Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Davar Live – 15/05

Davar Live – 15/05

Davar Live – 15/05

Legendas automáticas:

Fala pessoal, boa noite, como que vocês
estão? Tudo bem?
Bem-vindos aí a mais uma live.
Hoje nessa noite de friozinho, né? A
gente nem vai ter barulho lá fora hoje,
porque
o frio espantou o pessoal que fica na
quadra aqui, do lado da janela.
É,
então estamos aí para mais uma live.
Deixa eu até abrir aqui, é, tinha o
alguma coisa que eu vi durante a semana
que eu queria comentar com vocês.
Foi comentado no canal.
É.
Bom.
Deixa eu só abrir aqui. Quem tiver aí,
como que tá o
som, vídeo, tá tudo ok?
Tá tudo funcionando bem?
Acho que tá, né? Acho que hoje tá
tá mais tranquilo aqui.
Então, a gente essa semana
a gente também não teve muitos
comentários muito específicos, assim com
perguntas, né? Teve um ou outro
comentário
É.
Uma pessoa me perguntou se podia, acho
que era isso daqui que queria falar, né?
Uma pessoa perguntou se ela podia usar
uma das coisas que eu citei num vídeo em
um sermão dela, né?
E,
ah, o som tá meio baixo, realmente tá
meio longe aqui o microfone. Vai dar uma
melhorada agora.
Agora acho que tá melhor, né?
Uma pessoa perguntou essa semana aqui no
canal se
podia usar
um
um vídeo que eu fiz para para uma
pregação que ele queria fazer.
E eu falei, com certeza, sermão não tem
direito autoral.
É, e isso é engraçado, né?
Porque
sempre quando eu vou fazer algum sermão,
até vídeos que eu faço aqui
eu
pego ideias de vários lugares, eu não tô
preocupado necessariamente
pedir permissão para todo mundo para
cada ideia que eu menciono aqui. Algumas
eu nem cito de onde eu tirei, eu só pego
uma ideia interessante de um texto
bíblico, algum insight, alguma conexão
com um texto e ponho, né? Mas a gente
está acostumado a
com essa ideia de direito autoral, né?
Até explanações que são feitas na
igreja, a gente
ter que fazer a a referência de onde
veio, né?
Então já fica até aqui no canal, já fica
até já
exposto que se vocês quiserem usar a
ideia de qualquer coisa aqui no canal,
usem, não precisa fazer referência, não,
isso daqui é uma ideia que eu tirei de
um canal lá no YouTube, não precisa, não
precisa.
Só citem as ideias
e bola para frente, vocês sabem de onde
veio
e tranquilo.
Então achei curioso essa essa menção
aqui.
Então
boa noite para vocês. Vi que o Daniel já
colocou aqui alguma pergunta, a gente
vai falar dela.
Elane já deu uma boa noite, o Carlos que
está aí também sempre, boa noite. Luís
Fernando Vale, boa noite. Elane disse
que está ok e aqui o Carlos falou um
pouco do som, disse que melhorou, né?
E o Matheus Dornelas, boa noite, estou
atrasado. É, a gente acabou de começar,
Matheus.
Então é isso, gente, eu estava hoje
estudando sobre o livro de Jó.
Que amanhã e no outro sábado eu eu vou
falar sobre Jó lá na minha igreja.
É um livro bem interessante
e
>> [limpando a garganta]
>> é difícil separar o livro em duas partes
porque tem muitos temas que são muito
interessantes
e é difícil dividir assim quais temas
vão ficar numa parte, qual quais temas
vão ficar em outro, né? Aí eu estava
dando uma olhada na minha própria live,
na na na minha própria série de Jó que a
gente tem aqui no canal.
E é interessante quando você vê ver
coisa antiga sua que você fez, você olha
e fala: "Nossa, eu não lembrava que eu
que eu cheguei a pesquisar isso, que eu
cheguei a falar isso". Bem interessante
ver séries antigas aqui no canal.
É, aquela é uma série que eu gosto, eu
gosto
de ter estudado o livro de Jó. Talvez na
hora de expor
eu teria mudado a sequência sequência de
algumas coisas para ficar um pouco mais
claro o que eu tô querendo dizer, aonde
eu quero chegar.
Mas eu acho legal assim, inclusive
o que eu gosto naquela série de Jó que a
gente tem aqui é que a gente lê bastante
o livro, né?
A gente pega uma parte do do texto para
explicar o que que ao o que que a gente
tá falando sobre o livro, né? Que é uma
coisa que também
muitas vezes não é comum, né? Então a
gente fala: "Ó, nessa passagem Jó vai
falar o seguinte", lê e tal. A gente tem
poucas vezes pessoas falando sobre o
conteúdo do livro de Jó, né? Não é uma
coisa muito comum. Normalmente as
pessoas falam sobre o livro de forma
geral, falam sobre a experiência de Jó
de forma geral.
Pessoal fala muito do Beemote e do
Leviatã que tem lá no final do livro, da
resposta de Deus, mas é é muito incomum
as pessoas lerem um pedaço, fazer uma
coisa mais expositiva, né? Ler um pedaço
do livro e comenta sobre aquele pedaço
que foi lido.
Isso não acontece com tanta frequência,
né?
É.
Gostei de ter feito isso nessa
nessa série do livro de Jó.
Então vamos lá. O Daniel
Algoverde, ele já colocou uma pergunta
aqui antes de começar antes de eu ter
entrado na live, ele já colocou logo no
no início aqui.
Que é uma pergunta que não é fácil, viu?
Ele vai dizer o seguinte: "Boa tarde.
Pergunta para hoje: Apóstolo Paulo,
apóstolo dos gentios, deixou de ensinar
a lei de Moisés?"
É,
ele até colocou aqui agora, acabou de
comentar aqui: "Fui eu que perguntei. Já
vi essa questão de um pastor fazer um
sermão que foi idealizado por outro,
como se fosse roubar o TCC de outro".
>> [risadas]
>> É, eu já eu já fiz cópia completa de
sermão de gente. E se não gostou que me
processem, quero ver processar por causa
do sermão.
É, e não comentei no sermão de onde eu
tirei. Se alguém veio me falar comigo
depois, falou: "Não, esse sermão aqui
foi tirado praticamente todo de tal
lugar, né?"
Então, eu eu não acredito em direito
autoral para sermão, não.
É, aliás, foi o Eduardo que falou agora,
né? O Eduardo Ramos.
É,
aí o Daniel perguntou isso, então, essa
questão.
É,
o apóstolo Paulo, apóstolo dos gentios,
deixou de ensinar a lei de Moisés?
Essa pergunta não é muito fácil,
porque a gente não tem acesso aos
ensinamentos de Paulo. Que que a gente
tem? A gente tem cartas
no Novo Testamento.
Cartas que Paulo mandou para as igrejas.
E uma dificuldade das cartas é que as
cartas são
uma resposta
para alguma questão que tinha na igreja.
Então, todas as cartas que Paulo tá
escrevendo, ele ele não tá escrevendo
assim: "Nossa, estou com saudade do
pessoal, deixa eu escrever uma carta".
Não, as cartas elas estão endereçadas a
questões específicas.
Às vezes isso fica bem claro no corpo da
carta, qual é a questão que ele tá
falando, e às vezes não.
Ou as questões, né? Você pega lá
Coríntios, tem diversas questões que ele
vai tratando uma por uma, né?
Então, é, a gente não tem assim
os ensinamentos de Paulo em si.
O que a gente sabe é que
Paulo fala de Cristo,
é o
centro do do ensinamento de Paulo, isso
ele fala muito nas cartas, e Paulo fala
contra
a imposição,
ele fala da imposição da lei
para os gentios. Mas o que que ele quer
dizer exatamente com lei? É difícil.
Porque
primeiro, quando a gente fala da lei de
Moisés,
a gente não tá falando dos 10
mandamentos.
Eh,
normalmente o pessoal faz essa
correlação. A lei de Moisés quer dizer
os 10 mandamentos, tal. Mas não é isso,
é mais do que isso. A expressão lei ou
lei de Moisés no Novo Testamento está se
referindo ao Pentateuco inteiro.
Então, assim,
todas as menções que Paulo faz de
Gênesis, ele tá ensinando sobre a lei,
entendeu?
Ou todas as menções que Paulo faz a
qualquer parte que que Moisés escreveu,
ele tá ensinando sobre a lei. Então,
nesse sentido, Paulo nunca deixou de
ensinar a lei de Moisés.
Ele não considera que o Pentateuco
deixou de ser palavra de Deus ou deixou
de ser um texto sagrado. Isso não
acontece.
O que Paulo parece ensinar
é que,
devido a uma tensão que tinha na na na
lá na igreja primitiva,
é justamente que
ele não queria que os judeus impusessem
para os novos convertidos vindo do
pagani- vindos do do paganismo, né, os
gentios,
é que eles se tornassem judeus para se
tornarem cristãos. A gente já a gente de
vez em quando a gente comenta sobre isso
aqui. Ou seja, você não tinha que impor
a eles toda a tradição judaica. Isso não
é exatamente a lei de Moisés,
mas é toda uma uma
uma leitura específica da lei de Moisés,
entende?
É uma leitura específica, inclusive em
relação a a leis específicas, né? Por
exemplo,
eh, existe um existe essa tensão já em
Jesus. Então, por exemplo, quando Jesus
fala lá do dos alimentos e tal,
eh, a discussão começa quando os
discípulos comem pão sem lavar as mãos.
E o que que é interessante?
A regra se comer, de ter que lavar as
mãos antes de se comer,
essa regra não aparece na Bíblia, não
aparece no no no Pentateuco.
É uma regra
dos fariseus, uma regra farisaica,
rabínica,
que foi criada baseado em em algumas
coisas do Antigo Testamento. Então, você
tem o Antigo Testamento em si e você tem
uma leitura do Antigo Testamento feita
pelos
pelos eh pela tradição judaica, vamos
dizer assim.
Existe o que os judeus chamam hoje da
Torá escrita e a Torá oral.
E a Torá oral é uma tradição oral que
passa de pai para filho sobre como se
deve interpretar
o o Antigo Testamento. Então, é é uma é
uma
é quase uma uma jurisprudência de como
você deve interpretar cada texto
do Antigo Testamento.
Então, é isso que Paulo rejeita
claramente na nas cartas. Essa
jurisprudência, ela não deve ser
imposta.
A maneira como se guarda, mas por outro
lado,
isso vai aparecer no texto de Atos,
ele fala que
claramente que
as pessoas estão
falando por aí
que a gente está desviando os judeus da
lei e isso não é verdade. E para provar
que isso não é verdade,
ele fala para alguns que estão com ele,
que são judeus, para eles irem oferecer
um sacrifício isso, se eu não me engano,
de voto de nazireu lá no lá no
santuário.
Então, Paulo, ele não deixa de ser um
guardador da lei,
só que o que ele fala, ó, as pessoas que
são vindas
eh do da da
das religiões pagãs, os gentios que
estão se tornando cristãos, eles não
devem impor para ele a toda tradição
judaica para ele se tornar judeu, para
aí sim ele poder ser cristão.
A maior discussão que é infinita é: de
quais leis exatamente ele tá falando?
Não fica claro.
Não fica claro, porque até leis como
eh
alimentos oferecidos a a a a a outros
deuses, no final das contas, ele ele
quando ele vai tratar da da dessa
questão lá em Romanos 14, se eu não me
engano, ele vai falar o seguinte: quem
come
carnes oferecidas a ídolos
não deve
impor
julgar o que o o que não come. E quem
não come nem não deve se achar superior
a quem come.
Então,
cada um faz o que acha que
que é o correto.
É, e ninguém fica tentando impor um pro
outro, julgando um ao outro em relação a
essas questões. E aí vai virar uma uma
uma discussão infinita, né? Qual lei
específica Paulo acha que deveria estar
continuar sendo seguida e qual lei ele
acha que não deveria estar sendo
seguida.
No meu entender, pelo que
leio do espírito do Novo Testamento que
eu apreendo, é que Paulo não tá
preocupado com isso não.
Ele não tá preocupado com leis
específicas que deve seguir ou não. Ele
tá mais preocupado em você ser um
seguidor de Cristo
e viver de acordo com o espírito
eh e não abandonar
toda uma ética
que é dada no texto bíblico, mas o que
que isso
quer dizer especificamente? A gente tem
que guardar as festas judaicas.
Há um tem um texto que fala: "Não
guardareis os sábados e luas novas,
porque isso daí é o o é é sombra e tal,
mas o corpo é de Cristo e tal".
Sombra de coisas que haveriam de vir.
Pra mim isso
tá indicando essas festas judaicas.
É, Paulo tá falando pra não impor essas
festas para as outras pessoas dentro
desse contexto. Alguns vão dizer que
isso tá se referindo aos sábados de
forma geral, né? Eu sou adventista, eu
guardo o sábado, Mas eu entendo a
discussão e a discussão é infinita. Não
tem um texto que esclarece, assim,
de uma vez por todas, exatamente de
quais leis Paulo tá se referindo. O fato
é que ele se refere ao Antigo Testamento
como uma fonte de ética e de moralidade,
eh, que deve ser seguida e em outros
momentos ele rejeita partes específicas
do Antigo Testamento
como sendo normas que devem ser impostas
a todos os os cristãos que estão fazendo
parte da igreja, né?
E aí vai ter uma discussão infinita
exatamente o que isso quer dizer. A
forma como eu interpreto,
eh, pelo menos, né? Então,
Paulo deixou de ensinar a lei de Moisés?
Não deixou de ensinar a lei de Moisés,
considerando que todo o Pentateuco é a
lei de Moisés e ele cita diversas vezes
textos do Pentateuco nos nos textos
dele.
Não os de deixou de ensinar a lei de
Moisés no sentido de que ele fala que os
judeus que se tornaram cristãos deveriam
continuar guardando toda a lei,
mas eu não sei se dá para interpretar
isso como deixar de ensinar a lei de
Moisés, falar que existem partes
específicas da lei que não devem ser
impostas a gentios
que passam a fazer parte da assembleia
de Israel, né?
Eh, da assembleia dos cristãos, da da
das comunidades dos cristãos.
Eh, é uma questão difícil isso, porque
mesmo no no Antigo Testamento,
várias leis deixavam de ser válidas. E
hoje ninguém segue a Bíblia inteira, né?
Isso também é um assunto que de vez em
quando a gente volta aqui. Ninguém
apedreja,
eh,
a adúlteros
e nem blasfemos, blasfemos, blasfemos.
A gente não faz isso, apesar de estar
escrito na Bíblia que se deve fazer, né?
Então, tem diversas leis que a gente
abandonou, que a gente não segue, que a
gente considera como sendo
cultural, eh, restritas a um contexto
histórico específico.
Então, exatamente qual lei deve seguir
ou não é uma discussão infinita que vai
depender do que que você
de como você interpreta o texto bíblico
e de como você
do que que você considera que é o
espírito do texto, que é o mais
importante para ser seguido no texto,
né?
Então, Daniel, essa é minha resposta,
uma resposta meio dúbia aí porque que
pelo que eu entendo o texto bíblico é
meio dúbio em relação
a essa questão, em em coisas mais
específicas, para responder essa
pergunta.
Então, vamos lá. Eh, o Mateus também
comenta que "Da última vez que assisti
sua série de Jó fui lendo um capítulo
por dia com minha namorada. Líamos o
comentário bíblico e depois assistimos o
seu vídeo". Ah, que legal, que legal,
que bacana, Mateus. Pô, que legal.
Eh, eu vi um pouco da sua série de Jó.
Eu vejo a história como
provações de Deus. Você não falou sobre
esse aspecto. O que você diria sobre
isso? Somente Jó não seria provações?
Hum, já vou comentar disso, Elaine.
Deixa eu só ler os outros comentários
aqui.
Queria saber se faz sentido a ideia de
que o dízimo hoje não é mais uma
obrigação, pois a obrigação se foi junto
com a destruição do templo.
Pergunta aqui o Mateus.
Eh,
eh, as outras perguntas não são sobre
Jó, então já vou falar aqui da da da
questão da Elaine.
Elaine, eu não vejo
a
o
o que Jó passou como uma provação.
Quando eu leio o livro de Jó não tenho
essa
eu não tenho essa perspectiva, eu não
entendo dessa maneira.
Por quê? Uma provação seria Deus faz Jó
passar por todo o sofrimento que ele
passou para saber se ele seria fiel ou
não no final, né?
Eh, a ideia de provação é uma ideia
difícil porque
por um lado a Bíblia fala diversas vezes
que Deus conhece todas as coisas,
conhece os pensamentos, sonda os
pensamentos, conhece meu deitar, meu
levantar, antes mesmo de eu nascer ele
já me conhecia e tal, mas ao mesmo tempo
Deus faz provações, por exemplo, para
Abraão
né, para
quero que você vá lá e sacrifique seu
filho, agora que você se dispôs a
sacrificar seu filho, eu sei que você é
fiel e tal. Então
é mais um desses temas na Bíblia que
eh
existem algumas pessoas que harmonizam
esses textos, falam não, existe uma
explicação para ser assim, mas o fato é
que o texto em si
visto cruamente
eh você não consegue chegar a uma
conclusão muito fechada, entendeu?
Eh sobre o o que significa as provações
para Deus.
É, se ele sabe as coisas, se ele sabe os
pensamentos
por que é que ele prova as pessoas?
Eh, mas isso acontece no texto bíblico.
Mas eu não vejo isso em Jó, porque
pelo que me parece, considerando aquele
prólogo de Jó
como Deus fala para Satanás, né? Tá
vendo meu meu servo Jó? Vê como ele é
fiel.
Ele realmente é fiel. Então o que
aparece aqui
seria mais uma provação a Satanás do que
para Jó.
Porque Deus parece confiar
já de antemão que Jó era de fato fiel.
E Deus ainda disse não, você pode tocar
nele, você pode tirar as coisas dele,
pode tocar na saúde dele.
Para meio que no sentido de para eu te
provar que ele realmente é fiel.
Eh, que esse é o é um é um é uma frase
importantíssima do livro de Jó que
Satanás pergunta: será que Jó é temente
a Deus de graça ou de balde, né, como
diz as as versões mais antigas?
Será que é sem motivo que Jó é temente a
Deus? Diz tem umas outras versões também
que dizem levam essa expressão.
Então
o o livro é meio que Deus provando para
Satanás que de fato Jó era fiel a Deus
de graça, ou seja, ele não fazia isso
por interesse.
Ele não era fiel a Deus só porque Deus
mimava ele
com vários presentes, né? Ele era rico,
bem-sucedido, não era isso que fazia Jó
ser fiel.
Deus já sabia isso do, do início e ele
prova isso para Jó. Então,
eu não entendo como uma provação para
Jó, mas seria mais uma provação para o
próprio Satanás, nesse sentido, entende?
É, pelo menos é dessa forma que eu vejo
o, o
todo, é, todo esse sofrimento de Jó, o
que que acontece dentro do contexto do
livro de Jó, né?
Aí o Mateus coloca aqui outra questão,
eu queria saber se faz sentido a ideia
de que o dízimo hoje não é mais uma
obrigação, pois a obrigação se foi junto
com a destruição do templo.
Então, Mateus, eu, eu fiz um, um tempo
atrás a gente comentou sobre isso aqui.
Eu acho que essa ideia faz sentido, sim.
Com alguns,
algumas ressalvas, né?
É,
normalmente o texto bíblico
relaciona o, o,
o dízimo
à ideia de sacerdócio,
né?
É,
qual, qual qual é o ponto, né? Porque
o sacerdote
tá relacionado com o santuário
no período de Moisés.
É, e aí o Carlos até colocou aqui já o
que que eu ia falar, né? Porém, o dízimo
já existia antes do tempo, Abraão
entregou o dízimo a Melquisedeque.
Então, esse é o ponto, né? Então,
Abraão entrega o dízimo a Melquisedeque
e a primeira menção ao dízimo,
inclusive, é, se eu não me engano, é
Jacó em Betel falando que ele daria o
dízimo de todas as coisas. Mas, a
primeira vez que a gente vê, de fato,
alguém entregando o dízimo para alguém,
é Abraão entregando para Melquisedeque.
Aí tem um, porém, Melquisedeque era
sacerdote, era sacerdote de Eliom, né?
Era sacerdote, sacerdote do Deus
Altíssimo.
Então, a gente vai ter o dízimo sendo
relacionado ao sacerdócio dentro do
texto bíblico. Mas
o sacerdócio está relacionado ao templo
no período de Moisés, mas antes de
Moisés você já tem um sacerdote.
E você já tem uma entrega de dízimo, né?
Antes do templo ser construído. Então,
a ideia de que a obrigação foi embora
junto da destruição do templo é uma
ideia que faz sentido, mas tem essas
ressalvas, entende?
Ela, ela faz sentido de forma geral,
mas você tem o dízimo relacionado a
sacerdotes mesmo antes do templo ser
construído, né? Então, o que torna o
assunto mais complexo, né? Quando a
gente falou sobre o assunto,
eu falei que eu, pessoalmente, acho que
é justo
a ideia de dízimo.
Eu não gosto muito da ideia da, da, da,
da igreja fiscalizar o dízimo do membro.
Porque isso não acontece no texto
bíblico.
Por outro lado, eu acho que não é uma
coisa ruim o membro querer dar o dízimo
para igreja, não, até porque
o que eu argumentei na época que eu acho
que faz sentido é,
se você participa de uma coisa,
qualquer coisa,
que é uma coisa muito importante e exige
um, uma
uma certa organização,
você
você vai ter que bancar aquilo com o seu
dinheiro.
Dar o dinheiro para sustentar aquilo é
uma prova de que você considera aquilo
algo realmente importante para você, né?
Então, por exemplo, usando um, um
exemplo esdrúxulo aqui.
Gosto muito de Machado de Assis e eu
quero fazer um, um clube de leitura do,
do Machado de Assis, mas não só um clube
de leitura, eu quero que as pessoas se
reúnam uma vez por semana para ler
Machado de Assis e eu quero que tenha um
especialista em Machado de Assis, alguém
que dedicou, estudou para o assunto,
para
uma vez por semana fazer ali um um
uma um
uma reflexão sobre a
obra literária de Machado de Assis.
Então, eu preciso de um lugar para essas
pessoas se reunirem, eu preciso pagar
essa pessoa que bancar essa pessoa que
vai se dedicar a isso e tal.
É, então, é justo que você cobre das
pessoas que querem fazer parte desse
clube
do do de leitura do Machado de Assis,
que elas cobrem, é, que você cobre elas
para elas manterem essa
esse clube, entendeu? Esse clube
funcionando. Porque ele custa dinheiro
para funcionar.
Então, usando essa lógica de uma coisa
que não tem absolutamente nada de
religioso, dá para aplicar o mesmo para
a igreja. É justo as pessoas sustentarem
a igreja, né? E os 10% e tal. Eu acho
também que é uma coisa que até faz
sentido, porque se as pessoas consideram
a igreja algo muito importante para a
vida delas,
é,
eu acho que é mais faz mais sentido você
as pessoas darem uma porcentagem do
dinheiro que elas têm do que você cobrar
uma taxa fixa para todo mundo.
Principalmente se você tem uma certa
preocupação em ser em todo mundo pode
fazer parte, entende?
Que seria uma preocupação religiosa. Tá,
eu não tenho dinheiro. Ah, então você
não pode fazer parte da nossa igreja.
Não, tipo, não
não faz muito sentido isso.
É, então, quando é
é uma parte do que você recebe e assim,
10% é
pode ser bastante pesado, mas
tem muita gente que gasta muito mais do
que isso com coisas muito menos
relevantes do que seria a religiosidade
para um religioso, entende?
Então, de forma geral, não acho o dízimo
uma coisa injusta.
Eh, embora o texto bíblico também ele
não seja tão rígido assim, né?
Eh, eu não vou lembrar agora os textos
de cabeça, mas tem uma ideia de um
segundo dízimo que é dado o seguinte,
quando você não tem para onde levar uma
casa do tesouro, um lugar dos sacerdotes
para dar esse dízimo e é um problema
também porque a gente não tem
uma figura de sacerdote no Novo
Testamento eh, que não seja Cristo ou
toda todo
todo o corpo de de de fiéis, todos eles
são sacerdotes e Cristo é o sacerdote.
Eh, mas por exemplo, o epíscopo não é o
sacerdote. O
o apóstolo não era no no texto bíblico
não faz uma essa relação entre os
líderes da igreja e o sacerdócio no Novo
Testamento.
Então
a ideia de você
separar o dízimo é interessante, mas
para quem deve se levar esse dízimo.
Então, lá em Deuteronômio tem uma ideia
de que quando você não tiver
eh, um lugar fácil para entregar o
dízimo, você faz uma grande um grande
banquete
eh, chama o levita que tá perto de você,
o sacerdote,
chama os pobres e faz um grande banquete
para todo mundo e você também come e tal
e você faz uma celebração
com aquilo que seria o seu dízimo, né?
Então
o texto bíblico mesmo não parece ser tão
rígido em relação ao dízimo quanto em
algumas igrejas fazem essa
essa relação, né?
Aí o Daniel Algoverde fala: "A igreja
não vive a lei, mas prega a lei do
dízimo". Então, Daniel, é porque esse
não vive a lei é o que é o difícil.
Quando você fala a lei
você tá falando especificamente do quê,
entende?
Porque
existem várias coisas que não tão
por exemplo, né? Uma lei do Antigo
Testamento: "Não dirás falso
testemunho".
Eu não tenho certeza se existe uma lei,
uma repetição dessa lei no Novo
Testamento, mas eu não gosto dessa
lógica também, que às vezes o pessoal
faz assim: "Ah, essa lei aparece no Novo
Testamento também, então é válida".
Então acaba sendo de qualquer forma um
sistema legal específico, né? Mas vamos
supor, né?
"Não dirás falso testemunho". Tá no
Antigo Testamento. E se não tiver isso
no Novo Testamento, quer dizer que a
gente pode
mentir?
Não me parece que é o caso. Então
o Novo Testamento, ele tá fundamentado
na moralidade do Antigo Testamento.
Então por mais que alguma igreja fala
que a gente não segue as leis,
a gente não tá, não vive na lei,
ela segue,
todas as igrejas vão seguir,
eh,
vão seguir princípios morais do Antigo
Testamento que vão se,
se manifestar em leis.
Entende?
Então, o que Paulo vai argumentar é que
a gente não vive sob a lei,
e isso, eu vou dizer aqui qual a minha
interpretação disso, é mais no sentido
de que,
eh, quando, se eu vivo sob a lei,
significa que toda vez que eu peco, ou
seja, toda vez que eu faço algo que é
contra a lei,
eu mereço morrer.
Só que agora que Cristo morreu no meu
lugar,
eu já não estou mais sobre o julgamento
da lei. Eu não vivo sobre a penalidade
da lei.
É.
Quando Paulo fala de viver sob a lei, é
muito mais esse argumento que ele tá
falando.
Porque Cristo pagou a dívida
que a lei faria com que, eh, com que a
gente devesse cada vez que a gente peca.
Entendeu?
Eh,
então, esse estar sobre o jugo da lei,
viver sobre a lei e tal, é muito mais no
sentido de, o,
como você vai pagar essa dívida
dos pecados que você comete, que todo
mundo comete, né?
Então, tem essa questão, o que torna
o as, o que não resolve a questão do
assunto de o que que deve seguir, o que
não deve seguir, entende? A questão
persiste, né? Qual lei deve seguir, qual
não deve? Porque o próprio Paulo seguia,
os próprios cristãos
primitivos seguiam leis.
Leis que vinham do Antigo Testamento,
né? Então, é difícil isso, é difícil
essa ideia de
não viver sob a lei,
eh
Deixa eu ver um pouco mais para trás
aqui, onde eu estava. Tá, eu estava
falando aqui do, da pergunta do Mateus,
né? Falando sobre
o dízimo.
Aí diz aqui o Eduardo: "Tenho uma
pergunta. Por que na Bíblia há capítulos
inteiros com árvores genealógicas?
Literalmente, eh, literariamente, sempre
achei essa parte chata de ler, mas
pensava que se está ali, deve ter uma
função".
Então, Eduardo,
tem função.
Tem função. Eh, o que a, o que nem
sempre a função de uma parte na Bíblia,
do, do aspecto literário,
é no sentido de eu tirar uma lição para
minha vida, sabe? Nesse, do, do,
às vezes a função é outra.
Então, algumas coisas, algumas funções
das genealogias na Bíblia. Primeiro, é
estabelecer aquilo como uma história no
mundo real.
Então,
eu não tô falando, a, a genealogia tá
falando que essas figuras, pelo menos
para o autor que tá escrevendo, não são
figuras imaginárias. Ele tá falando de
pessoas que existiram e que tem uma
genealogia.
E a genealogia também traz essa ideia,
né? Eh, ela é um, um jeito de, de se
expressar dentro do pensamento hebraico
de que
você existe
e você não existe sozinho.
Você não é uma existência suficiente
Você, em si mesma, você existe porque
alguém precedeu você.
Então, alguém existiu antes de você e
outra pessoa existiu antes dela.
Então, você é fruto de uma história,
você é a continuidade de uma história
que vem muito antes de você.
Então, essa ideia de que a
nenhuma história é isolada, mas ela é
uma parte de uma história fluida de
outras pessoas que vieram antes
e você é um pedaço dessa história que
está sendo construída é, é manifestada
nas genealogias ali do Antigo
Testamento, né?
Tem todas essas funções. E além disso,
algumas genealogias
elas chegam quase a contar histórias,
né? Eu vou falar de duas aqui que acho
que a gente já comentou aqui.
A primeira é a genealogia de Gênesis,
falando da genealogia de
Sete
e de Caim
que aparece, se não me engano, lá no
capítulo cinco de Gênesis. Acho que é
isso.
É, Caim e Abel, capítulo quatro. A
genealogia do capítulo cinco, capítulo
seis
já começa a falar da da decadência da
humanidade e tal, né?
É
o que é interessante nessa genealogia aí
de Gênesis, de Sete e de Caim
é porque ele vai estabelecer que você
tem duas linhagens que vão se separando
e uma é contraparte da outra.
Então, a genealogia de Sete, ela se
mantém fiel a Deus, enquanto a
genealogia de Caim vai se pervertendo.
E no final, lá no capítulo seis, quando
essas duas genealogias começam a se
misturar, Deus fala: "É, realmente, não
dá para manter mais a humanidade. Eu vou
ter que eu vou ter que interferir na
história". E aí você tem, a partir daí,
a ideia de dilúvio
do dilúvio vindo, né?
Então, o que que, é, que é aquele que,
quando as filhas de Deus, os filhos de
Deus viram as filhas dos homens e tal e
aí você tem toda uma uma mitologia, uma
de uma tradição criada em cima disso, eu
entendo isso como uma leitura a partir
da da genealogia
que vem logo antes, ou seja, ele tá
falando de duas genealogias, de duas
linhagens, uma fiel e outra perversa e
que depois esses filhos de Deus, que é
essa linhagem de Sete
começa a se misturar com a linhagem das
filhas dos homens que
pelo que eu entendo no contexto é uma
expressão que tá se referindo à
genealogia de Caim.
E aí quando tem essa mistura
aí Deus decide que agora se perverteu
mesmo. O que é interessante aí nesse
texto de Gênesis é que tem nomes que se
repetem.
Então, por exemplo, Enoque, que é que
andou com Deus e Deus o tomou para si
que é uma figura aí enigmática e
conhecida
existe um outro Enoque também
aí nessa genealogia que é descendente de
Caim.
É, e não é só Enoque, eu não lembro os
outros nomes que se repetem, eu não
lembro se é Enos,
se é
Tubal, alguma coisa assim. É, tem outros
nomes que se repetem, ou seja, você tem
uma genealogia sendo contraparte da
outra, é como se fosse um espelho.
Então, esse Enoque, descendente de Sete,
ele andou com Deus. Esse Enoque,
descendente de Caim, esse cara era
perverso, entende?
Então
é
essa, nesse caso a gente tem uma função
narrativa
que a genealogia tá cumprindo, né?
Esse é um exemplo e o outro, segundo
exemplo, é o que a gente comentou um
tempo atrás aqui e também nas lives, que
a na que é a genealogia de Jesus
que aparece, agora eu não lembro se é a
de Mateus ou de Lucas
uma das duas, eu acho que é de Mateus
que no meio da da genealogia, ele não
fala só dos descendentes homens, mas ele
fala de quatro mulheres que fazem parte
dessa genealogia
e são quatro mulheres que eram excluídas
socialmente
e que elas vão fazer parte
da genealogia do Messias. Elas são
é o o Messias é descendente
dessas mulheres excluídas socialmente,
que é
é
agora
eu não sei se eu devia ter falado que
são
quais são as mulheres porque eu não sei
se eu vou lembrar de todas de cabeça,
mas a gente tem a a
é a Judá e Tamar, tem a Tamar
nós temos Tamar, nós temos a mulher de
Davi
a Bate-Seba, a gente tem
é
Raabe
lá de Jericó
que era prostituta e a gente tem
é
Rute e Maria, se eu não me engano
então todas essas mulheres eram
excluídas de algum em algum sentido,
então Tamar é aquela que que quase foi
queimada viva porque teve um filho com o
próprio sogro, a gente tem a mulher de
Davi
que que
teve um filho fora do casamento né e aí
alguns vão falar porque ela foi abusada
praticamente de Davi, né? Davi decidiu
"ó, você vai dormir comigo agora e
e
mas de qualquer forma do ponto de vista
social era mulher excluída socialmente
nesse sentido
a gente tem
Raabe que era uma mulher pagã e
prostituta, o texto fala isso diversas
toda vez que ele fala de Raabe ele fala
"e Raabe, a prostituta"
é e a gente tem Rute que era moabita e
moabita era excluída da assembleia, os
moabitas eram excluídos da assembleia de
Israel,
eles não podiam fazer parte
do povo de Israel e aí você tem
Davi que é o maior rei de Israel era
neto, bisneto de uma moabita de uma
moabita
então
a gente tem
essa genealogia tem essa função de falar
como Jesus
ele é o o filho dos excluídos.
Ele é filho daqueles que não se
esperavam nada daqueles, dessas pessoas.
E é deles que descende o próprio Deus
encarnado, entende?
Então,
tem um um sentido de subversão. Nem toda
genealogia vai ter uma coisa óbvia
assim: "Olha, eu tô entendendo que ele
tá querendo contar uma história para mim
com essa genea- genealogia".
Eh, algumas são muito difíceis, muito
chatas mesmo, que é só um nome de um
monte de nome aleatório que não quer
dizer nada para quem tá lendo, né?
Mas, no geral, as genealogias têm todas
essas questões aí, fazem parte de um
tipo de literatura antiga, que era
justamente de registrar que todas as
pessoas, todas as pessoas famosas,
elas
são a continuidade de uma história de
muitas outras pessoas que se tornaram
anônimas na história, né?
Mas é isso, de forma geral é isso daí. E
aí o Carlos até colocou aqui, eu já vi,
né? Que é o Lameque, é o Lameque, que é
o o o outro que se repete nas duas
genealogias,
tanto de, eh, da descendência de Sete
quanto da descendência de Caim,
lá em Gênesis, no capítulo cinco, se eu
não me engano.
Aí o Flávio coloca aqui: "Quantas
promessas, por exemplo, dos celeiros se
encherem"? Esse é um tema bem
interessante, viu, Flávio?
Eh, deixa eu só responder a do Mateus
antes, porque tava relacionado com o
dízimo que a gente tava falando, né?
Eh, quanto a
a destinação do dízimo, que
necessariamente deve ser a igreja ou
posso destinar a uma instituição ou
ministério? Então, Mateus,
eh, como eu tava falando, biblicamente
não tem uma uma uma indicação muito
precisa.
Eu acho que faz sentido você destinar à
igreja que você crê que é uma igreja que
representa o o
o, o, o que você acredita,
digamos assim, né?
Faz sentido você sustentar aquela
organização
se você acredita naquela igreja.
Eh,
e aí vai depender da, da, da sua própria
fé, né? Se você
frequenta uma igreja,
mas você não acha que essa igreja,
eh,
não, não, não acredita muito nela, já
tem uma questão aí, né?
Mesmo se você não acredita muito nela,
você tá frequentando essa igreja, então,
de certa forma, você tá usando uma
estrutura que tem um custo,
né? E outras pessoas, através da doação
delas, estão sustentando esse custo.
Eh,
mas,
eh, é muito mais uma questão de
o que que você entende de, de,
de que realmente representa a sua fé.
Se você vai numa igreja que você acha
que representa aquilo que você acredita,
é justo você dar o dízimo naquela
igreja, né?
Mas se não, se você prefere dar um num
ministério ou, ou em alguma instituição,
se é isso que você acredita, é o que faz
sentido, entende? A gente não tem muito
como fugir disso.
O dízimo deve ser dado na igreja quando
você crê naquela igreja. Então, isso não
dá pra fugir disso, porque assim,
eu sou adventista, né? Então, ao dar o
dízimo, eu dou o dízimo na igreja
adventista, mas eu não sou católico,
então não vou dar meu dízimo pra igreja
católica. Eu não sou da congregação, não
dou meu, meu dízimo na congregação
cristã.
Então, eu dou o dízimo dentro da igreja
que eu acredito que representa o que eu
entendo, né? Que, que, que,
que expressa
algo que tenha a ver com a minha fé,
entende?
Então,
sempre acaba sendo dentro desse
contexto. Sempre você vai dar o dízimo
dentro da instituição que você acredita.
Tem a ver sempre uma questão de fé,
entende?
Não dá pra fugir muito disso daí.
E aí eu falo, fala: "As promessas, por
exemplo, dos celeiros se encherem". É,
Flávio, a gente tem uma seguinte questão
aí.
Eh,
eu acho que esse é um tema que
é muito apropriado, as pessoas se
apropriam dele
dentro de um contexto de uma teologia
específica, né, que o pessoal fala que é
a teologia da prosperidade, e tal. Que
que acontece?
A gente tem
o
o Pentateuco,
né, o a lei, a Torá,
falando de Deus fazendo uma aliança com
um povo, o povo de Israel.
E essa aliança tava relacionada com uma
terra específica onde eles morariam, a
terra que ele tinha prometido para
Abraão.
Onde Abraão peregrinou e tal.
Então essa é a terra que Deus falou que
é seria dada aos descendentes de Abraão.
Né?
Eh, quando Deus faz essa essa aliança,
esse acordo com o povo de Israel,
esse acordo, ele tem
eh, leis dentro desse acordo.
Né? Ele tem critérios a serem seguidos.
Isso vai aparecer
eh,
em algumas partes da Bíblia, mas
as consequências
da quebra ou da manutenção dessa desse
acordo, dessa aliança, vão aparecer
principalmente em dois textos bíblicos,
que é Levítico 26
e Deuteronômio 28 a 31,
eh, 28 em diante, né? 28 a 30 ou 31.
Que são
os dois textos que falam de uma coisa
que a gente fala das bênçãos e
maldições.
Então que que é isso, esses dois textos,
né? Eles são, basicamente, eles falam
basicamente a mesma coisa. Então eles
tão falando o seguinte: "Se você, povo
de Israel,
seguir essas leis que eu tô te dando,
então você vai ser próspero.
Vai dar tudo certo para você, os seus
celeiros vão se encher. Eh,
vocês vão ter prosperidade, vocês, suas
mulheres terão muitos filhos, vocês vão
viver bem bem e felizes dentro dessa
terra que eu prometi para vocês. É,
gente, eu estou falando e é só agora que
eu percebi que eu estou de fone de
ouvido e não tem motivo para estar de
fone de ouvido, não é, porque eu não
estou ouvindo nada.
Eh,
>> [risadas]
>> então,
é primeira parte. Essa é a primeira
parte desse
eh,
dessa
desse amontoado de de de bênçãos e
maldições, que é a parte das bênçãos,
não é? E ele vai falar: "E se vocês não
seguirem essas leis que eu estou
propondo para vocês,
vai acontecer um monte de outras coisas
com vocês. Eh,
vai vir doenças, vai vir pragas,
vocês, o fruto não vai dar
a sua semente,
eh, vocês não vão ter colheitas boas, as
suas mulheres vão se tornar inférteis e
tal.
Eh,
eh,
os seus inimigos vão vir contra vocês
e aí, lá em Levítico 26, quando ele vai
descrevendo as maldições, ele sempre
coloca: "Se vocês continuarem se
afastando das leis, se vocês continuarem
se afastando dessa aliança, então eu vou
ainda fazer mais coisas". Então Deus vai
adicionando, conforme o povo vai se
eh, vai insistindo em se afastar da lei,
as maldições vão vão chegando cada vez
mais, não é? Até que no final,
ele fala: "Então vai se levantar um povo
que vai vir
e vai levar vocês embora e vão levar
para uma outra terra que vocês não
conheciam". Aí acho que em Deuteronômio
que vai falar: "Uma terra que vocês não
conheciam, que fala uma língua que vocês
não conheciam, de um povo que vocês não
conheciam".
Vocês vão para uma terra estranha e e e
finalmente vocês vão ficar espalhados e
os povos vão falar: "Nossa, o que
aconteceu com esse grande povo? Olha que
coisa terrível" e tal.
Então,
essas leis, essas bênçãos e maldições em
relação às leis,
elas são relativas ao
antigo povo de Israel
e estão relacionadas à terra em si.
A terra, aquela terra.
Tanto que no final,
é,
essa, essa relação de bênçãos e
maldições, ela se mostra que ela nem é
tão rígida assim, porque Deus vai falar
o seguinte:
"E aí quando vocês tiverem nessa terra
que vocês não conhecem,
vocês, vocês perderam essa terra que eu
dei para vocês,
se tiverem nessa outra terra que vocês
não conhecem,
é,
e ainda assim, depois de vocês terem
quebrado totalmente a, a, a, a, a lei e
estarem totalmente distantes de mim,
ainda assim, eu vou atrás de vocês, vou
buscar vocês e vou trazer vocês de
volta".
Ou seja,
o texto está construindo toda uma ideia
de bênçãos e maldições,
que é para, o objetivo é manter o, o
povo fiel às leis que Deus está dando,
mas mesmo assim, no final, o que, é,
interessante isso, né? No Antigo
Testamento, na Torá, quando ele está
falando de leis e maldições, o que
sobrepuja, o que vai, o que é mais
forte, o que, o que predomina
hierarquicamente
em relação a, a, a uma lógica de
obediência e recompensa, é a graça.
Porque mesmo quando o povo desobedecer e
for espalhado, que é o que a gente vai
chamar de exílio, que é o que de fato
aconteceu,
Deus vai falar: "Então,
eles quebraram totalmente a aliança,
invalidaram ela totalmente, mas ainda
assim, eu vou lá e vou buscar eles". E o
Novo Testamento vai, vai dizer ainda:
"Eu vou fazer uma nova aliança com
eles", né? "Vou escrever essa lei agora,
não mais em tábuas de pedra, mas no
coração deles". Essa lei vai estar
escrita, né? Está lá no livro de, de
Jeremias.
Então, a gente tem essa
essa lógica
de
eh, de promessas com recompensas
materiais, principalmente em relação a
riquezas,
são promessas específicas no Antigo
Israel em relação à terra que eles
viviam.
Entende?
Deus não tá falando hoje que se você for
fiel a ele, a sua conta vai vai se
encher de dinheiro.
A gente faz um salto quando a gente faz
essa interpretação, porque não é isso
que tá acontecendo.
Inclusive,
é um dos temas principais do livro de
Jó. Desculpa voltar pro livro de Jó,
porque ele tá na minha cabeça, porque é
o que eu que eu tô estudando ele agora,
né?
Eh, que é justamente que a a justiça
retributiva divina não é uma coisa
absoluta. Então, embora existam vários
textos bíblicos falando, ah, que os
os perversos vão ser espalhados, os
perversos vão morrer, mas o justo será
eh, será recompensado, ele viverá bem,
né? O justo viverá como o cedro do
Líbano, plantados na casa do Senhor
florescerão nos átrios do nosso Deus.
Eh, mas o perverso será espalhado como a
palha que tá sobre a terra e tal.
Então, embora exista na Bíblia essa
ideia de justiça retributiva divina,
o que o livro de Jó vai pôr em questão
justamente é, será que isso é uma coisa
absoluta?
Porque existe,
no caso de Jó especificamente, existem
pessoas que são justas,
estão sofrendo.
E esse sofrimento dessas pessoas justas
não são a punição divina
por algo injusto que elas fizeram. Não,
olha, são pessoas justas.
E aí a gente tem também o Salmo 73 que
vai falar de
o caso contrário também, pessoas
perversas que ainda assim vivem uma vida
boa.
E aí, essa essa vida boa que elas vivem
é uma recompensa divina pelo bem que que
fazem? Não, elas são pessoas perversas.
Então, essa ideia, essa retribuição
divina, embora tenham textos bíblicos
que que dão que
que falem nesse sentido,
a própria Bíblia também vai trazer
contra-exemplos disso, entende? Ou seja,
a gente vive num mundo
meio caótico, entende? Enquanto Deus
pode sim recompensar o justo, ao mesmo
tempo, às vezes o justo sofre
injustiças.
Às vezes,
tem uma pessoa doente e a gente
pergunta:
"Quem é que pecou para ela estar assim?
O pai dela
eh ou a mãe dela?" E aí Jesus vai vai
chegar e vai falar: "Não, nenhum dos
dois.
Ela está nessa situação
para que a glória de Deus se manifeste."
Então,
a Bíblia vai falar que Deus age no
mundo, mas nem todas as coisas que
acontecem no mundo são consequências da
justiça retributiva divina, entende?
O mundo é meio caótico, o mundo
nesse contexto que a gente vive é um
mundo meio caótico.
Então, eh é mais ou menos essa ideia.
Por isso que
essa teologia da prosperidade, que olha,
seja fiel, porque olha lá aquele texto
de Deuteronômio falando para você ser
fiel e os seus celeiros vão se encher e
tal,
eh será que isso dá para se atribuir
hoje
e aplicar isso diretamente a uma
prosperidade
eh monetária
e atrelar isso ainda à devolução da da
dádiva do dízimo
para uma igreja específica? Será que dá
para fazer essa relação? Eu acho que
não. Eu acho que biblicamente já já é
uma
eh já já você já tá já é uma uma junção
de
é um pensamento muito longo, é um salto
muito longo para você chegar a essas
conclusões usando esses textos, entende?
>> E aí a Eloine coloca aqui, né? Deus se
arrependeu da sua criação?
Acho que existe essa expressão na
Bíblia. Existe, Eloine, existe.
Que Deus, eu não lembro se é, é, ele se
arrepende de ter feito o homem. Existe
toda uma discussão aí linguística sobre
a palavra que é usada para, para
arrependimento de Deus.
Existe uma, uma
uma, uma ideia, eu não vou lembrar
exatamente agora o termo, o termo em
hebraico, mas existe uma ideia que ela
tá muito mais, a gente traduz como
arrepen, arrependimento, mas tem muito
mais
tá muito mais no sentido de uma mudança
de
uma mudança de rumo.
Então você tá fazendo uma coisa e a
partir de agora você vai fazer outra.
Então
pode ser
traduzido como um arrependimento, mas
não necessariamente carrega essa ideia.
E como existem textos bíblicos também
que falam que Deus não é homem para se
arrepender.
E ao mesmo tempo tem textos bíblicos que
dizem que Deus se arrepende, uma
explicação para essa incongruência é
justamente que a ideia de arrependimento
relacionada a Deus não é a mesma ideia
de arrepen, arrependimento de um ser
humano, que faz uma coisa e depois
percebe que cometeu um erro enorme
porque não sabia o que tava fazendo e
decide voltar atrás, né? Hã, o
arrependimento o divino tá muito mais
relacionado ao
a mudança de comportamento humano.
Então quando o homem muda o seu
comportamento, Deus muda o comportamento
dele também em relação ao homem.
Então
Deus criou um ser, o ser humano
e sustentou esse ser humano e acompanhou
esse ser humano e aí quando o ser humano
se torna perverso, Deus também muda a
forma de se relacionar com esse ser
humano, né? Então eu entendo dessa
maneira. É uma das maneiras de explicar
essa ideia.
Que Deus se arrepende e ao mesmo tempo
Deus não se se Como que funciona isso,
né? Como que entende essa essas
esses textos diferentes aí em relação a
Deus, né?
Eu não sei se se eu li Eu acho que eu li
tudo, né?
Acho que eu li tudo as as mais antigas
aqui.
Eh, mas aí o Mateus coloca aqui: "Eu não
entendo como que os apóstolos chegaram à
conclusão de que não precisavam mais da
circuncisão.
Quando a circuncisão começou, Deus
apareceu ordenando, mas quando acabou,
foram só os apóstolos dizendo". Exato,
Mateus. Essa é uma Essa é uma discussão
difícil, porque aí você vai ter que
entender
que aquela decisão
não foi só dos apóstolos, mas foi uma
decisão guiada pelo Espírito de Deus em
relação a uma nova época.
Entende? Então, o que eles estavam
dizendo com
com o abandono da circuncisão,
né, o abandono da obrigação da
circuncisão, porque também
eh, Paulo também falou: "Olha, se você é
da circuncisão, continua se
circuncidando, continua circuncidando aí
os seus descendentes. Mas se você não é,
também não precisa circuncidar".
Então, não é que a igreja se torna
contra, mas ela
ela tira a obrigatoriedade da
circuncisão para se tornar membro da da
igreja.
É muito mais no sentido de que agora o
nosso movimento, ele tomou uma proporção
diferente
de toda a história bíblica.
Agora, você Isso não é mais um símbolo
de uma descendência física de Abraão.
Então, a partir de agora, nós somos
descendentes de Abraão que fazem parte
desse movimento que a gente tá criando.
Pessoas que não são descendentes de
Abraão e não vão se tornar fisicamente
membros de Abraão, vão se tornar
descendentes de Abraão de uma outra
maneira.
Que é se eu não me engano em Gálatas,
que vai falar que todo mundo que aceita
Cristo se torna descendente de Abraão
também. Não pela circuncisão.
Agora, né? Agora um outro mecanismo que
faz ele tornar descendente de Abraão é
porque ele abraça a fé do mesmo Deus que
Abraão
adorava. E isso torna ele descendente de
Abraão.
Então,
o que que é interessante aí? Que que eu
até concordo com você, Mateus. É é
difícil quando a gente vai fazer um tipo
de teologia
que é muito dogmática, que é muito
é muito relacionada só ao cumprimento de
leis. Porque tá, pera aí.
Essa lei aqui agora deixou de ser
cumprida?
Se você não entende, eh, isso do ponto
de vista daquela fala que que Jesus
disse que, olha, o espírito ao sopra
para onde ele quer. Se o espírito levou
os discípulos a esse a essa conclusão,
eh, então é assim que vai ser agora. Se
você não entende nesse sentido, é
difícil você achar assim,
tá, não, isso eles deixaram de
circuncidar porque tem um texto
específico no Antigo Testamento que
quando isso acontecesse, a circuncisão
não valeria mais. Não, não existe esse
texto, entende?
Então, o que parece é que Deus é duro
com a
com aquilo que foi estabelecido dentro
do contexto que foi colocado.
Mas o contexto muda e as necessidades
mudam
e as coisas se tornam outras coisas
depois, né? Eh, mas igual, por exemplo,
o rei de Israel.
Deus fala,
eh,
quando o povo começa a clamar por um
rei, Deus fala para Samuel, olha, não
não fica triste não, eles estão
rejeitando a mim.
Porque eu era o rei deles, né? Agora
eles querem um um rei humano, ou seja,
a ideia de querer um rei não parece ser
uma ideia
de Deus. Deus não
não
não definiu essa ideia de
eh, da da monarquia. Mas ao mesmo tempo,
agora que foi estabelecido, então todos
devem seguir o rei. E agora seguir o rei
se torna uma coisa validada pelo próprio
Deus, entende? Então, beleza, agora
nesse contexto novo que a gente tá,
agora vai ser assim, então será assim,
entende?
Ou seja, os contextos podem mudar
e as, e a, e a forma como você manifesta
alguns princípios pode mudar,
muda,
digamos, a, a lei que manifesta aqueles
princípios.
Mas não significa que não existe
princípio nenhum, entende?
É complicado, essa discussão é
complicada, né? O Carlos até colocou
aqui,
né, que, da, o João também colocou
antes, né,
Moisés já falou da circuncisão do
coração em Deuteronômio, né,
Deuteronômio 30, verso 6. É, falou
dessa, dessa circuncisão.
Mas aí que tá, né, Carlos?
Ele fala dessa circuncisão,
que parece um texto mais homilético,
digamos assim, mas ao mesmo tempo o
texto não deixa, em si, uma margem para
dizer que, beleza, agora a gente não
precisa mais circuncidar, entende?
Eh,
acaba sendo, de um jeito ou de outro,
uma decisão que precisa vir de uma
autoridade
que é a mesma autoridade que impôs a
circuncisão, entende?
No caso,
se você não aceita o Novo Testamento,
não tem como você, só biblicamente,
chegar na conclusão de que não precisa
mais circuncidar.
Então, você tem que
aceitar a ideia de que não, esses textos
também
são textos sagrados inspirados pelo,
inspirados pelo mesmo Deus que escreveu
lá no Pentateuco antigamente, que, que
determinou a circuncisão.
Então, acaba sendo uma questão de, de
reconhecimento da autoridade de quem tá
falando aquilo, entende?
É esse que é o, é o ponto.
Mas eu imagino também que os apóstolos
usaram esse texto. É, Ela sendo,
indiretamente, uma citação a esse texto,
sim.
É, vai falar da circuncisão do coração,
né? Ele vai citar diretamente esse
texto, né?
O João até coloca aqui: "Deus faz vir o
sol e a chuva sobre os justos e
injustos. Toda boa dádiva vem do pai das
luzes". Exato, né, João? É que a gente
tava falando antes, né, do
de que não necessariamente
tudo é uma retribuição divina para o que
você faz. Às vezes você não é justo e
ainda assim a chuva cai sobre você. É o
equalizador que Jesus fala, né?
"Somos descendentes de Abraão como
descritos que somos galhos enxertados na
oliveira", diz aqui o Daniel Algoverde.
Daniel, eu vou
de vez em quando a gente tem que fazer
isso, né, na na live. Eu vou pegar esse
texto que eu tava
que eu tinha mencionado mais cedo, que
fala de que agora não somos
eh
descendentes de Abraão.
Eh, deixa eu ver aqui.
Qual é o texto?
O texto do Novo Testamento
que
fala
que somos
descendentes
de Abraão.
Se não me engano, o texto de Gálatas.
Gálatas 3:29. Isso. Então vamos ler aqui
pra gente ver juntos
esse texto, porque ele também tá
inserido aqui num num raciocínio que é
feito, né?
Eh
Gálatas, inclusive, é um é uma carta que
é dada muito nessa tensão das leis, que
é o que a gente tá falando aqui.
Que o
a comunidade da Galácia
é uma comunidade que
as pessoas os cristãos que eram
descendentes de do do que eram judeus
que vinham eram descendentes de judeus
eles estavam assim muito na pegada de
convencer todo mundo que tem que se
seguir toda a lei de Abraão para você se
tornar um judeu e aí você vai seguir a
Cristo, né? Ou seja, inclusive a
circuncisão.
E Paulo vai brigar
basicamente ele já começa o o o
o aqui a carta aos Gálatas falando eu
fico impressionado como vocês
deixa eu ler aqui o verso o o capítulo 1
verso 1 que ele já começa dando uma
pancada nos nos Gálatas aqui.
Que é Gálatas
capítulo 1
que vai dizer o seguinte, né?
Paulo apóstolo e tal
a todos os irmãos graça e paz e tal.
É
aí ele começa a falar no verso 6 aqui
Gálatas 1 verso 6.
Eu fico maravilhado e aqui maravilhado
não é num sentido positivo é que ele tá
estupefato ele tá
assustado.
Estou assustado de que tão depressa
vocês passaram daqueles que chamou
é que vos chamou da graça de Cristo para
um outro evangelho.
O qual não é outro mas alguns que vos
inquietam e querem transtornar o
evangelho de Cristo.
É mas ainda que nós mesmos ou um anjo do
céu anuncie um outro evangelho além do
que foi anunciado para vocês
que isso seja considerado maldição que
esse seja anátema maldição, né?
Então ele ele começa a carta aos Gálatas
falando cara eu tô assustado como vocês
mudaram rápido daquilo que é o
ensinamento bom que a gente deu para um
outro ensinamento um outro evangelho aí,
que vocês inventaram.
Então, aqui no em Gálatas 3, o a a
a conclusão no verso 29.
Mas a gente vai ler um pouco antes aqui,
né? Ele vai dizer o seguinte:
Ele tá argumentando, eu vou ler a partir
do verso 15, né? Irmãos, eu homem eu
falo como um homem, se a aliança de um
homem for confirmada, ninguém anula nem
a acrescenta.
Ora, as promessas foram feitas a Abraão
e a sua descendência. Não diz as
descendências,
como se tivessem muitas descendências,
mas de uma só, a tua descendência que é
Cristo, ou seja, o descendente de
Abraão, a a semente de Abraão, o Cristo,
né? O o Messias. Mas digo isso, que
tendo sido a aliança anteriormente
confirmada por Deus em Cristo,
a lei que veio 430 anos depois, não a
invalida de forma a abolir a promessa.
Porque se a
a herança provém da lei, já não provém
da promessa, mas Deus pela promessa deu
gratuitamente a Abraão.
É, ele tá falando aqui dessa
especialmente dessa discussão que a
gente tava falando daqui, né? É, logo
pra que que é a lei? Foi ordenada por
causa das transgressões.
É, pra que viesse a posteridade a quem
promessa a quem a promessa tinha sido
feita.
E foi posta pelos anjos na mão de uma
mediadora. O mediador não é
o é o mediador não o o é de um só,
mas Deus é um.
É, logo as promessas logo a lei é contra
as promessas de Deus? De modo algum,
porque se fosse dada uma lei que pudesse
vivificar a justiça, na verdade, teria
sido
É, a justiça, na verdade, teria sido
pela lei, ou seja, ele tá falando, a lei
não tem o poder de de fazer justiça por
si mesmo. É isso que ele tá falando, né?
A escritura encerrou tudo debaixo do
pecado, para que a promessa pela fé em
Jesus Cristo fora dada aos crentes, ou
seja,
a lei é dada pra todo mundo ver que
ninguém consegue é ser perfeito, todo
mundo pecou em algum momento. Todos
estão encerrados na condenação da lei,
pra que viesse Cristo e pudesse livrar a
todos igualmente, né?
Ele vai argumentar a mesma coisa lá em
Romanos,
eh,
no no no nos capítulos 9 a 11 também.
Eh, mas antes que a fé viesse, estávamos
guardados debaixo da lei, encerrados
para aquela fé que se havia de
manifestar.
A melhor de ah, de maneira que a lei nos
serviu de tutor para nos conduzir a
Cristo, para que pela fé fôssemos
justificados.
Mas depois que veio a fé, já não estamos
mais debaixo do tutor. Ou seja, o que
salva a gente é Cristo. A lei era só um
ensinamento, ele tava mostrando para
apontando para Cristo, né?
Eh, todos vocês são filhos de Deus pela
fé em Cristo Jesus, porque todos que
foram batizados em Cristo já são
revestidos de Cristo.
Então não existe mais judeu,
não existe grego, não existe servo, não
existe livre, não existe macho, não
existe fêmea, porque todos vocês são um
só em Cristo. E ele vai concluir essa
parte toda. E se vocês são de Cristo,
então vocês são descendentes de Abraão
e herdeiros conforme a promessa.
Então o que ele tá querendo dizer aqui é
que não existe duas classes
de membros da igreja primitiva, que eles
tinham os judeus e os gentios, né? Não
existem duas classes no sentido de que,
ah, eu sou judeu, eu sou descendente de
Abraão. Você é gentil, você não é
descendente de Abraão. Então você
precisa de de se circuncidar
para você se tornar descendente de
Abraão. E Paulo falou, não, tem nada
disso. Não existe nem mais judeu, nem
grego, não existe nem homem, nem mulher.
Todo mundo virou uma coisa só agora.
Todos são um só em Cristo.
E todo mundo agora é descendente de
Abraão. Todo mundo que abraça essa fé,
que se torna,
eh, salvo através do sacrifício de
Cristo, se torna descendente de Abraão
também.
Né? É essa
esse é o argumento que o
que vai ser feito
até ah, para essa conclusão. Ou seja,
todos nós que aceitamos esse sacrifício,
que nós somos
justificados pelo sacrifício de Cristo,
nós somos descendentes de Abraão.
E o que Paulo tá e herdeiros conforme a
promessa, ou seja, Paulo tá falando
tanto quanto o judeu que é um
descendente ali com a genealogia dele
toda descritinha, ele sabe quem foi todo
mundo até chegar em Abraão, você também
é descendente de Abraão tanto quanto
ele.
É o que Paulo vai argumentar aqui. Não
existe alguém
eh não existe mais judeu nem grego, não
existe mais servo nem livre nem macho
nem fêmea. Em Cristo todo mundo está no
mesmo nível. As hierarquias foram
completamente destruídas aqui em Cristo.
Deixa eu só tirar aqui o
o meu áudio
áudio do celular aqui.
Que ele fica aqui
tocando de grupos que tão
chega mensagem, né?
Eh
É só isso aí a gente tava comentando
aqui esse comentário do Daniel, né?
Somos descendentes de Abraão como
descrito que somos galhos enxertados no
oliveira. E aí é o que tá.
Aqui,
o que é interessante, né, do da
diferença dos dois argumentos. Aqui,
Paulo tá falando aqui quando ele tá
argumentando pros gálatas, ele tá
falando: "Vocês de descendência judaica,
baixem a bola aí. Vocês não são melhores
dos que os que não são descendentes eh
de Abraão, porque no final todo mundo é
descendente de Abraão".
E quando ele tá falando lá em Romanos,
quando ele fala dessas galhos
enxertados, ele vai falar o contrário,
ele fala: "Ó, vocês que são gentios,
baixem a bola aí. Vocês não são
superiores aos judeus não".
Eh eles são ramos naturais, vocês são
ramos enxertados.
Eh todo mundo faz parte da mesma
oliveira, não existe diferença, mas eles
também são ramos. Então,
o que Paulo tá querendo fazer é não se
achem superiores uns aos outros.
Todo mundo está na mesma igualdade
agora, né? Você que não é judeu, não
ache que o judeu é pior que você. Você
que é judeu, não ache que o gentio é
pior que você.
É, em Cristo está todo mundo igual.
Então, no final das contas é, é
interessante, né?
O argumento que ele faz em Gálatas é o
mesmo do que em Romanos, só que para a
comunidade de oposta ali, do lado oposto
da, da treta que estava tendo.
Vamos lá. Aqui eu o comentário do DJ.
Sobre o povo pedir um rei, se possível
fala um pouco da tensão permanente que
existe entre os cristãos e o estado.
Assim como existiu no Antigo Testamento
até o Apocalipse. Jó e o Leviatã para
isso, é,
para expressar isso também.
Boa noite. Agora se vira aí.
>> [risadas]
>> É,
então, vamos lá. É,
deixa eu só ler um outro comentário aqui
que acho que tem a ver com esse assunto
que a gente está falando. Entendi, nessa
época as coisas pareciam mais maleáveis.
Não vejo isso como seria isso aceito
hoje em dia, sabe? Hoje em dia parece
que é isso aqui, ponto, nunca vai mudar.
É, Mateus, a gente tem essa questão, né?
Existe uma complicação aí. Mateus está
falando aqui que a gente está falando
da,
de como os apóstolos
acabaram decidindo que agora não é mais
obrigatória a circuncisão, né?
Existe um complicador aí
que é, a gente está falando de texto
bíblico.
E a gente não tem hoje o texto bíblico
sendo produzido ainda.
Então, de certa forma a gente tem uma,
uma decisão tomada, levada pelo
espírito, que foi cristalizada no texto
bíblico e sacralizado.
Então, assim, se você aceita esse texto,
você entende que realmente, aqui a gente
sabe que foi a vontade de Deus.
O O é que, quando você sai do texto
bíblico, em que que dá para confiar?
Tanto quanto aquelas decisões que foram
feitas e registradas pelo texto bíblico,
pelos seguidores diretos de Jesus, de da
primeira geração de seguidores de Jesus,
os os apóstolos.
Eh,
e aí,
tem dois lados. Por um lado, o Espírito
Santo continua agindo, esse Espírito que
Cristo falou que ah, o vento sopra para
onde ele quiser.
Né? Ele é incontrolável.
Ele continua agindo hoje.
Ou seja, nós temos também
uma continuidade de adaptação
de princípios divinos ao agora a um
outro contexto.
Esse é um ponto, ou seja,
as coisas continuam mudando tanto quanto
tanto como mudaram lá do Novo Testamento
do Antigo Testamento para o Novo
Testamento.
Por outro lado,
a gente também tem um texto bíblico que
dá um um uma base para a gente,
para a gente falar, ah, tá, as coisas
mudam, então agora Deus não é mais o
Deus da Bíblia, agora o Deus certo é
Thor.
A continuidade do Deus da Bíblia agora é
o Deus Thor, dos nórdicos.
Não.
Eh, você tem um texto bíblico que
estabelece fundamentos para
para mostrar que
não é
totalmente solto.
Você não acredita, se você quer seguir
essa tradição, você não acredita no que
você quiser.
Eh, eh,
eh,
o Deus não é de qualquer jeito, ele é de
uma forma que é descrita nesse texto. E
o relacionamento dele com o homem também
não é de qualquer jeito, ele é na forma
como é descrito nesse texto. Então, você
entende o que eu quero dizer? Existe uma
tensão entre
ah,
as coisas mudam e se adaptam para essa
nova realidade,
e ao mesmo tempo que as coisas mudam,
a gente tá falando de um Deus e de uma
continuidade de uma tradição.
Ou seja, elas não veem uma coisa
totalmente diferente também.
E esse é o grande ponto, né? Ah, qual é
o ponto em que as mudanças já estão
saindo do espírito da Bíblia?
Do espírito do texto bíblico, e já tá
virando uma outra coisa, que já não tem
mais nada a ver com Bíblia.
Então a gente tá abandonando essa
tradição, a gente tá abandonando o Deus
que é descrito nesse, nesses textos, e a
gente tá começando a adorar uma outra
coisa.
Né? Qual é o ponto certo em que eu não
sou rígido o suficiente para achar que a
gente deve viver
igual à época do Novo Testamento, que é
o, a época mais tardia do texto bíblico.
É,
e ao mesmo tempo saber que
a gente não vive mais naquela época, mas
existe uma certa continuidade de
princípios e de uma revelação de um Deus
que é descrito naqueles textos sagrados.
Então é difícil, difícil chegar nesse
ponto aí, muito difícil.
É, Romanos 11,
17 a 24, diz aqui o Daniel.
É, Romanos 11, eu acho que ele vai falar
aqui da, da, da
dos ramos enxertados, né? Da, da, da
oliveira. Isso aí.
Aí antes daí de ir para pergunta do DJ
ali, vamos, é essa pergunta da Roseli
que, lá, que ela fala aqui: "Por que
Paulo raspava a cabeça? Era da lei?"
Então, Roseli, eu acho que você tá se
referindo a um texto de Atos, né? Que
Paulo faz, raspa a cabeça. É da lei.
Existia no Antigo Testamento uma
instituição chamada, o, o voto do
nazireado. Né? O que que era isso?
Existiam instituições fixas, por
exemplo,
o, o
o levita.
Se você nasceu na tribo de Levi, você
era levita e ponto final.
Então, ah, não, eu sou da tribo de
Benjamim, mas eu gosto tanto de de dos
levitas, eu queria meu meu sonho era ser
levita. Azar o seu, se você não nasceu
na tribo de Levi, não vai ser levita,
ponto ponto final, acabou.
E dentro dos levitas também eh existia
uma família específica que é a família
de de Arão
que eram sacerdotes. Então, se você é
filho de Arão, você é descendente de
Arão, você é sacerdote. Se você não é
descendente de Arão, você não é
sacerdote, ponto final.
Então, existiam essas instituições que
eram muito fixas
eh para famílias específicas e tal.
Só que Deus também abre uma outra regra,
olha, se você quer fazer uma consagração
especial
né, eh
e de repente você não é levita nem eh
e nem é sacerdote,
mas você quer fazer uma consagração
especial para Deus, então a gente vai
fazer o seguinte, você faz um voto
chamado voto do nazireado.
Então, você vai deixar então parar de
cortar o cabelo
enquanto você está cumprindo esse voto,
esse voto pode durar a vida inteira
também,
existem casos, a gente já vai falar
deles.
Mas você, por exemplo, define, olha, eu
vou ser nazireu durante um ano.
Você para de cortar o cabelo durante um
ano.
Quando você eh
tá dentro desse voto, nesse período de
voto, existem outras regras, então você
não pode, por exemplo, beber, não pode
eh nem se aproximar de nada feito de
uva,
para você o nazireu não poderia ver ser
visto embriagado por aí em Israel. Esse
voto exigia um
ele ser completamente abstêmio.
Então, eh existe uma passagem, não
lembro se é de Juízes onde é que fala,
olha, eh é muito bom que a gente vê que
tem muitas pessoas aí que estão
cumprindo o voto do nazireado, então
era uma forma de você medir a
espiritualidade do povo até, sabe? As
pessoas que aderiam ao voto do nazireu.
E ao final, quando desse um ano, por
exemplo, se você quer seguir por um ano
ou 10 anos, seja lá o tempo que você
determinou para você mesmo para seguir
esse voto de nazireu,
eh, você tinha que ir no santuário, você
raspava o seu cabelo, então você não
podia cortar o cabelo durante o voto
todo e você raspava o cabelo no final do
voto
para fazer essa demarcação, olha,
terminou meu voto. Aí você oferecia um
sacrifício no santuário, etc e tal, né?
Eh, então
esse voto é um voto de consagração
especial. Você tem alguns casos de
nazireus
na Bíblia
que eram
nazireus indicados logo no nascimento,
eles viveriam viver a vida toda como
nazireus. Essa história de Sansão, por
exemplo.
Então Sansão era um nazireu.
É, a Lucilene colocou aqui, né? Samuel e
Sansão eram nazireus para sempre, nunca
cortavam o cabelo. Isso, esses casos são
pessoas que eram tinham um voto
pela vida inteira.
O que é interessante é justamente que
eh, como é que Sansão perde aquela força
sobrenatural que ele tinha?
Quando ele quebra o voto de nazireado
dele, quando o cabelo dele é raspado.
Então falou, "Ah, então,
você tinha essa força que Deus te dava
enquanto você mantinha essa consagração
especial de nazireu". Na verdade é
assim, Sansão ele ele foi quebrando
todos os votos de nazireu de nazireu
dele, todos os aspectos do voto de
nazireu
e ficou só o cabelo no final. Quando ele
cortou o cabelo, agora não sobrou nada
de nazireu mais em você. Naquele
instante ele deixa de ter aquela força
sobrenatural.
Interessante, né?
Então, ah, o a história de nazi do de de
Sansão está baseado nessa nesse voto do
nazireu,
né? Que aparece lá no Pentateuco. Deixa
eu perguntar aqui também, só para a
gente ter aqui, eh,
onde na Bíblia
fala
sobre o voto de nazireu.
E vai falar aqui, era no Antigo
Testamento, em Números, capítulo 6.
Vamos ler aqui rapidinho.
Números, capítulo 6.
A gente eu sou ruim de lembrar
é
passagem bíblica, sabia?
Eu sei que às vezes até parece, nossa,
ele lembra de cabeça.
Mas tem muita coisa que eu sabia e que
fui esquecendo. Aqui é Números, capítulo
6, a partir do verso 1, né?
É,
falou o Senhor a Moisés dizendo: "Fala
aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando
um homem ou uma mulher se tiver
separado, fazendo voto de nazireu para
se separar ao Senhor, então interessante
que nazireu não era só homem não. A
gente tem esses dois exemplos de Sansão
e Samuel,
mas uma mulher também podia ser é
nazireu, né?
É, ou naziroa, não sei qual seria o
feminino de nazireu.
É, de vinho e de bebida forte se
apartará. De vinagre de vinho, é, nem
vinagre de bebida forte não beberá, nem
beberá a alguma beberagem de frutas, nem
uvas frescas, nem secas comerá. Não pode
nem chegar perto de de de uva.
Todos os dias do seu nazireado não
comerá coisa alguma que se faz da vinha,
desde o caroço até as cascas. Todos os
dias do voto do seu nazireado sobre a
sua cabeça não se passará navalha, até
que se cumpram os dias que se separou ao
Senhor. Santo será, deixando crescer
livremente o cabelo da sua cabeça. Todos
os dias que se separar não se aproximará
do corpo de um morto. Ah, esse era o
terceiro ponto também do voto do
nazireu.
Ele não corta o cabelo, ele não
ele não bebe e nem ele nem come nada,
nem se aproxima de de e
É, nada feito de uva e ele também não
pode tocar em em corpo de um morto.
Quando a gente lê a história de Sansão,
ele quebra tudo isso.
Ele bebe, ele toca em corpo de de um
de um morto, ele pega a queixada do
jumento e não sei o quê.
Eh,
e no final ele
deixa cortarem o cabelo dele, aí ele
quebra o voto
total dele, né?
Eh,
por seu pai ou por sua mãe, por seu
irmão ou por sua irmã, por eles não se
contaminará quando forem mortos,
porquanto o nazireado do seu Deus está
sobre sua cabeça todos os os dias do seu
nazireado, santo será o Senhor.
Eh,
e o que que é interessante aqui, né?
Eh,
as expressões que são usadas aqui no
voto do nazireu
são as mesmas expressões usadas pro
sacerdote.
Ou seja, qualquer pessoa, homem ou
mulher,
em Israel,
podiam fazer uma uma consagração
especial
que era é usada aqui na Bíblia nos
mesmos termos do sacerdote.
A tiara sacerdotal,
que era feita de ouro, estava gravada
Kadosh Adonai, santidade ao Senhor, e
ele vai usar exatamente essa expressão
que ele vai ser
santo será o Senhor,
o nazireu, né?
E as mesmas essa lei de você não se
aproximar do morto, ele vai usar
exatamente o mesmo verso aqui,
por seu pai, por sua mãe, por seu irmão,
por sua irmã, não se contaminará quando
forem mortos e tal. Exatamente as mesmas
expressões que é usadas em relação ao
sacerdote.
Ou seja, o nazireu, ele
ele tinha uma consagração especial
similar ao sacerdote. Ele não cumpria as
funções do sacerdote no santuário, mas
se alguém quisesse no seu coração, seja
de qual tribo fosse, seja homem, seja
mulher, quisesse fazer uma consagração
especial como
o sacerdote, ele podia.
E por quanto tempo ele quisesse, se ele
quisesse depois deixar esse voto
especial ele podia deixar, né? E aí ele
vai falar que
no final, né? Eh
Eh
Quando eu termino o voto o sacerdote
oferecerá para a expiação do pecado,
outro para os holocaustos para por ele
que pecou relativamente assim, naquele
mesmo dia santificará sua cabeça, vai
raspar a cabeça e tal e termina o voto
dele de nazireu.
Né? Eh Então, voltando à pergunta
original lá
Paulo, lá em Atos, ele faz justamente eh
ele mostra que ele tá cumprindo um voto
de nazireu, inclusive por isso que ele
fala
pros eh lá pro pessoal oferecer um
sacrifício e tal. Vou aproveitar aqui
que eu tô com a inteligência artificial
aberta, vamos já ver onde que é esse
verso pra gente Ah, já tá aqui, já tá
aqui.
Eh quando
Paulo
raspa a cabeça em quem creia
lá em Atos de 18 verso 18.
E também em Atos 21 verso 23 a 24.
Também são textos que falam de Paulo
fazendo o voto e quando termina o voto
ele raspa o cabelo, oferece sacrifício
lá no santuário. É o Atos 18 18.
E Paulo ficando ali muitos dias
despediu-se dos irmãos, navegou para a
Síria e com ele Priscilla e Áquila
tendo raspado a cabeça em quem creia
porque tinha voto. E esse voto aqui que
tá se referindo é o voto eh o voto de
nazireu, né?
É o voto que ele faz
eh de nazireu, apesar de ele ser
benjamita,
ele era da tribo de Benjamim, né?
Ele fazia esse voto especial de
consagração aqui
eh de nazireu.
Então, é isso, Samuel e Sansão eram
nazireus pra sempre, nunca deveriam
cortar o cabelo. Mas
no caso Sansão quebra o voto dele, né?
Então, como os os nazireus celebravam a
Páscoa se não podiam beber o vinho?
É uma boa pergunta viu Lucilene?
>> [risadas]
>> Não sei, eu não sei. Como esse texto ele
é categórico quando ele fala dos
nazireus, imagino que
eles fossem excluídos do texto da da da
celebração da Páscoa, apesar que também
na Páscoa fala que todo israelita deve
participar.
Então boa pergunta, excelente pergunta.
Não faço ideia. Deixa eu até perguntar
aqui para a inteligência artificial.
Vai que tem um texto bíblico que eu não
conheço.
Participavam normalmente da Páscoa, não
tinha
nenhuma proibição e tal.
É, a inteligência artificial vai cruzar
os textos, vai dizer que ele vai
participar, ele só não vai tomar o
vinho.
Que é o que está escrito no texto dos
nazireus. Então ele tá
só especulando aqui também.
Então provavelmente é o que acontecia
também. Ele ele vai, participa da
Páscoa, ele só não toma o vinho da
Páscoa, não é?
É, interessante isso daí.
Aí tem uma outra pergunta aqui.
Bom, ainda vou voltar nas perguntas do
DJ ali para a gente terminar, tá?
São 10 horas já.
Mas só ler esses últimos comentários
aqui. Acho que o recebimento do Espírito
Santo no livro de Atos descendo sobre os
gentios foi a prova de que eles não
precisavam da circuncisão, receberam o
Espírito da promessa
do Antigo Testamento de Jesus. É João,
bom,
um uma boa observação aí, né? É, essa
derramamento do Espírito Santo sobre os
gentios
é um ato, ah, é uma é um, é um evento
muito importante
no Novo Testamento, muito importante.
Aí o Daniel, o Daniel coloca ainda:
"Qual tempo em anos corresponde os
escritos do Novo Testamento e do Antigo
Testamento?"
Qual tempo em anos, você diz, você quer
dizer, Daniel, mais ou menos que época
foi escrito o Novo Testamento e que
época foi escrito o Antigo Testamento?
Essa, essa a sua pergunta?
Só para eu entender aqui.
O
é porque
o Novo Testamento, ele é, ele dura menos
tempo, ele é escrito em um, um, um tempo
menor.
Eh, o, o, o Novo Testamento, se eu não
me engano, ele é escrito entre o ano 60,
mais ou menos, os escritos mais antigos,
até por volta do ano 100.
Alguns vão colocar entre os, 110, 120,
que termina os escritos do Novo
Testamento.
Eh,
ou seja, aí um período de mais ou menos
60 anos. O do Antigo Testamento,
ele já vão,
eh, eles vai, vai ter muita
muita
controvérsia sobre a época,
mas
ele vai ser, olha, o período de, de
Abraão, putz, é uma outra coisa que eu
sabia de cabeça e eu não lembro direito,
mas se eu não me engano, é, por volta do
ano 1400 antes de Cristo,
que a gente tem aí a época de Moisés.
Eu acho que é isso.
E ele vai terminar de ser escrito lá por
volta do ano 400 antes de Cristo, um
pouco antes.
Não, é mais ou menos por volta do ano
400, que é onde termina ali o período do
pós-exílio.
Ou seja,
o Antigo Testamento demora mais ou menos
1000 anos para ser escrito.
Então, a a tem aí desde o ano, mais ou
menos 1.400 anos de Cristo, é muito
difícil falar com com alguma precisão
qual é esse período, a época de Moisés,
os os escritos mais antigos do Antigo
Testamento.
É, até o ano 100
é
da da nossa era.
É o tempo que a Bíblia demora para ser
escrita.
O Antigo Testamento do ano 1.400, mais
ou menos, até o ano 400 antes de Cristo.
E o Novo Testamento entre o ano 60 e o
ano 100 e poucos.
É, essa essa
datas que eu estou dando são datas,
digamos assim, que seguem mais a
tradição bíblica.
Tem aí algum alguns alguns estudiosos do
texto bíblico que não são religiosos,
eles seguem uma
um jeito mais crítico de se ler a
Bíblia, eles vão achar que os escritos
são muito mais recentes do que do ano
é, 1.400 que eu coloquei aqui. Então, é
uma data que vai ser controversa aí.
Nem todo mundo vai aceitar essas datas
aí, mas é mais ou menos isso.
Período de anos que foram escritos. É,
então é isso. Uns 1.000 anos, mais ou
menos, demorou
o Antigo Testamento para ser escrito e,
mais ou menos, uns 60
50, 60 o Novo Testamento para ser
escrito. É, mais ou menos isso.
Então, para terminar aqui,
sobre o povo pedir um rei.
Se possível, fala um pouco sobre a
tensão permanente que existe entre os
cristãos e o Estado, assim como existiu
no Antigo Testamento até o Apocalipse.
Né, é
Ele diz aqui que ele entende que Jó e o
Leviatã o Leviatã também expressam essa
essa tensão.
Eu já
não entendo que o Leviatã dentro do
livro de Jó
faz alguma menção a isso.
Embora, se eu não me engano, lá
o Leviatã, a obra O Leviatã, talvez faça
uma referência ao Leviatã de Jó, não
tenho certeza.
Mas, eh
é muito difícil
isso, porque é o seguinte:
ao mesmo tempo que no texto bíblico fala
que todo o poder
toda a autoridade na Terra, ela é
instituída por Deus,
ou seja,
eh
todas as pessoas que têm poder,
isso acontece com
com a, a, digamos assim,
Deus de alguma forma permitiu que aquela
pessoa ascendesse ao poder.
Ou seja, a Bíblia não é um, um, um livro
que fala contra um poder estabelecido,
os poderes estabelecidos.
Eh,
a religião bíblica não é uma religião
que é
necessariamente contra
a hierarquia
civil, digamos assim.
Mas, ao mesmo tempo,
isso é muito interessante, porque assim,
muitas vezes as pessoas falam: "Não, a
Bíblia é um livro que foi escrito para
controlar o povo e tal". Eu lembro que
tem
tem um, um filme muito bom, o filme, o
filme é bom, mas essa tese eu discordo,
que é o,
Livro de Eli.
É um filme com Denzel Washington e com o
Ah, como que é o cara que faz o Sirius
Black? Que ator é o muito bem, muito
bom.
Que é o
Puts, esqueci o nome dele. Cara muito
bom.
Eh
Gary Oldman.
E o, o, o mote do filme, desculpa aí
para quem, não, não é o final do filme,
então é um, é um spoiler, mas não é o
spoiler final do filme.
O personagem lá do Gary Oldman, ele
é um, é um filme pós-apocalíptico, tudo
está destruído.
E o Eli, que é o Denzel Washington, ele
tá guardando um livro, que é a Bíblia.
E existe todo um povo lá, é um filme
meio Mad Max assim, é meio que um
deserto, aí tem um monte de gente lá que
segue esse líder aí, que é o Gary
Oldman,
querem pegar a Bíblia desse cara, que é
a a última Bíblia que sobrou na Terra.
E é é mais mais mais mais ou menos isso
daí.
E ele vai falar que
é eu lembro uma frase que ele pega isso
daqui isso não é um livro,
isso é uma arma.
É, isso daqui é o que dá poder.
Então meio que a ideia de que a Bíblia
vai vai ser usada como um elemento de
contenção das massas,
para manter as hierarquias, né?
Olha, dá para fazer esse uso da Bíblia
se você fizer uma um
saber ali
dar uma
esconder muita coisa na Bíblia, entende?
Porque o que acontece?
Ao mesmo tempo que a Bíblia não é contra
necessariamente os poderes estabelecidos
e tem esse ah não, todo poder
estabelecido por Deus,
a gente tem
mais de uma vez na Bíblia
é os homens de Deus serem a grande pedra
no sapato de quem tem poder.
Por exemplo, os profetas na Bíblia.
Todo o movimento dos profetas
acaba sendo incômodo para
o incômodo quando não é diretamente
inimigo do rei,
né?
Lembre-se da história de de é de Elias.
Elias é o cara que entra, ele bota o
dedo na no nariz do rei e fala olha, é o
seguinte, você tá errado.
E é o seguinte, para provar que tá tudo
errado aqui, eu vou decretar que não vai
chover. Vai ter uma grande seca.
E o rei fica doido, fala a gente tá todo
mundo morrendo de fome aqui, a culpa é
de Elias, a gente quer matar esse cara.
Então, existe toda uma perseguição do
rei para Elias.
E tem diversas perseguições a profetas,
porque os profetas são os caras que
falam na cara do rei.
Então, de certa forma, a figura do
religioso, dentro de momentos
específicos na Bíblia, é é a figura do
cara que é o o subversivo
da política estabelecida, entendeu? É o
cara que vai chegar falar, não interessa
se você é rei ou não. Isso daqui está
errado.
Sabe?
É o cara que
é o é o
é o cara que desestrutura toda essa
hierarquia rígida.
Então, existe essa tensão na Bíblia,
como você tinha colocado ali, né? Essa
tensão entre você
o homem de fé ser aquele que está em
conformidade com as hierarquias
estabelecidas.
E o homem de fé ser um inimigo das
hierarquias estabelecidas,
né?
E é mais ou menos isso que acontece
também com os os cristãos, porque os
cristãos, apesar deles não serem um
movimento
eh de
eh de rebelião aberta contra Roma, no
sentido que a gente está aqui para
derrubar Roma,
derrubar César,
eles também se tornam inimigos de Roma,
pelo menos ali no pouco depois do
período bíblico, né?
Antes ali da conversão de Constantino, e
tal.
Eles se tornam inimigos porque eles não
cedem
os princípios deles
por causa da da hierarquia que está
estabelecida, entende?
Então,
é difícil isso. O
a gente tem
ao mesmo tempo, para colocar mais molho
aí nessa salada aí,
a gente também tem homens de fé na
Bíblia que participam de cortes de reis
pagãos,
como por exemplo Daniel, como por
exemplo,
eu não lembro agora se é Esdras ou
Neemias, né, que era
se não me engano, acho que copeiro do
rei.
Então, você tem na Bíblia também homens
de estado
que são homens de fé, inclusive em
governos pagãos,
mas eles arranjam muitos problemas para
eles pessoais, para eles, porque eles, a
fé deles em algum momento é incompatível
com o que tá acontecendo ali, que é o
caso de Daniel, né?
Eh, acaba sempre sendo perseguido. A fé
dele acaba sendo uma coisa que ajuda
ele,
porque
ele se torna confiável, porque ele é o
cara que desvenda os enigmas, ao mesmo
tempo também
tem muita intriga ali, tem as pessoas
querendo matar ele, jogado na cova dos
leões, etc e tal, né?
Então, essa, essa tensão existe.
Por mais que a Bíblia não seja um livro
de rebelião aberta contra o poder
estabelecido,
ah, a relação entre o homem de fé e o
poder estabelecido nem sempre é uma
relação pacífica.
Eh, dito isso,
eu acho que é o que você tava querendo
mais que eu,
na sua pergunta, não sei se era isso,
mas eu acho que é pertinente falar hoje
também,
hoje a gente tem um movimento
que eu discordo totalmente, que é o
movimento de você, é um movimento
religioso de tomada do, dos poderes
estabelecidos. Tomada, não tomada no
sentido de
eh,
de uma revolução, mas é a tomada,
digamos, dentro das regras da,
da lei. Ou seja,
a gente
a gente ocupa, eh, cargos de poder, para
assim a gente
estabelecer como regra da sociedade
princípios cristãos.
Qual que é o problema disso, né?
Primeiro, quais princípios cristãos?
Eh,
qual qual é o papel de Maria, por
exemplo, nessas
nesses princípios cristãos? Porque você
tem metade católico e metade
evangélico, e a função de Maria
é bem diferente para esses dois grupos
cristãos,
né?
Aí a gente começa a entrar em questões
teológicas que se separam esses grupos
específicos e tal, né? Eh, qual dentro
do de um de um governo que estabelece
princípios que eh princípios cristãos,
qual o papel do Espírito Santo nessas
coisas e tal. Eh, o Carlos até colocou
aqui, né, a teologia do domínio. Já tem
até um nome para isso daí, o João
também, né?
Que é exatamente isso que a gente vê,
que é um movimento que vem acontecendo,
não é não não é uma coisa que é
exclusiva do Brasil, eh a gente vê
também nos Estados Unidos e em outros
lugares. A gente tem
todo um eixo político que tá
identificado com com o cristianismo, né?
Eu não sou, eu particularmente eu não
acho incongruente
uma pessoa cristã
se candidatar a um cargo político. Eu
não acho necessariamente que é uma coisa
ruim.
O que eu sou contra
é os cristãos que têm cargos se
organizarem
para
impor uma certa moral cristã
que mesmo quem não é cristão vai
precisar seguir. Ou seja, tomar até
decisões
que servem para todas as pessoas
baseados baseado numa moral cristã.
Essa é uma questão, né?
Por quê? Porque a
a
o estado laico, a laicidade do estado é
uma criação cristã. É uma criação minha,
criação de evangélicos, inclusive, eh de
protestantes, para ser mais específico,
né? Uma criação de protestantes
justamente para resolver todas essas
questões.
A gente separa o poder político do poder
religioso,
né? E eu acho que é esse o ponto,
separar o poder político do poder
religioso,
porque a junção das duas coisas traz
problemas que que que torna uma
sociedade pior e não melhor.
Quando você tem política dentro de uma
igreja e quando você tem religiosidade
dentro da política, as coisas começam a
se tornar difíceis, entendeu? Bom, o
fato de um homem ser religioso,
inclusive de um homem ser religioso, por
exemplo, no no poder legislativo,
o cara se se candidatar a deputado
federal para defender interesses
específicos, para representar interesses
de evangélicos, até isso eu não acho
necessariamente uma coisa ruim.
É, como todas as a a partes da
sociedade, é legítimo é legítimo que
elas
se organizem para ter uma representação,
né, na na na no poder eh legislativo.
O que é o problema é justamente quando
não é só uma representação do dos
interesses de um de uma parte da
sociedade, mas começa a se tornar eh
os princípios dessa sociedade estão
baseados no princípio dessa visão
religiosa específica.
E aí vai chegar uma hora que a gente vai
chegar nas nas questões, né? De qual
religião a gente tá falando? De que qual
de qual cristianismo a gente tá falando?
Né?
Aí tem diversas questões, né? Estado
laico é um é um
eu acho que é um é uma
é uma bênção que a gente tem
numa época em que a gente não tem mais
Deus se manifestando no como no no
antigo Israel.
Quando uma pessoa se diz diz que ela
está falando em nome de Deus, a gente
não sabe mais se ela tá falando em nome
de Deus. Como a gente pode garantir?
A gente não pode falar para "Então, faz
fogo cair do céu", como na época de
Elias.
É, essas coisas não vão acontecer.
Então, até que ponto um homem que tá
falando em nome de Deus é confiável?
Qual que é essa mensagem no nome de
Deus? Uma pessoa só, as vozes no
deserto, ou seja, o cara que tá sozinho
contra todo mundo, falando que é uma
mensagem de Deus, costumam ser
pessoas que perigosas para a vida das
pessoas, para a estabilidade da
sociedade, de forma geral.
Então, é, eu tô assim, dando um
tiro para todos os lados aqui. Eu não tô
me aprofundando em nenhuma dessas
questões muito, mas um panorama geral
sobre essa tensão
entre a religiosidade e o poder
estabelecido político, né? É uma tensão
constante.
É uma tensão que aparece no Antigo
Testamento, é uma tensão que aparece na
época dos profetas, na época de Moisés,
logo, na época dos profetas, antes da
época de Moisés, né? A gente tem José do
Egito, é um homem religioso dentro de um
povo pagão,
é,
se mostrando uma pessoa confiável, uma
pessoa que tá lá para salvar vidas, né?
O faraó fala: "Olha, quantas vidas foram
salvas por você, José", e tal.
É,
porque ele conseguiu evitar seca e tal,
um homem sábio,
que dá bons conselhos,
é, ótimo, excelente. O homem religioso
nesse papel tá ótimo.
Agora a gente nunca viu o José do Egito
estabelecer nenhum tipo de lei
que impusesse uma visão religiosa
específica. Pelo contrário,
lá na época de Daniel,
a gente vê acontecer o contrário. É a
religião pagã
que se impõe através de leis.
Você vê?
É, Daniel nunca impõe nada da visão
religiosa dele através do poder político
que ele consegue.
É o contrário.
É sempre o poder político pagão querendo
impor o paganismo dele através de leis,
né? É, a, eu acho muito significativo
naquela história
que Daniel não tá, eh, capítulo três
de Daniel
que é os amigos de Daniel na fornalha
ardente
que o culto é sempre imposto e é sempre
imposto na base da violência.
"Quando for tocar aqui essas esses
instrumentos, todo mundo tem que se
ajoelhar e quem não se ajoelhar vai ser
morto".
É assim que funciona a junção de
religiosidade em política na
maior parte dos casos, né? A gente vai
usar aqui o antigo Israel como exceção
no sentido de que a gente acredita que
era Deus que realmente estava conduzindo
o povo de forma visível e aberta.
Mas isso não vai acontecer mais nem no
período monárquico. A gente tem vários
reis que são o poder estabelecido
oficial que já não já abandonaram a
Deus.
Que não fazem a vontade de Deus, né? E
aí, como que fica?
É um reinado israelita
digamos assim que Israel ofi- a
religião, né, a a religião de Israel é a
religião oficial do reino, mas ao mesmo
tempo o rei se torna perverso e abandona
os princípios de Deus. E aí, como que
fica, né?
O poder quando você o o problema quando
você atribui poder
a
ao sobrenatural, à religiosidade
é que quando o poder se corrompe, você
não consegue tirar esse poder mais,
entende?
Ou seja
quando um um uma figura
se elege com base numa numa
numa perspectiva religiosa, ele é um
servo de Deus. É Deus que colocou ele
aqui.
Quando essa pessoa começa a errar demais
e se afastar da da do do que seria os
princípios de Deus, é muito mais difícil
da gente questionar
falar: "Não, peraí, ele é de Deus ou
não?" E muito mais difícil ainda tirar
essa pessoa que tá legitimada por Deus
pra tá no cargo que ele está, entende?
Então,
essas, é muito, tem, todas essas tensões
estão
fazem parte aí dessa
dessa
dessa história, dessa mistura, né?
O Age já comentando aqui: "Cheguei
atrasado hoje, estava em um ensaio, o
que que eu perdi?" Ah, perdeu hoje, você
perdeu tudo, Age.
O João: "Se fosse feito pelo Estado um
decreto obrigando a guardar o sábado,
minha esposa fez essa pergunta na
igreja, alguns irmãos disseram que
ficariam felizes."
Nós seríamos contra. É, no caso de quem
é, é, é,
é adventista, né?
É, dentro da doutrina adventista tem a
ideia de que
aliás, é
dentro da, da
da ideia de fim de mundo na Bíblia, você
tem uma ideia de um poder
isso daqui é bem claro no livro de
Apocalipse, é um poder que é legitimado
pela religião
e que todo mundo acha que é um poder
legal, do bem
né, que tem
tem aparência de, de um cordeiro, mas
fala como um dragão, como diz lá o texto
de Apocalipse 13.
É,
e esse poder, na verdade, é um poder de
Satanás, né, do, do grande dragão, é o
dragão que dá poder à besta, mas toda a
terra está maravilhada, achando que essa
besta é o próprio Deus na terra.
Então, existe uma ideia na, na Bíblia de
que o,
o poder no final dos tempos vai ser um
poder
político-religioso
que vai ter essa legitimação religiosa e
que as pessoas vão embarcar nele
é, mas ele não é um poder de Deus, é um
poder de Satanás e ele vai perseguir
todo mundo que, que não fizer parte
desse
desse acordo, desse grande acordo, né?
É, está lá em Apocalipse 13, Jesus vai
falar isso também no sermão profético,
lá em, em, em
é, em Mateus 24.
É, então,
a questão, né, acaba se tornando, é,
o cuidado que você tem que ter com esses
poderes no final dos tempos, né? Então,
dentro da da escatologia de adventista,
tendo essa ideia, a gente
considera ele um poder, por exemplo, que
vai impor o o o
o a guarda do domingo, por exemplo,
é, que seria contrário à guarda do
sábado e tal.
É, mas e se a gente pensar o contrário?
E se esse poder impor o que que faz
parte da doutrina adventista? Tem
adventista que vai gostar.
Se esse poder impor o que faz parte da
doutrina dos católicos,
tem católico que vai gostar. Se esse
poder impor o que faz parte da doutrina,
sei lá, dos assembleianos,
né, ou de outras
diversas,
é, é,
denominações aí cristãs,
aquele que tá dentro do poder que tá
sendo representado vai ficar feliz. Ah,
agora o meu grupo é o grupo
é, que todos devem se dobrar.
Mas aí todo o resto que não faz parte do
seu grupo, como fica, né? E se o seu
grupo tiver errado? E se o seu grupo se
corromper?
E se o seu grupo não tá tiver
representando realmente a vontade de
Deus? É,
muito difícil essas questões, né?
Sou absolutamente contra,
no caso aqui, um um decreto obrigando
alguém a guardar o sábado. É,
absolutamente contra.
O perigo da omissão dos cristãos é a
invasão de quem não é sobre o o livre
arbítrio dos outros, como vemos o islã
impedindo qualquer expressão dos
diferentes quando eles dominam. É,
então,
é o caso, né?
A gente você gosta da ideia de de um
estado que não seja laico? Então, dá uma
olhada aí nos países onde a lei
islâmica,
que é o que predomina, né? Aí é isso
esse tipo de de coisa que a gente ia
querer, né?
Os defensores da teologia do domingo às
vezes querem tem que o governo dos
seguidores de Cristo é igual ao reinado
de Cristo.
Tirar de um e dar o outro é ilegítimo e
usurpador.
Pois é, Ed, então. Exatamente. É o que a
gente tá falando aqui dessa teologia do
do do domínio.
Então, olha, é muito difícil.
Eu
eh,
como eu tava falando antes, né, eu não
sou contra uma pessoa que é religiosa
e que se torna uma pessoa, eh,
uma pessoa que participa da política. Eu
nem nem ser presidente da república acho
que não é problema um um cara que é
cristão se tornar presidente da
república. O problema
é um presidente da república
usar
uma um argumento religioso, uma visão
religiosa para legitimar o seu próprio
poder.
Porque aí o poder dele já não pode ser
mais questionado pelos mecanismos da
política, entende?
Porque agora se ele
sei lá,
faz alguma coisa, recebe impeachment, ou
se acaba o mandato dele, não é reeleito
e tal,
e aí? Como que fica? Eh,
o Deus colocou ele lá, então
a a
os mecanismos da política não são
suficientes, então existe um poder
superior. Então, acaba sendo uma
um cara que tá acima do bem e do mal,
né?
No final acaba acontecendo esse tipo de
coisa.
Bom, gente, é isso. Hoje falamos de
bastante coisa, né?
Começamos por Jó, falamos de nazireu,
falamos de teologia do domínio, falamos
aqui de bastante coisa, né?
Eh, o Ed que chegou no final aí perdeu.
Mas não perdeu, né? Tá aí. Pode
a a live ficar aí para todo mundo poder
ver depois.
Gente, obrigado aí por mais essa semana,
por mais esse
essa live.
Eh,
o último comentário aqui do João. Um
irmão disse que era para obedecer só se
fosse por amor, não por obrigação,
coerção. Exato, né, João? Exato, esse é
o ponto.
Esse é o ponto, senão acaba virando a
religião de Nabucodonosor, né?
Todo mundo tem que adorar o meu Deus e
quem não adorar
vai ter a cabeça cortada, vai ser jogado
num
numa fornalha ardente.
Então, gente, a gente se vê aí na
na próxima live. Obrigado aí por quem
acompanhou até agora.
A gente vai vai se falando.
Se alguém tiver algum comentário
interessante, quiser deixar alguma
questão que queira que
que fique para a próxima semana, pode
deixar um comentário, pode comentar esse
vídeo. É melhor não comentar na live,
aqui no chat da live, comenta depois
quando o vídeo tiver publicado, faz um
comentário no vídeo ali na na na abinha
ali ao vivo, né, que tem no
no no canal.
Eu vejo todos os comentários, o canal tá
com poucos comentários durante a semana,
eu consigo ver todos tranquilamente, tá
bom?
Então, se alguém quiser ou tiver quiser
sugerir um tema, quiser conversar sobre
alguma coisa na próxima live, pode
comentar aí durante a semana que a gente
começa as lives lendo os comentários que
foram feitos, tá bom, gente? Valeu,
então. Boa noite. Obrigado por
tá sempre aí para a gente trocar essa
ideia.
E falou, gente. Até mais.
>> Ah.

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