Chamado e Insatisfação | Josemar Bessa
06/05/2026
Chamado e Insatisfação | Josemar Bessa
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Amém, queridos. Não sou eu que escolho os hinos que vão cantar, né? Eh, mas se eu pudesse escolher, certamente eu escolheria esse. Talvez eu não lembrasse, mas porque eu quero falar, eu esqueci do que quero ser, não é? Eh, eu vou viver por Jesus, viver por Jesus morrer. Nós cantamos coisas sérias demais, né, queridos? Viver por Jesus, morrer por Jesus. Uma das coisas que mais característicam eh eh caracterizam a vida do mundo, do nosso mundo, é insatisfação. Ninguém está satisfeito. Ninguém é verdadeiramente satisfeito e feliz no mundo. Paulo disse que isso é assim porque o homem, tendo conhecido Deus, trocou Deus pela criatura. Então, um homem colocou uma expectativa nas criaturas para lhe dar eh tudo aquilo que a sua alma grita, não é? Então, é óbvio que ele acredita finalmente que o casamento vai entregar isso para ele, que as amizades vão, que o trabalho vai ou que a carreira vai. E é óbvio que todo mundo vive insatisfeito, porque eh essas coisas não podem fazer pelo homem o que ele espera. Então é um mundo de insatisfeitos. Não importa em que classe social a pessoa está, em que situação está passando na vida. Ela pensa: "Eu preciso de mais. Isso não é o suficiente. Isso não está fazendo o que eu esperava. Eh, se isso caracteriza o mundo, o que devia nos caracterizar? Se o que faz o mundo ser assim é exatamente ter colocado expectativas eh na criatura que só pertencem ao criador. Então, como é que o cristão devia ser? O que devia caracterizá-lo mais? O oposto. Ele nunca esperar. Quase sempre quando eh no meio cristão você conversa, é as mesmas coisas. As pessoas não estão felizes no seus casamentos. Por quê? Não é porque seu casamento é um horror. Tem o casamento que é um horror, né? Mas na maioria das vezes não é isso. É simplesmente porque aquela pessoa tinha mil ideias de que o casamento faria na vida dela, no coração dela, na mente dela. E o casamento não faz isso. Ele não pode fazer isso. Então uma pessoa não é feliz no casamento. Ela pode não ser infeliz, mas é não é satisfatório. E nem na carreira e nem nas nas amizades e nem na igreja e nem com as pessoas. Há uma insatisfação constante. Ela acha que pode ser por uma razão diferente do mundo, mas é óbvio que não é. Ela também fez da criatura eh o seu coração insensato, fez da criatura aquilo que só o criador pode dar. E é óbvio que ela começa a cobrar das pessoas, dos amigos, dos irmãos, do cônjuge, eh que aquelas pessoas fossem para ela o que elas não podem ser. E elas estão vivendo assim, exatamente como Romanos 1 descreve, como a humanidade vive. Então, o resultado natural disso é insatisfação. Paulo, por exemplo, diz assim: "Eu não estou dizendo isso porque esteja necessitado, mas ele tava, né? Porque aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é padecer fome, sei o que é ter fatura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação. Isso era óbvio, porque Paulo não colocava na expectativa de como a igreja ia ser para ele estar satisfeito, porque a igreja falhou muito com o apóstolo Paulo e nem com seus com cidadãos, porque eles falharam muito e nem com o seu governo, porque o governo dele era horrível. Por mais que a gente tenha governo, governos ruins e temos, eh, nós, Pedro, Paulo, foram governados por gente como Herodes, Pilatos, eh, eh, Césares, né, Nero, eles não tinham nenhuma expectativa de que o governo ia mudar para um governo melhor. Era algo tirânico, mas ele sabia estar satisfeito em todo em qualquer situação. Quer eu esteja bem alimentado, quer eu esteja com fome, tendo muito ou passando necessidade. Se cada uma dessas coisas que ele disse que estava faltando, ele tivesse colocado nelas a a condição de fazer só o que Deus pode fazer, trazer satisfação, paz, deleite por Jesus viver e por Jesus morrer, é óbvio que ele não podia estar contente numa cadeia. Ah, você vê então o que faz a diferença entre o mundo insatisfeito, triste, sem felicidade. E Paulo é pelo que eles vivem. Paulo podia cantar esse hino, como eu disse, não sabia que ia ser esse hino, por Jesus viver e por Jesus morrer. Ele chegou e dizer assim em Atos 20:24, não faço questão, não tenho minha vida por preciosa, contanto que eu cumpra o propósito de Deus na minha vida. E a insatisfação eh eh eu acho que é uma das coisas que mais vão condenar as pessoas. Jesus diz assim: "Pelas suas palavras vocês serão condenados". Quando a gente, nossas palavras sempre falam de insatisfação, insatisfação na vida, no trabalho, no casamento, insatisfação. Nada tá bom. Nada é um motivo de agradecimento, não é? De gratidão. Não sei se está contente em qualquer situação. Vai ser essas palavras que a gente fala muito, às vezes até espiritualizando. Eu não tô te contando problema para você orar só, né? Eh, é que vai ser usado contra longe. Você nunca nunca experimentou outra coisa. Deus vai dizer. E ele disse, eu não tenho minha vida por preciosa. Vida não é só a vida biológica, o instante biológico que ele está. A vida é tudo que compõe a vida. O que que compõe a vida? Compõe a vida é amizades, é família, é comida, eh as coisas da vida. Paulo disse, não tem nada disso como de suprema importância. Com tanto, isso é viver para Cristo. Mas sobre Paulo que eu quero falar, eu quero falar sobre como João Batista fere a nossa imaginação. Porque o que acontece, queridos, que quase sempre as pessoas dizem assim: "Ah, eu quero viver para Deus. Eu sinto que Deus tem um chamado". Mas ela normalmente é insatisfeita com isso. Ou seja, nós conseguimos insatisfação até com supostamente aquilo que eu queria viver de maneira mais direta para o reino de Deus, aquilo que eu chamo de ministério, qualquer coisa desse tipo, porque eu também fiz de algo que é não é o criador, aquilo que eu acho que devia me dar alguma coisa que eu acho que não me deu. Então, muitas pessoas dizem que sente que Deus chamou ela para isso, chamou ela para aquilo, chamou aquela para outro, para aquilo que Deus chamou, ela fala pouco, mas ela está insatisfeita. Então você vê que a insatisfação é uma coisa tão tão eh marcante do mundo, que até as coisas que supostamente seriam as mais santas gerem satisfação. Paulo diz: "Eu não me importo se vou viver e morrer. Com tanto que quando eu tiver preso para morrer, eu eu eh dê testemunho de Cristo assim. Isso sim. Você vê, ele está satisfeito com o ministério dele na cadeia e fora da cadeia. Ele está. E João Batista oferece e algo incrível. Ele fere a nossa imaginação. Fere porque quase tudo em nós aprendeu a chamar de grande aquilo que parece visível. E João nasceu para poucas coisas. A maioria das pessoas, uma vez alguém tava conversando comigo e falou assim: "Eu, como é que eu eu eu eh eh eh Paulo ou o João podiam ser pessoas plenas? Eles não casaram, não tinham filhos, não tinham isso e aquilo e essa pessoa tinha isso tudo. Mas ela tava ali exatamente reclamando da vida para mim. Eu falei: "Você é, você é satisfeito? Você é mais satisfeita que Paulo? Mais satisfeito que João? Só mostra que o que você tá falando não faz sentido. Você passou a última hora falando em quão insatisfeito você é com tudo e você diz que acha que eles não poderiam ser plenos porque eles não tinham as coisas que você tem. [roncando] E João é assim, ele fere porque quase tudo em nós aprendeu a chamar de grande. Até aquilo que a gente fala aqui é o chamado. Eh, todos nós temos um chamado de aquele chamado de Paulo, né? [tosse] não tem minha vida por eh, com tanto que eu eh cumpra o meu chamado de fazer conhecido o evangelho. E a gente pensa que aquilo que cresce, aquilo que se expande, aquilo que nunca deixa, aquilo que deixa uma marca. Nós queremos deixar uma marca, aquilo que constrói o nome, aquilo que prolonga a nossa presença no mundo, quando não estamos presentes ou quando estivermos definitivamente ausentes, aquilo que pode ser exibido. Nós gostamos de coisas assim, né, queridos. grandeza eh com arquitetura, grandeza com volume, grandeza, grandeza com eh eh eh extensão, grandeza com legado reconhecível, grandeza com memória consolidada. João não, ele veio esse mundo só para ser alguém que introduziria Cristo. E isso e eh eh faz a gente ver como João surgiu como um clarão, um clarão muito repentino na vida. vem como uma voz, uma voz que clama assim, sabe? E aparece com uma intensidade das coisas que não vieram para durar muito, mas para cumprir exatamente o que Deus determinou. Mostrando que para cumprir exatamente o que Deus determinou em nossa vida ser plena, não precisamos que ela dure muito. Não parece interessado Jó em construir para si uma permanência. eh, não parece inclinado a organizar a própria importância, não parece movido pelo impulso de deixar para trás uma obra humana que seja lembrada. Ele entra, ele diz a frase para a qual ele nasceu, aponta para onde ele devia apontar e some. Some aparentemente por um motivo banal, porque uma adolescente dançou sensualmente e porque então o rei disse que ela podia fazer um pedido. Você pode pensar, como assim uma pessoa que um chamado incrível pode morrer por algo tão banal? a dança de um adolescente. E esse coração de João estranha estranha e eh profundamente estranho para nós, para a nossa cultura, porque mesmo quando servimos a Deus, quase sempre queremos permanecer um pouco, não queremos ser um flash. O último que nós cantamos disse: "Eh, eu quero que meu nome seja esquecido." Hã, queremos obedecer, sim, mas queremos deixar uma assinatura. Por isso que, como eu disse, até no servir a Deus, a pessoa tá insatisfeita, porque ela pensou que Deus chamou ela para isso, para aquilo, para aquilo outro. Não foi exatamente como ela queria. Queremos servir, mas queremos ser notados, queremos ser fiéis, mas sem desaparecer demais. E queremos apontar para Cristo, mas não precisamos ficar completamente fora de cena ao apontarmos para ele, não é? Pode sobrar um pouquinho de brilho aí. João desmonta tudo isso e sua vida é uma afronta a qualquer ego mesmo espiritual, sabe? uma denúncia contra toda espiritualidade que usa o nome de Deus, mas que está insatisfeito ou não, dependendo de como seu nome também está e seus planos, né, estão funcionando ali. E ele é uma crítica a todos nós que somos chamados por Deus e temos planos para esse chamado. Quando na verdade, quando somos chamados, não temos nenhum plano, não é? João era só uma voz, era só um brilho rápido, um flash. Ah, e João vive como quem sabe isso. E ele sabe, a luz não me pertence, a história não é sobre mim. E ele vive como alguém que não nasceu para se explicar ao mundo, para deixar a sua marca no mundo. Ele nasceu para não para elaborar o nome. E isso lhe bastava só ser uma voz, uma voz breve, dizer uma frase e sair do palco. E há uma pureza rara nisso. Há uma liberdade incomum nisso. É uma liberdade em comum em Paulo. Há uma liberdade em comum em João e uma santidade que ofende os nossos reflexos que querem servir a Deus na conservação eh do nosso eu de alguma forma e que conseguimos estar insatisfeitos com quase tudo na vida que Deus dá, família, amigos, casamento, igreja, porque nós como mundo fizemos dessas coisas mais do que elas deviam ser para a satisfação do coração. Porque o homem quer ser mais que uma voz. O homem quer ser uma presença, uma referência. eh quer ser lembrado, quer durar no imaginário, eh, alheio, quer deixar algo de si no mundo, de si mesmo. João parece satisfeito em deixar apenas uma direção, apontar, ser uma voz rápida, breve e sair. Ele não pede que os homens o contemplem longamente. Ele só exige que as pessoas olhem para outro. E é nisso que está a majestade da sua vida. Então, vivemos num mundo que mede todas as coisas por acúmulo. Acúmulo de influência, acúmulo de presença, de alcance, de obras, de ministério. Alcance, alcance. Quanto mais alcance tivermos, é mais na era, né, da da do do mundo digital, mais alcance, melhor acúmulo de memória, acúmulo de resultados que possam ser vistos, narrados, celebrados, não eh apontar para alguém, mas que como nós fizemos isso de tal maneira que isso sobre nós algo grande para o mundo, para o nosso mundo, para a nossa cultura é aquilo que se impõe, né, se destaca o que ocupa espaço. é o que deixa a sua marca, deixar a minha marca é o que se torna incontornável, não é? É sem poder ser deixar de ser visto. É o que consegue permanecer. João parece exatamente da maneira oposta. Ele aparece para dizer que essa medida está torta. Ah, porque sua grandeza não se explica pela extensão visível que João teve. Ele foi só uma voz, só um flash. Não se explica pela sua biografia larga e longa. Ela não foi. Não se explica por uma arquitetura impressionante de feitos humanos. Jesus mesmo disse: "João não fez nenhum milagre, nenhum. Não se explica por permanência histórica no molde que a carne admira. Ele aparece como aquele clarão, como relâmpago, abrupto, breve, quase duro, eh, mais no deserto do que na multidão, mas com esse peso eterno, com essa diferença. Há vidas longas e leves e há presenças extensas que são totalmente ocas. Ah, eu queria ter feito isso. Eu acho que Deus tinha me chamado para aquilo outro. Então, com as mesmas os mesmos desejos e, eh, transformando criatura em criador, aquelas coisas melhores que Deus dar, é, eh, família, casamento, irmãos, amigos, enfim, carreira, as histórias celebradas na terra que não tem nenhuma densidade no céu. Certamente há histórias muito maiores na terra do que a de João Batista. João, porém, tem densidade, não porque ele eh eh se protegeu bem, criou uma marca, não porque administrou com inteligência a própria permanência, mas porque se organizou em torno de uma só coisa, como Paulo, João e Paulo pode dizer a mesma coisa. Não tem minha vida por preciosa e tudo que compõe a vida, com tanto que eu cumpra aquilo, essa é a sua grandeza. Ele não vive para durar, vive para cumprir o que eu vim fazer. Depois que fez podia partir. Não vive para ser lembrado, vive para apontar. E isso exige uma santidade raríssima, porque esse é o tipo de coisa que só é criado por algo que não tem nada a ver com a nossa cultura, com o nosso mundo, com o que Paulo chama do presente século mal. Porque aceitar ser instrumento parece belo na teoria. mas fere profundamente o ego na prática. Ser instrumento significa não ser a origem e não ser aquilo que dura. Ah, que maravilhoso ser igual João. Será? Morrer com 30 e poucos anos, não ter casado, não ter filhos, não ser o centro, não ser destino, ser apenas uma voz, uma seta, uma testemunha, ser apenas aquele que diz com clareza o que precisa ser dito e que jamais estaria no coração da igreja de hoje dizer se pudesse dizer uma única coisa a respeito de Cristo. Então, pouca coisa ofende tanto a carne quanto isso. A carne aceita servir, desde que também possa permanecer, aceita apontar desde que aquilo tem um destaque no meio da humanidade. Ah, eu quando sou insatisfeito com o que Deus faz na minha vida, quase sempre não é porque eu não tenho podido falar, apontar para Cristo, é porque eu queria que isso tivesse uma visibilidade que não tem, ou um sucesso, enfim, uma marca. aceitar obedecer desde que não seja eclipsado demais. João rompe com essa lógica. Ele mostra que a grandeza mais alta não está em conseguir que o mundo gire ou olhe para você ou veja a sua marca. está em conseguir sair do centro sem amargura, sem autopiedade, exatamente por não colocar em nada que não é o criador aquilo que eh satisfaz sem drama, sem ressentimento. sem ressentimento, mesmo quando sabe que vai morrer, porque um adolescente fez uma dança sensual. João não se impõe, não constrói monumentos, não ergue uma plataforma. Ele sabe que a sua função é preparar o caminho do Senhor. E isso lhe basta, porque como Paulo lhe basta a fidelidade, a razão pela qual Deus lhe chamou. Essa é a glória dele. Não a glória da presença que se alastra, mas a glória de quem abre espaço, a glória de quem retém os olhos, a glória de quem se desvia para o lugar certo. Ah, agora você imagina, como eu disse, nós temos tido a capacidade de como o mundo ser insatisfeito com tudo. E às vezes somos insatisfeitos até supostamente naquilo que nós supomos ser o nosso chamado para alguma coisa, para ver como a insatisfação infiltra em tudo. E o coração humano quer deixar esse rastro naturalmente, não é? Mesmo quando fala de Deus, mesmo quando serve a Deus, mesmo quando se convence de que está apenas querendo ser útil ao reino, ainda assim lá no fundo quer permanecer, quer deixar uma impressão. Isso é particularmente perigoso espiritualmente, mais ainda do que aquilo que o mundo enfrenta ou nós em tantas áreas, porque ali o ego aprende a vestir uma roupa santa. A minha insatisfação, minha falta de deleite em Deus, parece ser porque eu queria, eu queria eh eh deixar uma marca ao servir a Deus, mas só por causa de Deus, não por causa de mim. Então, é um mal que se esconde, aprende a procurar permanência sobre uma aparência de zelo. E João, ele desmascara isso porque ele parece satisfeito em deixar apenas uma frase e depois ir embora. Imagina se todo o teu papel na peça fosse só entrar, falar uma frase embora. Você pensa, puxa, que papel ridículo. Eu não dependo nem de tempo para decorar a frase. Não posso nem colocar toda a minha minha a riqueza artística minha. Você só tem uma frase, eu decoro isso em um minuto. Que tipo de homem vive assim? Eu vou dizer um homem livre. Que tipo de homem diz o que Paulo disse? Não tenho minha vida por preciosa. Que tipo de homem que diz isso? Um homem livre, um homem cuja identidade não depende de nada que ele faz, nem do seu suposto e eh eh serviço para Deus. Um homem que não precisa fazer da própria vida um monumento, nem deixar uma marca, mas levar, por exemplo, o hino que cantamos a sério, né? Eh, eu quero que o meu nome seja esquecido. Só quero proclamar ti o homem que sabe que a palavra recebida é maior do que todas as pessoas que a carregaram. A palavra recebida por Moisés é maior que Moisés. A palavra recebida por Paulo é maior que Paulo. E assim por diante. Isso é pureza de intenção. Porque a intenção impura sempre quer misturar duas coisas. Isso que é impureza, né? Quando você diz que uma coisa não tá pura, ela pode até ficar não ficar feia, mas misturou algo, não tá puro. Mas aqui é coisa feia. Duas coisas. A glória de Deus e a continuação do eu não podem ser misturados. Mas João não mistura. Não mistura. Há nele é uma austeridade quase dolorosa, uma dureza santa, uma simplicidade cortante. Ele não quer deixar algo de si na cena, nada. Portanto, não importa o tamanho da do papel dele. Ele quer apenas que Cristo seja visto. E da maneira que Deus quer que Cristo seja visto no mundo, o que vai gerar problemas. Quero apenas que a frase cumpra sua função. Quero apenas que a voz desapareça, porque ele é só uma voz mesmo. Isso nos fere porque revela o quanto até nossa espiritualidade é autocentrada. Esperamos do própria coisa que a gente faz para Deus. O que só Deus pode nos dar. As coisas que supostamente fazemos para Deus não pode nos dar o que Deus nos dá. Nosso chamado para servir a Cristo do mundo não é Deus. Deus é Deus. >> [roncando] >> Podemos falar de Cristo e ainda querer alguma margem de de contemplação para nós mesmos e o nosso ânimo ou desânimo ter a ver com isso e não simplesmente por poder cumprir o propósito da vida. Podemos apontar para o cordeiro e ainda desejar que a nossa mão, pelo menos, seja admirada, a mão que aponta. Podemos anunciar a verdade e secretamente esperar que a própria condição de mensageiro produza uma admiração que flua da verdade para nós. E João não quer isso. Ele não eh compete, nunca concentro, não infla a sua própria importância com a proximidade do Messias, não usa o privilégio da vocação para construir uma presença. Isso é belíssimo, mas é humilhante. Porque você vê que João é um profeta que continua no nosso meio, porque mostra que há uma forma de servir a Deus que é centrada no eu e que todos nós quando falamos dos nossos desânimos, estamos na verdade confessando ela. Ou quando todas as áreas da vida não somos o que devemos ser, porque o casamento não é o que devia ser, o trabalho não é o que devia ser, as pessoas não são o que devia ser. Estamos confessando que estamos buscando nas coisas algo que elas não podem nos dar. Uma forma de pureza. A gente vê aqui que não está só no conteúdo proclamado, mas no modo como João proclamou. Quer dizer, ele proclamou conteúdo puro. Mas a maneira que ele fez isso está de acordo com o que ele proclama. Um homem quer ser lembrado pelo que fez. dele não. João quis que Cristo fosse visto. E se ele já tinha feito isso, era hora de de sair. João, então não é apenas um personagem. Eu acho que João para nós, ele é um protesto que tá é uma pena que quando a gente vê João falando, a gente pensa: "Cara, como João eh eh confrontou os fariseus, hipócritas, raças de víboras, João era assim, né? Mas a gente acaba esquecendo que a gente não tá aqui para causa dos fariseus. Os fariseus já morreram há 2000 anos. João é um protesto para nós contra toda igreja que fala de Cristo ou pessoa sem realmente sair da frente dele. Ou fala de Cristo, mas tá tentando encontrar o a a a razão final e a felicidade final em outras coisas. Ainda que belas, casamento, trabalho, amizade, irmãos, então vivem satisfeito igual o mundo. Nunca vai poder dizer: "Eh, estou satisfeito em qualquer situação." Porque achamos como mundo que tem coisas que devem dar coisas para nós que elas não podem, mas a gente acha que pode. Então, João permanece como um juízo. Eu profético. Ele permanece porque ele não suaviza a mensagem para torná-la aceitável. Se muitas pessoas tivessem que dizer uma coisa só para Cristo, a pessoa pensaria em dizer algo que o mundo não ficasse ou não olhasse para ela de maneira muito ruim ou que ficasse mais de acordo com eh você não ficar tão mal na fita. Por que que a igreja deturpa tanta verdade? Porque ela tá preocupada de como as pessoas vão receber o que Deus disse. Porque não há essa essa essa coisa de João Batista de que olha, eu vim aqui para falar isso e é isso que eu vou dizer. Não importa o que vai acontecer. João, eh, eh, nós queremos carregar uma palavra sem desaparecer atrás dela. Queremos ser uma voz como João foi. João foi uma voz. Queremos ser uma voz, mas queremos ser uma voz memorável. Queremos ser uma voz que muitos ouçam. Queremos ser uma voz que se destaque em meio às vozes da multidão. João desmantela essa lógica. A sua fidelidade ensina que o mensageiro só permanece puro quando nunca rivaliza com a mensagem. De tal maneira que se aquilo é bem ou mal recebido, por exemplo, isso não faz a menor diferença. Há um momento em que toda a verdade e toda a verdadeira voz precisa aceitar sua própria redução. Se vai ser realmente uma voz verdadeira. Precisa saber que quando o centro aparece, a nossa função está terminada. Sabe esses caras que anunciavam a entrada do rei? Ele depois não ficava ali na frente do rei, ele saía, não é? Ele não é o rei. Mas sem isso nós nos corrompemos. Sem isso a igreja no mundo se corrompe. Passa a tratar a verdade como algo que precisa da sua própria grandeza, da sua própria voz para funcionar. Porque de alguma maneira nós acreditamos pouco na mensagem e começamos a acreditar muito na voz. E João mostra o contrário. A força está justamente em jamais competir. A pureza está justamente em não se interpor entre eh Cristo, a verdade. Talvez a igreja precise eh repreender eh eh exatamente esse espírito e reaprender essa forma de grandeza. Assim, nós teríamos todos os filhos de Deus satisfeitos. eh em ser o que são chamados para ser. Não tenho minha vida por preciosa, contanto que eu proclame. Não coloco minhas esperanças de satisfação, como o mundo fez, da na criatura ou nas coisas criadas, por mais belas que elas sejam. E João Batista não está diante de nós apenas, então, como um personagem, ele está como um profeta. está diante de nós, como ele estava diante dos fariseus da sua época e as pessoas e o povo. Eu acho que é uma das brevidades mais majestosas da história. Não porque seja romântica, não porque seja trágica, não porque seja exótica, mas porque é pura. É pura. Sua vida não pede contemplação de si, não implora a memória de si, não organiza um legado, ele aponta e sai. Isso basta. É isso que ele chama de vida. Agora nós chegamos à frase curta que ele veio falar no mundo. Depois que ele diz isso, hora de sair do palco. Ele disse assim em João 1:29, eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Acabou. Ele cumpriu a razão pela qual ele nasceu. Ele não vai viver muito mais. está próximo de sair do mundo. Essa foi a frase. Ele veio, viveu aqueles 30 e poucos anos para dizer isso quando viu Jesus se aproximando diante de toda a multidão. Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Agora, há nessa frase mais do que um título. Sabe quando você vai introduzir alguém, você dá um título: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo." Há muito mais. Há mais do que uma imagem bonita, há mais do que uma fórmula devocional, há um diagnóstico, há uma interpretação divina de condição humana, há uma revelação de que Deus, que problema Deus considera na tua vida? Que problema realmente Deus considera na minha vida? Que problema Deus considera na nossa cultura? Que problema Deus considera na igreja? Qual é o problema que Deus identifica? Isso é decisivo, porque toda a apresentação de Cristo carrega também uma leitura do homem, do ser humano, uma leitura de mim, de você. Toda forma de anunciar Jesus se pressupõe alguma resposta para esta pergunta final. O que é mais grave sobre nós? O que é mais importante paraa nossa cultura? O que é mais importante para cada homem? Qual é a coisa mais importante? Se o problema central do homem for apenas interioridade ferida, então ele diria: "Eis aí o terapeuta que vai cuidar das suas feridas emocionais". Hoje a igreja estaria muito mais feliz em dizer isso. Se o problema central do homem for apenas colapso social, você diria: "Eis aí o reformador da sociedade". Se o problema central do homem for apenas carência, então Cristo será apresentado como provedor. Eis aí o provedor de todas as carências. Seria bom? Não seria? A igreja estaria muito mais interessada hoje em falar eh slogans assim. Se o problema central do homem for apenas falta de direção, então a frase poderia ser: "Eis aí o mestre que o mundo precisava". Mas ele escolhe outra palavra. Eis aí o cordeiro, não terapeuta, não psicólogo, não reformador, não provedor. Eis aí o cordeiro. E quando o céu escolhe essa palavra, quando o céu escolhe que palavra lá na eternidade vai introduzir Cristo no mundo e escolhe cordeiro, a todo toda o ensino por trás disso. Porque cordeiro pertence a outro universo. O cordeiro não pertence ao universo da autoajuda, dos meus dramas emocionais. Não pertence ao universo do simples aconselhamento para melhorar a vida. O cordeiro não pertence, não é isso que o cordeiro faz, mas eh ele não pertence ao universo da reorganização emocional que está muito bagunçada para eu ser quem eu devo ser. O cordeiro não pertence ao universo da melhoria da minha performance espiritual que já existe. O cordeiro não pertence ao universo da educação moral como solução suficiente para nós. O cordeiro pertence ao altar. O altar fala de sangue, fala de substituição, fala de expiação, fala de culpa, fala de juízo suportado, fala de iniquidade removida no lugar de outro. É o peso moral de um homem que não está apenas sofrendo no mundo, mas que sua condição grave diante de Deus, que faz com que ele faça das coisas, coloque no lugar do Criador aquilo que ofende infinitamente Deus é o seu pecado. É sobre isso que o cordeiro fala, é sobre isso que o altar fala, o sangue fala. E esse é o escândalo, queridos. Deus não apresenta seu filho em primeiro lugar pelas urgências que você acha que tem na sua vida, que o mundo acha, que a cultura acha, infelizmente que a igreja acha. Ele não apresenta o seu filho com a palavra que fala da urgência que naturalmente achamos. Não começa dizendo: "Eis aí o curador das suas doenças, eis aí o curador das dos seus casamentos. Eis aí o libertador social. Eis aí o restaurador emocional, o curador dos seus traumas. Eis aí o reorganizador da vida. Eis aquele que vai resolver primeiro o que o homem sente ser o que o faria feliz. Não, ele diz: "Eis aí o cordeiro". Ou seja, o homem está pior do que imagina. Ele não é infeliz por causa do seu casamento, por causa do seu trabalho, por causa da não valorização, por causa disso, daquilo, daquilo outro. O homem está muito mais comprometido com o que o destrói, do que ele admite. Sua dor é real, mas sua culpa é muito central. Seu sofrimento é verdadeiro, mas sua alienação moral diante de Deus é muito mais funda do que as suas aflições. Sua ruína principal não está apenas no que ele acha que padece, está no que ele é diante de Deus. Deus, ao olhar para o homem pensa: "O que eles precisam? Eles precisam de um cordeiro. É o que eles precisam. E é por isso que essa frase fere. É por isso que essa não é principal mensagem da igreja. Hoje se fala no mesmo Jesus, mas ele é um terapeuta, ele é um aconselhador, ele é um resolvedor de problemas, ele não é o cordeiro. Então se hoje a gente pudesse falar uma frase para o mundo, ela não falaria o cordeiro, porque isso vai ofender até as pessoas, vai deixar elas de culpa. Porque o homem aceita mais facilmente ser visto como alguém machucado do que como um pecador rebelde. Mas se você falar que o homem está muito machucado e ferido pela vida, ele está pronto a verdade. Mas se você falar que ele é culpado, ele vai falar: "Não, não, não, não, não, não". Então você vê, o homem está pronto a aceitar a linguagem do trauma. Se eu passar aqui toda semana a falar sobre traumas, sofrimento que as pessoas impuseram, pessoas tóxicas, pessoas horríveis, todo mundo vai se identificar. Todo mundo que eu falo é todo mundo mesmo, né? No mundo todo. O homem aceita que você fale sobre sua fragilidade. O homem gosta da linguagem da crise, aceita linguagem do vazio, da exaustão, do Bernaldo, bornal, colapso, opressão, carência, eh, enfim, colapso. Mas a linguagem do pecado rompe outra camada. Ele tira o homem do lugar do mero sofredor e coloca ele como um réu diante do céu. Eis aí o cordeiro de Deus. E sem isso, o cordeiro nunca será entendido. Pode ser usada. A pessoa pode achar que aquilo ali é uma ponte para alguma coisa, mas não vai ser entendido. Pode ser citado, pode até ser cantado e ficar melhor nos hinos do que na pregação e na vida, mas não ser visto como a maior necessidade que o homem tem. Eis aí o cordeiro que tira o pecado do mundo. Nunca apresentamos Jesus de forma neutra. A gente pode dizer: "Ah, eu acredito que Jesus veio tirar o pecado". Mas não como Deus está falando. Deus tá falando, ele veio para isso, porque é isso que é a única coisa que faz todo o teu coração não ter o deleite que devia ter. Mas quando você como o mundo inteiro, quando nossa cultura diz que eu não sou o que devia ser por causa disso, por causa daquilo, por causa daquilo outro, por causa do casamento, por causa daquelas pessoas, por causa daqueles outros, por daquilo, você vê, eu não acho que Jesus devia ter sido introduzido como João realmente o introduziu. Se eu não sei Cristo prioritariamente como um terapeuta da alma, eu estou dizendo que a grande crise humana é a sua interioridade ferida, machucada. Se eu anuncio que principalmente como um reformador do mundo, eu estou dizendo que o problema principal do mundo é a sociedade, não você. Se eu não se Jesus sobretudo como um exemplo moral, eu estou dizendo que o homem precisa de inspiração, que ele mesmo tem capacidade de fazer coisas que o espem diante de Deus ou que Deus aceite. Se eu anuncio Cristo como organizador da vida, eu estou dizendo que a ruína da sua vida é porque tudo não está organizado, não porque você é culpado. Toda cristologia traz consigo uma antropologia. Como eu não sei o Cristo, eu estou dizendo como o homem é. Quando eu digo que ele é um terapeuta, eu tô dizendo que o homem é alguém ferido, emocionalmente perturbado. E é por isso que a frase de João é tão decisiva, porque nela Deus mesmo toma palavra sobre seu filho. João não criou a frase, não criou a expressão, ele é uma voz, ele não é o criador da fala, né? E ao fazê-lo, ele mostra também o que Deus diz sobre nós. Eis aí o cordeiro de Deus. É o que Deus mandou para o mundo. Isso não é aleatório. Não é só uma imagem forte, não é só um símbolo belo, é uma chave do que somos. nosso mundo, nossas insatisfações, uma chave que abre o universo moral da revelação bíblica. Porque o cordeiro não entra em cena onde o problema é falta de equilíbrio, é ansiedade, porque a vida é muito corrida. Não, o cordeiro não entra nisso. O cordeiro não se torna central, onde a crise é apenas motivacional. O cordeiro pertence ao mundo do altar, da substituição, da culpa, da oferta, do juízo, da reconciliação. Quando Deus apresenta Cristo assim, ele está dizendo: "A situação humana é moralmente séria, é judicialmente grave e tudo que a sociedade ou você naturalmente acha que é o seu problema, não é o seu problema, senão eu mandaria". Eis aí o terapeuta de Deus que cuida dos seus dramas emocionais. A situação humana não pode ser resolvida apenas com ensino, direção, acolhimento. Acolhimento, né? palavra tão repetida hoje ou reorganização. O homem precisa de mais do que ajuda. O homem precisa de expiação. O sacrifício que eh satisfaz a ira de Deus sobre o pecado. Mas do que reparo, precisa de reconciliação diante de Deus. Isso reposiciona tudo. Porque agora Jesus não pode mais ser tratado apenas como um recurso útil para a vida. Ele aparece como resposta à questão mais profunda que Deus está dizendo para nós. Não a tristeza, não apenas a confusão, não a opressão, mas a culpa. Palavra tão odiada por um mundo psicologizado. A culpa, a iniquidade, a condenação que o pecado trouxe para a relação entre o homem e Deus. Deus poderia ter escolhido outros aspectos verdadeiros do ministério de Cristo. Poderia ter dito: "Eis aí o curador". Porque ele foi. Ninguém fez milagres como ele. Mas ele não vai ser apresentado assim, porque não é o que ele veio fazer. Ou a Bíblia podia dizer: "Eis aquele que restaura ou eis aquele que alimenta com cinco pães a multidão. Eis aquele que vence os poderes do caos e reorganiza a sociedade, mas ele não foi isso. Eh, eh, não foi isso que ele veio fazer de verdade aqui. Essa não era aquilo que ele falava quando falava da sua hora. Ele veio como cordeiro de Deus. Como o cordeiro, ele veio para caminhar em direção ao altar. E isso significa que para Deus o grande problema do homem, meu, teu, que a gente fala muito de humanidade, cultura, igreja e começa a pensar coletivamente, né? Não, não começa onde o homem sente mais dor, onde ele sente mais barulho. Começa onde Deus vê mais profundamente o coração do homem. E Deus diz: "O homem precisa de uma coisa". Sabe? A gente sabe ver Davi dizendo uma coisa peço ao Senhor. Aqui é diferente. Deus tá dizendo, o homem precisa de uma coisa. Uma coisa. Ele precisa de um cordeiro. Se ele realmente tiver o cordeiro, ele pode estar satisfeito em toda e qualquer situação. Ele pode ser apenas uma voz. O homem costuma começar pela sua dor. Deus nunca começa pela tua dor. Queridos. Comecei falando hoje sobre o inverno, a dor, a aflição. E é terrível aflição, não é terrível. Todos nós sabemos disso. E o homem costuma começar pela sua dor. Deus costuma pelo seu pecado. Deus começa pelo seu pecado, nunca pela sua dor. Deus nunca acha a nossa dor mais importante que o nosso pecado. Então, se nós começarmos pela nossa dor, nós sempre estaremos começando pelo lugar errado. O homem lê a sua vida a partir da sua carência. Ele sente carência de algo. Então ele lê a sua vida e sente o que vai dar ele satisfação. Por isso ele vive insatisfeito. [roncando] Deus lê a partir da sua culpa real. O homem quer uma resposta para aquilo que mais incomoda ele na superfície. Deus envia seu filho para tratar daquilo que condena o seu coração, o seu centro, que faz dele trevas e não luz. O título dado ao filho de Deus expõe a nós. Ah, tão lindo o cordeiro de Deus. Mas esse título tá expondo a nós. Ele veio, ele veio, é um cordeiro para o altar para ser morto. Expõe porque mostra que se o filho é o cordeiro, então nós não somos vítimas necessitadas, nós somos culpados. Culpados. E sempre que você lembrar que Cristo é o cordeiro, sempre que você lembrar a única frase que João veio dizer no mundo, eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, você reorganiza toda a sua vida na sua mente. Não é tão difícil guardar João 29, não é? Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Isso precisa ser dito sem hesitação, sem frieza, sem simplificação cruel. Por quê? Porque fome é real, doença é real, luto é real, exploração é real, violência é real, miséria é real, ah, colapso é real, opressão é real, exaustão é real, a escritura não nega isso, Cristo não é indiferente a isso, Paulo não é, o evangelho não manda dizer que todas essas coisas são meras ilusões. Pelo contrário, a morte é real, mas a questão nunca foi essas dores existem. A questão é: essas dores são a raiz última da crise humana. Essas dores que fazem o homem ser miserável. Essas dores que fazem o homem ser insatisfeito. Essas dores é que faz o homem não ter paz. Essas dores é que faz o homem viver ansioso. São essas dores que faz o homem ter medo? A resposta bíblica é não. São terríveis, mas não são. Podem devastar, mas não são centro. São apenas sintomas, expressões, cenários em que a queda mostra a sua feiura. Cada sepultura, abaixo delas há algo muito mais profundo que é a causa delas. A ruptura do homem com Deus. E essa ruptura não é apenas existencial, não é um desequilíbrio da alma, nem da da do cérebro. Não é apenas uma sensação de distância, é culpa real, não é um desencontro emocional, é rebelião. Não apenas desordem ambiental, é desordem interior diante do criador. Esse é o ponto que fere, porque o homem moderno aceita ser visto como sofredor. O homem moderno gosta de passar muito tempo falando sobre suas dores. Ele sabe passar muito tempo falando, narrando seus traumas. Se você puder, aí fica o dia inteiro falando sobre suas dores e seus traumas e seus O homem moderno sabe descrever muito bem suas carências, sabe reconhecer sua fragilidade, sabe admitir colapso, vazio, crise, opressão, cansaço, estresse, mas resiste violentamente à outra linguagem, a linguagem da culpa. A linguagem que automaticamente aparece quando a frase é dita: "Eis o cordeiro de Deus". Porque ser sofredor preserva alguma inocência, preserva alguma bondade. Ser sofredor pode fazer de nós vítimas diante de mim, ã, diante dos outros. Ser sofredor permite que eu permaneça diante de mim mesmo como alguém basicamente que é ferido por todo mundo, que não é ajudado por ninguém, que não é eh eh eh compreendido. Mas a palavra pecado vai além. Ela diz: "Você não é apenas machucado pela quebra do mundo, você é parte dela." As pessoas não são tudo que deviam ser. Nem você é. Você não é apenas vítima de um mundo desordenado. Você é o mundo desordenado. Você não apenas sofre o mal, você abriga o mal no coração. Você não é só fruto dos desejos maus de outras pessoas. Você é fruto dos seus desejos maus. Isso desestabiliza profundamente a autoimagem humana, a sua autoestima. Sabe? Tô em moda. Agora ele precisa reconhecer que a fonte mesma do seu viver foi comprometida. A fonte, o seu coração, lá está o problema, que a mente não pensa em plena luz. Sua mente não está funcionando em consonância com a luz que Cristo é, que Deus é, que a vontade não está se inclinando espontaneamente para o bem, não está adorando Deus, mas está fazendo da criatura e colocando ela no lugar do criador, que todos os seus afetos foram contaminados pelo pecado. Não há uma pureza essencial em seus afetos, nem em seus desejos, nem em sua vontade. que a imaginação tua costuma fabricar ídolos. O meu próximo ídolo vai me fazer feliz. O meu próximo ídolo vai me satisfazer. Quando aquele ídolo não fizer, você vai ficar com raiva dele. Mas vai criar outro ídolo, porque tua imaginação é boa de criar ídolos. E é por isso que a palavra pecado é tão ofensiva, não porque seja seja gerada, mas porque ela é certa demais. Ela atinge demais onde mais dói em nós e aquilo que nós menos queremos admitir. Ela nos arranca da posição confortável de quem apenas padece. Ela nos força a encarar o fato de que há algo objetivamente errado entre eu e Deus. Não é a igreja em Deus, não o mundo em Deus, não a sociedade em Deus. Entre eu e Deus há algo profundamente errado. Minha insatisfação está fluindo daí. João está chamando cada um de nós num cantinho assim. Esquece os fariseus que estavam naquele dia lá. Multidão. Pensa em você. João tá te chamando num cantinho dizendo para você assim no teu ouvido: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Essa é a tua necessidade. Algo que não será resolvido apenas por consolo, terapia, ambiente melhor, disciplina, educação. Um homem suporta ser visto como ferido, mas quase sempre se revolta quando é visto como culpado. Porque culpa exige algo que a mera linguagem do sofrimento não exige. Culpa exige o quê? Compreensão, abraço, terapia. Não, culpa exige arrependimento, expiação, perdão, reconciliação, mas precisa de um cordeiro preso numa cruz. E é exatamente o que a frase de João se torna aí, que ela se torna incontornável, não é? Se o filho de Deus é apresentado como cordeiro, então nossas dores, por mais reais que sejam, não são o nosso maior problema. O fato das pessoas não serem tudo que elas deviam ser não são o nosso grande problema. O fato de o casamento não ser uma história encantada não são o nosso grande problema. A palavra mais funda na nossa vida é pecado e ninguém peca por nós. O cordeiro não é a decoração teológica, não é um símbolo suave para embelezar. Quando você tomar da Santa Ceia, você está dizendo que essa é a verdade que tá dominando a sua vida, que você realmente viu Jesus como ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Não é uma imagem dócil para expirar ternura. O cordeiro carrega peso. Peso de altar, peso de sangue, de substituição, de culpa real transferida. Pela suas chagas nós fomos curados. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele. Pelas suas pisaduras, nós fomos sarados. É isso que cordeiro quer dizer. Essa é a é a mensagem. Não para pros fariseus lá, não para pro mundo, não para nós, para nós todo dia. É por isso que Lutero dizia: "Deus tirou o meu pecado, então não importa o quanto ele male este corpo. Ele está só sendo coerente. peso de uma realidade tão grave que nada menor Jesus não morreria pelos efeitos do pecado. Ele morreu por causa dos pecados. Ele não morreria para consertar seu casamento. O fato dele morrer pelo meu pecado já é incrível, mas achar que ele morreria por essas outras coisas que são consequências de um mundo horrível, que é consequência do nosso pecado. Se o problema humano fosse ignorância, então bastava o que já tinha, Deus já tinha dado os seus mandamentos. Se fosse apenas desorientação, bastaria um consolador. Por que que em vez de mandar Cristo, Deus não mandou só um consolador? O Espírito Santo tem o consolador. Por que não veio só um consolador? Se fosse apenas falta de exemplo, bastaria um modelo. Ele vinha, vivia, vivia, vivia, depois acendia ao céu. Isso significa que a situação é pior, mas funda, mais séria, mais irreparável. Não há recurso humano para o problema. O cordeiro entra em cena não onde o problema é informacial, né? Mas onde o problema é judicial, onde há um juiz, onde há uma sentença, onde há uma culpa, onde a necessidade não emocional, mas moral, espiritual, não onde falta apenas reorganização, mas aonde existe condenação. Isso humilha o homem porque diz que sua condição não é apenas difícil, é impossível. É totalmente impossível solucionar todos os dramas do coração e trazer satisfação para o homem. Não basta instrução, não basta esforço, não basta reorganização, não basta nova chance, não basta eh remendo religioso, não basta autoajuda, não basta terapia, não basta, não basta, não basta nada disso. O mal do homem é profundo demais para essas coisas. O mal no seu coração, o mal no coração da humanidade que faz ela ser insatisfeita em todas as situações. É muito mais profundo. Se Cristo é o cordeiro, então o homem está muito pior do que ele imagina. Essa é a mensagem do João. Se aquele é o cordeiro de Deus, então nós estamos numa situação muito pior. Há uma escuridão em nós. Mas a outra metade, se Cristo é o cordeiro, então Deus foi mais misericordioso do que poderíamos esperar. Imagine se Jesus tratasse dessas outras coisas e não tratasse do nosso pecado, nós seríamos tão miseráveis como tu sempre fomos. Não importa. Não importa. Por isso que Paulo tá dizendo, eu sei estar feliz em qualquer condição, porque na verdade no fundo não importa se essas outras coisas funcionassem e eu continuasse em meus pecados, não importa. onde a culpa era tão séria, Deus não respondeu com silêncio, onde o homem estava tão fundo, eh Deus não enviou apenas instrução, enviou provisão, enviou um substituto, enviou um cordeiro. Então, não pense numa imagem bonitinha quando você pensar num cordeiro, imagine qual é a mensagem que o fato dele ser um cordeiro, que o cordeiro fala do altar, fala de sangue, fala sobre você, sobre mim, sobre nossa cultura, sobre nossos filhos. O cordeiro é a união da gravidade máxima. Quando Deus foi mostrar a gravidade, a a misericórdia máxima e mostrar a nossa máxima maldade, a qual a sua misericórdia iria tocar para mostrar a glória da sua graça, ele enviou um cordeiro. Misericórdia máxima. Porque mostra que Deus mesmo proveu aquilo que o homem jamais poderia produzir, o mal que ele costuma sequer reconhecer. Por isso o cordeiro deixa de ser símbolo quando a culpa se torna séria diante dos nossos olhos. Por isso que nós somos felizes só de poder tomar do cálice e comer do pão. Todas as outras coisas se tornaram muito pequenas. Quando Paulo diz assim: "Não tem minha vida por precioso". o seguinte, é, é óbvio que era precioso para Paulo viver, comer, ter amigos, etc. Mas dizendo, comparado ao ao realmente o qual era o meu problema e comparado ao que Cristo é, todas essas coisas são indiferentes. Enquanto o homem se narrar apenas como ferido, o altar parece uma linguagem distante. Ele fala muito de Cristo, toma da Santa Ceia, mas a ele vai est reclamando que ele não é feliz porque o casamento não é como o Hollywood disse, como a sua carreira não é assim, aquilo lá não é daquela forma. Ele nem tá sentindo dor, mas ele pode sentir dor amanhã. Quando a alienação diante de Deus se torna real, quando a condenação deixa de ser conceito e passa a ser um peso, então a única mensagem que você quer ouvir é a única que João falou: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo." Davi era rei. Davi estava no trono ainda. Davi estava lá com as suas iguarias, com o seu palácio. Ele diz: "Enquanto eu calei o meu pecado, envelheci de tão cansado. Tudo tava seco dentro de mim. e se torna necessidade absoluta. O pecador despertado, não pergunta mais como Cristo pode ser relevante para o meu casamento? O pecador despertado disse: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo." Quando Satã vem me acusar, quando ansiedades vêm, eu aponto para a cruz ali onde Jesus por mim morreu como cordeiro de Deus. que tira o pecado do mundo. A ansiedade ou aquilo que estava causando ansiedade fica pequeno, não é? Aqui o ponto fica fixado. Cristo não foi apresentado por Deus a partir das urgências autocentradas do homem. Se Cristo viesse como aquilo que o homem acha que é o seu problema, ele veria como terapeuta, como consolador, como provedor, como reformador social. jamais viria como cordeiro, porque o homem nunca achou que essa era a sua necessidade. E não foi revelado o primeiro, o segundo aquilo que impressiona a nossa perdã. Ninguém ficou impressionado. Graças a Deus, Deus enviou alguém para lidar com o nosso pecado. Não, não, não. O homem não achava que isso era grande coisa. Não vem, em primeiro lugar moldado pelas categorias que eh preservam a nossa autoestima. Graças a Deus, Deus mandou um terapeuta para finalmente lidar com meus dramas emocionais. Veio como um cordeiro. Isso. Decide tudo. Decide como Deus te lê. Decide o problema que Deus vê na tua vida. Decide como Deus nomeia a crise. Ah, o mundo está em crise. Deus diz: "Eu sei qual é o problema do mundo. Ah, eu estou em crise. Eu sei qual é o seu problema. Eu sei do que você precisa. Do que eu preciso, Deus? de um cordeiro. Você precisa de um cordeiro? Não, não preciso. Não precisa. Deus nomeia a nossa crise. Então, Deus organiza a nossa salvação. Quando ele vem nos salvar, ele não manda o terapeuta, o conselheiro, o consolador, eh, o reformador. Ele manda o cordeiro. João disse que quando se virou, ele olhou. que viu um cordeiro como que tivesse sido morto. Você vê não um terapeuta, não provedor, simplesmente não milagreiro. Ele viu um cordeiro. Decide como devemos entender a cruz. decide como a igreja deve anunciar o filho. O cordeiro revela que o centro da crise humana é o pecado. O centro da tua crise é o pecado. O centro da tua infelicidade é o pecado. O centro da tua insatisfação é o pecado. Aí você pensa: "Não, mas quando eu faço de qualquer coisa criada aquilo que ia me dar, o que eu acho que resolveria meus problemas, isso já é pecado." É exatamente a denúncia de Paulo sobre a humanidade. Todo o resto é real, mas causa pesos, mas não é raiz. Tudo o resto pode nos quebrar, mas não explica porque nós estamos tão quebrados. E o que nos explica diante de Deus é isso. Eu preciso de um cordeiro. Sempre que você tiver achando que a vida tá muito difícil, você deve pensar: "Eu preciso de um cordeiro e eu já tenho um cordeiro. Eu já estou ouvindo João dizer: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Então, a maneira de perder o centro sem parecer que perdemos. A maneira de continuar falando de Jesus e ainda assim já não falar dele. Se João tivesse dito: "Eis aí o terapeuta que vai tratar vocês emocionalmente, ele teria falado de Jesus?" "Teria. Era uma coisa má, não era, mas ele não estava mais falando a verdade. A maneira de conservar palavras cristãs, vocabulário da fé, atmosfera de devoção, linguagem de acolhimento, de amor, de aceitação, que afasta totalmente da verdade de Deus. Esse desvio raramente começa com negações abertas, começa com rearranjos, com delicadezas estratégicas. Se eu falar que ele é o cordeiro, todo mundo vai entender. Eu acho que não é a melhor maneira de começar. Então o que acontece? O pecado vai sendo trocado por categorias aceitáveis, traumas, disfunções. Mas então você não precisa de um cordeiro. A culpa vai sendo traduzida por palavras menos ofensivas. Não é mais rebelião. A iniquidade vai sendo reformulada como fragilidade. As fragilidades humanas. A queda vai sendo interpretada agora como ferimento. Como o ser humano é ferido. A condenação vai sendo dissolvida em inadequação, em ser disfuncional. A cruz vai deixando de ser necessidade objetiva e é só um símbolo inspirador. Não é o lugar do cordeiro. A graça vai deixando de ser milagre para culpados. E graça vira uma palavra de acolhimento genérico. Ser gracioso. Mas quando na verdade a graça de Deus é para culpados. Quando Jesus diz, "Eu não vim para os sãos," ele tá dizendo, "Eu vim para os, eu vim como cordeiro." Se você acha que precisa de alguma coisa que não é um cordeiro, eu não vim para você. O arrependimento vai deixando de ser porta e vai se tornando um detalhe na caminhada da restauração. E note, Cristo ainda tá num discurso. Esse é o perigo. Ele não é negado frontalmente. Ele não é retirado do do vocabulário. Ele não é expulso do púlpito com violência. Ele é expulso dizendo que ele é um terapeuta, não o cordeiro. Continua sendo celebrado em alguma medida, continua sendo cantado, mas já não é quem ocupa o lugar de cordeiro que tira o pecado. Quando o homem passa a ser lido, principalmente como carente, como ferido, como exausto, como desorganizado ou como desajustado, Jesus passa a ser anunciado prioritariamente, não como um cordeiro que tira o pecado. E embora muitas dessas camadas sejam reais, elas se tornam uma mentira sobre Deus, sobre Jesus, sobre os homens. vai sendo moldado pela sensibilidade do ouvinte e não pela santidade do céu. As coisas devem ser moldadas, definidas e nomeadas pela santidade do céu. Não pela seu sentimento, não pelas suas sensibilidades, nem minhas. Vai sendo construído a partir do homem e não a partir de Deus. E esses processo não torna Jesus maior, torna ele uma farça, uma mentira. torna o menor, menor na centralidade que ocupa. Ele veio como um cordeiro. Ele vai ser lembrado, vai ser cantado. O hino do cordeiro, o hino do cordeiro. Ele é o cordeiro morto antes da fundação do mundo. Ele é o cordeiro. Mas o cordeiro que responde à culpa real só pode ser recebido com tremor, gratidão e adoração e dizendo que nada mais importa e nem nós temos nossa vida por preciosa. Se ele é visto como um cordeiro de verdade. A dor humana é real. A igreja não precisa fingir que não vê isso. Não precisa endurecer o coração, não precisa olhar para o luto, opressão, doença, e fome, exaustão, como se nada disso fosse eh real. e não importasse. Cristo chorou, se compadeceu, tocou feridos, multiplicou o pão, mas a questão nunca foi se a dor existe. Jesus sequer precisava vir ao mundo para dizer que existe dor aqui. A questão é: qual é a camada última da crise? O que está por trás de todas as coisas que nós nomeamos como os mares? Quando a igreja começa a falar apenas da superfície, ela pode até parecer mais eh acolhedora para o mundo, mais atual, mais acessível, mais facilmente assimilável, pode parecer mais próxima das dores que as próprias pessoas identificam, mas o problema é que elas não identificam por estarem mortas em delitos e pecados, que o problema dela só pode ser resolvido por um cordeiro. Ao tratar sintomas como se fossem a raiz, você perde o evangelho. Ao começar pelas camadas que o homem já enxerga, o homem já enxerga que ele é infeliz. Precisava alguém vir no mundo dizer que o homem é feliz. O homem já sabe que é insatisfeito, que tudo que ele acha que vai resolver o problema dele, ah, agora, mas eu tô, minha vida é ruim porque eu sou solteiro, minha vida é ruim porque eu não tenho aquela coisa. a vida é ruim porque aquela pessoa não me quer. O homem eh eh já sabe essas coisas. E ao começar pela camada que o homem já enxerga, você continua. O homem é cego, não é? E quando você começa pelas camadas que ele já enxerga, você não é de nenhuma ajuda para ele. Ele já sabe, ele já acha isso. Então você passa a ouvir as frases colher sem julgar, aliviar sem expor, eh passa a tocar a ferida visível sem descer a fonte da infecção. Ou seja, Cristo serve como tudo, menos como cordeiro. Mas ele veio como cordeiro apenas. Isso não é amor. Amor é fazer o que João fez. É olhar paraa multidão, quer elas sentissem que precisassem ou não disso, dizer: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo." Não há compaixão real em deixar o homem pensando que sua crise é desequilíbrio, eh eh emocional, bioquímico, eh ferimentos e traumas. e a doença e a morte. Não há fidelidade em proteger o pecador da verdade que o humilha, que nos humilha. Se é exatamente isso é que faz o cordeiro ser a sua necessidade. A igreja começa a se descentrar de Deus quando a santidade divina deixa de organizar a maneira como você lê o homem, como você lê a cultura, como você lê a sociedade. Se você não lê a sociedade como Deus lê, a igreja já está deixando de ser igreja. A igreja deve olhar o mundo de tal maneira que diga: "O que o homem precisa? O que o mundo precisa precisa de um cordeiro. Quando a dor visível ocupa o lugar da culpa diante de Deus, quando o eixo não é como um Deus santo, pode se reconciliar com um pecador culpado, a fé pode servir as dores que o homem mesmo já achava que ela eh que já tinha. pode falar sobre isso, ser um paliativo, a igreja, ser igual todos os paliativos e todas as filosofias humanistas, mas desloca tudo. Porque agora o homem não precisa mais ser arrancado da sua autoleitura falsa. O homem tem uma autoleitura falsa dos seus problemas, da sua infelicidade, da sua insatisfação, do seu medo da morte. Você só está confirmando a leitura que ele fez, mas ela é falsa, ela é errada. E ele não precisa mais ouvir a sentença que o desmascara. A sentença é essa. Você precisa de um cordeiro. Um cordeiro que sangre, um cordeiro que seja a propiciação, o sacrifício que a placa ira de Deus. E quando isso acontece, a igreja pode até crescer em aceitação no mundo, mas a verdade se foi e se torna confortável, mas não mais fiel. Porque a ferida central do homem não é apenas que ele sofre no mundo. A ferida central do homem é que ele é culpado diante de Deus. Tudo o resto é só sintoma. Não é compaixão esconder isso. Raramente a perda do centro chega com barulho. Não costuma começar com negações a respeito de Deus. Não entra pela porta da igreja anunciando vamos demolir o evangelho não, não, não. É sutil. É troca de ênfase. É começar a mostrar Jesus não como cordeiro, mas como coisas que nós podemos achar boas. um grande terapeuta, um grande consolador, um grande orientador pela decisão de conservar a forma cristã nesse vocabulário, suavizar o peso moral assim que a redução moderna do evangelho costuma operar. E é assim que as pessoas vão dizer: "Não entendo, o evangelho tem sido pregado. A cruz continua lá, mas ela mudou de função. Deixa de ser necessidade objetiva, não? Deixa de ser um altar e vira só uma imagem inspiradora. O arrependimento continua no discurso, mas ele é enfraquecido, porque eu enfraqueço aquilo que é a culpa. Como o arrependimento pode ser verdadeiro? Se eu acho que meus problemas são traumas, disfunções, é que as pessoas não são tudo o que tinham que ser, o mundo não é o que tinha que ser, os casamentos não são o que tinham que ser. Se eu acho que esse é o problema. A confessar a culpa vira um detalhe menor. Como eu disse, alguém pode passar o dia inteiro falando para você sobre os problemas da vida dela sem nunca mencionar o pecado e sua culpa. O perdão também permanece, mas ele é traduzido para outra para outra coisa. Não soa como uma reconciliação objetiva, é Deus sendo só inclusivo. Não é a cruz para onde o cordeiro vai. É experiência de aceitação e alívio interior. A graça também continua sendo celebrada, mas ela muda de densidade. Deixa de ser um milagre para culpados que não merecem, que merecem o inferno. Nós costumamos muito repetir que todos nós merecemos o inferno. A gente tem dor de dente e acha que não merece dor de dente. Como você podia merecer um inferno e não merecia uma dor de dente? Deixa de ser favor soberano, que invade a ruína, a moral e justifica o ímpio e passa a ser uma linguagem terapêutica, onde todos nós somos vítimas machucados pela vida, que precisam de compreensão e um terapeuta. O que chamamos de acolhimento vira uma coisa difusa e Cristo inevitavelmente é deslocado. Continua falando que ele é o cordeiro, mas nem pensamos mais o que significa ser um cordeiro e não. E a denúncia que ele faz passa a ser um recurso para restauração pessoal, para a ajuda para reorganizar os nossos afetos, referência para nós atravessarmos crises, modelo de espiritualidade, fonte de sentido, companheiro de jornada, tudo parece bonito. Tudo isso pode conter algum elemento verdadeiro, mas quando culpa é o centro, você precisa de um cordeiro. E é isso que Deus enviou ao mundo. Porque o evangelho não é destruído apenas quando você nega o nome de Jesus, mas quando Jesus é reduzido a lógica do cordeiro para qualquer outra lógica. Quando a culpa não está no centro, quando a expiação não reorganiza a mensagem, quando você não o ama, não o ama de todo coração e está feliz como aquela mulher que quebrou o jarro, que lavou o pé dele com as lágrimas, porque ela era uma pecadora. Ele disse: "Quem muito foi perdoado, muito ama". Quando a santidade de Deus deixa de ser a moldura, quando o homem já não é lido à luz do juízo, mas apenas à luz do seu mal-estar, da sua aflição, da sua depressão. Esse processo é perigoso justamente porque ele parece moderado, ele parece gentil, parece sábio, parece até pastoral. Mas se o centro mudou, tudo mudou. Se a nossa única mensagem não é: "Eis o cordeiro de Deus". Ou Paulo vai usar uma outra expressão que é a mesma: "Decidir nada a saber entre vós, a não ser Cristo e este crucificado, o cordeiro e este no altar, na cruz". Porque o evangelho não é só um conjunto de palavras cristãs, é é uma ordem, uma profundidade, uma lógica, uma necessidade, uma gravidade, uma glória. E quando a culpa desaparece do centro, a cruz ainda pode continuar sendo mencionada, mas ela não governa a mensagem. Ela não é a mensagem. Eis o cordeiro de Deus. Não é. E um Cristo reduzido ainda pode ser admirado, pelo contrário, vai ser mais admirado pelas pessoas. Pode ser procurado, pode ser apreciado, pode ser usado com entusiasmo, pode ocupar espaço grande no imaginário, mas há uma diferença imensa entre um Cristo admirado como benefício e Cristo adorado como necessidade absoluta. Outro dia alguém me diz assim: "Ah, o meu problema com o evangelho é que eu gosto de Cristo, mas eu acho a igreja, a igreja é feia". Eu falei: "Ah, Jesus também acha. Por isso que ele morreu". Você não tá falando nada demais. Esse é o evangelho. A igreja é feia. Ela é composta de homens mortos em delitos e pecados. É por isso que ele ficou debaixo da ira de Deus. Porque a igreja são pessoas que eram filhos da ira. Um dia ela vai ser sem mácula, sem mancha, mas ela não é. Ela não será sem margem nenhuma, porque ela tá melhorando, mas por causa daquilo que Deus tá fazendo, ela não tá se automelhorando. Jesus pode ser recebido como ajuda, como modelo, como consolo, como reforço emocional, apoio espiritual. E você pode pensar, nesse nível ele ainda é valioso, porque estamos falando de coisas boas, mas não é o tesouro. Porque o tesouro, aquele que o cara vende tudo e pega a pérola, o tesouro é esse. Quem muito é perdoado, muito ama. Não é quem muito é compreendido. O homem gosta muito de um Cristo útil, porque Cristo útil pode ser integrado aos projetos e necessidades que eu já achava. que tinha na minha vida pode ser acionado mais em tempos de crise. Um Cristo útil ainda serve ao homem no centro. Mas o evangelho revela outro Cristo, não apenas útil, indispensável, porque ele é o cordeiro que tira o pecado do mundo. Indispensável, porque sem ele o altar ficaria vazio, a propiciação seria impossível. indispensável, porque sem ele a doença da superfície você podia tentar administrá-la. Todos esses sintomas eles nunca vão passar e no final vão matar. Porque se o pecador eh se se o se o pecado parece pequeno, Jesus parece só um complemento. Por isso que a pessoa não vai poder dizer: "Minha vida não é importante perto de Cristo porque ele parece pequeno e minha vida parece muito grande. Se a ruína do homem for tratada como um desajuste administrável, eh, social, psicológico, emocional, Jesus será apresentado como um facilitador para você se reconstruir. Se a crise não for mais, se a grande crise da sua vida não é culpa diante de Deus, então o cordeiro não serve para nada. Mas só o cordeiro pode ocupar o centro. É por isso que Paulo disse que só pregaria a Cristo este crucificado, porque só ele responde aquilo que nenhum outro outra coisa poderia responder. Não existe vários remédios para o seu problema. Você pode pensar que a sua vida precisa de muitas coisas para você finalmente ficar satisfeito, mas não existe. Você só precisa de uma coisa, do cordeiro de Deus. Depois disso, quando você vê ele como cordeiro e muito ama, porque muito foi perdoado, você pode ser feliz numa cadeia como Paulo estava sendo. Só ele reconcili o pecador com Deus. O Cristo reduzido pode ser consumido, mas só o cordeiro vai ser adorado para sempre. Eles vão cantar o cântico do cordeiro. Tu nos lavaste com o teu sangue. Tu compraste homem de todas as tribos, povos, lugares. Com o teu sangue tu os lavaste. Esse é o cântico da eternidade. Não é nada sobre problemas emocionais, terapia, casamento, porque o Cristo pregado, que não é exis o cordeiro de Deus, pode, como todos os outros remédios, dar fazer o seu pequeno efeito momentâneo, mas só o cordeiro de Deus salva o homem, porque ele tira o pecado. O primeiro pode ser comparado com outros recursos para ajudar nessa área, naquela área, na outra área. O verdadeiro cordeiro não pode ser comparado com nada. O primeiro parece bom, o segundo não parece bom, parece totalmente necessário, parece indispensável, parece o maior tesouro. Talvez o outro importante, útil, mas opcional. Eu não tô com esse tipo de problema, não tô com aquele tipo de problema, não sou uma pessoa terrível, eu não tô passando por esses dramas. Parece opcional. Se Cristo é alguma coisa que não um cordeiro, ele parece opcional. Cada um vai precisar dele de alguma forma, de maneiras diferentes. Se Cristo é o cordeiro, estamos todos nivelados e precisamos dele igualmente. Um homem que diz, como Paulo, eu sou o principal dos pecadores, ele precisa desesperadamente do cordeiro. Não importa, é o nivelador. A perda do centro raramente então acontece de uma maneira abrupta. E a maneira como como Jesus, como João apresentou, Jesus eh, traz tudo para o centro, concentra todo o evangelho. No fim, você vê só a severidade de um cordeiro numa cruz é misericórdia. Todo o resto não é misericórdia para um pecador, queridos, porque ele nasceu debaixo da ira de Deus. E qualquer outra coisa que você fale sobre Cristo ou qualquer outra coisa que você fale que o homem precisa, não vai tirar ele desse lugar. Cristo como cordeiro parece uma mensagem dura, para muitos excessiva, pesada, mas é a única mensagem salvadora. Depois que nós falarmos isso, nós não precisamos falar mais um monte de coisas. Depois que João falou: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, ele pode ir embora e morrer." Ele não precisava ficar falando de 1 coisas, mil problemas da humanidade. Tinha acabado. Ele tinha dito tudo que importava nesse mundo. Paulo diz: "Não tem minha vida por preciosa, com tanto que eu anuncie Cristo, o cordeiro de Deus. Não preciso de outros discursos. Eu já posso morrer. O mundo não vai perder nada depois que eu digo o que ele precisa de verdade. Deus nomeia nossa ruína porque decidiu tratá-la. Deus não preserva a nossa autoestima às custas da verdade que nos salva. Cristo como cordeiro de Deus. Ele ama isso. Isso é a sua, isso é o que mais mostra a sua glória. Isso nos humilha profundamente, mas não é sadismo. É a única maneira de nós vermos o problema e vermos imediatamente a solução. João tá falando sobre o pecado, realmente, não sobre todas essas coisas, mas ele enquanto fala sobre o pecado, ele está apontando para o cordeiro que tira o pecado do mundo. E essa porta não é instrução. Essa porta não é informação. Essa porta não é um conselho sofisticado, não é uma terapia sofisticada, não é um novo método espiritual, não é uma reorganização moral do coração, nem um conjunto de recursos religiosos. Essa porta é o cordeiro. Jesus não é uma porta como um terapeuta, ele é a porta como cordeiro de Deus. Porque você só pode entrar em comunhão por essa porta dele como o cordeiro. Esse é o ponto final. Essa é a palavra final. Jesus como cordeiro é o fim, é todo o evangelho. Essa é a palavra final. Por isso que João pode dizer, era ele morrer. Ele não tinha mais nada para dizer que realmente importasse a esse mundo. Depois que nós proclamamos a verdade de Cristo, Paulo diz: "Eu posso morrer". Não tem mais nada importante para dizer para esse mundo. A culpa é real, o pecado é profundo. A condenação não é linguagem antiquada. da queda não é metáfora. A ruína, embora grave, só não tem a última palavra. A ira de Deus como a pior coisa que existe sobre a criatura só não tem a última palavra por causa do cordeiro. Tudo que você falar será irrelevante. A única coisa realmente horrível e destrutiva na vida de um homem só pode ser lidado com ela através do cordeiro, mas nada, mas ninguém, mas nenhum tipo de sabedoria humana. E essa é a doçura invencível do evangelho. Porque a Bíblia não nos conduz ao desespero, simplesmente conduz ao desespero de você. Deus quer que você entre em desespero sobre você mesmo, sobre a ideia de que o casamento vai completar a sua vida, o trabalho, a o nome, o reconhecimento, o abraço, a organização emocional eh conduz ao desespero de você mesmo, de que você vai alcançar de alguma maneira a a uma vida que vale a pena ser vivida para depois mostrar que ele é o fim do desespero. Mas ele é o fim do desespero de uma única forma. Eis o cordeiro de Deus. Ou seja, de quem é o cordeiro, querido? De Deus. Agora, de quem é o pecado teu? Você pode resolver o seu problema. Você tem um cordeiro? Não, o pecado é meu, mas o cordeiro é de Deus. Não há nenhuma solução em mim. A solução vem de um amor infinito, de um sacrifício infinito, que não sou eu que fiz. O pecado é meu. O cordeiro é de Deus. E aí está toda a salvação. Se você não quer abraçar totalmente o seu pecado, Deus não vai te dar o seu cordeiro. Não há solução. O cordeiro é dele, não é seu, você não o merece. O pecado teu é exatamente contra esse Deus que também é o cordeiro. Então, a linguagem do evangelho é mais forte do que costumamos suportar. Em nossa suposta fragilidade. João não diz: "Eis aquele que ajuda o homem a lidar melhor com o seu pecado". Nem isso ele diz. Ah, está aqui alguém que vai lidar com o seu pecado, te ajudar a lidar com ele. Não, não, ele não diz isso. Ele diz: "Ele tira, ele tira". Não diz e aquele que alivia o peso emocional da sua culpa. Não diz, "Eis a eis aquele que ensina uma maneira mais madura de conviver com as tuas falhas, de conviver com as suas imperfeições. Ele diz que tira o pecado do mundo, tira. Ele não ajuda a lhe dar. Essa palavra é imensa. É imensa. Porque tirar não é administrar o seu pecado, não é suavizar seu pecado, não é maquiar seu pecado, não é dar nomes terapêuticos para o seu pecado. Tirar não é rebatizar o seu pecado com outro nome. Ah, isso aqui não é não é não é pecado. Mas não, porque eu botei o nome que a psicologia secular deu para isso aqui. Isso não é tirar o pecado. Você está rebatizando ele. Era como eu falar que o Tomás agora se chama Mário. Ele ainda é a mesma pessoa. Tirar é remover. Tirar é carregar para fora. Tirar é lidar com a realidade da iniquidade de modo eficaz. Tirar é tirar tudo que separa você de Deus, a fonte da vida. E é por isso que o cordeiro pertence ao altar, pertence ao sangue, pertence ao sacrifício, pertence à substituição, pertence ao juízo suportado, pertence à propiciação e a expiação. Há mais para ser dito sobre isso. O nosso tempo acabou. Mas você vê quando João tinha uma coisa para dizer ao mundo, ele disse todo o evangelho em uma palavra. Hoje a igreja fala 1 milhão de palavras e não fala o evangelho. Depois que a igreja diz tudo que ela tem para dizer ao mundo, ele fica exatamente como ele é. Ela dá os mesmos diagnósticos e resolve que as mesmas coisas vão poder lidar com essas coisas. Depois que João falou, ele podia morrer porque já tinha dito tudo que o mundo precisava ouvir. Portanto, você vê que enquanto a igreja fala milhões de palavras e não fala o evangelho, João fala uma palavra, uma frase: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e todo o evangelho está lá. Cristo e este crucificado. Esse é o que você precisa, porque como eu disse, tira aquilo que é teu, teu, teu pecado. Mas o que faz isso é algo de Deus. É o cordeiro de Deus. Quando você vê isso, você muito ama, porque muito foi perdoado. Vamos ficar de pé. Se tua graça é um dom, [música] porque ela tem olhos. Porque ela me olha de volta. Eu [música] tratei tua graça como conceito, algo que cabia na minha definição. [música] Mas ela sangra, ela chama, ela invade, ela tem nome e rompe a abstração. Não é ideia, é encontro, [canto] não é teoria, é presença. é o infinito se [música] curvando para habitar minha carência. E quanto mais eu vejo, [canto] mais eu deixo de ver a mim. Cristo, a forma invisível da graça em mim, o indivisível se tornando [música] assim. Cristo, [música] [canto] não há algo que recebo de ti, mas o próprio Deus vindo [música] a mim. [canto] E quando [música] penso que entendi, tua graça me desfaz outra vez. Dá-me [música] graça para sentir o abismo entre eu [canto] e ti. Não para me perder nele, mas para te ver descendo até aqui. Dá-me graça [música] para pedir mesmo quando a voz falhar, porque até o meu clamor precisa de ti. Para começar, dá-me graça para colher [canto] o peso eterno do teu amor, que desmonta [música] o que eu era e me refaz, meu criador. [canto] E quanto mais tu cresces, mais eu aprendo [canto] assumir Cristo, a graça que me encontra antes de mim, [música] o começo antes do [canto] meu ser. Cristo, [canto] a resposta antes do clamor. O fim de mim, o início do amor. [grito] E tudo em mim que quer permanecer [canto] é [música] confrontado pelo teu viver. Se até minha fome vem [canto] de ti, [música] então não há parte em mim que seja livre. de ti. Se eu peço, é graça. Se eu recebo, é graça. Se eu respiro em [canto] ti ainda é graça. >> [canto]