Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Rota 66 Português – Levítico 12-15 | Luiz Sayão | IBNU

Rota 66 Português – Levítico 12-15 | Luiz Sayão | IBNU

Rota 66 Português – Levítico 12-15 | Luiz Sayão | IBNU

Comunidade Saudável. Cidade melhor!

Contribua para os projetos IBNU:
Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7

Contribua

Conheça mais:
[email protected]

Home

Siga-nos:
https://www.instagram.com/ibnusaopaulo/
https://www.facebook.com/ibnusp

Legendas automáticas:

Bem-vindo à Bíblia de estudo comentada
em áudio.
[música]
[música] Estudo 65 baseado em Levítico
12 a 15.
Como nós estamos vendo, o assunto
principal do livro de Êxodo era a
presença de Deus. E diante da presença
de Deus, é necessário saber como se
portar, como cultuar a Deus. E o livro
de Levítico vai mais adiante
falando sobre a necessidade de
purificação e de santidade
quando estamos na presença de Deus e
quando vamos cultuar a Deus. Os
capítulos de 11 a 15 tratam dessa
santidade cerimonial. Nós já vimos o que
Levítico nos fala sobre a pureza dos
animais que poderiam ou não ser comidos.
E agora nós vamos ver sobre a
purificação que acontecia com o homem e
com a mulher quando deles saía algum
tipo de fluxo ou de líquido. O capítulo
12 dá uma atenção especial para o que
acontecia com a mulher quando ela
passava pela experiência do parto. Por
isso, o texto, conforme a NVI, nos diz:
"Disse o Senhor a Moisés:
"Diga aos israelitas, quando uma mulher
engravidar e der à luz um menino, estará
impura por sete dias, assim como está
impura durante o seu período menstrual."
E assim o capítulo 12 diz que durante
esse período de impureza, somado ainda a
por um período de mais
amplo de impureza ligada ao seu
sangramento, ela seria purificada.
Ficava mais 33 dias. Esta mesma situação
eh acontecia em dobro quando nascia uma
menina. Ah, ela não podia tocar em
nenhuma coisa sagrada e não podia ir ao
santuário até que se completasse os dias
da sua purificação.
O fluxo que saía do corpo da mulher
depois do parto a tornava impura perante
Deus para se aproximar das coisas santas
ou do santuário. Depois, para que ela
pudesse voltar à condição de purificada,
era oferecida ao Senhor, eh, como
fazendo propiciação por ela, uma oferta
pelo pecado, uma oferta conforme os
versículos 6 e 7 nos orientam.
Dentro desse mesmo raciocínio, capítulo
13 e 14, vamos falar de um outro assunto
que será discutido no próximo programa,
no próximo estudo. Mas dentro desse
mesmo assunto, o capítulo 15 prossegue
dizendo o seguinte: O Senhor disse a
Moisés e a Arão: "Digam o seguinte aos
israelitas: quando o homem tiver um
fluxo que sai do corpo, o fluxo é
impuro. Ele ficará impuro por causa do
seu fluxo, quer continue, quer fique
retido.
E capítulo 15 vai discutir a impureza
que poderia existir no homem ou na
mulher quando dele saísse algum fluxo. E
há aqui uma diferença
entre as duas possibilidades. Às vezes a
pessoa lêu o capítulo 15, não entende a
possível confusão que pode ter numa
leitura não muito atenciosa.
O texto fala de duas coisas. Quando há
um fluxo do tipo uma enfermidade, uma
espécie de doença que a pessoa pode ter,
a uma espécie de corrimento, como nós
dizemos hoje, ou quando sai o fluxo
normal esperado tanto do homem como da
mulher. Por isso o texto nos diz a o
seguinte: "A cama em que o homem com
fluxo se deitar ficará impuro e qualquer
coisa em que se sentar ficará impura.
ele podia estar contaminado com algum
tipo de enfermidade. Tudo que ele
tocasse, se ele cuspisse em alguma
coisa, se ele derrubasse a a algumas
gotas do seu fluxo, tudo aquilo seria
considerado impuro. Por isso era
necessário em todas essas situações, o
texto vai repetir várias vezes, que a
pessoa era obrigada a se banhar com água
e ficaria impuro até a tarde. Ele teria
qualquer pessoa em quem o homem com
fluxo toca sem lavar as mãos, teria que
lavar as suas roupas e se banhar com
água. A vasilha que fosse tocada por ele
teria que ser quebrada. Se fosse uma
vasilha de madeira, deveria ser lavada.
E aí quando o homem sarasse do seu
fluxo, contaria s dias para sua
purificação. E depois de lavar as roupas
e se banhar em água corrente, ficaria
puro. E também apresentava uma oferta
pelo pecado e uma outra como holocausto
para fazer propiciação por causa do
fluxo. Ah, esse era o fluxo que era uma
espécie de corrimento. Mas quando do
homem saísse o semem, versículo 16,
também ele estava numa situação de
impureza, deveria ser lavado com água
ele e tudo aquilo ah que nele tocasse
ficaria impuro até a tarde. Mesma coisa
acontece com a mulher. Quando a mulher
tiver fluxo de sangue que sai do corpo,
a impureza da sua menstruação durará 7
dias e o que nela tocar ficará impuro
até à tarde. O fluxo normal que sai do
corpo feminino trazia também uma
situação de impureza e havia uma
previsão para quando esse fluxo não
fosse o fluxo esperado naturalmente. Por
isso, nós vamos ver no versículo 25,
quando uma mulher tiver um fluxo de
sangue por muitos dias, fora da sua
menstruação normal, um fluxo que
continue além desse período, ela ficará
impura enquanto durar o corrimento, como
nos dias da sua menstruação. O
importante destacar é que todos esses
corrimentos saudáveis ou não saudáveis,
todos esses fluxos eram observados pela
lei. Eles colocavam a pessoa numa
situação de impureza, a pessoa eh tinha
que ser observada para ver se ele não
sairia distribuindo a sua impureza pela
comunidade de Israel. E ele tinha que se
lavar constantemente, lavar as roupas,
os objetos. Em alguns casos, os objetos
eram até mesmo destruídos. Tal era a
preocupação ah da lei em relação à
disseminação dessa impureza. E o texto
ainda prossegue dizendo o seguinte na
parte final do capítulo 15. Essa é a
regulamentação acerca do homem que tem
fluxo e daquele que de quem sai o semi
tornando-se impuro e da mulher em sua
menstruação. O homem a mulher que tem
fluxo do homem que se deita com uma
mulher que está impura. a regulamentação
englobalizando tudo. E o foco, a razão
fundamental, versículo 31 apresenta o
que que está em vista aqui. Mantenham os
israelitas separados das coisas que os
tornam impuros para que não morram por
contaminar com sua impureza o meu
tabernáculo que está entre eles. É um
pouco difícil para muitos de nós
entender a razão destas leis antigas.
Mas nós vamos observar que, como nós já
dissemos, que a pureza estava ligado com
a vida e estava ligado com santidade.
Isso está vinculado na mentalidade
bíblica hebraica. Então, veja bem, tudo
aquilo, preste bem atenção, entenda
agora. Tudo aquilo que era para ser vida
e torna-se morte, torna-se impuro.
Então, o semen do homem era para ser
vida. A, o óvulo da mulher era para ser
vida. Como eles não se tornaram vida e
se traduziram em morte, eles estão
impuros e, portanto, separados do Senhor
da vida. E todo fluxo que tem a ver com
alguma enfermidade que representa, tem a
ver com uma situação oposta à vida, que
está ligada à morte, é claramente
colocado numa situação de impureza. E
nós sabemos de fato hoje com o
conhecimento médico, a razão do texto
não é propriamente apenas médico, mas
nós sabemos que essas esses corrimentos,
esses fluxos podem de fato disseminar
doenças mortais. A Europa, por exemplo,
durante muitos anos passou por pragas
terríveis eh por desconsideração eh de
princípios higiênicos simples, como
lavar as mãos. Mas os hebreus já tinham
um princípio ligado ao Deus da vida, que
tinha a ver com santidade, que tinha
ligado com essa relação de
distanciamento da morte de uma maneira
muito especial que os preservou de
catástrofes de origem higiênica. Então,
há muita sabedoria por trás disso aqui,
apesar de que no final das contas a
finalidade do texto é cútica. Deus é
santo, Deus é especial, portanto,
ninguém se apresenta diante dele de
qualquer maneira. E isso fica fácil de
entender quando, por exemplo, alguém vai
numa festa de aniversário, alguém vai
num casamento, vai numa cerimônia
especial. Mesmo que seja natural ter o
suor do corpo, ninguém vai com o seu eh
suor cheirando mal numa festividade
especial. Ninguém vai de qualquer
maneira, ninguém vai ah de uma maneira
indevida por respeito, por considerar
aquela ah cerimônia, aquele momento
especialmente separado dos demais. Se
isso é assim com seres humanos, diante
de Deus. Da mesma forma, os israelitas
aprendiam a respeitar a sua santidade, o
seu valor especial e enquanto não se
purificassem, não podiam se aproximar do
Deus todo- poderoso, do Deus
verdadeiramente santo.
>> [música]
[música]
>> Ok,
[música]
vamos nós agora na segunda parte do
programa, um programa estranho. Levítico
12:15. Saião. Olha a primeira pergunta.
A maternidade não é uma bênção de Deus,
Sa? Por que depois do parto a mãe tinha
que trazer sacrifícios a Deus, a
purificação? E se fosse então menina,
ela tinha que pagar em dobro o negócio?
Olha, eu fico meio assim, olhando, né, o
comportamento do povo lá do Velho
Testamento.
>> Ah, veja, Alberto, a questão aqui, eh,
não é que a maternidade não é bênção ou
não é que qualquer dessas coisas estejam
questionadas, mas o o a Bíblia vai nos
mostrar nesse texto que há uma
diferença, há uma distância, um
distanciamento entre Deus e o homem.
Esse distanciamento existe uma pela
condição básica do ser humano, pela sua
condição de criatura e uma criatura
afetada pelo pecado, tanto o pecado na
sua raiz, na sua raiz inerente que está
no ser humano, como também o pecado
praticado. Então veja como o mal entrou
no universo e ele atinge a tudo mesmo as
coisas boas e abençoadas por Deus podem
de alguma forma ter aí essa espécie de
contaminação. Então, para ficar bem
claro essa radicalidade
do mal, esse distanciamento,
ah, havia sacrifício oferta para várias
ocasiões, para vários elementos que
mostravam que era necessário uma
reaproximação do homem em relação a
Deus. Então, a ideia, na verdade, é o
seguinte: aquilo que era para ser vida
se transformou a em morte, né? Você tem
um líquido vital que se perde e vai
embora. E essa morte, ela traz impureza.
E impureza não pode se aproximar do Deus
todo- poderoso e santo, que é o Deus da
vida, em quem está toda a nossa vida de
onde tudo vem. Por isso, esse sacrifício
é para marcar, né, para mostrar a
referência clara dessa distância. Não
que haja qualquer questionamento em
relação à maternidade ou a qualquer
experiência.
>> Isso teria a ver com o nascimento, a a o
pecado original. ou a dedicação da
criança agora a Deus.
>> E isso não tem a ver diretamente com
isso, porque a purificação e envolve a
pessoa que ficou impura por causa do
fluxo, né? Não envolve tão diretamente
as outras questões, não.
>> Tá certo? Agora, olhando os dois
capítulos estudados, por que esta
distinção? Porque essa diferença entre
homem e depois mulher? Isso é um pouco
de machismo, não? [risadas]
>> Pois é. Veja, a é verdade. Inclusive,
quando a gente lê o texto, a gente fica
assim um pouco pensativo, porque como
você já mencionou, a purificação pela
menina demorava o dobro da purificação
pelo menino. Então, veja, não é
exatamente isso que o pessoal tenta
dizer, que no velho testamento existe
uma espécie de machismo. Acho que falta
entender o que tá acontecendo. Você vive
numa sociedade onde a a vida depende da
força física e a força física
necessariamente passa ah pelo papel do
homem na sustentação da vida e da
família. Não existe. A gente tem que
lembrar que não existe nessa sociedade
meios de facilitar serviços domésticos.
Não há como evitar a gravidez de maneira
artificial. As mulheres estão casando
novas, elas têm filhos o tempo todo e é
muito difícil. Então, nessa sociedade,
para que a vida possa prosseguir, alguém
tem que sair, plantar e caçar e outra
pessoa tem que ter nenê e cozinhar. E
não tem muita dúvida de quem vai fazer
isso, né? Hoje nós temos um mundo
diferente que permite uma reorganização
dessa ordem. Então, não é que o pessoal
queria fazer isso por ser discriminador.
Tem que entender muito bem o contexto.
Agora, a razão porque a lei diz isso é
difícil da gente saber. é mais provável
que ela refletia o tipo de sociedade que
havia naquele tempo. E aqui entra uma
questão importante, preste bem atenção.
Nem tudo que aparece na Bíblia é
princípio normativo. Nós temos certas
questões, por exemplo, a gente tem lei
no Velho Testamento que fala sobre
escravo. Ninguém deve ter escravo porque
havia no tempo do Velho Testamento.
Apenas ela reflete o tipo de sociedade,
como a poligamia, né, outras coisas
mais. Ela reflete o tipo de sociedade,
mas não representa a intenção original
de Deus. Então isso é importante,
>> tá certo? Agora, olhando essas situações
incômodas do homem, da mulher, as
doenças que surgiam, era fruto do
pecado, tinha um efeito ou eles fizeram
alguma coisa tão grave assim que agora
olha, vou ter que se penalizar porque
não é não é isso que Deus quer? Olha,
Alberto, ah, na verdade não dá pra gente
estabelecer a relação de que uma pessoa
que tivesse algum tipo de contaminação
tinha praticado um tipo de pecado
específico. Não há essa correlação
direta. De certa forma, todo tipo de
impureza remete a todos nós a realidade
de que o pecado está presente na raça
humana e que o mal atingiu, né, toda a
geração. Mas não dá para fazer uma
conexão com uma pessoa e eh vista como
pecadora. Ela é vista como impura e
incapaz de estar próximo da santidade de
Deus, mas não por ter praticado um tipo
de delito específico. Então aí nós
estaríamos extrapolando o que o texto
pretende dizer, indo indo além. Não é o
caso.
>> Agora, se alguém quiser praticar ou
seguir isso que está na Bíblia, ele pode
aplicar na sua igreja, ele pode
vivenciar isso na sua vida? Olha, essa
pergunta é importante. Atenção, atenção.
Veja, não é o caso. Nós não podemos
entender que esse tipo de lei eh que
aparece no Velho Testamento pode ser
praticado na igreja de hoje. Por quê?
Porque a revelação bíblica é uma
revelação progressiva. Essas coisas meio
estranhas, como você falou, [roncando]
elas tinham uma razão de ser. naquele
contexto estava ensinando a diferença
entre o puro e o impuro. Mas todas essas
leis cerimoniais, elas são abolidas em
Cristo. Elas não valem mais. Elas
apontavam para uma realidade, eram
sombra de uma realidade superior,
conforme nós lemos no capítulo 2 de
Colossenses, mas se cumpriu. Então, hoje
ninguém deve tentar seguir isso
literalmente porque isso já não vale
mais para os nossos dias. Tinha uma
função pedagógica que já foi
concretizada.
Então, nós temos que entender isso. E
também é necessário entender que nem
tudo que aparece no texto bíblico,
principalmente no Velho Testamento, é é
normativo, às vezes é descritivo. Narra,
conta, explica e fala do que aconteceu,
como era, mas não que isso se torne
norma pra igreja de hoje. Então, se a
gente não entender direito, então você
acompanhe bem o Rota 66 aqui, você vai
acabar tendo problemas na compreensão do
texto sagrado, que é uma bênção para a
nossa vida.
>> Que bom, Sa. Eu fico até mais aliviado
depois da sua explicação. Pensei que eu
tinha que ficar de molho assim lá no
batistério com criolina, com alguma
coisa assim pra purificação, né,
>> Roberto? Mas é um conselho para todo
mundo. A gente não precisa exagerar, mas
o banhinho de vez em sempre seria muito
recomendável.
>> Tá bom. E você aí aliviado? Então fique
mais um pouquinho com a gente. Vem a
aplicação desse estudo para você.
[música]
Hoje nós estudamos Levítico, capítulo 12
e 15 e falamos sobre um tema um pouco
estranho, um banho só é pouco, falando
da purificação necessária
que acontecia após o parto da mulher e
também das impurezas que saem do corpo
do homem e da mulher e da necessidade de
purificação.
Apesar de ser um texto tão diferente, um
pouco estranho para os nossos ouvidos de
hoje, nós vamos aprender coisas
interessantes e extraordinárias
nesse texto de Levítico. A principal
lição é que o Deus de santidade, o Deus
santo é o Deus da vida. Por isso, tudo
aquilo que lembrava a morte ou trazia o
perigo de morte ou de contaminação que
levasse à morte, estava classificado
como impureza e estava afastado da
presença do Deus, que é o Deus da vida,
o Deus de toda a vida. Por que que isso
é tão importante e significativo? Nós
vivemos numa época que nos ameaça, que é
uma época da morte. Nunca se matou tanta
gente como nos últimos 100 anos. Uma
sociedade marcada por guerras, por
conflitos violentos, sociedade marcada
pelo aborto, uma sociedade marcada pelo
crime. Ou seja, nós vivemos debaixo do
signo da morte. Nós vivemos numa época
assustadora, quando a violência e a
morte é a principal causa de diversão
das nossas crianças e adolescentes.
Vivemos numa época em que o terror, uma
espécie de fascinação, doentia pela
morte, toma conta das salas de cinema e
da vida de tanta gente. O Deus da vida,
ao contrário do que a gente imagina, é
um Deus de cerebração, um Deus de
alegria, um Deus que nos dá vida aqui
agora, o Deus que considera o caminho
para a morte como impureza e que deve
ser distanciada. Por isso, vamos
celebrar a Deus. Vamos lembrar que Deus
nos dá vida de verdade. E esta vida não
é só física, mas também vida eterna.
[música] Uma sociedade cheia de
depressão, perturbada, narcisista,
sem coragem de viver, é uma [música]
sociedade que não entende a importância,
o valor e o poder do Deus, que [música]
é o Deus de toda a vida que aparece aqui
no livro de Levítico. Lembre-se,
purifique-se, santifique-se e comemore
[música] e se alegre, porque Deus nos dá
a vida que temos agora [música] e também
a vida eterna.
>> [música]

Tags: