Aborto: justiça ou engano? Quando defender a vida te torna “misógino” – T04EP12
21/05/2026
Aborto: justiça ou engano? Quando defender a vida te torna “misógino” – T04EP12
Aborto: justiça ou engano?
Hoje, até mesmo defender o direito à vida pode fazer de você o vilão da história:
“perigoso”, “controlador”, “misógino”, “inimigo das mulheres”.
No Episódio 12 da 4ª temporada do Página Virada, continuando o livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain), a gente encara um dos temas mais sensíveis da cultura atual:
aborto, justiça e acusação de ódio.
A partir da Bíblia, da teologia reformada e de casos reais, conversamos sobre:
– por que a decisão Dobbs (EUA) foi, na essência, uma correção de injustiça, não a perda de um direito;
– a diferença entre direitos dados por Deus (vida, dignidade) e direitos concedidos pelo Estado, que podem ser bons ou profundamente maus;
– como o discurso mudou: de “casos extremos” para a ideia de que o que está no ventre é “só um aglomerado de células”;
– o que ciência e Escritura dizem sobre quando começa a vida;
– por que é falso dizer que quem é pró‑vida odeia mulheres – e como é possível amar ao mesmo tempo a gestante e o bebê;
– alegações comuns (“meu corpo, minhas regras”, trauma, saúde da mulher) e por que, biblicamente e logicamente, não justificam tirar a vida de um inocente.
Esse episódio não ignora a dor de mulheres que foram abusadas, violentadas ou estão em gravidezes difíceis.
Mas lembra que, diante de Deus, o bebê é o mais inocente de todos – e que aborto não é um “direito neutro”, é uma questão de justiça diante do Criador.
⏱️ Tópicos do episódio
– Justiça ou engano? Quando defender a vida vira “misoginia”
– Dobbs x Roe: o que realmente mudou (e por quê)
– Direitos dados por Deus x direitos dados pelo governo
– Bíblia, ciência e o início da vida
– “Meu corpo, minhas regras” e outras alegações pró‑aborto
– Como amar a mulher e o bebê ao mesmo tempo
– Por que o cristão não pode se calar sobre o aborto
📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain
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Na sua opinião, qual é o argumento pró‑aborto mais forte que você já ouviu — e como você responderia a ele à luz da Bíblia?
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Legendas automáticas:
A Suprema Corte entendeu que havia nessa 14ª emenda implicitamente um direito à privacidade. Momento nenhum tá falando de privacidade, mas entendeu que sim. E se existe o direito à privacidade na Constituição, isso dá direito à mulher sobre o próprio corpo. É a decisão que ela tem. >> Os cristãos, eles praticamente não mudaram a sua defesa pródida. Vamos dizer assim, né? do tempo que ela usa aqui é sempre centralizada na palavra de Deus. >> E agora eles mudaram de estratégia, [música] talvez porque não tava dando muito certo. Agora a estratégia é desqualificar [música] o o que o o que tá dentro do do útero, como algo que seja chamado de homem ou [música] mulher, um ser um ser humano, e transformar aquilo ali apenas numa massaroca de de células. [música] os grandes argumentos que eles tentam usar é eh basicamente sempre vai gerar nessa questão, não eh no momento da concepção ainda não existe vida, né? Aí entra o aspecto, como você mesmo falou e que ela falou, a questão do desenvolvimento, a questão do nível, a questão do tamanho, entra dentro desses aspectos. Só que quando há uma concepção, você já tem um ser vivo. >> A sociedade hoje não tá mais oprimida, todo mundo pode fazer o que quiser. E aí a consequência é a gravidez indesejável. Isso. >> Isso que elas argumentam é que a consequência muitas vezes fica só para ela, [música] entendeu? Porque o homem pode cair fora, não precisa nem dar notícia. >> Olha a injustiça, né? E ela tá, ela tá. >> E o, e quem, e quem sofre a criança. >> Sofre é a criança. >> Seja bem-vindo. Nós estamos na quarta temporada do Página Virada e nós estamos discutindo sobre o livro Quando a Cultura odeia você de Natasha. E hoje nós vamos tratar de um assunto muito importante também, verdade ou não é verdade? de justiça, gente. Nossa, >> continua. >> Não vou continuar, não. Deixa, fica aí, não apaga não. >> Tá bom, >> então vamos. Seja bem-vindo à quarta temporada do Página Virada. É um privilégio ter você conosco e nós estamos discutindo o livro Quando a Cultura odeia você de Natasha. E hoje nós vamos tratar do seguinte tema: justiça ou engano, a verdade sobre o aborto, quando a cultura te chama de misógeno. Até mesmo defender a própria vida [limpando a garganta] pode fazer de você um vilão. Se você estiver sentado em uma mesa acompanhando as notícias e nesses noticiários de repente um comentarista vai questionar acerca da sua fé e vai lhe chamar por defender a vida, vai lhe dizer que você é um perigoso, um controlador, umógeno, um opressor, um inimigo das mulheres, só porque você não concorda com aborto. A decisão Dobs que derrubou Ry e Rage deveria ter sido um momento de alívio moral, uma restauração parcial da justiça, mas a reação da cultura não foi de gratidão, foi de fúria. Gritaram para as mulheres, perderam direito, que os cristãos querem controlar corpos femininos e que agora a democracia está em risco. É, diante desse pânico moral fabricado, muitos cristãos recuaram, não por falta de convicção, mas por estarem emocionalmente exaustos, por serem rotulados de monstros, de vilões. E esse episódio existe para cortar essa cortina de fumaça e restaurar a clareza bíblica, moral, lógica sobre o aborto e capacitar a gente a descrever, a defender a verdade e demonstrar isso de uma maneira tão correta acerca de que na realidade quem é sedento por poder, quem não defende a vida são esse tipo de pessoas. O aborto não é sobre um direito perdido, é sobre um erro moral corrigido. E é isso que nós vamos ver. É isso, Bianca, que nós podemos deixar bem claro. O aborto não é sobre direitos perdidos, é sobre um erro moral corrigido. >> É bem, eu acho que assim, primeiro [limpando a garganta] lugar, esse aqui é um assunto sensível, né, gente? É, é delicado e muitas vezes nós cristãos somos colocados contra a parede, não tem muita abertura para diálogo, né? Mas eu vou até, eu, eu anotei aqui uma frase da Natasha que eu gostei muito e que eu acho que é a hora que a gente tem que se revestir de coragem, né, diante dos assuntos delicados, porque a gente não pode fugir deles, né? E ela, ela até encerra, vou puxar o encerramento dela do capítulo, que ela fala assim: "Que nunca estejamos mais cegos pela escuridão da cultura do que atentos à necessidade de expô-la". Então o a discussão que ela propõe aqui é para expor esses esses equívocos, né, em relação a essa discussão sobre o aborto. A gente tem que expor. E nesse ponto aqui da do ter pedido perdido os direitos, né, isso aqui não faz muito parte da nossa realidade, porque isso aconteceu no contexto americano. Então assim, pra gente explicar um pouco, eu até trouxe aqui umas colas, gente, porque a gente não é de lá, né? Tudo começa aqui de onde sai, é da Constituição de 1868, que é a Constituição americana, que teve a 14ª emenda, né, que dizia que nenhum estado pode criar lei que restrinja privilégios, que possa eh privar o indivíduo a vida, liberdade, eh que garanta igual proteção, né, a dessas pessoas e o acesso às leis. Isso foi feito pensando em quem? em escravos recentemente libertos, no cidadão americano nascido lá no naturalizado e também no imigrante, né, que não era para criar nenhuma distinção de direito a essa pensando nessas pessoas também. Só que que que aconteceu? Esse era o objetivo, né? Lá em 1973, né? Que foi esse processo de de Roy versus Wade, né? A Suprema Corte entendeu que havia nessa 14ª emenda implicitamente um direito à privacidade. Momento nenhum tá falando de privacidade, mas entendeu que sim. E se existe o direito à privacidade na Constituição, isso dá direito à mulher sobre o próprio corpo. É a decisão que ela tem. Então, a Suprema Corte considerou que o Estado, que que seria inconstitucional um Estado considerar crime o aborto e proibir o aborto. A partir disso, considerou-se o que? O quê? Não. Então, o aborto é um direito federal, porque se existe uma cláusula na Constituição americana, ninguém mais pode proibir o aborto. Isso foi o que aconteceu em 1973. quando chegou lá em 2022, que foi o processo de Dobs versus The Jackson Women's Health Organization, que é essa não vou ter que pronunciar todas as as letras lá, >> é confusão, >> é a organização de proteção à mulher, né? Então teve esse processo e aí o que que a Suprema Corte entendeu? Não, não é constitucional esse direito ao aborto. E aí revogou a decisão que tinha acontecido lá em 1973 e falou: "O que tá lá na Constituição não é isso não. Então nós vamos devolver aos estados a decisão de autorizar, legalizar ou proibir o aborto. Isso compete deixou ser competência federal para ser competência estadual. >> Competência estadual, que é como acontece lá nos Estados Unidos, né? Aqui no Brasil é diferente. >> Uhum. >> E aí que gerou essa revolta toda, né, pastor? Então não é que tirou o direito das mulheres, o direito que tinha sido concedido foi errado. Então a Suprema Corte revogou e fez, na verdade uma correção. E isso acontece, né? Então a gente tá diante aqui dessa dessa questão moral e bíblica, né? Existem direitos que são concedidos por Deus, né? Direito o quê? a vida, direito, a dignidade, né? Então, assim, a liberdade. Então, existem os direitos divinos. Esses são sempre bons e são irrevogáveis. E existem os direitos que o governo estabelece. Podem ser bons, mas às vezes são maus. Como aconteceu inclusive na cultura americana, já foi direito do cidadão americano poder ter um escravo. >> Uhum. >> Isso é um direito bom. Não, a gente sabe que não [risadas] na época ou até mesmo, gente, isso não existiu no Brasil. É claro que Brasil houve muito racismo. A gente sabe que a nossa história também tem muitas manchas terríveis, mas não passou por aqui essa coisa de lá nos Estados Unidos tinha o banheiro dos brancos e o banheiro dos dos negros. >> Era um direito do cidadão branco não ter essa mistura. Eles usaram uma frase que eu achei péssima, é tipo iguais, mas não tanto é tem uma palavra >> iguais, mas cada um no seu canto, né? >> É. E isso era um direito garantido por lei quando andava em trem, em ônibus também não podiam sentar no mesmo lugar. Enfim, eram direitos, são direitos bons, não, e que foram corrigidos com o passar dos anos, né? Eh, agora essa questão assim do das mulheres e e o que que entra aqui em jogo, né? O aborto, como em alguns estados americanos é autorizado e tal, ele é um direito bom ou é um direito ruim? Para nós cristãos, a gente parte do pressuposto de que é o assassinato de um inocente. Então, para nós, >> puxando pro título do livro, né? >> É, >> nós nós consideramos que a bota é ruim e por isso nós somos odiados, né? >> Nós somos odiados. Mas aí a gente parte da premissa, igual você falou, de que esse é um direito dado por Deus e não do homem. >> O direito à vida, >> à vida >> do bebê. >> Isso. Não só a vida do bebê, mas também a dignidade, a proteção. Esse é um direito dado por Deus. >> Deus e por isso consideramos irrevogado. >> Então a grande questão da cultura é que ela inverte esse papel. Ela acha que aquilo que o governo cria ou aquilo que ela pensa é bom e que o direito à vida, à proteção parte de mim e não de um aspecto moral absoluto. >> Sim, porque também questiona aquela vida lá, né, que nós consideramos como sendo vida. >> Uhum. E que para eles é o que eu acho que é vida. >> É, é, é, >> é o que eu penso. >> É, >> é o meu direito. Meu direito é não ter. Então não quero porque essa não é minha vida. Esse corpo não me pertence, >> não. >> É interessante isso, né? >> Porque o meu corpo aqui vem em primeiro lugar, né? >> Meu corpo, minhas regras. E aí quem discorda disso ou impede essa mulher de exercer um direito que ela considera que é um direito dado a ela, então você está ferindo a liberdade dela, ferindo o direito e automaticamente você tá odiando. Bem, uma coisa que eu acho que eu acho assim interessante nessa, vamos dizer, essa luta antiga já pelo aborto, né? é que os cristãos eles praticamente não mudaram a sua defesa provida, vamos dizer assim, né, que é o termo que ela usa aqui, é sempre centralizada na palavra de Deus, né? Sempre, sempre. E a já o lado que quer, vamos chamar assim, que é próaborto, ah, eles vão mudando, mudando a sua forma de defesa. >> Sim, >> né? Eh, os argumentos vão mudando, né? Eles começaram, eu lembro que eu acho que o argumento mais antigo que eu já que eu ouvi é que é, ah, se você não permite que faça o aborto, as mulheres, como o caso brasileiro, vão fazer esse aborto em casa, elas correm muito risco de vida, >> nas clínicas clandestinas, né? Então a gente tem, é uma questão social, né? É um é um dado numérico, se você for olhar, é alarmante, >> mas para mim sempre sog, né? Pessoas podem morrer em casa para poder a gente conseguir aquilo que a gente sonhava, que era poder interromper a gravidez. Uhum. >> E agora eles mudaram de estratégia, talvez porque não tava dando muito certo. Agora a estratégia é desqualificar o o que o o que tá dentro do do útero como algo que seja chamado de homem ou mulher, um ser um ser humano. Eh, transformar aquilo ali apenas numa massaroca de de células. aglomerado de células. >> É, isso aí também foi debatido durante muito tempo, né? >> Mas uma evolução, é uma evolução. Porque o que eu tô falando que que assim, nós mantemos nossa argumentação, eles vão sempre mudando a forma de se defender, estão sempre fugindo, porque eles estão querendo muito isso, mas eles a argumentação deles no fundo não é boa. >> Hum. >> Não é boa. >> E não há base nenhuma, né? até dentro da >> é porque é porque no fundo a gente defende que a a tem um ser vivo ali e ao invés dele defender no começo que tem um ser vivo, não, não é outras pessoas estão morrendo quando vai fazer isso em casa. >> Uhum. Ah, não, na verdade não é ser vivo não. Eu não tô matando não, porque não é não é o ser vivo. Então, >> você vai obrigar essa mulher a conviver com um trauma, né, assim, >> e aí joga a culpa na criança. Mas é, é o o aqui nós temos inclusive dois doutores, né, dois médicos que podem inclusive o André, a gente sabe que o aborto é moralmente errado porque a gente sabe que é uma vida, é um ser. a partir da concepção, a partir desse exato momento da fecundação, já é um ser vivo ali, é, com identidade, com características, mesmo que não formada na sua completude, mas já é um ser. E é tanto a Bíblia afirma que ela tem vida como a própria ciência. Só que os argumentos, como você acabou de dizer, muitas vezes eles são distorcidos. Como que a palavra de Deus vê isso? E como que a ciência também vê? >> Ah, ela traz aqui algumas citações da Bíblia, [limpando a garganta] né, que são citações bem conhecidas nossas, né? Como, por exemplo, Gênesis 9:6. >> Uhum. >> Quem derramar o sangue do homem pelo homem, o seu sangue será derramado, porque a imagem de Deus foi o homem criado. Ela vai além. Vamos agora de Êxodo 237. Ela já ela nem citou, não matarás, né? >> Uhum. >> Afasta-te. Afaz, afaste-se de acusações falsas e não mate o inocente nem o justo, pois não absolvirei o culpado. Ela parte mais outro que é Provérbios 6 de 16 17. As seis coisas que o Senhor odeia, sete que ele detesta, olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam o sangue inocente. Então, assim, se formos buscar na Bíblia eh versículos que que mostram que Deus não concorda com a morte de pessoas inocentes, nós vamos encontrar vários, né? Eh, mas eles não entram muito nesse assunto. Eles acham até muito pesado quando a a as pessoas que são providas chamam de assassinato de bebê, né? Pega mal, né? Eles não querem essa e eh essa conotação, né? Pesada, né? >> E acaba que fica aquela briga, né? De eh para poder que tem uma >> É sutil, é sutil a a diferença, né? [limpando a garganta] não entendem como eu eu como se eu estivesse realmente matando, assassinando. Essas palavras não são usadas em relação a aborto. Interrompendo. >> Eu estou interrompendo algo de continuar. >> Eu estou impedindo que aquela gravidez se desenvolva e se concretize. >> Uhum. >> É mais ou menos uma concepção de que estou evitando que uma vida se forme. >> Uhum. como se não houvesse uma vida já estabelecida. Eh, e e quando você pergunta sobre a parte da ciência, eh, não tem como a eles argumentarem contra a ciência, porque é tudo muito óbvio. Eh, você tem ali, vamos dizer, um embrião informação, um feto e ali já tem DNA humano. Não vai nascer um vegetal. Não vai nascer um animal, não vai nascer um inseto, vai nascer um homem ou uma mulher. Será isso? Não tem como. Ele, por mais que eles tentem eh inventar várias teorias, é que eles colocam as coisas que eu nunca tinha ouvido falar que eh a o que tá dentro do útero não tem tamanho para ser para ser considerado um um ser humano, né? Um ser humano. [limpando a garganta] Ele não tem nível de desenvolvimento para ser considerado um ser humano. Ele não tem ambiente, ele não tem, ele não tem nenhuma grau de dependência, ele não é independente para ser considerado ser humano. Aí vem mais uma história que, ah, ele ele só passa a ser uma pessoa com direitos civis quando ele nasce. É, antes de nascer não tem direito civis, porque ele não existe pra sociedade. E vão extrapolando, vão extrapolando. Eh, não é nada, apenas um conjunto aglomerado de células, não pode ser nada. >> Ele só é a partir do que ele recebe o nome. >> É, é só quando ele começa a ter consciência que ele passa a a ser uma pessoa que aí não pode mais ser assassinada. Mas é uma coisa muito louca, porque assim, >> qualquer um desses critérios você impede vários indivíduos de serem considerados humanos. >> É nível de desenvolvimento. E aí aquela criança que nasceu e tem um [limpando a garganta] de desenvolvimento mental, >> é >> e e aí mata, >> que a gente não sabe nem se tem consciência, né? >> É. E uma pessoa, criança [limpando a garganta] que nasceu, já teve um nascimento, uma hipóxia, já ficou ali internada, já ninguém tem dependência total. E aí, já que ela não tem independência, deixa morrer >> ou até mesmo assim vai viver. Ah, a expectativa de vida desse desse indivíduo vai ser um mês. Ah, então mata logo. >> Então mata logo. >> Ninguém tem coragem de falar um dos grandes argumentos. >> Ninguém tem coragem de falar mata. >> Não é? Eu acho que um dos grandes argumentos que eles tentam usar é é basicamente sempre vai gerar nessa questão, não eh no momento da concepção ainda não existe vida, né? Aí entra o aspecto, como você mesmo falou e que ela falou, a questão do desenvolvimento, a questão do nível, a questão do tamanho, entra dentro desses aspectos, só que quando há uma concepção, você já tem um ser vivo. >> E isso a própria ciência confirma, né? Eu achei interessante isso aqui, né, do livro lá, né, Developing The Devel The Developing Human, Clinically Oriented in Briology. Ai, desculpa aí, gente, de novo. [risadas] Você tá vendo? >> E eu fui, eu fui dar uma, eu fui dar uma levantada nesse, nessa bibliografia aqui que eu pensei assim: "Ah, às vezes é um livro que só os cristãos consideram". [risadas] Mas eh eu descobri que é uma das obras mais renomadas e adotadas mundialmente para se estudar a embriologia. Então não é assim um livro qualquer que vão falar assim: "No, isso aí são os criacionistas que adotam". A ciência respeitada mundialmente não adota esse tipo de terminologia. Mas é essa literatura aqui que define o quê? que o embrião ele não é uma espécie diferente de do da humana, ele só é um estágio diferente do desenvolvimento. >> Uhum. só está em um estágio diferente, mas ali já é um ser humano. >> Já é um ser humano. >> Eu passei por uma situação, eu dou um plantão semanal na maternidade. Eu não lembro o estágio de quantas semanas tinha gestação, mas era uma paciente que tava e a gente chama de competência do útero. Ela tinha que fazer um procedimento chama cerclagem, que é passar um ponto ali no colo do útero para evitar que nasça prematuramente. >> Uhum. E aí, né, queelee processo Gustavo cirurgião, eu sou anestesista. Você sabe que anestesista é muito responsável pelo foco, né, >> a luz assim, né? >> E eu, a médica tava precisando de ajuda lá para passar esses pontos, né? André, me ajuda aqui, me ajuda a iluminar aqui, porque você imagina, tá operando dentro do de uma cavidade, né? Precisava a luz chegar lá. >> Nossa. E >> e sabe aquela estourou a bolsa? Hum. >> Então, a bolsa não, não, não estourou não. Ah, tá. A bolsa ela é uma peliculazinha assim transparente. >> É uma membrana >> transparente. É uma membranazinha transparente. A hora que eu iluminei lá eu vi essa saco gente saindo para poder sair. >> Hum. >> E aí eu falei tomei um susto que eu não tinha visto uma imagem daquela para mim. Foi bem chocante. >> Ao vivo assim. É. >> É ao vivo. >> Só veio outra só. >> Só que aí passou um pezinho. >> Ai >> foi uma das coisas mais bonitas que eu já vi. Passou [limpando a garganta] pezinho. >> Com quanto? Quanto tempo de gestação? vamos dizer 28, 27 semanas. Era pouco provável que ela conseguisse sustentar porque era um caso muito grave. Foi o caso mais grave que eu assim já vi, >> mas tentou. Aquilo era uma vida, era um pezinho que passou ali que eu vi o pezinho, >> gente, o pezinho tá movimentando, aquele ser existe, né? >> Não tem como falar que aquilo é um aglomerado de células. >> É. E assim, você falou em desenvolvimento, não é que saiu do útero que não. A única diferença é que ele cortou o cordão bilical e passou a respirar e vai necessitar alimentar pela boca, mas continua em desenvolvimento. >> É, não parou. >> Continua desenvolvendo. Aí vira criança, tá desenvolvendo, vira adolescente, ainda tá desenvolvendo. >> Então o desenvolvimento não parou, >> o desenvolvimento continua. Uhum. E o ser humano tá sempre desenvolvendo. Primeiro ele desenvolve para assim, depois começa a desenvolver para baixo. >> Mas a transformação, a transformação não para. >> A gente você tá sempre em processo de desenvolvimento. >> Então assim, a pessoa, a criança nascer, ela tá simplesmente continuando um processo. Ela não parou de desenvolver. >> Uhum. >> Né? Você [limpando a garganta] contou uma história muito interessante ali fora. >> Hum. >> Você pode contar ela? >> Posso. Que foi sugerido a uma gestante, é aquele exame que faz a a translucência eh no calc >> que é feito mais ou menos no começo ali, né? >> 13ª semana. >> É, >> olha só isso nos Estados Unidos, né? E pelo exame a criança ia nascer comid da e o médico que fez o exame, tanto que fez o exame quanto o obst obsteto, recomendaram abortar >> porque era olha só. >> E a mãe falou: "Não, mas se eu quiser ter um filho com sind problema nenhum". E a criança nasceu normal. >> E sabe como isso fere a Constituição? >> Porque um um Down não tem direito à vida. >> Pois é. >> E e é um direito dado por Deus, né? governo que define quem tem direito a viver e quem não tem. Senão a gente já poderia começar a eliminar tudo quanto é assassino. Sim, >> né? Umação meio nazista, né? De do que só o que é perfeito, a raça perfeita que tem que sobreviver, o resto elimina. Isso é um conceito nazista. Mas até dentro desse conceito, o próprio bebê que tá sendo formado pela mulher não aceitar ou não querer para ela então não é perfeito, porque não foi concebido de acordo com os padrões e do jeito que ela queria. >> É um um tipo de egoísmo. >> Olha, eu eu fui atrás de alguns argumentos. Acredite que tem gente que argumenta que ela ela não tem por lei a obrigatoriedade de sustentar ninguém. Inclusive, se tem um uma pessoa no outro dela, não tem obrigatoriedade sustentar essa pessoa. >> Ai, nossa, >> é de tudo, gente, que existe argumento. Argumento de tudo pelado, cruel. Eu não, >> eu quem disse, eu não >> é, mas a grande, mas a grande questão, André, é que a culpa recai sobre a parte mais inocente. >> Sim. O culpado é o feto, o culpado é o bebê, o culpado é o ser que tá sendo gerado ali. O culpado não é o cara que cometeu crime. O culpado não foi a atitude ou o ato de violência. Não, o culpado é o feto. E aí que tá o o feto por por meu lado, pela minha vontade, eu não quero tê-lo. Só que não tem culpa de nada. Qual que é a culpa dele? Uhum. >> É, é um é um indefeso, né? É um inocente incapaz de se defender. >> Isso. >> E e por isso que assim, às vezes as pessoas têm a impressão de que ah, o cristão é contra o aborto porque ele é conservador tradicional. Então isso rompe com padrões tradicionais. Não é uma questão de conservadorismo. A gente entende que é intencionalmente tirar a vida de um inocente e um inocente minimamente incal completamente incapaz de se defender. >> Não tem condições de responder: "Ah, não, mas ele nem tem nem consciência que diferença vai fazer. Quem sou eu para dizer isso? Não me dá o direito, não me dá o direito de dizer a partir de quando ele teria condições de se defender e responder por si. E aqui a gente tem que deixar bem claro, eu acho, que destacar que é o seguinte: nós não estamos menusprezando a dor da mulher que foi violentada, amor, a a a dor da mulher que tá passando por esse momento triste, ele é real, ele existe, não é fácil, é preciso todo um trabalho tanto psicológico de amor, de carinho, de cuidado, mas é preciso também ter uma consciência muito muito clara de que ali tá um ser vivo que [limpando a garganta] na realidade não tem culpa. >> Então um detalhe, é muito raso você pensar que vai aliviar a dor de uma mulher numa condição dessa matando fé. Até agora eu tô aliviado da dor. >> Não lembraria mais disso para para sempre, né? >> É superficial demais. Você achar que isso vai resolver o problema daquela mulher, não vai. só vai agravar o problema que tá na alma dela. >> Imagina a consciência dessa mulher, >> a culpa que ela vai carregar. >> Não se resolve o problema dessa forma. É a pior forma de resolver a situação, porque realmente uma mulher que tá sofrendo, ela foi abusada e o o feto é fruto desse abuso, >> tá sofrendo. Quem disse que tirar o feto vai aliviar >> e e vai proteger a mulher? pode minimizar desdobramentos em termos de eh o comprometimento que essa mulher vai ter, o período que ela vai ficar gestando. É claro que diminui consequências, diminui o o custo, né, envolvido em tudo isso, mas não elimina, >> não elimina isso. Tanto para uma mulher que passou por algo traumático, né, como uma violência e e é legítima a sua dor, é legítimo o seu medo e e é compreensível, inclusive ela não se sentir capaz de criar, cuidar dessa criança. Assim, ninguém tá negando isso. E e de forma alguma seria cristão. E o cristão que comete esse tipo de atitude ou tem esse tipo de comportamento, a palavra de Deus condena. Um cristão que fala assim: "Minha filha, se vira, né?" Não, paciência. É, lamento pela sua dor, mas você vai ter que cuidar desse filho. Não é isso. >> Não é assim. A gente não tá jogando o problema. >> O mesmo amor que a gente tem que ter por esse ser inocente, a gente tem que ter por essa mulher também. E o que a gente vê hoje na cultura é que as pessoas por, vamos dizer, pelo politicamente correto, pelo que é aceito, até um pseudo cristão, vamos assim dizer, fecha os olhos para essa situação, não argumenta, não, não diz nada, fala: "Não, deixa ela, a culpa é dela, é ela diante de Deus". Só que na realidade tá se esquecendo que Deus vai cobrar de nós também, que sabemos o que é certo e nós não defendemos o que é certo e não defendemos o inocente. >> Isso que é o próprio inocente. E aí até a o Gustavo já começou a responder essas alegações de danos às mulheres, elas são emocionalmente fortes se a gente for olhar, mas logicamente frágil. E as pessoas vão acusar a gente controlar o corpo, ignorar traumas, punir vítimas, colocar vidas femininas em risco. Então você tem várias acusações e alegações. Como que a gente pode responder isso, Gustavo? O que a gente tá falando aqui, né? Uma outra vida não pertence a ela. >> Então esse meu corpo, minhas regras, >> o que tá nela o corpo dela, é um outro ser. Então essa legaça é muito fácil, né? da gente argumentar. Eh, outra alegação, né, eh, a próda pode trazer trauma na a mulher, né, ou a criança vir num contexto muito desestruturado, então é melhor ela evitar que se essa gestação progreda também. É falso, né, o que a gente tá falando aqui, que um aborto ele é traumático. Sim, >> sim, sim. paraa mulher, ele é traumático e a gente não resolve a situação abortando a questão do estupro, que a gente já comentou aqui também. E questão de saúde, né? A mulher tá tendo uma gravidez eh que pode trazer complicações [roncando] e até ela pode correr risco de vida com aquela gestação. >> Uhum. A gente tem uma medicina evoluída hoje, a gente consegue chegar a uma gestação a ter. Obviamente se ela ela tem lá um problema gravíssimo e tem que interromper, >> chega num ponto que, >> como por exemplo a síndrome help, né, que pode acontecer na na gestação, hipertensão muito alta, problema de coagulação e aí se não for interrompida a gestação, ela pode ir a óbito. >> Uhum. Então, >> mas até mesmo em casos assim muito prematuros, né, quando a equipe já sabe que a chance daquela criança sobreviver baixíssima, mas precisa interromper a gravidez e fazer o parto para preservar a vida da mãe, sei lá, com qu 5 meses. Mas ainda assim >> pode ser cuidado. Eu conheço de bebê que nasceu hiper prematuro >> por causa de problemas na gestação, tá aí vivendo normal. Hoje em dia até cirurgia intraultro nós temos, né? >> Pois é. Hoje a medicina tá muito avançada. >> Tá avançada. Então existe recursos. Isso também não é argumento. >> Aham. >> A gente vê que todos os argumentos caem por terra, né? >> Ela colocou uma frase muito importante. Você acabou falando um pouquinho dela, que eu achei muito legal essa frase, que é assim, ela define um pouco como é que tá a discussão, né? Hoje em dia, né? Os defensores do aborto tendem a enquadrar o debate a partir da perspectiva da mulher, enquanto os defensores da vida fazem a partir da perspectiva do bebê no ventre. >> É, >> muda muito, né? Porque eles não estão preocupados com bebê, >> tira o foco. >> É, >> é, eles estão preocupados com, olha só, vai acredir meu bem-estar aqui, uma gravidez nesse momento. Não, tá, >> mas mesmo na perspectiva da mulher, eles estão errado. >> Sim. Entendeu? Porque é uma ideia assim das consequências que podem vir a acontecer, né? Então assim, >> pode ser terrível se a gente permitir que continue, mas é um pode ser. Agora, abreviar a vida é irreversível. >> Testemunho. A gente vê testemunhas de mulheres que falaram que abortar, mas decidiu por não abortar. E hoje elas vêm o filho, às vezes é o filho que cuida dela >> e e assim elas dão testemunho de não terem abortado aquela criança. >> Outras que nasceram e entregaram pra adoção. >> É >> sim >> que na realidade entenderam que a criança não tem culpa, mas até essas mesas que entrega para adoção depois acaba voltando atrás para conhecer. >> Acho que o amor materno fala mais alto. >> Deveria, né? Nem sempre acontece. Uma coisa que eu coloco, por que essa discussão? Porque parece tão óbvio, né, você aniquilar um ser potencial. >> Por que é aborto? Porque a gente vive num contexto em que a máxima do bem-estar, né, e e a questão do emocional, ele se tornou aquilo que é mais importante, que tem que ser considerado. Então, se pra mulher >> foi ou está sendo traumático e ela não se vê capaz de de, né, se prosseguir com aquela gestação, e nós não estamos nem falando da pessoa masculina, da figura masculina que participou do processo aqui, né? É, >> então assim, essa outra vida, essa aqui vale mais, essa vida da mulher vale mais, porque é ela que tá sofrendo, é ela. >> É verdade. Eu penso assim, eh, é reflexo do feminismo de que a mulher também tem que ter o prazer sexual, entendeu? A liberdade ou libertinagem sexual. As pessoas esquecem que a forma de produzir vida é através do sexo e aparece o o a gravidez indesejada. >> Então assim, eu a a sociedade hoje não tá mais oprimida, todo mundo pode fazer o que quiser. E aí a consequência é a gravidez indesejável. O >> que elas argumentam é que a consequência muitas vezes fica só para ela, entendeu? Porque o homem pode cair fora, não precisa nem dar notícias. >> Olha a injustiça, né? E aí o quase é a criança, >> e o e quem e quem é >> sofre é a criança >> e acaba que quem sofre é quem não consegue se defender. >> É, >> né? >> Então tudo é fruto do pecado. É fruto do pecado. Eu tento eh eu tento resolver a questão do meu pecado cometendo um pecado ainda muito mais grave. >> É a mentira da serpente, né? Tentar ser igual a Deus ou querer ser. a Deus, né? A gente vive numa cultura, num meio hoje que a busca por prazer, a busca por felicidade, o anseio pelo bem-estar, pelo que eu acho, pelo que eu penso e eu deixo Deus de lado é o que importa. Então, para quem pensa dessa forma, se é um ser vivo, se não é, pouco importa. >> Uhum. >> Tá nem aí. >> É, eu acho que ficou muito egoísta a sociedade pensando só em si mesmo, né? >> [roncando] >> E eu acho que também no seu prazer, no seu >> falta enxergar de forma mais objetiva e até já que nós estamos falando de amor, de acolhimento, né? Por exemplo, existe tanta energia e empenho para proteger essa mulher evitando a gravidez, mas quantas iniciativas, quantas ações, quantas instituições, quantas organizações, quantas leis, etc, etc? Quantos programas existem para dar suporte a essa mulher que não tem condições de criar o filho, que não tem estrutura psicológica, que foi violentada ou teve uma gravidez indesejada por descuido dela ou porque, né, falta orientação, enfim, não vamos entrar em todos os motivos aqui, mas qual que a energia gasta para apoiar, acolher e ajudar essa mulher a a a sustentar essa essa essa gestação, ainda que ela não fique com aquele bebê depois, né? E e eu lembrei assim de um de uma história assim que mexeu muito comigo. Posso falar, pastor? >> Pode. >> Eu vou ter que falar. Vai vai lá, vai outro inglês, gente. Desculpa, porque o nome realmente é difícil. O nome do cara é Steven. Ela tá falando literalmente línguas, né? [risadas] >> Steventon Holland. Nossa, mãe, já conhece esse nome? Que que é isso? Esse cara hoje tem 43 anos e a a história dele é bem forte assim. Ele com 27 anos, casado, três três filhos. Eu não sei se ele já tinha terceira filha com quando ele tava com 27 anos e já tinha passado, já tinham sofrido dois abortos. E ele ficou intrigado, né? Mas por que que será que tem alguma coisa no meu histórico familiar? E ele sabia que ele era adotado. Ele descobriu aos 8 anos porque ele era o único negro da casa. [risadas] E aí começaram a fazer bullying com ele na escola assim, adotado, ser adotado. Aí a família foi e contou. Mas não contou as origens, só falou que ele realmente tinha sido adotado e que para eles não tinha diferença nenhuma. E beleza, ele seguiu a vida. Só que nessa questão dos abortos que a esposa teve, ele falou: "Deixa eu pesquisar alguma coisa na minha na minha família". E foi atrás e tal, buscando sobrenome. Ele tinha certidão de nascimento, então ele sabia até o nome da mãe. E ele descobriu um tio e conseguiu encontrar esse tio, conheceu esse tio, né? depois de dois meses e o tio foi falar: "Olha, o seguinte, a minha família, nós éramos seis irmãos, mas nossos pais morreram muito jovens e todos nós fomos separados e destinados para instituições ou para adoção. Então eu nem convivi, nem conheço meus irmãos". Conseguiram localizar a mãe. A mãe vivia numa instituição psiquiátrica. Ele era o único que não tinha tido nenhuma deficiência mental. Todos os outros irmãos eram tinham problemas. E aí foram ele e o tio foi atrás e descobriu que assim ela tinha uma, né, ela era atrasada e tal. Aí foram saber da história. Ela viveu numa numa casa coletiva durante muito tempo. Aos 18 anos ela foi retirada e levada para uma instituição psiquiátrica. A vida inteira foi sustentada pelo governo e tal. Só que nessa instituição eles tinham um programa de trabalho. Ainda que ela tivesse as limitações, tinha trabalho que ela poderia executar. E só que ela caminhava pouquinho, né, dentro das condições dela. Num dia aos 18 anos, voltando o trabalho, ela foi estuprada por cinco homens, essa mulher, e veio a engravidar. E lógico, lá na instituição, não, ela não tem a mínima condição, não. Então, a solução é o aborto. E for falando e já tomando as providências. Ela naquele, ela tinha uma idade mental de 11 anos, gente. No pouco entendimento dela, ela viu que não tinha jeito. Que que ela fez? Fugiu. Fugiu para outra cidade, outro estado. E foi vivendo ali a a aquela gravidez, porque eles descobriram, ela já tava com 5 se meses de gestação já. Aí um belo dia, um menino que tava matando aula, 16 anos, viu a mulher morando dentro caixa e viu que ela tava assim avançadíssima, tal, ficou morrendo de dó, levou para casa, a família ficou com ela ali, reta final da da gravidez, ela teve o bebê, só que teve bebê, a família não teve mais envolvimento. Com s dias ela levou pra assistência social, né, seguro. Eh, >> Uhum. O menino tava muito desnutrido, mal mexia as pernas, porque ela tava alimentando ele com a mesma babadeira, mamadeira que tinha dado no hospital. Então assim, ela se deu conta de que ela não tinha capacidade para criar e entregou. Ele foi adotado pela família Holland e só foi descobrir isso aos 27 anos. >> E aí tem até E aí tem o vídeo, porque foi 2010 quando ele conheceu a mãe biológica dele. Tem o vídeo gravaram, não tinha rede social na época. Então assim, é um vídeo muito espontâneo, sem aquela parafernalha toda, né, de performar em rede social. E tem um vídeo quando revela para ela. Gente, é tão lindo, é tão lindo. Mesmo ela com a incapacidade mental, quando ele fala que ele era filho dela, ele ficou muito emocionado e ela chora e abraça ele. Eu te amo muito, meu filho. E eu sentia muita saudade de você. E eu só não fiquei com você porque eu não tinha condições de criar você. E esse homem hoje, ele é um ativista. Ele tem uma uma um ministério é broken but not dead, quebrado, mas não morto. E ele justamente ele fala, eu guardei uma frase que ele colocou que se não fosse pelo Senhor, eu acho que nada disso teria acontecido. Ele me deu uma história que hoje eu posso compartilhar com o mundo para levar esperança às pessoas. Espero e oro para que isso salve outras crianças. Então, um caso totalmente perdido e ainda uma mãe que não tinha >> condição nenhuma, >> tanto mental, >> fazia sentido mesmo, até aquela gestação ser interrompida. Tava totalmente justificável, ninguém ia questionar. >> E esse homem hoje tem uma vida, tem uma família e isso tornou o ministério dele. >> Assim legalmente no Brasil, até no Brasil legalmente ela poderia optar por isso, né? >> Teria. Ela não, ela não precisava nem decidir. Decidiria que a gente observa que na realidade eles não estão vendo na perspectiva do bebê, mas do ato em si. O menos culpado é o bebê. Então, quando a gente ouve ou a gente escuta nós sermos chamado de misógeno, na realidade é algo que é mais emocional, mais ideológico do que um fato concreto. Do que um fato concreto. Então, quando a cultura chama isso de ódio, a gente acaba chamando isso de amor. uma demonstração viva realmente de uma dádiva que Deus concede e que por mais duro que seja pra realidade dessa mulher, dessa pessoa, por conta do ato, da situação, da luta, da dificuldade que ela tenha enfrentado, o ser vivo que está sendo gerado é o menos culpado e que na realidade nós temos e devemos proteger a vida. Então, diante dessa cultura, diante toda essa história, diante de todas essas visões distorcidas, a gente observa que, na realidade a vida cristã se baseia em uma justiça que não é nossa, mas de um padrão de Deus, que tem direito à vida, à dignidade, ao respeito, e que não se parte de uma cultura, não se parte de uma ideologia, não se parte de um pensamento de ninguém. E nós, como crentes em Cristo, devemos defender a vida. Isso é muito importante, porque nós resistimos ao aborto, não porque nós não amamos as mulheres, é porque nós amamos elas e amamos também o bebê. Nós não deixamos as coisas acontecerem frouxa, mas deixamos bem claro que a vida é importante, é uma dádiva de Deus, é uma graça do Senhor e deve ser protegida e deve ser guardada. Esse é um assunto muito delicado, é um assunto eh que não é fácil diante de tantas coisas que nós temos, mas a palavra de Deus é bem clara. Deus é quem dá a vida e ele é quem tira a vida. Nós não temos direito algum. Então, nós estamos chegando ao final e eu quero que você deixe seu comentário, compartilhe, dê sua opinião para que possamos crescer, para que possamos aprender também com você e compartilharmos um pouco acerca eh dessas verdades de Deus e que a cultura tenta distorcer, tenta quebrar e nos chamar inclusive de misógenos, quando na realidade nós estamos defendendo algo correto, que é o direito à própria vida. Até o próximo episódio. Deus abençoe a sua vida.