Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

O Novo Testamento e o Reino (PodCast com Leandro Pasquini, Ari Langrafe e Vinicio Romagnollo)

O Novo Testamento e o Reino (PodCast com Leandro Pasquini, Ari Langrafe e Vinicio Romagnollo)

O Novo Testamento e o Reino (PodCast com Leandro Pasquini, Ari Langrafe e Vinicio Romagnollo)

Pregações em Áudio, Vídeo e Texto + CURSO de TEOLOGIA ONLINE:

Principal


www.spurgeonline.com.br
​(WhatsApp 85-8658-8274)

Legendas automáticas:

Bem-vindos ao podcast da escola Charles
Espurion. Eu sou o Ari, é um acadêmico
aqui da escola e hoje a gente tá com o
pastor, professor Leandro Pasquini, que
pastor, vamos lá, professor do Imersão
da Palavra online, localizado ali em
Londrina, Paraná. Seja muito bem-vindo,
pastor.
>> Muito obrigado, querido. Muito obrigado,
queridos.
>> Boa. Tá joia. E aqui comigo também,
Vinício Romanholo, futuro historiador
aqui e aluno calouro aqui da ES, então
participando com a gente. Que coisa boa.
Seja bem-vindo aí, Vinício.
>> E a gente vai falar hoje, senhores,
pastor Leandro, vamos falar sobre Novo
Testamento, teologia do Novo Testamento.
E, gente, muita gente lê o Novo
Testamento como caixinha de promessas,
>> né? ou também como um manual de
espiritualidade de A a Z, um livro de
consulta, né, ou um conjunto de
conselhos religiosos.
Mas a a teologia do Novo Testamento e o
Novo Testamento ele traz para nós muito
mais do que nós sobre Deus. Não o que
nós podemos fazer simplesmente, mas o
que Deus fez por nós em Cristo. E é isso
que nós queremos começar hoje, essa
conversa. Então, pastor Leandro, vamos
lá. Uma perguntinha simples, para
aquecer, né? Se alguém perguntasse o
qual seria uma frase sobre o que é o
Novo Testamento.
Para responder isso aí, eu creio que a
gente tem que entender que Deus não
revelou o seu conselho Uhum. De uma
única vez.
Isso é importante da gente entender. Uma
coisa que a gente estava estudando, né,
em sala de aula, que ele vai revelando a
sua verdade de forma gradual.
ao longo das eras ou ao longo das
dispensações da história. Então, o Novo
Testamento, ele não é necessariamente o
começo de algo e sem uma continuação
ah que vai trazer, obviamente, o clímax
da história.
>> Uhum. que é a cruz,
>> mas ele está justamente continuando
aquilo que já foi iniciado, que é o que
nós temos no Antigo Testamento. Mas o
motivo pelo qual a gente não pode
desprezar o Antigo Testamento, porque
ele é justamente esse anúncio daquilo
que vai ser concretizado,
materializado
no Novo Testamento, na pessoa de Jesus.
Tá joia? Não faz sentido, Vinítio,
>> quando a gente olha isso e essa ação de
Deus em Cristo convergendo, não é só um
momento, mas é um todo que vai apontando
para esse essa ação de Deus, esse plano
de Deus em Cristo. Muito bom. E vamos
lá. Eu quero saber a opinião de vocês
aí. Qual seria então esse grande tema
unificador
do Novo Testamento, porque a gente tem
muita coisa aqui. Vamos pensar aí junto.
Vamos lá. Cruz.
>> Cruz. Então, que mais seria? Salvação,
reino, igreja, graça, nova aliança,
>> essa dinâmica que a gente vê missionária
dentro do Novo Testamento. O que seria,
pastor Leandro, então o grande tema
unificador?
>> Não, a cruz, sem dúvida alguma, é aquilo
que unifica, que amarra tudo. Sem a
cruz, você não tem missão. Sem a cruz,
você não tem igreja, tem a cruz você não
tem uma série de outras coisas. Então,
de fato, a cruz é aquilo que a para onde
a a própria palavra ela culmina, tá? É
por isso que é interessante entender a
toda a história
da da revelação
como algo que não aconteceu da noite pro
dia. A gente estava conversando em sala
de aula sobre isso, né? Deus não chegou
para Adão e falou assim: "Toma aqui".
deu a manual de teologia sistemática
para ele. Não, a coisa foi gradual, ela
foi acontecendo.
Ah, e o Novo Testamento ele tá inserido
dentro dessa estrutura da revelação
progressiva,
de forma que quando chega ali no Novo
Testamento,
a é interessante, né? A ideia de dos
evangelhos é chegada a hora.
>> Uhum.
>> Do quê? daquilo que vinha sendo
anunciado no Antigo Testamento. Chegou,
finalmente chegou o momento do Messias
vir e concretizar as promessas que foram
feitas séculos atrás. E agora, a Paulo,
né, falando em Gálatas 4, né, eis que
chegou a plenitude dos tempos. O que que
é isso? É um momento justamente onde
Gênesis 3:15 vai se materializar.
>> O descendente da mulher vai pisar na
cabeça da serpente. E nós vamos ter pros
crentes do Antigo Testamento a o alvo da
fé deles naquilo que viria para nós que
estamos depois da cruz, crentes pós
cruz, a fé naquilo que veio, que é o
quê? justamente a cruz que faz essa
união, essa junção
>> de tudo isso. Isso é fantástico, isso é
maravilhoso. E esse é o elemento que
unifica inclusive antigo Novo
Testamento.
>> Sim.
>> Exatamente.
>> Então a gente olha esse contínuo, né?
Eles se encontram na cruz na verdade,
né? alguém olhando para cá, vindo. E e
eu quero saber, pastor, nesse personagem
central que é Cristo, a cruz, qual que
seria então como que seria visto o reino
de Deus isso aí? Porque a gente vai
olhar alguns autores, ah, vamos pegar o
Jordan Eldon Lad, né? A gente vai pegar
Oscar Kuman, a gente vai pegar o próprio
Walter Kaiser e eles vão colocar o reino
de Deus como algo que é central aqui
também no Novo Testamento. E Jesus ele
chega, me corrijam aí, tá? Né? Me
corrigem porque eu tô tô eu tava até
querendo pegar minha Biblinha, mas o
reino de Deus está próximo.
Arrependei-vos e crede no evangelho.
Isso é o evangelho de Marcos, não é?
1:15.
>> Isto mesmo. Eu tava, sabe,
>> Marcos 1:15. É isso aí.
>> Mas então, e essa tensão do reino é uma
tensão muito presente nos evangelhos.
>> É incrível, porque Jesus, que que ele
faz? Ele ele morre na cruz, ele
ressuscita, você tem ascensão de Cristo.
E quando chega na ascensão, os
discípulos chegam para ele e perguntam:
"É agora?"
>> É agora. [risadas] O reino é agora? Eu
fico imaginando, eu queria est ali,
Jesus, é agora, né? Agora como que você
enxerga essa tensão do reino, né, que
vem já do antigo e e que parece, né?
>> Uhum.
>> tá presente no no É curioso. É curioso
porque existe essa
essa antecipação
por parte dos, eu vou usar a expressão
crentes aqui, crente todo aquele que
creu, né? Seja você alguém que tava no
Antigo Testamento, né, que crendo na
promessa que viria. Então, Abraão,
lembra de Abraão, ele creu. Isso foi
imputado a como justiça com aqueles que
creram, vendo o Cristo ressurreto, como
nós que cremos naquele que ressurgiu,
embora nós não tenhamos visto. Ah, o que
que o que que é interessante você
observar ao longo da história bíblica?
Existia um desejo
por esse reino
desde o Éden. A hora que eles são
expulsos, você fala: "Ah, falhou!"
>> Uhum.
>> Aí, OK. Aí tem a arca. Agora vamos
começar tudo de novo. Agora o reino de
Deus
falhou.
Aí vem Abraão. Você tem as promessas aí,
os patriarcas e tal.
O povo de Deus vai lá para para o Egito.
Não, agora eles vão paraa melhor terra,
para gozem e agora
falhou. Aí tem que tirar o povo do
Egito. Não, ó, agora nós vamos sair
daqui, vamos para Canaã. Agora a coisa
vai chegar lá, falhou os juízes. Então
você vê esse processo, eh parece sempre
que essa concepção tá falhando.
Existe essa antecipação, mas você vê que
essa construção, por quê? Porque na na
construção de Deus, na arquitetura de
Deus, ele tem outra coisa em mente. Nós,
por conta, obviamente, né, da
desobediência, você vê a desobediência
do povo, você sempre vê Deus dando as
promessas, faló: "Se vocês fizerem isso,
eu vou fazer isso, né?" Deuteronômio vai
mostrar isso.
>> Mas o povo se esquece que tem uma uma
lista de consequências, né, que vem logo
depois. Agora, se vocês não obedecerem
isso, aí vai acontecer isso, isso, isso,
isso, isso. E o povo se esquece. Quer
dizer, o povo se esquece, por exemplo,
que o cativeiro babilônico foi descrito
por Moisés.
>> Uhum. Se vocês obedecerem, vocês vão ser
presos lá, vocês vão ficar cativos, né?
Então, tem essa ideia de não, nós somos
o povo, nós o reino tal vai ser
estabelecido, entramos em Caraã e tal,
tal, tal, mas não expulsou o povo daqui
como Deus mandou. Aí depois de Josué
morrer e tal e o pessoal que tava junto
com ele, o período do juízo, aquela
decadência tudo. Aí de repente vem Saul.
Saul, não, agora sim, agora vai pra
frente. Vai nada. Aí de repente vem Davi
que você fala assim: "Poxa, o homem que
Deus escolheu, mas ele pisa na bola.
Ainda assim ele é o homem segundo o
coração de Deus". Aí você fala: "Não, e
Israel tá tá prosperando". Aí de repente
vem Salomão, as fronteiras de Israel tão
grandes como nunca, mas aí o reino é
dividido. Aí você fala: "Pera aí, como
assim?" Aí de repente vai para o
cativeiro. Aí de repente depois do
cativeiro, eles voltam para lá e falam
assim: "Meu, que Israel é essa? Essas
ruínas." E aí você olha para isso e você
vê um povo que tá assim, eles esperam,
mas falam: "Mas por que que não tá dando
certo?"
E, e é interessante quando você olha,
por exemplo, para Esdras, Esdras fala
assim: "O problema tá no seu coração.
Vocês não estão seguindo a lei de Deus.
Vocês estão me honrando de com os
lábios, mas vocês estão com seus
corações completamente voltados pro
pecado. E aí chega no Novo Testamento, a
impressão que dá é que o povo tá
completamente
perdido.
Você tem um personagem que é o que a
gente conversou em sala de aula, né,
quando Simeão ele recebe a a a revelação
do espírito de que ele veria a salvação,
né? E aí ele ele fala, né, uma frase que
é formidável. Senhor, agora o Senhor
pode despedir em paz o teu servo, que os
meus olhos já viram a salvação. Eu não
sei o que que ele tinha em mente, mas é
interessante essa esse desejo, essa
antecipação. Fal, OK,
o que que você o que que e Simeão tava
tava pensando ali? Será que ele tava
imaginando que agora que veio o
Salvador, agora o reino vai ser
estabelecido? Porque essa é a figura que
os discípulos têm lá em Atos 1, que você
acabou de citar,
>> né? Então, 3 anos e meio caminhando com
ele. Ah, ele tá assim, não tem ninguém
que consegue prender Jesus. Ele escapa
em hora que ele tem que escapar. Ele
deixa os caras com o queixo caído lá em
João 8, independente se você crê que
João 8 é ou não parte das escrituras,
mas ah,
e aí chega naquela hora, fala assim: "E
aí é agora". Então, existe sempre essa
antecipação, mas ao mesmo tempo o povo
não percebe que muitas das coisas
descritas, e essa é importante da a
importância da gente olhar pro Antigo
Testamento, a gente perceber que existem
algumas coisas que Deus estabeleceu no
Antigo Testamento para se cumprirem no
novo antes que o reino de fato seja
estabelecido.
>> E quando esse reino vier, vai ser
definitivo.
E os discípulos só tavam querendo saber,
é agora que você vai acabar com Roma?
E aí Jesus dá aquela resposta, não
compete a vocês saber os tempos e eram
que o Pai estabeleceu sua própria
glória. Então tem esse senso que é, eu
imagino que é algo que você vai querer
tocar do já
>> e do ainda não, porque afinal pastor o o
reino e fica à vontade aí, Vinítio, você
colocando, você assistiu a aula, tá
pronto aí, né? Mas o o a a a
glória que o rei veio, né?
>> E ele anuncia esse reino. A gente vê
isso muito forte no Evangelho de Mateus,
né? Tem essa dinâmica do reino vem
>> reino de Deus é chegado,
>> né? Isso tá em Marcos ali. Então o rei
agora tá entre nós. O rei veio. O que
que ele inaugura? como que o pastor vê
essa essa ideia e e ah o que autores
colocam como o já e o ainda não como um
dos pontos, né? Ah, por quê? Porque a
gente vive num espectro, certo, pastor?
A gente tem a
o as chaves hermenêuticas, né? Falam:
"Não, a gente tá no reino ou o reino ele
não é bem assim ou o reino ainda vai
vir". Sim,
>> e a gente tem muita, muitos pensamentos,
né? Ah, dentro disso, como que o pastor
enxerga se
>> Jesus veio, ele inaugura o reino? Ele já
começou ou ainda não? Como que o pastor
enxerga tudo isso? Especialmente aí o
que o Leds e o Kan, vamos colocar como
já ainda não. A gente tem ali em Marcos
1:15, né? Como você falou, o tempo está
cumprido. Não lembro se é exatamente
essa a expressão, dependendo da versão
que a gente tem, né? Hoje em dia a gente
tem várias versões aí. Ah, abrir aqui
Marcos 1:15.
É, o tempo está cumprido e o reino de
Deus está próximo.
Então, é interessante pensar que ah, o
reino de Deus ele ele constitui esse
conteúdo central da pregação de Deus.
Então, ele inaugura
>> Uhum.
>> O reino quando ele vem. Então, ele dá
esse esse essa ideia de start, né?
O reino ele ele tá presente
de certa forma onde? No ministério da
igreja.
Ah, eh eh eh a ideia, né, que a gente
tava tratando, né, da embaixada do
reino, né,
>> a igreja é essa embaixada. Agora,
>> quando você olha para essa ideia de
embaixada, dá para ver, você consegue
enxergar um reino consumado? Não, ainda
não. Isso ainda vai acontecer quando
Jesus voltar. Essa é a minha percepção
quando eu olho para essa figura. Uhum.
>> Então assim, o reino chegou, chegou, ele
existe, existe. Ele tá em em forma de de
mistério, sim, ele já tá inaugurado,
sim. O LED vai falar isso, mas ele não é
pleno ainda. Isso só vai acontecer um
dia quando Jesus estabelecer novos céus
e nova terra. Ótimo, pastor. Vamos lá,
então. Vamos, vamos, vamos continuar aí.
E e se esse reino já foi inaugurado,
vamos vamos estamos pensando junto aqui.
Ah, e isso é visível pelo que o pastor
me comenta aqui dentro da igreja, né?
Onde que a gente, onde podemos perceber
que esse já na vida cristã, né? Como que
a gente vai perceber esse já na vida
cristã? O que que do reino a gente pode
ah ver na vida da igreja, na vida
cristã?
Como que a gente pode viver isso?
>> Tá, uma coisa interessante que a gente
até comentou em sala de aula é o fato de
que uma vez que a gente nasce de novo,
a gente vai viver para sempre. Eu não tô
falando aqui de forma física, é de forma
espiritual. a gente já nasceu de novo,
nós já estamos vivendo de certa forma a
eternidade.
Isso é muito legal. Quando você entende
que você está vivo em Cristo, ainda que
a morte física bata à sua porta, ela não
pode destruir a sua alma que já foi
lavada pelo sangue de Jesus e que vai
habitar com ele eternamente. Isso é um
consolo pro crente você pensar a tanta
gente que sofre a sem Cristo, né? gente
que tá doente, gente que tá no hospital,
gente que ah tá com diagnóstico X Y Z e
e aterrorizado,
não pelo fato de que vai morrer
fisicamente,
mas pelo fato de que
que vai acontecer quando eu morrer.
Então, pro crente, por exemplo,
experimentar essa segurança
é um já.
Ainda que fisicamente
nós não tenhamos corpos glorificados,
nós vamos ter um dia, né?
>> Uhum. a convivência na igreja. Cara,
isso é fantástico você pensar que nós
estamos
ainda que de novo, numa embaixada
que representa o nosso reino celestial,
mas a gente já tem um gostinho, se a
embaixada ela representa de fato, né?
Porque a gente sabe que tem muita igreja
aí que distorce os conceitos bíblicos do
que que uma igreja deve ser, né? Mas
quando a gente entende o que que uma
igreja é,
a gente pode experimentar da comunhão, a
gente pode experimentar dos benefícios
de estar junto com outros irmãos. O fato
de entender que a gente ainda peca, é, a
gente ainda peca. Outro dia uma uma
pessoa me fez, uma aluna me fez essa
pergunta, né? Por que que Deus não
salvou a gente?
>> Sacar-lo
>> é a à medida que a gente nasceu de novo,
né? Por que que Deus não falou? Porque o
plano dele é que nós sejamos agentes
nesse mundo. Ah, porque nós ainda não,
né? Nós ainda não chegamos no reino
celestial consumado. Então, enquanto
aqui, já que, tá vendo que como é que eu
tô usando essa expressão? Já que nós
somos de fato agora agentes de Cristo,
embaixadores de Cristo, nós devemos
pregar porque ainda não foi consumado o
reino eterno. Então, ainda há chance de
pregar o evangelho. Fala, a gente lembra
que a gente estava conversando sobre
isso. Se você tem, por exemplo, parentes
seus que não são cristão
hoje, porque o reino de fato não está
consumado, ainda não está, que que você
tem que fazer?
orar por esses parentes, pregar o
evangelho. Vou usar a expressão de Paulo
aqui há tempo e fora de tempo, quer seja
oportuno, quer não. E pregar, insistir
como que querendo convencer, n? Lembra
da linguagem de Paulo lá em Atos
>> procurando persuadir,
porque vai chegar um tempo
em que o já vai acontecer, ou seja, nós
vamos estar diante do rei e aí não vai
mais haver chance.
Por isso, enquanto aqui nós temos que
pregar.
>> Isso é reconfortante, né? Porque quando
a gente mostra e e entende essa essa
tensão dessa dinâmica, a gente consegue
explicar porque ainda nós lutamos contra
o pecado, sofrimento e morte mesmo
pertencendo a Cristo. Então essa tensão,
o já ainda não, não sei, Binítio, ele
ajuda a gente a entender essa dinâmica,
não é? Ah, e é gostoso demais poder
saber que ah, a gente ainda tem pela
frente. E agora,
se você, Leandro, me permite, dar um
passito atrás. Vamos dar um passinho
atrás, porque o o pastor Leandro, ele
ele ele coloca essa perspectiva e ele
vai pro novo céu, Nova Terra. Agora
deixa eu colocar a minha, tá, pastor? O
que que seria?
>> Não, eu fui direto. Eu fui direto. Fui
direto, mas eu não consigo pular, né,
cara? [risadas]
Aí, por que que que eu vejo? Ah, dentro
dessa atenção já ainda não da
inauguração, eu olho para as promessas
de Deus.
>> Uhum. Uhum.
>> Eu olho para as promessas de Deus do
Antigo Testamento,
todas elas. E aí a gente vem ah, para um
momento que é o escatom, a gente vai
falar esse esse momento do fim que é o
Novo Testamento. A gente é esse povo que
ele já começa
>> ali já não na Gênese, mas pro fim. E aí
eu fico imaginando, a gente a gente vem
ah para ah o que a gente vai chamar de
tribulação, grande tribulação, né? O
mundo ah caminhando para um juízo muito
terrível. é o que a gente vê o nosso
mundo caminhando ah para um momento de
juízo, mas ao mesmo tempo com muita
esperança. A gente vai administrando
isso. E aí a gente vem pro que para o
que a gente vai chamar de reino
milenário em Apocalipse 20, por exemplo.
E aí em Apocalipse 20, eu não quero
dizer que é 1000 anos literais ou que a
gente não consegue, é um capítulo só, a
gente tem as promessas do Antigo
Testamento, mas eu fico imaginando,
senhor, esse momento ah de consumação. E
claro, ele vai ser consumado mesmo novo
céu, Nova Terra final, né? Quando
>> ele decreta todas as coisas, é a coisa
mais linda de vai acabar qualquer
batalha, né? Não vai ter mais
>> isso. É. Você tem o as nossas lágrimas
além, mas um passinho, um passinho
antes. A gente tem o reino milenar,
Cristo entre nós agora ele vem, né? E e
essa volta de Jesus é física, vamos
assim dizer. Ele tá entra aqui. E e eu
fico imaginando o Brasil, né? Né? Porque
a gente fala: "Poxa, o Brasil, cara,
muita gente não, não tem jeito." Eu
falo: "Calma que vai ter." E eu fico
imaginando o Egito e a Síria
subindo junto para adorar a Deus em
Jerusalém. A gente olha essas promessas
do Antigo Testamento e não tem como a
gente não aguardar a bendita esperança.
É isso. Vê isso com os meus próprios
olhos, sabe? e fala: "Não, Cristo ainda
que o o novo céu, nova terra é a
consumação final de de tudo isso, porque
a gente ainda tem a essa dinâmica no
final e que a ela tem pontos que ainda
são cinzentos e um dia vai ficar claro e
esse já ainda não ajuda a gente a
entender a tudo isso. ao mesmo tempo nos
ajuda a evitar um triunfalismo, ao mesmo
tempo nos tira da linha do desespero que
muitos
>> vivem. E como essa visão, pastor, não
sei se a gente vai se repetir, ajuda no
ministério pastoral e na vida da igreja.
Olha, eu eu vou te falar que uma coisa
fantástica que muitas vezes a gente
descarta
e a gente
a
fugiu a expressão, depois você edita
take for granted
que a gente hã
>> não
que a gente
desperdiza.
Uhum.
>> Aí você volta que a gente desperdiça
é o culto público.
>> Uhum.
Pensa na ideia do já e ainda não em
relação ao culto.
A gente tá
reunido com os santos,
adorando,
louvando
a esse Deus.
E hoje a gente não vê, mas um dia os
nossos olhos
não vão mais precisar de fé,
porque a gente vai ver o objeto da nossa
fé. É o o Irisuel em inglês, né? Eu sou
feliz com Jesus em inglês. Ele traduz
essa ideia, né, de que eu a minha fé vai
se tornar visão
no culto hoje. O que que a gente tem? A
gente tem essa antecipação
de que a gente junto com o povo de Deus
quase que contempla
a aquele momento glorioso de est
adorando diante do trono do cordeiro.
A gente ainda não tá lá. É, é, é, é, é
aquela antesala do céu.
>> Uhum.
e que deveria ser assim aquilo que ou um
dos um dos combustíveis que a gente tem
para viver a vida cristã nesse plano
terreno
marcado pelo pecado com a perspectiva do
reino, vivendo
baixo do sol, perspectiva acima do sol,
vivendo o já.
>> Uhum. Mas ainda não.
E isso para mim é glorioso. A a vida da
igreja local. Eu acho essa essa ante com
todas as promessas que a gente tem
envolvidas, entendeu? Mas eu fico
olhando, talvez a visão mais
interessante para mim, quando a gente vê
o povo como um reunido diante do trono
adorando, eu isso vai ser su Não tem
imagem para mim mais bonita do que essa.
>> E o que a gente tem hoje de forma
visível é é justamente o culto. E isso é
glorioso. Infelizmente
a visão de culto hoje ela é muito
distorcida. Eu creio que por isso que
alguns crentes, por exemplo, não
encontram
o consolo
>> em meio tribulação, né? Eu lembro de um
de um amigo querido pastor que você
conheceu, o Mark Dev, ele falando uma
vez, a gente tava conversando sobre o
culto, né? E ele falou do valor de na
hora de se escolher as músicas. E ele na
igreja dele tem o costume de envolver a
equipe pastoral na escolha das músicas,
porque a música ela ensina e se os
pastores são responsáveis pelo ensino na
igreja, isso tem que passar pelo crio
pastoral, no sentido deles são os
guardiões da doutrina. E ele fala como é
importante pensar, por exemplo, na hora
do culto nos crentes que chegaram no
culto e estão sofrendo.
Às vezes a a pessoa tá com um coração
tão machucado que cantar
sobre a nossa vitória, eh cantar sobre a
os motivos de gratidão que a gente tem,
o coração dessa pessoa tá triste.
Agora, quando você começa a cantar sobre
o céu, sobre aquilo que a gente aguarda,
isso dá uma, ele falou assim: "O meu, o
meu sofrimento terreno tem prazo de
validade, ele vai se encerrar.
Eh, esse momento aqui ele existe. Eu
tenho que viver a vida cristã, mas um
dia eu vou estar diante do meu Salvador,
que eu eu vou ver as marcas
e eu vou poder ver o objeto da minha fé
e eu não vou mais precisar de fé
>> porque eu vou poder adorar. Isso é lindo
demais.
>> Isso é lindo demais. É gostoso demais. E
quando a gente sabe, né, que nós somos
cidadãos desse reino, é já.
>> Hum. Uhum.
Ah, tinha saí muita essa ideia quando,
né, eu for, né, quando terminar a minha
vida e aí eu vou pro céu, né? A gente
ouvia muito isso, mas a ideia é que é já
eu já faço parte desse isso de certa
forma desarraiga a gente desse mundo,
porque o meu reino, Jesus falou, não é
desse mundo.
>> Eu sou seguidor de Jesus. Que que eu vou
dizer? Meu reino não é desse mundo. E a
gente percebe, o Vinícius aqui que é
historiador que a gente tenta construir
mini reino, né?
>> Uhum.
>> É uma tendência do ser humano em
construir.
Ah, eu falo que reino ninguém consegue.
Eles máximo que consegue é um feudo, né?
O máximo que até ia ser um senhor feudal
bem mal ainda, né, cara?
[limpando a garganta]
bem do estilo
>> com prazo de validade,
>> isso e bem ineficaz, vamos assim dizer,
porque muita coisa que a gente constrói
não dura. Hã, e a gente vê, mas a gente
tem na história, por exemplo, Sargão
primeiro, essas tentativas, a gente tem
Babel
>> como tentativas
do homem
>> ah, construir, né? E a gente e até hoje
isso, isso é válido. Então quando quando
eu entendo, Leandro, que nós somos
cidadãos do reino, a igreja passa a ser
um refúgio, na minha certeza
>> um refúgio, né? E e eu fui pro Chile há
duas sem voltei agora do Chile e eu eu
fui cheguei sábado à noite no Chile,
sábado depois de viajar, dia inteiro
viajando nessas escalas, né? E quando eu
cheguei sábado à noite, eu eu já olhei
assim,
Iglesia Bautista
em Apoquindo, alguma coisa assim, lá no
Chile, peguei, né, o patinete, tem minha
patinete lá, fui 3 km até a igreja,
cheguei lá e falei: "Gente, isso aqui é
o reino porque você se sente em casa."
Sim.
>> E aconteceu isso nos Estados Unidos
quando eu tive lá uma vez e eu fui na
igreja, eu falei: "Eu me sinto em casa".
É, é meio sobrenatural, pastor.
>> Sim.
>> Eu falei, você já se enxerga, as pessoas
vêm falar com você. E aí aconteceu algo
que me deixou muito triste.
Não, o outro domingo eu fui na igreja de
novo.
>> Uhum. E eles falaram: "Você vai ser
membro aqui?"
Sabe por quê?
Porque eu acho que as pessoas, a gente
vive nesse, eu vou na igreja no domingo,
eu falto no outro, eu vou na igreja no
domingo. E quando alguém vai duas vezes
seguida, já falo: "Nossa, você já vai
ficar com a gente?" Porque tá faltando
esse compromisso.
>> Uhum.
>> Tava faltando as pessoas entenderem que
eu faço parte de algo muito grande, que
a igreja não é só um acessório, um
adereço, é onde eu vou lá, onde eu vou
lá pegar um uma bênção,
>> não é? onde eu vou pegar lá um uma
coisinha para mim viver. Não, a igreja
tem que ser a nossa vida, porque nós
somos
>> cidadãos desse reino.
>> É gostoso demais, né, pastor?
>> É muito bom. É muito bom.
>> E e tá no Dever também
e vê lá na Capital Hill a e vê quando os
membros da igreja entendem isso, né? Eu
faço parte desse corpo, é vivo, é
gostoso demais. Calvário também, nossa
igreja gostoso demais. Então vamos lá.
Papel da igreja nesse tempo. Se a gente
faz parte da igreja, se a gente faz
parte a daquilo que Deus tá fazendo,
>> os pastores me permitem um pouquinho
sobre o tema anterior.
>> Claro.
>> Vai lá, querido.
>> Algo que eu tava conversando com o
pastor João no almoço da nossa aula de
hoje, mas é nesse sentido a gente se vê
dentro dessa história da salvação, né?
Então a gente olha pro passado, a gente
não tem uma folha branca e nem o futuro
também tem uma folha branca, né? Uhum.
>> A gente sabe da onde a gente tá vindo e
para onde a gente tá indo,
>> a gente vai. Isso dá uma dá uma
segurança muito grande pra gente como
como crente. S tem,
>> com certeza. E o mundo não tem isso não.
Ele pergunta da onde que a gente veio.
Não tem resposta não. Não tem. Ele
podear.
É, ele tenta, ele cria sistemas
>> que não se mantém. E aí a gente além
disso sabe da onde a gente veio, a gente
sabe para onde a gente tá indo e é uma
segurança, é uma bendita esperança.
>> É muito legal isso.
>> Ótimo, pastor.
E o nosso papel nesse mundo, então,
pastor, como que você enxerga? Vou
colocar algumas opções. Você escolhe,
pastor, tá?
Testemunhas do reino, povo da nova
aliança, comunidade escatológica,
corpo de Cristo
ou aqui eu coloquei agência missionária.
Eu gosto da da figura do corpo, ela é
uma figura bíblica. Eu acho que é uma é
um é um ponto seguro. Sei que se eu se
eu
>> eh a aterriçar a minha concepção aí eu
tô tranquilo, porque é justamente uma
figura que o Novo Testamento nos coloca
a respeito desse dessa dessa unidade,
né, que Deus cria aí.
Ah, como a gente estava falando antes, a
igreja ela é para ser a igreja local é
para ser uma embaixada do reino e ela
representa o reino aqui na terra.
E o interessante é que existem algumas
concepções que são sobrenaturais na
igreja. E aqui a gente não precisa
elocubrar muito. A ideia de sobrenatural
é
que o ser humano não tem como produzir,
não é? O ser humano só consegue produzir
algo que é natural.
>> Deus, por outro lado, consegue produzir
o sobrenatural. Infelizmente,
hoje em dia, a concepção do sobrenatural
para muitos ditos evangélicos, né, é
que, ah, o Senhor me curou da minha
artrite, da minha artrose.
Eh, Deus me curou dessa doença, Deus me
deu a bênção tal. É aquelas coisas que a
gente ouve, né? Vi uma vez esse esse
vídeo.
Aí uma mulher falou assim: "O Senhor me
salvou".
E o cara lá que tava não, mas qual que é
a bênção? O Senhor me salvou.
Essa é a bção. Ele me tirou do império
das trevas. E isso é o sobrenatural.
Então, desde o do do nosso início, desde
o momento em que a gente nasce de novo e
a gente é reunido como um povo, existe
uma série de coisas que são
sobrenaturais que muitas vezes a gente
nem percebe. Então, uma das coisas que a
gente estava tratando, né, é o fato de
que dentro da igreja você tem
gente completamente diferente,
completamente.
gente de condição financeira diferente,
grau de escolaridade diferente, de
trabalhos diferentes, de condição
financeira diferente, de tom de pele
diferente, são completamente diferentes.
Por que que todas essas pessoas estão lá
juntas
adorando a um Deus de forma objetiva,
orgânica, organizada?
Eles se amam.
O mundo não consegue produzir. O mundo
só consegue ajuntar os semelhantes.
>> Ele não consegue juntar os diferentes de
forma ordeira, orgânica, organizada.
Isso é sobrenatural,
>> porque o mundo não consegue produzir,
>> não.
>> E aí a gente olha para Efésios 2 e a
gente vê essa sobrenaturalidade só foi
possível por causa da cruz. No caso da
igreja de Éfeso, né? a derrubou ali o
muro de inimizade entre judeu e gentio.
E aí você tem nos bancos ali da primeira
igreja de Éfeso,
judeu gentilo, talvez um judeu junto com
um samaritano, algo que seria
completamente impensado. E o mais
próximo que a gente pode ter hoje é
pensar num num judeu e num árabe junto
louvando a Deus, mas ainda assim não
chega perto da animosidade que existia
naquela época entre um judeu e um
samaritano.
>> Mas o que que produz isso? A cruz.
E é interessante que quando você olha
pro capítulo 3 de Efésios, você vai ver
que as regiões celestiais ficam de
queixo caído, de boca aberta, porque
isso é sublime.
>> Uhum.
>> E a gente se esquece disso.
O Jesus, ele falou, eu tava abrindo aqui
a pros discípulos, né? Nisto conhecerão
todos que sois meus discípulos. Como
vocês amarem uns aos outros? Você quer
como igreja local testemunhar de Cristo?
A melhor maneira de você fazer isso na
igreja local que você ame o seu irmão.
Apesar das diferenade
do evangelho, muito mais do que qualquer
cura física ou qualquer outra coisa.
Não. A sobrenaturalidade que Deus
escolheu é essa. A vida na igreja local
orgânica não é isenta de falha não.
Mateus 18 tá tá aí para provar pra
gente.
>> Uhum. Com certeza. Ah, mas é o fato de
que a vida em comunidade ela é uma
demonstração sobrenatural, de forma que
até as regiões celestiais ficam de boca
aberta. Esse é o maior testemunho que
uma igreja pode gerar. E isso é
fantástico
e e fenomenal a gente poder verificar
que isso é natural, acontece, né? Não é
forçado. Se fosse forçado, a igreja
>> não conseguiria manter porque não ia,
não consegue, é desestabilizar, mas não.
A gente vê aí esse testemunho
acontecendo. E aí a gente tá no Novo
Testamento, senhores.
E e é interessante que o Novo Testamento
ele é escrito baseado nas nesse
desenvolvimento da igreja, né?
basicamente na nas viagens missionárias
de quem não dá para falar de Novo
Testamento sem falar dele, o apóstolo
Paulo, né? E ele traz a
>> grande parte a dos escritos do Novo
Testamento, né? E e Paulo ele ele é
interessante por quê? Porque ele fala de
justificação, ele fala da união com
Cristo, da nova vida, do Espírito Santo.
E ele está falando, né, de assuntos
separados ou da mesma grande obra de
salvação, porque é fácil a gente olhar,
como eu falei para vocês no início, né,
a a o Novo Testamento como um liv um
guia de consulta que a gente separa, mas
parece que não, né? o Novo Testamento,
especialmente do apóstolo Paulo, ele ele
pega todas essas grandes doutrinas, a
justificação,
>> essa união, filiação e assim por diante.
Tem tem muita coisa aí. E uma coisa que
ele faz, pastor, eu queria que você
comentasse, é que ele não vai separar
isso da vida cristã. Para ele, doutrina
e piedade. Uhum. Caminha junto.
>> Caminham juntos. E aí de
>> que que você pode falar disso? dessa
dessas doutrinas, como que a gente
enxerga elas no todo. Ah, especialmente
porque a gente vê ela elas muito
separadas, muitas vezes a gente
sistematiza muito e parece que o Novo
Testamento não faz isso, né? Como o
pastor enxerga?
>> Ah, eu vou dizer que a primeira coisa,
como você bem frisou, né? A Paulo, ele
vai falar que doutrina e piedade
caminham juntas.
E isso é uma das coisas mais
erradas que muitas igrejas ditas
evangélicas fazem hoje.
>> Uhum.
>> Quer dizer, não, não tem que estudar
doutrina esfriente,
>> não é assim? Até porque Paulo ele exorta
lá Timóteo a com que ele permanecesse na
sã doutrina que ele aprendeu, né? E para
que ele pregue a palavra, né? Então, a
esse é o primeiro ponto de entender que
doutrina é sã doutrina é extremamente
importante. Ah, motivo pelo qual, por
exemplo, charpur existe. Uhum.
>> É, é esse difundir de boa teologia.
Porque a partir do conhecimento de Deus,
do conhecimento que é oriundo das
Escrituras, nós podemos viver uma vida,
por exemplo, de santificação,
que entende a nossa união com Cristo
como um privilégio de nós termos sido
enxertados na videira
>> pelo Espírito. Importante lembrar pelo
Espírito, atuação do Espírito Santo aí,
de forma que agora nós podemos dar
frutos
como vivendo uma vida em cima daqueles
imperativos colocados no Novo
Testamento. Não imperativos para que a
gente chegue até Deus.
>> Uhum.
>> Não tem como.
>> Sim. Mas imperativos para que pela
atuação do Espírito Santo nós possamos
nos parecer com o nosso irmão mais
velho, Jesus Cristo. Agora, como é que
você vai saber dessas coisas você não
estudar? Então, a doutrina e piedade tem
que caminhar junto. E isso vai, quando
você começa a estudar, você falou, né,
da dessas várias figuras que o Novo
Testamento nos dá, por exemplo, a ideia
da adoção, da gente ser adotado, né?
Hum.
>> Ah, e eu tava conversando, né, com os
com os alunos, entendendo o seguinte,
como é que a gente pode Olha,
vou voltar a esse dito.
Olha a figura de um pai que nos adota.
Ele nos adotou.
>> Uhum. E aquilo que selou a nossa adoção
foi o sangue do cordeiro sendo
ratificado, né, o selo do espírito, né,
de Efésios 1 ali.
Agora, tem gente que crê que ao pecar
esse selo é violado por causa do meu
pecado
e Deus me devolve.
Não faz sentido, não vai.
Então, quando eu entendo a doutrina, por
exemplo, da adoção, isso me dá
segurança, não para viver uma vida
libertina,
mas para viver uma vida em gratidão a
Deus por aquilo que ele fez. Romano 6.
>> Uhum.
>> Sabe? Então, quando a gente começa a
entender essas eh eh a eh essas figuras
que Paulo estabelece da vida cristã,
isso vai fazendo com que nós vivamos uma
vida
onde cada dia mais a gente vai estar
mais parecido com o nosso irmão mais
velho, ainda que nós sejamos adotados.
Olha que legal, ele é o filho natural,
nós não. Mas ainda assim,
pelo poder do espírito, nós temos a
capacidade
de sermos parecidos com o nosso irmão
mais velho. Cara, isso é lindo, de novo.
É,
>> isso é lindo. E e enche o nosso coração
de alegria, né? Nós que somos
seguidores, a gente tem esse privilégio,
tá? Cada dia mais parecidos com o
Senhor. Que que bom conversar com você,
Leandro. Coisa boa. E para terminar aí,
vamos seguir o bloco aqui, o nosso bloco
escatológico, cheio de esperança, porque
ah, o que a gente tá vendo o Novo
Testamento,
ah, é que o Novo Testamento não é uma
fuga do mundo,
>> mas combustível para fidelidade no
presente.
>> Uhum. Então, a nós, né, vivendo essa
dinâmica do Novo Testamento, ele ele nos
chama a ir, né, eles é pregar o
evangelho, é fazer discípulos. a gente
tem esse privilégio de viver essa
realidade
ah no nosso contexto, ah, aguardando
essa bendita esperança. Então, quando a
gente olha a orientação do Novo
Testamento, ele é ele é orientado pra
frente, né, pro futuro, né, para onde a
gente tá indo. Isso nos encoraja a viver
um presente. Eu gosto de pensar assim,
Vinícius, não sei você, mas eu apostei
todas as minhas fichas nisso,
né? Eu não fico reticente, eu não tenho
outra opção.
>> Ah, e eu entendo quando Pedro falou:
"Senhor, eu não tenho para onde ir,
>> né?
>> Só tu tem as palavras de vida eterna".
Cara, isso é lindo demais.
>> E isso, na verdade, é nossa vida também,
né? a gente conhecendo Cristo. Então
isso tem que ser um impulso para falar,
gente, eu quero viver essa realidade
hoje
>> como que você enxerga isso, senhores,
né? Esse impulso paraa frente e como que
a gente pode viver a essa esperança
futura fortalecendo a nossa perseverança
hoje, né? a nossa santidade, a nossa
missão.
tava lendo o Edward um tempo atrás e
acho que aquele livro dele sobre as
paixões, né? nossas paixões, onde coloca
elas
>> e questão do do estudo da palavra,
assim, deleitar por Deus aqui, levar eh
mais próximo à imagem de Cristo, cada
vez mais é um é um um caminho de
santidade que vai se aprimorando,
aprimorando para chegar na um dia no
céu,
essa paixão pelo por Deus, pelas
escrituras, ao estudar você vai eh não
não que você vai, mas o Espírito Santo
vai te capacitando a amar Deus cada vez
mais E
e a gente vai sentindo isso, né? Parece
que ele a na medida que a gente vai
vivendo, isso vai se tornando mais real
e parece que eu vou me desarraigando
mais esse mundo, né? Não sei se vocês já
conversaram com gente mais velha.
>> Sim, sim.
>> E que você percebe de nitidamente isso?
>> É, eu uma vez eu tive um papo com o Dr.
Shed, a gente tava tomando um café. Que
isso?
>> Não, cara, foi muito legal. Foi muito
legal. Ah,
e assim era nítido essa figura,
tipo assim, as coisas aqui,
cara, eu tô com os olhos em Cristo, eu
não fecho a hora de chegar lá. Uhum. Ah,
eu eu sei que a gente não tem que ter
uma visão, né? Ah, então vou tirar minha
vida logo para ir pro céu. Não, não é
isso. Mas enquanto aqui o próprio Paulo
falou assim: "Eu queria estar com
Cristo, mas já que eu ainda não tô lá,
eu vou trabalhar aqui para a a
edificação da igreja, né? Ele fala isso
pros filipenses.
Ah, nós temos isso. E e de novo, isso
não é uma nova doutrina.
Se você olhar, Salomão, ele trabalha
isso em Eclesiastes. Uhum. Ah, não há
problema em viver a vida debaixo do sol,
desde que nós entendamos que as coisas
criadas foram feitas para que nós
olhemos pro criador acima do sol.
>> E é isso que, por exemplo, Paulo vai
falar aos Colossenses lá em Colossenses
3, né? Ah, a gente tá, quer ver, ó? É
até até bom abrir para não ser uma
construção da minha cabeça. Se você ah
abrir lá em
Colossenses 3, você vai perceber
justamente isso. Se vocês ressuscitaram
juntamente com Cristo,
>> Uhum. Buscai as coisas lá do alto. Ah,
isso significa que eu tenho que viver
alienado do mundo. Não, não é isso. Mas
pense nas coisas do alto. Não gaste o
seu tempo, a sua energia
em viver pras coisas que estão, agora eu
vou usar a linguagem de Salomão, as
coisas que estão debaixo do sol, né? Ah,
porque vocês morreram e a sua vida tá
oculta com Cristo. Quando Cristo, que é
a nossa vida, se manifestar,
então a gente vai ser manifestado com
ele em glória.
Isso aqui é uma linguagem comum na
escritura e é a maneira como nós temos
que ansiar o céu. Eu gosto de outro, se
me permite um outro texto?
>> Claro.
>> Tito dois, né? Ah, eu eu gosto dessa
construção. A partir do versículo 11,
ele fala assim: "Porque a graça de Deus
se manifestou salvadora a todos os
homens". Todos, obviamente, não todos
individualmente, né? Ah, fora do escopo
judaico aqui,
ela nos ensina a graça a renunciar à
impiedade e as paixões mundanas e a
viver de maneira sensata, justa e
piedosa na era presente. Enquanto o quê?
Enquanto aguardamos a bendita esperança,
a gloriosa manifestação do nosso grande
Deus e Salvador Jesus Cristo. Cara, isso
é magnífico, isso é sensacional.
É, é, é para esse para essa figura que o
crente tem que olhar,
ainda que debaixo do sol.
>> Uhum. Isso significa, meu irmão e minha
irmã, que não tem nada de errado você
curtir um presente que você ganhou, as
suas férias, aquele churrasco. Essas
todas são coisas que Deus nos deu, não
como fim em si mesmo, mas que nós
olhemos para ele como o o doador de
todas essas coisas. É, a gente tava
conversando em sala de aula que essas
coisas criadas,
você olhar para Gênesis 1, todas elas,
Deus viu que era bom.
São muitas delas a a as coisas elas
foram corrompidas em Gênesis 3.
Não necessariamente.
O problema é o nosso desejo que se
tornou corrompido de tirar dessas coisas
mais do que elas devem oferecer.
O mundo vai enxergar essas coisas como
um fim em si mesmo. Não. O dia que eu
tiver aquela casa, aquele carro, aquele
emprego, aquele título, aí sim. E a
Bíblia fala: "Não,
não tem problema você adquirir esse
título, você comprar a sua casa. Agora,
a questão é: essas coisas te levam para
mais perto de Deus? Elas trabalham a
piedade no seu coração? elas vão te
aproximar do seu irmão mais velho.
A gente sabe, por exemplo, que quando a
gente tá com os crentes, né? Crente
gosta de comer, né? Cara, que gostoso é
estar junto compartilhando de uma boa
refeição com os nossos irmãos em Cristo.
Isso é justo, desde que nós não
enxerguemos esse momento como um fim em
si mesmo, mas como algo que aponta por
criador. Amém.
Queridos, que tempo bom conversando com
vocês enquanto
aguardamos essa bendita esperança da
revelação, que a gente possa ser
igrejas que se debruçam no Novo
Testamento, né?
>> E como o Viní colocou aqui, que seja a
nossa história, né? Como Atos termina,
né? dando essa essa oportunidade pra
gente viver essa realidade do Novo
Testamento, na medida que as igrejas do
Novo Testamento também não são
diferentes das igrejas do Novo
Testamento de hoje, né, cara? E a gente
vai vivendo essas mesmas dinâmicas,
graças a Deus, pela igreja Corinto,
>> o quanto a gente pode aprender com ela,
porque as nossas lutas não são
diferentes e toda essa dinâmica que vem
deste povo que Deus está formando.
>> Então, pastor Leandro Pasquini,
>> muito obrigado aí. Acertei, viu? Vinítio
Romanholo, né? Leandro Pasquini é
italiano. Pas
>> italiano.
>> Tá aí, ó. Né italiano. É velho. Eu não
entendo. É nada. Tá de italiano. Só esse
italiano que nem sei se é. Mas,
senhores, bom demais a gente se debruçar
um pouquinho aqui, olhar para esse Novo
Testamento. Pastor Leandro, obrigado.
Vinite, obrigado. Nossa equipe aqui com
o pastor, querido pastor João aqui
conosco também. Então, Deus abençoe,
gente, e a gente se vê no próximo
podcast.

Tags: