De escravos a libertos – REV. LUCAS PREVIDE
20/05/2026
De escravos a libertos – REV. LUCAS PREVIDE
Neste estudo bíblico profundo de Gálatas 4:12-31, aprendemos sobre o confronto do apóstolo Paulo contra o falso evangelho pregado pelos judaizantes e a defesa da suficiência de Cristo para a salvação.
A mensagem mostra que nossa verdadeira preocupação deve ser como Deus nos vê, e não como os homens nos enxergam. Paulo utiliza a história de Sara, Agar, Ismael e Isaque para explicar as duas alianças: a escravidão da lei e a liberdade da promessa em Cristo Jesus.
Uma exposição bíblica poderosa sobre graça, liberdade, salvação, santidade e segurança em Cristo.
INFORMAÇÕES:
Pastor: LUCAS PREVIDE
Passagem: Gálatas 4.12-31
Série: A Justiça da Fé
#ipsantoamaro #presbiteriana
CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução à Carta aos Gálatas
00:52 – O falso evangelho dos judaizantes
01:38 – Leitura de Gálatas 4:12-31
05:41 – A tendência humana de buscar caminhos fáceis
07:37 – Nossa condição diante de Deus deve ser a prioridade
08:16 – O perigo das imposições religiosas
09:10 – A liberdade em Cristo
10:24 – A tristeza e preocupação de Paulo com os Gálatas
12:31 – Paulo pregou mesmo em meio à enfermidade
15:42 – “O que aconteceu com a alegria de vocês?”
17:07 – A verdade pode gerar rejeição
18:41 – O coração de um verdadeiro pastor
20:01 – As dores de parto até Cristo ser formado
22:44 – Como Deus nos vê importa mais que os homens
25:42 – Nossa segurança e alegria devem estar em Deus
26:15 – Sara, Agar e as duas alianças
29:13 – A promessa feita a Abraão
30:54 – Ismael: esforço humano versus promessa divina
32:11 – A alegoria e a tipologia explicadas por Paulo
35:07 – Agar representa a escravidão da lei
37:10 – Os verdadeiros filhos da promessa
39:13 – A alegria está na promessa e não nos ritos
40:41 – A perseguição aos filhos da promessa
42:08 – Liberdade e segurança em Cristo Jesus
43:11 – Examinando o coração diante de Deus
44:02 – Somente Cristo salva
45:13 – Oração final
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Gálatas. Hoje nos deteremos no capítulo 4, versos de 12 a 31. Relembrando um pouco daquilo que já vimos em nossa série, é importante ressaltar o contexto em que essa carta foi escrita. Lembrando que a carta aos Gálatas provavelmente foi a primeira carta escrita por pelo apóstolo Paulo após as suas viagens. Lembrando também que a igreja da Galáia, Paulo ficou por muito tempo lá e após retornar de sua viagem recebe a notícia de que há um grupo de judaisantes. E por judaizantes, entendam, judeus que aparentemente haviam se convertido ao cristianismo, que chegaram na Galia e começaram a apresentar um evangelho diferente do que o apóstolo Paulo havia pregado. E a maior ou mais significativa diferença a respeito disso é que aqueles homens ou aquela igreja precisava continuar cumprindo as as exigências dos ritos judaicos, principalmente a circuncisão. Então este é o contexto. Paulo volta das suas viagens e recebe a notícia de que a igreja da Galácia, uma igreja de gentios, ou seja, de pessoas que não eram judeus, estava sendo influenciada e deixando-se influenciar por um outro evangelho que apresentava algo que não somente Cristo como suficiente para a salvação. E é neste contexto, então, que o apóstolo Paulo escreve a sua carta e que nós vamos nos deter nessa noite e na continuidade da exposição bíblica. Acompanhem comigo então com atenção. Gálatas capítulo 4 versos de 12 a 31. Assim diz a palavra de Deus. Sejam como eu sou, porque também eu sou como vocês. Isto é o que lhes peço, irmãos. Vocês não me ofenderam em nada. E vocês sabem que eu lhes preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. E por mais que a minha enfermidade na carne lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo, nem desgosto. Pelo contrário, me receberam como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus. O que aconteceu com a felicidade que vocês tinham? Porque posso dar testemunho de que se fosse possível vocês teriam arrancado os próprios olhos para me dar. Será que por dizer a verdade me tornei inimigo de vocês? Esses que se mostram tão zelosos em relação a vocês não estão sendo sinceros. O que eles querem é afastar vocês de mim para que vocês se interessem por eles. É bom sempre ser zeloso pelo bem e não apenas quando estou com vocês, meus filhos, por quem de novo estou sofrendo as dores de parto até que Cristo esteja formado em vocês? Bem que eu gostaria de estar agora aí com vocês e falar em outro tom de voz, porque estou perplexo com vocês. Digam-me vocês, os que querem estar sob a lei, será que vocês não ouvem o que a lei diz? Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da mulher livre. Os filhos da escrava nasceu, O filho da escrava nasceu segundo a carne. O filho da mulher livre nasceu mediante a promessa. Essas coisas são alegóricas [roncando] porque essas mulheres são duas alianças. Uma se refere ao monte Sinai, que gera para a escravidão, e esta é Agar. Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde a Jerusalém atual, que está em escravidão com os seus filhos. Mas a Jerusalém lá de cima é livre, e ela é a nossa mãe, porque está escrito: "Alegre-se, ó Estério, você que não dá a luz. Exulte e grite você que não sente dores de parto, porque os filhos da mulher abandonada são mais numerosos do que os filhos da que tem marido. Mas vocês, irmãos, são os filhos, são filhos da promessa como Isaque. Como, porém, no passado aquele que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o espírito, assim também acontece agora. Mas o que diz a escritura? Ela diz: "Mande embora a escrava e seu filho, porque de modo nenhum o filho da escrava será herdeiro com o filho da mulher livre". Portanto, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre. Vamos orar. Ó Senhor, obrigado por nos revelar as verdades a respeito de ti e de nós, por meio da tua palavra. Somos incapazes de compreendê-la, Senhor, sem a ação do teu Santo Espírito. Por isso, pedimos que o Teu Santo Espírito nos conduza nessa noite a sermos moldados, a sermos exortados, a sermos ensinados pela tua palavra. Cremos que isso é possível, pois cremos na obra do nosso Senhor Jesus Cristo, pelo nome do qual nós oramos. Amém. Certamente o coração humano luta com a verdade de que buscamos sempre aquilo que é mais fácil ao nosso alcance para nos satisfazer. Há uma dificuldade que compartilhamos com esses irmãos, os Gálatas, de sermos suscetíveis a caminhos mais fáceis ou de não conseguirmos manter na nossa vida cotidiana a essência daquilo que professamos com a nossa fé. Os irmãos Gálatas estavam vivendo este problema. Eles professam ou professaram quando Paulo esteve com eles uma fé. Só que agora, quando essa fé estava sendo exigida de forma prática no combate a um falso evangelho, eles estavam sendo suscetíveis à ideia de que outras coisas que não Cristo poderiam lhes conceder a salvação. E se não tomarmos cuidado, nós podemos ser movidos por experiências ou práticas religiosas como sendo suficiente para nossa comunhão com Deus. Uma boa música cantada, um ambiente aconchegante, uma boa conversa. Isso pode se tornar suficiente para acharmos que temos comunhão com Deus. fazer parte de uma igreja, ser atuante em áreas dessa igreja, servindo sábado após sábado e ter nisso a satisfação ou a segurança de que já estamos em comunhão com Deus e esquecermos que nada disso nos foi dado como meio, mas apenas como resultado da obra de Cristo em nossa vida. Por isso, nessa noite, eu gostaria que nós analisássemos a passagem lida em dois tópicos ou aspectos. E o primeiro aspecto é que a nossa condição diante de Deus e não dos homens deveria ser a nossa real preocupação. A nossa condição diante de Deus deveria ser a nossa real preocupação e não aquilo que os homens pensam a respeito de nós ou que muitas vezes os homens tentam inculcar ou nos forçar a aceitar. Há diversas frentes religiosas, igrejas, em que os líderes tomam para si o direito de colocar aos membros um fardo pesado demais ou impor regras [roncando] como condição para validar a obra de Cristo em sua vida. A segunda bênção, quem nunca ouviu? Um batismo especial que hierarquiza dentro da igreja níveis de santidade. Vejam só como somos suscetíveis a aceitar imposições que basta cumprirmos e nos é dado um selo daqueles que têm comunhão com Deus. Mas Paulo nos mostra essa preocupação, tanto com esses irmãos como na nossa vida, quando ele diz: "Sejam como eu sou, porque eu também sou como vocês". Paulo aqui está fazendo um convite a esses irmãos e a nós a liberdade que recebemos em Cristo como herdeiros da promessa da salvação. Paulo está dizendo a eles: "Sejam como eu, um judeu que foi liberto do peso da lei e foi salvo pela mesma graça que alcançou vocês, gentios, que nada tem a ver com o judaísmo." Lembrando que a igreja da Galácia era uma igreja que não tinha nenhum lastro com a cultura judaica. Eles não sabiam que eram a lei de Moisés. Eles não tinham conhecimento. Eles não foram criados dentro do Antigo Testamento, aprendendo sobre os profetas. E Paulo diz: "Olha, sejam como eu, assim como eu sou com vocês, alcançados pela mesma graça. Eu, um judeu, completamente gabaritado no judaísmo, fui liberto pelo mesmo meio pelo qual vocês foram libertos." Certamente o coração de Paulo estava machucado. Por diversas vezes na carta ele expressa isso, a sua tristeza, a sua perplexidade, a sua raiva pelo que estava acontecendo com aquela igreja que ele tanto amava. No capítulo 1, no verso 6, ele diz: "Estou muito surpreso em ver que vocês estão passando tão de pressa daquele que os chamou na graça de Cristo para o outro evangelho." No capítulo 3, no verso 1, por exemplo, ele fala novamente: "Ó Gálatas insensatos, quem foi que os enfeitiçou? Não foi diante dos olhos de vocês que Jesus Cristo foi exposto como crucificado? E novamente no capítulo 4, no verso de 9 a 11, que lemos na nossa última exposição, quando Paulo então coloca um chequemmate na relação entre a aqueles irmãos e o que Deus olhava para eles, quando diz: "Mas agora que vocês conhecem a Deus, ou melhor, agora que vocês são conhecidos por Deus, como é que vocês estão voltando outra vez aos rudimentos fracos e pobres? aos quais de novo querem servir como escravos. Vocês guardam dias, meses, tempos e anos. Receio que o meu trabalho por vocês tenha sido em vão. Paulo tava chateado. Paulo tava chateado, mas Paulo não guardava rancor ou estava atrás de reconquistar a sua autoridade como um homem. Paulo não estava preocupado em receber um pedido de desculpas oficial daquela igreja, pois ele sabia que o cerne e a questão não era a ofensa contra ele, mas a ofensa contra o evangelho que ele havia pregado. Paulo não ficou de biquinho. A real preocupação de Paulo não é o que homens estavam pensando, mas o que aqueles irmãos tinham de compreensão a respeito do que Deus pensava sobre eles. No verso 12, que lemos aqui, Paulo diz: "Vocês não me ofenderam em nada. E vocês sabem que eu lhes preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. Aqui Paulo cita, alguns autores dizem que Paulo foi até a Galia por conta dessa enfermidade, por ser uma região conhecida pelo tratamento, provavelmente da enfermidade de Paulo. Outros dizem que durante a sua viagem ele contraiu essa doença e ficou teve foi obrigado a ficar na região da Galáia durante muito tempo para tratar. Mas a questão é que a pregação do verdadeiro evangelho era o foco de Paulo. O desenvolvimento da salvação naqueles irmãos era o que preocupava Paulo mesmo em meio à sua enfermidade física. Provavelmente aqui Paulo teve alguma doença nos olhos que o deixou enfermo por muito tempo e que aparentemente deixou sequelas permanentes em Paulo. O que pode confirmar isso é como essa carta termina. Nós vamos vê-la a um pouco mais à frente, mas ele diz: "Vejam com que grandes letras escrevi." Paulo eh diz, é como diz, olha, precisei escrever em letra gigante, mas o ponto é não é qual era a doença de Paulo, mas que mesmo doente, mesmo enfermo e muito provavelmente impossibil impossibilitado de ter contato visual ou de conseguir a conversar de uma forma melhor com esses irmãos, o cerne, mesmo sobre o impacto de uma doença, a preocupação de Paulo junto àquela igreja era desenvolver o fruto da obra de Cristo na vida deles, que eles produzissem produzissem frutos, algo que eles já haviam experimentado junto com Paulo no começo dessa carta, Paulo diz novamente: "Olha, vocês experimentaram da obra de Cristo junto comigo. Vocês experimentaram de milagres." [roncando] E Paulo, escrevendo aqui na passagem que lemos, lembra estes irmãos dizendo que o cuidado que eles tiveram para com Paulo excedeu o cuidado humano quando diz a eles: "E por mais que a minha enfermidade na carne, verso 12, por mais que a minha enfermidade na carne lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo, nem desgosto, pelo contrário, me receberam como anjo de Deus, como próprio Jesus Cristo. Paulo está tentando mostrar a estes irmãos que ele não está sendo um cara chato, radical, retrógrado, que não está aberto a novas tendências. Não, que Paulo está dizendo: "O meus irmãos, a minha preocupação é que vocês não se distanciem da obra de Cristo e daquilo que ela deve resultar na vida de vocês." Mas é evidente que há um problema de comunicação aqui. É evidente que algo minou essa igreja que não estava mais tendo tanta atenção ou participando do evangelho que Paulo havia pregado. E nós vemos isso na leitura, no verso 15, que Paulo é bem claro com esses irmãos quando diz: "O que aconteceu com a felicidade que vocês tinham? O que aconteceu com aquela felicidade que nós partilhamos juntos quando estávamos aí? Que felicidade é essa? a felicidade do verdadeiro evangelho, da suficiência da obra de Cristo para a nossa salvação, de que eles não precisavam cumprir leis, de que eles não precisavam ficar apegados a ritos que homens impunham a eles, porque somente a obra de Cristo, exclusivamente, plenamente satisfatória, concedia a eles o poder de serem chamados filhos de Deus ou ser descendência de Abraão, como Paulo cita na passagem. que lemos na nossa última exposição. Por que essa tristeza se foi? Porque posso dar testemunho de que se fosse possível vocês teriam arrancado os próprios olhos para me dar. Será que por dizer a verdade me tornei inimigos de vocês? Provavelmente Paulo começou a ouvir notícias de que aquela igreja não estava mais considerando-o como um verdadeiro apóstolo ou como o verdadeiro portador do evangelho de Cristo Jesus. A situação havia sido estremecida, mas Paulo continua mostrando que a sua real preocupação era com a condição daqueles irmãos diante de Deus e não dos homens. Talvez a intenção de Paulo fosse dizer: "Vocês vão me tratar agora como um inimigo porque eu estou corrigindo vocês, porque eu estou mostrando para vocês que vocês estão errados. Vocês são meus inimigos agora, porque eu estou alertando vocês sobre os falsos mestres que estão preocupado apenas em ter a atenção de vocês, mas estão distanciando vocês do verdadeiro evangelho que foi pregado por mim. Paulo está sendo um pouco sarcástico aqui, jogando já resposta para esses irmãos. Então, quer dizer que vocês são meus inimigos porque eu estou falando a verdade, porque eu estou preocupado com a vida de santidade de vocês? Porque eu estou preocupado, pois eu estou vendo frutos que não são condizentes com evangelho. É por isso que vocês são os meus inimigos. Esses falsos mestres não tinham a menor preocupação com a vida espiritual daqueles irmãos. Esses judais antes poucos se importavam como Deus estava enxergando aqueles cristãos. Eles estavam preocupados sim com aqueles homens estavam enxergando a eles mesmos. A manifestação de cuidado e preocupação de Paulo não era uma ferramenta para conquistar a boa vontade daquela igreja enquanto estava na presença deles. Não, assim como os os judais antes faziam. Paulo está dizendo: "Olha, a minha preocupação com vocês não é para conseguir eleitores conseguirem para conseguir discípulos apenas, não. Pelo contrário, ele diz, ele os tinha como filhos. Ele os chama de filhos. Eu tenho como os filhos. Estou aguentando dores dessa inconsistência teológica de vocês como dores de parto. Ele diz: "Eu eu tenho vocês como filhos". No verso 19, "meus filhos, por quem de novo estou sofrendo as dores de parto." Por que de novo? Porque Paulo já havia sofrido com aqueles irmãos enquanto pregava o evangelho a eles, seja pela enfermidade física ou embates espirituais na pregação do Evangelho. Paulo já passou por essa tarefa difícil, mas agora ele está escrevendo novamente, dizendo: "Olha, de novo, eu estou sentindo as dores de parto." E por que ele coloca essa dor de parto? Porque ele faz a correlação, sofrendo as dores de parto até que Cristo seja formado em vocês. [roncando] Eu não sei o que é a dor de parto. Eu já vejo muitas mães balançando a cabeça. Exatamente. Você não sabe, nunca vai saber. Mas eu tive a oportunidade de acompanhar o nascimento dos meus três filhos ao lado da minha esposa, que teve a parto normal. E o último, por circunstâncias não planejadas, a anestesia não pegou e ela teve literalmente um parto natural, assim como antigamente. Vocês não têm ideia como eu que são dores de parto, mas eu [roncando] pude presenciar um pouquinho da minha esposa saindo do corpo e voltando do corpo dela. Às vezes aqueles que gostam de Avengers, né, de de Vingadores, é mais ou menos aquilo que o Drutor Estranho faz quando ele tira a pessoa do corpo e depois ela ela volta pro corpo. Paulo pega a dor que naquela época poderia ser, talvez pros homens seria a dor de cólica renal, as mulheres já balançando, não, não é, né? Mas ah, é uma dor insuportável. E Paulo diz que ele aguenta essa dor. E aqui a dor de parto, como se dizendo, olha, eu estou aguentando dores de parto até que vocês possam nascer em Cristo. Eu estou aguentando novamente as dores como se fosse dores de parto, para garantir que vocês possam nascer novo em Cristo. Por isso vocês também deveriam estar firmes no evangelho que eu anunciei, não somente quando eu estava longe de vocês. Ele diz: "Olha, é bom ser zeloso. Bem que eu gostaria de estar aí com vocês para falar em outro tom, mas estou perplexo." Paulo, de certa forma pegou pesado com os irmãos aqui e ele assume isso porque ele estava realmente preocupado como Deus estava enxergando esta situação e querendo mostrar para os seus irmãos que a real preocupação não é como os homens nos enxergam, mas como Deus nos enxerga. Paulo diz: "Olha, se eu estivesse aí, provavelmente a conversa ia ser em outro tom". Primeiro, porque eu já ia dar uma solapada nesses judais antes e não ia deixar nem chegar perto de vocês. Mas eu estou perplexo que vocês estão se distanciando disso. O que a gente pode aprender com essas palavras de Paulo sobre a preocupação, a real preocupação em como Deus nos vê e não como homens nos enxergam. Primeiro, como devemos compreender o coração de um verdadeiro pastor? Paulo sabe que está pegando pesado, mas a maior preocupação dele é com a vida de santidade dos seus discípulos. Paulo não mede esforços para acompanhar estes irmãos e quando necessário exortá-los de estarem se distanciando da fé genuína. Certamente se ele estivesse presente seria diferente o tom, mas o cuidado seria o mesmo. Pastores genuínos prezam pela vida de santidade do seu rebanho. líderes que compreendem que estão pastoreando o rebanho do Senhor tem como a real preocupação a vida espiritual dos membros da sua igreja e não talvez posição política ou não talvez algum tipo de gosto musical ou não questões secundárias sem antes estar preocupado. Eu tive um pastor no seminário que eu fiz e sempre que ele nos encontrava no seminário, ele perguntava: "E aí, filho, você continua crente?" Ele sempre falava isso, sempre perguntava: "Filho, tudo bem? Continua crente?" de certa forma brincando, mas expressando que o nosso cuidado deve ser esse quando olhamos para a igreja. A vida de santidade ou se o rebanho está se preocupando principalmente como Deus o está vendo e não como homens. E outra lição que nós deveríamos tirar aqui é para que as ovelhas pastoreadas lembrassem disso, que muitas vezes nós exortamos, disciplinamos, falamos num tom mais duro, porque nos preocupamos com a sua vida de santidade diante de Deus e não da nossa. Muitas vezes quando a palavra é mais dura, muitas vezes quando a palavra é mais exortativa, quando subimos o tom ou quando somos diretos, não se melindre, não ache que é pessoal, mas olhe para o cuidado, o cuidado espiritual que estes líderes que amam a sua igreja devem ter, tanto para os líderes como para o rebanho. A fórmula é a mesma. A nossa real preocupação deveria ser sobre a nossa condição diante de Deus e não dos homens. Portanto, o segundo ponto, então, Paulo continua, se o primeiro ponto é que a nossa condição diante de Deus e não diante dos homens deveria ser a nossa principal preocupação, a segunda condição é que a nossa condição diante de Deus e não dos homens deveria ser a nossa real segurança e alegria. Depois de você se preocupar, depois de você buscar reconhecer a sua condição diante de Deus e não dos homens, a nossa condição diante de Deus deveria ser a nossa segurança e alegria. Paulo irá utilizar de uma narrativa das mais conhecidas da cultura hebraica, que é a história de Sara, Abraão e Agar, para reforçar o quanto a nossa segurança deve estar na suficiência de Cristo e não em elementos periféricos a isso. Então Paulo diz no verso 21: "Digam-me vocês, o que querem os que querem estar sobre a lei, será que vocês não ouvem o que a lei diz? Paulo se dirige aqueles judaisantes no primeiro momento. É como se ele se utilizasse do artifício de quando você fala com uma pessoa, você dá mensagem para aquela que está ouvindo. Dois coelhos com uma cajadada só. Ele escreve aos judaisantes de uma forma dura, mas para que os seus irmãos em Cristo da Galáia entendam a mensagem que está sendo dada. Aqueles que querem estar sob a lei, a lei aqui Paulo utiliza um jogo de palavras, essa primeira lei são os 10 mandamentos, são a lei mosaica. E Paulo diz: "Olha, aqueles que querem estar sob essa lei, será que vocês não ouviram o que a lei diz?" E esse a lei diz aqui é o que a escritura diz a respeito dela mesmo. Por muitas vezes era utilizado durante o Antigo Testamento a expressão lei para se referir à palavra como um todo, não somente as ordenanças. Mas o que Paulo está dizendo é o que nosso Senhor Jesus Cristo ampliou de forma clara no sermão do monte, quando contrariado pelos fariseus, ele dizia: "Olha, vocês ouviram a lei e não aprenderam o que a lei diz." E aí Jesus dá vários exemplos. Olha, você diz não matar, mas se você pensar algo contra o seu irmão, você já matou. O que Paulo está fazendo aqui é pegando o ensino de Jesus Cristo e aplicando novamente aqui e dizendo a estes homens: "Olha, vocês que estão buscando estar debaixo da lei, não aprenderam o que é a lei." E aí então Paulo introduz esta passagem como talvez a primeira exegese documentada história do cristianismo. Todo o Novo Testamento está pautado no Antigo Testamento, meus irmãos. Nós cremos que tanto o Antigo como o Novo Testamento são a palavra de Deus, mas nós entendemos que o Novo Testamento na plenitude de Cristo como a plenitude da revelação, expande o significado do Antigo Testamento. E aos apóstolos foi dada por Deus essa condição, inspirados pelo Espírito Santo em ler o Antigo Testamento à luz da cruz de Cristo e nos explicar coisas que nunca iríamos aprender. E é exatamente o que Paulo faz aqui com a história de Sara e Agar. a história contida em Gênesis 15 a 21, que você muito bem lembra, ou senão resumidamente, Deus chega a Abraão e lhe faz uma promessa que dele iria surgir uma grande descendência. Abraão já era velho. Sara, sua esposa, era estéril. Abraão esperou por cerca de 25 anos até que o seu filho da promessa nascesse. Só que nesse período, seja por uma pressa ou uma questão de incredulidade, Sara chega para Abraão e lhe propõe pegar a sua serva, sua escrava, Agar, se deitar com ela para que ela tivesse filhos e então cumprisse a promessa de Deus. Abraão aceitou, tomou Agar por mulher e ela lhe concedeu um filho chamado Ismael. Passado há alguns anos, Sara tem o filho que Deus havia prometido. E de alguma forma, depois de algum tempo, Ismael e Isaque começam a não se bicar. A relação começa a ficar ruim. Ismael fica tirando o sarro de Isaque e isso muito incomoda a Sara. Sara então procura Abraão. Abraão consulta o Senhor e o Senhor diz para que Abraão mande Agar embora com Ismael, pois Ismael não é o filho da promessa. Essa é a história que Paulo está introduzindo e que irá expandi-la a nós para este contexto da suficiência da salvação em Cristo Jesus. Paulo então destaca que Ismael teria nascido segundo a carne, ou seja, o jeitinho humano de querer resolver coisas que Deus diz que resolveria. Paulo diz que Ismael é fruto da carne, geração segundo a carne, mas que Ismael ao nascer não deixou a sua condição de escravo. Ao nascer, Ismael não tomou para si a herança da promessa. Ele continuou sendo escravo ou filho da escrava. No entanto, Sara, quando engravidou e deu a luz a Isaque, este sim nasceu sobre a condição da aliança ou da promessa. As duas mulheres deram a luz a filhos daquele que ha recebido a promessa. Abraão recebeu a promessa e teve dois filhos. Paulo aqui está indicando que foram criados dois caminhos. a existência de um contraste para usufruir das bênçãos de Deus. Uma pelos esforços humanos e a outra pelo cumprimento da promessa. Duas alianças. Paulo diz no verso 24: "Essas coisas são alegóricas, porque essas mulheres são duas alianças". Paulo, então, aqui está dizendo que ele está fazendo uma alegoria pelo relato de Gênesis. E precisamos explicar um pouco essa expressão alegoria, porque nos dias de hoje ela é utilizada de uma forma arbitrária. O que eu quero dizer? que pessoas pegam as escrituras e dizem o que querem das escrituras pelo seu próprio entendimento. Paulo não está fazendo isso. O que Paulo está fazendo aqui, nós chamamos de tipologia, que é dentro da história da redenção identificar fatos que ocorreram nas Escrituras e apontarem esses fatos para o seu real significado. Mas nós precisamos lembrar disso porque na história da igreja a alegoria foi tita como uma ferramenta de distorção da palavra. Alguns exemplos do século ao século por exemplo, nós conhecemos na teologia, na filosofia ou na teologia patrística, muitos pais da igreja que utilizavam dessas alegorias para achar significado em tudo. Em cada vírgula do texto bíblico se dava um significado que não necessariamente era. Dois exemplos que eu peguei aqui. Primeiro que assim como a antiga arca da aliança no Novo Testamento carregava a presença do material de Deus, da palavra de Deus, Maria era considerada como a nova arca por ser recipáculo do verbo divino. Isso é defendido pelo catolicismo de que Maria deve ser venerada também por questões como esta. Outra passagem que o maná do deserto, o pão que desceu do céu para alimentar os hebreus no êxodo, foi interpretado como uma alegoria da eucaristia. E aqui não sou eu que estou falando, é história da igreja patrística. Ou seja, Paulo não estava fazendo isso. Paulo não estava tirando da sua própria cabeça aquilo que ele achava para colocar um significado ali. Não. Ele estava fazendo uma tipologia, dando um significado mais claro para toda a história da redenção naquele fato. Mas então, pastor, por que que ele foi usar a alegoria, a palavra alegoria? Porque no período do apóstolo Paulo isso não era um problema, isso foi posterior ao período paulino. Então ele utiliza dizendo isso, é uma alegoria. E aí ele vai explicar essa alegoria como autor inspirado. Paulo tinha total capacidade para isso. Paulo indica então que em Agar e Sara são tipificadas duas alianças. Em Agar, a tipificação da aliança entre Deus e os judeus baseada na lei, enquanto em Sara é tipificada a aliança em Cristo Jesus. Mas como dizer que em Agar foi tipificada a promessa da lei se nem judia ela era? Paulo ainda tipifica a Agar como sendo o monte Sinais, se você ler aí, demonstrando que Agar representava uma aliança feita pela promessa da lei, baseada apenas na lei. Paulo diz: "Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à Jerusalém atual, que está em escravidão com seus filhos." Verso 25. Essa questão de Monte Sinai na Arábia, muito provavelmente pelo Monte Sinai está próximo às divisas do Egito. Paulo cita isso. Mas o importante é mostrar que Paulo conecta Agar à observância ou escravidão da lei. Paulo também relaciona a Agar não somente ao Monte Sinai, mas a Jerusalém atual dos seus dias. Paulo, de certa forma, estava sendo ácido e apontando aos judaisantes que se diziam filhos de Abraão, descendentes de Isaque, colocando eles num outro patamar, numa outra categoria, que era filhos de Agar, da escrava, e não mais de Sara. Por quê? Porque eles se contentavam ou buscavam apenas na lei a sua salvação. Paulo estava sendo ácido aqui. Agar teve um filho segundo a carne, segundo tentativas humanas. Agar representa aqueles que se contentam em dar o seu jeito no relacionamento com Deus, em estabelecer por si só como seu relacionamento com Deus se dará. Paulo relaciona essa atitude ao falso evangelho pregado por aqueles homens. Então, quem seriam os filhos de Sara se não são os judeus? Quem seriam os filhos de Sara? Aqueles que verdadeiramente reconhecem Cristo Jesus como seu único e suficiente Salvador. Verso 26, Paulo diz: "Mas a Jerusalém lá de cima, não essa aqui que está escravizada pela lei, a Jerusalém lá de cima é livre. e ela é a nossa mãe. A ideia de que nós somos filhos de Abraão já é usada por Paulo anteriormente na nossa última passagem. Nós nos detivemos a isso, né? Somos filhos de Abraão, eu e você. Se você crê em filho de Jesus, você é herdeiro da promessa. Só que aqui ele abrange isso. Ele expande essa ideia de filhos da aliança, nos colocando também como filhos de Sara e por consequência descendentes de Isaque. Pensem no contexto. Ele está falando com gentios que não tinham nenhum lastro histórico hebraico ou judaico. e apontando aos judeus que, ó, vocês são filhos de Agar e estes aqui são filhos de Sara. Estes aqui são descendência de Abraão. Olha, judeus, vocês pensam que são descendência de Abraão, mas se não creem na suficiência de Cristo, vocês são filhos de Agar, de Ismael, o filho da carne e não da promessa. Paulo diz que essa filiação já estava prevista em Isaías. No verso 27, ele lê a respeito disso. Alegre-se, ó Esté, você que não dá a luz. Exulte e grite, você que não sente dores de parto. Esta aqui seria Sara, a mulher estéril. Alegre-se, exulte, porque os filhos da mulher abandonada são mais numerosos do que os filhos, os filhos da que tem marido. Aqui agar é a mulher casada com filhos. Sara é estéril e é em Sara que a alegria, a segurança reside. A promessa é para Sara. Tenha segurança, alegre-se, exulte, porque a promessa será cumprida em você. Paulo utiliza essa alegoria porque ele pode, inspirado ou essa tipologia, utilizando uma passagem muito conhecida do contexto hebraico para derrubar os judaisantes e exaltar os gentios, não porque eram gentios, mas porque criam na suficiência de Cristo. Olha, se nós queremos ser filhos de alguém da Bíblia, não seria de Maria, mas seria de Sara. Se há uma mãe a qual nós deveríamos pertencer, seria a Sara e não a Maria. Apóstolo Paulo está nos ensinando isso em Sara. algumas aplicações práticas que Paulo nos trará. Eu gostaria de trazer nesta noite. Paulo agora parte para isso no verso 28 quando diz: "Mas vocês, irmãos, são filhos da promessa como Isaque. Antes ele tinha nos colocado como filhos de Abraão e agora como irmãos de Isaque. Como, porém, no passado aquele que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o espírito, assim também acontece agora. Paulo está dizendo, da mesma forma como o filho da promessa foi perseguido, vocês também serão por esses judaisantes, trazendo pros dias de hoje. Nós também seremos atacados por vertentes teológicas, religiosas que vão tentar nos distanciar da soberania ou da suficiência da obra de Cristo, que vai tentar colocar em nosso coração um senso de negatividade ou um senso de inferioridade que não cabe a nós como filhos de Cristo, que vai colocar em nós o peso do nosso pecado como se nós tivéssemos que carregar o nosso pecado como um fardo e não deixar que pensemos que Cristo pagou o preço para que fôssemos redimidos por completos. Quantas vezes nós caminhamos ou quantas vezes eu e você não nos deixamos abalar pelos pecados que cometemos e começamos a nos distanciar de de Deus ao vez ao invés de nos aproximarmos da cruz. Paulo está dizendo isso a esses irmãos. Assim como aconteceu, acontecerá agora. E aí então ele diz: "Mas o que diz a escritura? Ela diz: "Mande embora a escrava e seu filho, porque de modo nenhum o filho da escrava será herdeiro como filho de mulher livre". É como se ele dissesse: "Olha, sabe o que vocês fazem agora? Mandem esses judaisantes embora daí. Tenham segurança e alegria na sua condição diante de Deus em Cristo Jesus." Embora Paulo se preocupasse em deixar a sua mensagem clara aos judaisantes, a maior preocupação dele era cuidar da vida espiritual dos irmãos da Galáia. O que realmente importava para para Paulo era trazer a memória dos seus irmãos gentios, não judeus, a realidade de que eles poderiam estar seguros e alegres na obra de Cristo. Eles deveriam estar seguros e alegres. Eles deveriam perceber que assim como o filho da promessa fora perseguido, eles seriam perseguidos. E como filhos de Sara são livres, como nós somos livres, fomos transportados da nossa escravidão do pecado para a liberdade da graça. Paulo escreveu a esses irmãos e escreve a nós hoje, a palavra de Deus é a temporal. [roncando] O quanto você se preocupa com a sua condição diante de Deus mais do que diante dos homens? E o quanto ao fazer isso, você se alegra e se sente seguro com a sua condição diante de Deus e não dos homens. Examine o seu coração, pois para ser filho da promessa pelo espírito como filhos de Sara, você precisa descansar, se alegrar e se preocupar com essa condição. Há muitas igrejas [roncando] que oferecem rituais. Há muitas igrejas ou frentes religiosas que impõem ritos e observâncias para testificar a sua santidade ou a sua condição de salvo. Isso é mentira. Somente em Cristo Jesus e suficientemente em Cristo Jesus recebemos o que precisamos para sermos chamados filhos de Deus. E por último, lembrando do exercício de Paulo, eu e você não fomos autorizados a interpretar a Bíblia segundo os nossos olhos. Paulo pôde fazer isso, pois era inspirado em Deus. não fez alegoria no sentido de hoje de utilizar a palavra de Deus como subterfúgio para o seu próprio prazer. Que o nosso coração se encha dessa alegria. Primeiro de reavaliarmos o quanto estamos preocupados com o que Deus vê de nós e não dos homens. E segundo, o quanto essa condição compreendida de quem somos diante de Deus nos traz segurança e alegria. Este é o cuidado que devemos ter. Esta é a alegria que devemos ter. E essa é a segurança que devemos ter, porque Cristo morreu. Por isso, vamos orar. Ó Senhor, obrigado, pois as suas palavras são palavras de vida. São palavras que nos trazem, Senhor, a realidade de quem éramos sem o Senhor, mas também agora de quem somos em Ti. Que o nosso coração, Senhor, seja preenchido por essa alegria e que essa alegria se transforme em coragem, em ousadia, Senhor. que nos momentos de dificuldade, em circunstâncias adversas do nosso dia, possamos lembrar, ó Pai, o poder que é sermos chamados filhos teus. Certamente neste mundo nosso coração será abalado. Muitas vezes, ó Pai, o inimigo irá nos acusar dos nossos pecados. Mas não permita que sucumbamos, Senhor, a este ataque, mas que respondamos, Senhor, com a certeza de quem somos em Cristo. Esta é a nossa oração, o nosso desejo, a nossa esperança. No nome daquele que nos deu tudo isso, nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. M.