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A fé vem pelo ouvir

Culto – Manhã de Domingo 24 de Maio de 2026 em Jardim da Luz

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Legendas automáticas:

e paz. Bom dia, queridos. Vamos ficar de
pé.
[roncando] Que Deus nos conduza por sua
graça nós aqui, irmãos pela internet.
Vou pedir a João que ore ao Senhor.
>> Senhor Deus, nós te agradecemos porque
já foi bom, Pai, estarmos aqui reunidos
agora a pouco, Pai, meditando na tua
palavra, meditando, Pai, na grandeza, na
beleza, meu Deus, da do Deus trino que
nos salva, Pai. pensando, Pai, no teu
amor, pensando na obra de Cristo,
pensando na obra do Espírito Santo, meu
Deus, de como, ó Deus, nós pertencemos a
Ti, como somos teus, como nós somos
consolados, meu Deus, pela revelação da
tua palavra. Queremos te pedir que essa
meditação, meu Deus, possa agora se
transformar em adoração nos nossos
lábios, meu Deus. Que teu espírito
produza no nosso coração um desejo de
agradecimento, de arrependimento, de
rendição, de confissão, de alegria, de
esperança na tua presença, Pai. isso
possa se manifestar no culto dessa
manhã. Meu Deus, nos abençoa aqui nesse
lugar. Abençoa a tua igreja, meu Deus,
que está reunida ao redor do mundo. Meu
Deus, esteja presente conosco em nome de
Jesus. Amém.
>> Amém. Há versos que ficam sempre sendo
lidos
de maneira fragmentada, né? Como se
fosse um, sei lá, um Twitter.
E as pessoas então eh acabam perdendo
exatamente o que está sendo dito ali e
acham só ser uma coisa doce, quando na
verdade aquilo é uma repreensão pro
nosso coração. Isaías 49:16 é um desses
versos que é mais conhecido fora do que
Deus tá falando do que dentro do que
Deus tá falando. Porque ele diz assim:
"Eis que eu te gravei na palma das
minhas mãos".
Parece lindo, não é?
Parece consolador,
simplesmente e que eu te gravei na palma
das minhas mãos. Você já viu como começa
com ex?
Vê como começa com Deus chamando
atenção.
Esse verso é uma repreensão, não é? Não
é só uma palavra doce,
é uma palavra, esse ex dá um tom de
espanto pra gente não poder aplicar a
ideia de espanto que é nossa para Deus,
né?
Por quê? Porque na verdade é uma
resposta, algo terrível.
É o servo de Deus dizendo: "O Senhor me
esqueceu.
O Senhor não se lembra de mim no meio da
aflição."
É como e esse ex é como se eu disse
assim: "Como assim
eu te esqueci? Como eu poderia?
Eis que eu te gravei na palma das minhas
mãos.
Há duas coisas tão incríveis, não é? Que
elas são espantosas,
cada um a sua forma. Uma é a fidelidade
de Deus. Não há nada mais espantoso do
que a fidelidade de Deus.
Mil falhas dos homens
e ele ainda cumpre sua palavra.
Se Deus fosse cumprir quando esteve
andando nesse mundo
e sou sangue no jardim, se ele fosse
cumprir pelas coisas que as pessoas
fizeram, as pessoas que o pai deu a ele
durante as suas vidas, é óbvio que ele
não cumpria. Ele cumpriu porque era uma
aliança.
E Deus é sempre fiel, mesmo se
literalmente
ele suar sangue. Ele não é só fiel
porque ele é todooperoso e tudo que ele
fala acontece.
Ainda que ele tenha que suar sangue, ele
é fiel. Eu acho que a segunda coisa mais
incrível que existe é a incredulidade
daqueles que dizem ser povo de Deus, os
eleitos de Deus. Deus é fiel mil vezes,
mil problemas.
No próximo problema que a pessoa
enfrenta, basta ela. Ah, não sei. Deus
não está me ouvindo.
Deus não está me guardando.
Deus não está está lá na mesma
incredulidade, como se Deus tivesse
falhado. As pessoas são capazes de
confiar em outros seres humanos que já
falharam várias vezes.
Elas não ficam toda hora falando que não
confiam. Elas confiam, mas em Deus, não
é? Deus não é como Deus, você pode dizer
que ele é um sol, mas ele num sol nunca
se pôs, nunca saiu do meio-dia,
nunca saiu do ápice, ele cumpriu todas
as suas palavras.
Davi diz: "A tua misericórdia se renova
cada manhã". Ela é a única causa de nós
não sermos consumidos. Porque a gente
falha todo dia. Aí a gente que falha
todo dia, de alguma maneira diz que não
pode confiar no Deus que nunca falhou.
Ah, e ele tá dizendo o seguinte, você vê
que ele não disse: "Eis que eu gravei
seu nome". Algumas pessoas que não vou
mencionar o verso falam isso. Ele disse:
"Eis que eu te gravei
eu gravei você todo, toda a sua vida. Eu
te gravei pela eleição.
Eu te gravei. A tua vida inteira está
gravada nas minhas mãos. teus pecados
que eu ia suportar,
a paciência que eu ia ter.
A tua eleição está gravada nas minhas
mãos.
Eu te gravei nas minhas mãos. Como eu
poderia te esquecer?
Há um
como como eu disse, a palavra não pode
ser muito bem usada para Deus, mas há
uma suspensa que eis. É como quem diz,
como você pode chegar depois de tudo,
tudo isso? Você diz que eu te elegi na
eternidade, então como é que eu vou te
esquecer agora?
Se desde a eternidade eu lembro de você,
eu te escolhi.
Então, quando a gente ouve algumas
palavras que parecem ser só uma doçura,
não é só uma gota de mel, eis que eu te
gravei na palma das minhas mãos, é uma
dura repreensão pra nossa incredulidade.
Não há nenhum uma desculpa para ela.
Queridos, a gente pode até dizer que
temos dificuldade de confiar em alguém
que falhou conosco várias vezes,
mas dizer para Deus que nós temos
eh não cremos ou então achamos que
naquele instante, naquela próxima
provação, naquela próxima aflição, ele
esqueceu de nós. É um pouco demais, não
é? Por isso essa essa palavra de
espanto. Como assim eu te esqueci? Eis
que eu te gravei. Que a gente quando for
louvar Deus agora, dizer que ele é fiel,
que ele é santo, que ele eh a
misericórdia dele se renova a cada
manhã, a gente toma um cuidado,
lembrando dessa passagem de Isaías para
amanhã, quando alguma coisa sair do que
nós achávamos que devia ser, não
começarmos, estou desanimado, não sei o
que Deus está fazendo, não sei porque
que essas coisas estão acontecendo.
É porque isso é uma coisa maravilhosa no
sentido terrível. A incredulidade do
povo eleito de Deus.
Deus diz: "Eu gravei vocês
o pecado e a justificação do meu filho,
a eleição e o cumprimento estão gravado
em minhas mãos.
Eu nunca esqueço." É esse Deus que nós
queremos louvar. [roncando]
Aleluia.
Ainda tá
>> [música]
>> És o princípio, [música]
o criador, [canto]
e tudo fluiu sim de ti.
>> [música]
[música]
>> E sem conselheiros,
a luz tu criaste [música]
em meio à escuridão.
Teu [música] falar, [canto]
milhares de [música] galáxias fez surgir
o teu [música] sopos. Planetas [canto]
se criou.
Se estrelas [música][canto]
Deus te louvam, louvarei.
[música]
>> Posso ver teu coração
[canto] na criação. [música]
>> As galáxias brilham graça e
[música][canto]
amor.
Se a criação [música][canto] te louva,
louvarei.
Deus da promessa, [música]
se cada [canto] palavra que dizes não é
em vão.
[música]
E quando tu [música][canto] falas
a ciência Deus é da tua voz. [música]
O [música] teu falar
milhões [música] de criaturas
fez [canto] surgir,
glorificando [música]
o teu saber sem fim.
Se a [música] criação
te mostra, mostrarei.
Pois em tudo [música]
vejo graça [canto]
e
Deus.
Tua beleza [música][canto]
está em cada cor do céu. [música]
Se a criação
te [música] honra, [canto] honrarei.
Louvarei,
louvarei. [canto]
[música]
E estrelas Deus te louvam,
[música][canto]
louvarei.
Montanhas se inclinam [canto] eu também.
>> [música]
>> Se o mar diz que és grande, eu direi:
[música]
"E se tudo existe para [música][canto]
te louvar,
eu também.
>> [música]
>> Se o vento [canto] obedece, eu também
[música] em silêncio rochas clamam,
clamarei.
E [música] se todo o meu louvor [canto]
Deus não bastar,
eu cantarei [canto][música] milhões de
paz.
>> [música]
[música]
[canto]
[música]
>> Deus salvador [canto]
és mesmo em fraqueza,
tu venceste na cruz.
Sob a ira do pai
na escuridão, a luz desse mundo morreu.
Ao teu falar
[música]
pecados sem bilhões não contam mais.
[canto]
O [música] teu sangue nos fez justos
para Deus.
Se a morte tu [música] venceste, [canto]
eu venci.
Nada vai [música] nos separar
do teu amor.
Se tu vives, [música]
eu para sempre viverei.
Se entre tua [música] vida, enterei.
>> [música]
>> formas [canto] vejo o teu amor.
[música] Os eleitos que na cruz
salvaste, [música]
Deus.
Ó Deus Pai, tu [música] amas Cristo, eu
também.
Esse amor, [música]
bilhões de eras vão [canto] encher.
Tua glória [música]
eu verei só em Jesus.
[música]
E o céu se é para sempre ver a ti.
[música]
Esse amor [canto] bilhões de eras vão
encher.
Tua glória eu [canto] verei só em Jesus.
E o céu se é para sempre ver [canto] a
ti.
E o céu é
>> E o céu se é para sempre [música][canto]
ver a ti.
>> É só ver a ti, Deus.
>> E o céu se para [música][canto] sempre
ver a ti.
>> Nosso céu é te ver, Deus.
>> E o céu [canto][música] se é para
sempre. Ver a ti,
>> ver a ti em Jesus. [música][canto]
E o céu se é para sempre ver a ti
para sempre. [música]
E o céu se é para sempre [canto] ver a
ti.
[música]
E o céu se é para sempre [música][canto]
ver a ti.
E [música] o céu se é para sempre
[canto] ver a ti.
E o céu, sim, é para sempre
[música][canto] ver a ti.
>> Aleluia!
Como eu poderia esquecê-los?
Essa pergunta resso
em nossos corações
hoje e sempre.
>> [música]
[música]
>> Meu [música][canto] Deus, me sondas.
Tudo [música][canto]
tu vês
mesmo [canto] quando [música] eu falho,
eu [canto] sei [música]
me amas.
Tua
presença
[canto]
[música]
em mim.
está [canto]
[música]
em todo
tempo.
[música]
Eu sei, [canto]
me amas. [música]
[canto]
Eu sei [música]
me amas.
[música] Ante a [canto] cruz me prostro.
Sim, lá teu sangue [música]
me lavou.
Outro amor [canto] maior não há.
>> Já [música][canto] venceste a morte
em glória. Hoje tu estás. [música]
Nada [canto] vai nos separar.
>> [música]
>> A frente [música]
noites
[canto]
seguro
[música][canto] estou.
Tu me sustentas.
[música]
Eu [canto]
sei me ama. [música]
Pois a cruz [canto] me prostro
lá teu sangue me [música][canto] lavou.
Outro amor maior não há.
>> Já venceste [música]
a morte [canto]
em glória. Hoje tu estás. [música] Nada
vai nos separar. [canto]
Ras
[música] caminho [canto]
tudo consumado [música]
está.
Rasel
[música]
caminho és
tudo [música][canto] consumado
está.
E quando a terra
eu [música] não mais [canto] v,
[música]
eu verei
tua face. [música]
Eu [canto]
sei. Me amas.
[música]
Eu
sei me [música]
amas [canto]
quando a [música] cruz me prostroim
lá teu [canto] sangue me lavou. Outro
amor [música] maior não há. [canto]
[música]
>> Já venceste [canto] a morte em glória.
Hoje tu estás. Nada vai nos separar.
[música][canto]
Anzim [música]
teu sangue [canto]
me lavou. Outro amor maior não [música]
há.
Já venceste [música] a morte [canto]
em glória hoje tu estás. Nada vai
[música] nos separar. [canto]
Rajaste o véu
caminho [canto]
[música]
tudo consumado
está. [canto]
Ate [música] o vé
caminho
[música]
tudo consumado
está.
[música] As v
caminho
tudo [música] consumado
está
ras.
>> [música]
>> Caminho
tudo consumado [música]
está
[música]
>> aleluia. Aplauda ao rei. [aplausos]
Nunca cante de ânimo
fraco isso. Rasgaste o véu. Você sabe
que o véu que foi rasgado foi o próprio
corpo do próprio Deus neste mundo. É
isso. Às vezes você diz que a vida de
oração é difícil. Difícil.
Ah, tudo foi feito por nós e tudo foi
dado a nós como um dom da graça com
custo infinito para Cristo. Nunca fale
sobre os custos.
ah, de simplesmente ser cheio daquilo
que
Deus fez sozinho por nós. Vamos ofertar
nesta manhã. Pegue sua oferta e o seu
dízimo. Agradeça a Deus. Agradeça pelo
cuidado incessante. Ele tá dizendo para
nós: "Como eu poderia te esquecer? Não
há uma divisão celular sua que eu não
faça. Não há um movimento mínimo no seu
organismo que não seja em mim.
Em mim você respira,
se move e existe. Como eu te esqueceria?
Eu te vi na cruz com o meu filho. Pai,
obrigado, Deus pelo teu cuidado
e perdoa as nossas incredulidades. Mas,
Senhor, Pai, que jamais falemos sobre
elas como se fosse algo realmente,
Senhor Deus, que devia acontecer em
nossas vidas. que nós venhamos
mortificar, Senhor Pai, todo pensamento
indigno do teu caráter, da tua
fidelidade, Deus, do teu amor leal, do
teu amor da aliança. E que possamos,
Senhor, ó Pai, te obedecer em todas as
coisas, como vamos fazer agora, ó Deus,
sem temor
para o futuro, como se realmente, Senhor
Pai, tu pudesses nos esquecer. Que
nossos corações realmente descansem em
ti e toda a nossa vida conte essa
história para o mundo. Em nome de Jesus.
Amém.
[roncando]
>> [música]
[música]
>> Quem te amanhecer,
[canto]
[música]
fazes o sol se for [música]
me rendendo
aos teus [canto] pés.
Maravilhoso [canto]
[música] Deus, poderoso
és perfeito, [canto]
tão [música] santo,
incrível
és
glorioso [música]
rei, bondade,
paz, [música]
verdade, [canto] amor.
Só tu és fiel. [música]
Sem majestade.
[música]
[canto] Está
>> Tu [música] és o santo
de
vida [música][canto]
dais a mim.
Ov [música][canto]
é, Senhor.
Poderoso [música]
és perfeito.
[música]
Tão [canto] santo,
incrível
és.
Glorioso [música][canto]
Rei, bontade
e paz.
Verdade, [música][canto]
amor.
Só tu és fiel
[música]
e nada é comparável [canto]
a ti. Deus ve. Não há nada melhor do que
o seu amor. [música][canto]
Nada é comparável a ti, Deus [canto]
forte. Não há nada [música]
melhor do que o seu amor.
[canto] Graça [música]
e nada é comparado
ti Deus [música]
tiou nada melhor do que seu amor.
[música]
[canto]
Nada é comparado a ti
[música][canto]
não amar.
Melhor do que o seu amor e graça.
[música]
[canto]
[música] Não há nada nada [canto]
melhor.
[música] Jesus, [canto] filho de Deus.
A [música] cruz se [canto] entregou,
mas [música] a morte [canto]
ele venceu.
Em glória [música][canto]
está
com Jesus.
Poderoso [canto]
és [música]
perfeito,
tão [canto] santo,
incrível [música]
és
glorioso
[música][canto]
de pai, verdade, amor.
>> Verdade, amor.
>> Sou és fiel,
>> só [música]
[canto] tu és fiel. Poderoso
é [música]
perfeito.
Não são [música]
>> incrível.
Incrível [canto]
és
glorioso [música]
rei.
Paz. Verdade amor.
>> Verdade
amor.
>> Só tu és [canto][música] fiel.
>> Só tu és fiel.
O teu nome, [música] ó Deus, [canto]
é graça.
[música]
O teu nome, ó Deus, é [música]
o teu nome [canto]
é bom. [música]
Deus tu reina sobre [música] nós,
reina sobre nós.
O teu nome, ó [música][canto] Deus, é
graça.
Só tu és, só tu és [música]
o teu nome, [canto]
ó Deus, é amor.
O teu nome [canto]
é bondade, [música]
>> Deus do reina [canto]
sobre nós.
>> Deus do reina sobre nós. Reina,
[música][canto]
>> reina sobre nós.
>> Reina sobre nós.
>> Reina [música]
sobre [canto] nós. O meu rei Jesus,
>> reina sobre nós.
>> Reina sobre nós.
>> Reina sobre nós. [música][canto] Reina
sobre nós,
>> reina sobre nós,
>> sobre tudo tu estás.
>> Reina sobre nós. O Deus [música]
é,
>> reina sobre nós. [canto]
Reina sobre nós.
>> Reina sobre nós. [música]
>> Poderoso [canto]
és, perfeito, [música]
tão [canto] santo,
[música]
incrível é. [canto]
Rei, [música] bondade, [canto]
paz,
verdade, [música] amor.
Só [canto] tu és fiel. [música] Tu és
fiel.
>> Aleluia. Ele reina sobre nós. Ele reina
sobre tudo. Sobre todos. Deus não tem
adversários. Obrigado, Deus, que nossos
corações possam ser, Senhor Pai, ó Deus,
pastoreados realmente, Senhor Deus, por
ti, para que tenhamos, Senhor Pai, um
gozo centrado em ti, Senhor Pai, nos
vales verdejantes e, Senhor Pai, um gozo
sobre ti, Senhor Pai, no vale da sombra
da morte, em nome de Jesus.
Amém. Amém. Os irmãos podem se assentar.
Bom dia, irmãos. Hoje eu gostaria de
falar com vocês sobre um assunto que
quase sempre acompanha o ser humano,
principalmente quando ele tá em momentos
de aflição. Geralmente ele acaba se
perguntando: Deus realmente entende o
que eu tô passando? Deus realmente sabe
como é que é ser como a gente? Não
apenas no sentido, obviamente que nós
sabemos de que ele sabe todas as coisas.
Porque é claro, Deus sabe. Deus conhece
o nosso coração, conhece o passado,
conhece o nosso futuro e conhece cada
pensamento antes mesmo que nós possamos
falar eles. Mas a pergunta aqui é mais
profunda e geralmente mais dolorida e
mais íntima pras pessoas. Deus sabe, por
exemplo, o que quer sentir fome? O que
quer ser rejeitado?
Deus sabe o que é ser traído por alguém
próximo. Deus sabe o que é chorar diante
de um túmulo. Quantas vezes nós não
vemos cristãos fazer esse tipo de
pergunta nessas situações?
Deus sabe o que quer sentir o peso da
tentação, da dor, da solidão, da
injustiça? Quantas vezes não vemos
pessoas falarem: "Mas ele não sabe o que
que eu estou passando, como é que eu
estou?" Ou fala até mesmo para outros
cristões, você não sabe o que que eu tô
passando?
E muita gente imagina de Deus como
alguém distante, acima das nuvens,
olhando paraa nossa dor de longe. Ele é
um Deus poderoso, sim, santo, justo, mas
a pessoa quase sempre acaba vendo Deus
como uma pessoa distante, como se ele
governasse o mundo, mas ele não se
aproximasse das feridas desse mundo. Mas
o evangelho nos mostra algo
completamente diferente. O criancianismo
não começa com um homem subindo até
Deus. O cristianismo anuncia que Deus
desceu até os homens. Ele não desceu
apenas para dar conselhos para a gente.
Não desceu apenas para entregar aqui a
religião que vocês têm que seguir. Não
desceu apenas para ensinar, olha, essa
aqui é uma moral melhor para vocês
viverem. Ele desceu para entrar na nossa
condição. O apóstolo João resume esse
mistério com uma fase curta, mas eu
diria que ela é imensa. Diz assim em
João 1:14, aquele que é a palavra
tornou-se carne e viveu entre nós. Essa
frase, quando nós vemos ela, precisa nos
fazer parar e pensar. A palavra se
tornou carne. O filho eterno de Deus
assumiu uma humanidade real. como nós
estamos aqui. Ele não pareceu um homem.
Ele não usou um disfarce humano
temporário aqui. Ele não vestiu nossa
natureza como alguém que veste uma roupa
por algumas horas e depois vai chegar em
casa e trocar de roupa. Ele se fez
homem. O Deus que criou o corpo humano
assumiu um corpo humano. O Deus que
sustenta toda a respiração de cada um de
nós respirou o mesmo ar que nós estamos
respirando. O Deus que alimenta toda a
criatura sentiu fome. O Deus que nunca
se cansa conheceu o cansaço. O Deus que
é bendito eternamente conheceu lágrimas,
angústia, dor e morte.
Aqui nós começamos a entender por que a
humanidade de Cristo é tão preciosa.
Porque se Jesus não foi verdadeiramente
homem, então ele não nos representou de
verdade. Se ele não assumiu a nossa
carne, então ele não pôde tomar o nosso
lugar. Se a sua dor foi apenas uma
aparência para nós vermos ali, sua morte
também foi uma aparência. E se sua morte
foi uma aparência,
a nossa salvação seria apenas uma
aparência. Mas a Bíblia não nos entregou
um Salvador aparente. Ela nos entregou
um salvador real, um Cristo que nasceu
da mulher, um Cristo que cresceu, um
Cristo que viveu entre pessoas comuns,
um Cristo que conheceu a fraqueza humana
sem jamais conhecer o pecado pessoal. Um
Cristo que obedeceu onde nós
desobedecemos.
Um Cristo que venceu onde Adão caiu. Um
Cristo que sofreu onde nós que merecemos
vencer, eh, sofrer. Um Cristo que morreu
por para que pecadores por fim pudessem
viver. O evangelho não nos diz apenas
que Deus eh nos viu eh nos viu na nossa
miséria.
O que o evangelho nos diz é que em
Cristo Deus veio até a nossa miséria,
sem se contaminar por ela de jeito
nenhum, para nos tirar dela pela sua
graça. A humanidade de Cristo não é um
detalhe secundário da nossa fé, não é um
assunto apenas para debates antigos que
nós vamos ver para as que as pessoas
tiveram. Não é uma curiosidade
doutrinária para nós. Ela está no
coração da nossa salvação. O filho de
Deus se fez homem porque homens pecaram.
O filho de Deus se fez homem porque a
humanidade precisava de um
representante. O filho de Deus se fez
homem porque a justiça de Deus exige uma
obediência humana perfeita e a punição
real do pecado humano. A Bíblia não diz
que o homem precisa apenas de uma
inspiração para ele conseguir chegar a
Deus. Ele diz que o homem precisa de
redenção. Não diz que precisamos apenas
de um mestre. diz que precisamos de um
salvador.
Não diz que precisamos de um exemplo
para nós seguirmos. Diz que precisamos
de um mediador. Esse mediador não
poderia ser apenas Deus sem ser homem,
porque ele precisa representar os
homens. E ele não poderia ser homem sem
ser Deus, porque nenhum homem pecador
poderia salvar nem a si mesmo, quanto
mais salvar os outros.
O Salvador precisa ser o Deus verdadeiro
e o homem verdadeiro. Nosso foco aqui é
contemplar essa humanidade verdadeira de
Cristo. Não apenas para diminuir a sua,
não para diminuir a sua divindade, mas
para nos maravilharmos com a
profundidade da encarnação de Cristo. O
mesmo Jesus que acalma o mar, o mar
também dorme no barco. O mesmo Jesus que
vai multiplicar pães sente fome. O mesmo
Jesus que ressuscita os mortos também
chora diante do túmulo. O mesmo Jesus
que perdoa os pecados é o mesmo que
sangra na cruz. E essa é a glória do
evangelho. O Cristo que nos salva não
está distante da nossa condição humana.
Ele entrou nela. Ele assumiu a nossa
carne. Ele viveu a nossa vida sem nossos
pecados. Ele enfrentou a nossa tentação
sem a nossa queda. Ele sofreu a nossa
dor sem nossa rebelião. Ele morreu à
nossa morte sem a sua culpa. pessoal,
nós que tivemos a culpa, mas ele
carregou a culpa do povo.
Por isso, quando falamos da humanidade
de Jesus, estamos falando do consolo
para os cansados, a esperança para os
tentados, a salvação para os culpados e
a glória para os que estão unidos nele.
E a Bíblia insiste que Jesus assumiu a
nossa humanidade de modo verdadeiro. Ele
não apenas, como eu disse, parecia um
homem, ele era um homem. Ele não era uma
aparação espiritual aqui. Não era uma
manifestação temporária de Deus. Não era
um Deus vestido de homem como alguém que
está com uma fantasia. Era o filho
eterno de Deus. Assumiam uma natureza
humana completa. Hebreus diz assim,
Hebreus 2:14. Portanto, visto que os
filhos são pessoas de carne e sangue,
ele também participou da nossa condição
humana. A linguagem aqui é simples, mas
ela é profunda quando nós pensamos, nós
somos carne e sangue. E ele também
participou dessa mesma condição humana.
Ele entrou na nossa realidade. Cristo
teve um corpo verdadeiro como nós temos.
Foi concebido no ventre de Maria. Nasceu
como uma criança, foi envolvida em
panos, precisou ser cuidado, alimentado,
protegido. Ele cresceu numa casa, viveu
entre pessoas comuns nesse mundo,
conheceu a rotina familiar, conheceu a
rotina da vila onde ele vivia, da
cultura, da língua, do povo. E isso é
impressionante, porque o evangelho não
nos apresenta um Deus envergonhado da
criação. O filho de Deus assumiu um
corpo humano e isso nos impede de
desprezar o corpo como se a espiritu a
espiritualidade verdadeira fosse escapar
da vida concreta. Jesus santificou a
vida comum ao entrar nela sem pecado.
Ele conheceu a fome. Depois de 40 dias
no deserto, o que que a Bíblia fala? Ele
teve fome. Ele conheceu a sede. Na cruz
ele disse em João 19:28, "Tenho sede."
Ele conheceu o cansaço. Em João 4, ele
está sentado junto ao poço cansado da
viagem. Ele conheceu o sono barco.
Enquanto os discípulos estavam lá
desesperados na tempestade, ele estava
dormindo.
Essas coisas parecem simples, mas elas
têm uma profundidade teológica enorme.
Elas dizem que o nosso Salvador não veio
apenas para salvar almas, como se o
corpo não importasse no final. Ele veio
redimir pessoas inteiras. O pecado
atingiu a nossa humanidade inteira e ele
veio resgatar a nossa humanidade
inteira. Por isso, negar a humanidade
real de Cristo destrói o evangelho. Um
salvador que não fosse verdadeiramente
homem não poderia ser nosso
representante. Ele não poderia obedecer
em nosso lugar como homem. Ele não
poderia morrer em nosso lugar como
homem. Ele não poderia, por fim, ser o
segundo Adão. O primeiro Adão estava no
jardim. E o que que ele fez? Ele falhou.
O segundo Adão foi ao deserto, à cruz,
ao túmulo e, por fim, venceu. O primeiro
Adão é cercado de abundância, mas ainda
assim ele desconfiou de Deus. Jesus no
deserto, com fome e fraqueza, confiou no
Pai. O primeiro Adão tomou o fruto
proibido e Jesus recusou transformar
pedras em pão para eh que poderia fazer
ele fugir do caminho da obediência. O
primeiro Adão trouxe morte
e o segundo trouxe vida. Essa é a
grandeza da humanidade de Cristo. Ele
não é apenas um exemplo melhor que nós
vamos seguir. Ele é o representante
perfeito de nós. Ele ocupa o lugar que
Adão deveria ter. ocupado. Ele fez o que
Israel deveria ter feito. Ele ofereceu a
Deus obediência que nós nunca
oferecemos.
Quando Paulo apresenta Cristo como
último Adão, ele está ensinando a ler a
história da humanidade a partir de dois
representantes.
Em Adão, que que nós temos? Queda,
culpa, corrupção e morte. E em Cristo a
obediência, a justiça, a vida e a
restauração. A questão mais importante
sobre qualquer pessoa não é apenas a sua
personalidade, seu passado, sua cultura
ou sua capacidade. A questão mais
importante é: ela está em Adão ou em
Cristo? Em Adão, o homem tenta ser como
Deus e perde a vida. Em Cristo, o filho
de Deus se faz homem. e nos dá a vida.
Em Adão, a humanidade foge de Deus entre
as árvores do jardim junto com Adão. Em
Cristo, Deus caminha até a humanidade e
a encontra na sua vergonha. Em Adão vem
nudez, medo e a morte. Em Cristo vem a
justiça, a confiança e a vida eterna. E
isso nos ajuda aqui a entender por que
Jesus veio como um descendente da
mulher, como um filho de Davi, um
verdadeiro israelita e um verdadeiro
homem. Ele entrou na linhagem humana
para ser cabeça da nova humanidade. A
humanidade de Cristo é uma humanidade
prometida, preparada e enviada por Deus.
Desde o princípio, Deus anunciou que o
descendente da mulher esmagaria a cabeça
da serpente. Em Cristo, essa promessa
ganha carne, nome, rosto, sangue e, por
fim, uma cruz. E isso nos consola
profundamente, porque quando Deus olha
para o pecador que crê, ele não apenas
vê o fracasso desse pecador, ele vê
aquele pecador unido a Cristo. Ele vê a
obediência de Cristo contada em favor do
pecador. Vê o sangue de Cristo cobrindo
a culpa dele. ver a justiça de Cristo eh
vestindo aquele que não tem justiça
própria.
A humanidade de Jesus, então, não é
apenas uma verdade sobre ele, é a
verdade sobre a nossa salvação. Ele se
fez o que nós somos, sem pecado, para
nos tornar participantes daquilo que
nunca poderíamos alcançar por nós
mesmos. Reconciliação com Deus, perdão,
adoção, vida eterna. Esperança de
glória. Por fim, o filho de Deus não
passou ao lado da nossa condição. Ele
entrou na nossa condição.
Mas a humanidade de Cristo não aparece
apenas no fato dele ter um corpo que ele
sentir fome, sede e cansaço.
Ele eh ela aparece também na maneira
como ele viveu diante de Deus. Aqui
Jesus viveu a verdadeira humanidade
diante do Pai. E isso aqui é muito
importante nós entendermos. Às vezes,
quando pensamos em Jesus, imaginamos que
a sua obediência foi fácil, automática e
completamente distante da nossa
realidade, como se ele apenas
atravessasse a vida sem esforço, sem
oração, sem dependência, sem submissão.
Mas se você for aos evangelhos, nós
vemos, na verdade, outra coisa. Que que
nós vemos? Nós vemos Jesus orando. Nós
vemos Jesus buscando lugares solitários.
Nós vemos ele se submetendo à vontade do
Pai. Jesus é cheio do Espírito Santo.
Jesus usando as escrituras para explicar
para as pessoas. Jesus dizendo que sua
comida era fazer a vontade de quem o
enviou. A vida religiosa de Jesus não é
um teatro que ele está fazendo ali para
as pessoas aprenderem como é que tem que
ser. Ele não fingiu depender do Pai
aqui. Ele viveu como o homem perfeito
deve viver. Ele viveu em comunhão,
obediência, confiança e adoração, como
nós deveremos viver. Lucas nos mostra
Jesus orando em momentos decisivos da
vida dele. Ele ora no batismo, ele ora
antes de escolher os 12, ele ora na
transfiguração, ele ora no Getsêmone,
ele ora na cruz.
Sua vida é marcada pela comunhão com o
Pai. E isso nos ensina que a verdadeira
humanidade não é uma independência
que nós achamos que podemos ter. O mundo
diz que ser livre é não depender de
ninguém.
A Bíblia diz para sermos plenamente
humanos é depender eh corretamente do
nosso Deus. O pecado não nos tornou mais
humanos, ele nos tornou menos humanos. O
pecado distorceu a imagem de Deus entre
nós. Transformou a dependência em
rebeldia, a liberdade em escravidão, o
desejo que nós temos em idolatria e o
conhecimento em orgulho. Em Jesus vemos
a humanidade restaurada. Nele vemos um
homem sem rebelião contra Deus. Um homem
sem orgulho pecaminoso, um homem sem
incredulidade, um homem sem duplicidade,
um homem cuja vontade está perfeitamente
alinhada com a vontade do seu pai. E se
você for ver no Jatsêmane, isso se torna
é mais claro, mas de modo completamente
doloroso. Jesus diz assim, Mateus 26:39:
"Meu pai, se possível afasta de mim esse
cálice. Contudo, não seja feito como eu
quero, mas sim como tu queres." Aqui não
vemos frieza, vemos angústia. Ele sabe o
peso daquele cálice. Vemos a realidade
do sofrimento ali que se aproxima, mas
vemos também uma submissão perfeita do
filho.
Não seja como eu quero, mas como tu
queres. Essa é a frase que Adão deveria
ter dito. Essa é a frase que Israel
deveria ter dito. Essa é a frase que
cada um de nós deveríamos ter repetido
em cada decisão, cada desejo, cada
pensamento e cada relacionamento
que nós temos.
Mas no final, o que que nós dissemos?
Nós dissemos exatamente o contrário. Nós
dissemos: "Não seja como tu queres, mas
como eu quero".
Esse é o coração do pecado. E Jesus
entra na nossa história como um filho
obediente. Ele vive a vida que nós não
vivemos. Ele entrega ao Pai aquilo que
nós retivemos para nós. Ele ama a Deus
com todo seu coração, toda a sua alma,
toda a sua força e todo o seu
entendimento. Ele ama o próximo
perfeitamente. Ele cumpre a lei, não
apenas por fora, mas dentro no coração,
nos desejos, na motivação e na
totalidade da vida. Quando Jesus
acordava, a sua vida pertencia ao Pai.
Quando palavra, quando falava, suas
palavras eram puras. Quando se calava, o
seu silêncio era santo. Quando se
indagava, sua ira era justa.
Quando se compadecia, seu amor era
perfeito. Quando confrontava, não havia
crueldade. Quando acolhia, não havia
conveniência com o pecado. Tudo nele era
perfeitamente humano e perfeitamente
santo. Ele é a realidade do que deveria
nos humilhar sempre. Porque nós não
somos assim. Nós oramos, mas quantas
vezes não nos distraímos. Nós servimos,
mas desejamos reconhecimento quando nós
servimos algo. Obedecemos, mas muitas
vezes obedecemos murmurando.
Amamos, mas frequentemente esperamos
retorno daquilo. Nós somos religiosos,
mas nosso coração facilmente se torna
orgulhoso. Jesus não era assim. A
piedade de Jesus era limpa. Sua
obediência era inteira. Sua comunhão com
o Pai era sem rachaduras. Sua santidade
não era apenas a ausência de escândalos
externos, mas uma pureza total no seu
coração. Por isso, Jesus não é apenas
alguém que nos mostra como viver.
Se ele fosse apenas um exemplo final,
não se engane. Nós estávamos condenados.
Porque o exemplo perfeito, sabe o que
queria fazer? Apenas é revelar mais a
nossa culpa. Antes de ser nosso exemplo,
ele é o nosso salvador. Antes de nos
chamar a segui-lo, ele nos resgata.
Antes de nos ensinar a obedecer, ele
obedeceu por nós. Depois, sim, unidos a
ele, começamos a aprender uma nova vida,
uma vida de oração, de dependência, de
submissão, de amor e de santidade. Mas
essa vida não nasce da nossa
autoconfiança, nasce da graça, nasce da
união em Cristo. O Cristo não olha para
e o cristão não olha para Jesus e diz
assim: "Vou tentar ser como ele". O
cristão olha para Jesus e diz: "Eu
preciso estar nele, preciso ser salvo
por ele. Preciso que a sua vida conte
para mim, preciso que o seu espírito me
transforme." E isso muda completamente a
maneira como entendemos a
espiritualidade. A espiritualidade
bíblica não é uma performance que você
vai ter. Não é tentar parecer ser forte
no momento difícil. Não é construir uma
imagem religiosa sua, é viver diante do
Pai, por meio do Filho, no poder do
Espírito Santo. É aprender a depender
dele. É aprender a dizer: "Senhor, não
seja feita a minha vontade, mas a tua
Jesus no mostra que o homem mais santo
que já viveu foi também o mais
dependente do Pai. Santidade não é
autonomia. Santidade é a comunhão
obediente. E essa é a beleza da
humanidade obediente de de Cristo. Ele
nos revela como o homem deve viver
diante de Deus e ao mesmo tempo nos
salva mesmo nós não vivendo dessa
maneira. Ele é o homem perfeito. Ele é o
salvador de homens imperfeitos.
E a humanidade de Jesus também parece de
maneira poderosa na tentação. A Bíblia
diz que Jesus foi tentado e isso precisa
ser levado a sério por nós. A tentação
de Cristo não é uma peça encenada ali,
não é uma simulação, não foi um teatro
religioso, foi uma tentação real. Lucas
diz que Jesus, cheio do Espírito Santo
foi levado eh foi levado pelo Espírito
ao deserto. Em Lucas 4:2 diz: "Onde
durante 40 dias foi tentado pelo diabo e
depois desses dias ele teve fome." E
Satanás se aproxima e diz assim no
versículo 3: "Se és o filho de Deus,
manda esta pedra transformar-se em pão.
percebe a sutileza aqui. A tentação não
é simplesmente fazer comer o pão ali.
Comer um pão não seria pecado. A
tentação é usar o seu poder fora da
submissão do pai. É abandonar o caminho
da dependência. É agir como um filho sem
confiar no pai. Jesus responde com a
escritura. Ele diz assim: "Está escrito:
"Não só de pão viverá o homem.
No deserto,
Israel murmurou. No deserto, o que que
Cristo fez? Ele confiou no Pai. Depois,
Satanás lhe mostra os reinos do mundo,
oferece a glória, a gente pode dizer sem
a cruz. E essa é uma tentação terrível,
receber domínio sem sofrimento, coroa
sem obediência, o reino sem o calvário.
Mas o que que Jesus responde a ele?
Lucas 4:8. Está escrito: "Adore o
Senhor, o seu Deus, e só a ele preste
culto." Depois, Satanás leva Jesus ao
ponto mais alto do templo e usa a
escritura de maneira distorcida. Ele
sugere que Jesus se lance dali e obrigue
a Deus a provar que ele vai ser cuidado.
Mas o que que Jesus responde a ele no
versículo 12? Dito dito está: Não ponha
à prova o Senhor, o seu Deus. Aqui vemos
algo fundamental. Jesus venceu a
tentação
como não como homem autônomo, mas como
um homem obediente, cheio do espírito,
firme na palavra e submisso ao seu pai.
E nós precisamos a entender outra coisa.
O fato de Jesus não ter pecado não torna
a tentação menos real. Na verdade, ele
sofreu a apreensão da tentação de modo
mais profundo do que qualquer pecador
ou qualquer um de nós que ceda
facilmente esse tipo de situação. Nós
muitas vezes não conhecemos o peso
completo da tentação porque nós logo
cedemos. Cristo nunca cedeu a tentação.
Ele foi até o fim da obediência. Ele
sentiu a força do ataque e permaneceu
santo. Ainda assim, pense numa árvore na
tempestade. A árvore fraca quebra logo.
A árvore forte vai sentir a pressão da
tempestade até o fim. Cristo não
quebrou. Ele permaneceu
ainda que que tivesse tentação. Hebreus
diz assim em Hebreus 4:15, pois não
temos um sumo sacerdote que não possa
compadecer-se das nossas fraquezas, mas
sim alguém como nós passou por todo tipo
de tentação, porém sem pecado. E isso
aqui é um consolo para o crente que
sofre tentação. Quando você é tentado, o
primeiro movimento do seu coração não
deve ser se esconder de Cristo, deve ser
correr para Cristo. Ele não é um
salvador impaciente com a fraqueza dos
seus. Ele é santo, sim, e ele odeia o
pecado, é óbvio, mas ele também se
compadece da nossa fraqueza. Não
confunda compaixão com tolerância ao
pecado. Jesus não passa a mão na nossa
cabeça pela nossa desobediência,
mas ele acolhe o quebrantado. Ele
sustenta quem é tentado. Ele restaura o
arrependido. Ele socorre o fraco. A
tentação nos promete a nos promete vida,
mas o que que ela vai entregar no fim?
Ela só é capaz de entregar a morte.
Promete a liberdade e nós encontramos a
escravidão. Promete o alívio, mas quando
ela vai nos entregar, nos entrega a
culpa. Satanás ainda usa as velhas
estratégias aqui. Ele questiona a
bondade de Deus, oferece atalhos,
distorce a palavra, tenta fazer o
sofrimento parecer inútil e a obediência
parecer apenas uma perda. Essa tentação
aparece hoje com outras roupas. Às vezes
a tentação atual vai dizer: "Você merece
ser feliz mesmo que você pese
desobedecer aqui." Outras vezes ela vai
dizer: Deus está demorando. Faça do seu
jeito. Outras vezes sussurra, ninguém
vai saber. Mas no fundo, a tentação
sempre vai tentar nos afastar da
confiança em Deus.
No deserto, Jesus mostra que o
verdadeiro filho confia no pai mesmo
quando está com fome. Adora o pai mesmo
quando é oferecido a ele os reinos do
mundo. Obedece ao Pai mesmo quando
obediência aponta para a cruz. Isso é
profundamente importante, porque Jesus
não venceu a tentação apenas para nos
dar um modelo real de como que o modelo
moral e real de como que nós vamos
superar a tentação. Ele venceu como
nosso campeão. Ele entrou na arena onde
nós caímos e ele saiu vitorioso. Ele
enfrentou o inimigo que enganou Adão.
que acusou os santos e oprimiu a nossa
humanidade. E Cristo ainda assim
permaneceu firme. Há um homem que disse
não ao pecado em todos os pontos. Há um
homem que nunca negociou com Satanás. Há
um homem que nunca dobrou joelhos diante
da mentira. E esse homem é Jesus Cristo.
Ele não venceu para se distanciar dos
fracos. Ele venceu para salvar os
fracos. Por isso que Hebreus nos chama a
nos aproximarmos do trono da graça, não
do trono do medo, do trono do mérito ou
do trono da performance religiosa, do
trono da graça de Deus. Porque o nosso
sumo sacerdote sabe o que é ser tentado,
mas sem pecado.
Ele sabe socorrer os que são tentados.
Talvez você esteja nessa luta hoje.
Talvez haja uma área específica da sua
vida, onde a tentação sempre volta para
você. Talvez você já tenha caído nela
várias vezes e começou a pensar que não
há esperança mais para você. O evangelho
não manda você procurar força em si
mesmo. O evangelho manda você olhar para
Cristo, arrepender-se,
confessar, fugir do pecado, mas fazer
tudo isso olhando para aquele que já
venceu por você, que vive e intercede
por você. Cristo venceu. Ele venceu não
apenas para nos inspirar, ele venceu
como nosso representante. Onde Adão
caiu,
Cristo permaneceu. Onde Israel falhou,
Cristo obedeceu. Onde nós somos
vencidos,
Cristo venceu. Um homem
no céu que enfrentou o inferno da
tentação, permaneceu puro. Esse homem é
o nosso salvador. E a humanidade de
Cristo também significa que ele conheceu
o sofrimento real nesse mundo. Não um
sofrimento abstrato ou uma dor distante,
um sofrimento humano concreto e
profundo. Jesus conheceu a rejeição. Que
que diz lá em João 1:11? Veio para o que
era seu, mas os seus não receberam. Ele
eh aqui ele conheceu a incompreensão.
Seus próprios irmãos não creram nele a
princípio. Ele conheceu a hostilidade
religiosa. Os líderes os acusaram,
distorceram as suas palavras e por fim
foram lá matar ele. Ele conheceu a
traição. Judas, um dos 12, entregou ele
com um beijo. Ele conheceu o abandono.
Na hora mais escura, os seus discípulos
também abandonaram ele. Jesus conheceu
as lágrimas. Nós vimos semana passada em
João 11, diante do túmulo de de Lázaro,
o que que ele fez?
Ele chorou. Duas palavras, mas um oceano
de significado. O filho de Deus diante
da morte não é indiferente. Ele não
trata a dor humana como pequena. Ele não
olha o luto com frieza, ele chora. É
claro, ele sabia, ele ia ressuscitar
Lázaro, mas ainda assim ele chorou. E
isso nos mostra que a esperança cristã
não nos torna desumanos. Saber que
haverá ressurreição não significa fingir
que a morte que nós vivemos e dos nossas
pessoas próximas não doa em nós. A morte
é inimiga. O pecado trouxe destruição. O
mundo tá quebrado. Jesus, o santo, chora
dessa ruína. Mas ele não apenas chora,
ele vence no fim. Esse é o consolo
cristão. Cristo não é apenas alguém que
entende as nossas lágrimas. Ele é aquele
que veio destruir a causa última delas.
Ele também conheceu a angústia. No
Jetsenom.
A sua alma se entristece profundamente.
Ali
vemos que a cruz não foi enfrentada com
uma superficialidade fácil de passar por
cima. Jesus sabia o que que significava
beber do cálice da ira divina contra o
pecado. Sabia que ele ia carregar a
culpa que não era dele. Sabia que seria
tratado como um maldito para resgatar
malditos. E mesmo assim, o que que ele
fez?
Ele foi lá.
Ninguém tomou a sua vida força. Ele a
entregou voluntariamente.
Ele caminhou para a cruz não como uma
vítima impotente, mas como um cordeiro
obediente. E isso torna o seu sofrimento
ainda mais glorioso, porque ele sabia,
ele quis, ele amou e ele obedeceu. Na
cruz vemos a sua humanidade em dor
extrema. Pregos atravessaram suas mãos e
pés. O corpo foi levantado, a respiração
se torna sofrimento. Ali a sede começa a
queimar ele. A vergonha pública o cerca.
Zombarias sobem naquela multidão. E mais
profundo que tudo, ele carrega o juízo
de Deus contra o pecado do seu povo.
Jesus não sofreu ali porque ele tinha
pecado próprio. Ele foi castigado. Ele
não foi castigado por falhas pessoais
dele. Ele é o cordeiro sem defeito, mas
ele sofreu por pecadores. O justo pelos
injustos, o santo pelos culpados, o
obediente pelos rebeldes. Por isso a sua
compaixão é tão preciosa. Ele não se
aproximou de leprosos como uma religião
com medo, eh, com um religioso com medo
da contaminação.
Ele tocou, ele acolheu, ele curou, ele
falou eh com as pessoas que eram
desprezadas, ele recebeu pecadores
arrependidos e ele olhou para a multidão
cansada e aflita como ovelha sem pastor.
Cristo não é indiferente ao sofrimento
humano, mas o maior consolo não é apenas
que ele sente a nossa dor. O maior
consolo é que ele redime pecadores e
promete uma criação onde a dor não vai
ser mais a última palavra. Porque se
Jesus apenas chorasse conosco, adivinha
só? Nós ainda estaríamos perdidos.
Precisávamos mais do que apenas uma
empatia dele. Nós precisávamos da
expiação que só ele podia nos dar. Nós
precisávamos do sangue. Nós precisávamos
de um substituto.
Muita gente hoje quer um Cristo que
apenas compreenda
e ele compreende.
Mas se tudo o que Cristo fizesse fosse
compreender,
nós continuaríamos condenados. Um amigo
pode abraçar no sofrimento, mas ele não
pode derrotar a morte.
Uma comunidade pode consolar você, mas
não pode espiar o seu pecado. Cristo fez
mais. Ele entra na dor para carregar a
culpa. Ele entra na morte para vencer
ela. Ele entra na vergonha para cubrir
pecadores com justiça. Ele entra no
juízo para que o seu povo receba
misericórdia. A cruz não é apenas a
prova de que Deus se importa, é o lugar
onde Deus satisfaz a sua justiça e
revela a sua graça. Ali a santidade de
Deus não é negada. A justiça de Deus não
é ignorada. O pecado não é tratado como
algo pequeno. O pecado é julgado no
corpo de Cristo. E ao mesmo tempo ali o
amor de Deus brilha, porque o próprio
Deus providencia o cordeiro, o filho se
entrega, o justo morre pelos injustos
para nos conduzir a Deus. E isso
transforma a maneira como lidamos com o
nosso sofrimento. O cristão não precisa
fingir que a dor não existe, não precisa
chamar o mal de bem, não precisa sorrir
artificialmente diante de uma tragédia,
mas também ele não sofre como quem não
tem esperança, porque em Cristo Deus
entrou na dor e abriu o caminho da
glória. Quando você chora, você sempre
tem que se lembrar, o seu salvador
também chorou. Quando você é rejeitado
por causa da justiça, eh, por causa da
injustiça, lembre-se, ele foi rejeitado
primeiro. Quando você se sente sozinho,
lembre-se, ele conheceu o abandono.
Quando a morte toca na sua casa,
lembre-se, ele esteve diante do túmulo e
depois saiu do próprio túmulo vivo. O
homem de dores é também o Senhor da
glória. O homem de dores foi para a cruz
e a humanidade de Cristo não termina na
sua morte. Ele ressuscitou corporalmente
e isso também é essencial para nós. A
ressurreição não foi a libertação de uma
alma presa num corpo. Não foi apenas uma
ideia espiritual, não foi uma lembrança
bonita no coração dos discípulos. Foi
uma ressurreição real, corporal,
histórica e gloriosa. O túmulo ficou
vazio. Jesus apareceu diante dos
discípulos, falou com eles, comeu com
eles, mostrou as suas mãos e o seu lado.
Tomé, como a gente sabe, duvidou o que
que Jesus lhe disse? Põe o seu dedo
aqui, veja as minhas mãos, estenda a mão
e coloque no meu lado. Pare de duvidar e
creia.
O Cristo ressurreto ainda tem corpo, mas
agora é um corpo glorificado, um corpo
que não é sujeito à morte, um corpo que
não é mais fraco, não é mais humilhado.
O mesmo Jesus que foi crucificado
ressuscitou em glória. Isso significa
que a encarnação não foi um episódio
temporado, temporário que o filho
abandonou depois da cruz. O filho eterno
assumiu a nossa humanidade para sempre.
Hoje há um homem glorificado à direita
do Pai, o nosso mediador, o nosso sumo
sacerdote, o nosso representante, o
nosso irmão mais velho, no sentido
redentivo, aquele que conduz filhos à
glória. Hebreus diz que Jesus não se
envergonha de nos chamar de irmãos e
isso não diminui a sua majestade. Ele
continua sendo o Senhor, continua sendo
adorado, continua sendo Deus bendito
eternamente,
mas ele é também o mediador humano
glorificado. E isso muda a nossa
esperança. A a esperança cristã não é em
virar um espírito sem corpo flutuando em
algum lugar indefinido. A esperança
cristã é a ressurreição, é a nova
criação, é o corpo redimido, é o novos
céus e nova terra renovados, é a
presença de Deus habitando com seu povo.
É a derrota final da morte. Cristo
ressuscitou como primícias. Isso quer
dizer que a sua ressurreição é o começo
da colheita. O que aconteceu com ele
acontecerá com os que são dele, não em
igualdade. Em igualdade a gente pode
dizer de glória essencial, porque ele é
óbvio, é único, mas em participação pela
graça. Ele ressuscitou e nós vamos
ressuscitar. Ele foi glorificado e nós
seremos glorificados. Ele venceu a morte
e a morte perderá todo o direito a todos
os que pertencem a ele. O Salvador não
apenas morreu por nós, ele vive por nós.
E porque ele vive, a nossa fé não é
apenas a memória de um márte, é a
comunhão com o Senhor vivo. Quando você
ora, você não ora para um Cristo morto.
Quando você sofre, você não é sustentado
por uma lembrança religiosa de alguém
que passou por aquilo. Quando você peca
e se arrepende, não encontra apenas um
um ensino antigo para você. Você tem um
Salvador vivo, humano e glorificado que
intercede por você. E isso também dá
dignidade à vida presente. O nosso corpo
importa, as nossas lágrimas importam, a
nossa obediência importa, o nosso
sofrimento que a gente passa não é
inútil. A criação vai ser restaurada, o
corpo vai ser redimido e a morte
vencida. A humanidade ressuscitada de
Cristo é a garantia de que Deus não
jogará fora a sua criação. Ele vai
purificar ela. Ele julgará o mal,
removerá o pecado e fará novas todas as
coisas. Por isso, a ressurreição
corporal de Cristo é tão importante. Se
Cristo não ressuscitou,
nossa fé é inútil. Mas se ele
ressuscitou, então a morte já recebeu a
sua sentença.
Ela ainda age, mas ela não reina sobre
nós que estamos em Cristo. Ela ainda
fere a nós, mas ela não vai ter a
palavra final. Ela ainda visita cada um
de nós e as nossas casas, hospitais,
cemitérios, mas um dia ela será jogada
fora definitivamente.
A ressurreição de Jesus também confirma
que o sacrifício foi aceito. A cruz não
foi derrota. A cruz foi a vitória por
meio do sofrimento.
O túmulo vazio é a declaração pública de
Deus que um filho cumpriu toda a obra. O
pagamento foi o suficiente, a justiça
foi satisfeita e, por fim, a morte foi
vencida.
E agora Cristo está sentado à direita do
Pai. Ele não está ali inativo. Ele
reina, intercede e sustenta a sua
igreja, reúne o seu povo, governa a
história e prepara a consumação. Isso
significa que o cristão vive entre duas
realidades. Ele ainda sofre, mas ele já
tem a esperança segura. Ele ainda luta
contra o pecado, mas já pertence ao
Cristo vencedor. Ele ainda enterra os
mortos, mas ele já sabe da ressurreição,
que a ressurreição virá. A humanidade
glorificada de Cristo é o futuro do povo
de Deus antecipado em uma pessoa.
Olhamos para ele e vemos o destino final
daqueles que estão unidos a ele. Seremos
redimidos, purificados, glorificados e
conformados à imagem de Cristo. O corpo
humilhado será transformado. A mente
confusa que temos será iluminada. O
coração dividido vai ser purificado. A
comunhão que foi quebrada durante todo
esse tempo será restaurada. O pecado não
estará mais presente. A tentação não vai
mais bater à nossa porta. A morte não eh
rondará mais a criação. E no centro
dessa esperança não está uma ideia, está
uma pessoa. Jesus Cristo, o homem
verdadeiro, ressuscitado, glorificado e
reinando para sempre. E então o que
fazemos diante da humanidade de Cristo?
Primeiro nós adoramos a ele, porque a
encarnação não diminui a glória do
filho, revela a profundidade do amor de
Deus. O Senhor da glória entrou na nossa
pobreza. O santo entrou no mundo impuro
sem se tornar impuro. O criador assumiu
carne de criatura sem deixar de ser
criador. Segundo, nós confiamos nele
porque temos um salvador que realmente
agora nos representa. Ele não é um
estranho à nossa condição. Ele conhece a
fraqueza sem pecado. Ele conhece a dor
sem desespero do incrédulo. Ele conhece
a tentação sem queda, conhece o
sofrimento sem rebelião. Ele é
perfeitamente qualificado para ser o
nosso mediador. Terceiro, nós corremos
para ele. Hebreus diz assim, Hebreus
4:16.
Assim
aproximemo-nos do trono da graça com
toda confiança, a fim de recebermos a
misericórdia
e enc encontrarmos graça que nos ajude
no momento de necessidade. O trono
diante do qual o Salvador deveria, o o
pecador deveria tremer, no final,
tornou-se em Cristo o trono da graça
para todos que se aproximam em fé.
Mas tudo isso nos leva ao centro. A
humanidade de Cristo caminha para a
cruz. Ele precisava ser homem para
obedecer como homem no nosso lugar.
Precisava ser homem para representar os
homens. Precisava ser homem para sofrer
no lugar dos homens. Precisava ser homem
para morrer, mas precisava ser sem
pecado para que a sua morte fosse o
sacrifício perfeito. Na cruz do
Calvário, o verdadeiro homem tomou o
lugar do homem de homens culpados. Ali
aquele que nunca pecou foi tratado como
culpado. Ali aquele que sempre obedeceu
recebeu a condenação no lugar dos
desobedientes. Ali aquele que viveu em
perfeita comunhão com o Pai clamou nas
trevas sobre o peso do juízo. Ali o
segundo Adão desfez por sua obediência
até a morte a ruína trazida pelo
primeiro.
Olhe para o Calvário. Ali está a
humanidade de Cristo em sangue, dor e
amor. Ali está o Deus homem oferecendo a
sua vida. Ali está o cordeiro sem
mancha. Ali está o sacerdote e o
sacrifício. Ali está o rei coroado com a
coroa de espinhos.
Ali está o filho obediente bebendo o
cálice até o fim. Ele não morreu por si
mesmo. Ele morreu por pecadores e ao
terceiro dia ressuscitou. Portanto, não
olhe para Jesus apenas como um mestre.
Não olhe ele apenas como um exemplo.
Não olhe ele
como uma inspiração apenas. Olhe ele
como salvador que ele é. O filho eterno
se fez homem para buscar e salvar o
perdido. Ele entrou na nossa carne,
viveu a nossa vida sem pecado, enfrenou,
enfrentou a nossa tentação sem queda,
carregou a nossa culpa sem merecer a
nossa condenação, morreu a nossa morte e
ressuscitou para a nossa justificação.
E agora todo aquele que se volta para
ele em arrependimento e fé encontra um
perdão real, uma justiça real, uma
reconciliação real e uma esperança real.
Porque em Jesus Deus veio até nós de
verdade, não como uma sombra, não como
um símbolo que nós devemos seguir, não
como uma aparência apenas. Ele veio de
verdade.
Mas deixa essa verdade chegar ainda mais
fundo. Talvez você tenha passado grande
parte da sua vida tentando provar para
as outras pessoas que você é forte,
tentando mostrar que você consegue,
tentando construir a imagem de controle
sobre a situação. Mas o evangelho começa
quando paramos de fingir. O filho de
Deus não veio ao mundo porque nós
estávamos bem.
Ele veio porque nós estávamos perdidos.
Ele não assumiu a nossa humanidade
porque nós éramos dignos. Ele assumiu a
nossa humanidade por graça.
Você não precisa eh apresentar a Cristo
uma humanidade arrumada para ser
recebido. Você precisa vir com
arrependimento e fé. Ele não salva
pessoas que se tornaram forte o
suficiente.
Ele salva pecadores que reconhecem a sua
fraqueza e confiam nele. E ao salvar ele
também transforma. O Cristo que
justifica é o Cristo que santifica. O
Cristo que perdoa é o Cristo que reina.
O Cristo que se compadece também nos
chama a abandonar o pecado. A graça nos
acolhe e não nos deixa onde nós
estávamos. Ela nos une ao Salvador que
vive e começa a formar em nós uma nova
humanidade. A igreja então deve ser o
povo que vive olhando para Cristo. Um
povo humilde porque foi salvo pela
obediência de outro.
Um povo santo porque foi comprado por
sangue. Um povo compassivo porque o seu
Senhor tocou os aflitos. Um povo
esperançoso porque o seu Salvador
ressuscitou corporalmente.
Um povo que não se gloria em si mesmo,
mas na cruz. Na cruz tudo converge para
lá. Na manjedoura vemos o filho
assumindo a carne. No deserto vemos o
filho vencendo a tentação. Nas estradas
da Galileia vemos o filho tocando a
nossa miséria. No Getseman, vemos o
filho submetido à sua vontade, a sua
vontade humana, submetendo a sua vontade
humana perfeitamente ao Pai. Mas no
Calvário vemos o propósito de tudo isso.
Ele nasceu para morrer, ele viveu para
obedecer. e obedeceu para oferecer-se e
ofereceu-se para salvar. No calvário, a
humanidade santa de Cristo é entregue
como um sacrifício em favor de uma
humanidade culpada. Suas mãos que
tocaram os enfermos são perfuradas. Seus
pés que caminharam para buscar pecadores
são pregados. Sua boca que anunciou a
graça e a verdade prova da sede. Sua
cabeça que se inclinou eh que se
inclinou à vontade do Pai recebe uma
coroa de espinhos. Seu corpo verdadeiro
é ferido de verdade.
Seu sangue verdadeiro é derramado de
verdade. Sua morte verdadeira compra a
salvação verdadeira. Ali Deus permanece
justo, justificador daquele que tem fé
em Jesus. Essa é a nossa esperança. Não
nossa religiosidade, não nossa
sinceridade, não a nossa força, o nosso
passado ou nossas promessas. A nossa
esperança é uma, é Cristo,
o Deus verdadeiro, homem verdadeiro,
crucificado e ressurreto. Então, venha
ele, confie nele, descanse nele, adore
ele e siga ele. E quando a tentação
vier, porque ela vai vir, olhe para
Cristo que venceu. Quando o culpado o
acusar, olhe para o Cristo que morreu.
Quando a dor apertar, olhe para o Cristo
que chorou. e ressuscitou. Quando a
morte ameaçar, olhe para Cristo que saiu
do túmulo. Porque o Salvador que temos
não é um Salvador distante. Ele é santo,
ele é majestoso, glorioso e exaltado
acima de tudo. Mas é também o filho
encarnado, o homem de dores, o cordeiro
crucificado e o mediador ressurreto.
fim. Quando toda a lágrima for enxugada,
quando a morte fori destruída, quando o
pecado não existir mais, quando a fé se
tornar vista, veremos aquele que assumiu
a nossa humanidade para nos levar à
glória. Veremos o cordeiro, veremos a
Cristo, veremos o filho eterno que se
fez homem para nos salvar. E toda a
nossa eternidade será de adoração diante
daquele que veio até nós, morreu por
nós, ressuscitou por nós e nos conduzirá
sempre à presença do Pai. No calvário.
Esse Cristo verdadeiro entregou a sua
vida verdadeira para salvar pecadores
verdadeiros pela graça verdadeira de
Deus e para a glória verdadeira do Pai.
Amém. Irmãos, Deus, nós te agradecemos
por esse dia, por podermos estarmos aqui
meditando na tua palavra, adorando a ti
juntamente com os irmãos. que nós
possamos ter essa mensagem para nós, ver
como a humanidade de Cristo é
importante, o quanto que ele é o nosso
representante e Deus, o quanto que ele
entende tudo que nós passamos aqui, mas
sem pecado. E por isso ele veio como
nosso representante para poder morrer na
cruz por nós, meu Deus. E assim nós e
merecedores de tudo, pecadores, podemos
ir a ti através da fé no seu filho. Meu
Deus, nós te agradecemos profundamente
por isso. Coloca essa verdade no nosso
coração para nós podermos contemplar a
Cristo pelo que ele é o filho de Deus
e o homem de dores. que nós possamos ver
as duas realidades aqui, meu Deus, e que
ela seja profunda para nós, ver o nosso
representante que venceu a morte e
ressuscitou. E um dia, por isso, nós
estaremos também juntamente a ele, meu
Deus. É isso que nós te agradecemos
hoje, em nome de Jesus. Amém.
M.
Pé, queridos.
Aleluia.
Nós falamos em cá, olhamos
para a grandiosidade
ah do pai. Agora olhamos para a
perfeição do filho. O que faremos com
isso?
que o Espírito Santo nos nos faça
realmente
contemplar a glória de Deus na face de
Cristo. Porque não há nenhuma mudança
que qualquer sermão possa produzir em
nós se ele não nos tiver levado
realmente ver a beleza de Deus na face
de Cristo pelo Espírito Santo.
Nós não nos juntamos uma vez na semana
ou duas, porque é isso que nossos pais
ou uma religião nos ensinou. Nossas
vidas foram capturadas
pelo evangelho. Nós começamos o dia com
o evangelho e acabamos o dia com o
evangelho.
E na Bíblia toda hora você vai ouvir
falar assim: "Aquele que vencer, aquele
que vencer receberá isso e aquilo". E
algumas pessoas pegam versos assim para
dizer: "Tá vendo? O homem pode, o homem
é livre para vencer se ele quiser.
Mas nada podia ser mais diabólico ao
afastar um homem do evangelho. Nós
vencemos a morte em Cristo.
Vencemos o pecado em Cristo. Vencemos as
tentações em Cristo. Nós perseveramos em
Cristo. De tal maneira que Paulo diz que
em todas essas coisas somos mais que
vencedores por aquele que nos amou.
Não há nada na vitória que não seja
atribuído apenas ao evangelho, apenas ao
que Cristo faz, fez e fará em nós. E é
por isso que nós cantamos.
Vamos louvá-lo.
>> [música]
[música]
>> Ah.
[canto][música]
Deus,
só tua palavra [canto]
vou [música] ouvir.
Caminha [canto]
[música]
só no teu querer.
Segue [canto][música]
Jesus,
o que não queres? [música][canto]
Eu não quero
tudo mais. Tire, Senhor, [música][canto]
vão o mundo, [música]
me dê Cristo.
Nada mais [música]
quero, Senhor.
Satisfaz, [música]
[canto]
[música] nada satisfaz [canto] só do meu
Deus. Deus,
mostre [música] em mim
tua [música][canto] glória. Isso
bastará
[música]
o que não queres.
E eu não quero
tudo mais de [música][canto] ti, Senhor.
V ao [música] mundo.
Me dê [canto] Cristo.
Nada mais quero, Senhor.
[música]
Nada mais quero, Senhor.
[canto][música]
[música]
A ti me rendo, a ti me rendo.
O tesouro, o meu [música] tesouro,
[canto]
[música] Cristo,
desejo
a ti.
Eu sou [música]
teu nome que me salva.
És [música] o bom que os faz o [canto]
meu ser.
No meu querer, [música]
ao teu querer me rendo.
Eis-me [música]
aqui [canto]
por
mim. [música]
Eu só tu fiz o nome [música] que me
salva. [canto]
Eis o pão que satis [música]
[canto]
ao meu querer.
[música] Ao teu querer me rendo.
Eis [canto]
aqui.
Us [música] a mim.
aqui.
[canto]
[música]
Aqui
usa
[canto] mim
o que não queres. [canto]
Eu não quero [música]
tudo mais tire, Senhor.
[canto]
[música]
Vão o mundo,
me dê Cristo. [música]
Nada mais quero, [canto] Senhor.
Nada mais [música][canto] quero, Senhor.
Nada.
Nada mais [canto][música]
quero, Senhor.
Dhe [canto][música]
só para Cristo
>> contemples [música]
[canto]
pois aqui
[canto][música] nada satisfa.
[canto][música]
Só Jesus
sempre. [canto]
>> [música]
>> estará.
>> Então, [canto][música]
olhe
só para Cristo
>> contemple [canto]
sua [música] face e luz,
>> pois aqui
[música][canto] nada
satisfa.
para
ti. [música]
[canto] Só Jesus
sempre.
[música]
>> Aleluia. Aleluia, Deus.
Ah, traga-nos de novo aqui esta noite,
Deus, para que se serão Pai possamos
celebrar o teu nome, Deus e sermos, ó
Deus, moldados. pelo evangelho juntos
como teu povo. Guia-nos, Senhor Pai.
Guia-nos, Senhor Pai, na escuridão deste
mundo, pela luz do evangelho do teu
filho amado.
Toque naqueles que estão enfermos,
Senhor Pai, naqueles que estão aflitos,
ó Deus, que eles encontrem, Senhor Pai,
ó Deus, o fluir do rio da tua paz, que
guarda as nossas mentes e os nossos
corações
em Cristo Jesus. Amém, Deus. Amém. Que
os irmãos sigam na paz do Senhor. Amém.

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