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A fé vem pelo ouvir

O que são trapos de imundícia? BTPapo 107

O que são trapos de imundícia? BTPapo 107

O que são trapos de imundícia? BTPapo 107

Bibo e Cacau conversam sobre as nossas obras impurezas e a graça de Deus!

Legendas automáticas:

เฮ
[música]
>> [música]
[música]
>> Muito bem, muito bem, muito bem. Seja
bem-vindo a mais uma live aqui neste
canal. Bem-vindo a mais um Bibo Talk.
Meu, o quando a gente começou há 16 anos
atrás, o nome era Bibo Talk Show.
Terrível, né? Mas era na época tava em
alta, né? Os talk shows e tal. Então era
a ideia seria, como eu sempre ia
entrevistar alguém, era o Bibo Talk
Show, depois mudou para Bibocast e
depois virou BTC, né? Aí Bibotal ficou o
nome, né, do site Bibo Talk, né? O Bibo
que fala, conversa e tal, explana,
explica. Mas depois o BTC, que era o
podcast do Bibotalk, ele veio. Galera, é
o seguinte, a internet do Cacau, ela não
vai voltar por agora, tá bom? Ela não
vai voltar por agora. Eh, talvez o Cacau
entre com o pacote de dados mesmo aqui,
só pra gente conversar um pouquinho
sobre o o tema dele, tá bom? O tema que
a gente tinha escolhido sobre trapo de
imundícia. Eu não vou me arriscar a
falar sobre esse tema, tá bom? Né? O
Cacau tinha, porque o Cacau é um cara
que gosta da carta de Paulo aos Romanos.
Eu imagino que ele iria costurar Isaías
com Romanos. Ia ser uma coisa linda. Não
estou apto no momento para fazer isso,
tá bom? Mas já que você está aqui, já
que estamos com 37 pessoas, já quero
avisar, talvez o Cacau apareça, talvez
ele não apareça. Então, se você sempre
tá aqui pelo Cacau, você pode ir embora,
porque eu não posso te dar certeza se
ele vem ou não, tá bom? Mas já que você
está aqui e eu estou aqui, eu quero
conversar um pouquinho com vocês. Finge
que esse é o papo aleatório. Agora eu ia
puxar esse papo com o Cacau, inclusive.
Galera, hoje dia 2 de abril é o dia
mundial da conscientização do autismo.
Vocês sabiam, né? É o dia mundial da
conscientização do autismo. Ah, eu acho
interessante esses dias eles fazem, né,
a sociedade pensar sobre determinado
tema, né? Tem os meses, né? Tem o maio,
laranja, tem o outubro rosa, o novembro
azul, setembro amarelo. Eu sei que todos
os meses tem eh acho até que janeiro é
janeiro. É janeiro o quê? O, qual que é
a cor de abril? É abril azul, que é a
cor da saúde mental? Não, isso é
setembro amarelo, né? Enfim, eu sei que
é legal esses dias, né? O dia da
conscientização disso, daquilo e tal.
Ah, você teve eh você tem alguns dias
assim ao longo do ano que trazem essa
conscientização. E eu acho legal falar
eh falar sobre isso e você pensar. Para
quem não sabe, eu sou um pai atípico e,
né? Ou seja, eu tenho filho, meu filho
Calel. Ah, e a gente desde muito cedo. E
aqui, galera, é é sobre isso que eu
quero trocar essa ideia com vocês.
Porque que essa essa conscientização do
autismo é tão, é tão importante?
Primeiro, ah, você tem muito mais
diagnóstico hoje em dia, por isso que
você tem tantas pessoas que se dizem
autista ou, né, pais que falam que tem
filhos autistas, porque de fato, eh,
você o quê? Você eh você tem muito mais
diagnóstico. E a questão do estudo, né,
do da TEA, né, do transtorno do espectro
autista. ele ainda de alguma forma é
novo, né? Então, por isso que eh às
vezes você vai ver até especialistas não
concordando em uma outra nomenclatura,
eh algumas nomenclaturas que a gente
acaba usando ou alguns especialistas
falam que talvez não seja a melhor coisa
porque é um estudo que é novo ainda, né?
É um estudo que é novo. Tem várias
teorias, né, do por também se aumentou o
número de pessoas ah no espectro
autista. Mas grosso modo, é porque se
aumentou também o número de
diagnósticos. Antes não se investigava
isso. E aqui vem o meu primeiro ponto
que eu quero eh trocar com vocês, que é
ouça o seu pediatra, a sua pediatra. Tá
bom? Ah, pera aí, pessoal. Ó, o setembro
amarelo é prevenção ao suicídio e
janeiro branco, saúde mental, se não me
engano. Legal. Alguém pode confirmar,
gente, essa informação do Thiago? Eu sei
que tem um lance, né, de de do de
janeiro ser branco, tal. Eu achei que
era por causa da paz, tá ligado? Vamos
pintar uma unha de branco pela paz
mundial. Alguém depois confirma para
mim, a Sara tá falando que o Thiago tá
certo, mas se alguém puder dar uma
pesquisada, não que eu duvide você, Sara
e Thiago, mas às vezes a gente ouve
falar e não vai atrás, né? E a gente
acaba não, né, não
popularizando, né, e passando adiante
uma informação que não é verdadeira, tá?
Acontece muito isso, tá, gente? A gente
ouviu falar até de gente, né, grande e
tal, e a gente acha que é verdade, não
é? Então, se alguém puder eh consultar
aí sobre cada mês, qual é a cor de cada
mês e o que cada mês quer tratar e tal,
beleza, gente? É, vai ser um betpapo,
monólogo, desculpa, gente, foi mal.
Talvez o Cacau apareça aqui. Vamos ver
se ele vai querer usar o pacote de dados
dele. Seria muito bom. Cacau, aparece aí
pra gente. Mas, galera, vamos lá. O
primeiro ponto que eu quero é abordar
com vocês, tá? Ah, tá bom, então. Tá
bom. Trabalha no SUS, então o cara manja
de saúde, né? Trabalho no SUS e o que o
Thiago falou, tá certo. Obrigado,
Ismael. Valeu por essa informação,
galera. Primeiro ponto, tá? Primeiro
ponto, acontece, Bíblia, é a vida.
Primeiro ponto, ah, ouça o seu pediatra,
ouça sua pediatra. Ah, muitas vezes os
pais não querem aceitar determinadas
coisas e aí acha que não, isso é
frescura, tá? Isso é frescura. Desculpa,
Sara. Foi mal, foi mal. Não sabia, né?
Foi mal. Tá bom, vamos lá. Isso é
frescura. Meu filho, minha filha não tem
isso não. Ah, daqui a pouco isso
desenrola, né? Daqui a pouco começa a
falar, daqui a pouco isso passa. Ah,
isso é só uma mania, isso é só um
trejeito. Daqui a pouco esse trjeito
passa. É muito importante que vocês
pais, ou você que é tio, né? Ah, você
que é ligado a uma criança que apresenta
algum comportamento, alguma
estereotipia, alguma coisa que, mano, é
um pouco diferente isso, né? Então, às
vezes, esse diferente ele pode ser um
indicativo e é importante investigar.
Então, ouça o seu médico, ouça sua
pediatra ou seu pediatra, ouça pessoas
que talvez já tiveram contato, né, com
crianças, o espectro autista.
E só que aí tem um outro ponto, né? Por
exemplo, às vezes eu e a minha esposa, a
gente percebe, mas a minha esposa ela é
muito mais ligada nesse universo do que
eu. Então, o que acontece? Às vezes é
muito delicado você falar para um pai:
"Olha, você já foi investigar eh essa
esse, né, esse trejeito, esse atraso,
entende? Porque não é normal, né, nessa
idade ainda não falar, entende? Então
assim, você tem que ter muito cuidado
para quem você fala isso e da forma que
você fala, porque a pessoa pode
facilmente se ofender. O qu tá chamando
meu filho de louco, tá dizendo que o meu
filho não é normal. Ninguém quer ouvir
isso. Ninguém quer ouvir isso. Tanto que
quando a pediatra levantou, né, a
possibilidade, o Calel tinha eh um ano e
meio mais ou menos. Eu não lembro
exatamente qual era, mas era um ano e
era menos de 1 ano e 8 meses, se eu não
me engano. Era 1 ano e meio. Enfim. Eu
lembro que quando a Xanda chegou em casa
da consulta e falou, eu falei: "Nossa,
sério? Mas tão tão pequeno e tal". É
porque ela foi me fazendo uma série de
perguntas, eu fui respondendo e conforme
as minhas respostas, ela falou: "Olha,
mãe, é bom investigar". E aí nós
começamos a investigar, mas eu desde o
começo, cético, não, nada a ver. Daqui a
pouco não, isso é coisa de criança. Aí
vai passando o tempo, não tá falando
ainda algumas coisas ou um, né, um um
ponto, falava algumas coisas e de
repente não fala mais.
normal. Porque daí sabe o que que é,
gente? Nós que é das antigas, a gente
ouve esse negócio assim, ó. Não, isso aí
é normal. Ah, o filho do meu amigo é
sempre uma história assim, o filho do
meu amigo começou a falar com 4 anos,
cara, tá aí, ó, mega inteligente, tal,
tá, tal. A gente ouve falar essas
histórias. Aí a gente não quer admitir
que o nosso filho possa ter alguma
coisa. Mas o que acontece? Chega uma
hora que a realidade bate na tua porta.
Detalhe, gente, vamos lá, para deixar
bem claro, eu achei que era frescura da
médica, joia? Mas em nenhum momento eu
eh impedi que o meu filho fizesse algum
tratamento, né? Graças a Deus a gente
poôde pagar e tal, até o plano de saúde
cobrir, enfim. Eh, e essa parte tem que
tomar muito cuidado também, porque
dependendo como for, eh, vão querer te
enfiar um monte de coisa e você tá
sensível. Aí, então é bom você ter
pessoas experientes se você puder.
Geralmente tem as comunidades, né, de
pais, grupos de pais que se ajudam a
você, né, achar um equilíbrio ali nos
tratamentos e tal. O que acontece,
gente, depois eu leio os comentários, tá
bom? Só para eu não perder a linha de
raciocínio aqui. Cara, o que acontece?
Então, eu nunca impedi o meu filho de
fazer qualquer tipo de tratamento e tal.
Eh, mas sempre questionava: "Pô, mas
será que precisa tudo isso? Nossa,
tantas horas assim. Até que uma hora eu
eu realmente não tive, né? Eu eu vi a
minha esposa eh eh eh desmoronar na
minha frente, assim, quando realmente
veio, né, ali com 3 anos de idade, veio
o laudo, veio o diagnóstico, né, autismo
e tal, autista, nível de suporte um,
enfim, que era como se falava
antigamente, ainda hoje se usa, né,
alguns questionam essa nomenclatura,
enfim, mas a princípio nível de suporte
um e tá lá o diagnóstico e tal, né,
autista, carteirinha, né, de autista,
né, e aí tipo assim, mano, agora não é
mais uma especulação, né, agora tem um
laudo, tá, né, tá diagnosticado.
E aí o teu filho ideal morre, né? Ou
seja, é a morte do filho ideal. É a
morte do filho ideal. E todo pai
idealiza um filho. Todo pai ele ele quer
que o seu filho seja a criança perfeita,
né? Que seja melhor em tudo, que não
tenha nenhum problema, que vá bem na
escola, que seja um bom atleta, que
seja, né? Enfim, bom em tudo. A gente
quer, né? a gente vai idealizando o
filho perfeito, só que quando vem o
diagnóstico, esse filho perfeito ele ele
morre, por assim dizer. E todo filho, na
verdade, esse filho perfeito, ele
precisa morrer em algum momento, né?
Agora, quando tem um laudo, um
diagnóstico, realmente o meu filho, ele
é diferente de outras crianças, né? O
meu filho vai precisar de tratamento, o
meu filho precisa de um tratamento
especial, de uma compreensão é especial.
Hoje o meu filho, gente, eh hoje o meu
filho ele tem, eh se anos, vai fazer
sete esse mês, esse mês é o mês do Calé.
Não, o Calé depois ele começou a falar.
Mas assim, galera, é aquela coisa, o
Rodrigo do de antigamente vai dizer que
ele começou a falar por quê? Por causa
da interação com a Amana. Eu tenho uma
filha que hoje tem 11 anos, né? Mas na
minha cabeça ele começou a falar por
quê? Porque ele tem interação com a Mani
por causa de alguns videozinhos no
YouTube que ele assiste, né? Eh, então
táando na minha cabeça, ah, isso aí foi
porque foi galinha pintadinha e tal, mas
bobiça da minha parte, né? É claro, por
é claro que ele começou a falar muito
por causa do tratamento com fone
audióloga desde muito cedo, entendeu?
Desde muito cedo, ou seja, desde que
veio ali já a suspeita, a gente começou
com terapia ocupacional, psicóloga,
fonoaudióloga, entende? Tentamos até
nutricionista porque vem a questão da
seletividade alimentar, enfim. Então,
hoje ele fala bastante, a comunicação
dele melhorou. O meu filho, eh, ele é
super simpático, então ele não tem um
problema de sociabilidade, ele é uma
criança super curiosa, super simpática,
tanto que as pessoas até falam assim:
"Mas ele é mesmo, né, tipo autista e
tal". Eh, e por quê? Porque ele é super
simpático. Na convivência você percebe,
né, algumas coisas, né? Então, é na
convivência. Então, o fato é assim,
gente, que quando veio, né, esse
diagnóstico, eh, aí cai a real. Eu vi a
minha mulher, né, né, desmoronar na
frente, na minha frente, tal, né,
choramos e tal. E aí eu falei: "Mano, é
real, né? Não é bobiça. Eh, o meu filho,
ele é ele ele é autista, né? Então não é
mais uma suspeita. Eu não posso tratar
isso como uma coisa tipo, não, daqui a
pouco isso passa". Não, ele, né? Que
bom, né? E aí eu levantei a mão pro céu
e falei: "Que bom que eu ouvi a ciência,
que bom que eu ouvi os médicos". E aí,
gente, esse é o primeiro alerta que eu
gostaria de fazer nesse dia mundial da
conscientização autista.
Eh, eu fico pensando quem tá entrando na
live agora e tipo, mano, o que que tem a
ver trápo de imundícia com autismo?
Autícia é trápo de imundícia. Não, pelo
amor de Deus, gente. É, o tema da live
era se o Cacau entrasse, tá bom? Como o
Cacau não entrou, eu vou fazer só um
assunto aleatório aqui, que é um assunto
aleatório é muito importante, tá? Ó,
gente, o Cacau vai entrar, tá? Eu vou
encerrar esse assunto e o Cacau vai
entrar. Ele deve estar acompanhando a
live aqui. Cacau, se quiser entrar na
sala aqui, eu já te deixo aqui na sala e
já te coloco. Então, primeira coisa que
eu queria alertar, galera, ouça os
médicos, tá bom? Ouça os ouça os sinais,
nem tudo é normal, tá bom? Se tá
atrasado com alguma coisa, investiga, tá
bom? E se alguém falar isso pro teu,
falar do teu filho, eh, não leve a mal,
talvez a pessoa queira te ajudar,
entendeu? Então assim, eh, e às vezes
ele realmente tá e quanto mais cedo, tem
um lance ali da poda neural, entendeu?
tem umas podas neurais que a criança vai
passando. Então é muito importante que a
criança tenha tratamento desde cedo. E
pelo que eu sei aí o carinha do SUS ali
pode me ajudar. Eh, talvez o SUS, até
onde eu sei, tem melhorado um pouco, né,
o atendimento em relação à à questão
autista ainda não é ideal, porque até no
até no particular, galera, ou melhor, no
plano de saúde ainda tá longe de ser o
ideal, tá? Mas enfim, se você não tem
condições do particular, vai, né, pro,
né, vê pelo vê pelo ou pelo plano de
saúde ou ah, pela, pelo Sistema Único de
Saúde e tal. É, a Sara tá falando, é,
nem tudo é, cada um tem o seu tempo, não
é isso, gente. Tem que ser investigado,
tá? Tem que ser investigado. Agora,
aquela coisa, gente, primeiro primeira
coisa que eu queria dizer é isso. Fique
atento aos sinais, tá bom? Ouça as
pessoas que querem o teu bem, os médicos
do seu filho, da sua filha. Ouça e não
negue tratamento. Por quê? Porque às
vezes vai crescendo e a coisa vai vai
ficando pior porque não tem suporte, não
tem entendimento. Aí quantas brigas, né,
poderiam ser evitadas e não foram. Aí
você vai criando uma criança
traumatizada, estressada e aí quando vê
já tá um adolesc. Adolescência já não é
uma coisa simples, né? Essa transição da
da infância para adolescência já não é
uma coisa simples. Uma criança sem
terra, imagine uma criança, né, eh, com
terra e tal. Então, quanto mais cedo
tratar, melhor, porque eu conheço casos
que só na adolescência foi: "Ô, é
verdade, hein? É mesmo." E aí, cara,
quanta coisa, né? Poderia ter sido
evitada. Quanta coisa, sabe? Quanta
coisa poderia ter sido evitada. Então,
preste atenção do seu médico nas
pessoas. Segunda coisa, galera, ter um
filho autista não é o fim do mundo, é o
começo de um novo. Então, não é o fim do
mundo. É possível eh encontrar vida. É.
possível aprender com isso. Vai exigir
ser pai, galera, ser mãe, ser um
cuidador exige muito do ser humano,
muito, muito, muito mesmo. Cuidar de
outro indivíduo completamente dependente
de ti é uma grande escola para mim
mesmo, gente. Eu sou uma pessoa egoísta,
por assim dizer. Talvez esteja, sabe, o
alcólatra, ele é alcólatra pro resto da
vida, mas ele tá há 10 anos sem ser
alcólatra, sem beber álcool. Então eu
acho que eu sou um egoísta assim,
entendeu? Um egoísta tratado. Porque de
fato ter filho eh melhorou muito essa
questão em mim, muito demais. Gente, o
cacau vai entrar daqui a pouco, aguarde,
aguarde, tá bom? Aguarde. E então ter
filhos me tratou muito o meu egoísmo,
entendeu, cara? Então, esse é o ponto.
Ter um filho autista não é o fim do
mundo. Vai exigir mais de ti, vai exigir
mais dos cuidadores, dos pais.
Compreensão, paciência. Para vocês terem
uma ideia, coisas que às vezes são
simples para uma criança lidar com uma
diferença de ambiente, de volume. Para
uma criança autista é uma crise,
entende? Para uma criança autista não é
uma coisa boba. Por exemplo, gente, eu
desculpa fazer o jabá aqui, eu não gosto
de ficar falando disso para fazer jabá,
mas é que eu escrevi um livro sobre isso
junto com o Felipe, justamente contando
um episódio que envolve o meu filho. O
meu filho tinha uma beluga, né? A
beluga, aquela baleia branca, testuda,
sabe? Tem no Dory, no Dori, né? Eh,
procurando Dori. Meu filho tinha uma
beluga, ele perdeu aquela beluga. E,
cara, é só um ursinho de pelúcia,
entendeu? Mas não, para ele era algo
mais, era a amiga dele, era a segurança
dele, ele não saía de casa sem ela e a
gente não sabia onde estava essa beluga.
E, mano, foi um strress assim, foi um
strress, um stress. Ele fica nervoso,
ele fica estressado. E não é bobiça, não
é frescura, não é terrible to. É uma
crise de uma criança autista e você
precisa saber lidar com isso. E isso
desgasta, desgasta a mãe, desgasta o
pai, né? Ah, geralmente são as mães, né?
Geralmente não é uma regra, OK, gente?
Mas geralmente são as mães que andam
mais com os filhos para cima e para
baixo nas terapias e tal. Então, pode
ter certeza, por trás de uma família
atípica, há uma família cansada, há uma
família com certo estress e, sem sombra
de dúvida, uma mãe muito cansada e que
muitas vezes deixa de cuidar de si para
cuidar do filho. Então, saiba disso. Por
isso, seja suporte, seja apoio, né?
Então, vai, uma família atípica precisa
de suporte. Talvez a sua igreja tenha
uma família atípica que precisa de um
suporte. Talvez o esse pai, essa mãe ou
essa mãe ou esse pai, enfim, depende a
realidade dali. Precisa que às vezes,
cara, você, ele precisa que você fique,
né, que a sua família acolha essa
criança por uma noite para eles poderem
ficar em casa assistindo o último
episódio de Pitt que passa hoje, por
sinal, o último episódio da segunda
temporada de Depit. Talvez é isso. Você
vai ficar 3 horas com essa criança só
para aquele pai, para aquela mãe poder
respirar, entende? Então fique de olho
se na sua família, se na sua igreja não
tem uma família que não tem rede de
apoio. Galera, eu, um dos motivos pelos
quais eu nunca me mudei de Joinville é
por causa, aliás, o único motivo, não é
nem um dos, é o único motivo pelo qual
eu não me mudei de Joinville, é porque a
minha esposa é muito ligada à família
dela, né? Eh, Bibo, você não é você não
é ligado à sua família? Não, eu amo os
meus irmãos, minha mãe já morreu, enfim,
meu pai, você que acompanha o betapo já
sabe. Então, assim, eu amo meus irmãos,
mas a gente não é tão ligado de se
encontrar final de semana e tal. Já a
minha esposa com a família dela são
extremamente integrados e tal. Graças a
Deus, a família da minha esposa é uma
bção. É uma bção porque, nossa, a minha
sogra, a minha cunhada, meu cunhado são
pessoas incríveis. Principalmente a
minha minha sogra e a minha cunhada, que
é onde nós temos mais relacionamentos e
tal, são pessoas incríveis. E cara, é
uma baita a rede de suporte e todo mundo
se ajuda e não dá. E eu não quero privar
os meus filhos de ter a casa da avó, de
brincar com os primos, as primas,
entendeu? Isso é maravilhoso. Mas talvez
a sua igreja tenha uma família que não
tem essa rede de apoio, cara. E se eles
são pais atípicos, eles estão precisando
muito da ajuda de vocês. Então, assim,
tem a empatia. Ah, aqui a gente relata
quando o Hugo perde a sua baleia, a
crise de uma criança autista. Eh, esse
livro aqui quer mostrar que não é
frescura, quer mostrar que é algo real.
Ah, a gente precisa ter paciência. Eu
era aquele tipo de cara que olhava uma
criança dando piti e falava: "Cadê o pai
dessa criança? Isso é falta de chinelo.
Eu era esse tipo de babaca, entendeu?
Que vi uma criança da Piti achava que
era falta de educação, que era falta de
chinelo. Por quê? Porque eu fui criado
na porrada. Eu fui criado na base da
chinelada. E quando eu digo porrada não
tô exagerando, tá bom? Então assim, aí a
gente acha que é isso, né? Isso é, isso
é manhã de criança. Isso é falta de
chinelo. Se isso é falta de chinelo. Ah,
o chinelo resolvia até eu ter uma filha,
né? E quando a Milena deu o primeiro
piti dela, uma criança normal, né? Mas
ali com aqueles dois anos, né? O chamo,
o famoso terrible to, até que a Milena
deu um piti, falei: "Meu Deus, que
aconteceu?" E eu educo também, né? Tem
dou educação. É a beleza, é a vida real,
né? Calando o meu preconceito, tá?
Então, assim, é relato de um ex-babá que
é tipo isso. E aí o que acontece? É,
cara,
não é p, não é falta de educação. Pode
ser uma criança autista tendo uma crise.
E o que essa mãe precisa, o que esse pai
precisa, o que essa família precisa, não
é de um babaca com olhar julgador, mas é
de pessoas que oferecem, né, talvez um
olhar de ternura, eh, umas pessoas que
talvez ofereça uma ajuda, entende? sem
julgamento. Faça a melhor cara de
simpático que você puder. Se não
consegue, levanta a cabeça e segue o teu
caminho, entendeu? Se não sabe fazer
cara de simpático, uma voz simpática,
nem se mete, só vai embora, entendeu?
Mas uma família típica provavelmente
precisa da sua ajuda, tá bom? Então
assim, e aqui é o livro que eu escrevi
junto com o Felipe, tentando mostrar um
pouco de empatia, né? Ensinar empatia
até para conversar com as crianças.
Olha, pode ter um amiguinho na sala que
é diferente, que exige mais atenção, né?
Ah, enfim, essa a ideia do o dia em que
o Hugo perdeu a sua baleia. É isso. Se
você é autista, tá? Eh, ah, eu sei,
talvez e você é um adulto autista, sei
das dificuldades que você eh deve estar
passando, respeito, me solidarizo com
isso. Que bom que talvez você esteja
procurando, né, esteja fazendo terapia,
já esteja mais regulado, sabe lidar, né,
sabe identificar as suas crises,
consegue anteceder a crise e com isso se
autorregular. Eh, o grande desafio do
autista é isso, ele aprender a se
autorregular, mas quando é uma criança
precisa do ajudo, ajuda dos adultos. E
para mim é o grande desafio, né? Como é
que eu vou regular se às vezes eu já tô
desregulado, já tô nervoso? E aí tu
precisa pensar, dar três passos para
trás, segura, respira e, né, a
repetição, cara. Enfim, outro dia eu
conto vários detalhes aqui, né? Um
pouco, eu não gosto de ficar expondo
muito, muito meu filho, né? Mas assim, a
rotina às vezes é bem cansativa pelo
comportamento rígido, por mudanças que
na nossa cabeça são bobas, mas para ele,
tipo, meu, mudou a textura da
panquequinha, já não vai comer. Aí tu
tem que para ele, ele até come, mas a
gente tem que fazer toda uma ginástica.
E, mano, e tem hora assim, tu fala, quer
saber? Não come. Então, né? Às vezes a
vontade é essa, mas não, tu respira, não
é importante ele comer isso e tal. Ah,
gente, tem. E cara, e ó, assim, ó, o
caso do meu filho é não é um caso tão
grave. Claro que a gente sente a nossa
dor, é a nossa luta e ninguém pode
diminuir o que eu e minha esposa
passamos. para nós, né? Foi doloroso, é
cansativo, mas a gente sabe que, né, ou
seja, é a nossa história é a nossa
história e a gente sente a nossa dor e a
gente fala da nossa dor como a gente
quiser e ninguém tem nada a ver com
isso. Ponto. Agora, eu e ela temos
consciência que, mano, tem casos muito
mais graves que o do meu filho. Muito
mais graves. muito mais graves assim que
a gente só de eu começar a pensar e dá
até assim uma uma emocionada porque
cara, pô, velho, tem cada caso que é
tipo assim, como é que vai ser, sabe? E
com certeza essa família típica passa
por muitas dúvidas, muitos
questionamentos e precisa da sua ajuda o
máximo que você puder. Tá bom, gente? É
isso. É, Deus abençoe. Eu tenho TDH, eu
tenho e tô tratando, hein? Certo? Tô
medicado, inclusive, viu? Ó, eu abri
parênteses aqui e voltei, né? Vou e
volto. Tô medicado. Liberdia tá fazendo,
tá fazendo sucesso. Minha luta é
explicar paraa minha mãe que Deus não
precisa curar meu sobrinho. Pois é,
precisa de tratamento. Ah, tem esse
lance aí também, né, gente? Não, o
autismo a gente cura com oração.
É punk, é, tem igreja, já conheço
histórias assim, tá? Enfim, galera,
obrigado por me ouvirem até aqui essa
meia hora aí que a gente falou, tá bom?
É isso. Deus abençoe a todos vocês aí
que são autistas, você que tem autista
na família, algum amigo. Eh, é isso. Tá
bom. Depois eu dou uma olhada aqui.
Cacau Marques, não quero gastar todos os
dados dele. Obrigado, Cacau, por ter
gastado nossos seus dados móveis. É
claro. O que que é vivo, Tinho. O que
que é?
>> Você tá me ouvindo bem aí?
>> Eu tô te ouvindo. Tá um pouco mais, tá
baixo, mas eu tô te ouvindo. Tá. Manda
bala porque agora eu tô aqui nesse,
entendeu?
>> Tô. Tá. Eu vou ver se eu consigo
aumentar o teu microfone aqui. Pera aí.
Configurações do microfone. Eu vou
tirar. Eu, ó, eu vou. Fala aí, Cacau.
Vamos lá.
>> Falando aí. Um, dois.
>> Beleza. Aumentou um pouco mais. Beleza.
>> Cacau. Vamos lá. Obrigado por ter vindo
aí. Já fizemos, já fiz o aleatório
sozinho hoje, Cacau. Foi mal.
>> Eu vi, eu vi, eu vi.
>> Mas e aí, Cacau, trapo de imundícia.
Falei aqui pro pessoal que eu acho que
tu ia estudar Isaías com Romanos, né?
Mas não sei,
>> eu recebi esse,
eu recebi essa pergunta no
Instagram, né, para falar mais sobre
isso. Falei, acho que a gente nunca
falou sobre isso e vamos tratar aí, né?
Calma aí, Cacau. Eu acho que eu fiz
alguma coisa com o teu microfone que
piorou. Fala aí. Eu não tô te ouvindo
agora, Cacau. Gente, acho que a gente
não tá ouvindo. Cacau
>> é
>> voltou. Acho que meus dados aqui estão
muito ruins aqui, cara.
>> Hoje nós estamos naando perdade das da
pedra aqui.
>> Cara, eu acho que a nave que tá levando
a galera pra rua tá passando bem na
frente do satélite assim. Aí tá
impactando o sinal.
Vamos lá, Cacau, vê se você consegue
falar um pouquinho para nós sobre trapo
de imundícia, a pergunta que você
recebeu no seu Instagram. Vamos lá.
>> Isso aí.
Então, eh, o texto lá de Isaías 64, né,
que fala
sobre esse,
sobre esse assunto
e diz assim, né? Somos como o impuro.
Todos nós, todos os nossos atos de
justiça como trapo imundo. Murchamos
como folhas e como vento. As iniquidades
de todos nós arrastam-se para longe, né?
Só que antes, no versículo
eh no versículos anteriores, né, ele tá
exaltando a santidade e a grandeza de
Deus, né?
>> Ele até fala no versículo 4ro: "Desde os
tempos antigos ninguém ouviu, nenhum
ouvido percebeu, olho nenhum viu outro
Deus além de ti que trabalha para
aqueles que me desesperam, né? Vens
ajudar aqueles que praticam a justiça
com alegria, que se lembram de ti, dos
teus caminhos. Contudo, ao prosseguirmos
em pecado, tu tiraste, como então
seremos salvos, né? Então, a ideia aqui
é dessa de que nós, mesmo quando nós nos
dedicamos a fazer o que é bom, né, mesmo
quando nós nos dedicamos a realizar o
que é justo,
eh ainda assim nós não conseguimos nada
além do que esses trapos imundos, né?
Eh,
essas
que que não deixa de ser algo que eh
algo que atua na purificação, né? A
ideia aqui é trapos mesmo usado para
purificação, né?
>> Mas que ele
>> fala,
>> não é? É que eu ia trazer, porque, né,
eu aprendi já no passado que é esse
trapo da imundícia aqui, o trapos
imundos, tava ligado à questão do
período menstrual da mulher. E por isso
até que alguns comentaristas fazem até
um trocadilho, um trocadilho não, né? Eu
eu vi barbichas ontem, já tô pensando em
trocadilho. Fazem um paralelo com
levítico e tal, porque a mulher ela fica
é impura, né, no período menstrual e
tal,
>> cerimonialmente impuro. É,
>> cerimonialmente impura. Só um parêntese,
galera. O Cacau não tá, ele tá, não é
que ele tá para baixo, gente. Eu tô aqui
meia hora falando da minha família,
autismo, um tema pesado. Aí o Cacau
entra na live, Cacau fala de trapo de
>> Não é só isso não, cara. Hã,
>> é que eu tô doente também. [risadas]
>> Eitaqueira. Não, então o cacau tá para
baixo mesmo. Tu tá certo? Ô, ô,
>> tava, eu tava reinando agora até 2
minutos atrás.
>> Eita nós nesse nível, Cacau. Então vamos
apurar porque isso aí não avisa quando
vem, né? Tu não pode sair na hora. Mas
Cacau, só para eu entender. Então, eu
sempre [risadas] entendi. É porque isso
aí quando vem, meu irmão, não é mais
rápido do que a velocidade da luz. Não
dá nem tempo de acender a luz às vezes.
Ô Cacau, eh, como é que fica assim? É
porque eu sempre associei, né, trapo de
imundícia ao trapo eh utilizado no
período menstrual que deixa a mulher
cerimonialmente impura. E aí até o cara
fazia uma parada assim, ó. Olha,
>> a mulher ela não é uma pecadora porque
ela tem esse período menstrual. Não é
isso, não tem a ver com isso. Mas ela
fica cerimonialmente impura. Tá? Então,
o que acontece? O que esse texto de
Isaías tá falando o seguinte, é mesmo
Israel eh eh podendo estar fazendo
coisas certas, se ele não está em
contato com Deus, as obras dele acabam
sendo trapo de imundícia, entendeu? Mais
ou menos essa vibe?
>> Ideia, é também. E a ideia também é o
seguinte. O que que acontece no Antigo
Testamento? Quando há algo que tá impuro
e ele entra em contato com algo puro,
eh, não se transmite pureza, o que se
transmite é impureza, né? Então, as
nossas obras de justiça, mesmo obras
justas, elas não deixam de estar
marcados por essa nossa impureza, né?
Por isso que ele usa essa referência
destes trapos que ainda que eles atuem
na purificação, eles se tornam impuros,
né? Então, as nossas obras de justiça,
elas vêm marcadas por essa impureza, né?
Eh, e isso é é uma declaração de
humildade do profeta, vamos dizer assim,
né? Ele tá declarando como ele reconhece
que a nossa condição de realizar o que é
certo não é não é pleno, né? Não é
pleno, né? Quando você falou lá de
Romanos, Romanos fala isso também, né?
Daqueles que não tendo a lei fazem o que
a lei pede, né? Eh, mas isso não resolve
o problema deles serem desculpáveis, né?
Porque eles têm a lei no coração, ou
mesmo aqueles que têm a lei e pecam nela
também, né?
>> Uhum.
>> Então, que uma coisa não resolve em
relação à outra, né?
>> Uhum.
>> Mas isso é interessante, em Isaías mesmo
nós temos um exemplo de algo puro que
transmite pureza, que não existia até
então, né? Que é Isaías capítulo 6.
Quando o anjo tira uma brasa viva e o e
o o
profeta fala: "Eu sou homem de lábios
impuros. Habito no meio de um povo de
puros lábios. Meus olhos viram o Senhor
e aí ele pega a o anjo pega a brasa viva
e toca na boca dele e fala: "Agora seus
lábios foram purificados, né? E isso não
acontece. Não tem nenhum dispositivo da
lei que você tocando em alguma coisa
você fique por a a purificação, ela
envolvia um banho, ela não envolvia
tocar em alguma coisa, né? E ali vem
esse toque purificador, né? Então o que
nos faz pensar que as nossas obras de
justiça elas continuam mesmo impuras e
elas são marcadas pela nossa impureza,
mas Deus é que atua, como ele fala no
versículo 5, né? Vens ajudar aqueles que
praticam a justiça com alegria, né? É
ele mesmo que resolve purificar e agir
através de nós, né? E isso a gente
entende em Jesus Cristo, que Jesus tem
esse mesmo tipo de ação, né? Quando
passa lá o jovem morto, né? Lembra
desse? Você sabe essa história de qual
que é o instrumento que Jesus toca?
>> Eh, desculpa, eh, ele tocou no skif do
cara lá. Não é isso? Não é [risadas]
>> é o skif. O skif. É o skif. É
>> que é de pastor clássica, né? Isso Jesus
toca. Ele toca skif, né? O cara
passando, ele toca o esqu. [risadas]
>> Boa, boa, cara. Muito louco.
>> Ou seja, é, aliás, isso acontece com o,
desculpa te cortar que acaba, que agora
e eu achei muito legal essa, eu achei
muito legal esse paralelo que tu traz,
né? De fato, na lei, naquilo que é
humano, eh, o impuro sobrepõe o puro,
>> né? Então, assim, mesmo se a mulher tá
transmite, é, ou seja, é o mal meio que
parece que vence o bem, né? O impuro é e
é o puro, o impuro ele eh tira pureza,
né? Agora só quando Deus age é que a
pureza purifica a impureza. E aí, mano,
tem um lance de Jesus tocando o esquif.
Cara, a mulher com fluxo de sangue
>> é a mesma coisa. Mesma coisa.
>> Mesma coisa. Claro que ali é um é um ato
um pouco contrário, né? Porque pela fé
ela toca e em Jesus, mas ou seja, Jesus
não foi eh não se tornou impuro, né?
Pelo contrário, Jesus a purifica. Cara,
isso é sensacional, né? Exatamente. Essa
inclusive é um é um paralelo muito
melhor até do que a ressurreição, né?
Porque é de fato é a mesma mesmo sentido
de impureza, né? Era um fluxo que ela
tinha 12 anos e não e não passava, né? É
isso mesmo. E isso mostra pra gente a
nossa dependência de Deus, né? Às vezes
a gente cai nesse moralismo, não vou
fazer o que é certo, vamos realizar e
tal. E não depende de Deus, né? Não vai
a Deus em oração, não vai a Deus para se
santificar. Não adianta, gente, se você
acha que você vai resolver os problemas
do pecado simplesmente não pecando, né,
[risadas]
você vai falhar, né? Você tem que ir a
Deus e clamar eh eh para que ele atue,
ele aja e ele de fato realize as obras
que ele quer realizar através da sua
vida, né? É mais ou menos por aí, eu
acho. Não é não é muito complicado não,
mas
>> tá. Então, o trapo de imundiça, né? Ele
era um trapo descartável, né? geralmente
utilizado eh em atos de que tornava a
pessoa impura, né? Por exemplo, né? Pode
ser até o trapo que o leproso utilizava
e ele também é uma pessoa impura, né?
Tem que ser retirado do acampamento e
tal. Então, o trapo de imundícia é isso.
Ou seja, cara, as obras de justiça de
vocês,
>> se vocês não estão conectados em Deus,
elas são imundas. É tipo isso que Deus
tá dizendo. Tem uma leitura até, eu não
sei se foi Lutero que fez, mas eu
aprendi na faculdade luterana. Não sei
se foi Lutéo, mas eu aprendi lá que
fazia até muito essa associação, né? As
nossas obras são como trapo de
imundícia, né? Elas não salvam, né?
>> Então tinha muito essa correlação também
do trapo de imundícia com as nossas
obras de justiça, né? Agora é muito
legal a gente pensar isso, que isso não
invalida as boas obras, né? Tem uma
coisa que a gente fala já há 16 anos
aqui de podcast, é que as nossas obras
são extremamente importantes, né? São
extremamente não pra gente fazer moral
com Deus, mas para promover o bem no
mundo, né? Então elas são e elas são
purificadas
>> por Deus. Isso é maravilhoso.
>> E é como uma extensão da obra de Cristo
mesmo, né? É Cristo mesmo através de
nós. Eh, isso é uma coisa interessante.
A a visão de santidade de Paulo não é
simplesmente que agora eu não peco mais,
é que agora Cristo ressurreto vive em
mim. Não são mais as minhas obras, são
as obras dele em mim. Então é outro
outro esquema, outra outra caminhada,
>> cara. E e sabe o que eu vou escrever
sobre isso? vai ser o terceiro capítulo
do meu livro que roupou usar sobre o e
que que roupou usar para o fim do mundo.
Ou vai ser o terceiro ou o quarto. Ainda
não sei como é que vai ser o
desenvolvimento de do segundo capítulo e
tal. Talvez eu tenha que desdobrar em
três, em dois, em duas partes. Eh, mas
cara, é, ó, gente, ó, spoiler do livro
que eu vou lançar ano que vem. Eh, que
roupa usar para o fim do mundo? A de
Cristo, entendeu? [risadas]
Se revestir de Cristo. E isso é muito
louco, cara. É, é muito louco você e é é
uma sensação que a fico pensando, cara,
é muito forte o que Paulo, até eu falo
lá no no Betque sobre o reino de Deus, é
muito louco pensar sobre isso, que eu,
um pecador sou revestido de Cristo. É
quase como colocar uma roupa limpa sobre
uma pele suja, tá ligado? Assim, é meio
que uma, é, às vezes eu tenho essa
sensação assim, porque eu ainda peco,
né, cara? Eu tenho pensamentos ruins, eu
sabe, eu eu ainda magou os meus irmãos,
eu ainda pecoes, contra Deus, né? E aí,
mano, mas eu sou revestido de Cristo,
sabe? É, é um pouco essa sensação roupa
nova em em tipo assim, cheguei da
academia, vou pro trabalho, só troquei a
roupa, tá ligado? Às vezes eu tenho um
pouco essa sensação com esse lance de
estar vestido de Cristo, né? Né?
Assentado com Cristo nas regiões
celestiais. Pô, Paulo, aí tu me pega,
não é? É muito poderoso isso, cara. Acho
que é tão poderoso que me escapa, tipo,
me escapa assim, tipo, mano,
>> como é que tu vê isso aí, Cacau, porque
é poderoso isso aí, não é, mano?
>> É que a gente é transformado por Jesus,
né? E na verdade eu vejo de outra
maneira, né? Que Cristo que é a nossa
vida, né? Quando fala lá em Colossenses,
quando Cristo que a sua vida se
manifestar, vós sereis manifestados com
ele, né? A nossa vida agora é ele, é ele
em nós, né? E as roupas que a gente usa,
elas têm que condizer a quem nós somos
em Cristo. Então, na verdade, é o
contrário, né? Eh, nós é que estamos
bonitinho, mas estamos usando roupa suja
quando a gente peca, né? E em Cristo nós
somos uma nova criatura. Então, não é
assim, eu ainda sou aquele cara, mas só
tenho uma roupa de Jesus. Não, o
contrário. Eu sou absolutamente
transformado por Cristo, mas de vez em
quando ainda boto uma roupa que não
corresponde a essa nova vida que eu
tenho nele. Isso é
>> é o teu exemplo. Ele estraga a minha
analogia que eu achava tão boa.
[risadas] É, mas tudo tá certo.
>> É porque eu tava muito no lance muito,
né, muito da roupa de maneira muito
literal mesmo, entendeu? O o aquilo que
vai por cima do corpo e tal. Mas é claro
que o revestir-se de Cristo é uma
parada, ou seja, é a circuncisão do
coração, né? Não é algo externo. Se
fosse externo, seria só a circuncisão,
né? Mas não é a do coração. Então é uma
parada muito interna que me muda de
dentro para fora, né? É muito bom isso,
cara. É muito bom. Poxa, é isso. Então,
os nossos as nossas obras elas não
passam de trapo de imundícia, ou seja,
elas são descartáveis se eu não estou em
Cristo. Agora, se eu estou em Cristo,
elas não só têm uma utilidade para o
reino, como também contarão naquele dia,
né? as nossas obras não são descartáveis
se eu estou em Cristo. Elas serão
julgadas, [limpando a garganta] né? E
enfim, vai ser julgado também de acordo
com a fé e com a vida, é, que eu levei
aqui e tal. Então, elas são importantes,
elas não garantem salvação, mas são
importantes naquele grande dia e tal.
Por isso, esteja conectado em Cristo,
porque se não tiver conectado, são só
obras que um monte de pessoa faz. Porque
a obra do impuro, ela até pode ter uma
utilidade terrena, né? Por exemplo, um
impuro que faz boas obras, com certeza,
né? Ele ajuda pessoas, né? E e é bom
para quem tá sendo ajudado, né?
>> Agora isso não tem peso eterno, né? Não
tem peso eterno.
>> Muito bom. É isso, gente. Alguma
pergunta? Deixa eu ver se o pessoal
colocou aqui. Obrigado, Cacau, por usar
um pouco dos seus dados. Por isso, eu
creio que a proposta do evangelho não é
mudança de comportamento meramente, mas
eh uma nova natureza, um ser humano
inédito. É um novo ser humano, uma nova
criação, né? Como Paulo fala, né? Eu
prefiro nova criação do que nova
criatura. Acho mais eh mais global. Ouvi
que na nova aliança nossas obras são
trpos de eh não são trapos de imundícia,
uma vez que somos habitação do Espírito
Santo. É,
>> não não sou, não é, né? Mas é porque a
gente tá em Cristo. Se a gente elas
podem virar, tá? Na nova aliança, elas
podem virar.
>> Eh,
tem muita gente que tem roupa de crente
só mesmo, né? E tipo, e até pode fazer
boas obras, mas no fundo
>> e nem tão nessa aliança
>> como
>> e às vezes não tão nessa aliança, né? Só
aparece não estão nessa aliança, só
aparece e tal. Aliás, o eu tô lendo um
livro do meu amigo que vai ser lançado
ainda esse semestre pela mundo cristão,
o nosso amigo Digo, pastor Digo lá da
ponte. Mano, que livro gostoso de ler,
mano. Ele mesclou, ele fez meio que em
forma poética, não é uma poesia, não é
um poema, mas tem um pouco um jeito, uma
cara de poema. Então tu vai lendo em
estrofes assim, mano, boa teologia, boa
sacada. E ele fala justamente sobre
isso, né? Como a gente pode ter uma uma
casca, uma roupa e no fundo ser só eh
religiosidade vazia, barata. Tá bom? E é
isso. Tem pessoas Cacau, nos aguardando
no BTD em Governador Valadares. Caramba,
estaremos lá em Cacau. Eu, você e quem?
Tô meio perdido nos BTD hoje. Víor
Fontana.
>> Vittor Fontana. Olha aqui, ó. Ó, eu,
Cacau e Víor Fontana lá em Governador
Valadares, dia 30 de maio. Cola lá. Pelo
que eu sei, a entrada é gratuita, mas
tem que se inscrever, tá bom? O link tá
na minha bill do Instagram ou em
qualquer outro vídeo aqui do YouTube que
não seja esse, porque eu esqueci de
colocar. E se você é da Europa, cola lá
com a gente, né, Lisboa. Eu, Cacau e
Rafael Ciano estaremos lá para falarmos
também sobre esse tema maravilhoso.
Aliás, estou ansioso para ouvir o Cacau
sobre esse tema, né? Vai ser a primeira
vez que eu vou ouvir ele lá em
Governador Valadares. Já sei o que o
Víor vai falar. Maravilhosa a palavra do
Víor. E como sempre, né, Cacau, o
melhor, o melhor encerrador de
programação que eu conheço é o Víor.
Todo evento que eu fizer, o Víor será o
último, né? Porque ele encerra muito bem
o evento. Maravilhoso. E é isso. Então,
gente. Esperamos vocês nos BTDs aí de
Governador Valadares, é de Belém. Belém,
eh, de Lisboa e dia 5 de dezembro em
Belém, né? Já tá, já tá avançada as
organizações aí. Tá bom. Já podemos
considerar a nova camisa da seleção azul
como trapo de imundícia. Cacau, essa é
contigo. Futebol não é o meu forte.
>> Achei horrível. Achei horrível aquela
camisa completamente [risadas] fora de
proporção. Tá, tá horrível. Nossa,
>> caramba. É, eu eu só vi, aliás, descobri
a camisa da seleção brasileira por causa
dos crentes, né, que adoram ver diabo em
tudo. Precisam ver aquele nosso cara,
mas sério, eu acho que isso aí é mais
uma piada do que porque eu só vi o povo
criticando isso,
>> não vi ninguém falando sério.
>> Não, eu vi Cacau, Cacau, assim, deixa
Cacau, deixa eu te falar uma coisa.
Desde o início de março, Cacau, eu
entrei num universo crente muito, muito
preocupante, que é o pessoal realmente
os escatomaníacos,
o pessoal fissurado, obsecado pelo fim
do tempo.
E esse pessoal é aquela galera que
realmente vê vê besta em tudo, vê diabo
em tudo. E tem um cara que ele é gigante
no Instagram e ele falando, fazendo
análise, mano, né? mesclando as telas,
bafomete, coisa. Eu só vi coisa do
Dragon Ball mesmo. Acho até o Saulo
Daniel viu a mesma coisa que eu. Eu vi
Dragon Ball naquela camiseta. O Saulo
Daniel viu também. Agora assim, eh, não
tem gente, é gente grande falando sobre
isso, entendeu? Eh, porque para esse
pessoal, Cacau, só para tu entender, já
que tu é um cara leigo nesse assunto do
universo, maluco, crente, graças a Deus,
né, Caca? tua igreja não precisa de um
negócio desse. Mas é que por causa do
meu livro eu tive que entrar nesse
universo. Para eles, cara, tudo é um
sinal que já tá alertando para algo que
vai acontecer. Então, por exemplo, para
esse pessoal, a capa do Economist em
dezembro é o relógio, é o sinal
profético do que vai acontecer nesse
ano. Então, eles estão pegando a capa do
Dec, cada parte, ó, aqui tá a guerra, ó,
já lá em novembro, dezembro já apontaram
pra guerra. Campeão da Copa vai ser
Portugal, porque é um cara de vermelho
aqui chutando a bola, entendeu? Que e é
o que é o Cristiano Ronaldo, ó. Sabe
quem tá preso e não sei o que, ó, tá
aqui, ó. Eu achava que era o Lula, mas
agora tô vendo que é outro cara. É isso.
Os caras ficam fazendo. Então tudo para
esses caras o que a grande mídia solta,
o que os grandes conglomerados soltam,
já é aviso sobre alguma coisa que vai
acontecer no mundo. O grande reset, o
grande esquema, o grande isso, o grande
aquilo, entendeu? Então para essa galera
é real mesmo, mano. Galera viu o demônio
mesmo, entendeu?
É isso, cacau nunca entra nesse universo
porque ele é horroroso. Tá bom? Beijo,
gente. Deus abençoe todos vocês.
Obrigado por mais esse betpapo. Vai
entrar no Spotify, tá bom? Semana que
vem todos os betpapos que nós já fizemos
entrarão no Spotify. Você que ouve por
lá aguarde.
>> Beijo. Cacau. Vai lá e toma um estro
germina. E é nós. Estamos junto. Deus
abençoe, galera. Ciao. Co?

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