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A fé vem pelo ouvir

Makários – Romanos | A. 19 | Deus não rejeitou Israel (11.1-24) | Luiz Sayão

Makários – Romanos | A. 19 | Deus não rejeitou Israel (11.1-24) | Luiz Sayão

Makários – Romanos | A. 19 | Deus não rejeitou Israel (11.1-24) | Luiz Sayão

Módulo Avançado: Romanos
Aula 19
Deus não rejeitou Israel
Romanos 11.1-24
Luiz Sayão

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[música]
Muito boa noite para todo mundo que já
chegou aqui paraa nossa aula do curso de
teologia Macários, o nosso módulo
avançado que está ah atravessando aí a
nossa jornada da carta aos romanos. Hoje
é o nosso 19º encontro e a gente, como
já falou em outras aulas, tem vários
picos, vários clímax ao longo dessa
carta. E certamente o capítulo 11 é um
desses momentos em que Paulo está assim
trazendo um longo argumento a seu ponto
principal e a sua conclusão teológica
daquilo que ele vinha argumentando, em
especial a partir do capítulo 9. Então,
hoje a gente tem essa aula muito
importante, especial, essa aula e a aula
que teremos na próxima quinta-feira para
tratar desse eh importante e também
debatido capítulo de Romanos, capítulo
11. Então, muito bem-vindo a todos. Mais
uma vez, obrigado, Saião, aí por ajudar
a gente eh nesse nosso curso de romanos
e já passo a bola aí para você iniciar a
nossa aula de hoje.
>> Obrigado, Áila. Sejam todos bem-vindos
aí ao nosso curso Macários. Você que tá
sintonizado com a gente, não se esqueça
aí de se inscrever no canal da EPNU e
também se você ainda não faz parte,
faça, né, o curso Macaros, não só esse
de romanos, mas nós temos um curso
básico aí com muita coisa importante aí,
totalmente aberto, gratuito, oferecido
pela IBNU e coordenado aí pelo nosso
amigo Áila aqui nessa organização
teológica. didática. Mas vamos lá,
pessoal. Romanos capítulo 11. Então,
qual é o nosso tema, né? Nós vamos ter
aí um tempo de apreciação no conteúdo da
aula e logo depois vocês vão poder fazer
as suas perguntas, né? Então, o tema,
como vocês viram, Deus não rejeitou
Israel. Como é que a gente olha essa
situação, né? Antes da gente entrar, só
para vocês entenderem o seguinte, né?
Ah, a fé em Jesus se inicia no âmbito do
contexto judaico, né? Na história de
Israel, na esperança da chegada do
Messias na época da dominação romana. A
Bíblia então nos fala de Jesus cumprindo
profecia, sendo apresentados como o
profeta esperado, como sacerdote que
intercede diante de Deus Pai por nós e
como Messias que veio trazer a salvação.
Ah, e o que acontece é que essa fé em
Jesus se multiplica. princípio, ela
cresce só no ambiente judaico e depois
ela se desenvolve num ambiente
gentílico, já que na época muita gente
fora de do contexto judaico tinha
interesse na fé que Israel demonstrava
no Deus único. Então, o que que
aconteceu? a gente vai ver um cenário
que a fé no Messias de Israel se torna
cada vez mais gentílica. E aí, medida
que o tempo passa,
surge então uma tentativa de ler e
entender certos textos. E basicamente na
história da igreja os caminhos foram os
seguintes. ou uma boa parte da
comunidade da fé ligada à interpretação
teológica específica e entendeu que uma
vez que a maioria dos judeus não
entendeu Jesus como Messias e que a
nação como um todo permaneceu num
judaísmo de perfil farisaico, rabínico,
então que Deus havia deixado de lado
Israel. Então, surgiu uma teologia que a
gente chama de teologia
substitucionista.
Toda vez que tem promessas de Deus que
se eh refere a Israel, isso é
automaticamente colocado paraa igreja. A
igreja, como é dita, ela é o novo Israel
de Deus. E Israel no plano divino ele
desaparece.
Do outro lado, há tendências mais
recentes
ah de um grupo que reagiu contra essa
tendência, até por causa dos
desdobramentos complicados que atingiram
o povo judeu. E essas novas tendências
entraram na distinção completa e
separada entre Israel e Igreja, a ponto
de dizer o seguinte: Deus tem dois
povos. Deus atua com Israel aqui e com a
igreja aqui. Então é como se ele tivesse
duas agendas, né? Então se a primeira
proposta é substitucionista, a outra ela
mais comum naqueles ambientes chamados
de dispensacionalistas que apresentam
então a coisa como se Deus tratasse com
Israel à parte, separado da igreja.
[risadas]
Mas recentemente surgiram outras ideias,
né, mais distintas. Uma delas, é, tanto
existe o que eles chamam de
dispensacionalismo progressivo,
como também existe uma perspectiva,
vamos dizer, de teologia das alianças,
do pacto mais, vamos dizer, aberta paraa
inclusão e de Israel de maneira
diferenciada, olhando principalmente
paraa ideia de que em vez de ter uma
substituição, uma separação, que a
relação seria diferente. Então, nós
vamos caminhar aqui e vamos ver, né,
como é que a gente observa isso. Um dos
desafios interessantes é que o povo
judeu hoje tá majoritariamente na terra
de Israel. Então, aí você pode ver, né,
uma ah foto de Jerusalém vista da parte
oriental da cidade, né? Ali tá o muro da
parte oriental, o a eslanada das
mesquitas, onde esteve anteriormente o
templo, né, da época bíblica. Aqui você
pode ver umas oliveiras, oliveiras
antiquíssimas, de 2000 anos, que tá
comprovada, inclusive oliveira do
Getsemmane, né, onde Jesus
ali derramou a sua dor, né, no seu
momento de sofrimento antes da sua
paixão. Aqui você vê judeus religiosos,
né? judeus que estão no chamado muro das
lamentações, ou seja, é um muro ah aí
que envolvia a área em torno, né, do
tempo da época de Herodes. Essas são
pedras de 2000 anos atrás e judeus
observantes, ortodoxos estão aí fazendo
as suas orações. Aqui uma foto também do
deserto da Judeia, não muito longe de
Jerusalém, para você ver a paisagem, né,
desse contexto, né, essa terra de Israel
com o seu eh ambiente peculiar. E aqui
aquelas famosas cavernas onde foram
achadas, né, os conhecidíssimos
manuscritos do Mar Morto, né, região de
Cunran, parte norte aí, ah, do Mar
Morto, né, e onde ali aquela caverna que
você vê ali com uma visão maior é a
caverna de número quatro, onde foram
encontrados muitos manuscritos
importantes. E aí então a gente vai
perceber então e é mais uma foto
interessante aí já, né, para você ver a
a a amplitude das paisagens, né, da
terra de Israel. Ali você vê um barco aí
no mar da Galileia, né, com a região aí
em volta, podendo ser vista aí. Então
vamos lá encaminhar como é que a gente
coloca a pergunta que se levanta e que
tem a ver com Romanos 11 é essa: o que
acontece com o povo judeu com a vinda do
Messias Jesus, né? E essa é a pergunta
que Paulo vai eh lhe dar, até porque
ah, o que que a gente tem? Essa
comunidade de discípulos, de seguidores
de Jesus em Roma é uma comunidade mista.
Ela tem judeus e tem não judeus,
gentius. E eles estão ali reunidos.
Então tem perguntas ligadas a isso e que
Paulo então vai responder. Então você
viu até agora, né, tudo que envolve a a
revelação de Deus, né, a gente viu como
é que se apresenta a grande salvação que
Cristo nos traz, a justificação pela fé.
Depois de uma jornada de santificação,
aí do capítulo 9 em diante, o foco vai
muito para a direção da soberania de
Deus, especialmente no eixo da história.
E agora ela aparece aqui falando sobre
como é que a gente entende a questão que
envolve o povo judeu e Israel. E aí nós
entramos no texto de Romanos 11. O que
que diz lá?
Pergunto, pois na palavra de Paulo,
acaso Deus rejeitou o seu povo? Né?
Então, a pergunta é bem direta. Por isso
que assim, muitas pessoas pegam certos
textos para concluir coisas ligadas aos
judeus
ou a Israel que não tá falando
diretamente sobre isso, né?
Eh, o texto não tá entrando em detalhes
aqui. A pergunta é bem explícita. Por
quê? Porque uma vez que esses cristãos
gentílicos, romanos, né, estão vendo que
muitos [limpando a garganta] judeus, ah,
especialmente influenciados pela maneira
de pensar farisaica,
eh, não estão crendo em Jesus. Então, a
pergunta é: que aconteceu? Deus rejeitou
o seu povo? Aí Paulo vai responder. E a
resposta, a gente podia acabar a aula
aqui, né? De maneira nenhuma. quer dizer
não. E aí Paulo vai explicar como é que
é essa não rejeição. Aí ele diz o quê?
Eu mesmo sou israelita, descendente de
Abraão, da tribo de Benjamim. Então o
que que acontece? O que nem todo mundo
percebe é que existem muitos judeus
seguidores de Jesus no Novo Testamento.
Se você lê com atenção o livro de Atos,
vai dizer até que muitos sacerdotes
obedeciam a fé.
Em Atos, inclusive muitos fariseus se
convertem. Observe, por exemplo, o livro
de Atos, quando fala de 3.000, né, eh,
serem convertidos ali no momento do
Pentecoste, depois o número chega a
5.000. Jerusalém é uma cidade pequena,
esses números são muito grandes, né? Por
isso que por isso que acontece
perseguição, porque o crescimento é
claro. Então, nesse contingente
significativo de judeus seguidor de
Jesus, Paulo diz: "Ó, pessoal, eu também
sou israelita. Eu sou descendente de
Abraão. Eu sou da tribo de Benjamim." Aí
ele diz explicitamente, Deus não
rejeitou o seu povo, o qual de antemão
conheceu.
E aí ele vai começar, né, a a fazer um
arrazoado, um argumento para dizer o
seguinte: "Olha, preste atenção.
Pode ser que vocês estão achando que
existe uma novidade total nesse ambiente
aqui da Nova Aliança, que o que tá
acontecendo é uma grande surpresa.
E aí ele vai dizer o quê, né? Ou vocês
não sabem como Elias clamou a Deus
contra Israel, conforme diz a escritura.
Então assim, o povo que conhece a Deus e
que tem acesso à sua palavra e que foi
abençoado por vários elementos da ação
divina na história, não é a primeira vez
que muita gente desse povo tem uma a
reação, uma atitude que é reprovada por
Deus. Então ele diz, pessoal, veja o que
aconteceu lá atrás. Lembra da história
de Elias? Elias foi clamar a Deus. né,
para o que tá dizer o que tava
acontecendo. E ele disse o quê? Senhor,
mataram os teus profetas e derrubaram os
teus altares. Sou o único que sobrou e
agora estão procurando matar-me.
Essa história você pode conferir, né?
Primeiro Reis, capítulo 17, 18, 19. Lá
você vê o drama de Elias. E Elias,
então, né, Paulo menciona isso e e ele
vai então ressaltar qual foi a resposta
divina. A resposta divina: reservei para
mim 7.000 homens que não dobraram
joelhos diante de Baitando que o texto
de Primeiro Reis nos informa.
Ah, então o que ele tá dizendo é o
seguinte: "Olha, no passado sempre foi
assim. Você tinha uma multidão de
pessoas que fazem parte, vamos dizer, do
Israel como um povo. Mas a fidelidade, a
relação de sintonia com Deus, ela muitas
vezes não se apresentou, mas Deus nunca
deixou de de eh preservar aí o que é
chamado de um remanescente. E por isso o
verso 5 vai dizer exatamente assim:
"Assim hoje também há um remanescente
escolhido pela graça". Quer dizer, o que
aconteceu no Antigo Testamento
se sustentou pela graça divina e não
pela virtude
de Israel. Israel sempre foi, eh, vamos
dizer, frágil na sua caminhada, na sua
conduta. Então, veja que o que aconteceu
lá também é uma realidade aqui. E Paulo
vai ressaltar, até porque a teologia de
Romanos focaliza muito a questão da
graça e ele vai dizer: "Se se é pela
graça, já não é mais pelas obras. E se
fosse a graça, já não seria graça.
Então, a coisa que chama a atenção para
nós é aquilo que nem sempre tá claro
para todo mundo. Paulo não está
exatamente surpreso com o que tá
acontecendo. E o que ele vai dizer
assim: "Olha, pessoal, o que acontece
agora, o que a gente tá vendo de tantas
pessoas de coração endurecido e não
enxergando
aquilo que em Cristo Jesus é a
manifestação da graça de Deus, isso já é
uma história recorrente que vem lá de
trás." E o exemplo mais assim explícito,
gritante eh do profeta Elias. E lá mesmo
nesse caso assim extremo, né? Porque
nesse momento tem mais judeus seguindo a
Jesus do que gente fiel na época de
Elias. Elias chegou ao ponto de dizer:
"Senhor, acabou, não tem mais ninguém,
só eu, tudo se foi." Então Paulo diz:
"Não há aí nada tão diferente do que a
gente poderia imaginar". Então, na
sequência do texto, ele vai trazer, né?
E aí nós temos uma segunda questão que
deve ser levantada, é como é que essa
situação, se é que a gente pode dizer
aí, ela surpreendeu o plano de Deus?
Porque a primeira vista a gente olha e
diz assim: "Pá, parece então que Deus
tinha intenção
de, né, trazer a redenção a Israel. E aí
meio que o negócio não deu certo porque
Israel não entendeu, a coisa ficou fora
do lugar e aí então vamos dizer, o plano
divino entrou em dificuldades.
E aí então Paulo [roncando] vai
argumentar em cima disso e vai dizer que
dizer então
Israel não conseguiu aquilo que tanto
buscava, mas os eleitos obtiveram. os
demais foram endurecidos. Ou seja,
Israel na sua totalidade, né, nós vamos
ver isso, não alcançou a coisa
simplesmente porque era Israel, mas os
eleitos que nós estamos aqui em Romanos
11, né, que tem ligação com o que nós
vimos lá no capítulo 9, chegando ao 10
também, né, já que a ênfase naquilo que
envolve a ação da graça, os demais foram
endurecidos, né, ou seja,
Existe um agir divino que está em
sintonia com a postura humana, ah, que
tem a ver com o chamado endurecimento,
né? E a gente vê lá capítulo 9, o
endurecimento, por exemplo, do coração
do faraó que é mencionado, né? E aí ele
diz, ó, Deus lhes deu um espírito de
atordoamento,
olhos para não ver e ouvidos para não
ouvir até o dia de hoje. Ou seja, é
verdade, né, que essa rejeição
predominante de Israel, que aliás não é
uma rejeição apenas de agora, você vai
ver que essa rejeição acontece no
transcurso da história, né? Quando você
lê os Evangelhos, você tem aquela
parábola de Jesus falando, né, do dono
da vinha que olha e foi mandado fulano
para falar, né, um dono da vinha mandou
um, mandou outro, depois mandou o
próprio filho. Então essa essa
resistência ao agir divino tá marcada. E
em função disso, Deus entrega, né, eh,
vamos dizer, esse contexto da nação para
um fechamento de vida, que tem a ver com
esse atordoamento, esse olhos para não
ver e ouvidos para não ouvir. E ele
prossegue, vai citar não só, né, esse
texto, mas também traz uma referência
que vem dos Salmos. E lá ele diz, né,
Davi diz que a mesa dele se transforma
em laço e armadilha, pedra de tropeço e
retribuição para eles, né? Nós temos
aqui essa referência. E escureçam-se os
seus olhos para que não consigam ver e
as suas costas fiquem curvadas para
sempre. Então, essa resistência, né, ao
agir divino que aparece aí, ela é
nitidamente, né, ah, marcada, né, e nós
temos, então, referências que vêm de
Isaías, né? Deixa eu olhar mais os
detalhes aqui. Eh, nós temos verso
9 e 10, né? Então, temos a referência
que vem do Salmo 69, né? Nesse caso é o
Salmo 69 que tá sendo colocado, que
lembra um salmo messiânico, inclusive
muito
relacionado com o Salmo 22 também.
Então, o que que a gente observa?
que a a situação de
reprovação de Israel como nação como um
todo, né, ela se manifesta e é uma
realidade que tá lá desde o passado. E
essa situação ela nunca foi assim tão
diferente, né? Ou seja, é um conceito
muito claro na Bíblia que que o o grupo
daqueles que estão sob a a a bênção da
ação divina parecem sempre problemáticos
na sua caminhada, né? Por isso você vai
ver as tremendas falhas dos patriarcas,
você vai ver as falhas dos reis, né, dos
sacerdotes, do povo. E mesmo depois
quando a gente pega a comunidade cristã
e começa a ver como tão se comportando,
a gente vê uma situação muito
problemática. Mal a fé cristã começou,
você começa a ler as cartas de Paulo aos
Coríntios e outras cartas, você fala:
"Não é possível que que tá acontecendo
aqui". Então, essa dimensão da
fragilidade humana, ela é muito eh
destacada. Então, como é que fica a
discussão? É como é que a gente entende
a situação entre gentios e judeus? De um
lado, você tem essa palavra divina
dizendo o seguinte: "Olha, Deus não
rejeitou Israel. Deus não rejeitou o seu
povo. E aqui só pode ser o povo no
sentido étnico. Não tem como isso ser,
né, uma outra coisa.
E ao mesmo tempo existe a palavra clara
de reprovação do povo em função da sua
eh atitude diante da graça divina, de
modo que na prática sobra historicamente
o que é chamado de um remanescente. E aí
a gente prossegue na leitura do texto e
começa então a ver qual é a relação que
se espera ah entre gentios e judeus
debaixo desse agir divino. Paulo então
prossegue disso. Novamente eu pergunto:
"Acaso tropeçaram para que ficassem
caídos?" Quer dizer, OK. Então nós vimos
que o povo como nação tropeçou.
em sintonia com outros erros do passado.
Mas e daí? É simplesmente isso. Ele
simplesmente caíram por cair e fica por
isso mesmo. Sim. Como quem diz assim,
quer dizer, o projeto divino tá afetado.
Aquilo que Deus prometeu e falou, a sua
ação, ela de alguma maneira ela sai
prejudicada. Aí de novo, é uma expressão
que aparece mais de uma vez. Aí diz o
quê? De maneira nenhuma.
E aí ele vai usar uma expressão assim
curiosa que chama a nossa atenção e a
gente fala: "Como assim, né? Ao
contrário, por causa da transgressão
deles, que envolve esse endurecimento,
essa rejeição predominante,
veio salvação para os gentios, para
provocar ciúme em Israel." A gente olha
isso aí e fala: "Puxa, que coisa meio
estranha e diferente". Mas olha, não é
tão assim diferente do que a gente vai
encontrar
eh na história bíblica. Você vai lá
que é o herdeiro do pai. Então, em
Gênesis
é um filho que não dá certo, né? E aí
você vai ver a eleição do mais novo.
Então é curioso como
eh Deus vai agir por meio do Jacó e não
pelo Esaú. Você vai ver a troca das mãos
de José lá e Manassés, Efraim. A gente
vai ver
aquela aquela máxima da Bíblia, de quem
você muito espera, existe decepção e de
quem você não espera nada, você vê uma
ação extraordinária. Por isso você vai
ter gente da Bíblia hebraica, né, que
vai ser e expoente em termos de
manifestação de fé, como Raab, como
Rute, a Moabita, Raab de Jericó, Naamã,
sírio, que você nunca poderia imaginar
essas pessoas como protagonistas da fé.
Então, é é interessante como a coisa
aparece aí no no cenário, né,
surpreendendo a gente em termos do que a
a como a coisa vai acontecer. E aqui tem
uma coisa mais ou menos semelhante.
Olha, Israel, de quem se esperava tanto
tropeça. E os pagãos, gentil é uma
palavra muito gentil, né? Muito gentia,
muito bonita, né? Mas o pagão, o gentil
é um pagão bruto, ignorante, adorador de
ídolo, inesperado, né? A salvação chega
para eles e provoca ciúme em Israel. Por
quê? Porque já viu aqui em romanos, de
repente você vai ver um indivíduo
romano, grego, de origem pagã, de um um
grupo de uma tribo qualquer, muito
preocupado em agradar Deus eh prestando
atenção à sua palavra, eh tendo virtudes
desenvolvidos na sua vida, enquanto
muita gente que é israelita não tá
demonstrando isso. Então, a questão é
com
a falha humana e aquilo que parece ser
um fracasso, a gente vai ver alguma
perda no agir divino? na resposta não,
porque não só Deus tem uma espécie de
ação que envolve uma certa medida de
juízo nesse endurecimento quando ele
entrega eles a essa situação.
Mas enquanto isso funciona assim, aquilo
que era a vocação de Israel desde o
começo, de iluminar as nações, de ser
uma nação sacerdotal, começa a fazer
efeito. É parecido com Gênesis. Em
Gênesis é interessante você ver que, por
exemplo, Abraão vai ter problemas lá com
o Faraó e vai ter problemas com
Abimelec.
No entanto, ele acaba orando,
intercedendo por eles. Quer dizer, eles
são abençoados apesar dos problemas e
das falhas que Abraão comete lá. E no
fim das contas aquilo se acaba
redondando numa bênção divina sobre
aqueles que não conheciam devidamente o
Deus único. Então o que que ele vai
dizer? Pois é, a gente vê esse ciúme
provocado e olha que coisa, se a
transgressão deles, quer dizer, a
maioria do povo não entendendo quem é
Jesus, significa riqueza para o mundo,
quer dizer, Deus deu nó em Pingo d'água,
né? Deus fez com que essa situação
redundasse por algo extremamente
favorável. Imagine, né, se essa
transgressão e o fracasso deles foi
riqueza pros gentios, quanto mais
significará a sua plenitude. Então,
pessoal, veja lá, existe uma plenitude
pro povo judeu. Não tem como negar isso,
né? Inclusive, tá em totalmente em
sintonia com Lucas 21, né? até que se
complete o tempo dos gentios, a
plenitude dos gentios, Jerusalém será
pisada por eles. Então, quer dizer, vai
chegar o momento em que esse evangelho
vai alcançar todo mundo gentílico para
que no futuro escatológico seja retomada
aí a bênção sobre Israel na direção da
sua plenitude. E aí Paulo escrevendo
para essa igreja gentílica, ele disse:
"Estou falando a vocês, gentios".
Ironicamente, o apóstolo mais judeu de
queia tá aqui, ele diz: "Ó, eu falo
porque eu sou apóstolo para os gentios.
Estou exaltando o meu ministério.
E é curioso na esperança de que de
alguma forma eu possa provocar ciúme meu
próprio povo e salvar alguns deles.
Então Paulo diz: "Olha, eu tô aqui, né,
exaltando ah o que Deus me entregou, que
anunciar o evangelho para os gentios.
Mas ao mesmo tempo, à medida que isso
acontece, a minha esperança é que isso
de alguma maneira mexa com judeus." E é
e é verdade isso, né? Eu tenho visto
inclusive pessoas tão extraordinárias na
sua fé cristã que quando um judeu mais
dedicado olha a vida dessas pessoas, ele
não deixa de admirar e valorizar o que
ele pode contemplar.
Então, o que que Paulo diz? Pois se a
rejeição deles é a reconciliação
do mundo, quer dizer, as nações nem
conheciam o Deus único. Aquilo era meio
uma realidade limitada a Israel. com a
vinda do Messias, Jesus. Isso se espalha
para que toda a história de Deus com
Israel seja conhecida no mundo todo.
Então, essa rejeição trouxe esse caminho
que é a reconciliação do mundo, que será
sua aceitação, senão vida dentre os
mortos. E aqui a coisa é de arrepiar.
Por quê? Existe um momento futuro que tá
sendo apresentado como o inverso da
rejeição, que é chamado da aceitação,
que tem a ver com esse retorno, que tem
a ver com essa plenitude.
E aí que que acontece? Ele diz se a
gente tá vendo essa bênção especial que
se desdobra para mundo todo, quando
Israel tiver a sua aceitação, a sua
restauração, isso tá relacionado com
vida dentre os mortos. O que quer dizer
isso? Pode ser uma linguagem que tá
falando, olha, Israel vai ser
ressuscitado.
Ou seja, Israel vai ser ressuscitado
meio como o o os ossos secos, no vale
dos ossos secos lá, quando a gente lê
Ezequiel 37, uma figura dessa
restauração,
é possível. A outra possibilidade
razoável é que vida dentre os mortos
seja uma referência à futura
ressurreição. Quer dizer, quando Israel
for restaurado
conforme Romanos 11, isso vai estar
próximo da ocasião quando
ocorrerá a ressurreição esperada. E aí
Paulo vai começar a estabelecer uma
conexão interessante da relação entre
gentios e judeus. E aqui muito especial
pensar sobre isso,
porque eh quando a gente pensa, eu
falei, né, das duas teologias muito
radicais, uma maneira de entender isso
mais claramente, sem essa radicalização,
como se fossem dois povos totalmente
separados, ou se simplesmente um povo,
né, a igreja substitui e anula Israel
por completo, que é difícil de se
sustentar. Aqui você tem essa teologia
do remanescente, né? Aquilo que tem a
ver com o elemento autêntico, que é a
base dessa conexão entre os dois. Então,
o que que ele diz? Se é santa a parte da
massa que é oferecida como primeiros
frutos, toda a massa também o é. E se a
raiz é santa, os ramos também o serão.
Paulo vai começar a fazer essa relação
de dizer o seguinte: "Nós devemos
enxergar Israel
ah como uma oliveira
e que essa oliveira é a oliveira chamada
natural". E aí ele fala de massa, né?
Ah, e também, né? a a parte da massa e a
massa toda e depois raiz santa e ramos
também serão santos. Quer dizer que
Israel, particularmente o remanescente
fiel de Israel é a base de sustentação
de todos os gentios que são incluídos
dentro dessa oliveira. Então vamos aí
olhar isso e perceber como essa história
é mais antiga do que Romanos 11. Olha lá
vários textos do Antigo Testamento
quando a gente vê
a relação
dos israelitas
com os judeus, né, com com os gentius no
Antigo Testamento. Então, o que que ele
diz no Salmo 96?
Cantem ao Senhor um novo cântico. Cantem
ao Senhor todos os habitantes da terra.
Cantem ao Senhor, bendigo o seu nome.
Cada dia proclame a sua salvação. Olha
lá, anuncie a sua glória entre as
nações, seus feitos maravilhosos entre
todos os povos. [roncando] Pra gente não
imaginar que é só no Novo Testamento que
é a primeira vez que você tem não judeus
conhecendo a Deus e se aproximando de
Deus. A gente pode ver, né, que no culto
do templo, no salmo, você tem um salmo
dizendo, né, anuncie a glória de Deus
entre as nações, entre todos os povos,
né? Olhando para várias pessoas de
destaque no Antigo Testamento,
nós temos Abraão, cuja chamada era para
ser bênção para todas as famílias, todas
as tribos da terra. José é através da
sua vida de novo, erro dos irmãos,
complicação familiar, uma série de
injustiça. José meio que é o
remanescente daquela família confusa e
ele é canal de bênção no Egito, nação
pagã. Israel é chamado para ser reino de
sacerdotes, que é a sua vocação na
ocasião da aliança de Êxodo 19. E aí
você vai ver Raab, né, a prostituta de
Jericó na conquista,
a Moabita Rute, né, que era povo
adorador do Campos, um Deus que pedia
sacrifício humano. Naamã, o sírio que é
curado da lepra. Daniel na Babilônia,
análogo ao que acontece com José no
Egito, externa Pérsia, sendo usada por
Deus como instrumento para preservação
do povo, né? E como a gente vê as nações
sendo endereçadas, tratadas
pela direção divina, tanto nos salmos
como nos profetas. Ou seja, a ideia é
muito nítida. Deus é o Deus de Israel e
é o Deus único. Mas esse Deus não é um
Deus limitado à etnia israelita, porque
ele é o criador do universo, o criador
dos céus e da terra.
Então esse particularismo ele
dialoga com uma universalidade de Deus.
Por isso esse Deus de Israel, um Deus
revelado a Israel, cujo propósito é agir
de maneira ah especialmente
importante e redentiva em todas as
nações e todos os povos. E aí a gente
prossegue e a gente consegue ter uma
perspectiva assim que esperamos que nos
ajude a entender mais claramente essa
realidade. Então vamos lá. Você tem a
bênção de Deus sobre o reino original,
né? Quando nós temos aí os Israel, né,
acima aí dos gentios. Quer dizer, o
próprio Israel é tirado do, né, é um
povo separado do mundo gentílico, né,
Josué 24:2, né, Abraão, a sua família
vem desse contexto. E aí esse
protagonismo de Israel, quando, né, você
tem, né, essa chegada da nova aliança e
você tem aí a chamada ao arrependimento,
né, a bênção de Deus vem, a disciplina
vem, que é o que nós vemos aqui. Então
você vai ver que inverte, né, o
triângulo. Aí você vê que os gentios
entram no radar protagonista.
E agora, né, esse caminho de disciplina
e redenção, a bênção de Deus completa
sobre o reino messiânico no futuro
envolve a redenção que vai atingir
Israel e os gentios. Aí completando
plenamente a famosa oliveira. E aí, que
que a gente deve observar?
[suspirando]
Ah, o texto, né, que vem de Mateus 24,
né? Ah, a gente pode observar aí,
eh, ele vai falar sobre tempo dos
gentios. Esse texto que aparece eh, em
Romanos, a gente tem algo paralelo a
isso, né? Quando nós lemos nos
Evangelhos sinóticos. Então, deixa eu
confirmar direitinho aqui. Mateus 24
verso 20. Desculpa, não, esse aqui é
Lucas 21. Eu tô misturando os sinóticos
aqui. Lucas [limpando a garganta] 21,
para vocês poderem eh olhar com atenção
eh o que que o texto tá dizendo pra
gente, né? aquilo que vai envolver a
relação de Israel, né, quando eh entrar
numa situação de disciplina. Então ele
diz: "Quando vir em Jerusalém rodeada de
exércitos, vocês saberão que a sua
devastação está próxima. [suspirando]
Então que os que estiverem na Judeia
fujam para os montes. Os que estiverem
na cidade saiem. que estiverem no campo
não entrem na cidade, pois esses são os
dias da vingança em cumprimento de tudo
que foi escrito. Como serão
e para as que estiverem amamentando,
haverá grande aflição na terra e ira
contra este povo. Cairão pela espada e
serão levados como prisioneiros para
todas as nações. Jerusalém será pisada
pelos gentios até que os tempos deles se
cumpram. Então veja, a maior parte dos
estudiosos comentaristas vão fazer uma
eh observação nesse texto que isso se
refere à queda de Jerusalém, a
destruição na invasão romana. os textos
paralelos de mat.
Olá, pessoal. a gente teve uma
estabilidade de sinal com saião, eh, mas
acredito que ele vai est voltando em
instantes, porque como ele desapareceu
aqui da tela para mim também, então ele
viu que a o sinal dele não está bom.
Então, a gente vai aguardar só um
pouquinho porque ele tá no meio da
argumentação aqui de Romanos capítulo 11
e a gente não consegue adiantar a etapa
para fazer perguntas ou coisas assim. A
gente vai só aguardar um pouco para ver
se ele consegue reconectar também. Tô
atento aqui a ao WhatsApp para ver se
ele vai falar alguma coisa. Esperando
aqui o contato dele.
Vamos ver aqui se a gente vai resolver
rapidamente.
Vamos lá.
Esperando um segundinho aqui pro seão
reconectar.
A gente pede desculpas pelo
inconveniente, mas a gente fica um pouco
sujeito também a à internet.
Eh, bom, Saão voltou aqui.
Eh,
oi. A tá captando bastante ruído aí do
fundo, sem sair a sua voz. Eu não sei se
é alguma coisa
eh
do microfone aí do celular.
Pode testar o áudio novamente. Opa, ele
vai tentar entrar de novo.
>> Vamos lá.
Oi.
>> Opa. Estamos vendo e ouvindo. Vamos ver
se agora a gente não tem o contratempo.
Eu acho que eu consigo eh recuperar a
apresentação aqui. Deixa eu ver que
Jerusalém Jerusalém foi cercada de
exércitos aqui.
>> Então,
>> mas aí eu não consigo recuperar a sua
apresentação porque foi você que subiu.
Então eu vou precisar aqui,
>> tá? Eu vou eu vou mandar ela aqui. Vou
mandar ela aqui. Ela já vai chegar,
>> tá? Isso. Já viando aí.
>> Beleza. Então vamos voltar aqui pro
slide. aqui. Acho que tava
tava nesse ponto aqui. Isso.
>> Tá bom.
>> Então, desculpa, pessoal, houve aí a
interrupção aí, né, em função de uma
queda inesperada da internet aqui, mas a
gente tá aí na sintonia de volta, né?
Peço perdão aí pela pela situação
inesperada. Então, o que que acontece?
nós temos esse texto, né, aí que tem a
ver com a queda mais de Jerusalém na
época, mas alguns acho que com razão eh
eh entendem que esse texto tem
ampliações pro futuro, especialmente
quando você lê outras coisas de Mateus e
outros. Então, mas o que que é
importante aqui? essa frase que eles
iriam passar por esse julgamento que
cairia sobre a cidade, assim como
aconteceu anteriormente.
E aqui, tá claro, Jerusalém será pisada
pelos gentios até que os tempos deles se
cumpram. Ou seja, vai chegar uma hora em
que isso não vai acontecer. Os tempos
dos gentios terão terminado. Então, que
que a gente pode dizer na sequência? Não
é verdade que Israel desaparece e agora
só existe a igreja Israel de Deus, que é
a chamada proposta substitucionista. É
muito difícil
entender que Israel e igreja são coisas
totalmente
sem qualquer relação. Como é muito
difícil admitir a ideia de que Deus não
tem nada mais a tratar com Israel como
povo, como povo judeu. Então, o que que
Paulo vai dizer, pessoal? Vamos lá. Que
que aconteceu? Qual é o problema de
Israel? Israel entendeu a sua condição
de serem uma nação eleita diante de Deus
como um privilégio e cometer o erro de
se colocarem nessa posição, digamos,
numa espécie de orgulho acima dos
demais. Pois é, é o mesmo problema que a
gente tem.
E aí ele vai dizer: "Olha, pessoal,
presta atenção, vocês romanos, gregos,
né, que também já não são lá exatamente
a referência máxima de humildade, se
alguns ramos foram cortados e vocês
sendo oliveira brava foi enxertada entre
os outros e agora participa da ceiva que
vem da raiz da oliveira cultivada, quer
dizer, não tem como negar que a base do
pensamento bíblico e a hebraica, não tem
como negar que todo o contexto da
revelação se deu na história de Israel.
Não tem como negar que Jesus, os
discípulos, os primeiros seguidores eram
do contexto de Israel, não tem, né?
Jesus não é brasileiro, americano,
inglês, chinês, russo, africano, não.
Então, não se glorie contra esses ramos.
Se o fizer, saiba que não é você quem
sustenta a raiz, mas a raiz é você. Ou
seja, a base de tudo vem daquilo que
Deus fez na história de Israel. Então
você dirá: "Ah, os ramos foram cortados
para que eu fosse enxertado". Ah, sim. É
exatamente o que a gente tem hoje, né?
Esse pensamento substitucionista. Ah, os
judeus não acreditaram, então agora nós
somos a última bolacha do pacote. Sim.
OK. Eles foram cortados devido à
incredulidade e não porque eles fossem
Israel judeus. E você permanece não por
causa da sua qualidade especial,
permanece pela fé. Não se orgulhe, mas
tema. Pois se Deus não poupou os ramos
naturais, quer dizer, quando houve
endurecimento de coração e rejeição,
Deus trouxe juízo. Se sobre eles veio,
quanto mais sobre aqueles que não são
ramos naturais, ele não poupará você.
Então, a figura apresentada em Romanos é
da oliveira.
Oliveira com a base que tem total
relação com Israel. E esses ramos que
são enxertados, que vem depois são
exatamente os gentios. E então como é
que a gente deve ver isso, né? tá lá a
raiz, tá lá atrás, desde o tempo dos
patriarcas, do que Deus fez na história
Abraão, Isaque, Jacó, né? E há uma
árvore boa chamada Israel, né? E essa
árvore, que que acontece? Nesse Israel
remanescente? Que que acontece? os que
eram de Israel e foram incrédulos, eles
foram quebrados e retirados da árvore. E
não é só agora. Acabe também era do povo
de Israel. Vários indivíduos. Absalão
era filho de Davi. E não é porque eram
povo de Israel que, vamos assim dizer,
tava tudo certo com eles. E gentios
enxertados para produzir bons frutos são
colocados na árvore boa. E não é a
primeira vez. Gentius também entraram
nesse Israel do Antigo Testamento e
agora estão entrando também nessa
oliveira.
Então aí a gente, né, vai prosseguir e
vai perguntar aí quando é quando
acontece essa restauração de Israel e do
povo judeu. É a última parte da nossa
reflexão. O restante a gente vai deixar
para, né, a próxima aula que será na
quinta-feira à noite, que que a gente
tem aqui.
Portanto, considere
a bondade e a severidade de Deus.
Severidade para com aqueles que caíram,
mas bondade para com você, desde que
permaneça
na bondade dele. De outra forma você
também será cortado. Quer dizer, a
palavra divina é muito clara, né, que se
eles eh fechassem, né, o coração para
Deus, como aconteceu, né, com os
próprios israelitas, o resultado eh
seria problemático, né? E aí aí o que
que a gente vai ver na sequência?
Ah, diz o texto, quanto a eles, se não
continuarem na incredulidade, que que
diz lá? Ah, serão enxertados, pois Deus
é capaz de enxertá-los outra vez. Quer
dizer, isso mais uma vez uma dica, né,
de que existe uma esperança. E nós vamos
ver isso, né? Há vários textos que ah a
gente pode relacionar, né? com essa
realidade que nós vemos aí. Afinal de
contas, se você foi cortado de uma
oliveira brava por natureza e de maneira
antinatural foi enxertado numa oliveira
cultivada, quanto mais serão enxertados
os ramos naturais em sua própria
oliveira. E olha só que coisa
impressionante.
A gente vê, né, a clara expressão de que
eles haverão de ser enxertados
novamente. Fica muito nítido isso, né?
Então, se eh Deus foi capaz de pegar os
gentios, os pagãos, que não conheciam
nada e enxertar numa realidade
totalmente estranha a eles, né? Pense
num pagão do século daquele mundo.
E de repente esse pessoal ouve história
de Israel, de um Messias estranho que
foi condenado e morto pelo próprio
império romano e que veio trazer
salvação. E essa palavra começa a se
espalhar por toda parte. Se isso não foi
difícil pro agir divino, quanto mais no
momento ah adequado os ramos naturais
serem enxertados na sua própria
oliveira, né? Eu me lembro uma vez
conversando com o judeu em Jerusalém,
ele me perguntou assim: "Escuta, mas me
explica o que que tem no Novo
Testamento". Falei: "Rapaz, você vai ter
a maior facilidade de entender, porque é
um livro totalmente judaico. É um livro
que vai contar coisas que aconteceram
aqui. Você não precisa ter dificuldade
com a geografia, você não vai entend ter
dificuldade com cenário histórico. você
tá muito adiantado em relação a muita
gente que para entender esse cenário
precisa de muita coisa, muitos desafios
aí pela frente para poder compreender
adequadamente. Então o que que a gente
entende
que Deus tá dando uma resposta, né?
Paulo tá reforçando isso que é muito
importante. Qual é a resposta tão
importante, pessoal? É o seguinte, nós
temos muitas promessas em Cristo Jesus.
Temos aí aquilo que tá sendo anunciado e
isso tem sido dado por nós pela palavra
divina. Mas a pergunta é: a palavra
divina foi dada lá atrás e ela foi dada
com base na graça e no poder de Deus.
Se a palavra divina dada lá atrás,
porque o povo falhou, ela não se
concretiza e é perdida, então como é que
a gente vai confiar nessa palavra divina
que nos promete alguma coisa agora?
Então isso certamente seria um grande
problema. Por isso Paulo tem que dizer
com todas as letras, Deus não rejeitou o
seu povo. O que acontece tá no cenário
do agir divino.
Isso eh não é tão diferente do que a
gente encontra na história lá atrás. E
de fato nós temos uma relação
eh do agiro divino que envolve gentios e
judeus no eixo da história, que está
presente agora e tem uma realidade
futura para se cumprir mais adiante.
Então, terminamos aqui nossa explanação,
nossa conversa sobre o tema e vamos
passar aí para as perguntas. Eu tava
dando até tentando dar uma olhada aqui e
eu vi que tinha bastante gente aí
fazendo perguntas, né? Ah, então aquila,
como é que estamos aí? Muitas perguntas
ou o pessoal já sabe de tudo? Não, ainda
mais um texto simples como esse fica
fácil de entender tudo que foi tá
resolvido,
>> explicado e colocado por Paulo. Mas
resta uma coisinha ou outra aqui que a
gente vai compartilhar. [risadas]
A
a Fernanda faz a uma pergunta que é
longa, mas eu acho que que é importante
a gente apresentar.
Considerando a metáfora paulina da
Oliveira em Romanos 11, onde ramos
naturais são quebrados e ramos
silvestres são enxertados, como
conciliar a soberania incondicional
defendida nos capítulos 9 e 10 com a
contingência da permanência baseada na
fé, sem cair no armenianismo clássico,
mas mantendo a tensão de que a
incredulidade de Israel é paradoxalmente
a riqueza para os gentios, culminando na
promessa de que todo Israel será salvo
mesmo após a rejeição do Messias.
Então, Fernanda, mas esse é o, vamos
diz, é o perfil
do próprio eh raciocínio
presente em grande parte da teologia
bíblica e muito forte no Novo
Testamento. gente acostumou um pouco,
né, a pensar com essa lógica simplista,
ah, e colocando uma coisa assim de
uma relação muito básica de causa e
efeito e fechando o sistema, dizendo se
isso assim, então aquilo e ponto final.
Mas a gente vê que a maneira como o
texto ele é costurado, ele trabalha com
os dois elementos ao mesmo tempo, né?
Ele não trabalha com essa lógica
aristetélica. Ah, então Deus é
totalmente soberano. Consequentemente o
homem não tem liberdade nenhuma. Ah, o
ser humano é livre, ele pode escolher,
ele tem livre arbítrio. Então, quer
dizer eh, que Deus não interfere e não
mexe em nada. Não existe isso. As duas
coisas elas são entremeadas, né? De um
modo que a a maneira como Romanos
explica é o seguinte: "Olha, pessoal, a
gente sabe que Deus é todo poderoso e
que ele tá na condução e nessa eh ação,
né, soberana sobre a história. Mas o
fato de Deus fazer isso e até endurecer,
será que isso implica em que essas
pessoas não têm responsabilidade nenhuma
e são inocentes?" A resposta é não. Elas
participam disso também. com a sua
vontade de uma maneira entremeada com a
soberania divina. O fato de Israel ter
falhado e a gente tá diante de uma
situação inesperada, o Messias vem, o
próprio povo, isso faz com que Deus
perca o controle da situação. Não, o
elemento soberano de Deus tá
interagindo. Então isso faz parte do
jeito
preponderante de apresentar uma série de
verdades bíblicas entremeadas que não
são redutíveis à lógica simples. Então
assim, não tem como a gente conciliar,
né? Eh, trazendo um uma coisa simples,
né? Como fazer uma uma divisão aí que
que da dízima periódica. Não tem como
sair número inteiro. A coisa ela é
complexa e ela se relaciona dessa
maneira. Uma
menção histórica aqui ao Macião. Podemos
dizer que Macião, sinope cerca de 85, na
verdade 160 depois de Cristo, queria
considerar todos como igreja, incluindo
judeus e gentios.
>> Então, é é difícil. Eu não sei se nós
estamos falando o mesmo Marcião, né?
É, eu acredito que é a referência ao
Macião da heresia de Macião, mas eu
também não sabia o que que ele dissou
sobre essa questão.
>> Porque é o seguinte, Carla, porque o o
Marcião da heresia parece que ele vive
um pouco mais pra frente, né? A não ser
que haja algum mistério aí. Ahã, o canon
que ele pretende organizar é do segundo
século, em torno do ano 140, né? Esse
outro aí, sinceramente, eu não conheço,
né? Agora, o Marciel mesmo, ele teve
exato a primeira tendência de de e se
afastar dessa tensão bíblica, dizendo o
seguinte: "Olha, ah, a gente precisa
tirar do do nosso cenário tudo aquilo
que for muito judaico, né?" E aí ele
quis então construir, né, uma espécie de
seleção de escritos apostólicos que
pudessem ser mais distanciados possíveis
do elemento judaico que ele entendia que
precisava eh ser estirpado. Então tava
muito num caminho de um substitucionismo
eh muito exagerado. Você sabe que um uma
coisa dessa eh radicalizada pode chegar
ao ponto de dizer: "Olha, nem o Antigo
Testamento pode fazer parte da Bíblia
porque ele é judaico demais, né?"
>> Ah, uma outra pergunta, a gente também
vai fazer pergunta de outras pessoas,
ainda dá tempo de você colocar sua
pergunta no chat, mas a Fernanda fez
várias e aí eu vou colocar uma outra
pergunta que ela fez aqui. O que Paulo
define exatamente como a plenitude dos
gentios? Romanos 11:25. E qual a sua
relação cronológica ou teológica com a
promessa de que todo Israel será salvo?
Então, Fernanda, veja, aparentemente,
não, Deus tá nos revelando aqui como é
que aquilo que envolveu o agir divino eh
se encaminhou para as nações, né? E a
ideis do das palavras do próprio Jesus,
eles deveriam, né, pregar o evangelho a
toda criatura, todo, todas as nações. E
então, nesse sentido, isso ganha força.
Quando você vê o Pentecoste, por
exemplo, e você vê Jerusalém e todas as
localidades mencionadas, elas estão ali
em torno de Jerusalém, fazendo como que
fosse um círculo completo, né? E é
curioso isso porque isso se dá no
Pentecoste, né? Que é o nome grego que
nós temos paraa festa de Xavuote. E
Xavuot é festa da colheita. E ao mesmo
tempo, a tradição judaica comemora em
Xavuot a entrega da lei. Então, olha só,
a lei que deveria ser encaminhada na
nova aliança para aquilo que o espírito
pode fazer, colocando a lei do nosso
coração na nova aliança,
ela aparece nesse cenário e com a ideia
de que ela deveria se espalhar para as
nações. Então, o que que é plenitude dos
gentios? No meu entender é que esta
mensagem, a salvação, ela vai se
expandir para toda tribo, povo, língua,
raça e nação. Aquela ideia de Mateus
24:14, esse evangelho do rei não será
pregado a todas as nações, então virá ao
fim. parece fazer sentido que é esse o
elemento. E uma coisa curiosa que a
gente tem, né, que você sabe que a
igreja cristã nunca teve nem perto de
cumprir essa grande comissão pela
primeira vez na história, até em função,
né, das nossas facilidades aí digitais e
tecnológicas, pode ser a primeira vez
ah que nós podemos ter o evangelho sendo
de fato, né, divulgado a todas as tribos
e povos.
da terra, né? E ao mesmo tempo, Israel
tá de volta na própria terra de onde
saiu. E o número crescente de judeus
passa a crer em Jesus, que nunca tinha
acontecido antes. Então assim, a gente
não pode pressionar demais e forçar, mas
não deixa de ser algo para prestar
atenção, né, naquilo que a gente tá
observando. Agora, ah, essa questão de
todo Israel será salvo, aí a gente vai
responder na próxima [risadas]
aula, porque já é o próximo, né, a
próxima, a continuação aí na sequência,
senão a gente não termina tudo hoje, aí
não vale, né?
>> [limpando a garganta]
>> Bom, nós temos em especial nesse texto
uma diversidade de interpretações. E
aqui o Juliano faz uma pergunta sobre a
nova perspectiva em Paulo de Antiri, que
é uma linha diferente da que o Donald
Carson adota pra interpretação de
romanos e ele coloca que são as duas
ideias aparentam ser as melhores
interpretações para romanos e pergunta a
sua opinião em relação a em especial à
nova perspectiva como proposto por W.
Então, eh, Juliano, eh, é um pouco fora,
né, da discussão aqui de Israel. o o
Donald Carlson, né, esse estudioso
canadense que foi uma referência do
evangelicalismo da América do Norte, ele
tem o que a gente pode chamar de uma
posição mais assim tradicional do
contexto da reforma, né, enfatizando aí
romanos muito dentro de toda aquela
discussão, né,
jurídica do que significa o perdão, a
justificação. são muito dentro da linha
da reforma, desde Lutero e Calvino, com
requintes assim mais exegéticos, né,
mais bem dentro dessa tradição muito
conhecida. o Enity Wright, que tem é um
teólogo britânico, né, de perfil
diferente. e o que eles e começam, não
só ele, outros e estudiosos, né, eles
começaram a a tentar sugerir, né, que
essas
ideias assim eh que a gente tá achando
que são exclusivas assim do contexto eh
cristão, que ela também tava presente no
contexto judaico e que as questões são
um pouco diferentes, né? Então ele ele
diminui um pouco esse esse negócio da da
justificação como coisa forense, né? E
acaba indo numa numa direção um
pouquinho diferente da reforma. Eu acho
que é um uma reflexão que merece ser
considerada e não acho que uma coisa
anula a outra. Acho que uma coisa
interessante desses estudiosos da
chamada NPP é que eles assim e
resgataram um pouco mais desse pano de
fundo, eh, especialmente judaico e
também no contexto histórico da época,
que surgiu com mais força depois dos
manuscritos do Mar Morto, do
entendimento de uma série de coisas e
que os estudiosos anteriores não tiveram
tanto assim contato para refletir.
Então, eu acho que vale a pena estudar
os dois. Os dois tem muita coisa a
oferecer, né? E e aí isso seria um
assunto para para demorar mais tempo aí
numa outra ocasião.
>> Ah, o Joel faz a seguinte pergunta: "A
figueira onde os galhos são cortados ou
enxerdados não é uma referência a
Cristo?"
Figueira ou oli Oliveira? É, ele colocou
figueira, mas acredito que é a Oliveira
de Romanos, capítulo 11, que ele tá se
referindo.
Não, não é, não é referência a Cristo.
Fica muito claro isso, porque ele tá
falando, né, o assunto é genti e judeus,
Israel e as nações. E aí ele diz: "Olha,
vocês não devem eh se vangloriar, até
porque nessa oliveira os ramos são
cortados. Então, não há nenhum lugar em
Romanos 11 que venha a associar ali com
Cristo diretamente. Então, seria uma
interpretação assim que força um pouco o
texto, porque o texto não tá eh fazendo
referência a isso, né? E a Figueira
>> é
>> a sua perspectiva também, mas me parece
que essa discussão sobre quem é o povo
de Deus de fato, né? E aí ele tá falando
dos judeus que, apesar de serem povo de
Deus do ponto de vista étnico, não foram
poupados, mas eh serão reconciliados. Me
parece que não é uma discussão
diretamente a Cristo, mas a a a quem é
que faz parte desse povo de Deus, né?
>> É, então, eh, veja, aí é que tá a a
grande questão, né? A, as pessoas pegam
um elemento teológico pré-definido e
tentam encaixá-lo no texto. O texto não
tá tentando explicitamente responder
quem é povo de Deus ou não é e em que
sentido isso é, né? A gente pode até
pensar, se a gente pensar de maneira
mais sintonizada com o jeito bíblico de
pensar, você pode pensar num só povo de
Deus, em que ao mesmo tempo você tem
essa dimensão de judeus e gentius em
certos aspectos. Por em Cristo não há
homem e mulher, mas quer dizer que não
existe mais masculino e feminino? Bom,
não é o caso. Quer dizer, para ser
salvo, você não precisa eh não não quer
dizer nada se ser homem ou mulher, não
muda mas eles continuam sendo homens,
mulher. Existe eh judeus e greg e genti
existe bárbaros, existe diferenças.
Então, parece claro no texto de Romanos
que ele tá querendo dizer o seguinte,
ele não tá querendo
conceituar
o que quer dizer povo de Deus no sentido
teológico final. Ele tá respondendo a
pergunta. Olha, como Israel não está
crendo como a gente esperava, quer dizer
que o que Deus prometeu para Israel lá
falhou? Essa é a discussão. Agora, para
ver o conceito de povo, a gente pode
discutir com outros textos, ampliar e
ver, né? Eu não acho que uma coisa venha
ahã rejeitar outra. Não é pelo fato de
Deus ter um só povo, que Deus não venha
a tratar especificamente com Israel em
função de diversos textos do Antigo
Testamento que não tem resposta assim
exegética,
séria, se você for olhar para aqueles
textos, como por exemplo, esse Lucas 21,
até que se complete a plenitude dos
gentios, Jerusalém será pisado por eles.
O que quer dizer isso? Vocês não me
verão até quando chamarem, clamarem:
"Bendito é o que vem em nome do Senhor.
Eu plantarei meu povo de volta na sua
terra novamente para nunca mais ser de
lá desarraigado." Como é que você
espiritualiza isso? Não dá.
Ah, nós temos ainda algumas perguntas
aqui. Eu acho que só tem uma que a gente
não respondeu.
Ah, mas de certa forma a gente não
respondeu na parte final, mas foi
respondida durante a aula. Isso implica
substituição definitiva de Israel ou uma
expansão da aliança abrâmica? Foi parte
da do assunto da aula também. Não sei se
a gente pode só
>> eh, então é é muito eh difícil, né, você
ler Romanos 11
e daí sugeria que existe uma
substituição definitiva de Israel, que
Israel não existe mais, né, como
povo reconhecido como tal, eh, diante de
Deus, não dá. O que parece fazer mais
sentido mesmo, eu poderia chamar essa
eh teologia do do remanescente, né? que
ao mesmo tempo em que você tem
identidades distintas, vários textos
bíblicos não falam de judeus, eles
[limpando a garganta] são judeus e
gentios são gentios, ao mesmo tempo,
você vê uma ah ação de Deus por meio de
fiéis preservados que são remanescentes
ah pela graça divina. E aí no Antigo
Testamento você tem esse Israel
remanescente que é permeado pela
presença de não israelitas que passam a
fazer parte deles também. Quando a gente
chega no Novo Testamento, esse fenômeno
parece não mudar. Você tem essa mesma
raiz, né, que tá lá e esses ramos são
enxertados. dessa comunidade da fé vai
ser predominantemente
gentílica, mas como diz Paulo, eu também
sou judeu. Aliás, existe uma história
extraordinária
de judeus seguidores de Jesus que
fizeram coisas extraordinárias pela fé
nos tempos presentes. E a gente
simplesmente ignora isso até por causa
dessa mentalidade, desculpa, né? Mas em
grande parte antisemita. Por exemplo,
as igrejas batistas brasileiras, do qual
nós fazemos parte, grande parte do que
ela se tornou deve ser um homem chamado
Salomão Ginsburg, um judeu que passou a
seguir a Jesus. A tradução da Bíblia pro
Mandarim se deu através de um indivíduo
chamado Samuel Xerechevski,
que traduziu e foi um líder importante
da igreja na China e no Japão. E você
tem muitos exemplos de pessoas assim que
ninguém sabe que são eh indivíduos de
origem judaica que encontraram o Messias
Jesus e fizeram parte da construção, né,
da comunidade da fé. Então é difícil a
gente eh de fato, né? E tanto é que hoje
tem uma coisa curiosa, muitas pessoas do
contexto reformado, né, desta teologia
dos pactos, das das alianças, que tem
reavaliado o seu pensamento, né,
inclusive o livro que o Gerald Mcdermut,
né, escreveu importância de Israel, ele
ele chega a essa conclusão e ele é o
última coisa que ele é
dispensacionalista. Ele vem de a
tradição reformada, como muitos outros
também. O próprio Bart pensava assim:
"Então, esse negócio de que só tem duas
caixinhas, ou Israel tá fora, ou Israel
é um povo à parte que funciona
totalmente deslocado da igreja, não
consegue caminhar adequadamente, não.
>> Ah, bom, acho que a gente venceu aí as
perguntas do chat.
Eh, obrigado a vocês. Eu sei que tem
muitas questões ainda ligadas a Romanos
11 que permanecem em aberto, porque a
gente fez apenas parte da explicação de
Romanos 11 até metade aproximadamente. A
gente vai ter a segunda parte dessa
dessa discussão entre a questão de
Israel, gentios, a igreja, eh, a partir
da próxima aula, ou fechando, na
verdade, o capítulo 11, na próxima aula,
que é a nossa aula de quinta-feira.
Então você que participou da aula de
hoje necessariamente precisa voltar na
quinta para ter um fechamento da
discussão que começamos aqui. Muito
obrigado a todos. A gente falou no
começo, mas reforçando no final para
você participar aqui do canal e das a
atividades da IBNU na internet. Então,
se inscrever no nosso canal, curtir o
vídeo, compartilhar, já que, como ficou
claro, esse é um texto que desperta
muita curiosidade, precisa de uma
análise mais cuidadosa, ajuda a gente aí
a compartilhar esse conteúdo com outras
pessoas. Boa noite a todos. Obrigado,
Saião, e seu boa noite aí também pra
gente fechar aula.
>> Boa noite, pessoal. Shalom para todo
mundo. Deus abençoe. Muito obrigado. Já
tem gente mandando lailat aí. Tá ótimo,
né? E um grande prazer aí, continue
sintonizados com a gente, tanto no IBNU
online, no Macários e também presencial.
você tá será sempre bem-vindo. Obrigado.
Boa noite.
>> Boa noite. Tchau.

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