Vaidade, Vaidade, Vaidade | Josemar Bessa
16/05/2026
Vaidade, Vaidade, Vaidade | Josemar Bessa
QUERO SER MANTENEDOR DESTE MINISTÉRIO:
Pix 21 999811424
Pix [email protected]
Pix 011.737.737.62
PayPal – [email protected]
Caixa Econômica Federal
Agência 4087
Operação 013
Conta 51850-3
Banco Inter ( Beleto bancário )
Agência 0001
C/ C 60240490
CPF 011.737.737.62
Claudia Vidal Bessa
Banco do Brasil
Agência 4315-x
Conta poupança 14957-8
Operação 051
Claudia Vidal Bessa
REDES SOCIAIS:
💻 Site: http://www.josemarbessa.com/
🐦 Twitter: https://twitter.com/JosemarBessa
📷 Instagram: http://www.instagram.com/josemarbessa
💎 Facebook: https://www.facebook.com/josemarbessa
💎 Facebook Page: https://www.facebook.com/pastorjosemarbessa
💌 Email: [email protected]
🎬 Youtube – Josemar Bessa – https://www.youtube.com/user/JosemarBessa
🎬 Youtube – ReformedSound – https://www.youtube.com/user/reformedSound
🎬 Youtube – SpurgeonTv – https://www.youtube.com/user/spurgeontv
Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Amém. Queria ler com os irmãos em Eclesiastes, capítulo 1 de 1 diz assim: "Palavras do mestre, filho de Davi, rei em Jerusalém. Vaidade de vaidades, diz o mestre. Vaidade de vaidades, tudo é vaidade. Que proveito. Deixa eu só ajeitar aqui. Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho com que tanto se esforça debaixo do sol? Gerações vêm e gerações vão, mas a terra permanece para sempre. O sol se levanta e o sol se põe e volta ao seu lugar para dali levantar-se de novo. O vento sopra para o sul e faz o seu giro para o norte. Vai girando e girando e volta em seu caminho, os seus circuitos. Todos os rios correm para o mar e contudo o mar nunca se enche. Ao lugar para onde correm os rios, para lá eles tornam a correr. Todas as coisas são canira. Mais do que alguém pode dizer: "Os olhos nunca se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir. O que foi tornará a ser. O que foi feito se fará novamente. Não há nada novo debaixo do sol. Haverá algo de que se possa dizer, veja, isto é novo? Não. Já existiu há muito tempo antes de nós. Ninguém se lembra dos que viveram na antiguidade. E aqueles que ainda virão também não serão lembrados pelos que vierem depois. Eu, o mestre, fui rei sobre Israel em Jerusalém. Apliquei o coração a buscar e a investigar com sabedoria tudo que se faz debaixo do céu. Que enfadonho o trabalho impôs Deus aos filhos dos homens para com ele os afligir. Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento. Aquilo que é torto não se pode endireitar. Aquilo que falta não se pode calcular. Disse comigo: "Eis que me engrandecerei. Me engrandeci. E sobrepujei em sabedoria a todos os que antes de mim existiram em Jerusalém. O meu coração contemplou abundância de sabedoria e de conhecimento. Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras. E vim a saber que também isso é correr atrás do vento. Porque na muita sabedoria há muito infado. E quem aumenta o conhecimento aumenta sua tristeza. Vaidade, né, queridos? Esse é o texto. Que palavra curta, que palavra eh seca, que palavra que parece pequena demais para carregar uma extensão eh do que pretende realmente dizer a nós. Ela vai breve na boca, vaidade quase, não ocupa espaço no ar. É meio como o próprio texto, mas quando entra na alma, essa verdade, ela abre um abismo, vaidade. Não é só a palavra, não é só uma coisa trivial, não é só bobagem, não é uma vaidade, não é só o que é fútil no sentido mais superficial da palavra, que às vezes a gente tenta colocar, isso é uma mera vaidade, como se fosse uma coisa fútil. Não, não, não é vapor, é sopro. É o que quer dizer, é névoa, é fumaça, é aquilo que aparece e se desfaz. Então, é por isso que ele tá falando que tudo é vaidade. É aquilo que pode ser visto, mas não pode ser agarrado. Já tentou levar água na mão? Assim, por mais que alguém ali do lado precise de água, ela vai escorrendo pelas mãos. Então, é aquilo vaidade que por um momento parece estar diante de nós como alguma forma, como algo que eh vai funcionar consistente, algo que tem uma beleza, algo que eh eh alguma força, algum poder, alguma capacidade. Então, justamente quando a mão tenta segurar aquilo mesmo e confiar naquilo, se dissolve. Vaidade é presença sem permanência. Tudo que tem presença e não tem permanência é brilho sem uma substância final. É o esforço eh sem eh nada que reste duradouro. É movimento sem lucro último. Você investe a vida toda, mas aquilo não tem lucro no fim. É beleza que não pode ser mantida. Qualquer beleza não pode ser mantida, não é assim? Eh, é a realização que não consegue sustentar o peso da eternidade que a alma quer colocar sobre todas as coisas na vida. E o mestre não diz apenas uma vez, ele repete, ele dobra, ele insiste, ele martela, ele diz outra vez e outra vez e outra vez. É o que você vai ver. Vaidade de vaidades, vaidade de vaidades, tudo é vaidade. mesmo o seu trono, mesmo sendo Salomão, que Jesus disse, eh, então, nem Salomão se vestiu como lío do Quando ele quis mostrar um rei que se vestiu com riquezas infinitas, né, aos olhos da da comum, não é, apesar de não existir nada infinito nesta vida, ele diz: "Não, não se vestiu como um lírio, como se soubesse que o coração humano possui uma habilidade extraordinária de ouvir palavras terríveis." E essa palavra vaidade é uma palavra terrível. Imediatamente suavizar ela. Parece que vaidade é uma palavra leve. Ah, essa pessoa é muito vaidosa. Aquilo é é vaidade, né? Leve. A gente faz isso. É o que sempre fazemos. Talvez por isso os sermões não tm moldado nossa vida, a palavra de Deus, nossas meditações. A verdade vem pesada e nós tornamos a verdade leve e continuamos vivendo como se a a a verdade fosse leve. A verdade vem afiada e nós tornamos a verdade algo decorativo. A verdade vem para nos ferir e nós a transformamos em algo inofensivo. Agora eu posso pensar na vaidade, em vaidade de vaidades, e aquilo se inofensivo não está cortando, não se está separando, mas o mestre não deixa aqui. Ele não quer que a gente escape. Ele quer que a palavra caia com toda a força que ela tem. Ela, ele quer que e essa palavra não não fique sem substância para nós. Ele quer que ela nos alcance e faça doer. Quer que nos alcance sem anestesia, ele quer que ela pressione nossas construções internas, aquilo que amamos, aquilo que faz nós levantarmos de manhã até que alguma coisa ceda. Tudo é vaidade. Não uma parte da tua vida, não a parte que você acha supérfula. Então é uma vaidade, não alguns momentos apenas que você estava jogando o tempo fora. Não alguns projetos na tua vida que são mera vaidade, não alguns relacionamentos fracassados, ó, foi perda de tempo. [roncando] Não, algumas decepções isoladas, tudo, tudo visto de determinado ângulo, tudo considerado dentro de certo eh horizonte, tudo observado a partir de uma moldura particular. E qual é a moldura? Debaixo do sol. Tudo debaixo do sol é vaidade. Ora, o que você conhece? que não está debaixo do sol, né, e que você interage. Aqui está a chave, aqui está a frase que governa o primeiro movimento de Eclesiaste, debaixo do sol, uma expressão que volta, volta de novo, volta como martelo temático, volta porque ela é a moldura de toda a análise debaixo do sol. Isso é a vida considerada dentro dos limites da existência terrena. É quando só o que é terreno é a essência do humanismo secular. Hã, a vida é considerada a partir daquilo que pode ser visto, medido, experimentado, tocado, construído e perdido. Tudo, não é, queridos e lembrado por algum tempo. A vida considerada sem transcendência reconhecida. Quando você não pode ligar algo a algo que dura para sempre, qualquer coisa. vida, relacionamento, trabalho, amizade, tudo. Se você não pode ligar isso a algo transcendente, se aquilo é só debaixo do sol, é a vida considerada sem trono, é a vida considerada sem o criador honrado como uma chave interpretativa do meu casamento, do meu trabalho, do meu tempo, das minhas relações. É a vida considerada do chão, da poeira, do suor, do tempo, do desgaste, do do do túmulo, da repetição. Você vê o rio corre para o mar e depois volta e corre para o mar de novo e o vento fica girando do ciclo, debaixo do sol, não acima do sol, não da perspectiva da eternidade, não da perspectiva da ressurreição. Tudo que você toca, que não está ligado ou que você não linca imediatamente com algo muito maior do que aquilo mesmo, qualquer relação, qualquer coisa, não da perspectiva da nova criação, não da perspectiva do Deus que governa todas as coisas, as coisas para sua glória. Se eu não consigo conectar meu casamento à glória de Deus, ele é vaidade. ser pai, ser marido, ser pastor, ganhar dinheiro, gastar o dinheiro, mas as coisas que não estão ligadas além de cima do sol, não é? Mas aqui do lugar da criatura que olha paraa existência como se fosse algo sobre si mesma, ela que está debaixo do sol também do lugar do homem, quando ele tenta interpretar tudo apenas com os olhos da experiência terrena. O meu eh a o meu trabalho é só sobre experiência terrena, é só sobre ganhar dinheiro e viver e comprar e melhorar. Então é é isso, é vaidade. Do lugar do observador que vê nascimento, trabalho, movimento, prazer, perda, cansaço, velice e morte, mas não enxerga por si mesma a consumação de tudo isso em como se liga a Deus. É isso que é debaixo do sol. Debaixo do sol. Então, eh, o mestre lança a a pergunta, não uma pergunta pequena. Como eu disse, a gente costuma esvaziar as palavras como vaidade. Ela é cortante e a gente tira eh o fio. Não uma pergunta delicada, não uma pergunta para ornamentar, uma discussão, um debate entre nós, intelectual, mas uma pergunta que entra no peito e cava. Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, de toda a sua luta, de todo o seu cansaço? Que proveito, que lucro, que ganho, que resta no fim, o que sobra, o que permanece para sempre? O que fica depois? O que sobra quando o suor já secou da sua testa, o que sobra quando os anos passaram e você envelheceu? O que sobra quando a juventude acabou? O que sobra quando o corpo não responde? O que sobra quando a carreira terminou? O que sobra quando o nome já não é dito com a mesma frequência? O que vai sobrar quando ninguém lembrar que você existiu? Todas as coisas que você acharam importantes, as pessoas não vão nem saber daqui a alguns anos que você existiu. O que sobra quando os filhos cresceram, as metas foram perseguidas, as viagens foram feitas? Você já viu as coisas que você achava que era importantíssimo ver? Ah, os projetos foram tentados, os relacionamentos já foram vividos, mesmo os mais felizes que duraram décadas, as guerras pessoais foram travadas. O que sobra? Que proveito real há? Que lucro final permanece? Essa é uma pergunta ofensiva. Ofensiva porque ignora as formas superficiais pelas quais a gente nutre a nossa vida. Mesmo nós que conhecemos essa verdade. Ela não pergunta se você esteve ocupado. Ela não pergunta se você pareceu importante aos olhos das pessoas com quem você convivia. Não pergunta se você teve muitas experiências interessantes. Não pergunta se sua agenda foi uma agenda cheia. Você tinha muito o que fazer e trabalhar e viajar e ela não pergunta se você teve influência sobre as pessoas, não pergunta se você foi muito admirado pelas pessoas. Ela não pergunta se sua vida produziu uma impressão na sua geração. Não pergunta. Ela pergunta se produziu permanência, o que fica no fim. Ela não pergunta quanto barulho a tua vida fez. Chamou atenção. Ela pergunta o que ficará quando o barulho acabar. Ela não pergunta quantas coisas você construiu, que patrimônio você construiu, que família você construiu. Ela pergunta: "O que vai resistir ao tempo? Daqui a 200 anos, o que vai resistir a esse tempo e há mais tempo?" Ela não pergunta quantas pessoas te aplaudiram. Ela pergunta: "O que restará quando o aplauso da última pessoa viva que te conheceu não existir mais?" Que pergunta brutal, porque ela rasga a superfície da nossa rotina. Nós vivemos muito sem pensar e vivemos muito sem pensar nisso. É possível pensar muitos anos sem nunca pensar nisso. É possível você se achar uma pessoa intelectual, que pensa sobre tudo, que tem uma opinião sobre tudo, que é bem informada. É possível manter-se em movimento, manter-se produtivo no trabalho, manter-se funcional no casamento, na relação com os filhos, manter-se socialmente ativo e jamais parar de verdade diante dessa pergunta: "O que vai ficar depois?" Mas o mestre aqui, né, ele não nos deixa, ele nos pega assim pela orelha, né, ou pelo colarinho, como o pessoal dizia antigamente, e ele nos impede de continuar correndo por alguns instantes. Ele fala como correr atrás do vento. Ele nos obriga a olhar para o fundo. Ele diz: "Tudo bem, você viveu. Ah, é importante, né, que eu eu vivia, eu vivi do meu jeito. Tá bom. Você viveu, mas viveu para quê? Tá bem, você trabalhou muito. Eh, mas o que sobrou no fim? Tudo bem, você lutou, mas qual foi o lucro da tua luta? Qual foi o lucro final? Tudo bem, você construiu, mas o que restou de permanente depois de tanto cansaço. E aqui a alma começa a se inquietar, a gente começa a chamar isso de crise, né? E as crises vão acontecendo aos 40, porque a vida tá acabando, né, queridos? Porque grande parte da vida humana é organizada para não encarar isso até o fim. Finge que nós preenchemos o tempo para não pensar. Nós nos cercamos de ruído para não ouvir. Nós multiplicamos tarefas para não perguntar. Não queríamos muito pensar para quê? O que vai sobrar? Qual vai ser o lucro final? Nós chamamos de responsabilidade aquilo que às vezes é apenas fuga sofisticada da pergunta central que no nosso dia a dia a gente não faz. A gente faz um monte de coisa, mas a gente nunca pergunta: "Eu tô fazendo isso aqui? Que que vai ficar no fim?" Nós nos mantemos ocupados para não sermos encontrados pelo terror dessa questão. E no fim, o que vai sobrar? Quem vai lembrar que eu existi? >> [roncando] >> Vaidade. Então o mestre começa a apertar o coração olhando para a própria criação. Gerações vêm, gerações vão, mas a terra permanece. Que humilhação há nisso, não é, queridos? Que redução da nossa pretensão de que vamos mudar as coisas, vamos deixar nossa marca. Essa pessoa deixou o mundo diferente. Cada geração se sente única. Por isso que toda geração acha que Jesus vai voltar naquela porque ela não consegue imaginar a vida sem ela. Como é que esse mundo vai ser sem Josemar? Como vai ser horrível? Vai ser vazio. Como é que Jesus vai resolver voltar daqui a 13.000 anos? Como é que eu vou ficar 13.000 anos fora da história? Mas a terra permanece. Isso é uma humilhação. Que redução na nossa presença. Cada geração se sente única. Cada geração se imagina decisiva, mais evoluída. A gente olha paraas gerações passadas, que pessoa ignorante. E a gente nem pensa que daqui a 500 anos vão olhar pra gente e falar assim: "Que pessoal ignorante". As pessoas não sabia nada, nada, nada. Cada geração ama pensar que a sua dor é a maior dor da todas as épocas. Ah, essa geração é a pior. Estamos enfrentando os maiores problemas. Sua consciência é singular. Sua crise é singular. Sua visão é singular. Cada geração imagina que de algum modo o universo deveria reconhecer que essa geração é central. Deus devia reconhecer que a nossa geração é central, mas o mestre olha e diz: "Gerações vêm e gerações vão e a terra permanece". Você não era essencial a história como imaginava. Vocês chegam, vocês se agitam, vocês se levam muito a sério à aquilo que não era a glória de Deus. Vocês criam narrativas grandiosas sobre a sua própria história, seus sentimentos, suas convicções, sua visão de vida. Vocês chamam suas tensões de inéditas. Ninguém sofreu a noite da alma como eu. E aí vocês chamam suas descobertas de descobertas revolucionárias. Só que as coisas que nós achamos que lá na antiguidade que era ou então há um século dois atrás que aquilo é era uma bobagem. Então, naquela época era revolucionário. Vocês chamam seus medos de definitivos, chamam seu tempo de decisivo, mas a terra permanece. Ele diz, vocês entram, vocês saem e ela continua sem nem perceber. Vocês gritam, ela permanece, vocês celebram, vocês se desesperam, vocês constróem, vocês derrubam relacionamentos, eh, enfim, vocês se sucedem, mas a terra permanece. Não é que o homem não importe eh eh absolutamente, não é o que ele está dizendo. O ponto aqui é outro, é que observado apenas debaixo do sol, o homem não pode sustentar a sensação de centralidade que ele atribui a si mesmo, a sua geração, a sua vida. A criação não está impressionada com nossa urgência. Da mesma forma que nós estamos impressionados com a nossa urgência, o sol nasce e o sol se põe e volta ao seu lugar. Ele lhe diz: "Onde tornará a nascer?" Isso acontecia na época de Salomão, de Noé, e o sol amanhã vai nascer e daqui a 1000 anos vai nascer. E nós o que permanece debaixo do sol. O vento sopra, vai ao sul, ele diz, vira ao norte, gira e gira e torna o seu circuito. Os rios correm para o mar, o mar não enche e os rios voltam a correr. Não é que retrato, que sensação de majestosa repetição. A criação inteira parece executar uma coreografia que sempre retorna. Ah, tá. Tem a música do do do Guilherme Arantes, né? água, a mesma água que enche os rios, enche os lagos, é água que no sertão, que vai para debaixo da terra, que sobe de novo, que vai de novo. É isso. A questão inteira para se executar uma coreografia de retorno, uma grande liturgia de constância e uma música que tá em loop, uma roda que gira com força e beleza, né? A gente tem que admitir, cada por do sol, né? Mas sem se oferecer na observação imediata como escada para alguma consumação visível. alguma transformação debaixo do sol. Há movimento, muito movimento. Há curso, há refluxo, há intensidade. Há movimentos incríveis, mas não há a primeira vista lucro final inscrito nisso tudo. O sol vai, o sol volta, o vento roda, os rios correm, o mar recebe e nada para chegar à plenitude definitiva que nós possamos observar debaixo do sol. E o homem, o homem aparece no meio disso como um ser de curta duração. É o mais curto de todas essas coisas que tá mencionando, né? O sol que nasce põe, põe, como eu disse, eh, lá estava o sol se pondo e e e nascendo nos dias de Salomão, mas a gente tem uma longa, uma curta duração, mas a gente tem uma pretensão enorme. A gente nasce, cresce, sonha, deseja, trabalha, constrói, eh, defende, luta, ama, sofre, adoece, envelhece, morre. Aí vem outra pessoa para fazer isso tudo de novo. E repete com pequenas variações o mesmo drama, muito pequenas. Outro vem e chama de novidade. O que não é novidade? Nada. Aquilo já aconteceu sempre. Outro vem e se imagina central, se imagina único. Outro vem e some. E todo mundo some e todo mundo é esquecido. A terra permanece e isso nos humilha profundamente. Como eu disse, Lutero, jamais podia imaginar que nós estaremos aqui 500 e poucos anos depois. Parecia que tudo tava todo que tava acontecendo naqueles dias era tão decisivo e final, não é? Então que ele podia imaginar que tantos séculos depois aqui estaríamos nós. E imagina nós que não somos Lutero. Isso humilha profundamente. Humilha porque atinge a ilusão que a intensidade com que sentimos algo prova que aquilo tem valor. Como é intenso, como eu sinto, como eu experimento. Então, por si só, a minha percepção dessa intensidade tem valor. Nós sentimos nosso tempo como gravíssimo. Nós sentimos nossa história como imensa, de uma importância imensa. Nós sentimos nossos projetos como decisivos finais. Nós sentimos nossos conflitos como quase conflitos cósmicos. Mas o mestre nos força a ver quanto da nossa emoção não é medida da estrutura real da existência. A existência não é medida pela nossa emoção, pelo que nós sentimos. Tudo é canira, ele diz. Todas as coisas são canceras mais do que alguém pode dizer, ele diz. Que frase dura. Mais do que você poderia dizer, tudo é cansativo e tudo não se repete. Que frase que parece tirar a maquiagem de todas as idealizações humanas. Todas. Tira a maquiagem. Todas as coisas, não apenas as claramente difíceis, não apenas as tragédias, não apenas o luto, não apenas o fracasso, todas as coisas. as mais belas, as melhores, as desejadas, as pequenas, as grandes, as nobres, aquelas coisas que são comuns, mas há também as que são intensas, as entediantes, mas a que nós achávamos muito promissoras e emocionantes, as frustrantes, todas carregam debaixo do sol uma textura de cansaço. Há cansaço em buscar, h cansaço em esperar, há cansaço em conquistar. Tudo tá envolvido em cansaço. Há cansaço para manter o que conquistou. A cansaço em proteger o que agora conseguimos. A cansaço em ir perdendo todas as coisas sem poder impedir. A cansaço em temer perder antes de perder a ansiedade, né? A cansaço em recomeçar, a cansaço em continuar, cansaço até no que parece prazer, a cansaço até no que parece ser a solução das coisas, como nós imaginávamos. O homem vive imaginando que se apenas alcançar certo ponto, certa coisa, ele vai descansar. Se eu conseguir aquela relação, eu vou descansar. Se atingir aquele nível, eu vou descansar. Se obtiver aquela estabilidade, descansará. Se for notado por aquela pessoa ou por aquelas pessoas, descansará. Se tornar aquilo que pensa, querer, ser. Se ele tinha um plano de ser algo e conseguir ser aquilo que ele imaginava, então ele pensa, vou descansar. Mas quase sempre que vem, eh, e ele vai descobrir quase sempre, não, sempre, é outra forma de cansaço. É cansaço da manutenção daquilo, é ansiedade de perder aquilo, é o cansaço do medo, é o cansaço da administração do que foi alcançado. Quanto mais eu alcanço, mais eu tenho que administrar. É o cansaço da percepção humilhante de que aquilo não curou o fundo, não me trouxe descanso. A vida debaixo do sol torna-se uma alternância cruel entre cansaço da falta e o cansaço da posse. É o cansaço para possuir algo, depois o cansaço de possuir aquilo que eu queria possuir. É cansaço por não ter, mas é cansaço por conseguir ter. Cansaço para manter, cansaço porque aquilo não bastou para nós. Cansaço porque será necessário procurar outra coisa e começar tudo de novo. Mais do que alguém pode dizer. Ele lhe disse, você não pode descrever o cansaço. Como se o próprio mestre reconhecesse que a linguagem é curta diante da extensão do infado humano de buscar e nunca alcantar, encontrar descanso. Nós dizemos: "Estou cansado". A nossa geração agora é a mais cansada de todas. Como eu disse, toda geração se acha mais do que todas. Agora é bornal, todo mundo é muito trabalho, tal. Houve não teve geração. Antes na época da revolução industrial, as pessoas trabalhavam 18 horas por dia. Não teve nenhuma geração que trabalhou menos, teve mais, mais entretenimento e poôde gastar mais dinheiro com bobagem. Mas nós somos os mais cansados, os mais estressados, os mais, coitado de nós, perto da história do mundo. Nós dizemos: "Estou cansado, mas é pouco". Dizemos: "A vida pesa, mas é pouco." Dizemos: "Está difícil, mas é pouco." A existência humana carrega um enfado mais extenso do que nossa fala consegue medir, expressar. Ele tá dizendo. E qualquer pessoa que já tenha parado de verdade para prestar atenção na sua própria vida, não na vida dos outros, né? sabe que isso não é exagero. Os olhos nunca se cansam de ver. Ele diz aqui o mestre toca o nervo do desejo. O que ele tá dizendo o seguinte: "O olho nunca se farta, o desejo nunca acaba. Ah, se eu tiver isso, eu vou estar certo." Não vai estar. Os teus olhos nunca vão cansar. Já vi, já viajei, já vi muita coisa, agora não precisa mais ver. Eu já disse que ve as pessoas falam para mim, tem uma praia lá no Pará maravilhosa. Eu falei: "Praria é tudo igual. Que cansaço, né? Praia tem areia, água vai, água vem. Tem uma praia ali pertinha, morir vou viajar, andar de avião, né? Olhar uma praia, depois vou para pegar o avião de novo. Que cansaço. Os ouvidos nunca se enchem. Imagina assim aí chegasse uma hora que ó, não dá para ouvir a próxima música porque cara encheu, mas os ouvidos nunca se enchem, a imaginação nunca descansa. Ela tá sempre pensando, imaginando outra coisa, o apetite natural nunca diz basta. Basta de dinheiro, basta de sexo, basta de comida. Basta, basta, basta. Estamos cheios. O coração caído foi feito para mais do que o mundo pode dar e por isso tenta arrancar do mundo uma plenitude que não existe. Então tudo, até as coisas que pareciam ser melhores é cansaço. Vê algo quer mais. Ouve algo quer mais. Tem uma experiência quer ter a próxima experiência. Como eu disse, eu ouço muito podcast sobre eh alpinismo, que eu gosto. Então, até Cláudio dis que você é obsecado. Você ouve isso o tempo todo, tudo que tu tá fazendo, tá ouvindo o alpinismo, gente caindo. Todos os grandes alpinistas acabam mortos porque eles nunca param. Ele sobe a pior montanha, a mais difícil, a mais alta. Aí o cara pensa: "Não, mas isso aqui é pelo sul. Nunca ninguém subiu pela face noroeste. Vou subir pela face noroeste". Ele vai subindo por faces diferentes, coisas diferentes, até que ele morre. Ele já era a lenda da do do alpinismo, não é? Tanto na rocha quanto no gelo. O cara era monstro, mas ele vai continuar subindo até morrer. Logo descobre que o novo lugar também envelhece. Ele recebe o aplauso daquela montanha. Se você abrir uma subir por uma face que ninguém nunca subiu, você bota o teu nome naquilo. A face Josemar do Evereste. Imagina isso. Hã, ele foi o primeiro a subir por ali. Um troço dificíimo. Você bota o teu nome, mas logo esse aquele aplauso. Outra pessoa sobe também outro lugar. Eh, você compra, consegue, alcança, possui, obtém, experimenta e pouco depois sente outra vez o rumor da falta. E é por isso que o prazer terreno quando tomado como fim nunca traz descanso. Se a pessoa vive para o próximo coisa, a próxima viagem, o próxima conquista, o próximo relacionamento, ele pode fazer o que a gente chama entreter por um instante. É, pode e trazer um consolo momentâneo, pode suspender por um instante a consciência do vazio da alma, mas não fecha a ferida, porque a ferida não é apenas falta de experiências, falta de paisagens, falta de conhecer pessoas. É uma ferida teológica. A alma foi feita então para o infinito, para algo além do sol e tenta se fartar debaixo do sol. Ela foi feita para Deus e tenta descansar nos dons, foi feita para a glória e tenta encontrar casa com fragmentos da glória de Deus, não com a própria glória. E é por isso que os olhos nunca se fartam. Ele tá dizendo: "É por isso que os ouvidos nunca se enchem. Parece um buraco. É por isso que a cultura do consumo não resolve. É por isso que o excesso de estímulos não resolve. E olha que nossa nossa geração tem muito excesso de estímulos. É por isso que a multiplicação das possibilidades não resolve. Porque o problema não é a escassez de objetos, o problema é a desordem da adoração. Nada novo, não há nada novo debaixo do sol. Não há nada que todos os homens não tenham experimentado de várias formas. O que foi, ele diz, tornará a ser. O que se fez se fará novamente. Não há nada novo debaixo do sol. Não houve nada novo para as outras gerações, nada novo para mil gerações atrás. Não há nada novo para a nossa geração. [roncando] Que golpe na vaidade da novidade, né? Ah, isso aqui é novo. Isso não é novo. Ah, eu vou nisso aqui eu vou encontrar. Já buscaram isso todas as gerações. Cada geração ama imaginar que inaugurou uma coisa inédita, uma uma coisa que outras gerações não tinham. Cada cultura gosta de olhar para trás com superioridade, mas o mestre olha e diz: "Veja melhor, a roupa muda, o coração continua. A tecnologia muda, a cobiça continua. A linguagem muda, mas o orgulho continua. Os instrumentos mudam, mas a idolatria continua. As teorias mudam. A velha tentativa de ser autônomo diante de Deus continua. Não há nada novo debaixo do sol. Novo no anúncio, sim. Novo na estética, sim. Novo no aparato, sim. Novo no fundo? Não, nada. O pecado é antigo. Ah, como o pecado é antigo. A morte é antiga, os túmulos são antigos, a soberba é antiga, a ambição é antiga, a inveja é antiga, a fome de autonomia, ah, é tão antiga quanto os primeiros homens. A tentativa de fazer da criatura o centro é antiga. A tentativa de salvar-se sem Deus ou merecendo algo de Deus é muito antiga. O mestre arranca a maquiagem do progresso ilusório. Não há progresso nenhum a não ser tecnológico. Ele não nega mudanças de superfície, mas ele expõe a repetição profunda da alma humana. Não importando quão tecnológico você ter se tornado, isso humilha especialmente os tempos que mais se vangloriam da sua sofisticação. Somos mais sofisticados do que a idade média. O homem é melhor, inveja menos, cobiça menos, é menos orgulhoso, é menos ansioso. Ninguém se lembra dos que viveram na antiguidade. Ele diz, e olha que ele tá falando isso há 13.000 1 anos atrás. É a antiguidade dele, porque ele é a nossa antiguidade, não é? Ninguém se lembra dos que viveram na antiguidade e aqueles que ainda virão também não serão lembrados pelos que vierem depois. O homem quer mais do que viver. Nós queremos permanecer, nós queremos marcar. Nós queremos que a nossa história não seja igual a história de todo mundo. Queremos ser lembrados, queremos deixar nossa marca, queremos vencer. Exatamente isso. O que nós mais queremos vencer? o esquecimento. Por que que um jogador é difícil encerrar a carreira? Por que que porque nós nós queremos eh eh vencer o esquecimento, nós queremos fazer do próprio nome uma espécie de continuação da própria existência. Mas o mestre diz: "Olhe melhor, quem se lembra dos antigos, dos grandes? Quem os guarda? Quem conhece seus rostos? Quem conhece os medos que eles sentiram? As noites da alma? Seus amores, suas vigílias insônios, seus fracassos, seus pequenos triunfos que pareciam tão importantes, suas orações, suas lágrimas, mesmo os grandes rareiam. Alexandre o Grande. Quantas vezes você pensou nele na vida? O que você sabe sobre ele? [roncando] Mesmo os nomes célebres eles encolhem. Mesmo os famosos se tornam e com um nome lá perdido, sem história, sem importância. Mas os gigantes, os maiores, ainda ouviram nota de rodapé, não importam paraa nossa vida. O esquecimento é uma das grandes humilhações da glória humana. Todo mundo é esquecido. O homem quer deixar um traço, mas o templo, como a gente é um pó, o templo só para a poeira. Que barulho suficiente pode vencer o silêncio do tempo. Mas o silêncio sempre volta, queridos. sempre aquilo que era agitação, a agitação chamada Josemar, vira um silêncio, um silêncio tão profundo, tão longo, debaixo do sol, até o legado é frágil demais para ser a nossa salvação. Então o mestre fala como alguém que foi longe. Ele não está falando como um pequeno ressentido porque não teve nada na vida. Não, não, não, não. Ele não está falando como um fracassado invejoso, que tá falando isso só porque ficou amargo, porque não teve nada. Não se está falando como um ignorante, desdenhoso da sabedoria. Ele era muito sábio. Ele foi rei, teve recursos enormes, teve poder, teve alcance, romance sem fim, teve estrutura para explorar, aplicou o coração à sabedoria, aplicou o coração ao conhecimento. Ele diz: "Eu investiguei, eu fui em todas as áreas, eu eu fiz tudo. Se o negócio era construir prédio, construir um monte de palácio. Se era eh festa, eu contratei os melhores músicos. Se era tudo que eu fiz, tudo foi fundo e o veredicto. Tudo vaidade. Tudo é correr atrás do vento. Que imagem devastadora. Ah, que pode ser uma frase que ficou bonita, mas a gente perde quanto devastadora. Correr atrás do vento. É gastar a vida tentando segurar o que é impossível. tentar transformar ar em herança, ar em identidade. Como eu disse, a gente, isso é vaidade, mas a gente pode viver assim todo dia. E é o normal que os homens naturais vivam assim. tentar converter a névoa. Néva é uma coisa bonita, né, de manhã, mas tentar fazer daquilo o teu patrimônio, tentar fazer do que escapa à base da sua existência firme. Quantas vidas são exatamente isso? Todo mundo tá correndo. Corre-se muito. Corre-se com disciplina, às vezes, não só indisciplinadamente, corre-se com inteligência, corre-se com elegância. Tudo isso podia ser atribuído a a ao escritor de Eclesiastes. Corre-se com ambição, corre-se com sucesso, corre-se com a aprovação de quem está olhando sua corrida, mas quando se olha para o que ficou de fato na mão, no fim, o que há? Ele diz: "O que sobrou?" vento. Essa pessoa correu atrás do vento. Tudo que ela fez, não alguém, não um, todo mundo. Vento admirado, vento premiado, vento com medalha, vento que foi aplaudido. Mas vento, o que é torto? Ele diz, não se pode endireitar. O mundo está torto. A vida está torta, o coração está torto. A história está torta, a vida está atravessada. E o homem não consegue por si mesmo, por tudo em ordem, ele não consegue desentortar nada na vida. No final, quando acaba a vida dele, a vida é torta, igual a torta quando ele nasceu. Isso fere nosso orgulho, fere especialmente a ilusão moderna de que inteligência, técnica, política, moralidade ou progresso educacional bastarão para corrigir a estrutura profunda da queda. Não bastarão. A torção é grande demais. As faltas são profundas demais. Há rachaduras que são antigas demais, há vazios incontáveis. O homem pode ser instrumento do bem horizontal, real. pode aliviar sofrimentos, pode produzir justiça apenas relativa, pode servir, pode amar, pode agir, mas não pode endireitar o mundo, não pode curar o coração, não pode vencer a vaidade. Ele diz: "Quem aumenta o conhecimento, aumenta a tristeza. Mais ver, mais pensar, mais refletir, mais perguntar e tudo dói demais. Dói demais o distraído eh continua meio que anestesiado, mas não vai ter como fugir da dor. Mas o homem que pensa começa a sentir o peso da pergunta e a pergunta cava, cansa, a pergunta expõe. E é por isso que Eclesiasta é tão pesado emocionalmente quando olhado seriamente, porque ele não entrega respostas rápidas. Ele está fazendo perguntas. Ele empurra a consciência para fora do conforto. Ele não deixa o homem viver como um animal, como às vezes o homem quer viver. Um animal ocupado, ele exige pensamento. Ele diz: "Pense em tudo sem Deus". Torna-se porta de infado e cansaço. Mas então, onde está a esperança? Não no fechamento confortável das falsas respostas. Não no humanismo autossuficiente que a igreja abraça quase como o mundo, não humanismo eh eh secular, não no prazer elevado de de se refugiar em alguma coisa, não na coragem moral, sem um fundamento transcendente, mesmo heróica. A esperança vem de fora do sistema fechado, vem de cima do sol, vem do Deus vivo, vem do logos. Se Ecclesiastes pergunta, João responde. Se Ecclesiastes rasga, João revela. Ecclesiastes não cura as coisas, ele rasga, ele faz a ferida, ele machuca. Se Eclesiástico conduz ao abismo, João mostra o verbo que entra na história. No princípio era o verbo, o logos, o sentido, a razão final. Os gregos sempre procuraram o logos das coisas. Qual é a razão final do casamento? Qual é a razão final da vida? Qual é a razão final do trabalho? Qual é a razão final do meu eh eh levantar diário? Qual é a razão? O logos, o logos de tudo. Qual é a razão? [roncando] Qual é a coerência última? Qual é a coisa que fecha todas as coisas? O centro pessoal de todas as coisas. O que a filosofia procurou como princípio abstrato, Deus revelou como uma pessoa, o logos. O sentido da vida não é uma teoria, não é nada simplesmente debaixo do sol, não é um lema, não é uma fórmula, é Cristo. O logo se fez carne. João diz, a razão eterna, a razão de todas as coisas, aquele para quem tudo foi feito dele, por ele, para ele, tal. Entrou, o logos entrou na história. A glória tomou o rosto humano. Tudo foi feito para glória. Então essa glória se tornou e eh eh tomou um rosto humano e o sentido de tudo habitou entre nós. Isso é maravilhoso, não é? E então tudo muda. Se Cristo é o logos, a vida não é uma repetição vazia. Se Cristo é o logos, o trabalho não é mero suor sem lucro, porque que fica? Se Cristo é o logos, o amor não é química sofisticada do cérebro. A paz também não é. A justiça não é uma ilusão útil só para enquanto a gente vive e não ficar tudo muito desorganizado. Se Cristo é o logos, o agora está tocando a eternidade. Ou seja, o além do sol, não debaixo do sol. O oposto de vaidade não é mero prazer, não é mero impacto, não é mera produtividade. O oposto de vaidade é Cristo, porque nele o vapor encontra razão, encontra peso. Nele o efêmero toca o eterno. Nele o casamento faz sentido, o trabalho faz sentido, a existência faz sentido. [roncando] Nele o fragmento encontra coerência. Nele o ordinário é atravessado pela glória de comer e beber. Nele até a fidelidade pequena adquire um peso eterno. Vai, faça um sapato e venda por um preço justo. Tudo ou nada. Sem Deus nada significa nada. Finalmente, em Cristo tudo se enche de significado. Tudo. Sem Deus, a vida inteira corre para o seu esquecimento, para o apagamento final, para para o nada. em Cristo, até a oração escondida que ninguém nunca viu ganha um peso eterno. Até o cuidado com o filho de madrugada, o trabalho honesto, o serviço não visto, o consolo silencioso que você deu a alguém, até a esperança teimosa, tudo toca glória em Cristo. Porque agora a vida não se fecha apenas debaixo do sol. Aquelas coisas não estão simplesmente debaixo do sol. Agora ela está aberta ao trono, aberta ao pai, aberta ao reino, ao reino de Deus, aberta ao Cristo ressuscitado. Então, a conclusão é inevitável. Se você vive apenas para a vida debaixo do sol, Jesus disse, você vai perder a vida. Se você vive apenas para a vida debaixo do sol, pro agora, você vai perder todo agora seu. É um desperdício. Cada pedaço do seu trabalho, cada pedaço dos seus relacionamentos, cada pedaço da sua e amizade, cada pedaço do seu casamento, cada Se você vive apenas para agora, você vai perder o agora. Se você vive apenas para construir sentido com as mãos, vai descobrir que elas não conseguem segurar o vento. E você está tentando fazer isso. Se você vive apenas para o mundo, o mundo vai engolir você, vai sacudir você, vai encher você de medo, de ansiedade, de desespero. Mas se você vive para Cristo, você encontra-se. Você não tava buscando se encontrar, mas você se encontra. Se vive para a eternidade, você recebe não só a eternidade. Quem vive para a eternidade recebe o presente. O presente agora tem peso, significado. Tem um logos. Se você vive para o logos, o cotidiano é reencantado pela glória dele. Se você vive para Deus, o trabalho ganha direção. Se você viver para Cristo, o ordinário deixa de ser fútil. Talvez haja pessoas aqui vivendo como se Deus não fosse necessário ao sentido da vida. Não declarando isso, né? Porque cristãos não declaram isso. Enquanto usam categorias que só existem porque Deus é real. Isso acontece no mundo todo, não é? Falam de dignidade, falam de justiça, de valor, de compaixão, de bem, de mal, de beleza, mas recusam Cristo como centro de tudo isso ou Deus. Ou seja, respiram o capital dele, usam os conceitos dele. Porque por que que matar é melhor do que não matar? Não há nenhuma razão, a não ser que esse seja um conceito de Deus. Senão cada um pode fazer o que quiser. Recuse o seu senhor. Eclesiaste diz: "Pense até o fim. Não pare. Se não a Deus assuma o abismo. Se você acha que realmente as coisas debaixo do sol é é onde você está vivendo, é o lugar e é o que vai dar razão as coisas que você vive, então assuma o abismo, pense até o final e veja no final o que o casamento te deu, o que o teu trabalho te deu, o que sobra no fim, o que as outras gerações vão fazer a respeito de você. Você vai simplesmente passar. Não há nada novo. Se a Deus, pare de viver como se não houvesse. Se a Deus pare de trabalhar como se não houvesse Deus. Se a Deus pare de tentar viver o casamento como se ele não existisse, como se cada uma das coisas fossem um fim em si mesmas. Talvez acha também pessoas que professem fé, né, mas vivem exatamente de maneira totalmente incoerente. Carreira, aparência, sucesso, relacionamento, estabilidade, ministério, aprovação. Então, embora confesse em Cristo, vivem tentando arrancar sentido dessas coisas menores, mas falharão, ainda que elas sejam as melhores. Nós não podemos dizer Deus não pode dizer para nós: "Eu sou o teu galardão, eu sou a tua porção". Deus é minha porção. E depois tentar tirar nossa identidade das outras coisas. Então a gente diz que aquelas outras coisas são a nossa porção. Nenhum e eh eh nenhuma coisa é grande o suficiente para nossa alma. Você foi criado para ele e não só para ele, porque fica aparecendo que ele foi criado para Deus, mas também para as outras coisas. você foi criado para ele somente. Não basta dizer genericamente que Cristo é importante. Nós temos que conhecê-lo como a única coisa importante final, render-se, viver nele. Porque o sentido da vida não é uma ideia correta, não é uma experiência, não é uma visão, não é uma audição, não é uma viagem, não é um relacionamento. O sentido da vida é um Senhor vivo. E então ore assim: "Pai, quando vivo para mim mesmo, eu me perco. Quando vivo apenas para o agora, eu perco agora. Quando eu vivo para o casamento, eu perco o casamento. Quando eu vivo para o trabalho, eu perco o trabalho. Quando eu vivo para o tempo, eu perco o tempo. Quando eu vivo para a beleza, eu perco ela. Quando vivo para os meus pequenos ídolos, fico menor na minha própria fome. Quando vivo para minha imagem, eu torno-me escravo dela. Eu eu perco. Quando vivo para aprovação, eu morro com a ausência da aprovação. Quando vivo debaixo do sol, como se o sol fosse tudo, tudo vira vapor, minha alma fica ansiosa. Eu vivo com medo porque sei que as coisas vão escapar. Mas quando vivo para o teu filho, encontro-me. Quando vivo para a eternidade, recebo o presente. Quando vivo para o logos, o ordinário se enche de glória. Quando vivo para Cristo, minha vida deixa de ser um amontoado de fenômenos e se torna um caminho atravessado eh eh pelo brilho do Deus vivo na face de seu filho. Se a vida é só debaixo do sol, Deus tá dizendo: "Tudo é vaidade, não as coisas ruins, não as coisas fúteis. Teu casamento é vaidade, teu trabalho é vaidade, teu esforço é vaidade, teu suor é vaidade, teu trabalho, eh, mesmo que honesto é vaidade, tudo é vaidade. Se o filho veio do alto, se o verbo se fez carne, se a glória entrou na história, se a cruz venceu o pecado, se a ressurreição rompeu o túmulo, se a eternidade, se há reino, se há paz, se há Cristo, então nada feito agora é em vão. Nada, nenhuma lágrima é em vã, em vão. Nenhuma oração, nenhum arrependimento, nenhum serviço, nenhuma fidelidade que ninguém vê, só Deus. Nem o amor sacrificial, nem o trabalho honesto, nem o testemunho silencioso, nem a esperança teimosa, é tudo ou nada. Ou tudo tem um peso, ou tudo é vaidade. A palavra, como eu disse, é cortante. Sem ele tudo é vaidade. Se ele não é o alvo daquilo, é vaidade. Você pode achar bonito, você pode achar que teve fases bonitas. Ah, o casamento é vaidade. Ah, o trabalho vaidade. Ah, ter filho, vaidade. Todo mundo teve filho há milhares de anos atrás. Jesus diz: "Casavam, se davam casamento até que fechou a porta e veio o dilúvio. Faziam exatamente o que tá todo mundo fazendo. Vaidade! Sem ele, aquilo que você acha mais importante na sua vida é correr atrás do vento. O melhor. Nele tudo encontra sentido, casa e rosto. Sem ele, nenhuma coisa tem lucro no fim. O que fica? Ele diz cansaço fado. Nele até o copo d'água dado em seu nome você vê entra na eternidade. Ele disse: "Quando vocês fizeram isso, isso entrou na eternidade. Sem ele o homem passa, o homem some. Nele o homem encontra o pai, o irmão mais velho, o reino. E a vida não pode ser engolida por nenhuma vaidade. Ele chama a vida que não pode ser engolida pela vaidade de vida abundante. Eu vi para que vocês tivessem vida e vida abundante. É a vida que a vaidade não engole. Então não viva debaixo do sol. Todos à nossa volta estão fazendo isso. Levante os olhos. Olhe para cima do sol. Olhar para cima do sol é olhar para Cristo, olhar para o logos, porque quando tudo parece vapor, ele dá peso a todas as coisas. Por ele, por causa dele, para ele. Quando tudo parece repetição, ele faz sentido. Ele é o sentido. Quando tudo parece cansaço, ele diz: "Eu sou descansou". Quando tudo parece perda, ele diz: "Eu sou a tua herança. Eu sou o teu grandiosíssimo galardão". Quando tudo parece vaidade, que é algo ah, sem peso, ele diz: "Eu sou a tua glória. Eu sou o peso final". Eu dividi tudo isso em duas partes, mas não vou falar a segunda parte hoje, não é? Precisamos eh terminar. Mas queridos, só isso aqui, só isso em seu coração de verdade. Não como algo que você vai sair e esquecer o que é vaidade e vai continuar correndo atrás do vento como o mundo. Que triste. O mundo vai ter que um dia encarar Deus com o fato de ter corrido atrás do vento. Nós, nós que falamos que conhecemos a Cristo, que ele é o tudo em tudo, chegamos a à conclusão verdadeira, evidente. Você não precisa nem de fé de que tudo é cansaço e no fim não muda nada. Ele realmente é tudo em tudo. O livro de Eclesiastes nos dá perguntas. João, por exemplo, nos dá respostas. Vamos deixar as perguntas nos ferirem, ferirem o que buscamos, como estamos vivendo todo dia. Porque como vivemos todo dia, nós podemos estar perdendo esse dia. Se você vive para o agora, perde o agora. Se vive para o casamento, perde o casamento. Se vive para ganhar dinheiro, você perde o que aquele recurso podia dar. Se você vive para o teu trabalho e você perde aquilo não tem peso no fim. Você será simplesmente esquecido. Tudo é canceira, infado. Mas quando a o logos, o princípio, tudo mudou. Você saiu de debaixo do sol para muito além do sol. saiu da criação para muito além da criação, para o Deus, o Eu sou transcendente, eterno, criador de todas as coisas, que como logos, andou entre nós e morreu numa cruz. Vamos ficar de pé. Santo Deus, eu me aproximo sem defesa, sem razão. Tu me vês nos detalhes, no segredo [canto] do coração, [música] nos pequenos pensamentos, nas palavras [canto] que eu [música] soltei. Teu espírito me chama, confessa. E eu confessei, não escondo [canto] minha culpa, não [música] maquio minha dor. Contra ti eu pequei contra [música][canto] o teu santo amor. Mas que atos minha [canto] raiz, [música] um querer desalinhado. Eu preciso de [música][canto] limpeza. Eu preciso ser lavado. [canto] [música] Cordeiro, minha justiça, fim do [canto] meu tribunal. [música] Eu largo a autojustiça, [canto] me rendo ao teu final. [canto] Jesus, tem misericórdia. [música] Jesus, vem me [canto] purificar. Teu sangue fala mais alto que o meu pecado a gritar. [grito] Minha [música][canto] única defesa é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. [canto] [música] Eu descanso no teu amor. >> Tua misericórdia [canto][música] é melhor. Tua misericórdia [música] [canto] é meu lar. >> Rei dos reis, eu me prostro. Tu [música] és luz [canto] e eu sou pó. Quando eu tento ser meu dono, [música] eu no terco em mim só. Autonomia [canto] é mentira, autossuficiência [música] também. Tu és [música] fonte, tu és vida. Sem ti nada me sustém. [música] Eu [canto] não venho com rico, venho com mãos [música] sem ter. Não confio no meu choro, [canto] nem o meu vou vencer. Eu confio [canto] na firmeza do teu pacto, ó Senhor. [música] Tua aliança [canto] é selada no cordeiro redentor. [música] Restaura [canto] minha alegria, tua [música] salvação em mim. Sustenta-me com espírito [música] [canto] pronto até o fim. Jesus [música] tem misericórdia. [canto] [música] Jesus vem me purificar. [música] Teu sangue fulá mais alto [canto] que [música] o meu pecado a gritar. [grito] A minha única [música] defesa é a cruz, é o teu favor. [música] Eu adoro a tua graça. Eu [canto] descanso no teu amor. [música] Inclina o [canto] meu coração, [música] ensina-me a obedecer. Dá-me um espírito [canto] pronto, mais doce do [música] meu querer. Guarda-me na tentação, [canto] na rotina e na aflição. >> [música]