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A fé vem pelo ouvir

MÃE: um ser em EXTINÇÃO? com Rodrigo Silva | Dia das Mães

MÃE: um ser em EXTINÇÃO? com Rodrigo Silva | Dia das Mães

MÃE: um ser em EXTINÇÃO? com Rodrigo Silva | Dia das Mães

A maternidade está em extinção? Neste vídeo, refletimos sobre o verdadeiro valor da função materna em um mundo em rápida transformação. Vamos explorar o papel da mãe à luz da Bíblia, da história e de dados contemporâneos, desfazendo mitos e reforçando a dignidade desse chamado.

Desde Eva até Maria, analisamos como a Bíblia valoriza a força, a resiliência e a responsabilidade da mulher que educa e molda a sociedade.

Este é também um momento muito especial: celebramos o primeiro Dia das Mães da Laura, um testemunho vivo da beleza da maternidade. Junte-se a nós nesta reflexão edificante onde a fé se encontra com a razão para reafirmar a importância insubstituível das mães para a estabilidade familiar e a história da salvação.

Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?

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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!

#ExclusivoRodrigoSilva #rodrigosilva #rodrigosilvaarqueologia

Legendas automáticas:

Olá, você que me segue no Rodrigo Silva
Arqueologia. Nós estamos juntos pro
nosso bate-papo semanal sobre Bíblia,
teologia, religião e hoje um assunto
especial que muita gente tá curioso
porque eu e Laura estamos numa nova fase
a partir do último dia 30. Deixa eu só
tirar esse WhatsApp aqui para ele não
ficar fazendo barulho todo momento da
live aqui, porque nós agora somos pais,
pais de primeira viagem. Então eu quero
contar para você um pouquinho da nossa
experiência. você tem muita gente
curiosa e eu quero aproveitar exatamente
esse momento da paternidade para também
falar um pouquinho sobre eh mães que
hoje são seres que praticamente estão em
extinção. E eu vou explicar isso para
você daqui a pouquinho. Vamos falar um
pouquinho sobre feminismo, maternidade,
o que que a Bíblia tem a dizer sobre
isso. Você não perde por esperar, porque
tem muita informação legal. Eh, eu
preparei o PowerPoint hoje, mas é um
assunto que eu já tenho estudado há
algum tempo. Eu peguei vários artigos
que eu já tinha lido aqui, várias
anotações que eu tinha feito no passado,
porque esse assunto tem provocado muito
a minha atenção nos últimos tempos,
especialmente depois que Laura
engravidou. Então, quero conversar um
pouquinho sobre isso com vocês, tá
certo? Mas enquanto você vai chamando
todo mundo aí, não se esqueça de se
inscrever no canal, deixar o seu
comentário, ainda que discordante
daquilo que eu falo aqui, mas um
comentário respeitoso. Se você discordar
de outro aí no grupo, deixe um uma
discordância respeitosa. Se você
concordar também é bem-vindo o seu
comentário, tá bom? Vem entrar conosco
agora pra gente bater um papo aí. Se
inscreva no canal, se gostar, deixe o
seu comentário, o seu like, tudo é muito
bem-vindo para que o YouTube possa fazer
essa esse conteúdo chegar a mais e mais
pessoas. Vamos ver quem está conosco
nesse momento. Hoje eu tô sozinho aqui,
então se alguma coisa der errado, eu tô
marinheiro de primeira viagem. Eh, na
questão do YouTube, sempre a Laura está
comigo, ela está nesse momento lá no
andar de cima e estava acabando de dar
mamar paraa Sara e a Sara tava dormindo.
Ela até perguntou assim: "Nossa, eu não,
não, fica tranquila aí. Então, depois
vou falar com vocês mais sobre a nossa
experiência ali." Bom, vamos ver quem eh
está conosco aqui. Eu vou cumprimentar
alguns de vocês. Ah, que linda. Deus
abençoe, né? Aqui foi a Miriam.
Eh, Miriam, [limpando a garganta]
falei certo.
Obrigado, Miriam.
Você deve falar justamente da imagem da
Sarinha que apareceu
[limpando a garganta]
e é uma criança que nasceu muito bonita
mesmo. Graças a Deus por isso. Estou
muito feliz. Vamos outra aqui.
Que Deus te abençoe sempre. Muito
obrigada. É a Marlene Silva.
Obrigado, Marlene, também porque você
está conosco. Vamos ver outras pessoas
também que estão conosco aqui, outros
comentários. Boa noite, povo da live.
Foi a mensagem da Ibéria de Jesus.
Ibéria Jesus, boa noite para você
também. Uma coisa interessante, eu vou
até aproveitar essa aqui, ó. Aguardando
a partir de Angola. Emanuele Bumba, se
você tá falando do Brasil ou do
exterior, eu quero saber de onde você
está
conectado com a gente aí. É muito legal
ter um mapa geográfico assim da nossa da
nossa audiência, de onde as pessoas
estão estão comentando, tá bom? Então
vamos aqui. Quem mais? Muita gente
falando que família linda. Muito
obrigado. Parabéns, papai. Vamos ver
quem mais aqui também. Parabéns, papai.
Muito linda a Sarinha. É a Joana.
Obrigado, Joana Marcola. Que Deus
abençoe você, sua família e vamos ver,
gente, se eu consigo aqui eh trabalhar
bem os comentários. São muitos
comentários. A coisa fica aqui assim eh
eh passando direto. A gente nem consegue
alcançar todos aqui. Vamos ver quem mais
aqui. Ã só aqui só tem um boa noite só,
Mic
94. Boa noite, Mic também. Bom, e eu já
vou entrar aqui antes que eu me
atrapalhe também no no nos comentários.
Deixe me ver aqui. Minha filha se chama
Sara. Alguém colocou aqui, ó. Deixa eu
ver esse comentário aqui, ó. Minha filha
se chama Sara. Também é um doce, menina
maravilhosa. Que Deus abençoe vocês
nessa jornada. Foi o Dani, a Daniele
Rocha. E Sara, Daniele deve saber disso
com certeza. E muitas pessoas sabem,
Sara significa princesa em hebraico. Eh,
na verdade, minha princesa seria Sarai.
Sara, princesa. Sar é príncipe. Uma das
formas eh árabes do nome Sara é Soraia.
Soraia. E na Bíblia, Sara é uma das
matriarcas do povo hebreu, né? Esposa do
patriarca Abraão. Muito bem, pessoal.
Vamos então ao nosso bate-papo aqui. Eu
já cumprimentei todos de casa. Eu acho
que fiz direitinho, não passei mico
aqui. Estamos todos ligados, há muitas
pessoas aí conosco. Então chame outros
para participarem. Ainda há tempo. Você
vai ter informações aqui que vão
surpreender você. Eu quando estava
preparando essa live, eu conversei muito
com a a o pessoal que me associa na
assessora na rede ali e eu pensei, eu
não quero fazer simplesmente uma live de
Dia das Mães porque a Laura virou mãe.
Calma que eu vou explicar. Você pode
falar: "Ô Rodrigo, que ingrato, já seria
uma razão mais do que suficiente,
suficiente seria. Mas eu tenho a
consciência de que uma leitura meramente
romântica ou romantizada do Dia das
Mães, talvez não alcance muitas pessoas
que estão assistindo que não tem uma boa
relação com sua mãe, muitos que são
órfãos, muitos que não conheceram a sua
mãe ou que tem uma mãe tóxica. O tema da
maternidade hoje não é um tema tão
simples. Há uma um grupo considerável de
mulheres que está até quase demonizando
a maternidade.
Então, em que pese o valor de fazer uma
live sobre o Dia das Mães, homenageando
as mamães, as vovós, eh as mães eh eh de
adoção, em que pese a importância disso?
Eu pensei, eu acho que ia ia trair um
número menor de pessoas do que se eu
homenageasse as mães, mas também tendo a
coragem de colocar o dedo nalgumas
feridas sociais que estão abertas,
purulentas
e tirando o sono de muita gente. Eu me
lembro eh de um podcast que eu assisti,
havia quatro mulheres atrizes no
podcast. Eu não vou falar o nome delas
por questão de ética, mas eu fiquei
assim estarrecido com as coisas que elas
estavam falando lá, sem a menor
cerimônia.
E entre as várias temáticas assim de
promiscuidade assumida, que é até
interessante, porque no passado, quando
eu era eh criança, adolescente, havia
uma hipocrisia
no mundo, eh, no mundo de modo geral, na
sociedade. O que que eu chamo de
hipocrisia? eram pessoas que à luz do
dia pareciam pessoas de bem,
pessoas de família,
mas como dizia a velha música da Rita
ali, no escurinho do cinema
tudo acontecia.
Ou seja, quando ninguém que eu conheço
está me olhando, aí o verdadeiro caráter
vem a a à tona. Tanto é que eu lembro na
época em que as fotografias eram filmes
revelados a naquelas naqueles slides
ali, algumas pessoas diziam: "É no
escuro que o caráter se revela". Fazendo
um trocadilho com a a revelação de de
fotografias. É no escuro que o caráter
se revela. É quando não tem ninguém
olhando que você mostra quem você que
realmente é. Mas havia uma hipocrisia no
ar. Hoje eu digo que nós passamos da
fase da hipocrisia paraa fase do pecado
escancarado e até tornado digno de
orgulho.
Interessante isso. Eh, porque na época
da hipocrisia, não que houvesse qualquer
eh coisa benéfica na hipocrisia, mas
ainda havia um certo temor. As pessoas
não queriam geralmente que o o lado
oculto delas viesse à tona. Então,
muitos atores, muitas atrizes, muitos eh
cantores tinham uma vida completamente
promíscua, mas quando eles iam aos talks
shows, quando eles iam a a aos aos
bailes, aos programas, eles não
demonstravam tanto essa essa vida
devasta.
Ah, você precisava de um Nelson
Rodrigues para escrever peças de cunho
muito até assim eh doento, revelando a
verdadeira face da sociedade. Então,
você queria ver a os atores na vida
deles pública, era um jeito. Você queria
saber a vida privada e a Lê Nelson
Rodrigues que lá ele retratava não só
atores, eu tô falando também líderes
religiosos, políticos, homens de bem,
entre aspas.
Hoje não, hoje não é necessário mais um
Nelson Rodrigues para revelar a podridão
da sociedade, porque hoje aquilo que era
feito às escondidas é revelado num
podcast e revelado eh de maneira assim
até orgulhosa, com ári de ufanismo.
E entre esses temas que eu vi do pecado
com ar deufanismo, estava uma pejoração
descarada da maternidade com atrizes,
leia-se influenciadoras dizendo: "Não,
gente, eu eu vou ser sincero com vocês.
Esse negócio que ser mãe é uma coisa
maravilhosa, eu odiei. Minhas duas
filhas hoje já estão adolescentes, mas
elas sabem que eu asivo, mas que eu
odeio ser mãe, que eu nunca gostei, que
não foi prazeroso para mim tê-las." e
ela falando assim com uma tranquilidade
ali no no no
podcast. E detalhe, esse não foi o único
podcast desse gênero que eu já ouvi. Eu
estou citando esse a guis de ilustração,
mas ele não é o único. E eu fiquei
pensando, gente, qual a cabeça dessas
duas meninas? A mãe falando para elas
claramente: "Eu não desejei vocês, eu
tive vocês, mas se eu pudesse eu não
teria".
E ela fala: "Eu não deixei faltar nada.
Elas têm escola, tem tudo, tem casa, mas
eu odiei. Odiei. Acaba com seu corpo e
as outras concordando.
Vocês perceberam a que nível nós
chegamos? Então vamos conversar um
pouquinho sobre isso, porque eu sei que
o assunto é polêmico e eu vou ver até a
participação de vocês aqui porque eu só
coloquei a problemática do que nós vamos
analisar, só problemática. Então quero
até que você opine aí. Eu eu estou
recebendo muitas pessoas dando parabéns
a mim, a Laura. Muito obrigado. Os
parabéns são muito bem-vindos. Mas para
eu ter certeza que vocês estão
entendendo o tamanho do buraco no qual
eu vou entrar agora, eu queria o seu
comentário sobre isso. Eu queria que
você eh colocasse aí, você também já viu
esse tipo de postura hoje, essa postura
aflige você? O que que você acha eh eh
disso? Eh, deixa me ver aqui, ó. Quer
ver? Alguém colocou aqui, ó. Eu assisti
isso, foi a Fabiana falou: "E como mãe e
mulher me senti envergonhada por mim,
por mães de verdade e pelas meninas
filhas de tal atriz". Então vocês estão
vendo a Fabiana concordando aqui. Eu não
estou inventando. Eh, também outra
pessoa colocou aqui a Maria de Fátima,
ser mãe é uma graça divina.
Eh, então, sabe, e outros falando
também, eu já passei coisa pior com a
minha mãe, que aí foi a Érica, Jesus
colocando. E, e de fato, quando você
percebe esse tipo de de colocação da
Érica, entra numa outra faceta que é de
fato a realidade de que há mães tóxicas,
narcisistas e muito prejudiciais. Bom,
vamos com calma. Vou colocar aqui para
ainda provocar vocês algumas imagens de
seriados da TV. Você conhece o The Big
Bang Theory, o Friends, famoso Friends,
ah, dois homens, eu esqueci como é que é
o título inglês, dois homens e meio, eh,
Two Men, acho que esse é o título
inglês. E esse último aí que eu também
assisti e acabei de assistir com a
Laura, é um seriado chamado Morning
Show. Não sei quem já assistiu Morning
Show. Qual a semelhança de todos esses
produtos de streaming que eu citei aí e
outros que eu poderia mencionar? A
semelhança entre todos eles e quando eu
terminei de assistir o Morning Show,
ficou isso muito claro para mim. São
produtos, filmes que estão
desconstruindo a ideia de família. Big
Bang Theory, solteirões
num vivendo como se fosse adolescentes
morando longe dos pais.
Esse The Morning Show que mostra os
bastidores do jornalismo americano, é é
polêmico demais o Morning Show e ele é
muito ambientado em situações americanas
como a eleição do Trump, a eleição do
Biden, eh o ataque ao Capitólio. E
depois que a gente assistiu tudo, eu
falei com a Laura assim: "Você percebeu
em todo o seriado só havia uma
personagem que tinha marido e filha.
Os outros não havia.
A atriz principal, sem dar nenhum
spoiler, uma das principais, né, que a a
a esqueci o nome Alex, ela tem um
casamento de fachada,
você entendeu? Um casamento de fachada
que acaba logo nos primeiros nos
primeiros eh eh eh
nos primeiros episódios.
A filha dela não tem relação nenhuma com
a filha e a filha até desaparece depois.
E você nota em todo o seriado assim:
"Ninguém da TV, exceto uma atriz negra,
que também estava em crise no casamento,
apenas uma atriz negra é retratada como
sendo mãe de família. Todos os demais
são versões alternativas, pessoas que
nunca casaram, eh, ou que separaram ou
que só juntaram, depois desajuntaram.
Eh, tem um, um rapaz que vai propor uma
moça em em noivado, ele desiste na
última hora. E a temática sempre assim,
quando eles vão falar de família, é
sempre um sentido negativo. Traumas com
o pai, traumas com a mãe, todos eles,
quando eles vão conversar entre si, você
sai do seriado com a seguinte ideia:
família é uma droga.
O papel da família é só gerar traumas em
mim. É isso que o seriado mostra. E eu
percebi que isso aqui não é
coincidência, é coloquial. Família é uma
droga. Família só serve para me gerar
trauma. E eu também não posso tapar o
sol com a peneira, porque existem hoje
uma desromantização do papel da
maternidade. Em que sentido? Não tô
falando agora no sentido daquelas
atrizes, não. No sentido em que há mães
realmente que são narcisistas. E essa é
uma lebre verdadeira de ser levantada.
Eu fui fui vítima de uma criação
narcisista
e eu sou de uma época especialmente eh
por causa da da cultura mais matriarcal
brasileira destinada à figura de Maria.
A maior parte do povo brasileiro é é
católico. Então aquela ideia de Maria,
mãe de Deus, Nossa Senhora. Então isso
traz para trazia pro catolicismo dos
anos 70 e 80, isso está mudando hoje,
uma ideia assim quase de divinização da
maternidade. Se você falasse nos anos
70, 80, até início do ano 2000, eu não
converso com meu pai, ninguém ia te te
questionar: "Ah, você não conversa com
seu pai?" Não, tem anos que eu não vejo
meu pai, tudo bem, mas quando você fala,
"Tem anos que eu não vejo a minha mãe".
Como é que é assim? Mas como assim? Você
não fala com sua mãe? Olha, bom sujeito
você não é. que um filho que não fala
com a própria mãe, havia esse peso maior
sobre a mãe. O pai mente, a mãe jamais
mentiria sobre o seu filho.
Só que depois de um tempo, algumas
escritoras começaram a levantar, olha
bem, não é bem assim.
Eh, existem livros até interessantes que
que foram escritos sobre isso, como por
exemplo esse da Wendy Barry, que ela
falou desarmando o narcisista,
sobrevivendo e prosperando com o
egocêntrico. E ela fala muito do pai
narcisista e também da mãe narcisista,
gera de relações narcisistas, ela fala
dos pais. Depois você tem também esse da
Caroline Delfino, a mãe que não ama, a
mãe narcisista perversa. E você tens
também da Andrea Soares, manual de
sobrevivência dos filhos e filhas de
mães narcisistas. A culpa não é sua. São
livros, como eu falei com vocês, que
eles têm o seu papel de fala, tem o seu
lugar de fala. Havia muita aquela ideia
assim: "Ô, minha filha, ouça sua mãe,
mas não é toda mãe
que merece ser ouvida".
E a gente não pode também ter uma ideia
assim de todas as mães são boazinhas.
Eu lembro quando as primeiras
psicoterapeutas e eram mulheres
começaram a levantar. Espera aí, espera
aí. Existe a mãe
como a a madrasta da da Cinderela,
como a madrasta lá da como aquela mulher
também lá da Branca de Neve. Existe a
mãe perversa também.
Então eu não posso negar essa realidade,
mas para contar para você como é que de
tudo isso descambou hoje nessa negação
da maternidade, nessa quase proibição,
porque é um outro extremo de falar de
mãe, de Dia das Mães, eu tenho que
voltar ao século XVI.
Uma das maneiras que você tem de
entender problemas atuais é voltando a
situações passadas. O passado revela
muito do presente. Embora eu não
concorde com a máxima de de Hutton, que
na ele dizia que o presente é a chave do
passado. Eh, eu posso dizer que o
passado muitas vezes é a chave do
presente. Você vai entender muitas
situações hoje, não tentando ver o
agora, mas voltando lá atrás. E pasmem
com o que eu vou dizer para vocês aqui.
Eu vou pegar muita gente surpresa.
Muitos dos discursos que nós estamos
vendo hoje contra a família, contra a
maternidade, contra valores
tradicionais, contra o patriarcado,
contra a religião,
nasceram não hoje, mas no dia 1eo de
novembro de 1755.
O que que aconteceu nessa data? Primeiro
de novembro, calendário, dia de todos os
santos.
no calendário católico e aconteceu
exatamente no dia de todos os santos o
terremoto de Lisboa.
Eh, esse quadro aqui me chama bastante
atenção, por isso que eu trouxe para
vocês, que é uma pintura de João Glama e
ele retrata e ele viveu
na época em que aconteceu o terremoto de
Lisboa. Então eu eu gosto desse quadro
porque é o retrato de alguém que estava
presente na época em que tal evento
aconteceu. E olha como é que ele retrata
uma igreja destruída, um padre assim com
a mão aberta eh eh tentando proteger
inutilmente algumas pessoas, alguns
homens seminus com a com a mão na
cabeça, sem saber o que tá acontecendo.
E do outro lado você tem alguns fidalgos
também e até anjos assim meio perdidos
entre um anjo com uma espada que parece
que vem para para destruir, enquanto
outros estão olhando para um lado e pro
outro sem saber o que está acontecendo.
Parece que até os próprios anjos estão
desorganizados. E lá no fundo você vê
uma pessoa agarrada a uma cruz, a ao
pedestal de uma cruz e um outro que
também está mais acima abraçado a cruz,
mas você não sabe se ele está também
agarrado à cruz ou tentando reerguer a
cruz como se tudo aquilo agora já não
fizesse mais sentido. E de fato não fez.
Por quê?
Nessa época, eh, muitas pessoas até
chamaram o terremoto de Lisboa de a mão
esquerda de Deus, porque olha as ironias
da vida. O terremoto de Lisboa aconteceu
justamente num feriado religioso, o dia
de todos os santos, 1eo de novembro.
Eh, curiosamente, quando eu estive
algumas vezes em Portugal, em Lisboa,
você vê muito isso. O o as praias ali
são praias que são afundadas, porque o
terremoto simplesmente afundou a cidade.
Eh, uma parte de Lisboa que nós vemos
hoje foi refeita por marquês de Pombal,
mas a Lisboa de antes de 1755
arrebentou. E o que mais chama atenção é
que eh o lugar onde estavam as igrejas,
a concentração de igrejas que estavam
tendo missa na hora do terremoto, foi
completamente destruído. E a zona do
meretrício dos bordéis foi poupada, foi
preservada.
Então, muitas pessoas não entendiam que
Deus é esse canhoto
e que ele ele joga a ira dele no mundo,
porque antes qualquer tragédia era a ira
de Deus. Agora você vê um Deus que joga
o raio e ele atinge as igrejas e pessoas
que estavam rezando e poupa prostíbulos
e bordéis.
Ou seja, quem foi pro bordel dormir com
uma com uma prostituta se salvou. Quem
foi pra igreja orar e comungar se
perdeu.
E eu estou dando o exemplo do
catolicismo, mas também os protestantes
ficaram perdidos na época. E aí muitos
eh eh estudiosos começaram a interpretar
o significado do terremoto de Lisboa.
E deixe-me dizer para você que, embora
seria anacrônico dizer que todo tipo de
de questionamento à religião, à fé, aos
valores eh nasceram no no terremoto de
Lisboa, seria anacrônico afirmar isso,
porque muitos questionamentos já vinham
de antes do do terremoto de Lisboa. É
sim correto dizer que o terremoto de
Lisboa deu combustível
para muitas ideias que ainda estavam
embrionárias e as amadureceu e as
prosperou não apenas para Portugal, mas
por toda a Europa. E assim como as ondas
do terremoto de Lisboa foram sentidas, o
abalo sísmico foi sentido em outros
países além dos limites de Portugal.
Os resultados filosóficos, científicos e
teológicos
da destruição de Lisboa de 1755 também
foram sentidos em várias outros outros
discursos, publicações e até hoje em
pleno século XX. A minha filhinha está
nascendo numa sociedade que ainda recebe
resultados do terremoto de Lisboa.
Explicando de maneira mais filosófica
isso para vocês, eu vou colocar três
autores aqui eh importantíssimos para
essa época. Um deles, Volter, Rojam
Aru Volter, francês naturalizado,
inglês. Ele a partir do terremoto de
Lisboa criou uma corrente chamada
deísmo. Que que é o deísmo? Preste
atenção.
O deísmo não nega a existência de Deus.
Volta não duvidava da existência de
Deus. Mas Volta dizia: "Deus nos
abandonou.
Então, o deísmo, a semelhança do
cristianismo, ele prega que Deus criou o
universo, que Deus criou o mundo, mas
que Deus abandonou o mundo. Uma das das
ilustrações para o criador, que até
Paley vai usar essa ilustração depois, é
a ideia do relógio de bolso. fala e
dizia: "Se você encontrar eh um relógio
de bolso eh caído no meio do deserto,
ele é tão bem montado com a sua
engrenagem que você vai ser obrigado a
chegar à conclusão de que existe um
relojiro.
O relógio de bolso pressupõe a
existência do relojoeiro, entendendo que
o universo é como um relógio de bolso,
um relógio eh daqueles de, né, de corda,
então pressupõe que o universo também
tenha um relojoeiro.
Com base nessa ilustração piedosa,
bonita, interessante,
Voltaire deu uma argumentação um pouco
pesada pra fé. Ele falou: "De fato, o
universo pressupõe um relojoeiro.
Um relojoeiro que apenas deu corda e
abandonou o relógio depois que ele foi
vendido."
Ou seja, o relógio tem alguém que o fez,
mas não tem alguém que o manteve. Ele é
apenas o universo que foi dado corda e
ele agora está o seu bel prazer. E é o
abandono de Deus que justifica as
desgraças que acontecem no mundo, que
nós pensávamos que era o melhor dos
mundos, como Libia, né, na sua
teodiceia, que Deus fez o melhor dos
mundos. até diz não. Até um jogando um
salto agora pro futuro, quando o Richard
Dawkins escreve o livro Relojiro Cego e
Richard Dawkins é atu, ele estava
fazendo uma paródia de tudo isso que eu
tô falando com vocês. É se o universo é
um relógio que pressupõe um relojiro,
então ele é cego, porque o esse relógio
tá cheio de defeitos.
O terremoto é um deles.
Então, muita gente passou a partir de
Volta não a duvidar da existência de
Deus, mas a cuspir na existência de Deus
ou ignorá-lo. Porque um Deus que
abandonou você é horrível.
Isso é pior do que o ateísmo. Porque o
ateísmo diz: "Não existe Deus". Mas o
deísmo diz: "Existe um Deus". Só que ele
abandonou você. É uma orfandade muito
séria. Há uma diferença entre você ser
órfão porque os seus pais morreram no
acidente quando você nasceu ou você ser
órfão porque o seu pai e sua mãe não
quiseram você. Eles colocaram você no
lata do lixo para morrer.
A visão de Voltaire é que Deus nos
abandonou. Volta não dizia
necessariamente se Deus era bom ou era
mau, ele era indiferente.
Depois de Volta veio Rousseau, Jean J
Russell, autor do Emílio. Eh, e Roussea
falava muito de pedagogia, até que os
pedagogos têm muito uma pedagogia eh
russoriana. E Rousseau dizia o seguinte:
"Olha, nós temos que entender que, na
verdade, essa distância de Deus tem um
efeito não apenas filosófico
e natural, como expôs Volta, existe um
aspecto social também.
Se esse Deus abandonou a sociedade, as
suas próprias regras, nós temos que
começar a descobrir na sociedade
elementos que são meramente convenções e
questionar essas convenções.
E o terceiro cavaleiro do zodíaco aí que
eu poderia colocar, né, o quarto
mosqueteiro, mosqueteiro, que seria
Emanuel Kant.
Emanuel Cant pegou tudo isso e julgou
para o campo da ciência.
Embora a ciência moderna já existisse
antes de Canto, ela é do século X, ele
começou a a incentivar que agora nós
abandonássemos as as explicações eh
teológicas,
meramente teológicas, de tudo que
acontece e começássemos a buscar
explicações mais racionais.
Então, a partir do pensamento de tá
claro isso para vocês, gente? Eh,
manifestem nas redes sociais se os
comentários estão claros, tá certo? Se o
o os comentários estão OK.
Eh, eu quero eu quero comentar, Rodrigo,
tá claro, tá tá fácil de entender, tá
didático. Então, de Volta, de Rousseau e
de Kant, começaram a surgir ideias como
Deus nos abandonou, então Deus é
indiferente, podemos ser indiferentes a
ele também. Há muitas convenções em
novem de Deus que são apenas isso,
convenções e elas podem ser eh
ignoradas. Alguém escreveu aqui: "Olha,
Deus nunca nos abandonou e nunca nos
abandonará. Nós, infelizmente, é que
podemos abandoná-las. Foi a Késia que
falou: "Realmente, Késia, e eu concordo
com você, Késia, mas eu quero que você
analise isso agora, não necessariamente
com o modo como nós entendemos, mas como
eles entenderam. Porque, Ker, quando
você entender como eles raciocinaram,
mesmo sem concordar com eles, você vai
compreender porque que muito da
sociedade está sendo como está. Ou seja,
o morning show que eu que eu usei no
início dessa live aqui para ilustrar, a
os roteiristas do Morning Show são
herdeiros dessas filosofias que eu estou
falando com você que nasceram lá atrás.
E anote, nem Rousseau, nem Kant, eh,
Kant, nem Voltaire eram ateus.
Eles eram, eles apresentaram uma ideia
de Deus que já não era mais a ideia
bíblica. E aqueles que beberam encanto
falaram: "Olha, para que ficar buscando
eh explicações teológicas? Vamos paraa
razão pura". Tá certo? vai ter até a
crítica da razão pura e assim por
diante. Aí você tem o surgimento de dois
outros elementos depois do do terremoto
de Lisboa, que são Ah, aí esse esse
fenômeno todo que estou falando com
vocês também se chama Iluminismo,
tá certo? Agora o Iluminismo dizia: "Nós
estávamos sendo das trevas da idade
média para entrar na era das luzes." Aí
você tem o Iluminismo francês que é
elencado por por Voltaire, você tem eh o
Iluminismo inglês, você tem o Iluminismo
alemão, oflarung do dos alemães. Então
você tem várias correntes iluministas. O
David Hilm representa o Iluminismo
inglês, por exemplo. Então, o Iluminismo
assim agora é a era das luzes. E era das
luzes leia, uma era diferente da
escuridão da Idade Média, uma era sem
Deus, sem religião, sem Bíblia, sem
dogmas da fé, rompimento da razão e da
fé. Então, quando você vê hoje alguns
falam assim: "Não, você não misture
ciência com religião, quem diz isso está
bebendo dessas fontes aí."
Então você tem nessa época o Iluminismo
em vários países e sempre Europa, viu
gente? Tudo que eu tô falando aqui
começa Europa, não é África, não é Ásia,
Europa. E você tem também aí junto a
Revolução Industrial.
A revolução industrial ganhou muita
força nessa época e a revolução
industrial começou agora a a a
mostrar,
ainda que erroneamente, que os seres
humanos poderiam administrar a vida sem
necessidade de Deus. Então você vai ver
muito aí eh os enciclopedistas, por
exemplo, aí que nascem as enciclopédias,
enciclopédia britânica, ah, os
verbalistas, aqu eles que estão
colocando verbetes, você vai ver os
racionalistas,
os novos filósofos,
como eu falei, Camps, você vai ver aí
que vão surgindo.
O protestantismo que sai no século X,
1517, ele já tem um lado racionalista
muito grande. As primeiras correntes de
negação da autoridade bíblica foram em
universidades protestantes da Alemanha,
como Tumbingen, por exemplo, a escola de
Velhausen.
Os católicos, nesse ponto, foram mais
conservadores com a fé, porque só no
século XX, com a a o padre Rustang, por
exemplo, e a a IC biblica e outras
outras vertentes da França, que o
catolicismo começa a entrar numa
teologia mais progressista. Mas nessa
época o catolicismo ainda era
conservador e os teólogos protestantes é
que eram mais liberais.
Bom, vamos por partes. Aí você tem um
outro elemento que surge. Primeiro que
assim, eles estavam todo mundo otimista
porque agora com o maquinário Robert
Punton inventou o o o motor automotivo.
Eu não preciso mais de de recorrer a a
deuses ou entidades espirituais para
explicar a natureza. Nós temos um
maquinário, nós somos os senhores. Agora
a sociedade deixa de ser teocêntrica,
Deus no meio para ser antropocêntrica, o
ser humano, o indivíduo no centro. Aí
você tem um outro elemento que vai
surgir aí também, que é a revolução
francesa.
Só que a Revolução Francesa, ela vai
ter, eu volto de novo com ele aqui, a
Baila, um personagem que vai dar muito
combustível. para a Revolução Francesa.
Eu volto a falar de Rousseau. Jean Jaque
Rousseau. O Rousseau, ele começou a
escrever muita coisa sobre a sociedade,
porque lembra que ele estava
questionando as convenções
e o Rousseau, ele ele começou a colocar
sobre família o seguinte, que o lar é
simultaneamente idealizado,
mas ele também é uma prisão.
E é interessante que o Rousseau passa a
considerar a maternidade
como uma vocação suprema e natural da
mulher, mas sem direitos de voz ou
escolha. Olha que interessante, ao mesmo
tempo que o Rousse era muito
progressista, ao falar contra as
convenções, contra os padrões sociais,
por outro lado, o Rousseu era
tremendamente
patriarcal e conservador.
O papel social da mulher é gerar filhos.
E ele então coloca esse ideal no Emílio
quando ele tem uma personagem que é a
Sofia, é a mulher ideal e a Sofia é
colocada no Emílio, que é a grande obra
de Rousseau, como sendo uma mulher feita
para aquilo que ela foi criada, para ser
mãe, para ser esposa perfeita. E essa
ideologia do anjo do lar é o alvo que o
feminismo depois vai atacar. E você vai
entender porquê. Porque o Roussea aqui
tem um paradoxo nos livros de Rousseau
que você vai entender. Bom, primeiro
paradoxo, eu já falei que o Rousseau era
tremendamente progressista, mandando
questionar vários valores sociais, mas
no que diz respeito à mulher e à
família, ele foi conservador. Aí o
interessante é que já ouviu falar da
revolução francesa? A evolução francesa,
famosa igalitê, fraternit, igualdade,
fraternidade, libertam
anos de revolução francesa,
desde 178
até 1700, 1788 até 1799 aproximadamente.
Eh, foram 10 anos de revolução. E a
revolução, assim, ela por si já daria
uma live.
Se o terremoto de Lisboa trouxe muito
questionamento a Deus, a Revolução
Francesa foi a que deu o carimbo nisso
em Primato
muito da Olha que interessante, as
universidades começaram como uma criação
da Igreja Católica. Se você pegar as
primeiras universidades, surgiram em
Paris, Bolonha, eh, e eram eram escolas
mantidas pelo ideal católico, a
universitas.
Mas a partir da Revolução Francesa e dos
pensamentos franceses que vieram a
partir dali, a universidade foi quase
reinventada,
rasgou-se aquela ideia de universidade
católica que havia no passado e começou
agora a ter a ideia de uma universidade
onde a onde a religião não entraria, uma
realidade completamente secularizada.
As universidades que nós temos hoje são
mais filhas da universidade que surge da
Revolução Francesa do que daquela
universidade tradicional, religiosa, que
vai dar origem depois à Universidade de
Harvard, aí já de do Vios protestante,
né? Harvard, Yale, Stanford,
Universidade de Paris. Agora não, você
tem uma universidade que é secularizada.
E nessa Revolução Francesa que eles
começaram a questionar tudo, começaram a
falar de igualdade para todos,
fraternidade para todos. Aí muitos
idealistas da Revolução Francesa que
beberam em Rousseau para proclamar a
queda da Bastilha a Revolução Francesa
contra a monarquia. Eu lá na França eu
lembro, dá para você ver mesmo o Palácio
de Versalhes quando eles foram contra a
a Josefine, que ela até morta lá,
guilhotinada e tudo mais. Você começa a
ver um outro paradoxo,
foi levantado pelos teóricos. Rousseau
falou de igualdade, fraternidade,
mas ele esqueceu da mulher.
Aí quando percebe-se que Rousseau
esqueceu da mulher, começam a levantar
algumas vozes femininas que também foram
paladinas ali na na Revolução Francesa,
questionando
o Rousseau. Nesse ponto, eu vou citar
duas, uma francesa, outra inglesa.
A primeira delas, as duas estão aí, a a
imagem das duas, a primeira delas é a
Mary Woodstone Craft, inglesa. Essa
Mary, ela morreu aos 34 ou 38 anos, se
eu não me engano, e morreu de parto. Ela
teve complicações no parto e morreu. E a
filhinha que sobreviveu a esse parto
dela acabou se tornando uma profí com
escritora do mundo feminista. A outra
que escrevia até com o pseudônimo, o
nome dela real era Marius. Higuz, mas
para não ser perseguida na época da
revolução francesa, ela escreveu com
pseudônio de o pseudônimo de Olimp de
Gug. Olimp de Gug. E o livro que elas
escreveram, a Marie de Gus, ela escreveu
a declaração dos direitos da mulher,
tá certo? E da cidadania,
a declaração dos direitos da mulher. E a
Mary, a inglesa, ela escreveu a
invidicação dos direitos da mulher. Ah,
apenas para que você saiba, eu falei da
morte da Mary, não falei da Marie. A
Mari terminou guilhotinada. Ela foi
vítima da própria Revolução Francesa, da
qual ela era um dos seus ideais. Mas foi
a publicação dessas duas mulheres que
começou a acender a as primeiras eh
falas feministas muito antes da primeira
onda, que a primeira onda é depois
disso, porque o feminismo sabe que ele
tem quatro ondas. Muitos teóricos falam
de três ondas do feminismo, mas agora
outros estão falando de uma quarta onda.
Mas antes mesmo da primeira onda do
feminismo, eu pudo dizer que tudo que
você ou falar de feminismo, de
questionamento à maternidade, começa na
revolução francesa.
Agora, eh,
a partir dos escritos da Mary Wood
Stonecraft, é que veio a primeira onda
feminista, mas ela vai surgir eh bem
mais tarde, tá bom? Então, vai começar
desde o encontro do Senecal Falls. Aí já
pega Estados Unidos também.
eh em 1848, quando começam a questionar
e mulheres participam desse encontro, o
direito da mulher à propriedade, ao
divórcio, a educação superior.
E deixe-me dizer que há algo de legítimo
nessa reivindicação. Eu acho que o
grande problema aí não é o que estava
sendo reivindicado, era a força, a
maneira como a coisa estava sendo
colocada. Porque de fato o homem podia
pedir divórcio, mas a mulher não podia.
Um homem divorciado podia casar de novo,
a mulher divorciada não.
Então, mulheres divorciadas eram
colocadas a à margem da sociedade. Não
tinham direito ao voto, não tinham
direito a ler e escrever, a menos que o
marido permitisse ou o pai antes delas
casarem. Então, realmente, havia muitas
pautas que eram legítimas.
E aí coloca o outro elemento que
aconteceu. Então, olha o que eu que tô
construindo aqui. Deixa eu remover aqui
um pouquinho. Eu falei da do terremoto
de Lisboa. Olha como é que a coisa vai
construindo. Terremoto de Lisboa. Eu
falei da Revolução Francesa.
Eu falei do Iluminismo,
Revolução Industrial
e tudo isso vai ter um outro elemento
ainda, as guerras, primeira e segunda
guerra mundial.
A primeira e segunda guerra mundial
colocaram um elemento novo em todo esse
cenário, porque os homens foram paraa
guerra, tanto em 1914, quando surge a
primeira guerra mundial, quando em 1939,
quando você tem a Segunda eh Guerra
Mundial, os homens vão pro fronte,
muitos deles morrem no fronte e durante
esses períodos, longos períodos de de
guerra, quem teve que cuidar da família,
dos filhos, do sustento? A mulher.
Porque o o estado não dava pensão para
esposas de combatentes.
Então, muitas delas tinham que lutar,
começar a trabalhar fora. Enquanto
muitos homens estavam no fronte de
batalha, quem estava no nas fábricas
fazendo armas eram as mulheres. Quem
estava fazendo eh pegando pólvora,
fazendo projéteis,
balas, eram mulheres que os homens
estavam lutando.
Então a mulher começou agora a deixar o
lar para trabalhar fora. Foi imperioso
mesmo. Aqueles homens mais radicais que
achavam que lugar de mulher era no
tanque, era na na cozinha, aquela visão
machista, eles tiveram que ceder. Porque
assim, enquanto nós estamos brigando
contra o inimigo, quem vai fornecer
armas para nós? Quem que vai estar na
linha de frente?
Porque se colocar homens para trabalhar
nas fábricas de armas, todo mundo vai
querer trabalhar na fábrica de arma, que
é mais seguro do que tá lá trocando tiro
com o inimigo.
Ora aquele lado meio macho alfa, né? Eu
vou pra batalha, você vai ficar aí,
você, você é franguinho. Então o papel
tinha que ser exercito por mulheres.
Quem ia tomar conta da casa dos filhos
era mulher. Quem teria que sair de casa
para dar comida pros filhos? as
mulheres. Então, pela primeira vez na
história, mulheres começaram a ser
registradas como operárias, começaram a
receber salário, tá certo? E repito uma
coisa que eu falei para não ser mal
interpretado por vocês. Muitas das
pautas trazidas lá no início do
movimento feminista eram pautas
legítimas. Como eu falei, o direito a
votar, a estudar, a escolher com quem
elas iam se casar eram pautas legítimas.
O que hoje eu questiono nessa nessa
situação que nós estamos hoje é a
distorção
de pautas legítimas. Então, um erro que
muitos cristãos conservadores, como eu
cometem
é que você, por causa da distorção da
pauta, condena uma pauta que tem lugar
de fala.
Espero ter deixado isso claro para
vocês, tá bom? Eu quero até uma ouvir o
o que que vocês estão dizendo aqui.
Excelente explicação histórica. Maria de
Fátima está achando. Obrigado, Maria de
Fátima. Deixe-me ver mais o que que
vocês estão eh escrevendo aqui. Pode
comentar, gente. Eu vou os pouquinhos
achando aqui os comentários de vocês.
Eh, vamos ver aqui. O lugar da mulher é
onde precisa. Mas, Rodrigo, não é
machismo querer uma esposa cuidando dos
filhos? Claro que não, de jeito nenhum.
Lembre-se, eh, Over
Boy Cruz, desculpa se eu se eu li errado
o seu nome, viu? Eh, não é o que eu
estou querendo dizer. É o seguinte, eu
estou apenas historiando a leitura que
foi feita na época. Para você entender
os os mecanismos de hoje, precisamos
primeiro voltar ao passado. Então, não
raciocine com os critérios de hoje.
Raciocine com os critérios do passado,
até para você saber porque discorda
deles,
tá certo? E muitos porque se eu pegar só
o conceito de hoje, over e jogar pro
passado, tô colocando um anacronismo
também. Se eu distanciar completamente
os discursos de hoje, do passado, eu não
vou entender o contexto da atual
problemática. Então, o que eu tenho que
começar é estudar desde lá de trás para
entender porque que hoje falam o que
falam, mas eles já falam de uma maneira
modificada, tá certo?
Eh, vamos lá, então. Alguém que colocou,
não sabia e e vamos mais aqui. Vamos
continuar. Então,
inclusive, vocês já viram essa essa foto
aí, ela é muito famosa, é a Rose
Rebitadora.
Ela se tornou depois um slogan do
movimento feminista, um slogan, não,
perdão, uma imagem do movimento
feminista. Só que quando essa rose
rebitadora foi colocada assim com a mão
em punho, ela não foi colocada em nenhum
sentido feminista, pelo contrário, essa
era uma propaganda americana similar à
aquela propaganda tio Sam precisa de
você, onde o fato de muitos estarem indo
pra guerra, porque os Estados Unidos já
tinham entrado na Segunda Guerra
Mundial, então era um incentivo para que
as mulheres abandonassem o lar e fossem
paraa fábrica, porque muitas mulheres
também não queriam abandonar o lar.
Então era um incentivo. Não venham
trabalhar, vocês têm o poder. Sim, nós
podemos. Tanto é que havia outras
imagens da Rose Rebitadora, como essa
segunda que está aí, que eram bem
diferentes daquela que depois,
posteriormente foi apropriada pelo
movimento feminista para representá-lo,
mas não nasceu assim.
E quando a Segunda Guerra acabou,
tem um outro elemento que a gente
precisa levar em consideração.
Muitas crianças, muitos pais morreram no
campo de batalha, não voltaram para
casa.
Muitas mulheres estavam agora como
viúvas cuidando de filhos
e muitos filhos perderam pai e mãe.
O saldo da Segunda Guerra Mundial na
Europa. E por que que eu tô concentrando
na Europa se vivemos no Brasil? É porque
o ocidente nasce a partir do que
aconteceu na Europa. Tanto é que quando
você estuda história geral, você fala
história antiga, idade média, idade
moderna e idade contemporânea. Quando
você vai colocar os elementos que
dividem ali, são todos elementos
europeus. São todos elementos europeus.
A queda de Constantinopla, Europa,
tá certo? o início da Idade Média,
Europa. Então, a Europa ainda deu o rumo
de muitas coisas que acontecem aqui no
Brasil. Deixa eu mostrar algumas fotos
para vocês aqui. Fotos chocantes.
Essas fotos foram tiradas em 1948 em
diferentes países da Europa após, já no
finalzinho e após a Segunda Guerra
Mundial. São crianças brancas. Então,
para você ver, não é estereiótipo que
sofre, filho de preto que sofre, loiras
e órfãs.
Esses menininhos com caneco na mão aí,
esse aí eles não estão no orfanato, são
crianças de rua. São crianças de rua.
Olha essa outra foto. Crianças brincando
no lugar completamente em escombros.
Crianças andando na rua seminuas,
em lugares completamente de escombros.
Isso aí é uma cena.
eh, se eu não me engano, de um bondinho
da Itália, eu creio que é na Itália, eu
tô na dúvida se na Itália ou se na
França, onde mostram crianças pegando o
bonde num perigo danado de acontecer um
acidente com elas. São crianças de rua.
Uma delas até me chama atenção, a que tá
mais atrás aqui, não sei se vocês
prestaram atenção, ela está usando uma
fralda.
Uma fralda. Ela ainda está, é um menino
que já não deveria estar usando fralda
mais, mas ele tá usando fralda, não sei
por qual razão. E você tem outras
imagens assim de crianças sofridas, são
filhas e filhos da Segunda Guerra
Mundial.
Tem um livro que eu sugiro aqueles que
leem inglês, não sei se se esse livro
tiver em português, me ajudem aí, The
Lost Children, reconstruindo as famílias
da Europa após a Segunda Guerra Mundial.
E estima-se que entre 20 e 25 milhões de
crianças ficaram órfãs após a Segunda
Guerra Mundial. E há autores que dizem
que esse número está subestimado. É
muito mais do que 25 milhões de
crianças. Muitas foram acolhidas por
parentes, outras foram
institucionalizadas, terminaram de ser
criadas em orfanatos, sem nenhum
resquício de amor ou piedade. E milhões
se tornaram crianças deslocadas,
displaced persons, como aquelas que eu
mostrei na foto, ficavam andando por
ali, aprendendo a fumar, roubar, para
sobreviver. Não era só uma crise de
orfandade, é uma crise de estrutura
familiar global. Em números diretos, só
na Polônia, cerca de na União Soviética,
cerca de 13.000 crianças ficaram órfãs.
Na Polônia, de 1,5 a 2 milhões de
crianças órfãs. Na Alemanha, o número
até hoje não é sabido, mas sabem que são
milhões e milhões de crianças vivendo
completamente na orfandade após a
Segunda Guerra Mundial, com a Alemanha
completamente destruída.
Você já parou para pensar?
Eu estou falando, gente, milhões de
pessoas. Eu tô falando quase que a
população inteira da cidade de São
Paulo, da maior cidade do Brasil.
Imagina uma São Paulo inteira,
a maior cidade do Brasil, uma São Paulo
inteira
só de crianças órfãs,
sem pai, sem mãe. E eu não coloquei aí
aquelas
que ainda recuperaram os, mesmo tendo a
mãe, ainda estavam tinham traumas de
guerra. Muitas mães tiveram que vender o
próprio corpo para sustentar os seus
filhos. Outras mães abandonaram os
filhos. Qual a noção? E esses 20 milhões
de crianças se tornaram adultas.
20 milhões de pessoas que tinham uma uma
ideia de família completamente
traumatizada.
Quer piorar o quadro? Você tem também
aqueles que o pai foi paraa guerra sendo
de casa como um herói e depois como
essas gêmeas aí descobriram o que que o
pai fez no campo de batalha.
Eles descobriram que o pai
provocou abuso de mulheres, que o pai
matou crianças.
Os alemães sofreram isso demais porque
eles acreditavam no líder supremo da
Alemanha como sendo assim quase um deus.
E quando Raj caiu, para eles assim, é
como se você tirasse agora todos os seus
valores religiosos. Imagina alguém aí
que é muito adventista ou muito batista
ou muito católico, você descobre agora
que o adventismo tá completamente
errado, que o catolicismo tá
completamente errado, caiu o seu chão,
morreu tudo, seus valores, a insigna, a
insígna que antes você ostentava com
tanto valor, agora é proibida.
Até no Brasil, muitos descendentes de
alemã, de alemães, não falavam alemão
com os filhos e batiam nos filhos quando
eles falassem alemães, alemão, porque
tinham medo deles serem segregados na
escola.
A figura do pai começou a ser
ridicularizada.
Eu conversei uma vez com o senhor que
ele lutou na Segunda Guerra Mundial e
ele falou comigo assim: "Rodrigo, e eu
nunca mais esqueci dessa conversa que eu
tive com ele. Eu sempre eu tinha
oportade de entrevistar pessoas que
participaram da Segunda Guerra. E esse
específico, ele falou comigo assim, a
gente quando chegava lá, ele lutou em
Monte Castelo. A gente tinha outros
brasileiros, a gente era amigo de todo
mundo. Quando você começava a ver os
seus amigos morrendo, duas coisas
aconteceram.
Quando eu cheguei lá, eu morri de medo.
Eu não conseguia comer, eu não conseguia
dormir. Depois de um tempo, se acostuma
com o som das bombas, do tiro, e você
dorme no fronte mesmo com rajada de
metalhadora passando a cabeça. Eu lembro
que uma vez a gente tava andando com
sede de um corpo em putrefação num
riacho assim,
o o que tava na frente só puxou o corpo
pro lado assim. A gente limpou um
pouquinho a água, bebeu aquela água ali
que tava passando um corpo putrefação,
mau cheiro tremendo.
E a gente começou a se tornar frio em
relação aos amigos. Sabe por? muito
simples. Eu te conheço aqui hoje, eu
gosto de você e amanhã você morre na
minha frente. Aí eu sofro porque eu
perdi um amigo. Então, um mecanismo que
a gente tinha de sobrevivência emocional
era fazer amizade.
E essa situação que esse senhor contou
para mim perpassou pela Europa. Por isso
que muitos países da Europa até hoje são
frios. Pode olhar que eles não têm esse
esse calor do latino-americano de
abraçar. vai tirar uma foto com, eu
quando tiro foto no no Brasil,
geralmente pessoal quer tirar uma foto.
Claro, abraça a pessoa para tirar uma
foto. Vai fazer isso com o inglês, vai
fazer isso com o alemão, que não é seu
parente nem nada. Vai tirar uma foto com
ele, põe a mão no ombro. Muitas pessoas
vêm me reconhecendo na rua. Ô Rodrigo,
eu posso tirar uma foto com você? Claro,
a própria pessoa já põe a mão no meu
ombro e tira um selfie. Vá fazer isso
com um alemão, com um austríaco,
com o inglês, sem contato físico.
Eu não quero. Até hoje eles bebem disso.
E é por isso que você vê a consequência
de tudo isso acontecendo na Europa. O
que que vocês estão achando das
informações que que eu estou dando para
você aqui? Vamos falar, é verdade, são
mais secos. Amanda, você tá entendendo o
motivo? Vocês estão achando que as
informações estão estão sendo boas? Eh,
para você. Parabéns. Eu assisto daqui da
Flórida. Obrigado, Maria. Eh, e eu
quero, deixa eu ver, alguém que fez uma
pergunta aqui. Deixa eu ver se eu vou
achar. Eh, para que ter filhos hoje em
dia se temos uma guerra iminente a
ocorrer, risco de deixar uma criança
órfã? Eu espero até o final responder
você, Edwin,
mas para pegar sua resposta e não
deixá-la assim no vácuo. Muita gente
pensou nisso também na Europa. Para que
ter filho? Para que ter filho? E você
começa a ver agora um desencanto com a
família. E aí você tem mais um outro
elemento que foi a virada marxista,
tanto do próprio Carl Marx, opa, perdão
que eu virei aqui, tanto do próprio Carl
Marx como de Fredish Angels, que foi um
dos teóricos do marxismo. Ou seja,
Angels criticava a família monogâmica.
Ele disse que ela não era natural, era
um elemento de opressão. O trabalho
doméstico e reprodutivo, incluindo
criação de filhos, é trabalho não
remunerado, que sustenta o capitalismo,
mas é invisível.
E é interessante que quando você vê
esses teóricos, você vê que eles foram
justamente na eles exageraram
contraamão. Veja bem, antes a mulher não
podia trabalhar fora.
Depois, na época da guerra a mulher até
por uma necessidade ela trabalha fora.
Agora, na visão de Angels, é uma
obrigação da mulher trabalhar fora.
Veja, antes era uma proibição, depois
passou a ser uma permissão,
dada a circunstância.
E no marxismo é uma obrigação. A mulher
não pode se dar ao luxo de não querer
trabalhar fora. Se ela não trabalha
fora, de estar sustentando o
capitalismo, que ela tá fazendo um
trabalho no remunerado. Mas não dá paraa
mulher trabalhar fora porque ela tem
filho. Filho é o estorvo. Então não
tenha filhos.
E aí você vai construindo todo esse
cenário. Aí vem o final da primeira onda
com a figura perigosíssima de Simone de
eh de Guevá.
Essa essa Simone que era amante do
Sartre,
Simone de Buevá, ela
que a essa mulher fala eram coisas assim
tão difíceis de engolir, mas ela
conseguia ter uma uma oralidade, uma
argumentação que levou muitas e ela
inaugura
o fim da primeira onda e o início da
segunda onda feminista. que vai pegando
tudo que Simão de Boavá escreve, tudo
que os anteriores a ele escreve e vão
formalizando. Aí você tem novas teóricas
que vão formando toda essa ideia, como
Bet Freeden, Sulamit Farstone e Kate
Millet.
Uma propondo a mística feminina, tá
certo? dizendo que eh aquela ideologia
que nomeia, então alguém me perguntou:
"Rodrigo, mas é importante também que a
mulher tem um trabalho em casa, eu
concordo com você, mas para paraa Frida
não, de jeito nenhum.
A mulher não deve ser dona de casa
jamais, nunca. A Fstone, ela radicaliza
a gravidez biológica, dizendo que ela é
em si a gravidez a raiz da opressão. E a
Kate Millet, o patriarcado é o sistema
do poder. Então vamos acabar com a
sociedade como ela está colocada, vamos
acabar com a família que é a célula
matter dessa sociedade injusta. E aí
você vai ter a terceira onda feminista
depois dessas,
que já é aquela do corpo em
desconstrução.
A biologia fez a mulher para engravidar,
mas vamos desconstruir isso. Aí você tem
a a Judith Butler, que é o mais a mais
famosa delas aí, e tem a Kberl Cruel,
que também escreve muito sobre isso. A
Butler fala do gênero, que não é
essência. O gênero é uma coisa fluída,
tá certo? E o papel da mãe é um roteiro
social imposto.
Aqui em Berl já coloca que a opressão
não é só de gênero, também é de raça,
cor. Então, uma falou apenas do gênero,
outra começou a colocar a questão das
negras, como sendo também uma as mais
oprimidas. E aí você tem finalmente a
quarta onda, que é a mais atual, que
pega tudo isso, mistura no milkshake e
faz as pessoas beberem. A quarta onda é
aquela marcada por expressões como me to
mexeu coma, mexeu com todas, a child
free movement, ou seja, movimento eh sem
filhos. Então agora a Simão de Bvoá
agora ela começa a se tornar de novo, os
escritos dela são trazidos a Lume, eh, e
outras coisas mais que estão surgindo,
como por exemplo, eu lembro uma vez que
eu fui a tem a teologização disso
também, porque tem uma ala feminista que
defende, ala teológica que defende isso.
Eu me lembro num encontro que eu fui nos
Estados Unidos que tinha teologia
feminista e entre as pautas da teologia
feminista havia o direito de ser
não vou falar o palavrão, mas vocês
entenderam a sigla e em inglês usa
o palavrão, o direito de ser usando
até uma, entre aspas, base bíblica para
defender tudo isso que você está vendo.
Ou seja, essas coisas que estão hoje eh
moldando muitos os discursos que nós
temos contra a maternidade. E eu agora,
vivendo nessa situação em que minha
esposa se tornou mãe,
que que eu posso falar de todo esse
movimento? Eu vou dar alguns
contrapontos. Se vocês me permitem,
antes de entrar na Bíblia, primeiro que
eu vejo em muitos desses discursos uma
armadilha conceitual
e eu vou dizer o primeiro deles.
Primeiro, eu quero dizer, repetir o que
eu falei duas vezes aqui nessa live. Há
uma premissa que é legítima e eu não
posso, enquanto cristão conservador,
negar a legitimidade de algumas
premissas, tá certo?
havir realmente uma uma característica
de opressão da mulher, como havia
opressão ao negro, ao índio e ainda há.
O racismo existe. Então eu tenho que
tomar cuidado contra dois extremos. Eu
não posso, por causa da distorção,
negar, por exemplo, que existe racismo
no Brasil. Existe. Eu sou negro. Eu não
posso negar que existe a misogenia.
Existe. Ela tá aí as as claras.
Existe a misogenia.
Eh, eu não posso negar que realmente
existe uma opressão.
Então, não posso cair no extremo agora
de colocar uma realidade religiosa, uma
realidade com óculos cor-de-osa. E e vou
admitir uma coisa aqui aqui delicada.
Muitas vezes as igrejas são redutos de
manutenção da opressão. Quantas mulheres
foram oprimidas pelo seu marido que
apanharam deles a violência doméstica e
receberam de um líder espiritual o
conselho para não trazerem aquilo a
público para evitar o escândalo.
Isso é fato. Isso é fato. Esses dias eu
vi o recorte da de uma pregação de uma
mulher, ela falando bem claro, gente,
quantas vezes a mulher era apanhava
e quando ela ia buscar ajuda na igreja,
outros falavam assim: "Não, é melhor
você não falar para evitar o escândalo".
E quanto mais conservador,
mais se abafavam casos que deveriam ser
denunciados.
Na igreja adventista, nós temos uma
campanha chamada quebrando o silêncio,
justamente para reverter essa ideia de
manter o silêncio quando é oprimido para
evitar o escândalo.
Por outro lado, não posso cair num
extremo igualmente nocivo, que é também
de pegar a detorpação de uma premissa
legítima e fazer dela uma bandeira.
Todos os homens agora são opressores.
Todos os homens agora, a ideia de
patriarcada é uma ideia ruim.
Não, cuidado, cuidado também que você tá
indo para um outro canto. Eh, um outro
problema, passo número dois, nós temos
uma confusão de garantia, porque Simão
de Bevoar, ela generaliza tudo. Não é
imposição que oprime, é a maternidade em
si que prende a uma imanência biológica.
Olha que interessante,
ela pega uma questão social e transforma
numa questão biológica sem nenhum
experimento científico que valide as
ideias dela. Ela pega uma uma visão
social, uma cosmovisão social e aplica
categorias biológicas naquilo. Terceiro,
a radicalização. Farestone, ela conclui:
a gravidez biológica é a raiz de toda
opressão.
Qual a solução dela? Reprodução
artificial e abolição da família. Isso é
ridículo.
Isso é ridículo.
Seria a mesma coisa eu falar o seguinte:
o fato de eu ser negro é a causa do
racismo. Solução. Vamos pintar todos os
negros de branco ou vamos acabar com
agora as coisas diferentes? Eu tô apenas
fazendo uma paródia do que ela falou.
Por que que existe racismo? Porque há
pessoas de cores diferentes. Eu sou
branco, o outro é pardo, o outro é é
negro, o outro é é é amarelo, o outro é
caucasiano. Então, vamos fazer o
seguinte, vamos fazer igual Michael
Jackson, vamos escolher uma cor e vai
ficar todo mundo da mesma cor. É
ridículo isso. Eu tenho que reverter a
estrutura social da opressão, não
radicalizar com elementos biológicos que
não fazem menor sentido. E por fim,
Butler, Judit Butler, a desconstrução
total, ou seja, qualquer papel feminino,
inclusive materno, é performance
imposta. Então, maternidade,
cumplicidade com patriarcado. Isso é é é
é ridículo, meus queridos. Eu eu quero
dizer, olha, eh, como é que eu vou falar
com vocês?
Existem casos, vou dar um exemplo aqui,
eu dei aula de teologia por muito tempo
para graduação, continuo dando aula de
teologia, mas hoje só no mestrado. Mas
eu vi durante a minha experiência muitos
jovens que se tornaram pastores por uma
imposição familiar, porque o pai queria
um filho pastor. Eu pode dar o exemplo
com qualquer outra profissão. Eu conheci
um médico que ele queria ser
caminhoneiro e se tornou médico porque o
pai obrigou. O dia que o pai morreu, ele
abandonou medicina. e comprou um
caminhão. Há pessoas realmente que se
tornam daquela profissão por uma
imposição familiar. Isso significa agora
que ninguém pode ser médico ou pastor.
Não. O que essas feministas fizeram,
elas pegaram a parte pelo todo. Eu não
posso entrar nisso. Eu não posso cair
nesse nesse erro.
E olha o resultado disso na sociedade.
Olha a evolução da família. Antes a
família com o cachorrinho,
agora o casal só com o cachorro.
Já estamos indo pro sujeito solitário
com um cachorro
feito de IA, um cachorro mecânico.
Eu não estou querendo dizer que todo
mundo é obrigado a casar e que todo
mundo tem uma família de de tampa de
margarina. Eu reconheço que há realmente
mulheres viúvas, mulheres abandonadas,
voz que criam filhos. Eu reconheço tudo
isso. Eu não tenho aquela ilusão,
mas eu não posso em função daqueles
casos que estão fora do que deveriam ser
agora normatizar tudo. Vocês compreendem
a questão? Esse é o problema. Você tá
pegando situações que por estar em forma
do padrão, agora você vai baixar o
padrão para normatizar tudo.
Não podemos. seria, seria um erro muito
grande.
Olha, nós temos pessoas que que
necessitam de cuidados especiais. Os
cadeirantes, por exemplo, há muitas
pessoas são cadeirantes.
Qual a solução?
Melhorar a sociedade para dar melhores
condições de vida ao cadeirante. Mas o
que que essas filosofias progressistas
fazem? Todo mundo tem que ser
cadeirante.
Eu tô fazendo uma paródia, mas para você
ver filosoficamente como a gente pode
responder alguns dos posicionamentos.
Existe uma diferença entre melhorar a
cidade para que o cadeirante tenha vez
ou agora obrigar que todo mundo seja
cadeirante para que o cadeirante se
sinta inserido? Não é essa a solução.
Não é o fato de haver muitas famílias
que estão desestruturadas por várias
circunstâncias da vida, que agora me
obriga a desestruturar todas as famílias
para falar que qualquer norma não é
bem-vinda.
Ficou claro isso?
Vamos continuar aqui para terminar. Vou
dar o saldo da Europa.
Tudo isso aí, todas essas filosofias, o
que que tornaram a Europa um país cada
vez menos popular popul populado? Eh,
vou criar um neologismo populacionado.
75 milhões de lares na Europa já são
unipessoais, como do Friends,
como do Morning Show, solteirões,
morando sozinho ou dividindo o
apartamento com colega. Eu lembro quando
eu fui à França, conversando uma vez com
o porteiro do prédio onde eu fiquei, ele
falou: "Quando eu comecei a trabalhar
aqui, 80% dos prédios aqui eram feitos
em família. Hoje é o contrário, 20% são
família, 80% são pessoas solteiras que
dividem o apartamento com alguém ou
moram sozinhas criando gato."
76% dos domicílios hoje da Europa são
100 filhos. Menos de um em quatro lares
da Europa contém crianças. A Finlândia,
apenas 18% dos lares tem crianças. Na
Lituânia, apenas 19% dos lares t
crianças e há índices ainda mais baixos.
Uniões informais crescem, casamentos
caem. Em toda a União Europeia, a
proporção de filhos nascidos fora do
casamento ultrapassou 40%.
Aí você tem uma mudança muito grande. E
detalhe, a consequência direta dos
filhos que são colocados hoje como um
estorvo familiar, um estorvo ao
progresso, também redunda num outra
coisa. filhos indesejados que, por sua
vez, se tornam adultos descompensados.
Biblicamente, o que que eu posso dizer
para terminar a nossa live aqui?
Eh,
bom, isso aqui quando a maternidade
deixa de ser, é uma questão, a Bíblia
ela não tem uma visão romântica, não. A
Bíblia também traz famílias com
problemas. Olha o José do Egito. Olha a
situação de José do Egito. Olha Gomer e
Oséias.
Mas repito, não é o fato de haver
pessoas que estão fora do ideal que nós
vamos agora matar o ideal. Na Bíblia, a
mulher também foi criada a imagem de
Deus. Gênesis 1:27. Deus criou o homem a
sua imagem. A imagem de Deus o criou.
Homem e mulher os criou. E no hebraico
isso é muito claro. Homem e mulher
criados à imagem de Deus. Então o
argumento que eu posso dar é o seguinte:
a dignidade da mulher não é derivada do
homem nem da cultura. Ela é ontológica.
Simão de Bevoá está errada porque ela
argumenta que a mulher é o outro, o
inimigo do homem, do macho. Não. A
Bíblia fala que ambos são igualmente
portadores da imagem de Deus. Gênesis
2:18. A mulher é criada como auxiliadora
do homem. A palavra hebraica éer. Já
falei com isso. Ezer não é um um
auxiliador no sentido desqualitativo do
termo. Pelo contrário, Deus é chamado
deer, ajudador, condutor. O filho de
Moisés chamava-se Elzer. Meu Deus é o
meu auxiliador.
Então, quando mulher Eva ganha o nome de
auxiliadora Ezer em hebraico, ela está
tendo o mesmo título de Deus. Não que
ela fosse Deus, eu digo, ela teve o
direito de ter um título que também foi
aplicado a Deus.
Aliás, o homem, ele não tem o privilégio
que a mulher tem de ter uma vida gerada
dentro dele. E Provérbios 31 fala da
mulher virtuosa, e ela já é descrita na
Bíblia como mulher que negocia, que
compra propriedades, que trabalha com as
mãos e com a cabeça, que cuida dos
pobres necessitados, que é honrada em
pratica nas portas da cidade.
E para terminar,
eu quero mostrar para você o que que a
nossa sociedade está apresentando.
Quando eu era criança, o desenho que
fazia sucesso era os Flintstons.
O Fred já era um paspalhão.
A figura do pai já estava sendo
desconstruída, mas a figura da mãe ainda
era mantida.
A Vilma Flintston era sábia do lar.
Quando eu assisto agora os Simpsons,
eu já noto na Marge Simpson um outro
estereótipo.
O Rumor é um idiota como Fred Flintston,
mas a Mardy não é uma mulher sábia como
a Vilma Flintston. A Mar também é uma
mulher que é fraca, é boba, não merece
ser necessariamente respeitada. É quando
você pega outros desenhos como American
Dead,
tem o American Dead, tem um American
Guy, você vê que o estereótipo da mulher
também é de uma idiota. Nesse American
Dead, o homem é um idiota, a mulher é
uma idiota. No American Guy, o homem é
um idiota, a mulher é uma idiota. E o
que que esses desenhos estão passando? A
mesma coisa que eu abri essa live do
Morning Show.
Eh, não compensa ter família,
não compensa
ser pai, nem ter filho.
E para terminar minha live,
deixe-me dizer algo ao seu coração.
Talvez você tá falando assim: "É,
Rodrigo, mas é fácil para você falar.
Você tá aí feliz com sua esposa, com seu
filho, meu casamento tá acabando. É, é
fácil você falar: "Não, calma, eu também
tenho minha experiência de vida muito
dura.
E uma das coisas que eu tive que
aprender
é que eu não vou querer que o mundo
estrague apenas porque eu não estou
naquilo que é ideal. Eu não fui criado
num lar
como família de tampa de margarina.
Então eu tinha algumas alternativas
ruins como a proposta por esses teó
teóricos. Aí eu podia falar o seguinte:
"Quer saber? Eu odeio todo mundo que tem
uma família boa." Porque esse é um
detalhe também. Muitos progressistas, na
verdade, o discurso de ódio deles, de
protesto, que eles falam: "Estamos
protestando a favor das mulheres,
protestando o caramba. Vocês estão com
ódio porque aquela mulher conseguiu o
que você não conseguiu.
Essa que é a questão. E desculpe a
comparação. Quando você passa na porta
de uma casa que o cachorro fica latindo,
latindo, latindo, latindo, latindo,
latindo, latindo, ele não está latindo
porque você tá entrando na casa dele,
você só tá passando a porta. Ele não tá
latindo nem porque ele é bravo. Ele tá
latindo porque você tá indo onde não
pode ir porque tem uma cerca ou uma
coleira.
Muitas filosofias são como um um
cachorro que late. Ele grita, grita,
grita, não sabe falar correto. É só
gritar. É só gritar, é só protestar, é
só megafone. É tudo na base do grito.
Não sabe conversar, é só no grito, é só
na lacração. Por quê? Eu tô com ódio
porque você conseguiu o que eu não
consegui. Então, se você conseguiu o que
eu não consegui, é porque você é
opressor, porque você é branco opressor,
porque você é isso. E mas eu sou negro,
eu consegui. É porque você se vendeu ao
sistema.
Interessante. Ninguém pode ser feliz. E
o que é feliz?
Ou porque ele é opressor, ou porque ele
se vendeu ao sistema, porque a realidade
é a minha. Mas você também não quer
admitir que é infeliz. Aí você fala:
"Não, eu sou feliz porque eu sou livre".
Mas aquela Europa que eu falei com
vocês, que hoje está matando a família,
é o slide que eu acabei pulando aqui,
tem altíssimos índices de depressão,
suicídio,
solidão,
problemas emocionais.
Leia um pouquinho sobre o paradoxo
escandinavo. Os países da Escandinávia
que t o maior índice de DH do mundo são
os recordistas mundiais em problemas
emocionais.
Pegue o Japão, um país de primeiro
mundo, um país solitário, é o país que
tem o maior número de pessoas comprando
bonecas para ter em casa uma boneca,
robô,
ao invés de ter um ser humano.
Tá chegando uma situação que o pessoal
trocou família por cachorro e agora
estão trocando o cachorro pela IA,
porque muitas pessoas nem cachorro
querem ter mais. Querem ter um
cachorrinho robô, aquele do William
Musk.
Será que é isso?
E o dia das mães tá chegando. Pela
primeira vez a Laura vai ganhar um
presente.
Você fala assim: "Ah, que lindo!
Parabéns, Rodrigo. Mas minha mãe não
merece um presente. Ela já morreu e as
memórias que eu tenho dela são
terríveis.
Deixa-me colocar para você uma coisa. Eu
não estou dizendo que todo mundo é
obrigado a se casar, que todo mundo é
obrigado a ter filho. Tem gente que tá
bem, sem filhos. Eu tava sem filho até
pouco tempo. Tem gente que não vou falar
que todo mundo que não tem filho é
doente, não. Tem gente que não quer ter
filho e é uma opção de vida. Eu tenho
que respeitar isso. Beleza? Eu não posso
impor também meu padrão aos outros. Tem
pessoas que não se casaram, estão
felizes.
É o padrão. Eu não posso questionar, tá
certo? O que eu questiono são pessoas
que estão invalidando
os padrões bíblicos de família. Aí eu
questiono
pessoas que estão querendo imporcua
que a Bíblia condena. Aí eu não posso
falar: "Meu, eu respeito a sua vida
promíscua." Não, quer dizer, eu posso
até respeitar, mas eu não concordo com
ela
e eu tenho que denunciar porque a
promiscuidade é é uma coisa que a Bíblia
condena. Então, uma coisa são vidas
promíscuas, como incentivava Simone de
Bovoá. Esse eu estou aqui para
questionar mesmo, para denunciar e para
falar que tá errado em nome de Jesus.
Vidas que não estão naquele ideal,
mas que não estão também em contra da
palavra de Deus. Não estou aqui para
poder questioná-las. Então, se você não
casou, prefere ficar solteiro. Você
ficou viúva e acha que é melhor não
casar nunca mais. Você bem, você prefere
ser um casal sem filhos porque vocês
decidiram. Tudo bem, isso é respeitável,
não é respeitado a promiscuidade.
Mas deixe-me colocar para você uma
coisa.
Não é só a maternidade
que é uma necessidade biológica.
Afiliação também é.
De modo que eu termino a minha live
dizendo o seguinte:
embora nem todas as mulheres
tem a necessidade de serem mães,
todas as mulheres e homens têm a
necessidade biológica de serem filhos.
Eu vou repetir, presta atenção, porque
essa é a parte mais importante da minha
live. Eu quero que você entenda isso
aqui para eu fazer a ponte do dia das
mães.
É a partir da minha própria experiência.
Vou repetir. Posso repetir?
Eu até admito
que nem todas as mulheres têm a
necessidade biológica de serem mães. E
de fato, tanto é que há mulheres que são
estéreis.
Tem mulheres que o útero simplesmente
não gera e elas estão bem com isso.
Então, embora o corpo da mulher foi
biologicamente projetado para a
maternidade, eu não digo que isso é uma
necessidade biológica.
A Laura até agora não tinha um bebê e
ela não era menos mulher por causa
disso. OK? Mas embora nem todo, embora a
maternidade não seja necessariamente uma
necessidade biológica,
afiliação é uma necessidade biológica de
toda mulher e de todo homem. Noutras
palavras, eu não sou biologicamente
obrigado a ser pai, mas biologicamente
eu tenho que ser filho.
E quando você não engravida,
você pode passar a sua vida sem ter
nenhum problema. com a não gravidez. Mas
quando você não é parido,
você não pode passar a vida bem com
isso. E o que que eu estou querendo
dizer? Que muitos de vocês talvez não
foram emocionalmente paridos.
Talvez eu estou falando nessa noite para
pessoas que foram fruto de uma relação
sexual não desejada.
A mãe não queria, a mãe tentou
abortá-lo.
Talvez eu estou falando para alguém que
está a vida toda ouvindo da mãe dizer o
seguinte: "Eu não queria ter você,
desgraça a hora que eu que eu engravidei
de você, você é a perdição da minha
vida". Isso foi falado às vezes
explícitamente, às vezes
de maneira subliminar, dando preferência
pro irmão mais novo ou pro mais velho.
Você precisa de uma mãe.
Então agora eu vou te dar um conselho.
Se você quer ser mãe e por alguma razão
nasceu estéreo,
adote um filho.
Você vai ter um filho do coração. Não
nasceu do útero, mas nasceu do coração.
Adote um filho. Não esconda
a sua vontade de amar um filho. Adote um
filho.
E se você
tem uma mãe biológica,
mas não tem uma mãe emocional,
adote uma mãe.
Essa é a campanha que eu faço hoje.
Adote uma mãe.
Se a sua mãe morreu e você tem saudade
dela porque foi uma boa mãe, não passe o
dia das mães em branco só lembrando
daquela que faleceu. Homenageia a mãe
que faleceu adotando uma mãe.
Talvez aquela senhorinha do prédio aí
sozinha que os filhos não vêm olhar.
Talvez aquela avó que criou você. Eu
adotei muitas mães
e eu tenho muitas mães que eu rendo a
minha homenagem a elas hoje.
Há pouco tempo eu tive que fazer o
funeral de uma que me tratava como
filho.
E assim como a adoção pode suprir, pelo
menos em parte,
a necessidade de uma mulher que queria
ser mãe, mas por circunstância não pode,
a adoção de uma mãe também pode ajudar
você a resolver seu problema materno.
Adote uma mãe.
A maternidade
é um dado biológico, mas afiliação
também.
Você precisa de uma mãe.
Adote uma mãe.
Talvez aquela senhorinha que todo dia
faz faxina no prédio que você trabalha,
que cumprimenta você com educação.
Adote ela como mãe. Preencha esse vazio
dentro de você.
Aí sim você, independente da criação que
teve, independente da orfandade que
experimentou, vai poder com sinceridade
dizer para pelo menos uma pessoa no
domingo que vem: "Feliz dia das mães".
Como eu posso falar para muitas que não
me geraram biologicamente,
feliz dia das mães.
Feliz dia das mães para muitas. Tá bom?
Faça isso. Foi terapêutico para mim,
será para você também.
E não deixe que essas filosofias
progressistas desse mundo deturpem o
princípio bíblico da maternidade. Não
deixe que ninguém traga deshonra ao seu
papel de mãe, de dona do lar,
de geradora de uma vida. Deus deu isso
para você. Não deixa o o diabo por
inveja tirar de você algo que ele queria
ter e não pode que gerar uma vida. Deus
abençoe você. E se você gostou do
conteúdo como de hoje, seja meu aluno na
plataforma bíblia comentada. Tem muito
mais esperando por você lá dentro.
Informação bíblica, teológica,
arqueológica e princípios como este que
eu extraio da palavra de Deus para se
tornar o mainstream da minha vida. Tá
bom? Aqui no vídeo você vai ter o link
do Bíblia comentada, já está aí no nos
comentários. Seja meu aluno da Bíblia
comentada. Eu quero ensinar muito mais
da palavra de Deus para você. Feliz dia
das mães antecipado. Um abraço. Tchau.

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