Onde Você Estava Quando Eu Mais Precisava? – Mateus 25.31-46 | Jônatas Hübner | IBNU
21/05/2026
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Hoje nós vamos falar sobre um tema que deve chacoalhar o nosso mundo e o nosso universo. [música] No final de todas as coisas, quando Jesus estiver sentado no trono, quem será [música] que ele vai separar para participar do seu reino? Baseado em Mateus, capítulo [música] 25, finalzinho do último discurso de Jesus do Evangelho de Mateus, nós vamos falar onde você estava [música] quando eu mais precisava. Então eu preciso de você agora para ativamente [música] se inscrever no nosso canal, ativar o sininho para receber as notificações e compartilhar tanto esse conteúdo aqui como todos os outros conteúdos do canal [música] da IBU com as pessoas que você conhece. Talvez você vai abençoar uma pessoa ainda hoje. [música] Seja muito bem-vindo a mais um momento de reflexão aqui na IBNU. E nós estamos focando nesse mês as nossas reflexões no tema serviços, sobre o serviço cristão, sobre como nós devemos eh colocar a nossa vida à disposição das outras pessoas dentro dessa nova dinâmica do reino de Deus. E muitas vezes a gente pode pensar, pode conectar esse tipo de comportamento, essa visão, essa transformação da nossa caminhada ao que Jesus fez na cruz, ao que Jesus fez enquanto salvador da humanidade. Quando ele vem, ele se coloca na posição máxima de servo, que é o que nós lemos, por exemplo, lá na carta do apóstolo Paulo a igreja em Filipos, a famosa carta aos Filipenses, lá no capítulo 2. Não sei se eu já mencionei isso aqui, mas eu posso mencionar de novo. Para mim é o texto mais fantástico da Bíblia. Muita gente gosta do famoso João 3:16, onde fala do amor de Deus por toda a sua criação, pelo cosmos, né, pelo cosmão que tá escrito ali no grego. E ele o amou de tal forma que deu seu próprio filho para que todo aquele que nele cresse não pereça, mas tenha vida eterna. Mas esse trecho especificamente de dois ali, Filipenses capítulo 2, eh, verso 5 até o verso 11, que parece ser, na verdade, um hino, um hino que era cantado pela igreja primitiva, que vai dizer que a nossa atitude deve ser igual à atitude do filho de Deus, de nosso senhor e salvador Jesus Cristo, que embora sendo Deus, não julgou que o ser igual a Deus era algo que deveria se apegar, mas ele se esvazia. uma palavra grega que se tornou um conceito teológico famosa kenosis, o esvaziamento de Jesus. E o esvaziamento ele é completo e total, porque o texto vai dizer que ele ali se esvazia da sua potencialidade divina, não deixando de ser Deus, mas não usando isso em seu favor. E ele vai se tornar, vai assumir a figura de Zulos, no grego, servo. Ele vai se tornar servo e como servo vai chegar a pior morte que havia no seu período, na sua época, que era a morte para um estrangeiro contrário ao governo romano, a famosa crucificação. E aí a gente não vai entrar no tema da crucificação aqui, porque existem inclusive documentários. Você pode procurar aí no Discovery, você pode procurar no National Geographic, eles fazem documentários para explicar a crueldade desse processo de morte, a crueldade desse sistema de execução romana que às vezes levava dias. Você imagina ficar pendurado, amarrado, colocado numa cruz por dias e você vai perdendo a sua capacidade respiratória. No caso de Jesus, houve ali um alguns processos que adiantaram a a sua morte. Por exemplo, ele teve as suas mãos e seus pés perfurados por pregos para ser crucificado, o que fez perder muito sangue. Eh, também teve a sua lateral do corpo perfurado, que também pode ter acelerado o processo. E aí diz que esse período que ele fica ali na cruz, que é mais ou menos um período de 9 horas, né? Porque ele começa a, perdão, de 6 horas, na verdade, começa nas 9 da manhã e vai até às 3 horas da tarde, que é o período que a Bíblia menciona da crucificação de Jesus. Mas quando a gente vai avaliar o que a Bíblia apresenta, Jesus mesmo vai ter um momento da sua trajetória em que ele está conversando com os seus discípulos e para aquelas pessoas que acompanhavam esses discípulos. E ele vai explicar sobre esse novo reino, sobre as as formas como esse novo reino se apresenta, que na verdade são ecos da orig da formação original do da criação, da formação original lá do Éden, o que Deus tinha estipulado como determinações para que Adão pudesse seguir. Adão e Eva, no caso, que eram os responsáveis por cuidar do Éden, deveriam seguir e deveriam fazer ali na multiplicação das nações. Ou seja, o que foi colocado para Adão e Eva era referência para todas as nações que viessem ser a ser geradas a partir deles. E quando Jesus mostra isso já no Novo Testamento, ali os evangelhos, cada um vai pegar de uma forma diferente, apresentando isso, mas quando Jesus vai apresentar isso já no Novo Testamento, ele na verdade não está inventando uma coisa nova, ele está simplesmente retomando os elementos iniciais que foram colocados lá desde o Éden. E é muito interessante porque a gente vai falar hoje sobre esse tema que é uma pergunta que ressoa na história, ecoa nos tempos e em todas as localidades, que é a seguinte: onde você estava quando eu mais precisava? E a gente vai falar a respeito disso baseado num trecho do Evangelho de Mateus, em que Jesus ele vai apresentar a leitura, vamos dizer assim, a a a expressão máxima dessa leitura social que ele faz. E ele vai falar no final do Evangelho, no capítulo 25, a gente vai ler aqui na NVI, no capítulo 25, exatamente a respeito dessa postura esperada das pessoas que pertencem a esse reino. E olha só que interessante. A gente vai ver aqui no capítulo 25 do Evangelho de Mateus, já no final do capítulo 25, a partir do verso 31. E o que que o texto vai nos dizer? Preste atenção que se você estiver lendo numa Bíblia NVI, aparece inclusive um subtítulo desse trecho. E o subtítulo diz o seguinte: O julgamento das nações. Jesus está apresentando aqui o que vai dar, o que vai ser o período final. E a gente vai falar sobre isso já já. Olha o que que o texto nos diz. Quando o Filho do Homem vier em sua glória com todos os anjos, ele se assentará em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele e ele separará umas das outras. E olha a referência que ele utiliza aqui. Como o pastor separa as ovelhas dos bodes e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Já vou fazer uma pausa aqui só pra gente deixar bem claro. Não há nenhuma conotação política ou de espectro político no que nós estamos falando aqui. Jesus utiliza uma imagem muito comum da sua época. A destra à direita era a mão da força, era a mão do poder, era a mão da decisão. Normalmente, quando o rei ele ia decidir e dar alguma decisão, ele segurava o seu cetro com a mão direita. Então, quem estava à direita fazia parte dessa desse poder do rei. Então, a imagem da direita aqui não tem nada a ver com o espectro político. Por favor, não vamos entrar nesse assunto nesse momento. E aí ele dirá, o rei, no caso, então, o rei dirá: "A que estiverem à sua direita: "Venham benditos de meu pai, recebam como herança o reino que foi preparado para vocês desde a criação do mundo. Pois eu tive fome e vocês me deram de comer. Tive sede e vocês me deram de beber. Fui estrangeiro e vocês me acolheram. Necessitei de roupas e vocês me vestiram. Estive enfermo e vocês cuidaram de mim. Estive preso e vocês me visitaram. Então os justos lhe responderão: "Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou quando ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos visitar-te? O rei responderá: "Digo a verdade, o que vocês fizeram algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram". Seria muito lindo se a gente parasse o texto por aqui. Essa imagem de um reconhecimento pleno da ação das pessoas. representando essa forma de viver o reino, aquilo que foi colocado como proposta para Adão e para Eva. Eles tinham que cuidar do jardim, fazer o jardim prosperar. E essa prosperidade deveria refletir também o cuidado um com o outro. Ou seja, a prosperidade de Adão seria ver a prosperidade de Eva e a de Eva ser ver a prosperidade de Adão. Os dois deveriam fazer o jardim prosperar e juntos prosperarem na eh eh geração de de novos filhos, na na no expansão da ocupação humana dessa nova criação, que foi uma das ordenanças de Deus. Multiplicai-vos, enchei a terra. Deus coloca isso para eles. E esse cuidado que Jesus está mencionando aqui era a regra ou deveria ser a regra para o cuidado de Adão com Eva e de Eva com Adão e também na descendência deles. Ou seja, eles deveriam passar isso para as suas descendências, para os seus filhos. E nós conhecemos a história do Gênesis, que vai apontar que já na primeira geração seguinte, ou seja, você tem Adão e Eva formados do pó da terra, no caso, Adão formado da terra e Eva formada desse também pó vem do próprio Adão. Já na geração posterior, na segunda geração, nós temos um assassinato mostrando que isso aqui foi rompido. Essa regra já foi rompida logo lá no início. E aí a continuidade desse texto vai nos mostrar qual é o problema desse rompimento, porque ele vai dizer o seguinte: "Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno preparado para o diabo e os seus anjos. Pois eu tive fome e vocês não me deram de comer. Eu tive sede e nada me deram de beber. Fui estrangeiro e vocês não me acolheram. Necessitei de roupas e vocês não me vestiram. Estive enfermo e preso e vocês não me visitaram. Eles também responderão: "Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou necessitado de roupas, ou enfermo, ou preso, e não te ajudamos?" Ele responderá: "Digo a verdade, o que vocês deixaram de fazer, algum desses mais pequeninos também a mim deixaram de fazê-lo. E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna". Essa é uma mensagem muito dura, mas ela é uma mensagem dura que se encaixa no final de um discurso extremamente importante de Jesus. E quando a gente olha para esse trecho que nós lemos ali no início, no verso 32, quando diz que esse pastor que separa ali as pessoas como, na verdade, ele será o rei, né? Será como um uma pessoa que separa as pessoas, como um pastor separa a as ovelhas dos bodes. Nós estamos vendo uma cena que é uma cena escatológica. Lembra que no capítulo 24 do Evangelho de Mateus, Jesus ele questionado a respeito do dos das pedras maravilhosas da construção do templo que o Herodes havia iniciado e não tinha terminado. E já no período lá avançado, Jesus no seu ministério estavam ainda concluindo as obras do templo. esse templo que seria destruído no ano 70 pelo general Tito, general romano, que vem acabar com uma revolta judaica contra Roma. Eh, Jesus vai proferir o seu discurso a respeito do fim dos tempos, do final dos tempos. E ele vai começar dizendo: "Olha, vocês estão falando dessas pedras maravilhosas, mas eu garanto para vocês que não ficará pedra sobre pedra disso aqui." Aí as pessoas assustam e perguntam para Jesus quando isso vai acontecer. Então ele fala todo aquele discurso escatológico famoso ali do capítulo 24 e depois ele vai exemplificar como devem ser a os integrantes desse novo reino, como eles devem estar preparados para esses eventos, para esses momentos. E a gente vai ver isso já já. E nesse final aqui do capítulo 25, você tem a imagem do trono, o trono do Senhor, o trono do Rei, né? Tá logo aqui falado no início, quando o filho do homem vier em sua glória com todos os anjos, ele se assentará em seu trono na glória celestial. Então é uma imagem de um rei que agora julga todas as nações, coloca todos os povos, todas as nações serão reunidas diante dele e ele separará uma das outras. Ele vai separar os povos uns dos outros, como um pastor separa bodes e ovelhas. E aí a pergunta que a gente pode levantar é: qual é o critério que parece que vai ser levantado aqui? Ou seja, o rei está no trono, ele vai separar as pessoas, vai separar as nações. Quais são os critérios que ele poderia levantar para fazer a separação? Seria quem foi mais fiel à sua doutrina, quem seguiu melhor os sacramentos, quem fez mais orações. Aliás, orações por orações, existem movimentos religiosos que não necessariamente são cristãos, que têm métodos de oração muito mais intensos do que, por exemplo, os cristãos têm. Aliás, basta você olhar, talvez aí na sua igreja, na sua comunidade de fé, a gente tem essa essa característica como igreja cristã. protestante que os nossos cultos de oração normalmente são bem menos frequentados do que os cultos de louvor e adoração ou culto dominical. Você tem um culto de oração no meio da semana da quarta-feira e muitas vezes esse culto tem pouquíssimas pessoas. Grandes movimentos históricos aconteceram em sociedades que se voltaram ao cristianismo, a voltaram de uma forma genuína através de grandes movimentos de oração. A gente pode lembrar aqui do do Conde Von Zisendorf, dos morávios que fizeram uma vigília de oração que durou 100 anos. Você pode lembrar, por exemplo, da inversão eh socioeconômica que ocorreu na Coreia depois da Guerra da Coreia, onde a Coreia do Sul, que foi ali evangelizada principalmente por americanos e por europeus, ela se volta para Cristo, se volta para Jesus e havia ali movimentos de oração, cultos de oração que aconteciam às 6 horas da manhã, tinham 4.000 pessoas nos templos orando. Não é um número pequeno, é um número expressivo. As pessoas entenderam a necessidade de estar conectados com Deus e isso causou uma transformação social, causou uma mudança de paradigma que a economia sentiu. Então você tem mudanças socioeconômicas que ocorrem por conta desse envolvimento das pessoas com essa nova prática do reino. Mas será que esse é o critério que nós estamos vendo aqui? Será que essa é a medida que está sendo colocada por esse rei? Não, o rei vai mostrar, vai dizer o que que ele está falando. Ele está falando de uma questão extremamente cotidiana. Não é na sua dedicação religiosa, não é no seu envolvimento com a sua igreja no sentido de participação dos eventos e das atividades. É no seu dia a dia, é no seu cotidiano. Ele vai falar de quê? Ele vai falar de comida, ele vai falar de água, vai falar de roupa, vai falar de visita. Esses são os critérios que o rei coloca. Esses são os critérios que o rei elenca para dividir as nações, para dividir os povos. E aqui tem uma questão muito interessante que é o que a gente vai ver agora. Jesus, ele reserva esse texto ou na verdade a gente não pode dizer exatamente que foi a forma como Jesus quis que o texto fosse entregue a nós, mas a forma que o espírito direcionou Mateus a escrever o Evangelho. Porque o evangelho de Mateus, ele é dividido em cinco grandes discursos de Jesus. A gente tem ali uma um paralelismo entre o Evangelho de Mateus e a Torá, porque na no entendimento da dinâmica da escrita dos Evangelhos, cada Evangelho tem ali, principalmente os evangelhos que são chamados de sinóticos, são aqueles que são as sinopses. E esses evangelhos sinóticos contamicamente a mesma história nas suas três partes, ou seja, Mateus, Marcos e Lucas, cada um de uma perspectiva, mas eles estão ali contando basicamente a mesma história. E o evangelho de Mateus, especificamente, ele parece estar focado em apresentar esse Jesus como novo Moisés. Jesus é aquele que vai apresentar a nova leitura da Torá, não uma nova lei, porque ele não vem para criar uma nova lei, nem para abolir a lei que já existia. Ele vem cumprir essa lei, como ele mesmo vai falar no versí no no sermão do monte. Ele vai dizer isso. Ele não vim para abolir a lei, mas eu vim para cumprir a forma como ela deveria ter sido cumprida por vocês. E esse discurso que nós lemos aqui no verso, no capítulo 25, é o quinto discurso do Evangelho de Mateus, o último antes do início da sua paixão. Já no início do capítulo 26, se você for olhar lá na sua Bíblia, se você quiser acompanhar no verso 1 do capítulo 26, Jesus vai dizer o seguinte, ó, como acabou de dizer essas coisas, Jesus disse aos seus discípulos: "Como vocês sabem, estamos estamos a dois dias da Páscoa, ou seja, é a última Páscoa que Jesus vai comer com seus discípulos." Esse discurso a respeito do reino, a respeito de quais são as pessoas que devem ser julgadas positivamente no reino, acontece antes da sua paixão. É o último discurso dele. E os cinco discursos, como nós vemos no Evangelho de Mateus, são os sermão do monte, que estão no capítulo 5 a 7, eh está no capítulo de 5 a 7, eh que fala do caráter desse reino, como que é esse novo reino. Moisés apresentou a lei que apontava para o relacionamento com Deus. Agora Jesus, esse novo Moisés traz o Deus para o meio do povo. Ele restabelece esse reino no meio do povo. E aí no sermão do monte, que está ali nos capítulos de 5 a 7, ele vai apresentar como que é esse novo reino, como que deve ser comparado ao quê? A lei? Não, ao que o povo estava vivendo na época. Ele está mostrando pro povo que aquela forma que eles estavam vivendo não era a forma que Moisés havia determinado. E ele mostra como que deve ser feita essa nova leitura da lei de Moisés. Depois ele vai fazer no segundo discurso no momento em que ele envia os seus discípulos, que é o foco da missão, capítulo 10 de Mateus. Depois ele vai falar dessa nova natureza desse reino e vai fazer isso através de histórias, as famosas parábolas ali no capítulo 13 em sequência. Ele vai citar várias parábolas para dizer como que é esse reino e vai fazer várias comparações, né? como um grão de mostarda, é como alguém que acha uma pérola num uma pérola de valor num campo, vende tudo para comprar aquele campo. Então ele vai fazer várias comparações desse reino que vai mostrar a natureza desse novo reino, ou seja, dessa implementação desse reino. Agora aqui [roncando] já no capítulo 18, ele vai falar sobre essa comunidade do reino, ou seja, quais são as relações do reino, como que as pessoas que pertencem a esse reino devem relacionar-se umas com as outras. E aí nós chegamos nesse ponto final que é o momento escatológico, quinto discurso, discurso escatológico, capítulos 24 e 25. E no capítulo 25, ele coloca duas parábolas extremamente importantes. São as parábolas das 10 virgens e as a parábola dos 10 talentos. E muitas pessoas querem colocar as duas parábolas como sendo a mesma coisa ou dizendo a mesma história, mas na verdade elas são complementares. Por quê? Aquela famosa parábola das 10 virgens, que cinco estão com azeite na na sua vela lá, na sua lâmpada e cinco estão sem azeite, mostram justamente essa ideia de prontidão. Você tem que estar preparado para quando esse reino vier ou para quando esse noivo chegar. Vocês têm que estar com os seus equipamentos prontos. E aí a parábola dos 10 talentos foca no quê? Na fidelidade desse reino. Você precisa ser fiel até o final. Você não sabe quando o seu Senhor vai voltar. Então, se você está pertencendo a esse reino, se você entende que você agora faz parte dessa nova realidade, você deve ver de viver de uma forma que não seja encontrado em débito ao seu Senhor quando ele voltar. E aí ele conclui com a figura que talvez seja um pouco distoante dessas primeiras, a prontidão, a fidelidade. Agora ele vai falar da compaixão. Ou seja, o reino não é sobre riquezas, o reino não é sobre posses. O reino não é sobre adquirir muitas coisas, sobre você conquistar muitas coisas, sobre você estar no topo da cadeia social, sobre você exercer influência, poder e autoridade sobre muitas pessoas. É sobre você ter compaixão das pessoas. É sobre você agir como o Senhor do Reino agiu, como esse que desceu dos céus, se esvaziou, se colocou na função de servo, fez, assim você deve fazer. Esse é o critério levantado pelo rei para dividir os povos. Esse é o critério. E é interessante porque quando a gente vai falar desse critério da compaixão, ele vai mencionar, como eu disse para vocês aqui, vai falar de comida, vai falar de água, vai falar de vestimentas, de roupa e vai falar sobre visita. E o que que vai acontecer com ele a partir do capítulo 26, Mateus colocando na sequência desse trecho, vai justamente lhe faltar todas essas coisas. Quando ele for preso, ele não vai ter mais comida. Ele não vai poder beber água. Inclusive, ele bebe fé, uma mistura de fé com água que é dada numa esponja para ele beber na cruz. Ele não tem mais a água. Ele estava com sede e não lhe deram de beber. Ele estava com as suas vestimentas que foram arrancadas. Ele estava nu, ele estava preso e as pessoas, lembre dos 12 discípulos, um deles participa do movimento de traição e de captura de Jesus. O outro que o seguia de longe o nega três vezes. E a pergunta que se levanta é: "E os outros 10? Para onde eles foram? Não visitaram quando ele estava enfermo e preso? Fugiram, se esconderam. Isso tudo que Jesus está apontando no verso, nos versos do finais do capítulo 25 acontece com ele. Isso é de assustar, isso é de nos deixar às vezes com a orelha em pé. O que que Jesus está querendo nos indicar aqui? E pode parecer, lendo esse texto no final do Evangelho de Mateus, que Jesus, depois de ter vivido tudo aquilo que ele viveu com seus discípulos, ter ensinado, então ele tá apontando um novo caminho. Olha, o caminho é esse aqui. Mas na verdade quando a gente analisa o texto bíblico, Jesus, como ele mesmo vai dizer, ele não tá reinventando a roda, ele não está criando novamente algo que já existia, ele está apontando para a realidade ignorada do povo. Vocês que deveriam estar seguindo a lei deveriam saber dessas coisas. Eu não estou criando uma novidade, criando uma coisa nova. Eu estou mostrando para vocês o que a lei sempre disse. Olha só, verso, verso 17 do capítulo 5, lá no meio do Sermão do Monte, Jesus vai dizer: "Não pensem que eu vim abolir a lei ou os profetas. Não vim abolir, mas eu vim cumprir. O objetivo aqui era o cumprimento dessa lei. Ele vai falar sobre a pessoa que é estrangeira, que deveria ser cuidada de tratado como o natural da terra. Isso tá lá em Levítico, capítulo 19. A pessoa que estivesse faminta, até mesmo de espida, nua, a o texto de Levítico também, Deuteronômio vai falar sobre uma prática da colheita, dizendo: "Não colham até o canto da sua lavoura e não voltem atrás para pegar as espigas que caíram. Deixe isso para aquele que está faminto. Deixe isso para aquele que está necessitado. De repente, ele pode juntar as espigas caídas, vender e comprar algo para si que ele necessita. Ou seja, havia dentro da lei a preocupação com o pobre, com o estrangeiro e com aquele que estivesse nu. A preocupação com o próximo, por exemplo, há uma moldura toda ética e uma moldura dessa ética social na Torá, apresentado também em Levítico, capítulo 19, como você deve cuidar do outro, você tem que cuidar do próximo. Ou seja, Jesus, ele não inventa um modelo novo a ser seguido. Ele simplesmente revela o que aquela religiosidade da época havia aprendido a contornar. E muitas vezes a gente pode seguir pelo mesmo caminho, fazendo atividades dentro do nosso ambiente eclesiástico, atividades que dominam o nosso templo, dominam o nosso tempo, dominam a nossa agenda e nós ignoramos aqueles que estão em necessidade e em dificuldade do nosso lado. Jesus levanta essa bola mostrando para aquelas pessoas, prestem atenção em quem vai ser colocado em posição de destaque no reino. Vai ser colocado em posição de destaque aquele que estava atento para o que a lei e os profetas já falavam desde os tempos do Antigo Testamento. E é muito interessante porque quando a gente vai ver essa expressão de cuidado no Antigo Testamento, essa expressão que Jesus coloca nesse texto, a gente vai ver grandes profetas falando sobre isso. Isaías, por exemplo, lá no capítulo 58, verso 7, vai dizer: "Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre e desamparado, ou vestir o nu, que é exatamente executar aquilo que Deus quer, e não apenas fazer sacrifícios ano após ano, dia após dia, semana após semana, como a uma forma de você estar kits com Deus, de você estar sem nenhum débito com Deus. Deus não quer sacrifício vazio de significado. O sacrifício tinha uma função muito específica no Antigo Testamento, mas ele quer muito mais que você pregue a justiça, que você ame a fidelidade, o cuidado com esses que são mais fragilizados na sociedade. E aí a gente vai perceber através desses diagnósticos proféticos aqui algumas coisas muito importantes. culto sem justiça, ele é abominação, ou seja, não é uma questão de opinião, isso é o diagnóstico que é levantado pelos profetas. Amós capítulo 5 vai falar sobre isso. Um culto que não prezava pela justiça, pela regra, pela lei, onde o mais fraco era desfavorecido por não ter condições de influenciar a decisão dos juízes, onde o mais forte ganhava pelo seu poder aquisitivo, pelo seu pela sua força militar, pelo sua capacidade de persuasão. A justiça onde ela era escanteada. Esse tipo de culto, ele é abominação diante do Senhor. E havia três eh exigências simples desse culto que não estavam sendo cumpridas em Israel. Miqueias vai acusar isso o povo de Israel, capítulo 6, quando ele diz que tá faltando justiça, fidelidade e humildade. Ou seja, [roncando] quando nós executamos as atividades eclesiásticas, quando nós executamos todas essas tarefas que são impostas ou que são pensadas no ambiente religioso, como sendo algo para preencher o nosso tempo sem estarmos atentos se nós estamos sendo justos, se nós estamos aplicando a lei que Moisés trouxe para o povo de Israel. E essa lei que Jesus reinterpretou no nosso cotidiano, nós não estamos cultuando a Deus, nós estamos cultuando a nós mesmos. Nós estamos colocando a nossa satisfação pessoal acima da vontade de Deus para o seu povo. Nós não estamos realizando aquilo que Deus queria que nós realizássemos já expresso na lei, já expresso lá na Torá. E aquilo que Jesus aqui vai mostrar que deve ser o carro chefe da nossa do nosso pensamento. E isso também vai ecoar para outras áreas, por exemplo, não apenas nas áreas da lei da Torá ou dos escritos proféticos, mas também nos escritos sapienciais. Por exemplo, Provérbios vai dizer que quem trata bem os pobres empresta ao Senhor. Capítulo 19 verso 17. Ou seja, até a sabedoria do Antigo Testamento, essa literatura sapiencial já apontava para essa realidade que Jesus traz no capítulo 25 de Mateus, a realidade de que a nossa missão e a nossa função enquanto membros desse reino é estarmos preocupados com o bem-estar do próximo, é estarmos atentos para a necessidade do próximo, é estarmos ativamente buscando satisfazer as dificuldades, satisfazer a a as vontades, mas não vontades, vamos dizer assim, efêmeras, mas assim, os as necessidades mais da raiz do ser humano, ou seja, vestimenta, saúde, comida, água, conforto emocional, que são esses elementos que estão aqui no texto. Esse é o papel, essa é a nossa função. E quando nós não percebemos isso, nós vivemos dentro de um ambiente religioso que cultua a nós mesmos. Nós não estamos prestando um culto de adoração ao Deus criador e sustentador de todas as coisas. Aí você pode se perguntar: "Mas como você pode afirmar uma coisa dessa? Eu vou lá na igreja, eu canto, eu dou dízimo, eu participo de todas as atividades. Tem culto de mulheres, culto de homens, culto de oração. Eu vou, faço tudo lá. Eu tô super bem. Minha caderneta celestial tem vários pontinhos de presença lá. Mas se você está fazendo isso, porque você está barganhando com Deus, no sentido assim, se eu parar de fazer Deus vai ficar bravo comigo, você não está cultuando Deus. Você não está adorando a Deus. Por quê? Eu vou fazer uma analogia com a paternidade aqui. Quando nós temos filhos, [roncando] o maior desejo nosso, e a gente não nem sempre tá certo, não, tá? Não tô querendo dizer que pai e mãe tá sempre certo, não. Mas assim, o nosso desejo é que os nossos filhos nos obedeçam quando nós sabemos que o que nós queremos para eles é o melhor. Não tô falando de questão, por exemplo, assim, de decisão que é eh trivial, no sentido assim: "Ah, eu vou deixar o meu filho escolher qual roupa que ele vai usar, mas eu quero que ele use a roupa preta". Se ele escolher a azul, eu vou ficar muito chateado. Não é esse tipo de coisa. Mas, por exemplo, meu filho quer só comer biscoito e bolacha e coisas que vão trazer para ele um problema na saúde. Agora, eu sei que se ele tiver uma alimentação balanceada, a saúde dele vai melhorar, ele vai ter mais disposição para brincar, para aprender. Eu tô numa idade que você sabe que eu tô bem na fase ali dos crianças brincando, né? Então, 6 anos tem minha filha mais velha e o meu filho mais novo agora acabou de completar um ano. Então, assim, nessa fase você tá preocupado com isso. Como é que tá a saúde da criança? Se ela tá se alimentando bem, no caso da minha filha mais velha que já está na escola, se ela tá absorvendo bem os conhecimentos que estão sendo passados para ela. E quando a gente pensa nisso, qual é o nosso desejo? É que o nosso filho, a nossa filha, os nossos filhos, eles absorvam a nossa decisão como algo bom para eles. Mas nem sempre é o que vai acontecer. Às vezes o filho vai desobedecer, vai ter uma decisão própria que é contrária ao que a gente tá pensando. E aí você coloca no prato dele aquele prato verde bonito, com várias outras cores ali, bem colorido, a salada bem colorida, sabendo que aquilo faz bem pra criança com moderação, obviamente. E ela diz que não quer comer porque não gosta do sabor, não gosta da textura, não gosta de alguma coisa. A pergunta é: obediência, ela deve eh eh representar, vamos dizer assim, essa relação de amor entre o pai e o filho? Será que o meu filho eu vou deixar de amar o meu filho no caso, eh, se ele não quiser obedecer as meus comandos? Da mesma forma, nós podemos fazer essa analogia. Deus não deixa de nos amar quando nós não entendemos isso aqui. Mas Deus deixou registrada a sua vontade. Assim como eu tenho na minha vontade o melhor para o meu filho, eu devo ter, eu quero que o meu filho se dê bem, eu quero que o meu filho se desenvolva, eu quero o melhor para ele. Deus quer o melhor para os seus filhos. E o querer o melhor para os seus filhos passa justamente em deixar registrado para esses filhos tudo aquilo que vai ser positivo para eles, que vai trazer benefício na sua vida. Então Deus, por exemplo, avisa a Israel: "Não se misturem com os cultos pagãos, porque isso não me agrada". e Israel. E ele deixou muito claro, se vocês se envolverem com eles, vocês vão perder o direito da terra que eu dei a vocês. Israel não ouve. Por isso nós vemos os profetas falando tantas vezes a respeito disso. E Israel vai ser expulso da terra que Deus havia dado a eles. É da mesma forma quando Deus deixa registrado esses esses elementos aqui e Jesus vem à terra para explicar de uma vez por todas como será o julgamento, como será feita essa análise da vida do integrante do reino, nós como filhos, devemos colocar todas as nossas ações e atitudes em perspectiva, em análise. Nós devemos avaliar se temos executado aquilo que Deus quer para nós. E aí, como o nosso filho, como é desejo do pai e da mãe para o seu filho, é muito lindo o meu sentimento para com o meu filho. Quando meu filho fala: "Poxa, pai, vou fazer o que você disse, vou obedecer os seus comandos". Da mesma forma, Deus fica muito alegre quando os seus filhos entendem isso aqui. E aí nós temos essa inversão, que é uma inversão que ela é explosiva. Ou seja, o que vocês fizerem, alguns dos meus menores irmãos, a mim o fizeram. Aqui é muito interessante porque a gente tá falando de necessidades básicas, mas teologicamente Deus não tem necessidades. Como assim a divindade tem necessidades? Ele tem necessidade de se vestir, ele tem necessidade de de de alimento, de beber água, de ser visitado, de ser vestir, de de receber ali conforto emocional. Será que Deus ele se sujeita a esse tipo de categorias? Aqui é uma inversão, vamos dizer assim, ontológica. É uma identificação ontológica. Jesus se identifica com esse necessitado, pobre, cego, nu, como ele vai mencionar lá em Apocalipse também, quando ele vai mandar a carta para a igreja em, eu esqueci qual das igrejas que ele manda essa carta, quando ele diz, ah, para a igreja em Laudiceia, quando ele vai mandar para a igreja em Laudséia, ele vai falar que ela está cega, ela está nua, porque ele se identifica com esse necessitado. E ele levanta esse ponto. Você tem que enxergar isso no outro. Você, ele, ele ele vai declarar, ou seja, eh quando ele vai ler o trecho lá de Isaías em Nazaré, qual é a sua missão aqui? Você lembra disso? Ele vai dizer que ele vem pregar a boas novas aos pobres e liberdade aos presos. Ele vem exatamente para transformar a vida e a situação dessas pessoas. E aí, nesse momento, a pessoa que está vivendo no reino está sendo colocada diante de essa dessa situação. Você cuidou do pobre, você cuidou do necessitado, você teve uma dedicação na sua vida para abençoar a vida dessas pessoas, para ajudar essas pessoas. Se você fez isso, você fez a mim. E é muito interessante que isso justamente esses elementos que ele levanta aqui são as identificações das cicatrizes que ele vai carregar na cruz. Ou seja, ele está preso, está nu, está sedento e está rejeitado. Ele se identifica diretamente com essa situação do pobre. E aí quando a gente vai olhar pro outro lado, quando a gente vai olhar para a outra realidade, aqueles que não fizeram isso, ele vai dizer lá no verso 43: "Estive enfermo e preso e vocês não me visitaram". Um trecho daquilo que nós lemos aqui. Se a gente for pensar por que esses condenados estão sendo condenados, a gente pode até imaginar, mas eles não fizeram nada de grave. Eles não saíram matando, não são homicidas, eles não são pessoas cruéis, eles simplesmente viveram a vida deles. Eles seguiram a vida e não fizeram nada. E é exatamente isso que Jesus está levantando. Você quando não faz nada, eu quando não faço nada, eu estou vivendo para mim mesmo. Eu estou vivendo como se a minha vida fosse a única que importasse, como se a minha necessidade fosse a única que precisasse de alguma solução, fosse a única que precisasse de algum apoio, de algum ajuste, de alguma mudança de situação. E eu tenho que correr atrás, eu tenho que me lutar, eu tenho que me esforçar para tirar a mim mesmo dessa situação. E eu esqueço de tantas coisas que o Senhor Jesus ensinou. Por exemplo, a comparação que ele faz dos lírios do campo e das aves dos céus. E ele coloca os dois em comparação com a vida de cada um dos filhos de Deus, dizendo: "Se o nosso pai cuida desses dois aqui, quanto mais vai cuidar de vocês." E a lógica é a mesma que nós estamos vendo agora. Se eu sou cuidado pelo meu pai, se eu sou amado, se eu sou sustentado pelo meu pai, eu vou dedicar a minha vida para ajudar aqueles que estão ao meu redor. Eu vou me lançar a para transformar as situações de dificuldade daqueles que estão ao meu lado. Essa vai ser a minha dinâmica. Esse vai ser o meu papel. [roncando] E aí Jesus vai acusar os fariseus num momento quando eles fazem aquela aquela dinâmica de quererem o dízimo das menores das hortaliças. Ele até menciona o cominho, a hortelã, hortaliças muito pequenas. Vocês querem que a pessoa que recolhe essas coisas na sua casa de o dízimo disso, mas vocês não se movimentam para ajudar o pobre, o necessitado. Esse tipo de religiosidade que está sendo condenado aqui não é uma fé cega no sentido de seguir estritamente o texto da lei, sem compreender a mensagem da lei, sem compreender aquilo que a lei aponta, que é o cuidado com o mais necessitado e o mais pobre. Essa indiferença, ela não é neutralidade, ela é uma escolha que a gente faz. Quando nós escolhemos estar indiferentes, nós podemos ser pegos de surpresa. E aqui é muito interessante porque existem dois elementos importantes que estão concatenados nesse final aqui. Porque os dois vão perguntar: "Senhor, quando nós fizemos essas coisas? Ou quando deixamos de fazer essas coisas? É muito importante a gente entender isso aqui. Jesus, ele não fala assim: "Vocês precisam me enxergar no pobre para ir você fazer as coisas". Jesus diz: "Quando vocês fizeram, quando vocês enxergaram, quando vocês perceberam a situação do outro e se movimentaram para transformar a ação do a situação do outro, para transformar a realidade do outro, ali vocês fizeram a mim". Ou seja, não é o perceber Jesus no outro que me movimenta para transformar a situação dele. É o perceber Jesus em mim. É o perceber a transformação que ele causou em mim que me movimenta para transformar o outro, para mudar a situação do outro. E isso é tão importante, tão interessante, porque isso não necessariamente vem pronto no momento da nossa transformação, no momento em que nós passamos a entender que Jesus é o nosso salvador, no momento em que nós passamos a entender que ele transformou a nossa vida e agora nós temos um caminho diferente para seguir. Não é assim que a coisa acontece. Não é da noite para o dia, não é imediato, mas é um caráter que se forma, é um caráter que vai se desenvolvendo ao longo da nossa caminhada. E é muito importante a gente perceber isso aqui, porque nós podemos estar numa situação em que a gente não tá vivendo isso, a gente não tá executando essa missão, essa tarefa que nos foi passada. Nós estamos vivendo de uma forma muito mesmada e muitas vezes é involuntário. Nós estamos massacrados. massacrados pelas pressões externas. Nós estamos massacrados pela propaganda, pela necessidade de ser algo para os outros, de parecer ser alguém, de nos colocarmos numa posição de destaque na sociedade. E esse peso que age sobre nós nos leva a nos fecharmos em nós mesmos, a nos reinventarmos, a aparecer lá na frente como pessoas diferentes que devem ser admiradas, que t agora poder, status e fama. É isso que o ambiente social que nós estamos vivendo tem impulsionado. Você tem que ter sucesso, você tem que ter cliques, você tem que ter pessoas curtindo as suas postagens. E há um outro lado também dessa mesma situação, que são as pressões psicológicas. Às vezes a gente se acha incapaz. Às vezes nós estamos enfrentando lutas, dificuldades, dores internas e nós não conseguimos levantar os nossos olhos para ver a necessidade do outro. Nesses dois casos, a solução é a mesma. A solução é olhar para Jesus, para aquele que quer ser algo na sociedade, para aquele que quer ter destaque, aquele que quer assumir uma posição de vanguarda, de ponta, de estar no ápice do seu ambiente, do seu conjunto social ali. Olhe para Jesus. Veja qual foi a ação de Jesus que se encerra aqui no seu último discurso e inicia o processo de se entregar por mim. por você. A partir do capítulo 26 de Mateus, como nós vamos ler aqui no no Evangelho, ele se esvazia, ele sai do seu trono e vem estar no meio de nós e vem morrer no nosso lugar. E para você que está enfrentando dificuldades, lutas pessoais, pressões internas da sua mentalidade, da sua cabeça, se achando incapaz de realizar qualquer coisa, fala a mesma coisa. Olhe para Jesus. Jesus que foi massacrado, foi fustigado, espancado, teve as suas vestes rasgadas, cuspido, bebeu fé, teve seu corpo perfurado, foi morto e sepultado. Ele ressuscitou. E ele ressuscitou para nos dar uma nova vida. Você pode seguir e se agarrar a essa nova vida que Jesus tem para você. Claro, existem situações em que você precisa talvez de ajuda. Busque essa ajuda. Busque um apoio psicológico. Busque algo que vá te fazer enxergar que o mundo ele tem oportunidades para você também ser um servo fiel, como esses aqui que foram colocados no reino eterno, preparado desde diantes da fundação do mundo. E para mim e para você que estamos ouvindo essa mensagem daquilo que Jesus trouxe para nós, fica a pergunta. Lá em Apocalipse, no final, no desfecho de todas as coisas, diz que não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. Quando nós chegarmos lá, a pergunta não vai ser: "Você acreditou?" E sim, você viu, você viu a necessidade dos outros, você viu a necessidade daquele que está do seu lado, você viu a necessidade que você tem de servir às outras pessoas. Essa é a pergunta que vai diferenciar. Essa é a pergunta que vai transformar todas as coisas. Não ver a Cristo nos menores pode significar que nós ainda não vimos Cristo de fato. Se você passa pelas necessidades, pelas dificuldades dos outros com indiferença, peça que Deus se revele a você. Peça que Deus transforme o seu coração. E esse convite aqui que eu faço para você não é um convite de culpa. Você é um miserável. Você não merecia estar aqui. Não, não é culpa, é um convite para formar esse caráter na sua mente e no seu coração. Busque isso. Busque a transformação que o espírito dá. E a pergunta que a gente faz levantar é essa: Quem é o menor que está do seu lado? Quem é a pessoa que você pode ajudar hoje, nessa semana, no resto do ano, no resto da sua vida? Que a sua vida seja um canal de bênção para todos aqueles que passarem diante de você, que cruzarem o seu caminho. Que Deus abençoe.