O Novo Testamento e o Reino (PodCast com Leandro Pasquini, Ari Langrafe e Vinicio Romagnollo)
19/04/2026
O Novo Testamento e o Reino (PodCast com Leandro Pasquini, Ari Langrafe e Vinicio Romagnollo)
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
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Bem-vindos ao podcast da escola Charles Espurion. Eu sou o Ari, é um acadêmico aqui da escola e hoje a gente tá com o pastor, professor Leandro Pasquini, que pastor, vamos lá, professor do Imersão da Palavra online, localizado ali em Londrina, Paraná. Seja muito bem-vindo, pastor. >> Muito obrigado, querido. Muito obrigado, queridos. >> Boa. Tá joia. E aqui comigo também, Vinício Romanholo, futuro historiador aqui e aluno calouro aqui da ES, então participando com a gente. Que coisa boa. Seja bem-vindo aí, Vinício. >> E a gente vai falar hoje, senhores, pastor Leandro, vamos falar sobre Novo Testamento, teologia do Novo Testamento. E, gente, muita gente lê o Novo Testamento como caixinha de promessas, >> né? ou também como um manual de espiritualidade de A a Z, um livro de consulta, né, ou um conjunto de conselhos religiosos. Mas a a teologia do Novo Testamento e o Novo Testamento ele traz para nós muito mais do que nós sobre Deus. Não o que nós podemos fazer simplesmente, mas o que Deus fez por nós em Cristo. E é isso que nós queremos começar hoje, essa conversa. Então, pastor Leandro, vamos lá. Uma perguntinha simples, para aquecer, né? Se alguém perguntasse o qual seria uma frase sobre o que é o Novo Testamento. Para responder isso aí, eu creio que a gente tem que entender que Deus não revelou o seu conselho Uhum. De uma única vez. Isso é importante da gente entender. Uma coisa que a gente estava estudando, né, em sala de aula, que ele vai revelando a sua verdade de forma gradual. ao longo das eras ou ao longo das dispensações da história. Então, o Novo Testamento, ele não é necessariamente o começo de algo e sem uma continuação ah que vai trazer, obviamente, o clímax da história. >> Uhum. que é a cruz, >> mas ele está justamente continuando aquilo que já foi iniciado, que é o que nós temos no Antigo Testamento. Mas o motivo pelo qual a gente não pode desprezar o Antigo Testamento, porque ele é justamente esse anúncio daquilo que vai ser concretizado, materializado no Novo Testamento, na pessoa de Jesus. Tá joia? Não faz sentido, Vinítio, >> quando a gente olha isso e essa ação de Deus em Cristo convergendo, não é só um momento, mas é um todo que vai apontando para esse essa ação de Deus, esse plano de Deus em Cristo. Muito bom. E vamos lá. Eu quero saber a opinião de vocês aí. Qual seria então esse grande tema unificador do Novo Testamento, porque a gente tem muita coisa aqui. Vamos pensar aí junto. Vamos lá. Cruz. >> Cruz. Então, que mais seria? Salvação, reino, igreja, graça, nova aliança, >> essa dinâmica que a gente vê missionária dentro do Novo Testamento. O que seria, pastor Leandro, então o grande tema unificador? >> Não, a cruz, sem dúvida alguma, é aquilo que unifica, que amarra tudo. Sem a cruz, você não tem missão. Sem a cruz, você não tem igreja, tem a cruz você não tem uma série de outras coisas. Então, de fato, a cruz é aquilo que a para onde a a própria palavra ela culmina, tá? É por isso que é interessante entender a toda a história da da revelação como algo que não aconteceu da noite pro dia. A gente estava conversando em sala de aula sobre isso, né? Deus não chegou para Adão e falou assim: "Toma aqui". deu a manual de teologia sistemática para ele. Não, a coisa foi gradual, ela foi acontecendo. Ah, e o Novo Testamento ele tá inserido dentro dessa estrutura da revelação progressiva, de forma que quando chega ali no Novo Testamento, a é interessante, né? A ideia de dos evangelhos é chegada a hora. >> Uhum. >> Do quê? daquilo que vinha sendo anunciado no Antigo Testamento. Chegou, finalmente chegou o momento do Messias vir e concretizar as promessas que foram feitas séculos atrás. E agora, a Paulo, né, falando em Gálatas 4, né, eis que chegou a plenitude dos tempos. O que que é isso? É um momento justamente onde Gênesis 3:15 vai se materializar. >> O descendente da mulher vai pisar na cabeça da serpente. E nós vamos ter pros crentes do Antigo Testamento a o alvo da fé deles naquilo que viria para nós que estamos depois da cruz, crentes pós cruz, a fé naquilo que veio, que é o quê? justamente a cruz que faz essa união, essa junção >> de tudo isso. Isso é fantástico, isso é maravilhoso. E esse é o elemento que unifica inclusive antigo Novo Testamento. >> Sim. >> Exatamente. >> Então a gente olha esse contínuo, né? Eles se encontram na cruz na verdade, né? alguém olhando para cá, vindo. E e eu quero saber, pastor, nesse personagem central que é Cristo, a cruz, qual que seria então como que seria visto o reino de Deus isso aí? Porque a gente vai olhar alguns autores, ah, vamos pegar o Jordan Eldon Lad, né? A gente vai pegar Oscar Kuman, a gente vai pegar o próprio Walter Kaiser e eles vão colocar o reino de Deus como algo que é central aqui também no Novo Testamento. E Jesus ele chega, me corrijam aí, tá? Né? Me corrigem porque eu tô tô eu tava até querendo pegar minha Biblinha, mas o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho. Isso é o evangelho de Marcos, não é? 1:15. >> Isto mesmo. Eu tava, sabe, >> Marcos 1:15. É isso aí. >> Mas então, e essa tensão do reino é uma tensão muito presente nos evangelhos. >> É incrível, porque Jesus, que que ele faz? Ele ele morre na cruz, ele ressuscita, você tem ascensão de Cristo. E quando chega na ascensão, os discípulos chegam para ele e perguntam: "É agora?" >> É agora. [risadas] O reino é agora? Eu fico imaginando, eu queria est ali, Jesus, é agora, né? Agora como que você enxerga essa tensão do reino, né, que vem já do antigo e e que parece, né? >> Uhum. >> tá presente no no É curioso. É curioso porque existe essa essa antecipação por parte dos, eu vou usar a expressão crentes aqui, crente todo aquele que creu, né? Seja você alguém que tava no Antigo Testamento, né, que crendo na promessa que viria. Então, Abraão, lembra de Abraão, ele creu. Isso foi imputado a como justiça com aqueles que creram, vendo o Cristo ressurreto, como nós que cremos naquele que ressurgiu, embora nós não tenhamos visto. Ah, o que que o que que é interessante você observar ao longo da história bíblica? Existia um desejo por esse reino desde o Éden. A hora que eles são expulsos, você fala: "Ah, falhou!" >> Uhum. >> Aí, OK. Aí tem a arca. Agora vamos começar tudo de novo. Agora o reino de Deus falhou. Aí vem Abraão. Você tem as promessas aí, os patriarcas e tal. O povo de Deus vai lá para para o Egito. Não, agora eles vão paraa melhor terra, para gozem e agora falhou. Aí tem que tirar o povo do Egito. Não, ó, agora nós vamos sair daqui, vamos para Canaã. Agora a coisa vai chegar lá, falhou os juízes. Então você vê esse processo, eh parece sempre que essa concepção tá falhando. Existe essa antecipação, mas você vê que essa construção, por quê? Porque na na construção de Deus, na arquitetura de Deus, ele tem outra coisa em mente. Nós, por conta, obviamente, né, da desobediência, você vê a desobediência do povo, você sempre vê Deus dando as promessas, faló: "Se vocês fizerem isso, eu vou fazer isso, né?" Deuteronômio vai mostrar isso. >> Mas o povo se esquece que tem uma uma lista de consequências, né, que vem logo depois. Agora, se vocês não obedecerem isso, aí vai acontecer isso, isso, isso, isso, isso. E o povo se esquece. Quer dizer, o povo se esquece, por exemplo, que o cativeiro babilônico foi descrito por Moisés. >> Uhum. Se vocês obedecerem, vocês vão ser presos lá, vocês vão ficar cativos, né? Então, tem essa ideia de não, nós somos o povo, nós o reino tal vai ser estabelecido, entramos em Caraã e tal, tal, tal, mas não expulsou o povo daqui como Deus mandou. Aí depois de Josué morrer e tal e o pessoal que tava junto com ele, o período do juízo, aquela decadência tudo. Aí de repente vem Saul. Saul, não, agora sim, agora vai pra frente. Vai nada. Aí de repente vem Davi que você fala assim: "Poxa, o homem que Deus escolheu, mas ele pisa na bola. Ainda assim ele é o homem segundo o coração de Deus". Aí você fala: "Não, e Israel tá tá prosperando". Aí de repente vem Salomão, as fronteiras de Israel tão grandes como nunca, mas aí o reino é dividido. Aí você fala: "Pera aí, como assim?" Aí de repente vai para o cativeiro. Aí de repente depois do cativeiro, eles voltam para lá e falam assim: "Meu, que Israel é essa? Essas ruínas." E aí você olha para isso e você vê um povo que tá assim, eles esperam, mas falam: "Mas por que que não tá dando certo?" E, e é interessante quando você olha, por exemplo, para Esdras, Esdras fala assim: "O problema tá no seu coração. Vocês não estão seguindo a lei de Deus. Vocês estão me honrando de com os lábios, mas vocês estão com seus corações completamente voltados pro pecado. E aí chega no Novo Testamento, a impressão que dá é que o povo tá completamente perdido. Você tem um personagem que é o que a gente conversou em sala de aula, né, quando Simeão ele recebe a a a revelação do espírito de que ele veria a salvação, né? E aí ele ele fala, né, uma frase que é formidável. Senhor, agora o Senhor pode despedir em paz o teu servo, que os meus olhos já viram a salvação. Eu não sei o que que ele tinha em mente, mas é interessante essa esse desejo, essa antecipação. Fal, OK, o que que você o que que e Simeão tava tava pensando ali? Será que ele tava imaginando que agora que veio o Salvador, agora o reino vai ser estabelecido? Porque essa é a figura que os discípulos têm lá em Atos 1, que você acabou de citar, >> né? Então, 3 anos e meio caminhando com ele. Ah, ele tá assim, não tem ninguém que consegue prender Jesus. Ele escapa em hora que ele tem que escapar. Ele deixa os caras com o queixo caído lá em João 8, independente se você crê que João 8 é ou não parte das escrituras, mas ah, e aí chega naquela hora, fala assim: "E aí é agora". Então, existe sempre essa antecipação, mas ao mesmo tempo o povo não percebe que muitas das coisas descritas, e essa é importante da a importância da gente olhar pro Antigo Testamento, a gente perceber que existem algumas coisas que Deus estabeleceu no Antigo Testamento para se cumprirem no novo antes que o reino de fato seja estabelecido. >> E quando esse reino vier, vai ser definitivo. E os discípulos só tavam querendo saber, é agora que você vai acabar com Roma? E aí Jesus dá aquela resposta, não compete a vocês saber os tempos e eram que o Pai estabeleceu sua própria glória. Então tem esse senso que é, eu imagino que é algo que você vai querer tocar do já >> e do ainda não, porque afinal pastor o o reino e fica à vontade aí, Vinítio, você colocando, você assistiu a aula, tá pronto aí, né? Mas o o a a a glória que o rei veio, né? >> E ele anuncia esse reino. A gente vê isso muito forte no Evangelho de Mateus, né? Tem essa dinâmica do reino vem >> reino de Deus é chegado, >> né? Isso tá em Marcos ali. Então o rei agora tá entre nós. O rei veio. O que que ele inaugura? como que o pastor vê essa essa ideia e e ah o que autores colocam como o já e o ainda não como um dos pontos, né? Ah, por quê? Porque a gente vive num espectro, certo, pastor? A gente tem a o as chaves hermenêuticas, né? Falam: "Não, a gente tá no reino ou o reino ele não é bem assim ou o reino ainda vai vir". Sim, >> e a gente tem muita, muitos pensamentos, né? Ah, dentro disso, como que o pastor enxerga se >> Jesus veio, ele inaugura o reino? Ele já começou ou ainda não? Como que o pastor enxerga tudo isso? Especialmente aí o que o Leds e o Kan, vamos colocar como já ainda não. A gente tem ali em Marcos 1:15, né? Como você falou, o tempo está cumprido. Não lembro se é exatamente essa a expressão, dependendo da versão que a gente tem, né? Hoje em dia a gente tem várias versões aí. Ah, abrir aqui Marcos 1:15. É, o tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo. Então, é interessante pensar que ah, o reino de Deus ele ele constitui esse conteúdo central da pregação de Deus. Então, ele inaugura >> Uhum. >> O reino quando ele vem. Então, ele dá esse esse essa ideia de start, né? O reino ele ele tá presente de certa forma onde? No ministério da igreja. Ah, eh eh eh a ideia, né, que a gente tava tratando, né, da embaixada do reino, né, >> a igreja é essa embaixada. Agora, >> quando você olha para essa ideia de embaixada, dá para ver, você consegue enxergar um reino consumado? Não, ainda não. Isso ainda vai acontecer quando Jesus voltar. Essa é a minha percepção quando eu olho para essa figura. Uhum. >> Então assim, o reino chegou, chegou, ele existe, existe. Ele tá em em forma de de mistério, sim, ele já tá inaugurado, sim. O LED vai falar isso, mas ele não é pleno ainda. Isso só vai acontecer um dia quando Jesus estabelecer novos céus e nova terra. Ótimo, pastor. Vamos lá, então. Vamos, vamos, vamos continuar aí. E e se esse reino já foi inaugurado, vamos vamos estamos pensando junto aqui. Ah, e isso é visível pelo que o pastor me comenta aqui dentro da igreja, né? Onde que a gente, onde podemos perceber que esse já na vida cristã, né? Como que a gente vai perceber esse já na vida cristã? O que que do reino a gente pode ah ver na vida da igreja, na vida cristã? Como que a gente pode viver isso? >> Tá, uma coisa interessante que a gente até comentou em sala de aula é o fato de que uma vez que a gente nasce de novo, a gente vai viver para sempre. Eu não tô falando aqui de forma física, é de forma espiritual. a gente já nasceu de novo, nós já estamos vivendo de certa forma a eternidade. Isso é muito legal. Quando você entende que você está vivo em Cristo, ainda que a morte física bata à sua porta, ela não pode destruir a sua alma que já foi lavada pelo sangue de Jesus e que vai habitar com ele eternamente. Isso é um consolo pro crente você pensar a tanta gente que sofre a sem Cristo, né? gente que tá doente, gente que tá no hospital, gente que ah tá com diagnóstico X Y Z e e aterrorizado, não pelo fato de que vai morrer fisicamente, mas pelo fato de que que vai acontecer quando eu morrer. Então, pro crente, por exemplo, experimentar essa segurança é um já. Ainda que fisicamente nós não tenhamos corpos glorificados, nós vamos ter um dia, né? >> Uhum. a convivência na igreja. Cara, isso é fantástico você pensar que nós estamos ainda que de novo, numa embaixada que representa o nosso reino celestial, mas a gente já tem um gostinho, se a embaixada ela representa de fato, né? Porque a gente sabe que tem muita igreja aí que distorce os conceitos bíblicos do que que uma igreja deve ser, né? Mas quando a gente entende o que que uma igreja é, a gente pode experimentar da comunhão, a gente pode experimentar dos benefícios de estar junto com outros irmãos. O fato de entender que a gente ainda peca, é, a gente ainda peca. Outro dia uma uma pessoa me fez, uma aluna me fez essa pergunta, né? Por que que Deus não salvou a gente? >> Sacar-lo >> é a à medida que a gente nasceu de novo, né? Por que que Deus não falou? Porque o plano dele é que nós sejamos agentes nesse mundo. Ah, porque nós ainda não, né? Nós ainda não chegamos no reino celestial consumado. Então, enquanto aqui, já que, tá vendo que como é que eu tô usando essa expressão? Já que nós somos de fato agora agentes de Cristo, embaixadores de Cristo, nós devemos pregar porque ainda não foi consumado o reino eterno. Então, ainda há chance de pregar o evangelho. Fala, a gente lembra que a gente estava conversando sobre isso. Se você tem, por exemplo, parentes seus que não são cristão hoje, porque o reino de fato não está consumado, ainda não está, que que você tem que fazer? orar por esses parentes, pregar o evangelho. Vou usar a expressão de Paulo aqui há tempo e fora de tempo, quer seja oportuno, quer não. E pregar, insistir como que querendo convencer, n? Lembra da linguagem de Paulo lá em Atos >> procurando persuadir, porque vai chegar um tempo em que o já vai acontecer, ou seja, nós vamos estar diante do rei e aí não vai mais haver chance. Por isso, enquanto aqui nós temos que pregar. >> Isso é reconfortante, né? Porque quando a gente mostra e e entende essa essa tensão dessa dinâmica, a gente consegue explicar porque ainda nós lutamos contra o pecado, sofrimento e morte mesmo pertencendo a Cristo. Então essa tensão, o já ainda não, não sei, Binítio, ele ajuda a gente a entender essa dinâmica, não é? Ah, e é gostoso demais poder saber que ah, a gente ainda tem pela frente. E agora, se você, Leandro, me permite, dar um passito atrás. Vamos dar um passinho atrás, porque o o pastor Leandro, ele ele ele coloca essa perspectiva e ele vai pro novo céu, Nova Terra. Agora deixa eu colocar a minha, tá, pastor? O que que seria? >> Não, eu fui direto. Eu fui direto. Fui direto, mas eu não consigo pular, né, cara? [risadas] Aí, por que que que eu vejo? Ah, dentro dessa atenção já ainda não da inauguração, eu olho para as promessas de Deus. >> Uhum. Uhum. >> Eu olho para as promessas de Deus do Antigo Testamento, todas elas. E aí a gente vem ah, para um momento que é o escatom, a gente vai falar esse esse momento do fim que é o Novo Testamento. A gente é esse povo que ele já começa >> ali já não na Gênese, mas pro fim. E aí eu fico imaginando, a gente a gente vem ah para ah o que a gente vai chamar de tribulação, grande tribulação, né? O mundo ah caminhando para um juízo muito terrível. é o que a gente vê o nosso mundo caminhando ah para um momento de juízo, mas ao mesmo tempo com muita esperança. A gente vai administrando isso. E aí a gente vem pro que para o que a gente vai chamar de reino milenário em Apocalipse 20, por exemplo. E aí em Apocalipse 20, eu não quero dizer que é 1000 anos literais ou que a gente não consegue, é um capítulo só, a gente tem as promessas do Antigo Testamento, mas eu fico imaginando, senhor, esse momento ah de consumação. E claro, ele vai ser consumado mesmo novo céu, Nova Terra final, né? Quando >> ele decreta todas as coisas, é a coisa mais linda de vai acabar qualquer batalha, né? Não vai ter mais >> isso. É. Você tem o as nossas lágrimas além, mas um passinho, um passinho antes. A gente tem o reino milenar, Cristo entre nós agora ele vem, né? E e essa volta de Jesus é física, vamos assim dizer. Ele tá entra aqui. E e eu fico imaginando o Brasil, né? Né? Porque a gente fala: "Poxa, o Brasil, cara, muita gente não, não tem jeito." Eu falo: "Calma que vai ter." E eu fico imaginando o Egito e a Síria subindo junto para adorar a Deus em Jerusalém. A gente olha essas promessas do Antigo Testamento e não tem como a gente não aguardar a bendita esperança. É isso. Vê isso com os meus próprios olhos, sabe? e fala: "Não, Cristo ainda que o o novo céu, nova terra é a consumação final de de tudo isso, porque a gente ainda tem a essa dinâmica no final e que a ela tem pontos que ainda são cinzentos e um dia vai ficar claro e esse já ainda não ajuda a gente a entender a tudo isso. ao mesmo tempo nos ajuda a evitar um triunfalismo, ao mesmo tempo nos tira da linha do desespero que muitos >> vivem. E como essa visão, pastor, não sei se a gente vai se repetir, ajuda no ministério pastoral e na vida da igreja. Olha, eu eu vou te falar que uma coisa fantástica que muitas vezes a gente descarta e a gente a fugiu a expressão, depois você edita take for granted que a gente hã >> não que a gente desperdiza. Uhum. >> Aí você volta que a gente desperdiça é o culto público. >> Uhum. Pensa na ideia do já e ainda não em relação ao culto. A gente tá reunido com os santos, adorando, louvando a esse Deus. E hoje a gente não vê, mas um dia os nossos olhos não vão mais precisar de fé, porque a gente vai ver o objeto da nossa fé. É o o Irisuel em inglês, né? Eu sou feliz com Jesus em inglês. Ele traduz essa ideia, né, de que eu a minha fé vai se tornar visão no culto hoje. O que que a gente tem? A gente tem essa antecipação de que a gente junto com o povo de Deus quase que contempla a aquele momento glorioso de est adorando diante do trono do cordeiro. A gente ainda não tá lá. É, é, é, é, é aquela antesala do céu. >> Uhum. e que deveria ser assim aquilo que ou um dos um dos combustíveis que a gente tem para viver a vida cristã nesse plano terreno marcado pelo pecado com a perspectiva do reino, vivendo baixo do sol, perspectiva acima do sol, vivendo o já. >> Uhum. Mas ainda não. E isso para mim é glorioso. A a vida da igreja local. Eu acho essa essa ante com todas as promessas que a gente tem envolvidas, entendeu? Mas eu fico olhando, talvez a visão mais interessante para mim, quando a gente vê o povo como um reunido diante do trono adorando, eu isso vai ser su Não tem imagem para mim mais bonita do que essa. >> E o que a gente tem hoje de forma visível é é justamente o culto. E isso é glorioso. Infelizmente a visão de culto hoje ela é muito distorcida. Eu creio que por isso que alguns crentes, por exemplo, não encontram o consolo >> em meio tribulação, né? Eu lembro de um de um amigo querido pastor que você conheceu, o Mark Dev, ele falando uma vez, a gente tava conversando sobre o culto, né? E ele falou do valor de na hora de se escolher as músicas. E ele na igreja dele tem o costume de envolver a equipe pastoral na escolha das músicas, porque a música ela ensina e se os pastores são responsáveis pelo ensino na igreja, isso tem que passar pelo crio pastoral, no sentido deles são os guardiões da doutrina. E ele fala como é importante pensar, por exemplo, na hora do culto nos crentes que chegaram no culto e estão sofrendo. Às vezes a a pessoa tá com um coração tão machucado que cantar sobre a nossa vitória, eh cantar sobre a os motivos de gratidão que a gente tem, o coração dessa pessoa tá triste. Agora, quando você começa a cantar sobre o céu, sobre aquilo que a gente aguarda, isso dá uma, ele falou assim: "O meu, o meu sofrimento terreno tem prazo de validade, ele vai se encerrar. Eh, esse momento aqui ele existe. Eu tenho que viver a vida cristã, mas um dia eu vou estar diante do meu Salvador, que eu eu vou ver as marcas e eu vou poder ver o objeto da minha fé e eu não vou mais precisar de fé >> porque eu vou poder adorar. Isso é lindo demais. >> Isso é lindo demais. É gostoso demais. E quando a gente sabe, né, que nós somos cidadãos desse reino, é já. >> Hum. Uhum. Ah, tinha saí muita essa ideia quando, né, eu for, né, quando terminar a minha vida e aí eu vou pro céu, né? A gente ouvia muito isso, mas a ideia é que é já eu já faço parte desse isso de certa forma desarraiga a gente desse mundo, porque o meu reino, Jesus falou, não é desse mundo. >> Eu sou seguidor de Jesus. Que que eu vou dizer? Meu reino não é desse mundo. E a gente percebe, o Vinícius aqui que é historiador que a gente tenta construir mini reino, né? >> Uhum. >> É uma tendência do ser humano em construir. Ah, eu falo que reino ninguém consegue. Eles máximo que consegue é um feudo, né? O máximo que até ia ser um senhor feudal bem mal ainda, né, cara? [limpando a garganta] bem do estilo >> com prazo de validade, >> isso e bem ineficaz, vamos assim dizer, porque muita coisa que a gente constrói não dura. Hã, e a gente vê, mas a gente tem na história, por exemplo, Sargão primeiro, essas tentativas, a gente tem Babel >> como tentativas do homem >> ah, construir, né? E a gente e até hoje isso, isso é válido. Então quando quando eu entendo, Leandro, que nós somos cidadãos do reino, a igreja passa a ser um refúgio, na minha certeza >> um refúgio, né? E e eu fui pro Chile há duas sem voltei agora do Chile e eu eu fui cheguei sábado à noite no Chile, sábado depois de viajar, dia inteiro viajando nessas escalas, né? E quando eu cheguei sábado à noite, eu eu já olhei assim, Iglesia Bautista em Apoquindo, alguma coisa assim, lá no Chile, peguei, né, o patinete, tem minha patinete lá, fui 3 km até a igreja, cheguei lá e falei: "Gente, isso aqui é o reino porque você se sente em casa." Sim. >> E aconteceu isso nos Estados Unidos quando eu tive lá uma vez e eu fui na igreja, eu falei: "Eu me sinto em casa". É, é meio sobrenatural, pastor. >> Sim. >> Eu falei, você já se enxerga, as pessoas vêm falar com você. E aí aconteceu algo que me deixou muito triste. Não, o outro domingo eu fui na igreja de novo. >> Uhum. E eles falaram: "Você vai ser membro aqui?" Sabe por quê? Porque eu acho que as pessoas, a gente vive nesse, eu vou na igreja no domingo, eu falto no outro, eu vou na igreja no domingo. E quando alguém vai duas vezes seguida, já falo: "Nossa, você já vai ficar com a gente?" Porque tá faltando esse compromisso. >> Uhum. >> Tava faltando as pessoas entenderem que eu faço parte de algo muito grande, que a igreja não é só um acessório, um adereço, é onde eu vou lá, onde eu vou lá pegar um uma bênção, >> não é? onde eu vou pegar lá um uma coisinha para mim viver. Não, a igreja tem que ser a nossa vida, porque nós somos >> cidadãos desse reino. >> É gostoso demais, né, pastor? >> É muito bom. É muito bom. >> E e tá no Dever também e vê lá na Capital Hill a e vê quando os membros da igreja entendem isso, né? Eu faço parte desse corpo, é vivo, é gostoso demais. Calvário também, nossa igreja gostoso demais. Então vamos lá. Papel da igreja nesse tempo. Se a gente faz parte da igreja, se a gente faz parte a daquilo que Deus tá fazendo, >> os pastores me permitem um pouquinho sobre o tema anterior. >> Claro. >> Vai lá, querido. >> Algo que eu tava conversando com o pastor João no almoço da nossa aula de hoje, mas é nesse sentido a gente se vê dentro dessa história da salvação, né? Então a gente olha pro passado, a gente não tem uma folha branca e nem o futuro também tem uma folha branca, né? Uhum. >> A gente sabe da onde a gente tá vindo e para onde a gente tá indo, >> a gente vai. Isso dá uma dá uma segurança muito grande pra gente como como crente. S tem, >> com certeza. E o mundo não tem isso não. Ele pergunta da onde que a gente veio. Não tem resposta não. Não tem. Ele podear. É, ele tenta, ele cria sistemas >> que não se mantém. E aí a gente além disso sabe da onde a gente veio, a gente sabe para onde a gente tá indo e é uma segurança, é uma bendita esperança. >> É muito legal isso. >> Ótimo, pastor. E o nosso papel nesse mundo, então, pastor, como que você enxerga? Vou colocar algumas opções. Você escolhe, pastor, tá? Testemunhas do reino, povo da nova aliança, comunidade escatológica, corpo de Cristo ou aqui eu coloquei agência missionária. Eu gosto da da figura do corpo, ela é uma figura bíblica. Eu acho que é uma é um é um ponto seguro. Sei que se eu se eu >> eh a aterriçar a minha concepção aí eu tô tranquilo, porque é justamente uma figura que o Novo Testamento nos coloca a respeito desse dessa dessa unidade, né, que Deus cria aí. Ah, como a gente estava falando antes, a igreja ela é para ser a igreja local é para ser uma embaixada do reino e ela representa o reino aqui na terra. E o interessante é que existem algumas concepções que são sobrenaturais na igreja. E aqui a gente não precisa elocubrar muito. A ideia de sobrenatural é que o ser humano não tem como produzir, não é? O ser humano só consegue produzir algo que é natural. >> Deus, por outro lado, consegue produzir o sobrenatural. Infelizmente, hoje em dia, a concepção do sobrenatural para muitos ditos evangélicos, né, é que, ah, o Senhor me curou da minha artrite, da minha artrose. Eh, Deus me curou dessa doença, Deus me deu a bênção tal. É aquelas coisas que a gente ouve, né? Vi uma vez esse esse vídeo. Aí uma mulher falou assim: "O Senhor me salvou". E o cara lá que tava não, mas qual que é a bênção? O Senhor me salvou. Essa é a bção. Ele me tirou do império das trevas. E isso é o sobrenatural. Então, desde o do do nosso início, desde o momento em que a gente nasce de novo e a gente é reunido como um povo, existe uma série de coisas que são sobrenaturais que muitas vezes a gente nem percebe. Então, uma das coisas que a gente estava tratando, né, é o fato de que dentro da igreja você tem gente completamente diferente, completamente. gente de condição financeira diferente, grau de escolaridade diferente, de trabalhos diferentes, de condição financeira diferente, de tom de pele diferente, são completamente diferentes. Por que que todas essas pessoas estão lá juntas adorando a um Deus de forma objetiva, orgânica, organizada? Eles se amam. O mundo não consegue produzir. O mundo só consegue ajuntar os semelhantes. >> Ele não consegue juntar os diferentes de forma ordeira, orgânica, organizada. Isso é sobrenatural, >> porque o mundo não consegue produzir, >> não. >> E aí a gente olha para Efésios 2 e a gente vê essa sobrenaturalidade só foi possível por causa da cruz. No caso da igreja de Éfeso, né? a derrubou ali o muro de inimizade entre judeu e gentio. E aí você tem nos bancos ali da primeira igreja de Éfeso, judeu gentilo, talvez um judeu junto com um samaritano, algo que seria completamente impensado. E o mais próximo que a gente pode ter hoje é pensar num num judeu e num árabe junto louvando a Deus, mas ainda assim não chega perto da animosidade que existia naquela época entre um judeu e um samaritano. >> Mas o que que produz isso? A cruz. E é interessante que quando você olha pro capítulo 3 de Efésios, você vai ver que as regiões celestiais ficam de queixo caído, de boca aberta, porque isso é sublime. >> Uhum. >> E a gente se esquece disso. O Jesus, ele falou, eu tava abrindo aqui a pros discípulos, né? Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos. Como vocês amarem uns aos outros? Você quer como igreja local testemunhar de Cristo? A melhor maneira de você fazer isso na igreja local que você ame o seu irmão. Apesar das diferenade do evangelho, muito mais do que qualquer cura física ou qualquer outra coisa. Não. A sobrenaturalidade que Deus escolheu é essa. A vida na igreja local orgânica não é isenta de falha não. Mateus 18 tá tá aí para provar pra gente. >> Uhum. Com certeza. Ah, mas é o fato de que a vida em comunidade ela é uma demonstração sobrenatural, de forma que até as regiões celestiais ficam de boca aberta. Esse é o maior testemunho que uma igreja pode gerar. E isso é fantástico e e fenomenal a gente poder verificar que isso é natural, acontece, né? Não é forçado. Se fosse forçado, a igreja >> não conseguiria manter porque não ia, não consegue, é desestabilizar, mas não. A gente vê aí esse testemunho acontecendo. E aí a gente tá no Novo Testamento, senhores. E e é interessante que o Novo Testamento ele é escrito baseado nas nesse desenvolvimento da igreja, né? basicamente na nas viagens missionárias de quem não dá para falar de Novo Testamento sem falar dele, o apóstolo Paulo, né? E ele traz a >> grande parte a dos escritos do Novo Testamento, né? E e Paulo ele ele é interessante por quê? Porque ele fala de justificação, ele fala da união com Cristo, da nova vida, do Espírito Santo. E ele está falando, né, de assuntos separados ou da mesma grande obra de salvação, porque é fácil a gente olhar, como eu falei para vocês no início, né, a a o Novo Testamento como um liv um guia de consulta que a gente separa, mas parece que não, né? o Novo Testamento, especialmente do apóstolo Paulo, ele ele pega todas essas grandes doutrinas, a justificação, >> essa união, filiação e assim por diante. Tem tem muita coisa aí. E uma coisa que ele faz, pastor, eu queria que você comentasse, é que ele não vai separar isso da vida cristã. Para ele, doutrina e piedade. Uhum. Caminha junto. >> Caminham juntos. E aí de >> que que você pode falar disso? dessa dessas doutrinas, como que a gente enxerga elas no todo. Ah, especialmente porque a gente vê ela elas muito separadas, muitas vezes a gente sistematiza muito e parece que o Novo Testamento não faz isso, né? Como o pastor enxerga? >> Ah, eu vou dizer que a primeira coisa, como você bem frisou, né? A Paulo, ele vai falar que doutrina e piedade caminham juntas. E isso é uma das coisas mais erradas que muitas igrejas ditas evangélicas fazem hoje. >> Uhum. >> Quer dizer, não, não tem que estudar doutrina esfriente, >> não é assim? Até porque Paulo ele exorta lá Timóteo a com que ele permanecesse na sã doutrina que ele aprendeu, né? E para que ele pregue a palavra, né? Então, a esse é o primeiro ponto de entender que doutrina é sã doutrina é extremamente importante. Ah, motivo pelo qual, por exemplo, charpur existe. Uhum. >> É, é esse difundir de boa teologia. Porque a partir do conhecimento de Deus, do conhecimento que é oriundo das Escrituras, nós podemos viver uma vida, por exemplo, de santificação, que entende a nossa união com Cristo como um privilégio de nós termos sido enxertados na videira >> pelo Espírito. Importante lembrar pelo Espírito, atuação do Espírito Santo aí, de forma que agora nós podemos dar frutos como vivendo uma vida em cima daqueles imperativos colocados no Novo Testamento. Não imperativos para que a gente chegue até Deus. >> Uhum. >> Não tem como. >> Sim. Mas imperativos para que pela atuação do Espírito Santo nós possamos nos parecer com o nosso irmão mais velho, Jesus Cristo. Agora, como é que você vai saber dessas coisas você não estudar? Então, a doutrina e piedade tem que caminhar junto. E isso vai, quando você começa a estudar, você falou, né, da dessas várias figuras que o Novo Testamento nos dá, por exemplo, a ideia da adoção, da gente ser adotado, né? Hum. >> Ah, e eu tava conversando, né, com os com os alunos, entendendo o seguinte, como é que a gente pode Olha, vou voltar a esse dito. Olha a figura de um pai que nos adota. Ele nos adotou. >> Uhum. E aquilo que selou a nossa adoção foi o sangue do cordeiro sendo ratificado, né, o selo do espírito, né, de Efésios 1 ali. Agora, tem gente que crê que ao pecar esse selo é violado por causa do meu pecado e Deus me devolve. Não faz sentido, não vai. Então, quando eu entendo a doutrina, por exemplo, da adoção, isso me dá segurança, não para viver uma vida libertina, mas para viver uma vida em gratidão a Deus por aquilo que ele fez. Romano 6. >> Uhum. >> Sabe? Então, quando a gente começa a entender essas eh eh a eh essas figuras que Paulo estabelece da vida cristã, isso vai fazendo com que nós vivamos uma vida onde cada dia mais a gente vai estar mais parecido com o nosso irmão mais velho, ainda que nós sejamos adotados. Olha que legal, ele é o filho natural, nós não. Mas ainda assim, pelo poder do espírito, nós temos a capacidade de sermos parecidos com o nosso irmão mais velho. Cara, isso é lindo, de novo. É, >> isso é lindo. E e enche o nosso coração de alegria, né? Nós que somos seguidores, a gente tem esse privilégio, tá? Cada dia mais parecidos com o Senhor. Que que bom conversar com você, Leandro. Coisa boa. E para terminar aí, vamos seguir o bloco aqui, o nosso bloco escatológico, cheio de esperança, porque ah, o que a gente tá vendo o Novo Testamento, ah, é que o Novo Testamento não é uma fuga do mundo, >> mas combustível para fidelidade no presente. >> Uhum. Então, a nós, né, vivendo essa dinâmica do Novo Testamento, ele ele nos chama a ir, né, eles é pregar o evangelho, é fazer discípulos. a gente tem esse privilégio de viver essa realidade ah no nosso contexto, ah, aguardando essa bendita esperança. Então, quando a gente olha a orientação do Novo Testamento, ele é ele é orientado pra frente, né, pro futuro, né, para onde a gente tá indo. Isso nos encoraja a viver um presente. Eu gosto de pensar assim, Vinícius, não sei você, mas eu apostei todas as minhas fichas nisso, né? Eu não fico reticente, eu não tenho outra opção. >> Ah, e eu entendo quando Pedro falou: "Senhor, eu não tenho para onde ir, >> né? >> Só tu tem as palavras de vida eterna". Cara, isso é lindo demais. >> E isso, na verdade, é nossa vida também, né? a gente conhecendo Cristo. Então isso tem que ser um impulso para falar, gente, eu quero viver essa realidade hoje >> como que você enxerga isso, senhores, né? Esse impulso paraa frente e como que a gente pode viver a essa esperança futura fortalecendo a nossa perseverança hoje, né? a nossa santidade, a nossa missão. tava lendo o Edward um tempo atrás e acho que aquele livro dele sobre as paixões, né? nossas paixões, onde coloca elas >> e questão do do estudo da palavra, assim, deleitar por Deus aqui, levar eh mais próximo à imagem de Cristo, cada vez mais é um é um um caminho de santidade que vai se aprimorando, aprimorando para chegar na um dia no céu, essa paixão pelo por Deus, pelas escrituras, ao estudar você vai eh não não que você vai, mas o Espírito Santo vai te capacitando a amar Deus cada vez mais E e a gente vai sentindo isso, né? Parece que ele a na medida que a gente vai vivendo, isso vai se tornando mais real e parece que eu vou me desarraigando mais esse mundo, né? Não sei se vocês já conversaram com gente mais velha. >> Sim, sim. >> E que você percebe de nitidamente isso? >> É, eu uma vez eu tive um papo com o Dr. Shed, a gente tava tomando um café. Que isso? >> Não, cara, foi muito legal. Foi muito legal. Ah, e assim era nítido essa figura, tipo assim, as coisas aqui, cara, eu tô com os olhos em Cristo, eu não fecho a hora de chegar lá. Uhum. Ah, eu eu sei que a gente não tem que ter uma visão, né? Ah, então vou tirar minha vida logo para ir pro céu. Não, não é isso. Mas enquanto aqui o próprio Paulo falou assim: "Eu queria estar com Cristo, mas já que eu ainda não tô lá, eu vou trabalhar aqui para a a edificação da igreja, né? Ele fala isso pros filipenses. Ah, nós temos isso. E e de novo, isso não é uma nova doutrina. Se você olhar, Salomão, ele trabalha isso em Eclesiastes. Uhum. Ah, não há problema em viver a vida debaixo do sol, desde que nós entendamos que as coisas criadas foram feitas para que nós olhemos pro criador acima do sol. >> E é isso que, por exemplo, Paulo vai falar aos Colossenses lá em Colossenses 3, né? Ah, a gente tá, quer ver, ó? É até até bom abrir para não ser uma construção da minha cabeça. Se você ah abrir lá em Colossenses 3, você vai perceber justamente isso. Se vocês ressuscitaram juntamente com Cristo, >> Uhum. Buscai as coisas lá do alto. Ah, isso significa que eu tenho que viver alienado do mundo. Não, não é isso. Mas pense nas coisas do alto. Não gaste o seu tempo, a sua energia em viver pras coisas que estão, agora eu vou usar a linguagem de Salomão, as coisas que estão debaixo do sol, né? Ah, porque vocês morreram e a sua vida tá oculta com Cristo. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então a gente vai ser manifestado com ele em glória. Isso aqui é uma linguagem comum na escritura e é a maneira como nós temos que ansiar o céu. Eu gosto de outro, se me permite um outro texto? >> Claro. >> Tito dois, né? Ah, eu eu gosto dessa construção. A partir do versículo 11, ele fala assim: "Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens". Todos, obviamente, não todos individualmente, né? Ah, fora do escopo judaico aqui, ela nos ensina a graça a renunciar à impiedade e as paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa na era presente. Enquanto o quê? Enquanto aguardamos a bendita esperança, a gloriosa manifestação do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Cara, isso é magnífico, isso é sensacional. É, é, é para esse para essa figura que o crente tem que olhar, ainda que debaixo do sol. >> Uhum. Isso significa, meu irmão e minha irmã, que não tem nada de errado você curtir um presente que você ganhou, as suas férias, aquele churrasco. Essas todas são coisas que Deus nos deu, não como fim em si mesmo, mas que nós olhemos para ele como o o doador de todas essas coisas. É, a gente tava conversando em sala de aula que essas coisas criadas, você olhar para Gênesis 1, todas elas, Deus viu que era bom. São muitas delas a a as coisas elas foram corrompidas em Gênesis 3. Não necessariamente. O problema é o nosso desejo que se tornou corrompido de tirar dessas coisas mais do que elas devem oferecer. O mundo vai enxergar essas coisas como um fim em si mesmo. Não. O dia que eu tiver aquela casa, aquele carro, aquele emprego, aquele título, aí sim. E a Bíblia fala: "Não, não tem problema você adquirir esse título, você comprar a sua casa. Agora, a questão é: essas coisas te levam para mais perto de Deus? Elas trabalham a piedade no seu coração? elas vão te aproximar do seu irmão mais velho. A gente sabe, por exemplo, que quando a gente tá com os crentes, né? Crente gosta de comer, né? Cara, que gostoso é estar junto compartilhando de uma boa refeição com os nossos irmãos em Cristo. Isso é justo, desde que nós não enxerguemos esse momento como um fim em si mesmo, mas como algo que aponta por criador. Amém. Queridos, que tempo bom conversando com vocês enquanto aguardamos essa bendita esperança da revelação, que a gente possa ser igrejas que se debruçam no Novo Testamento, né? >> E como o Viní colocou aqui, que seja a nossa história, né? Como Atos termina, né? dando essa essa oportunidade pra gente viver essa realidade do Novo Testamento, na medida que as igrejas do Novo Testamento também não são diferentes das igrejas do Novo Testamento de hoje, né, cara? E a gente vai vivendo essas mesmas dinâmicas, graças a Deus, pela igreja Corinto, >> o quanto a gente pode aprender com ela, porque as nossas lutas não são diferentes e toda essa dinâmica que vem deste povo que Deus está formando. >> Então, pastor Leandro Pasquini, >> muito obrigado aí. Acertei, viu? Vinítio Romanholo, né? Leandro Pasquini é italiano. Pas >> italiano. >> Tá aí, ó. Né italiano. É velho. Eu não entendo. É nada. Tá de italiano. Só esse italiano que nem sei se é. Mas, senhores, bom demais a gente se debruçar um pouquinho aqui, olhar para esse Novo Testamento. Pastor Leandro, obrigado. Vinite, obrigado. Nossa equipe aqui com o pastor, querido pastor João aqui conosco também. Então, Deus abençoe, gente, e a gente se vê no próximo podcast.