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PREGAÇÃO EXPOSITIVA: CONSIDERAÇÕES E CONSELHOS DE AUGUSTUS NICODEMUS

PREGAÇÃO EXPOSITIVA: CONSIDERAÇÕES E CONSELHOS DE AUGUSTUS NICODEMUS

PREGAÇÃO EXPOSITIVA: CONSIDERAÇÕES E CONSELHOS DE AUGUSTUS NICODEMUS

Trecho do Workshop sobre pregação expositiva de Augustus Nicodemus na Conferência Fiel Pastores 2021. Para assistir este workshop na íntegra, bem como a toda a conferência e a centenas de conteúdos exclusivos do Ministério Fiel, faça sua assinatura em nossa plataforma Fiel Digital — Acesse http://FielDigital.com.br e faça já sua assinatura!

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Legendas automáticas:

Primeira coisa que eu queria dizer para
vocês é que, no meu entendimento, a
pregação expositiva não é um método.
Não é um método, mas ele é muito mais
uma abordagem à escritura.
O pregador expositivo, ele se vê com a
tarefa de entender o texto que está
diante dele e trazer a verdade do texto
para a sua audiência, para as pessoas
que estão colocadas sob sua
responsabilidade. E não existe uma única
maneira só de fazer isso. Então você vai
encontrar pessoas que são chamadas de
pregadores expositivos e você vai ouvir
sermões desses pregadores expositivos e
você vai tentar encontrar alguma
similaridade no método e você vai
descobrir que é que não não tem.
E então por que que eles são chamados de
pregadores expositivos? Porque eles
entendem que a função deles como
pregador é trazer a verdade do texto,
expor o texto, trazer o significado do
texto para a sua audiência, tendo
verificado primeiro o que é que aquele
texto significou, a quem foi destinado
primeiramente. E como eu disse, há
diversas maneiras de você fazer isso.
A segunda coisa que eu gostaria de dizer
é que
eu, se eu fosse escrever um livro, mais
um livro, eu teria muita dificuldade em
escrever um livro sobre pregação, porque
eu mesmo não não, se você me perguntar
qual é o seu método, eu não tenho um
método, tipo assim, ah, uma sequência de
coisas que eu faça toda vez que eu vou
pregar num determinado texto e que se
torna uma espécie de rotina ou uma
espécie de um manual ou alguma coisa que
eu posso transferir para outra pessoa.
Eu creio que boa parte de pregação tem a
ver com dons, talentos, criatividade,
uma propensão natural, coisas que não
podem ser transmitidas através de um
sistema, de um manual, de um livro. A
pregador é alguma coisa que a pessoa ou
é ou não é. é um é uma, é faz parte
daquilo que Deus nos dá como eh
um daqueles dons que ele concede à sua
igreja paraa edificação do seu povo. E
uma vez que você une isso ao fato de que
todos nós somos diferentes, temos
diferentes temperamentos e olhares
diferentes, então não existe um único
pregador que seja exatamente igual ao
outro. Por isso que eu tenho dificuldade
em falar a respeito de uma metodologia.
O que eu vou fazer hoje é dizer o que
que eu faço,
o que como é que eu costumo fazer e como
é que eu vejo o que eu faço. E aí, se
Deus for servido, o irmão pode tirar
lições preciosas para ser o pregador
expositivo que Deus lhe chamou para ser
ao seu próprio estilo, a maneira como eh
você deve deve ser. Quando eu era novo
convertido,
eu queria muito imitar o
Charles Finney. Sim, por incrível que
pareça, eu fui arminiano e pelagiano
durante os primeiros anos da minha
conversão. E Finey e Wesley, não é? Eu
li as obras de Wesley, o que eu podia
encontrar de Finey. Meu pastor era
bastante herminiano. E eu entrei numa
crise muito grande, porque eu não
conseguia ser como eles. Até que um
pastor
ah batista, que foi muito influente nos
primeiros dias, nos primeiros anos da
minha vida, ele me disse que Deus tinha
me chamado para viver a vida de Augustos
Nicodemos e não de Charles Fine. Isso me
trouxe um alívio muito grande. modelos
são importantes, eles são bons.
Terências é muito bom, mas você é único
como pregador. Você é distinto dos
demais. Você recebeu dons e talentos que
Deus lhe deu combinados com sua
personalidade.
Então, não caia no erro de você tentar
ser alguém ou imitar alguém. procure
aprender com o maior número possível de
pregadores, dispositivos, aqueles
princípios, eh, que não são muitos, eu
creio, que poderiam definir o que a
gente chama de pregação expositiva.
E a última consideração antes de começar
é que uma vez que esse assunto é muito
amplo, eu resolvi concentrá-lo naquilo
que eu gosto de fazer mais que pregar
nas epístolas canônicas.
Então, eu seria mais exatamente
exposição eh pregação expositiva nas
epístolas,
porque na hora que eu vou tratar dos
Evangelhos ou de do Antigo Testamento,
então minha abordagem já muda um pouco
também, então não teria tempo suficiente
para tratar de tudo. Então fica as
epístolas canônicas.
Então, fazendo a parte introdutória,
cremos que elas foram inspiradas por
Deus,
são infalíveis, inerrantes, são atuais,
extremamente relevantes, apesar da
distância que nos separa delas, são
claras o suficiente para a salvação. E a
mensagem central das cartas está
disponível a todos. Os autores das
cartas escreveram para serem entendidos
e não para encobrir a verdade, como por
exemplo, Origens ensinava quando
defendia o seu método alegórico, que
Deus na Bíblia esconde a verdade dos
ímpios e revela somente aos iluminados,
aos espirituais, que têm já alcançado um
determinado nível espiritual. Na
verdade, a Bíblia como escritura, como
livro, o seu significado, o que o texto
tá querendo dizer, é muito óbvio e claro
para qualquer pessoa que no uso natural
dos meios
seja capaz de de ler e entender o que é
que a Bíblia estão dizendo. Qual é a
dificuldade de João 3:16? Você pode
entregar para um ateu ler João 3:16 e
ele vai ler e vai dizer a você o que que
aquela passagem tá dizendo. Tá dizendo
que tem um Deus que ele não acredita,
mas a passagem tá dizendo que tem um
Deus. Esse Deus tem um filho. Esse ele
deu esse filho eh pela pelo mundo. E
quem acreditar nisso vai para a vida
eterna e quem não vai ser condenado. Não
precisa ser crente para entender o que é
que o texto está dizendo. A questão é a
compreensão salvadora. você ler aquilo e
dizer isso aqui é comigo, isso aqui é
para mim, isso aqui tem a ver comigo.
Mas de maneira geral, as cartas foram
escritas de uma forma que elas podem ser
entendidas
claramente por todos aqueles que têm
acesso a elas. Portanto, e aqui vem a já
uma um uma declaração que considero
importante, portanto, a descoberta do
sentido das cartas e das passagens, das
perícopes e o seu significado salvador
é a tarefa do pregador. Nessa tarefa,
ele não depende necessariamente da
erição das ciências auxiliares, como
arqueologia, história, filosofia,
manuscritologia. muito embora o
conhecimento dessas ciências possa
ajudar
a melhor entender o sentido de algumas
passagens e assim passar o sentido
adiante,
mas ah, uma vez que ele tá consciente de
que seu chamado é pregar a escritura,
ele deve a isso se dedicar com o
propósito de salvar aqueles que ouvem e
glorificar a Deus através da transmissão
da verdade. Ele pode se valer, como eu
disse, dessas ciências subsidiárias, mas
elas não são essenciais para a nossa
compreensão do sentido salvador da
escritura.

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