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A fé vem pelo ouvir

O PAI NOSSO – ALLEN PORTO | PODCAST VIDA NOVA #92

O PAI NOSSO – ALLEN PORTO | PODCAST VIDA NOVA #92

O PAI NOSSO – ALLEN PORTO | PODCAST VIDA NOVA #92

🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!

Neste episódio, conversamos com Allen Porto sobre o livro O Pai-nosso, de Kevin DeYoung.

Ao longo da conversa, exploramos temas centrais da obra, como:

❓ Como desenvolver uma vida de oração?
🎯 O Pai-nosso deve ser repetido como uma fórmula fixa?
🤔 Qual é a estrutura do Pai-nosso?

Adquira o livro: https://bit.ly/4ct6ItJ

#Oração #VidaCristã #Espiritualidade #KevinDeYoung #podcast #edicoesvidanova
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Legendas automáticas:

E aí, eu sou Saor Lucena e seja
bem-vindo ao podcast da editora Vida
Nova. Aqui a gente procura conversar com
autores, pastores e teólogos em geral
sobre os livros lançados pela editora
Vida Nova e as questões importantes que
eles abordam. E no episódio de hoje nós
vamos falar sobre o lançamento O Pai
Nosso, aprendendo com Jesus sobre o que,
por e como orar. O livro do Kevin de
Yank. Se você quer aprender mais sobre
oração, quer desenvolver a sua vida de
oração, quer entender principalmente
sobre a oração do Pai Nosso, oração que
o nosso Senhor Jesus ensinou, o que é
que ela realmente nos diz? Devemos
repeti-la integralmente ou ela é uma
estrutura? Se é uma estrutura, qual a
estrutura que ela possui e como é que
nós podemos aplicá-la nas nossas orações
diárias? Se você quer entender mais a
respeito disso e de muitas outras
questões importantes para sua vida de
oração, então adquira esse livro e ouça
a nossa conversa de hoje aqui no podcast
da Vida Nova, que eu tenho certeza vai
ser bção para você. Se você gosta de
conversas assim, já se inscreva aí na
sua plataforma de podcast preferida.
Deixe também o seu like, o seu
comentário para nos dar o seu feedback e
depois dê uma olhada nas dezenas de
episódios que nós temos gravados aqui,
que eu tenho certeza que eles também vão
ser bção para você. Mas agora vamos à
nossa conversa. Alen Porto, seja muito
bem-vindo, meu irmão. É uma alegria ter
você aqui com a gente mais uma vez no
podcast da Vida Nova.
>> Alegria minha, o papo é sempre bom. Se
Deus quiser, hoje vai ser bom também.
>> Vai sim, vai sim, com certeza. Até
porque o assunto é um assunto muito
gostoso de conversar, né? E antes da
gente entrar nele, porém, eu quero só te
pedir para fazer mais uma breve
apresentação, meu irmão, eu sei que você
já participou de alguns episódios aqui
com a gente. É sempre uma alegria ter
você com a gente aqui, mas chega a gente
cada novo episódio, né? Então se
apresenta aí para quem tá chegando
agora.
>> Perfeito. Meu nome é Allen Porto. Eu sou
pastor presbiteriano na cidade de
Barretos. Sou pastor na Primeira Igreja
Presbiteriana de Barretos e sou
professor também no Centro Presbiteriano
de Pós-Graduação Andrew Jumper. Eu sou
marido da Ivonete, pai do Matias, da
Lúcia, da Mel e de outros três
bebezinhos que já estão com o Senhor. E
pela graça de Deus a gente tem eh
trocado algumas ideias e servido aqui,
né, em alguns podcasts e outras coisas
aí pelas redes sociais.
>> Excelente. Bom, agora você já tá
apresentado, você aí de casa já sabe
quem é o Alen. Pode procurar saber mais
sobre ele, acompanhá-lo nas redes
sociais também. Tem muita coisa
edificante, abençoadora pra sua vida. Dê
uma olhada inclusive nas nossas outras
conversas aqui que também vão ser bção
para você, mas faça tudo isso só depois
que a gente terminar essa conversa de
hoje. Então vamos começar aqui, Alen.
Vamos falar desse livro. Que livrinho
legal, né? Kevin de Young, mais um livro
excelente. O Kevin é um autor prolífico,
né? Vários livros, mais um livro aqui
pra gente. E esse o Pai Nosso,
aprendendo com Jesus sobre o que, por e
como orar.
O foco do Kevin aqui é falar da oração
do Pai Nosso. Então, por mais que ela
seja a oração mais conhecida de todas, e
essa pergunta talvez seja extremamente
óbvia pra maioria, tem gente que tá
chegando agora, tá conhecendo a fé agora
e vale a pena a gente enfatizar. Então,
o que é a oração do Pai Nosso, Alen? Ele
eh começa o livro tratando um pouquinho
disso, inclusive, e isso é interessante
paraa gente, até você mencionou, isso é
a oração mais conhecida, mas muitas
vezes aquilo que é muito popularmente
conhecido é superficialmente conhecido.
Então, por mais que alguma coisa seja
muito popular, não necessariamente ela é
compreendida em seu significado, né, e
seus impactos. A oração do Senhor. Eh,
ele até no livro ele coloca da seguinte
forma, né? Talvez a gente pudesse chamar
melhor a oração do Senhor da oração que
Jesus fez em João 17, né? e não em
Mateus 6 ou nos outros evangelhos, como
a gente tem aqui. Mas essa oração, o Pai
Nosso, é o Senhor Jesus
ensinando os seus filhos, ensinando o
seu povo a falar com o Pai, a buscar a
Deus. E até mais do que isso, ele nos
ensina a falar, ele nos ensina o que
falar, ele nos dá um uma postura e um
direcionamento adequado. Então, também
eh desenvolveria o como falar. E assim
ele direciona não só a oração em si, mas
toda a nossa espiritualidade.
Mas em resumo, quando você olha pros
textos que trazem a oração, você vai
perceber basicamente ou o Senhor Jesus
respondendo a um pedido direto dos
discípulos, né, ensina-nos a orar, ou o
Senhor Jesus instruindo os discípulos. O
Kevin Leang também explica isso, né?
Como é que a gente entende que em um
texto Jesus tá respondendo a um pedido,
em outro texto ele tá ah ensinando sem
esse registro do pedido anterior? É que
provavelmente, como em outros dos
sermões e das mensagens do Senhor Jesus,
você vai ter ensinos que são repetidos
ao longo da caminhada de discipulado em
que Jesus foi tratando e treinando os
seus discípulos. Então, é provável que
nós tenhamos aqui ah alguns momentos nos
quais o Senhor Jesus instruiu seus
discípulos, ora respondendo ao que eles
perguntaram, ora manifestando diante
deles as formas adequadas de se falar
com Deus. e acabou se transformando no
modelo que nós devemos assumir, adotar,
quando também eh pensamos então em
buscar o Senhor, em falar com o Senhor e
em caminhar com o Senhor.
>> Essa palavra modelo, inclusive, ela é
muito significativa paraa nossa
conversa, porque desperta uma outra
pergunta relevante. Nós deveríamos orar
o Pai Nosso, exatamente do jeito que ele
tá, repetindo, vez após vez? Ah, se sim,
como é que isso se concilia com o que
Jesus acabou de falar de não fazermos
vãs repetições, né, que é o que ele fala
nos versos anteriores.
>> Sim. Ah,
o primeiro capítulo do livro é para
tratar um pouco dessas questões, né? Mas
eu lembro também de quando eu
era criança, tava crescendo, eu cresci
numa igreja batista, né? Meu pai era
pastor batista e
>> olha aí, ó. Passado Batista.
Ah, aí os os irmãos batistas vivem
dizendo que o sonho deles é é eu voltar
para casa, né? Igual outro grupo aí que
gosta de falar assim,
>> os presbiterianos falam o mesmo para
mim, viu?
>> Pois é, tá tudo em casa. Eh, eh,
>> mas eh eu lembro assim que a gente
crescia ouvindo que as nossas orações
não devem ser repetições, porque
repetições são ah semelhante ao que os
católicos fazem e seria mais uma reza do
que uma oração.
E aí, nesse sentido, quando eu fui
crescendo na igreja, eu cresci com esse
tipo de ensino e de postura de que a
ideia de repetir orações ou orações
escritas ou coisas assim seriam algo
contrário ao espírito eh de uma oração
genuína, vamos dizer assim.
O Kev trata disso nesse livro. Ele nos
ajuda a pensar que a
repetição da oração não é algo ruim,
embora nós sim devamos ter cuidado com a
forma, né, que nós vamos adotar esse
tipo de coisa. Então, o ensino de Jesus
vai nesses dois lados que Evinang aponta
para isso. Ele diz: "Jesus quer nos
livrar de uma mera
de um de uma mera formalidade
religiosa, como os fariseus que faziam
as suas as suas orações, mas sem um
coração no lugar certo." E Deus também
quer nos livrar de uma mera repetição.
como os pagãos faziam em seus rituais.
Então, os os fariseus queriam orar
publicamente para serem vistos e
ganharem seus aplausos dos homens. os
pagãos oravam eh segundo os seus rituais
e mantras e coisas nesse sentido.
Hoje nós podemos repetir a oração e a
repetição é parte do movimento didático
pelo qual Deus vai formando o nosso
coração e moldando o nosso vocabulário.
Então, quando os meus filhos eh bebês
queriam eh água, então eles diziam eh
aba ou áboa, alguma coisa assim. E aí eu
me esforçava para entender e tentava
corrigir para que eles repetissem aquilo
que eu tava falando. Ah, você quer água?
Fala água. Então, o que que eu tava
fazendo? Quando eles repetiam a palavra
que eu tava dando para eles, eles
estavam ampliando o seu vocabulário para
que a comunicação e o relacionamento
deles comigo fosse ah eh desenvolvida.
A oração do Pai Nosso é algo semelhante.
Jesus tá colocando diante de nós as
palavras para nos ajudar a desenvolver
as palavras corretas, o vocabulário
correto, a gramática correta da nossa eh
não só da nossa fala, mas do nosso
relacionamento com ele. O problema é
quando nós tornamos essas palavras em
uma espécie de ritual intocável.
E aí nós criamos um problema e deixamos
de perceber o espírito que move a oração
e passamos a transformar a oração em uma
espécie de mantra mesmo. Então a gente
pode repetir essas palavras, mas essas
palavras não foram eh eh pronunciadas
para se tornarem um mantra ou um uma
camisa de força e sim para nos
direcionarem uma forma adequada de nos
relacionar com Deus. Ou seja, a ela pode
ser repetida, ela tem até um aspecto
didático em sua repetição, mas não
somente foi feita para ser repetida,
também como uma estrutura para nos guiar
em nossas outras orações, né? Agora, no
caso, antes da gente passar para essa
outra ênfase, ainda na questão da
repetição, então o problema da repetição
é a qualificação do van. O problema não
são repetições, mas vãs repetições, né?
É aquela oração que você nem sequer tá
com a cabeça ali, você tá só jogando
palavras ao ar. Eu lembro de amigos que
diziam que apostavam corrida para ver
quem falava a oração do Pai Nosso mais
rápido. Então isso aí seria uma v
repetição, uma repetição que não há a
uma intenção no coração de realmente
desejar cada palavra que estamos
pronunciando ali. Seria isso? É isso
mesmo. E e é interessante que no livro
ele faz algumas aplicações até mesmo em
grupos distintos. Ele diz: "É possível
você ter
>> uma van repetição em grupos que são
muito conectados a essa dimensão mais
litúrgica, né? Então,
>> estão muito preocupados com a forma do
culto, ah, e até mesmo a forma da
oração. É possível que esses grupos
repitam orações de uma forma eh van ou
vazia, porque eles perderam a substância
da oração. Mas também é possível que
grupos que
só valorizam a espontaneidade,
eh, e assim não sejam tão conectados a
formas, liturgias e coisas assim, também
façam uma uma espécie de van repetição
na medida em que pronunciam palavras sem
muita reflexão e estrutura diante de
Deus, às vezes até mesmo eh só jogando
frases de efeito ou repetições
emocionais,
>> sem um conteúdo legítimo, centrado em
quem Deus é naquilo que a escritura
ensina.
>> Então, vão as repetições, vão para todos
os lados.
>> É verdade. Agora, qual é a estrutura da
oração do Pai Nosso, então, né? Como é
que a a oração em si nós a conhecemos,
mas ela tem uma estrutura?
>> Uhum. Legal. Isso é eh interessante. Eh
eh a gente olha paraa oração e uma das
coisas que eu costumo pensar e tenho
falado em alguns lugares é que a nossa,
na nossa cultura nós nos tornamos
escravos da espontaneidade.
Então a gente acha a gente acha que a
oração só tem valor se ela for uma
oração totalmente espontânea. Ah, se ela
vier de acordo com a emoção do momento.
E é curioso, o o o Kevin Yang até
menciona isso. Eh, nós tendemos a achar
que se nós não estivermos totalmente no
clima, a nossa oração é hipócrita, né?
Mas a hipocrisia que Jesus condena não é
uma hipocrisia de você fazer algo sem
estar completamente
eh no no clim,
>> um prazer naquilo ali na hora, né? É
isso. No clima. Perfeito.
>> Mas a hipocrisia de você falar uma coisa
e viver outra coisa completamente
diferente como os fariseus. Então, a
gente tende a pensar que a oração é um é
meio que uma fala que tem que fluir
naturalmente e por isso ela não deve ter
uma estrutura. A partir do momento em
que você coloca estrutura em uma oração,
você vai engessçando a coisa, matando o
espírito, matando a espontaneidade e vai
matando a a autenticidade do seu
relacionamento com Deus. Só tem um
problema.
Ah,
toda autenticidade, vamos chamar assim,
ou desenvoltura,
só pode ser desenvolvida à medida em que
você entende
as regras básicas do jogo. Para qualquer
coisa. Se você quer ser um bom
motorista, você só vai poder dirigir sem
pensar em cada aspecto do carro quando
você já entendeu suficientemente a
dinâmica. você quer ser um bom jogador
de futebol, você só vai poder eh ter o
melhor desempenho se você dominou os
fundamentos e assim por diante. Com a
oração é a mesma coisa. Nós temos uma
estrutura que nos é dada por Deus e
somente quando nós entendemos e
abraçamos essa estrutura, eh, a gente
vai poder caminhar adequadamente nela. E
que estrutura é essa? Bom, primeiro nós
temos uma espécie de introdução em que
Jesus qualifica, né, e e fala do pai,
pai nosso que estás nos céus. E em
seguida nós temos seis pedidos que vem
em dois blocos de três. Então, os
primeiros três pedidos são relacionados
ao próprio Deus, né? Santificado seja o
teu nome. Venha o teu reino. Seja feita
a tua vontade, assim na terra como no
céu. Depois nós temos os outros três
pedidos que são relacionados a nós.
Então é o pão nosso de cada dia dá-nos
hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim
como temos perdoado os nossos devedores.
E não nos deixes cair em tentação, mas
livra-nos ah do mal.
E então nós temos esse fechamento, eh,
que aí é é uma discussão que ele mesmo
traz no livro. Ah, você vai ver na
Almeida, revista e atualizada, por
exemplo, esse trecho entre colchetes,
mas é coerente com o tema da oração. É
uma espécie de conclusão que diz: "Teu é
o reino o poder e a glória para sempre".
Amém. Então essa estrutura, uma
introdução, um início com Deus, depois
nós e então uma conclusão.
>> Interessante. Você falou de seis
pedidos, né? E
é muito comum hoje em dia a gente ver
algumas pessoas dizerem: "Olha, eu oro e
eu nem peço nada. Nem peço, eu só
agradeço a Deus". E as pessoas falam
isso como se elas estivessem assim sendo
super espirituais do tipo, olha, eu não
preciso nem pedir, eu estou satisfeito
com tudo, eu só agradeço a Deus. E
claro, a gente sabe que muitas dessas
pessoas estão fugindo de um extremo que
é complicado, que é aquele extremo que
só faz pedir realmente ao Senhor, que só
pensa em bênçãos materiais e só faz
buscar o Senhor como se ele fosse um
Papai Noel, como se ele fosse um gênio
da lâmpada. Mas eh como conciliar esse
tipo de de postura do ah eu não peço, eu
só agradeço com a oração que Jesus
ensinou sendo constituída de seis
petições. E aí temos que pedir ou não?
>> Eh, no no livro e e eu vou citar
bastante porque acaba que a nossa
conversa tá tá dentro dessa moldura, né?
Eh,
>> com certeza. Mas tem uma um momento em
que ele cita algo que eu acho bem
interessante. Ele diz assim: "Olha,
ah, eu lembro quando eu era pai dos meus
filhos pequenos e a gente ia fazer uma
viagem e eles pediam: "Pai, senta aqui
do meu lado" ou, né? "Pai, você pode me
ajudar com isso?" E ele e ele diz: "Para
mim era uma grande alegria receber
pedidos assim".
E ele e e o ponto dele é que para Deus é
algo semelhante. Às vezes a gente acha
que Deus tá ocupado com coisas grandes
demais e assim apresentar os nossos
pedidos a ele seria eh, enfim,
atrapalhá-lo de alguma forma, né? Mas
>> dá trabalho para Deus, né?
>> Pois é.
Mas eh o o próprio fato de Jesus começar
chamando Deus de pai já aponta para essa
direção. Eh, às vezes a gente coloca um
verniz de piedade nisso, não, eu só
quero agradecer, não quero pedir nada,
mas a gente tá negando algo que o
próprio Deus nos ensina, porque pedir,
e, e isso é muito importante para nós,
pedir é manifestação de dependência.
E muitas vezes a nossa resistência em
pedir pode revelar o orgulho que nós
ocultamos, escondemos o nosso coração.
Então, às vezes é só agradecer,
ah, porque eu não quero dar trabalho
para Deus, mas às vezes é que eu não
quero me reconhecer tão dependente assim
dele. E pedir nos humilha mesmo.
>> É verdade. É verdade. É, é aquela coisa,
o que tudo que nós temos que fazer tem
que ser pra glória de Deus e tem que ser
feito e é feito na prática, inclusive,
não só na teoria, mas na prática, pela
capacitação do Senhor. Então, nada mais
apropriado do que começar a continuar e
terminar de fazer cada coisa em oração,
pedindo ao Senhor, Senhor, para glória
do teu nome, Senhor, me capacite a
fazer. Ontem eu fui correr com o meu
filho, tava até falando para você aqui,
né, antes da gente começar, que agora eu
comecei nesse novo mundo aí, que é o
mundo da corrida, né? E é viciante, mas
é um bom vício. Graças a Deus tô feliz
correndo porque tem me deixado mais
disposto, mais acordado, inclusive para
trabalhar eu tenho trabalhado melhor
dessa forma. Mas ontem eu levei meus
filhos para fazer isso junto com minha
esposa. Então foi a família inteira. Nós
fomos para um espaço que aqui em
Jundiaí, né, que é o bolão. E é
basicamente uma pista de corrida ali. E
é bom porque dá para cada um ir ritmo
sem se preocupar de abandonar o outro lá
atrás. É, a gente corre em círculos. Eu
fui lá e eu disse: "Olha, você, Calebe,
que é o meu mais novo, você vai correr
com a mamãe porque a mamãe acaba
correndo mais devagar. Então, vá com a
mamãe e aí a gente vai se encontrando."
E o Apolo disse: "Papai, eu quero ir com
o senhor". O Apolo tem 6 anos. E o
Apollo é competitivo e ele ele tem uma
boa capacidade, sabe? Mas ele nunca
tinha corrido tanto tempo quanto eu ia
correr ontem, apesar de ser um treino
leve. Máximo que ele tinha corrido eram
2 km. E isso meses atrás, desde então
ele tinha parado. Eu sei que ontem ele e
decidiu correr e eu digo, vamos, filho,
vamos tentar 1 km, ver se você consegue
hoje. Conseguiu. Aí, tá bom, vamos
tentar dois. Conseguiu? Não. Então agora
vai ser a meta três para você quebrar o
seu recorde. E ele foi, correu os três.
Aí eu disse: "Tá certo, agora vamos nos
encontrar aqui com a mamãe". Então a
gente deu a volta que ela tava bem
atrás, então a gente foi em direção a
ela. Deixei lá. Aí disse: "Ó, fica aí
com a mamãe". E comecei a correr. Ele
veio de novo. Ele não quis desistir.
Não, pai, eu quero correr mais com o
senhor. Se eu não aguentar, eu paro.
Então no final das contas a gente correu
5 km. Foi a primeira vez. O menino sem
treinamento, 6 anos, correu 5 km sem
parar em 32 minutos. Uau,
>> cara, para uma criança é muita coisa.
Mas por que que eu tô falando tudo isso?
Primeiro porque eu sou um pai babão. Eu
gosto de falar essas coisas. Se eu
divulgar aqui, mas uma outra coisa que
correr é uma atividade que exige muita
força mental. Você tem que ficar
lembrando, olha, falta pouco, eh, você
consegue, mas ao mesmo tempo, eu não sou
um coaching, cara. Eu não quero ficar
dizendo pro meu filho: "Filho, você
consegue. Olhe para dentro de si.
Encontre forças em você, porque você é
capaz."
Enquanto a gente estava correndo, eu
tava lembrando, filho, você consegue?
Ore ao Senhor e peça para ele te dar
força para fazer. Ore ao Senhor enquanto
você tá correndo aqui, peça a ele
fôlego, tá cansado, ore, sabe? E isso é
algo que a gente precisa lembrar. É o
Senhor que capacita, não só para uma
pregação, mas para uma corrida, para
qualquer coisa, pro respirar, né? Então,
eh, enquanto eu estava correndo com ele
ontem, eu fui percebendo o quanto nós
podemos e devemos lembrar do Senhor em
oração ao longo do nosso dia, não
importa que atividade seja. E todas as
atividades que fazemos são ótimos
momentos para educarmos os nossos
filhos, inculcando a palavra neles,
lembrando que Deus está ali também e que
importa orarmos ao Senhor por
capacitação, pedindo inclusive para a
glória dele, mas pedindo ali também.
>> Muito legal, muito legal. E e ah tá
relacionado a isso, né? Quando a gente
olha pros pedidos, você tem pedidos,
vamos chamar assim, né? De natureza
espiritual, mas também de natureza
material. Então você tem um pedido pelo
pelo reino de Deus, mas você tem um
pedido pelo pão de cada dia. Isso
significa que Deus se importa, né, tanto
com ah o seu crescimento espiritual,
quanto ele se importa com os próximos
100 m de corrida. Senhor, eu tô
esbaforido aqui, me ajuda só cruzar a
linha de chegada, né? É,
>> é isso aí. É isso aí. Cruza, vai direto
pra Glória, né? Já cai ali no chão, vai
direto pra Glória. Tão cansado que tá.
Mas é isso, cara. É verdade. E ao mesmo
tempo nós vemos então a importância da
petição. O fato da oração que Jesus
ensinou ser constituída por tantas
petições é um grande exemplo disso. Mas
quando nós vamos ensinar as pessoas a
orar, chegam novos cristãos à igreja ou
vamos ensinar nossos filhos e mesmo
lembrando para nosso dia a dia, é muito
comum a gente lembrar daquela estrutura
que prioriza quatro ah ações muito
importantes para oração. O adorar a Deus
por quem ele é, pelos seus feitos. o
agradecer que tá intimamente inclusive
relacionado. Às vezes até difícil
distinguir o que é que é adorar, o que é
que é agradecer, né? Mas aí vem então a
petição e como nós falamos e vem também
a confissão, né? A confissão de pecados.
Essas quatro coisas fazem parte ali
daquela estrutura que normalmente nós eh
trazemos quando vamos ensinar a orar. A
grande questão é: tá, eh isso aí é
bíblico? E se sim, nós vemos isso na
oração que Jesus ensinou, porque Jesus
está nos ensinando o modelo de oração,
mas o que nós mais percebemos ali foi a
petição. Existem esses outros momentos
na oração do Pai Nosso?
>> Sim. Eh, eles, essa é uma forma
didática, não é, da gente apresentar
elementos que estão, tão na oração. Por
exemplo, ah, o primeiro pedido, quando
Jesus diz, eh, santificado seja o teu
nome, esse é um pedido que aponta para
esses dois elementos, né? tanto da
adoração quanto o da gratidão. Eu lembro
eh quando Calvino trata desse tema, ele
enfatiza essa dinâmica e coloca a
gratidão como uma espécie de aplicação
desse movimento de adorar a Deus. Eh,
aqui é interessante pensar sobre isso
porque não não tem nada de errado em,
sei lá, tô no meio de uma necessidade
urgente, eu
só clamar a Deus dizendo: "Senhor,
misericórdia, né?" né? Ah, mas a o
caminho geral que Deus tá dando pra
gente, que Jesus tá nos ensinando, é um
caminho que começa com Deus e depois
olha para nós nesse sentido. Ah, por que
que isso é importante aqui? Eh, é
importante lembrar do do Tim Keller no
livro Oração também, né? Publicado pela
vida nova.
O Tinkera tem um insight muito muito
genial, assim, muito bom sobre isso,
porque ele fala pra gente como às vezes
nós tratamos Deus como um tipo de gênio
da lâmpada. Então, a nossa oração é uma
forma de esfregar a lâmpada para ver se
Deus nos concede aquilo que a gente
quer. E nessa época em que nós somos
dominados, né, pelos nossos sonhos e
planos de vida, eh, muitas vezes nós
tratamos a oração e o relacionamento com
Deus como formas de atingirmos aquilo
que nós desejamos.
Mas Jesus começa a oração nos ensinando
que, em primeiro lugar, não é sobre nós,
né? Nesse sentido, é vem e eh
santificado seja o teu nome, venha o teu
reino e seja feita a tua vontade, assim
na terra como no céu. Então, começa com
Deus e lá está adoração e gratidão. Mas
eu também tenho eh confissão de pecados.
Eu tenho pedidos, né, quando eu
apresento lá o pedido pelo pão de cada
dia. E eu também tenho confissão quando
eu eh peço perdoa-me ou perdoa-nos as
nossas dívidas, assim como nós perdoamos
aos nossos devedores. Eh, então esse é
um é um pedido que está relacionado à
confissão, ao reconhecimento de que nós
temos dívida para com Deus. Então, tá
tudo lá, adoração, eh, gratidão,
petição, confissão. Eh, na oração do
Senhor, nós temos todos esses elementos
eh apresentados e e didaticamente, né,
colocados por Jesus pra gente fazer
quando buscarmos e quando orarmos ao
Senhor.
>> Excelente. E afunilando agora um pouco
nessas petições, nessa estrutura, já o
início traz uma pergunta interessante,
porque a oração começa dizendo: "Pai
nosso". Só que Jesus acabou de dizer nos
versos anteriores, no verso seis, para
ser mais exato, mas ao orar, entre no
seu quarto e fechada a porta, ore ao seu
pai que está em secreto e o seu pai que
vem em secreto lhe dará a recompensa. E
aí depois ele vai dizer: "Portanto, orem
assim." E aí vem a oração do Pai Nosso.
Mas esa aí, Jesus tá dizendo pra gente
não ser como os hipócritas, orando ali
na frente de todos. Ah, a gente tem que
ir pro nosso quarto e orar, mas aí a
oração é toda no plural. E aí como é que
essas coisas se conciliam? Será que
aquelas pessoas que acham que é proibido
orar em público estão certas? Como a
gente concilia essas coisas?
>> Legal. Então, ah, tudo isso que Jesus
trabalha antes, tá contrastando uma
espiritualidade verdadeira. com uma
espécie de caricatura, né, de
espiritualidade. Então, vocês vão ser
diferentes dos fariseus. Eh, o primeiro
capítulo desse livro é muito
interessante porque o Diang eh vai
desenvolver todos esses elementos, né?
De certa forma ele coloca assim, eh, os
judeus tinham as o que nós chamamos de
disciplinas espirituais. Eles tinham as
disciplinas espirituais deles, né? E
eram três principalmente, né? que eram
dar esmolas, fazer jejum e fazer as
orações. Então, Jesus toca esses três
elementos, demonstrando que a forma
adequada de fazer essas coisas eh não
era buscando o espetáculo como os judeus
gostariam ou ou faziam, não é? Então, o
ponto de Jesus não é que a oração não
pode ser pública, mas é que ela não deve
se tornar um espetáculo performático
como os fariseus faziam.
Então, nesse sentido, ah, quando você
der uma esmola, que a tua mão, eh,
direita não saiba, que a tua mão
esquerda não saiba, tua mão direita fez.
Nesse sentido, quando você jejuar, em
vez de você sair com a cara toda acabada
por aí, lava o rosto, eh, segura onda,
né? Não precisa sair falando para todo
mundo que você tá jejuando. E quando
você orar, não precisa fazer pegar um
megafone e fazer um pronunciamento no
meio da praça, né? Vai pro teu quarto em
secreto. Deus tá vendo. Agora o
contraste aí então é contra uma
performatividade, né? E um e uma ação
genuína nesse sentido de quem busca
relacionamento com Deus. Mas não é um
contraste entre eh espiritualidade
individual e espiritualidade
comunitária,
porque o ponto agora é esse. Todo o Pai
Nosso é apresentado pra gente em termos
comunitários.
O Diang enfatiza bastante isso. Não tem
nenhum trecho da oração do Pai Nosso em
que Jesus coloca a coisa na primeira
pessoa do singular.
Não é meu pai, não é me dá o meu pão de
cada dia, não é perdoa as minhas
ofensas, não tem primeira pessoa do
singular em nenhum momento. Isso não
significa dizer que nós não devemos
buscar a Deus individualmente,
mas significa dizer que a nossa busca
por Deus nunca deve desprezar a dimensão
comunitária.
talvez naquela época a dimensão
individual eh fosse menos
enfatizada, né? Mas certamente na nossa
época a dimensão individual é o que está
em evidência. Algumas pessoas até mesmo
dirão que você não precisa ir pra igreja
contanto que você faça sua oração e sua
eh meditação espiritual todos os dias
sozinho no seu quarto, né? Mas a oração
do Pai Nosso, de maneira alguma licença
para um tipo de espiritualidade
isolada e autocontemplativa.
Ela sempre nos une aos nossos irmãos.
>> Verdade. Perfeito. Então nós tanto
podemos orar sozinhos, temos temos os
nossos momentos individuais de oração,
mas também podemos e também devemos orar
em conjunto com os nossos irmãos, né?
Muito bom.
Agora, olhando especificamente paraa
continuação, ele vem traz o santificado
seja o teu nome. Essa é uma expressão
que, apesar de linda, ah, ela é tão
rica, tão cheia de significado que
muitas vezes nós não entendemos o seu
significado exatamente, né? Eh, talvez
seja mais um daqueles casos que você
citou, como o da oração como um todo, de
ser tão conhecido que a gente não
percebe o que é aqui realmente ela
disse. O que significa pedir que seja
santificado o nome de Deus? Pera aí,
Deus não já tem o nome santo? Como
assim, né?
>> É isso, né? A a a lógica eh imediata,
quando a gente olha esse termo, diz, mas
como é que Deus, que já é perfeitamente
santo, poderia ser mais santo, né? Ou ou
quando você ora em inglês, eh, não que a
gente ore em inglês, né? Quando a gente
lê,
>> vá, vá. Agora você vai ter que orar em
inglês, viu? Pode orar. O dom de línguas
aí. Vá.
>> Quando a gente lê a oração em inglês, o
termo é blessed, né? E abençoado seja o
teu nome. Mas como é que eu vou abençoar
a Deus
>> que é a fonte de toda a bênção? Então,
eu não posso nem santificar e nem
abençoar algo que já é perfeitamente
santo e que é perfeitamente eh bendito.
Mas o outro lado da moeda é que
o o ponto destacado pelo Senhor é que o
a o uso desse desse termo ou pelo menos
dessas traduções que nós temos,
santificar ou abençoar, significa
reconhecer
a devida preciosidade,
eh, e assim manifestar uma devida
postura de adoração
a esse nome. E sempre na escritura, nome
está diretamente relacionado ao ser, ao
caráter e a manifestação da pessoa.
Então, quando eu digo: "Santificado seja
o teu nome", eu não tô preocupado só com
o termo Deus ou Jesus ou Jeová. Eu eu tô
envolvido pelo próprio ser de Deus, no
desejo de que o ser de Deus seja
considerado e exaltado em toda a sua
santidade, em toda a sua beleza, em toda
a sua majestade e em toda a sua glória.
Então esse é um desejo e e um movimento
em que primeiro eu me deleito em Deus e
eu desejo que o próprio Senhor seja
reconhecido, exaltado, glorificado e
magnificado num movimento inicial em que
a oração eh tem como centro, tem como
alvo e tem como foco a glória do próprio
Deus e não a minha.
>> Rapaz, você tava falando e eu ia
perguntar, né? Então, se é assim que a
gente pode traduzir também esse texto.
Eu ia brincar, né? Vou dar uma NTLizada,
né? Uma NTLH aqui. Eu digo, caramba,
deixa eu dar uma olhada. Eu nunca tinha
reparado como é que a NTLH traduz. E
realmente ela traduz como eu ia falar.
Quer dizer, então, que a gente pode orar
que todos reconheçam que o teu nome é
santo, que é o que a NTLH traduz.
>> É isso aí. Então, a NTLH trazendo já o
seu comentário bíblico em tradução.
Então, é basicamente isso que nós
poderíamos orar também, né? Que Senhor,
que todos reconheçam que o teu nome é
santo, né?
>> É isso. É isso aí.
>> Olha aí, tá vendo? A NTLH tem o seu
papel, tem a sua utilidade aí, uma
Bíblia de comparação, pelo menos.
>> Muito bom. Muito bom. Então, já
entendemos esse aspecto do
reconhecimento do nome de Deus como
santo. No que diz respeito ao vem, o teu
reino seja feita a tua vontade, que isso
significaria na prática?
>> Uhum. É, é curioso, né? A forma como
Kevin trabalha. Eh, eu achei bem legal
assim, esse livro tem, você dá para ver
aqui, né? Ele é um livro curto.
>> Sim. Ah, então é é muito legal assim
para quem
>> quer fazer seus primeiros mergulhos para
já usar um termo Batista aí, né? Eh,
>> é bom, é bom, é bom.
os primeiros mergulhos no no tema da
oração e e assim explorar um pouco
melhor o que que significa eh viver uma
vida de oração ou até mesmo praticar
oração com mais consciência do processo.
Mas mesmo sendo capítulos curtos, ele
consegue explorar algumas coisas que são
>> eh curiosas e eh interessantes pra
gente. Então é
>> bem a característica do Kevin de Young,
né, que são esses livros mais curtos,
mas com tudo que a gente precisa saber
realmente, né, o mais essencial sobre
aquele assunto que ele tá tratando, né?
É isso. Então, mesmo nos capítulos, em
capítulos curtos, ele consegue fazer uma
discussão considerável sobre o reino de
Deus e e ele nos ajuda então a
desenvolver uma visão mais abrangente do
que é o reino pra gente perceber que
quando a gente tá clamando, né, venha o
teu reino, a gente tá pedindo por uma
manifestação desse domínio de Deus que,
e ele se preocupa muito em enfatizar
isso, não vai ser trazido meramente ente
por meio do esforço humano, o reino vai
ser implementado pelo próprio Deus, mas
que nós precisamos desejar e devemos
clamar ao próprio Deus para que esse
domínio seja manifesto em toda a sua eh
clareza e em toda a sua beleza, assim
também como a vontade de Deus. Ele tem
um outro livro, né, eh, em que ele fala
sobre, eh, a vontade de Deus e como às
vezes tentar descobrir a vontade de Deus
pode nos deixar travados na hora de
tomar decisões. E eu lembrei, porque ele
acaba retomando um pouquinho dessa
conversa aqui nesse livro, ah, mas
enfatizando esse aspecto em que a
vontade revelada de Deus está clara para
nós. E quando nós pedimos que venha o
reino, ou seja, que o domínio de Deus
seja manifeste sobre todas as coisas, e
ele coloca a igreja como um posto
avançado desse reino no meio do mundo.
Eh, quando nós pedimos isso, nós estamos
desejando que esse reino seja
estabelecido e que essa vontade de Deus
seja eh satisfatoriamente, né, com
alegria, seja cumprida e realizada entre
os homens, assim como ela é no céu.
Então, é um desejo que não apenas o nome
de Deus seja reconhecido em sua
santidade, mas que, de fato, o domínio
de Deus seja manifesto em sua inteireza
e que nós tenhamos esse prazer e alegria
em obedecer a vontade de Deus e assim
caminhar segundo aquilo que Deus tem eh
estabelecido e aquilo que Deus tem
apresentado na sua palavra. Então,
quando você junta esses três pedidos,
eles estão todos relacionados esse mesmo
universo em que nós estamos dizendo:
"Senhor, que o Senhor permaneça no
centro, que a tua glória seja exaltada,
que o mundo reconheça, que o teu domínio
seja manifesto e percebido e que as
pessoas se dobrem à tua vontade a
começar em nós."
>> Ele avança, então, depois de terminar de
enfatizar coisas que são mais
diretamente relacionadas à glória de
Deus, como você falou, né? das seis
petições, as três iniciais começam com o
Senhor e aí ele começa a fazer petições
mais diretamente relacionadas a nós.
Ainda que a vontade de Deus seja feita,
o o nome dele seja santificado também
nos beneficia, mas as outras são sim
mais diretas sobre nós e começa com algo
muito direto, muito prático, que é o pão
nosso de cada dia, o terror de muita
dieta de hoje em dia que o pessoal não
deixa vai comer pão, né? pão agora virou
Satanás. Não pode mais comer pão.
>> Mas o que que significa? O que significa
pedir o pão nosso de cada dia? É só o
pão literal? Ou seja, esse pessoal que
não come pão não deve mais orar essa
parte da oração. O que é que significa o
pão de cada dia?
>> É muito bom. Eh, para chegar nesse nesse
segundo bloco de pedidos, então é só
importante voltar a entender essa linha,
né? Por que que eu não chego logo
pedindo a Deus sobre o pão? É que se
primeiro eu não aprender que eh o meu
deleite está no Senhor,
ah, eu corro o risco de que os meus
pedidos eh com relação ao pão ou a
outras coisas sobre mim, eh, tomem o
lugar central na oração. Então, a oração
deixa de ser o movimento de um de um
filho submisso ao pai.
e pode se transformar no movimento de um
manipulador ou de alguém que quer
decretar e determinar alguma coisa para
Deus e se coloca numa posição de senhor
e não de servo. Ah, pode se colocar,
pode ser uma manifestação de alguém que
tá usando Deus como um meio para os seus
sonhos e não como um fim. E aí a oração
se perdeu completamente. Então esse essa
direção que Jesus aponta é muito
importante. Primeiro me deleito no
Senhor. É sobre o nome dele, é sobre o
reino dele, é sobre a vontade dele. E
quando o o meu coração se deleita no
Senhor, os ele satisfará os desejos do
meu coração, né? agrada-te do Senhor e
ele eh satisfará os desejos do teu
coração. Então aí sim eu chego agora
nesse segundo bloco e peço inicialmente
pelo pão e aí como você colocou, né, ou
ou já trouxe, será que a questão é o é o
carboidrato, né, é o é é o pão que a
gente compra na padaria,
>> é o glúten.
>> É o glúten. Pois é. Eh, na verdade, pão
é um um símbolo de alimento. Na verdade,
ele pode simbolizar várias coisas, mas
o, talvez, o, o, o, o o, o o símbolo
inicial é de alimento, mas junto a isso,
o pão é naquela naquele contexto, né, no
mundo antigo, eh, possivelmente o
alimento mais básico da daquela ah
dieta, né, talvez fosse algo mais
parecido com o que a gente tem na nossa
cultura ou com arroz, com feijão.
>> É verdade. Cafezinho também, né?
>> É, é.
>> E aí, eh, então, quando eu peço para
Deus o pão de cada dia, eu tô pedindo
pela provisão alimentícia, mas isso
também pode ser um símbolo para toda a
provisão material.
Ah, então isso vai significar não só
alimento, mas vai significar roupa, isso
vai significar moradia, enfim.
Uhum. A internet, né? Se a internet é
algo útil aí para você servir ao Senhor,
aprender mais sobre ele, tudo que você
precisa aí para viver isso.
>> É provisão também. Exato. Eh, mas eu mas
tem essa dimensão em que o pão é o é o
alimento mais básico. Então, não é que
eu não possa pedir eh por uma Ferrari,
mas você pode orar por uma Ferrari. E
Deus pode até dar para você uma Ferrari.
nos seus eh eh decretos, eh Deus sabe o
que é que ele vai coner.
>> Decretos de Deus, né? Não, não da
pessoa.
Importante
>> que o povo que pede a Ferrari geralmente
é o mesmo que decreta, viu, irmão? É o
mesmo que diz: "Senhor, decreto a minha
Ferrari na minha garagem, na minha
mansão".
Ai! Ah, mas Jesus nos ensina a pedir eh
por aquilo que há de mais essencial e
mais básico.
possivelmente
eh o ponto aí não é demonizar, né,
outros tipos de desejos, mas é realmente
reorganizar os nossos desejos,
porque por vezes o nosso coração é
perdido
na nossa
estrutura de prioridades.
E muitas vezes nós achamos que não
podemos viver sem o último iPhone, sem o
último tênis da moda, sem aquilo que o
nosso vizinho tem ou que tá rypado nas
redes sociais. E aí o nosso coração, em
vez de cultivar contentamento com aquilo
que Deus tem dado a nós, vive de cobiça
e de insatisfação. E então Jesus nos
diz, é o pão de cada dia que a gente
pede, né, é o é o simples e é o básico
pra gente aprender a desfrutar da
alegria, da bondade de Deus eh nas
coisas mais simples da nossa existência.
Uhum. Perfeito. Aí entendemos agora
sobre o pão. Nós temos os outros dois
pedidos, sendo o outro o
que Deus nos perdoe, como nós estamos
perdoando aos outros. E essa é uma
questão que é muito intrigante, né? A
gente muitas vezes pensa: "Meu Deus, mas
eu não quero pedir que Deus perdoe do
mesmo jeito que eu perdoo. Não, Senhor,
perdoa mais do que eu perdoo os outros.
né? Mas por que que Jesus coloca assim?
E ele ainda enfatiza depois, né, no
versículo 14, eh, nós vemos ele dizer:
"Porque se vocês perdoarem as pessoas
que ofenderem vocês, o pai de vocês, que
está no céu, também perdoará vocês. Mas
se não perdoarem essas pessoas, o pai de
vocês também não perdoará as ofensas de
vocês." Então, o que significa pedir que
Deus nos perdoe como nós temos perdoado
aos outros? Não, você colocou o ponto
chave assim e o Dean coloca nesses
termos mesmo. Quando a gente ora assim,
a gente tá dizendo para Deus, ah, da
forma como eu manifesto perdão para
outras pessoas, eu quero que o Senhor
manifeste o perdão para comigo. E essa é
uma oração chocante, né?
Ah, como a gente já mencionou, ele ele
vai desenvolver várias coisas aqui. Ele
no capítulo vai nos ajudar a pensar
sobre o que não é o perdão e sobre o que
é o perdão. É é um capítulo bem
interessante sobre eh até mesmo eh a
esclarecer
algumas das compreensões erradas que nós
temos sobre a relação entre perdão e
consequências eh das ações e coisas
assim, né? Ah, mas o ponto fundamental é
o seguinte: aquele que foi alcançado
pelo perdão,
perdoará também. Claro, nenhum de nós o
fará perfeitamente. Nós somos eh
criatura e não criador e nós somos
caídos, né? Estamos num processo de
santificação em que estamos sendo
transformados à semelhança do Senhor
Jesus.
Mas uma das manifestações disso é que
nós vamos crescendo na manifestação do
perdão, assim como o perdão nos foi
concedido.
Então, e o o o ponto fundamental não é
necessariamente dizer que Deus
primeiro olha como é que a gente tá
perdoando para então nos perdoar, né?
como se Deus fosse condicionado
por nós e por nossas ações. Mas é que na
oração eu estou suplicando o perdão,
reconhecendo as minhas ofensas,
reconhecendo as minhas dívidas para com
Deus. E eu também, à medida em que
contemplo o perdão do Senhor, estou
praticando esse mesmo perdão com as
outras pessoas. Então eu peço a Deus que
ah aja para comigo
na medida
eh que eu estou eh oferecendo o perdão
às outras pessoas também. Então eu me
vinculo e me constranjo enquanto eu
suplico a Deus que a graça e que o
perdão dele sejam derramados sobre mim.
Então, não tem como você fazer essa
oração de uma forma fácil, porque
inevitavelmente
eh, ou você estará mentindo e agindo de
uma forma hipócrita, ou você estará
fazendo um compromisso que é a difícil,
eh, mas importante de ser feito, né?
>> Que o Senhor nos ajude, né? Nós
perdoamos com o perdão que ele mesmo nos
dá, né?
>> É isso.
>> Se fosse para criarmos aqui uma espécie
de ilustração, a gente poderia dizer,
né? A gente oferece água porque antes
Deus nos deu água enquanto estávamos
sedentes, né? Perfeitamente. Eu acho que
é esse o ponto. Eh, eh, algo que precisa
ser eh eh eu está pressuposto aí eh é
que nós só podemos perdoar e assim pedir
a Deus que nos perdoe como nós estamos
perdoando, porque primeiro nós já
recebemos esse perdão de Deus em Cristo
e agora nós oramos a Deus e falamos com
ele a partir desse perdão que nos foi
concedido. Então, agora, uma vez que
recebemos esse perdão e a graça, então
nós podemos oferecer perdão. Nós podemos
caminhar com as pessoas de uma forma
saudável. E então esse se tornou um novo
padrão pra nossa caminhada. Assim nós
oramos a Deus, olha, nos perdoa assim
como temos perdoado os nossos devedores.
>> Excelente. E aí ele vai para uma petição
final, que é a de não nos deixe cair em
tentações, mas livra-nos do mal. Só que
aí você colocou, né? Essa seria a
terceira petição da segunda parte ou a
sexta petição da oração. Mas esa aí,
essas duas coisas estão juntas, não são
separadas? Não seria uma coisa o pedir
para que não caiamos em tentações e a
outra nos livrar do mal?
>> Uhum. Existem existem autores que
trabalham eh eh esses essas petições
como separadas, né? como se fossem
coisas diferentes. Mas eh a maioria dos
autores, Irian segue essa tradição, ele
apresenta pra gente esses dois eh essas
duas orações, eh, como se fossem parte
de um mesmo pedido. Então, esse é um
pedido que ele resume em termos de
proteção espiritual.
Então, o que que eu tô pedindo aqui?
aqui mais uma vez ele vai fazer h uma
discussão ainda que breve, mas muito
interessante sobre o que que é a
tentação. E ele vai destacar elementos e
até diferenciar a tentação em Cristo e a
tentação em nós. Ah, mas basicamente ele
tá apontando pra gente o fato de que nós
estamos
em risco em muito sentido, cercados por
perigos que envolvem o mundo, a carne e
o diabo. E muitas vezes nós não temos a
clareza e nem a consciência dos riscos
que nos cercam.
Mas à medida em que a gente compreende
que existe uma realidade espiritual
desafiadora à nossa volta, eh certamente
nós deveríamos suplicar a Deus por
proteção e por livramento do Senhor.
Então não nos deixes cair em tentação. É
um pedido por proteção e livra-nos do
mal. O Dian sugere aqui no, na verdade
ele afirma, né, no no livro, ele entende
que livra-nos do mal. O termo aí do mal
também pode ser traduzido como do
maligno. E ele entende que é uma
referência direta a Satanás. Então é,
não nos deixe cair em tentação, mas
livra-nos de Satanás, livra-nos do
maligno. Então, é o mesmo pedido para
que Deus nos proteja e nos guarde no seu
amor para não cairmos e assim não nos
afastarmos dele. Ah, então um resumo
disso e, aliás, ele vai eh desenvolver
isso também no no livro de uma forma
muito legal. falando sobre as tentações
que Cristo experimentou e como essas
tentações percorrem toda a escritura.
Tentações relacionadas ao prazer,
tentações relacionadas ao orgulho e
tentações relacionadas ao poder. Eh, na
tradução você perde o recurso nemônico,
né? Em inglês provavelmente seria
pleasure, pride and power. Eh, três Ps
aí para pra gente e observar, né? E ele
desenvolve até mesmo algumas eh eh
aplicações são interessantes, né? Qual
desses é o nosso ponto fraco, né? Para
alguns é o prazer. Então, seduções e
coisas assim nos tornam mais
ou encontram em nós uma vulnerabilidade
maior. Para outros é o orgulho mesmo, é
a vaidade, é a ideia de exaltação ou de
eh
receber, né? eh eh algum tipo de
adoração, aplauso e para outros é o
poder. Então, eh
tudo eh te te eu colocarei, né, todos os
reinos submetidos a ti se eh você me
adorar.
E alguns querem, né, eh evidência,
querem eh uma posição de prestígio,
alguma coisa assim, mas o foco aí é
proteção espiritual. Nós reconhecemos
que nós não nos bastamos em termos de
manter a nossa própria caminhada com
Deus. Nós precisamos ser protegidos da
tentação e do maligno. E precisamos ser
guardados no amor do Senhor.
>> Perfeito. É como Jesus fala, né? Vigiai
e orai para que não entreis em
tentações. O espírito, na verdade, o
espírito está pronto, mas a carne é
fraca, né? Então, justamente que nós
lembremos disso. Eh, e aí algumas
pessoas vão questionar onde é que fica o
livrar do dos acidentes, né? Que tem
gente que usa, que vai tentar estruturar
essa oração e dizer, ó, cada um ensina
uma coisa. Você ora por proteção de
acidentes, de roubo, de coisas aqui, né?
Livra do mal. Mas isso não é não é
porque agora nós entendemos que está
mais ligado a o livrar das tentações que
nos levam ao pecado e para longe do
Senhor que a oração deixou de trazer a
instrução para que oremos por aquilo que
nos protege. O pão nosso, ele também tem
essa esse aspecto, não é isso? É isso
mesmo. Então é, se você quer usar três
Ps aí também, então eh o o pão nosso de
cada dia dnos hoje é o P da provisão. E
a provisão envolve tanto essa dimensão
eh eh do alimento, mas também envolve a
provisão do cuidado de Deus. Então eu
posso pedir para ele nos livrar de
males, acidentes e ladrões e coisas
assim com essa dimissão de de provisão.
Depois eu tenho pedido por perdão e
então eu tenho um pedido por proteção,
que tem um foco eh principal quando eu
olho pros pras petições, né,
relacionadas à tentação e ao maligno.
mas que também posso e de alguma forma
pedir por uma proteção que envolve a
dimensão espiritual, mas que também
envolve eh outras dimensões e
desdobramentos, né, dessas dimensões.
>> Perfeito. Agora chegamos no fim da
oração, ou melhor, talvez alguns diriam:
"Chegamos antes." Agora nós temos a
parte entre colchetes na maioria das
Bíblias. Você já começou a responder
sobre isso, mas vale a pena a gente
enfatizar aqui, porque é algo que traz
muita dúvida. Por que que esse final,
por que, pois teu é o reino, o poder e a
glória para sempre? Amém, faz parte de
textos entre colchetes na maior parte
das nossas bíblias em português. E o que
é que isso significa na prática, né?
>> Uhum. Eh, o Kevin Dean também faz um o
último capítulo do livro só para tratar
sobre isso, eh, tentando nos ajudar a
perceber como é que a gente lida com
esse trecho, já que ele tá entre
cochetes. Então, o que que significa
isso? O fato dele estar em colchet
significa que ele não está em eh
o que muitos chamam aí, né, alguns dos
melhores manuscritos, então do texto em
grego.
Ah, então de fato, nos manuscritos mais
utilizados, eh, você vai perceber que eh
esse trecho não tá presente. Ele não tá
presente também. Eh, e o Kevin também
nos ajuda a entender isso, ele não tá
presente também no na Vulgata. Eh,
aliás, se eu não me engano, os católicos
não terminam a oração como nós, né? Eles
eh não usam esse trecho de forma
nenhuma. É,
>> agora não é Ah, legal. É,
>> eh, vale a pena depois dar uma
conferida, mas se eu não me engano é
isso mesmo. Eh, porém o Kevin aponta pra
gente que já no Didaque, um texto do
segundo século, você já tem na instrução
quanto a oração, que esse tipo de
doxologia final fosse realizado.
Então, embora você não tenha nos
principais manuscritos eh esse tipo e
aliás é importante, né, pro pessoal que
tá acompanhando aqui, de repente ainda
não tem eh um pouco mais dessa dessa
noção.
A nossa, a Bíblia é montada a partir de
vários manuscritos
que são, né, recolhidos, lidos,
traduzidos e testados em termos de sua
confiabilidade, comparando uns com os
outros. Então, a gente não tem um único
eh documento antigo eh a partir do qual
todas as Bíblias surgiram, né? a gente
tem vários manuscritos e em vez disso
ser uma coisa ruim que algumas pessoas
tenderiam a pensar, né, na verdade é uma
coisa boa, porque isso demonstra a
confiabilidade, a veracidade do texto.
Então, o que alguns estudiosos nos
ajudam a a a perceber é que quando você
vai para outros textos antigos, pensa aí
nos escritos de Platão, ah, você tem
muito, eh, muito menos eh cópias
disponíveis do que nós temos do material
bíblico, o que torna então o material
muito mais verificável e muito mais
confiável nisso, né?
>> Sim. Sim. Deixa eu só fazer um parêntese
aqui. Perdão, Alen, só um parêntese
porque é relevante, como você falou. Eu
sei que isso traz dúvida para muitas
pessoas. Eu lembro a primeira vez que eu
me deparei com essa questão lendo a
Bíblia. E nós já tratamos aqui nos
podcasts da Vida Nova sobre esse aspecto
em alguns episódios, episódios sobre
manuscritologia e sobre o texto grego
também. Então, se você der uma
pesquisada aí nas dezenas de outros
episódios que nós já temos o podcast da
Vida Nova na sua plataforma preferida.
Inclusive, fica aqui o parênteses, se
inscreva, deixe seu like, comentário,
compartilhe com outras pessoas, mas dê
uma olhada, você vai ver podcast falando
mais especificamente sobre a formação do
canon bíblico, ah, sobre
manuscritologia, sobre o texto grego.
Tudo isso vai ajudar você a entender
mais profundamente o que nós estamos
falando aqui de relance. Mas agora sim,
Alen, voltando aqui,
>> então, nesses manuscritos, nos
principais utilizados ou que se chamam
de melhores manuscritos, eh, você não
vai ter esse trecho, mas como existe em
alguns manuscritos, ah, decidiu-se
deixar o trecho entre colapes. E aí o
ponto dele é o que que a gente faz com
isso? Então, a gente não usa esse essa
parte final da oração ou deve usar.
Então, pelo menos dois aspectos são
importantes aqui. Um deles é existe um
lastro histórico. Então, quando você
olha pro Juda daqu ou quando você olha
para alguns dos textos antigos, você vai
perceber eh autores antigos na história
da igreja, utilizando esse tipo de eh
doxologia, de encerramento de adoração,
de louvor a Deus eh no fim do Pai Nosso.
E acho que é um caminho ainda mais
interessante que o Kevin de Young faz, é
de apresentar que esse final é
completamente coerente com o todo da
Escritura e especialmente coerente
quando você olha para a oração de Davi
lá em Primeiro Crônicas 29, se eu não
estou enganado.
Então você vai perceber eh que, embora
não seja exatamente nesses termos, mas
você tem todos esses elementos da
exaltação do Senhor, eh, já apresentados
na Escritura. E então fechando muito bem
uma oração que começa com Deus e termina
com Deus, voltando os nossos olhos para
aquilo que é central e movendo-nos então
na direção do Senhor.
>> Olha só que coisa, né? Então, não é
somente eh mais um pedido aleatório, é
um pedido que tem todo a ver com essa
estrutura didática espiritual pro nosso
crescimento, onde nós começamos com o
Senhor, pedimos por causa do Senhor e
terminamos de novo reconhecendo que é
para o Senhor mesmo, né? Muito bom.
Agora, uma coisa também que me chamou
atenção no livro é uma frasezinha que tá
logo aqui atrás, que eu acho que ela é
pertinente pra gente falar. Tem assim:
"Não é possível, não é possível ser
cristão e não orar".
Não é possível ser cristão e não orar. E
aí eu pergunto para você, Alen, mas e
aquela grande quantidade de pessoas de
até mesmo membros em igrejas que não tem
uma vida de oração, que o máximo que oro
é aquela oração no início do dia assim:
"Senhor, abençoa meu dia e no final da
noite, Senhor, eh, obrigado por isso".
ou então me livra do mal. É isso.
>> Uhum.
>> O que é que nós podemos falar sobre essa
afirmação?
>> Bom, essa é uma afirmação forte, né? Mas
ela ela ela é forte
>> porque ela revela uma
tanto uma necessidade quanto uma
realidade fundamental da vida com Deus.
Então, é verdade, é possível haver
cristãos que ainda não estão vivendo de
uma forma completamente coerente com
aquilo que são. É possível você ter
membros de uma família que, por vezes,
eh reneguem o seu espaço na família, né?
Não queiram reconhecer que são filhos de
fulano ou não queiram proximidade com o
seu pai.
E cristãos em crise poderão ou cristãos
apáticos poderão experimentar desafios
eh nesse sentido.
Mas qual é o padrão de Deus e qual é a
realidade descrita do povo de Deus ao
longo de toda a escritura?
Os filhos do Senhor se relacionam com o
seu pai. E assim a oração, ela é uma
necessidade da nossa alma. né? Nós
precisamos de Deus. E assim como nós
lemos a escritura e recebemos o Senhor,
na oração, nós falamos ao Pai e assim
nos relacionamos com ele. A oração é uma
manifestação da nossa dependência de
Deus.
Então, como eu já mencionei, né, o
orgulhoso não ora porque ele não quer se
submeter, ele não quer pedir, ele não
quer depender.
Mas a oração é o reconhecimento de que
nós somos criaturas, nós somos
limitados, nós somos falhos, nós somos
pequenos. Orar significa que eu não me
basto.
Então, aquele que de fato nasceu de novo
e que foi alcançado pela graça de
Cristo, ele tem uma necessidade de
relacionamento com o seu pai e ele
depende do seu pai. Por isso, eh, nesse
sentido, não é possível você ser cristão
e não orar. É um, é uma contradição de
termos. Então, o cristão que não ora,
ah, ou ele só é cristão no nome, ou ele
é um cristão que está fora eh de uma
vida saudável com Deus.
O ah se você então pegar a fórmula
matemática é essa. Não é possível ser
cristão e não orar. Ah, quando você
coloca em nuances, aí você vai ter,
então, mas alguém se diz cristão e não
ora. Então, quais são as opções? Ou essa
pessoa realmente não é cristã, ou dois,
essa pessoa é cristã, mas tá com algum
desvio e algum problema na sua caminhada
com Deus que precisa ser tratado para
ele voltar a viver a normalidade da vida
com o Senhor, que é de um cristão que
ora.
>> Perfeito. Eu vejo que isso também pode
ter muito a ver com até com a
imaturidade, né? Aquela questão do tá
começando a vida e tem gente que tá
começando a vida cristã há 30 anos, né?
Isso é uma tristeza. Mas em vez de
crescer, continua ali engateando na fé.
Em vez de conversar com o Senhor na
oração, continua balbuceando, não
sabendo ter uma vida de oração. E aí eu
acho que a pergunta final pra gente
terminar a nossa conversa, que é muito
do que o Yang busca fazer aqui no livro,
como a vencer essas dificuldades para
orar e criar uma vida de oração. Qual é
o caminho mais adequado para
conseguirmos fazer isso? para essas
pessoas que estão aí tendo dificuldade
de criar a vida de oração, qual conselho
nós podemos dar?
>> É interessante como ele como ele faz
isso no livro, né? Então esse não é um
livro
no sentido h de que você vai sair daqui
com uma lista exata do que fazer. Mas
esse é um livro que te dá muita clareza
para
você compreender o que você está fazendo
e como você pode fazer isso em termos,
né, de do significado das suas palavras
e dos movimentos que você faz.
Mas uma das coisas que ele faz eh eh
muito bem assim é e que eu acho que é
uma é uma primeira resposta para essa
pergunta, é ele nos lembra diante de
quem nós estamos. Então muitas vezes,
talvez nosso problema com a oração seja
o fato de que a gente tá pensando muito
mais na tarefa do que na pessoa.
Eh,
então, eh
se eu não me engano, ele até coloca isso
no livro, né? Mas nós queremos estar na
presença de pessoas que nós amamos. Nós
queremos conversar com as pessoas que
nós amamos.
Então, ah, lembrar que oração não é só
uma
um conjunto de frases que precisa ser
dita para obter benefício espiritual,
mas oração é caminhar com Deus.
Ah, esse pode ser um primeiro movimento
muito importante pra gente resgatar essa
vida de oração.
Agora, assim, eh eh se a gente tá
falando de um hábito que precisa ser
cultivado, então é importante haver
intencionalidade no processo. Por isso,
se eu nunca reservo nenhum tempo,
ah, não adianta eu ficar esperando
magicamente
e a minha vida de oração fluir, né?
Aliás, eh, eu diria que na caminhada
das coisas mais importantes da vida e
especialmente aquelas que apontam para
eternidade, nada flui por e simplesmente
tudo é cultivado. É claro, né? O novo
nascimento eh é Deus quem produz, mas a
partir daí eh ele nos chama a nos
exercitar na piedade.
Então, quando você olha para exemplos
como de Daniel, ele orava três vezes ao
dia, você vai olhar os exemplos nos
salmos, você vai olhar os exemplos na
vida do Senhor Jesus, então você tem uma
dedicação intencional.
E aí entra essa questão que a gente come
eh começou a falar dela lá no início do
do da conversa, né? Eh, como nós nos
tornamos escravos da espontaneidade, a
gente fica esperando o clima aparecer, o
momento surgir e então a nossa vida de
oração é muito oscilante.
Então, como é que eu posso crescer
nisso? Bom, começa pequeno, eh, um
livrinho pequeno, é um material que vai
te ajudar a trazer luz para você
entender melhor o que você tá fazendo.
Começa com pouco tempo. Eu sugiro é uma
estrutura 55. Que que é isso, né? 5
minutos de leitura bíblica, 5 minutos de
meditação sobre um dos versículos ou
sobre algo que o texto falou para você e
5 minutos de oração. Então você, sei lá,
tá reclamando eu não tenho tempo para
nada, minha vida é muito corrida. Eu te
garanto que 15 minutos você tem no seu
dia, porque você passa mais do que isso
no seu celular. Eh,
>> é só olhar lá, né, aquela aquele negócio
do tempo, né? Quanto tempo você passou?
Só no Instagram. Veja aí. Exato. Então,
começa com 15 minutos, 5 minutinhos de
oração todos os dias. Você pode usar
essa estrutura do Pai Nosso. Eh, ela já
é uma estrutura boa e fundamental para
ser caminhada com Deus. Você pode usar a
estrutura que eh eh foi mencionada aqui
no início também, né, de adorar,
agradecer, pedir e confessar. eh, enfim,
estruturas assim nos ajudam a ter uma eh
lógica daquilo que a gente vai seguir,
né? Mas você pode começar com 5
minutinhos e aí é aquele meme, né?
Primeiro você começa, depois você
melhora. Então, é melhor você orar 5
minutinhos todos os dias durante um mês
do que você fazer uma oração de uma hora
no dia primeiro do mês e só voltar a
orar lá no dia 27, né? Então, começa
pequeno e vai ampliando, ajustando.
>> É o povo,
é o povo que começa com tudo no dia
primeiro de janeiro e já para no dia
dois, só volta no primeiro de janeiro do
ano que se que vem.
>> É isso aí. É isso aí. Mas eu diria isso.
Então é intencionalidade,
separar tempo e eh
>> eu diria que separar tempo e lugar para
você ter uma rotina definida.
>> Perfeito. Muito bom, meu irmão. Que
conversa boa. Que conversa boa. É sempre
uma alegria conversar aqui com você,
ainda mais sobre esses assuntos que a
gente tem tido a oportunidade de falar,
né? Então, cara, que Deus te abençoe,
continue te usando aí, desenvolvendo
cada vez mais a sua vida de oração
também e ensinando, usando você para
desenvolver a vida de oração de outras
pessoas na sua família, na sua igreja,
onde você estiver. Que Deus e esteja
sempre nesse relacionamento com você,
né? E cada dia mais você experimente da
do amor dele.
>> Amém. Amém. Eu acho que algo legal
também que ele trabalha aqui e que com o
qual eu me identifiquei bastante, é que
às vezes a gente olha pros nossos
pastores e tende a pensar assim: "Nossa,
orar por esses caras deve ser um negócio
muito fácil e muito fluido". E não é,
oração é luta para todo mundo, n?
Especialmente hoje que a gente tá
lutando com muita distração, muitas
vezes a gente perde o foco no meio da
oração, muitas vezes a gente eh eh
enfim, se perde. E é uma luta para mim
tanto quanto para e qualquer pessoa que
pode estar assistindo esse podcast.
Então, eh, não desista dessa luta. Nós
estamos todos lutando e Deus vai dando
graça. Ele é, é glorificado enquanto nós
o buscamos como nosso pai. Obrigado pelo
tempo aí com você.
>> Perfeito. Foi muito bom, meu irmão. É
isso aí. Você ouviu? Você quer orar?
Comece orando, pedindo mais amor,
constância para orar e ore. Ore que o
Senhor vai capacitando você a orar cada
vez mais. Fale com o Senhor. Abra seu
coração e ao mesmo tempo você conhecer a
estrutura da oração que o nosso Senhor
Jesus ensinou vai te ajudar a aprofundar
mais sua vida de oração, a ter uma vida
de oração mais plena. Esse livrinho aqui
vai te ajudar com isso, a entender
melhor essa estrutura e saber como
aplicá-la na sua vida. Se você gostou
dessa conversa, deixa aí seu like, seu
comentário, se inscreva na sua principal
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nenhum dos episódios que vem pela
frente. Também dê uma olhada nas dezenas
que nós já temos gravando, já gravados,
né? E nós já estamos chegando inclusive
no centésimo episódio. Então acompanha,
tem muita coisa boa e fica de olho para
não perder realmente nada,
compartilhando também com outras
pessoas. É isso aí, até a próxima. Deus
abençoe.

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