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A fé vem pelo ouvir

AULIVE: CONTRA OS SACRIFÍCIOS DO NEOLIBERALISMO, DO ACELERACIONISMO E DA MILITÂNCIA INGÊNUA

AULIVE: CONTRA OS SACRIFÍCIOS DO NEOLIBERALISMO, DO ACELERACIONISMO E DA MILITÂNCIA INGÊNUA

AULIVE: CONTRA OS SACRIFÍCIOS DO NEOLIBERALISMO, DO ACELERACIONISMO E DA MILITÂNCIA INGÊNUA

pix: [email protected]

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Legendas automáticas:

เ
Fala aí, minha gente. Bom dia.
Tudo bem com vocês?
Tudo bem com vocês? Bora lá para mais um
conteúdo totalmente excelente.
Bom dia. Bom dia. Bom dia. Testar o som.
Vem som.
A som.
Comecemos.
Frio. Tristeza.
Mas sobreviveremos e alegria. Hoje é o
dia de alegria. Não, não sei se hoje é
dia de alegria. Bom dia. Bom dia, minha
gente. Tudo bem? Bom dia, querido José.
Como é que você tá, meu bom? Tudo bom?
Que bom que você tá aqui com a gente
novamente. Espero que curta o conteúdo o
papo de hoje. E lá vamos nós aqui para
nosso conteudinho totalmente excelente.
A, deixa eu só ver se o a música não tá
muito alta para não irritar o ouvido de
pessoas sensíveis. O som tá bom? Tá
dando uma estouradinha, tá de buenas?
Como é que vocês estão percebendo por
aí? Separar o nosso cafecito.
E se você tá chegando aqui pela primeira
vez, não esquece de curtir esse vídeo,
comentar para engajar espalhar a palavra
por aí, além de considerar ser membro,
membro a membro e membresia aqui do
nosso canalzinho. Porque no nosso
canalzinho, se você se torna membro,
membro a membro e membresia, você tem
exclusividade, você e todas as outras
pessoas que também são membros, membras,
membros e membrin aqui do canal, a
conteúdos que são totalmente excelentes,
como o nosso curso sobre evangélicos e
política no Brasil, curso Marx e
Religião, curso como fazer o seu projeto
de pesquisa. leituras comentadas, vídeos
eh contando causas, histórias, fazendo
algumas reflexões, além da nossa rádio
criticante, mas um montão de coisa que
tem por aí. Então assim, tem horas e
horas e horas aí para você se deleitar.
Além disso, se você se torna membro,
membra, membre membres aqui do nosso
canalzinho, você ainda pode chegar no
nosso canalzinho exclusivo do WhatsApp,
da primeira igreja barista do WhatsApp,
que a gente tem lá também. É só depois
que você se tornarem membro membro
membro membrezinho aqui do nosso
canalzinho, colocar num e-mail enviado
para este daqui, ó, que tá passando na
tela,
o seu nickname e também o número do zap,
a gente adiciona lá pra gente poder
trocar uma ideia, porque eu dou uma
verificada, né? Porque vai que você não
tá de membresia, aí é sacanagem. Mas
tudo bem. Aí você chega com a gente, é
um grupo totalmente excelente, com chat
totalmente saudável, um papo bacana, tal
qual a galera que aparece aqui durante
as nossas lives. Então chega com a
gente, tudo bem? Se você não me conhece,
meu nome é Bruno Requidal, doutor em
economia política mundial, mestre em
filosofia graduada em filosofia e também
com formação em teologia e talvez, quem
sabe possa contribuir de alguma maneira
batendo um papo por aqui. Educador
popular, além de coordenador de um curso
de pós-graduação que tá rolando por aí.
Então, dizem que dá para trocar uma
ideia por aqui de maneira relativamente
qualificada e quem sabe com o humor
totalmente quebrado,
do jeito que a gente gosta.
Beleza? Então é isso, o pessoal tá
fazendo uns gráficos aí da nossa igreja
barista, a membresia tem feito aí uns
powerpoints, uns gráficos tentando
explicar o que somos, né? Que é uma
bagunça isso aqui. E eu espero que vocês
gostem. Aliás, eu tenho pensado bastante
sobre isso, pensado bastante sobre o
quão diversificado é o nosso papo e isso
tem muito a ver também, né, com
particularidades da minha trajetória,
eh, dado que aqui se dá uma relação
dessa produção de conteúdo e também
pessoas que se interessam, né? A gente
vai criando aí uma certa empatia,
simbiose, sincronia e vai se entendendo,
né? Gente parecida no geral começa
assim, né? nem tinha um canalzinho
pequeno aqui, então começa muito com de
acordo com identificações
e esse papo, essa possibilidade de falar
sobre tudo, conversar um pouquinho de
tudologia ou pologia generalizada, né,
tudológica, tem a ver também com a
trajetória que acho que acaba envolvendo
com quem aqui participa do nosso
canalzinho e agradeço toda a membresia
do canal porque você humaninho, que tem
ajudado a gente, que sustenta o nosso
trampo por aqui, tentando manter de pé,
afinal um canalzinho pequeno e
totalmente irrelevante, como nós bem
sabemos. E se tiver sobrando uma merreca
por aí, se você fala: "Pô, queria apoiar
aí um mano completamente maluco que
tenta ofertar o conteúdo de maneira
qualificada, manda o Pix. A chave do Pix
está passando por aqui, que é
exclusivamente para quem quer me ajudar
aqui a pagar conta de luz, quem sabe aí
uma um transporte quando necessário pro
trabalho presencialmente, né? Então dá
uma força, tem leite da criança para
pagar e aí você pode dar uma força
também. Então, manda um Pix, se não der
para virar aqui o nosso querido
membro, membro membro membrezia do
canal. Acho que fiz todas as propagandas
necessárias e possíveis. Estamos
tentando lançar logo um círculo de
cultura que eu queria lançar em maio,
mas não deu porque a vida não tá
permitindo, mas a gente vai conseguir o
nosso círculo de cultura aqui do canal
também. Vai ficar bem legal para quem eh
quiser participar e já já vem as nossas
novas novidades. Beleza? Aqui a gente
faz alguns reacts às vezes raro, né? de
rest de vídeo. Normalmente a gente faz
react de texto, que é considerado também
como leitura comentada, bastante
qualificada e falamos um pouquinho de
tudo aí, mas às vezes tem react, às
vezes tem só reflexões e conversas
interessantes. trouxe algumas pra gente
poder iniciar esquentando o nosso papo
antes de ler o texto que nós vamos ler
hoje a respeito a respeito de um tipo de
racionalidade sacrificial que tá
impedindo a gente aí de
superar certas imposições que são feitas
contra nós, né? O título dessa live aqui
é porque nós aceitamos o nosso fim. Por
que que nós aceitamos o nosso fim? e
contra os sacrifícios exigidos pelo
neoliberalismo, pelo aceleracionismo e
também pela militância ingênua que a
gente tem. Então, são algumas coisas que
eu acho que são bem interessantes e
provocativas. Vamos deixar muita gente
chateada, muita gente irritada, muita
gente satisfeita, muita gente reflexiva.
Eis a vida. Mas é isso, minha gente. Bom
dia, querido Borduna. Como é que você
tá? Tudo bem? Chegando aí. Que bom que
você tá mais uma vez aqui com a gente,
papeando com nós. Espero que o conteúdo
aqui do canalzinho tenha sido, esteja
sendo agradável. Bom dia, querido
Templário, nosso único Templário que nós
conhecemos até o momento na história,
que é uma pessoa eh minimamente sensata.
Ah, mano, tá com a gente. Nosso que o
Templário Templário, nosso Templário do
bem. Diz aqui, querido Gabriel, bom dia,
Gabriel, sempre conosco, participando,
dando uma força. Que bom você tá aqui
com a gente mais uma vez. Borduna
comentando: "Cada dia mais cedo vou
chamar o Procom. Perdão, o trabalho me
chama. O trabalho, culpa do trabalho,
trabalho, porque trabalho vai
acumulando, tem um monte de coisa para
fazer. Eu não tenho apenas um trabalho,
eu vou acumulando funções para poder
pagar as contas aqui de casa em
diferentes lugares e aí lasca tudo, né?
Perdão, perdão. Aí foi quase sem querer.
Bom dia, querido Kevin. Como é que você
tá? Tudo bem? E na verdade assim, essa
live ela só acontece de manhã porque é o
único horário que eu tenho na minha vida
é quarta-feira de manhã. É a única
janelinha que tá sobrando para fazer
esse papo e aí eu apareço aqui, né?
Então assim, perdão, o dia que eu tiver
mais tempo, né? Como nós aprendemos na
vida, naquela famosa expressão de
Benjamin Franklin, times Money, tempo é
dinheiro no capitalismo.
Logo, se você não tem dinheiro, você
também não tem tempo. E eis aqui o nosso
nosso caso, né? E caso de boa parte da
galera que acompanha essa livezinha
sincronamente, porque tá em situação de
trabalho e com fonezinho, né? Segundo
plano ali escondido, aba fecha ali
guardada e ouvindo o nosso papo logo
pela 8 e tanto da madrugada. Bom dia,
querido Gustavo. Como é que você tá, meu
bom? Espera, desejo que bem. Tamo junto,
pô.
Ou tudo ao mesmo tempo, em todo lugar, a
todo momento. É, esse é o nosso canal,
praticamente. Bom dia, querido Thago.
Como é que você tá? Tudo bom? Bom dia a
todos baristas e não baristas da América
Latina. Ou como de como agora nós temos
uma nova expressão no nosso canalzinho
da América Latinha. Latinha. Latinha,
muito amor. Latinha. Conteúdo latinha,
coisa gostosa. Nossa América Latina, que
aí a gente pode brincar um pouquinho com
ela também. Bom dia, queridíssima
Gisele. Como é que você tá? Tudo bem?
Espero desejo que sim. Que bom que você
tá com a gente mais uma vez aqui pela
manhã para bater um papo. E eu acho que
o papo hoje vai ser massa, tá, minha
gente? Acho que vai ser bem bem bem bem
bem interessante. Vocês vão curtir,
vocês vão curtir,
vão curtir bastante.
Eh, eu preciso melhorar esse microfone
aqui. Ele capta muito minhas
respirações. Eu às vezes pode incomodar
os seus ouvidos. Eu só percebo isso
depois da edição. Botar meu cafezinho
aqui, já que se trata da nossa primeira
igreja barista do YouTube.
Nossa.
Ai ai. E tem um outro ponto também que
eu já já vou vou comentar,
mas se liga, tava reflexivamente esse
dia aqui, só pra gente ir aquecendo os
motores. Quando que foi que eu tava
reflexivo sobre isso? Foi ontem, acho
que foi ontem. Se pá que foi. Bom dia,
querida Jéssica. Como é que você tá?
Tudo bom, Jéssica L? Tudo bem com você?
Espero desejo que sim. Bom dia, minha
querida. Que bom que você tá com a gente
mais uma vez,
disse Thaago. Já tomei umas quatro
xícaras de café. É, eu não tô podendo
exagerar porque eu tô me recuperando de
infecção na semana passada que foi grave
para ser o fim de semana bem derrubado.
Mas eis-nos aqui, não é?
Pergunta que diz querida Jéssica. Hoje
live sobre o perigo de acelerar as
coisas. Mais do que isso, aí que tá o
perigo de você justificar,
justificar um fim necessário,
um mal necessário.
É aí que a gente vai chegar. Por isso
que a gente vai aqui enfrentar hoje
muitos grupos, muitos grupos. Diz:
"Querido Jones Miguel, bom dia." Bom
dia, querido Jones Miguel. Como é que
você tá? Tudo bem? Cara, eu não sei em
que cidade deste território brasileiro
você está, mas nós conhecemos o seu
hábito de com relativa frequência
adequada poder saudavelmente cuidar do
próprio corpo, praticando aí atividades
regulares na academia, enquanto também
trabalha o cérebro e os neurônios,
ouvindo o nosso papo por aqui. Mas nesse
frio que tá, você também vai na
academia, é muita coragem. e a admiração
que eu tenho para pessoas que tm essa
resiliência, resistência e capacidade de
autodeterminação.
Bom dia, querido Juan Gabriel. Como é
que você tá? E diz Juan Gabriel: "Bom
dia, Bruno Catatal". Mais um trocadil de
marav. Eu preciso retomar todas as lives
para pegar cada um desses nomes e fazer
uma longa lista. Se alguém conseguir
fazer isso, eu eu agradeço. Eu agradeço.
Diz: "Querido do céu Martinz: "Bom dia,
querido Celso. Como é que o senhor tá?"
Tudo bem. Faz tempo que o senhor não
aparece por aqui. Espero e desejo que o
senhor esteja bem. Militância ingênua
está em oposição à militância
científica. Não, não necessariamente.
Pelo menos uma militância
com maior bom senso. Não precisa
necessariamente ser científica, mas se
for também me agrada. Mas com mais bom
senso.
Bom dia, G. Rubens, dando bom dia para
os nossos camaradas. Tamamos junto, pô.
Tô morando em Santa Catarina. É, deve tá
frio aí, mano. Deve tá um frio da
bexiga, meu amigo. É frio, hein, meu
bom.
Haja determinação. Haja determinação.
Cara, esses foi domingo. Domingo.
Ah, pronto. Justo. Quando tá frio
diminua a refrequência com saudável.
Saudável, Jones tem toda a razão.
Descrito templário. Rosa Luxemburgo. A
maior salvadora de templários do
planeta.
Olha eu como estou agora. Depois de ter
contato com a teoria mais material do
socialismo científico, continua o bobo.
Entretanto, chimburguista. Aí, ó, para
você ver que se essa, se esse for um
antídoto, nós precisamos distribuir mais
rosa Luxemburgo por aí. Bem mais, né? Se
isso for antídoto, aí a gente também tem
que distribuir muito mais. Já deveria
simplesmente por ser a rosa, mas sabendo
que ela tem salvado vida de de
templários, a gente precisa distribuir
mais ainda.
Pouco se fala sobre nossa querida Rosa,
inclusive.
Cara, domingo eu tava aqui paraente
aquecer o nosso papo. Domingo eu tava
tarde eh trocando com a criança em casa,
brincando, aí a criança, minha esposa,
tal, não sei o que lá. E eu ainda tava
me recuperando, eu tava ruim ainda,
assim, dormi mal para caramba, tal.
Eh, fiquei doente na semana do de quinta
para cá, né? De quinta-feira da semana
passada para cá. Hoje é quarta-feira,
dia 20/05/2026.
E aí, cara, meu pai amado.
E aí eu
fico reflexivo também. Tem bastante
tempo de recuperação para você ficar
viajando, nas ideias. E aí, sábado já
tava me sentindo um pouco melhor. Eh,
brinquei com a minha criança, sempre
bota a criança para dormir, leio o
livrinho para ela e eu vou ler os
livrinhos ou gibi, também bastante gibi,
né? E eu faço as vozes dos personagens.
Vou criando as vozes. Cada personagem
tem uma voz.
E ela se diverte com isso. Tem hora que
ela eh, se eu confundo a voz em algum
momento, ela fala: "Não, mas essa voz
não é desse personagem não, essa voz é
do outro e tal". Aí tem que sempre
lembrar também como é que é a voz dos
personagens, o que dá um trabalho
considerável. Mas aí no sáb no domingo,
ela tava aqui e ficou vindo, desenhando.
Ela ficou desenhando, pode desenhar tal.
Eh, tá com se anos, né? Então, ainda
desenhos rudimentares, mas ela tava
desenhando e ouvindo história infantil
de um
podcast que é um aplicativo que não sei
o que lá, mas ouve ouviu no no num
reprodutor de música aí eh chamado
Imagina Só que é conta historinha e vai
inventando as vozes e tal. Aí é uma hora
teve uma voz de uma personagem que é a
mesma dubladora, ou se não é a mesma
dubladora, fez exatamente a mesma voz da
pessoa que dubla a Mônica no desenho da
Turma da Mônica.
E aí eu falei: "Olha, a mesma dubladora
da Turma da Mônica". Aí minha filha, que
que é dubladora? Falei a pessoa que
quando tá tendo desenho, você tem uma
pessoa que dá a voz pro desenho, né? E
tal, ela: "Pô, pai, eh, que nem quando
você faz, quando leu o livrinho pra
gente". Falou: "É, é que nem eu que faço
isso". E aí a gente começou a, eu
comecei a viajar, né? Falei: "Caraca,
mano, realmente eu tenho esse hábito aí
de ficar fazendo as vozes dos
personagens e fui tentar lembrar de onde
eu tirei isso. Falei: "Por que que eu
faço isso, né? Eu não é um hábito aí que
eu fui criando voz dos personagens."
E aí eu lembrei, quando eu era criança,
eu gostava de imitar os personagens dos
desenhos, porque meu pai também era um
cara que gostava de fazer algumas
imitações e eu queria imitar meu pai. E
também porque quando fazia alguma coisa
engraçada de conseguir imitar igual o
personagem ou mesmo alguma coisa de
comédia, né? Meu pai gostava de eh
Chaplin,
Buster Kitton, Jerry Le, o Rtingson, né?
O Mr. Bean, eh,
o Jink Carry, essas essas comédias que
você usa muito, expressões, né? Caras e
bocas e tal. E aí eu queria fazer também
meu pai rir, se divertir em casa, porque
eu quero criar criar esse last afeto,
né? Imitar ele também, criar esse elast
afeto. Então era criança, fazia
imitação, seja dos desenhos, seja das
caras e das bocas, dos personagens, do
filme e tal. E aí eu comecei a imitar
desenho. E aí eu gostava de fazer as
vozes. Aí depois comecei a desenhar e
gostava de criar os personagens e
imaginar as vozes dos personagens, como
eles faziam, tal. Quando eu tava no
começo da adolescência, 12 para 13 anos,
eh, eu fiz pela primeira vez fantoch na
igreja. na igreja mexico com fantoch e
tinha uma uma moça que era da mesma
comunidade religiosa da gente, que ela
tinha uma empresa relativamente
conhecida em que ela trabalhava com
televisão, com eh
animação de festa infantil, trabalho com
escola, museu, essas coisas, com
fantoch, né? Ela tinha lá uma trupe
trupe de fantó que ela e ela me chamou
para começar a fazer umas paradas com
ela. Eu era criança, 12, 13 anos, que
era só para me divertir mesmo. Ela mas
você tem muito potencial e eu me animei
com isso e aí eu descobri, é daí que
vem. E aí eu comecei a viajar nessa
nessa pira do das vozes, dos
personagens, dessa coisa. Depois eu fiz
teatro. Fiz teatro no nas oficinas que
aparecia lá na igreja, fora da igreja,
oportunidades aleatórias que aconteceu e
eu pude experimentar essas coisas.
Eh, e nesse nesse processo, né, de fazer
essas paradas, de aprendendo e de
podendo experimentar o mundo, obrigado,
pai, mãe, igreja e comunidades que eu
tive para poder experimentar essas
coisas nesse mundo.
Eu fui gostando de tudo. Então, uma hora
eu queria ser dublador, outra hora eu
queria ser ator, outra hora eu queria
mexer com fantoch, outra hora eu queria
eh queria fazer coisas, né? Abriu
possibilidades de sonho, de desejo de
fazer coisas. E isso foi criando
habilidades ou criando desenvolvendo
ainda que de maneira rudimentar e não
planejada coisas que eu poderia utilizar
na vida. E agora tô usando essas paradas
para poder ler historinha pra minha
filha e nem tinha me dado conta de que
eu tava fazendo isso. E é muito legal,
né? Muito da hora. E e eu fico tô
pirando nisso assim. Falei: "Caraca,
mano, que bom que eu pude ter
oportunidade de experimentar coisas. Eu
espero que a minha criança experimente
coisas, que ela possa ter espaço, que eu
consiga garantir e encontrar lugares
para ela poder desenvolver habilidades
aleatórias que sejam, que algum momento
podem ser úteis e também porque ela tem
que se desfrutar, tem que curtir e aí a
gente vai criando essas coisas. É
doideira isso. A vida vai levando a
gente para uns lugar completamente
aleatório. Tem hora que a gente não sabe
mais o que a gente estava fazendo.
Então, tenho refletido sobre essa
loucura,
esses tempos das experiências que eu
pude ter, que de alguma maneira
contribuíram e que a gente não pode
perder, né, nessas coisas, nem esquecer
delas, né, tem que aproveitar essas
habilidades e essas coisas e tal e
tentar experimentar. Qual o problema? É
legal, legal. Tô viajando aqui. Coisas
interessantes pra gente pensar um
pouquinho. Bom dia, querido Lis, como é
que você tá? Tudo bem? Espero desejo que
sim. Bom dia. Bom dia. Bom dia.
Bom dia, querido Vinícius diz Vinícius.
Bom dia. Aceleracionismo, não. Direção
defensiva sempre, sempre, sempre.
Dirija de maneira responsável. Direção
defensiva. Faça CFC. Não seja
aceleracionista.
Pessoal não tá fugindo aí da da escola.
Bruno multiuso. É o pior que é multiuso
mesmo.
Diz templário: "Bruno será a próxima
promessa da comunidade brasileira de
dubladores". É próxima promessa de quase
40 anos de idade, né? Chegou um pouco
atrasado, querido Bruno.
Mas tem, mas é engraçado. Um dia eu faço
para vocês as dublagens. Um dia eu faço,
trago os personagens, vou fazer umas
dublagenzinhas. Eu eu me divirto com
essas bobagens. de mudar de voz, fazer é
muito legal.
Não, cara. E ó, que loucura. Em 2020
4,
depois de muito tempo sem fazer sem
mexer essas com essas coisas cênicas, eu
fui convidado para escrever um pequeno
roteiro de uma sket e ela foi
apresentada num teatro
na zona leste, esqueci o nome do teatro,
num show de humor, num show de humor. E
bom, depois de já ter ter sket começado
a fazer negócio, eu ainda acabei
executando, né? E foi num show de humor,
acabei, fazia muito tempo que eu não
fazia isso. Parece que foi legal, foi
divertidinho.
A gravação está com o senor Thago
Santinelli. Espero que ele tenha perdido
ela. Deus queira que ele tenha perdido
essa gravação. Mas rolou isso aí.
Foi massa. Aleatoriedades da vida.
Diz que do Rubens. Com certeza. A nossa
luta é por acesso também. Exato. Por
acesso a esses espaços, você garantir,
né, ofertar o máximo possível pr as
pessoas. Isso é fundamental.
Diz querida Jéssica. Acelerar só
assistir Fórmula 1. É, e olhe lá, né,
chatão. Fórmula 1, com todo respeito a
quem gosta. Disquito templário. Pior que
isso me lembrou de algo. Meu pai, agente
de segurança pública, tem que se
especializar em refazer cursos de
direção defensiva de dois em dois anos.
Eu sempre fiz com ele e hoje sou veloz.
Sou Velozes e Furiosos.
Cuidado aí, hein, com essa animação de
Velozes e Furiosos. Perigoso, porque no
filme vai até o filme 17, mas na vida só
tem um. Então, cuidado aí, cuidado.
Beleza, minha gente. Ai, meu Deus do
céu, quantas coisas nesta vida a gente
vai experimentando. Mas já vi que aqui a
gente chegou pro tema. Então, bora pro
tema. O pessoal tá animado para falar
sobre o falar mal do aceleracionismo, o
que é uma linha correta, né? Uma linha
correta.
Diz, querido Juan Gabriel, todo mundo
sabe que o Bruno é o dono do canal Três
Palavrinhas. Gostaria. O que é tá de
entrando de adicence no meu bolso, meu
amigo. Eu ia ter tempo para fazer live
aqui até não aguentar mais, viu? Nossa,
meu irmão,
queria, queria. Mas dito isso, já
cogitou pela minha cabeça, inclusive
recentemente, numa conversa que eu tive
com o querido Felipe Carmo, inclusive,
deixa eu fazer propaganda aqui. Felipe
Carmo é um camarada editor lá da nossa
querida revista Zelota, um do fundador
da Zelota, junto com o André Canaciro.
E o Felipe é cartounista e ele fez esse
cartoonzinho aqui, muito massa. Esses
tempos estava numa feira, uma exposição
muito da hora.
E eu, ele me presenteou com uma unidade
e ele fez o entra em nome de Jesus
quadrinhos eh que fiz enquanto obsesso.
Felipe Carmo que aí, né, fez uma coisa
interessante aqui. Eh, e aí vem uma
vozinha, né, de mãe. Cadê a amor? Olha a
postura, né? Aquela coisa toda. Felipe
Carmo. Felipe Carmo.
E eu tava conversando com o Felipe, né,
inclusive.
E o Felipe vai fazer uma parada aí. Vai
ser massa, cara. Isso aqui é muito bom,
velho. Eu recomendo muito, mano. Vão lá
no Instagram do Felipe para ver isso
aqui. É maravilhoso.
Manual do processo.
Cara, isso é muito bom, velho. Se
sacanagem. Isso aqui é muito bom. Isso
aqui é muito bom. Você tem que tem que
ver isso aqui. Isso é muito bom. Então,
se por favor, deixa eu ver. Tinha uma
outra, essa essa historinha aqui da
minha avó do Bs
que ver, vale muito a pena. O By também
é muito bom. O Felipe é muito bom, cara.
O Felipe é muito, muito, muito, muito
bom. Então, você chega lá no Felipe, eu
tava conversando com o Felipe, a gente
tava viajando junto, eu, Felipe e André.
E no que a gente estava viajando, a
gente começou a trocar ideia e tal. E o
Felipe vai fazer uma parada muito legal
aqui pro nosso canal, que vai ter alguma
coisa a ver com o nosso canalzinho aqui
também, porque uma de nossas músicas do
músicas divertidas vai virar quadrinho.
Uma de nossas músicas que conta uma
história interessantíssima, vai virar
quadrinho. Eh, vai virar um quadrinho. E
aí só tá esperando agora porque vai sair
em português e em inglês o nosso
quadrinho. Quadrinho que vai ter uma
historinha aí. E aí a gente começou a
viajar de como seria divertidíssimo ter
um canal de desenho, tipo três
palavrinhas, mas da zoeirinha, com
musiquinhas e com historinhas
divertidas,
maneiras críticas, digamos assim. Cara,
é bom, velho. É bom.
V curtindo, v curtindo. E aí o quem
sabe, né? Quem sabe, quem sabe um dia a
gente faz isso. Quem sabe a gente se
diverte. Aí eu me dou o trabalho de
também criar as vozes das personagens. E
aqui o Felipe fez um folhet para
distribuir na gringa, porque teve um um
encontro lá que ele conta a história dos
Zelotas, né, da fundação da nossa
revista, revista Zelota, da qual fazo
parte também. E eu fiquei feliz para
caramba porque aqui, ó, eu virei
personagem. Tô aqui, ó. Cadê? Cadê?
Aqui, ó.
Ah, cadê? No cantinho aqui. Eu não sei
se dá para ver. Bem aqui esse esse aqui.
Eu o André Castro o Jaider. Cadê o
cadê eu, o André Castro, o Jaider, o
André Canaciro, que é o de pé, o Felipe,
que é esse que tá sentado aqui. Cadê?
Aqui. E o John que tá aqui atrás. Bem
aqui atrás. Aqui. Esse aqui é o John.
Ah, muito divertido, cara. O Felipe é
bom demais. Eita. contar a história dos
elotas. Circulou lá na gringa. Bom
demais.
Um dia a gente faz esse esse papo aí que
que é legal. Mas quem sabe, né? A gente
vai ter o nosso canalzinho com essas
histórias. Vai saber.
Cadê? Cadê? Cadê cadê cadê cadê? Cadê
cadê cadê? Cadê cadê cadê cadê?Êê.
E diz querida Jess que no filme coloca
um carro na lua. É, é o, você vê que o
pessoal do Velozes Furiosos não brinca
em serviço, eles conseguem ultrapassar
qualquer limite.
Diz que Paulo, bom dia, querido Paulo.
Como é que você tá? Tudo bem? Espero
desejo que sim. Que bom que você tá aqui
com a gente.
E diz querido Paulo, você frequentemente
recomenda fazer leitura popular da
Bíblia fazendo vozinhas. Recomendo
mesmo. Você vai ler o texto bíblico,
crie vozes para os personagens.
Uma porque é importante, é interessante,
ela enriquece. duas, porque se você
alterar a voz, a dinâmica, como o
personagem se apresenta ali no texto,
você tem maior flexibilidade para
assimilar aquele texto, para entender
ele de maneira mais ampla e aberta. Por
exemplo, a gente sempre lê a voz de um
da a gente sempre lê o texto bíblico com
a mesma voz, normalmente uma voz muito
solene, muito grave e que reproduz a voz
dos pastores, das lideranças, dos caras
que manda na igreja e que a gente se
acostumou a ouvir sempre. né? Então isso
altera um pouco a nossa relação com o
texto. Ela já vem meio que
pré-formatada. Se você cria vozes pros
personagens, você enriquece a sua
capacidade de reposicionar aquelas
aquela história, aquela situação. Tem
uma uma linha dentro do pessoal que faz
uma leitura mais crítica e também
popular, que é o bibliodrama, né? Que é
você realmente ler a texto da texto
bíblico como um drama, dramatizando, né?
Então você, pô, será que essa cin pode
ser mais engraçada? Será que a voz desse
cara é uma voz só solene e grave? Pô,
mas ele tá chorando no texto, então por
que que eu não leio com choro, né? Não
leio com essa voz de choro, de
sofrimento. Uma personagem que tá em
crise, por que que a minha voz não sai
em crise? Então você você criar as
vozes, criar essas dinâmicas, dramatizar
é muito muito muito importante.
Enriquece muito. Seja você uma pessoa
religiosa ou não. Se você é uma pessoa
que não é religiosa, é uma experiência
literária incrível. Se você é uma pessoa
religiosa, isso amplia muito a sua
abertura e sua relação com o texto,
deixa ela muito mais leve, mais apta e
você lê com maior concentração, maior
capacidade, maior versatilidade.
Potencializa muito assim a nossa
interpretação, como a gente saca o
texto. Eu sempre recomendo crie vozinhas
para os personagens do texto, para as
coisas que estão acontecendo ali. É
importante, importante, de verdade. Não,
tem a galera que acha que é bobagem, não
é? altera radicalmente.
Sei lá, se eu pego um, não vou pegar da
Bíblia, vou pegar outro exemplo. Vou
pegar um exemplo
comum odierno aqui de casa, que nem eu
tava falando da criança, né? Eu leio
historinha paraa criança. Aí eu vou
botar a criança para dormir. Eu posso
ler assim: "Ah, e o personagem, tem um
personagem, uma historinha que é o
Dankan. O Dankan é um pinguim".
Aí eu posso fazer e o Duncan disse, sei
lá. Olá, princesa. Meu nome é Dancan.
Estou aqui para te servir.
O narrador e o Dankan tem a mesma voz. E
o Dunkan disse: "Olá, princesa. Estou
aqui para lhe servir. Meu nome é Danan.
Fica muito mais interessante para ela
ser uma voz de pinguim aquele
personagem. Não faça isso, princesa.
Entendeu? Fica muito mais legal. Aí você
muda o shape do negócio, você consegue
ver o movimento do personagem. É
importante,
importante, importante.
Diz querida Jéssica. Caramba, que masso
o desenho dele sem o Felipe manda muito
bem. O traço do desenho do Felipe é
muito bom, velho.
Ele é excelente. Excelente. Felipe manda
bem demais. Ele tem um personagem que é
Paulo, né? Como se foi o Paulo de Tarso,
escrevendo para carta de neófito. Isso é
maravilhoso isso. Eu adoro esse quad,
esse quadro dele.
Diz Templário. Ótimas ilustrações gigas
de passagem. Digo, nossa, o Felipe é bom
demais, cara.
Diz, querida Gisel, que boa ideia. Nunca
pensei nisso. Pois é, mas é é excelente,
Jisel. Enriquece muito, muito. A gente
lê com mais calma, a gente presta
atenção palavra por palavra.
É maravilhoso. A minha experiência é
muito boa. Bibliodrama é bom demais. Bom
dia, querido comunismo barato de que que
nos diz? Saudações, Marx Sengusajaz,
camarada do canal Comunis Barato. Bom
dia, meu querido. Tudo bem com você? Que
bom que tá com a gente novamente hoje
pela manhã. Diz Rubens em inglês, tô
ligado que a que tem narração
dramatizada da versão King James. A em
PTBR tem todas, inclusive na versão
freestyle, né, que fala do jeito que
você quiser. As pecinhas de igreja tem
bastante disso.
Você inventa um texto ali, vai. Pô, a
gente fazia uma pecinha, cara, que era
muito divertido.
Eh, se bem que ela era bem problemática.
Um dia eu conto essa pecinha.
Bom dia, querido rapa. Rapa. Que é o
Rafa? Fala Rafa. Bom dia, mano.
Reconheci pela foto agora. Como é que
você tá, mano? Tudo bem? Que bom que
você tá aqui com a gente logo pela
manhã. Bom dia, meu bom. Ah, que honra.
Pegue bem. Espero que curta o
conteúdinho.
Ai, ai. Mas é isso, meu povo. Eu vou lá
pra nossa leitura de hoje, senão vou
aqui, já comecei a reflexão, não paro
mais. A reflexão paralela.
um um uma grande
digressão.
Deixa eu abrir aqui o textinho que a
gente vai ler hoje.
Pergunta que templário problemática. É,
eu acho que sim. Tem umas que era boas,
mas essa eu acabei de fazer uma pequena
reflexão. O final dela é um pouco
problemático. Eu faria ele um pouco
diferente.
Uma pecinha, tem muitas pecinhas de
igreja problemática. Tem um tem um um
episódio dos Simpsons,
eu não lembro agora qual é a temporada e
o ah, vou até pegar aqui agora que tem
inteligência artificial hoje em dia, ela
facilita pra gente, né?
Episódio
Simpsons
especial,
dia das bruxas.
Eh, Flanders,
Igreja.
Ah,
não é esse, não é esse.
Isso, ó. Temporada 19, episódio 5,
Three House of Horror,
eh, 18, né? Hum. E o nome do episódio é
Hack House ou Casa do Inferno. Eh, ficou
pesado isso aqui. Mas é muito bom, cara.
É o seguinte, o
Essa deixa eu ver. Isso, isso mesmo,
isso mesmo. É um episódio dos Simpsons,
cara, que é muito, muito. Eu falei:
"Caraca, que forte". O que que acontece?
É um especial de terror dos Simpsons,
né? 18º especial de terror, episódio dos
Simpsons. É 19ª temporada, episódio 5,
que as crianças vão sair para pedir
doce. Aí os adultos
não dão doce ou não sei o que eles vão
fazer. Eu sei que elas começam a atacar
o terror. Elas esquecem da ideia do
doce, só vão só fazer as travessuras,
né? Esquecem das gostosuras e só
travessura. Taca terror na cidade e aí
ninguém sabe mais o que fazer para parar
essas crianças. Aí aparece o Ned
Flunders assim, né? Flunders aparece
como aquele homem piedoso, mas ele
aparece meio que uma sombra meio
diabólica, mas ele aparece, fala: "Eu
sei o que fazer, o quê? Deixa comigo".
Aí eles conseguem conduzir as crianças
pra igreja. Aí entram na igreja, ele
montou uma peça de teatro, uma pecinha
de teatro para mostrar que as crianças
não deveriam ser mass, né? Elas não
deveriam fazer aquelas atividades, senão
elas iriam pro inferno. E aí tem uma
peça bem tosca assim, é bem rudimentar,
né? O como se o menino fosse atropelado,
tivesse atropelamento de bicicleta, sei
lá, um negócio assim, o cara, ah, eu vou
morrer. Ele fal, é, mas você fez muitas
coisas ruins assim, desse jeito, você
vai pro inferno e não sei o que lá. E as
crianças riem, falam: "Nossa, que
encenação tosca". Aí o Flanders faz uma
oração bizarra na no episódio que ele
fala assim: "Eh, Senhor, me dê
poder, não sei o que lá para aterrorizar
essas crianças para vão pro seu
caminho". E aí ele realmente ganha super
poderes ali e vira um negócio surreal,
espalmente maluco e representando, né,
infernalmente as coisas. E as crianças
ficam aterrorizadas e não é, mas é paraa
salvação deles. E aí isso me lembrou a
quantidade de trabalhos e tarefas
missionárias que a gente já fez, que a
gente desenvolve, que é na base disso,
né? Você criar uma peça emotiva que na
base do medo você vai conseguir fazer
com que jovens e adolescentes e crianças
se convertam. Uma coisa horrível, né? um
episódio extremamente crítico,
reflexivo, que faz a gente pensar uns
negócios aí. Então, acabei de lembrar
disso, destravou essa memóriazinha tem
episódio do Simpsons, que é bem
interessante sobre esse negócio de
pecinhas problemáticas das igrejas, bem
problemáticas. Mas é isso, querido
Cléber Lauer, como é que você tá? Tudo
bom, mano? Vão estar aqui com a gente
mais uma vez nessa quarta-feira pela
manhã, pela madrugada, na verdade.
Deixa eu pegar o nosso livrinho.
Tem tem documentário sobre isso também
na Netflix, essas coisas, mas eu nunca
assisti. Já me recomendaram várias vezes
sobre, acho que é Jesus camp, não sei o
que lá. Eu nunca assisti por uma questão
de sanidade mental. Eu falo: "Não, pera
aí, não tenho, não tenho estômago não,
isso aí vai me abalar muito". que é
exatamente a crítica, esse
essa estrutura apelativa aterrorizadora
com cara de não, mas é pelo bem de
salvação das pessoas. Que tem a ver com
o texto que a gente vai ler hoje. Nossa,
olha isso. Caramba, que Jesusidência
para p E, pô, o Gabriel falou assim,
tipo, conto de fada, pode ser tipo isso,
cara. Quando tem o o os irmãos Green, é
meio que para isso, né, cara? A minha
filha essa noite me acordou de madrugada
porque ela não conseguia dormir e eu não
entendi porque que ela tava com medo. E
cara, foi difícil porque ela não queria
voltar a dormir e ela tem um sono super
bom, sabe? Ela sempre dormiu bem. E aí
eu f e aí a gente conversando e e é a
segunda vez que ela fala isso para mim.
Falou: "Não, tô com medo de perder
vocês". Eu falei: "Filha, você não vai
perder a gente? Como assim perder a
gente?" Não, se a gente tá num lugar
muito cheio e você não me vê, eu não te
vê, você e alguém me pegava, eu falei:
"Filha, isso jamais ia acontecer. A
gente tá sempre atento, a gente sempre
saiu junto, a gente sempre deu rolê, a
gente sempre foi nos lugares e nunca
aconteceu nada. Aí eu, de onde é que
veio essa ideia? De onde é que veio essa
ideia? De onde é que veio essa ideia?
Perguntando para ela várias vezes. E aí
ela me disse assim: "Ah, foi o fulano de
tal, eu não vou dizer o nome do do
meliante, foi o fulano de tal lá da da
minha sala, da minha turma. Ele falou
que pode ser que um que alguém me
pegue." Eu falei: "Não, filho, isso não
vai acontecer. A gente fica atento, a
gente tá sempre junto, a gente sempre
deu volta, você sempre foi muito
corajosa. E você nunca se preocupou,
nunca saiu correndo sozinha, você sempre
tá atenta e a gente também tá sempre
junto, tá tudo bem. Ela não. Eu falei,
mas aí ela ficou insistindo nisso. Eu
falei: "Mas quem vai te pegar, filho?
Pelo amor de Deus, quem te falou isso?"
Ela foi falando de tal, o meliantezinho,
6 anos de idade. E aí ele falou, ela
falou que ele falou: "Quem vai me pegar
o homem do saco". Eu falei: "Caraca,
ainda conta essa história do homem do
saco". E foi meio que isso, né? pelo
terror você fazer uma criança que não
paraqueta tentar parar. E aí esse
moleque provavelmente não tem medo do
homem do saco, porque ele realmente é é
um menino acelerado. Mas ele conseguiu
transmitir este medo para minha criança
que nunca tinha ouvido falar dessa
parada e não faz sentido nenhum, porque
jamais usaria essa tática de tacar o
terror na criança para ela poder não
fazer o bagulho.
que função bizarra, né? Agora tem uma
criança que tá com medo de se de nada,
de um bagulho que nem existe por causa
de uma
pedagogia de merda. Mas eis-nos aqui.
Bom dia, querido Léo. Como é que você
tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Bom
dia, meu bom. Mas é é o comunismo para
adultos, né? O o aliás o comunismo é o
homem do saco para adultos de de classe
média.
Homens de classe média tem medo do
comunismo, tal qual crianças homens do
saco, que eles aprenderam a ter medo a
partir de terrores contados.
Cá estamos.
Disco, querido Juan Gabriel, tenho medo
de andar no metrô e ver o homem do saco.
Se a gente for pensar bem, todo homem é
do saco. Mas bom, isso é papo pro outro
dia. Diz que do Léo, estou tomando café
na faculdade e correndo para ir pra
aula. Toma café, corre, ouve o nosso
papo, tenta não se queimar com o café
caindo no seu dedo, com o copinho quente
queimando a ponta dos dedos, em tomar o
café muito rápido e queimar a ponta da
língua, porque tudo isso pode atrapalhar
muito a sua vida em muitos sentidos e
você precisa chegar bem na aula. Então,
boa correria aí, descrito templário,
assim, no meio que religioso, querendo
ou não, OK? no meio religioso, querendo
ou não, sempre se amparam em alguma
emoção forte, capaz de mobilizar as
massas para exercer funções externas e
não só as relig. Mas aí é em qualquer
espaço, né? Aí eu vou dizer que em
qualquer ambiente, né? Qualquer
ambiente, qualquer ambiente mesmo, não
precisa necessariamente ser religioso. E
a mobilização aí das emoções, ela faz
parte da nossa construção e relações
sociais. Aí eu não tenho muito problema
com essa parte, eu tenho problema com a
desonestidade que a gente não jogar
limpo e claro, mas aí é um outro outro
papo.
Ah, eu eu tenho que ler esse texto aqui,
senão a gente vai se lascar. Ó, o texto
que a gente vai ler hoje, a gente vai
reagir ao nosso textinho aqui para falar
sobre o tal do sacrifício necessário e a
gente bateu papo.
H,
que tá aqui, que tá nesse livrinho aqui
de minha autoria.
por coincidência. Então, vai ser hoje um
react de texto a mim mesmo, mas então na
verdade vai ser um react de texto para
orientar uma reflexão
que eu não estava tão atento a esse
trechinho, a um trechinho desse livrinho
aqui, livrinho fascismo como religião,
que você pode baixar gratuitamente aí na
internet, tá tranquilo para você baixar.
Eh, que eu vou querer trocar uma ideia a
partir desse texto aqui pelo seguinte,
foi graças à leitura de um dos nossos
camaradas do do da membresia aqui do
canalzinho,
que foi o querido Mateus. Mateus, ele
fez um meta react, meta react de texto,
né? Ele fez um, ele leu esse um capítulo
desse livrinho aqui e falou: "Cara, esse
livrinho é, esse capítulo é muito bom".
Eu falei: "Pô, será? Não tinha me dado
conta de que era tão bom assim." Aí eu
fui ler e falei: "Pô, pior que é bom
mesmo. E eu tenho que retomar essa ideia
aqui. E ficou um negócio legal.
Ah, aqui, deixa eu baixar que vai ser
esse capítulo que a gente vai ler aqui,
ó. Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Contra
a racionalidade do sacrifício
necessário. Tá?
Eu vou pegar este contra a racionalidade
do sacrifício necessário pra gente poder
fazer algumas reflexões importantes
que tem a ver com
o que a gente tá, o que tá aqui, porque
nós aceitamos o nosso fim, né, que é a
tamb deste videozinho aqui. Só para ser
honesto, para não perder o ritmo, esse
livrinho é uma coletânea de artigos que
eu publiquei em algum momento da minha
vida,
que a gente criou esse livrinho como
recompensa pra publicação de um outro
livro da editora Pageu, que é o livro
Antologia anti-idolatria.
E o esse, mas originalmente esse texto
foi publicado em 17 de dezembro de 2019
no GGN, no portal do GGN, tá? E aí a
gente deu uma ajustada aqui para essa
versão, mas ele foi originalmente
publicado em 17 de dezembro de 2019. Por
que que é importante também falar 17 de
dezembro de 2019? Pra gente poder situar
contextualmente alguns elementos que
estão nesse texto, porque eu critico
algumas personalidades específicas da
história recente do Brasil,
tá? Então, importante sempre deixar ser
honesto nesse ponto. Mas vamos lá. A
gente vai papear um pouquinho porque é
contra essa ideia de aceitação do fim,
do nosso fim, mas não é de um fim do
tipo, ah, somos finitos. Esse fim é
importante você lembrar. Não esqueça,
você é finito.
Você é uma pessoa que não vai viver para
sempre. Esse fim você não pode esquecer.
Inclusive, ele é importante para você
não perder critério de realidade, né?
Você precisa comer, você precisa
respirar, precisa beber água, né? As
pessoas também. Então isso te dá um
critério importante para tomada de
decisão. Você é finito. Você é uma
pessoa finita, você não vai viver para
sempre. Então não é este fim que nós
estamos falando. O fim que nós estamos
falando é o fim que é imposto,
o fim que parece ser necessário,
obrigatório, por fim a nossa vida ou por
fim a vida de alguém.
O grande problema, esta racionalidade
do sacrifício necessário, que é na
verdade uma justificativa.
justificativa
para a violência, justificativa
para o sacrifício, justificativa para
agressão, justificativa para o
autosacrifício, justificativa para
automutilação,
que é algo próprio de uma racionalidade
nossa hoje, bastante contemporânea, mas
que essa reflexão vai surgir a partir de
uma crítica da religião. Vou até antes
de ler aqui,
vou lá pro prefácio aqui, pro prefácio
não, pra introdução desse livro para dar
uma explicação para vocês. Porque aqui o
que é o Jeová,
por que que eu não fiz assim, né? O
título do livro é bem provocativo,
fascismo como religião, que é um uso da
uma
quase uma brincadeira com a expressão do
Walter Benjamin. Não sei se vocês
conhecem essa pessoa, não precisa
conhecer. Fascismo como religião.
E é um um uso da expressão do Walter
Benjamin no texto dele capitalismo como
religião, mas diferente do Benjamin,
aqui a gente não deixa a religião tão em
termos abstratos e genéricos, a gente
precisa de maior de uma maneira mais
adequada.
E aqui eu queria deixar duas coisas
importantes indicadas. A primeira, o
fascismo não deve nem pode ser visto
como um fenômeno que surge somente com a
tomada das instituições de execução de
poder por fascistas. Ou seja, fascismo
não é só quando o fascista senta no
poder. Ele existe como mobilização de
massas. Então isso é uma coisa
importante. Mas a segunda mais
importante é a questão do da religião.
Eh, o que que a gente vai chamar de
religião?
As reflexões sobre esse tema nasceram
durante a campanha eleitoral de 2018,
tendo como fenômeno determinante a
participação ativa de igrejas e
lideranças religiosas na campanha de
Jair Bolsonaro. Com seu partido de
ocasião, o Partido Social Liberal, PSL,
já mudou o partido, já mudou tudo, a
zona. O slogan abre aspas Brasil acima
de tudo, Deus acima de todos, não pode
ser visto com ingenuidade.
Não se trata apenas de um uso
instrumental da religião, nem de mero,
abre aspas, abuso, fecha aspas, da fé
alheia para enganar as pessoas
ignorantes ou inocentes. Então, não
sejamos inocentes nós de achar que é
isso.
A questão relevante é que que nos
importa aqui no texto? Quais as
condições que tornam possível as
conexões entre fascismo e cristianismo
dentro da nossa reprodução social? É
isso. Quais condições tornam possível
que o fascismo e o cristianismo se unam?
Nesse sentido, fascismo como religião
tem inspiração na famosa tese de Walter
Benjamin sobre o capitalismo como
religião, que é um rascunho.
Contudo, que que a gente tá entendendo
por religião aqui? Presta atenção.
Não se trata da taxação de processos
sociais como irracionais ou fantásticos,
né? Dizer religião de modo negativo. Ai
porque isso aí é coisa de maluco, tá?
Não, não é isso que a gente vai fazer.
da maneira como vulgarmente os fenômenos
religiosos são vistos sobre a
perspectiva de uma racionalidade
operacional de tipo instrumental que
calcula ganhos ótimos, tal, não sei o
que lá ou explicativo que fornece dados
mensuráveis, não sei que esse tipo de
postura taxa qualquer evento que não se
enquadre em seus marcos de mágicos, fora
da normalidade e excepcionais, que é um
problema, inclusive de boa parte das
análises que são feitas sobre o
bolsonarismo, sobre os evangélicos,
sobre não sei o que lá. são
excepcionais, são mágicos, são fora da
normalidade, não olha paraa realidade,
né? Olha para os dados concretos da
sociedade.
Claro, pressupondo uma imagem de como
deveriam ser os comportamentos dos
sujeitos e grupos do interior de uma
forma social. Aqui é uma discussão
importante em outro momento que assim, o
pessoal pressupõe: "O estado deve ser
assim, as pessoas devem agir assim, não
sei". Se não se enquadra nessa nesse
modelo pressuposto
projetado. Ah, então isso é mágico, é
fora da realidade, é a normalidade
excepção, é exceção, a bobagens, mas
tudo bem.
Eh, conheção percebido, sei o que lá. Eu
quero falar o que que é religião. Cadê?
Cadê, cadê, cadê, cadê?
Aqui
assim,
eh, é importante deixarmos claro do que
estamos falando quando destacamos do
movimento fascista seu caráter
religioso. Qual o caráter religioso que
nos interessa? Sua função como ideologia
de legitimação e justificação de
sacrifícios de vidas humanas para a
manutenção da reprodução social. O que
nos interessa aqui para destacar
enquanto religião o papel, o caráter
religioso conectado ao fascismo, é a
ideologia de legitimação
e justificação
de sacrifícios de vidas humanas.
No caso aqui, para a manutenção da
reprodução social, o papel de legitimar
e justificar o sacrifício de vidas
humanas. Nesse texto aqui, eu tô
pensando a questão do fascismo, mas
contudo, porém todavia, hoje eu já
consigo perceber ele em outros lugares.
E aí lendo o texto que o o esse capítulo
aí eu já tava, essa ideia já tava
presente antes, eu só não tinha me dado
conta.
Não é só no fascismo.
Entre nós de esquerda aqui, temos que
olhar dentro do nosso movimento, se a
gente também não tá desempenhando o
papelzinho de legitimação e justificação
de sacrifício, tá?
Então, aí que eu quero chegar. É aí que
eu quero chegar. E não é tipo teoria da
ferradura, né? Porque eles fazem aqui, o
outro faz aqui também. Então os opostos
se atraem, vamos ser do centro. Não,
não. Chama-se autocrítica, que é
perceber outra parada. Pelo amor de
Deus, não sejamos burros. Mas é isso,
tá?
Portanto, nessa abordagem, o fascismo
como religião é entendido como a forma
de consciência social, religião como uma
forma de consciência social que nasce de
uma necessidade de justificar a
violência contra a vida humana.
Forma de consciência social que nasce de
uma necessidade de justificar a
violência contra a vida humana. É isso
que me interessa hoje. É isso que
interessa o nosso papo. Beleza?
Você vê que tem que tem que especificar
os termos, tem que deixar claro do que a
gente tá falando. O que nos interessa
hoje é ver essa forma de consciência
social que nasce de uma necessidade de
justificar a violência contra a vida
humana. E é esse o caráter religioso que
tá sendo criticado no texto, em todos os
os artigos selecionados. Mas a gente vai
em especial focar em um artigo, tá bom?
Então não esqueça, nossa crítica aqui é
contra o sacrifício, a necess a
justificação, a legitimação do
sacrifício. Beleza? Então a gente já vai
ver aqui. Deixa eu só para não
posso perder os irmãos que tá aqui
chegando, pô. Bom dia, querido Gabriel.
Como é que você tá? Tudo bem? Espero
desejo que sim. Diz Gabriel. Bom dia,
cafezeiros. Bom dia, querido Gabriel.
Como se o bigodinho não tivesse subido
ao cargo. É, exatamente, com votações.
Exatamente. Bom dia, querido. Fazer o
bom dia. Bom dia. Tudo bem com você? E
disse fazer o bom dia, Brunovski. Bom
dia. Fazer o fazer o quê? Quer ser ou
quer fazer? Fazer o
bom dia, querido Felipe. Felipe,
primeira pessoa santificada e
beatificada em nossa igreja barista.
Tudo bem, mano? Espero desejo que sim.
Bom dia para nós. Bom dia para nós. E a
galera aqui é muito saudável e do cara.
Todo mundo se desejando bom dia. Que
coisa bonita,
disz. Querido Jones Miguel, mas tipo,
não tem vários comunistas que justificam
a violência contra a vida humana como
forma de emancipação? Pergunta genuína.
É exatamente aí que eu quero chegar, Jon
Miguel. É aí que nós vamos chegar.
Tem,
tem.
Eis o problema. O problema nosso, né?
Nós enquanto esquerda revolucionária,
não sei o que lá, pip pó, temos agora
que resolver esse bo.
Dizquin do Gabriel. Boa, boa, Brunão.
Bela quarta pra gente. Bela quarta para
nós. Quartou, quarta que é praticamente
fim de semana.
Diz querido Gabriel. Mas Bruno, o termo
sacrifícios e violência, como você já
deve ter ouvido, são específicos. Sim, e
lá chegaremos no capítulo que nós vamos
ler agora. Obrigado aí pelo pela escada.
Obrigado pela escada, querido Gabriel.
Turum. Vamos lá. Eu eu gosto disso que
aí a gente volta pro tema, né? Aquela
escadinha maravilhosa para voltar pro
tema.
Pá. Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí,
pera aí, pera aí, pera aí, pera per.
Cadê as coisas aqui? Perdi tudo aqui,
mano. Aí me lasca.
Bom, vamos lá.
Empecemos.
Há uma racionalidade ancestral. Aí
alguém já vai tá aí preocupado com a
palavra ancestral. Calma, calma,
torcedores. Torcedores, calma.
Vamos ler. Contra a racionalidade do
sacrifício necessário, publicado em 17
de novembro, de dezembro de 2019. E
vamos lá. Há uma racionalidade ancestral
que de tempos em tempo se adapta
e renova suas forças nas diferentes
formações sociais humanas.
A racionalidade do abre aspas sacrifício
necessário. Beleza? Racionalidade do
sacrifício necessário.
Renê Jard é um antropólogo conservador,
tá? Então estou utilizando aqui um
recurso teórico conservador.
Trabalha em A violência e o Sagrado, em
português publicado pela Paz e Terra. Eu
tenho esse livro aqui em algum lugar,
mas não vou pegar ele agora. A violência
e o Sagrado.
Eh, trabalha as diferentes ordens
sacrificiais e o papel que cumprem na
organização das comunidades humanas.
Porque o o papel do sacrifício ele tem
uma função social, ele não vai ser
olhado aqui de maneira meramente moral,
né?
Ele cumpre funções sociais e a gente
precisa entender quais são, como ela
funciona, como ela se desempenha, né?
Então, os sacrifícios com eles
desempenham uma um papel na função como
função social, na reprodução social.
Então isso é um ponto importante,
tanto para criar situações de segurança
e controle social, quanto a pretensão de
controle sobre o entorno mediado pelas
divindades ou forças sobrenaturais, né?
Então, tanto sacrifício pra gente
controlar internamente as relações
interhumanas, né, as relações sociais,
interpessoais, comunitárias, coletivas,
então o sacrifício aqui para placar, por
exemplo, uma situação de vingança, né?
um camarada quis se vingar do outro
camarada, porque o acho que o Girrard
até conta, eu acho que o Renê Girrard
até conta
eh no livro essa situação. Eu posso
estar equivocado, eu posso estar
confundindo, mas eu acho que o Girrard
até em determinado momento apresenta uma
situação semelhante
de numa comunidade
pequena com de núcleos familiares, né?
Ah,
duas dois jovens, né, adolescentes para
jovens, se apaixonam pela mesma menina
e a a moça opta ou se aproxima de um dos
jovens. E aí, num crime passional, um
desses o jovem rejeitado pela moço
executa o outro jovem, porque afinal ele
considera que aquela pessoa seja sua
propriedade e executa o outro jovem. A
família desse outro jovem vai querer se
vingar e se ela se vinga, essa outra
família volta e vai entrar num ciclo
constante de conflitos, de vinganças
pelo estabelecimento de um primeiro
assassinato, né, de uma primeira
execução, de eliminação de uma pessoa
nesse nessa comunidade. Tem um filme
brasileiro. Eh, cara, que filme que é?
Vocês vão me ajudar a lembrar,
cara. Ah,
ai, aquele filme que o que o mano fica
Ah, caraca, é com Rodrigo Santoro.
Ah, droga. Vamos lá para de novo. Filme
brasileiro.
Ai, caraca.
Humum.
Abriu despedaçado. É isso. Filme
brasileiro. Abriu o despedaçado.
Que que narra mais ou menos uma situação
semelhante. Duas famílias. Uma família
eh uma pessoa
executa a família de outra pessoa, né?
Ele a família abriu o despedaçado.
Obrigado, Léo. Léo correndo, tomando
café, indo pra aula na faculdade e
lembrou do filme e eu não. E aí Rodrigo
Santó sempre não e pode ser que abriu,
abriu despedaçado até com o Rodrigo
Santório, né? Agora também tô
confundindo tudo, mas tudo bem. Duas
famílias aí tem duas famílias.
Eh, um cara mata o mano da outra
família. Aí essa outra família tem o
direito de se vingar. Só que aí tem uma
regra lá, não sei o que lá, que você
estende a roupa no varal que tá com
sangue até aquela aquele sangue lá
secar, ficar esbranquiçar, amarelar, sei
lá que rai que é, a outra família vai
ter esse período para para se organizar
ali, porque não pode praticar vingança.
E aí o filme gira muito em torno da
vingança, do direito à vingança, né, e
de um ciclo infinito de vinganças. E aí
tem uma cena que tem sempre um gado que
puxa um uma
eh que puxa um moinho, né, que faz um um
moinho rodar lá, um burrinho lá, um não
lembro se é um burro, se é um boi, acho
que é um boi, fica puxando e fazendo o
ruinho o moinho rodar. O moinho roda,
roda, roda. E aí um dia ele, o boi não
tá preso no moinho. Ele não tá preso,
mas ele vai lá e ele mesmo continua
circulando em torno do moinho.
E aí tem um diálogo, uma conversa sobre
esse moinho, sobre esse boi girando em
torno do moinho. E é a representação
clara desse ciclo infinito de
violências, porque um executa o outro.
E aí vai voltando pro Girhard, um jovem
executa outro jovem porque eles acham
que uma daquelas que aquela menina ali é
sua posse, então executa o outro porque
ele deseja tê-la. Aí essa família vai
querer se vingar e você vai entrar num
ciclo infinito de violências e de
sacrifícios e e de violência, só
violência, assassinatos. Aí
estabelece-se um rito
na sociedade para interromper aquele
ciclo de violência, por exemplo,
estabelece um rito sacrificial. alguém
vai ser sacrificado e vai ser emolado
para acabar e aplacar com essa
violência. Isso é um caso, como a gente
tá lendo no texto, de organização
interna, né? Um sacrifício para você
organizar a comunidade, para você
colocar a ordem nesse grupo,
diferente do sacrifício que é realizado
para você conseguir controlar um
ambiente externo, para você, por
exemplo, controlar o clima, para você eh
conseguir uma melhor colheita. Se você
assistiu Game of Thrones, quando canalha
do Stanis Bara, junto com aquela mulher
de vermelho canalha, bota coitado da da
da Sheering no na fogueira.
Bota coitada da Shering na fogueira. Por
quê? Porque se a gente botar na fogueira
vai aplacar o clima aqui e a gente ganha
o e a gente consegue derrotar o os o os
Bolton e tomar o interfel.
Essa cena bizarra que aí a criança tá
numa fogueira gritando, pedindo socorro
pra mãe e pro pai enquanto canalha do
Stanis Barat aceita aquele bagulho lá. É
o quê? Um sacrifício para você tentar
controlar o entorno, né? Você tentar
controlar e aplacar a situação em volta
e não interna ao grupo. Dois tipos de
sacrifícios distintos. É disso que a
gente tá falando no texto.
Beleza.
Interessante, né? Reflexões é
importantes. Quem diria que numa
quarta-feira de manhã daria para bater
esse tipo de papo?
Eh, diz querido Templário, alguns
justificam que tem que tem quem entende
que ela pode coisir com a revolução por
conta do déficit organizativo das
massas. Eh, nós temos um luxemburguistas
forte aqui.
Pronto, faz sentido. Você estuda cinema?
Léo lembrou porque estuda cinema, mas
não tem problema,
cara. Eu sou ruim às vezes para lembrar
as parad me falha os negócios que fic
com raiva. Exato, Paulo tinha lembrado
também. Abriu despedaçado. Obrigado
Paulo. Tido fazer o watch que ia ser
fazer o quê? Tem algumas localidades no
Leste Europeu que ainda permitem direito
à vingança. Vai aqui também, meu amigo.
Não precisa ir no leste europeu não.
Na rua aqui atrás de casa tá liberado,
viu? pode dizer nada não. Eh, eu tenho
um familiar inclusive que está jurado
porque ele acabou fazendo mal, na
verdade, ele acabou eliminando um
cachorro violento de uma ou outra
família numa situação de autodefesa e
ele está jurado até hoje. Tem essas
situações. Que história boa? Não sei
qual a história, mas é boa. Diso Thago.
Emolação é uma palavra que me deixa
estranho. Vai saber. Eu também. Eu acho
uma coisa meio
Dis querido Felipe. Jogos vorais.
Pronto. Jogos vorais. sacrifício
necessário. Pode par, pode par, pode,
pode, pode par descrito fazer o watch lá
institucionalizado. É, o pessoal
organizou a vingança,
mas vamos lá. Beleza. Então, esse é o
esses são os dois tipos de sacrifício,
né, que a gente tá falando. Um
sacrifício que você faz para controlar o
grupo, o sacrifício que você faz para
cont para tentar controlar o entorno,
né?
Mas é isso.
Dado que certos recursos são escassos,
as disputas, distribuições e a posse
destes precisam ser ordenadas, né? Dado
que certos certos recursos são escassos,
as disputas, distribuições e a posse
desses recursos precisam ser ordenadas.
Daí mais um uma citação do sacrifício,
seja porque tá faltando, porque o
entorno tá fora de controle, seja porque
o o internamente a comunidade tá com
problemas
nessas relações. Então, o sacrifício
encontra seu papel justificando a falta
de recursos para certo grupo ou em
determinado período, assim como a sobra
para outros, além de aplacar a violência
quando, por meio do ritual promete um
futuro próspero, né? Então, é um
sacrifício
eh que por um lado a gente vai conseguir
justificar porque uns merecem, outros
não, porque uns têm mais e outros não,
porque em determinado período a gente tá
sem nada para um grupo ou sobrando muito
para outro, ou ainda pela promessa do
futuro próspero. Temos aqui alguns
papéis desempenhados que é importante.
Dehard mostra como em situações
críticas, na qual são cometidas
violências na disputa por recursos,
quebrando a estabilidade ou passo
social, um sacrifício é evocado como a
violência permitida, legítima e
necessária, da qual todos os membros da
comunidade participam, colocando o abre
aspas, bod expiatório, seus medos de
caos e a esperança de harmonia seja
renovada, né? Então o que que acontece
numa situação crítica que a gente tá ali
na disputa pro recurso, tá fora de
ordem, estamos sem estabilidade e tal, a
gente evoca aqui um bode espiatório
e o a legítima eliminação desse bode
expiatório para que a gente consiga
depositar ali os medos, né, do caos e as
esperanças da harmonia para que a gente
consiga ali renovar, recuperar elas.
Então, mais um papel do sacrifício aqui,
mas do bode expiatório. Não vai ser o
sacrifício que envolve quem tá
disputando. Você vai escolher alguém
puro, alguém externo, alguém que mereça
ser sacrificado, que aplaque essa nossa
situação, esse nosso problema.
O sacrifício cumpre, portanto, um papel
disciplinador. E aqui disciplinador no
sentido negativo do termo disciplinador.
Exige renúncias e mostra no processo do
rito o resultado necessário das faltas e
o preço a ser pago pelo futuro seguro, o
sangue de alguém, né? Então, no processo
do rito, né? A gente tem o resultado
necessário das faltas, daquilo que tá
faltando. O rito precisa ser realizado e
o preço ser pago é o sangue de alguém.
Não há o que fazer. É a única
alternativa,
beleza? É a única alternativa, a única,
única, única.
Se a comunidade deseja que haja
estabilidade, o sacrifício é requerido.
Se a comunidade espera que a paz
permaneça no futuro, novamente, o
sacrifício é exigido. Sua necessidade é
regularmente atualizada,
exatamente como a primeira linha de toda
a cartilha do abaspas bom economista.
Todos teremos que fazer sacrifícios. Aí
eu faço uma trocadilhozinho aqui,
utilizando jocosamente a expressão do
George Orel na revolução dos bichos, né?
Mas uns sempre mais sacrificados que
outros, porque o George Orrow para fazer
aquela fábula, né, que o pessoal acha
que é uma descrição da realidade, a
fábula da da influção dos bichos, ele
fala: "Todos são iguais, mas uns mais
iguais que os outros, né?" Um bom
economista diz o quê? Todos teremos que
fazer sacrifícios, mas uns sempre mais
sacrificados que os outros, né?
essa parte. O o economista esquece de
avisar.
Só só esquece. Só só esquece.
Se houve uma palavra que se repetiu nas
entrevistas, declarações e discussões em
comissões por parte da equipe econômica
de Paulo Guedes. Paulo Guedes, lembrando
que o texto é de 2019, então era ali
primeiro ano, final, final do primeiro
ano de Jair Messias Bolsonaro como
presidente e Paulo no Guedes como
ministro da economia. E o que que o
Paulo Guedes falava em tudo quanto é
entrevista, declaração, discussão?
Sacrifício. É um sacrifício. A gente vai
ter que se fazer um sacrifício. É um
sacrifício necessário. A gente vai ter
que apertar aqui. Vamos. Pode ver. Não
existe. Não, não existiu um momento na
vida de Paulo Guedes como ministro da
economia que não fosse exigindo
sacrifício. Vai ter que sacrificar, vai
ter que aguentar, vai ter que segurar,
vai ter que não sei o quê. perto cinto
aí
sempre, sempre
a voz da razão do sábio, do líder máximo
desse culto bizarro, né? Então,
ai isso, Gustavo, Gustavo diz aqui, né?
Muito ruim escrever sobre sacrifício em
2019 nesse sentido, quando em menos de
um ano depois o mundo inteiro, sobretudo
ocidental, fará um sacrifício coletivo
para aplacar o deus mercado. Cara, você
acredita que eu o tem artigo, né, que tá
nessa coletânia que eu escrevo sobre
isso durante 2020, 2021. Eu entrei em
2020, 2021 num sofrimento profundo
interno de depressão, de bagulho todo,
por n fatores, né? Tanto por tudo que
tava acontecendo, mas porque a pesquisa
de doutorado que eu estava realizando,
eu tava discutindo o tema do sacrifício,
o tema do sacrifício no âmbito
econômico, nesse nesse espaço do eixo
teologia e economia, em que dentro do
âmbito da economia são exigidos
sacrifícios, cara, tal como no ambiente
religioso. E eu comecei a pirar, velho.
Eu tava ficando maluco porque o que eu
tava escrevendo eu tava vendo, tá
ligado? Eu tô pesquisando e eu tô vendo
na minha frente. Eu comecei, cara, eu
sofri muito. Eu saí moído, pessoalmente
falando, todo mundo saiu [ __ ]
obviamente, todo mundo tá todo mundo
lascado pós- pandemia, mas internamente
eu saí destroçado. Eu eu saí em pedaços.
Eu não, de verdade, a pandemia para mim
foi insuportável, porque o meu trabalho
era pesquisar. Eu t fazer um doutorado.
A escola que eu pesquisava, que escola
do Departamento Ecumênico de
Investigações, é quem começou essa
discussão sobre o sacrifício exigido no
âmbito da economia.
Eu ouvia todos os dias que é um
sacrifício necessário, que tem que
sacrificar, que tem que se sacrificar,
que tem que não sei o que lá e depois
que muda o discurso. Não é só que tem
que sacrificar alguém, você tem que se
sacrificar. É um sacrifício que todo
mundo aqui tá fazendo e você se
sacrifica porque você é homem, você é
tem bri, você é valente, tem histórico
de atleta. Ei, se eu aguento, você
aguenta também. Tem que sair na rua
mesmo, vai trabalhar. Sabe essas coisas,
maluco, eu fiquei doido. Eu fiquei em
pedaços assim. Eu, nossa, mãe do céu.
Inclusive, foi aí que eu realmente
precisei terapia seríssima, assim, foi
um bagulho maluco. Sofri muito. Porque
falar sobre isso nesse período, tá
ligado?
Exatamente. Que no Brasil foram pelo
menos 700.000 mortos, meu irmão. Eu eu
fiquei mal, velho.
Sério mesmo.
Ei, tá até gatilho aqui já. Bom dia,
querido William. Bom dia, meu bom. Tudo
bem? Diz Vinícius Yatango.
É, peguei.
Diz querido Rubens. Bizarro. E o
sacrifício é sempre com o corpo dos
outros. Exato, né? Sacrifício no dos
outros é refresco, literalmente.
J Miguel, adorei esse bom economista. É,
mas é, né? O bom economista tá sempre
nessa.
Teve alguma pergunta que eu não que eu
deixei escapar aqui?
Pergunta, querido Gabriel. A violência
do oprimido é sempre justa? Aí que tá,
aí que tá. A gente vai chegar nesse
cara, você tá dando as excelentes
escadas. Obrigado, Gabriel. Vamos voltar
lá.
Cara, mas eu eu fiquei ruim, viu, mano?
Pelo amor de Deus. Mas vamos lá. Todo
cantar entrevista, esse maldito falava
esse negócio de sacrifício, né,
cara? Como é que a gente sobreviveu
isso? Só Jesus na causa não
sobrevivemos, né? Gente, pensar, [ __ ]
Cada corte orçamentário ou cada
violência contra direitos mínimos de
trabalhadores e trabalhadoras vinha com
a legitimidade do, abre aspas sacrifício
necessário. Sacrifício necessário,
entramos no mapa da fome.
As aposentadorias assaltadas por uma
reforma agressiva e insustentável vem
acompanhadas da promessa de um futuro
próspero com o sofrimento dos bodes
expiatórios de hoje, né?
Diferente de uma comunidade ancestral,
não estamos falando de uma pessoa, um
animal ou parte da produção como símbolo
da entrega sacrificial, né? Porque é
isso, uma comunidade que o o Girard tá
lá estudando e vendo do passado, não sei
quê, não sei quê, não sei o quê. É isso.
É uma comunidade ancestral que nós não
estamos falando de uma era uma pessoa
sacrificada, era um animal, era uma
parte da produção.
Não é disso. No nosso caso de uma
sociedade capitalista moderna, onde vem
o sacrifício? Trata-se da grande massa
popular, a maioria pobre. Ela deve se
sacrificar para a prosperidade da
sociedade brasileira.
Pro Brasil ir pra frente, o pobre tem
que ser sacrificado. Basicamente é isso
que Paulo Nuggets estava dizendo e que
hoje é sustentado pela galera da mesma
linha de Paulo no Guedes.
Para salvar a economia, agradar ao
mercado. Ao que parece, quando o sangue
do povo for derramado, os investimentos
chegarão. O sacrifício é necessário.
Video,
Argentina, né? Galera comendo carne de
burro, pegando o osso em lixo,
passando nos perrangue mais bizarro do
planeta. Mas aí o investimento vai
chegar, os bilhão vai cair, o sangue
amado da galera na rua, pessoal
desempregado, tudo desestruturado. Ah,
tá a mágica tá acontecendo, é o
sacrifício necessário, meus amigos.
Nesse tipo de racionalidade sacrificial,
a morte é legalizada.
O resultado esperado da violência do
sacrifício legitima simbolicamente a
exclusão, a marginalização, o massacre
social.
E aqui é um massacre do deixar morrer,
né? você não necessariamente vai
executar imediatamente, mas você deixa
morrer. Se bem que existe também
execução imediata, mas já falaremos
disso. É uma lógica disciplinadora no
sentido negativo da palavra que conforma
os corpos ao mal necessário, não
coordenação de premissas, mas no campo
do desejo, da expectativa de melhoras,
né? Não é que você tá fazendo assim:
"Olha, gente, deixa eu apresentar o
plano para vocês aqui, ó. Vou apresentar
tal um plano. A gente vai fazer isso, a
gente vai construir aquilo, o resultado
vai ser este e a gente vai ter aquilo
ali, ó.
Tipo assim, você me apresenta o plano,
desenha, tá? Vi, sou bala, tô aqui
organizando as premissas, estruturando,
tal. Não, aqui é na questão do apelo, do
desejo.
Você não deseja melhoras, não deseja
melhoras, então tem que aguentar. Não
deseja melhoras, então aí, ó, sofre aí
que vai vir investimento e vai chegar.
Não existe outra. É assim, a única
alternativa é sofre. A única alternativa
é aguenta, entendeu?
Loucura.
Loucura
é o que nos apresenta Jung Mossung, né?
Um teólogo brasileiro em Desejo ao
mercado de religião, publicado pela
editora Vozes, demonstrando inclusive
que no capitalismo neoliberal os bods
expiatórios são sempre as massas pobres.
que nunca tem a permissão de comer a
parte que lhe cabe do bolo, né, que era
a famosa frase que se utilizava nos anos
80,
que é para poder distribuir o bolo, tem
que fazer o bolo crescer primeiro, né?
Então o bolo tá sempre crescendo
e nunca se divide, né? Ele cresce, ele
tem que crescer o bolo. O bolo tá
crescendo. O bolo tá crescendo, mas
nunca divide o bolo. Não, primeiro bolo
tem que crescer. Aguenta aí. Era o
Campos Neto, né? O Campus Neto, Campos
Neto é o que tá hoje. É o Roberto
Campos, né, que falava isso, n? Tem que
esperar o deixar o bolo crescer. E esse
texto do Jung é desse período. Delfim
Neto, Defim Neto. Deu fim Neto. Aí eu
confundi Roberto Campos com Campos Neto
com Delfim Neto. É muito Campus e muito
Neto. Erro meu. Rubens tá certo. Delfim
Neto. É o que o Delfim Neto falava, né?
Tem que deixar o bolo crescer para
depois a gente distribuir esse bolo
aqui.
Eh, é isso. E o Jung tá escrevendo nesse
período, nos anos 80. Então você o bolo,
tem que esperar o bolo crescer. É, o
bolo tá gigante já, mas espera ele
crescer. Nunca, nunca você tem o direito
de comer a parte do bolo da economia que
sempre cresce e nunca é partilhado de
maneira justa. O sacrifício é necessário
e os escolhidos para o sacrifício são
sempre os mesmos.
Mas vamos lá. Mas agora é isso até aqui
eu tô praticamente repetindo. Jihard,
Jung, Mossung e Fran Kilamt. Tá? Isso
aqui é uma organização desses três caras
para analisar o que tava acontecendo.
Agora vem a parte brunística.
Contudo, devemos distinguir na
racionalidade do sacrifício necessário a
orientação da violência. Veja,
tem um sacrifício necessário colocado
aqui.
Mas se orienta a violência para onde?
Não só para interno ou externo, vai ser
em outro sentido.
Veja bem,
se ela é contra o próprio corpo
como caminho para solucionar problemas,
a aceitação da automutilação e no limite
do suicídio, quando o sujeito ou um
grupo aceita entregar as condições de
garantia de manutenção da própria vida.
E é aqui o tema da nossa livezinha que
tá na TAMB.
Por que aceitamos o nosso fim? Essa
parte aqui já não é Jung Mossung nem
Fran Kelamit. aqui aí eu tentando dar
meus pitaco.
Quando a gente vai observar a orientação
dessa violência, eu tenho que olhar se
ela é contra o o sujeito contra si
mesmo, contra seu próprio corpo.
Porque se for é a aceitação da
automutilação e no limite do suicídio,
né? Quando o sujeito ou um grupo aceita
entregar as condições de garantia de
manutenção da própria vida.
E nesse sentido, ela é quando eu olho
para essa racionalidade sacrificial
e não precisa necessariamente ser
imposto. Eu aceito a justificativa dela,
aceito sua legitimação,
que é diferente de quando ela me é
imposta, que é do outro sentido. a
violência é contra o corpo alheio,
que é aí a aceitação do homicídio e no
limite do genocídio, quando grupos
específicos ou parcelas sociais são os
corpos possíveis de serem sacrificados.
Aí é a diferença da racionalidade
sacrificial suicida da racionalidade
sacrificial genocida.
São duas distintas.
Quando essa racionalidade sacrificial
eu assumo ela, ela se torna uma
racionalidade suicida ou quando ela é
imposta é uma racionalidade genocida.
Por que que eu acho importante
distinguir essas duas coisas? E aí vemos
aqui por que que acho importante
quando um pau no Guedes chega e mete
essa de que o sacrifício é necessário,
parcelas grandes da população que
sofreriam os efeitos daquela de de um
desse projeto. Topam,
falam: "É isso, bora,
bora para cima".
É, tem que ser assim mesmo.
Não é só o cara da classe social
privilegiada.
Esse discurso assimilado por parcelas
populares, assimilado por quem vai ser o
a vítima, vai ser o bod expiatório. O
bode expiatório aceitando sua vitimação,
se colocando daí como esse que não eu
aceito, é o mito de figênia. O mito de
Figênia contado por Eurípedes, né? Tem
dois, duas versões do mito. Eh, em
Eurípedes, Efigênia aceita seu
sacrifício. Emquilo Ifigênia, quando o
pai dela decide sacrificar ela, né, o,
como é que era o nome daquele canalha?
Agamenon, né? Hamen tá indo pra guerra
conquistar Troia. No meio do do do mar
lá, o vento para de bater. O vento para
de bater. A Gamon tá maluco para poder
conquistar a Troia com o exército todo,
tal, não sei o que lá. Fala, chama Deus
a Diana. Fala, Diana, o que que tá
acontecendo aqui? Eu quero chegar lá do
outro lado para poder eh dominar a
Troia. Que que não tá acontecendo? Ela
falou: "Não tem vento, só vai ter vento
depois de você sacrificar sua filha".
E aí ele tem uma escolha. Se ele
sacrifica, ele consegue o vento. Se ele
não sacrifica, ele volta para casa. Ele
sacrifica a filha.
E aí o vento volta. E no primeira, nessa
primeira narrativa de Équilo, quando a
Efigênia faz isso, eh, a Efigênia não
aceita. fala: "Você é louco, você é um
assassino, você não sei o que lá e
Dane". Pá, em Eurípedes, a Efigênia
aceita ser eh violentada, ela aceita ser
assassinada, ela aceita o sacrifício
sobre ela. E aí ela aparece como
racional, né? Na na narração do
Eurípedes, ela aparece como aquela fada
sensata que fala: "Mas é pelo bem de
todos, né? Para que o exército conquiste
Troia". Ela aceita, ela expressa a
racionalidade da vítima que aceita ser
vitimada, que aceita essa estrutura
da racionalidade sacrificial imposta. Só
que veja, agora não é só o sacrifício
imposto. Agora eu tenho que discutir
porque essa pessoa tá aceitando isso.
Ela tá aceitando com uma racionalidade
suicida. Ela aceita ser vitimada.
Ela aceita seu fim. Por que que ela tá
aceitando isso, cara?
Então, eh, é nesse âmbito que a gente
tem que tencionar,
eh,
diferente
do âmbito de quem tá impondo dessa
racionalidade genocida, né, dessa
racionalidade que se impõe a violência,
que impõe o sacrifício. Esse é outro
sujeito.
O sujeito que aceita é diferente. E aí,
fazendo uma crítica que importante,
autocrítica importante, importantíssima.
Dentro de movimento de militância,
muitas vezes nos é proposta esta posição
de aceitação constante do sacrifício,
sem limites, né? A gente tem que se
sacrificando, porque o meu sacrifício
vai fazer essa causa ir pra frente.
E isso pode ser extremamente
problemático e perigoso.
Veja que eu não tô falando sobre o
sacrifício alheio, eu tô falando do
sacrifício nosso, do interno,
do engole aí, vai para cima. Engole essa
tarefa aí, vai para cima. Como assim?
Você não tá disposto hoje, saca?
Ou ainda é o sacrifício de você não,
então vamos acelerar as coisas, vamos
para cima, quanto pior, melhor. E você
fala isso, quanto pior, melhor. Você é o
animal, quanto pior, melhor. Você é o
animal que se lasca no quanto pior,
melhor. Que é o problema desse
aceleracionismo de esquerda que a gente
tem, e aceita que não, não, as coisas
tem que ser assim mesmo. O capitalismo
tem que continuar aí estrangulando a
gente, as coisas tem que ir piorando,
não tem que manejar isso, não. Deixa
chegar no fundo do poço que depois a
gente vai todo mundo ficar com raiva e
vai derrubar tudo, meu irmão. O todo
mundo é você.
É você.
Se não é você, é o maninho, o
adolescente que tá te ouvindo falando na
internet.
Se não é você, é alguém que tem filho e
filha para criar, que nesse desespero
talvez esteja tentando se esconder das
responsabilidades. Vocês já pensaram
sobre isso? Já pensaram sobre isso? Tem
uma galera que para se esconder da
responsabilidade, não ter que enfrentar
a vida, fala: "Não, tem que piorar
mesmo".
E aí você esconde, você esconde uma
militância real, que é a militância que
tenta intervir no mundo, para uma
militância que quer abrir mão de
intervenção no mundo.
A praxis, materialismo de praxis mesmo,
materialismo revolucionário de praxis,
você quer intervir no mundo, você quer
atuar nele.
Essa posição do da do do deixa ir, deixa
cair, deixa acabar, quando pior, melhor.
é a militância covarde, ingênua, que
prefere se esconder do que intervir.
Que é mais fácil dizer, não, tem que
piorar mesmo para depois a gente fazer
isso. E em última instância chega numa
racionalidade suicida
de automutilação
e de aceitação dessa automilação.
Um grande abraço para Mark Fisher, né?
Eu acho que ele é uma expressão assim
viva desse tipo de racionalidade,
desse tipo de posição.
A pessoa não se dá conta
do quão problemático é você achar que é
só uma decisão interna, né? de de de
não, eu tenho tenho moral aqui, tenho
bri, a gente vai pro nosso sacrifício.
Não tem que ir mesmo para pior. Isso é
porrice,
estupidez. É uma racionalidade
sacrificial que se automila, que aceita
seu próprio sacrifício.
Beleza,
querido Paulo Maria Conceição Tavares,
uma economia que diz que precisa
primeiro estabilizar, depois crescer
para distribuir a uma falá. É verdade.
Ah, grande Maria Conceição Tavos e tem
sido uma falácia, nem estabiliza, cresce
a banco se não distribui. Faz essa
entrevista é bom demais, né? E esta é a
história da economia brasileira do pósg.
E é mesmo. E é mesmo. Perfeito,
perfeito, perfeito.
Bruno, não diga Paulo Gets, diga Paulo
Guedes ou Paulo Jegs. É, eu falo Paulo
no Guedes. Já falo Paulo no Guedes
direto. Eu tento esconder o L no N. Pa
Geds,
adoro momento autocrítica de Templário.
É, também acho. Disgubis. É o famoso
engole o choro. Exatamente. Diz que do
Cândido. Fala aí, Cândido. Bom dia, meu
bom. Tudo bem? A turma do voto nulo
também. Jeová
diz querido J Miguel. Gente, nenhuma
revolução vale a sua vida, certo?
Exatamente. Calma aí, pô. Calma aí,
calma aí, calma aí. Calma lá. Lis diz:
"No fundo do poço tem uma mola gigante.
Confia". É, exatamente. Não, fica
tranquilo. Pula que que não dói não. Lá
embaixo. Tá de boa. Tá de boa. É água. É
água. São 5000 m de altura, mas é água.
Descubs. Nunca pensei sobre isso. Espero
ser útil essa reflexão.
L diz: "Viva não é viva não. Viva não.
Viva não. Diz J Miguel: aceleracionismo
é uma das ideias mais briluleip que eu
já vi". Eu também. Eu não. Para mim não
faz nenhum sentido na cabeça do humano
que leva isso a sério. Mas é fazer o
quê? Diz querido Rubens, é acelerar
porque aí os outros vão ter que fazer e
você pode ficar de boa. É tipo isso. É
tipo isso. Mas na verdade não vai ficar
de boa. Não vai. A gente vai se lascar
igual, pô. O o o pior melhor não é pior.
É pior para nós, pô. Pior para quem tá
quem tá embaixo. [ __ ] pensa.
Diz Cândido, mas de algum nível
sacrifício não é necessário. Como gerir
isso? Boa. Obrigado pela escada
novamente, Cândido. Vamos voltar para
nossa pro nosso texto. Eu gosto da
escada. Gosto da escada. Vocês estão me
ajudando muito com escadas hoje.
Certo. Mas é o o
essa reflexão acho muito muito muito
importante, muito importante da gente
fazer internamente, né? Então assim, a
crítica ao neoliberalismo e ao fascismo
canalha é fácil de fazer, já tá na parte
da gente criticar essa racionalidade
genocida.
Mas essa crítica ao aceleracionismo e
essa militância ingênua, é a parte que a
gente tem que olhar sobre o sacrifício
que a gente se autoimola, né?
A gente se lasca nós mesmos e
justificamos e legitimamos um processo
desse. Isso é burrice, gente.
Burrice.
Entendeu?
E para mim é quase a crença de que da na
mão invisível do mercado, não é? Porque
os movimentos livres, sem nenhuma
intervenção, eles necessariamente causam
um efeito positivo. Não, não é porque a
coisa piorando, piorando, piorando, ela
necessariamente causa um efeito
positivo. Você é burra, você é bobo.
De onde é que você tirou dessa
causalidade?
Você é maluco.
A primeira justifica, né, a primeira a
racionalidade sacrificial suicida. A
primeira justifica a aceitação do
próprio martírio.
A segunda legitima um ataque contra
minorias, a brutalidade contra o outro.
A primeira placa a ira dos sujeitos
sacrificados contra a ordem que requer a
morte. Preste atenção. Essa
racionalidade
sacrificial
suicida, ou seja, aquela que aceita a
própria imolação,
ela
aplaca a ira dos sujeitos contra a ordem
que requer a morte, né? Aquele que tá
sendo ordenado, que requer a morte, você
aplaca essa essa ira, você aceita.
é aceitar a exigência do seu sacrifício.
Então, por exemplo, ah, o um modo de
produção que tá massacrando a gente, eu
vou aceitar isso, mas eu tô aceitando é
porque depois eu quero derrotar ele. É
porque o meu sacrifício nesse momento,
no futuro, vai valer a superação mágica
desse modo de produção, aceleracionismo.
Saca? Vocês vocês entenderam a a conta?
Eu aceito, eu aceito, eu aceito aqui, eu
aplaco a minha ira contra esta ordem
nesse momento, porque estão exigindo.
Quanto pior, melhor. Quanto mais pior,
quanto pior, melhor. Show. Vou aceitar
então assim, é isso mesmo. Quanto pior,
melhor, porque ali a gente vai se
revoltar de verdade. No momento que
chega no ápice, a gente derrota. Aí você
é sacrificado, imaginando que não, mas o
ápice vai chegar. E na hora que chegar
esse ápice, aí a gente vem todo mundo
full da vida, mas você já foi, querido.
Você já foi, você já foi, você aceita
essa ordem sacrificial. Você você parece
que tá revoltado, parece que o cara que
tá aceitando nesse momento
aceleracionista, sei lá, não, eu tô
aceitando aqui porque a gente quer
derrubar de verdade. A gente não quer só
administrar esses contagota aí desse
neoliberalismo, não. A gente quer
derrubar ele. A gente quer derrubar esse
capitalismo. Então eu aceito o máximo a
exploração e a piora. Nunca vai ser
suficiente enquanto não tiver a
revolução. Aí você vai aceitando. Quanto
pior, melhor. Melhor tá um maluco lá
tomando decisão. Melhor não sei o que
lá. É tudo a mesma coisa. Então, Dane, a
gente vai aceitando, aceitando,
aceitando e parece que você tá super
revoltado. Tua ira tá, na verdade
aplacada.
A tua intervenção no mundo tá sendo
restrita. Você não tá atuando de
verdade.
Você não tá aceitando, cara. Você você
não tá organizando o seu ódio, você tá
se autossacrificando,
não tá organizando seu ódio. Você não tá
organizando a raiva, transformando ela
em ação efetiva, em planejamento
estratégico e entender o que nós devemos
fazer para conseguir garantir as
condições de reprodução da nossa vida e
condições em que nós possamos atuar na
realidade efetivamente. Não,
você não tá fazendo isso.
Agora vou precisar de ajuda, Gabriel.
Mais em casos mais simples, como a
combuca de barro, o que que seria a
combuca de barro do dengue? E a ética da
responsabilidade. Precisarei de
explicações melhores para poder ajudar.
ajudar.
Trido, Rafa. Sou novo aqui. É incrível
despertar dessa consciência, porém qual
seria a saída? Pergunta de 1 milhão.
Exatamente. Pergunta de 1 milhão de
revoluções ou de 1 milhão de
transformações. Rafa.
Aí pouquinho pouquinho a gente vai
chegar em algum lugar. É o Riz Paulo.
Famoso bordão da menina leitão. Entenda
como isso é bom. É tipo isso
ai corte no programa no corte no
programa de minha casa, minha vida.
Entendo como isso tipo te como isso é
bom para você, você que não tem casa.
Tipo
diz querida Jéssica, eu acredito que
ódio não que ódio não bom
necessariamente organizados, mas país já
vive um ódio. É, então o ódio ele faz
parte da vida, né? Essas nossas paixões
faz parte da vida, gente. Agora é
organizar elas, deixar elas mais
sustentáveis, né?
>> Desculpem se essa pergunta já tá valendo
1 trilhão com a inflação.
Tá, tá. Se se não for em preços
monetários, a gente talvez entenda
melhor o o custo dela.
Exato. Diz templário, a água acabou.
Entenda como isso é ótimo para você
feito 70% de água. É tipo isso, tipo
isso, tipo isso. É, é. Os caras dando
receita de como preparar carne de burro,
né? Carne de burro bem preparadinha
aqui. Como fazer uma sopa de osso
gostoso, né?
Desparar. Meu Deus do céu.
A segunda, né? Então, a segunda
racionalidade é aquela que não é do auto
sacrifício, mas é aquela que você impõe,
né? Aquela que é o sacrifício dos
outros.
garante a moralidade do assassinato, o
direito de matar, de sacrificar. Assim,
se é necessário que percamos direitos
sociais, que seja feito. Na verdade,
percamos é o outro, né? Do mesmo modo,
se para pacificar a cidade é necessário
que adultos, adolescentes e crianças
morram nas favelas, tudo está permitido,
que é o que acontece.
Se é necessário para pacificar a cidade,
que adulto, adolescente, criança morra
na favela, tudo é permitido. Você pode
fazer. Não é isso que acontece.
É ou não é?
Aí a gente tem que papear,
cara. E não precisa lembrar de ir muito
para trás para lembrar de chassina que
aconteceu, né? Para pegar 150 fuzis que
tinha mais na casa do vizinho do
Bolsonaro do que na na subida no morro.
morre no cent e não sei quantas pessoas.
Ah, não, não, mas tem que fazer isso
mesmo. Pode fazer, pode fazer para
resolver. É chacina mesmo e vai para
cima. Tinha mais arma na casa do vizinho
do Bolsonaro,
que era amigo dele, por sinal,
aparentemente, do que nessa subida do
morro.
Qual que vale mais a pena potencialmente
em vidas humanas de operação?
Nas comunidades ancestrais que Jihard
analisou, o grande problema era a
escassez que requereria a disciplina do
ritual sacrificial. Mas em um mundo que
é incapaz de consumir tudo que produz,
que é o mundo que nós temos hoje, que
não é de escassez, é de superprodução,
né? Nós temos super produção, onde se
encaixa o sacrifício?
Tá no mundo do passado da escassez, eu
entendo no mundo de super produção, onde
é que tá o problema?
Onde está?
Eu entendo, tá faltando coisa, então
vamos sacrificar aqui para tá na
escassez, mas a gente tá no mundo de
super produção, cara. Por que que a
gente tá tendo que ter sacrifício?
Qual sua necessidade? Seria para o 1%
que detém metade da riqueza do país um
sacrifício reorganizar seus excessos de
ganhos para garantir a vida dos outros
99%.
Vou perguntar de novo. Seria para 1% que
detém metade da riqueza do país um
sacrifício reorganizar seus excessos de
ganhos para garantir a vida dos outros?
99. Isso é sacrifício
ou sacrifício
é efetivamente dos 99 que vão ter que
perder condição de vida.
Efetivamente tua vida vai estar em
risco.
Quem que tá sendo sacrificado?
1% do país detém mais da metade da
riqueza produzida. Os outros 99 fica
extremamente mal distribuído entre, ó, o
os 99%, a outra metade mal distribuído
entre os 99.
É aí o sacrifício é pros para os 99.
É o o aquela cena do Shrek, né? O Shrek
do Shrek um, o Far Quad tá lá e que
pedindo que alguém resgate a princesa
para ele, né? Algum cavaleiro honrado
vaiá lá resgatar a princesa, fala: "Esse
é um sacrifício que eu estou decidido a
suportar, né? Um de vocês terá que ir e
é um sacrifício que eu eu estou
eu estou aqui decidido, né? Terei que
tomar vou um de vocês vai lá e eu é um
sacrifício aí que eu vou ter que fazer,
cara. É ridículo. É um meme é sério, pô.
Qual a justificativa? Não existe
justificativa. Não existe justificativa
plausível paraa aceitação dentro dessa
dinâmica.
Qual é a condição que tá exigindo o
sacrifício? Não, não tem.
Existem condições que eu posso falar
isso aqui. Realmente exige, mas na hora
que eu falo não tem. Cara,
oitava economia do mundo, ponto de vista
de produção, que é a nossa.
Qual é a necessidade de sacrifício de
99%?
Não tô entendendo.
Aí você peleja, peleja
para conseguir
diminuir imposto para quem recebe até 5
conto. Beleza, p um sofrimento
desgraçado.
E aí para tentar taxar um pouquinho quem
tem 99% da riqueza do país não consegue.
Escala 6 por1.
Não, não pode. Por quê? Porque o país
vai sofrer muito.
A economia tá que país que vai sofrer
muito, doido.
Que vai já está sofrendo que trabalha
escada 6 por um. O maluco, o maluco que
não eu, o 1% não precisa nem fazer
trabalhar, não faz nada porque não
precisa.
O trabalho é gerir ou seria gerir a
coordenação da divisão social do
trabalho, seria gerir o capital para
conseguir a reprodução social e nem isso
os desgraçado faz.
Nem isso,
porque o que faz é gerir para ganhar na
própria empresa e não na coordenação em
si.
Ainda joga o pega o capital daqui e põe,
bota para fora.
Não produz um palito aqui dentro.
Então, que quer dizer que quem que tá se
sacrificando aqui? Qual Qual é a
necessidade de eu aceitar um sacrifício
maluco desse?
Tem base um trem desse, como diríamos
nós mineiros.
Saca?
Seria necessária a violência ou a
violência e o sacrifício são
recorrentemente trazidos para a mesa
para garantir a manutenção da reprodução
desse abismo social, né? A violência ela
é necessária pra gente conseguir
distribuir um pouquinho melhor,
organizar melhor aí as coisas? É, é
necessária violência?
Vocês acham que é necessária? Eu não me
parece, porque eu acho que ninguém ia
sofrer, né? Se você olha paraa
quantidade de riqueza produzida e ela
concentrada, os meios de produção, cara,
daria para todo mundo viver bem se a
gente tá disposto a não ter que praticar
o sacrifício.
Dá, porque tirar de quem tá sobrando não
é botar ninguém para se sacrificar. O
cara não vai comer menos, não vai ter
menos casa, não vai ter menos água, não
vai ter menos diversão, não vai ter
menos tempo livre, não vai. Eu nem tô
pedindo aqui uma revolução, tô pedindo
aqui um ajustezinho.
Não vai. Mas por que que é tão difícil?
É, é. Precisa de violência, não precisa.
Ah, mas sabe quando a violência entra?
Ela entra não para pedir a a mudança,
não para pedir o ajuste, não para pedir
a reforminha. A violência entra
exatamente para impedir que qualquer
coisa seja alterada. Aí você senta o
reio, aí a violência vem.
Pô, velho,
se algo que deveria ser sacrificado, não
é a vida das grandes massas
empobrecidas, mas a ordem social que
empobrece. Essa parte ninguém quer
sacrificar. E aí eu queria conversar com
ela. Tem uma coisa que talvez mereça ser
sacrificada. Tem uma coisa que talvez
mereça ser sacrificada.
Ah, Brun, você é contra o sacrifício.
Não, eu sou a favor do sacrifício. Sou a
favor do sacrifício. Em situações de
escassez, situações complicadas, aí a
gente precisa de sacrificar.
sacrificar quem bebeu o detergente,
porque não tem mais jeito. Não,
brincadeira, a pessoa beber o detergente
vai ter que sacrificar. Não, zoeira.
Bobagem.
Sacrificar a ordem estabelecida. Por que
que a ordem a gente não sacrifica?
O que nos impede?
Eu
tenho superprodução,
tenho capacidades e instrumentos para
planejamento da reprodução social.
Ah, a gente não pode sacrificar esse
modo de produção. E não é sacrificar uma
pessoa,
alterar alterar as relações de produção.
Esse sacrifício é topo.
Não é uma pessoa ou outra, é aquilo que
nós produzimos e que está exigindo
sacrifícios. Porque é aí que tá esse
sacrifício exigido, ele vem de uma ordem
estabelecida. Esta ordem estabelecida
hoje no sistema que a gente vive é a
ordem estabelecida do capital regulado
por uma tentativa de totalização de
todas as relações se tornarem
mercadoria, transformar tudo em
mercadoria. Quando você transforma tudo
em mercadoria, tudo pode ser comprado e
vendido. Essa dinâmica de mercado total,
de não planejamento total, ela precisa
ser sacrificada. E quem produziu ela?
Fomos nós. Ela não é natural, ela não é
eterna, ela não foi Deus que pôs, foi a
gente que fez. A gente que fez, a gente
que muda.
Esse jogo eu tô disposto a sacrificar,
pô. Mas se a gente mudar aí que é a
ordem capitalista, talvez a gente tenha
que mudar também a certas capacidades de
acesso a consumo a determinados bens,
certos tipos de produção de bens. Não
vai ter mais. É esse tipo de sacrifício
eu tô tô disposto a fazer,
pô. Não vai dar aí para ficar
engarrafando água premium, né?
A como nem como é que fala aquela água
premium lá cheia da frescura? Não vai
ter para ter água premium. É, não vai
ter para não vai ter, não vai dar, não
vai dar, não vai dar, não vai dar, não
vai dar para produzir um cacareco, um
milhão de cacareco na chinês por minuto
e ficar consumindo um monte de porcaria
bugiganga que não serve para nada. É, eu
tô disposto a sacrificar isso aí. Tô tô
tranquilo essa parte. Tá tranquilo.
Chega das bujigan.
Ah, mas não vai dar para ficar tendo
carro toda hora, né? Ficar não, eu tô
disposto também. Não precisava ter carro
não. Eu trocaria tranquilamente.
Tranquilamente carro por o transporte
mais adequado. Tô, tô de boa. Tô de boa.
Tô de boa. Acho, acho bom. Acho bom.
Sacrifício quando ele elimina a vida
embaçado.
Sacrifício quando ele organiza a vida é
diferente.
A gente precisa de critério.
Elimina a condição de vida e reprodução
de vida. Pô, aí é complicado
a ordem. Eu tô disposta a dar um uma
sacrificadazinha nela, né?
é tarefa de movimentos progressistas. E
aqui eu tô sendo muito muito gentil, tá?
Porque como um comunista inveterado tal
qual sou, é aqui eu tô dando uma canja
pros progressistas, pra galera mais
liberal, para quem tiver um coração.
Você respeita as convenções de Genebra?
Eu estou falando com você. Você é uma
pessoa que minimamente entende a
importância de não fazer mal pro
coleguinha. Eu tô conversando com você.
É tarefa de movimentos progressistas
criticar a racionalidade do sacrifício
necessário. Mas hoje eu acho que eu
alteraria esse texto. É tarefa de
movimentos comunistas, revolucionários,
socialistas, websalquelar que estão
inventando cada dia uma coisa nova.
Criticar a racionalidade do sacrifício
necessário, tanto em sua operação de
manutenção da ordem social, quanto na
escolha dos bods expiatórios, que são
sempre os mesmos.
Um trabalho que requer o desenvolvimento
de um campo já esquecido, mas
fundamental do projeto marxista. Aí vem
aqui pelo meu ladinho, a crítica da
religião de Marx, porque como eu
comentei com vocês, toda essa discussão
começa com a crítica da religião lá em
cima. A religião entendida como essa
estrutura ideológica de exigência de
legitimação e justificação de
sacrifícios necessários.
A crítica é essa estrutura, uma forma de
consciência social, né, que vai separada
para Marx, o pressuposto de toda a
crítica, que isso aí é o que Marx diz,
né? A crítica da religião, é o
pressuposto de toda a crítica. Não se
trata da operação lógica sobre o
funcionamento do sistema capitalista,
mas antes dos conteúdos que tornam
possível sua reprodução, seu fundamento.
E aqui é um papo que um dia eu gostaria
de esticar, porque isso aqui, assim, é,
você vê que é um um artigo de três
páginas, né, que vocês vocês contaram,
deu três páginas. três páginazinha, mas
esse é um papo que eu gostaria de ter um
dia, de não discutir só a o
funcionamento do sistema capitalista,
mas os conteúdos que tornam tornam
possível sua reprodução, que é o
fundamento. Que fundamento? Aquele
elemento que justifica, que faz com que
a gente aceite,
a gente aceite essa ordem naturalizada.
Esses elementos eles precisam ser
discutidos e criticados efetivamente. Só
que eu não quero discutir aqui nos
termos abstratos, genéricos e místicos
que a galera tem feito, né? Ah, porque é
o desejo do povo, o sentimento do não
sei o quê, sei lá que rai que esse
pessoal tá lendo, que que eles estão
bebendo. Mas eu tô falando aqui sobre
esses conteúdos, essas relações de
estruturação e legitimação, que não é
simplesmente, ó, premissa A, premissa B,
conclusão C,
tem a ver com o apelo da estrutura do ou
é isso ou é nada, vida ou morte,
sacrifício necessário, aceita ou não.
Essa parada, ela entra num num ambiente
que precisa ser desenvolvido mais
adequadamente da crítica da religião. E
aqui eu tô fazendo uma crítica da
religião mais ampla do que simplesmente
do das igrejas, né? Deu para sacar sobre
esse elemento da estrutura dos
sacrifícios, tá? Então acho isso, acho
isso massa, cara. Acho isso bem bem bem
bem bem bem bem importante. Beleza?
Curtiram?
Papinho aqui. Nossa, meu Deus, quanta
mensagem. Uh, eu não vou conseguir ler
tudo, gente. Perdão.
Silva.
Vou ficar sem a minha voz.
É que o Brunão é muito gentil, muito
legal, muito inclusive good vibes. Ainda
bem que tem gente assim. É uma pessoa
humana. Não sei quem é esse Brunão aí,
mas ele é uma pessoa humana, gente. Mas
tem que trocar ideia, né? Tem a galera
aí que não sabe trocar ideia. Acer
também o autosser abre a porta para
isso. Eu acho que ele faz uma análise
ruim, tá? Aí, coisa minha. Perdão aí,
meus queridos amigos
muito amantes dos aparatos ideológicos
do estado, mas eu achei ele limitado à
medida que ele rejeita alguns elementos
aí do
da discussão nos quais eu gostaria de
entrar, mas é um ponto de partida. Ele
influenciou muito essa galera que tá
fazendo essa discussão na América
Latina, que reduz, redonda aqui no que
eu tô querendo papear. Aliás, Gabriel,
aproveitando aqui aquele papo lá que a
gente tá tendo lá no grupinho, eh, você
vê que essa parte do de falar sobre o a
racionalidade sacrificial, suicida ou
genocído, né, diferenciando a partir da
orientação da violência, essa aí já é
minha contribuiçãozinha pro debate. Essa
não tava presente. Aí a parte da
filosofia que um dia eu gostaria de
discutir, mas eu não tô tendo tempo
porque eu não tenho dinheiro, né? que
times money, como diria o Benjamin
Franklin, eu tenho um artigo, eu tenho
um ensaio que um dia eu gostaria de
rever para poder publicar. Ele tá
prontinho, só preciso rever, melhorar a
linguagem, republicar para poder
publicar legal, que é um um ensaio sobre
o tempo e o dinheiro.
Um dia eu queria falar sobre isso,
queria publicar ele, né? Mas eu não
tenho os contatos e nem a herança
correta para poder fazer isso. Mas cara,
eh esse papo de poder adicionar essa
esse elemento da orientação do
sacrifício para você poder falar sobre o
sacrifício que que é suicida e o que é
genocida, que possibilita a crítica que
a gente tá fazendo aqui contra essa
aceitação do fim, né, que não é um fim
do tipo eu sou finito, é aceitação do
fim imposto do ponto de vista do
sacrifício exigido, sacrifício homicida
e o ou genocida, né? E o sacrifício
autoimposto, o sacrifício que se
automila ou o sacrifício que é suicida
em última instância, né, que é o esse
que a gente pode criticar, o
aceleracionismo, a militância ingênua,
né? Acho que é legal. Diz Gustavo Lenin
disse: "Prefiro meia dúzia de burguês
que saibam como eletrificar a Rússia, só
que do que centenas de trabalhadores
gritando viv comunismo." É. E Lenin
estava plenamente correto.
Plenamente correto.
Desborduna. Autocero é o livro segredo.
Ti, Felipe. Belíssima live. Se o senhor,
se o senhor Felipe, que é a pessoa
beatificada, santificada aqui no nosso
canal disse isso, é porque tá bom.
Obrigado, Lis. Lis disso. As lives são
muito boas. Espero que sejam úteis.
Espero que sejam.
Diz querido Gabriel, o trabalhador
sempre o esforço é eh X2, né? Duas vezes
mais. Mas entendi. E justamente o que me
pegou sendo mais direto, onde entra no
pragmatismo, o pragmatismo sacrifício.
Então aí que tá aí o entra um outro
critério que um dia a gente vai discutir
aqui,
que é o critério da garantir as
condições de produção e reprodução da
vida da comunidade, né? Se você tem um
critério de não eliminar a vida dos
seres humaninhos. Não pode crer. Aí eu
saquei, por isso citei o deng acusado de
pragmatismos na esquerda e ele foi mesmo
um extremo de um pragmático que
inclusive eu, a, por exemplo, do ponto
de vista do observador enquanto
economista observador, né, enquanto
cientista social, eu olho e falo: "Deu
certo o plano?
O plano deu certo. Do ponto de vista do
sujeito, observando como aquele que
sofreu os efeitos das reformas de
dengue, eu falo: "Deu errado, foi
péssima escolha do ponto de vista do
sujeito,
do sujeito vivente naquele momento,
cara. Porque é o quê? É o é o seguinte,
foi o sacrifício de uma geração que vai
ter que trabalhar que nem um camelo, que
teve que trabalhar que nem um camelo
para poder a geração seguinte usufruir
dessa superprodução realizada e desse
desenvolvimento tecnológico científico.
Foi um planejamento. Do ponto de vista
do plano foi excelente. Do ponto de
vista de quem sofreu com o plano, eu já
não sei se eles ficaram tão felizes
assim. Os netos hoje estão felizes com
esse processo, né? que eles não viveram
esse sofrimento. Hoje tá muito mais
tranquilo. Mas eu tenho um camarada
que a gente fez doutor, eh, ele tava no
mestrado, tava no doutorado, é um cara
um dos caras mais geniais que eu já
conheci na minha vida, Daril. Daril
Silva. Daril era, cara, o mestrado dele
é um negócio assim,
cara, um dos melhores textos que eu já
li na minha vida, uma das melhores
pesquisas que eu já vi na minha vida em
economia. Um bagulho, cara,
impressionante, assim, impressionante. O
o mano, ele é muito bom, velho. O meu
querido Daril é muito bom. E o Daril,
cara, ele falou para mim, cara, eu ele é
mais velho, né? Uma pessoa um pouco mais
velha do que eu,
pô, não vou arriscar condições anos mais
velho que não, mas ele tem uma filha
jovem já, então mais velho que o Dari.
Foi mal, Dari. Não sei se você vai
assistir isso aqui. Se assistir, perdão,
foi mal, fui moleque. Errei. O Daril,
cara, Dari é genial. E o Daril, ele, ele
comentou comigo um dia assim: "Cara, eu
vou na China desde o ano de 98. Ele vai
dar desde 98. E eu vi a transformação
chinesa. Ele falou: "Cara, era
assustador em 98 chegar numa fábrica,
uma planta industrial chinesa, era
dormitório gigante e cama quente. Maluco
tá dormindo, levantou, foi pra linha de
produção, o outro deitou, a cama tá
quente."
É isso, tá? É um ritmo frenético de
produção. Frenético, frenético. Bagulho
bizarro, né? A galera perdeu vida ali,
mano. Era assustador. A gente falou, era
assustador. Era um ritmo frenético, um
bagulho bizarro. Nos anos 90, já após
reforma do dengue, ela ali, ó,
entuxando.
Aí você vê a partir dos anos 2000 e
tanto, desenvolvimento tecnológico,
desenvolvimento das forças produtivas,
aumento dos ganhos para classe
trabalhadora, do ponto de vista de
salário, de consumo, de melhora da
cidade, de não sei o que, não sei o que,
não sei o quê. Aí a geração de hoje vive
bem os efeitos desse sacrifício
realizado anteriormente. Do ponto de
vista do plano, excelente.
[ __ ] [ __ ] planejamento. Deu bom. Do
ponto de vista dos sujeitos que tiveram
que passar por isso, aí eu falo: "Eita,
aí problemas
aí problemas,
escolhas têm que ser tomadas, né?" Então
assim, e aí eu tô aqui evitando fazer o
julgamento moral, né? diz assim: "Ah, é
bom, é ruim" ou o julgamento de taxação.
É catalismo, é socialismo, é comunismo.
O que que é? Estou descrevendo um
processo e apresentando do ponto de
vista do observador, o plano deu certo.
Do ponto de vista do sujeito que sofreu
com esse negócio, meu amigo, esse
sacrifício foi bizarro.
Entendeu?
Simples assim. A gente sacar isso. Aí a
gente tem escolhas que a gente pode
fazer nos nossos processos de mudança,
né? Eu não toparia esse processo de
desenvolvimento nesse ritmo a esse
custo. Não toparia
primeiro porque eu sou um trabalhador.
Ah, você topa? Não topo. Não topo. Não
topa. Uma escala bizarra, uma produção
assim, não ter tempo com a minha filha,
não topa. Não to.
São escolhas práticas e efetivas que a
gente tem que tomar.
E a galera que fica só na gritaria, só
nos planos, só no YouTube, só no não sei
o quê, não esquece de olhar a realidade,
cara. Assim, ah, eu quero, tem que
desenvolver indústria, não sei o que lá.
Não, o, eu gosto da honestidade do
Elias. O Elias, ele fala uma parada que
a galera às vezes ouve e não considera o
que ele tá falando. Ele fala assim: "O
processo de modernização,
industrialização não é bonito, é feio. E
é
processo de modernização e
industrialização é no lombo do
trabalhador e da trabalhadora.
Você tá gritando aí, tem que
industrializar o mais rápido possível.
Deixa eu contar para você. é nas suas
costinhas,
é no seu tempo de vida, é aí que você
vai ser afetado.
Show.
Dá para ser de outro jeito? Dá. O ritmo
vai ser diferente. Não vai dar para ser
num ritmo acelerado frenético que foi,
não é outro. Aí ele retarda o processo
de desenvolvimento e liberação das
forças produtivas. É uma escolha.
Saca?
São reflexões importantes, gente. São
reflexões muito importantes. Muito
importantes. É, é uma escolha, cara. É
uma escolha.
E essas escolhas, elas não são abstratas
e genéricas. Elas afetam o seu lombinho
à suas costas. E elas estão bem
distantes, inclusive, né? Porque hoje em
dia, assim, o que que eu tenho que
escolher? Hoje eu tenho que escolher a
organização adequada do meu tempo para
conseguir cumprir com todas as tarefas e
trabalhos que eu tenho que fazer nas
três atividades remuneradas que eu tô
desempenhando
mais o canalzinho aqui.
Então assim, é a escolha que eu tenho
que fazer e ainda garantir que tenha
tempo para criança, ou seja, é é
loucura, mas aí tem a gente tem que
fazer esse bagulho, mano. Tem que fazer
acontecer.
É nessa realidade que eu vou tomar
decisão. E aí que eu tenho olhar quais
são as melhores condições para mim e pra
classe, para mim e pra classe, para mim
e pra classe, para mim e pra classe
dentro da viabilidade, factibilidade que
a gente tem, trocando ideia,
organizando, criando laço comunitário,
podendo desfrutar da vida, tentando
melhorar a condição de vida. Na
realidade,
não pode fazer como os irresponsáveis
têm feito na internet de sair gritando
coisa. Ah, é revolução, é mudança, conta
tudo que tá aí, quando não sei o que lá,
cara. Quero revolução, quero comunismo,
quero o bagulho tudo. Mas o meu pezinho
tá no chão, no chão. Tô de boa.
Meu pezinho tá aqui. Tem fio para criar,
tenho sonho para realizar.
Daqui a 3 anos eu completo 40 anos de
idade.
Bastante coisa para fazer na vida ainda.
Muita coisa já vivida. Seis também.
Respira.
Não deixem que tomem-lhe a vida.
Não deixe que tomem a vida.
É, desculpa, dava para ser mais
devagarinho da á. Dava. Não precisa ser
rápido, gente, nem frenético. Todo mundo
aqui que já teve sua experiência
agradável com outra pessoa de maneira
afetiva sabe que não precisa ser rápido
e frenético. Devagarinho é mais gostoso.
Vai na cama.
Foi mal, não resisti. Diz Gabriel.
Compreendo.
Diz Rubens. E se distribuir a renda do
mundo direito, a gente nem precisaria
desse ritmo? Não mesmo, rapaz. Não
precisa de muito esforço, não. Não
precisa, que essa é a raiva que eu tenho
com a Elite Canáliia que a gente tem.
Não precisa de muito esforço, né?
Ninguém tá falando de arrancar pedaço.
Tá suave.
Nós vivemos num mundo de super produção.
Dá para organizar. É que se começa a
organizar racionalmente estruturadinho,
não dá mais para ser capitalismo, né?
Diz nosso querido templário, as reformas
liberais forçaram estrutura socialista.
O socialismo é moldável. Um país
socialista que não praticasse isso,
certa hora ultrapassaria a capacidade
produtiva do comum capitalista. Mais
forçado. É, também não sei. Quer dizer,
vou ter que pensar sobre isso.
Ah, diz que do Borduna. Querem mesmo ver
como a salsinha é feita? Exatamente.
Exatamente. Ou eu tinha um amigo que ele
dizia uma expressão que eu gosto muito,
cara. Ele falou assim: "Pô, você gosta
muito de comer comida num determinado
restaurante? Pensa muito bem se você vai
querer conhecer a cozinha".
Pensa muito bem se você vai querer
conhecer cozinha, porque talvez depois
que você conheça a cozinha, você fala:
"Aqui eu não como mais".
Reflexões importantes.
Desquido Bordona, chamamos os 40 de
longo a Deus. Te aguardamos. Obrigado aí
pela reflexão. Eu tô me preparando pra
crise da meia idade, quando eu vou ter
que efetivamente malhar, perder peso e
achar que eu sou um jovenzito sem ser.
Tô quase lá.
Mas é isso, minha gente. Precisamos
trabalhar.
Precisamos aqui encerrar as atividades
na nossa live, infelizmente,
e seguiremos aí para mais um momento
adequado posteriormente. Não aceitem ser
sacrificados, sacrificadas. Não aceitem
isso. Não aceitem isso. Sejam contra
isso. E sem contar, sem contar que eu tô
com a sensação
de que o Exa vem, não por causa do
Neymar, porque eu acho que ele vai ser
um Neymar decorativo. Ele não vai entrar
em campo, graças a Deus, porque Deus é
bom e justo. E porque ele tá aí com
fortes tendências a desconforto, né?
Desconforto na coxa, desconforto na
panturrilha, desconforto no joelho,
desconforto no no mendinho, desconforto
no cotovelo. Ele
tem que ficar de pé. Se ficar de pé já
tá ganhando. Então tá ótimo. Vai ser
menino Hendrick, nosso herói. Diga-se de
passagem. Menino Hendrick é bom.
Mas dito isso, meus queridos,
quarta-feira,
quarta-feira que é conhecido também como
quase fim de semana, como aí
praticamente fim de semana, uma
quarta-feira. Respirem fundos,
aproveitem bem, aproveitem bem os dias.
Copa do Mundo tá chegando. Copa do Mundo
tá chegando. Será satisfatória. Nós
vemos que destruindo nesta copa. Nós
seremos felizes porque o exa vem. O exa
vem. Assim como a vitória do L em
outubro. Nós também sabemos que vem
porque Deus é bom e justo.
E porque tem uma galera aí que tá
fazendo um cinema inadequado para
menores. Esse cinema inadequado para
menores parece que deu errado e tem
financiamento esquisito por aí. O que
que faz com que a gente só consiga se
alegrar quem sai por um pequeno momento
e estamos juntos. Exatamente. Essa frase
fica com essa frase aqui do Thiago no
seu coração. Sacrifício e a gente segue
a vida. Segue a vida que
seguiremos trazendo a boa nova todo dia
útil até a vitória final.
Todo dia útil até a vitória final.
Seguimos trazendo boa nova todo dia
útil.
até a vitória final.
Minha gente, fiquem bem, se cuidem,
guardem os seus coraçõinhos, nãoem
sacrifícios e a gente vai discutando aí.
Bom restinho de semana, quase f semana.
Bora pra correria,
Deus abençoe e mais que vem. Valeu,
tchau.

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