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A fé vem pelo ouvir

A Grande Inversão – Colossenses 1:15 | Josemar Bessa

A Grande Inversão – Colossenses 1:15  | Josemar Bessa

A Grande Inversão – Colossenses 1:15 | Josemar Bessa

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Legendas automáticas:

Colossenses 1:15 diz assim: "Ele é a
imagem do Deus invisível, o primogênito
sobre toda a criação.
Uma das formas mais destrutivas
de se relacionar com alguém é recusar a
pessoa real e lidar apenas com a pessoa
imaginada. não ouvir quem ela disse, não
receber sua palavra, não aceitar sua
presença concreta, não permitir que ela
se revele, não deixar que a realidade
corrija
a imagem que
fabricamos.
O coração cria um retrato, depois
responde ao retrato, não a pessoa. Isso
acontece em casamentos. Um homem se casa
não com a esposa real, mas com a imagem
que construiu dela. Uma mulher se casa
não com o marido real, mas com a versão
que desejava que ele fosse. Depois,
quando a realidade aparece, surge a
irritação, a frustração,
a acusação, a sensação de engano.
Mas muitas vezes o engano não estava no
outro, estava na imagem. A pessoa estava
ali falando, mostrando, revelando, mas o
coração preferiu
editar.
Isso acontece entre pais e filhos. Pais
olham para os filhos reais e enxergam
projetos pessoais. Vem vocações que
desejam controlar. Vem temperamentos que
desejam negar, vem limites que desejam
esconder, vem dores que preferem não
admitir. O filho fala, mas a imagem fala
mais alto. Isso acontece
nas amizades.
Queremos amigos que confirmem nossa
narrativa, que cumpram papéis que não
fujam do roteiro, que nos de a segurança
de um mundo administrável. E quando a
pessoa real aparece com vontade própria,
limites próprios, fraquezas próprias,
complexidade própria, nós nos sentimos
traídos. Mas no fundo não foi a pessoa
que traiu, foi a nossa fantasia que
caiu. O coração humano tem essa
tendência.
Ele cria uma imagem, depois se apega a
ela, depois defende essa imagem contra a
realidade.
Porque a realidade exige humildade.
A imagem dá controle. A realidade nos
obriga a ouvir. A imagem nos permite
dirigir. A realidade nos limita, a
imagem nos dá a ilusão de domínio.
A realidade diz: "Receba o que é". A
imagem diz: "Molde o que existe ao que
você deseja". Aqui está a raiz.
Controle. O homem quer um mundo
administrável, quer pessoas previsíveis,
quer circunstâncias obedientes, quer
ambientes que confirmem seus medos ou
seus desejos.
Quer uma vida editável, quer uma
realidade que não o contrarie. Por isso,
a imaginação, quando não é governada
pela verdade, torna-se instrumento de
domínio.
Ela não apenas sonha, ela manipula. Ela
não apenas cria possibilidades, ela
substitui a realidade. Ela não apenas
ajuda a ver, ela pode impedir de ver. E
a Bíblia chama isso pelo nome certo.
Pecado. Não é apenas insegurança, não é
apenas mecanismo emocional, não é apenas
necessidade de controle, não é apenas
ferida relacional, é mais fundo. É o
velho complexo de Deus.
A criatura querendo ocupar o lugar do
criador no jardim. A serpente não
ofereceu apenas fruto, ofereceu um
trono. Vocês serão como Deus.
Esse é o impulso antigo, definir,
nomear,
controlar, decidir o bem e o mal, editar
a realidade, não receber o mundo da mão
de Deus, mas reconstruí-lo a partir da
própria vontade.
O pecado
não
distorce apenas o que fazemos, distorce
como vemos.
Vemos pessoas de modo torto, vemos
circunstâncias de modo torto, vemos a
nós mesmos de modo torto. E, acima de
tudo, vemos Deus de modo torto. Se
fazemos isso com pessoas, faremos ainda
mais com Deus, porque Deus é a realidade
que mais ameaça a nossa autonomia.
Ele não pode ser administrado,
não pode ser reduzido,
não pode ser encaixado, não pode ser
usado, não pode ser editado.
Então, o coração caído tenta outro
caminho. Se não consegue controlar Deus
como ele é, tenta imaginar Deus como
gostaria
que ele fosse.
Um Deus mais manejável, mais previsível,
mais dócil, mais útil, mais
silencioso,
mais parecido com nossos desejos, mais
compatível com nossos pecados, mais
adequado às nossas feridas, mas disposto
a validar aquilo
que não queremos entregar. Um Deus sem
arestas, sem juízo, sem santidade que
constrange,
sem mandamentos que ferem a carne, sem
soberania que humilha, sem mistério que
nos obrigue a confiar, sem glória que
nos tire do centro. O homem não quer
apenas fugir de Deus, muitas vezes quer
recriar Deus. Quer um Deus que diga o
que ele já pensa, que aprove o que ele
já deseja, que abençoe o que ele já
decidiu,
que console sem governar,
que perdoe sem purificar, que acompanhe
sem reinar. E é exatamente aqui que o
segundo mandamento entra. Não farás para
ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de
qualquer coisa no céu, na terra ou nas
águas debaixo da terra. Não te
prostrarás diante deles, nem lhes
prestarás culto. Esse mandamento
não é mera repetição do primeiro. O
primeiro mandamento diz: "Não adore
outros deuses". O segundo vai mais fundo
e diz: "Não adore o Deus verdadeiro por
meio de uma imagem falsa".
O primeiro confronto é a troca de Deus
por outro objeto de culto. O segundo
confronto é a falsificação do próprio
Deus.
É possível dizer o nome certo e imaginar
o Deus errado.
É possível usar linguagem bíblica e
carregar uma imagem antibíblica. É
possível falar do Senhor e tratá-lo como
assistente.
É possível dizer Deus e pensar em uma
projeção dos próprios desejos. É
possível adorar não o Deus que se
revelou, mas a caricatura
que nos deixa mais
confortáveis.
Esse é o perigo. O ídolo não começa
quando a mão esculpe, começa quando o
coração imagina Deus sem se submeter à
revelação.
antes da madeira, antes do ouro, antes
da pedra, antes da estátua, há uma
imagem mental,
uma preferência,
uma redução, uma tentativa de tornar o
Deus vivo mais adequado ao tamanho da
nossa vontade. Por isso, o segundo
mandamento é misericórdia.
Deus nos proíbe de fabricá-lo porque
toda a fabricação o diminui.
E quando diminuímos Deus, destruímos as
nós mesmas. Porque
uma vida construída diante de uma imagem
falsa de Deus se torna uma vida falsa.
Se Deus é apenas indulgente, o pecado
parece leve. Se Deus é apenas severo, a
graça parece impossível.
Se Deus é apenas útil, a adoração vira
troca.
Se Deus é apenas distante, a oração
esfria. Se Deus é apenas próximo, sem
santidade,
a reverência morre.
Se Deus é apenas soberano, sem bondade,
o coração entra em pânico. Se Deus é
apenas bondoso, sem soberania, o
sofrimento vira desespero.
Toda distorção de Deus distorce a alma.
Por isso Deus fala, ele não nos entrega
à nossa imaginação.
Ele se revela. E a revelação sempre
humilha a fantasia. Pois os meus
pensamentos não são os pensamentos de
vocês, nem os meus caminhos são o eh eh
os seus caminhos são os meus caminhos,
declara o Senhor. Deus é maior.
Maior que nossa preferência, maior que
nossa cultura, maior que nossa dor,
maior que nossos medos, maior que nossa
tentativa de defini-lo.
A pergunta decisiva é esta: a revelação
governará minha imaginação
ou minha imaginação tentará governar a
revelação? Se a imaginação toma o lugar
da palavra, o coração deixa de adorar
Deus e começa a adorar seu próprio
reflexo.
Mas Deus não nos chamou para contemplar
reflexos. chamou-nos para contemplar a
verdade. E a verdade começa aqui. Deus é
Deus, nós
não somos. Ele se revela, nós recebemos.
Ele fala, nós nos curvamos. Quando a
imaginação toma o lugar da revelação, a
alma deixa de adorar Deus e começa a
adorar seu próprio reflexo.
Então, Colossenses 1:15 diz: "Ele é a
imagem do Deus invisível, o primogênito
sobre toda a criação." Cristo é a imagem
do Deus invisível. Essa frase carrega um
peso imenso. Deus é invisível. Não
porque seja irreal, não porque seja
distante no sentido de ausente, não
porque seja uma ideia vaga, uma força
sem rosto, uma energia espalhada pelo
universo. Deus é invisível porque
transcende a ordem criada. Ele não
pertence ao mesmo nível das coisas que
vemos.
Não é parte do mundo, não é um objeto
dentro do universo, não é uma criatura
maior entre criaturas menores.
Não pode ser localizado, medido,
esculpido, circunscrito, pendurado,
carregado
ou domesticado.
Ele é Deus, espírito infinito, criador
de todas as coisas, Senhor dos céus e da
terra, rei eterno, imortal, invisível.
Por isso, o segundo mandamento é tão
sério. Não faráis imagem, não
fabricaráis uma representação para
reduzir o santo ao tamanho da matéria.
Não tentarás capturar o Deus vivo em
forma visível. Não transformaris o
criador em objeto de culto manipulado
pela criatura,
mesmo apenas na mente.
No Sinai,
Deus fez questão de ensinar isso. Israel
ouviu a voz, mas não viu forma. A
escritura diz: "Então, o Senhor falou a
vocês do meio do fogo. Vocês ouviram o
som das palavras, mas não viram forma
alguma. Apenas se ouvi uma voz.
E depois vem a advertência.
Tenham muito cuidado, pois vocês não
viram forma alguma no dia em que o
Senhor lhes falou em Orebe, do meio do
fogo. Portanto, não se corrompam fazendo
para si um ídolo, uma imagem de alguma
forma.
A ausência de forma fazia parte da
revelação. Deus estava ensinando o seu
povo a não confundir presença com
figura. Ele estava ali, ele falava, ele
governava, ele revelava, ele fazia
aliança, mas não podia ser visto como
objeto, não podia ser reduzido a uma
forma.
O povo ouviu voz, não viu imagem para
aprender que a palavra deveria governar
a imaginação.
Essa é a misericórdia do Deus invisível.
Ele não se deixa aprisionar por aquilo
que os olhos conseguem dominar.
Porque toda imagem criada quando tenta
representar Deus oculta mais do que
revela. Sempre toda imagem seleciona e
ao selecionar reduz. Mostra um aspecto,
esconde outros.
fixa uma impressão, silencia outras
perfeições,
dá ao coração uma forma menor do que a
glória infinita do Senhor.
Foi isso que aconteceu com o bezerro de
ouro. O povo não pensou simplesmente
estar abandonando toda a linguagem de
Deus. Eles disseram: "Eis aí os seus
deuses, ó Israel, que tiraram vocês do
Egito". Queriam adorar o Deus libertador
por meio de uma imagem. Mas que imagem?
Um bezerro.
A imagem podia sugerir força,
mas não santidade.
Podia sugerir vigor, mas não pureza.
Podia sugerir energia, mas não
personalidade.
Podia sugerir poder, mas não justiça,
misericórdia, graça, paciência, ira
santa, fidelidade de aliança e ternura
redentora. O bezerro não era neutro.
Nenhuma imagem,
mesmo mental é neutra. Ela começou a
ensinar uma teologia menor, um Deus
reduzido à força,
um Deus domesticado pela forma, um Deus
visível, manejável, presente ao toque,
carregável pelo culto,
um Deus que cabia
dentro do projeto religioso da multidão.
E todo Deus que cabe no projeto humano
deixa de ser o Deus vivo. Esse é o
perigo. Se a imagem sorri, pode ocultar
a ira santa de Deus contra o mal. Se a
imagem parece severa, pode ocultar sua
ternura. Se parece frágil, oculta sua
majestade. Se parece majestosa, pode
ocultar sua condescendência.
Se mostra bondade, pode apagar juízo. Se
mostra juízo, pode apagar misericórdia.
Se tentar mostrar proximidade, pode
enfraquecer transcendência.
Se tentar mostrar transcendência, pode
esfriar a graça da proximidade.
Toda representação criada é menor que
Deus, infinitamente menor. E quando essa
representação entra na adoração,
ela não fica parada, ela captura o
coração, ela educa o desejo, governa a
imaginação, forma expectativas,
reorganiza a oração, altera o temor,
diminui a reverência,
rebaixa o mistério, conduz a alma a se
relacionar não com o Deus que falou, mas
com a imagem que ela consegue controlar.
Por isso Deus pergunta por meio do
profeta: "Com quem vocês compararão
Deus?
Como poderão representá-lo?" Essa
pergunta deve calar a criatura. Com
quem? Que forma poderia conter o
infinito? Que matéria poderia expressar
o espírito eterno? Que rosto fabricado
poderia carregar a santidade sem medida?
Que escultura poderia mostrar ao mesmo
tempo a ira contra o pecado e o amor
pelo pecador, a glória inacessível e a
condescendência que se inclina, a a
soberania absoluta e a compaixão pelos
quebrantados. Nada. A mão humana e a
mente humana não consegue desenhar Deus,
consegue apenas diminuí-lo.
Isso não significa que toda a arte seja
proibida. A Bíblia não condena a
habilidade artística em si. Deus mesmo
encheu artesãos de sabedoria para
trabalhar no tabernáculo. A beleza
criada pode servir à gratidão, à
memória, à instrução, a contemplação da
obra de Deus. Mas nenhuma imagem deve
ser usada como meio de culto ao próprio
Deus. Nenhuma forma deve receber o peso
de representar adequadamente sua
essência. em objeto deve mediar a
adoração como se a glória divina pudesse
ser concentrada nele. Deus não é objeto
visual domesticável. Não pode ser
pendurado na parede como se estivesse
disponível ao olhar humano. Não pode ser
carregado em procissão como se
dependesse de braços. Não pode ser
esculpido como se sua glória tivesse
contorno. Não pode ser manipulado como
se a criatura pudesse prender a presença
do Criador em alguma coisa que ela mesma
fez.
Paulo disse em Atenas: "O Deus que fez o
mundo e tudo o que nele há é o Senhor
dos céus e da terra e não habita em
santuários feito por mãos humanas. Ele
não é servido por mãos de homens como se
necessitasse de algo. Porque ele mesmo
dá a todos a vida, o fôlego e as demais
coisas. Esse é o Deus verdadeiro. Ele
não precisa ser fabricado, ele fabrica
todas as coisas. Ele não precisa ser
carregado, ele sustenta todas as coisas.
Ele não precisa de olhos de pedra para
ver. Ele vê tudo. Não precisa de ouvidos
esculpidos para ouvir. Ele conhece até
pensamentos antes que se tornem
palavras. Não precisa de boca desenhada
para falar. Ele falou e mundos vieram à
existência. Por isso, a adoração
verdadeira começa com rendição à
invisibilidade de Deus. Não
invisibilidade como ausência, mas
invisibilidade como majestade.
Nós não o controlamos pelos olhos, nós o
recebemos pela palavra. Nós não o
moldamos com as mãos. Nós nos curvamos
ao que ele revelou. Nós não fabricamos
uma forma para subir até a ele. Ele
mesmo em sua graça, dará a imagem
verdadeira, Cristo. Mas antes de
contemplarmos
a plenitude dessa resposta, precisamos
sentir a proibição. Não faça imagem. Não
reduza Deus. Não transforme o Santo em
figura manejável.
Não permita que uma representação menor
sequestre o coração que deveria tremer
diante da glória infinita.
A mão que tenta desenhar Deus sempre
termina diminuindo a glória que
pretendia honrar.
E João 4:24 diz: "Deus é espírito e é
necessário que os seus adoradores o
adorem em espírito e em verdade."
Antes da mão esculpir, o coração
imaginou.
Antes da estátua existir, a mente
reduziu Deus. Antes do ouro ser moldado,
antes da madeira ser cortada, antes da
pedra receber forma, algo mais profundo
já havia acontecido.
A alma havia decidido que Deus precisava
caber em uma imagem. Esse é o ponto. O
problema do segundo mandamento não está
apenas no metal, não está apenas na
pedra, não está apenas na madeira, não
está apenas na arte visível, está na
imaginação rebelde. A imagem física é
apenas a idolatria, se tornando visível.
Mas a idolatria começa antes, começa
quando o coração decide que pode pensar
em Deus sem se curvar ao modo como Deus
se revelou.
Começa quando a criatura diz: "Eu gosto
de pensar em Deus assim". Essa frase
parece inocente, parece sensível, parece
pessoal, parece espiritual, parece até
humilde,
mas pode ser o começo de um altar falso.
Porque a questão não é como eu gosto de
pensar em Deus. A questão é quem Deus
revelou ser. Não, eu prefiro um Deus
assim, mas Deus falou assim. Não, minha
sensibilidade pede esse tipo de Deus,
mas a escritura revela este Deus.
Não, meu coração só aceita um Deus que
caiba aqui, mas meu coração precisa ser
quebrado, ampliado, corrigido e
governado pelo Deus vivo.
O segundo mandamento confronta essa
fabricação interior.
Ele nos proíbe de adorar uma versão de
Deus moldada pela preferência humana.
Não apenas uma imagem colocada no
templo, mas uma imagem guardada dentro
da mente. Um Deus sem aquilo que nos
incomoda, um Deus sem aquilo que nos
confronta, um Deus sem aquilo que fere
nossa autonomia, um Deus sem aquilo que
exige arrependimento, um Deus sem aquilo
que desmonta nossos pecados preferidos.
Vivemos em uma época
em que muitos tratam Deus como tela em
branco. Cada um projeta nele seus
desejos. Um Deus que nunca julga, nunca
contradiz, nunca exige, nunca ordena,
nunca chama ao arrependimento, nunca
fala eh contra a cultura, nunca fere a
autoestima, nunca interrompe o prazer,
nunca põe a cruz sobre os ombros, nunca
diz: "Negue-se a si mesmo".
Um Deus que apenas confirma. Confirma o
eu, confirma os planos, confirma os
afetos, confirma as escolhas, confirma a
identidade construída longe da palavra,
confirma até pecados que a Bíblia chama
de morte. Esse Deus é muito popular
porque não é Deus, é reflexo, é
projeção, é produto religioso da carne,
é uma versão espiritualizada dos nossos
próprios desejos.
Mas Deus não é uma tela, não é um livro
que editamos, não é matériapra para
nossa criatividade espiritual, não é
barro nas mãos da criatura, não é
personagem que adaptamos à sensibilidade
do século. Deus fala, Deus se revela,
Deus define quem é. E quando Deus se
revela a criatura não tem o direito de
revisar,
tem o dever de se curvar.
Essa é a pergunta decisiva.
A verdade regulará a imaginação ou a
imaginação deformará a verdade? Essa
pergunta atravessa toda a vida cristã,
porque a imaginação é poderosa. Ela
consegue pintar cenários, consegue
aumentar medos, consegue suavizar
pecados, consegue criar desculpas,
consegue vestir a rebelião com linguagem
bonita,
consegue transformar desobediência em
autenticidade, consegue transformar
incredulidade em prudência, consegue
transformar Deus em alguém mais fácil de
suportar. Mas a imaginação também é
caída, tão caída quanto os apetites. Nós
sabemos que não devemos confiar
cegamente no apetite por comida. Se o
corpo governar sem disciplina, ele
destrói a saúde. Se todo desejo for
obedecido, a alma vira escrava. Se toda
a vontade de comer, beber, possuir,
descansar
e se satisfazer for tratada como lei, o
homem se desordena por inteiro.
Também não confiamos cegamente no
impulso sexual. Ele pode ser forte, pode
parecer natural, pode parecer
inevitável, pode parecer sincero, mas se
não for governado pela verdade de Deus,
produz ruína. Não confiamos cegamente
nas preferências relacionais. Porque o
coração tende a amar o familiar e
desprezar eh o diferente.
Tende a proteger quem confirma sua
narrativa, tende a rejeitar quem o
confronta, tende a construir
preconceitos e chamá-los de
discernimento.
Então, por que confiaríamos cegamente na
imaginação espiritual? Porque
acreditaríamos que nossos pensamentos
espontâneos sobre Deus são puros?
Por que trataríamos nossas preferências
como revelação?
Por permitiríamos
que uma alma caída definisse o Deus
santo? O coração é enganoso mais do que
todas as coisas e desesperadamente
corrupto. Isso inclui o coração
religioso, inclui o coração que fala de
Deus, inclui o coração que canta. Inclui
o coração que lê, inclui o coração que
ora, inclui o coração que diz: "Eu sinto
que Deus é assim. A sinceridade não
purifica a imaginação.
A intensidade não santifica a
preferência. A emoção não transforma
projeção em verdade. Por isso, a palavra
precisa governar.
Confie no Senhor de todo o seu coração e
não se apoie em seu próprio
entendimento. Não se apoie nem mesmo no
entendimento religioso quando ele se
solta da escritura. A imaginação pode
ser uma serva maravilhosa,
mas é uma senhora terrível.
Quando
submetida à verdade, ela ajuda a alma a
contemplar, ajuda a lembrar, ajuda a
aplicar, ajuda a sentir o peso da
palavra, ajuda a colocar diante dos
olhos a cruz, o trono, o juízo, a graça,
a glória futura. Mas quando governa a
verdade, torna-se fábrica de ídolos. Ela
pega um texto e corta as partes que
incomodam. Pega um atributo de Deus e
separa dos outros. Fico com amor, sem
santidade, com graça, sem justiça, com
misericórdia, sem arrependimento, com
paciência, sem juízo, com proximidade,
sem reverência, com soberania, sem
ternura, com poder, sem cruz. E no fim,
não resta Deus, resta uma caricatura, um
Deus feito para aliviar a carne, não
para salvá-la.
Foi assim desde o princípio. O homem não
quis o Deus que fala, quis ser como
Deus, quis definir, quis reinterpretar o
mandamento, quis
imaginar que a desobediência produziria
vida. A serpente sempre trabalha na
imaginação antes de conduzir a mão ao
pecado. Ela faz Deus parecer restritivo,
faz o pecado parecer libertador, faz a
autonomia parecer maturidade, faz a
suspeita parecer sabedoria. E quando a
imagem falsa de Deus se forma e se
firma, a desobediência parece razoável.
Por isso Paulo diz que os homens, tendo
conhecido a Deus, não o glorificaram
como Deus, nem lhes renderam graças, mas
os seus pensamentos tornaram-se fúteis e
o coração insensato deles obscureceu-se.
Pensamentos fúteis, coração obscurecido,
depois vem a troca. Trocaram a glória do
Deus imortal por imagens.
A idolatria exterior nasceu de uma
escuridão interior. Primeiro a mente se
tornou fútil, depois a mão fabricou.
Depois o coração deixou de glorificar
Deus como Deus.
Depois construiu substitutos. Esse é o
caminho de toda idolatria. Por isso,
precisamos voltar sempre à revelação.
Deus é espírito e deve ser adorado em
espírito e em verdade. Não em imaginação
solta, não em preferência pessoal, não
em tradição sem escritura, não em emoção
sem doutrina, não em criatividade sem
submissão. Em verdade, a verdade
não aprisiona a adoração, ela liberta.
Porque só adoramos verdadeiramente
quando adoramos o Deus verdadeiro, como
ele realmente é.
Então, desconfie das frases fáceis. Eu
não consigo acreditar em um Deus que eu
prefiro pensar em Deus como para mim
Deus jamais faria. Eu sinto que Deus
entende. Meu Deus não exigiria.
Pergunte: veio da palavra ou veio do meu
medo? Veio da revelação ou veio da minha
cultura?
Veio de Cristo ou veio da minha
necessidade de controle?
O Deus vivo não cabe dentro do nosso
para mim. Ele não se curva ao nosso
gosto. Ele não pede licença à nossa
imaginação. Ele se revela. E a vida
começa quando paramos de editá-lo. A
frase "Eu gosto de pensar em Deus assim"
pode ser o primeiro tijolo de um altar
falso
Mateus 6 31 e 32 diz: "Portanto, não se
preocupem dizendo que vamos comer ou que
vamos beber ou que vamos vestir, pois os
pagãos é que correm atrás dessas coisas,
mas o Pai celestial sabe que vocês
precisam delas."
Quando imaginamos
Deus de modo falso, entramos em colisão
com a realidade, não apenas com uma
ideia errada, com a realidade. Porque
Deus é a realidade mais fundamental de
todas. Se eu erro sobre uma pessoa, meu
relacionamento com ela se distorce.
Se eu erro sobre mim mesmo, minha vida
interior se desorganiza. Se eu erro
sobre o mundo, minhas escolhas ficam
tortas. Mas se eu erro sobre Deus, tudo
começa a entortar desde a raiz. A vida
inteira passa a ser construída diante de
uma caricatura. E uma caricatura de Deus
nunca sustenta uma alma.
Ela pode até consolar por um tempo, pode
aliviar certas tensões, pode
proteger alguns pecados, pode tornar a
religião mais suportável para a carne,
mas cedo ou tarde ela quebra. Porque não
é Deus, é imagem falsa, é ídolo mental,
é uma versão reduzida, editada,
deformada, selecionada, fabricada para
caber no tamanho dos nossos medos,
desejos
e controles.
E toda imagem falsa de Deus produz uma
vida falsa diante de Deus.
Veja a ansiedade.
A ansiedade raramente se apresenta como
teologia. Ela se apresenta como
preocupação, como prudência, como senso
de responsabilidade, como necessidade de
prever,
como medo de que algo fuja do controle,
mas por baixo dela, muitas vezes, há uma
doutrina secreta, uma imagem de Deus.
A alma ansiosa vive como se Deus não
fosse sábio o suficiente para governar,
ou não fosse bom o suficiente para
cuidar, ou não fosse próximo o
suficiente para perceber, ou não fosse
forte o suficiente para sustentar.
Ela diz com os lábios: "Deus é pai, mas
o corpo vive como órfão". Diz: "Deus
reina, mas a mente gira como se o
universo estivesse solto". diz: "Deus
sabe, mas o coração age como se
precisasse ensinar Deus a organizar o
futuro."
Jesus confronta exatamente isso. Não se
preocupem. Não porque a vida seja
simples, não porque não existam
necessidades reais, não porque comida,
bebida, roupa, trabalho, saúde, filhos e
amanhã sejam irrelevantes. Mas porque o
Pai sabe, o Pai Celestial sabe do que
precisamos. A ansiedade falsifica Deus
quando transforma o Pai em alguém
distante, distraído ou menos sábio que
nossa própria leitura da vida. No fundo,
a alma preocupada diz: "Eu sei melhor o
que deveria acontecer". E isso é uma
imagem falsa. Agora veja
a amargura. A amargura também tem uma
teologia escondida. Ela olha para a dor
e conclui que Deus não foi justo, não
foi generoso, não foi atento, não deu o
que devia, não impediu o que deveria
impedir, não conduziu como deveria
conduzir.
A a amargura transforma Deus em devedor.
Ela não diz isso em voz alta, mas sente.
Sente que Deus falhou, sente que a vida
foi mal distribuída, sente que recebeu
menos do que merecia. sente que a
providência errou o peso da mão e assim
o coração começa a
endurecer.
Ora menos, agradece menos, perdoa menos,
serve menos, confia menos, porque por
trás da ferida, uma imagem falsa de Deus
foi entronizada.
Mas o Deus verdadeiro não é mesquinho.
O Senhor é compassivo e misericordioso,
muit impaciente e cheio de amor. Ele
conhece nossa estrutura. Lembra-se de
que somos pó. Não é frio diante da dor
dos seus filhos. Não é injusto quando
nega. Não é cruel quando disciplina. Não
é ausente quando permite lágrimas que
não compreendemos.
A cruz deveria impedir a amargura de
vencer. Porque se Deus não poupou o seu
próprio filho, antes o entregou por
todos nós, como não nos dará juntamente
com ele e de graça todas as coisas?
A alma amarga olha para o que perdeu e
acusa Deus. A fé olha para o filho
entregue e aprende a dizer: "Eu não
entendo tudo, mas não posso chamar de
inimigo aquele que me amou até a cruz".
Veja também a impaciência. A impaciência
parece apenas pressa, mas muitas vezes é
uma acusação contra o tempo de Deus.
Ela imagina um Deus lento, indiferente,
inadequado à urgência da alma. Um Deus
que não percebe o peso da espera,
um Deus que precisa ser empurrado.
A impaciência diz agora. A providência
diz no tempo do Senhor. A impaciência
diz eu não posso esperar. A fé diz, ele
sabe o que a espera está formando.
Quando o coração não suporta o tempo de
Deus, não está lidando apenas com
agenda, está lidando com imagem. Que
Deus você imagina quando ele demora? Um
pai sábio ou um senhor indiferente?
Um oleiro trabalhando ou um
administrador atrasado?
Um Deus santo conduzindo tudo com
propósito ou alguém que perdeu o
controle do relógio?
A impaciência quebra o segundo
mandamento porque cria uma imagem de
Deus moldada pela nossa pressa e depois
se irrita com o Deus real por não
obedecer a essa imagem.
Veja a falta de domínio próprio.
Ela também nasce de uma falsa visão de
Deus. Quando Deus proíbe algo, a carne
sussurra, ele está retendo vida. Quando
Deus ordena pureza, a carne diz: "Ele
está negando prazer." Quando Deus chama
a renúncia, a carne diz: "Ele está
diminuindo você". Essa foi a mentira
antiga no jardim. Deus é retratado como
alguém que restringe para empobrecer,
como se seus mandamentos não fossem
bons, como se sua santidade fosse contra
a nossa alegria,
como se o pecado pudesse dar aquilo que
Deus está negando.
Mas Thago diz: "Meus amados irmãos, não
se deixe enganar. Toda boa dádiva e todo
dom perfeito vem do alto, descendo do
pai das luzes. Não se deixem enganar,
porque a tentação sempre começa
falsificando Deus. Ela precisa fazer
Deus parecer menos bom, menos sábio,
menos suficiente, menos digno de
confiança.
Se peco, naquele momento, eu trato Deus
como menos satisfatório que o pecado.
Se minto, trato Deus como incapaz de me
sustentar na verdade.
Se cobiço, trato Deus como insuficiente.
Se me entrego à impureza, trato Deus
como inimigo da alegria.
E temo desesperadamente, trato Deus como
indigno de confiança. Toda desobediência
tem uma teologia prática.
Mesmo quando a mente afirma doutrina
correta, o pecado age a partir de uma
doutrina falsa. Dizemos que Deus é luz,
mas caminhamos como se houvesse trevas
nele. Dizemos que Deus é bom, mas
buscamos bondade fora dele. Dizemos que
Deus é suficiente, mas corremos para
cisternas rachadas. Dizemos que Deus
está presente, mas vivemos como se
estivéssemos sozinhos.
E o desespero, o desespero também
carrega uma imagem. Um Deus pequeno
demais para sustentar, fraco demais para
salvar, distante demais para ouvir,
severo demais para perdoar, confuso
demais para conduzir, limitado demais
para redimir ruínas. O desespero olha
para a culpa e diz: "Cristo não basta".
Olha para a fraqueza e diz: "A graça não
sustenta". Olha para o futuro e diz: "A
providência não chega". Olha para a
morte e diz: "A ressurreição é pequena
demais".
Mas Deus disse: "Nunca o deixarei. Nunca
o abandonarei". E a fé responde: "O
Senhor é o meu ajudador, não temerei".
Perceba, não quebramos o segundo
mandamento apenas quando fabricamos
estátuas.
Nós o quebramos quando vivemos diante de
uma caricatura de Deus. Um Deus menor
que sua palavra, menor que Cristo, menor
que a cruz, menor que a ressurreição,
menor que sua própria glória revelada. E
essa caricatura destrói, destrói a
oração, destrói a alegria, destrói
obediência, destrói a paciência, destrói
a pureza, destrói a coragem,
destrói a capacidade de sofrer sem
acusar Deus.
Por isso, precisamos voltar à revelação.
Não ao Deus que a ansiedade imagina, não
ao Deus que a amargura acusa. Não ao
Deus que a impaciência apressa. Não ao
Deus que a tentação difama. Não há o
Deus que o desespero a pequena. Ao Deus
vivo, o pai que sabe, o filho que se
entregou, o espírito que sustenta.
O Deus que é luz e nele não há treva
alguma. Todo o pecado começa a parecer
razoável quando o coração primeiro
falsifica Deus.
Colossenses 1:15 então diz: "Ele é a
imagem do Deus invisível, o primogênito
sobre toda a criação.
Há um dilema profundo no coração humano.
Se fabricamos nossas próprias imagens de
Deus, tentamos controlá-lo. Se não temos
nenhuma revelação pessoal de Deus, ele
parece distante demais, abstrato demais.
invisível demais para ser
conhecido. De um lado, o ídolo, um Deus
reduzido, manejável, editável, feito à
medida da nossa necessidade de controle.
Do outro, a abstração, um Deus sem
rosto, sem proximidade, sem voz
encarnada, sem toque, sem lágrimas, sem
sangue. Mas o cristianismo responde de
modo glorioso:
"Não façam suas próprias imagens. Deus
deu a imagem. Ele é a imagem do Deus
invisível. Cristo é a imagem. Não uma
imagem fabricada por mãos humanas.
Não uma escultura, não uma projeção
religiosa, não uma metáfora bonita,
não uma criatura elevada tentando
representar Deus de longe. Cristo é o
filho eterno encarnado, o resplendor da
glória de Deus, a expressão exata do seu
ser, a palavra que se fez carne, o Deus
invisível, tornando-se conhecido sem
deixar de ser Deus. Nele vemos Deus sem
fabricá-lo. Isso é misericórdia, porque
Deus sabe que precisamos conhecê-lo de
modo pessoal. Sabe que não fomos feitos
para uma relação com uma ideia fria.
Sabe que o coração humano precisa de
revelação, proximidade, voz, rosto,
gesto, caminho.
Mas Deus também sabe que se formos
deixados a nossa própria imaginação,
transformaremos essa necessidade em
idolatria.
Então, ele faz o que não poderíamos
fazer. Ele se revela. Não nos entrega
uma imagem morta, entrega o filho vivo.
Não nos dá uma forma esculpida, dá-nos o
verbo encarnado. Não nos dá uma figura
para controlarmos. Dá-nos um Senhor
diante de quem devemos nos curvar.
Em Cristo, a misericórdia de Deus toca
leprosos, não de longe, não apenas por
decreto, mas com mãos santas, que não
são contaminadas pela impureza que
curam. Em Cristo, a santidade de Deus
expulsa cambistas, não como irritação
carnal, não como descontrole, mas como
zelo puro pela casa do Pai. Em Cristo,
a ternura de Deus recebe crianças, não
como sentimentalismo, não como fraqueza,
mas como o reino se inclinando aos
pequenos. Em Cristo, a autoridade de
Deus acalma tempestades. O vento ouve, o
mar obedece, a criação reconhece a voz
daquele por meio de quem todas as coisas
foram feitas. Em Cristo, a ira santa de
Deus se levanta contra o mal, contra a
hipocrisia, contra a dureza, contra o
abuso religioso, contra toda falsa
piedade que usa o nome de Deus para
esconder o coração morto. Em Cristo,
a humildade de Deus lava pés. O Senhor
se abaixa, o Rei toma a toalha, a
majestade se inclina sem perder glória.
Em Cristo, a soberania de Deus morre
voluntariamente.
Ninguém tira sua vida, ele a entrega. O
cordeiro vai ao altar com plena
autoridade. O crucificado não é vítima
do acaso, é o redentor, cumprindo o
decreto eterno da graça. Em Cristo, o
amor de Deus sangra.
Não amor vago, não amor barato, não amor
sem justiça, mas amor pregado no
madeiro, carregando culpa real,
suportando juízo real, abrindo paz real
para pecadores reais. É por isso que
Cristo corrige todas as nossas
distorções. Ele impede que Deus seja
apenas abstração, porque nele Deus se
aproxima, fala, chora, toca, come,
sofre,
caminha.
abraça pecadores arrependidos, olha para
o quebrantado, chama pelo nome. Mas
Cristo também impede que Deus seja
domesticado,
porque nele vemos santidade que não
negocia, autoridade que não pede
licença, glória que derruba homens ao
chão, verdade que corta, senhoria e que
exige tudo, reino que não se dobra
ao nosso gosto. Cristo torna Deus
pessoal, sem torná-lo controlável,
próximo, sem deixar de ser santo,
visível, sem deixar de ser infinito,
conhecido sem ser reduzido. Essa é a
diferença entre revelação e idolatria. A
idolatria torna Deus visível ao preço de
diminuí-lo.
A encarnação torna Deus visível sem
diminuir sua glória.
A idolatria põe Deus nas mãos do homem.
A encarnação põe o homem diante do Deus
que veio salvá-lo.
A idolatria diz: "Aqui está o Deus que
eu fiz". O evangelho diz: "Aqui está o
filho que o pai enviou". Por isso, não
devemos buscar um Cristo imaginado. Não
um Cristo moldado pela cultura. Não um
Cristo sem cruz. Não um Cristo sem
mandamentos. Não um Cristo sem juízo.
Não um Cristo apenas manso, sem
majestade. Não um Cristo apenas
majestoso, sem ternura. Não, um Cristo
usado para confirmar a nós mesmos.
Devemos olhar para o Cristo revelado nas
Escrituras.
O Cristo inteiro, manso e majestoso,
eterno e santo, próximo e soberano,
servo e senhor, cordeiro e rei,
crucificado e ressuscitado.
O Cristo que acolhe pecadores, mas não
negocia com o pecado. O Cristo que
perdoa a adúltera e arrependida, mas
diz: "Agora vá e abandone sua vida de
pecado". O Cristo que chora diante do
túmulo de Lázaro, mas chama o morto para
fora. O Cristo que ora em agonia no
jardim, mas se submete perfeitamente ao
Pai. O Cristo que se cala diante do
acusadores, mas um dia julgará vivos e
mortos. O Cristo que toma crianças nos
braços, mas também diz que quem não
renunciar a tudo não pode ser seu
discípulo.
Esse Cristo não cabe em nossas
caricaturas. Ele as destrói e ao
destruí-las nos salva. Porque nossa alma
não precisa de um Deus menor, precisa do
Deus verdadeiro. Não precisa de uma
imagem que nos conforte enquanto
permanecemos no centro.
Precisa do filho que nos tira do centro
e nos leva ao pai.
João diz: "Ninguém jamais viu a Deus,
mas o Deus unigênito que está junto ao
Pai o tornou conhecido. Cristo torna
Deus conhecido, não parcialmente como se
fosse apenas uma pista, não externamente
como se fosse apenas mensageiro, mas de
modo pleno, verdadeiro, suficiente e
salvador. Quem vê Cristo, vê o Pai. Quem
rejeita Cristo, rejeita o Pai. Quem
inventa outro Cristo volta à idolatria.
Por isso, o caminho para conhecer Deus é
olhar para Cristo na palavra. Leia os
Evangelhos, veja a sua face, ouça a sua
voz, siga seus passos. Pare diante da
cruz, entre no túmulo vazio e contemple
o Senhor exaltado.
Deixe que Cristo corrija a sua imagem de
Deus. Sua ansiedade precisa ver Cristo
que confia no Pai.
Sua culpa precisa ver o Cristo que
sangra por pecadores.
Sua amargura precisa ver o Cristo que
perdoa inimigos. Sua impaciência precisa
ver o Cristo que caminha no tempo do
Pai. Sua falta de domínio próprio
precisa ver o Cristo cuja bondade é
melhor que o pecado.
Sua solidão precisa ver o Cristo que se
aproxima. Seu orgulho precisa ver o
Cristo que se humilhou. Não fabrique
Deus. Olhe para Cristo. Não desenhe Deus
com a mão da carne. Receba o filho pela
fé. Não adore a imagem que sua dor, seu
medo, sua cultura ou seu desejo
produziu. Adore aquele que tem
eh aquele em quem toda a plenitude de
Deus
habita.
Deus proibiu nossas imagens porque já
havia preparado a única imagem que
poderia salvá-las,
Cristo.
Hebreus
12:2 diz: "Tendo os olhos fitos em
Jesus, autor e consumador da nossa fé,
ele, pela alegria que lhe fora proposta,
suportou a cruz, desprezando a vergonha
e assentou-se à direita do trono de
Deus.
Encontre o caos. Depois procure a imagem
falsa de Deus escondida por baixo.
Então, coloque Cristo ali. Esse é um
caminho simples, mas profundo. Porque o
pecado raramente aparece sozinho. A
ansiedade raramente aparece sozinha. A a
amargura raramente aparece sozinha, a
tentação raramente aparece sozinha, a
culpa raramente aparece sozinha. Por
baixo delas, quase sempre existe uma
visão distorcida de Deus, uma
caricatura, uma suspeita, uma imagem
menor, um Deus fabricado pelo medo, pelo
desejo, pela dor ou pela necessidade
de controle.
Enquanto essa falsa imagem permanecer no
centro, a alma continuará girando em
torno dela. Por isso, não basta dizer
pare de se preocupar, não basta dizer
pare de pecar, não basta dizer pare de
ser amargo, não basta dizer tenha mais
domínio próprio. A alma precisa ver Deus
corretamente
e Deus nos deu Cristo. Então, olho para
Cristo, não para uma ideia vaga de
Cristo, não para um Cristo inventado
pela imaginação, não para um Cristo
reduzido ao gosto da cultura, mas para o
Cristo das Escrituras, o Cristo real, o
Cristo que sangra, o Cristo que confia,
o Cristo que obedece, o Cristo que
sofre, o Cristo que ama, o Cristo que
revela o Pai.
Veja a ansiedade. A ansiedade muitas
vezes parece apenas medo do futuro, mas
por baixo ela sussurra uma teologia. Meu
plano seria melhor. Minha leitura da
vida é mais segura, minha vontade é mais
sábia. Se Deus fosse realmente bom,
faria do meu jeito. Se Deus fosse
realmente atento, impediria isso. Agora
a alma ansiosa não fala assim com
clareza, mas vive assim. Vive como se
fosse mais sábia que Deus. mais
cuidadosa que Deus, mais comprometida
com sua própria alegria do que Deus,
mais capaz de governar o amanhã do que o
Pai Eterno. Então, leve a ansiedade ao
Getsemmane. Veja Cristo ali, não diante
de uma dor imaginária, não diante de um
desconforto pequeno, não diante de uma
perda comum diante do cálice, o cálice
da ira, o cálice da justiça, o cálice da
cruz, o cálice que nenhum outro poderia
beber.
Cristo sofre. Sua alma está
profundamente triste até a morte. Seu
suor cai como gotas de sangue. Ele se
prostra, ele ora, ele pede: "Meu pai,
se for possível, afasta de mim este
cálice. Não há fingimento. Há angústia
real.
A angústia é real. O peso é real. O
horror é real.
Mas então vem a rendição. Contudo, não
seja como eu quero, mas sim como tu
queres. Olhe para isso. O filho eterno
em carne humana, confiando no pai no
ponto mais escuro da história. Ele não
nega a dor, não foge da obediência, não
acusa o Pai, não exige um caminho sem
cruz. Ele entrega sua vontade humana
perfeita, a sabedoria perfeita do Pai.
O ansioso precisa ver esse Cristo.
Porque o remédio profundo contra
ansiedade não é imaginar um Deus que
sempre impede o cálice, é contemplar o
filho que confia no pai mesmo quando o
cálice não é removido. A paz cristã não
nasce da certeza de que nada difícil
virá. Nice da certeza de que o pai é
digno de confiança quando o difícil vem.
Agora veja a tentação. A tentação também
carrega uma imagem falsa. Ela faz Deus
parecer menos bom que o pecado. Faz o
mandamento parecer prisão. Faz a
santidade parecer perda.
Faz a obediência apecer empobrecimento,
faz a carne apecer amiga, faz a queda
parecer descanso.
Para pecar deliberadamente, precisamos
apagar a face amorosa
de Cristo da mente. Precisamos esquecer
o sangue, esquecer os cravos, esquecer a
cruz, esquecer o amor que nos comprou,
esquecer que ele morreu não apenas para
nos livrar da culpa do pecado, mas para
nos libertar. do domínio do pecado. A
tentação exige uma amnésia espiritual.
Ela precisa virar para baixo a imagem do
Salvador crucificado.
Então, leve a tentação à cruz. Veja
Cristo ferido. Veja suas mãos
traspassadas. Veja sua cabeça coroada de
espinhos. Veja seu corpo entregue. Veja
o cordeiro carregando aquilo que você
agora é tentado abraçar. Ele não morreu
para tornar o pecado mais seguro, morreu
para nos resgatar dele.
Paulo diz: "Fui crucificado com Cristo.
Assim já não sou eu quem vive, mas
Cristo vive em mim. A vida que agora
vivo no corpo, viva pela fé no filho de
Deus, que me amou e se entregou por mim.
Que me amou e se entregou por mim." A
tentação diz: "Venha, isso dará vida". A
cruz responde: "Isto exigiu sangue". A
tentação diz: "Deus está retendo algo
bom". A cruz responde: Aquele que não
poupou seu próprio filho não está contra
sua alegria a tentação diz: "Só desta
vez a cruz responde: Você foi comprado
por preço. Olhe para o rosto de Cristo.
Não um rosto frio, não um rosto
indiferente, não um rosto distante, o
rosto do Salvador que amou até o fim.
Como abraçar a amante falsa quando o
noivo verdadeiro está diante da alma
ferido por amor? Como escolher a
cisterna rachada quando a fonte viva
sangrou para nos trazer de volta? Como
chamar o pecado de consolo quando Cristo
morreu para destruí-lo?
A face de Cristo crucificado confronta a
sedução da mentira e não apenas a
tentação. A impaciência cai diante da
paciência de Cristo. Veja o suportando
discípulos lentos, multidões confusas,
inimigos cruéis, acusações falsas,
processos injustos, silêncio do céu no
momento da cruz. Ele não é apressado
como nós. Ele caminha no tempo do Pai.
A amargura cai diante da graça
perdoadora de Cristo. Veja o dizendo:
"Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que
estão fazendo." Não havia inocência nos
homens que o feriam, mas havia
misericórdia nele. O orgulho cai diante
do filho humilhado. Ele, sendo Deus, não
considerou que ser igual a Deus era algo
a que devia apegar-se. Esvaziou-se,
tomou forma de servo, humilhou-se, foi
obediente até a morte e morte de cruz.
Como sustentar vaidade diante desse
Senhor? A falta de domínio próprio cai
diante da bondade dos mandamentos de
Cristo.
Ele não nos redime para nos empobrecer.
A graça de Deus nos ensina a dizer não a
impiedade e as paixões mundanas e a
viver de maneira sensata, justa e
piedosa nesta era. A graça não apenas
perdoa, ela treina, ela educa o desejo,
purifica o apetite, reordena um coração,
mostra que Cristo é melhor que aquilo
que nos escraviza. Então, encha a
imaginação com os evangelhos. Leia,
medite, volte. Veja a Cristo chamando,
veja Cristo curando, veja Cristo
confortando, confrontando. Veja Cristo
chorando. Veja a Cristo orando. Veja a
Cristo obedecendo.
Veja Cristo sangrando. Veja Cristo
ressuscitando.
Queime a verdade na mente. Não deixe a
imaginação solta fabricar deuses
menores. Não permita que sua ansiedade
dese em Deus. Não permite que sua
tentação desenha em Deus. Não permita
que sua culpa desenhe em Deus. Não
permita que sua dor desen Deus. Deixe
Cristo desenhar a verdade diante dos
olhos do coração,
porque ele é a imagem que Deus deu. A
imagem viva, a imagem santa, a imagem
perfeita, a imagem que não distorce o
Pai, mas o revela.
A imaginação que contempla Cristo
perde pouco a pouco o direito de
fabricar deuses menores.
Segunda Coríntios 3:18 diz: "E todos nós
que com a face descoberta contemplamos a
glória do Senhor segundo a sua imagem,
estamos sendo transformados com glória
cada vez maior, a qual vem do Senhor,
que é o espírito." O pecado tenta fazer
Deus a nossa imagem. A graça nos refaz a
imagem de Cristo. Essa é a grande
inversão. O coração caído quer moldar
Deus, quer editar Deus, quer reduzir
Deus, quer transformar o santo em alguém
mais parecido conosco, mais previsível,
mais útil, mais manejável, mais fácil de
aceitar, mas disposto a confirmar nossos
planos, mas pronto para servir nossas
ambições, mais silencioso diante dos
nossos pecados, mas o evangelho faz o
contrário.
Ele não coloca Deus em nossas mãos,
coloca-nos nas mãos de Deus. Ele não
permite que desenhemos Deus segundo
nossa imaginação.
Ele nos chama a contemplar Cristo até
que nossa imaginação seja purificada.
A pergunta não é apenas que imagem de
Deus eu tenho. A pergunta é mais
profunda. Essa imagem veio da revelação
ou da minha necessidade de controle?
Veio da palavra ou do medo?
Veio de Cristo ou da ferida? Veio da
escritura ou da cultura? Veio da cruz ou
da minha tentativa de escapar da cruz.
Muitos querem Deus como assistente. Um
Deus que execute planos, que confirme
projetos, que evite sofrimentos que não
entendemos, que abra as portas que
escolhemos, que feche apenas as portas
que tememos, que jamais edite nosso
roteiro, que torne útil aquilo que
chamamos útil, que abençoe aquilo que já
decidimos fazer.
Um Deus que nos ajude, mas não nos
governe. Um Deus que esteja perto, mas
não reine. Um Deus que console, mas não
confronte. Um Deus que acompanhe, mas
não corrija. Esse Deus parece agradável
até contrariar nossas expectativas.
Porque se Deus é apenas assistente, ele
sempre parecerá traidor quando não
obedecer
aos nossos planos. Se Deus existe para
executar nossa vontade, toda demora
parecerá abandono. Toda negativa
parecerá crueldade. Toda disciplina
parecerá rejeição. Todo sofrimento
parecerá falha. Todo silêncio parecerá
ausência. Toda providência
incompreensível
parecerá traição. Mas se Deus é Deus,
até suas negativas podem ser libertação.
Até suas demoras podem ser misericórdia,
até suas feridas podem ser cirurgia,
até suas portas fechadas podem ser
proteção, até seus caminhos obscuros
podem ser sabedoria mais alta do que
nossa luz.
A verdadeira liberdade começa quando
deixamos Deus definir Deus. Ele não é
seguro no sentido de domesticado,
não é manso no sentido de controlável,
não cabe no bolso, não vive na coleira
da criatura, não se deixa reduzir ao
tamanho da nossa compreensão. Ele é
Deus. Eu sou Deus e não há nenhum outro.
Eu sou Deus e não há nenhum como eu. Ele
declara o fim desde o princípio. Ele faz
tudo conforme o conselho da sua vontade.
Ele governa aquilo que entendemos e
aquilo que nos confunde.
Ele não pede licença ao nosso coração
para ser quem é, mas ele é bom, santo,
sábio, gracioso, fiel,
paciente, compassivo, maior do que nossa
imaginação,
melhor do que nossos ídolos, mais
profundo do que nossas perguntas,
mais puro do que nossas projeções. Jó
precisou aprender isso. Ele falou no
meio da dor, questionou no meio da
cinza, tentou medir o mistério com mãos
pequenas. Então Deus falou e já não
recebeu todas as explicações que talvez
esperasse. Recebeu algo maior. Recebeu
Deus. E diante do Deus vivo, disse:
"Meus ouvidos já tinham ouvido o a teu
respeito, mas agora os meus olhos te
viram. Por isso menosprezo a mim mesmo e
me arrependo no pó.
e na cinza. Essa é a cura.
Não controlar Deus, vê-lo. Não editar
Deus, adorá-lo. Não diminuir Deus até
que ele caiba na nossa dor. Ser
humilhado diante de sua glória até que a
nossa dor seja carregada por mãos
maiores
que as nossas.
Diante de Cristo crucificado, toda falsa
imagem deve cair. Ali não podemos dizer
que Deus é indiferente.
O filho sangra.
Ali não podemos dizer que Deus é fraco.
A cruz vence principados e potestades.
Ali não podemos dizer que Deus é
injusto. O pecado é julgado no corpo do
substituto.
Ali não podemos dizer que Deus é sem
amor. O amado é entregue por inimigos.
Ali não podemos dizer que Deus existe
para servir nossos planos pequenos.
Cristo se entrega ao plano eterno do
Pai. Diante da cruz, a alma aprende a
dizer: "Tu és Deus, eu não sou". Tu
defines a realidade, eu recebo. Tu
revelas quem és, eu me curvo. Tu me
refazes, eu paro de te editar. Isso é
adoração. Não apenas cantar, render-se.
Não apenas sentir, submeter-se, não
apenas afirmar doutrinas,
permitir que a verdade de Deus quebre
nossas imagens falsas e reconstrua a
nossa alma diante de Cristo. Porque Deus
não quer apenas destruir nossos ídolos
externos. Ele quer destruir as
caricaturas internas e no lugar delas
formar Cristo em nós. Esse é o destino
dos redimidos. Deus nos predestinou para
sermos conformes à imagem de seu filho.
Não para que Deus pareça conosco, para
que nós pareçamos com Cristo. Não para
que sua que a glória a se curve à
imaginação,
para que a imaginação seja purificada
pela glória. Não para que o criador seja
moldado pela criatura,
para que a criatura seja refeita pelo
criador.
Isso acontece quando contemplamos,
contemplamos a glória do Senhor e somos
transformados de glória em glória. Não
por força estética, não por mera
disciplina humana, não por imaginação
solta, mas pelo espírito. O mesmo
espírito que abre os olhos, que ilumina
a palavra, que mostra a Cristo, que
destrói ídolos, que consola o
quebrantado,
que santifica o desejo, que faz a alma
abandonar imagens falsas e abraçar a
verdade viva. Um dia veremos como ele é
e seremos semelhantes a ele. Nesse dia
não haverá mais caricaturas, não haverá
mais imaginação caída disputando com a
revelação.
Não haverá mais pecado distorcendo a
visão. Não haverá mais medo desenhando
Deus. Não haverá mais dor acusando Deus.
Não haverá mais ídolos tentando ocupar o
espaço da glória. Veremos Cristo. Isso
bastará. Até lá.
Renda-se.
Pare de tentar fazer Deus parecer com
você. Entregue-se ao Cristo que pode
fazer você parecer
com ele. Amém, queridos.
Amém. Santo Deus, eu me aproximo sem
defesa, sem razão. [música]
Tu me vês nos detalhes, no segredo do
coração,
[música] nos pequenos pensamentos,
[canto]
nas palavras que eu soltei.
Teu [música] espírito me chama,
confessa.
E eu confessei,
não escondo minha [canto] culpa,
não [música] maquio minha dor.
Contra ti [canto] eu pequei
contra o teu santo amor.
Mas que [música] atos [canto] minha
raiz,
um querer desalinhado.
Eu preciso [música][canto]
de limpeza. Eu preciso ser
lavado.
[música]
Cordeiro, minha justiça,
fim do meu tribunal. [canto]
Eu largo a autojustiça,
me [canto] rendo ao teu final.
Jesus [música]
tem misericórdia. [canto]
Jesus,
vem me [música] purificar.
[canto]
Teu sangue fala mais alto que o meu
pecado a gritar.
Minha [música] única defesa [canto] é a
cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça.
Eu descanso [música]
no teu amor.
>> Tua misericórdia [canto] é melhor.
Tua misericórdia [música][canto]
é meu lar.
>> Rei dos reis, eu [música] me prostro.
Tu és luz e eu sou [canto] pó.
Quando eu tento ser meu dono, [música]
eu no terco em mim só.
Autonomia [canto] é mentira,
autossuficiência
[música]
também.
Tu és fonte, tu és vida.
Sem ti nada me sustém.
Eu
não venho [música] com rico,
venho [canto] com mãos sem ter. Não
confio no meu choro, [canto] nem o meu
vou vencer. [música]
Eu confio na firmeza [canto] do teu
pacto, ó Senhor.
Tua aliança [música]
é [canto] selada no cordeiro
redentor.
[música]
Restaura [canto] minha alegria,
tua [música] salvação em mim.
Sustenta-me com espírito
[música][canto]
pronto até o fim.
Jesus [música]
tem misericórdia.
[canto]
Jesus
vem me [música] purificar.
Teu sangue fula mais alto que o meu
pecado a gritar.
A minha única defesa [música][canto]
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a
[música][canto] tua graça.
Eu [canto] descanso no teu amor.
Inclina [música]
[canto] o meu coração,
ensina-me a obedecer.
Dá-me um espírito pronto,
[canto][música]
mais doce do meu querer. Guarda-me
[música][canto] na tentação,
na rotina e na aflição.
Tua graça [música]
me carrega,
tua mão me põe de pé [música] no chão.
Tu [música][canto] me defines,
Cristo,
não [música][canto] o meu pior
momento.
[música]
Tu me sustentas, [canto]
Cristo.
Não o meu desempenho. [canto][música]
Tu és minha esperança,
meu descanso, [música][canto] meu
perdão.
Em ti eu vivo [música]
de novo.
Pecador [canto]
na redenção.
Jesus
tem misericórdia.
[música][canto]
Jesus
vem me purificar.
Eu [canto]
sei me f mais alto que [música] o meu
teado
a minha única [música]
defesa
é a cruz ao teu favor. Eu adoro a tua
graça. [música]
[canto]
Eu descanso
no teu alar.
>> Adoro, [música]
[canto]
adoro,
[música]
adoro a
Salvador. [canto]
>> Tua misericórdia. [música]
Eu [canto] sustento
[música]
[canto] meu canto.
Oh.

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