🔴 Culto Vespertino | 17/05 | 18h – Rev. Lucas Previde
16/05/2026
🔴 Culto Vespertino | 17/05 | 18h – Rev. Lucas Previde
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
[música] >> É. >> [música] [música] >> Aleluia, irmãos. O Senhor Deus nos tirou das trevas e nos transportou para o reino da sua maravilhosa luz. Quando nós estávamos perdidos e mortos nos nossos delitos e pecados, o Senhor nos deu vida e o Senhor nos trouxe para o seio da sua família, que é a sua igreja. O culto público que nós agora iniciamos é uma celebração da nossa redenção. É uma celebração da vida eterna que nós recebemos em Cristo Jesus, que por nós morreu e se entregou. Então, alegremente, nós iremos fazer agora a leitura do Salmo 111. Eu quero convidar os irmãos para que leiam juntamente comigo. Faremos uma leitura alternada, em que eu lerei os versículos ímpares e os irmãos, em conjunto, lerão os versículos pares. É um Salmo que afirma a grandeza de Deus nas obras que ele criou e também na maneira como ele salva, como ele liberta o seu povo. Leiamos então o salmo: Aleluia. De todo o coração louvarei o Senhor na companhia dos justos e na assembleia. Em suas obras há glória e majestade e a sua justiça permanece para sempre. Ele dá sustento aos que o temem, sempre se lembra da sua aliança. As obras de suas mãos são verdade e justiça, fiéis são todos os seus preceitos. Enviou ao seu povo a redenção, estabeleceu para sempre a sua aliança, santo e tremendo é o seu nome. >> [roncando] >> O seu louvor permanece para sempre. Vamos ficar de pé, irmãos. E vamos louvar a Deus agora com um cântico. >> Tua, [música] Senhor, é a grandeza e o >> [canto][música] >> poder. A honra, a vitória [música] e a majestade. [canto] >> [música] >> Porque teu [música] é tudo quanto há no céu [música] e na terra. Teu, Senhor, é o reino [canto] e tu te exaltaste >> [música] >> por chefe sobre todos. >> [música] [música] >> Tua, Senhor, é a grandeza [canto] e o poder. A [música] honra, a [canto] vitória e a majestade. [música] >> [música] >> Porque teu é tudo >> [música] >> quanto há [canto] no céu e na terra. Teu, [música] Senhor, é o reino e tu te [canto] exaltaste por chefe [música] sobre todos. >> [música] >> Riquezas [música] e glórias vêm [canto] de ti. Tu dominas sobre [música] tudo. Na tua mão a força e poder. Contigo está o engrandecer [música][canto] e a tudo dá força. >> [música] >> força. >> [música] >> Riquezas e glórias vêm de ti. Tu >> [música][canto] >> dominas sobre tudo. Na tua mão a força [música][canto] e poder. Digo eu >> [música] >> engrandecer, e a tudo dá força. >> [música] [música] >> Agora pois, >> [música] [canto] >> ó nosso Deus, >> [música] >> graças te damos e louvamos [música][canto] o teu glorioso nome. Graças te damos e >> [música][canto] >> louvamos o teu glorioso nome. Senhor, tua é a grandeza, e contigo está, como cantamos agora, o engrandecer. Tudo aquilo que nós precisamos vem das tuas mãos. Riquezas, glória, tudo vem do Senhor. Se estamos aqui é porque o Senhor permitiu e tem nos guardado. Se amanhã estaremos em nossas atividades profissionais ou fazendo qualquer coisa útil nesse mundo, é porque o Senhor tem também nos dado graça e nos permitido fazer estas coisas. Por isso nós bendizemos o teu nome, porque olhamos para ti, ó Deus, olhamos para a cruz, olhamos para o Senhor Jesus e recebemos dali força, entendimento, graça, sabedoria, todas as coisas que de que nós precisamos, ó pai, para gerir bem a nossa caminhada nesse mundo. E como é bom caminhar nesse mundo contigo, como é bom ter uma direção, como é bom, ó Deus, receber a tua instrução, ouvir a tua voz, como é bom saber que o Senhor tem promessas e as cumpre no devido tempo e ao longo da nossa trajetória. Fica conosco, ó Deus, então, recebe o nosso culto, porque ele é oferecido na mediação do Senhor Jesus e nós, na nossa limitação, na nossa finitude, estamos aqui para reconhecer e declarar que o Senhor é majestoso, que o Senhor domina sobre os céus e a terra. Isso traz tanto conforto, tanta alegria, tanta paz, tanta esperança para o nosso coração, Senhor. Por isso nós adoramos o Senhor e pedimos ao Senhor que olhe e atente para nós, nos atenda, nos ajude, ó Deus, e realize os teus grandiosos propósitos em meio ao teu povo. Em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador. Amém. Os irmãos podem se assentar. Às vezes nós pensamos na vida cristã como a obediência a um conjunto de regras, de leis, de normas e não nos detemos e não atentamos para o que a o que era o evangelho e a profundidade do ensino que nós recebemos na palavra de Deus e através do nosso Senhor Jesus. Mas Deus providenciou um ensinamento muito precioso a esse respeito, usando, inclusive, os seus apóstolos, as epístolas do Novo Testamento, dentre elas a epístola que Paulo escreveu aos Colossenses. E lá, em Colossenses, capítulo 2, tratando desse assunto, O apóstolo Paulo diz: "Portanto, que ninguém julgue vocês por causa de comida e bebida ou dia de festa ou lua nova ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir, porém o corpo é de Cristo. Não deixem que ninguém se faça de árbitro para desqualificar vocês com pretexto de humildade e culto de anjos, baseando-se em visões, estando cheio de orgulho sem motivo algum na sua mente carnal e não retendo a cabeça, a partir da qual todo corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que vem de Deus. Se vocês morreram com Cristo para os rudimentos do mundo, por que se sujeitam a regras como se ainda vivessem no mundo? Não toque nisto, não coma disso, não pegue naquilo. Todas estas coisas se destroem com o uso. São preceitos e doutrinas de homens. De fato, estas coisas têm aparência de sabedoria ao promoverem um culto que as pessoas inventam, falsa humildade e tratamento austero do corpo, mas elas não têm valor algum na luta contra as inclinações da carne. Em nossa luta contra as inclinações da carne, nós nos valemos da graça de Deus e não dos nossos esforços, não do cumprimento de leis que nós não somos capazes de observar. Por isso, irmãos, vamos agora interceder, vamos fazer as nossas orações de confissão. Nós teremos alguns instantes de oração silenciosa. Nomeie os seus pecados diante de Deus, peça perdão e condições de resistir. Vamos orar? >> [roncando] >> Senhor Deus, nós não temos do que nos gloriar diante de ti. As nossas melhores obras, se não forem feitas com a motivação correta, são como um trapo de imundície. Senhor não as recebe. Nossas obras e boas obras que nós somos instados a praticar na tua palavra, devem ser sempre vistas como uma decorrência natural da nossa salvação e do benefício que o Senhor já nos fez. É um modo de nós expressarmos também a nossa gratidão, uma vez que o Senhor nos perdoa e trata o nosso coração. Por isso, ó Deus, nos livre de qualquer vanglória, de qualquer vaidade, porque não podemos produzir a nossa salvação e não podemos confiar em nós mesmos, não podemos simplesmente alegar que estamos sendo obedientes ou que diante da nossa conduta merecemos, merecemos as tuas bênçãos, as tuas benesses. Não, Senhor, nós somos pecadores. Nós temos o errado porque ainda lidamos com uma natureza corrompida. Mesmo sendo redimidos pelo sangue do Senhor Jesus Cristo e mesmo fazendo parte de um povo separado do mundo, nós ainda nos entregamos às vezes, ó pai, a desejos, prazeres, as nossas afeições ainda mostram que somos muito limitados nessa nossa batalha, nessa nossa luta. Por vezes, ó pai, nós vamos nos enxergar como pessoas contraditórias que talvez digam uma coisa e fazem outra. E quando deveríamos colocar os nossos pensamentos mais no Senhor, ainda estamos muito concentrados em em soluções humanas. Mas a verdadeira solução está em Cristo Jesus, o nosso Senhor. É a graça de Jesus que nos faz permanecer de pé. É a graça de Jesus que nos leva a suplicar agora também ao pai o teu auxílio, porque senão estaríamos ainda muito autocentrados, pensando em coisas que podemos eh produzir e fabricar. Mas confiamos em ti para suportar todas as dificuldades e vencer as inclinações da carne. Então, ó pai, nos convença disso, nos convença do pecado, da justiça, do juízo. Nos traga consciência, a luz celestial, a luz do Senhor para que sejamos animados, revigorados, fortalecidos e venhamos a dar o bom testemunho de que quando nós estávamos cabisbaixos e quando nós estávamos prestes a desistir, o Senhor nos deu alento, o Senhor nos ergueu do pó, o Senhor manifestou a sua glória mais uma vez e então estamos todos preservados e estamos todos seguros e confiantes. Em Cristo Jesus, perdoa então os nossos pecados, Senhor, restaura as nossas almas, ajuda-nos nas nossas [roncando] fraquezas. É o que nós pedimos, mais uma vez, enfatizando em nome do seu filho, Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. Vamos ficar de pé, irmãos. E agora, certos de que o Senhor tem nos ajudado, vamos cantar louvores a Ele. >> [música] [música] >> Eu creio, Senhor, na divina promessa >> [música] >> e glória já tive nas lutas >> [música][canto] >> aqui. Contudo, eu muitas vezes caio, a gente tropeça. >> [música] >> Por >> [canto] >> isso, Senhor, eu preciso >> [música] >> de [canto] ti. A luz [canto] que me guia no escuro do caminho, fulgura de cima >> [música] >> do sol que há no céu. Contudo, >> [música] >> não posso segui-la >> [música] >> sozinho. Por isso, eu preciso >> [música] >> de ti, meu Senhor. >> [música] >> Eu sei que nas preces >> [música] >> eu posso buscar-te, através da [canto] fé. benção >> [música] >> da vida eu perdi. Contudo é possível que >> [música][canto] >> dela me afaste. Por isso >> [música] >> Senhor, eu preciso >> [canto] >> de ti. >> [música] [música] >> Esforços na terra, >> [música] [canto] >> precário destino. Entendo >> [música] >> dos homens e Deus altivo. [música] Não >> [canto] >> valem a benção do >> [música] >> reino de Deus. Por >> [música] >> isso eu preciso de ti, meu Senhor. >> [música] >> Amém. >> [música] >> Um pendão >> [canto][música] >> real vos entregou o rei. A vós soldados sois. Corajosos >> [música][canto] >> sois em tudo defender, marchando para >> [canto] >> os céus. Com [música] valor, sem temor, por Cristo prontos [música] a sofrer, venha o guerreiro seu pendão, >> [música] >> firme >> [canto] >> sempre até morrer. Eis formados já guerreiros para [música] nós do grande >> [canto] >> usurpador. Revelai-vos >> [música] >> hoje, grandes campeões, para a luz sem temor, com valor >> [música] >> sem temor. Por Cristo, [canto] prontos a sofrer, >> [música] >> venha o guerreiro seu pendão, firme >> [música] >> sempre até [canto] morrer. Enchei o sentido do seu coração [canto] de >> [música] >> franco e nobre ideal. Não receberá >> [música][canto] >> o eterno galardão quem disso tem que agradar. Com valor >> [música] >> sem temor. Por Cristo, [canto] prontos a sofrer, [música] venha o guerreiro seu pendão, firme sempre até morrer. >> [música] >> Pois sejamos [canto] todos a Jesus fiéis, [música] para o seu >> [canto] >> real pendão. Os que da >> [música] >> vitória colhem os lauréis, com Ele reinarão. >> [música][canto] >> Com valor sem temor. Por Cristo, prontos [música] a sofrer, venha >> [canto] >> o guerreiro >> [música] >> seu pendão, firme >> [canto] [música] >> A igreja pode se assentar. Convido você a abrir a sua Bíblia na carta de Paulo aos Gálatas, aonde daremos continuidade à nossa série intitulada a justiça da fé. Gálatas. Hoje nos deteremos no capítulo quatro. Versos de 12 a 31. Relembrando um pouco daquilo que já vimos em nossa série, é importante ressaltar o contexto em que essa carta foi escrita. Lembrando que a carta aos Gálatas provavelmente foi a primeira carta escrita por a pelo apóstolo Paulo após as suas viagens. Lembrando também que a igreja da Galácia, Paulo ficou por muito tempo lá. E após retornar de sua viagem, recebe a notícia de que há um grupo de judaizantes, e por judaizantes entendam judeus que aparentemente haviam se convertido ao cristianismo, que chegaram na Galácia e começaram a apresentar um evangelho diferente do que o apóstolo Paulo havia pregado. E a maior ou mais significativa diferença a respeito disso é que aqueles homens ou aquela igreja precisava continuar cumprindo as exi as exigências dos ritos judaicos, principalmente a circuncisão. Então este é o contexto. Paulo volta das suas viagens e recebe a notícia de que a igreja da Galácia, uma igreja de gentios, ou seja, de pessoas que não eram os judeus, estava sendo influenciada e deixando-se influenciar por um outro evangelho que apresentava algo que não somente Cristo como suficiente para a salvação. E é neste contexto, então, que o apóstolo Paulo escreve a sua carta e que nós vamos nos deter nessa noite e na continuidade da exposição bíblica. Acompanhe comigo, então, com atenção Gálatas, capítulo 4, versos de 12 a 31. Assim diz a palavra de Deus: "Sejam como eu sou, porque também eu sou como vocês. Isso é o que lhes peço, irmãos. Vocês não me ofenderam em nada. E vocês sabem que eu lhes preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. E por mais que a minha enfermidade na carne lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo, nem desgosto. Pelo contrário, me receberam como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus. O que aconteceu com a felicidade que vocês tinham? Porque posso dar testemunho de que se fosse possível, vocês teriam arrancado os próprios olhos para me dar. Será que por dizer a verdade me tornei inimigo de vocês? Esses que se mostram tão zelosos em relação a vocês não estão sendo sinceros. O que eles querem é afastar vocês de mim para que vocês se interessem por eles. É bom sempre ser zeloso pelo bem e não apenas quando estou com vocês. Meus filhos, por quem de novo estou sofrendo as dores de parto até que Cristo esteja formado em vocês. Bem que eu gostaria de estar agora aí com vocês e falar em outro tom de voz, porque estou perplexo com vocês. Digam-me vocês, os que querem estar sob a lei, será que vocês não ouvem o que a lei diz? Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da mulher livre. Os filhos da escrava nasceu, o filho da escrava nasceu segundo a carne, o filho da mulher livre nasceu mediante a promessa. Essas coisas são alego, alegóricas. Porque essas mulheres são duas alianças. Uma se refere ao monte Sinai, que gera para a escravidão. E esta é Agar. Ora, Agar é o monte Sinai na Arábia e corresponde a Jerusalém atual, que está em escravidão com os seus filhos. Mas a Jerusalém lá de cima é livre e ela é a nossa mãe, porque está escrito: "Alegre-se, ó estéril, você que não dá à luz. Exulte e grite, você que não sente dores de parto, porque os filhos da mulher abandonada são mais numerosos do que os filhos da que tem marido". Mas vocês, irmãos, são os filhos, são filhos da promessa como Isaque. Como, porém, no passado aquele que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o espírito, assim também acontece agora. Mas o que diz a escritura? Ela diz: "Mande [roncando] embora a escrava e seu filho, porque de modo nenhum filho da escrava será herdeiro com o filho da mulher livre". Portanto, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre. Vamos orar? Ó Senhor, obrigado por nos revelar as verdades a respeito de ti e de nós por meio da tua palavra. Somos incapazes de compreendê-la, Senhor, sem a ação do teu Santo Espírito. Por isso pedimos que o teu Santo Espírito nos conduza nessa noite a sermos moldados, a sermos exortados, a sermos ensinados pela tua palavra. Cremos que isso é possível, pois cremos na obra do nosso Senhor Jesus Cristo, pelo nome de qual nós oramos. Amém. Certamente o coração humano luta com a verdade de que buscamos sempre aquilo que é mais fácil ao nosso alcance para nos satisfazer. Há uma dificuldade que compartilhamos com esses irmãos, os Gálatas, >> [roncando] >> de sermos suscetíveis a caminhos mais fáceis. Ou de não conseguirmos manter na nossa vida cotidiana a essência daquilo que professamos com a nossa fé. Os irmãos Gálatas estavam vivendo este problema. Eles professavam ou professaram, quando Paulo esteve com eles, uma fé, só que agora, quando essa fé estava sendo exigida de forma prática, no combate a um falso evangelho, eles estavam sendo suscetíveis à ideia de que outras coisas que não Cristo poderiam lhes conceder a salvação. E se não tomarmos cuidado, nós podemos ser movidos por experiências ou práticas religiosas como sendo suficiente para nossa comunhão com Deus. Uma boa música cantada, um ambiente aconchegante, uma boa conversa, isso pode se tornar suficiente para acharmos que temos comunhão com Deus. Fazer parte de uma igreja. Ser atuante em áreas dessa igreja, servindo sábado após sábado. E ter nisso a satisfação ou a segurança de que já estamos em comunhão com Deus. E esquecermos que nada disso nos foi dado como meio. Mas apenas como resultado da obra de Cristo em nossa vida. Por isso nessa noite eu gostaria que nós analisássemos a passagem lida em dois tópicos ou aspectos. E o primeiro aspecto é que a nossa condição diante de Deus e não dos homens deveria ser a nossa real preocupação. A nossa condição diante de Deus deveria ser a nossa real preocupação e não aquilo que os homens pensam a respeito de nós ou que muitas vezes os homens tentam inculcar ou nos forçar a aceitar. Há diversas frentes religiosas, igrejas em que os líderes tomam para si o direito de colocar aos membros um fardo pesado demais ou impor regras como condição para validar a obra de Cristo em sua vida. A segunda benção, quem nunca ouviu? Um batismo especial que hierarquiza dentro da igreja níveis de santidade. Vejam só como somos suscetíveis a aceitar imposições que basta cumprirmos e nos é dado um selo daqueles que que comunhão com Deus. Mas Paulo nos mostra essa preocupação tanto com esses irmãos como na nossa vida. Quando ele diz: "Sejam como eu sou, porque eu também sou como vocês". Paulo aqui está fazendo um convite a esses irmãos e a nós à liberdade que recebemos em Cristo. Como herdeiros da promessa da salvação, Paulo está dizendo a eles: "Sejam como eu, um judeu que foi liberto do peso da lei e foi salvo pela mesma graça que alcançou vocês, gentios, que nada tem a ver com o judaísmo". Lembrando que a igreja da Galácia era uma igreja que não tinha nenhum lastro com a cultura judaica. Eles não sabiam o que era uma lei de Moisés, eles não tinham conhecimento, eles não foram criados dentro do Antigo Testamento, aprendendo sobre os profetas e Paulo diz: "Olha, sejam como eu, assim como eu sou com vocês, alcançados pela mesma graça. Eu, um judeu, completamente gabaritado no judaísmo, fui liberto pelo mesmo meio pelo qual vocês foram libertos". Certamente o coração de Paulo estava machucado. Por diversas vezes na carta ele expressa isso, a sua tristeza, a sua perplexidade, a sua raiva pelo que estava acontecendo com aquela igreja que ele tanto amava. No capítulo 1, no verso 6, ele diz: "Estou muito surpreso em ver que vocês estão passando tão depressa daquele que os chamou na graça de Cristo para o outro evangelho". No capítulo 3, no verso 1, por exemplo, ele fala novamente: "Ó gálatas insensatos, quem foi que os enfeitiçou? Não foi diante dos olhos de vocês que Jesus Cristo foi exposto como crucificado? E novamente no capítulo quatro, no verso de nove a 11 que lemos na nossa última exposição, quando Paulo então coloca um xeque-mate na relação entre a aqueles irmãos e o que Deus olhava para eles, quando diz: "Mas agora que vocês conhecem a Deus, ou melhor, agora que vocês são conhecidos por Deus, como é que vocês estão voltando outra vez aos rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo querem servir como escravos? Vocês guardam dias, meses, tempos e anos. Receio que meu trabalho por vocês tenha sido em vão". Paulo estava chateado. Mas Paulo não guardava rancor. Ou estava atrás de reconquistar a sua autoridade como um homem. Paulo não estava preocupado em receber um pedido de desculpas oficial daquela igreja, pois ele sabia que o cerne da questão não era a ofensa contra ele, mas a ofensa contra o evangelho que ele havia pregado. Paulo não ficou de biquinho. A real preocupação de Paulo não era o que homens estavam pensando, mas o que aqueles irmãos tinham de compreensão a respeito do que Deus pensava sobre eles. No verso 12 que lemos aqui, Paulo diz: "Vocês não me ofenderam em nada. E vocês sabem que eu lhes preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. Aqui Paulo cita. Alguns autores dizem que Paulo foi até a Galácia por conta dessa enfermidade, por ser uma região conhecida pelo tratamento, provavelmente, da enfermidade de Paulo. Outros dizem que durante a sua viagem ele contraiu essa doença e ficou, teve, foi obrigado a ficar na região da Galácia durante muito tempo para tratar. Mas a questão é que a pregação do verdadeiro evangelho era o foco de Paulo. O desenvolvimento da salvação naqueles irmãos era o que preocupava Paulo mesmo em meio à sua enfermidade física. Provavelmente aqui Paulo teve alguma doença nos olhos que o deixou enfermo por muito tempo e que aparentemente deixou sequelas permanentes em Paulo. O que pode confirmar isso é como essa carta termina. Nós vamos vê-la ah um pouco mais à frente, mas ele disse: "Vejam com que grandes letras escrevi". Paulo ah diz, é como diz, olha, precisei escrever em letra gigante. Mas o ponto é, não é qual era a doença de Paulo, mas que mesmo doente, mesmo enfermo muito provavelmente impossibilitado impossibilitado de ter contato visual ou de conseguir ah conversar de uma forma ah melhor com esses irmãos, o cerne, mesmo sobre o impacto de uma doença, a preocupação de Paulo junto àquela igreja era desenvolver o fruto da obra de Cristo na vida deles, que eles produzissem produzissem frutos. Algo que eles já haviam experimentado junto com Paulo. No começo dessa carta Paulo diz novamente, olha, vocês experimentaram da obra de Cristo junto comigo. Vocês experimentaram de milagres. E Paulo escrevendo aqui na passagem que lemos lembra esses irmãos dizendo que o cuidado que eles tiveram para com Paulo excedeu o cuidado humano. Quando diz ah a eles, e por mais que a minha enfermidade na carne, verso 12, por mais que a minha enfermidade na carne lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo nem desgosto, pelo contrário, me receberam como anjo de Deus, como o próprio Jesus Cristo. Paulo está tentando mostrar a esses irmãos que ele não está sendo um cara chato, radical, retrógrado, que não está aberto a novas tendências. Não, o que Paulo está dizendo "Meus irmãos, a minha preocupação é que vocês não se distanciem da obra de Cristo e daquilo que ela deve resultar na vida de vocês". Mas é evidente que há um problema de comunicação aqui. É evidente que algo minou essa igreja, que não estava mais tendo tanta atenção ou participando do evangelho que Paulo havia pregado. E nós vemos isso na leitura, no verso 15, que Paulo é bem claro com esses irmãos quando diz "O que aconteceu com a felicidade que vocês tinham?" "O que aconteceu com aquela felicidade que nós partilhamos juntos quando estávamos aí?" Que felicidade é essa? A felicidade do verdadeiro evangelho, da suficiência da obra de Cristo para a nossa salvação, de que eles não precisavam cumprir leis, de que eles não precisavam ficar apegados a ritos que homens impunham a eles, porque somente a obra de Cristo, exclusivamente e plenamente satisfatória, concedia a eles o poder de serem chamados filhos de Deus ou serem descendência de Abraão, como Paulo cita na passagem que lemos na nossa última exposição. Por que essa tristeza se foi? Porque posso dar testemunho de que se fosse possível vocês teriam arrancado os próprios olhos para me dar. Será que por dizer a verdade me tornei inimigos de vocês? Provavelmente Paulo começou a ouvir a notícias de que aquela igreja não estava mais considerando-o como um verdadeiro apóstolo ou como o verdadeiro portador do evangelho de Cristo Jesus. A situação havia sido estremecida. Mas Paulo continua mostrando que a sua real preocupação era com a condição daqueles irmãos diante de Deus e não dos homens. Talvez a intenção de Paulo fosse dizer: "Vocês vão me tratar agora como um inimigo porque eu estou corrigindo vocês? Porque eu estou mostrando para vocês que vocês estão errados? Vocês são meus inimigos agora porque eu estou alertando vocês sobre os falsos mestres que estão preocupados apenas em ter a atenção de vocês mas estão distanciando vocês do verdadeiro evangelho que foi pregado por mim?" Paulo está sendo um pouco sarcástico aqui, jogando já a resposta para esses irmãos. "Então quer dizer que vocês são meus inimigos porque eu estou falando a verdade? Porque eu estou preocupado com a vida de santidade de vocês? Porque eu estou preocupado, pois eu estou vendo frutos que não são condizentes com o evangelho? É por isso que vocês são os meus inimigos?" Esses falsos mestres não tinham a menor preocupação com a vida espiritual daqueles irmãos. Esses judaizantes pouco se importavam como Deus estava enxergando aqueles cristãos. Eles estavam preocupados sim com como aqueles homens estavam enxergando a eles mesmos. A manifestação de cuidado e preocupação de Paulo não era era ferramenta para conquistar a boa vontade daquela igreja enquanto estava na presença deles? Não. Assim como os os judaizantes faziam. Paulo está dizendo: "Olha, a minha preocupação com vocês não é para conseguir eleitores, conseguirem para conseguir discípulos apenas. Não. Pelo contrário, ele diz, ele os tinha como filhos". Ele os chama de filhos. "Eu tenho-os como os filhos. Estou aguentando dores dessa inconsistência teológica de vocês como dores de parto". Ele diz: "Eu eu tenho vocês como filhos". No verso 19: "Meus filhos, por quem, de novo, estou sofrendo as dores de parto". Por que de novo? Porque Paulo já havia sofrido com aqueles irmãos enquanto pregava o evangelho a eles. Seja pela enfermidade física ou embates espirituais, na pregação do evangelho, Paulo já passou por essa tarefa difícil. Mas agora ele está escrevendo novamente dizendo: "Olha, de novo, eu estou sentindo as dores de parto". E por que ele coloca essa dor de parto? Porque ele faz a correlação: "Sofrendo as dores de parto até que Cristo seja formado em vocês". Eu não sei o que é dor de parto. Eu já vejo muitas mães balançando a cabeça: "Exatamente, você não sabe, nunca vai saber". Mas eu tive a oportunidade de acompanhar o nascimento dos meus três filhos ao lado da minha esposa que teve a parto normal. E o último, por circunstâncias não planejadas, a anestesia não pegou. E ela teve literalmente um parto natural, assim como antigamente. Vocês não têm ideia como eu que são dores de parto. Mas eu pude [roncando] presenciar um pouquinho da minha esposa saindo do corpo e voltando do corpo dela às vezes. Aqueles que gostam de Avengers, né, de de Vingadores, é mais ou menos aquilo que o Doutor Estranho faz quando ele tira a pessoa do corpo e depois ela ela volta a pro corpo. Paulo pega a dor que na naquela época poderia ser, talvez para os homens seria a dor de cólica renal, as mulheres já balançando, não, não é, né? Mas ah, é uma dor insuportável e Paulo diz que ele aguenta essa dor e aqui a dor de parto, como se dizendo, olha, eu estou aguentando dores de parto até que vocês possam nascer em Cristo. Eu estou aguentando novamente as dores como se fosse dores de parto para garantir que vocês possam nascer de novo em Cristo. Por isso vocês também deveriam estar firmes no evangelho que eu anunciei. Não somente quando eu estava longe de vocês. Ele diz, olha, é bom ser zeloso, bem que eu gostaria de estar aí com vocês para falar em outro tom. Mas estou perplexo. Paulo, de certa forma, pegou pesado com os irmãos aqui e ele assume isso. Porque ele estava realmente preocupado como Deus estava enxergando esta situação e querendo mostrar para os seus irmãos que a real preocupação não é como os homens nos enxergam, mas como Deus nos enxerga. Paulo diz, olha, se eu estivesse aí, provavelmente a conversa ia ser em outro tom. Primeiro, porque eu já ia dar uma solapada nesses judaisantes e não ia deixar nem chegar perto de vocês". Mas eu estou perplexo que vocês estão se distanciando disso. Que a gente pode aprender com essas palavras de Paulo sobre a preocupação, a real preocupação em como Deus nos vê e não como homens nos enxergam. Primeiro, como devemos compreender o coração de um verdadeiro pastor? Paulo sabe que está pegando pesado, mas a maior preocupação dele é com a vida de santidade dos seus discípulos. Paulo não mede esforços para acompanhar esses irmãos e quando necessário exortá-los de estarem se distanciando da fé genuína. Certamente, se ele estivesse presente, seria diferente o tom, mas o cuidado seria o mesmo. Pastores genuínos prezam pela vida de santidade do seu rebanho. Líderes que compreendem que estão pastoreando o rebanho do Senhor têm como a real preocupação a vida espiritual dos membros da sua igreja. E não talvez posição política ou não talvez algum tipo de gosto musical ou não questões secundárias, sem antes estar preocupado. Eu tive um pastor no seminário que eu fiz e sempre que ele nos encontrava no seminário, ele perguntava: "E aí, filho, você continua crente?" Ele sempre falava isso. Sempre perguntava: "Filho, tudo bem? Continua crente?" De certa forma brincando, mas expressando que o nosso cuidado deve ser esse quando olhamos para a igreja. A vida de santidade ou se o rebanho está se preocupando principalmente como Deus o está vendo e não como homens. E outra lição que nós deveríamos tirar aqui é para que as ovelhas pastoreadas lembrassem disso, que muitas vezes nós exortamos, disciplinamos, falamos num tom mais duro porque nos preocupamos com a sua vida de santidade diante de Deus e não da nossa. Muitas vezes quando a palavra é mais dura, muitas vezes quando a palavra é mais exortativa, quando subimos o tom ou quando somos diretos, não se melindre. Não ache que é pessoal, mas olhe para o cuidado, o cuidado espiritual que estes líderes que amam a sua igreja devem ter. Tanto para os líderes como para o rebanho, a fórmula é a mesma. A nossa real preocupação deveria ser sobre a nossa condição diante de Deus e não dos homens. Portanto, o segundo ponto, então, Paulo continua. Se o primeiro ponto é que a nossa condição diante de Deus e não diante dos homens deveria ser a nossa principal preocupação, a segunda condição é que a nossa condição diante de Deus e não dos homens deveria ser a nossa real segurança e alegria. Depois de você se preocupar, depois de você buscar reconhecer a sua condição diante de Deus e não dos homens, a nossa condição diante de Deus deveria ser a nossa segurança e alegria. Paulo irá utilizar de uma narrativa das mais conhecidas da cultura hebraica, que é a história de Sara, Abraão e Hagar, para reforçar o quanto a nossa segurança deve estar na suficiência de Cristo e não em elementos periféricos a isso. Então, Paulo diz no verso 21: "Digam-me vocês, o que querem os que querem estar sob a lei? Será que vocês não ouvem o que a lei diz?" Paulo se dirige àqueles judaizantes, no primeiro momento. É como se ele se utilizasse do artifício de quando você fala com uma pessoa, você dá mensagem para aquela que está ouvindo. Dois coelhos com uma cajadada só. Ele escreve aos judaizantes de uma forma dura, mas para que os seus irmãos em Cristo da Galácia entendam a mensagem que está sendo dada. Aqueles que querem estar sob a lei, a lei aqui, Paulo utiliza um jogo de palavras, essa primeira lei, são os 10 mandamentos, são a lei mosaica. E Paulo diz: "Olha, aqueles que querem estar sob essa lei, será que vocês não ouviram o que a lei diz?" E esse a lei diz aqui é o que a escritura diz a respeito dela mesmo. Por muitas vezes, ah, era utilizado, durante o Antigo Testamento, a expressão lei para se referir à palavra como um todo, não somente às ordenanças. Mas o que Paulo está dizendo é o que nosso Senhor Jesus Cristo ampliou de forma clara no sermão do monte, quando contrariado pelos fariseus, ele dizia: "Olha, vocês ouviram a lei e não aprenderam o que a lei diz". >> [roncando] >> E aí Jesus dá vários exemplos. "Olha, você diz não matar, mas se você pensar algo contra o seu irmão, você já matou". O que Paulo está fazendo aqui é pegando o ensino de Jesus Cristo e aplicando novamente aqui. E dizendo a esses homens: "Olha, vocês que estão buscando estar debaixo da lei não aprenderam que é a lei". E aí então Paulo introduz esta passagem como talvez a primeira exegese documentada da história do cristianismo. Todo o Novo Testamento está pautado no Antigo Testamento, meus irmãos. Nós cremos que tanto o Antigo como o Novo Testamento são a palavra de Deus. Mas nós entendemos que o Novo Testamento na plenitude de Cristo, como a plenitude da revelação, expande o significado do Antigo Testamento. E aos apóstolos foi dada por Deus essa condição, inspirados pelo Espírito Santo, em ler o Antigo Testamento à luz da cruz de Cristo e nos explicar coisas que nunca iríamos aprender. E é exatamente o que Paulo faz aqui com a história de Sara e Hagar. A história contida em Gênesis 15 a 21, que você muito bem lembra, ou se não, resumidamente, Deus chega a Abraão e lhe faz uma promessa que dele iria surgir uma grande descendência. Abraão já era velho. Sara, a sua esposa, era estéril. Abraão esperou por cerca de 25 anos até que o seu filho da promessa nascesse. Só que nesse período, seja por uma pressa ou uma questão de incredulidade, Sara chega para Abraão e lhe propõe pegar a sua serva, sua escrava, Hagar, se deitar com ela para que ela tivesse filhos e então cumprisse a promessa de Deus. Abraão aceitou, tomou Hagar por mulher e ela lhe concedeu um filho chamado Ismael. Passado alguns anos, Sara tem o filho que Deus havia prometido. E de alguma forma, depois de algum tempo, Ismael e Isaque começam a não se bicar. A relação começa a ficar ruim. Ismael fica tirando sarro de Isaque. Isso muito incomoda Sara. Sara então procura Abraão. Abraão consulta o Senhor e o Senhor diz para que Abraão mande Agar embora com Ismael, pois Ismael não é o filho da promessa. Essa é a história que Paulo está introduzindo e que irá expandi-la a nós para este contexto da suficiência da salvação em Cristo Jesus. Paulo então destaca que Ismael teria nascido segundo a carne, ou seja, o jeitinho humano de querer resolver coisas que Deus disse que resolveria. Paulo diz que Ismael é fruto da carne, geração segundo a carne, mas que Ismael, ao nascer, não deixou a sua condição de escravo. Ao nascer, Ismael não tomou para si a herança da promessa. Ele continuou sendo escravo ou filho da escrava. No entanto, Sara, quando engravidou e deu à luz a Isaque, que este sim nasceu sobre a condição da aliança ou da promessa. As duas mulheres deram à luz a filhos daquele que havia recebido a promessa. Abraão recebeu a promessa e teve dois filhos. Paulo aqui está indicando que foram criados dois caminhos, a existência de um contraste para usufruir das bênçãos de Deus. Uma pelos esforços humanos e a outra pelo cumprimento da promessa. Duas alianças. Paulo diz no verso 24: "Essas coisas são alegóricas, porque essas mulheres são duas alianças". Paulo então aqui está dizendo que ele está fazendo uma alegoria pelo relato de Gênesis. E precisamos explicar um pouco essa expressão alegoria, porque nos dias de hoje ela é utilizada de uma forma arbitrária. O que eu quero dizer? Que pessoas pegam as escrituras e dizem o que querem das escrituras pelo seu próprio entendimento. Paulo não está fazendo isso. O que Paulo está fazendo aqui nós chamamos de tipologia, que é dentro da história da redenção identificar fatos que ocorreram nas escrituras e apontarem esses fatos para o seu real significado. Mas nós precisamos lembrar disso por quê? Na história da igreja a alegoria foi tida como uma ferramenta de distorção da palavra. Alguns exemplos do século primeiro ao século quarto, por exemplo, nós conhecemos na teologia, na filosofia ou na teologia patrística muitos pais da igreja que utilizavam dessas alegorias para achar significado em tudo, em cada vírgula do texto bíblico se dava um significado que não necessariamente era. Dois exemplos que eu peguei aqui. Primeiro, que assim como a antiga arca da aliança, no Novo Testamento, carregava a presença do material de Deus, da palavra de Deus, Maria era considerada como a nova arca por ser receptáculo do verbo divino. Isso é defendido pelo catolicismo. De que Maria deve ser venerada também por questões como esta. Outra passagem que o maná do deserto, o pão que desceu do céu para alimentar os hebreus no êxodo, foi interpretado como uma alegoria da eucaristia. E aqui não sou eu que estou falando, é a história da igreja patrística. Ou seja, Paulo não estava fazendo isso, Paulo não estava tirando da sua própria cabeça aquilo que ele achava para colocar um significado ali. Não. Ele estava fazendo uma tipologia, dando um significado mais claro para toda a história da redenção naquele fato. Mas então, pastor, por que que ele foi usar a alegoria, a palavra alegoria? Porque no período do apóstolo Paulo isso não era um problema. Isso foi posterior ao período paulino. Então ele utiliza dizendo: "Isso é uma alegoria". E aí ele vai explicar essa alegoria. Como autor inspirado, Paulo tinha total capacidade para isso. Paulo indica então que em Agar e Sara são tipificadas duas alianças. Em Agar, a tipificação da aliança entre Deus e os judeus baseada na lei, enquanto em Sara é tipificada a aliança em Cristo Jesus. Mas como dizer que em Agar foi tipificada a promessa da lei se nem judia ela era? Paulo ainda tipifica Agar como sendo o monte Sinai, se você ler aí, demonstrando que Agar representava uma aliança feita pela promessa da lei, baseada apenas na lei. Paulo diz: "Ora, Agar é o monte Sinai na Arábia e corresponde a Jerusalém atual, que está em escravidão com os filhos, verso 25. Essa questão de Monte Sinai na Arábia, muito provavelmente pelo Monte Sinai está próximo às divisas do Egito, Paulo cita isso, mas o importante é mostrar que Paulo conecta Hagar a observância ou escravidão da lei. Paulo também relaciona Hagar não somente ao Monte Sinai, mas a Jerusalém atual dos seus dias. Paulo de certa forma estava sendo ácido e apontando aos judaizantes que se diziam filhos de Abraão, descendentes de Isaque, colocando eles num outro patamar, numa outra categoria, que era filhos de Hagar, da escrava, e não mais de Sara. Por quê? Porque eles se contentavam ou buscavam apenas na lei a sua salvação. Paulo estava sendo ácido aqui. Hagar teve um filho segundo a carne, segundo tentativas humanas. Hagar representa aqueles que se contentam em dar o seu jeito no relacionamento com Deus, em estabelecer por si só como seu relacionamento com Deus se dará. Paulo relaciona essa atitude ao falso evangelho pregado por aqueles homens. Então, quem seriam os filhos de Sara, se não são os judeus? Quem seriam os filhos de Sara? Aqueles que verdadeiramente reconhecem Cristo Jesus como seu único e suficiente salvador. Verso 26, Paulo diz: "Mas a Jerusalém lá de cima, não essa aqui, que está escravizada pela lei, a Jerusalém lá de cima é livre e ela é a nossa mãe". A ideia de que nós somos filhos de Abraão já é usada por Paulo anteriormente na nossa última passagem, nós nos detivemos a isso, né? Somos filhos de Abraão, eu e você, se você crê em filho Jesus, você é herdeiro da promessa. Só que aqui ele abrange isso, ele expande essa ideia de filhos da aliança, nos colocando também como filhos de Sara. E por consequência descendentes de Isaque. Pensem [roncando] no contexto, ele está falando com gentios que não tinham nenhum lastro histórico hebraico ou judaico e apontando aos judeus que ah, vocês são filhos de Hagar e estes aqui são filhos de Sara. Estes aqui são descendência de Abraão. Olha judeus, vocês pensam que são descendência de Abraão mas se não creem na suficiência de Cristo, vocês são filhos de Hagar de Ismael, o filho da carne e não da promessa. Paulo diz que essa filiação já estava prevista em Isaías. No verso 27 ele lê a respeito disso. Alegre-se ó estéril, você que não dá a luz, exulte e grite você que não sente dores de parto. Esta aqui seria Sara a mulher estéril. Alegre-se exulte, porque os filhos da mulher abandonada são mais numerosos do que os filhos, os filhos da que tem marido. Aqui Hagar é a mulher casada com filhos, Sara é estéril e é em Sara que a alegria, a segurança reside. A promessa é para Sara. Tenha segurança, alegre-se, exulte, porque a promessa será cumprida em você. Paulo utiliza essa alegoria porque ele pode, inspirado ou essa tipologia utilizando uma passagem muito conhecida do contexto hebraico para derrubar os judaizantes e exaltar os gentios. Não porque eram gentios, mas porque criam na suficiência de Cristo. Olha, se nós queremos ser filhos de alguém da Bíblia, não seria de Maria, mas seria de Sara. Se há uma mãe a qual nós deveríamos pertencer, seria a Sara e não a Maria. O apóstolo Paulo está nos ensinando isso. Em Sara. Algumas aplicações práticas que Paulo nos trará eu gostaria de trazer nesta noite. Paulo agora parte para isso, no verso 28 quando diz: "Mas vocês, irmãos, são filhos da promessa como Isaque. Antes ele tinha nos colocado como filhos de Abraão e agora como irmãos de Isaque. Como, porém, no passado aquele que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o espírito, assim também acontece agora. Paulo está dizendo: "Da mesma forma como o filho da promessa foi perseguido, vocês também serão por esses judaizantes. Trazendo para os dias de hoje, nós também seremos atacados por vertentes teológicas, religiosas que vão tentar nos distanciar da soberania ou da suficiência da obra de Cristo. Que vai tentar colocar em nosso coração um senso de negatividade ou um senso de inferioridade que não cabe a nós como filhos de Cristo. Que vai colocar em nós o peso do nosso pecado como se nós tivéssemos que carregar o nosso pecado como um fardo e não deixar que pensemos que Cristo pagou o preço para que fôssemos redimidos por completo. Quantas vezes nós caminhamos ou quantas vezes eu e você não nos deixamos abalar pelos pecados que cometemos e começamos a nos distanciar de Deus de Deus ao invés ao invés de nos aproximarmos da cruz. Paulo está dizendo isso a a esses irmãos. Assim como aconteceu, acontecerá agora. E aí então ele diz: "Mas o que diz a escritura?" Ela diz: "Mande [roncando] embora a escrava e seu filho, porque de modo nenhum o filho da escrava será herdeiro como filho de mulher livre". É como se ele dissesse: "Olha, sabe o que vocês fazem agora? Mandem esses judaizantes embora daí". Tenham segurança e alegria na sua condição diante de Deus em Cristo Jesus. Embora Paulo se preocupasse em deixar a sua mensagem clara aos judaizantes, a maior preocupação dele era cuidar da vida espiritual dos irmãos da Galácia. O que realmente importava para para Paulo era trazer à memória dos seus irmãos gentios, não judeus, a realidade de que eles poderiam estar seguros e alegres na obra de Cristo. Eles deveriam estar seguros e alegres. Eles deveriam perceber que assim como o filho da promessa fora perseguido, eles seriam perseguidos. E como filhos de Sara são livres, como nós somos livres. Fomos transportados da nossa escravidão do pecado para a liberdade da graça. Paulo escreveu a esses irmãos e escreve a nós hoje. A palavra de Deus é atemporal. >> [roncando] >> O quanto você se preocupa com a sua condição diante de Deus mais do que diante dos homens? E o quanto ao fazer isso, você se alegra e se sente seguro com a sua condição diante de Deus e não dos homens? Examine o seu coração, pois para ser filho da promessa pelo espírito, como filhos de Sara, você precisa descansar, se alegrar [roncando] e se preocupar com essa condição. Há muitas igrejas que oferecem rituais. Há muitas igrejas ou frentes religiosas que impõem ritos e observâncias para testificar a sua santidade ou a sua condição de salvo. Isso é mentira. Somente em Cristo Jesus e suficientemente em Cristo Jesus recebemos o que precisamos para sermos chamados filhos de Deus. E por último, lembrando do exercício de Paulo, eu e você não fomos autorizados a interpretar a Bíblia segundo os nossos olhos. Paulo pôde fazer isso, pois era inspirado em Deus. Não fez alegoria no sentido de hoje, de utilizar a palavra de Deus como subterfúgio para o seu próprio prazer. Que o nosso coração se encha dessa alegria. Primeiro de reavaliarmos o quanto estamos preocupados com o que Deus vê de nós e não dos homens. E segundo, o quanto essa condição compreendida de quem somos diante de Deus nos traz segurança e alegria. Este é o cuidado que devemos ter, esta é a alegria que devemos ter e essa é a segurança que devemos ter, porque Cristo morreu por isso. Vamos orar. Ó Senhor, obrigado, pois as suas palavras são palavras de vida. São palavras que nos trazem, Senhor, a realidade de quem éramos sem o Senhor, mas também agora de quem somos em ti. >> [roncando] >> Que o nosso coração, Senhor, seja preenchido por essa alegria. E que essa alegria se transforme em coragem, em ousadia, Senhor. Que nos momentos de dificuldade, em circunstâncias adversas do nosso dia, possamos lembrar, ó pai, o poder que é sermos chamados filhos teus. Certamente neste mundo nosso coração será abalado. Muitas vezes, ó pai, o inimigo irá nos acusar dos nossos pecados, mas não permita que sucumbamos, Senhor, a este ataque. Mas que respondamos, Senhor, com a certeza de quem somos em Cristo. Esta é a nossa oração, o nosso desejo e a nossa esperança. No nome daquele que nos deu tudo isso, nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. Convido a igreja a se colocar de pé agora e a louvarmos ao nosso Deus. E esse é o momento também de demonstrarmos visivelmente o quanto confiamos no sustento, na provisão do nosso Senhor, sendo fiel nos dízimos e generosos nas ofertas. Este é um privilégio dado ao povo de Deus, de fazer parte daquilo do que Deus está fazendo no meio do seu povo. >> [música] >> Nós queremos [música][canto] ouvir tua voz. >> [música] >> Teu louvor >> [canto] >> sempre esteja em trigais. >> [música] >> Queremos ser, [canto] Senhor, mais sábios, navegar de novo em teu amor, mais e mais. >> [música][canto] >> na coragem do Senhor. Marcharemos [música] cheios de coragem. >> [música] >> Seguiremos, seja onde [música] for. Embora [canto] a dor nos [música] cerque na viagem. Marcharemos na coragem do Senhor. [música] E quando [canto] a escuridão da noite descer. Queremos [música] [canto] só pela graça, fé viver. [música] Com esperança e [canto] com coragem, [música] na alegria ou na dor. Marcharemos [música][canto] na coragem do Senhor. >> [música] >> Marcharemos >> [canto] >> cheios de coragem. [música] Seguiremos, >> [canto] >> seja onde for. >> [música] >> Embora [canto] a dor nos cerque na viagem. [música] Marcharemos na coragem >> [canto] >> do Senhor. >> [música] >> Marcharemos [canto] cheios de coragem. Seguiremos, [música] >> [canto] >> seja onde for. >> [música] >> Embora [canto] a dor nos [música] >> [música][canto] >> Oremos. Ó Senhor, obrigado, ó Deus, pelo teu cuidado, pela tua provisão, pela tua boa mão em nossa vida. Obrigado porque o Senhor não só faz, mas nos ensina o que faz em nossa vida. O Senhor nos ensina, Senhor, que o Senhor nos cuida. Cuida como filhos teus, Senhor. Para que olhemos para a criação, para que olhemos para o cuidado que o Senhor tem para a criação. E saibamos, Senhor, que quanto mais a nós, filhos teus, seremos cuidados. Que isso, Senhor, seja transformado em fé. Que isso resulte, Senhor, em expressão visível da nossa fé por meio da fidelidade aos dízimos, generosidade nas ofertas, sabendo que o Senhor é o dono de todas as coisas. Nada pertence a nós, Senhor. Mas pela tua bondade, o Senhor nos pega pela mão e faz deste momento um momento de ensino. Obrigado, Senhor. Que o nosso coração descanse na sua provisão. Que o nosso coração, Senhor, também descanse no cuidado da tua igreja uns pelos outros. Pedimos que a nossa fé seja fortalecida nisso, ó Pai. Em saber que o Senhor é o Senhor da história. Em saber que o Senhor tem um plano para esta igreja local. E o Senhor permite que nós façamos parte disso. Essa é a nossa oração como um um de gratidão. Pedindo que o Senhor assim continue a moldar os nossos corações. E que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, o filho, que o amor de Deus o Pai, que a consolação, o ensino e a garantia da eternidade do Espírito Santo seja com todo o povo de Deus aqui espalhado pela face da terra, hoje e para todo o sempre. Amém. A igreja pode se assentar. Ouçamos reverentemente o pós-lúdio. >> [música] [música] >> Nosso culto está encerrado e nós gostaríamos de conhecer aqueles que nos visitam pela primeira vez. Eu peço que você fique de pé quando eu citar o seu nome para que possamos identificá-lo melhor. Estamos com Lívia e seu filho Artur conosco nessa noite. Lívia e Artur. Creio que já estão lá, mas é um prazer tê-los aqui conosco. Gostaria de saber também se tem alguém que nos visita pela primeira vez que não pôde ser identificado. Por favor, fique de pé para que possamos reconhecê-lo. Aqui, olha só, viu? Joguei a vara certa lá. Deus os abençoe muito. É uma grande alegria tê-los aqui conosco. Que vocês possam se sentir no meio do povo de Deus, ouvindo a sua palavra. De verdade, é uma grande alegria tê-los aqui conosco. Nós temos agora ali atrás um café especial. Hoje acho que é bolo com chocolate quente. Vocês têm a preferência, tá? Depois que vocês comerem, a igreja poderá comer. Fiquem, por favor, um tempo para podermos cumprimentá-los, conhecê-los melhor. Esse é um pretexto para termos esta comunhão. Alguns avisos. Teremos cosmovisão cristã, nossa atuação profissional e a nossa atuação profissional. Será uma palestra no sábado às 9:30. Ah, é um projeto do grupo de homens da nossa igreja. Presbítero Márcio trará essa palestra. Ah, reflexões a respeito disso, como integrar a nossa fé à vida comum. Homens, venham, façam um esforço, coloquem na sua agenda, ah, convidem amigos para que de alguma forma conheçam a nossa igreja por meio de outras atividades também. De departamental da nos lares da SAF, essa é uma programação da nossa SAF, será na casa da nossa irmã Elisabete Camargo, dia 23/05, às 15:00. Todas as mulheres estão convidadas a participar. Voluntários, nossa EBF já está chegando. Isso é muito importante por dois motivos. Primeiro, para que você ore por essa programação. Para que você ore para que Deus traga novas famílias, crianças nos visitando e para que as nossas crianças também sejam edificadas. E nessa oração você também peça para que Deus amoleça o coração dos corações duros que não podem servir, que venham aqui servir. Se você, ah, pastor, mas eu não tenho talento nenhum, como o pastor Daniel falou hoje, né? Bonecão do posto ajuda a chamar gente, como é que você não vai conseguir, ah, mostrar onde é o banheiro, pegar uma água ou dar suporte a um professor ou, ah, tomar cuidado para a criança não cair de algum lugar. Então, se você tem disponibilidade na sua agenda, ah, priorize este momento de estar aqui na igreja, ah, para essa programação. Encontros de casais. Lembrando que, ah, nós ainda estamos com pequeno problema técnico para disponibilizar o link. Logo ele será disponibilizado, mas você já pode começar se programar para fazer a sua inscrição. Ah, acampamento de casais, 11 a 13 de setembro, Hotel Fazenda Floresta Negra, muita comida boa, diversão e comunhão. Então o pastor Daniel sempre reforça, este não é um encontro só se você está com problemas no seu casamento. Também é, mas também é para se você está com um casamento ótimo e quer colocar aquela cerejinha ali, ah, passar uns dias com a sua esposa, você poderá alugar um chalé ou um apartamento para ficar com os irmãos nesse período de muita comunhão e aprendizado. Estes são os nossos recados. Que o Senhor nos abençoe no início dessa semana a olharmos para a nossa condição diante de Deus e nos alegrar e sentirmos seguros nela. Deus os abençoe.