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A fé vem pelo ouvir

É possível amar pessoas TRANS sem afirmar uma mentira – T04EP13

É possível amar pessoas TRANS sem afirmar uma mentira – T04EP13

É possível amar pessoas TRANS sem afirmar uma mentira – T04EP13

Quando foi que discordar virou violência?
Em pouco mais de uma década, o que era tratado como transtorno passou a ser celebrado como identidade intocável.
E, de repente, qualquer cristão que reafirme a realidade biológica de homem e mulher é acusado de ódio, transfobia ou violência.

No Episódio 13 do Página Virada, ainda com base no livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain), a gente entra em um dos debates mais sensíveis da nossa época: identidade de gênero.
A cultura diz:

“Identidade é quem eu sinto que sou. Discordar é violência.”
Mas a pergunta é: isso é cuidado verdadeiro com pessoas em sofrimento ou uma ideologia que tenta reescrever a realidade?

Neste episódio, nós conversamos sobre:

– Como, em poucos anos, a narrativa sobre sexo biológico e identidade de gênero mudou radicalmente;
– Por que discordar, hoje, é rotulado como “violência” – especialmente quando a discordância vem de cristãos;
– A diferença entre identidade (quem a pessoa é diante de Deus) e ideologia (sistema de ideias que tenta moldar a realidade);
– O perigo de confundir compaixão com concordância automática com qualquer narrativa cultural;
– Como amar de verdade pessoas que sofrem com questões de identidade sem trair a verdade da Palavra de Deus;
– O chamado bíblico para viver com coragem amorosa: dizer a verdade, oferecer compaixão, afirmar a dignidade humana e buscar o bem verdadeiro.

Não se trata de “vencer debate” nem de militar em um lado político.
Trata-se de obedecer a Cristo, amar o próximo e lembrar que é Deus – não a cultura, não o sentimento, não a ideologia – quem define nossa verdadeira identidade.

📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain

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Na sua experiência, discordar com a cultura sobre identidade de gênero já foi rotulado como ódio ou violência?
Conta nos comentários como foi e como você procurou responder em amor e verdade.

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Legendas automáticas:

Transtorno mental você trata como
psiquiatra.
Agora, se a identidade
aí já não é um transtorno.
Eles tem uma classificação na
psiquiátrica, como se fosse o C na
medicina, né?
>> É o [música] DSM,
para codificar todas as doenças.
>> Uhum.
mudaram a nomenclatura
do transtorno de gênero para identidade
de gênero,
>> disforia de gênero.
>> É, disforia de gênero, né?
>> A maneira como o cérebro masculino
funciona [música] é diferente.
>> Então, não é só hormônio, não é só eh
órgão, não é [música] só eh músculo, né?
Não é só uma questão fisiológica ali,
né? Então a gente pode pensar que a
questão da aceitação vai a questão da
aceitação, na realidade vai além do
corpo, vai na mente
>> e comoudar a mente [música]
deixou de ser um transtorno para ser uma
questão eh de identidade. [música]
Só que a gente vê um crescimento
numérico que revela que nós não estamos
apenas diante de uma questão biológica,
>> nós estamos diante de uma questão
cultural. a gente tem visto crescer, por
exemplo, aí tem até um um um programa
que é héterofeminado, né? O cara não é,
mas ele [música] tem um jeito afeminado
e e pesquisas inclusive têm crescido
numericamente nesse número de de
mulheres eh procurando pessoas assim.
>> De repente a pessoa chega lá com 50
anos, desfaz um casamento de 20
>> 15 anos e vou experimentar outra coisa.
Então assim, tem essa parte da moda
também. Esse final de semana conversando
com um casal que estava lá e eles têm um
comércio e eles falaram que recebem,
recebem e atendem muitos casais [música]
assim, eh, é é homo, né?
>> [música]
>> E um dos casos que mais chamou atenção é
um um rapaz alto, [música] muito grande,
barbudo, vestido de vestido, aqueles
vestidos bem justo, é arrumado como
mulher e com uma mulher e uma criança.
Então assim, ele ele ele se [música]
feminou, mas com a barba, com barba, mas
vestido como mulher.
Boa noite, sejam todos bem-vindos. Nós
estamos em mais uma temporada aqui do
Página Virada, onde nós estamos tratando
do livro Quando a Cultura odeia Você de
Natasha. E tem sido um tempo gostoso,
maravilhoso, de muita edificação e ao
mesmo tempo de aprendizado. E hoje nós
vamos falar como quando a discórdia vira
violência, identidade ou ideologia.
Pensem como a narrativa mudou. um pouco
mais de uma década, aquilo que era
considerado um transtorno se tornou
culturalmente uma identidade celebrada,
promovida e exigida como verdade
indiscutível.
E de repente qualquer pessoa que se diz
cristã, que professó
de homem e de mulher, é acusada de ser
cruel, transfóbico, violento, até
responsável. por suicídios. Vivemos em
um ambiente que não concorda e que
jamais vai concordar com a ideologia de
gênero e que vai deturpar todas as
coisas, que vai atacar inclusive pessoas
que vão dizer e que vão mostrar acerca
da verdade. Porque negar o gênero
separado do corpo, por mais que haja
discordância, sempre é visto como
violência. Então, como que o cristão
pode responder a isso? Como que o
cristão pode ter uma atitude sem
envergonhar o evangelho e ao mesmo tempo
respeitar e demonstrar amor sem machucar
pessoas com essa opinião? Então,
capítulo de hoje, nós vamos estudar
dentro desse cenário e caminhar com
clareza, com verdade e com paixão. E aí,
Gustavo, Dr. Gustavo, que tá aqui
conosco, a gente tem visto essa mudança
cultural que começou com uma definição,
né, de transtorno para a identidade.
Natasha mostra isso. Como que você
enxerga essas coisas, principalmente na
perspectiva da medicina?
Então você falou em última década, né? E
bom, essa esse transtorno de gênero é
uma coisa que sempre existiu.
>> Uhum.
>> Mas era uma coisa rara, né? Poucas
pessoas tinham isso.
Muito mais prevalente no sexo masculino.
E era diagnosticado como um transtorno
mental.
>> Uhum. como um problema mental que
precisava ser cuidado e tratado pela
psiquiatria.
[limpando a garganta] E nos últimos 10
anos essa compreensão mudou,
então eh passou de transtorno paraa
identidade.
>> E qual que é a diferença disso?
Transtorno mental você trata como
psiquiatra.
Agora, se a identidade
aí já não é um transtorno.
Eles tem uma classificação na psiquiatra
como se fosse o CID na medicina, né,
>> que é o DSM,
eh, para codificar todas as doenças.
>> Uhum.
>> Mudaram a nomenclatura
do transtorno de gênero paraa identidade
de gênero,
>> disforia de gênero.
>> É, disforia de gênero, né?
>> Uhum.
Então, a pessoa
ela é uma pessoa que não tem problemas
de ordem psiquiatra.
>> É. E aí, que que mudou? Antigamente se
tratava a mente.
>> Uhum.
>> Hoje, com a como a mente não é encarada
como uma mente que precisa ser tratada,
o que que se faz?
>> Resolve.
>> Modifica-se o corpo.
>> É, aliás, a mente é o que é o é que é
percebido como o que há de mais é
essencial.
e certo no indivíduo.
>> É,
>> é e essa é a matéria, éonde tá a
essência, né? Que é o que é como ele se
identifica. Por isso que a identidade
dele,
>> justamente isso a gente falou na
temporada passada, né? A importância da
internalização
>> da verdade. Essa essa história de que
cada um tem sua verdade, isso foi
construído
durante séculos.
>> Uhum.
Porque até então a verdade era uma coisa
externa,
>> uma coisa dada.
>> A moralidade era uma coisa absoluta,
externa.
>> E depois que você internaliza a verdade,
passa a ser uma coisa relativa. Cada um
tem sua verdade. Então a verdade para
ele é que ele veio no corpo errado. E
qual que é a solução para esse dilema?
Não tratar a mente, mas sim transformar
o corpo. O corpo virou o problema. O
problema virou o corpo
e aí começou essa onda de mudança de
identidade sexual.
>> Uhum.
>> Então a pessoa ela se enxerga como
mulher, mas veio no corpo de homem. Aí
começa as mutilações,
eh, acreditando que mutilando e você
tendo uma aparência do sexo que você
acha que tem, você vai resolver o
problema
>> da incongruência.
Da incongruência.
>> É uma tentativa de buscar algo que possa
satisfazer,
>> harmonizar,
>> harmonizar, satisfazer o coração para
tentar ser aceito,
>> é
>> dentro daquilo que a pessoa pensa que
deve ser. Exatamente. Então, o argumento
é que essa pessoa que sofre essa
disfolia é uma pessoa com um conflito
muito grande e se resolve esse conflito
eh transformando ou pelo menos dando uma
aparência daquilo que ela acha que ela
é.
>> Uhum.
>> E quem é contra
é um opressor. Por quê? Porque você tá
podando aquela pessoa de de viver a uma
uma realização
pessoal e somos acusados até de do alto
índice de suicídio entre pessoas que
sofrem desse transtorno,
>> desforijo. Eh, porque a gente não aceita
e a pessoa e eles acham que a depressão
e o suicídio é pela a incapacidade da
sociedade aceitar aquela pessoa eh da
forma como ela acha que deveria ser.
>> Mas olha que interessante o movimento é
se era uma questão mental que podia ser
tratada, deixou de ser mental, jogou pro
corpo. O corpo virou a culpa e agora eu
tenho que fazer com que meu corpo seja
do jeito que eu acho que tem que ser.
Isso os outros não acham, a culpa é dos
outros, não é minha.
>> É. Uhum.
>> A culpa nunca é minha.
>> A culpa é sempre dos outros.
>> É.
>> E aí o que você observa hoje, porque já
tem um tempo que isso tá
>> acontecendo,
>> eh, é que não tá resolvendo o problema.
>> Uhum.
>> Não resolve. E muitas pessoas que se
mutilaram é um caminho sem volta.
>> Uhum.
>> Elas estão arrependidas. Existe um
movimento de pessoas arrependidas por
terem tomado essa decisão de mutilação
ou até porque isso não é uma coisa
fisiológica, né? Uma mulher para ela se
transformar em homem, ela tem que tomar
altos níveis de testosterona, tem que
tirar os seios, fazer uma cirurgia
íntima, né? Uhum.
>> Não é uma coisa simples não. O organismo
sofre com isso.
>> Claro.
>> E por mais que você tenha uma mudança no
corpo,
>> o aspecto mental muda.
>> É, é, existem algumas questões, isso é
provado, né? Existem umas questões
cerebrais, né? O funcionamento
cerebral
muda de um pro outro. Então, existem
algumas características. É claro que não
é absolutamente igual para todos os
homens e nem absolutamente igual para
todas as mulheres, mas existem algumas,
a maneira como o cérebro masculino
funciona é diferente.
>> Então não é só hormônio, não é só eh
órgão, não é só eh músculo, né? Não é só
uma questão fisiológica ali, né? A gente
pode pensar que a questão da aceitação
vai, a questão da aceitação na realidade
vai além do corpo, vai na menteiva.
>> E como mudar a mente?
>> É
>> porque se eu mudo o corpo, mas e a
mente?
Como mudar ela? é que muitos alegam que
a mente dele não funciona da forma como
uma mente tradicionalmente masculina
funciona e que não se vê, não não
>> não se enxerga,
>> não se enxerga e e não tem as mesmas
demandas, não tem as mesmas
necessidades, não tem as mesmas pulsões
que um um
o indivíduo naturalmente masculino ou
biologicamente feminino teria.
Então, é essa pessoa que se enxerga e
tem necessidades, comportamentos
e atrações. Não tô falando só atrações
no sentido sexual, não, né? eh eh se
sente atraído por determinados tipos de
atividade, são coisas que interessam, é
muito diferente do que ele enxerga em
pares do mesmo sexo biológico.
>> É uma situação também que é preocupante,
que é a antecipação dessa decisão de
mudança, de ressignificação de sexo para
idades mais precoces, para que se tenha
um resultado melhor.
>> Uhum.
>> Aham.
>> Entendeu? Por exemplo, uma criança sex
masculino, é que que
na mente ele é mulher, se você começa
essa transição antes da puberdade, você
tem resultados melhores, você já começa
a bloquear o hormônio masculino.
>> Aham.
>> Isso é preocupante porque uma criança
ela não tem condição, não tem maturidade
nenhuma de decidir sobre isso.
>> É. E por que que tanto na frente é
preocupante? Porque nossa mente
[limpando a garganta]
as coisas mudam, né?
>> Esse é um caminho sem volta.
>> Sim.
>> E agora você fazer isso com a criança
[limpando a garganta]
>> que tem esse entendimento, né?
>> É. E a causa de algumas alguns
suicídios, né? Que a gente tem visto.
Justamente é isso. Não é justamente
porque a religião, a nossa religião,
é tacativa ou não aceita. Não é por
isso. Eu e outra coisa assim, o fato de
você ter essa verdade absoluta na
palavra de Deus não significa que você
desrespeita uma pessoa que tem disforia
de gênero ou que ela se entende assim.
Não é falta de respeito nem de amor, né?
>> Sim. Eles entendem que nós somos odiosos
porque a gente acha acha isso um
absurdo. Eles entendem que aquilo lá vai
fazer bem pr pra pessoa
>> aceitar como ela
>> é porque ela nunca se viu de outra
forma, né? Não é assim, é que não
resolve.
>> O problema não se resolve dessa forma.
>> O dilema, né?
>> É, a gente não questiona o sofrimento
uma pessoa com essa mentalidade, não é?
A questão não é essa. A questão é a
solução que se dá pro problema, para
essa questão
>> que por mais que ele busque uma solução,
não alcança ela na sua inteirea,
>> não alcança a solução, não é? É fato. E
a gente, quem já conviveu, quem já
conheceu alguém próximo em condições
assim de disforia de gênero, eh,
>> é claro que existe também, não vamos
negar que existe, e a gente vai tratar
isso na próxima etapa aqui, né? Existe
um pouco de oba aí no meio do processo,
existe coisa que é influenciada e tal,
mas sim, tem indivíduos que sofrem com
isso desde uma idade muito nova
>> e sofrem muito
>> e sofrem muito e e e não conseguem se
enxergar de outra forma. eh se sente
completamente desajustado.
>> É legítimo isso. A gente não tá dizendo,
não tá negando que isso aconteça, como
também a gente não nega que existe sim
pessoas que desde muito nova percebe que
não tem atração pelo sexo oposto.
>> Mas isso não muda a verdade, né? Isso
não muda a verdade e não significa que,
ah, mas assim,
Deus fez a pessoa, sim. Então, Deus é um
Deus maitiu
que essa pessoa nascesse. Uma coisa que
a gente não pode esquecer é que desde
que o pecado entrou no mundo, né, desde
a queda,
>> distorceu tudo.
>> Então, por mais que eu não tenha uma
disforia de gênero e que eu também não
tenha atração pelo mesmo sexo, né, que
eu seja considerada a heterossexual,
tradicional e padrão e tal, não sei o
quê. Eh, eu tenho outras disfunções de
identidade. A minha identidade e a minha
noção de identidade, ela também é
distorcida,
>> sim,
>> né? Eh, todos nós temos em alguma medida
e de alguma forma noção equivocada
>> de si mesmo, né?
>> Né? que a a partir do momento que Deus
opera na nossa vida e ele vai agindo por
meio do Espírito Santo e ele alcança por
meio da graça dele, ele vai corrigindo a
nossa noção de si, nos ajudando a
enxergar quem nós realmente somos,
>> qual é a nossa verdadeira identidade em
Cristo. E ele vai moldando isso.
>> Mas não quer dizer também que um cristão
heterossexual
casado nos moldes tradicionais, que ele
seja isento de outras, né? O que a gente
tem que deixar bem claro é que a gente
ama a pessoa e respeita. Concordar
>> é outra história. E e o que a gente tem
visto, uma coisa que o o Gustavo falou
que que é muito assim interessante,
deixou de ser um transtorno para ser uma
questão eh de identidade. Só que a gente
vê um crescimento numérico que revela
que nós não estamos apenas diante de uma
questão biológica,
>> mas estamos diante de uma questão
cultural. a gente tem visto crescer, por
exemplo, aí tem até um um um programa
que é héterofeminado, né? O cara não é,
mas ele tem um jeito afeminado e e
pesquisas inclusive têm crescido
numericamente nesse número de de
mulheres eh procurando pessoas assim.
Uhum. Então, como que a gente vê essa
questão, Bianca, da cultura, desse
fenômeno cultural crescente,
numericamente falando, eh, por uma
questão biológica?
>> Pois é. É assim, se você for levar a
público pesquisas que mostram a relação
desse crescimento com outros fatores, as
pessoas antes mesmo de conhecer a
pesquisa, elas já vão execrar, né? é um
absurdo. Você tá querendo eh eh criar um
dado que não existe. Ah, se existe muito
mais casos hoje eh que são mostrados, é
porque hoje já não se condena mais,
porque hoje a sociedade aceita mais.
Antes tava todo mundo é no armário,
vamos dizer assim, porque antes, como
essa pessoa se sentia como alguém que tá
eh com um problema mental, ela era
condenada pelas esferas religiosas, né?
Não era um pecador, era uma pessoa com
problema mental, então ela fazia de tudo
para negar quem ela realmente era. Hoje,
como já existe muito mais acolhimento,
muitos estão se assumindo. Isso é o que
a sociedade argumenta, não é? que
aumentou, esses casos já existiam, agora
só estão vir à tona. Mas eh o livro
traz, né, essa questão dessa pesquisa de
uma profissional, ela de saúde, não era
uma profissional de saúde que começou a
ver o aumento dos casos, né? Ela falou:
"Não, pera aí, eu tenho que estudar isso
aqui".
>> Então, ela de fato fez um estudo e
mostrando assim um índice muito grande
entre meninas que antes não tinha,
>> era um caso a cada 30.000 mulheres que
aparecia, né? Com
>> agora chega a 2%, né? Agora chega 2% da
população, né? E era um a cada 10.000
homens e um até a cada 30.000 mulheres.
De repente, em 10 anos, você tem jovens
em 18, 19 anos, 2% desses jovens. E um
fenômeno de altíssimo crescimento entre
meninas, né? Em alguns grupos, 70% das
amigas se identificaram como grands.
>> Então é uma mudança em 10 anos. Nossa,
mas todo mundo, e não é que todo mundo
tava escondido, porque boa parte desses
dessas aqui em 10 anos eram crianças
pequenas.
>> Uhum.
>> E um dado que chamou atenção quando ela
começou a a avaliar, né, esses casos
conversando com essas adolescentes, que
eram onde onde o índice tava maior,
porque naquele passado, quando eram
identificados, a maior parte desses
casos já percebia essa disforia, né,
esse esse ou transtorno, como era
chamado na época. desde a infância.
Agora, esse boom de crescimento
dessas adolescentes toda, de repente,
puf, da noite pro dia. Não me descobri.
Isso não era um caso de uma crise
identitária e um dilema que esses esses
indivíduos, meninos ou meninas, viviam
já desde a infância. Fal, então que é
diferente a coisa, né? Não é?
Então ela começou a observar que havia
um padrão ali, né, coincidindo com
muitas questões comportamentais, a
influência de grupo e principalmente
com o a força das redes sociais.
>> Uhum.
>> Porque assim, uma coisa, é claro que ela
não colocou isso como sendo categórico,
tipo causa efeito sendo isso só, né? Ela
identificou alguns fatores como
relacionados a esse universo onde havia
crescido muito. Mas uma das coisas que
ela argumentou e é muito forte no mundo
digital e a gente já tem visto muitos
estudos apontando isso, a fase da
adolescência é uma fase de busca de
identidade.
>> Uhum.
>> E de muitas crises. E é uma necessidade
muito grande que todo ser humano passa
de pertencimento, de aceitação.
>> Pertencimento. Sim.
Então, nessa nesse universo de rede
social, em que a interação social e os
vínculos são estabelecidos intermediados
por uma tela, a dificuldade de ter
relacionamentos genuínos é altíssima
e ao mesmo tempo uma autoexosição a
julgamento do outro. E acontece
especial, afeta principalmente as
meninas. A gente tem muitos estudos
percebendo isso, porque as meninas estão
lá, estão se colocando, estão se
mostrando e esperam essa legitimação do
like. Sim,
>> da beleza de serem validadas,
>> do pertencimento, de serem validadas. O
homem é menos vulnerável esse tipo de
coisa. A menina é muito sujeita a isso.
>> Eu me lembro agora de um há uns anos
atrás [limpando a garganta] de um de um
diretor me convidar para ir na escola
para conversar, porque os adolescentes,
na sua maioria tava tendo casos assim.
>> Aham.
E tinha gente, inclusive da igreja, uma
grande parcela da igreja. E eu fui
conversar com essas pessoas eh
pessoalmente e perguntei: "Por que que
vocês estão fazendo isso?" E a resposta
deles foi foi bem clara: "Pastor, a
gente quer ver o que que isso significa
>> a a curiosidade,
>> a gente a gente quer conhecer. Tem
problemas? Claro que tem. Não, a gente
só quer porque todo mundo faz e nós
fazemos.
Então você vê essa questão muito forte
entre eles, só que não só entre
adolescentes, você observar e ver
estatisticamente, nós estamos falando de
gente casada
>> há muitos anos
>> e hoje larga do seu relacionamento
para viver com a pessoa do mesmo sexo.
>> Uhum.
>> E tô falando de pessoas, não pessoas
jovens, casais, não.
>> Uhum. Já mais velhos, né? pessoas mais
velhas.
>> Mas [roncando] até dessa questão, né,
pastor, do da disforia do gênero, né,
>> quando eh estou passando por um período
da minha vida, né, que ali isso acontece
muito nessa geração
[limpando a garganta] e e justamente na
fase que a identidade está se formando,
muita crise de ansiedade, né, crise de
insegurança em relação ao outro,
>> depressão. Eu me sinto menor do que as
outras beldades
super poderosas que estão aqui ao meu
redor. Então eu eu me aí existe tanto
esse forte discurso de justiça social,
de acolher e de aceitar e de dar apoio
para quem não se encaixa nos padrões da
sociedade. Então, de repente, eu passo a
me aproximar desses.
>> Sim. desses rejeitados, desses
excluídos, desses injustiçados e desses
que não se enxergam tal como os padrões.
Então, essa convivência tão próxima e vê
que aquele grupo ali existe tanto amor
ali dentro,
>> sim,
>> né? Existe tanto afeto, existe tanto
colo, daí a pouco eu começo a pensar,
será que eu também não sou?
Será que não tem um? Será que não é esse
o meu real problema das minhas crises?
Acho que esse é um lado, né? Agora
outro,
>> um dos lados que ela aponta, né?
>> É isso que que o pastor falou, que de
repente a pessoa chega lá com 50 anos,
desfaz um casamento de 20,
>> 15 anos e vou experimentar outra coisa.
Então assim, tem essa parte da moda
também.
>> Esse final de semana, conversando com um
casal que estava lá e eles têm um
comércio e eles falaram que recebem,
recebem e atendem muitos casais assim.
Eh, é, eh, homo, né? E um dos casos que
mais chamou atenção é um um rapaz alto,
muito grande, barbudo, vestido de
vestido, aqueles vestidos bem justo, é
arrumado como mulher e com uma mulher e
uma criança. Então assim, ele ele ele se
eh feminou,
>> mas com a barba,
>> com barba, mas vestido como mulher, com
brinco, com tudo, né, assim, para para
eh eh buscar esse lado aí de tornar um
negócio transgênero num casamento,
entendeu?
>> Sim. Não, e o mais estarrecedor disso
que a gente tem casais
estão aceitando isso.
>> Isso. Isso.
>> Eu tô falando de de um casal, por
exemplo, [roncando] que que são casados,
né, os dois, mas o homem pode ficar com
outro homem e a mulher com outra mulher,
que para eles é normal.
>> Uhum. Então você tem uma uma sociedade
disfuncional tão grande e
automaticamente eu fico pensando, será
que nós temos passado para essa geração?
Eh, porque é um tabu muito grande, né,
falar sobre sexualidade na igreja.
>> Você não vê assunto sobre sexualidade
tratado na igreja, seja adolescente,
jovem. Eu eu dei uma palestra esse ano
eh pros jovens aqui da UMP, né, sobre
sexualidade. As irmãos, pastor, a gente
nunca tinha visto sobre isso aí. sobre a
questão do sexo, do prazer, da alegria,
do porquê que ele foi criado, pro pradão
que ele foi criado, do modo correto que
ele foi criado. A gente precisa mostrar
para para pros nossos jovens e
adolescentes um pouco sobre essa sex
essa sexualidade que ela precisa,
querendo ou não, a nossa, ela também
precisa ser redimida.
>> Sim. Uhum.
>> A nossa sexualidade precisa ser
redimida. Ela precisa ser transformada.
>> Sim. E se a gente mostrar isso pros
nossos jovens adolescentes e
prepará-los, nós estamos instruindo
eles.
>> Uhum.
>> Que é um assunto, por exemplo, difícil.
Eu eu eu me lembro muito bem numa época
do meu ministério e que trabalhando em
uma dessas igrejas, o que tinha de jovem
nesse quesito
e que assim sofrem muito. E o pai, o
tanto que sofre. Eu lembro de um pai, eu
lembro de um pai chegar com com um
revólver, falar assim: "Pastor, eu vou
matar meu filho. Tá aqui, ó".
Falei: "Não, você não vai fazer isso
não. Não vou." Falei: "Não vai".
Pastor, eu não criei ele assim.
Eu ensinei ele na igreja.
Eu levei ele pra igreja. Que que eu fiz
de errado?
Me explica que que eu fiz de errado. Eu
falei: "Meu irmão, você não fez nada. A
escolha é dele.
>> Só que você tem que amá-lo e
respeitá-lo. Você não vai fazer isso.
Você não vai fazer isso.
Ele seguiu por esse caminho esse jovem.
>> Uhum. Mas sofreu e sofre
>> até hoje.
>> Muito até hoje.
>> Porque eu converso com ele, sempre vejo
ele, falei: "Filho, como é que você tá?
Ô pastor, o senhor sempre lembra de mim,
né?" Eu falei: "Claro."
>> Por quê? Porque sofre muito. É tentar
aceitar o inaceitável.
>> É,
>> é tentar aceitar o inaceitável. Isso tem
crescido. O que o que me deixa tão assim
estarrecido é que você tem casais eh com
20, 15 que estão largando
>> isso. Isso tá me deixando preocupado.
>> De homem casado, que filho formou? Tá
bem, fala: "Não acredito que meu pai fez
isso".
>> E e outra coisa que assusta também
>> eh, é claro, como a gente falou, né? São
problemas reais, são difíceis, são
complexos
e não são fáceis de serem resolvidos.
Quem quem sofre com isso não é
simplesmente a gente virar pra pessoa,
ó, você nasceu homem, você tem que ser
homem, pronto, acabou.
>> E vice-versa. Isso aí é um negócio que
não é tratado da noite pro dia e não é
simplesmente apontando o dedo pra pessoa
e falar que ela é um grande pecador e
que ela nega assim, não é assim, mas
além de desse discurso de que se coloca
como é a gente precisa fazer uma justiça
social por essa pessoa, né? a gente não
pode negar a ela o direito de ser quem
ela de fato é. E toda essa pauta que nos
impede de trazer outro discurso, ainda
existe uma romantização.
>> Sim,
>> que que dificulta ainda mais, porque
você celebra
independente de às vezes você nem sabe
qual que é a realidade da pessoa. Eu já
vi isso demais acontecer. Você nem
conhece a história de vida da pessoa.
Você não sabe o que que ela atravessou
até aqui. Você não conhece os dilemas
dela, o sofrimento, etc. Nada. Mas você
simplesmente ficou sabendo que aquela
pessoa ali se descobriu de outro gênero
e resolveu fazer a transição. Já até
escolheu um nome novo. Nossa, que lindo.
E a gente vê, não só isso, a gente vê
cristão batendo palma. E como que isso,
Leolair, por exemplo, confronta
diretamente o ensino bíblico sobre
corpo, sobre criação e sobre identidade?
>> Primeiro, porque a gente tem a verdade
absoluta na Bíblia, que Deus criou homem
e mulher, né? Isso.
>> E outra, acho que talvez escape nisso
aí, a a o que aconteceu logo depois, nós
acabamos de falar, foi o pecado que vem
e distorce isso. Deus não criou corpo e
alma separada, ele criou uma unidade,
né? Não dá pra gente separar isso,
separar a mente, separar do corpo e
achar que a gente vai curar, que que um
não precisa do outro. [roncando]
E e também que a gente precisa de cura,
né? Nós já falamos isso aqui e nós
precisamos de cura, de de cura que eu
falo, nós precisamos de redenção. A
verdade é essa.
>> Precisamos de redenção, porque que o
Senhor eh redima essa a nossa alma,
nosso corpo. E essa é a única maneira de
curar aquele dilema, de curar essa que
não é um transtorno mental, mas que
curar essa disforia de gênero. A única
forma, mesmo que por tudo que a pessoa
sofre, ela só vai escolher a maneira que
vai sofrer, sofrere se mutilando, eh,
mudando uma verdade ou enfrentando o que
realmente é. Então, é o que, eh, é o que
eu vejo, né, que a palavra de Deus nos
trata. Não tem outra outra forma. E
reconhecendo de que a gente tem que
voltar pro Senhor, mesmo quando passa
por todos esses dilemas. por toda a
história, por todo o sofrimento que a
pessoa passou, ela talvez não precisaria
se ela voltasse pro Senhor e eh pedir a
ele perdão e forças para vencer algumas
algumas não, todos os pecados e as
vontades e desejos eh tão errados do
nosso coração. Na disforia de de gênero,
é assim, eu acho que é tratar o mal lá
pela raiz.
levar a consciência do pecado e o perdão
para que a gente pudesse voltar
realmente a Não é um não é um assunto
simples, mas é a única maneira de
redimir e tratar a raiz do problema e
não tampar ele, né?
>> A gente pensa em redenção, geralmente o
pessoal tem pensado em redenção apenas
na redenção da alma, né? E esquece que
não é.
ela engloba tudo, corpo, a alma, a
mente, a sexualidade, os nossos hábitos,
o nosso comportamento. Então, quando a
gente fala sobre eh essa atitude, esse
comportamento, essa escolha, nós estamos
falando de uma coisa que está distorcida
daquilo que foi criado para ser. Deus
nos criou homem e criou mulher. E ele
fez isso com propósito, ele fez isso com
objetivo. Então, quando a gente tá
tratando desse assunto específico, não
quer dizer que a gente não ame essa
pessoa, não quer dizer que a gente eh tá
ridicularizando ela. Nós apenas estamos
afirmando aquilo que a palavra de Deus,
aquilo que ele criou, foi muito bem
estabelecido. A gente entende a dor, a
gente entende a tristeza, a angústia,
mas a gente observa e mostra que de fato
o corpo todo, a sexualidade toda precisa
ser redimida, precisa ser transformado.
E é um todo, né? Assim, o corpo não é
uma carcaça,
>> é um todo.
>> Deus e e é tão bonito ali quando a a
Leag até menciona a criação, né? Eh, eh,
Deus fez o homem, o corpo homem
>> e aquele corpo ali, aí ele soprou vida,
né? Então, é, é, é uma é uma coisa que
foi criada em conjunto e com um
propósito específico para aquele
indivíduo que estava sendo gerado. E
logo depois a mulher
>> foi uma criação perfeita.
Então, o pecado não fez alma de um cair
no corpo trocado, [risadas]
né? assim e e Deus dá muito valor. Ele
não enxerga isso aqui só com uma
embalagem, né? É um todo. Eu sou esse
todo
>> que pode estar distorcido, sim, mas a a
correção não é trocando, né?
>> É, inclusive a gente tem que observar
que amar uma pessoa que tem essa essa
opção, essa escolha não quer dizer que
nós estamos afirmando uma mentira, mas
que a gente tá caminhando com ela de
acordo com a verdade, mostrando para
ela, né? E automaticamente, Gustavo, a
gente vê que essas pessoas que fazem
essa mutilação, na realidade, elas
precisam de quê? Elas precisam de
cuidado. Mas esse cuidado tem que ser
baseado na própria verdade de Deus, né?
Como muito bem colocado, né? A gente tá
falando de tratamento,
princípio tratamento mental hoje, eh,
adequar o corpo, à mente, mas o caminho
não é nenhum desses dois. do caminho é
reconciliação com o criador.
>> Isso.
>> E realinhar
os nossos prazeres, as nossas vontades,
coração,
>> o nosso coração
ao projeto eh inicial, porque assim,
Deus nos colocou seres como seres
sensitivos.
Nós somos, nós temos sensibilidade,
uma finalidade de sentir prazer. Somos
criados para sentir prazer.
>> Uhum.
Delícias.
>> Nós nós temos paladar para sentir o
gosto.
Isso gera prazer. Nós temos ouvido para
escutar uma boa melodia.
Nós temos olfato para sentir um bom
cheiro e sentir prazer. E Deus nos dotou
de sexualidade para termos prazer.
Mas o diabo deturpou tudo, tudo, todos
os nossos prazeres.
>> Uhum. O prazer sexual é o que ele mais
usa para nos desviar do propósito
divino. Sim.
>> Esse prazer é o que ele ele usa de
todos, na verdade,
>> é de todos.
>> Mas o sexual é o mais destrutivo pra
pessoa,
>> que mexe com a identidade.
>> É. Então, o prazer sexual, Deus nos deu
o prazer sexual para ser usufruído.
O que que a pessoa que tá passando por
essa situação precisa é se reconectar
com o criador, ser redimido, voltar para
o criador
e pedir ajuda. Deus, o Senhor me fez, eu
eu tô tendo esse problema. Eu tenho
certeza que Deus escuta uma oração
sincera de uma pessoa que esteja
passando por um problema como esse.
>> Sim.
>> Então o caminho é é Deus.
>> Uhum.
>> Esse é o caminho. É buscar a Deus,
colocar essa situação diante de Deus de
forma honesta.
>> E ele não rejeita um coração contrito,
né? Jamais. Jamais. Mas Deus não rejeita
o coração contri,
ele pode reajustar a situação. Esse é o
único caminho. Não tem outro,
>> não existe outra forma, né?
>> Não, não tem.
Eh, é um assunto, você que tem nos
acompanhado, é um assunto que poderíamos
gastar muito tempo e não esgotaríamos
ele aqui, mas o que a gente tem que
pensar e perceber que o amor cristão
resiste a essa narrativa cultural e
sustenta a verdade.
Você que é cristão não deve zombar, não
deve rejeitar, não deve desumanizar
pessoas que opitam, mas também não pode
abandonar a verdade para ser aceito.
>> Uhum.
>> Você tem que defendê-la, você tem que se
posicionar. Isso não é falta de amor,
isso também não é falta de respeito. O
sofrimento existe, ele é real, nós
levamos a sério, mas quem define a nossa
identidade não é a cultura, não é o
sentimento, não é ideologia, é Deus. A
cultura vai nos acusar de sermos cruéis,
transfóbicos, mas Cristo chama a gente a
ter uma coragem amorosa, respeitosa,
aquela que diz a verdade, oferece
compaixão,
um abraço, aponta a dignidade humana e
busca o bem verdadeiro. A cultura até
pode odiar, mas a verdade liberta e
Cristo é capaz de transformar.
>> Amém.
>> É assim que a palavra de Deus nos
mostra. Fomos criados a imagem, a
semelhança de Deus, homem e mulher os
criou. Mas esse mundo quebrado, esse
mundo distorcido, corrompeu até aquilo
que é prazeroso e que Deus nos deu. Mas
Cristo é capaz de redimir e nós jamais
podemos abandonar a verdade para sermos
aceitos. Você que participou conosco,
deixe seu comentário, deixa a sua
opinião. Você estará muito nos ajudando
a compartilhar, a a ajudar a gente a
debater esse assunto e fazer com que
esse momento seja de edificação e possa
glorificar também o nome do Senhor. Até
o próximo episódio e até mais.

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