos, vários e
vários exemplos. Nós acabamos de ver
alguns deles aqui, falei de poucos, há
muitos mais. O jejum no contexto bíblico
era uma realidade, era inclusive uma um
dos três pilares da religião ao qual nós
temos tratado aqui nesse capítulo seis.
dar esmolas, oração e o jejum para você
ser de fato um crente piedoso. Essas
três obras de justiça precisavam ser
vistas na sua vida. Havia um jejum que
era obrigatório a todo o povo de Israel.
Isso lá no Antigo Testamento, Deus
exigia que esse jejum no dia da
expiação. Todos precisavam ofertar ao
Senhor um jejum nesse dia. Mas o povo
realizava para além disso. Os fariseus,
por exemplo, tinham como norma jejuar
segunda, toda segunda e quinta-feira. E
eu não tô falando que esse é o padrão,
que tem de ser assim, mas o fato é que o
jejum está presente nas escrituras e ele
é importantíssimo pra vida cristã. Se
você não tem feito, se você nunca fez,
você tá deixando de desfrutar de algo ao
qual o Senhor Jesus não apenas ensinou,
quanto ele mesmo praticou na sua vida.
Então, vamos deixar claro, o jejum
bíblico, ele é bíblico e ele é requerido
de todo cristão. Se nós olharmos, e eu
sei que a sua Bíblia tá aberta no
versículo, logo no início do versículo
de número 16, ele vai abrir dizendo:
"Quando jejuardes". E você sabe o que
que isso implica? Isso implica que
quando jejuardes implica que vocês vão
jejuá, vocês farão isso. Você sabe qual
é a aplicação? Jejum é uma bênção que
nos leva, irmãos, a um relacionamento
mais íntimo de quebrantamento aos pés do
Senhor. A grande questão é que eu posso
fazê-lo da de maneira errada. Eu posso
praticar o jejum de maneira equivocada,
que é justamente a questão aqui do nosso
texto. O jejum, irmãos, que deveria ser
um momento de humilhação, um momento de
dependência, de busca por Deus, havia se
tornado algo para se autopromover,
algo para que os o nome da pessoa, a
pessoa que estava fazendo, fosse
elevado. E exatamente isso que Jesus
confronta no nosso texto. Jesus não
confronta o jejum, Jesus confronta a
motivação que está por trás daqueles que
estavam praticando essa obra de jejum,
essa essa prática de justiça que é o
jejum. Eu gostaria então, irmãos, de
analisando o nosso texto, explorar aqui
três movimentos cruciais que Cristo
apresenta. Primeiro, nós vamos ver o que
que não é jejum. Então, nós veremos como
fazer um jejum que agrada a Deus e, por
fim, em quem nós apoiamos para poder
fazer o jejum. Primeiramente, então, o
que que não é o jejum? Primeiro, jejum,
irmãos, não é exibição espiritual. É o
que o versículo 16 vai trazer para nós.
Quando jejuardes, não vos mostreis
contristados como os hipócritas, porque
desfiguram o rosto com fim de parecer
aos homens que jejuam. Em verdade vos
digo que eles já receberam a recompensa.
Por que que o Senhor Jesus fala isso? Os
escribas e fariseus, que são aqueles
recriminados pelo Senhor Jesus aqui no
nosso texto, são aqueles mesmos que a
gente já viu, tocam trombetas quando vão
dar oferta, quando vão ajudar os pobres.
Então, faziam questão de mostrar, olha
eu ajudando o pobre, selfie para poder
ajudar o necessitado. Esses homens que
colocavam-se em lugares de destaque no
momento das orações, esses mesmos
homens, quando eles iam jejuar, eles
faziam o possível para mostrar para todo
mundo que eles estavam jejuando. Então,
o que que eles faziam? Eles colocavam
cinzas, jogavam cinzas na sua cabeça,
que era sinal de humilhação. Eles
deixavam de se lavar, eles desfiguravam
o rosto. E você pode imaginar, né?
Talvez o um momento que não só do jejum,
mas momento que você tá com muita fome,
que o rosto chega a a ficar fundos veios
aqui do rosto. Eles faziam questão,
faziam questão de fazer aparência de
piedade, aparência. Nós estamos
jejuando. Aqueles homens, eles tinham um
objetivo, ser visto pelos homens, ser
aplaudidos pelos homens. Não estavam,
queridos, atrás da glória. O objetivo ao
fazer o jejum a glória do Senhor. Eles
estavam atrás, não era da comunhão com
Deus. Eles estavam atrás de elogios.
Eles estavam atrás de elogios. Eles
queriam que cada pessoa que passasse por
eles no mercado dissesse talvez assim:
"Olha, veja, nossa, puxa como esse homem
é um homem piedoso. Veja, veja o quanto
ele se sacrifica pelo Senhor. Esse é o
objetivo desses homens. Mas não era para
Deus que eles estavam se sacrificando.
Não era para o Senhor o seu sacrifício,
o seu jejum. O próprio texto diz para
nós para parecer aos homens que jejuam.
E aqui que é que aqui está o problema. O
público para o jejum era os homens, não
era o Senhor. O objetivo não era a
glória do Senhor. O objetivo era os
homens. Eles não estavam jejuando para
Deus, eles estavam jejuando para
pessoas.
E aí, queridos, isso nada mais é do que
trocar a aprovação do criador do
universo pelo elogio dos vizinhos.
Compensa? Será que compensa? E talvez a
gente pode olhar e falar assim: "Puxa
vida, nossa, pastor Alice, que
hipócritas, não é? como eles podem fazer
isso? E é verdade e correta a nossa
indignação. Mas vamos ser sinceros,
quantas vezes eu e você, nós não fazemos
o mesmo com uma roupagem diferente?
O mesmo. Talvez a gente não coloque
jogue cinza sobre a nossa cabeça. Talvez
a gente não desfigure o rosto para dar
impressão de que nós estamos jejuando.
Mas às vezes a gente espiritualiza tudo
para parecer mais santo. Nós fazemos
questão de contar sobre as nossas
aventuras espirituais. Eu fui, eu fiz,
aconteceu. Nós postamos e aquela
postagem nas redes sociais que
sutilmente indica que nós estamos lendo
a Bíblia, que nós estamos orando, é o
desejo de que pessoas saibam o quanto
que nós estamos sacrificando. Veja como
ele é um homem que se sacrifica pelo
reino. E nós temos muit das vezes
nutrindo essa motivação dentro dos
nossos corações. Você percebe o quanto
que a autopromoção espiritual ela é
terrível, mas ela também é sutil de que
nós podemos, irmão, ser seduzidos e por
vezes estar em busca de de aplausos sem
mesmo perceber. Criticamos os hipócritas
fariseus, mas às vezes fazemos o mesmo.
A hipocrisia, irmãos, é o câncer da vida
espiritual, porque ela alimenta o ego
exatamente no momento em que a gente tá
mortificando,
no momento em que se faz o jejum, né? O
jejum serve para matar o eu, mas o
hipócrita naquele momento o que ele tá
fazendo é inflar o eu. Se a motivação
dele é ser visto, ele não está se
mortificando. Ele não está colocando,
esmagando a sua própria carne, porque
ele está inflando a sua carne, inflando
o seu ego. Existe sempre, irmãos, uma
tentação constante de transformar a
intimidade com Deus em uma vitrine. E
deixa eu te falar, intimidade não é
coisa para ser exposta.
É por isso que é intimidade. Essa é a
raiz da palavra. Jesus é direto. Jesus é
direto. Ele diz: "Eles já receberam a
recompensa. Querem elogios, querem
aprovação humana? Recebam. Mas isso é
tudo que vocês terão. Quando a gente
olha para as escrituras é diferente.
Jejum praticado na Bíblia, irmãos, tinha
sempre algo em comum. Quebrantamento.
Quebrantamento se trata de humilhar o
nosso eu, o nosso ego, o nosso orgulho.
Nós deixamos de nos alimentar
fisicamente para que possamos ser
alimentados espiritualmente. Reverendo
Hernandes diz que jejuar é abster-se do
bom para alcançar o melhor. Nós nos
abstemos, irmãos, de um alimento físico
de maneira temporária para que a nosso,
para que o nosso espírito, para que a
nossa alma seja então fortalecida e
alimentada pelo Senhor. O jejum é
essencialmente a disciplina de dizer não
ao corpo para dizer sim mais profundo ao
nosso espírito. É um reconhecimento,
irmãos, de que, embora nós precisemos,
sim, do pão, de um pão físico para
sobreviver, nós não vivemos apenas dele,
mas nós vivemos, irmãos, de toda a
palavra que sai da boca de Deus. É o que
Jesus diz e é o que nós trazemos para
nós. O povo de Deus, ele se humilha. O
povo de Deus jejua, se humilhando, se
humilhando pelos seus pecados. A gente
vê isso, Neemias, irmãos, reuniu, reuniu
o povo com jejum e pano de saco e fez
confissões pelos seus pecados. Depois,
né, depois da pregação de Jonas lá em
Nínive, os ninivitas se arrependeram,
proclamaram jejum. Logo após a sua
conversão, Paulo fica ali um período de
três dias sem comida e bebida. Guarde
isso no seu coração. Propósito do jejum
obter determinada reputação. Não é para
que olhem para nós e diga: "Veja o
quanto que esse homem, essa mulher é
especial porque ela jejua, não." Mas é
expressar a nossa humildade, o nosso
quebrantamento, a nossa busca de
crescimento, de de fortalecimento
espiritual diante do Deus todo-pereroso.
Então, jejum de forma alguma exibição
espiritual. Se você tem feito jejum e
você faz questão de contar para todo
mundo, obrigado, não, não quero um café
porque eu estou jejuando. Você está
talvez chamando atenção para si. Cuidado
com isso. Jejum também não é, irmãos, e
é necessário que eu fale isso, uma forma
de fazer regime, porque tem gente que eu
tô precisando emagrecer mesmo, deixa eu
aproveitar e colocar um contexto
espiritual numa necessidade física que
eu tenho. Não é isso, irmãos. Acredite,
tem gente que acha que é que jejum é
forma de fazer regime. Não muito tempo
atrás, uma cantora de de destaque no
meio gospel lá de BH, que não convém
falar o nome, diz que pastor gordinho
precisa jejuar mais porque não combina
com o ministério está acima do peso.
Mentirosa. Não é isso de jeito nenhum. E
ela falou, falou também das mulheres,
não é isso. Mas o que que uma pessoa,
irmãos, como essa, ela quer dizer quando
ela solta uma frase? O que que ela tem
em mente quando ela fala, solta uma
frase dessas? Que o jejum é a
oportunidade de perder uns quilinhos. É
claro que se eu me absteri de alimento,
eu tenho a tendência maior de perder
peso. Mas o jejum, irmãos, é disciplina
espiritual.
Se você tá fazendo isso com a motivação
de, ah, eu vou juntar o útil, o
agradável, irmãos, puxa vida, você tá
perdendo aquilo que é propósito, aquilo
que é de fato a motivação. E é uma
disciplina espiritual, não pretexto para
regime. Aliás, se a minha motivação é
perder peso com jejum, que glória que eu
estou dando ao Senhor? Que foco eu estou
tendo com a glória do meu Senhor? Se
você quiser perder peso, tem outros
meios para isso. Pratique um esporte,
abandone o sedentarismo, tem alimentação
saudável, mas não faça de algo que é
espiritual. Não faça tendo benefícios,
né, tendo em vista outros tipos de
benefícios. jejum bíblico, ele não tem
esse propósito. Então, o jejum, ele não
é uma exibição espiritual, ele não é uma
forma de nós fazermos regime. Jejum
também não é, queridos, uma garantia de
resultados imediatos, muito menos moeda
de troca com o Senhor. E esse é um
problema que nós temos de pessoas que
acreditam que o jejum é um meio, né, de
destravar certas bênçãos com o Senhor.
Já ouvi a respeito disso. É um problema
sério. Alguns pensam, pensam que fez o
jejum, agora é só esperar, como se o
jejum fosse um mecanismo, uma chave para
poder abrir as portas celestiais. Chuvas
de bênção seja derramada sobre a sua
vida. Não, não, não, não, senhor. Jejum
não é moeda de troca. Eu te dou, Senhor,
eu te dou horas de jejum, então o Senhor
faz aquilo que eu quero. Ou então eu fiz
o jejum, amanhã eu espero que a minha
bênção chegue e bata na minha porta. Não
é, não há esse intuito. Jejum não é uma
forma, irmãos, de nós torcermos o braço
de Deus em favor de de obter favores,
né? Para obter favores. Jejum não é
magia. Jejum não é moeda de troca para
que você ganhe alguma promoção no seu
trabalho. Você ganhe alguma coisa, o
carro, a vaga de emprego. Ah, eu vou
jejuar para que o Senhor me dê essa
esposa. Não é essa finalidade do jejum
nas escrituras. Jejuum não é moeda de
troca, não é garantia nenhuma de que
você terá resultados imediatos ao que
tem clamado ao Senhor. Não faça, porque
quando eu faço isso, irmãos, quando eu
quero usar de moeda de troca, eu estou
lidando com o Senhor como um gênio da
lâmpada e não como um Senhor dos
senhores, né? Aquele que está sentado no
trono. Não. Cristo Jesus não é um gênio
da lâmpada. Mas então, pastor, como é
que eu faço um jejum que vai agradar? O
que que as escrituras têm para poder
dizer para nós? é a continuação do nosso
texto da correção que o Senhor Jesus
Cristo faz. Texto no versículo 17 vai
dizer: "Tu, porém, tu, porém, quando
jejuares, unge a cabeça e lave o rosto,
com fim de não parecer aos homens que
jejuas, e sim ao teu pai em secreto, e
teu pai que vem em secreto te
recompensará". Jesus aqui, irmãos,
apresenta um contraste que é radical com
aquilo que estava sendo praticado. Vai
jejuar? Jesus diz: "Aja naturalmente,
viva normalmente, ungir a cabeça, lavar
o rosto." Aqui, isso aqui é prática de
higiene, principalmente para aquele povo
ali da Palestina do primeiro século. São
práticas diárias de higiene, de cuidado
pessoal que tinha. Isso é o que
significa ungir a cabeça, lavar o rosto.
Era o equivalente, irmão. Você sabe o
que é um tomar um banho. Tome um banho,
pinte o seu cabelo, coloca um perfume
agradável, ou seja, viva sua vida, aja
de maneira natural. A instrução de Jesus
é o oposto daquilo que estava sendo
praticado. Finja, Jesus tá dizendo,
finja que não está jejuando. Nada de
cara batida, nada de aparência
dramática. Até andando com dificuldade
ali. Ai, que aconteceu alguma coisa. Ah,
não, não, não se preocupe, é porque eu
estou jejuando. Ah, irmãos, Deus sabe a
nossa motivação. Nada de aparência
dramática, nada de espiritualidade
teatral, que é tudo que Jesus condena,
irmãos, todo esse capítulo de número
seis aqui, o jejum verdadeiro, ele não
precisa de anúncio. E você sabe por quê?
Porque ele não é horizontal.
Se ele fosse horizontal, seria pros
homens. O jejum, ele é sempre na
vertical. Ele é uma prática de
relacionamento com o nosso Deus. O
objetivo é que o seu sacrifício seja um
segredo entre você e o seu pai. Mais uma
vez, nós estamos falando de algo que é
íntimo. Nós estamos falando de
intimidade. Quando nós jejuamos em
segredo, irmãos, nós estamos dizendo pro
Senhor assim: "Pai, Senhor, eu não
preciso que ninguém saiba disso. O
Senhor é suficiente para mim. Não estou
fazendo esse jejum com outra intenção,
senão o porque eu tenho fome do Senhor."
É o que Piper vai dizer. O jejum é fome
por Deus. E você sabe o que que há de
abençoador nisso aqui, irmãos? É de que
há uma recompensa para isso. Há uma
recompensa da parte do Senhor. O texto
bíblico vai dizer: "E teu Pai que vê em
secreto te recompensará e ainda fará
isso publicamente.
Jesus nos assegura, irmãos, algo aqui
que é muito claro para nós, irmãos.
Jesus nos assegura que Deus é um
observador atento.
Quando você acha, irmãos, que ninguém
está vendo, eu eu vou falar para quem?
Quem vai ficar sabendo que eu fiz um
jejum? Quem vai ficar sabendo que eu dei
aquela esmola pro necessitado? Quem vai
ficar sabendo disso? O Senhor, irmãos,
nos contempla em cada uma das nossas
obras, em cada uma das coisas que nós
fazemos. E ele não ignora a disciplina
dos seus filhos. Ele vê e ele vê no
secreto. Note quantas vezes, e eu fiz
questão, né, quando a gente abriu o
capítulo seis, eu fiz questão de de
mostrar isso pros irmãos. Quantas vezes
Jesus usa a palavra secreto aqui neste
capítulo? Ele tá falando sobre
disciplinas espirituais e ele faz
questão de falar sobre secreto, dar
esmolas em secreto, orar em secreto,
jejuar em secreto. E isso revela algo
profundo que eu sei que você já pegou.
Deus está mais interessado, irmãos, no
que acontece no secreto do que o que
acontece no público,
principalmente olhando pr pra nossa vida
de maneira individual. Claro, nós
estamos reunidos como um só povo diante
do Senhor, erguendo as nossas vozes em
adoração. É verdade. Mas nós também
estamos aqui individualmente levantando
as nossas vozes em adoração. Senhor,
Deus nos vê como um povo, mas Deus nos
vê na nossa pessoalidade. Deus nos vê
porque ele se relaciona conosco como um
povo, mas ele sabe o seu nome. Ele sabe
quem você é. Ele sabe das suas dores.
Ele sabe das suas angústias. Ele sabe
das suas batalhas. O Senhor conhece e
nos e nos vê, irmãos, e se relaciona
conosco, sabendo que aquele é o Gustavo,
que aquele é e esse homem é o pastor
Edgar. É isso. O Senhor nos conhece
dentro das nossas pessoalidades. Deus tá
mais interessado no secreto do que o que
o que acontece no público. E talvez a
gente pergunte assim: "Mas por será?"
Porque o secreto, irmãos, o secreto vai
revelar quem de fato nós somos. Não é o
público. No público nós podemos atuar,
mas um secreto, irmãos, nós somos quem
de fato nós somos. E o Senhor vê,
Mara, o Senhor vê cada oração,
cada levantar de madrugada, o Senhor vê
cada jejum
que o seu marido não sabe, que a sua
esposa não viu, que os seus filhos não
perceberam.
O Senhor vê cada uma dessas coisas. Muit
das vezes a gente se sente só nas nossas
lutas, né? A gente sente que as nossas
orações parece que bate no no teto,
orações que não sobem, que os nossos
sacrifícios diante do Senhor não são
invisíveis. Parece que não há a
manifestação do Senhor. Mas Jesus,
irmãos, nos garante, é uma garantia que
o Pai que habita o lugar secreto,
irmãos, ele está lá e ele vê e ele
percebe e ele tá atento e ele é o Deus
que recompensa a cada uma dessas da das
obras que nós fazemos. Ele tá no
silêncio da sua fome, na quietude da
madrugada de oração, na sua decisão de
não revidar, irmãos, a ofensa que é
levantada contra você. Queridos, o
Senhor vê e glória seja dado a ele por
isso. Não há nada que nós façamos que o
Senhor não veja. E mais do que isso,
como eu disse pros irmãos, ele não
apenas vê, mas ele promete recompensa.
Olha o finalzinho desse texto, por
favor.
Texto bíblico vai dizer: "E teu pai que
vem secreto te recompensará
publicamente." Que recompensa que é
essa, pastor? E a gente já lidou com
isso nos outros versículos, irmãos. E a
gente tem que tomar muito cuidado quando
a gente vai falar dessa recompensa,
porque a recompensa que vem da parte do
Senhor raramente é material, financeira,
como pregam por aí. A recompensa,
irmãos, que Deus dá e aquela que de fato
nós precisamos desejar e e abraçar é Ele
mesmo. O Senhor é recompensa. É mais
intimidade com Deus, é mais
sensibilidade espiritual, é mais alegria
na presença do Pai. Esse é o Deus
extraordinário que nós servimos.
Falamos sobre o que não é o jejum. Nós
falamos como fazer um jejum que agrada a
Deus. E agora, irmãos, por fim, existe
alguém que dá sentido ao nosso jejum. Eu
repito,
existe alguém que dá sentido ao nosso
jejum. Se nós terminássemos esse sermão
agora, facilmente, facilmente, ele
estaria dentro de um sermão moralista do
tipo: "Jeju direito, jeju".
Sim, sim. Ah, eu quero que você entenda
que sim, nós precisamos jejuar mais. Nós
precisamos jejuar da maneira correta. Eu
quero que fique claro que Jesus está
mostrando para nós que somos o seu povo,
a prática do jejum. Não apenas isso. A
gente lembra que ele jejuou e jejuou da
maneira correta. Quer dizer, você quer
um exemplo do que que é o jejum da
maneira correta? É aquele que nós
encontramos em Cristo Jesus. Não por
causa da sua extensão, não que você
tenha que jejuar 40 dias, não. Não, mas
Mateus 4 mostra esses princípios do
jejum para nós. Jeju, Jesus jejua 40
dias no deserto e ele está a sós com o
Pai. Não há plateia, não há aplausos,
não há performance. Ali, irmãos, nós
vemos o verdadeiro jejum, uma
dependência total de Deus Pai, uma
submissão à sua santa vontade, uma
rejeição da autopromoção. E tudo isso
feito, sabe onde? No secreto. Tudo feito
no no secreto. Enquanto os hipócritas
jejuavam para serem vistos, Cristo jejua
quando ninguém está olhando. Ninguém
está olhando. Perceba, irmãos, que Jesus
não é Jesus não é apenas o modelo. Ele é
o padrão perfeito que nós jamais
alcançaríamos pelas nossas próprias
forças. Jamais alcançaríamos. É por
isso, irmãos, que no nosso texto Jesus
não ensina só sobre o que fazer.
Aqui, irmãos, o nosso texto não é sobre
comportamento, mas é um apontamento.
Quando Jesus diz essa e todo esse texto
que nós lemos aqui, irmãos, Jesus está
apontando para si. Cristo é o jejuador
perfeito. Nós não somos. Quando a gente
lê Mateus 6, talvez ao ouvir falar sobre
o jejum, a nossa tendência é: "Hum, puxa
vida, eu preciso melhorar o meu jejum,
eu preciso jejuar mais". Mas Jesus,
irmãos, vai muito mais fundo do que
apenas comportamento, do que apenas uma
prática de disciplina espiritual. Jesus
está expondo idolatria.
É o que está no nosso texto. O problema
aqui, irmãos, não é só o que os
hipócritas estavam jejuando errado. O
problema é que eles faziam isso para ser
visto. E isso nada mais é do que querer
atrair a glória para si. Isso é
idolatria. Isso é pecado contra Deus
Pai, contra o nosso Senhor. Jesus não
está apenas, irmãos, corrigindo
práticas, mas ele está revelando um
coração caído. O quanto que o nosso
coração é caído, o quanto, irmãos, o
quanto que de fato nós carecemos de um
Salvador. Perceba, não é só um chamado a
uma disciplina espiritual, é também, mas
é um chamado, irmãos, antes disso, ao
arrependimento,
para que eu e você, irmãos, nos
arrependamos. Arrependamos, irmãos, de
todas as vezes que nós agimos de maneira
espiritual, tentando atrair a glória
para nós e não para o nosso Senhor. Não
é só, irmãos, instrução sobre como fazer
um bom jejum, mas uma amostra de como
nós podemos fazer de coisas espirituais
um meio paraa glorificação de nós
mesmos. Então você tá presente lá na na
oração e você se gaba disso, você se
orgulha disso, você se orgulha de fazer
parte do coral, do grupo de louvor, você
se orgulha de fazer parte daqueles que
recebem, dos diáconos, dos presbíteros,
dos pastores. Você atrai a glória para
si, deixando o Senhor de lado. Esse é o
momento, irmãos, que nós somos chamados
a nos envergonhar diante do Senhor e nos
arrepender dos nossos pecados. Porque
isso nada mais é do que trazer coisas
espirituais, fazer de coisas espirituais
o meio de exaltar o nosso próprio nome,
de exaltar a nós mesmos. E aí, queridos,
nós chegamos à conclusão que nós
precisamos, nós precisamos de um
salvador.
Quem de nós, irmãos, nunca caiu em algum
desse pecado, desses pecados? Quem de
nós nós precisamos de um salvador? Nós
não ajudamos, e é isso que o capítulo 6
tá mostrando para nós, nós não ajudamos
os necessitados de maneira correta. Os
nossas as nossas orações, elas podem ser
pecaminosas. As que isso, pastor? As
nossas orações. Sim, a gente viu isso
quando a gente viu sobre como não orar.
As nossas orações, as nossas ofertas
podem ser dadas de maneira incorreta,
nossas orações podem ser pecaminosas. Os
nossos jejuns, como nós estamos vendo
hoje, não são santos. Nós precisamos
desesperadamente de um salvador.
E ele veio. Aleluia. E ele veio. Jesus é
este homem. Jesus é este homem. Jesus,
irmãos, não viveu apenas como exemplo.
Eu quero que tudo o que foi dito, Jesus
não viveu apenas como exemplo. Jesus
viveu em nosso lugar.
Jesus viveu em nosso lugar, onde nós
falhamos, buscando os aplausos dos
homens, vivendo de aparência, sendo
espiritualmente superficiais. Cristo foi
e é perfeito e para sempre será.
totalmente sincero em tudo que fez,
totalmente puro nas suas motivações. E
essa justiça, irmãos, ela é acreditada a
nós. Não quando a gente age bem, não
quando a gente jejua corretamente, mas
essas essa justiça ela vem e ela é
acreditada a nós, irmãos, quando nós
cremos em Cristo Jesus pela fé, quando
nós nos tornamos, quando nós tomamos,
irmãos, tomamos como verdade, tomamos a
obra da cruz, aquilo que Cristo fez como
verdade absoluta, nós nos apropriamos,
irmãos, de todas essas bênçãos pela fé
em Cristo Jesus.
Interesse não é que você saia daqui
apenas com a ideia do que eu preciso
jejuar mais, mas que você saia daqui
dizendo: "Senhor, eu nem sei jejuar,
Senhor, como eu preciso do Senhor. E
graças a Deus eu tenho a ti. O Senhor
habita em mim. Que verdade maravilhosa
que o Senhor se se faz presente em minha
vida. Ô meu irmão, eu e você não somos
aceitos por Deus porque nós jejuamos
corretamente, mas porque Cristo viveu
perfeitamente por nós. Essa é a boa nova
do evangelho. Por causa dele, somente
dele nós podemos chamar Deus de pai. Por
causa dele nós podemos nos achegar ao
Santo dos Santos confiadamente. Por
causa dele, nós fomos feitos filhos de
Deus. E e que saber disso muda tudo.
Muda tudo. Muda até mesmo a forma, o
nosso entendimento sobre o jejum. Porque
enquanto as religiões por aí que também
fazem os seus jejuns, os seus jejuns,
ela, eles dizem: "Jejue para ser aceito,
o evangelho diz: "Você já é aceito,
agora você jejue como resposta desse
amor." Você entende que é a ordem dos
fatores altera drasticamente o
resultado. Não é jejuar para que então o
Senhor me aceite, mas porque o Senhor me
aceitou e porque eu tenho saudades do
meu noivo, saudades do Messias, saudades
de Cristo. Então eu jejuo mortificando o
meu ego, mortificando o meu orgulho,
crescendo em santidade diante da
presença do Senhor. Isso muda tudo. Já
somos aceitos pelo Senhor. Aceitos pelo
Senhor. Isso transforma completamente a
prática espiritual. Agora, irmãos, se
tudo isso é verdade, jejum já não é mais
pesado, já não é mais performance, não é
para impressionar, mas é um ato de
gratidão, é um ato de dependência, é um
ato de amor de nossa parte. Eu queria,
me permita concluir, eu quero concluir
com algumas aplicações bem pontuais ao
meu e ao seu coração. Primeiro,
queridos, de tudo que você ouviu,
examine as suas motivações.
Examine as as suas motivações. Peça ao
Espírito Santo para esquadrinhar o seu
coração antes de qualquer prática
espiritual. Seja você ser caridoso,
dando esmolas, ajudando ao necessitado,
seja você fazendo as suas orações,
pergunte ou ou mesmo jejum, pergunte:
"Eu estou fazendo isso para quem no fim
das contas? Eu estou fazendo isso para
Deus ou estou fazendo isso para os
outros?" Eu subi nesse púlpito para
agradar a quem? A homens ou ao Senhor?
Eu estou cantando, eu estou servindo, eu
estou fazendo o que estou fazendo? Para
quem?
Quem é o alvo da minha adoração? Amanhã
você, ah, talvez não por causa do
feriado, mas no seu trabalho você
levanta para poder trabalhar, você
levanta para se para estudar, você
levanta para cuidar do seu lar, para
cuidar da sua casa. Por que que você faz
o que você faz? Peça ao Senhor. Senhor,
examine as minhas motivações. Por que
que eu tenho feito o que eu fiz? O o que
eu tenho feito? Peça ao Espírito Santo
para que te mostre verdadeiramente se as
suas motivação motivações estão na
pessoa correta, na pessoa, no lugar
correto aos pés do Salvador Jesus.
Segundo, valorize o secreto. Se no
primeiro ponto a gente tem um chamado a
examinar as nossas motivações, o segundo
é para que você valorize o secreto. Eu
sei, irmãos, que cada vez mais secreto
fica difícil para nós. Parece que onde
que a gente vai tem uma câmera, né?
Parece que onde que vai. Antigamente a
única câmera era a fofoqueira da rua.
Hoje, irmãos, tudo quanto é canto, tem
alguém olhando, tem alguém vendo, tem,
entra pro seu quarto, oreo Senhor,
faça no secreto, adore o Senhor,
construa uma vida diante dos pés do
Senhor, que ninguém veja. Não tem que
ver, não tem que saber quanto tempo você
ora, quantas orações você fez, quantos
jejuns você praticou ao nome santo do
Senhor em nome de Jesus. Você não tem,
não construa uma vida com Deus que
ninguém vê. Secreto é o que rege essas
três disciplinas que está diante de nós.
Daris esmolas, a oração e jejum. Não
transforme, querido, não transforme a
sua vida espiritual, a sua devoção em
espetáculo.
Intimidade é intimidade. Intimidade a
gente não expõe, é porta fechada entre
você e o seu senhor. Então você chamado,
nós somos chamados a examinar as nossas
motivações, somos chamados a valorizar o
secreto, ter a nossa vida, queridos, de
maneira particular,
as nossas intimidades com os nossos com
o nosso Senhor. E por fim, nós somos
chamados a descansar no homem perfeito
que é Jesus Cristo. Nós somos chamados a
descansar nele. Você não é aceito. Mais
uma vez, você não é aceito por Deus
porque você faz orações extraordinárias.
Puxa vida, como V, como Watson ora bem?
Não, não é sobre isso. Não é sobre as
suas orações perfeitas, não é sobre o
quão caridoso você é. Não é sobre o
quanto que que suas costas tá, sua
barriga tá até funda, de tanto jejum que
você faz pro nome do Senhor. Não é, não
somos aceitos por Deus porque jejuamos
corretamente, mas porque Cristo viveu
perfeitamente por mim e por você. Nós
podemos ir diante do Senhor dizendo:
"Senhor, tu me conhece. Tu sabes que eu
sou falho. Tu sabes que eu sou
imperfeito. Sabe o que Jesus vai falar?
Eu sei. Não precisava nem falar.
Precisava sim. Ele quer ouvir, mas o
fato é que ele sabe. E ao mesmo tempo
que ele sabe, ele diz assim: "Foi
exatamente dessa maneira. Por isso que
eu desci do céu.
Morreu numa cruz, perdoou os nossos
pecados.
Ao terceiro dia ressuscitou e hoje vive
e reina para todo sempre.
เ

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