O PAI NOSSO – ALLEN PORTO | PODCAST VIDA NOVA #92
04/05/2026
O PAI NOSSO – ALLEN PORTO | PODCAST VIDA NOVA #92
🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!
Neste episódio, conversamos com Allen Porto sobre o livro O Pai-nosso, de Kevin DeYoung.
Ao longo da conversa, exploramos temas centrais da obra, como:
❓ Como desenvolver uma vida de oração?
🎯 O Pai-nosso deve ser repetido como uma fórmula fixa?
🤔 Qual é a estrutura do Pai-nosso?
Adquira o livro: https://bit.ly/4ct6ItJ
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E aí, eu sou Saor Lucena e seja bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. Aqui a gente procura conversar com autores, pastores e teólogos em geral sobre os livros lançados pela editora Vida Nova e as questões importantes que eles abordam. E no episódio de hoje nós vamos falar sobre o lançamento O Pai Nosso, aprendendo com Jesus sobre o que, por e como orar. O livro do Kevin de Yank. Se você quer aprender mais sobre oração, quer desenvolver a sua vida de oração, quer entender principalmente sobre a oração do Pai Nosso, oração que o nosso Senhor Jesus ensinou, o que é que ela realmente nos diz? Devemos repeti-la integralmente ou ela é uma estrutura? Se é uma estrutura, qual a estrutura que ela possui e como é que nós podemos aplicá-la nas nossas orações diárias? Se você quer entender mais a respeito disso e de muitas outras questões importantes para sua vida de oração, então adquira esse livro e ouça a nossa conversa de hoje aqui no podcast da Vida Nova, que eu tenho certeza vai ser bção para você. Se você gosta de conversas assim, já se inscreva aí na sua plataforma de podcast preferida. Deixe também o seu like, o seu comentário para nos dar o seu feedback e depois dê uma olhada nas dezenas de episódios que nós temos gravados aqui, que eu tenho certeza que eles também vão ser bção para você. Mas agora vamos à nossa conversa. Alen Porto, seja muito bem-vindo, meu irmão. É uma alegria ter você aqui com a gente mais uma vez no podcast da Vida Nova. >> Alegria minha, o papo é sempre bom. Se Deus quiser, hoje vai ser bom também. >> Vai sim, vai sim, com certeza. Até porque o assunto é um assunto muito gostoso de conversar, né? E antes da gente entrar nele, porém, eu quero só te pedir para fazer mais uma breve apresentação, meu irmão, eu sei que você já participou de alguns episódios aqui com a gente. É sempre uma alegria ter você com a gente aqui, mas chega a gente cada novo episódio, né? Então se apresenta aí para quem tá chegando agora. >> Perfeito. Meu nome é Allen Porto. Eu sou pastor presbiteriano na cidade de Barretos. Sou pastor na Primeira Igreja Presbiteriana de Barretos e sou professor também no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper. Eu sou marido da Ivonete, pai do Matias, da Lúcia, da Mel e de outros três bebezinhos que já estão com o Senhor. E pela graça de Deus a gente tem eh trocado algumas ideias e servido aqui, né, em alguns podcasts e outras coisas aí pelas redes sociais. >> Excelente. Bom, agora você já tá apresentado, você aí de casa já sabe quem é o Alen. Pode procurar saber mais sobre ele, acompanhá-lo nas redes sociais também. Tem muita coisa edificante, abençoadora pra sua vida. Dê uma olhada inclusive nas nossas outras conversas aqui que também vão ser bção para você, mas faça tudo isso só depois que a gente terminar essa conversa de hoje. Então vamos começar aqui, Alen. Vamos falar desse livro. Que livrinho legal, né? Kevin de Young, mais um livro excelente. O Kevin é um autor prolífico, né? Vários livros, mais um livro aqui pra gente. E esse o Pai Nosso, aprendendo com Jesus sobre o que, por e como orar. O foco do Kevin aqui é falar da oração do Pai Nosso. Então, por mais que ela seja a oração mais conhecida de todas, e essa pergunta talvez seja extremamente óbvia pra maioria, tem gente que tá chegando agora, tá conhecendo a fé agora e vale a pena a gente enfatizar. Então, o que é a oração do Pai Nosso, Alen? Ele eh começa o livro tratando um pouquinho disso, inclusive, e isso é interessante paraa gente, até você mencionou, isso é a oração mais conhecida, mas muitas vezes aquilo que é muito popularmente conhecido é superficialmente conhecido. Então, por mais que alguma coisa seja muito popular, não necessariamente ela é compreendida em seu significado, né, e seus impactos. A oração do Senhor. Eh, ele até no livro ele coloca da seguinte forma, né? Talvez a gente pudesse chamar melhor a oração do Senhor da oração que Jesus fez em João 17, né? e não em Mateus 6 ou nos outros evangelhos, como a gente tem aqui. Mas essa oração, o Pai Nosso, é o Senhor Jesus ensinando os seus filhos, ensinando o seu povo a falar com o Pai, a buscar a Deus. E até mais do que isso, ele nos ensina a falar, ele nos ensina o que falar, ele nos dá um uma postura e um direcionamento adequado. Então, também eh desenvolveria o como falar. E assim ele direciona não só a oração em si, mas toda a nossa espiritualidade. Mas em resumo, quando você olha pros textos que trazem a oração, você vai perceber basicamente ou o Senhor Jesus respondendo a um pedido direto dos discípulos, né, ensina-nos a orar, ou o Senhor Jesus instruindo os discípulos. O Kevin Leang também explica isso, né? Como é que a gente entende que em um texto Jesus tá respondendo a um pedido, em outro texto ele tá ah ensinando sem esse registro do pedido anterior? É que provavelmente, como em outros dos sermões e das mensagens do Senhor Jesus, você vai ter ensinos que são repetidos ao longo da caminhada de discipulado em que Jesus foi tratando e treinando os seus discípulos. Então, é provável que nós tenhamos aqui ah alguns momentos nos quais o Senhor Jesus instruiu seus discípulos, ora respondendo ao que eles perguntaram, ora manifestando diante deles as formas adequadas de se falar com Deus. e acabou se transformando no modelo que nós devemos assumir, adotar, quando também eh pensamos então em buscar o Senhor, em falar com o Senhor e em caminhar com o Senhor. >> Essa palavra modelo, inclusive, ela é muito significativa paraa nossa conversa, porque desperta uma outra pergunta relevante. Nós deveríamos orar o Pai Nosso, exatamente do jeito que ele tá, repetindo, vez após vez? Ah, se sim, como é que isso se concilia com o que Jesus acabou de falar de não fazermos vãs repetições, né, que é o que ele fala nos versos anteriores. >> Sim. Ah, o primeiro capítulo do livro é para tratar um pouco dessas questões, né? Mas eu lembro também de quando eu era criança, tava crescendo, eu cresci numa igreja batista, né? Meu pai era pastor batista e >> olha aí, ó. Passado Batista. Ah, aí os os irmãos batistas vivem dizendo que o sonho deles é é eu voltar para casa, né? Igual outro grupo aí que gosta de falar assim, >> os presbiterianos falam o mesmo para mim, viu? >> Pois é, tá tudo em casa. Eh, eh, >> mas eh eu lembro assim que a gente crescia ouvindo que as nossas orações não devem ser repetições, porque repetições são ah semelhante ao que os católicos fazem e seria mais uma reza do que uma oração. E aí, nesse sentido, quando eu fui crescendo na igreja, eu cresci com esse tipo de ensino e de postura de que a ideia de repetir orações ou orações escritas ou coisas assim seriam algo contrário ao espírito eh de uma oração genuína, vamos dizer assim. O Kev trata disso nesse livro. Ele nos ajuda a pensar que a repetição da oração não é algo ruim, embora nós sim devamos ter cuidado com a forma, né, que nós vamos adotar esse tipo de coisa. Então, o ensino de Jesus vai nesses dois lados que Evinang aponta para isso. Ele diz: "Jesus quer nos livrar de uma mera de um de uma mera formalidade religiosa, como os fariseus que faziam as suas as suas orações, mas sem um coração no lugar certo." E Deus também quer nos livrar de uma mera repetição. como os pagãos faziam em seus rituais. Então, os os fariseus queriam orar publicamente para serem vistos e ganharem seus aplausos dos homens. os pagãos oravam eh segundo os seus rituais e mantras e coisas nesse sentido. Hoje nós podemos repetir a oração e a repetição é parte do movimento didático pelo qual Deus vai formando o nosso coração e moldando o nosso vocabulário. Então, quando os meus filhos eh bebês queriam eh água, então eles diziam eh aba ou áboa, alguma coisa assim. E aí eu me esforçava para entender e tentava corrigir para que eles repetissem aquilo que eu tava falando. Ah, você quer água? Fala água. Então, o que que eu tava fazendo? Quando eles repetiam a palavra que eu tava dando para eles, eles estavam ampliando o seu vocabulário para que a comunicação e o relacionamento deles comigo fosse ah eh desenvolvida. A oração do Pai Nosso é algo semelhante. Jesus tá colocando diante de nós as palavras para nos ajudar a desenvolver as palavras corretas, o vocabulário correto, a gramática correta da nossa eh não só da nossa fala, mas do nosso relacionamento com ele. O problema é quando nós tornamos essas palavras em uma espécie de ritual intocável. E aí nós criamos um problema e deixamos de perceber o espírito que move a oração e passamos a transformar a oração em uma espécie de mantra mesmo. Então a gente pode repetir essas palavras, mas essas palavras não foram eh eh pronunciadas para se tornarem um mantra ou um uma camisa de força e sim para nos direcionarem uma forma adequada de nos relacionar com Deus. Ou seja, a ela pode ser repetida, ela tem até um aspecto didático em sua repetição, mas não somente foi feita para ser repetida, também como uma estrutura para nos guiar em nossas outras orações, né? Agora, no caso, antes da gente passar para essa outra ênfase, ainda na questão da repetição, então o problema da repetição é a qualificação do van. O problema não são repetições, mas vãs repetições, né? É aquela oração que você nem sequer tá com a cabeça ali, você tá só jogando palavras ao ar. Eu lembro de amigos que diziam que apostavam corrida para ver quem falava a oração do Pai Nosso mais rápido. Então isso aí seria uma v repetição, uma repetição que não há a uma intenção no coração de realmente desejar cada palavra que estamos pronunciando ali. Seria isso? É isso mesmo. E e é interessante que no livro ele faz algumas aplicações até mesmo em grupos distintos. Ele diz: "É possível você ter >> uma van repetição em grupos que são muito conectados a essa dimensão mais litúrgica, né? Então, >> estão muito preocupados com a forma do culto, ah, e até mesmo a forma da oração. É possível que esses grupos repitam orações de uma forma eh van ou vazia, porque eles perderam a substância da oração. Mas também é possível que grupos que só valorizam a espontaneidade, eh, e assim não sejam tão conectados a formas, liturgias e coisas assim, também façam uma uma espécie de van repetição na medida em que pronunciam palavras sem muita reflexão e estrutura diante de Deus, às vezes até mesmo eh só jogando frases de efeito ou repetições emocionais, >> sem um conteúdo legítimo, centrado em quem Deus é naquilo que a escritura ensina. >> Então, vão as repetições, vão para todos os lados. >> É verdade. Agora, qual é a estrutura da oração do Pai Nosso, então, né? Como é que a a oração em si nós a conhecemos, mas ela tem uma estrutura? >> Uhum. Legal. Isso é eh interessante. Eh eh a gente olha paraa oração e uma das coisas que eu costumo pensar e tenho falado em alguns lugares é que a nossa, na nossa cultura nós nos tornamos escravos da espontaneidade. Então a gente acha a gente acha que a oração só tem valor se ela for uma oração totalmente espontânea. Ah, se ela vier de acordo com a emoção do momento. E é curioso, o o o Kevin Yang até menciona isso. Eh, nós tendemos a achar que se nós não estivermos totalmente no clima, a nossa oração é hipócrita, né? Mas a hipocrisia que Jesus condena não é uma hipocrisia de você fazer algo sem estar completamente eh no no clim, >> um prazer naquilo ali na hora, né? É isso. No clima. Perfeito. >> Mas a hipocrisia de você falar uma coisa e viver outra coisa completamente diferente como os fariseus. Então, a gente tende a pensar que a oração é um é meio que uma fala que tem que fluir naturalmente e por isso ela não deve ter uma estrutura. A partir do momento em que você coloca estrutura em uma oração, você vai engessçando a coisa, matando o espírito, matando a espontaneidade e vai matando a a autenticidade do seu relacionamento com Deus. Só tem um problema. Ah, toda autenticidade, vamos chamar assim, ou desenvoltura, só pode ser desenvolvida à medida em que você entende as regras básicas do jogo. Para qualquer coisa. Se você quer ser um bom motorista, você só vai poder dirigir sem pensar em cada aspecto do carro quando você já entendeu suficientemente a dinâmica. você quer ser um bom jogador de futebol, você só vai poder eh ter o melhor desempenho se você dominou os fundamentos e assim por diante. Com a oração é a mesma coisa. Nós temos uma estrutura que nos é dada por Deus e somente quando nós entendemos e abraçamos essa estrutura, eh, a gente vai poder caminhar adequadamente nela. E que estrutura é essa? Bom, primeiro nós temos uma espécie de introdução em que Jesus qualifica, né, e e fala do pai, pai nosso que estás nos céus. E em seguida nós temos seis pedidos que vem em dois blocos de três. Então, os primeiros três pedidos são relacionados ao próprio Deus, né? Santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Depois nós temos os outros três pedidos que são relacionados a nós. Então é o pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como temos perdoado os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos ah do mal. E então nós temos esse fechamento, eh, que aí é é uma discussão que ele mesmo traz no livro. Ah, você vai ver na Almeida, revista e atualizada, por exemplo, esse trecho entre colchetes, mas é coerente com o tema da oração. É uma espécie de conclusão que diz: "Teu é o reino o poder e a glória para sempre". Amém. Então essa estrutura, uma introdução, um início com Deus, depois nós e então uma conclusão. >> Interessante. Você falou de seis pedidos, né? E é muito comum hoje em dia a gente ver algumas pessoas dizerem: "Olha, eu oro e eu nem peço nada. Nem peço, eu só agradeço a Deus". E as pessoas falam isso como se elas estivessem assim sendo super espirituais do tipo, olha, eu não preciso nem pedir, eu estou satisfeito com tudo, eu só agradeço a Deus. E claro, a gente sabe que muitas dessas pessoas estão fugindo de um extremo que é complicado, que é aquele extremo que só faz pedir realmente ao Senhor, que só pensa em bênçãos materiais e só faz buscar o Senhor como se ele fosse um Papai Noel, como se ele fosse um gênio da lâmpada. Mas eh como conciliar esse tipo de de postura do ah eu não peço, eu só agradeço com a oração que Jesus ensinou sendo constituída de seis petições. E aí temos que pedir ou não? >> Eh, no no livro e e eu vou citar bastante porque acaba que a nossa conversa tá tá dentro dessa moldura, né? Eh, >> com certeza. Mas tem uma um momento em que ele cita algo que eu acho bem interessante. Ele diz assim: "Olha, ah, eu lembro quando eu era pai dos meus filhos pequenos e a gente ia fazer uma viagem e eles pediam: "Pai, senta aqui do meu lado" ou, né? "Pai, você pode me ajudar com isso?" E ele e ele diz: "Para mim era uma grande alegria receber pedidos assim". E ele e e o ponto dele é que para Deus é algo semelhante. Às vezes a gente acha que Deus tá ocupado com coisas grandes demais e assim apresentar os nossos pedidos a ele seria eh, enfim, atrapalhá-lo de alguma forma, né? Mas >> dá trabalho para Deus, né? >> Pois é. Mas eh o o próprio fato de Jesus começar chamando Deus de pai já aponta para essa direção. Eh, às vezes a gente coloca um verniz de piedade nisso, não, eu só quero agradecer, não quero pedir nada, mas a gente tá negando algo que o próprio Deus nos ensina, porque pedir, e, e isso é muito importante para nós, pedir é manifestação de dependência. E muitas vezes a nossa resistência em pedir pode revelar o orgulho que nós ocultamos, escondemos o nosso coração. Então, às vezes é só agradecer, ah, porque eu não quero dar trabalho para Deus, mas às vezes é que eu não quero me reconhecer tão dependente assim dele. E pedir nos humilha mesmo. >> É verdade. É verdade. É, é aquela coisa, o que tudo que nós temos que fazer tem que ser pra glória de Deus e tem que ser feito e é feito na prática, inclusive, não só na teoria, mas na prática, pela capacitação do Senhor. Então, nada mais apropriado do que começar a continuar e terminar de fazer cada coisa em oração, pedindo ao Senhor, Senhor, para glória do teu nome, Senhor, me capacite a fazer. Ontem eu fui correr com o meu filho, tava até falando para você aqui, né, antes da gente começar, que agora eu comecei nesse novo mundo aí, que é o mundo da corrida, né? E é viciante, mas é um bom vício. Graças a Deus tô feliz correndo porque tem me deixado mais disposto, mais acordado, inclusive para trabalhar eu tenho trabalhado melhor dessa forma. Mas ontem eu levei meus filhos para fazer isso junto com minha esposa. Então foi a família inteira. Nós fomos para um espaço que aqui em Jundiaí, né, que é o bolão. E é basicamente uma pista de corrida ali. E é bom porque dá para cada um ir ritmo sem se preocupar de abandonar o outro lá atrás. É, a gente corre em círculos. Eu fui lá e eu disse: "Olha, você, Calebe, que é o meu mais novo, você vai correr com a mamãe porque a mamãe acaba correndo mais devagar. Então, vá com a mamãe e aí a gente vai se encontrando." E o Apolo disse: "Papai, eu quero ir com o senhor". O Apolo tem 6 anos. E o Apollo é competitivo e ele ele tem uma boa capacidade, sabe? Mas ele nunca tinha corrido tanto tempo quanto eu ia correr ontem, apesar de ser um treino leve. Máximo que ele tinha corrido eram 2 km. E isso meses atrás, desde então ele tinha parado. Eu sei que ontem ele e decidiu correr e eu digo, vamos, filho, vamos tentar 1 km, ver se você consegue hoje. Conseguiu. Aí, tá bom, vamos tentar dois. Conseguiu? Não. Então agora vai ser a meta três para você quebrar o seu recorde. E ele foi, correu os três. Aí eu disse: "Tá certo, agora vamos nos encontrar aqui com a mamãe". Então a gente deu a volta que ela tava bem atrás, então a gente foi em direção a ela. Deixei lá. Aí disse: "Ó, fica aí com a mamãe". E comecei a correr. Ele veio de novo. Ele não quis desistir. Não, pai, eu quero correr mais com o senhor. Se eu não aguentar, eu paro. Então no final das contas a gente correu 5 km. Foi a primeira vez. O menino sem treinamento, 6 anos, correu 5 km sem parar em 32 minutos. Uau, >> cara, para uma criança é muita coisa. Mas por que que eu tô falando tudo isso? Primeiro porque eu sou um pai babão. Eu gosto de falar essas coisas. Se eu divulgar aqui, mas uma outra coisa que correr é uma atividade que exige muita força mental. Você tem que ficar lembrando, olha, falta pouco, eh, você consegue, mas ao mesmo tempo, eu não sou um coaching, cara. Eu não quero ficar dizendo pro meu filho: "Filho, você consegue. Olhe para dentro de si. Encontre forças em você, porque você é capaz." Enquanto a gente estava correndo, eu tava lembrando, filho, você consegue? Ore ao Senhor e peça para ele te dar força para fazer. Ore ao Senhor enquanto você tá correndo aqui, peça a ele fôlego, tá cansado, ore, sabe? E isso é algo que a gente precisa lembrar. É o Senhor que capacita, não só para uma pregação, mas para uma corrida, para qualquer coisa, pro respirar, né? Então, eh, enquanto eu estava correndo com ele ontem, eu fui percebendo o quanto nós podemos e devemos lembrar do Senhor em oração ao longo do nosso dia, não importa que atividade seja. E todas as atividades que fazemos são ótimos momentos para educarmos os nossos filhos, inculcando a palavra neles, lembrando que Deus está ali também e que importa orarmos ao Senhor por capacitação, pedindo inclusive para a glória dele, mas pedindo ali também. >> Muito legal, muito legal. E e ah tá relacionado a isso, né? Quando a gente olha pros pedidos, você tem pedidos, vamos chamar assim, né? De natureza espiritual, mas também de natureza material. Então você tem um pedido pelo pelo reino de Deus, mas você tem um pedido pelo pão de cada dia. Isso significa que Deus se importa, né, tanto com ah o seu crescimento espiritual, quanto ele se importa com os próximos 100 m de corrida. Senhor, eu tô esbaforido aqui, me ajuda só cruzar a linha de chegada, né? É, >> é isso aí. É isso aí. Cruza, vai direto pra Glória, né? Já cai ali no chão, vai direto pra Glória. Tão cansado que tá. Mas é isso, cara. É verdade. E ao mesmo tempo nós vemos então a importância da petição. O fato da oração que Jesus ensinou ser constituída por tantas petições é um grande exemplo disso. Mas quando nós vamos ensinar as pessoas a orar, chegam novos cristãos à igreja ou vamos ensinar nossos filhos e mesmo lembrando para nosso dia a dia, é muito comum a gente lembrar daquela estrutura que prioriza quatro ah ações muito importantes para oração. O adorar a Deus por quem ele é, pelos seus feitos. o agradecer que tá intimamente inclusive relacionado. Às vezes até difícil distinguir o que é que é adorar, o que é que é agradecer, né? Mas aí vem então a petição e como nós falamos e vem também a confissão, né? A confissão de pecados. Essas quatro coisas fazem parte ali daquela estrutura que normalmente nós eh trazemos quando vamos ensinar a orar. A grande questão é: tá, eh isso aí é bíblico? E se sim, nós vemos isso na oração que Jesus ensinou, porque Jesus está nos ensinando o modelo de oração, mas o que nós mais percebemos ali foi a petição. Existem esses outros momentos na oração do Pai Nosso? >> Sim. Eh, eles, essa é uma forma didática, não é, da gente apresentar elementos que estão, tão na oração. Por exemplo, ah, o primeiro pedido, quando Jesus diz, eh, santificado seja o teu nome, esse é um pedido que aponta para esses dois elementos, né? tanto da adoração quanto o da gratidão. Eu lembro eh quando Calvino trata desse tema, ele enfatiza essa dinâmica e coloca a gratidão como uma espécie de aplicação desse movimento de adorar a Deus. Eh, aqui é interessante pensar sobre isso porque não não tem nada de errado em, sei lá, tô no meio de uma necessidade urgente, eu só clamar a Deus dizendo: "Senhor, misericórdia, né?" né? Ah, mas a o caminho geral que Deus tá dando pra gente, que Jesus tá nos ensinando, é um caminho que começa com Deus e depois olha para nós nesse sentido. Ah, por que que isso é importante aqui? Eh, é importante lembrar do do Tim Keller no livro Oração também, né? Publicado pela vida nova. O Tinkera tem um insight muito muito genial, assim, muito bom sobre isso, porque ele fala pra gente como às vezes nós tratamos Deus como um tipo de gênio da lâmpada. Então, a nossa oração é uma forma de esfregar a lâmpada para ver se Deus nos concede aquilo que a gente quer. E nessa época em que nós somos dominados, né, pelos nossos sonhos e planos de vida, eh, muitas vezes nós tratamos a oração e o relacionamento com Deus como formas de atingirmos aquilo que nós desejamos. Mas Jesus começa a oração nos ensinando que, em primeiro lugar, não é sobre nós, né? Nesse sentido, é vem e eh santificado seja o teu nome, venha o teu reino e seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Então, começa com Deus e lá está adoração e gratidão. Mas eu também tenho eh confissão de pecados. Eu tenho pedidos, né, quando eu apresento lá o pedido pelo pão de cada dia. E eu também tenho confissão quando eu eh peço perdoa-me ou perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. Eh, então esse é um é um pedido que está relacionado à confissão, ao reconhecimento de que nós temos dívida para com Deus. Então, tá tudo lá, adoração, eh, gratidão, petição, confissão. Eh, na oração do Senhor, nós temos todos esses elementos eh apresentados e e didaticamente, né, colocados por Jesus pra gente fazer quando buscarmos e quando orarmos ao Senhor. >> Excelente. E afunilando agora um pouco nessas petições, nessa estrutura, já o início traz uma pergunta interessante, porque a oração começa dizendo: "Pai nosso". Só que Jesus acabou de dizer nos versos anteriores, no verso seis, para ser mais exato, mas ao orar, entre no seu quarto e fechada a porta, ore ao seu pai que está em secreto e o seu pai que vem em secreto lhe dará a recompensa. E aí depois ele vai dizer: "Portanto, orem assim." E aí vem a oração do Pai Nosso. Mas esa aí, Jesus tá dizendo pra gente não ser como os hipócritas, orando ali na frente de todos. Ah, a gente tem que ir pro nosso quarto e orar, mas aí a oração é toda no plural. E aí como é que essas coisas se conciliam? Será que aquelas pessoas que acham que é proibido orar em público estão certas? Como a gente concilia essas coisas? >> Legal. Então, ah, tudo isso que Jesus trabalha antes, tá contrastando uma espiritualidade verdadeira. com uma espécie de caricatura, né, de espiritualidade. Então, vocês vão ser diferentes dos fariseus. Eh, o primeiro capítulo desse livro é muito interessante porque o Diang eh vai desenvolver todos esses elementos, né? De certa forma ele coloca assim, eh, os judeus tinham as o que nós chamamos de disciplinas espirituais. Eles tinham as disciplinas espirituais deles, né? E eram três principalmente, né? que eram dar esmolas, fazer jejum e fazer as orações. Então, Jesus toca esses três elementos, demonstrando que a forma adequada de fazer essas coisas eh não era buscando o espetáculo como os judeus gostariam ou ou faziam, não é? Então, o ponto de Jesus não é que a oração não pode ser pública, mas é que ela não deve se tornar um espetáculo performático como os fariseus faziam. Então, nesse sentido, ah, quando você der uma esmola, que a tua mão, eh, direita não saiba, que a tua mão esquerda não saiba, tua mão direita fez. Nesse sentido, quando você jejuar, em vez de você sair com a cara toda acabada por aí, lava o rosto, eh, segura onda, né? Não precisa sair falando para todo mundo que você tá jejuando. E quando você orar, não precisa fazer pegar um megafone e fazer um pronunciamento no meio da praça, né? Vai pro teu quarto em secreto. Deus tá vendo. Agora o contraste aí então é contra uma performatividade, né? E um e uma ação genuína nesse sentido de quem busca relacionamento com Deus. Mas não é um contraste entre eh espiritualidade individual e espiritualidade comunitária, porque o ponto agora é esse. Todo o Pai Nosso é apresentado pra gente em termos comunitários. O Diang enfatiza bastante isso. Não tem nenhum trecho da oração do Pai Nosso em que Jesus coloca a coisa na primeira pessoa do singular. Não é meu pai, não é me dá o meu pão de cada dia, não é perdoa as minhas ofensas, não tem primeira pessoa do singular em nenhum momento. Isso não significa dizer que nós não devemos buscar a Deus individualmente, mas significa dizer que a nossa busca por Deus nunca deve desprezar a dimensão comunitária. talvez naquela época a dimensão individual eh fosse menos enfatizada, né? Mas certamente na nossa época a dimensão individual é o que está em evidência. Algumas pessoas até mesmo dirão que você não precisa ir pra igreja contanto que você faça sua oração e sua eh meditação espiritual todos os dias sozinho no seu quarto, né? Mas a oração do Pai Nosso, de maneira alguma licença para um tipo de espiritualidade isolada e autocontemplativa. Ela sempre nos une aos nossos irmãos. >> Verdade. Perfeito. Então nós tanto podemos orar sozinhos, temos temos os nossos momentos individuais de oração, mas também podemos e também devemos orar em conjunto com os nossos irmãos, né? Muito bom. Agora, olhando especificamente paraa continuação, ele vem traz o santificado seja o teu nome. Essa é uma expressão que, apesar de linda, ah, ela é tão rica, tão cheia de significado que muitas vezes nós não entendemos o seu significado exatamente, né? Eh, talvez seja mais um daqueles casos que você citou, como o da oração como um todo, de ser tão conhecido que a gente não percebe o que é aqui realmente ela disse. O que significa pedir que seja santificado o nome de Deus? Pera aí, Deus não já tem o nome santo? Como assim, né? >> É isso, né? A a a lógica eh imediata, quando a gente olha esse termo, diz, mas como é que Deus, que já é perfeitamente santo, poderia ser mais santo, né? Ou ou quando você ora em inglês, eh, não que a gente ore em inglês, né? Quando a gente lê, >> vá, vá. Agora você vai ter que orar em inglês, viu? Pode orar. O dom de línguas aí. Vá. >> Quando a gente lê a oração em inglês, o termo é blessed, né? E abençoado seja o teu nome. Mas como é que eu vou abençoar a Deus >> que é a fonte de toda a bênção? Então, eu não posso nem santificar e nem abençoar algo que já é perfeitamente santo e que é perfeitamente eh bendito. Mas o outro lado da moeda é que o o ponto destacado pelo Senhor é que o a o uso desse desse termo ou pelo menos dessas traduções que nós temos, santificar ou abençoar, significa reconhecer a devida preciosidade, eh, e assim manifestar uma devida postura de adoração a esse nome. E sempre na escritura, nome está diretamente relacionado ao ser, ao caráter e a manifestação da pessoa. Então, quando eu digo: "Santificado seja o teu nome", eu não tô preocupado só com o termo Deus ou Jesus ou Jeová. Eu eu tô envolvido pelo próprio ser de Deus, no desejo de que o ser de Deus seja considerado e exaltado em toda a sua santidade, em toda a sua beleza, em toda a sua majestade e em toda a sua glória. Então esse é um desejo e e um movimento em que primeiro eu me deleito em Deus e eu desejo que o próprio Senhor seja reconhecido, exaltado, glorificado e magnificado num movimento inicial em que a oração eh tem como centro, tem como alvo e tem como foco a glória do próprio Deus e não a minha. >> Rapaz, você tava falando e eu ia perguntar, né? Então, se é assim que a gente pode traduzir também esse texto. Eu ia brincar, né? Vou dar uma NTLizada, né? Uma NTLH aqui. Eu digo, caramba, deixa eu dar uma olhada. Eu nunca tinha reparado como é que a NTLH traduz. E realmente ela traduz como eu ia falar. Quer dizer, então, que a gente pode orar que todos reconheçam que o teu nome é santo, que é o que a NTLH traduz. >> É isso aí. Então, a NTLH trazendo já o seu comentário bíblico em tradução. Então, é basicamente isso que nós poderíamos orar também, né? Que Senhor, que todos reconheçam que o teu nome é santo, né? >> É isso. É isso aí. >> Olha aí, tá vendo? A NTLH tem o seu papel, tem a sua utilidade aí, uma Bíblia de comparação, pelo menos. >> Muito bom. Muito bom. Então, já entendemos esse aspecto do reconhecimento do nome de Deus como santo. No que diz respeito ao vem, o teu reino seja feita a tua vontade, que isso significaria na prática? >> Uhum. É, é curioso, né? A forma como Kevin trabalha. Eh, eu achei bem legal assim, esse livro tem, você dá para ver aqui, né? Ele é um livro curto. >> Sim. Ah, então é é muito legal assim para quem >> quer fazer seus primeiros mergulhos para já usar um termo Batista aí, né? Eh, >> é bom, é bom, é bom. os primeiros mergulhos no no tema da oração e e assim explorar um pouco melhor o que que significa eh viver uma vida de oração ou até mesmo praticar oração com mais consciência do processo. Mas mesmo sendo capítulos curtos, ele consegue explorar algumas coisas que são >> eh curiosas e eh interessantes pra gente. Então é >> bem a característica do Kevin de Young, né, que são esses livros mais curtos, mas com tudo que a gente precisa saber realmente, né, o mais essencial sobre aquele assunto que ele tá tratando, né? É isso. Então, mesmo nos capítulos, em capítulos curtos, ele consegue fazer uma discussão considerável sobre o reino de Deus e e ele nos ajuda então a desenvolver uma visão mais abrangente do que é o reino pra gente perceber que quando a gente tá clamando, né, venha o teu reino, a gente tá pedindo por uma manifestação desse domínio de Deus que, e ele se preocupa muito em enfatizar isso, não vai ser trazido meramente ente por meio do esforço humano, o reino vai ser implementado pelo próprio Deus, mas que nós precisamos desejar e devemos clamar ao próprio Deus para que esse domínio seja manifesto em toda a sua eh clareza e em toda a sua beleza, assim também como a vontade de Deus. Ele tem um outro livro, né, eh, em que ele fala sobre, eh, a vontade de Deus e como às vezes tentar descobrir a vontade de Deus pode nos deixar travados na hora de tomar decisões. E eu lembrei, porque ele acaba retomando um pouquinho dessa conversa aqui nesse livro, ah, mas enfatizando esse aspecto em que a vontade revelada de Deus está clara para nós. E quando nós pedimos que venha o reino, ou seja, que o domínio de Deus seja manifeste sobre todas as coisas, e ele coloca a igreja como um posto avançado desse reino no meio do mundo. Eh, quando nós pedimos isso, nós estamos desejando que esse reino seja estabelecido e que essa vontade de Deus seja eh satisfatoriamente, né, com alegria, seja cumprida e realizada entre os homens, assim como ela é no céu. Então, é um desejo que não apenas o nome de Deus seja reconhecido em sua santidade, mas que, de fato, o domínio de Deus seja manifesto em sua inteireza e que nós tenhamos esse prazer e alegria em obedecer a vontade de Deus e assim caminhar segundo aquilo que Deus tem eh estabelecido e aquilo que Deus tem apresentado na sua palavra. Então, quando você junta esses três pedidos, eles estão todos relacionados esse mesmo universo em que nós estamos dizendo: "Senhor, que o Senhor permaneça no centro, que a tua glória seja exaltada, que o mundo reconheça, que o teu domínio seja manifesto e percebido e que as pessoas se dobrem à tua vontade a começar em nós." >> Ele avança, então, depois de terminar de enfatizar coisas que são mais diretamente relacionadas à glória de Deus, como você falou, né? das seis petições, as três iniciais começam com o Senhor e aí ele começa a fazer petições mais diretamente relacionadas a nós. Ainda que a vontade de Deus seja feita, o o nome dele seja santificado também nos beneficia, mas as outras são sim mais diretas sobre nós e começa com algo muito direto, muito prático, que é o pão nosso de cada dia, o terror de muita dieta de hoje em dia que o pessoal não deixa vai comer pão, né? pão agora virou Satanás. Não pode mais comer pão. >> Mas o que que significa? O que significa pedir o pão nosso de cada dia? É só o pão literal? Ou seja, esse pessoal que não come pão não deve mais orar essa parte da oração. O que é que significa o pão de cada dia? >> É muito bom. Eh, para chegar nesse nesse segundo bloco de pedidos, então é só importante voltar a entender essa linha, né? Por que que eu não chego logo pedindo a Deus sobre o pão? É que se primeiro eu não aprender que eh o meu deleite está no Senhor, ah, eu corro o risco de que os meus pedidos eh com relação ao pão ou a outras coisas sobre mim, eh, tomem o lugar central na oração. Então, a oração deixa de ser o movimento de um de um filho submisso ao pai. e pode se transformar no movimento de um manipulador ou de alguém que quer decretar e determinar alguma coisa para Deus e se coloca numa posição de senhor e não de servo. Ah, pode se colocar, pode ser uma manifestação de alguém que tá usando Deus como um meio para os seus sonhos e não como um fim. E aí a oração se perdeu completamente. Então esse essa direção que Jesus aponta é muito importante. Primeiro me deleito no Senhor. É sobre o nome dele, é sobre o reino dele, é sobre a vontade dele. E quando o o meu coração se deleita no Senhor, os ele satisfará os desejos do meu coração, né? agrada-te do Senhor e ele eh satisfará os desejos do teu coração. Então aí sim eu chego agora nesse segundo bloco e peço inicialmente pelo pão e aí como você colocou, né, ou ou já trouxe, será que a questão é o é o carboidrato, né, é o é é o pão que a gente compra na padaria, >> é o glúten. >> É o glúten. Pois é. Eh, na verdade, pão é um um símbolo de alimento. Na verdade, ele pode simbolizar várias coisas, mas o, talvez, o, o, o, o o, o o símbolo inicial é de alimento, mas junto a isso, o pão é naquela naquele contexto, né, no mundo antigo, eh, possivelmente o alimento mais básico da daquela ah dieta, né, talvez fosse algo mais parecido com o que a gente tem na nossa cultura ou com arroz, com feijão. >> É verdade. Cafezinho também, né? >> É, é. >> E aí, eh, então, quando eu peço para Deus o pão de cada dia, eu tô pedindo pela provisão alimentícia, mas isso também pode ser um símbolo para toda a provisão material. Ah, então isso vai significar não só alimento, mas vai significar roupa, isso vai significar moradia, enfim. Uhum. A internet, né? Se a internet é algo útil aí para você servir ao Senhor, aprender mais sobre ele, tudo que você precisa aí para viver isso. >> É provisão também. Exato. Eh, mas eu mas tem essa dimensão em que o pão é o é o alimento mais básico. Então, não é que eu não possa pedir eh por uma Ferrari, mas você pode orar por uma Ferrari. E Deus pode até dar para você uma Ferrari. nos seus eh eh decretos, eh Deus sabe o que é que ele vai coner. >> Decretos de Deus, né? Não, não da pessoa. Importante >> que o povo que pede a Ferrari geralmente é o mesmo que decreta, viu, irmão? É o mesmo que diz: "Senhor, decreto a minha Ferrari na minha garagem, na minha mansão". Ai! Ah, mas Jesus nos ensina a pedir eh por aquilo que há de mais essencial e mais básico. possivelmente eh o ponto aí não é demonizar, né, outros tipos de desejos, mas é realmente reorganizar os nossos desejos, porque por vezes o nosso coração é perdido na nossa estrutura de prioridades. E muitas vezes nós achamos que não podemos viver sem o último iPhone, sem o último tênis da moda, sem aquilo que o nosso vizinho tem ou que tá rypado nas redes sociais. E aí o nosso coração, em vez de cultivar contentamento com aquilo que Deus tem dado a nós, vive de cobiça e de insatisfação. E então Jesus nos diz, é o pão de cada dia que a gente pede, né, é o é o simples e é o básico pra gente aprender a desfrutar da alegria, da bondade de Deus eh nas coisas mais simples da nossa existência. Uhum. Perfeito. Aí entendemos agora sobre o pão. Nós temos os outros dois pedidos, sendo o outro o que Deus nos perdoe, como nós estamos perdoando aos outros. E essa é uma questão que é muito intrigante, né? A gente muitas vezes pensa: "Meu Deus, mas eu não quero pedir que Deus perdoe do mesmo jeito que eu perdoo. Não, Senhor, perdoa mais do que eu perdoo os outros. né? Mas por que que Jesus coloca assim? E ele ainda enfatiza depois, né, no versículo 14, eh, nós vemos ele dizer: "Porque se vocês perdoarem as pessoas que ofenderem vocês, o pai de vocês, que está no céu, também perdoará vocês. Mas se não perdoarem essas pessoas, o pai de vocês também não perdoará as ofensas de vocês." Então, o que significa pedir que Deus nos perdoe como nós temos perdoado aos outros? Não, você colocou o ponto chave assim e o Dean coloca nesses termos mesmo. Quando a gente ora assim, a gente tá dizendo para Deus, ah, da forma como eu manifesto perdão para outras pessoas, eu quero que o Senhor manifeste o perdão para comigo. E essa é uma oração chocante, né? Ah, como a gente já mencionou, ele ele vai desenvolver várias coisas aqui. Ele no capítulo vai nos ajudar a pensar sobre o que não é o perdão e sobre o que é o perdão. É é um capítulo bem interessante sobre eh até mesmo eh a esclarecer algumas das compreensões erradas que nós temos sobre a relação entre perdão e consequências eh das ações e coisas assim, né? Ah, mas o ponto fundamental é o seguinte: aquele que foi alcançado pelo perdão, perdoará também. Claro, nenhum de nós o fará perfeitamente. Nós somos eh criatura e não criador e nós somos caídos, né? Estamos num processo de santificação em que estamos sendo transformados à semelhança do Senhor Jesus. Mas uma das manifestações disso é que nós vamos crescendo na manifestação do perdão, assim como o perdão nos foi concedido. Então, e o o o ponto fundamental não é necessariamente dizer que Deus primeiro olha como é que a gente tá perdoando para então nos perdoar, né? como se Deus fosse condicionado por nós e por nossas ações. Mas é que na oração eu estou suplicando o perdão, reconhecendo as minhas ofensas, reconhecendo as minhas dívidas para com Deus. E eu também, à medida em que contemplo o perdão do Senhor, estou praticando esse mesmo perdão com as outras pessoas. Então eu peço a Deus que ah aja para comigo na medida eh que eu estou eh oferecendo o perdão às outras pessoas também. Então eu me vinculo e me constranjo enquanto eu suplico a Deus que a graça e que o perdão dele sejam derramados sobre mim. Então, não tem como você fazer essa oração de uma forma fácil, porque inevitavelmente eh, ou você estará mentindo e agindo de uma forma hipócrita, ou você estará fazendo um compromisso que é a difícil, eh, mas importante de ser feito, né? >> Que o Senhor nos ajude, né? Nós perdoamos com o perdão que ele mesmo nos dá, né? >> É isso. >> Se fosse para criarmos aqui uma espécie de ilustração, a gente poderia dizer, né? A gente oferece água porque antes Deus nos deu água enquanto estávamos sedentes, né? Perfeitamente. Eu acho que é esse o ponto. Eh, eh, algo que precisa ser eh eh eu está pressuposto aí eh é que nós só podemos perdoar e assim pedir a Deus que nos perdoe como nós estamos perdoando, porque primeiro nós já recebemos esse perdão de Deus em Cristo e agora nós oramos a Deus e falamos com ele a partir desse perdão que nos foi concedido. Então, agora, uma vez que recebemos esse perdão e a graça, então nós podemos oferecer perdão. Nós podemos caminhar com as pessoas de uma forma saudável. E então esse se tornou um novo padrão pra nossa caminhada. Assim nós oramos a Deus, olha, nos perdoa assim como temos perdoado os nossos devedores. >> Excelente. E aí ele vai para uma petição final, que é a de não nos deixe cair em tentações, mas livra-nos do mal. Só que aí você colocou, né? Essa seria a terceira petição da segunda parte ou a sexta petição da oração. Mas esa aí, essas duas coisas estão juntas, não são separadas? Não seria uma coisa o pedir para que não caiamos em tentações e a outra nos livrar do mal? >> Uhum. Existem existem autores que trabalham eh eh esses essas petições como separadas, né? como se fossem coisas diferentes. Mas eh a maioria dos autores, Irian segue essa tradição, ele apresenta pra gente esses dois eh essas duas orações, eh, como se fossem parte de um mesmo pedido. Então, esse é um pedido que ele resume em termos de proteção espiritual. Então, o que que eu tô pedindo aqui? aqui mais uma vez ele vai fazer h uma discussão ainda que breve, mas muito interessante sobre o que que é a tentação. E ele vai destacar elementos e até diferenciar a tentação em Cristo e a tentação em nós. Ah, mas basicamente ele tá apontando pra gente o fato de que nós estamos em risco em muito sentido, cercados por perigos que envolvem o mundo, a carne e o diabo. E muitas vezes nós não temos a clareza e nem a consciência dos riscos que nos cercam. Mas à medida em que a gente compreende que existe uma realidade espiritual desafiadora à nossa volta, eh certamente nós deveríamos suplicar a Deus por proteção e por livramento do Senhor. Então não nos deixes cair em tentação. É um pedido por proteção e livra-nos do mal. O Dian sugere aqui no, na verdade ele afirma, né, no no livro, ele entende que livra-nos do mal. O termo aí do mal também pode ser traduzido como do maligno. E ele entende que é uma referência direta a Satanás. Então é, não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos de Satanás, livra-nos do maligno. Então, é o mesmo pedido para que Deus nos proteja e nos guarde no seu amor para não cairmos e assim não nos afastarmos dele. Ah, então um resumo disso e, aliás, ele vai eh desenvolver isso também no no livro de uma forma muito legal. falando sobre as tentações que Cristo experimentou e como essas tentações percorrem toda a escritura. Tentações relacionadas ao prazer, tentações relacionadas ao orgulho e tentações relacionadas ao poder. Eh, na tradução você perde o recurso nemônico, né? Em inglês provavelmente seria pleasure, pride and power. Eh, três Ps aí para pra gente e observar, né? E ele desenvolve até mesmo algumas eh eh aplicações são interessantes, né? Qual desses é o nosso ponto fraco, né? Para alguns é o prazer. Então, seduções e coisas assim nos tornam mais ou encontram em nós uma vulnerabilidade maior. Para outros é o orgulho mesmo, é a vaidade, é a ideia de exaltação ou de eh receber, né? eh eh algum tipo de adoração, aplauso e para outros é o poder. Então, eh tudo eh te te eu colocarei, né, todos os reinos submetidos a ti se eh você me adorar. E alguns querem, né, eh evidência, querem eh uma posição de prestígio, alguma coisa assim, mas o foco aí é proteção espiritual. Nós reconhecemos que nós não nos bastamos em termos de manter a nossa própria caminhada com Deus. Nós precisamos ser protegidos da tentação e do maligno. E precisamos ser guardados no amor do Senhor. >> Perfeito. É como Jesus fala, né? Vigiai e orai para que não entreis em tentações. O espírito, na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca, né? Então, justamente que nós lembremos disso. Eh, e aí algumas pessoas vão questionar onde é que fica o livrar do dos acidentes, né? Que tem gente que usa, que vai tentar estruturar essa oração e dizer, ó, cada um ensina uma coisa. Você ora por proteção de acidentes, de roubo, de coisas aqui, né? Livra do mal. Mas isso não é não é porque agora nós entendemos que está mais ligado a o livrar das tentações que nos levam ao pecado e para longe do Senhor que a oração deixou de trazer a instrução para que oremos por aquilo que nos protege. O pão nosso, ele também tem essa esse aspecto, não é isso? É isso mesmo. Então é, se você quer usar três Ps aí também, então eh o o pão nosso de cada dia dnos hoje é o P da provisão. E a provisão envolve tanto essa dimensão eh eh do alimento, mas também envolve a provisão do cuidado de Deus. Então eu posso pedir para ele nos livrar de males, acidentes e ladrões e coisas assim com essa dimissão de de provisão. Depois eu tenho pedido por perdão e então eu tenho um pedido por proteção, que tem um foco eh principal quando eu olho pros pras petições, né, relacionadas à tentação e ao maligno. mas que também posso e de alguma forma pedir por uma proteção que envolve a dimensão espiritual, mas que também envolve eh outras dimensões e desdobramentos, né, dessas dimensões. >> Perfeito. Agora chegamos no fim da oração, ou melhor, talvez alguns diriam: "Chegamos antes." Agora nós temos a parte entre colchetes na maioria das Bíblias. Você já começou a responder sobre isso, mas vale a pena a gente enfatizar aqui, porque é algo que traz muita dúvida. Por que que esse final, por que, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre? Amém, faz parte de textos entre colchetes na maior parte das nossas bíblias em português. E o que é que isso significa na prática, né? >> Uhum. Eh, o Kevin Dean também faz um o último capítulo do livro só para tratar sobre isso, eh, tentando nos ajudar a perceber como é que a gente lida com esse trecho, já que ele tá entre cochetes. Então, o que que significa isso? O fato dele estar em colchet significa que ele não está em eh o que muitos chamam aí, né, alguns dos melhores manuscritos, então do texto em grego. Ah, então de fato, nos manuscritos mais utilizados, eh, você vai perceber que eh esse trecho não tá presente. Ele não tá presente também. Eh, e o Kevin também nos ajuda a entender isso, ele não tá presente também no na Vulgata. Eh, aliás, se eu não me engano, os católicos não terminam a oração como nós, né? Eles eh não usam esse trecho de forma nenhuma. É, >> agora não é Ah, legal. É, >> eh, vale a pena depois dar uma conferida, mas se eu não me engano é isso mesmo. Eh, porém o Kevin aponta pra gente que já no Didaque, um texto do segundo século, você já tem na instrução quanto a oração, que esse tipo de doxologia final fosse realizado. Então, embora você não tenha nos principais manuscritos eh esse tipo e aliás é importante, né, pro pessoal que tá acompanhando aqui, de repente ainda não tem eh um pouco mais dessa dessa noção. A nossa, a Bíblia é montada a partir de vários manuscritos que são, né, recolhidos, lidos, traduzidos e testados em termos de sua confiabilidade, comparando uns com os outros. Então, a gente não tem um único eh documento antigo eh a partir do qual todas as Bíblias surgiram, né? a gente tem vários manuscritos e em vez disso ser uma coisa ruim que algumas pessoas tenderiam a pensar, né, na verdade é uma coisa boa, porque isso demonstra a confiabilidade, a veracidade do texto. Então, o que alguns estudiosos nos ajudam a a a perceber é que quando você vai para outros textos antigos, pensa aí nos escritos de Platão, ah, você tem muito, eh, muito menos eh cópias disponíveis do que nós temos do material bíblico, o que torna então o material muito mais verificável e muito mais confiável nisso, né? >> Sim. Sim. Deixa eu só fazer um parêntese aqui. Perdão, Alen, só um parêntese porque é relevante, como você falou. Eu sei que isso traz dúvida para muitas pessoas. Eu lembro a primeira vez que eu me deparei com essa questão lendo a Bíblia. E nós já tratamos aqui nos podcasts da Vida Nova sobre esse aspecto em alguns episódios, episódios sobre manuscritologia e sobre o texto grego também. Então, se você der uma pesquisada aí nas dezenas de outros episódios que nós já temos o podcast da Vida Nova na sua plataforma preferida. Inclusive, fica aqui o parênteses, se inscreva, deixe seu like, comentário, compartilhe com outras pessoas, mas dê uma olhada, você vai ver podcast falando mais especificamente sobre a formação do canon bíblico, ah, sobre manuscritologia, sobre o texto grego. Tudo isso vai ajudar você a entender mais profundamente o que nós estamos falando aqui de relance. Mas agora sim, Alen, voltando aqui, >> então, nesses manuscritos, nos principais utilizados ou que se chamam de melhores manuscritos, eh, você não vai ter esse trecho, mas como existe em alguns manuscritos, ah, decidiu-se deixar o trecho entre colapes. E aí o ponto dele é o que que a gente faz com isso? Então, a gente não usa esse essa parte final da oração ou deve usar. Então, pelo menos dois aspectos são importantes aqui. Um deles é existe um lastro histórico. Então, quando você olha pro Juda daqu ou quando você olha para alguns dos textos antigos, você vai perceber eh autores antigos na história da igreja, utilizando esse tipo de eh doxologia, de encerramento de adoração, de louvor a Deus eh no fim do Pai Nosso. E acho que é um caminho ainda mais interessante que o Kevin de Young faz, é de apresentar que esse final é completamente coerente com o todo da Escritura e especialmente coerente quando você olha para a oração de Davi lá em Primeiro Crônicas 29, se eu não estou enganado. Então você vai perceber eh que, embora não seja exatamente nesses termos, mas você tem todos esses elementos da exaltação do Senhor, eh, já apresentados na Escritura. E então fechando muito bem uma oração que começa com Deus e termina com Deus, voltando os nossos olhos para aquilo que é central e movendo-nos então na direção do Senhor. >> Olha só que coisa, né? Então, não é somente eh mais um pedido aleatório, é um pedido que tem todo a ver com essa estrutura didática espiritual pro nosso crescimento, onde nós começamos com o Senhor, pedimos por causa do Senhor e terminamos de novo reconhecendo que é para o Senhor mesmo, né? Muito bom. Agora, uma coisa também que me chamou atenção no livro é uma frasezinha que tá logo aqui atrás, que eu acho que ela é pertinente pra gente falar. Tem assim: "Não é possível, não é possível ser cristão e não orar". Não é possível ser cristão e não orar. E aí eu pergunto para você, Alen, mas e aquela grande quantidade de pessoas de até mesmo membros em igrejas que não tem uma vida de oração, que o máximo que oro é aquela oração no início do dia assim: "Senhor, abençoa meu dia e no final da noite, Senhor, eh, obrigado por isso". ou então me livra do mal. É isso. >> Uhum. >> O que é que nós podemos falar sobre essa afirmação? >> Bom, essa é uma afirmação forte, né? Mas ela ela ela é forte >> porque ela revela uma tanto uma necessidade quanto uma realidade fundamental da vida com Deus. Então, é verdade, é possível haver cristãos que ainda não estão vivendo de uma forma completamente coerente com aquilo que são. É possível você ter membros de uma família que, por vezes, eh reneguem o seu espaço na família, né? Não queiram reconhecer que são filhos de fulano ou não queiram proximidade com o seu pai. E cristãos em crise poderão ou cristãos apáticos poderão experimentar desafios eh nesse sentido. Mas qual é o padrão de Deus e qual é a realidade descrita do povo de Deus ao longo de toda a escritura? Os filhos do Senhor se relacionam com o seu pai. E assim a oração, ela é uma necessidade da nossa alma. né? Nós precisamos de Deus. E assim como nós lemos a escritura e recebemos o Senhor, na oração, nós falamos ao Pai e assim nos relacionamos com ele. A oração é uma manifestação da nossa dependência de Deus. Então, como eu já mencionei, né, o orgulhoso não ora porque ele não quer se submeter, ele não quer pedir, ele não quer depender. Mas a oração é o reconhecimento de que nós somos criaturas, nós somos limitados, nós somos falhos, nós somos pequenos. Orar significa que eu não me basto. Então, aquele que de fato nasceu de novo e que foi alcançado pela graça de Cristo, ele tem uma necessidade de relacionamento com o seu pai e ele depende do seu pai. Por isso, eh, nesse sentido, não é possível você ser cristão e não orar. É um, é uma contradição de termos. Então, o cristão que não ora, ah, ou ele só é cristão no nome, ou ele é um cristão que está fora eh de uma vida saudável com Deus. O ah se você então pegar a fórmula matemática é essa. Não é possível ser cristão e não orar. Ah, quando você coloca em nuances, aí você vai ter, então, mas alguém se diz cristão e não ora. Então, quais são as opções? Ou essa pessoa realmente não é cristã, ou dois, essa pessoa é cristã, mas tá com algum desvio e algum problema na sua caminhada com Deus que precisa ser tratado para ele voltar a viver a normalidade da vida com o Senhor, que é de um cristão que ora. >> Perfeito. Eu vejo que isso também pode ter muito a ver com até com a imaturidade, né? Aquela questão do tá começando a vida e tem gente que tá começando a vida cristã há 30 anos, né? Isso é uma tristeza. Mas em vez de crescer, continua ali engateando na fé. Em vez de conversar com o Senhor na oração, continua balbuceando, não sabendo ter uma vida de oração. E aí eu acho que a pergunta final pra gente terminar a nossa conversa, que é muito do que o Yang busca fazer aqui no livro, como a vencer essas dificuldades para orar e criar uma vida de oração. Qual é o caminho mais adequado para conseguirmos fazer isso? para essas pessoas que estão aí tendo dificuldade de criar a vida de oração, qual conselho nós podemos dar? >> É interessante como ele como ele faz isso no livro, né? Então esse não é um livro no sentido h de que você vai sair daqui com uma lista exata do que fazer. Mas esse é um livro que te dá muita clareza para você compreender o que você está fazendo e como você pode fazer isso em termos, né, de do significado das suas palavras e dos movimentos que você faz. Mas uma das coisas que ele faz eh eh muito bem assim é e que eu acho que é uma é uma primeira resposta para essa pergunta, é ele nos lembra diante de quem nós estamos. Então muitas vezes, talvez nosso problema com a oração seja o fato de que a gente tá pensando muito mais na tarefa do que na pessoa. Eh, então, eh se eu não me engano, ele até coloca isso no livro, né? Mas nós queremos estar na presença de pessoas que nós amamos. Nós queremos conversar com as pessoas que nós amamos. Então, ah, lembrar que oração não é só uma um conjunto de frases que precisa ser dita para obter benefício espiritual, mas oração é caminhar com Deus. Ah, esse pode ser um primeiro movimento muito importante pra gente resgatar essa vida de oração. Agora, assim, eh eh se a gente tá falando de um hábito que precisa ser cultivado, então é importante haver intencionalidade no processo. Por isso, se eu nunca reservo nenhum tempo, ah, não adianta eu ficar esperando magicamente e a minha vida de oração fluir, né? Aliás, eh, eu diria que na caminhada das coisas mais importantes da vida e especialmente aquelas que apontam para eternidade, nada flui por e simplesmente tudo é cultivado. É claro, né? O novo nascimento eh é Deus quem produz, mas a partir daí eh ele nos chama a nos exercitar na piedade. Então, quando você olha para exemplos como de Daniel, ele orava três vezes ao dia, você vai olhar os exemplos nos salmos, você vai olhar os exemplos na vida do Senhor Jesus, então você tem uma dedicação intencional. E aí entra essa questão que a gente come eh começou a falar dela lá no início do do da conversa, né? Eh, como nós nos tornamos escravos da espontaneidade, a gente fica esperando o clima aparecer, o momento surgir e então a nossa vida de oração é muito oscilante. Então, como é que eu posso crescer nisso? Bom, começa pequeno, eh, um livrinho pequeno, é um material que vai te ajudar a trazer luz para você entender melhor o que você tá fazendo. Começa com pouco tempo. Eu sugiro é uma estrutura 55. Que que é isso, né? 5 minutos de leitura bíblica, 5 minutos de meditação sobre um dos versículos ou sobre algo que o texto falou para você e 5 minutos de oração. Então você, sei lá, tá reclamando eu não tenho tempo para nada, minha vida é muito corrida. Eu te garanto que 15 minutos você tem no seu dia, porque você passa mais do que isso no seu celular. Eh, >> é só olhar lá, né, aquela aquele negócio do tempo, né? Quanto tempo você passou? Só no Instagram. Veja aí. Exato. Então, começa com 15 minutos, 5 minutinhos de oração todos os dias. Você pode usar essa estrutura do Pai Nosso. Eh, ela já é uma estrutura boa e fundamental para ser caminhada com Deus. Você pode usar a estrutura que eh eh foi mencionada aqui no início também, né, de adorar, agradecer, pedir e confessar. eh, enfim, estruturas assim nos ajudam a ter uma eh lógica daquilo que a gente vai seguir, né? Mas você pode começar com 5 minutinhos e aí é aquele meme, né? Primeiro você começa, depois você melhora. Então, é melhor você orar 5 minutinhos todos os dias durante um mês do que você fazer uma oração de uma hora no dia primeiro do mês e só voltar a orar lá no dia 27, né? Então, começa pequeno e vai ampliando, ajustando. >> É o povo, é o povo que começa com tudo no dia primeiro de janeiro e já para no dia dois, só volta no primeiro de janeiro do ano que se que vem. >> É isso aí. É isso aí. Mas eu diria isso. Então é intencionalidade, separar tempo e eh >> eu diria que separar tempo e lugar para você ter uma rotina definida. >> Perfeito. Muito bom, meu irmão. Que conversa boa. Que conversa boa. É sempre uma alegria conversar aqui com você, ainda mais sobre esses assuntos que a gente tem tido a oportunidade de falar, né? Então, cara, que Deus te abençoe, continue te usando aí, desenvolvendo cada vez mais a sua vida de oração também e ensinando, usando você para desenvolver a vida de oração de outras pessoas na sua família, na sua igreja, onde você estiver. Que Deus e esteja sempre nesse relacionamento com você, né? E cada dia mais você experimente da do amor dele. >> Amém. Amém. Eu acho que algo legal também que ele trabalha aqui e que com o qual eu me identifiquei bastante, é que às vezes a gente olha pros nossos pastores e tende a pensar assim: "Nossa, orar por esses caras deve ser um negócio muito fácil e muito fluido". E não é, oração é luta para todo mundo, n? Especialmente hoje que a gente tá lutando com muita distração, muitas vezes a gente perde o foco no meio da oração, muitas vezes a gente eh eh enfim, se perde. E é uma luta para mim tanto quanto para e qualquer pessoa que pode estar assistindo esse podcast. Então, eh, não desista dessa luta. Nós estamos todos lutando e Deus vai dando graça. Ele é, é glorificado enquanto nós o buscamos como nosso pai. Obrigado pelo tempo aí com você. >> Perfeito. Foi muito bom, meu irmão. É isso aí. Você ouviu? Você quer orar? Comece orando, pedindo mais amor, constância para orar e ore. Ore que o Senhor vai capacitando você a orar cada vez mais. Fale com o Senhor. Abra seu coração e ao mesmo tempo você conhecer a estrutura da oração que o nosso Senhor Jesus ensinou vai te ajudar a aprofundar mais sua vida de oração, a ter uma vida de oração mais plena. Esse livrinho aqui vai te ajudar com isso, a entender melhor essa estrutura e saber como aplicá-la na sua vida. Se você gostou dessa conversa, deixa aí seu like, seu comentário, se inscreva na sua principal plataforma de podcast para não perder nenhum dos episódios que vem pela frente. Também dê uma olhada nas dezenas que nós já temos gravando, já gravados, né? E nós já estamos chegando inclusive no centésimo episódio. Então acompanha, tem muita coisa boa e fica de olho para não perder realmente nada, compartilhando também com outras pessoas. É isso aí, até a próxima. Deus abençoe.