As DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS DE 2026 Vão Mudar a Bíblia? com Rodrigo Silva
11/05/2026
As DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS DE 2026 Vão Mudar a Bíblia? com Rodrigo Silva
Será que novas descobertas arqueológicas podem reescrever a Bíblia? Neste vídeo, Rodrigo Silva analisa três achados fascinantes que reforçam a precisão histórica das Escrituras. Desvendamos o mistério das "páginas perdidas" do Novo Testamento (palimpsestos) e explicamos como esses manuscritos antigos confirmam a fidelidade do texto bíblico. Além disso, exploramos uma inscrição em Laquis que valida o título de José do Egito e desafia as críticas sobre a datação do livro de Gênesis.
Mergulhamos também na polêmica identidade do Faraó do Êxodo, analisando a estátua de Ramsés II e as evidências para uma cronologia bíblica fundamentada. Descubra como a arqueologia e a crítica textual se unem para desmistificar sensacionalismos, conectando fé e razão com provas sólidas. Um estudo indispensável para quem busca entender a segurança histórica da Palavra de Deus e a verdade por trás dos grandes personagens bíblicos.
Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?
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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!
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Fonte: Rodrigo Silva Arqueologia
Legendas automáticas:
Olá, você que me segue no Rodrigo Silva Arqueologia. Estamos de volta pro nosso bate-papo semanal sobre Bíblia, teologia, religião, assuntos afins. E hoje trago para vocês algumas novidades da arqueologia, arqueologia relacionada à Bíblia Sagrada que tomaram conta de alguns noticiários nos últimos dias, nas últimas semanas. São três achados e nós vamos falar sobre eles aqui. Por exemplo, é verdade ou você ouviu falar que encontraram 42 páginas perdidas do Novo Testamento? É exatamente isso que eu vi em vários jornais, 42 páginas perdidas do Novo Testamento. Uma outra eh outro achado arqueológico seria relacionado a ao faraó do êxodo. Encontraram uma estátua no Egito recentemente, há poucos dias, e essa estátua teria uma relação direta com o êxodo. Será? E o outro achado, eu pude participar dele juntamente com a equipe do NASP, aconteceu em Laquis, onde nós estamos escavando ali em Israel. e você é o nosso convidado, fique atento, porque nós podemos levar voluntários conosco para a escavação arqueológica. E a excavação desse ano vai sair. Nós estamos acompanhando tudo com a Universidade Hebraica, eh, de Israel, a segurança, a, a segurança pro trabalho, a tranquilidade pro trabalho. E tudo indica, para honra e glória de Deus, que a nossa viagem vai sair. Já será o quarto ano consecutivo que estamos escavando Laquis, a segunda maior cidade da Bíblia Sagrada ou do Antigo Testamento depois de Jerusalém. Então, fique atento que nós vamos ver isso aí daqui a pouquinho, tá certo? E se você gosta do conteúdo desse canal, então tem o meu pedido aqui, se inscreva, não custa nada, é só você se inscrever no canal inscrito, deixar o seu like, se você gostar do conteúdo, o seu comentário também é muito importante. Você não precisa concordar com o que eu falo. Eu só peço a gentileza de, em caso de discordância, que discorde com a educação, seja comigo ou com algum outro que também está interagindo ali. Mas o seu comentário é importante. Deixa aí. e não somente seu comentário. Se você quer eh saber outros assuntos que eu ainda não trouxe aqui, coloque ali porque a nossa equipe vai pegar o seu sugestão e daqui a pouco eu posso estar explorando o seu assunto, como eu tenho feito já em muitos vídeos, tá certo? Bom, então vamos começar o nosso eh bate-papo. Eu espero que vocês tenham tido um feliz dia das mães, aquelas que são mães biológicas ou mães do coração, porque muitas não tiveram filhos biológicos, mas criaram aquelas que já são a mãe mães da segunda ou terceira geração. Estou falando de voz, eh, bisavóz, travóz. Que Deus abençoe a todas vocês. Ontem foi o o meu primeiro dia das mães com a Laura e foi muito emocionante e a a minha sogra está conosco também passando uns dias aí. Foi muito gostoso esse dia das mães em família, tá certo? Então vamos lá, pessoal. Vamos começar com o primeiro achado arqueológico. Manuscrito revela páginas perdidas do Novo Testamento. Essa foi a chamada da maior parte dos do dos noticiários que eu li. Eh, 42 páginas do Códice Huperadas após séculos desaparecido. E aí você pode estar pensando assim, primeiro quero que você coloque aí nos comentários, você ouviu falar desse desse achado de 42 páginas perdidas do Novo Testamento? Será então que nós vamos ter que acrescentar alguma coisa no Novo Testamento, alguns livros a mais que até então não tínhamos, que haviam desaparecido? Calma que eu vou explicar para você. Não se trata de nada disso. A sua Bíblia continua com 27 livros no Novo Testamento e esse achado até reforça a segurança com a qual a Bíblia foi copiada. Mas para explicar e esse achado dessas 42 páginas, que não são necessariamente páginas inéditas, eu tenho que explicar para você o que aconteceu e como esse achado aconteceu. Ah, primeiro, deixa colocar aqui os pesquisadores por de trás da descoberta. Eh, o pesquisador principal é o Dr. Garck eh Garrick Allen, que é da Universidade de Glasgow lá na Escócia e ele tem o PhD que ele fez na Universidade de St. Andrews e ele liderou esse time aí de vários especialistas eh e alguns dos países baixos ali daquela daquela região e que fizeram essa pesquisa arqueológica e essa descoberta. E para explicá-la, eu primeiro eu preciso primeiro voltar ao século XI. a esse monastério que está aparecendo aí na sua tela. Esse é o mosteiro de Grande Lavra. Ele fica na Península do Monte Atos, na Grécia, e é um até hoje tá muito bem preservado esse monastério. Monastério ou museu ou o ou mosteiro é a mesma coisa, tá certo? Eh, na Idade Média eram refúgios de padres, muitos deles com voto eh de exclusão da sociedade, tá certo? Eles ficavam ali eh enclausurados. E eu tenho aqui uma outra imagem eh desse monastério por dentro. Olha como é que ele é, tá certo? Fica na Grécia. E foi aí que no século XI aconteceu algo muito interessante que eu usei essa imagem de Iá para representar para você. No século XI, os monges estavam fazendo um trabalho ali de restauro de alguns livros. Então eles pegavam eh eu sei que hoje isso é considerado um crime arqueológico, mas era comum na Idade Média. Eles pegavam livros antigos que estavam faltando partes, alguma coisa, e usavam esses livros para produzir novos livros ou restaurar novos livros. Então, o que que eles fizeram? Eles pegaram uma parte do Antigo, do Novo Testamento, que talvez estavam faltando páginas, e cuidadosamente eles foram cortando aquelas partes ali feitas de pergaminho. Ah, depois eles desmontaram todo o livro e aí eles reutilizaram esse pergaminho para fazer capas de outros livros. Interessante isso, né? Para fazer capas de outros livros. Isso era muito comum na na antiguidade. Você sabe que na Idade Média a maior parte dos papéis eram feitos de pergaminho. Uma técnica que surgiu h na cidade de Pérgamo, na atual Turquia, na época era Ásia Menor e da cidade, por isso o nome Pergaminho, vem de Pérgamo, o rei Menes que estava fazendo ali uma biblioteca e queria rivalizar com a biblioteca do Egito. Ele tinha brigado com o faraó, o faraó não mandava mais papiros para ele. Então ele resolveu eh pegar pele de animal e criar um tipo de papel chamado pergaminho ou vélum em latim. E na idade média usavam muito pergaminho. Então o pergaminho é feito de couro de animal, tá certo? Por exemplo, a capa dessa Bíblia que eu estou aqui, ela é feita de pergaminho, porque ela é feita de couro, tá certo? A diferença é que o pergaminho para você escrever, ele era mais assim lixado para ficar um pouco mais flexível e eles escreviam em cima de dele. Mas imaginem que o pergameiro é muito caro. Por exemplo, quando Johan Guttenberg foi imprimir os primeiros exemplares da Bíblia, eh, no quando ele criou a prensa de tipos móveis, ah, alguns dizem que ele chegou a sacrificar mais de 5.000 cabras para tirar a pele delas. 5000 cabras. Esse é um rebanho muito grande. Então, imagina, você pega o animal, mata, depois tem que curtir o couro do animal, esticar, cortar em folhas, costurar para fazer um um livro. Então era muito caro. Então eles tinham uma técnica, às vezes quando um livro estava ficando muito velho, eles podiam raspar, por exemplo, aquele pergaminho e reescrever por cima, porque ele é grosso. Se você pega um estilete e raspa o que está escrito nele, você tem um pergaminho que você pode usar de novo. Eles raspavam então textos antigos. E às vezes nós encontramos na história do texto bíblico, não só do texto bíblico, de obras clássicas do passado, um tipo de manuscrito que chamamos de palimpsesto. Palimpsesto, eh, significa em grego raspado segunda vez. Então, alguém escrevia aqui no pergaminho, outro chegava com estilete e raspava aquela camada de tinta ali, raspava e escrevia por cima. Então, era um palimp sexto e eu vou mostrar para vocês um exemplar de palimp sexto que nós temos, que é o Codex Efraemi Rescript. Se você olhar bem aí, eu não sei se você tá assistindo esse esse vídeo pelo celular ou por um computador. No computador é mais fácil você ver. Se você olhar bem o manuscrito que está aí ao lado, tá certo? você perceber que ele está eh com um texto mais antigo abaixo. É como se alguém passasse um óleo ali e esse óleo revela o texto que estava raspado antes de escreverem com esse outro texto por cima, tá bom? Provavelmente esse texto é do Vinto século, aquele que foi raspado, tá certo? Só que no século XI ou século XI, alguém raspou aquele texto do Vinto século e reescreveu por cima. Eu tenho aqui também uma outra imagem do próprio Códex Efraimi, o mesmo que vocês viram anteriormente, mas aqui de uma outra página dele, de uma outra folha, dá para ver melhor. Tá vendo? Olha, isso aqui já é uma foto com raio X, porque por mais que a pessoa tenha raspado a escrita anterior, a tinta ainda deixa traços. Ela deixa traços ali. É mais ou menos como uma uma comparação meio tosca que eu vou fazer, mas apenas para você entender, é mais ou menos como o luminol. Quando há uma marca de sangue no lugar, você sabe que você pode esfregar aquele sangue ali, tentar tirar toda aquela marcha marca de sangue, mas se alguém jogar um luminol ali, o luminol vai revelar a mancha anterior de sangue que foi limpa. Então é como se fosse quase um luminol, digamos assim. com algumas técnicas como o raio X e outras mais que eu vou mostrar para você, a gente consegue perceber o texto original que foi raspado, a sombra dele que ainda ficou. Eu vou mostrar para você aqui um outro um outro exemplar aqui. Eh, olha aqui um que é muito fácil de de ver. Você tem o Códex nitrienses, que é do sexto século, e ele traz um texto de Severos de Antioquia e do Evangelho de Lucas. Então você nota aqui, está escrito até com uma seta verde aqui, né? Eh, o texto mais antigo datado do sexto ou ovo século antes de Cristo, escrito em Ciríaco. Tá vendo a mancha dele, a sombra dele? E por cima alguém escreveu um texto georgina, escrita georgina do 10º século. O outro que está aqui é o o o pergaminho, o pergaminho GA094. Ele não tem nome, só tem sigla. Ele traz na primeira camada um texto do Evangelho de Mateus, capítulo 24, versos 9 a 21, em grego. Aí eu fiz o seguinte, eu circulei de vermelho para ficar mais fácil vocês verem. Percebem as letras grandes em grego, embaixo grego uncial, porque são todas escritas com letras maiúsculas. E você vê esse provavelmente era um texto de Mateus do sexto século. E acima você tem um outro texto do século IX aproximadamente e ele é um texto litúrgico que foi escrito por cima do texto mais antigo em grego cursivo. Então você está notando que o estudo da Bíblia, a primeira coisa que eu quero chamar a sua atenção, o estudo da Bíblia Sagrada é um negócio que envolve ciência, tecnologia, eh verificação de fontes. Há há revistas indexadas acadêmicas que só produzem material de teologia, de Bíblia. Eu estou dizendo isso porque talvez muitos dos que me assistem estão acostumados a um ambiente secularizado que ridiculariza todos os estudos bíblicos como se o estudo da fé fosse uma coisa apenas assim de gente leiga. Não, envolve até laboratório, datação, uma série de coisas. A academia não está desassociada da fé. E a gente quando vai falar como é o texto bíblico, já que nós não temos o original, até essas sombras de manuscritos são avaliadas, porque pela sombra eu posso ver como no sexto século aquele texto foi copiado. Percebeu? Vamos ver se você está bom, hein? Eh, essa arte de raspar um pergaminho e reescrever por cima é chamado de palimpsesto. Escrever raspado uma segunda vez. Agora, já que eu coloquei esses esses elementos para você, deixe-me também contar que essa essa essa ideia de raspar um pergaminho para reaproveitar o papel, ela não é só da Idade Média, ela já existia no Império Romano na época de Cícero. Existe inclusive uma nota eh de Cícero muito curiosa, quis trazer para você que Cícero, você sabe, foi o grande advogado eh eh romano da época de Júlio César. E ele escrevendo uma carta para um amigo dele chamado Trebácios, ele escreveu assim em latim: "Miro quid inla cartula fuer". Tradução: Estou curioso para saber o que havia naquela folha. E os especialistas sabem, não somente por esse texto de de Cícero, mas por outras mensagens dele, que na época dele havia já o costume de raspar textos. Então o Cícero muitas vezes recebia cartas onde ele via que o papel foi reaproveitado. Claro que era muito caro o pergaminho. Então se você pudesse, ah, já li, já perdeu a validade, isso aqui eu vou raspar e reescrever por cima. Então ele falou: "Olha, eu estou curioso para saber, eh, ó, meu amigo Tribácios, o que que estava por baixo aqui que você raspou antes de escrever essa carta para mim?" E na continuidade, o Cícero até admite que, embora ele reconheça a importância de de raspar um texto por questão econômica e reaproveitamento, ele também achava um crime, porque você estava pagando uma uma história. Ele até pergunta, Trebácios, será que você também não fez isso com alguma carta que eu lhe enviei com todo carinho? Eu escrevi uma carta para você, será que você depois de lê-la também não raspou para reaproveitar o meu pergaminho? Eh, falando daquele eh o texto Efraimes que eu falei com vocês, eh, na no século XIX, quando a a os primeiros trabalhos de crítica textual do Novo Testamento foram colocados, eh, os estudiosos resolveram colocar um tipo de tinta ali no texto para ver se essa tinta ajudasse a trazer o texto anterior que tinha sido raspado, tá certo? como luminol. E no princípio deu certo porque a a tinta realmente ressaltou o texto antigo, mas depois ela entrou numa reação química com o a tinta original e ficou essa mancha. Então, várias páginas foram perdidas, infelizmente. Só que hoje já há técnicas mais sofisticadas. Eh, você usa muito alguns jogos de luz, luz infravermelha, que não danificam o texto. E nós temos resultados como este aí. Olha, você consegue ler naturalmente o texto que está hoje e o que estava antigo que foi apagado a olho nu. É muito difícil você conseguir ver isso aqui, tá certo? somente nessas câmeras assim, eh eh câmaras porque é um é um lugar essas câmaras bem preparadas que você consegue ter ali a visão do que que estaria embaixo. Bom, agora que vocês já aprenderam o que é tudo isso, aí vamos falar da como é que eles conseguiram recuperar essas 42 eh páginas do Novo Testamento. Como é que foi o procedimento, o que que aconteceu? Bom, o que nós sabemos é que aqueles padres lá do mosteiro que eu falei com vocês, eh, grego, aqueles padres resolveram pegar várias páginas de um manuscrito eh do Novo Testamento, provavelmente datado do sexto século de nossa era. E a princípio eles pegaram essas páginas e passaram uma tinta para não apagar o texto sagrado, talvez uma maneira de respeitar o texto sagrado. Então eles queriam usar aquelas páginas na encadernação de livros. Você sabe, né, o livro quando ele é encadernado, às vezes eu ten livros antigos aqui que tem reaproveitamento. Se eu tivesse até uma uma coisa e mostrar para você, eles às vezes reaproveitam em textos antigos. Deixa eu ver se eu consigo aqui porventura. Eu não estava nos planos mostrar isso aqui para vocês, não. Mas já que veio a baila, esse aqui que eu tenho é uma história do Concílio de Trento antiga que eu tenho aqui em casa. Quer ver a data desse livro aqui? Esse livro aqui, ele é datado de 1574, ou seja, esse livro foi publicado quando o Brasil tinha 74 anos que tinha sido descoberto. E a gente nota que às vezes na encadernação é que essa encadernação aqui não é a original dele, ele foi reencadernado. Ele tá até soltando, tem que revisar. Mas aqui, aqui, tá vendo esse dorso aqui? Olha, isso aqui é feito às vezes com papiros, com pergaminhos antigos. Eles pegavam os pergaminhos antigos para fazer o doço aqui, para passar a cola e encadernar. Então eles usavam muito esse tipo de situação. E eu tinha um outro livro que eu doei pro museu que você via também na na contracapa aqui. Eles colavam às vezes nessa capa. Já tava solta a folha, viu gente? Não rasguei o livro não. Eles colavam aqui páginas antigas para fazer a encadernação. Isso era muito comum. Então que que os padres fizeram? Os monges? Eles passaram tinta naqueles, naquelas cópias do Novo Testamento e a ao colocar a tinta junto com outro outro livro, porque você fica assim até o livro secar, a tinta acabou produzindo uma cópia das letras espelhadas na outra página, tá certo? E depois eles colaram, fizeram a capa e agora o que que os especialistas fizeram? começaram a ver essas capas antigas e com uma técnica especial eles conseguiram soltar algumas dessas folhas e perceberam de maneira espelhada o que estava ali naquelas capas que a olho nu era difícil ver. E o resultado foi esse que vocês estão vendo. Olha, tão vendo? Essa é uma das páginas e você consegue ver ali a letra espelhada com a outra letra por cima. Então, houve um reaproveitamento do material. Olha aí. Isso aí são as câmeras especiais onde eles conseguiam fotografar aquilo ali sem nenhum dano para o texto. E agora, em breve eles vão fazer uma publicação em papel do dessas 42 eh páginas do Novo Testamento que foram encontradas. Eh, e o que que eles encontraram ali? Eles encontraram partes de um códex chamado Codex H. O coddex H, na verdade, ele era constituído por três coletâneas de material aqui. Olha, o Codex H, ele tinha o GA13, que seria os Evangelhos, uma cópia dos evangelhos do século IX, o GA1, que é uma cópia do dos Atos dos Apóstolos, também do século I de nossa era, também do século I. E agora o que encontraram foram 42 páginas das epístolas de Paulo datadas do século VI. Isso aqui que foi fascinante. Então são eh cópias muito antigas das cartas de Paulo. Já tem uma versão online desse desse material eh que dá pra gente ter uma uma noção como é que seria. E o que está mostrando é o seguinte, que quando você vê essas cópias do sexto século, elas confirmam as cópias que nós temos posteriores, ou seja, o texto bíblico foi bem preservado. Isso é incrível. A outra coisa curiosa também é que percebeu-se que nessas cópias antigas de Paulo havia o chamado aparato de eutálio. Que que é o aparato de eutálio? Tá vendo essa página que aparece aí? duas páginas. Na verdade, vocês estão vendo que a de baixo tem uma letra em grego, embaixo e uma outra em grego em cima, mas é uma caligrafia bem diferente. E no de cima também você tem um começo com letras em vermelho. Esse aparato de eutálio, ele data provavelmente do quarto século. Alguns acham que ainda foi usado até o so nossa era. Ele foi criado no quto século, provavelmente porálio, que era bispo, ou no Egito ou na Sardenha. Por isso que é chamado de aparato de utálio. Ele criou esse aparato. O que que esse aparato é? Antes dos livros da Bíblia, ele copiava os livros da Bíblia porque os monges copiavam a Bíblia nos mosteiros. Só que o otário ele inovou. Ao invés de só copiar a Bíblia, antes de começar o texto bíblico, ele colocava um prefácio, tá certo? Ele escrevia um prefácio. Nas margens também ele escrevia comentários, atualizações do texto. Eh, e no final ele colocava também listas de citações do Antigo Testamento, ou seja, era uma Bíblia anotada. Olha aqui, por exemplo, a ordem dos dos livros, como ele colocava, eh, porque os livros eram lidos nas missas. Então, dizia em que ordem os livros deveriam ser lidos em cada época do ano. Eu acho que eu tenho aqui mais uma outra página aqui. Olha aqui, olha, de novo, um texto ciríaco com comentários de otálio no meio. Mas deixa eu explicar isso aqui para vocês. Os comentários de Otálio depois ficaram famosos. Então, alguns copistas da Bíblia, depois de Eutálio, copiavam o texto bíblico com as anotações marginais dele. Por exemplo, hoje você tem as Bíblias modernas, elas têm aqui, eu não sei se eu vou conseguir mostrar para vocês, olha, tá vendo? Abaixo do texto eh bíblico, você tem aqui eh passagens bíblicas que são citadas aqui, tá certo? outras bíblias, como a que eu estou fazendo, que é a Bíblia de anotações, sabe o que eu tô escrevendo junto com a BV Books, praticamente terminei, uma Bíblia arqueológica anotada. Então vai ter o texto bíblico aqui em cima e embaixo no rodapé os meus comentários, alguns boxes. Então eu fazia isso. Por exemplo, aqui ele notava que esse texto está citando uma outra passagem bíblica. Ele anotava do lado. Então são essas essa essas anotações marginais eh eh comentários do livro quando ele foi escrito. E olha que interessante, a nossa Bíblia hoje, como ela está eh copiada e e usada, ela se deve a um homem chamado Roberto Stefano. Roberto Stefano foi aquele que dividiu a Bíblia em capítulos e versículos, como nós temos hoje. Só que antes de Roberto Stefano, antes do do século XV, eh as Bíblias tinham esse aparato de áalho. Então, qual é a novidade desse achado arqueológico que posso chamar de achado arqueológico, né? Que eu tenho mais uma imagem aqui de otáho. É que hoje eu tenho, graças a essas 42 páginas, eles recuperaram as 42 páginas com anotações de Otálio, mostrando como a Bíblia era lida antes de ter essa divisão de versículos que nós temos hoje. Como o texto de Paulo ficou muito bem copiado, muito bem copiado, mostrando o contrário ao que alguns críticos dizem. que a Bíblia não foi copiada de qualquer modo. E mais um detalhe curioso, a Bíblia também não foi recebida de maneira passiva. Havia escolas de pensamento, comentários, inclusive eh uma anotação feita muito interessante pelo Garyck Allen, que é o o chefe do grupo que eu falei com vocês de pesquisadores. Ele diz que numa das páginas tinha uma anotação marginal assim, que Platão e Plutarco se calem diante de Basílio, o grande que pensa sobre as grandes leis morais do mundo. Então isso mostra que os escribas eles comparavam o texto depois de eh de copiado, eles copiavam o texto e corrigiam passagens que talvez estavam erradas de acordo com o manuscrito anterior. havia anotações exegéticas, hermenêutica, marcadores litúrgicos. Então, o texto não era copiado de maneira assim completamente sem saber o que estavam fazendo, tá certo? Aliás, eu vou até mostrar para vocês uma curiosidade. Vocês já viram que geralmente católicos quando fazem oração do Pai Nosso, eles oram mais curto, de maneira mais curta que evangélicos e protestantes. Normalmente católico quando faz a oração do Pai Nosso, Pai Nosso que estáais no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós vosso reino, etc. Ele termina assim: "Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. Tá certo? Mas livrai-nos do mal. Amém. Ponto. Acabou aí. Já os evangélicos e protestantes falam o seguinte: "Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre". Amém. Você já se perguntou por que o Pai Nosso na versão protestante e evangélica, ele é um pouco maior do que o Pai Nosso na versão católica? Agora eu vou surpreender muitos que que são evangélicos e protestantes que me seguem. Em termos de crítica textual, essa parte final, porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre. não está nos melhores manuscritos bíblicos. Tudo indica, do ponto de vista da crítica textual, que esse essa doxologia do Pai Nosso, porque teu reino, o poder e a glória para sempre, não fazia parte da oração original de Jesus. Alguns acreditam que um copista fez, depois que copiou a oração do Pai Nosso, ficou tão emocionado que ele copiou na margem, assim como eu talho essa observação, porque teu reino, o poder e a glória para sempre. E algum copista tardio posterior pegou aquela anotação da margem e acabou introduzindo no texto. E hoje nós sabemos que ela não fazia parte do texto original porque há um sério trabalho de colação textual, também chamado de crítica textual do Novo Testamento, onde nós comparamos manuscrito com manuscrito para saber qual foi a interpolação, qual foi o acréscimo e qual não foi. Tanto é que se você olhar na sua Bíblia, eu tô aqui com a Nova Almeida revista e atualizada, vou até olhar aqui agora, eh, a oração do Pai Nosso, quando tem aquela parte, deixa eu ver até como é que está na minha aqui, olha, eh, a oração do Senhor, ele está no eh, não, eu tô no e eu tô em Lucas, é Mateus, capítulo 6. Deixa eu ver aqui. Mateus capítulo 6, a oração do Pai Nosso. Na minha Bíblia traz assim, ó. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Aí traz um colchete porque tem o reino, o poder e a glória para sempre que fechou colchetes. Aí eh como vai eh no na nota diz assim, ó, o texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes. Então já é uma maneira de mostrar que não fazia parte da oração original de Jesus. Mas para tranquilizar evangélicos e protestantes, por que que a gente continua usando isso na igreja? Porque não é pecado, o reino, o poder e a glória para sempre é de Deus. Então, não é nenhuma blasfêmia, nem nenhuma heresia, mas não acusem os católicos de estarem mutilando a oração do Pai Nosso, porque na verdade eles não estão mutilando. Eu só trouxe isso aqui para você ver um exemplo de como os textos eram copiados e coisas que passavam ali para os manuscritos, tá certo? E de qualquer maneira, isso mostra que o texto foi bem copiado, que quando houve uma anotação marginal que não fazia parte do texto, nós temos como identificar. Eh, e que os o o texto não era apenas copiado, que também essa crítica que os monges eram analfabetos, nem sabiam que estavam copiando, não. Eles faziam anotações, havia aparato, um tipo de aparato crítico, tá certo? havia um uma um designo litúrgico no texto. Então, tudo isso aumenta a nossa confiança na transmissão do texto do Novo Testamento, que essas são as cópias mais antigas eh das epístolas de Paulo, muito mais antigas do que outras. Então, quando você compara essas cópias com a que temos posteriores, você vê que o texto foi muito bem preservado. Há algumas alguns fragmentos também anteriores ao sexto século, só para não passar o erro. Todo mundo entendeu esse achado? Posso ir pro próximo agora? Ou comenta aí que que você achou dessas 42 páginas encontradas. Enquanto você tá colocando o seu comentário aí, é até interessante dizer que uma coisa que me chama a atenção é a maneira sensacionalista como alguns colocam a matéria, né? 42 páginas perdidas do Novo Testamento. Eh, esses pesquisadores descobrem 42 páginas perdidas do Novo Testamento. Olha que interessante a chamada. Ela não está, ela não é uma mentira. Eram 42 páginas do do Códex H que realmente estavam perdidas, porque até agora só tinham encontrado as a parte de Atos e dos Evangelhos. A parte do cdex compunha das das cartas de Paulo realmente estavam desaparecidas, mas não é Mas quando você lê assim 42 páginas perdidas do Novo Testamento foram recuperadas, passa-se a ideia que era um texto neotestamentário que ninguém conhecia até hoje e agora apareceu, obrigando talvez as Bíblias a terem mais livros, mais textos. Isso atrai o leitor para pra leitura do artigo. Bom, é uma técnica, é o clickbait, mas tudo bem. Vamos ao segundo achado arqueológico. Esse aqui eu tive a oportunidade de junto com a equipe do NASP participar desse achado. Eh, foi uma nova inscrição encontrada em Larich, que me ajuda a provar o antigo título de José do Egito, conforme aparece na Bíblia Sagrada. Deixa eu explicar para vocês primeiro o título bíblico, tá bom? Quando você vai a Gênesis 42, 5 e 6, especialmente no verso 6, lá diz que José era governador, o governador sobre a terra. Ahalit. Ahalit, governador. Essa palavra shalit, ela aparece principalmente em textos tardios da Bíblia, como texto de Ester, Neemias e Eclesiastes. Aí, muitos críticos da Bíblia diziam que Shal era uma palavra emprestada do período persa. A Pérsia usava o aramaico. E esse aramaico depois perpassou na língua Pérsia. Então, os críticos da Bíblia dizem: "Esse é um um termo tardio da época, talvez usado no sexto século, 5º século antes de Cristo. Logo, o livro do Gênesis é uma composição tardia. Eu não sei se você sabe, se vocês quiserem, eu até posso dar uma aula sobre isso. Há críticos da Bíblia que dizem que Moisés não escreveu Gênesis. Gênesis, Êxodo, Levítico, Número Deuteronômio, são documentos tardios escritos na época do cativeiro da Babilônia e pouco depois do cativeiro da Babilônia. E eles não refletem nada de histórico, tá certo? Então, de acordo com essa visão dos críticos da Bíblia, eh, o Êxodo, por exemplo, foi uma novela tardia produzida lá na época da Babilônia e artificialmente contando uma história que nunca aconteceu. E eles usam muitos argumentos para isso. E um dos argumentos que eles usam é o aparecimento de palavras tardias no livro do do Gênesis. Eles falam: "Olha, isso aqui é impossível que Moisés tenha escrito, porque essa palavra é tardia. É lógico. Houve porções do Gênesis que podem ter sofrido uma adição editorial depois?" Pode. Por exemplo, na época de Moisés, realmente Ur não se chamava urdos caldeus, muito menos na época de Abraão. Pode ser que um editor posterior acrescentou a palavra ur dos caldeus, dos caldeus. Essa expressão dos caldeus ao texto de Moisés. é apenas uma maneira eh anacrônica como e eu vou falar do anacronismo depois no final desse vídeo, como quando você fala o seguinte: "Olha, Pedro Álvares Cabral em 1500 descobriu o Brasil, só que em 1500 não havia nenhum país chamado Brasil para ser descoberto. Na verdade, ele descobriu uma terra que só depois veio se chamar Brasil. Em 1492, Cristóão Colombo não descobriu a a América. Ele descobriu uma terra que depois viria se chamar América. Tá certo? Só que a gente quando fala nos livros de história que Cristóão Colombo em 1492 descobriu a América, nós estamos apenas usando um nome atual para que a pessoa entenda do que que ele está falando. Simples assim. Quando eu digo que os jesuítas fundaram ali na Praça da Sé o o colégio São Paulo, não havia Praça da Sé na época. Eu estou apenas colocando para que você, eh, eleitor ou ouvinte de hoje, entenda de que lugar de São Paulo eu estou falando. Então, pode ser que um autor, um editor posterior acrescentou uma palavrinha ou outra no texto de Moisés, mas ainda o grosso do texto é de autoria mosaica, mas os críticos dizem que não. E eles usam muitos argumentos. Olha, o texto tá repleto de palavras tardias e uma delas que eles pegam é essa. Eles falam: "Essa palavra aqui não é da época de Moisés". Então, Moisés jamais poderia chamar José de Shalit al Harets sobre toda a colhet sobre toda a terra. Ele não podia chamar assim, porque Chalid seria uma uma palavra posterior, seria a mesma coisa de eu de eu afirmar eh colocar um poema atribuído a Carlos Drumon de Andrade com a seguinte frase: "Então, você me mandou um WhatsApp. Se eu vejo num poema atribuído a Carlos Durmão de Andrade a expressão: "Então você me mandou um WhatsApp?" Eu digo: "Não, não foi Carlos Durmão de Andrade que escreveu isso, porque quando ele morreu não existia o WhatsApp, esse termo nem era usado." Perceberam? Só que, contrário ao que os críticos da Bíblia apresentam, nós encontramos agora em Laquis prova de que esse termo era antigo. Sim, só para aguçar a sua vontade de escavar conosco, porque no início do vídeo eu falei, né, que nós levamos voluntários para escavar em Israel. Eh, nós estamos com o grupo desse ano praticamente cheio, mas vamos ver se liberar alguma alguma vaga nos próximos dias aí. Fique atento às redes sociais, porque eu vou anunciar e você pode viajar conosco. Aqui foi a escavação do ano passado. Laura, comigo. Eh, ainda não estávamos grávidos, evidentemente. Eu tô segurando na na mão aqui uma estatueta de uma deusa cananéia que nós encontramos ali aqui. Eh, o Maurício do nosso grupo, nós temos a Adri também, eh, conosco também daqui e as cerâmicas que são encontradas para nos ajudar na adaptação do extrato arqueológico. Tá vendo? Olha. ossos de animais e vários campos ali. Eu até já contei a história desse que está aí no meio, Vladimir, cego, cego e participou conosco da escavação. Foi uma experiência muito interessante. Eh, e aqui toda a cerâmica que a gente encontra, ela é recolhida para ajudar na datação. E na mão do professor Garfink aqui na terceira imagem, ele tá pegando a cerâmica porque tem tinha na metade dela uma inscrição. É, só que a inscrição estava. Só que é como se alguém pegasse a inscrição e e só aparece a metade debaixo das letras. Como nenhum dentre nós ali éramos especializados em epigrafia escrita antiga, sabíamos que era uma inscrição, mas foi entregue pro laboratório para quem entende mais. Eh, mais algumas fotos das escavações aqui. E essa inscrição foi encontrada já exatamente na no quadrante onde eu estava escavando junto com a Laura e alguns ali, porque a gente vi o grupo em lugares diferentes do sítio arqueológico, tá bom? E essa parte aqui, olha, que aparece na esquerda da tela de vocês com quatro cômodos, onde nós começamos a escavar e na direita, na esquerda, está uma foto maior dela. E na esquerda, onde está a área FF, é a mesma. Nós começamos a escavar ali agora em julho. As outras, os outros quadrantes já estavam sendo escavados já anos anteriores. E aqui nós chegamos na parte onde você tem exatamente aqui uma observação aqui, olha, pit FF312. Nessa área aqui que foi encontrado esse pedaço de cerâmica. E aqui essa linha pontilhada mostra quando nós vemos a diferença de sedimentações para perceber quando mudou eh de época. E aquele pedaço de cerâmica foi encontrado exatamente na sedimentação do final do período do bronze, antes de 1200 anes decoist. E aqui a cerâmica que eu mostrei para você que a gente encontra, nós temos catálogos para verificar se aquela cerâmica é do período do bronze, se é do período do ferro, se é do período mais recente. E aí está o pedaço de cerâmica. Essas cerâmicas que vêm com inscrição, nós chamamos geralmente de ostracon, no plural ostraca. E aqui uma foto dela com mais nitidez, onde eh a parte da escrita foi visibilizada e o professor Daniel Vais Tuber conseguiu junto com o seu expertise e também a redesenhar o resto das das letras em cima. Tá vendo? Isso foi publicado agora. E o que que descobrimos que ali estava escrito? Opa, perdão, deixa eu voltar aqui. Ali estava exatamente uma expressão que o Daniel Vaisto pensa que é um nome próprio. Estava escrito Baal Schlit. Baalit, ou seja, Baal governa, Baal governador, Baal dominador. Mas acredita-se que Baal Schlit seria um nome próprio. Isso é chamado de nome teofórico. Eh, nome teofórico é quando eles colocavam o nome de uma divindade no nome de uma pessoa. Por exemplo, você tem o nome Joel em hebraico, significa o Senhor é Deus. é um nome teufórico. Jeová é Deus, Javé é Deus. Eh, Jesus é um nome teofórico. Jesus significa Jahé salva, o Senhor salva, tá certo? E há nomes teofóricos com título de deuses pagãos. Por exemplo, Jerubaal, não tem na Bíblia Jerubaal. Ah, e tempo, eh, Zorubabel. Zorubabel também é um outro nome, só que teufórico, ou seja, que leva, carrega o nome de uma divindade pagã. E nós temos esse nome próprio, provando, portanto, que aquele termo que em muitos comentários bíblicos atuais dizem: "Olha, esse termo aqui é um termo do período persa, mostrando que Moisés não poderia escrever aquilo". Não. Gera um texto, um termo que nós encontramos pelo menos antes de 1200 antes de Crist. Tá bom? Então, um achado arqueológico muito muito importante eh paraa Bíblia. Hã, vamos ver que mais aqui que eu queria trazer para vocês aí. Então agora, ah, isso também demonstra o desenvolvimento da escrita mais antiga que o esperado. Por esse texto está pelo menos um ou do ou dois séculos mais antigos mais antigo do que o alfabeto fenício. Então, quando os fenícios desenvolveram o alfabeto, que muita gente acreditava até pouco tempo que o alfabeto iniciou na fenícia lá no Líbano, eu lembro quando eu fui lá que até a a Gua também falou: "A gente aprende aqui que o alfabeto começou no Líbano, não, nós temos escrita alfabética, pelo menos 200 anos mais antigas, encontrada ali em Laquis. E em Laquis também foi encontrado por alunos da Universidade Adventista do Tenniss um pedaço de pente de marfim com uma escrita ainda mais antiga do que essa que pode datar de pelo menos 10000 aes de. Cristo. Bom, você gosta desses assuntos? Você tá vendo como é que estudar a Bíblia é uma coisa que fazemos com seriedade, que fazemos com muito empenho, envolvendo acadêmicos eh de diferentes áreas. é um epigrafista, é um botânico, é um biólogo para ajudar a analisar o tipo de osso, é um químico eh para ajudar com com datação. Por exemplo, nós trabalhamos, eu já tô trabalhando já com três pesquisas, duas já foram publicadas, vamosar a terceira agora com o IPEN, que é o Instituto de Pesquisa e Energia Nuclear da USP. Ele, na verdade, ele não é da USP, está um bicado na USP ali, tá certo? Nós trabalhamos com isso aí com termoluminiscência, com especialistas da física, da química. Você trabalha com epigrafistas para perceber o tipo de tradução que está ali, com exegetas. A a tarefa de estudar a Bíblia, pessoal, é uma tarefa multifacetada. E o que que eu quero trazer para você aqui? Eu não quero dar carteirada, falar dos meus títulos, meus doutorados, minhas publicações. Não é minha intenção essa. Mas eu insisto em dizer isso para vocês, porque muitos que estão me assistindo aqui são jovens que talvez estão sendo doutrinados alguma universidade aí por um professor agnóstico ateu. Não é que todos os ateus e agnósticos fazem isso, não. Eu conheço muitos ateus que respeitam a religião profundamente, mesmo não acreditando em Deus. Mas a o ateu militante, aquele militante que quer detonar com Bíblia, ridicularizar a Bíblia, esses crentes, essas Bíblias, gente, para com isso. Há muito academicismo no lado da Bíblia também. Você não precisa ter vergonha da palavra de Deus. E um papel que eu procuro fazer desde que eu comecei a dar aula na faculdade, eu já falava isso com os meus alunos, é pegar esse conhecimento técnico, mastigar e colocar face para vocês entenderem. É o que eu faço toda segunda-feira aqui. É o que eu faço, por exemplo, na plataforma Bíblia comentada. Então, você quer ter aula de Bíblia comigo? Então, assine a Bíblia comentada. Você assinando a Bíblia comentada, você vai ter conhecimento teológico de ponta, com profundidade. E não somente eu, tem um time também de outros teólogos comigo ali. E no Bíblia comentada, aliás, se tiver alguém aqui que é aluno do Bíblia comentada, deixa o seu depoimento. Se tá fazendo bem para você, sua família. Nós tíos pessoas que entregaram a sua vida a Jesus, depois começaram a estudar a Bíblia comentada. Pessoas que voltaram para Cristo, jovens que estavam à beira do do ateísmo. O pai agradece depois que agora o jovem foi recuperado. Pessoas que estão tendo paixão de estudar a Bíblia. Várias vezes eu encontrei alunos e alunas trazendo o caderno com tudo anotado. E você sabe que a Bíblia comentada, além disso, além de já ser um benefício tremendo paraa sua família, ela ajuda a manter o MAB. nosso Museu de Arqueologia Bíblica, as pesquisas que fazemos em Israel com as escavações arqueológicas e ajuda a manter também ONG e nós também ajudamos com bolsa de estudo. Olha quanta coisa. E quando tem uma tragédia, nós também destinamos recursos do Bíblia comentado, como fizemos lá pro Rio Grande do Sul, como fizemos para Minas Gerais, lá em Juiz de Fora. Então você beneficia si, sua família e ainda vai ajudar causas importantes. Ah, Rodrigo, o problema é que eu não tenho tempo. Eu já ouvi você falar que são mais de 400 aulas. Bom, você tem uma biblioteca à sua disposição, não significa que você vá ler tudo, mas todo dia, para você que não tem tempo, eu tenho um estudo bíblico de 8 minutos aproximadamente, todo dia. Estou gravando todo dia um estudo novo para você. Então, enquanto você tá ali no metrô, indo pro trabalho, dirigindo, você pode ouvir aquela minha explicação da Bíblia Sagrada em 8 minutos. tá ali esperando o dentista, aquele momento chato que você tá com um monte de revista velha não dá vontade de ler, você vai ouvindo ali 8 minutos por dia, tá certo? Seja meu aluno bíblica comentado. Aqui na descrição desse vídeo já tem um link para você participar e eu espero você na próxima aula. Vamos ao terceiro e último achado arqueológico. De novo, aquele título assim que chama atenção, bombástico, né? Olha aí, estátua reacende debate sobre faraó bíblico ligado a Moisés. Estátua colossal atribuída a Rams II é encontrada no Delta do Nilo e reforça teorias que ligam o governante à narrativa bíblica. Isso aí foi publicado na na revista Aventuras na história. Por que que deixa eu mostrar primeiro qual foi a estátua que foi encontrada. Ela está aqui, olha, tem uma uma foto dela aí para vocês verem. Ela está bastante deteriorada pela ação da água e ela foi encontrada em Telel Faraum, na governança de Xarquia, no delta do Nilo, tá certo? No norte ali do do Egito. A cabeça e o tronco medem aproximadamente 2,2 m de altura e ela pesa em torno de 5 a 6 toneladas. Pelas feições, acredita-se que seria de Ramsés. Segundo, um faraó da 10ª ele, ele já pega pra 18ª, 19ª dinastia, viu? Eh, na verdade tá 18ª, mas eh alguns atribuem Ramsés é a 19ª dinastia e alguns acreditam que ele seria o faraó do êxodo, tá certo? 18ª, 19ª dinastia. Já corrigi isso aí, tá bom? O faraó do êxodo. Por que que eles colocam Ramsés como faraó? do êxodo, por causa dessa passagem aqui, vou ler para vocês. Êxodo capítulo um, quando fala do comecinho ali do povo hebreu no Egito, diz assim, ó, Êxodo capítulo 1, versículo 8. Nesse meio tempo, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não havia conhecido a José. E ele disse ao seu povo: "Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. Vejam, precisamos usar de astúcia para que esse povo, para que não se multipliquem, para evitar que em caso de guerra ele se alie aos nossos inimigos e lute contra nós." Então os egípcios puseram sobre eles feitores de obras para os afligir com trabalhos pesados. E assim os israelitas construíram para faraó a cidade celeiros de Piton e Ramses. Hamses. Ora, se eles construíram a cidade Ramsés, é porque o faraó então era Ramsés. Simples assim, tá certo? Eh, se eu digo que os trabalhadores eh que trabalharam em Bizâncio, construindo a cidade de Constantinopla, evidentemente viveram na época de Constantino, porque se diz que a cidade que eles construíram é a cidade de Constantinopla, quem mandou construir Constantinopla foi o Constantino. Então, óbvio, eles viveram na época de Constantino. Calma. Embora e muitos até de filmes eh documentários coloquem Ramsés como farol do êxodo. Eu não acredito nessa teoria. E, aliás, o fato de eu não acreditar que Ramsé seria o farol do êxodo explica porque que a gente tem pouca eh evidência do êxodo na época de Ramses. Pouca ou praticamente nenhuma. Nenhuma. Tá certo? Eh, e por que, Rodrigo, você não acredita que Ramissés é o farol do êxodo? Está tão claro na Bíblia que ele seria o farol do êxodo. Bom, vamos com calma. Eu vou explicar para vocês. Para mim, o farol do êxodo provavelmente foi Tudmosis terceiro. Alguns pensam em homenep segundo, mas eu depois vou explicar. Para mim foi tudmosis ah terceiro, tá certo? E por que que eles acham que foi Ramses segundo? Bom, vamos por parte. Primeiro, eu já mostrei para vocês a passagem de Êxodo, mas quando eu vou, deixa eu tirar aqui do do cenário isso aqui, que eu quero primeiro falar com vocês de uma outra passagem, ó. Primeiro versículo, porque eu acho que Raméses não poderia ser o farol do êxodo, está no livro de segundo, eh, Primeiro Reis, Primeiro Reis, aqui é o segundo, eh, Primeiro Reis, capítulo 6, versículo 1. Aqui está falando de Salomão edificando o templo. que diz assim: "No ano 480, depois que os filhos de Israel saíram do Egito, Salomão, no quarto ano do seu reinado sobre Israel, no mês de Ziv, que é o segundo mês, começou a edificar a casa do Senhor. Então, qual a informação que eu tenho aqui em Primeiro Reis 6, verso 1, que Salomão no quarto ano do seu reinado, começou a governar, a edificar o templo de Jerusalém. E isso aconteceu 480 anos. depois que os hebreus haviam deixado o Egito. Agora, quando eu coloco isso numa cronologia, aí eu vejo que não pode ser Ramissés, porque Ramissés era século XI. Vocês viram lá a data, né? Quer ver? Ó, vou voltar aqui o Ramsés para você. Olha, olha a data do Ramsic aqui, olha. Eh, 1279 a 1213 anes de. Crist, tá certo? Essa é a data de Ramico. Guarda essa data. Aí, perdão, vou botar mais um aqui. Quando eu vou para essa passagem de Reis, eu descubro que no ano 480, depois que os filhos de Israel saíram do Egito, Salomão começou a edificar a casa do Senhor. O quarto ano do reinado de Salomão, de acordo com vários especialistas, inclusive Edwin Tily, que escreveu um tratado até hoje superado, a cronologia dos reis de Israel, Salomão, o quarto ano de Salomão foi no ano 966 antes de Cristo. Lembra que antes de Cristo os anos foram contados de trás para frente. Sabia disso, né? Então você tem o ano 1999, 998, 997 até zerar. Depois que zera, aí vem os anos depois de Cristo, aí vai 1 2 3 4. Eu coloquei zero apenas a guisa de ilustração, mas não existe ano zero. Tá bom? Eu falei até zerar, até chegar a época vai contar depois de Cristo, mas não existe ano zero, tá bom? não existo zero. E quando você então conta 96 mais 480, porque lembro que os anos vem de trás paraa frente, eu vou chegar a 1446. 1446 anes de. Cristo seria a data do êxodo, de acordo com primeira Reis, capítulo 6, versículo 1. 1446 não pode ser o período de Ramsés, porque você está quase 200 anos antes de Ramses. Quem governava nessa época o Egito era o faraó Tudimos I. Então, por essa passagem bíblica, Ramissés não pode ser o faró do êxodo. Há uma outra passagem bíblica que também me chama atenção. Juízes, capítulo 11, versículo 26, fala do período de Jefté. Jefté teve um problema com os cananeus e Jefté fala o seguinte paraos cananeus: "Há 300 anos que Israel habita em Eshbon e nas suas aldeias, em Aroer e suas aldeias e em todas as cidades que estão à beira de Arn. Por que nós recuperastes nesse tempo?" Deixa eu explicar isso aqui para para vocês. O que que o que que o versículo está dizendo. Eh, os cananeus vizinhos ali de Jefté queriam reclamar a terra para eles. Essa terra é nossa. Você tá roubando a terra. Eu falou: "Como é que tô roubando a terra? Há 300 anos que os hebreus estão morando aqui em Canaã. E vocês não recuperaram a terra em 300 anos? Por que que agora vocês querem a terra?" Agora esqueça um pouquinho a discussão de Jefté com os cananeus e vamos focar apenas no aspecto cronológico. Ele disse: "Há 300 anos que nós estamos aqui. Os cronologistas dizem que Jefté viveu em torno de 100 anes de. Cristo, tá certo? 100 anes decoist. Se em 100 anos de Cristo os hebreus já estavam há 300 anos na terra de Canaã, isso significa que eles chegaram ali por volta de 10000 anes de Cristo. 100 mais 300, 100. Eles chegaram ali por volta de 10000. Só que quando eles chegaram ali em 100, eles antes vaguearam 40 anos pelo deserto. 40 anos pelo deserto. Então 100 + 40 anos do deserto dá 1440. uma data aproximada do êxodo, que está próxima de 1446, a outra data que eu descobri. Então, por essa convergência das cronologias de Primeiro Reis, capítulo 6, verso 1 e Juízes 11:26, você entende que o êxodo aconteceu aproximadamente entre 1425 1450 anes de. Cristo, ou seja, uma época muito anterior ao período de Ramsés. Os que datam o êxodo na época de Ramissés colocam o êxodo por volta de 1250 anes de. Crist, mas por essas passagens bíblicas não pode ser essa a data do êxodo, tá certo? O êxodo teria que ter ocorrido não no século XI, mas no século XV. No século XV. Aí você pode perguntar: "Tá, Rodrigo? Você argumentou bem, mas você não explicou. Se o êxodo não aconteceu na época de Ramicés, por que que aqui fala que os hebreus construíram a cidade de Ramissés? Ora, na época de Ramissés, então eles já estavam morando em Canaã. Como é que a Bíblia fala que eles construíam a cidade de Ramissés? Tem uma contradição bíblica aí? Não, não tem contradição bíblica. Eu vou explicar a você eh porquê. Tá bom? Antes, deixa eu dar mais um argumento. Porque que o êxodo não pode ter acontecido na época de Ramices? Embora exista uma polêmica sobre quando os muros de Jericó caíram, eu não vou entrar no mérito dela aqui, mas de qualquer maneira os muros de Jericó caíram no século, alguns colocam no século X, outros colocam no século X, tá certo? Quer seja no século X ou no século X, está muito antes de Ramsés. Quando Ramsés era era o faraó, já não tinha mais ninguém morando em Jericó. Então, como a Bíblia fala que Josué conquistou Jericó para ser coerente com o texto bíblico, tem que ser nessa época aqui. Um outro detalhe também, na época de Tutmoses I, cuja silhueta aparece aí nessa nesse desenho de Carnac, eh houve uma uma série de guarnições egípcias em Canaã, mas de maneira menos consolidada do que na época de Ramsés II. o que coincide mais com a descrição da conquista ali do livro de Josué e do livro de Juízes, tá certo? Aí vem o meu quinto argumento e o nome Ramses que aparece ali é simples. Quando você vai para Gênesis, por exemplo, capítulo eh 14, fala o seguinte: "Eu vou ler essa passagem para vocês. Ela não está anotada aqui, mas eu quero ler para para você essa passagem aqui. Gênesis 14, quando fala da luta de quatro reis contra cinco, que Abraão vai até um local para libertar o seu sobrinho LW, que havia sido sequestrado, a Bíblia diz o seguinte, que os reis saíram e e diz aqui Gênesis capítulo 14, eh, versículo, deixa me ver aqui, olha, versículo 8ito, não, perdão, Gênesis 14, versículo 14. Quando Abraão soube que o seu sobrinho Ló estava preso, fez sair 318 homens dos mais capazes nascidos em sua casa e os perseguiu até Dan. Ora, Dan não existia nessa época. A cidade que Abraão foi para recuperar Ló era a cidade de Lechem. Lesem não era Dan. Tá certo? Era a cidade de Lexem. Porque Dan é filho de Jacó, que ainda haveria de nascer. E aquela cidade só receberia o nome do filho de Jacó na época de Josué, quando o os danitas vão até o norte, pegam um território para si e batizam o território com o nome de Dan, que é o nome do seu ancestral. Mas na época que Abraão foi recuperar Ló, só para você ter uma noção, nessa época Isaque não tinha nascido, Jacó não tinha nascido, Dan não tinha nascido. Mas quando a Bíblia fala que Abraão os perseguiu até Dã, é o exemplo que eu dei para vocês no início quando eu falei que em 1500 Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, mas ele não descobriu o Brasil. Ele descobriu uma terra que depois se chamaria Brasil. Perceberam? Não existia Brasil ainda para ele descobrir. É uma atualização do texto feita por algum editor posterior. Então, esse mesmo tipo de atualização deve ter acontecido aqui em Êxodo, capítulo eh 1, versículo 11, quando fala que os hebreus conquistaram a terra de eh conquistaram, perdão, que os hebreus construíram para faraó a terra de Ramissés. E quer ver outra coisa interessante aqui também? Se a presença de Ramsés ali no Êxodo é uma prova de que o êxodo aconteceu na época de Ramissés, então tem um problema. Porque quando eu vou para Gênesis capítulo 47 versículo 11, eu leio assim: "Então José, José do Egito, estabeleceu seu pai e seus irmãos, ele lhes deu propriedades na terra do Egito, no melhor da terra, na terra de Ramsés, como faraó havia ordenado, percebeu? Na terra de Ramsés, mas na época de Josué, de de José. E José está distante do êxodo, de acordo com alguns 400 anos, de acordo com outros 215 anos. Ou seja, José viveu séculos antes do do êxodo. Como é que havia até a cidade de Ramsés na época de José do Egito? Então, uma atualização do texto. E por que que eles atualizaram o texto, Rodrigo, para Ramses? Eu vou explicar a você a razão. A primeira razão está aqui, olha. Tá vendo esse essa imagem aí onde está escrito Avares? Aares era a capital dos ixos, período no qual eu coloco a presença dos hebreus ali. E nós temos provas arqueológicas de que grupos de hebreus viveram em Avares, capital do Egito, na época de José. Tá certo? Depois que os ixos foram expulsos, na época de Ramsés II, Ramsés veio e construiu uma cidade por cima da cidade de Avares. Então, a cidade que está mais abaixo aí, Avares, ela está no subsolo. O que está mais acima é a cidade de Ramices. Então, Ramices construiu uma cidade em cima da cidade de Avares. E não somente isso. Ramissés tinha o costume, a gente chama de faraó usurpador. Não é só Ramsés não. Outros também fizeram isso. Ramsés às vezes apagava títulos de de faraós anteriores, como o faraó eh 7 primeiro, pai dele, e colocava o nome dele. Esse aqui é um exemplo. Essa é uma esfinge eh de amen eh Ameneratiro. E é hoje com o infravermelho a gente percebe que onde está escrito no cartucho o nome de de Ramsés na base foi raspado por Ramsés porque o nome que estava ali seria Jamenerrato esse terceiro. E seguindo a tradição de família quando Merempar filho de Ramissés assume no poder, ele pega no ombro também raspa o o o cartucho e coloca o nome dele. Ou seja, um político que quer ter eh a glória para si. Esse aqui é um colosso da 12ª dinastia que Ramsés mandou mudar o rosto do imperador para colocar o rosto dele na estátua. Então, Ramses tinha essa mania. Ele apagava nomes de faraós anteriores e colocava o nome dele. Então, provavelmente a cidade de Avares que havia sido construída pelos hebreus enquanto escravos no 13º século antes de Cristo, Ramses construiu uma cidade por cima e colocou o nome dele. Então, quando fala que eles construíram a cidade de Rames, é apenas numa atualização do texto, assim como em Êxodo, como em Gênesis, diz que Abraão perseguiu os os sequestradores até Dan. Por que que ele não falou até Laris? Por la rich não, perdão, até laí, porque esse nome não era mais usado na época que o texto foi escrito. Então, se eu falasse que Abraão perseguiu os seus sequestradores até laí, ninguém ia saber onde era. Então, falou, Abraão os perseguiu até Dan. Nome que a cidade tinha não na época de Abraão, mas na época do editor da Bíblia, quando também diz que os hebreus ficaram no melhor da terra do Egito, na terra de Ramses, no período de José. Com certeza eles ficaram na cidade de Avares, mas como na época do editor o nome não era mais Avares, era Ramses, porque uma nova cidade foi construída ali. Então ele atualizou o texto e colocou os hebreus construindo a cidade que hoje se chama Hamsés. Tá bem? É como se eu falasse que os padres jesuítas fundaram a cidade que hoje se chama São Paulo, mas eles não fundaram São Paulo, eles fundaram a cidade que hoje se chama São Paulo. Pedro Alves Cabral descobriu a o território que hoje veio se chamar Brasil. Cristóão Colombo descobriu o território que hoje veio se chamar América. Então, da mesma maneira, os hebreus construíram a cidade que na época do texto veio se chamar cidade de Ramses. E eu tenho uma outra coisa para mostrar para vocês aqui muito interessante, é que no túmulo do faraó Tutmoses I foi encontrada na parede uma oração, uma descrição na na Amduat. Pela primeira vez foi encontrada essa inscrição por Víctor Lorre. E essa inscrição lá no fundo está a parede. Eh, essa inscrição da Amduat mostra eh águas e pessoas sepultadas na água, como se um grande exército morresse afogado nas águas. Inclusive, tem uma oração da Amduat para o exército que morreu afogado nas águas por seguir a faraó. É claro que essa oração também pelos afogados, ela acontece também na no túmulo de eh Amenotepo, am Aminotep ter, Ramses quarto, mas ela começou na época de ah Tudmoses teriro. Então tudo indica que ele foi o faraó do êxodo e que o seu exército morreu afogado. E depois disso eles começaram a colocar agora uma oração por todos que morressem afogados sem direito ao sepultamento digno. Portanto, embora essa nova estátua de Ramsés foi encontrada no Egito agora e reacas a questão, o debate, como disse a revista, eu acredito que o farol do êxodo não foi Ramsés, mas foi Tutimouis terceiro. Se você quer mais conteúdo como este, você quer ouvir o que que eu digo, o que que outros acadêmicos dizem também, então seja meu aluno na plataforma A Bíblia comentada. Que Deus abençoe sua vida. Espero que tenham gostado desse conteúdo e semana que vem tem mais esperando por você. Um abraço. Tchau.