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A fé vem pelo ouvir

A Igreja Perfeita (Lisboa) – BTCast 646

A Igreja Perfeita (Lisboa) – BTCast 646

A Igreja Perfeita (Lisboa) – BTCast 646

Hoje muitas igrejas têm paixão e visão, mas sofrem com comunicação e gestão espalhadas em várias ferramentas. A InPeace reúne tudo em um só lugar: gestão, células, eventos, doações, transmissão ao vivo e comunicação, sempre potencializando o cuidado pastoral. Conheça e garanta 10% de desconto para sua igreja em https://inpeaceapp.com/inpeace/bibotalk/

Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Diretamente da Igreja À Mesa, na cidade de Lisboa, Rodrigo Bibo recebe Cacau Marques, Rafael Cassiano e Tiago Alves para uma conversa franca, profunda e bem-humorada sobre uma pergunta que atravessa gerações de cristãos: existe igreja perfeita? Ao longo deste episódio, refletimos sobre as expectativas irreais que muitas vezes colocamos sobre a comunidade cristã, os perigos de idealizar líderes e igrejas, e como o evangelho nos chama a amar uma igreja imperfeita formada por pessoas imperfeitas. Em uma época marcada pelo consumo religioso e pela busca constante por ambientes “perfeitos”, este BTCast nos relembra que a beleza da igreja não está na ausência de falhas, mas na presença da graça de Deus moldando pessoas reais. Um episódio necessário para quem ama a igreja, se decepcionou com ela ou ainda está tentando encontrar seu lugar no corpo de Cristo.

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– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
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– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Começa agora o BT.
Teologia é nosso esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC ao vivo gravado diretamente
aqui do BTD em Lisboa. E a galera
gostou?
>> Estamos ao vivo. Esse é o BTC de número
>> 646.
>> Eu sou Rodrigo Bibo e igrejas a proibida
entrada de pessoas perfeitas. Só pessoas
imperfeitas entram em igrejas perfeitas.
Não fez sentido, mas foi o que deu
agora. Não, pessoas imperfeit.
>> Isso que tava pronta a frase.
>> É, errei. Proibida entrada de pessoas
perfeitas. É, é a frase, não é? É o nome
de um livro, inclusive, não é?
>> Proibida entrada de pessoas perfeitas.
Então,
>> é isso aí. A minha entrada ruim, mas
vocês entenderam, né? Pessoas imperfei
>> supletivo. Supletivo.
É que eu tô com jet leg. Eu tenho essa
desculpa. Eu tô eu tô 4 horas atrás.
>> Verdade. É verdade, verdade, verdade,
>> é verdade.
>> Eh, eu sou o Cacau Marques e eu vou, eu
posso repetir uma frase?
>> Eu não sendo a minha que foi
>> Não, repeti uma que eu já trouxe num
podcast.
>> Claro, ninguém lembra.
>> Então vamos lá. É, não, você vai
lembrar. Eh,
>> pressão
>> e o antídoto para a solidão é a
comunhão.
>> Muito bom. Essa é sempre boa. Essa é
sempre boa. Muito bom. Muito bom.
>> Eu sou o Rafael Ciano, vulgo pijama
>> aqui no BT pijama. Alcunha pijama.
>> E a igreja perfeita é formada pelas
pessoas imperfeitas estão sendo
transformadas pelo poder do evangelho.
>> É o que eu queria falar. E vou te falar
uma coisa, o Bibo mandou no nosso grupo
essa frase para ele não esquecer e na
hora ele esqueceu que ele tinha salvado
também.
>> É porque a frase é minha.
>> Pois é, mas eu não
>> o senhor protegeu seus direitos
autorais.
>> Exato. Mas é o convivendo agora com o
Cacau nesses dias, eu percebo que eu
estou com um problema de memória muito
sério.
>> É,
>> eu ando esquecendo muitas coisas.
>> Cubiloba para dar uma
>> é não sei. Mas enfim. Então vá. O meu
nome é Tiago Alves, mais conhecido como
o Cinzento.
>> Muito bom. Muito bom.
>> A igreja perfeita. É a família que já é
perfeita, mas ainda não é em Cristo já
somos aquilo que nos estamos a tornar.
>> Amém.
>> Muito bom. Muito bom, gente. Olha só,
tivemos aqui esse tema igreja perfeita,
palestras comigo, Cacau Marques e Rafael
Pijama. E eu queria eh que vocês
resumissem em um tweet. Se bem que a sua
entrada já foi um pouco do resumo, né?
>> Mas é, então, na verdade, vamos pular
aqui, gente. Ó, as as palestras estão
disponíveis no canal, vocês assistam
depois. Mas Thago, você não palestraste
aqui no BTDI, então nós gostaríamos de
ouvir se você fosse palestrar, né, como
que você, por onde você caminharia, qual
tema você traria para nós, qual texto
bíblico
>> ou pode palestrar agora.
>> É, se quiser, pode ser a sua palestra
também.
>> A gente tá sentado aqui, estaria sentado
ali.
>> Ex. Amaríamos te ouvir, aliás, mas, né?
>> Ser será como a pregação lá na
comunidade da vila, né? Um pregador e os
outros comentári. É lá nós temos a
igreja do podcast, mas disseram que a do
Paulo Júnior já é do podcast mais
antigo, né? 90 assim também.
>> Olha aí. Mas enfim,
>> mas antes de saber o que o pastor Thago
iria palestrar, se fosse palestrante do
BTDI, deixa eu dizer uma coisa.
Inclusive nesse BTDI a gente falou muito
sobre a igreja. E de fato, a igreja é o
ajuntamento dessas pessoas redimidas
pelo sangue de Jesus. É o ajuntamento,
como disse meu amigo Luiz, né? é a
igreja é esse ajuntamento de carne
banhada pelo espírito. É, ou seja, é a
reunião dos adoradores de pessoas que
estão ali para se parecerem mais com
Jesus. Entretanto, é muito importante
que a igreja seja organizada e conforme
ela vai crescendo, vai demandando muito
mais organização. E às vezes a igreja
ela tá crescendo essa coisa orgânica e
tal, só que a comunicação é tudo
espalhada, grupos no WhatsApp, redes
sociais, tudo misturado, o gerenciamento
de voluntários, crianças e sabe, grupos
pequenos, cara, é tudo solto e às vezes
dá ruim porque não é bem organizado e a
igreja tá crescendo. E às vezes até,
talvez ela esteja crescendo, né, daquela
forma assustadora como, né, às vezes
pessoas, não, minha igreja tá crescendo
muito, ela tá crescendo e conforme ela
vai crescendo, é natural que uma igreja
cresça, vai pedindo mais organização.
Por isso eu quero te apresentar a INPIS,
realmente a única multiplataforma do
mercado com integração com My Kids,
Voluts. A INPIS vai te ajudar a
gerenciar eventos, voluntariados, vai te
ajudar a arrecadação, gerenciamento de
grupos pequenos. Ou seja, tudo que você
precisa para a organização da sua
igreja, você vai ter no INMPIS. E olha
só, você tem um link aqui comigo que vai
te dar 10% de desconto. Eu queria te
encorajar. Você tá sentindo que a tua
igreja tá meio desorganizada? Vocês
continuam amando Jesus. Pastorear o
coração das pessoas é a tarefa da
igreja. Mas sabe quando você sente que
ela precisa de um pouco de organização,
a Iis vai te ajudar nisso. Ela tem
realmente, ela consegue organizar o app
necessidade. Isso é maravilhoso. Entra
em contato com a PIS, mas entra pelo meu
link, tem desconto de 10%. E você pode
também tirar suas dúvidas lá no no chat,
chama alguém para trocar uma ideia. Mas
olha só, sério, você vai inclusive eh se
espantar. Memb quanto custa isso? Entra,
entra lá, entra no link aqui da Ice,
você ainda vai ter 10% de desconto pelo
meu link. Então, aproveite, organize a
sua igreja com o Peace. Tenho certeza
que você não vai se arrepender. E sem
sombra de dúvida, tudo isso vai
colaborar com a principal missão da
igreja, que é proclamar a Cristo e este
crucificado. E tendo uma igreja
organizada, a coisa flui melhor, vai por
mim. Conheço pessoas, igrejas, amigos
meus que tm o aplicativo da INPIS. Já
congreguei numa igreja com o aplicativo
da PIS e ela faz realmente a diferença
esse aplicativo. Então não esquece, meu
link aqui na descrição deste BTCash no
YouTube, no site e também no Spotify
agora e no primeiro comentário fixado
aqui do YouTube, tá bom? Lembrando que o
meu link te dá 10% de desconto. Agora
simbora ver o que o Thiago ministraria
no BTB. alegria poder participar eh no
BTC e trazer aqui alguma coisa também
muito fruto do do que vocês já
partilharam. Eu fui muito abençoado com
o o que aconteceu aqui no dia de hoje,
mas eh nada daquilo que a gente diz é só
é só sumar da nossas da nossa mente. Há
muita coisa que vamos recebendo aqui
ali. Portanto, não não sendo da minha
autoria. Hum. Eu gostaria de se calhar
então de partilhar alguma coisa a
convite do Bibo para o fazer e se calhar
começava por ler dois versículos da
palavra, se me permitem. É de feito
pastor
>> vai pregar.
>> Vou pregar. Vamos lá. Vai mesmo.
>> Em 5 minutos tem toda a lad.
>> Não, mas o o o pastor responde a
perguntas e às dúvidas e lida com tudo
assim, né? Fala com a esposa, com
versículos da palavra. Normalmente é
assim que o pastor fala, né? São as
horas que as esposas ficam mais
irritadas.
>> É. E quando a esposa vem com os
versículos, hein? Aí a aí treme, né?
Nada dói mais do que um versículo a
queima roupa.
>> É. Nossa, muito bom versículo.
>> Essa podia ser uma boa frase de entrada.
>> Uma frase de camiseta. A frase de
camiseta boa. Então, hh, estava o o
Rafael, não pijama, o Rafael Cassiano, o
meu amigo,
>> o outro, o meu meu ter,
>> ele estava a ler eh Romanos 16 e logo a
seguir começa eh Paulo começa eh começa
na na organização que nós fizemos dos
dos livros da Bíblia, vem a primeira
carta aos Coríntios e eu estava a ler os
primeiros versículos e Paulo começa a
carta assim. Ele diz: "Paulo, chamado
para ser apóstolo de Cristo Jesus pela
vontade de Deus e o e o irmão Sóstenes,
à igreja de Deus que está em Corinto,
aos santificados em Cristo Jesus e
chamados para serem santos, juntamente
com todos os que em toda a parte invocam
o nome de nosso Senhor Jesus Cristo,
Senhor deles e nosso."
E eu quando estava eh só a ler uma
introdução da carta, depois acabei por
verificar, fui a ler a introdução da
segunda carta aos Coríntios, Gálatas,
Efésios, eh, ler aqui outras
introduções. E parece que, tendo em
conta o tema que nós estamos a falar
sobre a igreja perfeita, que eh
Paulo, pelo menos aqui nesta fica muito
explícito, ele está a falar aqui de dois
grupos. um grupo que é local, não é? Uma
comunidade que é mais local e depois
fala de uma que é mais abrangente, não
é? O corpo do corpo de Cristo.
>> E uma das palavras que nós usamos para
descrever hh aqueles que pertencem a uma
igreja é a palavra membraia. Eu não sei
se nas vossas igrejas, vocês também usam
isso. A casa da cidade tem membrasia,
temos os membros da igreja.
>> No Brasil tem até membra.
>> Membra. Ok.
>> Não é que é é
>> e é membresia, não é membrasia.
>> Membra não. Membra não é mais errado.
Olha. A gramática PTBR foi assumida como
palavra.
>> Falamos tanto errado por tanto tempo que
quer saber vamos legalizar. É legaliza
J.
>> Foi isso. Foi isso.
>> E eu estava a pensar que chamamos quem
faz parte de membro, não é? Chamamos de
membro e que como isso pode ser um
equívoco, não é? Essa palavra se calhar
precisa de ser ressignificada até mesmo
dentro da igreja. E nós às vezes eh
procuramos fugir de termos que o mundo
usa para criar para não criar mal
entendidos, por exemplo, com a palavra
amor. Ainda hoje estávamos a ouvir à
tarde, não é? Quando nós pensamos na
palavra amor, pensamos numa data de
significados, mas dentro da igreja
parece que é temos que ressignificar
para as pessoas entenderem aquilo que
nós estamos a falar. E eu acho que é o
mesmo com a palavra membro e o que
significa pertencer a uma igreja. Ainda
por cima estamos a falar da igreja
perfeita e ela é composta de membros.
Mas quando nós pensamos no em membros,
nós estamos a pensar em quê, não é? É
porque os clubes de futebol também têm
membros, não é? As associações também
têm membros, não é? Há e nós podemos
estar a falar simplesmente numa
linguagem de associativismo, não é? E
neste caso associativismo religioso, mas
a a palavra e esta carta aos Coríntios
eh que Paulo escreve, ele também fala de
membros, mas ele está a falar de uma
coisa distinta. E nós já lemos isto
tantas vezes quando Paulo começa ali no
capítulo 12 da carta 13, 14, a falar da
igreja e a falar dos distintos membros
do corpo, e ele vai dizer que o corpo é
só um, mas tem muitos membros, e que eh
nenhuma parte pode dizer à outra que não
precisa dela e que se uma sofre, todos
sofrem com ela. E se uma é elogiada,
todas se alegram com isso. Eh, mas que
todas juntas formam o corpo de Cristo.
Então, a Bíblia fala de membrasia. Nós
podíamos dizer: "Olha, temos aqui um uma
passagem, algumas passagens bíblicas que
vão falar sobre isso." E eu estava a a
pensar que é difícil depois falarmos do
que significa ser um membro de uma
igreja quando temos essa ideia de
membrasia fora da igreja e as pessoas
olham para um membro de uma associação
ou de um clube desportivo de uma outra
maneira. Não é que um clube desportivo
não tenha o seu próprio culto, porque
tem, não é? Porque um clube desportivo
não tenha os o os sócios, aqueles que
dizem que são partes daquele clube, que
até quase que dão a vida pelo clube, não
é? São matam pelo clube alguns e tudo,
não é?
>> É, o time do Corinthians passou um
bocado, né, com com os os associados
ali, né, ameaçando jogadores e tal,
sabendo, o Corinthians é um time, crente
verdadeiro não é membro de nenhum clube,
não é? Um crente verdadeiro não é membro
de nenhum clube.
>> Não, mas tem gente que torce muito pelo
time.
>> Não, não pode, não pode. Eu
>> eu não vou nem falar qual foi o último
clube a ter assassinato lá. Não vou nem
falar.
>> Ah, foi P.
>> As pessoas pagam inclusive ofertas, os
dízimos a esses clubes, não é? Pagam as
cotas mensais e tudo mais. Pronto. Eh,
nada contra, muito contra, mas nada
contra. Quem?
Mas quando nós estamos a falar de que a
igreja é um corpo e tem membros e é um
só, nós, eu acho que a igreja perfeita
tem que entender que ela, ela é um
corpo, tem diferentes membros, mas que
ela está colada a Cristo e que a igreja,
a igreja perfeita está colada a Cristo.
A igreja perfeita não é um corpo
decapitado,
não é não é alguma coisa sem cabeça.
Nós, se vísemos um corpo sem cabeça, era
uma aberração, não é? É uma é uma coisa
assustadora, é uma coisa que não não faz
sentido, mas na verdade há muitas
igrejas que
se tivessem descoladas de Cristo, se não
tivessem intimidade com Cristo, não
mudaria nada no que elas fazem. Podiam
continuar a ser exatamente a mesma coisa
e a fazer exatamente as mesmas coisas,
os mesmos eventos, as canções, até as
pregações. Hoje em dia, então, não é?
Falávamos isso no outro dia. A gente
pede a uma inteligência artificial para
escrever um sermão. Não há intimidade
com a cabeça. E na verdade é essa
aberração de um de um corpo decapitado,
porque não precisa de Cristo para
existir.
>> E isso não nunca pode ser a igreja
perfeita. Eu pensava um pouco nisto. Não
se
>> numa numa escatologia antiga, como eu
pensava, né, que se acreditava no
arrebatamento, né? Então a gente
cantava, né? Muitos crentes vão subir. É
antiga, não é já ninguém mais pensar
assim. Não, não, não. Ainda tem muita
gente, mas né, para mim já é antiga, eu
não penso mais assim, mas se acreditar
na idade do arrebatamento e vai subir a
igreja verdadeira e vai ficar uma galera
aqui, né, na mão do genro do Trump. Aí o
que acontece,
desculpa, é que ele é o candidato ao
anticristo aí, segundo
>> irmão, isto não é o púlpito da igreja,
isto hoje é o cas representa a casa da
cidade, nem o que eu acredito, tá gente?
É porque pro meu novo livro eu tô
pesquisando muito essas, né, os
escatomaníacos e eles têm falado isso
agora, né? Então o que acontece, eh, mas
nesse entendimento, a gente, quando eu
acreditava mesmo em arrebatamento, e a
igreja sair e ia ficar um povo, eu
costumava falar assim: "Gente, vai ter o
arrebatamento e tem uma galera que vai
continuar e nem vai dar con, nem vai
perceber que Jesus não tá mais aqui, que
o Espírito Santo já foi retirado e vai
continuar o mesmo mecanismo, o mesmo
sistema, que era como o templo de
Jerusalém,
>> né? Não tinha Deus lá, né? Deus não
estava lá e funcionava maravilhosamente,
entre aspas, de forma irânica. boca, mas
o coração está longe.
>> Exato. É, é a purificação do templo que
Jesus faz. É a maldição da figueira, né?
Ninguém mais vai comer fruto de ti. Era
meio que uma eh uma parábola, uma
atividade parabólica, né? Ou seja, ele
faz uma atitude que comunica uma ação.
Então,
>> é um ato profético,
>> um ato tipo isso, né? Essa, tem alguém
que perguntou sobre isso aqui,
inclusive.
>> É o disso aí que o Thiago falou, eu
tenho sempre trazia eh eu sempre trago à
minha mente essa, essa ideia no momento
da ceia, né?
Como eu sou de uma tradição
memorialista, então é muito comum que a
gente perca
os aspectos mais sacramentais da ceia,
né? Então, de vez em quando, e como eu
aprendo com todas as tradições, então eu
de vez em quando eu dou uma corrigida na
igreja, falo: "Olha, isso aqui, os
nossos irmãos sacramentais estão mais
certos que nós". que é nós vamos
lembrarmos de que mesmo se eu pensasseia
como um memorial, mesmo que eu tivesse
assim, eh, há um motivo pelo qual ela é
um ato de comer e ela não é simplesmente
porque para lembrar da crucifica da
morte de Cristo, eu posso assistir
Paixão de Cristo do Melgibson e eu vou
lembrar, né? Eu posso tá vindo aí, hein?
>> Eu posso cantar espelhos mágicos,
Oficina G3, né? Nasceu, sofreu, morreu
por nós, né? E eu vou lembrar. Eh, mas
ali tem um tem um ato acontecendo e esse
ato é justamente nesse sentido de que
naquele momento aquele pão que é o corpo
de Cristo e eu vamos ser um só, né? Em
algum momento aqueles nutrientes vão
virar parte do meu corpo, da mesma forma
como eu, pela fé, sou parte do corpo de
Cristo.
>> Uhum. E é muito simbólico que nós
façamos isso todos juntos. Uhum.
>> Porque no final todos nós somos parte do
mesmo corpo. Isso faz com que todas as
nossas distinções sociais, raciais, eh
nacionais e todas as outras e eh todas
as outras, né, elas sejam diminuídas,
elas precisam ser diminuídas paraa
exaltação da unidade do corpo de Cristo.
>> E nessa exaltação, eh, eu sou um grande
hipócrita.
Se eu, por exemplo, como do pão sendo,
né, alguém que odeia o meu irmão ou que
por algum motivo considera que alguma
classe de pessoas dentro do que o mundo
divide é especialmente pecador em
relação a mim, né? Então, nisso é sempre
um desafio, né? Mas também nos coloca
mais uma coisa, porque às vezes a gente
fala: "Não, todos são iguais, todos são
imagens de Deus". Mas nós não estamos
dispostos aos compromissos da família,
que são que a continuação do símbolo do
corpo, que é quando uma parte do corpo
sofre, todo corpo padece.
>> Uhum. Então, é é muito legal ser parte
de um corpo, é muito legal ser família,
mas os compromissos da família envolvem
sofrimento e isso faz com que eu precise
sentir a dor do meu irmão. Então, para
um exemplo eh de uma história que eu li
uma vez de um missionário no de uma
missionária no México,
ela disse que ela tava numa igreja que
era uma igreja muito grande no México e
era uma igreja eh que tinha o o corte
social muito amplo. Ela alcançava
classes diferentes na cidade do México.
Eh, então tinha pessoas muito ricas e
pessoas bem pobres. E ela dizia que em
um determinado momento houve uma uma
conscientização da igreja de que no
culto todo mundo era igual, mas quando o
culto acabava todo mundo era diferente,
porque as pessoas iam para lugares
completamente diferentes, passando por
riscos completamente diferentes. E se a
gente não tá disposto a perceber o que o
outro sofre, o que o outro passa, é, nós
não estamos levando as últimas
consequências o discernir o corpo da
ceia, que Paulo diz que nós devemos
fazer para participar da ceia,
>> senão nós estamos fazendo pra própria
condenação. É muito mais do que
simplesmente comer a seia de qualquer
jeito. É você não perceber que naquele
ato existe uma união com Cristo que me
impõe uma união com o meu irmão e aquilo
me obriga a me acertar como irmão.
Então, se eu tomo assim, sem essa
obrigação de me acertar como irmão, eu
tô
>> não e não acertar o irmão, né?
>> É, não acertar o irmão. Afinal de
contas, Deus mandou que nos amássemos e
não que nos amassemos, né?
Então, é, então é isso, né? Que nós
tenhamos essa consciência e vivamos essa
consciência como uma realidade de uma
união real com Cristo. Quando a gente
fala de união mística ou de união
espiritual, nós não estamos falando de
uma união que é menos real do que a
física. É o contrário. Ela é mais real
do que a física. Porque todos esses
aspectos físicos passam, mas a
eternidade tá se impond. Então é isso.
Muito bom. Thiago, tu terminaste a tua
reflexão porque a gente já foi se
atropelando aqui. Isso é podcast, isso é
BTC. Churrasco brasileiro. Churrasc.
>> Exato. Nesse sentido, então tem duas
perguntas aqui que eu quero juntar em
uma só. Quero jogar a pergunta pra mesa
agora. Então, que a pessoa perguntou no
céu vai ter bolo de chocolate? Mentira.
Pior que perguntaram mesmo. Vai ter, com
certeza, gente. Tá, tudo que é bom e
maravilhoso será glú
>> sem glúte. Não é.
>> A tá dizendo que ela não vai fazer. É,
ela já tá cansada, né? A Helen que faz
docinhos aqui em Lisboa, contratem.
Muito bom. Mas vamos lá. A pessoa
perguntou o seguinte: onde é que eu
separei? Vermelho aqui. Como ter uma
igreja perfeita diante de tanta
diversidade? Ela pergunta, né? Uma
igreja perfeita, mas tem tanta
diversidade? E ela abre um parênteses,
por exemplo, imigrantes.
>> Uhum. Uhum.
>> Então fica essa pergunta que eu acho que
é legal vocês responderem. Eh, e depois
eu acho que depois é uma questão mais de
de doutrina, mas eu vou emendar aqui
também. É possível ter igrejas perfeitas
com tantas doutrinas, em alguns casos
religiosidades distintas? Então, acho
que cabe as duas perguntas aqui, né? A
questão da diversidade, imigrantes. E
muitas vezes o imigrante vem com a sua
religiosidade também do seu local. Como
é que vocês lidam bastante com, né, essa
diversidade, imigrantes, como é que
vocês poderão responder como ter uma
igreja perfeita diante de tanta
diversidade entre parentes e migrantes?
e a questão das religiosidades
distintas, que daí eu não sei o que a
pessoa quis dizer com religiosidades,
mas vamos, eu vou colocar dentro do
pacote e espiritualidades cristãs
distintas, religiosidades mais cristãs
distintas, né? Enfim, a pessoa vem de um
neopentecostalismo ou de um
pentecostalismo ou sei lá, né, de alguma
lá, um pessoal que levanta tênis, alguma
coisa assim.
H, eu poderia falar, mas eu acho não,
não, eu diria que a experiência que o
Rafa
>> está a ter na nossa comunidade era rico
partilhar aqui.
>> Então, que tal vocês dois? Vamos lá.
Dois ou um.
>> Bom, eu diria que,
bom, o Senhor exigiu de nós e orientou
que nós vivêsemos a unidade na
diversidade.
>> Uhum.
>> Eh, um corpo é formado por vários
membros, né? Eh, nem todo mundo é braço,
nem todo mundo é mão, nem todo mundo é
cabeça, nem todo mundo é pé, enfim.
Então, o Senhor garante a a diversidade
e é exatamente por isso que a gente
precisa do espírito. Então, o Efésios
vai dizer que nós lutamos pela
manutenção da unidade do espírito. A
unidade está dada. Nós não lutamos pela
criação da unidade, nós lutamos pela
manutenção da unidade. Nós lutamos para
não desfazê-la, para não esfaccelá-la,
para não eh atuar como se o espírito não
estivesse em nós, porque ele está.
Num certo sentido, essa questão da
diversidade pensando em imigração, eh, é
também uma falta de de amplitude,
algumas vezes, da do nosso entendimento,
de que todos nós somos imigrantes uns
dos outros, porque viemos de realidades
distintas. Eu eu casei com uma pessoa
que foi criada em outro planeta, né? E e
só que isso é só lá em casa, né? Na casa
de vocês não é assim não. Geralmente
parece que Deus gosta de unir pessoas de
planetas diferentes. Então eu e somos
>> homens são de Marte, mulheres são de
>> Isso é música. Isso é música, um livro
antigo. É um livro antiguíssimo.
Desculpa. Desculpa.
>> Eh, então nós, na verdade, somos
imigrantes uns dos outros. Viemos de
realidades distintas. Claro. Depois isso
envolve culturas próprias, idiomas,
formas de estar. Eh, mas uma das coisas
que nos atrapalha numa vida de igreja é
exatamente desconsiderar essas
realidades. Então, na verdade, estando
em outro país, nós temos isso mais claro
diante de nós. Que aqui em Portugal, por
exemplo, para talvez para brasileiros e
africanos, eu diria, é mais desafiante,
porque como nós temos uma um idioma em
comum, nós imaginamos muitas vezes que
também temos uma cultura em comum
>> e não temos, né?
E e isso é mais óbvio para quem já tava
aqui às vezes do que para quem chegou. E
aí há um um desencontro de expectativas,
né? Então a igreja, por exemplo, a
igreja, talvez vocês não têm tanto essa
noção, Bibacau, a igreja evangélica em
Portugal, ela ela sofre um drama que a
igreja brasileira, por exemplo, não
sofre. Porque nós não lidamos aqui na
igreja em Portugal simplesmente com a
experiência transcultural de um
imigrante.
No cenário da igreja, nós lidamos também
com a experiência transcultural da
denominação própria da pessoa que veio.
Então, a pessoa já veio de outra cultura
em termos de nação, mas ela veio de
outra cultura em termos de igreja local.
E é um desafio, eu fico imaginando
paraas outras, paraa nossa igreja aqui e
paraas outras igrejas, lidar com as
pessoas que chegam, que já tem uma
cultura nacional diferente, mas também
tem uma cultura de igreja diferente. E
geralmente sempre o que a gente traz é
melhor, não é? Na minha casa, o meu
jeito de arrumar a casa é melhor do que
o Daana, claro.
>> Uhum.
>> Só que o problema é que ela pensa
igualzinha a mim, que ela também, o
jeito dela arrumar a casa é melhor do
que o meu. E a gente também quando tem
encontro de igreja também também é
assim. Mas é por isso que nós precisamos
da atuação do espírito e nós precisamos
de uma intencionalidade muito grande pra
intimidade. Então vou vou concluir,
desculpa. Ah, nós falávamos ali agora no
nosso grupo de discussão.
Muitas vezes na igreja, como a igreja
envolve muita atividade, muito serviço e
principalmente, por exemplo, agora
falando até como um brasileiro, né? Nós
brasileiros tendemos a ser proativos no
serviço. A gente ocupa lugar nos
ambientes onde nós estamos. E a gente às
vezes por estar servindo numa realidade,
dá por garantido as nossas relações, o
que não é verdade. Então a gente acha
que porque serve junto temos boa
relação. Não, só servimos juntos. Você
pode fazer isso no seu trabalho, na
empresa, em qualquer lugar, num time de
futebol. Você simplesmente trabalha
junto, mas você não sabe como é que é o
filho do outro, como é que é o
tratamento em casa, como é que é a
arrumação em casa. Você nunca visitou,
não jantou junto, não ouviu a história.
Então, no fim nós trabalhamos juntos. É
um encontro de escravos e não de filhos.
É diferente porque os filhos conhecem as
histórias uns dos outros. Então eu diria
que quanto mais diverso é o ambiente,
quanto mais diferença nós temos, mais
intencionalidade nós precisamos na
profundidade das nossas relações.
Conhecer as histórias, frequentar as
casas uns dos outros, fazer refeições
juntos, fazer perguntas de intimidade,
claro, percebendo se você está sendo
demasiado invasivo ou não, mas construir
essa relação é a qualidade da relação
que vai ajudar a gente a viver a unidade
na diversidade.
>> Ponto. Que bom
>> por enquanto.
>> Então é R cens. Mentira. Não sei.
>> A realidade que nós experimentamos aqui
na igreja, na casa da cidade, hh, é
realmente uma realidade de de que
condensa muitas realidades, não é? e não
apenas culturais ou ou geográficas, mas
como estavas a dizer, denominacionais ou
ou realmente de muitos contextos eh
distintos nessa área da da
espiritualidade também. E eh não sabemos
explicar, mas nós já falamos sobre isto
algumas vezes, achamos mesmo que foi o
Senhor que nos deu uma graça para para
receber, acolher eh realidades distintas
e os irmãos congregarem juntos, não é?
ou pelo menos porque o que é que poderá
significar congregar ou ter comunhão,
não é? Porque se for realizar as
práticas litúrgicas e se nós olharmos
simplesmente para aquilo que nós fazemos
juntos, não é? levantamos uma oferta
para suprir uma necessidade. Eh, temos a
prática da ceia, mas depois se não
acompanharmos isso com aquilo que eu
acho que faz a igreja perfeita ou a
igreja madura, como falávamos hoje
durante o dia, como foi bem sublinhado,
a igreja perfeita é a igreja madura ou
que está a crescer, a amadurecer para
ser aquilo que na verdade é uma natureza
que já lhe assiste. Nós somos, nós somos
santos em Cristo, mas estamos num
processo de santificação, não é? E a
maneira como aqui na casa nós temos
feito isso é que realmente não pode
ficar somente por aquilo que acontece
num domingo de manhã. Então é muito
incentivado a questão dos pequenos
grupos, a relação com o diferente, hh o
termos gente à nossa mesa para passar de
ser alguém que eu vejo ao domingo para
ser alguém que eu conheço, não é? E esse
é o desafio, porque a igreja perfeita,
sem dúvida, que terá que se eh que está
no processo de cada vez ser mais como
Cristo. E se alguém se relacionou com o
diferente, era Cristo. Porque Cristo,
sendo 100% santo, relacionou-se com
aqueles que que estavam bem distantes de
o ser. Porque na relação que ele já
tinha com o Pai, o Filho e o Espírito
Santo, já tinha uma relação de perfeitos
e iguais nesse sentido da santidade.
Agora Cristo vai ter que fazer um
caminho na nossa direção de se
relacionar com o diferente, com aquele
que não é santo. Então, para eu ser mais
como Cristo, eu tenho que, por exemplo,
aprender a amar, apesar de conhecer,
>> não é? Uhum.
>> E eu ouvi ao Cacau a falar esta tarde, a
falar sobre o amor. Eh, e o amor
realmente não é aquilo que a cultura diz
que é, mas eh aquilo que Cristo
demonstra é o amor
>> e Cristo relacionou-se com o diferente.
Então é difícil, claro, porque as
pessoas movem-se muito por gostos, por
coisas em comum e às vezes é a língua, é
a cultura, mas até às vezes um prato de
comida diferente pode significar que não
há comunhão, porque eu não como o que tu
comes, não é? E eu acho que a abertura
para nós estarmos numa mesa plural que
representa o corpo e não vivermos como
indivíduos ou então em nichos, em getos
culturais, nós temos aqui, falávamos
disso na nossa reunião na quinta-feira,
onde vocês tiveram a possibilidade de
participar e partilhar alguma coisa.
Temos grupos, por exemplo, de leste, de
fala russa, que se encontram uma vez por
mês aqui no espaço da nossa comunidade e
eles representam uma parte do corpo
inteiro, mas aquele corpo está junto
porque tem algumas coisas em comum, mas
permitir que eles façam aquilo sem nunca
se ligarem ao resto do corpo vai fazer
com que haja, não sei se vocês lá no
Brasil têm aquele filme ou ou a série da
família Adams, há uma mãozinha que anda
sozinha. A ver, é como se a gente
conseguisse cortar, lancetar uma parte
do corpo e ela tivesse vida por si só.
Isso não é verdade,
>> não é? O uma parte do corpo fora do
corpo não pertence ao corpo, não é? Nós
temos que ligar essa gente a nós de
alguma maneira, mesmo que eles tenham os
seus encontros, mesmo que eu tenha, eu
eu gosto de fotografia, mesmo que eu,
com alguns dos meus amigos que aqui
estão, eu posso encontrar esses pontos
em comum de ir fotografar, passear e
sair à noite para fotografar as
estrelas, essas coisas todas. Eu gosto e
faço com alguns que gostam, mas isso não
deveria de ser a representar
tudo aquilo que o corpo de Cristo é,
porque eu acho que o corpo de Cristo até
é mais expressivo quando o diferente se
junta. Então, a igreja devia
intensificar essa relação com o
diferente. Devia de ir ao encontro com o
diferente. Talvez seja por isso que nas
escrituras nós vemos que a verdadeira
religião é cuidar dos dos pobres e das
viúvas. Isso a igreja tem quando porque
era um encontro de diferentes na altura
quando isso foi dito, porque esse eram
os segregados, eram os que estavam à
margem, eram os marginais. E se a igreja
for ao encontro desses, está a trazer o
diferente para perto. E o diferente vai
trazer uma imagem mais bonita daquilo
que é o corpo e a igreja. E eu dou
graças a Deus. Eu posso dizer, a casa da
cidade é a igreja perfeita
>> nesse sentido, eh, porque está a ser,
eh, está, nós estamos a fazer o nosso
esforço para ser. temos cerca de 27
nacionalidades diferentes na aqui na
Casa da Cidade. Eh, mas eu acho que
temos culturas e e diferenças ainda mais
acentuadas, às vezes com os iguais, os
que falam a mesma língua, mas que vêm de
contextos tão diferentes. E até nisso o
Senhor tem nos dado graça para gerir a
diferença e amar, apesar de conhecer.
Sim. O, tem um, existe um livro do Scott
McNight
>> que chama Fellowship of Difference, né?
A fraternidade dos diferentes, né? E
nesse livro
>> Off the Ring é mais legal, Fellowship of
the Ring.
>> Mas nesse livro ele ele traz uma
ilustração que eu gosto muito, porque
ele ele fala que ele e a esposa dele
gostam eh muito de salada, né? E ele diz
que com o tempo ele aprendeu três
maneiras diferentes de comer salada, né?
>> Hum.
Uma é a eh
>> tapando o nariz, só pode, não tem
>> não. Uma é você tendo tudo que compõe
uma salada, mas cada um no seu potinho.
Então você tem um pote de alface, um
pote de cenoura ralada, um pote de
tomatinho, né, do cereja, né? Tomate
cereja, um pote de um pote de cada
coisa, né? E essa é uma maneira. Então
você vai lá e come um pouquinho de cada
e tal. Essa é uma maneira de ter salada.
Outra maneira de ter salada é você
juntar tudo num uma tigela grande, né, e
mandar um molho em cima e misturar tudo
assim, né?
>> Aqueles, ele é americano, né? Então,
tipo aqueles molho rent, né? Mistura
tudo e tal, ou molho caiar, sei lá. E
outra maneira é você ter a salada,
junta e jogar,
>> coloca num pão e serve no BTD
>> e jogar azeite por cima. E jogar azeite
por cima. E aí ele diz que essas três
maneiras são três maneiras como a igreja
se organiza na experiência dele, né? Uma
é igrejas que são profundamente
eh marcadas culturalmente,
às vezes etariamente,
socialmente, economicamente, né? Então
um só tá junto junto, tá azeitona com
azeitona, tá tomate com tomate, né?
Então igrejas são marcadas assim e
vive-se assim, dessa maneira, né? Outra
é a forma que ele falou da da Igreja
Americana Contemporânea, né, em que você
mistura tudo, mas você joga um molho por
cima que cobre todas as distinções,
>> que é o pad do teclado.
>> É, que é o pé do teclado, que é a
>> worshipzão, é que é, ele diz que na
verdade junta um monte de culturas,
junta um monte de de eh vivências
sociais e considerando o contexto
americano raciais, né? Mas você sobre
todas essas diferenças, você apaga os
sabores diferentes com uma coisa só,
talvez uma identidade evangélica que se
impõe em cima.
>> E a terceira que ele considera que é a
mais bíblica. E e eu eu vou dizer da
onde vem essa ideia de que é mais
bíblica. Eu não não li o livro todo, não
sei se ele diz isso, mas eu vou dizer.
eh, que é essa em que o azeite é como
espírito, que o azeite está ali não para
cobrir o sabor das
>> das eh hortaliças ali, mas está ali para
ressaltar cada um e todos eles de alguma
maneira se compõem de uma forma eh
maravilhosa. E o livro de Atos aponta
isso porque
olha que coisa doida.
Jesus,
eh, ele, ele,
se alguém escrever um livro Jesus, o
melhor empresário que já existiu, essa
pessoa tá escrevendo qualquer coisa,
menos a Bíblia, porque Jesus tomou
várias decisões que não funcionariam no
ponto de vista do marketing e do
empresariado. Porque Jesus, por exemplo,
ele viveu, anunciou várias coisas entre
os discípulos, falou de várias coisas
que eles iam viver, que eles iam, que
eles iam ter à frente de perseguições e
tal, deixou tudo avisadinho, morreu,
ressuscitou, foi aos céus e não deu uma
palavra sobre o maior problema que eles
iam ter logo em seguida, que era, afinal
de contas, precisa circuncidar gentil ou
não?
>> Jesus ia, olha, Jesus ia facilitar um
bocado o trabalho de Paulo, hein?
>> É. E eles ficam quebrando o pau em atos
com isso quando Jesus não falou
explicitamente nada sobre isso, né? E
como é que eles descobrem? É que o
espírito começou a se derramar sobre
gentios, não circuncidados. E eles
começaram a falar em línguas. E aí
Paulo, Barnabé, Pedro também, né, no
caso de Cornélio, olha e fala assim: "A
gente precisa, a gente precisa entender
o que o espírito tá fazendo". Eu digo
que no livro de Atos o Espírito vai
fazer e os discípulos correm atrás para
tentar entender, né?
>> É, o pessoal diz que é Atos do Espírito
Santo por meio dos apóstolos. Ou o
evangelho do Espírito, como Rusto
Gonzáes fala, né?
>> E aí, olha que coisa interessante, é
justamente no derramar do espírito na
adversidade que se constitui um
entendimento do agir do Espírito Santo,
certo? Ou seja, se não tivesse essa
diversidade, ninguém entendeu o que o
Espírito Santo faz e achar que Espírito
Santo, fé, eh, cristianismo e
nacionalidade ou e eh etnicidade eram a
mesma coisa. E só se percebeu por causa
desse conflito em que Deus faz uma coisa
para além das distinções. E também nessa
diversidade eh destaca-se o que é
essencial, né? É por causa desse
espírito que vem a Cornélio, que vem aos
de Antioquia, que na reunião lá em
Jerusalém eles vão dizer: "Tá, não
precisa circuncidar, porque a gente tá
vendo que o espírito não tá colocando
isso como pré-requisito." Então, o que
que é o que que é o central? No final,
Thago vai dar uma palavra central em que
ele coloca a relação em primeiro lugar.
Ele fala: "Olha só, fala para se abster
da comida sacrificada a ídolos, da
imoralidade sexual e do sangue, porque
toda semana, todo sábado Moisés é
pregado nas sinagogas." Ou seja, ele tá
dizendo: "O problema não é nem a coisa
em si, né? né? O problema especial é que
você com isso vai est mexendo com a
consciência da minha das minhas ovelhas,
que Thiago era o pastor de Jerusalém,
né? Você vai est mexendo com a
consciência das minhas ovelhas. Então
cuida da consciência das minhas ovelhas,
né? Então isso é muito interessante. A
diversidade é a que destaca essa ação do
espírito, essa pluralidade. Por isso que
eh não tem não chega a ser um conflito
como ter uma igreja perfeita com tanta
diversidade, não é justamente o
contrário. Como ter uma igreja perfeita
sem diversidade? Isso é que seria a
grande dúvida, né? Não teria como, né?
Então é é maravilhoso que seja assim,
porque assim a gente pode eh
prestar atenção no que é essencial. E
isso eu tenho pensado até na
interpretação bíblica, tá?
>> Nós precisamos de olhares diferentes
sobre a mesma escritura para nós
vencermos os nossos pontos cegos.
>> Para um ajuntamento de iguais, nós não
precisamos do espírito.
>> Nós só precisamos do espírito para um
ajuntamento de diferentes.
>> Muito bom. Você não viram um clipe do
Pink Floyd, né? Se for tudo igual. O
codplay faz um ajuntamento de pessoas
que gostam do codep. O time de futebol
do Cacau faz um ajuntamento de pessoas
que gostam do clube dele. Não precisa do
espírito. Nós precisamos do espírito é
para juntar pessoas que gostam de coisas
distintas, mas que se encontram em
Cristo.
>> Como é que fica a questão doutrinária?
Então, acho que alguém pode estar
pensando nesse momento agora, tá? Então,
quer dizer que então é isso, a gente se
ama, we are the world. E tá tudo certo.
E onde fica a questão doutrinária da
senhora eleita, que foi a palestra do
cacau, tipo, então cabe tudo aí dentro
dessa comunhão em nome do amor? Eh, como
é que fica a questão doutrinária? Isso
não há isso não nos separaria de alguma
forma, que é muita diversidade, mas como
é que fica esse solo da questão
doutrinária? Eu acho que a pluralidade
eh eh doutrinária, ela é uma uma
consequência inescapável da
liberdade de nós lidarmos com a palavra
de Deus, né? Eh, então, eh, alguém pode
falar: "É tão ruim que o corpo de Cristo
seja dividido em tantas denominações?"
É, mas talvez fosse pior se não fosse,
tá? Talvez fosse pior se não fosse,
porque todas as tentativas de impedir
esse tipo de coisa resultaram em
exploração e opressão, né? Então, se a
gente acredita mesmo na iluminação do
espírito para interpretarmos as
escrituras, nós precisamos lembrar que
toda interpretação vem também com a
carnalidade, mesmo que iluminada pelo
espírito. E isso vai nos levar a certas
divisões. Algumas não são nem pela
carnalidade, são pela nossa própria
capacidade de não conseguir conceber
todas as distinções. Então, eu sempre me
lembro desse texto e ele é fundamental
para mim no no meu exercício de
hermenêutica, que Deus se revelou a
Moisés. Não existe teólogo mais imediato
na história do que Moisés. Não existe
teólogo imediato. Ele literalmente lidou
com a palavra de Deus, com logo utéus.
Ele literalmente lidou com isso assim.
Então, qualquer pessoa que viesse para
Moisés e falasse: "Mas é, mas e se ele
ia falar: "Eu falei com homem, entendeu?
Você tá, você tá achando o quê?"
Só que teve umas mulheres que tiveram
essa ousadia, as filhas de Zelofiad, e
elas foram até Moisés e falaram: "Olha,
isso aqui não tá contemplando o nosso
caso". E aí Moisés, num exercício de
sabedoria maravilhoso, que nem sempre
ele demonstra, mas nesse caso ele
demonstrou, ele vai a Deus. Ele não fala
assim: "Ei, fiz 5 anos de teologia,
>> eu subi o monte, menina."
>> Menina, tá vendo esse meu número aqui?
Eu subi um monte.
Eu sou o número dois.
falou em Egito, Moisés já tem uma mosca
aqui. Impressionante. É,
>> então, eh, não, ele levou a Deus
e tudo podia ter sido tão mais s outra
coisa de novo, né? Acho que acho que
Deus tem esse esse modos operante, né,
de não dar tudo também, deixar algumas
coisas resolvidas na comunhão, né,
deixar alguns problemas pra gente
resolver pelo espírito, né? Ele não
falou para Moisés sobre isso. Ele podia
ter dado essa lei, já resolvido isso,
não. Ele deixou as filhas de Zelofiade
irem até Moisés.
>> Hum. Moisés levar a Deus e Deus dizer:
"Elas estão certas".
Porque era uma realidade que tocava
elas. Nem sempre vai ser. A gente pode
fazer teologia sobre coisas que não nos
tocam, mas a gente precisa ouvir. A
gente fala muito sobre lugar de fala,
né, na sociedade. Lugar de fala, lugar
de fala. Eu tenho lugar de fala. E às
vezes os cristãos ficam muito revoltados
com isso, porque a gente não quer
justificar o lugar de fala, porque a
gente tem a crença de que a Bíblia fala
por si só. O lugar não importa. O que
importa que seja a Bíblia falando,
só que todo lugar de fala pressupõe o
lugar de escuta. E o cristão pode nem
gostar muito do termo do lugar de fala,
mas ele deve entender o lugar de escuta
dele. O lugar de escuta é: "Eu não sei
tudo, eu preciso escutar".
>> Entendeu? Então ele pode nem dizer:
"Você tem um privilégio para falar o que
você tá falando, mas ele precisa
assumir: "Eu tenho uma deficiência para
dizer alguma coisa, eu preciso te
ouvir." Então, às vezes, as distinções
doutrinárias também vão passar por isso
e as dificuldades que nós temos de
percebermos isso. E aí vai naquilo que
eu falei antes, a dor que a gente tem
que sentir uns dos outros nos ajuda um
pouco mais a entender melhor a Bíblia,
eu acho. É,
>> meus amigos,
>> acho que o Thiago quer falar um Não
>> quer falar, Thiago, que eu quero, eu vou
girar um pouco aqui a roda pra gente,
mas ainda vai ficar dentro do mesmo
tema, por essa questão doutrinária e
tal. E tem duas perguntas aqui
>> e eu vejo que é uma dor muito presente,
pelo menos no Brasil, talvez toque
também a realidade aqui portuguesa,
>> que a pessoa diz o seguinte: "Pode ser,
Rafa, pode ser, o cigarro faz mal". Tá
bom?
Ah, diz o seguinte aqui, ó. Depois de
viver de ver viver tanta doutrina
distorcida, como buscar e permanecer
numa igreja sem que seja a aparência de
uma busca por igreja perfeita? Após sair
de um movimento, tem encontrado
dificuldade de encontrar uma igreja
bíblica
>> e já perdendo as esperanças de congregar
na região onde mora atualmente. Há
sempre sinais vestígios de doutrinas
humanas.
Aqui tem talvez uma coisa que a gente
conversar sobre o final da pergunta da
pessoa, mas vocês entenderam onde ela
quis chegar mais ou menos nessa
pergunta, né?
>> O final não pode ler
>> não. Se não puderam
>> não, não. O final é esse. Há sempre
sinais e vestidos de doutrinas humanas.
Técnicamente toda doutrina é humana. Em
última análise, é nesse sentido, né?
Toda a doutrina vai nascer, né? De
pessoas que sentam à mesa e discutem a
palavra de Deus. Mas enfim. Eh, e a
outra pergunta diz o seguinte,
semelhante a esta, foi bíblico agora,
>> sabendo que todos somos construtores da
igreja e mesmo com questionamentos
válidos e tentando criar algo melhor,
até quando é saudável tentar insistir na
construção ou na edificação de algo
melhor ao invés de mudar de igreja? até,
ou seja, o quanto eu insisto para que,
tipo, percebo que a minha igreja é
legal, tem várias coisas boas, mas
começar a caminhar por, né, enfim,
trazer ungir currículo para conseguir
emprego, sei lá, alguma eu tô chutando
alguma coisa aqui muito aleatória, né?
Ou seja, começa a entrar elemento,
>> sua igreja não currículo para mim,
>> não.
Aí o que acontece, então vocês
entenderam as duas perguntas? Ou seja,
tem um desânimo aqui por uma assim, eu
eu busco uma igreja bíblica, mas parece
que o pessoal acha que eu tô por uma
igreja perfeita, mas não é isso. Ou e o
e o quanto eu insisto numa igreja
percebendo que ela está indo por um
caminho complicado? São duas perguntas,
mas que elas se tocam em alguma medida.
Queria ouvir vocês. Thiago,
>> por gentileza, quer que eu repita alguma
informação? uma igreja bíblica.
Se calhar fazia essa pergunta, porque
uma igreja bíblica, se se toda a
doutrina é uma interpretação das
escrituras e corre o risco de ser
interpretada por um humano que falhe,
>> não é? Como nós falávamos no início, se
a igreja perder o contacto com a cabeça,
eh, tudo o resto vai ficar condicionado,
porque toda a nossa interpretação do do
texto vai realmente ter a limitação
humana. E por muito que a gente tenha
sido feitos à imagem e semelhança de
Deus, a natureza eh pecadora em nós vai
tentar criar uma versão que nos agrade,
não é? É por isso que nós vemos que há
muita coisa que é feita em nome de Deus
que não tem nada a ver com Deus, ou pelo
menos não tem para aqueles que estão
ligados à cabeça que é Cristo e entendem
espiritualmente até mais às vezes é mais
o conhecimento intelectual da palavra, é
mais do que saber citar um versículo,
porque há pode haver igrejas que até
saibam eh entregar uma pregação, saibam
falar da palavra, mas quando na busca de
uma boa igreja, vamos dizer assim, pode
haver realmente algumas as coisas que
aconteçam que não mexam na doutrina
fundamental e que sejam estranhas à
pessoa que frequenta a igreja e pode
fazer com que a pessoa diga: "Olha, isto
compromete a minha permanência neste
lugar, não é? Agora temos que ver o que
é que é isso, porque se aquilo que está
a comprometer a permanência da pessoa
numa comunidade é eh sei lá, não gostar
do do louvor, de vamos dizer assim, que
é a forma das pessoas entenderem a
música ou o karaoke vá, que é feito na
igreja, eh, para as pessoas
acompanharem, é o quê? Eh, é o
>> Achou uma pregação muito profunda. Por
exemplo, eu vi que uma reclamação que
teve da casa da cidade, achei a pregação
muito profunda. Um passarinho me disse
aí,
>> cara.
>> Aliás, foi o Nico. Vou
>> que ele falou que aquela que você falou
lá que teve aquele aquela menos estrela
lá, mas que uma das reclamações da
pessoa foi pregação muito profunda.
Nossa, que problemão, hein? Não,
>> essa aí reclama no restaurante. A a
comida tava muito saborosa.
>> Exato. Comida muito saborosa.
>> Mas pode ser que às vezes as coisas
sejam muito complexas e que haja um
intelectual ou dois que tentem falar
para um nicho de gente, lá está, e não
considerem o diferente, como nós
estávamos a falar antes. E a igreja tem
que considerar também o povo que tem
diante de si. E e se a gente vai
transformar o o púlpito de manhã num
numa escola académica, num num num texto
demasiado eh académico, intelectual,
pode ser que realmente a gente esteja a
falar de de uma perspectiva que não
alcança ao povo que temos dentro de nós.
E aí temos que reconsiderar, porque
temos que olhar para a igreja como uma
paróquia e não tanto como um um espaço
que tem um nome eh e uma bandeira, que
acho que às vezes esse é que é o
problema. é que as igrejas, quando nós,
quando eu li aquela passagem há
bocadinho aquele texto introdutório da
da primeira carta aos Coríntios, é
engraçado que Paulo vai dizer à igreja
de Deus que está em Corinto,
ou seja, que é ele está a dizer, é uma
parte do corpo que está numa determinada
geografia, não é? Porque a igreja é uma
só e ele vai dizer à igreja que está num
determinado lugar. Então nós devíamos
calhar olhar para a igreja como uma
paróquia. é uma comunidade local que se
encontra numa determinada cidade. Eu não
poderia dizer, por exemplo, que a minha
igreja é a igreja do cacau.
>> Uhum.
>> Porque eu ouço as pregações do cacau, é
conhecimento teológico, bom, rico, e por
isso a minha igreja é do cacau, porque é
mas se eu não tenho comunhão com os
membros daquela comunidade, como é que a
igreja pode ser bíblica? Que doutrina é
essa? é a doutrina eh que me apaixona
pelo que é falado, pela forma que ela é
apresentada. Portanto, o que é que pode
pôr em causa eh a permanência numa
igreja? Não é não ser bíblica,
obviamente, não é? Se a igreja não prega
a partir da palavra, se o texto é
interpretado de uma perspectiva, sei lá,
como se fosse um um coach motivacional a
pregar, não é? a ou como já falamos, a
teologias como a teologia da
prosperidade, teologias que visam o
indivíduo, o engrandecimento do
indivíduo e não e não discernem o corpo.
Aí se calhar há fatores de risco que nos
podem levar a considerar ter conversas
que nos poderão levar a entender que a
igreja não tem espaço para crescer, não
é? Porque a igreja deve de crescer, não
é? O, o CS Luís dizia também no podcast
que ele tinha o cristianismo pur e
simples, que veio a dar um livro, a que
a igreja não é uma uma sociedade de
indivíduos que concordam com certas
ideias, não é? Portanto, não é não é
tipo uma salada onde se pôs um molho e
todos concordam e todos sabem o mesmo.
Pode haver perspectivas distintas, mas
ainda assim há coisas que são uma base
fundamental, não é? A salada também tem
uma base, não é? Que é igual. Eh, e eu
acho que tem que haver coisas que estão
estabelecidas, logo deais, eh, podem
estar escritas porque estiveram
escritas. Os 10 mandamentos estão
escritos, a lei estava escrita, Jesus,
eh, deu mandamentos, não é? E ensinou
como fazer as coisas, não disse tudo o
que tinha que dizer para nós também
descobrirmos ligados ao espírito, não é?
Ligados a ele aquilo que nós poderíamos
fazer, não é? Porque temos inteligência,
temos criatividade. Deu-nos dons para a
operação das coisas sem que sem que a
gente siga somente o manual. Porque há
quem diga que a Bíblia é um manual, não
é? Mas se é se é um manual, é se é só
uma coisa para eu seguir à letra e não
há relação, perdemos uma parte
fundamental daquilo que é ser igreja.
>> Uhum.
>> E a igreja não é só e o grupo de gente
que segue a risco o manual. É um corpo
que se liga e que se complementa e que e
que, como já falamos, onde onde o
diferente como um organismo vivo também,
como dizia o CS Luis, não é? Como um
organismo vivo com vários como vários
membros que se fazem parte de um corpo,
como as células fazem parte do corpo,
cresce e desenvolve. Então,
>> eu queria fazer um comentário.
>> Faz. Então,
>> eh, essa é uma questão que
>> só uma pergunta, não uma uma
intervenção. O Paulo, que está nos
hospedando muito bem, obrigado Paulo,
eh, ele disse que uma coisa engraçada
dos brasileiros é que a gente anuncia
que vai falar. Então, deixa eu falar um
negócio, né?
>> Quero te dizer uma coisa.
>> Eu quero te dizer uma coisa que a gente
tem essa mania. Eu falei, mas Paulo, a
gente tá certo porque a gente cria uma
introdução.
Vocês falam, a gente nem tem o que você
já começa a falar quando qu, hein? Hein?
Não dá. Entende sim, entende?
>> É, não entende não. É muito. Já chega
falando já. Não faz. Então deixa eu te
falar um negócio.
>> É que ao dizer que eu queria dizer, eu
poderia te dar a chance de dizer não,
não dá mais tempo.
>> Exato. Não, mas a gente que a gente tem
esse hábito.
>> Continuaremos tempo.
>> Eh, essa essa questão, né, em duas
perguntas, ela toca muitos pontos. A
minha cabeça que assim,
>> eu daria um podcast, na verdade, só
sobre isso, né? É, tá difícil eh
dezembro o livro de pijamas.
É, tá difícil elencar aqui por onde
começar, né? Porque assim, eh,
nós, eu acho que o nosso, a, a época em
que nós vivemos, né? Porque quando eu
falo de geração, não tô falando de uma
idade específica, eu tô falando do nosso
tempo. O tempo que nós vivemos é um
tempo onde nós somos pouco críticos de
nós mesmos. Nós temos muita facilidade
de criticar quem é mais velho do que a
gente, quem é mais novo que a gente. Mas
nós somos muito convictos da gente
mesmo, né? E é muito difícil lidar com
pessoas eh que têm muita convicção de de
si mesmo. Assim, eh ensinar pessoas que
não precisa aprender é terrível, né? É,
é como querer dar comida para quem tá
satisfeito.
Eh, eu, eu não sei quem fez a pergunta,
então assim, por favor, eu não tô aqui
desconsiderando a sua história, mas só
que queria trazer assim um pouco mais de
abrangência também para esse assunto no
sentido como o Thiago disse, o que que
nós queremos dizer com ah doutrinas
humanas ou ou diversidade doutrinária?
Porque assim, quando a gente olha pro
texto bíblico, a orientação de Paulo eh
em richas eh teológicas, vamos dizer
assim, problemas doutrinários, era
quando o evangelho estava ficando
comprometido.
>> Uhum.
>> Não era sobre preferências
doutrinárias,
>> não era sobre comportamentos religiosos
em determinadas igrejas. quer botar o
vel, põe o vel aí, né, lá pro Corinto.
Então assim, às vezes nós temos que
fazer uma distinção do que que é um
problema doutrinário e do que que é uma
preferência doutrinária. Então, eu tenho
preferências doutrinárias. Eu entro numa
igreja e penso, se eu pastoreasse aqui,
eu não faria dessa forma, mas eu não
posso dizer que aquilo é uma heresia,
que aquilo é um problema doutrinário,
não. Aquilo é a fórmula daquela igreja
conduzir aquele povo. Se o evangelho não
está sendo comprometido, quem é a pessoa
de Cristo? A divindade de Cristo, a
presença da trindade, os sacramentos? Se
nós temos isso claro, então eu não posso
dizer que aquela igreja tem um problema
doutrinário. Eu posso dizer que ela tem
uma preferência doutrinária que eu não
tenho, que eu não gosto. Aquele modo de
estar daquela igreja não é um não é um
modo de estar apropriado ao modo de
estar que eu gostaria de estar vivendo.
E tudo bem, porque Deus garantiu
diversidade no nosso meio.
>> Rafa, eu quero te fazer uma Não esquece,
processa aí o grava que tu ia falar,
porque eu consegui encaixar uma pergunta
aqui, porque a gente já vai acabar, mas
eu queria fazer o máximo de perguntas
possíveis. E quando a igreja é muito
boa, Rafa, tem isso aí, preserva, né? O
credo apostólico tá ali intacto, né? Na
doutrina da igreja. Todos os livros da
Bíblia não tirou nenhum.
>> Exato. Tá ali, né? Enfim. Mas a a igreja
é meio que comandada. A igreja é uma
família, como você pregou, mas naquela
igreja ela é comandada por uma família,
>> por uns parentes.
>> É. É.
Exato. É tipo assim, tem uma família que
manda na igreja por assim. Eu senti um
pouco esse teor pergunta da pessoa, né?
É, enfim, vou tentar chegar lá.
>> Chega lá, mas só para jogar essa mais
essa pimenta aí.
>> Bom, então acho que é importante gente
fazer essa distinção. Outra coisa é nós
vivemos um tempo de pessoas muito
sensitivas, né, assim, não
necessariamente sensíveis, mas
extremamente reativas e eh sensíveis
nesse sentido e de ficarem ofendidas com
qualquer coisa,
>> mimizentas, né? É tipo isso.
>> E eh
e aí o que que o que que acontece?
Talvez
a crise que nós estamos assim, até
quando eu devo insistir numa igreja ou
não devo insistir, primeiro tem que vir
uma pergunta que é o quão envolvido eu
já estou com essa igreja. Porque se
você, por exemplo, é uma pessoa que só
foi lá na igreja, tá indo lá há um ano,
dois anos, mas ninguém sabe quem você é,
você nunca se deu a conhecer e nunca
investiu em conhecer ninguém, você não
precisa lutar nada para continuar nessa
igreja. Se essa igreja não tá de acordo
com o que você gostaria e tal, procura
outra igreja. Você não tá, porque você
não está lutando para continuar.
Então você não tem que ter luta para
sair. Se você for ter alguma luta,
escolhe uma dessas duas. Luta para
continuar ou luta para sair, porque às
vezes nós não estamos nem dentro e nem
fora e preocupado se eu devo insistir ou
não insistir. Então eu acho que uma
coisa é estou numa igreja investindo a
minha vida, dando a conhecer e tentando
conhecer as pessoas e ali tem um
problema doutrinário.
Saia da igreja.
estão comprometendo a pessoa de Cristo.
O evangelho não é o centro, é uma
liderança abusadora,
não continua nesse ambiente. Agora, se é
simplesmente eh essa igreja tem um modo
de estar diferente de onde eu venho,
diferente do que eu gostaria, eu faria
diferente, ah, aí talvez é você que
tenha que ser transformado e não
necessariamente a igreja. Uhum. E talvez
a igreja esteja também padecendo da sua
falta de intervenção. A igreja pode ser
abençoada pela sua forma de estar, pelo
que você tem para contribuir. Então são
dois pontos distintos. Uma que tem
problema, a outra que é só diferente do
que você preferiria, mas você ainda não
colocou todas as fichas ali. Entra de
verdade. Se faça família com aquela
igreja.
>> Outro dia tava lá num treino com o meu
filho e ele reclamou porque o Mister não
colocou ele, joga bola. não colocou ele
na posição que ele gostaria, então ele
teve dificuldade de pegar na bola. Eu
falei: "E aí, o que que você fez diante
disso? A seu time tava sem liderança. Eu
ouvi o Mister falar algumas vezes que
vocês não conversavam entre si. Então
tudo bem, você não pega a bola, você não
pode liderar o time, você só vai ficar
amoado porque você não pega a bola. Qual
é a sua parte? O que que você pode
fazer? Você pode orientar, dar dica,
correr para um lado pro outro,
atrapalhar o jogador do outro time? Qual
a sua parte? Porque a gente só fica
assim: "A bola não chega em mim". Então,
envolva-se. Bom, sobre a questão do do
dos parentes, né, nós até conversamos
sobre isso ali num grupo. Isso é muito
comum, por exemplo, no Brasil, em
igrejas eh eh denominacionais. Eu eu
venho de história de Igreja Batista, por
exemplo, sou quarta geração de batistas,
ó. e
não, enfim,
>> não deu continuidade.
>> Dei dei, mesmo estando em outra igreja,
depois casei-me lá, meus pais são de lá,
meu irmão é de lá, minha avó é de lá,
enfim.
>> Eh, mas batias, presbiterianas, até onde
eu me lembro, assim, tem muito essa
coisa às vezes das famílias, né, ficarem
muito fortes na igreja. Uma das coisas
que eu acho que nos atrapalha na na vida
espiritual é que nós ainda não
aprendemos com as com as escrituras que
as coisas visíveis são apenas sombras
das invisíveis
>> e que a realidade última e verdadeira é
o que a Bíblia diz e não o que a gente
acha. Então, família
é o que Deus diz que é família e não meu
vínculo de sangue biológico.
Então, na verdade, às vezes tem uns
parentes dando trabalho na igreja e a
família precisa ajudar os parentes a
perceber que eles não estão sendo
família e estão sendo parente difícil.
De vez em quando os meus parentes lá de
casa precisam entender que em prol da
família eu vou me ausentar para cuidar
dos outros irmãos que o Vitim tem, que a
Aurora tem. Do mesmo jeito que essa
família vai compreender alguma possível
ausência minha quando aqueles irmãos de
vocês, meus parentes por acaso,
precisarem da minha presença e do meu
investimento. Se não tem o entendimento
de família completo nos parentes e nos
irmãos
no corpo de Cristo, então nós temos uma
luta de interesses
e aí realmente vira um problema na
igreja, porque aí já tem interesses
particulares que estão comprometendo o
todo. Então tudo é assim, a gente
aprendeu na escola, uma parte é parte de
um todo. Logo, ela não pode ter atenções
de atenção de todo e tem muitas vezes no
nosso ambiente partes que exigem atenção
como se fosse um todo. Então nós temos
que ter responsabilidade
com todo para além das partes. E uma
parte não pode ter tamanho de todo.
E aí eu preciso lembrar aos meus
parentes que nós não fomos chamados para
ser parente. Nós somos chamados para ser
família. E a família é maior do que os
meus parentes. Muitas vezes eu vou ter
que contrariar um parente. Jesus tinha
falado isso.
Às vezes você vai ter que contrariar um
parente por causa da família.
>> E é muito bom quando os parentes
entendem que são família.
>> Hum.
>> Mas muitas vezes os parentes acabam não
entendendo que são família, né?
>> Muito bom, gente. Temos que terminar.
Vai acabar o podcast.
>> Ah,
>> nossa, sempre que eu adorava isso no
jogo. Mas vamos lá. Eh, cadecadeca.
Pastor Thiago, uma palavra final, por
gentileza, finaliza esse podcast para
nós e também já esse evento que a gente
eh fez aqui. Muito obrigado por isso,
por ter aberto as portas. Agradecemos,
né, a a você e consequentemente a todas
as famílias eh pastorais dessa igreja
por terem acolhido a mim, o cacau, esse
evento. Muito obrigado por isso. Então,
despede-nos, né, tanto no podcast quanto
no evento neste momento, por gentileza.
tudo aquilo que a gente ainda podia
falar realmente não cabe. Eh, não é num
num podcast, mesmo que eles eh tenha
ficado longo, não é? Eh, daria para
falar muito mais coisas
>> e tinha várias perguntas boas, tá,
pessoal? Mas infelizmente não vai dar
mesmo.
>> Infelizmente a gente fala muito,
>> mas uma outra não era boa, tá? É, vou
dizer,
>> é, tinha umas muito,
>> mas eu espero que aquilo que a
provocação, vamos dizer assim, que
algumas destas coisas podem trazer, né,
que de repente a gente também não não
saia daqui a pensar, olha, tenho razões
para mudar de igreja, há aqui gente que
está aqui, há gente que vai ouvir o
podcast, mas que seja uma provocação
para uma coisa. Eu acho que se nos
esforçarmos por estar perto de Cristo,
nós vamos ser transformados. E se nós
fomos transformados no lugar onde nós
estamos, se alguma coisa não é como
Cristo, vai criar um contraste.
>> Amém.
>> A começar em mim, quebra corações. Tem
uma música assim, não tem?
>> Sim.
>> Desculpa. Tu gostas mesmo de cantar? Tu
hoje eu ouvi cantar três vezes na tua
mensagem e agora no podcast. Olha, você
tá na casa certa porque o Paulo tem a
mesma síndrome. Ele também gosta e não
sabe
>> quem. Quem? O Paulo. E eu tô na casa. É,
desculpa, Thaago, por isso é família,
né? Aquele tio sem noção. Eu sou às
vezes. Tá tudo bem, tio Bibo.
Mas eu é isso. O, eu acho que o nosso
contraste no lugar acaba por denunciar
alguma coisa que não está no lugar onde
ela deveria de estar.
>> Nossa, muito bom. Sim. Pronto. E se nós
e mas é isso, não pode ser uma coisa
somente de uma crítica, de alguma coisa
que eu não gosto, como o Rafa estava a
dizer, tem que ser uma uma convicção de
quem está ligado a Cristo
>> e transformado por ele a nossa vida no
lugar onde nós estamos, é muito difícil
não gerar esse tipo de coisas. Ainda no
domingo passado, eu não sei se foi
convosco que eu falei, mas no fim da
mensagem, eu estava a partilhar a
palavra, no fim da mensagem houve uma
irmã que veio ter comigo e disse-me
assim: "Pastor, aquilo que você pregou
hoje, eh, que é difícil e que gera
perseguição, estava estamos a falar das
sete igrejas Apocalipse e e falamos do
de uma das cartas. Eh, e a irmã disse
assim: "Eh, às vezes encontramos isso
dentro da própria igreja quando nós
tentamos viver Cristo de uma forma séria
e é dentro da igreja que nós vamos
encontrar um tipo de perseguição. Então,
pode ser que até isso se produza, mas eh
eu não, nós não saímos de fininho, temos
essa expressão aqui em Portugal, nós não
saímos de mansinho das situações. Nós,
se estamos no lugar e representamos
Cristo, provavelmente há coisas que vão
acontecer, algumas desagradáveis até, é
verdade, mas o próprio Senhor Jesus
disse-nos como é que a gente devia lidar
com quando tivemos mal com um irmão, não
é? Eu acho que o primeiro passo devia de
ser esse, é ir ter com o irmão e tentar
até tratar isso com um líder que ou uma
situação que nos que nos desagradou,
alguma coisa que nós precisamos de
denunciar. E a partir daí seguimos o
processo que Jesus eh falou, porque pode
significar que seja sejamos nós que
sejamos errados. procurar outros irmãos
em espírito de oração, gente que olhamos
e que admiramos e consideramos maduras
para nos ajudarem a ter uma perspectiva
das coisas que eu acho que Deus fez de
propósito
>> para nós nos ligarmos uns aos outros.
>> Eu acho que Deus não nos deu o
entendimento todo a uma só pessoa para
nós vivermos numa individualidade de
perfeição que não aponta para o corpo.
>> Uhum.
>> Muito bom. Por isso os dons são
distribuídos. São muitos dons. É isso.
>> Ex. É garantir que nós queremos proteger
o evangelho e não as nossas
preferências. pessoais.
>> Muito bom, Cacau.
>> Não, tô arrumando aqui.
>> Mas fala alguma coisa legal para nós,
uma palavra bonita, um incentivo.
>> Não, eu tô
>> eu tô cansado.
>> Não, não, não, não. Eh, eh, tudo isso é
muito rico. Eh, uma coisa que eu acho
que
deve ser estimulado no nosso coração,
meus queridos, é que nós realmente
eh vejamos a a igreja de Cristo com todo
esse poder que o Senhor quer manifestar,
tá? Eh, eu a igreja de Cristo, ela é
como o arco-íris no fim do dilúvio, tá?
Ela é o sinal de que Deus não desistiu
da humanidade.
>> Então quando chovia e o pessoal via o
arcoíris falava: "Não vamos ser
destruídos, né? E com um mundo que
parece que tá se esforçando para se
destruir, né?
>> As pessoas devem olhar a igreja e falar:
"Deus não desistiu da humanidade".
>> Ainda tem ali um sinal da sua aliança
que mostra que ele não vai nos destruir
dessa maneira, né?
>> Então, e eu me empolgo muito com a
igreja.
>> Eu tenho muita esperança.
>> Uhum. Uhum. E as os maus exemplos de
igreja chegam a nós na nossa casa,
mas os bons exemplos a gente percebe na
casa da igreja ou na casa da cidade, no
caso, né? Eh, não, e eu tô falando isso
sério, porque se eu ficar em casa eh
olhando em rede social tudo que se fala
sobre evangélico, eu vou ter 1 milhão de
notícias ruins e pouquíssimas boas.
>> Uhum. Mas toda vez que eu vou visitar
alguma igreja, eu vejo a palavra de Deus
frutificando. Então,
>> tem essas ficções da tela ou do ecrã que
a gente às vezes acredita mais do que a
realidade sensível, né?
>> E a realidade sensível é que Deus não
desistiu da humanidade. Ele continua
mostrando sua aliança na igreja.
>> Amém.
>> Muito bom, gente. Vamos ficando por aqui
com mais um BTC. Voltamos a semana que
vem, se Deus assim permitir. Fiquem
todos na paz do Senhor Jesus e obrigado
a todos vocês, uh, que vieram.
>> Obrigado, Bibo, por ter vindo a
Portugal. Oi.
>> Obrigado por ter vindo a Portugal
>> sempre que quiserem.

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