É possível amar pessoas TRANS sem afirmar uma mentira – T04EP13
28/05/2026
É possível amar pessoas TRANS sem afirmar uma mentira – T04EP13
Quando foi que discordar virou violência?
Em pouco mais de uma década, o que era tratado como transtorno passou a ser celebrado como identidade intocável.
E, de repente, qualquer cristão que reafirme a realidade biológica de homem e mulher é acusado de ódio, transfobia ou violência.
No Episódio 13 do Página Virada, ainda com base no livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain), a gente entra em um dos debates mais sensíveis da nossa época: identidade de gênero.
A cultura diz:
“Identidade é quem eu sinto que sou. Discordar é violência.”
Mas a pergunta é: isso é cuidado verdadeiro com pessoas em sofrimento ou uma ideologia que tenta reescrever a realidade?
Neste episódio, nós conversamos sobre:
– Como, em poucos anos, a narrativa sobre sexo biológico e identidade de gênero mudou radicalmente;
– Por que discordar, hoje, é rotulado como “violência” – especialmente quando a discordância vem de cristãos;
– A diferença entre identidade (quem a pessoa é diante de Deus) e ideologia (sistema de ideias que tenta moldar a realidade);
– O perigo de confundir compaixão com concordância automática com qualquer narrativa cultural;
– Como amar de verdade pessoas que sofrem com questões de identidade sem trair a verdade da Palavra de Deus;
– O chamado bíblico para viver com coragem amorosa: dizer a verdade, oferecer compaixão, afirmar a dignidade humana e buscar o bem verdadeiro.
Não se trata de “vencer debate” nem de militar em um lado político.
Trata-se de obedecer a Cristo, amar o próximo e lembrar que é Deus – não a cultura, não o sentimento, não a ideologia – quem define nossa verdadeira identidade.
📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain
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Na sua experiência, discordar com a cultura sobre identidade de gênero já foi rotulado como ódio ou violência?
Conta nos comentários como foi e como você procurou responder em amor e verdade.
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Legendas automáticas:
Transtorno mental você trata como psiquiatra. Agora, se a identidade aí já não é um transtorno. Eles tem uma classificação na psiquiátrica, como se fosse o C na medicina, né? >> É o [música] DSM, para codificar todas as doenças. >> Uhum. mudaram a nomenclatura do transtorno de gênero para identidade de gênero, >> disforia de gênero. >> É, disforia de gênero, né? >> A maneira como o cérebro masculino funciona [música] é diferente. >> Então, não é só hormônio, não é só eh órgão, não é [música] só eh músculo, né? Não é só uma questão fisiológica ali, né? Então a gente pode pensar que a questão da aceitação vai a questão da aceitação, na realidade vai além do corpo, vai na mente >> e comoudar a mente [música] deixou de ser um transtorno para ser uma questão eh de identidade. [música] Só que a gente vê um crescimento numérico que revela que nós não estamos apenas diante de uma questão biológica, >> nós estamos diante de uma questão cultural. a gente tem visto crescer, por exemplo, aí tem até um um um programa que é héterofeminado, né? O cara não é, mas ele [música] tem um jeito afeminado e e pesquisas inclusive têm crescido numericamente nesse número de de mulheres eh procurando pessoas assim. >> De repente a pessoa chega lá com 50 anos, desfaz um casamento de 20 >> 15 anos e vou experimentar outra coisa. Então assim, tem essa parte da moda também. Esse final de semana conversando com um casal que estava lá e eles têm um comércio e eles falaram que recebem, recebem e atendem muitos casais [música] assim, eh, é é homo, né? >> [música] >> E um dos casos que mais chamou atenção é um um rapaz alto, [música] muito grande, barbudo, vestido de vestido, aqueles vestidos bem justo, é arrumado como mulher e com uma mulher e uma criança. Então assim, ele ele ele se [música] feminou, mas com a barba, com barba, mas vestido como mulher. Boa noite, sejam todos bem-vindos. Nós estamos em mais uma temporada aqui do Página Virada, onde nós estamos tratando do livro Quando a Cultura odeia Você de Natasha. E tem sido um tempo gostoso, maravilhoso, de muita edificação e ao mesmo tempo de aprendizado. E hoje nós vamos falar como quando a discórdia vira violência, identidade ou ideologia. Pensem como a narrativa mudou. um pouco mais de uma década, aquilo que era considerado um transtorno se tornou culturalmente uma identidade celebrada, promovida e exigida como verdade indiscutível. E de repente qualquer pessoa que se diz cristã, que professó de homem e de mulher, é acusada de ser cruel, transfóbico, violento, até responsável. por suicídios. Vivemos em um ambiente que não concorda e que jamais vai concordar com a ideologia de gênero e que vai deturpar todas as coisas, que vai atacar inclusive pessoas que vão dizer e que vão mostrar acerca da verdade. Porque negar o gênero separado do corpo, por mais que haja discordância, sempre é visto como violência. Então, como que o cristão pode responder a isso? Como que o cristão pode ter uma atitude sem envergonhar o evangelho e ao mesmo tempo respeitar e demonstrar amor sem machucar pessoas com essa opinião? Então, capítulo de hoje, nós vamos estudar dentro desse cenário e caminhar com clareza, com verdade e com paixão. E aí, Gustavo, Dr. Gustavo, que tá aqui conosco, a gente tem visto essa mudança cultural que começou com uma definição, né, de transtorno para a identidade. Natasha mostra isso. Como que você enxerga essas coisas, principalmente na perspectiva da medicina? Então você falou em última década, né? E bom, essa esse transtorno de gênero é uma coisa que sempre existiu. >> Uhum. >> Mas era uma coisa rara, né? Poucas pessoas tinham isso. Muito mais prevalente no sexo masculino. E era diagnosticado como um transtorno mental. >> Uhum. como um problema mental que precisava ser cuidado e tratado pela psiquiatria. [limpando a garganta] E nos últimos 10 anos essa compreensão mudou, então eh passou de transtorno paraa identidade. >> E qual que é a diferença disso? Transtorno mental você trata como psiquiatra. Agora, se a identidade aí já não é um transtorno. Eles tem uma classificação na psiquiatra como se fosse o CID na medicina, né, >> que é o DSM, eh, para codificar todas as doenças. >> Uhum. >> Mudaram a nomenclatura do transtorno de gênero paraa identidade de gênero, >> disforia de gênero. >> É, disforia de gênero, né? >> Uhum. Então, a pessoa ela é uma pessoa que não tem problemas de ordem psiquiatra. >> É. E aí, que que mudou? Antigamente se tratava a mente. >> Uhum. >> Hoje, com a como a mente não é encarada como uma mente que precisa ser tratada, o que que se faz? >> Resolve. >> Modifica-se o corpo. >> É, aliás, a mente é o que é o é que é percebido como o que há de mais é essencial. e certo no indivíduo. >> É, >> é e essa é a matéria, éonde tá a essência, né? Que é o que é como ele se identifica. Por isso que a identidade dele, >> justamente isso a gente falou na temporada passada, né? A importância da internalização >> da verdade. Essa essa história de que cada um tem sua verdade, isso foi construído durante séculos. >> Uhum. Porque até então a verdade era uma coisa externa, >> uma coisa dada. >> A moralidade era uma coisa absoluta, externa. >> E depois que você internaliza a verdade, passa a ser uma coisa relativa. Cada um tem sua verdade. Então a verdade para ele é que ele veio no corpo errado. E qual que é a solução para esse dilema? Não tratar a mente, mas sim transformar o corpo. O corpo virou o problema. O problema virou o corpo e aí começou essa onda de mudança de identidade sexual. >> Uhum. >> Então a pessoa ela se enxerga como mulher, mas veio no corpo de homem. Aí começa as mutilações, eh, acreditando que mutilando e você tendo uma aparência do sexo que você acha que tem, você vai resolver o problema >> da incongruência. Da incongruência. >> É uma tentativa de buscar algo que possa satisfazer, >> harmonizar, >> harmonizar, satisfazer o coração para tentar ser aceito, >> é >> dentro daquilo que a pessoa pensa que deve ser. Exatamente. Então, o argumento é que essa pessoa que sofre essa disfolia é uma pessoa com um conflito muito grande e se resolve esse conflito eh transformando ou pelo menos dando uma aparência daquilo que ela acha que ela é. >> Uhum. >> E quem é contra é um opressor. Por quê? Porque você tá podando aquela pessoa de de viver a uma uma realização pessoal e somos acusados até de do alto índice de suicídio entre pessoas que sofrem desse transtorno, >> desforijo. Eh, porque a gente não aceita e a pessoa e eles acham que a depressão e o suicídio é pela a incapacidade da sociedade aceitar aquela pessoa eh da forma como ela acha que deveria ser. >> Mas olha que interessante o movimento é se era uma questão mental que podia ser tratada, deixou de ser mental, jogou pro corpo. O corpo virou a culpa e agora eu tenho que fazer com que meu corpo seja do jeito que eu acho que tem que ser. Isso os outros não acham, a culpa é dos outros, não é minha. >> É. Uhum. >> A culpa nunca é minha. >> A culpa é sempre dos outros. >> É. >> E aí o que você observa hoje, porque já tem um tempo que isso tá >> acontecendo, >> eh, é que não tá resolvendo o problema. >> Uhum. >> Não resolve. E muitas pessoas que se mutilaram é um caminho sem volta. >> Uhum. >> Elas estão arrependidas. Existe um movimento de pessoas arrependidas por terem tomado essa decisão de mutilação ou até porque isso não é uma coisa fisiológica, né? Uma mulher para ela se transformar em homem, ela tem que tomar altos níveis de testosterona, tem que tirar os seios, fazer uma cirurgia íntima, né? Uhum. >> Não é uma coisa simples não. O organismo sofre com isso. >> Claro. >> E por mais que você tenha uma mudança no corpo, >> o aspecto mental muda. >> É, é, existem algumas questões, isso é provado, né? Existem umas questões cerebrais, né? O funcionamento cerebral muda de um pro outro. Então, existem algumas características. É claro que não é absolutamente igual para todos os homens e nem absolutamente igual para todas as mulheres, mas existem algumas, a maneira como o cérebro masculino funciona é diferente. >> Então não é só hormônio, não é só eh órgão, não é só eh músculo, né? Não é só uma questão fisiológica ali, né? A gente pode pensar que a questão da aceitação vai, a questão da aceitação na realidade vai além do corpo, vai na menteiva. >> E como mudar a mente? >> É >> porque se eu mudo o corpo, mas e a mente? Como mudar ela? é que muitos alegam que a mente dele não funciona da forma como uma mente tradicionalmente masculina funciona e que não se vê, não não >> não se enxerga, >> não se enxerga e e não tem as mesmas demandas, não tem as mesmas necessidades, não tem as mesmas pulsões que um um o indivíduo naturalmente masculino ou biologicamente feminino teria. Então, é essa pessoa que se enxerga e tem necessidades, comportamentos e atrações. Não tô falando só atrações no sentido sexual, não, né? eh eh se sente atraído por determinados tipos de atividade, são coisas que interessam, é muito diferente do que ele enxerga em pares do mesmo sexo biológico. >> É uma situação também que é preocupante, que é a antecipação dessa decisão de mudança, de ressignificação de sexo para idades mais precoces, para que se tenha um resultado melhor. >> Uhum. >> Aham. >> Entendeu? Por exemplo, uma criança sex masculino, é que que na mente ele é mulher, se você começa essa transição antes da puberdade, você tem resultados melhores, você já começa a bloquear o hormônio masculino. >> Aham. >> Isso é preocupante porque uma criança ela não tem condição, não tem maturidade nenhuma de decidir sobre isso. >> É. E por que que tanto na frente é preocupante? Porque nossa mente [limpando a garganta] as coisas mudam, né? >> Esse é um caminho sem volta. >> Sim. >> E agora você fazer isso com a criança [limpando a garganta] >> que tem esse entendimento, né? >> É. E a causa de algumas alguns suicídios, né? Que a gente tem visto. Justamente é isso. Não é justamente porque a religião, a nossa religião, é tacativa ou não aceita. Não é por isso. Eu e outra coisa assim, o fato de você ter essa verdade absoluta na palavra de Deus não significa que você desrespeita uma pessoa que tem disforia de gênero ou que ela se entende assim. Não é falta de respeito nem de amor, né? >> Sim. Eles entendem que nós somos odiosos porque a gente acha acha isso um absurdo. Eles entendem que aquilo lá vai fazer bem pr pra pessoa >> aceitar como ela >> é porque ela nunca se viu de outra forma, né? Não é assim, é que não resolve. >> O problema não se resolve dessa forma. >> O dilema, né? >> É, a gente não questiona o sofrimento uma pessoa com essa mentalidade, não é? A questão não é essa. A questão é a solução que se dá pro problema, para essa questão >> que por mais que ele busque uma solução, não alcança ela na sua inteirea, >> não alcança a solução, não é? É fato. E a gente, quem já conviveu, quem já conheceu alguém próximo em condições assim de disforia de gênero, eh, >> é claro que existe também, não vamos negar que existe, e a gente vai tratar isso na próxima etapa aqui, né? Existe um pouco de oba aí no meio do processo, existe coisa que é influenciada e tal, mas sim, tem indivíduos que sofrem com isso desde uma idade muito nova >> e sofrem muito >> e sofrem muito e e e não conseguem se enxergar de outra forma. eh se sente completamente desajustado. >> É legítimo isso. A gente não tá dizendo, não tá negando que isso aconteça, como também a gente não nega que existe sim pessoas que desde muito nova percebe que não tem atração pelo sexo oposto. >> Mas isso não muda a verdade, né? Isso não muda a verdade e não significa que, ah, mas assim, Deus fez a pessoa, sim. Então, Deus é um Deus maitiu que essa pessoa nascesse. Uma coisa que a gente não pode esquecer é que desde que o pecado entrou no mundo, né, desde a queda, >> distorceu tudo. >> Então, por mais que eu não tenha uma disforia de gênero e que eu também não tenha atração pelo mesmo sexo, né, que eu seja considerada a heterossexual, tradicional e padrão e tal, não sei o quê. Eh, eu tenho outras disfunções de identidade. A minha identidade e a minha noção de identidade, ela também é distorcida, >> sim, >> né? Eh, todos nós temos em alguma medida e de alguma forma noção equivocada >> de si mesmo, né? >> Né? que a a partir do momento que Deus opera na nossa vida e ele vai agindo por meio do Espírito Santo e ele alcança por meio da graça dele, ele vai corrigindo a nossa noção de si, nos ajudando a enxergar quem nós realmente somos, >> qual é a nossa verdadeira identidade em Cristo. E ele vai moldando isso. >> Mas não quer dizer também que um cristão heterossexual casado nos moldes tradicionais, que ele seja isento de outras, né? O que a gente tem que deixar bem claro é que a gente ama a pessoa e respeita. Concordar >> é outra história. E e o que a gente tem visto, uma coisa que o o Gustavo falou que que é muito assim interessante, deixou de ser um transtorno para ser uma questão eh de identidade. Só que a gente vê um crescimento numérico que revela que nós não estamos apenas diante de uma questão biológica, >> mas estamos diante de uma questão cultural. a gente tem visto crescer, por exemplo, aí tem até um um um programa que é héterofeminado, né? O cara não é, mas ele tem um jeito afeminado e e pesquisas inclusive têm crescido numericamente nesse número de de mulheres eh procurando pessoas assim. Uhum. Então, como que a gente vê essa questão, Bianca, da cultura, desse fenômeno cultural crescente, numericamente falando, eh, por uma questão biológica? >> Pois é. É assim, se você for levar a público pesquisas que mostram a relação desse crescimento com outros fatores, as pessoas antes mesmo de conhecer a pesquisa, elas já vão execrar, né? é um absurdo. Você tá querendo eh eh criar um dado que não existe. Ah, se existe muito mais casos hoje eh que são mostrados, é porque hoje já não se condena mais, porque hoje a sociedade aceita mais. Antes tava todo mundo é no armário, vamos dizer assim, porque antes, como essa pessoa se sentia como alguém que tá eh com um problema mental, ela era condenada pelas esferas religiosas, né? Não era um pecador, era uma pessoa com problema mental, então ela fazia de tudo para negar quem ela realmente era. Hoje, como já existe muito mais acolhimento, muitos estão se assumindo. Isso é o que a sociedade argumenta, não é? que aumentou, esses casos já existiam, agora só estão vir à tona. Mas eh o livro traz, né, essa questão dessa pesquisa de uma profissional, ela de saúde, não era uma profissional de saúde que começou a ver o aumento dos casos, né? Ela falou: "Não, pera aí, eu tenho que estudar isso aqui". >> Então, ela de fato fez um estudo e mostrando assim um índice muito grande entre meninas que antes não tinha, >> era um caso a cada 30.000 mulheres que aparecia, né? Com >> agora chega a 2%, né? Agora chega 2% da população, né? E era um a cada 10.000 homens e um até a cada 30.000 mulheres. De repente, em 10 anos, você tem jovens em 18, 19 anos, 2% desses jovens. E um fenômeno de altíssimo crescimento entre meninas, né? Em alguns grupos, 70% das amigas se identificaram como grands. >> Então é uma mudança em 10 anos. Nossa, mas todo mundo, e não é que todo mundo tava escondido, porque boa parte desses dessas aqui em 10 anos eram crianças pequenas. >> Uhum. >> E um dado que chamou atenção quando ela começou a a avaliar, né, esses casos conversando com essas adolescentes, que eram onde onde o índice tava maior, porque naquele passado, quando eram identificados, a maior parte desses casos já percebia essa disforia, né, esse esse ou transtorno, como era chamado na época. desde a infância. Agora, esse boom de crescimento dessas adolescentes toda, de repente, puf, da noite pro dia. Não me descobri. Isso não era um caso de uma crise identitária e um dilema que esses esses indivíduos, meninos ou meninas, viviam já desde a infância. Fal, então que é diferente a coisa, né? Não é? Então ela começou a observar que havia um padrão ali, né, coincidindo com muitas questões comportamentais, a influência de grupo e principalmente com o a força das redes sociais. >> Uhum. >> Porque assim, uma coisa, é claro que ela não colocou isso como sendo categórico, tipo causa efeito sendo isso só, né? Ela identificou alguns fatores como relacionados a esse universo onde havia crescido muito. Mas uma das coisas que ela argumentou e é muito forte no mundo digital e a gente já tem visto muitos estudos apontando isso, a fase da adolescência é uma fase de busca de identidade. >> Uhum. >> E de muitas crises. E é uma necessidade muito grande que todo ser humano passa de pertencimento, de aceitação. >> Pertencimento. Sim. Então, nessa nesse universo de rede social, em que a interação social e os vínculos são estabelecidos intermediados por uma tela, a dificuldade de ter relacionamentos genuínos é altíssima e ao mesmo tempo uma autoexosição a julgamento do outro. E acontece especial, afeta principalmente as meninas. A gente tem muitos estudos percebendo isso, porque as meninas estão lá, estão se colocando, estão se mostrando e esperam essa legitimação do like. Sim, >> da beleza de serem validadas, >> do pertencimento, de serem validadas. O homem é menos vulnerável esse tipo de coisa. A menina é muito sujeita a isso. >> Eu me lembro agora de um há uns anos atrás [limpando a garganta] de um de um diretor me convidar para ir na escola para conversar, porque os adolescentes, na sua maioria tava tendo casos assim. >> Aham. E tinha gente, inclusive da igreja, uma grande parcela da igreja. E eu fui conversar com essas pessoas eh pessoalmente e perguntei: "Por que que vocês estão fazendo isso?" E a resposta deles foi foi bem clara: "Pastor, a gente quer ver o que que isso significa >> a a curiosidade, >> a gente a gente quer conhecer. Tem problemas? Claro que tem. Não, a gente só quer porque todo mundo faz e nós fazemos. Então você vê essa questão muito forte entre eles, só que não só entre adolescentes, você observar e ver estatisticamente, nós estamos falando de gente casada >> há muitos anos >> e hoje larga do seu relacionamento para viver com a pessoa do mesmo sexo. >> Uhum. >> E tô falando de pessoas, não pessoas jovens, casais, não. >> Uhum. Já mais velhos, né? pessoas mais velhas. >> Mas [roncando] até dessa questão, né, pastor, do da disforia do gênero, né, >> quando eh estou passando por um período da minha vida, né, que ali isso acontece muito nessa geração [limpando a garganta] e e justamente na fase que a identidade está se formando, muita crise de ansiedade, né, crise de insegurança em relação ao outro, >> depressão. Eu me sinto menor do que as outras beldades super poderosas que estão aqui ao meu redor. Então eu eu me aí existe tanto esse forte discurso de justiça social, de acolher e de aceitar e de dar apoio para quem não se encaixa nos padrões da sociedade. Então, de repente, eu passo a me aproximar desses. >> Sim. desses rejeitados, desses excluídos, desses injustiçados e desses que não se enxergam tal como os padrões. Então, essa convivência tão próxima e vê que aquele grupo ali existe tanto amor ali dentro, >> sim, >> né? Existe tanto afeto, existe tanto colo, daí a pouco eu começo a pensar, será que eu também não sou? Será que não tem um? Será que não é esse o meu real problema das minhas crises? Acho que esse é um lado, né? Agora outro, >> um dos lados que ela aponta, né? >> É isso que que o pastor falou, que de repente a pessoa chega lá com 50 anos, desfaz um casamento de 20, >> 15 anos e vou experimentar outra coisa. Então assim, tem essa parte da moda também. >> Esse final de semana, conversando com um casal que estava lá e eles têm um comércio e eles falaram que recebem, recebem e atendem muitos casais assim. Eh, é, eh, homo, né? E um dos casos que mais chamou atenção é um um rapaz alto, muito grande, barbudo, vestido de vestido, aqueles vestidos bem justo, é arrumado como mulher e com uma mulher e uma criança. Então assim, ele ele ele se eh feminou, >> mas com a barba, >> com barba, mas vestido como mulher, com brinco, com tudo, né, assim, para para eh eh buscar esse lado aí de tornar um negócio transgênero num casamento, entendeu? >> Sim. Não, e o mais estarrecedor disso que a gente tem casais estão aceitando isso. >> Isso. Isso. >> Eu tô falando de de um casal, por exemplo, [roncando] que que são casados, né, os dois, mas o homem pode ficar com outro homem e a mulher com outra mulher, que para eles é normal. >> Uhum. Então você tem uma uma sociedade disfuncional tão grande e automaticamente eu fico pensando, será que nós temos passado para essa geração? Eh, porque é um tabu muito grande, né, falar sobre sexualidade na igreja. >> Você não vê assunto sobre sexualidade tratado na igreja, seja adolescente, jovem. Eu eu dei uma palestra esse ano eh pros jovens aqui da UMP, né, sobre sexualidade. As irmãos, pastor, a gente nunca tinha visto sobre isso aí. sobre a questão do sexo, do prazer, da alegria, do porquê que ele foi criado, pro pradão que ele foi criado, do modo correto que ele foi criado. A gente precisa mostrar para para pros nossos jovens e adolescentes um pouco sobre essa sex essa sexualidade que ela precisa, querendo ou não, a nossa, ela também precisa ser redimida. >> Sim. Uhum. >> A nossa sexualidade precisa ser redimida. Ela precisa ser transformada. >> Sim. E se a gente mostrar isso pros nossos jovens adolescentes e prepará-los, nós estamos instruindo eles. >> Uhum. >> Que é um assunto, por exemplo, difícil. Eu eu eu me lembro muito bem numa época do meu ministério e que trabalhando em uma dessas igrejas, o que tinha de jovem nesse quesito e que assim sofrem muito. E o pai, o tanto que sofre. Eu lembro de um pai, eu lembro de um pai chegar com com um revólver, falar assim: "Pastor, eu vou matar meu filho. Tá aqui, ó". Falei: "Não, você não vai fazer isso não. Não vou." Falei: "Não vai". Pastor, eu não criei ele assim. Eu ensinei ele na igreja. Eu levei ele pra igreja. Que que eu fiz de errado? Me explica que que eu fiz de errado. Eu falei: "Meu irmão, você não fez nada. A escolha é dele. >> Só que você tem que amá-lo e respeitá-lo. Você não vai fazer isso. Você não vai fazer isso. Ele seguiu por esse caminho esse jovem. >> Uhum. Mas sofreu e sofre >> até hoje. >> Muito até hoje. >> Porque eu converso com ele, sempre vejo ele, falei: "Filho, como é que você tá? Ô pastor, o senhor sempre lembra de mim, né?" Eu falei: "Claro." >> Por quê? Porque sofre muito. É tentar aceitar o inaceitável. >> É, >> é tentar aceitar o inaceitável. Isso tem crescido. O que o que me deixa tão assim estarrecido é que você tem casais eh com 20, 15 que estão largando >> isso. Isso tá me deixando preocupado. >> De homem casado, que filho formou? Tá bem, fala: "Não acredito que meu pai fez isso". >> E e outra coisa que assusta também >> eh, é claro, como a gente falou, né? São problemas reais, são difíceis, são complexos e não são fáceis de serem resolvidos. Quem quem sofre com isso não é simplesmente a gente virar pra pessoa, ó, você nasceu homem, você tem que ser homem, pronto, acabou. >> E vice-versa. Isso aí é um negócio que não é tratado da noite pro dia e não é simplesmente apontando o dedo pra pessoa e falar que ela é um grande pecador e que ela nega assim, não é assim, mas além de desse discurso de que se coloca como é a gente precisa fazer uma justiça social por essa pessoa, né? a gente não pode negar a ela o direito de ser quem ela de fato é. E toda essa pauta que nos impede de trazer outro discurso, ainda existe uma romantização. >> Sim, >> que que dificulta ainda mais, porque você celebra independente de às vezes você nem sabe qual que é a realidade da pessoa. Eu já vi isso demais acontecer. Você nem conhece a história de vida da pessoa. Você não sabe o que que ela atravessou até aqui. Você não conhece os dilemas dela, o sofrimento, etc. Nada. Mas você simplesmente ficou sabendo que aquela pessoa ali se descobriu de outro gênero e resolveu fazer a transição. Já até escolheu um nome novo. Nossa, que lindo. E a gente vê, não só isso, a gente vê cristão batendo palma. E como que isso, Leolair, por exemplo, confronta diretamente o ensino bíblico sobre corpo, sobre criação e sobre identidade? >> Primeiro, porque a gente tem a verdade absoluta na Bíblia, que Deus criou homem e mulher, né? Isso. >> E outra, acho que talvez escape nisso aí, a a o que aconteceu logo depois, nós acabamos de falar, foi o pecado que vem e distorce isso. Deus não criou corpo e alma separada, ele criou uma unidade, né? Não dá pra gente separar isso, separar a mente, separar do corpo e achar que a gente vai curar, que que um não precisa do outro. [roncando] E e também que a gente precisa de cura, né? Nós já falamos isso aqui e nós precisamos de cura, de de cura que eu falo, nós precisamos de redenção. A verdade é essa. >> Precisamos de redenção, porque que o Senhor eh redima essa a nossa alma, nosso corpo. E essa é a única maneira de curar aquele dilema, de curar essa que não é um transtorno mental, mas que curar essa disforia de gênero. A única forma, mesmo que por tudo que a pessoa sofre, ela só vai escolher a maneira que vai sofrer, sofrere se mutilando, eh, mudando uma verdade ou enfrentando o que realmente é. Então, é o que, eh, é o que eu vejo, né, que a palavra de Deus nos trata. Não tem outra outra forma. E reconhecendo de que a gente tem que voltar pro Senhor, mesmo quando passa por todos esses dilemas. por toda a história, por todo o sofrimento que a pessoa passou, ela talvez não precisaria se ela voltasse pro Senhor e eh pedir a ele perdão e forças para vencer algumas algumas não, todos os pecados e as vontades e desejos eh tão errados do nosso coração. Na disforia de de gênero, é assim, eu acho que é tratar o mal lá pela raiz. levar a consciência do pecado e o perdão para que a gente pudesse voltar realmente a Não é um não é um assunto simples, mas é a única maneira de redimir e tratar a raiz do problema e não tampar ele, né? >> A gente pensa em redenção, geralmente o pessoal tem pensado em redenção apenas na redenção da alma, né? E esquece que não é. ela engloba tudo, corpo, a alma, a mente, a sexualidade, os nossos hábitos, o nosso comportamento. Então, quando a gente fala sobre eh essa atitude, esse comportamento, essa escolha, nós estamos falando de uma coisa que está distorcida daquilo que foi criado para ser. Deus nos criou homem e criou mulher. E ele fez isso com propósito, ele fez isso com objetivo. Então, quando a gente tá tratando desse assunto específico, não quer dizer que a gente não ame essa pessoa, não quer dizer que a gente eh tá ridicularizando ela. Nós apenas estamos afirmando aquilo que a palavra de Deus, aquilo que ele criou, foi muito bem estabelecido. A gente entende a dor, a gente entende a tristeza, a angústia, mas a gente observa e mostra que de fato o corpo todo, a sexualidade toda precisa ser redimida, precisa ser transformado. E é um todo, né? Assim, o corpo não é uma carcaça, >> é um todo. >> Deus e e é tão bonito ali quando a a Leag até menciona a criação, né? Eh, eh, Deus fez o homem, o corpo homem >> e aquele corpo ali, aí ele soprou vida, né? Então, é, é, é uma é uma coisa que foi criada em conjunto e com um propósito específico para aquele indivíduo que estava sendo gerado. E logo depois a mulher >> foi uma criação perfeita. Então, o pecado não fez alma de um cair no corpo trocado, [risadas] né? assim e e Deus dá muito valor. Ele não enxerga isso aqui só com uma embalagem, né? É um todo. Eu sou esse todo >> que pode estar distorcido, sim, mas a a correção não é trocando, né? >> É, inclusive a gente tem que observar que amar uma pessoa que tem essa essa opção, essa escolha não quer dizer que nós estamos afirmando uma mentira, mas que a gente tá caminhando com ela de acordo com a verdade, mostrando para ela, né? E automaticamente, Gustavo, a gente vê que essas pessoas que fazem essa mutilação, na realidade, elas precisam de quê? Elas precisam de cuidado. Mas esse cuidado tem que ser baseado na própria verdade de Deus, né? Como muito bem colocado, né? A gente tá falando de tratamento, princípio tratamento mental hoje, eh, adequar o corpo, à mente, mas o caminho não é nenhum desses dois. do caminho é reconciliação com o criador. >> Isso. >> E realinhar os nossos prazeres, as nossas vontades, coração, >> o nosso coração ao projeto eh inicial, porque assim, Deus nos colocou seres como seres sensitivos. Nós somos, nós temos sensibilidade, uma finalidade de sentir prazer. Somos criados para sentir prazer. >> Uhum. Delícias. >> Nós nós temos paladar para sentir o gosto. Isso gera prazer. Nós temos ouvido para escutar uma boa melodia. Nós temos olfato para sentir um bom cheiro e sentir prazer. E Deus nos dotou de sexualidade para termos prazer. Mas o diabo deturpou tudo, tudo, todos os nossos prazeres. >> Uhum. O prazer sexual é o que ele mais usa para nos desviar do propósito divino. Sim. >> Esse prazer é o que ele ele usa de todos, na verdade, >> é de todos. >> Mas o sexual é o mais destrutivo pra pessoa, >> que mexe com a identidade. >> É. Então, o prazer sexual, Deus nos deu o prazer sexual para ser usufruído. O que que a pessoa que tá passando por essa situação precisa é se reconectar com o criador, ser redimido, voltar para o criador e pedir ajuda. Deus, o Senhor me fez, eu eu tô tendo esse problema. Eu tenho certeza que Deus escuta uma oração sincera de uma pessoa que esteja passando por um problema como esse. >> Sim. >> Então o caminho é é Deus. >> Uhum. >> Esse é o caminho. É buscar a Deus, colocar essa situação diante de Deus de forma honesta. >> E ele não rejeita um coração contrito, né? Jamais. Jamais. Mas Deus não rejeita o coração contri, ele pode reajustar a situação. Esse é o único caminho. Não tem outro, >> não existe outra forma, né? >> Não, não tem. Eh, é um assunto, você que tem nos acompanhado, é um assunto que poderíamos gastar muito tempo e não esgotaríamos ele aqui, mas o que a gente tem que pensar e perceber que o amor cristão resiste a essa narrativa cultural e sustenta a verdade. Você que é cristão não deve zombar, não deve rejeitar, não deve desumanizar pessoas que opitam, mas também não pode abandonar a verdade para ser aceito. >> Uhum. >> Você tem que defendê-la, você tem que se posicionar. Isso não é falta de amor, isso também não é falta de respeito. O sofrimento existe, ele é real, nós levamos a sério, mas quem define a nossa identidade não é a cultura, não é o sentimento, não é ideologia, é Deus. A cultura vai nos acusar de sermos cruéis, transfóbicos, mas Cristo chama a gente a ter uma coragem amorosa, respeitosa, aquela que diz a verdade, oferece compaixão, um abraço, aponta a dignidade humana e busca o bem verdadeiro. A cultura até pode odiar, mas a verdade liberta e Cristo é capaz de transformar. >> Amém. >> É assim que a palavra de Deus nos mostra. Fomos criados a imagem, a semelhança de Deus, homem e mulher os criou. Mas esse mundo quebrado, esse mundo distorcido, corrompeu até aquilo que é prazeroso e que Deus nos deu. Mas Cristo é capaz de redimir e nós jamais podemos abandonar a verdade para sermos aceitos. Você que participou conosco, deixe seu comentário, deixa a sua opinião. Você estará muito nos ajudando a compartilhar, a a ajudar a gente a debater esse assunto e fazer com que esse momento seja de edificação e possa glorificar também o nome do Senhor. Até o próximo episódio e até mais.