AULIVE: CONTRA OS SACRIFÍCIOS DO NEOLIBERALISMO, DO ACELERACIONISMO E DA MILITÂNCIA INGÊNUA
20/05/2026
AULIVE: CONTRA OS SACRIFÍCIOS DO NEOLIBERALISMO, DO ACELERACIONISMO E DA MILITÂNCIA INGÊNUA
pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
เ Fala aí, minha gente. Bom dia. Tudo bem com vocês? Tudo bem com vocês? Bora lá para mais um conteúdo totalmente excelente. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Testar o som. Vem som. A som. Comecemos. Frio. Tristeza. Mas sobreviveremos e alegria. Hoje é o dia de alegria. Não, não sei se hoje é dia de alegria. Bom dia. Bom dia, minha gente. Tudo bem? Bom dia, querido José. Como é que você tá, meu bom? Tudo bom? Que bom que você tá aqui com a gente novamente. Espero que curta o conteúdo o papo de hoje. E lá vamos nós aqui para nosso conteudinho totalmente excelente. A, deixa eu só ver se o a música não tá muito alta para não irritar o ouvido de pessoas sensíveis. O som tá bom? Tá dando uma estouradinha, tá de buenas? Como é que vocês estão percebendo por aí? Separar o nosso cafecito. E se você tá chegando aqui pela primeira vez, não esquece de curtir esse vídeo, comentar para engajar espalhar a palavra por aí, além de considerar ser membro, membro a membro e membresia aqui do nosso canalzinho. Porque no nosso canalzinho, se você se torna membro, membro a membro e membresia, você tem exclusividade, você e todas as outras pessoas que também são membros, membras, membros e membrin aqui do canal, a conteúdos que são totalmente excelentes, como o nosso curso sobre evangélicos e política no Brasil, curso Marx e Religião, curso como fazer o seu projeto de pesquisa. leituras comentadas, vídeos eh contando causas, histórias, fazendo algumas reflexões, além da nossa rádio criticante, mas um montão de coisa que tem por aí. Então assim, tem horas e horas e horas aí para você se deleitar. Além disso, se você se torna membro, membra, membre membres aqui do nosso canalzinho, você ainda pode chegar no nosso canalzinho exclusivo do WhatsApp, da primeira igreja barista do WhatsApp, que a gente tem lá também. É só depois que você se tornarem membro membro membro membrezinho aqui do nosso canalzinho, colocar num e-mail enviado para este daqui, ó, que tá passando na tela, o seu nickname e também o número do zap, a gente adiciona lá pra gente poder trocar uma ideia, porque eu dou uma verificada, né? Porque vai que você não tá de membresia, aí é sacanagem. Mas tudo bem. Aí você chega com a gente, é um grupo totalmente excelente, com chat totalmente saudável, um papo bacana, tal qual a galera que aparece aqui durante as nossas lives. Então chega com a gente, tudo bem? Se você não me conhece, meu nome é Bruno Requidal, doutor em economia política mundial, mestre em filosofia graduada em filosofia e também com formação em teologia e talvez, quem sabe possa contribuir de alguma maneira batendo um papo por aqui. Educador popular, além de coordenador de um curso de pós-graduação que tá rolando por aí. Então, dizem que dá para trocar uma ideia por aqui de maneira relativamente qualificada e quem sabe com o humor totalmente quebrado, do jeito que a gente gosta. Beleza? Então é isso, o pessoal tá fazendo uns gráficos aí da nossa igreja barista, a membresia tem feito aí uns powerpoints, uns gráficos tentando explicar o que somos, né? Que é uma bagunça isso aqui. E eu espero que vocês gostem. Aliás, eu tenho pensado bastante sobre isso, pensado bastante sobre o quão diversificado é o nosso papo e isso tem muito a ver também, né, com particularidades da minha trajetória, eh, dado que aqui se dá uma relação dessa produção de conteúdo e também pessoas que se interessam, né? A gente vai criando aí uma certa empatia, simbiose, sincronia e vai se entendendo, né? Gente parecida no geral começa assim, né? nem tinha um canalzinho pequeno aqui, então começa muito com de acordo com identificações e esse papo, essa possibilidade de falar sobre tudo, conversar um pouquinho de tudologia ou pologia generalizada, né, tudológica, tem a ver também com a trajetória que acho que acaba envolvendo com quem aqui participa do nosso canalzinho e agradeço toda a membresia do canal porque você humaninho, que tem ajudado a gente, que sustenta o nosso trampo por aqui, tentando manter de pé, afinal um canalzinho pequeno e totalmente irrelevante, como nós bem sabemos. E se tiver sobrando uma merreca por aí, se você fala: "Pô, queria apoiar aí um mano completamente maluco que tenta ofertar o conteúdo de maneira qualificada, manda o Pix. A chave do Pix está passando por aqui, que é exclusivamente para quem quer me ajudar aqui a pagar conta de luz, quem sabe aí uma um transporte quando necessário pro trabalho presencialmente, né? Então dá uma força, tem leite da criança para pagar e aí você pode dar uma força também. Então, manda um Pix, se não der para virar aqui o nosso querido membro, membro membro membrezia do canal. Acho que fiz todas as propagandas necessárias e possíveis. Estamos tentando lançar logo um círculo de cultura que eu queria lançar em maio, mas não deu porque a vida não tá permitindo, mas a gente vai conseguir o nosso círculo de cultura aqui do canal também. Vai ficar bem legal para quem eh quiser participar e já já vem as nossas novas novidades. Beleza? Aqui a gente faz alguns reacts às vezes raro, né? de rest de vídeo. Normalmente a gente faz react de texto, que é considerado também como leitura comentada, bastante qualificada e falamos um pouquinho de tudo aí, mas às vezes tem react, às vezes tem só reflexões e conversas interessantes. trouxe algumas pra gente poder iniciar esquentando o nosso papo antes de ler o texto que nós vamos ler hoje a respeito a respeito de um tipo de racionalidade sacrificial que tá impedindo a gente aí de superar certas imposições que são feitas contra nós, né? O título dessa live aqui é porque nós aceitamos o nosso fim. Por que que nós aceitamos o nosso fim? e contra os sacrifícios exigidos pelo neoliberalismo, pelo aceleracionismo e também pela militância ingênua que a gente tem. Então, são algumas coisas que eu acho que são bem interessantes e provocativas. Vamos deixar muita gente chateada, muita gente irritada, muita gente satisfeita, muita gente reflexiva. Eis a vida. Mas é isso, minha gente. Bom dia, querido Borduna. Como é que você tá? Tudo bem? Chegando aí. Que bom que você tá mais uma vez aqui com a gente, papeando com nós. Espero que o conteúdo aqui do canalzinho tenha sido, esteja sendo agradável. Bom dia, querido Templário, nosso único Templário que nós conhecemos até o momento na história, que é uma pessoa eh minimamente sensata. Ah, mano, tá com a gente. Nosso que o Templário Templário, nosso Templário do bem. Diz aqui, querido Gabriel, bom dia, Gabriel, sempre conosco, participando, dando uma força. Que bom você tá aqui com a gente mais uma vez. Borduna comentando: "Cada dia mais cedo vou chamar o Procom. Perdão, o trabalho me chama. O trabalho, culpa do trabalho, trabalho, porque trabalho vai acumulando, tem um monte de coisa para fazer. Eu não tenho apenas um trabalho, eu vou acumulando funções para poder pagar as contas aqui de casa em diferentes lugares e aí lasca tudo, né? Perdão, perdão. Aí foi quase sem querer. Bom dia, querido Kevin. Como é que você tá? Tudo bem? E na verdade assim, essa live ela só acontece de manhã porque é o único horário que eu tenho na minha vida é quarta-feira de manhã. É a única janelinha que tá sobrando para fazer esse papo e aí eu apareço aqui, né? Então assim, perdão, o dia que eu tiver mais tempo, né? Como nós aprendemos na vida, naquela famosa expressão de Benjamin Franklin, times Money, tempo é dinheiro no capitalismo. Logo, se você não tem dinheiro, você também não tem tempo. E eis aqui o nosso nosso caso, né? E caso de boa parte da galera que acompanha essa livezinha sincronamente, porque tá em situação de trabalho e com fonezinho, né? Segundo plano ali escondido, aba fecha ali guardada e ouvindo o nosso papo logo pela 8 e tanto da madrugada. Bom dia, querido Gustavo. Como é que você tá, meu bom? Espera, desejo que bem. Tamo junto, pô. Ou tudo ao mesmo tempo, em todo lugar, a todo momento. É, esse é o nosso canal, praticamente. Bom dia, querido Thago. Como é que você tá? Tudo bom? Bom dia a todos baristas e não baristas da América Latina. Ou como de como agora nós temos uma nova expressão no nosso canalzinho da América Latinha. Latinha. Latinha, muito amor. Latinha. Conteúdo latinha, coisa gostosa. Nossa América Latina, que aí a gente pode brincar um pouquinho com ela também. Bom dia, queridíssima Gisele. Como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Que bom que você tá com a gente mais uma vez aqui pela manhã para bater um papo. E eu acho que o papo hoje vai ser massa, tá, minha gente? Acho que vai ser bem bem bem bem bem interessante. Vocês vão curtir, vocês vão curtir, vão curtir bastante. Eh, eu preciso melhorar esse microfone aqui. Ele capta muito minhas respirações. Eu às vezes pode incomodar os seus ouvidos. Eu só percebo isso depois da edição. Botar meu cafezinho aqui, já que se trata da nossa primeira igreja barista do YouTube. Nossa. Ai ai. E tem um outro ponto também que eu já já vou vou comentar, mas se liga, tava reflexivamente esse dia aqui, só pra gente ir aquecendo os motores. Quando que foi que eu tava reflexivo sobre isso? Foi ontem, acho que foi ontem. Se pá que foi. Bom dia, querida Jéssica. Como é que você tá? Tudo bom, Jéssica L? Tudo bem com você? Espero desejo que sim. Bom dia, minha querida. Que bom que você tá com a gente mais uma vez, disse Thaago. Já tomei umas quatro xícaras de café. É, eu não tô podendo exagerar porque eu tô me recuperando de infecção na semana passada que foi grave para ser o fim de semana bem derrubado. Mas eis-nos aqui, não é? Pergunta que diz querida Jéssica. Hoje live sobre o perigo de acelerar as coisas. Mais do que isso, aí que tá o perigo de você justificar, justificar um fim necessário, um mal necessário. É aí que a gente vai chegar. Por isso que a gente vai aqui enfrentar hoje muitos grupos, muitos grupos. Diz: "Querido Jones Miguel, bom dia." Bom dia, querido Jones Miguel. Como é que você tá? Tudo bem? Cara, eu não sei em que cidade deste território brasileiro você está, mas nós conhecemos o seu hábito de com relativa frequência adequada poder saudavelmente cuidar do próprio corpo, praticando aí atividades regulares na academia, enquanto também trabalha o cérebro e os neurônios, ouvindo o nosso papo por aqui. Mas nesse frio que tá, você também vai na academia, é muita coragem. e a admiração que eu tenho para pessoas que tm essa resiliência, resistência e capacidade de autodeterminação. Bom dia, querido Juan Gabriel. Como é que você tá? E diz Juan Gabriel: "Bom dia, Bruno Catatal". Mais um trocadil de marav. Eu preciso retomar todas as lives para pegar cada um desses nomes e fazer uma longa lista. Se alguém conseguir fazer isso, eu eu agradeço. Eu agradeço. Diz: "Querido do céu Martinz: "Bom dia, querido Celso. Como é que o senhor tá?" Tudo bem. Faz tempo que o senhor não aparece por aqui. Espero e desejo que o senhor esteja bem. Militância ingênua está em oposição à militância científica. Não, não necessariamente. Pelo menos uma militância com maior bom senso. Não precisa necessariamente ser científica, mas se for também me agrada. Mas com mais bom senso. Bom dia, G. Rubens, dando bom dia para os nossos camaradas. Tamamos junto, pô. Tô morando em Santa Catarina. É, deve tá frio aí, mano. Deve tá um frio da bexiga, meu amigo. É frio, hein, meu bom. Haja determinação. Haja determinação. Cara, esses foi domingo. Domingo. Ah, pronto. Justo. Quando tá frio diminua a refrequência com saudável. Saudável, Jones tem toda a razão. Descrito templário. Rosa Luxemburgo. A maior salvadora de templários do planeta. Olha eu como estou agora. Depois de ter contato com a teoria mais material do socialismo científico, continua o bobo. Entretanto, chimburguista. Aí, ó, para você ver que se essa, se esse for um antídoto, nós precisamos distribuir mais rosa Luxemburgo por aí. Bem mais, né? Se isso for antídoto, aí a gente também tem que distribuir muito mais. Já deveria simplesmente por ser a rosa, mas sabendo que ela tem salvado vida de de templários, a gente precisa distribuir mais ainda. Pouco se fala sobre nossa querida Rosa, inclusive. Cara, domingo eu tava aqui paraente aquecer o nosso papo. Domingo eu tava tarde eh trocando com a criança em casa, brincando, aí a criança, minha esposa, tal, não sei o que lá. E eu ainda tava me recuperando, eu tava ruim ainda, assim, dormi mal para caramba, tal. Eh, fiquei doente na semana do de quinta para cá, né? De quinta-feira da semana passada para cá. Hoje é quarta-feira, dia 20/05/2026. E aí, cara, meu pai amado. E aí eu fico reflexivo também. Tem bastante tempo de recuperação para você ficar viajando, nas ideias. E aí, sábado já tava me sentindo um pouco melhor. Eh, brinquei com a minha criança, sempre bota a criança para dormir, leio o livrinho para ela e eu vou ler os livrinhos ou gibi, também bastante gibi, né? E eu faço as vozes dos personagens. Vou criando as vozes. Cada personagem tem uma voz. E ela se diverte com isso. Tem hora que ela eh, se eu confundo a voz em algum momento, ela fala: "Não, mas essa voz não é desse personagem não, essa voz é do outro e tal". Aí tem que sempre lembrar também como é que é a voz dos personagens, o que dá um trabalho considerável. Mas aí no sáb no domingo, ela tava aqui e ficou vindo, desenhando. Ela ficou desenhando, pode desenhar tal. Eh, tá com se anos, né? Então, ainda desenhos rudimentares, mas ela tava desenhando e ouvindo história infantil de um podcast que é um aplicativo que não sei o que lá, mas ouve ouviu no no num reprodutor de música aí eh chamado Imagina Só que é conta historinha e vai inventando as vozes e tal. Aí é uma hora teve uma voz de uma personagem que é a mesma dubladora, ou se não é a mesma dubladora, fez exatamente a mesma voz da pessoa que dubla a Mônica no desenho da Turma da Mônica. E aí eu falei: "Olha, a mesma dubladora da Turma da Mônica". Aí minha filha, que que é dubladora? Falei a pessoa que quando tá tendo desenho, você tem uma pessoa que dá a voz pro desenho, né? E tal, ela: "Pô, pai, eh, que nem quando você faz, quando leu o livrinho pra gente". Falou: "É, é que nem eu que faço isso". E aí a gente começou a, eu comecei a viajar, né? Falei: "Caraca, mano, realmente eu tenho esse hábito aí de ficar fazendo as vozes dos personagens e fui tentar lembrar de onde eu tirei isso. Falei: "Por que que eu faço isso, né? Eu não é um hábito aí que eu fui criando voz dos personagens." E aí eu lembrei, quando eu era criança, eu gostava de imitar os personagens dos desenhos, porque meu pai também era um cara que gostava de fazer algumas imitações e eu queria imitar meu pai. E também porque quando fazia alguma coisa engraçada de conseguir imitar igual o personagem ou mesmo alguma coisa de comédia, né? Meu pai gostava de eh Chaplin, Buster Kitton, Jerry Le, o Rtingson, né? O Mr. Bean, eh, o Jink Carry, essas essas comédias que você usa muito, expressões, né? Caras e bocas e tal. E aí eu queria fazer também meu pai rir, se divertir em casa, porque eu quero criar criar esse last afeto, né? Imitar ele também, criar esse elast afeto. Então era criança, fazia imitação, seja dos desenhos, seja das caras e das bocas, dos personagens, do filme e tal. E aí eu comecei a imitar desenho. E aí eu gostava de fazer as vozes. Aí depois comecei a desenhar e gostava de criar os personagens e imaginar as vozes dos personagens, como eles faziam, tal. Quando eu tava no começo da adolescência, 12 para 13 anos, eh, eu fiz pela primeira vez fantoch na igreja. na igreja mexico com fantoch e tinha uma uma moça que era da mesma comunidade religiosa da gente, que ela tinha uma empresa relativamente conhecida em que ela trabalhava com televisão, com eh animação de festa infantil, trabalho com escola, museu, essas coisas, com fantoch, né? Ela tinha lá uma trupe trupe de fantó que ela e ela me chamou para começar a fazer umas paradas com ela. Eu era criança, 12, 13 anos, que era só para me divertir mesmo. Ela mas você tem muito potencial e eu me animei com isso e aí eu descobri, é daí que vem. E aí eu comecei a viajar nessa nessa pira do das vozes, dos personagens, dessa coisa. Depois eu fiz teatro. Fiz teatro no nas oficinas que aparecia lá na igreja, fora da igreja, oportunidades aleatórias que aconteceu e eu pude experimentar essas coisas. Eh, e nesse nesse processo, né, de fazer essas paradas, de aprendendo e de podendo experimentar o mundo, obrigado, pai, mãe, igreja e comunidades que eu tive para poder experimentar essas coisas nesse mundo. Eu fui gostando de tudo. Então, uma hora eu queria ser dublador, outra hora eu queria ser ator, outra hora eu queria mexer com fantoch, outra hora eu queria eh queria fazer coisas, né? Abriu possibilidades de sonho, de desejo de fazer coisas. E isso foi criando habilidades ou criando desenvolvendo ainda que de maneira rudimentar e não planejada coisas que eu poderia utilizar na vida. E agora tô usando essas paradas para poder ler historinha pra minha filha e nem tinha me dado conta de que eu tava fazendo isso. E é muito legal, né? Muito da hora. E e eu fico tô pirando nisso assim. Falei: "Caraca, mano, que bom que eu pude ter oportunidade de experimentar coisas. Eu espero que a minha criança experimente coisas, que ela possa ter espaço, que eu consiga garantir e encontrar lugares para ela poder desenvolver habilidades aleatórias que sejam, que algum momento podem ser úteis e também porque ela tem que se desfrutar, tem que curtir e aí a gente vai criando essas coisas. É doideira isso. A vida vai levando a gente para uns lugar completamente aleatório. Tem hora que a gente não sabe mais o que a gente estava fazendo. Então, tenho refletido sobre essa loucura, esses tempos das experiências que eu pude ter, que de alguma maneira contribuíram e que a gente não pode perder, né, nessas coisas, nem esquecer delas, né, tem que aproveitar essas habilidades e essas coisas e tal e tentar experimentar. Qual o problema? É legal, legal. Tô viajando aqui. Coisas interessantes pra gente pensar um pouquinho. Bom dia, querido Lis, como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia, querido Vinícius diz Vinícius. Bom dia. Aceleracionismo, não. Direção defensiva sempre, sempre, sempre. Dirija de maneira responsável. Direção defensiva. Faça CFC. Não seja aceleracionista. Pessoal não tá fugindo aí da da escola. Bruno multiuso. É o pior que é multiuso mesmo. Diz templário: "Bruno será a próxima promessa da comunidade brasileira de dubladores". É próxima promessa de quase 40 anos de idade, né? Chegou um pouco atrasado, querido Bruno. Mas tem, mas é engraçado. Um dia eu faço para vocês as dublagens. Um dia eu faço, trago os personagens, vou fazer umas dublagenzinhas. Eu eu me divirto com essas bobagens. de mudar de voz, fazer é muito legal. Não, cara. E ó, que loucura. Em 2020 4, depois de muito tempo sem fazer sem mexer essas com essas coisas cênicas, eu fui convidado para escrever um pequeno roteiro de uma sket e ela foi apresentada num teatro na zona leste, esqueci o nome do teatro, num show de humor, num show de humor. E bom, depois de já ter ter sket começado a fazer negócio, eu ainda acabei executando, né? E foi num show de humor, acabei, fazia muito tempo que eu não fazia isso. Parece que foi legal, foi divertidinho. A gravação está com o senor Thago Santinelli. Espero que ele tenha perdido ela. Deus queira que ele tenha perdido essa gravação. Mas rolou isso aí. Foi massa. Aleatoriedades da vida. Diz que do Rubens. Com certeza. A nossa luta é por acesso também. Exato. Por acesso a esses espaços, você garantir, né, ofertar o máximo possível pr as pessoas. Isso é fundamental. Diz querida Jéssica. Acelerar só assistir Fórmula 1. É, e olhe lá, né, chatão. Fórmula 1, com todo respeito a quem gosta. Disquito templário. Pior que isso me lembrou de algo. Meu pai, agente de segurança pública, tem que se especializar em refazer cursos de direção defensiva de dois em dois anos. Eu sempre fiz com ele e hoje sou veloz. Sou Velozes e Furiosos. Cuidado aí, hein, com essa animação de Velozes e Furiosos. Perigoso, porque no filme vai até o filme 17, mas na vida só tem um. Então, cuidado aí, cuidado. Beleza, minha gente. Ai, meu Deus do céu, quantas coisas nesta vida a gente vai experimentando. Mas já vi que aqui a gente chegou pro tema. Então, bora pro tema. O pessoal tá animado para falar sobre o falar mal do aceleracionismo, o que é uma linha correta, né? Uma linha correta. Diz, querido Juan Gabriel, todo mundo sabe que o Bruno é o dono do canal Três Palavrinhas. Gostaria. O que é tá de entrando de adicence no meu bolso, meu amigo. Eu ia ter tempo para fazer live aqui até não aguentar mais, viu? Nossa, meu irmão, queria, queria. Mas dito isso, já cogitou pela minha cabeça, inclusive recentemente, numa conversa que eu tive com o querido Felipe Carmo, inclusive, deixa eu fazer propaganda aqui. Felipe Carmo é um camarada editor lá da nossa querida revista Zelota, um do fundador da Zelota, junto com o André Canaciro. E o Felipe é cartounista e ele fez esse cartoonzinho aqui, muito massa. Esses tempos estava numa feira, uma exposição muito da hora. E eu, ele me presenteou com uma unidade e ele fez o entra em nome de Jesus quadrinhos eh que fiz enquanto obsesso. Felipe Carmo que aí, né, fez uma coisa interessante aqui. Eh, e aí vem uma vozinha, né, de mãe. Cadê a amor? Olha a postura, né? Aquela coisa toda. Felipe Carmo. Felipe Carmo. E eu tava conversando com o Felipe, né, inclusive. E o Felipe vai fazer uma parada aí. Vai ser massa, cara. Isso aqui é muito bom, velho. Eu recomendo muito, mano. Vão lá no Instagram do Felipe para ver isso aqui. É maravilhoso. Manual do processo. Cara, isso é muito bom, velho. Se sacanagem. Isso aqui é muito bom. Isso aqui é muito bom. Você tem que tem que ver isso aqui. Isso é muito bom. Então, se por favor, deixa eu ver. Tinha uma outra, essa essa historinha aqui da minha avó do Bs que ver, vale muito a pena. O By também é muito bom. O Felipe é muito bom, cara. O Felipe é muito, muito, muito, muito bom. Então, você chega lá no Felipe, eu tava conversando com o Felipe, a gente tava viajando junto, eu, Felipe e André. E no que a gente estava viajando, a gente começou a trocar ideia e tal. E o Felipe vai fazer uma parada muito legal aqui pro nosso canal, que vai ter alguma coisa a ver com o nosso canalzinho aqui também, porque uma de nossas músicas do músicas divertidas vai virar quadrinho. Uma de nossas músicas que conta uma história interessantíssima, vai virar quadrinho. Eh, vai virar um quadrinho. E aí só tá esperando agora porque vai sair em português e em inglês o nosso quadrinho. Quadrinho que vai ter uma historinha aí. E aí a gente começou a viajar de como seria divertidíssimo ter um canal de desenho, tipo três palavrinhas, mas da zoeirinha, com musiquinhas e com historinhas divertidas, maneiras críticas, digamos assim. Cara, é bom, velho. É bom. V curtindo, v curtindo. E aí o quem sabe, né? Quem sabe, quem sabe um dia a gente faz isso. Quem sabe a gente se diverte. Aí eu me dou o trabalho de também criar as vozes das personagens. E aqui o Felipe fez um folhet para distribuir na gringa, porque teve um um encontro lá que ele conta a história dos Zelotas, né, da fundação da nossa revista, revista Zelota, da qual fazo parte também. E eu fiquei feliz para caramba porque aqui, ó, eu virei personagem. Tô aqui, ó. Cadê? Cadê? Aqui, ó. Ah, cadê? No cantinho aqui. Eu não sei se dá para ver. Bem aqui esse esse aqui. Eu o André Castro o Jaider. Cadê o cadê eu, o André Castro, o Jaider, o André Canaciro, que é o de pé, o Felipe, que é esse que tá sentado aqui. Cadê? Aqui. E o John que tá aqui atrás. Bem aqui atrás. Aqui. Esse aqui é o John. Ah, muito divertido, cara. O Felipe é bom demais. Eita. contar a história dos elotas. Circulou lá na gringa. Bom demais. Um dia a gente faz esse esse papo aí que que é legal. Mas quem sabe, né? A gente vai ter o nosso canalzinho com essas histórias. Vai saber. Cadê? Cadê? Cadê cadê cadê cadê? Cadê cadê cadê? Cadê cadê cadê cadê?Êê. E diz querida Jess que no filme coloca um carro na lua. É, é o, você vê que o pessoal do Velozes Furiosos não brinca em serviço, eles conseguem ultrapassar qualquer limite. Diz que Paulo, bom dia, querido Paulo. Como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Que bom que você tá aqui com a gente. E diz querido Paulo, você frequentemente recomenda fazer leitura popular da Bíblia fazendo vozinhas. Recomendo mesmo. Você vai ler o texto bíblico, crie vozes para os personagens. Uma porque é importante, é interessante, ela enriquece. duas, porque se você alterar a voz, a dinâmica, como o personagem se apresenta ali no texto, você tem maior flexibilidade para assimilar aquele texto, para entender ele de maneira mais ampla e aberta. Por exemplo, a gente sempre lê a voz de um da a gente sempre lê o texto bíblico com a mesma voz, normalmente uma voz muito solene, muito grave e que reproduz a voz dos pastores, das lideranças, dos caras que manda na igreja e que a gente se acostumou a ouvir sempre. né? Então isso altera um pouco a nossa relação com o texto. Ela já vem meio que pré-formatada. Se você cria vozes pros personagens, você enriquece a sua capacidade de reposicionar aquelas aquela história, aquela situação. Tem uma uma linha dentro do pessoal que faz uma leitura mais crítica e também popular, que é o bibliodrama, né? Que é você realmente ler a texto da texto bíblico como um drama, dramatizando, né? Então você, pô, será que essa cin pode ser mais engraçada? Será que a voz desse cara é uma voz só solene e grave? Pô, mas ele tá chorando no texto, então por que que eu não leio com choro, né? Não leio com essa voz de choro, de sofrimento. Uma personagem que tá em crise, por que que a minha voz não sai em crise? Então você você criar as vozes, criar essas dinâmicas, dramatizar é muito muito muito importante. Enriquece muito. Seja você uma pessoa religiosa ou não. Se você é uma pessoa que não é religiosa, é uma experiência literária incrível. Se você é uma pessoa religiosa, isso amplia muito a sua abertura e sua relação com o texto, deixa ela muito mais leve, mais apta e você lê com maior concentração, maior capacidade, maior versatilidade. Potencializa muito assim a nossa interpretação, como a gente saca o texto. Eu sempre recomendo crie vozinhas para os personagens do texto, para as coisas que estão acontecendo ali. É importante, importante, de verdade. Não, tem a galera que acha que é bobagem, não é? altera radicalmente. Sei lá, se eu pego um, não vou pegar da Bíblia, vou pegar outro exemplo. Vou pegar um exemplo comum odierno aqui de casa, que nem eu tava falando da criança, né? Eu leio historinha paraa criança. Aí eu vou botar a criança para dormir. Eu posso ler assim: "Ah, e o personagem, tem um personagem, uma historinha que é o Dankan. O Dankan é um pinguim". Aí eu posso fazer e o Duncan disse, sei lá. Olá, princesa. Meu nome é Dancan. Estou aqui para te servir. O narrador e o Dankan tem a mesma voz. E o Dunkan disse: "Olá, princesa. Estou aqui para lhe servir. Meu nome é Danan. Fica muito mais interessante para ela ser uma voz de pinguim aquele personagem. Não faça isso, princesa. Entendeu? Fica muito mais legal. Aí você muda o shape do negócio, você consegue ver o movimento do personagem. É importante, importante, importante. Diz querida Jéssica. Caramba, que masso o desenho dele sem o Felipe manda muito bem. O traço do desenho do Felipe é muito bom, velho. Ele é excelente. Excelente. Felipe manda bem demais. Ele tem um personagem que é Paulo, né? Como se foi o Paulo de Tarso, escrevendo para carta de neófito. Isso é maravilhoso isso. Eu adoro esse quad, esse quadro dele. Diz Templário. Ótimas ilustrações gigas de passagem. Digo, nossa, o Felipe é bom demais, cara. Diz, querida Gisel, que boa ideia. Nunca pensei nisso. Pois é, mas é é excelente, Jisel. Enriquece muito, muito. A gente lê com mais calma, a gente presta atenção palavra por palavra. É maravilhoso. A minha experiência é muito boa. Bibliodrama é bom demais. Bom dia, querido comunismo barato de que que nos diz? Saudações, Marx Sengusajaz, camarada do canal Comunis Barato. Bom dia, meu querido. Tudo bem com você? Que bom que tá com a gente novamente hoje pela manhã. Diz Rubens em inglês, tô ligado que a que tem narração dramatizada da versão King James. A em PTBR tem todas, inclusive na versão freestyle, né, que fala do jeito que você quiser. As pecinhas de igreja tem bastante disso. Você inventa um texto ali, vai. Pô, a gente fazia uma pecinha, cara, que era muito divertido. Eh, se bem que ela era bem problemática. Um dia eu conto essa pecinha. Bom dia, querido rapa. Rapa. Que é o Rafa? Fala Rafa. Bom dia, mano. Reconheci pela foto agora. Como é que você tá, mano? Tudo bem? Que bom que você tá aqui com a gente logo pela manhã. Bom dia, meu bom. Ah, que honra. Pegue bem. Espero que curta o conteúdinho. Ai, ai. Mas é isso, meu povo. Eu vou lá pra nossa leitura de hoje, senão vou aqui, já comecei a reflexão, não paro mais. A reflexão paralela. um um uma grande digressão. Deixa eu abrir aqui o textinho que a gente vai ler hoje. Pergunta que templário problemática. É, eu acho que sim. Tem umas que era boas, mas essa eu acabei de fazer uma pequena reflexão. O final dela é um pouco problemático. Eu faria ele um pouco diferente. Uma pecinha, tem muitas pecinhas de igreja problemática. Tem um tem um um episódio dos Simpsons, eu não lembro agora qual é a temporada e o ah, vou até pegar aqui agora que tem inteligência artificial hoje em dia, ela facilita pra gente, né? Episódio Simpsons especial, dia das bruxas. Eh, Flanders, Igreja. Ah, não é esse, não é esse. Isso, ó. Temporada 19, episódio 5, Three House of Horror, eh, 18, né? Hum. E o nome do episódio é Hack House ou Casa do Inferno. Eh, ficou pesado isso aqui. Mas é muito bom, cara. É o seguinte, o Essa deixa eu ver. Isso, isso mesmo, isso mesmo. É um episódio dos Simpsons, cara, que é muito, muito. Eu falei: "Caraca, que forte". O que que acontece? É um especial de terror dos Simpsons, né? 18º especial de terror, episódio dos Simpsons. É 19ª temporada, episódio 5, que as crianças vão sair para pedir doce. Aí os adultos não dão doce ou não sei o que eles vão fazer. Eu sei que elas começam a atacar o terror. Elas esquecem da ideia do doce, só vão só fazer as travessuras, né? Esquecem das gostosuras e só travessura. Taca terror na cidade e aí ninguém sabe mais o que fazer para parar essas crianças. Aí aparece o Ned Flunders assim, né? Flunders aparece como aquele homem piedoso, mas ele aparece meio que uma sombra meio diabólica, mas ele aparece, fala: "Eu sei o que fazer, o quê? Deixa comigo". Aí eles conseguem conduzir as crianças pra igreja. Aí entram na igreja, ele montou uma peça de teatro, uma pecinha de teatro para mostrar que as crianças não deveriam ser mass, né? Elas não deveriam fazer aquelas atividades, senão elas iriam pro inferno. E aí tem uma peça bem tosca assim, é bem rudimentar, né? O como se o menino fosse atropelado, tivesse atropelamento de bicicleta, sei lá, um negócio assim, o cara, ah, eu vou morrer. Ele fal, é, mas você fez muitas coisas ruins assim, desse jeito, você vai pro inferno e não sei o que lá. E as crianças riem, falam: "Nossa, que encenação tosca". Aí o Flanders faz uma oração bizarra na no episódio que ele fala assim: "Eh, Senhor, me dê poder, não sei o que lá para aterrorizar essas crianças para vão pro seu caminho". E aí ele realmente ganha super poderes ali e vira um negócio surreal, espalmente maluco e representando, né, infernalmente as coisas. E as crianças ficam aterrorizadas e não é, mas é paraa salvação deles. E aí isso me lembrou a quantidade de trabalhos e tarefas missionárias que a gente já fez, que a gente desenvolve, que é na base disso, né? Você criar uma peça emotiva que na base do medo você vai conseguir fazer com que jovens e adolescentes e crianças se convertam. Uma coisa horrível, né? um episódio extremamente crítico, reflexivo, que faz a gente pensar uns negócios aí. Então, acabei de lembrar disso, destravou essa memóriazinha tem episódio do Simpsons, que é bem interessante sobre esse negócio de pecinhas problemáticas das igrejas, bem problemáticas. Mas é isso, querido Cléber Lauer, como é que você tá? Tudo bom, mano? Vão estar aqui com a gente mais uma vez nessa quarta-feira pela manhã, pela madrugada, na verdade. Deixa eu pegar o nosso livrinho. Tem tem documentário sobre isso também na Netflix, essas coisas, mas eu nunca assisti. Já me recomendaram várias vezes sobre, acho que é Jesus camp, não sei o que lá. Eu nunca assisti por uma questão de sanidade mental. Eu falo: "Não, pera aí, não tenho, não tenho estômago não, isso aí vai me abalar muito". que é exatamente a crítica, esse essa estrutura apelativa aterrorizadora com cara de não, mas é pelo bem de salvação das pessoas. Que tem a ver com o texto que a gente vai ler hoje. Nossa, olha isso. Caramba, que Jesusidência para p E, pô, o Gabriel falou assim, tipo, conto de fada, pode ser tipo isso, cara. Quando tem o o os irmãos Green, é meio que para isso, né, cara? A minha filha essa noite me acordou de madrugada porque ela não conseguia dormir e eu não entendi porque que ela tava com medo. E cara, foi difícil porque ela não queria voltar a dormir e ela tem um sono super bom, sabe? Ela sempre dormiu bem. E aí eu f e aí a gente conversando e e é a segunda vez que ela fala isso para mim. Falou: "Não, tô com medo de perder vocês". Eu falei: "Filha, você não vai perder a gente? Como assim perder a gente?" Não, se a gente tá num lugar muito cheio e você não me vê, eu não te vê, você e alguém me pegava, eu falei: "Filha, isso jamais ia acontecer. A gente tá sempre atento, a gente sempre saiu junto, a gente sempre deu rolê, a gente sempre foi nos lugares e nunca aconteceu nada. Aí eu, de onde é que veio essa ideia? De onde é que veio essa ideia? De onde é que veio essa ideia? Perguntando para ela várias vezes. E aí ela me disse assim: "Ah, foi o fulano de tal, eu não vou dizer o nome do do meliante, foi o fulano de tal lá da da minha sala, da minha turma. Ele falou que pode ser que um que alguém me pegue." Eu falei: "Não, filho, isso não vai acontecer. A gente fica atento, a gente tá sempre junto, a gente sempre deu volta, você sempre foi muito corajosa. E você nunca se preocupou, nunca saiu correndo sozinha, você sempre tá atenta e a gente também tá sempre junto, tá tudo bem. Ela não. Eu falei, mas aí ela ficou insistindo nisso. Eu falei: "Mas quem vai te pegar, filho? Pelo amor de Deus, quem te falou isso?" Ela foi falando de tal, o meliantezinho, 6 anos de idade. E aí ele falou, ela falou que ele falou: "Quem vai me pegar o homem do saco". Eu falei: "Caraca, ainda conta essa história do homem do saco". E foi meio que isso, né? pelo terror você fazer uma criança que não paraqueta tentar parar. E aí esse moleque provavelmente não tem medo do homem do saco, porque ele realmente é é um menino acelerado. Mas ele conseguiu transmitir este medo para minha criança que nunca tinha ouvido falar dessa parada e não faz sentido nenhum, porque jamais usaria essa tática de tacar o terror na criança para ela poder não fazer o bagulho. que função bizarra, né? Agora tem uma criança que tá com medo de se de nada, de um bagulho que nem existe por causa de uma pedagogia de merda. Mas eis-nos aqui. Bom dia, querido Léo. Como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Bom dia, meu bom. Mas é é o comunismo para adultos, né? O o aliás o comunismo é o homem do saco para adultos de de classe média. Homens de classe média tem medo do comunismo, tal qual crianças homens do saco, que eles aprenderam a ter medo a partir de terrores contados. Cá estamos. Disco, querido Juan Gabriel, tenho medo de andar no metrô e ver o homem do saco. Se a gente for pensar bem, todo homem é do saco. Mas bom, isso é papo pro outro dia. Diz que do Léo, estou tomando café na faculdade e correndo para ir pra aula. Toma café, corre, ouve o nosso papo, tenta não se queimar com o café caindo no seu dedo, com o copinho quente queimando a ponta dos dedos, em tomar o café muito rápido e queimar a ponta da língua, porque tudo isso pode atrapalhar muito a sua vida em muitos sentidos e você precisa chegar bem na aula. Então, boa correria aí, descrito templário, assim, no meio que religioso, querendo ou não, OK? no meio religioso, querendo ou não, sempre se amparam em alguma emoção forte, capaz de mobilizar as massas para exercer funções externas e não só as relig. Mas aí é em qualquer espaço, né? Aí eu vou dizer que em qualquer ambiente, né? Qualquer ambiente, qualquer ambiente mesmo, não precisa necessariamente ser religioso. E a mobilização aí das emoções, ela faz parte da nossa construção e relações sociais. Aí eu não tenho muito problema com essa parte, eu tenho problema com a desonestidade que a gente não jogar limpo e claro, mas aí é um outro outro papo. Ah, eu eu tenho que ler esse texto aqui, senão a gente vai se lascar. Ó, o texto que a gente vai ler hoje, a gente vai reagir ao nosso textinho aqui para falar sobre o tal do sacrifício necessário e a gente bateu papo. H, que tá aqui, que tá nesse livrinho aqui de minha autoria. por coincidência. Então, vai ser hoje um react de texto a mim mesmo, mas então na verdade vai ser um react de texto para orientar uma reflexão que eu não estava tão atento a esse trechinho, a um trechinho desse livrinho aqui, livrinho fascismo como religião, que você pode baixar gratuitamente aí na internet, tá tranquilo para você baixar. Eh, que eu vou querer trocar uma ideia a partir desse texto aqui pelo seguinte, foi graças à leitura de um dos nossos camaradas do do da membresia aqui do canalzinho, que foi o querido Mateus. Mateus, ele fez um meta react, meta react de texto, né? Ele fez um, ele leu esse um capítulo desse livrinho aqui e falou: "Cara, esse livrinho é, esse capítulo é muito bom". Eu falei: "Pô, será? Não tinha me dado conta de que era tão bom assim." Aí eu fui ler e falei: "Pô, pior que é bom mesmo. E eu tenho que retomar essa ideia aqui. E ficou um negócio legal. Ah, aqui, deixa eu baixar que vai ser esse capítulo que a gente vai ler aqui, ó. Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Contra a racionalidade do sacrifício necessário. Tá? Eu vou pegar este contra a racionalidade do sacrifício necessário pra gente poder fazer algumas reflexões importantes que tem a ver com o que a gente tá, o que tá aqui, porque nós aceitamos o nosso fim, né, que é a tamb deste videozinho aqui. Só para ser honesto, para não perder o ritmo, esse livrinho é uma coletânea de artigos que eu publiquei em algum momento da minha vida, que a gente criou esse livrinho como recompensa pra publicação de um outro livro da editora Pageu, que é o livro Antologia anti-idolatria. E o esse, mas originalmente esse texto foi publicado em 17 de dezembro de 2019 no GGN, no portal do GGN, tá? E aí a gente deu uma ajustada aqui para essa versão, mas ele foi originalmente publicado em 17 de dezembro de 2019. Por que que é importante também falar 17 de dezembro de 2019? Pra gente poder situar contextualmente alguns elementos que estão nesse texto, porque eu critico algumas personalidades específicas da história recente do Brasil, tá? Então, importante sempre deixar ser honesto nesse ponto. Mas vamos lá. A gente vai papear um pouquinho porque é contra essa ideia de aceitação do fim, do nosso fim, mas não é de um fim do tipo, ah, somos finitos. Esse fim é importante você lembrar. Não esqueça, você é finito. Você é uma pessoa que não vai viver para sempre. Esse fim você não pode esquecer. Inclusive, ele é importante para você não perder critério de realidade, né? Você precisa comer, você precisa respirar, precisa beber água, né? As pessoas também. Então isso te dá um critério importante para tomada de decisão. Você é finito. Você é uma pessoa finita, você não vai viver para sempre. Então não é este fim que nós estamos falando. O fim que nós estamos falando é o fim que é imposto, o fim que parece ser necessário, obrigatório, por fim a nossa vida ou por fim a vida de alguém. O grande problema, esta racionalidade do sacrifício necessário, que é na verdade uma justificativa. justificativa para a violência, justificativa para o sacrifício, justificativa para agressão, justificativa para o autosacrifício, justificativa para automutilação, que é algo próprio de uma racionalidade nossa hoje, bastante contemporânea, mas que essa reflexão vai surgir a partir de uma crítica da religião. Vou até antes de ler aqui, vou lá pro prefácio aqui, pro prefácio não, pra introdução desse livro para dar uma explicação para vocês. Porque aqui o que é o Jeová, por que que eu não fiz assim, né? O título do livro é bem provocativo, fascismo como religião, que é um uso da uma quase uma brincadeira com a expressão do Walter Benjamin. Não sei se vocês conhecem essa pessoa, não precisa conhecer. Fascismo como religião. E é um um uso da expressão do Walter Benjamin no texto dele capitalismo como religião, mas diferente do Benjamin, aqui a gente não deixa a religião tão em termos abstratos e genéricos, a gente precisa de maior de uma maneira mais adequada. E aqui eu queria deixar duas coisas importantes indicadas. A primeira, o fascismo não deve nem pode ser visto como um fenômeno que surge somente com a tomada das instituições de execução de poder por fascistas. Ou seja, fascismo não é só quando o fascista senta no poder. Ele existe como mobilização de massas. Então isso é uma coisa importante. Mas a segunda mais importante é a questão do da religião. Eh, o que que a gente vai chamar de religião? As reflexões sobre esse tema nasceram durante a campanha eleitoral de 2018, tendo como fenômeno determinante a participação ativa de igrejas e lideranças religiosas na campanha de Jair Bolsonaro. Com seu partido de ocasião, o Partido Social Liberal, PSL, já mudou o partido, já mudou tudo, a zona. O slogan abre aspas Brasil acima de tudo, Deus acima de todos, não pode ser visto com ingenuidade. Não se trata apenas de um uso instrumental da religião, nem de mero, abre aspas, abuso, fecha aspas, da fé alheia para enganar as pessoas ignorantes ou inocentes. Então, não sejamos inocentes nós de achar que é isso. A questão relevante é que que nos importa aqui no texto? Quais as condições que tornam possível as conexões entre fascismo e cristianismo dentro da nossa reprodução social? É isso. Quais condições tornam possível que o fascismo e o cristianismo se unam? Nesse sentido, fascismo como religião tem inspiração na famosa tese de Walter Benjamin sobre o capitalismo como religião, que é um rascunho. Contudo, que que a gente tá entendendo por religião aqui? Presta atenção. Não se trata da taxação de processos sociais como irracionais ou fantásticos, né? Dizer religião de modo negativo. Ai porque isso aí é coisa de maluco, tá? Não, não é isso que a gente vai fazer. da maneira como vulgarmente os fenômenos religiosos são vistos sobre a perspectiva de uma racionalidade operacional de tipo instrumental que calcula ganhos ótimos, tal, não sei o que lá ou explicativo que fornece dados mensuráveis, não sei que esse tipo de postura taxa qualquer evento que não se enquadre em seus marcos de mágicos, fora da normalidade e excepcionais, que é um problema, inclusive de boa parte das análises que são feitas sobre o bolsonarismo, sobre os evangélicos, sobre não sei o que lá. são excepcionais, são mágicos, são fora da normalidade, não olha paraa realidade, né? Olha para os dados concretos da sociedade. Claro, pressupondo uma imagem de como deveriam ser os comportamentos dos sujeitos e grupos do interior de uma forma social. Aqui é uma discussão importante em outro momento que assim, o pessoal pressupõe: "O estado deve ser assim, as pessoas devem agir assim, não sei". Se não se enquadra nessa nesse modelo pressuposto projetado. Ah, então isso é mágico, é fora da realidade, é a normalidade excepção, é exceção, a bobagens, mas tudo bem. Eh, conheção percebido, sei o que lá. Eu quero falar o que que é religião. Cadê? Cadê, cadê, cadê, cadê? Aqui assim, eh, é importante deixarmos claro do que estamos falando quando destacamos do movimento fascista seu caráter religioso. Qual o caráter religioso que nos interessa? Sua função como ideologia de legitimação e justificação de sacrifícios de vidas humanas para a manutenção da reprodução social. O que nos interessa aqui para destacar enquanto religião o papel, o caráter religioso conectado ao fascismo, é a ideologia de legitimação e justificação de sacrifícios de vidas humanas. No caso aqui, para a manutenção da reprodução social, o papel de legitimar e justificar o sacrifício de vidas humanas. Nesse texto aqui, eu tô pensando a questão do fascismo, mas contudo, porém todavia, hoje eu já consigo perceber ele em outros lugares. E aí lendo o texto que o o esse capítulo aí eu já tava, essa ideia já tava presente antes, eu só não tinha me dado conta. Não é só no fascismo. Entre nós de esquerda aqui, temos que olhar dentro do nosso movimento, se a gente também não tá desempenhando o papelzinho de legitimação e justificação de sacrifício, tá? Então, aí que eu quero chegar. É aí que eu quero chegar. E não é tipo teoria da ferradura, né? Porque eles fazem aqui, o outro faz aqui também. Então os opostos se atraem, vamos ser do centro. Não, não. Chama-se autocrítica, que é perceber outra parada. Pelo amor de Deus, não sejamos burros. Mas é isso, tá? Portanto, nessa abordagem, o fascismo como religião é entendido como a forma de consciência social, religião como uma forma de consciência social que nasce de uma necessidade de justificar a violência contra a vida humana. Forma de consciência social que nasce de uma necessidade de justificar a violência contra a vida humana. É isso que me interessa hoje. É isso que interessa o nosso papo. Beleza? Você vê que tem que tem que especificar os termos, tem que deixar claro do que a gente tá falando. O que nos interessa hoje é ver essa forma de consciência social que nasce de uma necessidade de justificar a violência contra a vida humana. E é esse o caráter religioso que tá sendo criticado no texto, em todos os os artigos selecionados. Mas a gente vai em especial focar em um artigo, tá bom? Então não esqueça, nossa crítica aqui é contra o sacrifício, a necess a justificação, a legitimação do sacrifício. Beleza? Então a gente já vai ver aqui. Deixa eu só para não posso perder os irmãos que tá aqui chegando, pô. Bom dia, querido Gabriel. Como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Diz Gabriel. Bom dia, cafezeiros. Bom dia, querido Gabriel. Como se o bigodinho não tivesse subido ao cargo. É, exatamente, com votações. Exatamente. Bom dia, querido. Fazer o bom dia. Bom dia. Tudo bem com você? E disse fazer o bom dia, Brunovski. Bom dia. Fazer o fazer o quê? Quer ser ou quer fazer? Fazer o bom dia, querido Felipe. Felipe, primeira pessoa santificada e beatificada em nossa igreja barista. Tudo bem, mano? Espero desejo que sim. Bom dia para nós. Bom dia para nós. E a galera aqui é muito saudável e do cara. Todo mundo se desejando bom dia. Que coisa bonita, disz. Querido Jones Miguel, mas tipo, não tem vários comunistas que justificam a violência contra a vida humana como forma de emancipação? Pergunta genuína. É exatamente aí que eu quero chegar, Jon Miguel. É aí que nós vamos chegar. Tem, tem. Eis o problema. O problema nosso, né? Nós enquanto esquerda revolucionária, não sei o que lá, pip pó, temos agora que resolver esse bo. Dizquin do Gabriel. Boa, boa, Brunão. Bela quarta pra gente. Bela quarta para nós. Quartou, quarta que é praticamente fim de semana. Diz querido Gabriel. Mas Bruno, o termo sacrifícios e violência, como você já deve ter ouvido, são específicos. Sim, e lá chegaremos no capítulo que nós vamos ler agora. Obrigado aí pelo pela escada. Obrigado pela escada, querido Gabriel. Turum. Vamos lá. Eu eu gosto disso que aí a gente volta pro tema, né? Aquela escadinha maravilhosa para voltar pro tema. Pá. Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera per. Cadê as coisas aqui? Perdi tudo aqui, mano. Aí me lasca. Bom, vamos lá. Empecemos. Há uma racionalidade ancestral. Aí alguém já vai tá aí preocupado com a palavra ancestral. Calma, calma, torcedores. Torcedores, calma. Vamos ler. Contra a racionalidade do sacrifício necessário, publicado em 17 de novembro, de dezembro de 2019. E vamos lá. Há uma racionalidade ancestral que de tempos em tempo se adapta e renova suas forças nas diferentes formações sociais humanas. A racionalidade do abre aspas sacrifício necessário. Beleza? Racionalidade do sacrifício necessário. Renê Jard é um antropólogo conservador, tá? Então estou utilizando aqui um recurso teórico conservador. Trabalha em A violência e o Sagrado, em português publicado pela Paz e Terra. Eu tenho esse livro aqui em algum lugar, mas não vou pegar ele agora. A violência e o Sagrado. Eh, trabalha as diferentes ordens sacrificiais e o papel que cumprem na organização das comunidades humanas. Porque o o papel do sacrifício ele tem uma função social, ele não vai ser olhado aqui de maneira meramente moral, né? Ele cumpre funções sociais e a gente precisa entender quais são, como ela funciona, como ela se desempenha, né? Então, os sacrifícios com eles desempenham uma um papel na função como função social, na reprodução social. Então isso é um ponto importante, tanto para criar situações de segurança e controle social, quanto a pretensão de controle sobre o entorno mediado pelas divindades ou forças sobrenaturais, né? Então, tanto sacrifício pra gente controlar internamente as relações interhumanas, né, as relações sociais, interpessoais, comunitárias, coletivas, então o sacrifício aqui para placar, por exemplo, uma situação de vingança, né? um camarada quis se vingar do outro camarada, porque o acho que o Girrard até conta, eu acho que o Renê Girrard até conta eh no livro essa situação. Eu posso estar equivocado, eu posso estar confundindo, mas eu acho que o Girrard até em determinado momento apresenta uma situação semelhante de numa comunidade pequena com de núcleos familiares, né? Ah, duas dois jovens, né, adolescentes para jovens, se apaixonam pela mesma menina e a a moça opta ou se aproxima de um dos jovens. E aí, num crime passional, um desses o jovem rejeitado pela moço executa o outro jovem, porque afinal ele considera que aquela pessoa seja sua propriedade e executa o outro jovem. A família desse outro jovem vai querer se vingar e se ela se vinga, essa outra família volta e vai entrar num ciclo constante de conflitos, de vinganças pelo estabelecimento de um primeiro assassinato, né, de uma primeira execução, de eliminação de uma pessoa nesse nessa comunidade. Tem um filme brasileiro. Eh, cara, que filme que é? Vocês vão me ajudar a lembrar, cara. Ah, ai, aquele filme que o que o mano fica Ah, caraca, é com Rodrigo Santoro. Ah, droga. Vamos lá para de novo. Filme brasileiro. Ai, caraca. Humum. Abriu despedaçado. É isso. Filme brasileiro. Abriu o despedaçado. Que que narra mais ou menos uma situação semelhante. Duas famílias. Uma família eh uma pessoa executa a família de outra pessoa, né? Ele a família abriu o despedaçado. Obrigado, Léo. Léo correndo, tomando café, indo pra aula na faculdade e lembrou do filme e eu não. E aí Rodrigo Santó sempre não e pode ser que abriu, abriu despedaçado até com o Rodrigo Santório, né? Agora também tô confundindo tudo, mas tudo bem. Duas famílias aí tem duas famílias. Eh, um cara mata o mano da outra família. Aí essa outra família tem o direito de se vingar. Só que aí tem uma regra lá, não sei o que lá, que você estende a roupa no varal que tá com sangue até aquela aquele sangue lá secar, ficar esbranquiçar, amarelar, sei lá que rai que é, a outra família vai ter esse período para para se organizar ali, porque não pode praticar vingança. E aí o filme gira muito em torno da vingança, do direito à vingança, né, e de um ciclo infinito de vinganças. E aí tem uma cena que tem sempre um gado que puxa um uma eh que puxa um moinho, né, que faz um um moinho rodar lá, um burrinho lá, um não lembro se é um burro, se é um boi, acho que é um boi, fica puxando e fazendo o ruinho o moinho rodar. O moinho roda, roda, roda. E aí um dia ele, o boi não tá preso no moinho. Ele não tá preso, mas ele vai lá e ele mesmo continua circulando em torno do moinho. E aí tem um diálogo, uma conversa sobre esse moinho, sobre esse boi girando em torno do moinho. E é a representação clara desse ciclo infinito de violências, porque um executa o outro. E aí vai voltando pro Girhard, um jovem executa outro jovem porque eles acham que uma daquelas que aquela menina ali é sua posse, então executa o outro porque ele deseja tê-la. Aí essa família vai querer se vingar e você vai entrar num ciclo infinito de violências e de sacrifícios e e de violência, só violência, assassinatos. Aí estabelece-se um rito na sociedade para interromper aquele ciclo de violência, por exemplo, estabelece um rito sacrificial. alguém vai ser sacrificado e vai ser emolado para acabar e aplacar com essa violência. Isso é um caso, como a gente tá lendo no texto, de organização interna, né? Um sacrifício para você organizar a comunidade, para você colocar a ordem nesse grupo, diferente do sacrifício que é realizado para você conseguir controlar um ambiente externo, para você, por exemplo, controlar o clima, para você eh conseguir uma melhor colheita. Se você assistiu Game of Thrones, quando canalha do Stanis Bara, junto com aquela mulher de vermelho canalha, bota coitado da da da Sheering no na fogueira. Bota coitada da Shering na fogueira. Por quê? Porque se a gente botar na fogueira vai aplacar o clima aqui e a gente ganha o e a gente consegue derrotar o os o os Bolton e tomar o interfel. Essa cena bizarra que aí a criança tá numa fogueira gritando, pedindo socorro pra mãe e pro pai enquanto canalha do Stanis Barat aceita aquele bagulho lá. É o quê? Um sacrifício para você tentar controlar o entorno, né? Você tentar controlar e aplacar a situação em volta e não interna ao grupo. Dois tipos de sacrifícios distintos. É disso que a gente tá falando no texto. Beleza. Interessante, né? Reflexões é importantes. Quem diria que numa quarta-feira de manhã daria para bater esse tipo de papo? Eh, diz querido Templário, alguns justificam que tem que tem quem entende que ela pode coisir com a revolução por conta do déficit organizativo das massas. Eh, nós temos um luxemburguistas forte aqui. Pronto, faz sentido. Você estuda cinema? Léo lembrou porque estuda cinema, mas não tem problema, cara. Eu sou ruim às vezes para lembrar as parad me falha os negócios que fic com raiva. Exato, Paulo tinha lembrado também. Abriu despedaçado. Obrigado Paulo. Tido fazer o watch que ia ser fazer o quê? Tem algumas localidades no Leste Europeu que ainda permitem direito à vingança. Vai aqui também, meu amigo. Não precisa ir no leste europeu não. Na rua aqui atrás de casa tá liberado, viu? pode dizer nada não. Eh, eu tenho um familiar inclusive que está jurado porque ele acabou fazendo mal, na verdade, ele acabou eliminando um cachorro violento de uma ou outra família numa situação de autodefesa e ele está jurado até hoje. Tem essas situações. Que história boa? Não sei qual a história, mas é boa. Diso Thago. Emolação é uma palavra que me deixa estranho. Vai saber. Eu também. Eu acho uma coisa meio Dis querido Felipe. Jogos vorais. Pronto. Jogos vorais. sacrifício necessário. Pode par, pode par, pode, pode, pode par descrito fazer o watch lá institucionalizado. É, o pessoal organizou a vingança, mas vamos lá. Beleza. Então, esse é o esses são os dois tipos de sacrifício, né, que a gente tá falando. Um sacrifício que você faz para controlar o grupo, o sacrifício que você faz para cont para tentar controlar o entorno, né? Mas é isso. Dado que certos recursos são escassos, as disputas, distribuições e a posse destes precisam ser ordenadas, né? Dado que certos certos recursos são escassos, as disputas, distribuições e a posse desses recursos precisam ser ordenadas. Daí mais um uma citação do sacrifício, seja porque tá faltando, porque o entorno tá fora de controle, seja porque o o internamente a comunidade tá com problemas nessas relações. Então, o sacrifício encontra seu papel justificando a falta de recursos para certo grupo ou em determinado período, assim como a sobra para outros, além de aplacar a violência quando, por meio do ritual promete um futuro próspero, né? Então, é um sacrifício eh que por um lado a gente vai conseguir justificar porque uns merecem, outros não, porque uns têm mais e outros não, porque em determinado período a gente tá sem nada para um grupo ou sobrando muito para outro, ou ainda pela promessa do futuro próspero. Temos aqui alguns papéis desempenhados que é importante. Dehard mostra como em situações críticas, na qual são cometidas violências na disputa por recursos, quebrando a estabilidade ou passo social, um sacrifício é evocado como a violência permitida, legítima e necessária, da qual todos os membros da comunidade participam, colocando o abre aspas, bod expiatório, seus medos de caos e a esperança de harmonia seja renovada, né? Então o que que acontece numa situação crítica que a gente tá ali na disputa pro recurso, tá fora de ordem, estamos sem estabilidade e tal, a gente evoca aqui um bode espiatório e o a legítima eliminação desse bode expiatório para que a gente consiga depositar ali os medos, né, do caos e as esperanças da harmonia para que a gente consiga ali renovar, recuperar elas. Então, mais um papel do sacrifício aqui, mas do bode expiatório. Não vai ser o sacrifício que envolve quem tá disputando. Você vai escolher alguém puro, alguém externo, alguém que mereça ser sacrificado, que aplaque essa nossa situação, esse nosso problema. O sacrifício cumpre, portanto, um papel disciplinador. E aqui disciplinador no sentido negativo do termo disciplinador. Exige renúncias e mostra no processo do rito o resultado necessário das faltas e o preço a ser pago pelo futuro seguro, o sangue de alguém, né? Então, no processo do rito, né? A gente tem o resultado necessário das faltas, daquilo que tá faltando. O rito precisa ser realizado e o preço ser pago é o sangue de alguém. Não há o que fazer. É a única alternativa, beleza? É a única alternativa, a única, única, única. Se a comunidade deseja que haja estabilidade, o sacrifício é requerido. Se a comunidade espera que a paz permaneça no futuro, novamente, o sacrifício é exigido. Sua necessidade é regularmente atualizada, exatamente como a primeira linha de toda a cartilha do abaspas bom economista. Todos teremos que fazer sacrifícios. Aí eu faço uma trocadilhozinho aqui, utilizando jocosamente a expressão do George Orel na revolução dos bichos, né? Mas uns sempre mais sacrificados que outros, porque o George Orrow para fazer aquela fábula, né, que o pessoal acha que é uma descrição da realidade, a fábula da da influção dos bichos, ele fala: "Todos são iguais, mas uns mais iguais que os outros, né?" Um bom economista diz o quê? Todos teremos que fazer sacrifícios, mas uns sempre mais sacrificados que os outros, né? essa parte. O o economista esquece de avisar. Só só esquece. Só só esquece. Se houve uma palavra que se repetiu nas entrevistas, declarações e discussões em comissões por parte da equipe econômica de Paulo Guedes. Paulo Guedes, lembrando que o texto é de 2019, então era ali primeiro ano, final, final do primeiro ano de Jair Messias Bolsonaro como presidente e Paulo no Guedes como ministro da economia. E o que que o Paulo Guedes falava em tudo quanto é entrevista, declaração, discussão? Sacrifício. É um sacrifício. A gente vai ter que se fazer um sacrifício. É um sacrifício necessário. A gente vai ter que apertar aqui. Vamos. Pode ver. Não existe. Não, não existiu um momento na vida de Paulo Guedes como ministro da economia que não fosse exigindo sacrifício. Vai ter que sacrificar, vai ter que aguentar, vai ter que segurar, vai ter que não sei o quê. perto cinto aí sempre, sempre a voz da razão do sábio, do líder máximo desse culto bizarro, né? Então, ai isso, Gustavo, Gustavo diz aqui, né? Muito ruim escrever sobre sacrifício em 2019 nesse sentido, quando em menos de um ano depois o mundo inteiro, sobretudo ocidental, fará um sacrifício coletivo para aplacar o deus mercado. Cara, você acredita que eu o tem artigo, né, que tá nessa coletânia que eu escrevo sobre isso durante 2020, 2021. Eu entrei em 2020, 2021 num sofrimento profundo interno de depressão, de bagulho todo, por n fatores, né? Tanto por tudo que tava acontecendo, mas porque a pesquisa de doutorado que eu estava realizando, eu tava discutindo o tema do sacrifício, o tema do sacrifício no âmbito econômico, nesse nesse espaço do eixo teologia e economia, em que dentro do âmbito da economia são exigidos sacrifícios, cara, tal como no ambiente religioso. E eu comecei a pirar, velho. Eu tava ficando maluco porque o que eu tava escrevendo eu tava vendo, tá ligado? Eu tô pesquisando e eu tô vendo na minha frente. Eu comecei, cara, eu sofri muito. Eu saí moído, pessoalmente falando, todo mundo saiu [ __ ] obviamente, todo mundo tá todo mundo lascado pós- pandemia, mas internamente eu saí destroçado. Eu eu saí em pedaços. Eu não, de verdade, a pandemia para mim foi insuportável, porque o meu trabalho era pesquisar. Eu t fazer um doutorado. A escola que eu pesquisava, que escola do Departamento Ecumênico de Investigações, é quem começou essa discussão sobre o sacrifício exigido no âmbito da economia. Eu ouvia todos os dias que é um sacrifício necessário, que tem que sacrificar, que tem que se sacrificar, que tem que não sei o que lá e depois que muda o discurso. Não é só que tem que sacrificar alguém, você tem que se sacrificar. É um sacrifício que todo mundo aqui tá fazendo e você se sacrifica porque você é homem, você é tem bri, você é valente, tem histórico de atleta. Ei, se eu aguento, você aguenta também. Tem que sair na rua mesmo, vai trabalhar. Sabe essas coisas, maluco, eu fiquei doido. Eu fiquei em pedaços assim. Eu, nossa, mãe do céu. Inclusive, foi aí que eu realmente precisei terapia seríssima, assim, foi um bagulho maluco. Sofri muito. Porque falar sobre isso nesse período, tá ligado? Exatamente. Que no Brasil foram pelo menos 700.000 mortos, meu irmão. Eu eu fiquei mal, velho. Sério mesmo. Ei, tá até gatilho aqui já. Bom dia, querido William. Bom dia, meu bom. Tudo bem? Diz Vinícius Yatango. É, peguei. Diz querido Rubens. Bizarro. E o sacrifício é sempre com o corpo dos outros. Exato, né? Sacrifício no dos outros é refresco, literalmente. J Miguel, adorei esse bom economista. É, mas é, né? O bom economista tá sempre nessa. Teve alguma pergunta que eu não que eu deixei escapar aqui? Pergunta, querido Gabriel. A violência do oprimido é sempre justa? Aí que tá, aí que tá. A gente vai chegar nesse cara, você tá dando as excelentes escadas. Obrigado, Gabriel. Vamos voltar lá. Cara, mas eu eu fiquei ruim, viu, mano? Pelo amor de Deus. Mas vamos lá. Todo cantar entrevista, esse maldito falava esse negócio de sacrifício, né, cara? Como é que a gente sobreviveu isso? Só Jesus na causa não sobrevivemos, né? Gente, pensar, [ __ ] Cada corte orçamentário ou cada violência contra direitos mínimos de trabalhadores e trabalhadoras vinha com a legitimidade do, abre aspas sacrifício necessário. Sacrifício necessário, entramos no mapa da fome. As aposentadorias assaltadas por uma reforma agressiva e insustentável vem acompanhadas da promessa de um futuro próspero com o sofrimento dos bodes expiatórios de hoje, né? Diferente de uma comunidade ancestral, não estamos falando de uma pessoa, um animal ou parte da produção como símbolo da entrega sacrificial, né? Porque é isso, uma comunidade que o o Girard tá lá estudando e vendo do passado, não sei quê, não sei quê, não sei o quê. É isso. É uma comunidade ancestral que nós não estamos falando de uma era uma pessoa sacrificada, era um animal, era uma parte da produção. Não é disso. No nosso caso de uma sociedade capitalista moderna, onde vem o sacrifício? Trata-se da grande massa popular, a maioria pobre. Ela deve se sacrificar para a prosperidade da sociedade brasileira. Pro Brasil ir pra frente, o pobre tem que ser sacrificado. Basicamente é isso que Paulo Nuggets estava dizendo e que hoje é sustentado pela galera da mesma linha de Paulo no Guedes. Para salvar a economia, agradar ao mercado. Ao que parece, quando o sangue do povo for derramado, os investimentos chegarão. O sacrifício é necessário. Video, Argentina, né? Galera comendo carne de burro, pegando o osso em lixo, passando nos perrangue mais bizarro do planeta. Mas aí o investimento vai chegar, os bilhão vai cair, o sangue amado da galera na rua, pessoal desempregado, tudo desestruturado. Ah, tá a mágica tá acontecendo, é o sacrifício necessário, meus amigos. Nesse tipo de racionalidade sacrificial, a morte é legalizada. O resultado esperado da violência do sacrifício legitima simbolicamente a exclusão, a marginalização, o massacre social. E aqui é um massacre do deixar morrer, né? você não necessariamente vai executar imediatamente, mas você deixa morrer. Se bem que existe também execução imediata, mas já falaremos disso. É uma lógica disciplinadora no sentido negativo da palavra que conforma os corpos ao mal necessário, não coordenação de premissas, mas no campo do desejo, da expectativa de melhoras, né? Não é que você tá fazendo assim: "Olha, gente, deixa eu apresentar o plano para vocês aqui, ó. Vou apresentar tal um plano. A gente vai fazer isso, a gente vai construir aquilo, o resultado vai ser este e a gente vai ter aquilo ali, ó. Tipo assim, você me apresenta o plano, desenha, tá? Vi, sou bala, tô aqui organizando as premissas, estruturando, tal. Não, aqui é na questão do apelo, do desejo. Você não deseja melhoras, não deseja melhoras, então tem que aguentar. Não deseja melhoras, então aí, ó, sofre aí que vai vir investimento e vai chegar. Não existe outra. É assim, a única alternativa é sofre. A única alternativa é aguenta, entendeu? Loucura. Loucura é o que nos apresenta Jung Mossung, né? Um teólogo brasileiro em Desejo ao mercado de religião, publicado pela editora Vozes, demonstrando inclusive que no capitalismo neoliberal os bods expiatórios são sempre as massas pobres. que nunca tem a permissão de comer a parte que lhe cabe do bolo, né, que era a famosa frase que se utilizava nos anos 80, que é para poder distribuir o bolo, tem que fazer o bolo crescer primeiro, né? Então o bolo tá sempre crescendo e nunca se divide, né? Ele cresce, ele tem que crescer o bolo. O bolo tá crescendo. O bolo tá crescendo, mas nunca divide o bolo. Não, primeiro bolo tem que crescer. Aguenta aí. Era o Campos Neto, né? O Campus Neto, Campos Neto é o que tá hoje. É o Roberto Campos, né, que falava isso, n? Tem que esperar o deixar o bolo crescer. E esse texto do Jung é desse período. Delfim Neto, Defim Neto. Deu fim Neto. Aí eu confundi Roberto Campos com Campos Neto com Delfim Neto. É muito Campus e muito Neto. Erro meu. Rubens tá certo. Delfim Neto. É o que o Delfim Neto falava, né? Tem que deixar o bolo crescer para depois a gente distribuir esse bolo aqui. Eh, é isso. E o Jung tá escrevendo nesse período, nos anos 80. Então você o bolo, tem que esperar o bolo crescer. É, o bolo tá gigante já, mas espera ele crescer. Nunca, nunca você tem o direito de comer a parte do bolo da economia que sempre cresce e nunca é partilhado de maneira justa. O sacrifício é necessário e os escolhidos para o sacrifício são sempre os mesmos. Mas vamos lá. Mas agora é isso até aqui eu tô praticamente repetindo. Jihard, Jung, Mossung e Fran Kilamt. Tá? Isso aqui é uma organização desses três caras para analisar o que tava acontecendo. Agora vem a parte brunística. Contudo, devemos distinguir na racionalidade do sacrifício necessário a orientação da violência. Veja, tem um sacrifício necessário colocado aqui. Mas se orienta a violência para onde? Não só para interno ou externo, vai ser em outro sentido. Veja bem, se ela é contra o próprio corpo como caminho para solucionar problemas, a aceitação da automutilação e no limite do suicídio, quando o sujeito ou um grupo aceita entregar as condições de garantia de manutenção da própria vida. E é aqui o tema da nossa livezinha que tá na TAMB. Por que aceitamos o nosso fim? Essa parte aqui já não é Jung Mossung nem Fran Kelamit. aqui aí eu tentando dar meus pitaco. Quando a gente vai observar a orientação dessa violência, eu tenho que olhar se ela é contra o o sujeito contra si mesmo, contra seu próprio corpo. Porque se for é a aceitação da automutilação e no limite do suicídio, né? Quando o sujeito ou um grupo aceita entregar as condições de garantia de manutenção da própria vida. E nesse sentido, ela é quando eu olho para essa racionalidade sacrificial e não precisa necessariamente ser imposto. Eu aceito a justificativa dela, aceito sua legitimação, que é diferente de quando ela me é imposta, que é do outro sentido. a violência é contra o corpo alheio, que é aí a aceitação do homicídio e no limite do genocídio, quando grupos específicos ou parcelas sociais são os corpos possíveis de serem sacrificados. Aí é a diferença da racionalidade sacrificial suicida da racionalidade sacrificial genocida. São duas distintas. Quando essa racionalidade sacrificial eu assumo ela, ela se torna uma racionalidade suicida ou quando ela é imposta é uma racionalidade genocida. Por que que eu acho importante distinguir essas duas coisas? E aí vemos aqui por que que acho importante quando um pau no Guedes chega e mete essa de que o sacrifício é necessário, parcelas grandes da população que sofreriam os efeitos daquela de de um desse projeto. Topam, falam: "É isso, bora, bora para cima". É, tem que ser assim mesmo. Não é só o cara da classe social privilegiada. Esse discurso assimilado por parcelas populares, assimilado por quem vai ser o a vítima, vai ser o bod expiatório. O bode expiatório aceitando sua vitimação, se colocando daí como esse que não eu aceito, é o mito de figênia. O mito de Figênia contado por Eurípedes, né? Tem dois, duas versões do mito. Eh, em Eurípedes, Efigênia aceita seu sacrifício. Emquilo Ifigênia, quando o pai dela decide sacrificar ela, né, o, como é que era o nome daquele canalha? Agamenon, né? Hamen tá indo pra guerra conquistar Troia. No meio do do do mar lá, o vento para de bater. O vento para de bater. A Gamon tá maluco para poder conquistar a Troia com o exército todo, tal, não sei o que lá. Fala, chama Deus a Diana. Fala, Diana, o que que tá acontecendo aqui? Eu quero chegar lá do outro lado para poder eh dominar a Troia. Que que não tá acontecendo? Ela falou: "Não tem vento, só vai ter vento depois de você sacrificar sua filha". E aí ele tem uma escolha. Se ele sacrifica, ele consegue o vento. Se ele não sacrifica, ele volta para casa. Ele sacrifica a filha. E aí o vento volta. E no primeira, nessa primeira narrativa de Équilo, quando a Efigênia faz isso, eh, a Efigênia não aceita. fala: "Você é louco, você é um assassino, você não sei o que lá e Dane". Pá, em Eurípedes, a Efigênia aceita ser eh violentada, ela aceita ser assassinada, ela aceita o sacrifício sobre ela. E aí ela aparece como racional, né? Na na narração do Eurípedes, ela aparece como aquela fada sensata que fala: "Mas é pelo bem de todos, né? Para que o exército conquiste Troia". Ela aceita, ela expressa a racionalidade da vítima que aceita ser vitimada, que aceita essa estrutura da racionalidade sacrificial imposta. Só que veja, agora não é só o sacrifício imposto. Agora eu tenho que discutir porque essa pessoa tá aceitando isso. Ela tá aceitando com uma racionalidade suicida. Ela aceita ser vitimada. Ela aceita seu fim. Por que que ela tá aceitando isso, cara? Então, eh, é nesse âmbito que a gente tem que tencionar, eh, diferente do âmbito de quem tá impondo dessa racionalidade genocida, né, dessa racionalidade que se impõe a violência, que impõe o sacrifício. Esse é outro sujeito. O sujeito que aceita é diferente. E aí, fazendo uma crítica que importante, autocrítica importante, importantíssima. Dentro de movimento de militância, muitas vezes nos é proposta esta posição de aceitação constante do sacrifício, sem limites, né? A gente tem que se sacrificando, porque o meu sacrifício vai fazer essa causa ir pra frente. E isso pode ser extremamente problemático e perigoso. Veja que eu não tô falando sobre o sacrifício alheio, eu tô falando do sacrifício nosso, do interno, do engole aí, vai para cima. Engole essa tarefa aí, vai para cima. Como assim? Você não tá disposto hoje, saca? Ou ainda é o sacrifício de você não, então vamos acelerar as coisas, vamos para cima, quanto pior, melhor. E você fala isso, quanto pior, melhor. Você é o animal, quanto pior, melhor. Você é o animal que se lasca no quanto pior, melhor. Que é o problema desse aceleracionismo de esquerda que a gente tem, e aceita que não, não, as coisas tem que ser assim mesmo. O capitalismo tem que continuar aí estrangulando a gente, as coisas tem que ir piorando, não tem que manejar isso, não. Deixa chegar no fundo do poço que depois a gente vai todo mundo ficar com raiva e vai derrubar tudo, meu irmão. O todo mundo é você. É você. Se não é você, é o maninho, o adolescente que tá te ouvindo falando na internet. Se não é você, é alguém que tem filho e filha para criar, que nesse desespero talvez esteja tentando se esconder das responsabilidades. Vocês já pensaram sobre isso? Já pensaram sobre isso? Tem uma galera que para se esconder da responsabilidade, não ter que enfrentar a vida, fala: "Não, tem que piorar mesmo". E aí você esconde, você esconde uma militância real, que é a militância que tenta intervir no mundo, para uma militância que quer abrir mão de intervenção no mundo. A praxis, materialismo de praxis mesmo, materialismo revolucionário de praxis, você quer intervir no mundo, você quer atuar nele. Essa posição do da do do deixa ir, deixa cair, deixa acabar, quando pior, melhor. é a militância covarde, ingênua, que prefere se esconder do que intervir. Que é mais fácil dizer, não, tem que piorar mesmo para depois a gente fazer isso. E em última instância chega numa racionalidade suicida de automutilação e de aceitação dessa automilação. Um grande abraço para Mark Fisher, né? Eu acho que ele é uma expressão assim viva desse tipo de racionalidade, desse tipo de posição. A pessoa não se dá conta do quão problemático é você achar que é só uma decisão interna, né? de de de não, eu tenho tenho moral aqui, tenho bri, a gente vai pro nosso sacrifício. Não tem que ir mesmo para pior. Isso é porrice, estupidez. É uma racionalidade sacrificial que se automila, que aceita seu próprio sacrifício. Beleza, querido Paulo Maria Conceição Tavares, uma economia que diz que precisa primeiro estabilizar, depois crescer para distribuir a uma falá. É verdade. Ah, grande Maria Conceição Tavos e tem sido uma falácia, nem estabiliza, cresce a banco se não distribui. Faz essa entrevista é bom demais, né? E esta é a história da economia brasileira do pósg. E é mesmo. E é mesmo. Perfeito, perfeito, perfeito. Bruno, não diga Paulo Gets, diga Paulo Guedes ou Paulo Jegs. É, eu falo Paulo no Guedes. Já falo Paulo no Guedes direto. Eu tento esconder o L no N. Pa Geds, adoro momento autocrítica de Templário. É, também acho. Disgubis. É o famoso engole o choro. Exatamente. Diz que do Cândido. Fala aí, Cândido. Bom dia, meu bom. Tudo bem? A turma do voto nulo também. Jeová diz querido J Miguel. Gente, nenhuma revolução vale a sua vida, certo? Exatamente. Calma aí, pô. Calma aí, calma aí, calma aí. Calma lá. Lis diz: "No fundo do poço tem uma mola gigante. Confia". É, exatamente. Não, fica tranquilo. Pula que que não dói não. Lá embaixo. Tá de boa. Tá de boa. É água. É água. São 5000 m de altura, mas é água. Descubs. Nunca pensei sobre isso. Espero ser útil essa reflexão. L diz: "Viva não é viva não. Viva não. Viva não. Diz J Miguel: aceleracionismo é uma das ideias mais briluleip que eu já vi". Eu também. Eu não. Para mim não faz nenhum sentido na cabeça do humano que leva isso a sério. Mas é fazer o quê? Diz querido Rubens, é acelerar porque aí os outros vão ter que fazer e você pode ficar de boa. É tipo isso. É tipo isso. Mas na verdade não vai ficar de boa. Não vai. A gente vai se lascar igual, pô. O o o pior melhor não é pior. É pior para nós, pô. Pior para quem tá quem tá embaixo. [ __ ] pensa. Diz Cândido, mas de algum nível sacrifício não é necessário. Como gerir isso? Boa. Obrigado pela escada novamente, Cândido. Vamos voltar para nossa pro nosso texto. Eu gosto da escada. Gosto da escada. Vocês estão me ajudando muito com escadas hoje. Certo. Mas é o o essa reflexão acho muito muito muito importante, muito importante da gente fazer internamente, né? Então assim, a crítica ao neoliberalismo e ao fascismo canalha é fácil de fazer, já tá na parte da gente criticar essa racionalidade genocida. Mas essa crítica ao aceleracionismo e essa militância ingênua, é a parte que a gente tem que olhar sobre o sacrifício que a gente se autoimola, né? A gente se lasca nós mesmos e justificamos e legitimamos um processo desse. Isso é burrice, gente. Burrice. Entendeu? E para mim é quase a crença de que da na mão invisível do mercado, não é? Porque os movimentos livres, sem nenhuma intervenção, eles necessariamente causam um efeito positivo. Não, não é porque a coisa piorando, piorando, piorando, ela necessariamente causa um efeito positivo. Você é burra, você é bobo. De onde é que você tirou dessa causalidade? Você é maluco. A primeira justifica, né, a primeira a racionalidade sacrificial suicida. A primeira justifica a aceitação do próprio martírio. A segunda legitima um ataque contra minorias, a brutalidade contra o outro. A primeira placa a ira dos sujeitos sacrificados contra a ordem que requer a morte. Preste atenção. Essa racionalidade sacrificial suicida, ou seja, aquela que aceita a própria imolação, ela aplaca a ira dos sujeitos contra a ordem que requer a morte, né? Aquele que tá sendo ordenado, que requer a morte, você aplaca essa essa ira, você aceita. é aceitar a exigência do seu sacrifício. Então, por exemplo, ah, o um modo de produção que tá massacrando a gente, eu vou aceitar isso, mas eu tô aceitando é porque depois eu quero derrotar ele. É porque o meu sacrifício nesse momento, no futuro, vai valer a superação mágica desse modo de produção, aceleracionismo. Saca? Vocês vocês entenderam a a conta? Eu aceito, eu aceito, eu aceito aqui, eu aplaco a minha ira contra esta ordem nesse momento, porque estão exigindo. Quanto pior, melhor. Quanto mais pior, quanto pior, melhor. Show. Vou aceitar então assim, é isso mesmo. Quanto pior, melhor, porque ali a gente vai se revoltar de verdade. No momento que chega no ápice, a gente derrota. Aí você é sacrificado, imaginando que não, mas o ápice vai chegar. E na hora que chegar esse ápice, aí a gente vem todo mundo full da vida, mas você já foi, querido. Você já foi, você já foi, você aceita essa ordem sacrificial. Você você parece que tá revoltado, parece que o cara que tá aceitando nesse momento aceleracionista, sei lá, não, eu tô aceitando aqui porque a gente quer derrubar de verdade. A gente não quer só administrar esses contagota aí desse neoliberalismo, não. A gente quer derrubar ele. A gente quer derrubar esse capitalismo. Então eu aceito o máximo a exploração e a piora. Nunca vai ser suficiente enquanto não tiver a revolução. Aí você vai aceitando. Quanto pior, melhor. Melhor tá um maluco lá tomando decisão. Melhor não sei o que lá. É tudo a mesma coisa. Então, Dane, a gente vai aceitando, aceitando, aceitando e parece que você tá super revoltado. Tua ira tá, na verdade aplacada. A tua intervenção no mundo tá sendo restrita. Você não tá atuando de verdade. Você não tá aceitando, cara. Você você não tá organizando o seu ódio, você tá se autossacrificando, não tá organizando seu ódio. Você não tá organizando a raiva, transformando ela em ação efetiva, em planejamento estratégico e entender o que nós devemos fazer para conseguir garantir as condições de reprodução da nossa vida e condições em que nós possamos atuar na realidade efetivamente. Não, você não tá fazendo isso. Agora vou precisar de ajuda, Gabriel. Mais em casos mais simples, como a combuca de barro, o que que seria a combuca de barro do dengue? E a ética da responsabilidade. Precisarei de explicações melhores para poder ajudar. ajudar. Trido, Rafa. Sou novo aqui. É incrível despertar dessa consciência, porém qual seria a saída? Pergunta de 1 milhão. Exatamente. Pergunta de 1 milhão de revoluções ou de 1 milhão de transformações. Rafa. Aí pouquinho pouquinho a gente vai chegar em algum lugar. É o Riz Paulo. Famoso bordão da menina leitão. Entenda como isso é bom. É tipo isso ai corte no programa no corte no programa de minha casa, minha vida. Entendo como isso tipo te como isso é bom para você, você que não tem casa. Tipo diz querida Jéssica, eu acredito que ódio não que ódio não bom necessariamente organizados, mas país já vive um ódio. É, então o ódio ele faz parte da vida, né? Essas nossas paixões faz parte da vida, gente. Agora é organizar elas, deixar elas mais sustentáveis, né? >> Desculpem se essa pergunta já tá valendo 1 trilhão com a inflação. Tá, tá. Se se não for em preços monetários, a gente talvez entenda melhor o o custo dela. Exato. Diz templário, a água acabou. Entenda como isso é ótimo para você feito 70% de água. É tipo isso, tipo isso, tipo isso. É, é. Os caras dando receita de como preparar carne de burro, né? Carne de burro bem preparadinha aqui. Como fazer uma sopa de osso gostoso, né? Desparar. Meu Deus do céu. A segunda, né? Então, a segunda racionalidade é aquela que não é do auto sacrifício, mas é aquela que você impõe, né? Aquela que é o sacrifício dos outros. garante a moralidade do assassinato, o direito de matar, de sacrificar. Assim, se é necessário que percamos direitos sociais, que seja feito. Na verdade, percamos é o outro, né? Do mesmo modo, se para pacificar a cidade é necessário que adultos, adolescentes e crianças morram nas favelas, tudo está permitido, que é o que acontece. Se é necessário para pacificar a cidade, que adulto, adolescente, criança morra na favela, tudo é permitido. Você pode fazer. Não é isso que acontece. É ou não é? Aí a gente tem que papear, cara. E não precisa lembrar de ir muito para trás para lembrar de chassina que aconteceu, né? Para pegar 150 fuzis que tinha mais na casa do vizinho do Bolsonaro do que na na subida no morro. morre no cent e não sei quantas pessoas. Ah, não, não, mas tem que fazer isso mesmo. Pode fazer, pode fazer para resolver. É chacina mesmo e vai para cima. Tinha mais arma na casa do vizinho do Bolsonaro, que era amigo dele, por sinal, aparentemente, do que nessa subida do morro. Qual que vale mais a pena potencialmente em vidas humanas de operação? Nas comunidades ancestrais que Jihard analisou, o grande problema era a escassez que requereria a disciplina do ritual sacrificial. Mas em um mundo que é incapaz de consumir tudo que produz, que é o mundo que nós temos hoje, que não é de escassez, é de superprodução, né? Nós temos super produção, onde se encaixa o sacrifício? Tá no mundo do passado da escassez, eu entendo no mundo de super produção, onde é que tá o problema? Onde está? Eu entendo, tá faltando coisa, então vamos sacrificar aqui para tá na escassez, mas a gente tá no mundo de super produção, cara. Por que que a gente tá tendo que ter sacrifício? Qual sua necessidade? Seria para o 1% que detém metade da riqueza do país um sacrifício reorganizar seus excessos de ganhos para garantir a vida dos outros 99%. Vou perguntar de novo. Seria para 1% que detém metade da riqueza do país um sacrifício reorganizar seus excessos de ganhos para garantir a vida dos outros? 99. Isso é sacrifício ou sacrifício é efetivamente dos 99 que vão ter que perder condição de vida. Efetivamente tua vida vai estar em risco. Quem que tá sendo sacrificado? 1% do país detém mais da metade da riqueza produzida. Os outros 99 fica extremamente mal distribuído entre, ó, o os 99%, a outra metade mal distribuído entre os 99. É aí o sacrifício é pros para os 99. É o o aquela cena do Shrek, né? O Shrek do Shrek um, o Far Quad tá lá e que pedindo que alguém resgate a princesa para ele, né? Algum cavaleiro honrado vaiá lá resgatar a princesa, fala: "Esse é um sacrifício que eu estou decidido a suportar, né? Um de vocês terá que ir e é um sacrifício que eu eu estou eu estou aqui decidido, né? Terei que tomar vou um de vocês vai lá e eu é um sacrifício aí que eu vou ter que fazer, cara. É ridículo. É um meme é sério, pô. Qual a justificativa? Não existe justificativa. Não existe justificativa plausível paraa aceitação dentro dessa dinâmica. Qual é a condição que tá exigindo o sacrifício? Não, não tem. Existem condições que eu posso falar isso aqui. Realmente exige, mas na hora que eu falo não tem. Cara, oitava economia do mundo, ponto de vista de produção, que é a nossa. Qual é a necessidade de sacrifício de 99%? Não tô entendendo. Aí você peleja, peleja para conseguir diminuir imposto para quem recebe até 5 conto. Beleza, p um sofrimento desgraçado. E aí para tentar taxar um pouquinho quem tem 99% da riqueza do país não consegue. Escala 6 por1. Não, não pode. Por quê? Porque o país vai sofrer muito. A economia tá que país que vai sofrer muito, doido. Que vai já está sofrendo que trabalha escada 6 por um. O maluco, o maluco que não eu, o 1% não precisa nem fazer trabalhar, não faz nada porque não precisa. O trabalho é gerir ou seria gerir a coordenação da divisão social do trabalho, seria gerir o capital para conseguir a reprodução social e nem isso os desgraçado faz. Nem isso, porque o que faz é gerir para ganhar na própria empresa e não na coordenação em si. Ainda joga o pega o capital daqui e põe, bota para fora. Não produz um palito aqui dentro. Então, que quer dizer que quem que tá se sacrificando aqui? Qual Qual é a necessidade de eu aceitar um sacrifício maluco desse? Tem base um trem desse, como diríamos nós mineiros. Saca? Seria necessária a violência ou a violência e o sacrifício são recorrentemente trazidos para a mesa para garantir a manutenção da reprodução desse abismo social, né? A violência ela é necessária pra gente conseguir distribuir um pouquinho melhor, organizar melhor aí as coisas? É, é necessária violência? Vocês acham que é necessária? Eu não me parece, porque eu acho que ninguém ia sofrer, né? Se você olha paraa quantidade de riqueza produzida e ela concentrada, os meios de produção, cara, daria para todo mundo viver bem se a gente tá disposto a não ter que praticar o sacrifício. Dá, porque tirar de quem tá sobrando não é botar ninguém para se sacrificar. O cara não vai comer menos, não vai ter menos casa, não vai ter menos água, não vai ter menos diversão, não vai ter menos tempo livre, não vai. Eu nem tô pedindo aqui uma revolução, tô pedindo aqui um ajustezinho. Não vai. Mas por que que é tão difícil? É, é. Precisa de violência, não precisa. Ah, mas sabe quando a violência entra? Ela entra não para pedir a a mudança, não para pedir o ajuste, não para pedir a reforminha. A violência entra exatamente para impedir que qualquer coisa seja alterada. Aí você senta o reio, aí a violência vem. Pô, velho, se algo que deveria ser sacrificado, não é a vida das grandes massas empobrecidas, mas a ordem social que empobrece. Essa parte ninguém quer sacrificar. E aí eu queria conversar com ela. Tem uma coisa que talvez mereça ser sacrificada. Tem uma coisa que talvez mereça ser sacrificada. Ah, Brun, você é contra o sacrifício. Não, eu sou a favor do sacrifício. Sou a favor do sacrifício. Em situações de escassez, situações complicadas, aí a gente precisa de sacrificar. sacrificar quem bebeu o detergente, porque não tem mais jeito. Não, brincadeira, a pessoa beber o detergente vai ter que sacrificar. Não, zoeira. Bobagem. Sacrificar a ordem estabelecida. Por que que a ordem a gente não sacrifica? O que nos impede? Eu tenho superprodução, tenho capacidades e instrumentos para planejamento da reprodução social. Ah, a gente não pode sacrificar esse modo de produção. E não é sacrificar uma pessoa, alterar alterar as relações de produção. Esse sacrifício é topo. Não é uma pessoa ou outra, é aquilo que nós produzimos e que está exigindo sacrifícios. Porque é aí que tá esse sacrifício exigido, ele vem de uma ordem estabelecida. Esta ordem estabelecida hoje no sistema que a gente vive é a ordem estabelecida do capital regulado por uma tentativa de totalização de todas as relações se tornarem mercadoria, transformar tudo em mercadoria. Quando você transforma tudo em mercadoria, tudo pode ser comprado e vendido. Essa dinâmica de mercado total, de não planejamento total, ela precisa ser sacrificada. E quem produziu ela? Fomos nós. Ela não é natural, ela não é eterna, ela não foi Deus que pôs, foi a gente que fez. A gente que fez, a gente que muda. Esse jogo eu tô disposto a sacrificar, pô. Mas se a gente mudar aí que é a ordem capitalista, talvez a gente tenha que mudar também a certas capacidades de acesso a consumo a determinados bens, certos tipos de produção de bens. Não vai ter mais. É esse tipo de sacrifício eu tô tô disposto a fazer, pô. Não vai dar aí para ficar engarrafando água premium, né? A como nem como é que fala aquela água premium lá cheia da frescura? Não vai ter para ter água premium. É, não vai ter para não vai ter, não vai dar, não vai dar, não vai dar, não vai dar, não vai dar para produzir um cacareco, um milhão de cacareco na chinês por minuto e ficar consumindo um monte de porcaria bugiganga que não serve para nada. É, eu tô disposto a sacrificar isso aí. Tô tô tranquilo essa parte. Tá tranquilo. Chega das bujigan. Ah, mas não vai dar para ficar tendo carro toda hora, né? Ficar não, eu tô disposto também. Não precisava ter carro não. Eu trocaria tranquilamente. Tranquilamente carro por o transporte mais adequado. Tô, tô de boa. Tô de boa. Tô de boa. Acho, acho bom. Acho bom. Sacrifício quando ele elimina a vida embaçado. Sacrifício quando ele organiza a vida é diferente. A gente precisa de critério. Elimina a condição de vida e reprodução de vida. Pô, aí é complicado a ordem. Eu tô disposta a dar um uma sacrificadazinha nela, né? é tarefa de movimentos progressistas. E aqui eu tô sendo muito muito gentil, tá? Porque como um comunista inveterado tal qual sou, é aqui eu tô dando uma canja pros progressistas, pra galera mais liberal, para quem tiver um coração. Você respeita as convenções de Genebra? Eu estou falando com você. Você é uma pessoa que minimamente entende a importância de não fazer mal pro coleguinha. Eu tô conversando com você. É tarefa de movimentos progressistas criticar a racionalidade do sacrifício necessário. Mas hoje eu acho que eu alteraria esse texto. É tarefa de movimentos comunistas, revolucionários, socialistas, websalquelar que estão inventando cada dia uma coisa nova. Criticar a racionalidade do sacrifício necessário, tanto em sua operação de manutenção da ordem social, quanto na escolha dos bods expiatórios, que são sempre os mesmos. Um trabalho que requer o desenvolvimento de um campo já esquecido, mas fundamental do projeto marxista. Aí vem aqui pelo meu ladinho, a crítica da religião de Marx, porque como eu comentei com vocês, toda essa discussão começa com a crítica da religião lá em cima. A religião entendida como essa estrutura ideológica de exigência de legitimação e justificação de sacrifícios necessários. A crítica é essa estrutura, uma forma de consciência social, né, que vai separada para Marx, o pressuposto de toda a crítica, que isso aí é o que Marx diz, né? A crítica da religião, é o pressuposto de toda a crítica. Não se trata da operação lógica sobre o funcionamento do sistema capitalista, mas antes dos conteúdos que tornam possível sua reprodução, seu fundamento. E aqui é um papo que um dia eu gostaria de esticar, porque isso aqui, assim, é, você vê que é um um artigo de três páginas, né, que vocês vocês contaram, deu três páginas. três páginazinha, mas esse é um papo que eu gostaria de ter um dia, de não discutir só a o funcionamento do sistema capitalista, mas os conteúdos que tornam tornam possível sua reprodução, que é o fundamento. Que fundamento? Aquele elemento que justifica, que faz com que a gente aceite, a gente aceite essa ordem naturalizada. Esses elementos eles precisam ser discutidos e criticados efetivamente. Só que eu não quero discutir aqui nos termos abstratos, genéricos e místicos que a galera tem feito, né? Ah, porque é o desejo do povo, o sentimento do não sei o quê, sei lá que rai que esse pessoal tá lendo, que que eles estão bebendo. Mas eu tô falando aqui sobre esses conteúdos, essas relações de estruturação e legitimação, que não é simplesmente, ó, premissa A, premissa B, conclusão C, tem a ver com o apelo da estrutura do ou é isso ou é nada, vida ou morte, sacrifício necessário, aceita ou não. Essa parada, ela entra num num ambiente que precisa ser desenvolvido mais adequadamente da crítica da religião. E aqui eu tô fazendo uma crítica da religião mais ampla do que simplesmente do das igrejas, né? Deu para sacar sobre esse elemento da estrutura dos sacrifícios, tá? Então acho isso, acho isso massa, cara. Acho isso bem bem bem bem bem bem bem importante. Beleza? Curtiram? Papinho aqui. Nossa, meu Deus, quanta mensagem. Uh, eu não vou conseguir ler tudo, gente. Perdão. Silva. Vou ficar sem a minha voz. É que o Brunão é muito gentil, muito legal, muito inclusive good vibes. Ainda bem que tem gente assim. É uma pessoa humana. Não sei quem é esse Brunão aí, mas ele é uma pessoa humana, gente. Mas tem que trocar ideia, né? Tem a galera aí que não sabe trocar ideia. Acer também o autosser abre a porta para isso. Eu acho que ele faz uma análise ruim, tá? Aí, coisa minha. Perdão aí, meus queridos amigos muito amantes dos aparatos ideológicos do estado, mas eu achei ele limitado à medida que ele rejeita alguns elementos aí do da discussão nos quais eu gostaria de entrar, mas é um ponto de partida. Ele influenciou muito essa galera que tá fazendo essa discussão na América Latina, que reduz, redonda aqui no que eu tô querendo papear. Aliás, Gabriel, aproveitando aqui aquele papo lá que a gente tá tendo lá no grupinho, eh, você vê que essa parte do de falar sobre o a racionalidade sacrificial, suicida ou genocído, né, diferenciando a partir da orientação da violência, essa aí já é minha contribuiçãozinha pro debate. Essa não tava presente. Aí a parte da filosofia que um dia eu gostaria de discutir, mas eu não tô tendo tempo porque eu não tenho dinheiro, né? que times money, como diria o Benjamin Franklin, eu tenho um artigo, eu tenho um ensaio que um dia eu gostaria de rever para poder publicar. Ele tá prontinho, só preciso rever, melhorar a linguagem, republicar para poder publicar legal, que é um um ensaio sobre o tempo e o dinheiro. Um dia eu queria falar sobre isso, queria publicar ele, né? Mas eu não tenho os contatos e nem a herança correta para poder fazer isso. Mas cara, eh esse papo de poder adicionar essa esse elemento da orientação do sacrifício para você poder falar sobre o sacrifício que que é suicida e o que é genocida, que possibilita a crítica que a gente tá fazendo aqui contra essa aceitação do fim, né, que não é um fim do tipo eu sou finito, é aceitação do fim imposto do ponto de vista do sacrifício exigido, sacrifício homicida e o ou genocida, né? E o sacrifício autoimposto, o sacrifício que se automila ou o sacrifício que é suicida em última instância, né, que é o esse que a gente pode criticar, o aceleracionismo, a militância ingênua, né? Acho que é legal. Diz Gustavo Lenin disse: "Prefiro meia dúzia de burguês que saibam como eletrificar a Rússia, só que do que centenas de trabalhadores gritando viv comunismo." É. E Lenin estava plenamente correto. Plenamente correto. Desborduna. Autocero é o livro segredo. Ti, Felipe. Belíssima live. Se o senhor, se o senhor Felipe, que é a pessoa beatificada, santificada aqui no nosso canal disse isso, é porque tá bom. Obrigado, Lis. Lis disso. As lives são muito boas. Espero que sejam úteis. Espero que sejam. Diz querido Gabriel, o trabalhador sempre o esforço é eh X2, né? Duas vezes mais. Mas entendi. E justamente o que me pegou sendo mais direto, onde entra no pragmatismo, o pragmatismo sacrifício. Então aí que tá aí o entra um outro critério que um dia a gente vai discutir aqui, que é o critério da garantir as condições de produção e reprodução da vida da comunidade, né? Se você tem um critério de não eliminar a vida dos seres humaninhos. Não pode crer. Aí eu saquei, por isso citei o deng acusado de pragmatismos na esquerda e ele foi mesmo um extremo de um pragmático que inclusive eu, a, por exemplo, do ponto de vista do observador enquanto economista observador, né, enquanto cientista social, eu olho e falo: "Deu certo o plano? O plano deu certo. Do ponto de vista do sujeito, observando como aquele que sofreu os efeitos das reformas de dengue, eu falo: "Deu errado, foi péssima escolha do ponto de vista do sujeito, do sujeito vivente naquele momento, cara. Porque é o quê? É o é o seguinte, foi o sacrifício de uma geração que vai ter que trabalhar que nem um camelo, que teve que trabalhar que nem um camelo para poder a geração seguinte usufruir dessa superprodução realizada e desse desenvolvimento tecnológico científico. Foi um planejamento. Do ponto de vista do plano foi excelente. Do ponto de vista de quem sofreu com o plano, eu já não sei se eles ficaram tão felizes assim. Os netos hoje estão felizes com esse processo, né? que eles não viveram esse sofrimento. Hoje tá muito mais tranquilo. Mas eu tenho um camarada que a gente fez doutor, eh, ele tava no mestrado, tava no doutorado, é um cara um dos caras mais geniais que eu já conheci na minha vida, Daril. Daril Silva. Daril era, cara, o mestrado dele é um negócio assim, cara, um dos melhores textos que eu já li na minha vida, uma das melhores pesquisas que eu já vi na minha vida em economia. Um bagulho, cara, impressionante, assim, impressionante. O o mano, ele é muito bom, velho. O meu querido Daril é muito bom. E o Daril, cara, ele falou para mim, cara, eu ele é mais velho, né? Uma pessoa um pouco mais velha do que eu, pô, não vou arriscar condições anos mais velho que não, mas ele tem uma filha jovem já, então mais velho que o Dari. Foi mal, Dari. Não sei se você vai assistir isso aqui. Se assistir, perdão, foi mal, fui moleque. Errei. O Daril, cara, Dari é genial. E o Daril, ele, ele comentou comigo um dia assim: "Cara, eu vou na China desde o ano de 98. Ele vai dar desde 98. E eu vi a transformação chinesa. Ele falou: "Cara, era assustador em 98 chegar numa fábrica, uma planta industrial chinesa, era dormitório gigante e cama quente. Maluco tá dormindo, levantou, foi pra linha de produção, o outro deitou, a cama tá quente." É isso, tá? É um ritmo frenético de produção. Frenético, frenético. Bagulho bizarro, né? A galera perdeu vida ali, mano. Era assustador. A gente falou, era assustador. Era um ritmo frenético, um bagulho bizarro. Nos anos 90, já após reforma do dengue, ela ali, ó, entuxando. Aí você vê a partir dos anos 2000 e tanto, desenvolvimento tecnológico, desenvolvimento das forças produtivas, aumento dos ganhos para classe trabalhadora, do ponto de vista de salário, de consumo, de melhora da cidade, de não sei o que, não sei o que, não sei o quê. Aí a geração de hoje vive bem os efeitos desse sacrifício realizado anteriormente. Do ponto de vista do plano, excelente. [ __ ] [ __ ] planejamento. Deu bom. Do ponto de vista dos sujeitos que tiveram que passar por isso, aí eu falo: "Eita, aí problemas aí problemas, escolhas têm que ser tomadas, né?" Então assim, e aí eu tô aqui evitando fazer o julgamento moral, né? diz assim: "Ah, é bom, é ruim" ou o julgamento de taxação. É catalismo, é socialismo, é comunismo. O que que é? Estou descrevendo um processo e apresentando do ponto de vista do observador, o plano deu certo. Do ponto de vista do sujeito que sofreu com esse negócio, meu amigo, esse sacrifício foi bizarro. Entendeu? Simples assim. A gente sacar isso. Aí a gente tem escolhas que a gente pode fazer nos nossos processos de mudança, né? Eu não toparia esse processo de desenvolvimento nesse ritmo a esse custo. Não toparia primeiro porque eu sou um trabalhador. Ah, você topa? Não topo. Não topo. Não topa. Uma escala bizarra, uma produção assim, não ter tempo com a minha filha, não topa. Não to. São escolhas práticas e efetivas que a gente tem que tomar. E a galera que fica só na gritaria, só nos planos, só no YouTube, só no não sei o quê, não esquece de olhar a realidade, cara. Assim, ah, eu quero, tem que desenvolver indústria, não sei o que lá. Não, o, eu gosto da honestidade do Elias. O Elias, ele fala uma parada que a galera às vezes ouve e não considera o que ele tá falando. Ele fala assim: "O processo de modernização, industrialização não é bonito, é feio. E é processo de modernização e industrialização é no lombo do trabalhador e da trabalhadora. Você tá gritando aí, tem que industrializar o mais rápido possível. Deixa eu contar para você. é nas suas costinhas, é no seu tempo de vida, é aí que você vai ser afetado. Show. Dá para ser de outro jeito? Dá. O ritmo vai ser diferente. Não vai dar para ser num ritmo acelerado frenético que foi, não é outro. Aí ele retarda o processo de desenvolvimento e liberação das forças produtivas. É uma escolha. Saca? São reflexões importantes, gente. São reflexões muito importantes. Muito importantes. É, é uma escolha, cara. É uma escolha. E essas escolhas, elas não são abstratas e genéricas. Elas afetam o seu lombinho à suas costas. E elas estão bem distantes, inclusive, né? Porque hoje em dia, assim, o que que eu tenho que escolher? Hoje eu tenho que escolher a organização adequada do meu tempo para conseguir cumprir com todas as tarefas e trabalhos que eu tenho que fazer nas três atividades remuneradas que eu tô desempenhando mais o canalzinho aqui. Então assim, é a escolha que eu tenho que fazer e ainda garantir que tenha tempo para criança, ou seja, é é loucura, mas aí tem a gente tem que fazer esse bagulho, mano. Tem que fazer acontecer. É nessa realidade que eu vou tomar decisão. E aí que eu tenho olhar quais são as melhores condições para mim e pra classe, para mim e pra classe, para mim e pra classe, para mim e pra classe dentro da viabilidade, factibilidade que a gente tem, trocando ideia, organizando, criando laço comunitário, podendo desfrutar da vida, tentando melhorar a condição de vida. Na realidade, não pode fazer como os irresponsáveis têm feito na internet de sair gritando coisa. Ah, é revolução, é mudança, conta tudo que tá aí, quando não sei o que lá, cara. Quero revolução, quero comunismo, quero o bagulho tudo. Mas o meu pezinho tá no chão, no chão. Tô de boa. Meu pezinho tá aqui. Tem fio para criar, tenho sonho para realizar. Daqui a 3 anos eu completo 40 anos de idade. Bastante coisa para fazer na vida ainda. Muita coisa já vivida. Seis também. Respira. Não deixem que tomem-lhe a vida. Não deixe que tomem a vida. É, desculpa, dava para ser mais devagarinho da á. Dava. Não precisa ser rápido, gente, nem frenético. Todo mundo aqui que já teve sua experiência agradável com outra pessoa de maneira afetiva sabe que não precisa ser rápido e frenético. Devagarinho é mais gostoso. Vai na cama. Foi mal, não resisti. Diz Gabriel. Compreendo. Diz Rubens. E se distribuir a renda do mundo direito, a gente nem precisaria desse ritmo? Não mesmo, rapaz. Não precisa de muito esforço, não. Não precisa, que essa é a raiva que eu tenho com a Elite Canáliia que a gente tem. Não precisa de muito esforço, né? Ninguém tá falando de arrancar pedaço. Tá suave. Nós vivemos num mundo de super produção. Dá para organizar. É que se começa a organizar racionalmente estruturadinho, não dá mais para ser capitalismo, né? Diz nosso querido templário, as reformas liberais forçaram estrutura socialista. O socialismo é moldável. Um país socialista que não praticasse isso, certa hora ultrapassaria a capacidade produtiva do comum capitalista. Mais forçado. É, também não sei. Quer dizer, vou ter que pensar sobre isso. Ah, diz que do Borduna. Querem mesmo ver como a salsinha é feita? Exatamente. Exatamente. Ou eu tinha um amigo que ele dizia uma expressão que eu gosto muito, cara. Ele falou assim: "Pô, você gosta muito de comer comida num determinado restaurante? Pensa muito bem se você vai querer conhecer a cozinha". Pensa muito bem se você vai querer conhecer cozinha, porque talvez depois que você conheça a cozinha, você fala: "Aqui eu não como mais". Reflexões importantes. Desquido Bordona, chamamos os 40 de longo a Deus. Te aguardamos. Obrigado aí pela reflexão. Eu tô me preparando pra crise da meia idade, quando eu vou ter que efetivamente malhar, perder peso e achar que eu sou um jovenzito sem ser. Tô quase lá. Mas é isso, minha gente. Precisamos trabalhar. Precisamos aqui encerrar as atividades na nossa live, infelizmente, e seguiremos aí para mais um momento adequado posteriormente. Não aceitem ser sacrificados, sacrificadas. Não aceitem isso. Não aceitem isso. Sejam contra isso. E sem contar, sem contar que eu tô com a sensação de que o Exa vem, não por causa do Neymar, porque eu acho que ele vai ser um Neymar decorativo. Ele não vai entrar em campo, graças a Deus, porque Deus é bom e justo. E porque ele tá aí com fortes tendências a desconforto, né? Desconforto na coxa, desconforto na panturrilha, desconforto no joelho, desconforto no no mendinho, desconforto no cotovelo. Ele tem que ficar de pé. Se ficar de pé já tá ganhando. Então tá ótimo. Vai ser menino Hendrick, nosso herói. Diga-se de passagem. Menino Hendrick é bom. Mas dito isso, meus queridos, quarta-feira, quarta-feira que é conhecido também como quase fim de semana, como aí praticamente fim de semana, uma quarta-feira. Respirem fundos, aproveitem bem, aproveitem bem os dias. Copa do Mundo tá chegando. Copa do Mundo tá chegando. Será satisfatória. Nós vemos que destruindo nesta copa. Nós seremos felizes porque o exa vem. O exa vem. Assim como a vitória do L em outubro. Nós também sabemos que vem porque Deus é bom e justo. E porque tem uma galera aí que tá fazendo um cinema inadequado para menores. Esse cinema inadequado para menores parece que deu errado e tem financiamento esquisito por aí. O que que faz com que a gente só consiga se alegrar quem sai por um pequeno momento e estamos juntos. Exatamente. Essa frase fica com essa frase aqui do Thiago no seu coração. Sacrifício e a gente segue a vida. Segue a vida que seguiremos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo boa nova todo dia útil. até a vitória final. Minha gente, fiquem bem, se cuidem, guardem os seus coraçõinhos, nãoem sacrifícios e a gente vai discutando aí. Bom restinho de semana, quase f semana. Bora pra correria, Deus abençoe e mais que vem. Valeu, tchau.