Podcast – Conversas que Edificam – Pastor Lucas Previde
30/04/2026
Podcast – Conversas que Edificam – Pastor Lucas Previde
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[música] É uma ali, uma ali. Fala mocidade, boa noite. Se você acompanha a gente em outro momento assistindo a gravação desse podcast, boa tarde, bom dia para você também. Este é mais um episódio, o segundo do nosso ano de 2026, do nosso podcast Palavras que edificam. E o nosso convidado de hoje é o pastor Lucas Previd. Pastor, obrigado por ter aceitado o nosso convite da gente bater um papo hoje, conversar um pouquinho. >> Prazer todo meu. Todo meu. Obrigado. Vou começar aqui, como já é costume e tradição, para que as pessoas conheçam um pouco mais o pastor Lucas Previd, além das pregações, né? Então, queria que você contasse um pouco pra gente sobre tua família, sobre hobbies que você participa e depois a gente vai conversando sobre seu chamado e tudo mais, >> OK? Ah, vamos lá. Eu vim de uma família cristã, do berço cristã. Mais para frente eu falo um pouquinho mais sobre isso. Ah, atualmente os meus hobbies têm sido muito poucos, né? Mas até alguns anos atrás gostava muito de praticar esportes, né? Então, ah, e qualquer tipo de esportes, né? Minha esposa fala que eu tenho esse talento, né? Importa qual esporte, não que eu seja o melhor, mas eu sei jogar >> em um nível em um nível bom. Então, eu sempre gostei de praticar muito ah esportes, ah, filmes, né? Gosto muito de de filmes já. Ah, acho que não é mais da sua época, mas a época dos CDs, dos DVDs, né? Eu tinha uma vasta coleção de filmes históricos, enfim, gostava muito de de colecionar filmes e assistir a filmes e a leitura também, né, que não só por conta do chamado, mas sempre sempre foi algo que eu que eu gostei muito de fazer. >> Legal. E comenta pra gente aqui quais são seus, sei lá, três filmes favoritos aí. >> OK. Ah, com certeza O Poderoso Chefão. Eh, é um filme que eu que eu gosto muito. Outro é Benhur, não sei quantos de vocês ah conhecem. >> Ah, e outro também, Coração Valente, como é o Gibson, né, William Wallace. Eh, >> William Wallace. >> Eu, eu diria que são os meus três preferidos, dentre muitos, né? Mas se fosse escolher três, seriam a E o Poderoso Chefão, a a trilogia. Lógico. >> Que legal. Aí já fica a dica para vocês aí de casa, às vezes não tem o que fazer, não sabe qual escolher, porque hoje a gente entra no Netflix, passa uma hora e meio escolhendo e não >> pois é e na variedade de muito você acaba não assistindo nenhuma. >> Exatamente. Aí fica a dica aí do pastor Fit. E pastor, entrando aí mais num contexto familiar, né? Eh, você é casado com a Ju. >> Uhum. >> Tem três filhos, né? >> Um recente. Aí conta um pouquinho pra gente sobre como foi essa história de vocês se conhecerem. OK. A sou casado com a Juliana, né? Todos chamam de Ju, pai da Ana de 10 anos, Lídia 5 e agora o Davi com 7 meses, né? Vai fazer 8 dia 15 agora. A a Juliana e eu, nós temos uma história que está muito envolvida com a a nossa conversão, com o nosso processo de conversão, né? Eu não era convertido ainda quando a conheci com 16 anos de idade. >> 16 anos. >> 16 anos, né? Hoje eu tenho 41. Então já vou dando um spoiler do quanto tempo nós estamos juntos, né? >> E embora eu tenha nascido num lar cristão, eu ainda não era convertido, né? Depois a gente pode falar um pouco mais sobre isso. Mas então eu a conheci no nosso último ano do colegial, né? Ela, eu já estudava na na escola e ela chegou exatamente no último ano, >> né? Estudava em escola particular >> por circunstâncias da vida, o último ano foi parar num colégio público, né? Bem a cena da dama e o vagabundo, [risadas] sabe? Era, foi isso, foi isso. A menininha de colégio particular que chegou no colégio público e nós os conhecemos e começamos a a namorar. E a Juliana, ela era espírita, >> cardecista, né? E embora eu digo que não era um julgo eh desigual, era um julgo igual, porque eu ainda não era convertido, né? >> E nós fomos começando a conversar, mas aí vem a questão, né? Embora eu não fosse ainda convertido, a semente estava plantada no meu coração. >> Sim. >> E nas nossas conversas hoje, eu creio que que seja por conta da providência de Deus, elas sempre caminhavam pra área da religião, né? Ah, e me incomodava muito, né, o fato dela ser espírita, deo centro espírita e às vezes ela falava que, ah, fui lá, recebi a um passe, aquilo me incomodava muito, né? Sim. >> E o nosso namoro começou a ser um namoro a pautado por disc discussões teológicas ou não teológicas, religiosas, né? E com isso eu voltei a estudar a Bíblia, >> olha só, >> ou livros para dar respostas para ela, né, a respeito, né? E eu lembro que às vezes a gente conversava e os ânimos se afloravam. Isso com 16, 17 anos, né? E ela falava assim: "Ah, vocês presbiterianos têm que ir para um monte, ficar todo mundo fechado lá, porque vocês acham que só vocês têm a a a verdade e a gente ia a discutindo." Então, nesse momento, né, de tentar mostrar para ela, ah, eu fui voltando à essência do evangelho, fui voltando ao ao estudo e Deus usou esse esse esse momento e usou de misericórdia, né, para para com nós dois. para que nós começássemos a a estudar a Bíblia. Pela graça de Deus, né, Deus nos chamou >> e nós fizemos catecúminos juntos. Ela fez a profissão de fé junto comigo. E eu às vezes digo que eu acho que ela até se converteu antes do que eu, ah, porque em determinado momento ela que me puxava, ela que me incentivava, ah, como faz a até hoje, né? Então, dos 16 ao aos 41 são 25 anos, certo? >> Certo. >> 25 anos eh juntos. Ah, e 14 de casados vai completar 15 anos de de casados que nós vamos fazer ano que ano que vem. Então, eh, é essa a minha história familiar. E Deus me deu uma esposa maravilhosa e Deus me deu filhos maravilhosos em que ele me ensina muito sobre ele mesmo, né? Ah, quando nós nos tornamos pais, eu creio que Deus abre uma portinha a mais paraa gente entender o relacionamento eh com ele, né? E até o meu ministério pastoral, né? A minha família contribui muito, não dando suporte apenas, mas mostrando também, né, coisas que às vezes eu não consigo enxergar, né? A esposa do pastor é é a melhor consultora que tem, porque ela não finge, ela não mente, ela é a mais sincera possível. Depois de um de uma pregação, eu pergunto para ela o que ela achou. Ela é sincera. Às vezes ela tenta ser comedida, eu já sei que ela não gostou de alguma coisa. A maioria dos pastores diz isso, né? Eu não lembro se foi o Paul Trip ou Ted Trip que falou uma vez isso, né? Ou o Team Keller, não lembro. Ah, de que acho que foi o Team Keller. H, de que a esposa dele falava: "Olha, ela perguntava: "Como é que foi?" Ela falava: "Foi bem". E aí ele já entendia que ela não tinha gostado de nada e e enfim. Então, esse é o meu núcleo familiar, né? A minha esposa que nós estamos há há muito tempo, né? Às vezes eu conto a coisas para ela da minha adolescência, falo: "Ah, eu fiz isso". Ela falou: "Eu sei, eu tava lá, >> olha só, >> eu tava lá com você". Então, ela é uma grande amiga, a minha melhor amiga, minha parceira, confidente, apoiadora, né? E os nossos filhos desfrutam desfrutam disso também. >> Que legal. Que história bonita, pastor. E enquanto você falava eh desse processo da conversão de vocês, como vocês se conheceram, lembrei da pregação do último domingo do pastor Daniel, porque ele mencionou que enquanto o processo, né, de educar os filhos e ensinar a posteridade, Deus trabalha muito mais na gente, né, enquanto a trabalha em nós para que a gente ensina os nossos filhos, né, ele trabalhou muito em você, >> com certeza, >> para alcançar a Ju. Então, se você de casa aí não pôde estar aqui na IPSA no domingo e tem oportunidade, assista no YouTube a pregação do último domingo que vocês vão entender um pouquinho sobre o que a gente tá conversando, sobre o que o pastor Previd acabou de testemunhar aqui pra gente, né, esse trabalhar de Deus. >> Sim. E é interessante, Ala, porque como eu disse, né, eu nasci num lar cristão, né, meu pai diácono, ah, cresci sobre e sob instrução da palavra, indo na igreja. Ah, meus pais tinham a preocupação de não delegar à igreja, né, o ensino, né, a a responsabilidade. Mas por volta dos meus 13 anos, hoje vendo isso, a partir dos meus 13 anos, eu já comecei a me distanciar. E aí é uma coisa muito importante e que eu vejo a paraa minha família e pra igreja, né? Ah, que às vezes nós subestimamos muito o potencial de um adolescente ou de uma criança. >> Sim. para se aproximar de Deus ou para se distanciar de Deus, né? >> Então, muitas vezes nós subestimamos a criança ou adolescente achando que ele não vai entender coisas centrais da fé. E a gente fica com aquela com aquela historinha, né, sempre a a infantilizando o evangelho ou as verdades bíblicas, >> achando que o adolescente ou a criança ainda não tá preparada para receber as verdades de Deus, né? E o potencial e subestima o potencial dela, né? A criança, a o Espírito Santo já tem poder, já age para que ela desfrute da comunhão com Deus na perspectiva que Deus quer para ela, né? >> Sim. >> Então, a partir dos meus 13 anos, eu diria que foi quando eu comecei realmente a me distanciar de Deus. E aqui indo na igreja todo domingo, participando de todas as EBFs, indo para acampamento, indo para retiro, vivendo a vida da igreja, mas com 13 anos me distanciando. >> Olha só, >> por volta dos meus 15, 14 ou 15 anos, estourou a a rebeldia, né? E aí com 16 anos eu ainda não era convertido. E por volta dos, nesse processo, eu e a Juliana, por volta dos 19 anos, o Senhor foi ah confirmando o chamado dele. Então, o que eu tenho nessa relação de filhos, né, e para com os meus e compartilho com os outros, é que nós temos que ter esse cuidado de não subestimar o poder de Deus para se relacionar com crianças, com adolescentes e achar que os adolescentes ainda estão numa camada protetora e que eles não têm as próprias tentações, que eles não estão expostos a ao pecado deles, né? Toda a idade tem o seu pecado geracional, ou seja, da sua geração, né? O Davi, eh, 7 meses já está com o pecado da geração dele ali, né? Que é o fazer birra quando tá com sono ou quando não tem o mamá. A Lídia a mesma coisa, 5 anos, a Ana a mesma coisa. Então, a gente tem que quebrar um pouco essa barreira de achar que crianças ou adolescentes já não estão prontas para ter comunhão com Deus ou que já estão correndo o risco de se distanciar dele, né? Então, ah, esse é um ponto que como pais e e olhando para pra minha história de conversão, eu eu sempre tenho esse cuidado, né? E como eu disse, né? Eu cresci, fiquei na igreja e eu fui um dos piores rebeldes, que é aquele rebelde que não sai, né? Fica atrapalhando, tá lá todo domingo sentado na igreja, ah, contaminando os amigos da igreja. Então, muitas vezes, quando eu olho para jovens assim, é como se eu falasse: "Cara, você não vai me enganar, [risadas] você não vai me enganar as conversas, as piadas, né? Você pode estar vindo na igreja, você pode estar participando das programações, mas se realmente você não entender o chamado do evangelho, quem Cristo é, o poder de Deus na sua vida, não importa quanto tempo você tem de igreja que você pode se distanciar. E o contrário também é maravilhoso, né? >> Adolescentes que chegam sem histórico nenhum, né? A e na igreja de Santo Amaro a gente tem isso, graças a Deus, né? uma boa parte de jovens e adolescentes que não têm um lastro de família cristã estruturada e quando chegam amam, vivem e e e se alegram com o evangelho, porque é ele que vai conduzindo, né? >> Mas eu sempre tenho esse isso para mim, né? Não subestimar >> nem pro bem, nem pro nem pro mal criança, adolescente. E e eu acho que a gente perde um pouco disso, né? de segurar as verdades da Bíblia ou as verdades de Deus para adolescentes, não puxar para uma conversa mais profunda, né? Ah, e os dias de hoje são assim, né? Cada vez mais os adolescentes jovens >> tão infantilizados, né? Eh, 30, quase 35 anos e você vê que que a pessoa não tem uma uma estrutura, uma maturidade na fé também, né? não só no ambiente secular, trabalho, carreira, mas na fé, né? A pessoa não sabe razão da fé dela ou não sabe estruturar realmente quem ela é em relação a Deus, né? >> É verdade. E essa essa tua última fala me fez refletir também que ao mesmo tempo que a gente tem adultos infantis, a gente vê aí fora, e a gente tem que tomar cuidado para isso não entrar na igreja, eh tornar a infância algo precoce, né? A gente vê as meninas cada vez mais cedo tentando mostrar uma sensualidade que ainda não cabe, na verdade nunca cabe, mas coisas que seriam para moças mais velhas e desde criança, às vezes usando uma roupa mais curta e tudo mais, os meninos cada vez mais cedo falando sobre questões sexuais que não não caberiam naquele momento. E ao mesmo tempo eles deixam de viver a infância que deveria viver e passam a viver coisas que só deveriam vir depois. E paralela isso tem o que você falou de adultos imaturos, né, que cresceram às vezes mimados, não foram ensinados a ter maturidade, né? Então o mundo de hoje tá muito invertido. >> Exato. Exato. É, é, é, é interessante ver isso, né? Essa há uma geração que infantilizada e eu acredito que o resultado dessa geração infantilizada é que ela não sabe mais lidar com a criança, né? ela não sabe mais lidar com a a criança. E eu tenho a maior preocupação, de novo, né, falando sempre como minha mãe fala, vamos resolver primeiro as quatro paredes dentro de casa, né? Ah, nós temos maior a preocupação com isso, né, de que as nossas filhas elas sejam crianças até quando elas puderem. >> Uhum. E como você bem disse, né, fora da igreja ou fora da dos padrões de Deus é mais do que esperado isso, né, que o ser humano se distancie da vontade de Deus para todos os âmbitos. >> O problema é que isso tem adentrado as igrejas. >> Uhum. >> N esse é o grande problema. Nós vemos famílias cada vez mais desestruturadas por não prestarem atenção nas coisas basilares ou simples disso, né? Ah, desde filhos cada vez mais viciado em celulares, por exemplo, né? Expostos a ao celular para qualquer coisa, ó, tá aí, fica quieto que agora eu vou jantar com a sua mãe ou enfim. Eu já vi crianças até no celular no culto, né? Para fica quieto aqui vendo a a celular como isso, né? Músicas, né? Ah, e de novo, fora do cristianismo, isso é mais do que esperado. >> O problema é que isso tem adentrado, né? Quantas vezes nós não temos visto crianças ou ou adolescentes com linguajar. Você conhece muito a criança pelo linguajar, por aquilo que ela gosta, aquilo quando você pede para, ah, pode ligar a TV, que que você quer assistir, né? Faça a pergunta pro seu filho, né? Que que você quer assistir? E veja a resposta dele se são coisas e condizentes com isso ou não. Você entrega o controle pro seu filho e deixa ele escolher e ficar exposto a as mais horrendas coisas. que surgem, né? Mas é verdade. E é triste, né? É triste. E muitas vezes quando você fala isso, você é tido como um conservador, como um retrógrado, alguém, né? Um um ah, nossa, um legalista. Não. São os princípios bíblicos, né? De cuidar do filho, ensinar a a o filho. E e veja, a minha maior preocupação é que isso já adentrou. A gente não pode negar que isso já adentrou a igreja, >> mas que a gente perca essa visão de combater isso, né? >> Falar pros pais, olha, e a gente volta para aquilo, né, de não subestimar o poder do inimigo, né? né? O inimigo começa cedo, né, com com com isso. E muitas vezes nós somos >> o canal o meio para isso. Quando a gente não se importa com que o nosso filho tá assistindo na TV, quando a gente não se importa quais são as conversas que o nosso filho tá tá tendo na escola, quando a gente não se importa em de tempos em tempo sondar o coração do nosso filho, né? E e essa é melhor a melhor parte que eu acho que >> a gente aprende isso, né? que os nossos filhos eles nos são dados ou nos são concedidos, mas eles pertencem ao Senhor. >> Pertencem ao Senhor, né? Ah, e a minha oração a maior é Senhor, não me deixe ser um mau cuidador eh do seu servo, né? E isso passa por sondar o coração da criança e saber que a criança erra, ela peca e ela deve ser apresentada ao pecado dela. Isso cada vez mais tem adentrado às igrejas pais omissos, pais que ah são comandados pelos seus filhos, pais que adotam uma linguagem não cristã a respeito dos problemas dos filhos e se esquecem de sondar o coração do filho. E aí o que a gente vê lá na frente? Um adolescente, um jovem, um adulto entrando no gabinete pastoral e você vê toda a construção daquilo que foi feito. Claro que cada um é responsável pelas suas atitudes, mas você enxerga ali. Enxerga. Então, minha maior preocupação, quando eu tenho oportunidade de falar ah a respeito disso é que os pais perdem quando não eh se atentam primeiro para o potencial >> Uhum. de comunhão ou de distanciamento de Deus, de seus filhos, desde a mais tenra idade e a questão de sondar o coração, de tratar o coração dos filhos por conta disso, né? E aí você tem o quê? Uma geração infantilizada e a próxima geração que tá vindo adultizada. Talvez a gente pode falar ah dessa forma, né? E você vai pegando dentro da dentro, vou falar dentro da igreja, mas dentro da do cristianismo, né? a famílias desestruturadas, que o pai não consegue mais dar uma bronca no filho, que pais não não conseguem disciplinar os seus filhos. A gente tem questões mais complexas, mas é bíblico, é bíblico. >> E muitas vezes delegam isso à igreja. A igreja não foi feita para isso. A igreja é um auxílio, é um porto seguro, mas é responsabilidade dos pais, da família em construir isso, né? E aí quando a gente vai tratar com jovens, você vê todo essa imaturidade espiritual deles, né? >> Sim. E até pegando pegando esse gancho da nossa conversa aqui, eh, e eu vou entrar nesse tema aí de hoje você é um dos conselheiros da nossa mocidade, dos nossos jovens, mas antes de entrar nesse tema, você falou que acabou se afastando do caminho, mas teve um caminho que você sempre percorreu, correto, que foi o time que você torce, né? Pela primeira vez aqui nesse podcast eu vou fazer uma pergunta sabendo da resposta e feliz pela resposta. Que time que você torce, pastor? >> Eu sou são paulino, convicto, eleito, predestinado a ser campeão e sabedor de que as nossas glórias vêm do passado, né? Eu brinco [risadas] com isso, né? que meu filho Davi vai ter que acreditar >> que que o meu time, as glórias deles era lá do passado. Não, mas eu eu torço pro São Paulo. Ah, hoje confesso que não tanto quanto, mas eu nasci e fui criado ali na no bairro da Vila Sônia, que é ao lado até os meus 13 anos. Então eu ia em todo tipo de jogo que tinha ah no estádio, às vezes ia a pera bem próximo mesmo, né? Embora meu pai seja santista. >> Olha, eu ia perguntar se isso veio do seu pai. Não, não, não. A, o meu pai é santista. Meu, meu pai sempre gostou de futebol. Então, a, a, a boa parte das memórias que eu tenho a com o meu pai assistindo o jogo, né? Até hoje a gente conversa bastante sobre isso, mas acredito por ser santista não teve muito [risadas] o que me apresentar naquela época, né? Comecei a entender futebol lá para 91, 92. Então eu nunca me esqueço. Em 92 eu acordando de madrugada, vendo a luz da sala acesa, abrindo a porta, ainda assisti o mundial no Japão com, né, que tava passando de madrugada, eu lembro disso, acordando, ol >> a luz por debaixo da porta acesa. Então eu vi a 91, vi 92, a partir de 90 eu comecei a a me interessar pelo pelo São Paulo. E aí agora, né? Ah, primeiro porque Deus me deu duas meninas, não fiz tanta questão, mas ah, e até por falta de de tempo de hobby ou de assistir, tenho distanciado, mas ainda me pego sofrendo por esse time, viu? Me pego, falo, não vou mais sofrer, mas acabo sofrendo. >> É, tem que colocar a fé em prática, né, pastor? >> Exato. O time da fé, né? O nosso é o time da fé. Então a gente a gente continua torcendo pelo São Paulo e esperando que ele melhore pro Davi poder conhecer um São Paulo diferente desse. >> Amém. >> Amém. Pastor, indo agora pra pra linha aqui do de você ser conselheiro dos jovens, né? a gente já tava conversando nessa linha e vou até fazer um entrar num contexto aqui que a gente tava falando sobre os pais e sobre às vezes a gente ser ter tido como conservador e e às vezes eu vejo que as pessoas às vezes ficam envergonhadas de ter esse posicionamento justamente pelos julgamentos que vão ter de terceiros que às vezes não entendem isso, né? E aí no último domingo passei por uma situação e aí tinha até algumas pessoas da igreja junto, né? Nós fomos almoçar no no CEST aqui. >> Uhum. >> próximo a Santo Amaro e estávamos ali comendo, conversando, né? Ainda com foi um dia que a gente estava de plantão na J diaconal, então até uniformizado com coisas [roncando] da igreja e a gente viu que ia começar uma apresentação no CESC. E aí eu quero deixar aqui bem claro que a minha fala não tem nenhum nível de preconceito, mas vai entrar numa questão de encorajamento pra gente falar do evangelho, né? E foi começar uma apresentação. E quando a gente foi ver aquela apresentação, ela tinha um cunho muito explícito de religiões de matriz africana, então banda, candomblé e predominantemente o público daquela apresentação era infantil. No meio da apresentação ali, das danças que eles estavam fazendo, eles jogaram balas doces e buscaram visivelmente atingir as crianças. Tinham muitos adultos acompanhando seus filhos, sobrinhos, irmãos ali, mas o público alcançar seria o público infantil, jovens ali. E às vezes eu eu vejo que a gente quando vai pregar o evangelho, a gente fica com receio de que palavra usar, como eu vou falar. E enquanto as demais religiões e pessoas que têm as mais diversas fés não se envergonham, não tem pudor no bom sentido, eles fazem e não interessa se você acredita em outra coisa, eles vão fazer e assim vai alcançando pessoas. E às vezes eu vejo que a gente como cristão às vezes fica cheio de de dedos, vamos dizer assim, com receio de julgamentos e perde uma oportunidade de levar o evangelho, né? E isso tem afetado a geração atual, como a gente falou, né? E às vezes a gente vê os jovens crescendo nesse contexto e esses jovens vão se tornar pais e às vezes vão deixar de levar o evangelho também, né? Como é que você enxerga essa situação hoje em dia? É, eh, eu creio, e assim, sem entrar no mérito de outras religiões, mas eu creio que muitas vezes a as pessoas não cristãs são muito mais corajosas. >> Sim, >> porque de certa forma, e a gente, o que eu amo na teologia reformada é essa, que ela é uma teologia para se pôr em prática, né? Eu sempre digo isso, né? Quando você eh ouve um sermão, quando você vai para uma EBD, você tem que conseguir eh primeiro o trabalho do pastor deve ser esse, mas do a pessoa que está participando do culto da aula é: "O que eu vou fazer com isso na segunda-feira de manhã", né? Algumas pessoas já ouviram falar isso diversas vezes, >> mas é o que eu com o que eu faço com esse entendimento das escrituras? O que eu faço com esse período que eu sentei aqui e ouvi? o que eu faço com isso na minha segunda-feira de manhã. E a teologia reformada trouxe isso, a ouxe, não, resgatou, né? A teologia reformada nada mais é do que um resgate a à compreensão da teologia posta em prática. Então, eu acredito que outras denominações fazem isso com muita facilidade, porque em última análise, Wace, porque eles realmente depositaram a fé deles naquilo. >> Uhum. >> Né? E aí quando nós vamos agora pro contexto, né, usando as palavras da minha mãe de novo, né, dentro das quatro paredes, a gente tem que se fazer essa pergunta, né? Ah, será que realmente eu acredito nisso a ponto de não ter medo, né? Ah, eu realmente acredito que a o evangelho é o poder de Deus para a salvação e por isso eu não me envergonho, né, como Paulo diz, né? Eu não me envergonho de verdade. Por quê? porque ele é o poder de Deus para a salvação. Sim. >> E eu acredito que um dos sintomas seja essa falta de maturidade da nossa geração em todos os aspectos, inclusive nesse, né? Infelizmente, e eu não vou generalizar, mas é algo já perceptível, né? Dentro das igrejas, de que você não consegue conversar com uma certa profundidade teológica, vou dizer teológica, conceitos básicos da fé. Eu não tô falando de de coisas acadêmicas, né? Uhum. >> Mas você não consegue discutir ou argumentar com um adolescente ou com um jovem, a não ser de questões polêmicas. >> Sim, >> se for polêmica, ele estuda, ele vê vídeo. Mas se você for falar de vida de piedade, vida de devocional, vida de evangelismo, né? ah, o quanto essa pessoa, o sujeito é é pronto para discutir testão no, no Facebook, Instagram, EBD discutindo, mas você vê que aquela pessoa não usa tudo aquilo na segunda-feira de manhã para falar com o porteiro ou para falar com colega de trabalho do lado, porque aquela teologia não virou algo prático, não virou algo da essência. Essência. Graças a Deus, eu vejo que a Igreja Presisteriana de Santo Amaro, ela é uma igreja reconhecida pelo ensino. >> Uhum. >> Pelo ensino. Pessoas vem de outro lugar e quando vem aqui fala: "Poxa, ah, como é bom poder aprender." Mas a gente não pode parar por aí. A gente não pode parar por aí. E eu acredito nisso. Ah, eu não tô falando que nós não somos cristãos, mas é que a gente tá perdendo uma luta interior muitas vezes >> Uhum. >> Em realmente dizer no que eu acredito, né? >> Sim. >> A gente defende o nosso time, a gente defende nossa posição política, >> a gente defende o nosso direito a descansar quando a gente acha que tá muito cansado e alguém chama a gente para fazer alguma coisa. Mas quando se trata da nossa fé, às vezes a gente patina ou fica numa superficialidade, >> é verdade, >> abrindo mão. A grande questão é essa, a gente pode florear com o que for, mas a grande questão é, muitas vezes nós abrimos mão da nossa fé ou sucumbimos a força que vem externa a ela, né? essa apresentação ou qualquer outra, eles não teriam o menor problema em defender se alguém chegasse ali e e manter firme a sua a sua fidelidade aquilo. Em com relação a crianças, voltando, né? Ah, esse é o é é o meio, né? Por que que a gente faz a nossa EBF, escola bíblica de férias para as crianças poderem vir e ouvir o evangelho? Então, a esse conceito, né, de criança pro bem ou pro mal, né? pro bem, pro bem ou pro mal. E aí eu volto de novo. Muitas vezes quem tá fora do cristianismo percebe e age nisso, o potencial que as crianças têm para se aproximar de Deus ou para se distanciar dele, né? Para se danciar >> e para alcançar as famílias, né? A gente tinha um trabalho antigamente aqui na igreja que era no Jardim Muarama para as crianças. Se eu não me engano, ele era feito toda quinta-feira. E algumas famílias, alguns pais vieram pra igreja através das crianças. Ah, onde que você tá indo, filh? Ah, tô indo lá no programação da igreja. Exato. >> E aí o pai ia ver que que era, que que o filho tava envolvido, conhecia e vinha, né? Muitos não estão mais aqui, mas a gente não pode dizer que eles não conheceram o evangelho. >> Exato. Que a a semente foi plantada, né? O o o o campo, né? A a terra é o Senhor que vai definir qual é. Mas o interessante é isso também, né? Eu cresci na igreja, né? E meus pais muito ativos. Então eu participei de inúmeras BFs, inúmeras. Mas eu era de um tempo ainda que hoje você fosse fazer isso, uma igreja fosse fazer isso, era loucura de pegar uma Kombi, entrar dentro de uma comunidade e abrir a porta, as crianças entravam e você levava ela pras igrejas. Não tinha termo de autorização, não tinha, não tinha, não tinha nada. Imagina fazer isso hoje. É, é, é cadeia, né? E é uma combi cheia assim e ninguém tava para as crianças, levava paraa igreja. E aí os frutos, a gente via muito disso, né? De muitas crianças que traziam os pais ou algumas coisas que eu presenciei de crianças que saíram da igreja e depois de um tempo, a nós encontrarmos elas a jovens ou mais adultos que se converteram em outra denominação ou em outro lugar, mas lembram da semente sendo plantada. E aí eu volto para filhos, né? Como a gente subestima, né? Por que que a gente não fala de evangelismo ou por que que a gente fala pouco de evangelismo pros nossos filhos, né? Por que que a gente não incentiva os nossos filhos a evangelizar os seus amigos da escola? Ah, não, mas escola não é lugar. Calma, não tô falando para você ser militante, né? Mas ensinar o seu filho, por exemplo, que a forma com que ele obedece a professora também é um exemplo para ele mostrar que ele tá fazendo aquilo porque ele ama a Deus. ou quando um amiguinho chamar para fazer alguma coisa errada, eh, não fazer e dizer: "Ó, eu não vou fazer isso porque não agrada a Deus". >> Nossos filhos não são santos. Eh, eles são pecadores, mas o coração deles está pronto para receber o evangelho e com certeza, ol prontos para apresentar o evangelho na perspectiva que Deus dá a eles, né? Mas a gente subestima muito isso. >> Sim, é verdade, pastor. A gente já tem algumas perguntas aqui, pessoal interagindo bem no chat, né? E eu vou lançar a primeira aqui, o primeiro desafio. >> Na sua concepção, pastor, por que muitos jovens frequentam a igreja, mas não amadurecem espiritualmente? Ele vai encontro do que a gente tava falando aqui. >> Ótimo. Eu acho que a pergunta já tá dando a resposta. Por que muitos jovens frequentam, né? Eu sempre eh digo isso, seja para jovem, adulto ou criança, né? Você não frequenta uma igreja, você faz parte de uma igreja. Então, se você tá falando pro seu amigo do trabalho, ah, eu frequento uma igreja, não. Você deveria falar, ó, eu faço parte de uma igreja, né? Você não assiste ao culto, você participa do culto, por isso já é um senso de pertencimento diferente, né? E por que então não amadurece? Porque realmente não está vivendo a na fé ou a prática da da fé, né? Aquela fé fica no domingo, não fica na segunda-feira de manhã, né? Ah, ou poxa, ah, normalmente falando mal da sua própria igreja, né, das pessoas. Ah, eu falo, se você quer falar na segunda-feira que seu dia foi difícil, foi cansativo por causa do domingo, pode falar, mas termina dizendo, mas não há nada melhor do que isso. Segunda-feira eu tô quebrado, né? As minhas filhas normalmente chegam atrasadas na escola. Na na segunda-feira elas estudam numa escola cristã. A, a recepcionista até brinca, né? Ah, que que eu vou colocar aqui, ó, pastor, né? >> [risadas] >> motivo da falta, família pastoral, né? Porque é cansativo, mas é prazeroso, né? É prazeroso. Você joga a bola, é aquela cansaço depois de uma partida de futebol. Você tá cansado, tá arrebentado, mas você tá satisfeito por conta disso. Então, acredito que muitos jovens que frequentam a igreja ainda não tem esse nível de maturidade, porque eles ainda estão achando que o simples fato de frequentar muda a perspectiva deles ou eles se autoenganam, né? eh, enganam a si mesmos, achando que o que que eu preciso cumprir? Eu preciso ir na igreja, eh, como eu disse, muito tempo e eu nunca saí da igreja no sentido de não ir à igreja. >> Eh, eu me distanciei de Deus, mas eu ia todo domingo lá, por eu preferia ir, não ouvir meus pais brigando, falando no meu ouvido, preciso ir, tenho que ir, tenho que sentar lá, tenho que responder o versículo. Na minha época era chamadas, respondia com versículo, né? Eu sabia, sabia os versículos de core, sabia as respostas certas. Ah, mas isso não fazia parte de quem eu sou. Então, eu acredito a que muitos jovens frequentam, né, frequentam a igreja. E quando você olha pros evangelhos, você vê isso, né, muitas pessoas frequentavam a a a ou estavam próximos a Jesus, sim, >> mas não se entregaram a ele, né? Eh, por diversas vezes o os evangelhos falam, né, multidões seguiam a Jesus, mas sempre quando tem essa questão de multidões no evangelho, nos evangelhos, você pode ver que vai ter alguma conotação de do evangelho ou de Jesus demonstrando que nem todos que estavam ali estavam com ele, né? Eu acho perfeita a passagem de João, no começo de João, no capítulo um, onde Jesus começa a fazer sinais e maravilhas na Páscoa, eh, em Jerusalém, e diz que muitos criam nele. E logo em seguida, João diz: "Mas Jesus não se deixava ser crido por eles, pois conhecia o coração do homem, não precisava que ninguém dava testemunho." Eu costumo ser um pouco duro. Tenho, tento trabalhar nisso, né? Quando eu converso com adolescente ou com jovens, até porque eu [limpando a garganta] conheço, eu acabo sendo um pouco direto. E eu diria, então, olha, muitos frequentam, mas não tem a maturidade, porque eles ainda estão satisfeitos em frequentar. Eles não querem fazer parte de algo maior que vai exigir eh abdicação do no trabalho. Eu não tô falando parar de trabalhar, mas ter coragem de de ser um cristão no trabalho, dentro de casa, no namoro, ah, e até dentro da própria igreja, né? Defender quem ele é como cristão. >> Muito bom, pastor. Muito bom. Mais uma pergunta aqui. Na sua visão, pastor, quais são os maiores obstáculos hoje que um jovem tem na vida devocional consistente, né? Então, qual a dificuldade de manter uma vida devocional todos os dias, vamos dizer assim? >> Legal. Eu vou começar dos mais não supérflos, né? mais simples, buscando a geração, porque a minha visão é a dificuldade, por exemplo, de disciplina, de concentração, de poder pegar um livro, nada contra os livros digitais, mas ah, hoje em dia a nossa geração, o mais jovens, eles têm essa dificuldade de se concentrar. >> Sim. de se concentrar, de exercer um um pensamento reflexivo. Eu tô indo só numa questão de de cognição, né, para para depois ir para mais profunda. Ah, então isso vai voltando para filhos, né? Hoje meu mundo é crianças, então sempre vejo um pouco disso, né? A dificuldade que crianças [limpando a garganta] ou adolescentes têm de se concentrar ou de analisar um texto, você dá uma folha para eles e depois pergunta e pede para ele resumir aquilo que ele ele leu. Não consegue por eh o reals é é é tudo curto, as mensagens de texto todas >> picotadas e aí quando você vai dar algo mais profundo para refletir e não consegue. Então, eu acredito que o primeiro ponto da devocional é que a pessoa vai precisar se reeducar à disciplina de uma concentração. Ah, e aí o interessante, quando que a pessoa faz isso? Quando ela vai prestar um concurso ou quando ela tem o o a monografia para para entregar pensando em jovens, né? Ou vai ter uma entrevista de de emprego que exige exija alguma qualificação específica, aí se debruça, mergulha e vai. Então aí é o segundo ponto, é a importância que você dá para isso, >> né? Então primeiro é é exercitar a parte cognitiva. Se você reconhecer que você não tem mais ela ou nunca teve ela, ir buscar, né? Começar a ler livro de eh físico ou desligar todos os aparelhos de mídia e ou escrever, né? Enfim, fortalecer esse pensamento reflexivo. O segundo é >> a importância. Não, não tem como, né? É o termômetro. a gente foge desse termômetro, mas ele tá lá gritando, você se dedica à aquilo que você se importa, >> né? Ah, dando um spoiler, né? Quando eu decidi ir pro seminário, eu trabalhava na área financeira e uma das coisas que me decidiu ir pro ministério pastoral é em desejar dedicar tempo para o aprendizado, para o ensino da da das escrituras. Então eu tava estudando para tirar algumas certificações do mercado financeiro que eu trabalhava e e eu tava todo vapor ali, estudava duas, três, 4 horas, né, novo, né, e aí tinha alguns livros de teologia na na minha instante, eu lendo os manuais de mercado financeiro e olhava para eles e e falava: "Eu quero estar ali, né?" Então, o segundo ponto é >> a o obstáculo é você ser sincero com você. Isso importa realmente para você? Porque senão você vai ficar com essa luta, né? A gente tava conversando agora a pouco aqui, né? De começar a oração dormindo e acordar falando amém, né? Ah, isso é, cara, você só tem esse horário para orar. Realmente o se você fosse prestar um concurso ou se você for para uma academia, você vai dedicar tempo, né? Então, ah, o segundo ponto é o quanto você se importa com isso. Então, o obstáculo é isso, é você se importar com com isso. E o segundo é achar que você tem que fazer tudo sozinho. Terceiro, né, achar que você tem a sua vida devocional. Claro, você tem que ter a sua intimidade com Deus, mas de novo, você faz parte de um corpo. >> Sim, >> né? Você faz parte de um corpo. Então, compartilhar aquilo que você tem aprendido com o outro é maravilhoso. Seja grupo de de estudo, seja um amigo mais próximo, com certeza com o seu esposo, a sua esposa, lê um texto bíblico, meditou nele, não guarde só para você, né? Tô falando para sair aqueles posts, né, de de não, mas tem um amigo mais próximo, tenha alguém eh que você conheça, compartilha aquilo que você ah que você tá tá aprendendo em relação a isso. E o último a voltando pra parte da da do exercício de de reflexão, é as deicionais, a gente tem sido treinado a fazer ela num modo muito automático. Tive um professor, reverendo Canelhas, pai da da Paula, né, Paula, >> e ele falava pra gente, né, que a gente precisava ler, seja um versículo ou 15, depois disso a gente precisava meditar, né? O Salmo ensina, né? Medito na tua lei dia e noite, não é simplesmente passo por ela, né? Eu medito, né? Então, devocional bem feita é uma devocional que seja um versículo ou um capítulo que você vá ruminando ele durante o dia. Volte a pensar nele para que no final da noite você tenha não só pensado nele, mas talvez experimentado dele. Então, não abra, leia, fecha e vai viver. Isso é questão de disciplina, de se esforçar, refletir sobre o que você leu, pensar nas aplicações e aí você vai começar a usar a teologia na segunda-feira de manhã, na quarta-feira à tarde. Então, obstáculos. Primeiro, a parte cognitiva mesmo de você entender o quanto você é deficitário em conseguir sentar, ler e refletir. Segundo, quanto isso é importante eh para você. Terceiro, compartilhe, busque, né? Tenha o seu momento individual com Deus, mas utilize ele com outra pessoa. E o último, né? Exercite a reflexão. Reflexão. >> Muito bom, pastor. Muito bom. E realmente isso que que você >> não são coisas não são coisas simples, não. Não é uma receita de bolo, mas é o que é. A grande questão é essa, né? É o que é. Na tua lei medito dia e noite. Na tua lei tenho mais prazer do que ouro e prata. A tua lei me faz mais sábio do que os meus mestres. Então não é fácil, mas é isso que tem que ser feito. >> E e não é algo só pro jovem, né? Acho que para todo mundo, porque a gente às vezes a gente coloca como um ti do na nossa lista, preciso fazer devocional. Aí você faz para tirar ela da sua lista de afazeres [roncando] >> e você já vai focar em outras coisas e não para para ter esse momento de de qualidade com Deus. >> É isso aí. Verdade. Uma terceira pergunta pra gente para nossa próxima pauta. Eh, quais são os limites da atuação de um jovem? E eu entendo que aqui deve tá perguntando a respeito da igreja. A pergunta tá um pouquinho vaga, né? >> Tá. >> Mas em cima tem uma outra que talvez seja complementar. Como jovens podem ajudar e participar mais da igreja? É, >> perfeito. Pergunta complementar. >> Perfeito. >> Quais são os limites da atuação de um jovem? Ótimo. [limpando a garganta] Isso é uma uma exemplo prático daquilo que eu disse, né? Você faz parte de uma igreja. Eu tive a oportunidade recentemente de de caminhar durante um ano, né, visitando uma igreja na qual eu fiz um curso. [roncando] Ah, e me chamou atenção o envolvimento da igreja toda. Toda. Então, na hora do almoço, quem recolhia os pratos era uma upa, n só situando a idade, né? Eles não têm a a essa nomenclatura lá. Mas quem recolhia os pratos era a UPA, quem levava água para para lá era o pessoal da mão cidade. E você via a igreja toda trabalhando ali. A igreja toda ali. Eh, é uma cultura de cuidado, né? Então, qual é o limite? Não tem limite. Não tem limite, mas é algo orgânico. Não adianta o pastor querer impor, ó, vou fazer uma escala. Ah, eu sou responsável pelo departamento de integração aqui da IPSA. E eu fiz uma reunião com com o grupo h no começo do ano agora pra gente fazer o planejamento e eu falei: "Olha, não fiquem esperando que eu vou ficar cobrando escala, que eu vou ficar ou vocês fazem parte ou vocês estão desejando fazer parte disso, ou não vai acontecer. >> Não vou ficar atrás vendo quem tá cumprindo escala, quem não tá cumprindo. Ah, de alguma forma tô vendo. Mas assim, não é esse o motor. O motor é assim, qual é o limite?" diria para quem perguntou qual é o limite, é o seu desejo em servir. É ele que vai limitar, né? Ele que vai limitar, seja adolescente, jovem a e e idoso. O limite é o seu desejo por servir. Então, não há limite, tem que ter disposição, né? E e não é só servir no que quer, né? A grande questão é servir é servir, né? aonde vocês precisam de mim, no que você precisa que eu faça, mas normalmente não. Só quero grupo de louvor ou só quero aonde vai aparecer, só não. A o coração que quer servir serve em qualquer lugar. Então >> não há limite. O limite é o quanto você tá disposto a servir, né? >> Muito bom. Subiu uma uma outra pergunta aqui. Eu falei que a outra era a última, >> mas eu acho que essa é bacana para comentar, né? >> Legal. Eh, sobre questão de namoro na adolescência, né? Tu comentou aí que começou a namorar com 16 anos. Aí a pergunta é: qual a visão pastoral sobre o namoro na adolescência? >> Ótimo. Eu sempre digo, eu sempre digo para casais que começam a namorar e que se achegam até mim e, né? Ah, nós desfrutamos, eu e a minha esposa, da misericórdia de Deus. Da misericórdia de Deus. E eu digo, não aposte com a misericórdia de Deus, né? Ah, nós eh desfrutamos dessa misericórdia, mas não significa que nós não tivemos cicatrizes na qual o Senhor restaurou todas as coisas, mas que nós sofremos neste processo, né? >> Então, [limpando a garganta] eu creio que a >> a minha visão pastoral, vou dizer igual Paulo, né? Isso não vem de Deus, mas eu eu que digo. Ah, eu creio que namoro ele deveria ser encarado como o aproximar do casamento. >> O namoro deveria ser. E algumas vezes, quando eu tenho mais liberdade com jovens que começam a namorar, eu digo: "A pessoal, começamos namorar, quando vocês vão pensar em casar?" "Ah, não, pastor, não tá?" O namoro ele tem que estar junto, né? O pedido de namoro, não vou dizer que você tem que tá atrelado já à data de casamento, mas as conversas. E aí eu digo, tenho duas filhas eh moças, né? Eh, meninas, né? Ainda moças, não, 10 e 5 anos. Eu tento não pensar muito nisso, mas em ensiná-las isso, né? Se aquele rapaz que vier procurar você, se junto com o pedido de namoro ele já não começar a falar de casamento, não é? Por você, de novo, nós subestimamos o potencial dos nossos jovens de se aproximar ou se distanciar de Deus. >> Sim. >> Química, que eu quero dizer, né? Atração, a a química, o afeto, o relacionado. >> E Deus já deixou claro, não existe namoro na Bíblia, né? você não vai encontrar a namoro na Bíblia, você vai encontrar preceitos de casamento. Então, eh eu espero que as minhas filhas aprendam isso e que elas ah, tenham isso na mente delas, né? Eu costumo dizer para jovens também, né? Se o rapaz que for te pedir para você namorar, não conseguir orar com você ou ah fazer uma devocional com você, eh, >> alerta ligado, >> alerta ligado, né? Porque se se ele não consegue orar, né? Uma vez eu eu pedi para isso, né, intencionalmente numa num estudo de namorados, né, eu pedi para um rapaz orar e ele não orou, não conseguiu, ficou quangedora, >> sim, >> por conta disso, maturidade espiritual eh está atrelado a isso. Então eu acho assim, se você não tem a maturidade para sentar com seu namorado e já começar a pensar em casamento, é porque não tá na hora. Não tá na hora. Faça a corte. Depois outra vez a gente até pode conversar nisso. Há um processo disso. Ore com essa pessoa. Se for alguém da tua igreja, se torne primeiro amigo dela, um amigo mais próximo a dela. Faça devocionais, oração, mas quando decidir namorar, tenha já encaminhado conversas, discussões para para casar. Então essa é a minha opinião, né? sem medo de ser chamado de retrógrado ou de [risadas] radical. Aquilo que eu digo, né? É o que é. A Bíblia não nos dá margem para outra coisa, né? >> Mas ah, pastor, você com 16 anos, >> não aposte com a misericórdia de Deus. Não aposte com a misericórdia de Deus. É verdade. Fica aí a dica para vocês que estão pensando já em começar a namorar, seja adolescente, seja jovem, com um pouquinho mais de idade. A o objetivo do namoro é o casamento. >> Se tá pensando em outra coisa, >> casamento, >> para. >> Para. Exatamente. Exatamente. >> Muito bem, pastor. Dentre essa nossa conversa aqui, você mencionou sobre iniciar um estudo em uma outra área que ainda não era a área da teologia sobre o teu chamado. Eu acho que é bacana a gente comentar sobre isso, né? Se você quiser compartilhar em que momento você começou a estudar, o que que você estudou, quando você percebeu o teu chamado. Conta um pouquinho pr pra gente. >> Maravilha. Ah, eu estudei administração de empresas, né? Eh, e pela graça de Deus, no meu primeiro ano de administração, eu consegui um estágio muito bom, um estágio num num banco eh conhecido mundialmente, numa área muito boa, que era uma área até que eu não cabia muito ali pelas minhas qualidades. Hoje eu vejo que foi Deus que me colocou ali. Então, logo na no primeiro ano da faculdade, eu já tava inserido dentro do mercado, dentro do mercado financeiro. E e eu digo, né, que eu ia pra faculdade quase que para bater cartão, porque eu aprendia muito mais no trabalho do que pr >> pra pra faculdade mesmo, né? E aí depois desse banco eu migrei para um outro banco e esse processo ficou uns 10 anos, né? Eu fiz a faculdade de administração. O foco do da minha carreira sempre foi na área de mercado financeiro, trabalhando em bancos com a parte de de fundos de de investimento. Ah, e aí nesse nesse âmbito, né, de me esforçar para qualificar cada vez mais, né, eu comecei a perceber e trabalhando na igreja, né, perguntou o limite, né? Sim. >> Logo após a minha conversão, isso é muito interessante, né? um presbítero da da minha igreja, logo após a minha conversão, ou um tempinho depois, colocou eu para dar aula pra sala de jovens. >> Olha só. >> Então, todos aqueles jovens que tinham sabiam do meu histórico, alguns que eu até tinha ah incentivado ou até alguns que estavam na sala que faziam coisas erradas comigo ouvindo eu falar, eu vi a cara deles de eu sei quem você é, eu sei que você fez, eu sei >> e e hoje eu vejo isso fantástico, né? Então, talvez a gente precise pensar também em dar mais aqui, eu vou usar o termo que é usado nas outras igrejas, mas no sentido correto, dar oportunidade, né, em pensar nisso, colocar jovens para dar aula, ah, para serem testados, para se autotestarem, né? E aí, então, nesse processo, eu trabalhando, buscando a conhecimento para buscar as minhas certificações e ao mesmo tempo trabalhando na igreja. e e a minha relação também a com pregar, fala do evangelho, eu o que me destacou, o que me chamou foi a questão de dedicação de tempo, né? Então ali ia amando os livros, é hora que eu ia para estudar teologia ou preparar aula ou dar estudo, era aquilo que eu queria fazer. E só que eu tava muito bem na minha carreira, né? Eu tava muito bem na minha carreira. Assim, uma coisa que mercado financeiro faz é paga bem. Ele te cobra muito, né? Mas eu tava recém casado, né? Ganhando bônus no enfim. E e aí em determinado momento, no final de ano, nós tivemos uma reunião da diretoria. Fui trabalhar num banco bem pequenininho depois, mas de grande capital. E aí o dono do banco chamou a gente, abriu o champanhe, teve um grande um grande jantar de comemoração dos resultados. Ele falou: "Olha, vocês conseguiram isso porque aqui está o coração de vocês". A aí na na hora me chamou a passagem, então falou: "Onde está o teu coração?" Nada contra banco, gente. Ah ah, mas aquilo aquilo, né? Me me caminhou de meu coração não tá aqui, né? E aí naquele momento eu decidi então que eu ah gostaria de ir para pro seminário. Ah, e aí para isso eu precisaria procurar um outro emprego, porque no banco eu trabalhava das até 9 horas da noite, 10 horas da noite, eu precisava ir pro seminário. E aí Deus me abriu uma outra porta, eu fui trabalhar num lugar aonde eu podia bater cartão. Então eu sempre trabalhei e estudei. Trabalhei, estudei o seminário todo, fui ordenado. E aí a em 2020 agora 2020 eu fui 2021 eu passei a ser pastor de tempo integral, mas então a minha vida sempre foi essa. Então finanças sempre teve atrelado a ali comigo, né? E aí eu lembro que quando eu eu decidi ir pro pro seminário, né? Aquele a aquele a a gosto, por isso a Juliana, eu chamei ela para falar com ela, falou: "Poxa, legal". E eu tava todo empolgado, né? Todo empolgado. E a gente ainda não tinha casado ainda. E aí eu no carro com ela, falei: "Não, eu tô pronto para passar fome". Ela falou: "Não, eu não tô". [risadas] E e eu falei: "Não, eu tô, eu quero ir pro seminário, eu tô pronto para passar fome". Porque você falou com mim, ó: "Eu não tô, né? Ah, pera aí, calma, calma isso, né?" né? E aí eu fui falar com o meu pastor na época, todo ah animado e ela e e isso era em setembro, eu já queria começar em janeiro, né? E aí ele falou: "Não, casa, fica um ano casado e depois vai". foi o melhor conselho que ele conselho que ele me deu. E então sempre tive essa essa vertente ou esse conhecimento na área financeira atrelado e graças a Deus a o meu trabalho, né, como Paulo fazia tendas, ah, ele me proporcionou, né, caminhar, ter algumas oportunidades ou até algumas oportunidades de dizer não para algumas coisas que muita gente não sabe, mas alguns pastores acabam muitas vezes tendo que aceitar ou ou caminhar por alguns lugares que eles não gostariam, mas por questão de necessidade, eles acabam abrindo mão até de princípios, né? Eu entendo que Deus me levou por esse caminho até o momento em que então eu ah me tornei um pastor de tempo integral e às vezes faço algum serviço esporádico para isso, mas sempre na área financeira, né? >> Que legal, pastor, que legal. E como isso eh contribui para pra tua pro teu chamado pastoral hoje, né? Porque acho que até bacana contextualizar aqui, a nossa igreja, ela é uma igreja grande, >> uma uma igreja que demanda dos pastores não somente subir no púlpito e pregar ou somente aconselhar o os membros da igreja, né? Mas requer um cuidado na parte administrativa, requer um cuidado na parte de manutenção para que tudo possa funcionar e a igreja seguir adiante, né? E aqui na IPSA você também cuida seguir nessa parte, né? Então >> comenta um pouco pra gente como isso contribuiu de forma, acredito eu, positiva para para ter o chamado pastoral hoje, né? É, é muito importante. Eu acho, né, que a na no seminário a gente tem disciplina sobre a administração eclesiástica, né, de que os pastores, líderes tenham essa noção, né, de como gerenciar os recursos, né? A nossa igreja é uma igreja que preza pela clareza, transparência e mordomia dos recursos, né, >> financeiros, aqueles que não não sabem, todo ano a gente tem uma prestação de contas ali, né, e a gente incentiva que as pessoas se preocupem com isso, né? E na IPSA eu encontrei esse espaço, né, a IPSA a contribuiu para que eu possa ajudar. Então, hoje eu faço ah auxilio os tesoureiros, o conselho nessa questão de uma gestão eh dos recursos, né, padronizando alguns processos, ah, fazendo algumas negociações, eh, com relação a isso. Mas é algo que, e aí eu falo paraa liderança, toda a liderança deveria se importar com isso, né? seja a igreja pequena ou a igreja maior, em como gerir melhor os recursos financeiros, né, como da da igreja e principalmente para que termine numa transparência, né? Red, tudo isso tem que terminar no quê? Claro, a glória de Deus, a boa mordomia, mas a transparência, porque os dias que nós vivemos hoje eh são difíceis, né? Quando você fala que você é evangélico, a pessoa já há dinheiro, né? Uhum. >> Então isso tem ajudado ajudar casais, famílias, por exemplo, que estão passando por questões de problemas financeiros, né? Então, dentro da parte de aconselhamento pastoral. E muitas vezes o Wallace a os problemas familiares eles nascem, claro, de um coração que precisa ser tratado, mas o diagnóstico [limpando a garganta] são de problemas financeiros. o marido que não administra bem o celular, uma esposa que gasta mais do que do que deve ou pais que sustentam uma vida dos filhos que não condiz com a realidade da da família. >> Então, de certa forma, isso ajuda quando você consegue não só identificar, mas propor uma solução ou fazer uma planilha ou acompanhar a as pessoas ah na família da da igreja nesse tipo de de auxílio, né? Então eu vejo isso, né? Eu até brinquei, né, que às vezes falam: "Ah, pastor das finanças". Não, eh, Deus Deus utilizou isso para, mas o que continua moldando o coração é o evangelho, aquilo que Deus faz. Mas o evangelho também fala ou a Bíblia, a palavra de Deus também fala sobre a mordomia, né? >> E aí o meu conselho é mais para liderança, né? A liderança precisa se preocupar, igrejas menores e ter um bom orçamento, ter um controle de orçamento para que redunde numa transparência, possibilite maiores investimentos na igreja, por exemplo. A gente passou por reformas aqui. >> Tudo isso vem de um histórico de que a igreja de Santo Amaro se preocupa, os nossos tesoureiros, conselhos, conselheiros e presbíteros têm essa visão. Aí fica mais fácil, né? Fica muito mais fácil. >> Muito bom. E e eu achei importante a gente trazer essa pauta aqui, porque realmente às vezes as pessoas acham que bom, Deus vai sustentar e tudo mais, >> mas a apesar de ser uma verdade, é Deus que nos sustenta, com certeza. >> Mas se os recursos não são bem administrados, a igreja padece, né? Obviamente os membros observam isso. E isso também pode enfraquecer o corpo de Cristo, né? Se você observa que, poxa, a igreja não tá administrando bem os seus recursos, seria um mau testemunho também, né? E e às vezes as pessoas não sabem que isso também faz parte do trabalho, não só pastoral, mas de todo o conselho. Então, acho que foi muito bacana a gente comentar e e eu vejo o quanto a a tua experiência adquirida nesse período pré-chamado pro pastor eh contribui hoje para >> para você ter uma uma peça muito importante para para aí precisar administrar bem os recursos, né? >> É. E e o que eu digo, Á, é assim, não é receita de bolo, né? Parece que a gente tá falando aqui como se, ah, nós fizéssemos tudo da melhor forma, do jeito possível. Ah, eu preciso sondar o meu coração e e controlar a gestão financeira da minha casa para não tomar cuidado de não ser aquele pastor que cuida do rebanho e não cuida dentro da própria casa. Essa é uma luta constante de cada um de nós. >> Sim. >> Mas de novo, se nós não acreditarmos que Deus nos deu todas as coisas para todas as áreas da nossa vida, a gente não consegue experimentar, que eu digo, né? Experimentar daquilo que Deus nos deu como como crentes, né? Então não é receita de bolo, né? que fique claro aqui do que a gente tem falado, seja criação [limpando a garganta] de filhos, namoro, ah, chamado, não é uma coisa fácil, mas é uma coisa possível, porque faz parte da vida cristã isso, né? É o que é. É, é isso. >> É. E e quando você estava comentando do teu chamado e da tua conversa ali com a Jude quando começar e tudo mais, né? Uma fala só me chamou muito atenção, que foi quando você foi se aconselhar, >> né? E a gente e às vezes eu percebo, né, que que a geração atual é uma geração que atua muito com, por exemplo, tecnologia, tem as informações de uma forma mais acessível do que a gente tinha antigamente e às vezes esquecem deste princípio de deixa me aconselhar com alguém que tenha mais experiência, né? Eh, isso foi essencial no teu no teu processo aí, né? Isso me chamou muito atenção e eu percebo que é algo que infelizmente vem se perdendo. Às vezes a gente tem noção, principalmente quando a gente é mais jovem, que a gente já sabe de tudo, que a gente sabe o melhor caminho, que não precisa ouvir ninguém e e na verdade a gente precisa, né? E a gente tem uma uma pergunta que vai ao encontro disso, >> né? Deixa eu até abri-la aqui para poder ler, que é o seguinte: de que maneira o jovem pode aprender com os mais velhos e vice-versa também, porque é possível que os mais velhos também aprendam com os mais jovens, né? >> E como integrar o relacionamento entre os irmãos de diversas faixas etárias na igreja. Perfeito. Ah, é interessante quando os fala que os jovens acham que sabe de tudo, os mais velhos têm vergonha de admitir que não sabem. >> É verdade. >> Ah, então o jovem não procura aconselhamento porque ele acha que sabe de tudo e o mais velho não procura porque ele tem vergonha de falar que não sabe. E aí você não tem ninguém conversa se aconselhando, né? Conversa. >> Então eu acho assim a é aquela tríade que é que é muito importante pra vida cristã. Você sempre tem que tá caminhando com alguém que tá com uma menor maturidade ou começando, alguém que está na no seu patamar ali no sentido do seu nível de de conhecimento. E o terceiro, alguém que está à sua frente, né? Então essa tríade, né? procurar, poxa, eu quero ajudar alguém que que esteja mais novo na fé, eu preciso ter pessoas que estão na mesma etapa que eu e eu preciso olhar para alguém que que está à frente. Então, esse é o desafio. A pergunta fala, né, qual a dificuldade? Então, a primeira dificuldade é reconhecer pessoas que são mais maduras, né? Você precisa procurar, você precisa olhar. Eu aconselho alguns casais jovens quando casam a fazer isso, a procurar pessoas mais velhas, a quebrar essa barreira. E de novo, não é receita de bolo, tá? Mas e é é o que Deus nos deu, né? Deus fala: "Ó, mulheres mais sábias, instruam as mulheres mais novas a como serem boas esposas. Homens, respeitem os mais velhos, né? exortem com responsabilidade, com respeito. Então, precisa quebrar essa barreira. Então, eu sou um jovem, eu preciso quebrar essa barreira de olhar, identificar e chegar paraa pessoa e falar: "Posso conversar com você? Eu vejo em você uma pessoa sábia. Você poderia me ajudar? Você poderia caminhar comigo?" e os mais velhos ou mais sábios é abrir o coração e entender que em algum momento você passou por aquelas dificuldades, né? >> Mas o nossa geração ou ou o mal do coração é ser individualista. De novo, como é que a gente experimenta isso? Quando a gente quebra o coração, quando a gente dá um passo mais profundo, quando eu abaixo o meu orgulho, quando eu procuro uma pessoa mais sábia do que eu, e aquilo, eu tenho que procurar estar aberto. >> Sim. >> Porque normalmente você procura, acontece, a pessoa procura e quando ela ouve algo que ela não gosta, ela vai procurar alguém que fale aquilo que ela que ela gosta, né? Então é esse processo de ser humilde. E os mais velhos é o processo de querer realmente ajudar, né? aprender a a os tempos são outros também. Eu entendo que dificuldades que os mais velhos passaram já não são tão dificuldades, né, dos mais novos. E entender isso, né, aonde eu posso aprender a jovem não sabe de nada. Não, não, não é assim. Pelo contrário, né, a palavra de Deus diz de novo, o Salmo 119, a tua palavra me fez mais sábio do que os sábios, né? mais sábio do que os idosos ou mais sábio daqueles que deveriam ser sábio, né? Então, caminhando na palavra. E um problema que eu vejo é que muitas vezes os jovens de hoje eles não buscam aconselhamento. O que eles buscam é algo parecido com terapia pastoral. E aqui encurtando o que eu quero dizer que eles buscam pessoas para que eles sejam ouvidos. >> Uhum. Só não é assim. O aconselhamento não funciona assim. O aconselhamento é quando você vai falar para receber algo, né? Para receber algo ah que vai fazer bem para você, não que você quer ouvir, né? Normalmente quando eu converso com pessoas, eu deixo bem claro, falo: "Olha, isso aqui não é terapia". Então, a gente não não vou ficar te ouvindo, ouvindo, ouvindo aqui a de eterno. Ah, porque aconselhamento ele é bíblico. Eu eh sou dessa área e assim a Bíblia deixa claro qual é o problema, qual é a solução e o meio. E aí você caminha com isso. Nós caminhamos juntos, mas à medida que você deu os seus passos, né? >> Eh, tem um pastor, esqueci o nome dele agora, mais antigo, não foi João MC, acho que foi, que ele falava assim, né? são os problemas dele aconselho, né? Não é o meu pecado, é o pecado dele. Alguém perguntou para ele: "Como é que você vai paraa casa e consegue dormir tranquilo, né?" Ele fala: "Primeiro, porque é uma luta dele com Deus. Claro que eu me compadeço, claro que eu fico preocupado, mas no final do dia e eu tenho as minhas batalhas espirituais com Deus, ah, os meus pecados a serem tratados, mas é o dele. Então, normalmente as pessoas não buscam aconselhamento, elas buscam algo parecido com um um ouve o que eu tenho para falar e só quero falar, não quero ser. Então, acho que esse é um problema. E como integrar isso? é humilhar o coração de novo, é fazer parte da igreja. A pergunta é: como pessoas de idades diferentes podem se relacionar quebrando as barreiras. Quebrando as barreiras. Programação das senhoras vai, senhoras, programação dos jovens vão, né? Vão. Ah, visitem, né? a os mais jovens façam programação para visitar os idosos, os mais velhos, eles amam isso, eles têm um tempo ah de solidão muito grande, né? Nada contra fazer programação evangelística para lar de idosos, nada. Isso é muito bom. Mas, né? Quantas vezes você já almoçou na casa de um de um idoso na da igreja ou quanta quantas vezes você perguntou se não podia fazer uma visita? De novo, eh, a cultura de cuidado da igreja, ela vai partir de cada um de nós, quebrando essas barreiras de, e aí eu volto para aquela pergunta do frequentar, né? Você não vai frequentar uma igreja, você faz parte de uma igreja, você faz parte. E aí você vai visitar sua mãe, você vai visitar seu tio, você vai visitar a igreja é a mesma coisa, né? Você vai não só visitar, mas se preocupar os idosos procurando também, abrindo a a guarda, né? Normalmente, normalmente as pessoas mais idosas têm mais facilidade para isso, mas esse é o caminho, eu acho. >> Legal. Excelentes conselhos e dicas, pastor. Muito bom. >> A gente tem mais duas perguntas aqui. >> Vamos lá. >> E aí a gente também já vai encaminhando a nossa nossa conversa pro final. E as duas perguntas são mais aqui de cunho da parte que a gente tava conversando de administração da igreja, né? Eh, como a boa administração contribui para saúde, para uma boa saúde espiritual da igreja, OK? Ah, no sentido de que uma coisa leva a outra, né? A boa administração da, né? A gente precisa definir o que é boa administração, né? Boa administração não é ter lucro. Boa administração não é produzir reforma na igreja. Boa administração não é fazer o rendimento maior do que o CDI. Ah, boa administração é ser fiel nos princípios em que ela vai ser utilizada. >> Uhum. >> Então, por exemplo, a cuidado dos irmãos, né? A junta diaconal é é um canal para nós vermos nós estamos sendo bons mordomos dos recursos. Ah, eu aprendi na pele quando eu precisei um presbítero me chamou atenção para isso e me ensinou de que quando eu tava passando por uma uma situação difícil, eu quebrei o tornozeiro, precis fazer uma cirurgia, fiquei três, quase três meses de cama >> e os meus rendimentos caíram porque, enfim, tive que entrar na caixa e eu não pedia ajuda. E aí um dia eu tava bem bem triste na igreja, esse presbítero chegou e falou: "Você tá precisando de dinheiro". E aí eu não sei o que aconteceu que de imediato eu falei: "Sim, já tava tão desesperado que eu nem ouvi a pergunta dele". E eu falei: "Sim, né? Contei para ele, ele me deu a esse recurso e ele me falou uma coisa assim: "Não prive a igreja de fazer aquilo pelo qual ela foi constituída". E até hoje eu digo isso para todas as pessoas que eu posso. Olha, se você estiver passando dificuldade, não prive a sua igreja de exercer aquilo pelo qual ela foi constituída, que é o quê? Cuidar do corpo, >> né? Não só espiritualmente, mas nas necessidades também. Então, a boa administração, a saúde espiritual, é quando a boa administração resulta naquilo que a igreja fez. Então, não é telão, não é som novo. Se puder, ótimo. Mas o core ou o princípio da boa administração é prover sustento pra casa do Senhor, no sentido de cuidar das viúvas, dos órfãos, dos necessitados. Para quê? Eu faço parte, né? Você não ajuda sua mãe, seu pai quando precisa. A gente não pode dicotomizar. Igreja é família, é corpo. Então, a boa administração resulta em saúde espiritual ou desenvolvimento espiritual quando caminham juntas, né? Uma coisa leva a outra. >> Muito bom. E você acabou respondendo um pouco da próxima pergunta, porque a próxima pergunta era: "Como tomar decisões administrativas difíceis >> sem perder a sensibilidade, né? Porque eh aí tem um complemento da pergunta, as pessoas vem isso como algo menos espiritual. Como é que a gente pode enxergar isso? A luz do evangelho é o famoso, já entrou um pouco nisso, né? É famoso, né? A amigos, amigos, negócios partes, né? >> Então, irmãos, irmãos, negócios apartes. Ah, eu creio que a perspectiva reformada da pela escritura nos dá isso, né? Que tudo pertence a Deus. >> Sim. >> Ah, muitos pais da igreja escreveram sobre sua frugalidade de você ser usar aquilo que Deus te deu pros outros, né? Ah, nós não eh demonizamos você poupar dinheiro, né? você ter um fundo de reserva, você ter os seus investimentos, mas se dentro do teu budget ou dentro do teu orçamento não há uma deliberalidade sua, uma disposição sua para utilizar os seus recursos, para ajudar o próximo, algo tá tá errado. A gente costuma dizer aqui na IPSA sobre a fidelidade no dízimo e a generosidade na oferta. Porque se você for pro padrão bíblico do Novo Testamento ou a continuidade sobre dízimos, na verdade a gente tá falando mais do que os 10%. Eu não vou entrar no no mérito aqui. O pessoal que tá acompanhando a gente tem vários e links de aula, de pregação sobre isso na na nossa igreja sobre dízimo, mas a verdade é essa, vai além disso. Então não é de cotomizar. Ah, eu tenho aqui, eu tenho aqui ou eu dou meu, isso é a pior coisa que um pastor ouve é: "Ah, eu já dou o meu dízimo, faço a minha parte". Ou seja, você tá sendo um legalista, você tá você tá por obrigação, porque >> você acha que isso faz parte do do checklist da sua salvação ou da sua relação com Deus, né? Então, se você não tem a disponibilidade, ah, pastor, mas eu ganho pouco. Não importa o quanto você ganha, o seu coração tem que estar disposto a auxiliar, porque se tiver, não vai ser nem com financeiro. Às vezes você tem um um talento, às vezes você ah é pintor ou ou você é médico ou você é nutricionista, fisioterapeuta. Ah, e a gente volta para aquilo, né? Eu faço parte de uma igreja. >> Sim. Eu faço parte de um corpo. Então, se eu tô construindo uma carreira e eu não paro e penso no que eu posso ajudar a os membros do meu corpo, é porque eu não estou sendo bom mordomo, não só da conta bancária, mas aquilo que Deus me deu, né? É verdade, é verdade, pastor. Muito bem pontuado isso, porque às vezes as pessoas acham que você eh às vezes não tem realmente um recurso sobrando, mas que você não pode servir a um irmão ou ofertar na vida de um irmão com o talento que Deus te deu. E às vezes é uma oportunidade, né? E a gente já teve e tem pessoas aqui na igreja que são profissionais às vezes da saúde, administração, que oferecem, ofertam na vida de outros irmãos às vezes sem cobrar ou cobrando um valor >> Uhum. >> simbólico, né? Isso é uma forma também de >> de abençoar a vida de um irmão muito bem pontuado. >> É, eu creio que nós ah se não precisamos resgatar, precisamos lembrar, né, daquilo que é o cuidado do corpo, né? Eu amo muito essa essa analogia, né, do corpo e da cultura de cuidado na igreja, né? Eu acho que uma igreja que se preocupar com isso em cuidar da igreja, porque ela é, eu faço parte dela, ela vai experimentar de coisas maravilhosas da parte de Deus. A gente tem alguns exemplos, né? Vamos falar da nossa casa, falar bem, né? >> Ah, poxa, a gente tem um um projeto aqui para ajudar mães e gestantes ou que acabaram de ter os seus filhos, né, que é o gerando amor, né? Isso foi fantástico. Eu experimentei disso, né? Fizeram fizeram 60 marmitas para para minha esposa e para gente lá em casa. Foi maravilhoso. Assim, é um refrigério. Você sente aquele carinho, né, da das pessoas perguntando se você gostou da comida. Ah, isso é vida igreja, cara. Não importa o tamanho, não importa a condição financeira. Se a igreja absorve essa cultura de eu vou cuidar da igreja que eu faço parte, ela experimenta dessas coisas. É maravilhoso. >> E e o mais legal é que é uma via de mão dupla. Um dia você está ajudando, mas no outro dia você recebe ajuda. >> Então e você normalmente não faz isso esperando, não, eu vou fazer porque lá na frente posso precisar. Normalmente você faz porque você, né, por amor aquele irmão, a igreja e quando você recebe aquilo, você também recebe e essa sensão que você descreveu de cuidado, de daquela sensibilidade de se importar. Isso é cristianismo na prática. Conversão. >> Exatamente. É. E é e aí eu digo pra nossa igreja, né, que a enquanto ela tiver buscando isso e e se empenhar nesse cuidado, na busca por se dedicar a a gente experimenta. A gente experimenta de coisas que fazem parte da vida de uma igreja, né? Então você não frequenta, você faz parte de uma de uma igreja, você faz parte do corpo e desfruta de tudo isso. É verdade. E pastor, pra gente finalizar aqui esse esse momento, essa conversa muito muito agradável, muito legal, uma mensagem tua para quem nos assiste, para quem vai ver depois, algo que você queira deixar aí dessa desse nosso podcast de hoje. >> OK. Eu queria falar para aqueles que no estão nos acompanhando que creia. Creia no poder do evangelho, creia naquilo que Deus diz que fará na vida daqueles que creem em Cristo Jesus. E aqueles que já experimentam disso, saibam que tudo que a gente precisa, tudo que a gente precisa para viver uma vida em comunhão com Deus nos foi dada. que tanto eu quanto vocês nós possamos ah desejar isso, desejar isso e pensar como eu posso usar isso na minha segunda-feira de manhã, na em qualquer área da minha vida. Porque tudo nos foi dado em Cristo Jesus para experimentarmos hoje enquanto aguardamos a volta dele. Isso não é texto pronto de evangelho, isso é o que é o evangelho? A gente não pode, não podemos nos envergonhar disso. >> Verdade. Muito bem, a gente vai chegando ao fim de mais um episódio do nosso podcast. Eu queria agradecer muito a participação de vocês que enviaram perguntas, ficaram com a gente todo esse tempo. Queria agradecer nossa equipe aqui, Isa, Pedro, Thagão, sempre colaborando muito. Muito obrigado. E por fim, não menos importante, pastor. Muito obrigado mais uma vez por ter o convite. Imagina, foi um prazer dividir a mesa contigo hoje. >> Eu amo isso. Obrigado. Crescer em comunhão e >> crescimento do conhecimento de Deus com a igreja. Eh, muito obrigado. >> Muito bom, pessoal. Até a próxima. Fiquem com Deus. [música]