MÃE: um ser em EXTINÇÃO? com Rodrigo Silva | Dia das Mães
04/05/2026
MÃE: um ser em EXTINÇÃO? com Rodrigo Silva | Dia das Mães
A maternidade está em extinção? Neste vídeo, refletimos sobre o verdadeiro valor da função materna em um mundo em rápida transformação. Vamos explorar o papel da mãe à luz da Bíblia, da história e de dados contemporâneos, desfazendo mitos e reforçando a dignidade desse chamado.
Desde Eva até Maria, analisamos como a Bíblia valoriza a força, a resiliência e a responsabilidade da mulher que educa e molda a sociedade.
Este é também um momento muito especial: celebramos o primeiro Dia das Mães da Laura, um testemunho vivo da beleza da maternidade. Junte-se a nós nesta reflexão edificante onde a fé se encontra com a razão para reafirmar a importância insubstituível das mães para a estabilidade familiar e a história da salvação.
Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?
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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!
#ExclusivoRodrigoSilva #rodrigosilva #rodrigosilvaarqueologia
Fonte: Rodrigo Silva Arqueologia
Legendas automáticas:
Olá, você que me segue no Rodrigo Silva Arqueologia. Nós estamos juntos pro nosso bate-papo semanal sobre Bíblia, teologia, religião e hoje um assunto especial que muita gente tá curioso porque eu e Laura estamos numa nova fase a partir do último dia 30. Deixa eu só tirar esse WhatsApp aqui para ele não ficar fazendo barulho todo momento da live aqui, porque nós agora somos pais, pais de primeira viagem. Então eu quero contar para você um pouquinho da nossa experiência. você tem muita gente curiosa e eu quero aproveitar exatamente esse momento da paternidade para também falar um pouquinho sobre eh mães que hoje são seres que praticamente estão em extinção. E eu vou explicar isso para você daqui a pouquinho. Vamos falar um pouquinho sobre feminismo, maternidade, o que que a Bíblia tem a dizer sobre isso. Você não perde por esperar, porque tem muita informação legal. Eh, eu preparei o PowerPoint hoje, mas é um assunto que eu já tenho estudado há algum tempo. Eu peguei vários artigos que eu já tinha lido aqui, várias anotações que eu tinha feito no passado, porque esse assunto tem provocado muito a minha atenção nos últimos tempos, especialmente depois que Laura engravidou. Então, quero conversar um pouquinho sobre isso com vocês, tá certo? Mas enquanto você vai chamando todo mundo aí, não se esqueça de se inscrever no canal, deixar o seu comentário, ainda que discordante daquilo que eu falo aqui, mas um comentário respeitoso. Se você discordar de outro aí no grupo, deixe um uma discordância respeitosa. Se você concordar também é bem-vindo o seu comentário, tá bom? Vem entrar conosco agora pra gente bater um papo aí. Se inscreva no canal, se gostar, deixe o seu comentário, o seu like, tudo é muito bem-vindo para que o YouTube possa fazer essa esse conteúdo chegar a mais e mais pessoas. Vamos ver quem está conosco nesse momento. Hoje eu tô sozinho aqui, então se alguma coisa der errado, eu tô marinheiro de primeira viagem. Eh, na questão do YouTube, sempre a Laura está comigo, ela está nesse momento lá no andar de cima e estava acabando de dar mamar paraa Sara e a Sara tava dormindo. Ela até perguntou assim: "Nossa, eu não, não, fica tranquila aí. Então, depois vou falar com vocês mais sobre a nossa experiência ali." Bom, vamos ver quem eh está conosco aqui. Eu vou cumprimentar alguns de vocês. Ah, que linda. Deus abençoe, né? Aqui foi a Miriam. Eh, Miriam, [limpando a garganta] falei certo. Obrigado, Miriam. Você deve falar justamente da imagem da Sarinha que apareceu [limpando a garganta] e é uma criança que nasceu muito bonita mesmo. Graças a Deus por isso. Estou muito feliz. Vamos outra aqui. Que Deus te abençoe sempre. Muito obrigada. É a Marlene Silva. Obrigado, Marlene, também porque você está conosco. Vamos ver outras pessoas também que estão conosco aqui, outros comentários. Boa noite, povo da live. Foi a mensagem da Ibéria de Jesus. Ibéria Jesus, boa noite para você também. Uma coisa interessante, eu vou até aproveitar essa aqui, ó. Aguardando a partir de Angola. Emanuele Bumba, se você tá falando do Brasil ou do exterior, eu quero saber de onde você está conectado com a gente aí. É muito legal ter um mapa geográfico assim da nossa da nossa audiência, de onde as pessoas estão estão comentando, tá bom? Então vamos aqui. Quem mais? Muita gente falando que família linda. Muito obrigado. Parabéns, papai. Vamos ver quem mais aqui também. Parabéns, papai. Muito linda a Sarinha. É a Joana. Obrigado, Joana Marcola. Que Deus abençoe você, sua família e vamos ver, gente, se eu consigo aqui eh trabalhar bem os comentários. São muitos comentários. A coisa fica aqui assim eh eh passando direto. A gente nem consegue alcançar todos aqui. Vamos ver quem mais aqui. Ã só aqui só tem um boa noite só, Mic 94. Boa noite, Mic também. Bom, e eu já vou entrar aqui antes que eu me atrapalhe também no no nos comentários. Deixe me ver aqui. Minha filha se chama Sara. Alguém colocou aqui, ó. Deixa eu ver esse comentário aqui, ó. Minha filha se chama Sara. Também é um doce, menina maravilhosa. Que Deus abençoe vocês nessa jornada. Foi o Dani, a Daniele Rocha. E Sara, Daniele deve saber disso com certeza. E muitas pessoas sabem, Sara significa princesa em hebraico. Eh, na verdade, minha princesa seria Sarai. Sara, princesa. Sar é príncipe. Uma das formas eh árabes do nome Sara é Soraia. Soraia. E na Bíblia, Sara é uma das matriarcas do povo hebreu, né? Esposa do patriarca Abraão. Muito bem, pessoal. Vamos então ao nosso bate-papo aqui. Eu já cumprimentei todos de casa. Eu acho que fiz direitinho, não passei mico aqui. Estamos todos ligados, há muitas pessoas aí conosco. Então chame outros para participarem. Ainda há tempo. Você vai ter informações aqui que vão surpreender você. Eu quando estava preparando essa live, eu conversei muito com a a o pessoal que me associa na assessora na rede ali e eu pensei, eu não quero fazer simplesmente uma live de Dia das Mães porque a Laura virou mãe. Calma que eu vou explicar. Você pode falar: "Ô Rodrigo, que ingrato, já seria uma razão mais do que suficiente, suficiente seria. Mas eu tenho a consciência de que uma leitura meramente romântica ou romantizada do Dia das Mães, talvez não alcance muitas pessoas que estão assistindo que não tem uma boa relação com sua mãe, muitos que são órfãos, muitos que não conheceram a sua mãe ou que tem uma mãe tóxica. O tema da maternidade hoje não é um tema tão simples. Há uma um grupo considerável de mulheres que está até quase demonizando a maternidade. Então, em que pese o valor de fazer uma live sobre o Dia das Mães, homenageando as mamães, as vovós, eh as mães eh eh de adoção, em que pese a importância disso? Eu pensei, eu acho que ia ia trair um número menor de pessoas do que se eu homenageasse as mães, mas também tendo a coragem de colocar o dedo nalgumas feridas sociais que estão abertas, purulentas e tirando o sono de muita gente. Eu me lembro eh de um podcast que eu assisti, havia quatro mulheres atrizes no podcast. Eu não vou falar o nome delas por questão de ética, mas eu fiquei assim estarrecido com as coisas que elas estavam falando lá, sem a menor cerimônia. E entre as várias temáticas assim de promiscuidade assumida, que é até interessante, porque no passado, quando eu era eh criança, adolescente, havia uma hipocrisia no mundo, eh, no mundo de modo geral, na sociedade. O que que eu chamo de hipocrisia? eram pessoas que à luz do dia pareciam pessoas de bem, pessoas de família, mas como dizia a velha música da Rita ali, no escurinho do cinema tudo acontecia. Ou seja, quando ninguém que eu conheço está me olhando, aí o verdadeiro caráter vem a a à tona. Tanto é que eu lembro na época em que as fotografias eram filmes revelados a naquelas naqueles slides ali, algumas pessoas diziam: "É no escuro que o caráter se revela". Fazendo um trocadilho com a a revelação de de fotografias. É no escuro que o caráter se revela. É quando não tem ninguém olhando que você mostra quem você que realmente é. Mas havia uma hipocrisia no ar. Hoje eu digo que nós passamos da fase da hipocrisia paraa fase do pecado escancarado e até tornado digno de orgulho. Interessante isso. Eh, porque na época da hipocrisia, não que houvesse qualquer eh coisa benéfica na hipocrisia, mas ainda havia um certo temor. As pessoas não queriam geralmente que o o lado oculto delas viesse à tona. Então, muitos atores, muitas atrizes, muitos eh cantores tinham uma vida completamente promíscua, mas quando eles iam aos talks shows, quando eles iam a a aos aos bailes, aos programas, eles não demonstravam tanto essa essa vida devasta. Ah, você precisava de um Nelson Rodrigues para escrever peças de cunho muito até assim eh doento, revelando a verdadeira face da sociedade. Então, você queria ver a os atores na vida deles pública, era um jeito. Você queria saber a vida privada e a Lê Nelson Rodrigues que lá ele retratava não só atores, eu tô falando também líderes religiosos, políticos, homens de bem, entre aspas. Hoje não, hoje não é necessário mais um Nelson Rodrigues para revelar a podridão da sociedade, porque hoje aquilo que era feito às escondidas é revelado num podcast e revelado eh de maneira assim até orgulhosa, com ári de ufanismo. E entre esses temas que eu vi do pecado com ar deufanismo, estava uma pejoração descarada da maternidade com atrizes, leia-se influenciadoras dizendo: "Não, gente, eu eu vou ser sincero com vocês. Esse negócio que ser mãe é uma coisa maravilhosa, eu odiei. Minhas duas filhas hoje já estão adolescentes, mas elas sabem que eu asivo, mas que eu odeio ser mãe, que eu nunca gostei, que não foi prazeroso para mim tê-las." e ela falando assim com uma tranquilidade ali no no no podcast. E detalhe, esse não foi o único podcast desse gênero que eu já ouvi. Eu estou citando esse a guis de ilustração, mas ele não é o único. E eu fiquei pensando, gente, qual a cabeça dessas duas meninas? A mãe falando para elas claramente: "Eu não desejei vocês, eu tive vocês, mas se eu pudesse eu não teria". E ela fala: "Eu não deixei faltar nada. Elas têm escola, tem tudo, tem casa, mas eu odiei. Odiei. Acaba com seu corpo e as outras concordando. Vocês perceberam a que nível nós chegamos? Então vamos conversar um pouquinho sobre isso, porque eu sei que o assunto é polêmico e eu vou ver até a participação de vocês aqui porque eu só coloquei a problemática do que nós vamos analisar, só problemática. Então quero até que você opine aí. Eu eu estou recebendo muitas pessoas dando parabéns a mim, a Laura. Muito obrigado. Os parabéns são muito bem-vindos. Mas para eu ter certeza que vocês estão entendendo o tamanho do buraco no qual eu vou entrar agora, eu queria o seu comentário sobre isso. Eu queria que você eh colocasse aí, você também já viu esse tipo de postura hoje, essa postura aflige você? O que que você acha eh eh disso? Eh, deixa me ver aqui, ó. Quer ver? Alguém colocou aqui, ó. Eu assisti isso, foi a Fabiana falou: "E como mãe e mulher me senti envergonhada por mim, por mães de verdade e pelas meninas filhas de tal atriz". Então vocês estão vendo a Fabiana concordando aqui. Eu não estou inventando. Eh, também outra pessoa colocou aqui a Maria de Fátima, ser mãe é uma graça divina. Eh, então, sabe, e outros falando também, eu já passei coisa pior com a minha mãe, que aí foi a Érica, Jesus colocando. E, e de fato, quando você percebe esse tipo de de colocação da Érica, entra numa outra faceta que é de fato a realidade de que há mães tóxicas, narcisistas e muito prejudiciais. Bom, vamos com calma. Vou colocar aqui para ainda provocar vocês algumas imagens de seriados da TV. Você conhece o The Big Bang Theory, o Friends, famoso Friends, ah, dois homens, eu esqueci como é que é o título inglês, dois homens e meio, eh, Two Men, acho que esse é o título inglês. E esse último aí que eu também assisti e acabei de assistir com a Laura, é um seriado chamado Morning Show. Não sei quem já assistiu Morning Show. Qual a semelhança de todos esses produtos de streaming que eu citei aí e outros que eu poderia mencionar? A semelhança entre todos eles e quando eu terminei de assistir o Morning Show, ficou isso muito claro para mim. São produtos, filmes que estão desconstruindo a ideia de família. Big Bang Theory, solteirões num vivendo como se fosse adolescentes morando longe dos pais. Esse The Morning Show que mostra os bastidores do jornalismo americano, é é polêmico demais o Morning Show e ele é muito ambientado em situações americanas como a eleição do Trump, a eleição do Biden, eh o ataque ao Capitólio. E depois que a gente assistiu tudo, eu falei com a Laura assim: "Você percebeu em todo o seriado só havia uma personagem que tinha marido e filha. Os outros não havia. A atriz principal, sem dar nenhum spoiler, uma das principais, né, que a a a esqueci o nome Alex, ela tem um casamento de fachada, você entendeu? Um casamento de fachada que acaba logo nos primeiros nos primeiros eh eh eh nos primeiros episódios. A filha dela não tem relação nenhuma com a filha e a filha até desaparece depois. E você nota em todo o seriado assim: "Ninguém da TV, exceto uma atriz negra, que também estava em crise no casamento, apenas uma atriz negra é retratada como sendo mãe de família. Todos os demais são versões alternativas, pessoas que nunca casaram, eh, ou que separaram ou que só juntaram, depois desajuntaram. Eh, tem um, um rapaz que vai propor uma moça em em noivado, ele desiste na última hora. E a temática sempre assim, quando eles vão falar de família, é sempre um sentido negativo. Traumas com o pai, traumas com a mãe, todos eles, quando eles vão conversar entre si, você sai do seriado com a seguinte ideia: família é uma droga. O papel da família é só gerar traumas em mim. É isso que o seriado mostra. E eu percebi que isso aqui não é coincidência, é coloquial. Família é uma droga. Família só serve para me gerar trauma. E eu também não posso tapar o sol com a peneira, porque existem hoje uma desromantização do papel da maternidade. Em que sentido? Não tô falando agora no sentido daquelas atrizes, não. No sentido em que há mães realmente que são narcisistas. E essa é uma lebre verdadeira de ser levantada. Eu fui fui vítima de uma criação narcisista e eu sou de uma época especialmente eh por causa da da cultura mais matriarcal brasileira destinada à figura de Maria. A maior parte do povo brasileiro é é católico. Então aquela ideia de Maria, mãe de Deus, Nossa Senhora. Então isso traz para trazia pro catolicismo dos anos 70 e 80, isso está mudando hoje, uma ideia assim quase de divinização da maternidade. Se você falasse nos anos 70, 80, até início do ano 2000, eu não converso com meu pai, ninguém ia te te questionar: "Ah, você não conversa com seu pai?" Não, tem anos que eu não vejo meu pai, tudo bem, mas quando você fala, "Tem anos que eu não vejo a minha mãe". Como é que é assim? Mas como assim? Você não fala com sua mãe? Olha, bom sujeito você não é. que um filho que não fala com a própria mãe, havia esse peso maior sobre a mãe. O pai mente, a mãe jamais mentiria sobre o seu filho. Só que depois de um tempo, algumas escritoras começaram a levantar, olha bem, não é bem assim. Eh, existem livros até interessantes que que foram escritos sobre isso, como por exemplo esse da Wendy Barry, que ela falou desarmando o narcisista, sobrevivendo e prosperando com o egocêntrico. E ela fala muito do pai narcisista e também da mãe narcisista, gera de relações narcisistas, ela fala dos pais. Depois você tem também esse da Caroline Delfino, a mãe que não ama, a mãe narcisista perversa. E você tens também da Andrea Soares, manual de sobrevivência dos filhos e filhas de mães narcisistas. A culpa não é sua. São livros, como eu falei com vocês, que eles têm o seu papel de fala, tem o seu lugar de fala. Havia muita aquela ideia assim: "Ô, minha filha, ouça sua mãe, mas não é toda mãe que merece ser ouvida". E a gente não pode também ter uma ideia assim de todas as mães são boazinhas. Eu lembro quando as primeiras psicoterapeutas e eram mulheres começaram a levantar. Espera aí, espera aí. Existe a mãe como a a madrasta da da Cinderela, como a madrasta lá da como aquela mulher também lá da Branca de Neve. Existe a mãe perversa também. Então eu não posso negar essa realidade, mas para contar para você como é que de tudo isso descambou hoje nessa negação da maternidade, nessa quase proibição, porque é um outro extremo de falar de mãe, de Dia das Mães, eu tenho que voltar ao século XVI. Uma das maneiras que você tem de entender problemas atuais é voltando a situações passadas. O passado revela muito do presente. Embora eu não concorde com a máxima de de Hutton, que na ele dizia que o presente é a chave do passado. Eh, eu posso dizer que o passado muitas vezes é a chave do presente. Você vai entender muitas situações hoje, não tentando ver o agora, mas voltando lá atrás. E pasmem com o que eu vou dizer para vocês aqui. Eu vou pegar muita gente surpresa. Muitos dos discursos que nós estamos vendo hoje contra a família, contra a maternidade, contra valores tradicionais, contra o patriarcado, contra a religião, nasceram não hoje, mas no dia 1eo de novembro de 1755. O que que aconteceu nessa data? Primeiro de novembro, calendário, dia de todos os santos. no calendário católico e aconteceu exatamente no dia de todos os santos o terremoto de Lisboa. Eh, esse quadro aqui me chama bastante atenção, por isso que eu trouxe para vocês, que é uma pintura de João Glama e ele retrata e ele viveu na época em que aconteceu o terremoto de Lisboa. Então eu eu gosto desse quadro porque é o retrato de alguém que estava presente na época em que tal evento aconteceu. E olha como é que ele retrata uma igreja destruída, um padre assim com a mão aberta eh eh tentando proteger inutilmente algumas pessoas, alguns homens seminus com a com a mão na cabeça, sem saber o que tá acontecendo. E do outro lado você tem alguns fidalgos também e até anjos assim meio perdidos entre um anjo com uma espada que parece que vem para para destruir, enquanto outros estão olhando para um lado e pro outro sem saber o que está acontecendo. Parece que até os próprios anjos estão desorganizados. E lá no fundo você vê uma pessoa agarrada a uma cruz, a ao pedestal de uma cruz e um outro que também está mais acima abraçado a cruz, mas você não sabe se ele está também agarrado à cruz ou tentando reerguer a cruz como se tudo aquilo agora já não fizesse mais sentido. E de fato não fez. Por quê? Nessa época, eh, muitas pessoas até chamaram o terremoto de Lisboa de a mão esquerda de Deus, porque olha as ironias da vida. O terremoto de Lisboa aconteceu justamente num feriado religioso, o dia de todos os santos, 1eo de novembro. Eh, curiosamente, quando eu estive algumas vezes em Portugal, em Lisboa, você vê muito isso. O o as praias ali são praias que são afundadas, porque o terremoto simplesmente afundou a cidade. Eh, uma parte de Lisboa que nós vemos hoje foi refeita por marquês de Pombal, mas a Lisboa de antes de 1755 arrebentou. E o que mais chama atenção é que eh o lugar onde estavam as igrejas, a concentração de igrejas que estavam tendo missa na hora do terremoto, foi completamente destruído. E a zona do meretrício dos bordéis foi poupada, foi preservada. Então, muitas pessoas não entendiam que Deus é esse canhoto e que ele ele joga a ira dele no mundo, porque antes qualquer tragédia era a ira de Deus. Agora você vê um Deus que joga o raio e ele atinge as igrejas e pessoas que estavam rezando e poupa prostíbulos e bordéis. Ou seja, quem foi pro bordel dormir com uma com uma prostituta se salvou. Quem foi pra igreja orar e comungar se perdeu. E eu estou dando o exemplo do catolicismo, mas também os protestantes ficaram perdidos na época. E aí muitos eh eh estudiosos começaram a interpretar o significado do terremoto de Lisboa. E deixe-me dizer para você que, embora seria anacrônico dizer que todo tipo de de questionamento à religião, à fé, aos valores eh nasceram no no terremoto de Lisboa, seria anacrônico afirmar isso, porque muitos questionamentos já vinham de antes do do terremoto de Lisboa. É sim correto dizer que o terremoto de Lisboa deu combustível para muitas ideias que ainda estavam embrionárias e as amadureceu e as prosperou não apenas para Portugal, mas por toda a Europa. E assim como as ondas do terremoto de Lisboa foram sentidas, o abalo sísmico foi sentido em outros países além dos limites de Portugal. Os resultados filosóficos, científicos e teológicos da destruição de Lisboa de 1755 também foram sentidos em várias outros outros discursos, publicações e até hoje em pleno século XX. A minha filhinha está nascendo numa sociedade que ainda recebe resultados do terremoto de Lisboa. Explicando de maneira mais filosófica isso para vocês, eu vou colocar três autores aqui eh importantíssimos para essa época. Um deles, Volter, Rojam Aru Volter, francês naturalizado, inglês. Ele a partir do terremoto de Lisboa criou uma corrente chamada deísmo. Que que é o deísmo? Preste atenção. O deísmo não nega a existência de Deus. Volta não duvidava da existência de Deus. Mas Volta dizia: "Deus nos abandonou. Então, o deísmo, a semelhança do cristianismo, ele prega que Deus criou o universo, que Deus criou o mundo, mas que Deus abandonou o mundo. Uma das das ilustrações para o criador, que até Paley vai usar essa ilustração depois, é a ideia do relógio de bolso. fala e dizia: "Se você encontrar eh um relógio de bolso eh caído no meio do deserto, ele é tão bem montado com a sua engrenagem que você vai ser obrigado a chegar à conclusão de que existe um relojiro. O relógio de bolso pressupõe a existência do relojoeiro, entendendo que o universo é como um relógio de bolso, um relógio eh daqueles de, né, de corda, então pressupõe que o universo também tenha um relojoeiro. Com base nessa ilustração piedosa, bonita, interessante, Voltaire deu uma argumentação um pouco pesada pra fé. Ele falou: "De fato, o universo pressupõe um relojoeiro. Um relojoeiro que apenas deu corda e abandonou o relógio depois que ele foi vendido." Ou seja, o relógio tem alguém que o fez, mas não tem alguém que o manteve. Ele é apenas o universo que foi dado corda e ele agora está o seu bel prazer. E é o abandono de Deus que justifica as desgraças que acontecem no mundo, que nós pensávamos que era o melhor dos mundos, como Libia, né, na sua teodiceia, que Deus fez o melhor dos mundos. até diz não. Até um jogando um salto agora pro futuro, quando o Richard Dawkins escreve o livro Relojiro Cego e Richard Dawkins é atu, ele estava fazendo uma paródia de tudo isso que eu tô falando com vocês. É se o universo é um relógio que pressupõe um relojiro, então ele é cego, porque o esse relógio tá cheio de defeitos. O terremoto é um deles. Então, muita gente passou a partir de Volta não a duvidar da existência de Deus, mas a cuspir na existência de Deus ou ignorá-lo. Porque um Deus que abandonou você é horrível. Isso é pior do que o ateísmo. Porque o ateísmo diz: "Não existe Deus". Mas o deísmo diz: "Existe um Deus". Só que ele abandonou você. É uma orfandade muito séria. Há uma diferença entre você ser órfão porque os seus pais morreram no acidente quando você nasceu ou você ser órfão porque o seu pai e sua mãe não quiseram você. Eles colocaram você no lata do lixo para morrer. A visão de Voltaire é que Deus nos abandonou. Volta não dizia necessariamente se Deus era bom ou era mau, ele era indiferente. Depois de Volta veio Rousseau, Jean J Russell, autor do Emílio. Eh, e Roussea falava muito de pedagogia, até que os pedagogos têm muito uma pedagogia eh russoriana. E Rousseau dizia o seguinte: "Olha, nós temos que entender que, na verdade, essa distância de Deus tem um efeito não apenas filosófico e natural, como expôs Volta, existe um aspecto social também. Se esse Deus abandonou a sociedade, as suas próprias regras, nós temos que começar a descobrir na sociedade elementos que são meramente convenções e questionar essas convenções. E o terceiro cavaleiro do zodíaco aí que eu poderia colocar, né, o quarto mosqueteiro, mosqueteiro, que seria Emanuel Kant. Emanuel Cant pegou tudo isso e julgou para o campo da ciência. Embora a ciência moderna já existisse antes de Canto, ela é do século X, ele começou a a incentivar que agora nós abandonássemos as as explicações eh teológicas, meramente teológicas, de tudo que acontece e começássemos a buscar explicações mais racionais. Então, a partir do pensamento de tá claro isso para vocês, gente? Eh, manifestem nas redes sociais se os comentários estão claros, tá certo? Se o o os comentários estão OK. Eh, eu quero eu quero comentar, Rodrigo, tá claro, tá tá fácil de entender, tá didático. Então, de Volta, de Rousseau e de Kant, começaram a surgir ideias como Deus nos abandonou, então Deus é indiferente, podemos ser indiferentes a ele também. Há muitas convenções em novem de Deus que são apenas isso, convenções e elas podem ser eh ignoradas. Alguém escreveu aqui: "Olha, Deus nunca nos abandonou e nunca nos abandonará. Nós, infelizmente, é que podemos abandoná-las. Foi a Késia que falou: "Realmente, Késia, e eu concordo com você, Késia, mas eu quero que você analise isso agora, não necessariamente com o modo como nós entendemos, mas como eles entenderam. Porque, Ker, quando você entender como eles raciocinaram, mesmo sem concordar com eles, você vai compreender porque que muito da sociedade está sendo como está. Ou seja, o morning show que eu que eu usei no início dessa live aqui para ilustrar, a os roteiristas do Morning Show são herdeiros dessas filosofias que eu estou falando com você que nasceram lá atrás. E anote, nem Rousseau, nem Kant, eh, Kant, nem Voltaire eram ateus. Eles eram, eles apresentaram uma ideia de Deus que já não era mais a ideia bíblica. E aqueles que beberam encanto falaram: "Olha, para que ficar buscando eh explicações teológicas? Vamos paraa razão pura". Tá certo? vai ter até a crítica da razão pura e assim por diante. Aí você tem o surgimento de dois outros elementos depois do do terremoto de Lisboa, que são Ah, aí esse esse fenômeno todo que estou falando com vocês também se chama Iluminismo, tá certo? Agora o Iluminismo dizia: "Nós estávamos sendo das trevas da idade média para entrar na era das luzes." Aí você tem o Iluminismo francês que é elencado por por Voltaire, você tem eh o Iluminismo inglês, você tem o Iluminismo alemão, oflarung do dos alemães. Então você tem várias correntes iluministas. O David Hilm representa o Iluminismo inglês, por exemplo. Então, o Iluminismo assim agora é a era das luzes. E era das luzes leia, uma era diferente da escuridão da Idade Média, uma era sem Deus, sem religião, sem Bíblia, sem dogmas da fé, rompimento da razão e da fé. Então, quando você vê hoje alguns falam assim: "Não, você não misture ciência com religião, quem diz isso está bebendo dessas fontes aí." Então você tem nessa época o Iluminismo em vários países e sempre Europa, viu gente? Tudo que eu tô falando aqui começa Europa, não é África, não é Ásia, Europa. E você tem também aí junto a Revolução Industrial. A revolução industrial ganhou muita força nessa época e a revolução industrial começou agora a a a mostrar, ainda que erroneamente, que os seres humanos poderiam administrar a vida sem necessidade de Deus. Então você vai ver muito aí eh os enciclopedistas, por exemplo, aí que nascem as enciclopédias, enciclopédia britânica, ah, os verbalistas, aqu eles que estão colocando verbetes, você vai ver os racionalistas, os novos filósofos, como eu falei, Camps, você vai ver aí que vão surgindo. O protestantismo que sai no século X, 1517, ele já tem um lado racionalista muito grande. As primeiras correntes de negação da autoridade bíblica foram em universidades protestantes da Alemanha, como Tumbingen, por exemplo, a escola de Velhausen. Os católicos, nesse ponto, foram mais conservadores com a fé, porque só no século XX, com a a o padre Rustang, por exemplo, e a a IC biblica e outras outras vertentes da França, que o catolicismo começa a entrar numa teologia mais progressista. Mas nessa época o catolicismo ainda era conservador e os teólogos protestantes é que eram mais liberais. Bom, vamos por partes. Aí você tem um outro elemento que surge. Primeiro que assim, eles estavam todo mundo otimista porque agora com o maquinário Robert Punton inventou o o o motor automotivo. Eu não preciso mais de de recorrer a a deuses ou entidades espirituais para explicar a natureza. Nós temos um maquinário, nós somos os senhores. Agora a sociedade deixa de ser teocêntrica, Deus no meio para ser antropocêntrica, o ser humano, o indivíduo no centro. Aí você tem um outro elemento que vai surgir aí também, que é a revolução francesa. Só que a Revolução Francesa, ela vai ter, eu volto de novo com ele aqui, a Baila, um personagem que vai dar muito combustível. para a Revolução Francesa. Eu volto a falar de Rousseau. Jean Jaque Rousseau. O Rousseau, ele começou a escrever muita coisa sobre a sociedade, porque lembra que ele estava questionando as convenções e o Rousseau, ele ele começou a colocar sobre família o seguinte, que o lar é simultaneamente idealizado, mas ele também é uma prisão. E é interessante que o Rousseau passa a considerar a maternidade como uma vocação suprema e natural da mulher, mas sem direitos de voz ou escolha. Olha que interessante, ao mesmo tempo que o Rousse era muito progressista, ao falar contra as convenções, contra os padrões sociais, por outro lado, o Rousseu era tremendamente patriarcal e conservador. O papel social da mulher é gerar filhos. E ele então coloca esse ideal no Emílio quando ele tem uma personagem que é a Sofia, é a mulher ideal e a Sofia é colocada no Emílio, que é a grande obra de Rousseau, como sendo uma mulher feita para aquilo que ela foi criada, para ser mãe, para ser esposa perfeita. E essa ideologia do anjo do lar é o alvo que o feminismo depois vai atacar. E você vai entender porquê. Porque o Roussea aqui tem um paradoxo nos livros de Rousseau que você vai entender. Bom, primeiro paradoxo, eu já falei que o Rousseau era tremendamente progressista, mandando questionar vários valores sociais, mas no que diz respeito à mulher e à família, ele foi conservador. Aí o interessante é que já ouviu falar da revolução francesa? A evolução francesa, famosa igalitê, fraternit, igualdade, fraternidade, libertam anos de revolução francesa, desde 178 até 1700, 1788 até 1799 aproximadamente. Eh, foram 10 anos de revolução. E a revolução, assim, ela por si já daria uma live. Se o terremoto de Lisboa trouxe muito questionamento a Deus, a Revolução Francesa foi a que deu o carimbo nisso em Primato muito da Olha que interessante, as universidades começaram como uma criação da Igreja Católica. Se você pegar as primeiras universidades, surgiram em Paris, Bolonha, eh, e eram eram escolas mantidas pelo ideal católico, a universitas. Mas a partir da Revolução Francesa e dos pensamentos franceses que vieram a partir dali, a universidade foi quase reinventada, rasgou-se aquela ideia de universidade católica que havia no passado e começou agora a ter a ideia de uma universidade onde a onde a religião não entraria, uma realidade completamente secularizada. As universidades que nós temos hoje são mais filhas da universidade que surge da Revolução Francesa do que daquela universidade tradicional, religiosa, que vai dar origem depois à Universidade de Harvard, aí já de do Vios protestante, né? Harvard, Yale, Stanford, Universidade de Paris. Agora não, você tem uma universidade que é secularizada. E nessa Revolução Francesa que eles começaram a questionar tudo, começaram a falar de igualdade para todos, fraternidade para todos. Aí muitos idealistas da Revolução Francesa que beberam em Rousseau para proclamar a queda da Bastilha a Revolução Francesa contra a monarquia. Eu lá na França eu lembro, dá para você ver mesmo o Palácio de Versalhes quando eles foram contra a a Josefine, que ela até morta lá, guilhotinada e tudo mais. Você começa a ver um outro paradoxo, foi levantado pelos teóricos. Rousseau falou de igualdade, fraternidade, mas ele esqueceu da mulher. Aí quando percebe-se que Rousseau esqueceu da mulher, começam a levantar algumas vozes femininas que também foram paladinas ali na na Revolução Francesa, questionando o Rousseau. Nesse ponto, eu vou citar duas, uma francesa, outra inglesa. A primeira delas, as duas estão aí, a a imagem das duas, a primeira delas é a Mary Woodstone Craft, inglesa. Essa Mary, ela morreu aos 34 ou 38 anos, se eu não me engano, e morreu de parto. Ela teve complicações no parto e morreu. E a filhinha que sobreviveu a esse parto dela acabou se tornando uma profí com escritora do mundo feminista. A outra que escrevia até com o pseudônimo, o nome dela real era Marius. Higuz, mas para não ser perseguida na época da revolução francesa, ela escreveu com pseudônio de o pseudônimo de Olimp de Gug. Olimp de Gug. E o livro que elas escreveram, a Marie de Gus, ela escreveu a declaração dos direitos da mulher, tá certo? E da cidadania, a declaração dos direitos da mulher. E a Mary, a inglesa, ela escreveu a invidicação dos direitos da mulher. Ah, apenas para que você saiba, eu falei da morte da Mary, não falei da Marie. A Mari terminou guilhotinada. Ela foi vítima da própria Revolução Francesa, da qual ela era um dos seus ideais. Mas foi a publicação dessas duas mulheres que começou a acender a as primeiras eh falas feministas muito antes da primeira onda, que a primeira onda é depois disso, porque o feminismo sabe que ele tem quatro ondas. Muitos teóricos falam de três ondas do feminismo, mas agora outros estão falando de uma quarta onda. Mas antes mesmo da primeira onda do feminismo, eu pudo dizer que tudo que você ou falar de feminismo, de questionamento à maternidade, começa na revolução francesa. Agora, eh, a partir dos escritos da Mary Wood Stonecraft, é que veio a primeira onda feminista, mas ela vai surgir eh bem mais tarde, tá bom? Então, vai começar desde o encontro do Senecal Falls. Aí já pega Estados Unidos também. eh em 1848, quando começam a questionar e mulheres participam desse encontro, o direito da mulher à propriedade, ao divórcio, a educação superior. E deixe-me dizer que há algo de legítimo nessa reivindicação. Eu acho que o grande problema aí não é o que estava sendo reivindicado, era a força, a maneira como a coisa estava sendo colocada. Porque de fato o homem podia pedir divórcio, mas a mulher não podia. Um homem divorciado podia casar de novo, a mulher divorciada não. Então, mulheres divorciadas eram colocadas a à margem da sociedade. Não tinham direito ao voto, não tinham direito a ler e escrever, a menos que o marido permitisse ou o pai antes delas casarem. Então, realmente, havia muitas pautas que eram legítimas. E aí coloca o outro elemento que aconteceu. Então, olha o que eu que tô construindo aqui. Deixa eu remover aqui um pouquinho. Eu falei da do terremoto de Lisboa. Olha como é que a coisa vai construindo. Terremoto de Lisboa. Eu falei da Revolução Francesa. Eu falei do Iluminismo, Revolução Industrial e tudo isso vai ter um outro elemento ainda, as guerras, primeira e segunda guerra mundial. A primeira e segunda guerra mundial colocaram um elemento novo em todo esse cenário, porque os homens foram paraa guerra, tanto em 1914, quando surge a primeira guerra mundial, quando em 1939, quando você tem a Segunda eh Guerra Mundial, os homens vão pro fronte, muitos deles morrem no fronte e durante esses períodos, longos períodos de de guerra, quem teve que cuidar da família, dos filhos, do sustento? A mulher. Porque o o estado não dava pensão para esposas de combatentes. Então, muitas delas tinham que lutar, começar a trabalhar fora. Enquanto muitos homens estavam no fronte de batalha, quem estava no nas fábricas fazendo armas eram as mulheres. Quem estava fazendo eh pegando pólvora, fazendo projéteis, balas, eram mulheres que os homens estavam lutando. Então a mulher começou agora a deixar o lar para trabalhar fora. Foi imperioso mesmo. Aqueles homens mais radicais que achavam que lugar de mulher era no tanque, era na na cozinha, aquela visão machista, eles tiveram que ceder. Porque assim, enquanto nós estamos brigando contra o inimigo, quem vai fornecer armas para nós? Quem que vai estar na linha de frente? Porque se colocar homens para trabalhar nas fábricas de armas, todo mundo vai querer trabalhar na fábrica de arma, que é mais seguro do que tá lá trocando tiro com o inimigo. Ora aquele lado meio macho alfa, né? Eu vou pra batalha, você vai ficar aí, você, você é franguinho. Então o papel tinha que ser exercito por mulheres. Quem ia tomar conta da casa dos filhos era mulher. Quem teria que sair de casa para dar comida pros filhos? as mulheres. Então, pela primeira vez na história, mulheres começaram a ser registradas como operárias, começaram a receber salário, tá certo? E repito uma coisa que eu falei para não ser mal interpretado por vocês. Muitas das pautas trazidas lá no início do movimento feminista eram pautas legítimas. Como eu falei, o direito a votar, a estudar, a escolher com quem elas iam se casar eram pautas legítimas. O que hoje eu questiono nessa nessa situação que nós estamos hoje é a distorção de pautas legítimas. Então, um erro que muitos cristãos conservadores, como eu cometem é que você, por causa da distorção da pauta, condena uma pauta que tem lugar de fala. Espero ter deixado isso claro para vocês, tá bom? Eu quero até uma ouvir o o que que vocês estão dizendo aqui. Excelente explicação histórica. Maria de Fátima está achando. Obrigado, Maria de Fátima. Deixe-me ver mais o que que vocês estão eh escrevendo aqui. Pode comentar, gente. Eu vou os pouquinhos achando aqui os comentários de vocês. Eh, vamos ver aqui. O lugar da mulher é onde precisa. Mas, Rodrigo, não é machismo querer uma esposa cuidando dos filhos? Claro que não, de jeito nenhum. Lembre-se, eh, Over Boy Cruz, desculpa se eu se eu li errado o seu nome, viu? Eh, não é o que eu estou querendo dizer. É o seguinte, eu estou apenas historiando a leitura que foi feita na época. Para você entender os os mecanismos de hoje, precisamos primeiro voltar ao passado. Então, não raciocine com os critérios de hoje. Raciocine com os critérios do passado, até para você saber porque discorda deles, tá certo? E muitos porque se eu pegar só o conceito de hoje, over e jogar pro passado, tô colocando um anacronismo também. Se eu distanciar completamente os discursos de hoje, do passado, eu não vou entender o contexto da atual problemática. Então, o que eu tenho que começar é estudar desde lá de trás para entender porque que hoje falam o que falam, mas eles já falam de uma maneira modificada, tá certo? Eh, vamos lá, então. Alguém que colocou, não sabia e e vamos mais aqui. Vamos continuar. Então, inclusive, vocês já viram essa essa foto aí, ela é muito famosa, é a Rose Rebitadora. Ela se tornou depois um slogan do movimento feminista, um slogan, não, perdão, uma imagem do movimento feminista. Só que quando essa rose rebitadora foi colocada assim com a mão em punho, ela não foi colocada em nenhum sentido feminista, pelo contrário, essa era uma propaganda americana similar à aquela propaganda tio Sam precisa de você, onde o fato de muitos estarem indo pra guerra, porque os Estados Unidos já tinham entrado na Segunda Guerra Mundial, então era um incentivo para que as mulheres abandonassem o lar e fossem paraa fábrica, porque muitas mulheres também não queriam abandonar o lar. Então era um incentivo. Não venham trabalhar, vocês têm o poder. Sim, nós podemos. Tanto é que havia outras imagens da Rose Rebitadora, como essa segunda que está aí, que eram bem diferentes daquela que depois, posteriormente foi apropriada pelo movimento feminista para representá-lo, mas não nasceu assim. E quando a Segunda Guerra acabou, tem um outro elemento que a gente precisa levar em consideração. Muitas crianças, muitos pais morreram no campo de batalha, não voltaram para casa. Muitas mulheres estavam agora como viúvas cuidando de filhos e muitos filhos perderam pai e mãe. O saldo da Segunda Guerra Mundial na Europa. E por que que eu tô concentrando na Europa se vivemos no Brasil? É porque o ocidente nasce a partir do que aconteceu na Europa. Tanto é que quando você estuda história geral, você fala história antiga, idade média, idade moderna e idade contemporânea. Quando você vai colocar os elementos que dividem ali, são todos elementos europeus. São todos elementos europeus. A queda de Constantinopla, Europa, tá certo? o início da Idade Média, Europa. Então, a Europa ainda deu o rumo de muitas coisas que acontecem aqui no Brasil. Deixa eu mostrar algumas fotos para vocês aqui. Fotos chocantes. Essas fotos foram tiradas em 1948 em diferentes países da Europa após, já no finalzinho e após a Segunda Guerra Mundial. São crianças brancas. Então, para você ver, não é estereiótipo que sofre, filho de preto que sofre, loiras e órfãs. Esses menininhos com caneco na mão aí, esse aí eles não estão no orfanato, são crianças de rua. São crianças de rua. Olha essa outra foto. Crianças brincando no lugar completamente em escombros. Crianças andando na rua seminuas, em lugares completamente de escombros. Isso aí é uma cena. eh, se eu não me engano, de um bondinho da Itália, eu creio que é na Itália, eu tô na dúvida se na Itália ou se na França, onde mostram crianças pegando o bonde num perigo danado de acontecer um acidente com elas. São crianças de rua. Uma delas até me chama atenção, a que tá mais atrás aqui, não sei se vocês prestaram atenção, ela está usando uma fralda. Uma fralda. Ela ainda está, é um menino que já não deveria estar usando fralda mais, mas ele tá usando fralda, não sei por qual razão. E você tem outras imagens assim de crianças sofridas, são filhas e filhos da Segunda Guerra Mundial. Tem um livro que eu sugiro aqueles que leem inglês, não sei se se esse livro tiver em português, me ajudem aí, The Lost Children, reconstruindo as famílias da Europa após a Segunda Guerra Mundial. E estima-se que entre 20 e 25 milhões de crianças ficaram órfãs após a Segunda Guerra Mundial. E há autores que dizem que esse número está subestimado. É muito mais do que 25 milhões de crianças. Muitas foram acolhidas por parentes, outras foram institucionalizadas, terminaram de ser criadas em orfanatos, sem nenhum resquício de amor ou piedade. E milhões se tornaram crianças deslocadas, displaced persons, como aquelas que eu mostrei na foto, ficavam andando por ali, aprendendo a fumar, roubar, para sobreviver. Não era só uma crise de orfandade, é uma crise de estrutura familiar global. Em números diretos, só na Polônia, cerca de na União Soviética, cerca de 13.000 crianças ficaram órfãs. Na Polônia, de 1,5 a 2 milhões de crianças órfãs. Na Alemanha, o número até hoje não é sabido, mas sabem que são milhões e milhões de crianças vivendo completamente na orfandade após a Segunda Guerra Mundial, com a Alemanha completamente destruída. Você já parou para pensar? Eu estou falando, gente, milhões de pessoas. Eu tô falando quase que a população inteira da cidade de São Paulo, da maior cidade do Brasil. Imagina uma São Paulo inteira, a maior cidade do Brasil, uma São Paulo inteira só de crianças órfãs, sem pai, sem mãe. E eu não coloquei aí aquelas que ainda recuperaram os, mesmo tendo a mãe, ainda estavam tinham traumas de guerra. Muitas mães tiveram que vender o próprio corpo para sustentar os seus filhos. Outras mães abandonaram os filhos. Qual a noção? E esses 20 milhões de crianças se tornaram adultas. 20 milhões de pessoas que tinham uma uma ideia de família completamente traumatizada. Quer piorar o quadro? Você tem também aqueles que o pai foi paraa guerra sendo de casa como um herói e depois como essas gêmeas aí descobriram o que que o pai fez no campo de batalha. Eles descobriram que o pai provocou abuso de mulheres, que o pai matou crianças. Os alemães sofreram isso demais porque eles acreditavam no líder supremo da Alemanha como sendo assim quase um deus. E quando Raj caiu, para eles assim, é como se você tirasse agora todos os seus valores religiosos. Imagina alguém aí que é muito adventista ou muito batista ou muito católico, você descobre agora que o adventismo tá completamente errado, que o catolicismo tá completamente errado, caiu o seu chão, morreu tudo, seus valores, a insigna, a insígna que antes você ostentava com tanto valor, agora é proibida. Até no Brasil, muitos descendentes de alemã, de alemães, não falavam alemão com os filhos e batiam nos filhos quando eles falassem alemães, alemão, porque tinham medo deles serem segregados na escola. A figura do pai começou a ser ridicularizada. Eu conversei uma vez com o senhor que ele lutou na Segunda Guerra Mundial e ele falou comigo assim: "Rodrigo, e eu nunca mais esqueci dessa conversa que eu tive com ele. Eu sempre eu tinha oportade de entrevistar pessoas que participaram da Segunda Guerra. E esse específico, ele falou comigo assim, a gente quando chegava lá, ele lutou em Monte Castelo. A gente tinha outros brasileiros, a gente era amigo de todo mundo. Quando você começava a ver os seus amigos morrendo, duas coisas aconteceram. Quando eu cheguei lá, eu morri de medo. Eu não conseguia comer, eu não conseguia dormir. Depois de um tempo, se acostuma com o som das bombas, do tiro, e você dorme no fronte mesmo com rajada de metalhadora passando a cabeça. Eu lembro que uma vez a gente tava andando com sede de um corpo em putrefação num riacho assim, o o que tava na frente só puxou o corpo pro lado assim. A gente limpou um pouquinho a água, bebeu aquela água ali que tava passando um corpo putrefação, mau cheiro tremendo. E a gente começou a se tornar frio em relação aos amigos. Sabe por? muito simples. Eu te conheço aqui hoje, eu gosto de você e amanhã você morre na minha frente. Aí eu sofro porque eu perdi um amigo. Então, um mecanismo que a gente tinha de sobrevivência emocional era fazer amizade. E essa situação que esse senhor contou para mim perpassou pela Europa. Por isso que muitos países da Europa até hoje são frios. Pode olhar que eles não têm esse esse calor do latino-americano de abraçar. vai tirar uma foto com, eu quando tiro foto no no Brasil, geralmente pessoal quer tirar uma foto. Claro, abraça a pessoa para tirar uma foto. Vai fazer isso com o inglês, vai fazer isso com o alemão, que não é seu parente nem nada. Vai tirar uma foto com ele, põe a mão no ombro. Muitas pessoas vêm me reconhecendo na rua. Ô Rodrigo, eu posso tirar uma foto com você? Claro, a própria pessoa já põe a mão no meu ombro e tira um selfie. Vá fazer isso com um alemão, com um austríaco, com o inglês, sem contato físico. Eu não quero. Até hoje eles bebem disso. E é por isso que você vê a consequência de tudo isso acontecendo na Europa. O que que vocês estão achando das informações que que eu estou dando para você aqui? Vamos falar, é verdade, são mais secos. Amanda, você tá entendendo o motivo? Vocês estão achando que as informações estão estão sendo boas? Eh, para você. Parabéns. Eu assisto daqui da Flórida. Obrigado, Maria. Eh, e eu quero, deixa eu ver, alguém que fez uma pergunta aqui. Deixa eu ver se eu vou achar. Eh, para que ter filhos hoje em dia se temos uma guerra iminente a ocorrer, risco de deixar uma criança órfã? Eu espero até o final responder você, Edwin, mas para pegar sua resposta e não deixá-la assim no vácuo. Muita gente pensou nisso também na Europa. Para que ter filho? Para que ter filho? E você começa a ver agora um desencanto com a família. E aí você tem mais um outro elemento que foi a virada marxista, tanto do próprio Carl Marx, opa, perdão que eu virei aqui, tanto do próprio Carl Marx como de Fredish Angels, que foi um dos teóricos do marxismo. Ou seja, Angels criticava a família monogâmica. Ele disse que ela não era natural, era um elemento de opressão. O trabalho doméstico e reprodutivo, incluindo criação de filhos, é trabalho não remunerado, que sustenta o capitalismo, mas é invisível. E é interessante que quando você vê esses teóricos, você vê que eles foram justamente na eles exageraram contraamão. Veja bem, antes a mulher não podia trabalhar fora. Depois, na época da guerra a mulher até por uma necessidade ela trabalha fora. Agora, na visão de Angels, é uma obrigação da mulher trabalhar fora. Veja, antes era uma proibição, depois passou a ser uma permissão, dada a circunstância. E no marxismo é uma obrigação. A mulher não pode se dar ao luxo de não querer trabalhar fora. Se ela não trabalha fora, de estar sustentando o capitalismo, que ela tá fazendo um trabalho no remunerado. Mas não dá paraa mulher trabalhar fora porque ela tem filho. Filho é o estorvo. Então não tenha filhos. E aí você vai construindo todo esse cenário. Aí vem o final da primeira onda com a figura perigosíssima de Simone de eh de Guevá. Essa essa Simone que era amante do Sartre, Simone de Buevá, ela que a essa mulher fala eram coisas assim tão difíceis de engolir, mas ela conseguia ter uma uma oralidade, uma argumentação que levou muitas e ela inaugura o fim da primeira onda e o início da segunda onda feminista. que vai pegando tudo que Simão de Boavá escreve, tudo que os anteriores a ele escreve e vão formalizando. Aí você tem novas teóricas que vão formando toda essa ideia, como Bet Freeden, Sulamit Farstone e Kate Millet. Uma propondo a mística feminina, tá certo? dizendo que eh aquela ideologia que nomeia, então alguém me perguntou: "Rodrigo, mas é importante também que a mulher tem um trabalho em casa, eu concordo com você, mas para paraa Frida não, de jeito nenhum. A mulher não deve ser dona de casa jamais, nunca. A Fstone, ela radicaliza a gravidez biológica, dizendo que ela é em si a gravidez a raiz da opressão. E a Kate Millet, o patriarcado é o sistema do poder. Então vamos acabar com a sociedade como ela está colocada, vamos acabar com a família que é a célula matter dessa sociedade injusta. E aí você vai ter a terceira onda feminista depois dessas, que já é aquela do corpo em desconstrução. A biologia fez a mulher para engravidar, mas vamos desconstruir isso. Aí você tem a a Judith Butler, que é o mais a mais famosa delas aí, e tem a Kberl Cruel, que também escreve muito sobre isso. A Butler fala do gênero, que não é essência. O gênero é uma coisa fluída, tá certo? E o papel da mãe é um roteiro social imposto. Aqui em Berl já coloca que a opressão não é só de gênero, também é de raça, cor. Então, uma falou apenas do gênero, outra começou a colocar a questão das negras, como sendo também uma as mais oprimidas. E aí você tem finalmente a quarta onda, que é a mais atual, que pega tudo isso, mistura no milkshake e faz as pessoas beberem. A quarta onda é aquela marcada por expressões como me to mexeu coma, mexeu com todas, a child free movement, ou seja, movimento eh sem filhos. Então agora a Simão de Bvoá agora ela começa a se tornar de novo, os escritos dela são trazidos a Lume, eh, e outras coisas mais que estão surgindo, como por exemplo, eu lembro uma vez que eu fui a tem a teologização disso também, porque tem uma ala feminista que defende, ala teológica que defende isso. Eu me lembro num encontro que eu fui nos Estados Unidos que tinha teologia feminista e entre as pautas da teologia feminista havia o direito de ser não vou falar o palavrão, mas vocês entenderam a sigla e em inglês usa o palavrão, o direito de ser usando até uma, entre aspas, base bíblica para defender tudo isso que você está vendo. Ou seja, essas coisas que estão hoje eh moldando muitos os discursos que nós temos contra a maternidade. E eu agora, vivendo nessa situação em que minha esposa se tornou mãe, que que eu posso falar de todo esse movimento? Eu vou dar alguns contrapontos. Se vocês me permitem, antes de entrar na Bíblia, primeiro que eu vejo em muitos desses discursos uma armadilha conceitual e eu vou dizer o primeiro deles. Primeiro, eu quero dizer, repetir o que eu falei duas vezes aqui nessa live. Há uma premissa que é legítima e eu não posso, enquanto cristão conservador, negar a legitimidade de algumas premissas, tá certo? havir realmente uma uma característica de opressão da mulher, como havia opressão ao negro, ao índio e ainda há. O racismo existe. Então eu tenho que tomar cuidado contra dois extremos. Eu não posso, por causa da distorção, negar, por exemplo, que existe racismo no Brasil. Existe. Eu sou negro. Eu não posso negar que existe a misogenia. Existe. Ela tá aí as as claras. Existe a misogenia. Eh, eu não posso negar que realmente existe uma opressão. Então, não posso cair no extremo agora de colocar uma realidade religiosa, uma realidade com óculos cor-de-osa. E e vou admitir uma coisa aqui aqui delicada. Muitas vezes as igrejas são redutos de manutenção da opressão. Quantas mulheres foram oprimidas pelo seu marido que apanharam deles a violência doméstica e receberam de um líder espiritual o conselho para não trazerem aquilo a público para evitar o escândalo. Isso é fato. Isso é fato. Esses dias eu vi o recorte da de uma pregação de uma mulher, ela falando bem claro, gente, quantas vezes a mulher era apanhava e quando ela ia buscar ajuda na igreja, outros falavam assim: "Não, é melhor você não falar para evitar o escândalo". E quanto mais conservador, mais se abafavam casos que deveriam ser denunciados. Na igreja adventista, nós temos uma campanha chamada quebrando o silêncio, justamente para reverter essa ideia de manter o silêncio quando é oprimido para evitar o escândalo. Por outro lado, não posso cair num extremo igualmente nocivo, que é também de pegar a detorpação de uma premissa legítima e fazer dela uma bandeira. Todos os homens agora são opressores. Todos os homens agora, a ideia de patriarcada é uma ideia ruim. Não, cuidado, cuidado também que você tá indo para um outro canto. Eh, um outro problema, passo número dois, nós temos uma confusão de garantia, porque Simão de Bevoar, ela generaliza tudo. Não é imposição que oprime, é a maternidade em si que prende a uma imanência biológica. Olha que interessante, ela pega uma questão social e transforma numa questão biológica sem nenhum experimento científico que valide as ideias dela. Ela pega uma uma visão social, uma cosmovisão social e aplica categorias biológicas naquilo. Terceiro, a radicalização. Farestone, ela conclui: a gravidez biológica é a raiz de toda opressão. Qual a solução dela? Reprodução artificial e abolição da família. Isso é ridículo. Isso é ridículo. Seria a mesma coisa eu falar o seguinte: o fato de eu ser negro é a causa do racismo. Solução. Vamos pintar todos os negros de branco ou vamos acabar com agora as coisas diferentes? Eu tô apenas fazendo uma paródia do que ela falou. Por que que existe racismo? Porque há pessoas de cores diferentes. Eu sou branco, o outro é pardo, o outro é é negro, o outro é é é amarelo, o outro é caucasiano. Então, vamos fazer o seguinte, vamos fazer igual Michael Jackson, vamos escolher uma cor e vai ficar todo mundo da mesma cor. É ridículo isso. Eu tenho que reverter a estrutura social da opressão, não radicalizar com elementos biológicos que não fazem menor sentido. E por fim, Butler, Judit Butler, a desconstrução total, ou seja, qualquer papel feminino, inclusive materno, é performance imposta. Então, maternidade, cumplicidade com patriarcado. Isso é é é é ridículo, meus queridos. Eu eu quero dizer, olha, eh, como é que eu vou falar com vocês? Existem casos, vou dar um exemplo aqui, eu dei aula de teologia por muito tempo para graduação, continuo dando aula de teologia, mas hoje só no mestrado. Mas eu vi durante a minha experiência muitos jovens que se tornaram pastores por uma imposição familiar, porque o pai queria um filho pastor. Eu pode dar o exemplo com qualquer outra profissão. Eu conheci um médico que ele queria ser caminhoneiro e se tornou médico porque o pai obrigou. O dia que o pai morreu, ele abandonou medicina. e comprou um caminhão. Há pessoas realmente que se tornam daquela profissão por uma imposição familiar. Isso significa agora que ninguém pode ser médico ou pastor. Não. O que essas feministas fizeram, elas pegaram a parte pelo todo. Eu não posso entrar nisso. Eu não posso cair nesse nesse erro. E olha o resultado disso na sociedade. Olha a evolução da família. Antes a família com o cachorrinho, agora o casal só com o cachorro. Já estamos indo pro sujeito solitário com um cachorro feito de IA, um cachorro mecânico. Eu não estou querendo dizer que todo mundo é obrigado a casar e que todo mundo tem uma família de de tampa de margarina. Eu reconheço que há realmente mulheres viúvas, mulheres abandonadas, voz que criam filhos. Eu reconheço tudo isso. Eu não tenho aquela ilusão, mas eu não posso em função daqueles casos que estão fora do que deveriam ser agora normatizar tudo. Vocês compreendem a questão? Esse é o problema. Você tá pegando situações que por estar em forma do padrão, agora você vai baixar o padrão para normatizar tudo. Não podemos. seria, seria um erro muito grande. Olha, nós temos pessoas que que necessitam de cuidados especiais. Os cadeirantes, por exemplo, há muitas pessoas são cadeirantes. Qual a solução? Melhorar a sociedade para dar melhores condições de vida ao cadeirante. Mas o que que essas filosofias progressistas fazem? Todo mundo tem que ser cadeirante. Eu tô fazendo uma paródia, mas para você ver filosoficamente como a gente pode responder alguns dos posicionamentos. Existe uma diferença entre melhorar a cidade para que o cadeirante tenha vez ou agora obrigar que todo mundo seja cadeirante para que o cadeirante se sinta inserido? Não é essa a solução. Não é o fato de haver muitas famílias que estão desestruturadas por várias circunstâncias da vida, que agora me obriga a desestruturar todas as famílias para falar que qualquer norma não é bem-vinda. Ficou claro isso? Vamos continuar aqui para terminar. Vou dar o saldo da Europa. Tudo isso aí, todas essas filosofias, o que que tornaram a Europa um país cada vez menos popular popul populado? Eh, vou criar um neologismo populacionado. 75 milhões de lares na Europa já são unipessoais, como do Friends, como do Morning Show, solteirões, morando sozinho ou dividindo o apartamento com colega. Eu lembro quando eu fui à França, conversando uma vez com o porteiro do prédio onde eu fiquei, ele falou: "Quando eu comecei a trabalhar aqui, 80% dos prédios aqui eram feitos em família. Hoje é o contrário, 20% são família, 80% são pessoas solteiras que dividem o apartamento com alguém ou moram sozinhas criando gato." 76% dos domicílios hoje da Europa são 100 filhos. Menos de um em quatro lares da Europa contém crianças. A Finlândia, apenas 18% dos lares tem crianças. Na Lituânia, apenas 19% dos lares t crianças e há índices ainda mais baixos. Uniões informais crescem, casamentos caem. Em toda a União Europeia, a proporção de filhos nascidos fora do casamento ultrapassou 40%. Aí você tem uma mudança muito grande. E detalhe, a consequência direta dos filhos que são colocados hoje como um estorvo familiar, um estorvo ao progresso, também redunda num outra coisa. filhos indesejados que, por sua vez, se tornam adultos descompensados. Biblicamente, o que que eu posso dizer para terminar a nossa live aqui? Eh, bom, isso aqui quando a maternidade deixa de ser, é uma questão, a Bíblia ela não tem uma visão romântica, não. A Bíblia também traz famílias com problemas. Olha o José do Egito. Olha a situação de José do Egito. Olha Gomer e Oséias. Mas repito, não é o fato de haver pessoas que estão fora do ideal que nós vamos agora matar o ideal. Na Bíblia, a mulher também foi criada a imagem de Deus. Gênesis 1:27. Deus criou o homem a sua imagem. A imagem de Deus o criou. Homem e mulher os criou. E no hebraico isso é muito claro. Homem e mulher criados à imagem de Deus. Então o argumento que eu posso dar é o seguinte: a dignidade da mulher não é derivada do homem nem da cultura. Ela é ontológica. Simão de Bevoá está errada porque ela argumenta que a mulher é o outro, o inimigo do homem, do macho. Não. A Bíblia fala que ambos são igualmente portadores da imagem de Deus. Gênesis 2:18. A mulher é criada como auxiliadora do homem. A palavra hebraica éer. Já falei com isso. Ezer não é um um auxiliador no sentido desqualitativo do termo. Pelo contrário, Deus é chamado deer, ajudador, condutor. O filho de Moisés chamava-se Elzer. Meu Deus é o meu auxiliador. Então, quando mulher Eva ganha o nome de auxiliadora Ezer em hebraico, ela está tendo o mesmo título de Deus. Não que ela fosse Deus, eu digo, ela teve o direito de ter um título que também foi aplicado a Deus. Aliás, o homem, ele não tem o privilégio que a mulher tem de ter uma vida gerada dentro dele. E Provérbios 31 fala da mulher virtuosa, e ela já é descrita na Bíblia como mulher que negocia, que compra propriedades, que trabalha com as mãos e com a cabeça, que cuida dos pobres necessitados, que é honrada em pratica nas portas da cidade. E para terminar, eu quero mostrar para você o que que a nossa sociedade está apresentando. Quando eu era criança, o desenho que fazia sucesso era os Flintstons. O Fred já era um paspalhão. A figura do pai já estava sendo desconstruída, mas a figura da mãe ainda era mantida. A Vilma Flintston era sábia do lar. Quando eu assisto agora os Simpsons, eu já noto na Marge Simpson um outro estereótipo. O Rumor é um idiota como Fred Flintston, mas a Mardy não é uma mulher sábia como a Vilma Flintston. A Mar também é uma mulher que é fraca, é boba, não merece ser necessariamente respeitada. É quando você pega outros desenhos como American Dead, tem o American Dead, tem um American Guy, você vê que o estereótipo da mulher também é de uma idiota. Nesse American Dead, o homem é um idiota, a mulher é uma idiota. No American Guy, o homem é um idiota, a mulher é uma idiota. E o que que esses desenhos estão passando? A mesma coisa que eu abri essa live do Morning Show. Eh, não compensa ter família, não compensa ser pai, nem ter filho. E para terminar minha live, deixe-me dizer algo ao seu coração. Talvez você tá falando assim: "É, Rodrigo, mas é fácil para você falar. Você tá aí feliz com sua esposa, com seu filho, meu casamento tá acabando. É, é fácil você falar: "Não, calma, eu também tenho minha experiência de vida muito dura. E uma das coisas que eu tive que aprender é que eu não vou querer que o mundo estrague apenas porque eu não estou naquilo que é ideal. Eu não fui criado num lar como família de tampa de margarina. Então eu tinha algumas alternativas ruins como a proposta por esses teó teóricos. Aí eu podia falar o seguinte: "Quer saber? Eu odeio todo mundo que tem uma família boa." Porque esse é um detalhe também. Muitos progressistas, na verdade, o discurso de ódio deles, de protesto, que eles falam: "Estamos protestando a favor das mulheres, protestando o caramba. Vocês estão com ódio porque aquela mulher conseguiu o que você não conseguiu. Essa que é a questão. E desculpe a comparação. Quando você passa na porta de uma casa que o cachorro fica latindo, latindo, latindo, latindo, latindo, latindo, latindo, ele não está latindo porque você tá entrando na casa dele, você só tá passando a porta. Ele não tá latindo nem porque ele é bravo. Ele tá latindo porque você tá indo onde não pode ir porque tem uma cerca ou uma coleira. Muitas filosofias são como um um cachorro que late. Ele grita, grita, grita, não sabe falar correto. É só gritar. É só gritar, é só protestar, é só megafone. É tudo na base do grito. Não sabe conversar, é só no grito, é só na lacração. Por quê? Eu tô com ódio porque você conseguiu o que eu não consegui. Então, se você conseguiu o que eu não consegui, é porque você é opressor, porque você é branco opressor, porque você é isso. E mas eu sou negro, eu consegui. É porque você se vendeu ao sistema. Interessante. Ninguém pode ser feliz. E o que é feliz? Ou porque ele é opressor, ou porque ele se vendeu ao sistema, porque a realidade é a minha. Mas você também não quer admitir que é infeliz. Aí você fala: "Não, eu sou feliz porque eu sou livre". Mas aquela Europa que eu falei com vocês, que hoje está matando a família, é o slide que eu acabei pulando aqui, tem altíssimos índices de depressão, suicídio, solidão, problemas emocionais. Leia um pouquinho sobre o paradoxo escandinavo. Os países da Escandinávia que t o maior índice de DH do mundo são os recordistas mundiais em problemas emocionais. Pegue o Japão, um país de primeiro mundo, um país solitário, é o país que tem o maior número de pessoas comprando bonecas para ter em casa uma boneca, robô, ao invés de ter um ser humano. Tá chegando uma situação que o pessoal trocou família por cachorro e agora estão trocando o cachorro pela IA, porque muitas pessoas nem cachorro querem ter mais. Querem ter um cachorrinho robô, aquele do William Musk. Será que é isso? E o dia das mães tá chegando. Pela primeira vez a Laura vai ganhar um presente. Você fala assim: "Ah, que lindo! Parabéns, Rodrigo. Mas minha mãe não merece um presente. Ela já morreu e as memórias que eu tenho dela são terríveis. Deixa-me colocar para você uma coisa. Eu não estou dizendo que todo mundo é obrigado a se casar, que todo mundo é obrigado a ter filho. Tem gente que tá bem, sem filhos. Eu tava sem filho até pouco tempo. Tem gente que não vou falar que todo mundo que não tem filho é doente, não. Tem gente que não quer ter filho e é uma opção de vida. Eu tenho que respeitar isso. Beleza? Eu não posso impor também meu padrão aos outros. Tem pessoas que não se casaram, estão felizes. É o padrão. Eu não posso questionar, tá certo? O que eu questiono são pessoas que estão invalidando os padrões bíblicos de família. Aí eu questiono pessoas que estão querendo imporcua que a Bíblia condena. Aí eu não posso falar: "Meu, eu respeito a sua vida promíscua." Não, quer dizer, eu posso até respeitar, mas eu não concordo com ela e eu tenho que denunciar porque a promiscuidade é é uma coisa que a Bíblia condena. Então, uma coisa são vidas promíscuas, como incentivava Simone de Bovoá. Esse eu estou aqui para questionar mesmo, para denunciar e para falar que tá errado em nome de Jesus. Vidas que não estão naquele ideal, mas que não estão também em contra da palavra de Deus. Não estou aqui para poder questioná-las. Então, se você não casou, prefere ficar solteiro. Você ficou viúva e acha que é melhor não casar nunca mais. Você bem, você prefere ser um casal sem filhos porque vocês decidiram. Tudo bem, isso é respeitável, não é respeitado a promiscuidade. Mas deixe-me colocar para você uma coisa. Não é só a maternidade que é uma necessidade biológica. Afiliação também é. De modo que eu termino a minha live dizendo o seguinte: embora nem todas as mulheres tem a necessidade de serem mães, todas as mulheres e homens têm a necessidade biológica de serem filhos. Eu vou repetir, presta atenção, porque essa é a parte mais importante da minha live. Eu quero que você entenda isso aqui para eu fazer a ponte do dia das mães. É a partir da minha própria experiência. Vou repetir. Posso repetir? Eu até admito que nem todas as mulheres têm a necessidade biológica de serem mães. E de fato, tanto é que há mulheres que são estéreis. Tem mulheres que o útero simplesmente não gera e elas estão bem com isso. Então, embora o corpo da mulher foi biologicamente projetado para a maternidade, eu não digo que isso é uma necessidade biológica. A Laura até agora não tinha um bebê e ela não era menos mulher por causa disso. OK? Mas embora nem todo, embora a maternidade não seja necessariamente uma necessidade biológica, afiliação é uma necessidade biológica de toda mulher e de todo homem. Noutras palavras, eu não sou biologicamente obrigado a ser pai, mas biologicamente eu tenho que ser filho. E quando você não engravida, você pode passar a sua vida sem ter nenhum problema. com a não gravidez. Mas quando você não é parido, você não pode passar a vida bem com isso. E o que que eu estou querendo dizer? Que muitos de vocês talvez não foram emocionalmente paridos. Talvez eu estou falando nessa noite para pessoas que foram fruto de uma relação sexual não desejada. A mãe não queria, a mãe tentou abortá-lo. Talvez eu estou falando para alguém que está a vida toda ouvindo da mãe dizer o seguinte: "Eu não queria ter você, desgraça a hora que eu que eu engravidei de você, você é a perdição da minha vida". Isso foi falado às vezes explícitamente, às vezes de maneira subliminar, dando preferência pro irmão mais novo ou pro mais velho. Você precisa de uma mãe. Então agora eu vou te dar um conselho. Se você quer ser mãe e por alguma razão nasceu estéreo, adote um filho. Você vai ter um filho do coração. Não nasceu do útero, mas nasceu do coração. Adote um filho. Não esconda a sua vontade de amar um filho. Adote um filho. E se você tem uma mãe biológica, mas não tem uma mãe emocional, adote uma mãe. Essa é a campanha que eu faço hoje. Adote uma mãe. Se a sua mãe morreu e você tem saudade dela porque foi uma boa mãe, não passe o dia das mães em branco só lembrando daquela que faleceu. Homenageia a mãe que faleceu adotando uma mãe. Talvez aquela senhorinha do prédio aí sozinha que os filhos não vêm olhar. Talvez aquela avó que criou você. Eu adotei muitas mães e eu tenho muitas mães que eu rendo a minha homenagem a elas hoje. Há pouco tempo eu tive que fazer o funeral de uma que me tratava como filho. E assim como a adoção pode suprir, pelo menos em parte, a necessidade de uma mulher que queria ser mãe, mas por circunstância não pode, a adoção de uma mãe também pode ajudar você a resolver seu problema materno. Adote uma mãe. A maternidade é um dado biológico, mas afiliação também. Você precisa de uma mãe. Adote uma mãe. Talvez aquela senhorinha que todo dia faz faxina no prédio que você trabalha, que cumprimenta você com educação. Adote ela como mãe. Preencha esse vazio dentro de você. Aí sim você, independente da criação que teve, independente da orfandade que experimentou, vai poder com sinceridade dizer para pelo menos uma pessoa no domingo que vem: "Feliz dia das mães". Como eu posso falar para muitas que não me geraram biologicamente, feliz dia das mães. Feliz dia das mães para muitas. Tá bom? Faça isso. Foi terapêutico para mim, será para você também. E não deixe que essas filosofias progressistas desse mundo deturpem o princípio bíblico da maternidade. Não deixe que ninguém traga deshonra ao seu papel de mãe, de dona do lar, de geradora de uma vida. Deus deu isso para você. Não deixa o o diabo por inveja tirar de você algo que ele queria ter e não pode que gerar uma vida. Deus abençoe você. E se você gostou do conteúdo como de hoje, seja meu aluno na plataforma bíblia comentada. Tem muito mais esperando por você lá dentro. Informação bíblica, teológica, arqueológica e princípios como este que eu extraio da palavra de Deus para se tornar o mainstream da minha vida. Tá bom? Aqui no vídeo você vai ter o link do Bíblia comentada, já está aí no nos comentários. Seja meu aluno da Bíblia comentada. Eu quero ensinar muito mais da palavra de Deus para você. Feliz dia das mães antecipado. Um abraço. Tchau.