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A fé vem pelo ouvir

Makários – Romanos | A. 23 | Julgar e Ser Julgado (Rm 14.1-23) | Ákilla Nascimento

Makários – Romanos | A. 23 | Julgar e Ser Julgado  (Rm 14.1-23) | Ákilla Nascimento

Makários – Romanos | A. 23 | Julgar e Ser Julgado (Rm 14.1-23) | Ákilla Nascimento

Julgar e Ser Julgado
Rm 14.1-23
Ákilla Nascimento

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>> [roncando]
>> Muito boa noite para todo mundo que já
chegou aqui paraa nossa aula do curso
Macários. Bem-vindo, bem-vinda. A gente
tá hoje compartilhando a 23ª aula desse
curso na carta aos romanos. E esse é um
curso que tem uma duração de 3 meses.
Isso significa que a gente tem a aula de
hoje e mais três aulas para concluir
essa jornada que a princípio parecia
longa, mas no fim das contas não está
sendo tão longa assim para discutir a
para discutir a carta aos romanos. falo
que não está sendo tão longa porque a
minha sensação é que apesar de estar
quase completando 3 meses, a gente ainda
está arranhando a superfície da carta de
Romanos. Eh, e talvez fosse necessário
muito mais tempo pra gente ganhar aquela
sensação de que, de fato, conseguiu
ligar a maior parte dos pontos do que
Paulo está argumentando aqui. Mas mesmo
tendo sido uma caminhada não tão longa
quanto eu imagino que algum momento a
gente vai precisar fazer, seja no
próximo curso, outro módulo do Macários,
enfim, essa tem sido uma experiência,
talvez eh inédita para muitas pessoas.
para mim também de dedicar tanto tempo
para ler e entender a mesma carta.
Então, bem-vindo para mais um encontro,
bem-vindo para mais um estudo que a
gente vai partilhar aqui de Romanos e
hoje falando do capítulo 14. É muito
importante a gente perceber que o
capítulo 14 de Romanos tem uma
continuidade natural com os 13 primeiros
versículos do capítulo 15. Então,
compreender Romanos 14 necessariamente
exige a leitura sequencial do capítulo
15, percebendo que alguns dos argumentos
que Paulo apresenta aqui se sustam por
si mesmos, mas outras partes são
dependentes do que ele vai falar na
sequência do capítulo 15. Então, a gente
convida você para iniciar esse estudo já
mostrando o caminho para aquilo que deve
ser a continuidade dessa aula na próxima
quinta-feira, tá bom? Então, boa noite,
Rose, boa noite Fred, boa noite Carla,
boa noite Elice, boa noite Sandra, boa
noite Tita, o Manuel, o Paulo, a
Terezinha, algumas figuras carimbadas
que sempre estão aqui no começo da aula
e eu tenho certeza que muitas outras
pessoas que também estão acompanhando o
curso, mas não podem fazer ao vivo, boa
noite, boa tarde, bom dia para vocês.
Vamos iniciar
lendo o texto de Romanos, capítulo 14, e
depois eu vou compartilhar a
apresentação com vocês também. Vamos lá.
Aceitem o que é fraco na fé, sem
discutir assuntos controvertidos.
Um treque pode comer de tudo. Já outro,
cuja fé é fraca, come apenas alimentos
vegetais. Aquele que come de tudo não
deve desprezar o que não come.
E aquele que não come de tudo não deve
condenar.
aquele que come, pois Deus o aceitou.
Quem é você para julgar o servo alheio?
É para o seu senhor que ele está em pé
ou cai e ficará em pé, pois o Senhor é
capaz de o sustentar.
Há quem considere um dia mais sagrado do
que outro. Há quem considere iguais
todos os dias. Cada um deve estar
plenamente convicto em sua própria
mente. Aquele que considera um dia como
especial para o Senhor, assim o faz.
Aquele que come carne come para o
Senhor, pois dá graças a Deus. E aquele
que se abstém para o Senhor se abstém e
dá graças a Deus. Pois nenhum de nós
vive apenas para si. E nenhum de nós
morre apenas para si. Se vivemos,
vivemos para o Senhor. E se morremos,
morremos para o Senhor. Assim, quer
vivamos, quer morramos, pertencemos ao
Senhor.
Por esta razão, Cristo morreu e voltou a
viver para ser senhor de vivos e de
mortos. Portanto, você por que julga seu
irmão? E por que despreza seu irmão?
Pois todos comparecemos diante do
tribunal de Deus. Porque está escrito:
"Por mim mesmo jurei, diz o Senhor,
diante de mim todo o joelho se dobrará e
toda língua confessará que sou Deus".
Assim cada um de nós prestará contas de
si mesmo a Deus. Portanto, deixemos de
julgar uns aos outros. Em vez disso,
façamos o propósito de não colocar pedra
de tropeço ou obstáculo no caminho do
irmão. Como alguém que está no Senhor,
tenho plena convicção de que nenhum
alimento é por si é por si mesmo impuro,
a não ser para quem assim o considere.
Para ele é impuro. Se o seu irmão se
entristece devido a você, devido ao que
você come, você já não está agindo por
amor. Por causa da sua comida, não
destrua seu irmão, porque em Cristo
morreu. Aquilo que é bom para vocês não
se torne objeto de maledicência. Pois o
reino de Deus não é comida nem bebida,
mas justiça, paz e alegria no Espírito
Santo.
Aquele que assim serve a Cristo é
agradável a Deus e aprovado pelos
homens.
Por isso, esforcemo-nos em promover tudo
quanto conduz à paz e a edificação
mútua.
Não destrua a obra de Deus por causa da
comida. Todo alimento é puro, mas é
errado comer qualquer coisa que faça os
outros tropeçarem.
É melhor não comer carne, nem beber
vinho, nem fazer qualquer outra coisa
que leve seu irmão a cair. Assim,
seja qual for o seu modo de crer a
respeito destas coisas, que isso
permaneça entre você e Deus. Feliz é o
homem que não se condena naquilo que
aprova, mas aquele que tem dúvida é
condenado se comer, porque não come com
fé. E tudo que não provém da fé é
pecado. Eu vou só agora a adicionar aqui
a apresentação um segundinho, que eu não
consigo
eh compartilhar as duas ao mesmo tempo,
mas já tá no ponto aqui. Então, beleza,
já apareceu aí a apresentação para
vocês. Então, a gente vai tratar desse
tema julgar e ser julgado, conforme o
texto que a gente acabou de ler de
Romanos, capítulo 14.
Que que acontece? Paulo está falando
desse assunto que está ligado a comidas
permitidas e alimentos proibidos
e o fato de que algumas pessoas
decidiram ser na prática vegetarianos
dentro da comunidade cristã em Roma.
Como é que a gente pode entender esse
tipo de atitude no contexto do primeiro
século comparando com aquilo que é a
nossa forma de lidar com a mesma eh
decisão hoje em dia, tendo em vista que
essa também é uma discussão bastante
contemporânea, mas motivada por um
contexto muito diferente do que Paulo tá
tratando aqui. Por quê? No tempo de
Paulo, o vegetarianismo raramente tinha
uma motivação ética. As pessoas elas
viviam próximas à produção de alimentos
e não se preocupavam com a morte de
animais. Hoje, muito do que eh justifica
a decisão de alguns vegetarianos é o
tratamento inadequado com os animais, a
forma muitas vezes cruel de realizar o
abate. Para o primeiro século, essa não
era uma discussão para as pessoas. O
problema era outro, que é garantir o
tipo certo de carne que um cristão, que
um judeu cristão ou que um judeu não
cristão poderia comer. Será que essa
carne que está sendo vendida no mercado
é pura? Teria sido sacrificada da
maneira apropriada? foi cozida da forma
certa, sem um açogueiro que conhecia
todas as diretrizes da Torá sobre como o
animal deveria ser abatido, preparado, e
a comida também eh
preparada já no ambiente de casa, não
era possível ter total garantia que essa
carne ela passou por todos os processos
da cozinha cocher, que é essa cozinha
que se adequa as legislações que são
apresentadas na Torá. Eh, em especial
nesse ponto entre o abate do animal até
a chegada no mercado, a não ser que seja
um açogueiro judeu e que você tenha
garantia de que segue todos os
procedimentos estabelecidos na Torá, não
dava para saber que tipo de carne era
aquela. Por isso, a melhor opção para
alguns cristãos judeus e também, apesar
de não ter escrito aqui, para alguns
cristãos gentios, a melhor alternativa
era abster-se de toda a carne, não
apenas da carne de porco, mas qualquer
tipo de carne, porque obviamente a carne
de porco era completamente proibida pela
Torá. Mas se você era um cristão, seja
você judeu, seja você não judeu, mas que
acredita que as orientações da Torá
sobre essa questão precisavam ser
mantidas, se você não sabia como é que
aquela aquele animal foi abatido ou
preparado, a melhor coisa se fazer era
se abster completamente do consumo de
carne. Por isso que Paulo está tratando
de pessoas. E é interessante observar
que aqui ele não está fazendo a
distinção entre judeus e gentius, mas
entre os fracos na fé e os fortes na fé.
Eh, por isso que alguns haviam se ah
afastado completamente, tinham
estabelecido essa abstinência absoluta
de consumo de carne. E qual era o
problema da carne sacrificada? A gente
vê uma questão muito parecida também em
Primeira Coríntios, capítulo 8. A
questão girava em torno de carne
oferecida a ídolos. Ali o problema não
era que você não sabia como a carne foi
preparada, você sabia como a carne havia
sido preparada e o fato de que aquela
carne que foi vendida no mercado havia
sido dedicada a um ídolo ou a vários
ídolos.
Então, a questão gerava em torno de
carne oferecida a ídolos, morta como
sacrifício em templo pagão e depois
vendida no mercado, como era a prática
do paganismo em Corinto e em muitas
outras regiões do Império Romano. Na
verdade, a norma para muitas localidades
do Império Romano era esse o caminho.
Animal abatido, oferecido no templo ou
abatido enquanto era oferecido como
sacrifício no templo e depois
encaminhada para o mercado para o
consumo da população.
Nenhum judeu devoto sonhava em consumir
esse tipo de carne. E aí a discussão lá
em Corinto é: "E nós cristãos, gentios,
porque a comunidade era a basicamente
constituída de cristãos gentios em
Corinto. O que é que nós devemos fazer?
Seguir o procedimento como os nossos
ancestrais judeus ou como os nossos
irmãos judeus? ou nós devemos eh ter uma
outra interpretação sobre a questão. Em
Romanos 14, essa discussão é ampliada.
Por quê? Os cristãos judeus tornavam-se
vegetarianos. Novamente aqui está
cristãos judeus, mas também,
provavelmente, alguns cristãos gentius
tornavam-se vegetarianos por não
conseguirem garantir a carne cócha.
Paulo insiste: "Ah, toda a carne é boa
em si mesmo ou em si mesma. Por que toda
a carne é boa em si mesma? Porque foi
Deus quem criou todos os animais e
permitiu que o homem consumisse esses
animais. Mesmo os animais que eram
considerados impuros originalmente são
criação divina. E fora desse contexto da
Torá, e aqui a gente, por todas as aulas
que a gente já teve, todos os capítulos
que estudamos juntos, percebemos que a
Torá já não é mais aquilo que deve
delimitar o tipo de relação e a única
forma de entender a conduta que o
cristão deve tomar, a Torá, então, já
não poderia ser utilizado como
justificativa para dizer que aquela
carne era algo ruim em si mesmo, seja
ela oferecida a ídolos ou não, seja ela
carne de porco ou não. E B, quem ferir a
consciência do outro deve abster-se.
Esses são os dois pontos principais de
Paulo ou dois dos pontos fundamentais
que Paulo coloca aqui no capítulo 14,
que é toda a carne é boa em si mesma. e
B queem ferir a consciência do outro
deve abster-se. A questão aqui não era
apenas teológica, era profundamente
prática e cultural, enraizada na
identidade étnica e religiosa de cada
grupo, tanto dos cristãos judeus quanto
dos cristãos gentius. Eu vou abrir um
parêntese antes de eh prosseguir com um
argumento, que é a divisão que
geralmente nós apresentamos na carta aos
Romanos ou encontramos nos comentaristas
estudiosos é Romanos capítulo 1 até o
capítulo 11 a parte teológica da carta e
o capítulo 12 até o capítulo 16 são as
orientações práticas ou discussões
éticas, perdão, [limpando a garganta]
que Paulo apresenta. Essa divisão é
bastante artificial. O que a gente vai
encontrar, por exemplo, no capítulo 14,
que obviamente está no meio desse bloco
supostamente ético prático de Paulo,
a gente vai encontrar uma discussão
profundamente enraizada nas questões
teológicas que ele acabou de concluir,
digamos assim, na sua explicação mais
detalhada no capítulo 11. Mas de certa
forma o que ele está apresentando agora
é quando essa doutrina que ele tão
amplamente discutiu que a justificação
pela fé senta na mesa junto com cristãos
judeus e cristãos gentius. Quando essa
doutrina se apresenta no seu contorno
concreto, como é que ela se apresenta?
Quais são as implicações dessa doutrina?
Então veja que a questão não é
simplesmente teologia versus pensamento
prático, mas é o pensamento prático que
decorre, que é consequência direta de
uma reflexão teológica profunda e
adequada. Nenhuma igreja, por mais
comprometida que seja com levar o
evangelho a sério e viver as
consequências práticas da sua fé,
consegue fazer isso com toda sinceridade
e boa vontade, sem a devida reflexão
teológica. É isso que a gente aprende
com Paulo. Às vezes a gente pensa que
uma carta como Romanos, que de fato é
bastante desafiadora, é para as pessoas
que têm maior interesse ou capacidade de
refletir sobre essas coisas. Enquanto
outras pessoas mais simples, menos
dotadas supostamente de inteligência ou
de instrução, devem se preocupar com
questões práticas da evangelização, da
ação social ou coisas dessa natureza.
Isso é um equívoco, porque Paulo escreve
essa carta, a carta aos Romanos, não
para a Universidade de São Paulo, pro
Departamento de Filosofia. Ela não
escreve isso para um seminário
preenchido de pessoas que estão sendo eh
formadas no labor teológico. Ele escreve
essa carta paraa igreja e ele escreve
essa carta para uma igreja que é
constituída em sua maioria de pessoas
simples, muitas delas. A maior parte do
império romano era constituída de
escravos. Então, seja Romanos, seja
Gálatas, seja Efésios, seja Colossenses,
todas cartas profundamente teológicas e
ao mesmo tempo profundamente práticas,
eh,
são cartas que exigem tudo que nós
podemos dar, mas que naquele contexto
também exigia daquelas pessoas tudo que
elas podiam dar de compreensão,
interpretação e dedicação para pessoas
simples, escravos. Outros eram sim
pessoas de posses, como a gente encontra
a
carta de Filemon. A carta de Filemon era
para uma pessoa que era senhor de
escravos, talvez uma pessoa que tivesse
desfrutado de bastante instrução, tinha
acesso à educação formal de sua época,
mas Onésimo não era. E aquela, apesar de
ser muito breve a carta de Filemon, é
uma carta fundamental para entender o
pensamento paulino. Tudo isso para eh
tentar desafiar um pouco esse paradigma
que prevalece de que Paulo divide
claramente sua carta em aspectos
teológicos e práticos e que essas
questões teológicas não são para todo
mundo. Na verdade, Paulo parece entender
que reflexão teológica, nos termos em
que ele faz teologia, em todas as suas
cartas, não só é para todos, mas é uma
exigência que o cristianismo faz a todos
os discípulos de Jesus.
A sobrevivência da igreja depende disso.
Voltando aqui para o argumento
especificamente de Romanos capítulo 14.
Então a gente tem aqui não apenas uma
questão teológica do ponto de vista da
compreensão, mas uma questão que tem
implicações práticas diretas. E Paulo
vai apresentar pra gente que a realidade
da justificação pela fé e a realidade do
evangelho desafia e na verdade exige que
todas as barreiras étnicas sejam
superadas e sejam quebradas. O mais
fascinante é que Paulo não diz aqui:
"Cristãos judeus não comem carne,
cristãos gentios comem carne. Porque
havia cristãos judeus que eram fortes,
que comiam de tudo, e havia cristãos
gentios que abraçavam as rígidas regras
judaicas". Como a gente colocou,
a estratégia de Paulo ao dizer
simplesmente alguns fazem assim, outros
fazem assado, ao invés de dizer alguns
cristãos judeus fazem assim, outros
cristãos gentios fazem assado, ao evitar
isso, ele eh pula fora de uma armadilha
que ele estava durante todos os
primeiros 11 capítulos de Romanos eh
procurando desconstruir. Ele evita
reforçar as barreiras étnicas que
tentava demolir. A questão principal não
é se você é judeu ou se você é gentil. A
questão é se você entende o que é a
realidade do evangelho e todas as suas
consequências práticas. por isso você é
um cristão forte ou se você é um cristão
fraco, que a gente vai definir com um
pouco mais de clareza logo adiante. Ah,
então Paulo está desafiando não as
questões eh étnicas, mas a compreensão
que as pessoas tinham do evangelho e das
consequências práticas do evangelho.
Qual é o objetivo mais profundo de Paulo
aqui? educar os cristãos a se
enxergarem, não como judeus ou gentios,
mas companheiros e servos do mesmo
Senhor. Uma das consequências mais
diretas da doutrina da justificação pela
fé é a comunhão pela fé. Se todos nós
fomos justificados igualmente pela
fidelidade do Messias ao propósito do
Pai, se todos fomos justificados pelo
fato de que Deus foi fiel à suas
promessas e pelo fato de que nós
respondemos com fé a essa convocação que
Deus nos faz, nós cremos que Jesus
Cristo é o Senhor e que ele ressuscitou
dentre os mortos. Então isso significa
que todos nós, independente de sermos
judeus ou gentius, homem ou mulher,
bárbaro, cita ou qualquer outro tipo de
divisão étnica,
de gênero ou de qualquer outra maneira
de identidade, todas essas barreiras são
abolidas para estabelecer uma só família
no Messias.
Justificação pela fé significa comunhão
pela fé. Todos nós que partilhamos a
mesma fé, partilhamos a mesma família. O
clímax daquilo que Paulo vai colocar se
encontra não no capítulo 14, mas no
capítulo 15. Porque é só no capítulo 15
que a intenção dele se torna clara. O
que ele está fazendo é um apelo direto
para que todos os cristãos em Roma
adorem juntos como um só povo. A gente
vai falar um pouco mais a respeito disso
adiante e também na aula que vem.
Justificação pela fé e respeito múo.
Esse trecho é uma consequência direta da
doutrina da justificação pela fé. Judeus
e gentius que creem em Jesus são
acolhidos igualmente, identificados
única e exclusivamente por sua crença. E
eu acrescentarei aqui também por sua
fidelidade
de que ele é o Senhor ressurreto e a sua
fidelidade a esse Senhor ressurreto. a
gente encontra tanto na discussão de
Paulo sobre fé entre a Romanos capítulo
3, versículo 21 até até o 425, como a
gente também encontra entre Romanos 9 e
Romanos 10.
Aqueles cristãos precisavam aprender a
conviver sem olhar uns para os outros de
nariz empinado, ou sugerir que Deus se
agrada mais de um estilo de
comportamento do que outro, seja falando
dos cristãos fortes ou daqueles que são
fracos na fé. A situação aqui em Romanos
ou a situação da igreja em Roma não
parece ser tão grave quanto o relato de
Paulo que a gente encontra em Gálatas,
capítulo 2, do versículo 11 até o 21.
que é a situação da igreja que se reunia
em Antioquia. É nesse capítulo que a
gente tem o relato de Paulo da
confrontação que o próprio próprio Paulo
faz a Pedro, porque Pedro comia com
cristãos gentius. Mas quando chegaram
alguns dos judeus que foram enviados ou
se diziam enviados da parte de Tiago que
vieram de Jerusalém para Antioquia,
Pedro se afasta da mesa que comia com os
gentios e passa a comer apenas com os
judeus. Porque pelo costume, pela
tradição judaica, os gentios não podem
partilhar a mesa com os judeus. Por que
não? Porque os gentios são impuro por
natureza. É um povo que não recebeu a
lei, logo não segue a lei, logo é
marcado pela impureza dos alimentos e
tantas outras práticas. Então, mesmo
depois de Jesus ter morrido e
ressuscitado, Pedro não parece ter
entendido as implicações que isso causou
para a comunhão entre judeus e gentios.
Por isso, ele se afasta da mesa dos
gentios e come na mesa com os judeus por
medo de ser julgado e condenado por
aqueles judeus que vieram de Jerusalém.
E o que Paulo está dizendo é eles aqui
em Roma, eles precisam entender que eles
são um só povo. Essa compreensão de que
a situação de Roma não era tão grave
quanto a situação de Antioquia é um
equívoco. Por quê? Porque na verdade em
Roma, provavelmente esses cristãos já
nem se reuniam na mesma casa, lembrando
que não existia a primeira igreja
batista de Roma, não existia a igreja
metodista em Roma, não existia eh esses
salões que reuniam 1000, 2000, 3.000
pessoas. As pessoas se reuniam, se
reuniam em casa. a igreja era pequena e
as reuniões aconteciam nas casas dos
membros daquela comunidade.
Então, o que aconteceu provavelmente é
que esses cristãos que Paulo está
chamando de fortes na fé e os cristãos
que ele também chama de fracos na fé se
reuniam em lugares completamente
diferentes, fazendo suas práticas,
realizando a sua adoração, lendo as
escrituras, adorando a Deus de maneira
completamente divorciada um do outro.
grupos
para usar a palavra que já parece ser
praticamente eh desgastada e quase
inutilizada no nosso tempo, polarizadas
em posições completamente distintas. Em
Antioquia, pelo menos, eles se reuniam
no mesmo lugar. E o problema que
aconteceu foi justamente porque existia
a mesa dos judeus de um lado, a mesa dos
gentios do outro e Pedro saiu de uma
para sentar na outra e Paulo chama ele
na hora. e confronta ele publicamente.
Eh, então, pelo menos, aquelas pessoas
estavam convivendo no mesmo ambiente, o
que já é muito melhor do que a situação
que provavelmente acontecia na igreja em
Roma. Então, o que a gente percebe que
muito pior do que uma igreja que tem
problemas de relacionamento para
resolver, é uma igreja que não tem
relacionamentos, não tem alguns desses
problemas e desses atritos, simplesmente
porque as pessoas já desistiram de
conviver e de adorar em unidade. Então,
a gente precisa também ter uma
perspectiva da gravidade do que estava
acontecendo na igreja em Roma.
E quais são as questões que Paulo está
discutindo aqui? Além da questão dos
alimentos, existe também a questão dos
dias santos. E aí depois ele vai falar
da indiferença de um grupo em relação ao
outro. Qual é, qual era a
realidade dos dias santos? O que a gente
tem no Antigo Testamento é que além do
Shabat que deveria ser guardado entre no
nosso calendário ou na forma como nós
dividimos os nossos dias o final da
sexta-feira, né, o início da noite da
sexta até o início da noite do sábado, o
Shabat que deveria ser guardado pelos
judeus. Também existiam os dias das
festas especiais que o povo judeu
deveria guardar ao longo do ano. Então,
existia a festa de purim, existia a
festa de Páscoa, existia a festa das
luzes, como a gente encontra o próprio
Jesus celebrando no Evangelho de João.
Existiam esses dias, que eram festas não
apenas importantes, mas dias sagrados no
calendário judaico que todo mundo
deveria guardar. Não era só a comida que
dividia aquela comunidade, mas a guarda
desses dias sagrados também. Alguns
cristãos celebravam as festas judaicas.
Além dos judeus cristãos, alguns
cristãos gentius entendendo que o
evangelho exigia dele a observância
desses dias e dessas leis alimentares,
guardava essas coisas ou guardavam essas
coisas. Outros judeus? Não. Para Paulo,
isso se torna uma questão indiferente. O
que importa é que qualquer que seja a
sua decisão, você precisa fazer isso em
honra ao Senhor. Se a sua consciência
aponta na direção de que comer carne de
porco ou comer qualquer carne que foi a
vendida no mercado, que pode
provavelmente ter sido ou dedicada aos
ídolos ou não ter sido preparada de
acordo com as leis do Levítico, se isso
de alguma forma fere a sua consciência,
tudo bem, não coma, mas faça isso em
honra ao Senhor. Se você entende que
toda a carne foi criada por Deus e que a
santidade não está definida pela questão
do alimento que você ingere, tudo bem,
coma esse alimento, mas faça isso em
honra ao Senhor. E aqui é onde a gente
começa, talvez a entender mais
claramente o que significa fraco na fé.
Paulo não está sugerindo que aqueles que
são fracos na fé não entenderam o
evangelho ou não entenderam as questões
centrais da mensagem do evangelho. Como
a gente já repetiu em vários momentos
aquilo que Paulo coloca em Romanos
capítulo 10.
Se com o coração você crê que Jesus
Cristo é o Senhor e confessar com a sua
boca de que que Deus o ressuscitou
dentre os mortos, você será salvo. A
mensagem do evangelho está fundamentada
nesse binômio. Jesus Cristo é o Senhor
sobre todas as coisas, sobre toda a
criação, e ele ressuscitou dentre os
mortos. Claro que a gente pode
apresentar o evangelho de outras
maneiras, que
Deus enviou o seu filho unigênito para
que todo aquele que nele crê não pereça,
mas tenha vida eterna. Jesus Cristo veio
para trazer o perdão dos nossos pecados.
Mas de qualquer maneira que a gente
apresente o evangelho, a gente precisa
reconhecer que tudo isso está
fundamentado nesses dois pilares, que no
fundo representa a mesma realidade, que
Jesus Cristo, ele de fato tem domínio e
poder sobre toda a criação, sobre todos
os povos da terra e também sobre todas
as potestades. Ele tem autoridade sobre
o poder do mal
e ele ressuscitou dentre os mortos. Ele
é a primícia dessa nova criação. Ele é o
primeiro que venceu a morte e aquele
sobre o qual a morte já não tem mais
qualquer poder, domínio e autoridade.
Essas pessoas que Paulo chama fracos na
fé, essas pessoas entenderam isso. O que
elas parecem não ter entendido são as
implicações disso, as consequências
disso. E aquilo que Paulo está dizendo,
tanto em Romanos capítulo 14, quanto
também em Gálatas, em outros contextos,
é que se Jesus Cristo é o Senhor sobre
todas as coisas,
se ele é aquele que nos purificou dos
nossos pecados e que uma vida de
santidade está em viver em semelhança
aquilo que o próprio Jesus viveu,
então a gente começa a perceber que as
questões fundamentais de fé, de
santidade e de fidelidade não estão
vinculadas a alimentos e dias sagrados,
mas estão vinculadas a outras questões
que Paulo também vai tratar, enfatizar
aqui. Os fracos na fé é essa categoria
de pessoas que parecem não ter entendido
ainda as implicações do evangelho para
questões concretas, como, por exemplo,
alimentos e dias sagrados.
Romanos 14. Então, nesse segundo bloco
do versículo 7 até o versículo 12, vai
falar sobre o único juízo que importa. E
aí ele trata desses dessas duas
categorias, aquele que é forte na fé e
aquele que é fraco na fé. E parece que
aquele que é fraco na fé tem uma postura
muito rígida. E aquele que é forte na
fé, ele quer exercer a sua liberdade a
despeito do que os outros irmãos na fé
vão pensar. Então, um cristão rígido,
esse que é fraco na fé, ele sabe que ele
é cercado por um mundo pagão e que ele é
confrontado por todo tipo de prática e
convicção que é contrária ao evangelho e
a fé cristã. Ele, por exemplo, vê uma
irmã na fé comprando carne no mercado,
considera que ela faz mal e o que ela
está fazendo faz mal não apenas a ela,
mas a família dela e a própria
comunidade do povo de Deus.
E por isso ele a condena de imediato.
Ele provavelmente leva isso paraa
discussão no meio da comunidade, a ponto
de que aqueles que concordam com ele
passam a adorar com esse irmão ou passam
a adorar apenas entre aqueles que
concordam com essa opinião, enquanto
aqueles que discordam desse
posicionamento também forma um novo
grupo, uma nova, quase que uma nova
comunidade.
Por outro lado, essa irmã que foi
condenado pelo cristão mais rígido, ela
sabe que o mundo pertence ao criador.
Ela se cansa de ser atacada por quem não
aprendeu que regras alimentares nada tem
a ver com a santidade genuína. E por
isso ela despreza aquele que a condena.
em seu coração, ela o trata como alguém
que é inferior, que é completamente
imaturo, que não precisa ter a sua
opinião considerada e que ela não vai
mudar sua conduta apenas para agradar os
caprichos de uma pessoa que parece não
ter entendido aquilo que o evangelho
realmente quer dizer. Até certo ponto,
esse tipo de reação é natural. E qual é
o problema? é justamente a gente fazer
aquilo que é natural, aquilo que é eh a
nossa intuição, porque a nossa intuição
ainda de alguma forma é distorcida pelo
nosso pecado, distorcida pela nossa
capacidade de priorizar aquilo que é
mais importante.
A [roncando] verdade que está acima de
ambos é: existe um só senhor e é diante
dele e somente dele que todo cristão
vive, morre, permanece de pé ou cai. O
que é que a gente quer dizer com isso? O
que a gente quer dizer é: "Ah, nós
estamos fazendo as coisas diante do
próprio Deus. Nós não devemos nos
antecipar no julgamento que cabe apenas
a Deus.
Então, se o meu irmão faz as coisas da
mesma maneira que eu faço, ou se o meu
irmão faz as coisas de maneira distinta,
diferente da forma como eu compreendo e
entendo, eu preciso reconhecer que tanto
eu quanto ele vive diante do Senhor e é
o Senhor que nos sustenta.
Não é a minha compreensão e a minha
imposição sobre o meu irmão de viver de
uma determinada forma que realmente
determina se aquela pessoa está sendo
fiel a Deus ou não. É Deus quem sustenta
tanto aqueles que têm um entendimento
quanto aqueles que têm outro
entendimento. Devemos adorar a Deus no
sábado ou no domingo? Devemos comer
carne de porco ou não?
E tem tantas outras questões que a gente
poderia discutir que são mais, talvez
pertinentes para o nosso contexto e não
eram discussões da época de Paulo. A
gente entra nessa questão um pouco maior
que é como nós podemos distinguir aquilo
que são questões indiferentes. Como
Paulo está dizendo, é indiferente a
questão do alimento, é indiferente a
questão do dia sagrado ou questões que
são fundamentais.
Existem dois exemplos que a gente
colocou aqui que são extremos, é, que
obviamente tornam o nosso julgamento
muito mais fácil, mas é apenas para
exemplificar aquilo que a gente tá
tratando de questões que são
indiferentes e questões que não são
indiferentes. Por exemplo, em Primeira
Coríntios, Primeira Coríntios 3:21,
Paulo afirma: "Todas as coisas são de
vocês".
A partir apenas dessa afirmação de
Paulo, a gente pode dizer que é possível
furtar, porque se eu tomar aquilo que é
sua propriedade, eu não estarei
cometendo pecado. Porque Paulo está
dizendo que todas as coisas são minhas.
Tudo bem que é sua também, mas é minha.
Então, eu não estou tomando algo que é
apenas sua propriedade. Isso também é
minha propriedade.
É óbvio que não é isso que Paulo está eh
comunicando quando ele faz essa
afirmação de Primeira Coríntios 3:21.
Essa afirmação de Paulo não pode servir
de fundamento para aquele que toma
aquilo que é a propriedade do outro. E
todos nós vamos entrar no consenso de
que isso é pecado, que o Antigo
Testamento
condena o furto, condena o roubo. E isso
é amplamente amparado pelo Novo
Testamento. Não há qualquer razão que
nos permita acreditar que isso de alguma
forma foi afetado ou alterado pela
palavra, pelo ensinamento de Jesus e
pela prática de Jesus. Uma outra questão
que é indiferente. Essa primeira questão
obviamente não é indiferente. Furtar não
é indiferente. Eh, se nós discordamos
sobre a questão do furto, eh, eu não
posso abrir mão da minha posição apenas
para dizer: "Ah, tudo bem, você é fraco
na fé, eu sou forte na fé, mas eu tenho
que aprender a conviver com você". Não,
se você acreditar que furtar errado, a
gente precisa tomar uma providência
muito séria como comunidade, como igreja
em relação a isso. Eu não posso
concordar que na mesma igreja que eu, na
mesma igreja que eu estou, existe uma
pessoa que furta e acha que isso está de
acordo com a palavra de Deus. Agora, tem
outras questões que são muito muito mais
secundárias, que são eh
questões não fundamentais
eh em relação à palavra de Deus, em
relação às ordens que a gente encontra
na Torá. Por exemplo, a gente tem em
Levítico 19:19 a ordem de que não é
permitido que um membro do povo de Deus
vista uma roupa feita por dois tecidos.
Isso era uma ordenança prevista na Torá.
Isso significa que nós precisamos
observar essa exigência da Torá hoje?
Claro que não. Eu estou vestindo agora
roupas que são constituídas de algodão e
de poliéster. Isso significa que eu
estou de alguma maneira eh transgredindo
a lei de Deus? Claro que não. A gente
entende que isso não tem pertinência,
não é uma exigência que nós devemos
considerar que permanece válida a partir
daquilo que foi a obra de Cristo. E
também considerando o fato de que eu sou
um gentil, não um judeu. Eh, seria uma
eh seria uma imprudência muito grande
dividir o corpo de Cristo por uma
interpretação tão radical em relação a
isso. Se você entende que você não deve
usar roupa feita de dois tecidos baseada
em Levítico, capítulo 19, tudo bem, eu
acho que é um equívoco, mas isso não
deve ser um ponto pelo qual nós
dividimos o corpo de Cristo.
Praticamente todo mundo vai concordar
que isso não faz a menor diferença.
Agora, nem sempre essa distinção do que
é indiferente e do que não é indiferente
é fácil de se fazer. Mas muitas vezes,
mesmo sendo difícil, a questão é
importante. A resposta exige voltar a
estudar os evangelhos e todo o Novo
Testamento, ponderando caso a caso o que
foi dito e as razões pelas quais foi
dito. Por que que Paulo falou que todas
as coisas são de vocês? E que contexto
ele afirmou isso e quais são as
implicações dessa frase? O princípio que
sempre deve nos nortear é: chegará um
momento em que todos prestaremos contas
de nossas escolhas e ficará evidente
qual era a atitude apropriada em cada
situação. É isso que a gente também
estava tratando no final do slide
anterior.
A verdade acima de ambos é que existe um
só senhor e é diante dele que todo
cristão vive e morre, permanece de pé ou
cai. Então, se existem questões, a não
ser que sejam questões fundamentais como
essa que a gente deu do furto, que está
tentando reinterpretar um aspecto muito
básico da conduta cristã ou da doutrina
cristã, se existem outras questões
práticas em que nós discordamos da forma
como nós devemos proceder, caminhar,
lidar com as questões familiares, lidar
com as questões da comunidade.
É, eu preciso sempre me lembrar que
é diante de Deus que eu recebi a minha
vida e é por meio dele que eu sou
sustentado. Ele é Senhor sobre todas as
coisas. Isso quer dizer que eu vou
prestar contas a respeito de todas as
atitudes que eu tomo, todas as escolhas
que eu faço e você também. Por isso,
isso deve me dar até um pouco mais de
tranquilidade e paz em conviver com
você. mesmo acreditando que você está
equivocado. Um pouco de paciência,
talvez se eu tiver completa convicção de
que é uma questão de imaturidade da sua
parte não ter chegado ao entendimento
que eu possuo. Eh, ou mesmo uma questão
de tranquilidade de mesmo que você não
venha a concordar comigo em momento
nenhum, é diante de Deus que você vai
prestar contas. Não sou eu que tenho que
determinar e julgar que a sua atitude
precisa ser corrigida, que você precisa
de alguma forma ser eh condenado por
aquilo que você está fazendo, como se eu
tivesse autoridade e autonomia para
fazer isso. Novamente, tudo isso depende
desse passo anterior de determinar se
essa é uma questão fundamental ou não.
Existem muitas questões que não são
fundamentais e que não deveriam ser
justificativa para a divisão dentro do
corpo de Cristo. E essa realidade de que
você vai prestar contas e eu vou prestar
contas diante do mesmo Senhor, deve nos
dar a condição de convivência necessária
paraa unidade do corpo de Cristo. E a
lógica é, Jesus condenou o pecado na
cruz. Nós vivemos entre a cruz e esse
julgamento final. No momento do
julgamento final, cada um dará conta ao
Senhor. O fato de que muitas vezes essa
é uma realidade difícil de se
posicionar. A unidade é uma exigência
difícil de se eh
uma exigência que Deus nos faz que é
difícil de honrar em muitos momentos, é
justamente porque nós vivemos entre o
fato de que o pecado já foi condenado,
mas o juízo final ainda não aconteceu.
Nem todas as coisas foram trazidas à
luz, nem tudo foi revelado por parte de
Deus. E nós precisamos usar o
discernimento, o estudo cuidadoso e
sensível das escrituras para tomar as
nossas decisões. O julgamento final é
importante porque Deus tem o compromisso
de pôr o mundo de volta em ordem. Nós
vivemos entre a cruz e esse julgamento
final. E tudo o que fazemos acontece à
luz desses fatos. Nós não vivemos para
nós mesmos.
Nós não morremos para nós mesmos.
Depende do Senhor, o Mestre a quem
servimos. A nossa decisão sempre deve
depender não daquilo que é mais
conveniente pra gente, mas do fato de
que nós temos convicção de que é isso
que Deus está exigindo de nós. Mas se
nós temos essa compreensão de que a
nossa vida não é mais determinada
simplesmente pela nossa própria vontade
individual, isso também me coloca em uma
posição diferente quando eu vou pensar
sobre a maneira como eu vou lidar com as
pessoas que discordam de mim. O
interesse principal de Paulo nessa
sessão final do capítulo 14 é tratar do
risco de que alguém limpe o próprio
caminho e acabe impossibilitando o
próximo de trilhar o seu caminho.
Eh, ele afirma: "Não julguem uns aos
outros. Usem, porém, seu discernimento
para não fazer com que os outros
tropecem". Essa é uma questão, talvez a
uma das conclusões a que Paulo chega no
capítulo 14, que precisam ser mais
reforçadas, é o fato de que mesmo que
você tenha a liberdade pela compreensão
correta e adequada de que você pode
comer todos os alimentos, de que você
não precisa observar esses dias sagrados
como se fosse uma exigência da lei que
vale sobre você,
você não deve utilizar essa liberdade
como pedra de tropeço ou utilizar essa
liberdade a ponto de que isso se torne
uma pedra de tropeço para o seu irmão
que é fraco na fé.
Se ele não chegou a esse entendimento
ainda, considere a posição do que é mais
frágil, do que é mais fraco. Você que já
chegou ao entendimento mais maduro, deve
se adequar a ele e não o inverso. Ele
sim é exigido de continuar refletindo,
pensando e adequando a sua própria
opinião à luz daquilo que ele pode e
deve encontrar nas Escrituras e no
ensino dos apóstolos. Mas se ele ainda
não chegou nesse momento, é seu dever
que é mais forte na fé, agir de tal
forma que ele não tropece em sua
liberdade, ou seja, se abster. Você pode
comer essas coisas.
Mas se o seu irmão se escandaliza e
Paulo chega a dizer que alguns que são
fracos na fé podem chegar ao ponto de
blasfemar,
de falar contra o próprio Deus pela
atitude equivocada desses que são fortes
na fé, que supostamente estão do lado
certo da discussão. Então você está
cometendo um pecado pior do que ele.
Você deve se abster daquilo que você tem
direito de fazer.
Não adianta dizer: "Eles devem
amadurecer e parar de fazer tanto
barulho." Isso pode facilmente acabar em
um caminho livre para nós que somos
fortes na fé e cheio de entulho para
eles que são fracos na fé. Eles é que
estão numa posição de fragilidade. A
liberdade que respeita o outro. A
questão da pureza dos alimentos também
estava intimamente ligada ao julgamento
da consciência. Por exemplo, se uma
pessoa considerava eh se uma pessoa a
considerava impura essas comidas e esses
alimentos, para essa pessoa comer esses
alimentos passa a ser algo impuro. Ele
comete pecado porque no julgamento da
consciência dele aquilo deveria ser
feito e ainda assim ele fez. Agora, se o
outro considera impura, eu considero
pura, mas o outro considera impura e eu
tenho essa atitude deliberada de comer
esse alimento, independente do que o
outro vai pensar, isso é uma atitude
mais do que impura da minha parte. Isso
é uma atitude nociva. Isso é algo que
está de alguma forma eh desviando
o meu irmão de pensar adequadamente
sobre essa questão. Paulo apela
principalmente aos cristãos gentios.
Como a gente disse no começo, a divisão
é entre fracos na fé e fortes na fé.
Provavelmente entre os fracos na fé
tinha tanto cristãos judeus como
cristãos gentios. E entre os fortes na
fé cristãos judeus e cristãos gentios.
Mas pela força da tradição que
acompanhou toda a formação e
desenvolvimento dos cristãos judeus, o
que provavelmente aconteceu é que a
maior parte do que Paulo chama de
daqueles que são fortes na fé eram
cristãos gentios. E a maior parte
daquilo daqueles que eles chamam fracos
na fé são cristãos judeus. Lembrando que
o próprio Paulo se considera forte na fé
e ele é um cristão judeu. É uma exceção
em relação a isso que a gente tá
tentando supor ou inferir que era a
condição geral daquela comunidade.
Paulo apela principalmente aos cristãos
gentios para que restrinjam a sua
liberdade a fim de não afastar os
cristãos, os judeus recém retornados a
Roma. Nós já falamos isso várias vezes,
mas os cristãos judeus pelo édito de
Cláudio, eles foram expulsos de Roma.
Eh, não só os cristãos judeus, os judeus
de forma geral foram expulsos de Roma e
depois do ano 54 eles foram permitidos
retornar para Roma. Quando eles
retornaram, provavelmente esse convívio
de cristãos judeus e gentius havia sido
prejudicado por posições que se
calcificaram enquanto essa separação foi
estabelecida. Então, muitas práticas,
eh, muitas reflexões e interpretações
das escrituras que os cristãos gentios
que permaneceram em Roma fizeram, de
alguma forma estavam fora do lugar, eh,
estavam eh em desacordo com aquilo que
era o papel que os judeus deveriam ter
dentro da comunidade cristã e como eles
que eram gentius deveriam se relacionar
com seus irmãos judeus.
Então, o que Paulo está fazendo é
provavelmente apelar para esse grupo que
era eh preponderantemente constituído de
cristãos gentius para que restringissem
a liberdade deles. Vocês podem, mas
vocês não devem. Vocês têm o direito,
mas vocês não devem exercer o direito de
vocês. Por uma ofensa contra aqueles
cristãos judeus ou aqueles que eram
fracos na fé, desconsiderando essa
condição de imaturidade deles, era uma
ofensa contra o próprio Messias e contra
a morte do Messias. Porque a morte do
Messias foi feita justamente para
superar todas as barreiras que
diferenciavam
o povo judeu do povo gentil, o homem da
mulher e qualquer outra forma de
distinção que se estabeleceu dentro da
humanidade diante de Deus. Então, essa
relação de comunhão com Deus e relação
de comunhão entre os seres humanos que
foi prejudicada pelo pecado, foi aquilo
para o qual Cristo morreu a fim de
derrubar.
Desconsiderar ou desprezar isso é
ofender o próprio Messias. E seria uma
inversão de prioridades. Por quê?
Aquilo que define a realidade do reino
de Deus é justiça, paz e alegria, como
ele coloca aqui no versículo 17. Olha lá
o que Paulo afirma no versículo 17.
Pois o reino de Deus não é comida nem
bebida, mas justiça, paz e alegria no
Espírito Santo. Isso significa que se
concentrar nas questões de comidas
sagradas e de dias sagrados é
desconsiderar a realidade do reino de
Deus, que estabelece que o fato mais
importante é a justiça do reino de Deus,
é a paz com Deus e a alegria que há no
Espírito Santo. Isso é o reino de Deus e
não nós entrarmos em concordância ou
fazermos prevalecer a opinião de um ou
de outro a respeito dessa controvérsia.
E a desconsiderar tudo isso que Paulo
está tratando é o mesmo que derrubar a
casa de Deus. É destruir o que Deus está
edificando com todo comunidade, com com
todo cuidado que é a comunidade dos
santos, que é a comunidade cristã feita
a partir de pessoas distintas. que
originalmente tinham todas as razões
para continuarem vivendo como grupos
distintos, como seos que não poderiam
ter qualquer tipo de proximidade e
relação com aqueles que pensavam e
viviam de forma diferente. É para isso
que Jesus morreu, para reaproximar, para
reconstruir aquilo que o pecado e a
morte dividiu
e separou.
Aquilo que foi estabelecido como eh
fonte de condenação entre um grupo e
outro foi superado pela morte do
Messias. E aí a gente chega nessa a
reflexão final, que é um pouco de
exercício da nossa parte, eh, dentro de
uma realidade que é marcada por todo
tipo de fragmentação,
de separação e de limites que nos
diferenciam um do outro, que é pensar
onde é que nós estamos construindo
barreiras para as quais Jesus ou a
respeito das quais Jesus morreu para
destruí-las. Paulo nos remete a um
princípio central. O respeito mútuo é um
aspecto vital da justificação pela fé.
Deus já declarou que tanto esta como
aquela pessoa são membros do seu povo.
Por isso, cada um deve se examinar em
que pontos na igreja atual nos colocamos
em risco de julgar uns aos outros por
coisa que Paulo consideraria
indiferentes? Quais são os motivos que
hoje desperta tanto interesse, tanta
polêmica e tanta divisão que se nós
fôssemos estabelecer o crio de Romanos
capítulo 14, muito provavelmente
chegaríamos à conclusão de que Paulo tá
dizendo que é absolutamente indiferente.
E pense a respeito das dos dois exemplos
que Paulo está tratando aqui, que era o
problema da igreja em Roma. Não são
questões pequenas. a questão de dia
sagrado, sábado ou domingo, ou todo
cristão deve eh continuar guardando
essas festas sagradas que o povo judeu
guardou ao longo de séculos
e também a questão dos alimentos puros e
impuros eram questões identidadas
profundamente importantes para os
judeus. E mesmo isso, Paulo está dizendo
que é indiferente.
Então, a gente não tem liberdade de
achar que os nossos dilemas são
provavelmente sobre questões muito mais
importantes do que essas questões que
Paulo está tratando aqui. Ah, e o
aspecto mais claro que a gente percebe é
onde é que nós estamos propensos a
construir barreiras com base em linhas
étnicas ou culturais, onde Paulo
insistiria que estamos todos servindo ao
mesmo Senhor? E por isso nós devemos
encontrar formas de aproximar esses
grupos.
E aquilo que é uma a uma exigência para
o contexto bastante divisivo que nós
estamos vivendo é quanto mais nos
aplicarmos a compreender o pensamento de
Paulo em Romanos capítulo 14, mais
equipados nós estaremos para aplicar
essas lições às questões atuais. Então,
nós temos aqui novamente eh uma aula
que, no fim das contas, apesar de
importante, ainda é introdutória para
todo o valor do que Paulo está
discutindo aqui. Tem muito mais do que
nós poderíamos pensar sobre essa questão
de dias sagrados, de alimentos sagrados
e da forma como Paulo trata fortes e
fracos na fé e como os fortes devem agir
em relação aos fracos do que a gente
poôde fazer. Mas isso é um ponto de
partida para nós termos uma referência
mais objetiva e concreta da forma como
nós devemos tratar com os pontos
polêmicos e divisivos que enfrentamos
hoje dentro da igreja de Cristo. Tá bom?
Bom, pessoal, foi a aula que eu preparei
para a gente conversar hoje aqui e vamos
ver se tem perguntas aqui no chat.
Depois que a gente começou, outras
pessoas chegaram. O Rócio, a Fernanda,
Adriana,
a Lubnética, não sei se esse é o seu
nome mesmo, mas tá aí sempre com a
gente, o Samuel Quintanilha.
Eh, opa, eu conheci o Samuel há pouco
tempo, é bom vê-lo aqui. Eu sempre vi
aqui no no chat de Samuel, mas não sabia
que era você. Agora eu sei quem é você.
Ah, vamos ver aqui o que mais.
As pedras de tropeço não seriam apenas
gastronômicas, certo? Com certeza. Ele
mesmo trata dos dias sagrados aqui, né,
Fernanda? E e certamente eh pensando no
nosso contexto, a questão política, por
exemplo, que levou muitas igrejas a
racharem, a expulsar pessoas que não
concordavam com o posicionamento
majoritário daquela comunidade, muito
provavelmente seria um ponto discutido
por Paulo se ele estivesse escrevendo
essa carta hoje.
Aqui o Samuel fazendo propaganda do
nosso Macários presencial. Pois é, a
gente tem o Macários presencial em
quartas-feiras alternadas. Então, a
gente teve quarta-feira passada, não
vamos, perdão, a gente teve Macáos
presencial há duas semanas atrás e vamos
ter outro encontro presencial amanhã.
Então, amanhã quem desejar vir aqui na
rua Tianguá, número 25, vai poder ter
uma aula e a gente vai falar sobre algo
relacionado ao que estamos falando aqui,
que é curando o individualismo por meio
do seu serviço. Como é que a igreja
primitiva conseguiu superar todas as
condições adversas por meio dessa
prioridade do serviço, como a gente
encontra no livro de Atos, tá bom?
Então, vão ser bem-vindos.
Que mais? O encontro é às 20 horas, o
encontro presencial.
Vamos ver aqui.
Tem pessoas que se ocupam de vigiar os
outros simplesmente para os condenar.
podemos considerar como fracos. Olha,
Marília, eh não é possível falar sobre
toda a situação e toda questão eh que
possa levantar algum tipo de discussão e
de uma postura um pouco mais vigilante,
porque, por exemplo, o próprio Paulo
também era muito vigilante sobre
questões doutrinárias
fundamentais que tinham consequências
práticas que poderiam provocar a divisão
do corpo de Cristo. E em relação a esse
tipo de ensino perigoso
que gerava uma compreensão equivocada a
respeito do evangelho da pessoa de
Jesus, do significado da morte e da
ressurreição
e que gerava esse tipo de comportamento
divisivo dentro da comunidade. Sobre
isso, Paulo era era assim profundamente
atento, preocupado e esforçado a ponto
de nós encontrarmos em quase todas as
cartas alguma motivação relacionado a
problemas dessa natureza. Então isso é
um contraexemplo daquilo que a gente
estava tratando. Mas sim, existem outras
questões que são indiferentes, que ainda
desperta a angústia, um zelo equivocado
de muitas pessoas que estão sempre
tentando verificar se você está a apto
ou não a passar no julgamento que a
pessoa tem a respeito de você e de
qualquer outra pessoa sobre eh esse tipo
de questão, né? Então, sim, existem
pessoas com essa postura que parecem ser
muito próximas ao grupo que Paulo está
tratando como os fracos na fé, que não
entenderam isso e por isso tem uma
postura muito rígida, muito rigorosa com
outras pessoas.
E atualmente as questões de divisões
políticas partidárias. Certamente, Mari,
eu tenho a compreensão que isso é uma
questão
que não é de pouca importância. É claro
que a realidade política afeta a todos
nós. É claro que todos nós somos
chamados a ter uma postura eh cívica que
seja coerente com as nossas compreensões
de fé. Eu mesmo tenho as minhas posições
e acho que é muito importante refletir
adequadamente sobre isso. Mas eu também
vejo que tem pessoas que discordam de
mim, que pensam muito diferente de mim,
que tomam atitudes que eu acho que vão
ser prejudiciais de alguma forma do
ponto de vista político e para a
convivência da sociedade se essa posição
vier a prevalecer. E ainda assim são
meus irmãos na fé.
ainda assim constitui uma questão
indiferente naquilo que define se essa
pessoa faz parte da mesma família que eu
ou não. Eu sei que essa pessoa faz parte
da mesma família que eu. Então, eu
preciso encontrar um meio de amar essa
pessoa. Eu preciso encontrar o meio de
enxergar nela
algo que eu sou incapaz de enxergar,
olhando apenas para aquilo que nos
diferencia
ou olhando apenas com os olhos naturais,
incapazes de percebê-la à luz daquilo
que é ação do Espírito Santo que está
produzindo nela uma nova criatura.
Então, pode ser que eu esteja errado e
ela esteja certa,
ou pode ser que eu seja forte na fé, na
fé e ela seja fraca na fé e eu preciso
agir com amor em relação à pessoa, a
essa pessoa em qualquer um dos casos,
seja eu o forte ou o fraco na fé, seja
ela a forte ou a fraca na fé, eu tenho
que eh perceber as obrigações que Cristo
me faz, as exigências, perdão, que
Cristo me faz.
de amá-la e de encontrar uma maneira de
demonstrar esse amor por essas pessoas,
né? Mas de fato isso está muito distante
daquilo que foi a realidade da Igreja
Evangélica Brasileira nas últimas duas
eleições. A gente tem muito eh feijão
para comer, a gente tem muitos desafios
para conseguir estabelecer esse ambiente
de harmonia, né?
Professor, eu tenho uma pergunta. Aquela
mulher que tem um espírito de
adivinhação
faz para que Paulo sentisse orgulho?
Eh, por isso ele expulsa passando os
dias e o repreende. Eh, eu acho que o
meio da pergunta ficou um pouco difícil
para eu compreender a Fernanda, mas se
eu estiver lembrando bem da situação, é
quando ele expulsa o demônio e e e
expulsa o espírito de adivinhação. E
aquilo era uma fonte de lucro, lucro
para os comerciantes da cidade, né? Eh,
eu não sei se é esse o contexto. Se foi
esse o contexto,
eu ainda fico sem entender completamente
a pergunta. Eh, eu vou eu vou pedir
eu vou pedir para que você eh tente
refazer a pergunta para ver se eu
consigo responder, tá? Se eu não
conseguir responder agora, ainda vai
ficar aqui no chat e eu posso responder
no próximo no próximo encontro. Mas por
que que Paulo expulsa aquele espírito de
adivinhação? É essa pergunta, porque
gera orgulho nela.
Ah, eu acredito que é porque Paulo
percebe que aquilo é um é um é um
espírito mal, é um espírito demoníaco,
não porque aquilo é um dom de profecia
que foi dado para aquela mulher, por
isso que ele a repreende e a expulsa,
né? Ah, e e talvez eu esteja entendendo
um pouco melhor agora a pergunta. É, o
tipo de revelação que ela tava falando é
supostamente elogiosa a respeito de
Paulo, mas ele entende que aquilo não
vem da parte do Senhor. Mesmo que seja
uma palavra supostamente
eh positiva sobre o apóstolo Paulo,
aquilo de alguma forma está sendo
utilizado pelo próprio Satanás para
manipular, seja Paulo, seja as outras
pessoas, a respeito daquilo que ele
desejava que as pessoas acreditassem,
que era obviamente diferente daquilo que
Paulo estava pregando e anunciando.
Então, a
eh então eu acredito que essa é a
questão principal, que era um espírito
mal. E por isso que independente daquilo
que ele estava falando, eh, ele foi
expulso. Me lembra um pouco a situação,
eh, daquilo que é a atitude de Pedro.
Pedro supostamente tá tentando proteger
Jesus quando
Jesus o repreende e fala: "Para atrás de
mim, Satanás", né? Então, mesmo que seja
uma palavra supostamente positiva a
respeito de Jesus ou desejando o bem,
não era aquilo que era a vontade de Deus
para eles. Bom, eu acho que eu eu perdi
alguma coisa aqui no meio do caminho
sobre essa pergunta. Vou tentar eh
entender melhor depois e responder. Mas,
pessoal, a gente tem mais três
encontros, quinta e dois encontros na
semana que vem para concluirmos Romanos.
Então eu encorajo todos vocês que estão
acompanhando aqui, seja ao vivo, seja
algum momento eh depois, acessando a
aula gravada, a permanecerem firmes.
Falta pouco e a gente espera poder
concluir essa etapa com a companhia de
vocês. Muito obrigado pelo tempo de
todos vocês. Desejo uma boa noite a
todos e até o nosso próximo encontro.
Ciao. Ciao.

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