A FÉ PODE DUVIDAR? I André Reinke I Palestra Café Teológico 2026
27/05/2026
A FÉ PODE DUVIDAR? I André Reinke I Palestra Café Teológico 2026
Compre o livro por aqui: https://amzn.to/4uJTX4P
Palestra do André Daniel Reinke em Joinville/SC
Torne-se mantenedor ou mantenedora do Bibotalk: https://bibotalk.com/mantenedores/
Compre na Amazon pelo link do Bibotalk: https://bibotalk.com/amazon
Torne-se um Prime na Amazon: https://amzn.to/43cww5F
Vantagens de ser Prime: (1) frete grátis nos produtos enviados pela Amazon; (2) séries e filmes originais e um variado catálogo de outros filmes e séries; (3) descontos especiais; (4) tudo isso por cerca de R$20 mensais
Acompanhe as novidades nos nossos canais:
Instagram https://www.instagram.com/channel/AbZi28Coo0zurkY4/?igsh=MW0xeG1uaXRleXB2dw==
WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029Va9mh5j9Bb66vk6dFT1P
Playlists legais para você maratonar:
– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Eu não não acredito que eu atropelei o alemão de sunga, né? O Alex Struf, que é anterior no Bibotal, que eu acho que ele que deveria ser o primeiro nessa nova série aqui, mas >> Ah, bom, aí fechou, então deu certo. Eh, fico muito honrado. Eh, e eu realmente sou batista, não sou luterano, mas já frequento a Milk há muito tempo. No ano passado tive fazendo o a atualização teológica, isso, dos pastores lá na FLT. E também esse ano, aliás, esse vai ser o ano luterano, né? que eu já vou dar uma palestra para um retiro de uma igreja luterana lá no Rio Grande do Sul. Eh, pastores do trânsito de lá também. Então, no final das contas, eh, o pessoal que me confundia com luterano vai ficar mais confuso ainda, porque é nome alemão de Juí já achavam que era luterano. Digo, pô, lamento da decepção, mas eu não sou luterano, né? E dejuí também, né? O fato marcante, todo mundo que é de juí carrega um sentimento ambíguo, né? tem um orgulho danado de ser de lá e ao mesmo tempo um pavor absoluto de voltar algum dia a morar lá. Então a gente carrega este este orgulho à distância, né? Pessoal de Juiz que estiver assistindo não leve a mal, mas é é a regra dos imigrantes, é assim que funciona, né? Eu vou falar hoje, o Bibo me pediu para trazer esse assunto que é do livro eh que vai sair agora pela série da Teologia para todos da Bibotalk, é o livro sobre a fé. E essa série, ela sempre parte de uma pergunta. E a pergunta é o seguinte: a fé pode duvidar? É porque a questão da dúvida ela ela apareceu várias vezes, né? Para mim, eh, em um dado momento, em algum BTD, eu acho, não me lembro aonde, eu comentei que, eh, eu sofri uma certa tentação ao ateísmo por causa do comportamento dos crentes. A hora que eu olhava assim, eu acho que essa coisa não tá dando muito certo. e começava a me vir alguma ideia assim, olha, será que isso tudo que eu creio não é na verdade uma grande fantasia? Uma fantasia bonita, mas uma fantasia? Então, tem momentos que a gente dá uma balançada na fé. Aí eu comentei isso uma vez na palestra e algumas pessoas vieram me comentar isso. Olha, eh quando você falou da dúvida, isso me bateu forte porque eu tenho dúvidas e muitas vezes eu me sinto mal porque eu tô onde eu estou numa comunidade que é baseada na fé, que surgiu por causa da fé. Você entra nessa comunidade, faz parte dela a partir de um evento de fé, né? Nós cremos nessa fé como essencial paraa entrada nessa nossa comunidade, nesse reino de Deus e a manutenção no reino de Deus, né? A gente continua presente nessa nessa comunidade, nessa igreja, nessa ideia de reino de Deus a partir de uma perspectiva de fé. Nós cremos que Deus está agindo. Nós cremos. tem uma série de de do conjunto de ideias, de pensamentos, de esperança que nós temos, que é fundamentado na fé, que não são coisas que a gente vê, é uma experiência exclusiva de fé. E aí a questão toda, né, que vem nesse momento é como é que funciona essa fé que envolve certeza na certeza de coisas que você não vê, mas como é que isso funciona eh na no cotidiano do crente? Como é que ele lida com essa fé? Ela é sempre igual? Ela pode ter momentos de vacilo, ela tem dúvida? Essa fé pode duvidar. Então, muitas pessoas até jovem faz isso lá no Instagram, né? Joga a caixinha de pergunta. Se sair um livro sobre dúvida, você interessa? Ah, quero ver sobre dúvida. E o pessoal mandava muita coisa. Eu fui fazendo print para ver quais eram as dúvidas, quais eram os temores, como é que isso funcionava. Vamos escrever então algo sobre isso. E aí acabou que encaixou ali no bibotal sem material, né? Eu comentei da ideia de escrever isso. Aí me passaram a regra do livro, no máximo 20.000 palavras. Eu fiquei um pouco aterrorizado porque 20.000 palavras é mais ou menos um capítulo de um livro meu. E aí o livro inteiro era para ser isso. Bom, é um artigo melhorado, mas vamos lá. Então, a gente tentou elaborar alguma coisa sobre isso. Eu trago para vocês aqui algumas reflexões que eu trago nesse livro que não tem nenhum cunho de dar uma regra mágica para resolver esse problema, mas ele tem um caráter mais de confissão. Então, eh eh primeira coisa, eu sou um camarada que gosto demais da Bíblia e a Bíblia nos apresenta esses elementos da dúvida lá também. E a gente, eu quero pegar um texto inicial pra gente ler para abrir que tá lá em Marcos, capítulo 9 versículo 14 a 27. É um episódio famoso. Os irmãos podem abrir cada Bíblia ou no celular. Marcos 9 14 a 27 diz assim: "Quando chegaram ao lugar onde estavam os outros discípulos, viram uma grande multidão ao redor deles e os mestres da lei discutindo com eles. Logo que todo o povo viu Jesus, ficou maravilhado e correu para saudá-lo. Jesus perguntou: "O que vocês estão discutindo?" Um homem da multidão respondeu: "Mestre, eu trouxe a ti meu filho, que está com um espírito que o impede de falar. Onde quer que se apodere dele, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram." Jesus respondeu: "Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me um menino. Então eles o trouxeram. Quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Ele caiu no chão e começou a rolar espumando pela boca. Jesus perguntou ao pai do menino: "Há quanto tempo ele está assim?" Desde a infância, respondeu, muitas vezes esse espírito tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. Se podes, disse Jesus, tudo é possível aquele que crê. Imediatamente o pai do menino exclamou: "Eu creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade." Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: "Espírito mudo e surdo, eu ordeno que deixe nunca mais entre nele". O espírito gritou, agitou violentamente e saiu. O menino ficou como morto, a ponto de muitos dizerem: "Ele morreu". Jesus, porém, tomou-o pela mão e o levantou e ele ficou em pé. Esse texto eu acho por demais emocionante, triste, da perspectiva do pai. A gente quando tem filho, as coisas começam a mudar as perspectivas. Ele começa a enxergar a realidade de outra forma, né? Muitos irmãos sabem que ele tá falando. E de repente esse pai se confronta com uma situação em que ele encontra Jesus e já ouviu falar dos milagres de Jesus e tudo que podia fazer e aí pede para Jesus ajudar o filho. E ali ele solta essa essa palavra, se podes, tem compaixão e faz alguma coisa. E Jesus devolve uma palavra difícil para um pai. É o quê? Se podes, se eu posso, tudo é possível a quem? Ao que crê. E aí o pai responde: Eu creio, mas me ajuda na minha incredulidade. Eu creio até um ponto, mas eu não sei se eu creio suficiente para isso acontecer. E é mais ou menos o que a gente sente. E aí eu fico pensando aqui o esse pai, o que não passa na cabeça dele? Será que o meu filho não vai ser curado porque eu não tive fé suficiente? Já pensaram a situação do pai? Quer dizer, agora o futuro do que vai acontecer com o meu filho depende de eu ter crido ou do tamanho da minha fé. Você pensa o tamanho do peso um pai para viver isso. Graças a Jesus, ele cura e a fé do Pai ali, pela insuficiência, ela acaba sendo correspondida e ele é curado, mas pelo compaixão de Jesus. Sempre é a compaixão de Jesus, na verdade sempre é. Mas fica aqui essa pergunta do pai e que para mim me marca muito essa pergunta dele, né? Porque essa é basicamente a nossa resposta, as propostas de fé que Deus nos faz quando Deus nos nos pergunta dessa fé se podes, né? A gente tem sempre essa resposta. E assim, eu creio, mas ao mesmo tempo eu sei que é pouco. Eu sei que a minha fé é muito pequena para isso que eu quero. Então, me resta fazer o quê nessa hora? Eu quero ver outras experiências de fé também. E a Bíblia apresenta essas experiências. Então, nós temos alguns personagens bíblicos que vivem essa experiência de fé. E eu quero começar pelo primeiro que é chamado pai da fé. Quando você pega Abraão, a história de fé dele, e ele é apresentado na Bíblia como um modelo de fé, é o pai de todos os que creram, é aquele por onde começa a história da salvação. Aí a gente tem que olhar as narrativas, porque a Bíblia ela não apresenta apenas um modelo teórico de fé, ela nos exemplifica como essa fé funciona na prática, né? Então você tem lá o Abraão. Aí vamos lembrar das histórias. Qual foi a promessa de Deus para Abraão? que levou ele a ser chamado pai da fé. Vai ter um filho, só é isso. Basicamente é isso. Vai ter um filho. Desse filho vai vir uma grande nação e Deus vai abençoar todos os povos da terra. Aí a história do Abraão, o que que ela nos mostra? Ele creu, mas ele não sabia o como. [limpando a garganta] E quase sempre é assim com a gente. A gente crê em algo de Deus, mas a gente não sabe o como. E nesse como vai entrar às vezes o nosso jeito, nosso jeitinho, a nossa empurrada para Deus fazer isso acontecer. Alguma coisa nesse sentido. O Abraão, quando a gente olha a história dele, o que que ele faz? Recebe a promessa do filho. Como é que vai ser? Não sei, demora. O filho não vem ano após ano e nada do filho. Eles estão envelhecendo. Aí o que que ele faz? Eu vou ter um herdeiro. Meu empregado vai ser meu herdeiro. Então Deus vai resolver o problema do filho dessa maneira. Deus aparece para Abraão, diz: "Não, vai ser um filho natural, não vai ser o teu empregado, o teu filho adotivo, vai ser um filho na carne. Demora, demora, demora. O que que ele faz? Vou dar um jeito do filho na carne. Como é que resolve? Agar beber inseminação, né? Beber e de proveta por inseminação natural. Aí o que acontece, né? A barriga de aluguel lá nasceu o Ismael. Deus vem e diz: "Não é esse". de novo foi o jeito dele. Observem como a fé, desculpa, observem [limpando a garganta] como a fé dele, ela não é uma fé absoluta do jeito que a gente imagina. É uma fé que vacila, que tem dúvidas, que não sabe como Deus vai cumprir esse negócio, mas ele tá no processo, ele tá caminhando. Aí finalmente vai vir o filho nascido, não vai ser da vai da da tua esposa mesmo, da Sara. Aí nasce finalmente o filho. A história dele continua. Temos lá o evento do sacrifício de Isaque. Esse é um evento impressionante de fé, né? O autor de Hebreus diz o que aqui ele crê que Deus pode até ressuscitar o filho, né? Porque Deus prometeu, é esse aqui o prometido. Deus deixou muito claro que era aquele, mas Deus vem e pede: "Agora vou te tomar". Pô, mas toda promessa vem abaixo, que que vai acontecer? Você pode até ressuscitar ele depois de matar. Aí Deus impede, pronto, ele entregou o filho para Deus. Ele entende a partir dali que todo esse processo do que Deus está fazendo não depende dele, é de Deus. É Deus que tá fazendo. E o que eu acho mais legal do ciclo da história de Abraão é o final dele. Porque lá no final, quando Abraão vai escolher a pessoa que vai casar com o filho dele, isso tá diretamente ligado à promessa, né? Porque a promessa não é apenas o filho, é a descendência inteira. Quer dizer, agora é aquela que vai gerar o neto e que vai dar progressão à promessa. Nessa hora, o que que ele faz? Se fosse o Abraão lá do início da história, ele ia pessoalmente escolher a dedo a mulher que vai ser a continuação da linhagem. Mas o que que ele faz? Ele manda um empregado. Com que regra? Nenhuma. Só vai lá na terra dos meus parentes. Única regra, quando chegar lá, o que que vai acontecer? Deus vai te mostrar. Deus vai te mostrar. O Abraão do final é outro camarada em relação ao Abraão do início. É a mesma experiência de fé, mas olha como a fé foi se desenvolvendo. O Abraão do início desconfia. Ele tenta dar jeito. O Abraão do final confia. Esse é um problema de Deus. Não é comigo. É Deus que vai resolver. Aí você vê uma fé amadurecida naquele que é o pai da fé. Olha como ela desenvolve. Então não é a mesma fé. Esse é o legal do personagem bíblico. Quando você olha, ele cresce, ele amadurece. Às vezes ele piora. Davi é o contrário. Davi é o cara que lá na juventude ele vai com umas pedrinha para derrubar um gigante. No final da vida, na hora de passar o trono pro filho Salomão, ele arma todo um esquema político para colocar Salomão no trono. Ele começa confiando, ele termina desconfiando. Ele não deixa na mão de Deus para Deus resolver a sucessão. Ele resolve em vida. Então, a fé ela é e ela tem um desenvolvimento. A fé ela tem altos e baixos. Isso é natural da vida. Então, João Batista, João Batista é um personagem fantástico. Ele é o aquele que aponta para Jesus. Pois esse João Batista que apontou para ele, esse é o cordeiro de Deus. Quando tá preso, ele manda perguntar: "Escuta, eh, tu mesmo ou eu me enganei?" João Batista. Ele tem dúvida. E Jesus manda dizer: "Ó, os cegos estão vendo, os coxos estão pulando, sou eu, sim". Aí é ótimo. Quando pergunta pro João Batista: "Tu é a voz que clama no deserto?" Sabe o que ele diz? Não. Aí perguntam para Jesus, ele é o quê? Ele é a voz que clama no deserto. Olha que interessante. Eu fico com a comunhão de Jesus. Jesus Jesus entendia melhor o João Batista do que ele mesmo na sua relação com Deus. Então, olhem como esses personagens nos mostram uma fé que é diferente de uma idealização nossa. A gente idealiza a fé como algo invencível e ela não é assim na vida prática. E a Bíblia é profundamente real sobre isso. Por isso aí você tem lá a história do Novo Testamento, que é outro outra história clássica sobre a dúvida e a fé. que é do Tomé, aquele que é tantas vezes acusado porque ele duvidou, né? Mas é interessante que o Tomé, o que ele pediu ali para Jesus é para apenas fazer o que todos os outros já tinham feito. [roncando] Ele não pede nada especial porque Jesus tinha aparecido no dia anterior pros 10 que estavam lá. Ele não estava. Todo mundo abraçou Jesus, todo mundo apalpou, todo mundo botou dedinho na ferida, poxa, tá vivo mesmo, etc. Ele não. Quando ele chega no outro dia, nós vimos, nós tal, etc. Abraçamos. Eu não acredito se eu também não fizer isso tudo. E aí vem aquela aquela frase famosa. Jesus, Jesus não nega. Vem cá, coloca a mão do lado, coloca aqui, sou eu mesmo. Confirma. OK. você é uma testemunha da ressurreição agora. Ele, e aí Jesus diz uma coisa muito interessante. Bem-aventurados os que não viram e creram. E a gente pega esse texto e usa para criticar o Tomé. Esse texto não é uma crítica a Tomé. Esse texto é um elogio ao irmão que tá sentado aqui. Esse texto é um elogio a vocês dizendo que não viram, não encostaram, mas estão crendo. Ele é um elogio a todos nós. Ele é um elogio a todas essas comunidades que não foram testemunhas oculares, mas creram. Vão dizer esses, olha a dimensão da fé desses que estão para vir por aí. Então, tomem esse texto de Tomé como um elogio a vocês e não uma crítica a Tomé. Então, a gente vê esses heróis bíblicos, né, nos mostrando essa relação com a fé que é encarnada na realidade. É uma fé que tropeça, é uma fé que tem medo, é uma fé que tem dúvida. Por quê? Porque faz parte da caminhada, faz parte da jornada. Então, trazendo essa essa memória da dúvida dos heróis bíblicos, aí eu trago um pouquinho das minhas dúvidas aqui e eu vou começar mencionando algumas dúvidas que aparecem por aí, eh, inclusive dizendo que às vezes não me pegam muito. Por exemplo, nós temos dúvidas que nos atacam que tem a ver na disputa com a ciência. A questão religião e fé pega forte às vezes, principalmente a gurizada quando vai entrar na na escola, vai entrar na faculdade, vai começar a ter alguns embates naquilo que você crê e aquilo que aprende, né? Então, muita gente às vezes entra em crise nesse nessa questão da ciência. Para mim, pessoalmente, não pega. Talvez porque eu já seja macaco mais velho. A gente, eu já tenho, já tenho mais passado que futuro, né? Então 54, tá gente? Eu não vou viver mais do que 108 anos. Então, eh, eu já tenho mais passado e futuro. A gente já não é pego mais por qualquer argumento a qualquer momento. A gente já rolou muita água para você perceber que opiniões mudam, que descobertas vão surgindo e que a própria ciência vai mudando e a própria teologia também vai mudando. Então, a gente aprende com o tempo, né, que essa disputa entre ciência e religião, entre fé e e ciência, ela é um tanto superficial, na verdade, porque eles estão às vezes falando de eh expectativas ou análises diferentes da realidade, né? Enquanto a ciência trata de como as coisas funcionam, né, a fé ela trata eh do que as coisas significam. Que que eu vou trazer? Eu quero trazer aqui o exemplo da história, que é a área da ciência que eu que eu domino mais. A Bíblia, ela apresenta lá os as listas de reis, por exemplo, ela apresenta eh reis bons e maus, tá? Então, nós temos lá um rei muito bom, que é o rei Ezequias. E temos o filho dele, o Manassés, que é o pior de todos. Manassés é aquele que a Bíblia assim desanca como o pior de todos e reinou 55 anos. E qual é o critério da Bíblia para dizer que um rei é bom ou mau? Critério da Bíblia é o quê? O culto a Deus, a relação com Deus, com Yahé. Não é o PIB, não é a política externa, não é a economia, não é nada disso. Quando você vai paraa história, você descobre que Ezequias é o responsável pelo fracasso internacional de Israel, porque ele rejeitou a submissão ao império assírio por motivos piedosos, para confiar apenas em Deus. Ele tem o reino devastado pelos assírios. Eles cercam Jerusalém e Deus salva Jerusalém, mas sobra Jerusalém, o resto é devastado. Manassés, o filho dele, é o cara que faz a aliança com a Síria, torna o reino submisso à Síria, né? Paga imposto, tributo paraa Síria e floresce em termos econômicos. Ele entra na na linha de comércio de toda Palestina ali com o Egito e tudo mais. E o PIB dispara. É o tempo de maior riqueza. Se você pegasse qualquer historiador ou analista de política internacional hoje e tivesse esses dois rendos, o que que ele diria? Que o bom rei, o excelente rei, o cara que pensou no povo e trouxe prosperidade pra nação foi Manassés. Já o Ezequias misturou religião com política e deu no que deu. Basicamente isso. Nós estamos lidando com perspectivas diferentes da mesma realidade. Apenas um exemplo da história. Aí podem ir para outras. Então eu não vejo assim, na minha perspectiva, um problema tão grande entre a ciência e a história, simplesmente porque são duas eh eh entre a ciência e a teologia, simplesmente porque são duas formas de abordar a realidade que podem ser perfeitamente complementares, mas algumas pessoas estão em crise nisso. Então podem avançar e tentar entender com funcionam essas duas realidades. Outra dúvida que aparece às vezes é com detalhes da doutrina, né? A gente tem às vezes uma crise sobre determinadas questões que nós mesmos cremos. Às vezes falar sobre um inferno pode ser difícil. É uma doutrina difícil. Às vezes tentar explicar, compreender como é que Deus se torna carne na pessoa de Jesus de Nazaré não é uma coisa fácil. Surgem elementos complicadores que nos dificultam. E aí nós temos também de novo que ter o quê? Uma humildade de compreender que a revelação de Deus é algo de uma realidade absolutamente incognocível e que vem a nós para tentarmos assimilar isso de uma maneira racional que por vezes vai ser extremamente complicado. Elaboramos uma doutrina que tenta se aproximar o máximo da revelação bíblica, mas que não é absolutamente perfeita. Por isso que vão ter doutrinas diferentes em cada denominação, não tem uma variação doutrinária. E às vezes a gente tem uma crise sobre determinada doutrina. Faz parte. faz parte simplesmente porque a gente está lidando com algo absurdamente acima da nossa capacidade. Então, nesses casos, eu recomendo um pouco mais de humildade, estudar, ler um pouco mais o que é que 2000 anos de fé estudaram antes e já refletiram sobre esse assunto, porque não foi pouco. E pessoas muito melhores do que eu e do que os irmãos refletiram muito em cima desses temas. Então, nós temos aí também um um cabedal de de de estudos e escritos para nos ajudar nesses momentos aí. Mas essa doutrina também não é o que mais me mexe comigo. Tem gente que sofre com a dúvida diante do sofrimento. Quando a coisa pega para valer, aí às vezes você vai perguntar: "Onde é que tá Deus?" Agora, a hora que vem uma doença e às vezes uma doença terminal, pode vir uma dúvida, uma crise séria. E é interessante que para esse sofrimento muitas vezes eh geralmente a Bíblia não dá uma resposta muito clara, muito óbvia. Jó é um texto em que Deus se apresenta para ele no final e Deus não explica nada. e não dá explicação nenhuma para ele. Ele vai compreender ali o que que isso tá acima tá muito acima da possibilidade dele, né, de de compreensão. E ele só pode aceitar aquilo que Deus tá propondo para ele. Nessa questão do sofrimento, Jesus mesmo diz uma coisa assombrosa lá no final do do sermão do monte, quando ele diz o quê? Você não deve andar ansioso pelo dia de amanhã, não deve andar ansioso com o que vai comer, beber, porque Deus tá cuidando, Deus vai te dar, etc, etc. Aí ele termina no final com uma frase que eu acho assim uma bomba nuclear na cabeça da gente. A cada dia basta o seu mal. Ou seja, tem dia que vai ser muito ruim, tem dia que a coisa vai pesar. E quem tá falando isso? Jesus é o cara que teve o pior dia do universo caindo na cabeça dele. Mas sabendo desse dia que ia cair na cabeça dele, ele não deixou de dar risada e transformar água em vinho lá num casamento. Ele não deixou de viver tudo que tinha que viver até aquele momento. Então ele sabia. Você vai viver a alegria de hoje, sabendo que Deus te propôs aquilo e vai viver a tristeza de amanhã, sabendo que vai ter um dia ruim. Eles vão vivo. Então, a gente tá ouvindo sobre o sofrimento. E essa é a grande resposta que na minha opinião, a Bíblia dá sobre o sofrimento, é que Deus decidiu sofrer por nós e decidiu sofrer conosco na pessoa de Jesus. Então, nós temos aí não uma explicação, mas uma simpatia, uma empatia. Deus vem sofrer junto. E nesse sofrer junto, a gente sabe que tem junto a Deus alguém que sabe a bucha que ia passar por esse mundo. Quando eu tava cuidando com o meu irmão do meu pai, eh, ele faleceu de fibrose pulmonar idiopática. Ele já tava com Alzheimer, né? Então, foram 8, 9 meses da gente, os irmãos que cuidam de alguém terminal sabem de você tá velando um corpo vivo, né? Então, e aí naquele tempo, eu lembro assim que a oração ganha outro sentido, porque a oração é não é mais assim, livra, cura, não sei quê. A oração é leva, né? Leva que pare de sofrer. E aí o que fazia diferença, sabe o que que é? É você saber que estava orando para alguém que sabia o que era morrer sufocado. Essa é a diferença. Essa é a diferença da da do do reconhecimento de vocês reconhecerem outro é a participação física no sofrimento da pessoa. eu posso tranquilamente eh entender o nível do sofrimento de uma mãe que acabou de perder um filho recém-nascido. Eu consigo entender isso, mas eu não posso sentir isso. Não posso saber na pele. E o meu consolo para uma mulher acabou de perder o bebê é um consolo praticamente vazio. Não explica nada. Agora a minha mãe que perdeu o primeiro, quando vai falar para alguém que acabou de perder o seu filho, aí tem sentido. Por quê? Eu passei por isso, eu sei como é. E aí ganha outro sentido. Então nós temos um Deus que compartilha do sofrimento com a gente, ele sabe o que que é. Aí é a grande diferença. Então assim, embora o sofrimento traga muita dúvida para várias pessoas, me parece que ele é aquele que menos agride de fato, né, a comunidade dos crianças. Quem passou pelo sofrimento sabe que você sai, né, maior desse sofrimento, uma fé mais aprofundada. Mas finalmente, né, a dúvida, e agora é uma questão muito pessoal, a dúvida que me pega mesmo é a dúvida que vem da igreja. Essa a dúvida que me que mais me pega é aquela dúvida que você vê no comportamento às vezes dos clientes, principalmente no debate público, né? Então, eh, é duro às vezes você que tá trabalhando com ensino bíblico, né? E aí você faz às vezes um recorte de uma pregação, uma palavra sua de um minuto, joga lá no Instagram e vem alguém embaixo lá e coloca eh, como é que é? falou pouco, mas transbordou o vaso, tá? Ou eh limpa a boca com papel higiênico. E aí você entra no perfil do cidadão e tá lá, filho do Deus altíssimo, pastor da igreja, não sei das quantas. Aí quando você começa a olhar essas coisas e começa vendo, né? Tem uma coisa que eu parei de fazer, graças a Deus, foi ler comentários, porque o comentário é o lugar que você escancara. a porta do inferno, né? Você dá uma espiadinha lá e Jesus, aí você para de olhar. Então já já não leio mais porque realmente é terrível. Mas é ali que você vai vendo toda a perversidade das pessoas afumindo. E aí você vai vendo quase todos, né? Um monte de gente crente, mas que tá lá destilando o ódio um pior do que o outro em nome de uma defesa da fé e da ortodoxia. Aí eu dou uma balançada. Essa foi a hora que várias vezes eu já assim, cara, eh, restarta e vamos começar porque esse troço não deu certo. Beleza. Por quê? Porque nós temos um grande, a nossa fé é um grande pacote, né? Ela não é apenas um conjunto de coisas que a gente acredita, ela implica numa transformação. Quando a gente fala que você se converteu, vem junto um uma transformação de vida. Vocês olham, eu tô transformado por Jesus. E aí de repente você olha para esses que dizem que são tocados por Jesus e você vê ali apenas perversidade. O cara troço não deu certo. Você começa a dar uma balançada. Essa é a que mais me per. Mas ao mesmo tempo de novo, a gente volta pra Bíblia, porque aí a gente vê a função dessas narrativas da Bíblia. Não é só contar a historinha, nós estamos falando sobre a dura realidade da vida. Aí outra vez eu resolvi dar uma olhada na história do sacerdócio na Bíblia. A história do sacerdócio é macabra. Ela começa com Arão. Qual é o primeiro ato de Arão como esse sacerdote? Um bezerro de ouro, cara. Aí vem a história lá do cara. Você tem sacerdote sendo engolido, depois você tem Davi, sacerdote tocando na arca, sendo fulminado. A história do do dos lá em Juízes, né? O Eli e os filhos dele. É uma corrupção, é uma bagunça aquele negócio. Aí vem o Samuel, agora vai dar certo os filhos dele tudo corrupto aí também desanda. E a história lá ao longo da da eh eh do templo lá, do segundo templo, é uma história absurda. Um rei pior que o outro, fazendo o que quer com o templo, não tem um sacerdote que se levanta contra e diz: "Não, não vai entrar ídolo aqui dentro. Não tem um, aliás, tem um só lá no final e matam ele, né?" Então, ah, não tem, chega no Novo Testamento, quem é o sacerdócio? Saduceus são os caras que mataram Jesus. Olha a história do sacerdócio da Bíblia. É um horror. Mas aí você rebomina e vai pro início. Ao mesmo tempo que tem isso, você tem lá um Elias e 7.000 que não se curvaram a Baal lá em Israel. Você tem, né, o próprio Samuel que aparece no meio daquela gandaia, é um homem piedoso, um homem correto. Você tem Jeremias que tem o sacerdócio de Jerusalém, apoiando todo o horror que acontecia em Jerusalém. E tem Jeremias com uma voz dizendo: "Não, isso tudo tá errado". Então, ao mesmo tempo que você tem esse sacerdócio corrompido, você tem joelhos que não se dobraram a isso, as duas coisas. E aí você vai entendendo a realidade como ela é. Então, você vai se aproximando não de um mundo idealizado, perfeito, mas do mundo concreto e real. E a Bíblia nos apresenta isso. Então a gente vai descobrindo nessas dúvidas que, né, há de tudo de baixo, mas que as coisas são de fato assim. Ela é assim. E isso, na minha opinião, ajuda a lidar um pouco mais com essas dúvidas que eu tenho quando elas surgem dentro da igreja. Eu acho que a gente consegue lidar melhor assim. A gente encontra isso. Por isso que é tão importante para mim eh essas viagens que eu faço eventualmente para eventos presenciais. Porque é impressionante, né? No porque quando a gente olha a internet, a gente fica desanimado, tá gente? Na internet é desanimador. Você você fica com uma perspectiva, e esse é o problema do mundo digital, você tem uma perspectiva que realmente deu tudo errado, cara. Essa igreja desandou, não funciona. Mas aí quando você começa a viajar, você encontra um pastor aqui, puxa vida, olha o trabalho que tá fazendo. Você encontra outra pessoa que diz: "Olha, eh, né, agindo com bondade, agindo bem, sendo um bom representando o evangélico, não. O reino de Deus continua vivo, continua bem e continua muito bem. Então, graças a Deus por esses irmãos que são luz realmente dentro das igrejas e continuam sendo um grande exemplo do evangelho. Então, assim, em geral, gente, o que eu quero dizer com isso tudo é que a fé sim ela pode duvidar. A gente pode ter por várias razões dúvidas, receios, medos, tropeços, porque a fé ela também é um processo que a gente vai se desenvolvendo, a gente vai crescendo em fé, a gente vai amadurecendo essa fé. E vocês vão notar, e vocês já devem ter notado isso, que a dúvida que você tinha quando era um crente aos 15 anos, não é a mesma dúvida que você tem aos 50. As dúvidas mudaram. Aquela dúvida do passado, você vai olhar, mas que bobagem eu ter achado isso uma um problema. Não era uma bobagem na época, era duro. Mas as dúvidas vão mudando. E elas vão mudando por quê? Porque nós amadurecemos, a gente cresceu. Então a dúvida faz parte dessa jornada. E eu, pessoalmente, eu desconfio demais do crente que não tem dúvida nenhuma. Desconfio demais. Sabe por quê? Porque eu eu acho que essa pessoa não foi tocada existencialmente pela fé, ou seja, ela não tá comprometendo a vida dela para valer nisso que crê, porque fé é um ato de coragem. Você tem que crer. Você tá colocando a tua vida, né, à disposição disso que você crê. Você tá baseando a tua vida nela. É um ato de muita coragem. Então, se você simplesmente leva tudo assim na flauta, como se diz, você sabe, não tenho dúvida nenhuma, para mim é tudo tranquilo, eu não sei o quanto você realmente colocou isso como um fundamento da vida. Tenho lá minhas dúvidas. Então, acho que a dúvida ela de fato nos acompanha, ela vem junto, né? Então, eh, acho que o Tim Keller fala isso, né? Uma fé sem dúvidas é como um corpo humano sem anticorpos. é a dúvida que te prepara, porque na certeza você olha a coisa superficialmente, passou. Agora, quando vem a dúvida em cima do texto, você vai examinar, você vai tentar entender, você vai aprofundar o pensamento. Nessa aprofundamento, você vai ganhar novas convicções. Olha, não, eu tava errado nesse ponto. Eu aqui acho que tem base isso aqui. Então você melhora a tua tela, se aprofunda e ela vai te dar mais capacidade de passar por esse mundo que não é fácil. Então, como vencer as dúvidas, afinal de contas, né? Eh, como passar por isso? Porque a fé, a dúvida, gente, embora ela seja esse elemento que está presente na nossa vida inteira, na nossa caminhada inteira, ela não é algo a ser buscado, tá? A dúvida é aprovação. A gente não pode propor uma hermenêutica da dúvida, ou seja, eu tudo tem que olhar e questionar e botar dúvida. Não é assim que funciona. A dúvida é o tropeço. A dúvida é aquilo que te dificulta a caminhada e que vai te tornar mais forte a partir disso, mas você não busca. Então, dar alguns conselhos aqui que você poderia dar, né? Eu diria em primeiro lugar, a gente não deve buscar a dúvida. Não é algo que você tem que ficar alimentando. A dúvida bate e você combate. Não é algo para ficar alimentando, né? Ela veio e ok, mas ela não é o centro da minha existência, eu não vou focar nela. Então primeiro a questão é essa. Ela não é algo ser buscado, ela é ela é a dificuldade do caminho. Segunda coisa, não tenha medo ao mesmo tempo de pensar e questionar. A gente não deve ter também daí o outro lado. Não, eu não posso duvidar e perguntar: "Não, não, pera aí. Você é um ser que Deus criou com racionalidade, né? lá os bereianos, o que que eles faziam? O camarada falava algo, eles iam conferir nas escrituras, se questionavam, queriam ver, olha, será que você tem base ou não tem? Então, ao mesmo tempo, sim, a gente deve, né, eh, pensionar, pensar e questionar sempre, mas ele não é um modo de vida, uma busca constante. Onde é que eu vou achar um furo, uma dúvida? Não, mas ele está, tem uma relação de pensamento. Terceira dica. Gente, não se preocupe tanto com as dúvidas, tá? Não se leve tão a sério. A gente precisa de um pouco mais de leveza, sabe? Então, a dúvida bate, mas, cara, não deixa ela tomar conta da tua cabeça, cara. Relaxa, velho, né? Deixa a vida me levar, a vida leva eu. Já dizia o, né, o poeta, né? Isso não quer dizer simplesmente levar tudo trivialmente. A gente não deixa esse troço te tornar uma obsessão, né? Então, né? Não te leva tão a sério. As tuas dúvidas talvez eu tenham sido sanada para outra pessoa. Conversa com outras pessoas, né? Uma vez teve um camarada me mandou um no directo, tinha visto um documentário, não sei aonde, de um camarada, de uma tese, uma teoria de que toda a história de Jesus evangelhos foram inventadas pelos romanos para derrubar um mundo judaico que tava acabando não sei o que lá. Aí o cara do céu, fiquei assim, ó, 4 anos de história na URGs, eu nunca ouvi esse negócio, né, cara? Fui dar uma pesquisada, né? Aí sim. Aí você acaba achando essas loucuras lá em algum lugar, né? Aí você acha o negócio, descobre, cara, tró relevância zero, hipótese completamente descartada e ridicularizada no meio acadêmico, assim, um negócio que nada. Aí eu devolvi para ele assim: "Ah, cara, desculpa, é, tem dúvida que é problema sério mesmo, mas isso aqui é uma bobagem. Isso aqui é uma bobagem. Não tem base acadêmica, não tem base nenhum atucha isso aqui, cara. Então, se comporta. Aí o camarada respondeu assim: "Bá, desculpe, fiquei até com vergonha aqui." É, gente, tem dúvida que você tem que ter vergonha mesmo, sabe? Tem dúvida, tem que ter vergonha. Vai conversar com alguém, um pastor, um especialista de área, que ele vai te ajudar às vezes a sanar algumas bobagens, tá? Porque tem bobagem, tem muita bobagem. Então, também às vezes, gente, não leva tão a sério a dúvida que não tem. Pode ser uma senhora bobagem, tá? Aí, outra questão, quarta dica, seja cético com a descrença também. Por que que o mundo tem que ser somente aquilo que pode ser medido por uma régua? Porque uma das coisas que a fé faz é ampliar o horizonte da existência. Ela te permite perceber que existem realidades que não podem ser medidas simplesmente pela ciência. Tem realidades do mundo que não cabem numa fórmula. As ciências humanas estão muito mais perto de entender isso, porque elas percebem, né, que a realidade humana é mais do que aquilo que você vê na matéria. Então, a fé expande a nossa percepção da realidade, né? Então, você tem que ser cético também sobre essa descrença. Por que que eu tenho que duvidar de tudo? Por que que esse cara que desacredita de tudo tem que estar certo? Talvez ele esteja errado também. Não posso duvidar desse camarada. Você pode duvidar dele também. Então, não dê também tanto crédito a descrença de pessoas que simplesmente aparentam uma grande sabedoria que no fundo talvez não tenha. Então, não dê tanto crédito a eles. Quinta dica, são sete, tá gente? Sempre esse número mágico aí. Quinta dica, pense nas certezas, tá gente? Porque a gente tem dúvida, mas a gente tem um monte de certeza. Nós temos experiências do passado. A gente tem memórias de coisas que Deus fez na vida da gente. A gente tem memórias de livramentos de Deus. A gente tem memórias de bênçãos de Deus. E no momento da dúvida, essas memórias são importantes. Não é por acaso que o centro da da questão da Torá toda é o quê? Lembra-te daquilo que Deus fez. Lembra das coisas que Deus fez. Lembra do livramento que Deus te deu quando ele não te permitiu namorar aquela pessoa quando você era um adolescente. Aí você descobre que se tivesse casado com ela, viria ser um inferno. Olha só como Deus me livrou. Engraçado, às vezes Deus nos dá um não, né? E a gente fica todo triste com o não. Passou 30, 40 anos, você olha o passado diso. Graças a Deus. que ele disse não para eu estudar contabilidade. Tô brincando, tá gente? [risadas] Tô brincando, né? Graças a Deus, essa foi uma experiência minha. Graças a Deus, eu não passei na seleção para ser office ser boy do Banco do Brasil quando eu tinha 14 anos de idade, porque me faltavam 3 meses para ter idade mínima, eu não entrei. Se eu tivesse entrado, minha gente, eu seria bancário até hoje. E o Banco do Brasil acho que tem o maior índice de suicídios no Brasil, né? Então, a o desculpa a brincadeira de novo, tá, gente? Eh, eu estaria lá, provavelmente seria um bancário e não teria feito absolutamente nada. Isso aqui que é produto das crises pelas quais eu passei. Graças a Deus pelas crises que eu passei. Então, há certezas que eu olho para trás e que eu só posso concluir o seguinte: Deus conduziu as coisas até aqui. Então, olha para essa certeza e as dúvidas vêm. Claro que tem dúvida junto, mas eu sei que ele tá conduzindo. E aí entra muito esse aspecto da fé do relacional. Eu tenho um relacionamento com Deus, tá? Então, sexto lugar, gente, não espere ter todas as respostas, gente. Tem um monte de coisas que tu não vai saber. Tem um monte de coisas, muitas coisas que não vai saber e Deus não vai te dizer. Paulo teve coisa que ele viu, perguntaram para eles, olha, eu vi umas coisas lá e eu não posso falar e não vou falar. Ele não diz. A gente não tem uma uma teologia sobre a eternidade. A gente sabe que vai ser eterno e que Deus vai transformar todas as coisas. A gente não sabe uma vírgula de como vai ser. Não faz ideia. Tem umas pistas aí. Jesus aparece com o corpo ressuscitado, atravessa a parede, come, voa. Não sei, talvez. A gente não tem uma teologia simplesmente porque Deus não nos diz. Ele apenas diz para crer. Todas as coisas serão novas. Deus vai vir e vai transformar tudo. Como vai ser? A gente não faz ideia. E Deus não diz para nós e não vai dizer. A gente só vai chegar saber quando chegar lá no final. Então eu não sei, mas eu confio em quem tá conduzindo esse negócio. E esse é um dos principais elementos da fé. Fé não é saber tudo. Fé confiar que o camarada tá conduzindo. O camarada é Deus, tá gente? Então fé é isso. É a confiança. É uma relação que você tem com ele, apesar das dúvidas e junto com as dúvidas. As duas coisas andam juntas. É nesse caminhar que funciona a fé junto com a dúvida. E sétima dica que vem da filósofa Dori, do Nemo, continue a Nad. Ela esquecia tudo, vocês lembram? Esquece tudo, vai. E o que que eu faço agora? Diz: "Não, continue a nadar. Continue a nadar". Tem dúvida, gente? Continue a nadar. Continue orando. Continue adorando a Deus. Continue na igreja. Continue lendo a Bíblia, continue tuvocional, apesar da dúvida e apesar de às vezes você orar e achar, cara, não tem ninguém vindo lá em cima. Continua, continua a nadar, porque esse Deus responde e ele vai acabar trazendo uma solução para tua dúvida. Com o tempo, ele vai trazer novas dúvidas, mas vão ser dúvidas mais amadurecidas, já vão ser outras, porque você tá numa caminhada, numa jornada de fé. E a Jesus que tá do teu lado, tá? OK, gente? Então, Deus nos abençoe. >> [aplausos]