Davar Live – 15/05
16/05/2026
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala pessoal, boa noite, como que vocês estão? Tudo bem? Bem-vindos aí a mais uma live. Hoje nessa noite de friozinho, né? A gente nem vai ter barulho lá fora hoje, porque o frio espantou o pessoal que fica na quadra aqui, do lado da janela. É, então estamos aí para mais uma live. Deixa eu até abrir aqui, é, tinha o alguma coisa que eu vi durante a semana que eu queria comentar com vocês. Foi comentado no canal. É. Bom. Deixa eu só abrir aqui. Quem tiver aí, como que tá o som, vídeo, tá tudo ok? Tá tudo funcionando bem? Acho que tá, né? Acho que hoje tá tá mais tranquilo aqui. Então, a gente essa semana a gente também não teve muitos comentários muito específicos, assim com perguntas, né? Teve um ou outro comentário É. Uma pessoa me perguntou se podia, acho que era isso daqui que queria falar, né? Uma pessoa perguntou se ela podia usar uma das coisas que eu citei num vídeo em um sermão dela, né? E, ah, o som tá meio baixo, realmente tá meio longe aqui o microfone. Vai dar uma melhorada agora. Agora acho que tá melhor, né? Uma pessoa perguntou essa semana aqui no canal se podia usar um um vídeo que eu fiz para para uma pregação que ele queria fazer. E eu falei, com certeza, sermão não tem direito autoral. É, e isso é engraçado, né? Porque sempre quando eu vou fazer algum sermão, até vídeos que eu faço aqui eu pego ideias de vários lugares, eu não tô preocupado necessariamente pedir permissão para todo mundo para cada ideia que eu menciono aqui. Algumas eu nem cito de onde eu tirei, eu só pego uma ideia interessante de um texto bíblico, algum insight, alguma conexão com um texto e ponho, né? Mas a gente está acostumado a com essa ideia de direito autoral, né? Até explanações que são feitas na igreja, a gente ter que fazer a a referência de onde veio, né? Então já fica até aqui no canal, já fica até já exposto que se vocês quiserem usar a ideia de qualquer coisa aqui no canal, usem, não precisa fazer referência, não, isso daqui é uma ideia que eu tirei de um canal lá no YouTube, não precisa, não precisa. Só citem as ideias e bola para frente, vocês sabem de onde veio e tranquilo. Então achei curioso essa essa menção aqui. Então boa noite para vocês. Vi que o Daniel já colocou aqui alguma pergunta, a gente vai falar dela. Elane já deu uma boa noite, o Carlos que está aí também sempre, boa noite. Luís Fernando Vale, boa noite. Elane disse que está ok e aqui o Carlos falou um pouco do som, disse que melhorou, né? E o Matheus Dornelas, boa noite, estou atrasado. É, a gente acabou de começar, Matheus. Então é isso, gente, eu estava hoje estudando sobre o livro de Jó. Que amanhã e no outro sábado eu eu vou falar sobre Jó lá na minha igreja. É um livro bem interessante e >> [limpando a garganta] >> é difícil separar o livro em duas partes porque tem muitos temas que são muito interessantes e é difícil dividir assim quais temas vão ficar numa parte, qual quais temas vão ficar em outro, né? Aí eu estava dando uma olhada na minha própria live, na na na minha própria série de Jó que a gente tem aqui no canal. E é interessante quando você vê ver coisa antiga sua que você fez, você olha e fala: "Nossa, eu não lembrava que eu que eu cheguei a pesquisar isso, que eu cheguei a falar isso". Bem interessante ver séries antigas aqui no canal. É, aquela é uma série que eu gosto, eu gosto de ter estudado o livro de Jó. Talvez na hora de expor eu teria mudado a sequência sequência de algumas coisas para ficar um pouco mais claro o que eu tô querendo dizer, aonde eu quero chegar. Mas eu acho legal assim, inclusive o que eu gosto naquela série de Jó que a gente tem aqui é que a gente lê bastante o livro, né? A gente pega uma parte do do texto para explicar o que que ao o que que a gente tá falando sobre o livro, né? Que é uma coisa que também muitas vezes não é comum, né? Então a gente fala: "Ó, nessa passagem Jó vai falar o seguinte", lê e tal. A gente tem poucas vezes pessoas falando sobre o conteúdo do livro de Jó, né? Não é uma coisa muito comum. Normalmente as pessoas falam sobre o livro de forma geral, falam sobre a experiência de Jó de forma geral. Pessoal fala muito do Beemote e do Leviatã que tem lá no final do livro, da resposta de Deus, mas é é muito incomum as pessoas lerem um pedaço, fazer uma coisa mais expositiva, né? Ler um pedaço do livro e comenta sobre aquele pedaço que foi lido. Isso não acontece com tanta frequência, né? É. Gostei de ter feito isso nessa nessa série do livro de Jó. Então vamos lá. O Daniel Algoverde, ele já colocou uma pergunta aqui antes de começar antes de eu ter entrado na live, ele já colocou logo no no início aqui. Que é uma pergunta que não é fácil, viu? Ele vai dizer o seguinte: "Boa tarde. Pergunta para hoje: Apóstolo Paulo, apóstolo dos gentios, deixou de ensinar a lei de Moisés?" É, ele até colocou aqui agora, acabou de comentar aqui: "Fui eu que perguntei. Já vi essa questão de um pastor fazer um sermão que foi idealizado por outro, como se fosse roubar o TCC de outro". >> [risadas] >> É, eu já eu já fiz cópia completa de sermão de gente. E se não gostou que me processem, quero ver processar por causa do sermão. É, e não comentei no sermão de onde eu tirei. Se alguém veio me falar comigo depois, falou: "Não, esse sermão aqui foi tirado praticamente todo de tal lugar, né?" Então, eu eu não acredito em direito autoral para sermão, não. É, aliás, foi o Eduardo que falou agora, né? O Eduardo Ramos. É, aí o Daniel perguntou isso, então, essa questão. É, o apóstolo Paulo, apóstolo dos gentios, deixou de ensinar a lei de Moisés? Essa pergunta não é muito fácil, porque a gente não tem acesso aos ensinamentos de Paulo. Que que a gente tem? A gente tem cartas no Novo Testamento. Cartas que Paulo mandou para as igrejas. E uma dificuldade das cartas é que as cartas são uma resposta para alguma questão que tinha na igreja. Então, todas as cartas que Paulo tá escrevendo, ele ele não tá escrevendo assim: "Nossa, estou com saudade do pessoal, deixa eu escrever uma carta". Não, as cartas elas estão endereçadas a questões específicas. Às vezes isso fica bem claro no corpo da carta, qual é a questão que ele tá falando, e às vezes não. Ou as questões, né? Você pega lá Coríntios, tem diversas questões que ele vai tratando uma por uma, né? Então, é, a gente não tem assim os ensinamentos de Paulo em si. O que a gente sabe é que Paulo fala de Cristo, é o centro do do ensinamento de Paulo, isso ele fala muito nas cartas, e Paulo fala contra a imposição, ele fala da imposição da lei para os gentios. Mas o que que ele quer dizer exatamente com lei? É difícil. Porque primeiro, quando a gente fala da lei de Moisés, a gente não tá falando dos 10 mandamentos. Eh, normalmente o pessoal faz essa correlação. A lei de Moisés quer dizer os 10 mandamentos, tal. Mas não é isso, é mais do que isso. A expressão lei ou lei de Moisés no Novo Testamento está se referindo ao Pentateuco inteiro. Então, assim, todas as menções que Paulo faz de Gênesis, ele tá ensinando sobre a lei, entendeu? Ou todas as menções que Paulo faz a qualquer parte que que Moisés escreveu, ele tá ensinando sobre a lei. Então, nesse sentido, Paulo nunca deixou de ensinar a lei de Moisés. Ele não considera que o Pentateuco deixou de ser palavra de Deus ou deixou de ser um texto sagrado. Isso não acontece. O que Paulo parece ensinar é que, devido a uma tensão que tinha na na na lá na igreja primitiva, é justamente que ele não queria que os judeus impusessem para os novos convertidos vindo do pagani- vindos do do paganismo, né, os gentios, é que eles se tornassem judeus para se tornarem cristãos. A gente já a gente de vez em quando a gente comenta sobre isso aqui. Ou seja, você não tinha que impor a eles toda a tradição judaica. Isso não é exatamente a lei de Moisés, mas é toda uma uma uma leitura específica da lei de Moisés, entende? É uma leitura específica, inclusive em relação a a leis específicas, né? Por exemplo, eh, existe um existe essa tensão já em Jesus. Então, por exemplo, quando Jesus fala lá do dos alimentos e tal, eh, a discussão começa quando os discípulos comem pão sem lavar as mãos. E o que que é interessante? A regra se comer, de ter que lavar as mãos antes de se comer, essa regra não aparece na Bíblia, não aparece no no no Pentateuco. É uma regra dos fariseus, uma regra farisaica, rabínica, que foi criada baseado em em algumas coisas do Antigo Testamento. Então, você tem o Antigo Testamento em si e você tem uma leitura do Antigo Testamento feita pelos pelos eh pela tradição judaica, vamos dizer assim. Existe o que os judeus chamam hoje da Torá escrita e a Torá oral. E a Torá oral é uma tradição oral que passa de pai para filho sobre como se deve interpretar o o Antigo Testamento. Então, é é uma é uma é quase uma uma jurisprudência de como você deve interpretar cada texto do Antigo Testamento. Então, é isso que Paulo rejeita claramente na nas cartas. Essa jurisprudência, ela não deve ser imposta. A maneira como se guarda, mas por outro lado, isso vai aparecer no texto de Atos, ele fala que claramente que as pessoas estão falando por aí que a gente está desviando os judeus da lei e isso não é verdade. E para provar que isso não é verdade, ele fala para alguns que estão com ele, que são judeus, para eles irem oferecer um sacrifício isso, se eu não me engano, de voto de nazireu lá no lá no santuário. Então, Paulo, ele não deixa de ser um guardador da lei, só que o que ele fala, ó, as pessoas que são vindas eh do da da das religiões pagãs, os gentios que estão se tornando cristãos, eles não devem impor para ele a toda tradição judaica para ele se tornar judeu, para aí sim ele poder ser cristão. A maior discussão que é infinita é: de quais leis exatamente ele tá falando? Não fica claro. Não fica claro, porque até leis como eh alimentos oferecidos a a a a a outros deuses, no final das contas, ele ele quando ele vai tratar da da dessa questão lá em Romanos 14, se eu não me engano, ele vai falar o seguinte: quem come carnes oferecidas a ídolos não deve impor julgar o que o o que não come. E quem não come nem não deve se achar superior a quem come. Então, cada um faz o que acha que que é o correto. É, e ninguém fica tentando impor um pro outro, julgando um ao outro em relação a essas questões. E aí vai virar uma uma uma discussão infinita, né? Qual lei específica Paulo acha que deveria estar continuar sendo seguida e qual lei ele acha que não deveria estar sendo seguida. No meu entender, pelo que leio do espírito do Novo Testamento que eu apreendo, é que Paulo não tá preocupado com isso não. Ele não tá preocupado com leis específicas que deve seguir ou não. Ele tá mais preocupado em você ser um seguidor de Cristo e viver de acordo com o espírito eh e não abandonar toda uma ética que é dada no texto bíblico, mas o que que isso quer dizer especificamente? A gente tem que guardar as festas judaicas. Há um tem um texto que fala: "Não guardareis os sábados e luas novas, porque isso daí é o o é é sombra e tal, mas o corpo é de Cristo e tal". Sombra de coisas que haveriam de vir. Pra mim isso tá indicando essas festas judaicas. É, Paulo tá falando pra não impor essas festas para as outras pessoas dentro desse contexto. Alguns vão dizer que isso tá se referindo aos sábados de forma geral, né? Eu sou adventista, eu guardo o sábado, Mas eu entendo a discussão e a discussão é infinita. Não tem um texto que esclarece, assim, de uma vez por todas, exatamente de quais leis Paulo tá se referindo. O fato é que ele se refere ao Antigo Testamento como uma fonte de ética e de moralidade, eh, que deve ser seguida e em outros momentos ele rejeita partes específicas do Antigo Testamento como sendo normas que devem ser impostas a todos os os cristãos que estão fazendo parte da igreja, né? E aí vai ter uma discussão infinita exatamente o que isso quer dizer. A forma como eu interpreto, eh, pelo menos, né? Então, Paulo deixou de ensinar a lei de Moisés? Não deixou de ensinar a lei de Moisés, considerando que todo o Pentateuco é a lei de Moisés e ele cita diversas vezes textos do Pentateuco nos nos textos dele. Não os de deixou de ensinar a lei de Moisés no sentido de que ele fala que os judeus que se tornaram cristãos deveriam continuar guardando toda a lei, mas eu não sei se dá para interpretar isso como deixar de ensinar a lei de Moisés, falar que existem partes específicas da lei que não devem ser impostas a gentios que passam a fazer parte da assembleia de Israel, né? Eh, da assembleia dos cristãos, da da das comunidades dos cristãos. Eh, é uma questão difícil isso, porque mesmo no no Antigo Testamento, várias leis deixavam de ser válidas. E hoje ninguém segue a Bíblia inteira, né? Isso também é um assunto que de vez em quando a gente volta aqui. Ninguém apedreja, eh, a adúlteros e nem blasfemos, blasfemos, blasfemos. A gente não faz isso, apesar de estar escrito na Bíblia que se deve fazer, né? Então, tem diversas leis que a gente abandonou, que a gente não segue, que a gente considera como sendo cultural, eh, restritas a um contexto histórico específico. Então, exatamente qual lei deve seguir ou não é uma discussão infinita que vai depender do que que você de como você interpreta o texto bíblico e de como você do que que você considera que é o espírito do texto, que é o mais importante para ser seguido no texto, né? Então, Daniel, essa é minha resposta, uma resposta meio dúbia aí porque que pelo que eu entendo o texto bíblico é meio dúbio em relação a essa questão, em em coisas mais específicas, para responder essa pergunta. Então, vamos lá. Eh, o Mateus também comenta que "Da última vez que assisti sua série de Jó fui lendo um capítulo por dia com minha namorada. Líamos o comentário bíblico e depois assistimos o seu vídeo". Ah, que legal, que legal, que bacana, Mateus. Pô, que legal. Eh, eu vi um pouco da sua série de Jó. Eu vejo a história como provações de Deus. Você não falou sobre esse aspecto. O que você diria sobre isso? Somente Jó não seria provações? Hum, já vou comentar disso, Elaine. Deixa eu só ler os outros comentários aqui. Queria saber se faz sentido a ideia de que o dízimo hoje não é mais uma obrigação, pois a obrigação se foi junto com a destruição do templo. Pergunta aqui o Mateus. Eh, eh, as outras perguntas não são sobre Jó, então já vou falar aqui da da da questão da Elaine. Elaine, eu não vejo a o o que Jó passou como uma provação. Quando eu leio o livro de Jó não tenho essa eu não tenho essa perspectiva, eu não entendo dessa maneira. Por quê? Uma provação seria Deus faz Jó passar por todo o sofrimento que ele passou para saber se ele seria fiel ou não no final, né? Eh, a ideia de provação é uma ideia difícil porque por um lado a Bíblia fala diversas vezes que Deus conhece todas as coisas, conhece os pensamentos, sonda os pensamentos, conhece meu deitar, meu levantar, antes mesmo de eu nascer ele já me conhecia e tal, mas ao mesmo tempo Deus faz provações, por exemplo, para Abraão né, para quero que você vá lá e sacrifique seu filho, agora que você se dispôs a sacrificar seu filho, eu sei que você é fiel e tal. Então é mais um desses temas na Bíblia que eh existem algumas pessoas que harmonizam esses textos, falam não, existe uma explicação para ser assim, mas o fato é que o texto em si visto cruamente eh você não consegue chegar a uma conclusão muito fechada, entendeu? Eh sobre o o que significa as provações para Deus. É, se ele sabe as coisas, se ele sabe os pensamentos por que é que ele prova as pessoas? Eh, mas isso acontece no texto bíblico. Mas eu não vejo isso em Jó, porque pelo que me parece, considerando aquele prólogo de Jó como Deus fala para Satanás, né? Tá vendo meu meu servo Jó? Vê como ele é fiel. Ele realmente é fiel. Então o que aparece aqui seria mais uma provação a Satanás do que para Jó. Porque Deus parece confiar já de antemão que Jó era de fato fiel. E Deus ainda disse não, você pode tocar nele, você pode tirar as coisas dele, pode tocar na saúde dele. Para meio que no sentido de para eu te provar que ele realmente é fiel. Eh, que esse é o é um é um é uma frase importantíssima do livro de Jó que Satanás pergunta: será que Jó é temente a Deus de graça ou de balde, né, como diz as as versões mais antigas? Será que é sem motivo que Jó é temente a Deus? Diz tem umas outras versões também que dizem levam essa expressão. Então o o livro é meio que Deus provando para Satanás que de fato Jó era fiel a Deus de graça, ou seja, ele não fazia isso por interesse. Ele não era fiel a Deus só porque Deus mimava ele com vários presentes, né? Ele era rico, bem-sucedido, não era isso que fazia Jó ser fiel. Deus já sabia isso do, do início e ele prova isso para Jó. Então, eu não entendo como uma provação para Jó, mas seria mais uma provação para o próprio Satanás, nesse sentido, entende? É, pelo menos é dessa forma que eu vejo o, o todo, é, todo esse sofrimento de Jó, o que que acontece dentro do contexto do livro de Jó, né? Aí o Mateus coloca aqui outra questão, eu queria saber se faz sentido a ideia de que o dízimo hoje não é mais uma obrigação, pois a obrigação se foi junto com a destruição do templo. Então, Mateus, eu, eu fiz um, um tempo atrás a gente comentou sobre isso aqui. Eu acho que essa ideia faz sentido, sim. Com alguns, algumas ressalvas, né? É, normalmente o texto bíblico relaciona o, o, o dízimo à ideia de sacerdócio, né? É, qual, qual qual é o ponto, né? Porque o sacerdote tá relacionado com o santuário no período de Moisés. É, e aí o Carlos até colocou aqui já o que que eu ia falar, né? Porém, o dízimo já existia antes do tempo, Abraão entregou o dízimo a Melquisedeque. Então, esse é o ponto, né? Então, Abraão entrega o dízimo a Melquisedeque e a primeira menção ao dízimo, inclusive, é, se eu não me engano, é Jacó em Betel falando que ele daria o dízimo de todas as coisas. Mas, a primeira vez que a gente vê, de fato, alguém entregando o dízimo para alguém, é Abraão entregando para Melquisedeque. Aí tem um, porém, Melquisedeque era sacerdote, era sacerdote de Eliom, né? Era sacerdote, sacerdote do Deus Altíssimo. Então, a gente vai ter o dízimo sendo relacionado ao sacerdócio dentro do texto bíblico. Mas o sacerdócio está relacionado ao templo no período de Moisés, mas antes de Moisés você já tem um sacerdote. E você já tem uma entrega de dízimo, né? Antes do templo ser construído. Então, a ideia de que a obrigação foi embora junto da destruição do templo é uma ideia que faz sentido, mas tem essas ressalvas, entende? Ela, ela faz sentido de forma geral, mas você tem o dízimo relacionado a sacerdotes mesmo antes do templo ser construído, né? Então, o que torna o assunto mais complexo, né? Quando a gente falou sobre o assunto, eu falei que eu, pessoalmente, acho que é justo a ideia de dízimo. Eu não gosto muito da ideia da, da, da, da igreja fiscalizar o dízimo do membro. Porque isso não acontece no texto bíblico. Por outro lado, eu acho que não é uma coisa ruim o membro querer dar o dízimo para igreja, não, até porque o que eu argumentei na época que eu acho que faz sentido é, se você participa de uma coisa, qualquer coisa, que é uma coisa muito importante e exige um, uma uma certa organização, você você vai ter que bancar aquilo com o seu dinheiro. Dar o dinheiro para sustentar aquilo é uma prova de que você considera aquilo algo realmente importante para você, né? Então, por exemplo, usando um, um exemplo esdrúxulo aqui. Gosto muito de Machado de Assis e eu quero fazer um, um clube de leitura do, do Machado de Assis, mas não só um clube de leitura, eu quero que as pessoas se reúnam uma vez por semana para ler Machado de Assis e eu quero que tenha um especialista em Machado de Assis, alguém que dedicou, estudou para o assunto, para uma vez por semana fazer ali um um uma um uma reflexão sobre a obra literária de Machado de Assis. Então, eu preciso de um lugar para essas pessoas se reunirem, eu preciso pagar essa pessoa que bancar essa pessoa que vai se dedicar a isso e tal. É, então, é justo que você cobre das pessoas que querem fazer parte desse clube do do de leitura do Machado de Assis, que elas cobrem, é, que você cobre elas para elas manterem essa esse clube, entendeu? Esse clube funcionando. Porque ele custa dinheiro para funcionar. Então, usando essa lógica de uma coisa que não tem absolutamente nada de religioso, dá para aplicar o mesmo para a igreja. É justo as pessoas sustentarem a igreja, né? E os 10% e tal. Eu acho também que é uma coisa que até faz sentido, porque se as pessoas consideram a igreja algo muito importante para a vida delas, é, eu acho que é mais faz mais sentido você as pessoas darem uma porcentagem do dinheiro que elas têm do que você cobrar uma taxa fixa para todo mundo. Principalmente se você tem uma certa preocupação em ser em todo mundo pode fazer parte, entende? Que seria uma preocupação religiosa. Tá, eu não tenho dinheiro. Ah, então você não pode fazer parte da nossa igreja. Não, tipo, não não faz muito sentido isso. É, então, quando é é uma parte do que você recebe e assim, 10% é pode ser bastante pesado, mas tem muita gente que gasta muito mais do que isso com coisas muito menos relevantes do que seria a religiosidade para um religioso, entende? Então, de forma geral, não acho o dízimo uma coisa injusta. Eh, embora o texto bíblico também ele não seja tão rígido assim, né? Eh, eu não vou lembrar agora os textos de cabeça, mas tem uma ideia de um segundo dízimo que é dado o seguinte, quando você não tem para onde levar uma casa do tesouro, um lugar dos sacerdotes para dar esse dízimo e é um problema também porque a gente não tem uma figura de sacerdote no Novo Testamento eh, que não seja Cristo ou toda todo todo o corpo de de de fiéis, todos eles são sacerdotes e Cristo é o sacerdote. Eh, mas por exemplo, o epíscopo não é o sacerdote. O o apóstolo não era no no texto bíblico não faz uma essa relação entre os líderes da igreja e o sacerdócio no Novo Testamento. Então a ideia de você separar o dízimo é interessante, mas para quem deve se levar esse dízimo. Então, lá em Deuteronômio tem uma ideia de que quando você não tiver eh, um lugar fácil para entregar o dízimo, você faz uma grande um grande banquete eh, chama o levita que tá perto de você, o sacerdote, chama os pobres e faz um grande banquete para todo mundo e você também come e tal e você faz uma celebração com aquilo que seria o seu dízimo, né? Então o texto bíblico mesmo não parece ser tão rígido em relação ao dízimo quanto em algumas igrejas fazem essa essa relação, né? Aí o Daniel Algoverde fala: "A igreja não vive a lei, mas prega a lei do dízimo". Então, Daniel, é porque esse não vive a lei é o que é o difícil. Quando você fala a lei você tá falando especificamente do quê, entende? Porque existem várias coisas que não tão por exemplo, né? Uma lei do Antigo Testamento: "Não dirás falso testemunho". Eu não tenho certeza se existe uma lei, uma repetição dessa lei no Novo Testamento, mas eu não gosto dessa lógica também, que às vezes o pessoal faz assim: "Ah, essa lei aparece no Novo Testamento também, então é válida". Então acaba sendo de qualquer forma um sistema legal específico, né? Mas vamos supor, né? "Não dirás falso testemunho". Tá no Antigo Testamento. E se não tiver isso no Novo Testamento, quer dizer que a gente pode mentir? Não me parece que é o caso. Então o Novo Testamento, ele tá fundamentado na moralidade do Antigo Testamento. Então por mais que alguma igreja fala que a gente não segue as leis, a gente não tá, não vive na lei, ela segue, todas as igrejas vão seguir, eh, vão seguir princípios morais do Antigo Testamento que vão se, se manifestar em leis. Entende? Então, o que Paulo vai argumentar é que a gente não vive sob a lei, e isso, eu vou dizer aqui qual a minha interpretação disso, é mais no sentido de que, eh, quando, se eu vivo sob a lei, significa que toda vez que eu peco, ou seja, toda vez que eu faço algo que é contra a lei, eu mereço morrer. Só que agora que Cristo morreu no meu lugar, eu já não estou mais sobre o julgamento da lei. Eu não vivo sobre a penalidade da lei. É. Quando Paulo fala de viver sob a lei, é muito mais esse argumento que ele tá falando. Porque Cristo pagou a dívida que a lei faria com que, eh, com que a gente devesse cada vez que a gente peca. Entendeu? Eh, então, esse estar sobre o jugo da lei, viver sobre a lei e tal, é muito mais no sentido de, o, como você vai pagar essa dívida dos pecados que você comete, que todo mundo comete, né? Então, tem essa questão, o que torna o as, o que não resolve a questão do assunto de o que que deve seguir, o que não deve seguir, entende? A questão persiste, né? Qual lei deve seguir, qual não deve? Porque o próprio Paulo seguia, os próprios cristãos primitivos seguiam leis. Leis que vinham do Antigo Testamento, né? Então, é difícil isso, é difícil essa ideia de não viver sob a lei, eh Deixa eu ver um pouco mais para trás aqui, onde eu estava. Tá, eu estava falando aqui do, da pergunta do Mateus, né? Falando sobre o dízimo. Aí diz aqui o Eduardo: "Tenho uma pergunta. Por que na Bíblia há capítulos inteiros com árvores genealógicas? Literalmente, eh, literariamente, sempre achei essa parte chata de ler, mas pensava que se está ali, deve ter uma função". Então, Eduardo, tem função. Tem função. Eh, o que a, o que nem sempre a função de uma parte na Bíblia, do, do aspecto literário, é no sentido de eu tirar uma lição para minha vida, sabe? Nesse, do, do, às vezes a função é outra. Então, algumas coisas, algumas funções das genealogias na Bíblia. Primeiro, é estabelecer aquilo como uma história no mundo real. Então, eu não tô falando, a, a genealogia tá falando que essas figuras, pelo menos para o autor que tá escrevendo, não são figuras imaginárias. Ele tá falando de pessoas que existiram e que tem uma genealogia. E a genealogia também traz essa ideia, né? Eh, ela é um, um jeito de, de se expressar dentro do pensamento hebraico de que você existe e você não existe sozinho. Você não é uma existência suficiente Você, em si mesma, você existe porque alguém precedeu você. Então, alguém existiu antes de você e outra pessoa existiu antes dela. Então, você é fruto de uma história, você é a continuidade de uma história que vem muito antes de você. Então, essa ideia de que a nenhuma história é isolada, mas ela é uma parte de uma história fluida de outras pessoas que vieram antes e você é um pedaço dessa história que está sendo construída é, é manifestada nas genealogias ali do Antigo Testamento, né? Tem todas essas funções. E além disso, algumas genealogias elas chegam quase a contar histórias, né? Eu vou falar de duas aqui que acho que a gente já comentou aqui. A primeira é a genealogia de Gênesis, falando da genealogia de Sete e de Caim que aparece, se não me engano, lá no capítulo cinco de Gênesis. Acho que é isso. É, Caim e Abel, capítulo quatro. A genealogia do capítulo cinco, capítulo seis já começa a falar da da decadência da humanidade e tal, né? É o que é interessante nessa genealogia aí de Gênesis, de Sete e de Caim é porque ele vai estabelecer que você tem duas linhagens que vão se separando e uma é contraparte da outra. Então, a genealogia de Sete, ela se mantém fiel a Deus, enquanto a genealogia de Caim vai se pervertendo. E no final, lá no capítulo seis, quando essas duas genealogias começam a se misturar, Deus fala: "É, realmente, não dá para manter mais a humanidade. Eu vou ter que eu vou ter que interferir na história". E aí você tem, a partir daí, a ideia de dilúvio do dilúvio vindo, né? Então, o que que, é, que é aquele que, quando as filhas de Deus, os filhos de Deus viram as filhas dos homens e tal e aí você tem toda uma uma mitologia, uma de uma tradição criada em cima disso, eu entendo isso como uma leitura a partir da da genealogia que vem logo antes, ou seja, ele tá falando de duas genealogias, de duas linhagens, uma fiel e outra perversa e que depois esses filhos de Deus, que é essa linhagem de Sete começa a se misturar com a linhagem das filhas dos homens que pelo que eu entendo no contexto é uma expressão que tá se referindo à genealogia de Caim. E aí quando tem essa mistura aí Deus decide que agora se perverteu mesmo. O que é interessante aí nesse texto de Gênesis é que tem nomes que se repetem. Então, por exemplo, Enoque, que é que andou com Deus e Deus o tomou para si que é uma figura aí enigmática e conhecida existe um outro Enoque também aí nessa genealogia que é descendente de Caim. É, e não é só Enoque, eu não lembro os outros nomes que se repetem, eu não lembro se é Enos, se é Tubal, alguma coisa assim. É, tem outros nomes que se repetem, ou seja, você tem uma genealogia sendo contraparte da outra, é como se fosse um espelho. Então, esse Enoque, descendente de Sete, ele andou com Deus. Esse Enoque, descendente de Caim, esse cara era perverso, entende? Então é essa, nesse caso a gente tem uma função narrativa que a genealogia tá cumprindo, né? Esse é um exemplo e o outro, segundo exemplo, é o que a gente comentou um tempo atrás aqui e também nas lives, que a na que é a genealogia de Jesus que aparece, agora eu não lembro se é a de Mateus ou de Lucas uma das duas, eu acho que é de Mateus que no meio da da genealogia, ele não fala só dos descendentes homens, mas ele fala de quatro mulheres que fazem parte dessa genealogia e são quatro mulheres que eram excluídas socialmente e que elas vão fazer parte da genealogia do Messias. Elas são é o o Messias é descendente dessas mulheres excluídas socialmente, que é é agora eu não sei se eu devia ter falado que são quais são as mulheres porque eu não sei se eu vou lembrar de todas de cabeça, mas a gente tem a a é a Judá e Tamar, tem a Tamar nós temos Tamar, nós temos a mulher de Davi a Bate-Seba, a gente tem é Raabe lá de Jericó que era prostituta e a gente tem é Rute e Maria, se eu não me engano então todas essas mulheres eram excluídas de algum em algum sentido, então Tamar é aquela que que quase foi queimada viva porque teve um filho com o próprio sogro, a gente tem a mulher de Davi que que teve um filho fora do casamento né e aí alguns vão falar porque ela foi abusada praticamente de Davi, né? Davi decidiu "ó, você vai dormir comigo agora e e mas de qualquer forma do ponto de vista social era mulher excluída socialmente nesse sentido a gente tem Raabe que era uma mulher pagã e prostituta, o texto fala isso diversas toda vez que ele fala de Raabe ele fala "e Raabe, a prostituta" é e a gente tem Rute que era moabita e moabita era excluída da assembleia, os moabitas eram excluídos da assembleia de Israel, eles não podiam fazer parte do povo de Israel e aí você tem Davi que é o maior rei de Israel era neto, bisneto de uma moabita de uma moabita então a gente tem essa genealogia tem essa função de falar como Jesus ele é o o filho dos excluídos. Ele é filho daqueles que não se esperavam nada daqueles, dessas pessoas. E é deles que descende o próprio Deus encarnado, entende? Então, tem um um sentido de subversão. Nem toda genealogia vai ter uma coisa óbvia assim: "Olha, eu tô entendendo que ele tá querendo contar uma história para mim com essa genea- genealogia". Eh, algumas são muito difíceis, muito chatas mesmo, que é só um nome de um monte de nome aleatório que não quer dizer nada para quem tá lendo, né? Mas, no geral, as genealogias têm todas essas questões aí, fazem parte de um tipo de literatura antiga, que era justamente de registrar que todas as pessoas, todas as pessoas famosas, elas são a continuidade de uma história de muitas outras pessoas que se tornaram anônimas na história, né? Mas é isso, de forma geral é isso daí. E aí o Carlos até colocou aqui, eu já vi, né? Que é o Lameque, é o Lameque, que é o o o outro que se repete nas duas genealogias, tanto de, eh, da descendência de Sete quanto da descendência de Caim, lá em Gênesis, no capítulo cinco, se eu não me engano. Aí o Flávio coloca aqui: "Quantas promessas, por exemplo, dos celeiros se encherem"? Esse é um tema bem interessante, viu, Flávio? Eh, deixa eu só responder a do Mateus antes, porque tava relacionado com o dízimo que a gente tava falando, né? Eh, quanto a a destinação do dízimo, que necessariamente deve ser a igreja ou posso destinar a uma instituição ou ministério? Então, Mateus, eh, como eu tava falando, biblicamente não tem uma uma uma indicação muito precisa. Eu acho que faz sentido você destinar à igreja que você crê que é uma igreja que representa o o o, o, o que você acredita, digamos assim, né? Faz sentido você sustentar aquela organização se você acredita naquela igreja. Eh, e aí vai depender da, da, da sua própria fé, né? Se você frequenta uma igreja, mas você não acha que essa igreja, eh, não, não, não acredita muito nela, já tem uma questão aí, né? Mesmo se você não acredita muito nela, você tá frequentando essa igreja, então, de certa forma, você tá usando uma estrutura que tem um custo, né? E outras pessoas, através da doação delas, estão sustentando esse custo. Eh, mas, eh, é muito mais uma questão de o que que você entende de, de, de que realmente representa a sua fé. Se você vai numa igreja que você acha que representa aquilo que você acredita, é justo você dar o dízimo naquela igreja, né? Mas se não, se você prefere dar um num ministério ou, ou em alguma instituição, se é isso que você acredita, é o que faz sentido, entende? A gente não tem muito como fugir disso. O dízimo deve ser dado na igreja quando você crê naquela igreja. Então, isso não dá pra fugir disso, porque assim, eu sou adventista, né? Então, ao dar o dízimo, eu dou o dízimo na igreja adventista, mas eu não sou católico, então não vou dar meu dízimo pra igreja católica. Eu não sou da congregação, não dou meu, meu dízimo na congregação cristã. Então, eu dou o dízimo dentro da igreja que eu acredito que representa o que eu entendo, né? Que, que, que, que expressa algo que tenha a ver com a minha fé, entende? Então, sempre acaba sendo dentro desse contexto. Sempre você vai dar o dízimo dentro da instituição que você acredita. Tem a ver sempre uma questão de fé, entende? Não dá pra fugir muito disso daí. E aí eu falo, fala: "As promessas, por exemplo, dos celeiros se encherem". É, Flávio, a gente tem uma seguinte questão aí. Eh, eu acho que esse é um tema que é muito apropriado, as pessoas se apropriam dele dentro de um contexto de uma teologia específica, né, que o pessoal fala que é a teologia da prosperidade, e tal. Que que acontece? A gente tem o o Pentateuco, né, o a lei, a Torá, falando de Deus fazendo uma aliança com um povo, o povo de Israel. E essa aliança tava relacionada com uma terra específica onde eles morariam, a terra que ele tinha prometido para Abraão. Onde Abraão peregrinou e tal. Então essa é a terra que Deus falou que é seria dada aos descendentes de Abraão. Né? Eh, quando Deus faz essa essa aliança, esse acordo com o povo de Israel, esse acordo, ele tem eh, leis dentro desse acordo. Né? Ele tem critérios a serem seguidos. Isso vai aparecer eh, em algumas partes da Bíblia, mas as consequências da quebra ou da manutenção dessa desse acordo, dessa aliança, vão aparecer principalmente em dois textos bíblicos, que é Levítico 26 e Deuteronômio 28 a 31, eh, 28 em diante, né? 28 a 30 ou 31. Que são os dois textos que falam de uma coisa que a gente fala das bênçãos e maldições. Então que que é isso, esses dois textos, né? Eles são, basicamente, eles falam basicamente a mesma coisa. Então eles tão falando o seguinte: "Se você, povo de Israel, seguir essas leis que eu tô te dando, então você vai ser próspero. Vai dar tudo certo para você, os seus celeiros vão se encher. Eh, vocês vão ter prosperidade, vocês, suas mulheres terão muitos filhos, vocês vão viver bem bem e felizes dentro dessa terra que eu prometi para vocês. É, gente, eu estou falando e é só agora que eu percebi que eu estou de fone de ouvido e não tem motivo para estar de fone de ouvido, não é, porque eu não estou ouvindo nada. Eh, >> [risadas] >> então, é primeira parte. Essa é a primeira parte desse eh, dessa desse amontoado de de de bênçãos e maldições, que é a parte das bênçãos, não é? E ele vai falar: "E se vocês não seguirem essas leis que eu estou propondo para vocês, vai acontecer um monte de outras coisas com vocês. Eh, vai vir doenças, vai vir pragas, vocês, o fruto não vai dar a sua semente, eh, vocês não vão ter colheitas boas, as suas mulheres vão se tornar inférteis e tal. Eh, eh, os seus inimigos vão vir contra vocês e aí, lá em Levítico 26, quando ele vai descrevendo as maldições, ele sempre coloca: "Se vocês continuarem se afastando das leis, se vocês continuarem se afastando dessa aliança, então eu vou ainda fazer mais coisas". Então Deus vai adicionando, conforme o povo vai se eh, vai insistindo em se afastar da lei, as maldições vão vão chegando cada vez mais, não é? Até que no final, ele fala: "Então vai se levantar um povo que vai vir e vai levar vocês embora e vão levar para uma outra terra que vocês não conheciam". Aí acho que em Deuteronômio que vai falar: "Uma terra que vocês não conheciam, que fala uma língua que vocês não conheciam, de um povo que vocês não conheciam". Vocês vão para uma terra estranha e e e finalmente vocês vão ficar espalhados e os povos vão falar: "Nossa, o que aconteceu com esse grande povo? Olha que coisa terrível" e tal. Então, essas leis, essas bênçãos e maldições em relação às leis, elas são relativas ao antigo povo de Israel e estão relacionadas à terra em si. A terra, aquela terra. Tanto que no final, é, essa, essa relação de bênçãos e maldições, ela se mostra que ela nem é tão rígida assim, porque Deus vai falar o seguinte: "E aí quando vocês tiverem nessa terra que vocês não conhecem, vocês, vocês perderam essa terra que eu dei para vocês, se tiverem nessa outra terra que vocês não conhecem, é, e ainda assim, depois de vocês terem quebrado totalmente a, a, a, a, a lei e estarem totalmente distantes de mim, ainda assim, eu vou atrás de vocês, vou buscar vocês e vou trazer vocês de volta". Ou seja, o texto está construindo toda uma ideia de bênçãos e maldições, que é para, o objetivo é manter o, o povo fiel às leis que Deus está dando, mas mesmo assim, no final, o que, é, interessante isso, né? No Antigo Testamento, na Torá, quando ele está falando de leis e maldições, o que sobrepuja, o que vai, o que é mais forte, o que, o que predomina hierarquicamente em relação a, a, a uma lógica de obediência e recompensa, é a graça. Porque mesmo quando o povo desobedecer e for espalhado, que é o que a gente vai chamar de exílio, que é o que de fato aconteceu, Deus vai falar: "Então, eles quebraram totalmente a aliança, invalidaram ela totalmente, mas ainda assim, eu vou lá e vou buscar eles". E o Novo Testamento vai, vai dizer ainda: "Eu vou fazer uma nova aliança com eles", né? "Vou escrever essa lei agora, não mais em tábuas de pedra, mas no coração deles". Essa lei vai estar escrita, né? Está lá no livro de, de Jeremias. Então, a gente tem essa essa lógica de eh, de promessas com recompensas materiais, principalmente em relação a riquezas, são promessas específicas no Antigo Israel em relação à terra que eles viviam. Entende? Deus não tá falando hoje que se você for fiel a ele, a sua conta vai vai se encher de dinheiro. A gente faz um salto quando a gente faz essa interpretação, porque não é isso que tá acontecendo. Inclusive, é um dos temas principais do livro de Jó. Desculpa voltar pro livro de Jó, porque ele tá na minha cabeça, porque é o que eu que eu tô estudando ele agora, né? Eh, que é justamente que a a justiça retributiva divina não é uma coisa absoluta. Então, embora existam vários textos bíblicos falando, ah, que os os perversos vão ser espalhados, os perversos vão morrer, mas o justo será eh, será recompensado, ele viverá bem, né? O justo viverá como o cedro do Líbano, plantados na casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Eh, mas o perverso será espalhado como a palha que tá sobre a terra e tal. Então, embora exista na Bíblia essa ideia de justiça retributiva divina, o que o livro de Jó vai pôr em questão justamente é, será que isso é uma coisa absoluta? Porque existe, no caso de Jó especificamente, existem pessoas que são justas, estão sofrendo. E esse sofrimento dessas pessoas justas não são a punição divina por algo injusto que elas fizeram. Não, olha, são pessoas justas. E aí a gente tem também o Salmo 73 que vai falar de o caso contrário também, pessoas perversas que ainda assim vivem uma vida boa. E aí, essa essa vida boa que elas vivem é uma recompensa divina pelo bem que que fazem? Não, elas são pessoas perversas. Então, essa ideia, essa retribuição divina, embora tenham textos bíblicos que que dão que que falem nesse sentido, a própria Bíblia também vai trazer contra-exemplos disso, entende? Ou seja, a gente vive num mundo meio caótico, entende? Enquanto Deus pode sim recompensar o justo, ao mesmo tempo, às vezes o justo sofre injustiças. Às vezes, tem uma pessoa doente e a gente pergunta: "Quem é que pecou para ela estar assim? O pai dela eh ou a mãe dela?" E aí Jesus vai vai chegar e vai falar: "Não, nenhum dos dois. Ela está nessa situação para que a glória de Deus se manifeste." Então, a Bíblia vai falar que Deus age no mundo, mas nem todas as coisas que acontecem no mundo são consequências da justiça retributiva divina, entende? O mundo é meio caótico, o mundo nesse contexto que a gente vive é um mundo meio caótico. Então, eh é mais ou menos essa ideia. Por isso que essa teologia da prosperidade, que olha, seja fiel, porque olha lá aquele texto de Deuteronômio falando para você ser fiel e os seus celeiros vão se encher e tal, eh será que isso dá para se atribuir hoje e aplicar isso diretamente a uma prosperidade eh monetária e atrelar isso ainda à devolução da da dádiva do dízimo para uma igreja específica? Será que dá para fazer essa relação? Eu acho que não. Eu acho que biblicamente já já é uma eh já já você já tá já é uma uma junção de é um pensamento muito longo, é um salto muito longo para você chegar a essas conclusões usando esses textos, entende? >> E aí a Eloine coloca aqui, né? Deus se arrependeu da sua criação? Acho que existe essa expressão na Bíblia. Existe, Eloine, existe. Que Deus, eu não lembro se é, é, ele se arrepende de ter feito o homem. Existe toda uma discussão aí linguística sobre a palavra que é usada para, para arrependimento de Deus. Existe uma, uma uma, uma ideia, eu não vou lembrar exatamente agora o termo, o termo em hebraico, mas existe uma ideia que ela tá muito mais, a gente traduz como arrepen, arrependimento, mas tem muito mais tá muito mais no sentido de uma mudança de uma mudança de rumo. Então você tá fazendo uma coisa e a partir de agora você vai fazer outra. Então pode ser traduzido como um arrependimento, mas não necessariamente carrega essa ideia. E como existem textos bíblicos também que falam que Deus não é homem para se arrepender. E ao mesmo tempo tem textos bíblicos que dizem que Deus se arrepende, uma explicação para essa incongruência é justamente que a ideia de arrependimento relacionada a Deus não é a mesma ideia de arrepen, arrependimento de um ser humano, que faz uma coisa e depois percebe que cometeu um erro enorme porque não sabia o que tava fazendo e decide voltar atrás, né? Hã, o arrependimento o divino tá muito mais relacionado ao a mudança de comportamento humano. Então quando o homem muda o seu comportamento, Deus muda o comportamento dele também em relação ao homem. Então Deus criou um ser, o ser humano e sustentou esse ser humano e acompanhou esse ser humano e aí quando o ser humano se torna perverso, Deus também muda a forma de se relacionar com esse ser humano, né? Então eu entendo dessa maneira. É uma das maneiras de explicar essa ideia. Que Deus se arrepende e ao mesmo tempo Deus não se se Como que funciona isso, né? Como que entende essa essas esses textos diferentes aí em relação a Deus, né? Eu não sei se se eu li Eu acho que eu li tudo, né? Acho que eu li tudo as as mais antigas aqui. Eh, mas aí o Mateus coloca aqui: "Eu não entendo como que os apóstolos chegaram à conclusão de que não precisavam mais da circuncisão. Quando a circuncisão começou, Deus apareceu ordenando, mas quando acabou, foram só os apóstolos dizendo". Exato, Mateus. Essa é uma Essa é uma discussão difícil, porque aí você vai ter que entender que aquela decisão não foi só dos apóstolos, mas foi uma decisão guiada pelo Espírito de Deus em relação a uma nova época. Entende? Então, o que eles estavam dizendo com com o abandono da circuncisão, né, o abandono da obrigação da circuncisão, porque também eh, Paulo também falou: "Olha, se você é da circuncisão, continua se circuncidando, continua circuncidando aí os seus descendentes. Mas se você não é, também não precisa circuncidar". Então, não é que a igreja se torna contra, mas ela ela tira a obrigatoriedade da circuncisão para se tornar membro da da igreja. É muito mais no sentido de que agora o nosso movimento, ele tomou uma proporção diferente de toda a história bíblica. Agora, você Isso não é mais um símbolo de uma descendência física de Abraão. Então, a partir de agora, nós somos descendentes de Abraão que fazem parte desse movimento que a gente tá criando. Pessoas que não são descendentes de Abraão e não vão se tornar fisicamente membros de Abraão, vão se tornar descendentes de Abraão de uma outra maneira. Que é se eu não me engano em Gálatas, que vai falar que todo mundo que aceita Cristo se torna descendente de Abraão também. Não pela circuncisão. Agora, né? Agora um outro mecanismo que faz ele tornar descendente de Abraão é porque ele abraça a fé do mesmo Deus que Abraão adorava. E isso torna ele descendente de Abraão. Então, o que que é interessante aí? Que que eu até concordo com você, Mateus. É é difícil quando a gente vai fazer um tipo de teologia que é muito dogmática, que é muito é muito relacionada só ao cumprimento de leis. Porque tá, pera aí. Essa lei aqui agora deixou de ser cumprida? Se você não entende, eh, isso do ponto de vista daquela fala que que Jesus disse que, olha, o espírito ao sopra para onde ele quer. Se o espírito levou os discípulos a esse a essa conclusão, eh, então é assim que vai ser agora. Se você não entende nesse sentido, é difícil você achar assim, tá, não, isso eles deixaram de circuncidar porque tem um texto específico no Antigo Testamento que quando isso acontecesse, a circuncisão não valeria mais. Não, não existe esse texto, entende? Então, o que parece é que Deus é duro com a com aquilo que foi estabelecido dentro do contexto que foi colocado. Mas o contexto muda e as necessidades mudam e as coisas se tornam outras coisas depois, né? Eh, mas igual, por exemplo, o rei de Israel. Deus fala, eh, quando o povo começa a clamar por um rei, Deus fala para Samuel, olha, não não fica triste não, eles estão rejeitando a mim. Porque eu era o rei deles, né? Agora eles querem um um rei humano, ou seja, a ideia de querer um rei não parece ser uma ideia de Deus. Deus não não não definiu essa ideia de eh, da da monarquia. Mas ao mesmo tempo, agora que foi estabelecido, então todos devem seguir o rei. E agora seguir o rei se torna uma coisa validada pelo próprio Deus, entende? Então, beleza, agora nesse contexto novo que a gente tá, agora vai ser assim, então será assim, entende? Ou seja, os contextos podem mudar e as, e a, e a forma como você manifesta alguns princípios pode mudar, muda, digamos, a, a lei que manifesta aqueles princípios. Mas não significa que não existe princípio nenhum, entende? É complicado, essa discussão é complicada, né? O Carlos até colocou aqui, né, que, da, o João também colocou antes, né, Moisés já falou da circuncisão do coração em Deuteronômio, né, Deuteronômio 30, verso 6. É, falou dessa, dessa circuncisão. Mas aí que tá, né, Carlos? Ele fala dessa circuncisão, que parece um texto mais homilético, digamos assim, mas ao mesmo tempo o texto não deixa, em si, uma margem para dizer que, beleza, agora a gente não precisa mais circuncidar, entende? Eh, acaba sendo, de um jeito ou de outro, uma decisão que precisa vir de uma autoridade que é a mesma autoridade que impôs a circuncisão, entende? No caso, se você não aceita o Novo Testamento, não tem como você, só biblicamente, chegar na conclusão de que não precisa mais circuncidar. Então, você tem que aceitar a ideia de que não, esses textos também são textos sagrados inspirados pelo, inspirados pelo mesmo Deus que escreveu lá no Pentateuco antigamente, que, que determinou a circuncisão. Então, acaba sendo uma questão de, de reconhecimento da autoridade de quem tá falando aquilo, entende? É esse que é o, é o ponto. Mas eu imagino também que os apóstolos usaram esse texto. É, Ela sendo, indiretamente, uma citação a esse texto, sim. É, vai falar da circuncisão do coração, né? Ele vai citar diretamente esse texto, né? O João até coloca aqui: "Deus faz vir o sol e a chuva sobre os justos e injustos. Toda boa dádiva vem do pai das luzes". Exato, né, João? É que a gente tava falando antes, né, do de que não necessariamente tudo é uma retribuição divina para o que você faz. Às vezes você não é justo e ainda assim a chuva cai sobre você. É o equalizador que Jesus fala, né? "Somos descendentes de Abraão como descritos que somos galhos enxertados na oliveira", diz aqui o Daniel Algoverde. Daniel, eu vou de vez em quando a gente tem que fazer isso, né, na na live. Eu vou pegar esse texto que eu tava que eu tinha mencionado mais cedo, que fala de que agora não somos eh descendentes de Abraão. Eh, deixa eu ver aqui. Qual é o texto? O texto do Novo Testamento que fala que somos descendentes de Abraão. Se não me engano, o texto de Gálatas. Gálatas 3:29. Isso. Então vamos ler aqui pra gente ver juntos esse texto, porque ele também tá inserido aqui num num raciocínio que é feito, né? Eh Gálatas, inclusive, é um é uma carta que é dada muito nessa tensão das leis, que é o que a gente tá falando aqui. Que o a comunidade da Galácia é uma comunidade que as pessoas os cristãos que eram descendentes de do do que eram judeus que vinham eram descendentes de judeus eles estavam assim muito na pegada de convencer todo mundo que tem que se seguir toda a lei de Abraão para você se tornar um judeu e aí você vai seguir a Cristo, né? Ou seja, inclusive a circuncisão. E Paulo vai brigar basicamente ele já começa o o o o aqui a carta aos Gálatas falando eu fico impressionado como vocês deixa eu ler aqui o verso o o capítulo 1 verso 1 que ele já começa dando uma pancada nos nos Gálatas aqui. Que é Gálatas capítulo 1 que vai dizer o seguinte, né? Paulo apóstolo e tal a todos os irmãos graça e paz e tal. É aí ele começa a falar no verso 6 aqui Gálatas 1 verso 6. Eu fico maravilhado e aqui maravilhado não é num sentido positivo é que ele tá estupefato ele tá assustado. Estou assustado de que tão depressa vocês passaram daqueles que chamou é que vos chamou da graça de Cristo para um outro evangelho. O qual não é outro mas alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. É mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu anuncie um outro evangelho além do que foi anunciado para vocês que isso seja considerado maldição que esse seja anátema maldição, né? Então ele ele começa a carta aos Gálatas falando cara eu tô assustado como vocês mudaram rápido daquilo que é o ensinamento bom que a gente deu para um outro ensinamento um outro evangelho aí, que vocês inventaram. Então, aqui no em Gálatas 3, o a a a conclusão no verso 29. Mas a gente vai ler um pouco antes aqui, né? Ele vai dizer o seguinte: Ele tá argumentando, eu vou ler a partir do verso 15, né? Irmãos, eu homem eu falo como um homem, se a aliança de um homem for confirmada, ninguém anula nem a acrescenta. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a sua descendência. Não diz as descendências, como se tivessem muitas descendências, mas de uma só, a tua descendência que é Cristo, ou seja, o descendente de Abraão, a a semente de Abraão, o Cristo, né? O o Messias. Mas digo isso, que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei que veio 430 anos depois, não a invalida de forma a abolir a promessa. Porque se a a herança provém da lei, já não provém da promessa, mas Deus pela promessa deu gratuitamente a Abraão. É, ele tá falando aqui dessa especialmente dessa discussão que a gente tava falando daqui, né? É, logo pra que que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões. É, pra que viesse a posteridade a quem promessa a quem a promessa tinha sido feita. E foi posta pelos anjos na mão de uma mediadora. O mediador não é o é o mediador não o o é de um só, mas Deus é um. É, logo as promessas logo a lei é contra as promessas de Deus? De modo algum, porque se fosse dada uma lei que pudesse vivificar a justiça, na verdade, teria sido É, a justiça, na verdade, teria sido pela lei, ou seja, ele tá falando, a lei não tem o poder de de fazer justiça por si mesmo. É isso que ele tá falando, né? A escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fora dada aos crentes, ou seja, a lei é dada pra todo mundo ver que ninguém consegue é ser perfeito, todo mundo pecou em algum momento. Todos estão encerrados na condenação da lei, pra que viesse Cristo e pudesse livrar a todos igualmente, né? Ele vai argumentar a mesma coisa lá em Romanos, eh, no no no nos capítulos 9 a 11 também. Eh, mas antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. A melhor de ah, de maneira que a lei nos serviu de tutor para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas depois que veio a fé, já não estamos mais debaixo do tutor. Ou seja, o que salva a gente é Cristo. A lei era só um ensinamento, ele tava mostrando para apontando para Cristo, né? Eh, todos vocês são filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus, porque todos que foram batizados em Cristo já são revestidos de Cristo. Então não existe mais judeu, não existe grego, não existe servo, não existe livre, não existe macho, não existe fêmea, porque todos vocês são um só em Cristo. E ele vai concluir essa parte toda. E se vocês são de Cristo, então vocês são descendentes de Abraão e herdeiros conforme a promessa. Então o que ele tá querendo dizer aqui é que não existe duas classes de membros da igreja primitiva, que eles tinham os judeus e os gentios, né? Não existem duas classes no sentido de que, ah, eu sou judeu, eu sou descendente de Abraão. Você é gentil, você não é descendente de Abraão. Então você precisa de de se circuncidar para você se tornar descendente de Abraão. E Paulo falou, não, tem nada disso. Não existe nem mais judeu, nem grego, não existe nem homem, nem mulher. Todo mundo virou uma coisa só agora. Todos são um só em Cristo. E todo mundo agora é descendente de Abraão. Todo mundo que abraça essa fé, que se torna, eh, salvo através do sacrifício de Cristo, se torna descendente de Abraão também. Né? É essa esse é o argumento que o que vai ser feito até ah, para essa conclusão. Ou seja, todos nós que aceitamos esse sacrifício, que nós somos justificados pelo sacrifício de Cristo, nós somos descendentes de Abraão. E o que Paulo tá e herdeiros conforme a promessa, ou seja, Paulo tá falando tanto quanto o judeu que é um descendente ali com a genealogia dele toda descritinha, ele sabe quem foi todo mundo até chegar em Abraão, você também é descendente de Abraão tanto quanto ele. É o que Paulo vai argumentar aqui. Não existe alguém eh não existe mais judeu nem grego, não existe mais servo nem livre nem macho nem fêmea. Em Cristo todo mundo está no mesmo nível. As hierarquias foram completamente destruídas aqui em Cristo. Deixa eu só tirar aqui o o meu áudio áudio do celular aqui. Que ele fica aqui tocando de grupos que tão chega mensagem, né? Eh É só isso aí a gente tava comentando aqui esse comentário do Daniel, né? Somos descendentes de Abraão como descrito que somos galhos enxertados no oliveira. E aí é o que tá. Aqui, o que é interessante, né, do da diferença dos dois argumentos. Aqui, Paulo tá falando aqui quando ele tá argumentando pros gálatas, ele tá falando: "Vocês de descendência judaica, baixem a bola aí. Vocês não são melhores dos que os que não são descendentes eh de Abraão, porque no final todo mundo é descendente de Abraão". E quando ele tá falando lá em Romanos, quando ele fala dessas galhos enxertados, ele vai falar o contrário, ele fala: "Ó, vocês que são gentios, baixem a bola aí. Vocês não são superiores aos judeus não". Eh eles são ramos naturais, vocês são ramos enxertados. Eh todo mundo faz parte da mesma oliveira, não existe diferença, mas eles também são ramos. Então, o que Paulo tá querendo fazer é não se achem superiores uns aos outros. Todo mundo está na mesma igualdade agora, né? Você que não é judeu, não ache que o judeu é pior que você. Você que é judeu, não ache que o gentio é pior que você. É, em Cristo está todo mundo igual. Então, no final das contas é, é interessante, né? O argumento que ele faz em Gálatas é o mesmo do que em Romanos, só que para a comunidade de oposta ali, do lado oposto da, da treta que estava tendo. Vamos lá. Aqui eu o comentário do DJ. Sobre o povo pedir um rei, se possível fala um pouco da tensão permanente que existe entre os cristãos e o estado. Assim como existiu no Antigo Testamento até o Apocalipse. Jó e o Leviatã para isso, é, para expressar isso também. Boa noite. Agora se vira aí. >> [risadas] >> É, então, vamos lá. É, deixa eu só ler um outro comentário aqui que acho que tem a ver com esse assunto que a gente está falando. Entendi, nessa época as coisas pareciam mais maleáveis. Não vejo isso como seria isso aceito hoje em dia, sabe? Hoje em dia parece que é isso aqui, ponto, nunca vai mudar. É, Mateus, a gente tem essa questão, né? Existe uma complicação aí. Mateus está falando aqui que a gente está falando da, de como os apóstolos acabaram decidindo que agora não é mais obrigatória a circuncisão, né? Existe um complicador aí que é, a gente está falando de texto bíblico. E a gente não tem hoje o texto bíblico sendo produzido ainda. Então, de certa forma a gente tem uma, uma decisão tomada, levada pelo espírito, que foi cristalizada no texto bíblico e sacralizado. Então, assim, se você aceita esse texto, você entende que realmente, aqui a gente sabe que foi a vontade de Deus. O O é que, quando você sai do texto bíblico, em que que dá para confiar? Tanto quanto aquelas decisões que foram feitas e registradas pelo texto bíblico, pelos seguidores diretos de Jesus, de da primeira geração de seguidores de Jesus, os os apóstolos. Eh, e aí, tem dois lados. Por um lado, o Espírito Santo continua agindo, esse Espírito que Cristo falou que ah, o vento sopra para onde ele quiser. Né? Ele é incontrolável. Ele continua agindo hoje. Ou seja, nós temos também uma continuidade de adaptação de princípios divinos ao agora a um outro contexto. Esse é um ponto, ou seja, as coisas continuam mudando tanto quanto tanto como mudaram lá do Novo Testamento do Antigo Testamento para o Novo Testamento. Por outro lado, a gente também tem um texto bíblico que dá um um uma base para a gente, para a gente falar, ah, tá, as coisas mudam, então agora Deus não é mais o Deus da Bíblia, agora o Deus certo é Thor. A continuidade do Deus da Bíblia agora é o Deus Thor, dos nórdicos. Não. Eh, você tem um texto bíblico que estabelece fundamentos para para mostrar que não é totalmente solto. Você não acredita, se você quer seguir essa tradição, você não acredita no que você quiser. Eh, eh, eh, o Deus não é de qualquer jeito, ele é de uma forma que é descrita nesse texto. E o relacionamento dele com o homem também não é de qualquer jeito, ele é na forma como é descrito nesse texto. Então, você entende o que eu quero dizer? Existe uma tensão entre ah, as coisas mudam e se adaptam para essa nova realidade, e ao mesmo tempo que as coisas mudam, a gente tá falando de um Deus e de uma continuidade de uma tradição. Ou seja, elas não veem uma coisa totalmente diferente também. E esse é o grande ponto, né? Ah, qual é o ponto em que as mudanças já estão saindo do espírito da Bíblia? Do espírito do texto bíblico, e já tá virando uma outra coisa, que já não tem mais nada a ver com Bíblia. Então a gente tá abandonando essa tradição, a gente tá abandonando o Deus que é descrito nesse, nesses textos, e a gente tá começando a adorar uma outra coisa. Né? Qual é o ponto certo em que eu não sou rígido o suficiente para achar que a gente deve viver igual à época do Novo Testamento, que é o, a época mais tardia do texto bíblico. É, e ao mesmo tempo saber que a gente não vive mais naquela época, mas existe uma certa continuidade de princípios e de uma revelação de um Deus que é descrito naqueles textos sagrados. Então é difícil, difícil chegar nesse ponto aí, muito difícil. É, Romanos 11, 17 a 24, diz aqui o Daniel. É, Romanos 11, eu acho que ele vai falar aqui da, da, da dos ramos enxertados, né? Da, da, da oliveira. Isso aí. Aí antes daí de ir para pergunta do DJ ali, vamos, é essa pergunta da Roseli que, lá, que ela fala aqui: "Por que Paulo raspava a cabeça? Era da lei?" Então, Roseli, eu acho que você tá se referindo a um texto de Atos, né? Que Paulo faz, raspa a cabeça. É da lei. Existia no Antigo Testamento uma instituição chamada, o, o voto do nazireado. Né? O que que era isso? Existiam instituições fixas, por exemplo, o, o o levita. Se você nasceu na tribo de Levi, você era levita e ponto final. Então, ah, não, eu sou da tribo de Benjamim, mas eu gosto tanto de de dos levitas, eu queria meu meu sonho era ser levita. Azar o seu, se você não nasceu na tribo de Levi, não vai ser levita, ponto ponto final, acabou. E dentro dos levitas também eh existia uma família específica que é a família de de Arão que eram sacerdotes. Então, se você é filho de Arão, você é descendente de Arão, você é sacerdote. Se você não é descendente de Arão, você não é sacerdote, ponto final. Então, existiam essas instituições que eram muito fixas eh para famílias específicas e tal. Só que Deus também abre uma outra regra, olha, se você quer fazer uma consagração especial né, eh e de repente você não é levita nem eh e nem é sacerdote, mas você quer fazer uma consagração especial para Deus, então a gente vai fazer o seguinte, você faz um voto chamado voto do nazireado. Então, você vai deixar então parar de cortar o cabelo enquanto você está cumprindo esse voto, esse voto pode durar a vida inteira também, existem casos, a gente já vai falar deles. Mas você, por exemplo, define, olha, eu vou ser nazireu durante um ano. Você para de cortar o cabelo durante um ano. Quando você eh tá dentro desse voto, nesse período de voto, existem outras regras, então você não pode, por exemplo, beber, não pode eh nem se aproximar de nada feito de uva, para você o nazireu não poderia ver ser visto embriagado por aí em Israel. Esse voto exigia um ele ser completamente abstêmio. Então, eh existe uma passagem, não lembro se é de Juízes onde é que fala, olha, eh é muito bom que a gente vê que tem muitas pessoas aí que estão cumprindo o voto do nazireado, então era uma forma de você medir a espiritualidade do povo até, sabe? As pessoas que aderiam ao voto do nazireu. E ao final, quando desse um ano, por exemplo, se você quer seguir por um ano ou 10 anos, seja lá o tempo que você determinou para você mesmo para seguir esse voto de nazireu, eh, você tinha que ir no santuário, você raspava o seu cabelo, então você não podia cortar o cabelo durante o voto todo e você raspava o cabelo no final do voto para fazer essa demarcação, olha, terminou meu voto. Aí você oferecia um sacrifício no santuário, etc e tal, né? Eh, então esse voto é um voto de consagração especial. Você tem alguns casos de nazireus na Bíblia que eram nazireus indicados logo no nascimento, eles viveriam viver a vida toda como nazireus. Essa história de Sansão, por exemplo. Então Sansão era um nazireu. É, a Lucilene colocou aqui, né? Samuel e Sansão eram nazireus para sempre, nunca cortavam o cabelo. Isso, esses casos são pessoas que eram tinham um voto pela vida inteira. O que é interessante é justamente que eh, como é que Sansão perde aquela força sobrenatural que ele tinha? Quando ele quebra o voto de nazireado dele, quando o cabelo dele é raspado. Então falou, "Ah, então, você tinha essa força que Deus te dava enquanto você mantinha essa consagração especial de nazireu". Na verdade é assim, Sansão ele ele foi quebrando todos os votos de nazireu de nazireu dele, todos os aspectos do voto de nazireu e ficou só o cabelo no final. Quando ele cortou o cabelo, agora não sobrou nada de nazireu mais em você. Naquele instante ele deixa de ter aquela força sobrenatural. Interessante, né? Então, ah, o a história de nazi do de de Sansão está baseado nessa nesse voto do nazireu, né? Que aparece lá no Pentateuco. Deixa eu perguntar aqui também, só para a gente ter aqui, eh, onde na Bíblia fala sobre o voto de nazireu. E vai falar aqui, era no Antigo Testamento, em Números, capítulo 6. Vamos ler aqui rapidinho. Números, capítulo 6. A gente eu sou ruim de lembrar é passagem bíblica, sabia? Eu sei que às vezes até parece, nossa, ele lembra de cabeça. Mas tem muita coisa que eu sabia e que fui esquecendo. Aqui é Números, capítulo 6, a partir do verso 1, né? É, falou o Senhor a Moisés dizendo: "Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando um homem ou uma mulher se tiver separado, fazendo voto de nazireu para se separar ao Senhor, então interessante que nazireu não era só homem não. A gente tem esses dois exemplos de Sansão e Samuel, mas uma mulher também podia ser é nazireu, né? É, ou naziroa, não sei qual seria o feminino de nazireu. É, de vinho e de bebida forte se apartará. De vinagre de vinho, é, nem vinagre de bebida forte não beberá, nem beberá a alguma beberagem de frutas, nem uvas frescas, nem secas comerá. Não pode nem chegar perto de de de uva. Todos os dias do seu nazireado não comerá coisa alguma que se faz da vinha, desde o caroço até as cascas. Todos os dias do voto do seu nazireado sobre a sua cabeça não se passará navalha, até que se cumpram os dias que se separou ao Senhor. Santo será, deixando crescer livremente o cabelo da sua cabeça. Todos os dias que se separar não se aproximará do corpo de um morto. Ah, esse era o terceiro ponto também do voto do nazireu. Ele não corta o cabelo, ele não ele não bebe e nem ele nem come nada, nem se aproxima de de e É, nada feito de uva e ele também não pode tocar em em corpo de um morto. Quando a gente lê a história de Sansão, ele quebra tudo isso. Ele bebe, ele toca em corpo de de um de um morto, ele pega a queixada do jumento e não sei o quê. Eh, e no final ele deixa cortarem o cabelo dele, aí ele quebra o voto total dele, né? Eh, por seu pai ou por sua mãe, por seu irmão ou por sua irmã, por eles não se contaminará quando forem mortos, porquanto o nazireado do seu Deus está sobre sua cabeça todos os os dias do seu nazireado, santo será o Senhor. Eh, e o que que é interessante aqui, né? Eh, as expressões que são usadas aqui no voto do nazireu são as mesmas expressões usadas pro sacerdote. Ou seja, qualquer pessoa, homem ou mulher, em Israel, podiam fazer uma uma consagração especial que era é usada aqui na Bíblia nos mesmos termos do sacerdote. A tiara sacerdotal, que era feita de ouro, estava gravada Kadosh Adonai, santidade ao Senhor, e ele vai usar exatamente essa expressão que ele vai ser santo será o Senhor, o nazireu, né? E as mesmas essa lei de você não se aproximar do morto, ele vai usar exatamente o mesmo verso aqui, por seu pai, por sua mãe, por seu irmão, por sua irmã, não se contaminará quando forem mortos e tal. Exatamente as mesmas expressões que é usadas em relação ao sacerdote. Ou seja, o nazireu, ele ele tinha uma consagração especial similar ao sacerdote. Ele não cumpria as funções do sacerdote no santuário, mas se alguém quisesse no seu coração, seja de qual tribo fosse, seja homem, seja mulher, quisesse fazer uma consagração especial como o sacerdote, ele podia. E por quanto tempo ele quisesse, se ele quisesse depois deixar esse voto especial ele podia deixar, né? E aí ele vai falar que no final, né? Eh Eh Quando eu termino o voto o sacerdote oferecerá para a expiação do pecado, outro para os holocaustos para por ele que pecou relativamente assim, naquele mesmo dia santificará sua cabeça, vai raspar a cabeça e tal e termina o voto dele de nazireu. Né? Eh Então, voltando à pergunta original lá Paulo, lá em Atos, ele faz justamente eh ele mostra que ele tá cumprindo um voto de nazireu, inclusive por isso que ele fala pros eh lá pro pessoal oferecer um sacrifício e tal. Vou aproveitar aqui que eu tô com a inteligência artificial aberta, vamos já ver onde que é esse verso pra gente Ah, já tá aqui, já tá aqui. Eh quando Paulo raspa a cabeça em quem creia lá em Atos de 18 verso 18. E também em Atos 21 verso 23 a 24. Também são textos que falam de Paulo fazendo o voto e quando termina o voto ele raspa o cabelo, oferece sacrifício lá no santuário. É o Atos 18 18. E Paulo ficando ali muitos dias despediu-se dos irmãos, navegou para a Síria e com ele Priscilla e Áquila tendo raspado a cabeça em quem creia porque tinha voto. E esse voto aqui que tá se referindo é o voto eh o voto de nazireu, né? É o voto que ele faz eh de nazireu, apesar de ele ser benjamita, ele era da tribo de Benjamim, né? Ele fazia esse voto especial de consagração aqui eh de nazireu. Então, é isso, Samuel e Sansão eram nazireus pra sempre, nunca deveriam cortar o cabelo. Mas no caso Sansão quebra o voto dele, né? Então, como os os nazireus celebravam a Páscoa se não podiam beber o vinho? É uma boa pergunta viu Lucilene? >> [risadas] >> Não sei, eu não sei. Como esse texto ele é categórico quando ele fala dos nazireus, imagino que eles fossem excluídos do texto da da da celebração da Páscoa, apesar que também na Páscoa fala que todo israelita deve participar. Então boa pergunta, excelente pergunta. Não faço ideia. Deixa eu até perguntar aqui para a inteligência artificial. Vai que tem um texto bíblico que eu não conheço. Participavam normalmente da Páscoa, não tinha nenhuma proibição e tal. É, a inteligência artificial vai cruzar os textos, vai dizer que ele vai participar, ele só não vai tomar o vinho. Que é o que está escrito no texto dos nazireus. Então ele tá só especulando aqui também. Então provavelmente é o que acontecia também. Ele ele vai, participa da Páscoa, ele só não toma o vinho da Páscoa, não é? É, interessante isso daí. Aí tem uma outra pergunta aqui. Bom, ainda vou voltar nas perguntas do DJ ali para a gente terminar, tá? São 10 horas já. Mas só ler esses últimos comentários aqui. Acho que o recebimento do Espírito Santo no livro de Atos descendo sobre os gentios foi a prova de que eles não precisavam da circuncisão, receberam o Espírito da promessa do Antigo Testamento de Jesus. É João, bom, um uma boa observação aí, né? É, essa derramamento do Espírito Santo sobre os gentios é um ato, ah, é uma é um, é um evento muito importante no Novo Testamento, muito importante. Aí o Daniel, o Daniel coloca ainda: "Qual tempo em anos corresponde os escritos do Novo Testamento e do Antigo Testamento?" Qual tempo em anos, você diz, você quer dizer, Daniel, mais ou menos que época foi escrito o Novo Testamento e que época foi escrito o Antigo Testamento? Essa, essa a sua pergunta? Só para eu entender aqui. O é porque o Novo Testamento, ele é, ele dura menos tempo, ele é escrito em um, um, um tempo menor. Eh, o, o, o Novo Testamento, se eu não me engano, ele é escrito entre o ano 60, mais ou menos, os escritos mais antigos, até por volta do ano 100. Alguns vão colocar entre os, 110, 120, que termina os escritos do Novo Testamento. Eh, ou seja, aí um período de mais ou menos 60 anos. O do Antigo Testamento, ele já vão, eh, eles vai, vai ter muita muita controvérsia sobre a época, mas ele vai ser, olha, o período de, de Abraão, putz, é uma outra coisa que eu sabia de cabeça e eu não lembro direito, mas se eu não me engano, é, por volta do ano 1400 antes de Cristo, que a gente tem aí a época de Moisés. Eu acho que é isso. E ele vai terminar de ser escrito lá por volta do ano 400 antes de Cristo, um pouco antes. Não, é mais ou menos por volta do ano 400, que é onde termina ali o período do pós-exílio. Ou seja, o Antigo Testamento demora mais ou menos 1000 anos para ser escrito. Então, a a tem aí desde o ano, mais ou menos 1.400 anos de Cristo, é muito difícil falar com com alguma precisão qual é esse período, a época de Moisés, os os escritos mais antigos do Antigo Testamento. É, até o ano 100 é da da nossa era. É o tempo que a Bíblia demora para ser escrita. O Antigo Testamento do ano 1.400, mais ou menos, até o ano 400 antes de Cristo. E o Novo Testamento entre o ano 60 e o ano 100 e poucos. É, essa essa datas que eu estou dando são datas, digamos assim, que seguem mais a tradição bíblica. Tem aí algum alguns alguns estudiosos do texto bíblico que não são religiosos, eles seguem uma um jeito mais crítico de se ler a Bíblia, eles vão achar que os escritos são muito mais recentes do que do ano é, 1.400 que eu coloquei aqui. Então, é uma data que vai ser controversa aí. Nem todo mundo vai aceitar essas datas aí, mas é mais ou menos isso. Período de anos que foram escritos. É, então é isso. Uns 1.000 anos, mais ou menos, demorou o Antigo Testamento para ser escrito e, mais ou menos, uns 60 50, 60 o Novo Testamento para ser escrito. É, mais ou menos isso. Então, para terminar aqui, sobre o povo pedir um rei. Se possível, fala um pouco sobre a tensão permanente que existe entre os cristãos e o Estado, assim como existiu no Antigo Testamento até o Apocalipse. Né, é Ele diz aqui que ele entende que Jó e o Leviatã o Leviatã também expressam essa essa tensão. Eu já não entendo que o Leviatã dentro do livro de Jó faz alguma menção a isso. Embora, se eu não me engano, lá o Leviatã, a obra O Leviatã, talvez faça uma referência ao Leviatã de Jó, não tenho certeza. Mas, eh é muito difícil isso, porque é o seguinte: ao mesmo tempo que no texto bíblico fala que todo o poder toda a autoridade na Terra, ela é instituída por Deus, ou seja, eh todas as pessoas que têm poder, isso acontece com com a, a, digamos assim, Deus de alguma forma permitiu que aquela pessoa ascendesse ao poder. Ou seja, a Bíblia não é um, um, um livro que fala contra um poder estabelecido, os poderes estabelecidos. Eh, a religião bíblica não é uma religião que é necessariamente contra a hierarquia civil, digamos assim. Mas, ao mesmo tempo, isso é muito interessante, porque assim, muitas vezes as pessoas falam: "Não, a Bíblia é um livro que foi escrito para controlar o povo e tal". Eu lembro que tem tem um, um filme muito bom, o filme, o filme é bom, mas essa tese eu discordo, que é o, Livro de Eli. É um filme com Denzel Washington e com o Ah, como que é o cara que faz o Sirius Black? Que ator é o muito bem, muito bom. Que é o Puts, esqueci o nome dele. Cara muito bom. Eh Gary Oldman. E o, o, o mote do filme, desculpa aí para quem, não, não é o final do filme, então é um, é um spoiler, mas não é o spoiler final do filme. O personagem lá do Gary Oldman, ele é um, é um filme pós-apocalíptico, tudo está destruído. E o Eli, que é o Denzel Washington, ele tá guardando um livro, que é a Bíblia. E existe todo um povo lá, é um filme meio Mad Max assim, é meio que um deserto, aí tem um monte de gente lá que segue esse líder aí, que é o Gary Oldman, querem pegar a Bíblia desse cara, que é a a última Bíblia que sobrou na Terra. E é é mais mais mais mais ou menos isso daí. E ele vai falar que é eu lembro uma frase que ele pega isso daqui isso não é um livro, isso é uma arma. É, isso daqui é o que dá poder. Então meio que a ideia de que a Bíblia vai vai ser usada como um elemento de contenção das massas, para manter as hierarquias, né? Olha, dá para fazer esse uso da Bíblia se você fizer uma um saber ali dar uma esconder muita coisa na Bíblia, entende? Porque o que acontece? Ao mesmo tempo que a Bíblia não é contra necessariamente os poderes estabelecidos e tem esse ah não, todo poder estabelecido por Deus, a gente tem mais de uma vez na Bíblia é os homens de Deus serem a grande pedra no sapato de quem tem poder. Por exemplo, os profetas na Bíblia. Todo o movimento dos profetas acaba sendo incômodo para o incômodo quando não é diretamente inimigo do rei, né? Lembre-se da história de de é de Elias. Elias é o cara que entra, ele bota o dedo na no nariz do rei e fala olha, é o seguinte, você tá errado. E é o seguinte, para provar que tá tudo errado aqui, eu vou decretar que não vai chover. Vai ter uma grande seca. E o rei fica doido, fala a gente tá todo mundo morrendo de fome aqui, a culpa é de Elias, a gente quer matar esse cara. Então, existe toda uma perseguição do rei para Elias. E tem diversas perseguições a profetas, porque os profetas são os caras que falam na cara do rei. Então, de certa forma, a figura do religioso, dentro de momentos específicos na Bíblia, é é a figura do cara que é o o subversivo da política estabelecida, entendeu? É o cara que vai chegar falar, não interessa se você é rei ou não. Isso daqui está errado. Sabe? É o cara que é o é o é o cara que desestrutura toda essa hierarquia rígida. Então, existe essa tensão na Bíblia, como você tinha colocado ali, né? Essa tensão entre você o homem de fé ser aquele que está em conformidade com as hierarquias estabelecidas. E o homem de fé ser um inimigo das hierarquias estabelecidas, né? E é mais ou menos isso que acontece também com os os cristãos, porque os cristãos, apesar deles não serem um movimento eh de eh de rebelião aberta contra Roma, no sentido que a gente está aqui para derrubar Roma, derrubar César, eles também se tornam inimigos de Roma, pelo menos ali no pouco depois do período bíblico, né? Antes ali da conversão de Constantino, e tal. Eles se tornam inimigos porque eles não cedem os princípios deles por causa da da hierarquia que está estabelecida, entende? Então, é difícil isso. O a gente tem ao mesmo tempo, para colocar mais molho aí nessa salada aí, a gente também tem homens de fé na Bíblia que participam de cortes de reis pagãos, como por exemplo Daniel, como por exemplo, eu não lembro agora se é Esdras ou Neemias, né, que era se não me engano, acho que copeiro do rei. Então, você tem na Bíblia também homens de estado que são homens de fé, inclusive em governos pagãos, mas eles arranjam muitos problemas para eles pessoais, para eles, porque eles, a fé deles em algum momento é incompatível com o que tá acontecendo ali, que é o caso de Daniel, né? Eh, acaba sempre sendo perseguido. A fé dele acaba sendo uma coisa que ajuda ele, porque ele se torna confiável, porque ele é o cara que desvenda os enigmas, ao mesmo tempo também tem muita intriga ali, tem as pessoas querendo matar ele, jogado na cova dos leões, etc e tal, né? Então, essa, essa tensão existe. Por mais que a Bíblia não seja um livro de rebelião aberta contra o poder estabelecido, ah, a relação entre o homem de fé e o poder estabelecido nem sempre é uma relação pacífica. Eh, dito isso, eu acho que é o que você tava querendo mais que eu, na sua pergunta, não sei se era isso, mas eu acho que é pertinente falar hoje também, hoje a gente tem um movimento que eu discordo totalmente, que é o movimento de você, é um movimento religioso de tomada do, dos poderes estabelecidos. Tomada, não tomada no sentido de eh, de uma revolução, mas é a tomada, digamos, dentro das regras da, da lei. Ou seja, a gente a gente ocupa, eh, cargos de poder, para assim a gente estabelecer como regra da sociedade princípios cristãos. Qual que é o problema disso, né? Primeiro, quais princípios cristãos? Eh, qual qual é o papel de Maria, por exemplo, nessas nesses princípios cristãos? Porque você tem metade católico e metade evangélico, e a função de Maria é bem diferente para esses dois grupos cristãos, né? Aí a gente começa a entrar em questões teológicas que se separam esses grupos específicos e tal, né? Eh, qual dentro do de um de um governo que estabelece princípios que eh princípios cristãos, qual o papel do Espírito Santo nessas coisas e tal. Eh, o Carlos até colocou aqui, né, a teologia do domínio. Já tem até um nome para isso daí, o João também, né? Que é exatamente isso que a gente vê, que é um movimento que vem acontecendo, não é não não é uma coisa que é exclusiva do Brasil, eh a gente vê também nos Estados Unidos e em outros lugares. A gente tem todo um eixo político que tá identificado com com o cristianismo, né? Eu não sou, eu particularmente eu não acho incongruente uma pessoa cristã se candidatar a um cargo político. Eu não acho necessariamente que é uma coisa ruim. O que eu sou contra é os cristãos que têm cargos se organizarem para impor uma certa moral cristã que mesmo quem não é cristão vai precisar seguir. Ou seja, tomar até decisões que servem para todas as pessoas baseados baseado numa moral cristã. Essa é uma questão, né? Por quê? Porque a a o estado laico, a laicidade do estado é uma criação cristã. É uma criação minha, criação de evangélicos, inclusive, eh de protestantes, para ser mais específico, né? Uma criação de protestantes justamente para resolver todas essas questões. A gente separa o poder político do poder religioso, né? E eu acho que é esse o ponto, separar o poder político do poder religioso, porque a junção das duas coisas traz problemas que que que torna uma sociedade pior e não melhor. Quando você tem política dentro de uma igreja e quando você tem religiosidade dentro da política, as coisas começam a se tornar difíceis, entendeu? Bom, o fato de um homem ser religioso, inclusive de um homem ser religioso, por exemplo, no no poder legislativo, o cara se se candidatar a deputado federal para defender interesses específicos, para representar interesses de evangélicos, até isso eu não acho necessariamente uma coisa ruim. É, como todas as a a partes da sociedade, é legítimo é legítimo que elas se organizem para ter uma representação, né, na na na no poder eh legislativo. O que é o problema é justamente quando não é só uma representação do dos interesses de um de uma parte da sociedade, mas começa a se tornar eh os princípios dessa sociedade estão baseados no princípio dessa visão religiosa específica. E aí vai chegar uma hora que a gente vai chegar nas nas questões, né? De qual religião a gente tá falando? De que qual de qual cristianismo a gente tá falando? Né? Aí tem diversas questões, né? Estado laico é um é um eu acho que é um é uma é uma bênção que a gente tem numa época em que a gente não tem mais Deus se manifestando no como no no antigo Israel. Quando uma pessoa se diz diz que ela está falando em nome de Deus, a gente não sabe mais se ela tá falando em nome de Deus. Como a gente pode garantir? A gente não pode falar para "Então, faz fogo cair do céu", como na época de Elias. É, essas coisas não vão acontecer. Então, até que ponto um homem que tá falando em nome de Deus é confiável? Qual que é essa mensagem no nome de Deus? Uma pessoa só, as vozes no deserto, ou seja, o cara que tá sozinho contra todo mundo, falando que é uma mensagem de Deus, costumam ser pessoas que perigosas para a vida das pessoas, para a estabilidade da sociedade, de forma geral. Então, é, eu tô assim, dando um tiro para todos os lados aqui. Eu não tô me aprofundando em nenhuma dessas questões muito, mas um panorama geral sobre essa tensão entre a religiosidade e o poder estabelecido político, né? É uma tensão constante. É uma tensão que aparece no Antigo Testamento, é uma tensão que aparece na época dos profetas, na época de Moisés, logo, na época dos profetas, antes da época de Moisés, né? A gente tem José do Egito, é um homem religioso dentro de um povo pagão, é, se mostrando uma pessoa confiável, uma pessoa que tá lá para salvar vidas, né? O faraó fala: "Olha, quantas vidas foram salvas por você, José", e tal. É, porque ele conseguiu evitar seca e tal, um homem sábio, que dá bons conselhos, é, ótimo, excelente. O homem religioso nesse papel tá ótimo. Agora a gente nunca viu o José do Egito estabelecer nenhum tipo de lei que impusesse uma visão religiosa específica. Pelo contrário, lá na época de Daniel, a gente vê acontecer o contrário. É a religião pagã que se impõe através de leis. Você vê? É, Daniel nunca impõe nada da visão religiosa dele através do poder político que ele consegue. É o contrário. É sempre o poder político pagão querendo impor o paganismo dele através de leis, né? É, a, eu acho muito significativo naquela história que Daniel não tá, eh, capítulo três de Daniel que é os amigos de Daniel na fornalha ardente que o culto é sempre imposto e é sempre imposto na base da violência. "Quando for tocar aqui essas esses instrumentos, todo mundo tem que se ajoelhar e quem não se ajoelhar vai ser morto". É assim que funciona a junção de religiosidade em política na maior parte dos casos, né? A gente vai usar aqui o antigo Israel como exceção no sentido de que a gente acredita que era Deus que realmente estava conduzindo o povo de forma visível e aberta. Mas isso não vai acontecer mais nem no período monárquico. A gente tem vários reis que são o poder estabelecido oficial que já não já abandonaram a Deus. Que não fazem a vontade de Deus, né? E aí, como que fica? É um reinado israelita digamos assim que Israel ofi- a religião, né, a a religião de Israel é a religião oficial do reino, mas ao mesmo tempo o rei se torna perverso e abandona os princípios de Deus. E aí, como que fica, né? O poder quando você o o problema quando você atribui poder a ao sobrenatural, à religiosidade é que quando o poder se corrompe, você não consegue tirar esse poder mais, entende? Ou seja quando um um uma figura se elege com base numa numa numa perspectiva religiosa, ele é um servo de Deus. É Deus que colocou ele aqui. Quando essa pessoa começa a errar demais e se afastar da da do do que seria os princípios de Deus, é muito mais difícil da gente questionar falar: "Não, peraí, ele é de Deus ou não?" E muito mais difícil ainda tirar essa pessoa que tá legitimada por Deus pra tá no cargo que ele está, entende? Então, essas, é muito, tem, todas essas tensões estão fazem parte aí dessa dessa dessa história, dessa mistura, né? O Age já comentando aqui: "Cheguei atrasado hoje, estava em um ensaio, o que que eu perdi?" Ah, perdeu hoje, você perdeu tudo, Age. O João: "Se fosse feito pelo Estado um decreto obrigando a guardar o sábado, minha esposa fez essa pergunta na igreja, alguns irmãos disseram que ficariam felizes." Nós seríamos contra. É, no caso de quem é, é, é, é adventista, né? É, dentro da doutrina adventista tem a ideia de que aliás, é dentro da, da da ideia de fim de mundo na Bíblia, você tem uma ideia de um poder isso daqui é bem claro no livro de Apocalipse, é um poder que é legitimado pela religião e que todo mundo acha que é um poder legal, do bem né, que tem tem aparência de, de um cordeiro, mas fala como um dragão, como diz lá o texto de Apocalipse 13. É, e esse poder, na verdade, é um poder de Satanás, né, do, do grande dragão, é o dragão que dá poder à besta, mas toda a terra está maravilhada, achando que essa besta é o próprio Deus na terra. Então, existe uma ideia na, na Bíblia de que o, o poder no final dos tempos vai ser um poder político-religioso que vai ter essa legitimação religiosa e que as pessoas vão embarcar nele é, mas ele não é um poder de Deus, é um poder de Satanás e ele vai perseguir todo mundo que, que não fizer parte desse desse acordo, desse grande acordo, né? É, está lá em Apocalipse 13, Jesus vai falar isso também no sermão profético, lá em, em, em é, em Mateus 24. É, então, a questão, né, acaba se tornando, é, o cuidado que você tem que ter com esses poderes no final dos tempos, né? Então, dentro da da escatologia de adventista, tendo essa ideia, a gente considera ele um poder, por exemplo, que vai impor o o o o a guarda do domingo, por exemplo, é, que seria contrário à guarda do sábado e tal. É, mas e se a gente pensar o contrário? E se esse poder impor o que que faz parte da doutrina adventista? Tem adventista que vai gostar. Se esse poder impor o que faz parte da doutrina dos católicos, tem católico que vai gostar. Se esse poder impor o que faz parte da doutrina, sei lá, dos assembleianos, né, ou de outras diversas, é, é, denominações aí cristãs, aquele que tá dentro do poder que tá sendo representado vai ficar feliz. Ah, agora o meu grupo é o grupo é, que todos devem se dobrar. Mas aí todo o resto que não faz parte do seu grupo, como fica, né? E se o seu grupo tiver errado? E se o seu grupo se corromper? E se o seu grupo não tá tiver representando realmente a vontade de Deus? É, muito difícil essas questões, né? Sou absolutamente contra, no caso aqui, um um decreto obrigando alguém a guardar o sábado. É, absolutamente contra. O perigo da omissão dos cristãos é a invasão de quem não é sobre o o livre arbítrio dos outros, como vemos o islã impedindo qualquer expressão dos diferentes quando eles dominam. É, então, é o caso, né? A gente você gosta da ideia de de um estado que não seja laico? Então, dá uma olhada aí nos países onde a lei islâmica, que é o que predomina, né? Aí é isso esse tipo de de coisa que a gente ia querer, né? Os defensores da teologia do domingo às vezes querem tem que o governo dos seguidores de Cristo é igual ao reinado de Cristo. Tirar de um e dar o outro é ilegítimo e usurpador. Pois é, Ed, então. Exatamente. É o que a gente tá falando aqui dessa teologia do do do domínio. Então, olha, é muito difícil. Eu eh, como eu tava falando antes, né, eu não sou contra uma pessoa que é religiosa e que se torna uma pessoa, eh, uma pessoa que participa da política. Eu nem nem ser presidente da república acho que não é problema um um cara que é cristão se tornar presidente da república. O problema é um presidente da república usar uma um argumento religioso, uma visão religiosa para legitimar o seu próprio poder. Porque aí o poder dele já não pode ser mais questionado pelos mecanismos da política, entende? Porque agora se ele sei lá, faz alguma coisa, recebe impeachment, ou se acaba o mandato dele, não é reeleito e tal, e aí? Como que fica? Eh, o Deus colocou ele lá, então a a os mecanismos da política não são suficientes, então existe um poder superior. Então, acaba sendo uma um cara que tá acima do bem e do mal, né? No final acaba acontecendo esse tipo de coisa. Bom, gente, é isso. Hoje falamos de bastante coisa, né? Começamos por Jó, falamos de nazireu, falamos de teologia do domínio, falamos aqui de bastante coisa, né? Eh, o Ed que chegou no final aí perdeu. Mas não perdeu, né? Tá aí. Pode a a live ficar aí para todo mundo poder ver depois. Gente, obrigado aí por mais essa semana, por mais esse essa live. Eh, o último comentário aqui do João. Um irmão disse que era para obedecer só se fosse por amor, não por obrigação, coerção. Exato, né, João? Exato, esse é o ponto. Esse é o ponto, senão acaba virando a religião de Nabucodonosor, né? Todo mundo tem que adorar o meu Deus e quem não adorar vai ter a cabeça cortada, vai ser jogado num numa fornalha ardente. Então, gente, a gente se vê aí na na próxima live. Obrigado aí por quem acompanhou até agora. A gente vai vai se falando. Se alguém tiver algum comentário interessante, quiser deixar alguma questão que queira que que fique para a próxima semana, pode deixar um comentário, pode comentar esse vídeo. É melhor não comentar na live, aqui no chat da live, comenta depois quando o vídeo tiver publicado, faz um comentário no vídeo ali na na na abinha ali ao vivo, né, que tem no no no canal. Eu vejo todos os comentários, o canal tá com poucos comentários durante a semana, eu consigo ver todos tranquilamente, tá bom? Então, se alguém quiser ou tiver quiser sugerir um tema, quiser conversar sobre alguma coisa na próxima live, pode comentar aí durante a semana que a gente começa as lives lendo os comentários que foram feitos, tá bom, gente? Valeu, então. Boa noite. Obrigado por tá sempre aí para a gente trocar essa ideia. E falou, gente. Até mais. >> Ah.