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A fé vem pelo ouvir

As DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS DE 2026 Vão Mudar a Bíblia? com Rodrigo Silva

As DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS DE 2026 Vão Mudar a Bíblia? com Rodrigo Silva

As DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS DE 2026 Vão Mudar a Bíblia? com Rodrigo Silva

Será que novas descobertas arqueológicas podem reescrever a Bíblia? Neste vídeo, Rodrigo Silva analisa três achados fascinantes que reforçam a precisão histórica das Escrituras. Desvendamos o mistério das "páginas perdidas" do Novo Testamento (palimpsestos) e explicamos como esses manuscritos antigos confirmam a fidelidade do texto bíblico. Além disso, exploramos uma inscrição em Laquis que valida o título de José do Egito e desafia as críticas sobre a datação do livro de Gênesis.

Mergulhamos também na polêmica identidade do Faraó do Êxodo, analisando a estátua de Ramsés II e as evidências para uma cronologia bíblica fundamentada. Descubra como a arqueologia e a crítica textual se unem para desmistificar sensacionalismos, conectando fé e razão com provas sólidas. Um estudo indispensável para quem busca entender a segurança histórica da Palavra de Deus e a verdade por trás dos grandes personagens bíblicos.

Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?

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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!

#rodrigosilva #rodrigosilvaarqueologia #ExclusivoRodrigoSilva

Legendas automáticas:

Olá, você que me segue no Rodrigo Silva
Arqueologia. Estamos de volta pro nosso
bate-papo semanal sobre Bíblia,
teologia, religião, assuntos afins. E
hoje trago para vocês algumas novidades
da arqueologia,
arqueologia relacionada à Bíblia Sagrada
que tomaram conta de alguns noticiários
nos últimos dias, nas últimas semanas.
São três achados e nós vamos falar sobre
eles aqui. Por exemplo, é verdade ou
você ouviu falar que encontraram 42
páginas perdidas do Novo Testamento? É
exatamente isso que eu vi em vários
jornais, 42 páginas perdidas do Novo
Testamento. Uma outra eh outro achado
arqueológico seria relacionado a ao
faraó do êxodo. Encontraram uma estátua
no Egito recentemente, há poucos dias, e
essa estátua teria uma relação direta
com o êxodo. Será? E o outro achado, eu
pude participar dele juntamente com a
equipe do NASP, aconteceu em Laquis,
onde nós estamos escavando ali em
Israel. e você é o nosso convidado,
fique atento, porque nós podemos levar
voluntários conosco para a escavação
arqueológica. E a excavação desse ano
vai sair. Nós estamos acompanhando tudo
com a Universidade Hebraica, eh, de
Israel, a segurança, a, a segurança pro
trabalho, a tranquilidade pro trabalho.
E tudo indica, para honra e glória de
Deus, que a nossa viagem vai sair. Já
será o quarto ano consecutivo que
estamos escavando Laquis, a segunda
maior cidade
da Bíblia Sagrada ou do Antigo
Testamento depois de Jerusalém. Então,
fique atento que nós vamos ver isso aí
daqui a pouquinho, tá certo? E se você
gosta do conteúdo desse canal, então tem
o meu pedido aqui, se inscreva, não
custa nada, é só você se inscrever no
canal inscrito, deixar o seu like, se
você gostar do conteúdo, o seu
comentário também é muito importante.
Você não precisa concordar com o que eu
falo. Eu só peço a gentileza de, em caso
de discordância, que discorde com a
educação, seja comigo ou com algum outro
que também está interagindo ali. Mas o
seu comentário é importante. Deixa aí. e
não somente seu comentário. Se você quer
eh saber outros assuntos que eu ainda
não trouxe aqui, coloque ali porque a
nossa equipe vai pegar o seu sugestão e
daqui a pouco eu posso estar explorando
o seu assunto, como eu tenho feito já em
muitos vídeos, tá certo? Bom, então
vamos começar o nosso eh bate-papo. Eu
espero que vocês tenham tido um feliz
dia das mães, aquelas que são mães
biológicas ou mães do coração, porque
muitas não tiveram filhos biológicos,
mas criaram aquelas que já são a mãe
mães da segunda ou terceira geração.
Estou falando de voz, eh, bisavóz,
travóz. Que Deus abençoe a todas vocês.
Ontem foi o o meu primeiro dia das mães
com a Laura e foi muito emocionante e a
a minha sogra está conosco também
passando uns dias aí. Foi muito gostoso
esse dia das mães em família, tá certo?
Então vamos lá, pessoal. Vamos começar
com o primeiro achado arqueológico.
Manuscrito revela páginas perdidas do
Novo Testamento. Essa foi a chamada da
maior parte dos do dos noticiários que
eu li. Eh, 42 páginas do Códice
Huperadas
após séculos desaparecido. E aí você
pode estar pensando assim, primeiro
quero que você coloque aí nos
comentários, você ouviu falar desse
desse achado de 42 páginas perdidas do
Novo Testamento?
Será então que nós vamos ter que
acrescentar alguma coisa no Novo
Testamento, alguns livros a mais que até
então não tínhamos, que haviam
desaparecido? Calma que eu vou explicar
para você. Não se trata de nada disso. A
sua Bíblia continua com 27 livros no
Novo Testamento e esse achado até
reforça a segurança com a qual a Bíblia
foi copiada. Mas para explicar e esse
achado dessas 42 páginas, que não são
necessariamente páginas inéditas, eu
tenho que explicar para você o que
aconteceu e como esse achado aconteceu.
Ah, primeiro, deixa colocar aqui os
pesquisadores por de trás da descoberta.
Eh, o pesquisador principal é o Dr.
Garck eh Garrick Allen, que é da
Universidade de Glasgow lá na Escócia e
ele tem o PhD que ele fez na
Universidade de St. Andrews e ele
liderou esse time aí de vários
especialistas eh e alguns dos países
baixos ali daquela daquela região e que
fizeram essa pesquisa arqueológica e
essa descoberta. E para explicá-la, eu
primeiro eu preciso primeiro voltar ao
século XI.
a esse monastério que está aparecendo aí
na sua tela. Esse é o mosteiro de Grande
Lavra. Ele fica na Península do Monte
Atos, na Grécia, e é um até hoje tá
muito bem preservado esse monastério.
Monastério ou museu ou o ou mosteiro é a
mesma coisa, tá certo? Eh, na Idade
Média eram refúgios de padres, muitos
deles com voto eh de exclusão da
sociedade, tá certo? Eles ficavam ali eh
enclausurados. E eu tenho aqui uma outra
imagem eh desse monastério por dentro.
Olha como é que ele é, tá certo? Fica na
Grécia. E foi aí que no século XI
aconteceu algo muito interessante que eu
usei essa imagem de Iá para representar
para você. No século XI, os monges
estavam fazendo um trabalho ali de
restauro de alguns livros. Então eles
pegavam eh eu sei que hoje isso é
considerado um crime arqueológico, mas
era comum na Idade Média. Eles pegavam
livros antigos que estavam faltando
partes, alguma coisa, e usavam esses
livros para produzir novos livros ou
restaurar novos livros. Então, o que que
eles fizeram? Eles pegaram uma parte do
Antigo, do Novo Testamento, que talvez
estavam faltando páginas, e
cuidadosamente eles foram cortando
aquelas partes ali feitas de pergaminho.
Ah, depois eles desmontaram todo o livro
e aí eles reutilizaram esse pergaminho
para fazer capas de outros livros.
Interessante isso, né? Para fazer capas
de outros livros. Isso era muito comum
na na antiguidade. Você sabe que na
Idade Média a maior parte dos papéis
eram feitos de pergaminho. Uma técnica
que surgiu h na cidade de Pérgamo, na
atual Turquia, na época era Ásia Menor e
da cidade, por isso o nome Pergaminho,
vem de Pérgamo, o rei Menes que estava
fazendo ali uma biblioteca e queria
rivalizar com a biblioteca do Egito. Ele
tinha brigado com o faraó, o faraó não
mandava mais papiros para ele. Então ele
resolveu eh pegar pele de animal e criar
um tipo de papel chamado pergaminho ou
vélum em latim. E na idade média usavam
muito pergaminho. Então o pergaminho é
feito de couro de animal, tá certo? Por
exemplo, a capa dessa Bíblia que eu
estou aqui, ela é feita de pergaminho,
porque ela é feita de couro, tá certo? A
diferença é que o pergaminho para você
escrever, ele era mais assim lixado para
ficar um pouco mais flexível e eles
escreviam em cima de dele. Mas imaginem
que o pergameiro é muito caro. Por
exemplo, quando Johan Guttenberg foi
imprimir os primeiros exemplares da
Bíblia, eh, no quando ele criou a prensa
de tipos móveis, ah, alguns dizem que
ele chegou a sacrificar mais de 5.000
cabras
para tirar a pele delas. 5000 cabras.
Esse é um rebanho muito grande. Então,
imagina, você pega o animal, mata,
depois tem que curtir o couro do animal,
esticar, cortar em folhas, costurar para
fazer um um livro. Então era muito caro.
Então eles tinham uma técnica, às vezes
quando um livro estava ficando muito
velho, eles podiam raspar, por exemplo,
aquele pergaminho e reescrever por cima,
porque ele é grosso. Se você pega um
estilete e raspa o que está escrito
nele, você tem um pergaminho que você
pode usar de novo. Eles raspavam então
textos antigos. E às vezes nós
encontramos
na história do texto bíblico, não só do
texto bíblico, de obras clássicas do
passado, um tipo de manuscrito que
chamamos de palimpsesto.
Palimpsesto, eh, significa em grego
raspado segunda vez. Então, alguém
escrevia aqui no pergaminho, outro
chegava com estilete e raspava aquela
camada de tinta ali, raspava e escrevia
por cima. Então, era um palimp sexto e
eu vou mostrar para vocês um exemplar de
palimp sexto que nós temos, que é o
Codex Efraemi Rescript. Se você olhar
bem aí, eu não sei se você tá assistindo
esse esse vídeo pelo celular ou por um
computador. No computador é mais fácil
você ver. Se você olhar bem o manuscrito
que está aí ao lado, tá certo? você
perceber que ele está eh com um texto
mais antigo abaixo. É como se alguém
passasse um óleo ali e esse óleo revela
o texto que estava raspado antes de
escreverem com esse outro texto por
cima, tá bom? Provavelmente esse texto é
do Vinto século, aquele que foi raspado,
tá certo? Só que no século XI ou século
XI, alguém raspou aquele texto do Vinto
século e reescreveu por cima. Eu tenho
aqui também uma outra imagem do próprio
Códex Efraimi, o mesmo que vocês viram
anteriormente, mas aqui de uma outra
página dele, de uma outra folha, dá para
ver melhor. Tá vendo? Olha, isso aqui já
é uma foto com raio X, porque por mais
que a pessoa tenha raspado a escrita
anterior, a tinta ainda deixa traços.
Ela deixa traços ali. É mais ou menos
como uma uma comparação meio tosca que
eu vou fazer, mas apenas para você
entender, é mais ou menos como o
luminol. Quando há uma marca de sangue
no lugar, você sabe que você pode
esfregar aquele sangue ali, tentar tirar
toda aquela marcha marca de sangue, mas
se alguém jogar um luminol ali, o
luminol vai revelar a mancha anterior de
sangue que foi limpa. Então é como se
fosse quase um luminol, digamos assim.
com algumas técnicas como o raio X e
outras mais que eu vou mostrar para
você, a gente consegue perceber o texto
original que foi raspado, a sombra dele
que ainda ficou. Eu vou mostrar para
você aqui um outro um outro exemplar
aqui. Eh, olha aqui um que é muito fácil
de de ver. Você tem o Códex nitrienses,
que é do sexto século, e ele traz um
texto de Severos de Antioquia e do
Evangelho de Lucas. Então você nota
aqui, está escrito até com uma seta
verde aqui, né? Eh, o texto mais antigo
datado do sexto ou ovo século antes de
Cristo, escrito em Ciríaco.
Tá vendo a mancha dele, a sombra dele? E
por cima alguém escreveu um texto
georgina, escrita georgina do 10º
século. O outro que está aqui é o o o
pergaminho, o pergaminho GA094.
Ele não tem nome, só tem sigla. Ele traz
na primeira camada um texto do Evangelho
de Mateus, capítulo 24, versos 9 a 21,
em grego. Aí eu fiz o seguinte, eu
circulei de vermelho para ficar mais
fácil vocês verem. Percebem as letras
grandes em grego, embaixo grego uncial,
porque são todas escritas com letras
maiúsculas.
E você vê esse provavelmente era um
texto de Mateus do sexto século. E acima
você tem um outro texto do século IX
aproximadamente e ele é um texto
litúrgico que foi escrito por cima do
texto mais antigo em grego cursivo.
Então você está notando que o estudo da
Bíblia, a primeira coisa que eu quero
chamar a sua atenção, o estudo da Bíblia
Sagrada é um negócio que envolve
ciência, tecnologia,
eh verificação de fontes. Há há revistas
indexadas acadêmicas que só produzem
material de teologia, de Bíblia. Eu
estou dizendo isso porque talvez muitos
dos que me assistem estão acostumados a
um ambiente secularizado que
ridiculariza todos os estudos bíblicos
como se o estudo da fé fosse uma coisa
apenas assim de gente leiga. Não,
envolve até laboratório, datação, uma
série de coisas.
A academia não está desassociada da fé.
E a gente quando vai falar como é o
texto bíblico, já que nós não temos o
original, até essas sombras de
manuscritos são avaliadas, porque pela
sombra eu posso ver como no sexto século
aquele texto foi copiado. Percebeu?
Vamos ver se você está bom, hein? Eh,
essa arte de raspar um pergaminho e
reescrever por cima é chamado de
palimpsesto.
Escrever raspado uma segunda vez. Agora,
já que eu coloquei esses esses elementos
para você, deixe-me também contar que
essa essa essa ideia de raspar um
pergaminho para reaproveitar o papel,
ela não é só da Idade Média, ela já
existia no Império Romano na época de
Cícero. Existe inclusive uma nota eh de
Cícero muito curiosa, quis trazer para
você que Cícero, você sabe, foi o grande
advogado eh
eh romano da época de Júlio César. E ele
escrevendo uma carta para um amigo dele
chamado Trebácios, ele escreveu assim em
latim: "Miro quid inla cartula fuer".
Tradução: Estou curioso para saber o que
havia naquela folha. E os especialistas
sabem, não somente por esse texto de de
Cícero, mas por outras mensagens dele,
que na época dele havia já o costume de
raspar textos. Então o Cícero muitas
vezes recebia cartas onde ele via que o
papel foi reaproveitado. Claro que era
muito caro o pergaminho. Então se você
pudesse, ah, já li, já perdeu a
validade, isso aqui eu vou raspar e
reescrever por cima. Então ele falou:
"Olha, eu estou curioso para saber, eh,
ó, meu amigo Tribácios, o que que estava
por baixo aqui que você raspou antes de
escrever essa carta para mim?"
E na continuidade, o Cícero até admite
que, embora ele reconheça a importância
de de raspar um texto por questão
econômica e reaproveitamento, ele também
achava um crime, porque você estava
pagando uma uma história. Ele até
pergunta, Trebácios, será que você
também não fez isso com alguma carta que
eu lhe enviei com todo carinho? Eu
escrevi uma carta para você, será que
você depois de lê-la também não raspou
para reaproveitar o meu pergaminho?
Eh, falando daquele eh o texto Efraimes
que eu falei com vocês, eh, na no século
XIX, quando a a os primeiros trabalhos
de crítica textual do Novo Testamento
foram colocados, eh, os estudiosos
resolveram colocar um tipo de tinta ali
no texto para ver se essa tinta ajudasse
a trazer o texto anterior que tinha sido
raspado, tá certo? como luminol. E no
princípio deu certo porque a a tinta
realmente ressaltou o texto antigo, mas
depois ela entrou numa reação química
com o a tinta original e ficou essa
mancha. Então, várias páginas foram
perdidas, infelizmente. Só que hoje já
há técnicas mais sofisticadas.
Eh, você usa muito alguns jogos de luz,
luz infravermelha, que não danificam o
texto. E nós temos resultados como este
aí. Olha, você consegue ler naturalmente
o texto que está hoje e o que estava
antigo que foi apagado
a olho nu. É muito difícil você
conseguir ver isso aqui, tá certo?
somente nessas câmeras assim, eh eh
câmaras porque é um é um lugar essas
câmaras bem preparadas que você consegue
ter ali a visão do que que estaria
embaixo. Bom, agora que vocês já
aprenderam o que é tudo isso, aí vamos
falar da como é que eles conseguiram
recuperar essas 42
eh páginas do Novo Testamento. Como é
que foi o procedimento, o que que
aconteceu? Bom, o que nós sabemos é que
aqueles padres lá do mosteiro que eu
falei com vocês, eh, grego, aqueles
padres resolveram pegar várias páginas
de um manuscrito eh do Novo Testamento,
provavelmente datado do sexto século de
nossa era. E a princípio eles pegaram
essas páginas e passaram uma tinta para
não apagar o texto sagrado, talvez uma
maneira de respeitar o texto sagrado.
Então eles queriam usar aquelas páginas
na encadernação de livros. Você sabe,
né, o livro quando ele é encadernado, às
vezes eu ten livros antigos aqui que tem
reaproveitamento. Se eu tivesse até uma
uma coisa e mostrar para você, eles às
vezes reaproveitam em textos antigos.
Deixa eu ver se eu consigo aqui
porventura.
Eu
não estava nos planos mostrar isso aqui
para vocês, não. Mas já que veio a
baila, esse aqui que eu tenho é uma
história do Concílio de Trento antiga
que eu tenho aqui em casa. Quer ver a
data desse livro aqui?
Esse livro aqui, ele é datado de
1574,
ou seja, esse livro foi publicado quando
o Brasil tinha 74 anos que tinha sido
descoberto. E a gente nota que às vezes
na encadernação é que essa encadernação
aqui não é a original dele, ele foi
reencadernado.
Ele tá até soltando, tem que revisar.
Mas aqui, aqui, tá vendo esse dorso
aqui? Olha, isso aqui é feito às vezes
com papiros, com pergaminhos antigos.
Eles pegavam os pergaminhos antigos para
fazer o doço aqui, para passar a cola e
encadernar. Então eles usavam muito esse
tipo de situação. E eu tinha um outro
livro que eu doei pro museu que você via
também na na contracapa aqui.
Eles colavam às vezes nessa capa. Já
tava solta a folha, viu gente? Não
rasguei o livro não. Eles colavam aqui
páginas antigas para fazer a
encadernação. Isso era muito comum.
Então que que os padres fizeram? Os
monges? Eles passaram tinta naqueles,
naquelas cópias do Novo Testamento e a
ao colocar a tinta junto com outro outro
livro, porque você fica assim até o
livro secar, a tinta acabou produzindo
uma cópia das letras espelhadas na outra
página,
tá certo? E depois eles colaram, fizeram
a capa e agora o que que os
especialistas fizeram? começaram a ver
essas capas antigas e com uma técnica
especial eles conseguiram soltar algumas
dessas folhas e perceberam de maneira
espelhada
o que estava ali naquelas capas que a
olho nu era difícil ver. E o resultado
foi esse que vocês estão vendo. Olha,
tão vendo? Essa é uma das páginas e você
consegue ver ali a letra espelhada com a
outra letra por cima. Então, houve um
reaproveitamento do material. Olha aí.
Isso aí são as câmeras especiais onde
eles conseguiam fotografar aquilo ali
sem nenhum dano para o texto. E agora,
em breve eles vão fazer uma publicação
em papel do dessas 42 eh páginas do Novo
Testamento que foram encontradas.
Eh, e o que que eles encontraram ali?
Eles encontraram partes de um códex
chamado Codex H. O coddex H, na verdade,
ele era constituído por três coletâneas
de material aqui. Olha, o Codex H, ele
tinha o GA13, que seria os Evangelhos,
uma cópia dos evangelhos do século IX, o
GA1, que é uma cópia do dos Atos dos
Apóstolos, também do século I de nossa
era, também do século I. E agora o que
encontraram foram 42 páginas das
epístolas de Paulo datadas do século VI.
Isso aqui que foi fascinante. Então são
eh cópias muito antigas das cartas de
Paulo. Já tem uma versão online desse
desse material eh que dá pra gente ter
uma uma noção como é que seria. E o que
está mostrando é o seguinte, que quando
você vê essas cópias do sexto século,
elas confirmam as cópias que nós temos
posteriores, ou seja, o texto bíblico
foi bem preservado.
Isso é incrível. A outra coisa curiosa
também é que percebeu-se que nessas
cópias antigas de Paulo havia o chamado
aparato de eutálio. Que que é o aparato
de eutálio? Tá vendo essa página que
aparece aí? duas páginas. Na verdade,
vocês estão vendo que a de baixo tem uma
letra em grego, embaixo e uma outra em
grego em cima, mas é uma caligrafia bem
diferente. E no de cima também você tem
um começo com letras em vermelho. Esse
aparato de eutálio, ele data
provavelmente do quarto século. Alguns
acham que ainda foi usado até o so nossa
era. Ele foi criado no quto século,
provavelmente porálio, que era bispo, ou
no Egito ou na Sardenha. Por isso que é
chamado de aparato de utálio. Ele criou
esse aparato. O que que esse aparato é?
Antes dos livros da Bíblia, ele copiava
os livros da Bíblia porque os monges
copiavam a Bíblia nos mosteiros. Só que
o otário ele inovou. Ao invés de só
copiar a Bíblia, antes de começar o
texto bíblico, ele colocava um prefácio,
tá certo? Ele escrevia um prefácio. Nas
margens também ele escrevia comentários,
atualizações do texto. Eh, e no final
ele colocava também listas de citações
do Antigo Testamento, ou seja, era uma
Bíblia anotada. Olha aqui, por exemplo,
a ordem dos dos livros, como ele
colocava, eh, porque os livros eram
lidos nas missas. Então, dizia em que
ordem os livros deveriam ser lidos em
cada época do ano. Eu acho que eu tenho
aqui mais uma outra página aqui. Olha
aqui, olha, de novo, um texto ciríaco
com comentários de otálio no meio. Mas
deixa eu explicar isso aqui para vocês.
Os comentários de Otálio depois ficaram
famosos. Então, alguns copistas da
Bíblia, depois de Eutálio, copiavam o
texto bíblico com as anotações marginais
dele. Por exemplo, hoje você tem as
Bíblias modernas, elas têm aqui, eu não
sei se eu vou conseguir mostrar para
vocês, olha, tá vendo? Abaixo do texto
eh bíblico, você tem aqui eh passagens
bíblicas que são citadas aqui, tá certo?
outras bíblias, como a que eu estou
fazendo, que é a Bíblia de anotações,
sabe o que eu tô escrevendo junto com a
BV Books, praticamente terminei, uma
Bíblia arqueológica anotada. Então vai
ter o texto bíblico aqui em cima e
embaixo no rodapé os meus comentários,
alguns boxes. Então eu fazia isso. Por
exemplo, aqui ele notava que esse texto
está citando uma outra passagem bíblica.
Ele anotava do lado. Então são essas
essa essas anotações marginais eh eh
comentários do livro quando ele foi
escrito.
E olha que interessante, a nossa Bíblia
hoje, como ela está eh copiada e e
usada, ela se deve a um homem chamado
Roberto Stefano. Roberto Stefano foi
aquele que dividiu a Bíblia em capítulos
e versículos, como nós temos hoje.
Só que antes de Roberto Stefano, antes
do do século XV, eh as Bíblias tinham
esse aparato de áalho. Então, qual é a
novidade desse achado arqueológico que
posso chamar de achado arqueológico, né?
Que eu tenho mais uma imagem aqui de
otáho. É que hoje eu tenho, graças a
essas 42 páginas, eles recuperaram as 42
páginas com anotações de Otálio,
mostrando como a Bíblia era lida antes
de ter essa divisão de versículos que
nós temos hoje. Como o texto de Paulo
ficou muito bem copiado,
muito bem copiado, mostrando o contrário
ao que alguns críticos dizem. que a
Bíblia não foi copiada de qualquer modo.
E mais um detalhe curioso, a Bíblia
também não foi recebida de maneira
passiva. Havia escolas de pensamento,
comentários, inclusive
eh uma anotação feita muito interessante
pelo Garyck Allen, que é o o chefe do
grupo que eu falei com vocês de
pesquisadores. Ele diz que numa das
páginas tinha uma anotação marginal
assim, que Platão e Plutarco se calem
diante de Basílio, o grande que pensa
sobre as grandes leis morais do mundo.
Então isso mostra que os escribas eles
comparavam o texto depois de eh de
copiado, eles copiavam o texto e
corrigiam
passagens que talvez estavam erradas de
acordo com o manuscrito anterior. havia
anotações exegéticas,
hermenêutica, marcadores litúrgicos.
Então, o texto não era copiado de
maneira assim
completamente
sem saber o que estavam fazendo, tá
certo? Aliás, eu vou até mostrar para
vocês uma curiosidade. Vocês já viram
que geralmente católicos quando fazem
oração do Pai Nosso, eles oram mais
curto, de maneira mais curta que
evangélicos e protestantes. Normalmente
católico quando faz a oração do Pai
Nosso, Pai Nosso que estáais no céu,
santificado seja o vosso nome, venha a
nós vosso reino, etc. Ele termina assim:
"Não nos deixeis cair em tentação, mas
livrai-nos do mal. Amém. Tá certo? Mas
livrai-nos do mal. Amém. Ponto. Acabou
aí. Já os evangélicos e protestantes
falam o seguinte: "Não nos deixeis cair
em tentação, mas livrai-nos do mal,
porque teu é o reino, o poder e a glória
para sempre". Amém. Você já se perguntou
por que o Pai Nosso na versão
protestante e evangélica, ele é um pouco
maior do que o Pai Nosso na versão
católica?
Agora eu vou surpreender muitos que que
são evangélicos e protestantes que me
seguem. Em termos de crítica textual,
essa parte final, porque teu é o reino,
o poder e a glória para sempre. não está
nos melhores manuscritos bíblicos. Tudo
indica, do ponto de vista da crítica
textual, que esse essa doxologia do Pai
Nosso, porque teu reino, o poder e a
glória para sempre, não fazia parte da
oração original de Jesus. Alguns
acreditam que um copista
fez, depois que copiou a oração do Pai
Nosso, ficou tão emocionado que ele
copiou na margem, assim como eu talho
essa observação, porque teu reino, o
poder e a glória para sempre. E algum
copista tardio posterior pegou aquela
anotação da margem e acabou introduzindo
no texto.
E hoje nós sabemos que ela não fazia
parte do texto original porque há um
sério trabalho de colação textual,
também chamado de crítica textual do
Novo Testamento, onde nós comparamos
manuscrito com manuscrito para saber
qual foi a interpolação, qual foi o
acréscimo e qual não foi. Tanto é que se
você olhar na sua Bíblia, eu tô aqui com
a Nova Almeida revista e atualizada, vou
até olhar aqui agora, eh, a oração do
Pai Nosso, quando tem aquela parte,
deixa eu ver até como é que está na
minha aqui, olha, eh, a oração do
Senhor, ele está no
eh,
não, eu tô no e eu tô em Lucas, é
Mateus, capítulo 6. Deixa eu ver aqui.
Mateus
capítulo 6, a oração do Pai Nosso. Na
minha Bíblia traz assim, ó. E não nos
deixeis cair em tentação, mas livrai-nos
do mal. Aí traz um colchete porque tem o
reino, o poder e a glória para sempre
que fechou colchetes.
Aí eh como vai eh no na nota diz assim,
ó, o texto entre colchetes se encontra
apenas em manuscritos mais recentes.
Então já é uma maneira de mostrar que
não fazia parte da oração original de
Jesus. Mas para tranquilizar evangélicos
e protestantes, por que que a gente
continua usando isso na igreja? Porque
não é pecado, o reino, o poder e a
glória para sempre é de Deus. Então, não
é nenhuma blasfêmia, nem nenhuma
heresia, mas não acusem os católicos de
estarem mutilando a oração do Pai Nosso,
porque na verdade eles não estão
mutilando. Eu só trouxe isso aqui para
você ver um exemplo de como os textos
eram copiados e coisas que passavam ali
para os manuscritos, tá certo? E de
qualquer maneira, isso mostra que o
texto foi bem copiado, que quando houve
uma anotação marginal que não fazia
parte do texto, nós temos como
identificar. Eh, e que os o o texto não
era apenas copiado, que também essa
crítica que os monges eram analfabetos,
nem sabiam que estavam copiando, não.
Eles faziam anotações, havia aparato, um
tipo de aparato crítico, tá certo? havia
um uma um designo litúrgico no texto.
Então, tudo isso aumenta a nossa
confiança na transmissão do texto do
Novo Testamento, que essas são as cópias
mais antigas eh das epístolas de Paulo,
muito mais antigas do que outras. Então,
quando você compara essas cópias com a
que temos posteriores, você vê que o
texto foi muito bem preservado. Há
algumas alguns fragmentos também
anteriores ao sexto século, só para não
passar o erro. Todo mundo entendeu esse
achado?
Posso ir pro próximo agora? Ou comenta
aí que que você achou dessas 42 páginas
encontradas. Enquanto você tá colocando
o seu comentário aí, é até interessante
dizer que uma coisa que me chama a
atenção é a maneira sensacionalista como
alguns colocam a matéria, né? 42 páginas
perdidas do Novo Testamento.
Eh, esses pesquisadores descobrem 42
páginas perdidas do Novo Testamento.
Olha que interessante a chamada. Ela não
está, ela não é uma mentira.
Eram 42 páginas do do Códex H que
realmente estavam perdidas, porque até
agora só tinham encontrado as a parte de
Atos e dos Evangelhos. A parte do cdex
compunha das das cartas de Paulo
realmente estavam desaparecidas, mas não
é Mas quando você lê assim 42 páginas
perdidas do Novo Testamento foram
recuperadas, passa-se a ideia que era um
texto neotestamentário que ninguém
conhecia até hoje e agora apareceu,
obrigando talvez as Bíblias a terem mais
livros, mais textos. Isso atrai o leitor
para
pra leitura do artigo. Bom, é uma
técnica, é o clickbait, mas tudo bem.
Vamos ao segundo achado arqueológico.
Esse aqui eu tive a oportunidade de
junto com a equipe do NASP participar
desse achado. Eh, foi uma nova inscrição
encontrada em Larich, que me ajuda a
provar o antigo título de José do Egito,
conforme aparece na Bíblia Sagrada.
Deixa eu explicar para vocês primeiro o
título bíblico, tá bom? Quando você vai
a Gênesis 42, 5 e 6, especialmente no
verso 6, lá diz que José era governador,
o governador sobre a terra.
Ahalit.
Ahalit, governador. Essa palavra shalit,
ela aparece principalmente em textos
tardios da Bíblia, como texto de Ester,
Neemias e Eclesiastes.
Aí, muitos críticos da Bíblia diziam que
Shal era uma palavra emprestada do
período persa.
A Pérsia usava o aramaico.
E esse aramaico depois perpassou na
língua Pérsia. Então, os críticos da
Bíblia dizem: "Esse é um um termo tardio
da época, talvez usado no sexto século,
5º século antes de Cristo. Logo, o livro
do Gênesis é uma composição tardia. Eu
não sei se você sabe, se vocês quiserem,
eu até posso dar uma aula sobre isso.
Há críticos da Bíblia que dizem que
Moisés não escreveu Gênesis. Gênesis,
Êxodo, Levítico, Número Deuteronômio,
são documentos tardios escritos na época
do cativeiro da Babilônia e pouco depois
do cativeiro da Babilônia. E eles não
refletem nada de histórico, tá certo?
Então, de acordo com essa visão dos
críticos da Bíblia, eh, o Êxodo, por
exemplo, foi uma novela tardia produzida
lá na época da Babilônia e
artificialmente contando uma história
que nunca aconteceu. E eles usam muitos
argumentos para isso.
E um dos argumentos que eles usam é o
aparecimento de palavras tardias no
livro do do Gênesis. Eles falam: "Olha,
isso aqui é impossível que Moisés tenha
escrito, porque essa palavra é tardia.
É lógico. Houve porções do Gênesis que
podem ter sofrido uma adição editorial
depois?" Pode. Por exemplo, na época de
Moisés, realmente Ur não se chamava
urdos caldeus, muito menos na época de
Abraão. Pode ser que um editor posterior
acrescentou a palavra ur dos caldeus,
dos caldeus. Essa expressão dos caldeus
ao texto de Moisés. é apenas uma maneira
eh anacrônica como e eu vou falar do
anacronismo depois no final desse vídeo,
como quando você fala o seguinte: "Olha,
Pedro Álvares Cabral em 1500 descobriu o
Brasil, só que em 1500 não havia nenhum
país chamado Brasil para ser descoberto.
Na verdade, ele descobriu uma terra que
só depois veio se chamar Brasil. Em
1492, Cristóão Colombo não descobriu a a
América. Ele descobriu uma terra que
depois viria se chamar América.
Tá certo? Só que a gente quando fala nos
livros de história que Cristóão Colombo
em 1492 descobriu a América,
nós estamos apenas usando um nome atual
para que a pessoa entenda do que que ele
está falando.
Simples assim. Quando eu digo que os
jesuítas fundaram ali na Praça da Sé o o
colégio São Paulo, não havia Praça da Sé
na época. Eu estou apenas colocando para
que você, eh, eleitor ou ouvinte de
hoje, entenda de que lugar de São Paulo
eu estou falando. Então, pode ser que um
autor, um editor posterior acrescentou
uma palavrinha ou outra no texto de
Moisés, mas ainda o grosso do texto é de
autoria mosaica, mas os críticos dizem
que não. E eles usam muitos argumentos.
Olha, o texto tá repleto de palavras
tardias e uma delas que eles pegam é
essa. Eles falam: "Essa palavra aqui não
é da época de Moisés". Então, Moisés
jamais poderia chamar José de Shalit al
Harets sobre toda a colhet sobre toda a
terra. Ele não podia chamar assim,
porque Chalid seria uma uma palavra
posterior, seria a mesma coisa de eu de
eu afirmar eh colocar um poema atribuído
a Carlos Drumon de Andrade com a
seguinte frase: "Então, você me mandou
um WhatsApp.
Se eu vejo num poema atribuído a Carlos
Durmão de Andrade a expressão: "Então
você me mandou um WhatsApp?" Eu digo:
"Não, não foi Carlos Durmão de Andrade
que escreveu isso, porque quando ele
morreu não existia o WhatsApp, esse
termo nem era usado." Perceberam? Só
que, contrário ao que os críticos da
Bíblia apresentam, nós encontramos agora
em Laquis prova de que esse termo era
antigo. Sim, só para aguçar a sua
vontade de escavar conosco, porque no
início do vídeo eu falei, né, que nós
levamos voluntários para escavar em
Israel. Eh, nós estamos com o grupo
desse ano praticamente cheio, mas vamos
ver se liberar alguma alguma vaga nos
próximos dias aí. Fique atento às redes
sociais, porque eu vou anunciar e você
pode viajar conosco. Aqui foi a
escavação do ano passado. Laura, comigo.
Eh, ainda não estávamos grávidos,
evidentemente. Eu tô segurando na na mão
aqui uma estatueta de uma deusa cananéia
que nós encontramos ali aqui. Eh, o
Maurício do nosso grupo, nós temos a
Adri também, eh, conosco também daqui e
as cerâmicas que são encontradas para
nos ajudar na adaptação do extrato
arqueológico. Tá vendo? Olha.
ossos de animais e vários campos ali. Eu
até já contei a história desse que está
aí no meio, Vladimir, cego, cego e
participou conosco da escavação. Foi uma
experiência muito interessante. Eh, e
aqui toda a cerâmica que a gente
encontra, ela é recolhida para ajudar na
datação. E na mão do professor Garfink
aqui na terceira imagem, ele tá pegando
a cerâmica porque tem tinha na metade
dela uma inscrição. É, só que a
inscrição estava. Só que é como se
alguém pegasse a inscrição e e só
aparece a metade debaixo das letras.
Como nenhum dentre nós ali éramos
especializados em epigrafia escrita
antiga, sabíamos que era uma inscrição,
mas foi entregue pro laboratório para
quem entende mais. Eh, mais algumas
fotos das escavações aqui. E essa
inscrição foi encontrada já exatamente
na no quadrante onde eu estava escavando
junto com a Laura e alguns ali, porque a
gente vi o grupo em lugares diferentes
do sítio arqueológico, tá bom? E essa
parte aqui, olha, que aparece na
esquerda da tela de vocês com quatro
cômodos, onde nós começamos a escavar e
na direita, na esquerda, está uma foto
maior dela. E na esquerda, onde está a
área FF, é a mesma. Nós começamos a
escavar ali agora em julho. As outras,
os outros quadrantes já estavam sendo
escavados já anos anteriores. E aqui nós
chegamos na parte onde você tem
exatamente aqui uma observação aqui,
olha, pit FF312.
Nessa área aqui que foi encontrado esse
pedaço de cerâmica. E aqui essa linha
pontilhada mostra quando nós vemos a
diferença de sedimentações
para perceber quando mudou eh de época.
E aquele pedaço de cerâmica foi
encontrado exatamente na sedimentação do
final do período do bronze,
antes de 1200 anes decoist. E aqui a
cerâmica que eu mostrei para você que a
gente encontra, nós temos catálogos para
verificar se aquela cerâmica é do
período do bronze, se é do período do
ferro, se é do período mais recente. E
aí está o pedaço de cerâmica. Essas
cerâmicas que vêm com inscrição, nós
chamamos geralmente de ostracon,
no plural ostraca. E aqui uma foto dela
com mais nitidez, onde eh a parte da
escrita foi visibilizada e o professor
Daniel Vais Tuber conseguiu junto com o
seu expertise e também a redesenhar o
resto das das
letras em cima. Tá vendo? Isso foi
publicado agora. E o que que descobrimos
que ali estava escrito? Opa, perdão,
deixa eu voltar aqui. Ali estava
exatamente uma expressão que o Daniel
Vaisto pensa que é um nome próprio.
Estava escrito Baal Schlit. Baalit,
ou seja, Baal governa, Baal governador,
Baal dominador. Mas acredita-se que Baal
Schlit seria um nome próprio. Isso é
chamado de nome teofórico.
Eh, nome teofórico é quando eles
colocavam o nome de uma divindade no
nome de uma pessoa. Por exemplo, você
tem o nome Joel em hebraico, significa o
Senhor é Deus. é um nome teufórico.
Jeová é Deus, Javé é Deus. Eh, Jesus é
um nome teofórico. Jesus significa Jahé
salva, o Senhor salva, tá certo? E há
nomes teofóricos com título de deuses
pagãos. Por exemplo, Jerubaal, não tem
na Bíblia Jerubaal.
Ah,
e tempo, eh, Zorubabel. Zorubabel também
é um outro nome, só que teufórico, ou
seja, que leva, carrega o nome de uma
divindade pagã. E nós temos esse nome
próprio, provando, portanto, que aquele
termo que em muitos comentários bíblicos
atuais dizem: "Olha, esse termo aqui é
um termo do período persa, mostrando que
Moisés não poderia escrever aquilo".
Não. Gera um texto, um termo que nós
encontramos pelo menos antes de 1200
antes de Crist. Tá bom? Então, um achado
arqueológico muito muito importante eh
paraa Bíblia. Hã, vamos ver que mais
aqui que eu queria trazer para vocês aí.
Então agora, ah, isso também demonstra o
desenvolvimento da escrita mais antiga
que o esperado. Por
esse texto está pelo menos um ou do ou
dois séculos mais antigos mais antigo do
que o alfabeto fenício. Então, quando os
fenícios desenvolveram o alfabeto, que
muita gente acreditava até pouco tempo
que o alfabeto iniciou na fenícia lá no
Líbano, eu lembro quando eu fui lá que
até a a Gua também falou: "A gente
aprende aqui que o alfabeto começou no
Líbano, não, nós temos escrita
alfabética, pelo menos 200 anos mais
antigas, encontrada ali em Laquis. E em
Laquis também foi encontrado por alunos
da Universidade Adventista do Tenniss um
pedaço de pente de marfim com uma
escrita ainda mais antiga do que essa
que pode datar de pelo menos 10000 aes
de. Cristo. Bom, você gosta desses
assuntos? Você tá vendo como é que
estudar a Bíblia é uma coisa que fazemos
com seriedade, que fazemos com muito
empenho, envolvendo acadêmicos eh de
diferentes áreas. é um epigrafista, é um
botânico, é um biólogo para ajudar a
analisar o tipo de osso, é um químico eh
para ajudar com com datação. Por
exemplo, nós trabalhamos, eu já tô
trabalhando já com três pesquisas, duas
já foram publicadas, vamosar a terceira
agora com o IPEN, que é o Instituto de
Pesquisa e Energia Nuclear da USP. Ele,
na verdade, ele não é da USP, está um
bicado na USP ali, tá certo? Nós
trabalhamos com isso aí com
termoluminiscência, com especialistas da
física, da química. Você trabalha com
epigrafistas para perceber o tipo de
tradução que está ali, com exegetas. A a
tarefa de estudar a Bíblia, pessoal, é
uma tarefa multifacetada.
E o que que eu quero trazer para você
aqui? Eu não quero dar carteirada, falar
dos meus títulos, meus doutorados,
minhas publicações. Não é minha intenção
essa. Mas eu insisto em dizer isso para
vocês, porque muitos que estão me
assistindo aqui são jovens que talvez
estão sendo doutrinados alguma
universidade aí por um professor
agnóstico ateu. Não é que todos os ateus
e agnósticos fazem isso, não. Eu conheço
muitos ateus que respeitam a religião
profundamente, mesmo não acreditando em
Deus. Mas a o ateu militante,
aquele militante que quer detonar com
Bíblia, ridicularizar a Bíblia, esses
crentes, essas Bíblias, gente, para com
isso. Há muito academicismo no lado da
Bíblia também. Você não precisa ter
vergonha da palavra de Deus. E um papel
que eu procuro fazer desde que eu
comecei a dar aula na faculdade, eu já
falava isso com os meus alunos, é pegar
esse conhecimento técnico, mastigar e
colocar face para vocês entenderem. É o
que eu faço toda segunda-feira aqui. É o
que eu faço, por exemplo, na plataforma
Bíblia comentada. Então, você quer ter
aula de Bíblia comigo? Então, assine a
Bíblia comentada. Você assinando a
Bíblia comentada, você vai ter
conhecimento teológico de ponta, com
profundidade. E não somente eu, tem um
time também de outros teólogos comigo
ali. E no Bíblia comentada, aliás, se
tiver alguém aqui que é aluno do Bíblia
comentada, deixa o seu depoimento. Se tá
fazendo bem para você, sua família. Nós
tíos pessoas que entregaram a sua vida a
Jesus, depois começaram a estudar a
Bíblia comentada. Pessoas que voltaram
para Cristo, jovens que estavam à beira
do do ateísmo. O pai agradece depois que
agora o jovem foi recuperado. Pessoas
que estão tendo paixão de estudar a
Bíblia. Várias vezes eu encontrei alunos
e alunas trazendo o caderno com tudo
anotado. E você sabe que a Bíblia
comentada, além disso, além de já ser um
benefício tremendo paraa sua família,
ela ajuda a manter o MAB. nosso Museu de
Arqueologia Bíblica, as pesquisas que
fazemos em Israel com as escavações
arqueológicas e ajuda a manter também
ONG e nós também ajudamos com bolsa de
estudo. Olha quanta coisa. E quando tem
uma tragédia, nós também destinamos
recursos do Bíblia comentado, como
fizemos lá pro Rio Grande do Sul, como
fizemos para Minas Gerais, lá em Juiz de
Fora. Então você beneficia si, sua
família e ainda vai ajudar causas
importantes. Ah, Rodrigo, o problema é
que eu não tenho tempo. Eu já ouvi você
falar que são mais de 400 aulas.
Bom, você tem uma biblioteca à sua
disposição, não significa que você vá
ler tudo, mas todo dia, para você que
não tem tempo, eu tenho um estudo
bíblico de 8 minutos aproximadamente,
todo dia. Estou gravando todo dia um
estudo novo para você. Então, enquanto
você tá ali no metrô, indo pro trabalho,
dirigindo, você pode ouvir aquela minha
explicação da Bíblia Sagrada em 8
minutos. tá ali esperando o dentista,
aquele momento chato que você tá com um
monte de revista velha não dá vontade de
ler, você vai ouvindo ali 8 minutos por
dia, tá certo? Seja meu aluno bíblica
comentado. Aqui na descrição desse vídeo
já tem um link para você participar e eu
espero você na próxima aula. Vamos ao
terceiro e último achado arqueológico.
De novo, aquele título assim que chama
atenção, bombástico, né?
Olha
aí, estátua reacende debate sobre faraó
bíblico ligado a Moisés. Estátua
colossal atribuída a Rams II é
encontrada no Delta do Nilo e reforça
teorias que ligam o governante à
narrativa bíblica. Isso aí foi publicado
na na revista Aventuras na história.
Por que que deixa eu mostrar primeiro
qual foi a estátua que foi encontrada.
Ela está aqui, olha, tem uma uma foto
dela aí para vocês verem. Ela está
bastante deteriorada pela ação da água e
ela foi encontrada em Telel Faraum, na
governança de Xarquia, no delta do Nilo,
tá certo? No norte ali do do Egito. A
cabeça e o tronco medem aproximadamente
2,2 m de altura e ela pesa em torno de 5
a 6 toneladas. Pelas feições,
acredita-se que seria de Ramsés.
Segundo, um faraó da 10ª ele, ele já
pega pra 18ª, 19ª dinastia, viu? Eh, na
verdade tá 18ª, mas eh alguns atribuem
Ramsés é a 19ª dinastia e alguns
acreditam que ele seria o faraó do
êxodo, tá certo? 18ª, 19ª dinastia. Já
corrigi isso aí, tá bom? O faraó do
êxodo. Por que que eles colocam Ramsés
como faraó? do êxodo, por causa dessa
passagem aqui, vou ler para vocês. Êxodo
capítulo um, quando fala do comecinho
ali do povo hebreu no Egito, diz assim,
ó, Êxodo capítulo 1, versículo 8. Nesse
meio tempo, levantou-se um novo rei
sobre o Egito, que não havia conhecido a
José. E ele disse ao seu povo: "Eis que
o povo dos filhos de Israel é mais
numeroso e mais forte do que nós. Vejam,
precisamos usar de astúcia para que esse
povo, para que não se multipliquem, para
evitar que em caso de guerra ele se alie
aos nossos inimigos e lute contra nós."
Então os egípcios puseram sobre eles
feitores de obras para os afligir com
trabalhos pesados. E assim os israelitas
construíram para faraó a cidade celeiros
de Piton e Ramses.
Hamses. Ora, se eles construíram a
cidade Ramsés, é porque o faraó então
era Ramsés. Simples assim, tá certo? Eh,
se eu digo que os trabalhadores eh que
trabalharam em Bizâncio, construindo a
cidade de Constantinopla,
evidentemente viveram na época de
Constantino, porque se diz que a cidade
que eles construíram é a cidade de
Constantinopla, quem mandou construir
Constantinopla foi o Constantino. Então,
óbvio, eles viveram na época de
Constantino.
Calma. Embora
e muitos até de filmes eh documentários
coloquem Ramsés como farol do êxodo. Eu
não acredito nessa teoria. E, aliás, o
fato de eu não acreditar que Ramsé seria
o farol do êxodo explica porque que a
gente tem pouca eh evidência do êxodo na
época de Ramses. Pouca ou praticamente
nenhuma. Nenhuma.
Tá certo? Eh, e por que, Rodrigo, você
não acredita que Ramissés é o farol do
êxodo? Está tão claro na Bíblia que ele
seria o farol do êxodo. Bom, vamos com
calma. Eu vou explicar para vocês. Para
mim, o farol do êxodo provavelmente foi
Tudmosis terceiro. Alguns pensam em
homenep segundo, mas eu depois vou
explicar. Para mim foi tudmosis ah
terceiro, tá certo? E por que que eles
acham que foi Ramses segundo? Bom, vamos
por parte. Primeiro, eu já mostrei para
vocês a passagem de Êxodo, mas quando eu
vou, deixa eu tirar aqui do do cenário
isso aqui, que eu quero primeiro falar
com vocês de uma outra passagem, ó.
Primeiro versículo, porque eu acho que
Raméses não poderia ser o farol do
êxodo, está no livro de segundo, eh,
Primeiro Reis,
Primeiro Reis, aqui é o segundo,
eh, Primeiro Reis, capítulo 6,
versículo 1. Aqui está falando de
Salomão edificando o templo. que diz
assim: "No ano 480,
depois que os filhos de Israel saíram do
Egito, Salomão, no quarto ano do seu
reinado sobre Israel, no mês de Ziv, que
é o segundo mês, começou a edificar a
casa do Senhor. Então, qual a informação
que eu tenho aqui em Primeiro Reis 6,
verso 1, que Salomão no quarto ano do
seu reinado, começou a governar, a
edificar o templo de Jerusalém. E isso
aconteceu 480 anos. depois que os
hebreus haviam deixado o Egito. Agora,
quando eu coloco isso numa cronologia,
aí eu vejo que não pode ser Ramissés,
porque Ramissés era século XI. Vocês
viram lá a data, né? Quer ver? Ó, vou
voltar aqui o Ramsés para você. Olha,
olha a data do Ramsic aqui, olha. Eh,
1279 a 1213 anes de. Crist, tá certo?
Essa é a data de Ramico. Guarda essa
data.
Aí, perdão, vou botar mais um aqui.
Quando eu vou para essa passagem de
Reis, eu descubro que no ano 480, depois
que os filhos de Israel saíram do Egito,
Salomão começou a edificar a casa do
Senhor. O quarto ano do reinado de
Salomão, de acordo com vários
especialistas, inclusive Edwin Tily, que
escreveu um tratado até hoje superado, a
cronologia dos reis de Israel, Salomão,
o quarto ano de Salomão foi no ano 966
antes de Cristo. Lembra que antes de
Cristo os anos foram contados de trás
para frente. Sabia disso, né? Então você
tem o ano 1999, 998, 997
até zerar. Depois que zera, aí vem os
anos depois de Cristo, aí vai 1 2 3 4.
Eu coloquei zero apenas a guisa de
ilustração, mas não existe ano zero. Tá
bom? Eu falei até zerar, até chegar a
época vai contar depois de Cristo, mas
não existe ano zero, tá bom? não existo
zero. E quando você então conta 96
mais 480,
porque lembro que os anos vem de trás
paraa frente, eu vou chegar a 1446.
1446 anes de. Cristo seria a data do
êxodo, de acordo com primeira Reis,
capítulo 6, versículo 1. 1446
não pode ser o período de Ramsés, porque
você está quase 200 anos antes de
Ramses.
Quem governava nessa época o Egito era o
faraó Tudimos I.
Então, por essa passagem bíblica,
Ramissés não pode ser o faró do êxodo.
Há uma outra passagem bíblica que também
me chama atenção. Juízes, capítulo 11,
versículo 26, fala do período de Jefté.
Jefté teve um problema com os cananeus e
Jefté fala o seguinte paraos cananeus:
"Há 300 anos que Israel habita em Eshbon
e nas suas aldeias, em Aroer e suas
aldeias e em todas as cidades que estão
à beira de Arn. Por que nós recuperastes
nesse tempo?" Deixa eu explicar isso
aqui para para vocês. O que que o que
que o versículo está dizendo. Eh, os
cananeus vizinhos ali de Jefté queriam
reclamar a terra para eles. Essa terra é
nossa. Você tá roubando a terra. Eu
falou: "Como é que tô roubando a terra?
Há 300 anos que os hebreus estão morando
aqui em Canaã. E vocês não recuperaram a
terra em 300 anos? Por que que agora
vocês querem a terra?"
Agora esqueça um pouquinho a discussão
de Jefté com os cananeus e vamos focar
apenas no aspecto cronológico.
Ele disse: "Há 300 anos que nós estamos
aqui. Os cronologistas dizem que Jefté
viveu em torno de 100 anes de. Cristo,
tá certo? 100 anes decoist. Se em 100
anos de Cristo os hebreus já estavam há
300 anos na terra de Canaã, isso
significa que eles chegaram ali por
volta de 10000 anes de Cristo. 100 mais
300, 100.
Eles chegaram ali por volta de 10000. Só
que quando eles chegaram ali em 100,
eles antes vaguearam 40 anos pelo
deserto. 40 anos pelo deserto. Então 100
+ 40 anos do deserto dá 1440.
uma data aproximada do êxodo, que está
próxima de 1446, a outra data que eu
descobri. Então, por essa convergência
das cronologias de Primeiro Reis,
capítulo 6, verso 1 e Juízes 11:26, você
entende que o êxodo aconteceu
aproximadamente entre 1425 1450 anes de.
Cristo, ou seja, uma época muito
anterior ao período de Ramsés. Os que
datam o êxodo na época de Ramissés
colocam o êxodo por volta de 1250
anes de. Crist, mas por essas passagens
bíblicas não pode ser essa a data do
êxodo, tá certo? O êxodo teria que ter
ocorrido não no século XI, mas no século
XV.
No século XV. Aí você pode perguntar:
"Tá, Rodrigo? Você argumentou bem, mas
você não explicou. Se o êxodo não
aconteceu na época de Ramicés,
por que que aqui fala que os hebreus
construíram a cidade de Ramissés?
Ora, na época de Ramissés, então eles já
estavam morando em Canaã. Como é que a
Bíblia fala que eles construíam a cidade
de Ramissés? Tem uma contradição bíblica
aí? Não, não tem contradição bíblica. Eu
vou explicar a você eh porquê. Tá bom?
Antes, deixa eu dar mais um argumento.
Porque que o êxodo não pode ter
acontecido na época de Ramices? Embora
exista uma polêmica sobre quando os
muros de Jericó caíram, eu não vou
entrar no mérito dela aqui, mas de
qualquer maneira os muros de Jericó
caíram no século, alguns colocam no
século X,
outros colocam no século X,
tá certo? Quer seja no século X ou no
século X, está muito antes de Ramsés.
Quando Ramsés era era o faraó, já não
tinha mais ninguém morando em Jericó.
Então, como a Bíblia fala que Josué
conquistou Jericó para ser coerente com
o texto bíblico, tem que ser nessa época
aqui. Um outro detalhe também, na época
de Tutmoses I, cuja silhueta aparece aí
nessa nesse desenho de Carnac, eh houve
uma uma série de guarnições egípcias em
Canaã, mas de maneira menos consolidada
do que na época de Ramsés II.
o que coincide mais com a descrição da
conquista ali do livro de Josué e do
livro de Juízes, tá certo? Aí vem o meu
quinto argumento e o nome Ramses que
aparece ali é simples.
Quando você vai para Gênesis, por
exemplo, capítulo eh
14,
fala o seguinte: "Eu vou ler essa
passagem para vocês. Ela não está
anotada aqui, mas eu quero ler para para
você essa passagem aqui. Gênesis 14,
quando fala da luta de quatro reis
contra cinco, que Abraão vai até um
local para libertar o seu sobrinho LW,
que havia sido sequestrado, a Bíblia diz
o seguinte, que os reis saíram e e diz
aqui Gênesis capítulo 14,
eh, versículo,
deixa me ver
aqui, olha, versículo 8ito, não, perdão,
Gênesis 14, versículo 14. Quando Abraão
soube que o seu sobrinho Ló estava
preso, fez sair 318 homens dos mais
capazes nascidos em sua casa e os
perseguiu até Dan.
Ora, Dan não existia nessa época.
A cidade que Abraão foi para recuperar
Ló era a cidade de Lechem.
Lesem não era Dan.
Tá certo? Era a cidade de Lexem. Porque
Dan é filho de Jacó, que ainda haveria
de nascer. E aquela cidade só receberia
o nome do filho de Jacó na época de
Josué,
quando o os danitas
vão até o norte, pegam um território
para si e batizam o território com o
nome de Dan, que é o nome do seu
ancestral.
Mas na época que Abraão foi recuperar
Ló, só para você ter uma noção, nessa
época Isaque não tinha nascido,
Jacó não tinha nascido, Dan não tinha
nascido.
Mas quando a Bíblia fala que Abraão os
perseguiu até Dã, é o exemplo que eu dei
para vocês no início quando eu falei que
em 1500 Pedro Álvares Cabral descobriu o
Brasil, mas ele não descobriu o Brasil.
Ele descobriu uma terra que depois se
chamaria Brasil.
Perceberam?
Não existia Brasil ainda para ele
descobrir. É uma atualização do texto
feita por algum editor posterior.
Então, esse mesmo tipo de atualização
deve ter acontecido aqui em Êxodo,
capítulo eh 1, versículo 11, quando fala
que os hebreus conquistaram a terra de
eh conquistaram, perdão, que os hebreus
construíram para faraó a terra de
Ramissés. E quer ver outra coisa
interessante aqui também? Se a presença
de Ramsés ali no Êxodo é uma prova de
que o êxodo aconteceu na época de
Ramissés, então tem um problema.
Porque quando eu vou para Gênesis
capítulo 47
versículo 11, eu leio assim: "Então
José, José do Egito, estabeleceu seu pai
e seus irmãos, ele lhes deu propriedades
na terra do Egito, no melhor da terra,
na terra de Ramsés,
como faraó havia ordenado,
percebeu? Na terra de Ramsés, mas na
época de Josué, de de José.
E José está distante do êxodo, de acordo
com alguns 400 anos, de acordo com
outros 215 anos.
Ou seja, José viveu séculos antes do do
êxodo. Como é que havia até a cidade de
Ramsés na época de José do Egito? Então,
uma atualização do texto.
E por que que eles atualizaram o texto,
Rodrigo, para Ramses? Eu vou explicar a
você a razão. A primeira razão está
aqui, olha.
Tá vendo esse essa imagem aí onde está
escrito Avares? Aares era a capital dos
ixos, período no qual eu coloco a
presença dos hebreus ali. E nós temos
provas arqueológicas de que grupos de
hebreus viveram em Avares,
capital do Egito, na época de José. Tá
certo? Depois que os ixos foram
expulsos, na época de Ramsés II, Ramsés
veio e construiu uma cidade por cima da
cidade de Avares. Então, a cidade que
está mais abaixo aí, Avares, ela está no
subsolo.
O que está mais acima é a cidade de
Ramices. Então, Ramices construiu uma
cidade em cima da cidade de Avares. E
não somente isso. Ramissés tinha o
costume, a gente chama de faraó
usurpador. Não é só Ramsés não. Outros
também fizeram isso. Ramsés às vezes
apagava títulos de de faraós anteriores,
como o faraó eh 7 primeiro, pai dele, e
colocava o nome dele. Esse aqui é um
exemplo. Essa é uma esfinge eh de amen
eh Ameneratiro.
E é hoje com o infravermelho a gente
percebe que onde está escrito no
cartucho o nome de de Ramsés na base foi
raspado
por Ramsés porque o nome que estava ali
seria Jamenerrato esse terceiro. E
seguindo a tradição de família quando
Merempar filho de Ramissés assume no
poder, ele pega no ombro também raspa o
o o cartucho e coloca o nome dele. Ou
seja, um político que quer ter eh a
glória para si. Esse aqui é um colosso
da 12ª dinastia
que Ramsés mandou mudar o rosto do
imperador para colocar o rosto dele na
estátua. Então, Ramses tinha essa mania.
Ele apagava nomes de faraós anteriores e
colocava o nome dele. Então,
provavelmente a cidade de Avares que
havia sido construída pelos hebreus
enquanto escravos
no 13º século antes de Cristo, Ramses
construiu uma cidade por cima e colocou
o nome dele. Então, quando fala que eles
construíram a cidade de Rames, é apenas
numa atualização do texto, assim como em
Êxodo, como em Gênesis, diz que Abraão
perseguiu os os sequestradores até Dan.
Por que que ele não falou até Laris? Por
la rich não, perdão, até laí, porque
esse nome não era mais usado na época
que o texto foi escrito. Então, se eu
falasse que Abraão perseguiu os seus
sequestradores até laí, ninguém ia saber
onde era. Então, falou, Abraão os
perseguiu até Dan. Nome que a cidade
tinha não na época de Abraão, mas na
época do editor da Bíblia, quando também
diz que os hebreus ficaram no melhor da
terra do Egito, na terra de Ramses, no
período de José.
Com certeza eles ficaram na cidade de
Avares, mas como na época do editor o
nome não era mais Avares, era Ramses,
porque uma nova cidade foi construída
ali. Então ele atualizou o texto e
colocou os hebreus construindo a cidade
que hoje se chama Hamsés.
Tá bem? É como se eu falasse que os
padres jesuítas fundaram
a cidade que hoje se chama São Paulo,
mas eles não fundaram São Paulo, eles
fundaram a cidade que hoje se chama São
Paulo. Pedro Alves Cabral descobriu a o
território que hoje veio se chamar
Brasil. Cristóão Colombo descobriu o
território que hoje veio se chamar
América. Então, da mesma maneira, os
hebreus construíram a cidade que na
época do texto veio se chamar cidade de
Ramses. E eu tenho uma outra coisa para
mostrar para vocês aqui muito
interessante,
é que no túmulo do faraó Tutmoses I foi
encontrada na parede uma oração, uma
descrição na na Amduat. Pela primeira
vez foi encontrada essa inscrição por
Víctor Lorre. E essa inscrição lá no
fundo está a parede. Eh, essa inscrição
da Amduat mostra eh águas e pessoas
sepultadas na água, como se um grande
exército morresse afogado nas águas.
Inclusive, tem uma oração da Amduat para
o exército que morreu afogado nas águas
por seguir a faraó. É claro que essa
oração também pelos afogados, ela
acontece também na no túmulo de eh
Amenotepo,
am Aminotep ter, Ramses quarto, mas ela
começou na época de ah Tudmoses teriro.
Então tudo indica que ele foi o faraó do
êxodo e que o seu exército morreu
afogado. E depois disso eles começaram a
colocar agora uma oração por todos que
morressem afogados sem direito ao
sepultamento digno. Portanto, embora
essa nova estátua de Ramsés foi
encontrada no Egito agora e reacas a
questão, o debate, como disse a revista,
eu acredito que o farol do êxodo não foi
Ramsés, mas foi Tutimouis terceiro. Se
você quer mais conteúdo como este, você
quer ouvir o que que eu digo, o que que
outros acadêmicos dizem também, então
seja meu aluno na plataforma A Bíblia
comentada. Que Deus abençoe sua vida.
Espero que tenham gostado desse conteúdo
e semana que vem tem mais esperando por
você. Um abraço. Tchau.

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