A Igreja Perfeita (Lisboa) – BTCast 646
20/05/2026
A Igreja Perfeita (Lisboa) – BTCast 646
Hoje muitas igrejas têm paixão e visão, mas sofrem com comunicação e gestão espalhadas em várias ferramentas. A InPeace reúne tudo em um só lugar: gestão, células, eventos, doações, transmissão ao vivo e comunicação, sempre potencializando o cuidado pastoral. Conheça e garanta 10% de desconto para sua igreja em https://inpeaceapp.com/inpeace/bibotalk/
Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Diretamente da Igreja À Mesa, na cidade de Lisboa, Rodrigo Bibo recebe Cacau Marques, Rafael Cassiano e Tiago Alves para uma conversa franca, profunda e bem-humorada sobre uma pergunta que atravessa gerações de cristãos: existe igreja perfeita? Ao longo deste episódio, refletimos sobre as expectativas irreais que muitas vezes colocamos sobre a comunidade cristã, os perigos de idealizar líderes e igrejas, e como o evangelho nos chama a amar uma igreja imperfeita formada por pessoas imperfeitas. Em uma época marcada pelo consumo religioso e pela busca constante por ambientes “perfeitos”, este BTCast nos relembra que a beleza da igreja não está na ausência de falhas, mas na presença da graça de Deus moldando pessoas reais. Um episódio necessário para quem ama a igreja, se decepcionou com ela ou ainda está tentando encontrar seu lugar no corpo de Cristo.
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– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Começa agora o BT. Teologia é nosso esporte. Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTC ao vivo gravado diretamente aqui do BTD em Lisboa. E a galera gostou? >> Estamos ao vivo. Esse é o BTC de número >> 646. >> Eu sou Rodrigo Bibo e igrejas a proibida entrada de pessoas perfeitas. Só pessoas imperfeitas entram em igrejas perfeitas. Não fez sentido, mas foi o que deu agora. Não, pessoas imperfeit. >> Isso que tava pronta a frase. >> É, errei. Proibida entrada de pessoas perfeitas. É, é a frase, não é? É o nome de um livro, inclusive, não é? >> Proibida entrada de pessoas perfeitas. Então, >> é isso aí. A minha entrada ruim, mas vocês entenderam, né? Pessoas imperfei >> supletivo. Supletivo. É que eu tô com jet leg. Eu tenho essa desculpa. Eu tô eu tô 4 horas atrás. >> Verdade. É verdade, verdade, verdade, >> é verdade. >> Eh, eu sou o Cacau Marques e eu vou, eu posso repetir uma frase? >> Eu não sendo a minha que foi >> Não, repeti uma que eu já trouxe num podcast. >> Claro, ninguém lembra. >> Então vamos lá. É, não, você vai lembrar. Eh, >> pressão >> e o antídoto para a solidão é a comunhão. >> Muito bom. Essa é sempre boa. Essa é sempre boa. Muito bom. Muito bom. >> Eu sou o Rafael Ciano, vulgo pijama >> aqui no BT pijama. Alcunha pijama. >> E a igreja perfeita é formada pelas pessoas imperfeitas estão sendo transformadas pelo poder do evangelho. >> É o que eu queria falar. E vou te falar uma coisa, o Bibo mandou no nosso grupo essa frase para ele não esquecer e na hora ele esqueceu que ele tinha salvado também. >> É porque a frase é minha. >> Pois é, mas eu não >> o senhor protegeu seus direitos autorais. >> Exato. Mas é o convivendo agora com o Cacau nesses dias, eu percebo que eu estou com um problema de memória muito sério. >> É, >> eu ando esquecendo muitas coisas. >> Cubiloba para dar uma >> é não sei. Mas enfim. Então vá. O meu nome é Tiago Alves, mais conhecido como o Cinzento. >> Muito bom. Muito bom. >> A igreja perfeita. É a família que já é perfeita, mas ainda não é em Cristo já somos aquilo que nos estamos a tornar. >> Amém. >> Muito bom. Muito bom, gente. Olha só, tivemos aqui esse tema igreja perfeita, palestras comigo, Cacau Marques e Rafael Pijama. E eu queria eh que vocês resumissem em um tweet. Se bem que a sua entrada já foi um pouco do resumo, né? >> Mas é, então, na verdade, vamos pular aqui, gente. Ó, as as palestras estão disponíveis no canal, vocês assistam depois. Mas Thago, você não palestraste aqui no BTDI, então nós gostaríamos de ouvir se você fosse palestrar, né, como que você, por onde você caminharia, qual tema você traria para nós, qual texto bíblico >> ou pode palestrar agora. >> É, se quiser, pode ser a sua palestra também. >> A gente tá sentado aqui, estaria sentado ali. >> Ex. Amaríamos te ouvir, aliás, mas, né? >> Ser será como a pregação lá na comunidade da vila, né? Um pregador e os outros comentári. É lá nós temos a igreja do podcast, mas disseram que a do Paulo Júnior já é do podcast mais antigo, né? 90 assim também. >> Olha aí. Mas enfim, >> mas antes de saber o que o pastor Thago iria palestrar, se fosse palestrante do BTDI, deixa eu dizer uma coisa. Inclusive nesse BTDI a gente falou muito sobre a igreja. E de fato, a igreja é o ajuntamento dessas pessoas redimidas pelo sangue de Jesus. É o ajuntamento, como disse meu amigo Luiz, né? é a igreja é esse ajuntamento de carne banhada pelo espírito. É, ou seja, é a reunião dos adoradores de pessoas que estão ali para se parecerem mais com Jesus. Entretanto, é muito importante que a igreja seja organizada e conforme ela vai crescendo, vai demandando muito mais organização. E às vezes a igreja ela tá crescendo essa coisa orgânica e tal, só que a comunicação é tudo espalhada, grupos no WhatsApp, redes sociais, tudo misturado, o gerenciamento de voluntários, crianças e sabe, grupos pequenos, cara, é tudo solto e às vezes dá ruim porque não é bem organizado e a igreja tá crescendo. E às vezes até, talvez ela esteja crescendo, né, daquela forma assustadora como, né, às vezes pessoas, não, minha igreja tá crescendo muito, ela tá crescendo e conforme ela vai crescendo, é natural que uma igreja cresça, vai pedindo mais organização. Por isso eu quero te apresentar a INPIS, realmente a única multiplataforma do mercado com integração com My Kids, Voluts. 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Então, aproveite, organize a sua igreja com o Peace. Tenho certeza que você não vai se arrepender. E sem sombra de dúvida, tudo isso vai colaborar com a principal missão da igreja, que é proclamar a Cristo e este crucificado. E tendo uma igreja organizada, a coisa flui melhor, vai por mim. Conheço pessoas, igrejas, amigos meus que tm o aplicativo da INPIS. Já congreguei numa igreja com o aplicativo da PIS e ela faz realmente a diferença esse aplicativo. Então não esquece, meu link aqui na descrição deste BTCash no YouTube, no site e também no Spotify agora e no primeiro comentário fixado aqui do YouTube, tá bom? Lembrando que o meu link te dá 10% de desconto. Agora simbora ver o que o Thiago ministraria no BTB. alegria poder participar eh no BTC e trazer aqui alguma coisa também muito fruto do do que vocês já partilharam. Eu fui muito abençoado com o o que aconteceu aqui no dia de hoje, mas eh nada daquilo que a gente diz é só é só sumar da nossas da nossa mente. Há muita coisa que vamos recebendo aqui ali. Portanto, não não sendo da minha autoria. Hum. Eu gostaria de se calhar então de partilhar alguma coisa a convite do Bibo para o fazer e se calhar começava por ler dois versículos da palavra, se me permitem. É de feito pastor >> vai pregar. >> Vou pregar. Vamos lá. Vai mesmo. >> Em 5 minutos tem toda a lad. >> Não, mas o o o pastor responde a perguntas e às dúvidas e lida com tudo assim, né? Fala com a esposa, com versículos da palavra. Normalmente é assim que o pastor fala, né? São as horas que as esposas ficam mais irritadas. >> É. E quando a esposa vem com os versículos, hein? Aí a aí treme, né? Nada dói mais do que um versículo a queima roupa. >> É. Nossa, muito bom versículo. >> Essa podia ser uma boa frase de entrada. >> Uma frase de camiseta. A frase de camiseta boa. Então, hh, estava o o Rafael, não pijama, o Rafael Cassiano, o meu amigo, >> o outro, o meu meu ter, >> ele estava a ler eh Romanos 16 e logo a seguir começa eh Paulo começa eh começa na na organização que nós fizemos dos dos livros da Bíblia, vem a primeira carta aos Coríntios e eu estava a ler os primeiros versículos e Paulo começa a carta assim. Ele diz: "Paulo, chamado para ser apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus e o e o irmão Sóstenes, à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus e chamados para serem santos, juntamente com todos os que em toda a parte invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso." E eu quando estava eh só a ler uma introdução da carta, depois acabei por verificar, fui a ler a introdução da segunda carta aos Coríntios, Gálatas, Efésios, eh, ler aqui outras introduções. E parece que, tendo em conta o tema que nós estamos a falar sobre a igreja perfeita, que eh Paulo, pelo menos aqui nesta fica muito explícito, ele está a falar aqui de dois grupos. um grupo que é local, não é? Uma comunidade que é mais local e depois fala de uma que é mais abrangente, não é? O corpo do corpo de Cristo. >> E uma das palavras que nós usamos para descrever hh aqueles que pertencem a uma igreja é a palavra membraia. Eu não sei se nas vossas igrejas, vocês também usam isso. A casa da cidade tem membrasia, temos os membros da igreja. >> No Brasil tem até membra. >> Membra. Ok. >> Não é que é é >> e é membresia, não é membrasia. >> Membra não. Membra não é mais errado. Olha. A gramática PTBR foi assumida como palavra. >> Falamos tanto errado por tanto tempo que quer saber vamos legalizar. É legaliza J. >> Foi isso. Foi isso. >> E eu estava a pensar que chamamos quem faz parte de membro, não é? Chamamos de membro e que como isso pode ser um equívoco, não é? Essa palavra se calhar precisa de ser ressignificada até mesmo dentro da igreja. E nós às vezes eh procuramos fugir de termos que o mundo usa para criar para não criar mal entendidos, por exemplo, com a palavra amor. Ainda hoje estávamos a ouvir à tarde, não é? Quando nós pensamos na palavra amor, pensamos numa data de significados, mas dentro da igreja parece que é temos que ressignificar para as pessoas entenderem aquilo que nós estamos a falar. E eu acho que é o mesmo com a palavra membro e o que significa pertencer a uma igreja. Ainda por cima estamos a falar da igreja perfeita e ela é composta de membros. Mas quando nós pensamos no em membros, nós estamos a pensar em quê, não é? É porque os clubes de futebol também têm membros, não é? As associações também têm membros, não é? Há e nós podemos estar a falar simplesmente numa linguagem de associativismo, não é? E neste caso associativismo religioso, mas a a palavra e esta carta aos Coríntios eh que Paulo escreve, ele também fala de membros, mas ele está a falar de uma coisa distinta. E nós já lemos isto tantas vezes quando Paulo começa ali no capítulo 12 da carta 13, 14, a falar da igreja e a falar dos distintos membros do corpo, e ele vai dizer que o corpo é só um, mas tem muitos membros, e que eh nenhuma parte pode dizer à outra que não precisa dela e que se uma sofre, todos sofrem com ela. E se uma é elogiada, todas se alegram com isso. Eh, mas que todas juntas formam o corpo de Cristo. Então, a Bíblia fala de membrasia. Nós podíamos dizer: "Olha, temos aqui um uma passagem, algumas passagens bíblicas que vão falar sobre isso." E eu estava a a pensar que é difícil depois falarmos do que significa ser um membro de uma igreja quando temos essa ideia de membrasia fora da igreja e as pessoas olham para um membro de uma associação ou de um clube desportivo de uma outra maneira. Não é que um clube desportivo não tenha o seu próprio culto, porque tem, não é? Porque um clube desportivo não tenha os o os sócios, aqueles que dizem que são partes daquele clube, que até quase que dão a vida pelo clube, não é? São matam pelo clube alguns e tudo, não é? >> É, o time do Corinthians passou um bocado, né, com com os os associados ali, né, ameaçando jogadores e tal, sabendo, o Corinthians é um time, crente verdadeiro não é membro de nenhum clube, não é? Um crente verdadeiro não é membro de nenhum clube. >> Não, mas tem gente que torce muito pelo time. >> Não, não pode, não pode. Eu >> eu não vou nem falar qual foi o último clube a ter assassinato lá. Não vou nem falar. >> Ah, foi P. >> As pessoas pagam inclusive ofertas, os dízimos a esses clubes, não é? Pagam as cotas mensais e tudo mais. Pronto. Eh, nada contra, muito contra, mas nada contra. Quem? Mas quando nós estamos a falar de que a igreja é um corpo e tem membros e é um só, nós, eu acho que a igreja perfeita tem que entender que ela, ela é um corpo, tem diferentes membros, mas que ela está colada a Cristo e que a igreja, a igreja perfeita está colada a Cristo. A igreja perfeita não é um corpo decapitado, não é não é alguma coisa sem cabeça. Nós, se vísemos um corpo sem cabeça, era uma aberração, não é? É uma é uma coisa assustadora, é uma coisa que não não faz sentido, mas na verdade há muitas igrejas que se tivessem descoladas de Cristo, se não tivessem intimidade com Cristo, não mudaria nada no que elas fazem. Podiam continuar a ser exatamente a mesma coisa e a fazer exatamente as mesmas coisas, os mesmos eventos, as canções, até as pregações. Hoje em dia, então, não é? Falávamos isso no outro dia. A gente pede a uma inteligência artificial para escrever um sermão. Não há intimidade com a cabeça. E na verdade é essa aberração de um de um corpo decapitado, porque não precisa de Cristo para existir. >> E isso não nunca pode ser a igreja perfeita. Eu pensava um pouco nisto. Não se >> numa numa escatologia antiga, como eu pensava, né, que se acreditava no arrebatamento, né? Então a gente cantava, né? Muitos crentes vão subir. É antiga, não é já ninguém mais pensar assim. Não, não, não. Ainda tem muita gente, mas né, para mim já é antiga, eu não penso mais assim, mas se acreditar na idade do arrebatamento e vai subir a igreja verdadeira e vai ficar uma galera aqui, né, na mão do genro do Trump. Aí o que acontece, desculpa, é que ele é o candidato ao anticristo aí, segundo >> irmão, isto não é o púlpito da igreja, isto hoje é o cas representa a casa da cidade, nem o que eu acredito, tá gente? É porque pro meu novo livro eu tô pesquisando muito essas, né, os escatomaníacos e eles têm falado isso agora, né? Então o que acontece, eh, mas nesse entendimento, a gente, quando eu acreditava mesmo em arrebatamento, e a igreja sair e ia ficar um povo, eu costumava falar assim: "Gente, vai ter o arrebatamento e tem uma galera que vai continuar e nem vai dar con, nem vai perceber que Jesus não tá mais aqui, que o Espírito Santo já foi retirado e vai continuar o mesmo mecanismo, o mesmo sistema, que era como o templo de Jerusalém, >> né? Não tinha Deus lá, né? Deus não estava lá e funcionava maravilhosamente, entre aspas, de forma irânica. boca, mas o coração está longe. >> Exato. É, é a purificação do templo que Jesus faz. É a maldição da figueira, né? Ninguém mais vai comer fruto de ti. Era meio que uma eh uma parábola, uma atividade parabólica, né? Ou seja, ele faz uma atitude que comunica uma ação. Então, >> é um ato profético, >> um ato tipo isso, né? Essa, tem alguém que perguntou sobre isso aqui, inclusive. >> É o disso aí que o Thiago falou, eu tenho sempre trazia eh eu sempre trago à minha mente essa, essa ideia no momento da ceia, né? Como eu sou de uma tradição memorialista, então é muito comum que a gente perca os aspectos mais sacramentais da ceia, né? Então, de vez em quando, e como eu aprendo com todas as tradições, então eu de vez em quando eu dou uma corrigida na igreja, falo: "Olha, isso aqui, os nossos irmãos sacramentais estão mais certos que nós". que é nós vamos lembrarmos de que mesmo se eu pensasseia como um memorial, mesmo que eu tivesse assim, eh, há um motivo pelo qual ela é um ato de comer e ela não é simplesmente porque para lembrar da crucifica da morte de Cristo, eu posso assistir Paixão de Cristo do Melgibson e eu vou lembrar, né? Eu posso tá vindo aí, hein? >> Eu posso cantar espelhos mágicos, Oficina G3, né? Nasceu, sofreu, morreu por nós, né? E eu vou lembrar. Eh, mas ali tem um tem um ato acontecendo e esse ato é justamente nesse sentido de que naquele momento aquele pão que é o corpo de Cristo e eu vamos ser um só, né? Em algum momento aqueles nutrientes vão virar parte do meu corpo, da mesma forma como eu, pela fé, sou parte do corpo de Cristo. >> Uhum. E é muito simbólico que nós façamos isso todos juntos. Uhum. >> Porque no final todos nós somos parte do mesmo corpo. Isso faz com que todas as nossas distinções sociais, raciais, eh nacionais e todas as outras e eh todas as outras, né, elas sejam diminuídas, elas precisam ser diminuídas paraa exaltação da unidade do corpo de Cristo. >> E nessa exaltação, eh, eu sou um grande hipócrita. Se eu, por exemplo, como do pão sendo, né, alguém que odeia o meu irmão ou que por algum motivo considera que alguma classe de pessoas dentro do que o mundo divide é especialmente pecador em relação a mim, né? Então, nisso é sempre um desafio, né? Mas também nos coloca mais uma coisa, porque às vezes a gente fala: "Não, todos são iguais, todos são imagens de Deus". Mas nós não estamos dispostos aos compromissos da família, que são que a continuação do símbolo do corpo, que é quando uma parte do corpo sofre, todo corpo padece. >> Uhum. Então, é é muito legal ser parte de um corpo, é muito legal ser família, mas os compromissos da família envolvem sofrimento e isso faz com que eu precise sentir a dor do meu irmão. Então, para um exemplo eh de uma história que eu li uma vez de um missionário no de uma missionária no México, ela disse que ela tava numa igreja que era uma igreja muito grande no México e era uma igreja eh que tinha o o corte social muito amplo. Ela alcançava classes diferentes na cidade do México. Eh, então tinha pessoas muito ricas e pessoas bem pobres. E ela dizia que em um determinado momento houve uma uma conscientização da igreja de que no culto todo mundo era igual, mas quando o culto acabava todo mundo era diferente, porque as pessoas iam para lugares completamente diferentes, passando por riscos completamente diferentes. E se a gente não tá disposto a perceber o que o outro sofre, o que o outro passa, é, nós não estamos levando as últimas consequências o discernir o corpo da ceia, que Paulo diz que nós devemos fazer para participar da ceia, >> senão nós estamos fazendo pra própria condenação. É muito mais do que simplesmente comer a seia de qualquer jeito. É você não perceber que naquele ato existe uma união com Cristo que me impõe uma união com o meu irmão e aquilo me obriga a me acertar como irmão. Então, se eu tomo assim, sem essa obrigação de me acertar como irmão, eu tô >> não e não acertar o irmão, né? >> É, não acertar o irmão. Afinal de contas, Deus mandou que nos amássemos e não que nos amassemos, né? Então, é, então é isso, né? Que nós tenhamos essa consciência e vivamos essa consciência como uma realidade de uma união real com Cristo. Quando a gente fala de união mística ou de união espiritual, nós não estamos falando de uma união que é menos real do que a física. É o contrário. Ela é mais real do que a física. Porque todos esses aspectos físicos passam, mas a eternidade tá se impond. Então é isso. Muito bom. Thiago, tu terminaste a tua reflexão porque a gente já foi se atropelando aqui. Isso é podcast, isso é BTC. Churrasco brasileiro. Churrasc. >> Exato. Nesse sentido, então tem duas perguntas aqui que eu quero juntar em uma só. Quero jogar a pergunta pra mesa agora. Então, que a pessoa perguntou no céu vai ter bolo de chocolate? Mentira. Pior que perguntaram mesmo. Vai ter, com certeza, gente. Tá, tudo que é bom e maravilhoso será glú >> sem glúte. Não é. >> A tá dizendo que ela não vai fazer. É, ela já tá cansada, né? A Helen que faz docinhos aqui em Lisboa, contratem. Muito bom. Mas vamos lá. A pessoa perguntou o seguinte: onde é que eu separei? Vermelho aqui. Como ter uma igreja perfeita diante de tanta diversidade? Ela pergunta, né? Uma igreja perfeita, mas tem tanta diversidade? E ela abre um parênteses, por exemplo, imigrantes. >> Uhum. Uhum. >> Então fica essa pergunta que eu acho que é legal vocês responderem. Eh, e depois eu acho que depois é uma questão mais de de doutrina, mas eu vou emendar aqui também. É possível ter igrejas perfeitas com tantas doutrinas, em alguns casos religiosidades distintas? Então, acho que cabe as duas perguntas aqui, né? A questão da diversidade, imigrantes. E muitas vezes o imigrante vem com a sua religiosidade também do seu local. Como é que vocês lidam bastante com, né, essa diversidade, imigrantes, como é que vocês poderão responder como ter uma igreja perfeita diante de tanta diversidade entre parentes e migrantes? e a questão das religiosidades distintas, que daí eu não sei o que a pessoa quis dizer com religiosidades, mas vamos, eu vou colocar dentro do pacote e espiritualidades cristãs distintas, religiosidades mais cristãs distintas, né? Enfim, a pessoa vem de um neopentecostalismo ou de um pentecostalismo ou sei lá, né, de alguma lá, um pessoal que levanta tênis, alguma coisa assim. H, eu poderia falar, mas eu acho não, não, eu diria que a experiência que o Rafa >> está a ter na nossa comunidade era rico partilhar aqui. >> Então, que tal vocês dois? Vamos lá. Dois ou um. >> Bom, eu diria que, bom, o Senhor exigiu de nós e orientou que nós vivêsemos a unidade na diversidade. >> Uhum. >> Eh, um corpo é formado por vários membros, né? Eh, nem todo mundo é braço, nem todo mundo é mão, nem todo mundo é cabeça, nem todo mundo é pé, enfim. Então, o Senhor garante a a diversidade e é exatamente por isso que a gente precisa do espírito. Então, o Efésios vai dizer que nós lutamos pela manutenção da unidade do espírito. A unidade está dada. Nós não lutamos pela criação da unidade, nós lutamos pela manutenção da unidade. Nós lutamos para não desfazê-la, para não esfaccelá-la, para não eh atuar como se o espírito não estivesse em nós, porque ele está. Num certo sentido, essa questão da diversidade pensando em imigração, eh, é também uma falta de de amplitude, algumas vezes, da do nosso entendimento, de que todos nós somos imigrantes uns dos outros, porque viemos de realidades distintas. Eu eu casei com uma pessoa que foi criada em outro planeta, né? E e só que isso é só lá em casa, né? Na casa de vocês não é assim não. Geralmente parece que Deus gosta de unir pessoas de planetas diferentes. Então eu e somos >> homens são de Marte, mulheres são de >> Isso é música. Isso é música, um livro antigo. É um livro antiguíssimo. Desculpa. Desculpa. >> Eh, então nós, na verdade, somos imigrantes uns dos outros. Viemos de realidades distintas. Claro. Depois isso envolve culturas próprias, idiomas, formas de estar. Eh, mas uma das coisas que nos atrapalha numa vida de igreja é exatamente desconsiderar essas realidades. Então, na verdade, estando em outro país, nós temos isso mais claro diante de nós. Que aqui em Portugal, por exemplo, para talvez para brasileiros e africanos, eu diria, é mais desafiante, porque como nós temos uma um idioma em comum, nós imaginamos muitas vezes que também temos uma cultura em comum >> e não temos, né? E e isso é mais óbvio para quem já tava aqui às vezes do que para quem chegou. E aí há um um desencontro de expectativas, né? Então a igreja, por exemplo, a igreja, talvez vocês não têm tanto essa noção, Bibacau, a igreja evangélica em Portugal, ela ela sofre um drama que a igreja brasileira, por exemplo, não sofre. Porque nós não lidamos aqui na igreja em Portugal simplesmente com a experiência transcultural de um imigrante. No cenário da igreja, nós lidamos também com a experiência transcultural da denominação própria da pessoa que veio. Então, a pessoa já veio de outra cultura em termos de nação, mas ela veio de outra cultura em termos de igreja local. E é um desafio, eu fico imaginando paraas outras, paraa nossa igreja aqui e paraas outras igrejas, lidar com as pessoas que chegam, que já tem uma cultura nacional diferente, mas também tem uma cultura de igreja diferente. E geralmente sempre o que a gente traz é melhor, não é? Na minha casa, o meu jeito de arrumar a casa é melhor do que o Daana, claro. >> Uhum. >> Só que o problema é que ela pensa igualzinha a mim, que ela também, o jeito dela arrumar a casa é melhor do que o meu. E a gente também quando tem encontro de igreja também também é assim. Mas é por isso que nós precisamos da atuação do espírito e nós precisamos de uma intencionalidade muito grande pra intimidade. Então vou vou concluir, desculpa. Ah, nós falávamos ali agora no nosso grupo de discussão. Muitas vezes na igreja, como a igreja envolve muita atividade, muito serviço e principalmente, por exemplo, agora falando até como um brasileiro, né? Nós brasileiros tendemos a ser proativos no serviço. A gente ocupa lugar nos ambientes onde nós estamos. E a gente às vezes por estar servindo numa realidade, dá por garantido as nossas relações, o que não é verdade. Então a gente acha que porque serve junto temos boa relação. Não, só servimos juntos. Você pode fazer isso no seu trabalho, na empresa, em qualquer lugar, num time de futebol. Você simplesmente trabalha junto, mas você não sabe como é que é o filho do outro, como é que é o tratamento em casa, como é que é a arrumação em casa. Você nunca visitou, não jantou junto, não ouviu a história. Então, no fim nós trabalhamos juntos. É um encontro de escravos e não de filhos. É diferente porque os filhos conhecem as histórias uns dos outros. Então eu diria que quanto mais diverso é o ambiente, quanto mais diferença nós temos, mais intencionalidade nós precisamos na profundidade das nossas relações. Conhecer as histórias, frequentar as casas uns dos outros, fazer refeições juntos, fazer perguntas de intimidade, claro, percebendo se você está sendo demasiado invasivo ou não, mas construir essa relação é a qualidade da relação que vai ajudar a gente a viver a unidade na diversidade. >> Ponto. Que bom >> por enquanto. >> Então é R cens. Mentira. Não sei. >> A realidade que nós experimentamos aqui na igreja, na casa da cidade, hh, é realmente uma realidade de de que condensa muitas realidades, não é? e não apenas culturais ou ou geográficas, mas como estavas a dizer, denominacionais ou ou realmente de muitos contextos eh distintos nessa área da da espiritualidade também. E eh não sabemos explicar, mas nós já falamos sobre isto algumas vezes, achamos mesmo que foi o Senhor que nos deu uma graça para para receber, acolher eh realidades distintas e os irmãos congregarem juntos, não é? ou pelo menos porque o que é que poderá significar congregar ou ter comunhão, não é? Porque se for realizar as práticas litúrgicas e se nós olharmos simplesmente para aquilo que nós fazemos juntos, não é? levantamos uma oferta para suprir uma necessidade. Eh, temos a prática da ceia, mas depois se não acompanharmos isso com aquilo que eu acho que faz a igreja perfeita ou a igreja madura, como falávamos hoje durante o dia, como foi bem sublinhado, a igreja perfeita é a igreja madura ou que está a crescer, a amadurecer para ser aquilo que na verdade é uma natureza que já lhe assiste. Nós somos, nós somos santos em Cristo, mas estamos num processo de santificação, não é? E a maneira como aqui na casa nós temos feito isso é que realmente não pode ficar somente por aquilo que acontece num domingo de manhã. Então é muito incentivado a questão dos pequenos grupos, a relação com o diferente, hh o termos gente à nossa mesa para passar de ser alguém que eu vejo ao domingo para ser alguém que eu conheço, não é? E esse é o desafio, porque a igreja perfeita, sem dúvida, que terá que se eh que está no processo de cada vez ser mais como Cristo. E se alguém se relacionou com o diferente, era Cristo. Porque Cristo, sendo 100% santo, relacionou-se com aqueles que que estavam bem distantes de o ser. Porque na relação que ele já tinha com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, já tinha uma relação de perfeitos e iguais nesse sentido da santidade. Agora Cristo vai ter que fazer um caminho na nossa direção de se relacionar com o diferente, com aquele que não é santo. Então, para eu ser mais como Cristo, eu tenho que, por exemplo, aprender a amar, apesar de conhecer, >> não é? Uhum. >> E eu ouvi ao Cacau a falar esta tarde, a falar sobre o amor. Eh, e o amor realmente não é aquilo que a cultura diz que é, mas eh aquilo que Cristo demonstra é o amor >> e Cristo relacionou-se com o diferente. Então é difícil, claro, porque as pessoas movem-se muito por gostos, por coisas em comum e às vezes é a língua, é a cultura, mas até às vezes um prato de comida diferente pode significar que não há comunhão, porque eu não como o que tu comes, não é? E eu acho que a abertura para nós estarmos numa mesa plural que representa o corpo e não vivermos como indivíduos ou então em nichos, em getos culturais, nós temos aqui, falávamos disso na nossa reunião na quinta-feira, onde vocês tiveram a possibilidade de participar e partilhar alguma coisa. Temos grupos, por exemplo, de leste, de fala russa, que se encontram uma vez por mês aqui no espaço da nossa comunidade e eles representam uma parte do corpo inteiro, mas aquele corpo está junto porque tem algumas coisas em comum, mas permitir que eles façam aquilo sem nunca se ligarem ao resto do corpo vai fazer com que haja, não sei se vocês lá no Brasil têm aquele filme ou ou a série da família Adams, há uma mãozinha que anda sozinha. A ver, é como se a gente conseguisse cortar, lancetar uma parte do corpo e ela tivesse vida por si só. Isso não é verdade, >> não é? O uma parte do corpo fora do corpo não pertence ao corpo, não é? Nós temos que ligar essa gente a nós de alguma maneira, mesmo que eles tenham os seus encontros, mesmo que eu tenha, eu eu gosto de fotografia, mesmo que eu, com alguns dos meus amigos que aqui estão, eu posso encontrar esses pontos em comum de ir fotografar, passear e sair à noite para fotografar as estrelas, essas coisas todas. Eu gosto e faço com alguns que gostam, mas isso não deveria de ser a representar tudo aquilo que o corpo de Cristo é, porque eu acho que o corpo de Cristo até é mais expressivo quando o diferente se junta. Então, a igreja devia intensificar essa relação com o diferente. Devia de ir ao encontro com o diferente. Talvez seja por isso que nas escrituras nós vemos que a verdadeira religião é cuidar dos dos pobres e das viúvas. Isso a igreja tem quando porque era um encontro de diferentes na altura quando isso foi dito, porque esse eram os segregados, eram os que estavam à margem, eram os marginais. E se a igreja for ao encontro desses, está a trazer o diferente para perto. E o diferente vai trazer uma imagem mais bonita daquilo que é o corpo e a igreja. E eu dou graças a Deus. Eu posso dizer, a casa da cidade é a igreja perfeita >> nesse sentido, eh, porque está a ser, eh, está, nós estamos a fazer o nosso esforço para ser. temos cerca de 27 nacionalidades diferentes na aqui na Casa da Cidade. Eh, mas eu acho que temos culturas e e diferenças ainda mais acentuadas, às vezes com os iguais, os que falam a mesma língua, mas que vêm de contextos tão diferentes. E até nisso o Senhor tem nos dado graça para gerir a diferença e amar, apesar de conhecer. Sim. O, tem um, existe um livro do Scott McNight >> que chama Fellowship of Difference, né? A fraternidade dos diferentes, né? E nesse livro >> Off the Ring é mais legal, Fellowship of the Ring. >> Mas nesse livro ele ele traz uma ilustração que eu gosto muito, porque ele ele fala que ele e a esposa dele gostam eh muito de salada, né? E ele diz que com o tempo ele aprendeu três maneiras diferentes de comer salada, né? >> Hum. Uma é a eh >> tapando o nariz, só pode, não tem >> não. Uma é você tendo tudo que compõe uma salada, mas cada um no seu potinho. Então você tem um pote de alface, um pote de cenoura ralada, um pote de tomatinho, né, do cereja, né? Tomate cereja, um pote de um pote de cada coisa, né? E essa é uma maneira. Então você vai lá e come um pouquinho de cada e tal. Essa é uma maneira de ter salada. Outra maneira de ter salada é você juntar tudo num uma tigela grande, né, e mandar um molho em cima e misturar tudo assim, né? >> Aqueles, ele é americano, né? Então, tipo aqueles molho rent, né? Mistura tudo e tal, ou molho caiar, sei lá. E outra maneira é você ter a salada, junta e jogar, >> coloca num pão e serve no BTD >> e jogar azeite por cima. E jogar azeite por cima. E aí ele diz que essas três maneiras são três maneiras como a igreja se organiza na experiência dele, né? Uma é igrejas que são profundamente eh marcadas culturalmente, às vezes etariamente, socialmente, economicamente, né? Então um só tá junto junto, tá azeitona com azeitona, tá tomate com tomate, né? Então igrejas são marcadas assim e vive-se assim, dessa maneira, né? Outra é a forma que ele falou da da Igreja Americana Contemporânea, né, em que você mistura tudo, mas você joga um molho por cima que cobre todas as distinções, >> que é o pad do teclado. >> É, que é o pé do teclado, que é a >> worshipzão, é que é, ele diz que na verdade junta um monte de culturas, junta um monte de de eh vivências sociais e considerando o contexto americano raciais, né? Mas você sobre todas essas diferenças, você apaga os sabores diferentes com uma coisa só, talvez uma identidade evangélica que se impõe em cima. >> E a terceira que ele considera que é a mais bíblica. E e eu eu vou dizer da onde vem essa ideia de que é mais bíblica. Eu não não li o livro todo, não sei se ele diz isso, mas eu vou dizer. eh, que é essa em que o azeite é como espírito, que o azeite está ali não para cobrir o sabor das >> das eh hortaliças ali, mas está ali para ressaltar cada um e todos eles de alguma maneira se compõem de uma forma eh maravilhosa. E o livro de Atos aponta isso porque olha que coisa doida. Jesus, eh, ele, ele, se alguém escrever um livro Jesus, o melhor empresário que já existiu, essa pessoa tá escrevendo qualquer coisa, menos a Bíblia, porque Jesus tomou várias decisões que não funcionariam no ponto de vista do marketing e do empresariado. Porque Jesus, por exemplo, ele viveu, anunciou várias coisas entre os discípulos, falou de várias coisas que eles iam viver, que eles iam, que eles iam ter à frente de perseguições e tal, deixou tudo avisadinho, morreu, ressuscitou, foi aos céus e não deu uma palavra sobre o maior problema que eles iam ter logo em seguida, que era, afinal de contas, precisa circuncidar gentil ou não? >> Jesus ia, olha, Jesus ia facilitar um bocado o trabalho de Paulo, hein? >> É. E eles ficam quebrando o pau em atos com isso quando Jesus não falou explicitamente nada sobre isso, né? E como é que eles descobrem? É que o espírito começou a se derramar sobre gentios, não circuncidados. E eles começaram a falar em línguas. E aí Paulo, Barnabé, Pedro também, né, no caso de Cornélio, olha e fala assim: "A gente precisa, a gente precisa entender o que o espírito tá fazendo". Eu digo que no livro de Atos o Espírito vai fazer e os discípulos correm atrás para tentar entender, né? >> É, o pessoal diz que é Atos do Espírito Santo por meio dos apóstolos. Ou o evangelho do Espírito, como Rusto Gonzáes fala, né? >> E aí, olha que coisa interessante, é justamente no derramar do espírito na adversidade que se constitui um entendimento do agir do Espírito Santo, certo? Ou seja, se não tivesse essa diversidade, ninguém entendeu o que o Espírito Santo faz e achar que Espírito Santo, fé, eh, cristianismo e nacionalidade ou e eh etnicidade eram a mesma coisa. E só se percebeu por causa desse conflito em que Deus faz uma coisa para além das distinções. E também nessa diversidade eh destaca-se o que é essencial, né? É por causa desse espírito que vem a Cornélio, que vem aos de Antioquia, que na reunião lá em Jerusalém eles vão dizer: "Tá, não precisa circuncidar, porque a gente tá vendo que o espírito não tá colocando isso como pré-requisito." Então, o que que é o que que é o central? No final, Thago vai dar uma palavra central em que ele coloca a relação em primeiro lugar. Ele fala: "Olha só, fala para se abster da comida sacrificada a ídolos, da imoralidade sexual e do sangue, porque toda semana, todo sábado Moisés é pregado nas sinagogas." Ou seja, ele tá dizendo: "O problema não é nem a coisa em si, né? né? O problema especial é que você com isso vai est mexendo com a consciência da minha das minhas ovelhas, que Thiago era o pastor de Jerusalém, né? Você vai est mexendo com a consciência das minhas ovelhas. Então cuida da consciência das minhas ovelhas, né? Então isso é muito interessante. A diversidade é a que destaca essa ação do espírito, essa pluralidade. Por isso que eh não tem não chega a ser um conflito como ter uma igreja perfeita com tanta diversidade, não é justamente o contrário. Como ter uma igreja perfeita sem diversidade? Isso é que seria a grande dúvida, né? Não teria como, né? Então é é maravilhoso que seja assim, porque assim a gente pode eh prestar atenção no que é essencial. E isso eu tenho pensado até na interpretação bíblica, tá? >> Nós precisamos de olhares diferentes sobre a mesma escritura para nós vencermos os nossos pontos cegos. >> Para um ajuntamento de iguais, nós não precisamos do espírito. >> Nós só precisamos do espírito para um ajuntamento de diferentes. >> Muito bom. Você não viram um clipe do Pink Floyd, né? Se for tudo igual. O codplay faz um ajuntamento de pessoas que gostam do codep. O time de futebol do Cacau faz um ajuntamento de pessoas que gostam do clube dele. Não precisa do espírito. Nós precisamos do espírito é para juntar pessoas que gostam de coisas distintas, mas que se encontram em Cristo. >> Como é que fica a questão doutrinária? Então, acho que alguém pode estar pensando nesse momento agora, tá? Então, quer dizer que então é isso, a gente se ama, we are the world. E tá tudo certo. E onde fica a questão doutrinária da senhora eleita, que foi a palestra do cacau, tipo, então cabe tudo aí dentro dessa comunhão em nome do amor? Eh, como é que fica a questão doutrinária? Isso não há isso não nos separaria de alguma forma, que é muita diversidade, mas como é que fica esse solo da questão doutrinária? Eu acho que a pluralidade eh eh doutrinária, ela é uma uma consequência inescapável da liberdade de nós lidarmos com a palavra de Deus, né? Eh, então, eh, alguém pode falar: "É tão ruim que o corpo de Cristo seja dividido em tantas denominações?" É, mas talvez fosse pior se não fosse, tá? Talvez fosse pior se não fosse, porque todas as tentativas de impedir esse tipo de coisa resultaram em exploração e opressão, né? Então, se a gente acredita mesmo na iluminação do espírito para interpretarmos as escrituras, nós precisamos lembrar que toda interpretação vem também com a carnalidade, mesmo que iluminada pelo espírito. E isso vai nos levar a certas divisões. Algumas não são nem pela carnalidade, são pela nossa própria capacidade de não conseguir conceber todas as distinções. Então, eu sempre me lembro desse texto e ele é fundamental para mim no no meu exercício de hermenêutica, que Deus se revelou a Moisés. Não existe teólogo mais imediato na história do que Moisés. Não existe teólogo imediato. Ele literalmente lidou com a palavra de Deus, com logo utéus. Ele literalmente lidou com isso assim. Então, qualquer pessoa que viesse para Moisés e falasse: "Mas é, mas e se ele ia falar: "Eu falei com homem, entendeu? Você tá, você tá achando o quê?" Só que teve umas mulheres que tiveram essa ousadia, as filhas de Zelofiad, e elas foram até Moisés e falaram: "Olha, isso aqui não tá contemplando o nosso caso". E aí Moisés, num exercício de sabedoria maravilhoso, que nem sempre ele demonstra, mas nesse caso ele demonstrou, ele vai a Deus. Ele não fala assim: "Ei, fiz 5 anos de teologia, >> eu subi o monte, menina." >> Menina, tá vendo esse meu número aqui? Eu subi um monte. Eu sou o número dois. falou em Egito, Moisés já tem uma mosca aqui. Impressionante. É, >> então, eh, não, ele levou a Deus e tudo podia ter sido tão mais s outra coisa de novo, né? Acho que acho que Deus tem esse esse modos operante, né, de não dar tudo também, deixar algumas coisas resolvidas na comunhão, né, deixar alguns problemas pra gente resolver pelo espírito, né? Ele não falou para Moisés sobre isso. Ele podia ter dado essa lei, já resolvido isso, não. Ele deixou as filhas de Zelofiade irem até Moisés. >> Hum. Moisés levar a Deus e Deus dizer: "Elas estão certas". Porque era uma realidade que tocava elas. Nem sempre vai ser. A gente pode fazer teologia sobre coisas que não nos tocam, mas a gente precisa ouvir. A gente fala muito sobre lugar de fala, né, na sociedade. Lugar de fala, lugar de fala. Eu tenho lugar de fala. E às vezes os cristãos ficam muito revoltados com isso, porque a gente não quer justificar o lugar de fala, porque a gente tem a crença de que a Bíblia fala por si só. O lugar não importa. O que importa que seja a Bíblia falando, só que todo lugar de fala pressupõe o lugar de escuta. E o cristão pode nem gostar muito do termo do lugar de fala, mas ele deve entender o lugar de escuta dele. O lugar de escuta é: "Eu não sei tudo, eu preciso escutar". >> Entendeu? Então ele pode nem dizer: "Você tem um privilégio para falar o que você tá falando, mas ele precisa assumir: "Eu tenho uma deficiência para dizer alguma coisa, eu preciso te ouvir." Então, às vezes, as distinções doutrinárias também vão passar por isso e as dificuldades que nós temos de percebermos isso. E aí vai naquilo que eu falei antes, a dor que a gente tem que sentir uns dos outros nos ajuda um pouco mais a entender melhor a Bíblia, eu acho. É, >> meus amigos, >> acho que o Thiago quer falar um Não >> quer falar, Thiago, que eu quero, eu vou girar um pouco aqui a roda pra gente, mas ainda vai ficar dentro do mesmo tema, por essa questão doutrinária e tal. E tem duas perguntas aqui >> e eu vejo que é uma dor muito presente, pelo menos no Brasil, talvez toque também a realidade aqui portuguesa, >> que a pessoa diz o seguinte: "Pode ser, Rafa, pode ser, o cigarro faz mal". Tá bom? Ah, diz o seguinte aqui, ó. Depois de viver de ver viver tanta doutrina distorcida, como buscar e permanecer numa igreja sem que seja a aparência de uma busca por igreja perfeita? Após sair de um movimento, tem encontrado dificuldade de encontrar uma igreja bíblica >> e já perdendo as esperanças de congregar na região onde mora atualmente. Há sempre sinais vestígios de doutrinas humanas. Aqui tem talvez uma coisa que a gente conversar sobre o final da pergunta da pessoa, mas vocês entenderam onde ela quis chegar mais ou menos nessa pergunta, né? >> O final não pode ler >> não. Se não puderam >> não, não. O final é esse. Há sempre sinais e vestidos de doutrinas humanas. Técnicamente toda doutrina é humana. Em última análise, é nesse sentido, né? Toda a doutrina vai nascer, né? De pessoas que sentam à mesa e discutem a palavra de Deus. Mas enfim. Eh, e a outra pergunta diz o seguinte, semelhante a esta, foi bíblico agora, >> sabendo que todos somos construtores da igreja e mesmo com questionamentos válidos e tentando criar algo melhor, até quando é saudável tentar insistir na construção ou na edificação de algo melhor ao invés de mudar de igreja? até, ou seja, o quanto eu insisto para que, tipo, percebo que a minha igreja é legal, tem várias coisas boas, mas começar a caminhar por, né, enfim, trazer ungir currículo para conseguir emprego, sei lá, alguma eu tô chutando alguma coisa aqui muito aleatória, né? Ou seja, começa a entrar elemento, >> sua igreja não currículo para mim, >> não. Aí o que acontece, então vocês entenderam as duas perguntas? Ou seja, tem um desânimo aqui por uma assim, eu eu busco uma igreja bíblica, mas parece que o pessoal acha que eu tô por uma igreja perfeita, mas não é isso. Ou e o e o quanto eu insisto numa igreja percebendo que ela está indo por um caminho complicado? São duas perguntas, mas que elas se tocam em alguma medida. Queria ouvir vocês. Thiago, >> por gentileza, quer que eu repita alguma informação? uma igreja bíblica. Se calhar fazia essa pergunta, porque uma igreja bíblica, se se toda a doutrina é uma interpretação das escrituras e corre o risco de ser interpretada por um humano que falhe, >> não é? Como nós falávamos no início, se a igreja perder o contacto com a cabeça, eh, tudo o resto vai ficar condicionado, porque toda a nossa interpretação do do texto vai realmente ter a limitação humana. E por muito que a gente tenha sido feitos à imagem e semelhança de Deus, a natureza eh pecadora em nós vai tentar criar uma versão que nos agrade, não é? É por isso que nós vemos que há muita coisa que é feita em nome de Deus que não tem nada a ver com Deus, ou pelo menos não tem para aqueles que estão ligados à cabeça que é Cristo e entendem espiritualmente até mais às vezes é mais o conhecimento intelectual da palavra, é mais do que saber citar um versículo, porque há pode haver igrejas que até saibam eh entregar uma pregação, saibam falar da palavra, mas quando na busca de uma boa igreja, vamos dizer assim, pode haver realmente algumas as coisas que aconteçam que não mexam na doutrina fundamental e que sejam estranhas à pessoa que frequenta a igreja e pode fazer com que a pessoa diga: "Olha, isto compromete a minha permanência neste lugar, não é? Agora temos que ver o que é que é isso, porque se aquilo que está a comprometer a permanência da pessoa numa comunidade é eh sei lá, não gostar do do louvor, de vamos dizer assim, que é a forma das pessoas entenderem a música ou o karaoke vá, que é feito na igreja, eh, para as pessoas acompanharem, é o quê? Eh, é o >> Achou uma pregação muito profunda. Por exemplo, eu vi que uma reclamação que teve da casa da cidade, achei a pregação muito profunda. Um passarinho me disse aí, >> cara. >> Aliás, foi o Nico. Vou >> que ele falou que aquela que você falou lá que teve aquele aquela menos estrela lá, mas que uma das reclamações da pessoa foi pregação muito profunda. Nossa, que problemão, hein? Não, >> essa aí reclama no restaurante. A a comida tava muito saborosa. >> Exato. Comida muito saborosa. >> Mas pode ser que às vezes as coisas sejam muito complexas e que haja um intelectual ou dois que tentem falar para um nicho de gente, lá está, e não considerem o diferente, como nós estávamos a falar antes. E a igreja tem que considerar também o povo que tem diante de si. E e se a gente vai transformar o o púlpito de manhã num numa escola académica, num num num texto demasiado eh académico, intelectual, pode ser que realmente a gente esteja a falar de de uma perspectiva que não alcança ao povo que temos dentro de nós. E aí temos que reconsiderar, porque temos que olhar para a igreja como uma paróquia e não tanto como um um espaço que tem um nome eh e uma bandeira, que acho que às vezes esse é que é o problema. é que as igrejas, quando nós, quando eu li aquela passagem há bocadinho aquele texto introdutório da da primeira carta aos Coríntios, é engraçado que Paulo vai dizer à igreja de Deus que está em Corinto, ou seja, que é ele está a dizer, é uma parte do corpo que está numa determinada geografia, não é? Porque a igreja é uma só e ele vai dizer à igreja que está num determinado lugar. Então nós devíamos calhar olhar para a igreja como uma paróquia. é uma comunidade local que se encontra numa determinada cidade. Eu não poderia dizer, por exemplo, que a minha igreja é a igreja do cacau. >> Uhum. >> Porque eu ouço as pregações do cacau, é conhecimento teológico, bom, rico, e por isso a minha igreja é do cacau, porque é mas se eu não tenho comunhão com os membros daquela comunidade, como é que a igreja pode ser bíblica? Que doutrina é essa? é a doutrina eh que me apaixona pelo que é falado, pela forma que ela é apresentada. Portanto, o que é que pode pôr em causa eh a permanência numa igreja? Não é não ser bíblica, obviamente, não é? Se a igreja não prega a partir da palavra, se o texto é interpretado de uma perspectiva, sei lá, como se fosse um um coach motivacional a pregar, não é? a ou como já falamos, a teologias como a teologia da prosperidade, teologias que visam o indivíduo, o engrandecimento do indivíduo e não e não discernem o corpo. Aí se calhar há fatores de risco que nos podem levar a considerar ter conversas que nos poderão levar a entender que a igreja não tem espaço para crescer, não é? Porque a igreja deve de crescer, não é? O, o CS Luís dizia também no podcast que ele tinha o cristianismo pur e simples, que veio a dar um livro, a que a igreja não é uma uma sociedade de indivíduos que concordam com certas ideias, não é? Portanto, não é não é tipo uma salada onde se pôs um molho e todos concordam e todos sabem o mesmo. Pode haver perspectivas distintas, mas ainda assim há coisas que são uma base fundamental, não é? A salada também tem uma base, não é? Que é igual. Eh, e eu acho que tem que haver coisas que estão estabelecidas, logo deais, eh, podem estar escritas porque estiveram escritas. Os 10 mandamentos estão escritos, a lei estava escrita, Jesus, eh, deu mandamentos, não é? E ensinou como fazer as coisas, não disse tudo o que tinha que dizer para nós também descobrirmos ligados ao espírito, não é? Ligados a ele aquilo que nós poderíamos fazer, não é? Porque temos inteligência, temos criatividade. Deu-nos dons para a operação das coisas sem que sem que a gente siga somente o manual. Porque há quem diga que a Bíblia é um manual, não é? Mas se é se é um manual, é se é só uma coisa para eu seguir à letra e não há relação, perdemos uma parte fundamental daquilo que é ser igreja. >> Uhum. >> E a igreja não é só e o grupo de gente que segue a risco o manual. É um corpo que se liga e que se complementa e que e que, como já falamos, onde onde o diferente como um organismo vivo também, como dizia o CS Luis, não é? Como um organismo vivo com vários como vários membros que se fazem parte de um corpo, como as células fazem parte do corpo, cresce e desenvolve. Então, >> eu queria fazer um comentário. >> Faz. Então, >> eh, essa é uma questão que >> só uma pergunta, não uma uma intervenção. O Paulo, que está nos hospedando muito bem, obrigado Paulo, eh, ele disse que uma coisa engraçada dos brasileiros é que a gente anuncia que vai falar. Então, deixa eu falar um negócio, né? >> Quero te dizer uma coisa. >> Eu quero te dizer uma coisa que a gente tem essa mania. Eu falei, mas Paulo, a gente tá certo porque a gente cria uma introdução. Vocês falam, a gente nem tem o que você já começa a falar quando qu, hein? Hein? Não dá. Entende sim, entende? >> É, não entende não. É muito. Já chega falando já. Não faz. Então deixa eu te falar um negócio. >> É que ao dizer que eu queria dizer, eu poderia te dar a chance de dizer não, não dá mais tempo. >> Exato. Não, mas a gente que a gente tem esse hábito. >> Continuaremos tempo. >> Eh, essa essa questão, né, em duas perguntas, ela toca muitos pontos. A minha cabeça que assim, >> eu daria um podcast, na verdade, só sobre isso, né? É, tá difícil eh dezembro o livro de pijamas. É, tá difícil elencar aqui por onde começar, né? Porque assim, eh, nós, eu acho que o nosso, a, a época em que nós vivemos, né? Porque quando eu falo de geração, não tô falando de uma idade específica, eu tô falando do nosso tempo. O tempo que nós vivemos é um tempo onde nós somos pouco críticos de nós mesmos. Nós temos muita facilidade de criticar quem é mais velho do que a gente, quem é mais novo que a gente. Mas nós somos muito convictos da gente mesmo, né? E é muito difícil lidar com pessoas eh que têm muita convicção de de si mesmo. Assim, eh ensinar pessoas que não precisa aprender é terrível, né? É, é como querer dar comida para quem tá satisfeito. Eh, eu, eu não sei quem fez a pergunta, então assim, por favor, eu não tô aqui desconsiderando a sua história, mas só que queria trazer assim um pouco mais de abrangência também para esse assunto no sentido como o Thiago disse, o que que nós queremos dizer com ah doutrinas humanas ou ou diversidade doutrinária? Porque assim, quando a gente olha pro texto bíblico, a orientação de Paulo eh em richas eh teológicas, vamos dizer assim, problemas doutrinários, era quando o evangelho estava ficando comprometido. >> Uhum. >> Não era sobre preferências doutrinárias, >> não era sobre comportamentos religiosos em determinadas igrejas. quer botar o vel, põe o vel aí, né, lá pro Corinto. Então assim, às vezes nós temos que fazer uma distinção do que que é um problema doutrinário e do que que é uma preferência doutrinária. Então, eu tenho preferências doutrinárias. Eu entro numa igreja e penso, se eu pastoreasse aqui, eu não faria dessa forma, mas eu não posso dizer que aquilo é uma heresia, que aquilo é um problema doutrinário, não. Aquilo é a fórmula daquela igreja conduzir aquele povo. Se o evangelho não está sendo comprometido, quem é a pessoa de Cristo? A divindade de Cristo, a presença da trindade, os sacramentos? Se nós temos isso claro, então eu não posso dizer que aquela igreja tem um problema doutrinário. Eu posso dizer que ela tem uma preferência doutrinária que eu não tenho, que eu não gosto. Aquele modo de estar daquela igreja não é um não é um modo de estar apropriado ao modo de estar que eu gostaria de estar vivendo. E tudo bem, porque Deus garantiu diversidade no nosso meio. >> Rafa, eu quero te fazer uma Não esquece, processa aí o grava que tu ia falar, porque eu consegui encaixar uma pergunta aqui, porque a gente já vai acabar, mas eu queria fazer o máximo de perguntas possíveis. E quando a igreja é muito boa, Rafa, tem isso aí, preserva, né? O credo apostólico tá ali intacto, né? Na doutrina da igreja. Todos os livros da Bíblia não tirou nenhum. >> Exato. Tá ali, né? Enfim. Mas a a igreja é meio que comandada. A igreja é uma família, como você pregou, mas naquela igreja ela é comandada por uma família, >> por uns parentes. >> É. É. Exato. É tipo assim, tem uma família que manda na igreja por assim. Eu senti um pouco esse teor pergunta da pessoa, né? É, enfim, vou tentar chegar lá. >> Chega lá, mas só para jogar essa mais essa pimenta aí. >> Bom, então acho que é importante gente fazer essa distinção. Outra coisa é nós vivemos um tempo de pessoas muito sensitivas, né, assim, não necessariamente sensíveis, mas extremamente reativas e eh sensíveis nesse sentido e de ficarem ofendidas com qualquer coisa, >> mimizentas, né? É tipo isso. >> E eh e aí o que que o que que acontece? Talvez a crise que nós estamos assim, até quando eu devo insistir numa igreja ou não devo insistir, primeiro tem que vir uma pergunta que é o quão envolvido eu já estou com essa igreja. Porque se você, por exemplo, é uma pessoa que só foi lá na igreja, tá indo lá há um ano, dois anos, mas ninguém sabe quem você é, você nunca se deu a conhecer e nunca investiu em conhecer ninguém, você não precisa lutar nada para continuar nessa igreja. Se essa igreja não tá de acordo com o que você gostaria e tal, procura outra igreja. Você não tá, porque você não está lutando para continuar. Então você não tem que ter luta para sair. Se você for ter alguma luta, escolhe uma dessas duas. Luta para continuar ou luta para sair, porque às vezes nós não estamos nem dentro e nem fora e preocupado se eu devo insistir ou não insistir. Então eu acho que uma coisa é estou numa igreja investindo a minha vida, dando a conhecer e tentando conhecer as pessoas e ali tem um problema doutrinário. Saia da igreja. estão comprometendo a pessoa de Cristo. O evangelho não é o centro, é uma liderança abusadora, não continua nesse ambiente. Agora, se é simplesmente eh essa igreja tem um modo de estar diferente de onde eu venho, diferente do que eu gostaria, eu faria diferente, ah, aí talvez é você que tenha que ser transformado e não necessariamente a igreja. Uhum. E talvez a igreja esteja também padecendo da sua falta de intervenção. A igreja pode ser abençoada pela sua forma de estar, pelo que você tem para contribuir. Então são dois pontos distintos. Uma que tem problema, a outra que é só diferente do que você preferiria, mas você ainda não colocou todas as fichas ali. Entra de verdade. Se faça família com aquela igreja. >> Outro dia tava lá num treino com o meu filho e ele reclamou porque o Mister não colocou ele, joga bola. não colocou ele na posição que ele gostaria, então ele teve dificuldade de pegar na bola. Eu falei: "E aí, o que que você fez diante disso? A seu time tava sem liderança. Eu ouvi o Mister falar algumas vezes que vocês não conversavam entre si. Então tudo bem, você não pega a bola, você não pode liderar o time, você só vai ficar amoado porque você não pega a bola. Qual é a sua parte? O que que você pode fazer? Você pode orientar, dar dica, correr para um lado pro outro, atrapalhar o jogador do outro time? Qual a sua parte? Porque a gente só fica assim: "A bola não chega em mim". Então, envolva-se. Bom, sobre a questão do do dos parentes, né, nós até conversamos sobre isso ali num grupo. Isso é muito comum, por exemplo, no Brasil, em igrejas eh eh denominacionais. Eu eu venho de história de Igreja Batista, por exemplo, sou quarta geração de batistas, ó. e não, enfim, >> não deu continuidade. >> Dei dei, mesmo estando em outra igreja, depois casei-me lá, meus pais são de lá, meu irmão é de lá, minha avó é de lá, enfim. >> Eh, mas batias, presbiterianas, até onde eu me lembro, assim, tem muito essa coisa às vezes das famílias, né, ficarem muito fortes na igreja. Uma das coisas que eu acho que nos atrapalha na na vida espiritual é que nós ainda não aprendemos com as com as escrituras que as coisas visíveis são apenas sombras das invisíveis >> e que a realidade última e verdadeira é o que a Bíblia diz e não o que a gente acha. Então, família é o que Deus diz que é família e não meu vínculo de sangue biológico. Então, na verdade, às vezes tem uns parentes dando trabalho na igreja e a família precisa ajudar os parentes a perceber que eles não estão sendo família e estão sendo parente difícil. De vez em quando os meus parentes lá de casa precisam entender que em prol da família eu vou me ausentar para cuidar dos outros irmãos que o Vitim tem, que a Aurora tem. Do mesmo jeito que essa família vai compreender alguma possível ausência minha quando aqueles irmãos de vocês, meus parentes por acaso, precisarem da minha presença e do meu investimento. Se não tem o entendimento de família completo nos parentes e nos irmãos no corpo de Cristo, então nós temos uma luta de interesses e aí realmente vira um problema na igreja, porque aí já tem interesses particulares que estão comprometendo o todo. Então tudo é assim, a gente aprendeu na escola, uma parte é parte de um todo. Logo, ela não pode ter atenções de atenção de todo e tem muitas vezes no nosso ambiente partes que exigem atenção como se fosse um todo. Então nós temos que ter responsabilidade com todo para além das partes. E uma parte não pode ter tamanho de todo. E aí eu preciso lembrar aos meus parentes que nós não fomos chamados para ser parente. Nós somos chamados para ser família. E a família é maior do que os meus parentes. Muitas vezes eu vou ter que contrariar um parente. Jesus tinha falado isso. Às vezes você vai ter que contrariar um parente por causa da família. >> E é muito bom quando os parentes entendem que são família. >> Hum. >> Mas muitas vezes os parentes acabam não entendendo que são família, né? >> Muito bom, gente. Temos que terminar. Vai acabar o podcast. >> Ah, >> nossa, sempre que eu adorava isso no jogo. Mas vamos lá. Eh, cadecadeca. Pastor Thiago, uma palavra final, por gentileza, finaliza esse podcast para nós e também já esse evento que a gente eh fez aqui. Muito obrigado por isso, por ter aberto as portas. Agradecemos, né, a a você e consequentemente a todas as famílias eh pastorais dessa igreja por terem acolhido a mim, o cacau, esse evento. Muito obrigado por isso. Então, despede-nos, né, tanto no podcast quanto no evento neste momento, por gentileza. tudo aquilo que a gente ainda podia falar realmente não cabe. Eh, não é num num podcast, mesmo que eles eh tenha ficado longo, não é? Eh, daria para falar muito mais coisas >> e tinha várias perguntas boas, tá, pessoal? Mas infelizmente não vai dar mesmo. >> Infelizmente a gente fala muito, >> mas uma outra não era boa, tá? É, vou dizer, >> é, tinha umas muito, >> mas eu espero que aquilo que a provocação, vamos dizer assim, que algumas destas coisas podem trazer, né, que de repente a gente também não não saia daqui a pensar, olha, tenho razões para mudar de igreja, há aqui gente que está aqui, há gente que vai ouvir o podcast, mas que seja uma provocação para uma coisa. Eu acho que se nos esforçarmos por estar perto de Cristo, nós vamos ser transformados. E se nós fomos transformados no lugar onde nós estamos, se alguma coisa não é como Cristo, vai criar um contraste. >> Amém. >> A começar em mim, quebra corações. Tem uma música assim, não tem? >> Sim. >> Desculpa. Tu gostas mesmo de cantar? Tu hoje eu ouvi cantar três vezes na tua mensagem e agora no podcast. Olha, você tá na casa certa porque o Paulo tem a mesma síndrome. Ele também gosta e não sabe >> quem. Quem? O Paulo. E eu tô na casa. É, desculpa, Thaago, por isso é família, né? Aquele tio sem noção. Eu sou às vezes. Tá tudo bem, tio Bibo. Mas eu é isso. O, eu acho que o nosso contraste no lugar acaba por denunciar alguma coisa que não está no lugar onde ela deveria de estar. >> Nossa, muito bom. Sim. Pronto. E se nós e mas é isso, não pode ser uma coisa somente de uma crítica, de alguma coisa que eu não gosto, como o Rafa estava a dizer, tem que ser uma uma convicção de quem está ligado a Cristo >> e transformado por ele a nossa vida no lugar onde nós estamos, é muito difícil não gerar esse tipo de coisas. Ainda no domingo passado, eu não sei se foi convosco que eu falei, mas no fim da mensagem, eu estava a partilhar a palavra, no fim da mensagem houve uma irmã que veio ter comigo e disse-me assim: "Pastor, aquilo que você pregou hoje, eh, que é difícil e que gera perseguição, estava estamos a falar das sete igrejas Apocalipse e e falamos do de uma das cartas. Eh, e a irmã disse assim: "Eh, às vezes encontramos isso dentro da própria igreja quando nós tentamos viver Cristo de uma forma séria e é dentro da igreja que nós vamos encontrar um tipo de perseguição. Então, pode ser que até isso se produza, mas eh eu não, nós não saímos de fininho, temos essa expressão aqui em Portugal, nós não saímos de mansinho das situações. Nós, se estamos no lugar e representamos Cristo, provavelmente há coisas que vão acontecer, algumas desagradáveis até, é verdade, mas o próprio Senhor Jesus disse-nos como é que a gente devia lidar com quando tivemos mal com um irmão, não é? Eu acho que o primeiro passo devia de ser esse, é ir ter com o irmão e tentar até tratar isso com um líder que ou uma situação que nos que nos desagradou, alguma coisa que nós precisamos de denunciar. E a partir daí seguimos o processo que Jesus eh falou, porque pode significar que seja sejamos nós que sejamos errados. procurar outros irmãos em espírito de oração, gente que olhamos e que admiramos e consideramos maduras para nos ajudarem a ter uma perspectiva das coisas que eu acho que Deus fez de propósito >> para nós nos ligarmos uns aos outros. >> Eu acho que Deus não nos deu o entendimento todo a uma só pessoa para nós vivermos numa individualidade de perfeição que não aponta para o corpo. >> Uhum. >> Muito bom. Por isso os dons são distribuídos. São muitos dons. É isso. >> Ex. É garantir que nós queremos proteger o evangelho e não as nossas preferências. pessoais. >> Muito bom, Cacau. >> Não, tô arrumando aqui. >> Mas fala alguma coisa legal para nós, uma palavra bonita, um incentivo. >> Não, eu tô >> eu tô cansado. >> Não, não, não, não. Eh, eh, tudo isso é muito rico. Eh, uma coisa que eu acho que deve ser estimulado no nosso coração, meus queridos, é que nós realmente eh vejamos a a igreja de Cristo com todo esse poder que o Senhor quer manifestar, tá? Eh, eu a igreja de Cristo, ela é como o arco-íris no fim do dilúvio, tá? Ela é o sinal de que Deus não desistiu da humanidade. >> Então quando chovia e o pessoal via o arcoíris falava: "Não vamos ser destruídos, né? E com um mundo que parece que tá se esforçando para se destruir, né? >> As pessoas devem olhar a igreja e falar: "Deus não desistiu da humanidade". >> Ainda tem ali um sinal da sua aliança que mostra que ele não vai nos destruir dessa maneira, né? >> Então, e eu me empolgo muito com a igreja. >> Eu tenho muita esperança. >> Uhum. Uhum. E as os maus exemplos de igreja chegam a nós na nossa casa, mas os bons exemplos a gente percebe na casa da igreja ou na casa da cidade, no caso, né? Eh, não, e eu tô falando isso sério, porque se eu ficar em casa eh olhando em rede social tudo que se fala sobre evangélico, eu vou ter 1 milhão de notícias ruins e pouquíssimas boas. >> Uhum. Mas toda vez que eu vou visitar alguma igreja, eu vejo a palavra de Deus frutificando. Então, >> tem essas ficções da tela ou do ecrã que a gente às vezes acredita mais do que a realidade sensível, né? >> E a realidade sensível é que Deus não desistiu da humanidade. Ele continua mostrando sua aliança na igreja. >> Amém. >> Muito bom, gente. Vamos ficando por aqui com mais um BTC. Voltamos a semana que vem, se Deus assim permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus e obrigado a todos vocês, uh, que vieram. >> Obrigado, Bibo, por ter vindo a Portugal. Oi. >> Obrigado por ter vindo a Portugal >> sempre que quiserem.