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A fé vem pelo ouvir

De escravos a libertos – REV. LUCAS PREVIDE

De escravos a libertos – REV. LUCAS PREVIDE

De escravos a libertos – REV. LUCAS PREVIDE

Neste estudo bíblico profundo de Gálatas 4:12-31, aprendemos sobre o confronto do apóstolo Paulo contra o falso evangelho pregado pelos judaizantes e a defesa da suficiência de Cristo para a salvação.

A mensagem mostra que nossa verdadeira preocupação deve ser como Deus nos vê, e não como os homens nos enxergam. Paulo utiliza a história de Sara, Agar, Ismael e Isaque para explicar as duas alianças: a escravidão da lei e a liberdade da promessa em Cristo Jesus.

Uma exposição bíblica poderosa sobre graça, liberdade, salvação, santidade e segurança em Cristo.

INFORMAÇÕES:
Pastor: LUCAS PREVIDE
Passagem: Gálatas 4.12-31
Série: A Justiça da Fé

#ipsantoamaro #presbiteriana

CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução à Carta aos Gálatas
00:52 – O falso evangelho dos judaizantes
01:38 – Leitura de Gálatas 4:12-31
05:41 – A tendência humana de buscar caminhos fáceis
07:37 – Nossa condição diante de Deus deve ser a prioridade
08:16 – O perigo das imposições religiosas
09:10 – A liberdade em Cristo
10:24 – A tristeza e preocupação de Paulo com os Gálatas
12:31 – Paulo pregou mesmo em meio à enfermidade
15:42 – “O que aconteceu com a alegria de vocês?”
17:07 – A verdade pode gerar rejeição
18:41 – O coração de um verdadeiro pastor
20:01 – As dores de parto até Cristo ser formado
22:44 – Como Deus nos vê importa mais que os homens
25:42 – Nossa segurança e alegria devem estar em Deus
26:15 – Sara, Agar e as duas alianças
29:13 – A promessa feita a Abraão
30:54 – Ismael: esforço humano versus promessa divina
32:11 – A alegoria e a tipologia explicadas por Paulo
35:07 – Agar representa a escravidão da lei
37:10 – Os verdadeiros filhos da promessa
39:13 – A alegria está na promessa e não nos ritos
40:41 – A perseguição aos filhos da promessa
42:08 – Liberdade e segurança em Cristo Jesus
43:11 – Examinando o coração diante de Deus
44:02 – Somente Cristo salva
45:13 – Oração final

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Gálatas.
Hoje nos deteremos no capítulo 4, versos
de 12 a 31.
Relembrando um pouco daquilo que já
vimos em nossa série, é importante
ressaltar o contexto em que essa carta
foi escrita.
Lembrando que a carta aos Gálatas
provavelmente foi a primeira carta
escrita por pelo apóstolo Paulo após as
suas viagens.
Lembrando também que a igreja da Galáia,
Paulo ficou por muito tempo lá e após
retornar de sua viagem recebe a notícia
de que há um grupo de judaisantes. E por
judaizantes, entendam, judeus que
aparentemente haviam se convertido ao
cristianismo, que chegaram na Galia e
começaram a apresentar um evangelho
diferente do que o apóstolo Paulo havia
pregado. E a maior ou mais significativa
diferença a respeito disso é que aqueles
homens ou aquela igreja precisava
continuar cumprindo as as exigências dos
ritos judaicos, principalmente a
circuncisão. Então este é o contexto.
Paulo volta das suas viagens e recebe a
notícia de que a igreja da Galácia, uma
igreja de gentios, ou seja, de pessoas
que não eram judeus,
estava sendo influenciada e deixando-se
influenciar por um outro evangelho que
apresentava algo que não somente Cristo
como suficiente para a salvação. E é
neste contexto, então, que o apóstolo
Paulo escreve a sua carta e que nós
vamos nos deter nessa noite e na
continuidade da exposição bíblica.
Acompanhem comigo então com atenção.
Gálatas capítulo 4
versos de 12 a 31. Assim diz a palavra
de Deus. Sejam como eu sou, porque
também eu sou como vocês. Isto é o que
lhes peço, irmãos. Vocês não me
ofenderam em nada. E vocês sabem que eu
lhes preguei o evangelho a primeira vez
por causa de uma enfermidade física. E
por mais que a minha enfermidade na
carne lhes tenha sido uma provação,
vocês não me trataram com desprezo, nem
desgosto. Pelo contrário, me receberam
como anjo de Deus, como o próprio Cristo
Jesus.
O que aconteceu com a felicidade que
vocês tinham?
Porque posso dar testemunho de que se
fosse possível vocês teriam arrancado os
próprios olhos para me dar. Será que por
dizer a verdade me tornei inimigo de
vocês?
Esses que se mostram tão zelosos em
relação a vocês não estão sendo
sinceros.
O que eles querem é afastar vocês de mim
para que vocês se interessem por eles.
É bom sempre ser zeloso pelo bem e não
apenas quando estou com vocês, meus
filhos, por quem de novo estou sofrendo
as dores de parto até que Cristo esteja
formado em vocês?
Bem que eu gostaria de estar agora aí
com vocês e falar em outro tom de voz,
porque estou perplexo com vocês.
Digam-me vocês, os que querem estar sob
a lei, será que vocês não ouvem o que a
lei diz? Pois está escrito que Abraão
teve dois filhos, um da mulher escrava e
outro da mulher livre. Os filhos da
escrava nasceu, O filho da escrava
nasceu segundo a carne. O filho da
mulher livre nasceu mediante a promessa.
Essas coisas são alegóricas [roncando]
porque essas mulheres são duas alianças.
Uma se refere ao monte Sinai, que gera
para a escravidão, e esta é Agar. Ora,
Agar é o monte Sinai, na Arábia, e
corresponde a Jerusalém atual, que está
em escravidão com os seus filhos. Mas a
Jerusalém lá de cima é livre, e ela é a
nossa mãe, porque está escrito:
"Alegre-se, ó Estério, você que não dá a
luz. Exulte e grite você que não sente
dores de parto, porque os filhos da
mulher abandonada são mais numerosos do
que os filhos da que tem marido. Mas
vocês, irmãos, são os filhos, são filhos
da promessa como Isaque.
Como, porém, no passado aquele que
nasceu segundo a carne perseguia o que
nasceu segundo o espírito, assim também
acontece agora. Mas o que diz a
escritura? Ela diz: "Mande embora a
escrava e seu filho, porque de modo
nenhum o filho da escrava será herdeiro
com o filho da mulher livre". Portanto,
irmãos, somos filhos não da escrava, mas
da livre. Vamos orar.
Ó Senhor, obrigado por nos revelar
as verdades a respeito de ti e de nós,
por meio da tua palavra.
Somos incapazes de compreendê-la,
Senhor, sem a ação do teu Santo
Espírito. Por isso, pedimos que o Teu
Santo Espírito nos conduza nessa noite a
sermos moldados, a sermos exortados, a
sermos ensinados pela tua palavra.
Cremos que isso é possível, pois cremos
na obra do nosso Senhor Jesus Cristo,
pelo nome do qual nós oramos. Amém.
Certamente o coração humano luta
com a verdade de que buscamos sempre
aquilo que é mais fácil ao nosso alcance
para nos satisfazer.
Há uma dificuldade que compartilhamos
com esses irmãos, os Gálatas,
de sermos suscetíveis a caminhos mais
fáceis
ou de não conseguirmos manter na nossa
vida cotidiana
a essência daquilo que professamos com a
nossa fé.
Os irmãos Gálatas estavam vivendo este
problema.
Eles professam ou professaram quando
Paulo esteve com eles uma fé.
Só que agora, quando essa fé estava
sendo exigida de forma prática no
combate a um falso evangelho, eles
estavam sendo suscetíveis
à ideia de que outras coisas que não
Cristo poderiam lhes conceder a
salvação. E se não tomarmos cuidado, nós
podemos ser movidos por experiências ou
práticas religiosas como sendo
suficiente para nossa comunhão com Deus.
Uma boa música cantada,
um ambiente aconchegante, uma boa
conversa.
Isso pode se tornar suficiente para
acharmos que temos comunhão com Deus.
fazer parte de uma igreja,
ser atuante em áreas dessa igreja,
servindo sábado após sábado e ter nisso
a satisfação ou a segurança de que já
estamos em comunhão com Deus e
esquecermos que nada disso nos foi dado
como meio, mas apenas como resultado da
obra de Cristo em nossa vida. Por isso,
nessa noite, eu gostaria que nós
analisássemos a passagem lida em dois
tópicos ou aspectos. E o primeiro
aspecto é que a nossa condição diante de
Deus e não dos homens deveria ser a
nossa real preocupação.
A nossa condição diante de Deus deveria
ser a nossa real preocupação e não
aquilo que os homens pensam a respeito
de nós ou que muitas vezes os homens
tentam inculcar ou nos forçar a aceitar.
Há diversas frentes religiosas, igrejas,
em que os líderes tomam para si o
direito de colocar aos membros um fardo
pesado demais ou impor regras [roncando]
como condição para validar a obra de
Cristo em sua vida. A segunda bênção,
quem nunca ouviu?
Um batismo especial que hierarquiza
dentro da igreja níveis de santidade.
Vejam só como somos suscetíveis
a aceitar imposições
que basta cumprirmos e nos é dado um
selo daqueles que têm comunhão com Deus.
Mas Paulo nos mostra essa preocupação,
tanto com esses irmãos como na nossa
vida, quando ele diz: "Sejam como eu
sou, porque eu também sou como vocês".
Paulo aqui está fazendo um convite a
esses irmãos e a nós a liberdade que
recebemos em Cristo como herdeiros da
promessa da salvação.
Paulo está dizendo a eles: "Sejam como
eu, um judeu que foi liberto do peso da
lei e foi salvo pela mesma graça que
alcançou vocês, gentios, que nada tem a
ver com o judaísmo." Lembrando que a
igreja da Galácia era uma igreja que não
tinha nenhum lastro com a cultura
judaica. Eles não sabiam que eram a lei
de Moisés. Eles não tinham conhecimento.
Eles não foram criados dentro do Antigo
Testamento, aprendendo sobre os
profetas. E Paulo diz: "Olha, sejam como
eu, assim como eu sou com vocês,
alcançados pela mesma graça.
Eu, um judeu,
completamente gabaritado no judaísmo,
fui liberto pelo mesmo meio pelo qual
vocês foram libertos."
Certamente o coração de Paulo estava
machucado. Por diversas vezes na carta
ele expressa isso, a sua tristeza, a sua
perplexidade,
a sua raiva pelo que estava acontecendo
com aquela igreja que ele tanto amava.
No capítulo 1, no verso 6, ele diz:
"Estou muito surpreso
em ver que vocês estão passando tão de
pressa daquele que os chamou na graça de
Cristo para o outro evangelho."
No capítulo 3, no verso 1, por exemplo,
ele fala novamente: "Ó Gálatas
insensatos,
quem foi que os enfeitiçou?
Não foi diante dos olhos de vocês que
Jesus Cristo foi exposto como
crucificado?
E novamente no capítulo 4, no verso de 9
a 11, que lemos na nossa última
exposição, quando Paulo então coloca um
chequemmate na relação entre a aqueles
irmãos e o que Deus olhava para eles,
quando diz: "Mas agora que vocês
conhecem a Deus, ou melhor, agora que
vocês são conhecidos por Deus, como é
que vocês estão voltando outra vez aos
rudimentos fracos e pobres? aos quais de
novo querem servir como escravos.
Vocês guardam dias, meses, tempos e
anos.
Receio que o meu trabalho por vocês
tenha sido em vão.
Paulo tava chateado.
Paulo tava chateado,
mas Paulo não guardava rancor ou estava
atrás de reconquistar
a sua autoridade como um homem. Paulo
não estava preocupado em receber um
pedido de desculpas oficial daquela
igreja, pois ele sabia que o cerne e a
questão não era a ofensa contra ele, mas
a ofensa contra o evangelho que ele
havia pregado. Paulo não ficou de
biquinho.
A real preocupação de Paulo não é o que
homens estavam pensando,
mas o que aqueles irmãos tinham de
compreensão a respeito do que Deus
pensava sobre eles.
No verso 12, que lemos aqui, Paulo diz:
"Vocês não me ofenderam em nada. E vocês
sabem que eu lhes preguei o evangelho a
primeira vez por causa de uma
enfermidade física.
Aqui Paulo cita, alguns autores dizem
que Paulo foi até a Galia por conta
dessa enfermidade, por ser uma região
conhecida pelo tratamento, provavelmente
da enfermidade de Paulo. Outros dizem
que durante a sua viagem ele contraiu
essa doença e ficou teve foi obrigado a
ficar na região da Galáia durante muito
tempo para tratar. Mas a questão é que a
pregação do verdadeiro evangelho
era o foco de Paulo. O desenvolvimento
da salvação naqueles irmãos era o que
preocupava Paulo mesmo em meio à sua
enfermidade física. Provavelmente aqui
Paulo teve alguma doença nos olhos que o
deixou enfermo por muito tempo e que
aparentemente deixou sequelas
permanentes em Paulo. O que pode
confirmar isso é como essa carta
termina. Nós vamos vê-la a um pouco mais
à frente, mas ele diz: "Vejam com que
grandes letras escrevi."
Paulo eh diz, é como diz, olha, precisei
escrever em letra gigante, mas o ponto é
não é qual era a doença de Paulo, mas
que mesmo doente, mesmo enfermo e muito
provavelmente impossibil impossibilitado
de ter contato visual ou de conseguir a
conversar de uma forma melhor com esses
irmãos, o cerne, mesmo sobre o impacto
de uma doença, a preocupação de Paulo
junto àquela igreja era desenvolver o
fruto da obra de Cristo na vida deles,
que eles produzissem produzissem frutos,
algo que eles já haviam experimentado
junto com Paulo no começo dessa carta,
Paulo diz novamente: "Olha, vocês
experimentaram da obra de Cristo junto
comigo. Vocês experimentaram de
milagres." [roncando]
E Paulo, escrevendo aqui na passagem que
lemos, lembra estes irmãos dizendo que o
cuidado que eles tiveram para com Paulo
excedeu o cuidado humano
quando diz a eles: "E por mais que a
minha enfermidade na carne, verso 12,
por mais que a minha enfermidade na
carne lhes tenha sido uma provação,
vocês não me trataram com desprezo, nem
desgosto, pelo contrário, me receberam
como anjo de Deus, como próprio
Jesus Cristo.
Paulo está tentando mostrar a estes
irmãos que ele não está sendo um cara
chato, radical,
retrógrado, que não está aberto a novas
tendências. Não, que Paulo está dizendo:
"O meus irmãos, a minha preocupação é
que vocês não se distanciem da obra de
Cristo e daquilo que ela deve resultar
na vida de vocês."
Mas é evidente que há um problema de
comunicação aqui. É evidente que algo
minou essa igreja que não estava mais
tendo tanta atenção ou participando do
evangelho que Paulo havia pregado. E nós
vemos isso na leitura, no verso 15, que
Paulo é bem claro com esses irmãos
quando diz: "O que aconteceu com a
felicidade que vocês tinham?
O que aconteceu com aquela felicidade
que nós partilhamos juntos quando
estávamos aí? Que felicidade é essa? a
felicidade do verdadeiro evangelho, da
suficiência da obra de Cristo para a
nossa salvação, de que eles não
precisavam cumprir leis, de que eles não
precisavam ficar apegados a ritos que
homens impunham a eles, porque somente a
obra de Cristo, exclusivamente,
plenamente satisfatória, concedia a eles
o poder de serem chamados filhos de Deus
ou ser descendência de Abraão, como
Paulo cita na passagem. que lemos na
nossa última exposição.
Por que essa tristeza se foi? Porque
posso dar testemunho de que se fosse
possível vocês teriam arrancado os
próprios olhos para me dar. Será que por
dizer a verdade me tornei inimigos de
vocês? Provavelmente Paulo começou a
ouvir notícias de que aquela igreja não
estava mais considerando-o como um
verdadeiro apóstolo
ou como o verdadeiro portador do
evangelho de Cristo Jesus.
A situação havia sido estremecida, mas
Paulo continua mostrando que a sua real
preocupação era com a condição daqueles
irmãos diante de Deus e não dos homens.
Talvez a intenção de Paulo fosse dizer:
"Vocês vão me tratar agora como um
inimigo porque eu estou corrigindo
vocês, porque eu estou mostrando para
vocês que vocês estão errados. Vocês são
meus inimigos agora, porque eu estou
alertando vocês sobre os falsos mestres
que estão preocupado apenas em ter a
atenção de vocês,
mas estão distanciando vocês do
verdadeiro evangelho que foi pregado por
mim.
Paulo está sendo um pouco sarcástico
aqui, jogando já resposta para esses
irmãos. Então, quer dizer que vocês são
meus inimigos porque eu estou falando a
verdade, porque eu estou preocupado com
a vida de santidade de vocês?
Porque eu estou preocupado, pois eu
estou vendo frutos que não são
condizentes com evangelho. É por isso
que vocês são os meus inimigos.
Esses falsos mestres não tinham a menor
preocupação com a vida espiritual
daqueles irmãos.
Esses judais antes poucos se importavam
como Deus estava enxergando aqueles
cristãos. Eles estavam preocupados sim
com aqueles homens estavam enxergando a
eles mesmos.
A manifestação de cuidado e preocupação
de Paulo não era uma ferramenta
para conquistar
a boa vontade daquela igreja enquanto
estava na presença deles. Não, assim
como os os judais antes faziam. Paulo
está dizendo: "Olha, a minha preocupação
com vocês não é para conseguir eleitores
conseguirem para conseguir discípulos
apenas, não. Pelo contrário, ele diz,
ele os tinha como filhos.
Ele os chama de filhos.
Eu tenho como os filhos.
Estou aguentando dores dessa
inconsistência teológica de vocês como
dores de parto. Ele diz: "Eu eu tenho
vocês como filhos". No verso 19, "meus
filhos,
por quem de novo estou sofrendo as dores
de parto." Por que de novo? Porque Paulo
já havia sofrido com aqueles irmãos
enquanto pregava o evangelho a eles,
seja pela enfermidade física ou embates
espirituais na pregação do Evangelho.
Paulo já passou por essa tarefa difícil,
mas agora ele está escrevendo novamente,
dizendo: "Olha, de novo, eu estou
sentindo as dores de parto." E por que
ele coloca essa dor de parto?
Porque ele faz a correlação, sofrendo as
dores de parto até que Cristo seja
formado em vocês. [roncando]
Eu não sei o que é a dor de parto.
Eu já vejo muitas mães balançando a
cabeça. Exatamente. Você não sabe, nunca
vai saber. Mas eu tive a oportunidade de
acompanhar o nascimento dos meus três
filhos ao lado da minha esposa, que teve
a parto normal. E o último, por
circunstâncias não planejadas, a
anestesia não pegou e ela teve
literalmente um parto natural, assim
como antigamente.
Vocês não têm ideia como eu que são
dores de parto, mas eu [roncando] pude
presenciar um pouquinho
da minha esposa saindo do corpo e
voltando do corpo dela. Às vezes aqueles
que gostam de Avengers, né, de de
Vingadores, é mais ou menos aquilo que o
Drutor Estranho faz quando ele tira a
pessoa do corpo e depois ela ela volta
pro corpo. Paulo pega a dor que naquela
época poderia ser, talvez pros homens
seria a dor de cólica renal, as mulheres
já balançando, não, não é, né? Mas ah, é
uma dor insuportável. E Paulo diz que
ele aguenta essa dor. E aqui a dor de
parto, como se dizendo, olha, eu estou
aguentando dores de parto até que vocês
possam nascer em Cristo.
Eu estou aguentando novamente as dores
como se fosse dores de parto, para
garantir que vocês possam nascer novo em
Cristo.
Por isso vocês também deveriam estar
firmes no evangelho que eu anunciei, não
somente quando eu estava longe de vocês.
Ele diz: "Olha, é bom ser zeloso. Bem
que eu gostaria de estar aí com vocês
para falar em outro tom, mas estou
perplexo."
Paulo, de certa forma pegou pesado com
os irmãos aqui e ele assume isso porque
ele estava realmente preocupado
como Deus estava enxergando esta
situação e querendo mostrar para os seus
irmãos que a real preocupação não é como
os homens nos enxergam, mas como Deus
nos enxerga.
Paulo diz: "Olha, se eu estivesse aí,
provavelmente a conversa ia ser em outro
tom". Primeiro, porque eu já ia dar uma
solapada nesses judais antes e não ia
deixar nem chegar perto de vocês.
Mas eu estou perplexo que vocês estão se
distanciando disso.
O que a gente pode aprender com essas
palavras de Paulo sobre a preocupação,
a real preocupação em como Deus nos vê e
não como homens nos enxergam. Primeiro,
como devemos compreender o coração de um
verdadeiro pastor?
Paulo sabe que está pegando pesado, mas
a maior preocupação dele é com a vida de
santidade dos seus discípulos.
Paulo não mede esforços
para acompanhar estes irmãos e quando
necessário exortá-los
de estarem se distanciando
da fé genuína.
Certamente se ele estivesse presente
seria diferente o tom, mas o cuidado
seria o mesmo. Pastores genuínos
prezam pela vida de santidade do seu
rebanho.
líderes que compreendem que estão
pastoreando o rebanho do Senhor tem como
a real preocupação
a vida espiritual dos membros da sua
igreja
e não talvez posição política ou não
talvez algum tipo de gosto musical ou
não questões secundárias sem antes estar
preocupado.
Eu tive um pastor no seminário
que eu fiz e sempre que ele nos
encontrava no seminário, ele perguntava:
"E aí, filho, você continua crente?"
Ele sempre falava isso, sempre
perguntava: "Filho, tudo bem? Continua
crente?"
de certa forma brincando, mas
expressando que o nosso cuidado deve ser
esse quando olhamos para a igreja.
A vida de santidade
ou se o rebanho está se preocupando
principalmente como Deus o está vendo e
não como homens.
E outra lição que nós deveríamos tirar
aqui é para que as ovelhas pastoreadas
lembrassem disso, que muitas vezes nós
exortamos, disciplinamos,
falamos num tom mais duro, porque nos
preocupamos com a sua vida de santidade
diante de Deus e não da nossa.
Muitas vezes quando a palavra é mais
dura, muitas vezes quando a palavra é
mais exortativa,
quando subimos o tom ou quando somos
diretos,
não se melindre,
não ache que é pessoal,
mas olhe para o cuidado,
o cuidado espiritual que estes líderes
que amam a sua igreja devem ter, tanto
para os líderes como para o rebanho.
A fórmula é a mesma. A nossa real
preocupação deveria ser sobre a nossa
condição diante de Deus e não dos
homens.
Portanto, o segundo ponto, então, Paulo
continua, se o primeiro ponto é que a
nossa condição diante de Deus e não
diante dos homens deveria ser a nossa
principal preocupação, a segunda
condição é que a nossa condição diante
de Deus e não dos homens deveria ser a
nossa real segurança e alegria.
Depois de você se preocupar, depois de
você buscar reconhecer a sua condição
diante de Deus e não dos homens,
a nossa condição diante de Deus deveria
ser a nossa segurança e alegria.
Paulo irá utilizar de uma narrativa das
mais conhecidas da cultura hebraica, que
é a história de Sara, Abraão e Agar,
para reforçar o quanto a nossa segurança
deve estar na suficiência de Cristo e
não em elementos periféricos a isso.
Então Paulo diz no verso 21: "Digam-me
vocês, o que querem os que querem estar
sobre a lei, será que vocês não ouvem o
que a lei diz?
Paulo se dirige aqueles judaisantes no
primeiro momento. É como se ele se
utilizasse do artifício de quando você
fala com uma pessoa, você dá mensagem
para aquela que está ouvindo.
Dois coelhos com uma cajadada só. Ele
escreve aos judaisantes de uma forma
dura,
mas para que os seus irmãos em Cristo da
Galáia entendam a mensagem que está
sendo dada.
Aqueles que querem estar sob a lei, a
lei aqui Paulo utiliza um jogo de
palavras, essa primeira lei são os 10
mandamentos, são a lei mosaica. E Paulo
diz: "Olha, aqueles que querem estar sob
essa lei, será que vocês não ouviram o
que a lei diz?" E esse a lei diz aqui é
o que a escritura diz a respeito dela
mesmo. Por muitas vezes era utilizado
durante o Antigo Testamento a expressão
lei para se referir à palavra como um
todo, não somente as ordenanças.
Mas o que Paulo está dizendo é o que
nosso Senhor Jesus Cristo ampliou
de forma clara no sermão do monte,
quando
contrariado pelos fariseus, ele dizia:
"Olha, vocês ouviram a lei e não
aprenderam o que a lei diz." E aí Jesus
dá vários exemplos. Olha, você diz não
matar, mas se você pensar algo contra o
seu irmão, você já matou.
O que Paulo está fazendo aqui é pegando
o ensino de Jesus Cristo e aplicando
novamente aqui e dizendo a estes homens:
"Olha, vocês que estão buscando
estar debaixo da lei, não aprenderam o
que é a lei." E aí então Paulo introduz
esta passagem como talvez a primeira
exegese documentada
história do cristianismo.
Todo o Novo Testamento está pautado no
Antigo Testamento, meus irmãos. Nós
cremos que tanto o Antigo como o Novo
Testamento são a palavra de Deus, mas
nós entendemos que o Novo Testamento na
plenitude de Cristo como a plenitude da
revelação,
expande o significado do Antigo
Testamento. E aos apóstolos foi dada por
Deus essa condição, inspirados pelo
Espírito Santo em ler o Antigo
Testamento à luz da cruz de Cristo e nos
explicar coisas que nunca iríamos
aprender. E é exatamente o que Paulo faz
aqui com a história de Sara e Agar.
a história contida em Gênesis 15 a 21,
que você muito bem lembra, ou senão
resumidamente, Deus chega a Abraão e lhe
faz uma promessa que dele iria surgir
uma grande descendência.
Abraão já era velho. Sara, sua esposa,
era estéril.
Abraão esperou por cerca de 25 anos até
que o seu filho da promessa nascesse. Só
que nesse período, seja por uma pressa
ou uma questão de incredulidade, Sara
chega para Abraão e lhe propõe pegar a
sua serva, sua escrava, Agar, se deitar
com ela para que ela tivesse filhos e
então cumprisse a promessa de Deus.
Abraão aceitou, tomou Agar por mulher e
ela lhe concedeu um filho chamado
Ismael.
Passado há alguns anos,
Sara tem o filho que Deus havia
prometido.
E de alguma forma, depois de algum
tempo, Ismael e Isaque começam a não se
bicar. A relação começa a ficar ruim.
Ismael fica tirando o sarro de Isaque e
isso muito incomoda a Sara.
Sara então procura Abraão. Abraão
consulta o Senhor e o Senhor diz para
que Abraão mande Agar embora com Ismael,
pois Ismael não é o filho da promessa.
Essa é a história que Paulo está
introduzindo e que irá expandi-la a nós
para este contexto da suficiência da
salvação em Cristo Jesus.
Paulo então destaca que Ismael teria
nascido segundo a carne, ou seja, o
jeitinho humano de querer resolver
coisas que Deus diz que resolveria.
Paulo diz que Ismael é fruto da carne,
geração segundo a carne,
mas que Ismael ao nascer não deixou a
sua condição de escravo.
Ao nascer, Ismael não tomou para si a
herança da promessa. Ele continuou sendo
escravo ou filho da escrava.
No entanto, Sara, quando engravidou e
deu a luz a Isaque, este sim nasceu
sobre a condição da aliança ou da
promessa. As duas mulheres deram a luz a
filhos daquele que ha recebido a
promessa. Abraão recebeu a promessa e
teve dois filhos.
Paulo aqui está indicando que foram
criados dois caminhos.
a existência de um contraste para
usufruir das bênçãos de Deus. Uma pelos
esforços humanos e a outra pelo
cumprimento da promessa. Duas alianças.
Paulo diz no verso 24: "Essas coisas são
alegóricas, porque essas mulheres são
duas alianças". Paulo, então, aqui está
dizendo que ele está fazendo uma
alegoria
pelo relato de Gênesis. E precisamos
explicar um pouco essa expressão
alegoria,
porque nos dias de hoje ela é utilizada
de uma forma arbitrária. O que eu quero
dizer? que pessoas pegam as escrituras e
dizem o que querem das escrituras pelo
seu próprio entendimento. Paulo não está
fazendo isso. O que Paulo está fazendo
aqui, nós chamamos de tipologia,
que é dentro da história da redenção
identificar fatos que ocorreram nas
Escrituras e apontarem esses fatos para
o seu real significado.
Mas nós precisamos lembrar disso porque
na história da igreja
a alegoria foi tita como uma ferramenta
de distorção da palavra. Alguns exemplos
do século ao século
por exemplo, nós conhecemos na teologia,
na filosofia ou na teologia patrística,
muitos pais da igreja que utilizavam
dessas alegorias para achar significado
em tudo. Em cada vírgula do texto
bíblico se dava um significado que não
necessariamente era. Dois exemplos que
eu peguei aqui. Primeiro que assim como
a antiga arca da aliança no Novo
Testamento carregava a presença do
material de Deus, da palavra de Deus,
Maria era considerada como a nova arca
por ser recipáculo do verbo divino.
Isso é defendido pelo catolicismo
de que Maria deve ser venerada
também por questões como esta. Outra
passagem que o maná do deserto, o pão
que desceu do céu para alimentar os
hebreus no êxodo, foi interpretado como
uma alegoria da eucaristia. E aqui não
sou eu que estou falando, é história da
igreja patrística.
Ou seja, Paulo não estava fazendo isso.
Paulo não estava tirando da sua própria
cabeça aquilo que ele achava para
colocar um significado ali. Não. Ele
estava fazendo uma tipologia, dando um
significado mais claro para toda a
história da redenção naquele fato. Mas
então, pastor, por que que ele foi usar
a alegoria, a palavra alegoria? Porque
no período do apóstolo Paulo isso não
era um problema, isso foi posterior ao
período paulino. Então ele utiliza
dizendo isso, é uma alegoria. E aí ele
vai explicar essa alegoria
como autor inspirado. Paulo tinha total
capacidade para isso. Paulo indica então
que em Agar e Sara são tipificadas duas
alianças.
Em Agar, a tipificação da aliança entre
Deus e os judeus baseada na lei,
enquanto em Sara é tipificada a aliança
em Cristo Jesus.
Mas como dizer que em Agar foi
tipificada a promessa da lei se nem
judia ela era?
Paulo ainda tipifica a Agar como sendo o
monte Sinais, se você ler aí,
demonstrando que Agar representava uma
aliança feita pela promessa da lei,
baseada apenas na lei.
Paulo diz: "Ora, Agar é o monte Sinai,
na Arábia, e corresponde à Jerusalém
atual, que está em escravidão com seus
filhos." Verso 25. Essa questão de Monte
Sinai na Arábia, muito provavelmente
pelo Monte Sinai está próximo às divisas
do Egito. Paulo cita isso. Mas o
importante é mostrar que Paulo conecta
Agar à observância ou escravidão da lei.
Paulo também relaciona a Agar não
somente ao Monte Sinai, mas a Jerusalém
atual dos seus dias. Paulo, de certa
forma, estava sendo ácido e apontando
aos judaisantes
que se diziam filhos de Abraão,
descendentes de Isaque, colocando eles
num outro patamar, numa outra categoria,
que era filhos de Agar, da escrava, e
não mais de Sara. Por quê? Porque eles
se contentavam ou buscavam apenas na lei
a sua salvação. Paulo estava sendo ácido
aqui.
Agar teve um filho segundo a carne,
segundo tentativas humanas.
Agar representa aqueles que se contentam
em dar o seu jeito no relacionamento com
Deus, em estabelecer por si só como seu
relacionamento com Deus se dará.
Paulo relaciona essa atitude ao falso
evangelho pregado por aqueles homens.
Então, quem seriam os filhos de Sara se
não são os judeus? Quem seriam os filhos
de Sara? Aqueles que verdadeiramente
reconhecem Cristo Jesus como seu único e
suficiente Salvador. Verso 26, Paulo
diz: "Mas a Jerusalém lá de cima, não
essa aqui que está escravizada pela lei,
a Jerusalém lá de cima é livre. e ela é
a nossa mãe. A ideia de que nós somos
filhos de Abraão já é usada por Paulo
anteriormente na nossa última passagem.
Nós nos detivemos a isso, né? Somos
filhos de Abraão, eu e você. Se você crê
em filho de Jesus, você é herdeiro da
promessa. Só que aqui ele abrange isso.
Ele expande essa ideia de filhos da
aliança, nos colocando também como
filhos de Sara e por consequência
descendentes de Isaque.
Pensem no contexto. Ele está falando com
gentios que não tinham nenhum lastro
histórico hebraico ou judaico.
e apontando aos judeus que, ó, vocês são
filhos de Agar e estes aqui são filhos
de Sara. Estes aqui são descendência de
Abraão. Olha, judeus, vocês pensam que
são descendência de Abraão, mas se não
creem na suficiência de Cristo, vocês
são filhos de Agar, de Ismael, o filho
da carne e não da promessa. Paulo diz
que essa filiação já estava prevista em
Isaías. No verso 27, ele lê a respeito
disso. Alegre-se, ó Esté, você que não
dá a luz. Exulte e grite, você que não
sente dores de parto. Esta aqui seria
Sara, a mulher estéril.
Alegre-se,
exulte, porque os filhos da mulher
abandonada são mais numerosos do que os
filhos, os filhos da que tem marido.
Aqui agar é a mulher casada com filhos.
Sara é estéril e é em Sara que a
alegria, a segurança reside. A promessa
é para Sara.
Tenha segurança, alegre-se, exulte,
porque a promessa será cumprida em você.
Paulo utiliza essa alegoria porque ele
pode, inspirado ou essa tipologia,
utilizando uma passagem muito conhecida
do contexto hebraico para derrubar os
judaisantes e exaltar os gentios, não
porque eram gentios, mas porque criam na
suficiência de Cristo.
Olha,
se nós queremos ser filhos de alguém da
Bíblia, não seria de Maria, mas seria de
Sara.
Se há uma mãe a qual nós deveríamos
pertencer, seria a Sara e não a Maria.
Apóstolo Paulo está nos ensinando isso
em Sara. algumas aplicações práticas que
Paulo nos trará. Eu gostaria de trazer
nesta noite. Paulo agora parte para isso
no verso 28 quando diz: "Mas vocês,
irmãos, são filhos da promessa como
Isaque. Antes ele tinha nos colocado
como filhos de Abraão e agora como
irmãos de Isaque. Como, porém, no
passado aquele que nasceu segundo a
carne perseguia o que nasceu segundo o
espírito, assim também acontece agora.
Paulo está dizendo, da mesma forma como
o filho da promessa foi perseguido,
vocês também serão por esses
judaisantes, trazendo pros dias de hoje.
Nós também seremos atacados
por vertentes teológicas, religiosas que
vão tentar nos distanciar da soberania
ou da suficiência da obra de Cristo, que
vai tentar colocar em nosso coração um
senso de negatividade ou um senso de
inferioridade que não cabe a nós como
filhos de Cristo,
que vai colocar em nós o peso do nosso
pecado como se nós tivéssemos que
carregar o nosso pecado como um fardo
e não deixar que pensemos que Cristo
pagou o preço para que fôssemos
redimidos por completos.
Quantas vezes nós caminhamos ou quantas
vezes eu e você não nos deixamos abalar
pelos pecados que cometemos e começamos
a nos distanciar de de Deus ao vez ao
invés de nos aproximarmos da cruz. Paulo
está dizendo isso a esses irmãos.
Assim como aconteceu, acontecerá agora.
E aí então ele diz: "Mas o que diz a
escritura? Ela diz: "Mande embora a
escrava e seu filho, porque de modo
nenhum o filho da escrava será herdeiro
como filho de mulher livre". É como se
ele dissesse: "Olha, sabe o que vocês
fazem agora? Mandem esses judaisantes
embora daí.
Tenham segurança e alegria na sua
condição diante de Deus em Cristo
Jesus."
Embora Paulo se preocupasse em deixar a
sua mensagem clara aos judaisantes,
a maior preocupação dele era cuidar da
vida espiritual dos irmãos da Galáia.
O que realmente importava para para
Paulo era trazer a memória dos seus
irmãos gentios, não judeus, a realidade
de que eles poderiam estar seguros e
alegres na obra de Cristo. Eles deveriam
estar seguros e alegres. Eles deveriam
perceber que assim como o filho da
promessa fora perseguido, eles seriam
perseguidos. E como filhos de Sara
são livres, como nós somos livres, fomos
transportados da nossa escravidão do
pecado para a liberdade da graça. Paulo
escreveu a esses irmãos e escreve a nós
hoje, a palavra de Deus é a temporal.
[roncando] O quanto você se preocupa
com a sua condição diante de Deus mais
do que diante dos homens?
E o quanto ao fazer isso, você se alegra
e se sente seguro com a sua condição
diante de Deus e não dos homens. Examine
o seu coração, pois para ser filho da
promessa pelo espírito como filhos de
Sara, você precisa descansar, se alegrar
e se preocupar com essa condição.
Há muitas igrejas [roncando] que
oferecem rituais. Há muitas igrejas ou
frentes religiosas que impõem ritos e
observâncias para testificar a sua
santidade ou a sua condição de salvo.
Isso é mentira.
Somente em Cristo Jesus
e suficientemente em Cristo Jesus
recebemos o que precisamos para sermos
chamados filhos de Deus. E por último,
lembrando do exercício de Paulo, eu e
você não fomos autorizados a interpretar
a Bíblia segundo os nossos olhos. Paulo
pôde fazer isso, pois era inspirado em
Deus.
não fez alegoria no sentido de hoje de
utilizar a palavra de Deus como
subterfúgio para o seu próprio prazer.
Que o nosso coração se encha dessa
alegria.
Primeiro de reavaliarmos o quanto
estamos preocupados
com o que Deus vê de nós e não dos
homens. E segundo, o quanto essa
condição compreendida de quem somos
diante de Deus nos traz segurança e
alegria. Este é o cuidado que devemos
ter. Esta é a alegria que devemos ter. E
essa é a segurança que devemos ter,
porque Cristo morreu. Por isso, vamos
orar.
Ó Senhor, obrigado, pois as suas
palavras são palavras de vida.
São palavras que nos trazem, Senhor, a
realidade de quem éramos sem o Senhor,
mas também agora de quem somos em Ti.
Que o nosso coração, Senhor, seja
preenchido por essa alegria
e que essa alegria se transforme em
coragem, em ousadia, Senhor. que nos
momentos de dificuldade, em
circunstâncias adversas do nosso dia,
possamos lembrar, ó Pai, o poder que é
sermos chamados filhos teus. Certamente
neste mundo nosso coração será abalado.
Muitas vezes, ó Pai, o inimigo irá nos
acusar dos nossos pecados.
Mas não permita que sucumbamos, Senhor,
a este ataque, mas que respondamos,
Senhor, com a certeza de quem somos em
Cristo. Esta é a nossa oração, o nosso
desejo, a nossa esperança. No nome
daquele que nos deu tudo isso, nosso
Senhor Jesus Cristo. Amém. M.

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