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A fé vem pelo ouvir

Aborto: justiça ou engano? Quando defender a vida te torna “misógino” – T04EP12

Aborto: justiça ou engano? Quando defender a vida te torna “misógino” – T04EP12

Aborto: justiça ou engano? Quando defender a vida te torna “misógino” – T04EP12

Aborto: justiça ou engano?
Hoje, até mesmo defender o direito à vida pode fazer de você o vilão da história:
“perigoso”, “controlador”, “misógino”, “inimigo das mulheres”.

No Episódio 12 da 4ª temporada do Página Virada, continuando o livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain), a gente encara um dos temas mais sensíveis da cultura atual:
aborto, justiça e acusação de ódio.

A partir da Bíblia, da teologia reformada e de casos reais, conversamos sobre:

– por que a decisão Dobbs (EUA) foi, na essência, uma correção de injustiça, não a perda de um direito;
– a diferença entre direitos dados por Deus (vida, dignidade) e direitos concedidos pelo Estado, que podem ser bons ou profundamente maus;
– como o discurso mudou: de “casos extremos” para a ideia de que o que está no ventre é “só um aglomerado de células”;
– o que ciência e Escritura dizem sobre quando começa a vida;
– por que é falso dizer que quem é pró‑vida odeia mulheres – e como é possível amar ao mesmo tempo a gestante e o bebê;
– alegações comuns (“meu corpo, minhas regras”, trauma, saúde da mulher) e por que, biblicamente e logicamente, não justificam tirar a vida de um inocente.

Esse episódio não ignora a dor de mulheres que foram abusadas, violentadas ou estão em gravidezes difíceis.
Mas lembra que, diante de Deus, o bebê é o mais inocente de todos – e que aborto não é um “direito neutro”, é uma questão de justiça diante do Criador.

⏱️ Tópicos do episódio
– Justiça ou engano? Quando defender a vida vira “misoginia”
– Dobbs x Roe: o que realmente mudou (e por quê)
– Direitos dados por Deus x direitos dados pelo governo
– Bíblia, ciência e o início da vida
– “Meu corpo, minhas regras” e outras alegações pró‑aborto
– Como amar a mulher e o bebê ao mesmo tempo
– Por que o cristão não pode se calar sobre o aborto

📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain

✉️ Participe da conversa
Na sua opinião, qual é o argumento pró‑aborto mais forte que você já ouviu — e como você responderia a ele à luz da Bíblia?

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
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Legendas automáticas:

A Suprema Corte entendeu que havia nessa
14ª emenda implicitamente
um direito à privacidade. Momento nenhum
tá falando de privacidade, mas entendeu
que sim. E se existe o direito à
privacidade na Constituição, isso dá
direito à mulher sobre o próprio corpo.
É a decisão que ela tem.
>> Os cristãos, eles praticamente não
mudaram a sua defesa pródida. Vamos
dizer assim, né? do tempo que ela usa
aqui é sempre centralizada na palavra de
Deus.
>> E agora eles mudaram de estratégia,
[música]
talvez porque não tava dando muito
certo. Agora a estratégia é
desqualificar [música]
o o que o o que tá dentro do do útero,
como algo que seja chamado de homem ou
[música] mulher, um ser um ser humano, e
transformar aquilo ali apenas numa
massaroca de de células. [música]
os grandes argumentos que eles tentam
usar é eh basicamente sempre vai gerar
nessa questão, não eh no momento da
concepção ainda não existe vida, né? Aí
entra o aspecto, como você mesmo falou e
que ela falou, a questão do
desenvolvimento, a questão do nível, a
questão do tamanho, entra dentro desses
aspectos. Só que quando há uma
concepção, você já tem um ser vivo.
>> A sociedade hoje não tá mais oprimida,
todo mundo pode fazer o que quiser. E aí
a consequência é a gravidez indesejável.
Isso.
>> Isso que elas argumentam é que a
consequência muitas vezes fica só para
ela, [música]
entendeu? Porque o homem pode cair fora,
não precisa nem dar notícia.
>> Olha a injustiça, né? E ela tá, ela tá.
>> E o, e quem, e quem sofre a criança.
>> Sofre é a criança.
>> Seja bem-vindo. Nós estamos na quarta
temporada do Página Virada e nós estamos
discutindo sobre o livro Quando a
Cultura odeia você de Natasha. E hoje
nós vamos tratar de um assunto muito
importante também, verdade ou não é
verdade? de justiça, gente. Nossa,
>> continua.
>> Não vou continuar, não. Deixa, fica aí,
não apaga não.
>> Tá bom,
>> então vamos. Seja bem-vindo à quarta
temporada do Página Virada. É um
privilégio ter você conosco e nós
estamos discutindo o livro Quando a
Cultura odeia você de Natasha. E hoje
nós vamos tratar do seguinte tema:
justiça ou engano, a verdade sobre o
aborto, quando a cultura te chama de
misógeno. Até mesmo defender a própria
vida [limpando a garganta]
pode fazer de você um vilão. Se você
estiver sentado em uma mesa acompanhando
as notícias e nesses noticiários de
repente um comentarista vai questionar
acerca da sua fé e vai lhe chamar por
defender a vida, vai lhe dizer que você
é um perigoso, um controlador, umógeno,
um opressor, um inimigo das mulheres, só
porque você não concorda com aborto. A
decisão Dobs que derrubou Ry e Rage
deveria ter sido um momento de alívio
moral, uma restauração parcial da
justiça, mas a reação da cultura não foi
de gratidão, foi de fúria. Gritaram para
as mulheres, perderam direito, que os
cristãos querem controlar corpos
femininos e que agora a democracia está
em risco. É, diante desse pânico moral
fabricado, muitos cristãos recuaram, não
por falta de convicção, mas por estarem
emocionalmente exaustos, por serem
rotulados de monstros, de vilões. E esse
episódio existe para cortar essa cortina
de fumaça e restaurar a clareza bíblica,
moral, lógica sobre o aborto e capacitar
a gente a descrever, a defender a
verdade e demonstrar isso de uma maneira
tão correta acerca de que na realidade
quem é sedento por poder, quem não
defende a vida são esse tipo de pessoas.
O aborto não é sobre um direito perdido,
é sobre um erro moral corrigido. E é
isso que nós vamos ver. É isso, Bianca,
que nós podemos deixar bem claro. O
aborto não é sobre direitos perdidos, é
sobre um erro moral corrigido.
>> É bem, eu acho que assim, primeiro
[limpando a garganta] lugar, esse aqui é
um assunto sensível, né, gente? É, é
delicado e muitas vezes nós cristãos
somos colocados contra a parede, não tem
muita abertura para diálogo, né? Mas eu
vou até, eu, eu anotei aqui uma frase da
Natasha que eu gostei muito e que eu
acho que é a hora que a gente tem que se
revestir de coragem, né, diante dos
assuntos delicados, porque a gente não
pode fugir deles, né? E ela, ela até
encerra, vou puxar o encerramento dela
do capítulo, que ela fala assim: "Que
nunca estejamos mais cegos pela
escuridão da cultura do que atentos à
necessidade de expô-la". Então o a
discussão que ela propõe aqui é para
expor esses esses equívocos, né, em
relação a essa discussão sobre o aborto.
A gente tem que expor. E nesse ponto
aqui da do ter pedido perdido os
direitos, né, isso aqui não faz muito
parte da nossa realidade, porque isso
aconteceu no contexto americano. Então
assim, pra gente explicar um pouco, eu
até trouxe aqui umas colas, gente,
porque a gente não é de lá, né?
Tudo começa aqui de onde sai, é da
Constituição de 1868, que é a
Constituição americana, que teve a 14ª
emenda, né, que dizia que nenhum estado
pode criar lei que restrinja
privilégios, que possa eh privar o
indivíduo a vida, liberdade,
eh que garanta igual proteção, né, a
dessas pessoas e o acesso às leis. Isso
foi feito pensando em quem?
em escravos recentemente libertos, no
cidadão americano nascido lá no
naturalizado e também no imigrante, né,
que não era para criar nenhuma distinção
de direito a essa pensando nessas
pessoas também. Só que que que
aconteceu? Esse era o objetivo, né? Lá
em 1973,
né? Que foi esse processo de de Roy
versus Wade, né? A Suprema Corte
entendeu que havia nessa 14ª emenda
implicitamente
um direito à privacidade. Momento nenhum
tá falando de privacidade, mas entendeu
que sim. E se existe o direito à
privacidade na Constituição, isso dá
direito à mulher sobre o próprio corpo.
É a decisão que ela tem. Então, a
Suprema Corte considerou que o Estado,
que que seria inconstitucional
um Estado considerar crime o aborto e
proibir o aborto. A partir disso,
considerou-se o que? O quê? Não. Então,
o aborto é um direito federal, porque se
existe uma cláusula na Constituição
americana, ninguém mais pode proibir o
aborto. Isso foi o que aconteceu em
1973.
quando chegou lá em 2022, que foi o
processo de Dobs versus The Jackson
Women's Health Organization, que é essa
não vou ter que pronunciar todas as as
letras lá,
>> é confusão,
>> é a organização de proteção à mulher,
né? Então teve esse processo e aí o que
que a Suprema Corte entendeu? Não, não é
constitucional esse direito ao aborto. E
aí revogou a decisão que tinha
acontecido lá em 1973 e falou: "O que tá
lá na Constituição não é isso não. Então
nós vamos devolver aos estados a decisão
de autorizar, legalizar ou proibir o
aborto. Isso compete deixou ser
competência federal para ser competência
estadual.
>> Competência estadual, que é como
acontece lá nos Estados Unidos, né? Aqui
no Brasil é diferente.
>> Uhum.
>> E aí que gerou essa revolta toda, né,
pastor? Então não é que tirou o direito
das mulheres, o direito que tinha sido
concedido foi errado. Então a Suprema
Corte revogou e fez, na verdade uma
correção. E isso acontece, né? Então a
gente tá diante aqui dessa dessa questão
moral e bíblica, né? Existem direitos
que são concedidos por Deus, né? Direito
o quê? a vida, direito, a dignidade, né?
Então, assim, a liberdade. Então,
existem os direitos divinos. Esses são
sempre bons e são irrevogáveis. E
existem os direitos que o governo
estabelece.
Podem ser bons, mas às vezes são maus.
Como aconteceu inclusive na cultura
americana, já foi direito do cidadão
americano poder ter um escravo.
>> Uhum.
>> Isso é um direito bom.
Não, a gente sabe que não [risadas] na
época
ou até mesmo, gente, isso não existiu no
Brasil. É claro que Brasil houve muito
racismo. A gente sabe que a nossa
história também tem muitas manchas
terríveis, mas não passou por aqui essa
coisa de lá nos Estados Unidos tinha o
banheiro dos brancos e o banheiro dos
dos negros.
>> Era um direito do cidadão branco
não ter essa mistura. Eles usaram uma
frase que eu achei péssima, é tipo
iguais, mas não tanto é tem uma palavra
>> iguais, mas cada um no seu canto, né?
>> É. E isso era um direito garantido por
lei quando andava em trem, em ônibus
também não podiam sentar no mesmo lugar.
Enfim, eram direitos, são direitos bons,
não, e que foram corrigidos com o passar
dos anos, né? Eh, agora essa questão
assim do das mulheres e e o que que
entra aqui em jogo, né?
O aborto,
como em alguns estados americanos é
autorizado e tal, ele é um direito bom
ou é um direito ruim?
Para nós cristãos, a gente parte do
pressuposto de que é o assassinato de um
inocente. Então, para nós,
>> puxando pro título do livro, né?
>> É,
>> nós nós consideramos que a bota é ruim e
por isso nós somos odiados, né?
>> Nós somos odiados.
Mas aí a gente parte da premissa, igual
você falou, de que esse é um direito
dado por Deus e não do homem.
>> O direito à vida,
>> à vida
>> do bebê.
>> Isso. Não só a vida do bebê, mas também
a dignidade, a proteção. Esse é um
direito dado por Deus.
>> Deus e por isso consideramos irrevogado.
>> Então a grande questão da cultura é que
ela inverte esse papel. Ela acha que
aquilo que o governo cria ou aquilo que
ela pensa é bom e que o direito à vida,
à proteção parte de mim e não de um
aspecto moral absoluto.
>> Sim, porque também questiona aquela vida
lá, né, que nós consideramos como sendo
vida.
>> Uhum. E que para eles é o que eu acho
que é vida.
>> É, é, é,
>> é o que eu penso.
>> É,
>> é o meu direito. Meu direito é não ter.
Então não quero porque essa não é minha
vida. Esse corpo não me pertence,
>> não.
>> É interessante isso, né?
>> Porque o meu corpo aqui vem em primeiro
lugar, né?
>> Meu corpo, minhas regras.
E aí quem discorda disso ou impede essa
mulher de exercer um direito que ela
considera que é um direito dado a ela,
então você está ferindo a liberdade
dela, ferindo o direito e
automaticamente você tá odiando.
Bem, uma coisa que eu acho que eu acho
assim interessante nessa,
vamos dizer, essa luta antiga já pelo
aborto, né? é que os cristãos eles
praticamente não mudaram a sua defesa
provida, vamos dizer assim, né, que é o
termo que ela usa aqui, é sempre
centralizada na palavra de Deus, né?
Sempre, sempre. E a já o lado que quer,
vamos chamar assim, que é próaborto, ah,
eles vão mudando, mudando a sua forma de
defesa.
>> Sim,
>> né? Eh, os argumentos vão mudando, né?
Eles começaram, eu lembro que eu acho
que o argumento mais antigo que eu já
que eu ouvi é que é, ah, se você não
permite que faça o aborto, as mulheres,
como o caso brasileiro, vão fazer esse
aborto em casa, elas correm muito risco
de vida,
>> nas clínicas clandestinas, né? Então a
gente tem, é uma questão social, né? É
um é um dado numérico, se você for
olhar, é alarmante,
>> mas para mim sempre sog,
né? Pessoas podem morrer em casa para
poder a gente conseguir aquilo que a
gente sonhava, que era poder interromper
a gravidez. Uhum.
>> E agora eles mudaram de estratégia,
talvez porque não tava dando muito
certo. Agora a estratégia é
desqualificar
o o que o o que tá dentro do do útero
como algo que seja chamado de homem ou
mulher, um ser um ser humano. Eh,
transformar aquilo ali apenas numa
massaroca de de células. aglomerado de
células.
>> É, isso aí também foi debatido durante
muito tempo, né?
>> Mas uma evolução, é uma evolução. Porque
o que eu tô falando que que assim, nós
mantemos nossa argumentação, eles vão
sempre mudando a forma de se defender,
estão sempre fugindo, porque eles estão
querendo muito isso, mas eles a
argumentação deles no fundo não é boa.
>> Hum.
>> Não é boa.
>> E não há base nenhuma, né? até dentro da
>> é porque é porque no fundo a gente
defende que a a tem um ser vivo ali e ao
invés dele defender no começo que tem um
ser vivo, não, não é outras pessoas
estão morrendo quando vai fazer isso em
casa.
>> Uhum. Ah, não, na verdade não é ser vivo
não. Eu não tô matando não, porque não é
não é o ser vivo. Então,
>> você vai obrigar essa mulher a conviver
com um trauma, né, assim,
>> e aí joga a culpa na criança. Mas é, é o
o aqui nós temos inclusive dois
doutores, né, dois médicos que podem
inclusive o André, a gente sabe que o
aborto é moralmente errado porque a
gente sabe que é uma vida, é um ser. a
partir da concepção, a partir desse
exato momento da fecundação, já é um ser
vivo ali, é, com identidade, com
características, mesmo que não formada
na sua completude, mas já é um ser. E é
tanto a Bíblia afirma que ela tem vida
como a própria ciência. Só que os
argumentos, como você acabou de dizer,
muitas vezes eles são distorcidos.
Como que a palavra de Deus vê isso? E
como que a ciência também vê?
>> Ah, ela traz aqui algumas citações da
Bíblia, [limpando a garganta] né, que
são citações bem conhecidas nossas, né?
Como, por exemplo, Gênesis 9:6.
>> Uhum.
>> Quem derramar o sangue do homem pelo
homem, o seu sangue será derramado,
porque a imagem de Deus foi o homem
criado. Ela vai além. Vamos agora de
Êxodo 237. Ela já ela nem citou, não
matarás, né?
>> Uhum.
>> Afasta-te. Afaz, afaste-se de acusações
falsas e não mate o inocente nem o
justo, pois não absolvirei o culpado.
Ela parte mais outro que é Provérbios 6
de 16 17. As seis coisas que o Senhor
odeia, sete que ele detesta, olhos
altivos, língua mentirosa, mãos que
derramam o sangue inocente. Então,
assim, se formos buscar na Bíblia eh
versículos que que mostram que Deus não
concorda com a morte de pessoas
inocentes, nós vamos encontrar vários,
né?
Eh, mas eles não entram muito nesse
assunto. Eles acham até muito pesado
quando a a as pessoas que são providas
chamam de assassinato de bebê, né? Pega
mal, né? Eles não querem essa e eh essa
conotação, né? Pesada, né?
>> E acaba que fica aquela briga, né? De eh
para poder que tem uma
>> É sutil, é sutil a a diferença, né?
[limpando a garganta]
não entendem como eu eu como se eu
estivesse realmente matando,
assassinando. Essas palavras não são
usadas em relação a aborto.
Interrompendo.
>> Eu estou interrompendo
algo de continuar.
>> Eu estou impedindo que aquela gravidez
se desenvolva e se concretize.
>> Uhum.
>> É mais ou menos uma concepção de que
estou evitando que uma vida se forme.
>> Uhum.
como se não houvesse uma vida já
estabelecida.
Eh, e
e quando você pergunta sobre a parte da
ciência,
eh, não tem como a eles argumentarem
contra a ciência, porque é tudo muito
óbvio. Eh, você tem ali, vamos dizer, um
embrião informação, um feto e ali já tem
DNA humano. Não vai nascer um vegetal.
Não vai nascer um animal,
não vai nascer um inseto, vai nascer um
homem ou uma mulher. Será isso? Não tem
como. Ele, por mais que eles tentem eh
inventar várias teorias, é que eles
colocam as coisas que eu nunca tinha
ouvido falar que eh a o que tá dentro do
útero não tem tamanho para ser para ser
considerado um um ser humano, né? Um ser
humano. [limpando a garganta] Ele não
tem nível de desenvolvimento para ser
considerado um ser humano. Ele não tem
ambiente, ele não tem, ele não tem
nenhuma grau de dependência, ele não é
independente para ser considerado ser
humano. Aí vem mais uma história que,
ah, ele ele só passa a ser uma pessoa
com direitos civis quando ele nasce.
É, antes de nascer não tem direito
civis, porque ele não existe pra
sociedade. E vão extrapolando, vão
extrapolando. Eh, não é nada, apenas um
conjunto aglomerado de células, não pode
ser nada.
>> Ele só é a partir do que ele recebe o
nome.
>> É, é só quando ele começa a ter
consciência
que ele passa a a ser uma pessoa que aí
não pode mais ser assassinada. Mas é uma
coisa muito louca, porque assim,
>> qualquer um desses critérios você impede
vários indivíduos de serem considerados
humanos.
>> É nível de desenvolvimento. E aí aquela
criança que nasceu e tem um
[limpando a garganta] de desenvolvimento
mental,
>> é
>> e e aí mata,
>> que a gente não sabe nem se tem
consciência, né?
>> É. E uma pessoa, criança
[limpando a garganta] que nasceu, já
teve um nascimento, uma hipóxia, já
ficou ali internada, já ninguém tem
dependência total. E aí, já que ela não
tem independência, deixa morrer
>> ou até mesmo assim vai viver. Ah, a
expectativa de vida desse desse
indivíduo vai ser um mês. Ah, então mata
logo.
>> Então mata logo.
>> Ninguém tem coragem de falar um dos
grandes argumentos.
>> Ninguém tem coragem de falar mata.
>> Não é? Eu acho que um dos grandes
argumentos que eles tentam usar é é
basicamente sempre vai gerar nessa
questão, não eh no momento da concepção
ainda não existe vida, né? Aí entra o
aspecto, como você mesmo falou e que ela
falou, a questão do desenvolvimento, a
questão do nível, a questão do tamanho,
entra dentro desses aspectos, só que
quando há uma concepção, você já tem um
ser vivo.
>> E isso a própria ciência confirma, né?
Eu achei interessante isso aqui, né, do
livro lá, né, Developing The Devel The
Developing Human, Clinically Oriented in
Briology. Ai, desculpa aí, gente, de
novo. [risadas]
Você tá vendo?
>> E eu fui, eu fui dar uma, eu fui dar uma
levantada nesse, nessa bibliografia aqui
que eu pensei assim: "Ah, às vezes é um
livro que só os cristãos consideram".
[risadas]
Mas eh eu descobri que é uma das obras
mais renomadas e adotadas mundialmente
para se estudar a embriologia. Então não
é assim um livro qualquer que vão falar
assim: "No, isso aí são os criacionistas
que adotam". A ciência respeitada
mundialmente não adota esse tipo de
terminologia. Mas é essa literatura aqui
que define o quê? que o embrião ele não
é uma espécie diferente de do da humana,
ele só é um estágio diferente do
desenvolvimento.
>> Uhum. só está em um estágio diferente,
mas ali já é um ser humano.
>> Já é um ser humano.
>> Eu passei por uma situação,
eu dou um plantão semanal na
maternidade.
Eu não lembro o estágio de quantas
semanas tinha gestação, mas era uma
paciente que tava e a gente chama de
competência do útero. Ela tinha que
fazer um procedimento chama cerclagem,
que é passar um ponto ali no colo do
útero para evitar que nasça
prematuramente.
>> Uhum. E aí, né, queelee processo Gustavo
cirurgião, eu sou anestesista. Você sabe
que anestesista é muito responsável pelo
foco, né,
>> a luz assim, né?
>> E eu, a médica tava precisando de ajuda
lá para passar esses pontos, né? André,
me ajuda aqui, me ajuda a iluminar aqui,
porque você imagina, tá operando dentro
do de uma cavidade, né? Precisava a luz
chegar lá.
>> Nossa. E
>> e sabe aquela estourou a bolsa? Hum.
>> Então, a bolsa não, não, não estourou
não. Ah, tá. A bolsa ela é uma
peliculazinha assim transparente.
>> É uma membrana
>> transparente. É uma membranazinha
transparente. A hora que eu iluminei lá
eu vi essa saco gente saindo para poder
sair.
>> Hum.
>> E aí eu falei tomei um susto que eu não
tinha visto uma imagem daquela para mim.
Foi bem chocante.
>> Ao vivo assim. É.
>> É ao vivo.
>> Só veio outra só.
>> Só que aí passou um pezinho.
>> Ai
>> foi uma das coisas mais bonitas que eu
já vi. Passou [limpando a garganta]
pezinho.
>> Com quanto? Quanto tempo de gestação?
vamos dizer 28, 27 semanas. Era pouco
provável que ela conseguisse sustentar
porque era um caso muito grave. Foi o
caso mais grave que eu assim já vi,
>> mas tentou. Aquilo era uma vida, era um
pezinho que passou ali que eu vi o
pezinho,
>> gente, o pezinho tá movimentando, aquele
ser existe, né?
>> Não tem como falar que aquilo é um
aglomerado de células.
>> É. E assim, você falou em
desenvolvimento,
não é que saiu do útero que não. A única
diferença é que ele cortou o cordão
bilical e passou a respirar e vai
necessitar alimentar pela boca, mas
continua em desenvolvimento.
>> É, não parou.
>> Continua desenvolvendo. Aí vira criança,
tá desenvolvendo, vira adolescente,
ainda tá desenvolvendo.
>> Então o desenvolvimento não parou,
>> o desenvolvimento continua. Uhum. E o
ser humano tá sempre desenvolvendo.
Primeiro ele desenvolve para assim,
depois começa a desenvolver para baixo.
>> Mas a transformação,
a transformação não para.
>> A gente você tá sempre em processo de
desenvolvimento.
>> Então assim, a pessoa, a criança nascer,
ela tá simplesmente continuando um
processo. Ela não parou de desenvolver.
>> Uhum.
>> Né? Você [limpando a garganta] contou
uma história muito interessante ali
fora.
>> Hum.
>> Você pode contar ela?
>> Posso. Que foi sugerido a uma gestante,
é aquele exame que faz a a translucência
eh no calc
>> que é feito mais ou menos no começo ali,
né?
>> 13ª semana.
>> É,
>> olha só isso nos Estados Unidos, né? E
pelo exame a criança ia nascer comid da
e o médico que fez o exame, tanto que
fez o exame quanto o obst obsteto,
recomendaram abortar
>> porque era olha só.
>> E a mãe falou: "Não, mas se eu quiser
ter um filho com sind problema nenhum".
E a criança nasceu normal.
>> E sabe como isso fere a Constituição?
>> Porque um um Down não tem direito à
vida.
>> Pois é.
>> E e é um direito dado por Deus, né?
governo que define quem tem direito a
viver e quem não tem. Senão a gente já
poderia começar a eliminar tudo quanto é
assassino. Sim,
>> né? Umação meio nazista, né? De do que
só o que é perfeito, a raça perfeita que
tem que sobreviver, o resto elimina.
Isso é um conceito nazista. Mas até
dentro desse conceito, o próprio bebê
que tá sendo formado pela mulher não
aceitar ou não querer para ela então não
é perfeito, porque não foi concebido de
acordo com os padrões e do jeito que ela
queria.
>> É um um tipo de egoísmo.
>> Olha, eu eu fui atrás de alguns
argumentos.
Acredite que tem gente que argumenta que
ela ela não tem por lei a
obrigatoriedade de sustentar ninguém.
Inclusive,
se tem um uma pessoa no outro dela, não
tem obrigatoriedade sustentar essa
pessoa.
>> Ai, nossa,
>> é de tudo, gente, que existe argumento.
Argumento de tudo pelado, cruel. Eu não,
>> eu quem disse, eu não
>> é, mas a grande, mas a grande questão,
André, é que a culpa recai sobre a parte
mais inocente.
>> Sim. O culpado é o feto, o culpado é o
bebê, o culpado é o ser que tá sendo
gerado ali. O culpado não é o cara que
cometeu crime.
O culpado não foi a atitude ou o ato de
violência. Não, o culpado é o feto.
E aí que tá o o feto por por meu lado,
pela minha vontade, eu não quero tê-lo.
Só que
não tem culpa de nada.
Qual que é a culpa dele?
Uhum.
>> É, é um é um indefeso, né? É um inocente
incapaz de se defender.
>> Isso.
>> E e por isso que assim, às vezes as
pessoas têm a impressão de que ah, o
cristão é contra o aborto porque ele é
conservador tradicional.
Então isso rompe com padrões
tradicionais. Não é uma questão de
conservadorismo.
A gente entende que é intencionalmente
tirar a vida de um inocente e um
inocente
minimamente incal completamente incapaz
de se defender.
>> Não tem condições de responder: "Ah,
não, mas ele nem tem nem consciência que
diferença vai fazer. Quem sou eu para
dizer isso? Não me dá o direito, não me
dá o direito de dizer a partir de quando
ele teria condições de se defender e
responder por si. E aqui a gente tem que
deixar bem claro, eu acho, que destacar
que é o seguinte: nós não estamos
menusprezando
a dor da mulher que foi violentada,
amor, a a a dor da mulher que tá
passando por esse momento triste, ele é
real, ele existe, não é fácil, é preciso
todo um trabalho tanto psicológico
de amor, de carinho, de cuidado, mas é
preciso também ter uma consciência muito
muito clara de que ali tá um ser vivo
que [limpando a garganta] na realidade
não tem culpa.
>> Então um detalhe, é muito raso você
pensar que vai aliviar a dor de uma
mulher numa condição dessa
matando fé. Até agora eu tô aliviado da
dor.
>> Não lembraria mais disso para para
sempre, né?
>> É superficial demais. Você achar que
isso vai resolver o problema daquela
mulher, não vai. só vai agravar o
problema que tá na alma dela.
>> Imagina a consciência dessa mulher,
>> a culpa que ela vai carregar.
>> Não se resolve o problema dessa forma. É
a pior forma de resolver a situação,
porque realmente uma mulher que tá
sofrendo, ela foi abusada e o o feto é
fruto desse abuso,
>> tá sofrendo. Quem disse que tirar o feto
vai aliviar
>> e e vai proteger a mulher?
pode minimizar desdobramentos
em termos de eh o comprometimento que
essa mulher vai ter, o período que ela
vai ficar gestando. É claro que diminui
consequências, diminui o o custo, né,
envolvido em tudo isso, mas não elimina,
>> não elimina isso. Tanto para uma mulher
que passou por algo traumático, né, como
uma violência e e é legítima a sua dor,
é legítimo o seu medo e e é
compreensível, inclusive ela não se
sentir capaz
de criar, cuidar dessa criança. Assim,
ninguém tá negando isso. E e de forma
alguma seria cristão. E o cristão que
comete esse tipo de atitude ou tem esse
tipo de comportamento, a palavra de Deus
condena. Um cristão que fala assim:
"Minha filha, se vira, né?" Não,
paciência. É, lamento pela sua dor, mas
você vai ter que cuidar desse filho. Não
é isso.
>> Não é assim. A gente não tá jogando o
problema.
>> O mesmo amor que a gente tem que ter por
esse ser inocente, a gente tem que ter
por essa mulher também.
E o que a gente vê hoje na cultura é que
as pessoas por, vamos dizer, pelo
politicamente correto, pelo que é
aceito, até um pseudo cristão, vamos
assim dizer, fecha os olhos para essa
situação, não argumenta, não,
não diz nada, fala: "Não, deixa ela, a
culpa é dela, é ela diante de Deus". Só
que na realidade tá se esquecendo que
Deus vai cobrar de nós também, que
sabemos o que é certo e nós não
defendemos o que é certo e não
defendemos o inocente.
>> Isso que é o próprio inocente. E aí até
a o Gustavo já começou a responder essas
alegações de danos às mulheres, elas são
emocionalmente fortes se a gente for
olhar, mas logicamente frágil. E as
pessoas vão acusar a gente controlar o
corpo, ignorar traumas, punir vítimas,
colocar vidas femininas em risco. Então
você tem várias acusações e alegações.
Como que a gente pode responder isso,
Gustavo?
O que a gente tá falando aqui, né? Uma
outra vida não pertence a ela.
>> Então esse meu corpo, minhas regras,
>> o que tá nela o corpo dela, é um outro
ser. Então essa legaça é muito fácil,
né? da gente argumentar.
Eh, outra alegação, né, eh, a próda pode
trazer trauma na a mulher, né, ou a
criança vir num contexto muito
desestruturado, então é melhor ela
evitar que se essa gestação progreda
também. É falso, né, o que a gente tá
falando aqui, que um aborto ele é
traumático. Sim,
>> sim, sim. paraa mulher, ele é traumático
e a gente não resolve a situação
abortando a questão do estupro, que a
gente já comentou aqui também. E questão
de saúde, né? A mulher tá tendo uma
gravidez eh que pode trazer complicações
[roncando] e até ela pode correr risco
de vida com aquela gestação.
>> Uhum. A
gente tem uma medicina evoluída hoje, a
gente consegue chegar a uma gestação a
ter. Obviamente se ela ela tem lá um
problema gravíssimo e tem que
interromper,
>> chega num ponto que,
>> como por exemplo a síndrome help, né,
que pode acontecer na na gestação,
hipertensão muito alta, problema de
coagulação
e aí se não for interrompida a gestação,
ela pode ir a óbito.
>> Uhum.
Então,
>> mas até mesmo em casos assim muito
prematuros, né, quando a equipe já sabe
que a chance daquela criança sobreviver
baixíssima, mas precisa interromper a
gravidez e fazer o parto para preservar
a vida da mãe, sei lá, com qu 5 meses.
Mas ainda assim
>> pode ser cuidado. Eu conheço de bebê que
nasceu hiper prematuro
>> por causa de problemas na gestação, tá
aí vivendo normal. Hoje em dia até
cirurgia intraultro nós temos, né?
>> Pois é. Hoje a medicina tá muito
avançada.
>> Tá avançada. Então existe recursos. Isso
também não é argumento.
>> Aham.
>> A gente vê que todos os argumentos caem
por terra, né?
>> Ela colocou uma frase muito importante.
Você acabou falando um pouquinho dela,
que eu achei muito legal essa frase, que
é assim, ela define um pouco como é que
tá a discussão, né? Hoje em dia, né? Os
defensores do aborto tendem a enquadrar
o debate a partir da perspectiva da
mulher, enquanto os defensores da vida
fazem a partir da perspectiva do bebê no
ventre.
>> É,
>> muda muito, né? Porque
eles não estão preocupados com bebê,
>> tira o foco.
>> É,
>> é, eles estão preocupados com, olha só,
vai acredir meu bem-estar aqui, uma
gravidez nesse momento. Não, tá,
>> mas mesmo na perspectiva da mulher, eles
estão errado.
>> Sim. Entendeu?
Porque é uma ideia assim das
consequências que podem vir a acontecer,
né? Então assim,
>> pode ser terrível se a gente permitir
que continue, mas é um pode ser. Agora,
abreviar a vida é irreversível.
>> Testemunho. A gente vê testemunhas de
mulheres que falaram que abortar, mas
decidiu por não abortar.
E hoje elas vêm o filho, às vezes é o
filho que cuida dela
>> e e assim elas dão testemunho de não
terem abortado aquela criança.
>> Outras que nasceram e entregaram pra
adoção.
>> É
>> sim
>> que na realidade entenderam que a
criança não tem culpa, mas até essas
mesas que entrega para adoção depois
acaba voltando atrás para conhecer.
>> Acho que o amor materno fala mais alto.
>> Deveria, né? Nem sempre acontece. Uma
coisa que eu coloco, por que essa
discussão? Porque parece tão óbvio, né,
você aniquilar um ser potencial.
>> Por que é aborto?
Porque a gente vive num contexto em que
a máxima do bem-estar, né, e e a questão
do emocional,
ele se tornou
aquilo que é mais importante, que tem
que ser considerado. Então, se pra
mulher
>> foi ou está sendo traumático e ela não
se vê capaz de de, né, se prosseguir com
aquela gestação, e nós não estamos nem
falando da pessoa masculina, da figura
masculina que participou do processo
aqui, né? É,
>> então assim, essa outra vida, essa aqui
vale mais, essa vida da mulher vale
mais, porque é ela que tá sofrendo, é
ela.
>> É verdade. Eu penso assim, eh, é reflexo
do feminismo de que a mulher também tem
que ter o prazer sexual, entendeu? A
liberdade ou libertinagem sexual. As
pessoas esquecem que a forma de produzir
vida é através do sexo e aparece o o a
gravidez indesejada.
>> Então assim, eu a a sociedade hoje não
tá mais oprimida, todo mundo pode fazer
o que quiser. E aí a consequência é a
gravidez indesejável. O
>> que elas argumentam é que a consequência
muitas vezes fica só para ela, entendeu?
Porque o homem pode cair fora, não
precisa nem dar notícias.
>> Olha a injustiça, né? E aí o quase é a
criança,
>> e o e quem e quem é
>> sofre é a criança
>> e acaba que quem sofre é quem não
consegue se defender.
>> É,
>> né?
>> Então tudo é fruto do pecado.
É fruto do pecado. Eu tento eh eu tento
resolver a questão do meu pecado
cometendo um pecado ainda muito mais
grave.
>> É a mentira da serpente, né? Tentar ser
igual a Deus ou querer ser. a Deus, né?
A gente vive numa cultura, num meio hoje
que a busca por prazer, a busca por
felicidade, o anseio pelo bem-estar,
pelo que eu acho, pelo que eu penso e eu
deixo Deus de lado é o que importa.
Então, para quem pensa dessa forma, se é
um ser vivo, se não é, pouco importa.
>> Uhum.
>> Tá nem aí.
>> É, eu acho que ficou muito egoísta a
sociedade pensando só em si mesmo, né?
>> [roncando]
>> E eu acho que também no seu prazer, no
seu
>> falta enxergar de forma mais objetiva e
até já que nós estamos falando de amor,
de acolhimento, né? Por exemplo, existe
tanta energia e empenho para proteger
essa mulher evitando a gravidez, mas
quantas iniciativas, quantas ações,
quantas instituições, quantas
organizações, quantas leis, etc, etc?
Quantos programas existem para dar
suporte
a essa mulher que não tem condições de
criar o filho, que não tem estrutura
psicológica, que foi violentada ou teve
uma gravidez indesejada por descuido
dela ou porque, né, falta orientação,
enfim, não vamos entrar em todos os
motivos aqui, mas qual que a energia
gasta
para apoiar, acolher e ajudar essa
mulher a a a sustentar essa essa essa
gestação, ainda que ela não fique com
aquele bebê depois, né? E e eu lembrei
assim de um de uma história assim que
mexeu muito comigo. Posso falar, pastor?
>> Pode.
>> Eu vou ter que falar. Vai vai lá, vai
outro inglês, gente. Desculpa, porque o
nome realmente é difícil. O nome do cara
é Steven. Ela tá falando literalmente
línguas, né? [risadas]
>> Steventon Holland. Nossa, mãe, já
conhece esse nome? Que que é isso? Esse
cara hoje tem 43 anos e a a história
dele é bem forte assim. Ele com 27 anos,
casado, três três filhos. Eu não sei se
ele já tinha terceira filha com quando
ele tava com 27 anos e já tinha passado,
já tinham sofrido dois abortos. E ele
ficou intrigado, né? Mas por que que
será que tem alguma coisa no meu
histórico familiar? E ele sabia que ele
era adotado. Ele descobriu aos 8 anos
porque ele era o único negro da casa.
[risadas] E aí começaram a fazer
bullying com ele na escola assim,
adotado, ser adotado. Aí a família foi e
contou. Mas não contou as origens, só
falou que ele realmente tinha sido
adotado e que para eles não tinha
diferença nenhuma. E beleza, ele seguiu
a vida. Só que nessa questão dos abortos
que a esposa teve, ele falou: "Deixa eu
pesquisar alguma coisa na minha na minha
família". E foi atrás e tal, buscando
sobrenome. Ele tinha certidão de
nascimento, então ele sabia até o nome
da mãe. E ele descobriu um tio e
conseguiu encontrar esse tio, conheceu
esse tio, né? depois de dois meses e o
tio foi falar: "Olha, o seguinte, a
minha família, nós éramos seis irmãos,
mas nossos pais morreram muito jovens e
todos nós fomos separados e destinados
para instituições ou para adoção. Então
eu nem convivi, nem conheço meus
irmãos". Conseguiram localizar a mãe. A
mãe vivia numa instituição psiquiátrica.
Ele era o único que não tinha tido
nenhuma deficiência mental. Todos os
outros irmãos eram tinham problemas.
E aí foram ele e o tio foi atrás e
descobriu que assim ela tinha uma, né,
ela era atrasada e tal. Aí foram saber
da história.
Ela viveu numa numa casa coletiva
durante muito tempo. Aos 18 anos ela foi
retirada e levada para uma instituição
psiquiátrica. A vida inteira foi
sustentada pelo governo e tal. Só que
nessa instituição eles tinham um
programa de trabalho. Ainda que ela
tivesse as limitações, tinha trabalho
que ela poderia executar. E só que ela
caminhava pouquinho, né, dentro das
condições dela. Num dia aos 18 anos,
voltando o trabalho, ela foi estuprada
por cinco homens, essa mulher, e veio a
engravidar. E lógico, lá na instituição,
não, ela não tem a mínima condição, não.
Então, a solução é o aborto. E for
falando e já tomando as providências.
Ela naquele, ela tinha uma idade mental
de 11 anos, gente. No pouco entendimento
dela, ela viu que não tinha jeito. Que
que ela fez? Fugiu. Fugiu para outra
cidade, outro estado. E foi vivendo ali
a a aquela gravidez, porque eles
descobriram, ela já tava com 5 se meses
de gestação já. Aí um belo dia, um
menino que tava matando aula, 16 anos,
viu a mulher morando dentro caixa e viu
que ela tava assim avançadíssima, tal,
ficou morrendo de dó, levou para casa, a
família ficou com ela ali, reta final da
da gravidez, ela teve o bebê, só que
teve bebê, a família não teve mais
envolvimento. Com s dias ela levou pra
assistência social, né, seguro. Eh,
>> Uhum. O menino tava muito desnutrido,
mal mexia as pernas, porque ela tava
alimentando ele com a mesma babadeira,
mamadeira que tinha dado no hospital.
Então assim, ela se deu conta de que ela
não tinha capacidade para criar e
entregou. Ele foi adotado pela família
Holland e só foi descobrir isso aos 27
anos.
>> E aí tem até E aí tem o vídeo, porque
foi 2010 quando ele conheceu a mãe
biológica dele. Tem o vídeo gravaram,
não tinha rede social na época. Então
assim, é um vídeo muito espontâneo, sem
aquela parafernalha toda, né, de
performar em rede social. E tem um vídeo
quando revela para ela. Gente, é tão
lindo, é tão lindo. Mesmo ela com a
incapacidade mental, quando ele fala que
ele era filho dela, ele ficou muito
emocionado e ela chora e abraça ele. Eu
te amo muito, meu filho. E eu sentia
muita saudade de você. E eu só não
fiquei com você porque eu não tinha
condições de criar você. E esse homem
hoje, ele é um ativista. Ele tem uma uma
um ministério é broken but not dead,
quebrado, mas não morto. E ele
justamente ele fala, eu guardei uma
frase que ele colocou que se não fosse
pelo Senhor, eu acho que nada disso
teria acontecido. Ele me deu uma
história que hoje eu posso compartilhar
com o mundo para levar esperança às
pessoas. Espero e oro para que isso
salve outras crianças.
Então, um caso totalmente perdido e
ainda uma mãe que não tinha
>> condição nenhuma,
>> tanto mental,
>> fazia sentido mesmo, até aquela gestação
ser interrompida. Tava totalmente
justificável, ninguém ia questionar.
>> E esse homem hoje tem uma vida, tem uma
família e isso tornou o ministério dele.
>> Assim legalmente no Brasil, até no
Brasil legalmente ela poderia optar por
isso, né?
>> Teria. Ela não, ela não precisava nem
decidir. Decidiria que a gente observa
que na realidade eles não estão vendo na
perspectiva do bebê, mas do ato em si. O
menos culpado é o bebê. Então, quando a
gente ouve ou a gente escuta nós sermos
chamado de misógeno, na realidade é algo
que é mais emocional, mais ideológico do
que um fato concreto. Do que um fato
concreto. Então, quando a cultura chama
isso de ódio, a gente acaba chamando
isso de amor.
uma demonstração viva realmente de uma
dádiva que Deus concede e que por mais
duro que seja pra realidade dessa
mulher, dessa pessoa, por conta do ato,
da situação, da luta, da dificuldade que
ela tenha enfrentado, o ser vivo que
está sendo gerado é o menos culpado
e que na realidade nós temos e devemos
proteger a vida. Então, diante dessa
cultura, diante toda essa história,
diante de todas essas visões
distorcidas, a gente observa que, na
realidade a vida cristã se baseia em uma
justiça que não é nossa, mas de um
padrão de Deus, que tem direito à vida,
à dignidade, ao respeito, e que não se
parte de uma cultura, não se parte de
uma ideologia, não se parte de um
pensamento de ninguém. E nós, como
crentes em Cristo, devemos
defender a vida.
Isso é muito importante, porque nós
resistimos ao aborto, não porque nós não
amamos as mulheres, é porque nós amamos
elas e amamos também o bebê. Nós não
deixamos as coisas acontecerem frouxa,
mas deixamos bem claro que a vida é
importante, é uma dádiva de Deus, é uma
graça do Senhor e deve ser protegida e
deve ser guardada. Esse é um assunto
muito delicado, é um assunto eh que não
é fácil diante de tantas coisas que nós
temos, mas a palavra de Deus é bem
clara. Deus é quem dá a vida e ele é
quem tira a vida. Nós não temos direito
algum. Então, nós estamos chegando ao
final e eu quero que você deixe seu
comentário, compartilhe, dê sua opinião
para que possamos crescer, para que
possamos aprender também com você e
compartilharmos um pouco acerca eh
dessas verdades de Deus e que a cultura
tenta distorcer, tenta quebrar e nos
chamar inclusive de misógenos, quando na
realidade nós estamos defendendo algo
correto, que é o direito à própria vida.
Até o próximo episódio. Deus abençoe a
sua vida.

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