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A fé vem pelo ouvir

Estou Salvo, Tudo Bem! Nem Vem que não Tem! – 2 Coríntios 5.1-10 | Luiz Sayão | IBNU

Estou Salvo, Tudo Bem! Nem Vem que não Tem! – 2 Coríntios 5.1-10 | Luiz Sayão | IBNU

Estou Salvo, Tudo Bem! Nem Vem que não Tem! – 2 Coríntios 5.1-10 | Luiz Sayão | IBNU

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Legendas automáticas:

Hoje vamos pensar sobre aquilo que
[música] realmente convém. Sou salvo e
tudo bem, nem vem que não tem. É, esse é
o título da nossa reflexão sobre a nossa
[música] caminhada na vida cristã. Será
que é assim mesmo? Eu tô salvo. Tudo
bem? [música] E vem que não tem, porque
certamente não é assim que [música]
convém. Esse é o canal da IBNU.
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saudável para o mundo
[música]
já estou salvo. Tudo bem, não vem que
não tem. Pois é, nós vamos agora
refletir sobre o que a palavra de Deus
tem a nos ensinar sobre essa questão.
Ah, todo mundo sabe, todo mundo que
conhece a Bíblia,
que entendeu o ensino do Novo
Testamento, nós somos salvos pela fé,
pela graça, por Cristo Jesus. A salvação
é um presente de Deus, nos é dado por
aquilo que Cristo fez em nosso favor e
não naquilo que fazemos.
Então, muita gente pensa: "Olha só, eu
já tô salvo, tudo bem e eu vou seguindo
a minha vida aqui simplesmente sem
qualquer preocupação com a minha
caminhada de fé, minha caminhada de
espiritualidade.
Então, essa conversa, eu já tô salvo,
tudo bem? nem vem que não tem. Porque
não é assim que o Novo Testamento, que a
mensagem
que nós encontramos no ensino apostólico
ensina o nosso jeito de caminhar na fé.
Então, para entender isso direitinho, eu
convido você a acompanhar comigo o que o
apóstolo Paulo nos deixou na segunda
carta aos Coríntios, a partir do
capítulo 5. vai dizer o seguinte:
"Sabemos que se for destruída a
temporária habitação terrena em que
vivemos, temos da parte de Deus um
edifício, uma casa eterna nos céus, não
construída por mãos humanas.
Enquanto isso, gememos, desejando ser
revestidos da nossa habitação celestial.
Porque estamos vestidos, não seremos
encontrados nus. Pois enquanto estamos
nesta casa, gememos e nos angustiamos,
porque não queremos ser despidos, mas
revestidos da nossa habitação celestial,
para que aquilo que é mortal seja
absorvido pela vida. Foi Deus que nos
preparou para esse propósito, dando-nos
o espírito como garantia do que está por
vir. Portanto, temos sempre confiança e
sabemos que enquanto estamos no corpo,
estamos longe do Senhor, porque vivemos
por fé e não pelo que vemos.
Temos, pois, confiança e preferimos
estar ausentes do corpo a habitar com o
Senhor. Por isso, temos o propósito de
lhe agradar, quer estejamos no corpo,
quer o deixemos, pois todos nós devemos
comparecer perante o tribunal de Cristo,
para que cada um receba de acordo com as
obras praticadas por meio do corpo, quer
sejam boas, quer sejam más. Opa, que que
tá acontecendo aqui, saião? Que história
é essa? Afinal de contas, parece que a
gente é salvo pela fé, pela graça. E
agora diz que nós vamos receber de
acordo com as obras praticadas, sejam
elas boas, sejam más, parece que tem um
pouco de confusão o que que de fato a
palavra de Deus nos ensina. Então, veja
que coisa interessante. O apóstolo Paulo
tá dizendo, se você olhar essa carta
assim bastante, vamos dizer, marcada por
uma relação até difícil de Paulo com os
Coríntios, né? E ele vai no capítulo
4atro enfatizar a nossa fragilidade que
nós temos, o tesouro de Deus, o
evangelho, a habitação do espírito em
vasos de barro, que exatamente a nossa
condição de fragilidade. Ele menciona a
questão de sermos perseguidos e
passarmos por momentos difíceis e traz
uma palavra de consolo e de orientação.
E aí ele vai mais longe e aí chega no
capítulo 5 e diz: "Olha, o que que pode
ser pior, especialmente pensando para um
um discípulo de Jesus do primeiro
século? É se a sua [roncando]
condição física for muito abalada, se a
sua habitação terrena temporária, quer
dizer, uma referência ao corpo for
destruída, então o que que ele diz?"
Olha, pessoal, não se preocupe, porque
nós temos uma casa eterna nos céus, que
não é feita por mãos humanas. Nós
estamos aqui nessa luta ansiando por
essa habitação celestial, uma certa
referência nítida aqui a realidade da
ressurreição. Tanto é que ele vai dizer,
né, que nós vamos ser revestidos da
nossa habitação celestial para aquilo
que é mortal venor pela vida, né? essa
ideia que inclusive tem um paralelo
interessante com Efésios capítulo 1,
porque lá nós temos como aqui a ideia de
que o espírito é dado como garantia
dessa realidade futura. O espírito que é
garantia da nossa herança, garantia do
que está por vir.
Então aqui [roncando] nós temos essa
confiança e vivemos pela fé, sabendo
daquilo que está sendo preparado para o
futuro glorioso daquela pessoa que tem
fé em Jesus. E aí quando ele menciona
sobre isso, ele vai caminhar nessa
direção desse desfecho e vai dizer o que
nós vimos e ouvimos agora, que nós vamos
comparecer perante o tribunal de Cristo
para que cada um receba de acordo com as
obras praticadas por meio do corpo. E aí
é que entra a dúvida. Mas pera aí, como
assim tribunal de Cristo e obras
praticadas por meio do corpo? Então veja
lá.
O texto de Segunda Coríntios 5 não está
falando de salvação. A salvação que é
pela fé, pela graça, que envolve
principalmente a nossa justificação,
né? Esse ato de Deus quando nós somos eh
considerados justos diante dele por
causa da justiça de Cristo, né? aquilo
que nós temos lá em Romanos 5, que
justificados
pela fé, nós temos paz com Deus por meio
de nosso Senhor Jesus Cristo. Quer
dizer, nós somos justificados de uma
vez, considerados justos, somos
perdoados e estamos salvos.
E então o que é isso? Esse tribunal não
se refere ao juízo final, não está
falando do julgamento que vai acontecer
entre pessoas salvas e pessoas perdidas.
Ele não está fazendo essa distinção. Ele
tá falando
a respeito daquilo que vai acontecer com
as pessoas que têm salvação em Cristo
Jesus em função da sua caminhada. na
vida cristã. Por isso é que essa
história de eu tô salvo, tudo bem, a
gente responde, nem vem que não tem,
porque não é essa a proposta que
encontramos no evangelho. E aí, o que
que temos aqui? É, é muito interessante
essa linguagem que nós temos, que tá
bastante ligada a essa ideia eh de
construção, de edificação, de habitação,
né? Até porque essa é uma necessidade
muito básica, né? Todo mundo precisa de
um teto, né? A pessoa que tá no auge da
vulnerabilidade, a gente chama de sem
teto. Então, todo mundo, desde os tempos
antigos, né? A a trajetória de Israel,
exatamente, é sair de um ambiente
vulnerável de habitar em tendas e passar
a se estabelecer na terra prometida e
ali construir a sua casa para cada
família. Depois nós vamos ver até essa
ideia de construção de uma casa em honra
a Deus. Por isso que você vai ter o
templo, né? E essa linguagem é tão forte
que Deus também prepara uma casa para
dar vida da onde vem a dinastia, a
linhagem messiânica. Então essa ideia de
casa, essa ideia de construção, essa
ideia de edificação, ela parece
metaforicamente muito
trabalhada e ela aparece aqui quando
fala da nossa
condição, nossa expectativa de redenção.
E o texto vai terminar aqui mencionando
essa questão de comparecer diante do
tribunal de Cristo. E olha que essa essa
linguagem ela é já presente, por
exemplo, quando também o apóstolo Paulo
fala em Romanos 14, ele vai dizer o
seguinte, e é interessante que é um que
é um contexto eh que tem uma certa
similaridade com o que acontecia em
Corinto. Ele vai dizer o seguinte:
"Portanto, você por julga seu irmão?"
Romanos 14 verso 10. e prossegue.
[roncando] E por que despreza seu irmão?
Pois, pois todos compareceremos diante
do tribunal de Deus. Uma linguagem que
evoca que ele tá falando da mesma
situação. Não é tribunal de juízo final.
Aqui tá falando daqueles que estão
dentro da comunidade da fé e estão numa
atitude de juízo indevida uns contra os
outros. Porque está escrito: "Por por
mim mesmo jurei, diz o Senhor, diante de
mim todo o joelho se dobrará e toda a
língua confessará que sou Deus". Quer
dizer, uma linguagem que diz: "Ó, pare
de julgar, porque só eu sou Deus. O
resto tudo deve se dobrar diante daquele
que é o único juiz." E aí, verso 12
fecha o argumento dizendo: "Assim cada
um de nós prestará contas de si mesmo a
Deus". Então, observe bem como a
linguagem é de prestar contas,
de estar diante desse julgamento, não da
condição de salvo ou de perdido, mas da
condição de avaliação da vida da pessoa
depois que ele passou a receber a
salvação e a vida eterna gratuitamente
em Cristo Jesus. Qual foi o
desdobramento
dessa caminhada? E olha que esse assunto
também eh ganha força quando nós
observamos
Primeira Coríntios capítulo 3, que é
dentro da mesma linguagem, estamos
falando do mesmo assunto, estamos
falando dessa condição de construção, de
edificação da nossa vida através daquilo
que fazemos por meio do nosso corpo.
Primeira Coríntios 3 verso 10 diz assim:
"Conforme a graça de Deus que me foi
concedida, eu, como sábio construtor,
lancei o alicerce e outro está
construindo sobre ele. Contudo, veja
cada um como constrói,
porque ninguém pode colocar outro
alicerce além do que já está posto, que
é Jesus Cristo." Se alguém constrói
sobre esse alicerce usando ouro, prata,
pedras preciosas, depois madeira, feno
ou palha, sua obra será mostrada, porque
o dia, e aqui o dia com letra maiúscula,
atrará a luz, pois [roncando] será
revelado pelo fogo que provará a
qualidade da obra de cada um. Se o que
alguém construiu permanecer, esse
receberá recompensa.
Se o que alguém construiu se queimar,
esse sofrerá prejuízo. Contudo, será
salvo como alguém que escapa através do
fogo. Então observe bem como é que a
linguagem aqui tá em total sintonia com
Segunda Coríntios, porque vamos ver como
é que a obra
na vida de cada pessoa se define e se
estabelece nitidamente.
E aí você pensa comigo, falou: "Porra,
saião, eu tô meio confuso aqui. Então
quer dizer que Deus tem, vamos dizer,
dois pesos e duas medidas. Quer dizer,
na hora da pessoa receber a vida eterna,
a salvação, a coisa caminha
por meio da graça. É um presente de
Deus, a pessoa crê, depois muda a chave.
Aí a gente começa então a funcionar
pelas obras. Então existe uma
contabilidade. É isso mesmo? Será que
então é o esforço humano? é o seguir uma
série de regras, de elementos exigidos é
nessa direção que a coisa vai. Então,
vamos lá entender isso. Então,
[suspirando] qual é a questão?
É claro que qualquer coisa que a gente
considere razoável, adequada, genuína,
comprovada, você comprova na prática,
né? Se você tem uma receita que vai
fazer um determinado lá picadinho ou um
determinado bolo, né? Ou se você tem uma
fórmula química X que vai produzir um
remédio, como é que você sabe que esse
negócio realmente tá OK? Tá correto? É
somente quando a coisa tá pronta e você
vê: "Olha, esse negócio se confirma".
E isso é muita mentalidade bíblica. A
gente conhece essa linguagem quando a
Bíblia diz que a gente conhece, né, a
verdade sobre uma árvore a partir do
fruto que ela produz. Então, essa ideia
de que a espiritualidade pode ficar num
mundo puramente assim contemplativo,
pode ficar dentro de uma realidade que é
apenas marcada por uma construção
abstrata de ideias sobre Deus ou até
mesmo a gente pensar que espiritualidade
tá ligado com o tipo [roncando] de
devoção que a gente tem no coração
simplesmente
isso perde espaço quando a gente vê essa
questão do teste do elemento concreto
dessa espiritualidade. Você vê isso em
Thago, por exemplo, ó. Você quer saber
quem tem espiritualidade verdadeira?
É quem visita os órfãos e as viúvas nas
suas tribulações. É a pessoa que se
afasta da corrupção que existe nesse
mundo. Então, percebe? E aí? Aí que tá a
questão que às vezes a gente não
entende, né? Então, por que é que a
gente então não vai ser salvo por meio
dessas coisas? concretas que a gente
produz. E por quê? A nossa tentativa de
fazer as coisas pela força, quando pela
força humana, né? Quando a gente olha o
critério de Deus, isso acaba sendo
reprovado porque não é autêntico,
não passa no teste. Isso quer dizer que
a força humana, a mera decisão eh da
vontade humana, o desejo
nosso, a atitude de tentativa de
construção, de espiritualidade com o
foco no ser humano, com o fundamento em
nós mesmos, não dá em nada. Então, o que
que a gente descobre? Que a verdadeira
relação com Deus e com o próximo, ela se
dá a partir desse fundamento que é Jesus
Cristo. E que quer dizer que o
fundamento é Jesus Cristo? que tudo que
acontece acontece
[roncando]
da obra da cruz, decorrendo da verdade
que Deus amou o mundo de tal maneira que
ele deu seu filho único para que todo
aquele que nele crê não pereça, mas
tenha vida eterna. É a graça de Deus é
que produz
de fato aquilo que produziu, por
exemplo, na vida de Zaqueu. Quando você
vê Zaqueu, aquele indivíduo de uma
família religiosa que para tentar ganhar
a vida e viver bem, traiu seu próprio
povo, passou a trabalhar pros romanos e
se tornou uma pessoa desonesta quando
ele é atingido pela graça de Deus em
Cristo Jesus. Zaqui muda completamente e
ele diz: "Ora, agora que eu vi que eu
defraudei, enganei muita gente, eu vou
devolver quatro vezes mais." Então, quer
dizer, as verdadeiras obras produzidas
que passam no teste divino, elas são
frutos da graça de Deus em nossa vida.
São frutos de uma verdadeira experiência
de perdão, de libertação,
de usufruir do amor de Deus. Isso é que
nos conduz à direção adequada. Então,
não existe essa ideia de que alguém tem
meramente um assentimento mental sobre a
salvação, que uma pessoa simplesmente
acha que ele subscreveu uma confissão
doutrinária que e é impecável, que tá
tudo ótimo na vida dele. Não. [roncando]
Verdade é que a fé verdadeira produz
obras [roncando] decorrentes da fé. E
como diz Tiago, Tiago 2:24 dizer
exatamente isso. A gente conclui que o
homem é justificado não somente pela fé,
mas também das obras decorrentes dessa
graça de Deus que atua na vida dele. Por
isso a gente começa a entender então
essa linguagem que aparece aqui tanto em
segunda Coríntios 5 como em Primeira
Coríntios 3. Olha que coisa
interessante. Quando ele diz
sobre, ele menciona, né, essa realidade
do que que tá sendo construído. E ele
vai falar de três coisas: ouro, prata e
pedras preciosas. E aí você pensa, mas o
que quer dizer isso exatamente?
>> [roncando]
>> Quando a gente entende o cenário, né, da
realidade da terra de Israel e daquela
região, com um clima desértico,
muitos lugares semiáridos, com verões
muito quentes, a gente sabe muito bem o
que que é a situação terrível de um
incêndio. E quando um incêndio acontece,
ou mesmo quando, por exemplo, o templo
de Jerusalém foi destruído, foi
incendiado, a pergunta é: "O que que
sobra? e o que acaba e o que que não vai
ser atingido, destruído pelo fogo. Ouro,
prata e pedras preciosas. E é
interessante, muitos estudiosos fazem
até uma associação
de que esses elementos estão destacados
como elementos que fazem parte, por
exemplo, da construção do templo de
Salomão. Tenta-se até fazer uma conexão
que ouro, prata e pedras preciosas tem a
ver com nosso compromisso com a verdade,
com a doutrina, tem a ver com a nossa
devoção verdadeira e tem a ver ah com a
nossa prática em serviço diante de Deus,
né? E o que que acontece? A a figura
aqui é que esses elementos estão
passando pel um teste de fogo para saber
qual é a genuinidade daquilo que é
feito. Veja que isso é interessante
porque Primeira Coríntios 13 vai dizer
que alguém pode até mesmo
eh queimar o seu corpo, né? Eh, de por
uma determinada situação sem ter amor.
Isso nada seria. Isso quer dizer que a
gente pode fazer uma série de coisas que
não são obras decorrente
da graça e do agir do espírito na nossa
vida. E essas coisas não subsistem.
Então, quer dizer, o que a gente vê no
mundo, né, a gente vê muita coisa ganhar
assim todos os efeitos do marketing,
vemos um negócio de perfil holofótico,
vemos coisas que talvez as multidões até
deliram, mas de repente uma coisa dessas
pode não ter nenhum valor diante de
Deus.
E às vezes o que alguém fez lá no
oculto, né, da sua casa, no cantinho do
seu quarto, numa visita a uma pessoa
necessitada, no anúncio do evangelho, em
ajudar quem tá sofrendo terrivelmente,
isso vai contar. Então, a distinção é
essa, que existe um tipo de obra que é
madeira, feno ou palha. Ou seja, esses
três elementos diante do fogo não
subsistem. Então vai ser a hora em que
a obra será mostrada, porque o dia a
trará, pois será revelada pelo fogo, que
provará a qualidade da obra de cada um.
E olha que coisa interessante como a
comprova-se no texto que é aqui nós não
estamos falando de salvação, porque o
versículo 15 diz que se alguém que
alguém construiu se queimar ele vai
sofrer prejuízo. Contudo, será salvo
como alguém que escapa através do fogo.
Quer dizer, a pessoa
não como se imagina, né, de maneira às
vezes popular, vai perder a salvação por
não ser um cristão consagrado e
dedicado. Não é isso que o texto tá
dizendo. Não vai perder. Não existe essa
questão aí apresentada dessa forma no
texto, mas que vai haver uma avaliação
do tipo de vida que a pessoa viveu. Com
certeza sim. E aí a pergunta para nós é
como é que nós estaremos? Porque todos
nós vamos estar diante do tribunal de
Cristo. E aí quando olhamos para
[roncando]
essa palavra tribunal, nós temos uma
palavrinha grega chamado bem, que no
grego moderno se pronuncia vim.
E Bema literalmente é uma plataforma, um
lugar elevado. Os arqueólogos, por
exemplo, em Corinto, quando escavaram
ali a região, eles localizaram o lugar
que era o tribunal da cidade.
é o tribunal mencionado em Atos capítulo
18, quando Paulo vai aparecer ali diante
de Galo, ah, na situação do julgamento
dele em função das acusações de que ele
tá trazendo tumulto ali para a cidade.
Então o Bema tem esse sentido, mas essa
plataforma que envolve a isso que
existia no mundo greco-romano, que tava
ligado a uma ideia de julgamento, não
era somente de julgamento, mas também é
um lugar alto de onde a gente fala
também numa cerimônia pública para falar
de
recompensa. Por isso que historicamente
nas comunidades cristãs a gente fala
desses textos aqui de Segunda Coríntios
5, de Primeira Coríntios 3, que também é
evocado em Romanos 14, a gente fala de
galardão, que é uma palavra um pouquinho
mais complicada para dizer recompensa,
ou seja, o que é que nós vamos ter na
realidade
do mundo. do vindouro na vida eterna em
função do tipo de vida que nós tivemos
aqui. Então a gente pensa: "Ah, agora eu
tô salvo, tá tudo bem?" Nem vem que não
tem. Porque a proposta bíblica é o
seguinte. Olha, se você foi alcançado
pela graça de Deus, se você foi mudado,
foi perdoado, foi justificado,
agora você é convocado a construir no
reino de Deus, a colocar a sua fé em
prática, a desenvolver
a sua salvação
no contexto de Efésios, capítulo 2,
aquilo que começou com uma porta porta
também é um caminho até chegar o destino
final da sua caminhada e você deve
semear paraa vida eterna. [roncando] E o
que quer dizer isso? Em que medida que o
seu relacionamento com Deus permanece
nessa dimensão da graça em sintonia com
a salvação que você recebeu, o amor de
Deus no seu coração, isso deve
transbordar
para uma vida que esteja em sintonia com
toda essa realidade. E aí sim nós temos
a construção de uma vida que vai fazer
toda a diferença. E onde é que tá essa
diferença, meus queridos? Não é tão
difícil de imaginar. Em primeiro lugar,
no cuidado do entendimento da palavra
divina e o nosso amor à verdade. Quer
dizer, como é que pode uma pessoa entrar
na fé em Jesus, ter a sua vida anterior
perdoada e entrar na caminhada da fé e
não tem qualquer interesse em conhecer a
palavra de Deus, em estudar a palavra de
Deus, em beber dessa fonte, iluminar o
seu entendimento e trocar suas tolas
ideias
dos conceitos equivocados desse mundo,
por aquilo que envolve de fato o ensino
de Deus que é chamado de mel, né, que é
chamado de ouro puro. Então esse
primeiro elemento aparece aí depois
a nossa caminhada na nossa devoção em
relação a Deus. quer dizer, eh, como é
que é a nossa conexão, nossa vida de
adoração, nossa vida de de oração, nossa
vida de, eh, envolvimento
pessoal, de intimidade, de relação com
Deus a partir daquilo que ele nos
revela. E isso traz o quê pra gente?
traz a tarefa constante de examinar a si
mesmo, né, para eh pedir perdão pelos
pecados perdoados, praticados, né? A
gente eh tomar o cuidado do nosso
relacionamento com os outros, não
permitir que a gente se encha de
amargura, de ódio, de ressentimento, de
vingança contra as outras pessoas ou
mesmo de amargura contra Deus. quer
dizer, é um caminho no nosso coração,
porque o objetivo da vida de quem é
discípulo de Jesus é ser semelhante a
Jesus. E claro, na sequência, isso
envolve uma vida de serviço, de
dedicação a Deus. Porque ah, o que de
fato é importante na nossa vida? que é
importante na nossa vida é aquilo que
ocupa a maior parte do tempo na nossa
cabeça, no nosso entendimento. É aquilo
que ocupa um lugar maior no nosso
coração, é a nossa paixão, aquilo que a
gente faz qualquer coisa por aquilo.
Então eu vejo uma pessoa, por exemplo,
que é fã de corrida, ele vai ver a
corrida lá no outro país. A pessoa é fã
do seu time de futebol, ele faz qualquer
coisa para não perder a final do
campeonato. Ele vai eh vender um carro
para poder assistir um jogo na Copa do
Mundo. A pessoa faz de tudo, né, para
Então a pergunta é: onde é que tá o
evangelho nesse escopo para você, né?
E claro, eh, isso envolve também o que
que a gente faz, não só o que eu gasto
de energia e de concentração
com o meu entendimento, com o que ocupa
lugar maior no meu coração e o que que
eu faço na prática. Como é, quais são,
quais são as prioridades
do último mês na sua vida? O que que
você fez em favor de alguém? O que que
você praticou em sintonia com o que o
evangelho nos apresenta? O que que
ocupou
a sua prática especificamente? Veja que
a escritura fala pra gente que a gente
falha por aquilo que a gente faz errado
ou aquilo que a gente comete, até que
ninguém pode dizer que tá errado, mas
com motivação errada.
e aquilo que a gente deixa de fazer.
Então, a gente tá construindo isso.
Então, o que que acontece na prática?
Medida em que a pessoa,
por razões de perder o rumo adequado na
sua caminhada de fé, essa pessoa fecha o
seu coração, a sua mente, a sua vida
para a graça de Deus. Então ele passa a
ser alguém improdutivo no reino de Deus.
Ele passa a ser uma pessoa que não faz
nada na vida cristã e fica repetindo
simplesmente a frase: "Não, eu tô salvo
e tá tudo bem. Nem vem que não tem. Você
é chamado
a servir no reino de Deus e a fazer
diferença. Que tipo de realidade você tá
construindo na sua vida? Por que que
isso é importante? Eu vejo, imagina, os
pais fazem de tudo. Eles mudam de lugar,
mudam de cidade, mudam de país,
abrem uma poupança porque eles dizem:
"Eu preciso dar a melhor educação pros
meus filhos. E o que é que você quer dar
para eles? É porque eu preciso garantir
o futuro deles. Ah, eu preciso fazer tal
curso, eu preciso investir nisso, eu
preciso entrar nessa área, porque eu
preciso
me preparar pro futuro. Pois é. E onde
tá o seu preparo
para o seu futuro espiritual final?
Quando essa casa aqui não der conta de
nada?
ah, não puder mais oferecer nada, o que
você fará quando tiver do lado de lá? E
é por isso nós vamos estar ali. E aí a
gente vê que coisa interessante, ao
mesmo tempo que esse tribunal é um juízo
para fazer separação daquilo que
realmente é autêntico, de que realmente
foi feito em sintonia com o poder do
Espírito de Deus e em sintonia com o
ensino de Cristo Jesus, nosso Senhor,
também é um momento de recompensa. É um
momento, né, de que tudo aquilo que foi
plantado, que foi semeado, né, aquilo
que você vê no apocalipse, as nossas
orações chegam diante de Deus, né?
[roncando] Aí nós temos
aquilo que eh foi feito, que aparece ali
como uma espécie de premiação
diferenciada que é descrito de maneira
metafórica, como nós vemos aqui. E
alguém pode pensar, mas escuta, Saão,
isso me traz uma questão que eu fico
pensando. Então, a vida eterna vai ser
um uma vida assim de separação.
Quer [roncando] dizer, vão ter as
pessoas mais importantes lá e as menos
importantes, as que estão numa condição
melhor, as que não estão. Então, o que
que a gente pode pensar a esse respeito?
Que é verdade que as pessoas vão ser
avaliadas por Deus, mas essa avaliação
não é exatamente
em função de elementos quantitativos.
Você percebe que que não aparece em
nenhum momento a ideia que vai ver
quanto ouro tem, quanta prata tem ou
quantas pedras preciosas. A linguagem é
de genuininidade,
é de fidelidade. E não é uma questão de
injustiça de Deus que ele vai dar mais
para umas pessoas e para outras não. A
questão é o que a pessoa construiu na
sua vida. Porque veja, essa é a
realidade que nós temos. Uma pessoa, por
exemplo, que nunca cuidou da sua saúde é
diferente de uma pessoa que fez de tudo
para ser precavido e ter
devida eh caminhada com o seu bem-estar
físico. A mesma coisa. A pessoa que
resolveu estudar um assunto, aprendeu o
que disse que não precisava, não
aprendeu. Então isso, né, não é uma
questão de injustiça, mas a avaliação
não será pelos critérios que a gente
imagina, mas em termos de genuinidade
diante de Deus. E essas pessoas vão
estar numa condição onde cada uma delas,
redimida
e [limpando a garganta] devidamente
abençoada e galardoada por Deus, vão
estar plenamente contentes na sua
própria situação. Até porque esses
critérios que nós temos hoje de que
alguém é melhor por causa disso, eles
eles desaparecem no evangelho. Jesus
mesmo vai mostrar que quem serve e é
superior àele que é servido.
Os critérios de Deus, essas coisas pelas
quais nós lutamos aqui, colocamos em
perspectiva de prioridade, não funcionam
de acordo com os critérios de Deus. Mas
a pergunta para nós é por esses textos
são importantes
e por eles estão aqui e o que que eles
têm a ver com a sua vida? O que que tava
acontecendo? Observe bem que três
lugares nós temos duas vezes aos
Coríntios, em primeira Coríntios, em
segunda Coríntios e a outra vez em
Romanos 14, palavras claras sobre esse
tribunal de Cristo. E por quê? Porque
entre aqueles cristãos daquelas
comunidades, eles estavam perdendo o seu
tempo com coisas absolutamente
irrelevantes, problemáticas e até
questionáveis. Problema de Romanos 14,
brigando se podem comer um tipo de
alimento ou não podem. Qual o dia que é
mais sagrado que o outro? Paulo diz:
"Pessoal, parem de brigar por isso e
fique sabendo que cada um vai dar contas
de si mesmo a Deus. E vocês precisam
tomar cuidado de não gastar o tempo de
vocês jogando pedra um no outro". O
problema em Primeira Coríntios, você lê
um pouco antes que nós lemos, você vê
que o pessoal tava lá: "Eu sou de Apóo,
eu sou de Paulo, eu sou de Pedro", né?
Quer dizer, eu sou de Cristo. Quer
dizer, havia divisão e confusão eterna.
E em segunda Coríntios, Paulo tem um
conflito difícil com aquela comunidade e
tava explicando para eles o que tem a
ver com a nossa condição frágil e o
sofrimento que a gente passa. Então,
diante disso, a pergunta é: onde é que
você tem gasto? Os seus dons, o seu
tempo, os seus recursos e aquilo que
você pode fazer no reino de Deus? Eu não
tô dizendo nem que você deve
necessariamente abençoar essa
comunidade, a nossa igreja BNU, ou não,
não. A questão entre você e Deus, como é
que você deve caminhar com a sua vida?
Você vai o quê? Deixando o tempo passar,
pensando: "Eu tô salvo e tudo bem". Nem
vem que não tem, porque não é assim.
Pense na seriedade da sua caminhada de
fé, na sua devoção, na sua relação, o
seu amor à verdade e naquilo que envolve
o que você pode fazer diferença. Ó, tem
milhões de pessoas numa situação de
sofrimento terrível no mundo. Tanta
gente questionando para dar palpite,
julgando e brigando por um monte de
coisa. Quero ver quem faz alguma coisa,
move um dedo para ajudar quem tá próximo
ou quem que tá ao seu alcance. Então,
nesse sentido, olhando pra realidade que
um dia nós estaremos lá, a pergunta é: o
que eu vou fazer hoje ou a partir de
hoje, fazendo minha vida enquanto eu
tenho fôlego, enquanto eu tenho
capacidade, enquanto eu tenho recurso,
enquanto eu posso abençoar, que a minha
vida seja usada para a glória de Deus e
eu vá construir sim sobre o fundamento,
bebendo da graça de Deus aquilo que
permanece para sempre. Ouro, prata,
pedras preciosas
na direção desse galadão, nessa
recompensa [roncando] que a redenção na
sua plenitude nos trará. Deus abençoe a
sua vida, Deus abençoe o seu coração, a
sua gratidão, a sua frutificação
no reino de Deus.
Amém.

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