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A fé vem pelo ouvir

Podcast – Conversas que Edificam – Pastor Lucas Previde

Podcast – Conversas que Edificam – Pastor Lucas Previde

Podcast – Conversas que Edificam – Pastor Lucas Previde

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[música]
É uma ali, uma ali.
Fala mocidade, boa noite. Se você
acompanha a gente em outro momento
assistindo a gravação desse podcast, boa
tarde, bom dia para você também. Este é
mais um episódio, o segundo do nosso ano
de 2026, do nosso podcast Palavras que
edificam. E o nosso convidado de hoje é
o pastor Lucas Previd. Pastor, obrigado
por ter aceitado o nosso convite da
gente bater um papo hoje, conversar um
pouquinho.
>> Prazer todo meu. Todo meu. Obrigado. Vou
começar aqui, como já é costume e
tradição,
para que as pessoas conheçam um pouco
mais o pastor Lucas Previd, além das
pregações, né? Então, queria que você
contasse um pouco pra gente sobre tua
família, sobre hobbies que você
participa e depois a gente vai
conversando sobre seu chamado e tudo
mais,
>> OK? Ah, vamos lá. Eu vim de uma família
cristã, do berço cristã. Mais para
frente eu falo um pouquinho mais sobre
isso. Ah, atualmente os meus hobbies têm
sido muito poucos, né? Mas até alguns
anos atrás gostava muito de praticar
esportes, né? Então, ah, e qualquer tipo
de esportes, né? Minha esposa fala que
eu tenho esse talento, né? Importa qual
esporte, não que eu seja o melhor, mas
eu sei jogar
>> em um nível em um nível bom. Então, eu
sempre gostei de praticar muito ah
esportes, ah, filmes, né? Gosto muito de
de filmes já. Ah, acho que não é mais da
sua época, mas a época dos CDs, dos
DVDs, né? Eu tinha uma vasta coleção de
filmes históricos, enfim, gostava muito
de de colecionar filmes e assistir a
filmes e a leitura também, né, que não
só por conta do chamado, mas sempre
sempre foi algo que eu que eu gostei
muito de fazer.
>> Legal. E comenta pra gente aqui quais
são seus, sei lá, três filmes favoritos
aí.
>> OK. Ah, com certeza O Poderoso Chefão.
Eh, é um filme que eu que eu gosto
muito. Outro é Benhur, não sei quantos
de vocês ah conhecem.
>> Ah,
e outro também, Coração Valente, como é
o Gibson, né, William Wallace. Eh,
>> William Wallace.
>> Eu, eu diria que são os meus três
preferidos, dentre muitos, né? Mas se
fosse escolher três, seriam a E o
Poderoso Chefão, a a trilogia. Lógico.
>> Que legal. Aí já fica a dica para vocês
aí de casa, às vezes não tem o que
fazer, não sabe qual escolher, porque
hoje a gente entra no Netflix, passa uma
hora e meio escolhendo e não
>> pois é e na variedade de muito você
acaba não assistindo nenhuma.
>> Exatamente. Aí fica a dica aí do pastor
Fit. E pastor, entrando aí mais num
contexto familiar, né? Eh, você é casado
com a Ju.
>> Uhum.
>> Tem três filhos, né?
>> Um recente. Aí conta um pouquinho pra
gente sobre como foi essa história de
vocês se conhecerem.
OK. A
sou casado com a Juliana, né? Todos
chamam de Ju, pai da Ana de 10 anos,
Lídia 5 e agora o Davi com 7 meses, né?
Vai fazer 8 dia 15 agora. A a Juliana e
eu, nós temos uma história que está
muito envolvida com a a nossa conversão,
com o nosso processo de conversão, né?
Eu não era convertido ainda quando a
conheci com 16 anos de idade.
>> 16 anos.
>> 16 anos, né? Hoje eu tenho 41. Então já
vou dando um spoiler do quanto tempo nós
estamos juntos, né?
>> E embora eu tenha nascido num lar
cristão, eu ainda não era convertido,
né? Depois a gente pode falar um pouco
mais sobre isso. Mas então eu a conheci
no nosso último ano do colegial, né?
Ela, eu já estudava na na escola e ela
chegou exatamente no último ano,
>> né? Estudava em escola particular
>> por circunstâncias da vida, o último ano
foi parar num colégio público, né? Bem a
cena da dama e o vagabundo, [risadas]
sabe? Era, foi isso, foi isso. A
menininha de colégio particular que
chegou no colégio público e nós os
conhecemos e começamos a a namorar. E a
Juliana, ela era espírita,
>> cardecista, né?
E embora eu digo que não era um julgo eh
desigual, era um julgo igual, porque eu
ainda não era convertido, né?
>> E nós fomos começando a conversar, mas
aí vem a questão, né? Embora eu não
fosse ainda convertido, a semente estava
plantada no meu coração.
>> Sim.
>> E nas nossas conversas hoje, eu creio
que que seja por conta da providência de
Deus, elas sempre caminhavam pra área da
religião, né?
Ah, e me incomodava muito, né, o fato
dela ser espírita, deo centro espírita e
às vezes ela falava que, ah, fui lá,
recebi a um passe, aquilo me incomodava
muito, né? Sim.
>> E o nosso namoro começou a ser um namoro
a pautado por disc discussões teológicas
ou não teológicas, religiosas, né? E com
isso eu voltei a estudar a Bíblia,
>> olha só,
>> ou livros para dar respostas para ela,
né, a respeito, né? E eu lembro que às
vezes a gente conversava e os ânimos se
afloravam. Isso com 16, 17 anos, né? E
ela falava assim: "Ah, vocês
presbiterianos têm que ir para um monte,
ficar todo mundo fechado lá, porque
vocês acham que só vocês têm a a a
verdade e a gente ia a discutindo."
Então, nesse momento, né, de tentar
mostrar para ela, ah, eu fui voltando à
essência do evangelho, fui voltando ao
ao estudo e Deus usou esse esse esse
momento e usou de misericórdia, né, para
para com nós dois. para que nós
começássemos a a estudar a Bíblia. Pela
graça de Deus, né, Deus nos chamou
>> e nós fizemos catecúminos juntos. Ela
fez a profissão de fé junto comigo. E eu
às vezes digo que eu acho que ela até se
converteu antes do que eu, ah, porque em
determinado momento ela que me puxava,
ela que me incentivava, ah, como faz a
até hoje, né? Então, dos 16 ao aos 41
são 25 anos, certo?
>> Certo.
>> 25 anos eh juntos. Ah, e 14 de casados
vai completar 15 anos de de casados que
nós vamos fazer ano que ano que vem.
Então, eh, é essa a minha história
familiar. E Deus me deu uma esposa
maravilhosa e Deus me deu filhos
maravilhosos em que ele me ensina muito
sobre ele mesmo, né? Ah, quando nós nos
tornamos pais, eu creio que Deus abre
uma portinha a mais paraa gente entender
o relacionamento eh com ele, né? E até o
meu ministério pastoral, né? A minha
família contribui muito, não dando
suporte apenas, mas mostrando também,
né, coisas que às vezes eu não consigo
enxergar, né? A esposa do pastor é é a
melhor consultora que tem, porque ela
não finge, ela não mente, ela é a mais
sincera possível. Depois de um de uma
pregação, eu pergunto para ela o que ela
achou. Ela é sincera. Às vezes ela tenta
ser comedida, eu já sei que ela não
gostou de alguma coisa. A maioria dos
pastores diz isso, né? Eu não lembro se
foi o Paul Trip ou Ted Trip que falou
uma vez isso, né? Ou o Team Keller, não
lembro. Ah, de que acho que foi o Team
Keller. H, de que a esposa dele falava:
"Olha, ela perguntava: "Como é que foi?"
Ela falava: "Foi bem". E aí ele já
entendia que ela não tinha gostado de
nada e e enfim. Então, esse é o meu
núcleo familiar, né? A minha esposa que
nós estamos há há muito tempo, né? Às
vezes eu conto a coisas para ela da
minha adolescência, falo: "Ah, eu fiz
isso". Ela falou: "Eu sei, eu tava lá,
>> olha só,
>> eu tava lá com você". Então, ela é uma
grande amiga, a minha melhor amiga,
minha parceira, confidente, apoiadora,
né? E os nossos filhos desfrutam
desfrutam disso também.
>> Que legal. Que história bonita, pastor.
E enquanto você falava eh desse processo
da conversão de vocês, como vocês se
conheceram, lembrei da pregação do
último domingo do pastor Daniel, porque
ele mencionou que enquanto
o processo, né, de educar os filhos e
ensinar a posteridade, Deus trabalha
muito mais na gente, né, enquanto a
trabalha em nós para que a gente ensina
os nossos filhos, né, ele trabalhou
muito em você,
>> com certeza,
>> para alcançar a Ju. Então, se você de
casa aí não pôde estar aqui na IPSA no
domingo e tem oportunidade, assista no
YouTube a pregação do último domingo que
vocês vão entender um pouquinho sobre o
que a gente tá conversando, sobre o que
o pastor Previd acabou de testemunhar
aqui pra gente, né, esse trabalhar de
Deus.
>> Sim. E é interessante, Ala, porque como
eu disse, né, eu nasci num lar cristão,
né, meu pai diácono, ah, cresci sobre e
sob instrução da palavra, indo na
igreja. Ah, meus pais tinham a
preocupação de não delegar à igreja, né,
o ensino, né, a a responsabilidade. Mas
por volta dos meus 13 anos, hoje vendo
isso, a partir dos meus 13 anos, eu já
comecei a me distanciar. E aí é uma
coisa muito importante e que eu vejo a
paraa minha família e pra igreja, né?
Ah, que às vezes nós subestimamos muito
o potencial de um adolescente ou de uma
criança.
>> Sim. para se aproximar de Deus ou para
se distanciar de Deus, né?
>> Então, muitas vezes nós subestimamos a
criança ou adolescente achando que ele
não vai entender coisas centrais da fé.
E a gente fica com aquela com aquela
historinha, né, sempre a a
infantilizando o evangelho ou as
verdades bíblicas,
>> achando que o adolescente ou a criança
ainda não tá preparada para receber as
verdades de Deus, né? E o potencial e
subestima o potencial dela, né? A
criança, a o Espírito Santo já tem
poder, já age para que ela desfrute da
comunhão com Deus na perspectiva que
Deus quer para ela, né?
>> Sim.
>> Então, a partir dos meus 13 anos, eu
diria que foi quando eu comecei
realmente a me distanciar de Deus. E
aqui indo na igreja todo domingo,
participando de todas as EBFs, indo para
acampamento, indo para retiro, vivendo a
vida da igreja, mas com 13 anos me
distanciando.
>> Olha só,
>> por volta dos meus 15, 14 ou 15 anos,
estourou a a rebeldia, né? E aí com 16
anos eu ainda não era convertido. E por
volta dos, nesse processo, eu e a
Juliana, por volta dos 19 anos, o Senhor
foi ah confirmando o chamado dele.
Então, o que eu tenho nessa relação de
filhos, né, e para com os meus e
compartilho com os outros, é que nós
temos que ter esse cuidado de não
subestimar o poder de Deus para se
relacionar com crianças, com
adolescentes
e achar que os adolescentes ainda estão
numa camada protetora e que eles não têm
as próprias tentações, que eles não
estão expostos a ao pecado deles, né?
Toda a idade tem o seu pecado
geracional, ou seja, da sua geração, né?
O Davi, eh, 7 meses já está com o pecado
da geração dele ali, né? Que é o fazer
birra quando tá com sono ou quando não
tem o mamá. A Lídia a mesma coisa, 5
anos, a Ana a mesma coisa. Então, a
gente tem que quebrar um pouco essa
barreira de achar que crianças ou
adolescentes já não estão prontas para
ter comunhão com Deus ou que já estão
correndo o risco de se distanciar dele,
né? Então, ah, esse é um ponto que como
pais e e olhando para pra minha história
de conversão, eu eu sempre tenho esse
cuidado, né? E como eu disse, né? Eu
cresci, fiquei na igreja e eu fui um dos
piores rebeldes, que é aquele rebelde
que não sai, né? Fica atrapalhando, tá
lá todo domingo sentado na igreja, ah,
contaminando os amigos da igreja. Então,
muitas vezes, quando eu olho para jovens
assim, é como se eu falasse: "Cara, você
não vai me enganar, [risadas] você não
vai me enganar as conversas, as piadas,
né? Você pode estar vindo na igreja,
você pode estar participando das
programações, mas se realmente você não
entender o chamado do evangelho, quem
Cristo é, o poder de Deus na sua vida,
não importa quanto tempo você tem de
igreja que você pode se distanciar. E o
contrário também é maravilhoso, né?
>> Adolescentes que chegam sem histórico
nenhum, né? A e na igreja de Santo Amaro
a gente tem isso, graças a Deus, né? uma
boa parte de jovens e adolescentes que
não têm um lastro de família cristã
estruturada e quando chegam amam, vivem
e e e se alegram com o evangelho, porque
é ele que vai conduzindo, né?
>> Mas eu sempre tenho esse isso para mim,
né? Não subestimar
>> nem pro bem, nem pro nem pro mal
criança, adolescente. E e eu acho que a
gente perde um pouco disso, né? de
segurar as verdades da Bíblia ou as
verdades de Deus para adolescentes, não
puxar para uma conversa mais profunda,
né? Ah, e os dias de hoje são assim, né?
Cada vez mais os adolescentes jovens
>> tão infantilizados, né? Eh, 30, quase 35
anos e você vê que que a pessoa não tem
uma uma estrutura, uma maturidade na fé
também, né? não só no ambiente secular,
trabalho, carreira, mas na fé, né? A
pessoa não sabe razão da fé dela ou não
sabe estruturar realmente quem ela é em
relação a Deus, né?
>> É verdade. E essa essa tua última fala
me fez refletir também que ao mesmo
tempo que a gente tem adultos infantis,
a gente vê aí fora, e a gente tem que
tomar cuidado para isso não entrar na
igreja, eh tornar a infância algo
precoce, né? A gente vê as meninas cada
vez mais cedo tentando mostrar uma
sensualidade que ainda não cabe, na
verdade nunca cabe, mas coisas que
seriam para moças mais velhas e desde
criança, às vezes usando uma roupa mais
curta e tudo mais, os meninos cada vez
mais cedo falando sobre questões sexuais
que não não caberiam naquele momento. E
ao mesmo tempo eles deixam de viver a
infância que deveria viver e passam a
viver coisas que só deveriam vir depois.
E paralela isso tem o que você falou de
adultos imaturos, né, que
cresceram às vezes mimados, não foram
ensinados a ter maturidade, né? Então o
mundo de hoje tá muito invertido.
>> Exato. Exato. É, é, é, é interessante
ver isso, né? Essa há uma geração que
infantilizada e eu acredito que o
resultado dessa geração infantilizada é
que ela não sabe mais lidar com a
criança, né? ela não sabe mais lidar com
a a criança. E eu tenho a maior
preocupação, de novo, né, falando sempre
como minha mãe fala, vamos resolver
primeiro as quatro paredes dentro de
casa, né? Ah, nós temos maior a
preocupação com isso, né, de que as
nossas filhas elas sejam crianças até
quando elas puderem.
>> Uhum. E como você bem disse, né, fora da
igreja ou fora da dos padrões de Deus é
mais do que esperado isso, né, que o ser
humano se distancie da vontade de Deus
para todos os âmbitos.
>> O problema é que isso tem adentrado as
igrejas.
>> Uhum.
>> N esse é o grande problema. Nós vemos
famílias cada vez mais desestruturadas
por não prestarem atenção nas coisas
basilares ou simples disso, né? Ah,
desde filhos cada vez mais viciado em
celulares, por exemplo, né? Expostos a
ao celular para qualquer coisa, ó, tá
aí, fica quieto que agora eu vou jantar
com a sua mãe ou enfim. Eu já vi
crianças até no celular no culto, né?
Para fica quieto aqui vendo a a celular
como isso, né? Músicas, né? Ah, e de
novo, fora do cristianismo, isso é mais
do que esperado.
>> O problema é que isso tem adentrado, né?
Quantas vezes nós não temos visto
crianças ou ou adolescentes
com linguajar. Você conhece muito a
criança pelo linguajar, por aquilo que
ela gosta, aquilo quando você pede para,
ah, pode ligar a TV, que que você quer
assistir, né? Faça a pergunta pro seu
filho, né? Que que você quer assistir? E
veja a resposta dele se são coisas e
condizentes com isso ou não. Você
entrega o controle pro seu filho e deixa
ele escolher e ficar exposto a as mais
horrendas coisas. que surgem, né? Mas é
verdade. E é triste, né? É triste. E
muitas vezes quando você fala isso, você
é tido como um conservador, como um
retrógrado, alguém, né? Um um ah, nossa,
um legalista. Não. São os princípios
bíblicos, né? De cuidar do filho,
ensinar a a o filho. E e veja, a minha
maior preocupação é que isso já
adentrou. A gente não pode negar que
isso já adentrou a igreja,
>> mas que a gente perca essa visão de
combater isso, né?
>> Falar pros pais, olha, e a gente volta
para aquilo, né, de não subestimar o
poder do inimigo, né? né? O inimigo
começa cedo, né, com com com isso. E
muitas vezes nós somos
>> o canal o meio para isso. Quando a gente
não se importa com que o nosso filho tá
assistindo na TV, quando a gente não se
importa quais são as conversas que o
nosso filho tá tá tendo na escola,
quando a gente não se importa em de
tempos em tempo sondar o coração do
nosso filho, né? E e essa é melhor a
melhor parte que eu acho que
>> a gente aprende isso, né? que os nossos
filhos eles nos são dados ou nos são
concedidos, mas eles pertencem ao
Senhor.
>> Pertencem ao Senhor, né? Ah, e a minha
oração a maior é Senhor, não me deixe
ser um mau cuidador eh do seu servo, né?
E isso passa por sondar o coração da
criança e saber que a criança erra, ela
peca e ela deve ser apresentada ao
pecado dela. Isso cada vez mais tem
adentrado às igrejas pais omissos, pais
que ah são comandados pelos seus filhos,
pais que adotam uma linguagem não cristã
a respeito dos problemas dos filhos e se
esquecem de sondar o coração do filho. E
aí o que a gente vê lá na frente? Um
adolescente, um jovem, um adulto
entrando no gabinete pastoral e você vê
toda a construção daquilo que foi feito.
Claro que cada um é responsável pelas
suas atitudes, mas você enxerga ali.
Enxerga. Então, minha maior preocupação,
quando eu tenho oportunidade de falar ah
a respeito disso é que os pais perdem
quando não eh se atentam primeiro para o
potencial
>> Uhum. de comunhão ou de distanciamento
de Deus, de seus filhos, desde a mais
tenra idade e a questão de sondar o
coração, de tratar o coração dos filhos
por conta disso, né? E aí você tem o
quê? Uma geração infantilizada
e a próxima geração que tá vindo
adultizada. Talvez a gente pode falar ah
dessa forma, né? E você vai pegando
dentro da dentro, vou falar dentro da
igreja, mas dentro da do cristianismo,
né? a famílias desestruturadas, que o
pai não consegue mais dar uma bronca no
filho, que pais não não conseguem
disciplinar os seus filhos. A gente tem
questões mais complexas, mas é bíblico,
é bíblico.
>> E muitas vezes delegam isso à igreja. A
igreja não foi feita para isso. A igreja
é um auxílio, é um porto seguro, mas é
responsabilidade dos pais, da família em
construir isso, né? E aí quando a gente
vai tratar com jovens, você vê todo essa
imaturidade espiritual deles, né?
>> Sim. E até pegando pegando esse gancho
da nossa conversa aqui, eh, e eu vou
entrar nesse tema aí de hoje você é um
dos conselheiros da nossa mocidade, dos
nossos jovens, mas antes de entrar nesse
tema, você falou que acabou se afastando
do caminho, mas teve um caminho que você
sempre percorreu, correto, que foi o
time que você torce, né? Pela primeira
vez aqui nesse podcast eu vou fazer uma
pergunta sabendo da resposta e feliz
pela resposta. Que time que você torce,
pastor?
>> Eu sou são paulino, convicto, eleito,
predestinado a ser campeão e sabedor de
que as nossas glórias vêm do passado,
né? Eu brinco [risadas] com isso, né?
que meu filho Davi vai ter que acreditar
>> que que o meu time, as glórias deles era
lá do passado. Não, mas eu eu torço pro
São Paulo. Ah, hoje confesso que não
tanto quanto, mas eu nasci e fui criado
ali na no bairro da Vila Sônia, que é ao
lado até os meus 13 anos. Então eu ia em
todo tipo de jogo que tinha ah no
estádio, às vezes ia a pera bem próximo
mesmo, né? Embora meu pai seja santista.
>> Olha, eu ia perguntar se isso veio do
seu pai. Não, não, não. A, o meu pai é
santista. Meu, meu pai sempre gostou de
futebol. Então, a, a, a boa parte das
memórias que eu tenho a com o meu pai
assistindo o jogo, né? Até hoje a gente
conversa bastante sobre isso, mas
acredito por ser santista não teve muito
[risadas] o que me apresentar naquela
época, né? Comecei a entender futebol lá
para 91, 92. Então eu nunca me esqueço.
Em 92 eu acordando de madrugada, vendo a
luz da sala acesa, abrindo a porta,
ainda assisti o mundial no Japão com,
né, que tava passando de madrugada, eu
lembro disso, acordando, ol
>> a luz por debaixo da porta acesa. Então
eu vi a 91, vi 92, a partir de 90 eu
comecei a a me interessar pelo pelo São
Paulo. E aí agora, né? Ah, primeiro
porque Deus me deu duas meninas, não fiz
tanta questão, mas ah, e até por falta
de de tempo de hobby ou de assistir,
tenho distanciado, mas ainda me pego
sofrendo por esse time, viu? Me pego,
falo, não vou mais sofrer, mas acabo
sofrendo.
>> É, tem que colocar a fé em prática, né,
pastor?
>> Exato. O time da fé, né? O nosso é o
time da fé. Então a gente a gente
continua torcendo pelo São Paulo e
esperando que ele melhore pro Davi poder
conhecer um São Paulo diferente desse.
>> Amém.
>> Amém. Pastor, indo agora pra pra linha
aqui do de você ser conselheiro dos
jovens, né? a gente já tava conversando
nessa linha e vou até fazer um entrar
num contexto aqui que a gente tava
falando sobre os pais e sobre às vezes a
gente ser ter tido como conservador e e
às vezes eu vejo que as pessoas às vezes
ficam envergonhadas de ter esse
posicionamento justamente pelos
julgamentos que vão ter de terceiros que
às vezes não entendem isso, né? E aí no
último domingo passei por uma situação e
aí tinha até algumas pessoas da igreja
junto, né? Nós fomos almoçar no no CEST
aqui.
>> Uhum.
>> próximo a Santo Amaro e estávamos ali
comendo, conversando, né? Ainda com foi
um dia que a gente estava de plantão na
J diaconal, então até uniformizado com
coisas [roncando] da igreja e a gente
viu que ia começar uma apresentação no
CESC. E aí eu quero deixar aqui bem
claro que a minha fala não tem nenhum
nível de preconceito, mas vai entrar
numa questão de encorajamento pra gente
falar do evangelho, né? E foi começar
uma apresentação. E quando a gente foi
ver aquela apresentação, ela tinha um
cunho muito explícito
de religiões de matriz africana, então
banda, candomblé e predominantemente o
público daquela apresentação era
infantil. No meio da apresentação ali,
das danças que eles estavam fazendo,
eles jogaram balas doces e buscaram
visivelmente atingir as crianças. Tinham
muitos adultos acompanhando seus filhos,
sobrinhos, irmãos ali, mas o público
alcançar seria o público infantil,
jovens ali. E às vezes eu eu vejo que a
gente quando vai pregar o evangelho, a
gente fica com receio de que palavra
usar, como eu vou falar.
E enquanto as demais religiões e pessoas
que têm as mais diversas fés não se
envergonham, não tem pudor no bom
sentido, eles fazem
e não interessa se você acredita em
outra coisa, eles vão fazer e assim vai
alcançando pessoas. E às vezes eu vejo
que a gente como cristão às vezes fica
cheio de de dedos, vamos dizer assim,
com receio de julgamentos e perde uma
oportunidade de levar o evangelho, né? E
isso tem afetado a geração atual, como a
gente falou, né? E às vezes a gente vê
os jovens crescendo nesse contexto
e esses jovens vão se tornar pais e às
vezes vão deixar de levar o evangelho
também, né? Como é que você enxerga essa
situação hoje em dia?
É, eh, eu creio, e assim, sem entrar no
mérito de outras religiões, mas eu creio
que muitas vezes a as pessoas
não cristãs são muito mais corajosas.
>> Sim,
>> porque de certa forma, e a gente, o que
eu amo na teologia reformada é essa, que
ela é uma teologia para se pôr em
prática, né? Eu sempre digo isso, né?
Quando você eh ouve um sermão, quando
você vai para uma EBD, você tem que
conseguir eh primeiro o trabalho do
pastor deve ser esse, mas do a pessoa
que está participando do culto da aula
é: "O que eu vou fazer com isso na
segunda-feira de manhã", né? Algumas
pessoas já ouviram falar isso diversas
vezes,
>> mas é o que eu com o que eu faço com
esse entendimento das escrituras? O que
eu faço com esse período que eu sentei
aqui e ouvi? o que eu faço com isso na
minha segunda-feira de manhã. E a
teologia reformada trouxe isso, a ouxe,
não, resgatou, né? A teologia reformada
nada mais é do que um resgate a à
compreensão da teologia posta em
prática. Então, eu acredito que outras
denominações fazem isso com muita
facilidade, porque em última análise,
Wace, porque eles realmente depositaram
a fé deles naquilo.
>> Uhum.
>> Né? E aí quando nós vamos agora pro
contexto, né, usando as palavras da
minha mãe de novo, né, dentro das quatro
paredes, a gente tem que se fazer essa
pergunta, né? Ah, será que realmente eu
acredito nisso a ponto de não ter medo,
né? Ah, eu realmente acredito que a o
evangelho é o poder de Deus para a
salvação e por isso eu não me
envergonho, né, como Paulo diz, né? Eu
não me envergonho de verdade. Por quê?
porque ele é o poder de Deus para a
salvação. Sim.
>> E eu acredito que um dos sintomas seja
essa falta de maturidade da nossa
geração em todos os aspectos, inclusive
nesse, né? Infelizmente, e eu não vou
generalizar, mas é algo já perceptível,
né? Dentro das igrejas, de que você não
consegue conversar com uma certa
profundidade
teológica, vou dizer teológica,
conceitos básicos da fé. Eu não tô
falando de de coisas acadêmicas, né?
Uhum.
>> Mas você não consegue discutir ou
argumentar com um adolescente ou com um
jovem, a não ser de questões polêmicas.
>> Sim,
>> se for polêmica, ele estuda, ele vê
vídeo. Mas se você for falar de vida de
piedade, vida de devocional, vida de
evangelismo, né? ah, o quanto essa
pessoa, o sujeito é é pronto para
discutir testão no, no Facebook,
Instagram,
EBD discutindo, mas você vê que aquela
pessoa não usa tudo aquilo na
segunda-feira de manhã para falar com o
porteiro ou para falar com colega de
trabalho do lado, porque aquela teologia
não virou algo prático, não virou algo
da essência. Essência. Graças a Deus, eu
vejo que a Igreja Presisteriana de Santo
Amaro, ela é uma igreja reconhecida pelo
ensino.
>> Uhum.
>> Pelo ensino. Pessoas vem de outro lugar
e quando vem aqui fala: "Poxa, ah, como
é bom poder aprender." Mas a gente não
pode parar por aí. A gente não pode
parar por aí. E eu acredito nisso. Ah,
eu não tô falando que nós não somos
cristãos, mas é que a gente tá perdendo
uma luta interior muitas vezes
>> Uhum.
>> Em realmente dizer no que eu acredito,
né?
>> Sim.
>> A gente defende o nosso time, a gente
defende nossa posição política,
>> a gente defende o nosso direito a
descansar quando a gente acha que tá
muito cansado e alguém chama a gente
para fazer alguma coisa. Mas quando se
trata da nossa fé, às vezes a gente
patina ou fica numa superficialidade,
>> é verdade,
>> abrindo mão. A grande questão é essa, a
gente pode florear com o que for, mas a
grande questão é, muitas vezes nós
abrimos mão da nossa fé ou sucumbimos a
força que vem externa a ela, né? essa
apresentação ou qualquer outra, eles não
teriam o menor problema em defender se
alguém chegasse ali e e manter firme a
sua a sua fidelidade aquilo. Em com
relação a crianças, voltando, né? Ah,
esse é o é é o meio, né? Por que que a
gente faz a nossa EBF, escola bíblica de
férias para as crianças poderem vir e
ouvir o evangelho? Então, a esse
conceito, né, de criança pro bem ou pro
mal, né? pro bem, pro bem ou pro mal. E
aí eu volto de novo. Muitas vezes quem
tá fora do cristianismo percebe e age
nisso, o potencial que as crianças têm
para se aproximar de Deus ou para se
distanciar dele, né? Para se danciar
>> e para alcançar as famílias, né? A gente
tinha um trabalho antigamente aqui na
igreja que era no Jardim Muarama para as
crianças. Se eu não me engano, ele era
feito toda quinta-feira.
E
algumas famílias, alguns pais vieram pra
igreja através das crianças. Ah, onde
que você tá indo, filh? Ah, tô indo lá
no programação da igreja. Exato.
>> E aí o pai ia ver que que era, que que o
filho tava envolvido, conhecia e vinha,
né? Muitos não estão mais aqui, mas a
gente não pode dizer que eles não
conheceram o evangelho.
>> Exato. Que a a semente foi plantada, né?
O o o o campo, né? A a terra é o Senhor
que vai definir qual é. Mas o
interessante é isso também, né? Eu
cresci na igreja, né? E meus pais muito
ativos. Então eu participei de inúmeras
BFs, inúmeras. Mas eu era de um tempo
ainda que hoje você fosse fazer isso,
uma igreja fosse fazer isso, era loucura
de pegar uma Kombi, entrar dentro de uma
comunidade e abrir a porta, as crianças
entravam e você levava ela pras igrejas.
Não tinha termo de autorização, não
tinha, não tinha, não tinha nada.
Imagina fazer isso hoje. É, é, é cadeia,
né? E é uma combi cheia assim e ninguém
tava para as crianças, levava paraa
igreja. E aí os frutos, a gente via
muito disso, né? De muitas crianças que
traziam os pais ou algumas coisas que eu
presenciei de crianças que saíram da
igreja e depois de um tempo, a nós
encontrarmos elas a jovens ou mais
adultos que se converteram em outra
denominação ou em outro lugar, mas
lembram da semente sendo plantada. E aí
eu volto para filhos, né? Como a gente
subestima, né? Por que que a gente não
fala de evangelismo ou por que que a
gente fala pouco de evangelismo pros
nossos filhos, né? Por que que a gente
não incentiva os nossos filhos a
evangelizar os seus amigos da escola?
Ah, não, mas escola não é lugar. Calma,
não tô falando para você ser militante,
né? Mas ensinar o seu filho, por
exemplo, que a forma com que ele obedece
a professora também é um exemplo para
ele mostrar que ele tá fazendo aquilo
porque ele ama a Deus. ou quando um
amiguinho chamar para fazer alguma coisa
errada, eh, não fazer e dizer: "Ó, eu
não vou fazer isso porque não agrada a
Deus".
>> Nossos filhos não são santos. Eh, eles
são pecadores, mas o coração deles está
pronto para receber o evangelho e com
certeza, ol prontos para apresentar o
evangelho na perspectiva que Deus dá a
eles, né? Mas a gente subestima muito
isso.
>> Sim, é verdade, pastor. A gente já tem
algumas perguntas aqui, pessoal
interagindo bem no chat, né? E eu vou
lançar a primeira aqui, o primeiro
desafio.
>> Na sua concepção, pastor, por que muitos
jovens frequentam a igreja, mas não
amadurecem espiritualmente?
Ele vai encontro do que a gente tava
falando aqui.
>> Ótimo. Eu acho que a pergunta já tá
dando a resposta. Por que muitos jovens
frequentam, né? Eu sempre eh digo isso,
seja para jovem, adulto ou criança, né?
Você não frequenta uma igreja, você faz
parte de uma igreja. Então, se você tá
falando pro seu amigo do trabalho, ah,
eu frequento uma igreja, não. Você
deveria falar, ó, eu faço parte de uma
igreja, né? Você não assiste ao culto,
você participa do culto, por isso já é
um senso de pertencimento diferente, né?
E por que então não amadurece? Porque
realmente não está vivendo a na fé ou a
prática da da fé, né? Aquela fé fica no
domingo, não fica na segunda-feira de
manhã, né? Ah, ou poxa, ah, normalmente
falando mal da sua própria igreja, né,
das pessoas. Ah, eu falo, se você quer
falar na segunda-feira que seu dia foi
difícil, foi cansativo por causa do
domingo, pode falar, mas termina
dizendo, mas não há nada melhor do que
isso. Segunda-feira eu tô quebrado, né?
As minhas filhas normalmente chegam
atrasadas na escola. Na na segunda-feira
elas estudam numa escola cristã. A, a
recepcionista até brinca, né? Ah, que
que eu vou colocar aqui, ó, pastor, né?
>> [risadas]
>> motivo da falta, família pastoral, né?
Porque é cansativo, mas é prazeroso, né?
É prazeroso. Você joga a bola, é aquela
cansaço depois de uma partida de
futebol. Você tá cansado, tá
arrebentado, mas você tá satisfeito por
conta disso. Então, acredito que muitos
jovens que frequentam a igreja ainda não
tem esse nível de maturidade, porque
eles ainda estão achando que o simples
fato de frequentar muda a perspectiva
deles ou eles se autoenganam, né? eh,
enganam a si mesmos, achando que o que
que eu preciso cumprir? Eu preciso ir na
igreja, eh, como eu disse, muito tempo e
eu nunca saí da igreja no sentido de não
ir à igreja.
>> Eh, eu me distanciei de Deus, mas eu ia
todo domingo lá, por eu preferia ir, não
ouvir meus pais brigando, falando no meu
ouvido, preciso ir, tenho que ir, tenho
que sentar lá, tenho que responder o
versículo. Na minha época era chamadas,
respondia com versículo, né? Eu sabia,
sabia os versículos de core, sabia as
respostas certas. Ah, mas isso não fazia
parte de quem eu sou. Então, eu acredito
a que muitos jovens frequentam, né,
frequentam a igreja. E quando você olha
pros evangelhos, você vê isso, né,
muitas pessoas frequentavam
a a a ou estavam próximos a Jesus, sim,
>> mas não se entregaram a ele, né? Eh, por
diversas vezes o os evangelhos falam,
né, multidões seguiam a Jesus, mas
sempre quando tem essa questão de
multidões no evangelho, nos evangelhos,
você pode ver que vai ter alguma
conotação de do evangelho ou de Jesus
demonstrando que nem todos que estavam
ali estavam com ele, né? Eu acho
perfeita a passagem de João, no começo
de João, no capítulo um, onde Jesus
começa a fazer sinais e maravilhas na
Páscoa, eh, em Jerusalém, e diz que
muitos criam nele. E logo em seguida,
João diz: "Mas Jesus não se deixava ser
crido por eles, pois conhecia o coração
do homem, não precisava que ninguém dava
testemunho." Eu costumo ser um pouco
duro. Tenho, tento trabalhar nisso, né?
Quando eu converso com adolescente ou
com jovens, até porque eu
[limpando a garganta] conheço, eu acabo
sendo um pouco direto. E eu diria,
então, olha, muitos frequentam, mas não
tem a maturidade, porque eles ainda
estão satisfeitos em frequentar. Eles
não querem fazer parte de algo maior que
vai exigir eh abdicação do no trabalho.
Eu não tô falando parar de trabalhar,
mas ter coragem de de ser um cristão no
trabalho, dentro de casa, no namoro, ah,
e até dentro da própria igreja, né?
Defender quem ele é como cristão.
>> Muito bom, pastor. Muito bom.
Mais uma pergunta aqui.
Na sua visão, pastor, quais são os
maiores obstáculos hoje que um jovem tem
na vida devocional consistente, né?
Então, qual a dificuldade de manter uma
vida devocional
todos os dias, vamos dizer assim?
>> Legal. Eu vou começar dos mais não
supérflos, né? mais simples, buscando a
geração, porque a minha visão é a
dificuldade, por exemplo, de disciplina,
de concentração, de
poder pegar um livro, nada contra os
livros digitais, mas ah, hoje em dia a
nossa geração, o mais jovens, eles têm
essa dificuldade de se concentrar.
>> Sim. de se concentrar, de exercer um um
pensamento reflexivo. Eu tô indo só numa
questão de de cognição, né, para para
depois ir para mais profunda. Ah, então
isso vai voltando para filhos, né? Hoje
meu mundo é crianças, então sempre vejo
um pouco disso, né? A dificuldade que
crianças [limpando a garganta] ou
adolescentes têm de se concentrar ou de
analisar um texto, você dá uma folha
para eles e depois pergunta e pede para
ele resumir aquilo que ele ele leu. Não
consegue por eh o reals é é é tudo
curto, as mensagens de texto todas
>> picotadas e aí quando você vai dar algo
mais profundo para refletir e não
consegue. Então, eu acredito que o
primeiro ponto da devocional é que a
pessoa vai precisar se reeducar à
disciplina de uma concentração. Ah, e aí
o interessante, quando que a pessoa faz
isso? Quando ela vai prestar um concurso
ou quando ela tem o o a monografia para
para entregar pensando em jovens, né? Ou
vai ter uma entrevista de de emprego que
exige exija alguma qualificação
específica, aí se debruça, mergulha e
vai. Então aí é o segundo ponto, é a
importância que você dá para isso,
>> né? Então primeiro é é exercitar a parte
cognitiva. Se você reconhecer que você
não tem mais ela ou nunca teve ela, ir
buscar, né? Começar a ler livro de eh
físico ou desligar todos os aparelhos de
mídia e ou escrever, né? Enfim,
fortalecer esse pensamento reflexivo. O
segundo é
>> a importância. Não, não tem como, né? É
o termômetro. a gente foge desse
termômetro, mas ele tá lá gritando, você
se dedica à aquilo que você se importa,
>> né? Ah, dando um spoiler, né? Quando eu
decidi ir pro seminário, eu trabalhava
na área financeira e uma das coisas que
me decidiu ir pro ministério pastoral é
em desejar dedicar tempo
para o aprendizado, para o ensino da da
das escrituras. Então eu tava estudando
para tirar algumas certificações do
mercado financeiro que eu trabalhava e e
eu tava todo vapor ali, estudava duas,
três, 4 horas, né, novo, né, e aí tinha
alguns livros de teologia na na minha
instante, eu lendo os manuais de mercado
financeiro e olhava para eles e e
falava: "Eu quero estar ali, né?" Então,
o segundo ponto é
>> a o obstáculo é você ser sincero com
você. Isso importa realmente para você?
Porque senão você vai ficar com essa
luta, né? A gente tava conversando agora
a pouco aqui, né? De começar a oração
dormindo e acordar falando amém, né? Ah,
isso é, cara, você só tem esse horário
para orar. Realmente o se você fosse
prestar um concurso ou se você for para
uma academia, você vai dedicar tempo,
né? Então, ah, o segundo ponto é o
quanto você se importa com isso. Então,
o obstáculo é isso, é você se importar
com com isso. E o segundo é achar que
você tem que fazer tudo sozinho.
Terceiro, né, achar que você tem a sua
vida devocional. Claro, você tem que ter
a sua intimidade com Deus, mas de novo,
você faz parte de um corpo.
>> Sim,
>> né? Você faz parte de um corpo. Então,
compartilhar aquilo que você tem
aprendido com o outro é maravilhoso.
Seja grupo de de estudo, seja um amigo
mais próximo, com certeza com o seu
esposo, a sua esposa, lê um texto
bíblico, meditou nele, não guarde só
para você, né? Tô falando para sair
aqueles posts, né, de de não, mas tem um
amigo mais próximo, tenha alguém eh que
você conheça, compartilha aquilo que
você ah que você tá tá aprendendo em
relação a isso. E o último a voltando
pra parte da da do exercício de de
reflexão, é as deicionais, a gente tem
sido treinado a fazer ela num modo muito
automático. Tive um professor, reverendo
Canelhas, pai da da Paula, né, Paula,
>> e ele falava pra gente, né, que a gente
precisava ler, seja um versículo ou 15,
depois disso a gente precisava meditar,
né? O Salmo ensina, né? Medito na tua
lei dia e noite, não é simplesmente
passo por ela, né? Eu medito, né? Então,
devocional bem feita é uma devocional
que seja um versículo ou um capítulo que
você vá ruminando ele durante o dia.
Volte a pensar nele para que no final da
noite você tenha não só pensado nele,
mas talvez experimentado dele. Então,
não abra, leia, fecha e vai viver. Isso
é questão de disciplina, de se esforçar,
refletir sobre o que você leu, pensar
nas aplicações e aí você vai começar a
usar a teologia na segunda-feira de
manhã, na quarta-feira à tarde. Então,
obstáculos. Primeiro, a parte cognitiva
mesmo de você entender o quanto você é
deficitário em conseguir sentar, ler e
refletir. Segundo, quanto isso é
importante eh para você. Terceiro,
compartilhe, busque, né? Tenha o seu
momento individual com Deus, mas utilize
ele com outra pessoa. E o último, né?
Exercite a reflexão. Reflexão.
>> Muito bom, pastor. Muito bom. E
realmente isso que que você
>> não são coisas não são coisas simples,
não. Não é uma receita de bolo, mas é o
que é. A grande questão é essa, né? É o
que é. Na tua lei medito dia e noite. Na
tua lei tenho mais prazer do que ouro e
prata. A tua lei me faz mais sábio do
que os meus mestres. Então não é fácil,
mas é isso que tem que ser feito.
>> E e não é algo só pro jovem, né? Acho
que para todo mundo, porque a gente às
vezes a gente coloca como um ti do na
nossa lista, preciso fazer devocional.
Aí você faz para tirar ela da sua lista
de afazeres [roncando]
>> e você já vai focar em outras coisas e
não para para ter esse momento de de
qualidade
com Deus.
>> É isso aí. Verdade. Uma terceira
pergunta pra gente para nossa próxima
pauta.
Eh,
quais são os limites da atuação de um
jovem? E eu entendo que aqui deve tá
perguntando a respeito da igreja. A
pergunta tá um pouquinho vaga, né?
>> Tá.
>> Mas em cima tem uma outra que talvez
seja complementar. Como jovens podem
ajudar e participar mais da igreja? É,
>> perfeito. Pergunta complementar.
>> Perfeito.
>> Quais são os limites da atuação de um
jovem?
Ótimo. [limpando a garganta] Isso é uma
uma exemplo prático daquilo que eu
disse, né? Você faz parte de uma igreja.
Eu tive a oportunidade recentemente de
de caminhar durante um ano, né,
visitando uma igreja na qual eu fiz um
curso. [roncando] Ah, e me chamou
atenção o envolvimento da igreja toda.
Toda. Então, na hora do almoço, quem
recolhia os pratos era uma upa, n só
situando a idade, né? Eles não têm a a
essa nomenclatura lá. Mas quem recolhia
os pratos era a UPA, quem levava água
para para lá era o pessoal da mão
cidade. E você via a igreja toda
trabalhando ali. A igreja toda ali. Eh,
é uma cultura de cuidado, né? Então,
qual é o limite? Não tem limite. Não tem
limite, mas é algo orgânico. Não adianta
o pastor querer impor, ó, vou fazer uma
escala. Ah, eu sou responsável pelo
departamento de integração aqui da IPSA.
E eu fiz uma reunião com com o grupo h
no começo do ano agora pra gente fazer o
planejamento e eu falei: "Olha, não
fiquem esperando que eu vou ficar
cobrando escala, que eu vou ficar ou
vocês fazem parte ou vocês estão
desejando fazer parte disso, ou não vai
acontecer.
>> Não vou ficar atrás vendo quem tá
cumprindo escala, quem não tá cumprindo.
Ah, de alguma forma tô vendo. Mas assim,
não é esse o motor. O motor é assim,
qual é o limite?" diria para quem
perguntou qual é o limite, é o seu
desejo em servir. É ele que vai limitar,
né? Ele que vai limitar, seja
adolescente, jovem a e e idoso. O limite
é o seu desejo por servir. Então, não há
limite, tem que ter disposição, né? E e
não é só servir no que quer, né? A
grande questão é servir é servir, né?
aonde vocês precisam de mim, no que você
precisa que eu faça, mas normalmente
não. Só quero grupo de louvor ou só
quero aonde vai aparecer, só não. A o
coração que quer servir serve em
qualquer lugar. Então
>> não há limite. O limite é o quanto você
tá disposto a servir, né?
>> Muito bom. Subiu uma uma outra pergunta
aqui. Eu falei que a outra era a última,
>> mas eu acho que essa é bacana para
comentar, né?
>> Legal. Eh,
sobre questão de namoro na adolescência,
né? Tu comentou aí que começou a namorar
com 16 anos. Aí a pergunta é: qual a
visão pastoral sobre o namoro na
adolescência?
>> Ótimo. Eu sempre digo, eu sempre digo
para casais que começam a namorar e que
se achegam até mim e, né? Ah, nós
desfrutamos, eu e a minha esposa, da
misericórdia de Deus. Da misericórdia de
Deus. E eu digo, não aposte com a
misericórdia de Deus, né? Ah, nós eh
desfrutamos dessa misericórdia, mas não
significa que nós não tivemos cicatrizes
na qual o Senhor restaurou todas as
coisas, mas que nós sofremos neste
processo, né?
>> Então, [limpando a garganta] eu creio
que a
>> a minha visão pastoral, vou dizer igual
Paulo, né? Isso não vem de Deus, mas eu
eu que digo. Ah, eu creio que namoro ele
deveria ser encarado como
o aproximar do casamento.
>> O namoro deveria ser. E algumas vezes,
quando eu tenho mais liberdade com
jovens que começam a namorar, eu digo:
"A pessoal, começamos namorar, quando
vocês vão pensar em casar?" "Ah, não,
pastor, não tá?"
O namoro ele tem que estar junto, né? O
pedido de namoro, não vou dizer que você
tem que tá atrelado já à data de
casamento, mas as conversas. E aí eu
digo, tenho duas filhas eh moças, né?
Eh, meninas, né? Ainda moças, não, 10 e
5 anos. Eu tento não pensar muito nisso,
mas em ensiná-las isso, né? Se aquele
rapaz que vier procurar você, se junto
com o pedido de namoro ele já não
começar a falar de casamento,
não é? Por você, de novo, nós
subestimamos o potencial dos nossos
jovens de se aproximar ou se distanciar
de Deus.
>> Sim.
>> Química, que eu quero dizer, né?
Atração, a a química, o afeto, o
relacionado.
>> E Deus já deixou claro, não existe
namoro na Bíblia, né? você não vai
encontrar a namoro na Bíblia, você vai
encontrar preceitos de casamento. Então,
eh eu espero que as minhas filhas
aprendam isso e que elas ah, tenham isso
na mente delas, né? Eu costumo dizer
para jovens também, né? Se o rapaz que
for te pedir para você namorar, não
conseguir orar com você ou ah fazer uma
devocional com você,
eh,
>> alerta ligado,
>> alerta ligado, né? Porque se se ele não
consegue orar, né? Uma vez eu eu pedi
para isso, né, intencionalmente numa num
estudo de namorados, né, eu pedi para um
rapaz orar e ele não orou, não
conseguiu, ficou quangedora,
>> sim,
>> por conta disso, maturidade espiritual
eh está atrelado a isso. Então eu acho
assim, se você não tem a maturidade para
sentar com seu namorado e já começar a
pensar em casamento, é porque não tá na
hora. Não tá na hora. Faça a corte.
Depois outra vez a gente até pode
conversar nisso. Há um processo disso.
Ore com essa pessoa. Se for alguém da
tua igreja, se torne primeiro amigo
dela, um amigo mais próximo a dela. Faça
devocionais, oração, mas quando decidir
namorar,
tenha já encaminhado conversas,
discussões para para casar. Então essa é
a minha opinião, né? sem medo de ser
chamado de retrógrado ou de [risadas]
radical. Aquilo que eu digo, né? É o que
é. A Bíblia não nos dá margem para outra
coisa, né?
>> Mas ah, pastor, você com 16 anos,
>> não aposte com a misericórdia de Deus.
Não aposte com a misericórdia de Deus. É
verdade. Fica aí a dica para vocês que
estão pensando já em começar a namorar,
seja adolescente, seja jovem, com um
pouquinho mais de idade.
A o objetivo do namoro é o casamento.
>> Se tá pensando em outra coisa,
>> casamento,
>> para.
>> Para. Exatamente. Exatamente.
>> Muito bem, pastor.
Dentre essa nossa conversa aqui, você
mencionou sobre
iniciar um estudo em uma outra área que
ainda não era a área da teologia sobre o
teu chamado. Eu acho que é bacana a
gente comentar sobre isso, né?
Se você quiser compartilhar em que
momento você começou a estudar, o que
que você estudou, quando você percebeu o
teu chamado. Conta um pouquinho pr pra
gente.
>> Maravilha. Ah, eu estudei administração
de empresas, né? Eh, e pela graça de
Deus, no meu primeiro ano de
administração, eu consegui um estágio
muito bom, um estágio num num banco eh
conhecido mundialmente, numa área muito
boa, que era uma área até que eu não
cabia muito ali pelas minhas qualidades.
Hoje eu vejo que foi Deus que me colocou
ali. Então, logo na no primeiro ano da
faculdade, eu já tava inserido dentro do
mercado, dentro do mercado financeiro. E
e eu digo, né, que eu ia pra faculdade
quase que para bater cartão, porque eu
aprendia muito mais no trabalho do que
pr
>> pra pra faculdade mesmo, né? E aí depois
desse banco eu migrei para um outro
banco e esse processo ficou uns 10 anos,
né? Eu fiz a faculdade de administração.
O foco do da minha carreira sempre foi
na área de mercado financeiro,
trabalhando em bancos com a parte de de
fundos de de investimento. Ah, e aí
nesse nesse âmbito, né, de me esforçar
para qualificar cada vez mais, né, eu
comecei a perceber e trabalhando na
igreja, né, perguntou o limite, né? Sim.
>> Logo após a minha conversão, isso é
muito interessante, né? um presbítero da
da minha igreja, logo após a minha
conversão, ou um tempinho depois,
colocou eu para dar aula pra sala de
jovens.
>> Olha só.
>> Então, todos aqueles jovens que tinham
sabiam do meu histórico, alguns que eu
até tinha ah incentivado ou até alguns
que estavam na sala que faziam coisas
erradas comigo ouvindo eu falar, eu vi a
cara deles de eu sei quem você é, eu sei
que você fez, eu sei
>> e e hoje eu vejo isso fantástico, né?
Então, talvez a gente precise pensar
também em dar mais aqui, eu vou usar o
termo que é usado nas outras igrejas,
mas no sentido correto, dar
oportunidade, né, em pensar nisso,
colocar jovens para dar aula, ah, para
serem testados, para se autotestarem,
né? E aí, então, nesse processo, eu
trabalhando, buscando a conhecimento
para buscar as minhas certificações e ao
mesmo tempo trabalhando na igreja. e e a
minha relação também a com pregar, fala
do evangelho, eu o que me destacou, o
que me chamou foi a questão de dedicação
de tempo, né? Então ali ia amando os
livros, é hora que eu ia para estudar
teologia ou preparar aula ou dar estudo,
era aquilo que eu queria fazer. E só que
eu tava muito bem na minha carreira, né?
Eu tava muito bem na minha carreira.
Assim, uma coisa que mercado financeiro
faz é paga bem. Ele te cobra muito, né?
Mas eu tava recém casado, né? Ganhando
bônus no enfim. E e aí em determinado
momento, no final de ano, nós tivemos
uma reunião da diretoria. Fui trabalhar
num banco bem pequenininho depois, mas
de grande capital. E aí o dono do banco
chamou a gente, abriu o champanhe, teve
um grande um grande jantar de
comemoração dos resultados. Ele falou:
"Olha, vocês conseguiram isso porque
aqui está o coração de vocês". A aí na
na hora me chamou a passagem, então
falou: "Onde está o teu coração?" Nada
contra banco, gente. Ah ah, mas aquilo
aquilo, né? Me me caminhou de meu
coração não tá aqui, né? E aí naquele
momento eu decidi então que eu ah
gostaria de ir para pro seminário. Ah, e
aí para isso eu precisaria procurar um
outro emprego, porque no banco eu
trabalhava das até 9 horas da noite, 10
horas da noite, eu precisava ir pro
seminário. E aí Deus me abriu uma outra
porta, eu fui trabalhar num lugar aonde
eu podia bater cartão. Então eu sempre
trabalhei e estudei. Trabalhei, estudei
o seminário todo, fui ordenado. E aí a
em 2020
agora 2020 eu fui 2021 eu passei a ser
pastor de tempo integral, mas então a
minha vida sempre foi essa. Então
finanças sempre teve atrelado a ali
comigo, né? E aí eu lembro que quando eu
eu decidi ir pro pro seminário, né?
Aquele a aquele a a gosto, por isso a
Juliana, eu chamei ela para falar com
ela, falou: "Poxa, legal". E eu tava
todo empolgado, né? Todo empolgado. E a
gente ainda não tinha casado ainda. E aí
eu no carro com ela, falei: "Não, eu tô
pronto para passar fome". Ela falou:
"Não, eu não tô". [risadas]
E e eu falei: "Não, eu tô, eu quero ir
pro seminário, eu tô pronto para passar
fome". Porque você falou com mim, ó: "Eu
não tô, né? Ah, pera aí, calma, calma
isso, né?" né? E aí eu fui falar com o
meu pastor na época, todo ah animado e
ela e e isso era em setembro, eu já
queria começar em janeiro, né? E aí ele
falou: "Não, casa, fica um ano casado e
depois vai". foi o melhor conselho que
ele conselho que ele me deu. E então
sempre tive essa essa vertente ou esse
conhecimento na área financeira atrelado
e graças a Deus a o meu trabalho, né,
como Paulo fazia tendas, ah, ele me
proporcionou, né, caminhar, ter algumas
oportunidades ou até algumas
oportunidades de dizer não para algumas
coisas que muita gente não sabe, mas
alguns pastores acabam muitas vezes
tendo que aceitar ou ou caminhar por
alguns lugares que eles não gostariam,
mas por questão
de necessidade, eles acabam abrindo mão
até de princípios, né? Eu entendo que
Deus me levou por esse caminho até o
momento em que então eu ah me tornei um
pastor de tempo integral e às vezes faço
algum serviço esporádico para isso, mas
sempre na área financeira, né?
>> Que legal, pastor, que legal. E como
isso eh contribui para pra tua pro teu
chamado pastoral hoje, né? Porque acho
que até bacana contextualizar aqui, a
nossa igreja, ela é uma igreja grande,
>> uma uma igreja que demanda dos pastores
não somente subir no púlpito e pregar ou
somente aconselhar o os membros da
igreja, né? Mas requer um cuidado na
parte administrativa, requer um cuidado
na parte de manutenção para que tudo
possa funcionar e a igreja seguir
adiante, né? E aqui na IPSA você também
cuida seguir nessa parte, né? Então
>> comenta um pouco pra gente como isso
contribuiu de forma, acredito eu,
positiva para para ter o chamado
pastoral hoje, né? É, é muito
importante. Eu acho, né, que a na no
seminário a gente tem disciplina sobre a
administração eclesiástica, né, de que
os pastores, líderes tenham essa noção,
né, de como
gerenciar os recursos, né? A nossa
igreja é uma igreja que preza pela
clareza, transparência e mordomia dos
recursos, né,
>> financeiros, aqueles que não não sabem,
todo ano a gente tem uma prestação de
contas ali, né, e a gente incentiva que
as pessoas se preocupem com isso, né? E
na IPSA eu encontrei esse espaço, né, a
IPSA a contribuiu para que eu possa
ajudar. Então, hoje eu faço ah auxilio
os tesoureiros, o conselho nessa questão
de uma gestão eh dos recursos, né,
padronizando alguns processos, ah,
fazendo algumas negociações, eh, com
relação a isso. Mas é algo que, e aí eu
falo paraa liderança, toda a liderança
deveria se importar com isso, né? seja a
igreja pequena ou a igreja maior, em
como gerir melhor os recursos
financeiros, né, como da da igreja e
principalmente para que termine numa
transparência, né? Red, tudo isso tem
que terminar no quê? Claro, a glória de
Deus, a boa mordomia, mas a
transparência, porque os dias que nós
vivemos hoje eh são difíceis, né? Quando
você fala que você é evangélico, a
pessoa já há dinheiro, né? Uhum.
>> Então isso tem ajudado ajudar casais,
famílias, por exemplo, que estão
passando por questões
de problemas financeiros, né? Então,
dentro da parte de aconselhamento
pastoral. E muitas vezes o Wallace a os
problemas familiares eles nascem, claro,
de um coração que precisa ser tratado,
mas o diagnóstico [limpando a garganta]
são de problemas financeiros. o marido
que não administra bem o celular, uma
esposa que gasta mais do que do que deve
ou pais que sustentam uma vida dos
filhos que não condiz com a realidade da
da família.
>> Então, de certa forma, isso ajuda quando
você consegue não só identificar, mas
propor uma solução ou fazer uma planilha
ou acompanhar a as pessoas ah na família
da da igreja nesse tipo de de auxílio,
né? Então eu vejo isso, né? Eu até
brinquei, né, que às vezes falam: "Ah,
pastor das finanças". Não, eh, Deus Deus
utilizou isso para, mas o que continua
moldando o coração é o evangelho, aquilo
que Deus faz. Mas o evangelho também
fala ou a Bíblia, a palavra de Deus
também fala sobre a mordomia, né?
>> E aí o meu conselho é mais para
liderança, né? A liderança precisa se
preocupar, igrejas menores e ter um bom
orçamento, ter um controle de orçamento
para que redunde numa transparência,
possibilite maiores investimentos na
igreja, por exemplo. A gente passou por
reformas aqui.
>> Tudo isso vem de um histórico de que a
igreja de Santo Amaro se preocupa, os
nossos tesoureiros, conselhos,
conselheiros e presbíteros têm essa
visão. Aí fica mais fácil, né? Fica
muito mais fácil.
>> Muito bom. E e eu achei importante a
gente trazer essa pauta aqui, porque
realmente às vezes as pessoas acham que
bom, Deus vai sustentar e tudo mais,
>> mas a apesar de ser uma verdade, é Deus
que nos sustenta, com certeza.
>> Mas se os recursos não são bem
administrados, a igreja padece, né?
Obviamente os membros observam isso. E
isso também pode enfraquecer o corpo de
Cristo, né? Se você observa que, poxa, a
igreja não tá administrando bem os seus
recursos,
seria um mau testemunho também, né? E e
às vezes as pessoas não sabem que isso
também faz parte do trabalho, não só
pastoral, mas de todo o conselho. Então,
acho que foi muito bacana a gente
comentar e e eu vejo o quanto a a tua
experiência adquirida nesse período
pré-chamado pro pastor eh contribui hoje
para
>> para você ter uma uma peça muito
importante para para aí precisar
administrar bem os recursos, né?
>> É. E e o que eu digo, Á, é assim, não é
receita de bolo, né? Parece que a gente
tá falando aqui como se, ah, nós
fizéssemos tudo da melhor forma, do
jeito possível. Ah, eu preciso sondar o
meu coração e e controlar a gestão
financeira da minha casa para não tomar
cuidado de não ser aquele pastor que
cuida do rebanho e não cuida dentro da
própria casa. Essa é uma luta constante
de cada um de nós.
>> Sim.
>> Mas de novo, se nós não acreditarmos que
Deus nos deu todas as coisas para todas
as áreas da nossa vida, a gente não
consegue experimentar, que eu digo, né?
Experimentar daquilo que Deus nos deu
como como crentes, né? Então não é
receita de bolo, né? que fique claro
aqui do que a gente tem falado, seja
criação [limpando a garganta] de filhos,
namoro, ah, chamado, não é uma coisa
fácil, mas é uma coisa possível, porque
faz parte da vida cristã isso, né? É o
que é. É, é isso.
>> É. E e quando você estava comentando do
teu chamado e da tua conversa ali com a
Jude quando começar e tudo mais, né? Uma
fala só me chamou muito atenção, que foi
quando você foi se aconselhar,
>> né?
E a gente e às vezes eu percebo, né, que
que a geração atual é uma geração que
atua muito com, por exemplo, tecnologia,
tem as informações de uma forma mais
acessível do que a gente tinha
antigamente e às vezes esquecem deste
princípio de deixa me aconselhar com
alguém que tenha mais experiência, né?
Eh, isso foi essencial no teu no teu
processo aí, né? Isso me chamou muito
atenção e eu percebo que é algo que
infelizmente vem se perdendo. Às vezes a
gente tem noção, principalmente quando a
gente é mais jovem, que a gente já sabe
de tudo, que a gente sabe o melhor
caminho, que não precisa ouvir ninguém e
e na verdade a gente precisa, né? E a
gente tem uma uma pergunta que vai ao
encontro disso,
>> né? Deixa eu até abri-la aqui para poder
ler, que é o seguinte: de que maneira o
jovem pode aprender com os mais velhos e
vice-versa também, porque é possível que
os mais velhos também aprendam com os
mais jovens, né?
>> E como integrar o relacionamento entre
os irmãos de diversas faixas etárias na
igreja. Perfeito. Ah, é interessante
quando os fala que os jovens acham que
sabe de tudo, os mais velhos têm
vergonha de admitir que não sabem.
>> É verdade.
>> Ah, então o jovem não procura
aconselhamento porque ele acha que sabe
de tudo e o mais velho não procura
porque ele tem vergonha de falar que não
sabe. E aí você não tem ninguém conversa
se aconselhando, né? Conversa.
>> Então eu acho assim a é aquela tríade
que é que é muito importante pra vida
cristã. Você sempre tem que tá
caminhando com alguém que tá com uma
menor maturidade ou começando,
alguém que está na no seu patamar ali no
sentido do seu nível de de conhecimento.
E o terceiro, alguém que está à sua
frente, né? Então essa tríade, né?
procurar, poxa, eu quero ajudar alguém
que que esteja mais novo na fé, eu
preciso ter pessoas que estão na mesma
etapa que eu e eu preciso olhar para
alguém que que está à frente. Então,
esse é o desafio. A pergunta fala, né,
qual a dificuldade? Então, a primeira
dificuldade é reconhecer pessoas que são
mais maduras, né? Você precisa procurar,
você precisa olhar. Eu aconselho alguns
casais jovens quando casam a fazer isso,
a procurar pessoas mais velhas, a
quebrar essa barreira. E de novo, não é
receita de bolo, tá? Mas e é é o que
Deus nos deu, né? Deus fala: "Ó,
mulheres mais sábias, instruam as
mulheres mais novas a como serem boas
esposas. Homens, respeitem os mais
velhos, né? exortem com
responsabilidade, com respeito. Então,
precisa quebrar essa barreira. Então, eu
sou um jovem, eu preciso quebrar essa
barreira de olhar, identificar e chegar
paraa pessoa e falar: "Posso conversar
com você? Eu vejo em você uma pessoa
sábia. Você poderia me ajudar? Você
poderia caminhar comigo?"
e os mais velhos ou mais sábios é abrir
o coração e entender que em algum
momento você passou por aquelas
dificuldades, né?
>> Mas o nossa geração ou ou o mal do
coração é ser individualista. De novo,
como é que a gente experimenta isso?
Quando a gente quebra o coração, quando
a gente dá um passo mais profundo,
quando eu abaixo o meu orgulho, quando
eu procuro uma pessoa mais sábia do que
eu, e aquilo, eu tenho que procurar
estar aberto.
>> Sim.
>> Porque normalmente você procura,
acontece, a pessoa procura e quando ela
ouve algo que ela não gosta, ela vai
procurar alguém que fale aquilo que ela
que ela gosta, né? Então é esse processo
de ser humilde. E os mais velhos é o
processo de querer realmente ajudar, né?
aprender a a os tempos são outros
também. Eu entendo que dificuldades que
os mais velhos passaram já não são tão
dificuldades, né, dos mais novos. E
entender isso, né, aonde eu posso
aprender a jovem não sabe de nada. Não,
não, não é assim. Pelo contrário, né, a
palavra de Deus diz de novo, o Salmo
119, a tua palavra me fez mais sábio do
que os sábios, né? mais sábio do que os
idosos ou mais sábio daqueles que
deveriam ser sábio, né? Então,
caminhando na palavra. E um problema que
eu vejo é que muitas vezes os jovens de
hoje eles não buscam aconselhamento. O
que eles buscam é algo parecido com
terapia pastoral.
E aqui encurtando o que eu quero dizer
que eles buscam pessoas para que eles
sejam ouvidos.
>> Uhum. Só não é assim. O aconselhamento
não funciona assim. O aconselhamento é
quando você vai falar para receber algo,
né? Para receber algo ah que vai fazer
bem para você, não que você quer ouvir,
né? Normalmente quando eu converso com
pessoas, eu deixo bem claro, falo:
"Olha, isso aqui não é terapia". Então,
a gente não não vou ficar te ouvindo,
ouvindo, ouvindo aqui a de eterno. Ah,
porque aconselhamento ele é bíblico. Eu
eh sou dessa área e assim a Bíblia deixa
claro qual é o problema, qual é a
solução e o meio. E aí você caminha com
isso. Nós caminhamos juntos, mas à
medida que você deu os seus passos, né?
>> Eh, tem um pastor, esqueci o nome dele
agora, mais antigo, não foi João MC,
acho que foi, que ele falava assim, né?
são os problemas dele aconselho, né? Não
é o meu pecado, é o pecado dele. Alguém
perguntou para ele: "Como é que você vai
paraa casa e consegue dormir tranquilo,
né?" Ele fala: "Primeiro, porque é uma
luta dele com Deus. Claro que eu me
compadeço, claro que eu fico preocupado,
mas no final do dia e eu tenho as minhas
batalhas espirituais com Deus, ah, os
meus pecados a serem tratados, mas é o
dele. Então, normalmente as pessoas não
buscam aconselhamento, elas buscam algo
parecido com um um ouve o que eu tenho
para falar e só quero falar, não quero
ser. Então, acho que esse é um problema.
E como integrar isso?
é humilhar o coração de novo, é fazer
parte da igreja. A pergunta é: como
pessoas de idades diferentes podem se
relacionar quebrando as barreiras.
Quebrando as barreiras. Programação das
senhoras vai,
senhoras, programação dos jovens vão,
né? Vão. Ah, visitem, né? a os mais
jovens façam programação para visitar os
idosos, os mais velhos, eles amam isso,
eles têm um tempo ah de solidão muito
grande, né? Nada contra fazer
programação evangelística para lar de
idosos, nada. Isso é muito bom. Mas, né?
Quantas vezes você já almoçou na casa de
um de um idoso na da igreja ou quanta
quantas vezes você perguntou se não
podia fazer uma visita? De novo, eh, a
cultura de cuidado da igreja, ela vai
partir de cada um de nós, quebrando
essas barreiras de, e aí eu volto para
aquela pergunta do frequentar, né? Você
não vai frequentar uma igreja, você faz
parte de uma igreja, você faz parte. E
aí você vai visitar sua mãe, você vai
visitar seu tio, você vai visitar a
igreja é a mesma coisa, né? Você vai não
só visitar, mas se preocupar os idosos
procurando também, abrindo a a guarda,
né? Normalmente, normalmente as pessoas
mais idosas têm mais facilidade para
isso, mas esse é o caminho, eu acho.
>> Legal. Excelentes conselhos e dicas,
pastor. Muito bom.
>> A gente tem mais duas perguntas aqui.
>> Vamos lá.
>> E aí a gente também já vai encaminhando
a nossa nossa conversa pro final. E as
duas perguntas são mais aqui de cunho da
parte que a gente tava conversando de
administração da igreja, né?
Eh,
como a boa administração contribui para
saúde, para uma boa saúde espiritual da
igreja,
OK? Ah, no sentido de que uma coisa leva
a outra, né? A boa administração da, né?
A gente precisa definir o que é boa
administração, né? Boa administração não
é ter lucro. Boa administração não é
produzir reforma na igreja. Boa
administração não é fazer o rendimento
maior do que o CDI. Ah, boa
administração é ser fiel nos princípios
em que ela vai ser utilizada.
>> Uhum.
>> Então, por exemplo, a cuidado dos
irmãos, né? A junta diaconal é é um
canal para nós vermos nós estamos sendo
bons mordomos dos recursos.
Ah, eu aprendi na pele quando eu
precisei um presbítero me chamou atenção
para isso e me ensinou de que quando eu
tava passando por uma uma situação
difícil, eu quebrei o tornozeiro, precis
fazer uma cirurgia, fiquei três, quase
três meses de cama
>> e os meus rendimentos caíram porque,
enfim, tive que entrar na caixa e eu não
pedia ajuda. E aí um dia eu tava bem bem
triste na igreja, esse presbítero chegou
e falou: "Você tá precisando de
dinheiro". E aí eu não sei o que
aconteceu que de imediato eu falei:
"Sim, já tava tão desesperado que eu nem
ouvi a pergunta dele". E eu falei: "Sim,
né? Contei para ele, ele me deu a esse
recurso e ele me falou uma coisa assim:
"Não prive a igreja de fazer aquilo pelo
qual ela foi constituída".
E até hoje eu digo isso para todas as
pessoas que eu posso. Olha, se você
estiver passando dificuldade, não prive
a sua igreja de exercer aquilo pelo qual
ela foi constituída, que é o quê? Cuidar
do corpo,
>> né? Não só espiritualmente, mas nas
necessidades também. Então, a boa
administração, a saúde espiritual, é
quando a boa administração resulta
naquilo que a igreja fez. Então, não é
telão, não é som novo. Se puder, ótimo.
Mas o core ou o princípio da boa
administração é prover sustento pra casa
do Senhor, no sentido de cuidar das
viúvas, dos órfãos, dos necessitados.
Para quê? Eu faço parte, né? Você não
ajuda sua mãe, seu pai quando precisa. A
gente não pode dicotomizar. Igreja é
família, é corpo. Então, a boa
administração resulta em saúde
espiritual ou desenvolvimento espiritual
quando caminham juntas, né? Uma coisa
leva a outra.
>> Muito bom. E você acabou respondendo um
pouco da próxima pergunta, porque a
próxima pergunta era: "Como tomar
decisões administrativas difíceis
>> sem perder a sensibilidade, né? Porque
eh aí tem um complemento da pergunta, as
pessoas vem isso como algo menos
espiritual.
Como é que a gente pode enxergar isso? A
luz do evangelho é o famoso, já entrou
um pouco nisso, né? É famoso, né? A
amigos, amigos, negócios partes, né?
>> Então, irmãos, irmãos, negócios apartes.
Ah, eu creio que a perspectiva reformada
da pela escritura nos dá isso, né? Que
tudo pertence a Deus.
>> Sim.
>> Ah, muitos pais da igreja escreveram
sobre sua frugalidade de você ser usar
aquilo que Deus te deu pros outros, né?
Ah, nós não eh demonizamos você poupar
dinheiro, né? você ter um fundo de
reserva, você ter os seus investimentos,
mas se dentro do teu budget ou dentro do
teu orçamento não há uma deliberalidade
sua, uma disposição sua para utilizar os
seus recursos, para ajudar o próximo,
algo tá tá errado. A gente costuma dizer
aqui na IPSA sobre a fidelidade no
dízimo e a generosidade na oferta.
Porque se você for pro padrão bíblico do
Novo Testamento ou a continuidade sobre
dízimos, na verdade a gente tá falando
mais do que os 10%. Eu não vou entrar no
no mérito aqui. O pessoal que tá
acompanhando a gente tem vários e links
de aula, de pregação sobre isso na na
nossa igreja sobre dízimo, mas a verdade
é essa, vai além disso. Então não é de
cotomizar. Ah, eu tenho aqui, eu tenho
aqui ou eu dou meu, isso é a pior coisa
que um pastor ouve é: "Ah, eu já dou o
meu dízimo, faço a minha parte". Ou
seja, você tá sendo um legalista, você
tá você tá por obrigação, porque
>> você acha que isso faz parte do do
checklist da sua salvação ou da sua
relação com Deus, né? Então, se você não
tem a disponibilidade, ah, pastor, mas
eu ganho pouco. Não importa o quanto
você ganha, o seu coração tem que estar
disposto a auxiliar, porque se tiver,
não vai ser nem com financeiro. Às vezes
você tem um um talento, às vezes você ah
é pintor ou ou você é médico ou você é
nutricionista, fisioterapeuta.
Ah, e a gente volta para aquilo, né? Eu
faço parte de uma igreja.
>> Sim. Eu faço parte de um corpo. Então,
se eu tô construindo uma carreira e eu
não paro e penso no que eu posso ajudar
a os membros do meu corpo, é porque eu
não estou sendo bom mordomo, não só da
conta bancária, mas aquilo que Deus me
deu, né? É verdade, é verdade, pastor.
Muito bem pontuado isso, porque às vezes
as pessoas acham que você eh às vezes
não tem realmente um recurso sobrando,
mas que você não pode servir a um irmão
ou ofertar na vida de um irmão com o
talento que Deus te deu. E às vezes é
uma oportunidade, né? E a gente já teve
e tem pessoas aqui na igreja que são
profissionais às vezes da saúde,
administração, que oferecem, ofertam na
vida de outros irmãos às vezes sem
cobrar ou cobrando um valor
>> Uhum.
>> simbólico, né? Isso é uma forma também
de
>> de abençoar a vida de um irmão muito bem
pontuado.
>> É, eu creio que nós ah se não precisamos
resgatar, precisamos lembrar, né,
daquilo que é o cuidado do corpo, né? Eu
amo muito essa essa analogia, né, do
corpo e da cultura de cuidado na igreja,
né? Eu acho que uma igreja que se
preocupar com isso em cuidar da igreja,
porque ela é, eu faço parte dela, ela
vai experimentar de coisas maravilhosas
da parte de Deus. A gente tem alguns
exemplos, né? Vamos falar da nossa casa,
falar bem, né?
>> Ah, poxa, a gente tem um um projeto aqui
para ajudar mães e gestantes ou que
acabaram de ter os seus filhos, né, que
é o gerando amor, né? Isso foi
fantástico. Eu experimentei disso, né?
Fizeram fizeram 60 marmitas para para
minha esposa e para gente lá em casa.
Foi maravilhoso. Assim, é um refrigério.
Você sente aquele carinho, né, da das
pessoas perguntando se você gostou da
comida. Ah, isso é vida igreja, cara.
Não importa o tamanho, não importa a
condição financeira. Se a igreja absorve
essa cultura de eu vou cuidar da igreja
que eu faço parte, ela experimenta
dessas coisas. É maravilhoso.
>> E e o mais legal é que é uma via de mão
dupla. Um dia você está ajudando, mas no
outro dia você recebe ajuda.
>> Então e você normalmente não faz isso
esperando, não, eu vou fazer porque lá
na frente posso precisar. Normalmente
você faz porque você, né, por amor
aquele irmão, a igreja e quando você
recebe aquilo, você também recebe e essa
sensão que você descreveu de cuidado, de
daquela sensibilidade de se importar.
Isso é cristianismo na prática.
Conversão.
>> Exatamente. É. E é e aí eu digo pra
nossa igreja, né, que a enquanto ela
tiver buscando isso e e se empenhar
nesse cuidado, na busca por se dedicar a
a gente experimenta. A gente experimenta
de coisas que fazem parte da vida de uma
igreja, né? Então você não frequenta,
você faz parte de uma de uma igreja,
você faz parte do corpo e desfruta de
tudo isso. É verdade. E pastor, pra
gente finalizar aqui esse esse momento,
essa conversa muito muito agradável,
muito legal, uma mensagem tua para quem
nos assiste, para quem vai ver depois,
algo que você queira deixar aí dessa
desse nosso podcast de hoje.
>> OK. Eu queria falar para aqueles que no
estão nos acompanhando que creia. Creia
no poder do evangelho, creia naquilo que
Deus diz que fará na vida daqueles que
creem em Cristo Jesus. E aqueles que já
experimentam disso, saibam que tudo que
a gente precisa, tudo que a gente
precisa para viver uma vida em comunhão
com Deus nos foi dada. que tanto eu
quanto vocês nós possamos ah desejar
isso, desejar isso e pensar como eu
posso usar isso na minha segunda-feira
de manhã, na em qualquer área da minha
vida. Porque tudo nos foi dado em Cristo
Jesus para experimentarmos hoje enquanto
aguardamos a volta dele. Isso não é
texto pronto de evangelho, isso é o que
é o evangelho? A gente não pode, não
podemos nos envergonhar disso.
>> Verdade.
Muito bem, a gente vai chegando ao fim
de mais um episódio do nosso podcast. Eu
queria agradecer muito a participação de
vocês que enviaram perguntas, ficaram
com a gente todo esse tempo. Queria
agradecer nossa equipe aqui, Isa, Pedro,
Thagão, sempre colaborando muito. Muito
obrigado. E por fim, não menos
importante, pastor. Muito obrigado mais
uma vez por ter o convite. Imagina, foi
um prazer dividir a mesa contigo hoje.
>> Eu amo isso. Obrigado. Crescer em
comunhão e
>> crescimento do conhecimento de Deus com
a igreja. Eh, muito obrigado.
>> Muito bom, pessoal. Até a próxima.
Fiquem com Deus.
[música]

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