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A fé vem pelo ouvir

A Falsa Liberdade do Eu | Josemar Bessa

A Falsa Liberdade do Eu   | Josemar Bessa

A Falsa Liberdade do Eu | Josemar Bessa

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Legendas automáticas:

Não é? Ninguém falsifica coisas que não
tem valor. Então, como nós tratamos das
coisas mais importantes e maravilhosas
do mundo, então elas são as mais
falsificadas.
Então, a coisa mais preciosa do mundo é
o evangelho, é a cruz, é a obra de
Cristo.
Então, tende a ver muitas falsificações,
mas são as falsificações, mas terríveis
também, não é? Em Gálatas 5:13,
a gente cantou sobre a velha cruz do
Salvador. E no hino diz: "Só na cruz a
liberdade". Agora, como assim?
Ah, se você falar com o mundo sobre
liberdade e sobre o que tá na mente das
pessoas quando pensam em liberdade, você
não vai chegar a conclusão de que só na
cruz a liberdade.
Definições são fundamentais. Hoje quase
que a gente sempre conversa com alguém
que se diz cristão, quando ele começa a
falar na alma, você sabe que ele já está
escapou da Bíblia. Ele está falando de
alma, o mesmo que Freud fala sobre alma.
Mas Freud era, não acreditava em nada
imaterial.
Eles estão usando aquela palavra, o
humanismo secular, mas eles estão
falando sobre algo que é só físico, é só
biologia.
Agora, se um homem é sua biologia,
quando ele morre tudo acaba, não é? É
exatamente no que o humanismo secular
acredita. Os processos acabaram e então
acabou tudo. É óbvio que a Bíblia tá
falando sobre algo que é imaterial,
que não tem nada a ver com o corpo
físico, que Jesus pode dizer para um
homem que vai ser enterrado daqui a
pouco, hoje mesmo, estarás comigo no
parâ. O que o que que estaria com Jesus?
Os processos químicos
eh do corpo dele? Não, o corpo dele está
numa sepultura, o de Cristo e o do
ladrão. É óbvio que Jesus tá falando
sobre algo que não tem nenhuma relação
com o corpo, não é? E
definição é tudo. Você vê, não basta
usar a mesma palavra alma e parecer que
estamos falando da mesma coisa.
Todas as as afeições santas estão na
alma e não na nossa biologia.
Mas não é sobre isso nosso assunto, não
é? É sobre liberdade. Em Gálatas 5:13
diz assim: "Irmãos, vocês foram chamados
para liberdade,
mas não usem a liberdade para dar
ocasião à vontade da carne. Pelo
contrário, sirvam uns aos outros em amor
ou mediante o amor." O mundo chama de
liberdade aquilo que muitas vezes é uma
solidão com eh autonomia.
É a melhor definição. Fazer o que eu
quero, quando eu quero, como eu quero,
sem limite, sem obrigação, sem redição,
sem sacrifício. Essa é a promessa.
Quando o mundo está falando de
liberdade, a gente viu só na cruz a
liberdade. É isso. Essa definição
encaixa. Ah, é uma vida sem freio, sem
nenhum peso externo. Quanto menos você
tem isso, o mundo diz, você é livre, sem
autoridade, acima da sua vontade. A sua
vontade está ali, ela é faz o o você faz
o que quer. Se alguém eh
sem alguém dizendo não para você, sem
alguém eh limitando a sua vontade, sem
alguém pedindo que eu morra um pouco
para que o outro viva.
Parece liberdade, mas eu diria que é uma
prisão com espelhos.
Não é? É a essência do eu e do ego.
Agora,
o ego, o egocentrismo, o eu é liberdade.
O homem moderno imagina que ser livre,
que será livre quando nada puder
interromper o seu desejo, quando eu
puder fazer tudo que eu quero. É por
isso que o dinheiro é tão amado, não é?
Dá uma sensação de que eu vou ser livre,
porque eu vou poder fazer mais coisas
que eu quero. E como essa é a definição,
então o que será livre quando nada puder
interromper o seu desejo? Mas não só o
que o dinheiro compra. Nenhum
compromisso, nenhuma aliança, nenhuma
fidelidade que em algum momento esteja
contrária ao que eu quero. Nenhum amor e
vamos ser sincero, nenhum Deus. O
problema de Deus é que eh se ele fosse
só um grande ajudante poderoso, tudo
bem, mas quando ele quer reinar, cadê a
minha liberdade?
Ah, e o mundo chama isso tão de
autenticidade. Você é autêntico, você
faz o que você quer, você e quanto mais
você conseguir essa independência,
mas eh
isso é só alguém colocando o eu no
centro e chamando o trono que o eu quer
ocupar de vida.
Só na cruz a liberdade, o quê? Num homem
preso na cruz.
É uma liberdade sedutora. A definição do
mundo. Promete leveza, expansão, promete
existência sem culpa. Ah, não, não vou
sentir culpa de nada que eu faço. Sem
dever, sem renúncia. Promete que a alma
finalmente será inteira quando obedecer
a si mesma, que o seu eu será inteiro
quando você se achar. Você precisa se
achar. Quanto mais você se acha, quanto
mais inclinado você é para você mesmo,
mais livre você é. Mas essa promessa
desmorona diante do amor, por exemplo,
como Paulo logo coloca aqui. Porque amar
é renunciar, ou seja, essa ideia do do o
eu no centro e o amor são incompatíveis.
Essa ideia de liberdade é incompatível
com o amor. Paulo tá dizendo para eles,
não existe amor sem morte de alguma
vontade própria.
Quem ama entrega quê? tempo, atenção,
preferência, conforto,
controle, fantasia, eh, de viver como se
o outro não tivesse um peso real de que
tudo e todos se inclinam ao eu que está
no centro, não é? Eh, quem nunca
sacrifica desejos pelos outros, pelo
outro, não o ama.
ama a si mesmo e usa os outros, usa a
família, usa a igreja, usa os irmãos,
usa tudo.
E se de alguma maneira não puder usar,
diz que não está sendo amado, porque ele
acha que ser amado é fazer o que ele
faz, ser totalmente voltado para si
mesmo e todas as pessoas deviam ser
voltadas para ele. É tudo sobre ele
mesmo. O amor verdadeiro atravessa a
vontade própria. Ele limita o ego. Até
que um dia o verdadeiro amor, né? Ele
ele mina, quebra a autonomia absoluta,
arranca o coração da cé estreita do eu
quero, eu preciso
e chama a alma para fora de si. Diz ao
homem: "Você não foi feito para ser o
centro".
Então, a liberdade, só na cruz, a
liberdade, quando Paulo está falando de
liberdade, está falando de algo
completamente diferente. E é exatamente
aí que a falsa liberdade se revela. Se
liberdade significa nunca sacrificar meu
desejo, então o amor verdadeiro é
inimigo da liberdade. E ou você vai ser
ter liberdade ou amar. Você não vai
poder ter as duas coisas. E é por isso
que o casamento vira prisão, a amizade
vira ameaça, a família vira peso, a
igreja vira algo limitador. O serviço
vira perda. A fidelidade é uma opressão.
A coisa de eu ser fiel ao que eu falei
há anos atrás, tomou uma opressão. A
renúncia vira violência contra o eu. É
me amar.
Assim, o homem moderno quer relações
profundas sem sacrifício, porque ele tem
uma definição de liberdade, né? Quero
intimidade
pessoal, sexual, mas sem aliança.
[roncando]
Quer amor sem morte, quer comunidade sem
dever. A comunidade me deve tudo, eu não
devo nada.
Eu estou sempre falando em termos de que
o país me deve, a cidade me deve, a
igreja me deve, minha família me deve. E
o que que eu devo? Não devo.
Então, a pessoa quer família sem
rendição, igreja sem serviço, quer Deus
sem senhorio, enfim, quer liberdade sem
cruz. A questão é, existe, a gente
cantou que só na cruz é liberdade, mas a
definição do mundo, do coração natural
de liberdade é exatamente
excluir a cruz, mas isso não existe. Ah,
onde não há sacrifício, o amor apodrece.
Você pode continuar usando palavras
doces quando for interessante. Pode
continuar falando de afeto. Pode
continuar chamando desejo de amor. Mas
se o eu permanece intocável, o amor
nunca saiu do discurso e das palavras
realmente belas. Porque a dizer, você
importa o suficiente para que meu eu não
seja absoluto?
Essa é a primeira grande renúncia contra
a falsa liberdade.
Uma coisa que não é compatível com o
amor, Paulo está dizendo, não é
liberdade. E como podemos ser
compatíveis pro amor se queremos tantas
coisas das pessoas? Se quando falamos
até em amar alguém muito, estamos
exigindo muito e estamos insatisfeitos
quando aquela pessoa não supre tudo que
nós achamos que devia suprir, você vê,
nós nos tornamos incapazes de amar.
treina a alma para ver todo o limite
como violência,
todo limite como falta de amor, toda
obrigação é opressão.
Estou sendo oprimido por isso. Toda
renúncia é uma sensação de perda de
identidade, porque eu tô tendo que
renunciar a algo. Em vez de eu ser mais
eu, tô sendo menos eu. Todo chamado ao
serviço é uma invasão. Então, o homem se
torna livre para seguir todos os seus
desejos.
Mas ele é escravo da carne.
Jesus disse: "Digo-lhes a verdade, todo
aquele que vive pecando é escravo do
pecado. Portanto, se o filho vos
libertar, verdadeiramente sereis
livres". Você vê Jesus tá chamando de
escravidão. Exatamente o que o homem
chama de liberdade. É ser voltado para
si mesmo.
Escravo. Essa é a palavra que o mundo
não quer ouvir. A carne não parece eh
corrente
para o homem natural.
Parece a voz interior, parece o meu
coração falando comigo, parece
autenticidade, parece eu sendo eu mesmo.
Parece um impulso natural, parece
direito, parece liberdade pessoal.
Jesus tá chamando de escravidão. O que a
gente acha que é impulso natural, parece
direito, liberdade, mas depois começa a
mandar. Manda desejar, manda consumir,
manda ressentir
daqueles que não estão de acordo com a
nossa vontade. Manda comparar, manda
usar, manda fugir, manda quebrar a nossa
aliança ou a nossa a a as nossas
alianças por pelo que eu estou sentindo
agora. eh, manda preservar o próprio
centro a qualquer custo. Não importa
quanto vai custar para as pessoas, eu
preciso ser eu mesmo.
E o homem obedece, achando que está
escolhendo. Essa é a escravidão mais
profunda, aquela que está tão no centro
do ser que ele acha que aquilo
simplesmente é ser ele mesmo.
Paulo fala de outra liberdade,
não menor, maior, mas limpa, humana,
porque essa outra coisa que diz assim,
eu sou apenas um ser humano, isso é uma
falácia, não é? Porque fica parecendo
que a essência do ser humano é ser
encurvatos de si. Isso é a essência do
pecado, a essência do ser humano. O ser
humano eh verdadeiro é Cristo no mundo.
Então ele diz: "Irmãos, vocês foram
chamados para liberdade, mas não usa a
liberdade para dar ocasião à vontade da
carne. A vontade da carne não é a
liberdade, pelo contrário.
Então, chamados para a liberdade, mas
não usar a liberdade como desculpa para,
na verdade, ser guiado pela carne. A
liberdade cristã não é uma autonomia
eh eh da carne para se expressar, para
viver, para seguir impulso. Não é um
direito de fazer qualquer coisa como é
no mundo. Não é a ausência de um senhor,
a liberdade não é isso. Não é eu
finalmente solto para obedecer os meus
apetites, meus desejos,
impulsos. Não é uma graça que apenas
retira a minha culpa, a culpa dos meus
atos, para que eu possa então dar vazão
aos meus atos sem culpa. A liberdade
cristã é a libertação do eu para eu
amar.
Amar Deus
é ser liberto da necessidade de estar
sempre no centro.
Essa é a grande escravidão do homem. Um
dia ele vai estar tão voltado para si
mesmo que isso vai ser o inferno dele
para sempre.
É deixar de usar pessoas como
instrumentos de validação. É deixar de
transformar relacionamentos em eh
espelhos. É deixar de servir apenas
quando o serviço alimenta a minha
imagem, meu ego, meu senso de
importância.
Sirvam. Paulo disse uns aos outros
mediante o amor. Que frase estranha para
o mundo. Porque servir não é implica
para o mundo menos liberdade.
Não podemos servir de verdade sem sem
esse amor. Liberdade que serve. O mundo
diz: "Se você serve, perdeu a liberdade.
Se você é servo, não tem liberdade." O
evangelho diz: "Se você não consegue
servir, você ainda está preso.
Não é livre. preso ao orgulho, preso ao
medo, preso ao desejo de ser visto pelas
pessoas, preso à necessidade de
controlar o ambiente, as coisas, como as
coisas vão ser, preso à exigência de que
tudo gire ao seu redor e que sua
avaliação seja isso. Só quem foi liberto
por Cristo pode servir sem ser
destruído.
Porque é incompatível servir
enquanto o homem está voltado para si
mesmo.
Tudo vai ser perda para ele. Vai ser
computado como perda.
Por quê? Porque o o homem em Cristo não
precisa mais usar o serviço para comprar
o seu valor. Ele pode servir sem esperar
que o valor dele venha das pessoas. da
igreja, do mundo, porque ele não precisa
dessas coisas mais
eh para
ter um senso de valor. Então, ele é
livre,
já recebeu valor em Cristo, já não
precisa usar o outro para completar, ele
não tá buscando nenhum relacionamento a
completude.
Eu preciso me completar, essa pessoa me
completa. Aquele lá não me completa.
Ele foi unido a Cristo. Não precisa
fazer da própria vontade o centro do
universo. Cristo se tornou o Senhor.
Então, liberdade bíblica não é ausência
de Senhor,
é pertencer ao Senhor certo.
Quando nós não pertencemos ao Senhor
certo, pertencemos a senhores errados. E
isso é escravidão.
Ninguém vive sem Senhor. Quem diz: "Sou
dono de mim apenas não percebeu quantos
senhores governam ele dia após dia.
Desejos governam. Medos governam,
ansiedade governa,
prazer governa
raiva e ressentimento governam
dinheiro, governa carreira, governa
sexo, governa controle, governa o eu
governa como tirano cansado, insaciável.
Mas Cristo liberta. Não para que o homem
fique sem direção, Paulo está dizendo,
né? Mas para que ele pertença a Deus.
Paulo diz que fomos libertados do pecado
e nos tornamos escravos da justiça. Isso
é liberdade, porque fomos feitos para
sermos escravos da justiça, não do nosso
eu. Isso parece paradoxico, mas é a
vida. O pecado promete prazer e paga com
morte. Cristo chama a cruz e dá a vida.
A cruz parece só morte. Por isso que só
na cruz a liberdade não se encaixa com
as definições do mundo. A cruz está no
centro da liberdade verdadeira. O que
que nós queremos ver na cruz Cristo não
exerceu liberdade como autopreservação.
Liberdade para quebrar a aliança que ele
tinha feito com o Pai em nome dos
eleitos. Não, não. Ele podia sentir uma
agonia, suar sangue, mas ele ir em
frente porque ele é livre.
Mas com amor sacrificial não usou poder
para fugir da dor. Ele usou todo amor
para entrar na dor.
Ele foi preso para nos libertar, foi
condenado
para nos absolver, foi ferido para nos
curar. Foi feito servo para que escravos
fossem feito filhos.
Um cristão não tem nada a aprender sobre
liberdade
com ele mesmo e nem com o humanismo
secular e nem com ninguém.
Quando a cruz define liberdade, tudo
muda. Liberdade não é nunca se curvar.
Liberdade é curvar-se diante de Deus.
O filho se curvou diante do pai e por
isso
não se curva diante de mais nada.
É a liberdade de nos curvarmos diante de
Deus. Então, não nos curvamos diante da
carne, de nenhuma exigência, de nenhum
desejo.
Liberdade é ter desejos redimidos,
porque não ficamos simplesmente eh eh
livres de desejos. Nossos desejos
começam a ser mudados. Liberdade é
entregar-se em amor sem perder a alma.
Essa liberdade não é natural, não é um
processo químico, não, não, não, não,
não.
Ela nasce da cruz, não tem nada a ver
com a química de alguma coisa.
Só na cruz a liberdade.
Só a cruz é liberdade. Por quê? Porque
ela mata o velho homem. Já estou
crucificado com Cristo.
Por isso que só nela liberdade. Só nela
você é livre do seu próprio eu. É isso.
Só a cruz expõe a mentira de que você
tem alguma autonomia. Você é governado
por desejos, raiva, ressentimento,
prazeres, ansiedades
e de
chama isso de liberdade. Só a cruz nos
dá um Senhor que não nos explora.
mas nos compra para nos libertar. Então
Pedro diz: "Vivam como pessoas livres,
mas não usem a liberdade como desculpa
para fazer o mal. Vivam como servos de
Deus. Pessoas livres, servos de Deus. As
duas coisas. Vivam como pessoas livres.
Vivam como servos de Deus. Parece que as
duas coisas não podiam estar juntas e
não podiam mesmo livres. Por quê?
servos de Deus, livres porque pertencem
a Cristo, livres porque a carne perdeu o
direito de ser chamada a sua identidade,
de ser chamada a quem você é. Se você é
o que você era na carne, você está
perdido. Você é escravo da corrupção.
Você não é livre.
Então, a pergunta não é apenas você é
livre para escolher, é mais profunda.
Você é livre para amar?
Livre para servir sem precisar ser
notado. Livre para permanecer quando a
carne quer fugir.
Livre para sacrificar sem transformar o
sacrifício numa moeda em que você tenta
comprar algo de Deus. Livre para dizer
não ao desejo que promete vida, mas
entrega a morte porque você já achou a
vida e não está buscando nas coisas uma
vida. livre para obedecer a Cristo
quando sua vontade, quando a carne
gritaria ao contrário, livre para deixar
de ser o centro. É sobre essa liberdade.
Essa é a liberdade que só na cruz a
liberdade. O mundo pode produzir uma
espécie falsificada de autonomia, não é?
Um discurso sobre quanto mais eu sou
escravo de um desejo, mais autêntico eu
sou.
Mas não pode produzir um amor
crucificado. Só Cristo faz isso. A carne
chama de liberdade não se curvar a
ninguém, principalmente a Deus.
A liberdade vira o oposto do amor, como
nós vimos. A cruz chama de liberdade,
ser liberto de si para amar a Deus. E
porque não precisa de mais nada para ter
tudo que a alma quer, é livre.
é livre para servir e para fazer e para
eh viver no mundo sem tentar achar nele
identidade, senso de valor, de
autoestima e etc. Então, qual é o nosso
verso? Tá em Gálatas 5:11. Irmãos, se
ainda estou pregando a circuncisão,
porque continuo sendo perseguido? Nesse
caso, o escândalo da cruz foi removido.
Portanto, só na cruz é liberdade. Paulo
tá falando sobre isso aqui. E a cruz não
é apenas um símbolo bonito, não é um
ador, não é religioso, não é uma frase
daquele hino lindo que cantamos, não é
uma metáfora de inspiração, não é uma
joia, não sabe, não é uma decoração na
igreja. A cruz ofende,
ofende tudo que a carne chama de
liberdade,
tudo que ela chama de bom. E se ainda
não ofendeu,
se as pessoas estão na igreja hoje,
no mundo cristão, e não estão ofendidas
com a cruz, não foram ofendidas, elas
nunca entenderam, elas nunca conheceram
a velha cruz do Salvador.
Paulo fala de escândalo da cruz. Vocês
tiraram o escândalo da cruz. Ah, ele
disse que a cruz é uma pedra de tropeço
porque ela é um golpe contra a carne. Ou
você vai ser feito novo, ou a carne vai
tropeçar na cruz. Não vai eh jamais ver
que a liberdade flui da cruz. Ela é uma
ferida aberta no qualquer orgulho
religioso, qualquer justiça própria,
qualquer senso de de merecimento. É uma
sentença contra todos os projetos pelos
quais o homem tenta salvar a si mesmo,
criar uma identidade, um senso de valor.
E os falsos mestres não queriam
necessariamente remover a cruz dos
Gálatas. Eles de fato não removeram. Ela
só não era mais a velha cruz do
Salvador. Queriam remover exatamente o
escândalo, a ofensa.
Queriam Jesus, mas que ele fosse
administrável pelo eu. Queriam a cruz,
mas que ela fosse decorativa. Queriam um
cristianismo sem humilhação profunda do
ego do Cristo crucificado.
Queria uma cruz que deixasse algum
espaço para o mérito, para o eu se
sentir merecedor de algo.
Uma cruz que dissesse: "Deus ajuda
você".
Mas uma cruz
que não dissesse você estava morto,
culpado, perdido, incapaz,
nada menos que a morte do próprio Deus
poderia cobrir sua maldade
imensa.
Isso é ofensa. A cruz não apenas
consola.
Antes de consolar, ela desmascara. Se a
cruz nunca desmascarou isso, nunca me
desmascarou, ela nunca me consolou. O
consolo é falso, porque o consolo que as
pessoas estão tirando da cruz na na
igreja e de é que elas são importantes,
de que elas, enfim, é a mesma coisa que
ela tenta tirar de todas as coisas eh a
edificação do próprio eu. Antes de
levantar o pecador, a cruz derruba a
ilusão. Antes de curar, ela diagnostica.
E o diagnóstico dela é exatamente o
oposto do humanismo secular. Antes de
dizer a perdão, diz: "Seu pecado exige
uma expiação infinita". Paulo disse que
a mensagem da cruz é loucura para os que
perecem, mas para os que estão sendo
salvos é o poder de Deus. Não é para
todos. Você vê,
disse que os judeus pedem sinais e os
gregos procuram sabedoria, mas nós
pregamos Cristo crucificado, porque são
na cruz a liberdade, como vimos,
totalmente eh diferente daquilo que o
mundo e a própria carne de cada um diz
ser liberdade. Cristo crucificado, não
apenas Cristo mestre, Cristo exemplo,
Cristo profeta, reformador moral, Cristo
crucificado. É isso que ofende todo
mundo.
Primeiro, ofende aqueles que querem
sabedoria. Há pessoas que olham para o
mundo e dizem: "O problema é falta de
conhecimento,
falta educação, falta filosofia, falta
técnica, falta um sistema melhor, falta
iluminação intelectual, falta política
mais refinada, falta teoria social mais
competente,
falta método mais avançado. Ah, o que
que os casamentos precisam? Eles
precisam de mais reuniões de casados
para ensinar como o marido ser
romântico, como o marido entender o
mundo da mulher e a mulher entender o
mundo do marido e cada um fazer alguma
coisa para melhorar as coisas. Técnica.
E para elas o mal humano é basicamente
ignorância.
Por que que o casamento está dando
errado? C de ignor ignorante, não sabe
as coisas que tem que saber. Por que que
o mundo é mau? Porque é ignorante. Por
que que a a eh a sociedade por causa de
ignorância, quanto mais ela souber,
melhor ela vai ficar. Se o homem
soubesse, mais viveria melhor. Se o
homem fosse mais instruído, seria mais
justo.
Esse coração não se incomoda tanto com
Jesus. Quem acredita nisso? Jesus como
professor não é um escândalo. É, a gente
precisa mesmo de de aprender. É esse que
é o nosso erro. O nosso problema é
ignorância. Jesus professor é ótimo.
Jesus como mestre moral ainda cabe no
salão da sabedoria humana.
Mas Jesus crucificado não cabe. Não
cabe. Porque Jesus crucificado diz que o
problema é mais profundo do que a
ignorância.
Os gregos buscam sabedoria. Jesus
crucificado Paulo diz: "É um escândalo
porque ele chega dizendo: "O teu
problema não é ignorância. Você sabe,
você condena nos outros aquilo que você
justifica em você mesmo. Você não é
ignorante em nada. Se Cristo tivesse
vindo apenas para ensinar isso, ainda
seria um elogio à humanidade.
Jesus veio e ofendeu a humanidade. Ele
não elogiou a humanidade. Seria como se
Deus dissesse: "Se Cristo viesse
ensinar, vocês são bons, só são sem
informação. O coração de vocês é bom,
mas vocês são ignorantes. Temos que
ensinar a vocês. Vocês não precisam ser
resgatados,
redimidos,
espiados, propiciados. Vocês precisam de
orientação.
Isso é um elogio.
Ah, vocês têm um grande potencial não
desenvolvido. Mas a cruz diz outra
coisa. A cruz diz: "Era inútil ensinar a
vocês.
Não bastava iluminar as suas mentes. Era
preciso espiar a sua culpa.
Não bastava apresentar um caminho.
Era preciso lidar com a maldição de
vocês. Vocês são malditos.
Não bastava corrigir os pensamentos. Era
necessário dar um coração no lugar do
coração perverso de vocês. Vocês amam a
escuridão, vocês amam o mal, vocês amam
o pecado.
Vocês são escravos do ego.
A cruz declara que o problema humano não
é apenas falta de sabedoria. O problema
humano é pecado. Isso não tem nada a ver
com a nossa biologia.
A questão não é biológica, não é? É
espiritual. Não está, o pecado não está
em nenhuma parte do seu corpo. Se
tirasse seus dois braços, você não teria
menos pecado por causa disso. Ele não
reside
em nada da sua biologia.
Pecado está no centro. Pecado na
vontade, pecado nos afetos, pecado nas
ambições, pecado nos sistemas, pecados
nas virtudes usadas para a promoção do
ego. Se eu faço algo e não sou
reconhecido e o meu ego é atingido, é
óbvio que era o meu ego o que
impulsionava fazer aquilo. É por isso
que a Bíblia diz que não há quem faça o
bem.
Pecado no intelectual que se orgulha da
própria lucidez. pecado no ignorante,
que se orgulha da própria
inteligência não cura nada. Não cura
nada disso.
A inteligência pode reorganizar melhor o
orgulho,
pode sofisticar as racionalizações,
humanismo secular. A inteligência pode
fazer isso, explicar tudo que eu sou,
botando a culpa na minha biologia ou na
sociologia
ou sabe na sociedade, nas outras
pessoas.
Inteligência pode construir sistemas
elegantes para esconder o egoísmo.
Eu falo sobre amor, mas na verdade eu só
sou egoísta e queria que todo mundo me
servisse. As pessoas não estão me
servindo.
Pode transformar pecado em tese,
vaidade, em cultura.
cobiça, em progresso, idolatria, em
projeto civilizatório,
mas não remove a culpa diante de Deus,
não livra o homem dele mesmo. O homem
pode saber muito e ainda amar mais ainda
a si mesmo acima de tudo.
Amar a si mesmo acima de tudo é a
essência do pecado. No entanto, parece
sabedoria para muitos. O homem pode
conhecer filosofia e desprezar o
próximo. Pode não, né? faz, pode
defender a justiça
e odiar quem discorda da opinião dele.
Pode falar de paz e cultivar violência
dentro de casa. Eu já disse isso. Todo
mundo fala em paz.
Ah, eh, se eu tava vendo um, tava tendo
um prêmio, uma cantora foi lá, uma
cantora internacional famosa e falou
contra o capitalismo, tal.
Aí toda semana ela tá vendendo uma
porcaria nova na internet.
É assim, não é falar de pais e viver em
guerra com a família, com a esposa, com
o esposo, com os parentes, com com os
irmãos, mas pais é seus Beatles assim
que só cantava músicas sobre pais, mas
aí acabou a banda porque eles não
conseguiram viver. O problema não é
pequeno, o coração está torto.
Por isso a cruz ofende a sabedoria
humana. Ela diz ao intelectual: "Sua
mente nunca vai te salvar. Suas
desculpas não vão apagar nenhum pecado.
A psicologia não vai apagar nenhum
pecado diante de Deus. Suas explicações
pro seu mal não vão apagar nada. Você é
culpado e não há nada que a sua mente
possa pensar
que vai apagar o único pecado diante de
Deus.
Porque seu sistema não é redentor. Sua
lucidez, sua sagacidade
não é expiação. Sua cultura elevada não
é sangue. Sua filosofia não pode
ressuscitar os mortos e você está morto.
Você precisa do cordeiro. Mas a cruz
também ofende não só eh a sabedoria,
ofende aqueles que querem moralidade e
poder, como os judeus. Os gregos
buscavam sabedoria, achando que era aí
que estava a solução e a cruz,
ofendeu todo mundo. Mas ela foi lá e
ofendeu também aqueles que acreditavam
na moralidade e poder, eles dizem: "O
problema do mundo, qual o problema do
mundo? São os maus. Se nós tirássemos os
maus do mundo, o mundo melhorava. Eu até
acho que é verdade. Ou seja, tirasse
todo mundo. Certa vez alguém me
perguntou assim: "Como é que eu tiro o
pecado da minha casa? Como é que eu
afasto o pecado da minha casa? Eita!
pensando nos filhos dele, mulher dele.
Falei assim, ó, pega a família toda e
vai pra rua. Os violentos, os
irresponsáveis, os impuros,
os que não vivem como gente decente.
OK? O moralista divide a humanidade em
duas casas. Sempre que você divide gente
boa e gente ruim, você está se colocando
num outro lado, né? Ele pode admitir
pequenas falhas, né? Porque eu não sou
não sou perfeito, porque sou humano,
como eu já disse, como se a humanidade
fosse definida pelo pecado, mas não é.
São falhas compreensíveis, falhas
humanas, falhas que não ameaçam sua
identidade fundamental de pessoa
correta, de pessoa boa. Ele se sente
seguro porque ele não é como os outros.
Ele não está na sarjeta, não está na
prisão, não cometeu escândalo, não está
consumindo pornografia,
não tem vícios grosseiros que despreza.
Então a cruz vem e diz: "Não há
diferença.
Todos pecaram, isso não vai fazer a
menor diferença. Então ofende, ofende,
ofendeu a mente, os que eram sábios,
ofendeu os judeus".
Romanos declara: "Não há diferença, pois
todos pecaram, estão destituídos da
glória de Deus, sendo justificados
gratuitamente por sua graça, por meio da
redenção que há em Cristo." Não há
diferença. Não é no sentido de que todos
os pecados causam o mesmo dano
horizontal. É óbvio que um alcólatra na
sua casa produzal
enorme, não é? em todos,
mas no sentido de que todas as pessoas
eh eh não é no sentido de que todas as
pessoas são igualmente perigosas
socialmente. Nós podemos dizer que
assim, há pessoas melhores que as
outras, muito melhores. Há diferenças
reais entre os comportamentos
e mesmo entre os criminosos. Há crimes
piores do que outros crimes. Há virtudes
cívicas melhores. É óbvio que vícios eh
destrutivos, mas diante
do que o homem é, diante de Deus, o
moralista e o Devasso ou vão ter o mesmo
sangue ou vão ter o mesmo destino.
O religioso e o religioso precisam da
mesma justiça. Eles estão sem justiça
nenhuma diante de Deus.
Então, o homem respeitável e o criminoso
precisam da mesma cruz.
Saulo de Tarso e o ladrão crucificado ao
lado de Jesus, o bandido.
O mesmo sangue, o mesmo que ia dizer pro
para ele, hoje você estará comigo no
para ele, tem que dizer para Paulo a
mesma coisa, não a diferença. Isso
ofende profundamente o homem decente.
Ele pergunta: "Então eu estou no mesmo
barco que o pior?" É, está. Então, minha
moralidade
não compra nenhuma aceitação. Deus não
fica nem um pouco mais agradado, não.
Então, alguém quebrado, culpado, caído,
se vier a Cristo de mãos vazias,
pode ser recebido pela graça
que eu também preciso. Sim, essa ofensa
é a ofensa do irmão mais velho.
Isso parece escândalo, mas isso é
evangelho.
Por isso que o S na cruz da liberdade,
porque a cruz ofende todo mundo.
Ah, aquela pessoa vai ofender ela. Se
não ofendeu, ela não entendeu o
evangelho. Quem não foi ofendido pela
cruz não entendeu o evangelho.
Ofende o intelectual e o simples
ignorante.
Ofende o devasso e ofende o moralista.
Ofende o religioso e ofende o ateu.
Ofende o jovem que quer autonomia.
Ofende o velho que acha que tem algum
mérito.
Porque diz a todos: "Você não será salvo
por sua sabedoria.
Você não será salvo por sua descência.
Você não será salvo por sua cultura.
Você não será salvo por força, não pode
ser salvo por sua sinceridade.
Não pode ser salvo por comparação. Não
adianta você comparar você com outro ser
humano.
Você não será salvo por ter sido menos
pior. Você precisa do Cristo
crucificado,
que é um escândalo e é uma loucura para
o ego.
Isaías diz: "Mas ele foi transpassado
por causa das nossas transgressões,
foi esmagado por causa das nossas
iniquidades.
O castigo que nos trouxe a paz estava
sobre ele e pelas pisadoras dele nós
fomos salv. Tá vendo? Nossas iniquidades
tiveram que esmagar ele. Não, não há
traspassado, esmagado, castigo, feridas.
Essas palavras não são elogio a
humanidade.
A única maneira de eu te salvar é
esmagar, meu filho.
A única maneira de eu te salvar é ele
ser traspassado.
Você não é diferente de ninguém.
Essas palavras não são elogio. Elas
revelam a gravidade do nosso estado. Não
me venha contar suas ideias sobre novas
sobre a psicologia humana. Você está
perdido,
você é um enquo
e o filho foi traspassado. A culpa não
era pequena,
não era algo desprezível, não era algo
que eu podia passar por cima, não era
algo que se eu comparasse você com o
outro diminuia um pouquinho o cálice da
ira.
Se ele foi esmagado, então o pecado não
era superficial. Sua maldade é grande.
Se o castigo caiu sobre ele,
a paz não podia nascer da sua educação
moral, das suas boas obras.
Se fomos curados pelas suas feridas,
nossa doença então era mortal.
A cruz os humilha antes de curar,
querido. Mas essa humilhação é
misericórdia.
Só na cruz a liberdade. Só o homem
desmascarado pode ser salvo sem
mentiras. Todo o resto é mentira. Tudo
que não desmascar o homem é mentira. Não
é o evangelho. Não há salvação nisso.
Ainda que seja pregado dos púlpitos.
Só quem para defender sua justiça ou
alguma bondade em si pode receber a
justiça de Cristo.
Você não pode ter as duas coisas, nem um
pouquinho de uma.
Só que admite a profundidade da ferida.
Pode realmente é aquelas pessoas que
Jesus disse que são os doentes, que
precisam do médico. A ofensa da cruz é a
porta da liberdade. Portanto, só na cruz
a liberdade.
Mas se uma pessoa se diz cristão há
muitos anos, nunca se ofendeu na cruz,
nem momento nenhum, nunca entendeu o
evangelho.
Enquanto você precisa provar que é
sábio, será escravo da sua própria
mente. Não será livre. vai ter que ter
uma nova ideia, uma nova desculpa, uma
nova explicação poros teus sentimentos,
sem dar os nomes verdadeiros para eles.
Iniquidades.
Enquanto você precisa provar que é bom,
você vai ser escravo da comparação,
porque você vai ter que se comparar com
outras pessoas.
Enquanto você precisa negar a sua culpa,
você vai ser escravo da aparência, da
racionalização,
da próxima tese psicológica que te livra
da sua culpa.
Enquanto você precisar diminuir seu
pecado, você é escravo da mentira,
porque só tem uma maneira de diminuir o
seu pecado, mentindo. Ou seja, diminuir
eh na fala, né, no que ele é, mas
aumentar ele, porque é mentira também, é
pecado. Quando você diminui seu pecado
com uma desculpa ou com uma
racionalização, você aumentou o pecado.
Mas a única maneira que o homem tem de
diminuí-lo, pelo menos aos olhos dos
outros, é mentir.
Mas quando a cruz finalmente ofende
você, quando ela arranca a sua última
defesa, a última, não tem defesa
nenhuma,
não tem nenhuma justificativa.
Pequei contra ti e fiz o que era mal os
teus olhos. Quando sempre, nas coisas
boas e nas coisas mais. Quando ela
arranca a sua última defesa, quando diz:
"Você precisou e precisa do sangue do
filho de Deus", ou não é aceitável?
Não, uma parte de você. você todo.
Então, a possibilidade de liberdade
começa porque o mesmo golpe que mata a
vanglória, ou seja, o eu, é o caminho da
graça. Qualquer caminho que tenta
manter, é o que Paulo estava dizendo lá.
Vocês tiraram o escândalo da cruz, estão
com uma cruz, mas isso já não é mais a
cruz do evangelho. Não salva. A cruz não
veio elogiar nossa sabedoria, não veio
elogiar nosso valor. A cruz veio expor o
nosso pecado,
expor a nossa feiura.
Pelas suas pisaduras fomos sarados. Ele
foi esmagado pelas suas iniquidades. A
cruz veio expor a feiura
sem fim
do coração humano. Ela não veio melhorar
a nossa reputação. A cruz veio matar a
nossa vanglória, matar qualquer senso de
que há naturalmente algo bom em nós
mesmos.
E há diferenças entre os homens. Alguns
são mais disciplinados,
alguns são mais honestos, alguns causam
menos dano.
Todo pecador causa dano, não é? Mas
alguns causam menos dano, alguns
preservam melhor a vida, alguns gostam
mais dos dos bichos e da eh enfim,
[roncando]
alguns são melhores vizinhos, pais,
trabalhadores, cidadãos, amigos. Essas
diferenças existem, não é? A escritura
não chama a fingir que todo
comportamento é igual. O comportamento é
diferente. Há comportamentos piores que
outros comportamentos. Não nos chama
para tratar a virtude e o vício como se
tivessem o mesmo peso no que diz
respeito à vida comum, não é? Em como
nossas vidas interagem com as outras
vidas. A diferença entre um homem que
cuida da sua casa e um homem que a
destrói.
A diferença entre a fidelidade e a
mentira, entre a a diligência e a
exploração?
entre preservar a vida ou viver semeando
violência e discórdia. A diferença, mas
diante da travessia até Deus, todos
estão no mesmo mar.
Essa é a ofensa, essa é a humilhação,
essa é a frase que quebra toda a
comparação humana. Há um mar entre Deus
e um homem, um mar de ira.
Não é um rio pequeno, não é um rio
atravessável,
não é uma distância moral que alguma
disciplina consiga encurtar.
Não é uma lacuna entre gente boa e gente
excelente. Há um abismo,
há um oceano.
A santidade de Deus está lá do outro
lado, desse oceano sem fim.
E a justiça perfeita de Deus está lá
desse outro lado. E todos estão no mesmo
mar. Todos. Então, eu já usei eh eh algo
assim aqui, mas é tão bom para mostrar a
situação. Imagine três homens lançados
no maior oceano, no oceano pacífico, no
meio, no ponto mais distante. Se você
olhar a Terra, né, pelo lado oposto que
os os normalmente e mostram pra gente,
você vai ver que o lado oposto da Terra,
você nem falaria que é a terra, porque é
praticamente só água, não tem nada
conhecido ali. Quando olha para terra,
tem a África tá aqui, aqui é a América,
América do Norte, América do Sul, a
Europa. Aí quando vira o Globo ao
contrário, você diria: "É outro
planeta". Porque não tem nada que você
conheça ali, praticamente é só água. A
imenso. Então imagina você ali no meio
disso, mas distante da terra possível.
E todos nós estamos lá caídos no meio
desse mar enorme.
E aqueles entre nós que não sabem nadar
ou que
sabe nadar um pouco, não é? Aprendeu com
amigo, vai morrer logo logo, queridos.
Tem gente que na água assim vai morrer
em minutos, é muito rápido. Mas os
outros eles nadam, né? Eles são bons
nadadores, aprenderam desde cedo, nadam.
Então eles vão nadar 3 km, aí eles
morrem porque eles não vão aguentar
ficar nadando, nadando. Mas a o terceiro
grupo não, é o pessoal que foi pra
Olimpíada, o pessoal que nada eh muito,
o pessoal que faz maratona no mar e o
pessoal treinado, resistente, eles vão
nadar 40 km, aí eles morrem,
ninguém chega, não há diferença.
é um oceano.
Não há nada no ser humano que faça ele
conseguir transpor aquilo. Não importa
se ele viveu a vida treinando enquanto o
outro não queria nem saber de
disciplina, de natação, todo mundo vai
morrer. Ou serão resgatados ou vão
morrer. Não há como ser humano
transpora,
a ninguém chega. Um afunda rápido, outro
afunda depois e outro afunda muito
depois.
Mas todo mundo morre. Ou serão
resgatadas ou vão morrer. Não a
diferença.
Esse oceano da ira de Deus que separa a
santidade dele do homem é muito maior do
que o pacífico. Não é? A diferença
existe, não é? Você vê a diferença
existe, mas o Pacífico nem liga pra
diferença. Se você sabe nadar a 40 km, o
Pacífico vai te matar,
ele não liga. Aí esse cara nada 100 km,
deixa ele nadar.
Você está diante de algo e infinitamente
maior que você, né?
Assim é diante de Deus. O homem moral
pode ir mais longe em termos sociais.
nós acharmos melhor conviver com ele.
Pode ser mais confiável, mais estável,
mais útil, mais respeitoso, menos
destrutivo, mas isso só tem um valor
temporal.
Não tem nenhum valor espiritual. Não
reconcilhe com Deus, não tira ele do
oceano,
não tira ele do problema que todos
estão. Porque a questão final não é se
ele e ele é melhor que outro homem. A
questão final é se ele é justo diante de
Deus.
A questão final não é se o cara nada
mais do que o outro, é se ele é capaz de
nadar o Oceano Pacífico.
A questão é essa. E diante do santo,
toda comparação é ridícula,
mesmo que o que o cara esteja dizendo
seja verdade. Eu sou um pai responsável,
aquele lá um pai responsável. É verdade.
Mas isso aí é ridículo diante da
distância. A distância entre você e ele
é mínima. A distância entre você e Deus
é infinita.
Isso aí não vai fazer nenhuma diferença.
Não há diferença. Todos pecaram, todos
carecem da glória de Deus. Todos
precisam ser justificados gratuitamente,
sem nada, com mãos vazias.
Isso não destrói as diferenças relativas
entre os homens, mas destrói qualquer
esperança de algum homem ser bom diante
de Deus, aceitável ou digno de alguma
coisa dele.
O moralista quer transformar suas
diferenças em escada.
Aí seria como sua pequena escada lá que
você troca a lâmpada para, sei lá, subir
o Evereste. A cruz transforma essa
diferença em silêncio. Ela cala a boca
de todo mundo. A Bíblia diz para que
todos estejam calados diante de Deus.
Chega. Não me conte nada sobre o seu o
outro ser humano. Fiquem calados e todos
sejam culpados diante dele. O moralista
diz: "Mas eu não sou como ele". A cruz
diz: "Ou sangue ou nada".
É o pacífico, sabe? O religioso, o
religioso diz: "Mas eu frequento, oro,
sirvo, mantenho uma vida decente. Eh, a
cruz diz: "Ô, o sangue
ou você está morto?" O homem respeitável
diz: "Minha história é limpa." A cruz
diz: "Limpa para você, não limpa para
Deus. Para Deus ela está toda suja. O
homem quebrado diz: "Minha história é
suja demais".
Mas a cruz diz: "Não suja demais para o
sangue de Cristo." Não existe sujo
demais.
Mesmo oceano infinito da ira de Deus não
é maior do que o sangue de Cristo.
Essa é a glória terrível e doce do
evangelho.
A pessoa respeitável não pode se gloriar
e a pior pessoa não precisa se
desesperar.
Todos precisam do mesmo Cristo.
O fariseu e o publicano mostram isso.
Dois homens subiram ao templo para orar.
Um era fariseu, né? Separado, religioso,
vida digna, moralmente respeitável,
jejuava,
evitava escândalos públicos,
orava em pé,
mas sua oração era um espelho onde ele
via ele mesmo. Ele adorava o que via,
ele mesmo. É o ego orando, né? Deus, eu
tenho, eu te agradeço porque não sou
como os outros homens, ladrões,
corruptos, adúlteros. Olha só, nem mesmo
como este publicano. Eu jejuo duas vezes
por semana, dou o dízimo de tudo que
ganho. Ele falava com Deus, mas ele
estava se gloriando, não é? Ele estava
achando que ele era o cara mesmo. Usava
o templo como palco, usava a oração como
parte do seu currículo,
usava a moralidade como uma moeda. Ó, tá
vendo? Não me envolvo com pornografia.
Usava o pecado do outro como pedestal.
Do outro lado, publicando lá culpado,
marcado,
sem nem discurso, hã, sem a lista de
quanto ele era melhor.
Tem misericórdia de mim, o pecador. E
Jesus disse: "Esse voltou justificado
para casa.
Não, porque sua história era limpa, era
suja mesmo. A história do fariseu era
mais limpa aos nossos olhos. Mas porque
ele clamou por misericórdia?
Porque ele viu que não havia nada bom
nele. E o fariseu tinha dificuldade de
ver isso. Ele não tinha nada para
apresentar, mas ele não fingiu ter
alguma justiça ou merecer alguma coisa.
Essa parábola é insuportável para a
carne, porque o homem decente quer que
Deus seja impressionado. Você pode
pensar que isso é só sobre porta do
evangelho. Não, não. Se você ora hoje
achando que Deus tem te ouvir pelo que
você tem vivido para Deus, é a mesma
coisa. Não é só a conversão.
Sempre que você ora achando que sou
obediência. Não entendo porque que Deus
está deixando isso, porque eu tô vivendo
uma vida comprometida, como é que ele
deixa meu casamento acabar? Então você
está orando como fariseu. Você orava
para poder usar como moeda. Obedecia
para usar como moeda. Mas o evangelho
desmonta os dois.
O evangelho não está elogiando
o publicano.
Não há salvação para quem vem cheio de
si. a salvação para quem vem vazio.
Então, a cruz fecha a boca do fariseu
e só abre a porta para o o publicano,
porque o humilha completamente, diz que
não há nada bom nele. E de alguma
maneira
não vamos ser eh eh uma parábola só quer
ensinar um ponto.
Um cara que seja igual esse publicano,
por pior que seja, também se compara e
também se acha melhor. Ou seja, só
quando Deus faz, só quando Deus chama
eficazmente, é que o homem, por pior que
ele seja, admite que nele não há bem
nenhum. Por isso que Paulo disse, isso é
um escândalo para os judeus e para os
gregos, é uma loucura, mas para os que
são chamados,
certamente esse publicano foi chamado
porque senão o publicano também acharia
que existiria um publicano pior do que
ele. Isso não significa que a obediência
não importa, importa. Não significa que
a santidade seja relevante. É essencial.
Não significa que Deus ignore o mal
jamais. A própria cruz prova que Deus é
incapaz de ignorar o mal, mesmo quando
ele é colocado como representante sobre
o seu filho.
Mas a questão é fundamento. Se sua
esperança diante de Deus repousa em
qualquer coisa em você, você está
perdido.
Se repousa só na obediência de Cristo,
então a vida, a liberdade. que você
encontra tudo que você é, toda a sua
identidade, toda a sua aceitação em
Cristo. Você vê Paulo está dizendo, você
está livre para
servir, por exemplo, para amar. Porque
você não tá esperando que as pessoas te
deem um significado,
porque antes você fazia um troço, as
pessoas não respondiam como devia, você
ficava chateado, com raiva, então você
não podia.
Só quando você está livre, porque você
tem tudo em Cristo. Você pode ser livre
para fazer as coisas sem esperar delas
serem seu salvador,
serem sua validação, serem sua
satisfação. Se você usa suas obras para
provar que você merece, a obra se tornou
um ídolo. Se as recebe como fruto da
graça, elas são gratidão para Deus.
Se sua moralidade faz você se sentir
superior,
então ela está atualmente contaminada
pelo pecado. Ainda que você se ache
muito diferente daquele que estava
consumindo lá as coisas mais baixas. Se
a cruz faz você humilde, então começou a
realmente
você começou realmente a ver a velha
cruz do Salvador. O que ela faz? Romanos
diz: "De fato, num devido tempo, quando
ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos
ímpios.
Dificilmente haverá alguém que morra por
um justo. Embora pelo homem bom, talvez
alguém tenha coragem de morrer, mas Deus
demonstra seu amor por nós. Cristo
morreu em nosso favor quando ainda
éramos pecadores, inimigos,
ímpios. Cristo morreu por ímpios, não
por gente que já havia se tornado
aceitável de alguma forma em comparação,
não por pessoas que atravessaram metade
do caminho, pelo menos ele nadou a
metade do oceano, aí o barco levou ele
só outra metade, não por moralistas que
precisavam apenas de um complemento, por
fracos, ímpios, pecadores, iníquos.
A graça vem muito antes de qualquer
coisa boa se instalar em nossa vida. Só
ela traz essas coisas.
Por isso, essas coisas não são obras de
justiça.
Deus demonstra o seu amor quando ainda
éramos pecadores, mas essa graça que vem
antes também transforma depois. Cristo
não morreu para deixar o pecador na
lama. Isso que Paulo tá dizendo. Não
usem a liberdade de vocês para dar lugar
à carne, porque isso é não ter entendido
a cruz, a liberdade. Morreu para nos
resgatar. Morreu para dizer que o pecado
não importa. morreu para dizer que você
não tira sua identidade e sua salvação
de nada nesta vida. Morreu porque o
pecado importa tanto que exigiu o preço
máximo. Por isso, ninguém pode usar a
cruz para alimentar o orgulho.
Alimentar o orgulho com a cruz é fazer
da melhor coisa que existe um veneno
terrível.
Paulo chama isso de esvaziar a cruz,
fazer dela outra coisa.
Nem orgulho moral, nem orgulho de ter
sido um grande pecador,
porque isso seria absurdo. Eu senti
orgulho porque alguém teve que ser
esmagado no meu lugar.
Porque há pessoas que se orgulham de
serem morais e há outras de serem
grandes pecadores.
Não há orgulho.
Eu não posso me vangloriar nem numa
coisa e nem na outra. A gente que se
gloria até na própria miséria,
transforma o passado quebrado na sua
identidade,
transforma sua culpa antiga numa medalha
invertida.
Fica sempre usando como medalha o seu
passado, mas a cruz não permite isso.
Ela diz ao moralista: "Você não se
salvou por nenhuma virtude". E diz ao
quebrado, sua ruína não é sua glória.
Cristo é sua glória. Sua ruína é sua
ruína. Sua iniquidade era iniquidade.
Não há nada de bom no que você era.
Você era só maldade.
Você não tem como se gloriar por ter
sido um grande pecador e agora fazer
disso a sua identidade, a sua medalha.
Cristo é sua glória, seus pecados são a
sua vergonha.
Tudo converge para ele. O homem
respeitável não entra por ser
respeitável e o homem destruído não
entra por ter sofrido muito, por ter
sido tão, ah, tanta miséria. Ambos
entram, se são colocados em Cristo e
somente em Cristo. Aqui aparece essa
exclusividade da cruz. Atos declara:
"Não há salvação em nenhum outro, pois
debaixo do céu não há nenhum outro nome
dado aos homens pelo qual devam ser
salvos. Que nome você vai dar?" alguma
coisa para te justificar diante de Deus.
As pessoas estão andando muito mesmo na
igreja, elas se justificam diante de
Deus usando as ideias de homens, as
filosofias que explicam os males da alma
humana.
Mas que outro nome você vai usar diante
de Deus? Não existe nenhum nenhum outro
nome. Isso parece estreito para uma
geração que ama opções. A nossa geração
ama opções.
Mas veja a misericórdia. Se a porta
fosse venham os bons, então ninguém ia
vir, não é? Mas se fosse os que são
socialmente melhores, iam vir uns e
outros iam poder vir. Se a porta fosse
vem os fortes, os fracos iam ficar de
fora. Se a porta fosse vem os sábios, os
simples ou ignorantes iam ficar de fora.
Se a porta fosse vem os puros, então não
ia vir ninguém, né? Mas se fosse pureza
comparativa, então alguns iam e outros
não. Mas a porta é Cristo. E por isso
qualquer pecador pode ver se Deus
chamar.
Não qualquer pecador por qualquer
caminho, não qualquer pecador por algo
nele, não por qualquer pecador porque
ele é tem valor e vale, mas qualquer
pecador por este caminho. O caminho é
estreito. Não no sentido de que eh h eh
eh há coisas impedindo o homem. É
estreito porque é só Jesus, é só a
justiça dele, é só a santidade dele, é
só o que ele fez, é uma coisa só.
Ele em si é infinito, é enorme, não é?
Dá para passar universos. é estreito no
sentido de que não há opções,
não há um poro da minha justiça e ele tá
fora.
Mas isso aqui fora, você esvaziou a
cruz, é a cruz sozinha, sozinha. É nesse
sentido que é estreito. O orgulho não
passa. O orgulho não passa. A justiça
própria não passa, a vanglória não
passa. Nesse sentido que é estreito, não
é no sentido de que você vai ter que
orar tanto, vai ser tão difícil, tão
difícil, que poucos conseguem.
Disciplina aí. Muita, muita coisa. É
aqueles consagrados
que tão com o joelho preto,
é, que não ligam nenhuma tela. Tá vendo
como é estreita a porta? Só ele que
passa. Só essas pessoas. Não, não. Ele é
estreito porque não passa o orgulho, não
passa o ego, não passa,
não passa a vanglória.
Ah, eu eu não vejo esse tipo de coisa,
não faço aquele tipo de coisa. Não, isso
não passa. Você acha que isso aí é que
fazia a estreiteza do evangelho? Não é,
é que não passa. Não passa orgulho,
justiça própria, vanglória, comparação
não passa. Se você acha que passa,
porque se compara com outras pessoas,
ah, eu tô no caminho estreito, porque
comparar aquelas pessoas lá, então você
não passa, você também não passa.
Mas o pecador passa, o culpado passa, o
pobre de espírito passa, o que bate no
peito e chama só por misericórdia, só
pela cruz passa. Você vê, não é estreito
no sentido
que as pessoas acham, porque aquele
caminho é estreito. Não há opções, não
passa Cristo e mais alguma coisa, não
passa Cristo e as minhas cooperações,
que o orgulho, a vanglória, o eu, o ego,
a cruz é mais exclusiva que a
moralidade.
Na moralidade pode ser coisas para
poucos,
mas a cruz é coisa só para um tipo de
de ser.
Aquele que não tem nada.
Porque a moralidade diz apenas os bons.
A cruz diz pecadores podem vir.
É mais inclusiva a a a cruz que a
sabedoria. Porque a sabedoria diz: "Só
os sábios, os que se se disciplinam,
podem entrar à cruz de não. Os simples
podem vir.
Não, não preciso da sua sabedoria. Pelo
contrário, ah, mas também a cruz é
radicalmente humilhante, porque ninguém
pode vir de pé.
Todos vêm de joelhos no sentido da alma.
Ah, ninguém vem como
patrocinador, todo mundo vem como
devedor.
Ninguém vem como digno, todo mundo vem
como indigno,
como miserável.
Essa é a liberdade que começa quando a
comparação morre. É por isso que a gente
diz que só na cruz há liberdade.
Enquanto você precisa ser melhor que
alguém, você ainda é escravo da
corrupção,
[roncando] escravo da opinião, da
aparência, da competição,
da superioridade moral, do medo de ser
desmascarado, coberto por comparações.
Mas quando a cruz diz não há diferença,
o orgulho cai. É assim que você tem que
ver. Você não pode ver nenhuma diferença
entre você e o outro pecador. Não pode
achar que de nenhuma maneira alguém
precisa mais da cruz do que você
ou que alguém é mais ofensor de Deus do
que você.
É isso que é vir nu.
Há esse escândalo na cruz, essa ofensa.
Então, o crente pode olhar para o pior
pecador sem nenhuma superioridade. O
cristão não pode olhar para nenhum
pecador. Não importa o estágio que ele
esteja com uma superioridade. Não há
nada num cristão salvo
que o faça diferente daquele homem que
seja dele mesmo, que tenha vindo dele
mesmo.
Mas também o crente
pode olhar para o pior pecador sem
nenhuma superioridade e pode olhar para
o próprio pecado sem desespero.
Porque a resposta para ambos é o mesmo.
Cristo crucificado.
O sangue é suficiente,
a justiça é recebida, a graça é
gratuita.
A cruz fecha a boca do orgulho, mas abre
a porta para o pior pecador. Não é
quanto a mim, que eu jamais me glorie, a
não ser na cruz do nosso Senhor Jesus
Cristo, por meio da qual o mundo foi
crucificado para mim e eu para o mundo.
Gálatas 6:14. Você vê Paulo vai
construindo. Não basta usar a cruz, não
basta admirar a cruz, não basta cantar a
cruz, não basta chamar a cruz de
maravilhosa.
Não basta pendurar a cruz, não basta
cantar, não basta dizer que acredita na
eu creio na cruz. Não basta defender a
doutrina da cruz em uma conversa
teológica.
Você tem que se gloriar nela. Ela tem
que ser a sua maior alegria.
Ela tem que ser aquilo que te dá a tua
identidade.
É por isso que você é livre para não
depender dos outros. Como os outros,
olha, eu queria servir muito a Deus, mas
ninguém ninguém reconheceu. Então isso
você não queria servir a Deus nada. Você
tava servindo a você mesmo.
É preciso se gloriar na cruz. Paulo não
diz apenas eu reconheço a cruz. Eu
acredito na cruz.
Não diz eu respeito a cruz.
Não diz, eu aceito a cruz como parte da
fé cristã importantíssima. Ele diz:
"Quanto a mim, que eu jamais me glorie,
a não ser na cruz do nosso Senhor Jesus
Cristo.
Jamais, a não ser essas palavras fecham
todas as portas secundárias.
Qualquer gloriar
em um homem que não seja na cruz é
vanglória.
Paulo não está dizendo que a cruz é uma
verdade, entre outras verdades, que é a
verdade mais importante. Você vê, ele
está dizendo que a cruz é o centro da
sua glória. Ele diz: "Nada mais na minha
vida se compara à cruz. Não me glorie em
nada no meu ministério, no que eu faço.
Eu só me glorie na cruz. Ou seja,
naquilo que a cruz diz a respeito de
mim, o que nós vimos como é ofensivo, e
naquilo que ela diz a respeito de Deus,
como ele é santo. E naquilo que ela diz
a respeito de Cristo, como ele é o
sacrifício suficiente,
a justiça perfeita. Ele está dizendo que
a cruz é o centro da sua glória, é o
chão da sua identidade. Ele não procura
identidade nas outras pessoas, nos seus
relacionamentos, no seu dinheiro. Ele
não se acha alguém que vale a pena. Ele
não busca sua autoestima em qualquer
coisa. Eu me glor na cruz. Eu não penso
agora eu sou alguém porque eu tenho
isso, tenho aquilo, eu consegui isso. As
pessoas me respeitam.
O mundo de Paulo não respeitava ele.
Ele está dizendo: "A cruz é o centro da
sua glória, é o chão da sua identidade,
é a fonte da sua confiança. Ele só
descansa na cruz. Ele não descansa
porque ele orou muito a semana passada.
A cruz é a força da sua coragem. É o
lugar onde sua alma pode parar de se
preocupar com outro fundamento. Ou seja,
é o lugar em que o ego é realmente
crucificado.
Gloriar-se é mais do que concordar,
querido. É encontrar peso ali. Essa é a
coisa mais pesada na minha vida. Ah, mas
tem muito sofrimento. Mas a cruz pesa
muito mais. Paulo diz. Então isso aqui
virou leve e momentânea tribulação. Por
causa do peso da cruz. É, eu me gloriei
nela.
Se eu me gloriasse na saúde ou na honra
que as pessoas me dão, então aí eu já
tava tava destruído. Mas eu não me
gloriei nisso, eu só me gloriei na cruz.
Gloriar-se é mais do que concordar,
encontrar pesa e dizer isso, me
sustenta. Qualquer coisa você pode
tirar, porque eu o meu alicerce é a
cruz. Eu me glorizo só na cruz. Você
pode, as pessoas podem me tratar como
elas me tratarem, mas o que me define é
a cruz.
O que me define não é nada que acontece
aqui.
As pessoas a as situações podem ser
essas e essas, mas o que me fortalece é
a cruz.
A minha força tá vindo da cruz. Isso me
dá coragem para viver a cruz. Qual é a
minha coragem para viver? Não é as
pessoas, não o apoio, não é o dinheiro,
não é a saúde. A minha coragem para
viver é a cruz. E a minha coragem para
sofrer é a cruz.
Paulo diz: "E minha coragem para
perder?" É a cruz. E qual é a sua eh o
poder para você obedecer? É a cruz. E
para servir? É a cruz.
O que me capacita servir para a cruz não
é o reconhecimento da igreja, dos
irmãos, do mundo, de ninguém. É a cruz.
E o que te capacita a morrer é a cruz.
Eu só me glorie na cruz.
Todo homem se gloria em alguma coisa.
Pode negar, pode disfarçar, mas se
gloria. Beleza, inteligência, sucesso,
família, reputação, moralidade,
conhecimento, sofrimento, influência,
autossuficiência,
aquilo que você se gloria te dá uma
sensação de valor,
faz você se sentir algo, alguém,
é o que te protege,
sabe? E ao mesmo tempo é o que você
protege com medo. Você não pode perder
aquilo, porque você vai perder parte da
sua glória, porque você se gloria
naquilo.
É o que você teme perder. E é isso que
faz você ficar ansioso.
É a glória em outra coisa que não é a
cruz.
E é o que você usa para responder em
silêncio. Por que a minha vida importa?
Porque eu sou assim. Porque meu corpo é
assim. Porque minha mente é assim,
porque meu salário é assim, porque as
pessoas me vem assim.
Por isso é tão perigoso, queridas,
porque tudo aquilo que o homem se gloria
fora da cruz o escraviza. Ele não é
livre. Ele não é livre para ter aquelas
coisas que poderiam ser boas na sua
vida.
A beleza passa, o corpo muda, a
juventude vai embora e não existe
sucesso que não oscile. Sempre vai
aparecer uma outra pessoa, mais rápida,
mais inteligente, mais capaz. Você
sempre vai ficar antiquado. Sempre. A
reputação pode ser retirada por uma
palavra, uma suspeita, uma acusação. O
dinheiro compra conforto, mas
nem ele garante estar sempre lá, nem
compra nada que o homem realmente
precisa.
A inteligência impressiona homens, mas
não justifica o pecador e nem pressiona
Deus, não é?
A moralidade vira orgulho e o orgulho é
a podridão das virtudes.
Tudo fora da cruz é frágil. Tudo fora da
cruz
como
sustentar. não tem peso, portanto,
não pode ser uma glória.
E se sua alma se gloria no frágil, sua
alma é frágil, é ansiosa, é medrosa,
é cheia de problemas,
temores.
Se você se gloria no que pode ser
perdido, é óbvio que você vai viver com
medo.
Agora, se você se gloriasse em algo que
não pode ser perdido, é óbvio que você
não teria medo. O medo sempre é a perda
daquilo que nos gloriamos.
Por que que perder a juventude, a crise
dos 40, a crise do não sei quanto, é o
desespero me gloriava na minha
juventude, na minha beleza.
Se é que eu tinha.
Se a glória, é melhor falar a juventude,
porque juventude todo mundo teve, né?
Se a glória é no meu desempenho,
eu vou viver alternando orgulho e
desespero.
Porque nem os melhores tem um desempenho
sempre bom, não é? Nem os melhores
times, nem os melhores pilotos, nem os
melhores atletas, nem os melhores em
qualquer coisa.
Mas a cruz liberta. Só na cruz a
liberdade. Em Cristo crucificado, o
crente recebe justiça recebida, perdão
comprado por sangue, adoção na casa do
Pai, reconciliação com Deus, valor dado
pelo próprio Deus nos colocando em seu
filho, futuro guardado em Cristo e
esperança
selada pela ressurreição. Nada disso
pode andar para trás. Nada disso pode.
Por isso Paulo podia dizer, tendo sido,
pois justificados pela fé, temos paz com
Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por
meio de quem obtivemos acesso pela fé a
essa graça na qual estamos firmes. Somos
firmes por causa da cruz da graça e nos
gloriamos na esperança da glória de
Deus. Estamos firmes, não estamos
flutuando.
Firmes em graça, firmes em Cristo,
firmes em uma justiça que não nasceu em
nós. Então, ela não está eh eh ela não
está sobre o perigo de ser perdida.
Firmes em uma paz que não depende do meu
desempenho, em nada neste mundo. Firmes
em uma esperança que não envelhece com o
corpo, que envelhece
nem oscila com a aprovação dos homens.
Quer os homens me achem ótimos ou o lixo
do mundo, como Paulo diz que o mundo
achava ali. É por isso que Paulo diz:
"Pois decidi nada saber entre vocês, a
não ser Jesus Cristo e este crucificado.
Nada a saber. Não é porque Paulo era
rasa. Paulo não era um cara sábio para
misturar o humanismo secular no
evangelho e fazer ele mais interessante.
Não, ele era sábio,
ele era profundo. Não é porque ele
desprezava, ele eh eh foi um homem sábio
em tudo que eh eh a sabedoria humana
colocava. E ele foi o homem que mais
conheceu Deus neste mundo, não é?
Mas todas as verdades orbitam esse
centro, Jesus Cristo e este crucificado.
Ele disse: "Não tem nenhum interesse
fora disso. O meu eu não está ligado a
mais nada. Aí a cruz é o sol do sistema
cristão.
A velha cruz.
A cruz como ela é, com seu escândalo,
com a sua ofensa. Tire a cruz
como o sol e tudo fica escuro. Paulo tá
dizendo aos gos, vocês estão indo pra
escuridão.
Uma falsa cruz como um falso sol não
ilumina. Um sol que vocês pintaram na
parede. Tire a cruz
e Deus é só uma ideia do teu coração.
Você só vira um idólatra que inventou um
Deus. Tire a cruz e tua santidade vira
desespero. Você não pode nunca
comparecer perante o Deus santo sem a
cruz, sem o horror de estar nu diante
dele. Tire a cruz e o amor vira
sentimentalismo, que abraça o pecado e
chama isso de amor, que justifica o mal.
Tire a cruz e a obediência vira
escravidão.
Tire a cruz e a culpa é a sua
condenação. Tire a cruz e a liberdade da
suposta autonomia vazia. Você é escravo
da corrupção, medos, desejos.
Mas na cruz tudo se encontra. Justiça e
amor, lei e graça, santidade e
misericórdia. O pecado não é minimizado
na cruz. O pecado é preso na cruz.
A lei não é ignorada na cruz. A lei é
cumprida na cruz.
Você vê, Deus não deixa de ser santo
para ser amoroso na cruz. Ele revela seu
amor satisfazendo
sua justiça no seu filho.
Deus não passa por cima de pecados como
se fosse pequeno na cruz. Ele mostra o
quão o pecado é grande, esmagando o seu
filho.
Ele condena o pecado em Cristo e o pune.
Deus não salva diminuindo sua santidade.
Ele salva honrando sua santidade no
sacrifício do seu filho, que é
totalmente satisfatório para sua
santidade.
Na cruz, o amor cumpre a justiça, não
compactua com nenhum mal no homem, mesmo
quando esse mal é colocado sobre o seu
filho. O cordeiro carrega a culpa. O
justo morre pelos injustos. O filho
amado recebe a sentença dos rebeldes. A
dívida é pregada na cruz. A acusação
perde sua força. O escravo é feito
livre. Colossenses diz que Deus nos
perdoou todas as transgressões,
cancelando a escrito da dívida que era
contra nós e removeu, pregando-a na
cruz. E tendo despojado os poderes e
autoridades, fez deles um espetáculo
público triunfando sobre eles na cruz.
Na cruz a dívida foi cancelada,
a acusação foi vencida na cruz. O
inimigo foi envergonhado na cruz. A
consciência recebeu descanso na cruz. Na
cruz.
Por isso o cristão se gloria na cruz.
Por isso ele não se gloria em mais nada.
Não que ele se gloriaria,
porque ali está a sua vida.
Não está na sua força, não está na sua
constância, no seu histórico, no seu
currículo,
na sua capacidade de manter tudo sob
controle ou no olhar favorável dos
homens na cruz.
Isso precisa descer para o cotidiano.
Quando estiver com medo, pergunte o que
que eu estou com medo de perder.
O que que esse medo está contando para
mim? No que eu estou me gloriando?
Quando você estiver com raiva, pergunte:
"Que coisa foi ameaçada?" Como se fosse
um Deus para me defender dessa forma.
Quando você tiver abatido, pergunte: "Em
que eu estou me gloriando?" Que agora,
por ter caído, eu estou abatido?
Se espante. Em vez de justificar seu
abatimento, fala como Davi, por que
estás abatido a minha alma?
No que você está se gloriando?
O que você fez? Tua força.
Talvez seja aprovação, controle,
dinheiro, imagem, sucesso, uma relação
ou a necessidade de ser reconhecido.
Todas essas coisas
não deviam ser fonte de glória. Você
devia se gloriar na cruz, então fale com
a sua própria alma.
Deus me livre de me gloriar nisso. Deus,
é assim que você vence o ressentimento,
a amargura, o desânimo.
Você pela cruz
enxerga no que você estava se gloriando.
Então você volta, porque você vai dizer
para você mesmo, pra sua alma, isso aqui
no que eu estava gloriando, isso não me
salva. Essa coisa que eu estou perdendo
não não morreu por mim.
Essa coisa aí que está gerando esse
ressentimento, esse medo, essa
ansiedade, essa raiva ou esse orgulho,
então isso não pode justificar a minha
alma.
Isso não nunca vai me adotar como filho.
Isso não pode me guardar no dia do
juízo. A cruz é a minha glória.
Cristo é minha justiça. O sangue é minha
paz. A graça é o meu chão. Esse é o
único exercício de liberdade. Só a cruz
traz liberdade.
Não é uma frase mágica. Você vê, é uma
batalha espiritual. A cruz precisa
desalojar os falsos centros.
precisa entrar aonde a alma construiu
pequenos altares
que Deus eu tô defendendo com esse meu
ressentimento todo.
Meu ego precisa derrubar a necessidade
de ser visto, de ser superior, de
controlar, de a história ser como eu
quero, de vencer toda comparação,
de ficar arrasado como eu quando eu
percebo que a comparação está me
colocando para baixo, de ser
indispensável, aquilo em que você se
gloria é o que te governa, é o que
governa o seu humor, seu medo, sua
ansiedade.
Se você se gloria na aprovação, a
aprovação vai te governar quando você
for desaprovado ou e e você vai cair no
escuro e você vai querer falar que é a
tua química. É, se você se gloria no
sucesso, o sucesso vai governar você e
quando você fracassar, então você vai
ser miserável e você vai dizer que isso
é só o mau funcionamento.
Você tá fugindo da cruz. Se a você se
gloria na moralidade, a comparação vai
governar você. Você vai est sempre que
se comparar as pessoas para se se
gloriar na sua reputação, na sua
moralidade. Você se você se gloria no
seu sofrimento,
a amargura governa você.
Se você se gloria na sua inteligência, o
orgulho governa. Mas se você se gloria
na cruz, Cristo governa. É a única
forma.
Só a cruz te liberta. Só na cruz a
liberdade.
É nesse sentido. Você vê, é, é uma
liberdade verdadeira. Por isso que Jesus
diz, verdadeiramente sereis livres. A
ideia de liberdade do mundo é exatamente
a oposta, porque o mundo é escravo da
corrupção. Ele não governa como tirano
que explora, governa como salvador que
sangrou.
Não toma o centro para me esmagar. Ele
tomou o centro para carregar os meus
pecados, para me levar até o Pai.
Ele como Senhor e como centro é a
alegria da alma, é o deleite, é o
prazer, é naquilo que eu me glorio.
Por isso, a cruz transforma
dever em alegria.
Quando a lei cai sobre a consciência sem
cruz, o homem obedece como um escravo
assustado.
Mas quando a cruz mostra que Cristo
cumpriu toda a lei e pagou a dívida, o
coração começa a obedecer só como filho.
O dever não desaparece. Como os deveres
de um filho para com o pai não
desaparecem, mas ele muda totalmente de
aroma porque ele não tem cheiro de
tribunal, tem cheiro de amor, de
gratidão, de filiação.
Tem cheiro da obediência do de Cristo
para com seu pai que não tem nada a ver.
com o tribunal.
A obediência deixa de ser tentativa de
comprar aceitação. Torna-se uma resposta
de quem foi aceito. A santidade não é
mais a construção do meu currículo. Não
comparo santidade.
Não comparo minha vida de oração. Não
comparo minha leitura bíblica. Não
comparo o tempo. Não fico amargurado com
o que eu eh eh como meu tempo é
administrado.
Não fico amargurado com o pecado das
outras pessoas. fico amargurado com o
estado delas e com a deshonra de Deus,
mas não com as pessoas. Muitas pessoas
falam assim: "Eu quero que chova no
carnaval". Por quê? Ele não vai pro
carnaval, então ele quer que todo mundo
não vá pro carnaval. Por quê?
Porque ele se incomoda? É por amor à
aquelas pessoas? É por amor à glória de
Deus ou é porque ele não pode? Ninguém
pode?
Se eu oro tanto, todo mundo tem que orar
também como se fosse um remédio ruim.
O serviço deixa de ser palco, ele
torna-se amor. O cristão não diz apenas:
"Fui perdoado pela cruz". Não, não. A
cruz me definiu. Eu me glorie na cruz. A
cruz não só pagou os meus pecados. Ela
definiu no que eu me glorio. Eu só me
glorie nela. A cruz construiu um novo
caráter. Ele disse também: "Eu fui
definido pela cruz. Na cruz está a minha
identidade. O meu passado está debaixo
da cruz. O meu presente está ainda
debaixo da cruz. E o meu futuro está
debaixo da cruz. Eu só me glorio na cruz
por isso. Minha identidade não está no
papel que eu exerço como pai, como
pastor, como e médico, como engenheiro.
Meu o meu a minha identidade está na
cruz, não está nos meus relacionamentos.
Minha esperança está na cruz. Minha
coragem nasce da cruz. Minha alegria é
estar sempre diante da cruz. Minha boca
se cala diante da cruz e depois canta.
Ela nunca se justifica
porque Deus fez nele
pecado por nós para que nós nos
tornássemos a justiça de Deus na cruz.
Que troca. Nosso pecado sobre Cristo, a
justiça de Cristo sobre nós. Como eu vou
me gloriar em outra coisa que não seja
cruz?
Nossa culpa no cordeiro, sua aceitação e
amor para mim.
pecador,
nossa vergonha sobre ele e sua glória
compartilhada,
sua filiação. Então, não apenas olhe
para a cruz de longe, suba o monte,
permaneça ali, pense ali. Você está com
raiva, vá para a cruz no que eu estou me
gloriando que não é. Você não consegue
perdoar alguém, vá para a cruz. No quê?
O que eu fiz? Um Deus
no qual está ameaçado agora para eu
estar assim. Você está desanimado. Vá
para a cruz.
Pense lá, permaneça ali. Contemple a
cruz. Deixe a ofensa da cruz matar o seu
orgulho,
matar o seu ego. Ah, eu não sei como
lidar com isso. Então, você não é
cristão. Você não sabe como lidar com o
seu ego, com a sua raiva, com o seu
orgulho. Vá para a cruz, olhe para ela,
pense nela, o que ela diz. Olhe para
quem está pendurado nela.
Deixa a beleza. Você está desesperado.
Deixa a beleza da cruz curar o seu
desespero.
Deixa o cordeiro esmagado,
mostrar o que tem valor realmente.
Deixa a suficiência arrancar seu. Eu não
tenho apoio. Ninguém tem um apoio. Vai
para a cruz. Que apoio mais você quer?
Que apoio mais você precisa?
Deixa a cruz se tornar o lugar onde sua
alma diz: "Aqui está a minha glória e em
mais nada, mais ninguém. Eu vou me
gloriar apenas na cruz do nosso Senhor
Jesus Cristo, na qual o mundo está morto
para mim e eu estou morto para o mundo.
Eu sou livre.
Aquilo que você se gloria governa você.
Se você se gloria no mundo, será escravo
do mundo. Se você se gloria num
relacionamento que seja, você vai se
tornar escravo daquilo.
Comece a ser livre. Paulo está dizendo,
a cruz não apenas perdoa, estamos
acabando, ela rompe todos os
encantamentos, porque nós vivemos
encantados por muitas coisas. Paulo tá
dizendo: "Só uma coisa me encanta". Ela
quebra senhores, crucifica mundos, muda
o que nos atrai, muda o que nos ameaça,
muda o que nos define, muda o que
governa por dentro. A cruz não é apenas
a porta de entrada da vida cristã. A
cruz é a própria vida
cristã. Ela é cruciforme,
é o centro da vida cristã. O poder que
arranca a alma dos seus antigos altares.
É o lugar onde o mundo perde o brilho. O
mundo é muito brilhoso. Então Paulo tá
dizendo, o mundo está crucificado para
mim. Eu vou paraa cruz e olho para o
mundo através da cruz. E na cruz então o
mundo não tem mais brilho nenhum.
É o lugar onde o mundo perde brilho. É o
lugar onde a carne perde o direito de
dar a o nome à nossa identidade.
É o lugar onde aquilo que antes parecia
indispensável começa a parecer pequeno.
Isso aqui parecia ser indispensável na
minha vida. Mas eu tô olhando pra cruz
agora e isso parece tão pequeno perto da
cruz, tão pequeno perto de Cristo
crucificado. Isso agora ficou pequeno.
Parecia ser a maior coisa. Meu mundo ia
acabar, mas agora ele não acaba. Porque
eu estou olhando para isso diante da
cruz e perto da cruz. Isso é pequeno
demais.
É o lugar onde aquilo que antes parecia
indispensável começa a parecer pequeno
diante de Cristo. Paulo disse: "Quanto a
mim, que eu jamais me glorie, a não ser
na cruz do nosso Senhor Jesus Cristo,
por meio da qual o mundo foi crucificado
para mim e eu para o mundo. O mundo foi
crucificado para mim e eu para o mundo."
Que frase. Isso não significa que a
criação perdeu a beleza.
Não significa que trabalho, família,
amizade, cultura, corpo, alimento,
descanso, justiça,
alegria terrena se tornaram coisas
desprezíveis. A cruz não nos ensina a
odiar os dons de Deus, mas nos ensina a
não adorá-los e não depender deles
e não nos gloriarmos neles.
O mundo continua existindo, continua
tendo beleza real,
dores reais, perdas reais, tentações
reais. O mundo ainda pode ferir, tentar
oferecer status, dinheiro, aprovação,
conforto, prazer,
reputação,
mas ele já não possui aquilo que a alma
absolutamente precisa.
O homem que se gloria na cruz não
precisa de nada disso.
Então o mundo pode oferecer status,
dinheiro, aprovação, mas não pode me
justificar, reconciliar com Deus, me dar
paz, me dar identidade. Ele não pode me
dar nada que eu queira.
Também o mundo pode me ameaçar com
perdas reais, cargo, dinheiro, aplauso.
Vou tirar isso de você. posição,
conforto, convites, a imagem que você
construiu diante dos homens, mas não
pode tirar Cristo e a cruz. Eu só me
glorie na cruz. E se não pode tirar
Cristo, não pode tirar o fundamento da
vida. Essa é a liberdade cristã.
Só na cruz é a liberdade.
O crente pode confrontar o mundo porque
não precisa adorá-lo. Se você adora
algo, você não pode confrontar o que
você adora, porque você não pode perder
o que você adora.
precisa trabalhar sem fazer do trabalho
o seu salvador. Você pode agora, por
causa de se gloriar na cruz, pode ganhar
sem fazer do ganho um Deus.
Você
pode perder sem ser destruído, porque
você não se gloria no que você perdeu.
Você pode receber elogios sem viver
deles. Portanto, quando os elogios
virarem ofensa, o seu mundo não acabou
ou desprezo.
Você pode ser criticado sem ser
aniquilado,
porque a sua glória está em outro lugar,
está na cruz.
Quando eu estou sendo aniquilado por
alguma coisa,
eu devo logo perguntar diante da cruz:
"O que que eu estou fazendo? No que que
eu estou me gloriando?"
A cruz também muda a nossa relação com
as pessoas. Antes usamos as pessoas para
nos sentirmos inteiros, importantes.
Usamos aprovação, admiração, afetos,
serviço, ministério e até sofrimento.
Queremos que o outro confirme nosso
valor
e cure uma fome que só Cristo pode
satisfazer.
Isso é fonte de todos os problemas.
Então, o amor chama de amor, mas ele
vira uma cobrança sem fim.
Na cobrança, uma cobrança,
porque eu preciso de coisas que aquela
pessoa tem que me dar.
A amizade vira sempre uma negociação.
O casamento vira uma idolatria. A igreja
vira um palco e o serviço vira o
currículo. A generosidade vira uma
demonstração. A humildade vira um teatro
sutil. A cruz liberta disso tudo, porque
longe de mim esteja a me gloriar em
qualquer coisa, a não ser na cruz de
Cristo. E ela também identifica fácil
para nós. Quando a gente tá sentindo
qualquer coisa
eh que não está de acordo, a gente vai
diante da cruz, a gente descobre o que é
que está ocupando o lugar da cruz.
Se em Cristo eu já fui perdoado,
recebido, amado, justificado, adotado,
então eu não preciso arrancar dos outros
aquilo que Deus me deu em Cristo.
Posso,
por isso que Paulo começou falando sobre
amor. Posso amar sem usar, servir sem
exigir
que o servir me defina ou ficar
frustrado porque o servir não está na
altura do que eu acho que eu devia ter.
dar sem transformar a oferta num anúncio
de mim mesmo ou numa moeda para com
Deus.
Ouvir sem precisar vencer, pedir perdão
sem morrer por dentro, perdoar sem
fingir superioridade porque eu perdoei.
Posso me aproximar do quebrado sem
desprezo. Posso olhar pro pior pecador
sem arrogância? Posso,
porque a cruz disse sobre mim a mesma
coisa que disse sobre ele. Então, como
é? Se a cruz diz, o que que a cruz diz?
Quando eu olho para alguém e despreza,
eu devo ir pra cruz. O que que a cruz
diz sobre ele? E o que que ela diz sobre
mim? A mesma coisa. A mesma coisa. Eu
precisei do sangue. Não há diferença.
Essa frase mata a superioridade e também
cura o desespero. O crente não olha para
o mundo como alguém que nunca esteve
preso. Olha como alguém que foi
resgatado.
Não olha para o pecador como juiz
autossuficiente.
Olha como um ex-escravo alcançado pela
misericórdia olhando um escravo.
Não olha para a própria obediência como
troféu. Olha, como um fruto da graça que
veio primeiro,
que mudou tudo. Por isso Paulo continua,
de nada vai lhe ser circuncidado ou não.
O que importa é ser uma nova criatura.
Ou seja, o que ele tá dizendo o
seguinte, o que importa é a cruz.
É o que a cruz faz.
Nem circuncisão, nem circuncisão, nem
ritualismo como glória, nem
antirritualismo como vaidade, nem
tradição como identidade. O coração
humano consegue se gloriar até no fato
de não se gloriar em certas coisas.
Ah, eu não me gloriei naquilo, não sou
como os outros. tá se gloriando.
Consegue transformar disciplina em
orgulho, liberdade em orgulho, formas
antigas em justiça própria e ausência de
formas antigas em justiça própria.
Mas Paulo corta tudo. O que importa é
ser uma nova criatura,
não uma etiqueta, não uma nova tribo,
não uma estética,
nova criação, um novo nascimento, um
novo coração. só cruz, uma nova
identidade, uma nova ordem interior, um
novo centro, não mais o eu, o ego, né?
Um novo Senhor, uma nova relação com
Deus, com o mundo, com o pecado, com
obediência, com o próximo e
principalmente consigo mesmo. A cruz não
veio apenas melhorar o velho homem, veio
matá-lo. Por isso ela é um escândalo.
Quem que vai ser morto por algo acha
aquilo bom e bonito. A cruz vai matar o
velho homem.
Paulo diz em Romanos que o nosso velho
homem foi crucificado com Cristo para
que o corpo do pecado seja destruído e
não sejamos mais escravos do pecado. Não
mais escravos. Essa é a liberdade.
Não liberdade para alimentar a carne.
Ele disse liberdade da carne. Não
liberdade para pecar sem culpa.
Liberdade para nunca mais ser governado
pelo pecado.
Não liberdade para viver centrado em si.
Liberdade para amar a Deus.
e não ser escravo de nós mesmos, do
nosso ego. Irmãos, vocês foram chamados
para liberdade. É o mesmo que diz:
"Irmãs, vocês foram chamados paraa cruz.
A cruz tira a culpa, liberta da nova
natureza. A cruz é tudo.
Mas não use a liberdade para dar ocasião
à vontade da carne. Pelo contrário,
sevam uns aos outros em amor. A
liberdade que nasce da cruz nunca
termina. em autonomia egoísta,
termina em amor. Amor por Deus, deleite
em Deus e que se espalha.
O homem livre serve não porque precisa
que as pessoas dêem a ele um
reconhecimento, que ele dê uma
identidade,
mas porque já tem isso em Cristo. Ele
está livre.
Serve porque não precisa ser o centro.
Serve porque não está mais escravizado
pela sua imagem. serve porque a cruz o
libertou da necessidade de transformar
cada relação num cumprimento de uma
necessidade em si mesmo. A questão
milagre, a cruz nos liberta do mundo,
não para que a gente fuja do mundo em
despreza o mundo, mas para que a gente
entre nele com o coração de Deus,
livres para falar a verdade, porque não
precisamos de receber identidade e valor
do mundo. Então, a gente é livre para
falar a verdade, livre para perder a
reputação por causa da justiça, livre
para dar dinheiro sem pânico, porque não
nos gloriamos no dinheiro, nem achamos
que ele garante o nosso futuro.
Livres para abrir mão do conforto.
Livres para permanecer fiéis, sem
aplauso. Livres para amar quem não
devolve nada.
Estatus. Livres para servir quando
ninguém está vendo. Livres para obedecer
sem usar a obediência como moeda diante
de Deus. Porque o mundo foi crucificado
para nós e nós para o mundo. Isso não
significa ausência de luta. A carne
ainda clama com voz antiga, prometendo
atalhos. O mundo fica falando aos nossos
ouvidos.
A aprovação ainda eh
tenta agradar e a perda dói, mas a carne
já não reina.
O pecado ainda tenta, mas já não reina.
O mundo ainda fala, mas não define a
verdade para nós.
Não estamos querendo ouvir uma nova
definição de verdade sobre nada. A perda
ainda dói, mas já não pode ser um
inferno.
Estamos livres porque Cristo foi preso
para nos libertar, foi condenado para
nos absolver, foi despido para nos
vestir, foi exposto para cobrir toda a
nossa vergonha. Nós não estamos tentando
cobrir isso. Foi contado entre os os
transgressores para que eh
transgressores fossem feitos filhos.
Ele disse: "Quem eu libertar
verdadeiramente é livre por causa da
cruz. Eu sou cordeiro. O cordeiro que
foi morto antes da fundação do mundo.
Ele nos libertou não com discurso, nos
libertou com seu sangue.
Não apenas ensinou um caminho de
liberdade, ele comprou a liberdade por
um preço infinito. Jesus disse:
"Portanto, se o filho vos libertar,
vocês de fato são livres." De fato,
não apenas uma teoria humana sobre
liberdade, não apenas livres no
vocabulário, não apenas livres diante
dos homens, livres diante de Deus,
livres diante da condenação, livres
diante da escravidão do pecado, livres
da tirania de precisar provar o valor e
ganhar uma reputação e uma identidade na
relação com os outros, livre da prisão,
de se gloriar em todas as coisas que
estão morrendo e estão indo embora no
nossos corpos e no nosso mundo. mundo.
Agora tudo se reorganizou na cruz. O
status pode vir, mas não vai reinar.
Ele pode ir embora também. Dinheiro pode
vir, mas não nos salva. Ele pode ir
embora. A aprovação pode vir, mas não
vai nos definir. Ela pode ir embora. O
sentimento pode vir, mas não decide o
fim. A obediência pode florescer, mas
sabemos que nossa obediência não é moeda
com Deus, é fruto do seu espírito.
Serviço pode crescer, mas não vira o
nosso currículo para o céu. Podemos
também ficar na cadeia anos como Paulo.
Tudo passa a orbitar a cruz. E onde a
cruz fica no centro é a evidência. Ali
há uma nova criação. Por isso Paulo diz
isso. Não, não perfeita ainda em
manifestação plena, mas real e imortal.
Real na humildade, no arrependimento, na
liberdade de confessar pecado, na
coragem de obedecer, na misericórdia
para com os caídos, na tristeza
sobre qualquer coisa que não glorifica
Deus, na firmeza contra a carne, no amor
que serve. Então, olhe para a cruz. Não
símbolo distante, não uma cruz
esvaziada. Não, uma cruz nova, a velha
cruz do Salvador.
E o mundo fala, mas já não vai mais
reinar. A carne ainda chama, mas não
possui.
A nós, a cruz ficou no centro e onde a
cruz reina, o homem
é livre.
Essa é a única definição de verdade que
Jesus diz: "De fato, vocês serão
livres". Vamos ficar de pé. Se tua graça
é um dom,
[música]
porque ela tem olhos.
Porque ela me olha de volta.
Eu
[música] tratei tua graça como [canto]
conceito, algo que cabia na minha
definição. [música] Mas ela sangra, ela
chama, ela invade, ela tem nome e rompe
a abstração. [música]
Não é ideia, é encontro, [canto]
não é teoria, é presença.
é o infinito se curvando
para habitar minha carência. [música]
E quanto mais eu vejo, mais eu deixo de
ver a mim. [canto][música]
Cristo,
a forma invisível da graça em mim, o
indivisível se tornando [música]
assim.
Cristo, [música][canto]
não há algo que recebo de ti,
mas o próprio Deus vindo [música]
a mim. [canto]
E quando [música] eu penso que entendi,
tua graça me desfaz outra vez. [música]
Dá-me graça para sentir o abismo entre
eu [música][canto] e ti. Não para me
perder nele, mas para te ver descendo
até aqui. Dá-me graça para pedir mesmo
quando a voz falhar, porque até o meu
clamor precisa de ti. Para começar,
dá-me graça para colher [canto] o peso
eterno do teu amor, que desmonto o que
eu era e me [música] refaz, meu criador.
[canto]
E quanto mais tu cresces, mais eu
aprendo [canto] assumir
Cristo, [música]
a graça que me encontra antes de mim,
o começo antes do
[música][canto] meu
ser.
>> [canto]
>> Cristo, a resposta antes do clamor. O
fim de mim, o início do amor. [grito]
E tudo em mim que quer permanecer
[canto]
é confrontado [música]
pelo teu viver. Se até minha [canto]
fome vem de [música] ti, então não há
parte em mim que seja [canto] livre.
de ti.
Se eu peço, é graça.
Se [música] eu recebo, é graça.
Se eu respiro em [canto] ti,
ainda é graça. [canto]
Quando penso [música] que uso

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