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A fé vem pelo ouvir

Culto – Manhã de Domingo 10 de Maio de 2026 em Jardim da Luz

Culto – Manhã de  Domingo 10 de Maio de 2026 em Jardim da Luz

Culto – Manhã de Domingo 10 de Maio de 2026 em Jardim da Luz

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Legendas automáticas:

Uhum.
>> Uhum.
>> Vamos ficar de pé, né? Vamos orar.
>> [roncando]
>> Pai, nós agradecemos pelo dia de hoje.
Nós podemos dizer com Davi, Senhor Pai,
que deitamos, dormimos e acordamos
porque tu nos sustentaste.
Todos os dias, Senhor Pai, nós ficamos
por horas completamente, Senhor Pai,
desligados
e o mundo funciona perfeitamente.
É um sermão, Senhor Pai, que tu pregas
para nós diariamente, que o mundo
funciona perfeitamente sem a nossa
presença.
Que isso gere em nós, Senhor Pai,
humildade em nossos corações, vendo que
a vida é um dom maravilhoso teu, Senhor
Deus,
mas que nós não somos, eh,
necessariamente, Senhor Deus,
eh, tendo que estar aqui para que o teu
propósito e plano avance.
Nós possamos então viver nossas vidas
como um privilégio de servir a ti nesse
pouco tempo que temos, Senhor Pai, de
viver neste mundo
>> [roncando]
>> e que nós não desperdicemos, Senhor Pai,
esse tempo, que a gente realmente possa
remir o nosso tempo, aproveitar as
oportunidades,
porque os dias foram, são e serão maus
até, Senhor Deus, que tua glória encher
a terra como as águas cobrem o mar.
Que parte, Senhor Pai, desta glória flua
em nossos corações e através de nós para
esse mundo escuro,
brilhando a tua luz. Em nome de Jesus.
Amém.
Em Gênesis 15 tem uma,
eh, um momento de Deus com Abraão.
Abraão tinha deixado o seu sobrinho
escolher a
a parte que fosse, que ele quisesse.
Ele, eh, escolheu depender de Deus. É
óbvio que uma pessoa ambiciosa
escolheria as planícies de Sodoma e
Gomorra, mesmo sabendo
como a cidades eram,
porque ganharia mais dinheiro.
Então o seu eh sobrinho escolheu e ele
ficou com a outra parte. Isso era
totalmente contracultural, já que o mais
velho naquela cultura era tudo, né?
E
então ele confiou em Deus.
Em vez de confiar nas perspectivas de
ganhar dinheiro.
E aí depois o
sobrinho dele é capturado
e ele vai soltar o sobrinho numa peleja
uma guerra.
E ele consegue eh
salvar o
o sobrinho e o
o rei lá de Sodoma disse para ele que
ele é óbvio que quem vence guerra fica
com o despojo da guerra, né?
Abraão, você vê que ele continuava com o
mesmo coração, ele disse: "Eu não quero
nada.
Não quero nem um cadarço seu
para que você nunca diga que você
enriqueceu Abraão".
Como se dissesse: "Eu dependo de Deus".
Hã?
Aí você tem nesse passagem ele dando
dízimo a Melquisedeque
e então Deus aparece a Abraão e diz a
coisa mais maravilhosa
que um homem pode ouvir. Ele disse para
Abraão assim: "Abraão", deixava tão
claro que ele estava em primeiro lugar,
né?
>> [música]
>> Deus chamou Abraão e disse: "Abraão, eu
sou o teu grandíssimo galardão.
Teu galardão não é o que você tem, não é
a terra que eu te prometi, não é a
descendência
não é seu filho que eu vou te dar, não é
nada. Eu sou o teu galardão.
O que diferencia você de todos os homens
da terra e dos grandes reis
é que eu sou a tua porção.
Tua porção não é uma terra.
Tua porção não é a riqueza.
Então Abraão, é óbvio, a gente sabe que
ele ficou um homem de posses
mas ele nunca demonstrou que ele tinha
uma outra posse realmente, a não ser
Deus.
Por isso que ele deixou sua casa, sua
parentela
seus confortos
ele confiava. A Bíblia diz lá em Hebreus
que
ele desejava uma cidade não construída
por mãos humanas.
Que essa seja a coisa que nos
impulsione.
Para que a gente ouça de Deus de
verdade, o nosso coração incendeie
essa mais bendita verdade que um ouvido
humano pode ouvir.
Eu sou o teu grandíssimo galardão.
[música]
Eu que sou o dono de tudo
sou o teu. Você me tem.
E isso é mais importante do que toda a
minha criação.
Que Deus possa falar para cada um de
[música] nós: Eu sou
o teu grandíssimo
galardão.
Vamos louvá-lo.
>> [música]
[música]
>> Onde eu me
>> [canto]
>> esconderia
da tua presença, meu Senhor? [canto]
>> [música]
>> Mesmo [canto] que trevas me encontrem,
tua luz brilhará ao meu redor.
>> [música]
>> Cristo, minha força. [canto]
>> Força.
>> Meu Senhor.
>> Senhor.
>> [canto]
>> Tu és fiel.
És fiel a mim.
>> [música]
>> Cristo libertador.
[canto]
>> Libertador.
>> Protetor. [música]
>> Protetor.
>> Em todo o tempo.
Deus é tão bom.
>> [música]
>> Quem me
ama como [canto]
Jesus?
>> [música]
>> Morreu por numa [canto] cruz.
Quem me [música] ama como Jesus?
Morreu por mim numa cruz.
>> [música]
[música]
>> No ventre
>> [canto]
>> eu fui formado,
tua graça [música] me deu olhos pra ver.
E no [música] tempo eu fui chamado
[canto]
e na eternidade Deus [música] me amou.
Cristo é minha [canto] força.
>> Força.
>> Meu Senhor.
>> Senhor.
>> [música]
>> Tu és fiel. [canto]
>> És fiel a mim.
>> [música]
>> Cristo libertador.
>> Libertador.
>> Protetor. [canto]
>> Protetor. [música]
>> Todo o tempo.
>> Deus é tão bom.
>> [canto]
>> Quem me ama como Jesus? [canto][música]
Morreu por mim [música][canto] numa
cruz.
Quem me ama como [música] Jesus?
>> [canto]
>> Morreu por mim numa [música][canto]
cruz.
Quem me ama como Jesus?
>> [música]
>> Morreu por mim numa cruz.
Quem me ama [música][canto] como Jesus?
Morreu por mim numa cruz.
>> Tu és [música] tão bom, Deus,
inabalável, [canto]
incomparável,
fico maravilhado.
Tu és tão bom Deus, inabalável,
incomparável,
fico maravilhado.
>> [música]
>> Maravilhado.
>> Tu és tão bom Deus, inabalável, [canto]
incomparável, [música]
fico maravilhado.
>> Maravilhado.
>> Tu és tão bom Deus, [canto]
inabalável, [música]
incomparável, [canto]
fico maravilhado.
>> Maravilhado. [música]
>> Maravilhado.
>> Fico maravilhado. [canto]
>> Maravilhado.
>> Fico maravilhado.
>> Maravilhado. [música]
>> Maravilhado.
>> [música]
>> Com tua graça.
>> Maravilhado.
>> [música]
>> Quem me [canto]
ama como
Jesus?
>> [música]
>> Morreu por mim numa cruz.
>> [canto]
>> Quem me ama [música] como Jesus?
>> [música]
>> Morreu por mim numa cruz.
Quem me ama como Jesus?
>> [música]
>> Morreu por mim [música] numa cruz.
Quem me ama como
Jesus?
>> [música]
>> Morreu por [canto] mim numa cruz.
>> Amém.
Deus não tem, queridos, apesar de ele
derramar sua bondade sobre o mundo
inteiro todo dia, né? O sol que nasce,
as estações, o ar que respiramos, mas
ele não tem que provar a nós
o seu amor, porque ele já provou o seu
amor.
Ele não deu a criação, lá, as bênçãos da
criação, ele deu a si mesmo, como falou
para Abraão: "Eu sou o seu grandíssimo
galardão". Abraão não podia entender
o quão longe isso ia.
Nós somos abençoados e temos toda a
sorte de bênçãos espirituais em Cristo.
Ele mesmo se deu.
Ele realmente
é o nosso grandíssimo galardão. Paulo
diz: "Ele é tudo
em todos".
Aleluia.
>> [roncando]
[tosse]
>> És o [canto] princípio,
[música]
o criador,
e tudo fluiu sem ver [música] ti.
>> [música]
>> Sem conselheiros, [canto]
a luz [música] do criar em meio à
escuridão.
O teu falar
>> [música]
>> milhares de
galáxias fez [música] surgir.
O teu sopro [música]
os planetas
se criam.
Se estrelas [música]
te louvam,
louvarei.
>> [canto]
>> Posso ver
teu coração
na criação. [música][canto]
As galáxias brilham graça e [canto]
>> [música]
>> amor.
Se a criação
>> [canto][música]
>> te louva,
louvarei.
Louvarei.
>> [música]
>> Deus da promessa, [canto]
cumpre a palavra que diz "Não tem fim".
E [música] quando tu falas,
a ciência, [canto] Deus, é impulsionada
[música]
pela voz.
O teu [música] falar.
Milhões de criaturas
>> [música]
>> veem surgir.
Glorificando
>> [música]
>> o teu saber sem
>> [música]
>> Se a criação
te mostra,
mostrarei.
Pois em tudo [música] vejo graça
e poder.
>> [música]
>> Tua beleza está
em cada
corpo. corpo do
céu.
>> [música]
>> Se a criação
te ama,
louvarei. [música]
Louvarei.
[música][canto]
Se estrelas
descem, louvam,
>> [canto]
>> louvarei.
Se montanhas
>> [música][canto]
>> se inclinam, eu também.
Se o [música] mar
diz que
és grande, [canto]
eu direi.
>> [música]
>> Se tudo
existe para te louvar,
eu também. [música]
Se o vento
obedece,
eu também.
Entre
árvores e rochas clamam, [música]
>> [canto]
>> falarei.
E se todo
o meu louvor,
>> [música]
>> Deus, não bastar,
eu cantarei
de onde [música]
estiveres,
>> [música]
[música]
>> meu salvador.
és, mesmo em fraqueza [canto]
tu venceste [música]
na cruz.
Sobre a [música][canto] ira do pai,
na escuridão
a luz desse mundo morreu. [canto]
>> O teu falar.
>> [música]
>> Pecados [canto]
de milhões não contam mais.
>> [música]
>> O teu sangue [canto] nos [música] fez
justos para Deus.
Se a morte
tu venceste, [música]
eu venci.
Nada vai me separar
>> [música][canto]
>> do
teu
amor.
>> [música]
>> Se tu viveste,
eu pra sempre viverei.
>> [música]
>> Se morreste
>> [música]
>> tu, a vida
receberei.
De milhões
de formas
seja o teu
amor.
>> [música]
>> O herdeiro
>> [música]
>> que na cruz salvaste
eu sou.
Olha o estrago do amor,
mas Cristo
>> [música]
>> eu
o vejo.
>> Esse amor
de milhões de
>> [música][canto]
>> eras vão encher.
Tua glória [canto] eu verei só em
[música] Jesus.
E o céus se encher [música] para sempre
[canto]
ver a ti.
>> Aleluia, aleluia.
Esse amor, bilhões de eras vão encher.
Ó, queridos,
a gente não tem menor ideia do que é
bilhões de eras. A gente vive décadas.
Imagine um amor que enche bilhões de
eras. Nossa.
Precisamos desfrutar mais desse amor.
Precisamos deixar mais encher
nossa vida de de doçura.
Porque se esse amor é capaz de
encher bilhões de eras e nós somos
criaturas do tempo tão breves,
então esse amor pode muito transbordar.
Nós somos pessoas que realmente podemos
dizer todo dia "o meu cálice
transborda".
Porque o Deus que enche eras, como não
encheria nossas pequenas vidas
durante esse curto tempo aqui?
Pegue a sua oferta e o seu dízimo. Nós
agradecer a ele
pelo seu cuidado para conosco e pedindo
a ele para que nós sejamos bons mordomos
daquilo que é dele.
Tudo que está em nossas mãos. Pai, nós
te agradecemos
pelo teu poder, Deus.
Nós sabemos, Senhor Pai, que aquilo que
tu nos dá tem uma capacidade gigantesca
de virar um ídolo em nossos corações.
E nós vivermos para aquilo, acreditarmos
naquilo, desejarmos descansar sobre
aquilo e encontrar paz naquilo, Senhor
Deus. Nos livre de todos esses males.
O dinheiro, Senhor Pai, tem tal
capacidade que
na tua palavra é mencionado diretamente
como um Deus, Mamom.
Que nunca seja um Deus para nós.
Que nós, Senhor Pai, nos vejamos sempre
como mordomos das tuas
eh
dos dons que tu colocas sobre as nossas
vidas
e pensemos primeiro na tua glória,
Senhor ao para que ela possa nortear
todas as outras coisas, para que tudo
seja para tua glória em nossas vidas.
Em nome de Jesus.
Amém, amém. Vamos ofertar.
Ou dizimar.
Vamos cantar.
Enquanto ofertamos.
>> [música]
[música]
>> Louvarei [música]
só em teu poder, [canto]
Deus. Teu querer fez a mim regenerado.
[canto]
>> [música]
>> Só a ti desejo a minha alma.
Te seguirei [música][canto]
no caminho estreito.
Eu negarei tudo que não mostre tua
glória. [música]
Trago em mim
as marcas de Cristo.
Morto fui, [música][canto]
mas vivo estou sem fim. Em Jesus
tudo consumado
>> [canto]
>> foi.
>> [música]
>> Vou viver
para te adorar, meu Deus.
És o meu [música][canto] prazer.
Só desejo [música][canto]
a ti.
Condenação [canto][música]
não há
mais sobre mim,
lá na
cruz em Cristo já [música] morri.
Sangue santo
me purificou,
>> [canto]
>> sem temor eu venho te adorar. [música]
>> [música]
[música]
>> Me guiarás [canto] pelo vale escuro
>> [música]
>> e na dor tu serás meu doce refúgio.
Meu pastor, [música]
[canto] a ti sempre sigo,
em paz.
Morto fui, [canto]
mas vivo estou [música] sem fim. Em
Jesus tudo consumado [canto]
foi, vou viver
>> [música]
>> pra te adorar, meu Deus.
És meu [música][canto]
prazer.
Só desejo [música][canto]
a ti.
>> [música]
>> Condenação [canto]
não há mais sobre
mim,
>> [música]
>> lá na cruz em Cristo já
morri. [canto]
Sangue santo
me purificou,
sem temor
eu venho [música] te adorar.
>> [música]
[música]
>> Morto fui, mas vivo [canto] estou sem
fim. Em Jesus tudo consumado foi.
>> [música]
[canto]
[música]
[canto]
[música]
[canto]
[música]
[canto]
[música][canto]
[canto]
[música]
[canto]
[música]
>> Aleluia, aleluia.
>> [aplausos]
>> Nenhuma condenação há para os que estão
em Cristo Jesus.
Amém, amém. Os irmãos podem se assentar.
Amém.
Quero ler com os irmãos em Eclesiastes
capítulo 1,
de 1 a 18, diz assim: "Palavras do
mestre, filho de Davi, rei em Jerusalém.
Vaidade de vaidades, diz o mestre.
Vaidade de vaidades, tudo é vaidade.
Que proveito
Deixa eu só ajeitar aqui.
Que proveito tem o homem de todo o seu
trabalho,
com que tanto se esforça debaixo do sol?
Gerações vêm e gerações vão, mas a terra
permanece para sempre.
O sol se levanta e o sol se põe e volta
ao seu lugar para dali levantar-se de
novo. O vento sopra para o sul e faz o
seu giro para o norte, vai girando e
girando e volta em seu caminho, os seus
circuitos.
Todos os rios
correm para o mar
e contudo, o mar nunca se enche.
>> [roncando]
>> Ao lugar para onde correm os rios, para
lá eles tornam a correr.
Todas as coisas são canseira.
Mais do que alguém pode dizer, os olhos
nunca se fartam de ver, nem os ouvidos
de ouvir.
O que foi, tornará a ser. O que foi
feito, se fará novamente. Não há nada
novo debaixo do sol. Haverá algo de que
se possa dizer: "Veja,
isto é novo?" Não.
Já existiu
há muito tempo, antes de nós. Ninguém se
lembra dos que viveram na antiguidade.
E aqueles que ainda virão, também
não serão lembrados pelos que vierem
depois.
Eu, o mestre, fui rei sobre Israel em
Jerusalém. Apliquei o coração a buscar e
investigar com sabedoria tudo o que se
faz debaixo do céu,
que enfadonho trabalho impôs Deus aos
filhos dos homens, para com ele os
afligir. Atentei para todas as obras que
se fazem debaixo do sol e eis que tudo
era vaidade e correr atrás do vento.
Aquilo que é torto não se pode
endireitar.
Aquilo que falta não se pode calcular.
Disse comigo: "Eis que me
engrandecerei". Me engrandeci
e sobrepujei em sabedoria a todos os que
antes de mim existiram em Jerusalém.
O meu coração contemplou abundância de
sabedoria e de conhecimento. Apliquei o
coração a conhecer a sabedoria e a
conhecer os desvarios e as loucuras.
E vim a saber que também isso é correr
atrás do vento.
Porque na muita sabedoria há muito
enfado e quem aumenta
o conhecimento aumenta
sua tristeza.
Vaidade, né, queridos? Esse é o texto.
Que palavra curta.
Que palavra,
ah,
seca. Que palavra que parece pequena
demais para carregar uma extensão, eh,
do que pretende realmente dizer a nós.
Ela
vai breve na boca, vaidade.
Quase não ocupa espaço no ar, é meio
como o próprio texto, mas quando entra
na alma
essa verdade ela abre um abismo,
vaidade.
Não é só a palavra, não é só uma coisa
trivial,
não é só bobagem, não é uma vaidade, não
é só
o que é fútil
no sentido mais superficial da palavra
que às vezes a gente tenta colocar, isso
é uma mera vaidade, como se fosse uma
coisa fútil. Não, não, não, é vapor, é
sopro.
É o que quer dizer, é névoa, é
fumaça,
é aquilo que aparece e se desfaz. Então
é por isso que está falando que tudo é
vaidade.
É aquilo que vou
pode ser visto, mas não pode ser
agarrado. Já tentou agarrar levar água
na mão, assim? Por mais que alguém ali
do lado precise de água, ela vai
escorrendo pelas mãos, então.
É aquilo, vaidade, que por um momento
parece estar diante de nós como alguma
forma, como algo que é vai funcionar,
consistente, algo que tem uma beleza,
algo que é é é
alguma força, algum poder, alguma
capacidade. Então, justamente quando a
mão tenta segurar aquilo mesmo
e confiar naquilo puf
se dissolve.
Vaidade
é presença sem permanência.
Tudo o que tem presença e não tem
permanência. É brilho sem uma substância
final, é o esforço, é
sem é nada que reste duradouro.
É movimento sem lucro último. Você
investe a vida toda, mas aquilo não tem
lucro no fim. É beleza que não pode ser
mantida.
Qualquer beleza não pode ser mantida,
não é assim?
É
é a realização que não consegue
sustentar o peso da eternidade que a
alma quer colocar sobre todas as coisas
na vida.
E o mestre não diz apenas uma vez, ele
repete, ele dobra, ele insiste, ele
martela, ele diz outra vez e outra vez e
outra vez. É o que você vai ver, vaidade
de vaidades, vaidade de vaidades, tudo é
vaidade.
Mesmo o seu trono,
mesmo sendo Salomão que Jesus disse
é
então
nem Salomão se vestiu como o lírio do
quando ele quis mostrar um rei que se
vestiu com riquezas infinitas, né, aos
olhos da
comum, não é?
Apesar de não existir nada infinito
nesta vida, ele diz não
não se vestiu como um lírio, como se
soubesse que o coração humano possui uma
habilidade extraordinária de ouvir
palavras terríveis. E essa palavra
vaidade é uma palavra terrível. E
imediatamente suavizar ela, parece que
vaidade é uma palavra leve.
Ah, essa pessoa é muito vaidosa, aquilo
é
é vaidade, não é leve. A gente faz isso.
É o que sempre fazemos, talvez por isso
os sermões não tem moldado nossa vida, a
palavra de Deus, nossas meditações. A
verdade vem pesada e nós tornamos a
verdade leve. E continuamos vivendo
como se a a a a a a a a a a a a a a a a
a a a a a a a a
a verdade fosse leve. A verdade vem
afiada e nós tornamos a verdade algo
decorativo.
A verdade vem para nos ferir e nós a
transformamos em algo inofensivo.
Agora eu posso pensar na vaidade em
vaidade de vaidades e aquilo ser
inofensivo. Não está cortando, não está
separando, mas o mestre não deixa aqui.
Ele não quer que a gente escape.
Ele quer que a palavra caia com toda a
força que ela tem.
Ela que ele quer que é essa palavra não
não fique sem substância para nós. Ele
quer que ela nos alcance
e faça doer. Quer que nos alcance sem
anestesia. Ele quer que ela pressione
nossas construções internas, aquilo que
amamos, aquilo que faz nós levantarmos
de manhã
até que alguma coisa ceda.
Tudo é vaidade.
Não uma parte da tua vida.
Não uma parte que você acha supérflua.
Então é uma vaidade.
Não alguns momentos apenas
que é que você estava jogando o tempo
fora. Não alguns projetos na tua vida
que são mera vaidade.
Não alguns relacionamentos fracassados.
Ó, foi perda de tempo.
Não algumas decepções isoladas. Tudo
tudo visto de determinado ângulo
tudo considerado dentro de certo
é horizonte, tudo observado a partir de
uma moldura particular e qual é a
moldura? Debaixo do sol. Tudo debaixo do
sol é vaidade. Ora, o que você conhece
que não está debaixo do sol, não é? E
que você interage?
Aqui está a chave, aqui está a frase que
governa o primeiro movimento de
Eclesiastes: Debaixo do sol.
Uma expressão que volta, volta de novo,
volta como martelo temático, volta
porque ela é a moldura de toda a
análise: Debaixo do sol.
Isso é a vida considerada dentro dos
limites da existência terrena.
É quando só o que é terreno é a essência
do humanismo secular,
hã?
A vida considerada a partir daquilo que
pode ser visto,
medido, experimentado, tocado,
construído e perdido.
Tudo, não é, queridos?
E lembrado por algum tempo. A vida
considerada sem transcendência
reconhecida. Quando você não pode ligar
algo a algo que dura para sempre,
qualquer coisa.
Vida, relacionamento, trabalho, amizade,
tudo. Se você não pode ligar isso a algo
transcendente, se aquilo é só debaixo do
sol,
é a vida considerada sem trono, é a vida
considerada sem o criador honrado como
uma chave interpretativa do meu
casamento, do meu trabalho, do meu
tempo,
das minhas relações.
É a vida considerada do chão,
da poeira, do suor, do tempo, do
desgaste, do do do do túmulo, da
repetição. Você vê, o rio corre para o
mar e depois volta e corre para o mar de
novo e o vento fica girando, do ciclo
debaixo do sol, não acima do sol, não da
perspectiva da eternidade,
não da perspectiva da ressurreição. Tudo
que você toca, que não está ligado ou
que você não linca imediatamente com
algo muito maior do que aquilo mesmo.
Qualquer relação, qualquer coisa. Não da
perspectiva da nova criação, não da
perspectiva do Deus que governa todas as
coisas
as coisas para sua glória. Se eu não
consigo conectar meu casamento à glória
de Deus, ele é vaidade.
Ser pai.
Ser marido, ser pastor.
Ganhar dinheiro.
Gastar o dinheiro.
Mas.
As coisas
que não estão ligadas além de cima do
sol, não é? Mas aqui do lugar da
criatura que olha para a existência como
se fosse algo sobre si mesma.
Ela que está debaixo do sol também. Do
lugar do homem quando ele tenta
interpretar tudo apenas com os olhos da
experiência terrena. Se o meu é a o meu
trabalho é só sobre a experiência
terrena, é só sobre ganhar dinheiro e
viver e comprar e melhorar, então, é é
isso, é vaidade. Do lugar do observador
que vê nascimento, trabalho, movimento,
prazer, perda, cansaço, velhice e morte,
mas não enxerga por si mesma a
consumação de tudo isso em como se liga
a Deus.
É isso que é debaixo do sol. Debaixo do
sol, então, é o mestre lança a pergunta,
não uma pergunta
pequena, como eu disse, a gente costuma
esvaziar as palavras como vaidade, ela é
cortante e a gente tira
o fio, não uma pergunta delicada, não
uma pergunta para ornamentar uma
discussão, um debate entre nós
intelectual, mas uma pergunta que entra
no peito e cava.
Que proveito
tem o homem de todo o seu trabalho?
De toda a sua luta, de todo o seu
cansaço.
Que proveito, que lucro, que ganho, que
resta no fim? O que sobra, o que
permanece para sempre.
O que fica depois, o que sobra quando o
suor já secou da sua
testa, o que sobra quando os anos
passaram e você envelheceu, o que sobra
quando a juventude acabou, o que sobra
quando o corpo não responde, o que sobra
quando a carreira terminou.
O que sobra quando o nome já não é dito
com a mesma frequência. O que vai sobrar
quando ninguém lembrar que você existiu.
Todas as coisas que você acharam
importantes, as pessoas não vão nem
saber daqui a alguns anos que você
existiu.
O que sobra quando os filhos cresceram,
as metas foram perseguidas, as viagens
foram feitas, você já viu as coisas que
você achava que era importantíssimo ver.
Ah, os projetos foram tentados, os
relacionamentos já foram vividos, mesmo
os mais felizes,
que duraram
décadas.
As guerras pessoais foram
travadas, o que sobra?
Que proveito real há? Que lucro final
permanece? Essa é uma pergunta ofensiva.
Ofensiva porque ignora as formas
superficiais pelas quais a gente nutre
a nossa vida.
Mesmo nós
que conhecemos essa verdade. Ela não
pergunta se você esteve ocupado.
Ela não pergunta se você pareceu
importante aos olhos das pessoas com
quem você convivia, não pergunta se você
teve muitas experiências interessantes,
não pergunta se sua agenda foi uma
agenda cheia, você tinha muito que fazer
e trabalhar e viajar e ela não pergunta
se você teve influência sobre as
pessoas, não pergunta se você foi muito
admirado pelas pessoas, ela não pergunta
se sua vida produziu uma impressão na
sua geração, não pergunta
ela pergunta se produziu permanência, o
que fica no fim.
Ela não pergunta quanto barulho a tua
vida fez, chamou atenção, ela pergunta o
que ficará quando o barulho acabar.
Ela não pergunta quantas coisas você
construiu, que patrimônio você
construiu, que família você construiu,
ela pergunta o que vai resistir ao
tempo.
Daqui a 200 anos, o que vai resistir
a esse tempo e a mais tempo?
Ela não [roncando] pergunta quantas
pessoas te aplaudiram, ela pergunta o
que restará quando o aplauso da última
pessoa viva que te conheceu
não existir mais.
Que pergunta
brutal,
porque ela rasga a superfície da nossa
rotina.
Nós vivemos muito sem pensar
e vivemos muito sem pensar nisso. É
possível pensar muitos anos sem nunca
pensar nisso. É possível você se achar
uma pessoa intelectual, que pensa sobre
tudo, que tem uma opinião sobre tudo,
que é bem informada, é possível
manter-se em movimento, manter-se
produtivo no trabalho, manter-se
funcional no casamento, na relação com
os filhos, manter-se socialmente ativo
e jamais parar de verdade diante dessa
pergunta: o que vai ficar depois?
Mas o mestre aqui, não é, ele não nos
deixa, ele nos pega assim pela orelha,
não é,
ou pelo colarinho, como o pessoal dizia
antigamente,
e ele nos impede de continuar correndo
por alguns instantes.
Ele fala como correr atrás do vento.
Ele nos obriga a olhar para o fundo, ele
diz: "Tudo bem, você viveu".
Ah, é importante, não é, que eu eu vivi,
eu vivi do meu jeito. Tá bom, você
viveu, mas viveu para quê?
Tá bem, você trabalhou muito,
é, mas o que sobrou no fim?
Tudo bem, você lutou,
mas qual foi o lucro da tua luta?
Qual foi o lucro final? Tudo bem, você
construiu, mas o que restou
de permanente
depois de tanto cansaço?
E aqui a alma começa a se inquietar.
A gente começa a chamar isso de crise,
né? E as crises vão acontecendo aos 40,
porque a vida tá acabando, né, queridos?
Porque grande parte da vida humana é
organizada para não encarar isso até o
fim.
Fingir que isso
Nós preenchemos o tempo para não pensar,
nós nos cercamos de ruído para não
ouvir, nós multiplicamos tarefas para
não perguntar.
Não queríamos muito pensar, para quê?
Que vai sobrar? Qual vai ser o lucro
final? Nós chamamos de responsabilidade
aquilo que às vezes é apenas fuga
sofisticada da pergunta central que no
nosso dia a dia a gente não faz. A gente
faz um monte de coisa, mas a gente nunca
pergunta: "O que eu tô fazendo isso
aqui? Que que vai ficar no fim?"
Nós nos mantemos ocupados para não
sermos encontrados pelo terror dessa
questão.
E no fim, o que vai sobrar?
Quem vai lembrar que eu existi?
>> [roncando]
>> Vaidade. Então o mestre começa a apertar
o coração olhando para a própria
criação. Gerações vêm, gerações vão.
Mas a terra permanece. Que humilhação há
nisso, não é, queridos?
Que redução da nossa pretensão de que
vamos mudar as coisas, vamos deixar
nossa marca. Essa pessoa deixou o mundo
diferente. Cada geração se sente única,
por isso que toda geração acha que Jesus
vai voltar naquela. Que ela não consegue
imaginar
a vida sem ela.
Como é que esse mundo vai ser sem
Josemar?
Como? Vai ser horrível, vai ser vazio.
Como é que Jesus vai resolver voltar
daqui a 3.000 anos? Como é que eu vou
ficar 3.000 anos fora da história?
Mas a terra permanece. Que humilhação,
que redução nossa para cada geração se
sente única, cada geração se imagina
decisiva, a mais evoluída. A gente olha
para as gerações passadas e fala:
"Ignorante". A gente tem que pensar que
daqui a 500 anos vão olhar para a gente
e falar assim: "Que pessoal ignorante.
As pessoas não sabiam nada, nada, nada".
Cada geração ama pensar que a sua dor é
a maior dor de todas as épocas. Ah, essa
geração é a pior, estamos enfrentando os
maiores problemas. Sua consciência é
singular, sua crise é singular, sua
visão é singular. Cada geração imagina
que, de algum modo,
o universo deveria reconhecer que essa
geração é central.
Deus devia reconhecer que a nossa
geração é central, mas o mestre Ollie
diz: "Gerações vêm e gerações vão e a
terra permanece".
Você
não era essencial à história como
imaginava.
Vocês chegam, vocês se agitam, vocês se
levam muito a sério aquilo que não era a
glória de Deus. Vocês criam narrativas
grandiosas sobre a sua própria história,
seus sentimentos, suas convicções, sua
visão de vida. Vocês chamam suas tensões
de inéditas. Ninguém sofreu a noite da
alma como eu. E aí vocês chamam suas
descobertas de descobertas
revolucionárias. Só que as coisas que
nós achamos que lá na antiguidade que
era ou então um século dois atrás que
aquilo era
era uma bobagem, então naquela época era
revolucionário.
Vocês chamam seus medos de definitivos,
chamam seu tempo de decisivo, mas a
terra permanece, ele diz.
Vocês entram, vocês saem e ela continua
sem nem perceber.
Vocês gritam, ela permanece, vocês
celebram,
vocês se desesperam, vocês constroem,
vocês derrubam relacionamentos, é,
enfim,
vocês se sucedem, mas a terra permanece.
Não é que o homem não importe, é, é, é,
absolutamente, não é o que ele está
dizendo. O ponto aqui é outro, é que
observado apenas debaixo do sol, o homem
não pode sustentar
a sensação de centralidade que ele
atribui a si mesmo, a sua geração,
a sua vida. A criação não está
impressionada com nossa urgência,
da mesma forma que nós estamos
impressionados com a nossa urgência. O
sol nasce e o sol se põe
e volta ao seu lugar, ele diz, onde
tornará a nascer.
Isso acontecia na época de Salomão,
de Noé,
e o sol amanhã vai nascer e daqui a 1000
anos vai nascer.
E nós?
O que permanece
debaixo do sol?
O vento sopra, vai ao sul e diz, vira ao
norte, gira e gira e torna ao seu
circuito. Os rios correm para o mar, o
mar não enche e os rios voltam a correr,
não é?
Que retrato, que sensação de majestosa
repetição.
A criação inteira parece executar uma
coreografia
que sempre retorna.
Ah, tá, tem a música do, do, do
do Guilherme Arantes, né? A água, a
mesma água que enche os rios, enche os
lagos, é água que vem do sertão, que vai
para debaixo da terra, que sobe de novo,
que vai de novo, é isso. A criação
inteira parece executar uma coreografia
de retorno, uma grande liturgia de
constância e uma música que tá em loop.
Uma roda que gira com força e beleza, é,
a gente tem que admitir, cada pôr do
sol, né? Mas sem se oferecer na
observação imediata como escada para
alguma consumação visível,
alguma transformação debaixo do sol. Há
movimento, muito movimento, há curso, há
refluxo, há intensidade, há movimentos
incríveis, mas não há, à primeira vista,
lucro final inscrito nisso tudo.
O sol vai, o sol volta, o vento roda, os
rios correm, o mar recebe e nada parece
chegar à plenitude
definitiva que nós possamos observar
debaixo do sol.
E o homem? O homem aparece no meio disso
como um ser de curta duração.
É o mais curto de todas essas coisas que
ele tá mencionando, né? O sol que nasce
e põe, põe, como eu disse, é, lá estava
o sol se pondo e e e e
nascendo nos dias de de Salomão, mas a
gente tem uma longa, uma curta duração,
mas a gente tem uma pretensão enorme.
A gente nasce, cresce, sonha, deseja,
trabalha, constrói, é, defende, luta,
ama, sofre, adoece, envelhece e morre,
aí vem outra pessoa para fazer isso tudo
de novo.
E repete com pequenas variações o mesmo
drama.
Muito pequenas. Outro vem e chama de
novidade o que não é novidade nada.
Olha, aquilo já aconteceu sempre. Outro
vem e se imagina central, se imagina
único. Outro vem e some.
E todo mundo some.
E todo mundo é esquecido.
A terra permanece e isso nos humilha
profundamente.
Como eu disse, Lutero já mal podia
imaginar que nós estaríamos aqui 500 e
poucos anos depois. Parecia que tudo
estava tudo estava acontecendo aqueles
dias, era tão
decisivo e final, não é?
Então para ele poder imaginar que tantos
séculos depois aqui estaríamos nós e
imagina nós que não somos Lutero.
Isso humilha profundamente, humilha
porque atinge a ilusão que a intensidade
com que sentimos algo prova que aquilo
tem valor.
Como é intenso, como eu sinto, como eu
experimento, então por si só a minha
percepção
dessa intensidade tem valor. Nós
sentimos nosso tempo como gravíssimo.
Nós sentimos nossa história como imensa.
De uma importância imensa. Nós sentimos
nossos projetos como decisivos,
finais.
Nós sentimos nossos conflitos como quase
conflitos cósmicos.
Mas o mestre nos força ver quanto da
nossa emoção
não é medida
da estrutura real da existência. A
existência não é medida pela nossa
emoção, pelo que nós sentimos. Tudo é
canseira, ele diz.
Todas as coisas são canseira mais do que
alguém pode dizer, ele diz. Que frase
dura. Mais do que você poderia dizer,
tudo é cansativo e tudo não
se repete. Que frase que parece tirar a
maquiagem de todas as idealizações
humanas, todas.
Tira a maquiagem de todas as coisas, não
apenas
as claramente difíceis, não apenas as
tragédias, não apenas o luto, não apenas
o fracasso, todas as coisas, as mais
belas,
as melhores, as desejadas, as pequenas,
as grandes, as nobres.
Aquelas coisas que são comuns, mas há
também as que são intensas, as
entediantes, mas aqui nós achávamos
muito promissoras e emocionantes, as
frustrantes, todas carregam debaixo do
sol uma textura
de cansaço.
Há cansaço em buscar, há cansaço em
esperar, há cansaço em conquistar. Tudo
está envolvido em cansaço. Há cansaço
para manter o que conquistou. Há cansaço
em proteger o que agora conseguimos. Há
cansaço em ir perdendo todas as coisas
sem poder impedir. Há cansaço em temer
perder antes de perder.
A ansiedade, não é? Há cansaço em
recomeçar. Há cansaço em continuar.
Cansaço até
no que parece prazer.
Há cansaço até no que parece ser a
solução das coisas como nós
imaginávamos. O homem vive imaginando
que se apenas alcançar certo ponto,
certa coisa, ele vai descansar. Se eu
conseguir aquela relação, eu vou
descansar.
Se atingir aquele nível, eu vou
descansar.
Se obtiver aquela estabilidade,
descansará. Se for notado por aquela
pessoa ou por aquelas pessoas,
descansará. Se tornar aquilo que pensa
querer ser, se ele tinha um plano de ser
algo, que conseguisse ser aquilo que ele
imaginava, então ele pensa: "Vou
descansar". Mas quase sempre o que vem,
é, [roncando]
e ele vai descobrir, quase sempre não,
sempre é outra forma de cansaço.
É cansaço da manutenção daquilo. É
ansiedade de perder aquilo. É o cansaço
do medo.
É o cansaço da administração do que foi
alcançado. Quanto mais eu alcanço, mais
eu tenho que administrar. É o cansaço da
percepção humilhante de que aquilo não
curou
o fundo, não me trouxe descanso.
A vida debaixo do sol torna-se uma
alternância cruel entre cansaço da falta
e o cansaço da posse. É o cansaço para
possuir algo e depois o cansaço de
possuir aquilo que eu queria
possuir. É cansaço por não ter,
mas é cansaço por conseguir ter.
Cansaço para manter. Cansaço porque
aquilo não bastou
para nós. Cansaço porque será necessário
procurar outra coisa e começar tudo de
novo mais do que alguém pode dizer ele
disse você não pode descrever o cansaço
como se o próprio mestre reconhecesse
que a linguagem é curta diante da
extensão do enfado humano de buscar e
nunca o cantar encontrar descanso
nós dizemos estou cansado a nossa
geração agora é a mais cansada de todas
como eu disse que toda geração se acha
mais do que todas
agora é bornal tá todo mundo é
muito trabalho e tal não houve não teve
geração
antes da na época da revolução
industrial as pessoas trabalhavam 18
horas por dia
não teve nenhuma geração que trabalhou
menos
teve mais mais entretenimento
e pode gastar mais dinheiro com bobagem
mas nós somos os mais cansados os mais
estressados os mais coitado de nós perto
da história do mundo nós dizemos estou
cansado mas é pouco dizemos a vida pesa
mas é pouco dizemos está difícil mas é
pouco
a existência humana carrega um enfado
mais
extenso do que nossa fala consegue medir
expressar ele tá dizendo e qualquer
pessoa que já tenha parado de verdade
para prestar atenção na sua própria vida
não na vida dos outros
sabe que isso não é exagero
os olhos nunca se cansam de ver ele diz
aqui o mestre toca o nervo do desejo o
que ele diz é o seguinte o olho nunca
se farta
o desejo nunca acaba ah se eu tiver isso
eu vou estar certo não vai estar
os teus olhos nunca vão cansar já vi já
viajei muito já vi muita coisa não
preciso mais ver
eu já disse que as vezes pessoas falam
para mim pô tem uma praia lá no Pará
maravilhosa eu falei praia é tudo igual
que cansaço né praia tem areia água vai
água vem pô tem uma praia ali pertinho
eu moro no Rio de Janeiro vou viajar
andar de avião é olhar uma praia depois
vou para o aeroporto pegar o avião de
novo. Que cansaço!
Os ouvidos nunca se enchem. Imagina se
ele
chegasse uma hora que dizia: "Ah, não dá
para ouvir a próxima música, porque
cara, encheu".
Mas os ouvidos nunca se enchem, a
imaginação nunca descansa, ela está
sempre pensando, imaginando outra coisa,
o apetite natural
nunca diz: "Basta,
basta de dinheiro, basta de sexo, basta
de comida, basta, basta, basta, estamos
cheios".
O coração caído foi feito para mais do
que o mundo pode dar e por isso tenta
arrancar do mundo uma plenitude que não
existe.
Então tudo, até as coisas que pareciam
ser melhores, é cansaço. Vê algo, quer
mais, ouve algo, quer mais, tem uma
experiência, quer ter a próxima
experiência. Como eu disse, eu ouço
muito podcast sobre, é,
alpinismo, que eu gosto. Então até
Cláudio disse que eu disse: "É para que
é que ouve isso o tempo todo, tudo o que
tu estás fazendo estás ouvindo
alpinismo, gente caindo".
Todos os grandes alpinistas acabam
mortos.
Porque eles nunca param.
Eles sobem a pior montanha, a mais
difícil, a mais alta, aí o cara pensa:
"Não, mas isso aqui é pelo sul, nunca
ninguém subiu pela face noroeste, vou
subir pela face noroeste".
Ele vai subindo por faces diferentes,
coisas diferentes, até que ele morre.
Ele já era a lenda
da do do alpinismo, lá.
Tanto na rocha, quanto no gelo,
o cara
é um monstro, mas ele vai continuar
subindo até morrer. Logo descobre que o
novo lugar também envelhece, ele recebe
o aplauso daquela montanha. Se você
abrir uma subir por uma face que ninguém
nunca subiu, você bota o teu nome
naquilo.
A face Josemar do Everest, imagina isso.
Hã, ele foi o primeiro a subir por ali,
é um troço dificílimo, você bota o teu
nome.
Mas logo esse, aquele aplauso, outra
pessoa sobe também outro lugar, é, você
compra, consegue, alcança, possui,
obtém, experimenta e pouco depois
sente outra vez o rumor da falta.
E é por isso que o prazer terreno,
quando tomado como fim,
nunca traz descanso. Se a pessoa vive
para o próximo
coisa, a próxima viagem, o próxima
conquista, o próximo relacionamento,
ele pode fazer o que a gente chama
entreter por um instante,
é, pode
é, trazer um consolo momentâneo, pode,
é, suspender por um instante a
consciência do
vazio da alma.
Mas não fecha a ferida, porque a ferida
não é apenas falta de experiências,
falta de paisagens, falta de conhecer
pessoas.
É uma ferida teológica. A alma foi feita
então para o infinito, para algo além do
sol.
E tenta se fartar debaixo do sol.
Ela foi feita para Deus e tenta
descansar nos dons, foi feita para a
glória e tenta encontrar casa com
fragmentos da glória de Deus, não com a
própria glória.
E é por isso que os olhos nunca se
fartam. Ele tá dizendo, é por isso que
os ouvidos nunca se enchem.
Parece um buraco, é por isso que a
cultura do consumo não resolve.
É por isso que o excesso de estímulos
não resolve.
E olha que nós, nossa geração tem muito
excesso de estímulos. É por isso que a
multiplicação das possibilidades não
resolve.
Porque o problema não é a escassez de
objetos, o problema é a desordem da
adoração.
Nada novo, não há nada novo debaixo do
sol, não há nada que todos os homens não
tenham experimentado de
várias formas.
O que foi, ele diz, tornará a ser.
O que se fez, se fará novamente. Não há
nada novo debaixo do sol.
Não houve nada novo para as outras
gerações, nada novo para 1000 gerações
atrás, não há nada novo para nossa
geração.
Que golpe na vaidade da novidade, né?
Ah, isso aqui é novo. Não, isso não é
novo.
Ah, eu vou nisso aqui eu vou encontrar,
já buscaram isso em todas as gerações.
Cada geração ama imaginar que inaugurou
uma coisa inédita.
Uma, uma, uma coisa que outras gerações
não tinham. Cada cultura gosta de olhar
para trás com superioridade, mas o
mestre
olha e diz:
veja melhor.
A roupa muda,
o coração continua.
A tecnologia muda,
a cobiça continua.
A linguagem muda, mas o orgulho
continua. Os instrumentos mudam, mas a
idolatria continua.
As teorias mudam, a velha tentativa de
ser autônomo diante de Deus continua.
Não há nada novo debaixo do sol.
Novo no anúncio? Sim.
Novo na estética? Sim. Novo no aparato?
Sim.
Novo no fundo? Não, nada.
O pecado é antigo. Ah, como um pecado
antigo, a morte antiga, os túmulos são
antigos, a soberba é antiga, a ambição é
antiga, a inveja é antiga, a fome de
autonomia, ah, é tão antiga
quanto os primeiros homens. A tentativa
de fazer da criatura o centro é antiga.
A tentativa de salvar-se sem Deus ou
merecendo algo de Deus é muito antiga.
O mestre arranca a maquiagem do
progresso ilusório, não há progresso
nenhum, a não ser tecnológico.
Ele não nega mudanças de superfície,
Mas ele expõe a repetição profunda da
alma humana, não importando quão
tecnológico você tenha se tornado. Isso
humilha especialmente os tempos que mais
se vangloriam da sua sofisticação.
Somos mais sofisticados do que a idade
média?
O homem é melhor? Inveja menos?
Cobiça menos?
É menos orgulhoso? É menos ansioso?
Ninguém se lembra dos que viveram na
antiguidade, ele diz. E olha que ele tá
falando isso
há 3.000 anos atrás.
É a antiguidade dele, porque ele é a
nossa antiguidade, não é?
Ninguém se lembra dos que viveram na
antiguidade e aqueles que ainda virão
também não serão lembrados pelos que
vierem depois. O homem quer mais do que
viver. Nós queremos permanecer. Nós
queremos marcar. Nós queremos que a
nossa história não seja igual à história
de todo o mundo. Queremos ser lembrados.
Queremos deixar nossa marca.
Queremos vencer, exatamente isso. O que
nós mais queremos vencer? O
esquecimento. Por que que um jogador é
difícil de encerrar a carreira? Por que
que Porque nós nós queremos eh eh vencer
o esquecimento.
Nós queremos fazer do próprio nome uma
espécie de continuação da própria
existência.
Mas o mestre diz: "Olhe melhor.
Quem se lembra dos antigos? Dos grandes?
Quem os guarda? Quem conhece seus
rostos? Quem conhece os medos que eles
sentiram?
As noites da alma?
Seus amores?
Suas vigílias insônias? Seus fracassos?
Seus pequenos triunfos que pareciam tão
importantes? Suas orações? Suas
lágrimas?
Mesmo os grandes rareiam. Alexandre o
Grande. Quantas vezes você pensou nele
na vida? O que você sabe sobre ele?
Mesmo os nomes célebres, eles encolhem.
Mesmo os famosos se tornam um eco, um
nome lá perdido, sem história, sem
importância, mas
os gigantes, os maiores ainda viram nota
de rodapé.
Não importam para nossa vida. O
esquecimento é uma das grandes
humilhações da glória humana. Todo mundo
é esquecido.
O homem quer deixar um traço,
mas o tempo, como a gente é um pó,
o tempo
sopra
a poeira.
Que barulho suficiente pode vencer o
silêncio do tempo.
Mas o silêncio sempre volta, queridos.
Sempre aquilo que era agitação, a
agitação chamada a Josemar, vira um
silêncio, um silêncio tão profundo, tão
longo. Debaixo do sol, até o legado é
frágil demais
para ser a nossa salvação.
E então o mestre fala como alguém que
foi longe. Ele não está
falando como pequeno ressentido, porque
ele não teve nada na vida. Não, não,
não, não. Ele não está falando como um
fracassado invejoso, que está falando
isso só porque ficou amargo, porque não
teve nada. Não está falando como um
ignorante desdenhoso da sabedoria. Ele
era muito sábio.
Ele foi rei, teve recursos enormes,
teve poder, teve alcance, romances sem
fim,
teve estrutura para explorar, aplicou o
coração à sabedoria, aplicou o coração
ao conhecimento. Ele diz: "Eu
investiguei, eu fui em todas as áreas,
eu
fiz tudo. Se o negócio era construir
prédio, eu construí um monte de
palácios. Se era, eh, festa, eu
contratei os melhores músicos. Se era,
tudo que eu fiz, tudo, fui fundo". E o
veredicto? Tudo é vaidade.
Tudo é correr atrás do vento. Que imagem
devastadora,
hã, que pode ser uma frase que ficou
bonita, mas a gente perde quando é
devastadora. Correr atrás do vento é
gastar a vida tentando segurar o que é
impossível.
Tentar transformar ar em herança, ar
em identidade.
Como eu disse, a gente, isso é vaidade,
mas a gente pode viver assim todo dia.
E é o normal
que os homens naturais vivam assim.
Tentar converter a névoa, névoa é uma
coisa bonita, né, de manhã, mas tentar
fazer daquilo o teu patrimônio.
Tentar fazer do que escapa a base da sua
existência firme.
Quantas vidas são exatamente isso?
Todo mundo está correndo. Corre-se
muito.
Corre-se com disciplina, às vezes, não
só disciplinadamente. Corre-se com
inteligência. Corre-se com elegância.
Tudo isso podia ser atribuído a
ao escritor de Eclesiastes. Corre-se com
ambição. Corre-se com sucesso. Corre-se
com a aprovação de quem está olhando sua
corrida, mas quando se olha para o que
ficou, de fato, na mão, no fim,
o que há?
Ele diz: "O que sobrou?"
Vento.
Essa pessoa correu atrás do vento. Tudo
o que ela fez, não alguém, não um, todo
mundo.
Vento admirado, vento premiado, vento
com medalha, vento que foi aplaudido,
mas vento. O que é torto, ele diz, não
se pode endireitar.
O mundo está torto.
A vida está torta.
O coração está torto. A história está
torta. A vida está atravessada.
E o homem não consegue por si mesmo pôr
tudo em ordem. Ele não consegue
desentortar nada na vida.
No final, quando acaba a vida dele, a
vida é torta igual era torta quando ele
nasceu.
Isso fere nosso orgulho. Fere,
especialmente, a ilusão moderna de que
inteligência,
técnica, política, moralidade ou
progresso educacional
bastarão para corrigir a estrutura
profunda da queda.
Não bastarão.
A torção é grande demais.
As faltas são profundas demais.
Há rachaduras que são antigas demais.
Há vazios incontáveis. O homem pode ser
instrumento
do bem
horizontal, real, e deve ser para
aliviar sofrimentos, pode produzir
justiça apenas relativa.
Pode servir, pode amar, pode agir, mas
não pode endireitar o mundo.
Não pode curar o coração, não pode
vencer a vaidade.
Ele diz: "Quem aumenta o conhecimento
aumenta a tristeza".
Mais ver, mais pensar, mais refletir,
mais perguntar
e tudo dói demais.
Dói demais.
O distraído, é,
continua
meio que anestesiado, mas não vai ter
como fugir da dor. Mas o homem que pensa
começa a sentir o peso da pergunta e a
pergunta acaba, cansa.
A pergunta expõe.
E é por isso que Eclesiastes é tão
pesado emocionalmente
quando olhado seriamente, porque ele não
entrega respostas rápidas.
Ele está fazendo perguntas.
Ele empurra a consciência para fora do
conforto, ele não deixa o homem viver
como um animal.
Como às vezes o homem quer viver, um
animal ocupado. Ele exige pensamento.
Ele diz: "Pense em tudo sem Deus".
Torna-se
porta de enfado e cansaço.
Mas então, onde está a esperança?
Não no fechamento confortável das falsas
respostas, não no humanismo auto
suficiente que a igreja abraça quase
como o mundo, não no humanismo é é é
secular, não no prazer elevado de de se
refugiar em alguma coisa, não na coragem
moral sem um fundamento transcendente,
mesmo heróica.
A esperança vem de fora do sistema
fechado.
Vem de cima do sol.
Vindo do Deus vivo, vindo logos.
Se Eclesiastes pergunta,
João responde.
Se Eclesiastes rasga, João revela.
Eclesiastes não cura as coisas.
Ele rasga, ele faz a ferida.
Ele machuca.
Se Eclesiastes conduz ao abismo, João
mostra o verbo que entra na história. No
princípio
era o verbo.
O logos.
O sentido.
A razão final. Os gregos sempre
procuraram o logos das coisas. Qual é a
razão final do casamento? Qual é a razão
final da vida? Qual é a razão final do
trabalho? Qual é a razão final
do meu é é levantar diário? Qual é a
razão? O logos, o logos de tudo. Qual é
a razão?
Qual é a coerência última? Qual é a
coisa que fecha todas as coisas? O
centro pessoal de todas as coisas, o que
a filosofia procurou como princípio
abstrato, Deus revelou como uma pessoa,
o logos.
O sentido da vida não é uma teoria.
Não é nada simplesmente debaixo do sol,
não é um lema, não é uma fórmula,
é Cristo.
O logos se fez carne, João diz. A razão
eterna, a razão de todas as coisas,
aquele para quem tudo foi feito, dele,
por ele, para ele, então, entrou, o
logos entrou na história. A glória tomou
o rosto humano. Tudo foi feito para a
glória. Então, essa glória se tornou eh
eh eh tomou um rosto humano e o sentido
de tudo habitou entre nós.
Isso é maravilhoso, não é?
E então tudo muda. Se Cristo é o logos,
a vida não é uma repetição vazia.
Se Cristo é o logos, o trabalho não é
mero suor sem lucro, porque o que fica?
Se Cristo é o logos, o amor não é
química
sofisticada do cérebro.
A paz também não é.
A justiça não é uma ilusão útil só para
enquanto a gente vive não ficar tudo
muito desorganizado.
Se Cristo é o logos,
o agora está tocando a eternidade, ou
seja, o além do sol, não debaixo do sol.
O oposto de vaidade não é mero prazer.
Não é mero impacto. Não é mera
produtividade.
O oposto de vaidade é Cristo.
Porque nele o vapor encontra razão,
encontra peso.
Nele o efêmero toca o eterno.
Nele o casamento faz sentido, o trabalho
faz sentido, a existência faz sentido.
Nele o fragmento encontra coerência.
Nele o ordinário é atravessado pela
glória.
Comer e beber.
Nele até a fidelidade pequena adquire um
peso eterno.
Vai, faça um sapato e venda por um preço
justo.
Tudo ou nada.
Sem Deus,
nada significa nada, finalmente.
Em Cristo tudo se enche de significado.
Tudo.
Sem Deus, a vida inteira corre para o
seu esquecimento, para o apagamento
final, para
para o nada. Em Cristo, até a oração
escondida, que ninguém nunca viu, ganha
um peso eterno.
Até o cuidado com o filho de madrugada,
o trabalho honesto,
o serviço não visto,
o consolo silencioso que você deu a
alguém, até a
esperança teimosa, tudo toca a glória em
Cristo.
Porque agora a vida não se fecha apenas
debaixo do sol. Aquelas coisas não estão
simplesmente debaixo do sol.
Agora ela está aberta ao trono, aberta
ao pai, aberta ao reino,
ao reino de Deus, aberta ao Cristo
ressuscitado. Então, a conclusão
inevitável: se você vive apenas para a
vida debaixo do sol,
Jesus disse: "Você vai perder a vida".
Se você vive apenas para a vida debaixo
do sol,
agora
você vai perder todo o agora seu, eu
disperdiço.
Cada pedaço do seu trabalho, cada pedaço
dos seus relacionamentos, cada pedaço da
sua
amizade, cada pedaço do seu casamento,
cada.
Se você vive apenas para o agora, você
vai perder o agora. Se você vive apenas
para construir sentido com as mãos,
vai descobrir que elas não conseguem
segurar o vento.
E você está tentando fazer isso. Se você
vive apenas para o mundo, o mundo vai
engolir você,
vai sacudir você, vai encher você de
medo, de ansiedade,
de desespero.
Mas se você vive para Cristo, você
encontra-se. Você não estava buscando se
encontrar,
mas você se encontra-se. Se vive para a
eternidade, você recebe não só a
eternidade. Quem vive para a eternidade
recebe o presente.
O presente agora tem peso, significado,
tem um logos.
Se você vive para o logos, o cotidiano é
reencantado pela glória dele.
Se você vive para Deus, o trabalho ganha
direção.
Se você viver para Cristo, o ordinário
deixa de ser fútil.
Talvez haja
pessoas aqui vivendo como se Deus não
fosse necessário ao sentido da vida, não
declarando isso, né, porque cristãos não
declaram isso. Enquanto usam categorias
que só existem porque Deus é real.
Isso acontece no mundo todo, não é?
Falam de dignidade, falam de justiça, de
valor, de compaixão, de bem, de mal, de
beleza, mas recusam
Cristo como o centro de tudo isso, ou
Deus.
Ou seja, respiram o capital dele, usam
os conceitos dele. Por quê? Por que que
matar é melhor do que não matar?
Não há nenhuma razão, a não ser que esse
seja um conceito de Deus. Senão cada um
pode fazer o que quiser.
Recuse o seu senhor. Eclesiastes diz:
"Pense até o fim, não pare. Se não há
Deus, assuma o abismo. Se você acha que
realmente as coisas debaixo do sol, é é
onde você está vivendo, é o lugar e é o
que vai dar razão às coisas que você
vive, então assuma o abismo. Pense até o
final e veja no final o que o casamento
te deu,
o que o teu trabalho te deu, o que sobra
no fim, o que as outras gerações vão
fazer a respeito de você. Você vai
simplesmente passar.
Não há nada novo. Se há Deus, pare de
viver como se não houvesse.
Se há Deus, pare de trabalhar como se
não houvesse Deus.
Se há Deus, pare de tentar viver o
casamento como se ele não existisse.
Como se cada uma das coisas fossem um
fim em si mesmas.
Talvez haja também pessoas que professem
fé, né, mas vivem
exatamente
de maneira totalmente incoerente.
Carreira, aparência, sucesso,
relacionamento, estabilidade,
ministério, aprovação. Então, embora
confessem Cristo,
vivem tentando arrancar sentido dessas
coisas menores, mas falharão, ainda que
elas sejam as melhores.
Nós não podemos dizer, Deus não pode
dizer para nós, eu sou o teu galardão.
Eu sou a tua porção. Tipo, Deus é minha
porção. E depois tentar tirar a nossa
identidade das outras coisas.
Então,
a gente diz que aquelas outras coisas
são a nossa porção.
Nenhum, hum, é, é, é, é, nenhuma coisa é
grande o suficiente para a nossa alma.
Você foi criado
para ele.
E não só para ele, porque porque parece
que ele foi criado para Deus, mas também
para as outras coisas. Não, você foi
criado para ele somente.
Não basta dizer genericamente que Cristo
é importante.
Nós temos que conhecê-lo como
a única coisa importante, afinal.
Render-se, viver nele, porque o sentido
da vida não é uma ideia correta, não é
uma experiência,
não é uma visão, não é uma audição,
não é uma viagem, não é um
relacionamento.
O sentido da vida
é um Senhor vivo.
E
então,
ore assim: Pai, quando vivo para mim
mesmo,
eu me perco.
Quando eu vivo apenas para o agora, eu
perco agora.
Quando eu vivo para o casamento, eu
perco o casamento. Quando eu vivo para o
trabalho, eu perco o trabalho. Quando eu
vivo para o tempo, eu perco o tempo.
Quando eu vivo para a beleza, eu perco
ela. Quando vivo para os meus pequenos
ídolos, fico menor na minha própria
fome.
Quando vivo para a minha imagem, eu
torno-me escravo dela. Eu
eu perco. Quando vivo para a aprovação,
eu morro com a ausência da aprovação.
Quando eu vivo debaixo do sol como se o
sol fosse tudo, tudo vira vapor, minha
alma fica ansiosa, eu vivo com medo.
Porque sei que as coisas vão escapar.
Mas quando vivo para o teu filho
encontro-me, quando vivo para a
eternidade recebo o presente, quando
vivo para o logos o ordinário se enche
de glória.
Quando vivo para Cristo minha vida deixa
de ser um amontoado de fenômenos e se
torna um caminho atravessado é é pelo
brilho do Deus vivo na face de seu
filho.
Se a vida é só debaixo do sol
Deus está dizendo tudo é vaidade.
Não as coisas ruins, não as coisas
fúteis.
Teu casamento é vaidade, teu trabalho é
vaidade, teu esforço é vaidade.
Teu suor é vaidade.
Teu trabalho é mesmo que honesto é
vaidade.
Tudo é vaidade.
Mas se o filho veio do alto, se o verbo
se fez carne, se a glória entrou na
história, se a cruz venceu o pecado
Se a ressurreição rompeu o túmulo, se há
eternidade, se há reino, se há paz, se
há Cristo
Então nada feito
agora é em vão.
Nada,
nenhuma lágrima em vão, em vão.
Nenhuma oração, nenhum arrependimento
nenhum
serviço
nenhuma fidelidade que ninguém vê, só
Deus.
Nenhum amor sacrificial, nenhum trabalho
honesto, nenhum testemunho silencioso,
nem a esperança teimosa
é tudo ou nada.
Ou tudo tem um peso
ou tudo é vaidade.
A palavra como eu disse é cortante.
Sem ele tudo é vaidade, se ele não é o
alvo daquilo é vaidade.
Você Você achar bonito, você pode achar
que teve fases bonitas, ah, o casamento
é vaidade.
Ah, o trabalho, vaidade.
Ah, ter filho, vaidade. Todo mundo teve
filho há milhares de anos atrás.
Jesus disse: casavam-se, davam em
casamento, até que fechou a porta e veio
o dilúvio.
Faziam exatamente o que está todo mundo
fazendo.
Vaidade. Sem ele,
aquilo que você acha mais importante na
sua vida é correr atrás do vento.
O melhor.
Nele,
tudo encontra sentido, casa e rosto.
Sem ele,
nenhuma coisa tem lucro no fim.
E o que fica, ele diz, cansaço, enfado.
Nele, até o copo d'água dado em seu
nome, você vê, entra na eternidade.
Ele diz: quando vocês fizeram isso, isso
entrou na eternidade.
Sem ele, o homem passa, o homem some.
Nele, o homem encontra o pai, o irmão
mais velho,
o reino e a vida não pode ser engolida
por nenhuma vaidade. Ele chama a vida
que não pode ser engolida pela vaidade
de vida abundante.
Eu vim
para que vocês tivessem vida
e vida abundante. É a vida que a vaidade
não engole.
Então, não viva
debaixo do sol.
Todos à nossa volta estão fazendo isso.
Levante os olhos, olhe para cima do sol.
Olhar para cima do sol é olhar para
Cristo.
Olhar para o logos, porque quando tudo
parece vapor,
ele dá peso a todas as coisas.
Por ele, por causa dele e para ele.
Quando tudo parece repetição,
ele faz sentido. Ele é o sentido.
Quando tudo parece cansaço, ele diz: "Eu
sou o descanso".
Quando tudo parece perda,
ele diz: "Eu sou a tua herança, eu sou o
teu grandiosíssimo galardão".
Quando tudo parece vaidade,
que é algo,
ah, sem peso, ele diz:
"Eu sou a tua glória.
Eu sou o peso final".
Eu dividi tudo isso em duas partes, mas
não vou falar a segunda parte hoje.
Eh, precisamos, eh,
terminar.
Mas, queridos, só isso aqui,
só isso em seu coração, de verdade,
não como algo que você vai sair e
esquecer o que é vaidade e vai continuar
correndo atrás do vento como o mundo.
Que triste.
O mundo vai ter que um dia encarar Deus
com o fato de ter corrido atrás do
vento. E nós?
Nós que falamos que conhecemos a Cristo,
que ele é o tudo em tudo,
chegamos à à conclusão
verdadeira, evidente, você não precisa
nem de fé, de que tudo é cansaço e no
fim
não muda nada.
Ele realmente é tudo em tudo?
O livro de Eclesiastes nos dá perguntas.
João, por exemplo,
nos dá respostas.
Vamos deixar as perguntas nos ferirem,
ferirem o que buscamos,
como estamos vivendo todo dia.
Porque como vivemos todo dia, nós
podemos estar perdendo esse dia.
Se você vive para o agora, perde o
agora.
Se vive para o casamento, perde o
casamento. Se vive para
ganhar dinheiro, você perde
o que aquele recurso podia dar. se você
vive para
o teu trabalho, você perde, aquilo não
tem peso no fim.
Você será simplesmente esquecido.
Tudo é canseira, enfado.
Mas
quando há o logos, o princípio
tudo mudou. Você saiu de debaixo do sol
para muito além do sol.
Saiu da criação para muito além da
criação.
Para o Deus, o eu sou, transcendente
eterno
criador de todas as coisas que
como logos
andou entre nós
e morreu numa cruz. Vamos ficar de pé.
Pai, nós te agradecemos pela tua graça
pela bem-aventurança
de podermos ouvir a tua palavra. Quantos
viveram neste mundo sem esse privilégio
enorme.
Mas Senhor Pai, a quem muito é dado,
muito é cobrado. Que cada um de nós
saiba, Senhor Pai, ao se alegrar com
tudo que nos é dado
e pensarmos, como o livro de Eclesiastes
nos chama a pensar, mesmo que fira
que muito nos será cobrado.
Que nós possamos realmente desfrutar, ó
Deus
a razão de todas as coisas e todas as
coisas terem um peso em nossas vidas
e não sejam
vaidade.
Que tudo, Senhor Pai, realmente tenha um
peso, um peso eterno de glória
em teu filho
em nome de Jesus.
Amém.
Vamos cantar.
As canções simplesmente não mudam as
coisas, não é? Porque como ele disse, o
ouvido nunca cansa de ouvir.
Precisamos de algo mais do que
precisamos que se o nosso louvor não
encontra realmente razões poderosas
acima do sol
então ele também é vaidade. Nada escapa.
Debaixo do sol
tudo
é vaidade. E como tudo está debaixo do
sol
tudo que nós nos relacionamos na
diretamente
que nosso louvor esteja além do sol suas
razões
seus motivos
sua alegria.
Que que foi?
Não, não, não. Bota para outra, é
melhor.
Só diz para a gente que que é, né?
Bota "Behold", "Behold".
Desculpa não sei o nome da música em
português. Quer dizer, na verdade eu sei
que eu dou 300 nomes para as músicas.
Depende da época.
Só que é tanta música, né? Tem mais de
1.000 músicas.
É um cansaço, um enfado, né?
1.000 músicas. A gente não sabe a letra.
Se vocês não botarem a gente não
Não, mas agora mudou.
Amém, queridos. Vamos cantar.
>> [música]
>> O Pai, sem luz, amor. [canto][música]
Amor na eternidade [canto]
em Jesus. [música]
E nos
predestinou
[música]
para sermos como Cristo.
No tempo nos [música]
chamou [canto]
para si. Seu chamado nos salvou.
>> [música]
>> Em [canto] Jesus Cristo.
Sim, Deus Pai nos [música]
elegeu. [canto]
Seu filho [música]
entregou. [canto]
A [música] propiciação [canto]
completa foi.
Cair
>> [música]
>> assim
nos livrou
do juízo derramado. [canto]
Expiação [música][canto]
no sangue de Jesus.
Perfeitos [canto]
somos de
Deus.
Por [música] Jesus Cristo.
Cordeiro [música]
[canto]
que
morreu.
Deus justo
e fiel.
>> [música][canto]
>> quem
irá
nos condenar?
>> [música]
>> Bem Cristo
>> [música]
>> estou,
bem Cristo
>> [música]
>> estou,
eleito escolhido.
Ele
>> [música]
>> amado. [canto]
Bem Cristo [música]
estou,
bem Cristo
>> [música][canto]
>> estou,
>> [música][canto]
>> eleito escolhido.
Ele [música]
amado.
>> [música]
>> Bem Cristo
estou.
>> [música]
[música]
>> Se Deus [música]
terminará [canto]
o que ele começou
a fazer em
>> [música][canto]
>> nós.
Quem poderá
frustrar
seu decreto soberano? [canto][música]
>> Só nele [música][canto] descansamos sem
temor,
sua palavra permanece. [canto]
[música]
Ele
muito zelo. [música]
Sou muito
com Cristo. [canto]
A [música][canto] sua graça
já venceu
o
fardo
>> [música]
>> da cruz.
Em Cristo
estou.
>> [música]
>> Em Cristo
estou.
>> [música]
>> Nele
>> [canto]
>> escolhido.
>> [música]
>> Nele
>> [canto]
>> amado.
>> [música]
>> Em Cristo
estou.
>> [música]
>> Em Cristo
estou.
Nele
>> [música]
>> escolhido.
Nele
>> [música]
>> amado.
>> [música]
>> Em Cristo
estou.
>> [música]
>> Em Cristo
estou.
Nele
>> [música]
>> escolhido.
Nele
>> [música]
>> amado.
Em [música]
Cristo
estou.
Na [música] cruz.
Eu irei [canto]
me
gloriar.
Nela morri. [canto]
E em Jesus
>> [música]
>> ressuscitei. [canto]
Hoje [canto] Jesus
>> [música]
>> vive
em mim.
Só com Jesus,
[música] pela fé
>> [canto]
>> eu me renderei.
Para o louvor [canto]
de
Deus, [música]
do Deus [canto]
Pai. [cantoria]
>> Aleluia.
Em Cristo escolhido. [música]
Em Cristo para sempre.
Aleluia. Aleluia.
Parabéns às mães, não é, pelo dia de
hoje.
E todos os filhos sejam gratos a Deus,
não é, por essa
coisa maravilhosa, não é, que é a
família, que
nossas mães.
Aqueles que não tem mais mães, como eu,
não façam desse dia um dia triste. Seja
tão grato
quanto quem está com sua mãe hoje.
Porque também foi a bondade imensa de
Deus
que nos deu a nossa mãe. Quer ela esteja
viva, quer ela esteja partido.
Vamos fazer desse dia um dia de
gratidão, não é, de realmente
>> [roncando]
>> adorar a Deus pelo que ele dá de
maravilhoso. E quando ele também chegar
a hora de tirar. Obrigado, Deus.
Nos dê, Senhor Deus, um caminho, ó Deus,
que
não possa ser dito que é correr atrás do
vento. Em nada que fizermos, em nada que
vivermos e em nenhum dos nossos
relacionamentos.
Em nome de Jesus.
Amém. Que os irmãos sigam na paz do
Senhor. Amém.

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